Educação para a autonomia: um diálogo entre Paulo Freire e o ...
Educação para a autonomia: um diálogo entre Paulo Freire e o ...
Educação para a autonomia: um diálogo entre Paulo Freire e o ...
- Nenhuma tag encontrada…
Transforme seus PDFs em revista digital e aumente sua receita!
Otimize suas revistas digitais para SEO, use backlinks fortes e conteúdo multimídia para aumentar sua visibilidade e receita.
evertem-se também na aquisição de meios interativos (softwares), em disquete ou em CD-Room, de caráter educacional.2. Educação: preocupação de todosSe é verdade que o gênero h<strong>um</strong>ano, cuja dialógica cérebro/mente não estáencerrada, possui em si mesmo recursos criativos inesgotáveis, pode-se entãovisl<strong>um</strong>brar <strong>para</strong> o terceiro milênio a possibilidade de nova criação cujosgermes e embriões foram trazidos pelo século XX: a cidadania terrestre. E aeducação, que é ao mesmo tempo transmissão do antigo e abertura da mente<strong>para</strong> receber o novo, encontra-se no cerne dessa nova missão (MORIN, 2001,p.72).A preocupação com os r<strong>um</strong>os que a educação vem perfilando é problematizadapor vários autores. Em destaque, citamos <strong>Freire</strong>, Morin e Lévy. O advento da tecnologia dainformação e comunicação possibilita o repensar de práticas e de posturas pedagógicas,todavia, é importante ressaltar que é <strong>um</strong> processo em andamento, <strong>um</strong> processo dedesvelamento e de busca por <strong>um</strong>a prática eficaz <strong>para</strong> a educação.Sobretudo, a escola é chamada a participar ativamente da condução das crianças ejovens na inserção destes à atmosfera tecnológica. Como vimos anteriormente, a políticagovernamental divide-se ora na busca de solução de problemas estruturais básicos, comoinvestimentos na formação "mínima" dos docentes, ora em elementos infra-estruturais deponta, que respondem a requisitos de ordem de instalação de redes de comunicação,viabilizando o acesso à Internet, bem como na compra e montagem desses equipamentosem laboratórios próprios, aptos <strong>para</strong> a conservação dessa tecnologia.Tal é a complexidade da sociedade atual que se expressa nas bases estruturais dasinstituições sociais. N<strong>um</strong>a perspectiva liberal de educação, a escola, conectada à tessiturainstitucional, integra-se como mais espaço disciplinar (FOUCAULT, 20002) e dereprodução do status quo. Sua criação, tal como hoje configura-se, foi <strong>um</strong> esforço daemergente classe burguesa do século XVIII sob a égide do individualismo e da propriedadeprivada. O álibi burguês, <strong>entre</strong>tanto, segundo Boto (1996), do direito e da felicidade,mascarava a formação de <strong>um</strong> Estado emergente, que buscava no discurso aplacar as massas<strong>para</strong> instaurar-se no poder. Logo, o discurso da igualdade, liberdade e fraternidade foiconduzido ao esquecimento, reproduzindo a sociedade da expropriação. Se antes, da terra,agora, dos meios de produção. A escola c<strong>um</strong>pre papel essencial e, não é à toa, a suaestruturação dar-se a partir de <strong>um</strong> Estado centralizador. É formar corpos dóceis e fortes,aptos <strong>para</strong> o trabalho, inculcando valores, crenças e idéias de soberania. De acordo comBoto (1996, p. 99),a adesão do povo à Revolução deveria ter por pressuposto a circularidade de <strong>um</strong>único código lingüístico capaz de propiciar à distintas camadas da populaçãoelementos <strong>para</strong> a apropriação e a representação das idéias de pátria, de nação.Se, na educação <strong>para</strong> o povo, no século XVIII, em sua maioria, estava implícita aformação <strong>para</strong> <strong>um</strong>a unidade social, voltada <strong>para</strong> os "novos" valores do trabalho industrial, aeducação destinada aos "novos" ricos destinava-se ao comando e à direção do povo <strong>para</strong> otrabalho; aplacar as massas pelo discurso, quando, no mais extremo, aplacar pela força