2º Trimestre de 2010 - mahle

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MAHLE Metal Leve divulga resultados do segundotrimestre e período acumulado de janeiro a junho de 2010Mogi Guaçu, 13 de agosto de 2010 - A MAHLE Metal LeveS.A. (BM&F BOVESPA: LEVE3, LEVE4), companhia líder nafabricação de componentes de motores no Brasil, divulga hojeos resultados do segundo trimestre e período acumulado dejaneiro a junho de 2010. As informações operacionais efinanceiras da Companhia, exceto onde estiver indicado deoutra forma, são apresentadas de forma consolidada e emReais, conforme a Legislação Societária.Claus HoppenDiretor Presidente e de Relações comInvestidoresJoão Antônio Passos CarvalhoSupervisor de Relações com Investidoresrelacoes.investidores@br.mahle.comTel: (11) 3787-3520http://ri.mahle.com.brCenário MacroeconômicoA atividade econômica brasileira após registrar crescimento pordezesseis meses consecutivos, apresentou estabilidade a partir de maiodo exercício em curso. A evolução da atividade demonstra que aeconomia pode haver encontrado um ritmo mais condizente com taxas decrescimento avaliadas como sustentáveis em longo prazo, ao contrário doverificado no primeiro trimestre. Nos primeiros meses deste ano, odinamismo da atividade fabril foi influenciado pelo reaquecimentogradativo do mercado internacional, bem como pelo cenário deestabilidade interna, impulsionando a demanda doméstica. Esseprocesso foi amparado também pela recomposição de estoques e pelaantecipação do consumo, que, por sua vez, decorreu das perspectivas deretirada de estímulos fiscais. A recuperação da economia global continuasendo liderada pelas economias emergentes, mas acumulam-se indíciosde que a intensidade desse processo poderá ser menor do que seesperava, em cenário no qual o dinamismo nas economias do G3(Estados Unidos, Europa e Japão) ainda em 2011 se torna menosprovável.Síntese das Demonstrações de Resultados trim.10 trim.09 Var.%ConsolidadoAcum.atéjun.10Acum.Atéjun.09R$ milhõesVar.%Receita líquida devendas-Mercado interno 324,8 266,2 22,0% 613,5 494,8 24,0%-Mercado externo 141,1 94,8 48,8% 265,9 199,8 31,1%Total 465,9 361,0 29,0% 879,4 694,6 26,6%-Mercado externo - 78,7 45,8 71,8% 147,8 91,2 62,1%US$ milhõesResultado bruto 116,7 73,8 58,1% 221,0 124,8 77,1%-margem bruta 25,1% 20,4% 4,7 p.p. 25,1% 18,0% 7,1 p.p.Resultado37,5 11,8 217,8% 75,8 (36,1) 310,0%Operacional-margem8,0% 3,3% 4,7 p.p. 8,6% (5,2%) 13,8 p.p.operacionalLucro Líquido 22,5 4,6 389,1% 47,8 (31,5) 251,7%-margem líquida 4,8% 1,3% 3,5 p.p. 5,4% (4,5%) 9,9 p.p.EBITDA 64,2 33,9 89,4% 127,4 47,1 170,5%-margem Ebitda 13,8% 9,4% 4,4 p.p. 14,5% 6,8% 7,7 p.p.1/12


R$ milhões1º sem.10 1º sem.09 VariaçãoJuros, líquido (9,6) (27,0) 17,8Variação monetária (5,4) (6,7) 1,3Variação cambial, líquida 2,9 (4,3) 7,3Resultado com derivativos (“overhedge”) (0,3) (9,1) 8,8Outras (0,5) (0,8) (0,2)Resultado financeiro líquido (12,9) (47,9) 35,0A melhora no resultado de juros líquidos é devida à redução significativado endividamento e do custo financeiro, bem como a mudança do perfilde endividamento de curto para longo prazo. Em função da alteração napolítica de hedging para uma forma mais gradual, a possibilidade deoverhedging foi praticamente eliminada.EndividamentoO endividamento líquido consolidado em 30.06.2010 totalizou R$ 191,3milhões, com uma redução de 24,1% em relação aos R$ 251,9 milhõesregistrados no exercício findo em 31.12.2009. Essa queda no endividamentoé consequência do aumento na geração de caixa da Companhia,em função do reaquecimento do mercado automotivo.R$ milhõesExigibilidades 30.06.10 31.12.09Financiamentos 560,6 420,2-curto prazo 115,4 92,2-longo prazo 445,2 328,0AtivosCaixa/ bancos/ aplicações financeiras (369,3) (168,3)Endividamento líquido 191,3 251,9Desempenho do Setor Automobilístico BrasileiroAcompanhando o ritmo de expansão da economia brasileira nosprimeiros meses do ano, o setor automobilístico apresentou crescimentona produção e vendas nos segmentos de automóveis, comerciais leves,caminhões e ônibus, registrando o melhor semestre da história.Entretanto, no segundo trimestre houve ligeira acomodação no segmentode automóveis e comerciais leves, em decorrência do retorno daelevação das taxas de juros da economia, do fim do desconto na alíquotado Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os veículosnacionais em março, e da alta nos custos de produção de veículosocasionada pelo aumento nos preços das matérias-primas, principalmenteo aço.Vendas de veículos ao mercado interno – em unidadesAs vendas de veículos nacionais e importados ao mercado interno nosegundo trimestre de 2010 (incluindo os veículos leves, caminhões eônibus) segundo a Anfavea, totalizaram 791,7 mil unidades, representandoum aumento de 1,3% em relação ao igual trimestre do ano anterior.No período acumulado do primeiro semestre de 2010, as vendastotalizaram 1.579,7 mil unidades, significando um aumento de 9,0% emcomparação ao mesmo período de 2009.6/12


Vendas de veículos nacionais e importados ao mercado interno porsegmento:Em mil unidadesSegmento trim.10 trim.09 Variação 1º sem.10 1º sem.09 VariaçãoVeículos leves(automóveis ecomerciais leves)745,1 751,5 -0,9% 1.495,5 1.393,5 7,3%Caminhões 39,8 24,7 61,1% 71,0 46,2 53,7%Ônibus 6,8 5,3 28,3% 13,2 10,1 30,8%Total deautoveículos791,7 781,5 1,3% 1.579,7 1.449,8 9,0%Fonte: Anfavea.Desempenho das vendas por segmento:Veículos leves - Após um primeiro trimestre forte de vendas deautomóveis e comerciais leves, beneficiado pela prorrogação da reduçãoda alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) até março, onível de vendas no segundo trimestre estabilizou-se, quando comparadoa igual período do ano anterior. No segundo trimestre de 2010, as vendasapresentaram queda de 0,9% em relação ao segundo trimestre de 2009,e um aumento de 16,9% quando se compara o primeiro trimestre desteano com o igual trimestre do ano anterior, fechando o semestre comcrescimento de 7,3%, quando comparadas ao igual período do anoanterior.Caminhões - O segmento de caminhões semipesados e pesados vem serecuperando, em especial o segmento de transporte de carga pesada.Essa recuperação está sendo impulsionada pela situação econômicafavorável, retorno dos investimentos em grandes projetos de infraestruturae construção no País, mineração, agricultura e extração de petróleo, eno segmento de veículos semileves, leves e médios a demanda foiestimulada principalmente pelo crescimento do comércio. A retomadadas vendas de caminhões foi também decorrente da prorrogação daredução da alíquota do IPI para esse segmento até dezembro, e às taxasmais baixas da linha de financiamento Finame do BNDES para aprodução e aquisição de máquinas e equipamentos novos de fabricaçãonacional.Ônibus - O segmento de ônibus encontra-se em expansão, apresentandoum crescimento de 28% no trimestre e de 31% no semestre quandocomparados, respectivamente, aos iguais períodos do ano anterior, emfunção dos fatores citados acima, além do fato de 2010 ser um anoeleitoral, contribuindo ainda para a aceleração dos investimentos nessesetor.Portanto, o segmento de veículos pesados (caminhões e ônibus)encontra-se aquecido, e deverá dispender investimentos expressivos nosetor, com a adequação dos motores das linhas de ônibus e caminhõesao Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores(PROCONVE) com o objetivo de redução de emissões e economia decombustível, que entrará em vigor em 2012.7/12


Vendas de veículos ao mercado externo – em unidadesAs vendas de veículos ao mercado externo registraram crescimento nosemestre, impulsionadas pelo reaquecimento nos principais mercadoscompradores de veículos brasileiros, entre os quais se destacamArgentina, Chile e México. As exportações brasileiras de veículos nosegundo trimestre foram de 198,3 mil unidades, e de 357,5 mil unidadesno período de janeiro a junho de 2010, representando aumentos de 75%e 78%, respectivamente, em relação aos iguais períodos do ano anterior.Este quadro favorável em volume de vendas se dá pelo fato de noprimeiro semestre de 2009 os mercados consumidores internacionaispraticamente cessaram as importações devido à crise global, emoposição ao momento atual que apresenta sinais de recuperaçãogradativa.Vendas ao mercado externo por segmento:Em mil unidadesSegmento trim.10 trim.09 Variação 1º sem.10 1º sem.09 VariaçãoVeículos leves(automóveis ecomerciais leves)189,7 108,3 75,1% 341,2 190,1 79,5%Caminhões 5,2 2,8 85,7% 9,8 6,1 59,7%Ônibus 3,4 2,5 36,0% 6,5 4,5 44,9%Total de autoveículos 198,3 113,6 74,6% 357,5 200,7 78,1%Fonte: Anfavea.Produção de veículosA produção de veículos (veículos leves, caminhões e ônibus) manteve-seem alta no primeiro semestre de 2010, impulsionada pelo ritmoexpressivo de vendas ao mercado interno e reaquecimento do mercadoexterno. No segundo trimestre, a produção de veículos foi de 926,5 milunidades, representando aumento de 15,3% em relação ao igualtrimestre do ano anterior. No semestre, a produção em unidadesapresentou um aumento de 19,1%, totalizando 1.753,2 mil unidades,registrando novo recorde de produção no período. Embora, devido aofraco desempenho obtido no início de 2009 a base de comparação ficoucomprometida. O número de crescimento de produção de veículosexperimentado nesse trimestre foi superior ao de vendas devido àreposição dos estoques e do aumento das exportações acima dasimportações.Produção de veículos por segmento (Montados e CKD):Em mil unidadesSegmento trim.10 trim.09 Variação 1º sem.10 1º sem.09 VariaçãoVeículos leves(automóveis ecomerciais leves)866,2 766,1 13,1% 1.640,0 1.402,0 17,0%Caminhões 47,5 29,4 61,6% 89,5 53,7 66,8%Ônibus 12,8 8,2 56,1% 23,7 16,6 42,3%Total de autoveículos 926,5 803,7 15,3% 1.753,2 1.472,3 19,1%Fonte: Anfavea.8/12


Importação de veículosA importação de veículos no segundo trimestre de 2010 totalizou 141,0mil unidades, com um crescimento de 34,5% em relação ao igual períododo ano anterior, concentrando-se basicamente no segmento deautomóveis e comerciais leves. No período acumulado de janeiro a junho,o crescimento foi de 35,0%, totalizando 282,6 mil unidades. O setorautomotivo brasileiro vem registrando forte expansão no volume devendas de veículos importados, que vêm em grande parte do México eArgentina, países nos quais o Brasil possui acordos comerciais.Importação de veículos por segmento:Em mil unidadesSegmento trim.10 trim.09 Variação 1º sem.10 1º sem.09 VariaçãoVeículos leves(automóveis ecomerciais leves)140,3 103,8 35,2% 281,4 207,5 35,6%Caminhões 0,7 1,0 -30,0% 1,2 1,8 -32,4%Ônibus - - - - - -Total deautoveículos141,0 104,8 34,5% 282,6 209,3 35,0%Fonte: Anfavea.A participação de mercado de vendas de veículos leves importados emrelação às vendas totais (nacionais e importados) no semestre foi de18,8% (14,9% no mesmo período do ano anterior). Esse resultado deveseao reaquecimento da demanda no mercado brasileiro e ao câmbiofavorável às importações.Balança comercial de veículos – em unidadesA balança comercial brasileira de veículos no primeiro semestre de 2010,em unidades, resultou em um saldo positivo de 74,9 mil unidades, sendo357,5 mil unidades exportadas e 282,6 mil unidades importadas. No igualsemestre de 2009 o saldo da balança comercial de veículos foi negativoem 8,4 mil unidades.Balança comercial de veículos:Em mil unidades1º sem.10 1º sem.09a) Exportação de veículos 357,5 200,7b) Importação de veículos 282,6 209,3Variação (a-b) 74,9 -8,4Fonte: Anfavea.Entretanto, a grande demanda por veículos importados concentra-sebasicamente em veículos de luxo e esportivos que possuem poucaconcorrência com o produto nacional, e são destinados ao consumidor dealto poder aquisitivo. Em contrapartida, o País exporta veículospopulares, de menor valor agregado, agravando substancialmente abalança comercial em valores monetários.9/12


Vendas e produção de máquinas agrícolas automotrizesNo primeiro semestre de 2010, as vendas de máquinas agrícolasautomotrizes (incluindo tratores de roda e de esteira, cultivadoresmotorizados, colheitadeiras e retroescavadeiras) nacionais e importadasao mercado interno apresentaram alta de 52%, em consequência darecuperação dos setores do agronegócio, da construção civil emineração. No mercado externo o crescimento no semestre foi de 13%. Aprodução de máquinas agrícolas automotrizes apresentou aumento de54% no semestre, em relação ao igual semestre do ano anterior.Vendas e produção de máquinas agrícolas automotrizes:Em mil unidades1º sem.10 1º sem.09 VariaçãoVendas ao mercado interno 35,0 23,1 51,7%Vendas ao mercado externo 8,2 7,3 13,1%Produção 43,8 28,4 54,1%Fonte: Anfavea.Desempenho do setor de autopeças brasileiroNo primeiro semestre de 2010 a balança comercial de autopeçasapresentou um déficit de aproximadamente US$ 1,8 bilhões (no mesmosemestre do ano anterior, a mesma apresentou déficit de US$ 1,0 bilhão),conforme informações divulgadas pelo Sindipeças. No períodoacumulado de janeiro a junho de 2010, as exportações de autopeçastotalizaram US$ 4,3 bilhões, volume 49% maior em relação ao igualperíodo do ano anterior, e as importações foram de US$ 6,1 milhões,registrando um aumento de 61%. As exportações de autopeçasbrasileiras para a Argentina representaram 37% do total exportado nosemestre, apresentando um aumento de 83% em relação ao mesmoperíodo do ano anterior. No mesmo período, as importações provenientesda Argentina representaram 49% do total das importações de autopeças,registrando um aumento de 11% em relação ao mesmo período do anoanterior. O governo federal, visando proteger a indústria nacional deautopeças, aprovou a eliminação progressiva do redutor de 40%incidente sobre o Imposto de Importação para a aquisição de autopeçasno mercado de equipamento original provenientes do exterior. Parte dodéficit da balança comercial de autopeças está relacionada à queda nasexportações, e outra parte à necessidade de importar componentes parasuprir a demanda nacional aquecida. A medida provisória nº 497 de 28 dejulho de 2010, promoveu a extinção gradual, em um período de seismeses, do redutor incidente sobre o Imposto de Importação deautopeças, da seguinte forma: até 31 de julho, o percentual do redutorpermaneceu em 40%, caindo para 30% até outubro, 20% até abril de2011 e finalmente extinguindo-se em 1º/05/2011.10/12


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