Clique aqui para visualizar a BULA - Ultrafarma

ultrafarma.com.br

Clique aqui para visualizar a BULA - Ultrafarma

PH 1745 - BU 07 - SAP 4105406 (D) 09/09150 mm640mmReprodutivo: dor durante a menstruação, hemorragia entre umperíodo menstrual e outro, ausência de menstruação, inflamaçãopeniana, aumento da mama, dor nas mamas, secreção esbranqui -çada nos órgãos sexuais;Distúrbios do sistema respiratório: chiados, tosse, falta de ar,sangramento nasal, diminuição na frequência da respiração,aumento na frequência da respiração e sinusite;Sentidos especiais: conjuntivite, enxergar “duplo”, dor de ouvido,dor nos olhos, “olho seco”, lacrimejamento anormal, irritação dosolhos com a luz, dificuldade para enxergar;Distúrbios no sistema urinário: dor para urinar, inchaço na face,urinar durante à noite, aumento do volume de urina, dificuldadepara segurar a bexiga, pouco volume de urina, dor nos rins ebexiga presa;Testes laboratoriais: mesmo não tendo sintomas, pode-se aumen -tar o TGO e TGP - enzimas do sangue relacionadas ao funcio na -men to do fígado. Pode ocorrer pequeno aumento na quantidade decolesterol e triglicérides e uma pequena diminuição de ácido úrico.Aparentemente, essa alteração não tem importância clínica.Conduta em caso de superdoseEm caso de superdose, procure um médico imediatamente. Qualquersuperdose deve ser tratada rigorosamente. Os sintomas de superdoseincluem: sonolência, distúrbios gastrintestinais como náusea e vômito,taquicardia (aumento da frequência cardíaca), tremor, agitação etontura. Coma pode ocorrer, mas é raro. Mortes devido à superdose desertralina foram relatadas principalmente em associação a outrosmedicamentos e/ou álcool.Não existem antídotos específicos e a indução de vômito não érecomendada.Cuidados de conservaçãoConservar o produto em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C).Proteger da luz e da umidade.Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDECARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICASModo de açãoPresume-se que o mecanismo de ação da sertralina seja uma inibiçãode captação neuronal de serotonina (5-HT) no sistema nervoso central(SNC). Estudos com doses clinicamente relevantes no homem têmdemonstrado que a sertralina bloqueia a captação de serotonina nointerior das plaquetas humanas. A sertralina possui efeito muito fracosobre a recaptação neuronal de dopamina e norepinefrina.A maior vantagem da sertralina é sua baixa incidência de efeitosadversos.Estudos in vitro têm demonstrado que a sertralina não possui afinidadesignificante para os receptores adrenérgicos (alfa 1, alfa 2, e beta), colinér -gicos, GABA, dopaminérgicos, histaminérgicos, serotoninérgicos (5HT 1A ,5HT 1B , 5HT 2 ) ou benzodiazepínicos. A administração crônica desertralina em animais foi associada à sub-regulação dos receptoresnorepinefrínicos cerebrais, como observado com outros antidepressivosclinicamente eficazes. A sertralina não inibe a monoaminoxidase.FarmacocinéticaA sertralina é lentamente absorvida no trato gastrintestinal, com picode concentração ocorrendo entre 4,5 a 8,5 horas após a ingestão. Suameia-vida média é em torno de 26 horas. A farmacocinética linear foidemonstrada em um estudo de dose única no qual a C máx e a áreasob a curva (AUC) da sertralina foram proporcionais em uma faixa dedose entre 50 e 200 mg. Tendo em vista a longa meia-vida deeliminação, após o uso de doses repetidas de sertralina é esperadoobter-se concentrações até duas vezes maiores do que aquela obtidaquando se emprega uma dose única. Baseado nestes parâmetrosfarmacocinéticos, os níveis plasmáticos estáveis de sertralina sãoalcançados após uma semana aproximadamente com uma dose únicadiária. A sertralina é largamente distribuída através dos tecidos comalta ligação às proteínas plasmáticas (cerca de 98%).Os efeitos da alimentação na biodisponibilidade da sertralina foramestudados em indivíduos que receberam administração de uma doseúnica com e sem alimentos. A AUC foi levemente aumentada quandoo fármaco foi administrado com alimento; a C máx foi 25% maior,enquanto o tempo para alcançar o pico de concentração plasmáticadiminuiu de 8 horas pós-dose para 5,5 horas.MetabolismoA sertralina sofre um amplo metabolismo de primeira passagem pelofígado. A principal forma inicial do metabolismo para sertralina é a N-desmetilação. O principal metabólito no plasma, a N-desmetilsertralina,é menos ativa que a sertralina e tem uma meia-vida de eliminaçãoplasmática final de 62 a 104 horas. A sertralina e a N-desme tilser -tralina são excretadas em quantidades aproximadamente iguais naurina e fezes.Farmacocinética pediátricaA farmacocinética da sertralina foi avaliada em um grupo de 61pacientes pediátricos (29 com 6 – 12 anos de idade, e 32 com 13 – 17anos) com um diagnóstico do DSM-III-R de depressão ou distúrbioobsessivo-compulsivo, homens (n= 28), mulheres (n= 33). Durante 42dias de dosagem crônica da sertralina, ela foi titulada até 200 mg emantida naquela dose por pelo menos 11 dias. No último dia desertralina 200 mg/dia, o grupo de 6-12 anos de idade exibiu uma AUCmédia de sertralina (0-24h) de 3107 ng-h/ml, C máx médio de 165 ng/mle uma meia-vida média de 26,2 h.O grupo de 13 – 17 anos de idade exibiu uma AUC média de sertralina(0 – 24h) de 2296 ng-h/ml, C máx médio de 123 ng/ml e uma meia-vidamédia de 27,8 h. Níveis plasmáticos superiores no grupo de 6 – 12anos foi atribuível a pacientes com menores pesos corporais. Nãoforam observadas diferenças devido ao gênero. Em comparação, umgrupo de 22 adultos estudados separadamente (11 homens e 11mulheres) receberam 30 dias de sertralina 200 mg/dia e exibiram umaAUC média de sertralina (0 – 24h) de 2570 ng-h/ml, C máx médio de 142ng/ml e uma meia-vida média de 27,2 h. Em relação aos adultos, tantoo grupo de crianças de 6 – 12 anos de idade, quanto o de 13 – 17 anosmostraram valores de AUC (0-24 h) e C máx aproximadamente 22%inferiores, quando ajustados por peso. Esses dados sugerem quepacientes pediátricos tem uma discreta maior eficiência de metabolizara sertralina em relação a pacientes adultos. Entretanto, doses maisbaixas são aconselháveis para pacientes pediátricos, devido ao seumenor peso corpóreo (especialmente entre 6 a 12 anos), a fim de seevitar níveis plasmáticos muito altos.Resultados de eficáciaA eficácia e segurança da sertralina na depressão em adultos foramestabelecidas em 3 ensaios clínicos randomizados na faixa terapêuticade 50 a 200 mg/dia. Estes estudos mostraram que a sertralina foi umtratamento seguro e superior ao placebo nas escalas de Melhora eGravidade de Impressão Global Clínica, e de depressão de Hamilton.A eficácia e segurança da sertralina em transtorno obsessivo compulsivoforam mostradas em adultos em 3 estudos clínicos randomizados. Amelhora foi evidenciada pela escala de Transtorno Obsessivo CompulsivoYale-Brown (YBOCS) na faixa terapêutica de 50 a 200 mg/dia.A eficácia e segurança da sertralina em transtorno obsessivocompulsivo foram também estabelecidas em crianças, em estudoclínico randomizado, utilizando a escala de Transtorno ObsessivoCompulsivo Yale-Brown para Crianças (CYBOCS) com doses iniciaisde 25 mg/dia. Sua farmacocinética, segurança e eficácia tambémforam avaliadas em crianças com depressão ou transtorno obsessivocompulsivo em outro estudo, com doses iniciais de 25 mg/dia, eincrementos de 25 mg até 200 mg/dia.A eficácia e segurança da sertralina em transtorno do pânico emadultos foram demonstradas em dois estudos com doses iniciais de 25mg/dia, elevadas até 200 mg/dia.A eficácia e segurança da sertralina em transtorno de estresse póstraumáticotambém foram demonstradas em adultos em dois estudoscom doses iniciais de 25 mg/dia, elevadas até 200 mg/dia.A eficácia e segurança da sertralina foram reiteradas em estudo sobre atroca de fluoxetina 20 mg para sertralina 50 mg e sertralina 75 mg, em pa -cientes deprimidos, que encontrou a manutenção da resposta antide -pressiva e que a melhora foi mais comum em pacientes recebendo 75 mg.Um estudo sobre a eficácia e segurança da sertralina e nortriptilina nadepressão em idosos obteve dose média da sertralina de 77 mg nasexta semana e de 96 mg na 12ª semana, mostrando uma curva demelhora progressiva, já aparente na 2ª semana.INDICAÇÕESEm adultos o cloridrato de sertralina é indicado para:- Tratamento de sintomas de depressão, incluindo depressãoacompanhada por sintomas de ansiedade, em pacientes com ousem história de mania. Após uma resposta satisfatória, a con -tinuidade do tratamento com sertralina é eficaz tanto na prevençãode recaída dos sintomas do episódio inicial de depressão, assimcomo na recorrência de outros episódios depressivos;- Tratamento do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Após res -pos ta inicial, a sertralina mantém sua eficácia, segurança e tole ra -bilidade em tratamento a longo prazo, como indicam estudos clínicosde até 2 anos de duração;- Tratamento do Transtorno do Pânico com ou sem agorafobia; daSíndrome da Tensão Pré-Menstrual (STPM) e/ou TranstornoDisfórico Pré-Menstrual (segundo classificação do DSM-IV); dotranstorno de estresse pós-traumático (TEPT); no tratamento deFobia Social (Transtorno da Ansiedade Social).No tratamento de Fobia Social (Transtorno da Ansiedade Social), apósresposta satisfatória, a continuidade do tratamento com sertralina éeficaz na prevenção de recidivas do episódio inicial da Fobia Social.Em crianças e adolescentes (6 a 17 anos) está indicada apenas notratamento do TOC.A eficácia da terapia com sertralina em Transtorno Obsessivo Compul -sivo (TOC) foi documentada em ensaios clínicos com duração de 12sema nas; entretanto, devido à natureza crônica deste transtorno, a tera -pia deve ser continuada para os pacientes que respondem ao tratamento.CONTRA-INDICAÇÕESEm pacientes com hipersensibilidade ao cloridrato de sertralinaou aos demais componentes da fórmula.O uso concomitante de TOLREST em pacientes utilizando inibi -dores da monoaminoxidase (IMAO) e pimozida é contra-indicado(Ver “PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS”).Modo de usar e cuidados de conservação depois de abertoTOLREST deve ser administrado em dose única diária, pela manhã ouà noite. TOLREST pode ser administrado com ou sem alimentos.Conservar o produto em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C).Proteger da luz e da umidade.POSOLOGIADoses maiores que 150 mg/dia não devem ser administradas por maisde 8 semanas. Os ajustes de dose devem respeitar intervalos de, pelomenos, uma semana devido à meia-vida de eliminação do fármaco serlonga.Para pacientes com doença hepática, o uso da sertralina deve ser feitocom cuidado. Uma dose menor ou menos frequente deve serconsiderada para pacientes com insuficiência hepática.Para pacientes com insuficiência renal, as doses de sertralina nãoprecisam ser ajustadas com base no grau da insuficiência renal,devido à baixa excreção renal da sertralina.1- ADULTOSDepressão e TOCNa depressão e no transtorno obsessivo compulsivo (TOC), o trata -mento com sertralina deve ser iniciado com uma dose de 50 mg umavez ao dia.Transtorno do Pânico, Transtorno do Estresse Pós-Traumático(TEPT) e Fobia SocialPara o tratamento do transtorno do pânico, do transtorno de estressepós-traumático (TEPT), e no tratamento de fobia social (transtorno daansiedade social), a dosagem inicial é de 25 mg, aumentando para 50mg/dia após uma semana.Síndrome da Tensão Pré-Menstrual (STPM) e/ou TranstornoDisfórico Pré-Menstrual (TDPM)Para o tratamento da Síndrome da Tensão Pré-Menstrual (STPM) e/ouTranstorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM), deve ser iniciado com 50mg/dia, podendo adotar o tratamento contínuo (durante o ciclo mens -trual) ou limitado apenas à fase lútea do ciclo, de acordo comorientação médica.2- CRIANÇAS e ADOLESCENTESA sertralina deve ser utilizada em crianças e adolescentes apenas notratamento do transtorno obsessivo compulsivo (TOC). A dose inicialrecomendada para crianças de 6 a 12 anos é de 25 mg/dia em uma únicatomada, aumentada para 50 mg/dia após uma semana; a dose inicial paraadolescentes (13 a 17 anos) é de 50 mg/dia em uma única tomada. Nocaso de ausência de resposta clínica, a dose pode ser subsequentementeaumentada até 200 mg/dia. Em um estudo clínico com pacientes comidades variando entre 6 a 17 anos, com depressão ou TOC, a sertralinamostrou um perfil farmacocinético similar àquele observado em adultos.Entretanto, o menor peso corpóreo de uma criança, quando comparadoao de um adulto, deve ser considerado quando se pensar em aumentar adose, a fim de se evitar uma dose excessiva.O medicamento deve ser administrado uma vez ao dia, de manhã ouà noite, independente da ingestão de alimentos; doses maiores do que150 mg/dia não devem ser administradas por mais de 8 semanas. Osajustes de dose devem respeitar intervalos de, pelo menos, umasemana devido à meia-vida de eliminação do fármaco ser longa.3- IDOSOSA mesma dose indicada para pacientes mais jovens pode ser utilizadaem pacientes idosos. Mais de 700 pacientes idosos (idade superior a65 anos) participaram de estudos clínicos que demonstraram aeficácia da sertralina nesta população de pacientes. O padrão eincidências de reações adversas nos idosos foram similares aosobservados em pacientes mais jovens.Titulação da doseDepressão, TOC, Transtorno do Pânico, TEPT e Fobia SocialOs pacientes que não responderem à dose de 50 mg, podem serbeneficiados com um aumento de dose. As alterações nas doses devemser realizadas com intervalo mínimo de 1 semana, devido à longa meiavidade eliminação, até a dose máxima recomendada de 200 mg/dia.STPM e TDPMEmbora uma relação entre dose e efeito não tenha sido estabelecidano transtorno disfórico pré-menstrual, os pacientes nos ensaiosclínicos receberam doses de 50 mg a 150 mg; e os aumentos de doseocorreram no início de cada novo ciclo menstrual. Pacientes que nãoresponderam a dose de 50 mg por dia, podem se beneficiar deaumento até 150 mg por dia (com aumentos de 50 mg/ciclo menstrual)quando o tratamento ocorre em todo o ciclo menstrual, ou até 100 mgpor dia quando o tratamento ocorre na fase lútea do ciclo menstrual.Se o regime de doses de 100 mg por dia for escolhido apenas para afase lútea do ciclo menstrual, deve-se utilizar um período de três diaspara a titulação da dose com 50 mg por dia, no início de cada faselútea. A eficácia da sertralina para uso a longo prazo no transtornodisfórico pré-menstrual, isto é, por mais de três ciclos menstruais, nãofoi sistematicamente avaliada em ensaios clínicos. Entretanto, comomulheres relatam piora da sintomatologia com a idade e alívio damesma com o início da menopausa, é razoável considerar umtratamento contínuo nas pacientes que apresentaram respostasatisfatória. Ajustes de dose (que podem incluir a mudança de regimede dose, isto é, diariamente por todo o ciclo menstrual versus duranteapenas a fase lútea do ciclo menstrual) podem ser necessários paramanter o paciente na mínima dose eficaz; e os pacientes devem serperiodicamente reavaliados para se determinar a necessidade dacontinuidade do tratamento.Dose omitidaCaso o paciente esqueça de administrar TOLREST no horárioestabelecido, deve fazê-lo assim que lembrar. Entretanto, se já estiverperto do horário de administrar a próxima dose, deve desconsiderar adose esquecida e utilizar a próxima. Neste caso, o paciente não deveutilizar a dose duplicada para compensar doses esquecidas.O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do tratamento.ADVERTÊNCIASAtivação de mania/hipomania: durante os testes clínicos, hipo -mania ou mania ocorreram em aproximadamente 0,4% dospacientes tratados com sertralina. A ativação de mania/hipomaniatem sido relatada em uma pequena proporção de pacientes comdistúrbio afetivo maior, tratados com outros antidepressivos.Perda de peso: perda de peso significante pode ser um resultadoindesejável no tratamento com sertralina para alguns pacientes,mas, em média, pacientes em testes controlados têm perda depeso mínima (0,5 a 1,0 Kg), contra menores variações complacebo. Raramente o tratamento com sertralina tem sidointerrompido devido à perda de peso.Convulsão: convulsão é um risco potencial com o uso de medi ca -mentos antidepressivos. A sertralina não foi avaliada em pacientescom distúrbios convulsivos. A sertralina deve ser evitada empacientes com epilepsia instável e pacientes com epilepsia con tro -lada devem ser cuidadosamente monitorados. A sertralina deve serdescontinuada em qualquer paciente que desenvolva con vul sões.Risco de piora clínica e suicídio: pacientes com depressão,adultos e crianças, podem apresentar piora da depressão e/ouideação e comportamento suicida, no uso ou não de antide -pressivos. Os antidepressivos aumentaram o risco de pensa -mentos e comportamentos suicidas em estudos de curto-prazoem crianças e adolescentes com transtorno depressivo maior(DSM-IV) e outros transtornos psiquiátricos. A análise de 24ensaios de 9 antidepressivos (ISRS e outros) envolvendo 4400pacientes revelou um aumento de tal risco em 4% dos pacientesrecebendo antidepressivos contra 2% para os pacientesTOLRESTcloridrato de sertralinaComprimidos revestidosUSO ORALUSO ADULTO E PEDIÁTRICOFORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕESComprimidos revestidos de 25 mg: embalagens com 7, 14 e 28 com -primidos.Comprimidos revestidos de 50 mg: embalagens com 7, 21 e 28 com -primidos.Comprimidos revestidos de 75 mg: embalagem com 30 com primidos.Comprimidos revestidos de 100 mg: embalagem com 20 comprimidos.COMPOSIÇÃOCada comprimido revestido de 25 mg contém:cloridrato de sertralina(correspondente a 25 mg de sertralina base) ............................ 28 mgExcipientes: croscarmelose sódica, celulose microcristalina, amido,lactose monoidratada, povidona, dióxido de silício, estearato de magnésio,hipromelose, macrogol e dióxido de titânio.Cada comprimido revestido de 50 mg contém:cloridrato de sertralina(correspondente a 50 mg de sertralina base) ............................ 56 mgExcipientes: croscarmelose sódica, amido, lactose monoidratada, dióxidode silício, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol, dióxido detitânio e corante amarelo FDC nº 6 laca de alumínio.Cada comprimido revestido de 75 mg contém:cloridrato de sertralina(correspondente a 75 mg de sertralina base) ............................ 84 mgExcipientes: croscarmelose sódica, amido, lactose monoidratada, dióxidode silício, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol, dióxido de ti -tânio e óxido férrico amarelo.Cada comprimido revestido de 100 mg contém:cloridrato de sertralina(correspondente a 100 mg de sertralina base) ........................ 112 mgExcipientes: croscarmelose sódica, amido, lactose monoidratada, dióxidode silício, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol, dióxido de ti -tânio e corante amarelo FDC nº 6 laca de alumínio.INFORMAÇÕES AO PACIENTEAção do medicamento: o cloridrato de sertralina exerce efeitos benéficosem transtornos como depressão, transtorno obsessivo compulsivo (TOC),transtorno do pânico, transtorno de estresse pós-traumático, no trata -mento de fobia social (transtorno da ansiedade social) e no transtorno dossintomas da síndrome da tensão pré-menstrual (STPM) e/ou trans tornodisfórico pré-menstrual (TDPM). O cloridrato de sertralina atua sobre aserotonina, um neurotransmissor presente no cérebro, ajudando a aliviaros sintomas dos transtornos acima mencionados.O início dos efeitos terapêuticos pode ocorrer dentro de 7 dias, podendovariar dependendo das características do paciente e do transtorno mentalem tratamento.Indicações do medicamento: em adultos este medicamento está indi -cado no tratamento da depressão, incluindo depressão acompanhada porsintomas de ansiedade, em pacientes com ou sem história de mania. Estáindicado também no tratamento do Transtorno Obsessivo Compul sivo(TOC); do Transtorno do Pânico; do Transtorno de Estresse Pós-Trau -mático (TEPT); da Síndrome da Tensão Pré-Menstrual (STPM) e/ouTrans torno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM); e no tratamento de fobiasocial (Transtorno da Ansiedade Social). Em crianças e adolescentes (6 a17 anos) está indicado apenas no tratamento do Transtorno ObsessivoCompulsivo (TOC).Riscos do medicamentoContra-indicações: a sertralina não é indicada para uso em crian -ças até 6 anos de idade.Está contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade aocloridrato de sertralina ou aos demais componentes da fórmula, epara pacientes em uso concomitante com antidepressivos inibi -dores da monoaminoxidase (IMAO) e pimozida.Há risco de síndrome serotoninérgica pela associação de triptanos(uma classe de medicamento utilizada para o tratamento da crisede enxaqueca) e os inibidores da recaptação de serotonina, comoo TOLREST. Se você faz uso de uma dessas medicações (tripta -nos), avise o seu médico para as devidas providências.Há risco de hipertensão pulmonar persistente do recém-nascidoem gestantes que fizeram uso de algum inibidor da recaptação deserotonina, como o TOLREST, após a 20ª semana de gravidez.Advertências:Inibidores da monoaminoxidase (IMAO): você não deve usarTOLREST com medicamentos IMAO. Há casos de reações graves,algumas fatais, em pacientes que estavam usando sertralina comum IMAO (selegilina, moclobemida, etc.). Se você estiver usandoum IMAO antes de usar TOLREST, você deve parar de usar o IMAOe deve esperar no mínimo 14 dias para iniciar o tratamento comIMAO (ver “CONTRA-INDICAÇÕES”).Ativação de mania/hipomania: você deve ficar atento, pois apesarde não ser comum, a sertralina, como outros antidepressivos, podeativar um estado de mania/hipomania (estado de excitaçãoexcessiva que se segue, muitas vezes, a um período de depressão).Perda de peso: pode ocorrer a perda de peso indesejável com ouso de sertralina, entretanto, esse emagrecimento não é tãosignificativo (em torno de 0,5 a 1,0 quilo).Convulsão: se você ou sua família possuem história de convul -são, ou se você tem epilepsia, não deve usar TOLREST. Se duran -te o tratamento com TOLREST você desenvolver convulsão, deveparar de usá-lo.Risco de piora clínica e suicídio: enquanto você estiver usandoTOLREST, seu médico supervisionará seu tratamento princi pal -mente no período inicial, já que piora da depressão e/ou com po r -tamento suicida podem ocorrer.Se você estiver em tratamento de transtorno obsessivo com pul -sivo, transtorno do pânico, transtorno do estresse pós-traumáticoou fobia social, deve tomar os mesmos cuidados observadosdurante o tratamento da depressão.Efeito uricosúrico (eliminação de ácido úrico na urina): a sertralinatende a baixar os níveis de ácido úrico no sangue. Entretanto, esseefeito, aparentemente, não acarreta em prejuízos clínicos conhe -cidos ao paciente. Não há casos relatados de insuficiência dos rinscom o uso de sertralina.Uso na insuficiência hepática: se você tem algum problema nofígado, deve usar TOLREST com cuidado. Dependendo doproblema hepático que você tiver, seu médico pode reduzir adose ou a frequência do uso de TOLREST.Uso na insuficiência renal: se você tem algum problema renal,deve avisar ao seu médico. Dependendo do problema, as dosesde TOLREST não precisam ser ajustadas.Efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas: opaciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois suahabilidade e atenção podem estar alteradas.Outros medicamentos com ação semelhante ao TOLREST: vocênão deve usar TOLREST junto com outros medicamentos queaumentam os efeitos do neurotransmissor serotonina, como tripto -fano, fenfluramina, ou outros medicamentos que atuam como aserotonina (agonistas). Você deve evitar tomar estes medi ca mentoscom TOLREST sempre que possível.Substituição de outros antidepressivos por TOLREST: se você estátomando um outro antidepressivo, não deve substituí-lo porTOLREST sem uma avaliação médica. Tenha cuidado ao fazer essamudança. Não há registros da duração do período entre a paradado antidepressivo e o início do tratamento com TOLREST.Uso durante a gravidez e a amamentação: se você estiver em idadefértil, deve usar métodos adequados de contracepção para nãoengravidar durante o tratamento. Você não deve usar TOLRESTdurante a amamentação sem orientação médica. Você deve avisarao seu médico ou cirurgião-dentista se estiver amamentando ouvai iniciar amamentação durante o uso deste medicamento.Uso em crianças: há registros de segurança e eficácia do uso desertralina em crianças (com idade variando entre 6 e 17 anos)apenas para o tratamento do TOC (vide “MODO DE USO – Uso emcrianças”).Uso em idosos: vide “MODO DE USO”.Precauções: ver “ADVERTÊNCIAS”.Interações medicamentosas: durante o tratamento, você não deveutilizar medicamentos IMAO (inibidores da monoaminoxidase), depres -sores do sistema nervoso central, álcool, outros medicamentos com açãosemelhante ao TOLREST (medicamentos serotoninérgicos) e pimozida.Se durante o tratamento com TOLREST você também estiver usandolítio, fenitoína, sumatriptana, varfarina, cimetidina, diazepam ou tolbu -ta mida, estes tratamentos devem ser devidamente acom pa nha dos emonitorados pelo seu médico.Categoria C de risco na gravidez: Este medicamento não deve serutilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou docirurgião-dentista.Este medicamento é contra-indicado para uso em crianças até 6anos de idade.Informe seu médico ou cirurgião-dentista o aparecimento dereações indesejáveis.Informe seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendouso de algum outro medicamento.Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Podeser perigoso para a sua saúde.MODO DE USOAspecto físico:25 mg – comprimido revestido branco, oblongo, convexo, com agravação T-25 de um lado e o logotipo do outro;50 mg – comprimido revestido laranja-claro, oblongo, convexo, com agravação T-50 de um lado e o logotipo do outro;75 mg – comprimido revestido bege, oblongo, convexo, com agravação T-75 de um lado e o logotipo do outro;100 mg – comprimido revestido laranja, oblongo, convexo, com agravação T-100 de um lado e o logotipo do outro.Você deve tomar TOLREST, por via oral, em dose única diária pela manhãou à noite, com ou sem alimentos, no mesmo horário todos os dias.Posologia:A dose máxima recomendada de TOLREST é de 200 mg/dia.Tratamento inicialDepressão e TOC:Você deve tomar uma dose de 50 mg, uma vez ao dia.Transtorno do Pânico, Transtorno do Estresse Pós-Traumático(TEPT) e Fobia Social:Você deve iniciar o tratamento com 25 mg/dia e aumentar a dose para50 mg/dia após uma semana. Esta dosagem reduziu a frequência deefeitos colaterais surgidos no início do tratamento, característicos dotranstorno do pânico.Síndrome da Tensão Pré-Menstrual (STPM) e Transtorno DisfóricoPré-Menstrual (TDPM):Você deve iniciar o tratamento com 50 mg/dia e pode adotar otratamento contínuo (durante todo o ciclo menstrual) ou apenas durantea fase lútea do ciclo (corpo amarelo do ovário), de acordo com aorientação médica.Depressão, TOC, Transtorno do Pânico, Transtorno do EstressePós-Traumático e Fobia Social:Se você não responder à dose de 50 mg, o médico poderá aumentara dose. As mudanças nas doses devem ser realizadas com umintervalo mínimo de 1 semana, até a dose máxima recomendada deser tralina de 200 mg/dia.Os efeitos terapêuticos podem começar dentro de 7 dias, mas no casode TOC, períodos maiores geralmente são necessários.Síndrome da Tensão Pré-Menstrual e Transtorno Disfórico Pré-Menstrual:Você deve usar 50 mg/dia. Se você não tiver resultado com essa dose,o médico poderá aumentar a dose (aumentos de 50 mg a cada ciclomenstrual), até um máximo de 150 mg/dia quando usado diariamentedurante todo o ciclo menstrual, ou até um máximo de 100 mg/diaquando usado somente durante a fase lútea do ciclo. Se você estivertomando a dose de 100 mg/dia para a fase lútea, deve tomar dosesequivalentes a 50 mg/dia, por 3 dias, no início do tratamento de cadafase lútea do ciclo. É importante que a paciente seja reavaliada, perio -dicamente, para se determinar a necessidade de continuar o trata mento.Manutenção:A dose de TOLREST deverá ser mantida com a menor dose eficazdurante a terapia de manutenção prolongada e ajustada mais tarde,dependendo da resposta terapêutica.Uso em crianças e adolescentesHá registros de segurança e eficácia do uso de sertralina em crianças(com idades variando entre 6 e 17 anos) apenas para o tratamento doTOC. É recomendado, para crianças de 6 a 12 anos, começar otratamento com 25 mg/dia e aumentar para 50 mg/dia após umasemana; para adolescentes, de 13 a 17 anos, o tratamento começacom 50 mg/dia. Se essa dose não conseguir resolver o problema,pode-se aumentar a dose até 200 mg ao dia.Doses maiores que 150 mg/dia não podem ser tomadas por mais de8 semanas. Como nos adultos, para se aumentar a dose do remédio,deve-se esperar, pelo menos, uma semana.Uso em idososPacientes idosos podem usar a mesma dosagem indicada para pacientesmais jovens. O padrão e ocorrência de reações desagradáveis nos idososforam parecidos com os observados em pacientes mais jovens.Instruções no esquecimento da doseSe você esquecer de tomar TOLREST no horário estabelecido peloseu médico, tome-o assim que lembrar. Entretanto, se já estiver pertodo horário de tomar a próxima dose, pule a dose esquecida e tome apróxima, continuando normalmente o esquema de doses rec o men -dado pelo seu médico. Neste caso, não tome o medicamento em dobropara compensar doses esquecidas.O esquecimento de dose pode comprometer a eficácia do tratamento.Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horá -rios, as doses e a duração do tratamento.Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antesde usar observe o aspecto do medicamento.Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.REAÇÕES ADVERSASNo início do tratamento, as reações adversas mais comuns quepodem ocorrer com o seu uso são: boca seca, aumento do suor(sudorese), tontura, tremor, diarréia, fezes amolecidas, digestãodifícil (dispepsia), náusea, perda de apetite, insônia, sonolência edisfunção sexual (principalmente atraso na ejaculação).Outras reações relatadas incluem:Distúrbios do sistema nervoso autônomo: pele com coloraçãovermelha (rubor), aumento do tamanho das pupilas (midríase),aumento da salivação (sialorréia), pele viscosa e fria, palidez;Cardiovascular: tontura, pressão arterial alta, pressão arterialbaixa, pressão arterial baixa quando se fica em pé, inchaço,inchaço ao redor dos olhos, inchaço nas pernas, falta decirculação nos membros, desmaio, aumento da frequência dosbatimentos do coração, dor no peito, dor na região das costelas,pressão arterial alta grave, infarto do miocárdio e varizes;Distúrbios no sistema nervoso central e periférico: confusão,dificuldade para andar (ataxia), alteração da coordenação motora,alteração da sensibilidade da pele, enxaqueca, tontura emovimento trêmulo dos olhos (nistagmo), anestesia local, coma,convulsões, alterações na fala e diminuição da força muscular;Alteração na pele e anexos: “espinha”, queda de cabelo, coceira,alterações na pele com vermelhidão, descoloração da pele, odoranormal da pele;Distúrbios endócrinos: olho “saltado” (exoftalmia), aumento dovolume da glândula mamária (em homens), hiperprolactinemia(alta concentração de prolactina no sangue), hipotireoidismo(diminuição da produção do hormônio da tireóide) e síndrome dasecreção inapropriada de hormônio antidiurético (ADH);Distúrbios gastrintestinais: dificuldade para engolir, arrotos,dificuldade para reter as fezes, gastrite, inflamação da língua, he -mor róidas, dor para evacuar, sangue nas fezes, úlcera no estô ma -go, inflamação anal, inflamação na boca e úlcera na língua;Geral: fraqueza, mal-estar, inchaço generalizado, calafrios, perdade peso, aumento de peso, abdômen aumentado, mau hálito,infla mação do ouvido e aftas;Hematopoiético e linfático: “ínguas”, manchas roxas na pele (púr -pura), anemia, hemorragia nos olhos;Distúrbios metabólicos e nutricionais: desidratação, alteração docolesterol e diminuição do açúcar no sangue;Distúrbios no sistema músculo-esquelético: dor nas articulações,artrose, espasmo muscular, hérnia;Distúrbios psiquiátricos: pesadelos, agressividade, amnésia,apatia, delírio, depressão, depressão grave, euforia, alucinação,reação pa ra nóica, planejamento e tentativa de suicídio, ranger dedentes, pen sa mentos anormais, histeria, sonambulismo e síndro -me de absti nência;BU Tolrest 4105406.qxd:BU Tolrest 09.09.09 08:57 Page 1


BU Tolrest 4105406.qxd:BU Tolrest 09.09.09 08:57 Page 2recebendo placebo. Nenhum suicídio ocorreu em nenhum destesensaios. Pacientes em uso de antidepressivos devem seratentamente monitorados quanto à piora da depressão, ideação ecomportamento suicida, em especial no início do tratamento, eem aumentos ou diminuições de dose. Deve-se considerar aalteração do regime terapêutico, incluindo a interrupção damedicação, em pacientes cuja depressão piora persistentemente,ou cuja emergência de ideação ou comportamento suicida égrave, de início abrupto, ou não era parte do quadro inicial.As mesmas precauções devem ser observadas ao se tratar com anti -depressivos pacientes com outras patologias, psiquiátricas ou não.Outros sintomas que devem ser objeto das mesmas precauções in -cluem ansiedade, agitação, ataques de pânico, insônia, irrita -bilidade, hostilidade e agressividade, impulsividade, acatisia, hipo -mania e mania, que foram relatados em adultos e crianças, tratadoscom antidepressivos em patologias psiquiátricas ou não.Familiares e cuidadores de pacientes tratados com antide pres -sivos devem ser alertados sobre a necessidade de monitorar oaparecimento dos sintomas acima e, relatá-los imediatamente aoprofissional de saúde.A medicação deve ser prescrita na menor quantidade possível,compatível com o bom seguimento clínico, para a redução dorisco de sobredosagem.No caso de interrupção do tratamento, esta deve ser gradual, omais rapidamente possível exequível, atentando-se para apossibilidade de aparecimento de sintomas associados àdescontinuação do tratamento (Ver “REAÇÕES ADVERSAS”).Um episódio depressivo pode ser uma apresentação inicial dotranstorno bipolar. De forma geral, acredita-se (embora não tenhasido estabelecido em ensaios clínicos) que o tratamento comantidepressivo em monoterapia neste contexto possa aumentar aprobabilidade de um episódio maníaco ou misto. Não se sabe seos sintomas acima representam tal conversão, entretanto, ospacientes devem ser previamente avaliados para o risco detranstorno bipolar, o que inclui história psiquiátrica detalhada,história familiar de suicídio, transtorno bipolar e depressão.Efeito úricosúrico: a sertralina é associada a uma diminuição namédia do ácido úrico sérico de aproximadamente 7%. O signi -ficado clínico deste pequeno efeito uricosúrico é desconhecido enão existem casos relatados de insuficiência renal por sertralina.Uso em pacientes com doenças concomitantes: a experiênciaclínica com sertralina em pacientes com certas doençassistêmicas concomitantes é limitada. Cuidados são necessáriosno uso de sertralina em pacientes com doenças ou condiçõesque possam afetar o metabolismo ou respostas hemodinâmicas.A sertralina não foi avaliada ou usada por tempo apreciável empacientes com história recente de infarto do miocárdio oudoenças instáveis de coração. Pacientes com estes diagnósticosforam excluídos dos estudos clínicos do fármaco. Entretanto, oseletrocardiogramas de 774 pacientes que receberam sertralinaem testes duplo-cego foram avaliados e os dados indicam que asertralina não está associada com a evolução de anormalidadessignificantes no ECG.A sertralina é extensamente metabolizada pelo fígado. Pacientescom cirrose estável de grau leve demonstraram uma meia-vida deeliminação prolongada, quando comparada a indivíduos normais,porém, a farmacocinética da sertralina não foi estudada em pa -cien tes com insuficiência hepática significante nem em pacientescom insuficiência hepática detectada durante o tratamento.Assim sendo, a sertralina deve ser usada com cautela nessespacientes.A excreção do fármaco inalterado na urina é uma via de eli -minação pouco significativa, devido a sua extensa meta boli za ção.Em pacientes com insuficiência renal de grau leve a mode ra do(clearance de creatinina de 30 a 60 ml/min) ou insuficiência renalde grau moderado a grave (clearance de creatinina de 10 a 29ml/min), os parâmetros farmacocinéticos de dose múltipla (AUC0-24 ou C máx ) não foram significativamente diferentes quan docomparados aos controles. As meias-vidas foram simi lares e nãohouve diferença na ligação às proteínas plasmáticas em todos osgrupos estudados. Este estudo indica que, de acor do com a baixaexcreção renal da sertralina, as doses de sertralina não precisamser ajustadas com base no grau de insuficiência renal.Interferência com performance motora e cognitiva: em estudoscon trolados, a sertralina não causou sedação e não interferiu naperformance psicomotora. Contudo, os medicamentos psico tró -picos podem interferir nas habilidades mentais ou físicas neces -sárias para a realização de tarefas potencialmente arris ca das.Durante o tratamento o paciente não deve dirigir veículos ou ope -rar máquinas, pois sua habilidade e atenção po dem estar alte radas.Substituição de antidepressivos Inibidores Seletivos da Re -captação de Serotonina (ISRS) ou outros: existe um númerolimitado de experiências controladas com relação ao momentoideal para substituir a terapia com antidepressivos ISRS porcloridrato de sertralina. É necessário cuidado e avaliação médicaprudente ao realizar a mudança, particularmente de agentes deação prolongada, como a fluoxetina. A duração do período dewashout necessário para a substituição de um ISRS por outroainda não foi estabelecida.IMAOs: em pacientes recebendo sertralina em combinação comum inibidor da monoaminoxidase (IMAO), houve relatos de gravesreações, algumas vezes fatais, incluindo hipertermia, rigidez,mioclonus, instabilidade autonômica com possíveis flutuaçõesrápidas de sinais vitais e alterações no nível de consciência queincluem agitação extrema progredindo para delírio e coma. Estasreações têm sido relatadas em pacientes que recentementeinterromperam o tratamento com o fármaco e iniciaram com umIMAO. Alguns casos apresentaram-se com características se -melhantes à síndrome neuroléptica maligna. Por isto, é reco -mendado que a sertralina não seja usada em combinação comum IMAO, e em não menos de 14 dias após interrupção dotratamento com um IMAO. Semelhantemente, não se deve iniciaro tratamento com um IMAO pelo menos antes de 14 dias após ainter rupção do uso de sertralina.pimozida: através dos resultados de estudo de co-administraçãode 2 mg de pimozida e 200 mg de sertralina, foi demonstrado quehá um aumento médio de 40% na concentração plasmática depimozida. Enquanto o mecanismo desta interação ainda é des -conhe cido, e devido ao índice terapêutico restrito da pimozida eà interação ter sido notada com uma baixa dose de pimozida, e osefeitos sobre o intervalo QT e parâmetros farmacocinéticos emdoses maiores serem desconhecidos, a administração desertralina em pacientes recebendo pimozida deve ser CONTRA-INDICADA.Outros fármacos serotoninérgicos: a co-administração desertralina com outros fármacos que aumentam os efeitos daneuro transmissão serotoninérgica, como o triptofano, fenflu -ramina ou agonistas 5-HT, deve ser realizada com cuidado e serevitada sempre que possível devido ao potencial de interaçãofarmacodinâmica.Gravidez: estudos de reprodução foram feitos em ratos e coelhoscom doses de aproximadamente 20 vezes e 10 vezes a dosemáxima diária humana sem evidência de teratogenicidade.Em doses de aproximadamente 2,5 a 10 vezes a dose máxima diáriahumana em mg/Kg, a sertralina foi associada com ossificação tardiaem fetos, provavelmente secundária aos efeitos na fêmea.Não foram realizados estudos adequados e controlados em mulhe -res grávidas. Uma vez que os estudos de reprodução animal nemsempre são semelhantes às respostas humanas, este fármaco so -men te deve ser usado durante a gravidez se estritamente neces -sário.Houve uma diminuição na sobrevivência neonatal seguida à admi -nistração materna de sertralina em dose inferior a aproximadamente5 vezes a dose máxima humana em mg/Kg. O decréscimo da sobre -vivência de filhotes mostrou ser provavelmente devido à exposiçãoin útero à sertralina. O significado clínico destes efeitos não éconhecido.Mulheres em idade fértil devem empregar métodos adequados decontracepção quando em tratamento com cloridrato de sertralina.Um estudo caso-controle retrospectivo demonstrou um aumentoda incidência de hipertensão pulmonar persistente do recémnascidoem gestantes que fizeram uso de um inibidor seletivo darecaptação de serotonina após a 20ª semana de gravidez.Amamentação: apenas dados limitados a respeito dos níveis desertralina no leite materno estão disponíveis. Estudos isoladosem um número muito pequeno de lactantes e seus recémnascidosindicaram níveis de sertralina desprezíveis ou inde -tectá veis no soro da criança recém-nascida, apesar de que osníveis no leite materno foram mais concentrados do que aquelesno soro materno. O uso em lactantes não é recomendado a menosque, na avaliação do médico, os benefícios superem os riscos.Se a sertralina for administrada durante a gravidez e/ou lactação,o médico responsável deve ser informado que sintomas, in -cluindo aqueles compatíveis com as reações de abstinência, fo -ram relatados em alguns neonatos, cujas mães estavam sobtratamento com antidepressivos ISRS, incluindo a sertralina.Categoria C de risco na gravidez: Este medicamento não deve serutilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou docirurgião-dentista.Gravidez – efeitos não-teratogênicos: neonatos expostos à ser tra -lina e a outros ISRS ou ISRSN, tardiamente no terceiro tri mestre degravidez, desenvolveram complicações exigindo hospitalizaçãoprolongada e suporte respiratório. Estes dados são baseados emrelatos pós-comercialização. As complicações podem surgirimediatamente após o nascimento. Relatos clínicos incluem an gús -tia respiratória, cianoses, apnéia, convulsões, instabilidade na tem -pe ratura, dificuldade de alimentação, vômitos, hipoglicemia, hipo -tonia, hipertonia, hiperreflexia, tremor, irritabilidade e chorocontínuo. Estas características são consistentes com um efeitotóxi co direto de ISRS e ISRSN ou, possivelmente, uma síndrome dedescontinuação da droga. Isto deve ser observado, pois, em algunscasos, o quadro clínico é consistente com síndrome serotoninérgica.Crianças expostas aos ISRS durante os últimos meses degravidez podem ter um risco aumentado para hipertensãopulmonar persistente do recém-nascido (PPHN). PPHN ocorre em1-2 por 1.000 nascidos vivos na população geral e está associadacom significativa morbidade e mortalidade neonatal. Em umestudo caso-controle retrospectivo com 377 mulheres cujascrianças nasceram com PPHN e 836 mulheres cujas criançasnasceram saudáveis, o risco para PPHN era aproximadamenteseis vezes mais alto para crianças expostas a um ISRS depois da20ª semana de gestação comparada a crianças que não tinhamsido expostas a antidepressivos durante a gravidez.Não existe atualmente nenhum outro estudo que corrobore estesresultados, este é o primeiro estudo que investigou o riscopotencial. O estudo não inclui suficiente número de casos comexposição à ISRSs individualmente para determinar se todos osISRSs possuem níveis semelhantes de risco para PPHN. Quandose trata uma mulher grávida com sertralina durante o terceirotrimestre de gravidez, o médico deve considerar cuidadosamenteos riscos e benefícios potenciais de tratamento.Os médicos devem notar que, em um estudo prospectivolongitudinal com 201 mulheres com história de depressão maioreutímicas, com a terapia antidepressiva no início da gravidez, nasque descontinuaram o medicamento antidepressivo durante agravidez, se observou maior probabilidade de uma recaída dadepressão maior do que nas mulheres que o medicamentoantidepressivo foi mantido.Efeitos na habilidade de dirigir e operar máquinas: estudosclínicos de farmacologia demonstraram que TOLREST nãoproduz efeito na atividade psicomotora. Entretanto, uma vez quemedicamentos psicoativos podem interferir nas habilidadesmentais ou físicas necessárias para a realização de tarefaspotencialmente arriscadas como dirigir e operar máquinas, opaciente deve ser advertido adequadamente.Durante o tratamento o paciente não deve dirigir veículos ou operarmáquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.Uso em idosos, crianças e outros grupos de riscoUso pediátrico: não foram estabelecidas segurança e eficácia emcrianças até 6 anos de idade; em crianças e adolescentes de 6 a17 anos tem indicação apenas no tratamento do TOC.Uso em idosos: mais de 700 pacientes idosos participaram deestudos clínicos que demonstraram a eficácia da sertralina nestapopulação de pacientes. O padrão e incidências de reaçõesadversas em idosos foi similar ao observado em pacientes jovens.Uso na insuficiência hepática: a sertralina é extensamentemetabolizada pelo fígado. Um estudo farmacocinético de dosemúltipla em indivíduos com cirrose estável de grau leve, demons -trou uma meia-vida de eliminação prolongada e C máx e área soba curva (AUC) aproximadamente 3 vezes maior em comparação aindivíduos sadios. Não foram observadas diferenças signifi -cantes na ligação às proteínas plasmáticas entre os dois grupos.O uso de TOLREST em pacientes com doença hepática deve serfeito com cuidado. Uma dose menor ou menos frequente deve serconsiderada para pacientes com insuficiência hepática.Uso na insuficiência renal: a sertralina é extensamente meta -bolizada. A excreção do fármaco inalterado na urina é uma via deeliminação pouco significativa. Em estudos de pacientes cominsuficiência renal de grau leve a moderado (clearance decreatinina de 30 a 60 ml/min) ou insuficiência renal de grau mode -rado a grave (clearance de creatinina de 10 a 29 ml/min), osparâmetros farmacocinéticos de dose múltipla (AUC 0-24 ouC máx ) não foram significativamente diferentes quando com -parados aos controles. As meias-vidas foram similares e nãohouve diferença na ligação às proteínas plasmáticas em todos osgrupos estudados. Este estudo indica que, de acordo com a baixaexcreção renal da sertralina, as doses de sertralina não precisamser ajustadas com base no grau de insuficiência renal.INTERAÇÕES MEDICAMENTOSASSíndrome serotoninérgica: O uso de antidepressivos inibidoresseletivos da recaptação da serotonina em combinação com outrosagentes serotoninérgicos pode resultar em uma rara síndromehipermetabólica, a síndrome serotoninérgica, que cursa com doresabdominais, diarréia, hiperpirexia, hiperreflexia, hipertensão arterial,taquicardia, tremores, mioclonias, agitação, delírio e convulsões; podehaver evolução para coma, colapso cardiovascular e morte. Talsíndrome já foi descrita na combinação de antidepressivos inibidoresseletivos da recaptação da serotonina (ISRS) com IMAOs (Ver“CONTRA-INDICAÇÕES”). O aumento do risco de síndrome sero -toninérgica foi sugerido ou houve raros relatos de casos em com -binações de antidepressivos inibidores seletivos da recaptação daserotonina (ISRS) com medicações que incluem o inibidor reversívelda MAO A, moclobemida; o inibidor seletivo da MAO B, selegilina; etambém a pentazocina; diidroergotamina endovenosa; L-triptofano;trazodone; dextrometorfano; dexfenfluramina; Hypericum perforatum;fenfluramina, dexfenfluramina, e sibutramina.lítio: Em estudos placebo-controlados realizados em voluntários sa -dios, a co-administração de sertralina e lítio não alterou signi fica ti -vamente a farmacocinética do lítio, porém, em relação ao placebo,resultou em um aumento no tremor, indicando uma possível interaçãofarmacodinâmica. Os pacientes que estiverem sob tratamento conco -mi tantemente com sertralina e outros medicamentos, como o lítio, quepodem atuar por mecanismos serotoninérgicos, devem ser apro pria -damente monitorizados.fenitoína: Em um estudo placebo-controlado com voluntários sadios,a administração crônica de sertralina 200 mg/dia, não produz inibiçãoclinicamente importante do metabolismo da fenitoína. Entretanto, apóso início do tratamento com sertralina, é recomendado que as con -centrações plasmáticas de fenitoína sejam monitorizadas, e que ajus -tes apropriados na dose de fenitoína sejam realizados.sumatriptana: No período pós-comercialização, foram relatados raroscasos de pacientes apresentando fraqueza, hiperreflexia, incoor de -nação motora, confusão, ansiedade e agitação, após o tratamento comsertralina e sumatriptana. Se o tratamento concomitante com sertralinae sumatriptana for clinicamente justificado, recomenda-se que ospacientes sejam acompanhados apropriadamente.diazepam: A co-administração de 200 mg diários de sertralina comdiazepam resultou em pequenas alterações estatisticamente signi -ficantes em alguns parâmetros farmacocinéticos.Depressores do SNC: A administração concomitante com 200 mg diá -rios de sertralina não potencializa os efeitos da carbamazepina ou halo -peridol nas atividades psicomotoras e cognitivas em indivíduos sadios.O risco do uso de sertralina em combinação com outros fármacosativos no SNC não tem sido sistematicamente avaliado. Consequen -temente, deve-se tomar cuidado na administração concomitante desertralina com tais fármacos.Fármacos hipoglicemiantes: A administração de sertralina por 22dias (incluindo 200 mg/dia para os 13 dias finais) causou uma dimi -nuição no clearance de tolbutamida após uma dose intravenosa de1000 mg devido a alterações no metabolismo do fármaco. O signi fica -do clínico dessa diminuição é desconhecido.atenolol: A sertralina (100 mg), quando administrada a 10 indivíduossaudáveis do sexo masculino, não teve efeito na atividade betabloqueadorado atenolol.Efeitos potenciais do uso concomitante de fármacos fortementeligados às proteínas plasmáticas: Devido à sertralina se ligar forte -mente às proteínas plasmáticas, a administração de sertralina a umpaciente tomando outros fármacos que sejam fortemente ligadas àsproteínas (por exemplo varfarina, digitoxina) pode causar umamodificação nas concentrações do plasma, resultando potencialmenteem um efeito adverso. Inversamente, os efeitos adversos podemresultar no deslocamento da proteína ligada à sertralina por outrofármaco mais fortemente ligado.Entretanto, em três estudos formais de interação com diazepam,tolbutamida, e varfarina respectivamente, a sertralina não apresentouefeitos significantes na ligação do substrato às proteínas.varfarina: A co-administração de 200 mg diários de sertralina comvarfarina resultou em um aumento pequeno, mas, estatisticamentesignificante, no tempo de protrombina; a significância clínica deste fatoé desconhecida. Sendo assim, o tempo de protrombina deve sercuidadosamente monitorado quando a terapia com a sertralina foriniciada ou interrompida (Ver “CYP 2C9”).Interações com outros fármacoscimetidina: A co-administração com a cimetidina causou um de crés -cimo substancial na eliminação da sertralina. O significado clínicodestas alterações é desconhecido.glibenclamida / digoxina: Nenhuma interação foi observada com 200mg diários de sertralina e glibenclamida ou digoxina.terfenadina: Devido à interação potencial e efeitos cardiotóxicos daterfenadina, a associação deve ser evitada.tramadol: pode haver um aumento do risco de convulsão nessaassociação que, se possível, deve ser evitada.Fármacos metabolizados pelo citocromo P450 (CYP) 2D6: Há umavariabilidade entre os antidepressivos no que se refere ao grau deinibição da atividade da isoenzima CYP 2D6. A significância clínicadesse achado depende do grau de inibição e da indicação terapêuticado fármaco que será co-administrado. Os substratos da isoenzimaCYP 2D6 que apresentam uma indicação terapêutica restrita incluemos antidepressivos tricíclicos e antiarrítmicos da classe 1C, tais comoa propafenona e a flecainida. Em estudos formais de interação, aadministração de dosagem crônica de 50 mg diários de sertralinademonstrou uma elevação mínima (23%-37%, em média) nos níveisplasmáticos de steady state de desipramina (um marcador daatividade da isoenzima CYP 2D6).triptanos: devido ao risco de síndrome serotoninérgica pela asso -ciação de inibidores da recaptação de serotonina e triptanos, aassociação deve ser evitada.Fármacos metabolizados por outras enzimas do CYP (CYP 3A3/4,CYP 2C9, CYP 2C19, CYP1A2CYP 3A3/4: Estudos de interação in vivo têm demonstrado que aadministração crônica de 200 mg diários de sertralina não inibe a 6-beta hidroxilação do cortisol endógeno mediada pelo CYP 3A3/4 nemo metabolismo da carbamazepina. Além disso, a administraçãocrônica de sertralina 50 mg, diariamente, não inibe o metabolismo doalprazolam que é mediado pelo CYP 3A3/4. Os resultados dessesestudos sugerem que a sertralina não seja um inibidor clinicamenterelevante do CYP 3A3/4.CYP 2C9: A aparente ausência de efeitos clinicamente significantes daadministração crônica de 200 mg diários de sertralina nasconcentrações plasmáticas de tolbutamida, fenitoína e varfarina sugereque a sertralina não é um inibidor clinicamente relevante do CYP 2C9.CYP 2C19: A aparente ausência de efeitos clinicamente significantesda administração crônica de 200 mg diários de sertralina nasconcentrações plasmáticas de diazepam sugere que a sertralina nãoé um inibidor clinicamente relevante do CYP 2C19.CYP 1A2: Estudos in vitro indicam que a sertralina apresenta poucoou nenhum potencial de inibir o CYP 1A2.Terapia eletroconvulsiva: Não existem estudos clínicos esta be le cen -do os riscos ou benefícios do uso combinado de terapia eletrocon -vulsiva e sertralina.Álcool: Embora não tenha potencializado os efeitos psicomotores ecognitivos do álcool em experiências com indivíduos normais, o usoconcomitante de sertralina e álcool em pacientes com depressão nãoé recomendado.REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOSComumente observadas: as reações adversas mais comumenteobservadas associadas com o uso de cloridrato de sertralina e nãoobservadas em uma incidência equivalente em pacientes tratadoscom placebo foram: distúrbios gastrintestinais (incluindo náusea,diarréia, fezes amolecidas e dispepsia), tontura, tremor, vertigem,anorexia, insônia, sonolência, sudorese aumentada, boca seca,perda de peso e disfunção sexual masculina (principalmenteejaculação retardada).Associada com interrupção do tratamento: as reações maiscomuns (relatadas em pelo menos 1% dos indivíduos) associadascom a inter rupção incluíram agitação, insônia, disfunção sexualmasculina (prin cipalmente ejaculação retardada), sonolência, dorde cabeça, tremor, anorexia, diarréia, fezes amolecidas, náuseas efadiga.Incidência em testes clínicos controlados: a tabela que segueenumera os efeitos adversos que ocorreram com uma frequênciade 1% ou mais entre pacientes tratados com sertralina queparticiparam dos ensaios controlados comparados compacientes que receberam placebo. A maior parte dos pacientesreceberam doses de 50 a 200 mg por dia. O médico deve estarciente que estes dados não podem ser usados para predizer aincidência de efeitos adversos no curso da prática médica usualonde as características do paciente e outros fatores diferemdaqueles pré-avaliados nos ensaios clínicos. Similar mente, asfrequências citadas não podem ser comparadas com os dadosobtidos por outras investigações clínicas envolvendo trata -mentos, usos e indivíduos diferentes.TABELA 1: Incidência de efeitos adversos durante tratamentosem ensaios clínicos placebo-controlados.*(percentual deEFEITOS ADVERSOSpacientes referidos)sertralina Placebo(N = 861) (N = 853)Distúrbios no sistemanervoso autônomo:Boca seca 16,3 9,3Sudorese aumentada 8,4 2,9Cardiovascular:Palpitações 3,5 1,6Dor torácica 1,0 1,6Distúrbios no sistemanervoso periférico e central:Dor de cabeça 20,3 19,0Vertigem 11,7 6,7Tremor 10,7 2,7Parestesia 2,0 1,8Hipoestesia 1,7 0,6Espasmos 1,4 0,1Hipertonia 1,3 0,4Distúrbios na pele e anexos:Exantema 2,1 1,5Distúrbios gastrintestinais:Náusea 26,1 11,8Diarréia / fezes amolecidas 17,7 9,3Constipação 8,4 6,3Dispepsia 6,0 2,8Vômitos 3,8 1,8Flatulência 3,3 2,5Anorexia 2,8 1,6Dor abdominal 2,4 2,2Apetite aumentado 1,3 0,9Gerais:Fadiga 10,6 8,1Rubor 2,2 0,5Febre 1,6 0,6Dor nas costas 1,5 0,9Distúrbios metabólicose nutricionais:Sede 1,4 0,9Distúrbios no sistemamúsculo-esquelético:Mialgia 1,7 1,5Distúrbios psiquiátricos:Insônia 16,4 8,8Disfunção sexual masculina (1) 15,5 2,2Sonolência 13,4 5,9Agitação 5,6 4,0Nervosismo 3,4 1,9Ansiedade 2,6 1,3Bocejo 1,9 0,2Disfunção sexual feminina (2) 1,7 0,2Dificuldade de concentração 1,3 0,5Reprodutivo:Alterações menstruais 1,0 0,5Distúrbios no sistema respiratório:Rinites 2,0 1,5Faringites 1,2 0,9Sentidos especiais:Visão anormal 4,2 2,1Zumbidos 1,4 1,1Alteração no paladar 1,2 0,7Distúrbios no sistema urinário:Frequência na micção 2,0 1,2Alteração na micção 1,4 0,5(*) Eventos relatados em pelo menos 1% de pacientes tratados com sertralina.(1) (ejaculação retardada principalmente) % baseada somente em paci entesmasculinos: 271 tratados com sertralina e 271 tratados com placebo.(2) % baseada somente em pacientes femininos: 590 tratados com sertralinae 582 com placebo.Outros efeitos observados durante a avaliação pré-comercializaçãode sertralina: Durante a pesquisa, doses múltiplas de sertralinaforam administradas a aproximadamente 2700 indivíduos.As condições e duração de exposição à sertralina variaramamplamente, e incluíram (em categorias coincidentes) estudos far -ma cológicos clínicos, estudos duplo-cego e aberto, estudoscontrolados e não-controlados, estudos em pacientes hospi tali za -dos e não-hospitalizados, estudos para outras indicações além dedepressão. Efeitos adversos associados com esta exposição foramregistrados por pesquisadores usando terminologia de suapreferência. Consequentemente não foi possível estipular a esti -mativa expressiva da proporção de indivíduos que apresentaramefeitos adversos, sem que antes os efeitos tivessem sido agrupadosem um pequeno número de categorias padronizadas.Os efeitos são classificados da seguinte forma: efeitos adversosfrequentes são aqueles que ocorrem em uma ou mais ocasiões empelo menos 1/100 pacientes (somente aqueles não anteriormentelistados nos resultados dos testes placebo controlados aparecemnesta lista); efeitos adversos pouco frequentes são aqueles queocorrem em 1/100 até 1/1000 pacientes; efeitos raros são aquelesque ocorrem em menos que 1/1000 pacientes.Distúrbios do sistema nervoso autônomo: pouco frequente: rubor,midríase, aumento de salivação, pele viscosa e fria; raro: palidez.Cardiovascular: pouco frequente: tontura postural, hipertensão,hipotensão, hipotensão postural, edema, edema dependente,edema periorbital, edema periférico, isquemia periférica, síncope,taquicardia; raro: dor torácica precordial, dor torácica substernal,hipertensão grave, enfarte do miocárdio, veias varicosas.Distúrbios no sistema nervoso central e periférico: frequente:confusão; pouco frequente: ataxia, coordenação anormal, marchaanormal, hiperestesia, hipercinesia, hipocinesia, enxaqueca,nistagmo, vertigem; raro: anestesia local, coma, convulsões,discinesia, disfonia, hiporreflexia, hipotonia, ptose.Alterações na pele e anexos: pouco frequente: acne, alopecia, pru -rido, exantema eritematoso, exantema maculopapular, pele seca;raro: erupção vesiculosa, dermatite, eritema multiforme, textura capi -lar anormal, hipertricose, reação de fotossensibilidade, exan temafolicular, descoloração da pele, odor anormal da pele, urticária.Distúrbios endócrinos: raro: exoftalmia, ginecomastia; hiper pro -lactinemia, hipotireoidismo, síndrome da secreção ina pro pria dade hormônio antidiurético (ADH).Distúrbios gastrintestinais: pouco frequente: disfagia, eructação;raro: diverticulite, incontinência fecal, gastrite, gastroenterite,glossite, hiperplasia gengival, hemorróidas, soluço, melena, úlcerapéptica hemorrágica, proctite, estomatite, estomatite ulce rativa,tenesmo, edema de língua, ulceração na língua.Geral: frequente: astenia; pouco frequente: mal-estar, edemageneralizado, calafrios, perda de peso, aumento de peso; raro:abdômen aumentado, halitose, otite média, estomatite aftosa.Hematopoiético e linfático: pouco frequente: linfadenopatia, púr -pura; raro: anemia, hemorragia de câmara anterior do olho.Distúrbios metabólicos e nutricionais: raro: desidratação, hiper -colesterolemia, hipoglicemia.Distúrbios no sistema músculo-esquelético: pouco frequente: artral -gia, artrose, distonia, espasmo muscular, debilidade muscular; raro:hérnia.Distúrbios psiquiátricos: pouco frequente: pesadelos, reação agres -siva, amnésia, apatia, delírio, despersonalização, depressão, depres -são grave, labilidade emocional, euforia, alucinação, neurose, reaçãoparanóica, planejamento e tentativa de suicídio, ranger de dentes,pensamentos anormais; raro: histeria, sonambulismo, síndrome deabstinência.Reprodutivo: pouco frequente: dismenorréia (2), hemorragia inter -menstrual (2); raro: amenorréia (2), balanopostite (1), aumento damama (2), dor mamária (2), leucorréia (2), menorragia (2), vagi niteatrófica (2).(1) % baseada somente em indivíduos masculinos: 1005(2) % baseada somente em indivíduos femininos: 1705Distúrbios do sistema respiratório: pouco frequente: bronco es pas -mo, tosse, dispnéia, epistaxe; raro: bradipnéia, hiperventilação,sinusite, estridor.Sentidos especiais: pouco frequente: acomodação anormal, con -juntivite, diplopia, dor de ouvido, dor nos olhos, xeroftalmia; raro:lacrimejamento anormal, fotofobia, problema no campo visual.Distúrbios no sistema urinário: pouco frequente: disúria, edemade face, noctúria, poliúria, incontinência urinária; raro: oligúria,dor renal, retenção urinária.Testes laboratoriais: elevações assintomáticas nas transaminasesséricas (TGO e TGP) têm sido relatadas com pouca frequência(aproximadamente 0,8%) em associação com administração desertralina. Estas elevações enzimáticas habitualmente ocorremdentro da primeira à nona semana de tratamento e diminuemrapidamente após interrupção do fármaco.A terapia com sertralina foi associada com pequenos aumentos namédia total de colesterol (aproximadamente 3%) e triglicerídeos(aproximadamente 5%), e uma pequena diminuição na média deácido úrico sérico (aproximadamente 7%), aparentemente sem im -por tância clínica.SuperdoseExperiência humana: foram relatadas mortes envolvendo superdo -sagem com sertralina, principalmente em associação a outros fármacose/ou álcool. Portanto, qualquer superdosagem deve ser tratadarigorosamente. Os sintomas de superdosagem incluem: efeitos adver -sos mediados pela serotonina tais como sonolência, distúrbiosgastrintestinais (como náusea e vômito), taquicardia, tremor, agitação etontura. Coma foi reportado com menor frequência.Controle de superdosagem: não existe antídoto específico parasertralina. Deve-se estabelecer e manter as vias aéreas, garantindoventilação e oxigenação. Carvão vegetal ativado administrado comsorbitol pode ser tão ou mais eficaz do que lavagem e deve serconsiderado no tratamento da superdosagem.A indução de vômito não é recomendada.É recomendada a monitorização de sinais cardíacos e vitais emconjunto com medidas sintomáticas gerais e de apoio.Devido ao amplo volume de distribuição da sertralina, diurese forçada,diálise, hemoperfusão e transfusões de sangue provavelmente nãotrarão benefícios.ArmazenagemConservar o produto em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C).Proteger da luz e da umidade.O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto.VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA - SÓ PODE SER VENDIDOCOM RETENÇÃO DA RECEITA.TOLREST 50 mg e 100 mg - MS-1.1213.0169TOLREST 25 mg e 75 mg - MS-1.1213.0371Farm. Resp. : Alberto Jorge Garcia GuimarãesCRF-SP nº 12.449Biosintética Farmacêutica Ltda.Av. das Nações Unidas, 22.428 - São Paulo - SPCNPJ nº 53.162.095/0001-06Indústria BrasileiraLote, fabricação e validade: vide cartucho.PH 1745 - BU 07 - SAP 4105406 (D) 09/09Uma dobra horizontal ao texto finalizando 320mm de altura.Impressão em preto

More magazines by this user
Similar magazines