Edição 113 download da revista completa - Logweb

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Condomínios LogísticosSustentáveisGuia de Transportadorese Operadores Logísticosno setor deEletroeletrônicosDeputado Estadual João Caramezlidera Frente Parlamentar dedicada aodesenvolvimento hidroviário de São Paulo


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AdvanceDesign and electronic technology Dizayn ve elektronik teknolojiFagor Industrial has developed a new line of Dishwashers,the ADVANCE series. These machines have modern designand finishes, and their electronic technology makes themeasy to use and intuitive.The ADVANCE series offers glass washers, front loadingdishwashers, and large doors on front loading dishwashersand hood-type dishwashers, both gas and electric.Fagor Endüstriyel bulaşık makinelerinin yeni serisi olan ADVANCEserisini geliştirdi. Modern dizaynı , yeni görüntüsü, teknolojisi ilekullanımı kolay ve sezgiseldir.ADVANCE serisi, bardak yıkama makineleri, tezgah altı bulaşıkmakineleri , giyotin tip bulaşık makineleri, gazlı ve elektriklimodellerden oluşmaktadır.Our management systems follow the guidelines of theFagor Industrial Management Model, defined andimplemented according to the EFQM model of excellence.Yönetim sistemimiz,EFQM mükemmellik modeline göretanımlanan ve uygulanan Fagor Endüstriyel Yönetim Modeli’niizlemektedirFagor Advance / 5


6 | edição nº113 | Jul | 2011 |DesenvolvimentoUberlândia ganha destaqueem tecnologia e logísticaCidade de Minas Geraislocalizada no TriânguloMineiro, Uberlândia é osegundo município mais populosodo Estado, com destaque nosetor de prestação de serviços(terciário). A instalação de umPolo Tecnológico e o aniversáriode um ano do Entreposto daZona Franca de Manaus emUberlândia revelam o crescimentoda cidade nas áreas detecnologia e logística.O Polo Tecnológico recémcriadoestá localizado em umaárea total de 152.845 m 2 e iráabrigar empresas de tecnologia,criação e desenvolvimento desoftware, com foco em pesquisa,desenvolvimento tecnológicoe capacitação de recursos humanospara atender ao mercado detecnologia e inovação. São72.062 m 2 destinados à instalaçãode empresas e outros80.782 m 2 de área de preservaçãoambiental.“Nos últimos cinco anos,Uberlândia se tornou a segundacidade do interior do país emO Polo Tecnológico iráabrigar empresas detecnologia com foco emcapacitação de recursoshumanosnúmero de geração de postosde trabalho. Isso foi possívelgraças ao desenvolvimento dacidade, que continua crescendoe precisa de espaços comoesses para receber novosnegócios. São ações quefavorecem não só o município,como também o Estado deMinas Gerais, que novamenteconta com Uberlândia paradiversificar seus atrativoseconômicos”, declara o prefeito,Odelmo Leão.Miguel da Rocha CorreiaLima, diretor da Landix, empresaque há 11 anos atua nacionalmentecom foco exclusivo emmobilidade, lembra que a criaçãodo polo é uma reivindicação dosetor há pelo menos 10 anos.“No mundo todo as empresas detecnologia têm nos polos ainfraestrutura para crescer e semanter. Empresas como Cisco,que detém 90% do tráfego deinternet no mundo, explodiucomo empresa dentro de umparque tecnológico. Também foiassim com Google e HP.”O investimento foi viabilizadopor meio de desapropriaçãoamigável firmada entre aAdministração Municipal eempresas proprietárias deterrenos na região onde o poloserá implantado.De acordo com a Anprotec –Associação Nacional de EntidadesPromotoras de EmpreendimentosInovadores, o país contahoje com 12 polos tecnológicos,boa parte gerando pesquisa,empregos diretos, fomento àinovação e captando recursos dogoverno. “Empresas que estãodentro de polos, como Uberlândia,serão bem vistas pelos investidores.Bancos como BID, BNDESe BDMG e entidades de fomentocomo Finepe e Fapemig têmverbas específicas paraempresas em polos tecnológicos.Todos os anos são dezenasLeão assina a criação doPolo: “este tipo de açãofavorece não só o município,como também o Estadode Minas Gerais”de editais que não pudemosparticipar por não estarmosdentro de um polo”, justifica odiretor da Landix.EntrepostoJá como destaque nocenário logístico, o Entrepostoda Zona Franca de Manaus emUberlândia completou um anode funcionamento em abrilúltimo. O Entreposto é umarmazém para recebimento eestocagem de produtos industrializadosda Zona Franca deManaus para posterior distribuiçãoe comercialização a partir deUberlândia. Este é o segundoentreposto do país (o primeiroestá instalado em Resende, noRio de Janeiro) e será o únicoem Minas Gerais, operando emregime de exclusividade noEstado. Posteriormente, essesprodutos são destinados àcomercialização em qualquerFoto: Araípedez Luzponto do território nacional oumesmo enviados para exportação.Os produtos podem ficararmazenados até 180 dias sem aincidência de tributos, poissomente depois de faturado oimposto é cobrado conformeProtocolo ICMS 85/2008.O município, por meio daSupporte Logística Integrada(Fone: 34 3228.9500) – permissionáriaresponsável peloEntreposto – realiza toda alogística de distribuição, o quecontribui para a geração deempregos, renda e arrecadaçãode tributos, além de tornarUberlândia um centro atrativopara outros empreendimentos.O Entreposto da Zona Francade Manaus em Uberlândia estáinstalado em uma área de300.000 m 2 . São mais de20.000 m 2 de área destinada aestacionamento de caminhões,39.000 m 2 de área de armazenagem,50.000 posições-paletes, 60docas para carga e descarga ecircuito fechado de TV.Desde a inauguração dolocal, a Supporte presta serviçospúblicos de armazenagem demercadorias, oriundas deestabelecimentos industriaislocalizados na Zona Franca deManaus, reafirmando queUberlândia é mesmo a capitalnacional da logística.O diretor presidente daSupporte Logística, Luis RobertoCarrara Lelis, conta queatualmente 18 empresas jáoperam ou estão em fase inicialde operação no entreposto local.Segundo ele, são 406 empresasativas no Polo Industrial deManaus (PIM). Dessas, 198 sãofabricantes de produtosacabados. Nesse um ano, aSupporte Logística visitou 108empresas e fechou 18 contratos,e outros 73 projetos estão emandamento.Um deles é com a Tany,empresa que atua no mercado deequipamentos de beleza, comosecadores e pranchas.“O cronograma de migração foiperfeito e, como consequência,melhoramos ainda mais a nossaexcelência na distribuição.A relação custo x benefício provaque a decisão foi mais do queacertada”, afirma AlexandreCobra, CEO da empresa. ●


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8 | edição nº113 | Jul | 2011 |EquipamentosEm Jacareí, SP, Grupo Sanyinicia construção de fábrica quenacionalizará sua produçãoASany do Brasil (Fone: 123876.7600), que produzmáquinas pesadas para aconstrução civil, elevação, pavimentaçãoe operações portuárias,entre outros setores, assinouo protocolo de intenções junto àprefeitura de Jacareí, SP, sacramentandoo início das obras paraa construção de seu parqueindustrial, em um terreno de560.000 m², às margens daRodovia Dutra.O acordo prevê apoio por parteda administração da cidade naobtenção de licenças necessáriaspara o funcionamento da fábrica,bem como auxílio na consolidaçãode parcerias no que tange à buscade colaboradores e fornecedores.A Sany, por sua vez, se comprometea envidar esforços para adquirirno mercado interno, principalmentede fornecedores da região, amaior quantidade possível decomponentes e bens de capitalnecessários para a implantação dafábrica, que deverá gerar cerca demil empregos quando a produçãoestiver a plena capacidade.Considerando aquisição doterreno, contratação de mão dePorto: “teremos condiçõesmelhores para antecipar astendências do mercado epara financiamento deequipamentos”A empresa já conta com uma unidade em São José dosCampos para montagem de escavadeiras e guindastesobra e toda infraestrutura doparque industrial, que deveráentrar em operação em 2013, aempresa projeta que o investimentototal seja de US$ 200milhões, embora ainda não tenhaprevisto (ou não quis revelar)qual será a capacidade da novafábrica, que deverá produzirequipamentos da linha amarela,guindastes e bombas de concretopara atender ao mercado latinoamericano.Com a construção da plantaem Jacareí, a Sany do Brasilobjetiva nacionalizar a produção,ganhar mais agilidade paraatender às demandas do mercadoe conquistar melhores condiçõesde financiamento para as máquinas.“Teremos condições melhorespara antecipar as tendênciasdo mercado e para financiarmáquinas, além de gerar aindamais empregos diretos eindiretos com a contratação defornecedores locais, impulsionandotoda a cadeia”, comenta RenePorto, gerente comercial da linhade guindastes sobre esteira.No Brasil, a empresa disponibilizaao mercado equipamentosda linha amarela, bombas deconcreto, guindastes sobreesteira, guindastes sobrecaminhão, guindastes das linhasAT – All Terrain e RT – RoughTerrain, além de reach stackers.Totalizando cerca de 200 colaboradores,conta com um centrode peças em Osasco, SP, e umescritório comercial na capitalpaulista, além de um escritório euma unidade de montagem emSão José dos Campos, no Valedo Paraíba, que funciona noregime de CDK – CompleteKnocked Down, no qual os equipamentoschegam completamentedesmontados e são montadospara comercialização.A unidade fabril em Jacareí éapontada como a quarta etapa datrajetória do Grupo Sany no Brasil.De 2007 a 2009, atuava comoimportadora de equipamentos eaproveitou para avaliar a receptividadedo mercado aos seusprodutos. Em 2010, com o anúnciodos investimentos de US$ 200milhões, procurou consolidar-se nopaís para, numa terceira etapa, nocomeço de 2011, dar início àoperação da unidade em SãoJosé dos Campos para montagemde escavadeiras e guindastes.Do montante anunciado noúltimo ano, aliás, também fazparte a estruturação da fábricano município joseense, onde, emjaneiro de 2011, foi apresentadaao mercado a primeira escavadeiraem suas dependências.“Pelo menos 60 profissionaisbrasileiros foram até a Chinaconhecer e aprender in loco opadrão de qualidade da empresa.Nesta etapa, estamos nosaproximando de fornecedoresbrasileiros e também qualificandonossos profissionais para apróxima etapa, que será anacionalização da produção daSany do Brasil”, conta Porto.Por falar em próxima etapa,o gerente revela que para 2011 aperspectiva da Sany do Brasil éfaturar R$ 255 milhões, tendocomo base os números levantadospela Sobratema – AssociaçãoBrasileira de Tecnologia paraEquipamentos e Manutenção,os quais mostram que o mercadobrasileiro terá um aumento de33,28% na demanda por equipamentosaté 2013, movimentandoR$ 8 bilhões por ano. “Somentena linha amarela, por exemplo, ocrescimento neste ano deveráser de 150%”, aponta.Mesmo falando em nacionalizaçãoda produção, Porto diz quea empresa ainda não definiu quemfará a distribuição das máquinasno Brasil, o que, de acordo comele, depende do mercado. Hoje, aSany trabalha com dealers navenda e suporte técnico dasmáquinas da linha amarela e deguindastes sobre caminhão,enquanto a negociação e oatendimento pós-vendas dasbombas de concreto e guindastessobre esteiras são feitos pelaprópria empresa.“A Ergomax é, atualmente, odealer oficial da Sany para guindastessobre caminhão e estamosfinalizando negociações para incluirmosdealers nas regiões Nortee Nordeste”, completa Porto. ●


10 | edição nº113 | Jul | 2011 |TecnologiaLinx oferece solução completade RFID para o varejoNos últimos anos, atecnologia RFID vemganhando adeptos novarejo nacional e internacional.Através da identificação de itensutilizando a radiofrequência,grandes empresas estãoaumentando significativamentesua produtividade e acuracidadedos estoques, eliminando oserros de expedição, diminuindoseus custos de mão de obra eretrabalho e, principalmente,tornando-se empresas maislucrativas para seus acionistas.A análise é de ClaudioLandsberg, diretor da LinxPrevenção de Perdas (Fone: 112103.4354).Ele lembra, ainda, que oRFID é uma tecnologia que estádisponível há bastante tempo,porém, foi nos últimos anos querecebeu a atenção das empresas,principalmente do varejo.Dentro deste segmento, oGrupo Linx oferece uma soluçãocompleta em RFID, que inclui:planejamento da solução;gestão do projeto; instalaçãodos equipamentos; testes eLandsberg: “através daidentificação de itensutilizando a radiofrequência,as empresas estão aumentandosua produtividade eacuracidade dos estoques”O RFID em operações logísticasLandsberg ressalta que o RFID é um componenteimportante no contexto logístico. Segundo ele, osprocessos automáticos de gestão e operação logísticos,envolvendo sistemas, redes wireless e robotização,juntamente com os métodos de qualidade da administraçãomoderna, tendem cada vez mais a caminharemjuntos. “É impossível hoje imaginar um sistema RFIDque não trabalhe, por exemplo, integrado com umaequipe de gestão focada na melhoria contínua dosprocessos de negócios, tendo em vista o volume dedados que o RFID disponibilizará para a empresa.Este sim é o maior benefício do RFID: volume de dadosconsistente para a melhor tomada de decisão”, finaliza.fornecimento das etiquetasinteligentes mais adequadas aosprodutos, processos e utilizandoantenas mais adequadas; gestãooperacional da planta RFIDinstalada; inventários rotativos;e integração com sistemas Linx.Dentre as vantagens dasolução, Landsberg cita arelação comercial com um únicoparceiro e o planejamento eGestão do Projeto que envolvetodas as etapas e tecnologias,como etiquetas, leitores,antenas, processos, etc.,“diferentemente do que érealizado atualmente nomercado, pois cada fornecedoratua especificamente dentro deseu escopo”, lembra o profissional.Outro benefício citado é asimplificação no modelo decobrança: o Linx RFID é cobradocomo serviço, e não comoproduto, de acordo com ovolume de peças movimentadasem estoque.A solução – voltada para osegmento de varejo, abrangendoprocessos e sistemas dosCentros de Distribuição e lojas –foi desenvolvida nos últimos 12meses, envolvendo as equipesda Linx Prevenção de Perdas eLinx Sistemas. “Neste contexto,PDV e ERP foram integrados adiferentes Middlewares deparceiros a fim de ter asaplicações integradas à capturade dados RFID”, ressaltaLandsberg.InstalaçãoPara a instalação do LinxRFID, o profissional conta quetudo começa com a etapa dePlanejamento da Solução.Primeiramente, serão levantadasinformações sobre o volume depeças movimentadas anualmente,capacidade dos Centros deDistribuição, quantidade delojas, quantidade de recursosenvolvidos nas etapas derecebimento, expedição egestão dos estoques, expectativade crescimento nas vendaspara os anos subsequentes, etc.O maior benefício doRFID é o volume dedados consistentepara a melhor tomadade decisãoOutra importante etapa noprocesso de planejamentoenvolve a realização de sitesurveys. Neles, serãoidentificadas possíveis fontesde interferências e ruídos nafrequência de atuação do RFID(902 a 928MHz), além de umaanálise da existência de fontede alimentação exclusiva para osistema, área de recebimento eexpedição de mercadorias,identificando as zonas deinterrogação do sistema, etc.Uma das etapas maisimportantes no projeto deimplementação do Linx RFID é arealização de testes cometiquetas, leitores e antenas,para determinar qual composiçãotrará ao varejista a melhorefetividade de leitura. “Costumodizer que do ponto de vistatecnológico, já possuímos nomercado equipamentos eetiquetas adequadas àsinúmeras situações. Porém,como se trata de radiofrequência,algo extremamentesensível e suscetível ainterferências, o maiorproblema é a correta determinaçãode configuração a serimplementada. A própriamontagem dos paletes,seguindo os pré-requisitos deRFID, é ponto que deve serconsiderado”, expõe o diretorda Linx Prevenção de Perdas.Feitos os testeslaboratoriais, considerando asnecessidades identificadas,haverá a adequação do sistemade acordo com a necessidadedo cliente e posteriorimplementação. ●


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12 | edição nº113 | Jul | 2011 |ContentoresAll Plastic apresenta nova famíliade caixas CA da EldoradoAEldorado Indústrias Plásticas(Fone: 11 4199.4500)lançou recentemente umalinha de caixas fechadas paralogística e palete plástico.Visando à melhoria no transportee armazenamento de produtos,as caixas plásticas paletizáveis,segundo a empresa, tendem asubstituir o papelão.“Os contentores plásticospossibilitam um maior empilhamento,otimizando, desta forma,o preenchimento de espaços dearmazenagem, verticalmente”,declara Ricardo L. Roseira,supervisor de vendas da AllPlastic, distribuidora exclusivados produtos Eldorado.A família de caixas CA, comosão denominadas, oferece, ainda,a possibilidade de personalização(colocação da marca do cliente),utilização com ou sem tampa elocal para colocação de etiquetade identificação. Elas sãofabricadas em polietileno de altadensidade, virgem ou reciclado.As caixas são disponíveis nasseguintes versões, em modelosabertos ou fechados: 120, com60x40x12 cm; 180, com60x40x17,5 cm; 240, com60x40x24cm; e 310, com60x40x31 cm.Ricardo lembra que, visando ànão agressão ao meio ambiente,os produtos são fabricados emresina plástica 100% reciclável,o que permite que, quandodescartados, sejam reaproveitadospara a fabricação deoutros produtos. “Com uma altacapacidade de produção depeças mensal, a Eldoradoconsegue atingir condiçõescomerciais que aproximam muitoos custos de nosso produto deum palete novo fabricado emmadeira”, finaliza. ●


| edição nº113 | Jul | 2011 |13ExpansãoTravema entra no segmento deestruturas de armazenagemCom mais de 20 anos deatividades, a Travema (Fone:11 3831.8911) acaba deanunciar sua entrada no mercadode estruturas de armazenagem.“A fabricação de estruturas dearmazenagem é uma extensãonatural do foco da empresa, queatua no segmento logístico”,ressalta o diretor, Alberto MagnoMielli.A empresa passou a oferecerestruturas portapaletes, drive in,drive thru, cantilever, push back,portapaletes dinâmico e estanteriasleves. Todos os produtossão de fabricação própria, sendoque a fábrica dispõe de completosistema de tratamento de chapase pintura epóxi a pó comcapacidade de pintura de perfiscom até nove metros decomprimento. Além dos produtos,a Travema está habilitada aoferecer uma completa assessoriana elaboração de projetos,além de consultoria em inspeçõese avaliação de desempenhode estruturas já instaladas.Para iniciar as atividadesneste segmento, a companhiarealizou profundos estudos demercado mediante pesquisasrelacionadas aos fabricantesnacionais e internacionais duranteos últimos três anos. “A partir dadecisão do investimento, buscamosum profissional de pontapara assumir a diretoria técnica,sendo então admitido na sociedadeo engenheiro Robson LuisNeves Abade, que é um dos maisexperientes e destacados profissionaisno segmento de armazenagemdo Brasil”, conta Mielli.O investimento total nestanova unidade foi de aproximadamenteR$ 7.500.000,00, sendoque, deste total, R$ 4.000.000,00foram alocados com recursospróprios, e o saldo com financiamentodo BNDES e agência defomento do governo do Estado deSão Paulo. “Já em tecnologia, oinvestimento se deu através deestudos de engenharia paradefinição dos perfis mais atualizadosque oferecem a melhorresistência estrutural e perfeitasimetria na montagem final”,acrescenta o diretor da Travema.Como diferencial, Mielli citaque a empresa está implantandonovas técnicas de comercializaçãoque se traduzem em significativasvantagens ao consumidorfinal. “Nosso principal objetivocom a atuação neste segmento éconsolidar nosso posicionamentocomo um dos principais e maisconfiáveis fornecedores domercado”, finaliza. ●


14 | edição nº113 | Jul | 2011 |ExpansãoSystem Logistics anuncianova sede em Rio Claro, SPASystem Logistics (Fone: 192111.2000), que ofereceno Brasil tecnologia paraautomação na armazenagem,movimentação, transporte epicking, acaba de se mudar parauma nova sede, na cidade de RioClaro, SP, onde também ofereceserviços de assistência técnicapara indústrias cerâmicas (outradivisão do grupo System) desde1996.“Decidimos fazer um investimentoimportante numa novasede para que possamos oferecerum melhor serviço e mostraras tecnologias em automaçãopara a logística que a Systemdesenvolveu na Itália e agorapretende implantar nos seusclientes no Brasil e na Américado Sul”, declara Ruben Mesas,diretor de System Logistics noBrasil.Ele conta que a sedeanterior tinha três barracõesalugados, já a nova estrutura épropriedade da System e tem5.000 m 2 cobertos e 20.000 m 2de terreno. “Além disso, o novoprédio foi desenhado econstruído com todas ascaracterísticas de um prédioecológico, com reaproveitamentode águas pluviais, retardode enxurradas com cisternas egeração parcial do consumoelétrico com painéisfotovoltaicos produzidos pelopróprio Grupo System”, conta.Segundo o profissional, aempresa tem vários projetosavançados para soluções dearmazenagem e picking automáticono Brasil, Argentina eChile; e espera que a confirmaçãoaconteça ainda neste ano.Dentro das tecnologias maisimportantes, a System Logisticsoferece transelevadores,miniloads, veículos AGV e LGV,armazém vertical automático porbandejas (vertical shuttle),sistemas de light e voice pickinge distintas tecnologias pararealizar o picking de unidades(caixas físicas, packs, etc.) emmodos semiautomáticos outotalmente automáticos.Sobre quais as principaistendências mundiais emarmazenagem vertical, Mesasdiz que são as tecnologias emtranselevadores ou minoloads.“Mas cada vez é mais frequentea integração deles com picking etransporte automatizado, ouseja, todo o processo de entradade mercadorias, armazenagem epreparação de pedidos formaparte do mesmo projeto”,finaliza. ●


| edição nº113 | Jul | 2011 |15ExpansãoGrupo Schioppa adquirea Cromo SteelOGrupo Schioppa (Fone: 112065.5200) comunica aaquisição da Cromo Steel(Fone: 11 4646.1600), ampliandoseu porfólio com produtosaramados, como carrinhos paratransporte de cargas econtêineres. “A Cromo Steel éuma empresa sólida, de marcaforte, reconhecida no mercado ea única do segmento a possuir acertificação ISO 14001”, ressaltaMario Schioppa Neto, diretor daCromo Steel e gerente deexportação e marketing daSchioppa.Ele conta que com aaquisição, dada à forte sinergiaentre as duas empresas, aCromo Steel e a Schioppa sebeneficiarão dos pontos fortesde cada empresa, aprendendouma com a outra. A estrutura e amarca se mantêm, pois asempresas são separadas.Com a Cromo Steel, aSchioppa irá focar o mercadonacional e internacional.“A Schioppa planeja fortalecerainda mais as relações com seusclientes e parceiros, além detransformar a Cromo Steel emlíder na fabricação de carrinhose aramados na América Latina”,ressalta Mario.Segundo o profissional, peloconhecimento que a Schioppapossui no setor industrial, aCromo Steel passa agora aoferecer não apenas produtoscom foco no varejo, mastambém abre o leque para asindústrias.Para Mario, o impacto destaaquisição no mercado é positivo.“Os produtos que vendemos sãoa base de toda a cadeia daeconomia. Hoje, com a economiaaquecida, o momento émuito bom, pois o mercadoindustrial sempre será puxadopelo mercado de consumo,direta ou indiretamente”,finaliza. ●


16 | edição nº113 | Jul | 2011 |Condomínios LogísticosSustentabilidade:o mercado exige,o planeta agradeceAs empresas multinacionais já estão focadas em sustentabilidade,e as nacionais estão seguindo pelo mesmo caminho. Já que a tendênciaé que elas procurem instalações que apresentem certificados verdes,os condomínios logísticos tornam-se ótimas opções, atendendo àsnecessidades do mercado e da natureza.Aobtenção de licençasambientais, as característicassustentáveis de algunsdos condomínios logísticosdisponíveis no mercado, a suaimportância tanto para o locatárioquanto para a administradora doempreendimento e as tendênciasno setor são o foco desta matériaespecial da revista Logweb.Licenças ambientaisA obtenção de licençasambientais pode ser consideradaum entrave para o andamentode projetos de condomínioslogísticos, como apontam algunsentrevistados. Na opinião deRodrigo Demeterco, diretor-geralda Capital Realty (Fone: 41 2169.6850), a obtenção de licençasambientais tem sido dificultadapela burocracia do processo, querequer protocolo de diversosdocumentos e projetos, além dotrâmite para análise de todas assolicitações, que acabam, emalguns casos, demorando meses.“Os órgãos responsáveis pelaemissão da licença têm carênciade funcionários. Muitas responsabilidadesacabam sendo delegadasa um número enxuto defuncionários e, pelo volume desolicitações, o processo de obtençãopara cada solicitante acabademorando mais do que se podeesperar, atrasando o lançamentode um novo empreendimento”,declara.Concorda com ele MarinoMário da Silva, diretor comercialda Retha (Fone: 11 4777.9800),que julga como culpada pela morosidadedo processo de licenciamentoambiental a falta de infraestruturanos órgãos responsáveispela aprovação de licenças.“Faltam pessoas para agilizar oprocesso de tantas licenças.”Ele lembra que a empresa já sedeparou com problemas dessanatureza, como é o caso docondomínio de Jundiaí, SP, quehá bastante tempo aguarda aobtenção de licenças.Também para o engenheirocivil Bruno Chohfi, diretor deconstrução da Construtora CH3,responsável pelo Parque IndustrialSão Lourenço II, empreendimentoda incorporadora Sociedade deArmazéns São Lourenço (Fone:11 3229.3850), os órgãos reguladoresdevem contar com umaestrutura maior para que osprocessos tenham mais agilidade.“Mas concordamos com as leis emedidas que o meio ambienteimpõe sobre os projetos”,ressalta.A GWI Real Estate (Fone: 113702.3200), por meio do gerentede novos projetos, Leandro Abreu,e do diretor de operações, HélioAdnet, entende que o prazo deobtenção de algumas licençaspode variar consideravelmenteem agências localizadas emmunicípios distintos. Um dosempreendimentos da companhiaestá com um pedido de licenciamentopara supressão de vegetaçãodesde 2008 para remoçãode menos de 1% da coberturavegetal do terreno. “A Prefeiturajá se manifestou positivamentequanto à aprovação do empreendimento,porém só liberará oalvará contra a apresentação damanifestação do órgão ambientalestadual”, descrevem.Segundo contam, neste caso,a GWI agendou uma consultacom o técnico da agência paraesclarecer uma legislação que opróprio técnico desconhecia.“Trouxemos uma cópia da legislaçãoe provamos que as exigênciasfeitas não atendiam àlegislação e não se aplicavam àsituação. O técnico se mostrouinseguro e admitiu o desconhecimento.O processo aindaencontra-se em ‘análise’.”Eles acreditam que sejamvários os motivos que resultamna vagarosidade do processo delicenciamento: aumento dademanda com o aquecimento domercado imobiliário; constantesalterações da legislação; desconhecimentoda legislação porambas as partes; e excesso deexigências dos órgãos e técnicosambientais para proteger-se doMinistério Público.“Infelizmente, o país todosofre as consequências de umavisão distorcida e interpretaçõespessoais da grande colcha deretalhos que se tornou a legislaçãoambiental. Existem exemplos


| edição nº113 | Jul | 2011 |17em todo o Brasil de empreendimentosparalisados ou com seucronograma seriamente comprometidoem razão da falta dedefinições claras da políticaambiental brasileira”, declaraSérgio Guimarães Pereira Júnior,diretor da Vallor Urbano (Fone:11 4166.2110).Em um caso exemplificado, aempresa perdeu a instalação deuma multinacional, em operaçãostart-up no país, pela demora nadefinição se uma determinadaárea seria ou não passível dealagamento. A companhia gerariaum investimento de 700 milhõesde dólares e cerca de 600 empregos.“Todos os documentos indicavama não existência de problemas,mas o técnico responsávelnão quis assinar uma declaraçãoe, após consultas a todas asassessorias possíveis (o queresultou na liberação da gleba),o prazo definido pela matriz daempresa estava estourado.A indústria se instalou em outrolocal”, conta.Armazéns São LourençoA Sociedade de Armazéns São Lourenço possui um condomínioem operação, o Parque Industrial São Lourenço I, localizado naZona Leste de São Paulo. Totalmente locado, possui áreaconstruída de 400.000 m 2 . A empresa está executando aimplantação de um condomínio em Nova Odessa, regiãometropolitana de Campinas, na Rodovia Anhanguera, km 118.Trata-se do Parque Industrial São Lourenço II, com área construídatotal de 500.000 m 2 . A primeira fase do empreendimento jáestá em construção, a previsão de entrega é outubro de 2012.Segundo Pereira Júnior, oprincipal problema é que nãoexiste uma única legislação queregule, de maneira clara einequívoca, o que é ou não épermitido. “Temos o discutidoCódigo Florestal, que serve debase para a definição de algunscritérios, como áreas de preservaçãopermanente. Mas a ele sesomam portarias, resoluções,legislação estadual e municipalconcorrente, falta de banco dedados confiáveis, ausência deuma política clara de desenvolvimentosustentável e corpo técnicomuitas vezes desmotivado,sem equipamentos ou, em muitoscasos, sem a formação necessária.Some-se a isto o fato de queé mais fácil e seguro proibir doque permitir. Para não citar ainfeliz realidade de que é umbom negócio criar dificuldadespara vender facilidades”, expõe.Falando pela Hines do Brasil(Fone: 11 5504.7600), o projectmanager, Jeremy Smith, declaraque o projeto que atende a


18 | edição nº113 | Jul | 2011 |todas as normas, sem ir contra alegislação estabelecida, é lento,mas não é inviável. Se sair deáreas preestabelecidas ou emlocais onde a legislação não émuito clara, o processo é vagaroso.“Não tivemos grandesdificuldades que inviabilizassemos projetos, pois escolhemosterrenos já com o uso permitido.Apenas em Embu, SP, por ser zonade manancial, tivemos de investirmais tempo, mais dinheiro e oprocesso foi mais lento. Construímosem 14% da área, o limiteera 20%. Também apresentamosprojetos claros que são aceitos naprimeira versão, pois a necessidadeda criação de várias versõesatrasa o resultado”, diz.Já Francisco Ayres Vicentini,diretor técnico da GR Properties(Fone: 11 3709.2660), entendeque o licenciamento ambiental éuma etapa extremamente importanteno processo de aprovaçãode qualquer empreendimento.“Não diria que é um ‘entrave’. Oscondomínios logísticos requeremáreas grandes, que evidentementealteram o seu entorno quandoimplantados. PrecisamosCapital Realtyempreender em áreas adequadas.Quando temos muitas dificuldadesna área ambiental, pode-sesugerir um equivoco no localescolhido”, expõe.Para acelerar o processo deobtenção de licenças ambientais,os entrevistados sugerem:investimentos nas agênciasreguladoras; simplificação epadronização das leis; contrataçãode mais funcionários paraatuar nos órgãos responsáveis;capacitação e treinamento paratécnicos das agências; implantaçãode uma etapa de “validação”para certificar-se de que osprocessos estão completos etoda documentação e relatóriosforam entregues; definições clarassobre prazos e regras para análisedos projetos; desburocratização doprocesso; e análise dos pedidospor categorias específicas paracada empreendimento. “O únicoque poderia melhorar esteprocesso seria o Poder Público,pois além de ter autonomia paraisso, seria capaz de incentivar ocrescimento econômico nacional”,acrescenta Demeterco, da CapitalRealty.A Capital Realty tem dois condomínios logísticos em operação.Um deles é o Mega Intermodal Esteio, que está localizado emEsteio, no Rio Grande do Sul, e possui área total construída deaproximadamente 25.000 m². O empreendimento está com83% de sua capacidade total ocupada, havendo ainda disponibilidadede metragem. Já o Mega Centro Logístico Itajaí, queestá localizado em Itajaí, Santa Catarina, conta com uma áreaconstruída de aproximadamente 34.000 m² e está com 21% desua capacidade total ocupada, havendo disponibilidade demetragem. A empresa lançou, em abril deste ano, o MegaCentro Logístico Curitiba, que está localizado na região metropolitanade Curitiba, em Campina Grande do Sul, PR. O empreendimento,que terá mais de 120.000 m² de área construída, seráo maior condomínio da empresa na região. A entrega daprimeira fase está prevista para o primeiro trimestre de 2012.GR PropertiesA GR Properties conta com um condomínio em operação – oGR Jundiaí, com área de 40.000 m², 100% locado –, um emconstrução – GR Campinas 1, com área de locação de 24.000 m²–, um em projeto e mais dois em pré-projeto – todos nointerior de São Paulo.DiferenciaisA seguir, as empresas entrevistadasfalam sobre as característicassustentáveis dos empreendimentosoferecidos e como elasbeneficiam locador e locatário.A Capital Realty oferece, emtermos de estrutura sustentável:iluminação natural com uso detelhas translúcidas na cobertura,responsáveis por reduzir oscustos de iluminação artificial,além de propiciar benefíciospsicológicos comprovados aosfuncionários que se expõem a estetipo de iluminação; estrutura parareaproveitamento das águas dachuva, responsável pelaeconomia de aproximadamente15% do total de consumo mensalde água; além do cumprimentode todos os índices e taxasexigidos pelas Prefeituras.Demeterco diz que a adoçãode medidas sustentáveis éimportante tanto para a proprietáriado condomínio quanto para oslocatários, pois além dos benefíciosrelativos à redução de custose preservação do meio ambiente,há uma responsabilidade socioambientalque faz com que estasmedidas gerem ganhos significativosà sociedade como um todo.Já a Construtora CH3/Sociedade de Armazéns SãoLourenço desenvolve os projetosseguindo os critérios de sustentabilidade,como impor materiaisreciclados, adotar prédios comalta eficiência energética, utilizandodesde a parte arquitetônicaaté equipamentos no dia adia que reduzem o consumo deenergia, e projetos que diminuema geração de resíduos.“Procuramos localizações ondeo transporte público seja de fácilacesso. Durante a obra fiscalizamosa geração de energia e ouso eficiente dos materiaistambém. Adotamos, ainda,captação de água de chuva ereutilização das águas deconsumo”, declara Chohfi.Segundo ele, os locatários,além de demonstrarem responsabilidadecom o planeta, conseguirão,dependendo do projeto, teruma economia de ate 40% sobreo condomínio.“Adotamos práticas sustentáveispor política própria, poissomente agora esse investimentoa mais está sendo olhado comoum valor agregado, e estamosconseguindo repassar uma partena valorização do imóvel. Claroque, com a economia do condomínio,os empreendimentos setornarão mais líquidos nomercado e, dependendo dessaeconomia, se poderá cobrar umadiferença no aluguel”, explica odiretor de construção.Por sua vez, a GR Propertiesdesenvolve os projetos atendendoaos conceitos do Green BuildingCouncil, seguindo critériosestabelecidos para os tópicos:1 – terreno sustentável


| edição nº113 | Jul | 2011 |19(prevenção de poluição nasatividades de construção,escolha do terreno, acesso aotransporte público, incentivo atransporte alternativo, projetode drenagem, ilhas de calor epoluição luminosa);2 – uso racional da água;3 – eficiência energética equestões de atmosfera;4 –materiais, utilização dereciclados e gestão de resíduos;5 – qualidade do ar (controlede fumaça de tabaco, confortotérmico, iluminação natural,materiais de baixo VOC, planopara qualidade do ar internodurante a obra); e6 – inovação de projeto(materiais regionais, madeiracertificada, programa deeducação ambiental, mediçõesde performance de água eenergia).Entre as vantagens para oslocatários, Vicentini cita: menorimpacto na vizinhança, melhorambiente para o trabalhador nafase de obra, redução de 14%no custo anual de energia,redução de 29% no consumo deágua, maior bem-estar do usuáriofinal, menor custo de manutenção,menor custo de operação emaior rentabilidade na operação.“Se o locatário tem vantagensna sua operação, e aindaagrega sua marca a instalaçõescom critérios sustentáveis, credenciao imóvel como referência,atraindo mais interessadosna sua ocupação, e a vacânciatende a zero”, acrescenta.Abreu e Adnet, da GWI,defendem que a empresa visa adiminuir os impactos que umgrande empreendimento podecausar no local da obra e de seuentorno. As grandes coberturasdos galpões captam água dachuva e esta é reutilizada parairrigação das áreas verdes, porexemplo. Os projetos preveemutilização de luz e ventilaçãonatural. A luminotécnica éprojetada em circuitos independentes,a fim de economizarenergia. Também contam comvasta área verde e de recreação,além de haver uma preocupaçãocom a escolha dos materiaisutilizados, visando à durabilidadee eficiência. “Um projeto bemdesenvolvido e bem executadooferece aos usuários segurança,conforto e economia. Sabemosque esses fatores geram produtividadee melhor desempenho”,destacam.De acordo com eles, é muitoimportante que um condomíniotenha em seus objetivos aadoção de medidas sustentáveisque visam concomitantemente àmelhoria do meio ambiente e àdiminuição de custos. “A adoçãode tais medidas e processos quevenham ao encontro de taisobjetivos certamente resultarãoem empreendimentos maiscompetitivos e, consequentemente,mais atraentes a seusclientes”, expõem.Os empreendimentos daHines utilizam materiais que,além de reutilizáveis, tambémVicentini, da GR Properties:o licenciamento ambientalé uma etapa extremamenteimportante no processo deaprovação de qualquerempreendimento – não éum entraveoferecem uma melhor rentabilidade.“Contamos com sistemasde reaproveitamento de águascinzas e pluviais que podem serreaproveitadas em outras árease no replantio de árvores. EmEmbu, SP, estamos recuperandoáreas nativas e árvores, como


| edição nº113 | Jul | 2011 |21RethaA Retha possui 11 condomínios: LogicalCenter, em Cotia; Espace Center, em SãoPaulo; G8 Business Park, em Cajamar; SãoBento, em Osasco; DVR Jaraguá, emJaraguá; Condulli I e Condulli II, em Taboãoda Serra; Forjas, em Diadema; Ledervin –Unidades VGP e Osasco, todos em SãoPaulo; e Espace Center Natal, no Rio Grandedo Norte. Entre os novos condomínios emconstrução estão: Logical Center Itapevi, emItapevi, SP, com 20.931 m² de área e previsãode entrega para outubro deste ano; LogicalCenter Louveira, em Louveira, SP, com 60.000m², em fase de aprovação de projeto ecomercialização das unidades para investidores,com previsão de entrega em janeirode 2013; Espace Center Jundiaí, com 208.000m², localizado em Jundiaí, SP, em fase deobtenção de licenças; Delta EmpresarialPark, com 157.458,22 m², em Jundiaí, SP,sendo que o 1º galpão está pronto para uso eo segundo está em obra a ser entregue até ofinal deste ano; Empresarial G6, com 12.000m², em Jandira, SP, com entrega previstapara julho/agosto próximos; CondomínioIndustrial e Logístico, com 120.000 m², emExtrema, MG, em estudo, com possibilidadede módulos especulativos e projetos Built toSuit, sem definição de entrega.Vallor UrbanoA Vallor Urbano possui um grande projeto emdesenvolvimento na cidade dePindamonhangaba, em São Paulo, com áreade terreno 2.655.000 m 2 para uma primeirafase. A empresa tem em estoque mais 4milhões de metros quadrados. O projeto estáem fase de licenciamento.profissionais que possibilitemganhos de produtividade.”De acordo com eles, asempresas multinacionais já estãofocadas em sustentabilidade, eas nacionais estão seguindo pelomesmo caminho. A tendência éque elas procurem instalaçõesque apresentem certificadosverdes. “Um bom exemplo destatendência se verifica no processode aprovação de financiamentobancário. Hoje os bancoscomeçam a adotar como critériode aprovação de financiamentosações claras com aspectossocioambientais.”Vanuza, da Retha, acreditaque a prática de sustentabilidadenos condomínios industriaisno Brasil já é uma realidade,pois as vantagens geradas poresta tendência vão bem além dacertificação buscada por alguns“prédios verdes”.“Quem não se preocuparcom a sustentabilidade certamenteperderá locatários, poisem termos de sustentabilidade,se a empresa pensa global, vaipreferir estar em um local ondepossa usufruir e adotar práticassustentáveis”, expõe.Segundo Demeterco, daCapital Realty, todas as empresasestão adquirindo consciênciaambiental e buscando cada vezmais redução de custos, minimizaçãodos impactos ambientais,fortalecimento de suas marcas ecredibilidade perante a sociedade.“Estes fatores, aliados ànova consciência econômica,tendem a ser pré-requisitos naescolha de empreendimentossustentáveis. As empresas quenão se adequarem a esta novarealidade poderão perder seusclientes para outras empresasmais atentas a estas tendências.”Para Pereira Júnior, daVallor Urbano, não se podeimaginar o crescimento destesegmento sem que se respeitemas diretrizes de sustentabilidade.“Simplesmente não haverámercado para quem não seadequar a estes conceitos. E nãoestou me referindo à simples‘maquiagem’ ou estratégias demarketing. Sustentabilidade émuito mais do que lixeirascoloridas. As empresas sabemdisto. O mercado exige, oplaneta agradece”, finaliza. ●


22 | edição nº113 | Jul | 2011 |Foto: A. C. ParaíbaEntrevista/CapaJoão Caramez lidera FrenteParlamentar dedicada aodesenvolvimento hidroviáriode São PauloO deputado estadual é o idealizador e coordenador da Frente Parlamentarque defende as hidrovias como uma opção importante entre os modais nãorodoviários,por ser energicamente menos poluente, além de favorecer oacúmulo de água para abastecimento.Já é sabido que a matriz detransportes no Brasil édesequilibrada, compredomínio do modal rodoviáriosobre os outros. Com o objetivode desafogar os sistemas detransportes, foi criada, em 2006,a Frente Parlamentar dasHidrovias (FPH), como um fórumde debates e de mobilização, pormeio da qual a AssembleiaLegislativa de São Paulo, emconjunto com representantes dasociedade civil, possa empreendere fortalecer gestões para omelhor aproveitamento dashidrovias.A FPH é dividida em quatrogrupos de trabalho: Logística;Institucionalização do ÓrgãoGestor das Hidrovias; Quadro:Regulação, Política Tributária ePolítica; e Divulgação.Vantagens dotransportehidroviário sobre orodoviárioRedução:✓ do custo do frete;✓ do consumo deenergia;✓ da emissão depoluentes;✓ dos congestionamentos;✓ dos acidentes;✓ da poluição sonora.Segundo os relatórios jápublicados, a meta é que omodal hidroviário tenha umaparticipação de 6% no sistemade transporte paulista, numprazo de vinte anos. Os documentosdefendem que a hidroviaé uma opção importante entreos modais não-rodoviários porser energicamente menospoluente e mais amigável aomeio ambiente em comparaçãocom outros modais, além defavorecer o acúmulo de águapara abastecimento. Para se teruma ideia do crescimento domodal, em 10 anos (de 2000 a2010), o volume de carga transportadapelas hidrovias cresceude 1.724 para 5.779 (T X 10 3 ).Nesta entrevista especial darevista Logweb, ouvimos oidealizador e coordenador daFPH, o deputado estadual deSão Paulo João Caramez (PSDB).Natural de Itapevi, SP, ele jáestá em seu quarto mandato nomesmo cargo e é o único deputadopaulista a neutralizar asemissões de carbono produzidasem seu gabinete. Além disso,desde 2008 ocupa a vicepresidênciado Diretório Estadualdo PSDB. Caramez tambémé idealizador e coordenador daFrente Parlamentar de Apoio àMineração (FPAM), criada com oobjetivo de promover ações parao desenvolvimento sustentáveldo setor.Logweb: Pode-sedizer que o fato de aHidrovia Tietê-Paranánão desembocar nomar e depender deoutros modais é ogrande entrave parao desenvolvimentodo modal hidroviário?Caramez: O fato de nãodesembocar no mar é peculiar ediferencia a Hidrovia Tietê-Paraná dos grandes sistemashidroviários do mundo, quefluem para regiões portuáriasmarítimas, favorecendo ocomércio internacional e ainteriorização das cargas, commenor dependência de outrosmodais de transporte. Noentanto, não é essa peculiaridadeo grande entrave para odesenvolvimento da hidrovia.Fatores como a infraestruturahidroviária ser recente, tendopoucas décadas de implantação,que se deu de forma gradual,ganhando trechos navegáveis àmedida que as eclusas foramsendo inauguradas; a introduçãode uma cultura de transportehidroviário; e a necessidade defabricação de embarcações sãoquestões naturais dentro de umsistema de transporte, e suaimplantação requer tempo.Logweb: Qual asolução mais viável erápida para isso?Caramez: A complementaridadede outros modais de transporte,modelada adequadamente,é importante para a HidroviaTietê-Paraná. O acesso ao marpode se dar por dutovia, ferroviaou rodovia. Essas conexões têmde ser multiplicadas paraoferecer alternativas à demandapor sistemas de transportecompetitivos e de menor custoambiental, em que o modalhidroviário pode contribuir.Logweb: O que épreciso fazer para aHidrovia Tietê-Paranáse consolidar e contribuirpara a economiado Estado e do País?Caramez: A movimentaçãode carga na Hidrovia Tietê-Paraná tem crescido a taxassignificativas. Estão previstosinvestimentos em sua infraestruturavisando eliminar entravesoperacionais e melhorar aperformance da via, o que iráacelerar ainda mais o incrementode movimentação e, consequentemente,promover ganhoseconômicos.


| edição nº113 | Jul | 2011 |23Logweb: Quais sãoestes investimentosprevistos?Caramez: O plano de investimentosna Hidrovia Tietê-Paranápara o período 2011-2014, comdestinação de recursos nomontante de 1 bilhão de reaispara execução de projetos eobras complementares para otrecho da Hidrovia Tietê-Paraná,no Estado de São Paulo, prevê asseguintes intervenções: obras deampliação de vãos de navegaçãoe proteção de pilares em pontes;projetos e obras de ampliação eretificações de canais edragagens; projetos e obras demelhorias em eclusas; atracadourosde espera; amortecedorde ondas; muro guia; canal derestituição; extensões de trechosnavegáveis; projeto (revisão) eobra da extensão até Ártemis (rioPiracicaba); estudos e projeto deextensão até Salto (rio Tietê);projetos e obras de terminais.Logweb: Qual odesempenho daHidrovia Tietê-Paranáe quais os maioresdesafios enfrentados?Caramez: Nos último anos,o crescimento da movimentaçãode carga na Hidrovia Tietê-Paranátem sido bastante significativo,mas um dos desafios é a reduçãodo efeito da sazonalidade damovimentação, ou seja, reduzir adiferença entre o pico doAtividade hidroviária no Estado de São PauloFluvialMarítimaLinhas longitudinais Hidrovia Tietê-Paraná Hidrovias LitorâneasHidrovia MetropolitanaCabotagemTravessias Interiores LitorâneasMetropolitanasPortos e terminais Terminais na HTP SantosSão Sebastiãoprimeiro semestre e o pico dosegundo. Outra questão é de ahidrovia ter uma utilizaçãoessencialmente unidirecional, oque faz com que sua capacidadenominal não seja atingida. Emresumo, quanto menor for asazonalidade da carga transportadae quanto melhor a hidroviafor utilizada nos dois sentidos,mais será utilizada sua capacidade.Numa projeção, visualizando2020, é previsto o dobroda movimentação de carga atualna Hidrovia.Logweb: Como fazera Hidrovia Tietê-Paraná envolver oscinco estados queestão sob sua áreade influência?Caramez: Foi constituído noâmbito do Conselho dosSecretários de Transporte –Consetrans, da Câmara Federal,o chamado “G5 + 1”, grupo doscinco Estados banhados pelaHidrovia Tietê-Paraná, mais a


24 | edição nº113 | Jul | 2011 |União. Esse grupo reuniu-serecentemente em Brasília paraestabelecer uma agenda detrabalho para o ano. O grandeobjetivo do grupo é estabelecerprioridades e juntar esforçospara o desenvolvimento daHidrovia Tietê-Paraná.Logweb: Quais asnovidades no projetode utilização dotrecho metropolitanoda Hidrovia Tietê-Paraná, tambémchamado de HidroviaMetropolitana?Caramez: A proposta deaproveitamento dos cursosd’água da Região Metropolitanade São Paulo, conformando umHidroanel Metropolitano, éobjeto de um Estudo de PréviabilidadeTécnica, Econômicae Ambiental, contratado peloDepartamento Hidroviário daSecretaria de Logística eTransportes do Estado, emexecução, com conclusãoprevista para o segundosemestre deste ano.Logweb: Quais asdificuldades deexploração para otransporte de cargasdos reservatóriosBillings e Guarapiranga,do Rio Ribeira deIguape, e o desenvolvimentoda navegaçãonos rios GrandeParanapanema eParaíba do Sul?Caramez: O reservatórioBillings se insere na proposta deaproveitamento dos cursosd’água da Região Metropolitanade São Paulo para transporte.A Guarapiranga já é aproveitadapara navegação de esporte elazer, e há conexões entre suasmargens que podem ser desenvolvidas.Os rios Ribeira deIguape, Grande Paranapanema eParaíba do Sul necessitam deestudos de viabilidade e planosde desenvolvimento com vistasao aproveitamento para navegação,porém, cada qual comsuas especificidades, em vistadas obras necessárias, sendo aprincipal dificuldade a transposiçãode barragens de hidrelétricas,que foram construídas sema previsão de eclusas.Logweb: Como,então, acabar comestes problemas?Caramez: Os rios Ribeira deIguape, Grande, Paranapanemae Paraíba do Sul necessitam deestudos de viabilidade e planosde desenvolvimento com vistasao aproveitamento para navegação.O rio Ribeira de Iguapesó tem a barragem do ValoGrande, já próximo a sua foz,que, no entanto, não necessitaser transposta. Os demais,Grande, Paranapanema e Paraíbado Sul, têm diversas barragensde aproveitamentos hidrelétricosque não dispõem de eclusas.Logweb: Como está oconvênio para estudaro aproveitamentodo Rio Tietê, no trechoentre as cidades deAnhembi e Salto?Caramez: O convêniocelebrado entre a EMAE e oDepartamento Hidroviárioencontra-se em andamento, játendo sido licitada a contrataçãodo estudo do aproveitamento doTietê no trecho entre as cidadesde Anhembi e Salto, para fins denavegação e geração de energia.Logweb: Quais osmodais que mais se“desafogariam” como uso das hidrovias.Por quê?Caramez: O incremento dotransporte por hidrovia atrairácargas movimentadas porrodovias, aliviando a malhainterior e os custos decorrentesde sua operacionalização.O transporte rodoviário se daránas pontas de origem e destinodas cargas movimentadas nahidrovia.Logweb: Quais osúltimos resultadosobtidos pelo grupode trabalho emlogística, que visa àintegração dosistema hidroviárioao rodoviário eferroviário?Caramez: Os grupos detrabalho constituídos no âmbitoda Frente Parlamentar dasHidrovias apresentarampropostas que foram encaminhadasao Governo do Estado e sãoobjeto de estudos para a suaimplementação. Algumasmedidas, como o aumento donúmero de conexões intermodaise a implantação deextensões dos trechos navegáveisde rios que compõem osistema hidroviário Tietê-Paraná,são objeto de plano de desenvolvimentoe investimentoproposto em parceria pelosgovernos do Estado de SãoPaulo e a União.Logweb: A FPHrealiza reuniões comoutros modais embusca da multimodalidade?Afinal, osucesso das hidroviasdepende também dodesenvolvimento deoutros modais, já quea hidrovia não éporta-a-porta.Caramez: Na verdade,quem faz esse meio de campo éo Departamento Hidroviário, queé o órgão do Estado responsávelpela regulação, controle,administração e fiscalização dasatividades desenvolvidas nahidrovia. Hoje, a multimodalidade,quando se fala emhidrovia, é de 100%, seja com arodovia ou com a ferrovia. Porisso, o Estado, através do DH,tem feito gestões junto àsQuebrandomitosAté bem pouco tempo,prevalecia um entendimentode que o transportehidroviário só seriaeconômico para cargasde baixo valor agregado,movimentadas a grandesdistâncias. Hoje, essanoção está ultrapassada.Cada vez mais umadiversidades maior deprodutos é transportadapela água, tais como:combustíveis líquidos esólidos; minerais ferrosose não-ferrosos; aço eferro; materiais deconstrução; produtosalimentícios; produtosderivados da indústriasiderúrgica; fosfatos efertilizantes; líquidosquímicos e materiaisperigosos; equipamentosindustriais; veículos, etc.Também não é maisverdade que somente alongas distâncias écompensatório transportarem hidrovias. A intermodalidadecrescente dotransporte e a utilizaçãodas cargas, principalmenteatravés de contêineres,têm possibilitado seudeslocamento emdistâncias menores, seminconvenientes, comovem ocorrendo na Europae nos Estados Unidos.Fonte: Relatório I da FPH –2006/2007empresas concessionárias deferrovias, especialmente pararestabelecer serviços nos ramaisdesativados que atendemPanorama e Presidente Epitácio.O transporte do etanol que seráfeito pela Transpetro tambémenvolve a multimodalidade,posto que será hidrodutoviário.Da região de Araçatuba descerápela hidrovia até Santa Maria daSerra, de onde seguirá peladutovia até a refinaria dePaulínea.


| edição nº113 | Jul | 2011 |25Anel HidroviárioMetropolitanoA cidade de São Paulo é quaseuma ilha. Se forem somadosos rios Tietê e Pinheiros comas represas Billings eTaiaçupeba, ficam faltando22 ou 28 km, a depender dotraçado que se fizer, para queseja fechado o hidroanel nacidade de São Paulo.O Ferroanel, o Rodoanel e oHidroanel se superpõem emtrês regiões específicas, o quefaz da região metropolitana deSão Paulo uma regiãoprivilegiadíssima no mundo,porque ela consegue ter, outem potencial de vir a ter, umsistema onde existem, pelomenos, três pontos deintegração trimodal.Fonte: Relatório II da FPH– 2008-2010Comparação da capacidade de transporte entre os modaisModaisCapacidade de carga -6.000 tHidro1 comboio duploTietê (4 chatas eFerro2,9 comboioshopperRodo172 carretas bi-tremgraneleirasempurrador) (86 vagões)3,5 kmComprimento totalLogweb: Fale sobre apossibilidade deexportação a partirdas hidrovias.Caramez: Hoje, 100% dacarga de longo curso transportadana Hidrovia Tietê-Paraná édestinada à exportação, atravésdo Porto de Santos. As conexões,existentes e propostas, comferrovias, rodovias e dutovias,permitem a ampliação do volumede transporte no sistema, comsua atual configuração, até acapacidade estimada de 10milhões de toneladas em cada150 m1,7 kmsentido, ou seja, subindo edescendo a escada de eclusas,desde Itaipu, no rio Paraná eSão Simão, no rio Paranaíba, atéAnhembi, no rio Tietê e SantaMaria da Serra, no rioPiracicaba. Lembrando quedeverão ser acrescidos trechoshidroviários para extensão atéSalto, no rio Tietê e Ártemis, norio Piracicaba.Logweb: Você acreditaque há empresashoje preparadas paraentrar no mercado de(26 km em movimento)transportehidroviário decargas?Fonte: DH, TCLCaramez: Sim, há empresasaptas a entrar no mercado detransporte hidroviário decargas. É necessário habilitaçãopara a prestação de serviçosjunto à Agência Nacional deTransportes Aquaviários –Antaq, para o caso de atuaçãoem rotas de navegaçãointerestaduais, e junto aosGovernos Estaduais, para ocaso de atuação em rotas denavegação intraestaduais. ●


26 | edição nº113 | Jul | 2011 |Negócio FechadoUltragaz adquirE250 caminhões emparceria com a JSLA Ultragaz (Fone: 11 3177.6677), empresa dedistribuição de Gás Liquefeito de Petróleo (gásde cozinha), investiu R$ 20 milhões na comprade 250 caminhões. A operação se deu emparceria com a JSL. “A Operadora Logísticaadquiriu os veículos junto às montadoras e os disponibilizou para a Ultragaz por meiodo processo de locação”, explica Guilherme Darezzo, gerente de logística na Ultragaz.Foram adquiridos da Iveco os modelos leves Dailys 35S14 e 55C16, de 3,5 a 7 toneladas.Já nos médios, de 8 a 13 toneladas, os veículos são da Volkswagen, sendo o 8.150 dalinha Delivery e o 13.180 da linha Constellation.CompanhiaRiograndense deMineração compradois caminhõesRandonA Randon Veículos (Fone: 54 3209.2400)entregou recentemente os primeiros caminhõesbasculantes fora-de-estrada RDP 470 para omercado brasileiro. A Companhia Riograndensede Mineração (CRM), empresa de economiamista controlada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, adquiriu dois caminhõespara a utilização no transporte de carvão mineral produzido na Mina deCandiota, RS. Os veículos são fabricados pela Perlini, possuem capacidade de carga de65.000 kgf e atendem às demandas do setor de energia do Rio Grande do Sul, que vemdemonstrando um amplo potencial estratégico, especialmente através do carvãomineral de Candiota. O RDP 470 é um dos modelos de uma linha de caminhões fora-deestradade 30 a 100 toneladas de carga. A Randon está desenvolvendo um projetoconjunto com a Perlini para disponibilizar este tipo de equipamento para toda aAmérica do Sul, fabricado no Brasil e com índices de nacionalização compatíveis afinanciamentos Finame. “Pretendemos produzi-los ao mesmo tempo em que seuscomponentes serão gradativamente nacionalizados. Na planta da Randon será feitatoda a parte de estrutura básica, sempre mantendo as características originais doproduto”, informa o diretor executivo da Randon, Norberto Fabris.Foto: Magrão ScalcoTotvs RS e informaqselam parceria de TIPara ampliar clientes no Rio Grande do Sul, a informaq Produtos e Serviços deInformática, de Vacaria, é a nova parceira da Totvs RS (Fone: 11 2099.7320). Intituladacomo GARe (Gestor de Atendimento e Relacionamento Externo), a informaq realizará oapoio comercial do sistema de gestão ERP da Totvs RS na região Nordeste do Estado.A empresa vacariense atuará como “Série 1”, que é a linha de produtos da Totvs commenor custo de aquisição e manutenção. A proposta é captar micros e pequenasempresas dos ramos da advocacia e da saúde.


| edição nº113 | Jul | 2011 |27Martin-Brower conquistaoperação logística do Bob’sA Martin-Brower (Fone: 11 3687.2800) foi escolhida pelo Bob’s como responsávelpela distribuição e operação logística de toda a rede da empresa no Brasil,composta por mais de 750 pontos de venda. A Martin-Brower presta serviços paracerca de 500 restaurantes em todo o país, sendo responsável pela compra,armazenagem e distribuição dos produtos secos, resfriados e congelados da rede.Com a conquista do Bob´s, a Martin-Brower organizou uma verdadeira “operação deguerra”, com mais de 30 profissionais dedicados exclusivamente para atender aonovo cliente. Além dessa iniciativa, a Operadora Logística fornece mais de 500 itensexclusivos ao Bob´s, que vão de alimentos até materiais descartáveis. “Pretendemoscrescer dois dígitos anualmente até 2015. Para tanto, está prevista a construçãode novos CDs, aumento da frota de caminhões e do quadro de funcionários”,afirma Tupa Gomes, diretor geral América Latina da Martin-Brower.Rayflex instala portas na AkronComercial e na Coca-ColaA Rayflex (Fone: 11 4645.3360) concluiu a instalaçãode cinco portas seccionais e mais dois abrigosretráteis na unidade operacional da Akron Comercialde São Paulo, distribuidora dos produtos RoyalCanin, fabricante e fornecedor global de alimentospara cães e gatos. Indicadas para instalaçõesexternas em terminais de cargas de Centros deDistribuição, armazéns e depósitos, as portasseccionais trazem maior segurança e confiabilidadeno fechamento de grandes vãos, que são abertosquando do carregamento e descarregamento decaminhões. São fabricadas com painéis metálicosisolantes, pintados, que formam um sanduíche de40 mm, preenchido com poliuretano, e dotadas devisores em policarbonato. A Rayflex tambéminstalou 11 portas automáticas flexíveis, modelo Vectorflex, nas áreas internas daunidade industrial da Rio de Janeiro Refrescos (Coca-Cola), empresa do GrupoAndina localizada na cidade de Cabo Frio, RJ. As novas portas, acionadas porcontrole remoto, são fabricadas com manta poliéster na cor vermelha, impregnadade PVC expandido, tratadas com verniz em ambas as faces, tornando-asantiestáticas e autoextinguíveis.Locar assume montagem deaerogeradores em Água Doce, SCA Locar (Fone: 0800 770.0618), especializada em içamento de cargas por meio deguindastes, foi contratada por um fabricante do segmento eólico responsável pelafabricação de 86 aerogeradores que serão usados na usina eólica de Água Doce,em Santa Catarina. A empresa ficou responsável pela montagem dosaerogeradores, que saíram da fábrica divididos em quatro partes, torre (subdivididaem quatro partes), casa de máquinas, gerador e rotor. O projeto de energia eólica deSanta Catarina inclui, além de Água Doce, Bom Jardim da Serra, onde serãomontados mais 62 aerogeradores. A Locar está também no escopo da montagemdesta segunda etapa.


28 | edição nº113 | Jul | 2011 |Negócio FechadoRaupp inicia operações noMega Intermodal EsteioO Grupo Raupp (Fone: 51 3393.5000),Operador Logístico especializado na cadeiatêxtil, escolheu as instalações do condomíniologístico Mega Intermodal Esteio, RS, daCapital Realty, para ampliar suas operações.Com as novas instalações, a empresa esperaampliar os seus mercados e o leque deserviços aos clientes atuais. “A localizaçãodo condomínio favorece isso por causa dafacilidade de se chegar ao centro do país,além da integração com a linha férrea e o dinamismo de distribuição em PortoAlegre e região”, explica João Trajano, gerente do Grupo Raupp. A empresa vaiocupar uma área de aproximadamente 2.000 m². O espaço será usado para armazenagemde produtos da linha têxtil de encabidados (prontos para exposição em lojas),além da manipulação de confecções e acessórios.KK Logística e In Haus ampliamfrota de empilhadeiras Komatsuna BraskemA KK Logística (Fone: 11 4197.6642), representanteexclusiva das empilhadeiras Komatsu no Brasil,acaba de assumir, em parceria com a In Haus(Fone: 11 2197.8888), empresa especializada emserviços logísticos do grupo GPS, o processo demovimentação de cargas da operação da Braskemno polo petroquímico de Duque da Caxias, RJ.Com o projeto, que inclui 40 empilhadeiras damarca Komatsu, a KK passa a contar com 135empilhadeiras, operadas por profissionais da InHaus, alocadas em três plantas da Braskem. Alémda refinaria de Duque de Caxias, a KK Logísticafornece 75 empilhadeiras para a operação deTriunfo, RS, e outras 20 para a de Paulínia, SP. Naoperação de Duque de Caxias, forneceu duas empilhadeiras com 4 toneladas decapacidade e outras 38 de 2,5 toneladas, todas movidas a gás. Os equipamentosvêm sendo aplicados para a movimentação e armazenamento de 140 toneladas/mêsde resinas de polipropileno produzidas pela Braskem.Luft Agro renova frota com43 caminhões FH da VolvoA empresa de logística Luft Agro (Fone: 11 4772.4200), dedicada ao setor doagronegócio, anuncia a renovação de sua frota de caminhões pesados com o GrupoAuto Sueco, adquirindo, pela primeira vez, veículos da Volvo. Os 43 caminhõesmodelo FH 440 6x2, com cabines altas, são equipados com câmbio automático,suspensão a ar e o sistema ESP antitombamento. O Grupo Auto Sueco realizou,durante 50 dias, um treinamento intensivo prático e teórico para os motoristas quevão trabalhar com os novos veículos. A parceria também inclui planos de manutençãopreventiva.


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32 | edição nº113 | Jul | 2011 |Supply ChainPesquisaInbrasc revela que mais de 80% dosprofissionais de SC não conhecem aestratégia da áreaGasperoni: “os profissionaisnão estão completamentepreparados, mas as empresasestão se movimentandopara suprir a demanda pormão de obra qualificada”Um levantamento feito peloInbrasc – Instituto Brasileirode Supply Chain (Fone:11 3302.9292) com 70 empresasdo país mostrou que apenas 19%dos profissionais têm consciênciatotal do papel da área deSupply Chain, 68% têm conhecimentoparcial e 13% nãoentendem nada. Este resultadodemonstra que cerca de 80% dosprofissionais ligados a SupplyChain não conhecem totalmenteas estratégias da área. “Umnúmero alto e alarmante parauma área fundamental nasempresas, pois as estratégiasexistem para orientar osexecutivos sobre as prioridades emetas a serem atingidas”, afirmaHenrique Gasperoni, diretor deprojetos e operações do Inbrasc.Segundo a pesquisa, falta deestratégias claras, falhas nascampanhas de comunicação econscientização do colaboradortêm levado os profissionais daárea de Supply Chain a nãoconhecerem por completo oimpacto de seu departamentonos negócios da empresa.O estudo também aponta quesomente 16% dos colaboradoresentendem completamente aestratégia de produtos, processose negócios de suas empresas.Aproximadamente 75%deles entendem apenas parcialmentee 9% não compreendemnem um pouco.“Os executivos que conhecemas estratégias de produtos eprocessos da empresa estãomais preparados a contribuir comideias de melhorias e trabalhammais motivados, pois conhecemexatamente seu papel na operaçãoda companhia, tornando-se,A pesquisaA pesquisa foi realizada no começo de maio últimoenvolvendo 70 empresas do país dos segmentos deagronegócio, alimentos, bebidas e fumo, comércioatacadista, distribuição, varejo, construção e engenharia,eletroeletrônica, farmacêutica, higiene, limpeza ecosméticos, materiais de construção e decoração,mecânica, mineração, papel e celulose, química epetroquímica, serviços, siderurgia, têxtil, couro e vestuário,utilities (energia, gás, saneamento, telecom), veículose peças, dentre outros. Destas, 70% estão localizadas emSão Paulo e 30% são dos demais estados.assim, mais comprometidos comos objetivos da empresa”,ressalta Gasperoni.Algumas alternativas paramudar esse cenário são treinamentose ações específicas paraa área de Supply Chain, informaçãotambém levantada napesquisa. Mais de 40% dasempresas capacitam seusrecursos humanos na área pormeio de treinamentos externos,como congressos e workshops.Opção comum para 35% dascompanhias entrevistadas érealizar cursos internos.“Os dados demonstram que osprofissionais não estão completamentepreparados, mas asempresas estão se movimentandopara suprir a demanda pormão de obra qualificada”,acrescenta o diretor do Inbrasc.Segundo ele, para que oscolaboradores entendam melhoros processos logísticos daempresa, estas devem estaratentas a alguns pontos: asestratégias estão bens definidas,ou seja, estão alinhadas aoplanejamento da companhia?Campanhas de disseminaçãodevem ser realizadas comfrequência?Gasperoni cita que palestras,workshops, dinâmicas e comunicaçãográfica são sempre bemvindos.“É importante também olíder da área diariamentesalientar a importância dosprocessos e estratégias a seuscolaboradores.”Para o diretor de projetos eoperações do Inbrasc, em determinadossegmentos, principalmenteindustriais e varejistas, alogística é peça chave na operação.“Empresas do segmentofinanceiro não veem a área damesma forma. Mas o fato de asempresas buscarem a todo omomento profissionais maiscapacitados mostra que podemoscomemorar. Apesar das boasnotícias, devemos continuarincentivando os gestores deSupply Chain a buscaremconstantes atualizações ecapacitação em treinamentospara suas equipes.” ●


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34 | edição nº113 | Jul | 2011 |NAlimentos & BebidasFranquiaEmpada Brasil realizaseu primeiro grandeinvestimento em logísticao primeiro semestre de2011, a Empada Brasil(Fone: 11 3225.9337), redede empadarias criada em 1999e que hoje conta com cerca de60 franquias no país, realizou oseu primeiro grande investimentoem logística: inaugurou, nacidade de São Paulo, SP, umCPD – Centro de Produção eDistribuição, cujo atendimentoabrange o estado paulista,num total de 15 unidades.A estrutura, que demandouinvestimentos da ordem deR$ 200 mil, é um marco naatuação da rede, já que anteriormenteos próprios franqueadosproduziam as empadas em suascozinhas. “Com o CPD, eles nãoprecisam se preocupar comisso, ainda mais os donos dequiosques que precisavam decozinhas externas”, ressaltaMárcio Rangel, máster franqueadoda Empada Brasil em SãoPaulo. “No CPD produzimos asempadas e os demais salgadosque vendemos nas lojas e nosquiosques. Os franqueadosfazem os pedidos diariamente enós produzimos conforme ademanda. Depois entregamosas encomendas”, acrescenta.Produzindo as empadas emum só lugar, a redeprofissionaliza ainda mais otrabalho, garante a qualidadedo produto e diminuicustos de produçãoRangel: “os franqueados fazem os pedidosdiariamente e nós produzimos conforme ademanda. Depois entregamos as encomendas”De acordo com Rangel, anova estrutura vai facilitar muitoa vida dos franqueados, já que otempo que antes era gasto coma cozinha agora pode seraplicado em outros pontos, comomelhor atendimento ao cliente,por exemplo. Além disso, eledestaca que produzindo asempadas em um só lugar, a redeprofissionaliza ainda mais otrabalho e garante a qualidadedo produto, além de oferecer aofranqueado empadas maisbaratas, considerando quehaverá economia nos custos deprodução.No novo formato logístico darede, a produção é feitamediante a solicitação dofranqueado, num processo ágil eeficiente, para que não ocorrafalta de produtos nem estoquesexagerados. Como os produtossão perecíveis, as entregas daEmpada Brasil são feitas emveículos refrigerados –atualmente a frota é compostapor dois veículos –, mantendoa temperatura adequada paragarantir a qualidade final.A rede conta com unidadesem São Paulo (a maioriadelas), no Rio de Janeiro,Paraná, em Santa Catarina, noCeará, na Bahia, em Goiás, noMato Grosso do Sul, emBrasília, Rondônia e no Amapá,sendo que, do total, três sãopróprias e o restante (56) sãofranquias. A expansão, noentanto, já está a caminho,com foco para abertura denovas lojas na região do ABCDPaulista e no interior doEstado. Mesmo assim, o CPDestá preparado. “Temoscondições de quadruplicar aprodução atual”, garante omáster franqueado. A projeçãoé de que 24 lojas sejamabertas em 2011. ●NotíciasRápidasALE instala SafetyBump da VladosA ALE, quarta maiordistribuidora de combustíveisdo Brasil, adquiriu oSafety Bump, da fabricantede válvulas para transportede combustíveis Vlados(Fone: 11 2271.1212).O produto tem comoobjetivo solucionar osprincipais problemasrelacionados ao transportee à distribuição decombustíveis, como:preservação dos equipamentos,facilidade nomanuseio da mangueira eaumento da segurança nasoperações, evitando riscosao meio ambiente, riscosde explosão e de acidentescom os operadores.Ele será utilizado em umadas unidades de carregamentoda ALE, que hojeoperam na região Nordeste.Segundo Carlos Putnar,supervisor de SegurançaPatrimonial e Transporteda distribuidora, “a praticidadeno manuseio trazmaior segurança ao operador,por conta da alçaacoplada no mangote, coma qual é possível realizaras operações sem quaisquerriscos de quebra daponteira e, consequentemente,possíveis contaminações.”Ainda segundo osupervisor, a companhiatem a intenção de investirna compra de maisunidades desse equipamento.“Já prevemosinstalar o Safety Bump emtodos os caminhões novosque adquirirmos.” Dentrodo orçamento previsto para2011, além dos investimentosna ampliação da redede postos em 17%, a ALEirá adquirir cerca de 40novas unidades dedeslocamento. Todas terãoo Safety Bump instaladocom o porta-mangoteprojetado pela Vlados.


36 | edição nº113 | Jul | 2011 |Logística & Meio AmbienteEventoSustentabilidade ganha espaço nossegmentos de transporte e logísticaAconteceu na capital paulista,na sede da Fecomércio –Federação de Comércio deBens, Serviços e Turismo doEstado de São Paulo, em maioúltimo, a primeira edição daConferência Eco Transporte eLogística, promovida pelaNTC&Logística e organizada pelaReed Exhibitions AlcantaraMachado.A realização do evento noBrasil foi uma iniciativa para queas discussões sobre sustentabilidade,em voga na Europa,pudessem ser trazidas ao país,contribuindo para o desenvolvimentodas empresas locais. Emfevereiro deste ano, a edição daconferência no Velho Continenteocorreu em Paris, em paralelo àSITL – Semana Internacional deTransporte e Logística.Com o propósito de apresentare discutir tecnologias, práticas etendências sustentáveis nalogística e em todos os modais detransporte, a edição brasileira doevento – que recebeu em tornode 230 profissionais – reuniuespecialistas que abordaram delegislação ambiental a soluções einiciativas de destaque nomercado.José Geraldo Vantine,presidente da Vantine Solutions,que fez as vezes de mestre decerimônias apresentando todosos palestrantes, foi o primeiro afalar e iniciou a conferênciadestacando que sustentabilidadeé um tema que suscita muitadiscussão. “É algo relativamentenovo e tudo que é novo é controverso”,afirmou, comentando queo tema pode ser tratado comociência, algo técnico ou comouma filosofia de vida.De acordo com ele, a sustentabilidadena cadeia de transportese na logística é algo aindadistante. Com base em suavivência no mercado, o especialistafoi categórico ao dizer que oO evento contou com a participação de um públicobastante interessado em conhecer as novidades dosetor e se atualizargrau de preocupação dos embarcadoresquanto à emissão degases de efeito estufa é praticamentezero. “Espero que aconferência ajude a modificaressa visão”, ponderou, paraentão chamar o primeiro palestrante,o advogado ambientalMarcos Gallão, mestre em direitoambiental brasileiro e com MBAem logística de transportes.Aspecto legalConsultor da Associquim –Associação Brasileira dos Distribuidoresde Produtos Químicos ePetroquímicos, o especialistaredefiniu o conceito da palavra‘transportar’. “Não é só levar doponto A ao B. É preciso ter qualidade,segurança e respeito aomeio ambiente e à sociedade. Háum bom tempo a preocupaçãodeixou de ser apenas com rotas.A questão ambiental reflete noscustos, na imagem e na credibilidadedas empresas”, explicou.O advogado reconheceu queé impossível o meio produtivonão causar impactos ao meioambiente, mas ressaltou que ogrande desafio é exatamenteminimizar esse impacto eassumir responsabilidades.“Tornamos-nos coletivamenteresponsáveis pelo futuro dahumanidade”, apontou, jáintroduzindo aos espectadoresalguns aspectos da Lei AmbientalBrasileira que, a partir de 1981,alterou o princípio de que só“pagava o pato” quem fosseculpado por alguma infração.Desde então, a responsabilidadeindireta também passou aser punida. Transportando esseconceito para a logística, significaque toda a cadeia envolvida –embarcador, operador, transportador,destinatário, etc. – éresponsabilizada em caso dealguma infração, acidente ou oque seja, que cause danos aomeio ambiente e à sociedade.Por isso, Gallão aconselhouque o responsável por umnegócio deve conhecer todos osriscos inerentes a ele e arcarcom qualquer dano causado porsua atividade, independente daausência de culpa. “É fundamentalque as empresas invistam nagestão de riscos ambientais,visando à prevenção de todas asordens, seja em manutenções,treinamentos ou outros aspectos”,comentou.RodoviasNa sequência, dando início àsapresentações relacionadas aosmodais de transporte, o assessorde sustentabilidade da Ecorodovias,Artaet Martins, falou sobre oprojeto de gestão ambientaladotado pela empresa na RodoviaImigrantes, que liga a cidade deSão Paulo ao litoral paulista,passando por oito municípios.“Tivemos que atender a mais de200 leis, condizentes com asesferas municipais, estadual efederal”, revelou.Para conseguir a certificaçãoISO 14001, que diz respeito àsquestões ambientais, a concessionáriada rodovia realizou 1.335horas de treinamentos, duranteoito meses, com todos os seusfuncionários, desde o operacionalaté os engenheiros e o pessoal doadministrativo. Mas, não foi tãofácil, já que a empresa se deparoucom a necessidade de promoveruma mudança de cultura paraimplementação do SGI – Sistemade Gestão Integrado, com ospilares Segurança, Qualidade eSustentabilidade. “Fomos aprimeira concessionária derodovias do mundo a conseguiresta ISO”, comemorou Martins.Ele falou ainda sobre asmedidas sustentáveis adotadaspela concessionária na concepçãoda segunda pista da Imigrantes,cujo projeto inicial datava de1980. “Promovemos alterações noprojeto e construímos túneis eviadutos, além de termos utilizadoáreas degradadas pela construçãoda primeira pista”, contou, citandoalgumas ações, como a implantaçãode estações, para coleta e


38 | edição nº113 | Jul | 2011 |Logística & Meio Ambientetratamento de água e aterrosanitário licenciado, entre outras.“Em 2010, recolhemos 300 toneladasde resíduos sólidos queencaminhamos para reutilizaçãoe reciclagem”, contou Martins.FerroviasNum prático exemplo deintermodalidade, a conferênciasaiu de uma palestra rodoviáriapara os trilhos da ferrovia. Quemfalou na sequência foi DurvalNascimento Neto, diretor demeio ambiente da ALL – AméricaLatina Logística, que fez umaintrodução ao modal, contandoum pouco do histórico recente dosegmento, com destaque para oexpressivo investimentorealizado pela iniciativa privadaentre 1997 e 2010: R$ 24 bilhões.Para pegar o gancho do temacentral da conferência, eleapontou os entraves aindaexistentes para a expansão dasferrovias no Brasil: a falta deinfraestrutura para acesso aosportos, o excesso de burocracia eos obstáculos das licençasambientais. “Deparamos-noscom dificuldades para aprovaçãode planejamentos que envolvemas obras, ações de recomposiçãoda vegetação e bloqueios doIbama”, exemplificou, corroborandoo que foi falado antes porSérgio Nahuz, diretor comercialda ALL, no anúncio da construçãodo complexo intermodal emRondonópolis, que deverá terinício só em outubro, por contada dificuldade em se obter aslicenças ambientais necessárias.Na Eco Transporte e Logística,Nascimento Neto contou que acompanhia tem enfrentado oobstáculo da obtenção de licençasambientais também para darsequência a uma obra entre ascidades de São Paulo e Campinas.“Vai demorar dois anos paratermos as licenças”, informou,alertando que é preciso rever alegislação. “O órgão ambientalestá certo, pois segue o que estáescrito. Só que é preciso desburocratizar,principalmente, por queneste caso em particular, aestrutura de túneis e o espaço deque precisamos já existe, estãoprontos, e é só colocar os trilhospara começar a operar”, reclamou.Sobre ações do segmentoferroviário que sejam sustentáveise ambientalmente corretas,o diretor de meio ambiente daALL destacou que só o funcionamentodo complexo em Rondonópolis,por exemplo, promoverá aeconomia de 95 milhões de litrosde diesel por ano, tirando cercade mil carretas bitrens daestrada, ao transferir grandeparte da carga para a ferrovia.Portos e aeroportosSeguindo o exemplode intermodalidade, depois depassar pela rodovia e pelaferrovia, a programação daconferência tratou de abordar asustentabilidade nos portos.A apresentação de João EmilioFreire Filho, diretor da ABTP –Associação Brasileira dosTerminais Portuários, foi em tomde desabafo sobre a falta deinfraestrutura e a impossibilidadede se atender às exigênciasambientais.Ele informou que, de acordocom a SEP – Secretaria dePortos, de 26 portos brasileiros,Equilibrando a matrizde transportes do paísEm números aproximados, a matriz de transportes do paísestá distribuída da seguinte forma: rodoviário (60%), ferroviário(25%), aquaviário (13%) e outros (2%). Este cenário, noentanto, como todo mundo está cansado de ler ou ouvir falar,precisa mudar para o bem e o desenvolvimento do Brasil. E foisobre isso que falou Ricardo Melchiori, coordenador da câmaratécnica de logística da NTC&Logística e diretor de operaçõesda Ceva Ground, na primeira edição da conferência EcoTransporte e Logística.Uma das alternativas propostas por ele foi a maiorutilização da cabotagem. “Se 150 milhões de pessoas querepresentam 80% do PIB da população brasileira vivem numafaixa de 400 km da costa, a cabotagem precisa ser maisexplorada do que é atualmente”, argumentou, reconhecendo,contudo, que um dos entraves para mudanças na matriz detransportes é a quebra do paradigma de se utilizar modais maislentos para longos cursos.Outros obstáculos mencionados por Melchiori para oequilíbrio da matriz de transportes no Brasil foram a falta deinfraestrutura e o excesso de burocracia. Uma pena, já que,segundo ele, num cenário projetado, o equilíbrio da matriz poderesultar em 15% de aumento da eficiência energética, 22,5%de redução no consumo de combustível e 15% de diminuiçãoda emissão de gás carbônico.só 42% estão licenciados ouaguardam licenças, enquanto46% ainda não possuem licenciamentoambiental e outros 12%sequer iniciaram o processo delicenciamento. Contudo, atribuiuesses números à falta deinfraestrutura, inclusive, dosmunicípios onde os complexosportuários estão instalados.“A maior parte das cidadesque abrigam portos não tematerros sanitários, por exemplo.Aí eu pergunto: como os portosvão destinar os seus resíduossólidos? Eles terão de construir osseus próprios aterros?”, indagou,afirmando que não adianta osórgãos competentes exigiremmedidas que não podem serexecutadas por falta de infraestrutura.“Tem também a questãoda coleta seletiva. E aí, questionooutra vez: os portos coletamo material e mandam para onde?Para um lixão?”, reforçou FreireFilho.Do ponto de vista dele, alegislação ambiental é interessantee está bem redigida, masfaltam condições para que elaseja cumprida. O meio ambienteprecisa ser preservado, mas atransformação deve ser gradual,na visão do diretor da ABTP,apontando que o grande problemado Brasil é de ordem logística.Afinal, não resolve nada coletar,se não tiver aonde colocar.Estudos de casoNo segundo dia do eventohouve três estudos de caso.O primeiro foi apresentado porFaber Kandrasovas Ferrato,gerente de infraestrutura e frotada Elektro, distribuidora deenergia elétrica. Visando àsustentabilidade, a empresadesenvolveu algumas açõesestratégicas, como o monitoramento100% da frota, que reduziuem aproximadamente R$ 800 milcom combustível em 2009/2010,além de reduzir a emissão de1,2 mil toneladas de CO 2nomesmo período, gerar 99%menos infrações de velocidade ediminuir em 30% as multas.Outra estratégia envolveu arenovação de frota. “No caso deum veículo rodar 40 mil km/anohá um custo incremental decerca de R$ 5 mil ao ano. O custode abastecimento cresce 20%com o tempo”, explicou Ferrato.Já o uso de tecnologia híbridapara cestas aéreas, usadas nainstalação e manutenção daslinhas de energia, consiste emusar energia das baterias paramovê-las, em vez de usar o motordo caminhão. Com isso, houveredução de 15% no consumo decombustível.A Elektro também passou aacompanhar abastecimentos emanutenções a partir do monitoramento,de forma a eficientizaras operações e reduzir custos.Como também passou a enviartodos os veículos acima doslimites de emissão de fumaçapreta para manutenção.O outro estudo de caso foiapresentado por Rebeca deMattos, da área de responsabilidadesocial corporativa e sustentabilidadedo Grupo Boticário.A empresa é considerada a maiorfranquia de perfumes e cosméticosdo mundo, presente em setepaíses. “Sustentabilidade significaintegrar, juntamente com osaspectos econômicos, as questõessociais e ambientais em todas asdecisões e processos”, explicou a


40 | edição nº113 | Jul | 2011 |Logística & Meio AmbienteO futuro dafrota brasileirade caminhõesAlex Barbosa Messias,gerente de marketing detransporte da Petrobras, eLuis Afonso Pasquotto, vicepresidentecorporativo daCummins, foram incumbidosde abordar um assunto decunho mais técnico etecnológico: as mudanças etendências para a frota decaminhões no país, cujaidade média atual está nacasa de 16 a 18 anos.As apresentações deambos giraram em torno doProconve – Programa deControle da Poluição do Arpor Veículos Automotores,cuja fase P7 entrará em vigora partir de janeiro de 2012.“O P7 prevê redução de 80%da emissão de gasespoluentes em relação ao P5”,contou Messias, fazendo umaprojeção ousada, na sequência:“até 2020, a frota P7representará metade da frotade veículos pesados do país”.Os dois palestrantesfizeram alguns parecerestécnicos, explicando algumastecnologias, mas Pasquottoressaltou que essa é umapreocupação para asmontadoras, que deverãoproduzir seus veículosatendendo à norma P7.“O que mudará para ofrotista é a necessidade deabastecer o caminhão com oARLA 32, solução compostapor água e uréia, cuja funçãoé reduzir quimicamente asemissões de NOx dosveículos equipados commotores diesel”, informou.Tanto a Petrobras quanto aCummins e outros distribuidoresestão se estruturandopara realizar a distribuição docomposto.O P7 equivale ao Euro 5,norma europeia. No VelhoContinente, aliás, de acordocom Pasquotto, as pesquisaspara o Euro 6 já começarame, nessa futura etapa, aemissão de gases chegarápróxima de zero.profissional. O Sistema deGestão Integrado em Saúde,Segurança e Meio Ambiente(SGI – SS&MA) do grupo estácertificado desde 2008.Com o Programa deEcoeficiência implantado, aempresa objetiva reduzir osimpactos ambientais do seuprocesso produtivo. Seu focoestá em aspectos como geraçãode resíduos sólidos, consumo deenergia e de água e emissão degases de efeito estufa. Indicadoresde consumo de recursos e degerenciamento de resíduossólidos permitem a análise dodesempenho.Rebeca também contou que,por meio do Programa de Gestãode Sustentabilidade para Fornecedores,a empresa visa a capacitare direcionar os esforços dacadeia de abastecimento para ainserção da sustentabilidade,contribuindo para a gestão derisco e identificação deoportunidades para o negócio.O Grupo Boticário tambémconta com um programa dereciclagem de embalagens.A coleta é feita pelos franqueadose pelas lojas próprias, quepossuem urnas para depósitodas embalagens. “É precisoapoio para a destinação corretados resíduos, como o trabalhoconjunto entre cooperativas dereciclagem e os franqueados.Em 2013, todas as lojas estarãointegradas no projeto dereciclagem de resíduos”, revelouRebeca. Segundo ela, as transportadorasincluíram o retornodas embalagens em seus custos.No último estudo de caso,Fabio Hara, gerente de compras,compliance, soluções e sustentabilidadeda Alcoa, abordou asestratégias sustentáveis daempresa, que é uma multinacionalprodutora de alumínioprimário e produtos de alumíniotransformados.A Alcoa desenvolveu umPrograma de Sustentabilidadeem Compras e Contratações emparceria com a Ethos. Uma dasestratégias foi mapear a cadeiade fornecedores para identificaçãode potenciais riscos emelhores práticas. Também foramavaliados os aspectos legais nocadastramento do fornecedor eos riscos em sustentabilidade.“Somos responsáveis individualmentee em equipe por nossocomportamento, bem como pornossas ações e resultados”,ressaltou Hara. Segundo ele, paraser sustentável na cadeia de valoré preciso diálogo entre as partesinteressadas, transparência eresponsabilidade, além desincronização entre as áreas.Logística Reversa eSustentabilidadeLogística Reversa eSustentabilidade foi o temaabordado por Maricê Balducci,consultor e professor de logísticada Fatec de Americana, SP.Ele lembrou que os produtoscomercializados podem passarpor logística reversa por diversosmotivos: erros no pedido, reparosou manutenção, reciclagem oudescarte adequado. Segundo ele,o ideal é quando os resíduos sãousados como suprimento paranovos produtos. A afirmaçãoacabou ocasionando um comentáriode Carlos Pedro Staudt,consultor em sustentabilidade,que estava na plateia e salientouque o ideal mesmo é que sediminua o consumo.Balducci também expôs queo trabalho com resíduos requercuidados, um conjunto deatividades que possa extrair oque eles têm de mais importante.“Depois de duas décadas deespera, surgiu a Lei 12.305, de2 de agosto de 2010, sobre apolítica Nacional de ResíduosSólidos, que instituiu a responsabilidadecompartilhada pelo ciclode vida dos produtos, envolvendofabricantes, importadores,distribuidores, comerciantes econsumidores”, lembrou.O planejamento estratégico doBrasil até 2022 é alcançar a metade 30% de reaproveitamento dosresíduos.Uma das grande questõesapontadas pelo profissional emsua palestra foi “quem paga aconta?”. “A tendência é que ossetores se organizem. O valor doproduto deve incluir o investimentoem logística reversa.Não é a sociedade que devepagar”, disse o consultor.Segundo ele, o grande desafiodo momento é que a matériaprimapara o canal reverso dopós-uso está nas áreasurbanizadas, gerando custos deinstalações. Uma das soluçõespara esse problema, apontadapor Balducci, é a máquina delogística reversa. O próprioconsumidor coloca a embalagemna máquina, que transforma oresíduo em algo de valor. “Assim,diminuem-se as áreas de armazenagem,triagem e separação.A previsão é de que em novembrode 2011 tenhamos aproximadamente130 máquinas dessasespalhadas pelo país”, disse.Por fim, um comentário vindoda plateia ressaltou que muitaspessoas pensam que as indústriasganham com a reciclagem, mas,no caso de a ação não ser onegócio da empresa, há muitosgastos com o processo. Porexemplo, o Banco Real, querecolhe pilhas e baterias.EmpregabilidadeAssunto em voga, a falta demão de obra para a cadeia desuprimentos e logística rendeudiscussões acaloradas e bemembasadas no evento. O primeiroa falar do assunto foi AdalbertoPanzan, presidente do Conselhode Administração da Aslog –Associação Brasileira deLogística, que ressaltou que nãofaltam profissionais, mas, sim,profissionais qualificados para osetor. E foi além: faltamprofissionais qualificados paratodos os setores, no mundo todo.Segundo Pesquisa Anual deEscassez de Talentos daManpowerGroup, as funções detécnicos em produção, operações,engenharia e manutenção,seguidos por engenheiros emotoristas, são as que apresentammaior déficit de profissionais.De acordo com a pesquisa,57% dos 876 empregadoresbrasileiros ouvidos pelo estudoencontram dificuldade empreencher funções e posiçõescríticas dentro de suasorganizações.Panzan apontou os seguintesmotivos prováveis para estasituação: analfabetismo funcional,ou seja, as profissões dehoje são muito mais complexas edemandam aptidões distintas dastradicionais; formação deficiente,


42 | edição nº113 | Jul | 2011 |Logística & Meio Ambientenotadamente em linguagemescrita e falada, raciocínio lógico,comunicação interpessoal econhecimentos gerais; e multifuncionalidadedo trabalho,interdisciplinaridade, trabalho emgrupo, pressão por resultadosmelhores e mais rápidos.As soluções adotadas, naopinião do palestrante, envolvemeducação: fortalecimento doensino fundamental; e trabalho:formação interna na prática,rotação das atividades e conhecimentocomo diferencial de valor.Por isso, Panzan destacou quea Aslog oferece o portal Log Talentos,com mais de 6.500 currículosde profissionais, estagiários eportadores de deficiência paraauxiliar nessa questão. “O problemaé que as empresas não querempagar para consultar o banco decurrículos”, disse. A Associaçãotambém oferece a certificaçãoTécnica em Logística, compostapor cinco módulos de 80 horas detreinamento, mas, novamente, asempresas não estimulam. A maiorprocura é por independentes.Além disso, a Aslog organizapalestras em faculdades euniversidades, mas esbarranovamente nas empresas, quenão utilizam os currículos do LogTalentos. Por último, há os cursosportáveis digitais, com 12 vídeosaula.“Ou seja, só não aprendequem não quer”, finalizou Panzan.Na sequência, José AraújoChina da Silva, presidente daUNICAM – União Nacional dosCaminhoneiros, mostrou um vídeode entrevistas feitas commotoristas, empresários do setore Flávio Benatti, presidente daNTC&Logística. Os motoristasreclamam das condições daprofissão e do baixo salário, osempresários anunciam que hávagas e Benatti incentiva melhorescondições para o trabalho nosetor. “Em breve, todos entenderãoa importância da profissão.O caminhoneiro também precisamudar, se profissionalizar. Poroutro lado, também há problemasde infraestrutura que prejudicamas operações”, disse no vídeo.Já entre as razões para afalta de mão de obra qualificadano país, China apontou: elevadotempo de espera para carga/descarga nos principais portos,terminais e armazéns; excesso deGestão sustentável de frotasO gerente de inovação em serviços e sustentabilidadeda Ecofrotas, Rodrigo Somogyi, abordou a importância daconvergência entre o econômico e o ecológico na gestãosustentável de frotas. A empresa administra 321.000veículos e 6.000 empresas, oferecendo sistema de controlede utilização de combustíveis renováveis, relatórios deinteligência de frota – emissão de CO 2, influênciacomportamental – condutores conscientes, sistema delogística reversa de peças e certificação de rede de postos eoficinas.Ele explicou que 90% das emissões do segmento detransporte são do modal rodoviário, e, segundo projeções,até 2050 o índice será o mesmo. Por isso, o inventário deemissões de GEE – Gases de Efeito Estufa é o primeiropasso para o processo de gestão das emissões. Com agestão sustentável da frota, as empresas tiveram umaredução de custos de 13%.Questionado sobre outras ações, além do controle deemissões de gases, Somogyi disse que a empresa vemtrabalhando para compor o portfólio com novas soluçõessustentáveis para o cliente.peso, comprometendo a segurançado transporte; sucateamentoda frota; e falta de condições detrabalho (infraestrutura viária,postos de abastecimento).“O perfil do caminhoneiroprofissional está mudando noBrasil, entretanto, não hádisponibilidade de profissionaisqualificados no mercado, comestimativa de déficit de 120 milmotoristas”, expôs o palestrante.De acordo com China,algumas das soluções apontadaspelo setor para maior atratividadena profissão são: incremento dosconvênios com o Serviço Socialdo Transporte, Sest/Senat , paratreinamento dos transportadoresautônomos/motoristas; busca deuma maior facilidade de créditoao transportador autônomo(comprovação de renda); maiorsegurança para o caminhoneiro;melhor remuneração para ocaminhoneiro autônomo; melhorinfraestrutura nas rodoviasconcessionadas e nãoconcessionadas; e maior efetividadedo Procaminhoneiro.Logo após, Daniella Wakami,da área de recursos humanos daLibra Logística – Grupo Libra, deuum belíssimo exemplo de como otrabalho em conjunto entreprofissionais e empresa poderesultar em benefícios paraambos, fechando o assunto, e oevento, com otimismo.Com a dificuldade na contrataçãode mão de obra qualificada,o setor de RH daempresa procurou o Sest/Senate implantou, junto com universidadese comunidades carentes, oProjeto Capacitação, em trêsmódulos, para formação demotoristas. Os interessadospassam por treinamentos eparticipam das reuniões daempresa. Ao fim, têm direito àformatura, como parte doprocesso. “Também acompanhamoso profissional por trêsmeses e realizamos reuniõesperiódicas com cada grupoformado, para alinhamento dasexpectativas”, disse Daniella,lembrando que há, ainda, planode carreira, pois a Libra possuitrês tipos de motoristas.Com o projeto, a companhiadiminuiu em 35% os custos derecrutamento na empresa, 30%no absenteísmo, 40% no indicativode turn over e aumentou em40% a eficiência operacional.A primeira turma já tem umano, e o profissional formadoprecisa ficar pelo menos um anona empresa. “Valorização é maisdo que aumentar o salário, é tero motorista como profissionalinterno”, finalizou. ●NotíciasRápidasJadLog fazparceria com TotalLinhas AéreasA JadLog (Fone: 113932.3900) acaba de fecharparceria com a Total LinhasAéreas para utilização daaeronave ATR 42-500,modelo com capacidade detransporte de até cincotoneladas, em uma operaçãodedicada. Esta aeronave,a primeira desse modeloexclusivamente cargueirano Brasil, vem para fortaleceruma operação de 31aviões da frota da JadLog –a maioria Cessna GrandCaravan –, atendendodiretamente às cidades dePorto Alegre e Curitiba,além de conexões comgrandes cidades dosestados do Sul. O ponto departida e de chegada emSão Paulo é o aeroporto deJundiaí, onde a JadLogmantém um hangar ecentraliza os despachos deremessas expressas paratodo o território nacional.Coopadubo adquire13 caminhões VWConstellationA Coopadubo – CooperativaMista e de Transportes deFertilizante, Sal Corrosivos eDerivados do Litoral (Fone:41 3423.2844) adquiriu 13caminhões modelos VWConstellation 19320 e 13caçambas Facchini de 25m³, somando 365 veículosdestinados ao transporte defertilizantes em Paranaguá,PR. Foram investidos R$ 4milhões por meio de linhade crédito da Caixa paraFinanciamento de Máquinase Equipamentos (Finame).A Cooperativa faz o transportede cargas de fertilizantesna área primária doPorto de Paranaguá.


44 | edição nº113 | Jul | 2011 |MultimodalTransporte e armazenagemEletroeletrônicos:uma logística envoltaem tecnologiaPor atuar com equipamentos que envolvem tecnologia, a logística neste setor implica em cuidadosespeciais não somente no transporte e na armazenagem, mas, também, quanto à prevenção de roubos,o que, por outro lado, acaba exigindo um Gerenciamento de Risco acurado.A logística do setor de eletroeletrônicos apresenta características próprias: além de acarga ser visada, há, também, problemas de coleta e entrega em portos e grandes redesAEletros, entidade quereúne os fabricantes dosetor de eletroeletrônicosinstalados no país, projeta para2011 um crescimento de 15%em eletrônicos, 10% no setor deportáteis e 7% na chamadalinha branca (fogões, geladeiras,lavadoras e freezers).Tais perspectivas, obviamente,exigem mais dos OperadoresLogísticos e das transportadorasque atuam na área de eletroeletrônicos,tanto em termos deinfraestrutura quanto deexpertise.Mas, além de enfrentar oaumento da demanda destesequipamentos – em razão doaumento de renda da populaçãobrasileira –, os OLs e transportadorastambém precisam seadaptar a uma logística diferenciada,característica do setor.“Os produtos eletroeletrônicosrequerem um tratamentoespecial durante as operaçõesde armazenagem e distribuiçãopara garantir visibilidade,segurança e rastreamento emtodas as etapas da cadeialogística”, destaca Lauro FelipeMegale, diretor de planejamento& marketing da Atlas Transportes& Logística (Fone: 11 2795.3100).Abilio Neto, integrante dadiretoria da Brasiliense Cargo(Fone: 19 2102.4900), aponta,também, que a logística nestaárea exige todos os cuidadosnecessários para que possa sergarantido o transporte damercadoria de forma correta,exigido pela fiscalização e com asegurança que o setor de eletroeletrôniconecessita para estetipo de transporte – “por setratarem de produtos frágeis, éessencial ter cuidado no manuseioe na acomodação da carga, bemcomo é fundamental agilidade emtodo o processo logístico, pois oprazo de vencimento é curto namaioria dos produtos”, completaRosane Maciel da Maia, dodepartamento comercial daCooperativa dos Transportadoresdo Vale – Cootravale (Fone: 473404.7000).Pensamento semelhante temAndreia Tresoldi, gerentecomercial do Centro LogísticoEichenberg e Transeich (Fone: 513023.1000). Segundo ela, primordialmente,a diferença na logística,nesta aera, é o cuidado como manuseio da mercadoria e ogerenciamento de risco notransporte como um todo.“O cuidado no manuseio éimportante devido à fragilidadedos produtos eletrônicos e,assim, caminhões com suspensãoa ar são primordiais para queseja minimizada a trepidação notransporte rodoviário.”O gerenciamento de risco(monitoramento e rastreamentovia satélite) e sistema de segurançana armazenagem (CFTV –Circuito Fechado de Televisão,segurança armada, banker) –ainda segundo Andreia – sãofundamentais para garantir asegurança dos materiais, devidoao alto valor agregado. Aliado aisto é necessário alto investimentoem tecnologia e treinamentosintensivos para o sucesso destasoperações. A gerente comercialdo Centro Logístico Eichenberg e


| edição nº113 | Jul | 2011 |45Transeich conclui sua explanaçãodizendo que outro fator importantese refere à pontualidadenas entregas do e-commerce,que devem ser respeitadas paraa garantia do produto.Irineu Moreno, representantecomercial sênior, e Marcio Bueno,gerente de riscos, da IntermodalBrasil Logística (Fone: 11 2696.2230), ressaltam que há, nosetor de eletroeletrônicos, umalogística diferenciada de outrosprodutos como, por exemplo,produtos alimentícios: no casode eletroeletrônicos, os valoresde notas fiscais são expressivos,o que exige manuseios, paletizaçãoe cuidados pertinentes àoperação.Também são exigidos colaboradoresdo setor operacionalespecializados na separação,cross-docking, agendamentos,operação “PEPS” – primeiro queentra, primeiro que sai –,sistema Just in time, separaçãopor produtos e toda a logísticavoltada para esse tipo de produto.“Com a ampla oferta deaparelhos eletroeletrônicos comas mais variadas especificaçõestécnicas, marcas e modelos (altoíndice de SKUS = Stock KeepUnit = Unidade mantida emestoque), para atender aosgrandes embarcadores ‘playersdeste segmento’, os operadoreslogísticos são desafiadosa trabalhar com excelência aolongo de todo o processo, a iniciarpela coleta dos produtos, conferência,segregação e destinaçãodentro do armazém, precisão narealização de picking, elaboraçãodo roteiro de entregas e, por fim,no seu acondicionamento dentrodos veículos transportadores.”Ainda segundo os representantesda Intermodal, o gerenciamentode risco para eletroeletrônicosprecisa mitigar os riscos,desde o processo de comunicaçãoentre o embarcador, OperadorLogístico e os demais agentesintervenientes (gerenciadoras derisco, empresas de escolta, etc.),até a conclusão operacionalpara a sua entrega.“Fundamentalmente, podemosdizer que o diferencial dalogística neste setor em relaçãoaos outros é ter um alto grau deadesão à malha de distribuiçãodo setor e um eficaz processo degestão de risco, atuando deforma preventiva e respeitandoo dinamismo deste segmento”,emenda Omar Passos, diretor deEntre osprincipaisaspectos quecaracterizam aoperaçãologística deeletroeletrônicosestá a segurançareforçada nosdepósitos e nostransportesoperações da Elog - Columbia -EADI Sul (Fone: 11 3305.9711).“Além de uma gestão de riscosespecífica e sofisticada (envolvendomotoristas e veículos), alogística nesta área pressupõeque a informação deve fluir deforma rápida e eficiente (temporeal), incluindo o POD (comprovaçãode entrega)”, completaFernando Camargo, gerente detransporte da ID Logistics (Fone:11 3908.3400).


46 | edição nº113 | Jul | 2011 |MultimodalPósitron: ênfase no transporte aéreoEspecializada no fornecimento de soluções em telemática,infotainment, conforto e segurança para a indústria automotiva,a Pósitron (Fone: 0800 775.1400) considera, sob a ótica deHudson Dorigan, gerente de Supply Chain da empresa, que osetor exige uma logística de transporte rápida e segura. Eledestaca que geralmente se trabalha com produtos de alto valoragregado e de repasse fácil, o que torna os produtoseletroeletrônicos visados para roubo. Sendo assim, esse setor seutiliza muito do transporte aéreo.“Porém, como temos nossa fábrica em Manaus, AM, o maiorproblema que enfrentamos é a falta de oferta de vôos, o queacaba trazendo custos maiores para o transporte e dilata otempo de entrega”, acrescenta.Mas, ele faz questão de destacar que as transportadorasque atendem a Pósitron têm tentado fazer acordos com ascompanhias aéreas para melhorar a disponibilidade de espaço,mas como a oferta é escassa para todos, isso não resolvecompletamente o problema.Por outro lado, Dorigan diz que a nova lei de resíduos só geraimpactos positivos a Pósitron, “porque sempre seguimos alegislação aplicada ao tratamento dos resíduos, como controlede remessas, licenciamento ambiental, relatórios ao IBAMA eoutros órgãos governamentais e, portanto, para nós, a PNRS évista como positiva, porque já faz parte dos nossos valoresinternos.”Quanto à logística reversa, ele diz que há dificuldade na suaimplantação, pois como a fábrica se encontra em Manaus e amaior parte de fornecedores e clientes se encontra em outrasregiões, isso dificulta a adoção dessa estratégia, pois encarecemuito o transporte de embalagens retornáveis. “Porém, apesardo exposto, seguem alguns exemplos do que utilizamos. No casode fornecedores e/ou clientes locais, usamos caixas plásticasretornáveis para o recebimento de matéria-prima (no caso defornecedores) e para o envio de produto acabado (no caso declientes). Quando estamos recebendo/entregando uma cargadessas, já fazemos a troca de caixas vazias pelas cheias, ouseja, aproveitamos o mesmo caminhão da entrega para adevolução de caixas vazias. Para a devolução ao fornecedor decarretéis plásticos utilizados no transporte de fios elétricos até anossa fábrica em Manaus, utilizamos os espaços vaziosexistentes nos contêineres de entregas a clientes e que nãopodem ser preenchidos por limitação de empilhamento máximo.Resumindo, usamos um espaço que seria desperdiçado em umcontêiner e que acaba sendo preenchido com uma carga dedestino totalmente diferente”, completa.“Os principais aspectos quecaracterizam a operação logísticade eletroeletrônicos são asegurança reforçada nos depósitose nos transportes e a intensademanda dos clientes por informaçõespermanentes relativas atodo o processo de entrega”,acrescenta Clovis Travassos,diretor geral da TGestiona(Fone: 0800 777.2284).Também na visão de AlessandroPanzan, executivo de logísticado Expresso Jundiaí Logística eTransporte (Fone: 11 2152.6000),a principal diferença da logísticaneste segmento aparece nopróprio produto transportado.Ou seja, estamos falando de umtransporte de alto valor agregado,que exige um monitoramentoeficaz desse tipo de carga desdea coleta até a entrega.Cristiano Koga, diretor devendas e engenharia da PenskeLogistics (Fone: 11 3738.8200),também destaca o fato de ser umsegmento que demanda muitarapidez na distribuição, porqueestamos lidando com produtosde tecnologia que atendem a ummercado em constante inovação,ou seja, os produtos precisamchegar ao mercado rápido, antesmesmo que sejam ultrapassadospor outra tecnologia.Alexandre Naves, gerentecomercial da Libra LogísticaCampinas (Fone: 19 3322.0100),também ressalta que a logísticano setor exige excelente nível deserviço, pois, pelo alto valoragregado, as empresas adquiremnormalmente sob demanda.“Deste modo, agilidade dooperador, confiabilidade/rastreabilidade e custo competitivosão característicasfundamentais para que umaempresa seja elegível a trabalharneste setor. Existe um alto valorinvestido de infraestrutura paragarantir a segurança daarmazenagem e do transportedestes itens.”De fato, segundo HugoZierth, gerente de RI (Relaçãocom Investidores) da TegmaGestão Logística (Fone: 114346.2500), pelo fato de se terprodutos de alto valor agregado,o custo do estoque é um pontobastante relevante para o cliente.Desta forma, a cadeia logísticadeve ter um alto grau de eficiência,fazendo com que o planejamentologístico, aliado a processose ferramentas de tecnologiada informação, tenha um papelfundamental. As característicasdeste segmento demandampadrões elevados de armazenagem,manuseio, transporte egestão a um custo competitivo.Ainda segundo Zierth, omercado de bens eletrônicos éextremamente dinâmico eapresenta elevado grau decompetição, fazendo com que oOperador Logístico seja capaz degerenciar um grande número deSKU’s.Há, ainda, neste setor, algunsdiferenciais não citados, como osapontados por EmersonStabenow, gerente de logísticada UPS SCS Logística – Brasil(Fone: 11 3218.1000): em algunscasos, as peças necessitam decontrole de temperatura eumidade e o ambiente deve serpreparado para proteger osequipamentos/peças daeletricidade estática (mantas,piso, pulseiras, etc.).TendênciasDiante do apresentado pelosrepresentantes das empresas,quais as tendências no setor deeletroeletrônicos?Com uma visão pelo lado dademanda, e retornando aoscomentários do início destamatéria especial, Passos, daColumbia, diz que, em função daevolução do poder aquisitivo dasclasses C e D no mercado brasileiro,atrelado a uma taxa de dólarfavorável à importação, há umaforte tendência de crescimentoneste setor, exigindo uma capacidadecrescente de infraestruturaque apoie tal crescimento.Este é o mesmo raciocíniode Megale, da Atlas, para quem,outro fator que contribuirá para aexpansão é o incremento dasvendas na modalidade B2C.“A tendência é que haja umcrescimento do comércio eletrônico,pelo aquecimento da economiabrasileira, pela praticidadeda compra, pelo crescimento dageração Y com decisão de comprae pelo custo final menor emalgumas compras realizadas nas


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48 | edição nº113 | Jul | 2011 |Multimodallojas virtuais”, emenda Travassos,da TGestiona.E, além do e-commerce,Camargo, da ID Logistics, apontaainda como tendência a distribuiçãourbana em domicílio, sendocomplementado com outro pontode vista, agora de Paulo Tigevisk,gerente de marketing e vendas daBrasilmaxi Logística (Fone: 112889.6178): “a tendência é decrescimento, pela diversidade econstante lançamento de produtos”.E Rosane, da Cootravale,também tem visão semelhante:devido à concorrência entreempresas no ramo e ao aumentoda demanda dos consumidores,sem dúvida a tendência no setorde eletroeletrônicos é aumentar oconsumo com produtos cada vezmais inovadores e diversificados.Stabenow, da UPS SCSLogística, também vê a tendênciade alta para o setor em todas asáreas da indústria de eletroeletrônicos,porém, de acordo com ele,os segmentos ligados àtecnologia são os que mais estãoapostando na logística reversa.Ao lado de um maior dinamismoem lançamentos, CelsoRicardo Damasceno, diretorcomercial da Krüger Conventos(Fone: 51 3021.2500), tambémaponta a obsolescência dosmesmos. E ainda fala em fusõesentre grandes fabricantes, assimcomo entre os recebedores.Naves, da Libra Logística, vêas tendências por outra visão: omercado de eletroeletrônicosegue em expansão e a oferta denovos produtos cresce a cada dia.Por esta razão, e como meio desuprir a demanda dos fabricantesnacionais e internacionais instaladosno país, fornecedores departes e peças do setor vêmbuscando área e equivalência deregime tributário. O objetivo éque suas empresas se instalemaqui e possam garantir um melhorabastecimento e, assim,conquistar uma importante fatiado mercado de consumo deeletroeletrônico no país.Ainda em termos de tendências,Diego F. Mouret, diretorcomercial da MetrolopolitanLogística Comercial (Fone: 113683.7022), revela que asempresas que atuam neste setorcada vez mais tendem a terceirizaras suas operações de logística,Intelbras: valorização da parceria com a transportadoraAtualmente, com a concorrência muito maisacirrada, quando os custos falam cada vez maisalto, a logística está se tornando um fatordecisivo para o sucesso de muitas empresas.No Brasil, em geral, a logística sempre ficou umtanto quanto esquecida, e agora que asindústrias estão chegando ao limite da buscaincessante por custos fixos, de produção e dematéria-prima extremamente baixos, sem podercomprometer a qualidade de seus produtos, alogística passou a ser a “bola da vez”.A avaliação é de Allan Felipe Danker,gestor de transportes da Intelbras (Fone: 483281.9500), uma empresa com capital 100%nacional que atua em três áreas: telecomunicações,informática e segurança eletrônica.“Podemos dizer que as maiores exigênciasdesse mercado se concentram em um pilarcomposto por: nível de SLA (qualidade,agilidade e pontualidade nas entregas), preçose controles de custos. Precisamos estar cadavez mais integrados com esses três aspectospara alcançarmos o sucesso de uma logísticaeficaz”, afirma ele, com a sua experiência comoembarcador.Aliás, Danker diz que a parceria e afidelização do transportador por parte dosembarcadores é fator chave para a solução dosproblemas enfrentados. Muitas empresas,buscando sempre reduzir custos logísticos,aplicam o leilão de mercado, pulando semprede transportador para transportador semfidelizá-los. “Na Intelbras temos uma políticadiferente, que, por sinal, vem sendo umavertente do mercado, onde procuramos semprevalorizar a parceria com a transportadora.Atualmente fidelizamos nossa transportadoraatravés do fechamento de contratos, garantindocom isso um volume mensal e sempre comexpectativa de crescimento. Acreditamos quedessa maneira a transportadora passa aentender que tem uma grande responsabilidadeno processo e, com isso, sabendo das dificuldadesque ambos temos, desenvolvemos emconjunto as soluções para os problemas dequalidade e custo”, afirma o gestor detransportes da Intelbras.A propósito dos problemas enfrentados,ele salienta que, em um país com mais de1.300.00 km de rede rodoviária, onde 30%estão muito danificados pela falta de conservaçãoe apenas 140.000 km (10,76%) estãopavimentados, a logística se torna uma missãomuito difícil, pois os gestores dessa área têmde procurar inúmeras alternativas para atenderao mercado. “Como vendemos para o paísinteiro, um dos maiores problemas é o prazo deentrega: precisamos diariamente controlá-lo,pois é a agilidade desse processo que ajudaráo nosso cliente a girar a mercadoria adquirida erepor um novo pedido em um menor espaço detempo.”Danker: noBrasil, em geral,a logísticasempre ficou umtanto quantoesquecida, masagora passou aser a “bola davez”Outro problema apontado por Danker éo custo. Num país onde não há uma boainfraestrutura rodoviária, baixo investimentoem capacitação profissional e aumentosconstantes de insumos, esse fator é muitoinconstante e determinante para as empresas,tanto para embarcadores quantotransportadores.PNRSJá falando sobre a PNRS – PolíticaNacional de Resíduos Sólidos, o gestor detransportes diz que o impacto dessa políticanas operações da empresa é enorme, tanto nooperacional quanto em custos. “Porém, esse éum caminho do qual as empresas não poderãofugir, ainda mais nesse ritmo desustentabilidade que estamos atravessando,quando preservar o meio ambiente se tornouum diferencial de mercado, também para os olhosdos consumidores. Atualmente disponibilizamosaos clientes e sem custo a coleta dos nossosprodutos para descarte, porém a solicitaçãodeve partir deles, pois ainda não possuímosuma política em funcionamento para esse tipode logística reversa. O nosso departamento deGestão da Qualidade já está realizando asanálises para nos adaptarmos 100% eimplantarmos essa operação.”Danker diz ainda que a logística reversa éum dos assuntos mais delicados quando setrata de transportes, pois geralmente éanalisado somente como custo direto, emmuitos casos, um custo elevadíssimo. “Por setratar de um segmento que ainda está sedesenvolvendo, possuímos poucas empresasespecializadas, e as transportadoras que fazema distribuição acabam por ter que realizar essaatividade. Mesmo considerando essa umaatividade difícil de ser realizada e que geratranstornos e prejuízo, grande parte dastransportadoras só a faz para atender esatisfazer aos seus clientes. É devido aesses problemas que cada empresa procurainovar e fazer a sua logística reversa da melhormaneira possível. A Intelbras realiza a logísticareversa apenas de produtos para AssistênciaTécnica”, completa.


| edição nº113 | Jul | 2011 |49buscando atender às necessidadesdo seu consumidor, principalmenteos clientes do e-commerce. “Neste canal, o SLA(Service Level Agreements, ouAcordo de Nível de Serviço) deatendimento faz toda a diferença,costumamos dizer que esteconsumidor faz a chamada‘compra por impulso’. Assim, aentrega deste produto precisater um prazo agressivo, evitandoo cancelamento do pedido.”Zierth, da Tegma, tambémressalta que uma tendência é oaumento da terceirização dosserviços logísticos por parte dosfabricantes, que buscam cada vezmais focar no seu core business edelegar a gestão logística paraos operadores. Outra tendênciaé a concentração das operaçõesnum único player, capaz deintegrar todas as etapas dacadeia logística, o que, além dediminuir as etapas desta cadeia,permite maior controle doprocesso e, também, agregarnovos serviços, como amontagem de kits. “Em relaçãoao processo operacional,acreditamos no aumento dademanda por informações emtempo real e no maior controleem cada uma das etapas dacadeia logística”, completa ogerente de RI.Abilio Neto, da Brasiliense,também fala especificamente dalogística: “sabemos que trabalharcom grandes estoques não émais a tendência das empresas.Portanto, as áreas de compras xprodução x estoque trabalhamem Just in time para evitar custosextras na produção. Entender oprocesso e contribuir para o seusucesso é papel do parceirologístico para com o seu cliente.“Notamos que o abastecimentodo comércio deeletroeletrônicos segue atendência da entrega depequenos lotes, pois as lojasnão mantêm grandes estoques,como o comércio de forma geral”,completa Giuseppe LumareJúnior, diretor comercial daBraspress Transportes Urgentes(Fone: 11 2188.9000).“A tendência está muitoforte no e-commerce e, por isto,as empresas de logística devemestar cada vez mais focadas noatendimento e na agilidade naentrega dos produtos”, emendaoutra profissional do setor,Andreia, do Eichenberg eTranseich. Por sua vez, WanderleiFassina, diretor da ArmazénsGerais Fassina (Fone: 13 3298.3000), aponta, como tendência,a manutenção do alto nível demovimentação decorrente domomento econômico e consequenteconsumo interno.Julhiano Bortoncello, diretoradministrativo e de operaçõesda Transportadora Plimor (Fone:11 2131.8000), lembra que, alémdas medidas tomadas pelastransportadoras de excelência,os fabricantes de eletroeletrônicostambém estão investindo nodesenvolvimento de embalagenspara facilitar o manuseio e darmaior segurança ao transportedas mercadorias. “Em parte,esta preocupação ganhoureforço com o advento eaquecimento do e-commerce,uma vez que as vendas estãosendo cada vez mais feitasdiretamente ao consumidor, semprecisar de uma loja que faça aintermediação e se responsabilizepela integridade do produto”,completa.Pelo seu lado, RodriguesCosta, gerente de transportes daIntermaritima Terminais (Fone:71 3443.3500), faz uma análiseregional: “na Bahia, temos umagrande perspectiva de incrementono polo de informática de Ilhéus”.Koga, da Penske Logistics,também vai por esta linha deraciocínio. Segundo ele, entre asprincipais tendências está aregionalização de galpões eCentros de Distribuição, emconsequência do aumento deconsumo em outras regiões dopaís (Norte e Nordeste). Outratendência forte neste segmento– ainda segundo ele – é acontínua entrada de novos concorrentesno mercado, principalmenteempresas asiáticas, o queaumenta a demanda de Opera-


50 | edição nº113 | Jul | 2011 |MultimodalDamasceno, da Krüger:entre os problemaslogísticos do setor está aimposição de "multas" poracordos de níveis deserviços entre embarcadorese recebedoresdores Logísticos preparados.Por sua vez, Panzan, doExpresso Jundiaí, destaca quenão existe uma tendência deforma geral. O que cada vez maisas transportadoras terão que seatentar é em relação ao monitoramentoe à segurança dessetipo de carga. Também por servisada por quadrilhas nas estradas,é de suma importância quese invista em tecnologias queinibam qualquer ação criminosa.“De certa forma, quem fizer issoirá se destacar nesse mercado,pois será uma forma de balizar osegmento. Ou seja, quem nãocontar com a ‘expertise’ donegócio será naturalmentedeixado de lado”, avisa oexecutivo de logística.Problemas esoluçõesAlém dos já fartamentemencionados problemas derestrições de horários e decirculação em algumas cidades,bem como os de má conservaçãodas estradas brasileiras e de faltade infraestrutura logística, quaisos problemas logísticosenfrentados no segmento deeletroeletrônicos? E as soluções?Megale, da Atlas, informaque o valor agregado destesprodutos exige um elevado nívelde controle e sistemas desegurança que evitem perdas,desvios e avarias, dado o nível desensibilidade das mercadorias.A redução nos prazos de entregamotivada pelas vendas B2C e aimportância da logística reversatambém são fatores de atenção,segundo ele.Para o diretor de planejamento& marketing da Atlas, a indústriaeletroeletrônica precisa firmarcontratos com operadores quepossuam expertise em operaçõesde alto valor agregado eintegração nos ciclos de administraçãodos pedidos, separação,expedição e distribuição, buscandoatender às exigências de prazodos clientes finais a custoscompetitivos.Já Tigevisk, da Brasilmaxi, dizque, além de a carga ser visada,enfrentam também problemas decoleta e entrega em portos egrandes redes. “Segurança é umfator público, exige grandesações do governo e sociedade.Quanto à questão de coletas eentregas, seria um empenhomaior de toda a cadeia paramelhoria no processo”, apontacomo soluções.Na visão de Andreia, doEichenberg e Transeich, os picosde movimentações podem serconsiderados problema para oatendimento nos prazos,principalmente em grandes datascomemorativas, como no Natal.As soluções neste caso, segundoela, são investir em novas tecnologiaspara garantir a segurançana cadeia logística, constantetreinamento para que a informaçãoesteja disponível a cada etapado processo e hubb em pontosestratégicos para o rápidoescoamento das mercadorias.Damasceno, da Krüger Conventos,por sua vez, apresentauma ampla lista de problemaslogísticos enfrentados no setor:forte sazonalidade de vendas emfinal de mês; prazo para resoluçãode ocorrências junto aosrecebedores muito extenso;custos logísticos (ex.: maiortempo de espera em filas dedescarga, recebedores com"janelas de recebimento" limitadas);imposição de "multas" poracordos de níveis de serviçosentre embarcadores x recebedores(muitas vezes inexequíveis).A principal solução, segundo odiretor comercial, seria estabelecerrelacionamento mais colaborativoentre embarcadores e OL/transportadoras. Além disso,pressão da indústria para desconcentraro faturamento de final demês e criar modelos de tabelas/tarifas que favoreçam essasações colaborativas.Passos, da Columbia, destacaque, atualmente, os problemas seconcentram nos elevados custosenvolvidos no gerenciamento derisco, em função da especializaçãode quadrilhas, na evoluçãodas opções de modal, principalmentepara atender as regiões Ne NE, aliado à falta decapacitação de operadores.“A maior oferta de serviçoscertamente melhora as condiçõesdos players atuais, repassandotais benefícios para os clientesdo segmento”, acrescenta odiretor de operações, complementandoque as soluçõespassam pelo foco na disponibilizaçãode infraestruturas paraatender à crescente demanda,forte domínio na gestão dasdiversas malhas de distribuição econstantes investimentos emtecnologia para gestão de riscosem transportes. Ainda comosoluções – continua Passos –,empresas estudam a pulverizaçãode estoques em CDAs (Centros deDistribuição Avançados), nosentido de minimizar a concentraçãode riscos, reduzir o “leadtime” de entregas e custos comBortoncello, da Plimor:fabricantes de eletroeletrônicosestão investindono desenvolvimento deembalagens para facilitar omanuseio e dar maiorsegurançaos transportes aos clientes finais(partindo de expedições maispróximas dos destinos finais).Panzan, do Expresso Jundiaí,também fala nas característicasda carga. Para ele, os problemasestão relacionados, principalmente,à armazenagem e aomanuseio desse tipo de carga.Como já mencionado, esse é umsegmento de altíssimo valoragregado, e a fragilidade dosprodutos, se não manuseados deforma correta, pode afetar toda aoperação logística. Também háde se destacar as própriasembalagens desses produtos,que muitas vezes podem nãosuportar o transporte em nossasesburacadas rodovias. “Quandose fala em soluções, essa é umaquestão que a resposta apontapara um único tema: infraestrutura.Logicamente que a indústriaprodutora de eletroeletrônicosprecisa melhorar as embalagense, consequentemente, facilitar omanuseio e a armazenagemdesse tipo de carga. Por outrolado, de nada adianta tal soluçãose os problemas como estradasprecárias, altos tributos comopedágios e combustível continuarema afetar de forma significativao setor de transportebrasileiro”, completa.Já para o gerente comercialda Libra, a falta de infraestruturalogística segura (rodo-ferroviária),bem como os altos custos dosserviços nas zonas primárias sãoos principais problemas enfrentadospelo setor. “Para que possamosevoluir neste mercado seránecessário que a política econômicavislumbre investimentosque garantam a segurança dacadeia logística, bem como seatenham às oportunidades frenteà demanda de fornecedores como intuito de instalarem-se no paísde modo a estarem mais próximosde seus clientes (benefícios fiscaisna aquisição de áreas para instalaçãode polos industriais), etc.”,diz Naves.Outro tipo de problema éapresentado por Moreno e Bueno,da Intermodal: em função do altoíndice de roubo, as carteiras deseguros de carga são impactadase, como consequência, os prêmiosde seguros e as regras de gerenciamentode risco impostas pelasseguradoras têm exigido a


| edição nº113 | Jul | 2011 |51diminuição dos valores por embarque/porveículo, ou seja, se transportam os mesmosvolumes em mais viagens.Ainda segundo os representantes daIntermodal, as despesas de comunicação(links, satélites e de telefonia celular) sãoexpressivas na composição do custo daoperação, exigindo equilíbrio entre asestratégias aplicadas para mitigação dosriscos x tecnologias aplicadas. Os custospara manter as estruturas dos armazéns e/ou centros de distribuição em segurançaem locais de fácil acesso estão se tornandocríticos. Os espaços disponíveis estão cadavez mais longe dos grandes centros,completam, ressaltando que os OperadoresLogísticos dispõem de soluções para driblaras diversidades. Alguns são mais arrojados,outros não.Mouret, da Metrolopolitan, lembra queo elevado índice de sinistralidade é umproblema a ser combatido e o SLA pararealização da operação é geralmente “bemapertado”. Ainda segundo ele, paracombater a sinistralidade se faz necessárioum investimento maciço em equipamentose procedimentos de segurança e é precisoter uma equipe de GR atuante, para que oíndice de falha neste controle seja o menorpossível. Quanto ao SLA, se faz cada vezmais necessário um dimensionamento precisodo overhead para atender às necessidadesda operação. Um analista deplanejamento precisa acompanhar osresultados e trabalhar constantemente namelhoria dos processos.Para distribuição – completa o diretorcomercial da Metrolopolitan –, o grandediferencial está na roteirização dascargas, otimizando as entregas de acordocom a performance do motorista em umadeterminada região.A opinião de Koga, da Penske Logistics,não é muito diferente. Para ele, o principaldesafio está na rastreabilidade das cargas ena mitigação de roubos. Por isso émuito importante a capacitação de toda acadeia envolvida no armazenamento etransporte, para que haja uma gestão de riscorobusta.Como soluções, primeiro, adescentralização dos centros de distribuiçãocolabora nesta mitigação de riscos, já quetrechos menores de transporte minimizam aexposição dos produtos e a possibilidade deserem furtados.A rastreabilidade precisa ser tambémreforçada, com caminhões que possuamduplo, triplo rastreamento. Por último, éimportante investir na capacitação e notreinamento de motoristas para agir emsituações de riscos. Atitudes como não pararfora do ponto de checagem e não transitar ànoite podem fazer diferença na mitigação dorisco de roubo, aposta o diretor de vendas eengenharia da Penske Logistics.Dado ao crescimento da demanda porserviços logísticos, ocasionado não somentepelo aumento das vendas, mas, também,pela velocidade no lançamento de novosprodutos e por serviços como a logísticareversa, os operadores logísticos precisamse antecipar à demanda para atender demaneira eficiente às necessidades dos seusclientes. Assim, para Zierth, da Tegma, osoperadores logísticos devem atuar comoparceiros das empresas do setor de eletrônicos.Desta forma, é possível conhecer asnecessidades do cliente, identificaroportunidades e propor soluções.Bortoncello, da Transportadora Plimor,ressalta que, em função do crescimento do e-commerce, o grande desafio para astransportadoras refere-se à falta de dadospara um planejamento mais assertivo arespeito de fluxo de demanda. Outraquestão é o impacto no trânsito urbano, jáque as entregas estão cada vez maispulverizadas e necessitam se adequar àsnecessidades e aos horários dos clientes,gerando a necessidade de flexibilização dasentregas, resultando, também, em uma maiorfrequência da circulação de veículos nascidades.“É preciso investir na adequação da frotae roteirização eletrônica para este novoperfil de entrega – compatível com asentregas em trânsito urbano. Também, énecessário os embarcadores passaremmaiores informações sobre o fluxo dedemanda para as transportadoras conseguiremfazer um planejamento mais ajustadoàs necessidades dos clientes”, completa.Finalizando, Stabenow, da UPS SCS, dizque a falta de cuidado no manuseio/transporte dos produtos e roubos, principalmentenas importações, são grandesproblemas para esse setor. “Investir emembalagens mais resistentes é uma soluçãoefetiva para garantir a integridade deprodutos eletroeletrônicos.”


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| edição nº113 | Jul | 2011 |57NotíciasRápidas●Inovatech oferecesoftwares paragestão logísticaComo provedora de softwaresespecializados em logística, aInovatech (Fone: 11 3061.2443)atua com diversas soluçõesde Gestão, como WMS, fretespara embarcadores, frotas,pátio de contêineres e gerenciamentode performance dasoperações logísticas. Um dosdestaques é o WMS Inovatech,software completo e modularizadopara a gestão de armazénsque permite administrartodos os processos inerentesa uma operação logística,otimizando custos, incrementandoa produtividade ereduzindo tempos operacionaiscom aumento da acuracidadedos estoques. Já o KPIInovatech é um modelo deGestão de Movimentação quepermite medir, controlar,gerenciar e melhorar asoperações de movimentaçãointerna de materiais emCentros de Distribuição,Operadores Logísticos,indústrias e armazéns gerais.Por sua vez, o Sistema FretesInovatech permite a conferênciaeletrônica dos valoresemitidos pelas transportadoras,viabilizando a comparaçãodos preços negociadoscom os que foram cobrados.O sistema possibilita, além dorastreamento da rota e aintegração com os diversossistemas corporativos, ocálculo de fretes a partir dequalquer tabela e modalidadede fretes. Já o Frotas Inovatechpermite o controle de frotaspróprias e/ou agregadas,através do monitoramento dasoperações, programação demanutenções e gerenciamentodos custos de transporte.A empresa também oferececonsultoria em projetos deautomação comercial,industrial e logística edesenvolvimento de sistemas.


58 | edição nº113 | Jul | 2011 |MultimodalReconhecimentoInscrições para prêmios de Gestão daSupply Chain vão até setembroOSupply-Chain Council estápromovendo a edição 2011dos Prêmios de Excelênciaem Gestão da Cadeia deAbastecimento, cujo objetivo éincentivar o contínuo avanço dagestão da cadeia de abastecimentoa partir da troca deinformações entre as empresas.As categorias são: ExcelênciaOperacional, Avanço Acadêmico,Avanço Tecnologístico(metodologia ou produto).O Prêmio por ExcelênciaOperacional é aberto a toda equalquer organização (associadaou não do Supply-Chain Council)que tenha obtido melhoriasignificativa na performance desua Cadeia de Abastecimento,incluindo empresas de manufatura,varejo, atacadistas,prestadores de serviço eoperadores logísticos. O SCCsugere que as inscrições sejamfeitas com base em iniciativasou projetos específicos demelhoria da cadeia de abastecimento.O Prêmio por ExcelênciaAcadêmica na Cadeia deAbastecimento é aberto a toda equalquer organização depesquisa na área de gestão ouoperação da cadeia de abastecimento.Já o Prêmio por AvançoTecnológico na Cadeia deAbastecimento é aberto a todasas empresas fornecedoras desoluções tecnológicas quedemonstrem melhoria significativae comprovada naperformance da cadeia deabastecimento de seus usuários,incluindo fornecedores dehardware, software, integradoresde sistemas e consultores.Os ganhadores regionais emoperações, academia etecnologia competem pelosPrêmios Globais nas respectivascategorias, e avaliadores doSupply-Chain Council selecionamum Vencedor Global.O Prêmio Global de Excelênciaem Gestão na Cadeia deAbastecimento será entregue àorganização que fez a contribuiçãomais significativa para oavanço da disciplina durante oano anterior. Cada organizaçãopode submeter no máximo doisprojetos por localidade.Consultorias só podemparticipar do Prêmio ExcelênciaOperacional e/ou AvançoTecnológico em parceria comum cliente, que será consideradoo concorrente. A consultoriaserá relacionada comoorganização parceira em todasas publicações e apresentações.As inscrições vão até15 de setembro de 2011.O anúncio dos vencedores seráem outubro de 2011, e osvencedores globais serãoanunciados em fevereiro de2012. Formulários parainscrição: supply-chain.org/enter-awards.●A g e n d a A g o s t o 2 0 1 1FeirasFeipack – 5ª Feira SulBrasileira da EmbalagemPeríodo: 17 a 20 de agostoLocal: Pinhais – PRRealização:Diretriz EmpreendimentosInformações:www.diretriz.com.brFone: 41 3075.1100Embala Nordeste 2011– 6ª Feira Internacionalde Embalagens eProcessos Industriaisdo NordestePeríodo: 17 a 20 de agostoLocal: Recife – PERealização:Greenfield Business PromotionInformações:www.embalaweb.com.brFone: 81 3343.1101MissãoMissão TécnicaInternacional de LogísticaPeríodo: 14 a 19 de agostoLocal: Estados UnidosRealização: ILOSInformações:www.ilos.com.brmissões@ilos.com.brFone: 21 3445.3000CursosGerenciamento de Comprase SuprimentosPeríodo: 2 e 3 de agostoLocal: São Paulo – SPRealização:ILOG – Instituto Logweb deLogística e Supply ChainInformações:www.ilog.org.brfabia@ilog.org.brFone: 11 2936.9918Logística IntegradaPeríodo: 16 e 17 de agostoLocal: São Paulo – SPRealização: ILOGInformações:www.ilog.org.brfabia@ilog.org.brFone: 11 2936.9918Estratégias deSupply ChainManagementPeríodo: 18 a 20 de agostoLocal: São Paulo – SPRealização: CebralogInformações:www.cebralog.comsac@cebralog.comFone: 19 3289.0903Redução deCustos LogísticosPeríodo: 18 e 19 de agostoLocal: São Paulo – SPRealização: ILOGInformações:www.ilog.org.brfabia@ilog.org.brFone: 11 2936.9918Transporte eDistribuição - MasterPeríodo: 23 e 24 de agostoLocal: São Paulo – SPRealização: ASLOGInformações:www.aslog.org.brenaslog@enaslog.org.brFone: 11 3668.5513Veja a agenda completa noPortal www.logweb.com.br


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