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Fig. 3 - Fotos antes a após cirurgia ortognática de maxila e mandíbulaFig. 5 - Fotos intra-bucais iniciais e após cirurgia ortognática. Opreparo ortodôntico pré-cirúrgico incluiu o fechamento dos espaçosdas extrações do 15 e 25 e manutenção dos espaços das extrações do34 e 44 para instalação de implantes ósseo-integrados.Fig. 4 - Perfil antes e após cirurgia de maxila e mandíbulaDr. José Alberto Martelli FilhoEspecialista em Radiologia; Mestre e Especialistaem Ortodontia; Prof. Coordenadordo Curso de Especialização em Ortodontiada APCD – Jardim PaulistaFig. 6 - Radiografia panorâmica após cirurgia ortognática e implantesósseo-integrados nos espaços das extrações do 34 e 44Dr. Gilberto CorteseEspecialista em Ortodontia; Prof. Ministradordo Curso de Especialização em Ortodontia daAPCD – Jardim PaulistaAPCD SAÚDE | jan | fev |mar | 2010 |


ImplantodontiaTratamento de maxilas atróficascom técnicas sem enxerto ósseoFigura 1a - Fotos de frente e perfil pré-operatóriaFigura 1b - Fotos intra-orais pré-operatóriaAreabilitação de pacientes com reabsorção severados maxilares é um desafio ao cirurgiãobuco-maxilo-facial e ao implantodontista. Coma evolução da implantodontia nos últimos 10 anos a procurapelo tratamento com implantes dentários por estespacientes se tornou cada vez mais freqüentes, assim comoa evolução das técnicas cirúrgicas de reconstruções ósseasdos maxilares.Até alguns anos atrás os pacientes que se apresentavamcom maxilas atróficas possuíam apenas uma alternativade tratamento que exigia grandes reconstruções ósseascom enxertos removidos de áreas doadoras extra-bucaiscomo a crista ilíaca e a calota craniana. Além de seremtratamentos realizados sob anestesia geral, apresentamFigura 1c - Posicionamento final que osimplantes ocuparão na técnica All-on-4 | APCD SAÚDE | jan | fev |mar | 2010


Figura 1d -Telerradiografiafrontal e perfile radiografiapanorâmicapós-operatóriana técnica Allon-4Figura 2a - Foto frontal, perfil e intra-oral pré-operatóriaFigura 2b- Radiografiapanorâmica etelerradiografiafrontal e perfilpré-operatóriaFigura 1e- Fotos defrente eperfil pósoperatória.foto intraoraldaspróteses fixasdefinitivassuperior einferiorAPCD SAÚDE | jan | fev |mar | 2010 |


Implantodontiauma alta taxa de morbidade, tempo de tratamento de nomínimo nove meses e custo elevado.Neste contexto diversas técnicas foram desenvolvidascom o objetivo de reabilitar estes pacientes com implantesdentários sem a necessidade de enxertos ósseos de maneirarápida, previsível, indolor e de custos reduzidos. Dentre estastécnicas as mais utilizadas são os implantes curtos, os implantesinclinados, a técnica All-on-4 e as fixações zigomáticas.Implantes curtosSão implantes que possuem medidas inferiores a 10mmde comprimento. De acordo com a literatura a utilizaçãode implantes curtos com comprimentos de 8,5mm, 7mme 5,5mm possuem índices de sucesso semelhantes aosimplantes com 10mm ou mais, variando de 97% à 100%(4,7). Esta forma de tratamento pode ser realizada emcasos unitários, próteses fixas múltiplas e protocolos. Aspróteses confeccionadas sobre implantes curtos devem serunidas sempre que possível, a oclusão deve ser balanceadae devem possuir cúspides baixas (4,7).Figura 2c - Fotoda distribuiçãodos 4 implantesconvencionaisanteriores edas 2 fixaçõeszigomáticasposteriores.foto da gengivasutura com ostransferentesde moldagemem posiçãoImplantes inclinadosNo caso de pneumatização do seio maxilar nos quaistemos perdas localizadas de tecido ósseo em altura,podemos inclinar implantes com intuito de fugir destasestruturas anatômicas evitando assim enxertos ósseos edemora na finalização do tratamento. Apesar de inclinados,estes implantes devem estar posicionados de forma queapós a correção com abutments angulados sua emergênciapropicie a reabilitação com próteses estética e funcionalmentecorretas.Além da região do seio maxilar, os implantes inclinadossão utilizados com freqüência na região do tuber da maxilae placa pterigóide, auxiliando na diminuição do cantleverem próteses tipo protocolo (6,10).Técnica All-on-4Descrita primeiramente por Maló et al 2005, esta técnicaé versátil e apresenta índices de sucesso semelhantesàs técnicas convencionais (8,9).Utilizada nos casos de pacientes desdentados totaise que possuem tecido ósseo localizado somente até aregião do primeiro ou segundo pré-molares superiores.Esta técnica é realizada através da colocação de doisimplantes anteriores instalados na região dos incivos lateraisou centrais e dois implantes distais inclinados em45 graus com emergência na distal do segundo pré-molarou mesial do primeiro molar (figura 1a, 1b, 1c, 1d, 1e). Ointuito principal da técnica é diminuir o cantlever causadopela reabsorção da parede medial do seio maxilar, e quefatalmente levaria o paciente a necessitar de enxerto ósseopara a colocação de seis implantes perpendiculares deprimeiro molar a primeiro molar.Com esta técnica é possível reabilitar o paciente comprótese fixas tipo protocolo sem enxerto e com apenasFigura 2d - Telerradiografia perfil e frontal pós-operatóriae fotos de perfil e frontal com 15 dias de pós-operatório | APCD SAÚDE | jan | fev |mar | 2010


Figura 4: caso 1 - RX final: canal obturadoFigura 7: caso 2 - foto cone removidoFigura 5: caso 2 - RX inicial: presença cone de prataFigura 8: caso 2 - RX canal obturadoDr. José Eduardo de Mello Jr.Professor do Curso de Especialização emEndodontia da APCD Jardim Paulista eUNINOVE.Figura 6: caso 2 - RX: cone removidoDr. Daniel KherlakianProfessor do Curso de Especialização emEndodontia da APCD Jardim Paulista eUNINOVE.APCD SAÚDE | jan | fev |mar | 2010 | 11


Figura 04BIBLIOGRAFIA1. Esposito M, Hirsch J-M, Lekholm U, Thomsen P. Biological factors contributing to failures inosseointegrated oral implants (II). Etiopathogenesis. Eur J Oral Sci 1998;106:721–764.2. Jorge RS,Jorge JJ.Luz JGC. Reconstruction of a mandibular critical-sezed defect using iliac graftin rats. Implant dent 2006; 15(3):282-93. Truhlar RS, Orenstein IH, Morris HF, Ochi S. Distribution of bone quality in patients receivingendosseous dental implants. J Oral Maxillofac Surg 1997;55:38–45.4. Adell R, Lekholm U, Grondahl K, Brånemark P-I, Lindstrom J, Jacobsson M. Reconstruction ofseverely resorbed edentulous maxillae using osseointegrated fixtures in immediate autogenousbone grafts. Int J Oral Maxillofac Surg 1990;5:233–246.5. Triplett RG, Schow SR. Autologous bone grafts and endosseous implants: Complementarytechniques. J Oral Maxillofac Surg 1996;54:486–534.6. Chen YB, Chen HC,Hahn LH.Major mandibular reconstruction with vascularized bone grafts:indications and selection of donor tissue. Microsurg ry 1994;15:227-37.7. LOGEART-AVRAMOGLOU, D. et al. Engineering bone: challenges and obstacles. Journal ofCellular and Molecular Medicine, v. 9, n. 1, p. 72-84, Jan./Mar. 2005.8. FONSECA, R. J.; DAVIES, W. H. Bone Induction and the Biology of Grafting; In: Reconstructivepreprosthetic oral and maxillofacial surgery. 2.ed. New York: Sanders Company, 1995. cap. 3,p.41-48.9 Malo P, Rangert B, Nobre M. Branemark system implants for completely edentulous maxillae: a1 year retrospective clinical study. Clin Implant Dent Relat Res 2005; 7 suppl 1: S88-94.10 Matson T et al. Implant treatment without bone grafting in severly resorbed edentulous maxillae.J Oral Maxillofac Surg 1999; 57:281-287.11 Parel SM, Branemark PI, Ohrnell L-O, Svensson B. Remote implant anchorage for the rehabilitationof maxillary defects. J Prosthet Dent 2001;86:377-81.12 Rigollizzo MB, Camili JA, Francischone CE, Padovani CR, Branemark PI. Zygomatic Bone: Anatomicbases for osseointegrated implant anchorage. Int J Oral Maxillofac Implant 2005;20:441-7.Figura 03Figura 03APCD SAÚDE | jan | fev |mar | 2010 | 13


Opinião / AtendimentoDefesa profissionalParticipando das festas de aniversário do sogro do amigo, Dr.Luiz Carlos Serrano Lima, Cirurgião-Dentista, na sede RegionalSaúde da APCD, fiquei encantado com as instalações, a organizaçãoe programa de atendimento aos associados dessa Associação eà população carente do bairro.Estão situados na Rua Rondinha, 54, no Bairro da Chácara Inglesa,num terreno de 580 m 2 . É um prédio de três pavimentos. No piso térreoinstalaram o salão de festas/reuniões, cozinha e depósito. No piso inferiorI instalaram a clínica odontológica, sala de aula, sala de esterilização, salade RX, almoxarifado e toaletes. No piso inferior II tem mais um salão defestas/aula, reuniões sociais, churrasqueira, forno para pizza, cozinha,toaletes e sauna úmida. Essa Regional tem 827 sócios, mas só 10%freqüentam.Realizam, em média, seis cursos teóricos e práticos por ano aosassociados para atenderem aos clientes cadastrados da comunidade,que somam 200 por mês. Mantêm uma revista informativa excelente,trimestral, de quatro mil exemplares.Além dos habituais cargos de Diretoria, agregam também: Depto. Assessorde Relações Internacionais, Depto. Assessor de Benefício, Depto. Assessor deComunicações; Depto. Assessor de Congressos e Feiras; Depto. Assessores deEsportes; Depto. Assessores de Turismo; Depto. Assessores Cultural; Depto.Assessores de Prevenção; Assessor de Previdência; Diagramação; JornalistaResponsável. Seu site: www.apcd-saude.org.br.Como vimos senhores, trata-se de uma Associação bem estruturada,forte, oferecendo aos seus associados cursos, atendimentos a pessoascarentes ou menos favorecidas, com honorários módicos.É certo que exercem a medicina circunscrita à área bucal, de grandeimportância, que protege substancialmente à saúde de todo o organismohumano, além, de oferecerem suas importantes investigações daspatologias bucais e respectivos tratamentos. E os médicos, em geral,usufruem muito dos mesmos. Essa centralização da área de ação, emboracom diversificação de inúmeras especialidades nobres, consegue maisfacilmente agregar associados e objetivar o plano de ação da Sociedade.Entendo que, somando tudo isso, a criatividade deles e espírito de uniãodando um exemplo invejável, torna-se difícil imita-los.Será que as Associações dos médicos, em particular a SBACV-SP,não consegue tirar algum ensinamento dessa Sociedade dos cirurgiõesdentistas?Seria sensacional, não acham?Penso que é querer demais com tantos compromissos e responsabilidadesque nosso Presidentes enfrentam, com a atenção sempre voltadapara o bem estar dos associados.Confesso que fiquei com inveja, no bom sentido. Só vendo para crerna pujança dessa Regional dos Cirurgiões-Dentistas, dos seus programasde trabalho, na disciplina, no respeito à hierarquia que reina entre associadose diretoria.Dr. Rubem RinoDiretor do Departamento de Defesa Profissional da SBACV-SP - SociedadeBrasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular - Regional São PauloConsultoria odontológica:será que está na hora?Apergunta que faço é: sabemos o que queremos? Qual “injeção derenovação” estamos precisando? Será que estamos preparadospara mudar?As vezes as respostas para nossa renovação está no espelho. Olhepara frente e verifique, quem é a pessoa que iniciou a carreira e qual é aque você vê no espelho. Por que houve tantas mudanças? Tudo bem: crises,família, filhos, convênios, decepções.Mas por que encontramos colegas que não desanimam. Alguns falammuito e estão na mesma situação nossa. Mas existem profissionais queGOSTAM de ser dentistas. Você era uma pessoa assim. Eu digo que podemosestar em crise com nosso “casamento” com a odontologia. Masserá que a profissão do lado é mais legal, mesmo? Quantos anos você sededicou a esse casamento? Temos que pesar isso e tentar “abraçar a causa”novamente. Renove a maneira de atender. Tenha calma e lembre comovocê atendia no passado. Este é o seu negócio, você nunca vai ser demitidocomo muito amigos seus em outras áreas. Seu cadastro de pacientes éum tesouro a ser explorado. Valorize tudo que você conquistou até agorae motive-se. Você pode voltar a cuidar bem do seu consultório e dos seuspacientes como era sua proposta lá no início da sua carreira. Caso nãosouber como, aí sim, motivado pense em ajuda profissional.Vários tipos de serviços podem ser solicitados. Normalmente os consultorespassarão um período analisando seu consultório (atendimento,instalações, equipe etc.) Em cima disto podem oferecer treinamento, supervisãode atendimento e administrativa, controle e gestão de qualidademelhorando seu desempenho. Melhorando seu desempenho e dos seusfuncionários na venda do seu produto. Promovendo a socialização do seuconsultório no relacionamento com outros colegas.A área de comunicação é muito utilizada quando queremos mudar ouredimensionar nossa imagem. Mudando toda a papelaria do consultóriocomo criação da logomarca, renovação do cartão de visitas, receituário etodos papéis ligados à clínica.A criação de um site tem se mostrado muito eficiente na conquista denovos pacientes. Seu site pode ser localizado no Google através de palavraschave que pode ser seu bairro, sua rua ou serviços como clareamentodental e emergência por exemplo. Experimente entrar no Google usandoalgumas palavras associadas.Como disse antes, muitas destas idéias você pode fazer por contaprópria, porém as outras terá que procurarprofissionais competentes.Dra. Maria Teresa RattoCirurgiã-dentista; Doutoranda da Faculdade deMedicina Unicamp; Especialista em DentísticaRestauradora; Auditora de Odontologia; Montouseu consultório há 23 anos.www.clinicamteresaratto.com.brmtratto@yahoo.com.br14 | APCD SAÚDE | jan | fev |mar | 2010

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