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21 de dezembro de 2010O conteúdo das matérias é de inteira responsabilidade dos meios de origemA missão da ADIMB é a de promover o desenvolvimento técnico-científicoe a capacitação de recursos humanos para a Indústria Mineral BrasileiraCONFIRMADOS MAIS QUATRO NOMES DE MINISTROS PARA GOVERNO DILMAForam confirmados os nomes de mais quatro ministros que vão integrar o governo dapresidente eleita, Dilma Rousseff. O atual secretário-geral do Itamaraty, embaixador AntônioPatriota, vai ser o ministro das Relações Exteriores. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, será mantidono cargo. O ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, assume o Ministério doDesenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O senador Aloizio Mercadante será ministro daCiência e Tecnologia. E o geólogo Giles Carriconde Azevedo vai ser o chefe de gabinete dapresidente da república.Fonte: Bom Dia BrasilData: 16/12/2010FUSÕES E AQUISIÇÕES NO SETOR DE MINÉRIO DE FERROApós a consolidação de sua privatização em 1997, a CVRD (atual VALE) seguindo tendênciasdas maiores empresas mundiais de minério de ferro (Rio Tinto com a compra da North na Australia ea BHP), inicia um ambicioso e bem sucedido programa de aquisições das demais maiores empresasconcorrentes no Brasil. Devido a inatratividade do setor produtor de minerio (em função dos baixospreços do minério de ferro que perduraram por um longo tempo em função do execesso de oferta edo sistema anual de estabelecimento de preços imposto pelas siderurgicas europeias e japonesas)além da necessidade de concentração de investimentos em seu “core Business” as empresassiderúrgicas européias detentoras de minas no Brasil (SAMITRI/SAMARCO - Arbed, FERTECO –Thyssen-Krupp) realizaram a venda dos ativos minerário.Neste contexto, a MBR com problemas de gestão familiar aliado a necessidade derealizar vultuosos investimentos para substituição das suas minas em processo de exaustão, torna-se


alvo neste processo de aquisições. Vencedora do leilão promovido para a venda da MBR, a BHP nãofinalizou a operação pelo direito de preferência da acionista MITSUI que depois de um acordo,repassou a empresa para o portfólio da CVRD. Estava assim, consolidado a criação de um gigantemundial na mineração. Também neste processo, empresas como a SOCOIMEX e a RIO VERDE, quehavia sido adquirida pela MBR passam ao controle da CVRD. Este processo de aquisições se finalizaem 2003 com a Vale investindo cerca de 2,1 bilhões de dólares, para espanto do mercado emarcando assim, o que podemos classificar de 1ª onda de aquisições na mineração de ferro do Brasil.Ressaltamos que todo este período de baixas cotações do minério de ferro também inibiuinvestimentos na pesquisa mineral e novas unidades/expansões até 2002/2003, quando se observa oinício da escalada das cotações do minério de ferro com o crescimento da economia mundial ecrescimento da demanda chinesa.O processo de consolidação das “big-three” (CVRD, BHP e RIO TINTO) no mercadotransoceânico atinge a ordem de 70%. O Japão como maior comprador de minério de Brasil, tinhareceio que alguma mineradora australiana adquirisse a CVRD, tomando o controle do fornecimento econtrole mundial do minério de ferro. Citamos também o processo de desmobilização de ativos(celulose, etc) empreendido pela CVRD que não se enquadravam no setor de mineração.Futuramente a VALE continuará seu processo de aquisições, mas mantendo o foco emprojetos de classe mundial e no quartil mais baixo do custo de operações, nas aquisições da MCR(Mineração Corumbaense Reunida) da Rio Tinto (MS) – apesar de não ser de baixo custo em funçãoda sua complicada logística o ativo é estratégico em função da alta qualidade do lump, depósitoApolo (MG) e de SIMANDOU na Guiné (África) por 2,5 bilhões de dólares pelos blocos 1 e 2.Desde que foi privatizada, em 1997, a cotação da CVRD na bolsa passou de US$ 10bilhões para US$ 152 bilhões em Dez/2007. Esses resultados garantiram à Vale o posto de 16ª maiorempresa das Américas e 31ª do mundo, à frente de ícones, como a IBM, o banco de investimentos JPMorgan Chase etc. É importante lembrar que no consórcio de empresas rivais na aquisição docontrole da CVRD estava a empresa Anglo-american, que foi um pesado alvo de proposta de fusãopela empresa suíça XSTRATA (criada em 2001) em 2009/2010. As empresas que não semovimentaram no processo de fusões e aquisições, foram sendo literalmente adquiridas.Possivelmente, se a ANGLO adquirisse a CVRD e fosse um player mais agressivo, estaria concorrendocom a BHP para ser a maior mineradora do planeta.Ainda no ano 2003 houve operação de compra dos ativos da Siderúrgica Barra Mansa(Grupo Votorantim) para a Gerdau por estimadamente 30 milhões de dólares. A nível internacional, aANGLO adquire ativos de minério de ferro na África do Sul (Kumba, etc) e nos EUA, a Cliffs tambémefetiva a aquisição de minas de diversas siderúrgicas norte americanas.Nos gráficos abaixo, temos umcomparativo da situação da CVRD e dasconcorrentes Rio Tinto e BHP entre 2000 e2006. O processo de concentração naprodução mundial e mercado transoceânico énítido, mostrando a concentração desdesetor, atingindo respectivamente 41% e 71%.Garantindo uma enorme vantagemcompetitiva na precificação do minério deferro, tendo em vista o explosivo crescimentodas importações chinesas.Na tabela ao lado, temos a produçãomundial das empresas de minério de ferro,mostrando a pouca evolução da produçãoentre 1994 e 2001.Nos gráficos abaixo, temos umcomparativo das principais empresas em


2000 e 2006, já mostrando os impacto da política de aquisições e fusões de empresas.Na 2ª onda, a partir de 2005, coexistem aquisições por empresas nacionais e internacionais,representando um investimento total da ordem de 11 bilhões de dólares. Somente nas empresasnacionais, o investimentos em aquisições atingem cerca de 3,2 bilhões de dólares. Destaca-se aaquisição da MMX Minas-Rio pela Anglo. O projeto é vital para que atinja a produção futura de 150Mt/ano. Diversas empresas ainda oportunizam compras de mineradoras com menor porte a umcusto mais realista, montando assim, um portfólio mais robusto de empresas e elevação das reservasminerais.Entre set/2008 e Fev/2009, com a crise internacional, há uma enorme redução deaquisições no Brasil, devido as incertezas, crédito escasso e volatibilidade e menores cotações dominério de ferro. Com necessidade de fazer caixa, a Rio Tinto vende recursos estratégicos de ferro(MCR) e potássio no Canadá e Argentina para a Vale.A 3ª onda, a partir de mar/2010, com a recuperação das cotações do minério de ferro, asempresas voltam a fazer aquisições no mercado brasileiro, focando participação em direitos


minerários e em empresas formadas na 2ª onda (MMX, London Mining e Usiminas). Até jul/2010foram transacionados cerca de 3,8 bilhões de dólares. No caso da aquisição de depósitos minerais, háum maior grau de risco envolvido devidos aos menores teores de ferro e carência de infra-estrutura.A consolidação da infra-estrutura é um fator-chave, associado a manutenção de preçosremunerativos para a produção de minério de ferro.As siderúrgicas mostram seu esforço na aquisiçãode direitos minerários e minas, com controle total e via join-ventures. Mais uma vez destaca-se a Valena aquisição de ativos de classe mundial, na aquisição de blocos de Simandou. Com esta operação, oscustos de frete para a China deixarão o minério brasileiro muito mais competitivo, aliado a suaqualidade. A tendência desta onda, é valorar no presente, o potencial financeiro dos depósitosminerais para o futuro (option valuation).No total, foram investimentos da ordem de 21,44 bilhões de dólares entre 2000 ejul/2010, das quais 2,554 bilhões foram para a aquisição de empresas no exterior(internacionalização) e 12,84 bi na aquisição de empresas estrangeiras em ativos no Brasil.Para o 4º trimestre de 2010, a Vale já acenou para descontos de 10% tendo em vista ascotações do mercado “spot” e a nova metodologia de trimestralidades dos preços. Em agosto/2010,as cotações no mercado “spot” para minério na base de 62% atingiram a casa dos 145 US$/toneladae cerca de 155 US$ para teores na base de 63,5% (conforme MBIO Index).. Restrições defornecimento e minério de ferro pela Índia favoreceram as cotações do minério de ferro.Conforme figura abaixo, a estrutura de custo de produção de minério de ferro e suacolocação no porto envolve valores que variam da casa dos 20 US$ atingindo até 80 US$. No site daAngloamerican, uma curva de custos da indústria do minério de ferro mostra a variação existente(figura 04). A medida que os preços vão caindo, as empresas no topo desta curva se inviabilizam.ConclusõesO processo de fusões e aquisições favoreceu e fortaleceu a empresa VALE, impactandonas exportações de minério de ferro pelo Brasil, conforme gráfico abaixo. Somente entre 2000 e2009, foram exportados pelo Brasil 2,14 bilhões de toneladas de minério de ferro com um ingressode divisas da ordem de 74 bilhões de dólares. Entre os anos 2000 e 2002 as exportações eram dabase de 3 bilhões de dólares anuais, atingindo em 2008 16,7 bilhões de dólares. Com a recuperaçãodas cotações e volumes, este valor poderá atingir a casa dos 20 bilhões de dólares, mantendo-se osníveis atuais.Considerando apenas os projetos das empresas com participação internacional (total ouparcial), temos um investimento potencial da ordem de 33 bilhões de dólares até 2019 (entre novosprojetos e expansões, desde a etapa conceitual até finalização de projetos) que podempotencialmente agregar até 290 milhões de toneladas na produção anual brasileira (dentro de umafaixa de erro de 10 a 15%).O processo de fusões e aquisições associado ao valor das commoditiesminerais/crescimento orgânigo, apresentou uma expressiva valorização das principais empresas demineração (BHP, VALE, RIOTINTO, ANGLO e XSTRATA) a partir de 2002/2003, conforme as figuras 05e 06. Mesmo com todo este porte, surgem propostas de fusão e aquisição entre as grandes empresas(BHP-RIOTINTO, VALE-XSTRATA, XSTRATA-ANGLO). Em 2007, a BHPBilliton tenta dar um passogigantesco ao oferecer uma proposta de troca de ações aos acionistas da Rio Tinto. Com a transação,os acionistas da Rio Tinto passariam a ter 48% das ações da BHPBilliton. Tal proposta foi retirada finalde 2008 em função da crise economica.Também citamos os problemas ocorridos com a RIO TINTO na aquisição da ALCAN poraproximadamente 38 bilhões de dólares (100% financiada com novas dívidas) e com a queda dascotações das commodities, expressivo percentual das fábricas de alumínio estava trabalhando comprejuízo. A empresa realizou a venda de diversos ativos e recebeu capitalização de empresaschinesas, aumentando sua vulnerabilidade.A Vale quase passou por uma experiência similar a da Rio Tinto caso a sua tentativa deadquirir a XSTRATA por 85/90 bilhões de dólares fosse concretizada. Durante a preparação para a


operação, a VALE se capitalizou através de uma oferta de ações o que permitiu que a empresa seposicionasse muito bem durante a crise.As empresas nos processos de fusões, buscam diversas vantagens que devem ser muitobem avaliadas: crescimento empresarial (sinergias e capacidade adicional), alocação de capital,otimização de portfólio, modelo operacional, eliminar concorrentes, arquitetura organizacional ecompensação e incentivos tributários.As perspectivas das grande mineradoras em relação ao minériode ferro é bastante alta. A Vale almeja atingir um ritmo de produção da ordem de 500 Mt/ano e a RioTinto e BHP pretender atingir 330 a 350 Mt/ano, respectivamente.A Anglo almeja atingir 150 Mt/anoe a Xstrata adquiriu recentemente seu primeiro ativo de minério de ferro adquirindo a mineradora“Sfere” com base na Marritânia. Na Austrália, temos a FMG que começou a produzir em 2008 a umritmo de 40 Mt/ano e almeja atingir 200 Mt/ano.Citamos também algumas tendências na mineração de ferro:· continuidade do processo de aquisição de pequenas mineradoras à ganhos de escala esinergia e acesso a logística


· reaproveitamento dos resíduos das barragens de rejeito· aproveitamento de itabiritos silicificados duros· criticidade do uso da água nas novas fronteiras de produção (Norte de Minas. Piauí, etc)· maior volatibilidade dos preços do minério de ferro· automação das minas e uso de modelagem/simulação de processos· Verticalização das siderúrgicas e mineradoras· Impacto das exigências ambientais e de sustentabilidade· Elevação da concentração das siderúrgicas e redução de concentração das mineradoras· Novas tecnologias na siderurgia com maior aproveitamento de minério e insumos· Otimização nas operações logísticas· Aquisição de participações nas mineradoras pela ChinaFonte: MineblogAutor(a): Mathias HeiderGOOGLE LANÇA PLATAFORMA ON-LINE PARA MONITORAR DESMATAMENTOO Google usou a Conferência Climática da ONU, em Cancun, para apresentar uma plataformaon-line que pode ser um impulso vital para qualquer mecanismo global para deter o desmatamento.O Google Earth Engine disponibilizará 25 anos de dados de satélite para os cientistas e formuladoresde políticas para projetos de monitoramento e pesquisa.O programa é uma plataforma de monitoramento do meio ambiente que disponibiliza ummodelo dinâmico e digital do nosso planeta e é atualizado diariamente. Ele armazena petabytes dedados de satélite e permite às ferramentas de alto desempenho analisar e interpretar as informaçõesque posteriormente poderão ser visualizadas em um mapa, que vão desde mudanças na florestaAmazônica até os recursos hídricos no Congo.BA


BMapa do desmatamento da região de Carajás. (A) Regional; (B) DetalhePrimeiro, a ferramenta será aplicada ao trabalho de detecção de desmatamento e mudançasde mapeamento de uso do solo. O Google diz que já começou a ajudar cientistas e governos adesenvolverem aplicações de monitoramento de desmatamento.Os negociadores da Conferência de Cancun estavam considerando nesta reunião um acordoconhecido como REDD + para reduzir emissões de desmatamento e degradação florestal, bem comoaumentar os estoques de carbono florestal. O serviço do google pode auxiliar a resolver questõessubstanciais em torno do monitoramento, relato e verificação (MRV) dos estoques de carbono nasflorestas, ou assegurar que os esforços para reduzir o desmatamento sejam medidos de formatransparente em toda a vasta extensão de área florestal em países em desenvolvimento.O Google disponibilizará milhares de imagens de satélite através de centros de dadoscompartilhados em todo o mundo. A multinacional americana também irá liberar dez milhões dehoras de acesso (computador) à plataforma Earth Engine para países em desenvolvimento, porémdeverá cobrar por outros serviços.Fonte: Ciclo VivoData: 14/12/2010CRESCE A IMPORTAÇÃO DE FERTILIZANTES: URGE AUMENTO DA PRODUÇÃONACIONALO setor de fertilizantes registrou um forte crescimento de demanda este ano. Segundo aAssociação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), as entregas de misturadoras de fertilizantes emoutubro registraram um aumento de 18,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, totalizando3,4 milhões de toneladas. A tendência é positiva, pois denota um aquecimento do setor agrícola, maso problema é que as importações de fertilizantes aumentaram consideravelmente.As misturadoras são as empresas que fabricam o produto final, a partir da combinação dediferentes doses de nutrientes, que são derivados, principalmente, de nitrogênio, fosfato e potássio.Com o aquecimento do setor, houve um forte aumento nas importações desses fertilizantes


intermediários, atingindo 1,8 milhão de toneladas em outubro, 45% a mais que o mesmo mês em2009. Nos dez primeiros meses do ano, as importações somaram 12, 5 milhões de toneladas, umaalta de 36,8% sobre o mesmo período do ano passado.Por outro lado, a produção nacional aumentou apenas 1,7% em outubro, para 907 miltoneladas. O crescimento acumulado no ano atingiu 11%, com um volume total de 7,8 milhões detoneladas. A estimativa é de que a produção nacional representou 39% do total. O número ainda érelativamente baixo, e nos remete à necessidade da já discutida e rediscutida, mas ainda nãoimplementada intervenção estatal no setor, tradicionalmente afetado pelas flutuações dos preços nomercado internacional de fertilizantes, dada a sua grande dependência das importações.O debate sobre a criação de uma empresa estatal de fertilizantes, proposta pelo entãoministro da Agricultura Reinhold Stephanes, foi deixado de lado durante o período eleitoral, masdeve ser retomado com urgência - sob pena de perpetuar a vulnerabilidade do agropecuáriabrasileira, um dos setores mais importantes da economia nacional, às manipulações de mercado dasgrandes produtoras transnacionais de fertilizantes, como a Bunge. A criação de uma empresa estatalou paraestatal para o setor é essencial para reduzir a vulnerabilidade da agricultura brasileira aoshumores variáveis dos mercados internacionais.Pela proposta de Stephanes, mesmo que não participe diretamente da produção defertilizantes, esse novo órgão deveria ser responsável pelo gerenciamento e as definiçõesadministrativas e políticas do setor.Fonte: Alerta Científico e Ambiental, ano 17, nº 47Data: 03/12/2010WIKILEAKS CITA MINERAÇÃO DE NIÓBIO EM ARAXÁ COMO POSSÍVEL ALVO DEAssista o vídeo em: http://migre.me/30Mi5Fonte: Megaminas.comData: 07/12/2010TERRORISTASFATURAMENTO DO SETOR DEVE ULTRAPASSAR US$ 11 BILHÕESA Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) estima que o setor de fertilizantes devefechar o ano com faturamento líquido de US$ 11,2 bilhões em 2010, ante os US$ 9,7 bilhões doúltimo exercício. As entregas às revendas de todo o País devem somar 24 milhões t em 2010, anteaos 22,4 milhões do ano passado. Após a crise financeira de 2008, o setor se recuperou e uma mostra


disso são os investimentos de, pelo menos, US$ 646 milhões em manutenção e expansão da oferta,27% a mais que em 2009.Fonte: Brasil Mineral, nº 482Data: 16/12/2010ANGLO QUER VENDER COPEBRÁS. VALE MOSTRA INTERESSEA Anglo American continua querendo vender a divisão de fosfato da sua subsidiária brasileiraque inclui a Copebrás. A Vale é uma das interessadas, mesmo depois de ter adquirido os negócios daBunge no segmento.A Anglo não realizou novos investimentos nas jazidas ou minas da Copebrás, mas os projetosem manutenção foram mantidos, com melhorias de processos internos de planejamento e gestão.Dentre os projetos está a produção de produtos voltados às lavouras de soja ainda no primeirotrimestre. Em 2010, a produção da Copebrás atingiu 1,060 milhão t de insumos.Fonte: Brasil Mineral nº 482Data: 16/12/2010DNPM REGULAMENTA NOVA PORTARIAO Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) regulamentou artigo 65 da Lei12.249/2010, que dispõe sobre parcelamento de quaisquer débitos administrativos junto àsautarquias e fundações públicas federais, inclusive os de CFEM.A Lei prevê a possibilidade de parcelamento, em até 180 meses, dos débitos vencidos até 30de novembro de 2008, constituídos ou não. Tanto o pagamento à vista quanto os pedidos deparcelamento receberão descontos das multas e juros moratórios, podendo chegar a uma reduçãode até 100% dos valores acrescidos ao principal. A Portaria DNPM nº 409/10 regulamentou o trâmiteinterno dos pedidos de parcelamento e determinou que a análise das solicitações ficará a cargo daProcuradoria Federal, que irá apenas analisar o cumprimento dos requisitos da lei.Fonte: Brasil Mineral nº 482Data: 16/12/2010


RISCO DE ACIDENTES CRESCE NA MINERAÇÃOSetor teve aumento de ocorrências desde 2006, e ritmo acelerado de produçãotraz possibilidade de mais casosO aquecimento pós-crise do setor de mineração, que teve expansão de 16% na comparaçãodo terceiro trimestre de 2010 ante igual período de 2009, cria empregos e divisas para o país, mastraz o risco de crescimento no número de acidentes de trabalho. Dados do Ministério da Previdênciarevelam que, no caso da mineração de ferro, desde 2006 o número de acidentes não para deaumentar. No país, de cada dez acidentes, seis são em Minas Gerais.Na mineração de metais preciosos, o pico nos acidentes foi em 2008. De lá para cá, metaiscomo o ouro se valorizaram e motivaram projetos que vão elevar o ritmo de produção e exigir maiorrigidez no cumprimento das regras de prevenção.A atividade mineradora é tratada no Ministério do Trabalho como de risco 4, o quecorresponde ao maior nível de classificação. Pelos riscos inerentes à extração mineral, os custos paraseguir as regras de prevenção são altos.A necessidade de desembolsar dezenas de milhões de reais anualmente com segurança dotrabalho tem um peso muito alto no orçamento de uma pequena mineradora, o que induz ànegligência de regras em algumas delas. Especialistas apontam estes empreendimentos como osvilões da história, embora os grandes players do setor não estejam isentos de casos de acidentes.Os dados da Previdência revelam que, em 2008, o número de acidentes na mineração de ferroaumentou em Minas Gerais quatro vezes mais que no país. Enquanto no Brasil houve alta de 3,8%, de1.050 acidentes registrados em 2007 para 1.090 no ano seguinte, em Minas o salto foi de 15,3% -passou de 579 para 668 no mesmo período.Por causa da crise econômica, o menor ritmo de atividade no segmento a partir do últimotrimestre de 2008, até parte de 2009, poderá fazer o número de acidentes cair nos dados de 2009,que ainda não foram divulgados pelo governo. No entanto, com o crescimento acelerado do setorneste ano, atrelado sobretudo à demanda chinesa, os acidentes poderão ser mais numerosos.No caso da mineração de metais preciosos, de 2007 para 2008 foi contabilizado um avanço deacidentes em Minas, também muito superior ao da média do país. No total, os acidentes nosegmento, no Brasil, tiveram expansão de 16,6%, atingindo 470 no ano. O Estado respondeu por 128acidentes, e teve uma variação positiva frente ao ano anterior de 54,2%.De acordo com os especialistas, o salto dos acidentes no setor dos metais preciosos, como oouro, está ligado à valorização no mercado. Quando a crise financeira desajustou os negócios nasbolsas de valores, os investidores buscaram a segurança do ouro e outros metais negociados embolsas de mercadorias, elevando as cotações e impulsionando a operação das minas.Legislação é mais rigorosa no BrasilEmbora o ritmo acelerado de produção venha acompanhado de um aumento nos acidentesde trabalho, o professor de lavra subterrânea da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), JoséMargarida da Silva, observa que o risco é parte da atividade mineradora. O risco é maior quando amina é subterrânea, mas a possibilidade de ocorrer nas lavras do país o que o mundo assistiu noChile, com 33 mineiros presos em uma mina após um desabamento, é baixa.“Nossa legislação é mais rígida. Exige, por exemplo, duas entradas na mina subterrânea evários caminhos alternativos para chegar até ela. Mas o risco sempre existe na mineração”, pondera.Outro fator que colaborou para a diminuição dos riscos de acidentes é o conhecimento técnico paraexploração minerária, que aumentou muito nos últimos anos a partir do estudo da mecânica das


ochas, que consiste na descoberta de novas formas de escavação e construção de túneis paratransporte da produção.A coordenadora do programa “Mineração de segurança no trabalho”, do Instituto Brasileirode Mineração (Ibram), Cláudia Pellegrinelli, reconhece que nas mineradoras de menor porte asituação é mais grave. Segundo ela, as grandes empresas trabalham com normas internacionais,muitas vezes com técnicas trazidas de suas matrizes, além de terem uma disponibilidade financeiramaior. As pequenas mineradoras são conduzidas por famílias, na maioria das vezes, e que ainda nãotrabalham com conceitos mais modernos, como sustentabilidade. “A legislação é muito ampla ecomplexa, requer investimento em um amplo aparato de segurança”, diz.Empresas investem em prevençãoA AngloGold Ashanti Mineração vai investir diretamente em segurança do trabalho R$ 13milhões em 2010. A empresa opera minas na superfície e subterrâneas, podendo atingir uma cava de1.200 metros de profundidade, com um total de 2.111 trabalhadores nas lavras. Os recursos sãoaplicados em medicina do trabalho, equipamentos e treinamento de pessoal.De forma indireta, o volume investido em segurança envolve cifras muito maiores, conformeo diretor de Desenvolvimento Humano e Organizacional, Ricardo de Assis Santos. Todas as máquinasutilizadas nas operações possuem cabines com proteção acústica, térmica e respiratória.Embora compartilhe da ideia de que o crescimento do setor de mineração possa aumentarproporcionalmente o número de acidentes, ele destaca o avanço que o setor já conseguiu nosúltimos anos. De acordo com ele, no início da década de 90, o setor trabalhava com uma média de 45acidentes para cada milhão de horas trabalhadas. Em âmbito internacional, a mineração hoje temuma média de 6,5 acidentes por milhão de horas.A AngloGold, porém, detém taxas mais favoráveis. Em 2009, a empresa contabilizou 1,6acidentes por milhão de horas trabalhadas e, neste ano, com 9 acidentes registrados, a empresaopera com 1,3 acidentes para cada milhão de horas trabalhadas. “A meta não pode ser diferente.Buscamos zerar os acidentes”, afirma Santos.Na V&M Mineração, a aposta é no diálogo. Diariamente, os cerca de 600 trabalhadores dasminas estão expostos a riscos como detonação de explosivos, contaminação por poeira erompimento de taludes, mas a empresa desenvolveu inúmeros projetos para conscientizar otrabalhador. Para o engenheiro de segurança do trabalho da empresa, Scharmack Vieira, embora sejainvestido até além do que exige a Lei, o principal é a conscientização. “Todos os dias, antes dasatividades, temos uma conversa sobre segurança do trabalho. Isso é essencial”, diz. A V&MMineração optou por não divulgar seus indicadores de acidentes e também não informou o valor dosinvestimentos na segurança do trabalhador.China tem maior índiceO acidente com os mineiros no Chile, em outubro, chamou a atenção do mundo. Eles ficaram69 dias soterrados em 700 metros de profundidade em uma mina de cobre e ouro no Norte daquelepaís. Uma megaoperação foi organizada e teve êxito no resgate das vítimas, já que todossobreviveram.Outro caso parecido, que não teve o mesmo clamor da sociedade, ocorreu uma semanadepois do resgate dos chilenos e não teve final feliz. A mina de Pingyu, na cidade de Yuzhu, na China,teve a entrada bloqueada depois de uma explosão de gás, quando 276 homens trabalhavam em seuinterior.O número de trabalhadores mortos chegou a 37. As operações de resgate foram prejudicadaspelas 2.500 toneladas de pó de carvão que invadiram as galerias. A indústria mineradora chinesa éconsiderada a mais perigosa do mundo, com cerca de 2.600 vítimas fatais em 2009, segundoestatísticas oficiais - provavelmente, muito abaixo da realidade. Em novembro, outro acidente naChina, em uma mina de carvão, deixou mais de cem vítimas fatais.


No Brasil, o caso mais marcante ocorreu há 26 anos, em Urussanga, em Santa Catarina, e éconsiderado a maior tragédia da mineração no país. Após uma pane no sistema de ventilação damina subterrânea, o calor provocou um incêndio seguido de explosões. Houve a morte de 31mineiros a 80 metros de profundidade.De lá para cá, não houve caso parecido. Mas acidentes com dimensões menores sãofrequentes. No mês de outubro, em Congonhas, na região de Campos das Vertentes, trêsfuncionários da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) morreram em serviço. Eles trabalhavam namontagem de um equipamento de transporte de minério, quando uma peça se soltou e eles teriamcaído de uma altura de aproximadamente 20 metros.As empresas de mineração começam a ter contato mais direto com novas tecnologias quepermitem reduzir os riscos de acidentes. Máquinas com tecnologia avançada, com operaçãoautônoma, já estão em operação em alguns locais do mundo, como Chile e Austrália.Na Austrália, o investimento em novas soluções para a mineração é uma necessidade, umavez que as condições de trabalho são muitas vezes precárias. Dentro das lavras, em períodos de calormais forte, a temperatura chega a 45º e, em estações mais frias, a 40º negativos.Por este motivo, a experiência de operar máquinas de forma remota cresce no segmento. NoChile também existem experiências neste sentido.No Brasil, a Vale deverá ser pioneira. A mineradora planeja para 2011 o início de testes comcaminhões autônomos. Eles possuem uma capacidade de transporte de 240 toneladas e nãoprecisam de motorista. A mineradora já utiliza a robótica para a limpeza dos caminhões, antes damanutenção nas oficinas, e também desenvolve sistemas de telemetria e monitoramento dasmáquinas.Fonte: Hoje em DiaAutor(a): Bruno PortoData: 12/12/2010SERRA PELADA REFORÇA SEGURANÇA DE TRABALHADORES NA ÁREA DEESCAVAÇÃOPrecauções: responsáveis pela mina mantêm equipe em alerta e fazem revisõesperiódicasOs trabalhos de implementação da Nova Mina Serra Pelada ganharam mais reforço estasemana com a chegada das Road Headers, conhecidas como "Tatus de Túnel", que vão impulsionar asescavações da mina, que deve atingir 3.930 metros de plano inclinado com profundidade de 400metros. As escavações já se aproximam dos primeiros cem metros. Uma das preocupaçõesprimordiais tem sido a atenção redobrada com a segurança dos operários que trabalham direta eindiretamente na escavação e fortificação da rampa de acesso ao subsolo.O engenheiro Luiz Carlos Celaro, responsável pela implantação da mina, afirma que mantémuma equipe para garantir a segurança dos profissionais e dos envolvidos nos trabalhos do projeto demineração. A equipe contratada é composta por um engenheiro de segurança que conta com osuporte de mais cinco técnicos de segurança do trabalho, uma enfermeira, cinco técnicos emenfermagem e um médico do trabalho.Dois grandes ventiladores e exaustores já estão em funcionamento para garantir a ventilaçãono subsolo.


Os equipamentos vão entrar em atividade de forma alternada, sendo um equipamentoreserva que atuará em caso de manutenção do principal. Haverá no túnel três saídas de emergência,além da saída principal, as quais medirão três metros de diâmetro, permitindo a saída rápida dosfuncionários, caso haja necessidade. A princípio, as saídas de emergência serão de fundamentalimportância para levar ar fresco aos operários em atividade no subsolo. A primeira delas seráconstruída quando o túnel tiver alcançado 630 metros de abertura, a segunda com 1.250 metros e aterceira com 2.150 metros.Além da infraestrutura de segurança em cada fase do projeto, as orientações necessáriasserão repassadas aos trabalhadores e vão ser feitas, sempre que preciso, revisões nos procedimentosde segurança. A segurança dos visitantes também é verificada, e nenhuma pessoa que tenha acesso aárea da mina chega até lá sem estar utilizando os equipamentos de segurança necessários. Até hoje,não existem registros de acidentes de trabalho dentro da mina.Fonte: O LiberalData: 10/12/2010PAÍS GANHARÁ US$ 38 BI COM MINÉRIOReajuste do preço do minério, principal produto brasileiro de exportação, devegarantir mais US$ 9 bilhões ao saldo comercial em 2011Apenas o minério de ferro promete contribuir com US$ 9,36 bilhões a mais do que em 2010para o saldo da balança comercial no próximo ano. A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB)projeta um aumento de 32,7% das exportações do produto, para US$ 37,95 bilhões.Pelo cálculo, o preço médio do minério de ferro exportado subiria de US$ 90 por toneladaeste ano para US$ 115 por tonelada em 2011. O minério é hoje o principal produto da pauta deexportação brasileira.A projeção considera um aumento de apenas 4% nos preços em relação ao praticado noquarto trimestre deste ano. A Vale já sinalizou que a alta pode chegar a 8% apenas no primeirotrimestre. Se seguir neste ritmo, a contribuição pode ser ainda maior.O bônus das commodities para a balança comercial brasileira não vai se restringir a esseproduto. Soja, petróleo e carnes também prometem contribuir. O País deve exportar US$ 13,34bilhões em soja em grão, US$ 2,3 bilhões a mais que em 2010."As exportações de commodities refletem o que ocorre no cenário internacional. Qualquermudança pode tornar o Brasil vulnerável", diz José Augusto de Castro, vice-presidente da Associaçãode Comércio exterior do Brasil (AEB). Ele não prevê uma recuperação significativa nas exportações demanufaturados.China. O forte aumento do preço das matérias-primas está sendo provocado pela demandaasiática, principalmente da China. De acordo com o departamento econômico do Bradesco, asperspectivas para a economia chinesa se tornaram ainda mais favoráveis nos últimos meses.O governo chinês está adotando medidas para evitar o superaquecimento da economia, maspreferiu elevar o compulsório dos bancos em vez de subir os juros. A movimentação fez com osanalistas revisassem para cima suas expectativas para o avanço da economia da China em 2011. Amaioria aponta um aumento de 9% do PIB.Graças ao apetite chinês, os termos de troca, que é a diferença entre os preços dos produtosexportados e das mercadorias importadas, estão em níveis recordes no Brasil. Entre janeiro de 2009 enovembro de 2010, os termos de troca subiram 30%. "É um resultado espetacular em qualquer


cenário", disse Fernando Ribeiro, economista-chefe da Fundação Centro de Estudos do ComércioExterior (Funcex).Ele ressalta que, se não fosse esse resultado, a balança comercial brasileira teria déficit esteano. Os preços de importação, em contrapartida, estão estagnados, em razão da capacidade ociosanos países ricos, que vendem manufaturados para o Brasil.Conta corrente. Os analistas ponderam que um dos efeitos positivos do saldo comercial maisforte é aliviar a pressão sobre a conta corrente, que começa a registrar déficits expressivos. Emcontrapartida, o aumento dos preços das commodities provoca alta da inflação.As projeções apontam déficit em conta corrente entre US$ 60 bilhões e US$ 80 bilhões em2011 - entre 3% e 3,5% do PIB. A conta inclui serviços, viagens e remessas de lucros e dividendos,itens com saldo negativo forte.Fonte: Estado de São PauloAutor(a): Raquel LandimData: 17/12/2010CAZAQUISTÃO QUER CHAMAR VALE OU RIO TINTO PARA PROJETO DE COBREO Cazaquistão planeja convidar a Rio Tinto ou a Vale para desenvolver depósito de cobre naregião central do país asiático, disse o vice-ministro para indústria e tecnologia nesta terça-feira.Albert Rau, vice-ministro para indústria e novas tecnologias, disse que o braço para metais emineração do fundo soberano Samruk-Kazyna, Tau-Ken Samruk, pode convidar uma das duasgigantes de mineração para desenvolver a área em Spasskaya, na região de Karaganda, que seestende por cerca de 12 mil quilômetros quadrados.O depósito contém ouro, prata e também cobre.A Rio Tinto assinou acordo em junho com Tau-Ken Samruk para uma prospecção conjunta emineração no Cazaquistão.Fonte: O GloboData: 14/12/2010UM ANO DE RECUPERAÇÃO DE DEMANDA E APORTES NA ÁREA DE FERTILIZANTESApós as dificuldades derivadas do recrudescimento da crise financeira global, em setembro de2008, o segmento ainda teve que escoar em 2010 parte dos estoques acumulados desde então, masvoltou a ampliar os investimentos em produção e distribuição e contou com a recuperação dedemanda e preços para fechar o ano com vendas 16% superiores ao do anterior.Estimativa da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) aponta que o faturamentolíquido da indústria deverá alcançar US$ 11,2 bilhões em 2010, ante US$ 9,7 bilhões em 2009. Comonão pode fazer previsões por abrigar empresas com ações negociadas em bolsa, a Anda leva emconsideração em seu cálculo projeção da RC Consultores que sinaliza que as entregas de fertilizantes


às revendas espalhadas pelo país somarão 24 milhões de toneladas nesse ano, ante 22,4 milhões em2009.Outro levantamento da Anda que mostra o arrefecimento da ressaca da crise envolve osinvestimentos. Segundo David Roquete Filho, diretor-executivo da associação, foram identificadospelo menos US$ 646 milhões em aportes efetivamente realizados por empresas do segmento emmanutenção e expansão da oferta em 2010, 27% a mais do que no ano passado.Como nem todas as companhias responderam ao questionamento da Anda, o montante podeter sido maior, mas Roquete realça que o resultado foi apurado com grupos que respondem pelogrosso dos aportes e já é sinal de um "aumento significativo".A Anda não detalha os investimentos, a pedido dos associados, mas fontes da área destacamque mais de 80% dos aportes identificados foram de Vale e Petrobras, sobretudo a primeira.Enquanto a petroleira produz matérias-primas derivadas do nitrogênio, como amônia e ureia, amineradora investiu em nutrientes oriundos de potássio e fosfato - que completam o trio dematérias-primas vitais para a produção de fertilizantes. Como informou o Valor, a Heringer é outrafabricante que fez investimentos. A empresa concluiu em 2010 um pacote de aportes de R$ 128milhões e espera encerrar o ano com resultado líquido positivo, apesar do prejuízo de R$ 51,7milhões de janeiro a setembro.O potássio já estava no portfólio da Vale , e o fosfato voltou ao foco com a aquisição, no iníciodo ano, dos ativos mineroquímicos da divisão de fertilizantes da americana Bunge no Brasil. Com essenegócio, estimulado pelo governo federal, a Vale assumiu a Fosfertil, maior fabricante de matériasprimaspara adubos do país, em uma tomada de controle que também envolveu a compra departicipações que estavam nas mãos de outras empresas, como as múltis Mosaic e Yara e asnacionais Heringer e Fertipar.No total, a Vale investiu US$ 4,7 bilhões em aquisições para se consolidar como a nova líderdo segmento no Brasil e reforçar os planos de se tornar um dos grandes grupos globais da área. Amineradora também conta com projetos de expansão da capacidade de produção em Argentina,Canadá e Moçambique e, no total, prevê investir US$ 12 bilhões em fertilizantes entre 2010 e 2014."Foi um bom ano para o setor de agronegócios, para o segmento [de adubos] e para a ValeFertilizantes", afirma Mário Barbosa, presidente da divisão da mineradora e da Anda. Contandoapenas a estrutura que era da Fosfertil, a Vale Fertilizantes já registrou lucro líquido no terceirotrimestre, de R$ 68,6 milhões. Entre os investimentos da companhia em expansão da produção - osgastos com as aquisições não fazem parte do levantamento da Anda -, o executivo destaca uma novaoperação mineroquímica em Araxá (MG).O ano foi considerado positivo nem tanto pelo primeiro semestre, ainda de estoques maioresdo que os normais e preços pouco atraentes. Mas justamente pelo terceiro trimestre, de disparadasdas cotações de commodities como soja e milho e das vendas de insumos para o plantio desta safrade verão 2010/11.Na média de 2010, informa a Copebrás - segunda maior fabricante de matérias-primas paraadubos do país, atrás da Vale Fertilizantes -, os preços internacionais dos nutrientes que formam osadubos finais subiram cerca de 30% em relação a 2009, quando veio a "queda livre" depois dasmáximas históricas que antecederam a quebra do banco americano Lehman Brothers, em setembrode 2008. Os estoques mundiais estavam gordos mas, como no Brasil, caíram em 2010.Apesar da expectativa de aceleração da expansão da produção nacional gerada pela tacada daVale no início do ano, a dependência brasileira de fertilizantes importantes permaneceupraticamente a mesma, e com isso os preços domésticos continuaram a refletir as oscilaçõesinternacionais. Mas a valorização das commodities agrícolas garantiu uma relação de troca vantajosaao agricultor para a compra de adubos e aqueceu a demanda sobretudo a partir de setembro.Fonte: Valor EconômicoData: 15/12/2010


CRESCEM AS POSSIBILIDADES DE EXPLORAÇÃO DE TITÂNIO NO PARAGUAIAs possibilidades de explorar titânio no Paraguai "são altíssimas", é o que aponta umainformação oficial divulgada hoje após o presidente Fernado Lugo ter se reunido com o geólogo DavilLowell.Lowell é o representante da canadense CIC Resources -- uma companhia de assessoria dosetor da mineração -- e tem se destacado por suas importantes descobertas de metais em diversaspartes do mundo.Em uma recente conferência realizada na China, ele afirmou que o Paraguai contava com umadas mais importantes reservas de titânio no mundo, mais precisamente, na região do Lago de Itaipu,numa área de 185 mil hectares, na fronteira com o Brasil.Nessa nação, Lowell dirige também a filial local da empresa norte-americana, que possuiconcessão para a exploração de minerais. Ao anunciar seu achado, o empresário também disse já ter"investido milhões de dólares na região".Segundo ele, neste momento estão sendo instaladas plantas pilotos e que nos primeirosmeses do próximo ano haverá outras maiores. Para a extração, ainda segundo o titular da CICResources, seria necessário um investimento de US$ 500 milhões para obter cinco milhões detoneladas de titânio ao ano.Nesta quinta-feira, uma fonte governamental explicou que uma vez determinadas aspossibilidades reais de exploração, deve-se negociar um novo convênio com o Estado paraguaio, jáque a permissão atual é apenas para exploração.O titânio pode ser utilizado para diversas finalidades, como a fabricação de veículos,aeronaves, equipamentos, entre outros.Fonte: ANSAData: 25/11/2010TELES PIRES AMEAÇA NOVA CORRIDA DO OUROA regularização da atividade garimpeira no norte do Mato Grosso provocou uma nova corridaao ouro, uma reedição de um movimento que povoou a região nos anos 1970.Mas essa nova marcha pode ser afetada com a formação do lago da usina hidrelétrica de TelesPires, entre Mato Grosso e Pará.O problema é que o lago deve elevar o nível da água para além de 20 metros até omergulhador alcançar o leito do rio. Além dessa profundidade, o garimpo de ouro com mergulho éinviável com os equipamentos usados hoje.O direito de lavra legalizou a exploração em cerca de cem quilômetros de rio. Novos pedidosfeitos pela cooperativa de garimpeiros de Alta Floresta devem elevar ainda mais a área paramineração. A corrida deve elevar a produção mensal de ouro dos atuais 25 quilos para mais de 50 atéo fim de 2011.Segundo o presidente da cooperativa, Darcy Winter, 38, a usina pode acelerar a corrida peloouro, sobretudo nas áreas que serão inviabilizadas pelo lago.


Não é a única atividade que será afetada. A pesca comercial de grande bagres ficarácomprometida. Espécies hoje comuns no Teles Pires podem sumir.Além disso, o lago deve facilitar a ocorrência e a predominância do tucunaré, um predador.Das 303 famílias atingidas pela usina, parte vive do turismo da pesca esportiva. Algumas pousadasterão de ser retiradas, entre as quais a Portal da Amazônia. Criada a três anos, ela tem uma estruturana floresta para atender turistas de todo o país."A usina vai afetar a pousada e, se não afetar, a construção da barragem vai acabar com adiversidade de peixes que temos aqui", diz Rubens Felisberto Barbosa, 36 anos, um dos mais de 30barqueiros da pousada.Fonte: Folha de São PauloData: 30/11/2010EMPRESA VAI INVESTIR R$ 5 BI EM DUAS ÁREASA MMX, empresa de mineração do empresário Eike Batista, anunciou ontem que investirá R$5 bilhões em duas bases mineradoras em Minas Gerais, o que lhe permitirá quadruplicar a produçãode minério até 2016.O presidente da MMX, Roger Downey, informou que serão investidos R$ 3,5 bilhões na áreamineradora na região de Serra Azul (Quadrilátero Ferrífero, na Grande Belo Horizonte) e mais R$ 1,5bilhão na mina de Bom Sucesso, ainda em projeto.O plano de investimentos de Serra Azul, que começará em maio de 2011, vai contemplar oaumento da produção dos atuais 8,7 milhões para 24 milhões de toneladas ao ano. A usina debeneficiamento dará lugar a uma nova, capaz de processar a produção de minério de ferro.Os recursos garantirão toda a logística e o transporte do minério por correia transportadora até oterminal ferroviário, que fica a dez quilômetros das duas minas que a MMX possui em Serra Azul.Há um mês, a MMX fechou parceria com a Usiminas para o desenvolvimento conjunto da mina Paude Vinho, em Serra Azul, cujos direitos de mineração são de propriedade da siderúrgica.Em Bom Sucesso, no centro-oeste de Minas, a produção deverá se aproximar de 10 milhões detoneladas/ano. Lá também haverá investimento em logística de transporte e usina debeneficiamento.Fonte: Folha de São PauloData: 14/12/2010AÇÕES DA PARANAPANEMA DISPARAM 14,6% COM RUMOR DE NOVA OFERTADA VALEAs ações da Paranapanema (PMAM3) dispararam 14,67% nesta segunda-feira (13), sedestacando entre as altas em um dia positivo na bolsa brasileira. Os papéis da empresa encerraram odia valendo R$ 5,55 cada, enquanto o Ibovespa fechou com alta de 1,14%.


Os ativos PMAM3 fecharam próximos da máxima no intraday (R$ 5,56). Já o número denegócios surpreendeu ao atingir 6.040 nesta segunda-feira, enquanto a média diária da últimasemana era de 809 negócios. Os papéis movimentaram um volume financeiro de R$ 45,58 milhõesneste dia.“Não tem nenhuma novidade, só especulação de que a Vale fará uma nova oferta pelocontrole da empresa”, explicou Pedro Galdi, analista da SLW. Segundo ele, a primeira oferta – que foirejeitada em leilão pelos acionistas da Paranapanema – acabou não dando certo porque os acionistasde ambas as empresas não se entenderam sobre o preço que seria pago pela Vale.A InfoMoney tentou contato com o departamento de Relações com Investidores daParanapanema, que estava em reunião e não pôde responder se há algum motivo específico para aforte alta dos papéis. Já a assessoria de imprensa da companhia enviou uma nota ao mercado,dizendo que "a empresa desconhece qualquer ato ou fato relevante que justifique a movimentaçãodo pregão de hoje".Nova oferta?Galdi lembrou ainda que os acionistas de Vale e da Paranapanema são os mesmos: os fundosde pensão. “A Vale chegou a um preço justo de R$ 6,30 por ação, mas a Paranapanema tem diversosdireitos minerários, e isso não está avaliado, ainda estão fazendo a prospecção”.Apesar de a Vale já ter negado mais de uma vez que fará uma nova oferta, Galdi avaliou que ésim possível, especialmente se os locais nos quais a Paranapanema tem direitos minerários tiveremmateriais importantes para a gigante de mineração. “Não tem nada de concreto por hora. Masquando as pessoas querem especular, não há quem segure”.Contatada pela InfoMoney, a assessoria de imprensa da Vale afirmou que não comentarumores de mercado, e que sua posição sobre a Paranapanema segue a mesma: não será feita umanova oferta.Fonte: InfomoneyData: 13/12/2010ANNOUNCEMENTSEG Foundation Student-Dedicated Field CourseIOCG and Copper-Silver Districts of Northern ChileMarch 19 – March 26, 2011Field Course Leaders:Dr. William X. Chávez, Jr., New Mexico School of MinesDr. Erich U. Petersen, University of UtahThis is the seventh in the series of SEG Foundation-sponsored student field courses and willemphasize the geology and ore deposits of the IOCG and Cu-Ag districts of Northern Chile, including:El Guanaco (high-sulfidation epithermal), Franke Cu-Ag, Manto Verde Cu-Au (breccia-hosted), Puntadel Cobre Cu-Fe-Au, Amolanas (Lautaro) Cu-Ag (volcanic-hosted), and Mina Carola Cu-Fe-Au(structurally-controlled). The geologic setting, alteration and mineralization in each of the areas


eing visited will be reviewed, including characteristic rock and ore types as seen in drill cores, andthe geology and mineralization as exposed in open pits and underground. A detailed itinerary isposted on the SEG website at: www.segweb.org/students/SEGF-SFT-Itinerary.pdfThe field course will begin on Saturday evening, March 19 th at 6:00 pm in Antofagasta. Travelduring the field course will be by charter bus provided by the SEG Foundation. The course willconclude in Copiapó on Friday evening, March 25 th . Participants will depart Copiapó on Saturday,March 26 th , on their own schedules.The course is open to students worldwide. Course participation is limited to a maximum of 20students; selection of participants is competitive with strong preference given to SEG StudentMembers. The SEG Foundation will strive for broad geographic representation on each trip. Furtherinformation and the application form and instructions are available at:www.segweb.org/students/SEGF-SFT-AppForm.pdfUp to four professionals may accompany the course. Professionals pay a fee of US$1,500 andtheir own expenses, although travel by charter bus during the field course is provided by the SEGFoundation. Professionals wishing to participate should contact Borden Putnam of the SEGFoundation for further information: bputnam@mionecapital.comStudent field trips are organized and led by SEG members with appropriate experience andrecognized expertise in the geology of the mining districts being visited. Appropriate arrangementsare made with the mines being visited for access and to assure availability of mine geology personnelto interact with the participants.Fonte: SEGData: 09/12/2010Application Deadline: January 17, 2011Application Form: Inquiries may be directed to: studentprograms@segweb.orgALTA MOBILIZAÇÃO DE ARSÊNIO MAIS DE 200 ANOS DEPOIS DO INÍCIO DAMINERAÇÃO DE OURO NO QUADRILÁTERO FERRÍFEROA concentração de arsênio na água dos córregos entre Ouro Preto e Mariana está acima doslimites legais em todos os pontos analisados por uma equipe da Universidade de Viçosa (UFV),conforme estudo publicado na revista científica Environmental Monitoring Assessment.Os cientistas do Departamento de Química da UFV analisaram os sedimentos e as águas doscórregos da região. A concentração de arsênio na água variou entre 36,7 e 68,3 μg L−¹. Aconcentração de arsênio em todos os pontos amostrados está aumentada de 3,67 a 6,83 vezes olimite máximo permitido pela legislação brasileira para água destinada ao consumo humano, que éde 10 μg L−¹.Arsênio é um elemento extremamente tóxico. A extração do elemento dos sedimentosmostrou concentrações de arsênio e metais traço associadas com frações facilmente mobilizadas.Isso significa que o arsênio passa facilmente dos sedimentos para a água dos córregos. O métodousado nesse estudo foi o procedimento de extração sequencial em quatro estágios proposto pelacomissão do Bureau de Referência das Comunidades Européias (BCR).


O Quadrilátero Ferrífero é a região mais antiga de produção de ouro em larga escala no Brasil.A Mina do Morro Velho, por exemplo, tem mais de 200 anos. Na região, o arsênio ocorre emassociação com rochas sulfetadas contendo os minerais pirita e arsenopirita.O estudo mostra que as atividades de mineração tem sido responsáveis pela liberação dearsênio e outros metais traço (Cd, Co, Cr, Cu, Ni, Pb, e Zn) tanto para os ambientes terrestres quantopara os ambientes aquáticos da região.Fonte: Alerta ParacatuData: 19/12/2010O CONTEXTO DA LEIRegistro para futura interpretação histórica do Marco Regulatório da MineraçãoÉ natural que a lei que alterar significativamente o regime jurídico da mineração cause polêmica edemande grande esforço de interpretação, pelo menos nos anos de vigência. Para compreender osentido de algumas regras do Marco Regulatório, certamente muito esforço interpretativo serádesprendido. Não é preciso ir longe para justificar essa afirmação: até hoje o Código de Mineração de1967 provoca divergências doutrinárias. Dentre as várias espécies de interpretação (ex. gramatical,lógica, sistemática, filológica, teleológica, sociológica, etc.) deixo um registro para interpretaçãohistórica. A interpretação histórica trata de norma jurídica considerando a circunstância histórica desua elaboração. Que registro deve ser feito, então, para auxiliar os futuros hermeneutas?1. Em 2010, há intenso déficit social no país. Há brasileiros vivendo em extrema miséria; faltamlhesalimentos, educação básica, moradia digna, transporte, assistência médica eodontológica. Há clamor entre os estudiosos da mineração para que, a exemplo do queocorreu em outros países, a mineração sustentável possa se desenvolver e gerar benefícioseconômicos e sociais.2. Em 2009, o Brasil apresentou irrelevante poupança interna. Apesar de ser a oitava economiado mundo e o quinto maior país em extensão territorial – com significativa geodiversidade –recebeu apenas três por cento dos recursos mundiais aplicados em pesquisa mineral.Necessita – em caráter urgente – de atrais investimentos estrangeiros para a mineração.Portanto, o Marco Regulatório teve como intenção essencial incorporar elementos desegurança jurídic, estabilidade processual, estabilidade tributária e reforçar as garantiasdaquele que investirá no país.3. Há entendimento na doutrina de que os atos administrativos minerários – em função daespecificidade do objeto que regulam – têm natureza jurídica própria e não se confundemcom os atos administrativos clássicos de Autorização e Concessão.4. O momento em que o minerador adere ao chamado estatal para investir é o Requerimento dePesquisa, primeiro ato do processo adminstrativo de outorga. Então, o Marco Regulatório nãopode modificar os processos já iniciados sob a égide do Código de Mineração de 1967.


5. Todos os elementos para proteção do Estado e sua soberania sobre as riquezas minerais jáestão presentes na Constituição Federal desde 1988. O que falta é política mineral consistentee estrutura administrativa para seu efetivo exercício. Qualquer tentativa de interpretação queinvoque esta suposta necessidade de mais controle estatal para fragilizar o investidor e criarmais burocracia deve ser repelida.Fonte: Revista In the Mine, ano V, nº 29Autor(a): William FreireData: setembro/outubro de 2010MOVIMENTO ANTICORRUPÇÃO DA ENGENHARIA,ARQUITETURA E AGRONOMIAA prática da corrupção compromete a economia, a gestão pública e a privada, odesenvolvimento sustentável e a democracia. Segundo relatórios da Transparência Internacional,organização não-governamental reconhecida pelo combate à corrupção, estão no comérciointernacional de armas e nas relações entre o setor público e a iniciativa privada, ai incluída aconstrução, os maiores riscos de corrupção.Na iniciativa privada, empresas continuam tendo um papel destacado no pagamento depropinas a agentes públicos, membros de governos e partidos políticos, seja na forma de extorsão ouoferecidas de forma espontânea. Corruptos e corruptores são lados de uma mesma moeda.Para corrigir essa grave distorção, não basta o denuncismo. Medidas efetivas devem sertomadas com urgência para estancar a sangria de recursos, que são perdidos anualmente no Brasil eque poderiam estar sendo utilizados para redução das desigualdades sociais e na conservação doplaneta. A corrupção é um verdadeiro terremoto a devastar a vida social e a integridade dasinstituições. Os profissionais e empresas da área tecnológica brasileira têm muito a contribuir nocombate à corrupção. Em que pesem iniciativas importantes na área pública no que tange aoassunto, a sociedade brasileira carece de um envolvimento maior dos agentes econômicos daEngenharia, da Arquitetura e da Agronomia na discussão, proposição e adoção de medidas que levemao aperfeiçoamento dos processos de contratação e fiscalização de obras, projetos e serviços nessasáreas.A corrupção ameaça a qualidade e segurança das obras e serviços prestados, rebaixa direitossociais, contribui para a degradação ambiental, impede a concorrência leal, os preços justos e aeficiência no mundo inteiro. Segundo o Relatório Global de Corrupção 20091, cartéis de fixação depreços, por exemplo, causaram perdas diretas aos consumidores, com superfaturamentos superioresa U$ 300 bilhões no mundo, no período de 1990 a 2005.Para diminuir os índices de corrupção, os contratantes e prestadores de serviços na áreatecnológica, públicos e privados, diante de situações de risco de corrupção, devem buscar parceriasna sociedade civil e no Estado, por meio de organizações não governamentais, do Ministério Público,da Controladoria Geral da União e dos Estados e Tribunais de Contas. A transparência nas licitações econtratos deve, além de permitir o acesso à informação, apresentar mecanismos de controle efiscalização por parte da sociedade. Da mesma forma, em suas relações comerciais, governos eempresas devem adotar cláusulas antissuborno que impeçam a saída irregular de divisas.Empresários e profissionais liberais devem ser encorajados a abrir mão de práticas queensejam a corrupção com receio de diminuírem suas perspectivas de negócios. As empresas com


programas de combate à corrupção e normas éticas sofrem até 50% menos corrupção e estão menossujeitas a perder oportunidades de negócios do que as empresas sem esses programas. A conduta decada indivíduo é importante nesse processo de conscientização, mas não podemos reduzir oproblema da corrupção ao aspecto moral. É necessário aperfeiçoar processos, introduzindomecanismos de transparência e controle social, recompor as estruturas técnicas de planejamento,fiscalização e controle e exigir a implantação de medidas anticorrupção em cada negócio.O aparato legal existente deve ser protegido e aperfeiçoado, impedindo com rigor qualquertipo de flexibilização que abra brecha para a ameaça da corrupção. Nesse sentido, a discussão doProjeto de Lei 6.616/2009, que considera crime hediondo a corrupção praticada por agentespúblicos, merece ser apoiada por todos, bem como a transparência no financiamento público eprivado de campanhas eleitorais.Já em relação às alterações da Lei de Licitações, em discussão na Câmara dos Deputados e noSenado, consideramos indispensável que sejam incluídas: a obrigatoriedade da existência,previamente à licitação do empreendimento, de projetos técnicos completos, com nível dedetalhamento necessário, orçamentos detalhados com responsabilidade técnica claramenteidentificada e punições rigorosas para casos de comprovada corrupção. Consideramos ainda que asmodalidades de contratação de serviços e obras na área tecnológica, por sua natureza técnicaespecializada, não podem ter o mesmo tratamento das contratações de compras de bens e serviçoscomuns. Isso enseja graves riscos de distorções na qualidade e na relação custo-benefício,comprometendo desnecessariamente recursos públicos no médio e longo prazos.Cientes de suas responsabilidades com a sociedade brasileira, as organizações signatáriasabaixo lançam o presente Manifesto, comprometendo-se a envidar todos os esforços paraapresentar ao País os melhores caminhos para superar as práticas de corrupção nas áreas daEngenharia, da Arquitetura e da Agronomia, valorizando e reconhecendo relações sociais eeconômicas pautadas pela ética e pela transparência.Brasília, 08 de abril de 2010• CONFEA – CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA• CONSELHOS REGIONAIS DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA• SINAENCO - SINDICATO NACIONAL DAS EMPRESAS DE ARQUITETURA E ENGENHARIACONSULTIVA• CBIC – CÂMARA BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO• ANEOR – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE EMPRESAS DE OBRAS RODOVIÁRIAS• IBRAOP - INSTITUTO BRASILEIRO DE OBRAS PÚBLICAS• INSTITUTO ETHOS• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENGENHEIROS EM INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES• ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS ENGENHEIROS E ARQUITETOS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL• ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS ENGENHEIROS E ARQUITETOS DO BANCO DO BRASIL• PINI - SERVIÇOS DE ENGENHARIA• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENGENHEIROS DE ALIMENTOS• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO DE ARQUITETURA E URBANISMO• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENGENHEIROS AGRÍCOLAS• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO AGRÍCOLA SUPERIOR• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENGENHEIROS ELETRICISTAS• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENGENHEIROS CIVIS• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO DE ENGENHARIA• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL• ASSOCIAÇÃO DE BRASILIEIRA DE ENSINO TÉCNICO INDUSTRIAL• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENGENHARIA QUÍMICA• ASSOC. NAC. DE ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO


• ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS TECNÓLOGOS• CONFEDERAÇÃO DOS ENGENHEIROS AGRÔNOMOS DO BRASIL• CONSELHO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DE TÉCNICOS INDUSTRIAIS• FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE ENGENHEIROS DE MINAS DO BRASIL• FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE ENGENHEIROS• FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE GEÓLOGOS• FEDERAÇÃO NACIONAL DOS ENGENHEIROS AGRIMENSORES• FEDERAÇÃO NACIONAL DOS TÉCNICOS INDUSTRIAIS• FISENGE - FEDERAÇÃO INTERESTADUAL DE SIND. DE ENGENHEIROS• FEDERAÇÃO NACIONAL DOS ARQUITETOS E URBANISTAS• FEDERAÇÃO NACIONAL DOS ENGENHEIROS• INSTITUTO DE ARQUITETOS DO BRASIL• INSTITUTO BRAS. DE AVALIAÇÕES E PERÍCIAS DE ENGENHARIA• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENGENHARIA AGRÍCOLA• SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENGENHEIROS FLORESTAIS• SOCIEDADE BRASILEIRA DE METEOROLOGIA• SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENGENHARIA DE SEGURANÇAFonte: CONFEAData: 09/12/2010

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