PLAN O D E CO N TIN G ÊN CIA G RIPE A LAR D E ID O SO S

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PLAN O D E CO N TIN G ÊN CIA G RIPE A LAR D E ID O SO S

importados e 76% secundários ou terciários. Destes últimos, 61% são casos sem linkepidemiológico conhecido.A média etária foi de 22,4 anos, sendo a do sexo feminino de 21,8 anos e a do sexomasculino de 22,2 anos. Apenas 3,7% dos indivíduos apresentam idade igual ousuperior a 50 anos, 12,9% dos casos correspondem a crianças com idade inferior a 10anos e 40,5% são referentes a indivíduos com idade igual ou inferior a 19 anos.¡Note se que 88,5% dos casos são referentes a indivíduos com uma idade igual ouinferior a 39 anos.Quando se analisam os sintomas apresentados consoante a idade dos indivíduos,¢constata se que a febre e a tosse são os sintomas mais mencionados, não variandocom a idade. A rinorreia e a odinifagia são o terceiro e o quarto sintomas mais£referidos na classe dos 0 9 anos, enquanto nas restantes idades são as cefaleias e asmialgias. Com excepção das artralgias, mais referidas por classes etárias maiselevadas, todos os outros sintomas são equiparados em qualquer classe etária emanálise.PREVISÃO DO IMPACTE• O impacte de uma pandemia de gripe é imprevisível, sendo impossível prever a suadata de início. Existe consenso entre os especialistas que o seu aparecimento teráconsequências catastróficas, com um número muito elevado de casos de doença e demorte, e situações de rotura social e económica. O impacte será maior nos países emvias de desenvolvimento e naqueles que tiverem sistemas de saúde operacionalmentedeficientes ou sobrecarregados.Após a identificação dos primeiros casos de transmissão inter-pessoal da estirpepandémica do vírus da gripe, a sua disseminação por todo o país ocorrerá numintervalo de tempo relativamente curto (inferior a um mês), com taxas de morbilidade ede letalidade muito superiores às da gripe sazonal (epidémica). Esta situaçãoconduzirá, inevitavelmente, ao aumento das solicitações aos serviços prestadores decuidados de saúde, e a outros serviços essenciais, com repercussões e alteraçõesimportantes no padrão habitual de vida de pessoas e comunidades.EXTENSÃO E GRAVIDADE DA DOENÇAEm todo o mundo, a mortalidade estimada pelos especialistas varia entre 50 e 150milhões, embora as estimativas menos pessimistas do CDC apontem para umintervalo entre 2 e 7,5 milhões de mortes. O total de internamentos hospitalares pode!


ser superior a 28 milhões. Contudo, só após a eclosão da pandemia será possívelfazerem-se estimativas mais fiáveis. O nível de preparação de todos os países naglobalidade, e de cada país em particular, terá uma influência inquestionável namortalidade.Para efeitos de planeamento da resposta dos serviços de saúde, a OMS recomendaque os planos nacionais de contingência para a pandemia de gripe considerem umataxa bruta de ataque [1] de 25% (valor mínimo) – na gripe sazonal a taxa habitual é de5-10%.Considerando alguns dos cenários possíveis, com taxas brutas de ataque de 25%(cenário mais favorável), 30% (cenário mais provável) e 35% (cenário maispessimista), a infecção com o virus da gripe pandémica pode atingir em Portugal maisde 3,6 milhões de habitantes, e originar mais de 11 mil mortes (taxa bruta de letalidadede 0,3%).• PANDEMIA DE GRIPE – CENÁRIOSConsequênciasTBA25%DETBA DE 30% TBA DE 35%Total de casos de infecção 2.589.029 3.106.835 3.624.641Procura de cuidados médicos(consultas) *1.370.115 1.644.137 1.918.160Total de hospitalizações ** 33.186 39.823 46.460Total de óbitos:- Taxa bruta de letalidade de 0,3%- Taxa bruta de letalidade de 1,0%7.96925.8909.56431.06811.15736.246• TBA: taxa bruta de ataque * cerca de 53% do total de casos de infecção **cerca de 1,3% do total de casos de infecçãoTodos os cenários e previsões disponíveis alicerçam-se em suposições sobre amorbilidade e letalidade causadas pelo vírus pandémico. Assim, para uma taxa brutade ataque de 15% e uma taxa bruta de letalidade de 0,3%, ocorrerão 2-3 milhões demortes em todo o mundo; para a mesma taxa de ataque e uma taxa de letalidade de0,6% a mortalidade global será de 5-6 milhões (previsões mais optimistas). Com umataxa de ataque de 25% e uma letalidade de 3%, a mortalidade global rondará os 45milhões; se a taxa de ataque atingir os 50%, mantendo-se a letalidade nos 3%,ocorrerão cerca de 100 milhões de mortes (cenários possíveis). Com a taxa deletalidade actual do vírus H5N1 (cerca de 50%) o número global de mortes poderáatingir os 1.500 milhões (previsão pessimista?).IMPACTE NOS SERVIÇOS DE SAÚDE (E NA POPULAÇÃO)"


A análise numérica dos cenários anteriores e seguintes permite antever uma pressãoconsiderável, e sem antecedentes, sobre os serviços prestadores de cuidados desaúde, privados e estatais, originada por um acréscimo acentuado na procura(aumento do número de doentes que necessitam de assistência e tratamento),associado a uma diminuição no número de efectivos na área da saúde (absentismodos profissionais por doença, morte, etc.).Em Portugal, para se evitar a rotura dos serviços de saúde e garantir a racionalidadedos seus recursos humanos e materiais, será necessário que se definam prioridadesno atendimento e tratamento de doentes, relegando-se para plano secundário aspatologias do “foro não gripal”, médicas e cirúrgicas, crónicas ou agudas. A formaçãoe treino adequado e atempado dos prestadores de cuidados de saúde não podem sernegligenciados, e devem considerar a pressão profissional a que estarão sujeitos e osriscos acrescidos decorrentes da sua actividade assistencial – doença, equipamentosde protecção individual, segurança e integridade física (por exemplo, em situações dealtercação da ordem pública originada por rotura no aprovisionamento e fornecimentode fármacos), etc.Nos quadros das páginas seguintes apresentam-se alguns cenários possíveis para osvinte distritos e regiões autónomas de Portugal (clicar no nome pretendido). Estescenários foram elaborados com a aplicação informática FluAid 2.0 [2], considerandotaxas brutas de ataque (TBA) de 25%, 30% e 35%, uma taxa de letalidade de 0,3%, ea população de cada distrito ou região autónoma (INE, Censo de 2001). Não seconsiderou o efeito da aplicação de fármacos antivirais e vacinas.Para uma análise mais detalhada do impacte de uma pandemia de gripe nos serviçosde saúde, em termos de morbilidade, mortalidade e de alguns recursos necessários –sobretudo humanos (médicos) – deve-se consultar o relatório do ONSA, sobre«cenários preliminares para uma eventual pandemia de gripe», disponível on-line emhttp://www.onsa.pt. Neste portal também está disponível um documento quedesagrega aqueles cenários por área de influência dos hospitais do Serviço Nacionalde Saúde.• SETÚBAL[População: 788.459] TBA DE 25% TBA DE 30% TBA DE 35%Total de casos deinfecção197.115 236.538 275.961Total de consultasmédicas104.143(80.751-150.758)124.972(96.902-180.909)145.801(113.053-211.061)Total de hospitalizações2.505(933-3.099)3.006(1.120-3.718)3.506(1.307-4.338)Total de óbitos586(352-928)704(422-1.114)821(492-1.300)• Portal de Saúde Pública, 2006#


(AQUI DEVEM UTILIZAR-SE OS DADOS DODISTRITO AO QUAL O LAR PERTENCE)2. ORGANIZAÇÃO/COORDENAÇÃO DO PLANO DECONTINGÊNCIA DO LAR DE IDOSOSO presente Plano de Contingência é acompanhado por uma organização que searticula da seguinte forma:COMISSÃO DE GESTÃO DE CRISEÉ da responsabilidade da Hierarquia pensando-se que para a situação concreta de umLar deve ser criada uma Comissão, constituída pelos responsáveis máximos do Lar(direcção administrativa/administrador, Provedor/Presidente da Direcção) aos quais sedevem juntar enfermeiro, médico, director técnico. Esta comissão é uma comissão detopo que só determinará as alterações mais profundas a implementar e cujaautoridade é máxima não estando subordinada a qualquer outra autoridade.COMISSÃO COORDENADORA DO LARA Comissão que implementa e acompanha o Plano de Contingência, internamentedeve ser constituida por um conjunto de pessoas, cuja orientação deverá ser dodirector técnico e incluir um conjunto de pessoas disponiveis e voluntárias,representativas dos vários sectores do Lar (alimentação, lavandaria, administrativa,saude, auxiliares, limpeza, etc...). Cabe a esta comissão implementar o Plano.Deve ser claramente definido quem substitui a directora técnica em caso do seuimpedimento por infecção, bem como definir uma cadeia hierárquica que não dependada comissão de gestão de crise, já que existem acontecimentos de fim de semana,feriados, noites em que não seja possivel reunir a comissão de gestão de crise.$


Deve ter-se em atenção que é a comissão coordenadora que fica permanentementeno terreno. Nessa comissão deve ainda definir-se quem se disponibiliza em cada 24horas para estar permanentemente em contacto com o Lar, por uma escala.Destaca-se que este Plano é subordinado a orientações gerais da Instituição que, aqualquer momento o podem suspender, determinando outros procedimentos.O objectivo essencial é garantir o pleno funcionamento do Lar com o mínimo delimitações possíveis o que inclui garantia de prestação de cuidados de higiene econforto, fornecimento de alimentação e respostas a situações pontuais urgentes dosresidentes.DEFINIÇÃO DE SERVIÇOS MINIMOSDefinem-se como serviços minimos:• Cuidados de higiene e conforto a residentes dependentes;• Apoio em cuidados de higiene e conforto a residentes semi-dependentes;• Limpeza de alojamentos a residentes dependentes e semi-dependentes;• Fornecimento de alimentação;• Administração e fornecimento de terapêutica.• Recurso a urgências hospitalares.DEFINIÇÃO DE PESSOAL MINIMO• 5 Auxiliares de acção médica e 1 enfermeiro no turno da manhã;• 4 Auxiliares de acção médica e 1 enfermeiro no turno da tarde;• 2 Auxiliares de acção médica e 1 enfermeiro no turno da noite.(CADA INSTITUIÇÃO DEVE DEFINIR O SEU PESSOAL MINIMO QUEHABITUALMENTE É O QUE PRESTA SERVIÇOS NO FIM DE SEMANA, MASEXISTEM OUTRAS FORMAS DE DEFINIR ESSE PESSOAL MINIMO. NO FUNDOSERÁ O PESSOAL QUE CONSEGUIR GARANTIR A EXECUÇÃO DOS SERVIÇOSMINIMOS). Atenção aos serviços de apoio que não são mencionados aqui dado quese pensa que esses serviços estarão em outsourcing. Quando isso não acontece devedefinir-se o minimo de pesssoal de cozinha, de limpeza e outro.DEFINIÇÃO DE SITUAÇÃO DE CRISEDefine-se como situação de crise a existência de infectados no Lar e/ou a situação deabsentismo de colaboradores que impeça a garantia de mínimos de colaboradores,com especial relevância para a equipa de enfermagem e a equipa de auxiliares deacção médica.ALTERAÇÕES IMEDIATAS NO ESPAÇO FISICO%


O lar deverá ser dotado o mais rapidamente possível de alguns equipamentos e dealgumas alterações no seu espaço físico das quais se destacam:• Colocação de painéis de informação e de suportes com desinfectante de mãosnas principais entradas do Lar e de alguns serviços especificos: enfermaria,anexo, cozinha, câmaras frigoríficas e lavandaria.• Colocação de toda a informação possivel em todos os painéis ou locais onde éafixada outro tipo de documentação;• Informação sobre situação de restrições em função da Pandemia da Gripe Aem todas as entradas do lar;• Reserva de zona para isolamento de potenciais infectados (determinadosquartos).• Reserva de zona para alojamento de colaboradores e/ou familiares quenecessitem de permanência no Lar que ultrapassam as horas normais detrabalho e não permitem regresso a casa ou esse regresso esteja impedido porpotencial infecção de familiar (determinados quartos).• Em alternativa poder-se-á utilizar zonas como ginásios, gabinetes médicos,etc.;• Reserva de espaço para avaliação de situação de visitas, residentes ecolaboradores que tenham estado ausentes por periodo prolongado (a partir deuma semana do Lar) que deverá ser uma sala na entrada (podendo utilizar-sea secretaria ou gabinete de direcção cuja actividade será suspensa) emsituação de crise e, em primeira fase na sala de trabalho da enfermaria ou doscuidados de enfermagem. Nesta zona devem estar disponíveis batas,máscaras, termómetro, desinfectantes, papel e outros produtos ouequipamentos que se prevejam necessários em situação de suspeita deinfecção.• Colocação de painéis informativos em todas as instalações sanitárias comindicações claras sobre lavagem de mãos;• Destaca-se que a prioridade com as mãos deve ser a sua lavagem e só naausência de produto ou condições para lavar as mãos, se deve utilizarprodutos desinfectantes e não proceder de maneira contrária;ALTERAÇÕES NO FUNCIONAMENTO DAS ACTIVIDADES DO LARSerão limitadas, numa primeira fase, e completamente suspensas em situação decrise) as seguintes actividades:• Actividades de ocupação e lazer, incluindo a utilização de ateliers;• Em situação muito grave, fecho de todas as áreas colectivas, incluindobiblioteca e sala de televisão;• Transporte para recursos ao exterior de residentes;• Tratamento de roupa que não seja absolutamente essencial;• Serviço Administrativo;• Fisioterapia;• Serviço de limpeza diária em zonas não essenciais;• Mudança de roupa de cama que não seja absolutamente essencial.RECURSOS HUMANOS&


O Lar tem definido o serviço mínimo exigido por turno nas actividades essenciais epermanentes (cuidados de higiene e conforto e cuidados de saúde).O agravamento da situação pode implicar situações de grave ruptura para as quais sealertam desde já todos os colaboradores:Na situação de pico máximo de risco e de infecção, poderer-se-á ter de:• Suspender horários de serviço;• Cancelar actividades diárias;• Utilizar em flexibilidade alguns ou todos os trabalhadores.É óbvio que tais situações serão analisadas pontualmente e será verificada a suaconsequência em cada caso, diminuindo ou mesmo anulando conflitualidade eincomodidade.Os horários deverão, a partir de Setembro, ser feitos por um periodo minimo de 3meses.Estará prevista:• Permanência de colaboradores e/ou seus familiares em alojamento no Lar;• Turnos de 12 horas ou mesmo prolongamento destes;• Planeamento de cuidados garantindo exclusivamente os cuidados e serviçosmínimos;• Estão suspensos os gozos de compensações de turnos de trabalhosuplementar ou feriados;• Apoio a actividades na comunidade como cuidados domiciliários ouatendimento de linha telefónica informativa;• Formação de colaboradores através dos programas das entidades oficiais eautoridades de saúde;• Obrigatoriedade de utilização de equipamento de protecção individual;• Utilização de colaboradores cujo horário era fixo em cinco dias por semana, emhorários rotativos de 24 horas, sete dias por semana;• Apoio a colaboradores que se vejam impedidos de se ausentar do seudomicílio e que tenham necessidades básicas. Esse apoio poderá ser prestadopor colaboradores não infectados.Não pretendendo que profisisonais de uma área desempenhem funções noutra área,alerta-se para o facto de poder ter que ser utilizada flexibilidade tanto nas funçõescomo nos horários por parte dos colaboradores. Essas situações serão decididas pelaComissão Coordenadora do Lar, limitando sempre as situações de conflito ou mesmode incomodidade por parte dos colaboradores.ORGANIZAÇÃO DO TRABALHOA organização do trabalho poderá sofrer alterações.


COMPORTAMENTO INDIVIDUALPara além do comportamento individual que se exige a todos os colaboradores,cumprindo instruções difundidas e afixadas que serão do conhecimento geral,impõem-se alguns comportamentos específicos como sejam:• É responsabilidade de todos os colaboradores a monitorização de todas assituações com risco potencial de infecção e respectivo registo e comunicação.• Insistência em partilhar informação por parte de todos os colaboradores entresi e com os residentes;• Cuidados especiais na presença de visitas ou fornecedores que circulem peloLar;• Controlo absoluto e rigoroso de circulação de visitas nos alojamentos dosresidentes bem como nas áreas comuns com especial destaque para asinstalações sanitárias;• Monitorização de situações e implementação de cuidados especiais em zonasde actividade colectiva: biblioteca, sala de televisão, ateliers diversos, sala dereuniões, etc.• Reuniões com frequência semanais com os residentes para monitorizarsituação e partilhar informação, a realizar ao almoço de cada terça-feira;• Partilha de informação e monitorização de situação nas reuniões semanais decolaboradores;• Cumprimento das regras de etiqueta respiratória e lavagem correcta das mãos;• Destaca-se que a prioridade com as mãos deve ser a sua lavagem e só naausência de produto ou condições para lavar as mãos, se deve utilizarprodutos desinfectantes e não proceder de maneira contrária;• Evitar cumprimentos de mão e beijos;• Utilizar sempre luvas descartáveis na prestação de quaisquer cuidados aoutras pessoas; esta medida não substitui a lavagem das mãos;• Informar permanentemente os residentes e outras pessoas que circulem no Larsobre os cuidados a ter, de uma forma pedagógica e informal;COMPORTAMENTOS COLECTIVOSPara além das recomendações já conhecidas sobre os cuidados a ter em actividadescolectivas ou em zonas de actividade visitadas por diversas pessoas e/ou agentes,destacam-se cuidados nas seguintes áreas:• Monitorizar e controlar situações de risco que envolvam os trabalhadores dosserviços de outsourcing e que envolvam relações destes com os colaboradorese residentes;• Suspender a realização de iniciativas colectivas previstas em plano deactividades ou realizá-las com cuidados acrescidos;• Envolver toda a equipa de colaboradores e todos os residentes no Plano agoraapresentado e torná-los agentes activos preventivos e informados.• Restrição que poderá ser mesmo de suspensão das actividades colectivas;• Comunicar com a máxima urgência possível qualquer suspeita decontaminação ou infecção;• Evitar concentração de residentes em espaços não arejados, sempre quepossível.


• Promover a ventilação adequada, arejando frequentemente as salas, de formaa assegurar a renovação do ar;• Solicitar à equipa de limpeza e motivar todos os colaboradores a realizaremlimpezas com frequência a mesas, corrimões, maçanetas de portas, botões doelevador, com produto de limpeza comum, dando também especial atenção amesas de cabeceira, protecções das camas, telefones, campainhas, comandosde TV, puxadores das portas e lavatórios;• Os equipamentos utilizados num residente ou pessoa infectada não poderãoser utilizados antes de devidamente desinfectados;Não existem cuidados especiais com roupa e louça utilizada por uma pessoainfectada, devendo a mesma ser isolada e manuseada com protecção e tratada comos detergentes comuns, não necessitando de tratamento isolado. A pessoa quemanuseia é que deve tratar de utilizar luvas e lavar muito bem as mãos depois dessemanuseamento;COMUNICAÇÃODever-se-á também dar importância a circuitos de comunicação já existentes e outrosque possam ser implementados, de modo a que a transmissão de informação eactualização de todos seja eficaz.Deve planear-se igualmente um plano de informação/formação informal, com aparticipação de agentes internos e externos e com a colaboração das autoridades desaude.Já se destacou a importância das reuniões semanais de monitorização da situaçãoque se irão realizar no Lar a partir de 1 de Setembro de 2009.A secretaria terá um registo preciso e actualizado de todos os contactos de todos oscolaboradores, parceiros internos de relevância, parceiros externos na totalidade einstituições, serviços e pessoas da comunidade que possam ter a ver com o Plano decontingência; Devem estar indicados igualmente a(s) pessoa a contactar em caso denecessidade urgente.VISITASSão desde já impostas regras rigorosas às visitas e á circulação dentro do Lar.Todas as visitas devem ser observadas e autorizadas pelo enfermeiro de serviço. Nãose poderá circular no Lar sem essa prévia observação e autorização. Na ausencia doenfermeiro de serviço deve destacar-se uma pessoa da comissão coordenadora paraestar de serviço, passando a ser sua a avaliação de sinais e sintomas com especialdestaque para a temperatura.O enfermeiro de serviço tem a obrigação de avaliar sinais e sintomas das pessoas quepretendem circular no Lar bem como dar-lhe informação rigorosa sobre os cuidados ater à entrada e à saída.


É completamente proibida a circulação de visitas nos alojamentos dos residentes bemcomo nas suas instalações sanitárias, estando reservadas para essas visitas asinstalações sanitárias junto do bar.As visitas devem sujeitar-se a estas regras, sendo impedida a sua circulação se asrejeitarem.Também aos residentes e colaboradores ausentes por um período superior a umasemana do Lar devem ser feitas observações de sinais e sintomas e feitoacompanhamento especial nos primeiros dias de regresso.Todas estas situações devem ser monitorizadas e registadas em livro de ocorrênciasou via mail para o coordenador do lar.Não serão autorizadas a circular no Lar pessoas que apresentem qualquer um dossinais de infecção.CASOS ESPECIFICOSSITUAÇÃO A: RESIDENTE APARENTEMENTE INFECTADONo caso de suspeita de infecção por parte de um residnete deve proceder-se daseguinte forma:• Proteger-se de imediato;• Colocar máscara no residente;• Contactar de imediato linha saúde 24 – 808242424 e/ou Serviço Municipal deProtecção Civil e Bombeiros;• Chamar transporte para deslocação ao Centro de Saúde de referência quedeve estar indicado; aguardar informação do mesmo ou solicitá-la porinsistência; Fazer acompanhar o residente de informação de enfermagem;• Perceber se tem conjugue ou outra pessoa no seu alojamento que possa tersido infectada e proceder como se o fosse;• Comunicar de imediato à comissão coordenadora, médico do Lar e Comissãode Gestão de Crise;• Isolar alojamento do residente;• Isolar a roupa que tenha sido utilizada e enviar devidamente acondicionadapara lavandaria;• Solicitar limpeza imediata do alojamento com produto desinfectante;• Monitorizar últimos circuitos realizados e registar história do acontecimento;• No regresso do residente ter preparado quarto para isolamento do residente;


SITUAÇÃO B: COLABORADOR APARENTEMENTE INFECTADOProceder como em situação A se o colaborador se encontrar no Lar;O Lar garantirá o seu alojamento em zona de isolamento. O seu regresso ao domicíliopotenciará a infecção aos seus familiares. Esta decisão deve ser tomada pelaComissão Coordenadora, de acordo com a Comissão de Crise e o colaborador;Aviso de imediato a familiares;Se o colaborador estiver no seu domicílio, comunicação ao coordenador e comissãocoordenadora e impedimento do colaborador se deslocar ao Lar, a não ser que sejapossível impedir a infecção aos familiares por internamento no Lar, o que parecepraticamente impossível de acontecer;Prestação de todo o apoio social e de saúde que o colaborador necessitar, através dacomissão coordenadora que implementará plano de seguimento e acompanhamentoda situação.PAPEL DO LAR JUNTO DA COMUINIDADE E DOS PARCEIROS INTERNOSDeve dar-se especial importância à forma como os parceiros internos e externos estãoorganizados, bem como a comunidade está preparada para responder a situações degrava crise.È prioritário questionar todos os parceiros (fornecedores) em relação à sua preparaçãopara falhas graves. Deve saber-se se o fornecedor de carne não entra em ruptura etem condições para garantir o fornecimento. Se existirem duvidas deve, de imediato,procurar-se outro ou outros fornecedores que estejam disponiveis para responder asituações de crise.Todos os parceiros (desde a farmácia ao padeiro) devem apresentar planos decontigência e oferecerem alternativas nem que sejam informais.Devem ser pedidos de planos de contingência aos principais agentes envolvidos naactividade do Lar, concretamente Serviço de alimentação, Serviço de limpeza elavandaria externa, de forma que garantam o seu serviço normal e estejam preparadospara responder a qualquer necessidade adicional;O Lar deve disponibilizar todos os seus meios físicos e humanos para colaborar noPlano Geral de Contingência do Distrito onde está inserido desde que isso sejasolicitado e aprovado superiormente;Deverá ser constituída no Lar equipa de voluntariado para poder fornecer apoio emsituação de crise que pode enquadrar colaboradores, familiares, amigos e residentes.Esse grupo será coordenado pela Comissão Coordenadora.!


A constituição do grupo de voluntariado deverá ser publicada e informada aosparceiros da comunidade. Este grupo pode ser constituido por trabalhadores, amigos,familiares e até residentes, devendo realizar-se algum trabalho de formação informal.BIBLIOGRAFIA1. Wilde J. 2009 H1N1/swine flu -- anatomy of an outbreak. ED Management[serial on the Internet]. (2009, June 02), [cited August 31, 2009]: 1-2. Availablefrom: CINAHL Plus with Full Text.2. Death of Dutch patient raises concerns over Tamiflu-resistant H1N1. InfectiousDisease News [serial on the Internet]. (2008, Oct), [cited August 31, 2009];21(10): 30. Available from: Academic Search Complete.3. Death of Dutch patient raises concerns over Tamiflu-resistant H1N1. InfectiousDiseases in Children [serial on the Internet]. (2008, Nov), [cited August 31,2009]; 21(11): 46. Available from: Academic Search Complete.4. KAJI M, WATANABE A, AIZAWA H. Differences in clinical features betweeninfluenza A H1N1, A H3N2, and B in adult patients. Respirology [serial on theInternet]. (2003, June), [cited August 31, 2009]; 8(2): 231-233. Available from:Academic Search Complete.Malik Peiris J, Poon L, Guan Y. Emergence of a novel swine-origin influenza Avirus (S-OIV) H1N1 virus in humans. Journal of Clinical Virology [serial on theInternet]. (2009, July), [cited August 31, 2009]; 45(3): 169-173. Available from:Academic Search Complete.5. Evaluation of Rapid Influenza Diagnostic Tests for Detection of Novel InfluenzaA (H1N1) Virus -- United States, 2009. MMWR: Morbidity & Mortality WeeklyReport [serial on the Internet]. (2009, Aug 07), [cited August 31, 2009]; 58(30):826-829. Available from: Nursing & Allied Health Collection: Comprehensive.6. Krisberg K. Global public health mobilizes to confront H1N1 flu outbreak. (Coverstory). Nation's Health [serial on the Internet]. (2009, June), [cited August 31,2009]; 39(5): 1-12. Available from: Academic Search Complete.7. H5N1 And H1N1 Virus Update. Singapore Tourism Report [serial on theInternet]. (2009, July), [cited August 31, 2009]: 39-40. Available from: BusinessSource Complete."


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