Bruno Barracosa, - UMdicas - Universidade do Minho

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Bruno Barracosa, - UMdicas - Universidade do Minho

Edição 101 - Março 2012dwww.dicas.sas.uminho.ptUMdicasBruno Barracosa,Presidente da FADU em entrevistaP08 - P09Alunos pagam 1,95€ por refeição simples nas cantinas da Universidade do MinhoP02


dPÁGINA 2 // 30.MAR.12UMdicasação socialEDITORIALEsta edição do UMdicas fica marcada pelagrande entrevista ao presidente da FederaçãoAcadémica do Desporto Universitário(FADU). O UMdicas foi conversar com BrunoBarracosa, o qual nos adiantou alguns pormenoressobre a fase final dos CNU´s, sobreo futuro da FADU, entre outras coisas. Oevento terá lugar na Universidade do Minho(Braga e Guimarães) a qual vai voltar a sermais uma vez a capital do desporto universitáriodurante a semana de 14 a 22 de abril.Esta edição fica ainda marcada pelas Dádivasde Sangue que decorreram nos passadosdia 20 e 27 nos campi de Gualtare Azurém respetivamente, uma campanhaque foi mais uma vez um sucesso com umtotal de … dadores inscritos e 111 dádivaspara análise de medula. Esta campanhateve ainda uma novidade, sendo a primeiraação do Projeto “Competição pela vida”,um projeto que está a ser implementado anível nacional tratando-se de um programanacional de recolha de sangue no qual serápremiado o TOP 3 de Associações Académicasque recolherem maior quantidade desangue.Os SASUM implementaram no mês de marçoum novo serviço de refeições simples nascantinas da UMinho, o qual tem um custode 1,95 euros para os alunos da Instituição.Esta nova opção foi pensada para dar maisopções aos estudantes na hora de escolhera refeição, sendo que o serviço de refeiçãocompleta mantem-se a 2,45 euros.Ainda no que se refere ao desporto, FernandoParente, Diretor do DepartamentoDesportivo e Cultural dos Serviços de AcçãoSocial da Universidade do Minho (DDC-SA-SUM) foi eleito para o comité executivo daEUSA com os votos de 30 países europeus.A eleição aconteceu no passado dia 17 demarço durante a Assembleia Geral decorridaem Maribor - Eslovénia.Nesta edição damos ainda destaque ao ProjetoUMinho in transition, onde a agriculturaé feita na base de hobby, e no qual qualquerpessoa com ligação à UMinho pode participar.No que respeita à cultura, fazemos um balançodo que foram as “Serenatas ao Berço”.Destacamos ainda nesta edição a apresentaçãooficial da Tuna de Medicina da Universidadedo Minho (TMUM) à Mui NobreAcademia Minhota e à cidade de Braga, aqual decorreu no passado dia 14 de Março.Sendo que não podemos deixar passar embranco as participações da Tuna Universitáriodo Minho no “I Noites de Ronda”- Festival de Tunas organizado pela Tunade Medicina do Porto, e a participação daGatuna no II Panaceia - Festival de TunasFemininas, organizado pela Tuna Femininade Medicina da Universidade de Coimbra,no qual a Gatuna saiu vitoriosa.ANA MARQUESanac@sas.uminho.ptCampanha de “Recolha e Oferta de Roupa Usada” mostra solidariedade daAcademia MinhotaOs Serviços de Acção Social da Universidade do Minho(SASUM), em cooperação com a AssociaçãoAcadémica da Universidade do Minho (AAUM) e aAssociação de Antigos Estudantes da Universidade doMinho (AEUM), levaram a cabo mais uma Campanhade “Recolha e Oferta de Roupa Usada” na Universidadedo Minho, que decorreu nos passados meses dejaneiro e fevereiro.ANA MARQUESanac@sas.uminho.ptEsta campanha já vem sendo realizada desde 2008,e mais uma vez este ano, o balanço foi muito positivo,tendo a Academia respondido de forma solidária coma oferta de 2.132 peças de roupa, calçado e outrosacessórios em ótimo estado. Ao longo destes 4 anos,as campanhas têm rondado as 2000 peças, númerosque segundo o Administrador dos SASUM, Carlos Silva“terão tendência a estabilizar”.Tendo estas campanhas o objetivo de angariar roupaspara os mais necessitados, segundo Carlos Silva “o objetivodestas campanhas é também formar uma atitudesolidária, nomeadamente e particularmente junto dosestudante para que se forma uma consciencializaçãosocial com futuro assegurado” refere.Uma refeição simples numa cantina dos Serviços deAcção Social da Universidade do Minho (SASUM) vaiter um custo de 1,95 euros para os alunos da Instituição.A iniciativa constitui mais uma solução de refeiçãosimplificada, a um custo muito baixo.ANA MARQUESanac@sas.uminho.ptEsta iniciativa fazia parte do plano de atividades dosSASUM e tinha sido apresentada ao Conselho Geralda Universidade do Minho pelo Administrador dos SA-SUM, Carlos Silva, que referiu que “é importante queos alunos usem as Cantinas onde se oferece serviçosde qualidade a preços muito baixos”. Este novo serviçofoi pensado para “dar mais opções aos estudantes” nahora de escolher a refeição, explica Carlos Silva.O Departamento Alimentar (DA) dos SASUM implementoueste serviço de refeição simples nas cantinas a 19de março, pretendendo com isso aumentar as possibilidadesde escolha dos utilizadores das cantinas daUMinho numa altura em que é cada vez mais difícil avida dos alunos em termos financeiros.Tendo como objetivo, segundo a Diretora, Engª. CelestePereira “completar o nosso segmento de opções derefeição de cantina (já existente com o regime de senhasde “extras”) e ir de encontro aos clientes que normalmente,por hábitos alimentares que possuem, nãopretendam fazer uma refeição completa” conseguindoos clientes e, desta forma, juntar o “útil ao agradável”.Dany Oliveira, aluno do 2º ano de Ciências da Comunicação,tem uma opinião bastante favorável face a estanova medida dos SASUM “Em primeiro lugar por trazeruma alternativa, o que por si só é positivo, alargandoA comunidade Académica tem vindo a demonstrar aolongo dos anos que é bastante solidária, e este ano nãofoi exceção, ainda mais mediante a conjuntura atual “éprovável que as pessoas sintam mais necessidade deter uma atitude mais solidaria” diz o Administrador.Os SASUM organizam várias campanhas de caratersocial durante o ano, entre elas, as dádivas de sangue,campanha de recolha de brinquedos, campanhade recolha de roupa, sendo a responsabilidade socialuma das vertentes para a qual os SASUM olham comespecial atenção “a nossa tarefa é despertar consciênciaspara a responsabilidadesocial,principalmente juntodos estudantes quedepois transportamestas boas práticaspara a sociedadequando acabam osseus cursos” afirmaCarlos Silva. Oresponsável destacaainda o papel dosdocentes e não docentesque “têmuma participaçãodessa forma o nosso leque de opções. Por outro ladotraz aos consumidores a possibilidade de um menumais económico, para quem não está disposto a despendermais dinheiro. Por fim, penso ser uma boa formade otimizar o prato, isto porque reduz o desperdício,pois muitos alunos eram obrigados a comprar o serviçointeiro quando apenas queriam parte” refere.Este novo serviço será composto exclusivamente peloprato de refeição principal, não incluindo pão, sopa,sobremesa ou sumo, “uma boa opção, principalmente,para aqueles clientes que habitualmente já fazem umarefeição simples deste tipo”, refere Celeste Pereira.A diretora do departamento alimentar afirma ainda estarconvencida que os alunos vão aderir a este tipo deextraordinária, assim como muita gente fora da universidadeque participa ativamente nestas iniciativas”refere.Durante o período em que decorreu a campanha muitasdas peças foram sendo levantadas por alunos maisnecessitados da UMinho, as que não foram levantadaslocalmente, num total de 1.712, serão agora entreguesà Delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa eRede Social de Guimarães, que as farão chegar a pessoasnecessitadas e instituições que trabalham compopulações carenciadas.Alunos vão pagar 1,95 euros por refeição simples nas cantinas dos SASUMrefeição.Para Carlos Silva, a qualidade das refeições está garantida,os alunos é que decidem os complementos alimentaresque querem “podem comprar a sobremesa,o pão ou a sopa separadamente se quiserem” afirma.Os interessados poderão adquirir as senhas que estãodisponíveis para venda, nos locais habituais. No Bar 5(ECS) e Snack-bar dos Congregados, o regime de vendade senhas para esta refeição será nos moldes existentesnas respetivas unidades (pré-compra).“O Departamento Alimentar ao seu dispor. A refeiçãoà sua medida!”FICHA TÉCNICA Propriedade: Serviços de Acção Social da Universidade do Minho Morada: Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga Internet: www.dicas.sas.uminho.pt Email: dicas@sas.uminho.ptDirectora: Ana Marques Subdirectores: Nuno Gonçalves e Michael Ribeiro Redacção: Ana Marques, João Dias, Michael Ribeiro, Nuno Gonçalves, Isabel Ferreira, Rita Vilaça e Pedro Dias Paginação:Roque Teixeira Fotografia e edição de imagem: Nuno Gonçalves Impressão: Diário do Minho Tiragem: 2000 exemplares


ação social // www.dicas.sas.uminho.ptdPÁGINA 3 // 30.MAR.12UMdicasUMinho venceu a primeira etapa da “Competição pela Vida”O Campus de Gualtar da Universidade do Minhofoi palco no passado dia 20 de março da apresentaçãodo Projeto “Competição pela vida” edos Campeonatos Nacionais Universitários 2012(CNUs), para o efeito foi acionada uma conferênciade imprensa a qual decorreu no PavilhãoDesportivo e onde foram comunicados os pormenoresdo Projeto de solidariedade e antecipou-seo que vão ser os CNU´s 2012.ANA MARQUESanac@sas.uminho.ptO dia ficou também marcado pelas Dádivas deSangue e Recolha de sangue para análise de Medulaque se saldou mais uma vez pelo sucesso,com a adesão de algumas centenas de pessoasentre estudantes, funcionários e externos quecontribuíram com um total de 102 recolhas paraanálise de medula e 438 dadores inscritos nasdádivas de sangue. No dia 27 foi a vez do Campusde Azurém receber a campanha de solidariedade,a segunda ação do Projeto “Competiçãopela Vida” que foi de encontro às expetativas e sesaldou por mais uma excelente “prestação” dacomunidade académica com 168 dadores inscritose 77 recolhas para análise de medula.No total das duas ações (Gualtar e Azurém) aUMinho contribuiu com 606 dadores inscritos e179 pessoas incorporaram a base de dados parapossíveis dadores de medula.Na conferência de dia 20 estiveram presentes,Hélder Castro, Presidente da Associação Académicada Universidade do Minho (AAUM), HélderTrindade, presidente do Instituto Português doSangue (IPS) e Bruno Barracosa, presidente daFederação Académica do Desporto Universitário(FADU).Antes de proceder à assinatura do protocolo entreas três entidades no âmbito do projeto “Competiçãopela Vida”, Hélder Castro realçou o orgulhoe o reconhecimento para com a Universidademinhota após a atribuição das Fases Finais dosCampeonatos Nacionais Universitários pela FADU.Por outro lado, foi ainda evidenciado o recordede medalhas da UMinho, assim como o 2ºlugaralcançado no Ranking da EUSA, havendo aindaespaço para se referir o facto de que a UMinhoorganizará em agosto próximos os CampeonatosMundiais Universitários de Futsal e Xadrez nascidades de Braga e Guimarães, respetivamente.Já Bruno Barracosa declarou que o principal critérioque levou à decisão de atribuir a organizaçãoà AAUM surgiu de “forma natural”, apesarda forte concorrência da Associação Académicados Açores. Justificando a opção, Barracosa disseque foi uma forma de premiar o mérito, o empenhoe a excelência do trabalho da AAUM, que temcontribuído de forma decisiva para que Portugaltenha ocupado, nos últimos dois anos, uma boaposição num ranking europeu. Reiterando aindaque a AAUM se tem afirmado pelos resultadosdesportivos, pela organização de eventos e peloespírito desportivo e académico. Além disso, parao dirigente “o facto de Braga ser Capital da Juventudefoi um ponto forte da candidatura minhota,pois permite que os desportistas participem nodesígnio nacional de afirmação da juventude.O Presidente do IPS destacou o papel fundamentaldas Associações Estudantis na sensibilizaçãopara o Projeto “Competição pela vida”,tratando-se de um programa nacional de recolhade sangue no qual será premiado o TOP 3 deAssociações Académicas que recolherem maiorquantidade de sangue. Esta iniciativa surge noâmbito de um apelo do presidente do IPS que nopassado mês de fevereiro, quando foi tornada públicaa quebra das reservas de sangue, que já coloraramem risco cirurgias planeadas por algunshospitais.O protocolo assinado, derivou ainda da moçãoproposta pela AAUM no Encontro Nacional deDireções Associativas (ENDA) realizado em Évorade 16 a 18 de março, alusiva à “Competição pelaVida”, a qual ficou aprovada em plenário final,tendo sido aprovada por 49 associações. Assim13 AAEEs farão parte da Comissão que colaboraráneste projeto com o IPS, uma ação a nívelnacional.Dádivas de SangueNo que diz respeito às Dádivas de Sangue, o sucessodesta colheita foi previsto por Tomás Ritto,vice-presidente do Departamento Social da AAUM“pretendemos acima de tudo dar continuidade àsedições anteriores, concretizando-se em númeroshistóricos, e quem sabe, em novos recordes”.Durante todo o dia foram muitos os que quiseramdeixar a sua contribuição, uns repetentes outrospela primeira vez, como foi o caso de Ivo Neto, Investigadordo Centro de Estudos em Ciências daComunicação na UMinho “É a primeira vez quevenho dar sangue na Universidade, e consideroeste gesto algo muito importante, dado que são15 minutos que podem salvar uma pessoa quenecessite urgentemente”. Já Cláudio Pires, alunode Engenharia Informática, contou-nos que nãofoi a primeira vez que se descolou a esta iniciativa“não custa, e é importante dar o meu contributo”diz.Também o Centro de Histocompatibilidade da RegiãoNorte aliou-se a esta ação e foram muitosos que se quiseram inscrever como dadores demedula, sendo muito importante para este organismoque as pessoas não tenham medo pois poderãoum dia vir a ajudar uma ou mais pessoas,tal como referiu uma das responsáveis do Centrode Histocompatibilidade da Região Norte “o queinteressa no Banco de Registo de Dadores é quehaja constantemente uma renovação, enquantona doação de sangue a mesma pessoa irá doarinúmeras vezes ao longo da vida, uma doação demedula óssea é efetuada apenas uma vez, peloque não nos interessa atingir sempre o mesmopúblico, mas antes uma faixa diferente e renovada”.A UMinho tem vindo a ser de ano para ano umaforte “nascente” para a base de dados dos dadoresde medula óssea e mais uma vez este anonão defraudou as expectativas como asseveraManuel Dias, técnico do Centro de Histocompatibilidadeda Região Norte “temos conseguido desdesempre obter neste tipo de iniciativas um bomreforço para o registo de medula óssea”. O técnicoexplica ainda em que consiste o processo “émuito simples, as pessoas só têm que preencherum questionário e fornecer os seus contactos.Por fim, procedemos à recolha de uma amostrade sangue na qual procederemos a um conjuntode análises, entre quais a deteção da Hepatite Be do vírus do HIV, ficando assim formalizada ainscrição”.Após esta primeira contribuição da UMinho paraa “Competição pela Vida”, a Academia será aindachamada ao projeto mais uma vez este ano. Emoutubro, as instituições organizadoras lançarãomais uma vez o repto à comunidade académicade Gualtar e Azurém o qual esperam que seja,tal como já é hábito bem acolhido, para que, nãosendo o objetivo primordial destas ações, masum objetivo a atingir, a UMinho figure no TOP 3 deAssociações Académicas que recolheram maiorquantidade de sangue no âmbito deste Projeto.Mais de 2500 participantes farão partedos CNU’s 2012As Fases Finais dos Campeonatos Nacionais Universitários(CNU´s) 2012, evento que se realizarána Universidade do Minho de 14 a 22 de abril,terá mais de 2500 participantes e onde as melhoresequipas do desporto nacional universitáriovão disputar os tão ambicionados títulos nacionaisem sete modalidades.No total os CNU’s integrarão 150 equipas em representaçãode 40 clubes de todo o país, serãoutilizados 11 recintos desportivos em Braga e Guimarães.Para além das modalidades englobadasnestas fases finais (Andebol masculino e feminino;Basquetebol masculino e feminino; Futebolmasculino; Futsal masculino e feminino; Voleibolmasculino e feminino), e aproveitando esta semanade concentração do desporto universitário naUMinho, decorrerão também o CNU direto de Hóqueiem Patins masculino e o TNU de Hóquei emPatins feminino; o CNU direto de Rugby 7 masculinoe feminino; o CNU direto de Atletismo dePista ao Ar Livre, TNU de Corfebol, CNU direto deEscalada, CNU direto de Taekwondo, que são atividadesfora das fases finais. Destas competiçõessairá o campeão nacional universitário em cadauma das modalidades.Sobre o evento foram ainda dadas a conhecer algumasinformações, tais como os locais e os diasem que estas provas decorrerão, alimentação,alojamento, apoio médico, acreditação e algunspormenores sobre os canais de comunicação doevento.Com o objetivo de conciliar a prática desportivacom o espirito solidário pelo qual a UMinho setem caracterizado nos últimos tempos, os CNU’sterão ainda uma acção conjunta com o IPS, quedurante a semana de 14 a 22 de abril disponibilizaráduas unidades móveis de recolha de sanguenos Campi da UMinho (Gualtar e Azurém), parapromoção e divulgação do Projeto “Competiçãopela Vida”, e para que todos os estudantes e atletasdas várias universidades portuguesas possamcontribuir para aumentar as reservas de sanguea nível nacional.


dPÁGINA 4 // 30.MAR.12UMdicasdesportoCNU KaratéKaraté da AAUMinho é Vice-Campeã Nacional Universitária!Os Karatecas da AAUMinho estiveram mais uma vezem destaque no Campeonato Nacional Universitárioao conquistarem seis medalhas, inclusive a medalhade prata por equipas! No squash os minhotos conseguiramo bronze na vertente feminina somando maissete medalhas ao medalheiro da AAUMinho.NUNO GONÇALVESnunog@sas.uminho.pte bronze.Sara Rodrigues (Biologia Aplicada /-61kg), que perdeu o seu primeiro combatedo dia frente à atleta que viria a subirao primeiro lugar do pódio, venceuos seguintes combates na repescagem,repetindo a medalha de bronze do anoanterior.Fases Finais CNUsAntevisãoA Universidade do Minho vai voltar ser mais umavez a capital do desporto universitário. Durante asemana de 14 a 22 de abril, as melhores equipasdo desporto nacional universitário vão disputar ostão ambicionados títulos nacionais em sete modalidades.Vamos passar a conhecer quem são,na teoria, os grandes favoritos ao lugar mais altodo pódio.NUNO GONÇALVESnunog@sas.uminho.ptA cidade dos moliceiros e dos ovos-moles (Aveiro)teve nos passados dias 10 e 11 de março três durasprovas, onde os atletas de Karaté, Squash e Judo daAAUMinho passaram com nota positiva-No primeiro dia de competição, a equipa de Karatéminhota entrava em prova com o estatuto de favoritana luta pelas medalhas, fruto das excelentes prestaçõesem 2010 (bronze) e 2011 (ouro).O lote de atletas escalonado pelo técnico Luís Bessadavam garantias de grandes combates e medalhas.Cláudia Pereira (Direito / -50kg), campeã nacionaluniversitária em 2011 e nomeada para atleta do anoda UMinho era, na ausência devido a lesão de PauloGonçalves (medalha de bronze no europeu universitário),a figura de proa da equipa.Na vertente de Kumité (combates), os já “veteranos”nestas andanças, Filipe Silva (Ciências da Computação/ -84kg) e João Meireles (Engenharia Informática/ - 75kg), repetiram as mesmas classificaçõesde 2011, tendo conquistado respectivamente prataA última medalha na variante de combatesfoi conquistada por Cláudia Pereiraque não conseguiu revalidar o seutítulo, perdendo na final frente à suarival da AAUTAD, Ana Abreu.Ana Silva (Ciências da Computação /-50kg), Joel Antunes (Engenharia Mecânica) e DanielSantos (-60kg) foram eliminados nas rondas iniciaise na repescagem, não conseguindo desta forma astão ambicionadas medalhas.Na vertente de Katas (formas) Olívia Carvalho (Medicina)fechou a contabilidade individual para a AAU-Minho e arrecadou uma medalha de bronze. O outroatleta presente nesta variante, João Meireles, calhounuma poule muito forte, onde estava inclusive AndréVieira (bronze no Europeu Universitário de 2011) eviu-se arredado da luta pelas medalhas.Com as cinco medalhas conquistadas pelo karatecasminhotos, a AAUMinho voltou a reforçar a suaimagem de força no panorama das artes marciais esubiu mais uma vez ao segundo lugar dopódio na classificação colectiva.“Foram seis medalhas, cinco individuaise uma coletiva, resultado de um excelenteespírito e de dedicação por parte dosnossos atletas, que para além da sua qualidadeindividual, dignificam-nos com a suapostura e constante boa disposição. Nãopodemos esquecer a oficial Sara Cunhaque é fundamental no apoio logístico durantetoda a competição, e que se temmostrado sempre disponível para ajudar oKaraté da UM”, remata Luis Bessa, técnicoda UMinho.Squash e JudoNo mesmo dia, mas numa modalidade onde se procurar“bater” o adversário com uma raquete dentrode quatro paredes, Carla Guimarães (Tecnologiasde Sistemas e Informação), que para além de atletadesta modalidade é monitora de badminton naUMinho, conquistou uma medalha de bronze paraos minhotos.Na partida decisiva, frente à sua colega de equipa,Cátia Silva (doutoramento), Carla foi mais forte ejuntou mais uma medalha ao seu já vasto palmarésuniversitário. Na vertente masculina, nenhum dosatletas da AAUMinho conseguiu chegar à luta pelasmedalhas.Quem também não conseguiu chegar às medalhasforam os judocas minhotos. Numa prova que ficoumarcada pela “confusão” provocada pela falta doscertificados de elegibilidade dos atletas da Académicade Coimbra, o que os impediu de competir.Nos -90kg, Ricardo Pereira (Eng. Biológica) esteve aum passo do bronze, tendo vencido inclusive o seuprimeiro combate. Infelizmente no seu segundo confrontoda tarde, uma lesão no ombro obrigou-o a desistir,caindo assim por terra a esperança de repetiro 3º lugar de 2011.Andebol F/MNo andebol, os favoritos, ano após ano, são crónicos.A AAUMinho, actual campeã europeia nomasculino prepara-se para fazer o Tetra e só umahecatombe poderá impedir esse objectivo. No feminino,IPLeiria e UPorto prometem uma luta atéao último segundo, até ao último golo, tal e qualcomo em 2011.Basquetebol F/MNa luta pelas alturas, AAUAveiro e Académicasão as grandes favoritas, quer no masculino,quer no feminino, se bem que nesta última vertenteo IPPorto é a equipa a abater. No masculino,AAUMinho e AAUBI surgem como perigosas“outsiders” com uma palavra a dizer.Futsal F/MO futsal é a modalidade, sobretudo no feminino,onde há maior equilíbrio. Nas senhoras, equipascomo a Académica, AAUBI, IPLeiria, AAUMinhoe AEFADEUP tem tudo o que é necessário paravencer: qualidade, técnica, rigor e ambição. Nomasculino, prevê-se mais uma luta entre AAUMinhoe Académica, com a AAUTAD e a AAUBI àespreita.CNU Pista CobertaAtletismo: AAUMinho acelera e salta para o OuroSónia Marques foi a grande estrela da AAUMinho noúltimo Campeonato Nacional Universitário de PistaCoberta que decorreu no passado dia 25 de Fevereiro.Sónia teve uma tarde para mais tarde recordarao conquistar duas medalhas de ouro, uma nos 60metros e outra no salto em comprimento.NUNO GONÇALVESnunog@sas.uminho.ptFotografia: Joana Meira/FADUA cidade de Pombal foi mais uma vez o palco para oCampeonato Nacional Universitário de Pista Coberta,prova que reuniu mais de 200 atletas oriundos de 11Academias.A AAUMinho como é habitual fez-se representar porum lote de atletas, que segundo o técnico minhotoIvo Carvalhosa, “deram o seu melhor e conquistaramum resultado muito positivo”. Apesar dos temposáureos do atletismo minhoto estarem longe, edo domínio da UPorto nesta modalidade ser cadavez maior, os atletas minhotos vão lutando contra amaré e conseguem resultados de bom nível, comofoi o caso de Sónia Marques (Mestrado em Ensino deEducação Física).Sónia foi a mais rápida nos 60 metros, com umamarca de 7.86s, e que saltou mais longe, 5.59m,arrebatando assim duas medalhas de ouro.Mas não foi só feminino que a AAUMinho subiu aopódio. Marco Oliveira (Direito)teve uma boa prestação nos 800metros e conquistou a medalhade bronze com o tempo de2’02,73s.Quem ficou muito perto das medalhasfoi a futura arquiteta NilzaSousa que nos 3000 metrosclassificou-se em 4º lugar ao terminara prova com o tempo de11’55,34s.Na classificação coletiva a UPortoficou em 1º lugar, logo seguidapelo IPLeiria e Académica deCoimbra. A AAUMinho ficou em7º lugar da geral.A próxima prova de atletismo do calendário da FederaçãoAcadémica do Desporto Universitário (FADU)é já no próximo dia 10 março e terá como palco aCapital Europeia da Juventude: Braga.Futebol MA AAUMinho em tempos ditou cartas no futebole todos os anos apresenta-se com a esperançade voltar ao lugar que sente ser “seu”. IPViseu,o IPPorto, Académica e ISMAI são os grandes favoritosao título.Hóquei Patins MA modalidade que conta com mais atletas de 1ªe 2ª divisão promete mais uma vez muito espectáculoe jogos de grande qualidade. Académica eIPPorto são os favoritos, com a UPorto e a AAU-Minho a poderem provocar surpresa.Rugby 7’s (F/M)Aqui não existem favoritos, existe apenas a Académica,que reina a seu belo prazer há já algunsanos… em ambas as variantes.VoleibolNo voleibol, longe vão os tempos das super equipasda FADEUP e ISMAI no masculino. Nestemomento a Académica é a campeã e assume-secomo favorita. No feminino, e após a surpresa de2011, a AAUMinho vai tentar conquistar o títuloque perdeu para a AEFMUP.


desporto // www.dicas.sas.uminho.ptdPÁGINA 5 // 30.MAR.12UMdicasEuropean Universities Sports AssociationFernando Parente eleito membro do Comité Executivo da EUSAFernando Parente foi eleito para o comité executivoda Federação Europeia do Desporto Universitário(EUSA) com os votos de 30 países europeus. A eleiçãoaconteceu no passado dia 17 de março durantea Assembleia Geral decorrida em Maribor - Eslovénia,à qual compareceram 40 países membros, entre osquais Portugal representado pela FADU.ANA MARQUESanac@sas.uminho.ptFernando Parente é atualmente o responsável peloDepartamento Desportivo e Cultural dos Serviçosde Acção Social da Universidade do Minho (DDC--SASUM), tendo sido eleito para um mandato de 4anos (2012-2016) como Secretário da Comissão Internacionalde Controlo da EUSA.Esta Comissão é responsável nos eventos da FISU(Campeonatos do Mundo Universitários e Universíadas)por todo o processo de acreditação (controle daelegibilidade académica, nacionalidade, idade, pagamentos,etc.).O dirigente é ainda membro da Comissão Internacionalde Controlo da FISU (Federação Internacionaldo Desporto Universitário). Licenciado em EducaçãoFísica e Desporto, é Mestre em Gestão Desportiva,tendo enquanto estudante assumido diferentes cargosde dirigente associativo nomeadamente na AE-FCDEF (atual FADEUP), FAP e FADU, onde fez parteda direção.Para além de Fernando Parente, foi também eleitooutro português para a Comissão Médica Internacionalda FISU - Carlos Magalhães, da qual já fazia partedesde 2003. Médico de profissão, diretor da Unidadede Cirurgia Geral no Ambulatório do Hospital Geralde Santo António no Porto, tem ainda uma especializaçãoem medicina geral e medicina desportiva.Enquanto estudante também passou pelas diversasestruturas associativas da academia portuense ondeestudou, bem como pela própria FADU, integrando amesa da assembleia geral.Desta Assembleia Geral, foi ainda eleito o polacoAdam Roczek para presidente da EUSA, derrotandonas urnas o anterior presidente Alberto Gualtieri.CNU Ténis de Mesa, Badminton e TénisRaquetes da AAUMinho conquistam oito medalhasA AAUMinho foi à capital e mostrou que nas raquetes,quem manda são os minhotos! Nos CNUsde Ténis de Mesa, Badminton e Ténis, o domíniofoi total tendo conquistado oito medalhas: uma deouro, cinco de prata e duas de bronze!NUNO GONÇALVESnunog@sas.uminho.ptFotografia: Joana Meira/FADUA cidade de Lisboa foi mais uma vez palco, nospassados dias 28 e 29 de fevereiro, para as trêsgrandes provas coletivas dos desportos de raqueteda Federação Académica do Desporto Universitário(FADU).O Estádio Universitário foi durante estes dois diaso local por onde passaram alguns dos melhoresatletas nacionais nas modalidades de Badminton,Ténis-de-Mesa e Ténis, sendo que nesta ultima,estiveram em prova alguns atletas com rankingATP!A AAUMinho foi uma das inúmeras academias quese fez representar nesta “troika” de provas, levandoconsigo na bagagem a esperança e a vontadede lutar pelas medalhas até à última gota de suor.A esperança não foi defraudada e a determinaçãofoi imensa, como se veio a verificar.No badminton, onde durante anos os minhotos reinaramsem contestação até à chegada em forçada Académica de Coimbra, o equilíbrio entre estasduas forças foi dominante. Das nove medalhasem disputa, quatro foram para a AAUMinho e trêspara a Académica.Nuno Sá (Mestrado em Finanças) e Jorge Carvalho(Engª. Eletrónica) estiveram em particulardestaque ao conquistarem o ouro nos pares masculinos,batendo a dupla de Coimbra que tinha oatleta nº1 do ranking nacional.Rui Almeida (Engª. Mecânica) e Ana Ferreira (Engª.Biológica) subiram ao 2º lugar do pódio nos paresmistos, assim como a dupla Inês Bastos (Engª.Gestão Industrial) e Ana Ferreira nos pares femininos.Finalmente, o par Nuno Sá e Inês Bastosarrecadaram o bronze nos pares mistos.Para a técnica da UMinho responsável pela modalidade,Carla Guimarães, “melhor era impossível,ainda porque nos apresentámos sem três dos nossosmelhores atletas.”Já no Ténis-de-Mesa, e quando ainda falta o CampeonatoNacional Universitário (CNU) Individual(este foi o de pares), os atletas minhotos já conseguiramigualar o número de medalhas conquistadasem 2010/2011: quatro.No CNU de Equipas, o primeiro deste ano letivo2011/2012, a AAUMinho já havia conquistadouma medalha (prata), à qual veio juntar mais três(duas de prata e uma de bronze) neste de Pares.As duplas responsáveis por mais este sucesso foramas seguintes: Joni Sousa (Psicologia) e CristinaLeal (Línguas e Literaturas Europeias) nos paresmistos, Tiago Abreu (Gestão) e Joni Sousa nospares masculinos, e Cristina Leal e Ana Teixeira(Eng. Mecânica) nos pares femininos.Para Tiago Abreu, que para além de atleta acumulaas funções de técnico, esta participação foi“bastante positiva” e apenas lamentou que nospares mistos não tenha conseguido chegar aobronze com a sua colega Ana Teixeira.A encerrar esta vitoriosa jornada de dois dias,coube ao Ténis a última subida ao pódio. A duplafeminina Maria Matos (Medicina) e Francisca Silva(Gestão) tiveram uma excelente performance,tendo apenas sido travada pela dupla da UniversidadeNova, Margarida Fernandes e Olga Serbyn.O nível competitivo este CNU Ténis esteve niveladopor cima, como o confirmou o técnico minhoto,Amadeu Pereira: “A competição foi intensa e onível desta estava bastante elevado, com atletasem prova que já tiveram classificação ATP. A nossaprestação foi boa, mas o sistema competitivo adotadonão ó melhor para a variante de pares, nãopermitindo qualquer margem para erros.”Amadeu revelou ainda que “a escolha de Lisboapara a realização deste CNU foi o motivo pelo qualo nível esteve tão alto”. Das nove medalhas emdisputa, apenas uma não ficou na capital: foi a depares femininos que veio para o Minho!UMinho participou no “2012minutos a nadar”A Universidade do Minho (UMinho) esteve representadapor oito alunos/atletas de natação, noevento “2012 minutos a nadar” a atividade esteveinserida na Capital Europeia da Cultura e juntoucerca de 1900 participantes que superaram o objetivode nadar durante 2012 minutos.ANA MARQUESanac@sas.uminho.ptO evento teve lugar no Complexo de Piscinas deGuimarães, tendo-se iniciado dia 10 março pelas9h30 e encerrado dia 11 pelas 19h02. Durantemais de 33 horas, cerca de 1900 pessoas nadaramininterruptamente no âmbito da iniciativa “2012minutos a nadar” enquadrada na programação de“Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura”.Foram cumpridos no total dos dois dias 120 quilómetros,os atletas da UMinho fizeram à sua parte3900 metros, os quais foram realizados entre as6h00 e as 6h50, pois tal como referiu o responsávelda UMinho pela atividade, Francisco Pereira“entre as 00h00 e as 7h00 era um dos períodosmais críticos e como os nossos alunos/atletas sãojovens e tem espirito, aderiram com o maior prazer”.Segundo Francisco Pereira a atividade foi muitoorganizada “existia junto da pista, atrás do blocode partida uma porta com o logo da CEC para osatletas passarem e preparem a saída do bloco, aolado havia uma mesa da organização responsávelpelo bom desenrolar da atividade. Cada atleta tinhade nadar no mínimo 50 metros e no máximo 200,assim elaborei um plano de treino com a ordeme os metros que cada um nadava, pois quandoum atleta terminava junto da parede da piscina ooutro tinha de partir do bloco, ou seja, era obrigatórioestar sempre alguém naquela pista a nadar”reiterando ainda que “os metros e as horas eramregistados e apresentados num quadro eletrónicocolocado na parede da piscina, ou seja, quandoum atleta tocava na parede da piscina contava noquadro” referiu.Entre os atletas minhotos estiveram: Anna SophiaPiacenza Moraes – Doutoramento; Maria do CéuTeixeira de Macedo – Biologia/Geologia; VanessaPereira de Oliveira – Eng. Materiais; Maria MimosaTeixeira de Macedo – Matemática Aplicada; TiagoAlexandre da Silva Monteiro – Investigação; RafaelLages Ribas – Eng. Civil; Carlos Miguel OliveiraCarvalho – Tecnologias e Sistemas de Informação;Eduardo Manuel Machado – Eng. Comunicações.O evento contou com a presença de António Magalhãese João Serra, presidentes da Câmara Municipalde Guimarães e da Fundação Cidade deGuimarães, para além do Vereador do Desporto daCâmara Municipal de Guimarães, Amadeu Portilha(primeiro nadador da prova). Paulo Cruz, administradorda Fundação Cidade de Guimarães, e oatleta Paulo Sousa (que numa das pistas do nadoudurante 12 horas).


dPÁGINA 6 // 30.MAR.12UMdicasdesporto // www.dicas.sas.uminho.ptEntrevista a Jean-Michel Fernandes, atleta de taekwondo da UMinho.“A pressão e a ansiedade são partes integrantes do jogo”Jean-Michel Fernandes, aluno da Licenciatura emBioquímica, é mais um dos produtos de sucesso daescola de taekwondo do SCBraga. Invicto em sololusitano desde 2006 e com 11 títulos nacionais conquistados,esta máquina demolidora também faz estragosfora de portas, tendo conquistado em 2010,no México, o título de Vice-Campeão Mundial de Juniores(-78kg). Mais recentemente, em 2011, e logono seu ano de caloiro, Michel conquistou o título deVice-Campeão Europeu Universitário. Vamos entãoagora conhecer um pouco melhor este jovem atletaque está inserido no programa tutorial de apoio aalta competição da UMinho (TUTORUM).NUNO GONÇALVESnunog@sas.uminho.ptCom que idade iniciaste a prática competitivado Taekwondo e onde?Iniciei a prática do Taekwondo com 7 anos numginásio chamado Koryo.Achas que o taekwondo ajudou no teu desenvolvimentoenquanto indivíduo?Sim, sem dúvida que a prática do Taekwondo meajudou no meu desenvolvimento, pois são nos incutidosvalores desde pequenos, como o respeito,espirito de equipa, amizade, responsabilidade, quesão fundamentais para o desenvolvimento enquantoindividuo.Qual foi o papel da tua família no teu percursoenquanto atleta de alta competição?Foi graças a minha família que me tornei no atletaque sou. Entrei para o Taekwondo muito por causado meu pai, que queria que eu realizasse um desportodiferente, que conhecia de vista. Foram eles(os meus pais) que me transportaram todos osdias à noite para os treinos, durante muitos anos,assim como o suportaram os custos inerentes.Quantas vezes treinas por semana, e quantotempo?Actualmente treino 6 vezes por semana, aproximadamente2 horas por dia. No entanto dependendoda época e prova em questão, o tipo de preparaçãovaria, podendo chegar a treinar duas vezes por dia,Algumas pessoas associam as artes marciaisa comportamentos violentos. O quetens a dizer a essas pessoas?Digo, que esse pensamento está a meu ver errado.Pela experiência que tenho, denoto que os praticantestendem a evitar comportamentos violentos,pois estão cientes das consequências.A maneira como tu lidas com a pressão e aansiedade antes dos combates é algo que tuconsegues trabalhar e treinar, ou simplesmenteé algo com que apenas lidas na horaem que entras no tatami?A pressão e a ansiedade sãopartes integrantes do jogo, emuitas vezes são decisivaspara o desfecho do combate.Sendo parte integrante dojogo é algo que é treinado edesenvolvido com ajuda dopsicólogo de equipa.Qual foi para ti o combate mais difícil quetiveste até hoje?O combate mais difícil para mim foi no Open da Inglaterraem 2011 contra o Inglês Aaron Cook, queé o Campeão Europeu em título e é actualmenteo nº3 do ranking mundial na categoria de -80kg.És atualmente Campeão Nacional Sénior eVice-Campeão Europeu Universitário. Qual épara ti a grande diferença entre a competiçãofederada e a competição universitária?Para mim a única diferença entre estas competiçõesé somente o nome, tudo o resto é exactamenteigual: eu versus um adversário.“... O segredo é sempre omesmo, treinar, treinar e treinarmais. O sucesso aparecerá seisto for cumprido e desfrutado.”Neste último Europeu Universitário, que foiorganizado pela UMinho, conseguiste a medalhade prata. Foi difícil? Qual é a sensaçãode logo no primeiro ano de universidadeconquistar algo tão importante?Este europeu estava bem presente nos meus objectivos,apesar de ser estreante. Preparei-me bempara esta prova e realizei três combates com bonsatletas. Não foi fácil alcançar a prata, mas estavaconfiante e motivado para tal. A sensação no fimfoi acima de tudo de enorme satisfação e de “missãocumprida”.Em 2010 participaste no Mundial de Juniorese conquistaste o titulo de Vice-CampeãoMundial. Ainda te recordas de como foi essedia e o que significou para ti?Sim, recordo-me bastante bem desse dia, pois foio dia mais importante paramim nestes anos todos deprática de Taekwondo. SerVice-Campeão Mundial é algoinexplicável, algo impossívelde expressar por palavras. Aisto acresce-se que esta foi aprimeira e única conquistadano escalão em 35 anos de Taekwondo em Portugal,o que fez com que este título tivesse aindamuito mais significado para mim pois faço parteda história do Taekwondo Português.Qual é o teu segredo para tantos sucessosdesportivos?O segredo é sempre o mesmo, treinar, treinar etreinar mais. O sucesso aparecerá se isto for cumpridoe desfrutado.Os Jogos Olímpicos de 2016 são um sonhoou algo mais?Os Jogos Olímpicos são “O Sonho”. É o meu grandeobjectivo desportivo, é aquilo que me motivapara treinar. Obvio que há muito trabalho até láchegar, mas com tempo e muito treino acontecerá.O facto de competires e pelo teu atual clubecondicionou a tua escolha de Universidadesquando concorreste? Porque?Não, de forma alguma. Sempre me senti bem emBraga, e sempre manifestei vontade de cá continuara estudar, daí a escolha.Para muitos atletas de alta competição torna-sedifícil conciliar os estudos com a práticadesportiva. Como é que tu conseguesgerir esta nem sempre fácil “relação”?Não é fácil, porque há sempre muita coisa a acontecer.Mas com alguns sacrifícios de saídas, jantares,etc e planificações de estudo, consegue-seconciliar os dois.A UMinho iniciou em Portugal um programapioneiro no que diz respeito ao apoio aosatletas de alta competição, o TUTORUM. Oque pensas desta iniciativa e do programaem si?É sem dúvida uma iniciativa muito interessante eque demonstra que a Uminho se preocupa comtodos os seus estudantes. Graças a este programaa conciliação do estudo com o desporto acaba porser mais fácil, porque podemos contar com as ajudasdos professores e temos maior flexibilidade emtermos de prazos.Já recebeste apoio através do TUTORUM?Se sim, em que áreas?Não, ainda não.Os teus objetivos pessoais passam por umacarreira profissional no taekwondo ou os estudosvêm em primeiro lugar?Sem dúvida que o Taekwondo é a minha paixão, eque gostava de fazer dele uma carreira profissional,contudo ainda não é possível em Portugal, devidoá falta de conhecimento e de apoios institucionais.Por estas razões os estudos são extremamente importantespara a construção de um futuro sólido.Descreve-me um dia na vida do Michel.Um dia na vida do Michel difere pouco do de umapessoa normal. Passa por acordar, ir para a universidade,estudar, namorar, treinar, e voltar para olar para recuperar energias, porque no dia seguintehá mais.


desporto // www.dicas.sas.uminho.ptdPÁGINA 7 // 30.MAR.12UMdicasCasos de Sucesso de ex-atletas da UMinhoAlberto Abreu“Escolher a UMinho foi muito fácil, pois já conhecia a Universidade…”Alberto Abreu, figura histórica do andebol da UMinho,é actualmente Coordenador da Qualidade,Ambiente e Segurança de uma empresa que faz arecepção, armazenagem e a distribuição de combustíveislíquidos nos Açores. Alberto, tal e qualcomo no desporto, sempre se mostrou à altura dosdesafios e quando teve a oportunidade de partirpara os Açores, não olhou para trás. Hoje nestestempos de crise, é um exemplo de sucesso profissionale pessoal, um exemplo que vamos passaragora a conhecer um pouco melhor.NUNO GONÇALVESnunog@sas.uminho.ptO que é que te levou à UMinho e ao curso deEngenharia Mecânica?Engenharia Mecânica era o curso com o qual eu meidentificava, a minha 1ª escolha, o gosto pessoalpelo mexer, fazer e inventar. Desde pequeno quefazia os meus próprios brinquedos, como carros emotas de madeira, violas, arcos e flechas. Atualmente,até as armas de pesca submarina, que pratico,são de madeira feitas por mim. A Engenhariaestá presente em cada uma delas. Escolher a UMinhofoi muito fácil, pois já conhecia a Universidade,tinha ótimas impressões acerca das garantias quedaria, além de que era próxima da minha casa edo Desportivo Francisco de Holanda, clube no qualjogava na altura.De que forma é que a tua escolha moldou oteu futuro profissional?Posso dizer que hoje não seria o que sou, não estariaonde estou e não faria o que faço, se não tivesseentrado em Engenharia Mecânica na UMinho. Sintoque foi este curso e a UMinho que me deram as basesnecessárias para poder traçar e moldar o meucaminho.Como é que foram esses anos na academiaminhota?(Lágrimas…risos) Indescritíveis. Daria um livro. Livrodo qual muitas vezes em pensamento folheioalgumas páginas…Como é que se deu a tua entrada para o desportona UMinho?Pela praxe (risos). Estava a ser praxado e disseassim: “Sr. Eng.º preciso de me ir embora parair ao treino de andebol”… “O Caloiro é jogador deandebol?... Então tem de jogar pela UMinho”. Unsdias mais tarde vim a encontrar um “Sr. Eng.º” quetinha jogado comigo nos escalões mais jovens doDesportivo Francisco de Holanda, o Eduardo, queme “arrastou” para o Andebol da UMinho.Que actividades desportivas praticaste naUMinho?Andebol e usufruto dos ginásios.Que recordações guardas do desporto universitário,das actividades desenvolvidas naUniversidade e pela Universidade?As recordações são tantas que seriam precisasas próximas 345 edições do jornal para as podercontar (risos). São tatuagens primorosas pelo corpotodo, das quais gostamos e não nos queremosseparar nunca…Nos anos em que estive na UMinho foi feito umtrabalho excelente de desenvolvimento do desportouniversitário e que continuou até aos dias de hoje.Feito por pessoas fantásticas, que ainda hoje estãoem função, se fosse falar delas eram mais umasquantas edições do jornal (risos). Quando comeceino andebol da UMinho a oferta de modalidadesdesportivas era bastante reduzida e basta olharpara os dias de hoje para ver que muito mudou, nãosó na quantidade, mas acima de tudo na qualidade.Qual é a sensação de teres pertencido àequipa da AAUMinho com mais títulos nacionaise que marcou uma geração?Os títulos apareceram por acréscimo (risos). A vontadede estarmos juntos, de partilhar os momentos,a amizade e o respeito que tínhamos uns pelos outros,a nossa forma de estar peculiar era diferentede todos os outros, é difícil para qualquer equipaprofissional, seja qual for a modalidade, em queparte do mundo for, conseguir ter uma coesão tãogrande. Tudo isto era natural, ninguém fazia fretes,ninguém ganhava nada com isso (por vezes atéhaviam lesões que davam chatices), apenas queriamaqueles momentos únicos. A união da nossaequipa vulgarizava aquilo que o José Mourinho fazactualmente (risos). As convocatórias não eram fáceis…Muitas vezes por telefone, “chateando” aspessoas que conhecia para ir jogar. Agradeço aqui orespeito e amizade que sempre tiveram e ainda têmpor mim. Foi este respeito que tornou o andebolda UMinho naquilo que é atualmente. As pessoasque estão hoje à frente do andebol sabem muitobem o valor das minhas palavras porque estiveramlá e sentiram. O facto de termos grandes jogadorestambém ajudou, mas as outras equipas tambémtinham e não faziam o que nós fazíamos. “Ó Bertinho,eu não quero saber se vou jogar… eu só queroé ir…” Depois de duas finais perdidas, uma delasem Braga, tive a responsabilidade de passar a treinador/ jogador e nos 5 anos à frente do andebolda UMinho fomos Pentacampeões Nacionais Universitáriose Tricampeões do Torneio Internacional“Paraíba Handebol Cup” solidificando o andebol deuma forma Mítica, “Ou Vai ou Racha” (risos) ”. Oandebol feminino também foi uma vez Campeão.Achas que foi importante (o desporto) no teudesenvolvimento enquanto indivíduo?Foi importantíssimo. A disciplina, o respeito, o companheirismo,o empenho,… São tudo valores quese fomentam no desporto e que utilizo no meu dia--a-dia.O teu trajecto académico terminou pela UMinhoou avançaste para outros patamares?Para já, ficou-se pela UMinho.A entrada no mundo profissional, como éque aconteceu?Sendo a minha esposa (na altura namorada) dosAçores, numa das minhas vindas a São Miguel,perto de terminar o meu curso, sondei um potencialtipo de negócio que me fez conhecer algumaspessoas que me pediram para eu depois entregaro meu curriculum vitae. Mal eu sabia que passadospoucos meses estava, em apenas uma semana, adeixar a vida que levava no Continente (incluindo ocargo de treinador de andebol da UMinho) e a virpara São Miguel trabalhar.Foi difícil essa passagem do mundo académicopara a realidade do mundo do trabalho?A integração no mundo do trabalho foi facilitadapela capacidade que tinha no relacionamento comos colegas fazendo com que, com alguma espontaneidade,fosse muito bem aceite pelas pessoascom quem interagia. Estando este aspecto ultrapassadoo resto é empenho, disciplina e respeito (useias mesmas palavras que tinha escrito atrás paramostrar a importância do desporto) precisamente.Em que área estás a trabalhar e quais são astuas funções?Estou ligado a uma Empresa que faz a recepção,armazenagem e a distribuição de combustíveislíquidos nos Açores, incluindo os da aviação. SouCoordenador da Qualidade, Ambiente e Segurança,Técnico Superior de Segurança e Higiene no TrabalhoNível V e Responsável Operacional.Na tua área profissional, como é que está actualmenteo mercado de trabalho?A área profissional do comércio por grosso de combustíveislíquidos, principalmente aqui nos Açores,é bastante limitada.O que é que te levou a viver nos Açores?O facto de a minha Esposa ser de cá aliado à propostade trabalho recebida foi o ponto de partida. Ajuntar a estes dois factores, a paixão pelo mar, pelapraia, pela água quente, pela pesca submarina epela paisagem que me proporcionam uma elevadaqualidade de vida. Quando viajo, por vezes uso aexpressão “Eu quero é voltar prá Ilha” (risos).Qual é a tua visão do estado actual do nossopaís?A situação actual no nosso país, conjuntamentecom o resto da Europa, é bastante crítica. No nossopaís o modelo político está desacreditado, a mudançatinha de ser drástica e isso dificilmente vai acontecer.Considero inadmissível que seja necessárioque meia dúzia de elementos da Troika venhamavaliar o estado do País e chegar a conclusões quecentenas de Governastes não conseguem, e pior,não têm vergonha. Era como chegar alguém à minhaEmpresa e em 2 dias apresentar mais trabalhodo que eu em 7 anos; ridículo não?A realidade social e profissional nas ilhas émuito diferente da do continente?Os Açorianos são um povo bastante acolhedor, sónão gostam é do continental que chega cá com a“mania que é esperto”, a falar alto e com comentários“foleiros”, sem saber que por vezes quem estáao lado conhece o Continente melhor do que elese sabe que onde eles vivem é quase atrás de umarocha (risos). Não vou enumerar as vezes que issojá me aconteceu (risos).São muito religiosos e festivos, com tradições muitopróprias e uma pronúncia única da qual se orgulham.As dificuldades sociais e profissionais sãoidênticas às do continente, com os mesmos escalõessociais a sofrer com a crise e o desemprego aafectar em proporções idênticas.Nas engenharias tem-se a ideia que é maisfácil encontrar trabalho no estrangeiro. Nuncate sentiste seduzido a emigrar e conheceruma nova realidade profissional/social?Não considero uma mais-valia para o país que osrecém-licenciados procurem emprego no estrangeiro.Aliás, devemos criar riqueza com aquilo que énosso e não abrir as portas de tal forma que nosvenham comer o pão que temos na mesa.Acreditas que o Empreendedorismo é umasolução para alguns dos actuais problemasdos jovens licenciados?Se derem oportunidades a quem têm ideias e vontade,acredito seguramente que muitos dos jovenslicenciados poderão abrir a uma boa janela de trabalho.Mas o futuro nunca lhes cai nas mãos facilmente,e um espírito empreendedor é essencialtambém, para encontrar e/ou gerar estas mesmasoportunidades.Como é o dia-a-dia de Alberto Abreu?Sou isento de horário e normalmente chego ao trabalhoentre as 8 e as 9 horas, deixando 1º o meu“Alberto Abreu” de 3 anos na creche, sendo que,algumas vezes posso antes de ir trabalhar já ter feitoo meu treino de ginásio, neste caso com início às6 da manhã e com duração de 1,5 horas (tenho afacilidade de ter ginásio em casa). A minha hora desaída, em dias normais, é entre as 17 e 18 horas.Depois de ir receber aquele sorriso, abraço e beijodo “Alberto Abreu” júnior regresso a casa, regressoeste, que entre Junho e Setembro, pode ser interrompidopela ida à praia ou à pesca submarina atéao cair da noite. Pratico actividade física 3 vezespor semana no ginásio (em casa) e uma vez umdesporto colectivo com amigos.Que conselho deixas aos milhares de estudantesda UMinho que procuram um futuromais risonho através de um curso superior?Acima de tudo nunca desistir e chegar ao fim docurso. Será uma mais valia sempre. Não se prendamapenas às aulas e ao estudo, o convívio que aUniversidade proporciona e as actividades que desenvolve(desporto ou outras) potencia a capacidadede lidar com os outros, que é muito importanteno dia-a-dia que vão encontrar pela frente.


dPÁGINA 08 // 30.MAR.12UMdicasacademiaBruno Barracosa, Presidente da FADU“Queremos colocar o Desporto Universitário na ordem do dia.”Bruno Barracosa, aluno de Engenharia e GestãoIndustrial no Instituto Superior Técnico de Lisboa,é o rosto visível de um desporto universitário emPortugal que procura “quebrar” os seus limites eatingir novos patamares de excelência. Após algunsanos mais complicados, a FADU (Federação Académicado Desporto Universitário) começa agora aestabilizar e alicerçar-se de modo a que o desportono ensino superior esteja orientado não apenaspara a competição, mas também para a recreação.Ao longo desta entrevista vamos ficar a conhecer oque levou este jovem universitário a abraçar esteprojeto, os objetivos que tem para a FADU, o atualestado desta e a sua imagem dentro e fora deportas, bem como o estado de preparação para asFases Finais dos CNUs e Mundiais Universitáriosque a UMinho vai organizar em 2012.Neste segundo mandato, quais são os principaisobjetivos e projetos que tens para aFADU?Os projetos que a equipa que lidero se propôs arealizar são demasiados para referir numa entrevistacomo esta, pelo que deixo apenas algumasbreves referências. Tendo o desporto e atividadefísica como pano de fundo, queremos ter mais jovensestudantes a praticar alguma forma de atividadefísica, seja ela desportiva, em ginásios ou poriniciativa própria. Queremos apostar na formaçãodos dirigentes para que estes consigam dar aosestudantes as atividades que os cativem mais equeremos criar as ferramentas para que mais emais estudantes conheçam o nosso trabalho. Emsuma, queremos colocar o Desporto Universitáriona ordem do dia.O que te levou a assumir a presidência daFADU?A FADU foi em 2010 uma consequência lógica. Depoisde um percurso marcadamente associativo estudantil,e de uma passagem pelo Desporto no EnsinoSuperior de Lisboa, encarei esta oportunidadede presidir a uma estrutura desportiva nacional,não só como uma ferramenta de aprendizagem eaquisição de novas valências, mas principalmentecomo uma oportunidade de contribuir para a evoluçãoe desenvolvimento do Desporto no EnsinoSuperior Português.Como é que encontraste a FADU quando assumistea presidência?A FADU encontrava-se num estado complexo emtermos de organização. Se é verdade que existiu aolongo dos anos um trabalho notável em termos derecuperação e estabilização financeira, também éverdade que encontrei uma estrutura deficitária emtermos de organização formalinterna. As ferramentase os recursos humanos existenteseram, e ainda são emalguns casos, insuficientes.NUNO GONÇALVESnunog@sas.uminho.ptQual foi a tua grandemeta no primeiro mandato?O grande mote do primeiromandato, que foi um mandatode transição em termos estatutários, assentavaprincipalmente na revisão conceptual do”target” em termos desportivos da FADU. Duranteanos estivemos virados exclusivamente para a vertentede competição formal e agora focámo-nos nareflexão e desenvolvimento de conceitos e objetivosque nos permitissem abraçar as vertentes do desportode recreação/informal, a atividade física e odesporto para todos. Acaba por ser uma alteraçãode paradigma estruturante pois eleva bem alto osnossos objetivos de colocar os estudantes a praticarqualquer forma de atividade física, mais do quedesporto de competição em si. Na sua essência,acaba por ser um paradigma bastante complementarao trabalho que a FADU desenvolve de há longosanos para cá.“Será o meu último mandatocomo Presidente. Como qualquerpessoa que mais cedo ou maistarde estará de saída, claramenteambiciono deixar um legado quecontinue.”Pensas continuar ou o ciclo Bruno Barracosana FADU termina no fim deste mandato?Fui há pouco tempo reeleito para um 2º mandatocomo Presidente da FADU. Será o meu últimomandato como Presidente. Como qualquer pessoaque mais cedo ou mais tarde estará de saída, claramenteambiciono deixar um legado que continue.Quais foram as grandes mudanças/alteraçõesimplementadas na FADU durante a tuadireção?Um ano é algo que passa muito rápido, e muitasdas alterações que se implementam demoramalgum tempo a produzir resultados. No campooperacional obviamente um destaque para a novaimagem, que será uma ferramenta decisiva nanossa estratégia de comunicação futura. No campodesportivo, implementámos o novo modelo defases finais, bem como trabalhámos na antecipaçãoem geral dos prazos de atribuição de eventose provas. Apostámos na realização de semináriose no desenvolvimento de parcerias e novas áreasde atuação para a FADU. Na calha temos muitasnovidades para serem implementadasao longo destemandato.No teu entender o desportouniversitário játem a visibilidade e oreconhecimento pretendido?Depende da perspetiva emque analisarmos a questão.A FADU tem uma grande visibilidade e reconhecimentoinstitucional junto das federações parceirase outros organismos, do governo e das instânciasinternacionais nas quais participa. No entanto socialmentenão se pode dizer o mesmo. Existe umabaixa cobertura mediática o que dificulta a nossavisibilidade junto do nosso público-alvo, junto dapopulação em geral e principalmente junto deeventuais parceiros e patrocinadores.O que pretende a FADU com a entrada emorganismos, como por exemplo o CNJ?Tendo como “core business” a organização, promoçãoe desenvolvimento do desporto no ensinosuperior, a FADU pode e deve atuar nos fórunsque lhe estejam disponíveis para a promoção dosseus objetivos e agenda. O Conselho Nacional deJuventude é uma Organização não-governamental,representativa da Juventude Portuguesa, onde aFADU pode ter um papel fundamental na definiçãoe promoção do Desporto e da Atividade Físicacomo vetores fundamentais no desenvolvimento eformação integral dos Jovens Portugueses. Sendoa única estrutura estudantil de âmbito desportivono seio do CNJ terá a FADU certamente uma excelenteoportunidade para condicionar e promoveruma agenda interessante nesta área. Ainda, existemtambém outros fóruns onde a FADU ambicionaparticipar no futuro como por exemplo o ConselhoConsultivo de Juventude ou até o ConselhoNacional do Desporto, ambos órgãos consultivosgovernamentais. Acreditamos que quantos maisforem os Fóruns em que tivermos oportunidade dediscutir a temática relacionada com o Desporto eo Desporto no Ensino Superior, mais visibilidadeinstitucional e sensibilidade para o tema será conseguida.Neste momento a Federação comunica muitomais e de uma forma mais eficiente. Oque te levou a apostar tanto na comunicação?Uma das prioridade que elencámos imediatamentequando iniciámos funções foi a de aumentar a proximidadecom os estudantes, com as suas estruturasrepresentativas e com os media. Nesse sentidoa aposta na comunicação é fundamental. Emborareconheça que hoje trabalhamos melhor esta área,também acredito que ainda há muito para fazer,especialmente na área das novas tecnologias.As Universíadas são sempre um dos momentosem que mais se fala da FADU nos media,mas também é um dos momentos, sobretudona preparação, que costuma ser maiscomplicado para vocês. Quais são as maioresdificuldades em termos organizativos efinanceiros?Em qualquer projeto de preparação de umas Universíadasmais cedo ou mais tarde somos confrontadoscom o facto de que é mais um projeto financeirodo que desportivo. Apesar do nível qualitativoque hoje em dia se atinge, e da estreita colaboraçãocom o Comité Olímpico de Portugal e com asFederações das várias modalidades, a verdade éque nem sempre conseguimos levar todos os atletasque teriam mérito e nível para participar. Nofundo é um sentimento de oportunidade perdidaque fica quando sentimos que mais estudantesmereciam participar do que aqueles que temoscapacidade de levar connosco. Afinal de contas, éuma oportunidade única na vida de qualquer atleta--estudante participar no 2º maior evento multidesportivodo mundo.A Federação ainda está muito dependenteda tutela para atingir os seus objetivos deafirmação internacional?Está, e continuará de certa forma a estar no futuro.Não nos podemos esquecer de que a representaçãointernacional e constituição de seleções nacionaisé um poder público que nos é delegado em virtudeda utilidade pública desportiva. Não deixa portanto


academia // www.dicas.sas.uminho.ptdPÁGINA 09 // 30.MAR.12UMdicasde ser uma responsabilidade parcial do Estado poisestamos a falar da representação externa do nossoPaís. Devemos obviamente tentar sempre angariaro máximo de apoios que nos permitam, para alémdo mínimo garantido pelo Estado, fazer uma participaçãoque nos orgulhe a todos.A AAUMinho este ano vai organizar doismundiais universitários e as Fases Finaisdos CNUs. Como se encontram os preparativospara estas provas?A AAUMinho é uma instituição com uma comprovadaexperiência na organização de eventos desportivosuniversitários. O Campeonato Europeu deTaekwondo realizado em Dezembro de 2011 emmenos de 3 meses só veio reforçar ainda maisessa capacidade. Os dois mundiais estão na retafinal da sua organizaçãoe os CNUs já estão praticamentefinalizados.Daqui a 2 semanas vamosreceber em Bragae Guimarães os mais de2500 participantes nasFases Finais deste anoe vai ser sem dúvida umevento inesquecível paratodos aqueles que tiverama oportunidade de sequalificar.O futsal continua a ser a modalidade colectivana qual a FADU marca presença em todosos mundiais. Qual é o motivo desta forteaposta?“Acreditamos que quantos maisforem os Fóruns em que tivermosoportunidade de discutir a temáticarelacionada com o Desporto e oDesporto no Ensino Superior, maisvisibilidade institucional e sensibilidadepara o tema será conseguida.”O futsal é uma modalidade com uma forte implementaçãoem Portugal, e especialmente junto dosestudantes. Nesse sentido é clara a opção pelaaposta no desenvolvimento da modalidade quer anível nacional, quer a nível internacional.Em 2014, a UMinho volta a ser palco paramais um mundial universitário, o de andebol.Achas que isto é a prova de que a FISUestá atenta e reconhece a qualidade das organizaçõescom a chancela FADU/UMinho?As instituições internacionais reconhecem de umaforma geral a capacidade de Portugal e da FADUde organizar eventos internacionais de excelência.Isso é algo que é claro nos diversos fóruns internacionaisem que participamos. É claro também o reconhecimentointernacional da AAUMinho/UMinhotendo em conta o seu jálongo palmarés de eventosorganizados. Estesfatores contribuíram claramentepara a atribuiçãodo Campeonato MundialUniversitário de Andebolem 2014.No último rankingdesportivo da EUSA,Portugal colocou duasacademias (Académicae UMinho) em 1º e 2º lugar. Achas queisto pode ser motivador para que cada vezmais as academias nacionais participemnas provas da FADU?Acredito que mais do que motivador para a participaçãodas instituições no quadro nacional, é umaferramenta de reconhecimento do investimento eaposta das instituições no Desporto no Ensino Superior.Quem vê Portugal em 2 anos consecutivoscolocar-se nos lugares cimeiros poderá pensar queé fácil, mas engana-se! Este resultado é fruto deum empenho e de muito trabalho nesta área, daíser importante este reconhecimento.Com a eleição do Prof. Fernando Parentepara membro do Comité Executivo da EUSA,o que pensas que vai mudar no panorama dodesporto universitário português?Acima de tudo será mais um fórum de discussãoonde Portugal vai assumir um papel de intervençãoe influência. O Prof. Fernando Parente, pela suaexperiência e empenho, irá certamente contribuirde forma decisiva no desenvolvimento do desportouniversitário no panorama Europeu. Esse mesmotrabalho, para além de dignificar a nossa imagem ea de Portugal, trar-nos-á certamente ferramentas ecompetências adicionais para o nosso trabalho nocampo nacional.Como decorreu o evento “Consumos Académicos”?É para repetir?Foi um evento bastante interessante que reuniuem torno de um objetivo muito nobre um grandenúmero de estruturas estudantis. Acima de tudofoi uma forma de tornar pública uma preocupaçãosocial que afeta os jovens estudantes portuguesese um assumir de responsabilidades no âmbito deuma promoção e sensibilização dos excessos quesão por vezes cometidos. O papel da FADU nestainiciativa acaba por ser o de promotor de estilos devida saudáveis que acabam por, de certa forma,compensar e combater estes hábitos. As entidadesenvolvidas assinaram um protocolo de colaboraçãoque prevê uma série de atividades isoladas e conjuntascom o mesmo objetivo: a sensibilização dapopulação estudantil. Este evento foi um início dealgo mais, e não um fim. Daqui a 1 ano será alturade avaliarmos o impacto das nossas atividades edecidir em que moldes continuar.A vertente social é cada vez mais uma preocupaçãoda FADU. Há mais algum projeto nacalha que nos possas revelar?Posso partilhar que a vertente social é uma áreaque nos preocupa. Embora a nossa atuação napromoção do desporto já tenha em si, no nossoentender, um papel social, acreditamos que se queremosatuar como uma ferramenta complementarna educação dos jovens estudantes portugueseshá temas dos quais não podemos fugir: a alimentaçãoe os estilos de vida saudáveis, o consumo deálcool excessivo, as drogas e o doping, a ética e ofair-play, entre outros. Vamos ao longo dos próximosmeses trabalhar em iniciativas nestas áreas.Que mensagem gostarias de deixar aos universitários?Acima de tudo uma mensagem de apelo à participaçãono desporto nas suas instituições. Mais doque uma forma de promoção de saúde e bem-estar,o desporto é uma ferramenta de aprendizagempara a vida. Aproveitem!


dPÁGINA 10 // 30.MAR.12UMdicasacademia // www.dicas.sas.uminho.ptLicenciatura em Línguas e Literaturas EuropeiasCristina Flores- Diretora de cursoO UMdicas esteve à conversa com a diretorade curso, Cristina Flores para quem ser diretoradeste curso é uma função muito exigente, àqual dedica muito do seu tempo, sendo que oter sido aluna nesta Universidade ajudou bastantee o facto de ter conhecido a licenciatura pordentro tem sido muito útil no cumprimento dasua função.ANA MARQUESanac@sas.uminho.ptQual a sua formação e trajeto académico?Sou formada em Ensino de Português e Alemãopela Universidade do Minho e doutorada emCiências da Linguagem, na área de LinguísticaAlemã.Como caracteriza a sua função de diretorade curso?Este curso é no fundo uma compilação de várioscursos, pois está dividido em três variantes esubdividido em 8 planos de curso. Antes de Bolonhatínhamos diferentes cursos em ensino delínguas, o curso pós-Bolonha agrega também essescursos, por isso gerir este curso é complexoem tudo, fazer horários, organizar opções, organizaras inscrições dos alunos nas variantes… serdiretora deste curso é bastante exigente, dedicomuito tempo a esta função. É já o meu segundomandato e este cargo tem absorvido muito domeu tempo. Ser diretora de curso não foi umaopção minha, acho que nunca é, acabei o doutoramentoe disseram-me que precisavam de mim,pois achavam que era muito organizada, uma característicaessencial para dirigir, principalmente,este curso.O que a motivou a aceitar “comandar”este curso?Este é o tipo de coisas às quais não se pode dizerque não, um dia tinha de ter um cargo e por issoachei que deveria começar já por este. Exercerum cargo faz parte das funções do professor universitário.As experiências anteriores têm-na ajudadono cumprimento da sua função de diretorade curso?Sim, penso que o facto de ter sido aluna nestaUniversidade ajudou bastante. Era aluna de umalicenciatura pré-Bolonha, mas muitas disciplinase professores mantêm-se, o facto de ter conhecidoa licenciatura por dentro tem sido útil.Quais são as maiores dificuldades no cumprimentoda sua função?A maior dificuldade prende-se mesmo com o trabalhoburocrático. Sei que foi boa a intenção daReitoria em introduzir ferramentas como o DUC,a plataforma elearning, os relatórios de autoavaliação,etc. só que a responsabilidade de gerirtudo ficou a cargo do diretor de curso, o que éum trabalho muito complexo, principalmentenum curso como este que tem à volta de 60 disciplinas.No seu entender, porque é que um futurouniversitário deve concorrer ao curso daLicenciatura em Línguas e Literaturas Europeias?Primeiro penso que não se deve concorrer a umcurso pensando apenas nas suas saídas, porquea situação do mercado de trabalho é muito instávele está a mudar constantemente. Penso quecada um deve seguir a área de que gosta. Nomeu caso gostava de línguas e de linguística, porisso acho que voltava a tomar esta decisão. Estecurso tem muitas mais-valias. Em primeiro lugartem as diferentes variantes e os diferentes planosde estudo, o que oferece ao aluno um leque variadode escolhas linguísticas. No caso do inglês,o aluno deve ter um bom nível para escolher avariante major inglês. Já quanto à segunda língua(a língua minor), pode ou não ter conhecimentosprévios. Quando reestruturei o curso, esteficou com dois perfis na língua minor. O alunoque entra no curso e não tem conhecimentos dealemão, francês ou espanhol pode começar dozero. Os alunos que têm conhecimentos entramnum perfil mais elevado, o que é uma vantagem.Depois, para um aluno que quer ser professorde línguas, este é o único curso que lhe dá osECTS necessários para entrar num mestrado emensino. Além disso, o curso tem algumas disciplinasde tecnologias, o que é uma mais-valia. Osalunos têm, logo no primeiro ano, tecnologias decomunicação nas humanidades. Os que gostamdessa área têm a possibilidade de escolher opçõesde tecnologias no 3º ano. Têm ainda váriasopções como marketing, animação cultural, opçõespedagógico-didáticas. Através das opções,o aluno também já é orientado para decidir qualo mestrado que pretende seguir posteriormente.E os alunos sabem que atualmente é muito importantesaberem línguas, pois muitos acabamo curso e vão para o estrangeiro trabalhar ouestudar.Quais são na sua opinião os pontos fortesdeste curso? E os pontos fracos?Os mais fortes são a possibilidade de combinaras línguas, de iniciarem a aprendizagem de umalíngua ou então irem para um perfil mais elevado,o facto de terem unidades curriculares de tecnologiase as diferentes opções. O mais complicadoneste curso é gerir os oito planos, fazer horários,por exemplo. Neste curso não conseguimos evitarfuros, pois há disciplinas comuns a todos osplanos e a outros cursos e, como agora temoscursos em pós-laboral e não dispomos de maispessoal docente (pelo contrário até), temos quepuxar os horários diurnos para mais tarde paraconseguir ocupar aquela faixa que é comum entreas 18h e as 20h, e é claro, por vezes, os alunosqueixam-se dos horários.O que caracteriza este curso da UMinhorelativamente aos cursos de Licenciaturaem Línguas e Literaturas Europeias de outrasuniversidades?Existem os cursos em Línguas, Literaturas eCulturas em Lisboa, Porto, Aveiro e Coimbra enoutras universidades, por isso, temos algunstermos de comparação. Relativamente às outrasuniversidades, a nossa nota mínima de entrada eos índices de procura do curso são muito bons.Os nossos indicadores de emprego também sãomuito positivos comparando com os de outrasuniversidades, por isso estamos bem.Existem hoje em dia excesso de profissionaisem determinadas áreas. O que podemesperar os alunos da Licenciatura em Línguase Literaturas Europeias quanto aomercado de trabalho?O que eu lhes digo é que não podem pensarque acabam o curso e têm emprego garantido.Estes alunos têm que fazer Erasmus, têm queestar abertos a ofertas de emprego e de estágio(também) no estrangeiro. Esta licenciatura é deapenas três anos, oferece uma formação de baseem línguas mas os alunos devem estar a abertosa prosseguir a sua formação, em Portugal ou noestrangeiro. Muitos dos nossos alunos vão fazermestrado para fora, aproveitam os intercâmbiose projetos interuniversitários, tanto durante a licenciaturacomo a nível da pós-graduação. Elesestudam línguas estrangeiras, por isso, passaralgum tempo no país onde podem falar a línguaque estudaram com falantes nativos é uma mais--valia importante.Acompanhou o período das reformas deBolonha, marcado por uma profunda alteraçãodo modelo de ensino. Como o avalia?A ideia era boa, mas o problema é a interpretaçãoque se faz de Bolonha, e cada país fez asua interpretação. Não sei se os alunos ganharammuito com Bolonha em Portugal, porquenós temos um sistema muito rígido. As nossaslicenciaturas têm um determinado número dedisciplinas que estão publicadas em Diário daRepública, se quisermos mudar uma disciplinatemos que fazer uma reforma e os novos planostêm que ser novamente publicados. É tudo muitopouco flexível. Um sistema como o que existe porexemplo na Alemanha vai mais ao encontro doespírito de Bolonha. Aí a licenciatura tem disciplinasobrigatórias e depois tem opções que osprofessores podem criar e oferecer pontualmente,como seminários, variando a oferta letiva.Penso que dessa forma os alunos ganham mais.Mas acho que Bolonha veio melhorar este curso.No caso das línguas saiu a parte da formaçãode professores. Quem quiser ser professor temque tirar o mestrado em ensino. A introdução deopções profissionalizantes foi positiva. Estas dãoaos alunos um cheirinho do caminho que podemprosseguir posteriormente. Um aluno que entreatualmente numa licenciatura de 3 anos tem queperceber que terá uma formação base e que teráque seguir depois o seu percurso, por exemplo,num mestrado.Quais são as suas prioridades para o cursonos próximos tempos?A prioridade é dar tempo para estabilizar o curso,depois de um período de reestruturações sucessivas.Desde que estou na direção de cursos jáfizemos 3 alterações ao(s) plano(s) de estudosdo curso. Fomos vendo onde é que havia problemase tentámos colmatá-los. Esta 3ª reforma jánão foi iniciativa minha, mas impulsionada pelaReitoria. No próximo ano, o curso já vai abrir coma opção UMinho, uma opção aberta a todos oscursos da UM. Será uma mais-valia os alunos poderemescolher uma opção que não é da áreado ILCH. Teremos ainda outras opções comunsa todos os cursos do ILCH. Espero que esse bolocomum facilite a organização da oferta das unidadescurriculares opcionais.Em relação ao curso, temos alguns projetos,como o projeto de tutoria em pares – TUTOPAR--LLE. Alunos de anos mais avançados ajudam oscolegas que têm mais dificuldades nas línguasou nas metodologias de estudo, durante duas horaspor semana. A iniciativa já funciona pelo 3ºano consecutivo e tem sido positiva. Agora temosque dar tempo para que estas reformas tambémdêem frutos.Quais são para si os principais desafios?Neste momento o principal desafio é o financeiro.Temos que ultrapassar esta crise. No ILCH estamoscom problemas na manutenção do corpodocente, sobretudo dos leitores, os docentes queefetivamente dão as aulas de línguas. O problemaé que temos os cursos, temos os horáriospós-laborais e cada vez menos pessoas para daras aulas. Daí a necessidade de juntar cursos emmuitas UCs. O maior desafio do curso é superarestas dificuldades financeiras e superar a crisenas Humanidades, que está a afetar toda a Europa.As Humanidades não geram o dinheiro queoutras áreas como as engenharias, economia,tecnologias, etc. conseguem gerar, e nunca o vãofazer.


academia // www.dicas.sas.uminho.ptdPÁGINA 11 // 30.MAR.12UMdicas37º Aniversário da Escola de Ciências da UM“Esperamos que seja reconhecido o valor dainvestigação”A celebração do 37º Aniversário da Escola de Ciênciasda Universidade do Minho (ECUM) decorreuno passado dia 24 de fevereiro, no Campus deGualtar. O “Dia da Escola” iniciou-se pelas 11:00com a sessão de abertura e consequente entregade Cartas de Curso, na qual marcaram presençailustres figuras como Filipe Vaz, presidente doConselho Pedagógico da Escola de Ciências, e ovice-reitor da UM, Rui Vieira de Castro.JOSÉ MARIA PINHEIROdicas@sas.uminho.ptA componente recreativa não foi esquecida com aactuação da Tuna de Ciências da UM - Azeituna,decorrendo posteriormente a cerimónia comemorativaoficial por volta das 14:30, contando coma presença do prestigiado reitor da UM, AntónioCunha.Inaugurada em 1995, a ECUM situa-se nos campide Gualtar e Azurém, desenvolvendo atividades deensino, investigação e interacção com a sociedade.Constituída por cinco departamentos e setecentros de investigação em áreas ligadas à Biologia,Geologia, Física, Matemática e Química. Já ainvestigação de impacto internacional traduz-se naelevada classificação dos seus centros, para alémde um corpo docente com 98% de professoresdoutorados.“Esperamos que com a anunciada revisão do sistemade financiamento por parte do Ministério daEducação e da Ciência seja reconhecido o valor dainvestigação como área da sustentabilidade da formaçãograduada, e como não podia deixar de ser,da formação pós-graduada. Deste modo, tem-severificado consequentemente uma reestruturaçãoda oferta formativa da Escola de Ciências nesseâmbito nos últimos anos”, afirma Estelita Vaz, Presidenteda Escola de Ciências.Já o reitor da UMinho, António Cunha,defende que “a escola se encontracertamente integrada num tecidouniversitário português, e até mesmoeuropeu, pelo que não podia deixarde destacar o papel da Escola a nívelinternacional, para além da sua disponibilidade.Assim sendo, a Escolade Ciências tem conseguido fazer umpercurso notável quer na área da investigaçãocomo na área do Ensino,concretizando-se num esforço reconhecidopela UMinho na sua reformulaçãocurricular.”Escola de Economia e Gestão da UM celebrou 30 anos de vida“Celebramos a pessoa na figura dos nossos alunos”A Escola de Economia e Gestão (EEG) celebrou30 anos de vida no passado dia 10 de março,uma cerimónia que contou com a presença dealguns ilustres, entre os quais o reitor da Universidadedo Minho, António M. Cunha, o Presidenteda Escola de Economia e Gestão, Professor ManuelJosé Rocha Armada, para além de representantesda Academia Minhota, como o presidentedo Instituto de Ciências Sociais (ICS), ou o presidenteda Escola de Direito.JOSÉ MARIA PINHEIROdicas@sas.uminho.ptA sessão solene iniciou-se pelas 10:15 com o discursodo Professor Rocha Armada, destacando acelebração de um modo bastante singelo “O quenos encontramos aqui a comemorar acima detudo são as pessoas na figura dos nossos colegase respectivo percurso de excelência, concretizando-senuma maior afirmação nacionale internacional da Escola.Para além disso, celebramos apessoa na figura dos nossos alunos”,sumariza o representantemáximo da EEG.Já o Professor Cadima Ribeiro,Presidente do Conselho de Escolada EEG, procedeu a uma retrospetivahistórica da Escola, realçandoos acontecimentos mais marcantesna estrutura da mesma, comoa criação do Departamento de RelaçõesInternacionais ou a fundaçãodo primeiro curso de Mestrado:“Quando iniciei funções em 1983, encontreiuma unidade funcional na qual se encontrava umgrupo de 6 pessoas contratadas, sendo a EEGum projeto partilhado por todos nós”, recorda odocente da UMinho.“É com prazer que me associo ao 30ºAniversárioda Escola de Economia e Gestão, percorrendo opercurso desta instituição com a maturidade quelhe advém. Deste modo, uma vez que nos encontramosnum contexto particularmente complexo,há que garantir mecanismos de diferenciação”,defende o reitor da UMinho, António M. Cunha,destacando ainda a criação de uma Escola deNegócios ao longo da sua exposição.Posteriormente, efetuou-se a entrega de Cartasde Curso e Prémios Escolares, finalizando-se asessão com um recital do Decateto de Metais daUMinho, sob a direção de Vasco Faria.Projeto NanoValor apresentado na UMinhoA Universidade do Minho recebeu no passado dia6 de março, o 1º Fórum NanoValor - Valorizaçãode resultados de I&DT em Nanotecnologia naEuro-região Norte de Portugal/Galiza. O eventoserviu para apresentar o projeto, o qual juntoupersonalidades da área, universidades, empresas,e centros de investigação que discutiram ofuturo do setor da nanotecnologia.ANA MARQUESanac@sas.uminho.ptO Projeto Nanovalor junta oito parceiros (Universidadedo Minho, Porto e Santiago de Compostela,TecMinho, INESC-Porto, INL, AIMEN e FundaciónEmpresa-Universidad Gallega), sendo este projetofinanciado pela União Europeia, pretende-se sobretudoo aumento da competitividade na EuroregiãoNorte de Portugal-Galiza de forma a garantiro crescimento económico sustentável da região.A sessão de abertura decorreu pelas 10h00 nocampus de Gualtar contando com a presença dovice-reitor, Rui Vieira de Castro, e do pró-reitorVasco Teixeira - coordenador do projeto NanoValor,que apresentou o projeto, referindo os seusobjetivos, missão, motivações, equipa, beneficiáriose âmbito. Um Projeto que visa essencialmentereforçar os laços institucionais entre os atores--chave na área da Nanotecnologia das regiões doNorte de Portugal e da Galiza, através da criaçãoe formalização de um Pólo de Competitividade(PCT). Segundo Vasco Teixeira pretende-se sobretudo“criar condições para que os investigadorespossam desenvolver trabalho na área e abrirportas para os projetos resultantes no mercado”.Segundo este “existe no Norte de Portugal e Galizauma forte base de conhecimento científico naárea da nanotecnologia”, sendo que “ainda nãohá grandes resultados de valorização económicadesse conhecimento”.Após a apresentação, seguiu-se o painel “Construçãode parcerias estratégicas entre instituiçõesde I&D e empresas” que reuniu Joaquim Carneiro(moderador –UMinho), Ricardo Ferreira (INL - InstitutoIbérico de Nanotecnologia), Raúl Fangueiro(UMinho), João Ventura (Universidade do Porto),José Caldeira (INESC-Porto), María de la Fuente(USC - Universidade de Santiago de Compostela)e Jorge Arias (AIMEN - Associación de InvestigaciónMetalúrgica del Noroeste).Introduzindo o painel, Joaquim Carneiro começoupor referir que “a sociedade bracarense ainda nãopercecionou o impacto do Laboratório InternacionalIbérico (INL) ” reiterando ainda que “a cidadeé conhecida mundialmente com a instalação doINL na cidade”.O evento visou partilhar experiências entre investigadoresde grupos e centros tecnológicos, representantesde empresas e instituições de I&D doNorte de Portugal e da Galiza. Pretendeu aindaperceber como o NanoValor pode dar resposta anecessidades concretas, identificadas pelos diversos“stakeholders”, relacionadas com o desenvolvimento,valorizações e comercialização de ideiase projetos de nanotecnologia.Ricardo Ferreira (INL), referiu que atualmente jáestão seis dos 40 grupos de investigação previstospara se instalarem no Laboratório, para o investigador“o estatuto de laboratório internacionaltraz benefícios mas também muitas responsabilidades”referiu.Entre os casos de sucesso de empresas da áreada nanotecnologia foram apresentados váriosexemplos, tanto portugueses como do lado daGaliza, tais como a “Inovnano”, da CompanhiaUnião Fabril (CUF), sendo a primeira empresaque visa produzir nanopartículas cerâmicas paraa indústria em geral.Para além da spin off “Ecoticket”, que produz nanopartículaspara a indústria têxtil e que resultoude investigação da UMinho, bem como a “Nano-Gap”, que resultou da investigação na Universidadede Compostela e da TMG Automotive, queproduz nanomateriais para a indústria automóvel.Durante a tarde teve ainda lugar o painel “Experiênciadas empresas em projetos e desenvolvimentode produtos na Nanotecnologia”.


dPÁGINA 12 // 30.MAR.12UMdicasacademia // www.dicas.sas.uminho.ptDocentes minhotos homenageados por associações brasileirasPedro Arezes e Sérgio Miguel, professores da Escolade Engenharia da Universidade do Minho (EEUM),receberam o prémio de mérito da Sociedade Brasileirade Engenharia de Segurança (SOBES) e amedalha de honra da Associação Brasileira de EngenheirosCivis (ABENC). A cerimónia de homeagemdecorreu na cidade de Guimarães, aquando do ColóquioInternacinal de Segurança e Higiene Ocupacionais2012 (SHO2012).RITA VILAÇAdicas@sas.uminho.ptPedro Arezes, um dos vencedores dos prémios, confessaque receber estas homenagens “não é algoindividual, mas que reconhece o trabalho de duasassociações”: Grupo de Investigação e EngenhariaHumana da Universidade do Minho (UM) e a SociedadePortuguesa de Segurança e Higiene Ocupacionais.Caracterizando como “reconfortante” o factode haver um reconhecimento por parte de um terceiropaís, o docente explica que “é particularmenteimportante haver um conhecimento externo o que,de alguma forma, mostra o trabalho deste grupo depessoas”.Tomada de Posse AEDUM 2012Os novos Órgãos Sociais da Associação de Estudantesde Direito da Universidade do Minho(AEDUM) tomaram posse no passado dia 7 demarço, a cerimónia que decorreu pelas 16h00 narespetiva Escola. O evento contou com a presençade uma miscelânea de estudantes e ilustres,entre eles o Provedor do Estudante, Professor AntónioPaisana, Carlos Alberto Videira, PresidenteAdjunto da Associação Académica da Universidadedo Minho (AAUM), e ainda Mário Monte, Presidenteda Escola de Direito.JOSÉ MARIA PINHEIROdicas@sas.uminho.ptJoão Alcaide, presidente cessante da Direçãoda AEDUM e recém-eleito presidente da Mesada Assembleia Geral, empossou os restantesmembros do seu Órgão, assim como os novosrepresentantes do Conselho Fiscal e Jurisdicionale da Direção, entre os quais o seu sucessor, JoãoFerreira, presidente da AEDUM para o mandato2012/2013.Segundo Sérgio Miguel, receber estes prémios conferiu“uma visibilidade ainda maior à UMinho eà Escola de Engenharia”, trazendo “acima detudo, uma distinção pelo facto de a UM e daEEUM terem, desde a sua criação, investido significativamentenesta área do conhecimento”.Relativamente a iniciativas futuras, Pedro Arezescorrobora que “os projectos inter-associaçõesexistem sempre”, apesar de não seremplanos de investigação com “objectivos muitoconcretos”. Em vez disso, o docente explica quesão “colaborações inter-institucionais” em quesão postos em contacto os técnicos e as associações,estabelencendo ligações profissionais.“As iniciativas futuras passarão ainda por definircompetências que são comuns a ambos ospaíses – Portugal e o Brasil – mas que, muitasdas vezes, o seu conhecimento é complexo porque alinguagem é diferente”, conclui o investigador. TambémSérgio Miguel declara que os projectos futurostêm em vista um “intercâmbio cada vez mair entrePortugal e o Brasil no domínio da Engenharia de Segurança”,de forma a “aprofundar relações com asassociações”.Marilise Vasconcelos, presidente da SOBES, e GuilhermeBueste, representante da ABENC na Europa,“Daremos à AEDUM o melhor de todos nós”“Foi de facto uma vitória importante, uma vez quedurante toda a nossa campanha apresentámos onosso programa e definimos sempre um rumocerto para a AEDUM. Assim sendo, expusemosas nossas ideias de uma forma séria, responsável,estabelecendo desde logo um compromissocom os estudantes”, afirma assertivamente JoãoFerreira.Quando confrontando com a elevada taxa participativados discentes de Direito nestas eleições, onovo presidente da AEDUM defende que “os discentessentiram necessidade de optar pela listaque de facto respondia melhor às suas necessidades,respondendo ao apelo que fizemos. Verificou-sea necessidade de aplicação do poder deescolha, concretizando-se numa deslocação dosalunos às urnas para manifestarem o seu voto edepositarem a sua confiança na nossa equipa econsequente projecto.”Nas palavras do representante máximo dos estudantesde Direito, o ex-presidente João Alcaide“obteve uma liderança responsável, competente,dando sempre o máximo em prol dos estudantesentregaram pessoalmente os prémios aos investigadores.O SHO2012 juntou, entre outras individualidades,António Magalhães, presidente da Câmara Municipalde Guimarães, Esvaldo Valadão, presidente daSOBES-Rio e Paulo Pereira, presidente da Escola deEngenharia da UMinho. Este evento foi organizadopela Sociedade Portuguesa de Segurança e HigieneOcupacionais, sediada na academia minhota, quetambém foi distinguida publicamente.de Direito”. Por outro lado, fazendo uma retrospectivado mandato do seu precursor, assim comodos mandatos do Henrique Sousa ou até mesmodo Hugo Xavier, o presidente empossado diz-sehonrado, e ao mesmo tempo, portador de umaresponsabilidade acrescida em relação à sua pessoae a toda a equipa. Deste modo, João Ferreiraconclui que será dado tudo por tudo pelos alunos,“selando o compromisso sério que consagrámoscom os estudantes, fazendo sempre mais, com oobjetivo máximo de elevar o nome da nossa associaçãoe ter sempre os alunos ao nosso lado.”Seminário“O Capital da Juventude”No passado dia 21 de março, quarta-feira, a Universidadedo Minho (UM) foi palco da iniciativa“Connecting the Dots”, um conjunto de painéis quecontaram com figuras de renome da área do Empreendedorismoe da Inovação. Por conseguinte, oevento resultou de uma parceria conjunta entre oDepartamento de Saídas Profissionais e Empreendedorismoda Associação Académica da Universidadedo Minho (AAUM), o Liftoff-Gabinete do Empreendedor,para além de Braga 2012 Capital Europeia daJuventude (CEJ).JOSÉ MARIA PINHEIROdicas@sas.uminho.ptTendo-se iniciado pelas 11:00 com o painel “RecursosCapitais e estratégias para o Sucesso”, o semináriocontou numa fase inicial com a presença deJosé Mendes, vice-reitor da UMinho, para além deentidades como Pedro Gonçalves, Designer criativona GEN, ou Raquel Veloso, Directora Geral do “Nóse a Família”: “Eu não troco a minha família por qualquernegócio. E continuo a fazer negócio”, esclareceuo membro da GEN à vasta plateia que ali seencontrava.Já no período da tarde a tertúlia “Jovens do Futuro”reuniu personalidades nacionais de renome, desdeHugo Pires, um dos principais responsáveis de Braga2012 CEJ, Fernando Alvim, um dos humoristasmais populares da actualidade portuguesa, e aindaRicardo Diniz, Presidente da Ocean Race Portugal.Por consequência, durante duas horas discutiu-se os“Jovens do Futuro”, tendo ficado no ar a mensagemde que “Tudo o que fazemos tem que ter aquela coisaque nos diferencia”, como evidenciou FernandoAlvim.Por fim, a última exposição foi moderada por HélderCastro, actual presidente da AAUM, estando presenteo ex-reitor da Universidade do Minho, AntónioGuimarães Rodrigues, assim como Jorge Sequeira,Head Manager da Teambuilding, e ainda João PintoCosta, Autor do livro/blogue Mail de um louco, tendosido abordada a temática “Sonhos da Juventude”.Universidade do Minho participou na FuturáliaA Universidade do Minho (UMinho) esteve presentenos passados dias 14 a 17 de março, na “Futurália– Salão de Oferta Educativa, Formação e Empregabilidade”,na FIL – Parque das Nações, em Lisboa.A organização contou este ano com 52 mil visitantese estiveram representadas instituições de 16 países,da Dinamarca aos EUA, da China à Nova Zelândia.A inauguração do evento contou com a presença doministro da Educação, Nuno Crato.REDAÇÃOdicas@sas.uminho.ptPela sua dimensão e abrangência, a iniciativa é umaoportunidade importante de divulgação da oferta deensino graduado e pós-graduado da UMinho. Nostand foi disponibilizada a mais variada informaçãoformativa e científica, bem como demonstrações deprojetos, aconselhamento personalizado a jovens doensino secundário e a universitários que planeiamo futuro académico e profissional, esclarecimentossobre saídas profissionais, apresentação de vídeos eoutros momentos de animação.Foram ainda divulgados os novos mestrados, doutoramentose as licenciaturas de Teatro, Engenharia eGestão de Sistemas de Informação, Engenharia Físicae Design de Produto, a decorrer nos próximosanos letivos. “Notou-se um acréscimo notório dealunos do ensino secundário a manifestar interessepela oferta educativa da UMinho, principalmente deestudantes de escolas e colégios do Norte do país”,explica Vanessa Alves, do Gabinete de Comunicação,Informação e Imagem (GCII).O salão destinou-se a alunos, encarregados de educação,professores, orientadores escolares e vocacionais,bem como ao público universitário e pós-universitárioe a todos que, direta ou indiretamente, serelacionam com jovens e alunos. As pessoas interessadaspodem aceder à reportagem sobre a presençada UMinho na Futurália em: www.uminho.pt.O UMDicas já está no Facebook!É verdade, o UMDicas (www.dicas.sas.uminho.pt) aderiu à“moda” das redes sociais e játem uma página no Facebook!Lá poderás encontrar as noticiasmais recentes da tuaUniversidade e ver as fotos domomento!


academia // www.dicas.sas.uminho.ptdPÁGINA 13 // 30.MAR.12UMdicasVII Jornadas de Engenharia BiomédicaVII Jornadas de Biomédica discutem empregabilidade, empreendedorismo e inovaçãoEntre os dias 5 e 7 de março, o Campus de Gualtarrecebeu as VII Jornadas de Engenharia Biomédica,onde se celebrou também o 10º aniversário do curso.Subordinadas aos temas: empregabilidade, empreendedorese inovação, as jornadas procuraramresponder ao “pedido de muitos alunos ”preocupadoscom o futuro.AMÁLIA CARVALHOdicas@sas.uminho.ptA escolha dos temas, como explica o presidente doGabinete de Alunos de Engenharia Biomédica daUniversidade do Minho (GAEB), André Moreira, prendeu-secom o “pedido de muitos alunos”, sobretudofinalistas, que precisavam de recolher informaçõesacerca das saídas da área de Engenharia Biomédica.Neste âmbito foi divulgado, no último dia, umestudo sobre a taxa de empregabilidade do curso,organizado pelo GAEB, com a supervisão da professoraAna Cristina Braga do Departamento de Produçãoe Sistemas da Escola de Engenharia da UM.Destacam-se ainda a presença de várias entidadesempresariais envolvidas na área da Biotecnologia,entre as quais a Direcção Geral de Saúde, o Infarmed,o Centro Europeu de Física de Partículas, osHospitais de Braga e Tâmega e Sousa, Women inUMinho in TransitionEngeneering, entre outras, que tinhamcomo objectivo proporcionar aos estudantesum contacto com profissionais da suaárea de estudo.Segundo André Moreira, “este programafavoreceu o aumento das inscrições”que, este ano, chegaram aos 127 inscritos.Acrescenta ainda o facto de este anoterem reduzido os custos de inscriçãoem relação ao ano passado. Estiverampresentes nestas jornadas estudantes deoutras universidades como a Faculdadede Engenharia da Universidade do Porto,a Universidade de Coimbra e a UniversidadeCatólica do Porto.João Sousa, aluno do curso de Engenharia Biomédicada Universidade de Coimbra, veio a estas jornadaspara ter uma percepção daquilo que é feito emPortugal na sua área de formação. Afirma que levaconsigo “boas ideias para aplicar na área da saúdea nível empresarial”, bem como uma percepção decomo poderá vir a actuar como biomédico fora daacademia. João considera, no entanto, que este é“um programa focado para os alunos da UMinho”pelo que sugere que no futuro sejam feitas parceriasentre núcleos no sentido de haver uma maior divulgaçãodo que é feito na área da biomédica.Filipa Daniela, estudante do terceiro ano na UMinho,participou nas jornadas por se sentir “indecisa” epara saber com o que pode contar no futuro. Os temasforam uma “boa escolha [porque] podemos veropções extra ao nosso curso”.Nas palavras do presidente do GAEB, estas VII Jornadasde Engenharia Biomédica conseguiram “ir aoencontro das expectativas dos participantes e isso éreflexo da elevada adesão” e do trabalho de “umaequipa competente” que esteve por detrás da organizaçãodo evento.Regresso à agricultura como forma de sustentabilidade económica, urbana, ambiental e socialA crise está a levar cada vez mais gente a trabalhar aterra. A necessidade de poupar e esticar o orçamentofamiliar, continuar a comer com qualidade e muitasvezes fugir ao stress está a fazer com que muitagente opte pela criação e fabricação de hortas.ANA MARQUESanac@sas.uminho.ptO regresso à agricultura é, a par de outras estratégias,uma forma de estender o salário que de mêspara mês se torna mais pequeno, uma forma dereduzir a fatura do supermercado no final do mês,bem como uma forma de convivência e interação,tal como acontece na Universidade do Minho (UMinho)através do projeto “UMinho in Transition”, atravésdo qual foram criadas três hortas (Campus deAzurém, Campus dos Congregados e Campus deGualtar), nas quais estão cerca de cinquenta talhõescultivados, envolvendo um pouco mais de cem pessoas,entre cultivadores e colaboradores.No projeto “UMinho in Transition”, a agricultura é feitana base de hobby, nos seus horários livres as pessoasfogem das suas rotinas habituais, e refugiam-senas suas hortas, longe do stress, onde dão largas àimaginação e criatividade para cuidarem das suashortas e onde também convivem e trocam experiênciascom os outros cultivadores. No final, para alémde uma atividade de lazer, a atividade trás tambémbenefícios económicos e sociais, tal como referemos responsáveis do Projeto - Luís Botelho Ribeiro,Maria João Thompson e Paula Remoaldo “o projetopretende invocar a nossa atenção e preparação paraa futura realidade económica, marcada pelo aumentodo preço do petróleo e consequente aumento dospreços de todos os bens transacionados. Torna-sefundamental procurar garantir a nossa autossuficiênciaem termos de bens alimentares” referem.Este projeto foi implementado no início do ano passado,um ano volvido, segundo os responsáveis “obalanço relativo à adesão a esta iniciativa é muitopositivo”. Neste momento, nas Hortas de Gualtar,estão envolvidas 23 pessoas, entre eles, 8 alunosde 1º, 2º e 3º ciclos, 9 funcionários docentes e 6funcionários não docentes. Na Horta dos Congregados,além dos talhões atribuídos às associações deestudantes de Enfermagem e de Música, há aindacultivadores estudantes de pós-graduação. Nas Hortasde Azurém, associaram-se por agora dois estudantesde licenciatura e um de pós-graduação.O projeto UMinho in Transitioninsere-se no movimento “TransitionNetwork”, através destainiciativa, a UMinho exerce a suaresponsabilidade pedagógica,social e ambiental, antecipando,através da vivência das hortas,mudanças prementes e inevitáveisna economia e sociedadeenvolventes. Com a dinamizaçãodas hortas comunitária “pretende-semelhorar a capacidadede adaptação a uma realidadeeconómica Pós-petróleo-barato”afirmam os responsáveis.Sendo que os principais objetivos desta iniciativaconsistem: na difusão do conceito de uma sociedadeautossustentável em termos alimentares e apartilha de conhecimentos que nos tornem capazesde assegurar a autossuficiência alimentar, quandoa mudança para o período Pós-petróleo-barato seefetivar, o projeto promove o regresso ao cultivo depequenas hortas, com objetivos de sustentabilidadeeconómica, urbana, ambiental e social.Para poder ser responsável por uma horta os interessadosapenas têm de ter algum tipo de ligaçãoà UMinho, ser funcionário docente ou não-docente,ou aluno. Sendo que cada horta pode ter alguémcom vínculo à UMinho como responsável e várioscolaboradores, que podem ou não ter ligação à Universidade.Cada horta é atribuída por um período deum ano (renovável). No cultivo das hortas, a únicarestrição é não usar produtos químicos.Para aderir, o processo é muito simples, no blogueda UMinho in Transition (http://umintransition.blogspot.com/),os interessados em cultivar um talhãoda horta podem fazer o donwload da Ficha de Candidaturae a candidatura é concretizada mediante oenvio por email da ficha preenchida para um dosresponsáveis pelas três hortas (Azurém – Luís BotelhoRibeiro; Gualtar – Maria João Thompson; Congregados– Maria Manuela Melo).No âmbito deste Projeto têm sido lançadas algumasatividades, tal como referido pelos responsáveis “oconcurso de sistemas de bombeamento de água,pic-nic, magusto, o lanche de rentrée nos Congregados,autoconstrução sustentável. Neste momento,estamos a dinamizar a criação de duas hortasurbanas em dois bairros da cidade de Guimarãese preparamos também um projeto de investigaçãoaplicada multidisciplinar, tendo como tema «Transiçãopara uma vida mais sustentável». Esperamos vira criar, a prazo, um foco de interesse científico esocial pelo potencial das hortas urbanas comunitárias”afirmam.XIII Jornadas de Biologia AplicadaBiologia Aplicada em focoPalestras, plenários e workshops foram o vastoleque de atividades que fizeram parte das XIIIJornadas de Biologia Aplicada (BA), que tiveramlugar no Campus de Gualtar, nos passados dias8, 9 e 10 de março.ISABEL FERREIRAdicas@sas.uminho.ptTendo por objetivo discutir a dinâmica natural dabiodiversidade na Terra, o tema deste ano, “AVida em Revolução”, foi inspirado nas constantesrevoluções do mundo das ciências biológicas. Segundoa Presidente do Núcleo de Alunos de BA,Ana Hortelão, “pretendia-se que o nome destasJornadas fosse provocador, mas ao mesmo tempoque inspirasse os participantes, levando-osa querer descobrir sempre mais e a fazer partedessa revolução que é a Biologia”.Com o intuito de “melhorar de ano para ano”,as Jornadas de BA são já um marco importantequer no próprio curso quer no Departamento deBiologia.Para Ana, foram três dias intensos “com muitapartilha de ciência”, onde os alunos puderam,entre outras coisas, analisar projetos científicosacerca da manipulação das formas de vida, osentimento é o de objetivo cumprido.Tentando fugir, um pouco, aos habituais painéis“saúde, biotecnologia e ambiente”, a CO pretendeudar voz a outras áreas de interesse, comoé o caso da astrobiologia, representada nestasJornadas, pela Dr.ª Zita Martins.No entanto, foram, também, abordadas temáticasfundamentais ao tema, como a Evolução eBiologia Sintética, bem como as novas técnicasde análise celular e molecular e a sua aplicaçãona genética, na microbiologia e/ou na ecologia.Afirmando que “todos os oradores, moderadorese formadores são especiais, cada um na áreaque lhe compete”, Ana admite que contaramcom a participação de vários oradores da casamas que, também, receberam convidados detodo o país.Segundo a aluna de BA, um evento desta magnitudeacarreta sempre alguns contratempos, pois“envolve uma grande disponibilidade e entregade toda a Comissão Organizadora e tambémuma enorme dedicação dos professores que aorientam”.Para Ana, um evento destes, requer um “enormeesforço físico e mental” e vem acompanhado poralguns encargos financeiros e burocracias comas quais não se está habituado a lidar no dia-a--dia”, mas graças à entreajuda mostrada peloselementos da CO, correu tudo como previsto.Fazendo um balanço positivo destas XIII Jornadasde Biologia Aplicada, e conseguindo atingiro objetivo estabelecido pelo tema (“inspirar osparticipantes”), Ana refere que, este ano, cercade 200 pessoas, vindas da UMinho, quer da Universidadede Trás-os-Montes e Alto Douro, querda Universidade do Algarve, marcaram presençano evento.


dPÁGINA 08 // 30.MAR.12UMdicasculturacultura // www.dicas.sas.uminho.ptTun’Obebes - Tuna Feminina de Engenharia da Universidade do MinhoVI Serenatas ao Berço animou GuimarãesPela sexta vez a Tun’Obebes - Tuna Feminina deEngenharia da Universidade do Minho - organizou oFestival de Tunas Femininas - Serenatas ao Berço,na cidade onde nasceu Portugal. Foi no passado dia17 de março, que o Auditório Nobre da Universidadedo Minho (UMinho) em Guimarães serviu de palcoà atuação das quatro Tunas a concurso vindas deBeja, Lisboa, Guarda e Aveiro, contando ainda coma participação especial da Afonsina - Tuna de Engenhariada Universidade do Minho.ANA FILIPA CORREIAdicas@sas.uminho.ptO evento conquistou um vasto leque de espectadores,imensos aplausos, várias gargalhadas e muitaanimação, sendo que o feedback do público foi muitopositivo, tal como referiu José Ferreira, familiar deum dos participantes “foi um bom espetáculo”.O “Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura”não passou indiferente à Tun’Obebes, refletindo-sena decoração do palco, onde os logótipos alusivos àCapital marcaram presença.A grande vencedora da noite, arrecadando os prémiosde “Melhor Tuna”, “Melhor Instrumental”,”Melhor Serenata” e “Melhor Pandeireta” foi a TFIST- Tuna Feminina do Instituto Superior Técnico (Lisboa).O prémio de “Melhor Solista” foi para a Ftuna- Tuna Feminina do Instituto Politécnico da Guarda,enquanto que a TFAAUA - Tuna Feminina da AssociaçãoAcadémica da Universidade de Aveiro levou oprémio de “Melhor Estandarte” para casa. AndreiaSilva, membro da Ftuna considerou a competiçãorenhida, afirmando que “as Tunas eram muito boas,por isso houve uma disputa maior”.A abrir a noite subiram ao palco os apresentadoresdo evento, uma novidade desta edição, o Grupo deFados “À Meia Noite nas Eólicas” do Instituto Politécnicoda Guarda. O Grupo deixou desde logo patentea ideia que de grupo de fados apenas tem o nome,sendo mais um grupo que “tenta fazer comédia”, eavaliando pelas gargalhadas e aplausos do público oobjetivo foi conseguido.A Afonsina foi a primeira tuna a pisar o palco, enchendo-ocom mais de 30 elementos. Animarama plateia com seis temas musicais e uma pitadade humor à mistura. A atuação dos “engenheiros”pautou-se de muitos parabéns: à Tun’Obebes pelaorganização, e a eles próprios pelos 18 anos de existência.A TFUB - Tuna Feminina da Universidade de Beja - foia Tuna que inaugurou a competição. Interpretaramcinco temas, entre os quais um Medley de músicasalentejanas, e um último tema, sem microfones, aoestilo dos típicos cantares alentejanos, arrancandofortes aplausos por parte do público. “Divertimo-nose fomos bem acolhidas” afirmou Ana Quirino, membroda TFUB, sendo este o único, mas não menosimportante prémio que arrecadaram no festival.As 22 estudantes da TFAAUA trouxeram-nos seistemas, começando com um original seu, uma serenatadedicada a Aveiro e à Ria, percorrendo aindamusicalmente outras zonas do globo. Através da suasolista presentearam-nos ainda com uma estreia,uma música de Amália Rodrigues.A Ftuna entrou em palco deixando uma certa místicano ar ao interpretar o tema “Ó rama, ó quelinda rama” antes da abertura das cortinas. A suaperformance foi caracterizada pela boa disposiçãoe foi com os “corações” do logótipo de “Guimarães-2012”ao peito, que as estudantes da Guardaabandonaram o palco cantando uma música queapelava à continuação da festa no Bar Académico.O palco encheu-se com as 30 saias da TFIST, nãosó pelo número de elementos que a compõem, mastambém pela orquestra rica e forte que formam. Aslisboetas abriram a sua atuação com uma músicaconstruída para o evento, com letra alusiva a Guimarãese ao “Serenatas ao Berço”. Inspiradas no“Guimarães - Capital Europeia da Cultura”, optaramtambém por viajar musicalmente pela Europa, terminandocom um fado, ao estilo do nosso país.As anfitriãs fecharam as atuações, com uma projeçãoem vídeo sobre as próprias Tun’Obebes. A atuaçãodas 25 meninas do Minho contou com cincomúsicas, muita animação e confettis à mistura.Gatuna eleita melhor Tunaem CoimbraNo passado fim-de-semana, dias 23, 24 e 25 demarço decorreu em Coimbra o II Panaceia, Festivalde Tunas Femininas, organizado pela TunaFeminina de Medicina da Universidade de Coimbra,no qual a Gatuna saiu vitoriosa.REDAÇÃOdicas@sas.uminho.ptO Festival teve início na sexta-feira, sendo a noiteencantada por serenatas no Café Santa Cruz, umtípico café no Centro Histórico da cidade. A Gatunarepresentou o Minho com as suas canções deamor, divulgou Braga, capital europeia da juventude,e levou um pouco da inspiração de Guimarães,capital europeia da cultura.Tuna Universitária do Minho conquista cidade invictaA Tuna Universitária do Minho (TUM) esteve presenteno “I Noites de Ronda” - Festival de Tunas organizadopela sua tuna irmã, a Tuna de Medicina doPorto. A tuna minhota arrebatou o público e o júri,conquistando o prémio de Melhor Tuna.Rui Vieiradicas@sas.uminho.ptO espetáculo decorreu na Casa da Música do Porto,no passado dia 10 de Março, onde a TUM inicioua vertente competitiva do certame com a apresentaçãodo seu novo tema vocal denominado “Alborada”,seguido do clássico original “Boémia”, quedemonstram a musicalidade característica das suasraízes geográficas.A Tuna de Medicina da Universidade do Minho(TMUM) realizou a sua Apresentação Oficial à MuiNobre Academia Minhota e à cidade de Braga nopassado dia 14 de Março, um serão inesquecívelpara a história desta jovem Tuna.A cerimónia contou com a presença do MagníficoReitor da Universidade do Minho, Prof. Dr. AntónioCunha entre outros convidados de honra, dos quaisse destacam o Prof. Dr. Nuno Sousa, vice-presidenteda Escola de Ciências da Saúde e Director do cursode Medicina, Hélder Castro, o Presidente da AssociaçãoAcadémica da Universidade do Minho, Eng.ºCarlos Silva, Administrador dos Serviços de AcçãoSocial, patrocinadores e amigos da tuna.A música “Porto Sentido” foi dedicada a todas asdonzelas presentes e também como forma de agradecimentoa todos os portuenses que esgotaram asala de espetáculos.Continuou-se com o instrumental “Partizan”, ummedley de temas Balcãs, e com o tema clássicoitaliano “Con te Partirò”, na voz do seu solista. Terminou-seo espetáculo com o desempenho dos pandeiretase bandeiras em “Adeus é sempre adeus”.Pelo mesmo palco passaram também a Tuna daUniversidade Católica Portuguesa - Porto, a Tuna deMedicina da Universidade de Coimbra, a Tunadão1998 - Tuna do Instituto Politécnico de Viseu, e aindacomo extraconcurso a Tuna Feminina de Medicinado Porto e os anfitriões da Tuna de Medicina do Porto.Tuna de Medicina da UMinho apresentou-se oficialmenteApós um simpático jantar no Restaurante Maia Sameiro,a Tuna apresentou algumas músicas do seureportório numa breve actuação que deixou o seupúblico encantado.As apreciações gerais ao evento forammuito satisfatórias, revelando uma coesaopinião de evolução, musicalidadee inovação no panorama atual dos gruposculturais da Universidade do Minho,sendo esta é a única Tuna Mista (comelementos do sexo feminino e masculino)em ativo na Academia Minhota.A festa de apresentação da Tuna deMedicina prolongou-se pela noite dentroA TUM trouxe para Braga os prémios de MelhorTuna, Melhor Instrumental e Melhor Solista, nesteque foi um fim de semana recheado de muita música,festa, e convívio entre elementos de várias gerações,símbolo da amizade que une estas Tunas.na Discoteca Sardinha Biba, onde atuaram para omuito público presente, animando uma quarta-feiraacadémica muito especial!O sábado, dia do concurso, começou cedo e foirepleto de atividades. Começando com um peddypaper,sendo que de seguida, a Gatuna aproveitoupara tocar as suas “Trovas ao vento” pelasruas da baixa e do centro histórico da cidade.O festival propriamente dito começou às 21h00 noTeatro Académico Gil Vicente e teve como tunasconcorrentes: Tuna Feminina da Universidade deAveiro, Tuna Feminina Scalabitana (Santarém) eTunaMaria (Lisboa). Também atuaram as Tuna deMedicina da Universidade de Coimbra, Tuna Académicada Faculdade de Farmácia da Universidadede Coimbra e a Tuna de Medicina de Málaga.Na cidade do fado e das baladas, a Gatuna abriu asua atuação com o Fado Português, música soladapor um dos elementos do grupo. No meio dasserenatas cantadas pelas meninas do Minho, opúblico vibrou com a valente interpretação do Instumentalde Yann Tiersen, “Deja Loin”, que contoucom uma dança em forma de combate coma utilização da capa do traje e de bandeiras. AGatuna encerrou a sua prestação com o seu hinooficial, o “Estudante Minhoto”, convidando os presentesa conhecer um pouco mais a Universidadedo Minho e o seu ambiente académico.Além de Melhor Tuna, a Gatuna recebeu tambémos prémios de melhor instrumental, melhor serenata,melhor porta-estandarte e melhor pandeireta.“Participar nos festivais que se realizam pelopaís é sempre uma alegria, mas a satisfação éacrescida quando voltamos para casa com tantosprémios” disse Ana Luísa Vieira.


culturaCartãocultura // www.dicas.sas.uminho.ptdeUniversidade do MinhoServiços de Acção SocialJosé FonsecadPÁGINA 15 // 02.FEV.12UMdicasDesportoPara além da musculação e cardio-fitness temos mais de60 actividades físicas (individuais e coletivas) ao seudispor.Informa-te e descobre a tua!Semestral (inclui musculação e cardio-fitness, actividades de ritmo e cycling)Alunos: 71€; Membros Docentes e não Docentes: 85€Mensal (inclui musculação e cardio-fitness,actividades de ritmo e cycling)Alunos: 21€; Membros Docentes e não Docentes: 25,5€SessãoAlunos: 2€; M embros Docentes e não Docentes: 2,75€Informações: Nas Secretarias dos Complexos Desportivos da Universidade do Minho; Conctatos: 253 604123/253520820rodapé.pdf 1 9/25/10 9:10 AMCMYCMMYCYCMYwww.aff.ptwww.affsports.pt30 ANOS NA VANGUARDA DO DESPORTOK


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