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Tradução de Ana Biscaia Tradução de Manuel Alberto Vieira

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Lorde

Lorde Buckingham não aprofundou a questão, e, passado pouco tempo,Arthur deu por si a ser apresentado a um casal algo mais velho do queele. O homem era alto e magro e tinha o ar circunspecto de alguém que setinha em alta conta. Junto dele, a sua mulher era baixa e roliça, com um peitoavantajado e olhos vivos e cintilantes que reluziam com um descontraídotoque de malandrice.Buckingham curvou-se numa vénia diante da senhora e fez as apresentações.— Sir Arthur Wellesley, tenho o prazer de lhe apresentar o GeneralCharles Sparrow e a sua encantadora esposa, Olivia. — Buckingham trocouum sorriso rápido com a mulher e depois prosseguiu: — Agora, se me deremlicença, tenho de receber outros convidados. Estou certo de que terãomuito que conversar, Olivia, minha querida.Assim que o seu anfitrião se havia afastado, o General Sparrow perscrutouArthur rapidamente.— Wellesley? Algum parentesco com o recente governador-geral daÍndia?— É meu irmão.A mulher do Sr. Sparrow deu-lhe uma pancada leve de forma brincalhona.— Oh, Charles! Sabes disso perfeitamente. Não te faças de tonto como rapaz.— Oh, muito bem. — O rosto do General Sparrow enrugou-senum sorriso divertido. — Por acaso ouvi falar muito das suas recentesproezas.— Ah, sim?— Infelizmente, grande parte do que sei é em segunda mão, retiradadas cartas que a minha mulher recebe.— Cartas? — Arthur franziu a testa. — Lamento, mas receio que nãoesteja a perceber.— Sir Arthur. — Olivia tomou-o pelo braço e exibiu um sorriso rasgado,revelando duas carreiras de dentes pequenos e afiados. — Sou grandeamiga de alguém que conhece, ou conheceu, muitíssimo bem. Miss KittyPakenham, para ser precisa.Arthur manteve os olhos fixos nela por um instante, um súbito assomode paixão a percorrer-lhe o coração. Engoliu em seco e fez um grandeesforço para conter os seus sentimentos enquanto inclinava a cabeça ligeiramentepara o lado.— Miss Pakenham… Kitty. E permite-me que lhe pergunte como vaiela de saúde?— Espero bem que sim! — Olivia Sparrow desatou a gargalhar. —90

Especialmente considerando que ela me escreveu um montão de vezes apropósito dos seus sentimentos por si, Sir Arthur.— Escreveu? — Arthur não foi capaz de esconder a sua surpresa. Nosanos em que estivera na Índia, ele e Kitty haviam trocado uma mão-cheiade cartas, sobretudo acerca dos assuntos de amigos e da família e notíciasde caráter mais geral. Arthur adotou uma expressão neutra. — Estará comcerteza a exagerar, Sra. Sparrow.— Eu? A exagerar? — Levou uma mão de encontro ao peito com umolhar sofrido e depois desatou novamente a rir. — Bem, talvez só um bocadinho.Mas conheço a mente da rapariga, Sir Arthur, e o seu coração. Elasentiu imensamente a sua falta. Devia escrever-lhe.— Já chega, minha querida — interrompeu o marido. — Como sempre,expões-te de mais em relação às confidências das outras pessoas.Olivia fitou submissamente o marido, e depois inclinou-se para Arthure apertou-lhe a mão.— Escreva-lhe.— Hum, sim, com certeza — respondeu Arthur acanhadamente.O General Sparrow aclarou a garganta.— Sir Arthur, enquanto soldado, diga-me, que hipóteses tem Bonapartede derrotar os austríacos no presente conflito?Tratava-se de uma tentativa desajeitada de desviar a conversa do mexericoda sua mulher, porém Arthur dava graças por não ter de falar sobreKitty à frente deles. A sua mente estava ocupada por uma confusão de imagense emoções, e precisava de tempo para considerar as suas intençõespara com ela. Naquele momento, forçou-se a concentrar a atenção na perguntado General Sparrow.— Os austríacos têm um exército suficientemente numeroso para fazerfrente a Bonaparte — começou. — Se os russos unirem forças com elesa tempo, vão exceder os franceses em número de forma esmagadora. Nãosou nenhum especialista nos méritos relativos dos soldados, mas ouvi dizerque os austríacos são bem disciplinados e corajosos, e que a sua cavalarianão tem paralelo. No entanto, o francês provou repetidas vezes que é umindivíduo assaz valente e intrépido. É capaz de marchar mais depressa doque qualquer inimigo, e lutar como um demónio no final do dia. É tambémapoiado por jovens comandantes capazes de inspirar os seus homensa realizar assinaláveis atos de coragem. E depois, claro está, temos o próprioBonaparte. Aquele homem é talvez o mais brilhante general da nossa época.A sua simples presença no campo de batalha vale por dez mil homens.— Fala como se o admirasse, Sir Arthur.— Admirá-lo? — Arthur pôs-se a pensar por instantes e depois fezque não com a cabeça. — Talvez o tenha admirado em tempos, quando era91

Tradução de: J. Espadeiro Martins, Ana Silva e Teresa Damásio
Tradução da doc de Perl
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