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responsabilidade social e fidelidade: um estudo para cooperativas ...

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Área temática: Responsabilidade e sustentabilidade <strong>social</strong>RESPONSABILIDADE SOCIAL E FIDELIDADE: UM ESTUDO PARACOOPERATIVAS AGROPECUÁRIASFabiana Cherubim Bortoleto 1fabicherubim@gmail.comDavi Rogério de Moura Costa 2drmouracosta@usp.brRes<strong>um</strong>oOrganizações <strong>cooperativas</strong> são arranjos contratuais estruturados por produtores rurais<strong>para</strong> diminuir seus custos de transação e fazer frente às imperfeições do mercadoagrícola. O suporte teórico aponta que estas empresas somente são criadas se propiciamganhos aos sócios. Isto é, lhes geram, por exemplo, maior competitividade, redução doscustos de transação, maior renda, sustentabilidade, etc. Dada a estrutura de propriedadee as características e alocação dos direitos de propriedade das <strong>cooperativas</strong>, o <strong>estudo</strong> dosmecanismos de gestão da relação entre as <strong>cooperativas</strong> agropecuárias e os cooperados setorna relevante, em termos econômicos, à medida que essas empresas têm enfrentadodificuldades <strong>para</strong> manter a <strong>fidelidade</strong> dos sócios. O discurso, amplamente difundido,entre os defensores e estudiosos da adoção de <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong> pelas empresas éque se essas desenvolvem e divulgam tais atividades o valor da empresa a<strong>um</strong>enta. Opresente trabalho investigou <strong>para</strong> <strong>um</strong>a amostra de 46 <strong>cooperativas</strong> localizadas no Estadodo Paraná, após as devidas adequações conceituais, se há efeito das atividades de<strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong> sobre a <strong>fidelidade</strong> do cooperado. Em outras palavras, foiverificado se o número de cooperados que transacionam com a cooperativa (cooperadosfiéis) a<strong>um</strong>enta, dado que a mesma realiza atividades de <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong>. Osresultados apontaram que não há efeito significativo do uso de reservas com finalidadeespecífica <strong>para</strong> assistência técnica, educacional e <strong>social</strong> (RATES), dos gastos comeducação e meio ambiente sobre a <strong>fidelidade</strong> do cooperado. Por outro, se a cooperativapossui maior capacidade de prestação de serviços e gera maiores retornos aoscooperados o comprometimento dos cooperados a<strong>um</strong>enta.Palavras-Chave: <strong>fidelidade</strong>, <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong>, <strong>cooperativas</strong>, governançacorporativa.AbstractCooperative organizations are contractual arrangements structured by farmers to reducetheir transaction costs and face the imperfections of the agricultural market. Thetheoretical framework suggests that these companies are only created to provide gains toshareholders. That is, they generate, for example, increased competitiveness, reductionof transaction costs, higher income, sustainability, etc. Because of the ownership1 Graduanda em Economia Empresarial e Controladoria na Faculdade de Economia, Administração eContabilidade da Universidade de São Paulo - campus Ribeirão Preto2 Professor Doutor do departamento de Contabilidade da Faculdade de Economia, Administração eContabilidade da Universidade de São Paulo - campus Ribeirão Preto


structure and allocation of property rights and characteristics of cooperatives, the studyof the management mechanisms of the relationship between agricultural cooperativesand the members becomes relevant, in economic terms, as these companies havestruggled to keep loyalty of members. The speech widely circulated among scholars anddefenders of the adoption of corporate <strong>social</strong> responsibility is that if these develop anddisseminate these activities the company's value increases. The present studyinvestigated for a sample of 46 cooperatives in the State of Parana, after the necessaryconceptual adjustments, if there is effect of <strong>social</strong> responsibility activities on the fidelityof the members. In other words, it was found that the n<strong>um</strong>ber of associates that transactwith the cooperative (member’s loyalty) increases, if it develops <strong>social</strong> responsibilityactivities. The results showed that no significant effect of the use of special-purposereserves for technical assistance, education and <strong>social</strong> (RATES), spending on educationand environment on the fidelity of the cooperative. Second, if the cooperative has agreater capacity to provide services and generate higher returns to members the loyaltyincreases.Key words: loyalty, <strong>social</strong> responsibility, cooperatives, corporate governance.1. IntroduçãoO comprometimento dos associados com os assuntos da cooperativa é <strong>um</strong> pontoimportante nos <strong>estudo</strong>s sobre governança corporativa destas organizações, porqueinfluencia os efeitos das regras utilizadas <strong>para</strong> governar as transações entre osstakeholders de <strong>um</strong>a empresa cooperativa; <strong>um</strong> ambiente com maior comprometimentopor parte do cooperado é importante porque reduz problemas de carona e facilita acapitalização da cooperativa de forma mais estável e previsível, pois a<strong>um</strong>enta aprobabilidade de os associados entregarem sua produção na cooperativa. (STAATZ1987; COOK, 1995)A literatura já apresentou diversos fatores que podem influenciar ocomprometimento de <strong>um</strong> associado com a cooperativa. Os trabalhos de Staatz (1989),Fulton (1999) e Bhuyan (2007) são exemplos de pesquisas já realizadas sobre o tema.Em geral, eles apontam como fatores preponderantes a satisfação de cada membro como comportamento e desempenho do gestor, a existência de educação cooperativista e acapacidade de a cooperativa diferenciar seus membros dos não membros. No entanto, os<strong>estudo</strong>s empíricos existentes não investigaram como as atividades de <strong>responsabilidade</strong><strong>social</strong> desenvolvida pela cooperativa afeta o nível de <strong>fidelidade</strong> do cooperado.Os <strong>estudo</strong>s desenvolvidos <strong>para</strong> as sociedades de capital (S/A) apontam queelevações nos níveis de <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong> implicam em a<strong>um</strong>entos no prêmio pagopelas ações da empresa. Nesses trabalhos é ass<strong>um</strong>ido que a elevação no prêmio édecorrente do interesse dos investidores em se tornar proprietários de organizações queinvestem em <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong>. Entretanto, quando se faz <strong>um</strong>a com<strong>para</strong>ção com aavaliação do nível atividade de <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong> das <strong>cooperativas</strong>, a junção dalógica econômica e <strong>social</strong> e o fato do direito de propriedade nessas organizações não sercomercializável não se tem <strong>um</strong> indicador conciso da efetividade destas atividades.A ausência de <strong>um</strong> indicador similar ao prêmio pago pelas ações provocou anecessidade de se adaptar a lógica econômica adotada nas S/A às <strong>cooperativas</strong>. Nessesentido, o pressuposto estabelecido é que os cooperados respondem à atividade de


podem ser compreendidas como <strong>um</strong> nexo de contratos entre os produtores quedecidiram cooperar.Ass<strong>um</strong>indo o pressuposto de que o empreendimento cooperativo seja <strong>um</strong> nexode contratos, é possível corroborar a ideia de Costa, Chaddad e Azevedo (2010) que apropriedade das <strong>cooperativas</strong> é concretizada na medida em que o cooperado estabelececontrato formal com a mesma e ass<strong>um</strong>e a obrigatoriedade de adquirir cotas de capital(capital <strong>social</strong>) da sociedade <strong>para</strong> ter seus direitos de propriedade e de usuáriogarantidos.Os direitos de propriedade, segundo Milgrom e Roberts (1992) são divididos emduas categorias: o direito ao controle e o direito ao resíduo. Em organizações<strong>cooperativas</strong> Brasileiras, o direito ao controle não está atrelado ao capital do cooperado,é não transacionável, de difícil resgate, e não é necessariamente remunerado(CHADDAD; COOK, 2004; COSTA, 2010) e o direito ao resíduo também não estáatrelado à quota de capital, e não é o objetivo final de <strong>um</strong>a organização cooperativa,diferindo da estrutura de propriedade das demais organizações de propriedade coletivacom objetivo de lucro. Por exemplo, as sociedades anônimas (S/A).Para Cook (1995), os direitos de propriedade que cabem aos associados não sãoclaramente estabelecidos no ato da aquisição da quota – parte, ou seja, no ato doestabelecimento do contrato, fazendo com que o associado tenha adquirido <strong>um</strong> direitode propriedade vagamente definido. Essa falta de clareza no estabelecimento dosdireitos de propriedade favorece o agravamento de problemas de governançacorporativa no empreendimento cooperativo. O autor apresenta cinco problemas: freerider (carona), horizonte, portfólio, controle e de custos de influência. Desses, oprimeiro problema será explorado nesse trabalho 4 .Todos os problemas, além de serem causados pela estrutura dos direitos depropriedade vagamente definidos, ocorrem pelo fato dos associados serem ao mesmotempo usuários e proprietários da cooperativa. (COOK, 1995). Costa, Azevedo eChaddad (2010) afirmam que a melhor alocação dos direitos de controle ameniza essesproblemas, contribuí <strong>para</strong> melhorar o desempenho e, consequentemente, a<strong>um</strong>enta aprobabilidade de sobrevivência das <strong>cooperativas</strong>.O problema do free rider ou carona nas <strong>cooperativas</strong>Juntamente com a falta de clareza do direito de propriedade, o direito direto depropriedade não transacionável faz com que surja esse problema nas <strong>cooperativas</strong>(COOK, 1995). Nas palavras do autor, o carona se caracteriza pelo fato de <strong>um</strong> dosproprietários obter benefícios advindos do uso de <strong>um</strong> recurso da estrutura <strong>cooperativas</strong>em que tenha arcado com todo o custo da geração do serviço ou bem cons<strong>um</strong>ido.Adicionalmente, Cook (1995) apresenta <strong>um</strong> tipo mais complexo de free rider em<strong>cooperativas</strong>, denominado insider free rider. A sua presença se configura a medida quenovos cooperados entram na cooperativa e adquirem os mesmos direitos de propriedadeque os antigos membros, que já pagaram pelos custos de geração das estruturasexistentes. Essa possibilidade faz com que haja desincentivo ao investimento, por partedos cooperados mais antigos. Segundo Serigati (2008), esse tipo de situação tende a serfrequente em <strong>cooperativas</strong> abertas.O problema do carona também é tratado indiretamente em Fronzaglia (2005).Segundo o autor, o associado que entra na cooperativa recebe o direito de transacionar,porém se ele coopera ou não, é outro aspecto da transação.4 Para <strong>um</strong>a descrição mais detalhada acerca desses problemas, sugere – se a leitura de Cook (1995).


Além disso, a associação não é <strong>um</strong>a transação a custo zero, pois há retenção decapital e custos de agência. No longo prazo, o associado não sai da cooperativa porcausa dos altos custos de saída, com<strong>para</strong>dos com os benefícios de se manter associado.Se a entrada na cooperativa fosse <strong>um</strong>a transação sem custos <strong>para</strong> o futuro cooperado, oproblema do carona não representaria custos de transação advindos de direitos depropriedade vagamente definidos, mas sim benefícios. (FRONZAGLIA, 2005).Ainda de acordo com Fronzaglia (2005), o cooperado desiste da cooperação, ouseja, quebra o acordo contratual de entrega do produto sempre que os custos de cooperarforem maiores que os benefícios advindos da manutenção do contrato. Neste caso, aausência de comprometimento é <strong>um</strong>a forma de o associado compensar seus custos deassociação, com a possibilidade de ajustamento de sua entrega de produção nacooperativa, por meio de alternativas no mercado. Serigati (2008) afirma que nestasituação a cooperativa c<strong>um</strong>pre apenas a função de atenuar falhas de mercado nosmomentos em que são mais nocivas aos seus associados.Essa constatação econômica, ou seja, a possibilidade da existência de caronas,dado o custo de saída da cooperativa, e da quebra contratual torna a gestão dacooperativa desafiante. Adicionalmente, o problema da <strong>fidelidade</strong> e do incentivo acooperação se torna mais complexo na medida em que as <strong>cooperativas</strong> migram <strong>para</strong>estruturas agroindustriais e necessitam dimensionar suas atividades a partir da produçãoadquirida junto aos cooperados.Portanto, <strong>um</strong> dos maiores desafios de <strong>um</strong>a empresa cooperativa é fazer com queo cooperado tenha incentivo a se comprometer com a cooperativa, seja entregando atotalidade da sua produção ou adquirindo os ins<strong>um</strong>os utilizados no sistema produtivo nacooperativa. N<strong>um</strong>a linguagem contratual, há <strong>um</strong>a relação de especificidade contratualentre cooperado e cooperativa. Porém, o grau de dependência da relação <strong>para</strong> ocooperado é menor. Haja vista a possibilidade, de curto-prazo, de desviar parte das suasatividades econômicas da cooperativa.O comprometimento dos associados com os assuntos da cooperativa é <strong>um</strong> pontoimportante nos <strong>estudo</strong>s sobre governança corporativa em <strong>cooperativas</strong>, porque afeta osefeitos das regras utilizadas <strong>para</strong> governar as transações entre ambos; <strong>um</strong> ambiente commaior comprometimento por parte do cooperado é importante porque reduz problemasde carona e facilita a capitalização da cooperativa de forma mais estável e previsível,pois a<strong>um</strong>enta a probabilidade de os associados entregarem sua produção na cooperativa.(STAATZ 1987; COOK, 1995).A <strong>fidelidade</strong> dos associados, segundo Fulton (1999), é fundamental porque é<strong>um</strong>a medida de quão bem <strong>um</strong>a cooperativa é capaz de diferenciar-se de <strong>um</strong>a empresanão cooperativa. Quanto maior é a capacidade da cooperativa de diferenciar-se, maisfácil será <strong>para</strong> ela manter a sua participação no mercado e mais difícil será <strong>para</strong> asempresas não <strong>cooperativas</strong> entrarem nas suas áreas de atuação econômica (FULTON,1999). O elemento que pode trazer estabilidade <strong>para</strong> o processo produtivo dacooperativa é o comprometimento dos membros, por isso a cooperativa possui anecessidade criar incentivos <strong>para</strong> fidelizar os sócios <strong>para</strong> conferir maior estabilidade àsua capitalização e as estratégias de longo prazo (SERIGATI, 2008) 5 .2.2 Responsabilidade Social em Organizações Cooperativas5 Embora o comprometimento do associado seja determinante <strong>para</strong> o sucesso da cooperativa, se o seuvalor é elevado há a possibilidade dos gestores utilizarem-na em proveito próprio (FULTON, 1999). Porexemplo, a cooperativa pode ser utilizada como meio de divulgação política e ideológica.


Peixe e Protil (2007) apontam que parte dos índices utilizados <strong>para</strong> mensurareficiência <strong>social</strong> em <strong>cooperativas</strong> são influenciados diretamente por índices estritamenteeconômicos. Esse resultado torna o desempenho financeiro das <strong>cooperativas</strong> <strong>um</strong> pontode interesse <strong>para</strong> investigações mais aprofundadas. Já Bialoskorski, Nagano e Morais(2006) afirmam que organizações <strong>cooperativas</strong> são empreendimentos sociais e aevolução e o desempenho de seu quadro associativo é de grande importância <strong>para</strong> <strong>um</strong>aconsideração sobre seu desempenho. Se a cooperativa não apresenta sobras relevantes,justamente pela maximização dos serviços prestados e preços oferecidos a seusassociados, a evolução do empreendimento pode estar sendo erroneamente mensurada,pois neste caso a mensuração estaria captando a evolução do desempenho individual decada associado, e não da estrutura cooperativa como <strong>um</strong> todo.Sendo assim, a evolução da atividade econômica de seus associados e aorganização do quadro <strong>social</strong> poderia ser utilizada <strong>para</strong> estudar-se desempenho eeficiência em <strong>cooperativas</strong>. O crescimento do quadro <strong>social</strong>, a participação emassembleias gerais, a proporção de cooperados ativos, poderiam então ser exemplos deíndices relevantes <strong>para</strong> entender-se o desempenho de <strong>um</strong>a cooperativa.(BIALOSKORSKI; NAGANO e MORAIS, 2006).2.3 Comprometimento dos associados e ações de Responsabilidade SocialTraçando <strong>um</strong> <strong>para</strong>lelo com as sociedades de capital, existem diversas pesquisasque procuram relacionar o preço pago pelas ações com o nível de <strong>responsabilidade</strong><strong>social</strong> desenvolvido. Dentre elas, os trabalhos de Roman, Hayibor e Agle (1999),Harrison e Freeman (1999), MCWillians e Siegel (2001), Moore (2001) e Velde,Vermeir e Corten (2005) merecem destaque. Esses trabalhos apontam que elevações nosníveis de <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong> implicam em a<strong>um</strong>entos no prêmio pago pelas ações daempresa. Nesse trabalho é ass<strong>um</strong>ido que a expansão no prêmio pago pelas ações édecorrente do interesse dos investidores em se tornar proprietários de organizações queinvestem em <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong>. Esse resultado permite avaliar o resultado geradopor essas ações <strong>para</strong> a empresa.Entretanto, quando se faz <strong>um</strong> <strong>para</strong>lelo com a avaliação do nível atividade de<strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong> das <strong>cooperativas</strong>, a junção da lógica econômica e <strong>social</strong> e o fatodo direito de propriedade nessas organizações não ser comercializável não permite quese o tenha <strong>um</strong> indicador claro da efetividade destas atividades. Haja vista não existir <strong>um</strong>prêmio pago pela quota de capital.Assim, esse trabalho, considerando as afirmações de Staatz (1987), Cook (1995),Fulton (1999), Chaddad e Cook (2004), Serigati (2008) e Costa, Chaddad e Azevedo(2010), estabelece como hipótese que a <strong>fidelidade</strong> do cooperado seria <strong>um</strong>a resposta dosproprietários às atividades de <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong> das <strong>cooperativas</strong>. Em outraspalavras, tem-se que:H o : As ações de <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong> nas <strong>cooperativas</strong> são valorizadas peloscooperados e esse valor é representado no a<strong>um</strong>ento da sua <strong>fidelidade</strong>.Portanto, diante da hipótese, o comprometimento dos associados se assemelhaao prêmio pago pelas ações em sociedades de capital. Essa hipótese é interessanteporque permite visualizar o desenvolvimento das atividades de <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong>nas <strong>cooperativas</strong> como <strong>um</strong>a estratégia econômica vista pela ótica de incentivos àredução da <strong>fidelidade</strong>. Isto é, os gestores da organização utilizam essa atividade <strong>para</strong>tornar o cooperado fiel.


3.2 MetodologiaO modelo (I) abaixo foi estruturado em forma de regressão linear <strong>para</strong> relacionaro nível de <strong>fidelidade</strong> dos associados com indicadores de <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong>, ouseja, <strong>para</strong> testar a hipótese H 0 da investigação. Por se tratar de <strong>um</strong> modelo linear, aestimação foi feita por meio de Mínimos Quadrados Ordinários (MQO) em crosssection, já que na amostra eram dados referentes ao ano de 2010.ass_atp = β 0 + β 1 rates + β 2 g_amb + β 3 g_educ + β 4 tam_coop + (modelo I)+ β 5 coop_func + β 6 fat_prop+ β 7 HHI + β 8 temp_vida + µNo modelo a variável dependente (ass_atp) representa o nível de <strong>fidelidade</strong> doscooperados e é dada pela proporção entre total de cooperados ativos e o número total deassociados.As três primeiras variáveis independentes são proxies de <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong>.Sendo elas: rates, g_amb e g_educ. A primeira representa o uso da RATES, isto é,quanto ddo fundo RATES foi utilizado <strong>para</strong> ações de educação. O seu valor é dado pelasoma entre o montante presente no começo do atual exercício na conta RATES noPatrimômio Líquido da cooperativa e a destinação no atual exercício, excluindo omontante final existente na reserva ao final do exercício.A segunda variável, gastos com educação, é informada pela cooperativa, assimcomo gastos com ações ambientais, a terceira variável de interesseO uso da RATES como proxy <strong>para</strong> <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong> foi pensada com basena pressuposição de que a cooperativa utiliza os recursos do RATES <strong>para</strong> desenvolveratividades consideradas como de <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong>, portanto existe <strong>um</strong>a relaçãodireta entre o uso da reserva e a <strong>fidelidade</strong>. Em relação ao conceito de <strong>responsabilidade</strong><strong>social</strong>, a RATES pode ser considerado como <strong>um</strong>a proxy fundamentada, já quegastos/investimento com educação é <strong>um</strong> dos indicadores obrigatórios dos relatórios desustentabilidade publicados pelas organizações tanto <strong>cooperativas</strong> como não<strong>cooperativas</strong> atualmente. (ETHOS; GRI, 2011).Já os gastos sociais, neste <strong>estudo</strong> compostos por gastos com educação e gastoscom ações de preservação e correção ambiental, também fazem parte dos indicadores de<strong>responsabilidade</strong> sociais geralmente encontrados nas diversas metodologias deconstrução de relatórios de sustentabilidade e outras estruturas encontradas no meiocorporativo, portanto estes também fazem às vezes de proxies <strong>para</strong> <strong>responsabilidade</strong><strong>social</strong>, assim como o uso da RATES. O efeito esperado de g_amb e g_educ também ésemelhante ao esperado <strong>para</strong> rates, porém elas não estão atreladas a nenh<strong>um</strong>a reservadas demonstrações contábeis das <strong>cooperativas</strong>.A medida que que o presente <strong>estudo</strong> considerou o modelo desenvolvido porSerigati (2008) sobre os fatores que influenciam a decisão do cooperado entregar a suaprodução na cooperativa, foi utilizado alg<strong>um</strong>as das variáveis do seu modelo comovariáveis de controle na presente investigação.O número total de funcionários foi utilizado no <strong>estudo</strong> <strong>para</strong> representar otamanho da cooperativa, variável importante <strong>para</strong> investigar <strong>fidelidade</strong>, já que reflete ocondicionamento do comprometimento particular de cada membro. Levando em conta ateoria de Bens Coletivos de Olson (1971), quanto maior a cooperativa, maiorcapacidade este terá de oferecer incentivos <strong>para</strong> que o cooperado transacione epermaneça ativo; incentivos estes que podem ser caracterizados por maior vol<strong>um</strong>e definanciamento disponível, menores custos por cooperado <strong>para</strong> manter a operação, ou até<strong>para</strong> obter ganhos de escala dentro do empreendimento. Porém quanto maior a


cooperativa, maior serão os custos de coordenação de interesses dos sócios, causando<strong>um</strong> trade off entre os ganhos de ação coletiva e os custos de coordenação. (OLSON,1971).Além do tamanho da cooperativa, a capacidade de atendimento da cooperativa,ou seja, o número de cooperados existentes atendidos por cada funcionário é <strong>um</strong>amedida interessante <strong>para</strong> mensurar a capacidade de oferta de bens e serviços dacooperativa aos seus associados (quanto menor for o número de cooperados atendidospor funcionário, maior será a qualidade do serviço prestado), que consequentementeimpacta positivamente no nível de comprometimento dos cooperados, ou seja, quantomaior for a capacidade de atendimento, maior será a <strong>fidelidade</strong> dos associados.Outra questão é em relação ao desempenho financeiro do empreendimentocooperativo, pois quanto maior for o desempenho financeiro da cooperativa, maior seráa capacidade desta gerar riqueza <strong>para</strong> seu associado, fazendo com que o cooperadotenha incentivo a transacionar com a cooperativa a fim de maximizar sua renda e bem –estar, a<strong>um</strong>entando sua participação nos assuntos do empreendimento cooperativo.Sendo assim, a medida faturamento por cooperado será utilizada <strong>para</strong> representar odesempenho financeiro das <strong>cooperativas</strong> na investigação, dado este disponível no bancode dados.Já o índice de Herfindahl-Hirschmann (HHI) é o somatório do quadrado daparticipação de <strong>um</strong> determinado produto dentro do total do faturamento da organizaçãoe é <strong>um</strong> clássico indicador de concentração amplamente utilizado em economia industriale em análises de mercado (SERIGATI, 2008), e é a medida de quão concentrado é ofaturamento de <strong>um</strong>a determinada organização em sua base de produtos. Assim quantomais próximo de <strong>um</strong> o índice, mais o faturamento da organização está concentrado empoucos produtos. Para empreendimentos cooperativos, Serigati (2008) definiu comoHHI o somatório do quadrado da participação do faturamento de cada produto nofaturamento total da cooperativa.O HHI representa <strong>um</strong>a proxy <strong>para</strong> homogeneidade de interesses, pois quantomenos produtos operados pela cooperativa, menor será a divergência de interesses entreos cooperados, diminuindo assim os custos de coordenação <strong>para</strong> ofertar bens coletivos(SERIGATI, 2008) a<strong>um</strong>entando os benefícios gerados aos cooperados, fazendo comque estes acabem transacionando e participando mais ativamente das atividades doempreendimento cooperativo.O trabalho por fim, ass<strong>um</strong>e que quanto mais antiga se torna a cooperativa, menor ocomprometimentos dos associados. 9O Quadro 1, adiante, reporta as variáveis independentes utilizadas no modeloI e os efeitos esperados sobre a relação entre <strong>fidelidade</strong> do cooperado e ações de<strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong>.Quadro 1 – Efeitos esperados em relação a variável dependenteVariável Nome da Variável Interpretação Efeito EsperadoAssociados ativos em relação aoass_atpYtotalX1 rates Uso da RATES (+)X2 g_educ Gastos com ações educacionais (+)X3 g_amb Gastos com ações ambientais (+)9 Os testes empíricos feitos por Serigati (2008) revelam que o tempo de vida da cooperativa é importante<strong>para</strong> explicar o comprometimento dos associados, já que quanto mais antiga a cooperativa menor é ocomprometimento com a mesma, segundo os resultados obtidos, evidenciando <strong>um</strong> efeito aprendizagemnesta relação.


X4 tam_coop Número de funcionários totais (+)X5 coop_funcNúmero de cooperados atendidospor cada funcionário da(+)cooperativaX6 fat_prop Faturamento por cooperado (+)X7 HHIHomogeneidade dos interesses dosassociados(+)X8 temp_vida Idade da cooperativa (-)Fonte: elaborado pela autores4. Resultados e discussõesNesta etapa do trabalho são apresentados os resultados alcançados <strong>para</strong> o testeda hipótese H 0 realizado a partir dos dados das <strong>cooperativas</strong> apontados na metodologia.Após o ajustamento do banco de dados, foi construída <strong>um</strong>a matriz de correlaçãoentre todas as variáveis construídas <strong>para</strong> o modelo (apêndice I), encontrando doisresultados relevantes: a) rates e g_educ não possuem <strong>um</strong>a correlação que possa serconsiderável, o que pode indicar que o recurso utilizado <strong>para</strong> proporcionar atividades deeducação aos associados não seja oriundo da RATES, contrariando talvez a existênciada reserva; b) gastos ambientais e número de funcionários e também HHI e temp_vidasão altamente correlacionadas.A elevada correlação entre essas variáveis indicou a necessidade de realizarcombinações entre elas <strong>para</strong> que se encontrasse o melhor modelo que refletisse asituação estudada. Feito isso, as variáveis número de funcionários e HHI foramretiradas, gerando assim os três modelos estudados: o primeiro com rates, g_educ eg_amb simultaneamente. O segundo, somente com a variável rates e o terceiro com asvariáveis g_educ e g_amb. Adotou-se essa se<strong>para</strong>ção porque as três variáveis sãoconsideradas proxies de <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong>.O primeiro modelo leva em conta as três proxies <strong>para</strong> <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong>como variáveis de interesse e os resultados apresentados sugerem que nesta combinaçãoelas não sejam suficientemente relevantes <strong>para</strong> influenciar, seja positivamente ounegativamente a decisão do cooperado em permanecer ativo na cooperativa. Para asvariáveis de controle, o modelo 1 traz <strong>um</strong> resultado que não é diferente do esperado,validando as expectativas acerca das variáveis de controle.A segunda combinação realizada somente utiliza a rates como proxy <strong>para</strong><strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong> apresenta <strong>um</strong> resultado diferente do esperado, já que a variávelde interesse não é significantemente relevante <strong>para</strong> determinar <strong>fidelidade</strong> do associado,assim como no primeiro modelo. Além deste resultado, a idade da cooperativa aparececomo não significantemente relevante <strong>para</strong> a determinação da <strong>fidelidade</strong>, resultado quedifere do primeiro modelo e do resultado esperado baseado na teoria estudada.Finalizando, a terceira combinação corrobora os resultados obtidos nos outrosdois modelos, não apontando relevância significativa <strong>para</strong> as proxies gastos comeducação e gastos ambientais <strong>para</strong> <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong>, assim como apresentanovamente <strong>um</strong> resultado semelhante às expectativas dos efeitos possíveis <strong>para</strong> asvariáveis de controle apresentadas no modelo.Portanto, <strong>para</strong> as três combinações, pode – se observar que as proxies <strong>para</strong><strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong> não são relevantes <strong>para</strong> determinar o nível de comprometimentodos cooperados, fazendo com que a hipótese H 0 do modelo seja rejeitada. Existemvárias explicações <strong>para</strong> esse comportamento sendo as principais relacionadas com a


possibilidade da RATES ser somente <strong>um</strong>a reserva de patrimônio líquido das<strong>cooperativas</strong> e estas optem por não utilizar desses recursos <strong>para</strong> promover açõeseducacionais (os recursos provem de outra fonte dentro da cooperativa), ou até querealmente ações de RS não sejam relevantes <strong>para</strong> a decisão do cooperado detransacionar com a cooperativa.5. ConclusõesUm dos maiores desafios de <strong>um</strong>a empresa cooperativa é fazer com que ocooperado tenha incentivo a se comprometer com a cooperativa, seja entregando atotalidade da sua produção ou adquirindo os ins<strong>um</strong>os utilizados no sistema produtivo nacooperativa. N<strong>um</strong>a linguagem contratual, há <strong>um</strong>a relação de especificidade contratualentre cooperado e cooperativa. Porém, o grau de dependência da relação <strong>para</strong> ocooperado é menor. Haja vista a possibilidade, de curto-prazo, de desviar parte das suasatividades econômicas da cooperativa.O comprometimento dos associados com os assuntos da cooperativa é <strong>um</strong> pontoimportante nos <strong>estudo</strong>s sobre governança corporativa em <strong>cooperativas</strong>, porque afeta osefeitos das regras utilizadas <strong>para</strong> governar as transações entre ambos; <strong>um</strong> ambiente commaior comprometimento por parte do cooperado é importante porque reduz problemasde carona e facilita a capitalização da cooperativa de forma mais estável e previsível,pois a<strong>um</strong>enta a probabilidade de os associados entregarem sua produção na cooperativa.(STAATZ 1987; COOK, 1995).Traçando <strong>um</strong> <strong>para</strong>lelo com sociedades de capital (sociedades não <strong>cooperativas</strong>),nesse trabalho ass<strong>um</strong>iu-se como pressuposto que a expansão no prêmio pago pelasações é decorrente do interesse dos investidores em se tornar proprietários deorganizações que investem em <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong>. Esse resultado permite avaliar oresultado gerado por essas ações <strong>para</strong> a empresa.Entretanto, a avaliação do nível atividade de <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong> das<strong>cooperativas</strong>, a junção da lógica econômica e <strong>social</strong> e o fato do direito de propriedadenessas organizações não ser comercializável não permite que se o tenha <strong>um</strong> indicadorclaro da efetividade destas atividades. Haja vista não existir <strong>um</strong> prêmio pago pela quotade capital.Portanto, o presente trabalho teve como principal objetivo investigar se práticasde <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong> impactam no comprometimento do cooperado,comprometimento esse que se assemelha em grau de importância <strong>para</strong> <strong>cooperativas</strong> aoprêmio pago pelas ações, utilizando–se de variáveis que poderiam ser indicadores <strong>para</strong>mensurar níveis de <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong> nas <strong>cooperativas</strong> tais como a Reserva <strong>para</strong>Assistência Técnica, Educacional e Social (RATES), os próprios gastos com educação eos gastos com ações ambientais. Essas variáveis foram utilizadas como proxies de<strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong>.Para as três combinações entre as possíveis variáveis de interesse e controle domodelo apresentado, pode – se observar que as proxies <strong>para</strong> <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong> nãosão relevantes <strong>para</strong> determinar o nível de comprometimento dos cooperados, fazendocom que a hipótese H 0 do modelo seja rejeitada. Existem várias explicações <strong>para</strong> queesse comportamento apareça.


Talvez o banco de dados utilizados <strong>para</strong> o presente <strong>estudo</strong> não seja suficiente ouconsistente <strong>para</strong> determinar com exatidão esse impacto, talvez esse resultado indiqueque a RATES possa ser somente <strong>um</strong>a reserva de PL das <strong>cooperativas</strong> e estas optem pornão utilizar desses recursos <strong>para</strong> promover ações educacionais (os recursos provem deoutra fonte dentro da cooperativa) ou até que realmente ações de RS não sejamrelevantes <strong>para</strong> a decisão do cooperado de transacionar com a cooperativa.Para <strong>estudo</strong>s futuros, sugere – se que seja expandida a base de dados <strong>para</strong> osoutros Estados, <strong>para</strong> que se tenha realmente <strong>um</strong> panorama nacional deste impacto na<strong>fidelidade</strong> dos associados, também que outros indicadores de <strong>responsabilidade</strong> <strong>social</strong>sejam utilizados como proxies <strong>para</strong> a investigação desta relação.6. ReferênciasAMBROGI, A. A Responsabilidade Social das Sociedades Cooperativas: Uma propostade uso da Demonstração de Valor Adicionado-DVA. Dissertação de mestrado emContabilidade. Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP). 2007.ACI. Aliança Cooperativa Internacional. Statement on the Co-operative Identity.Disponível em: . Acesso em: 30de maio de 2011.BRASIL. Lei nº 5.764, de 16 de dezembro de 1971. Define a Política Nacional deCooperativismo, institui o regime jurídico das sociedades <strong>cooperativas</strong>, e dá outrasprovidências. Disponível em: .Acesso em: 27 de maio de 2011.BHUYAN, S. The people factor in cooperatives: analysis of member attitudes andbehavior. Canadian Journal of Agricultural Economics, 55, p. 275-298. 2007.BIALOSKORSKI NETO, S. Um ensaio sobre desempenho econômico e participaçãoem <strong>cooperativas</strong> agropecuárias. Revista de Economia e Sociologia Rural (RER), Rio deJaneiro, vol. 45, Nº 01, p. 119-138, jan/mar. 2007.BIALOSKORSKI NETO, S.; NAGANO, M. S.; MORAIS, M. B. C. Utilização de redesneurais artificiais <strong>para</strong> avaliação socioeconômica: <strong>um</strong>a aplicação em <strong>cooperativas</strong>.Revista de Administração da Universidade de São Paulo - RAUSP, Universidade de SãoPaulo, v.41, n.1, p.59-68, jan./fev./mar. 2006.CAMARGO, M. et al. Gestão do terceiro setor no Brasil: estratégias de captação derecursos <strong>para</strong> organizações sem fins lucrativos. São Paulo: Futura, 2001.COSTA, D. R. M.; CHADDAD, F. R.; AZEVEDO, P. F. Se<strong>para</strong>ção entre Propriedade eDecisão de Gestão nas Cooperativas Agropecuárias Brasileiras. XLVIII Congresso daSociedade Brasileira de Administração, Economia e Sociologia Rural. Anais do XLVIIICongresso da Sociedade Brasileira de Administração, Economia e Sociologia Rural.Campo Grande. 2010.


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APÊNDICE I – Matriz de correlação entre as variáveis de interesse e controlerates g_educ g_amb coop_func tam_coop fat_prop HHI temp_vidarates 1g_educ 0,069 1g_amb 0,0002 0,5386 1coop_func 0,0091 -0,1507 -0,1377 1tam_coop -0,3243 0,4609 0,7228 -0,1828 1fat_prop -0,0007 0,1032 0,0053 -0,0787 0,1876 1HHI -0,1551 -0,3726 -0,3853 0,3339 -0,34 0,2553 1temp_vida 0,0156 0,3659 0,3784 -0,1769 0,3039 -0,0426 -0,6433 1

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