Relatório de Gestão 2009 PARTE 2 - Universidade Federal do Pará

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Relatório de Gestão 2009 PARTE 2 - Universidade Federal do Pará

CASTANHAL A UFPA preparada para MedicinaVeterinária e Ciência AnimalBReves Serviço Social para atender ribeirinhosparticiparem dos projetos de pesquisa. Éo envolvimento do aluno com a pesquisavalorizando o curso de graduação e a suaformação acadêmica.BELÉM O primeiro curso de Museologia do norte do Brasil é uma dascontribuições da UFPA ao patrimônio cultural da Amazônia40 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ RELATÓRIO SOCIAL DE GESTÃO 2OO1/2OO941


EtnodesenvolvimentoVALORIZANDOO SABER LOCALDirigido a comunidades tradicionais, o curso de Etnodesenvolvimento,em Altamira, tem no saber local o elemento central para odesenvolvimento sustentável da Amazônia. Asexpressões, a identidade, os arranjos coletivos e territoriais, as práticas eprojetos pautados em realidades étnicas, ambientais e culturais revelamnovos modelos de gerenciamento dos recursos naturais e ampliam odiálogo com outras formas de desenvolvimento.ALicenciatura e Bacharelado em Etno-ALicenciatura e Bacharelado em Etnodesenvolvimentoestá entre os maisrecentes cursos criados pela Uni-versidade Federal do Pará (UFPA).A nova graduação, pioneira no Brasil, ofertará45 vagas para interessados que pertençam,exclusivamente, a comunidades indígenas epovos tradicionais (quilombolas, caboclos, ribeirinhos,agricultores familiares, camponesese assentados).O curso faz parte das políticas de açõesafirmativas para populações indígenas e povostradicionais desenvolvidas pela UFPA e seráiniciado a partir de 2010 no Campus Universitáriode Altamira. O local foi escolhido por haverforte presença de povos indígenas ao longoda rodovia Transamazônica. As comunidadesalvodo curso indicarão seus candidatos que,posteriormente, serão selecionados por meiode Processo Seletivo Especial (PSE).A programação prevê Trabalhos deConclusão de Curso (TCCs) que promovamações etnodesenvolvimentistas elaboradas parauma comunidade-alvo e depois aplicadas nelamesma. Durante os quatro anos de curso, osalunos terão aulas alternando períodos letivosem sala de aula e vivências nas comunidadesàs quais pertencem os estudantes indígenas eoutros povos. A oferta do curso deverá acontecera cada dois anos, e o projeto é que ele semultiplique para outros Campi.O curso foi organizado no eixo da diversidadecultural e está dividido em oito núcleos:Sistemas de Saúde; Desenvolvimento e Sustentabilidade;Educação; Direitos Humanos; Sociedadee Meio Ambiente; Nação e Território;Identidades e, por fim, Linguagens Étnicas.fORTALECiMENTO para as comunidades indígenas sedesenvolverem. Pela Educação é possível ser beneficiário dos avanços dahumanidade sem destruir valores, cultura e meio ambiente.O novo curso deEtnodesenvolvimento ampliaainda mais a presença dascomunidades tradicionais naUniversidade, dominando novosconhecimentos que serãorevertidos em seu favor. É oconhecimento que volta para acomunidade.42 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ RELATÓRIO SOCIAL DE GESTÃO 2OO1/2OO943


PioneirismoUFPA GARANTEINGRESSO DEINDÍGENASNO MESTRADONuma época em que se discute sobre reserva e cotade vagas nas universidades para índios e negros noensino superior, a Universidade Federal do Pará,numa iniciativa pioneira no Brasil, já experimentaa seleção especial para garantir o ingresso de indígenas nomestrado.Em 2007, a Universidade lançou um edital diferenciado,assegurando vagas para índios em cursos das áreas de direitoshumanos.Atualmente, quatro estudantes indígenas estão em aulano Programa de Pós-Graduação em Direito. Um deles é AlmiresMachade que, aos 41 anos, se decidiu pelo Direito, apósconsultar as lideranças da aldeia Jaguapiru. “Para estar aqui, osacrifício não é só nosso, é de toda a aldeia e o que aprendemosaqui, além de nos preparar para o mercado, será colocado aserviço da nossa gente, como assistência voluntária”, diz o mestrando,que hoje ajuda outros índios a buscarem seus direitos.Ainda é pequena a participação da comunidade indígenano mundo acadêmico, mas passos importantes, como o Programade Pós-Graduação em Direito e o novo curso de Etnodesenvolvimento,dão a exata noção de que a caminhada paracorrigir essa disparidade histórica já começou.OpORTuNiDADES com programa letivo quealterna sala de aula e vivências nas comunidades deorigem dos alunos indígenas.44 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ RELATÓRIO SOCIAL DE GESTÃO 2OO1/2OO945


Processo SeletivoOS AVANÇOSTAMBÉM PASSARAMPOR AQUIO fOCO deixa de ser o conteúdoe passa a ser a competência e ahabilidade desenvolvidas pelo aluno.Em 2001, a UFPA adotava ummodelo mais tradicional devestibular, realizado em duasetapas, a primeira de conhecimentosgerais e a segundade conhecimentos específicos,mesclando provas de múltiplaescolha e discursivas. Ao mesmotempo, a equipe da Universidadeestudava novos modelos. Apósampla discussão interna e com asescolas e outras universidades, aUFPA adotou, a partir do ano de2004, o PSS – Processo SeletivoSeriado, que consiste na realizaçãode três provas, uma para cada anodo ensino médio. Um novo modelo seráadotado a partir de 2011.COMpETÊNCiAS E HABiLiDADESAvaliando que o PSS deveria ser substituído, a Universidadeoptou pela extinção gradativa desse modelo, numprocesso que vai de 2008 até 2010. O novoO papel daUniversidade éformar pessoas,sem apegar-se amodelos a pontode não ver a suaadequação àrealidade. Issoé avançar.modelo de vestibular já foi aprovado peloConsepe (Conselho Superior de Ensino, Pesquisae Extensão). A prova consta de quatropartes: redação; leitura e interpretação detexto; pensamento reflexivo; atualidades locaise globais, sendo as três últimas de múltiplaescolha.O foco deixa de ser o conteúdo e passaa ser a competência e as habilidades desenvolvidaspelo aluno. Para entrar na Universidade,o candidato tem que saber ler e escreverbem, saber posicionar-se diante de questõesreflexivas e ter conhecimento do mundo em que vive.A mudança ocorrerá também porque o antigo modelomostrou-se inadequado ao contexto do estado e, em parti-cular, das escolas públicas do Pará. Na análise da equipe daUFPA, o processo, além de caro, é mais exigente e detalhadoquanto ao conteúdo, fato que prejudica os alunos da escolapública, herdeiros de um ensino deficiente. Não realizar amudança seria contribuir para segmentar ainda mais a sociedade.O papel da Universidade é formar pessoas, sem apegar-se a modelos a ponto de não ver a sua adequação à realidade.Isso é avançar.Em oito anos, a Universidade Federal do Paráexperimentou dois modelos de vestibular. Do modelo tradicional àimplantação de um processo seletivo mais avançado, que valoriza opensamento reflexivo, a UFPA investe na busca de novas formas deingresso à Instituição, refletindo também aqui o pensamento de umaadministração dinâmica e aberta às boas ideias.46 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ RELATÓRIO SOCIAL DE GESTÃO 2OO1/2OO947


Sistema de Cotas50% DAS VAGAS PARA ESTUDANTESDA ESCOLA PÚBLICA.DESDE 2OO6A política de cotas tem dupla função: valorizara escola pública e formar profissionais com umforte compromisso social. Um dia profissionais,essas pessoas, que chegam à Universidadevencendo todas as dificuldades edesigualdades econômicas e sociais,serão os primeiros a querer transformar oque aprenderam em benefícios para toda asociedade.Primeira Instituição do Pará a implantar o sistema de cotas,a UFPA destina 50% de todas as vagas ofertadas em cadacurso para os candidatos que cursaram todo o ensino médioem escola pública e, dentre esses, 40% para os que seautodeclaram negros. A Universidade fez a opção por esse sistemaem 2005 e iniciou a sua implantação em 2006. Como o ingressose dá por meio de processo seriado em 3 anos, os primeiros alunosdo sistema de cotas concorreram efetivamente à vaga em 2008.MEDiCiNA: DE uMA MÉDiA DE 5 pARA 78 ALuNOSviNDOS DA ESCOLA pÚBLiCAUm bom exemplo da oportunidade aberta com o sistemade cotas é o curso de Medicina. Antes com uma média anualde 5 alunos oriundos de escolas públicas, em 2008 recebeu 73alunos do sistema de cotas. O ingresso de candidatos autodeclaradosnegros superou o limite de vagas previamente reservadas aeles. Incluindo o sistema de cotas e a concorrência livre, ocuparam118% das vagas previstas. Após a implantação do sistema, aUFPA firmou contrato com a Secretaria de Estado de Educação– SEDUC – para desenvolver o projeto Fortalecer, que é voltadopara o incentivo à permanência com sucesso, na UFPA, dos alunosegressos da escola pública.BOLSA-ESTÁGIO. OPORTUNIDADE PARA ADANIELLE E MAIS 653 ESTUDANTESEm fevereiro de 2009, 653 estudantes participavamdo programa Bolsa-Estágio, administrado pela Pró-reitoria deAdministração da UFPA. Danielle da Silva Costa Nunes, aluna doBacharelado em Ciência da Computação e estagiária da Secretariada Vice-Reitoria, é um deles. Ela e todos os demais bolsistas foramselecionados pelas próprias unidades, de acordo com vários critérios,entre eles de menor renda. Os bolsistas estão assim distribuídos:50 nos diversos núcleos; 300 nas unidades da administração; 190nos institutos e 113 nos campi do interior. “Através desta bolsa,que usufruo há quase dois anos, tive muitas conquistas, mas a maismarcante foi a possibilidade de trocar meu computador por um maisavançado, que possibilitasse a utilização de ferramentas essenciaispara o bom andamento do meu curso na UFPA”, conta satisfeita aestagiária. A Danielle vai longe. A Bolsa-Estágio também.48 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ RELATÓRIO SOCIAL DE GESTÃO 2OO1/2OO949


Gestão e NormasAJUSTANDO O FOCO,DECIDINDOMELHORMudanças que fazem adiferença para a gestão doensino de graduação:1 – assumir novas competências etransformar competências antigas;2 – pautar as ações em planejamento(PAT – Plano Anual de Trabalho) eavaliação permanentes;3 – registrar os procedimentosadministrativos em umManual de Normas e Procedimentos.APró-reitoria de Ensino de Graduação – PROEG também viveu uma revolução de gestão por meio dePró-reitoria de Ensino de Graduação – PROEG também viveu uma revolução de gestão por meio deuma reconfiguração administrativa. Esta reconfiguração foi elaborada por várias mãos, um processode construção coletiva que durou quase cinco anos. O documento é referência fundamental para alunos,professores e dirigentes, que agora têm amparo normativo mais completo para seus atos.NOvO REguLAMENTO DO ENSiNO DE gRADuAçãOAntes, o quadro era de dispersão das normas que regiam a graduação. Muitos temas não eram normatizados,como, por exemplo, a mobilidade de um estudante de um campus para outro. Como consequência,as resoluções eram criadas à medida que surgiam os problemas. Agora, o Regulamento traz toda a concepçãodo ensino de graduação da UFPA, não apenas de normatização, mas também pedagógica e filosófica, o que éraro em outros regulamentos. Um ganho expressivo porque serve de apoio para a montagem de um projetopedagógico, diferenciando os cursos da UFPA dos cursos de outras instituições.uM EXEMpLO DA MuDANçAAntes, a montagem de um curso dependiade até 17 departamentos. Com ofim dos departamentos e a criação da novaestrutura, com institutos e faculdades nasunidades acadêmicas, a participação de docentesde outras unidades reduziu para trêsou quatro, o que proporcionou mais coesãoao corpo docente. Outra inovação foi a institucionalizaçãodo Fórum de Graduação, queé propositivo, no qual professores, diretores etécnicos têm espaço para discutir problemase soluções para a graduação.NOvA ESTRuTuRAMudança radical também ocorreu naestrutura interna da PROEG para atender aonovo Regulamento. Foram criadas duas diretorias,de Ensino e de Projetos Educacionais.Saíram da estrutura da PROEG os antigosDaves e Derca, que cuidavam do vestibular eda regularização acadêmica. Com a estruturareduzida, as ações puderam focar melhor naatenção ao ensino de Graduação.Dentro da diretoria de Ensino existemquatro coordenadorias com a missão de fortalecera Graduação por meio da busca constantede excelência e modernização. Essadiretoria tem a finalidade de orientar, acompanhare avaliar o desenvolvimento das políticasinstitucionais para a Graduação. Maisinovadora ainda foi a criação da diretoria deProjetos Educacionais, com o objetivo dedinamizar o ensino de Graduação por meiode financiamento de projetos de ensino e deprojetos integrados de ensino com pesquisae/ou extensão. Atualmente, nessa diretoriaestão abrigados programas com recursos internos do orçamentoda UFPA e externos, por meio da FADESP, Secretaria Estadualde Educação - Seduc e Ministério da Educação - MEC.Implantada em 2008, tem cinco projetos, com financiamentosde cerca de 7 milhões de reais e mais de 600 alunos bolsistas. OPará sai na frente, pois essa é uma nova visão no país e proporcionauma grande possibilidade de dar um salto de qualidadena graduação.pROgRAMASPROINT – Programa Integrado de Apoio ao Ensino, Pesquisae Extensão. Financia 33 projetos de reestruturação doscursos e atualização dos seus projetos pedagógicos. Conta coma participação de 253 docentes e 153 alunos na iniciação acadêmica.PRODOCÊNCIA – Programa de Consolidação das Licenciaturas.Trabalha com 6 projetos, envolvendo 18 professorese 60 alunos, que buscam fortalecer a identidade do professoramazônico.PAPIM – Programa de Apoio a Projetos de Intervenção Metodológica.Incentiva e apoia atividades e experimentos queacrescentem novas técnicas ao ensino e aprendizagem na educaçãobásica. São desenvolvidos 14 projetos, com 14 professorese 22 alunos.FORTALECER - Programa de Bolsas para Fortalecimentoda Educação Pública e Inclusão Social. Tem dois objetivos:integrar o ensino superior com a educação básica e auxiliar apermanência do aluno oriundo de escola pública que ingressouna UFPA através do sistema de cotas. O Fortalecer oferece 416bolsas de incentivo à permanência, através de 44 projetos e 158docentes.PIBID – Programa Institucional de Bolsas de Apoio à Docência.Envolve professores e alunos em atividades de ensino eaprendizagem desenvolvidas em escola pública, incentivando aformação de professores atentos à realidade e às necessidades daregião. Conta com 9 projetos, 9 professores e 37 alunos.50 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ RELATÓRIO SOCIAL DE GESTÃO 2OO1/2OO951


Pós-GraduaçãoTRÊS VEZES MAISDOUTORESE DOUTORADOSTAMBEMA UFPA quase triplicou o número de programas de pós-graduação nos últimosoito anos. Em 2000, eram 16 mestrados, hoje são 42. O númerode cursos de doutorado também triplicou: saltou de 6 para 19. Resultado: aInstituição tem hoje uma capacidade muito maior de formação de doutores,o que, somado aos esforços de capacitação, bem como de atração e fixaçãode pesquisadores, fez com que a UFPA tenha atualmente três vezes maisdoutores - eram 300, hoje são mais de 1.000. O número de doutores superou,inclusive, o número de mestres, hoje em torno de 700. 297 professores,cerca de 15% do corpo docente, estão atualmente em capacitação doutoral.A grande maioria prepara teses de doutorado (221) e realiza estágios de pósdoutorado(24), inclusive fora do Brasil. O número de docentes em mestrado(76) também é significativo.Se na Pós-Graduação stricto sensu os números são relevantes, na Pós-Graduação lato sensutambém houve crescimento. Em 2000, a Universidade ofertou 31 cursos, que tiveram 673concluintes. Agora, oferece 80 cursos de especialização e forma, em média, três milpessoas por ano. Assim, a UFPA dá oportunidade de educação continuada, formandocompetência na própria região.fORMAR doutores em Amazônia. A UFPA investe naformação em áreas de excelência com poder transformadorpara tirar a região da condição periférica.Os programas de Genética e Biologia Molecular, Biologiade Agentes Infecciosos e Parasitários e Direitoalcançaram o conceito 5. O programa de Pósgraduaçãoem Geologia e Geoquímica daUFPA teve o conceito 6 na avaliação daCAPES por 2 triênios seguidos e foi admitidono Programa de Excelência Acadêmica– PROEX - CAPES.PROPESP2 níveis de Pós-Graduação:Lato sensu: cursos deespecializaçãoStricto sensu: mestradoacadêmico, mestrado profissional edoutorado.Evolução 2000 2009 (maio)Programas de pós-graduação stricto sensu – total 16 42Cursos de doutorado 6 19 (mais 3 em avaliação pela CAPES)Número de professores/doutores 300 1.000Cursos de pós-graduação lato sensu 31 80Especialização - alunos concluintes 673 3.000Dissertações concluídas 138 529Teses concluídas 19 71CApES: EXCELÊNCiAO salto na Pós-Graduação da UFPA, no entanto, não foi só quantitativo. A qualidadedos programas é atestada pela CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal deNível Superior, cuja avaliação é reconhecida nacional e internacionalmente.Na última avaliação, realizada em 2007, 9 programas da UFPA tiveramseus conceitos melhorados e apenas dois viram seus conceitos reduzidos. dos.52 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ RELATÓRIO SOCIAL DE GESTÃO 2OO1/2OO953


A Universidade precisa garantir a formação continuada de seus alunos. A Especializaçãocumpre este papel. A UFPA possui programas de Pós-Graduação em todas as áreasdo conhecimento. Em abril de 2OO9 foram enviados à CAPES mais dois projetosde mestrado (Comunicação e Arquitetura e Urbanismo), dois de doutorado (Física eMatemática e Estatística) e, ainda, um projeto de mestrado e doutorado (Antropologia),todos em fase de julgamento.54 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ RELATÓRIO SOCIAL DE GESTÃO 2OO1/2OO955

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