Deputado denuncia: - Fundação Maurício Grabois

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Deputado denuncia: - Fundação Maurício Grabois

ANO V- N? 167- DE 14 A 20 DE MAIO DE 1984 Cr$ 300,00Deputado denuncia:EDITORIALCCompromisso ou roturaorno sair do impasse? Em tornodesta questão candente. começam a fervilhar sugestões emtodo o pais. O PC do Brasil lan-çou a respeito importante doeumentoreafirmando que "não secontrário, só poderá ser um governode ruptura com tal regime".,A Comissão Mista que discutea emenda apresentada porpode negociar a vontade expressa Figueiredo - e onde as oposiçõesda nação( ...) em prol das eleições junto com o pró-diretas do PDSimediatas para a Presidência da tentarão restabelecer a questãoRepública" e que "o fator funda- das diretas-já - será nestes diasmental para vencer a resistência um fórum onde de certa forma todasforças reacionárias e alcançar das estas propostas estarão preefetivasliberdades democráticas é sentes. Para o governo, a tentativaa mobilização popular em ampla é deixar aparecer a maior diversiescala".dade de idéias, mas limitar o de-O governador Montoro também bate às salas dos gabinetes. Paramanifestou-se, defendendo as di- · a oposição, pelo contrário, o interetas-jáe um candidato único das resse é reduzir as propostas ao esvoposições comprometido com um sencial, e da forma mais simples,programa básico de caráter demo- como foi a palavra de ordem simcrático.O pronunciamento tem ples de diretas-já, e retomar a moaparentementecomo alvo conde- bilização popular para acompanaras manobras de negociações nhar todos os passos.nos bastidores encenadas por Fi- Alguns se mostram impacientesgueiredo e bem recebidas por se- porque os grandes comícios não setores mais conciliadores da oposi- repetem. E uma situação passação.Logo no dia seguinte o pró- geira, fruto de certa perplexidadeprio governador Brizola reafirmou com a rejeição da emenda Danteque defende a eleição direta para de Oliveira e de uma necessáriao sucessor de Figueiredo.readaptação das formas de lutadas massas. O importante é quetodos os democratas estejam voltadospara a grande tarefa de contribuirpara elevar o nível de organizaçãoe mobilização popular.É aí que se definirá de fato umatransição que signifique ruptura enão compromissos com os donosdo poder.Multiplicam-se as fórmulas propostas.Todas elas indicam no rumode uma transição, o que mostraa intensidade da pressão exercidapelos grandes comícios pródiretasrealizados em todo o país.Mas as oposições não podem seperder em questões menores, precisamenfrentar os problemas centraise mobilizar as grandes massaspara ter força.Aquestão chave colocada nasituação atual é o fim do regimemil i ta r.Os comunistas assinalam, notexto distribuído à imprensa, que"as eleições diretas-já são, nas circunstânciasatuais, o meio menosconflitante (...) para solucionar oimpasse político que o país defronta".E mesmo não negando quepossam haver entendimentos, mostramque é possível chegar a "umgoverno de transição, que não podeser entendido como de compromissocom o regime militar. AoOs comitês unitários pró-diretascumprirão ainda destacadopapel. Ajudarão a discutir c~m apopulação as mudanças na situaçãopolítica e a manter viva a chamada campanha. Continuarãopressionando os governos democráticospara que não abandonemo trabalho de mobilização demassas. Darão apoio à missão dopresidente da Comissão Mista, deputadoJarbas Vasconcelos, que sedispõe a, viajar pelo Brasil paradebater com as entidades e organizaçõesdemocráticas. Prepararãocondições para as grandes manifestaçõesde rua, que mais cedoou mais tarde voltarão à cena.$§rJ)o8..Joõu.Custou 10 bilhões e 311milhões de cruzeiros o votodo governador de Sergipe,João Alves, comprado pelo"presidenciável" indiretoMário Andreazza, numanegociata através do BNH.A denúncia, do deputadoestadual Moacir Andrade(PMDB-Alagoas), fartamentedocumentada, retrataa malcheirosa corrupçãoreinante na sucessão atravésdo Colégio Eleitoral.Pág.3Governo fecha frentesde trabalho e condenanorde-s-tinos à m rteReportagem da TO constata-o drama de uma área do polígon.? das secasapós a decisão de Brasília acabando com as frentes de emergencia. P. 8São Paulo pode parar no dia 16Os motoristas e cobrador~s exigem 85% de reajuste salarialCongresso da UBESune secundaristaspelas diretas-· áSelma Oliveira e Delcimar Pires, diretoresda entidade máxima dos secundaristas,opinam sobre os rumos do movimento. Página 5Apoio reTribunaterror IDas 10 às 11 horas da quinta-feira,dia 10, cerca de 2.800 funcionários nãooperacionais do Metrô de São Paulo paralisaramsuas atividades. Os outros 2mil metroviários que operam os trenstrabalharam, .mas sem usar os uniformesda empresa. Desta forma a categoria,conhecida por sua coesão e combatividade,protestou contra a intransigênciado governo estadual que não atendeu asreivindicações da campanha salarial.Conforme decisão da assembléia na noiteanterior, com 1.300 presentes, os metroviáriosaguardarão até a próxima segunda-feirauma resposta positiva do governo.Caso isto não ocorra, toda a categoriaentrará em greve, detxauóu semtransporte os mais de 1,3 milhão de usuários.Os metroviários exigem estabilidadeno emprego; 175,64% de reajustesobre o salário de junho passado; antecipaçãotrimestral de 20%; etc.Outra categoria que promete grevepara o dia 16 é a dos motoristas e cobradores.Na tarde de quarta-feira mais demil trabalhadores do setor saíram àsruas em passeata gntando: "No dia 16,São Paulo vai parar". Os 45 mil empregadosdo setor reivindicam 85% de aumento,mais um abono de emergência;equiparação salarial das empresas particularescom a CMTC (empresa do governomunicipal). No dia 16 haverá a assembléiadecisiva.


2 ----------------------------(11:i i 3;J:®J[e]:f•fj)~---------..I-.------....!.T.:..:R:.!!IB~U~N..::.A..:...::::O..:...P.=.ER:...::A:...:.:, R~I~A~....!:D~E~14:!....A!:.!...:::2~0/!..::::5~ /8~4Farsa eleitoral para nomear.novo chefete de El SalvadorQuando fechávamos esta edição o resultado das eleições realizadasdia 6 em El Salvador estava bastante confuso. Enquanto o candidatodemocrata-cristão José Napoleón Duarte dava entrevistas como"presidente eleito", seu concorrente ultradireitista, Roberto D' Aubuisson,afirmava que ele era o verdadeiro vencedor.A rádio Venceremos, porta-voz trole de um exército fascista e cordaFrente Farabundo Martí de Lt- rupto e do imperialismo norte-amebertaçãoNacional (FMLN), divul- ricano.gou diversos comunicados denunciandoo pleito como uma "farsaPROMESSAS VÃSque não resolverá os problemas dopaís" e conclamando a população àabstenção. Os guerrilheiros anunciaramtambém a realização de diversasações armadas no dia da eleiçãoe afirmaram ter impedido avotaçãoem 54 distritos do leste dopaís, principalmente aqueles controladospelas forças da FMLN. Defato, como já assinalamos em outrasoportunidades, El Salvadornão viveu, com as eleições presidenciais,uma experiência democrática,de debate amplo, participaçãopopular e livre escolha denomes e programas de governocom vistas à solução dos problemasde fundo do país. Mas um simulacrode eleição disputada em climade negação das liberdades e dos direitosfundamentais, sob total con-Duarte "eleito" sai atrás dos dólaresO presidente "eleito" José NapoleónDuarte já exerceu anteriormentea Presidência da República,no período de novembro de 1980 amarço de 1982, com a mesma piaformasupostamente reformista e liberalque apresenta agora. Contudo,em sua curta gestão, revelou-seum fantoche dos interesses norteamericanose da oligarquia interna,orientando toda a sua ação para oobjetivo de esmagar a ferro e fogo aluta de libertação do povo salvadorenho.Agora, jactando-se de contarcom o "apoio da maioria do eleitorado",Duarte pretende passar comoo promotor das reformas sociais,o condutor da democratizaçãodo país e negociador capaz dealcançar a pacificação nacional.Mas, como implantar reformas sociaissem golpear duramente osinteresses das 14 famílias que controlama economia salvadorenha,oligarquia petrificada que dá ascartas no jogo do poder político?Como democratizar o país, se aseleições foram feitas com acordoprévio que obriga o eleito a não"interferir nos assuntos militares"?Vale dizer: Duarte pode reverberarsobre a ineficácia da violênciapara combater a guerrilha e"preferir" o método do "diálogo",entretanto nada deve fazer de concretoque diminua o poder militarou atinja os esquadrões da morte,cerne da repressão política que jámassacrou mais de 40 mil civis emmenos de 5 anos. A conclusão maislógica que se pode tirar é que, emessência, nada mudará.O imperialismo norte-americano,na pessoa de seu chefete, o presidenteRonald Reagan, saudou entusiasticamentea unção de Duarteao poder como a "vitória da democraciaem El Salvador", como aabertura de caminho para "solucionaro problema da América Central".REAGAN GOSTOU DA FARSAA eleição de Duarte serve paraReagah como um pretexto para -justificarperante a opinião públicanorte-americana e escalada de suapresença militar como um meio de"defesa" da "democracia". Daíporque, mesmo antes da divulgaçãodos resultados oficiais, Reagan fezpatético pronunciamento público ese apressou a oferecer a El Salvadoruma "ajuda econômica e militarde mais de 1 bilhão de dólarespara os próximos cinco anos, conformerecomendação feita pela famigeradaComissão Kissinger.Revelando que no exercício daPresidência da República será umdócil instrumento de Washington,José Napoleón Duarte declarou que"a ajuda econômica e militar dosEUA é indispen~ável para pacificaro país e promover a democracia".Já foi anunciada uma viagemde Duarte a Washington para antesde sua posse, a fim de tratar daobtenção de 400 milhões de dólarespara este ano. (JRC)Imperialismo aperta o cerco à NicaráguaA derrubada de um helicópteroda Força Aérea hondurenha, dia 8,dentro do território nicaragüensepela artilharia sandinista aumentouinesperadamente a tensãona área. No momento, tropas dosEstados Unidos, Honduras, El Salvadore Guatemala participam da1operação "Granadero 1" em terri-tório hondurenho e poderão seaproveitar do incidente fronteiriçopara desfechar um ataque abertoà Nicarágua.A Nicarágua está enfrentandoheroicamente uma agressão imperialistapor terra, mar e ar. Os EstadosUnidos· transformaram Hondurasnum acampamento militarpara dar apoio logístico às tropasmercenárias da FDN e organizar obloqueio naval ao país de Sandino.A partir de 23 de fevereiro, o governonorte-americano iniciou a chamada"guerra dos portos", colocandominas nos principais portos.O governo do presidente Reaganpretende apertar ainda mais ocerco ao regime sandinista. Na semanapassada, o secretário de Estado,George Shultz, afirmou aosempresários norte-americanos queé necessário formar "um escudomilitar" na América Centràl pararesolver os problemas da região.Para ele, derrubar o governo nicaragüensefaz parte desta solução.Mas os intentos americanos não serãofáceis, pois o regime sandinistatem o apoio do povo de seu paíse a solidariedade internacional (vejabox ao lado).São Paulo prestahomenagem a SandinoNa Nicarágua, o 4 de Maio é odia da· Dignidade Nacional, dataem que Augusto César Sandinoiniciou a guerrilha contra as tropasinvasoras norte-americanas,em 1926. Este ano, a SecretariaMunicipal de Cultura de São Pauloe o Centro Cultural São Pauloconvidaram o embaixador da Nicaráguapara falar sobre esta ocasiãohistórica e a realidade atual&quele país.Cerca de 200 pessoas estiverampresentes para .ou~ir o embai~~~or V!e dar seu apolO a luta patnotlca .gdos .nicaragüenses. Logo após


~T~R~IB~U~N~A~O~P=E~R~Á~R~IA~~D~E_1~4~A~2~0~/5~/~8~4--------------------~F~ot-o-: M-o-re- 1 r_a_M_a-riz-------(~~lJ~[tl~~~~)--------------------------------------------------------~--------3~ .~~~· ~O Comitê Suprapartidário marcou Dia Nacional pelas Diretas-Já em 25 de maioComitê quer retomadadas mobilizaçõespopulares pró-diretasComitê Nacional SuprapartidárioPró-Diretas definiu o próximo dia 25como data nacional das manifestaçõespelas diretas-já. A decisão foiaduLada na reunião do Comitê no últimodia 9, quando foi reafirmada "posiçãoindeclinável de compromissocom a luta popular pelas diretas-já,reivindicação que a comunidade nacionalconsidera inegociável".O Comitê Nacional decidiu, também,recomendar aos Comitês Regionais queprossigam suas atividades "com idêntico epermanente espírito de luta". Tais posicionamentossão importantes espaços paraa conquista tmediata das eleições duetas,na medida em que reforçam a mobilizaçãopopular, deixando claro que as diretas-jásão inegociáveis.PTB NÃO COMPARECEUA reunião do Comitê Nacional não contoucom a participação nem do PtB enem do grupo Pró-Diretas do PDS. Emborao PTB não tenha feito nenhuma comunicaçãoformal, sua saída do Comitê étida como praticamente certa. Já o GrupoPró-Diretas do PDS garante que continua• no Comitê, não tendo comparecido à reuniãoporque na mesma hora seus membrosdavam os retoques finais no substitutivoque será apresentado à emenda dogoverno em conjunto com os partidos deoposição.O substitutivo mantém as diretas-já einstitui eleições diretas para prefeitos dascapitais, estâncias minerais e munidpiosconsiderados de "segurança nacional"ainda este ano. Mas também enveredapor um emaranhado de questões, buscandoresponder aos inúmeros itens da emendado general Figueiredo.Com isso, o Comitê Nacional Suprapartidáriomanifestou sua preocupação como andamento da luta pelas diretas-já noCongresso, principalmente em dois aspectos:o elevado número de subemendasapresentadas à proposta Figueiredo que,segundo o deputado Ulysses Guimarães,pode atrasar a tramitação da emenda edesviar a atenção das diretas-já; e a inde·finição sobre a possível data de votaçãoda nova emenda pelo Congresso. (da su·cursai)IIA chamadacampanhaestá vivaProsseguem as manifestações pelasdiretas-já. Em Fortaleza, três entidadesmédicas promoveram estrondosa home·nagem aos o•to deputados cearensesque votaram nas diretas. Os parlamentaresreafirmaram suas posições pró-di·retas-já. Foi distribuída uma relaçãodos deputados que se ausentaram ouvotaram contra as diretas. Os homenageadosforam saudados pelo médicoPaulo Rodrigues, ex-presidente doCentro Médico.Em Sobral, interior do Estado, o deputadoCarlos Virgílio, . pró-indiretas,foi estrepitosamente vaiado num con- ,curso de Miss, enquanto o deputado ·Pauio Lustosa, do PDS, mas pró-dirti·tas, foi aplaudido.A Câmara de Fortaleza aprovou requerimentodo vereador Samuel Braga,PMDB,. considerando "persona nongrata" os parlamentares que não votaramnas diretas-já, e voto de regozijoaos favoráveis à emenda Dante de Oliveira.Cerca de 200 estudantes, lideradospelo DCE da · Universidade Federal,fizeram, após uma paródia, umdesfile/féretro com o caixão do ColégioEleitoral e dos deputados pró-indiretas.No dia 15 de maio o Centro Popular daMulher e a União das Mulheres Cearensespromoverão o Dia das Mulheres PelasDiretas, com shows, música . ·Em Goiás a Conclat local está distribuindomilhares de panfletos denunciandoos parlamentares que votaramcontra as diretas. O Comitê SuprapartidárioPró-Diretas goiano convocoupara o dia 11 manifestação que incluium buzinaço e um panelaço pelas diretas,e vai instalar no local onde estavao Painel das Diretas um novo painel,com charges dos deputados pró-indiretas.Em São Paulo sairâ da Câmara Municipal,dia 11, o enterro do ColégioEleitoral e dos parlamentares pró-indiretas.(das sucursais)·.Andreazza conseguevoto com negociataNa semana passada a. briga pela sucessão entreos candidatos indiretos àPresidência da Repúblicaganhou uma novidade: oministro Andreazza os·tentava a declaração deapoio do governador deSergipe, João Alves, atéentão "indeciso" no lei·lão de votos para a con ·venção do PDS. Segundodenúncias do próprioPDS, o voto foi compra·do a preço de ouro.A manobra foi denuncia-. da na Assembléia Legislativaalagoana pelo deputadoMoacir Andrade (PMDB)que revelou quanto iria custarpara o povo este voto:mais de 10 bilhões e 300milhões de cruzeiros, valorde 900 casas que a empresado governador de Sergipe"Habitacional ConstruçõesLtda" venderá ao Institutode Previdência e Assistênciados Servidores do Estado deAlagoas, com financiamentodo BNH, com a concorrênciade Andreazza. A Habitacionalé a maior empresado ramo imobiliário emAlagoas, mas sua sede é emSergipe.A NEGOCIATANo dia 20 de março últimoo IPASE-AL publicavaum "edital de convocaçãoempresarial n? 01/84",chamando as empresas habilitadasa apresentarempropostas para venda ao Institutode "empreendimentoshabitacionais a executar ouem execução", estipulandocaracterísticas e condiçõesprecisas e minuciosas. Umarápida investigação bastoupara evidenciar que só a"Habitacional Ltda" teriacondições de atender àsexigências. Por exemplo:um dos lotes que o IPASE-•Deputado Moacir AndradeConjunto da "Habitacional", do gm·ernador .\er;:ipano, negociado com AndreazzaAL pretendia comprar teriaque ser composto de 500unidades residenciais, coma condição de que se localizasseno bairro do Tabuleirodos Martins, às mar·gens da rodovia MAC-102,e que constassem de unidadesde 2 quartos. Por "coincidência"ali está o conjunto"Colina dos Eucalíptos",inacabado e encalhado,cuja proprietária é aHabitacional. ..Outro ítem do edital citava400 unidades, que teriamde ser no bairro da Jatiuca,com a condição deque tivessem 3 quartos e ficassemnas imediações doconjunto Santo Eduardo -justamente onde a Habitacionaltem terreno preparadopara a construção de400 unidades de 3 quartos.E o "empreendimento aexecutar" estipulado noedital. Ou seja, o edital eradirigido de encomenda parafavorecer a empresa do governador,que concorreusozinha e, claro, ganhou aconcorrência.AS DENÚNCIASNa imprensa de Sergipe,onde o governo do Estadocontrola tudo, as notíciassobre o escândalo eram esparsase discretas, sem citar·nomes mas deixando todasas et,ridências. A primeirarevelação foi do deputadoLuiz Machado, do PDS,que declarou ao "Jornal deSergipe" que o governadorde Alagoas, Divaldo Suruagy,"foi incumbido de convenceros convencionais sergipanosa votarem no ministroMário Andreazza".Disse também que Suruagy"trocou o apoio a Andreazzapor recursos para a cons-- trução de conjuntos habitacionais".Já o deputadoW alter Cardoso, tambémdo PDS, avisava pelo mesmojornal: "Não devemosnos deixar levar pelo cantode sereia do ministro Andreazza,que vem trocando oapoio dos convencionais porfavores do ministério do Interior".Este mesmo deputadorevelou que "há mesesAndreazza retirou estrategicamentemunicípios sergipanosda área da seca daemergência, para cobrarapoio a sua candidatura".Segundo as discretas notíciasda imprensa sergipanatudo ficou decidido numalmoço no restaurante HotelPalace, em Aracaju, ondeJoão Alves apresentousuas condições para apoiarAndreazza.O ESCÂNDALOO escândalo estourouquando o deputado MoacirAndrade, do PMDB de Alagoas,denunciou na AssembléiaLegislativa a tramóiatoda. O deputado EduardoBonfim apoiou a denúnciade Andrade e comentouque este ~scândalo de corrupçãoé mais uma provade que o povo só pode repudiara desesperada tenta·tiva do regime de nomearmais um presidente peloColégio Eleitoral.O caso chocou a opiniãopública dos dois Estados epôs em polvorosa os dotsgovernadores. Matérias pagaschoveram na imprensaalagoana taxando de "intrigas"as denúncias e, comosempre, exigindo provas.O governador de Sergipechegou a alegar que nãoexiste em seu Estado nenhumjornal com o nomede "Tribuna de Aracaju",citado nas denúncias. Nodia seguinte Moacir Andradeexibiu todas as evidênciasna Assembléia, inclusiveum exemplar da "Tribunade Aracaju" que circulahá 14 anos e cujo proprietârioé o prefeito de Aracaju,Heráclito Rollemberg (PDS)nomeado pelo próprio governadorJoão Alves ... MoacirAndrade fez questão defrisar que "exigir provasdocumentais é inócuo, porquequem faz essas coisasnão passa recibo. O queexiste de fato são evidênciasclaras e fartas que demonstramque houve ingerênciapolítico-partidária num negócioque envolve volumososrecursos públicos e cujabeneficiária é a empresa dogovernador de Sergipe, omesmo que logo após aconsumação do negóciopassou a apoiar a candidaturado ministro Andreazza,financiador da operação".E concluiu: "Agora aopinião pública sabe melhoro risco que representamcandida'tos biônicos comoMaluf e Andreazza,que sustentam suas candidaturasna corrupção".(da sucursal)Jarbas Vasconcelosquer opiniões sobrea emenda FigueiredoA instalação da Comissão Mista queexaminará a proposta de governo jogandoas eleições diretas para o longínquo 1988,ocorreu num clima bastante tenso. O PDStentou vetar o nome do deputado JarbasVasconcelos (PMDB-PE) para a presidênciada Comissão, alegando que ele é ''radical".O episódio comprovou que, apesardo discurso defendendo a "conciliação" ea "negociação", o governo quer imporsua vontade goela abaixo da nação e doCongresso.FACILITAR MANOBRAS.':::!O objetivo do veto era impedir que a Ciioposição presidisse a Comissão, facilitao- ~do· assim as manobras para tolher a apre- ~ciação das propostas do governo, e trans- ~formando a Comissão Mista num mero oórgão homologador das decisões baixadas õlLpelo Planalto. No entanto a oposição pararomper o impasse, firmou um acordocon1 a liderança do PUS através do qualfoi aceito o nome do deputado Jarbas Vasconcelos.Pelo acordo, a Comissão ouvirá apenasdois depoimentos: do jurista Miguel Realee do presidente da OAB, Mário SérgioBuarque Garcia. Mas estas limitações poderãoser contornadas. Segundo o líderdo PMDB", deputado Freitas Nobre, o presidenteda Comissão "poderá deslocar-separa ouvir os representantes da sociedadecivil, e sua presença à frente da Comissãosignifica um permanente poder de fiscali·zação dos seus trabalhos". O próprio Jar·bas Vaséonr.:elos já anunciou que "dentrode uma escala de prioridade estabelecidaem função do tempo disponível para oJarbas: "pretendo ouvir a sociedade civil"nosso trabalho, pretendo ouvir o maiornúmero possível daqueles que nos procurarem".VOTAÇÃO EM JUNHOO prazo final para a conclusão dos trabalhosda comissão e apresentação do relatórioé dia 24 de maio, podendo serprorrogad.Q por mais 30 dias a pedido dorelator. Devido ao grande número desubemendas que estão sendo apresentadas,prevê-se que o relator, senador biônicoAderbal Jurema, solicitará realmentea prorrogação do prazo para dar o seuparecer. Se isto ocorrer, só no final de junhoé que a emenda estará em condiçõesde ser apreciada pelo plen-ário. (Moacyrde Oliveira Filho, de Brasília)Oposições prometem: "Nãoenrolaremos a nossa bandeira"Ulysses Guimarães recebe em São Paulo o título de"Senhor Eleições Diretas", condenando os que tom·bam "por capitulacionismo". Um dia depois FrancoMontoro lança manifesto por "eleições diretas-já, candidatoúnico das oposições e programa básico". Sãosinais do repúdio oposicionista à manobra do Planaltopara impor a emenda Figueiredo com diretas só em 88.A homenagem a Ulyssest~ve considerável peso político.Compareceram 353prefeitos, 10 secretários deEstado, líderes de entidadescivis e sindicatos, parlamentarese dirigentes doPMDB, PT, PDT, PTB eaté parcelas do PDS, comoo prefeito de Pardinho,Francisco Rocha, que entregoua placa comemorativaao "Senhor Eleições Diretas'·.Seu sentiao, evidentee ostensivo, foi reafirmarque com as diretas-já nãose pode negociar.Almino Affonso. fahndopelos secretários de Estado,proclamou que "para quenão enrolemos a bandeira,a continuidade da luta pelasdiretas é um ponto de honra".E pôs ê abilização popular:guém I ograr nih!tlrffiiínuma mesasem que odê força".dor Orestesda Frenterechaçou coção" qualqcom esse regente que e .__ __ ~,.....ao Fundo Monetário e aocapital estrangeiro''. MárioCova!> assinalou que "nãose transige com a vontadedo povo". Da mesma FranciscoWeffort, secretáriogeral do PT, que aparentater feito retificações na sualinha, declarou: "Nos sentimoshonrados de nos juntarmosao PMDB, ao PTB,ao PDT, e sobretudo de dirigirmosnossa homenagemao deputado Ulysses Guimarães".cutivo paulista indicava queO homenageado falou também ele não se inclina apor último e, sem citar no. entrar em entendimentomes, dirigiu severas criticas com o Planalto às custas daaos que buscam negociar as luta pelas diretas-já.diretas-já com o governo."Os líderes - disse - po· O DOCUMENTOdem tombar de duas mafl:eiras.~odem :~ir com gló- Depois de sublinhar asMONTORO1. 'eleito pelo povo brasileiro.Segundo, devemos trabalharpara que o PMDB eos demais partidos de oposiçãoapresentem um candidatocompetitivo e únicopara a Presidência da República.Terceiro, esse candidatodeverá estar compromei cOTI 11 g ·básico, cujos pontos fund.tmentaisse identifl4ucmcom as grandes rei\ indtcaçõesnacionais"._jciõl.L


TRIBUNÁ OPERÁRIA- DE 14 A 20/5/84~~~~----------------------------------'Terror fascistainveste contra asede da· Anistia"É muita coincidênciao atentadoocorrer logo após asdeclarações do expresidenteMédici",ironiza o advogadoLuís Eduardo Greenhalghao relacionaro incêndio nasede da Anistia Internacional,em SãoPaulo, com a entrevistaà TV do generalMédici. Nela, oex-presidente e caboeleitoral de Malufmostrou sua arrogânciafascista aojustificar as torturase prisões nos anos 2negros da ditadura. ~Greenhalgh, que~acompanha o pro- ~cesso contra o aten- ~tado na Tribuna ~Operária, na madrú- ~,.,'gada da Páscoa, u.. d A . . fi . d ifi dacredita que haja Documentação a mst1a 01 am 1ca aatualmente "uma escalada re- mataram e torturaram centenaspressiva organizada por entida- de brasileiros nos cárceres dodes policiais e paramilitares, com regime militar, muitos deles deointuito de calar a opinião nunciados pela Anistia Interpública".Estas ações visam a in- nacional. Em 1972, a entidadetimidar e conter a campanha pe- divulgou uma lista com o nomelas diretas-já, criando um clima ou o pseudônimo de 472 civis ede instabilidade e terror.militares que torturavam os pre-"ATENTADO ASSINADO" sos políticos nos porões do Doi-O incêndio na recém-inaugu- Codi, Deops etc. Também inforradasede da Anistia Internado- mou que 1.081 brasileiros banal,no bairro paulista de Vila viam passado pelas sessões deMadalena, ocorreu na madruga- tortura nos cinco anos anteriodado último dia 6. Prova da ação res.criminosa: no local foram encontradosdois focos de fogo em lu-Inúmeras entidades democrá­ticas e populares se solidarizagaresdistantes e a porta da fren- ram com a Anistia Internadotearrombada. Os provocadores nal. Para o prefeito Mário Coaindadeixaram sob uma mesa vas, "atentados como este dedoiscartões do PT e uma carteirinhacom carimbo da UNE, comonstrambem os estertores deum regime antipopular". Já omo forma de "assinar o atenta- deputado Eduardo Jorge, vice-lido".der do PT, afirmou ·que "o in-A entidade havia programado cêndio criminoso lembra, pelacomo primeira atividade no país sua semelhança, as ações terraumciclo de debates sobre as ristas já perpetradas em nosso"torturas", o que deve ter des- país por elementos de extremapertadoa ira dos terroristas. Os direita contra bancas de jornais eautores desta e de outras açõescriminosas são os mesmos queo recente incêndio da sede dojornal Tribuna Operária".No almoço no Clube, Serpa (à direita) recusa-se cumprimentar Newton CruzEleição no ClubeMilitar evidenciaa divergênciaAs divergências existentes, noseio das Forças Armadas terãoum pçmto crítico nos próximosdias. E que em 16 de maio ocorrerãoas eleições para a nova diretoriado Clube Militar, comduas chapas disputando os votosdos 15 mil associados, entre oficiaisda ativa e da reserva, dastrês armas.Depois de duas décadas demarasmO' e subserviência cega,disputa o pleito uma chapa oposicionista,a Soberania N aciona!,encabeçada pelo general AndradaSerpa. Dissidente do atualgoverno, Serpa foi exonerado docargo de chefe do DepartamentoGeral de Pessoal do Exército porter criticado os rumos políticosdo país. Mais recentemente, vinhadefendendo em todos os pronunciamentosas diretas-já.Por outro lado a chapa situacionistaé encabeçada pelo atualpresidente do Clube, o generalTasso de Aquino. Seu principalponto programático é evitar quea entidade sirva como centro dediscussões políticas, o que poderia"quebrar a disciplina militare a coesão dos militares", segundoo ex-ministro e conhecido fascistageneral Sílvio Frota, apoiadorda chapa. A situação tambémconta com o apoio ostensivodo ministro do Exército, WálterPires, que mandou imprimir norodapé dos contracheques dosoficiais ' um apelo para impedirque a "política" entrasse no Clube.JOGO SUJO NO CLUBENa semana retrasada, o coronelAry Canavó, que apóia a chapaSoberania Nacional, foi punidopelo ministro do Exército porter divulgado à imprensa o seucontracheque com o programaeleitoral. E o jogo sujo da "g'angdo Planalto" não pára aí. SegundoSerpa, correspondências apócrifastêm sido enviadas aos associados,com acusações e mentirascontra sua chapa. Todaselas vêm com a etiqueta privativado Clube, como reconheceuposteriormente o próprio Tasso,o que evidencia a trama eleitoral.Qualquer que seja o resulta dodo pleito, fica clara a divisão naárea militar. Segundo Serpa, "vamosvencer, mas mesmo se ficássemoscom apenas 20% dos votos,seria uma gran9e vitória,pois esse percent_~.;al já mostrariaao governo que o apoio militaràs coisas que estão aí já não éunânime". Tão grave é a crise,que no almoço oferecido no últimodia 8 pelo Clube Militar, emBrasília, Serpa recusou-se a cumprimentaro general NewtonCruz, fiel servidor do regime eexecutor das medidas de emergência.Vitória dosbóias-friasde GoiásOs trabalhadores do campo emGoiás estão sofrendo criminosa açãodos fazendeiros. Em duas situaçõesos patrões estão tentando diminuiros pagamentos e aumentarbrutalmente a exploração do trabalho.No município de Rio Verde, ospatrões tentaram rebaixar o pagamentodos bóias-frias do algodão.Queriam pagar Cr$ 1.050,00 ao invésdos habituais Cr$ 1.500,00.Mas não contavam com a decididamovimentação dos trabalhadores,que eilfrentaram a polícia chamadapelos "gatos", fizeram piquetes eassembléias com 1.500 participantes.O movimento, que começoudia 4 de maio, conseguiu sua vitóriano dia 7, quando os patrões recuarame se comprometeram a nãorebaixar os pagamentos.Também intensa está sendo amobilização dos bóias-frias que trabalhamna cana em todo o interiorgoiano. Em reunião realizada nodia 9, no Sindicato dos TrabalhadoresRurais de Goiás, foi elaboradauma pauta de reivindicações, daqual se destacou a luta contra umatentativa dos patrões: aumentar atarefa de colheita de cana de 5 linhaspara 7 linhas. A unidade demonstradana assembléia dificult'a manobra suja dos patrões.Conta de luzdá choque notrabalhadorNo dia 6 de maio, as tarifas deenergia elétrica subiram 34%. Noano de 1984, os reajustes já somam78,6%. Enquanto isso os reajustessalariais de junho ficam em 66%para os que ganham até 3 mínimose muito menores para as outras faixas.A diferença de 12% entre ossalários e as tarifas vai esmagandoos trabalhadores. O número decontas de luz em atraso aumentou20% nos últimos meses. Para muitasfamílias, as contas de água eluz se aproximam de um quinto doorçamento doméstico.As duas situações, baixa nos saláriose alta das tarifas, são facescruéis da mesma política governamental,ditada pelo FMI. Os salários,seguindo as cinco cartas de intençõesassinadas com o FMI, sãotrucidados pelo decreto 2.065. Afolha de salários das empresas incluindotodas as faixas tem de cairem torno de 10% do INPC.Os aumentos das tarifas públicas,e em particular das concessionáriasde energia elétrica, estãoobrigadas a subir 5o/o acima doINPC. Como rezam as cartilhas doFMI e do Banco Mundial.Tudo isso se agravou nos últimos18 meses. Sem dólares eameaçado de decretação de falência,o governo brasileiro obrigouas empresas de energia a fazer grandesempréstimos. O dinheiro tinhade entrar de algum modo, nem quefosse com juros extorsivos. Comosempre, quem paga o pato é o trabalhador.Nessas alturas já tem dedesligar o chuveiro.Repressão asindicalistasem MaceióNa noite de 30 de abril, quandoiniciavam uma pintura nos murosde Maceió, saudando o 1~ de Maio,foram detidos arbitrariamente ossindicalistas Lécio Morais, presidenteda Associação dos Servidoresda Secretaria de Saúde; Taís Normande,vice-presidente da Associaçãodos Arquitetos e presidente daUnião de Mulheres de Maceió; MárioAgra Júniqr, vice-presidente doSindicato dos Engenheiros; e JoãoSilva, ativista do Sindicato dos Trabalhadoresna Construção Civil.A detenção foi repudiada pelomovimento sindical e desencadeouampla reação, atingindo a AssembléiaLegislativa após discurso dodeputado Eduardo Bonfim. Os detidosforam liberados e seus nomesriscados dos livros de ocorrênciada delegacia.Porém a provocação policial nãoterminou aí. Comprovando o Ls' iiU-'1'~- ----=:­ter político do ato policial, o D opsresolveu prosseguir nas "inves igações",inclusive entregando int a­ções em altas horas da noite, ·omoficiais em camburões. A poJ ulaNab A, l .C:1..l l egt'ill I ran­U'ic.o I aum lt rgo, para nego.:H.r l:t'm a A


6Dc ~ão Domingos do Capim, no Pani, o presidentedo Sindicato dos Trabalhadores Rurais nosenvia uma denúncia grave: cerca de cem posseiros estãoameçados de fuzilamento por um grileiro que se dizdono das terras que eles trataram, semearam e daqual tiram seu sustento e a manutenção de suas famílias.Os posseiros mostram-se dispostos a resistir e lutarpor seus direitos. Situações como essas ocorremem todo o campo brasileiro. O monopólio da terraé mais do que nunca contestado por quem nela trabalhae no fim não tem direito a nada. Mas os lavradoresjá estão cansados de exploração, como bem mostra acarta. (Olívia Rangel)Gri19iros atacam emS. Domingos do CapimNa condição de Presidente doSindicato dos Trabalhadores Ruraisde São Domingos do Capimvenho, infelizmente, comunicarmais um fato gravíssimo contraos interesses dos trabalhadoresrurais do nosso município. Noúltimo dia 16 de abril foi realizadoum violento despejo contra osposseiros da gleba 10 da ColôniaUnião no km 90 da BR 010, narodovia Belém-Brasília, que possuiaproximadamente 4 mil hectares;totalmente improdutiva,foi ocupada no início do ano passadopor mais ou menos 100 posseiros,que fizeram roçados, barracos,ramais etc.Estavam trabalhando a terra etornando-a produtiva; porém, nofinal do ano passado, o grileiroDurval Totolli, que diz ser proprietário,contratou jagunços epoliciais para expulsar o pessoal.Em dezembro do ano passado,com a ajuda do Delegado Machado,do nosso município,acompanhado de 8 policiais e 3jagunços efetuaram ilegal e violentamentea prisão de 8 posseiros,inclusive um garoto de 12anos; além de terem atirado e espancadoo posseiro DomingosSouza e amarrado pelos pés emãos os trabalhadores presos,que foram jogados na camionetaC-10 do referido grileiro. Elelevou-os à sede do município distante120 km do local do conflito,somente sendo solto após ainterferência da diretoria do Sindicatoe do seu advogado.Não satrsfeito com essas arbitrariedadeso grileiro conseguiusumariamente uma liminar coma juíza de São Miguel do Guamá,Dra. Maria Soares Palheta,que requisitou força policial e ordenouque fosse efetuado o despejode qualquer maneira. Oque foi feito no dia 5 de abrilcom requintes de selvageria, poisos 10 PMs derrubaram 12 barracoscom um trator de esteira emoto-serras, além de pegar otrator e passar por cima dos roçadosde arroz, mandioca, milhoetc.É importante salientar que nodia 7 o grileiro tornou ao localacompanhado novamente do Oficialde Justiça propondo a indenizaçãopara 20 posseiros, com afinalidade de dividir os trabalhadores,e também ameaçandoque se os mesmos não saírem deum jeito sairão de outro, isto é,mortos. Ele anda dizendo por aíque vai mandar os pistoleirosmatá-los ou envenenar o rio.Quero também informar-lhesque o grileiro citado vive publicamenteameaçando a diretoriadeste órgão de classe e o advogadodesta entidade, Dr. João CarlosBatista, afirmando que os responsáveispor estes conflitos somosnós e que para resolver esteproblema é só tirar-nos do caminho.No dia 12 a polícia e os jagunçosdo grileiro voltaram ao localdo conflito para concluir odespejo, avisando que iriam trazero pessoal amarrado. Diantedeste quadro mais ou menos 100posseiros se mobilizaram e resistiramà prisão e'puseram os policiaispara correr. Estão ameaçandoentrar na área com 100 soldadospara fuzilar o pessoal e aslideranças. (Antonio de AraújoLima-Presidente do STR de SãoDomingos do Capim-Pará)Incêndios e saques nãodestruirão a TribunaNão há de ser um incêndio esaques que irão destruir nossoespírito revolucionário. Muitopelo contrário! Nosso jornal temuma linha justa, correta, que refleteos anseios de milhões debrasileiros. Frente a isso a reaçãosórdida apela para atos desesperadosde quem se encontraa beira do túmulo. Devemos,junto com a classe operária e oscamponeses, ser os primeiros coveirosdesse regime militar e todaa camarilha que o acompanha.Devemos, por todos os meios,tentar reaver o que nos foi roubado.A solidariedade ao TribunaOperária tem sido muito grande.Tem gestos bonito de um montede gente que não conhecemos(por exemplo venda da TO noterminal de ônibus) e que fazquestão de contribuir com Cr$100,00 ou Cr$ 200,00. Isto é bastanteinteressante para Americana,pois o nível de informação ébaixo, dado que os jornais locaissão débeis. (vendedora da TO emAmericana, São Paulo)O trabalhador não éescravo, sr. Edvelton!Após 36 anos de serviço naCMTC (Companhia Municipalde Transportes Coletivos) estouvendo serem violados todos osmeus direitos e os de muitos colegas,depois de uma caminhadalonga e penosa, dando todos osmeus esforços no cumprimentodo dever, como trabalhador honesto.Ao longo desses 36 anos de trabalhosempre mecanizei meuponto antes de trocar a roupa.Agora infelizmente. oor determinaçãodo sr. Edvelton, sou obrigadoa mecanizar meu ca~ão játrocado de roupa, transformandoassim a nossa empresa emverdadeiro cativeiro. Nunca fuicativo e espero até os meus últimosdias não ser escravo de ninguém.No dia 30 de março, às 14:22h o sr. Edvelton Tadeu Mendes,coordenador de manutenção dotroleibus ao passar por minha seçãode trabalho observou que eulia o informativo que a companhiadistribui nos locais de trabalho.Ele determinou ao meuchefe de seção que fechasse omeu cartão de ponto. E isso foifeito a quem há tantos anos prestaserviço a empresa, sem nuncater sofrido nenhuma punição.O sr. Edvelton vem se comportandode maneira muito deslealcom todo o pessoal deste setor,inclusive fazendo ameaças dedesligamento do emprego pormenor que seja a falta, por menorque seja a conversa entre osempregados.Como se isso não bastasse,chega ao cúmulo de dizer que opovo lá fora está passando fomee os trabalhadores que abram osolhos. Entendo que não só eumas todos que estamos prestandonosso trabalho merecemosrespeito, principalmente por partedaqueles que estão no lugarde mando. (S.B.S.-São Paulo, SP)Em Vila Farrapos o1 ~ de Maio foi de lutoO 1~ de M:~io foi um diR deluto para os moradores da Vila1-'arrapos em Porto Alegre. Emvez do festivo comício alusivoao dia dos trabalhadores, a revoltase fez presente nos laresdesta vila abandonada pelasautoridades municipais.O menino Marco Aurélio Hiláriode Oliveira, de 12 anos incompletos,morreu soterradonum dos imensos buracos existentesna vila, feitos pelas obrasdo Projeto Rio Guaíba, que searrastam há vários meses causandovários transtornos aosmoradores. Em vez da prometidarede cloacal e fluvial, os moradoresestão às voltas com esburacamentototal da vila, semnenhuma proteção, com suascasas inundadas à primeirachuva, colocando em permanenterisco a vida dos moradores,sobretudo das crianças. Osmoradores já foram ao prefeito,'·aos demais órgãos competentes,sem conseguir nenhum atendimentoàs suas reivindicações.Agora, com a morte do meninoMarco, perderam a paciência evão extgtr uma rápida solução.para o caos em que se encontraa Vila Farrapos. (uma tribuneirada Vila Farrapos-Porto Aleqre,Rio Grande do Sul)Mulheres tingem oCongresso de amareloFoi tudo bonito demais. Seismil mulheres em Brasília, nodia 17 de abril. Negras, brancas,operárias e donas de casa,estudantes, intelectuais, artistase parlamentares; jovens e idosasse confundiam na alegria ena expectativa da vitória. Ada,64 anos, de Campinas, afirmou:"Eu era velha, hoje, na luta,me tomei jovem de novo".As flores, as grandes faixascoloridas indicavam o entusiasmoe a combatividade das mulheresna defesa de seus direitose das eleições diretas-já. Porvolta das 13:30 h começam achegar as caravanas de váriosEstados, ocupando as galeriasdo Congresso. Fato curioso éque justamente quando nãohavia mais lugares nas galerias,os porteiros escancararam asportas de vidro ameaçando umtumulto. Mas não conseguiram..E do contrário do que ocorreuem 1964, quando as marchadeirasas pretexto de defendera família apoiaram o golpemilitar, as mulheres entenderamque a defesa de seus direitospassa nec~~:ssariamente pelaação coletiva, solidária e unificadaem defesa das liberdadespolíticas como o direito de votarpara presidente. Ao invés deaceitarem as provocações, asmulheres ouviram as companheirasque determinavam:"Não há mais lugares no Congresso,vamos voltar e nos reunirno gramado". Dessa formase iniciou o ato público das mulheresque expressavam o desejode 130 milhões de brasileiros.As mulheres se manifestavampela primeira vez de forma'massiva a nível nacional desde1964. Ali em Brasília, cada mulherque falava continuava odiscurso da que a antecedera.Diretas? Já! Era a voz incansávelde Cristina Tavares, Dodora,Juracy, Benedita, Ruth Escobarem meio à multidão feminina.E ao embalo de "ChoraFigueiredo, que chegou asua hora", as mulheres gritavam:"Votar. para presidente,todo mundo quer. Queremos asdiretas e os direitos da mulher!"Pobres de espírito aquelesque responsabilizaram a mulherpelo estado de emergência!Na verdade ele já era ensaiadoquando a Polícia Federal retinhanas barreiras de ônibus,principalmente os de São Paulo- a maior caravana com 20ônibus e 750 mulheres. Houveônibus que ficaram retidos porq~atro horas nas barreiras.Parabéns, mulher brasileira,que soube conquistar seu espaçotrabalhando de forma amplae unitária com todos os segmentosda sociedade sem perdersua autonomia ou se deixar manipular.(Maria Amélia Telespresidenteda União de Mulhe·res de São Paulo-SP)UBES se fortalecerá no XXIII CongressoAli está provavelmenteo maior Con- ~'"gresso da UniãoBrasileira dos Estu- ..dantes Secundaristas(UBES). Essarealização é o resultado do trabalhoanônimo de milhares decompanheiros, que não mediramesforços enfrentando a repressãonas escolas, dificuldadesfinanceiras e familiares, ese deslocaram até Osasco, emSão Paulo.Ao longo desses treze mesesde gestão tivemos avanços consideráveisno movimento secundarista.A UBES hoje já coordenatrês vezes mais entidadesdo que quando foi reconstruída.Possui sede própria no Riode Janeiro, registrou a atual diretoriaem Cartório, realizou oI Seminário Nacional sobreEducação debatendo a situaçãoda escola atual e apontando naperspectiva da Escola Democrática,Pública e Gratuita.Realizou dois encontros regiounais sobre a realidade do EnsinoTécnico no Brasil, aprofundouo relacionamento com todasas entidades secundaristasdo país.A UBES hoje é, no termoreal, uma entidade nacional,pela organização de suas entidadesfiliadas em todo o Brasile, principalmente, através daslutas que tomam em algunsmomentos abrangência nacional.Foi asssim a luta contra ofim da meia entrada nos cinemas,contra a repressão e invasãode escolas por forças policiais.Mas sem dúvida o lugar dedestaque cabe a luta pelas Diretas-já.Enfrentamos com bravuraos cães e paus-mandadosdo ~eneral Newton Cruz emBrasdia; paramos todas as escolassecundaristas do Piauí; saímosem passeata depois de paralisadasas aulas das maioresescolas de São Paulo, Rio deJaneiro, Bahia, Goiás, Ceará,Rio Grande do Sul, Paraná,entre outros, acompanhandoatentamente a votação das Diretas-já.A UBES mais presente nasescolas, mais conhecida e reconhecidapor amplos setores dasociedade, é o resultado do esforçoconjunto da Diretoria edas entidades dos Estados, cidadese escolas. ·Colegas: um papel de destaqueestá reservado aos secundaristasna lu ta para libertarnosso país do jugo do imperialismoe do regime militar. Mantera UBES sempre sintonizadacom os problemas dos estudantese do país, colocando em movimentoesse enorme contigentede 25 milhões de secundaristas,é o que o povo brasileiro espera.De nossa parte fica a certezaque batalharemos sempreanimados para construir melhoresdias para a juventude e opovo sofrido de nosso torrão.(Apolinário Rebelo, presidenteda UBES)as chamasda contradição.Viva a Tribuna Operária!Tua sina gloriosaé a luta. Avante!


O ascenso daluta de massasO movtmento de massas elevou significativamenteq seu nível com a campanha pelas diretas-já.E ainda um processo em ascensão, nãoatrelado especificamente a uma corrente política,de certa forma espontâneo, e guiado porum fator mobilizador unitário, representado atéo momento por uma questão muito concretae clara: diretas-já.Esta palavra de ordem teve a virtude de traduzir,numa fórmula simples e objetiva, todo osentimento de insatisfação e o desejo de mudarque tomaram corpo entre a grande maioria dosbrasileiros. Com este alvo concreto como farol,milhões saíram às ruas nos gigantescos comícios,os maiores de nossa história, não porqueforam liderados por esta ou aquela orientação,mas porque perceberam que ali estariam todosos que se opõem ao sistema estabelecido. Destavisão unitária é que se fotjou também entre opovc a esperança concreta de vitória.Alguns grupos políticos, considerando que"só isto não resolve", procuraram agregar outrosacessórios à palavra de ordem diretas-já.Pensam que assim fica "mais radical". Alémdisto dedicam-se sobretudo a detetar as diferençase divergências dentro deste vasto movimentoe a atacar impiedosamente qualquer discrepânciacom o que eles julgam certo. Tanto empenhojogam nisto, que até esquecem que o grande alvo,este sim a ser implacavelmente visado nesteinstante, é o regime militar.Não é por este caminho de pequeno-burguêsapressado que a revolução avança. Não se tratade resolver o máximo de coisas de uma só vez.E nem de ter como principal meta marchar sócom os "puros". A revolução depende de força,que só uma ampla unidade permite acumular.E se esta força puder se concentrar num pontoconcreto, que as grandes massas compreendem,mesmo que este ponto não solucione todos osproblemas, pode-se abrir de imediato uma novasituação, qualitativamente superior, na qual astransformaçqes mais profundas se tornem maisrealizáveis. E a velha questão, insistentementeabordada por Lênin, e repetida por Dimitrov,de abordar a revolução concretamente, ao invésde ficar falando abstratamente sobre a sua necessidade.Manter a unidade mais extensa possível é essencial.O que não implica abdicar de, ao mesmotempo, ajudar as massas a perceberem asdiversas concepções e os diversos interessesenvolvidos na campanha. No curso da batalha,sem dividir forças, as concepções de vanguardado proletariado serão discutidas e compreendidaspelo povo. E em conseqüência, reforçarão asua mobilização.Manter as palavras de ordem mais simples eassimiladas pelas massas é igualmente indispensável.Na prática da luta em torno do que já compreendemé que as massas elevarão o seu nívelde consciência. Ao lado da mobilização diretaem torno do objetivo, o proletariado terá melhorescondições para debater as questões mais geraise fazer propaganda das soluções mais profundas,em busca da democracia popular e dosocialismo.REBOQUISMODo outro lado da moeda, a pretexto de mantera unidade e de não colocar problemas dosquais as massas ainda não tomaram consciênciaexistem outros agrupamentos que se contentamem seguir ~ reboque da burguesia. Renunciamàs opiniões e às bandeiras proletárias. Não procuramno curso da luta abrir mais espaço paraas forças operárias e populares. Deixam o encaminhamentoda luta ao sabor do espontaneísmoe, mais do que isto, nas mãos das lideranças epartidos burgueses. Desta forma também a revoluçãonão é possível. Por esta trilha as classesdominantes usarão as massas como instrumentode pressão, realizarão algumas reformas no sistemae chegarão logo a um novo compromissode cúpulas, deixando o povo de fora.Tribnnai)peráriaEndereço: Rua AdonHan Barbosa, 53 Bela Vrsta - sao Paulo - CEP 01318Telefone: 36 7531 (DOD 011) Telex: 01132133 TLOPBR.Jomlll&tl Responahel: Pedro oe OlrverraConselho de dlreçlo: Rogerro Lustosa, Bernardo Joflrly, Olívra RangelALAGOAS: Araplraca ·Praça Luis Pereira Uma, 237. sobreloja SEP 57000Maceió: Rua Crncrnato Ponto. t 83 - Ce~>rro - CEP 57000AMAZONAS: M1naua: Rua Srmon Bolivar, 231 (ant. Praça da Saudade)- CarxaPostal 1439 -- CEP 69000BAHIA: Cam1ç1rl: Rua José Nunes de Matos. 12 - CEP 42800 Feira de San·tan1: Av Santos Dumont. 218- Centro ~- CEP 44100 ltabun1: Av Juracy Magalhaes,180, Saia 204 - CEP 45600 lt1petlnga: Av Sanros Dumont, 44, 1' andar- Centro Ju1zelro: Rua Amerrco Alves, 6·A - CEP 44060. Salvador. Rua SenadorCosta Pinto. 845, Centro - CEP 40000 Slmõea Filho: Praça 7 de Setembro(prédro da antrga Cirmesf) · CEP 43700CEARÁ: Fort1leza: Rua do Rosar•o 313. sala 203CEP 60000 lgu•tu:Rua Fiorrano Perxoto, 408. 2' andar - CEP 79960 Sobrli: Av Dom José, 1236.sala 4 CEP 62100DISTRITO FEDERAL: Brnilla: Edrfrero Venancro IV, sala 312- CEP 70302ESPIRITO SANTO: Cachoelro do 1t1pemlrlm: Praça GerOnrmo Monte•ro. 89.sala 2 ~~- Centro - CEP 29300 Vltórl1: Rua Francrsco Arauto. 77 (esqurna com escadarraCieto Nunes\ Centro - CEP 29000GOlAS: Golinlo: Rua 27, n• 69- Centro- CEP 74000. Formo11: Rua EmihoPóvoa. sala 4 CEP 77200 An•polla: Rua Desemoargador Jarme, 10~.ala 204 CEP 77100MARANHAO: Sio lula: Rua da Saavedra. 99 ·Centro· CEP 65000MATO GROSSO: Cullbi: Rua Comandante Costa. 548 Fone 321 .5095- CEP78000MATO GROSSO DO SUL: Campo Grande: R Antonro Marra Coelho. t 152, 1'~FJ~ia~EWAIS·Cif.l:gt~rlzonta: Rua Padre Belchror. 285, Centro - Fone224 7605 CEP 30000. Juiz da Fora: Galerra Constança Valadares.3' andar sala 411 CEP 36100PARA: Bel•m: Rua Arrstrdes LObo. 620 Centro - CEP 68000PARAIBA: Joio Passoa: Rua Duque de Carxas. 540. 2' andar. sala 201 - Calçad~oCentro CEP 58000 C1mpln1 Grande: Rua Venánc10 Nerva. 318. t • andarCEP 58100.PARA NA: Curitiba: Rua Martrm Alonso. 370 - CEP 87000 Londrina: Rua Ser·grpe. 891 . salas 7 e 8 - CEP86t00PIAUI: Taresln1: Rua Ehseu Mart•ns. 1130, 1° andar CEP 64000PERNAMBUCO: C1bo: Rua Vrgárro Batrsta, 236 - CEP 54500. G1ranhuna: RuaDantas Barreto, 5 sala 1 Centro - CEP 55300 Recife: Rua Sossego. 221.Boa Vrsta CE P 50000RIO GRANDE DO NORTE: Nat1l: Rua Fonseca e Solva. 1098. sala 202 - Alecrrm- CEP 59000RIO GRANDE DO SUL - Porto Alegra: Rua General Can,•·• ,i sara 29 -CEP 90000 Culaa do Sul: Rua Dal Cannale, 189 . 2° andar. Fundos CEP 95100PAIOtll: Rua Andrade Neves. t 589, sala 403 - CEP 96100 Cachoelrlnha: AvFlores da Cunh 1235. s la 20 Aocrto depors das 18 hora o .abados das 9 as12 horas).RIO DE JANEIRO: Alo de Janeiro: Rua S3o Jose, 90, sala 2206- CEP 20000Rio de Janeiro: Rua Carvalho de Souza. 155. lOJa F. Madurerra - CEP 20000Nrteról: Av Amaral Perxoto. 370. sala 807 CEP 24000 Dugue da Caxias: Ru1Nunes Alves. 40, sala 101 - CEP 25000. Nova Iguaçu: Av Marechal Florrano. n.•2248. sala 4 - - CEP 26000RORAIMA: Boa V11t1: Rua Alleres Paulo Saldanha. 625 - Barrro sao FranCISCOq;P69300s.:.o PAULO: Camplnao: Rua R~gente Farto. 592LEP 13100 Marília: RuaDom Pedro 180 1 .:mdald lidaComposta e lmpre>-sa por Proposta Edrtoroal. Rua Hertor Penteado. 236 lOJa 6Tel 263.7400 - sao Paulo. SPVibrante-------apoio de todo o país7para reconstruir a TribunaContinua vibrante o apoio dos trabalhadores e democratas de todo oBrasil para a reconstrução da Tribuna Operária. Atenção especial merecea generosidade dos operários. Além dos voluntários que aparecem para"dar uma mão" no trabalho, correm as listas nas empresas, enfrentandoo fardo do arrocho salarial e mesmo o perigo de perder o emprego.Este é o heroísmo da classe, para manter a sua imprensa. Veja-se o exemploda Eriez e da CMTC, da subsede do Sindicato dos Metalúrgicos naZona Sul em São Paulo e dos metalúrgicos gaúchos. Aliás foi o Sindicatodos Metalúrgicos de São Paulo que deu a primeira resposta material aoatentado: no dia seguinte, quatorze diretores fizeram assinaturas do jor·nal.• Sindicatos e Associações: sa vinculando os atentados principais defensores dosinteresses da populaçãobrasileira e por isso foi alvoda agressão criminosa (...)"Sindicato dos Metroviários-SP:"Solidários com aTribuna Operária na lutapelas diretas-já, democraciae liberdade, repudiamoso atentado das forças reacionáriasde extrt'ma-direitapromovido em cumplicidade!com o reg1me! militarque se aproxima do fim".Sindicato dos Trabalhadoresnas Indústrias Urbanasde Pernambuco e Sindicatosde TrabalhadoresRurais de Angelim, Lajedo,

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