complexidade das agendas da comunicação de risco na ... - CITA-A

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complexidade das agendas da comunicação de risco na ... - CITA-A

WORKSHOPDo envolvimento à participação:O papel da comunicaçãona gestão de riscos20 a 22 de Julho, 2011Universidade dos Açores,Angra do Heroísmo, Terceira, AçoresENTRE A PERSUASÃO E A MEDIAÇÃOComplexidade das agendas da Comunicaçãode Risco na gestão de uma pragaAna Moura Arroz, Rosalina Gabriel, Paulo A.V. Borges, Rita São Marcos e Isabel Nevesaarroz@uac.ptProjecto África AnnesAgradecimentos:Fundação para a Ciência e a TecnologiaCM de Angra do HeroísmoCM de HortaCM de Ponta DelgadaCM de Vila do PortoSRAMazoreanbiodiversitygroup


Caracterização do risco e implicações na sua gestão(Fonte: Renn, 2005, p. 16)Caracterização doconheci/. socialEstratégias degestãoInstrumentosParticipação dosinteressadosProblemas de riscoSIMPLESBaseadas na rotina:Jjuízos relativos àTolerabilidade eAceitabilidada)(Redução do Risco)‣ Aplicação de tomadas de decisão “tradicionais”:Análise de custo-benefício;Tentativa e erro;Padrões e normas técnicos;Incentivos económicos;Educação, etiquetagem, informação;Acordos voluntáriosDiscursoInstrumentalProblemas de riscocomCOMPLEXIDADEINDUZIDABaseadas naInformação sobre orisco:(Agente/Fonte do riscoe cadeia causal)‣ Caracterizar os dados e evidência disponíveis:O consenso entre especialistas é que orienta apesquisa de instrumentos:i. Método de Delphi de produção interactiva deestimativas sistemáticas baseiadas na experiênciaindependente de vários especialistas ou outrasestratégias de produção de consensos entreespecialistasii.Metanáliseiii.Construção de cenáriosResultados alimentam operações de rotinaDiscursoEpistemológicoana moura arroz, 2010Focadas noRobustecimento(Sistema de absorçãodo Risco)‣ Melhorar a capacidade de enfrentar o risco:Factores adicionais de segurançaRedundância e diversidade na concepção dedispositivos de segurançaMelhorar a capacidade de enfrentamentoCriação de organizações de elevada fiabilidade


Caracterização doconheci/ socialEstratégias degestãoInstrumentos adequadosParticipação dosinteressadosProblemas de riscocom INCERTEZAinduzidaBaseadas na Precaução(Agente/Fonte do risco)‣ Caracterização do risco: baseada emestimativas suportadas em juízos relativos apropriedades do risco como a ubiquidade, apersistência, a intensidade das potenciaisconsequências, etc.Instrumentos e normas incluem:ConfinamentoALARA (tão baixos quanto realizáveis) eALARP (tão baixos quanto possível)BACT (melhor tecnologia de controledisponível)Discurso ReflexivoFocadas na Resiliência(Sistema de absorção doRisco)‣ Promover a capacidade para lidar comsurpresasDiversidade de meios para atingir osbenefícios desejadosEvitar a vulnerabilidade elevadaFavorecer respostas flexíveisPreparedness para adaptaçãoProblemas de riscocom AMBIGUIDADEinduzidaana moura arroz, 2010Baseadas no Discurso‣ Aplicação de métodos de resolução deconflitos para chegar a consensos outolerância estratégica nos resultados daavaliação de risco e na selecção de opçõesde gestãoEnvolvimento e integração dosinteressados nas tomadas de decisãoÊnfase na comunicação e no discursosocialDiscurso Participativo(ex: recurso a mesasredondas, fóruns, blogsetc. )


Modelo de Gestão de Risco do IRGC(International Risk Governance Council)Governançado Risco• Disponibiliza um enquadramento global para avaliar e lidarcom o risco.• Estrutura de análise interdisciplinar, que integra aspectosdas ciências naturais e técnicas, económicas, sociais eculturais.• Contempla o comprometimento efectivo de todos osparceiros envolvidos (stakeholders)• Integra os 3 pilares tradicionais dos processos de análisedo risco – AVALIAÇÃO, GESTÃO e COMUNICAÇÃO, mas vaipara além deles... conjugando-os entre si numaRACIONALIDADE COMUNICATIVA


Torna central a comunicação do risco:Governançado Risco• um risco só o é se for percebido como tal e seessa decisão for objecto de difusão no contextosocial de uma problematização sobre a suaaceitabilidade, sobre as medidas para o controlare prevenir.• Uma racionalidade comunicativa implica “darvoz” a todos os stakeholders, ou seja, todos osinteressados na avaliação, gestão e/ouapreciação de uma situação de risco, que visamencontrar as melhores soluções para a mitigaçãodo risco e minimização das suas consequências


Esquema de Governança do Risco do IRGC(International Risk Governance Council)Âmbito da Gestão:Decisão e Implementação de AcçõesGestão do RiscoImplementaçãoOpções de RealizaçãoMonitorização e ControloFeedback das Práticas de Gestão doRiscoTomada de DecisãoOpções de Identificação e GeraçãoOpções de avaliaçãoOpções de evolução e selecçãoPré-AvaliaçãoEnquadramento do ProblemaAvisos préviosEsquematização de relanceDeterminação de ConvençõesCientificasComunicaçãoÂmbito da Avaliação:Formulação do ConhecimentoApreciação do RiscoAvaliação do RiscoIdentificação e estimativa do perigoAvaliação da exposição e davulnerabilidadeEstimativa de RiscoAvaliação da preocupaçãoPercepção do riscoPreocupação socialImpactos SocioeconómicosJulgamento, Tolerabilidade e AceitabilidadePonderação do RiscoEstimar e ponderar atolerabilidade e aaceitabilidadePonderar a necessidade demedidas de redução do riscoCaracterização do RiscoPerfil do RiscoAvaliação da Gravidade doRiscoConclusões e opções deRedução do RiscoFonte: Renn, 2005, p. 13


Comunicação de RiscoPrincípiosadoptados• A gestão do risco é acima de tudo um processo decomunicação bilateral entre stakeholders;• A comunicação de risco através da mediação, pretendecontribuir para um gradual aumento do poder de actuação econsequente autonomia dos actores implicados.• A CR como:– um INSTRUMENTO DE COMPREENSÃO de todo o processo de análise eenfrentamento do risco;– um INSTRUMENTO DE MEDIAÇÃO para promover tolerância, apaziguarsituações de conflito entre perspectivas diferentes, apresentar opções deresolução, e criar CONFIANÇA no sistema de gestão integrada do risco;– como um FENÓMENO em si mesmo para investigar;– como uma PROPOSTA ESTRATÉGICA com vista a atingir objectivosexplícitos de programas de intervenção.


REFERENCIAIS OPERATIVOS DOPROGRAMA SOS TÉRMITASTécnicosCidadãosConflito de interessese falta de confiança mútua=> ausência de cooperaçãoInvestigadoresDecisores


OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS:(etapa actual da CR - Covello & Sandman, 2001; Leiss, 1996)INCONTROLABILIDADE CONTROLABILIDADE Consolidar a consciência social do risco da infestação Envolver todos os stakeholders no controlo da infestaçãoatravés de uma alteração de comportamento na adopção decomportamentos de prevenção e controloFALTA DE CONFIANÇA MÚTUA CONFIANÇA MÚTUA Construir confiança mútua Partilhar responsabilidades na assumpção de compromissos(local & regional governants, researchers, techicians, citizens)


DISPOSITIVOS COMUNICACIONAIS EM IMPLEMENTAÇÃOOUTDOORSESQUADRÕES-TIMANES &ARMADILHASDIA TFORMAÇÃO EMCONTEXTOPROFISSIONALBD


Convidados aparticipar“Lugarizaçãoda CR”


Tradução da legislação em termos da compreensãoda articulação funcional entre instâncias


Mapeamento detarefas para a Gestãode Risco*TÉCNICOSCIDADÃOSREPRESENTAÇÕES SOBRE O RISCO E A SUA GESTÃO PÚBLICATERMISCÓPIO: ANÁLISE DE REDES SOCIAISREPRESENTAÇÕES: IMPACTOS DA PRAGA NOS PROCESSOS EMATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL1ª CAMPANHA DE SENSIBILIZAÇÃO:(Spots TV + Rádio, Outdoors, Direct mail, BD)AVALIAÇÃO DE IMPACTO CAMPANHASOS TÉRMITASCOMPREENSÃO DA LEGISLAÇÃO:(Guia-T Cartazes)CIMEIRAS DOS T8CAMPANHA e AVALIAÇÃO :(Esquadrões-T, DiaT)DECISORESAGRUPAI-TGESTÃOINTEGRADADA PRAGAAGRUPAI-TORGÃOS DECOMUNICAÇÃOSOCIALNÍVEIS DE ENVOLVIMENTO:PARTICIPARINFORMARCONSULTARREALIZADOEM REALIZAÇÃOPOR REALIZARCIMEIRAS DOS T8COMPREENSÃO DA LEGISLAÇÃO:(Guia-T Cartazes)SOS TÉRMITASFORMAÇÃO EM CONTEXTO PARA A ADOPÇÃO DEBOAS PRÁTICAS (Imobiliárias, Empresas de desinfestação,Construção civil, Indústria transformadora de madeiras, …)REPRESENTAÇÕES: IMPACTOS DA PRAGA NOS PROCESSOS EMATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVILREPRESENTAÇÕES SOBRE O RISCO E A SUA GESTÃO PÚBLICAEMPRESÁRIOSINVESTIGADORES*(modelo de análise criado com base em:Renn, 2005 e Rowe, 2005)


TÉCNICAS &ESTRATÉGIASDISPOSITIVOSESPECTRO DOS DISPOSITIVOS DE COMUNICAÇÃODO PROGRAMA SOS TÉRMITASEngagementdo públicoEngagementpelo públicoTERMISCÓPIOOUTDOORSSPOTSPOSTERSBDconsciencializaçãoPERSUASÃOGUIA - TSOSTERMITASDIA TFORMAÇÃO EMCONTEXTOPROFISSIONALDIRECT MAILFORMAÇÃO DE PERITOSCERTIFICADOS (SCIT)desenvolvimento decompetênciasCONSULTORIA(CRADS)CONSULTORIA(SRAM)MEDIAÇÃOCIMEIRA T8participaçãoAGRUPAI-TESQUADRÕES-TINTERVENÇÃOCOMPROMETIDA


Compromissos e dilemas metodológicosO papel daconfiançaSerá a confiança nas instituições uma peça-chave para promover acolaboração e cooperação entre as partes interessadas?Entre muitos activistas sociais a ausência de confiança e o cepticismo parecem sera principal força motriz que os impele para a acção. Como lidar com o deficit departicipação social português, supostamente atribuído à falta de confiança nasinstituições e políticos? Promovendo "acções-contra" ou incentivando aconstrução de parcerias?Resultados de investigação sobre a confiança mostram diferençasde escala consideráveis:confiança nas instituições≠confiança em peritos≠confiança interpessoal


Compromissos e dilemas metodológicosO papel daparticipaçãoA participação, a audibilidade e o empowermentrepresentarão necessariamente o propósito final quandotrabalhamos com stakeholders com estatutos e margens depoder bem diferenciadas?Constituirão finalidades, metas instrumentais e/ouestratégias para produzir mudança?Será que a complexidade, a ambiguidade e a incerteza dosproblemas sociais reclamam diferentes funções e relevânciapara a cooperação e a participação social?


RACIONALIDADES DE ENGAGEMENT DO PÚBLICO(Cass,2006)NORMATIVO SUBSTANTIVO INSTRUMENTALPROPÓSITO Fim Meio EstratégiaIDEIA CHAVEDemocracia é umvalor a perseguirA multiplicidade depontos de vista é ummeio para garantirqualidadeConseguir uma melhorposição no “jogo social”BENEFÍCIOSAumentar oempowerment e aparticipaçãoProduzir políticas epráticas melhores emais informadasFomentar a confiança paraa conquista de audibilidadee legitimização de posiçõesPONTOSCRÍTICOS• Democracia einstrumentalização•Representação erepresentatividade• Custo/ benefício• Acreditar numavontade comum a serdescoberta• Defesa automaticado concenso• Ética duvidosa docomportamentoestratégico• Retórica• Manipulação


RACIONALIDADES APLICADAS AO ENVOLVIMENTO DO PÚBLICONO NOSSO TRABALHONORMATIVOSUBSTANTIVOINSTRUMENTAL Consolidar a consciência social do risco da infestação Envolver todos os stakeholders no controlo da infestaçãoatravés de uma alteração de comportamento na adopção decomportamentos de prevenção e controlo Construir confiança mútua Partilhar responsabilidades na assumpção de compromissos Todos os stakeholders envolvidos num processo decomunicação equitativo ter em conta as agendas de todos os stakeholders empoderar os stakeholders através da progressivaautonomia


O PAPEL DA PARTICIPAÇÃO PÚBLICA E DOENGAGEMENT NO PLANEAMENTO DAINTERVENÇÃO SOCIALEPISTEMOLÓGICOOBJECTIVOS ERESULTADOS ESPERADOSMEIOSABORDAGEM PROCESSUALOPÇÕES ESTRATÉGICASTÉCNICASE DISPOSITIVOSSeleccionado por uma relação “meio-fim”A diversidade é benvindaIncomensurabilidade paradigmática inexistente


Referências BibliográficasArroz, A. M, São Marcos, R., Gabriel, R. , Borges, P. V. , Neves, I. C. & Rego, I. E. (2011, Julho).Stakeholder and public partnerships in inclusive risk governance: From involvement toparticipation and deliberation. Comunicação apresentada na Community DevelopmentInternational Conference, Fundação Gulbenkian, Lisboa, Portugal.Arroz, A. M, São Marcos, R., Gabriel, R. & Borges, P. V. (2010, Junho). United we stand, divided we fall –empowerment and commitment in the local action. A risk communication program on thegovernance of an urban termite plague in the Azores. Comunicação apresentada na Society forRisk Analysis (SRA) – Europe conference, King's Colledge, Londres, Reino Unido.Arroz, A. M., Palos, A. C., Rego, I. E., Borges, P. A. V. & Bettencourt (2007, June). Science, society,politics, and the media – Joining efforts to manage the risk of termite infestation in the Azores.Comunicação apresentada na Conference Sustainability into practice: From local to global makinga difference. Kingston University, London, UK.Cass, N. (2006). Participatory-deliberative engagement: A literature review. Working paper 1.2. of theresearch project “Beyond Nimbyism: a multidisciplinary investigation of public engagement withrenewable energy technologies”. Manchester, UK: School of Environment and Development.Extraído a 20.01.2008 de http://www.manchester.ac.uk/sed/research/beyond_nimbyism.Cvetkovich, G. & Löfstedt, R. E. (Eds.). (1999). Social trust and the management of risk. London:Earthscan.Fischhoff, B. (1995). Risk perception and communication unplugged: Twenty years of process. RiskAnalysis 15 (2) 137-145.Galdo, J. H. (2007, Maio). Pandemic communication: can social marketing and risk communication bothplay a role? Dissertação de mestrado apresentada à School of Communication, Washington, D.C.


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