Manual da música do Brasil
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Projeto Setorial Integra<strong>do</strong> Música <strong>do</strong> <strong>Brasil</strong><strong>Manual</strong> <strong>do</strong> Exporta<strong>do</strong>rDiagramação: Laura GillonConsultoria técnica: David En<strong>do</strong>, Fernan<strong>do</strong> Yazbek, Michel PerrinCompilação <strong>do</strong>s <strong>da</strong><strong>do</strong>s: Ana NogueiraRevisão técnica e re<strong>da</strong>ção final: Jerome VonkElabora<strong>do</strong> e publica<strong>do</strong> em 20062
ÍndiceÍndiceIntrodução ..............................................................................................................................4Você está pronto para exportar? .............................................................................5Avalian<strong>do</strong> seu potencial de exportação ...............................................................8Plano de negócios..............................................................................................................9O que exportar?.............................................................................................................. 10Importância <strong>da</strong> ativi<strong>da</strong>de exporta<strong>do</strong>ra............................................................... 11Capítulo 1 - Exportação FísicaExportação direta ........................................................................................................... 14Exportação indireta ....................................................................................................... 17Procedimentos administrativos na exportação ............................................. 19Siscomex .................................................................................................................... 20Classificação fiscal <strong>da</strong>s merca<strong>do</strong>rias ............................................................ 21Documentos exigi<strong>do</strong>s para os procedimentosde exportação direta.......................................................................................... 22Documentos exigi<strong>do</strong>s na exportação indireta .................................... 24Incoterms (termos internacionais <strong>do</strong> comércio)................................ 26Transporte internacional .................................................................................. 26Seguro de transporte internacional ........................................................... 27Formas de pagamento ....................................................................................... 27Câmbio .......................................................................................................................29Cap. 2 – Exportação DigitalO merca<strong>do</strong> <strong>da</strong> música digital ................................................................................... 33Estimativas de crescimento ....................................................................................... 34Comercialização digital = exportação digital! ................................................. 35O acervo digital ............................................................................................................... 35Ven<strong>da</strong>s ................................................................................................................................... 36Benefícios e obstáculos................................................................................................ 37Cap. 3 – Licenciamentos no exterior .................................................... 38Cap. 4 – Formação <strong>do</strong> preço de exportação .................................. 40Cap. 5 – Glossário digital .................................................................................. 41Cap. 6 – Exporta Fácil – Correios............................................................. 45Cap. 7 – Links úteis ................................................................................................. 473
IntroduçãoIntroduçãoA palavra <strong>Brasil</strong> sempre exerce algum tipo de fascínio naquele que a lê, ouveou pronuncia. Somos o país <strong>da</strong>s cores, <strong>do</strong>s aromas e <strong>do</strong>s sons, como tambémsomos sinônimo de diversi<strong>da</strong>de. Misturamos de forma harmoniosa culturas,crenças, costumes, histórias e esperanças <strong>do</strong>s quatro cantos <strong>do</strong> mun<strong>do</strong>.A varie<strong>da</strong>de é, portanto, a causa e a conseqüência de nosso mo<strong>do</strong> de vi<strong>da</strong> epode ser vivencia<strong>da</strong> em to<strong>da</strong>s as manifestações artísticas como literatura,pintura, <strong>da</strong>nça, artesanato, mo<strong>da</strong> e MÚSICA!A Música <strong>do</strong> <strong>Brasil</strong> não precisa de tradução para ser aprecia<strong>da</strong> lá fora, e temuma vocação natural para ser exporta<strong>da</strong>. Assim como alguns países sãoconheci<strong>do</strong>s como o país <strong>do</strong> vinho, <strong>do</strong> queijo ou <strong>do</strong> chocolate, o <strong>Brasil</strong> deve emerece ser reconheci<strong>do</strong> como o país <strong>da</strong> música, e sua exportação aconseqüência natural de um merca<strong>do</strong> forte e atuante.Exportar música brasileira, portanto, não é apenas uma questão de economiade escala, de aumento de ven<strong>da</strong>s e margens, ou de se contornar os problemaspontuais <strong>do</strong> merca<strong>do</strong> local; esta ativi<strong>da</strong>de não deve ser encara<strong>da</strong> como umaporta de emergência, nem como uma solução mágica em busca de uma justalucrativi<strong>da</strong>de.A Música <strong>do</strong> <strong>Brasil</strong> já vive no inconsciente coletivo <strong>da</strong>s pessoas, ao re<strong>do</strong>r<strong>do</strong> mun<strong>do</strong>, e cabe a nós preparar o terreno para que ela ocupe de fatoseu mereci<strong>do</strong> lugar – como bem cultural e produto de consumo.Exportar música é, em última instância, o reconhecimento e a conseqüência deum trabalho bem feito dentro <strong>do</strong> <strong>Brasil</strong>. O mun<strong>do</strong> se tornou um imensomerca<strong>do</strong>, e empresas de to<strong>da</strong>s as partes competem entre si. Exportar músicanão é simplesmente saber fazer contas e conhecer os trâmites burocráticospara remessa de merca<strong>do</strong>rias; trata-se acima de tu<strong>do</strong> de entender o que oconsumi<strong>do</strong>r, nas diversas partes <strong>do</strong> mun<strong>do</strong>, procura ouvir, e como fazer chegarsua música até ele.Exporta-se música (no caso específico deste manual, música grava<strong>da</strong>) dediversas maneiras: através <strong>do</strong> envio <strong>do</strong> produto físico (como o CD), peladistribuição virtual via internet (<strong>do</strong>wnload de faixas, por exemplo) e pelolicenciamento de fonogramas (música grava<strong>da</strong> em algum tipo de suporte físico)para terceiros.4
Você está pronto para exportar?Você está pronto para exportar?Antes de tu<strong>do</strong>, você precisa avaliar o quanto sua empresa está prepara<strong>da</strong>para encarar os desafios <strong>do</strong> merca<strong>do</strong> externo. Para tanto, você precisaconferir os pontos que seguem; leia com atenção e respon<strong>da</strong> comhonesti<strong>da</strong>de e serie<strong>da</strong>de.Expectativas e metasVocê tem uma previsão realista <strong>do</strong> que pretende fazer?Qual o tipo de música você pretende exportar? Há merca<strong>do</strong>s, ouoportuni<strong>da</strong>des de se abrir um novo merca<strong>do</strong> com ela?Você tem uma visão clara de to<strong>do</strong> o processo burocrático?Este manual pretende esclarecê-lo sobre este e outros pontos de vista, e valefrisar que não se trata de nenhum bicho de sete cabeças.Você está prepara<strong>do</strong> para fazer negócios de uma maneira diferente?Exportar música é antes de tu<strong>do</strong> entrar em contato com outras culturas,crenças, valores e mo<strong>do</strong>s de viver. Os costumes estrangeiros às vezescoincidem com os nossos, outras vezes são diametralmente opostos. Atrasos,de qualquer espécie, por exemplo, são uma afronta pessoal em diversos países;nosso “jeitinho”, em algumas situações, chega a assustar os interlocutores.Você tem uma idéia de como o merca<strong>do</strong> internacional funciona?Este tipo de informação você já encontra facilmente em nosso site(www.musica<strong>do</strong>brasil.org.br). São estu<strong>do</strong>s sobre como o merca<strong>do</strong> funciona noJapão e Argentina, por exemplo, e sua leitura é obrigatória para se entender adinâmica destes territórios diversos.Recursos HumanosVocê está estrutura<strong>do</strong> para atender a uma deman<strong>da</strong> extra?Esta pergunta não é nenhuma brincadeira, muito pelo contrário. O merca<strong>do</strong>musical funciona no regime 24 horas vezes 7 dias por semana,ininterruptamente, 365 dias por ano. Não se recupera a ven<strong>da</strong> perdi<strong>da</strong>, comonão se vende o jornal de ontem. A concorrência é grande, lembre-se, eprodutos são substituí<strong>do</strong>s por semelhantes, em caso de falta.5
Você está pronto para exportar?Você dispõe de tempo, ou tem um funcionário especificamente aloca<strong>do</strong> paraconduzir to<strong>do</strong> o processo?Exportar música significa manter um relacionamento habitual e pertinente comseus interlocutores no exterior, alimenta<strong>do</strong>-os com informações e produtosque aten<strong>da</strong>m suas necessi<strong>da</strong>des. Falar a língua deles talvez seja o supra-sumo,mas inglês é básico. Além disso, a “conversa” deve ser constante, e depreferência proativa de sua parte.Você tem como responder rapi<strong>da</strong>mente às dúvi<strong>da</strong>s e às deman<strong>da</strong>s por parte<strong>do</strong>s seus potenciais clientes?Isto é crucial, e já mencionamos antes. O merca<strong>do</strong> <strong>da</strong> música gira em uma grandeveloci<strong>da</strong>de, e música, em forma de um determina<strong>do</strong> produto com característicaspróprias, é perecível. Seus clientes sempre vão exigir veloci<strong>da</strong>de de sua parte, sejapara obter informações para poder tomar decisões, seja para receber rapi<strong>da</strong>mente oque compraram de você para revenderem em seus territórios.Você tem conhecimentos de marketing?Conhecer algumas ferramentas de marketing e saber utilizá-las não é mais umluxo, mas uma necessi<strong>da</strong>de imperiosa. Em um mun<strong>do</strong> onde reina a over<strong>do</strong>sede informação, é preciso saber como encaminhar suas mensagens para queelas cheguem aos ouvi<strong>do</strong>s <strong>do</strong>s seus clientes. Não se ilu<strong>da</strong>; sem algum tipo deesforço (leia-se investimento) em marketing, o sucesso artístico e comercial ficadifícil de ser alcança<strong>do</strong>.Você está prepara<strong>do</strong> para contornar as diferenças culturais e lingüísticas?Disso também já falamos, e o reca<strong>do</strong> aqui é o de se reconhecer a diversi<strong>da</strong>de<strong>da</strong>s pessoas que povoam o mun<strong>do</strong>. É respeitar para ser respeita<strong>do</strong>, é cumprircom aquilo que foi acor<strong>da</strong><strong>do</strong>, é não querer ser mais esperto <strong>do</strong> que o outro.Aspectos financeiros e legaisVocê tem acesso à capital para eventualmente financiar uma grande deman<strong>da</strong>de produtos?Imagine que seus produtos comecem a fazer sucesso no exterior, e que vocêreceba pedi<strong>do</strong>s em número bem superior ao que você possa imaginar. Comoé que você, por exemplo, equilibra a equação de custos industriais (fabricação<strong>do</strong> CD), que se paga a curto prazo, e recebimento a médio prazo?Você está ciente de to<strong>do</strong>s os aspectos legais e tributários inerentes àexportação? Você está apto a entender os processos cambiais?Além de to<strong>da</strong>s as explicações necessárias, você vai encontrar neste manual (e no sitewww.musica<strong>do</strong>brasil.org.br) uma extensa lista de links, sempre atualiza<strong>da</strong>, para quevocê possa acessar rapi<strong>da</strong>mente este tipo de informação na ponta <strong>do</strong>s seus de<strong>do</strong>s.6
Você está pronto para exportar?Você sabe o que fazer para proteger sua proprie<strong>da</strong>de intelectual, se isto fornecessário?Esta proteção se faz necessária em to<strong>da</strong>s as mo<strong>da</strong>li<strong>da</strong>des de exportação (física,distribuição digital, licenciamento de fonogramas), e to<strong>do</strong> cui<strong>da</strong><strong>do</strong> paraproteger os legítimos direitos <strong>da</strong>s partes envolvi<strong>da</strong>s é pouco. Você precisaconhecer as leis que regem o assunto, e os diversos organismos e recursos quepodem auxiliá-lo nesta tarefa de zelar pelo seu bem.ConcorrênciaVocê está familiariza<strong>do</strong> com pesquisas de merca<strong>do</strong>?O merca<strong>do</strong> <strong>da</strong> música desafia constantemente as pesquisas de merca<strong>do</strong>, já queo sucesso, tendências e modismos sonoros são imprevisíveis. Mas isto nãoequivale a dizer que pesquisas de merca<strong>do</strong>, e de público, não sejamimportantes, muito pelo contrário. Elas devem servir como ponto de parti<strong>da</strong>, enão de chega<strong>da</strong>, e aju<strong>da</strong>r a traçar o seu planejamento comercial e demarketing.A intenção destas perguntasnão é desestimular, mas simcapacitar você e sua empresapara concorrer de maneiraprofissional no merca<strong>do</strong>internacional <strong>da</strong> música.Você tem como aferir a real possibili<strong>da</strong>de de sucesso de seus produtos?A pergunta é capciosa, já que os ingredientes <strong>do</strong> sucesso comercial e artísticosão varia<strong>do</strong>s, e admitem diversas misturas. O que vale é afinar a sensibili<strong>da</strong>deespecífica para ca<strong>da</strong> merca<strong>do</strong> e perfil de consumi<strong>do</strong>r, e prestar atenção nocomportamento <strong>do</strong>s seus clientes, e <strong>do</strong>s clientes <strong>do</strong>s seus clientes.Você tem um plano de ação para entrar no merca<strong>do</strong> internacional, ou emdetermina<strong>do</strong>s territórios?Ou vai na raça mesmo, entran<strong>do</strong> de peito aberto, em merca<strong>do</strong>s nunca antesvisita<strong>do</strong>s? É sempre bom fazer um rascunho antes, ou não? Sem o famosoplano de negócios, não se faz na<strong>da</strong> hoje de maneira empresarial, tanto no <strong>Brasil</strong>como no exterior.Você sabe quem são seus concorrentes?Não adianta dizer que o tipo de música com o qual você trabalha é único, eque não há concorrente para você. O importante é descobrir o que disputa,com você, a atenção e o bolso <strong>do</strong> seu potencial cliente. Pode nem ser música,mas alguma outra forma de entretenimento, por exemplo.7
Avalian<strong>do</strong> seu potencial de exportaçãovalian<strong>do</strong> seu potencial Ade exportaçãoOs seguintes fatores são importantes e devem ser considera<strong>do</strong>s quan<strong>do</strong> vocêplaneja exportar:Perfil <strong>do</strong> consumi<strong>do</strong>rSeu produto já é conheci<strong>do</strong> no exterior? Em caso negativo, quem vocêimagina ser o público-alvo? É um produto de apelo popular ou é um produtode nicho (segmenta<strong>do</strong>)?Quais os reais diferenciais <strong>do</strong> seu produto? Qual é a percepção <strong>do</strong> potencialconsumi<strong>do</strong>r?ProdutoSeu produto está adequa<strong>do</strong> às normas internacionais?A embalagem de seu produto é atrativa e explicativa?Seu produto é legível em idioma estrangeiro?TransporteQual a mo<strong>da</strong>li<strong>da</strong>de a ser escolhi<strong>da</strong> e os custos a serem envolvi<strong>do</strong>s?Quais as variáveis que incidem no preço final?Formação de preçoComo montar o preço de seu produto?A que preço seus concorrentes trabalham?8
Plano de negóciosPlano de negóciosA maneira mais segura e profissional para avaliar o potencial de exportaçãode sua empresa ou de seus produtos é elaborar um plano de negócios paraexportação (o famoso business plan!). Um plano básico consiste em:Introdução• objetivos a serem alcança<strong>do</strong>s com este plano de negócios;• territórios a serem explora<strong>do</strong>s;• metas de ven<strong>da</strong>s.Aspectos organizacionais• quem fará esse trabalho?;• o quanto desse trabalho será terceiriza<strong>do</strong>?;• alianças estratégicas.Produtos• descrição <strong>da</strong> linha de produtos;• diferenciais;- pontos fortes e pontos fracos;- oportuni<strong>da</strong>des e ameaças;- a<strong>da</strong>ptações necessárias para o merca<strong>do</strong> externo.Merca<strong>do</strong> externo• pesquisa de merca<strong>do</strong>;• merca<strong>do</strong> potencial;• perfil de consumo;• concorrência;• barreiras alfandegárias;• barreiras tributárias;• tendências <strong>do</strong> merca<strong>do</strong>.Plano de ação• territórios escolhi<strong>do</strong>s;• análise <strong>da</strong> concorrência;• posicionamento <strong>do</strong> produto;• formação de preço;• promoção / divulgação;• distribuição.9
Plano de negóciosAspectos legais e logísticos• proteção de proprie<strong>da</strong>de intelectual;• contratos, <strong>do</strong>cumentos.Aspectos financeiros• orçamento;• financiamento <strong>da</strong>s operações.Divulgação e promoção• publici<strong>da</strong>de;• materiais promocionais;• mala direta;• imprensa;• visitas pessoais;• feiras de negócios;• Internet.Elementos de formação <strong>do</strong> preço• marketing e promoção;• produção;• embalagem;• <strong>do</strong>cumentação;• transporte;• alfândega;• financiamento.O que exportar?A Música <strong>do</strong> <strong>Brasil</strong> pode serexporta<strong>da</strong> de três formas, asaber:1. exportação física;2. exportação digital; e3. licenciamento.Como é de seu conhecimento, a indústria <strong>da</strong> música, e, sobretu<strong>do</strong> a indústriafonográfica, está passan<strong>do</strong> por uma radical transformação, em grande parte devi<strong>da</strong>à criação <strong>do</strong> mun<strong>do</strong> digital, pela múltipla oferta de opções de entretenimento epela conseqüente mu<strong>da</strong>nça de hábitos e de comportamento <strong>do</strong> consumi<strong>do</strong>r.O produto físico, CD ou DVD, ain<strong>da</strong> responde pela maior parte <strong>da</strong>s ven<strong>da</strong>s<strong>da</strong>s grava<strong>do</strong>ras, no mun<strong>do</strong> to<strong>do</strong>, e a comercialização de conteú<strong>do</strong> digital (viainternet ou telefonia celular) representa por volta de 6% <strong>do</strong> faturamentoglobal. A tendência, to<strong>da</strong>via, é a de um crescimento constante e rápi<strong>do</strong> destanova “forma” de produto, sobretu<strong>do</strong> em merca<strong>do</strong>s tecnologicamente maisadianta<strong>do</strong>s, como Japão, Esta<strong>do</strong>s Uni<strong>do</strong>s e alguns países <strong>da</strong> Europa.10
Plano de negóciosPara fins de maior clareza, usaremos a partir de agora o termo “disco”,onde for aplicável, para descrever o produto fonográfico físico (CD ouDVD). Da mesma forma, onde for pertinente, será utiliza<strong>da</strong> a palavra“fonograma”, que equivale à fixação sonora de determina<strong>da</strong> obramusical, comumente conheci<strong>da</strong> por faixa (de um disco) ou arquivomusical (em MP3, por exemplo). Finalmente, território é utiliza<strong>do</strong>, nocontexto deste manual, como sinônimo de país.1Importância <strong>da</strong> ativi<strong>da</strong>de exporta<strong>do</strong>raExportar, sob uma ótica econômica e financeira significa, por um la<strong>do</strong>, criarcerta independência merca<strong>do</strong>lógica em relação à deman<strong>da</strong> interna e, pelooutro, garantir uma determina<strong>da</strong> independência financeira em relação aofaturamento em moe<strong>da</strong> nacional. Exportar música, porém, tem suascaracterísticas próprias, oriun<strong>da</strong>s <strong>do</strong> próprio processo <strong>da</strong> produção ecomercialização musical, que devem ser observa<strong>da</strong>s com cui<strong>da</strong><strong>do</strong>.Como forma de financiamento de projetosOs custos de criação <strong>do</strong> produto musical (a gravação de fonogramas) exigemuma capaci<strong>da</strong>de de financiamento, cujo retorno no merca<strong>do</strong> interno, além de serlento, é extremamente aleatório. Encontrar patrocina<strong>do</strong>res no <strong>Brasil</strong>, oudesenvolver projetos especiais para captação de verbas já são, há algum tempo,<strong>do</strong>is caminhos para tentar ajustar este desequilíbrio. A exportação de produtosmusicais, quer seja direta ou indireta, de produto acaba<strong>do</strong> ou por licenciamento,oferece uma capaci<strong>da</strong>de diferencia<strong>da</strong> de obter recursos. O produtor musicalpode encontrar nos distribui<strong>do</strong>res estrangeiros, por exemplo, recursos parafinanciamento de projetos, a custo baixo, cuja garantia, em contraparti<strong>da</strong>, será ofornecimento <strong>do</strong> próprio produto. Isto pode levar, provavelmente, à interferênciana escolha <strong>do</strong> conteú<strong>do</strong> e repertório, por exemplo, como seria no caso de umpatrocina<strong>do</strong>r local. Porém, este casamento, dura<strong>do</strong>uro ou não, tem a vantagemconsiderável de não interferir na política comercial no merca<strong>do</strong> interno.No relacionamento com os artistasSe considerarmos a expressão artística (intérpretes, músicos, compositores) comoprincipal “insumo” <strong>do</strong> produto musical, constatamos que a ação exporta<strong>do</strong>rapropicia sinergias consideráveis entre ambos. A projeção de um artista no exterior,em casa de espetáculos, é significantemente facilita<strong>da</strong> pela prévia existência deprodutos musicais <strong>da</strong>quele artista, consumi<strong>do</strong>s pelos habitantes <strong>da</strong>quela região. Poroutro la<strong>do</strong>, estes mesmos espetáculos, as entrevistas, as programações radiofônicas,tendem a gerar um sensível aumento de ven<strong>da</strong>s <strong>do</strong> produto.11
Plano de negóciosAlém de sua importância econômica, a ativi<strong>da</strong>de comercial exporta<strong>do</strong>ra éestratégica, no que diz respeito ao relacionamento com o artista. Ela permiteao produtor fonográfico negociar, com maior facili<strong>da</strong>de, as relações contratuais,assim como estabelecer uma parceria mais dura<strong>do</strong>ura, influencia<strong>da</strong> pelaprojeção internacional <strong>da</strong> imagem <strong>do</strong> artista, decorrente <strong>da</strong> sua presença nosmerca<strong>do</strong>s estrangeiros. A mesma projeção internacional contribui tambémpara valorizar sua imagem no merca<strong>do</strong> interno, em um efeito bumeranguemuito freqüente na “socie<strong>da</strong>de <strong>do</strong> espetáculo”.Os benefícios <strong>da</strong> empresa que exportaPara o <strong>Brasil</strong>, a ativi<strong>da</strong>deexporta<strong>do</strong>ra tem tambémimportância estratégica, poiscontribui para a geração deren<strong>da</strong> e emprego, para aentra<strong>da</strong> <strong>da</strong>s divisas necessáriasao equilíbrio <strong>da</strong>s contasexternas e para a promoção <strong>do</strong>desenvolvimento econômico.No caso específico <strong>da</strong> música,os benefícios ampliam-se, portratar-se também de um bemcultural, que aju<strong>da</strong> ao mesmotempo a construir e difundir amarca “<strong>Brasil</strong>”.Exportar música, além <strong>do</strong>s aspectos financeiros e econômicos acima menciona<strong>do</strong>s,goza de um relevante benefício tributário, pois a empresa que desenvolve estaativi<strong>da</strong>de é isenta <strong>do</strong> recolhimento de uma série de impostos, como:• não há incidência <strong>do</strong> Imposto sobre Produtos Industrializa<strong>do</strong>s (IPI);• o Imposto sobre a Circulação de Merca<strong>do</strong>rias e Serviços (ICMS)tampouco incide sobre operações de exportação de produtosindustrializa<strong>do</strong>s, produtos semi-elabora<strong>do</strong>s, produtos primários ouprestação de serviço;• na determinação <strong>da</strong> base de cálculo <strong>da</strong> Contribuição paraFinanciamento <strong>da</strong> Seguri<strong>da</strong>de Social (Cofins), são excluí<strong>da</strong>s as receitasdecorrentes <strong>da</strong> exportação;• as receitas decorrentes <strong>da</strong> exportação são também isentas <strong>da</strong>contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e para oPrograma de Formação <strong>do</strong> Patrimônio <strong>do</strong> Servi<strong>do</strong>r Público (Pasep); e• o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) aplica<strong>do</strong> às operações decâmbio vincula<strong>da</strong>s à exportação de bens e serviços tem alíquota zero.Além disso, de um ponto de vista de recursos humanos, ven<strong>da</strong>s e marketing, aativi<strong>da</strong>de de comércio exterior também traz benefícios tais como:• aumento <strong>da</strong> capaci<strong>da</strong>de inova<strong>do</strong>ra: as empresas exporta<strong>do</strong>ras tendem ainovar, utilizam um número maior de novos processos de “fabricação”,a<strong>do</strong>tam programas de quali<strong>da</strong>de e desenvolvem novos produtos commaior freqüência;• aperfeiçoamento de recursos humanos: destacam-se na área de recursoshumanos e oferecem oportuni<strong>da</strong>des de treinamento a seus funcionários,como também preocupam-se com o desenvolvimento <strong>do</strong>s processosgerenciais necessários;• melhoria no processo de comercialização: há uma preocupação maiorna elaboração de contratos precisos e claros, como também noestabelecimento correto <strong>da</strong>s reais condições de ven<strong>da</strong>s;12
Plano de negócios• maior projeção <strong>da</strong> imagem <strong>da</strong> empresa: a imagem de empresaexporta<strong>do</strong>ra, associa<strong>da</strong> aos merca<strong>do</strong>s externos, em geral mais exigentes<strong>do</strong> que o interno, é uma referência importante, nos contatos <strong>da</strong>empresa no <strong>Brasil</strong> e no exterior, e gera reflexos positivos para os seusclientes e fornece<strong>do</strong>res.Em resumo, a exportação assume grande relevância para a empresa,pois é o caminho mais eficaz para garantir o seu próprio futuro em umambiente ca<strong>da</strong> vez mais competitivo, que exige <strong>da</strong>s empresas brasileirasplena capacitação para enfrentar a concorrência estrangeira, tanto no<strong>Brasil</strong> como no exterior.13
Exportação física11Exportação físicaAbor<strong>da</strong>r a questão <strong>da</strong> exportação física <strong>da</strong> Música <strong>Brasil</strong>eira, sobretu<strong>do</strong> namo<strong>da</strong>li<strong>da</strong>de de exportação direta, pode parecer anacrônico e distante <strong>da</strong>reali<strong>da</strong>de, por diversos motivos:a) o mun<strong>do</strong> digital, ain<strong>da</strong> distante no <strong>Brasil</strong>, já está devi<strong>da</strong>mente instala<strong>do</strong> nosmerca<strong>do</strong>s compra<strong>do</strong>res de nossa música, como Esta<strong>do</strong>s Uni<strong>do</strong>s, Japão ealguns países <strong>da</strong> Europa. A reali<strong>da</strong>de deste tipo de consumo cresce dia adia, e estabelece um novo paradigma para a indústria fonográfica: não sevendem mais discos (com 12 ou 14 músicas), mas sim faixas avulsas. E nãose trata mais de deter a posse <strong>da</strong> música, mas sim de ter acesso a ela;b) o pequeno e médio produtor fonográfico tem como vocação básica aprocura e o desenvolvimento de talentos, e assumir a tarefa detambém ocupar-se <strong>do</strong> processo de exportação, uma ativi<strong>da</strong>deburocrática e que exige dedicação constante, é conflitante, pela falta derecursos humanos e de tempo;c) existem alternativas de merca<strong>do</strong>, quan<strong>do</strong> se fala em exportaçãoindireta, com algumas empresas bem estabeleci<strong>da</strong>s neste ramoespecífico <strong>do</strong> comércio exterior.É importante, contu<strong>do</strong>, conhecer os processos envolvi<strong>do</strong>s na exportação física, jáque o “espírito <strong>do</strong> negócio” se encontra neles e acaba se reproduzin<strong>do</strong> nas outrasmo<strong>da</strong>li<strong>da</strong>des – exportação digital e licenciamento – que abor<strong>da</strong>remos adiante.Exportação diretaPor exportação direta, entende-se a ven<strong>da</strong> de produtos fonográficosacaba<strong>do</strong>s, sob diversos formatos, com expedição física para o exterior,para importa<strong>do</strong>res, lojistas ou consumi<strong>do</strong>res finais.Posicionamento merca<strong>do</strong>lógicoAnálise <strong>do</strong> potencialComo sempre, em to<strong>da</strong> ativi<strong>da</strong>de exporta<strong>do</strong>ra, a percepção adequa<strong>da</strong> <strong>do</strong>potencial comercial de um determina<strong>do</strong> produto representa o primeiro obstáculocomplexo a ser supera<strong>do</strong>. Quan<strong>do</strong> se trata de música, porém, a complexi<strong>da</strong>de émaior, pois depende <strong>do</strong> gosto artístico <strong>do</strong> consumi<strong>do</strong>r estrangeiro, emdetermina<strong>do</strong> momento e em determina<strong>do</strong> território. Trata-se de uma informaçãoefêmera e perecível, já que seu prazo de vali<strong>da</strong>de é curto. No entanto, é umainformação indispensável para se dimensionar a necessi<strong>da</strong>de de promoçãocomercial. Em um primeiro momento, existem várias perguntas a ser feitas – emuitas vezes detalha<strong>da</strong>s regionalmente –, pois o consumo de música estrangeirararamente segue padrões homogêneos dentro de um mesmo território:14
Exportação física• O gênero musical já é conheci<strong>do</strong> neste território? Qual foi suaven<strong>da</strong>gem nos últimos <strong>do</strong>ze meses? Qual é a atual?• Se o artista já for conheci<strong>do</strong>, qual é o histórico <strong>da</strong>s ven<strong>da</strong>s <strong>do</strong>s seusúltimos discos no território? Estes discos eram importa<strong>do</strong>s oulicencia<strong>do</strong>s?• Se o artista já se apresentou naquele território, qual é a média depúblico por show?Da promoção e <strong>do</strong>s canais de distribuiçãoEm função <strong>da</strong> avaliação <strong>do</strong> potencial comercial <strong>do</strong>s produtos, o produtorfonográfico/exporta<strong>do</strong>r deve alocar verbas promocionais adequa<strong>da</strong>s, conformeca<strong>da</strong> caso.Se vender para importa<strong>do</strong>res, os mesmos podem ou não ficar encarrega<strong>do</strong>s <strong>da</strong>promoção <strong>do</strong> produto. Na primeira hipótese, o preço de exportação deve serum pouco menor, para permitir ao importa<strong>do</strong>r destinar esta margem para finsde divulgação; também se deve prever uma cota de produtos promocionais, aserem distribuí<strong>do</strong>s gratuitamente. Na segun<strong>da</strong> hipótese, recomen<strong>da</strong>-se que oprodutor fonográfico/exporta<strong>do</strong>r contrate divulga<strong>do</strong>res locais e remunere-osdiretamente. Estes divulga<strong>do</strong>res devem atuar junto à imprensa local, ou seja,rádio, televisão e imprensa. O papel <strong>do</strong> importa<strong>do</strong>r limita-se então à logística<strong>da</strong> importação física, à manutenção e ao financiamento de um estoque local, eà administração <strong>da</strong> conta corrente e <strong>da</strong>s devoluções de produto.Se vender para lojistas, a situação é bastante similar à de um importa<strong>do</strong>r nãoenvolvi<strong>do</strong> na ação de divulgação, com o agravante de que a administração <strong>do</strong>crédito ao lojista fica por conta <strong>do</strong> exporta<strong>do</strong>r.Se vender diretamente ao público estrangeiro, as verbas são determina<strong>da</strong>spelos parceiros comerciais deste processo, geralmente websites, e é precisoentender bem o mo<strong>do</strong> de operação e o custo de promoção de produtosestabeleci<strong>do</strong> por ca<strong>da</strong> um deles.Convém salientar que, em to<strong>da</strong>s as hipóteses, o exporta<strong>do</strong>r deve projetar osdiversos cenários merca<strong>do</strong>lógicos possíveis e simular suas respectivaslucrativi<strong>da</strong>des, em função <strong>da</strong> capaci<strong>da</strong>de financeira <strong>do</strong> investimento.Além destes <strong>da</strong><strong>do</strong>s, diretamenteliga<strong>do</strong>s ao disco e ao artista,<strong>da</strong><strong>do</strong>s genéricos sobre omerca<strong>do</strong> musical local, sobrepreferências <strong>do</strong> público e sobrehábitos de consumo devem serrecolhi<strong>do</strong>s e leva<strong>do</strong>s emconsideração, para estabelecerestimativas.1Capacitação técnica (pessoal)As relações diretas com clientes estrangeiros exigem funcionários que<strong>do</strong>minem outros idiomas, familiariza<strong>do</strong>s com computa<strong>do</strong>res e os programasmais comuns (editor de texto e planilha eletrônica), e que tenham habili<strong>da</strong>decomprova<strong>da</strong> no uso <strong>da</strong> Internet e seus diversos aplicativos.15
Exportação física1Capital de giroAs necessi<strong>da</strong>des de capital de giro dependem diretamente <strong>da</strong> decisãoestratégica em outorgar ou não crédito ao cliente estrangeiro. Em casonegativo, o que se deve levar em conta é o prazo contrata<strong>do</strong> entre a entrega<strong>do</strong>s produtos e o recebimento <strong>do</strong> pagamento.Em caso de crédito ofereci<strong>do</strong> ao cliente, convém levar em consideração os valores:• <strong>do</strong> número de discos a serem coloca<strong>do</strong>s nas prateleiras;• <strong>do</strong> estoque necessário no importa<strong>do</strong>r, equivalente ao cálculo <strong>da</strong>estimativa de ven<strong>da</strong>s diárias multiplica<strong>da</strong> pelo número de diasnecessários para se realizar a exportação/importação;• <strong>do</strong> estoque disponível necessário, no <strong>Brasil</strong>, para se atender rapi<strong>da</strong>mentea um pedi<strong>do</strong>.ProcessosIniciala) Constituir um catálogo em formato digital, conten<strong>do</strong> os seguintes <strong>da</strong><strong>do</strong>s:• intérprete;• título;• formato (CD, DVD etc.);• referência no catálogo <strong>do</strong> produtor;• código de barras (13 dígitos);• gênero musical;• quanti<strong>da</strong>de de itens dentro <strong>da</strong> embalagem;• tipo de embalagem (digipack, por exemplo);• preço de ataca<strong>do</strong>;• ano de lançamento;• licenças eventualmente existentes;• tracking-list;• capa;• comentários em inglês sobre o produto.b) Ca<strong>da</strong>strar o “prospect” (futuro cliente):• nome legal <strong>da</strong> empresa;• nome fantasia <strong>da</strong> empresa;• contato;• endereço;• aeroporto mais próximo;• e-mail;• telefone(s);• fax;• referências bancárias.16
Exportação físicac) Receber o pedi<strong>do</strong>:• negociação <strong>do</strong>s termos (ver Incoterms);• negociação <strong>do</strong>s eventuais descontos por quanti<strong>da</strong>de;• negociação <strong>da</strong>s condições de transporte (courier, frete aéreo);• preparação <strong>da</strong> fatura pro-forma detalha<strong>da</strong> produto por produto;• informativo sobre os <strong>da</strong><strong>do</strong>s bancários <strong>do</strong> produtor (banco, agência, swift);• packing list.1d) Expedir (merca<strong>do</strong>rias e <strong>do</strong>cumentos):• fatura definitiva;• Air Way Bill;• outros <strong>do</strong>cumentos necessários.ReposiçãoA reposição corresponde geralmente a pedi<strong>do</strong>s menores e mais freqüentes,implican<strong>do</strong>, conseqüentemente, em custos maiores, forma<strong>do</strong> pela somatória <strong>do</strong>custo unitário <strong>da</strong>s quanti<strong>da</strong>des fabrica<strong>da</strong>s, <strong>do</strong> custo administrativo <strong>da</strong> operação deexportação (processamento, manuseio, faturamento, despacho), e <strong>do</strong> custo <strong>do</strong>frete por uni<strong>da</strong>de (lembre-se que esta ultima “conta” é paga pelo importa<strong>do</strong>r).Vantagens e desvantagensA exportação direta permite:• controle <strong>da</strong> margem de lucro;• melhor administração <strong>da</strong> relação licenças/exportação.A exportação direta, porém, resulta em:• custo unitário eleva<strong>do</strong> de reposição, que desequilibra a formação depreço <strong>do</strong> importa<strong>do</strong>r;• riscos eleva<strong>do</strong>s de cobrança e/ou necessi<strong>da</strong>de de acompanhamentoconstante <strong>da</strong> situação financeira <strong>do</strong>s clientes.Exportação indiretaPor exportação indireta, entende-se a ven<strong>da</strong> de produtos fonográficosacaba<strong>do</strong>s, sob diversos formatos, com expedição física no <strong>Brasil</strong>, e comfaturamento em moe<strong>da</strong> nacional, para uma empresa sedia<strong>da</strong> emterritório nacional, que se encarrega <strong>do</strong> envio <strong>do</strong>s discos ao seu destinofinal, no exterior.17
Exportação física1Canais de distribuiçãoO produtor fonográfico pode optar por uma exportação indireta, durante asvárias etapas <strong>do</strong> seu desenvolvimento comercial no exterior.Inicialmente, para testar rapi<strong>da</strong>mente a reação <strong>do</strong> merca<strong>do</strong> aos seus produtos,já que a empresa exporta<strong>do</strong>ra tem um prévio conhecimento <strong>da</strong> sensibili<strong>da</strong>de<strong>do</strong> merca<strong>do</strong> aos diversos tipos de música brasileira.Na fase de crescimento, para manter um abastecimento sustentável <strong>do</strong>s canaisconquista<strong>do</strong>s.Na maturi<strong>da</strong>de, para diminuir os riscos em operações de grande porte, queexigem crédito ou até ven<strong>da</strong>s em consignação.Este tipo de estratégia não é privativo <strong>da</strong> indústria fonográfica. Vale frisar,contu<strong>do</strong>, que a eficácia comprova<strong>da</strong> <strong>do</strong>s canais de distribuição e ven<strong>da</strong>sofereci<strong>do</strong>s pela empresa exporta<strong>do</strong>ra, os profissionais envolvi<strong>do</strong>s e seuconhecimento cultural em relação ao <strong>Brasil</strong> e à nossa música fortalecem estetipo de atuação comercial.Processos (para o produtor fonográfico)A parte merca<strong>do</strong>lógica será geralmente assumi<strong>da</strong> pelo exporta<strong>do</strong>r de fato, tantona pesquisa quanto na a<strong>da</strong>ptação <strong>do</strong>s canais ao produto.Do ponto de vista <strong>da</strong> manipulação <strong>da</strong> merca<strong>do</strong>ria, os processos não diferemde uma ven<strong>da</strong> no merca<strong>do</strong> interno; na parte contábil, os benefícios e isençõesfiscais permanecem no caso de uma importação indireta, já que a merca<strong>do</strong>riadestina-se ao merca<strong>do</strong> externo, fato este que deve ser expressamentemenciona<strong>do</strong> no corpo <strong>da</strong> nota fiscal de ven<strong>da</strong>.Quanto à cobrança, os valores são expressos em moe<strong>da</strong> nacional e recebi<strong>do</strong>scomo tal pelo produtor fonográfico nacional, caben<strong>do</strong> à empresa exporta<strong>do</strong>raos riscos cambiais inerentes à exportação.Vantagens e desvantagensA exportação indireta permite:• rapidez no processo inicial;• diminuição substancial <strong>do</strong> custo de prospecção, ou até o seudesaparecimento;• custo unitário baixo na reposição para o importa<strong>do</strong>r, já que a empresaexporta<strong>do</strong>ra poderá, a qualquer momento, suprir a rede externa compequenas quanti<strong>da</strong>des, a mesma sen<strong>do</strong> abasteci<strong>da</strong> constantemente deuma grande varie<strong>da</strong>de de itens de origens diversas;• supressão <strong>do</strong>s riscos de cobrança no exterior.18
Exportação físicaA exportação indireta, porém, poderá levar à:1• per<strong>da</strong> de controle <strong>da</strong> relação licenças/exportação;• diminuição <strong>da</strong> lucrativi<strong>da</strong>de unitária.Procedimentos administrativos na exportaçãoContamos com 2 intrumentos precisos e pontuais para nos aju<strong>da</strong>r aentender como funcionam os processos de exportação: o <strong>Manual</strong> Básico deExportação, publica<strong>do</strong> pela Fiesp e pelo Sebrae-SP, e o portal Aprenden<strong>do</strong> aExportar. Ambas publicações trazem-nos informações importantes sobre amatéria e sua leitura, mesmo que parcial, é obrigatória.Baixe o <strong>Manual</strong> Básico de Exportação emwww.sebraesp.com.br/topo/produtos/<strong>do</strong>cumentos_produtos/manual_basico_exportacao.pdf.Trata-se de um conciso e bem elabora<strong>do</strong> livreto (Fiesp/Sebrae-SP), de fácilleitura, no estilo perguntas e respostas.Acesse o portal Aprenden<strong>do</strong> a Exportar (www.aprenden<strong>do</strong>aexportar.gov.br. ).O site, que possui uma versão offline (e que pode ser grava<strong>da</strong> no computa<strong>do</strong>r),traz um roteiro interativo sobre o fluxograma <strong>da</strong>s etapas de exportação e umsimula<strong>do</strong>r para formação de preço de exportação.No <strong>Manual</strong> Básico de Exportação, às páginas 11 e 12, encontra-se umabreve explicação sobre a estrutura de comércio exterior <strong>do</strong> <strong>Brasil</strong> e oSiscomex (Sistema Integra<strong>do</strong> de Comércio Exterior), sistema administrativoque registra, acompanha e controla as diferentes etapas <strong>da</strong>s operações deexportação.Na página 25, encontra-se a necessária explicação sobre o Registro deExporta<strong>do</strong>res e Importa<strong>do</strong>res (REI), e logo a seguir são detalha<strong>do</strong>s algunsmecanismos simplifica<strong>do</strong>s de exportação, e o destaque é o Exporta Fácil, <strong>do</strong>sCorreios (veja adiante, à página 45).As principais mo<strong>da</strong>li<strong>da</strong>des de pagamento são explica<strong>da</strong>s nas páginas 28, 29, 30,31 e 32, e merecem a devi<strong>da</strong> atenção de qualquer um que esteja li<strong>da</strong>n<strong>do</strong> como merca<strong>do</strong> exterior; no que diz respeito ao aspecto tributário, a leitura <strong>da</strong>página 36 é fun<strong>da</strong>mental, já que a ativi<strong>da</strong>de exporta<strong>do</strong>ra é isenta <strong>do</strong> pagamentode alguns impostos, como ICMS, IPI, PIS e Cofins.Alguns <strong>do</strong>s <strong>do</strong>cumentos necessários para uma operação de exportação (veja alista completa nas páginas 38 a 42) são os seguintes:a) fatura pró-forma (pro forma invoice);b) fatura comercial (commercial invoice);c) romaneio de embarque (packing list);19
Exportação física1d) nota fiscal;e) certifica<strong>do</strong> de origem;f) registros eletrônicos <strong>do</strong> Siscomex;g) saque ou cambial;h) conhecimento de embarque;i) seguros;j) contrato de câmbio.O Sistema Geral dePreferências – SGPTrata-se de um sistema cria<strong>do</strong>em 1970 no âmbito <strong>da</strong>Conferência <strong>da</strong>s Nações Uni<strong>da</strong>ssobre o Comércio e oDesenvolvimento (Unctad), eque permite aos paísesdesenvolvi<strong>do</strong>s conceder isençãoou redução <strong>do</strong> imposto deimportação sobredetermina<strong>do</strong>s produtosprocedentes de países emdesenvolvimento, entre os quaiso <strong>Brasil</strong>.Veja-se também o breve detalhamento <strong>do</strong> Sistema Geral de Preferências àpágina 48, os cui<strong>da</strong><strong>do</strong>s com a embalagem <strong>do</strong>s produtos à página 56 , e a listacompleta <strong>do</strong>s Incoterms (Termos de Comércio Internacional) à página 67.Finalmente, vale a pena conhecer o conciso glossário de termos técnicos deexportação, que se encontra nas páginas 62 a 66.O portal Aprenden<strong>do</strong> a Exportar traz as mesmas informações que o<strong>Manual</strong> Básico de Exportação, que podem ser visualiza<strong>da</strong>s diretamente no site,ou armazen<strong>da</strong>s no seu computa<strong>do</strong>r para consulta offline. Você pode escolherentre ler sobre o assunto consultan<strong>do</strong> o referi<strong>do</strong> manual ou de formaeletrônica, na tela. O grande diferencial desta ferramenta de conhecimentointerativa é que ela oferece 3 simula<strong>do</strong>res:- de preço de exportação;- <strong>do</strong> Siscomex (veja adiante); e- <strong>do</strong> fluxograma de exportação.O simula<strong>do</strong>r de preço de exportação traz uma tabela nas qual se inseremos componentes <strong>do</strong> preço <strong>do</strong> merca<strong>do</strong> interno e aqueles que formam o preçode exportação. Com to<strong>do</strong>s os campos pertinentes preenchi<strong>do</strong>s (variáveis decusto como embalagem, comissão de ven<strong>da</strong>s, despesas com publici<strong>da</strong>de,impostos locais, seguro e transporte internacionais etc.), o simula<strong>do</strong>r permiteprojetar diversos cenários, em função <strong>do</strong> regime de ven<strong>da</strong> contrata<strong>do</strong>.O simula<strong>do</strong>r <strong>do</strong> Siscomex reproduz a tela deste sistema informatiza<strong>do</strong>, epode-se, através dele, acompanhar, passo a passo, o preenchimento de to<strong>da</strong>s astelas e campos necessários. Repleto de informações e dicas, aju<strong>da</strong> a desmistificaruma operação que, se não complexa, é no mínimo repleta de detalhes.O simula<strong>do</strong>r <strong>do</strong> fluxograma de exportação é a reprodução gráficailustra<strong>da</strong> de to<strong>do</strong> o processo de exportação, passo a passo, e apresenta aomesmo tempo um resumo de to<strong>da</strong> a <strong>do</strong>cumentação necessária.Exportar música em “forma de produto acaba<strong>do</strong>” requer muito mais <strong>do</strong>que apenas atender a um cliente, enviar CDs e DVDs e receber opagamento. É preciso familiarizar-se com os termos específicos econhecer a fun<strong>do</strong> os aspectos técnicos para realizar corretamente umaoperação de exportação.20
Exportação físicaO processo de exportação é uma ativi<strong>da</strong>de trabalhosa e pode parecer, àprimeira vista, complexa para leigos no assunto. Na reali<strong>da</strong>de, o trabalho exigeconhecimentos específicos e sempre atualiza<strong>do</strong>s no que diz respeito aocomércio exterior e às legislações internacionais que o regem.1A primeira e importante informação diz respeito à classificação fiscal demerca<strong>do</strong>rias, uma vez que estas são reconheci<strong>da</strong>s no comércio internacionalatravés de um código fiscal. Esta classificação é feita através <strong>da</strong> descrição deca<strong>da</strong> produto, e em conformi<strong>da</strong>de com características genéricas e detalhesespecíficos que correspondem a um código que identifica informações básicaspara a comercialização – como incidência de tributos e impacto de normasespecíficas de exportação e importação.Existem algumas classificações fiscais específicas de acor<strong>do</strong> com a zonacomercial em que se negocia. As mais tradicionais são <strong>do</strong> Mercosul(Nomenclatura Comum <strong>do</strong> Mercosul ou NCM) e, para os demais países, oSistema Harmoniza<strong>do</strong> ou SH.No merca<strong>do</strong> <strong>da</strong> música usam-se as seguintes classificações:CDs Grava<strong>do</strong>sCódigo NBM/SH Descrição Correlação NCM Descrição NCM8524.90.0200 DISCOS GRAVADOS 8524.32.00 DISCOS GRAVAD. P/DIGITALM.P/ LEITURALEIT. RAIO “LASER”OPTICA RAIO “LASER”REPROD. APENASDO SOMDVDs MusicaisCódigo NBM/SH Descrição Correlação NCM Descrição NCM8524.90.0200 DISCOS GRAVADOS 8524.39.00 OUTROS DISCOSDIGITALM. P/ LEITURA GRAVADOS P/OPTICA RAIO “LASER”LEITURA POR RAIO“LASER”Fonte: http://aliceweb.desenvolvimento.gov.br/A nomenclatura <strong>da</strong> classificação fiscal de merca<strong>do</strong>rias é de competência <strong>da</strong>Secretaria <strong>da</strong> Receita Federal (SRF), por intermédio <strong>da</strong> Coordenação-Geral <strong>do</strong>Sistema Aduaneiro e <strong>da</strong> Superintendência Regional <strong>da</strong> Receita Federal. Em caso dedúvi<strong>da</strong>s sobre a correta classificação fiscal de outras merca<strong>do</strong>rias fonográficas, ointeressa<strong>do</strong> deverá contatar a Uni<strong>da</strong>de <strong>da</strong> Receita Federal <strong>do</strong> seu <strong>do</strong>micílio fiscal.SiscomexO Sistema Integra<strong>do</strong> de Comércio Exterior (Siscomex) é o sistemaadministrativo <strong>do</strong> comércio exterior brasileiro que registra, acompanha econtrola as diferentes etapas <strong>da</strong>s operações de exportação.21
Exportação físicaFaz-se necessária também a emissão de um Certifica<strong>do</strong> de Origem ou Form“A”. Trata-se de um <strong>do</strong>cumento que atesta a origem <strong>do</strong> produto para uso <strong>do</strong>sbenefícios <strong>do</strong> Sistema Geral de Preferências (SGP). Esse impresso é preenchi<strong>do</strong>pelo exporta<strong>do</strong>r e visa<strong>do</strong> pelo Banco <strong>do</strong> <strong>Brasil</strong>.1Para contratar o câmbio junto ao banco, é preciso apresentar:• fatura comercial (invoice);• conhecimento de embarque (airway bill ou AWB);• certifica<strong>do</strong> de origem;• romaneio (packing list);• carta de crédito, saque ou cambial, dependen<strong>do</strong> <strong>da</strong> condição depagamento.A carta de crédito pode ser transferível ou irrevogável, ou seja, ela podeser transferi<strong>da</strong> a um ou mais beneficiários que, to<strong>da</strong>via, não têm o poder deefetuar outra transferência. Se constar na carta a expressão “irrevogável”,ela não pode ser altera<strong>da</strong> ou cancela<strong>da</strong> unilateralmente pelo importa<strong>do</strong>r, anão ser com a expressa concordância <strong>do</strong> exporta<strong>do</strong>r e sob a condição dea operação ser efetua<strong>da</strong> exclusivamente pelo banco emissor que abriu ocrédito.O saque ou cambial (draft ou bill of exchange) são títulos de crédito, passíveisde aceite e protesto, como também para uso em operações de desconto(financiamento). É uma ordem de pagamento que o importa<strong>do</strong>r emite, no seupaís, em favor <strong>do</strong> exporta<strong>do</strong>r. Este crédito representa segurança para ambas aspartes: o importa<strong>do</strong>r assegura-se que serão cumpri<strong>da</strong>s to<strong>da</strong>s as condiçõesestipula<strong>da</strong>s; o exporta<strong>do</strong>r tem certeza que o pagamento será efetua<strong>do</strong>, secumpri<strong>da</strong>s as exigências.Para estar em dia com o fisco e a contabili<strong>da</strong>de, é necessário exibir:• contrato de câmbio. Trata-se de um contrato de compra e ven<strong>da</strong> entreo exporta<strong>do</strong>r e o banco (autoriza<strong>do</strong> pelo Banco Central a operar ocâmbio), que converte o valor de ven<strong>da</strong> <strong>da</strong> merca<strong>do</strong>ria em moe<strong>da</strong>estrangeira para reais;• nota fiscal;• conhecimento de embarque (airway bill ou AWB);• fatura comercial (invoice).Os <strong>do</strong>cumentos referentes ao contrato de exportação são os seguintes:- fatura pro forma (proforma invoice). É um <strong>do</strong>cumento emiti<strong>do</strong> pelaexporta<strong>do</strong>ra, que contém os mesmos <strong>da</strong><strong>do</strong>s <strong>da</strong> fatura comercial, masnão possui valor comercial;- carta de crédito;- letra de câmbio;- contrato de câmbio (veja estes itens adiante).23
Exportação física1 No que diz respeito aos <strong>do</strong>cumentos referentes à merca<strong>do</strong>ria, sãonecessários:• registro de exportação (RE). Deve ser preenchi<strong>do</strong> através de umterminal de computa<strong>do</strong>r pelo exporta<strong>do</strong>r ou seu representante legalcredencia<strong>do</strong>, via Siscomex, informan<strong>do</strong> to<strong>da</strong>s as características <strong>da</strong>operação comercial, fiscal e cambial;• registro de operação de crédito (RC): é o conjunto de informaçõescomercial, financeira e cambial que caracteriza a ven<strong>da</strong> de merca<strong>do</strong>rias eserviços ao exterior, realiza<strong>da</strong>s a prazo (exportações financia<strong>da</strong>s) e comincidência de juros. Cabe ao exporta<strong>do</strong>r, ou ao seu representante legal,apresentar e informar para exame e efetivação <strong>do</strong> registro de operaçãode crédito - RC, em terminal conecta<strong>do</strong> ao Siscomex, to<strong>da</strong>s asinformações necessárias. O RC tem que ser solicita<strong>do</strong> antes <strong>do</strong> pedi<strong>do</strong>de emissão <strong>do</strong> RE;• nota fiscal;• despacho aduaneiro de exportação (DDE): deve ser emiti<strong>do</strong> através <strong>do</strong>Siscomex após a emissão <strong>da</strong> RE ou <strong>da</strong> RES (veja abaixo), mas antes <strong>da</strong>saí<strong>da</strong> <strong>da</strong> merca<strong>do</strong>ria para o exterior. Trata-se <strong>do</strong> <strong>do</strong>cumento queformaliza o início <strong>do</strong> despacho aduaneiro, físico e <strong>do</strong>cumental, e queinforma a presença e localização <strong>da</strong> merca<strong>do</strong>ria;• conhecimento de embarque (airway bill ou AWB);• fatura comercial (commercial invoice);• romaneio (packing list);• certifica<strong>do</strong> de origem.Outros <strong>do</strong>is <strong>do</strong>cumentos que podem se fazer necessários são:• registro de exportação simplifica<strong>do</strong> – RES (“Simplex”). Documentopreenchi<strong>do</strong>, via Siscomex, pelo exporta<strong>do</strong>r ou seu representante legalcredencia<strong>do</strong>. Utiliza<strong>do</strong> em exportações simplifica<strong>da</strong>s, abaixo deUS$ 10.000,00 (dez mil dólares);• declaração simplifica<strong>da</strong> de exportação – DSE: substitui a DDE emexportações simplifica<strong>da</strong>s (abaixo de US$ 10.000,00 - dez mil dólares).Documentos exigi<strong>do</strong>s na exportação indiretaRelembran<strong>do</strong>, o que é importação indireta?É o procedimento pelo qual a empresa vende seu produto merca<strong>do</strong>interno para uma empresa intermediária (comercial exporta<strong>do</strong>ra,importa<strong>do</strong>ra ou trading company), que por sua vez exporta o produtoacaba<strong>do</strong> para um importa<strong>do</strong>r no exterior.24
Exportação físicaOs <strong>do</strong>cumentos necessários para esta operação são:1• nota fiscal de ven<strong>da</strong>. É um <strong>do</strong>cumento preenchi<strong>do</strong> pelo exporta<strong>do</strong>r, paraque o produto nela constante tenha livre acesso, discriminan<strong>do</strong> to<strong>do</strong>s os<strong>da</strong><strong>do</strong>s <strong>do</strong> vende<strong>do</strong>r, to<strong>do</strong>s os <strong>da</strong><strong>do</strong>s <strong>do</strong> compra<strong>do</strong>r, os produtos, comseus devi<strong>do</strong>s preços, quanti<strong>da</strong>des, impostos e código de identificação <strong>do</strong>produto. Como é para fins de exportação, ela deve conter em seucorpo um carimbo ou escrituração com os seguintes dizeres: “Destinasea exportação e que os impostos não estão sen<strong>do</strong> cobra<strong>do</strong>s.Conforme Decreto 27.427/2000, livro I, Art. 47, Inc. II. Isenção de IPI,conforme art. 44, inciso decreto lei 87.981, de 28/12/82.”;• memoran<strong>do</strong> de exportação. Trata-se de um <strong>do</strong>cumento vincula<strong>do</strong> àlegislação estadual, que estabelece controle nas operações demerca<strong>do</strong>rias contempla<strong>da</strong>s com a desoneração <strong>do</strong> ICMS, nas ven<strong>da</strong>s demerca<strong>do</strong> interno, com o fim específico de exportação.A não-incidência <strong>do</strong> imposto fica condiciona<strong>da</strong> à comprovação <strong>da</strong> efetivaexportação, por meio de memoran<strong>do</strong> de exportação. O estabelecimentoexporta<strong>do</strong>r, além <strong>do</strong>s demais procedimentos a que estiver sujeito, deve emitiro memoran<strong>do</strong> de exportação, em duas vias, com as seguintes informações:• o número de ordem e o número <strong>da</strong> via;• a <strong>da</strong>ta <strong>da</strong> emissão;• o nome, o endereço e as inscrições estadual e no CNPJ <strong>do</strong>estabelecimento emitente;• o nome, o endereço e as inscrições estadual e no CNPJ, <strong>do</strong>estabelecimento remetente <strong>da</strong> merca<strong>do</strong>ria;• o número, a série e a <strong>da</strong>ta <strong>da</strong> nota fiscal <strong>do</strong> estabelecimento remetentee os <strong>da</strong><strong>do</strong>s <strong>do</strong> destinatário-exporta<strong>do</strong>r <strong>da</strong> merca<strong>do</strong>ria;• o número <strong>do</strong> despacho de exportação, a <strong>da</strong>ta de seu ato final e onúmero <strong>do</strong> registro de exportação;• o número e a <strong>da</strong>ta <strong>do</strong> conhecimento de embarque;• a discriminação <strong>da</strong> merca<strong>do</strong>ria exporta<strong>da</strong>;• o nome <strong>do</strong> país de destino <strong>da</strong> merca<strong>do</strong>ria;• a <strong>da</strong>ta e a assinatura <strong>do</strong> representante legal <strong>do</strong> estabelecimentoemitente.A emissão <strong>do</strong> memoran<strong>do</strong> deve ocorrer até o último dia <strong>do</strong> mês subseqüenteao <strong>da</strong> efetivação <strong>do</strong> embarque <strong>da</strong> merca<strong>do</strong>ria para o exterior; oestabelecimento destinatário-exporta<strong>do</strong>r encaminha ao estabelecimentoremetente a primeira via <strong>do</strong> memoran<strong>do</strong> de exportação, que é acompanha<strong>da</strong>de cópia <strong>do</strong> conhecimento de embarque, e o comprovante de exportaçãoemiti<strong>do</strong> pelo órgão competente.A segun<strong>da</strong> via <strong>do</strong> memoran<strong>do</strong> de exportação é anexa<strong>da</strong> à primeira via <strong>da</strong>nota fiscal <strong>do</strong> remetente ou à sua cópia reprográfica, fican<strong>do</strong> tais <strong>do</strong>cumentosno estabelecimento destinatário-exporta<strong>do</strong>r, para exibição ao fisco.25
Exportação física1Incoterms (International Commercial Terms) são as condições decomercialização fixa<strong>da</strong>s por regras internacionais defini<strong>da</strong>s pela Câmara deComércio Internacional. Estes termos comerciais são representa<strong>do</strong>s por meio desiglas forma<strong>da</strong>s por três letras e definem direitos e obrigações mínimos <strong>do</strong>vende<strong>do</strong>r e <strong>do</strong> compra<strong>do</strong>r com relação a fretes, seguros, movimentação emterminais, liberação em alfândegas e obtenção de <strong>do</strong>cumentos de um contratointernacional de ven<strong>da</strong> de merca<strong>do</strong>rias. A lista completa <strong>do</strong>s mesmos pode serencontra<strong>da</strong> no <strong>Manual</strong> Básico de Exportação e no site Aprenden<strong>do</strong> a Exportar(neste caso, com uma rica e auto-explicativa ilustração).Para exemplificar, citamos três condições comuns:• FOB (Free on Board/Livre a bor<strong>do</strong>) – o exporta<strong>do</strong>r tem a obrigação decolocar a merca<strong>do</strong>ria dentro <strong>do</strong> meio de transporte internacional,assumin<strong>do</strong> to<strong>do</strong>s os custos até aquele ponto. O importa<strong>do</strong>r é oresponsável pela contratação e pagamento <strong>do</strong> frete e seguro internacional;• C&F (Cost and Freight/Custo e Frete) – o exporta<strong>do</strong>r tem aobrigação de colocar a merca<strong>do</strong>ria dentro <strong>do</strong> meio de transporteinternacional e assumir os respectivos custos, além de contratar epagar o frete internacional até o destino no exterior;• CIF (Cost, Insurance and Freight/ Custo, Seguro e Frete) – semelhanteà condição anterior, apenas com o exporta<strong>do</strong>r sen<strong>do</strong> responsáveltambém pela contratação e pagamento <strong>do</strong> seguro contra riscos deper<strong>da</strong> ou <strong>da</strong>no às merca<strong>do</strong>rias durante o transporte.No que diz respeito ao transporte internacional, a mo<strong>da</strong>li<strong>da</strong>de “via aérea”é a mais adequa<strong>da</strong> para o transporte de merca<strong>do</strong>rias de maior valor agrega<strong>do</strong>e com urgência de entrega, como é o caso de produtos fonográficos.O transporte aéreo pode ser feito por serviços regulares, manti<strong>do</strong>s porcompanhias associa<strong>da</strong>s ou não-associa<strong>da</strong>s à Iata (Associação Internacional deTransportes Aéreos), e por serviços freta<strong>do</strong>s.Nas linhas regulares, as empresas associa<strong>da</strong>s à Iata costumam cobrar uma tarifacomum, com base na rota e nos serviços presta<strong>do</strong>s, fixa<strong>da</strong> anualmente. Noentanto, as tarifas aéreas podem ser reduzi<strong>da</strong>s em função de acor<strong>do</strong>s bilateraisentre governos e <strong>da</strong> competição resultante de programas dedesregulamentação. Os produtos a serem embarca<strong>do</strong>s por via aérea devem serpesa<strong>do</strong>s e medi<strong>do</strong>s, pois as regras <strong>da</strong> Iata estabelecem que um determina<strong>do</strong>peso não pode superar um volume máximo.O conhecimento de embarque aéreo é denomina<strong>do</strong> AWB – Air Way Bill e écomposto de três vias originais. Existe a opção de a merca<strong>do</strong>ria ser entregueao importa<strong>do</strong>r no aeroporto, onde ele se responsabiliza por to<strong>do</strong>s osdesembaraços alfandegários, ou a opção <strong>do</strong>or-to-<strong>do</strong>or, onde a carga é coleta<strong>da</strong>na porta <strong>do</strong> exporta<strong>do</strong>r e entregue na porta <strong>do</strong> compra<strong>do</strong>r, trazen<strong>do</strong>, semdúvi<strong>da</strong>, maior comodi<strong>da</strong>de ao exporta<strong>do</strong>r e ao importa<strong>do</strong>r.26
Exportação físicaO seguro de transporte internacional na exportação visa resguar<strong>da</strong>r amerca<strong>do</strong>ria exporta<strong>da</strong> contra to<strong>do</strong>s os riscos acidentais durante o processo deexportação, isto é, desde sua saí<strong>da</strong> <strong>do</strong> estabelecimento <strong>do</strong> exporta<strong>do</strong>r até suaentrega no exterior. Esse seguro é efetua<strong>do</strong> em moe<strong>da</strong> estrangeira.1No caso de exportação na mo<strong>da</strong>li<strong>da</strong>de FOB (Free on Board), o seguro é deresponsabili<strong>da</strong>de <strong>do</strong> importa<strong>do</strong>r, caben<strong>do</strong> ao exporta<strong>do</strong>r apenas fornecer os<strong>da</strong><strong>do</strong>s eventualmente solicita<strong>do</strong>s pelo importa<strong>do</strong>r para contratar o seguro.Já nas exportações sob as mo<strong>da</strong>li<strong>da</strong>des CIF (Cost, Insurance and Freight) e CIP(Carriage and Insurance Paid), os gastos com seguro ficam a cargo <strong>do</strong>exporta<strong>do</strong>r.As operações de exportação podem ser ampara<strong>da</strong>s por três tipos de seguro:• seguro interno, que cobre o valor <strong>da</strong> merca<strong>do</strong>ria no trajeto <strong>da</strong> fábrica,armazém ou depósito <strong>do</strong> exporta<strong>do</strong>r, até o local de embarque oufronteira;• seguro de transporte internacional, que protege a merca<strong>do</strong>ria contra orisco de per<strong>da</strong> ou <strong>da</strong>no durante o transporte internacional, <strong>do</strong> local deembarque ao local de desembarque;• seguro de crédito à exportação, que se destina a ressarcir o exporta<strong>do</strong>rpelo eventual risco comercial (atraso ou falta de pagamento peloimporta<strong>do</strong>r), risco político (falta de pagamento em moe<strong>da</strong> conversívelpelo país importa<strong>do</strong>r) ou risco extraordinário (falta de pagamentodecorrente de catástrofe provoca<strong>da</strong> pela natureza).Para contratar o seguro, o interessa<strong>do</strong> deve fornecer as seguintes informações:descrição completa <strong>da</strong> merca<strong>do</strong>ria, inclusive sua denominação comercial etécnica, natureza, pesos bruto e líqui<strong>do</strong>, tipo de embalagem (pallets, contêineresetc.), número de volumes (uni<strong>da</strong>des de carga); valor <strong>da</strong> merca<strong>do</strong>ria; locais deembarque e desembarque; riscos a serem cobertos; veículo de transporte,arranjo <strong>da</strong> carga e formas de manuseio; e valor a ser assegura<strong>do</strong>.As formas de pagamento são diversas, e podem se resumir comosegue abaixo.Pagamento antecipa<strong>do</strong>O exporta<strong>do</strong>r emite uma fatura pro-forma em moe<strong>da</strong> estrangeira, e informaos <strong>da</strong><strong>do</strong>s <strong>da</strong> sua conta bancária no <strong>Brasil</strong> (banco, agência, conta, numero deSwift). De preferência, deve também mencionar que os custos (que podem sereleva<strong>do</strong>s) <strong>da</strong> transferência correm por conta <strong>do</strong> remetente, para que o valorlíqui<strong>do</strong> recebi<strong>do</strong> correspon<strong>da</strong> ao valor fatura<strong>do</strong>.A mesma deve ser paga por transferência bancária, em moe<strong>da</strong> estrangeira,antes <strong>do</strong> embarque <strong>da</strong> merca<strong>do</strong>ria. O prazo para efetivo recebimento poderávariar em função <strong>do</strong> país remetente e <strong>do</strong>s bancos intermediários utiliza<strong>do</strong>s(fator que depende <strong>do</strong>s portes <strong>do</strong>s bancos <strong>do</strong> importa<strong>do</strong>r e <strong>do</strong> exporta<strong>do</strong>r).27
Exportação física1Vantagens:• garantia total;• rapidez <strong>do</strong> processo físico e cambial.Desvantagem:• esta condição é dificilmente aceita pelo importa<strong>do</strong>r, que fica com 100%<strong>do</strong> risco.Cobrança <strong>do</strong>cumentáriaUma vez a merca<strong>do</strong>ria embarca<strong>da</strong>, uma “Letra de Câmbio” é emiti<strong>da</strong>, à vistaou a prazo, e envia<strong>da</strong> ao um banco <strong>do</strong> país <strong>do</strong> importa<strong>do</strong>r, com os<strong>do</strong>cumentos de embarque. Para desembaraço <strong>da</strong> merca<strong>do</strong>ria, o importa<strong>do</strong>rdeve quitá-la no banco, ou, no caso de ven<strong>da</strong> a prazo, assiná-la e pagá-la noprazo oportuno.Vantagens:• é um processo que agiliza a exportação física;• oferece garantias reais, quan<strong>do</strong> o banco for de primeira linha.Desvantagens:• pode causar atrasos <strong>da</strong> entrega no destino;• tem um custo pré-estabeleci<strong>do</strong> pelo sistema bancário, que pode não seraceito pelo importa<strong>do</strong>r.Carta de créditoO importa<strong>do</strong>r providencia uma garantia bancária no seu país, conformeelementos especifica<strong>do</strong>s pelo exporta<strong>do</strong>r (merca<strong>do</strong>rias, quanti<strong>da</strong>de, preçoetc.). O custo desta garantia corre por conta <strong>do</strong> importa<strong>do</strong>r; uma vez que elaé apresenta<strong>da</strong> e envia<strong>da</strong> pelo circuito bancário, o exporta<strong>do</strong>r procede àexportação física (é comum a exigência de um banco de primeira linha e/ ouaval de um segun<strong>do</strong> banco).Ao apresentar a seu banco brasileiro os comprovantes de recebimento <strong>da</strong>merca<strong>do</strong>ria, conforme os elementos pré-fixa<strong>do</strong>s, o exporta<strong>do</strong>r inicia umprocesso de cobrança à vista ou a prazo.Vantagem:• altíssimo grau de segurança.Desvantagem:• é um processo lento, o que, no caso de produto musical, é muitoprejudicial, devi<strong>do</strong> ao seu caráter “perecível”.28
Exportação físicaCobrança simples1O exporta<strong>do</strong>r embarca a merca<strong>do</strong>ria e, junto com ela ou separa<strong>da</strong>mente,envia os <strong>do</strong>cumentos referentes ao embarque. O importa<strong>do</strong>r providencia odesembaraço <strong>da</strong> merca<strong>do</strong>ria na alfândega e o pagamento <strong>da</strong> operação, à vistaou a prazo, conforme acerta<strong>do</strong> entre as partes.Vantagens:• processo físico extremamente rápi<strong>do</strong>;• custo limita<strong>do</strong> ao custo <strong>da</strong> operação cambial.Desvantagem:• apresenta, para o exporta<strong>do</strong>r, um risco de 100%. Exige, no mínimo, umrelacionamento contínuo e de confiança com o importa<strong>do</strong>r.CâmbioO exporta<strong>do</strong>r brasileiro efetua suas ven<strong>da</strong>s ao exterior em dólares,geralmente, e recebe o pagamento em reais. Nesse senti<strong>do</strong>, as exportaçõesterão obrigatoriamente que ser converti<strong>da</strong>s para o Real, através <strong>da</strong> ven<strong>da</strong><strong>da</strong> moe<strong>da</strong> estrangeira a qualquer banco autoriza<strong>do</strong> a operar em câmbiopelo Banco Central <strong>do</strong> <strong>Brasil</strong>. A realização desta operação financeira paraconversão de moe<strong>da</strong> é chama<strong>da</strong> fechamento de câmbio ou contratação <strong>do</strong>câmbio.Não existe um valor mínimo para o fechamento <strong>do</strong> câmbio, fican<strong>do</strong> a critériode ca<strong>da</strong> banco estabelecer seus custos, fixos ou variáveis, para comprar asdivisas de exportação, caben<strong>do</strong> à empresa exporta<strong>do</strong>ra analisá-los e aceitá-losou não.As ven<strong>da</strong>s ao exterior são efetua<strong>da</strong>s por meio de contrato de câmbio entre oexporta<strong>do</strong>r – vende<strong>do</strong>r <strong>da</strong> moe<strong>da</strong> estrangeira – e um banco autoriza<strong>do</strong> aoperar com câmbio – compra<strong>do</strong>r <strong>da</strong> moe<strong>da</strong> estrangeira. A operação cambialenvolve os seguintes agentes:• o exporta<strong>do</strong>r, que vende a moe<strong>da</strong> estrangeira;• o banco autoriza<strong>do</strong> pelo Banco Central a realizar operações de câmbio;• a corretora de câmbio, caso seja requeri<strong>da</strong> pelo vende<strong>do</strong>r <strong>da</strong> moe<strong>da</strong>estrangeira.O contrato de câmbio é o <strong>do</strong>cumento que formaliza a operação de câmbio.Nele, constam informações relativas à moe<strong>da</strong> estrangeira que uma empresaestá compran<strong>do</strong> ou venden<strong>do</strong>, à taxa contrata<strong>da</strong>, ao valor correspondente emmoe<strong>da</strong> nacional e aos nomes <strong>do</strong> compra<strong>do</strong>r e <strong>do</strong> vende<strong>do</strong>r.Os contratos de câmbio devem ser registra<strong>do</strong>s no Sisbacen (Sistema deInformações <strong>do</strong> Banco Central) pelo agente autoriza<strong>do</strong> a operar no merca<strong>do</strong>.29
Exportação física1 No caso de exportação simplifica<strong>da</strong>, após o pagamento pelo importa<strong>do</strong>r, ocâmbio é fecha<strong>do</strong> na natureza específica de câmbio simplifica<strong>do</strong>, sem anecessi<strong>da</strong>de de apresentar ao banco intermedia<strong>do</strong>r os <strong>do</strong>cumentoscomprobatórios <strong>da</strong> exportação (embora devam ser guar<strong>da</strong><strong>do</strong>s peloexporta<strong>do</strong>r por um perío<strong>do</strong> de cinco anos). Tal processo reduz custosoperacionais com contratação de câmbio e elimina a necessi<strong>da</strong>de <strong>do</strong>s serviçosde despachante aduaneiro, além de diminuir o trânsito de papéis.Fechamento <strong>do</strong> câmbioNas operações efetua<strong>da</strong>s sob a mo<strong>da</strong>li<strong>da</strong>de de pagamento antecipa<strong>do</strong>, ocâmbio é contrata<strong>do</strong> para liqui<strong>da</strong>ção pronta, antes <strong>do</strong> embarque.Nas operações conduzi<strong>da</strong>s sob as demais mo<strong>da</strong>li<strong>da</strong>des, em que o pagamentopelo importa<strong>do</strong>r estrangeiro é realiza<strong>do</strong> após o embarque <strong>da</strong> merca<strong>do</strong>ria(à vista ou a prazo), os contratos são fecha<strong>do</strong>s para liqui<strong>da</strong>ção pronta oufutura, antes ou após o embarque <strong>da</strong> merca<strong>do</strong>ria, conforme o caso:• se antes <strong>do</strong> embarque: com antecedência de até 180 dias;• se após o embarque: até 210 dias após o mesmo;A <strong>da</strong>ta de embarque é defini<strong>da</strong> pela <strong>da</strong>ta <strong>do</strong> conhecimento de embarque.O fechamento <strong>do</strong> câmbio implica nos seguintes compromissos por parte <strong>do</strong>exporta<strong>do</strong>r:• negociar as divisas obti<strong>da</strong>s com a instituição financeira escolhi<strong>da</strong>, a umadetermina<strong>da</strong> taxa de câmbio;• entregar, em <strong>da</strong>ta fixa<strong>da</strong>, os <strong>do</strong>cumentos comprobatórios <strong>da</strong> exportaçãoe outros comprovantes. É importante lembrar que a <strong>da</strong>ta acor<strong>da</strong><strong>da</strong> nãopode ultrapassar o limite máximo de 15 dias após o embarque <strong>da</strong>merca<strong>do</strong>ria para o exterior, conforme determinação <strong>do</strong> Banco Central.• efetuar a liqui<strong>da</strong>ção <strong>do</strong> câmbio em uma determina<strong>da</strong> <strong>da</strong>ta, que émarca<strong>da</strong> pela entra<strong>da</strong> efetiva <strong>da</strong> moe<strong>da</strong> estrangeira. O cumprimentodeste compromisso depende, evidentemente, <strong>do</strong> pagamento por parte<strong>do</strong> importa<strong>do</strong>r.A definição <strong>do</strong> momento mais apropria<strong>do</strong> para o fechamento <strong>do</strong> câmbiodepende <strong>da</strong> necessi<strong>da</strong>de de recursos financeiros, <strong>da</strong> taxa de juros nominalvigente e <strong>da</strong> expectativa de alterações na taxa de câmbio, entre a <strong>da</strong>taescolhi<strong>da</strong> para a contratação e a <strong>da</strong>ta <strong>da</strong> liqui<strong>da</strong>ção <strong>do</strong> contrato de câmbio.As operações de câmbio podem ser fecha<strong>da</strong>s por telefone ou via internet.Entretanto, têm de ser formaliza<strong>da</strong>s através de instrumento próprio, ocontrato de câmbio.30
Exportação físicaLiqui<strong>da</strong>ção <strong>do</strong> câmbio1A última obrigação <strong>do</strong> exporta<strong>do</strong>r, relaciona<strong>da</strong> com a operação de câmbio, é aentrega <strong>da</strong> moe<strong>da</strong> estrangeira ao banco, que, por sua vez, efetuará o pagamento<strong>do</strong> valor equivalente em moe<strong>da</strong> nacional à taxa de câmbio acerta<strong>da</strong> na <strong>da</strong>ta <strong>da</strong>contratação <strong>do</strong> câmbio. Este procedimento é conheci<strong>do</strong> como liqui<strong>da</strong>ção <strong>do</strong>câmbio. A entrega <strong>da</strong> moe<strong>da</strong> estrangeira pode efetuar-se <strong>da</strong>s seguintes formas:• crédito em conta: o exporta<strong>do</strong>r fica responsável pela operação até quea moe<strong>da</strong> estrangeira seja credita<strong>da</strong> na conta <strong>do</strong> banco compra<strong>do</strong>r <strong>do</strong>câmbio. Neste caso, o banco somente considera a operação liqui<strong>da</strong><strong>da</strong>após o recebimento <strong>da</strong> moe<strong>da</strong> estrangeira, mediante crédito em conta<strong>do</strong> banco com o qual foi contrata<strong>do</strong> o câmbio. Embora a legislaçãoestabeleça um prazo até o qual as operações devam ser liqui<strong>da</strong><strong>da</strong>s(10 dias após a entrega <strong>do</strong>s <strong>do</strong>cumentos, no caso de operações à vistaou após o vencimento <strong>da</strong> letra de câmbio, no caso de ven<strong>da</strong> a prazo), aliqui<strong>da</strong>ção somente ocorre se e quan<strong>do</strong>, efetivamente, a moe<strong>da</strong>estrangeira for credita<strong>da</strong> ao banco;• carta de crédito: sob esta forma de entrega o exporta<strong>do</strong>r cumpre, emprincípio, suas obrigações ao entregar ao banco, em ordem, os <strong>do</strong>cumentosrequeri<strong>do</strong>s pela carta de crédito, evidencian<strong>do</strong>, pois, ter cumpri<strong>do</strong> to<strong>do</strong>s osseus termos e condições, independentemente <strong>da</strong> operação ser à vista ou aprazo. Normalmente, o banco, ten<strong>do</strong> considera<strong>do</strong> os <strong>do</strong>cumentos emordem, deve liqui<strong>da</strong>r a operação no prazo máximo de até 10 dias, conta<strong>do</strong>s<strong>da</strong> entrega <strong>do</strong>s <strong>do</strong>cumentos pelo exporta<strong>do</strong>r.Em menor escala, outras formas de entrega também são utiliza<strong>da</strong>s.É importante ressaltar, entretanto, que o acolhimento de cartas de crédito paranegociação é de exclusivo critério <strong>do</strong> banco. Certamente, serão acolhi<strong>da</strong>saquelas emiti<strong>da</strong>s e/ou confirma<strong>da</strong>s por banco de primeira linha e em paísesque não apresentem risco de transferência de divisas e cujos termos econdições tenham si<strong>do</strong> cumpri<strong>do</strong>s na íntegra.Para liqui<strong>da</strong>ção de contrato de câmbio para pagamentos a vista, é necessária aapresentação <strong>da</strong> fatura comercial e <strong>do</strong> conhecimento de embarque. No casode pagamento antecipa<strong>do</strong>, apresentar fatura pro forma ou <strong>do</strong>cumentoequivalente.Alterações no contrato de câmbioPor consenso entre as partes – exporta<strong>do</strong>r e banco –, alguns <strong>da</strong><strong>do</strong>s <strong>do</strong>contrato de câmbio podem ser modifica<strong>do</strong>s, mediante preenchimento <strong>do</strong>formulário próprio, padroniza<strong>do</strong> pelo Banco Central, Tipo 07. É permiti<strong>da</strong> aalteração <strong>da</strong>s seguintes <strong>da</strong>tas:• a <strong>da</strong>ta <strong>da</strong> entrega <strong>do</strong>s <strong>do</strong>cumentos, desde que não ultrapasse o total de180 dias, conta<strong>do</strong> <strong>do</strong> fechamento <strong>do</strong> câmbio. A prorrogação é permiti<strong>da</strong>,31
Exportação física1 portanto, apenas para os contratos de câmbio com prazo inferior a 180dias. Em casos de fatores fora <strong>do</strong> alcance <strong>do</strong> exporta<strong>do</strong>r, e játranscorri<strong>do</strong>s os 180 dias, um perío<strong>do</strong> não superior a 30 dias pode serconcedi<strong>do</strong> ao exporta<strong>do</strong>r para que efetue o embarque <strong>da</strong> merca<strong>do</strong>ria.Na reali<strong>da</strong>de, a <strong>da</strong>ta que se está alteran<strong>do</strong> é a <strong>do</strong> embarque, pois oprazo para a entrega <strong>do</strong>s <strong>do</strong>cumentos continua sen<strong>do</strong> de no máximo15 dias, conta<strong>do</strong>s <strong>da</strong> <strong>da</strong>ta de embarque. Assinale-se que o exporta<strong>do</strong>rdeve solicitar a prorrogação antes <strong>do</strong> vencimento <strong>do</strong> prazo original;• a <strong>da</strong>ta <strong>da</strong> liqui<strong>da</strong>ção <strong>do</strong> contrato de câmbio, desde que não ultrapasse ototal de 180 dias conta<strong>do</strong>s <strong>da</strong> <strong>da</strong>ta de embarque. Para obter estaprorrogação, o exporta<strong>do</strong>r deverá obter a concordância <strong>do</strong> importa<strong>do</strong>rem pagar os juros correspondentes ao prazo adicional, e substituir a letrade câmbio anterior por uma nova, que inclua os juros cita<strong>do</strong>s.Dos elementos <strong>do</strong> contrato de câmbio, não podem ser altera<strong>do</strong>s:• nome <strong>do</strong> compra<strong>do</strong>r;• nome <strong>do</strong> vende<strong>do</strong>r;• valor <strong>da</strong> moe<strong>da</strong> estrangeira;• taxa cambial;• valor em moe<strong>da</strong> nacional.Cancelamento <strong>do</strong> contrato de câmbioOs contratos de câmbio, por consenso entre as partes, podem ser cancela<strong>do</strong>sdentro <strong>do</strong>s seguintes prazos:• 20 dias conta<strong>do</strong>s <strong>do</strong> vencimento para entrega <strong>do</strong>s <strong>do</strong>cumentos, nos casosem que a merca<strong>do</strong>ria não tenha si<strong>do</strong> embarca<strong>da</strong>. O exporta<strong>do</strong>r deveráarcar com os encargos financeiros, pagamento <strong>do</strong> imposto sobre operaçõesfinanceiras (IOF), se recebeu a antecipação, e outras despesas <strong>da</strong> operação.• 30 dias conta<strong>do</strong>s <strong>do</strong> vencimento <strong>do</strong> prazo para a liqui<strong>da</strong>ção <strong>do</strong> contrato decâmbio, para merca<strong>do</strong>ria já embarca<strong>da</strong>. Este caso pode estar condiciona<strong>do</strong> aum <strong>do</strong>s seguintes fatores: ação judicial em an<strong>da</strong>mento contra o deve<strong>do</strong>r noexterior, retorno <strong>da</strong> merca<strong>do</strong>ria com o correspondente desembaraçovincula<strong>do</strong> ao registro de exportação no Siscomex ou redução <strong>do</strong> preço <strong>da</strong>merca<strong>do</strong>ria exporta<strong>da</strong> (anuência <strong>da</strong> Secex). O exporta<strong>do</strong>r também deveráarcar com os juros, taxas e outras despesas.O cancelamento é formaliza<strong>do</strong> em instrumento próprio, através <strong>do</strong> Sisbacen, e,em qualquer <strong>da</strong>s hipóteses, rompe as relações entre banco e exporta<strong>do</strong>r.O cancelamento de um contrato de câmbio, após o envio <strong>da</strong> merca<strong>do</strong>ria aoexterior, exige, assim, que o exporta<strong>do</strong>r tome to<strong>da</strong>s as providências para obtero pagamento, mantenha as autori<strong>da</strong>des monetárias informa<strong>da</strong>s <strong>do</strong> an<strong>da</strong>mento<strong>do</strong> processo de ressarcimento e providencie a ven<strong>da</strong> <strong>da</strong> moe<strong>da</strong> estrangeira aobanco autoriza<strong>do</strong>, caso obtenha o pagamento.32
Exportação digital2Exportação digitalPode-se apontar 2003 como o ano-chave <strong>da</strong> consoli<strong>da</strong>ção <strong>do</strong>merca<strong>do</strong> de música digital. Neste ano, no dia 28 de abril, élança<strong>do</strong> o iTunes, o revolucionário player digital, acompanha<strong>do</strong> <strong>da</strong>oferta de milhares de músicas digitais “legais”. Após cinco anos denenhuma alternativa legal de se consumir música pela internet!2O que até então era visto com desconfiança por parte <strong>da</strong> indústriafonográfica e <strong>do</strong>s investi<strong>do</strong>res, torna-se uma oportuni<strong>da</strong>de demomento, eficiente e segura, e acaba tranforman<strong>do</strong>-se em ummerca<strong>do</strong> em franco crescimento.Em to<strong>do</strong> o mun<strong>do</strong>, as grandes empresas de música digital se solidificam eexpandem seu catálogo de músicas consideravelmente, com diversosserviços ultrapassan<strong>do</strong> o número de 1 milhão de músicas disponíveis.As ven<strong>da</strong>s aumentam a ca<strong>da</strong> ano, e novos formatos e serviços também sefortalecem, como os ringtones e truetones, volta<strong>do</strong>s para o merca<strong>do</strong> detelefonia celular. Após alguns anos de que<strong>da</strong>s no faturamento, o merca<strong>do</strong>fonográfico dá mostras de uma (ain<strong>da</strong> tími<strong>da</strong>, é ver<strong>da</strong>de) reaçãocomercial.O merca<strong>do</strong> digital divide-se, em termos globais, meio a meio: online (músicapela internet) e mobile (música pelo celular), mas as diferenças regionais sãograndes. Para se ter uma idéia, 68% <strong>da</strong> música digital vendi<strong>da</strong> nos Esta<strong>do</strong>sUni<strong>do</strong>s é via internet, e 32% via celular. No Japão, apenas 9% <strong>da</strong>s ven<strong>da</strong>sacontecem por computa<strong>do</strong>r, contra 91% pelo celular.Esse panorama se dá ao mesmo tempo em que os programas de trocagratuita ilegal de arquivos entre computa<strong>do</strong>res (P2P), como Kazaa,Morpheus e Limewire, vêm perden<strong>do</strong> força gra<strong>da</strong>tivamente, com ossegui<strong>do</strong>s processos judiciais aos quais são submeti<strong>do</strong>s. Por outro la<strong>do</strong>, oconsumi<strong>do</strong>r está se conscientizan<strong>do</strong> paulatinamente que a troca dearquivos sem autorização constitui crime e que, ao comprar música porvias legais, ele tem acesso ao acervo que desejar e adquire um produtocom quali<strong>da</strong>de garanti<strong>da</strong>.A título de curiosi<strong>da</strong>de, ain<strong>da</strong> se trata de um merca<strong>do</strong> emergente no <strong>Brasil</strong>.Em termos de acesso à internet (e <strong>da</strong> necessária posse de computa<strong>do</strong>resrápi<strong>do</strong>s que permitam ouvir e baixar músicas), os números ain<strong>da</strong> sãomodestos e não constituem uma massa crítica miníma, comparável a outrosterritórios. Já em termos de telefonia celular, o espantoso crescimento <strong>da</strong>base (há um celular para ca<strong>da</strong> 2 habitantes) poderia indicar o aumento deserviços musicais, não fosse o baixo poder aquisitivo <strong>da</strong> populaçãoem geral.Um relatório <strong>do</strong> primeirotrimestre deste ano (2006),elabora<strong>do</strong> pela IFPI (FederaçãoInternacional <strong>da</strong> IndústriaFonográfica), nos informa que,pela primeira vez, os números<strong>da</strong>s ven<strong>da</strong>s digitais estão sen<strong>do</strong>incorpora<strong>do</strong>s nas estatísticasmundiais de ven<strong>da</strong>s. Suaparticipação no faturamentoglobal triplicou de 2004 para2005, alcançan<strong>do</strong> 1.1 bilhões dedólares, e os cinco principaismerca<strong>do</strong>s são os Esta<strong>do</strong>sUni<strong>do</strong>s, Japão, Reino Uni<strong>do</strong>,Alemanha e França.33
Exportação digital2As estimativas para os próximos anos são bastante promissoras.Praticamente to<strong>do</strong>s os estu<strong>do</strong>s especializa<strong>do</strong>s prevêem umcrescimento nas ven<strong>da</strong>s mundiais de músicas digitais. Do relatóriosobre música digital, emiti<strong>do</strong> também pela IFPI, em janeiro deste ano,destacamos estas principais informações sobre o merca<strong>do</strong> “virtual”em 2005:• as ven<strong>da</strong>s digitais já representam 6% <strong>do</strong> faturamento mundial;• já existem mais de 2 milhões de músicas “legais” disponíveis nainternet;• já se contam 335 serviços legais de música online;• o iTunes já está presente em 21 países;• o vídeo portátil já está à disposição (1 milhão de video iPods foramvendi<strong>do</strong>s nas 3 primeiras semanas de lançamento);• o telefone celular torna-se um player portatil de música digital,sobretu<strong>do</strong> na Ásia;• a tecnologia 3 G, a última fronteira <strong>da</strong> telefonia celular (que permitebaixar e exibir vídeos e musicas completas) atenderá a 60% <strong>do</strong>susuários europeus, em 2010.Marshall McLuhan disse, com muita proprie<strong>da</strong>de, na déca<strong>da</strong> de 60 (no séculopassa<strong>do</strong>!), que novas tecnologias criam novos ambientes que geram novaspercepções que estimulam novos comportamentos de consumo. Separarmos um pouco para pensar no assunto, há diversas maneiras de seouvir música digital; você pode:O real crescimento <strong>da</strong> músicadigital ain<strong>da</strong> está para acontecer,e previsões conserva<strong>do</strong>rasapontam que ela chegará arepresentar 25% <strong>do</strong> merca<strong>do</strong>mundial <strong>da</strong> música grava<strong>da</strong> nospróximos cinco anos. O públicoque consome Música <strong>Brasil</strong>eirano exterior tem umdetermina<strong>do</strong> grau de instruçãoe detém certa disponibili<strong>da</strong>definanceira; pode-se afirmar que avia “virtual” (internet e celular)vai representar boa parte <strong>do</strong>snegócios com música grava<strong>da</strong>,para os exporta<strong>do</strong>res brasileiros,em um futuro próximo.• escolher a música específica que quer ouvir (<strong>do</strong>wnload à la carte);• ouvir faixas antes de comprar, e baixar um grande número de arquivos(serviço de assinatura mensal, por exemplo);• criar lista <strong>da</strong>s músicas prediletas (playlist) e circular entre os amigos;• criar e ouvir uma programação de rádio personaliza<strong>da</strong>;• descobrir novas músicas através de truetones (30 segun<strong>do</strong>s de músicadigital no celular);• baixar vídeos musicais;• comprar um “pacote” <strong>do</strong> seu artista favorito (músicas, videoclips,entrevistas, protetores de tela etc.);• ouvir música literalmente em qualquer lugar e circunstância;• criar uma cópia física personaliza<strong>da</strong> (CD-R).Não há como duvi<strong>da</strong>r de que a reali<strong>da</strong>de digital veio para ficar, e que onegócio <strong>da</strong> indústria fonográfica não está em crise, mas em plena mutação.34
Exportação digitalComercialização digital equivale à exportação digital, já que aven<strong>da</strong> de música (fonograma) é feita por <strong>do</strong>wnload direto, <strong>do</strong> servi<strong>do</strong>r <strong>da</strong>empresa distribui<strong>do</strong>ra para o computa<strong>do</strong>r <strong>do</strong> consumi<strong>do</strong>r final (ou paraseu celular). Caem definitivamente as barreiras de tempo e espaço, jáque a entrega <strong>do</strong> “arquivo musical”, a nova forma sob a qual a música éentregue, é quase instantânea (deven<strong>do</strong>-se apenas descontar o temponecessário para baixá-lo).2O assunto é complexo. Imagine um mega servi<strong>do</strong>r instala<strong>do</strong> no Japão, prestan<strong>do</strong>serviços para uma empresa de distribuição digital na Holan<strong>da</strong>, que está venden<strong>do</strong>uma faixa de música brasileira, para um estu<strong>da</strong>nte internauta francês residente naAustrália, que vai pagar o <strong>do</strong>wnload deste arquivo musical com um cartão decrédito internacional emiti<strong>do</strong> nos Esta<strong>do</strong>s Uni<strong>do</strong>s, onde residem seus pais. Asimplicações financeiras, legais e tributárias decorrentes desta situação ilustram osnovos desafios que nascem com esta globalização eletrônica.A música grava<strong>da</strong> desmaterializa-se, e ela circula de forma invisível (como o e-mail,por exemplo); composta de bits e bytes, ela é “desmonta<strong>da</strong>” no envio e “remonta<strong>da</strong>”na recepção. Boa parte <strong>do</strong>s processos descritos anteriormente, quan<strong>do</strong> abor<strong>da</strong>mos aexportação física de produtos, não fazem mais senti<strong>do</strong> nesta reali<strong>da</strong>de virtual, e há dese achar novas formas de contabilizar estes <strong>da</strong><strong>do</strong>s de faturamento de exportação.O processo de disponibilizaçãodigital <strong>da</strong> música é a mais novaforma de exportação <strong>da</strong> Música<strong>do</strong> <strong>Brasil</strong>.O procedimento para digitalizar as músicas de seu catálogo e criar seu acervodigital é simples. Através de um programa de edição de músicas, definem-se osformatos a serem utiliza<strong>do</strong>s para a comercialização <strong>do</strong> fonograma (AAC,OGG, WMA, MP3 etc.), que variam de acor<strong>do</strong> com os programas e asplataformas de trabalho utiliza<strong>da</strong>s pelos distribui<strong>do</strong>res digitais.As capas e projetos gráficos <strong>do</strong>s “produtos musicais virtuais” também são desuma importância para uma melhor apresentação e divulgação perante opúblico, pois promovem a necessária visibili<strong>da</strong>de de sua música, no imensouniverso à disposição em um portal de ven<strong>da</strong>s. Para digitalizar a capa de seuproduto, por exemplo, utilize um scanner, digitalizan<strong>do</strong> a imagem para ocomputa<strong>do</strong>r. O formato padrão é JPG em alta resolução, ou seja, 300 DPI.Também deve-se seguir a mesma padronização, se a capa for cria<strong>da</strong> com afinali<strong>da</strong>de de comercialização digital.Ca<strong>da</strong> serviço de distribuição digital possui sua peculiari<strong>da</strong>de, e o mesmo ocorrepara os administra<strong>do</strong>res de banco de <strong>da</strong><strong>do</strong>s. Ao contatá-los, é preciso se adequaraos formatos e padrões de fornecimento e armazenamento <strong>do</strong>s <strong>da</strong><strong>do</strong>s.Normalmente, usam-se planilhas meta<strong>da</strong>tas conten<strong>do</strong> as informações <strong>do</strong>sfonogramas a serem comercializa<strong>do</strong>s; elas adequam os <strong>da</strong><strong>do</strong>s <strong>da</strong>s músicas aossistemas de armazenamento que irão disponibilizar o seu catálogo para ven<strong>da</strong>.35
Exportação digital2É muito comum a contratação de empresas gerencia<strong>do</strong>ras de conteú<strong>do</strong>digital para obter uma melhor distribuição e maximizar as ven<strong>da</strong>s <strong>do</strong>catálogo no “exterior”; elas administram o catálogo digital de umagrava<strong>do</strong>ra, ou de um artista, e o disponibilizam mais facilmente junto aosgrandes portais de ven<strong>da</strong>.To<strong>do</strong> o trabalho de promoção e divulgação desse catálogo também érealiza<strong>do</strong> por essas empresas; elas diferem entre si pela área de atuação epelos varia<strong>do</strong>s serviços de promoção ofereci<strong>do</strong>s. Cabe ao exporta<strong>do</strong>rverificar qual o melhor serviço de acor<strong>do</strong> com a área que deseja venderseu conteú<strong>do</strong>. A maioria desses gerencia<strong>do</strong>res são empresas internacionais,como The Orchard e IODA, ambas <strong>do</strong>s Esta<strong>do</strong>s Uni<strong>do</strong>s. No <strong>Brasil</strong>, temos oImúsica, que ain<strong>da</strong> é a única empresa brasileira especializa<strong>da</strong> emgerenciamento de conteú<strong>do</strong> digital (o UOL está se preparan<strong>do</strong> para lançarem breve seu serviço de <strong>do</strong>wnload), reconheci<strong>da</strong> internacionalmente, e quedistribui seu acervo para o território brasileiro e América Latina.Ao contatar qualquer serviço de distribuição, deve-se verificar quais ascondições <strong>do</strong>s serviços ofereci<strong>do</strong>s e os procedimentos financeirosa<strong>do</strong>ta<strong>do</strong>s por ca<strong>da</strong> uma, no que se refere ao pagamento de royalties,direitos autorais, taxas de serviços de digitalização, verba aloca<strong>da</strong> paradivulgação e promoção, público atendi<strong>do</strong> etc. Além disso, faz-se necessárioaveriguar como é feita a proteção para a cópia e distribuição indevi<strong>da</strong> defonogramas, através de sistemas de DRM (digital rights management), porexemplo.Normalmente, o recebimento <strong>do</strong>s royalties referentes às ven<strong>da</strong>s éfeito através de repasse <strong>da</strong>s porcentagens líqui<strong>da</strong>s ofereci<strong>da</strong>s pelosserviços de distribuição digital. O portal de ven<strong>da</strong> retém suaporcentagem estipula<strong>da</strong> no preço de ven<strong>da</strong> final, a empresagerencia<strong>do</strong>ra de conteú<strong>do</strong> faz jus a um percentual sobre o totallíqui<strong>do</strong>, e o restante é repassa<strong>do</strong> para a grava<strong>do</strong>ra que administra ofonograma. Há de se tomar muito cui<strong>da</strong><strong>do</strong> em se estipular quempaga os direitos autorais às respectivas editoras musicais, e os termosdevem ser estipula<strong>do</strong>s com precisão no momento <strong>da</strong> cessão <strong>da</strong>autorização para ven<strong>da</strong> digital <strong>do</strong> fonograma.É importante frisar que to<strong>da</strong> música grava<strong>da</strong> deriva de uma obra compostapor alguém, e que a utilização desta sujeita-se à observância <strong>do</strong>s direitosmorais e patrimoniais <strong>do</strong> autor. Este controle normalmente é exerci<strong>do</strong> pelaseditoras musicais, e a lei brasileira rege que a utilização de qualquer obra exigesua prévia autorização expressa.36
Exportação digitalEste é um merca<strong>do</strong> em plena expansão, com to<strong>do</strong>s seus agentes apresentan<strong>do</strong>amplo crescimento. Os fabricantes de produtos tecnológicos, com lançamentoscomo MP3 players e telefones celulares ca<strong>da</strong> vez mais modernos, seduzem osconsumi<strong>do</strong>res sem <strong>da</strong>r-lhes trégua; os serviços de distribuição digital e os portais deven<strong>da</strong> de músicas esmeram-se na estratégia e táticas de marketing para atraí-los.Neste senti<strong>do</strong>, o comércio de música digital apresenta váriosbenefícios a curto prazo. Ficam para trás os gastos com fabricação <strong>do</strong>sCDs, a produção em grande escala e os custos volta<strong>do</strong>s à logística. Oproduto é a obra fonográfica em si, o fonograma, e, em tese, temos umlicenciamento direto <strong>da</strong> obra musical para o consumi<strong>do</strong>r final; a cadeiaprodutiva <strong>da</strong> música se torna mais ágil, e seus custos diminuemconsideravelmente. O maior <strong>do</strong>s obstáculos <strong>da</strong> ven<strong>da</strong> digital é adivulgação deste “produto”. Além <strong>da</strong> over<strong>do</strong>se de informação e demúsica à qual estamos expostos e não conseguimos digerir de formasaudável, nossa música ain<strong>da</strong> é rotula<strong>da</strong> no exterior como “world music”ou “latin music”.Nossa música é única, e ascategorias “world music” e“latin music” não traduzem adiversi<strong>da</strong>de musical e culturalexistentes em nosso país.Recomen<strong>da</strong>mos vivamente, ato<strong>do</strong>s nossos interlocutores, aa<strong>do</strong>ção <strong>do</strong> termo Música <strong>do</strong><strong>Brasil</strong> (Music from Brazil, paraquem não fala português)para definir nosso rico lega<strong>do</strong>cultural e diversifica<strong>do</strong> gêneromusical.237
Licenciamentos no exterior3Licenciamentos no exteriorLicenciamento é, em poucas palavras, a permissão de exploraçãocomercial de um determina<strong>do</strong> fonograma ou conjunto defonogramas (as faixas de um disco, por exemplo), para fins diversos,estipula<strong>do</strong>s por contrato, durante um perío<strong>do</strong> de tempo, acor<strong>da</strong><strong>do</strong>entre o produtor fonográfico (ou detentor <strong>do</strong>s direitos <strong>do</strong>fonograma) e o licenciante.3É sempre bom lembrar que a noção de fonograma, sinônimo de música grava<strong>da</strong>em algum tipo de suporte, sempre remete a <strong>do</strong>is conceitos vitais <strong>da</strong> indústriafonográfica, o direito autoral e o conexo, também conheci<strong>do</strong> como artístico.O direito autoral diz respeito à obra (letra ou música), e to<strong>da</strong> obragrava<strong>da</strong> é de proprie<strong>da</strong>de de um cria<strong>do</strong>r, que sobre ela detém direitos moraise patrimoniais, e a mesma é usualmente controla<strong>da</strong> por uma editora musical.A legislação brasileira determina a prévia autorização expressa para o uso dequalquer obra, a não ser que esta já se encontre sob <strong>do</strong>mínio público.O direito conexo aplica-se ao fonograma e ao reconhecimento <strong>do</strong>s seustitulares, como o produtor fonográfico e o artista que fixou sua interpretaçãona faixa musical em questão.Ambos direitos são exerci<strong>do</strong>s quan<strong>do</strong> há a exploração comercial de umfonograma, como na ven<strong>da</strong> de discos para exportação física, no <strong>do</strong>wnloadde música via internet ou celular, e no licenciamento de faixas para omerca<strong>do</strong> externo. Além disso, há também o direito de execuçãopública, que se refere à execução <strong>da</strong> música grava<strong>da</strong> em locais defreqüência coletiva e meios de comunicação de massa, exemplifica<strong>do</strong> pormúsica que toca em rádio e no cinema (trilha sonora <strong>do</strong> filme). Finalmente,uma outra fonte de ren<strong>da</strong> que pode ser significativa, embora não sejaconstante, é o direito de sincronização, exerci<strong>do</strong> quan<strong>do</strong> o fonogramaé incluí<strong>do</strong> em um comercial ou programa de televisão, ou como fun<strong>do</strong>musical de um título de videogame.Um bom contrato de licenciamento deve conter, no mínimo, claúsulasespecíficas e detalha<strong>da</strong>s sobre:• as partes que firmam o contrato, ou seja, licencia<strong>do</strong>r e licenciante, e<strong>do</strong> seus específicos direitos e obrigações;• a relação completa <strong>do</strong>s fonogramas licencia<strong>do</strong>s;• a descrição <strong>do</strong> produto final;• a explicitação <strong>do</strong>s formatos autoriza<strong>do</strong>s, como CD e arquivo digitalpara internet e/ou celular;38
Licenciamentos no exterior• o prazo <strong>do</strong> contrato, e a existência de opção de sell-off (perío<strong>do</strong>adicional para ven<strong>da</strong> de produtos eventualmente ain<strong>da</strong> em estoque);• o território para qual os fonogramas foram licencia<strong>do</strong>s;• a menção explícita de se tratar, ou não, de licenciamento exclusivo;• os direitos adicionais porventura negocia<strong>do</strong>s, como a obtenção deuma faixa avulsa posterior, possibili<strong>da</strong>des de sincronização esub-licenciamento <strong>do</strong>s fonogramas a terceiros;• base de cálculo, valores (ou percentuais), deduções permiti<strong>da</strong>s parase apurar a remuneração devi<strong>da</strong> (royalties);• periodici<strong>da</strong>de e formas de prestação de contas <strong>do</strong>s royalties;• os créditos de menção obrigatória, nos mais diversos formatos decomercialização <strong>do</strong>s fonogramas;• as garantias <strong>do</strong> contrato de licenciamento, como o estabelecimentode um patamar mínimo de ven<strong>da</strong>s, determina<strong>do</strong> aporte de verbapromocional, adiantamento de remuneração (royalties’ advance);• a lei de interpretação sob a qual o contrato é regi<strong>do</strong>; o forodesigna<strong>do</strong> em caso de disputa.3De maneira ain<strong>da</strong> mais radical <strong>do</strong> que no caso <strong>da</strong> exportação digital,os rendimentos gera<strong>do</strong>s por esta forma de se vender música no exterior nãosão contabiliza<strong>do</strong>s de forma alguma, oficialmente, e aloca<strong>do</strong>s nos números <strong>da</strong>balança comercial, embora possam representar somas bem significativas. Bastaimaginar o que pode ter rendi<strong>do</strong>, nos últimos 40 e tantos anos, o sucessomundial de “Garota de Ipanema”, por exemplo, somente em execução pública.39
Formação <strong>do</strong> preço de exportação4Formação <strong>do</strong> preço de exportaçãoComo já mencionamos no início deste manual, o site Aprenden<strong>do</strong> aExportar apresenta uma ferramenta muito útil, que é um simula<strong>do</strong>r paraformação de preço de exportação. Basta incluir (e eliminar, quan<strong>do</strong> for ocaso) as diversas variáveis que aparecem na tela, quan<strong>do</strong> for pertinente,para se chegar à idéia <strong>do</strong> preço justo (segun<strong>do</strong> sua ótica), no caso <strong>da</strong>exportação física direta.É importante frisar que o preço de ven<strong>da</strong> deve ser comunica<strong>do</strong> ao importa<strong>do</strong>rna hora <strong>da</strong> primeira proposta. Ele levará em consideração os <strong>da</strong><strong>do</strong>s coleta<strong>do</strong>sna hora desta cotação, e analisará com cui<strong>da</strong><strong>do</strong> os seguintes <strong>da</strong><strong>do</strong>s:4• quanti<strong>da</strong>de encomen<strong>da</strong><strong>da</strong> por item;• quanti<strong>da</strong>de total <strong>do</strong> pedi<strong>do</strong>;• forma de pagamento;• forma de cobrança;• expectativa de taxa de câmbio.Obviamente, diversos fatores influenciam o preço final de exportação, e vale apena pesar os pontos abaixo relaciona<strong>do</strong>s, a fim de equacioná-losinteligentemente na hora de fazer os cálculos:• somatória <strong>do</strong>s investimentos já realiza<strong>do</strong>s no produto;• custos de fabricacão, incluin<strong>do</strong> embalagem e parte gráfica;• direitos e royalties;• custos de transporte (aquisição): <strong>do</strong> estabelecimento fabricante até oarmazém <strong>do</strong> exporta<strong>do</strong>r;• custos de transporte (para efetivação): <strong>do</strong> armazém <strong>do</strong> exporta<strong>do</strong>r até aalfândega;• impostos em cascata;• imposto lucro/prejuízo cambial;• imposto de ren<strong>da</strong>/contribuição social;• comissionamento de intermediários eventuais;• custos bancários de remessa de <strong>do</strong>cumento, em função <strong>do</strong> tipo decobrança utiliza<strong>do</strong>;• custos de cobrança: comissões cobra<strong>da</strong>s pelos bancos intermediáriospara recepção <strong>da</strong>s divisas;• custos cambiais: comissão de câmbio cobra<strong>da</strong> pelo banco <strong>do</strong> exporta<strong>do</strong>rpara liqui<strong>da</strong>ção;• custos de financiamento ao cliente: custo de oportuni<strong>da</strong>de resultante <strong>da</strong>diferença entre os diversos prazos de pagamentos <strong>do</strong>s custos e o prazode recebimento efetivo <strong>da</strong> receita, aplica<strong>do</strong> à taxa de juros em vigor nahora <strong>do</strong> cálculo.40
Glossário digitalGlossário DigitalAACAbreviação para Advanced Audio Coding.É um formato de música digital de alta quali<strong>da</strong>de cria<strong>do</strong> pela Apple. Possui umamelhor resolução <strong>do</strong> que um arquivo MP3 e é usa<strong>do</strong> principalmente peloprograma i-Tunes e pelo i-Pod, toca<strong>do</strong>r de música em formato digital.Recentemente, o Playstation Portable (PSP), <strong>da</strong> Sony, também a<strong>do</strong>tou o uso <strong>do</strong>AAC para seus produtos.CD-RAbreviação de Compact Disc Recor<strong>da</strong>ble.CD virgem que pode ser usa<strong>do</strong> para armazenar músicas ou <strong>da</strong><strong>do</strong>s.Normalmente um CD-R pode armazenar até 74 minutos de áudio ou até650 MB de arquivos ou <strong>da</strong><strong>do</strong>s. Pode ser grava<strong>do</strong> somente uma vez.CD-RWAbreviação de Compact Disc Re-Writable.CD regravável, semelhante ao CD-R, porém seu conteú<strong>do</strong> pode ser apaga<strong>do</strong>,e um novo conteú<strong>do</strong> grava<strong>do</strong> no mesmo CD.CodecÉ um compressor/descompressor. Existem diversos tipos de Codecs (ouformatos) no merca<strong>do</strong>, como MP3, AAC, WMA, OGG etc.Codifica<strong>do</strong>rNa gravação de um CD digital, a codificação é o processo de conversão <strong>do</strong>s<strong>da</strong><strong>do</strong>s de música em arquivos de música.Disco rígi<strong>do</strong>Equipamento no qual o computa<strong>do</strong>r armazena a maior parte <strong>da</strong>s informaçõesnecessárias a seu funcionamento. Em inglês, hard disk ou HD.DownloadTransferência de arquivos digitais de um computa<strong>do</strong>r para outro. Na maioria<strong>do</strong>s casos, denomina a transferência de uma música de um portal de ven<strong>da</strong>para o computa<strong>do</strong>r <strong>do</strong> usuário final.41
Glossário digitalDPIAbreviação de <strong>do</strong>ts per inch.Total de pontos por polega<strong>da</strong> numa tela de computa<strong>do</strong>r. Indica a resolução deuma imagem.DriveUni<strong>da</strong>de que armazena <strong>da</strong><strong>do</strong>s em um computa<strong>do</strong>r. Pode ser o disco rígi<strong>do</strong>, umgrava<strong>do</strong>r de CDs, um cartão de memória etc.DRMAbreviação de Digital Rights Management.Trata-se de um sistema de gestão de direitos digitais, que define os procedimentosa serem utiliza<strong>do</strong>s para que o proprietário <strong>do</strong> produto digital especifique como seuproduto pode ser usa<strong>do</strong>, de maneira legal. Seu objetivo é proteger os direitos <strong>do</strong>proprietário <strong>da</strong> obra e dificultar a distribuição ilegal de bens digitais.DVDAbreviação de digital video disc.Tipo de CD que acumula 4 gigabytes ou mais, permitin<strong>do</strong> inclusive armazenarfilmes, além de outros tipos de <strong>da</strong><strong>do</strong>s.FonogramaFixação de sons de uma interpretação de obra musical ou de outros sons. Essafixação em geral se dá em um suporte material, isto é, em um produtoindustrializa<strong>do</strong>. Ca<strong>da</strong> faixa <strong>do</strong> CD é um fonograma distinto.JPEGFormato de compressão de imagens digitais.KbpsAbreviação de Kilobits por segun<strong>do</strong>.Uni<strong>da</strong>de de medi<strong>da</strong> <strong>da</strong> veloci<strong>da</strong>de na transferência de <strong>da</strong><strong>do</strong>s.Meta<strong>da</strong>taPlanilha que contém as informações referentes a um fonograma ou um disco,usa<strong>da</strong> para inclusão <strong>do</strong> fonograma no banco de <strong>da</strong><strong>do</strong>s de uma empresagerencia<strong>do</strong>ra de conteú<strong>do</strong> digital.42
Glossário digitalMídiaDisco (basicamente CD ou DVD) usa<strong>do</strong> para armazenar <strong>da</strong><strong>do</strong>s, arquivos deáudio ou vídeo.MP3Abreviação de MPEG Audio Layer 3.Foi um <strong>do</strong>s primeiros tipos de arquivos a comprimir áudio com eficiência sem per<strong>da</strong>substancial de quali<strong>da</strong>de. Esta é medi<strong>da</strong> em Kb/s (kilobits por segun<strong>do</strong>), sen<strong>do</strong> 128 Kb/sa quali<strong>da</strong>de padrão, na qual a redução <strong>do</strong> tamanho <strong>do</strong> arquivo é de cerca de 90%.MP3 playerAparelho portátil de reprodução de arquivos musicais digitais.MPEGSigla para diferentes padrões de compressão digital de áudio e vídeo.OGGFormato de arquivo de áudio de fonte aberta, que não possui taxas delicenciamento, desenvolvi<strong>do</strong> para substituir diversos formatos multimídiapriva<strong>do</strong>s, como o MP3, WMA, WAV etc.P2PAbreviação de Peer to Peer.Chamam-se P2P os softwares que permitem a troca de arquivos de umcomputa<strong>do</strong>r pessoal para outro, gratuitamente.PDAAbreviação de Personal Digital Assistant.Nomenclatura <strong>da</strong><strong>da</strong> a computa<strong>do</strong>res de mão, como palmtops.RingtonesTecnologia usa<strong>da</strong> em telefones celulares, na qual o toque <strong>do</strong> aparelho é umamúsica, executa<strong>da</strong> em uma versão instrumental, estiliza<strong>da</strong>.ScannerAparelho utiliza<strong>do</strong> para digitalização de imagens, fotos etc.Sistema operacionalPrograma de computa<strong>do</strong>r que permite a execução de outros programas.Os mais comuns hoje são o Win<strong>do</strong>ws, o Linux e o Mac OS.43
Glossário digitalSmartphoneCelular com funções de PDA.SMSSistema de mensagens curtas de texto entre celulares.TruetonesTecnologia usa<strong>da</strong> em telefones celulares na qual o toque <strong>do</strong> aparelho é umamúsica, executa<strong>da</strong> em sua versão real.USBPorta para ligar periféricos em computa<strong>do</strong>res.VCDAbreviação de video compact disc.Padrão que permite armazenar vídeo em um CD comum. A quali<strong>da</strong>de éinferior à de um DVD.WAPProtocolo de conexão sem fio à internet, comum em celulares.WAV (ou WAVE)Forma curta de WAVEform audio format, é um formato de arquivo de áudiopadrão <strong>da</strong> Microsoft e IBM para armazenamento de áudio em PCs.Wi-FiPadrão de transmissão de <strong>da</strong><strong>do</strong>s sem fio.WMAAbreviação de Win<strong>do</strong>ws Media Audio.Formato de som digital cria<strong>do</strong> pela Microsoft. Possui a mesma quali<strong>da</strong>de de umarquivo MP3, porém, com a metade <strong>do</strong> seu tamanho. Atualmente, é o principalconcorrente <strong>do</strong> formato AAC, <strong>da</strong> Apple.44
Exporta Fácil – CorreiosExporta Fácil – CorreiosO que é o Exporta Fácil?O Exporta Fácil é um conjunto de serviços <strong>do</strong>s Correios que oferecefacili<strong>da</strong>des para empresas e pessoas físicas (artesãos, agricultores etc.) quedesejam exportar seus produtos de maneira mais simples.Como o Exporta Fácil funciona?Você contrata a logística postal de sua merca<strong>do</strong>ria até o país de destino e osCorreios cui<strong>da</strong>m por você <strong>do</strong> registro <strong>da</strong> operação no sistema de comércioexterior - Siscomex <strong>da</strong> Receita Federal. Tu<strong>do</strong> sem custos adicionais ouburocracia. Quem exporta pelo Exporta Fácil não precisa obterantecipa<strong>da</strong>mente o registro de Importa<strong>do</strong>r/Exporta<strong>do</strong>r, nem aguar<strong>da</strong>r aemissão <strong>da</strong> declaração simplifica<strong>da</strong> de exportação.Como usar o Exporta Fácil?É simples. Basta seguir alguns passos:1. procure uma <strong>da</strong>s nossas agências:www.correios.com.br/servicos/agencias/default.cfm. Os Correios estãoem to<strong>do</strong> o <strong>Brasil</strong>, assim você pode exportar de qualquer ci<strong>da</strong>debrasileira;2. preencha o formulário único de postagem <strong>do</strong> serviço (AWB).Ele é auto-explicativo. Mas se preferir, você pode fazer o preenchimento,com to<strong>da</strong> a comodi<strong>da</strong>de, pela Internet(www.correios.com.br/exportafacil/cfm/centro_postagem.cfm)e já apresentar o formulário pronto;3. faça a postagem na agência. Quem tem um contrato com os Correios,pode usar o serviço Disque Coleta (08005700100).A partir <strong>da</strong>í, nós seremos responsáveis pelo seu produto.Outras características <strong>do</strong> Exporta Fácil:• além de merca<strong>do</strong>rias, você também pode enviar presentes, amostras ou<strong>do</strong>cumentos. Os Correios dispõem de ótimas soluções para o envio de<strong>do</strong>cumentos, especialmente aqueles inerentes ao processo exporta<strong>do</strong>r;• ca<strong>da</strong> pacote pode ter o valor máximo de USD 20.000,00 (vinte mildólares) em merca<strong>do</strong>rias;• ca<strong>da</strong> pacote pode pesar até 30 quilos, conforme a mo<strong>da</strong>li<strong>da</strong>de deserviço escolhi<strong>da</strong>;• sua exportação já conta com um seguro automático gratuito, mas vocêpode contratar um seguro opcional quan<strong>do</strong> sua merca<strong>do</strong>ria tiver valoragrega<strong>do</strong> acima <strong>do</strong> seguro automático gratuito;• clientes com contrato ganham prazo no pagamento <strong>da</strong> postagem.45
Exporta Fácil – CorreiosQual é o prazo de entrega <strong>do</strong> Exporta Fácil?São cinco mo<strong>da</strong>li<strong>da</strong>des de serviço para você escolher conforme a urgência <strong>da</strong>sua exportação. Nossos prazos têm como referência as principais ci<strong>da</strong>des <strong>do</strong>mun<strong>do</strong> e variam de acor<strong>do</strong> com a origem e o destino <strong>da</strong>s remessas:• Sedex Mundi – prazo de entrega garanti<strong>do</strong>: 1, 2, 3 ou 4 dias úteis;• Expressa (EMS) – prazo de entrega estima<strong>do</strong>: de 3 a 7 dias úteis;• Merca<strong>do</strong>ria Econômica – prazo de entrega estima<strong>do</strong>: de 14 a 30dias úteis;• Leve Prioritária – prazo de entrega estima<strong>do</strong>: de 4 a 13 dias úteis;• Leve Econômica - prazo de entrega estima<strong>do</strong>: de 14 a 30 dias úteis.Os prazos variam de acor<strong>do</strong> com a origem e o destino <strong>da</strong>s remessas.Para saber mais sobre os prazos:www.correios.com.br/exportafacil/cfm/prazoentrega.cfm.Definições importantes:Documento: consideram-se <strong>do</strong>cumentos as mensagens, os textos,informações ou <strong>da</strong><strong>do</strong>s de natureza pessoal ou jurídica, sem valor comercial,grava<strong>do</strong>s em papéis ou meio físico magnético, eletromagnético ou ótico, bemcomo revistas, jornais, livros e assemelha<strong>do</strong>s.Atenção!Programas de computa<strong>do</strong>r (softwares) não são considera<strong>do</strong>s <strong>do</strong>cumentos.Merca<strong>do</strong>ria: consideram-se merca<strong>do</strong>rias os presentes, as amostras demerca<strong>do</strong>rias e as merca<strong>do</strong>rias de exportação destina<strong>da</strong>s à reven<strong>da</strong>.• Presentes: são as remessas de bens em quanti<strong>da</strong>de e valor que nãopermitam presumir destinação comercial (geralmente em quanti<strong>da</strong>de ede valor reduzi<strong>do</strong> e de acor<strong>do</strong> com os critérios <strong>da</strong> SRF – Secretaria <strong>da</strong>Receita Federal 1 );• Amostras de merca<strong>do</strong>rias: são os fragmentos ou partes dequalquer merca<strong>do</strong>ria, em quanti<strong>da</strong>de estritamente necessária para <strong>da</strong>r aconhecer a sua natureza, espécie e quali<strong>da</strong>de.• Merca<strong>do</strong>rias para ven<strong>da</strong>: são remessas compostas de bensdestina<strong>do</strong>s à operação de ven<strong>da</strong>, para as quais é obrigatória a emissão<strong>da</strong> DSE – declaração simplifica<strong>da</strong> de exportação.______________________________1Conforme normatiza<strong>do</strong> pela Secretaria <strong>da</strong> Receita Federal, merca<strong>do</strong>rias sem registro deexportação são presentes e amostras até USD 1.000,00 e merca<strong>do</strong>rias com registro deexportação são merca<strong>do</strong>rias para ven<strong>da</strong>, presentes e amostras acima de USD 1.000,00.Fonte: texto retira<strong>do</strong> <strong>do</strong> site <strong>do</strong>s Correios. Para mais informações sobre o serviço, acessewww.correios.com.br/exportafacil/cfm/centro_apresentacao.cfm46
Links úteisLinks úteisAgência de Promoção de Exportações <strong>do</strong> <strong>Brasil</strong> (Apex)www.apexbrasil.com.brAprenden<strong>do</strong> a Exportarwww.aprenden<strong>do</strong>aexportar.gov.brBanco Central <strong>do</strong> <strong>Brasil</strong> (Bacen)www.bcb.gov.brBanco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)www.bndes.gov.brBrazilTradeNetwww.braziltradenet.gov.brCentral de Atendimento ao Exporta<strong>do</strong>r <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong> de São Paulowww.exporta.sp.gov.brMinistério <strong>da</strong> Fazen<strong>da</strong> (MF)www.fazen<strong>da</strong>.gov.brMinistério <strong>da</strong>s Relações Exteriores (MRE)www.mre.gov.brMinistério <strong>do</strong> Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)www.desenvolvimento.gov.brPortal <strong>do</strong> Exporta<strong>do</strong>rwww.portal<strong>do</strong>exporta<strong>do</strong>r.gov.brSecretaria <strong>da</strong> Receita Federal (SRF)www.receita.fazen<strong>da</strong>.gov.br47