Laboratórios de Jornalismo - Clube de Jornalistas

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TEMAjornalismo universitário“No início do ano lectivo,os estudantes interessadosem colaborar no jornalchegam a ser cem. No final,restam quatro.”Paulo Moura“O que fazemos é umaespécie de jornalismolaboratorial. O objectivonão é dar ‘cachas’ masensinar a técnica de umaboa notícia, entrevista oureportagem.”Luís BonixeO JPN teve, desde o início, espaços de áudio e vídeo,para que todos os alunos pudessem “experimentar diferenteslinguagens para diferentes suportes”, existindoainda a webrádio JPR, um projecto autónomo dos professoresda vertente radiofónica que inclui áreas jornalísticase de entretimento, contou Fernando Zamith, adiantandoque, no último ano, se acentuou a colaboração entre osdois projectos.ESFERAS PRÁTICA E TEÓRICA EM ALIANÇAA rádio é também o território de dois outros professores,Ricardo Nunes e Luís Bonixe. Ambos trocaram o jornalismopela docência – Ricardo Nunes quando estava na TSFe Luís Bonixe quando era correspondente do Público.Ricardo Nunes, que lecciona no curso de ComunicaçãoSocial da Escola Superior de Educação de Setúbal, é umdos coordenadores do Flash IPS, programa que surgiu noano lectivo de 2000/01 “para que os alunos sentissem a responsabilidadede trabalhar ‘a sério’ e conhecessem a pressãodo cumprimento de prazos e dos critérios de exigênciade qualidade”.Segundo o docente, a participação no magazine radiofónico– divulgado na Popular FM – “é sempre uma escolapara quem aprecia jornalismo e, em particular, jornalismoradiofónico”.“Há um modus operandi muito próprio e que é geradorde um espírito de trabalho dinamizador, criativo e profissional.Por este motivo, alguns dos alunos que passarampor esta experiência têm conseguido uma boa integraçãoprofissional, quer nas rádios locais e regionais, quer nas deexpressão nacional”, adiantou.Por outro lado, a elaboração do Flash IPS, que envolvecerca de 15 alunos, é objecto de uma espécie de avaliaçãoalargada, englobando “os planos teórico e prático, a ética ea deontologia, o espírito de grupo, etc” e que “procura traduzira justeza entre o trabalho previamente negociado ea sua execução”.E dado a ligação entre as esferas prática e teórica ser“de capital importância, principalmente em disciplinas decarácter profissionalizante”, Ricardo Nunes – que coordenao Flash IPS com Pedro Brinca, director do jornal digitalSetúbal na Rede – considera vantajoso que à frente da disciplinaesteja alguém que “se encontra simultaneamenteem ambos os campos”, pois, “das questões técnicas à éticaprofissional, tudo se conjuga num espaço de formação emconstante aliança”.ACOMPANHAR O RITMO DOS ALUNOSNo mesmo sentido se pronunciou Luís Bonixe, docente dalicenciatura em Jornalismo e Comunicação da EscolaSuperior de Educação de Portalegre que tem no currículoa passagem por várias rádios: “O facto de ter tido essaexperiência ajuda-me como professor, tornando mais fácilperceber as rotinas de uma redacção. Digamos que tenhomais à-vontade para falar sobre as práticas porque as exerci”.A sua presença foi o móbil para o arranque, em Maiode 2002, do ESEP Jornal Digital, que ao princípio apenastinha texto e fotos, passando depois a incluir áudio (ESEPRádio) e vídeo (ESEP TV).“O ESEP Jornal surgiu porque queríamos ter um órgãode comunicação onde os futuros jornalistas que formamospudessem colocar os trabalhos feitos em várias cadeirasdo curso. Inicialmente pensámos num jornal impresso,mas os custos inerentes a essa opção fizeram-nos escolhero online”, contou à JJ.O docente – que coordena a iniciativa em parceria comSónia Lamy, ex-jornalista do Metro e d’A Capital – esclareceuque “o ESEP Jornal aceita artigos de opinião de estudantesde qualquer área, mas as peças jornalísticas estão8|Jul/Set 2009|JJ

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