Revista Dental Press de Estética V olume 2 - Número 2 - Abril / Maio ...

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Revista Dental Press de Estética V olume 2 - Número 2 - Abril / Maio ...

ISSN 1807-2488EstéticaRevista Dental Press devolume 2 - número 2abril / maio / junho 2005Publicação oficial da Sociedade Brasileira de Odontologia EstéticaDENTAL PRESS INTERNATIONAL


EDITOREDITORES ASSISTENTESPUBLISHERCONSULTORES CIENTÍFICOSCONSULTORES EM PRÓTESE DENTÁRIACONSULTOR DE TECNOLOGIACONSULTORES DE FOTOGRAFIASidney Kina - UEM / CESUMAR - PRRaquel Sano Suga Terada - UEM - PRRonaldo Hirata - UFPR - PROswaldo Scopin de Andrade - CES - SENAC - SPLaurindo Zanco Furquim - UEM - PRAlberto Consolaro - FOB - USP - SPAntônio Salazar Fonseca - APCD - SPCarlos Alexandre Leopoldo Peersen da Câmara - Clínica particular - Natal - RNCarlos Eduardo Francci - USP - SPCarlos Eduardo Francischone - FOB - USP - SPDavid A. Garber - Medical College of Georgia School of Dentistry - Atlanta - GeorgiaDickson Martins da Fonseca - Clínica Particular - Natal - RNDidier Dietschi - Geneva - SuíçaEduardo Passos Rocha - FOAr - UNESP - SPEuripedes Vedovato - APCD - SPEwerton Nocchi Conceição - UFRGS - RSGlauco Fioranelli Vieira - USP - SPJairo Pires de Oliveira - Clínica Particular - Ribeirão Preto - SPJoão Carlos Gomes - UEPG - PRJosé Arbex Filho - Clínica Particular - Belo Horizonte - MGJosé Roberto Moura Jr. - Clínica Particular - Taubaté - SPKatia Regina Hostilio Cervantes Dias - UERJ / UFRJ - RJLuiz Antônio Gaieski Pires - ULBRA - RSLuiz Fernando Pegoraro - FOB-USP - SPLuiz Narciso Baratieri - UFSC - SCMarcelo Fonseca Pereira - Clínica Particular - Rio de Janeiro - RJMarco Antônio Bottino - FOSJC - UNESP - SPMário Fernando de Góes - FOP - UNICAMP - SPMarkur Lenhard - SuíçaMarly Kimie Sonohara - UEM - PRMilko Vilarroel Cortez - ChilePablo Abate -Universidade de Buenos Aires - ARPaulo Kano - APCD - SPRenata Corrêa Pascotto - UEM - PRRicardo Mitrani - Cidade do México - MéxicoRodolfo Candia Alba Júnior - Clínica particular - SPSillas Luiz Lordelo Duarte Júnior - FOAr - UNESP - SPSylvio Monteiro Junior - UFSC - SCWalter Gomes Miranda Jr. - USP - SPAugust Bruguera - Barcelona - EspanhaGerald Ubassy - Rochefort du Gard - FrançaJosé Carlos Romanini - Londrina - PRLuiz Alves Ferreira - São Paulo - SPMarcos Celestrino - São Paulo - SPRolf Ankli - Belo Horizonte - MGShigueo Kataoka - Osaka - JapãoVictor Hugo do Carmo - Cugy - SuíçaLivio Yoshinaga - Engenheiro e consultor técnico - SPAny de Fátima Fachin Mendes - Fotógrafa - PRDudu Medeiros - Fotógrafo - SPDados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP)Revista Dental Press de Estética / Dental Press International. -- Vol. 1, n. 1 (out./nov./dez.)(2004) – . -- Maringá : Dental Press International, 2004-Trimestral.ISSN 1807-2488.1. Estética (Odontologia) – Periódicos I. Dental Press International. II. Título.CDD. 617.643005Diretora Teresa R. D'Aurea Furquim - PRODUTOR E DESIGNER GRÁFICO Júnior Bianchi -ANALISTA DA INFORMAÇÃO Carlos Alexandre Venancio - Produção Gráfica e EletrônicaAnderson Luiz Marotti - Carlos Eduardo de Lima Saugo - Márcia Regina da Silva Pimentel - RonisFurquim Siqueira - Produção Gráfica e Eletrônica (SBOE) Elizabeth Salgado - JORNALISTARESPONSÁVEL Ézio Coelho Ribeirete - BANCO DE DADOS Ademir de Marchi - Cléber AugustoRafael - Erick Francisco da Silva - DEPARTAMENTO COMERCIAL Paulo Sérgio da Silva - RoseneideMartins Garcia - DEPARTAMENTO DE CURSOS E EVENTOS Gisele Nogueira de Oliveira - RoseneideMartins Garcia - BIBLIOTECA Marisa Helena Brito - Marlene Gonçalves Curty - Susy Tiemi AdatiLenartowicz- Revisão Ronis Furquim Siqueira - DEPARTAMENTO FINANCEIRO Paulo Sérgio daSilva - CONSULTORA ADMINISTRATIVA Ester Pacetti Dassa - SECRETÁRIA Pricila Maria MeccaSartório - A Revista Dental Press de Estética (ISSN 1807-2488) é uma publicação trimestral(quatro edições por ano) da Dental Press Editora Ltda. Av. Euclides da Cunha, 1718 - Zona 5 - CEP87015-180 - Maringá - PR - Brasil. Todas as matérias publicadas são de exclusiva responsabilidadede seus autores. As opiniões nelas manifestadas não correspondem, necessariamente, àsopiniões da Revista. Os serviços de propaganda são de responsabilidade dos anunciantes.Assinaturas: revestetica@dentalpress.com.br ou pelo fone/fax: (44) 3262-2425.


Artigo InéditoEstética gengival e dentária:a busca do equilíbrioCláudio de Pinho Costa*, Leonardo de Pinho**, Silvio Eduardo Arouca***ResumoO conhecimento e domínio daanálise facial, gengival e dentáriatornaram-se imprescindíveis naprática da Odontologia Estéticamoderna, pois o poder de atraçãoda face humana é dependente doequilíbrio de todo este conjunto.Embasado nestes princípios, esteartigo descreverá, mediante umaseqüência clínica, a reabilitaçãode um sorriso, no qual se diagnosticouuma desarmonia gengival edentária. Também irá discutir osfatores relevantes na obtenção derestaurações de resina compostaque simulem a natureza na dentaduraanterior. Com a adoção depequenos procedimentos cirúrgicose restauradores, devolveu-seum sorriso harmônico e agradávelà paciente.Palavras-chave: Estética dentária. Estética gengival. Resinas compostas.* Especialista em Dentística Restauradora – Unesp Araçatuba (SP). Editor Científico do SBOE News e do SiteOficial da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE). Clínica Particular – Brasília (DF).** Especialista em Periodontia – FOB ( USP ). Clínica Particular – Brasília (DF).*** Mestre em Dentística Restauradora Unesp – Araraquara. Especialista em Dentística Restauradora Unesp- Araçatuba. Clínica Particular – Brasília ( DF ).R Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 21-36, abr./maio/jun. 200521


Cláudio de Pinho Costa, Leonardo de Pinho, Silvio Eduardo Aroucacação, sem que o clínico compreenda as formascomo as cores se relacionam nos dentes naturaise nos materiais restauradores. A utilizaçãode um guia de silicone 2,7,8,10 , como protocolode trabalho, tornou-se fundamental e permitiuprever o alcance do objetivo do nosso trabalho,qual seja, a cópia fiel da natureza (Fig. 17).CONCLUSãOA integração entre as distintas especialidadesda Odontologia tornou-se básica e indispensávelno planejamento e execução dostratamentos nos dias atuais. Devemos procurarter conhecimento e trabalhar com colegasde áreas afins, para oferecermos o que há demelhor, sejam técnicas, materiais e/ou opçõesde tratamento, aos nossos pacientes. Procurarobter um equilíbrio do conjunto 1 – dentes,gengiva e face – torna favorável a busca pelaexcelência do resultado final: melhora da autoestima,qualidade de vida e bem-estar.O resultado final apontou para um sorrisoharmônico, equilibrado, sendo valorizada a reproduçãode detalhes, que conferiram naturalidadeao tratamento restaurador executado(Fig. 18).Gingival and dental aesthetic:searching for harmonyThe knowledge and excellence in the facial, gingivaland dental analyses have become essential featuresin the practice of a modern Esthetic Dentistry, sincethe power of the human face attraction dependson this whole set. Based on these principles,this paper describes, using a clinical sequence,the rehabilitation of a smile, in which a gingivaland dental unbalance was diagnosed. It will alsoaddress the factors that play an important role inthe achievement of composite resin restorationsthat mimic the nature of the anterior teeth. Theadoption of some minor surgical and restorativeprocedures enabled the patient to have again anice and harmonic smile.KEY WORDS: Dental aesthetic. Gingival aesthetic. Composite resins.R Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 21-36, abr./maio/jun. 200535


Estética gengival e dentária: a busca do equilíbrioReferências1. BAUDOU, J. Y.; TINBERGHIEN, G. Symmetry, averageness, andfeature size facial attractiveness of women. Acta Psychol,Amsterdam, v. 117, no. 3, p. 313-332, Nov. 2004.2. BEHLE, C. Placement of direct composite veneers utilizinga silicone build-up guide and intra-oral mock-up. PractPeriodontics Aesthet Dent, New York, v.12, no. 3, p. 259-266,2000.3. CAMPOS, B. B. Efeito do bisel na infiltração marginal derestaurações de classe IV, de resina composta, em dentesbovinos. 2002. Dissertação (Mestrado) – Faculdade deOdontologia de Bauru, Bauru, 2002.4. CARVALHO, R. M.; SANTIAGO, S. L.; FERANDES, C. A. O.; SUH, B. I.;PASHLEY, D. H. Effects of prism orientation on tensile strengthof enamel. J Adhes Dent, New Malden, v. 2, p. 251-257, 2000.5. CAVALLI, V.; REIS, A.F.; GIANNINNI, M.; AMBROSAND, G. M. Theeffect of elapse time following bleaching on enamel bondstrength of resin Composite. Oper Dent, Seattle, v. 26, no. 6,p. 597-602, Nov./ Dec. 2001.6. CROLL, T. P. Simulation irregular enamel surface texture incomposite resin restorations. Quintessence Int, Chicago, v. 19,p. 311-312, 1988.7. DIETSCHI, D. Free-hand composite resin restoration: a key toanterior aesthetic. Pract Periodont & Aesthetic Dent, New York,v. 7, no. 7, p.15-25, 1995.8. FAHL, N. J. Achieving ultimate anterior esthetics with anew microhybrid composite. Compend Contin Educ DentLawrenceville, no. 26, p. 4-13, 2000. Supplement.9. FAHL, N. J.; DENEHY, G. E.; JACKSON, R. D. Protocol forpredictable restoration of anterior teeth with compositeresins. Pract Periodont & Aesthetic Dent, New York, v.7, no. 8,p.13-21,1995.10. FAHL, N. J. Predictable aesthetic reconstruction of fracturedanterior teeth with composite resin: a case report. PractPeriodont & Aesthetic Dent, New York, v. 8, no. 1, p.17- 31,1995.11. LIEBENBERG, W. H. General field isolation the cementation ofindirect restorations: Part I. J Am Dent Assoc, Chicago, no. 49,v.7, p. 349-353, 1994.12. MAGNE, P.; BELSER, U. Estética oral natural. In: MAGNE, P.;BELSER, U. Restaurações adesivas de porcelana na dentiçãoanterior: uma abordagem biomimética.1. ed. Chicago:Quintessence, 2003. p. 57-9613. MELO, T. S.; KANO, P.; ARAUJO JUNIOR, E. M. Avaliação ereprodução cromática em odontologia restauradora. Int J BrazDent, São José, v. 1, n. 2, p. 95-104, abr./jun. 2005.14. MITRA, S. B.; WU, D.; HOLMES, B. N. Uma aplicação dananotecnologia no avanço dos materiais odontológicos. J AmDent Assoc, Chicago, p. 351-358, nov. /dez. 2003.15. MUIA, P. J. Four dimensional tooth color system. Carol Stream:Quintessence, 1993.16. PEYTON, H. J. Finishing and polishing techniques: directcomposite resin restorations. Pract Periodont & AestheticDent, New Jersey, v.16, no. 4, p. 293-298, 2004.17. RUEGGEBERG, F. A. et al. Factors effecting cure at depths withinlight-activated resin composites. Am J Dent, San Antonio, v. 6,p. 91-95, 1993.18. RUFENACHT, C. R. Fundamentals of esthetics. 2nd ed. Chicago:Quintessence, 2001.19. VANINI, L.; MONGANI, F. M. Determination and communicationof color using the five color dimensions of teeth. Pract Periodont& Aesthetic Dent, New Jersey, v.13, no.1, p.19-26, 200120. VARGAS, M. A.; LUNN, P. S.; FORTIN, D. Translucency of humanenamel in dentin. J Dent Res, Chicago, 1994.Endereço para correspondênciaCláudio de Pinho CostaSEPS 710/910, Edifício Via Brasil Torre A, Sala 208 2º andar - Asa SulBrasília – DF - CEP: 70.350-108 - e-mail: clpinho@terra.com.brsite: www.esteticafacialedental.com.br36 R Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 21-36, abr./maio/jun. 2005


Artigo InéditoSeqüência clínica passo-a-passo pararestauração prevísivel de cavidadesde Classe II com resinas compostasLuis Guilherme Sensi*, Fabiano Carlos Marson*, Élito Araújo**,Sylvio Monteiro Junior**ResumoO aperfeiçoamento dos materiais etécnicas restauradoras impulsionoua utilização das resinas compostasnos dentes posteriores, de tal maneira,que a sua utilização para a resoluçãode diversas situações clínicasse tornou imprescindível na práticada Odontologia Restauradora, nosdias de hoje. Entretanto, a execuçãoadequada destas restaurações é fundamentalpara a obtenção de bonsresultados clínicos. Este artigo apresentauma seqüência clínica, passo-a-passo,para a restauração previsívelda integridade biomecânica,estrutural e estética de cavidades deClasse II com resinas compostas.Palavras-chave: Resinas compostas. Estética dentária. Dentística operatória.* Doutorando em Dentística - UFSC.** Professor Titular de Dentística - UFSC.R Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 37-43, abr./maio/jun. 200537


Luis Guilherme Sensi, Fabiano Carlos Marson, Élito Araújo, Sylvio Monteiro JuniorFigura 9 - Um gel hidrossolúvel foi utilizado para a fotopolimerizaçãofinal, realizada por um período estendido de tempo. Após a remoção doisolamento absoluto, o ajuste oclusal foi realizado com pontas diamantadasde granulação fina.CFigura 10 - O acabamento da região proximal foi realizado com tiras de lixae a definição das ameias proximais foi realizada com discos seqüenciais deacabamento (SofLex Pop-on, 3M ESPE). Borrachas abrasivas foram utilizadaspara o acabamento da superfície oclusal. O polimento da restauração foirealizado com pastas abrasivas e uma escova de Robinson branca. Observeo aspecto final das restaurações após a execução dos procedimentos deacabamento e polimento e o resultado alcançado.CReferências1. LOPES, G. C.; VIEIRA, L. C.; ARAUJO, E. Direct composite resinrestorations: a review of some clinical procedures to achievepredictable results in posterior teeth. J Esthet Restor Dent,Hamilton, v. 16, no. 1, p. 19-31, 2004.2. LOPES, G. C.; FERREIRA, R. D. E. S.; BARATIERI, L. N.; VIEIRA, L. C.;MONTEIRO, J. S. Direct posterior resin composite restorations:new techniques and clinical possibilities. Case reports.Quintessence Int, Berlin, v. 33, no. 5, p. 337-346, May 2002.3. RITTER, A. V. Posterior resin-based composite restorations:clinical recommendations for optimal success. J Esthet RestorDent, Hamilton, v. 13, no. 2, p. 88-99, 2001.4. BARATIERI, L. N.; RITTER, A. V. Four-year clinical evaluation ofposterior resin-based composite restorations placed using thetotal-etch technique. J Esthet Restor Dent, Hamilton, v. 13, v. 1,p. 50-57, 2001.5. FONDRIEST, J. Shade matching in restorative dentistry: thescience and strategies. Int J Periodontics Restorative Dent,Chicago, v. 23, no. 5, p. 467-479, Oct. 2003.6. BARATIERI, L. N.; RITTER, A. V.; PERDIGAO, J.; FELIPPE, L. A. Directposterior composite resin restorations: current concepts forthe technique. Pract Periodontics Aesthet Dent, Mahwah, v. 10,no. 7, p. 875-886, Sept. 1998.7. AHMAD, I. Bioaesthetic ceromer restorations for the replacementof existing posterior amalgam restorations. Pract PeriodonticsAesthet Dent, Mahwah, v. 10, no. 4, p. 1998 p. 416-420, May 1998.8. HIRATA, R; HIGASHI, C; MASOTTI, A. Simplificando o uso deresinas compostas em dentes posteriores. R Dental Press Estét,Maringá, v. 1, n. 1, p. 18-34, out./dez. 2004.9. FAHL JR., N. Tetric ceram: direct posterior restorations: a greatidea. Am Acad Cosmet Dent J, St. Louis,. p. 9-10, Fall 1997.10. HORNBROOK, D. S. Optimizing form and function withthe direct posterior composite resin: a case report. PractPeriodontics Aesthet Dent, Mahwah, v. 8, no. 4, p. 405-411, May1996.11. BICHACHO, N. The centripetal build-up for composite resinposterior restorations. Pract Periodontics Aesthet Dent,Mahwah, v. 6, no. 3, p. 17-23. Apr. 1994.Endereço para correspondênciaLuis Guilherme SensiAv. João Pio Duarte Silva n. 404, Apto. 101, Bl. JuritiCórrego Grande - Florianópolis - SC CEP: 88037-001E-mail: luis_sensi@hotmail.comR Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 37-43, abr./maio/jun. 200543


Artigo InéditoClareamento externo: uma soluçãoconservadora para dentes comcalcificação distrófica.Relato de caso clínico com trintameses de acompanhamentoLeonardo Muniz*, Juliana Longa Fernandes**, Paula Mathias***,Ceres Mendonça Fontes****ResumoO traumatismo dentário, além dealterações imediatas como a fraturae o deslocamento do dente,pode provocar alterações mediatasdo tipo: necrose ou calcificaçãodistrófica da polpa. A calcificaçãoé geralmente, acompanhadade alterações cromáticas do dente,provocando uma desarmonia estéticado sorriso. Tradicionalmente,essas alterações eram tratadascom procedimentos restauradoresinvasivos, como facetas e coroasdentárias. Hoje, para casos ondehá impossibilidade de acesso aossistemas de canais radiculares,o clareamento dentário externopossibilita uma solução estéticaconservadora e biológica. Este trabalhoapresenta um caso clínicode alteração severa da cor de umincisivo central superior direito,com aparente calcificação totalda polpa coronária e radicular. Otratamento englobou 6 sessões declareamento dentário externo utilizandoo peróxido de hidrogênio a35% (Whiteness HP). A devoluçãoda cor natural do dente descartoua necessidade de associar técnicasrestauradoras invasivas. Durante30 meses de acompanhamento, foiobservada apenas uma discreta recidivaaos 15 meses, que foi tratadacom apenas uma sessão adicionalde clareamento em consultório,sendo suficiente para retornar àcoloração normal do dente.Palavras-chave: Clareamento. Calcificação pulpar. Manchamento dentário.* Mestre em Clínica Odontológica – FOUFBA; Professor de Dentística e Clínica Integrada – FBDC;Especialista em Endodontia – FOUFBA.** Cirurgiã-dentista graduada pela FOUFBA.*** Mestre e Doutora em Dentística – Piracicaba-UNICAMP; Professora da Disciplina de Dentística –FOUFBA.R Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 57-65, abr./maio/jun. 200557


Leonardo Muniz, Juliana Longa Fernandes, Paula Mathias, Ceres Mendonça FontesExternal bleaching: a conservative solution forteeth with dystrophic calcification.Clinical case report with 30 months follow upDental traumatism, in addition to immediatealterations like fracture and tooth displacement,may cause mediate alterations of the followingtype: necrosis or dystrophic calcification of thepulp. Calcification is generally accompaniedby chromatic alterations of the tooth, causingesthetic disharmony of the smile. Traditionally,these alterations were treated with invasiverestorative treatments like dental facets andcrowns. Today, in cases in which it is impossibleto gain access to the root canal systems, dentalbleaching makes a conservative esthetic andbiological solution possible. This paper presentsa clinical case of severe color alteration of atop right central incisor, with apparent totalcalcification of the coronary and root pulp.The treatment encompassed 6 external dentalbleaching sessions, using hydrogen peroxide at35% (Whiteness HP). The return of natural colorto the tooth dispensed with the need to associateinvasive restorative techniques. During 30 monthsof follow up, only a discreet recurrence wasobserved at 15 months, which was treated withonly one additional consulting room bleachingsession, which was sufficient to restore the toothto normal coloring.KEY WORDS: Bleaching. Pulp calcification. Tooth staining.Referências1. ANDREASEN, J. O.; ANDREASEN, F. M. Texto e atlas colorido detraumatismo dental. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2001.2. ANEHILL , S.; LINDAHL, B.; WALLIN, H. Prognosis of traumatizedpermanent incisors in children. Sven Tandlack Tidskr,Stockholm, v. 62, p. 367- 385, 1969.3. BELIVÁQUIA, M. V. et al. Reabsorção cervical externa apósclareamento dental. RGO, Porto Alegre, v. 43, n. 2, p. 81-84,mar./abr. 1995.4. BULHÕES, M.; PEIXOTO, S.; MUNIZ, L. Importância dodiagnóstico, do planejamento e da associação de técnicas noclareamento dental. JBC, Curitiba, 2005. No Prelo.5. CLEEN, M. Obliteration of pulp canal space after concussionand subluxation: endodontic considerations. Quintessence Int,Berlin, v. 33, no. 9, p. 33-39, Oct. 2002.6. FRIEDMAN, S. Internal bleaching: long-term out comes andcomplications. J Am Dent Assoc, Chicago, v. 128, p. 51-55, Apr. 1997.7. HOLCOMB, J.; GREGORY, W. Calcific metamorphosis of the pulp:its incidence and treatment Oral Surg Oral Med Oral PatholOral Radiol Endod, St. Louis, v. 24, no. 6, p. 825-830, Dec. 1967.8. MADISON, S.; WALTON, R. Cervical root resorption followingbleaching of endodonticaly treated teeth. J Endod, Chicago,v. 16, no. 12, p. 570-574, Dec. 1990.9. MONDELLI, R. F. L.; OLTRAMARI, P. V. P.; D’ALPINO, P. H. P.Clareamento extrínseco de dentes com calcificação distrófica.JBC, Curitiba, v. 6, n. 34, p. 285-290, jul./ago. 2002.10. PATTERSON, S. S.; MITCHELL, F. D. Calcific metamorphosis of thedental pulp. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod,St. Louis, v. 20, p. 94-101, 1965.11. PEDORELLA, C. A.; MEYER, R. D.; WOOLARD, G. W. WHitening ofendodontically untreated calcified anterior teeth. Gen Dent,Chicago, v. 48, no. 3, p. 252-255, May/June 2000.12. SMITH, G. F. Calcific metamorphosis: a treatment dilemma. OralSurg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod, St. Louis, v. 54,no. 4, p. 441-444, Oct. 1982.Endereço para correspondênciaLeonardo MunizAv. ACM, 2671, Sala 305 - IguatemiCEP: 48.180-000 - Salvador-BAleomunizlima@hotmail.comR Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 57-65, abr./maio/jun. 200565


Avaliação clínica do comportamentode restaurações de Classe IIcom resinas compostasLuciana Manzotti*, Renata Corrêa Pascotto**ResumoAvaliou-se clinicamente, o desempenhode duas resinas compostasuniversais, Z100 e Z250, quanto a:cor, descoloração marginal, formaanatômica, integridade marginal,cárie secundária e sensibilidadepós-operatória. Foram selecionados30 pacientes na Clínica Odontológicada Universidade Estadual deMaringá, portadores de pelo menos2 lesões cariosas proximais em dentesposteriores ou 2 restauraçõesde Classe II que necessitassem desubstituição, sendo cada restauraçãoconfeccionada com uma das re-sinas, totalizando 60 restaurações.As avaliações foram realizadas, pelométodo direto e fotografadas no“baseline” (sessão de polimento dasrestaurações), aos 6 meses, 1 anoe 2 anos depois de confeccionadasas restaurações. Cada item recebeuum escore em 3 níveis: bom(0), aceitável (1) e inaceitável (2).Somente para cárie secundária foramconsiderados 2 níveis: ausente(0) e presente (1). Os dados coletadosforam analisados empregando-seo teste de Mantel-Haenszele o teste de Fisher. No período deacompanhamento de 2 anos, retornaram26 pacientes, ou seja, 52restaurações (86,67%) da amostratotal foram avaliadas. Os critériosque apresentaram alteração foram:cor, descoloração marginal, formaanatômica e integridade marginal.Todas as alterações que ocorreramforam clinicamente aceitáveis (escore1) e nenhuma das restauraçõesavaliadas obteve escore 2. Assimsendo, as resinas compostas Z100 eZ250 apresentaram bom desempenhoclínico quando utilizadas paraa confecção de restaurações posterioresClasse II no período de avaliaçãode 2 anos.Palavras-chave: Resina composta. Avaliação clínica. Restauração posterior Classe II.* Cirurgiã-dentista graduada pelo curso de Odontologia da Universidade Estadual de Maringá.** Professora adjunta na área de Dentística no Curso de Odontologia da Universidade Estadual de Maringá.66 R Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 66-78, abr./maio/jun. 2005


Luciana Manzotti, Renata Corrêa PascottoClinical performance evaluation of compositeresins Class II restorationsThe purpose of this study was to evaluate theclinical performance of two composite resins, Z100and Z250, by: color match, marginal discoloration,anatomic form, marginal integrity, secondarycaries and postoperative sensitivity. Thirtypatients were selected at “Clínica Odontológicada Universidade Estadual de Maringá”, which hadat least 2 proximal caries in posterior teeth or twoClass II restorations that should be replaced andeach restoration was confectioned by one of resin.Sixty restorations were the total number. Clinicalevaluation was assessed using clinical criteria atbaseline (after finishing and polishing), 6 months,1 year and 2 years. There were three levels ofscores for each category: good (0), acceptable(1), unacceptable (2). Only for secondary cariesthere were 2 levels: present (1) and absent (0). Theresults were analyzed by Mantel-Haenszel’s andFisher’s statistic test. Twenty-six patients and 52restorations (86,67%) were assessed after 2 years.Color match, marginal discoloration, anatomicform and marginal adaptation showed changes. Allchanges that occurred were clinically acceptable(score 1) and none were unacceptable (score 2).Thus, the clinical evaluation of 2 years showedthat composite resins Z100 and Z250 showed agood clinical performance when used in posteriorClass II restorations.KEY WORDS: Composite resin. Clinical performance. Posterior restoration Class II.Referências1. ARAÚJO, R. M.; SILVA FILHO, F. P. M.; MENDES, A. J. D. Estudoda infiltração marginal em restaurações de resinas compostaspara dentes posteriores, efeito do material, preparo cavitário econdicionamento do esmalte a nível cervical. R Odontol UNESP,São Paulo, v. 19, n. 1, p. 191-201, 1990.2. BARATIERI, L. N.; RITTER, A. V. Four-year clinical evaluation ofposterior resin-based composite restorations placed using thetotal-etch technique. J Esthet Restor Dent, Hamilton, v.13, no. 1,p. 50-57, 2001.3. BARNES, D. M. et al. A 5- and 8-year clinical evaluation of aposterior composite resin. Quintessence Int, Berlin, v. 22, no. 2,p. 143-151, Feb. 1991.4. BOKSMAN, L. et al. A visible light-cured posterior compositeresin: results of a three-year clinical evaluation. J Am DentAssoc, Chicago, v. 112, no. 5, p. 627-631, May 1986.5. BUSATO A. L. et al. Clinical evaluation of posterior compositerestorations: 6-year results. Am J Dent, San Antonio, v. 14, no. 5,p. 304-308, Oct. 2001.6. CHEUNG, G. S. P. Reducing marginal leakage of posteriorcomposite resin restorations: a review of clinical techniques.J Prosth Dent, St. Louis, v. 63, no. 3, p. 286-288, Mar. 1990.7. COLLINS, C. J.; BRYANT, R. W.; HODGE, K. L. V. A clinicalevaluation of posterior composite resin restorations: 8-yearfindings. J Dent, Bristol, v. 26, no. 4, p. 311-317, May 1998.8. CUNNINGHAM, J. et al. Clinical evaluation of three posteriorcomposite and two amalgam restorative materials: 3-yearresults. J Br Dent, London, v. 169, no. 10, p. 319-323, Nov. 1990.9. DERKSON, G. D.; RICHARDSON, A. S.; WALDMAN, R. Clinicalevaluation of composite resin and amalgam posteriorrestorations: three years results. J Can Dent Assoc, Ottawa, v.50, no. 6, p. 478-480, June 1984.10. FERRARI, M.; DAVIDSON, C. L. Sealing performance ofscotchbond multi-purpose Z100 in class II restorations. Am JDent, San Antonio, v. 9, no. 4, p. 145-149, Aug. 1996.11. FONTANA, U. E. et al. Avaliação clínica em resinas compostaspara dentes posteriores. R Paul Odontol, São Paulo, v. 16, n. 3, p.6-11, maio/jun.1994.12. FUKUSHIMA, M.; SETCOS, J. C.; PHILLIPS, R. W. Marginal fractureof posterior composite resins. J Am Dent Assoc, Chicago, v. 117,no. 5, p. 577-583, Oct. 1988.13. KÖHLER, B.; RASMUSSON, C. G.; ÖDMAN, P. A five-year clinicalevaluation of class II composite resin restorations. J Dent,Bristol, v. 28, no. 2, p. 111-116, Feb. 2000.R Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 66-78, abr./maio/jun. 200577


Avaliação clínica do comportamento de restaurações de Classe II com resinas compostas14. LUNDIN, S. A. et al. Class II composite resin restorations: athree-year clinical study of six different posterior composites.Swed Dent J, Jönköping, v. 14, no. 3, p. 105-114, June 1990.15. LUNDIN, S. A.; KOCH, G. Class I and II composite resinrestorations: a 4-year clinical follow up. Swed Dent J,Jönköping, v. 13, no. 6, p. 217-227, Dec. 1989.16. MAIXNER, A. O.; SUSIN, A. H. Avaliação da alteração de cor deresina composta submetida à ação de corantes de gênerosalimentícios artigo científico. R Dentística On Line. Web. [S.l.],ano 1, n. 2, mar. 2001. Disponível em: http://www.ufsm.br/dentisticaonline Acesso em: 11 set. 2001.17. NAVARRO, M. F. L. Avaliação clínica de restaurações estéticas.1981. 211 f. Tese (Livre-Docência)- Faculdade de Odontologia deBauru, Universidade de São Paulo, Bauru, 1981.18. O’BRIEN, W. J.; YEE JUNIOR, J. Microstructure of posteriorrestorations of composite resin after clinical wear. Oper Dent,Seattle, v. 5, no. 5, p. 90-94, Summer 1980.19. RASKIN, A. et al. Clinical evaluation of a posterior composite10-year report. J Dent, Bristol, v. 27, no. 1, p. 13-19, Jan. 1999.20. ROBERTS, M. W. et al. Clinical evaluation of a compositeresin system with a dentin bonding agent for restoration ofpermanent posterior teeth: a 3-year study. J Prosthet Dent,St. Louis, v. 67, no. 3, p. 301-306, Mar. 1992.21. RYGE, G. Clinical criteria. Int Den J, London, v. 30, no. 4, p. 347-358, Dec. 1980.22. SÁ, F. C. de. Avaliação clínica de restaurações de Classe III comresinas compostas. 2000. 202 f. Tese (Doutorado)-Faculdade deOdontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, Bauru, 2000.23. SHORTALL, A. C.; WILSON, H. J.; HARRINGTON, E. Depth of cureof radiation-activated composite restoratives- influence ofsade and opacity. J Oral Rehabil,. Oxford, v. 22, no. 5, p. 237-422,May 1995.24. SOUZA JUNIOR, M. H.; CARVALHO, R. M.; MONDELLI, R. F. L.Odontologia estética, fundamentos e aplicações clínicas:restaurações com resina composta. v. I/00. 1. ed. São Paulo: Ed.Santos, 2000. cap. 1, p. 1-29.25. STANGEL, I.; BAROLET, R. Y. Clinical evaluation of two posteriorcomposite resins: two-year results. J Oral Rehabil, Oxford, v. 17,no. 3, p. 257-268, May 1990.26. WELCH, F. H.; EICK, J. D. A method to reduce or preventpostoperative sensitivity with posterior composite resinsrestorations. Quintessence Int, Berlin, v. 17, no. 10, p. 667-676,1986.27. WENDT, S. L.; LEINFELDER, K. F. Clinical evaluation of a posteriorresin composite: 3 year results. Am J Dent, San Antonio, v. 7, no.4, p. 207-211, Aug. 1994.28. WILSON, M. A. et al. A practice-based, randomized, controlledclinical trial of a new resin composite restorative: one-yearresults. Oper Dent, Seattle, v. 27, no. 5, p. 423-429, Sept./Oct.2002.29. PERFIL técnico do produto. Restaurador 3M Z100. Campinas, SP:[s.d.], [200?].30. PERFIL técnico do produto. 3M Filtek Z250 restaurador universalpara dentes anteriores e posteriores. Campinas, SP: [s.d.], [200?].Endereço para correspondênciaLuciana ManzottiRua Vereador Jorge Faneco, 379, CentroCEP 87600-000, Nova Esperança – Pr.e-mail: lumanzotti@homenett.com.br78 R Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 66-78, abr./maio/jun. 2005


Artigo InéditoA expressão da excelência estéticano trabalho cerâmicoEduardo Passos Rocha*, Osvaldo Scopin de Andrade**,Fábio Yroshi Fujiy***, Luiz Alves Ferreira***ResumoO uso das cerâmicas odontológicascomo meio para as reconstruçõesanteriores indiretas está bemfundamentado pela literatura, emfunção das qualidades estéticas emecânicas, bem como da biocompatibilidadeque estas apresentam.Neste sentido, destaca-se a excelentequalidade estética da cerâ-mica IPS d´SIGN (Ivoclar-Vivadent),que se diferencia pela elevada luminosidadee translucidez, requisitosessenciais para a reconstruçãoestética de alta qualidade. Destaforma, o presente trabalho relataum caso clínico onde foram confeccionados3 elementos cerâmicos,sendo uma coroa total e dois laminadoscerâmicos, nos dentes 11, 21e 22, respectivamente, da pacienteS.C.S., 28 anos, melanoderma. O resultadoestético foi excelente, comênfase na capacidade de reproduçãoóptica do esmalte dentário que a cerâmicaIPS d´SIGN apresentou, alémde evidenciar a perfeita integraçãobiofuncional entre o substrato dentário,os elementos cerâmicos e ostecidos periodontais adjacentes.Palavras-chave: Estética. Cerâmicas odontológicas. Laminados cerâmicos.* Professor Assistente Doutor do Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese, da Faculdade deOdontologia de Araçatuba – UNESP. Mestre e Doutor em Clínica Odontológica – Prótese Dentária, pelaFOP-UNICAMP. Professor do Curso de Especialização em Prótese Dentária da FOA-UNESP-Araçatuba** Mestre e Doutor em Clínica Odontológica pela FOP-UNICAMP, Coordenador dos cursos de Estética e dePós-Graduação em Implantodontia do SENAC-SP.*** Cirurgião-Dentista e Técnico em Prótese Dentária, Clínica Particular, Campinas – SP.**** Técnico em Prótese Dentária, Ministrador de Cursos de Aperfeiçoamento pela APDESP, Professor doCurso de Pós-Graduação em Odontologia Estética do SENAC – SP, Consultor da Ivoclar-Vivadent.R Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 79-88, abr./maio/jun. 200579


A expressão da excelência estética no trabalho cerâmicoEsthetics excellence in ceramicsThe application of ceramics in cosmetic dentistryhas been established by dental literature andemphasized factors that have influence on thefinal results, such as mechanical and estheticproperties. In view of these aspects, the IPS d´SIGNceramics presents an excellent fluorescenceand translucency in order to mimetize enameloptical properties. Thus, this article presents theIPS d´SIGN ceramic application to restore the 11,21, and 22 teeth (one all crown and two laminateveneers, respectively), in a 28-year-old black femalepatient. The esthetic results were consideredexcellent, once IPS d´SIGN has reproduced theenamel optical quality. Besides, it evidencedthe perfect integration among tooth substrate,ceramic elements, and periodontal margin.KEY WORDS: Esthetics. Dentistry ceramics. Laminate veneers.Referências1. ANDRADE, O. S.; ROMANINI, J. C. Protocolo para laminadoscerâmicos: relato de um caso clínico. R Dental Press Estét,Maringá, v. 1, n. 1, p. 7-17, 2004.2. BELSER, U. C.; MAGNE, P.; MAGNE, M. Ceramic laminate veneers:continuous evolution of indications. J Esthet Dent, Philadelphia,v. 9, no. 4, p. 197-207, 1997.3. CHICHET, G. J.; PINAULT, A. Esthetics of anterior fixedprosthodontics. 1st. [S. l.]: Quintessence, 1996.4. DOCUMENTACIÓN Científica. IPS d´SIGN. Investigacióny Desarrollo Servicio Científico, I & D Ivoclar. Schaan:Liechtenstein, 1999.5. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2. ed.São Paulo: Nova Fronteira, 1986.6. FRADEANI, M.; REDEMAGNI, M. An 11- year clinical evaluation ofleucite- reinforced glass- ceramic crowns: A retrospective study.Quintessence Int, Berlin, v. 33, no. 7, p. 503-510, 2002.Endereço para correspondênciaEduardo Passos RochaFaculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESPDepartamento de Materiais Odontológicos e PróteseRua José Bonifácio, 1193 - Vila MendonçaCep 16015-050 - Araçatuba - SPe-mail: rocha@ecomp.com.br88 R Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 79-88, abr./maio/jun. 2005


Artigo InéditoTratamento de dentes anterioresdesgastados pela associaçãode hábitos parafuncionaise erosão dentáriaValter Scalco*, Liliam Lucia Carrara Paes de Mello*, Alcides Gonini Junior**,Daniela Francisca Gigo Cefaly**, Linda Wang**ResumoO estilo de vida moderno induziu amudanças de hábitos alimentaresque geraram novas conseqüênciase riscos à saúde bucal, levando auma crescente evidência de lesõesnão cariosas. O conhecimento daetiologia destas lesões e o avan-ço no desenvolvimento dos materiaise técnicas restauradoraspermitem um tratamento rápido eeficiente no restabelecimento daestética e função. A correta orientaçãoe cuidados do paciente podemprolongar a vida útil destasrestaurações.Palavras-chave: Erosão dentária. Dieta. Bruxismo. Resinas compostas. Nanotecnologia.* Mestrandos em Dentística da Universidade Norte do Paraná- UNOPAR.** Professores doutores do Curso de Mestrado em Dentística da Universidade Norte do Paraná-UNOPAR.R Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 89-100, abr./maio/jun. 200589


Valter Scalco, Liliam Lucia Carrara Paes de Mello, Alcides Gonini Junior, Daniela Francisca Gigo Cefaly, Linda Wangreposição da superfície perdida através da restauraçãodos dentes, para prevenir perda dadimensão vertical; e controle da dieta atravésda diminuição da freqüência do consumo dealimentos e bebidas ácidas, terminar sempre arefeição com comida neutra (ex: queijo), e enxágüeimediato com água se não for possível ahigienização 8 .Quanto ao tratamento restaurador, é precisosaber mais sobre a etiologia das erosõesdentárias para que elas possam ser mais bemdiagnosticadas, receber tratamento confiávele, mais importante, prevenidas. O tratamentodeve ser realizado se: 1) A integridade estruturaldo dente está em risco; 2) O dente está hipersensível;3) O defeito é esteticamente inaceitávelpara o paciente; 4) A exposição pulparé provável 13 .No caso clínico apresentado, os elementosdentários desgastados foram restabelecidoscom a aplicação de uma nova categoria de resinascompostas, introduzidas recentementeno mercado, as resinas compostas de nanopartículas.Esta tecnologia apresenta partículas deordem nanométrica dispostas isoladamente(nanomers) ou associadas (nanoclusters) como intuito de proporcionar, em um mesmo material,as propriedades desejadas de resistência,oferecida pelas resinas microhíbridas e de lisura,apresentadas pelas resinas microparticuladas 14 .Apesar da aplicação deste novo materialpromissor, um dos aspectos mais relevantesé a educação do paciente em relação aos seushábitos. O monitoramento e orientação corretasão ferramentas capazes de otimizar a durabilidadedo tratamento clínico ofertado.Treatment of anterior teeth worn due toparafunction habits and dental erosion associationToday life style provoked changes in current habits,which led to new risks to oral health, highlightingnoncarious lesions. Correct diagnosticof etiology of these lesions and the advanceddevelopment of new restorative materials allowa satisfactory esthetic and functional reestablishmentof the worn teeth with a correct education.KEY WORDS: Tooth erosion. Diet. Bruxism. Composite resins. Nanotechnology.R Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 89-100, abr./maio/jun. 200599


Tratamento de dentes anteriores desgastados pela associação de hábitos parafuncionais e erosão dentáriaReferências1. BARATIERI, L. N. et al. Odontologia restauradora: fundamentos epossibilidades. 1. ed. São Paulo: Ed. Santos, 2001. p. 361-394.2. BELTRÁN-AGUILAR, E. D.; ESTUPIÑÁN-DAY, S.; BÁEZ, R. Analysis ofprevalence and trends of dental caries in the Americas betweenthe 1970s and 1990s. Int Dent J, London, v. 49, p. 322-329, 1999.3. NUNN, J. H. Prevalence of dental erosion and the implicationsfor oral health. Eur J Oral Sci, Copenhagen, v. 104, p. 156-161,19964. BISHOP, K. et al. Wear now? An update on the etiology of toothwear. Quintessence Int. Berlin, v. 28, no. 5, p. 305-312, 1997.5. LUSSI, A. Dental erosion. Clinical diagnosis and case historytaking. Eur J Oral Sci, Copenhagen, v. 104, p. 191-198, 1996.6. ZERO, D. T. Etiology of dental erosion: extrinsic factors. Eur JOral Sci, Copenhagen, v. 104, p. 162-177, 1996.7. SCHEUTZEL, P. Etiology of dental erosion: intrinsic factors. Eur JOral Sci, Copenhagen, v. 104, p. 178-190, 1996.8. IMFELD, T. Dental erosion. Definition, classifications and links.Eur J Oral Sci, Copenhagen, v.104, p. 151-155, 1996.9. CROLL, T. P. Alternative methods for the use rubber dam.Quintessence Int, Berlin, v.16, no. 6, p. 387-392, 1985.10. LUSSI, A. Dental erosion. Clinical diagnosis and case historytaking. J Oral Sci, Munksgaard, v. 104, p.191-198, 1996.11. MEURMAN, J. H. Ten CATE, J. M. Pathogenesis and modifyingfactors of dental erosion. Eur J Oral Sci, Copenhagen, v. 104,p. 199-206, 1996.12. IMFELD, T. Prevention of progression of dental erosion byprofessional and individual prophylactic measures. Eur J OralSci, Copenhagen, v. 104, p. 215-220, 1996.13. LAMBRECHTS, P.; VAN MEERBEEK, B.; PERDIGÃO, J.; GLADYS,S.; BRAEM, M.; VANHERLE, G. Restorative therapy for erosivelesions. Eur J Oral Sci, Copenhagen, v. 104, p. 229-240, 1996.14. DAVIS, N. A nanotechnology composite. Compendium ContEduc Dent, Lawrenceville, v. 24, no. 9, p. 662-670, Sept. 2003.15. DUKE, E. S. Has Dentistry moved into the nanotechnology era?Compendium Cont Educ Dent, Lawrenceville, v. 24, no.5, p. 380-382, May 2003Endereço para correspondênciaValter Flávio ScalcoRua Eng. Omar Rupp 437 - Cep 86015-360Londrina - Paranáe-mail: scalco@sercomtel.com.br100 R Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 89-100, abr./maio/jun. 2005


Artigo InéditoResolução estética em denteanterior com hipoplasia -relato de caso clínicoFabiano Carlos Marson*, Luis Guilherme Sensi*, Renan Belli**,Mauro Amaral Caldeira de Andrada***, Luis Narciso Baratieri***ResumoA proposta desse artigo é demonstrarque é possível melhorar a aparênciaestética anterior, em dentesafetados por manchas hipoplásicas,através do clareamento dentário eda utilização de resinas compostasde uso direto.Palavras-chave: Hipoplasia. Resina composta. Estética. Clareamento dentário.* Estudante de pós-graduação, doutorado em Dentística, Universidade Federal de Santa Catarina,Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.** Estudante de graduação, monitor da disciplina de Dentística, Universidade Federal de Santa Catarina,Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.*** Professor Doutor, Departamento de Dentística, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis,Santa Catarina, Brasil.R Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 101-110, abr./maio/jun. 2005101


Fabiano Carlos Marson, Luis Guilherme Sensi, Renan Belli, Mauro Amaral Caldeira de Andrada, Luis Narciso BaratieriDiscussãoA procura por procedimentos restauradoresestéticos transformou a rotina nas clínicasodontológicas, devido ao aperfeiçoamentodas técnicas e à melhoria das propriedadesdos materiais. No entanto, para obtenção deexcelência estética, tão importante quantodominar as técnicas e os materiais restauradoresé o conhecimento das limitações e indicaçõesdo tratamento.A opção pela técnica de clareamento dentáriocaseiro, com peróxido de carbamida a10%, deve-se ao fato de que esta técnica apresentamenor sensibilidade dentária, maior durabilidadee menor alteração nos substratosdentários, quando comparada às técnicas realizadasno consultório que utilizam o peróxidode hidrogênio a 35% 4,6-8 . Após o término dotratamento, do clareamento dentário, aguardou-se7 dias para a confecção da restauraçãocom o intuito de ocorrer a liberação residualdo oxigênio, que pode vir a interferir na forçade união da restauração ao elemento dentário9,10,11 . As manchas hipoplásicas tendem anão responder bem somente ao tratamentoclareador, sendo necessária e indicada a associaçãoentre as técnicas de clareamento e derestauração, visando a excelência restauradoraneste tipo de situação.O preparo cavitário limitou-se apenas a remoçãoda mancha hipoplásica e as margensem esmalte não foram biseladas, preservando,assim, a estrutura dentária sadia sem sacrificaro resultado estético 12,13,14 . Foi escolhidauma resina micro-híbrida para a reproduçãoda dentina, por ser de maior resistência e umaresina de micro-partículas para a reproduçãodo esmalte, devido à sua capacidade de reproduziras características de lisura, brilho etransparência deste substrato com maior fidelidadeque as resinas micro-híbridas 1,15,16 .ConclusãoA obtenção da excelência estética em restauraçõesanteriores depende de conhecimentosbásicos e muito treinamento prévio.A associação entre o clareamento dentário e arestauração adesiva direta demonstrou ser umamaneira eficiente para a resolução estética docaso apresentado.Aesthetic resolution in anterior tooth withhipoplasic - a case reportThe objective of this article is to demonstratethat is possible to improve the aesthetic appearanceof teeth affected by hypoplasia throughcombined techniques of home-bleaching anddirect composite resins restorations.KEY WORDS: Hipoplasic. Resin composite. Esthetic. Bleaching.R Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 101-110, abr./maio/jun. 2005109


Resolução estética em dente anterior com hipoplasia - relato de caso clínicoReferências1. BARATIERI, L. N. et al. Caderno de dentística: restauraçõesadesivas diretas, com resinas compostas, em dentes anteriores.1. ed. São Paulo: Ed. Santos, 2002.2. QUALTROUGH, A. J. E.; BURKE, F. J. T. A look at dental esthetics.Quintessence Int, Berlin, v. 25, no. 1, p. 7-14, 1994.3. NEVILLE, B. W. et al. Patologia oral & maxilofacial. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 1998.4. BARATIERI, L. N. et al. Odontologia restauradora: fundamentos epossibilidades. 1. ed. São Paulo: Ed. Santos, 2001.5. ARAUJO JUNIOR, E. M. et al. Restaurações em resina composta,em dentes anteriores. In: CARDOSO, R. J. A.; GONÇALVES, E. A. N.Estética. 1. ed. São Paulo: Artes Médicas, 2002.6. DENEHY, G. E.; SWIFT JR, E. Single-tooth home bleaching.Quintessense Int, Berlin, v. 20, no. 9, p. 595-598, 1992.7. LOPES, G. C.; BONISSONI, L.; BARATIERI, L. N.; VIEIRA, L. C.;MONTEIRO JR, S. Effect of bleaching agents on the hardnessand morphology of enamel. J Esthet Restor Dent, Hamilton,v.14, no.1, p. 24-30, 2002.8. JOINER, A.; THAKKER, G.; COOPER, Y. Evaluation of a 6%hydrogen peroxide tooth whitening gel on enamel and dentinemicrohardness in vitro. J Dent, Bristol, v. 32, no.1, p. 27-34, 2004.9. TITLEY, K. C.; TORNECK, C. D.; SMITH, D. C.; CHERNECKY, R.;ADIBFAR, A. Scanning electron microscopy observations onthe penetration and structure of resin tags in bleached andunbleached bovine enamel. J Endod, Chicago, v.17, no. 2, p.72-75, 1991.10. TORNECK, C. D.; TITLEY, K. C.; SMITH, D. C.; ADIBFAR, A. Theinfluence of time of hydrogen peroxide exposure on theadhesion of composite resin to bleached bovine enamel.J Endod, Chicago, v. 16, no. 3, p.123-128, 1990.11. SPYRIDES, G. M.; PERDIGAO, J.; PAGANI, C.; ARAUJO, M. A.;SPYRIDES, S. M. Effect of whitening agents on dentin bonding.J Esthet Dent, Philadelphia, v.12, no. 5, p. 264-270, 2000.12. ARCARI, G. M. Influência do tempo de uso de um gel clareadorà base de peróxido de carbamida a 10% na microdureza dadentina: um estudo in situ. 2003. Dissertação (Mestrado) -Programa de Pós-Graduação em Odontologia, UniversidadeFederal de Santa Catarina, Florianópolis, 2003.13. SOARES, C. J.; FONSECA, R. B.; MARTINS, L. R.; GIANNINI, M.Esthetic rehabilitation of anterior teeth affected by enamelhypoplasia: a case report. J Esthet Restor Dent, Hamilton, v.14,no. 6, p. 340-348, 2002.14. SMALES, R. J.; GERKE, D. C. Clinical evaluation of four anteriorcomposite resins over five years. Dent Mater, Copenhagen, v. 8,no. 4, p. 246-251, 1992.15. ARAUJO JÚNIOR, E. M. Influência da configuração do ângulocavosuperficial no resultado estético de restaurações diretasem dentes anteriores fraturados. 2003. Tese (Doutorado)- Programa de Pós-Graduação em Odontologia, UniversidadeFederal de Santa Catrina, Florianópolis, 2003.16. ARAUJO JÚNIOR., E. M.; BARATIERI, L. N.; MONTEIRO Jr., S.; VIEIRAL.C; DE ANDRADA, M. A. Direct adhesive restoration of anteriorteeth. Part 1. Fundamentals of excellence. Pract Proced AesthetDent, Mahwah, v.15, no.3, p. 233-240, 2003.17. GONDO, R. Influência da configuração cavosuperficial noresultado estético de restaurações de resina compostaem dentes anteriores fraturados um estudo in vitro. 2003.Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação emOdontologia, Universidade Federal de Santa Catarina,Florianópolis, 2003.Endereço para correspondênciaFabiano Carlos MarsonAv. João Pio Duarte Silva n. 404, Apto. 101,Bl. Juriti, Córrego Grande.Florianópolis/SC, Brasil - CEP 88037-001e-mail: doutorfabiano@hotmail.com110 R Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 101-110, abr./maio/jun. 2005


Artigo InéditoCerâmicas dentáriasSidney Kina*ResumoO desenvolvimento contínuo dascerâmicas dentárias tem trazido,aos clínicos e aos técnicos em prótesedentária (TPD), um leque cadavez maior de opções para confecçãode próteses funcionais e altamenteestéticas. Basicamente, podemosobservar uma grande evolução destesmateriais, onde historicamentesua utilização estava associada aum reforço metálico, devido à suabaixa resistência à tensão e altafriabilidade, para associações commateriais estéticos com excelentespropriedades mecânicas. Dentrodesta perspectiva, atualmenteo mercado odontológico ofereceuma gama enorme de novos materiaise sistemas livres de metal paraconfecção de próteses, o que trazao clínico e ao TPD novas opções,mas também novas dúvidas paradecidir entre uma ou outra alternativa.Para tanto, descrevemos nesteartigo estes materiais, suas indicaçõesde utilização, bem como suaslimitações clínicas.Palavras-chave: Cerâmicas dentárias. Sistemas livres de metal. Procera. In-Ceram. IPS Empress.* Prof. de Prótese Dental e Odontogeriatria da Universidade Estadual de Maringá – UEM. Prof. de PróteseDental Fixa do Centro Universitário de Maringá – CESUMARR Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 112-128, abr./maio/jun. 2005111


Cerâmicas dentáriasDental ceramicsThe continuous development of dental ceramicshave provided the clinicians and the techniciansin dental prosthesis (TDP) with a large amountof options for manufacturing functional andhighly aesthetic prostheses. Basically, it can beobserved that a great evolution of such materials,whose use was historically associated to a metalreinforcement due to both their low strength totension and high friability, occurred in the senseof associating them with aesthetic materialspresenting excellent mechanical properties.Under this perspective, the odontological markethas been currently offering a large amount ofnew metal-free materials and systems in orderto manufacture prostheses, what provides theclinician and the TDP with new options, but newdoubts as well concerning the decision betweenone or other alternative. Therefore, the presentarticle describes these materials and their useindications, as well as their clinical limitations.KEY WORDS: Dental ceramics. Metal-free systems. Procera. In-Ceram. IPS Empress.Referências1. CERAMIC materials. Adept Report, [S. l.], v. 6, no. 2, p.1-20, Spring1999.2. CHICHE, G. J.; PINAULT, A. Estética em próteses fixas anteriores.1. ed. São Paulo: Ed. Santos, 1996.3. CRAIG. R. G.; POWERS, J. M. Materiais dentários restauradores.11. ed. São Paulo: Ed. Santos, 2004.4. HEGENBARTH, O. Procera aluminium oxide ceramics: a newway to archieve stability, precision, and esthetics in all-ceramicrestorations. Quintessence Dent Technol, Chicago, p. 21-34,1996.5. HORN, R. H. Porcelain laminate veneers bonded to etchedenamel. Dent Clin North Am, Philadelphia, v. 27, p. 671-684,1983.6. HORNBERGER, H.; VOLLMANN, M.; THIEL, N. Aspectos técnicosde la mescla de óxido de aluminio y óxido de circonio desdeel punto de vista científico: vita, instrucciones de uso eelaboración de la estructura. Bad: Säckingen, 1999.7. KINA, S.; KINA, V. V.; HIRATA, R. Limites das restauraçõesestéticas. In: CARDOSO, R. J. A.; MACHADO, M. E. L. Odontologiaarte e conhecimento. 1. ed. São Paulo: Artes Médicas, 2003.p. 99-120.8. KINA, S. et al. Laminados Cerâmicos. In: MIYASHITA, E.; FONSECA,A. S. Odontologia estética: o estado da arte. 1. ed. São Paulo:Artes Médicas, 2004. p. 181-202.9. MACKERT, J. R.; EVANS, A.L. Effect of colling rate on leucitevolume fraction in dental porcelain. J Dent Res, Chicago, v. 70,p. 137-139, 1991.10. McLEAN, J. W. The future of dental porcelain. In:INTERNATIONAL SYMPOSIUM ON CERAMICS DENTAL, 1.,Chicago, 1983. Proceedings… Chicago: Quintessence, 1983.11. McLEAN, J. W.; HUGHS, T. H. The reinforcement of dentalporcelain whith ceramic oxides. Br Dent J, London, p.119-251,1965.12. NOORT, R. Introdução aos materiais dentários. 2. ed. PortoAlegre: Artmed, 2004.13. RING, M. E. Dentistry: an illustrated history. New York: C. V.Mosby, 1985.14. SADOUN, M. All-ceramics bridges with slip casting technique.Presented at the 7 th International Symposium on Ceramics.Paris, 1988.15. SCHWEIGER, M.; HOLAND, W.; FRANK, M.; DERSCHER, H.;RHEINBERGER, V. IPS Empress 2: a new pressable highstrenghtglass-ceramic for esthetic all-ceramic restorations.Quintessence Dent Technol, Chicago, p.143-151, 1999.Endereço para correspondênciaSidney KinaAvenida Paraná, 242 - Sala 1406 - 14 o andarCEP 87013-070 - Maringá - Paranáe-mail: kina@wnet.com.br - site: www.kinascopinhirata.com.br128 R Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 112-128, abr./maio/jun. 2005


EditorialAprender a aprenderSidney KinaImagine um bufê: sobre a mesa uma infinidadede pratos. Fascinado pelos pratos, você se atirasobre eles: quer comer tudo. Ao final, confusocom o emaranhado de sabores não recorda maiso que lhe caiu melhor e, enfadado, parece que nadamais lhe apetece. Em Odontologia Estética, pareceque vivemos uma situação semelhante. Vivemos umdilema. Novas tecnologias, em particular no desenvolvimentode novos materiais restauradores, comcaracterísticas de estética cada vez melhores, têmsurgido a todo instante. Numa profusão insana, temoshoje mais de uma centena de materiais ofertadosnos bufês das dentais e catálogos. Diante destecenário, o clínico, por vezes, se sente perdido e, porquenão dizer, oprimido por tanta tecnologia e diversidadede materiais. O que deve ser feito? Absorvêlostodos? Impossível. Abandonar novas tecnologias(e suas promessas) e fechar os olhos para os novosmateriais? Inútil. O conhecimento e o desenvolvimentotecnológico não podem ser abafados.Vejamos, então, o que as boas regras nos ditamem situações como a de comer em um bufê. Primeiro,sirva-se do que você conhece e realmente gostae confia, porém, não se deixe tolher das novidades.Experimente uma ou duas coisas novas (logicamentecom moderação). Ao experimentar, a regra é simples:combine as novidades com o que você já tem no prato.Ao experimentar veja se realmente a combinaçãoé válida ao seu paladar e se, de alguma forma, trazbenefícios à saúde ou simplesmente ao seu prazer.Entender novas tecnologias, acompanhar e aprendercomo utilizar os novos materiais restauradores éexatamente isso. O grande desafio será encontrar oequilíbrio entre o conhecido e o novo, entre o riscoe a oportunidade – algo como avançar com prudência.Infelizmente, não existe um curso que nos preparepara o que venha a surgir no futuro, mesmoporque, o futuro nem foi inventado. O escritor JimHarris em seu livro “O Paradoxo do Conhecimento”(The Learning Paradox) apresenta uma solução interessante:“o único curso que me ajudará a vencerno futuro, será um que me ensine como aprendera aprender”. O que me parece lógico. O analfabetonão é mais quem não sabe ler ou escrever. É aqueleque não está disposto a aprender, desaprender o queaprendeu e reaprender novamente.Do nosso lado, estamos tentando preparar revistascada vez mais antenadas com a ciência de fronteira,e de alguma forma ajudando você (e nós mesmos)a aprender a aprender.Boa leitura.R Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 3, abr./maio/jun. 20053


EntrevistaRonaldo HirataSensibilidade. Talvez seja a palavra que melhor resuma o perfil profissional de nosso entrevistado,Dr. Ronaldo Hirata, professor do curso de especialização em Dentística Restauradorada UFPR, professor do curso de pós-graduação Latu Sensu em Odontologia Estéticado CES/SENAC-SP, mestre em Materiais Dentários pela PUC-RS e doutorando emDentística Restauradora pela UERJ. O professor Hirata (se puder ser classificado) representa anova geração de professores/pesquisadores no Brasil com características arrojadas e cientificamenteembasado, traz em suas idéias o conceito do aprendizado constante e progressivo. Nestaentrevista, concedida à Revista Dental Press de Estética, discute com sua sensibilidade característicao momento atual do ensino e clínica da Odontologia.Como você tem visto a Dentística Restauradora nosúltimos tempos?A Dentística no Brasil tem tido uma dupla influência:uma americana e uma européia. A influênciaamericana tem nos trazido uma maior dinamizaçãodos procedimentos restauradores e, em consultório,reflete em maior produtividade com um índice deerros potencialmente menor também. O problemamaior se encontra na tendência à padronização dosresultados e excesso de normatização dos passosoperatórios.A influência européia se faz no esmero pelos detalhese individualização dos casos e um contato pessoalmaior entre o profissional e paciente. Parece-meum padrão mais próximo ao nosso, uma Odontologiamenos seriada.Os cursos atualmente têm mostrado um nível bastantealto, especialmente na área de OdontologiaEstética. O número de eventos tem sido igualmenteintenso. Como você tem acompanhado esta fase?Acredito que os cursos na área de OdontologiaEstética realmente têm apresentado alta qualidadeaudiovisual e técnica, o que é excepcional. Penso, noentanto, que estamos todos exagerando um pouconesta fase.Estamos evoluindo e isto é positivo, porém, o detalhamentoe a atenção aos recursos não deveria sertão neurótico como tem me parecido. Estamos umpouco “over” em apresentações, pois a tecnologiatem feito este mal ao palestrantes; fomos escravizadospelos projetores multimídia e computadorese esquecemos que o foco é o profissional que estáassistindo ao curso. O foco não é a nossa pessoa, massim a dele. Este é um erro que também tenho cometido,mas devo refletir mais sobre este erro pessoal.O foco deve ser oferecer e passar informação dequalidade e o profissional que assiste o curso deveabsorver isto e não se marginalizar frente a esta avalanchede efeitos e informações. E as pessoas gostamdas pessoas, ainda!Me preocupo se, daqui a alguns anos, terei quedar cursos tocando violino, apresentando em 3D ecantando ao mesmo tempo.16 R Dental Press Estét, Maringá, v.2, n.2, p. 16-20, abr./maio/jun. 2005


Ronaldo Hirata“Me sentiria frustrado sedissesse: uso uma técnicahá 25 anos com osmesmos materiais, comoestou satisfeito.”R Dental Press Estét, Maringá, v.2, n.2, p. 16-20, abr./maio/jun. 200517


Caso SelecionadoResinas compostas: o estado da arteMaurício U. WatanabeNa Odontologia atual, a resina composta é o materialde eleição quando se trata de reconstruções decoroas fraturadas de dentes anteriores. Ela possuecaracterísticas óticas e físicas, que a torna ideal nassituações onde não existe a possibilidade de realizara colagem do fragmento do dente.Nas restaurações de fraturas de dentes anteriores,uma característica importante que o material restauradordeve reproduzir é a opalescência. Nessas situaçõessempre há envolvimento de uma porção da incisal,e é nessa região onde mais percebemos o efeitoopalescente do esmalte.A opalescência é o resultado da manifestação deuma propriedade física da luz, descrita por Rayleigh.A luz visível é composta por ondas eletromagnéticas,cujos comprimentos vão de aproximadamente 400nm(azul) a 700nm (vermelho) 2 . Segundo a teoria de Rayleigh,quando a luz incide sobre partículas menoresque os comprimentos das ondas que a compõe, ocorrea dispersão (espalhamento) desta. As ondas com comprimentosmenores, correspondentes às cores violetae azul sofrem dispersão com mais facilidade 4 .A opalescência se manifesta em três situaçõesexistentes no terço incisal: na área azulada percebidana região entre os mamelos e o halo; no halo opalescente;e nos mamelos que em alguns dentes apresentamsuas pontas com coloração alaranjada.Como o esmalte possui cristais de hidroxiapatitaque são muito menores que 400nm, a luz ao penetrá-losofre dispersão de suas ondas de menor comprimento4 . O resultado é o aspecto azulado das áreasincisais não sobrepostas pela dentina ou pelo halo. Jáas ondas de comprimento maior, correspondentes àscores laranja e vermelho, têm maior dificuldade parasofrer dispersão, o que faz com que elas cheguem àinterface palatina do dente. Isso justifica a coloraçãoalaranjada do dente quando o observamos com afonte de luz situada atrás deste. É como se o esmaltedental funcionasse como um filtro, que segura as coresazuladas e deixa passar as cores avermelhadas.O halo opalescente, segundo Yamamoto 4 se mani-festa devido à reflexão total da luz que chega à interfacepalatina da borda incisal, ou seja, a porção da luzque não sofreu dispersão. Quando a luz se propaga deum meio (esmalte, resina, cerâmica) para outro comum índice de refração menor (ar), esta pode sofrer reflexãototal dependendo do ângulo de incidência nainterface.As extremidades dos mamelos de alguns dentes,podem exibir uma coloração alaranjada. Isso ocorrepois a dentina desta região dos mamelos possui umacoloração branca 1 , altamente reflexiva. Essa reflexãoocorre também devido à camada de proteínas existentesna união amelo-dentinária conforme descritopor Vanini 3 . Isso faz com que os comprimentos deonda, da luz que atravessa o esmalte, sofram reflexãovoltando para a superfície vestibular, como na regiãodo halo. Percebemos assim a coloração alaranjada.Nas restaurações que envolvem a região incisal,precisamos reproduzir essas características. Necessitamospara isso um material que seja opalescente.Resinas que contêm em sua matriz partículas ultrafinaspodem reproduzir o efeito opalescente.A região azulada da borda incisal pode ser reproduzidaaplicando-se corante azul, mas isso leva a umatatuagem da área. A área do halo também pode serconfeccionada aplicando-se uma resina mais clara nacor A1 ou B1. Ambas as técnicas reproduzem essascaracterísticas dos dentes, mas nos dentes naturaiselas existem devido ao dinamismo da luz. Elas sãomanifestações que se modificam com a alteração dafonte luminosa. A região azulada entre os mamelos eo halo é reproduzida aplicando-se a resina opalescentenessa região. O halo é reproduzido confeccionando-seuma inclinação adequada no lado palatino daborda incisal. As áreas alaranjadas dos mamelos sãomais difíceis de reproduzir, pois além do materialrestaurador ser opalescente, dependem de uma reflexãoda luz na superfície da resina correspondenteà dentina. Alguns materiais podem ser usados paratentar reproduzir esse efeito (resina fluida, DE Connector-Ultradent).44 R Dental Press Estét, Maringá, v.2, n.2, p. 44-56, abr./maio/jun. 2005


Caso Selecionado - Resinas compostas: o estado da arteFigura 53 - Observar que existe uma semelhança entre as partes naturais e restauradas dos dentes sob as diversas incidências da luz.Maurício U. WatanabeCirurgião-dentistaEspecialista em PeriodontiaReferências1. MAGNE, P.; BELSER, U. Restaurações adesivas de porcelana na dentiçãoanterior: uma abordagem biomimética. São Paulo: Quintessense EditoraLtda, 2003.2. PEDROSA, I. Da cor à cor inexistente. 9.ed. Rio de Janeiro: Léo Christiano,2003.3. VANINI, L. Ligth and color in anterior composite restorations. PractPeriodontics Aesthet Dent, New York, v. 8, no. 7, p. 673-682, 1996.4. YAMAMOTO, M. Metal ceramics: principles and methods of MakotoYamamoto. Chicago: Quintessence, 1985.Endereço para correspondênciaMaurício U. WatanabeRua São José, 648 – centro - Birigui - SPCEP 16.200-103 - e-mail : mauriciowatanabe@yahoo.com.br56 R Dental Press Estét, Maringá, v.2, n.2, p. 44-56, abr./maio/jun. 2005


TecnologiaInternet -reduzindo custosLivio YoshinagaOque é na realidade a internet? Imagine a redeelétrica de sua casa, todos os interruptores,as tomadas, os pontos de luz, todos ligadosao quadro de força, este ligado à alimentaçãode energia de sua casa. O cabo que vem do poste, ligasua casa à rede elétrica de sua rua que se estende até asubestação de seu bairro e por sua vez, interliga-se porquilômetros até uma das inúmeras hidrelétricas do Brasil.Como segurança, em algum ponto existe uma interligaçãode cabos que unem fisicamente as estações principais emcaso de emergência formando assim uma ligação física viacabo de diferentes calibres desde sua tomada elétrica atéuma hidrelétrica. As unidades geradoras de energia possuemdiferentes potências bem como os transformadoresnos postes de sua rua limitam a quantidade de energia quepodem administrar.Se fizermos uma analogia ao texto acima podemosconcluir que as tomadas elétricas são na verdade astomadas dos computadores que saem aquele fio azul(cabo categoria 5), o quadro de força seria o seu “hub”ou “switch” que interliga todos os computadores de suacasa ou consultório, estes são interligados via o cabo doseu telefone, que segue os mesmos caminhos dos caboselétricos e vão terminar nas hidrelétricas ou servidoresde internet espalhados pelo mundo, com potências diferentes,como os transformadores que limitam o númeromáximo de usuários conectados a cada região. Todosestes usuários ao redor da terra possuem entre si umaligação física por cabo ou por satélite criando uma redemundial de computadores, a internet.Inicialmente chamada de Arpanet e criada no final dosanos 60, atingiu números que demonstram a importânciadesta nova mídia; para atingir um universo de 50 milhõesde pessoas participando de sua utilização, o rádio levouR Dental Press Estét - v.2, n.2, p.129-131, abr./maio/jun. 2005129


EstéticaBiologia da EstéticaDistâncias biológicas gengivais:divinas ou moleculares?Alberto ConsolaroAntes de ser arte, a Odontologia é ciência.As proporções entre as partes de nossocorpo até são consideradas divinas ouáureas. Mas, os mecanismos pelos quaissão estabelecidas e mantidas podem serdesvendados e utilizados para fins de controle e terapêutica,incluindo-se o restabelecimento de uma estéticaperdida.As formas de nossas partes corporais atenderamuma demanda funcional e nos acostumamos esteticamenteadotando-se conceitos de bonito ou será quenossas funções se adaptaram à nossa estética inicial?Os nossos projetistas inicialmente se preocuparamcom a função ou com a estética?O mecanismo pelo qual a crista óssea alveolar semantém distante dos tecidos gengivais superficiaisdeve servir para propiciar um tecido mole e resilientepara escoar nossos alimentos. Ao mesmo tempo devefavorecer uma coloração agradável e um contornoadaptável ao colo dentário cervical. Se a crista ósseaalveolar ficasse tão próxima do epitélio, a cor gengivalseria mais próxima do amarelo ou do branco, além dedura à palpação.A mucosa bucal, tão fina pela proximidade com oosso alveolar, se ulceraria com facilidade frente à mastigaçãode alimentos mais firme e duros. Não haveriaum amortecimento das forças atuantes sobre os tecidosduros. A distância entre o epitélio gengival e juncionale o osso subjacente talvez tenha tido a finalidadeinicial de amortecer o impacto da alimentação sobreos tecidos duros alveolares e assim se fez uma gengivamacia, resiliente e agradavelmente rosada.A função do tecido conjuntivo gengival de absorverparte das forças que atuariam sobre os tecidos durosperiodontais também pode ser observada em outraspartes do corpo. Se analisarmos todos os tecidos, órgãose partes, em nenhum local o epitélio é vizinhodo osso. Sempre haverá a interposição considerável deuma larga faixa de tecido conjuntivo.Apesar dos genes representarem as informaçõespara as células executarem suas funções, precisam serativados e isto é propiciado pelos mediadores liberados132 R Dental Press Estét - v.2, n.2, p. 132-133, abr./maio/jun. 2005

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