18ª Edição CASADA.qxd - Canal : O jornal da bioenergia

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18ª Edição CASADA.qxd - Canal : O jornal da bioenergia

Cartado editorMirian Toméeditor@canalbioenergia.com.br24 ZONEAMENTOParalelamente ao Zoneamento Ecológico e Econômico de Goiás, governos estaduale federal trabalham em parceria para realizar o zoneamento da cana-de-açúcar.11 VEÍCULOS PESADOSUso do etanol chega ao mercado deveículos pesados. Motor desenvolvidopela Scania é considerado avançadoaté para os padrões europeus.12 MÁQUINAS AGRÍCOLASCrecimento do setor de máquinas agrícolasno Brasil deverá tingir 15% em 2008. Esteano, a expansão está sendo impusionada,principalmente pela venda de colheitadeiras.fotos: divulgaçaõNovas e boas notíciasAs deficiências de infra-estrutura têmpenalizado os setores produtivos e, porconseqüência, toda a população brasileira, com oaumento do custo final dos produtos, mas temos aperspectiva de uma melhora concreta desse quadrocom a continuidade das obras da Ferrovia Norte-Sul. Trata-se de um empreendimento que terágrandes reflexos na redução dos custos e do tempogasto para o transporte de cargas. Nesta edição doCANAL, o leitor tem informações atualizadas sobreo andamento da obra e a avaliação dos impactospositivos gerados pela ferrovia.Entre as várias reportagens da edição, destaca-setambém o trabalho realizado pela UniversidadeFederal do Tocantins (UFT). Pesquisa sobre opotencial da batata-doce para a produção deetanol revela dados surpreendentes sobre essacultura, a exemplo da grande produtividade obtida.O CANAL traz ainda uma ampla visão sobre osprincipais fatos e tendências dos segmentos deprodução e uso dos biocombustíveis; acompanha osesforços relacionados ao zoneamento da cana-deaçúcar,à certificação e sustentabilidade do etanol,além de diversos outros assuntos correlatos, masigualmente importantes para quem quer estarsempre bem informado sobre este universo degrande dinamismo em que estão inseridos aprodução de etanol e de biodiesel.Boa leitura e até a próxima edição!stock.xchng29 ALCOOLQUÍMICAPetroquímicas e empresas de pesquisavoltam suas atenções para a produção depolímeros biodegradáveis, obtidos a partir dematérias-primas renováveis27 CRISE NOS EUACrise nos EUA pode afetar o agronegóciobrasileiro, mas isso depende da intensidadede um provável processo recessivo que ogoverno americano tenta evitar.O CANAL é uma publicação mensal de circulação nacional e está disponível nainternet no endereço: www.canalbioenergia.com.br e no www.sifaeg.com.brstock.xchngCANAL, o Jornal da Bioenergia, é uma publicação daMAC Editora e Jornalismo Ltda. - CNPJ 05.751.593/0001-41DIRETOR EXECUTIVO: Joel Fragadiretor@canalbioenergia.com.brDIRETORA ADMINISTRATIVA: Ângela Almeidaadministracao@canalbioenergia.com.brDIRETOR COMERCIAL: César Rezendecomercial@canalbioenergia.com.brEXECUTIVA DE ATENDIMENTO: Beth Ramoscomercial@canalbioenergia.com.brOPEC: Fernanda Oianoopec@canalbioenergia.com.brDIRETORA EDITORIAL: Mirian Tomé DRT-GO - 629editor@canalbioenergia.com.brEDITOR: Evandro Bittencourt DRT-GO - 00694redacao@canalbioenergia.com.brREPORTAGEM: Evandro Bittencourt,Mirian Tomé e Rhudy CrysthianDESIGNERS: Pauliana Caetano e Fábio Aparecidoarte@canalbioenergia.com.brBanco de Imagens: Clic Digital Photo - www.clicdigital.com.br, Studio95/Museu da Imagem (62) 3095-5789, UNICA - União da AgroindústriaCanavieira de São Paulo - www.unica.com.br,SIFAEG - Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool do Estado deGoiás - www.sifaeg.com.br, Canal On Linewww.canalbioenergia.com.br REDAÇÃO: Av. T-63, 984 - Conj. 215Ed. Monte Líbano Center, Goiânia - GO- Cep 74 230-100 - Fone (62)3093 4082 - Fax (62) 3093 4084 www.canalbioenergia.com.br -email: canal@canalbioenergia.com.br TIRAGEM: 15.000 exemplaresIMPRESSÃO: Ellite Gráfica – ellitegrafica2003@yahoo.com.brCANAL, o Jornal da Bioenergia não se responsabiliza pelos conceitose opiniões emitidos nas reportagens e artigos assinados. Eles representam,literalmente, a opinião de seus autores. É autorizada a reproduçãodas matérias, desde que citada a fonte.


ENTREVISTA - Eduardo Leduc, diretor de Produtos para a Agricultura da BasfCana sustentávelCUIDADOS COM O MEIO AMBIENTE, PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE CRESCENTES E ABERTURADE NOVOS MERCADOS SÃO REQUISITOS PARA A SUSTENTABILIDADE DA ATIVIDADE CANAVIEIRAEvandro BittencourtOengenheiro agrônomoEduardo Leduc, 46 anos,é Diretor da Unidade deProdutos para Agriculturada BASF Brasil. Nascido emSão Paulo, ingressou na empresaem 1984. Após finalizar seus estudosna Universidade Federal deLavras (UFLA) e concluir pós-graduaçãoem marketing pela FAAP-SP,percorreu uma trajetória de crescimentona empresa. Em 1998, apósexercer a função de gerente de produtosna área de marketing, na Alemanha,retornou ao Brasil comogerente de marketing da Divisão deProdutos para a Agricultura. Noano 2000, trabalhou nos EstadosUnidos como Diretor de Marketingpara a América Latina, voltando aoBrasil em 2003, na mesma função.Eduardo Leduc também foi representantedas áreas de negócio daBasf no Conselho de Sustentabilidadee na Fundação Espaço Eco.Nesta entrevista ao CANAL, ele falasobre sustentabilidade na produçãoda cana-de-açúcar e do etanol.4 CANALO Brasil precisa ganhar a confiançada opinião pública européia emrelação aos seus métodos de produçãode biocombustíveis se quiserliderar esse mercado. Quaiscaminhos devem ser trilhados paraconquistar essa confiança?A questão da confiança, principalmentequando se trata da Europa,envolve pelo menos dois aspectosimportantes. A Europapensa muito em longo prazo enão se pode nunca pensar em umprojeto Brasil/Europa, relativo àbioenergia, como um momentosó. Tem que ter política de longoprazo, pois o europeu pensa dessaforma, e de forma sustentável.E quando se considera o longoprazo em relação à cana é precisofalar de zoneamento, dos aspectosambientais, relacionados àprodução, à eficiência e tudomais que envolve a sustentabilidade,questões sociais, ambientaise econômicas, ou seja, todacadeia de produção da bioenergiae não só do produto final.Em sua opinião, o que mais deveser ressaltado nesse esforço?É preciso falar fortemente que aprodução dessa energia renováveltambém reduz a pobreza, poisexiste na Europa um conceito quea cana vai gerar desemprego, queela vai substituir o alimento, quevai ocupar espaços inadequados eé tudo o contrário. É preciso levara mensagem que a cana distribuiriqueza, pois à medida que a bioenergiase desenvolve no interiordo País, empregos são gerados. E oBrasil tem um problema crônicode concentração nas capitais, dedesenvolvimento mal distribuído.Qual a capacidade de geração deempregos desse tipo de agroindústriaem relação a outras atividadesagrícolas?Tenho informações que uma áreapara uma usina, de aproximadamente30 mil hectares, empregano campo, sem considerar a mãode-obratemporária de colheita,cerca de 50 a 70 pessoas. A mesmaárea explorada com a pecuáriaemprega cerca de 10 pessoas.Uma usina gera no campo aproximadamente200 empregos e,além disso, provoca a valorizaçãoimobiliária na região, atrai indústriasde peças e empresas de manutenção.Isso precisa ser mostradocom estatísticas, comparara remuneração da mão-de-obranuma usina de cana e numa áreade pecuária. E ressaltar que, mesmoassim, não se vai produzir menoscarne. O dinheiro que os pecuaristasganham arrendandoáreas para a cana também estásendo investido no pasto.E em relação à garantia dos volumesde etanol que serão produzidosno Brasil ?Nenhum país europeu vai mudarsua matriz energética e adicionaretanol na gasolina por um anodivulgaçãoA água é um dos fatores mais importantes etudo o que envolve sua proteção deve servalorizado dentro das práticas agrícolasapenas, ou em um ano que sobraálcool no país produtor. Comoeles pensam em políticas de longoprazo, não tomarão a decisãosem a certeza de que realmente ovolume é constante ou crescente.Acho que o Brasil está fazendoesse papel de investir na produçãoe precisa aumentar esse volumede álcool produzido no Paíspara ter esse excedente para aexportação. Hoje, muita gente falaque o Brasil não precisa exportarálcool, basta uma política deconsumo de etanol fora do Sudestedo País mais eficiente, principalmentena questão tributária.Isso é verdade, mas quando se levaessa informação para fora, opotencial cliente pergunta quantovai ter realmente de álcool paraque seja assumido um compromissode 10 anos. Essa mensagemprecisa ser passada de forma alinhada.Quando os representantesdo governo vão lá fora, eles falamisso claramente, mas as notíciasque vemos na mídia interna noBrasil são cada dia de um jeito.O senhor acredita numa seleçãomais intensa dos investidores emrazão dos preços baixos do etanol?Houve uma euforia nos últimosdois anos, agora há uma "dificuldadefinanceira", mas que tem o


aspecto positivo de selecionar osinvestidores que estão entrandono ramo. Por outro lado, os investimentosprecisam ocorrer paragarantir a produção em volumesuficiente para esses contratos delongo prazo. Se não for assim, umano pode ter bom excedente paraexportação, outro ano menos e agente não consegue a confiançado mercado externo.Além do volume e regularidade daoferta, o que mais deve ser consideradoprioridade para consolidara sustentabilidade do etanol?O que me deixa um pouco descontenteé que se fala do aumentoda produção do etanol e deconquistar mercados externos emrazão do preço do petróleo e doexcedente ou não de álcool. Nahora das decisões, o impacto ambientalé muito pouco considerado.Se você entra num posto decombustível hoje, não está escritobem grande que ao consumir álcoola emissão de carbono estásendo reduzida em 80%. Isso deveriaestar estampado em todosos postos se a questão ambientalrealmente fosse levada a sério,pois mesmo quando é preço porpreço, muita gente leva a gasolina.Isso também faz parte da sustentabilidade.O governo está dispostoa mexer na parte tributáriapara ajudar na questão ambiental,seja do etanol ou do biodiesel?Se o fator ambiental entrassena hora da decisão, e não só oeconômico, haveria uma repercussãomundial muito positiva.Como o Brasil poderia se posicionardiante da imposição de barreirasà importação de etanol, porparte da União Européia, tendo comopretexto questões ambientais,por exemplo, já que há uma certadificuldade de mostrar que o etanolestá sendo produzido de formaambientalmente sustentável?Se vier a acontecer, essa restriçãoserá temporária, como uma barreiranão-tarifária, pois quando secobra imposto, isto é mal vistomundialmente e pela OMC, poisvai contra a política de subsídiosdeles. Para enfrentar isso, só umacomunicação clara e massiva, destacandoa sustentabilidade ambiental.Acredito que se as empresasque produzem no Brasil respeitaremo meio ambiente e buscaremas suas certificações ambientais,se houver restrições elas nãodevem ser impostas ao País comoum todo, pois eles querem saberde quem compram. E isso tem umlado positivo, pois você acelera aQuando começou a era da informática,as pessoas acharam que haveria grandedesemprego, mas a tecnologia acaboucriando uma classe de trabalho quegera mais renda e é mais sustentávelconscientização ambiental quandovem esse tipo de restrição e os novosprojetos de expansão já estãosendo feitos com critérios adequados,em relação às matas ciliares,às queimadas, à parte ambientalcomo um todo.O Governo afirma que este anoserá concluído o ZoneamentoAgroecológico da Cana-de-Açúcar.Esse pode ser o grande trunfopara construir uma boa imagemdo etanol?Acho que sim, é fundamental essezoneamento e não apenas emrelação ao mercado externo, maspara o próprio Brasil. Pelo que euentendo, esse é um trabalho muitobem feito, visando, sobretudo,a parte ambiental.O fim das queimadas coloca emconflito questões ambientais esociais. O impacto da atividadesobre o meio ambiente diminui,mas numerosos postos de trabalhodeixam de existir. Qual a melhormaneira de harmonizar essesdois lados?A cada ano que se reduz a queimadadiminui-se um certo contingentede mão-de-obra esporádica.Mas é bom lembrar que hoje não éfácil para uma usina encontrarpessoas que querem cortar cana.Nas grandes áreas de cultivo detomate, por exemplo, onde há umtrabalho manual enorme, o maiorproblema dos produtores é encontrarpessoas que queiram trabalharo dia inteiro colhendo tomatesmanualmente. Já existe uma tendênciade redução da mão-deobradisponível para fazer esse tipode trabalho, que é duro. A lei deredução das queimadas está acelerandoessa tendência, mas estágerando um número maior de empregosnas fábricas de colhedoras,nas empresas de assistência técnicae de peças, toda uma indústriaque está sendo desenvolvida e queé muito mais interessante. Os usineirose as entidades dos produtoresestão trabalhando fortementena qualificação de pessoas, poishoje também falta mão-de-obrapreparada nas usinas.O senhor acredita que no Brasil jáexistem bons e numerosos exemplosde empreendimentos quebuscam recuperar áreas degradadase assumam uma postura positivado ponto de vista ambientalnas novas áreas que estão sendoincorporadas?Há um grupo de produtores emAlagoas que tem um projeto muitointeressante, pois estão reflorestandoum cinturão verde, entrediversas usinas, onde a populaçãode animais volta a ter um canal depassagem, unindo áreas de preservaçãopermanente que estavamisoladas por distâncias de até50 quilômetros. Estas áreas estãosendo recompostas e hoje essaspopulações de animais já estãovoltando a se comunicar, favorecendoa reprodução dos animais.As novas áreas já têm colheitamecânica e áreas de preservação.A Basf, por exemplo, faz um trabalhojunto a algumas usinas emque patrocina a capacitação detodo o corpo técnico das usinas,ensinando legislação ambiental ecomo recuperar uma área degradada.Esse treinamento é feito porprofessores especializados daEsalq. Estamos também iniciandoum projeto, que se chama MataViva, para a recuperação de áreasde cana, também junto com aEsalq e a Fundação Espaço Eco, daBasf. A gente vê várias iniciativasinteressantes e as usinas querendoesse tipo de apoio, ninguém rejeita.As unidades mais antigas,que têm uma área de preservaçãomenor, às vezes têm uma dificuldadetécnica maior de fazer issode uma maneira mais rápida, mastodas se mostram abertas.Que práticas agrícolas para o cultivoda cana devem ser mais valorizadas,do ponto de vista da sustentabilidadeambiental e conômica?A rotação de culturas, por exemplo.E a cana passa por isso, com oamendoim, com a soja. Está comprovadoque se colhe mais e o solomelhora com essa prática. Emvez de cortar com cinco anos, comvariedades novas e biotecnologia arenovação poderia ser feita a cadasete anos, para ficar mais tempocom o solo protegido e com maismassa verde, pois assim se temuma conversão de carbono muitomaior. Trabalhamos na Basf comconceitos de produtos que levam auma massa verde mais prolongadano campo, visando o aumento defotossíntese e conversão de carbono.Além disso, há o manejo integradode pragas e a proteção dasmatas ciliares, uma prática agrícolaque tem de ser muito forte, poisuma área que não protege suasmatas ciliares ou não tem nenhumprojeto concreto para a recuperaçãopode ter restrição para comercializarsua produção. E se vier ater restrição, acho positivo para oPaís, pois a água, em termos desustentabilidade para o planeta, éum dos fatores mais importantes,é cada vez mais valorizada. Tudo oque envolve proteção de água deveser abordado dentro das práticasagrícolas.Do ponto de vista agronômico, qualcomparação o senhor faria entre acana de açúcar e as pastagens?A cana tem um sistema radicularmais profundo, uma maior proteçãoda umidade do solo e da insolação.Além disso, numa lavoura decana utiliza-se mais tecnologia,como a fertilização, a recuperaçãode nutrientes no solo, o que não sefaz em áreas de pastagens extensivas.Tanto que há áreas antigas decana em que o solo está cada vezmelhor. E ainda existe uma áreanova sendo trabalhada que é partede inoculantes para a conversão denitrogênio do solo, em busca deenraizamentos mais profundos.Como o senhor avalia o cultivoda cana-de-açúcar no Brasil emrelação aos aspectos fitossanitáriose as tecnologias disponíveispara a produção?A parte de fitossanidade da canaestá bem servida, os produtos disponíveisno mercado são eficientesno controle das pragas. Alémdisso, as empresas que trabalhamcom melhoramento genético fazemum trabalho excelente, asvariedades que existem hoje nomercado têm muito pouca suscetibilidadea doenças. O que euacho que falta - e isso não dizrespeito diretamente à fitossanidade-, são maiores investimentosem aumento de produtividade,via biotecnologia e produtos, sejamdefensivos ou não, voltadospara esse propósito. No caso daBasf, por exemplo, todo o trabalhode pesquisa com a cana, sejacom herbicidas fungicidas ou inseticidas,também é voltado parao aumento da produtividade.CANAL 5


PANORAMAAreva adquire ações da KoblitzA Areva anunciou no mêspassado a compra de 70% daKoblitz, empresa brasileiralíder em sistemasindependentes para geração eco-geração de energia de fontesrenováveis. A Koblitz tem suasede em Recife com filiais emSão Paulo e São José do RioPreto, e conta com mais de 500colaboradores. O principalnegócio da companhia é ofornecimento de biomassa eserviços de EPC (Engenharia,Aquisição e Construção) depequenas centraishidroelétricas. Desde 1996, aKoblitz participou de 76projetos de biomassa, incluindo58 de bagaço de cana-de-açúcar,totalizando mais de 2000 MWs.Segundo Bertrand Durrande,vice-presidente Executivo daunidade de negócios EnergiasRenováveis da Areva, "estaaquisição é um passosignificante para as atividadesde biomassa e, após a aquisiçãoem 2007 da Multibrid,confirma-se a determinação dogrupo em construir umadivisão industrial renovável".A Areva teve faturamento, em2006, de €211 milhões. Acompanhia conta com mais de1.200 empregadoscomprometidos com odesenvolvimento da geraçãode energia de fonte nuclear etransmissão e distribuição deenergia elétrica. O grupoconstruiu o reator Angra 2 eregistrou ordens comerciaisem serviços de interrupção,assim como substituições deequipamentos pesados. Nosegmento de Transmissão eDistribuição, a Areva tem trêsplantas situadas emInterlagos, Itajubá e Canoasfornecendo equipamentos esistemas para projetos degrande magnitude no país (de13,8KV a 800KV).Bioativador de cana chega ao mercadoA Syngenta está colocando nomercado um produto que podeajudar o País a aumentar a produçãode cana-de-açúcar sem ter,necessariamente, de ampliar a áreade plantio. Trata-se do Actara®(Tiametoxam), um bioativador capazde contribuir para um crescimentoda produtividade da cana em até12% por hectare. A tecnologiaresulta em mais vigor da cana-deaçúcar,maior crescimento das raízes,maior absorção de água e nutrientesminerais, além de aumento dometabolismo primário e secundário."O bioativador facilita a expressãodo potencial genético, em especial ascaracterísticas que conferemresistência aos fatores de estresse,como veranicos, pH desfavorável esolos salinos, estimulando ocrescimento radicular e, porconseqüência, proporcionando umamelhor absorção de água enutrientes. Isso favorece ocrescimento da parte aérea, folha ecolmo da cana", explica Paulostock.xchingRoberto de Camargo e Castro,professor titular do departamento deCiências Biológicas da Esalq eresponsável pelo estudo sobre oActara. A Universidade Livre deBerlim (Alemanha), um dosprincipais centros de estudos debiotecnologia do mundo, tambémconfirmou a atividade bioativadorado produto, além de constatar queprovoca mudanças fisiológicas naplanta, estimulando indiretamente aprodução de hormônios endógenos.Produção de etanol sem prejuízo ambientalO evento "Visão de um Emergente Mercado Global deBiocombustíveis”, realizado no final de janeiro em Washington-DC epromovido pela Câmara de Comércio dos Estados Unidos, debateu apreocupação de que a produção de biocombustíveis prejudique anatureza e a produção de alimentos. O diretor do escritório daUNICA nos Estados Unidos, Joel Velasco, apresentou estudos quecomprovam o potencial de o Brasil atender às demandas de Europa eEstados Unidos, aumentando a área de cultivo sobre as pastagensdegradadas existentes. "Hoje, o Brasil planta três vezes mais hectaresde milho do que de cana e, ainda assim, temos terra suficiente paraexpandir a cana-de-açúcar, sem causar problemas ambientais".Novas usinas iniciam atividades em 2008Seis novas usinas produtoras de álcool devem entrar emoperação esse ano na região de Araçatuba, São Paulo. Deacordo com a UDOP (União dos Produtores de Bioenergia)as unidades Biopav, do Grupo Equipav, em Brejo Alegre;Everest, do Grupo J. Pessoa, em Penápolis; a Figueira, doGrupo Aralco, em Buritama; a Ipê, do Grupo Da Pedra, emNova Independência; a Da Mata, da Grendene, emValparaíso e a Vale do Paraná, do Grupo Unialco, emSuzanápolis começam a processar cana-de-açúcar na safra2008/2009. Cada uma dessas novas usinas deve gerar de 200a 300 empregos na área industrial.A previsão é que até 2010mais outras 13 usinas entrem em funcionamento na região.ERRATAA fotografia divulgada na última edição, janeiro de 2008, ano 2, nº 17,na página 13, não é de Sérgio Beltrão, diretor executivo da Ubrabio, massim de Osvaldo Bullara, gerente de vendas do Departamento deProcessamento de Óleos e Gorduras da Westfalia Separator do Brasil.6 CANAL


ETANOLCertificaçãocomeça em junhoAPESAR DO ATRASO, INMETRO BUSCA DESENVOLVER COMOUTROS PAÍSES UMA CERTIFICAÇÃO ACEITA EM TODO O MUNDORhudy Crysthian“O Brasil precisa criar infra-estruturapara atrair o interesse de investidoresestrangeiros pela produção do álcoolDe " junho não passa". Essafoi a afirmação do presidentedo Instituto Nacionalde Metrologia, Normalizaçãoe Qualidade Industrial(Inmetro), João Jornada, ao explicaros critérios e o lançamento doprojeto de certificação do etanolbrasileiro desenvolvido pela entidade.Previsto para sair em dezembrode 2007, a certificação irá avaliarrequisitos técnicos e abrangeraspectos sociais e ambientais.Para receber a certificação serãoexigidos itens como: não utilizartrabalho escravo; não utilizar trabalhoinfantil; não causar desmatamento;respeitar os direitos do trabalhadore proporcionar condiçõesadequadas de trabalho. A medidapode elevar o custo final de produção,mas Jornada defende que ocusto-benefício será indiscutível.A certificação do etanol brasileirorepresenta benefícios em pelo menosdois aspectos: maior credibilidadee competitividade. Jornada afirmaque essa certificação poderá garantirao produtor a comprovaçãodo respeito aos critérios sociais eambientais, dando ao País mais condiçõesde ganhar o mercado internacional."Não será uma garantia deque o Brasil está livre de determinadosproblemas sócio-ambientais,mas sim a certeza de que quem tivero selo do Instituto irá comercializarum produto dentro dos padrões universalmenteaceitos, ou pelo menos,exigidos pelo comprador", explica.Etanol, a próxima commodityOutro objetivo a ser atingidocom a certificação é transformar oetanol em commodity energética.A elevação do álcool a esse estatusé uma reivindicação dos usineiros econsiderada estratégica pelo governobrasileiro, que espera com issoreduzir as barreiras não-tarifáriasimpostas pelos países ricos paradificultar as importações do etanolbrasileiro. Geralmente, essasbarreiras são restrições de padrõestecnológicos, mas para o etanol setornar uma commodity, é fundamentalque ele tenha padrões físicose químicos, certificações e umabase normativa comum, como asanunciadas pelo Inmetro. O Institutotrabalha em conjunto com oNational Institute of Standards andfotos: divulgaçãoJoão Jornada,Presidente do InmetroAGENTE COORDENADORO presidente deixa claro que oórgão não será o agente certificador,mas sim um coordenador doconjunto de normas que determinaráatributos e, posteriormente,como essa avaliação será feita,além de credenciar quem fará asespecificações. Jornada diz tambémque pretende desenvolver critériosque irão ao encontro das exigênciasdos principais mercados.A adesão à nova medida de padronizaçãoserá voluntária. O Inmetrotrabalha em parceria comoutros países nesse projeto. Jornadaacredita que com esse certificado,juntamente com a garantia ecredibilidade de outros órgãosmundiais também envolvidos noprocesso, os lobbys contra o etanolbrasileiro ficarão sem argumentos.Assim como Jornada, a pesquisadoraHeloísa Burnquist, doCentro de Estudos Avançados emEconomia Aplicada Cepea/Esalq,da USP, acredita que o País devecentrar foco em criar mecanismosde certificação de qualidade,como forma de impedir futurasdores de cabeça.Technology (Nist), seu parceironorte-americano, entre outros. Osdois países assinaram memorandode entendimento para certificaçãodo etanol no ano passado. Os doisinstitutos definem padrões de mediçãode impurezas e potenciaisenergéticos dos diversos tipos deetanol e também de calibragem deinstrumentos.“PRODUÇÃOSapcanajá estáfuncionandoDesde o dia 1º de fevereiroestá em funcionamentoo Sistema de Acompanhamentoda ProduçãoCanavieira (SapCana), implantadopelo governo federal.As 370 unidades produtorasde açúcar e álcoolexistentes no País são agoraobrigadas a informar,quinzenalmente, ao Ministérioda Agricultura, Pecuáriae Abastecimento (Mapa)a produção sucroalcooleirae os estoques das empresas.De acordo com o coordenador-geralde Açúcar e Álcool,da Secretaria de Produçãoe Agroenergia (SPAE),Cid Caldas, o sistema recebe,em tempo real, as informaçõessobre produção, saídase estoques de açúcar e álcoolde todas as usinas do Brasil,que estão concentradasnos Estados de São Paulo,Minas Gerais, Paraná, Alagoase Pernambuco. Cadaunidade produtora tem umasenha de acesso direto aosistema no portal do Mapa(www.agricultura.gov.br)."O SapCana possibilitaráao Governo melhor gerenciamentodos estoques, principalmentede álcool combustível,de modo a garantiro abastecimento do mercadointerno", afirma Caldas.O Mapa tem um convêniocom a Agência Nacional dePetróleo, Gás Natural e Biocombustíveis(ANP), para repassaros dados transmitidospelas unidades produtoras.A ANP acompanha a comercializaçãodo produto após asaída da usina. Dessa forma,a Agência cruzará as informaçõesdo SapCana com osnúmeros de comercializaçãoinformados pelas distribuidorasde combustíveis.usina são domingos8 CANAL


FUSÕES E AQUISIÇÕESInvestimentos no Centro-OesteHOLDING UNIALCO MS FOI ADQUIRIDA PELA CLEAN ENERGY BRAZIL, QUE AVANÇA NA NOVAFRONTEIRA. META É PROCESSAR 14 MILHÕES DE TONELADAS DE CANA-DE-AÇÚCAR ATÉ 2014AClean Energy Brazil (CEB) acaba de desembolsarUS$ 64 milhões para adquirir33% da holding Unialco MS, quecontrola a usina Alcoolvale, em Aparecidado Taboado (MS), e outro projeto em construçãona cidade de Dourados, no mesmo Estado.A intenção do grupo é avançar na regiãoCentro-Oeste do País, considerada a nova fronteirapara a cana-de-açúcar.Os planos da CEB são investir em outros projetosde usinas e processar cerca de 14 milhões detoneladas até a safra 2013/14. O projeto da usinade Dourados, tocado inicialmente pela Unialco epelo pecuarista Celso Dal Lago Rodrigues, deveráentrar em operação na safra 2009/10. "Já temoscerca de 10 mil hectares com cana plantada naregião", afirmou Dal Lago. A holding Unialco MSé controlada pela Unialco SA, que é presidida peloempresário Luiz Guilherme Zancaner, e quecontrola duas usinas em São Paulo.No ano passado, o grupo Unialco concluiuprocesso de reestruturação, que resultou nacompra de 25,4% de participação que estava nasmãos de acionistas minoritários. A compra dos25,4% de participação foi feita pela ZancanerParticipações (ZP), empresa que pertence a Zancanere seu irmão. O empresário está construindouma nova usina em São Paulo em parceriacom dois grupos estrangeiros - o Pantaleon, daGuatemala, e Manuelita, da Colômbia.EXPANSÃOCriado em dezembro de 2006 e com papéisnegociados na bolsa de Londres, o grupo tem49% de participação na Usaciga, usina sucroalcooleirainstalada em Cidade Gaúcha, no Paraná,e controla 100% do projeto batizado de Pantanal,que está em construção em Sidrolândia, noMato Grosso do Sul.A unidade Pantanal deverá entrar em operaçãoDourados (MS) terá usina da Clean Energydivulgaçãona safra 2009/10, com moagem de 1,5 milhão detoneladas de cana. No ano passado, o grupo recebeulicença ambiental para a construção daunidade Água Limpa. A unidade deverá entrar emoperação na safra 2010/11, com moagem previstade 1,5 milhões de toneladas. Esses dois projetosterão 100% dos investimentos da CEB e deverãoproduzir apenas álcool nesta primeira fase.Incorporação de empresas dámais dinamismo ao setor eajuda a expandir área cultivadacom a cana-de-açúcarjoão faria10 CANAL


TRANSPORTEÔnibus e caminhõesmovidos a àlcoolVEÍCULOS HOJE USADOS EM TRECHOS CURTOS CIRCULARÃO, EM BREVE, EM DISTÂNCIAS MAIORESdivulgaçãoRhudy CrysthianA Scania é a única montadora do mundo a deter a tecnologia de substituição do diesel pelo etanolAScania, empresa montadora de veículospesados e de transporte de passageiros,pretende colocar no mercado caminhõesde coleta de lixo ou distribuiçãomovidos a etanol. Com a seqüência do desenvolvimentodessa tecnologia, os veículos de carga epassageiros movidos a álcool deverão ser usadostambém em distâncias maiores muito em breve.A empresa lançou em dezembro do ano passadoônibus movido a etanol para rodar em curtadistância que circula no corredor Jabaquara-SãoMatheus, onde transitará por um ano, e atende anove terminais situados em São Paulo, Diadema,São Bernardo do Campo e Santo André.O motor proposto pela Scania é avançadoaté para os padrões europeus no quesito poluentes.Tem injeção eletrônica, atende a rígidasespecificações, como a EURO 5 e EEV (EnhancedEnvironmentally Friendly Vehicles ou VeículosExcepcionalmente Compatíveis com o MeioAmbiente), normas que serão obrigatórias naUnião Européia só a partir de 2009.Com esses patamares de rigor, estima-se queo veículo reduza em mais de 80% as emissões degases responsáveis pelo aquecimento global, em90% de material particulado e em 62% de óxidosde nitrogênio (NOx) e não emita enxofre,responsável pela chuva ácida. A empresa afirmaque a adaptação do motor diesel para o etanoltambém não requer mudanças significativas.De acordo com a assessoria de imprensa dafabricante, por enquanto, apenas o projeto naregião metropolitana de São Paulo foi viabilizado.A Scania é a única montadora de veículosno mundo a deter a tecnologia de substituiçãodo diesel pelo etanol. Qualquer cidadeque se interessar em verificar na prática osbons resultados de baixíssimas emissões de poluentesdesses veículos precisa obrigatoriamenteprocurar a empresa.PARCEIROSO lançamento do veículo faz parte do ProjetoBioEthanol for Sustainable Transport ouBioetanol para o Transporte Sustentável(BEST), programa internacional coordenado noBrasil pelo Centro Nacional de Referência emBiomassa (Cenbio), do Instituto de Eletrotécnicae Energia (IEE), da USP, que coordena o projetoe conta com mais oito parceiros. O investimentono projeto é da ordem de R$ 1,6 milhão.O Brasil é primeiro país das Américas ater ônibus movido a etanol em circulação peloBEST, incentivado pela União Européia. Outrasoito cidades da Europa e Ásia participamdo programa: Estocolmo (Suécia), Madri e PaísBasco (Espanha), Roterdam (Holanda), LaSpezia (Itália), Somerset (Inglaterra), Nanyang(China) e Dublin (Irlanda).A Scania afirma que o rendimento energéticodo etanol, em veículos iguais (mesma potênciae configuração), é 20% inferior ao diesel. Oprofessor doutor da USP José Roberto Moreira,presidente do Conselho Gerenciador do Cenbioe principal articulador do BEST, conta que jáhouve uma experiência, há oito anos em SãoPaulo com veículo movido a etanol, em que osresultados foram excelentes do ponto de vistaambiental, porém modestos do ponto de vistaeconômico, devido à diferença de preço entre oóleo diesel e o etanol.CANAL 11


MERCADOColheitadeiraspuxam vendas de máquinasDepois de encerrar 2007 com crescimento de49,5% nas vendas de máquinas agrícolas, para38,3 mil unidades, a Associação Nacional dos Fabricantesde Veículos Automotores (Anfavea) tem projeçõesmais modestas para este ano. A expansão dosetor deverá ficar em 15% de incremento das vendas,de acordo com o vice-presidente para máquinas agrícolasda entidade, Milton Rego.Ano passado, os tratores foram os grandes responsáveispelo acréscimo das vendas, com um aumentode 53,2% na comercialização, que chegou a31.310 unidades. O executivo afirma que de 2002 a2004 foram os anos que obtiveram os melhores níveisde venda (33 mil unidades) e o cenário de 2007foi semelhante a esse período. Para ele, o crescimentoano passado já era esperado, mas o que surpreendeufoi o vigor da recuperação.Rego acredita que o avanço do setor em 2008 deveser impulsionado pelas vendas de colheitadeiras. AAnfavea projeta um aumento maior nas vendas decolheitadeiras, porque os produtores precisam reporas máquinas que deixaram de ser trocadas nos últimostrês anos. O ideal é renovar as colheitadeiras acada seis anos, "mas no Brasil temos máquinas comaté 20 anos de uso", afirma.A expansão das vendas deverá ser maior especialmenteno Mato Grosso. "Este mercado está crescendo:os preços das commodities subiram, e não devemrecuar, e a bioenergia continua forte. A expectativa épositiva no médio prazo", disse.sifaeg12 CANAL


BRASIL E CHINAParceria para produzirálcool de mandiocaRepresentantes de várias instituições de pesquisada China se reuniram com pesquisadoresbrasileiros no mês passado na Empresa Brasileirade Pesquisa Agropecuária (Embrapa) paradiscutir as diretrizes de cooperação técnica entreos dois países para produção de álcool a partir demandioca. Depois de testes bioquímicos e genéticos,já se sabe que a mandioca açucarada temgrandes vantagens, como o alto teor de glicose.De acordo com o pesquisador da Embrapa RecursosGenéticos e Biotecnologia, Luiz JoaquimCastelo Branco Carvalho, as identificações dasmutantes naturais da mandioca na Amazônia ricasem glicose foram feitas ainda em 1996. Osprogramas de melhoramento de mandioca noBrasil são orientados para produção de farinha efécula. Mas segundo ele, as novas variedades obtidasa partir da mandioca açucarada podem diversificaro mercado de derivados da mandiocaem uso comercial na atualidade.Os resultados alcançados pela Embrapa despertaramo interesse da Chinese Academy of TropicalAgricultural Sciences (CATAS) em desenvolver cooperaçãotécnica para utilização das variedadesmutantes de mandioca na produção de etanol. Pelolado brasileiro, a parceria técnica com a Chinavai promover avanços no projeto do genoma damandioca que já tem um piloto do genoma funcionale melhoramento convencional em desenvolvimentona parceria entre a Embrapa RecursosGenéticos e Biotecnologia e a Embrapa Cerrados.Segundo o pesquisador, os chineses detêm umatécnica genômica de alta escala que aumenta aeficiência na obtenção e sistema de análises do genomade natureza equivalente da mandioca e empopulações, como é o caso das variedades de mandiocasaçucaradas. As características genéticas damandioca estão sendo transferidas para variedadescomerciais por técnicas de melhoramento genéticoconvencional e utilizadas para incrementaros estudos genômicos e o conhecimento sobre afuncionalidade das mutações naturais nas variedadesde mandioca açucarada. A cooperação estásendo estabelecida de acordo com os parâmetrosda legislação brasileira que trata do acesso e repartiçãode benefícios oriundos da biodiversidade.divulgaçãoPRODUÇÃO CHINESAA China cultiva cerca de 200 mil hectares commandioca para produção de álcool usando o processoconvencional de hidrólise do amido para açúcar e a suaconversão em etanol.NOVA FRONTEIRAMS deve aumentarprodução de etanol nos próximos anosAperspectiva de expansão denovas usinas até 2010 apontaMato Grosso do Sul em posiçãoprivilegiada, pois conta com 5 usinasem fase de montagem e 14 emfase de projeto. O Estado tem potencialpara ser responsável por20% da produção de etanol noBrasil e abastecer 10% do mercadomundial em 30 anos. Mas, paraisso, deve aumentar em 12 vezes aprodução atual, que é de quaseum milhão de metros cúbicos em200 mil hectares.Enquanto a produção brasileiracresceu 11,92% da safra2006/07 para a de 2007/08 e aárea cultivada com cana-de-açúcarcresceu 12,3% em MatoGrosso do Sul o aumento da áreaplantada foi de 32%. A previsãoé de que a produtividade da cana-de-açúcarno Estado cresçaentre 50% a 100% até 2010.O governador daquele Estado,André Puccinelli, afirma que paraalcançar esses resultados projetadosseriam necessários a implantaçãodo poliduto, orçado em R$ 2bilhões, que transportará o álcoolproduzido na região até Paranaguáe trará o diesel, a gasolina e oGLP para Mato Grosso do Sul, barateandoo preço desses produtos."Temos que atingir 2,5 milhões demetros cúbicos até o fim de 2009para viabilizarmos o poliduto", explicouo governador. Segundo ele,atualmente 11 usinas de álcool estãoinstaladas no Estado.NOVAS USINASEm maio de 2007 o governadorAndré Puccinelli e a secretária deDesenvolvimento Agrário, Produção,Indústria, Comércio e Turismo,Tereza Cristina Corrêa Dias,assinaram quatro termos de acordopara instalação de novas usinasde açúcar e álcool no Estado.São R$ 881,4 milhões em investimentoe prevêem a geração dequase seis mil empregos nos municípiosde Sidrolândia, Três Lagoas,Nova Andradina e Ponta Porã.Mas o governo garante que a ativaçãode novas usinas será feitade acordo com Zoneamento EconômicoEcológico (ZEE), que terminaem junho deste ano.CANAL 13


OPINIÃOFalta energia para o Brasil crescerO Brasil não crescemais rápido e chegamais cedo ao grupo depaíses desenvolvidospor pura falta deinfra-estrutura e nãoapenas por razõeseconômicas.OBrasil enfrenta desde ocomeço desse milênio umacrise energética. Entre 2001e 2002 chegamos ao limiar da faltageneralizada de energia, com o apagãoelétrico. O problema teve origemna falta de planejamento e investimentona geração e na distribuiçãode energia, mas também e,talvez principalmente, pela enormedependência do país de seu sistemahidroelétrico, o que se provou serum erro. Até a minha avó alertavapara nunca se colocar todos os ovosem uma só cesta. Sabedoria antigaque não foi aprendida pelos inúmerosgovernos de direita, de centro ede esquerda que comandaram o país.Agora, a crise energética volta anos espreitar, perigosamente.De acordo com o Ministério deMinas e Energia (2006), a matriz elétricabrasileira é composta de 77,1%de energia originária das hidroelétricas(340,4 TWh), em segundo lugarcom 8,3% vem a importação deenergia (36,5 TWh) que também éprincipalmente hidroelétrica, emterceiro lugar com 4,1% está o gásnatural (18,2 TWh), em quarto lugarcom 3,9% está a biomassa (17,4TWh), a seguir estão os derivados depetróleo com 2,8% (12,4 TWh), anuclear com 2,2% (9,5 TWh) e porfim, o carvão com 1,6% (7,2 TWh).Convenhamos, é depender muito daboa vontade de São Pedro.Mas em uma tímida tentativa, oGoverno Federal tentou iniciar umadiversificação da matriz energética,criando o PROINFA - Programa deIncentivo às Fontes Alternativas deEnergia. O programa estimulava ocrescimento de três fontes principaisde energia: a biomassa, a eólica eas pequenas centrais hidroelétricas.No entanto, as metas foram pífias eas condições desanimadoras para osinvestidores. Resultado, não atingiusequer as suas metas iniciais. O caminhoestava certo, faltava acertaras condições para viabilizar o programa.Como o PROINFA não foipara frente e as chuvas minguarameste ano, a oferta de energia no paísentrou em situação de risco. Umadas consequências mais imediatas,foi o crescimento vertiginoso dospreços da energia nos leilões realizadosnos últimos meses. Outra consequênciafoi a necessidade de ligaçãodas 26 termoelétricas a diesel e a gásnatural, que se encontravam em repouso,aguardando uma emergência.É isto mesmo, já estamos vivemosum momento de emergênciano abastecimento de energia elétrica.O mais dramático da situação, é queo Brasil precisa crescer, gerar e distribuirriqueza, oferecer vagas detrabalho a milhões de pessoas, acabarcom a fome e com a miséria.Sem uma oferta firme e satisfatóriade energia elétrica, os investimentosnão acontecem, o país não cresce e aeconomia vai ficar patinando na estagnaçãomais uma vez.O crescimento econômico, populacionale de consumo, assim comoa produção agrícola e industrial sãofatos previsíveis . Isso exige planejamentoantecipado e a execução depolíticas governamentais, para suprir,a tempo, as necessidades de expansãoda produção de energia. Naausência disso, temos que o Brasilnão cresce mais rápido e chega maiscedo ao grupo de países desenvolvidospor pura falta de infra-estruturae não apenas por razões econômicas.O cenário energético brasileiro éum emblema dessa situação.Falando em soluções. O setor deaçúcar e álcool pode contribuir demaneira decisiva para sairmos dessaenrascada energética. Apenas comas usinas e destilarias que operamatualmente no setor sucroalcooleiro,alcançaríamos uma produção deenergia elétrica produzida a partirda biomassa da cana, equivalente àprodução da usina hidroelétrica binacionalde Itaipu. Os investimentosseriam menores do que construirnovas hidroelétricas, o início daprodução da energia nova gerada seriaquase imediato, o reuso da matériaorgânica do bagaço da cana paragerar energia possui ampla sustentabilidadecom impactos ambientaisquase nulos e a distribuição da energiaficaria facilitada pela produçãoestar capilarizada em diversas regiõesdo país, sempre próximas aoscentros urbanos de consumo. O quefalta agora é arrojo por parte do governofederal. Energia cara é aquelaque não possuímos, os exemplos dacrise energética de 2001/2002 e dacrise do gás natural da Bolívia estãofrescos na memória para comprovaristo. O arrojo nas ações dos entes públicose privados é a diferença entreum país desenvolvido e outro emeterno desenvolvimento. O setor sucroalcooleiro,maciçamente nacional,está pronto para o desafio decontribuir de forma decisiva para osuprimento energético do Brasil.Agora, é preciso que o Governo Federalapresente uma proposta corajosae arrojada de compra dessaenergia limpa e renovável da biomassa,que é vital para o futuro e paraa soberania de nossa nação.Igor Montenegro Celestino Otto, éempresário, ex-presidente do SIFAEG eSIFAÇÚCAR e ex-coordenador do FórumNacional Sucroalcooleiro.canal14 CANAL


OTÁVIO LAGECOSANInvestimentos de 330 milhõesem usina e termelétrica em GoiásRhudy CrysthianOgrupo goiano Otávio Lage vai investirR$ 330 milhões na construção de uma filialagroindustrial da Usina Jalles Machado, emGoianésia e uma central termelétrica (Codora). OBanco Nacional de Desenvolvimento Econômicoe Social (BNDES) vai dar um aporte de R$ 230milhões em operações diretas e indiretas. OutrosR$ 100 milhões serão repassados pela Jalles, sendoque 30% deste valor formará capital de giro.A moagem inicial será de 1 milhão de toneladasde cana e o início das operações está previstopara abril de 2010. O complexo industrialdeverá funcionar em plena atividade a partir de2012, com previsão de moagem de 2,5 milhõesde toneladas de cana. Os viveiros que começarama ser plantados em 2006 devem chegar a2,5 mil hectares neste ano e devem atingir 9 milhectares em 2009 e 22 mil em 2012.O grupo diversificou suas atividades em 2007.Investiu R$ 80 milhões na ampliação da usina deaçúcar e álcool Jalles Machado, para ampliar acapacidade de moagem em 35%, para 580 toneladasde cana por dia. A usina apresentou umjalles machadoInstalações industriais do grupo em Goianésiaaumento de 9,3% na moagem de cana na safra2007/08 em relação ao ciclo anterior.DIA DE CAMPOA Jalles Machado realiza no dia 19 de fevereiro,em Goianésia (GO), um Dia de Campo em parceriacom o Instituto Agronômico (IAC). Segundo o gerenteagrícola da empresa, Rogério AugustoBremm, o objetivo do encontro é discutir o manejode diferentes variedades de cana no Cerradobrasileiro. "Iremos analisar estratégias para manejovarietal e outros materiais em viveiro. Há a expectativada presença dos secretários da agriculturade São Paulo e Goiás, outras autoridades eempresários de vários Estados", informa Bremm.Aquisiçõesem stand byOgrupo Cosan anunciou que deveadquirir novas usinas nos próximosmeses. Com 17 usinas em operaçãono País, o grupo tinha anunciado aconstrução de três novas usinas no Estadode Goiás, e inclusive já recebeuincentivos fiscais, através do Produzir,para a instalação das novas indústrias.Mas esses projetos podem ser adiados,se o grupo achar conveniente.Os aportes necessários de R$ 650 milhõesestavam programados para Jataí,Montividiu e Paraúna. Mas, antes de divulgaras aquisições, a Cosan quer concluiro processo de reorganização geradopela abertura de capital da controladoranos Estados Unidos. A etapa finaldo negócio consiste na permuta deações da companhia brasileira pelos papéisda Limited. A idéia é lançar a ofertanos próximos dez dias. Assim, os investidoresterão 30 dias para decidir pelatroca. Caso mais de dois terços optempor mudar, o prazo terá de ser prorrogadopor mais 90 dias.


FERROVIA NORTE-SULObras seguemno ritmo planejadoREDUÇÃO DOSCUSTOS DE FRETE,DO TEMPO DETRANSPORTE DECARGAS E DO FLUXODE CAMINHÕESNAS ESTRADASSÃO ALGUNS DOSBENEFÍCIOS DA FNSFerrovia terá reflexos positivossobre a qualidade das rodoviasRhudy CrysthianConforme prometido no fim de 2007, aValec Engenharia reiniciou mês passadoas obras da Ferrovia Norte-Sul nostrechos entre Anápolis e Ouro Verde edeu início ao traçado de Ouro Verde a Uruaçu,todas cidades goianas, totalizando 280 quilômetros.A verba de R$ 180 milhões para financiar oinício das obras nesses trechos foi liberada peloGoverno Federal por meio de Medida Provisória.Esse é apenas parte do trajeto goiano da Ferroviae a previsão é que esteja pronta no fim de2009. No Estado, a Norte-Sul terá 459 quilômetros,ligando Anápolis à cidade de Porangatu, extremonorte de Goiás.Especialistas acreditam que os custosdos fretes poderão ser reduzidos em até30% nos locais por onde passa a ferrovia.Além dos benefícios econômicos, osreflexos positivos também se estenderãopara o setor estrutural. Com a diminuiçãodo fluxo de caminhões de transporte decargas, as rodovias apresentarão melhorescondições para serem recuperadas.De acordo com cálculos da Valec, o custototal do trajeto que liga Anápolis a Uruaçuestá orçado em torno de R$ 900 milhõese deverá ser concluído até o fim do próximoano. Segundo o presidente da empresa, JoséFrancisco das Neves, o trecho vai ser construídodentro dos padrões mais modernos do sistemaferroviário, com o assentamento de dormentesde concreto para o emprego de bitolamista, apesar de, nesta fase inicial, se utilizar somentetrilhos de bitola métrica.Iniciado em março de 2002, o trecho da ferroviaque corta Goiás já sofreu várias paralisaçõespor falta de recursos. O presidente da empresagarantiu, na solenidade de assinatura daordem de serviço das obras que, dessa vez, nãovai faltar dinheiro. Para dar mais velocidade àsobras, a Valec dividiu o trecho entre Anápolis eUruaçu em diversos lotes, cujas obras estarão acargo das empresas construtoras Queiroz Galvão,Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez eConstran.José Francisco das Neves ressalta que a obraterá um grande túnel em Anápolis, que passarápor baixo do cartódromo da cidade, e um viadutosobre a rodovia BR-060, entre Brasília eGoiânia. O Parque das Antas, em Anápolis, jáestá em processo de desapropriação no município,que vai receber R$ 2,5 milhões.As desapropriações do trecho urbano deAnápolis, que vai do Distrito Agroindustrial(Daia) até o cruzamento da GO-222 (Anápolis-Nerópolis), já foram anunciadas. A responsabilidadepor este trecho, que terá um viaduto sobrea rodovia que corta Nerópolis e um sobre aAvenida Pedro Ludovico, além de um túnel de500 metros, passando por baixo da BR-060, éda Queiroz Galvão.A Camargo Corrêa, empresa que desde 2002realiza os serviços de passagem de nível e terraplenagemnos 12 quilômetros que separamAnápolis de Campo Limpo, continuará com aresponsabilidade da obra até a cidade de Jaraguá.A Andrade Gutierrez ficará com o segmentoentre Jaraguá e Santa Isabel e o último trecho,de Santa Isabel até Uruaçu, será da empreiteiraConstran.fotos: valec


DESAPROPRIAÇÕESPara o consultor para assuntos de logística einfra-estrutura de transporte da ConfederaçãoNacional da Agricultura (CNA), Luiz AntônioFayet, o setor produtivo tem muito o que comemorarcom o anúncio das novas obras da FerroviaNorte Sul em Goiás. "O Brasil exporta aproximadamente80 milhões de toneladas de produtos doagronegócio e deverá quase dobrar este númeronos próximos dez anos. Isso levará o País a ser oresponsável pelo suprimento de aproximadamente60% do mercado internacional das principaiscommodityes. Qualquer medida que possa reduziros custos e o tempo gasto com o transporte decargas é bem-vinda", comemora.Fayet afirma que a necessidade de novos tiposde investimentos em infra-estrutura no Brasil sãoevidentes, pois os sistemas rodoviários não suportarãotamanha demanda. O consultor explica queas novas fronteiras do Centro-Norte e do Centro-Oeste assumirão a exportação básica num primeiromomento e se responsabilizarão pela expansãofutura em todas as linhas, por isso a importânciade corredores de escoamento que passem por essasregiões. Ele afirma que, além de reduzir oscustos com fretes, a ferrovia também irá aliviarsobremaneira a pressão sobre o modal rodoviário.O consultor diz que o trecho rodoviário entreAnápolis até a divisa com o Estado do Tocantinsé considerado um 'ponto de indiferença', ou seja,tanto faz enviar cargas para os portos doNorte ou do Sul do País, pois, a partir desse trecho,o custo de transporte é o mesmo. "O trechoda Ferrovia Norte-Sul que cortará Goiás iráabranger justamente esse trajeto, o que reduziráo tempo de transporte e, consequentemente, diminuiráesse ponto de indiferença".Ele afirma que a ferrovia será a grande via estruturanteque ligará os principais corredores deescoamento no País. "A consolidação dessas rotas,com a conclusão de mais um trecho da ferrovia,certamente representará uma revoluçãona logística da área", defende.De acordo com um estudo elaborado pelo expresidenteda Associação Nacional de Transportede Cargas e Logística (NTC & Logística), GeraldoVianna o Brasil ocupa a última posição noranking dos países, em rodovias pavimentadas,como no somatório de rodovias pavimentadas,ferrovias e hidrovias, e penúltimo considerandoo índice apenas para ferrovias.Desta vez não faltará dinheiropara a continuação das obras,garante o presidente da Valec


Recursos garantidos pelo PACA verba para a concretização da Ferrovia Norte-Sulserá dividida entre os setores público eprivado. O governo entra com parte do dinheiroe a outra parte será obtida por meio de concessõese subconcessões entre empresas privadas.Mas para o presidente da Valec, o fato de aobra ser incluída no Programa de Aceleraçãodo Crescimento (PAC), anunciado pelo governofederal ano passado, é uma garantiada liberação dos recursos necessários.Ele lembrou que o trecho de 720 quilômetrosentre Açailândia (MA) e Palmas(TO) já foi vendido em subconcessão paraa Vale, antiga Companhia Vale do RioDoce, por R$ 1,4 bilhão, recursos queajudarão na conclusão das obras.A expectativa é que o trecho restante,entre Palmas (TO) e Santa Fé doSul (SP), seja vendido por R$ 2,5 bilhões. Eleafirma que a ferrovia vai unir as economias doNorte e Nordeste com as do Sul e Sudeste, passandopelo Centro-Oeste. Assim, elevará a competitividadedos produtos brasileiros no exteriore reduzirá os custos no mercado interno.A Ferrovia Norte-Sul já recebeu quase R$1,2 bilhão em investimentos e deve recebermais R$ 1,2 bilhão este ano. A previsão é quetodo o percurso de mais de 2 mil quilômetrosconsuma quase R$ 6 bilhões. Em 2006, elatransportou 1,8 milhão de toneladas de produtosno trecho já concluído, a maioria grãos.Em 2010, a expectativa é que a ferrovia estejatransportando 12 milhões de toneladas deprodutos como grãos e farelos, óleo de soja,adubos e fertilizantes, algodão, açúcar, álcool ecimento, que chegarão ao Porto de Itaqui (MA).A ferrovia já tem pólos de carga instaladosem Porto Franco (MA), Aguiarnópolis (TO) eAraguaína (TO). Serão instalados mais quatrono Tocantins e cinco em Goiás.Trechos já construídosda Ferrovia Norte-Sul:obra traz grandesmelhorias ao transportede cargas e aumenta acompetitividade do PaísEmpresa estuda mudanças no traçado goianoA Valec finaliza um estudo de viabilidadepara colocar em leilão um novo trechoda Ferrovia Norte-Sul de cerca de 1,3mil quilômetros, entre Palmas (TO) e Aparecidado Taboado (MS), passando pela RegiãoSudoeste de Goiás. O leilão está previsto paraacontecer em março deste ano. A idéia é ligara Norte-Sul com a Ferronorte, que vai de Aparecidado Taboado a Alto Araguaia (MT)."O traçado original da Norte-Sul, que develigar Belém (PA) até Anápolis (GO), será mantido.O que vai ocorrer é um acréscimo. Essenovo leilão deverá estender a ferrovia atéAparecida do Taboado, fazendo com que aNorte-Sul passe também por Rio Verde e Jataí(municípios goianos)", explica o presidente daempresa, José Francisco das Neves. Ele comentaque a conexão da Ferrovia Centro-Atlântica- que liga as Regiões Sul e Sudeste ao Centro-Oeste - com a Norte-Sul, se dará através deuma área de um transbordo a ser instalada noDistrito Agro Industrial de Anápolis (Daia),junto ao Porto Seco.Com isso, Goiás ganhará mais 520 km em ferrovias.Para aumentar a estrada de ferro até oEstado de São Paulo, estima-se que serão gastoscerca de R$ 2,5 bilhões. Em Goiás, cidades doSudeste e Sudoeste goiano, grandes produtorasde grãos, ganharão com o novo modelo detransporte. O presidente da Valec explica que amudança reduzirá em 45 dias o tempo de transportede produtos goianos ao Japão, por exemplo.Para os Estados Unidos, a redução é de cercade 15 dias, pois a carga chega mais rápida aoporto e não há tanta perda de produção comoacontece no transporte por rodovias.18 CANAL


EXPORTAÇÕESExigências da União EuropéiaEUROPA DEFINE REGRAS PARA COMPRA DEBIOCOMBUSTÍVEIS E TRAÇA METAS PARAREDUÇÃO DAS EMISSÕES DE CO2Rhudy CrysthianOgoverno brasileiro quernegociar com a UniãoEuropéia (UE) o reconhecimentodo selo ambientalque o País vai criar para oetanol. No mês passado, o blocoanunciou seu novo plano energéticoe de corte de emissões deCO2 (gás carbônico) até 2020,com metas para aumentar o consumode biocombustível. Representantesda Comissão de Energiada UE chegarão ao Brasil nos próximosmeses para debater o temacom o Ministério de Minas eEnergia e visitar usinas.A medida faz parte de um amploe polêmico pacote que traça ocaminho a ser seguido pelos 27países da UE para que o bloco consigacumprir o compromisso de reduzirem 20% suas emissões deCO2 e aumentar também em 20%a participação das energias renováveisem sua matriz energética.REQUISITOSA Europa propõe que o etanolexportado para os europeus teráde respeitar três requisitos básicos:não provocar perda de biodiversidade(no Cerrado, por exemplo),evitar o desmatamento e representarum corte de 35% nasemissões de CO2 em relação a outroscombustíveis. Nesse critério,o etanol brasileiro está em situaçãoconfortável.Estudos internacionais indicamque o álcool produzido no Brasil éo biocombustível com maior capacidadede redução de emissões. Umcarro movido com esse combustível,obtido a partir das plantaçõesde cana-de-açúcar, chega a emitir90% a menos de gases de efeitoestufa. Já o álcool norte-americano,maior concorrente do brasileirono mercado exterior, é capaz de reduziremissões em no máximo13%, segundo os mesmos critérios.O problema é que a CE deve estabelecerum porcentual bastantebaixo, entre 10% e 20%, para nãoexcluir seus próprios biocombustíveis(que proporcionam uma reduçãode cerca de 40%). Antes de serimplementada, a certificação quea UE tanto preza deverá ser aprovadapelo Parlamento Europeu,que poderá propor emendas paraincluir exigências sociais, e pelosgovernos dos Estados-membros.UNICAA União da Indústria da Canade-Açúcar(Unica) consideroucomo 'sensata' a diretiva propostapela Comissão Européia sobreas fontes de energia renováveis.Em nota, a entidade avalia a medidaeuropéia como uma iniciativade grande importância parao desenvolvimento e a consolidaçãodo mercado de biocombustíveisnaquele bloco."Para nós, regras que estimulama produção sustentável e eficientedo ponto de vista de custo sãobem-vindas", afirmou o presidenteda entidade, Marcos Sawaya Jank.A Unica considerou positiva a ausência,nos critérios de sustentabilidadecitados na proposta da ComissãoEuropéia, de pontos discriminatórioscontra biocombustíveisque venham a ser importadospor países da União Européia .Ainda na mesma nota, a Unicadiz ser de fundamental importânciao desenvolvimento de definiçõesmais detalhadas para certositens dos critérios listados, de formaa evitar que critérios específicosnão entrem em conflito com oespírito não-discriminatório dodocumento em suas linhas gerais.A Unica comenta que este é umponto vital para garantir que hajacompatibilidade entre todas as iniciativasenvolvendo biocombustíveis,evitando-se assim a criaçãode critérios múltiplos que podem,no conjunto, resultar na criação debarreiras desnecessárias.Com informações da Unica.Marcos Jank, da Unica, considerousensata a diretiva da UEunicaREGRAS CONTRA AQUECIMENTO• O plano estabelece metas que devem serseguidas pelos 27 países membros para queo bloco cumpra o chamado objetivo 20-20-20, que determina a redução das emissões deCO2 em 20% e o aumento, também em20%, da participação de energias renováveisem sua matriz energética até 2020• Indústrias dos países membros terão depagar por 60% dos direitos de emissão degases de efeito estufa a partir de 2013• A UE quer que 10% dos carros até 2020sejam movidos a etanol• Plano de corte de emissões de CO2custará mais de US$ 86 bilhões (cerca deR$ 155 bilhões) por ano para ser colocadoem prática e tem três regras básicas:- não provocar perda de biodiversidade (nocerrado, por exemplo)- evitar o desmatamento- representar um corte de 35%nas emissões de CO2 em relação aoutros combustíveisFonte: UNICACANAL 19


UNIÃO EUROPÉIATECNOSHOWFeiraPlano para reduziremissão de Co2FONTES RENOVÁVEIS, TECNOLOGIAS E POLÍTICAS PARA AREDUÇÃO DE CO2 SÃO DISCUTIDAS PELA UE EM BRUXELASBruxelas sediou no fim do mês dejaneiro passado a Semana de EnergiaSustentável da União Européia(EUSEW). Em destaque as tecnologiase políticas energéticas para reduçãonas emissões de gases do efeito estufa e oPlano Estratégico de Tecnologias Energéticasda União Européia (EU). O plano, queaponta as mais recentes inovações tecnológicas,está se tornando o ponto de partidado desenvolvimento das políticas de energiaeuropéias.Os benefícios e potenciais de diversasfontes renováveis foram apresentados noevento, assim como tecnologias para "limpar"fontes fósseis, como a captura e armazenamentode carbono, conhecida comoCCS. Esta tecnologia, uma opção de mitigaçãode gases, consiste na injeção do carbonoemitido pela queima de combustíveisfósseis (principalmente o carvão) em poçosde petróleo e gás desativados.Segundo Johannes Heithoff, chefe depesquisa e desenvolvimento da empresaalemã RWE AG, existem três tecnologias deCCS que poderão ser comerciáveis em2020. "Existem muitas opções para usar odióxido de carbono (CO2) em poços subterrâneos,pois há capacidade geológica suficiente",afirmou. Algumas regiões boas paraeste tipo de atividade, citadas por ele,foram o Mar do Norte, Mediterrâneo e osmares da Dinamarca e Alemanha.A tecnologia, no entanto, foi criticadapor Frauke Thies, do Greenpeace. "Não sabemosse vai levar ao objetivo de reduçãodevido ao risco de vazamento", disse. A opçãode energia nuclear também foi reprimidapor ela, dizendo que a redução de emissõesque esta fonte traz é "uma gota nooceano" perto do que é necessário. "A boanotícia é que não precisamos destas tecnologias,basta seguirmos dois passos: eficiênciaenergética e mudança estrutural",defendeu. Frauke sugere descentralizar aprodução energética, aumentando a co-geração;investir em renováveis em larga escalae otimizar a ligação da atual rede elétricacom as renováveis; além de medidasde eficiência na indústria, transporte, negóciose residências.A Islândia apresentou no evento um ótimoexemplo de país que soube explorar seupotencial energético limpo. A nação se orgulhaem afirmar que é hoje o único paísauto-suficiente em energia renovável, com100% da eletricidade vindo de fontes limpase a caminho de deixar o setor de transportescom o mesmo status.CANAL com Carbono BrasiltecnológicaAFeira Tecnológica da Cooperativa Agroindustrialdos Produtores Rurais do SudoesteGoiano (Comigo), de Rio Verde, Goiás,será realizada de 1º a 5 de abril com umnovo nome: Tecnoshow Comigo. O SistemaAgrishow não mais irá participar da organizaçãodo evento, preferindo realizar apenasa feira de Ribeirão Preto. Com isso, a Cooperativa,apoiada por seus parceiros decampo e demais expositores, segue organizandoa Feira, agora com o nome totalmenteremodelado.A expectativa em relação à feira, segundoos organizadores, é repetir o sucesso de anosanteriores. Na última Feira, por exemplo, aindacom o nome Agrishow Comigo, mas já sema presença da Publiê (empresa organizadoradas feiras Agrishow), o volume comercializadosuperou os R$ 120 milhões. Houve dois recordesbatidos, o de público, que superou 41mil pessoas, vindas de diversos Estados, e o deexpositores, que atingiu a marca de 215.O nome Tecnoshow Comigo refere-se àcaracterística principal da mostra: gerar edifundir tecnologias agropecuárias para oprodutor rural. Dinâmicas em campo e experimentoscom novas variedades, sistemasde plantio, aplicações de insumos etc, sãodesenvolvidas no CTC (Centro TecnológicoComigo), local do evento.As novidades em máquinas e equipamentosdo agronegócio também são destaques,além de uma diversidade de produtos. A feiratambém dá espapaço aos animais, comobovinos, aves, suínos, eqüinos e ovinos, entreoutras atrações, incluindo um ciclo depalestras técnicas.stock.xchngCentro tecnológico da Coopeativa deprodutores, onde será realizada a feiratecnshoe comigo20 CANAL


BATATA-DOCEProdutividademaior que a da canaTONELADA DE BATATA-DOCE RENDE DUAS VEZES MAIS ETANOL DO QUE A CANA-DE-AÇÚCAR.TECNOLOGIA DE PROCESSAMENTO DA MATÉRIA-PRIMA É ACESSÍVEL A PEQUENOS PRODUTORESFlávia Quirino e Geórgia MilhomemApesquisa é pioneira no País. Foram maisde 10 anos para chegar a resultados positivose os cientistas conseguiram provarque o tubérculo da batata doce tempotencial energético para a produção de biocombustível.A idéia inicial era encontrar umanova fonte de bioenergia e os anos de pesquisagarantiram uma descoberta que pode impulsionara agricultura familiar.O projeto é desenvolvido pela Universidade Federaldo Tocantins (UFT), por meio de um convênioentre o Banco Interamericano de Desenvolvimento(BID) e Instituto Ecológica, e faz parte do Programade Apoio à Criação de Oportunidades de MercadosAlternativos em Áreas Rurais do Tocantins.Os cientistas encontraram na biomassa da batatadoce potencial para a geração de etanol. Paraa execução do projeto, uma mini-usina foi implantadano campus da UFT, em Palmas. Segundoo coordenador da pesquisa, Márcio Silveira, doutorem agronomia e pró-reitor de Pesquisa daUFT, o grupo selecionou e desenvolveu novos cultivaresde batata-doce resistentes a doenças e defácil adaptação ao solo tocantinense."O objetivo da pesquisa era identificar umacultura de baixo custo e fácil manejo para ser introduzidanas pequenas propriedades rurais, associaçõese assentamentos da agricultura familiar.A queda nos custos de produção e adequaçãoao clima quente são as principais vantagensoferecidas pelo etanol produzido da batata doce."informou Silveira.O processo de produção do etanol é rápido, levaem média 48 horas. Depois de colhido o tubérculoé moído e passa por três torres de fermentação,onde são separados sólidos e líquidos.O amido retirado é convertido em glicose que resultana fabricação do álcool.Duas novas usinas devem ser instaladas aindaeste ano, uma na capital e outra em Pium, Sudoestedo Estado. Cada uma com capacidade paraproduzir 2.400 litros de álcool por dia.VANTAGENSCada tonelada de batata gera, aproximadamente,duzentos litros de etanol, o dobro do rendimentoda cana-de-açúcar. O tubérculo tambémsai na frente no que se refere ao volume daprodução. São 40 toneladas por hectare, com duassafras durante o ano, além de não gerar resíduose não passar pelo processo de queima comoa cana-de-açúcar.A batata gera outro subproduto, a ração animal.O resíduo, que é dispensado após o processo de fermentação,é exposto a uma técnica de secagem, eserve para alimentação de bovinos, caprinos e suínos.O coordenador da pesquisa, ainda destaca quea viabilidade técnica e financeira para a implantaçãodas mini-usinas de etanol de batata doce sãomais viáveis ao pequeno produtor. Enquanto, umausina de pequeno porte, para o processamento decana-de-açúcar custa em média 18 milhões de reais,uma com a mesma capacidade destinada àprodução de etanol, proveniente da batata doce,não chega a mais que 200 mil reais.Mas segundo Silveira, o maior desafio agora éque a pesquisa chegue de fato aos pequenos produtores."O fomento para a implantação das miniusinasdepende da iniciativa dos setores público eprivado". O estudo já foi encaminhado para o Ministériode Desenvolvimento Agrário (MDA) paraser viabilizado para a agricultura familiar.AVANÇOSHoje a pesquisa está concentrada em outros resultados.O trabalho também provou que a batatadoce possui outra característica positiva, a de produçãodo álcool fino. O produto que é destinadoàs indústrias cosmética e farmacêutica possuimaior valor agregado.O preço gasto em cada litro de álcool é de R$0,48. Se destinado à produção de combustível podeser vendido por até R$ 0,94, o litro. Já se forcomercializado para a fabricação de remédios ecosméticos o valor sobe para R$ 1,98. Hoje,a mini-usina da universidade já produz100 litros por dia do álcool fino.“Se comparado, o custobenefíciodo álcoolda batata-doce chegaa ser duas vezesmaior do que oobtido com a canaMárcio SilveiraPró-reitor de Pesquisa da UFT“22 CANALfotos: dicom/uft


Pesquisa avalia plantas para produção de biodieselESTÁGIO DAS PESQUISASBatata-doce• Pesquisa concluída• Produz etanol para combustível eindústria farmacêutica e cosmética• Duas safras por ano• 40 toneladas por hectarePinhão Manso• Pesquisa em andamento• Teor de óleo 35% no primeiro ano• Até 3 anos na primeira safra• 300 quilos por hectareMamona• Pesquisa em andamento• Teor de óleo de 35% a 55%No Tocantins, outra pesquisa avalia o potencialbioenergético de diversas plantas. Entre asestudadas, estão o girassol, a mamona e o pinhão-manso,culturas que servem para a produçãodo biodiesel. O trabalho realizado pelaFundação Universidade do Tocantins (Unitins)tem como objetivo mapear as espécies quemelhor se desenvolvam dentro das condiçõesclimáticas do Estado.A pesquisa está identificando as melhoresépocas para o plantio, pragas mais comuns eteor de óleo de cada uma das espécies. O estudocomeçou há três anos e já aponta melhorescondições para o plantio. "No caso específicoda mamona observamos que a produção é relativamentebaixa em algumas regiões, e promissoraem regiões onde a altitude é mais elevada",informa o pesquisador e Diretor da UnitinsAgro, Ronaldo Coimbra.Com um período longo, que pode chegara até seis meses, a produção da mamona dependemuito da região e da tecnologia agrícolautilizada. “Cada cultivar possui característicasdiferentes e que se adaptam a regiões diferentes.Aqui no Tocantins, para a produçãoda mamona, o ideal seria investir em melhoramentogenético, pois com ele é possíveladequar a mamona às condições de solo, climae luminosidade de determinadas regiões"enfatiza o pesquisador.PINHÃO-MANSO E GIRASSOLAs pesquisas ainda estão em fase inicial.Mas, sabe-se que manejo e boa tecnologia sãonecessários para a produção do pinhão-mansoe do girassol. O estudo identificou algumas característicasdos vegetais que os tornam umaexcelente alternativa como matéria-prima paraa produção do biodiesel no Estado.De acordo com Coimbra, o girassol possui ciclomenor, que varia de 90 a 120 dias. O do pinhão-mansopode chegar a três anos. Outravantagem do girassol é sua resistência à estiagem."O girassol pode produzir cerca de 1600kg de grãos por hectare em terras altas, e seuteor de óleo chega a 55%", afirma Coimbra.A produtividade relativa do pinhão-manso éde 300 kg por hectare e possui teor médio deóleo de 35%, ambos no primeiro ano. "É de fundamentalimportância que os produtores busqueminformações sobre os tipos e característicasde oleaginosas que irão produzir, para nãocorrerem riscos de produção. Deve observar setem comprador para sua matéria-prima e oscustos de produção que as vezes pode ser elevado"finaliza.• Promissora em regiões dealtitude elevadaGirassol• Pesquisa em andamento• Teor de óleo 55%• Safra de 90 a 120 dias• 1,6 tonelada por hectareCARROS FLEXMercado aquecidoOpreço do álcool mais atrativo que o da gasolinae o aumento nas vendas de carros flex-fueldeterminaram ano passado uma comercializaçãorecorde de álcool no Centro-Sul. Foram 16,5bilhões de litros entre janeiro e dezembro, volume27% superior ao registrado em 2006 (13 bilhõesde litros). Esse desempenho é ainda maior (40%),quando se considera somente o consumo de álcoolhidratado, usado diretamente no veículo.Em 2007, as usinas venderam 10,5 bilhões de litrosdesse tipo de combustível, ante os 7,5 bilhõesde 2006. Para este ano, o potencial é de aumentode venda de álcool em mais 3,4 bilhões de litros,totalizando 20 bilhões de litros no mercado interno."Teremos crescimento na frota de carros flex.Nossa projeção considera que 70% dos carros bicombustívelvão usar álcool", justifica o diretortécnicoda União da Indústria da Cana-de-Açúcar(Unica), Antônio de Pádua Rodrigues.Pádua pondera que preço atrativo para o consumidornão deveria significar cotação baixa parao usineiro. Para um litro de gasolina (em SãoPaulo) a R$ 2,40 na bomba, o álcool pode custaraté R$ 1,50 (cerca de 65% do preço) ao consumidorpara ser mais atrativo que o combustívelderivado de petróleo.Para regiões do Brasil onde a tributação sobre oálcool é mais alta ou a logística mais desfavorável,o álcool ainda poderia continuar competitivo emrelação à gasolina, sem que o preço pago à usinaficasse abaixo de R$ 0,70 por litro. "Seria bom parao consumidor e para o produtor. Mas a inexistênciade um mercado futuro, entre outros fatores,prejudica a comercialização desse combustível,trazendo oscilações muito bruscas", lamenta.stock.xchngdivulgaçãoCANAL 23


ZONEAMENTOExpansão racionaldas atividades produtivasLEVANTAMENTO DE INFORMAÇÕES E SISTEMATIZAÇÃO DOS DADOS JÁ EXISTENTES SERÃOREALIZADOS COM APOIO DOS MINISTÉRIOS DA AGRICULTURA, MEIO AMBIENTE E INTEGRAÇÃOEvandro BittencourtRepresentantes do Governodo Estado de Goiás edos ministérios da Agricultura,da IntegraçãoNacional e do Meio Ambientecumprem agenda de reuniões paraa definição de apoio institucional,técnico e financeiro que visaelaborar o Zoneamento Ecológicoe Econômico (ZEE) nos municípiosgoianos. O Ministério da Agriculturapretende apoiar a atualizaçãodos mapas de solo, clima euso de todo território de Goiás naescala de 1:250.000. O governode Goiás acertou ainda uma integraçãopara realizar o zoneamentoda cana-de-açúcar, sob a responsabilidadedo Ministério daAgricultura, e que deverá ser concluídosno mês de julho.Em entrevista ao CANAL, José dePaula Moraes Filho, secretário estadualdo Meio Ambiente e RecursosHídricos, ressaltou que o ZoneamentoEcológico e Econômico(ZEE) nos municípios goianos temampla abrangência e será subsidiadoe enriquecido pelo ZoneamentoAgroecológico da Cana-de-Açúcar que vem sendo desenvolvidopelo Ministério da Agricultura eservirá de base para a definição depolíticas públicas voltadas para aconservação ambiental, produçãoagrícola e industrial."O zoneamento será um instrumentoimportante para auxiliarna tomada de decisões do governo,disse." Com ele, prossegue, haverámaior clareza para definir asáreas mais adequadas para oplantio de cana-de-açúcar, sojaou milho, exemplificou. Em casosde áreas mais frágeis, de solo arenoso,por exemplo, o zoneamentopoderá induzir a um tipo de aproveitamentoda área que preservea vegetação nativa.O zoneamento possibilitaráainda avaliar as atividades econômicasjá desenvolvidas no Estadoe as características de clima e solodas regiões em que estão inseridas.O objetivo principal é promovero desenvolvimento do Estadocom sustentabilidade.O zoneamento apontará dadosreais e poderá ser usado como referencialpara a concessão ou nãode incentivos que tendem a direcionaros investimentos em atividadesprodutivas. Segundo o secretário,já existe grande quantidadede informações levantadaspor diferentes órgãos, tais como aEmbrapa, secretarias da Agricultura,do Meio Ambiente e universidadesque serão sistematizados eservirão para agilizar esse esforço.Já existem mapas que servirãode subsídio ao ZEE, como os querepresentam áreas prioritárias deconservação, de clima, hidrologia,topografia, uso do solo e das atividadeseconômicas. Todos já estãosendo usados no cruzamentodos estudos propostos pelo zoneamento."A Agência Ambiental eum consórcio de empresas fizeram,em 2003, um trabalho de levantamento,financiado peloBanco Mundial, dos biomas existentesno Estado e de áreas ondeexistem espécies endêmicas, locaisonde a implantação de qualqueratividade poderia causar impactonegativo", exemplifica.SEGUNDA FASEA implantação do ZEE atravessasua segunda fase, com a instituiçãoda Comissão Coordenadora. Odecreto 6.707/07, assinado pelogovernador Alcides Rodrigues, determinaque planejar, coordenar earticular as ações com o governofederal serão funções do grupoque reúne representantes das Secretariasdo Meio Ambiente e RecursosHídricos (Semarh), de Cidades,Planejamento e vários outrosórgãos, cretarias e entidades. Comapoio do Ministério da Integração,será instalado em Goiás o Laboratóriodo ZEE, dentro do qual serãoelaborados Mapas de Espacializaçãodas Políticas Públicas e de IncompatibilidadesLegais.Com informações da SemarhJosé de Paula: “Zoneamento será instrumento para a tomada de decisões”semarh24 CANAL


PREÇOSÁlcoolcai 11% nasbombasMesmo com as altas nos últimos meses, opreço médio do etanol para o consumidorencerrou o ano 11% menor do que no ano anteriore se manteve como o combustível maisvantajoso em 22 Estados brasileiros. A gasolinacaiu 1,6% na mesma comparação, enquanto opreço do diesel registrou leve queda de 0,7%.Esse foi o resultado apontado pelo último levantamentoapresentado pelo Ticket Car, produtode gestão de despesas de veículos da Ticket.São Paulo continua à frente na lista onde oálcool é mais vantajoso, mas a diferença que jápassou dos 49% entre o preço dos dois combustíveis,hoje é de 45%. Na seqüência aparecemMato Grosso, Paraná e Alagoas. Já em relaçãoà gasolina, o levantamento mostrou queapenas no Amapá, Amazonas, Pará, Piauí, eRoraima ainda vale a pena utilizá-la. ParaMarcelo Nogueira, Gerente de Negócios Especialistado Ticket Car, a queda no preço do álcoolem 2007 se justifica, principalmente, pelapopularização dos veículos bicombustíveis eo aumento expressivo da produção.Veja abaixo a evolução mensal do preçomédio nacional do álcool, gasolina e diesel aolongo de 2007.Fonte: ANPCANAL 25


FEICANA 2008Mais negócios e públicoREFERÊNCIA NO SETOR, FEICANA DEVE CRESCER ATÉ 20% EM RELAÇÃO À EDIÇÃO ANTERIOR1,5 bilhãoAFeira de Negócios do Setorde Energia 2008 (Feicana/Feibio)será realizadaentre os dias 26 e 28 defevereiro com previsão de movimentarnegócios na ordem de R$1,5 bilhão, meio milhão a mais queos R$ 1 bilhão registrado na ediçãode 2007. A previsão é que nos trêsdias de evento 25 mil pessoas visitema feira. O número é 20% maiorque as 20 mil pessoas que passarampelo Recinto de Exposições Clibasde Almeida Prado, em Araçatuba,na edição anterior.A feira, que se tornou uma dasmais importantes do setor de energiatem a participação de empresasnacionais e estrangeiras, o que tornao evento conhecido no mundotodo. Serão 300 expositores de máquinas,equipamentos e componentes,além de empresas do setor deserviços, sendo 230 no pavilhão internoe 70 na área externa. Em 2007foram 280 expositores.A Feicana/Feibio concilia o aspectocomercial à política institucionaldo setor, com exposições demáquinas e serviços para as usinase debates de temas de interesse dosegmento de bioenergia. No períododa manhã dos três dias do eventosão promovidos seminários. Asexposições da feira são realizadasdas 14h às 21h. Um dos eventos jáconfirmados para 2008 é o 3Workshop Brasil/China sobre Etanole o de Trabalho Socioambiental,CanaSauro e Simpósio InternacionalDatagro/UDOP, que terá representantesdos dois países, além deempresários ligados ao setor. Váriasautoridades da política e do governonacional já participaram da Feicana/Feibiodesde a primeira ediçãoda feira, em 2003.Entre as personalidades estão aministra chefe da Casa Civil, DilmaRoussef, que respondia pela pastade Minas e Energia; o ex-ministroda Agricultura, Roberto Rodrigues;o ex-secretário da Agriculturado Estado, Duarte Nogueira;deve ser o volume de negócios deste ano naFeicana, que acontece em Araçatuba, SPos deputados federais MendesThame (PSDB); Arnaldo Jardim(PPS); Ricardo Berzoini e LucianoZica, ambos do PT e Jorge FariaMaluly (DEM). Também estão nalista os deputados estaduais CidoSério e Beth Sahão, ambos do PT.A feira também recebeu autoridadesestrangeiras como o cônsulgeralda República Popular da China,Li Jiaoyun.Para garantir maior conforto aosexpositores e público, em 2008, opavilhão coberto da Feicana seráclimatizado, a exemplo do que jáocorreu na última edição da feira.divulgaçãoO Recinto de Exposições Clibas deAlmeida Prado passa por reformas.O secretário de Agricultura do Estado,João Sampaio, liberou R$ 650mil para as obras, que incluem recapeamentoe a construção deguias e sarjetas. O recinto serátambém murado e vai ganhar umnovo espaço para a realização depalestras.A Feicana/Feibio 2008 tem patrocíniodas empresas Massey Ferguson,Banco do Brasil, Petrobras,Sebrae e Altec Química, esta últimapatrocinadora oficial desde2003, primeira edição da feira.26 CANAL


AGRONEGÓCIOCrise nos EUApode afetar o BrasilDEMANDA ACELERADA POR ALIMENTOS, INTENSIFICADA POR PROGRAMAS DE PRODUÇÃO EUSO DE AGROENERGIA, SÃO FATORES QUE PODEM DESENCADEAR PROCESSO INFLACIONÁRIOEvandro BittencourtcepeaAcrise dos Estados Unidos,por atingir o país que é alocomotiva da economiamundial, apresenta reflexosmuito além das fronteiras norte-americanas,é certo, mas atéque ponto o Brasil e, especialmenteo agronegócio brasileiro, corremriscos?Para o professor da Esalq/USP, GeraldoBarros (foto), responsável pelocálculo do PIB do Agronegócio, Índicesde Exportação do Agronegócio ecoordenador das pesquisas sobre comercializaçãoagropecuária do Centrode Estudos Avançados em EconomiaAplicada (Cepea), os efeitospodem se dar de maneiras diversas.Barros destaca, em primeiro lugar,que a possibilidade de recessão, comvariado grau de intensidade, podeatingir só EUA, apenas os países doprimeiro mundo, ou, num cenáriomais abrangente, envolver tambémos países emergentes. "À medida quea crise evoluir, em qualquer caso, devidoà sua conotação creditícia, ospaíses envolvidos reagirão baixandoos juros e/ou aumentando o déficitpúblico. Como essas reações podemser rápidas, a recessão poderá sercontida, ao menos parcialmente, noprazo de mais ou menos um ano. Poderáhaver, assim, contenção de demandamundial com variados grausnesse período."DÓLAR E JUROSGeraldo Barrros ressalta que ocaso dos EUA desperta um interesseespecial. Embora uma recessãocontenha parte do seu déficit emconta-corrente, esse obstáculo devepermanecer enquanto o dólarnão sofrer uma substancial desvalorizaçãocorretiva. "Que o dólardeve se desvalorizar e o juro internacionalbaixar, parece quase umacerteza; esses dois fatores tendema favorecer o mercado de commodities,podendo mesmo compensar“É preciso cortar acorreia detransmissão dascommodities parasalários e para preçosindustriaisGeraldo Barrosprofessor da Esalq/USP, responsávelpelo cálculo do PIB do agronegócio“uma recessão mais profunda."Barros acredita que o crescimentodos países emergentes e dos menosdesenvolvidos poderá asseguraruma demanda forte, especialmentenaqueles cujas moedas tenham sevalorizado em relação ao dólar. Issosó não acontecerá, pondera, se a crisese transformar num desastre.As crises, no entanto, ressalta oprofessor, geralmente afetam oagronegócio. No caso do Brasil,em particular, há um estresse decorrenteda demanda aceleradapor alimentos, intensificada pelodesenvolvimento de programas deagroenergia para a produção deetanol e biodiesel.Neste momento de crise, destacaBarros, é bom ter em conta certas limitaçõesrelacionadas à capacidadede oferta do agronegócio. "Por umlado, há um verdadeiro 'efeito manada'nas intenções de produção deetanol devido à abundância de recursos(inclusive externos) e pelosincentivos artificiais do governo nosEUA, União Européia e muitos outrospaíses. As iniciativas brasileiras ficamdificultadas, por um lado, pelos víciosprotecionistas nos mercados internacionaise, por outro, pelo entrechoquede demandas: o etanol competena produção com alimentos emgeral e o biodiesel, para viabilizar-se,precisa vencer o mercado de óleosvegetais comestíveis em franca expansãomundial."O professor destaca que já se falano retorno da inflação, no Brasile em outros países, devido à altados produtos agropecuários do petróleo,o que se configura comoum dos maiores desafios econômicosda atualidade. "Por um lado, éincontestável a mudança de preçosrelativos a favor das commodities.Por outro, é necessário que as autoridadesmonetárias saibam administraressa mudança de preçosrelativos sem dar ignição a umcrônico processo inflacionário. Ouseja, é preciso cortar a correia detransmissão das commodities parasalários e para preços industriais.”Geraldo Barros acredita estarclaro que a fase de alimentos ematérias-primas baratas está ficandopara trás e lembra que oBrasil valeu-se dela para melhorara remuneração do trabalho e a distribuiçãode renda. "Seria uma penaque a volta da inflação revertesseesse processo. O Brasil precisamanter um crescimento firme,mas cadenciado e sem inflação. Épreciso dar tempo para gestar umaredução da carga tributária, pôrem andamento os investimentosligados ao PAC público e privado e,quanto ao agronegócio, permitirum maior espaçamento para os investimentos- em lavouras, pecuáriae agroindústria".Esses investimentos, estima, seaproximam de 1 trilhão de reaisnos próximos 10 anos e são necessáriospara atender, sem pressãoinflacionária, as múltiplas demandasdo País.CANAL 27


stock.xchngBIODIESELEmbrapa pesquisapequi e macaúbaPesquisadores da Embrapa Cerrados (DF),envolvidos no projeto Fontes alternativaspotenciais de matérias-primas para aprodução de agroenergia, têm realizado visitastécnicas a áreas nativas de oleaginosasnativas, como a macaúba e o pequi. Em relaçãoà macaúba, buscam estimar a produtividade,época de florescência, quantidade decachos e forma de germinação da espécie,que começa a ser estudada como fonte dematéria-prima para produção de óleo substitutode diesel.Desde setembro de 2007, quando começaramas visitas a áreas ativas com plantas oleaginosas,foram coletados também frutos,folhas e flores de pequi na região de MontesClaros (MG). Além do estudo sobre a cadeiaprodutiva do pequi e da macaúba, o projetotambém contempla pesquisas com pinhãomanso,conduzidas pela Embrapa Milho eSorgo, e tucumã, lideradas pela EmbrapaMeio Norte. O projeto em rede conta aindacom a participação da Embrapa Soja, EmbrapaFlorestas e Universidade de Brasília.CRÉDITO AGRÍCOLABiocombustíveispodem ter mais recursosACâmara estuda medidas para incentivar o financiamentode lavouras para a produção debiocombustíveis. A medida destina parte dos recursosdo crédito rural para o financiamento daprodução de plantas que servem como fonte debiocombustíveis e para o semi-árido do Nordeste.A proposta é do deputado Uldurico Pinto(PMN-BA), que apresentou o Projeto de Lei comas medidas no mês passado. O projeto será analisadoem caráter conclusivo.Segundo ele, o projeto tem como objetivo "asseguraro suprimento de financiamentos" para osprojetos agrícolas destinados à produção dosbiocombustíveis. O projeto também aumenta aexigibilidade bancária de aplicação em créditorural de 25% para 35% sobre a média diária dosdepósitos à vista das instituições financeiras.Exigibilidade bancária são os recursos obtidospelos bancos por depósitos à vista que são investidosem empréstimos. De acordo com a proposta,será assegurada uma aplicação mínima de40% de recursos no financiamento de lavourasempregadas na produção de biodiesel e de 20%no semi-árido do Nordeste. A nova lei entrará emvigor na data de sua publicação.28 CANAL


ALCOOLQUÍMICACana geraplástico renovávelMAIORES PETROQUÍMICAS DO MUNDO VOLTAM SUAS ATENÇÕES PARA A PRODUÇÃO DEPOLÍMEROS BIODEGRADÁVEIS, PRODUZIDOS POR BACTÉRIAS ALIMENTADAS POR SACAROSEBraskem: pesquisas com polímero verde obtido a partir da cana-de-açúcar começaram em 2005Plásticos feitos a partir doetanol de cana-de-açúcar.Parece algo surreal, masnão é. Motivadas peloaquecimento do mercado consumidore a pressão nos custos das matérias-primasoriginadas do petróleo,indústrias de plástico começama buscar outras fontes alternativase renováveis para substituirseus produtos.Polímeros biodegradáveis produzidospor bactérias alimentadas porsacarose e outras substâncias, bemcomo um processo de reciclagemsão, atualmente, as 'meninas dosolhos' das maiores petroquímicas eempresas de pesquisas nesta área.Entre elas estão a Dow Química,Braskem e Oxiteno.A Braskem, por exemplo, líder latino-americanaem produção de resinas,investiu US$ 5 milhões em pesquisae desenvolvimento para chegara um polietileno certificado a partirde álcool da cana, chamado de "polímeroverde". As pesquisas que resultaramno novo produto tiveram inícioem 2005, embora a empresa garantaque desde 1998 já avalia aspropriedades de outros polímeros dematérias-primas renováveis existentesno mercado.De acordo com Antônio Morschbacker,gerente de tecnologia de PolímerosVerdes do Pólo Petroquímicode Triunfo, no Rio Grande do Sul, naquelaépoca não havia ainda ummercado efetivo, interessado em umproduto desse tipo. Então começarama avaliar as opções existentes e iniciaramos trabalhos com o polietilenoverde a partir do álcool de cana.O processo, bastante eficiente,brask mac/divulgaçãotransforma 99% do carbono contidono álcool em etileno, matériaprimado polietileno. O principalsubproduto é a água, que pode serpurificada e reaproveitada. Ao longode 2005, depois de estimativasde custos, a empresa percebeu queseria viável fabricá-lo e, em 2006,decidiu construir a planta piloto.CANAL 29


EMPRESAS E MERCADOSCotril busca medidas deresponsabilidade ambientalEm um momento em que as atençõesdo mundo estão voltadas para o meioambiente, a Cotril usa medidas parabeneficiar a reciclagem de produtos emateriais, além de evitar degradação eimpactos ambientais. Um exemplo dissoé o trabalho de coleta e armazenamentoadequado do óleo queimado retirado dasmáquinas. Podem ser retirados de 150 a250 litros de óleo de cada equipamento.A empresa construiu tanques comcapacidade média de armazenamento de2.500 litros. Esses contêineres possuemainda duas importantes medidas desegurança: caixa de contenção e paredescimentadas no local onde são instalados.Isso garante que o óleo não se espalheou penetre no solo. O recolhimento doproduto, depois de armazenado, é feitopor uma empresa autorizada parareciclagem de combustíveis. Esseprocedimento é feito em fazendas daCotril e na Cotril Máquinas.Voith Siemens forneceráequipamentos para PortugalA Voith Siemens Hydro, emparceria com o consórcio portuguêsSiemens S.A., fornecerá a linha deequipamentos eletromecânicoscompleta para a usina hidrelétricaPicote II. O contrato, no valor de 56milhões de euros, inclui o fornecimentode uma turbina Francis de 284 MW edemais composições elétricas como umgerador 273-MVA, sistema deexcitação, automação e balanceamentodos equipamentos da usina. A usinahidrelétrica Picote II será construída noRio Douro, que corta do nordeste daEspanha até o norte de Portugal.30 CANALTermokey conta com reforço daRefcomp e lança novo siteA Refcomp chega ao Brasil para consolidara estratégia do grupo em ampliar sua rede denegócios na área de refrigeração. A empresa écoligada a Thermokey - Grupo RTH(Refcomp Thermokey Holding), fabricantede compressores para refrigeração desde1991, com sede em Vicenza - Itália e presenteem mais de 60 Países em todo o mundo. ARefcomp é certificada pela ISO9001. Agoracom a parceria e interação das duas empresasno Brasil, a diretoria pretende investir e focarainda mais na excelência das soluções emrefrigeração. A Refcomp possui umacompleta linha de compressores tipo Semi-Hermético Alternativo e tipo Parafuso. Oscompressores da Refcomp destinam-se àaplicação em ar condicionado, refrigeraçãoindustrial e comercial. Agora, em fevereiro aThermokey está lançando o seu novo site:www.thermokey.com.brTuzzi tem crescimento de 68%O segmento de TAS (Sistemas deAcoplamento de Tratores) com o quala Tuzzi, de São Joaquim da Barra, SPopera no setor de Máquinas e EquipamentosAgrícolas foi o que apresentou maiorcrescimento em 2007, alcançando a marca de68%, no comparativo com 2006. SegundoAlexandre Tuzzi, diretor industrial, ocrescimento da empresa nesse segmentosuperou o do setor devido à conquista deuma maior participação no mercado. Nototal, o crescimento registrado pela Tuzzi,considerando produção e faturamentomédios das quatro unidades de negóciosem que a empresa atua (TAS, molas,laminados e forjados), foi de 44% em2007, em relação ao ano anterior. Aexpectativa é de continuidade decrescimento no setor de Máquinas eEquipamentos Agrícolas.fotos: divulgaçãoAgritech expõe o primeiro tratorbrasileiro de 70 cavalosA Agritech Lavrale, fabricante detratores agrícolas Yanmar Agritech localizadaem Indaiatuba (SP), expôs seu mais novoproduto, o trator modelo 1175,no Show Rural Coopavel, que aconteceuentre 28 de janeiro e 1° de fevereiro, emCascavel (PR). A novidade, lançada nosegundo semestre do ano passado, chegaao mercado brasileiro para satisfazer osprodutores que procuram um trator commaior potência, mas com custo de produçãomenor. "Mantivemos o porte pequeno,apesar da nova potência de 70 cavalos. Acapacidade de levante de implementos agoraagüenta até duas toneladas. Essas mudançasgarantem um produto de grande força, masque continua acessível até aos pequenosprodutores", explica o gerente de vendas daAgritech, Nelson Okuda Watanabe. Outranovidade do trator 1175 da Agritech Lavraleé o maior número de marchas do câmbioquando comparado com outros tratoresYanmar Agritech. O aumento foi de 9 para12 marchas, o que ampliou a adequação àsnecessidades de serviços.Sew-Eurodrive participa da FeicanaA Sew-Eurodrive, pioneira na aplicaçãode redutores planetários em moendas noBrasil, participa da 6ª Feicana - Feira deNegócios da Agroindústria Sucroalcooleirade 26 a 28 de fevereiro, em Araçatuba/SP. Aempresa mostra ao mercado as últimasnovidades na linha de redutores industriaise conversores de freqüência de alta potência.Ela também disponibiliza aos clientes umserviço de atendimento 24 horas,considerado, hoje, a maior cobertura pósvendado mercado. A utilização de redutoresplanetários - Série XP (uma evolução daSérie Q, lançada na década de 90) - para oacionamento elétrico de ternos de moendasjá é tendência no setor sucroalcooleiro.

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