Lidando com a crise internacional - SciELO Proceedings

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11A atual configuração da política externa chinesa é também resultado de umprocesso de formulação da decisão menos personalizado e mais descentralizado einstitucionalizado, que, ao depender menos de uma única liderança, dá maior relevânciaaos pequenos grupos e coalizões dentro do governo chinês com perspectivasmodernizadoras do conteúdo da política externa do país. A maior qualificação dosdiplomatas chinesas contribui para tal resultado (Medeiros & Fravel, 2003, p.29-31).Além dos fatores domésticos, Deng & Moore (2004, p.117-118) argumentam que aglobalização – manifesta na maior força das instituições internacionais e na maiornecessidade de multilateralismo – alimenta a nova perspectiva de inserção internacionalchinesa e pode ser usada para democratizar a ordem ainda liderada pelos EUA eminimizar os efeitos deletérios da política de poder unilateralista. Nesse contexto, asescolhas estratégicas pela cooperação e pela participação em organizaçõesinternacionais visam não só a tornar a China mais influente e rica, mas simultaneamenteminimizar os receios internacionais com relação ao poder chinês crescente. A novapolítica externa chinesa sinaliza o potencial da globalização na transformação dapolítica das potências emergentes para uma forma mais cooperativa de competiçãointerestatal, que amplia as perspectivas chinesas de ascensão pacífica. Segundo Tow(2001, p.32-36), os interesses na ampliação do status global chinês e na alteração dasregras do sistema internacional fazem com que a China venha não apenas intensificandodiálogos na área de segurança, mas também solidificando seus laços econômicos para aconquista de maior estabilidade regional e universal.Recomendações finaisGrande parte dos especialistas recomenda que os BRIC – em particular o Brasil– enfatizem a realização de ajustes macroeconômicos de longo prazo e de maisinvestimentos em setores como infraestrutura e educação. O’Neill (2010), por exemplo,destaca a necessidade do país de aumentar a pontuação no Growth Environment Scoresem áreas importantes nas quais ainda existe muito trabalho a ser feito. Dentre aquelasem que o Brasil não teve bom desempenho, cabe destacar penetração dos computadores(pontuação de 2,1), abertura da economia (2,2), taxa de investimento (3,8), domínio dalei (4,4), acesso à internet (4,7), estabilidade política (4,8) e corrupção (4,9). Na área deeducação, embora o país tenha uma boa posição no item na planilha de GrowthEnvironment Scores (7,4), é notório que ainda falte mão-de-obra qualificada, inclusive

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