Junho de 2011 Ano 5 N° 57 - Canal : O jornal da bioenergia

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Junho de 2011 Ano 5 N° 57 - Canal : O jornal da bioenergia

cana-de-açúcar financiamentodivulgação/grupo usjdivulgação/joão fariamérito do Plano Agrícola é a possibilidade de se produzir alimentoscom “sustentabilidade ambiental.”O produtor rural paraibano Raimundo Nonato Siqueira viu combons olhos o anúncio do Plano Agrícola. Ele planta cana no municípiode Santa Rita, na Grande João Pessoa (PB). “Nas últimas décadas, ofinanciamento fechou suas portas para o segmento”, avalia. Nonato épresidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan).A entidade reúne 1600 fornecedores de cana-de-açúcar associados eque abastecem as nove unidades industriais no Estado.O dirigente acredita que a linha de crédito de R$ 1 milhão irá trazerao setor novos horizontes, sobretudo ao produtor independente, que,agora, poderá renovar a lavoura e adquirir novos equipamentos agrícolas.“Sem dúvida, esse crédito trará alívio ao empresário nordestino”,comenta. Em relação ao etanol, porém, Nonato faz uma reserva: “Se ogoverno não adotar uma política específica para os combustíveis, teremosde conviver com medidas paliativas.”No dia 21 de junho, uma reunião na Comissão de Agricultura,Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural debateu o PlanoAgrícola. Compareceram, em sua maioria, presidentes de associações elíderes de entidades agrícolas. Embora reconheçam a validade da iniciativa,os produtores fizeram coro com o deputado Luis Carlos Heinze(PP-RS) e criticaram a burocracia e as exigências do sistema financeiroque podem inviabilizar a concessão dos recursos, incluindo nesse rol osplantadores de cana.“Todos sabemos que há produtores endividados porque os custos deprodução são altíssimos”, lembrou Heinze. Representantes do governoresponderam, dizendo que os proprietários rurais, agora, terão melhorescondições de crédito. Os líderes de entidades estão céticos quantoa essas condições e reclamaram da falta de flexibilidade do agentefinanceiro. Produtores da Região Sul, sobretudo do Paraná, afirmaramque se o acesso ao dinheiro tiver barreiras, o plano agrícola para osetor se tornará inócuo. “O tempo se encarregará de dar a resposta”,concluiu Heinze.Plano agrícola é visto com cautelaLiberação de linha especial de crédito de até R$ 1milhão por produtor é aplaudida, mas setor temeburocracia para liberação dos recursosRaimundo NonatoSiqueira vê novoshorizontes para oprodutor independenteGerson Carneiro Leão,presidente da CNA:"Plano irá apenasminimizar a questão dademanda pelo etanol."Carlos Alberto PachecoDe Brasília (DF)Com o objetivo de dar uma resposta convincenteàs críticas do setor agropecuárioe tranquilizar o mercado, a presidentaDilma Rousseff lançou, no dia 17 dejunho, o Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012 emRibeirão Preto (SP). Estabelecido em cinco metas,o plano objetiva o crescimento da produção deforma sustentável. Segundo especialistas, os produtoresde cana independentes exigiam do governomedidas para estancar o prenúncio de umacrise. Dilma anunciou uma linha de crédito de atéR$ 1 milhão por safra, com prazo de cinco anospara pagar, voltada à renovação ou ampliação doscanaviais. Os juros foram fixados em 6,75% apartir do primeiro empréstimo. Já as operações decusteio de todas as atividades agropecuárias tiveramseus valores unificados para R$ 650 mil porprodutor.Com o PAP, o governo espera colocar um pontofinal no problema da escassez do etanol nos períodosde entressafra, estabilizando a oferta. Em conversacom os jornalistas em Brasília, o secretário dePolítica Agrícola do Ministério da Agricultura,Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Carlos Vaz,disse que o governo sempre reconheceu a “demandacrescente de etanol em virtude da expansão doscarros flex”. Vaz acredita que, com a linha especialde crédito, haverá, de fato, estabilidade nos preçosdo combustível.Já o presidente da Comissão Nacional de Canade-Açúcarda Confederação da Agricultura ePecuária do Brasil (CNA), Gerson Carneiro Leão, oplano irá apenas minimizar a questão da demandapelo etanol. “A procura continuará maior que aoferta. Até porque o Brasil precisa processar 600milhões de toneladas de cana para atender ao consumointerno”, avalia Leão. Segundo ele, o planoveio para tentar suprir o déficit atual de 150milhões de toneladas. Leão considerou positiva aliberação de crédito de R$ 1 milhão, desde que“não haja burocracia para se obter os recursos”.O secretário de Política Agrícola não tem dúvidado novo fôlego financeiro que o PAP trouxe aosetor, possibilitando o uso de tecnologia namelhoria e na dinamização das lavouras e – consequêncianatural – o aumento da produtividade.Gerson Leão concorda com essa perspectiva, masadverte que os recursos precisam ser utilizadospara a aquisição de fertilizantes, insumos e estudosde novas variedades da cana. Na opinião doministro da Agricultura, Wagner Rossi, o principal10 CANAL, Jornal da BioenergiaCANAL, Jornal da Bioenergia 11


ventos energia eólicaInvestimentos parageração de energiaeólica aumentam e oBrasil pode se tornarum importantedestaque mundial nautilização dos ventosExpansãoaceleradaGilana NunesOrelatório Panorama de Energia Eólica Global, publicado no fimde 2008 pelo Greenpeace, revela que a energia eólica podegarantir até 10% das necessidades mundiais de energia até2020. Além disso, será capaz de gerar cerca de 1,7 milhão deempregos e reduzir a emissão global de dióxido de carbono (CO2) ematé 10 bilhões de toneladas.Hoje, o Brasil possui 51 parques eólicos em operação, que têmcapacidade instalada para geração de 1 GW de energia, marca estaatingida e divulgada em maio pela Associação Brasileira deEnergia Eólica (Abeeólica).O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social(BNDES) tem feito cada vez mais investimentos para aumentaressa matriz de energia renovável no País. Em março desse ano, adiretoria do BNDES aprovou financiamento de R$ 790,3 milhõespara instalação de novos parques eólicos.Ao todo serão nove parques, oito deles no Ceará, que terãocapacidade instalada de 211,5 MW, e outro no Rio Grande do Sul,no município de Tramandaí, que já se encontra em pleno funcionamentoe possui capacidade de 70 MW.Custos e leilõesO custo para produção da energia eólica sempre foi considerado umdos entraves para o desenvolvimento do setor. Mas esse cenário estámudando, pois o preço passou a contar a favor dessa fonte alternativa.Atualmente, a única maneira de obter licença para produção deenergia eólica é por meio de leilões realizados pelo governo, mas geradorese consumidores buscam estabelecer um mercado livre, em queeles possam negociar diretamente. Portanto, quanto mais leilões, maiora possibilidade de diminuição dos preços.A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) anunciou em maio uma listacom o cadastramento de 478 empreendimentos para o próximo Leilãode Energia de Reserva, prometido para ocorrer no mês de julho. O leilãode reserva é feito a fim de suprir a necessidade energética nos momentosmais críticos da geração de energia hidrelétrica.Dentre os projetos cadastrados para o leilão, 399 visam à construçãode parques eólicos, o que totaliza uma capacidade instaladade 10,5 mil MWs. Dos outros projetos, 61 referem-se à geraçãode energia termelétrica por meio da biomassa e 18 representampequenas usinas hidrelétricas.Nos últimos leilões de energia eólica, até agora considerada cara emrelação às outras opções, o preço para o consumidor já estava em 140reais por megawatt, o mesmo preço que o da biomassa. Percebe-se,portanto, uma valorização da energia eólica frente às outras formas degeração de energia no país. E, segundo a Abeeólica, com o aumento daslicitações, a expectativa é que a energia eólica represente 5,2 MWs namatriz brasileira até 2013.Segundo o presidente da Abeeólica, RicardoSimões, “o Brasil, por conta da crise de 2008,desponta com um dos mercados mais promissoresdo mundo”. Portanto, desde que os leilões sejamassegurados, o Brasil pode aumentar muito a suacapacidade geradora.Para Ricardo, outro ponto importante “é a instalaçãode um centro de tecnologia, para que o Brasil dominea geração eólica, combinado com a instalação de umcampo de testes de máquinas dentro das condições climáticasdo país”, já que a maioria das máquinas utilizadas sãodesenvolvidas para operar em outros continentes. “Dessemodo, a fonte eólica continuará a ter um desenvolvimentosignificativo na geração de energia limpa, renovável e nãoemissora de gases do efeito estufa no país”, afirma.Vantagens e desvantagensA energia eólica é considerada pelos ambientalistas a energiamais limpa do mundo. Além disso, está disponível emdiversos lugares e em diferentes intensidades, sendo, portanto,uma boa alternativa em relação às energias não renováveis.Mas, apesar de não utilizarem combustíveis fósseis e nãoemitirem gases poluentes, os parques eólicos tambémgeram alguns impactos ambientais. Em decorrência da instalaçãodos aerogeradores, paisagens são alteradas e pássarospodem ser ameaçados se os equipamentos estiveremlocalizados em rotas de migração.Outra desvantagem para a implementação de parqueseólicos é o custo elevado dos aerogeradores. Mas, pararealizar o investimento, é preciso pensar a longo prazo, jáque o vento, além de ser uma fonte inesgotável de energia,também não possui custo algum.Gilana Nunes é estagiária do convênio Canal/UFG-FacombEntenda o funcionamentodos parques eólicosA energia eólica é obtida através do movimento doar. É uma abundante fonte de energia, renovável,limpa e disponível em quase todos os lugares. Noprocesso de geração de energia, o vento atinge umahélice do gerador que, ao movimentar-se, gira umeixo que impulsiona a bomba.Os ventos são gerados pela diferença detemperatura da terra e das águas, das planícies edas montanhas, das regiões equatoriais e dos polosdo planeta Terra. A quantidade de energiadisponível no vento varia de acordo com asestações do ano.Além disso, a quantidade de energia quepode ser aproveitada numa região depende dascaracterísticas de desempenho, altura deoperação e espaçamento horizontal dos sistemasde conversão de energia eólica instalados.A avaliação precisa do potencial de vento emuma região é o primeiro passo e talvez o maisfundamental para o aproveitamento dorecurso eólico como fonte de energia.O que é um aerogerador?Fonte: www.ventosbrasil.comUm aerogerador consiste num gerador elétricomovido por uma hélice, que, por sua vez, é movidapela força do vento. O eixo de rotação estáconectado ao gerador de eletricidade que, com arotação em alta velocidade, gera energia. A hélicepode ser vista como um motor a vento, cujaquantidade de eletricidade que pode ser geradadepende de uma série de fatores, entre eles: aquantidade de vento que passa pela hélice; odiâmetro da hélice; a dimensão do gerador e orendimento de todo o sistema.Os ventos no BrasilNo Brasil, as regiões que possuem maior potencial eólico se encontramno Sul e no Nordeste. O Estado do Ceará é um dos que possuimaior capacidade para a geração e foi também um dos primeiros arealizar estudos para o levantamento desses dados.Considerando o grande potencial do País, confirmado atravésde estudos recentes, é possível produzir energia eólica a custoscompetitivos em relação às outras formas de geração de energiajá exploradas. Os campeões mundiais de utilização dos ventos sãoa China, seguida pelos Estados Unidos, Alemanha, Índia e Espanha.E, desde que otimize suas áreas com maior potencial, o Brasiltambém pode vir a fazer parte desse ranking, pois, atualmente, jáé o 6° país que mais recebe investimentos em energia limpa, boaparte deles destinados à produção de energia eólica.14 CANAL, Jornal da BioenergiaCANAL, Jornal da Bioenergia 15


Articulação AlimentosGoiás quer aumentar produçãoCrise alimentar mundial abreportas para o agronegóciogoiano, que começa a estudar ascadeias produtivas em busca doaumento da produçãoIgor Montenegro apresenta o Projeto ConstruindoJuntos o Futuro do Agronegócio em Goiásfotos: divulgaçãoOrelatório semestral “Food Outlook” da Organização das Nações Unidas(ONU) mostra um cenário alarmante para a população mundial: uma crisealimentar que deve afetar o mundo nos próximos anos. De acordo com aentidade, nos últimos 50 anos a população urbana triplicou. Nesse período,o consumo de grãos aumentou 185% e o de carnes 433%, enquanto a área destinadaà produção agrícola expandiu apenas 11%. A diferença entre consumo eprodução é uma das maiores responsáveis pelo aumento dos preços da maior partedos produtos agrícolas de base, além dos fenômenos climáticos. E o agronegócio secoloca no centro das discussões para a saída deste impasse como uma soluçãoviável para o aumento da produção de alimentos e energia, tendo como celeiroprodutivo o Brasil, em especial Goiás.No último dia 3 de junho, a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG),em parceria com o Fórum Empresarial Goiano, governos estadual e federal e asprincipais universidades do Estado, lançaram o projeto Construindo Juntos o Futurodo Agronegócio em Goiás, que dá continuidade às ações do Mapa Estratégico daIndústria Goiana – Goiás 2020, elaborado pela FIEG em 2010. O projeto prevê oestudo das cadeias produtivas do agronegócio com a construção de um diagnósticoestratégico desdobrado em metas, objetivos, indicadores e planos de ação. Oobjetivo principal é avaliar as possibilidades de adensamento das cadeias produtivasdo agronegócio e sugerir um conjunto articulado de medidas estratégicas de açãoa serem implementadas nos próximos anos com foco no aumento da produção.O estudo das cadeias produtivas do agronegócio será realizado em duas etapas,de acordo com o coordenador do projeto, Igor Montenegro. Em 2011, serão estudadasas cadeias do setor sucroenergético (açúcar e etanol), grãos, carnes e laticíniose, em 2012, grãos e fibras, alimentos e bebidas, algodão, florestas plantadas,fertilizantes e máquinas agrícolas. “Escolhemos cadeias produtivas prioritárias paraa economia do Estado, com vistas à elevação do valor agregado da produçãoagroindustrial de Goiás”, afirmou Montenegro, que também é diretor de RelaçõesInstitucionais do Grupo USJ e presidente do Conselho do Agronegócio da Fieg.Plantas de cobertura cana-de-açúcarOpção natural para ocultivo orgânicoAutilização de algumas leguminosas comocobertura viva nas entrelinhas das lavouras decana é uma opção vantajosa de controle de plantasdaninhas em plantações destinadas à produção deaçúcar orgânico, já que, nesse caso, o uso de herbicidasquímicos não é considerado adequado.A alternativa se mostra ainda mais interessantequando não se pode fazer o controle com a utilizaçãode máquinas. "Além de proteger a superfície, aadubação verde melhora a qualidade do solo", afirmaa pesquisadora da Embrapa Cerrados, ArmindaMoreira. A adubação verde é uma tecnologia quecorresponde ao uso de espécies vegetais (adubosverdes/plantas de cobertura) em sucessão, rotação ouem consórcio com as culturas. "O objetivo é buscar aproteção da superfície, bem como a manutenção e amelhoria da qualidade físico-hídrica, química ebiológica do solo, em todo seu perfil", explica.Com a intenção de analisar as melhores opções deespécies vegetais que poderão ser utilizadas com esseobjetivo, técnicos da usina Goiasa, localizada emGoiatuba (GO), estão em contato com pesquisadoresda Embrapa Cerrados, unidade da Empresa Brasileirade Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Eles já visitaramos campos experimentais da Unidade, localizados emPlanaltina (DF), e conheceram diferentes espéciesvegetais que podem ser utilizadas como plantas decobertura. "Estamos buscando plantas semi-perenesque possuem crescimento rápido e tenham portemais baixo, para que não abafem a cana", afirmouWellington Pereira, da Goiasa.De acordo com a pesquisadora, dentre as plantas decobertura pesquisadas na Embrapa Cerrados, algumasespécies possuem essas características, como: tolerânciaao estresse hídrico, elevada produção de biomassa,fixação biológica de nitrogênio (FBN), ciclagem eficientede nutrientes, proteção do solo contra erosão econtrole de plantas invasoras. "Espécies vegetais comciclos perenes ou semi-perenes facilitam os cultivos emconsórcios com cana-de-açúcar", explica. Segundo ela,as plantas de cobertura que mais atendem aos requisitossolicitados para o consórcio com cana são o Feijãobravo-do-ceará,Crotalária anagiróide, Tefrósia cândida,Arachis pintoi. (CANAL com Embrapa Cerrados).Características das plantasu Feijão-bravo-do-ceará: leguminosa de ciclolongo (semi-perene), tolerância ao estressehídrico, controle de plantas invasoras, FBN eeficiência na ciclagem de nutrientes,principalmente, nitrogênio, pela FBN eincorporação de biomassa. O ciclo longopermite a manutenção de cobertura verde naárea durante maior período, a elevada capacidade derebrota e o sistema radicular bastante profundo tornam essaplanta muito eficiente na absorção de água e ciclagem denutrientes. Porém, deve-se ter o cuidado para que essaespécie vegetal não se torne uma planta invasora e, devidoao hábito de crescimento indeterminado, prejudique ocrescimento, manejo e colheita da cana-de-açúcar. Aprodução e aquisição de sementes também podem limitaro uso dessa planta de cobertura.u Crotalária anagiróide: leguminosa de cicloanual com elevada capacidade de controlarplantas invasoras e muito eficiente na FBN. Énecessário realizar sua semeadura anualmentenas entrelinhas da cana-de-açúcar. Possui bomrendimento de sementes.u Tefrósia cândida: leguminosa perene comelevada capacidade de controlar plantasinvasoras e muito eficiente na FBN. Seumanejo deve ser realizado por meio de podaspara que não ocorra competição com a culturade cana-de-açúcar.u Arachis pintoi: é uma leguminosa perene, que sepropaga através de semente, estolão ou coroa comparte da raiz. Possui elevada capacidade decontrolar plantas invasoras, eficiente na FBN epromove boa cobertura do solo. O Arachispintoi é uma espécie nativa dos Cerrados doBrasil, adaptada aos solos ácidos e de baixafertilidade, possui características como altaprodução de forragem de boa qualidade, altacapacidade de fixar nitrogênio e boa tolerância aosombreamento, características importantes para o consórcio.Governador Marconi Perillo, ao lado do presidente daFieg, Pedro Alves de Oliveira, assina protocolo deintenções: parceria e apoio ao projetoGoiásEle ressaltou que, em estudo da Organização para Cooperação e DesenvolvimentoEconômico (OCDE) e Organização das Nações Unidas para Agricultura eAlimentação (FAO), o Brasil é apontado como uma grande fronteira agroindustrialno planeta. “Esta pesquisa indica que o nosso País precisa aumentar em pelomenos 40% a produção agroindustrial até 2019”, reforça o presidente doConselho do Agronegócio da FIEG.De acordo com Montenegro, esse cenário apresenta grandes oportunidades parao desenvolvimento sustentável de Goiás, pelas riquezas do Estado, um dos líderesde exportação mundial de commodities do agronegócio. “Nas próximas décadas, omundo passará por uma profunda mudança. Crescimento da população em mais de2,2 bilhões de habitantes, aumento da população urbana, que chegará a 6 bilhõesde pessoas, e um forte incremento do PIB dos países em desenvolvimento. Essesfatos contribuirão para o grande aumento da demanda por alimentos”, explica IgorMontenegro.O lançamento do Construindo Juntos o Futuro do Agronegócio em Goiás contoucom a presença do governador do Estado, Marconi Perillo, que assinou um protocolode intenções para desenvolvimento de parceria e apoio ao projeto junto aopresidente da Fieg, Pedro Alves de Oliveira. O governador ressaltou durante seupronunciamento a importância da preocupação com o desenvolvimento sustentávelgoiano por parte da entidade e afirmou que o projeto “é um plano ousado e queleva em consideração a necessidade de parcerias entre o setor público e o setorprivado para o desenvolvimento do Estado”. O evento contou ainda com a palestraCenários e Perspectivas do Agronegócio, com o consultor José Carlos Hausknecht.16 CANAL, Jornal da BioenergiaCANAL, Jornal da Bioenergia 17


cogeração investimentosEficiênciamáxima emenergiaCrescem investimentos emtecnologia e em formasde transmissão daenergia produzida nasusinas sucroenergéticasFernando Dantas“Na natureza, nada se cria, nada seperde. Tudo se transforma”. Essa clássicafrase dita por Lavoisier, consideradoo pai da química, tem sido bemaplicada no setor sucroenergético. O melhor exemploé o aproveitamento da palha e do bagaço decana-de-açúcar para gerar energia térmica, mecânicae elétrica. Esse processo de transformação,conhecido como cogeração de energia, não énenhuma novidade no segmento, por se tratar deuma prática utilizada há anos pelas usinas paraatender a demanda interna de energia, aumentar aeficiência industrial e reduzir custos.O que vem mudando nesse cenário é que asindústrias têm percebido que é possível, além decortar gastos, obter renda a partir da comercializaçãodo excedente de energia. Aliado a essa percepção,se desenha um panorama favorável, já que oBrasil precisará de muita energia elétrica nos próximosanos, elevando a necessidade de fontes alternativaspara suprir a demanda. Previsões do PlanoDecenal de Energia (PDE), elaborado pela Empresa dePesquisa Energética (EPE), órgão do Ministério deMinas e Energia, são de que a demanda por energiaelétrica no País chegará a um crescimento acumuladode 140% entre 2002 e 2020.Para aumentar a oferta de energia renovável, asusinas ligadas ao setor têm buscado investir cada vezmais em tecnologias, como caldeiras de alta pressão,turbinas e geradores, enquanto entidades tentamresolver alguns gargalos, como as linhas de transmissão.É o que tem feito o consórcio TransenergiaRenovável, integrado pelas companhias Furnas(49%), Delta (25,5%) e Fuad Rassi (25,5%). A entidadeobteve a concessão para exportar a energia produzidapor usinas do setor sucroenergético da regiãoSudoeste de Goiás em leilão da Aneel em 2008.O primeiro trecho do sistema de escoamento daenergia produzida pelas usinas de biomassa emGoiás e Mato Grosso já está funcionando. São aslinhas de transmissão Barra dos Coqueiros –Quirinópolis (230 kV) e Quirinópolis-Boavista (138kV). As duas linhas já energizadas transportarãocerca de 70 MW, cada, já descontada a energia consumidapelas usinas.As linhas de transmissão que, juntas, somam 68quilômetros de extensão, vão integrar um sistemaque prevê um total de 13 novas linhas, com extensãode 600 quilômetros (redes básica e auxiliar), a construçãode cinco novas subestações e a ampliação deoutras 12 na região. As obras, que serão concluídasem 2012, vão custar cerca de R$ 300 milhões. Depoisde pronto, esse sistema acrescentará cerca de 300megawats ao Sistema Interligado Nacional (SIN),aproximadamente a capacidade instalada de umahidrelétrica do porte da UHE Corumbá 1 (GO).Até julho, mais uma linha que integra o trecho, aQuirinópolis – UTE Quirinópolis (138 kV), com 38quilômetros, será energizada. Das cinco subestações,todas em Goiás, a de Quirinópolis já está operando eas outras quatro encontram-se em construção.Nas indústriasA demanda por energia e a possibilidade deaproveitar resíduos para cogeração têm contribuídopara o crescimento do número de usinas queestão aptas a exportar energia para a rede elétrica.Atualmente, de quase 450 usinas em operação noPaís, 100 podem comercializar o excedente no mercadopor meio de leilões. A capacidade está empouco mais de 6 mil MW, com 1.110 MW médiossendo exportados, que representam 2,5% do consumonacional. Para se ter uma ideia desse avanço,em 2001, ano do racionamento de energia, haviacerca de 120MW de potência instalada no setor.O Grupo São Martinho anunciou em agosto de2010 a aprovação da primeira fase do projeto decogeração na Usina São Martinho, localizada nomunicípio paulista de Pradópolis. As obras jáestão em andamento. O investimento total destaetapa é de R$ 173 milhões e significará a geraçãode um excedente de energia para comercializaçãoque totalizará cerca de 244.000 MWh a partir dasafra 2013/14.O valor do investimento está sendo utilizadopara a compra de uma caldeira de alta pressão,turbo gerador de condensação e adequações naplanta para viabilizar a instalação do projeto. Seráutilizada na caldeira a tecnologia leito fluidizadoborbulhante, fornecido no Brasil pela HPB-Simisa.Já a Usina Boa Vista, situada no município goianode Quirinópolis e que integra a Nova Fronteira,empresa resultante da parceria entre o Grupo SãoMartinho e a Petrobras, recebeu investimentospara atingir a capacidade instalada de 80 MWh ecomercializar um excedente de 63 MWh.O Grupo Cosan, um dos maiores produtoresmundiais do setor sucroenergético, inaugurou emmarço deste ano, em Caarapó (MS), nova plantade açúcar e etanol. Com investimentos de, aproximadamente,R$530 milhões, a usina realizará acogeração de energia elétrica proveniente dobagaço e da palha da cana, com capacidade atualinstalada de 76 MW, o suficiente para abasteceruma cidade de 500 mil habitantes. A unidade deCaarapó possui um contrato bilateral de venda deenergia, com a comercialização prevista de 143mil MWh anuais.divulgação/grupo usj18 CANAL, Jornal da BioenergiaCANAL, Jornal da Bioenergia 19


Redução de ICMSsobre equipamentosde cogeraçãoTurbina, elo do processo que garante maior eficiênciaJunto às caldeiras e os geradores, a turbina éhoje uma das peças fundamentais que ajudam amovimentar a engrenagem do setor de cogeraçãode energia. Atentas a esse mercado crescente,empresas em todo o Brasil estão se especializandona fabricação do equipamento para ofereceràs indústrias novas tecnologias e quealcancem maior eficiência.Um exemplo é a TGM, maior fábrica de turbinase redutores da América Latina, que tem sedeem Sertãozinho (SP). A empresa atende 500clientes por ano, o que representa 60% da geraçãoe cogeração do setor sucroenergético.Segundo o coordenador de Marketing da TGM,Adalberto Marchiori, houve maior procura porturbinas nos meses de abril a junho e a tendênciaé de continuidade.Esse crescimento se explica porque a turbinaé elo-chave no processo de cogeração de energia.A partir de uma única fonte (caldeira), aturbina produz energia térmica para processosindustriais como cozimento, secagem, aquecimentoe energia mecânica na ponta do eixo,onde é possível acoplar tanto geradores de eletricidade,quanto equipamentos mecânicos deprocesso – bombas, picadores, moendas, compressores,ventiladores etc.A turbina também é essencial no sistema debalanço térmico equalizado, ou seja, para não deixarfaltar ou sobrar energia térmica no processo, consideradoum dos desafios das unidades que cogeramenergia. “O equipamento fornece vapor ao processoe pode ser utilizado simultaneamente para elevar aeficiência do ciclo por meio de sangrias intermediárias.Assim, há o aumento da eficiência do ciclotérmico através da redução de consumo de combustívelna caldeira”, garante Adalberto.A TGM oferece no mercado as turbinas dereação, que vêm se tornando diferenciais emtodos os segmentos de mercado devido à flexibilidadeoperacional, assim como devido aosganhos de eficiência de termodinâmica. “Novossistemas de monitoramento também estão cadavez mais modernos, permitindo controles maisprecisos e seguros”, ressalta. O valor de investimentopode variar de acordo com o tamanho doequipamento, aplicação e escopo do fornecimento.“Porém, em geral, pode variar de algunsmilhares de reais a mais de R$ 20 milhões dereais, somente a turbina”, afirma.fotos: divulgação/grupo usjComo a turbina funcionau É constituída basicamente por uma carcaçafabricada em aço fundido (parte fixa) e por umrotor (parte girante), onde são montadas aspalhetas, as quais constituem o canal de vapor(ou canal termodinâmico).u O vapor é admitido na turbina advindo dacaldeira e flui por este canal, tendo sua pressãogradualmente reduzida até que chegue napressão requerida pelo processo (extração/tomada e/ou escape da turbina). Este rotor ésuportado por mancais de deslizamento,permitindo ao mesmo tempo girar em funçãoda passagem do vapor pelas palhetas.u A admissão do vapor na turbina é controladapor válvulas que se abrem ou se fecham emfunção da variação da carga no eixo (quando épreciso produzir mais energia, é preciso de maisvapor, assim as válvulas se abrem e vice-versa).u Existem sistemas auxiliares quecomplementam o conjunto, tais como o sistemade lubrificação e o sistema de controle,tubulações, instrumentos e sistemas demonitoramento, dentre os mais importantes.fotos: divulgação/tgmDurante o Ethanol Summit 2011, eventorealizado em junho na capital paulista, ogoverno do Estado de São Paulo zerou oImposto sobre Circulação de Mercadorias eServiços (ICMS) para bens de capital utilizadosem cogeração de energia elétrica feitapela queima do bagaço de cana. De acordocom o governador, Geraldo Alckmin, a medidaserve como incentivo para que o setorretome investimentos praticamente congeladosdesde a crise de 2008. "O Estado hojeexporta (produz excedente de) 660 MW deenergia, mas esse volume poderia chegar a5.500 MW se houvesse mais investimento,mais eficiência", disse o governador. "Emvez de pagar ICMS e receber o crédito em 48vezes sem correção, estamos falando paraque se invista em energia," acrescentou. Aalíquota do ICMS para o tipo de equipamentoque está sendo favorecido era de 25%.Geraldo Alckmin explicou que o governonão vai deixar de arrecadar, porque o impostojá era devolvido: a isenção direta vaiajudar e facilitar os investimentos no setor.Dados do governo paulista mostram que oEstado, que gera 660 Megawatts (médios)de energia exportável, poderá passar a gerar5.500 MW em 2020.Segundo a presidente da Associação dosProdutores de Açúcar, Etanol e Energia(Biocana), Leila Alencar Monteiro de Souza,a medida serve de incentivo para que osetor resgate os investimentos que foramminimizados na crise de 2008, assim comoos valores pagos pelo governo nos leilõesde energia, que não compensam os custosde aquisição de equipamentos específicos ereforma de plantas industriais. “Com estadecisão, alguns empresários paulistas estudamnovo ciclo de investimentos em cogeraçãoe vêem na comercialização da bioenergiaa possibilidade de incrementar asmargens de lucro da indústria, além decontribuir com a pauta da sustentabilidadee da consolidação do setor na matriz energéticanacional”, destaca.20 CANAL, Jornal da BioenergiaCANAL, Jornal da Bioenergia 21


extração tecnologiasDifusorcomeça a ganhar espaço nas usinasmaioria das usinasbrasileiras ainda utilizamoendas para extrair ocaldo da cana, mas oprocesso de difusãocomeça a ganhar espaçonas novas plantas. Saibaquais são as vantagens edesvantagens dos doismétodosÉber Tostes, gerentede Açúcar e Etanolda SermatecRhudy CrysthianAextração do caldo da cana consiste naseparação do bagaço feito por meio dedois processos: moagem ou difusão. Omodelo brasileiro utiliza, predominantemente,moendas para extração do caldo. Nãoexiste um número atual, os dados mais recentessão de 2005 e mostram que mais vde trezentasusinas e destilarias em operação no país, naquelaépoca, utilizavam moendas para extrair o caldo.Apenas cinco faziam uso de difusores.Segundo o engenheiro e gerente de Açúcar eEtanol da Sermatec, Éber Tostes, o difusor extraimuito mais caldo e recupera metade do açúcar perdidoem uma moenda com a mesma capacidade deprocessamento. Ele explica que o difusor é um aparelhomais avançado, que desempenha as mesmasfunções da moenda, mas com capacidade de obtermaior eficiência na extração.Na extração por moagem, a separação é feita porpressão mecânica dos rolos da moenda sobre o colchãode cana desfibrada. Na difusão, a separação éfeita pela lavagem da sacarose absorvida no colchãode cana. O que se espera de um conjunto de moendasé que seja processada a quantidade desejada de canacom a maior extração possível, ou seja, o processo nãodeve ser interrompido ou ter variações frequentes porculpa da moenda.Há cerca de 10 anos, porém, o difusor foi aperfeiçoadoe sua utilização cresceu. Hoje, uma vertentede usineiros mais modernos acredita queessa tecnologia pode se tornar uma grande tendênciapara o futuro. Segundo o engenheiro daSermatec, esta tecnologia possui muitas vantagens,entre elas a eficiência maior – 2% ou 3%acima da moenda – , não exige manutenção e temcusto operacional baixo.A grande vantagem apresentada pelos entusiastasdo uso do difusor é a capacidade de extração, quepode chegar a quase 99% em alguns casos.PotênciaDe acordo com Tostes, para uma mesma capacidademáxima de processamento, um difusor consome apenas258 cv de potência para cada 1.000 toneladas processadas,enquanto uma moenda convencional consome 648cv, respectivamente, consumindo 2,5 vezes mais que osistema por difusor. “A diferença de potência consumidae instalada entre um difusor e uma moenda é maiornuma moenda”, diz o engenheiro.O difusor exige menor consumo de energia mecânica,mas para atingir altas extrações precisa de maiorestaxas de embebição, se comparadas com os índicesverificados nas moendas. Nesse aspecto, a moenda semostra mais versátil. Tanto a moenda como o difusorexigem um sistema de preparo pesado para proporcionarum alto grau de extração. Mas, no Brasil, baseadosna prática, os especialistas acreditam que, paralinhas de moenda, um mínimo de seis ternos apresentamresultados satisfatórios.CustosOs custos de instalação do difusor e da moendasão equivalentes, o que já não acontece comos gastos verificados nos trabalhos de manutenção.Neste caso, o difusor leva vantagem. Amanutenção do difusor é muito mais barata epode ser feita na própria usina. “Não precisa termáquinas ou funcionários especializados”,defende o especialista.A manutenção total de um difusor, além de serpraticamente feita pelo pessoal da própria usina, temcusto até 30% inferior ao da manutenção de umamoenda de mesma capacidade. Só os componentes eos rolos do terno de moenda de secagem, praticamente,retornam ao fabricante ou a terceiros paramanutenção.De acordo com o engenheiro da Sermatec,depois de instalados na capacidade máxima deprocessamento, um difusor tem uma flexibilidadeoperacional muito maior que uma moenda,podendo trabalhar de 33% a até 100% acima dacapacidade máxima de processamento instalada.“A velocidade variável dos ternos de uma moenda,mantendo uma ótima extração, só permite pequenasalterações, cerca de 15%, na capacidade deprocessamento. E menos ainda quando se encontraoperando em sua capacidade máxima.”ProdutividadeÉber Tostes explica que o caldo extraído pormeio do difusor, além de mais aquecido e comtemperatura sempre acima de 65°C, é muito maislimpo que o caldo extraído na moenda. “A maiorparte das impurezas existentes na cana ingressadae desfibrada na indústria, quando processadasno difusor, é eliminada do caldo por ficar retida(filtrada) no colchão de bagaço que sai do difusor.Para o engenheiro, o bagaço produzido pelodifusor mantém praticamente as mesmas característicasda cana desfibrada.Éber Tostes também explica que, para grandesalterações da capacidade da moenda, apenas a variaçãoda velocidade dos ternos não é suficiente, devido àgrande perda na extração. Para que a extração sejamantida é necessária a troca de todas as bagaceiras dosternos e uma nova regulagem de abertura dos rolos eda bagaceira nova de cada um dos ternos. “Isto éimpraticável durante a safra”, alerta.Empresa defende as duas tecnologiasEspecializada no fornecimento de equipamentospara o setor sucroenergético, a Brumazi é uma dasúnicas empresas no País a fornecer os dois sistemas deextração do caldo. “Em uma análise um pouco maiscriteriosa, podemos afirmar que, em nível de extraçãoe investimento, os dois sistemas estão bem próximosdevido ao seu ciclo evolutivo/tecnológico. E existemdiversos fatores que devem ser analisados ao adquiriro equipamento de extração, como investimento inicial,manutenção, localização/região, tecnologia, flexibilidadee perspectiva de produção da usina”, comparao diretor-presidente da Brumazi, Marcos Fávero.Ele conta que, ao longo dos anos, estes doissistemas de extração passaram por evoluções tecnológicasque fazem a diferença para o mercado.Fávero garante que os difusores produzidos hojeno mercado proporcionam menores custos de operação.“As melhorias técnicas e os conhecimentoscolhidos nos últimos anos têm feito com que osetor busque cada vez mais eficiência na produçãoe redução nos custos de manutenção em todas asfases do processo”, defende.Mas Fávero concorda que, com o difusor, aextração de sacarose da cana tem resultados maiseficientes e o consumo de energia e manutençãoé reduzido, aliando alto desempenho no rendimentoe economia nos custos de produção.UsinasRecentemente, a Brumazi forneceu para aBunge, Unidade Pedro Afonso (TO), o sistema deextração por difusor, com capacidade de 12 miltoneladas de cana processada e terno de moendapara secagem do bagaço de 46''x 84''. Estes sistemasserão instalados na unidade da empresa queestá sendo construída no Tocantins.Com capacidade de processar 15 mil toneladas decana por dia e com projeto para duplicar este númerofuturamente, a unidade entrou em funcionamentoeste ano. A Usina Cevasa, de Patrocínio Paulista (SP),adquiriu da Brumazi sistema de extração por difusore um terno de secagem para o bagaço de 42'' x 72''.Estes equipamentos têm a capacidade de processar8,5 mil toneladas de cana por dia.Fávero afirma que, independentemente de aescolha ser pelo sistema mais tradicional ou pelomais moderno, os clientes encontram boas soluçõesno mercado. “As duas opções são eficientes.”Vantagens do uso de Difusoru Maior continuidade nos resultadosoperacionaisu Risco de infecções mais baixosu Economia de energiau Custos operacionais reduzidosu Assistência técnica 24 horasu Facilidade nos ajustes periódicos dosdesgastes naturaisVantagens do uso de Moendau Tecnologia de moagem avançadau Eficiência com elevadas moagensu Melhor aproveitamento de camisasu Assistência técnica 24 horasu Montagem e desmontagem facilitadasu Facilidade nos ajustes periódicos dosdesgastes naturaisMarcos Fávero, diretorpresidenteda Brumazifotos: divulgação22 CANAL, Jornal da BioenergiaCANAL, Jornal da Bioenergia 23


pragas cana-de-açúcaretanol nova tecnologiaMinidestilarias sustentáveisParceria possibilita a criação das mini-usinas para produção de etanolfotos: divulgaçãoCiclo de vida das cigarrinhasControle da cigarrinha em canaviaisAssociação inicia produção de fungo para controle biológico da pragau As cigarrinhas são insetos de hábitos noturnos,voadores de pouco alcance, mas muito ativos. Após oacasalamento, as fêmeas depositam seus ovos napalhada e, principalmente, na subsuperfície do solo,em reentrâncias próximas à base das touceiras. Osadultos vivem cerca de 15 a 20 dias e uma fêmea põeentre 50 e 60 ovos.u Os ovos, no período seco, ficam em diapausa, comemergência das ninfas somente no início do períodoúmido. Em condições de temperatura e umidadeelevadas, as ninfas emergem dos ovos cerca de 15 a 20dias após a postura, dirigem-se às raízes, de ondesugam grande volume de seiva. Em condições deumidade e temperatura elevadas, o ciclo evolutivocompleto é de 45 a 60 dias.Fonte: Luis Pereira da Silva – Análise do Controle Químico eBiológico da Cigarrinha da Raiz em Cana-de-açúcar.Gilana NunesAAssociação dos Fornecedores de Cana dePernambuco (AFCP) passou a produzir umaespécie de fungo especial para controlebiológico da cigarrinha nos canaviais. Omaterial será distribuído gratuitamente para os produtoresassociados e também vendido para usinas eprodutores não filiados à AFCP.A espécie produzida é a Metarhizium Anisopliae.A associação possui um laboratório com capacidadepara gerar até mil quilos do fungo por dia. A produçãodeve ser maior nos períodos que antecedem asestações chuvosas, pois a proliferação da cigarrinhaaumenta muito nesse período. Segundo o vice-presidentee diretor técnico da AFCP, Paulo Giovanni, opreço do quilo do fungo é de R$ 6,50 e este deve serarmazenado e transportado em recipientes devidamenteclimatizados.Inicialmente, a produção está sendo realizadapara atender regiões mais próximas, mas Paulo afirmaque a Associação pretende comercializar a espéciemediante solicitação. “Já fornecemos, inclusive,para algumas fazendas em Goiás.” Ele afirma, ainda,que, além de ampliar a venda do fungo para outrosEstados, a Associação pretende utilizá-lo tambémem outras culturas, a exemplo das pastagens.Controle biológicoOs danos mais graves ocasionados pela cigarrinhaocorrem quando ela está em sua forma jovem, poisé nesse período que ocorre a extração de grandequantidade de água e nutrientes das raízes. Os sintomasnas plantas são colmos menores, mais finos ecom entrenós mais curtos.E, quanto mais a praga se prolifera, piores as consequênciaspara o canavial. Os colmos se tornamcada vez mais desnutridos e desidratados, as folhasinicialmente vão ficando amareladas e depois secampor completo, podendo levar a planta à morte. Ocanavial fica com um aspecto seco, como se estivessequeimado. Portanto, a cigarrinha pode trazergrandes prejuízos ao produtor, já que ela ocasionauma diminuição na produtividade da lavoura.O controle biológico dessa praga através da utilizaçãodo fungo da espécie Metarhizium Anisopliae,se dá por meio do parasitismo. O fungo se alimentada cigarrinha e começa a atuar em cinco dias após asua aplicação no campo.Segundo Paulo Giovanni “é recomendada a utilizaçãode dois quilos do fungo por hectare, pulverizadosjuntamente com 200 litros de água e espalhanteadesivo”. Ele ainda acrescenta que “o controle é maiseficiente se realizado no início da infestação, quandoa praga ainda está no estágio de ninfa”. Depois daaplicação, a partir de 15 dias, já podem ser observadosresultados positivos na lavoura.Paulo Giovanni relata que, a partir do momentoque o produtor “identificar o problema no campo,ele deve comunicar de imediato ao DepartamentoTécnico da AFCP. Dessa forma, um profissional éacionado para providenciar levantamento e disponibilizaro fungo para o controle biológico”.Colheita mecanizadaA própria colheita mecanizada da cana contribuipara a disseminação da cigarrinha. Portanto, alémdo controle biológico, que só pode ser utilizadocomo forma de combate, é preciso também atentarpara formas de prevenção, por meio da aplicação demedidas simples como, por exemplo, a limpeza adequadadas máquinas utilizadas no canavial.Gilana Nunes é estagiária do convênio Canal/UFG-FacombProjeto desenvolvido entre a USI – UsinasSociais Inteligentes (RS), a Fundição ÁguaVermelha, de Sertãozinho (SP) e o Grupoe-usinas, de Piracicaba – SP possibilitou acriação das minidestilarias sustentáveis. As biorefinarias,segundo o diretor do Grupo e-usinas, DirceuAzevedo, foram desenvolvidas a partir de uma óticasocioambiental em que a produção se dá através debaixo consumo de energia e custos reduzidos demanutenção. O que há de mais inovador nas miniusinasé a possibilidade oferecida aos pequenos produtoresde produzirem bioetanol, tanto para consumopróprio quanto para comercialização.Produção e viabilidadeDirceu Azevedo diz que o investimento inicialpara implantar uma mini-usina com capacidadede produção de 1000 litros/dia é da ordem de R$480.000,00, além dos custos com obras civis eequipamentos de colheita e transporte da matéria-prima.A miniusina foi desenvolvida para produzir, emoperação contínua, 42 litros/h de etanol, chegandoa alcançar uma produção diária de até 1000 litros deetanol combustível. Além da cana-de-açúcar, a unidadeutiliza como matéria-prima o sorgo, a mandiocae cereais, entre outras plantas, e funciona demaneira semelhante a uma usina convencional, sóque em proporções menores.CombustívelDirceu explica que quando “a miniusina é utilizadapara consumo próprio, como por exemplo cooperativasou associações, não há impedimento deconsumo”. Já para a venda de distribuidoras decombustíveis, “o empreendimento deverá ser registradona ANP (Agência Nacional do Petróleo, GásNatural e Biocombustíveis)”.O combustível produzido por meio das mini-usinaspode alcançar um valor competitivo no mercado.Para isso, o produtor deve otimizar o uso doequipamento, de forma contínua, durante o máximotempo possível. Além disso, as unidades podem geraremprego e garantir redução de custos para atividadescorriqueiras do produtor, já que o combustívelproduzido pode ser utilizado em máquinas agrícolas,automóveis, geradores e fogões e o bagaço restantepode ser utilizado para alimentação dos animais.Segundo Dirceu Azevedo, futuramente, “o impactoda produção de combustíveis por meio das miniusinaspoderá ser sentido no mercado, desde quesejam instaladas em grande quantidade”. Ele acreditaque o custo de produção não será tão alto para oprodutor, pois “ele estará produzindo seu própriocombustível e ainda utilizando o bagaço e a vinhaça,que hoje permanecem com as grandes usinas”.fotos: divulgação24 CANAL, Jornal da BioenergiaCANAL, Jornal da Bioenergia 25


caio silveiraandre stefanoSampaem 48 horasAv. 23 de maioFernando DantasEm todo o Brasil, não existe lugar quepossua maior diversidade de estilos ecostumes do que São Paulo. Isso épossível comprovar ao caminhar pelaAvenida Paulista, andar de metrô,percorrer a Rua 25 de Março ou mesmoesperar por um vôo no aeroporto.A multiplicidade de culturas é certamente o resultado da misturaque compõe uma população de mais de 70 nacionalidades e de brasileirosde todas as regiões que vivem na maior metrópole do País,composta por quase 11 milhões de habitantes. Terra da garoa, sextamaior cidade do mundo, centro financeiro, corporativo e mercantilda América Latina, além de capital dos negócios e eventos, “Sampa”reúne, em todos os cantos, o tradicional e o moderno, o passado e ofuturo, consolidando-se como destino de turistas do mundo inteiro,que buscam lazer, cultura, entretenimento, gastronomia, conhecimentoe outros atrativos que a cidade pode oferecer.Seja a negócio ou turismo, São Paulo recebe, por ano, cerca 11,3milhões de visitantes. O que não faltam são opções de passeio ediversão para essas pessoas. Mas e se o turista tem apenas 48 horaspara curtir a cidade, como tantos que a escolhem para passar o fimde semana? O que fazer e onde ir? Resolvemos mapear alguns pontosque podem ser visitados no período de 2 dias, sem deixar delado alternativas do que fazer pela manhã, tarde e noite. Confira!fotos: alexandre dinizManhãs de culturae gastronomiaPonto de encontro do paulistano no começo dodia, as tradicionais padarias de São Paulo podemser o início do roteiro turístico de quem está nacidade a passeio e não abre mão de um excelentecafé da manhã. Estabelecimentos espalhados pordiversos bairros oferecem delícias e guloseimasque acalentam os olhos e dão água na boca. NaPadaria São Domingos, que está localizada desde1913 no Bairro do Bexiga, é possível degustariguarias italianas, como pão, linguiça calabresa,queijo, sardela, doces e a famosa sfogliatelle, queé um doce típico de massa folhada, ricota e frutascristalizadas. Outra padaria que chama a atençãopela diversidade de quitutes é a Mundo dos Pães,que está presente no Jardim Paulista. Em seusbalcões ficam expostas roscas salgadas de torresmo,calabresa e escarola com catupiry, doces decreme de baunilha ao coco e goiabada com queijofresco, além de tortas como a de morango ericota com uva-passa.Depois de experimentar um pouco da gastronomiaque Sampa oferece e recompor as energias, asugestão, para a próxima parada, são pontos quecontam a história da cidade, que ficou conhecidacomo paulicéia desvairada em análise do escritorMário de Andrade. A dica do presidente daAssociação de Jovens Empresários de Goiás (AJEGoiás), Rafael Lousa, para quem vai a São Paulopela primeira vez, é conhecer o Largo de São Bento,o Páteo do Colégio e o Mosteiro de São Bento, noCentro da cidade e próximos ao Vale do Anhangabaú.“No mosteiro é possível admirar o espetacularcanto gregoriano dos monges, além de saborear osdeliciosos pães e bolos oferecidos pelos monges nalojinha interna da basílica”, ressalta.O mosteiro, que possui arquitetura típica doséculo XVII, erguida no período de 1910 a 1922 einspirada na tradição eclética germânica, hospedouo Papa Bento XVI durante sua visita ao Brasil.O local abriga hoje, além da Basílica de NossaSenhora da Assunção, cerca de 40 monges enclausuradosque seguem a tradição do ora et labora(“ora e trabalha”), somado, no caso dos mongespaulistanos, ao et legere ("e leia"), em especial asSagradas Escrituras. O visitante não pode deixarde conferir as missas com cantos gregorianosacompanhados do som de um grande órgão, queocorrem todos os dias. A missa mais tradicional éEstação da Luzrealizada aos domingos, às 10 horas.Próximo ao mosteiro está o Páteo do Colégio, considerado o marcoinicial do nascimento de São Paulo e sede para diversos eventos, casamentos,além de abrigar museu, cripta de José de Anchieta, igreja no local ondefoi realizada a primeira missa da cidade, biblioteca temática e diversosprojetos sociais. Para quem gosta de recordação, vale a pena tirar uma fotoem frente à placa que indica onde nasceu a grande metrópole.Aproveitando a proximidade, que tal conhecer a Catedral da Sé?Também localizada no Centro da capital paulista, na Praça da Sé, a catedralé a maior igreja de São Paulo. Tem capacidade para abrigar 8 milpessoas. É interessante conferir a arquitetura e detalhes externos e internosda igreja. A fachada, por exemplo, é dotada de um portal principal euma grande rosácea, além de ser rodeada por duas altas torres.As manhãs podem ser aproveitadas ainda para visitar alguns dos 110museus que existem em São Paulo. Um deles é até símbolo da capital, oMuseu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, conhecido internacionalmentepor MASP. Localizado, desde 1968, na Avenida Paulista, omuseu é famoso pelo vão livre de mais de 70 metros que se estende sobquatro enormes pilares. Seu acervo é tombado pelo Patrimônio Históricoe Artístico Nacional – IPHAN desde 1969, e possui atualmente cerca de 8mil peças, entre as quais destacam-se as pinturas ocidentais, principalmenteitalianas e francesas.Um recorte da história do País pode ser conferido no Museu Paulistada Universidade de São Paulo, ou Museu do Ipiranga, criado no supostolugar onde Dom Pedro recebeu a carta que culminaria na Independênciado Brasil. O museu é responsável por um grande acervo de objetos, mobiliárioe obras de arte com relevância histórica, especialmente aquelas quepossuem alguma relação com a Independência do Brasil e o períodohistórico correspondente. Uma das obras mais conhecidas de seu acervoé o quadro "Independência ou Morte", de 1888, do artista Pedro Américo.Já o Memorial da América Latina, localizado na Barra Funda, ocupauma área de mais de 84.480 metros quadrados, sendo dividido emambientes como a Praça Cívica, um espaço aberto onde se encontra umdos maiores símbolos do Memorial, a escultura “A Grande Mão”, simbolizandoo sangue derramado pelos povos latino-americanos na luta pelaliberdade; o Salão de Atos Tiradentes, com seis painéis que contam a sagada colonização latino-americana; o Auditório Simon Bolívar, famoso porjá ter recebido chefes de Estado como Bill Clinton, Fidel Castro e HugoChávez, entre outros.Os aficionados pela história das línguas e costumes do mundo, geografiae evolução das espécies, precisam conferir o que o Museu daLíngua Portuguesa tem a oferecer. Criado para valorizar o patrimônioimaterial, que é o idioma, o museu tem uma tela de 106 metros, queocupa toda a extensão da Estação da Luz, retratando a diversidade doportuguês. E por falar nisso, quem visita o museu não pode deixar depassar pela Estação da Luz, que está bem ali, ao lado. Aberta ao públicoem 1º de março de 1901, trata-se de uma estação ferroviária, que integraa rede de transportes sobre trilhos da Companhia Paulista de TrensMetropolitanos, e ocupa uma área de 7.500 metros quadrados do Jardimda Luz, onde se encontram as estruturas trazidas da Inglaterra quecopiam o Big Ben e a abadia de Westminter. Desde 1996, a Estação daLuz passou a ser patrimônio nacional.mercado municipalmaspwanderley celestino26 CANAL, Jornal da BioenergiaCANAL, Jornal da Bioenergia 27


Tardes de lazer, descanso e happy hourUma boa pedida para as tardes é visitar pelo menos um dosparques que São Paulo possui. A dificuldade está em escolherqual, já que são 67 parques e áreas verdes espalhadas pelasquatro regiões da cidade. O mais famoso, e ótimo espaço paralazer, descanso e registro com a máquina fotográfica, é oParque do Ibirapuera. No seu interior encontram-se importantesprédios públicos, vários museus, planetário e o PavilhãoJaponês, com jardins e lagos característicos. Estão no parque oprédio da Bienal, além do Ginásio de Esportes, o Museu doPresépio, o Museu da Aeronáutica e do Folclore, o Obelisco emhomenagem aos hérois de 32 e o monumento às Bandeiras. Naárea livre há pistas de cooper, quadras esportivas, ciclovia,além de um grande viveiro de plantas.Outro espaço de lazer e descanso que Sampa oferece ao turistaé o Jardim Botânico. Localizado na zona sul da cidade e inseridono Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, que abriga, em suaárea, uma reserva biológica com vegetação remanescente deMata Atlântica, o Jardim Botânico proporciona raras oportunidadede observação e contemplação da natureza, permitindo aovisitante conhecer várias espécies de plantas do Estado de SãoPaulo, do Brasil e do mundo. O local possui estufas, museu botânico,lagos, Jardim de Lineu, Jardim dos Sentidos, túnel de bambu,castelinho e a trilha da nascente do Riacho do Ipiranga. Na entradado jardim, na Alameda Fernando Costa, o córrego Pirarungáua,recentemente revitalizado, é uma das atrações do Jardim Botânico.E para fechar a tarde, nada melhor que um happy hour noMercado Municipal. Além de conhecer a variedade de produtos,como frutas e alimentos fresquinhos, expostos nas bancas, o turistapode saborear o tradicional sanduíche de mortadela e o pastelde bacalhau. Com mais de 20 mil pessoas visitando o local por dia,o que chama a atenção também é a estrutura, que reúne 275boxes. O turista só não pode esquecer o horário de funcionamento,que de segunda a sábado é das 6 às 18 horas, enquanto nosdomingos e feriados, das 6 às 16 horas.Noite paulistana: restaurante, teatro ou baladaIndecisão na hora de escolher o que fazer à noite? Comprazo de 48 horas para curtir São Paulo é possível revezarna programação. Por exemplo, dá para integrar restaurantecom teatro ou com balada. Dicas é o que não faltam. Umadelas é a Vila Madalena. Reduto de quem gosta da noite, obairro oferece diversas opções de bares, botecos, restaurantese boates, desde os mais clássicos até alternativos.No roteiro gastronômico não pode faltar a visita a umatradicional pizzaria, já que a pizza é a cara de São Paulo. Umamassa italiana também é um bom pedido. Um bom local paradegustar o prato é o restaurante Famiglia Mansini, que ficana Rua Avanhandava, no Centro. A dica é do coachingAlexandre Prates que, sempre que pode, faz uma visita aolocal. “O restaurante é fantástico, o ambiente incrível, repletode retratos de famosos que já ocuparam as mesas e, paradar ainda mais glamour, o restaurante fica em uma ruaplanejada para dar a sensação de estarmos na Itália. Umaopção incrível para um jantar no sábado à noite”, relata.Os adeptos da cena cultural podem conferir peças queestão em cartaz nos 160 teatros da cidade, considerada a 3ªmaior produtora de musicais no mundo. Teatro Municipalde São Paulo, Teatro Abril, Teatro Bibi Ferreira, TeatroProcópio Ferreira e Teatro Gazeta são apenas algumas dasopções para quem não quer ir embora de Sampa sem pelomenos assistir uma encenação ou, quem sabe, um musicalda Broadway.Para quem realmente quer cair na noite, São Paulo é, semdúvida, a cidade brasileira que mais oferece alternativas dediversão. São festas e boates que atendem a todos os gostose perfis. Entre as boates mais famosas estão Royal, que tema tradição de ser uma das mais caras, Balada Pink Elephant,Pacha SP, e Balada Club Disco, famosa por ser frequentadapor diversos artistas.centrojefferson pancieriQue tal um presentinhoVisitou museus, parques, restaurantes e se divertiu nanoite paulistana. Que tal agora tirar um tempinho para ir àscompras? O que não faltam são locais para visitar, que atendema diferentes gostos e bolsos. Para se ter uma ideia dadiversidade de produtos que é possível comprar na capitalpaulista, é só ficar atento aos números: são cerca de 240 millojas distribuídas nas ruas de todas as regiões da cidade econcentradas também nos 77 shopping centers, nas 50 ruasde comércio especializado e nos chamados mini-shoppings– centros comerciais instalados em diversos bairros.A advogada Sheyla Arantes, que mora em Goiânia, é umexemplo de turista que não consegue passar por Sampa semfazer umas comprinhas. O local preferido, e indicado por elapara quem gosta de pechincha, é a Rua 25 de Março, consideradao maior centro comercial da América Latina. “É claroque, por ser mulher, adoro umas comprinhas e esse localfacilita muito, com preços baratos. Apesar da confusão depessoas, a rua está localizada no centro, que possui prédiosbelíssimos e antigos. Uma paisagem legal para quem gosta dearquitetura antiga”, destaca.Com 2,5 quilômetros de extensão, 350 lojas e 3 mil estandesem shoppings, galerias e prédios, a Rua 25 de Marçorecebe, por dia, 400 mil pessoas, número que pode chegar a1 milhão na época do Natal. Os principais produtos comercializadossão itens de armarinho, artigos de época, brinquedos,papelaria, bijuterias e acessórios.Já quem tem o poder aquisitivo maior e não se preocupacom a fatura do cartão de crédito, o “point” para compras éa Rua Oscar Freire, localizada no bairro Cerqueira César, naregião dos Jardins, área nobre da capital paulista. Se o objetivoé glamour e artigos chics, com certeza o endereço é esse.A Oscar Freire é conhecida como a oitava rua mais luxuosado mundo. É lá que estão algumas das grifes mais famosas ecaras do país e do mundo, como Diesel, Shoulder, La Perla, LeLis Blanc, Forum, Osklen, H. Stern, entre outras.28 CANAL, Jornal da BioenergiaCANAL, Jornal da Bioenergia 29


Etanol de primeira ou segunda geração?Oetanol tem sido considerado uma alternativapara diminuir problemas ambientais e energéticosno mundo em razão da escassez e alta dospreços dos combustíveis fósseis e da poluição por elescausada. O Brasil encontra-se em uma posição privilegiadano que se refere à produção de etanol, por apresentarvantagens na tecnologia de produção, possibilidade deliderança na agricultura de energia e mercado de biocombustíveissem ampliar a área desmatada ou reduzir aárea destinada à produção de alimentos. Além disso, amatriz energética brasileira já é um exemplo de sustentabilidade,pois enquanto a média mundial é o uso deapenas 14% de fontes renováveis, o Brasil utiliza 46,8%dessas fontes.Nesse cenário, tecnologias capazes de melhorar odesempenho da produção no setor agroenergéticoganham importância fundamental no país. Esse aumentode produção, do ponto de vista de processamentoindustrial, pode se dar de duas formas: por aperfeiçoamentosdas tecnologias para produção de etanol de primeirageração, a partir da sacarose da cana; ou pelodesenvolvimento científico e tecnológico de produção doetanol lignocelulósico (chamado de segunda geração),produzido a partir da celulose e hemicelulose.Apesar de a produção de etanol a partir da sacarose serum processo bem estabelecido no Brasil, com os menorescustos, a maior produtividade e o melhor balanço energéticodo mundo, ainda há espaço para crescimento eredução de custos. Existem ainda diversas possibilidadespalavra do especialistade investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovaçãopara o aperfeiçoamento da produção de etanol apartir do caldo da cana, elevando-se os rendimentos deconversão e a produtividade global do processo.Entretanto, para evitar que se atinja o limite da ofertaou venha a ocorrer a competição pelo uso da terra paraa produção de biocombustíveis e de alimentos, é necessárioinvestir no desenvolvimento de tecnologias desegunda geração para produção de etanol. A estimativaé de que o aproveitamento do bagaço e parte das palhase pontas da cana-de-açúcar eleve a produção de álcoolem 30 a 40%, para uma mesma área plantada.As demais matérias-primas para as quais se buscamtecnologias de processamento, tais como capim elefante,braquiárias, panicuns e árvores de crescimento rápidopodem representar alternativas competitivas e eficientespara locais onde não se cultiva ou cultivará cana-de--açúcar. A combinação das rotas de primeira e segundagerações na produção de etanol de cana-de-açúcarpermitirá obter maior quantidade de combustível semaumentar o volume de matéria-prima cultivada nem aárea plantada, mas, em consequência, ter-se-á menordisponibilidade de bagaço para geração de energia elétrica.No momento em que a tecnologia de segunda geraçãoestiver em escala comercial, as usinas seguirão alógica do mercado, voltando sua produção para eletricidadeou etanol, de modo semelhante ao que ocorre coma destinação do caldo, que a depender das condiçõesproduz mais etanol ou mais açúcar.Vários especialistas defendem a ideia de que, nomomento, o Brasil precisa mais de energia elétrica do quede combustíveis líquidos, e que a utilização de bagaçopara produção de etanol não seria benéfica, visto que opaís sofreu, há pouco tempo, uma restrição no desenvolvimentoeconômico e social devido ao racionamento deenergia elétrica. Entretanto, é imprescindível que o paísmantenha sua liderança mundial no campo dos biocombustíveise garanta produção suficiente para atendimentoda demanda nacional e parte de demanda externa.Para isto, é necessário que se somem esforços de melhoriado processo atual e que se estabeleça e implante aprodução de etanol lignocelulósico. Se o objetivo for elevaros índices de produção de etanol, o país obteria maisbenefícios, a curto prazo, investindo no melhoramento doprocesso de produção a partir do caldo da cana.Entretanto, para que o país continue a ter vanguardanesta área, tanto em produção como disponibilização detecnologias, é necessário que possa dominar também oconhecimento de novas rotas de produção e o empregode novas matérias-primas. O desenvolvimento tecnológicodo etanol de segunda geração não exclui a tecnologiaem uso; ambas irão coexistir de modo a se complementar.É possível continuar com os avanços sobre a tecnologiaem uso e atingir grandes ganhos com as tecnologiasem desenvolvimento. A produção de etanol com altaeficiência e sustentabilidade será resultado da integraçãoe otimização de ambos os processos: primeira e segundagerações, e envolvem grupos multidisciplinares de pesquisatrabalhando em diferentes áreas de PD&I.Thályta Fraga Pacheco é Analista, Embrapa Agroenergiainforme publicitárioCaldeiras de leito fluidizado têmeficiência de combustão superior a 99,5%Tecnologia fornecida noBrasil pela HPB-Simisaestá se consolidando nosetor sucroenergético,com vantagensoperacionais,econômicas eambientaisHPB-SimisaAtua preponderantemente nos segmentossucroenergético e alimentos. Em seu portfólio deprodutos e serviços constam Caldeiras de Alta Pressão,Centrais Termoelétricas a Biomassa, Retrofit deCaldeiras existentes, Componentes e Partes deCaldeiras e Serviços de Assistência Técnica. Além dosfornecimentos de seus produtos, a empresa é afornecedora da fabricação dos componentespertencentes aos geradores de vapor comercializadospela HPB Engenharia e Equipamentos Ltda., com aparceria da Babcock & Wilcox, em outros segmentosde mercados tais como Mineração, Papel e Celulose,Siderurgia, Petroquímica e Petróleo.Nova fábrica da HPB-Simisa será inauguradano início do segundosemestre de 2011, emSertãozinho (SP)Queima de combustível com até 65% deumidade, ganho energético expressivo eeficiência de combustão superior a99,5%. Esses são benefícios da tecnologiaBFB (Bubling Fuidized Bed) - que em portuguêssignifica Leito Fluidizado Borbulhante, procedimentomoderno e eficaz para queima de combustíveissólidos, com baixa emissão de poluentes. Oequipamento, utilizado em caldeiras de alta pressãohá mais de uma década nos segmentos depapel e celulose, petroquímica e mineração, agoraestá sendo empregado no setor sucroenergético,fornecido no mercado brasileiro pela HPB-SimisaSistemas de Energia Ltda.Usinas do segmento sucroenergético têm visualizadonessa tecnologia a oportunidade de ampliaro ganho energético, já que o leito fluidizado borbulhantetem a capacidade de queimar diversostipos de biomassa vegetal, como bagaço, folhas,ponta de cana, serragem e carvão vegetal, além devinhaça e pneus. Até junho deste ano, os gruposSão Martinho e Guarani, que possuem diversasunidades industriais espalhadas pelo Brasil, principalmentena Região Centro-Sul, tinham adquiridocaldeiras com a tecnologia BFB com capacidade de300TVH (toneladas de vapor hora) e 150 TVH.A vantagem do equipamento é que não requerrecursos ou processos de instalação diferentes dascaldeiras convencionais, podendo assim ser utilizadaspor usinas de pequeno, médio e grande porte.Mesmo com custo inicial mais elevado, diversosestudos feitos pela HPB-Simisa comprovam que adiferença de investimento para aquisição de umacaldeira com leito fluidizado borbulhante, em relaçãoà convencional, é de menos de três safras. “Oequipamento tem retorno rápido. Por isso, vale oinvestimento”, garante o presidente da HPBEngenharia, Valter José Peruch.Além da questão econômica, a tecnologia contribuipara reduzir a emissão de materiais particulados,como óxidos de nitrogênio (NOx), monóxidode carbono (CO) e dióxido de enxofre (SO2). Paraexemplificar, na combustão em leito fluidizadoborbulhante a emissão de NOx é inferior a 150ppm (parte por milhão), enquanto em uma grelhaconvencional este volume é maior do que 250 ppm.Já as emissões de CO no sistema BFB é 50% menor,ou seja, menos de 100 ppm se comparado à grelha,que é de mais de 200 ppm. “Hoje, as empresas estãoconscientes do seu papel para garantir um mundomelhor e sustentável. A tecnologia BFB chega aomercado com esse diferencial ambiental”, enfatiza.Por essas vantagens e benefícios, assegura ValterJosé Peruch, a tecnologia de leito fluidizado borbulhantedeverá conquistar, nos próximos anos, otopo do sistema vigente em caldeiras de alta pressão.O projeto do equipamento BFB é da HPBEngenharia e Equipamentos Ltda., sob licença daThe Babcock and Wilcox Company (B&W), especializadano projeto e fornecimento de geradores avapor.OperaçãoPor meio da tecnologia BFB, a queima se processaem leito de matéria inerte, em geral areia, ondea biomassa empresta calor do leito para secar, eliminandoem seguida os voláteis (CO + hidrocarbonetos),os quais são queimados acima do leito pelainjeção de ar, em tantos estágios quantos foremnecessários para garantir as emissões desejadas deóxidos de nitrogênio (NOx). O carbono fixo, resultantedeste processo, queima dentro do leito,devolvendo a energia emprestada do leito e liberandocalor excedente para a geração de vapor.Para manusear a tecnologia, os profissionais dasusinas precisam passar por treinamento específicos,oferecidos durante a etapa de implementação doequipamento na usina.Tecnologia oferece aoportunidade de ampliaro ganho energético pelacapacidade de queimardiversos tipos debiomassa vegetal, alémde vinhaça e pneus30 CANAL, Jornal da BioenergiaCANAL, Jornal da Bioenergia 31


Adubador de discos temmelhor aproveitamentona aplicação de adubosfotos: divulgaçãoCom o crescimento da colheitamecanizada da cana crua e como grandeparte da colheita é feita em época seca, nãohá compactação do solo significativa nosprimeiros cortes do canavial. Dessa formanão é necessário o uso de implementos comhaste subsoladora, o que provoca maiorgasto com combustível e potência de tratorsem necessidade. Porém, a adubação éindispensável e, para tanto, é necessárioaplicar a adubação em superfície. Para isso épreciso usar a fonte nitrogenada à base denitrato para evitar perdas do nutriente earcar com os custos maiores do uso donitrogênio oriundo desta formulação.Como o adubador de discos é capaz decortar a palha e depositar o adubo a umaprofundidade de até 12 cm, nos dois lados dalinha da cana (onde está concentrado cercade 85% da renovação do sistema radicular dacana), todo o adubo fornecido fica protegidoe será prontamente aproveitado pela cana.Outra grande vantagem é que, devido ao tipode aplicação, é possível utilizar qualquerfonte nitrogenada e escolher aquela demenor custo na época da utilização. Paramelhor atender aos produtores de cana, aDMB Máquinas e Implementos Agrícolas Ltdalançou duas versões do implemento, oAdubador de Discos 2300 A para 3 linhas,com capacidade para 2300 kg de adubo, comdistribuição por esteiras de polietileno etracionado por arrasto, por meio dos 2 braçosdo sistema de levante hidráulico do trator; eo Adubador de Discos 1250 H para duaslinhas com capacidade para 1250 kg deadubo, com distribuição por rosca sem fim etracionado pelos 3 pontos do trator.Nos dois casos, sugere-se o uso detratores com potência de 140 hp. Trabalhorealizado na UNESP- FCAV comprovou quea adubação nitrogenada da cana-de-açúcarem profundidade de 7 cm proporcionouaumento de 9,36 t/ha quando comparadacom a adubação superficial, sobre a palha.Astrium GEO distribuirá no Brasil imagens de satélite espanholA Astrium-GEO Information Services firmouacordo com a empresa espanhola Elecnor Deimospara distribuir no Brasil as imagens e produtos devalor agregado gerados a partir do Deimos-1,primeiro satélite de observação da Terra 100%privado lançado na Europa.Dotado de duas câmeras com seis sensores emcada uma, o satélite possui alta capacidade deprocessar os dados e enviá-los às estações derecepção de imagens. Suas características permitemótimo desempenho, sobretudo em regiõesequatoriais, nas quais as nuvens em geral impõemrestrições para sistemas ópticos. Suas imagenspodem ser utilizadas para uma ampla gama deaplicações, entre as quais se destacam os setores demeio ambiente (desmatamento e manejo florestal),agronegócio (serviços baseados em agricultura deprecisão, visando a busca de eficiência, produtividadee preservação ambiental) e vigilância marítima.Caldemudas, ações em favor do meio ambienteHá cinco anos, a Caldema participa ativamenteda comemoração do dia 05 de junho, Dia Mundialdo Meio Ambiente, com campanhas junto àcomunidade. Para 2011 não poderia ser diferente.Mais uma vez a Caldema inovou e criou dentro daempresa um viveiro de mudas nativas,denominado “Caldemudas”. Serão plantadassementes de várias espécies e, após germinadas ecultivadas, as mudas serão distribuídasgratuitamente.O “Caldemudas” iniciou-se com sua inserção emoutro projeto da Caldema, o “Material Amigo”. Osestudantes da empresa que participaram do“Material Amigo”, que tem por objetivo difundir eincentivar a educação, ganharam, além dos kits dematerial escolar, tubetes com sementes que foramplantadas para serem trazidas na inauguração do“Caldemudas”. Este fato, aliado a distribuição dasmudas em escolas e outros locais, ratificará acontribuição socioambiental do projeto. A escolhaRaízen conquista selo BonsucroA Raízen conquistou em junho a certificaçãoBonsucro. O selo atesta que a produção de açúcar eetanol segue os padrões de sustentabilidade ambientale social. A empresa é a primeira do mundo, segundo osite da Bonsucro, a receber o reconhecimento. Foramcertificadas 1,7 milhão de toneladas de cana-deaçúcar,130 mil toneladas de açúcar e 63 milhões delitros de etanol, produzidos na unidade Maracaí,interior de São Paulo.Para conseguir o selo Bonsucro – organismoO equipamento capta imagens em alta resoluçãoespacial (22m GSD), sendo que cada uma delas cobreuma área de até 625 km x 1000 km. Com revisita acada 4 dias, o satélite consegue monitorar em apenasuma semana, por exemplo, uma área equivalente àEspanha e Portugal juntos. Menos de dois anos apósseu lançamento, em julho de 2009, o acervo doDeimos-1 já conta com mais de 5.500 imagens.“O satélite Deimos-1 atende às necessidades dedados de satélite de resolução média, normalmentecobertos pelo Landsat ou pelos satélites CBERS.Atualmente, a capacidade desses sistemas tem semostrado reduzida uma vez que suas missõessuperaram a vida útil. Deimos-1 é capaz de realizar acobertura de grandes extensões territoriais (Estadoou País) em curtos períodos de tempo”, explica JulioLópez Bravo, gestor de projetos da Elecnor Deimos.Mais informações pelos sites www.astrium-geo.come www.deimos-imaging.com.do nome Caldemudas se deu de forma democrática,por meio de um concurso cultural realizado naCaldema, onde cada colaborador contribuiu comuma sugestão. O objetivo principal da campanha écontribuir com o meio ambiente através do cultivo,plantio e distribuição das mudas de plantas nativas.O objetivo secundário é a conscientização doscolaboradores e da comunidade sobre a importânciada preservação ambiental e incentivo ao plantio deárvores pela comunidade.ExpectativasA expectativa é distribuir, anualmente, em tornode 10.500 mudas de diversas espécies, comoárvores frutíferas (goiaba vermelha e pitanga), ipêroxo, jequitibá branco, coeté, aroeirinha, jacarandámimoso, cana fístula, pau d´alho, canelão e ingá.As mudas serão distribuídas à comunidade,entidades sem fins lucrativos, colégios,universidades e organizações ambientais.internacional criado para desenvolver padrão deprodução que reduza impactos ambientais e sociais dacana – as empresas precisam comprovar que adotampelo menos cinco critérios: cumprimento da lei,respeito aos direitos humanos e trabalhistas, aumentoda sustentabilidade no processo produtivo(gerenciando com eficiência insumos, produção eprocessamento), gerenciamento ativo dabiodiversidade e serviços de ecossistema emelhoramento constante das áreas chaves do negócio.Caldeira daSermatec ZaniniDiferentemente do que foipublicado na edição anteriordo CANAL, a caldeira da foto(vista noturna) foi instalada naIACO, em Chapadão do Sul(MS). A fabricação, montagem,elétrica e automação são daSermatec Zanini.Paletizador automatizado decaixas é desenvolvido em GoiásVisando a dinâmica do processo deempacotamento na indústria, a Redutep lançoueste ano o Paletizador PAL-1800. O projeto podeser parametrizado para variadas escalas detamanho, peso e formatos de empilhamento; eaplicado no final de qualquer processo produtivo.A apresentação do equipamento, que diminuicustos, acelera o processo produtivo e solucionaproblemas com ergonomia, foi feita durante a27ª Feira Internacional de Embalagens, Processose Logística para as Indústrias de Alimentos eBebidas (Fispal Tecnologia 2011), no mês dejunho, em São Paulo.A baixa intervenção da mão de obra humana éuma das principais vantagens do equipamento. Opaletizador automatizado previne funcionários deesforços repetitivos, facilitando um desempenhogeral do sistema (ergonomia). Além disso, asdimensões do projeto são compactas, permitindofácil adaptação às linhas de produção.Os recursos tecnológicos estão presentes nastécnicas de montagem do projeto, que éconstruído totalmente em alumínio, no sistemacartesiano X, Y e Z. Segundo o fabricante, atecnologia aplicada torna o produto confiável,com baixa necessidade de manutenção, além deexcelente custo-benefício. Mais informações pelosite www.redutep.com.br.Benja, Distribuidora deEquipamentos eAcessórios paraCaminhõesCom dezessete anos de fundação e mais decinco atuando em todo o território nacional, aempresa Benja Distribuidora de Equipamentose Acessórios para Caminhões Ltda –direcionada ao comércio atacadista –, vem sedestacando como a maior empresa do ramona região Centro-Oeste. “A nossa empresaatende a todas as regiões no Brasil com umaequipe qualificada e treinada de televendas econta, também, com um moderno sistema naexpedição que permite o envio de mercadoriasem no máximo 24 horas para todo o País. Aentrega é feita através de frota própria etransportadoras conveniadas”, afirmou odiretor Benjamin Gomes de Oliveira Jr.A Benja Distribuidora oferece aos seusclientes mais de seis mil itens, desdelanternas, tanques, para-brisas eclimatizadores até latarias como portas, capô,cabines e demais itens. Ressaltando que aDistribuidora atende também auto-peças,usinas e frotistas, o gerente da empresa,Abmael Robson, afirmou que só não sãocomercializadas peças mecânicas. SegundoAbmael, a Benja monta a cabine completa dequalquer caminhão – desde a própria cabinepor dentro e por fora – até equipamentos forada cabine, ou seja, no chassi ou na carroceriado caminhão, tais como rodocalibradores,suspensor de truck, faixas refletivas, paralamase uma infinidade de outros itens".Benjamin Júnior destaca, ainda, o fato de aBenja Distribuidora pertencer ao mesmogrupo da empresa Biriba Acessórios paraCaminhões Ltda, situada no JardimGuanabara, em Goiânia, que atua no ramo decomercialização e montagem deequipamentos para caminhões há quase trintaanos, com clientes em todo o territórionacional. De acordo com Benjamin, a Biriba foide suma importância na aquisição deexperiência nesse ramo.Invenções verdesCada vez mais é preciso buscar ideias que colaboremcom a preservação do meio ambiente. Conheçaalgumas invenções interessantes e completamentesustentáveis:u Pia que reutiliza a água desperdiçada: a pia possuium canal que reaproveita a água utilizada para regaruma planta. O mais interessante é que uma peça noinício do canal drena o liquido e só deixa água semsabão escorrer até a planta.u Grampeador sem grampos: Para substituir osgrampos esse grampeador recorta pequenas tiras depapel e as usa para costurar até cinco folhas de papeljuntas.u Iphone alimentado por aperto de mão: Atravésdessa invenção é possível carregar o iPhone com umsimples aperto de mão. O conceito foi chamado deYou can work.u Impressora que não usa tinta nem papel:A impressora PrePean, diferente das convencionais,utiliza uma peça térmica para fazer as impressõesem folhas plásticas feitas especialmente para isso.Além de serem à prova d’água, elas podem serfacilmente apagadas. É só colocá-las novamente naimpressora que, através de outra temperatura, apróxima impressão ficará no lugar da anterior.Dessa forma, cada uma dessas folhas pode serutilizada por até mil vezes.u Refeições de graça para gerar eletricidade:O Crown Plaza Hotel, na Dinamarca, oferece umachance para quem quer fazer uma boa refeição semdeixar de cuidar do planeta. O hotel disponibilizabicicletas ligadas a um gerador de eletricidade paraos hóspedes voluntários. Pedalandoaproximadamente 15 minutos o hóspede já recebeum vale-refeição de 26 euros.32 CANAL, Jornal da BioenergiaCANAL, Jornal da Bioenergia 33

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