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2009.As exportações devem somar 300 milhões de toneladas neste ano, alta de 13 por cento anteFonte: O GloboData: 05/10/2010BRASIL INVESTE POUCO NO MAPEAMENTO GEOLÓGICOO Brasil investe muito menos do que seus concorrentes no mundo em mapeamento geológicobásico, estágio anterior à aplicação de recursos na prospecção de minerais, e não tem instrumentostão atrativos ao setor. Essa deficiência brasileira pode comprometer os investimentos das empresasprivadas e o avanço da pesquisa, alerta o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram),Paulo Camillo Vargas Penna, que revisou pela terceira vez, em agosto, os planos da indústria deaplicar US$ 62 bilhões em projetos de extração e ampliação da produção até 2014, um recorde.Estatísticas apuradas pela instituição apontam que, no entanto, o Brasil teve parcos 3% do orçamentode US$ 7,3 bilhões da pesquisa geológica básica no mundo ao longo do ano passado. Antes da criseglobal, em 2008, o total estimado foi de US$ 13,4 bilhões, quando o Brasil detinha os mesmos 3%.Nações com dimensões territoriais mais próximas do Brasil, como o Canadá e a Austrália,registraram, respectivamente, 16% e 13% do total. “O conhecimento geológico que se tem no Brasil éabsolutamente insuficiente para reduzir os riscos do investimento na descoberta de recursosminerais”, afirma Paulo Camillo. Conforme levantamento feito pelo Ibram, comparando a área decada país com o total de investimentos realizados, a África do Sul investe 7,7 vezes mais do que o paísem levantamento geológico básico; o Chile, 17,7 vezes mais e o Peru, 14,6 vezes, além de uma longalista de exemplos em melhor posição que a economia brasileira.O quadro de desvantagem permanece mesmo diante do aumento das cifras destinadas aomapeamento geológico nos últimos anos. O Serviço Geológico do Brasil (antiga CPRM) investiu R$132 milhões de 2005 a 2008, ante um investimento ínfimo de R$ 13 milhões entre 2000 e 2004.Menos de 20% do território brasileiro é mapeado na escala de 1/100 mil quilômetros quadrados, ouseja, cada centímetro do mapa geológico mostra 100 mil km2. Outros 4,3% são conhecidos na escala1/50 mil km2. Com a base fraca da pesquisa financiada com dinheiro público, é de se pressupor que aaposta do setor privado na prospecção e sondagem de minerais tem muito espaço para crescer.Ranking Roberto da Silva, diretor de gestão de direitos minerários do DNPM, lembra que acorrida da pesquisa mineral em Minas pôs o estado na primeira posição do ranking nacional este ano.A Bahia, que ocupa o segundo lugar, teve 1.930 requerimentos protocolados, menos da metade dosregistros da superintendência mineira (3.540). O Pará ficou na oitava colocação, com 508 pedidos. Aotodo, foram 14.952 requerimentos no país. “Quanto mais se conhece a geologia básica do país maisse tem a possibilidade de abertura de jazidas”, afirma Silva.Para Paulo Camillo Vargas, do Ibram, o Brasil tem perdido a oportunidade de alavancarrecursos privados em pesquisa mineral com a falta de instrumentos já usados no mercadointernacional, um deles a bolsa de valores, a exemplo da sistemática em vigência no Canadá. Outrapolítica de países concorrentes, como o Chile, é permitir que o título minerário seja usado comogarantia real em financiamento de recursos para o setor privado investir na descoberta mineral.O boom da pesquisa em Minas reúne empresas que têm planos regulares de investimento enovos concorrentes, inclusive as chamadas empresas juniores canadenses, aquelas surgidas defundos de investidores com aplicações em bolsa. A gigante Vale anunciou R$ 1 bilhão destinados esteano para pesquisa e desenvolvimento nas áreas em que atua no mundo. Em Minas, a mineradora


definiu 180 metros de sondagens, projeto semelhante ao que foi realizado em 2008 e 2009, adespeito dos efeitos da crise financeira mundial.Já a MMX Mineração e Metálicos, empresa controlada por Eike Batista, o oitavo homem maisrico do mundo, prevê 19 mil metros de sondagem e 120 furos, dos quais 20 serão feitos este ano,informa Roger Downey, presidente da companhia. “Nosso foco, hoje, é no minério de ferro. Temoscentenas de áreas de pesquisa, já que surgiram mercado e a necessidade de aumento da oferta”,afirma.Fonte: Estado de MinasAutor(a): Marta VieiraData: 13/10/2010NOVA FASE DA CRISE DEFLAGRA CORRIDA AO OUROProcura aumenta e cotação da commodity dispara, para US$ 1.317 a onçaPreocupados com o recrudescimento da crise financeira mundial, cada vez mais osinvestidores procuram investir em ouro e ações de mineradoras. Segundo a agência Reuters, o bancosuíço UBS está recomendando que seus maiores clientes mantenham de 7% a 10% de seus ativos emmetais preciosos, como ouro, que fechou negociado a US$ 1.317 a onça.“Nesse ponto, Mantega (Guido, ministro da Fazenda) está certo: há uma guerra cambial emandamento, com muita instabilidade, e, dificilmente, a China poderá continuar puxando a economiamundial, por causa da pressão dos EUA pela desvalorização do iuan”, pondera o economista JoséCarlos de Assis, presidente do Instituto Desemprego Zero.Para Assis, o cenário atual é parecido com o da década de 70. “A diferença é que, porenquanto, a situação atual é de deflação”, ressalva.Assis, porém, vê o Brasil perdendo a guerra cambial, por estar fora dela. “Nesse cenário, queinclui a desvalorização brutal do dólar, o real valorizou 30% desde o começo de 2009″, critica,lembrando que o mundo está longe de superar a crise.“Há uma desaceleração muito forte nos EUA. A Irlanda terá contração de 5%, o mesmoocorrendo com a Grécia este ano. Os mercados cambiais e financeiros, sobretudo bolsa, estãosubindo, mas é característico da especulação, não de recuperação.Assis lembra que, desde 2008, cerca de 400 bancos norte-americanos quebraram e 800 sãomantidos sob observação.“Não são bancos pequenos. Os megabancos escaparam da liquidação porque o governointerveio, mas o principal banco médio hoje é sete vezes maior que o Continental, que quebrou nogoverno Reagan”, resumiu.Fonte: Monitor Mercantil DigitalData: 06/10/2010


ALAGOAS SE DESTACA NO AVANÇO DA PRODUÇÃO NACIONAL DE COBREEstado produzirá 40 mil toneladasCom volume de produção de 40 mil toneladas de cobre, a Mineradora Vale Verde, localizadano município de Craíbas, região Agreste de Alagoas, está entre os cinco maiores projetos deexploração do minério do País. É o que destaca o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).Com essa posição, a mineradora alagoana que é controlada pela multinacional Aura Gold, vaicontribuir para o aumento da produção nacional de cobre. Até 2014, o Brasil deve mais do quedobrar o volume de produção de cobre graças aos cinco novos projetos de exploração que estãoentrando em operação. Dessa forma, o país vai se transformar em um exportador líquido do metal,afirmou o diretor-presidente do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração).A produção de cobre concentrado tem crescido rapidamente no país. Em 2009, ela foi de 210mil toneladas, contra apenas 26,2 mil toneladas em 2003, de acordo com dados do governo, játornando o país autossuficiente."Até 2014, nós passaremos de 210 mil toneladas (em 2009) para 475 mil toneladas em 2014",afirmou Paulo Camillo Penna, presidente do Ibram, mencionando que o aumento da produção vai serimpulsionado pelo aumento de preços da commodity.Os cinco projetos vão exigir investimentos de US$ 2,7 bilhões. A Vale vai responder pela maiorparte dos investimentos, com dois projetos no Pará que deverão produzir 254 mil toneladas por ano.A mina Boa Esperança da Paranapanema, de 30 mil toneladas, assim como o projeto ValeVerde, que também devem entrar em operação, contribuindo com o aumento da produção, segundoo DNPM, departamento do governo responsável pelo setor.O Brasil de uma maneira geral importa a maior parte do cobre que consome devido àpeculiaridade do seu mercado. Os produtores locais geralmente lucram mais vendendo a commoditypara o exterior.O país importa e exporta volumes semelhantes, mas Penna acredita que as importações vãocomeçar a cair.A demanda nacional por cobre tem sido forte, com o aquecimento da economia e grandesinvestimentos em construção e no setor elétrico.O executivo disse ainda que, após a crise, os investimentos do setor de mineração emprospecção e novas minas estão crescentes. A indústria prevê um recorde de investimentos de US$62 bilhões entre 2010-2014.'Isso pode ser revisado para cima novamente este ano', disse.'(2010) tem sido excepcional... Os aumentos em volume e preço estão nos levando para umvalor recorde de mineração no Brasil', disse Penna, estimando o valor da produção em US$ 35bilhões.Em 2009, o valor da produção de mineração no país somou US$ 24 bilhões.As exportações brasileiras de minério de ferro devem saltar para US$ 20 bilhões em 2010,contra US$ 13,5 bilhões em 2009, quando as mineradoras sofreram com um preço mais baixo.A produção nacional de minério de ferro deverá crescer para 370 milhões de toneladas em2010, ante 310 milhões de toneladas no ano passado.As exportações devem somar 300 milhões de toneladas neste ano, alta de 13% ante 2009.Fonte: Tudo na HoraData: 05/10/2010


MINERAÇÃO COLOCA A AMAZÔNIA EM DESTAQUE NA ECONOMIA MUNDIALÍndices econômicos e sociais originados da atuação positiva da mineração na Amazônia, e emespecial no Pará, colocam a região em destaque na economia mundial. Atualmente, os produtosagrícolas e os insumos minerais são os principais pilares da economia brasileira. Dados do Ibram(Instituto Brasileiro de Mineração), que acompanha o desenvolvimento da mineração em todo país,apontam que, atualmente, a região amazônica é a que tem o maior investimento em mineração detodo Brasil. Esse quadro vem crescendo desde a primeira década do ano 2000, quando a atividadeindustrial se intensificou nas cidades com potencial mineral, como no nordeste e oeste paraense.Hoje, o Ibram debate as perspectivas em curto e médio prazo para o setor, mas acima de tudocomemora os níveis de empregabilidade e qualidade de vida nos municípios paraenses que possuemempreendimentos de mineração. O aumento do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e ageração de empregos são alguns desses coeficientes. “O IDH de alguns municípios são maiores doque o índice do próprio Estado. Por exemplo, em Barcarena e Marabá os índices são superiores a 0,70enquanto o nível do Pará é de 0,66”, detalha Paulo Camillo Pena, presidente do Ibram.Outro ponto positivo é a geração de emprego. “Nosso último levantamento identificou 19.326empregos diretos e 251.238 indiretos da mineração na Amazônia. Esses números confirmam nossaestimativa de que para cada emprego criado na mineração são gerados outros 13 em diversas áreasda cadeia produtiva”, afirma Paulo Camillo. Esta temática foi assunto de debate do CongressoBrasileiro de Geologia, que acontece em Belém até a próxima sexta-feira (1º), do qual o Ibram,participa com estande e palestrantes. O aumento da renda, o nível da faixa salarial e a melhoria daeducação foram outros fatores citados como destaques para o reconhecimento da importância daatuação da mineração e para a sustentabilidade do setor.Atividade mineral necessita de leis mais modernasNa contramão de todos os benefícios que a mineração provoca, estão as leis que regem aatuação da atividade. O acompanhamento das atividades das empresas no país ainda não é feito deforma efetiva e o código que regula a mineração é defasado – tem registro de 1967 e foi baseado emum decreto de 1940. O assunto também foi debatido no Congresso Brasileiro de Geologia e geroualgumas sugestões, já em discussão no país, como a criação de uma agência reguladora, que poderáfiscalizar o setor, papel hoje desempenhado pelo DNPM.Outra proposta é a instituição de um Conselho de Política de Mineração que, considera asdiretrizes e a política estabelecidas pelo Ministério de Minas e Energias, para discutir regras maisclaras para a concessão e punições para quem desrespeite as legislações vigentes.Para o diretor de Assuntos Minerários do Ibram, Marcelo Tunes, além do aspecto econômico,a atividade minerária tem forte influência ambiental e social e mudanças na legislação causamimpacto direto. “A mineração é uma atividade de utilidade pública, de interesse do País, e não podeser inibida”, disse.Fonte: O LiberalData: 29/09/2010


ARGENTINA VAI RESTRINGIR MINERAÇÃO EM ÁREAS DE GLACIARESNa semana passada, o Senado da Argentina aprovou, sob forte oposição do setor mineral, umprojeto de lei de proteção dos glaciares, impondo limites mais rígidos à exploração mineral e aodesenvolvimento dos projetos nas regiões montanhosas do país. A medida pode ter efeitos depequeno porte na mineração de ouro, já que a maior parte dos projetos do metal não está próximade áreas sujeitas à nova legislação.A Argentina vive, atualmente, uma corrida do ouro: a canadense Goldcorp fez recentementeuma oferta de US$ 3,45 bilhões pela júnior Andean Resources, enquanto a Patagonia Gold prepara aabertura da mina Lomada e a Yamana Gold desenvolve um estudo de viabilidade para o depósito decobre-ouro-molibdênio Agua Rica, com a expectativa de começar a construir a mina em 2011. O paíssul-americano registrou no ano passado um novo recorde de receitas oriundas de exportaçõesminerais, com cerca de US$ 2,85 bilhões.Mas pelo menos uma grande mineradora vai sofrer com o novo projeto de lei sobre osglaceares: a Barrick Gold poderá ter problemas com sua grande mina de ouro e prata Pascua Lama,depois de anos de controvérsias com ambientalistas no Chile, e de uma extensa discussão com osgovernos chileno e argentino para divisão dos tributos do projeto, situado em uma região deglaciares.Fonte: Geólogo.comData: 04/10/2010NEWMONT VAI PROSPECTAR OURO NO AFEGANISTÃO?Wahidullah Shahrani, ministro de Minas do Afeganistão, disse hoje que a mineradoraamericana Newmont demonstrou interesse no desenvolvimento de minas de ouro no país, mantendoconversas com autoridades locais desde junho, depois de uma conferência setorial realizada emLondres. O ministro disse que o governo afegão desde então vem provendo a companhia cominformações sobre o país, mas nenhum acordo foi assinado e nenhuma licença foi emitida até omomento.O Afeganistão espera receber, dentro de cinco a sete anos, até US$ 1,2 bilhão anual emreceitas da mineração de ferro, cobre, ouro, petróleo e gás, número que pode subir a US$ 3 bilhõesdepois de uma década, disse Shahrani.Empresas como ArcelorMittal e Rio Tinto também foram convidadas a investir no paísasiático, que prepara para o próximo ano leilões de prospectos de petróleo e cobre.Fonte: Geólogo.comData: 04/10/2010


PELO MENOS 400 CRIANÇAS MORREM DE ENVENENAMENTO POR CHUMBO NANIGÉRIAIntoxicação acontece em áreas rurais onde há mineração ilegal de ouroCerca de 400 crianças no norte da Nigéria morreram desde março de envenenamento porchumbo ligadas a resíduos da mineração ilegal de ouro, e milhares mais permanecem em risco, dissea ONU nesta terça-feira, 05.O braço holandês do Médicos Sem Fronteiras informou novos números, mais de 160 mortosem junho passado, e está tratando de mais 500 crianças nos seus quatro consultórios, disse umaporta-voz da ONU. A maioria das vítimas tem menos de cinco anos. "A poluição por chumbo e a crisede intoxicação no estado de Zamfara está longe de terminar", disse Elisabeth Byrs, porta-voz doEscritório da ONU para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA). "Uma resposta urgente ecoordenada é necessária. Milhares (de pessoas) estão em risco", disse ela em entrevista coletiva.Uma missão de avaliação das Nações Unidas, agindo a pedido do governo da Nigéria,descobriu que o abastecimento de água em quatro das cinco aldeias visitadas foram contaminadospor níveis elevados de chumbo. As concentrações de mercúrio no ar também foram elevadas, deacordo com resultados preliminares emitidos após uma investigação de duas semanas em Abare,Bagega, Dareta, Kersa e Sunke. "A exposição ao chumbo é causado pelo processamento de chumbocontendo minério de ouro em zonas rurais. O minério extraído é colocado próximo às aldeias, paraprocessamento adicional, que geralmente é feito por mulheres e crianças", resumiu a ONU.As aldeias afetadas são em geral feitas com edifícios de tijolos de barro e encontram-se napobre e árida região do Sahel, na franja sul do Sahara, onde muitas pessoas trabalham comogarimpeiros e agricultores de subsistência. Nível altos de chumbo podem causar danos irreparáveisaos sistemas nervoso e reprodutivo e aos rins. O chumbo é especialmente prejudicial para crianças emulheres grávidas que passam o metal através da placenta para fetos ou aos bebês através daamamentação. Muitas famílias pensaram que seus filhos que sofriam convulsões tinham malária, masamostras de sangue colhidas pelos MSF revelaram a contaminação por chumbo, segundo a porta-vozda ONU.Fonte: Agência ReutersData: 05/10/2010QUE HERANÇA A MINERAÇÃO PODE DEIXAR?O que será das cidades mineradoras depois de esgotadas as minas e se encerrarem asatividades de mineração? Como perenizar os benefícios gerados pela implantação e operação de


projetos mineiros? Como fazer com que o desenvolvimento proporcionado pela mineração sejarealmente sustentável, no sentido de que não cessará após ser extraída a última tonelada deminério?Esta é uma pergunta que tem sido feita cada vez com mais freqüência pelos planejadoresgovernamentais, lideranças comunitárias e alguns dirigentes empresariais. As pessoas estão se dandoconta de que a falta dessa preocupação no passado fez com que algumas localidades que um diaforam prósperas, com uma atividade econômica intensa, entraram em processo de decadência umavez paralisada a atividade de mineração. O comércio, antes vigoroso, minguou e muitas casascomerciais fecharam as portas. Parte da população, que um dia foi empregada na mineradora, teveque “bater asas” em busca de outras oportunidades de sobrevivência. A renda per capita, que emcerto momento esteve acima da média da região, decaiu e muita gente mal consegue recursossuficientes para a própria sobrevivência.Da antiga mina restou uma cava, agora cheia de água, montes de rejeitos empilhados noentorno, instalações abandonadas, sendo carcomidas pela ferrugem. Quem se der ao trabalho de sairvisitando lugares onde um dia existiu uma grande mina, vai encontrar diversos exemplos como o queacabamos de retratar. No entanto, consideramos que mais importante do que ficar olhando opassado e ficar buscando os culpados, é preciso debruçar-se sobre tais exemplos para pensar nofuturo, de forma a evitar que os erros se repitam.Em pleno século XXI, não dá mais para se ter projetos de mineração que não contribuam parao desenvolvimento local. Não é mais possível praticar-se a ótica do desenvolvimento vigente nadécada de 70, quando se media a contribuição econômica e social de um projeto pelo montante detributos que pagava e do número de empregos que gerava. Hoje, a ótica é outra: um projeto só ébom se for sustentável do ponto de vista econômico, social e ambiental. E para um projeto demineração, o que é ser sustentável do ponto de vista econômico? É possibilitar que a economia localcontinue pujante mesmo depois de exaurida a mina. Isto significa possibilitar que se desenvolvamoutras atividades stélites à mineração que possam continuar mesmo quando parar a extraçãomineral. E do ponto de vista social? É viabilizar que a maior parte da mão de obra seja contratadalocalmente e formar essa mão de obra para que possa trabalhar em outras atividades quando a minadeixar de operar. E do ponto de vista ambiental é deixar no lugar da mina não um buraco, mas umaárea totalmente recomposta, pronta para ser explorada de outra maneira.É por esta razão que o principal estado minerador do país, Minas Gerais, está debruçadosobre essa questão: como manter a mineração como carro-chefe do desenvolvimento sem asmazelas do passado? Como reduzir as vulnerabilidades que a dependência da mineração gera? Esteé um dilema que vive hoje também no estado do Pará, segundo maior produtor mineral, e bem maisdependente, em termos de desenvolvimento econômico e social, do que Minas Gerais. E bem maissensível, do ponto de vista ambiental, por fazer parte da Amazônia.Isto indica que está mais do que na hora de se reunir governos, comunidades e empresáriospara discutir, de maneira franca e aberta, os caminhos para a sustentabilidade da mineração nosentido que apontamos acima. Há muitos projetos novos sendo implantados e se não cuidarmospoderemos ver repetidos erros do passado que além de serem um prejuízo para a sociedade,contribuem muito para a imagem negativa que ainda se tem da mineração.Fonte: Editorial da Revista Brasil Mineral, nº 298Autor(a): Francisco AlvesData: agosto de 2010


QUEM DISSE QUE MINÉRIO NÃO DÁ DUAS SAFRAS?O Estado de Minas Gerais prova mais uma vez que minério dá não só uma safra, mas duas eaté três. Depois de ver praticamente esgotadas as principais reservas de hematita, que foi durantemuito tempo a principal fonte de ferro no território mineiro, as companhias mineradoras estãointensificando a exploração do itabirito friável, cujas reservas atuais permitem que a produção deminério na região do Quadrilátero Ferrífero se prolongue por mais 35 a 40 anos, e se preparam paraum desafio maior, que é o aproveitamento do itabirito compacto, do qual a região tem reservasincalculáveis e que possibilitam a continuidade da atividade de extração mineral por um tempo queninguém ainda se arrisca a precisar mas que vai bem além das quatro décadas remanescentes que seprevê para o itabirito friável.O desafio é grande, porque ao contrário da hematita, que tem teor em torno de 65% de ferro,o itabirito compacto contém em média 35% e, portanto, sua produção somente se viabilizaeconomicamente quando os preços da matéria prima alcançam níveis elevados, como os que severificam atualmente, quando a tonelada está custando mais de 160 dólares.Além do desafio econômico, há também o tecnológico, porque representa um novoparadigma em termos de tecnologia de lavra e concentração de minério. Na parte de lavra, uma dasalternativas que estão sendo pensadas é a adoção de um técnica chamada Sequenciamento Verde,que está sendo introduzida pela Vale na jazida N4W de Carajás, e que consiste em uma seqüência delavra que retorna o estéril para cavas onde o minério já foi exaurido. Segundo Marcelo Fenellon,Diretor de Operações do Sistema Sudeste da mineradora, esta metodologia “minimiza os impactosexternos e maximiza o uso dos recursos, antecipando sua exaustão por áreas” e por esta razão estáem estudo a sua aplicação em todos os projetos da Vale onde for viável. Isto significará, por exemplo,a disseminação da lavra por correias, dispensando o uso de caminhões, técnica que a empresapretende utilizar no projeto Apolo, a ser implementado nos próximos anos.A concepção das operações mineiras também deve mudar, segundo Fenellon, para possibilitaro aproveitamento dos minérios de mais baixo teor. A tendência é estabelecer Hubs, ou centros deproduçãode operações interligadas e capacidade acima de 50 milhões de toneladas, concentradas emum diâmetro de 15 km, adotando uma logística simplificada de transporte de material bruto eprodutos, plantas de operação customizadas por tipo de minério, sequenciamento integrado eaproveitamento das cavas para disposição de rejeitos, o que possibilitará “menor custo de mina emenos custo fixo”.Uma outra possibilidade que está sendo estudada pelas mineradoras que atuam em MinasGerais é o reprocessamento do material contido nas barragens de rejeitos que foram acumulados aolongo de décadas e que ainda têm bons teores de minério, já que foram processados em épocasquando os teores de alimentação nas plantas de concentração eram bem mais elevados. A Vale, porexemplo, estima que nas diversas barragens de rejeito que possui em Minas Gerais existe uma massaestocada de mais de 300 milhões de toneladas, com teores variando entre 38% e 64% de ferro. Ouseja, uma outra mina.Para José Francisco Martins Viveiros, consultor da ArcelorMittal, o aproveitamento dosminerais de baixo teor será o grande desafio para as próximas décadas. Em apresentação feita no 3ºWorkshop QFe 2050, realizado em junho, na cidade de Ouro Preto, ele lembrou que “as primeirasplantas de concentração de minérios de baixo teor começaram a operar nos anos 50, na América doNorte, para o aproveitamento dos imensos recursos de formações ferríferas de baixo teor (25-35%Fé)” e que no Brasil a Samarco foi a pioneira no aproveitamento de minério itabirítico de baixo teor,


isto em 1973. Este modelo aliás, que alia a moagem para a liberação dos óxidos de ferro e transportepor mineroduto, vem servindo de inspiração para muitos projetos que atualmente se encontram emdesenvolvimento.Viveiros é de opinião que a produção de minério de ferro no Quadrilátero Ferrífero sebanalizou, já que a produção de concentrados de pellet feed (menor que 0,15 mm) é comum pelomundo afora e praticada em países como EUA, Canadá, México, Chile, Peru, Turquia, Suécia, Rússia,Ucrânia e China. Já os produtos diferenciados, tipo granulado e sinter feed, ainda são encontrados empoucos países (Austrália, Brasil, África do Sul e Índia), que predominam no mercado transoceânico deminério de ferro. Hoje, na opinião de Viveiros, o diferencial de qualidade é um fator decompetitividade, mas em longo prazo este fator perderá espaço para a logística, que será cada vezmais determinante para definir a competitividade de um empreendimento de produção de minériode ferro. Neste sentido, o Quadrilátero Ferrífero está em posição privilegiada porque conta com“ferrovias de classe mundial e portos em águas profundas no Espírito Santo e no Rio de Janeiro. Estavantagem deverá salvaguardar sua participação relevante no mercado internacional.Ele prevê que ocorrerão mudanças importantíssimas na atividade de extração e produção deminério de ferro, citando como as principais: menor relação estéril minério, menor recuperação emmassa entre movimentação e produção, maior geração de rejeitos, maior consumo de água, maiorconsumo de energia, maior desmonte por detonação, e custos mais elevados, tanto de implantaçãoquanto de operação nos empreendimentos. Diante disso, para continuar produzindo as empresasterão que otimizar o consumo específico de água e energia, mitigar os riscos da interferência nosaqüíferos e prevenir problemas nos taludes – já que as minas serão cada vez mais profundas –recompor as áreas degradadas rapidamente, com decomposição de estéril e rejeitos, empilhar oexcesso de rejeitos para reduzir a área ocupada para essa finalidade e conviver com a urbanizaçãocrescente. Isto hoje já é um realidade no Quadrilátero Ferrífero, onde as cidades estão cada vez maispróximas das minas.Para os técnicos da Vale Márcio Borrelli e Daniel Chausson, que também fizeramapresentação no mesmo workshop, as futuras minas de ferro terão que oerar, nas fases demineração e beneficiamento, com sistemas integrados e remotamente controlados, alta escala ebaixos custos operacionais e plantas de concentração com altíssima capacidade de processo,alimentadas com volumes elevados de minério. Em função disso serão cada vez mais comuns ossistemas de gerenciamento completo de frota, mecanismos de prevenção de colisão com outrosequipamentos, tecnoligas que permitam operações estáveis mesmo em ambientes desfavoráveis –com neblina, poeira e elevadas altitudes – e otimização das operações, de forma a reduzir custos demanutencção, permitir redução do consumo de energia e possibilitar menor emissão de gáscarbônico.O resultado disso tudo é que as mineradoras demandarão tecnologias e equipamentos maissofisticados e mão de obra cada vez mais especializada.Fonte: Revista Brasil Mineral, nº 298Data: agosto de 2010SILVAL DEBATE COM EMPRESA EXTRAÇÃO DE FERRO E FOSFATO NO MTO governador Silval Barbosa e o secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, PedroNadaf, estão em São Paulo, onde se reunião com a diretoria e a equipe técnica da GME4, do GrupoOportunity, que tem a concessão da área onde foi detectado o depósito mineral de fosfato e ferro,


Segundo o embaixador chinês no Brasil, Qiu Xiaoqi, estes recursos já somam US$ 10 bilhões entre osprojetos fechados e em fase final de negociação. Não se trata só de investir mais: os chineses queremampliar a sua atuação. - Esses recursos incluem setores tão distintos como mineração, petróleo,automotivo, energético, exploração de petróleo em alto-mar, eletrônico e fábricas de equipamentospara a indústria e a agricultura. O volume subiu bastante, mas a diversificação também cresceu -disse o diplomata ao GLOBO.O maior país do mundo também já decidiu que São Paulo será a base da central da CCTV - amaior estação de televisão nacional da China - para a América Latina. - Este é um gesto que ressalta aimportância do Brasil para a China - destaca o embaixador, lembrando que a China RadioInternational reforçou seus quadros de jornalistas no país. Xiaoqi ressaltou a aproximação entre osdois países nos últimos anos e destacou que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hu Jintao seencontraram em dez situações desde a crise global. Ele diz que a relação bilateral nunca foi tão boa: -A China e o Brasil juntos tiveram papel muito importante no Bric, G-20 e Doha.O avanço da China no mercado brasileiro é evidente. Maior parceiro comercial do país, aChina desbancou os Estados Unidos e, hoje, compra do Brasil quase o dobro dos americanos. No mêspassado, os chineses importaram US$ 3,2 bilhões em produtos brasileiros, 74,2% a mais do que emsetembro do ano passado. Já os EUA importaram US$ 1,6 bilhão.Já o Brasil importou 73% a mais daquele país no mesmo período.Fonte: O GloboData: 08/10/2010ESCASSEZ DE METAIS RAROS PODE AFETAR PRODUÇÃO DE GADGETSImagine um smartphone do tamanho de um sapato. Ou um notebook pesando 10 kg. Estessão exemplos do que estaríamos carregando em nossas bolsas atualmente, se não fossem os metaisdo grupo das terras raras, um conjunto de materiais com propriedades únicas, que permite a reduçãono tamanho dos componentes eletrônicos, incluindo capacitores, lasers e ímãs poderosos.De discos rígidos até carros híbridos, muitos dos dispositivos de alta tecnologia encontradoshoje ainda dependem de componentes feitos com estes elementos para funcionar corretamente. Issoobriga os governos e os fabricantes a encontrarem novas fontes de matérias-primas. As terras rarassão um grupo de 17 metais, incluindo o neodímio, utilizado em ímãs, e érbio, usado em lasers.Há muito tempo, países como os Estados Unidos possuíam suas próprias fontes de metaisdeste tipo. Hoje, no entanto, são abastecidos pela China, onde os custos com mineração são menorese as regras ambientais menos rigorosas. Estes fatores fizeram do país o maior produtor mundialdeste material, responsável por exportar 90% da demanda global, dizem analistas.No mês passado, o controle em relação ao fornecimento chinês se tornou evidente, quandojornais informaram que ele tinha parado de exportar estes metais ao Japão na iminência de uma crisediplomática entre as duas nações."A ação da China tem gerado incertezas", declarou Dudley Kingsnorth, um especialista noassunto, da instituição australiana Industrial Minerals Company Australy. "Sem dúvida as pessoasdiversificarão suas fontes para reduzir a dependência em relação ao país asiático. Entretanto, issonão acontecerá da noite para o dia, completou ele.


O Japão, um grande importador destes materiais, está explorando ativamente outras fontescomo Canadá e a Austrália, analisando também processos de reciclagem de dispositivos eletrônicosantigos.Outro caso interessante vem do Congresso dos EUA, que analisa mudanças na legislação parareestruturar as fontes destes metais. Embore o domínio seja da China, existem previsões que estepaís continue a liderar as exportações do material por, no máximo, mais dois ou três anos.Olhando os custos, um déficit no suprimento de terras raras não significará obrigatoriamenteum aumento no valor mínimo dos elementos, ou elevação no preço dos aparelhos eletrônicos, dizemanalistas. Isto porque muitos deles utilizam apenas pequenas quantidades destes metais. "Umcomputador portátil, por exemplo, carrega entre 50 e 80 centavos de dolár de terra rara", disseKingsnorth. "Mesmo que tripliquem o preço deste material, nada impedirá as pessoas de comprá-lo",completou. Já para outros produtos eletrônicos, estas substâncias são fundamentais, por exemplo,para a miniaturização e por torná-los capazes de serem executados com eficiência. Sem ímãs deneodímio de alta performance, os fabricantes serão obrigados a projetar equipamentos maiores emais pesados. "Você não teria um laptop sem esses ímãs", acrescentou Kingsnorth. "Ele teria quepesar 4 ou 5 vezes mais". Devido à crescente demanda interna de terra rara, a China já estipuloulimites às suas exportações.Por outro lado, a demanda deve aumentar cada vez mais nos próximos meses. Segundoalgumas projeções, a procura por tais metais pode quase dobrar até 2015, devido ao aumento naprocura de carros com motores híbridos, por exemplo. "A China prefere exportar produtos de valoragregado e não apenas a matéria prima", disse Jim Sims, um porta-voz da Molycorp. "Este éprovavelmente o modelo que a América Latina deveria tentar imitar", finalizou ele.Fonte: Yahoo! BrasilData: 07/10/2010JAPÃO RECICLA LIXO ELETRÔNICO EM BUSCA DE MINERAIS RAROSTóquio busca alternativas em meio à crise diplomática com a China, quebloqueou as exportações para o paísDuas décadas depois de a competição global ter levado as minas de Kosaka à extinção, essaparte do Japão está novamente repleta de rumores sobre novos tesouros. Esses tesouros são naverdade elementos raros e outros minerais encontrados na terra que são cruciais para muitastecnologias japonesas e, até agora, eram importados quase exclusivamente pela China, líder mundialem mineração de minerais raros.A esperança desta cidade por um retorno da mineração não se encontra no subsolo, mas noque o Japão chama de mineração urbana – a reciclagem de metais e minerais valiosos das enormesreservas de equipamentos eletrônicos usados do país, como telefones celulares e computadores."Nós literalmente descobrimos ouro em telefones celulares", disse Tetsuzo Fuyushiba, ex-ministro daterra e agora membro do partido da oposição, que recentemente visitou Kosaka para o levantamentoda usina de reciclagem.Os objetivos de Kosaka se tornaram especialmente importantes para o Japão nas últimassemanas. No mês passado, em meio a uma crise diplomática com Tóquio, a China começou abloquear as exportações de certos minerais raros para o país.


CorteO corte tem causado problemas em fábricas japonesas porque as matérias-primas são cruciaispara produtos tão diversos quanto carros híbridos elétricos, turbinas eólicas e telas de computador.Em Kosaka, a Dowa Holdings, empresa de mineração local há mais de um século, construiuuma usina de reciclagem com uma fornalha de 200 metros de altura que derrete antigoscomponentes eletrônicos para a extração de metais valiosos e outros minerais. As peças recuperadasvêm de todo o Japão e do exterior, inclusive dos Estados Unidos.Embora o Japão seja pobre em recursos naturais, o Instituto Nacional de Ciência dosMateriais, um grupo de pesquisa ligado ao governo, diz que equipamentos eletrônicos usados no paíscontêm estimadas 300 mil toneladas de minerais raros. Embora esse valor seja pequeno secomparado às reservas da China, responsável por 93% dos minerais raros do mundo, fazer uso dessamineiração urbana pode ajudar a reduzir a dependência do Japão de seu vizinho, dizem analistas.Fonte: The New York TimesAutor(a): Hiroko TabuchiData: 07/10/2010VALE CONCLUI COMPRA DE 20,27% DA MOSAIC NA FOSFERTILA Vale concluiu aquisição de 20,27% que a Mosaic possuía no capital da Fosfertil (atual ValeFertilizantes). O negócio foi fechado por meio da subsidiária Naque, por US$ 1,03 bilhão.


Agora, a Vale passou a controlar 78,9% do capital da Vale Fertilizantes, o que significa 99,81% dasações ordinárias e 68,24% dos papéis preferenciais.Fonte: Brasil Mineral OnLine, nº 472Data: 07/10/2010BOLÍVIA MILITARIZA GARIMPOS CLANDESTINOS PERTO DO BRASILO governo boliviano anunciou na quinta-feira que, na véspera, enviou tropas para garimposde ouro ilegais na região da fronteira com o Brasil, para promover o "restabelecimento dasoberania". Cerca de 2.000 militares participam da ocupação de 24 garimpos clandestinos nosdepartamentos (Estados) de Santa Cruz e Beni. A única mina legal nessa região é a de Don Mario,onde o grupo canadense Orvana extrai ouro, prata e cobre. "Este não é um fato isolado, porque,desde o começo do ano, andaram fazendo algumas operações contra a exportação ilegal de ouro,para canalizar a exploração para o bem do país", disse em entrevista à imprensa o ministro de Minase Metalurgia, José Pimentel. Ele não explicou se as atividades da Orvana serão afetadas, e a empresanão se manifestou.O governo esquerdista de Evo Morales, no poder desde 2006, tem reforçado o controleestatal sobre a mineração, especialmente na parte andina (oeste), onde estão as principais operaçõescom participação de multinacionais. Há pelo menos cinco anos existem denúncias de exportaçãoclandestina de ouro para o Brasil, e não se sabe quanto a Bolívia já perdeu com isso. Funcionários dogoverno regional de Santa Cruz estimaram recentemente à imprensa local que o valor alcançadezenas de milhões de dólares por mês. Legalmente, a Bolívia deve exportar este ano cerca de 2bilhões de dólares, segundo estimativas oficiais. O governo disse que 23 pessoas, entre bolivianos eestrangeiros, já foram presas na operação, que não tem data para acabar. "Cometeram um crime e,portanto, devem ter sanções penais, porque, nessas minas, não foram obtidas as autorizaçõespertinentes, como autorizações ambientais, e não pagaram impostos", acrescentou o ministro.Os militares continuam patrulhando a região tropical oriental, que é mais conhecida por suaexploração florestal do que pela mineração, com o objetivo de detectar eventuais danos causadospelos garimpos à flora e à fauna, disse ao jornal La Razón o diretor da entidade estatal Agência para oDesenvolvimento das Macrorregiões e Zonas Fronteiriças, Juan Ramón Quintana.Fonte: Agência ReutersAutor(a): Cláudia SorucoData: 07/10/2010UNIPAMPA ABRE CURSO DE GEOLOGIA EM CAÇAPAVA DO SULO ano de 2011 começará no Campus Caçapava do Sul da Universidade Federal do Pampa comum novo curso: o bacharelado em Geologia. A graduação vem complementar as outras três já


CBPM LANÇA LIVRO INÉDITO SOBRE A HISTÓRIA GEOLÓGICA DA BAHIADe autoria do geólogo Rubens Antonio, essa publicação, a oitava da Série PublicaçõesEspeciais da CBPM, lançada durante o Congresso Brasileiro de Geologia, em Belém do Pará, é fruto deuma integração sintética que agrega cerca de cinco décadas de esforços para o entendimento daHistória Geológica da Bahia.Trata-se de um projeto abraçado e referenciado pela Sociedade Brasileira de Geologia - SBG,pelo Serviço Geológico do Brasil - CPRM e pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral - CBPM, que,segundo o seu Diretor Técnico Rafael Avena Neto, tem procurado ampliar e aprofundar a divulgaçãodo estado de arte do conhecimento atual dos terrenos baianos, materializado pela disponibilizaçãode diversas publicações técnicas, tais como este livro recém lançado, bem como os dois próximoslançamentos, ainda este ano, o Geologia da Bahia e A Geofísica no Estado da Bahia, este ultimocontendo um CD-ROM com um banco de dados de todos os trabalhos desenvolvidos, através dessaferramenta,no território baiano. Saiba mais sobre o assunto acessando www.cbpm.com.br oufazendo contato com rafael.avenaneto@cbpm.ba.gov.br.Fonte: Informativo DRM-RJ, nº 201, ano IXData: 06/10/2010MINERADORA DE EIKE BATISTA AUMENTARÁ CAPITAL EM TRANSAÇÃO COMSUL-COREANAA MMX, mineradora do bilionário Eike Batista, comunicou ao mercado nesta quinta-feira (30)o aumento de capital de até R$ 3,72 bilhões, previsto no acordo assinado com sul-coreana SKNetworks, no dia 13 de setembro.O comunicado confirma o anúncio do mês passado no qual a mineradora brasileira informouque venderia toda a produção da unidade da MMX Sudeste e 50% da MMX Chile para a sul-coreanaSK Networks, e faria ainda a troca de ações de outra subsidiária de Bastista, a LLX, empresa delogística. Na ocasião, o comunicado previa a venda de 100% da produção do Chile, o que não seconfirmou.O incremento no capital da MMX será de até R$ 3,72 bilhões por meio da subscrição eintegralização de no mínimo 112.395.272 ações ordinárias com valor total de R$ 1,56 bilhão. O preçounitário de cada ação é de R$ 13,96.Os acionistas detentores de ações ordinárias da MMX têm direito de preferência nasubscrição do aumento de capital, que deve ser exercido de hoje até o dia 3 de novembro.A SK Networks faz parte de um dos maiores conglomerados da Coreia do Sul e atuafortemente nos ramos de siderurgia e químico, e tem como foco o mercado chinês, Europa e pacífico.Fonte: Folha.com


Data: 01/10/2010OS SUPERNAVIOS DE GUERRA DA VALENa disputa contra os australianos pelo mercado chinês, a mineradora brasileiramonta uma frota com 35 dos maiores navios do mundoO maior navio de guerra do mundo é um porta-aviões americano chamado Enterprise, quemede 342 metros de uma ponta a outra e pode carregar 85 caças. Os dois maiores transatlânticos ematividade no mundo, da Royal Caribbean, têm 360 metros de comprimento e transportam mais de 5mil pessoas cada. Em breve, uma empresa brasileira vai estrear nesse clube: é a mineradora Vale,maior companhia privada do País, que está construindo sua própria frota de supernavios.São 35 navios que, uma vez prontos, serão os maiores em operação no mundo. Iguais a eles,só haverá os outros dois da Royal Caribbean. Eles vão custar US$ 4 bilhões. Com 360 metros decomprimento, cada navio terá capacidade para 400 mil toneladas, o equivalente ao peso de 470 milcarros Fiat Uno. Um cargueiro comum não chega à metade disso. No passado, até havia algumasembarcações maiores, mas foram desativadas e viraram sucata ou tanques para estocar petróleo emalto mar.A frota da Vale está sendo montada para brigar com as mineradoras australianas na Ásia,principalmente no mercado chinês. A Vale deve vender este ano 140 milhões de toneladas deminério de ferro para a China, quase metade da produção total da empresa, mas quer ampliar essevolume. Para isso, os brasileiros precisam anular a vantagem geográfica dos australianos, que estãobem mais perto da Ásia.O minério brasileiro demora 45 dias para chegar à China, enquanto os australianos precisamde apenas 15 dias de navegação. "Cada tonelada que mandamos para a China paga 30 dias de frete amais do que o minério da Austrália. Os novos navios farão nosso produto chegar mais barato", afirmaJosé Carlos Martins, diretor executivo de Marketing, Vendas e Estratégia da Vale.DependênciaA missão da frota gigante será entregar grandes quantidades de minério com maior rapidez e,principalmente, acabar com a dependência dos armadores internacionais. A Vale está construindoseus navios na China e na Coreia do Sul. Os primeiros ficam prontos no ano que vem e os outrosserão entregues aos poucos até o fim de 2014.Nem todos serão propriedade da mineradora. Das 35 embarcações, 19 foram encomendadasdiretamente pela Vale e as demais por armadores que irão trabalhar com exclusividade para eladurante 25 anos - a vida útil desses navios.Eles são tão grandes que só conseguem atracar nos portos da própria Vale, no Maranhão e noEspírito Santo, e nos principais portos da China. O detalhe é que a empresa tem projetos prontospara fazer navios ainda maiores, com capacidade para 500 mil e 600 mil toneladas, mas desistiu defazê-los agora porque não haveria portos com capacidade de recebê-los. "Seria preciso investir muitoem dragagem e em equipamentos. Mas no futuro eles serão feitos", afirma Martins, da Vale.Os supercargueiros chamam a atenção, mas eles são parte de uma empreitada maisambiciosa. Desde o ano passado, a Vale vem montando, discretamente, uma das maiores frotasprivadas do mundo. Entre navios novos, usados e petroleiros convertidos para graneleiros, omercado estima que a mineradora brasileira tenha comprado cerca de 100 embarcações de 2009para cá. A Vale não confirma esse número. Mesmo no caso dos supernavios, até agora a companhiasó tinha falado das primeiras 12 encomendas. Os outros 23 só estão aparecendo agora.


GRUPO BERTIN ESTUDA A CONSTRUÇÃO DE TÉRMICA A CARVÃO NO RSSubsidiária assinou protocolo de intenções com governo do Estado e CRM paradesenvolver estudo de usina com 1,2 mil MWO governo do Estado do Rio Grande do Sul, a Companhia Riograndense de Mineração (CRM) ea Star Energy Participações, do grupo Bertin, firmaram protocolo de intenções a fim de desenvolverestudos para a implantação de complexo termelétrico a carvão mineral, em Candiota. O documentofoi assinado na última sexta-feira, 1º de outubro.Segundo o governo, a CRM vai fornecer matéria-prima para abastecer a unidade por, pelomenos, 30 anos, com adoção de tecnologia de extração, beneficiamento, manuseio e transporte decombustível e cinza entre mina e usina visando a diminuir impactos ambientais.O complexo produzirá 1,2 mil MW de energia e deve gerar 6 mil empregos diretos e indiretosna fase de construção da usina e outros 800 quando a usina entrar em operação. O Rio Grande do Sultem capacidade instalada de geração de 4.447 MW.Fonte: Canal EnergiaData: 05/10/2010VALE DEVE QUASE DOBRAR OS INVESTIMENTOS EM 2011Plano de investimentos terá acréscimo de pelo menos US$ 10 bilhões no ano quevemA Vale trabalha para concluir este mês seu plano de investimentos para 2011, que virá comum acréscimo de, pelo menos, US$ 10 bilhões em relação ao orçamento programado para este ano.De acordo com fontes consultadas pelo Estado, o investimento será recorde, entre US$ 23 bilhões eUS$ 25 bilhões, valor que não inclui possíveis gastos com aquisições.A intenção é anunciar o novo plano durante o VIII Vale Day, que acontece em 18 de outubrona Bolsa de Valores de Nova York. No ano passado, o plano de investimentos da mineradora para2010 serviu como um armistício entre o governo brasileiro e o presidente da Vale, Roger Agnelli. Naépoca, o executivo sofria pesadas críticas do governo por ter pisado no freio durante a criseinternacional, que reduziu a demanda mundial por matérias-primas.Inicialmente, a Vale anunciou um orçamento recorde de US$ 14 bilhões para este ano. Mas,atropelada pela crise, decidiu cortar em US$ 5 bilhões os investimentos. A decisão provocou revoltano governo. Inconformado, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, passou a criticarpublicamente a gestão de Agnelli à frente da mineradora, tendo como alvo principal o investimentoem siderurgia.


Para aparar arestas, a direção da mineradora aproveitou a tímida retomada da demandamundial por matérias-primas e resolveu engordar o orçamento para US$ 12,9 bilhões, incluindo noplano investimentos em projetos de siderúrgicas nos Estados do Ceará, Pará e Espírito Santo.DemandaMas, atualmente, o cenário é bem diferente do registrado no ano passado. Agnelli saiu doradar de críticas do presidente Lula e a demanda por minério de ferro, principal produtocomercializado pela Vale, disparou. A mudança permitiu à companhia subir em mais de 100% o preçodo produto só em 2010 e também alterar a forma de precificação dos contratos de fornecimento deminério de longo prazo. O reajuste, antes anual, agora é trimestral e feito com base na variação depreços do insumo no mercado à vista chinês.A combinação de preços elevados e demanda acirrada trouxe a Vale novamente às compras.Em abril, a companhia comprou por US$ 2,5 bilhões uma mina de ferro em Simandou, na Guiné.Recentemente, executivos da companhia afirmaram que o investimento na região vai ajudar aVale a alcançar a meta de produção de 450 milhões de toneladas de minério de ferro até 2014. Hoje,a companhia produz 300 milhões de toneladas ao ano.Outra área que deve ganhar mais importância no plano de 2011 é a de fertilizantes. A Valequer ganhar a vice-liderança nos segmentos de fosfato e potássio até 2014 e já anunciou quepretende investir US$ 12 bilhões ao longo dos próximos anos.Fonte: Estadão.com.brAutor(a): Mônica CiarelliData: 04/10/2010CÂMARA DE COMÉRCIO E INDUSTRIA BRASIL-CHINA REALIZA 1ª MISSÃOEMPRESARIAL DE NEGÓCIOS DE MINERAÇÃO PARA PAÍS ASIÁTICOA China é atualmente a maior compradora de produtos minerais do Brasil. Só no ano de 2009o Brasil exportou aproximadamente 15 milhões de toneladas de minério de ferro para os chineses.Diante da demanda crescente dos chineses por produtos minerais frente ao seu grande crescimentoeconômico, o Brasil se tornou, naturalmente, pelo seu potencial minerário, um dos principais alvosdo gigante asiático. Movidos pelo impulso dado pelo governo chinês, grandes empresas chinesas vemdesembarcando no Brasil para fazer aquisições de ativos minerários e implementar seu fluxo decomércio com este setor.Neste sentido, visando fomentar as relações comerciais travadas entre brasileiros e chinesesna área de mineração, a Câmara de Comércio e Indústria Brasil China em Minas Gerais convida V. Sa.para a 1ª Missão Empresarial de Negócios de Mineração Brasil - China que será realizada entre osdias 12 e 23 de novembro de 2010. A missão visa explorar este importante nicho de mercado queapresenta inúmeras oportunidades para empresas brasileiras e chinesas, desde a exportação deminérios ou ativos minerários até aquisição de maquinário, bem como o desenvolvimento denegócios e produtivas parcerias, buscando o estreitamente das relações sino-brasileiras e a aberturadas empresas brasileiras para as grandes oportunidades apresentadas pelo crescimento da China.A 1ª Missão Empresarial de Negócios de Mineração Brasil-China inclui visita a uma dasmaiores feiras de mineração do mundo, CHINA MINING CONGRESS & EXPO, que ocorrerá na cidade


chinesa de Tianjin de 16 a 18 de novembro de 2010, além de contemplar as cidades Beijing, Shanghaie Hong Kong, onde serão realizados eventos e rodadas de negócios com empresas chinesas do setor,organizadas pela CCIBC.Fonte: Câmara de Comércio e Indústria Brasil-ChinaData: 05/10/2010CAMARGO CORRÊA INVESTE R$ 3,6 BILHÕES EM EXPANSÃOA Camargo Corrêa anunciou investimento de R$ 3,6 bilhões entre 2011 e 2016 para expansõese construções de novas fábricas. O montante faz parte dos R$ 14 bilhões anunciados pelo Grupo. Osrecursos vão para ampliação de Loma Negra, na Argentina, e a entrada nos mercados de Angola,Moçambique e outros países da América do Sul. No Brasil, a expansão aumenta em 75% o tamanhoda Camargo Corrêa Cimentos sobre o atual volume de 8 milhões t. A empresa aposta no crescimentoda demanda no País com obras de infraestrutura, obras industriais e comerciais e continuidade nademanda por moradias. Até 2016, o plano da Camargo Corrêa é entrar nas regiões Norte e Nordeste,onde planeja construir uma fábrica em cada local, indo desde a extração de calcário até a fabricaçãodo cimento.Fonte: Brasil Mineral OnLine, nº 472Data: 07/10/2010


VALE NÃO CHEGA A ACORDO EM VOISEY’S BAYA Vale informou que terminou sem acordo reunião feita com o sindicato de metalúrgicos(USW) de Voisey’s Bay, no Canadá. Os trabalhadores do projeto de níquel de Labrador estão emgreve desde 1º de agosto de 2009. A Vale afirmou que não há novas negociações agendadas. AVoisey’s Bay produziu 77,5 mil t de níquel e 55,4 mil t de cobre em 2008, último ano de produçãocontínua.Fonte: Brasil Mineral OnLine, nº 472Data: 07/10/2010BAHIA MINERAÇÃO RECEBE ANUÊNCIA PARA CONSTRUIR TERMINAL PRIVATIVOEM ILHÉUSA Bahia Mineração (BAMIN) recebeu da Secretaria de Meio Ambiente do Estado da Bahia(SEMA) a Anuência Prévia para a construção do Terminal Portuário de Uso Privativo da Ponta daTulha, no litoral norte de Ilhéus (BA), estrutura que integra o Projeto Pedra de Ferro e irá permitir oescoamento de 19,5 milhões de toneladas anuais de minério de ferro produzidas em Caetité (BA),sudoeste do Estado, a partir de 2013.A Anuência Prévia integrará o processo de licenciamento ambiental prévio doempreendimento, que está em avaliação por parte do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dosRecursos Naturais Renováveis (IBAMA).No dia 14 de agosto, o Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) da LagoaEncantada e Rio Almada, onde o empreendimento será implantado, já havia se manifestadofavoravelmente à emissão da Anuência. Conforme estabelece o Art. 10 da Resolução CEPRAM nº3.908/08, o Conselho Gestor da APA deve ser consultado no processo de licenciamento. Em 19 dedezembro de 2009, antes da conclusão do EIA/RIMA, a BAMIN apresentou o projeto do Terminal aoConselho e, em 1º de maio, voltou a apresentá-lo com o estudo já finalizado.Para discutir o projeto do Terminal da Bahia Mineração, o Conselho Gestor da APA realizoumais duas reuniões – a primeira em 14 de agosto e a segunda, já com o posicionamento favorável àemissão da Anuência Prévia, em 28 de agosto – para discussão de propostas de condicionantesambientais, uma vez que a BAMIN apresentou medidas para mitigar e compensar eventuais impactosao meio ambiente na região, conforme apontado no EIA/RIMA.Segundo Clovis Torres, vice-presidente da Bahia Mineração, a emissão da Anuência Prévia aoTerminal Portuário de Uso Privativo da Ponta da Tulha, além de demonstrar a legalidade do projeto,representa uma grande conquista para as comunidades do sul do Estado, “pois demonstraclaramente que os pilares da sustentabilidade, ou seja, o social, o econômico e o ambiental, na visãodos gestores da APA, estão sendo respeitados pela BAMIN e é dessa maneira que trabalhamos etrabalharemos durante toda a vida do projeto Pedra de Ferro”, afirma.Fonte: Jornal da MídiaData: 06/10/2010


COBRE TEM MAIOR COTAÇÃO DESDE 2008O preço do cobre atingiu na terça-feira sua maior marca em dois anos, com a inesperadaredução da taxa de juros oficiais do Japão, trazendo expectativas de novos cortes em outros países –e o aquecimento da demanda, por conseguinte. O contrato para entrega de cobre em três meses foinegociado a US$ 8.229 a tonelada na bolsa de Londres, maior valor desde julho de 2008.Outros metais também tiveram altas, como o estanho, cuja tonelada atingiu um recordehistórico de US$ 26.010, e o zinco, que a US$ 2.312 teve seu maior valor em cinco meses.Fonte: Geólogo.comData: 06/10/2010O NOVO CICLO DE DESENVOLVIMENTOO ciclo virtuoso por que passa o Brasil exige nova estratégia de inserção no comércio global.Após décadas de ajuste macroeconômico, a sustentação do crescimento exigirá a expansão dosinvestimentos, o aumento da competitividade e a desobstrução de gargalos, principalmente no setorde energia e infraestrutura.O processo envolve a construção e o aprofundamento do relacionamento com parceirosinternacionais.A polaridade mundial se reorganiza, e o planejamento no front externo terá de compreendera reorientação da economia internacional.Prognósticos indicam que os países desenvolvidos continuarão a ter fraco desempenhoeconômico nos próximos anos. Enquanto isso, o pólo dinâmico se transfere para países emergentes,com destaque para os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China). A China, já a segunda maior economia domundo, cresce em ritmo acelerado e deve superar os EUA em duas décadas.No plano das negociações comerciais, nossa política comercial se confrontou com oemperramento das negociações no âmbito da rodada Doha, com as dificuldades de avançar nosacordos junto à União Europeia e com o Mercosul à deriva. A crise econômica nos paísesdesenvolvidos adiou os planos de integração do comércio internacional.Entretanto, não cabe desistir, principalmente as economias como a brasileira, quedependerão de capacidade de buscar oportunidades no mercado externo e de atrair investimentospara manter o ritmo de desenvolvimento.Um dos grandes desafios do Brasil é expandir as exportações e o volume de comércio com oexterior. Nossa participação no comércio internacional permanece ao redor de 1%. Na década de 50chegou a ser duas vezes maior. Há boas perspectivas em diversos setores, com destaque para ascommodities minerais e agrícolas. Esse processo se desdobrará em cooperação e integração commultinacionais estrangeiras e no aprofundamento da internacionalização de empresas brasileiras.A consultoria PriceWaterCoopers prevê investimentos de US$ 62 bilhões nos próximos cincoanos no setor de mineração, como o de extração de minério de ferro, bauxita e cobre. A exploraçãodo petróleo da camada pré-sal significará investimentos da ordem de R$ 80 bilhões até 2020,segundo o BNDES o que exigirá capitais nacionais e estrangeiros, evidenciados na recente


capitalização da Petrobras e em acordos de cooperação e empréstimo da estatal brasileira com aChina Petroleum and Chemical Corporation (Sinopec), a empresa petrolífera chinesa.A China definitivamente descobriu o Brasil. Entre 2001 e 2009, os investimentos chineses noBrasil permaneceram tímidos, somando apenas US$ 215 milhões no período. Em 2010, o interessedos chineses no Brasil saltou para a casa dos US$ 12 bilhões, de acordo com números da Câmara deComércio BrasilChina, e deverá continuar significativo.Os chineses buscam principalmente petróleo, energia, mineração e siderurgia, necessáriospara alimentar seu vigoroso crescimento.Nesse processo, o comércio entre os dois países quadruplicou nos últimos 5 anos, alcançandoUS$ 39 bilhões em 2009. A aproximação trará desafios e enormes oportunidades de ganhoeconômico.A competitividade chinesa impressiona os competidores, especialmente no setor demanufaturados. Mas não devemos ter receio da concorrência e sim nos preparar para enfrentá-la. Oinvestimento em educação e capacitação da mão de obra nos próximos anos é fundamental, aliadoao aperfeiçoamento do sistema tributário, para que possamos aumentar a produtividade e nostornarmos cada vez mais competitivos.O crescimento significará elevação da demanda por energia, proveniente de uma matriz cadavez mais heterogênea, combinando as tradicionais fontes com novas alternativas, como asrenováveis, com crescente espaço no mercado mundial. A produção de etanol no Brasil, por exemplo,será ampliada de 26 bilhões de litros/ano para 64 bilhões em 2019, estima o Ministério de Minas eEnergia. Nessa escala, é possível vislumbrar um excedente exportador que demandará prospecção demercados no exterior para o etanol brasileiro.Esse cenário será liderado por empresas nacionais que se tornam global players relevantes.Observamos exemplos de sucesso, como a construtora Odebrecht e a multinacional de bebidasAnheuser Busch Inbev seus principais controladores brasileiros recentemente adquiriram o controleda rede americana de hambúrgueres Burger King e as parcerias do Grupo EBX com investidoresestrangeiros. Com a pujança da economia brasileira, a tendência é de mais nomes no horizonte.Fonte: O GloboAutor(a): Hussein Ali KaloutData: 07/10/2010

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