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cp/eceme expressão escrita 2007 - Portal de Ensino do Exército

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ESCOLA DE COMANDO E ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITOCURSO DE PREPARAÇÃO E SELEÇÃOCP/ECEME – <strong>2007</strong>CP/ECEMEEXPRESSÃO ESCRITA<strong>2007</strong>


Expressão EscritaESCOLA DE COMANDO E ESTADO-MAIOR DOEXÉRCITOCP/ECEME/<strong>2007</strong>CURSO DE PREPARAÇÃO E SELEÇÃOCP/ECEMECP/ECEME/<strong>2007</strong>EXPRESSÃO ESCRITA1. FINALIDADEMostrar a importância <strong>do</strong> Português no contexto <strong>do</strong> Curso <strong>de</strong> Preparação á Escola<strong>de</strong> Coman<strong>do</strong> e Esta<strong>do</strong>-Maior <strong>do</strong> Exército – CP/ECEME.2. GENERALIDADESA disciplina Expressão Escrita é muito importante no âmbito <strong>do</strong> Curso, pois asprovas <strong>do</strong> CP/ECEME, bem como as <strong>do</strong> concurso <strong>de</strong> admissão (CA) são discursivas.Em função disso, o estu<strong>do</strong> <strong>do</strong> Português <strong>de</strong>ve antece<strong>de</strong>r os <strong>de</strong>mais.O Plano <strong>de</strong> Disciplinas (PLADIS) apresenta uma série <strong>de</strong> assuntos que abrangem osobjetivos específicos constantes nas unida<strong>de</strong>s didáticas. Entretanto, o oficial po<strong>de</strong>ráutilizar as publicações que julgar mais convenientes, <strong>de</strong>s<strong>de</strong> que atendam ao propostopelo Curso.O CPS oferece um curso <strong>de</strong> Português instrumental em CD-ROM (CURSO DEREDAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA) elabora<strong>do</strong> por professores da Universida<strong>de</strong>Fe<strong>de</strong>ral <strong>do</strong> Rio <strong>de</strong> Janeiro (UFRJ) em parceria com o Departamento <strong>de</strong> <strong>Ensino</strong> ePesquisa (DEP). Esse curso está incluí<strong>do</strong> no PLADIS.O módulo <strong>de</strong> Português Instrumental irá auxiliá-lo em muito, tanto nas ativida<strong>de</strong>s <strong>do</strong>CP/ECEME, quanto nas suas <strong>de</strong>mais ativida<strong>de</strong>s pessoais e profissionais. Esse móduloestará na forma <strong>de</strong> CD-ROM, po<strong>de</strong>n<strong>do</strong> ser consulta<strong>do</strong> a qualquer momento <strong>do</strong> Curso,pois além <strong>de</strong> aten<strong>de</strong>r aos objetivos da Escola, possui uma seção para sanar as dúvidasmais freqüentes quanto ao emprego <strong>do</strong> idioma.As provas <strong>do</strong> concurso <strong>de</strong> admissão à ECEME revelam, to<strong>do</strong>s os anos, umarealida<strong>de</strong> preocupante: a dificulda<strong>de</strong> que os candidatos têm <strong>de</strong> escrever ou <strong>de</strong> exporcom clareza suas idéias. E apesar <strong>de</strong> relativamente freqüentes, não são os errosgramaticais e ortográficos que <strong>de</strong>nunciam esta dificulda<strong>de</strong>, mas a estrutura<strong>de</strong>sor<strong>de</strong>nada <strong>do</strong> texto, a falta <strong>de</strong> objetivida<strong>de</strong> e <strong>de</strong> coerência das frases. São fatoresque convergem para um mesmo ponto, qual seja: os candidatos, <strong>de</strong> uma maneira2


Expressão EscritaCP/ECEME/<strong>2007</strong>geral, lêem pouco e não têm o hábito <strong>de</strong> escrever. O hábito <strong>de</strong> leitura reduz os erros <strong>de</strong>concordância e regência, porque a memória ortográfica é uma memória visual.Escrever <strong>de</strong>ve ser um ato natural, como falar. E somente o exercício sistemático daleitura e da <strong>escrita</strong> po<strong>de</strong> contribuir para melhorar o rendimento <strong>do</strong>s candidatos emredação.Para quem tem dificulda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> or<strong>de</strong>nar as idéias, sugere-se a leitura atenta <strong>do</strong>enuncia<strong>do</strong> da questão. É fundamental que o candidato compreenda com exatidão aquestão formulada e, a partir <strong>de</strong>ste entendimento rigoroso, antes <strong>de</strong> começar aescrever, <strong>de</strong>tenha-se algum tempo refletin<strong>do</strong> sobre o tema, concentran<strong>do</strong>-se nasidéias que vão dan<strong>do</strong> contorno ao seu pensamento.Vejamos a seguir alguns aspectos importantes da expressão <strong>escrita</strong> que servirão <strong>de</strong>estímulos ao estu<strong>do</strong> <strong>de</strong>sta disciplina.a. O Parágrafo1) ConceituaçãoDo “Manual <strong>de</strong> Redação” (FAE), retiramos algumas idéias sobre o parágrafo:• Conceito - É a unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> composição (formada por um ou mais <strong>de</strong> umperío<strong>do</strong>) que gira em torno <strong>de</strong> uma idéia-núcleo. Dessa idéia-núcleo po<strong>de</strong>m irradiar-seoutras secundárias, <strong>de</strong>s<strong>de</strong> que a ela associadas pelo senti<strong>do</strong>.• Qualida<strong>de</strong>s - Entre outras, sobressaem-se duas, que são básicas: unida<strong>de</strong>e coerência, por sinal inter<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes. Para alcançá-las, faz-se imperioso nãofragmentar em blocos distintos o conjunto constituí<strong>do</strong> pela idéia-núcleo com asramificações.A leitura <strong>de</strong> alguma publicação que ensine, <strong>de</strong> uma maneira prática eobjetiva, os segre<strong>do</strong>s <strong>de</strong> uma boa Redação, sem dúvida é indispensável para aquelesque têm maior dificulda<strong>de</strong> em redigir.2) A Unida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Composição <strong>do</strong> TextoA redação <strong>do</strong>s parágrafos dará, com certeza, a qualida<strong>de</strong> final <strong>de</strong> um trabalhoescrito. O parágrafo é o responsável pela apresentação ao leitor das idéias levantadaspelo candidato, ou seja, é a expressão da área cognitiva.Nosso problema, então, consiste em saber o que um parágrafo <strong>de</strong>ve satisfazer,a fim <strong>de</strong> que a redação flua <strong>de</strong> forma lógica, agradável, correta, manten<strong>do</strong> a unida<strong>de</strong> ea coerência.O perfeito entendimento <strong>do</strong> que vem a ser a idéia-base será <strong>de</strong> fundamentalimportância para nosso estu<strong>do</strong>. Observe:"Quan<strong>do</strong> Tio Severino voltou da fazenda, trouxe para Luciana um periquito.Não era um cara-suja, pequenino e mu<strong>do</strong>. Era um periquito gran<strong>de</strong>, com manchasamarelas, andava torto, incha<strong>do</strong> e fazia: Eh! Eh!."3


Expressão EscritaPerguntaCP/ECEME/<strong>2007</strong>Será que po<strong>de</strong>ríamos sintetizar to<strong>do</strong> o parágrafo com uma frase que <strong>de</strong>laexpressaria fielmente a idéia, tal como: A chegada <strong>do</strong> periquito? Concorda com isso?Pois bem, aí está a idéia-base <strong>de</strong>sse parágrafo. Veja o que se segue então:"Luciana recebeu-o, abriu muito os olhos espanta<strong>do</strong>s, estranhou que aquelamaravilha viesse <strong>do</strong>s <strong>de</strong><strong>do</strong>s curtos e no<strong>do</strong>sos <strong>de</strong> tio Severino, <strong>de</strong>u um gritoselvagem, mistura <strong>de</strong> admiração e triunfo." (Graciliano Ramos, Insônia, 77)PerguntaE agora, qual seria a idéia-base? Que tal: A reação <strong>de</strong> Luciana? Concorda?Já que apren<strong>de</strong>mos a i<strong>de</strong>ntificar a idéia-base, perceba que ela será aquela idéialevantada no seu esquema <strong>de</strong> resolução <strong>de</strong> questões. Uma vez i<strong>de</strong>ntificada, será<strong>de</strong>senvolvida no seu trabalho, obe<strong>de</strong>cen<strong>do</strong> a algumas regras que passaremos aabordar.HABITUE-SE A ESCREVER PEQUENOS PARÁGRAFOS. DÊ PARAUM COMPANHEIRO LER E VERIFIQUE SE ELE ENTENDEU O QUE VOCÊQUIS DIZER. ISTO É MUITO IMPORTANTE.3) A Construção <strong>do</strong> ParágrafoA estrutura <strong>do</strong> parágrafoEvi<strong>de</strong>ntemente, não po<strong>de</strong> haver mo<strong>de</strong>los rígi<strong>do</strong>s para a construção <strong>de</strong>parágrafos. Tu<strong>do</strong> vai <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>r da natureza <strong>do</strong> assunto, <strong>do</strong> gênero <strong>de</strong> composição e,muitas vezes, das preferências <strong>de</strong> quem escreve.Tal possibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> variação não impe<strong>de</strong>, contu<strong>do</strong>, que se <strong>de</strong>ixe <strong>de</strong> recomendaraquele tipo <strong>de</strong> estrutura que a experiência tem <strong>de</strong>monstra<strong>do</strong> ser o mais a<strong>de</strong>qua<strong>do</strong> aassegurar a unida<strong>de</strong> e coerência <strong>do</strong> parágrafo.De maneira geral esse parágrafo, que chamaremos <strong>de</strong> parágrafo-mo<strong>de</strong>lo,começa, a título <strong>de</strong> introdução, por um ou <strong>do</strong>is perío<strong>do</strong>s, quase sempre breves, on<strong>de</strong>se encerra a idéia-base. É o que se chama TÓPICO FRASAL.Pelo seu conteú<strong>do</strong> genérico, na maioria das vezes o tópico frasal necessita serespecifica<strong>do</strong>, <strong>de</strong>talha<strong>do</strong> ou explica<strong>do</strong>, on<strong>de</strong> o autor torna mais precisa, ou justifica, oufundamenta a sua <strong>de</strong>claração inicial. É o chama<strong>do</strong> <strong>de</strong>senvolvimento.É claro que nem sempre se obe<strong>de</strong>ce a esse esquema: idéia-base no começo eposteriormente seu <strong>de</strong>senvolvimento. Mas não há dúvida <strong>de</strong> que a maioria <strong>do</strong>sparágrafos obe<strong>de</strong>ce a essa linha. E é a estrutura que recomendamos.Exemplos práticos"A saú<strong>de</strong> é, em verda<strong>de</strong>, o maior bem <strong>do</strong> homem. Dela <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> sua qualida<strong>de</strong><strong>de</strong> vida e sua capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong> enxergar o que o mun<strong>do</strong> tem <strong>de</strong> bom."4


Expressão EscritaQual a Idéia-base?CP/ECEME/<strong>2007</strong>Saú<strong>de</strong>, o maior bem <strong>do</strong> homem.Qual o Tópico Frasal?A saú<strong>de</strong> é, em verda<strong>de</strong>, o maior bem <strong>do</strong> homem.E o Desenvolvimento?Dela <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> sua qualida<strong>de</strong> <strong>de</strong> vida e sua capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong> enxergar o que omun<strong>do</strong> tem <strong>de</strong> bom."A leitura <strong>de</strong>senvolve o <strong>do</strong>mínio das possibilida<strong>de</strong>s expressivas da língua.Principalmente com as crianças, a leitura atuará como fator <strong>de</strong> um mais fácil ingressono mun<strong>do</strong> adulto."Qual a Idéia-base?As possibilida<strong>de</strong>s da leitura.Qual o Tópico Frasal?A leitura <strong>de</strong>senvolve o <strong>do</strong>mínio das possibilida<strong>de</strong>s expressivas da língua.E o Desenvolvimento?Principalmente com as crianças, a leitura atuará como fator <strong>de</strong> facilitação aoingresso no mun<strong>do</strong> adulto."As cousas, <strong>de</strong> fato, iam-lhe admiravelmente: tinham a sua mesa boa e farta, umbom quarto <strong>de</strong> <strong>do</strong>rmir, a mucama para lavar-lhe e engomar-lhe a roupa, um camaroteno teatro <strong>de</strong> quan<strong>do</strong> em quan<strong>do</strong>, aos <strong>do</strong>mingos, um passeio à cida<strong>de</strong>, e lá uma vez poroutra 'soirée' em casa <strong>de</strong> alguma amiga. 'Ah! Não se podia comparar a existência quelevava agora com a peste da vida que curtira na rua Rezen<strong>de</strong>!".(Aluisio Azeve<strong>do</strong>,Pensão, 310)Qual a idéia-base?Mudança <strong>de</strong> vida, ou algo no mesmo senti<strong>do</strong>.On<strong>de</strong> está o Tópico Frasal ?As cousas, <strong>de</strong> fato, iam-lhe admiravelmente.E o Desenvolvimento ?tinham a sua mesa boa e farta, um bom quarto <strong>de</strong> <strong>do</strong>rmir, a mucama para lavarlhee engomar-lhe a roupa, um camarote no teatro <strong>de</strong> quan<strong>do</strong> em quan<strong>do</strong>, aos<strong>do</strong>mingos, um passeio à cida<strong>de</strong>, e lá uma vez por outra 'soirée' em casa <strong>de</strong> algumaamiga.E a Conclusão ?5


Expressão EscritaCP/ECEME/<strong>2007</strong>'Ah! Não se podia comparar a existência que levava agora com a peste da vidaque curtira na rua Rezen<strong>de</strong>!" (idéia síntese)O comércio internacional é muito complexo. Envolve países que possuemculturas, moedas, línguas e regras comerciais completamente diferentes, o que dificultaa comunicação entre eles.Qual a idéia-base?A complexida<strong>de</strong> <strong>do</strong> merca<strong>do</strong> internacional.On<strong>de</strong> está o Tópico Frasal?O comércio internacional é muito complexo.E o Desenvolvimento?porque envolve países que possuem culturas, moedas, línguas e regrascomerciais completamente diferentes.E a Conclusão?o que dificulta a comunicação entre eles. (nova idéia)João é um bom estudante. Sempre faz os seus trabalhos <strong>de</strong> casa, não falta asaulas, é interessa<strong>do</strong>, respeita os professores e obtém bons graus nas provas, o que lheconfere um <strong>de</strong>staque junto aos professores e colegas.Qual a idéia-base?As qualida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> João como estudanteOn<strong>de</strong> está o Tópico Frasal?João é um bom estudanteE o Desenvolvimento?Sempre faz os seus trabalhos <strong>de</strong> casa, não falta as aulas, é interessa<strong>do</strong>,respeita os professores e obtém bons graus nas provasE a Conclusão?o que lhe confere um <strong>de</strong>staque junto aos professores e colegas. (nova idéia)"Isabel prefere jogar perto da re<strong>de</strong> e, sobretu<strong>do</strong>, <strong>do</strong> la<strong>do</strong> esquer<strong>do</strong> <strong>do</strong> campo <strong>de</strong>on<strong>de</strong> dispara cortadas que atingem o fun<strong>do</strong> <strong>do</strong> campo adversário. Alcança a bola a3,08 m <strong>de</strong> altura, 3cm acima <strong>do</strong> aro <strong>de</strong> uma cesta <strong>de</strong> basquete - e, nesse momentomáximo <strong>de</strong> vôo, o rosto e o braço direito inteiro estão coloca<strong>do</strong>s além da linha superiorda re<strong>de</strong>. Desse ponto, examina o campo inimigo, <strong>de</strong>scarregan<strong>do</strong> toda a sua potênciano lugar mais vulnerável <strong>do</strong> território <strong>de</strong>fendi<strong>do</strong> pelo outro time. É ponto certo".Qual a idéia-base?6


Expressão EscritaA preferência <strong>de</strong> Isabel.CP/ECEME/<strong>2007</strong>On<strong>de</strong> está o Tópico Frasal?Isabel prefere jogar perto da re<strong>de</strong> e, sobretu<strong>do</strong>, <strong>do</strong> la<strong>do</strong> esquer<strong>do</strong> <strong>do</strong> campo <strong>de</strong>on<strong>de</strong> dispara cortadas que atingem o fun<strong>do</strong> <strong>do</strong> campo adversário.E o Desenvolvimento?<strong>de</strong> on<strong>de</strong> dispara cortadas que atingem o fun<strong>do</strong> <strong>do</strong> campo adversário ......<strong>de</strong>scarregan<strong>do</strong> toda a sua potência no lugar mais vulnerável <strong>do</strong> território <strong>de</strong>fendi<strong>do</strong> pelooutro time.E a Conclusão?É ponto certo. (nova idéia)4) A coerência <strong>do</strong>s parágrafosA compatibilização <strong>do</strong> sujeitoA troca <strong>de</strong> sujeitos nas diversas orações que compõem um parágrafo é um <strong>do</strong>serros mais usualmente cometi<strong>do</strong>s. É comum verificarmos parágrafos on<strong>de</strong> o autorescolhe a 3ª pessoa <strong>do</strong> singular como sujeito e, <strong>de</strong> repente, muda o tratamento para a3ª pessoa <strong>do</strong> plural.ExemploA orientação (3ª pessoa <strong>do</strong> singular) com respeito ao incentivo à produção <strong>de</strong>energia elétrica é priorida<strong>de</strong> no atual governo, que busca soluções para aten<strong>de</strong>r aorepentino surto <strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvimento que vem assolan<strong>do</strong> o país. As <strong>de</strong>terminações (3ªpessoa <strong>do</strong> plural) visam, principalmente, ao processo <strong>de</strong> privatização das estatais <strong>do</strong>setor.A compatibilização <strong>do</strong> verboDa mesma forma que foi preconiza<strong>do</strong> para o sujeito, <strong>de</strong>ve-se, também, evitar asmudanças <strong>do</strong>s tempos verbais, como por exemplo iniciar no presente e terminar nofuturo. O uso da voz passiva também <strong>de</strong>ve ser evitada.ExemploVocê tem um mun<strong>do</strong> a <strong>de</strong>scobrir fazen<strong>do</strong> turismo. Os hotéis sempreofereceram muito conforto para os turistas, além <strong>do</strong> que as amiza<strong>de</strong>s que você farásempre teriam um valor inestimável em caso <strong>de</strong> reencontros que, possivelmente,acontecerão no futuro. Garanto que essa viagem será a realização <strong>de</strong> seus sonhos.A inteirezaA Inteireza <strong>de</strong>ve ser entendida como o princípio que faz com que as frases queintegram um parágrafo expressem uma seqüência lógica, sem que haja lacunas nospassos lógicos <strong>do</strong> raciocínio.7


Expressão EscritaExemplo com lacunasCP/ECEME/<strong>2007</strong>A Argentina, sentin<strong>do</strong>-se lesada nas Ilhas Malvinas, ocupadas pela Inglaterra,resolveu reconquistá-las. Seu objetivo não foi alcança<strong>do</strong>. A Inglaterra, vence<strong>do</strong>ra <strong>do</strong>conflito, po<strong>de</strong>ria incrementar sérios prejuízos à Argentina, além <strong>do</strong>s que já sofreu. Nahipótese <strong>de</strong> um bloqueio <strong>do</strong> litoral argentino, os países <strong>do</strong> Cone Sul seriam solicita<strong>do</strong>sa ajudá-la.Uso <strong>de</strong> elementos <strong>de</strong> transiçãoO parágrafo torna-se mais inteligível quan<strong>do</strong> as frases que o compõem estãoperfeitamente interligadas. A concentração <strong>do</strong> leitor sobre um mesmo tempo <strong>de</strong> verbo eum mesmo sujeito, além <strong>do</strong> enca<strong>de</strong>amento lógico das idéias, sem vazios na seqüência<strong>de</strong> raciocínio, são formas <strong>de</strong> tornar a leitura clara e agradável.Po<strong>de</strong>-se facilitar, ainda mais, essa clareza, pelo uso <strong>de</strong> palavras ou expressõesque têm a função <strong>de</strong> indicar ao leitor a idéia genérica da frase que se segue. São oschama<strong>do</strong>s elementos <strong>de</strong> transição <strong>de</strong> antecipação.Por exemplo, se na leitura encontramos a palavra "entretanto", isto significaque a próxima frase vai expressar uma idéia que contraste com a anterior. Se a frasecomeça com "além disto", antecipa-se que será fornecida uma nova informação quecomplemente a anterior.De um mo<strong>do</strong> geral, os elementos <strong>de</strong> transição <strong>de</strong> antecipação são advérbios,conjunções, locuções adverbiais ou conjuntivas. Como tal, as idéias que expressam, aoligar as frases, estão intimamente ligadas às suas funções gramaticais.Po<strong>de</strong>mos citar alguns exemplos <strong>de</strong> elementos <strong>de</strong> ligação, classifica<strong>do</strong>s <strong>de</strong>acor<strong>do</strong> com as idéias que expressam:Tempo, seqüência - geralmente advérbios <strong>de</strong> tempo e mo<strong>do</strong>como "agora, ainda, antes, então, a seguir, no passa<strong>do</strong>, enquanto, <strong>de</strong>s<strong>de</strong>, nestemomento" etc.Afirmação, ênfase, explicação - geralmente advérbios (locuções)<strong>de</strong> afirmação, mo<strong>do</strong> e conjunções (locuções) conformativas e explicativas como"certamente, efetivamente, realmente, com certeza, isto é, em outras palavras,conforme" etc.Negação, contraste - geralmente advérbios (locuções) <strong>de</strong>negação e conjunções (locuções) adversativas e conclusivas como "contu<strong>do</strong>, aindaque, mesmo que, posto que, nem que, muito embora" etc.Dúvida - geralmente advérbios (locuções) <strong>de</strong> dúvida como"porventura, possivelmente, provavelmente" etc.Conclusão, resulta<strong>do</strong>, finalida<strong>de</strong> - geralmente advérbios (locuções)<strong>de</strong> mo<strong>do</strong>, conjunções (locuções) conclusivas e finais como "assim, portanto,como resulta<strong>do</strong>, <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com" etc.8


Expressão EscritaCP/ECEME/<strong>2007</strong>Listagem, acréscimo - envolve diversas categorias gramaticaiscomo "além disto, além <strong>do</strong> mais, além <strong>do</strong> que , mais uma vez" etc.Há outros elementos <strong>de</strong> transição, que não os <strong>de</strong> antecipação, como ospronomes e palavras ou expressões sinônimas que substituem elementos da fraseanterior.Exemplo:Foi uma surpresa chegar em casa e encontrar uma <strong>de</strong>sor<strong>de</strong>m geral. Pedrinhoe Labareda, o gato <strong>de</strong> estimação, estavam sozinhos. A empregada saíra para fazercompras. O menino sempre gostou <strong>de</strong> brincar com água. Assim, resolveu dar umbanho no felino. Isto foi um bom motivo para abrir as torneiras <strong>do</strong> banheiro. Quan<strong>do</strong> opimentinha mergulhou o animal na água, ele fugiu para trás <strong>do</strong> sofá, molhan<strong>do</strong> to<strong>do</strong> otrajeto. A criança puxou o móvel para o centro da sala. O angorá buscou segurançasubin<strong>do</strong> na cortina mais próxima. O garoto seguiu-o e ela veio abaixo, quebran<strong>do</strong> osvidros da janela.DEIXAMOS À SUA REFLEXÃO O SEGUINTE ASPECTO:To<strong>do</strong>s nós achamos que redigimos bem. Cabe a cada um, com muitahumilda<strong>de</strong>, refletir sobre essa assertiva, fazer sua própria crítica e resolver enfrentar averda<strong>de</strong> <strong>do</strong>s fatos.Sem essa atitu<strong>de</strong>, certamente você passará to<strong>do</strong> o tempo <strong>de</strong> suapreparação se enganan<strong>do</strong>, com resulta<strong>do</strong>s futuros nem sempre satisfatórios. Pensemuito nisso.b. Os Erros Mais Comuns na Elaboração <strong>do</strong> TextoAlguns erros repetem-se com bastante freqüência e se referem tanto à formaquanto ao conteú<strong>do</strong> <strong>do</strong> texto. A seguir, estão os cinco erros mais comuns e que <strong>de</strong>vemser evita<strong>do</strong>s sempre que possível.Or<strong>de</strong>nação das Idéias - A falta <strong>de</strong> or<strong>de</strong>nação é um erro comumnas provas <strong>de</strong> redação e indica que o candidato não tem o hábito <strong>de</strong>escrever. O texto fica sem enca<strong>de</strong>amento e, às vezes,incompreensível, partin<strong>do</strong> <strong>de</strong> uma idéia para outra sem critério, semligação.Coerência e Coesão - Em muitas redações fica patente a falta<strong>de</strong> coerência: o candidato <strong>de</strong>fen<strong>de</strong> um argumento para contradizê-lomais adiante. Já a redundância <strong>de</strong>nuncia outro erro bastante comum:falta <strong>de</strong> coesão. O candidato fica dan<strong>do</strong> voltas num assunto semacrescentar da<strong>do</strong> novo. É típico <strong>de</strong> quem não tem informação suficientepara compor o texto.9


Expressão EscritaIna<strong>de</strong>quação - A ina<strong>de</strong>quação é um tipo <strong>de</strong> erro capaz <strong>de</strong>aparecer, inclusive, em redações corretas na gramática e ortografia, ecoerentes na estrutura. Neste caso o candidato costuma fugir ao temaproposto, escolhen<strong>do</strong> outro argumento com o qual tenha mais afinida<strong>de</strong>.O distanciamento <strong>do</strong> assunto po<strong>de</strong> custar pontos importantes naavaliação final.CP/ECEME/<strong>2007</strong>Estrutura <strong>do</strong>s Parágrafos - Muitos candidatos têm <strong>de</strong>monstra<strong>do</strong>dificulda<strong>de</strong>s em separar o texto em parágrafos. Sem a <strong>de</strong>finição <strong>de</strong>uma idéia em cada parágrafo, a redação fica mal estruturada. Um erromuito comum neste caso é cortar a idéia em um parágrafo paraconcluí-la no seguinte. Ou, então, <strong>de</strong>ixar o pensamento sem conclusão.(idéia vaga ou incompleta). Entretanto, cabe ressaltar que acomplexida<strong>de</strong> <strong>de</strong> uma idéia po<strong>de</strong> conduzir a uma subdivisão <strong>do</strong>parágrafo.Estrutura da Frase - Erro <strong>de</strong> concordância nos temposverbais, fragmentação <strong>de</strong> frase, separação <strong>de</strong> sujeito epredica<strong>do</strong>, utilização errada <strong>de</strong> pronomes e utilização incorreta<strong>de</strong> verbos no gerúndio e particípio são algumas das falhas maiscomuns nas redações. Estes erros comprometem a estruturadas frases e prejudicam a compreensão <strong>do</strong> texto.Exemplos:Os Transportes,<strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com osespecialistas, é .......João, saiu <strong>de</strong>manhã.PORTANTO:- Aprimore sua capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong> expressão <strong>escrita</strong>!- Use uma linguagem simples e <strong>de</strong>sapaixonada.- Fuja <strong>de</strong> expressões feitas, “chavões” que <strong>de</strong>monstram linguagempobre, como por exemplo: “Vamos fazer uma colocação a nível <strong>de</strong> ...”- Escreva frases curtas, na or<strong>de</strong>m direta (sujeito, verbo ecomplementos).- Preste atenção à concordância verbal e nominal.- Atente para a pontuação correta.c. A DissertaçãoO esquema básico <strong>de</strong> uma dissertação compreen<strong>de</strong>, normalmente, três partesfundamentais: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão. É sobre cada uma <strong>de</strong>ssaspartes que vamos conversar.1) A Introdução10


Expressão EscritaCP/ECEME/<strong>2007</strong>Introdução significa prefácio, isto é, o que se diz no princípio. É a parte queserve para situar, ambientar o leitor no trabalho que vai ser <strong>de</strong>senvolvi<strong>do</strong>. De acor<strong>do</strong>com o tema proposto ou com o enuncia<strong>do</strong> da questão, no nosso particular, aIntrodução po<strong>de</strong> ter algumas finalida<strong>de</strong>s, a saber:Apresentar a idéia principal:- apresenta ao leitor o entendimento da idéia <strong>do</strong>minante;- situa o trabalho no tempo e no espaço;Conclusão;- evita a antecipação <strong>de</strong> idéias ligadas ao Desenvolvimento e à- evita a inclusão <strong>de</strong> exemplos;- expõe a intenção <strong>do</strong> trabalho.Dimensionar e limitar o campo da análiseEx: Pedi<strong>do</strong> - Analisar a fisiografia da região Su<strong>de</strong>ste.caracterizan<strong>do</strong>-a.O candidato <strong>de</strong>verá <strong>de</strong>finir a área objeto da análise,Ex: Pedi<strong>do</strong> - Analisar o processo revolucionário chinês.O candidato <strong>de</strong>verá caracterizar a área on<strong>de</strong> ocorreu o processo.amploCompletar o quadro, quan<strong>do</strong> o tema está incluí<strong>do</strong> num contexto maisEx: Pedi<strong>do</strong> - Analisar o setor hidrelétrico brasileiro.Seria forneci<strong>do</strong> um panorama <strong>do</strong> setor <strong>de</strong> energia brasileiro,toman<strong>do</strong>-se o cuida<strong>do</strong> <strong>de</strong> não adiantar as idéias <strong>do</strong> <strong>de</strong>senvolvimento e nemtampouco formular idéias conclusivas.Ex: Pedi<strong>do</strong> - Analisar a formação política <strong>do</strong> Brasil entre 1808 e 1824.anterior a 1808.Há a necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> se dar um quadro sintético da situaçãoEx: Pedi<strong>do</strong> - Apresentar as causas e conseqüências da Campanha <strong>de</strong>Canu<strong>do</strong>s para o Exército Brasileiro.É importante, além <strong>de</strong> <strong>de</strong>finir a área <strong>de</strong> operações, situar ocontexto em que a campanha se insere.Definir termos ou expressões constantes <strong>do</strong> tema, necessários a ummelhor entendimento no <strong>de</strong>correr da solução11


Expressão EscritaCP/ECEME/<strong>2007</strong>Ex: Pedi<strong>do</strong> - Apresentar os fatores que apontam para a inserção da indústriabrasileira no processo <strong>de</strong> globalização em curso na economia mundial.O termo "Globalização" <strong>de</strong>ve ser explica<strong>do</strong> para que não pairem dúvidasquan<strong>do</strong> <strong>de</strong> seu emprego no corpo da questão.Não faça issoIntrodução vaga: aquela que não consegue situar o leitor, pois contémsomente idéias que não dizem respeito, diretamente, ao tema a ser <strong>de</strong>senvolvi<strong>do</strong>.Introdução abrupta: que leva o leitor a entrar no assunto sem ter si<strong>do</strong>orienta<strong>do</strong> a respeito <strong>do</strong> que vai encontrar.Introdução prolixa: aquela que, apresentan<strong>do</strong> uma quantida<strong>de</strong> excessiva <strong>de</strong>informações, confun<strong>de</strong> o leitor, <strong>de</strong>svian<strong>do</strong>-lhe a atenção.2) O DesenvolvimentoÉ a parte da solução que vai permitir explanar a idéia central, <strong>de</strong>s<strong>do</strong>bran<strong>do</strong>-aatravés <strong>de</strong> uma seqüência <strong>de</strong> reflexões integra<strong>do</strong>ras <strong>do</strong> pensamento, articuladasentre si, <strong>de</strong> forma lógica, clara e coerente, a fim <strong>de</strong> que, ao seu final, se obtenha umconjunto harmônico que suceda, naturalmente, a Introdução, e que seja suporte paraa fase seguinte (a Conclusão).Como constituem a tese (aquilo que <strong>de</strong>ve ser estuda<strong>do</strong>, analisa<strong>do</strong> etc), ascondicionantes estabelecidas na questão <strong>de</strong>vem ser consi<strong>de</strong>radas nesta parte dasolução.Assim sen<strong>do</strong>, po<strong>de</strong>mos sintetizar as finalida<strong>de</strong>s <strong>do</strong> Desenvolvimento, ao dizerque ele <strong>de</strong>ve, fundamentalmente, aten<strong>de</strong>r à servidão e às condicionantes impostas,bem como fundamentar o enfoque proposto ao tema, possibilitan<strong>do</strong> ao elabora<strong>do</strong>r <strong>do</strong>trabalho percorrer esta fase, analisan<strong>do</strong>, estudan<strong>do</strong> ou examinan<strong>do</strong> as idéiaslevantadas ou explican<strong>do</strong> os itens <strong>de</strong> seu esquema, <strong>de</strong>stacan<strong>do</strong> aspectos solicita<strong>do</strong>spelas condicionantes e preparan<strong>do</strong> o leitor para a parte mais importante <strong>do</strong> trabalho: aConclusão.E como redigir o Desenvolvimento? Utilize, preferencialmente, o textodiscursivo. Lembre-se <strong>de</strong> que os parágrafos guardam uma certa coerência entre si.Po<strong>de</strong>mos sugerir algumas maneiras ou critérios <strong>de</strong> você dar ORDEM às suas idéias e,com isso, apresentar um trabalho agradável à leitura e dirigi<strong>do</strong> ao tema proposto.Or<strong>de</strong>m <strong>de</strong> importânciaAs idéias são or<strong>de</strong>nadas partin<strong>do</strong>-se da <strong>de</strong> menor para a <strong>de</strong> maior importância,ou vice-versa. Normalmente utilizada nas questões <strong>de</strong> Geografia.Or<strong>de</strong>m cronológica ou seqüênciaAs idéias são apresentadas na seqüência ou cronologia em que ocorrem. Émais utilizada nas questões <strong>de</strong> História.12


Expressão EscritaOr<strong>de</strong>m <strong>de</strong> familiarida<strong>de</strong>CP/ECEME/<strong>2007</strong>Or<strong>de</strong>nam-se as idéias da mais familiar ao LEITOR para a que lhe é menosfamiliar, ou seja, da conhecida para a <strong>de</strong>sconhecida (ou menos conhecida).Or<strong>de</strong>m <strong>de</strong> complexida<strong>de</strong>Partem-se das idéias fáceis para as mais difíceis e complexas.Or<strong>de</strong>m <strong>de</strong> concordânciaAs idéias apresentadas inicialmente são aquelas com que o leitor,provavelmente, não terá dificulda<strong>de</strong>s em concordar; seguem-se os aspectos maiscontroversos ou <strong>de</strong> menor aceitação.Or<strong>de</strong>m <strong>de</strong> posiçãoAs idéias são apresentadas seguin<strong>do</strong> uma seqüência lógica em relação àposição em que ocorrem. (Ex: <strong>do</strong> N para o S; <strong>de</strong> E para W).3) A ConclusãoÉ o encerramento <strong>de</strong> um trabalho escrito. A Conclusão retoma a idéia central e aproposição inicial, com um NOVO significa<strong>do</strong> para o leitor.Esse novo enfoque é fruto da síntese das idéias expostas, trabalhadas <strong>de</strong> forma<strong>de</strong>dutiva pelo leitor.As assertivas contidas no trabalho têm a função precípua <strong>de</strong> criar NOVASIDÉIAS na mente <strong>do</strong> leitor, ou seja, a Conclusão <strong>de</strong> um <strong>do</strong>cumento <strong>de</strong> caráter analíticotem uma estrutura DEDUTIVA.Compreen<strong>de</strong>, ainda, encontrar suporte nos argumentos apresenta<strong>do</strong>s naanálise, exame ou estu<strong>do</strong>.A Conclusão não é a mera repetição <strong>de</strong> idéias já lançadas no trabalho. Elaserve para o leitor fazer uma nova <strong>de</strong>scoberta, apresentar uma teoria, uma sugestão,a solução <strong>de</strong> um problema, tu<strong>do</strong> coerente com o tema inicialmente proposto.Como conseqüência <strong>de</strong> um trabalho <strong>de</strong>dutivo, o leitor não po<strong>de</strong> sersurpreendi<strong>do</strong> pela conclusão. Ele vai <strong>de</strong>scobrin<strong>do</strong> seu conteú<strong>do</strong> ao longo <strong>do</strong>trabalho, <strong>de</strong> mo<strong>do</strong> que ao chegar às últimas consi<strong>de</strong>rações da questão, já tenhaforma<strong>do</strong>, na sua mente, exatamente o quadro ou as informações que ali vai encontrar.A Conclusão, pois, manifesta-se no inconsciente durante a leitura ou a redação datese. Também constitui erro antecipar ao leitor qualquer aspecto da Conclusãodurante o <strong>de</strong>senvolvimento da tese.13


Expressão EscritaCP/ECEME/<strong>2007</strong>Assim, po<strong>de</strong>mos resumir os argumentos acima expostos no seguinte quadro:CONCLUSÃO- Manifesta-se, naturalmente, no inconsciente <strong>do</strong> leitor durante a tese.- É conseqüência da síntese das idéias expostas no trabalho.- Obrigatoriamente, tem amparo nas outras partes da tese.- Tem uma estrutura <strong>de</strong>dutiva. Não é mera repetição <strong>de</strong> idéias.- Constitui erro antecipar a Conclusão em outra parte da tese.NÃO BASTA PENSAR QUE ESCREVEU.É PRECISO ESCREVER O QUE PENSOU.A figura abaixo dá uma idéia geral <strong>do</strong> tipo <strong>de</strong> trabalho que você vai ter que seacostumar a fazer, durante o curso <strong>de</strong> preparação para o concurso <strong>de</strong> admissão àECEME, principalmente no ND <strong>de</strong> Análise.Idéia CIdéia DIdéia BIdéia AATENÇÃOCONSULTE O CD-ROM DE REDAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA, ELE ÉIMPORTANTE PARA O SEU SUCESSO NO CP/ECEME.BOM ESTUDO!14

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