Edição 37 download da revista completa - Logweb

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4 LogWeb n nEDIÇÃO 37 — MARÇO — 2005 n www.logweb.com.brTransporte aéreoReceita Federalfacilita asexportaçõesTransporte marítimoHamburg Süd e Aliançaoferecem serviço independentepara os Estados UnidosNovas normas já em vigor,criadas pela Secretariada Receita Federal,têm facilitado as exportações porvia área.Por exemplo, a partir de agora,os exportadores brasileiros podemfazer o desembaraço e oembarque das mercadorias sem oprocedimento de trânsito até oaeroporto de embarque ao exterior.A carga é descarregada napista e embarcada imediatamente.Ou seja, a mercadoria é descarregadano aeroporto e embarcadaimediatamente em vôo internacional,procedimento que reduz aduração da operação de transportede três dias para apenas um.Isto porque os produtos exportadospor via aérea podem serdespachados de qualquer unidadeaduaneira da Receita Federal,sem necessidade de concluir procedimentode trânsito até o aeroportode embarque para o exterior.A medida está na InstruçãoNormativa 510 (IN), que tambémpermite conclusão e reinício dosprocedimentos relacionados aotrânsito aduaneiro de mercadoriassem necessidade de cancelamentoda declaração inicial de exportação.Isto proporciona maisagilidade às operações comerciaise não compromete a segurança.A propósito: o transporte poravião (1 000 toneladas/km) custatrês vezes mais que o rodoviárioe 16 vezes mais que o ferroviárioque, por sua vez, custa cinco vezesmenos que o rodoviário. ■AHamburg Süd e a AliançaNavegação e Logísticaestão apresentandouma nova configuração do serviçointer-americano para atender àCosta Leste dos Estados Unidos.O serviço conta com seis naviosque operam em dias fixos e freqüênciasemanal, escalando osprincipais portos do Brasil,Venezuela e Argentina, com a seguinterotação: Nova York, Filadélfia,Norfolk, Jacksonville, Miami,Puerto Cabello, Suape, Santos,Buenos Aires, Rio Grande, Santos,Sepetiba, Suape, Pecem e NovaYork. A linha conecta-se à coberturada cabotagem da Aliança Navegaçãoe Logística.Segundo o vice-presidentesênior da Hamburg Süd, FrankLarkin, “os nossos seis navios, daclasse CAP SAN, são modernos -3.800 TEUs, 800 reefer plugs, 22,5nós - e foram construídos para estetráfego, sendo os maiores queoperam neste serviço para os EstadosUnidos. A construção dafrota é padronizada, o que tornaa operação mais eficiente nosportos. E, por fim, as escalas diretasno Porto de Miami, comdeadline otimizado para cargas deexportação, foram planejadaspara atender à grande concentraçãode consolidadores e forwarders,específica da região.”Já o diretor da Aliança Navegaçãoe Logística em São Paulo,Julian Thomas, completa afirmandoque o serviço também vai atenderao crescente volume de cargastransportadas entre a Argentina ea Venezuela. “Isso porque a linhados Estados Unidos faz conexãodireta com Buenos Aires e estende-sea Porto Cabello, na Venezuela.A nova configuração dalinha dos Estados Unidos acompanhaa recente reestruturação doserviço do Golfo do México.Com isso, a Hamburg Süd e aAliança passam a oferecer umserviço integrado e amplo, comsaídas semanais e com dias fixos.”Ainda de acordo com Thomas,com o controle operacionalde todos os navios, “aumentamosa margem de segurança da programaçãodas viagens e mantemosa garantia das janelas deatracação em todos os portos daAmérica do Sul”. ■Movimentação decarga rodoviáriacresceu mais de15% em 2004O transporte de cargas noBrasil movimentou no anopassado 1,21 bilhão detoneladas, o que representouum crescimento de 13,11% emrelação a 2003. Os dados sãode uma pesquisa daCNT/Fipe/USP, divulgadarecentemente. O modalrodoviário movimentou455,57 milhões de toneladas,atingindo um crescimento de15,9% em relação ao períodoanterior. Já o ferroviáriomovimentou 356,1 milhões detoneladas no ano, comcrescimento de 8,99%. O maiorcrescimento no movimento decargas ficou por conta domodal aéreo: 26.28%. Por viaaérea foram transportadas noano passado 530 mil toneladas,conforme a pesquisa.O aquaviário movimentou398,96 milhões de toneladas,com crescimento de 14,50%.


www.logweb.com.brn EDIÇÃO 37 — MARÇO — 2005n nLogWeb 5DM Transporteobtémrecertificação naISO 9001/2000A DM Transporte e LogísticaInternacional acaba de obtera recertificação ISO 9001/2000. Além da matriz,certificada desde 2002, a ISO9001/2000 foi estendida paraas filiais de São Paulo (desdejulho de 2004), e agora paraSantiago (Chile) e BuenosAires (Argentina). Emdezembro de 2004, aempresa também recebeu acertificação do Sistema deAvaliação em Saúde,Segurança, Meio Ambiente eQualidade - SASSMAQ, “selode qualidade” conferido pelaAssociação Brasileira deIndústria Química - Abiquim,que padroniza tais requisitospara reduzir os riscosenvolvidos nas operações detransporte e distribuição deprodutos químicos eperigosos.Hess Expresscresce e buscanovos mercadosA Hess Express, que atua nomercado catarinense há 18anos, investiu bastante nosúltimos três anos e, hoje,conta com 26 filiais -Criciúma, Tubarão,Florianópolis, Itajaí, CD-Itajaí,Joinville, São Bento do Sul,Mafra, Canoinhas, Jaraguádo Sul, Brusque, Blumenau,Timbó, Ibirama, Rio Do Sul,Lages, Curitibanos, Joaçaba,Videira, Caçador, Concórdia,Xanxere, Chapecó, SãoMiguel do Oeste, SãoLourenço do Oeste e PortoUnião. “A empresa tem umplano de expansão e, atravésdele, abriu uma filial emPorto Alegre, RS, com2.000 m² de área construída.A meta para 2005 e atender atodo o Rio Grande do Sul e oParaná”, diz Fernando Ritter,gerente nacional de vendasda empresa.


6 LogWeb n nEDIÇÃO 37 — MARÇO — 2005 n www.logweb.com.brABRIL 2005Tecnologia da InformaçãoAplicada à LogísticaPeríodo: 2 de abrilLocal: Recife – PERealização:Focus Consultoria e TreinamentoInformações:www.focustrigueiro.com.brtreinamento@focustrigueiro.com.brFone: (81) 3432.7308Gestão de EstoquesPeríodo: 6 e 7 de abrilLocal: São Paulo – SPRealização: IMAMInformações:www.imam.com.brimam@imam.com.brFone: (11) 5575.1400Logística para Transportadores:Operação e ServiçosPeríodo: 6 a 8 de abrilLocal: São Paulo – SPRealização: SETCESPInformações:www.setcesp.org.brtreinamento@setcesp.org.brFone: (11) 6632.1088Administração de Frotade VeículosPeríodo: 7 e 8 de abrilLocal: Rio de Janeiro – RJRealização: CetealInformações:www.ceteal.comceteal@ceteal.comFone: (11) 5581.7326Logística InternacionalPeríodo: 7, 12 e 13 de abrilLocal: São Paulo – SPRealização: CetealInformações:www.ceteal.comceteal@ceteal.comFone: (11) 5581.7326Gerenciamento de EstoquesVoltado para Itens MRO –Manutenção, Reparo eOperaçõesPeríodo: 8 de abrilLocal: São Paulo – SPRealização: IMAMInformações:www.imam.com.brimam@imam.com.brFone: (11) 5575.1400Técnicas de Importação eExportaçãoPeríodo: 9 de abrilLocal: Recife – PERealização:Focus Consultoria e TreinamentoInformações:www.focustrigueiro.com.brtreinamento@focustrigueiro.com.brFone: (81) 3432.7308Manuseio de Produtos PerigososPeríodo: 12 e 13 de abrilLocal: São Paulo – SPRealização: ERM BrasilInformações:www.erm.com.br/mailcursos.htmjacqueline.assumpcao@erm.comFone: (11) 5095.7926


www.logweb.com.brn EDIÇÃO 37 — MARÇO — 2005n nLogWeb 11realizado diretamente por algunstransportadores, mas numa escalareduzida e de forma incipiente”,completa o gerente geral de logísticada Localfrio.Já Butori Sobrinho, daSantaRitaLogistic, destaca que osbenefícios proporcionados pelosarmazéns frigorificados incluemfazer chegar às residências o “produto”dentro das condições de suaelaboração e produção, mantendoas mesmas características.Gaspari, da Super Frio avaliaque, intimamente ligado a umcontinuo interesse das empresasque industrializam produtos, seguidodo exemplo da terceirizaçãode transportes, o mesmoacontece com a armazenagemfrigorificada, ou seja, existe maiorviabilidade e conforto para asempresas que necessitam dessesserviços procurar por armazénsespecializados.“O benefício de contar comesta prestação de serviços é encontrarempresas voltadas exclusivamentepara atender à necessidadede cada situação e cliente,levando em consideração asespecificações de cada grupo deprodutos, sendo responsáveis porcontroles como temperaturas eumidades relativas. Além disso,os armazéns oferecem qualidadeno controle de estoques e nas aplicaçõeslogísticas disponíveis,sempre com exclusividade. Dessaforma, é muito mais viável paraa indústria delegar a responsabilidadedesses serviços a essasempresas do que agregar um setorem suas instalações que, porsua vez, geraria grandes custos,além da falta de especialização emuitas vezes de espaço físico”,diz ele.O representante da Super Friotambém diz que outro benefíciomuito utilizado atualmente étransformar os armazéns em pontosde distribuição, otimizandodemasiadamente os custos comtransporte de mercadorias, umavez que a logística dos armazénsconta com malha viária estratégicae sistemas de fracionamentode mercadorias completos.“Os armazénsoferecem qualidadeno controle deestoques e nasaplicações logísticasdisponíveis.”DificuldadesMas, o setor também enfrentadificuldades. Miriam, da Mclane,diz que as empresas interessadasem usar os serviços de armazenagemfrigorificada devem conversarcom operador logístico e firmarcontratos de médio e longo prazo,pois o investimento nestas instalaçõesé alto. “Creio que seria precisoa fixação de contratos de 10, 15anos, para justificar o investimentono armazém, em caminhões novos.As empresas precisam entenderque não é pagar mais, é planejar,fazer o operador logístico trabalharjunto para ter distribuiçãomais barata”.Para Wertzner, da Localfrio, omaior problema enfrentado é, comcerteza, a conscientização dos conceitosda “cadeia do frio”. Cadaetapa do processo deve garantir apreservação dos produtos dentrodas características requeridas e osparticipantes deste mercado devemprocurar garantir a integridade doprocesso.“Hoje, por falta de know-howe/ou de investimentos dirigidos, apressão por menores custos fazcom que alguns fornecedores deserviços releguem a qualidade a umsegundo plano, desconsiderandoalgumas etapas e controles - muitasvezes com anuência do própriocontratante. Entretanto, as pseudoeconomiasretornam como custosem avarias, custos de congelamento,perda de produtos, perda de qualidadedo produto, etc.”, alerta ele.Por fim, Gaspari, da SuperFrio, diz que os problemas enfrentadosnos armazéns frigoríficospodem tanto estar relacionadoscom sua estrutura física como como próprio armazenamento.Na estrutura física, segundoele, mesmo contando com umaconstrução de nível profissional superior,são encontrados problemascom pisos nas áreas de manobra e,principalmente, em setores congelados.“Alguns sistemas de segurança,armazenagem e refrigeraçãoencontrados no mercado muitasvezes não correspondem àquiloque se propõem, obrigando a realizaçãode reformas e substituiçõescomplicadas dentro dessas estruturas,tudo sempre ligado a valoresde altos montantes. Talvez a soluçãoparta de resoluções de lei queintensifiquem o acompanhamentodo serviço prestado ao armazémfrigorificado”, informa.Já na área comercial, ainda deacordo com o representante daSuper Frio, muitas vezes os armazénsrecebem produtos fora detemperatura, com sujidades, paletesquebrados, cargas tombadas egravemente avariadas, notas fiscaisnão condizentes, entre muitas outras.“Talvez uma cobrança maiorde responsabilidade das transportadorase do sistema de qualidadeaplicado dentro das próprias empresasreduzisse esses problemas.Tais situações afetam diretamentea qualidade do serviço prestadopelas operadoras logísticas do país,dificultando a realização do compromissoque agrega, principalmente,a responsabilidade pelo zelototal de tudo o que é armazenado,para que possa chegar ao consumidorfinal com sua qualidade garantida”,finaliza. ■


12 LogWeb n nEDIÇÃO 37 — MARÇO — 2005 n www.logweb.com.brSupply ChainCódigo Eletrônico deProduto – EPC vai automatizaras cadeias de suprimentosArmazenagemPetrobrás deCubatão, SP, instalagalpões da TópicoAGS1 Brasil - nova marcada EAN Brasil que,por outro lado, tambémpassa a denominar-se como tal –é uma organização multissetorial,sem fins lucrativos, cuja missãoé implementar e disseminar globalmentepadrões para a melhoriadas cadeias de suprimentos. Ecomo a entidade oficial que representao EPC – Código Eletrônicode Produto no país, está definindouma nova arquitetura paraos sistemas de Gerenciamento daCadeia de Suprimentos, utilizandoa tecnologia de identificaçãopor radiofreqüência - RFID.O EPC, uma oportunidade demaior eficiência nos negócios ena logística, significa o rastreamentototal dos produtos na cadeiade suprimentos, com economiade tempo, custos e maiorsegurança para empresas e consumidores,diz Sergio Ribinik,CEO da GS1 Brasil que integra ogrupo de governança mundial danova tecnologia.“A adoção mundial do códigode barras padrão EAN/UCCpor milhões de empresas demonstrouser a automação uma ferramentadecisiva para a melhoria daeconomia globalizada. E nesseprocesso desenvolve-se o EPC. Omelhor disso é que seu desenvolvimentono país ocorre simultaneamenteaos de outras nações”,explica Ribinik.Segundo ele, com o EPC cadaitem terá o seu próprio númeroindividual codificado em uma etiquetade radiofreqüência. Os leitoresfarão a captura dessa identificaçãoe serão capazes de indicaronde o item está e em quaiscondições, comunicando-se combancos de dados remotos pelaInternet. Com isso, consegue-sea identificação automática e arastreabilidade de produtos emtempo real.“A utilização do novo sistemaoferece uma série de benefícios,como a leitura de itens sem a proximidadedo leitor, permitindo,por exemplo, a contagem instantâneade estoque; a melhoria daspráticas de reabastecimento comeliminação de itens faltantes e/oucom validade vencida; identificaçãoda localização dos itens emprocessos de recall (busca); a verificaçãoimediata dos produtosnas prateleiras ou no ‘carrinho’ dovarejo; e possibilidades sem limitesde melhorias e individualizaçãode serviços ao consumidor”,festeja Ribinik. ■O Setor de Energiada Petrobras daRefinaria PresidenteBernardes, emCubatão, SP, estáutilizando doisgalpões para aguarda deequipamentos emateriais a seremempregados naconstrução daTermelétrica deCubatão. Tambémfoi locada umacobertura paraabrigar umasubestaçãoprovisória durante otempo de reformada estrutura predial.ATópico foi escolhidapara fornecer estas coberturaspor apresentaro melhor preços nas licitaçõesconduzidas para a aquisição”, dizOsvaldo Celso Rebonato, gerentesetorial de construção e montagemna Refinaria.CaracterísticasSegundo Rebonato, uns dosgalpões apresenta cobertura tipoduas águas, confeccionada em estruturade aço treliçado e galvanizado,revestida em lona dePVC, marca Sansuy, antimofo,auto-extingüível e impermeável.“Tem área de 375 m 2 , dimensõesde 15x25 m, pé direito de 5 m ealtura central de 7,8 m, além defechamento lateral, quatro portascorrediças de 5x5 m e capacidadepara carga de vento de 45 m/sou 165 km/s”, diz o gerente.O outro galpão, com coberturaigual à do anterior, tem área de825 m 2 , dimensões de 15x55 m,pé direito de 5 m e altura centralde 7,8 m, além de fechamentolateral, uma porta corrediça de5x5 m e igual capacidade paracarga de vento.“Já a cobertura é do tipo pirâmide,com área de 100 m 2(10x10 m), tendo estrutura deferro tubular pintada, revestidaem lona de PVC, pé direito de4,5 m e altura central de 7,2 m”,diz Rebonato.Ele também informa que osgalpões foram adquiridos especialmentepara esta finalidade,pois os equipamentos/materiaischegaram em contêineres e caixotese necessitavam ser abrigadosaté a data da aplicação.“Os motivos que nos levaramà escolha dos galpões foram facilidadede montagem das coberturasde lona sobre os equipamentos/materiais,os quais sãoextremamente pesados, não permitindoa movimentação dentrode espaços cobertos, pois dependemde grandes guindastes”, concluio gerente. ■


www.logweb.com.brn EDIÇÃO 37 — MARÇO — 2005n nLogWeb 13Atlas Transportesinaugura filial emFlorianópolisA Atlas Transportes inaugurou,em fevereiro último, emSão José, município daGrande Florianópolis, SC, asua 36ª filial, a quarta emSanta Catarina. Foraminvestidos cerca de R$ 500 milreais nesta nova operação emSão José, em uma área totalde 6 mil metros quadrados.A nova filial irá atender a 100municípios, ocupando umaárea de 10.980 Km ²,localizados principalmentenas regiões da GrandeFlorianópolis mais a região deTijucas, indo até a divisa como Rio Grande do Sul.Ferrovias fecham2004 com 25%de participaçãona matriz detransporteSegundo dados divulgadospela Associação Nacional dosTransportadores Ferroviários -ANTF, o modal sobre trilhosfechou o ano passado com25% de participação na matrizde transporte de cargas. Em2003, tinha 24%, conformeestudo realizado pelaconsultoria A.T. Kearney àANTF. Esse ponto percentualsignifica que a ferroviapassou de 185,5 bilhões detku para 212,7 bilhões de tkuem 2004, o que representa umcrescimento de 14,7%, acimada expansão de 9,8% domovimento geral de transportedo País - de 772,5 bilhõesde tku para 850,8 bilhões detku ano passado. O percentuallevantado pela ANTF nãolevou em conta o transportepor dutovia nem o aéreo.Assim, de acordo com aconsultoria, em 2004, alémdos 25% de participação daferrovia, o modo rodoviárioficou com 61% (ante 62% em2003) e a hidrovia/cabotagemmanteve 14% de presença namatriz de transporte.


14 LogWeb n nEDIÇÃO 37 — MARÇO — 2005 n www.logweb.com.brArmazénsgeraisFundamentais noprocesso logístico atualUma das grandes vantagens apontadas com relação aos armazéns gerais é o fato delivrarem as empresas de gastos bastante significativos em instalações, equipamentose sistemas para a execução de tal atividade.O“Os armazénsgerais sãoimportantes nacadeia logísticapois funcionamcomopulmões demercadorias.”segmento de armazénsgerais se constitui, semsombra de dúvida, nomais importante na cadeia logísticade abastecimento.”A afirmação é de Joaquim L.de Souza, superintendente daCompanhia Empório de ArmazénsGerais Alfandegados, quetambém acrescenta que a atividadeé regulada pela lei nº 102, elaboradaem novembro de 1930.De fato, é grande a importânciados armazéns gerais dentro doprocesso logístico, e isto é apontadopor outros entrevistados destamatéria especial.Por exemplo, para MarcosGomes, gerente de administraçãofiscal da DHL Logistics, os armazénsgerais são de suma importânciadevido à sua praticidade einício imediato das operações.Ferdinando Manzoli Sobrinho,diretor de negócios daColumbia, diz que, como toda aespecialização, em qualquer ramoou atividade, pressupõe-se ganhosde escala com conseqüenteredução de custos e melhoria deserviços e informações. “Em umarmazém geral, espera-se que osníveis de informação sejam melhores,pela utilização de sistemasinformatizados de endereçamentoe controles, os WMS - WarehouseManagement System, que sãonormalmente caríssimos para usoindividual”, diz ele.Para Roberto Ferreira dosSantos, diretor de operações daCoimex Armazéns, os armazénsgerais são importantes na cadeialogística pois funcionam comopulmões de mercadorias, tantopara empresas que não possuemáreas de estocagem condizentescom a sua necessidade operacional,quanto para aquelas que desejamterceirizar este tipo de atividade.“Realmente, os armazénsgerais desoneram as empresas, asquais podem se concentrar e capitalizarrecursos para as suas atividadesafins”, completa o engenheiroBernardo Nebel First, daSanca Engenharia.Pensamento semelhante temEdson Depolito, diretor comercialda Brucai Logística. Segundo ele,os armazéns gerais são de fato ferramentasimportantíssimas dentrodo mundo logístico, em especial,para atender a organizações quetêm como verdade o dar foco noseu negócio principal de “comprarou vender”, deixando seusprodutos sob a guarda de um armazémgeral.Para Carlos Antonio de Aquino,executivo de Supply ChainServices do Grupo CBCE, com oaprimoramento do gerenciamentoda cadeia de suprimentos (supplychain management), as atividadesbásicas de armazenagem e transportepresentes na gestão logísticapassaram a ser não mais consideradasde forma individual, masconjuntamente com outros processospresentes nas corporações,como gestão do inventário, cashflow,sourcing, etc., compondoum macroprocesso via de regrade responsabilidade dos principaisexecutivos nas empresas.“Neste cenário, a atividade de armazenagemgeral tem um papelnão só de servir como um bufferde produtos acabados ou matériaprimapara se tornar parte integrantedo business da empresa,através de serviços de valor agregado,centro de distribuição,repositor de estoques no ponto deconsumo, alimentador de matéria-primana produção, fornecimentojust-in-time, etc., contribuindosignificativamente na reduçãodos custos operacionais, atendimentoao cliente e performancedo negócio”, diz Aquino.Jeferson Adriano de CarvalhoOsório, encarregado administrativoda Cia. Bandeirantes de ArmazénsGerais, e que, no ano de2003, realizou um trabalho deconclusão de curso com o tema“A importância do Armazém Geralno Processo Logístico”,enfatiza que os armazéns geraissão os intermediadores entre asfases de produção e distribuiçãona movimentação e armazenagemdos produtos. “A importância dosarmazéns gerais é coordenar asvárias situações que envolvam aarmazenagem dos produtos, emqualquer estágio da produção(matéria-prima, semi-acabado eacabado), o que identifica a linhade ação a ser tomada e as suasprioridades”, completa.Luiz Antonio Meireles Vasconcelos,diretor da Argimpel ArmazénsGerais, faz sua análisepelo lado do agronegócio. Segundoele, neste setor, o armazémgeral tem suma importância, poisalém de exercer o papel de regularestoques, armazenando asprincipais commodities produzidasem nosso país, é o único localem que se pode exercer, também,a opção de financiar a produçãoa taxas mais acessíveis (oschamados EGF’s), encontradosnos bancos principais.“É também o armazém gerala entidade autorizada a emitirWarrants, ou seja títulos que garantemo estoque, e dependendodo estabelecimento, este títulopode ser negociado em qualquerlugar do mundo. Além de benefíciosfiscais às indústrias de bensprimários e duráveis, em geral osarmazéns gerais de produtosagropecuários costumam atenderà demanda de grandes tradings,facilitando o escoamento e a conservaçãode produtos agrícolas,pois existe uma sazonalidade bastanteacentuada durante a colheita”,completa.Pelo seu lado, Rogério Lazzaris,diretor geral da Damc do BrasilArmazéns Gerais, informaque, com a chegada “implacávelda globalização e o aumento significativodas transações internacionais,de importação e exportação,os portos brasileiros nãosuportam sozinhos acomodartoda carga que chega e sai do Brasil.Ou seja, o crescimento nessastransações está sendo superiore mais rápido do que a adequaçãoda infra-estrutura portuária.Nesse contexto, os armazéns geraisretroportuários surgem comosaída estratégica para equilibraressa situação e comportar o grandevolume de produtos que transitampor esses portos, garantindoa continuidade do processologístico”.O diretor superintendente daMultilog, Rogério Fortunato, quetambém responde pela presidênciado Sindicato dos Terminais deRetroárea de Itajaí e Navegantes,SC, salienta que armazenagem eo manuseio de mercadorias sãocomponentes essenciais do conjuntodas atividades logísticas.“Seus custos podem absorveruma significativa parcela das despesasde uma empresa comlogística, e estoques podem reduzircustos de transporte, pois permitemo uso de quantidades maiorese mais econômicas nos lotesde carregamento. Aí está a importânciada armazenagem, que seutilizada corretamente reduz custose possibilita ganhos ao importador/exportador,por meio de regimesaduaneiros especiais e outrasvantagens, diferenciadas deEstado para Estado, a exemplo debenefícios fiscais e tributários.”Para Jalaertem de SouzaCampos Júnior, diretor da AGVLogística – Armazéns Gerais Vinhedo,face à evolução do conceitode operador logístico nomercado, a importância dos arma-


www.logweb.com.brn EDIÇÃO 37 — MARÇO — 2005n nLogWeb 15zéns gerais vem crescendo a cadadia, como instrumento fundamentalde apoio ao crescimento dasempresas no mercado em que atuam,permitindo que o cliente confieao operador seus problemascom controle de estoques e seconcentre mais no seu própriocore business.BenefíciosComo é possível perceber, váriossão os benefícios proporcionadospelos armazéns gerais.Mas, os entrevistados acrescentamoutros, ou explanam melhoros já citados.Manzoli Sobrinho, da Columbia,por exemplo, cita vários benefícios:troca de custos fixos porvariáveis, custos menores, melhorescontroles e sistemas de informações,etc. “Também merece sercitada a disponibilidade de áreasfabris ou comerciais para que ocliente do armazém geral possadesenvolver sua atividade principal,além de o armazém geral permitirterceirizar uma atividade quenão é o ‘core business’ do clientepara alguém que só faz isso”, dizele, com a concordância de First,da Sanca Engenharia.Também concordando comesta afirmativa, o diretor de operaçõesda Coimex Armazéns destacaque os armazéns gerais proporcionamtoda a infra-estruturanecessária ao controle do estoquee movimentação de mercadorias,minimizando os custos e agilizandoos processos dos clientes.Depolito, da Brucai, tambémpensa assim. De acordo com o diretorcomercial, os armazéns geraispermitem manter a estruturados clientes usuários mais enxuta,“porquanto as empresas usuáriasnão teriam que manter no quadrode colaboradores próprios quaisquerpessoas com funções ligadasàs tarefas de armazenagem, comorecepção, expedição, controles deestoque, picking, ou ainda, fazerinvestimentos em estrutura operacionalde imóveis, dedrive-in, de portapaletes,de tecnologiaou ainda de maquinase equipamentos demovimentação, entreoutras necessidades”.Já Lazzaris, daDamc, destaca queos armazéns gerais,sendo administrados e geridos porentidades privadas, possibilitama geração de empregos diretos eindiretos, o que pode ser consideradoum benefício social. “Poroutro lado, os investimentos paraa ampliação e adequação da infraestruturalogística portuária nãonecessitam sair apenas dos cofrespúblicos, poupando o Governo,que pode investir seus limitadosrecursos em outros pontos, tambémimportantes para a populaçãoe para a economia”, avalia.Para Souza, da Empório, sãomuitos os benefícios proporcionadospelos armazéns gerais. Porexemplo, eles são estabelecimentoscomerciais destinados à guardae conservação de mercadorias,e a emissão de títulos especiaisque as representem (Conhecimentode Depósito e Warrant),“Os armazénsgerais permitemmanter aestrutura dosclientesusuários maisenxuta.”representando um instrumentofundamental nas operações delogísticas, tendo em vista a suspensãodos impostos incidentes ede seu baixo custo.“Mas, também existem outras:a não incidência de impostono trânsito de mercadorias, dentrodo próprio Estado, desde quedestinadas para armazéns gerais,e o fato de as mercadorias oriundasde outros estados, mesmoquando pertencentes à pessoa jurídicanão inscrita junto à Secretariada Fazenda local, poderemingressar em armazéns gerais,que passam a figurar como depositáriose responsáveis solidáriospelo recolhimento do tributo, nasaída ou na transmissão de propriedade”,completa.Vasconcelos, da Argimpel,também destaca que benefícioscomo suspensão e redução de impostossão bastante comuns no setor.“Além dos benefícios já citados,há os resultantes da não necessidadede abertura de filial dodepositante para armazenagem edistribuição das mercadorias e dolocal estratégico para armazenageme distribuição”, completaGomes, da DHL Logistics.Campos Júnior, da AGVLogística, informa que, entre os benefícios,deve ser considerado oconceito de condomínio logístico,que permite ao cliente a aberturade filial para emissão de notas fiscaisdiretamente do local de armazenagem,otimizando o prazo e aqualidade do fluxo de expedição edistribuição dos seus clientes.Osório, da Bandeirantes, dizque os armazéns gerais vêm demonstrandoque estão se preocupandocom um conceito modernopelo qual a ocupação física não seconcentra somente na área e, sim,na altura, e que não é mais suficienteguardar o produto mas, sim,racionalizar a altura ocupada quepassa a ser a solução encontradapara reduzir os espaços e guardara maior quantidade possível demercadorias.O encarregado administrativoda Bandeirantes informa, ainda,que os armazéns gerais possibilitamuma melhor integração, permitindo,assim, que as empresasrealizem sua produção, de maneiraque possa fazer planejamentosconseguindo, assim, encontrar oponto ideal entre a armazenageme distribuição.“Os armazéns gerais beneficiamas empresas de maneirageral, assimilando atividadesligadas à gestão de materiais, tornandoseu gerenciamento maisefetivo e de menor custo, implicandona performance geral dosvários processos presentes nacadeia de suprimentos das empresas”,acrescenta Aquino, do GrupoCBCE.Fortunato diz que, no caso daMultilog, primeiro Porto Seco emfuncionamento em Santa Catarina,os portos secos podem ser consideradosgrandes “pulmões logísticos”capazes de contribuir para ocrescimento do comércio exteriore de acabar com os “gargalos logísticos”,oferecendo soluções queagregam agilidade aos processos deexportação e importação e enxugandocustos. ■“O armazém geralpermitir terceirizaruma atividadeque não é o‘core business’do cliente.”


www.logweb.com.brn EDIÇÃO 37 — MARÇO — 2005n nLogWeb 17Rio de JaneiroSupply ChainSOFTWARES DE SUPPLY CHAIN MANAGEMENTGoverno federaldeve investirR$ 116 milhõesem portosOs portos do Rio de Janeirodevem receber este anoinvestimentos de R$ 116milhões, baseados em recursosdo governo federal. O maiorinvestimento será feito em obrasde dragagem e na melhoria deramais ferroviários e dosacessos rodoviários – infraestruturaque representa, hoje, oprincipal gargalo para os portosdo Rio, Niterói e Sepetiba que,juntos, movimentaram em 2004cerca de 32,1 milhões detoneladas, com aumento de 17%sobre 2003.Entre os investimentos previstospara o porto do Rio, neste ano,estão incluídos R$ 9,65 milhõespara obras de dragagem, R$ 2,1milhões para pavimentação devias internas no porto e R$ 10milhões para recuperação doacesso rodoferroviário. Dentrodo porto, um ramal ferroviário de7,5 quilômetros deverá serrecuperado.Em Sepetiba os principaisinvestimentos serão R$ 20milhões em dragagem do canalde acesso, R$ 4,9 milhões empavimentação e R$ 1 milhão emrecuperação da iluminaçãoviária. Também estão previstosinvestimentos de cerca de R$ 7,5milhões do DepartamentoNacional de Infra-EstruturaTerrestre (DNIT), do Ministériodos Transportes, na construçãode um viaduto no trevo que ligaa BR-101 ao complexo deSepetiba e na estrada de acessoao porto.Nas áreas públicas dos portosdo Rio, Sepetiba e Angra serãoinstaladas oito balanças paracargas, num investimento totalde R$ 1,3 milhão. Ainda emrelação aos portos do Rio eSepetiba está prevista aconstrução de instalações parainspeções fitossanitárias.Segundo a NTC&Logística,INCT-F FIPE/NTCde janeiro a dezembrode 2004 atingiu 14,10%Segundo a NTC&Logística – Associação Nacionaldo Transporte de Cargas e Logística, a variaçãomédia do Índice Nacional da Variação deCustos do Transporte Rodoviário de CargasFracionadas (INCT-F FIPE/NTC, ex INCTA), quemede a evolução de todos os custos da cargafracionada, incluindo transferência, administração,terminais, coleta e entrega e impostos indiretos,foi de 14,10%, entre janeiro de 2.004 edezembro de 2.004 (dezembro de 2004 sobredezembro de 2003 ou, ainda, nos doze mesesdo ano passado).Segundo a entidade, a principal causa dagrande inflação do setor foi a elevação dos preçosdos combustíveis. Nos últimos doze meses,o litro do óleo diesel subiu 21,55% em São Paulo,passando de R$ 1,346 em dezembro de 2003para R$ 1,637 em dezembro de 2004. Até maiode 2004, os preços vinham mostrando ligeiraqueda. Nos últimos sete meses, porém, a elevaçãofoi de 23,71%.Neste período, a Petrobrás realizou três reajustesnos preços ao revendedor, respectivamenteem 15 de junho de 2004 (10,60%), 15 de outubrode 2.004 (4,6%) e 26 de novembro de 2.004Atualmente, as ferramentas disponíveis nomercado em Supply Chain Management são sistemasanalíticos que administram o fluxo de materiale de informação através de toda a cadeiade suprimentos. Essas aplicações são analíticasno sentido de oferecerem ferramentas sofisticadascom avançados algoritmos e análise de cenáriosque auxiliam e melhoram as tomadas dedecisões por parte da empresa, permitindo umaoperação mais eficiente em toda a cadeia.Estes softwares processam informaçõesoriundas de vendas e de pedidos de compras paraauxiliar nas funções de previsão de demanda ede planejamento da produção e do controle doestoque.Existem, no entanto, ainda mais funções quepodem ser auxiliadas pelos softwares de SupplyChain Management, como as de planejamento detransportes, otimização da rede logística e as funçõesrelacionadas com o nível de serviço prestadoao cliente.O grande desafio, entretanto, está naimplementação desses sistemas, pois deve-seavaliar o valor agregado que eles trarão para asempresas e seus clientes. Para isso, é fundamentalconsiderar os impactos que a redefinição dosprocessos e a introdução de novos sistemas terãona estrutura, cultura e estratégia da organização.A falta da análise desses impactos podefazer com que implementações de muitos dos sistemassejam confinadas ao fracasso. ■(Colaboração técnica: Cristiano Cecatto, consultorda Qualilog Consulting, que desenvolvesuas atividades no aconselhamento e implementaçãode soluções em logística e supply chainmanagement no nível estratégico e operacional.www.qualilog.com.br)(8,00%), acumulando majoração de 25,18%.“Portanto, 94,1% dos aumentos na refinaria foramrepassados ao consumidor”, destaca a associação.Outros insumos gerais que mostram grandeselevações foram os salários (10,71%) e oóleo de cárter (12,67%). O óleo de câmbio subiu1,20%.Na operação de transferência, os aumentosanuais foram os seguintes: veículo (25,03%),carroçaria (19,07%), rodoar (18,28%), pneu(20,19%), câmara (37,70%), protetor (131,00%),recapagem (19,10%), seguros (22,70%) e lavagem(3,22%).Já na operação urbana, as majoraçõesanuais foram: veículo (18,83%), carroçaria(24,41%), rodoar (16,67%), pneu (15,05%), câmara(2,89%), protetor (69,70%) recapagem(17,72%), lavagem (1,96%) e seguros (15,05%).Em dezembro de 2004, além do diesel, outroresponsável pela variação média de 1,30%no INCTF foi o salário (reajuste de 1,50% sobreos valores de maio).“Os aumentos foram suavizados pelas quedasnos preços dos pneus, que atingiram 4,25%para o percurso rodoviário e 3,84% na operaçãourbana. Os revendedores atribuem osdescontos nos preços à valorização do Real emrelação ao Dólar”, completa a NTC&Logística. ■RESPONSABILIDADEE RESPEITO COM OLEITORJORNAL LOGWEBDistância Km R$ / t INCT-F Var.s/. Var./ 36 m. Var./ 24 m. Var./ 12 m. Var. nojul94 (%) (%) (%) (%) ano (%)Muito Curtas 50 412,97 279,97 179,97 40,50 29,10 12,40 12,40Curtas 400 489,95 277,09 177,09 44,24 29,97 13,45 13,45Médias 800 643,85 277,62 177,62 47,10 30,45 14,10 14,10Longas 2.400 1143,19 284,13 184,13 53,30 31,45 15,47 15,47Muito Longas 6.000 1.956,06 292,86 192,86 58,58 32,57 16,83 16,83Fonte: NTC&Logística


18 LogWeb n nEDIÇÃO 37 — MARÇO — 2005 n www.logweb.com.brLogísticaFord, Agrale e Bayeranalisam os seusfornecedoresOobjetivo desta matéria era mostrarcomo algumas empresas serelacionam com os seus fornecedoresde produtos/serviços de logística.Mas, poucas responderam ao nosso chamado,mesmo que explicado que não serianecessário citar os nomes de seus parceiros.Ford, Agrale e Bayer responderamao nosso chamado e, a seguir, mostramcomo é este relacionamento.SoluçõesFalando sobre os fornecedores de produtos/serviçosde logística que mais oferecemsoluções e quais são estas soluções,Edson Molina, gerente executivo delogística da Ford Brasil, e responsável peloplanejamento de materiais e logística dasplantas de Camaçari, São Bernardo eTaubaté, diz que o relacionamento e osserviços prestados a uma montadora sãobastantes diversificados, face à enorme ecomplexa logística utilizada. “Trabalhamoscom fornecedores de ponta e comoneste ramo a evolução está bem acelerada,sempre fazemos pesquisas para verificarse temos o que há de melhor. Entenda-secomo o que ‘há de melhor’, os provedoresque oferecem serviços de excelênciana execução, ótimo fluxo de informaçãosuportados por TI e que buscam,juntamente com nós, oportunidades demelhorias de processo e produtividadeque resultem em custos operacionais menorespara o fornecedor e para o cliente.”Respondendo a esta mesma pergunta,Fernando Ziembowicz, supervisor delogística e importação da Agrale, diz queos que oferecem mais soluções são osfornecedores de logística de movimentaçãoentre as diferentes unidades fabris daAgrale, e os que coletam componentes emfornecedores locais.“No caso da Bayer CropScience, estesfornecedores são os operadores logísticos,as transportadoras e os fornecedoresde empilhadeiras, os quais oferecemsoluções integradas de atendimento”,completa Rafael Villarroel, diretor deSupply Chain da empresa.TerceirizaçãoCom relação aos serviços terceirizadose por que, o gerente da Ford dizque eles envolvem movimentação demateriais, transportes e documentação,basicamente. “Isto evita que tenhamos umalto passivo sem otimização do uso dosrecursos. Utilizando parcerias conseguimosalocar nossos recursos onde somosespecialistas, que é a produção de automóveise caminhões. Entretanto, a terceirizaçãototal do processo é utópica, pois alogística atualmente é parte estratégica daempresa e, devido à complexidade do setor,não foi encontrada uma fórmula capazde viabilizar a total terceirização.Logo, fazemos todo o gerenciamento,atuando como o 4LP”, explica Molina.Na Agrale, os serviços terceirizadossão transporte, confecção e padronizaçãode embalagens, “para manter o foco nocore business e reduzir custos”, completao supervisor de logística e importação.Na Bayer CropScience, de acordocom o diretor de Supply Chain, os serviçosterceirizados envolvem transporte,armazenagem e movimentação interna.DeficiênciasConcluindo, e referindo-se aos setoresonde são encontradas deficiências equais são as sugestões para melhorias,Molina, da Ford, lembra que a principaldeficiência, a qual prefere chamar de oportunidade,é obter no mercado uma empresaque realmente faça a logística Integradae seja capaz de atuar num segmentocomplexo, que envolve altos custos, eque movimente produtos de alto valoragregado, dentro de um processo enxuto,numa cadeia de suprimentos e transportesgrandiosa com a flexibilidade, agilidadee inovação necessárias para atuarneste ramo. No caso da Agrale, segundoZiembowicz, todos os serviços logísticosem transporte e confecção de embalagensnão apresentaram deficiências.“Usualmente, o nível de atendimentoé satisfatório, mas pontualmente, existemdificuldades na qualidade do atendimento.Na maioria dos casos, as maiores deficiênciassão encontradas no segmentode equipamentos de movimentação, sendopreciso uma melhor qualificação damão-de-obra e disponibilidade de peças”,conclui Villarroel, da Bayer CropScience.■


www.logweb.com.brn EDIÇÃO 37 — MARÇO — 2005n nLogWeb 19TransportesGrecco triplicafaturamento emrelação a 2003A incorporação de etapaslogísticas, a abertura defiliais para acompanhar ademanda dos embarcadorese a forte expansão do PóloPetroquímico de Mauá, SP,estão trazendo crescimentoà Transportes Grecco. Tantoque a previsão da empresapara 2005 é faturar R$ 33,6milhões, quase três vezesmais que o obtido em 2003,de R$ 12,25 milhões. Paraisto, estão programadosinvestimentos de R$ 10milhões neste ano, sendoque os recursos serãoaplicados na ampliação dafrota, rastreamento viasatélite, treinamento depessoal e abertura de filiaisno interior de São Paulo eCuritiba. Além de movimentarcarga química epetroquímica, a Greccotambém armazena paradiversas empresas.E, para atender à cadeia deprodutos químicos epetroquímicos, tem, emMauá, duas áreas quetotalizam 50 mil metrosquadrados disponíveis paraarmazenagem. Além disso,possui filiais em Caçapava eSantos, SP, Simões Filho,BA, e Barra Velha, SC.Volvo teve em2004 o seumelhor anoA Volvo teve, em 2004, o seumelhor ano de atuação noBrasil, atingindo umfaturamento de 2,61 bilhões,50% maior que o de 2003. Jáas exportações a partir doBrasil somaram US$ 382milhões, com 80% decrescimento em relação aoano anterior. A empresacomercializou no mercadointerno, em 2004, 6,3 milcaminhões, 35% mais do queem 2003 – 4,7 mil. Com isso,o Brasil passou de quintopara terceiro lugar comomaior mercado mundial daVolvo para caminhões,superado apenas pelosEstados Unidos, com 21 milunidades, e o Irã, com 9 mil.


20 LogWeb n nEDIÇÃO 37 — MARÇO — 2005 n www.logweb.com.brABRACEX APONTAENTRAVES NA EXPORTAÇÃOA Abracex - Associação Brasileira de Comércio Exterior divulgou uminteressante documento onde, a despeito dos aumentos dasexportações ocorridos em 2004, mostra que há vários entraves aserem superados. O documento da entidade, encabeçado pelo seupresidente, Primo Roberto Segatto, destaca que em 2004 ocorreu umaumento em nossas exportações que alcançou o significativo valorde US$ 96,475 bilhões. As importações alcançaram o valor de US$62,779 bilhões, proporcionando um saldo expressivo de US$ 33,696bilhões. “Apesar desses destaques, nem tudo corre satisfatoriamentepara os empresários nacionais, como pode ser constado por algunsgraves entraves”, diz o documento.Frete InternacionalSegundo a Abracex, partir de março de 2003 ocorreram aumentosnas tarifas de fretes, taxas de combustível e cobranças de novastaxas, principalmente nos embarques para os Estados Unidos, nossoprincipal parceiro, como pode ser constatado pelo demonstrativo,calculado para um contêiner de 40HC, com destino a Nova Iorque.Comércio ExteriorTransporteRodoviárioDe acordo com a Abracex, osaumentos periódicos ocorridos comos preços de combustíveis,lubrificantes, congestionamentos,pedágios, etc. determinaram umaumento do valor dos serviços detransporte rodoviário, como podeser observado pelo seguinteexemplo:➥ Para uma operação no valor deR$ 100.000,00, utilizando umcontêiner de 20” retirado noterminal de Santos, transportadoaté a fábrica do exportador para serestufado com posterior retorno parao mesmo porto teremos osseguintes valores:Despesas cobradas pelas Companhias Marítimas na ExportaçãoNo ano de 2.002 AtualmenteUS$ US$Frete Marítimo 2.520,00 3.150,00Taxa de combustível do navio 440,00 550,00Chassis (Taxa no destino) 60,00 60,00Doc Fee (Taxa Documentação) 50,00 50,00* AMS (Taxa de comunicação com alfândega americana) 25,00 25,00** Peak Season (Taxa de reembolso para os armadores) 0,00 300,003.095,00 4.135,00Aumento de 34%* Cobrada após o atentado de 11 de setembro** Cobrada a título de reembolso pela movimentação e congestionamento no Porto deSantoFonte: AbracexSegundo o documento da Associação, é possível notar que osvalores assinalados resultaram de *taxa cobrada após o atentado de11 de setembro de 2002 e **cobrado a título de reembolso pelamovimentação e congestionamento do Porto de Santos.“Registre-se também que os problemas internos de Santos relacionadoscom calado, circulação de caminhões e adequação às normasinternacionais de segurança, apesar de terem sido prometidos osrecursos para a sua solução, muito pouco foi feito”, completa odocumento.Ainda segundo a Abracex, tanto a Prefeitura de Santos como oGoverno do Estado de São Paulo prometeram colaborar na aberturade novas e mais amplas vias de circulação, mas os problemascontinuam, o que estimula a cobrança das taxas extras.Despesas de embarqueAs despesas cobradas com taxas de embarque, portuárias e deliberação de documentos de embarque, normalmente pagas àsAgências de Navegação, também representam um alto custo, quechegam a inviabilizar as pequenas operações, informa a Abracex.Neste sentido, basta verificar no quadro o exemplo de um contêiner40” com valores em R$ ou US$ cobradas em 2002 e atualmente.Taxas cobradas pelas Agências na exportaçãoNo ano de 2.002 AtualmenteR$ R$Capatazias 200,00 250,00Aumento de 25%US$ US$Taxa para liberação do conhecimento de embarque (BL) 25,00 40,00(*) Taxa para correção de BL’s 25,00 40,0050,00 80,00Aumento de 60%(*) Os valores variam de US$ 40,00 até US$ 70,00, de acordo com o critério de cadaAgência.Fonte: AbracexTarifa de frete rodoviáriopara exportaçãoFrete rodoviárioSeguro (Ad Valorem) 1/1000 sobre valor da operaçãoAumento deOutros problemasoperacionaisA Associação também apontaoutros problemas para as exportaçõesbrasileiras.1. Falta de contêineres nosterminais, ocasionando gravesprejuízos tanto no cumprimentodos compromissos de prazoscom o importador como naimagem do exportador e dopaís.2. Embora as operações sejamfeitas através do sistemainformatizado Siscomex, asoperações ainda esbarram naburocracia da AlfândegaBrasileira, principalmente nospontos de fronteiras de Chuí/Uruguaiana, onde há grandedemora na liberação dasexportações.3. Despesas bancárias elevadase somente minoradas quando oexportador centraliza suasoperações e serviços na quasetotalidade num único banco.4. Dificuldade e atrasos naobtenção do Certificado deOrigem “Form A”, centralizadonas agências do Banco doBrasil nas operações com aUnião Européia.5. Dificuldades conhecidas equase insuperáveis para umaempresa iniciar suas operaçõesde exportação é conseguir


www.logweb.com.brn EDIÇÃO 37 — MARÇO — 2005n nLogWeb 21superar as exigênciaspara obter ocredenciamento/habilitação no SistemaRadar junto à ReceitaFederal, onde sãoexigidos documentos einformações como: dadoscomerciais da empresa;informações contábeis edemonstrativosumarisado da origemdos recursos e projeçãode fluxo de caixa.“Somente atendendo a essasexigências através dessesistema o exportadorconsegue emitir a documentaçãonecessária para oNo ano de 2.002 AtualmenteR$ R$600,00 1.100,000,00 100,00600,00 1.200,00100%Fonte: Abracexembarque da mercadoria,como RE - Registro deExportação e DSE - DeclaraçãoSimples de Exportação”,informa o documento.Ele também destaca que paraa conclusão desta habilitaçãoexiste uma enorme burocraciainterna dentro da ReceitaFederal, como constatadopelas etapas a cumprir:Protocolo; Triagem (se adocumentação estiver todaem ordem segue para adistribuição; caso contrário, éarquivado o processo deimediato) - o tempo estimadopara conclusão do processo éem torno de duas semanas;Distribuição - o tempoestimado para ser distribuídoé em torno de três dias;Análise sumária efetuadapelo Auditor Fiscal é feita noprazo de até 30 dias,conforme determina o IN SRF455; O responsável legaldeve comparecer áRepartição Aduaneira para aretirada de senha na unidadecadastradora.“Estas são algumas dasexigências e percalços que oexportador deve cumprir paraproduzir, vender para oexterior, embarcar o produto,gerar empregos e obterdivisas para o País”, completao documento. ■


22 LogWeb n nEDIÇÃO 37 — MARÇO — 2005 n www.logweb.com.brArtigo“Porto Seco” nalogística internacionalDurante o século XIX, nós brasileiros sofremos muito com a logística de interior, porque os meios de transportesque se dispunha na época eram pura e simplesmente tropas de mulas e o carro de boi. Foi preciso umaredução de tempo através da ferrovia para se conseguir uma certa competitividade do café brasileiro noexterior, tornando o Brasil o maior exportador de café do mundo.Hoje, esta história vem serepetindo. As exportaçõesbrasileiras crescema cada dia e batem recordes a cadaano. E, para que este crescimentocontinue, o Brasil precisa melhorara infra-estrutura de transporteexistente e agilizar os processosde liberação de mercadoriasnas alfândegas.Todos os dias há várias empresasque perdem embarques em naviosporque não existem contêineres,armazéns, navios, etc. O resultadodisto é as constantes filasde caminhões nas estradas brasileiras,que se intensificam em épocasde safras de produtos agríco-las, como a soja e a cana-de-açúcar.Isto prejudica o Brasil, criandouma imagem de que as empresasbrasileiras não conseguemcumprir os prazos negociados.O empresário precisa entenderque a capacidade dos portos,aeroportos e fronteiras é limitada.Não existem mais berços paraatracação de navios, aeroportoscapacitados para trabalhar comcargas internacionais, fronteirassecas alfandegadas, etc.Algumas maneiras de resolvereste problema seriam criar maisportos, aeroportos, rodovias e fronteirassecas. Mas, o governo nãotem recursos e qualquer projetodemoraria tempo e gastaria muitodinheiro.O Brasil possui um dos povosmais criativos do mundo, mastambém é um país que esquecede utilizar a infra-estrutura jáexistente. Uma solução eficientee a curto prazo é utilizar a capacidadejá existente dos portos,aeroportos e fronteiras, trabalhandoem conjunto com os “portossecos” no interior.Prevendo este problema, oGoverno Federal descentralizou asalfândegas dos portos, aeroportose fronteiras e as trouxe para o interiordos estados, nascendo, assim,as Estações Aduaneiras Interiores– EADIs – também conhecidascomo “portos secos” ou “entrepostosaduaneiros”.Essas alfândegas foram criadasno interior para servirem comoagentes facilitadores dos processosde importação e exportação, transformandoportos, fronteiras e aeroportosem simples pontos depassagem, já que toda a burocraciapassa a ser feita no interior,criando, também, novos pólos regionaisde desenvolvimento e fortalecendoas economias locais ea cultura exportadora nas regiõesonde estão instaladas.Hoje, já existem mais de 50EADIs em pleno funcionamentono país. Além dessas, quinze terminaisestão com contratos celebrados,mas ainda não estão emprocesso de alfandegamento. Outrosquatro já estão com licitaçãoconcluída, mas com contratos aindanão celebrados. Ao todo, empouco tempo, o Brasil contará com78 postos interiores de aduana espalhadospelo país, facilitando oprocesso de liberação de produtosbrasileiros para a exportação.O posicionamento estratégicodas EADIs facilita a integraçãoentre a região onde está instaladacom o mercado internacional. Asestações podem dar importantecontribuição ao desenvolvimento


www.logweb.com.brn EDIÇÃO 37 — MARÇO — 2005n nLogWeb 23socioeconômico da nação. Elasgeram mais empregos e agilizamo embarque e desembarque dascargas, além de reduzir o custo emelhorar a infra-estrutura brasileirajá existente, sem a necessidadede mais investimentos doGoverno.Nas EADIs, são executadostodos os serviços aduaneiros deimportação e exportação. Prestam,também, serviços de acondicionamentoe montagem demercadorias importadas, submetidasa regimes aduaneiros especiais,que melhoram o prazo ereduzem custos.Nesse processo, o “portoseco” é instalado, preferencialmente,adjacente às regiões produtorasou consumidoras. Basicamente,tendem a estar integradoscom a economia regional,envolvendo indústrias, comérciose serviços. Esses modernos terminaistêm contribuído para odesenvolvimento regional, atraindovários tipos de indústrias e empresasde serviços de apoio, comotransportadoras, despachantesaduaneiros e “trading companies”.A movimentação de cargas,atraídas para o terminal, viabilizaa instalação de indústrias e deserviços especializados, aumenta ovalor agregado dos produtos daregião e gera mais empregos eimpostos.A maioria deles funcionacomo um terminal integrado àsmodalidades de transportes, principalmenteàs ferrovias e às rodovias,e futuramente às hidrovias.Dessa forma, os terminaisdeixam de ser apenas alfândegas apassam a ser operadores logísticos,com a vantagem de trabalhar integradosaos órgãos públicos, o queagiliza e reduz a burocracia.As EADIs trabalham parapromover a cultura exportadorana região em que estão inseridas,além de melhorarem a logísticaexistente nas empresas para reduzircustos e garantir que os processosaduaneiros sejam realizadosde maneira segura para o governoe ágil para as empresas. ■Vivaldo Mason FilhoDiretor da EADI – Rio Preto;professor universitário; especialista,mestre e doutorando em Engenhariade Transportes - USPvivaldo@eadi-riopreto.com.br.LivroTransporte eLogística emSistemasAgroindustriaisAutores: J. V. Caixeta-Filho eA. Hauber GameiroEditora: Atlas - 222 páginasInformações: 11 3357.9144Este livro foi desenvolvido com baseem pesquisas na área de economiade transportes, no Departamento deEconomia, Administração e Sociologiada Escola Superior de AgriculturaLuiz de Queiroz (ESALQ), da Universidadede São Paulo. Apresenta asmais importantes relações existentesna logística de sistemas agroindustriaisdiversos, introduz alguns conceitosda base teórica necessária e dosinstrumentos mais adequados e utilizadospara o gerenciamento dessessistemas. É formando por tópicoscomo: a competitividade do transporteno agribusiness brasileiro; expansãoda fronteira agrícola e desenvolvimentodo agribusiness; particularidadesdas modalidades de transporte;movimentação rodoviária de produtosagrícolas selecionados; instrumentospara gerenciamento de riscono transporte.CatálogosTransporteaéreo decargasEm português e inglês,o catálogo daAbsa Aerolinhas Brasileirasdescreve as suas atividades naárea de transporte aéreo de cargas.A publicação inclui dados sobre o alcancedos vôos oferecidos pela empresa,além do sistema de comunicaçãovia internet, as parcerias, os serviçosauxiliares e a estrutura disponívelpara o transporte de cargas perecíveise animais vivos, entre outras informações.Fone: 0800-99 68 61CabinesparaempilhadeirasAs cabines antitombamentopara empilhadeirassão destaqueno catálogo da Nil Cabinas e daScap, além de cabinas frigorificadaspara empilhadeiras elétricas comaquecedor e vidros com desembaçadorpara operação em câmara fria.A publicação também inclui dadossobre filtros para gases gerados pelaqueima de diesel, aplicáveis emempilhadeiras e outros equipamentos,e silenciosos hospitalares.Fone: (35) 3433.2392InternetArmazenagem e distribuiçãoA AGM presta serviços de logística que envolvem a armazenageme distribuição de produtos, atendendo a clientesindustriais, institucionais e de serviços. Também oferecegerenciamento, guarda e movimentação de arquivos inativos,almoxarifados, centro de distribuição, transporte e serviçosde suporte a departamentos de marketing e agênciasde promoções e eventos. Estes serviços são detalhados nosite da empresa, que também inclui histórico da mesma edados dos clientes.www.agmlogistica.com.brAssessoria aduaneirae armazenagemConstituído pelas empresas Rodrimar Agente e Comissária,Rodrimar Transportes, Equipamentos Industriais e ArmazénsGerais e Marítima Eurobrás, o Grupo Rodrimar opera desdea assessoria aduaneira até o desembaraço documental, passandopela escolha do melhor modal de transporte à negociaçãodo frete, armazenamento e ao acompanhamento dacarga até seu destino final. O site da empresa contem informaçõessobre o Grupo, ISO 9001, o SAC e responsabilidadesocial, entre outras.www.rodrimar.com.brPróximaedição:Locação de empilhadeiras(pelo lado do usuário),pneus, rodas e rodíziosEstes quatro temas são os destaques daedição de abril do LogWeb. Todos osprofissionais das áreas relacionadas estãoconvidados a participar. Basta entrar emcontato com a redação pelo e-mail abaixo.Envie catálogos, releases, artigos e sugestõespara jornalismo@logweb.com.br


24 LogWeb n nEDIÇÃO 37 — MARÇO — 2005 n www.logweb.com.brVolkswagenCaminhõesvai lançar doismodelosA Volkswagen Caminhõescontratou 245 funcionáriospara aumentar a capacidadeprodutiva de sua fábrica deResende, RJ, passando de150 para 170 veículos/dia.Na verdade, a empresa estácomeçando a preparar-separa o lançamento de doiscaminhões, um semileve,para 5 toneladas, e outroextrapesado, na faixa de 43a 60 toneladas. Com estesnovos caminhões – osprimeiros chegam aomercado no início dosegundo semestre, enquantoos outros serão colocadosno mercado no início de2006 –, a empresa passa acobrir todas as faixas decapacidade de carga.Transandré emnovas instalaçõesA Transandré Logística eTransportes acaba deinaugurar suas novasinstalações em São Bernardodo Campo, SP. A nova sedepossui pátio de 30 000 m 2 ecapacidade para até 5 000veículos.Xplan Tecnologiacresce 60% em2004O faturamento de 2004 daXplan Tecnologia, empresanacional de software eserviços especializada emsoluções de Supply ChainIntelligence (SCI), cresceu60% em 2004, em relação a2003. “Isto se deve àretomada da economia e àsótimas projeções para 2005.O aumento no faturamentoocorreu principalmente porcausa de novos projetos naatual base de clientes e,principalmente, pelaconquistas de novos clientesno segundo semestre, comoGradiente, Arno, Rilisa,Cadbury Adams e ReckittBenckiser”, explica EduardoSteinberg, diretor da Xplan.Ainda segundo o executivo,a expectativa é atingir umcrescimento de 70% em 2005.

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