Editorial - Minha Terra

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NOTÍCIASEncontro entre agricultores e consumidoresIII Encontro Nacional PROVEFicha técnicaEdição: MINHA TERRAFederação Portuguesade Associações deDesenvolvimento LocalRua Bartolomeu Dias, 172 D - 1º Esq.1400 - 031 LisboaTelefone +351 21 781 92 30Fax +351 21 781 92 32Email: minhaterra@minhaterra.ptwww.minhaterra.ptDiretora: Regina LopesEditor: Luís ChavesSob o lema “Agricultura, Alimentação e Saúde”,realizou-se na Fundação da Juventude,no Porto, a 7 e 8 de dezembro, o III EncontroNacional do PROVE, organizado pela ADRI-TEM - Associação de Desenvolvimento RuralIntegrado das Terras de Santa Maria.Reunindo produtores, consumidores etécnicos das diversas entidades envolvidas noprojeto de cooperação LEADER, o encontro– incluindo um mercado de produtos locais,vários workshops, visitas técnicas a diversasexplorações agrícolas, mesas de prova e umatertúlia – foi um sucesso, registando mais deuma centena de participantes.A apresentação dos resultados da avaliaçãodo projeto PROVE (realizada pela Universidadede Trás-os-Montes e Alto Douro e oInstituto Superior de Agronomia), assim comoo novo enquadramento fiscal do PROVE e o“Manual de diversificação das exploraçõesagrícolas PROVE”, elaborado pela Universidadede Évora, foram momentos de grande relevânciano contexto do projeto, em contínuocrescimento.Para lá da elevada participação, o encontrolançou um conjunto de importantes desafiospara o futuro, no que respeita ao acompanhamentodos produtores no processo de adaptaçãoao novo enquadramento fiscal, bem comoda sensibilização para o cumprimento das normasde higiene e segurança alimentar, ao níveldo embalamento, transporte e conservaçãodos cabazes PROVE.A curto prazo, a parceria do PROVE (constituídapor 16 GAL, entre outras entidades)deverá ainda dar resposta a questões como anecessidade de diversificação de atividades, aimportância de reforçar o apoio técnico ao nívelda produção agrícola, e melhorar a atuaçãona área da comunicação, procurando envolveros decisores políticos e legisladores, entre outrospúblicos, para a especificidade do processode comercialização do PROVE.Particularmente concorridos e animadosforam os workshops organizados (sexta à tarde)nas explorações agrícolas visitadas – emValongo, Oliveira de Azeméis, Vila Nova deGaia e Penafiel – cruzando questões-chaveinerentes ao projeto, tais como: comercializaçãode produtos agrícolas complementares aocabaz PROVE; higiene e segurança alimentar;empreendedorismo na área da produção deervas aromáticas; agricultura biológica e boaspráticas agrícolas; diversificação de atividadesna exploração agrícola.No sábado, após a abertura do mercado deprodutos locais, onde os consumidores da cidadedo Porto puderam comprar diretamenteao produtor, falou-se de agricultura e bem-estare alimentação saudável em tempo de crisena tertúlia “Agricultura, Alimentação e Saúde”.O programa fechou à mesa, com provas deprodutos regionais e produtos PROVE… Produtosfrescos da época, diretamente do produtor,mas também compotas, doces, geleias,mel, biscoitos caseiros e bombons artesanaisdas Terras de Santa Maria, anfitriãs perfeitasdeste III Encontro Nacional do PROVE.http://www.prove.com.pt/Redação: Henrique Baltazar(Empower) , Luís Chaves, PaulaMatos dos Santos, Raquel Gorjão(Empower)Fotografias: ADER-SOUSA,ADIRN, ADRACES, ADREPES,ADRIMAG, ADRIMINHO, ATAHCA,DUECEIRA, INLOCO, LEADEROESTE,LEADERSOR, Paula Matos dos Santos,Portugal Rural, PROVE, TAGUSDesign: Teresa Braga (Empower)Impressão: EuropressTiragem: 6000 exemplaresDepósito Legal: 331103/11Os artigos assinados exprimema opinião dos seus autores e nãonecessariamente a do proprietáriodesta revista.P. 2


Territórios Rurais SustentáveisMissão HortofrutícolaVários agricultores emicro empresários jáadotaram os equipamentosexperimentados pelos GAL.Os Grupos de Ação Local (GAL) ADER-AL,ATAHCA, ADICES, AD ELO, ADAE e LEADER-OESTE formaram uma parceria que consistenuma rede de experimentação nos domíniosda energia renovável e eficiência energética,passíveis de serem usadas numa lógica de diversificaçãoeconómica pelos vários agentesdos territórios rurais.Esta parceria centrou a sua atividadeinicial na implementação de três tipos deequipamentos de produção – fotovoltaico,eólico e hídrico –, em função do diagnósticorealizado nos territórios, apresentando assoluções mais ajustadas de produção local.Esta adequação envolveu um período de experimentaçãocom empresas especializadas,e o cruzamento desses desenvolvimentoscom as expetativas dos parceiros locais dosGAL e a necessária adequação à legislaçãoem vigor.No território de intervenção da ADAEinstalou-se a primeira micro hídrica ao abrigodo programa governamental “Renováveis nahora”, cuja operação ainda está em fase experimental.Aproveitando os ventos constantesno território de intervenção da LEADEROESTE, instalaram-se aí cinco micro eólicasem três locais diferentes, uma dos quais funcionacomo um campo de experimentação emonitorização destes equipamentos dentrode uma exploração agrícola. No território daAD ELO instalaram-se dois sistemas fotovoltaicosfixos num único edifício. E no territórioda ATAHCA instalou-se, dentro de um parquede campismo rural, um sistema micro eólico,um sistema fotovoltaico com seguidor e painéisde aquecimento da água com recurso àenergia solar.Prevê-se a conclusão deste projeto noprimeiro semestre de 2013 com a instalaçãode mais sistemas de produção de energianos territórios dos GAL já referidos e deequipamentos fotovoltaicos nos territóriosda ADICES e ADER-AL, incluindo umsistema de monitorização dos desempenhosespecificamente desenvolvido para aferir omelhor rendimento de cada tipologia de painéis.Apesar de o projeto estar ainda a decorrer,são já bem visíveis algumas consequênciasdo mesmo: o impacto causado pelaadoção destas soluções nalguns territórioslevou a uma corrida ao uso de sistemas deprodução elétrica de origem renovável,havendo já vários casos de agricultores emicro empresários em meio rural que adotaramos equipamentos experimentadospelos GAL.Entre 24 e 27 de setembro, os Grupos deAção Local (GAL) ADRIMAG, ADL e LEADEROESTE visitaram a Altes Land, na Alemanha,no âmbito do projeto de cooperaçãoLEADER MHF – Missão Hortofrutícola. Adeslocação envolveu 18 elementos no total,entre técnicos e diretores dos GAL, com oobjetivo de verificar como funciona a cooperaçãoregional entre o GAL de Altes Land,os municípios de Jork, Horneburg e Luhe, asempresas do setor agrícola, e as organizaçõesregionais, como a estrutura de turismoregional, entre outras.Conhecer esta região agrícola da Alemanhae o trabalho de desenvolvimento localque ali se realiza foi o objetivo desta atividade,em que foi realçada a complementaridadeentre o urbano e o rural e o turismo e aagricultura.Situada na região com o PIB per capitamais elevado de toda a Alemanha, AltesLand representa a maior mancha de fruticulturada Europa central. Sendo um territórioclaramente agrícola, convive igualmentecom uma importante cidade sem qualquerperda de identidade. Possui uma dinâmicasocial e económica que pode ser replicadanoutros territórios rurais dentro de uma lógicaclara de diversificação de atividades económicase adotando como regra os circuitoscurtos de comercialização para escoamentodos produtos.Esta missão teve uma importância especialna preparação do próximo períodode programação, pois os GAL portuguesestiveram contacto com um conjunto de experiênciascom alguma maturidade que podemser adaptadas a diversos territórios LEADERem Portugal.Foi realçada acomplementaridade entre ourbano e o rural e o turismoe a agricultura.Territórios em RedeDezembro 2012 P. 3


NOTÍCIASNovos empregos por e para as mulheresCooperação promove empreendedorismo femininoItinerárioGastronómicoe Cultura dosSaboresPara a implementação da AbordagemLEADER do PRODER, oMONTE-ACE em parceria com aADRACES propõe o Centro de Recursosde Empreendedorismo Feminino,um projeto de cooperaçãocentrado no empreendedorismo,que pretende contribuir para ocrescimento regional dos dois territóriose aumento da participaçãodas mulheres no mercado de trabalho,reforçando competênciasnos domínios do empreendedorismo,inovação e novas tecnologiasde informação.Através do Centro de Recursosde Empreendedorismo Femininoestão a ser realizadas ações quepermitam melhorar a visibilidadedos produtos das empresárias, incentivare atrair a criação de novosempregos por e para as mulheres,melhorar as respetivas competênciasprofissionais, e prestar umapoio diferenciado e adequado aeste público.No território de intervençãodo MONTE-ACE, foi já implementadoe dinamizado junto das mulheresempresárias, desde abrilde 2012, o Centro de Recursos deEmpreendedorismo Feminino noAlentejo Central. Também a Redede Mulheres Empresárias está já afuncionar, com a participação denove empresárias que recorreramao apoio do LEADER, existindoboas perspetivas de que esta redecresça para 23 empresárias até aofinal do ano.Esta Rede de Mulheres Empresáriasestá a ser dinamizadaatravés do Centro de Recursosde Desenvolvimento Rural paraa divulgação das atividades doprojeto, ações de formação,workshops, visitas de boas práticas,numa perspetiva de apoio, detroca de experiências e de intervençãodinâmica entre as mulheresque constituem a rede.Para janeiro está já agendado oinício de duas ações de formação,em “Criação do próprio negócio”e “O meu negócio na Internet”,cujas necessidades foram identificadaspelas próprias empresárias.Serão também realizadas visitasao território de intervenção daADRACES no início do ano, como objetivo de dinamizar a rede decooperação entre empresárias dasduas regiões, prevendo-se para junhoa realização de uma visita deâmbito transnacional.No território de intervençãoda ADRACES o projeto tambémse encontra já em velocidadede cruzeiro. Foi criada a Escolade Empreendedorismo Femininodirigida a mulheres ainda semcontacto com as questões vitaisdo empreendedorismo.Para mulheres já envolvidasno meio empresarial foi criadauma rede de empresárias, queconta com a participação de 15mulheres, prevendo-se que amesma possa ser alargada duranteo próximo ano. Esta redeassenta na troca de experiências,estabelecimento de contactos eparcerias entre os vários elementospara a partilha de competênciase preenchimento de lacunasao nível do empreendedorismo.Entre as principais ações adesenvolver, destaca-se a criaçãodo Centro de Recursos de EmpreendedorismoFeminino na BeiraInterior Sul para o apoio especializado,análise de necessidades eoportunidades de mulheres empreendedorase com espírito de liderança,promovendo o incentivoà criação de empresas e criaçãode uma rede de trabalho colaborativo,com vista a aumentar onível do autoemprego, sobretudono género feminino. Serão tambémrealizadas novas ações deformação, que se seguirão às járealizadas nas áreas da “Fiscalidade”e da “Comunicação e ImagemEmpresarial”.Realizou-se na Beira Interior Sul– território de intervenção daADRACES –, de 25 a 27 de outubro,um encontro do projetode cooperação transnacional“Rede/Itinerário Gastronómicoe a Cultura dos Sabores” queenvolve Grupos de Ação Local(GAL) de Portugal, Itália, Chipree Grécia.Na reunião, de apresentaçãodas ações já desenvolvidas,designadamente, o estudo deinvestigação (que determina ereferencia os elementos identitáriosdos vários territórios),e os itinerários propostos, aADRACES apresentou os percursosturísticos de 1, 3 e 5 diasna Beira Interior Sul, assentesnuma lógica multi-atributo, associandogastronomia, culturae ambiente/natureza. Um dospercursos de um dia, delineadospara a Beira Interior Sul – a“Rota dos Sabores da Terra” –foi realizado pelo grupo dos parceirose jornalistas, no dia 27.O encontrou permitiu aindadelinear os produtos a desenvolverpor cada parceiro no seuterritório e os produtos comunsque serão promovidos e disponibilizadosaos operadores turísticosdos diversos territórios(na Europa e fora dela).A curto prazo, a parceria daráseguimento às outras açõesprevistas no âmbito do projeto,nomeadamente, a conceção demateriais promocionais individuaise comuns, a realização deeventos e roteiros gastronómicospara a comunidade em geralmas também para os operadoresturísticos e a comunicaçãosocial, estando ainda previstasatividades pedagógicas de alimentaçãosaudável e consumosustentável, dirigidas à comunidadeescolar, e a realização deuma conferência europeia sobrecultura gastronómica.Pretende-se com este projetoestruturar e desenvolverpropostas distintivas e inovadoras,perspetivadas na ótica doutilizador e suportadas na capitalizaçãoda vocação cultural egastronómica dos territórios.P. 4


Histórias DecantadasUma história em três atosProjeto ESCALEvisita a FrançaEste intercâmbiode experiências visasobretudo estimulara aprendizagemconjunta.“O Auto da Purificação”, “O Esmagadorde Uvas” e “A MeninaInês Pereira”. São três as históriasdestas Histórias Decantadas, queenvolvem três companhias de teatro,três Associações de DesenvolvimentoLocal, três territóriosfortemente marcados pela culturavitivinícola, num projeto único,de cooperação interterritorial.I Ato“A Menina Inês Pereira” foi o primeiroespetáculo apresentadoao público. Produzido pelo grupode teatro Fatias de Cá e envolvendoos produtores de vinhodas sub-regiões de Tomar e EncostasD’Aire, subiu ao palco pelaprimeira vez no dia 28 de janeiro,na Quinta casal das Freiras, emTomar.Baseada na Farsa de Inês Pereira,de Gil Vicente, com encenaçãode Carlos Carvalheiro, a peçafoi levada à cena 13 vezes em diversose singulares locais do territóriode intervenção da ADIRN,como adegas, quintas, castelos emonumentos.O Convento de Cristo, emTomar, foi palco para a últimaapresentação de “A Menina InêsPereira” no Ribatejo Norte, a 8 dejulho, que voltará à cena nos territóriosdas associações parceirasdo projeto.II AtoA história de ”O Esmagador deUvas” passa-se numa pequenaaldeia do norte de Portugal…Com encenação de John Mowat,diretor artístico da companhiade teatro Comédias do Minho,a peça retrata o confronto entreduas famílias vinicultoras quelutam entre si para provar que oseu vinho é o melhor. Entretanto,por entre as ramadas, o amorfloresce entre o filho e a filha dasduas famílias rivais. Será que apaixão deles sobrevive?Uma coisa é certa: a comédiacativou o público dos váriospalcos de Melgaço e Monção poronde passou, entre abril e outubro,com o apoio dos produtoresda Rota do Alvarinho.A viagem de ”O Esmagadorde Uvas” pelo Vale do Minho –território da ADRIMINHO – játerminou mas a criação das Comédiasdo Minho que associauma peça de teatro, um espetáculode dança na paisagem (“Solar”)e uma performance gastronómica(“Passe-vite”), voltará arepetir-se em Palmela e Tomar.III AtoMordaz, emocionante, cativante…Assim é o “Auto da Purificação”apresentado pelo TeatroO Bando. A partir de contos deVergílio Ferreira, encenação ecenografia de João Brites, este“Auto da Purificação” animouseis adegas da Rota de Vinhosda Península de Setúbal, durantecinco semanas (de outubro enovembro), juntando o som daguitarra portuguesa e o fado cantado.Purificação é uma aldeia perdida,“onde o vinho é tão banidocomo bebido, onde a água é tãovenerada como esquecida, ondeuma fonte é tão necessária comouma pipa!” Os personagens dãoa conhecer não só essa aldeiaimaginada, como os territóriospor onde passam, onde o tempoteatral se alia aos momentos emque o público poderá desfrutarde uma prova de vinhos.Projeto contribuiupara a promoção dosvinhos dos territóriose o fortalecimento daidentidade territorial.Depois de Palmela – concelhode intervenção da ADREPES – eaté ao final do ano, O Bando partiráem itinerância pelo Vale doMinho e Ribatejo Norte, levandoeste “Auto da Purificação” ao públicodestas regiões.Cada uma à sua maneira, estastrês criações artísticas produzidase levadas à cena numdesafio lançado pela ADIRN(Ribatejo Norte), ADRIMINHO(Vale do Minho) e ADREPES(Península de Setúbal), proporcionarammomentos únicosde animação cultural juntodas populações, contribuindofortemente para a promoçãodos vinhos dos territórios e ofortalecimento da identidadeterritorial.Para as associações de desenvolvimentolocal promotorasdo projeto Histórias Decantadas– apoiado no âmbito da MedidaLEADER do PRODER – os objetivosforam amplamente cumpridos.Cruzando o vinho e a gastronomiacom o turismo e oteatro, estas Histórias Decantadasnão só ofereceram umaexperiência inovadora às populações,como enriqueceram aexperiência cultural das trêscompanhias de teatro.No âmbito do projeto ESCALE –Rede Europeia de apoio ao Empreendedorismoem Meio Rural,promovido em Portugal pelaESDIME – Agência para o DesenvolvimentoLocal do AlentejoSudoeste e pela ROTA DOGUADIANA – Associação deDesenvolvimento Integrado,deslocou-se a Poitou-Charentes,em França, nos passadosdias 15 e 17 de outubro, umadelegação de autarcas e representantesdos municípios de Aljustrel,Almodôvar, Ferreira doAlentejo, Ourique e Moura.Procurando conhecer projetose iniciativas de promoçãodo empreendedorismo e dadinâmica económica local promovidosem França, esta visitasucedeu a uma outra realizadaem junho com o mesmo propósito,levada a cabo por autarcasfranceses que se dirigiramao território de intervenção daESDIME.Este intercâmbio de experiênciasvisa sobretudo estimulara aprendizagem conjunta, tendoem conta a crescente importânciadas políticas municipaisde desenvolvimento económicoe de promoção do empreendedorismo.Este projeto de cooperaçãoLEADER, promovido em parceriacom três organizações francesas(AFIP, AFIP Normandie eCELAVAR) e com uma de Malta(Genista Foundation), pretendecriar uma Rede Europeia deApoio ao Empreendedorismoem Meio Rural, através da trocae aprendizagem mútua de metodologiasde trabalho entre osparceiros e de diversas visitasaos territórios.Territórios em RedeDezembro 2012 P. 5


ENTREVISTAPetri Rinne, Presidente da ELARDLicenciado em engenharia florestal, Petri Rinne é coordenadordo Grupo de Ação Local Joutsentenreitti, na Finlândia,desde 2001. É presidente da ELARD – European LEADERAssociation for Rural Development, que congrega redes de 21Estados-Membros, abrangendo mais de 800 GAL.A ELARD representa a maioria dosGrupos de Ação Local na Europa.O que é que a ELARD defende?De forma sintética, o que a ELARD defendeé uma abordagem ao desenvolvimentorural que considere a globalidade da economiarural. Ou seja, não apenas centradana agricultura, mas que integre todos osoutros setores que existem nos territóriosrurais. Muitas vezes eles são até mais importantesdo que a agricultura ao nível dacriação de emprego, além de prestarem umconjunto de serviços importantes para aspopulações. A própria Rede Europeia de DesenvolvimentoRural está a definir um novoparadigma para o desenvolvimento rural,que vai no mesmo sentido do que a ELARDdefende.Outro importante aspeto defendido pelaELARD é a participação das comunidades noprocesso de desenvolvimento, numa abordagembottom-up.A ELARD defende alguma metodologiaespecífica para promover odesenvolvimento local?A nossa abordagem segue a metodologiaLEADER, com as suas sete característicasespecíficas, nomeadamente a intervençãobottom-up, o envolvimento da população local,o princípio do trabalho em parceria – emque os setores público e privado trabalhem emconjunto –, a cooperação e a inovação.Qual a avaliação que faz daexperiência de 20 anos de LEADER?Em todos os países que tenho visitado, em algunscasos até para ajudar a lançar o LEADER,o primeiro período de programação é sobretudopara ganhar prática, ganhar experiência.Essa experiência é sobretudo capitalizada nosegundo período em que se trabalha com oLEADER. Muito frequentemente, há um grandeentusiasmo durante esse segundo período,em que os resultados também começama aparecer. Depois nos terceiros e quartosperíodos a atividade é mais estável e está melhorcimentada nos sistemas de inovação e desenvolvimentolocal.Agora, depois de 20 anos de intervençãoLEADER nos Estados-Membros mais antigos,acho que os territórios rurais não podem dispensaresta metodologia de promoção dodesenvolvimento. É uma das raras medidasde política específicas que permite manter aszonas rurais vivas e viáveis.As zonas rurais estão melhor agorado que estavam há 20 anos?É uma pergunta difícil porque todas as outrasforças da globalização e dos mercados livres,assim como as políticas nacionais, estão a conduziras zonas rurais em diferentes direções.Nós podemos distinguir instrumentos depolítica globais e instrumentos de política específicospara o desenvolvimento rural, de queo LEADER é um dos mais importantes. Muitasvezes o que sucede é que essas políticasglobais estão a levar ao despovoamento rurale à concentração das pessoas nas cidades.Mas podemos ter ao mesmo tempo estesP. 6


A metodologia LEADER é a únicacapaz de renovar a estrutura globalda economia rural.eficazes instrumentos de política específicosque ajudam a mitigar esse problema ao promovero desenvolvimento dos territórios rurais.Eu não diria que as zonas rurais estão hojemelhor do que estavam há 20 anos, mas semo LEADER estariam seguramente piores doque estão agora. Nestes 20 anos, a estruturaeconómica dos territórios rurais mudou muito.Estava muito centrada na produção agrícolae agora, em parte por causa do LEADER, aeconomia das zonas rurais é muito mais diversificadae as oportunidades de emprego, porexemplo, já não estão apenas na agricultura,mas nesta economia mais diversificada.A cooperação LEADER contribui parao desenvolvimento rural? Como?A cooperação, tanto interterritorial comotransnacional, sempre foi uma das característicasdo LEADER. Penso que o mais importanteé que permite ver as nossas próprias forças efraquezas a partir de diferentes pontos de vista.Quando visitamos outras regiões no nossopaís, territórios de outros Estados-Membrosou mesmo de países terceiros, somos capazesde olhar para os nossos territórios e vê-los deoutra forma.Também nos ajuda a encontrar soluçõesmais inovadoras para resolver os problemasque temos, além de nos permitir identificare transferir as boas práticas de um territóriopara outro.Como é que os territórios devemselecionar os parceiros para cooperar?É uma questão interessante. Por vezes ouvimosdizer que os territórios devem ser muitosemelhantes para poderem cooperar. E claroque há casos, como o do meu Grupo de AçãoLocal, em que temos um grande rio que atravessao território e estamos a cooperar comoutros territórios que desenvolvem turismoligado à água, e é óbvio que com territórioscom características semelhantes é mais fácilencontrar temas comuns.Por outro lado, se são territórios muito diferentes,como num projeto que estamos a realizar,chamado “Alimentação Local”, em queprocuramos identificar boas práticas de utilizaçãodos produtos alimentares locais para odesenvolvimento territorial, os problemas dedada região são muito diferentes, mas issotambém nos permite aprender com as boaspráticas, de uma região para outra, por vezesde forma ainda mais eficaz.Porque é que a maioria dos projetosde cooperação levam tanto tempo aproduzir resultados? Haverá algumaforma de os acelerar?Antes de mais, nos projetos de cooperação énecessário aprender a conhecer os parceiros e aconstruir confiança entre as organizações parceiras,que é algo que não se constrói num dia.Requer encontros entre as pessoas, reuniõespor teleconferência, troca de e-mails, etc. Sódepois disso se pode passar para a assinaturados acordos de parceria de cooperação e começara implementar os projetos de cooperação.Acho que a única forma de reduzir otempo que demora é através da utilizaçãodas ferramentas tecnológicas de que dispomosque são baratas. Já não temos deviajar para o outro extremo da Europa parafazer uma reunião, podemos organizar umareunião por teleconferência e trabalhar noprojeto em conjunto.A cooperação com países de fora daUnião Europeia traz benefícios paraos territórios europeus ou é apenasuma forma de ajudar os países emdesenvolvimento?Quando olhamos para a situação financeira daEuropa, ela não é muito animadora. E tem sidodito que a economia europeia irá regredir nospróximos anos. Simultaneamente, tal comorevela um estudo recente do Ministério dosNegócios Estrangeiros finlandês, o potencialde crescimento de algumas regiões do globo,como África, é enorme, até porque crescem apartir de uma base muito baixa.Moçambique, por exemplo, bem conhecidodos portugueses e que tambémTerritórios em RedeDezembro 2012 P. 7


ENTREVISTAA PAC deveráabranger um públicomais vasto, não apenas osagricultores.conheço bem porque estamos a desenvolverlá um projeto-piloto LEADER desde 2008,tem registado excelentes índices de crescimentoao longo dos últimos anos. Com estaligação com Moçambique, cada vez que nosdeslocamos lá levamos empresários finlandeses,jornalistas, artistas ou outras pessoas,que ficam muito entusiasmados paracooperar com esses territórios distantes. Esentimos, ao longo destes cinco anos de cooperaçãocom Moçambique, que tem sidoenriquecedor para os territórios de ambos ospaíses.Quais as limitações do LEADERe como superá-las?Recentente ajudámos a Rede Europeia deDesenvolvimento Rural a realizar um estudo,para o qual foi constituído o Focus Group 4,sobre as Estratégias de DesenvolvimentoLocal, que analisou esse tema.Nesse estudo, dois terços dos Grupos deAção Local (GAL) que participaram no questionárioafirmaram que os fundos que lhesforam atribuídos não eram suficientes paraimplementar os objetivos da sua Estratégia deDesenvolvimento Local.Os fundos são um aspeto importante,particularmente agora que o orçamento daPolítica Agrícola Comum e também o orçamentogeral da União Europeia estão a sernegociados para o próximo período de programaçãode fundos comunitários.Se houver um grande corte, como se temeque haja, da ordem dos 10 por cento ou mais,temos de encontrar forma de assegurar ofinanciamento a nível nacional e local.É verdade que a metodologia LEADERfunciona também com muito poucos fundos,como é o caso de Moçambique, onde os projetoslocais que estamos a apoiar representamum investimento da ordem dos mil euroscada, mas com o nível de preços da Europa epara obter os impactos pretendidos é necessáriodispor de recursos adequados.Outro tipo de limitação, que se relacionatambém com o financiamento e com as limitaçõesglobais do LEADER, é a dificuldade quetemos em medir, verificar e transmitir os resultados.O relatório do Tribunal de Contas Europeucriticou-nos por não verificarmos e documentarmosos resultados de forma satisfatória.Devíamos ser capazes de esclarecer, de formamuito concreta, qual o valor acrescentado doLEADER para a sociedade: número de novosempregos, empresas e serviços.Pensa que a reforma da PAC iráreforçar o LEADER ou enfraquecê-lo?A orientação está certa quando se diz que quea PAC (Política Agrícola Comum) deve abrangerum público mais vasto, não apenas osagricultores, e que deverá ter uma distribuiçãomais justa. Aqui joga-se também a distribuiçãoentre o primeiro e o segundo pilares daPAC. E se o LEADER tem assegurado apenascinco por cento do FEADER, acho que é umaalocação de verbas muito escassa para estametodologia, que é a única capaz de renovara estrutura global da economia rural. Se o objetivoé modernizar a PAC e transformar a situaçãodos territórios rurais, deveria haver umamaior alocação de verbas ao LEADER.E relativamente à cooperação LEADER,deverá melhorar com a reforma da PAC?Penso que a a cooperação correrá melhor coma nova PAC, porque há a convicção de que asregras atuais da cooperação são muito estritase burocráticas e devem ser suavizadas.Por exemplo, atualmente os GAL têm deassinar um acordo de parceria que obriga aque a contraparte seja outro GAL. No futuroisto não será necessário. Qualquer grupo depessoas de um território poderá juntar-se aum grupo de pessoas de outo território e concorrerao LEADER para desenvolver um projetode cooperação, sem terem de ser um GAL,trazendo maior liberdade e flexibilidade aoprocesso de cooperação.Está otimista relativamenteao futuro do LEADER?A adoção do Quadro Estratégico Comum edo Desenvolvimento Promovido pelas ComunidadesLocais revelam que a metodologiaLEADER está a alastrar para novas áreasdas políticas. Ao longo do atual períodode programação isso já aconteceu com aexpansão da metodologia para a política daspescas.Isto é muito prometedor e podemosaté falar do renascimento da abordagemLEADER de desenvolvimento local.P. 8


NOTÍCIASO road show que chegou além-fronteirasWorld Adventure: Portugal de lés-a-lésGAL lituano Šilutesvisita as Terras doSousaDe 6 de julho a 27 de outubro, o camião WorldAventure percorreu o país de lés-a-lés, marcandopresença em praias, feiras, festas ecentros históricos de cidades emblemáticascomo Coimbra e Cascais, promovendo a marcajunto dos profissionais do setor do turismoe da população em geral.O road show, que chegou além-fronteiras,até Salamanca, a par da divulgação e promoçãodos produtos World Aventure desenvolvidospelas 35 empresas de animação turística jáenvolvidas no projeto de cooperação LEADERQualificação do Turismo Ativo (QTA), promoveunum conjunto de atividades de animação,apelando à participação de todos.Passeios de BTT, tiro com arco, canoagem,escalada e jogos tradicionais foram algumasdas atividades que animaram o roadshow ao longo desta viagem de quatro meses,numa parceria com as empresas aliadas aoprojeto em cada um dos territórios visitados.Paralelamente, tiveram lugar degustações deprodutos regionais, atuação de grupos de música,sorteios, e muito mais.A principal meta do QTA éa internacionalização.Por Terras de Santa Maria – território deintervenção da ADRITEM (GAL parceiro doprojeto) – o programa de visita estendeu-sea Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feirae Valongo, tendo havido espaço quer para apromoção de atividades de animação turísticaquer ainda dos produtos locais, com provasgastronómicas.Na semana seguinte, o camião WorldAventure marcou presença no Festival BikePortugal 2012, no CNEMA, em Santarém.A animação esteve a cargo de três empresasde animação turística da região, apoiadaspela LEADERSOR (outro dos parceiros doQTA), que aproveitaram a oportunidade paradar a conhecer a sua oferta, nomeadamente,canoagem e balonismo.Esta é “a ação mais pesada em termos financeiros”do QTA, garante Jorge Rodrigues,coordenador da ADIRN, GAL coordenador doprojeto que junta 13 associações de desenvolvimentolocal do Continente e duas dos Açores,no âmbito da cooperação LEADER.Em termos de promoção e comercialização,a estratégia tem passado igualmentepela presença em feiras do setor, querem Portugal, quer em países, como a Alemanha,Áustria e Holanda, que constituemgrandes oportunidades a nível de mercadoexterno.A internacionalização é, assumidamente,a principal meta do QTA, de acordo com ocoordenador da ADIRN, onde o projeto começoua ser desenhado há mais de 10 anos, noâmbito do programa LEADER II.A ADER-SOUSA organizou, a 14 de novembro,uma jornada de trabalho comuma delegação de oito técnicos e dirigentesdo GAL Šilutės e da Šilutė DistrictMunicipality, de Šilutė, na Lituânia.Tendo por principal objetivo a trocade experiências, a ADER-SOUSA preparouum roteiro de visitas a projetosLEADER, proporcionando à delegaçãolituana uma visão geral do território dasTerras do Sousa.Após a receção na Câmara Municipalde Paredes, onde tomou conhecimentodo projeto “Paredes online”, a delegaçãopartiu para Quintandona, em Penafiel.Aqui, além de ficar a conhecer a históriade Quintandona e ficar a par do trabalhode preservação e requalificação desenvolvidona aldeia com apoio AGRIS eLEADER, a comitiva teve ainda a oportunidadede saborear o típico Caldo deQuintandona.Em Paços de Ferreira, no centro interpretativodo Mosteiro de Ferreira, osvisitantes lituanos “descobriram” a Rotado Românico do Vale do Sousa, podendoapreciar um dos seus monumentos maisemblemáticos.A jornada finalizou nas instalações daADER-SOUSA, em Felgueiras, com umareunião de trabalho, que permitiu a partilhade experiências e conhecimentos, contribuindopara a criação de um ambientepropício ao estabelecimento de projetosem cooperação, promovendo-se a divulgaçãode boas práticas, oportunidades epotenciais parcerias.Territórios em RedeDezembro 2012 P. 9


NOTÍCIAS24 de setembro a 23 de novembro, em LisboaBrinquedos, jogos e instrumentos do Portugal RuralApresentando uma vasta coletâneade brinquedos, a exposiçãointitulada “Brinquedos, Jogos eInstrumentos” – patente ao públicode 24 de setembro a 23 denovembro no espaço PortugalRural, em Lisboa – ofereceu aoportunidade a pais e avós derevisitarem a sua meninice. Paraos mais novos, foi a vez de conheceras diversões de antigamente,criadas com muito talentoe imaginação.Nesta viagem no tempo deram-sea conhecer as coloridas bonecasde trapos, os singelos carrinhosde madeira, propondo-setambém (re)descobrir os popularesjogos da macaca e do galo e a(re)aprender a lançar o pião.O Museu do Caramulo associou-seà iniciativa e levou atéCampo de Ourique alguns dosseus brinquedos antigos e miniaturasde coleção, nomeadamente,de automóveis e aviões, entremuitos outros objetos em materiaisdiversos, num total de 28peças bem ilustrativas do espóliodeste museu, que cobre quase umséculo de história do brinquedoportuguês.A exposição convidou aindaa relembrar o universo musicalinfantil de outros tempos, numaparceria com as Edições Conviteà Música, através de instrumentosmusicais (harmónicas, recorecos,etc.), pautas, livros e discosevocativos das cantigas deoutrora.Centrada nos brinquedos dosterritórios rurais, a exposição pretendeunão só recuperar o imagináriodos jogos e das brincadeirasde outros tempos mas também,e sobretudo, divulgar a históriade saberes e tradições em vias deextinção.Uma iniciativa enquadrada noprojeto de cooperação LEADERPortugal Rural, que une 10 Associaçõesde Desenvolvimento Localcom o objetivo de promoveros produtos locais em contextorural e urbano.E-ARTE no FONARTES 2012 em Cabo VerdeA participação no FONARTES –Fórum Nacional do Artesanato,em Cabo Verde, foi o principalobjetivo da deslocação da parceriado projeto de cooperaçãoLEADER E-Arte a São Vicente, de13 a 17 de novembro, que aproveitoua oportunidade para realizaruma reunião de parceiros.As técnicas da ADRIMAG(GAL coordenador), Catarina Pradoe Cláudia Silva, e o diretor doCEARTE, Luís Rocha, reuniramcom os parceiros e individualidadespolíticas de Cabo Verde,designadamente, o Ministro daCultura, a Assessora para as IndústriasCriativas e representantesde Moçambique e do SEBRAE,do Brasil.Na reunião, além do reconhecimentoda boa execução doprojeto por parte do Ministro daCultura, emergiu uma propostade upgrade do E-Arte com vistaà internacionalização do artesanatode Cabo Verde, atravésda realização de um MercadoMundial de Artesanato, em CaboVerde no próximo ano, e utilizandocomo suporte as estruturase contributos das atividades emdesenvolvimento no âmbito doprojeto.Durante o FONARTES, foramvárias as comunicações aopúblico, maioritariamente artesãose técnicos que atuam nesteâmbito e na área do empreendedorismo,destacando-se aintervenção do diretor doCEARTE sobre “ Formação, Inovaçãoe Comercialização – âncoraspara o artesanato do séc. XXI”, ea sua participação no encontrode peritos em artesanato, que serevelou bastante profícuo a julgarpelo pedido de opiniões sobre amatéria, com principal incidêncianos métodos de comercialização.Na sua intervenção, CatarinaPrado deu a conhecer aos artesãosas ações a desenvolver noâmbito do E-Arte, nomeadamente:portal de comercialização doartesanato, guia de artesanato,manual de boas práticas de artesanato,formação de técnicos deempreendedorismo para apoioaos artesãos e participação destesem feiras em Portugal e no Brasil.A sessão culminou com a formalizaçãodo protocolo de adesãoda ADEI à Rede CRER, e coma entrega dos certificados deformação aos agora técnicos deempreendedorismo CRER, com apresença do Ministro do Turismo,Indústria e Energia, que reforçoua importância desta metodologiana promoção do empreendedorismoa nível nacional.P. 10


Tejo Vivo na INTURAs seis ADL portuguesas e 11 espanholas, unidasno projeto de cooperação LEADER TejoVivo, marcaram presença na Feira Internacionalde Turismo Interior (INTUR), em Valladolid(Espanha), de 22 a 25 de novembro.Esta foi a primeira de um conjunto de atividadesprogramadas pela Rede para a Revalorizaçãodos Territórios Vinculados ao Tejo,coordenada pela TAGUS, para promoção doprojeto.Além da presença através de um standprocurando evidenciar o que de melhor existenos territórios junto ao rio Tejo (cultura, tradições,património histórico, cultural e natural,gastronomia), os parceiros aproveitarama oportunidade para realizar uma reunião detrabalho para apresentação das atividades adesenvolver em 2013.O projeto Tejo Vivo, que abrange territóriosdesde a região de Castilla (Espanha) aoRibatejo, tem por objetivo desenvolver umaestratégia comum que contribua para o aumentoda competitividade e desenvolvimentosocial, económico e ambiental destes territórios,e os afirme como um destino turísticoconsolidado.Evidenciar o que de melhorexiste nos territórios juntoao rio Tejo.Plataforma promove conhecimento noAlentejo Central e Baixo AlentejoA Terras Dentro – Associação para o DesenvolvimentoIntegrado organizou, a 22 denovembro, na Universidade de Évora, o colóquio“Transferência de boas práticas – Modelose instrumentos”, no âmbito do projetoPITI – Plataforma Integrada de Transferênciae Inovação, financiado pelo Programa para aRede Rural Nacional (PRRN).O evento, contando com cerca de 50 participantes(estudantes e professores na maioria),teve por objetivo partilhar as diferentesexperiências entre instituições no que se refereà conceção metodológica para a identificaçãoe recolha de boas práticas e casos desucesso empresarial, e assim promover a suatransferibilidade.Gestão de inovação, criatividade empresarial,apoio ao empreendedorismo local eabordagem LEADER foram os modelos deboas práticas apresentadas. As ferramentasde inovação focadas foram a criatividade emarketing, cooperação e trabalho em rede ecriação de cadeias de valor.A promoção do conhecimento e da cooperaçãoterritorial através da identificação edivulgação de boas práticas de competitividade,inovação e empreendedorismo nas subregiõesdo Alentejo Central e Baixo Alentejo,é o objetivo desta Plataforma Integrada deTransferência e Inovação.A rede de parceiros formais da PITI integraas câmaras municipais de Alvito, Cuba, Portele Viana do Alentejo, a Direção Regional daAgricultura e Pescas do Alentejo, a Agênciade Desenvolvimento Regional do Alentejo, oNúcleo Empresarial da Região de Évora e aAlentejo XXI – Associação de DesenvolvimentoIntegrado do Meio Rural.Dia Europeuda CooperaçãoA 21 de setembro de 2012 comemorou-se,pela primeiravez, o Dia Europeu da Cooperação.A iniciativa teve comoobjetivo realçar o papel dacooperação territorial entreos territórios europeus e comos países vizinhos, para aproximaros povos, a partilharideias e a encontrar soluçõespara problemas comuns.Para este efeito, a semanade 17 a 23 de setembrofoi palco de variadas açõesque percorreram os territórioseuropeus, contemplandode mais de 280 eventos,agregados em 72 programasem quase 40 países, constituindo-seuma oportunidadepara descobrir as melhoriasque as iniciativas de cooperaçãolocal trouxeram aos maisdiversos aspetos do quotidiano,por meio da criação deemprego, melhoria dos serviçosde saúde, transporte,energia e meio ambiente.A Cooperação TerritorialEuropeia é crucial paraa construção de um espaçocomum europeu, e uma pedraangular da integração europeia.Assegurando que asfronteiras não têm de ser barreirasque contribuem para aseparação europeia, permiteresolver problemas comuns efacilitar a partilha de ideias ede bens e promover o trabalhoestratégico para alcançarobjetivos comuns.Portugal participou nascomemorações através de umSeminário e mostra dos resultadosde projetos POCTEPde inovação, competitividadee emprego, no âmbito doPrograma Operacional deCooperação TransfronteiriçaPortugal - Espanha. A iniciativa,que teve lugar entre 19e 20 de setembro, em Braga,contou com a apresentaçãode resultados de projetosdo eixo “Competitividade eEmprego” já finalizados, noLaboratório Ibérico Internacionalde Nanotecnologia,exemplo emblemático de cooperação,assim como conferências,exposições e oportunidadesde networking.Territórios em RedeDezembro 2012 P. 11


NOTÍCIASÉ já um ponto de encontro dos lisboetasVerdes são os CamposRua Coelho da Rocha, n.º 41 C,Campo de Ourique. Espaço depromoção dos produtos de eleiçãodos territórios das Associaçõesde Desenvolvimento LocalADIRN, ADL, LEADERSOR,PRÓ-RAIA e RAIA HISTÓRI-CA – no âmbito da cooperaçãoLEADER – Verdes são os Camposé já um ponto de encontro doslisboetas.Procurando chamar a atençãoda população da capital para osrecursos dos seus territórios de intervenção,as associações parceirasdo projeto têm vindo a apostarem variadas ações promocionais,desafiando, por vezes, o comérciolocal a aliar-se às iniciativas.Novembro foi o mês do Valedo Sor. A LEADERSOR animoutrês semanas promocionais dedicadasao turismo equestre, àgastronomia e vinhos, e ao artesanato– apostando assim na divulgaçãoe promoção de algumasdas maiores potencialidades daregião do Sôr.No dia 22, a LEADERSOR e aADL (Associação de Desenvolvimentodo Litoral Alentejano)convidaram os lisboetas paraum workshop especialmenteguloso… Aliando o melhor chocolateartesanal de Odemira eas tisanas da Herdade do Gamoal(Ponte de Sor), a iniciativa foidinamizada pelas responsáveisde ambas as delícias – a Beatrize a Margarida.Em outubro, a TAGUS deu aconhecer as atividades de aventurae natureza do Ribatejo Interior.A fim de despertar a atençãodos lisboetas, a associaçãopromoveu um sorteio de um fimde semana na região (estadia e apossibilidade de usufruir de duasexperiências de aventura – canoagem,ou passeio a cavalo) tendodesafiado os restaurantes deCampo de Ourique a aliarem-se àiniciativa, ajudando na distribuiçãodos cupões.Aproveitando a realizaçãoda 11ª Feira Nacional de DoçariaTradicional, em Abrantes, de 26 a28 de outubro, a TAGUS apostoutambém numa ação promocionalda doçaria tradicional, centradanum dos ícones da gastronomiado Ribatejo Interior – a Palha deAbrantes.Por estes dias, os lisboetasforam convidados a entrar no espaçoVerdes são os Campos paraprovar este famoso doce mastambém broas de noz e mel.No dia 17 de outubro, mais de60 alunos do Jardim-Escola Joãode Deus assistiram a uma oficinadinamizada pelo doceiro ManuelCorreia nas instalações do estabelecimentode ensino e animadapelo personagem animado Palhinhas.No final, as crianças foramconvidadas a degustar esta iguariade fios de ovos, gemas e amêndoaralada.A ADIRN, numa ação de promoçãodo turismo religioso, organizou,no dia 2 de novembro,a receção dos caminheiros interessadosem fazer a primeira devárias etapas dos Caminhos deSantiago. Após o briefing e umlanche regional, o grupo partiu doespaço da parceria, dando início àcaminhada prevista até à localidadede Alverca, tendo a associaçãoassegurado o transfer de volta aLisboa.Além destas ações promocionais,o projeto perspetivaAumentar a competitividade dos agenteslocais e dos próprios territórios, é o principalobjetivo do projeto Verdes são os Campos.igualmente a conceção de produtosturísticos com uma fortecomponente de animação e ligaçãoà cultura dos territóriosabrangidos pela parceria, a organizaçãode eventos – jornadastécnicas, workshops, etc.,sobretudo de diagnóstico denecessidades e transferência deconhecimentos.Contribuir para o desenvolvimentode uma rede sustentávelde parceiros capazes de promoveros territórios envolvidos noprojeto como destinos turísticosde excelência, de forma a aumentara competitividade dos agenteslocais e dos próprios territórios, éo principal objetivo do Verdes sãoos Campos.P. 12


Cooperação Portugal – São Tomé e PríncipeII Encontro Internacionalde Desenvolvimento LocalUma feira de produtos locais, três mesas temáticas,workshops, visitas e momentos culturais,preenchidos com o teatro popular santomense,a música e as danças locais e, claro,a deliciosa gastronomia de São Tomé… Assimse fez o II Encontro Internacional de DesenvolvimentoLocal, de 16 a 19 de outubro, em SãoTomé e Príncipe.O encontro abriu com a inauguração daFeira do Desenvolvimento (mostra institucionale feira de produtos locais), dia 16, naCACAU - Casa das Artes, em São Tomé. Nesteprimeiro contacto cultural, os participantestiveram a oportunidade de assistir a “Tchiloli”– uma das mais emblemáticas representaçõesdo teatro popular santomense) e à apresentaçãodo documentário “Tchiloli: Máscaras eMitos”, de Inês Gonçalves e Kiluange Liberdade.Mais tarde, foi tempo para degustar ossabores santomenses e apreciar a música e adança locais…Produtos Locais, Empreendedorismo Locale Turismo, Governança e Participação foram ostemas deste II Encontro e que deram forma econteúdo às três mesas temáticas realizadasnos vários dias e em diferentes locais.A primeira, sobre Produtos Locais, aconteceuno Centro Cultural Português, em SãoTomé. A mesa do dia 18, sob o tema EmpreendedorismoLocal e Turismo, teve lugar naCâmara Distrital de Caué, na cidade de Angolares,e a terceira, e última, decorreu no CentroCultural Brasileiro. No total, mais de 20intervenções/comunicações proporcionarama partilha de experiências de Portugal, SãoTomé e Príncipe, Angola e Holanda, motivandoo debate.Os workshops decorreram em simultâneoàs mesas temáticas, todos os dias, das 8h30 às12h, no Centro Cultural Português (Higiene esegurança no trabalho) e no Instituto Marquêsde Valle Flor (Cidadania e Ambiente).As tardes foram dedicadas às visitas… Aoprojeto de transformação de produtos UêTela, à loja de produtos locais Quá Téla, a duasfábricas, uma de transformação da mandiocaem farinha, outra de produção de sabão, e aocentro turístico de pesca artesanal Voador Panhá,em Angolares.O programa diário encerrou invariavelmentecom serões culturais, à volta da gastronomiatradicional santomense, acompanhadada música e dança locais. Para gáudio dosparticipantes, especialmente dos dirigentes etécnicos portugueses, completamente rendidosà cultura local.Este II Encontro Internacional de DesenvolvimentoLocal, organizado pelas associaçõesIN LOCO, Terras do Baixo Guadiana eTerras Dentro (Portugal) e Roçamundo (SãoTomé e Príncipe), junto com a FONG, a QuáTéla, a ADAPA e a CACAU – entidades santomenses–, e a colaboração da ADPM (Associaçãode Defesa do Património de Mértola),foi realizada no âmbito do projeto de cooperaçãoLEADER “Promoção dos ProdutosLocais – Cooperação com São Tomé e Príncipe”,que prevê também ações de formaçãoem São Tomé (sobre técnicas de produção,transformação, armazenamento e comercializaçãodos produtos) e programas televisivosde culinária. Protagonizados pelo famoso cozinhadorJoão Carlos Silva, apresentador doprograma “Na roça com os tachos”, os programasjá foram gravados (dois em cada territórioparceiro) em locais públicos, como mercadosmunicipais, quer para valorizar a produção localquer para dar visibilidade ao projeto.Entretanto, a parceria do projeto já deuinício aos trabalhos de preparação do III Encontrode Internacional de DesenvolvimentoLocal que irá realizar-se em maio de 2013, emLisboa.Produtos Locais,Empreendedorismo Locale Turismo, Governança eParticipação foram os temasdeste II Encontro.À semelhança do primeiro encontro (2009,São Tomé e Príncipe) e deste segundo, é deesperar que o III Encontro Internacional deDesenvolvimento Local seja igualmente ummomento privilegiado de encontro de agentesimplicados em processos de desenvolvimentolocal, que pretendam partilhar as suas experiências,refletir sobre os desafios que os territóriosrurais enfrentam na atualidade e contribuirpara reforçar uma cultura de parceria.Territórios em RedeDezembro 2012 P. 13


NOTÍCIASCooperar em Português em MoçambiqueA missão privilegiou encontrose reuniões para identificaçãode oportunidadesde negócio e cooperação.A consolidação do projeto de cooperaçãotransnacional LEADER Cooperar em Portuguêsem Moçambique foi o principal objetivoda deslocação da parceria a Maputo, de 23 deagosto a 3 de setembro.Associada à participação na FACIM – FeiraInternacional de Maputo, esta missão empresarialdo Cooperar em Português privilegiouencontros e reuniões de mediação entreagentes socioeconómicos para identificaçãode oportunidades de negócio, assim comocontactos institucionais com diversos organismospúblicos, potenciais facilitadores dasações do projeto.A delegação, composta por representantesde 11 dos 18 parceiros nacionais do projetoe de associados das diferentes associações(autarquias, associações de produtores, escolasprofissionais, empresas, entre outros),aproveitou ainda a deslocação para realizarreuniões de parceria e desenvolver açõespróprias ao nível de prospeção de parceirosespecíficos para os respetivos territórios deintervenção e processos de geminação entreconcelhos.O programa de trabalhos ficou, naturalmente,marcado pela 48ª edição da FACIM –sob o tema “Expandindo o horizonte dos seusnegócios, otimizando as sinergias” –, tendoa parceria do Cooperar em Português – integradana comitiva oficial – participado nacerimónia de inauguração do certame (peloPresidente da República de Moçambique), seguidade visitas institucionais aos pavilhões,nomeadamente, ao de Portugal.Outro dos pontos fortes do programa foi arealização de reuniões com os parceiros moçambicanosdo Cooperar em Português, nasequência das quais foram firmados protocolosde cooperação e intenções de colaboraçãono âmbito do projeto.Entre os tópicos de interesse definidos,face a potenciais processos de cooperação,destacam-se a formação e capacitação emtemáticas agrícolas e outras que proporcionemtransferência de competências sociais,conhecimento e desenvolvimento social, conceçãoe gestão de projetos; metodologia emtorno da construção de uma ideia de desenvolvimentorural, associada ao conceito decidadania, e da implementação de sistemasde microcrédito (baseado na experiência dasADL portuguesas); a possibilidade de articulaçãode estágios com escolas profissionais; aidentificação de mercados para exportação.Entre as 11 associações de desenvolvimentolocal que integraram a missão empresariala Moçambique – DUECEIRA (coordenadora),ADD, AD ELO, ADER-AL, ADICES,ADIRN, ADL, ADRIMINHO, PINHAL MAIOR,PRÓ-RAIA e RAIA HISTÓRICA – algumasaproveitaram ainda a deslocação para desenvolverações próprias no território.Os dirigentes da AD ELO visitaram váriasiniciativas de desenvolvimento no concelhode Xai-Xai, geminado com o município deMontemor-o-Velho, na perspetiva quer dofortalecimento de laços no âmbito deste processode geminação, quer da perceção daspotencialidades e constrangimentos locais eda identificação de potenciais áreas comunspara cooperação.Procurando encontrar novos parceirospara desenvolver futuros projetos de cooperação,os coordenadores das associaçõesPRÓ-RAIA e RAIA HISTÓRICA deslocaram-seà província de Tete e Nampula, tendo efetivadoprotocolos de intenção de cooperação comvárias entidades, nomeadamente, a associaçãoO Viveiro, a Associação dos EstudantesNaturais e Amigos de Tete, a Associação dosPequenos Empresários de Hotelaria e Turismoda Ilha de Moçambique (APETUR), a associaçãoOs Amigos de Moçambique e o Municípiode Moçambique.Depois desta “missão empresarial” a Moçambique,a parceria do projeto Cooperar emPortuguês prevê a realização de um encontroem Portugal, ainda em 2012, reunindo dirigentese técnicos das entidades parceiras eempresários dos territórios envolvidos.O projeto Cooperar em Português, surgidoem 2003, no âmbito do programa LEADER+,tem por base a ideia transversal da criação deuma rede de experiência e agentes de desenvolvimentolocal envolvendo todos os paísesde língua oficial portuguesa.P. 14


Associações de Desenvolvimento Localem missão empresarial a Cabo VerdeDe 22 a 30 de outubro, quatro dezenas detécnicos e dirigentes de nove Associaçõesde Desenvolvimento Local (ADL) – AD ELO,ADICES, ADIRN, ADREPES, ADRIMINHO,ADRUSE, ATAHCA, DUECEIRA e PINHALMAIOR – assim como empresários dos respectivosterritórios, deslocaram-se numamissão a Cabo Verde.A visita foi enquadrada no âmbito dos projetosde cooperação LEADER Cooperar emportuguês e Encurtar Distâncias e ainda doprojeto Lusofonia e Desenvolvimento Rural,apoiado pelo Programa para a Rede Rural Nacional(PRRN).O ponto alto do programa foi a realizaçãodo seminário sobre “Oportunidades de Negócioem Cabo Verde, dia 24, na Câmara doComércio do Barlavento – Agremiação Empresarial,no Mindelo, em São Vicente, com acolaboração desta entidade.Dirigido a empresários e instituições dosdois países, o encontro contou com as presençasdo vice-presidente da Câmara Municipaldo Mindelo, do vice-presidente da ADIRN,do presidente da Câmara do Comércio doBarlavento – Agremiação Empresarial e dopresidente da Associação de DesenvolvimentoIntegrado da Comunidade de Ribeirão(AMI-Ribeirão), juntando cerca de 60 participantes.Para além da apresentação dos projetos decooperação LEADER Cooperar em Portuguêse Encurtar Distâncias e do projeto Lusofoniae Desenvolvimento Rural, o seminário contoucom a intervenção do presidente da Câmarado Comércio do Barlavento, Belarmino Lucas,que deu a conhecer as áreas de trabalho destaentidade, assim como a situação do mercadocabo-verdiano em termos de oportunidadesde negócio.Os trabalhos prosseguiram com umasessão de esclarecimentos entre os participantese os representantes dos ministérios daIndústria, Turismo e Energia de Cabo Verde etécnicos credenciados sobre o funcionamentoe condições das relações comerciais comCabo Verde, nomeadamente: taxas aduaneiras,legislação e normas de constituição deempresas em Cabo Verde, incentivos à criaçãode empresas.No mesmo dia, à tarde, teve lugar umasessão entre empresários dos dois países comvista ao desenvolvimento de negócios.Nos últimos dias, na ilha de Santo Antão,foram realizadas visitas aos municípios dePorto Novo, Paul e Ribeira Grande. Além dosencontros institucionais com os presidentesde câmara daqueles municípios, a comitivateve oportunidade de estabelecer contactosmais aprofundados com os empresários locais,enfatizando as oportunidades de negócioentre Cabo Verde e Portugal.ADL estabeleceramcontactos com os empresárioslocais, enfatizando asoportunidades de negócio.Da Quinta para o Pratojá tem Carta de QualidadeA assinatura oficial da Carta de Qualidade doprojeto de cooperação LEADER Da Quinta parao Prato, entre o Grupo de Ação Local (GAL)português ADREPES e o GAL francês Pays duMans, decorreu em França, no Ministério daAgricultura, a 26 de novembro.O ato formal, que o ministro francês da agricultura– conhecedor do projeto e do trabalhorealizado pelos GAL Pays du Mans e ADREPES –se disponibilizou para acolher no seu ministério,foi antecedido pela apresentação do projeto decooperação “Da Quinta para o Prato”.Representados pelos respetivos presidentes,Jean-Claude Boulard e António Pombinho,os GAL deram a conhecer a metodologia decriação de uma fileira de comercialização diretade produtos de qualidade e a plataforma dearmazenamento e fornecimento de produtoslocais através da utilização de circuitos curtos decomercialização, assim como a metodologia deenvolvimento dos agentes locais, questionários,logotipo e a própria Carta de Qualidade.O encontro encerrou com um ”Brinde daamizade” e o intercâmbio de experiências entreas delegações com representantes do ministérioda agricultura francês.Além da Carta de Qualidade, que sintetiza osprincípios e normas que caracterizam o conceitode “circuito curto”, foram assinados outros documentosque formalizam o trabalho comum naconstrução de circuitos curtos de distribuição deprodutos agrícolas e agropecuários, quer para adenominada “restauração coletiva” (refeitóriose cantinas), quer para os restaurantes privados.Para o GAL ADREPES, o reconhecimentopor parte do Ministério da Agricultura de Françademonstra a importância dos produtos eestratégias que estão a ser criadas no âmbitodo projeto, pretendendo também fomentar aconceção de soluções que permitam criar medidasde política de apoio aos circuitos curtos dedistribuição e à agricultura, no quadro do desenvolvimentolocal.Territórios em RedeDezembro 2012 P. 15

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