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L+D 28

Edição 28: Maio/Junho- 2009

Edição 28: Maio/Junho- 2009

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l+d

luz + design + arquitetura

KURILPA BRIDGE, AUSTRALIA

BANCO VOTORANTIM, SÃO PAULO

SILVER OAK CELLARS VINEYARD, USA

SPECIAL: THE BEST FROM LIGHT + BUILDING


optic

luminária pendente para

iluminação direta e indireta

sistema zeelux® de difusão

de luz, composto por

micro-prismas em polímero

de alta tecnologia

proporciona uma perfeita

e uniforme difusão de luz,

com eficiente controle de

ofuscamento

lâmpadas fluorescentes T5


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MaMbo – PrêMio abilux 2010

Designer: Francisco Terroba

A Iluminar conquista o seu terceiro prêmio de 2010.

Foto | C. Mafra

BRASIL • SP: SÃo Paulo Wall lamps (11) 3064-8395 | CaMPiNaS Vertz (19) 3251-0501 | MarÍlia lumiarte (14) 3413-3776 | SaNToS

lumen (13) 3223-5543 | SÃo JoSÈ DoS CaMPoS iluminare (12) 3923-6288 • RJ: rio DE JaNEiro Pro-light (21) 2511-1740 • MG: bElo

HoriZoNTE iluminar (31) 3284-0000 | ubErlÂNDia Ícaro Design (34) 3222-3500 • DF: braSÍlia Dessine (61) 3445-2018 • RS: bENTo

GoNÇalVES Center luz (54) 3454-6500 | CaxiaS Do Sul luz & Formmas (54) 3223-1952 | NoVo HaMburGo luz & luz (51) 3593-1236

| PorTo alEGrE Vértice (51) 3328-6263 • SC: bluMENau lights on (47) 3329-2049 | CriCiÚMa luz + (48) 3437-4915 | FloriaNÓPoliS

ouse (48) 3222-0834 • PR: CaSCaVEl Space light (45) 3038-1703 | CuriTiba e iluminação (41) 3244-2066 MariNGá Kelvin (44) 3025-6086

• SE: araCaJu lúmina (79) 3214-1533 • PA: bElÉM Design da luz (91) 3230-4234 • MS: CaMPo GraNDE Cena (67) 3029-0401

• MT: Cuiabá Todimo Design (65) 3615-5050 • CE: ForTalEZa Paroma (85) 3267-1030 • GO: GoiÂNia illuminato (62) 3216-3700

• PB: JoÃo PESSoa Stiluz (83) 3244-4951 • AL: MaCEiÓ lúmina (82) 3327-7200 • AM: MaNauS Primaluce (92) 3211-0600 • RN: NaTal Quanta (84) 3201-1373

• PE: rECiFE Daluz (81) 3465-9433 • ES: ViTÓria Studio Design (27) 3227-6822 ARGENTINA • BUENOS AIRES Concepto & luz + 54 (11) 4777-0023


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l+d #28

40

44

Ponte Kurilpa, Austrália

Foto: Christopher Frederick Jones

BLOSSOM Hella Jongerius

48

54

20

48

¿QuÉ Pasa?

PROJETOS

40. Kurilpa Bridge, Australia

44. Joalheria Noia Carolina, São Paulo

48. Novartis Offices, Switzerland

54. Silver Oak Cellars Vineyard, Usa

60. Banco Votorantim, São Paulo

78

Special

The Best From Light + Building

86

PORTAL OF LIGHT

A luz que esconde

L+D

10

60

Representante exclusivo

www.lightdesign.com.br

BARUERÍ Del Luce 11 41956263 BELÉM Light Design 91 32241175 BELO HORIZONTE Light Design 31 32253733 BRASÍLIA Light Design 61 32224422

CAMPINAS Interluz 19 32951146 CAMPO GRANDE Light Design 67 33047000 GOIÂNIA Illuminato 62 32163700 JOÃO PESSOA Light Design 83 32262622

MANAUS Primaluce 92 32010601 NATAL Light Design 84 32019499 RECIFE Light Design 81 33270845 RIO DE JANEIRO Via Manzoni 21 22677050

SALVADOR Arqluz 71 33586351 SANTOS Light Design 13 32216218 SÃO JOSÉ DOS CAMPOS Light Design 12 39428125 SÃO LUÍS Light Design 98 32279270

VITÓRIA Iluminação Ideal 27 33250505 LISBOA Light Design 351 211914676


EDITORIAL

PUBLICADA POR

The importance of the functional aspects of light has been

widely known. The correct solution of technical questions is, we know, the

foundation for a good lighting project. However, lighting design only achieves

excellence when technical questions are subordinated to other aspects tied

in to the specific architectural characteristics of each architectural design. It

is projects of such a nature that we review in this edition.

In the lighting design of the administrative headquarters of the Banco

Votorantim in São Paulo, as too in the Novartis office building in Switzerland,

the functional aspects are strongly bound up with the symbolic aspects.

Both projects transmit values associated with the corporate image of the

respective companies: in the case of the bank, solidity and seriousness; in

the case of the pharmaceutical company, avant-gardism and modernity.

In another two projects selected for this edition, the lighting was designed

to stimulate contemplation, though with divergent approaches and on different

scales. In the case of the Silver Oak Cellars vineyard in the USA, it is a

question of the vision of the architectural space and of the wine production

process, whilst, in the Noia Carolina jewellery store in São Paulo the visitor’s

attention is drawn, by means of the light, essentially to the jewellery itself.

Moreover, speaking of attention, when it is a matter of public spaces,

the lighting project holds the power to make them far more appealing. It is

precisely this that occurs in the case of the Kurilpa Bridge in Australia. Apart

from being inviting to its users, the bridge’s lighting has largely contributed

to its becoming a new landmark in the city.

This edition also brings a special review of Light + Building, held in April

in Germany. The new product launches to be seen at this most important

of trade fairs clearly demonstrate that we are experiencing a turning point

in LED technology. Diodes have now become a completely viable light

source, and their applications, which, until quite recently, have been more

or less limited to retrofit modifications, have today mushroomed, with a

daily growing number of products that really take advantage of this technology,

completely integrating the LED with the light. Take a look at the

new products in our coverage and see for yourself.

Editora Lumière Ltda.

Rua Catalunha, 350

05329-030 São Paulo SP

t:11 2827.0660

ld@portallumiere.com.br

www.portallumiere.com.br

PUBLISHER

>Thiago Gaya

EDITORES

>Thiago Gaya

>Winnie Bastian

COLABORAÇÃO

>Ana Weiss

>Carlos Fortes

>Gilberto Franco

>Heloisa Righetto

>Juliana Nakamura

>Michael Lutley Jordan

>Renata Amato

>Valentina Figuerola

REVISÃO

>Deborah Peleias

ARTE

>Pedro Saito

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

Enjoy your reading!

CONSELHO EDITORIAL

>Dante Della Manna

>Esther Stiller

>Fernando Prado

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comercial@portallumiere.com.br

t: 11 2827.0660

L+D

12

ASSINATURAS

assinaturas@portallumiere.com.br

t: 11 2827.0660

IMPRESSA POR

EDITORES

Thiago Gaya

Winnie Bastian


A luz em todo lugar

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¿QuÉ Pasa?

©2010 Messe Frankfurt (HK) Ltd.

pamplonacoelho

Belém/PA

Design da Luz

91 3230-4234

www.designdaluz.com.br

Curitiba/PR

é Iluminação

41 3244-2066

www.eiluminacao.com.br

Florianópolis/SC

Ouse Iluminação

48 3222-0834

www.ouse.com.br

CURSO “LUZ E PERCEPÇÃO”

Ministrado por Marta Biavaschi Felizardo, lighting designer brasileira

radicada em Berlim, o curso é voltado para profissionais e estudantes

de arquitetura e interiores. Em 60 horas de aula, serão abordados

conhecimentos fundamentais teóricos e práticos de sua aplicação em

diversos tipos de projeto. “O conhecimento da luz, suas aplicações

e seu comportamento em relação aos diferentes materiais e texturas

pode ser a chave para a criação de espacos que traduzam seu conceito

de forma mais completa e profunda”, pontua Marta.

Onde: Centro Universitário Metodista (IPA), Porto Alegre (RS)

Quando: de 5 a 23 de julho

www.metodistadosul.edu.br

GUANGZHOU INTERNATIONAL

LIGHTING EXHIBITION

Segunda maior feira de iluminação do mundo, fica atrás apenas da

Light+Building (realizada a cada dois anos em Frankfurt). A edição

de 2010 será a maior até agora, com 13 pavilhões e 130 mil m 2 , um

crescimento de 18% em relação ao ano passado. “Temos mais de 1.500

expositores confirmados. Esta expansão reflete o rápido desenvolvimento

do setor LED, de modo que temos pavilhões dedicados aos produtos

com LED para atender às necessidades da indústria”.

Onde: China Import and Export Fair Pazhou Complex,

Guangzhou, China

Quando: de 9 a 12 de junho

www.light.messefrankfurt.com.cn

Manaus/AM

Primaluce

92 3211-0601

www.primaluce.com.br

Recife/PE

Daluz Iluminação

81 3465-9433

www.daluziluminacao.com.br

Santos/SP

Lumen Iluminação

13 3223-5543

roberto.capella@uol.com.br

São Luis/MA

Light Design

98 3227 9270

Ld.ma@globo.com

São Paulo/SP

Wall Lamps

11 3064-8395

www.wallamps.com.br

L+D

16

41 3244-3244 - www.pamplonacoelho.com.br


¿QuÉ Pasa?

ENERGIA NATURAL

LUZES TROPICAIS

Desde o início de abril, quem passa pela esquina das ruas Armando

Álvares Penteado e Avaré, na capital paulista, tem sua atenção captada pela

profusão de cores do mural “Brasil”, que circunda a sede administrativa

da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).

Produzido em 1983 pelo artista inglês Walter Kershaw e 26 estudantes

da FAAP, o mural retrata as percepções do artista sobre o Brasil,

mesclando imagens de montanhas, índios, onças, borboletas, flores,

frutas, pássaros e edifícios.

O processo de restauro do mural foi iniciado em 2009 e, após

sua conclusão, chegou a vez de destacar o resultado com uma nova

iluminação. A tarefa ficou a cargo do lighting designer Plínio Godoy, que

propôs a colocação de 16 projetores com lâmpadas a vapor metálico

(70W/830) embutidos na calçada. O resultado é uma luz homogênea

que “acende” as cores do mural.

Os benefícios do tomate para a saúde são bem conhecidos, mas

ninguém nunca tinha pensando que o fruto pudesse servir para iluminar

um quarto. Esta é a proposta do trabalho experimental Steel Light,

de Cygalle Shapiro, que integrou a mostra On/Off, realizada em abril,

paralelamente ao Salão do Móvel, em Milão. A exposição apresentava

os trabalhos dos integrantes do programa D-Vision para jovens talentos

do design israelense.

Na peça criada por Shapiro, um minúsculo abajur equipado com um

LED é alimentado por uma dúzia de tomates. O processo é simples: os

tomates recebem a inserção de zinco e cobre, que geram uma reação

química proporcionada pela acidez dos frutos.

A proposta evidencia como é preciso pouca energia para alimentar

os LEDs, conforme destaca Ezri Tarazi, diretor de design do D-Vision:

“Não se trata de alta tecnologia; nos baseamos nos testes que todo

o aluno do ensino médio realiza no laboratório de física do colégio e

que consiste em transformar uma fruta em bateria”, afirmou, antes de

explicar que limões ou batatas também poder ser utilizados.

“A metáfora de todo o projeto é o fato de que atualmente a tecnologia

LED se tornou suficientemente boa para substituir as luzes anteriores,

pois consome um décimo da energia e tem maior vida útil”, disse

Tarazi. “Teremos que achar novas formas limpas de produzir energia

no futuro. Reduzir o consumo é uma forma importante e bonita de

encararmos este desafio”, enfatizou.

www.d-vision.co.il

L+D

18

Pedro Vertulli / FAAP


show room lumini

www.lumini.com.br

são paulo

al gabriel monteiro

da silva 1441

01441 000 são paulo sp

t +11 3898 0222

rio de janeiro

av ayrton senna 2150

1º piso - bloco F - loja A

22775 900 rio de janeiro rj

t +21 3325 4959


¿QuÉ Pasa?

DE NORTE A SUL

Para atender a demanda de mercado em todas as regiões do País,

a Light Design inaugurou recentemente mais duas lojas da marca. Em

fevereiro foi a vez da unidade de Belém do Pará, a primeira na região

Norte do Brasil. Com projeto assinado pela arquiteta Larissa Chady,

a loja tem 145m² e conta com laboratório demonstrativo e tela LCD

para apresentação dos projetos elaborados pela empresa.

Em abril aconteceu a inauguração do showroom de Caxias do Sul,

que também marca a expansão para uma nova região – é o primeiro

no Sul do País. Com 400m² divididos em dois pavimentos, o showroom

tem projeto do empresário e arquiteto Lucas Marcon e atenderá às

cidades da Serra Gaúcha.

Dessa forma, a empresa passa a contar com 12 lojas da marca em

todo o território nacional, além de 25 representantes exclusivos.

www.lightdesign.com.br

FLUORESCENTES

COMPACTAS MAIS SEGURAS

L+D

22

As lâmpadas fluorescentes compactas ganham cada vez mais mercado

por serem altamente econômicas, e a tendência é que esta expansão se

intensifique de forma crescente. Na Europa, o bulbo incandescente já foi

banido – iniciativa discutível, e criticada com vigor por diversos lighting

designers – e não é impossível que algo parecido aconteça por aqui.

Se, por um lado, as fluorescentes compactas são altamente eficientes,

por outro há um problema que até agora não havia sido contornado:

este tipo de lâmpada possui mercúrio líquido em sua composição, de

modo que quando a lâmpada é quebrada são liberados gases tóxicos.

Esta questão foi o ponto de partida para a criação da ArmorLite,

uma lâmpada fluorescente compacta que, além de não conter mercúrio

líquido (utiliza amálgama, uma liga de mercúrio com outros metais

em forma sólida), possui uma camada externa em silicone, que, se a

lâmpada for quebrada, funciona como um “casulo”, mantendo em

seu interior os cacos de vidro e todo o conteúdo da lâmpada.

Fabricada pela ClearLite, a ArmorLite já está sendo comercializada

nos Estados Unidos. Segundo informações da empresa, existem planos

de expandir a comercialização para outros países – e possivelmente

para o Brasil –, no próximo ano.

www.clearlite.com


¿QuÉ Pasa?

UM JARDIM “EMPACOTADO”

A crítica sarcástica à falta de espaços verdes nas grandes cidades

contemporâneas dá o tom da instalação “Packaged Vertical Garden”,

criada pelo coletivo espanhol Luzininterruptus em Madri.

Folhas e galhos encontrados próximos às árvores da região foram

colocados em 110 embalagens de comida, juntamente com LEDs. As

embalagens foram instaladas “na parede de uma praça feia no centro

de Madri” e se transformou em um jardim vertical decorativo bastante

peculiar, como explicam os autores.

“Nós quisemos promover a preservação do verde urbano, pois se

continuarmos a erradicá-lo dos espaços públicos ou reduzi-lo a planos

verticais inacessíveis, a única forma de contato com a natureza será

nos refrigeradores de supermercados – embalada e com data de

vencimento”, provocam.

www.luzinterruptus.com

L+D

24

SIMPLE / projeto arquitetônico Sérgio Parada fotografia Chico Aragão

www.lightdesign.com.br

Gustavo Sanabria

BARUERÍ Del Luce 11 41956263 BELÉM Light Design 91 32241175 BRASÍLIA Light Design 61 32224422 CAMPINAS Interluz 19 32951146 CAMPO GRANDE

Light Design 67 33047000 CAXIAS DO SUL Light Design 54 32264373 GOIÂNIA Illuminato 62 32163700 JOÃO PESSOA Light Design 83 32262622

MANAUS Primaluce 92 32010601 NATAL Light Design 84 32019499 RECIFE Light Design 81 33270845 RIO DE JANEIRO Via Manzoni 21 22677050 SALVADOR

Arqluz 71 33586351 SANTOS Light Design 13 32216218 SÃO JOSÉ DOS CAMPOS Light Design 12 39428125 SÃO LUÍS Light Design 98 32279270 VITÓRIA

Iluminação Ideal 27 33250505 LISBOA Light Design 351 211914676


¿QuÉ Pasa?

PONTO FOCAL

L+D

26

Dave Stewart

Um dos prédios do campus Kedeston Road, da University of Derby,

Inglaterra, ganhou nova percepção com a instalação realizada pelos

designers da Tilney Shane, de Londres, em parceria com a Martin

Professional.

A ideia inicial era iluminar o bloco envidraçado da escada para que

ela se tornasse visível a partir do entorno, transformando-se, assim,

em uma referência para o campus. A opção, no entanto, deveria ser

por um sistema que economizasse energia – demanda ligada tanto

ao aspecto econômico quanto ao ambiental.

A escolha, então, foram as luminárias Cyclo 04 DMX, que utilizam

lâmpadas RGBW T-5 e podem gerar luz de praticamente todas as

cores – ou luz branca em qualquer temperatura de cor. O resultado é

mais um exemplo de como a correta iluminação tem o potencial de

valorizar a arquitetura.

www.martin.com

L+D

27


¿QuÉ Pasa?

DELTA mondo LX

Simplesmente magnífico

RECRIAR UMA ESTRELA

L+D

28

Foi esta a intenção do designer japonês Tokujin Yoshioka ao conceber

a luminária-instalação Stellar, exibida na exposição “Swarovski Crystal

Palace”, durante a Semana do Design de Milão, realizada em abril.

Exposta em uma sala ampla e vazia, Stellar reinava soberana, emanando

uma luz fantástica, muito mais intensa do que as fotos podem fazer ver.

“Eu queria que as pessoas tivessem uma nova experiência, vivenciassem

um momento emotivo”, diz o designer. O objetivo se cumpriu, pois

os visitantes realmente foram tocados.

O globo de 1m de diâmetro foi encrustado com 10 mil cristais

Swarovski, que, transmitiam de forma radiosa a luz que emanava dos

600 LEDs abrigados em seu interior.

No mesmo ambiente, o público podia admirar outro globo, suspenso

em um aquário, que representa o estágio inicial de Stellar. Neste, o

cristal cresce imerso na água, como na cadeira Venus (criada pelo

designer em 2008). “Com o cristal Swarovski, tentei expressar a beleza,

a casualidade e a figura de tirar o fôlego que resulta do processo de

crescimento do cristal natural”, explica Yoshioka. “Sou cativado pela

beleza, transparência e poesia dos cristais; ao mesmo tempo que é

transparente, o cristal captura a luz e o brilho”, conclui.

www.tokujin.com

Do simples ao magnífico.

DELTA mondo LX foi criada para mostrar que bom gosto e sofisticação combinam com

simplicidade. Linhas leves e requintadas desenvolvidas com materiais nobres (vidro, metal e três

padrões de madeira) para ressaltar ambientes com elegância, reinventar e valorizar espaços com

funcionalidade, versatilidade e criatividade. DELTA mondo LX inaugura uma nova tendência,

com inédito processo de fabricação, unindo-se ao padrão de qualidade mundial da Siemens.

Design inovador, funcionalidade e uma exclusiva variedade de mecanismos para compor ambientes

da forma como você desejar, e com inúmeras possibilidades de montagem, incluindo uma série

especial de placas com legítimos cristais aplicados.

Todas as placas DELTA mondo LX podem ser usadas com qualquer mecanismo da linha

DELTA mondo.

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¿QuÉ Pasa?

Alan Toft

James Newton

27º IALD AWARDS

PREMIA A EXCELÊNCIA

EM LIGHTING DESIGN

Promovido pela International Association of Lighting Designers

(IALD) desde 1983, o International Lighting Design Awards é um dos

prêmios mais importantes no cenário do lighting design mundial. A

cerimônia de premiação da 27ª edição foi realizada em Las Vegas

2

(Estados Unidos), em 13 de maio. Na ocasião, foram reconhecidos 23

projetos, dos quais oito receberam Awards of Excellence, 12 receberam

1

Awards of Merit e três receberam Special Citations.

Dentre os Award of Excellence, destacamos o projeto da Infinity

Bridge, em Stockton On Tees, no Reino Unido, cuja iluminação foi

1. Mesquita Sheikh Zayed Bin Sultan Al Nahyan

3

desenvolvida pelo escritório Speirs and Major Associates. O objetivo

2. Infinity Bridge

era criar uma estrutura simbólica que encorajasse o público a acessar

3. First National Bank Metro Crossing

a margem oposta do rio, incentivando investidores a desenvolver os

terrenos disponíveis. “Se eu só tivesse visto imagens diurnas dessa ponte,

teria dito que não havia nada que pudesse ser feito para melhorar

o que já era simples, elegante e belo – e eu teria estado errado!”,

comentou um dos jurados. A forma sinuosa da estrutura exigiu um

estudo cuidadoso para garantir que a ponte fosse iluminada de forma

adequada e sensível. A camuflagem dos equipamentos, a minimização

2010, este privilégio coube novamente ao escritório Speirs and Major

do ofuscamento e a facilidade de manutenção foram questões-chave

Associates, que recebeu a honraria pelo terceiro ano consecutivo, desta

para o projeto. Aqui, o resultado estético apurado só pôde ser obtido

vez pela iluminação da Mesquita Sheikh Zayed Bin Sultan Al Nahyan,

graças à expertise técnica – e esta é uma característica comum a todos

nos Emirados Árabes.

os laureados no IALD Awards.

O briefing para o projeto do exterior da mesquita era contar uma

Outro projeto interessante é a parede envidraçada do First National

história utilizando a luz, e assim criar um ícone luminoso simbólico. Os

Bank Metro Crossing, em Council Bluffs, nos Estados Unidos, cujo

juízes elogiaram o projeto por seu conceito audacioso e bem-sucedido.

L+D

36

lighting design esteve a cargo de David Raver e do escritório RDG

Planning & Design. O briefing deste projeto era a criação de um

elemento que ajudasse a destacar o edifício em relação às estruturas

“Tiramos o chapéu para os designers por terem tido a ousadia de

propor, e para o cliente por ter tido a coragem de dizer sim”, disse

um dos integrantes do júri.

L+D

37

arquitetônicas adjacentes, criando um marco visual. Optou-se, então,

A inspiração para o projeto foi a Lua, com tufos de nuvens se

pelo desenvolvimento de uma parede envidraçada que conta com

deslocando pelas faces do edifício. O calendário religioso islâmico é

iluminação dinâmica e perpassa todo o edifício. “Instalar uma escultura

baseado no calendário lunar e nas fases da Lua. O edifício se modifica

de luz assim gloriosa em um local aberto, para o prazer de todos, é

sutilmente ao longo do ciclo lunar, sendo banhado em uma luz branca

um crédito aos proprietários e aos designers”, citou um dos jurados.

fria na época da Lua cheia. Há sete mudanças sutis de cor a cada duas

No IALD Awards, o projeto com maior pontuação em todas as

categorias, além de receber o Award of Excellence em sua categoria, é

premiado com o Radiance Award for Excellence in Lighting Design. Em

noites, do branco ao azul profundo, que significa a ausência da Lua.

Para conhecer todos os projetos premiados no 27º IALD Awards,

acesse http://www.iald.org/about/awards/award.asp?year=2010

Tom Kessler


¿QuÉ Pasa?

ARTE NA CIDADE

3

4

A Luminale é um festival internacional de cultura da iluminação,

que acontece a cada dois anos em Frankfurt paralelamente à Light +

2

6

5

Building, desde 2002. O programa do evento é dirigido aos profissionais

de iluminação que visitam a feira e também aberto ao público em geral.

Neste grande “laboratório de iluminação”, que transforma

temporariamente a cidade e a percepção que se tem dela, a inovação

e a experimentação ocupam lugar central, como nas instalações que

mostramos aqui.

Para mais informações sobre a Luminale, visite www.luminapolis.com

1

L+D

38

1. Heavy-Medium-Light (por: Kehres & Hungerer)

2. “LICHTUNG” / Banhof Zoo (por: Andreas Conrad,

Daniel Mauthe e Jan Ramrodt)

3. Deutsche Börse: Blaue Nacht im Handelssaal

(por: Atelier Brückner)

4. Projections meet Shakuhashi (por: James Turrel)

5. Hauptwache: Licht.Anamorphose Frankfurt

(por: Prof. Wolfgang Rang)

6. Lampyris IV (por: Fried Rosenstock e LUMINEX)


projetos

Pete Dillon

L+D

40

BELEZA

SUSTENTÁVEL

A cidade de Brisbane – capital do estado de

Queensland, na Austrália – ganhou em outubro de 2009 mais um cartão-

-postal: a icônica ponte Kurilpa, com 470m de extensão e 6,5m de largura,

exclusiva para uso de pedestres e ciclistas. Ligando o Kurilpa Park

(no lado sul do rio Brisbane) à rua Tank (centro econômico e finaceiro

da cidade), o projeto – que custou aproximadamente 63 milhões de

grandiosos e ao seu projeto arquitetônico baseado nos princípios da

tensegridade (o que permite a construção de algo extremamente pesado

obtendo um efeito visual completamente oposto, ou seja, leve, delicado e

elegante – é sua iluminação - inteiramente realizada com um sofisticado

sistema de LEDs que pode ser programado para produzir uma extensa

variedade de efeitos e combinação de cores - que potencializa o impacto

L+D

41

dólares, empregou 1.050 funcionários e deve receber semanalmente o

visual, tornando a construção uma monumental e impressionante obra

A ponte Kurilpa à noite: um novo

trânsito de 36.500 pessoas – é resultado de mais uma colaboração de

de arte. Quando o sol se põe, nas primeiras horas da noite, a ponte é

cartão-postal para Brisbane. O projeto

sucesso entre os arquitetos e engenheiros dos escritórios Cox Rayner e

destacada por uma luz branca, mas é mais tarde, já na escuridão, que

de iluminação contou com um sistema

Arup, que já haviam trabalhado juntos em 2000, no projeto de outra

o projeto de iluminação revela todo o seu potencial.

informatizado que permite diversas

ponte sobre o mesmo rio, a Goodwill.

Segundo declaração dos arquitetos, um dos principais aspectos levados

configurações de cores

Apesar da ponte Kurilpa ter ficado conhecida graças aos seus números

em consideração foi realçar a estrutura da ponte, revelando os mastros


Christopher Frederick Jones

e os elementos suspensos, mas ao mesmo tempo evitando que a luz

vazasse para os prédios do entorno.

Eficiente e ecologicamente correto, o sistema de iluminação é autossustentável

e conta com 84 painéis para captação de energia solar,

que geram em média 100KW por dia (cerca de 38MKW por ano). A

energia gerada pelos painéis é suficiente para atender à maioria das

configurações estabelecidas pelo projeto luminotécnico e, caso todos

os pontos de luz sejam ligados ao mesmo tempo, ainda fornece 75%

da energia necessária. O projeto é tão inteligente que até mesmo “sobras”

de energia eventualmente geradas não são desperdiçadas, pois

são redirecionadas à rede principal. O resultado, além de belo, único

e inovador, também representa uma tremenda economia em relação

à emissão de carbono, pois aproximadamente 37,8 toneladas de gás

carbônico deixarão de ser jogadas na atmosfera.

É preciso enfatizar novamente a outra grande vantagem nesse sistema,

que vem a ser uma das maiores instalações deste tipo em todo o mundo:

a dinâmica da mudança de cores, uma atração à parte que não só deve

trazer mais turistas para a cidade, mas também ganhou a aprovação dos

moradores. Todas as luminárias possuem LEDs brancos, azuis, verdes e

vermelhos, possibilitando a seleção de mais de 16 milhões de matizes.

Além disso, o sistema é totalmente dimerizável e as cores podem ser

programadas especialmente para ocasiões específicas, como eventos

ou datas comemorativas. Assim, a ponte – que já serve a comunidade

no dia a dia – pode ser palco para festivais, acontecimentos especiais e

até mesmo eventos esportivos. (Por Heloisa Righetto)

Exclusiva para pedestres e ciclistas, a ponte é

inteiramente coberta e conta com luminárias

embutidas no piso e na cobertura. O sistema

inteligente funciona de forma autosuficiente,

utilizando energia solar

RayCash

Christopher Frederick Jones

L+D

42

Ponte Kurilpa

Brisbane, Austrália

Projeto de Iluminação:

Tristram Carfrae / Arup

Arquitetura: Michael Rayner / Cox Rayner;

Tristam Carfrae / Arup

Fornecedores: Space Cannon (projetores

LED: Zeus, Helyos e Nike 9), Bega

(luminárias de teto), iGuzzini (luminárias de

embutir da linha Light Up Walk Professional)

L+D

43


projetos

EFICIÊNCIA E

SOFISTICAÇÃO

L+D

44

Inaugurada juntamente com a nova ala do Shopping

Anália Franco, no final de 2009, a segunda loja da joalheria paulistana

Noia Carolina mantém determinados conceitos arquitetônicos e visuais

adotados em sua primeira unidade, no Shopping Cidade Jardim, e que

se tornaram parte da identidade visual da marca.

Neste contexto, o projeto de iluminação desenvolvido pelo lighting

designer Marcos Castilha incorporou algumas soluções desenvolvidas

para a unidade Cidade Jardim, como aplicação de pontos de fibra óptica

na fachada em marcenaria laqueada com desenho bisotado – uma

referência ao brilho intenso das pedras preciosas lapidadas.

À direita da vitrine frontal, uma porta em madeira rústica dá acesso

ao interior da loja, e o piso de madeira conduz o visitante em um

percurso que margeia a vitrine lateral interna e, em seguida, o conduz

ao fundo da loja, onde uma parede totalmente espelhada ostenta 15

cubos expositores incrustados, dispostos em uma malha geométrica.

Também iluminados por fibra óptica, estes cubos constituem outro

elemento característico da marca, já presente em sua primeira unidade.

Na nova loja, no entanto, era desejada maior iluminância no interior

dos cubos – o nível estipulado foi de 1.000 LUX. Para tanto, foi necessária

a implantação de dois iluminadores para o sistema de fibra óptica,

equipados com lâmpadas de vapor metálico de 150W. “A tonalidade

em branco 5.000K contrasta provocativamente com a temperatura de

3.000K, adotada para a loja como um todo”, explica Marcos Castilha.

“Nas vitrines (frontal e lateral), o alto índice de iluminância desejado,

aliado ao formato linear e à pouca profundidade de embutimento

na marcenaria, levou à adoção dos LEDs como melhor solução para a

iluminação. Sua irradiação luminosa livre de calor e UV também veio

a calhar para a vitrine de pouca altura, que se presta à exposição de

L+D

45

A dramaticidade da iluminação dá o tom na

segunda unidade da Joalheria Noia Carolina; nos

expositores centrais da loja, por exemplo, lâmpadas

a vapor metálico destacam individualmente cada

tótem expositivo


Na fachada, a marcenaria laqueada com

desenho bisotado recebeu pontos de fibra

óptica, remetendo ao brilho das joias. Na

parede espelhada, a fibra óptica ilumina

os 15 cubos expositores incrustados.

Na área de atendimento (no alto da página

ao lado), a área de trabalho tem luz

uniforme, enquanto a parede ripada ao

fundo recebe luz diagonal para destacar

sua textura; a vitrine lateral emprega fitas

LEDs tanto para iluminar as joias quanto as

fotografias expostas junto ao piso

produtos delicados e de alto valor agregado”, explica o lighting designer.

Para tanto, foram empregadas barras LED normalmente utilizadas

em sancas, cada uma com seis diodos brancos 3.000K equipados com

lentes de facho 10x60 graus, “o que permitiu uma incidência de luz

verdadeiramente longitudinal, sem sobras para o corredor ou para o

interior da loja”, complementa Castilha.

A iluminância média obtida nas vitrines com este sistema é de 800

LUX. Para o abrigo das barras e seus drivers, foi necessário o projeto de

um nicho e acabamento especial na marcenaria. Abaixo de cada uma

das vitrines, outro rebaixo recebe uma fita LED convencional, que banha

suavemente os quadros dispostos sob o volume que se destaca da parede.

Na área central da loja, expositores prismáticos em madeira e vidro se

alternam com caixas que recebem arvoretas, também dispostos em uma

malha geométrica. “Para destacar individualmente cada elemento no

ambiente e também propiciar uma certa sensação de dramaticidade, toda

a iluminação proveniente do teto foi feita de forma bastante recortada e

fechada”, conta o lighting designer. No teto, 12 embutidos orientáveis

recebem lâmpadas de vapor metálico R-111 (10°, 35W) que destacam

individualmente cada tótem, com o devido controle das sobras de luz

e evitando brilhos indesejados no rosto do observador.

Uma longa mesa de atendimento ao cliente corre paralela à parede

esquerda da loja, a qual é revestida por um ripado vertical em madeira.

Dois embutidos equipados com lâmpadas de vapor metálico R-111

(24°, 35W), instalados próximo à parede tiveram seus fachos orientados

em fluxo rasante, de modo a destacar a textura do ripado e criar

“diagonais de força” que contrastam com a distribuição grid ortogonal

predominante no espaço.

Para a área de atendimento, Castilha especificou um pendente linear

produzido sob medida, de modo que mesa e luminária compõem um

só conjunto e não perturbam a leitura da parede ripada logo atrás. Equipado

com fluorescentes (T-5, 54W, 3.000K) e aletas duplo-parabólicas,

este pendente proporciona uma iluminância de 600 LUX ao plano de

atendimento, com sombras suaves e sem deixar vazar muita luz para

a área de exposições.

As áreas de apoio, como escritório e copa, também recebem a luz

de luminárias com lâmpadas flurescentes (T-5 e compactas). A preocupação

com a eficiência energética permeou o projeto desde sua

concepção, como revela Marcos Castilha: “foram empregados somente

LEDs e lâmpadas eficientes, além de reatores eletrônicos de alto fator,

o que proporcionou altos níveis de iluminância com baixas densidades

de potência, aliviando a carga térmica e reduzindo o consumo energético”.

(Por Winnie Bastian)

L+D

46

Joalheria Noia Carolina Shopping Anália Franco

São Paulo, Brasil

Arquitetura de Interiores: Leticia Nobell

Projeto de Iluminação: Marcos Castilha Arquitetura de Iluminação

Fornecedores: Fasa (fibra óptica); Lemca (barras LED e fitas

LED); Lumini (luminárias Focus, pendente Fit customizado e

luminária das áreas de apoio); Osram (lâmpadas e reatores

eletrônicos para fluorescente e HID)

Fotos: Marcos Antonio

L+D

47


projetos

A imagem de “uma caixa transparente e luminescente”

norteou o projeto de iluminação para

o escritório da Novartis na Basiléia, projeto do

arquiteto japonês Fumihiko Maki

JOGO

DUPLO

L+D

48

O escritório da empresa farmacêutica Novartis, na

Basileia (Suíça), é uma afirmação do entendimento do grupo sobre o

poder da arquitetura como ferramenta de relacionamento e comunicação

com seus colaboradores e com a sociedade. O edifício constitui

um exemplo vivo e maduro da arquitetura de Fumihiko Maki, um dos

mais expressivos representantes da corrente metabólica, que até hoje

influencia parte importante da produção arquitetônica japonesa.

Iluminar este edifício concebido de maneira sistêmica e fluida foi um

desafio assumido pelo escritório Licht Kunst Licht, que ganhou pelo

projeto o Award of Excellence, na edição de 2009 do GE Edison Awards.

A primeira grande questão a ser respondida pela proposta do escritório

alemão dizia respeito justamente ao partido do projeto arquitetônico.

O prédio é um conjunto aberto de espaços individuais e coletivos, concebidos

de forma integrada e sistêmica – uma das marcas do arquiteto,

vencedor do Pritzker em 1993. Uma iluminação que atendesse a estas

funções distintas e concomitantes precisaria, também, interferir minimamente

no layout sistêmico, evidenciado pela transparência do edifício.

Uma das estratégias foi lançar mão de equipamentos que iluminam

uniformemente as áreas abertas de trabalho e, ao mesmo tempo, criam

uma luz difusa para esses espaços, que também servem à circulação,

por meio de uma iluminação indireta. A iluminação indireta é feita por

lâmpadas fluorescentes, instaladas em luminárias que contam com

tampas superiores de vidro prismático que potencializam a difusão

da luz. Dentro das mesmas luminárias, LEDs dispostos em posições e

ângulos ligeiramente diferentes garantem distribuição ótima da luz no

plano de trabalho.

L+D

49


Perfil extrudado Microprisma ELDACON

LED com refletor

Perfil extrudado

Tubo fluorescente Perfil de travamento

Suporte em alumínio

Fita de PMMA translucido

Acima, as salas de reunião receberam

uma luz organizadora, com lâmpadas

embutidas no teto e ordenadas

linearmente; à esquerda, detalhe

construtivo das luminárias de mesa.

Na página ao lado, espaços abertos

de trabalho convivem com células fechadas;

o forro metálico multifacetado

foi valorizado pela iluminação

“A ideia era fazer da cobertura das salas privadas uma luminária cujo

cípio nosso principal objetivo foi realçar o forro inclinado por meio de

L+D

50

brilho flutuasse no ar, entre os escritórios abertos, de forma a sublinhar

a ideia arquitetônica de ‘caixa transparente e luminescente’”, explica

Martina Weiss, do Licht Kunst Licht. Aqui também a cobertura das sa-

iluminação indireta, mantendo o teto intocado”, destaca a lighting

designer. Coberto por painéis brancos de metal perfurado, o teto era,

sob uma primeira análise, um problema para o projeto. A iluminação

L+D

51

las recebeu lâmpadas fluorescentes (28W e 21W, 4.000K) apontadas

direcionada para cima não só valorizou o forro irregular como ampliou

em duas direções: para baixo (cuja luz é filtrada por lona translúcida

a leveza do ambiente nas áreas abertas, tomando o obstáculo como

tensionada) e para cima (tampas superiores de vidro laminado com pe-

aliado na proposta de fluidez do projeto.

lícula translúcida potencializam a difusão da luz). Essa solução destaca

Todas as luminárias utilizadas foram desenhadas especialmente pela

as faces dos tetos multiangulares dos andares superiores, onde estão

equipe do Licht Kunst Licht para o projeto. As salas de reunião recebe-

distribuídos espaços coletivos e individuais de trabalho, mantendo um

ram uma grande luminária em aço niquelado, que pende do alto do

ambiente confortável ao olhar.

teto servindo como contraponto à noção de amplitude muito marcan-

“Dentro do conceito de transparência e fluxo espacial, desde o prin-

te nas salas em que o pé-direito é duplo. Tais luminárias também são


Corpo da luminária em

aço niquelado escovado

Acrílico translúcido

Perfil estrutural

Tubo fluorescente T5

Refletor anodizado (mate)

Transformador +

balasto eletrônico

Perfil “U” branco

Lâmpada base GY 6,35

Lâmpada QT12ax

Refletor

Perfil estrutural

Vidro prismático

À esquerda, o sistema de iluminação

integrada valorizou as escadarias retas

do edifício. Na página ao lado, a grande

luminária suspensa da sala de reunião

faz um contraponto ao pé-direito amplo

(veja detalhe construtivo acima, nesta

página). Todas as luminárias foram

projetadas especialmente pelo Licht

Kunst Licht para este projeto

equipadas com dois tipos diferentes de lâmpadas: fluorescentes (54W e

diminuída (nos espaços mais centrais). Um sensor instalado nas estações

24W, 4.000K), responsáveis pela iluminação indireta, e halógenas (12V

fechadas de trabalho controla a quantidade de luz artificial em relação

20W), para a luz direta.

à luminosidade do dia por meio de persianas opacas e translúcidas.

L+D

52

Para o térreo do edifício, os lighting designers propuseram uma luz

organizadora, embutida no teto e distribuída de forma linear. A ordenação

dos pontos de luz obedece a uma cadência harmônica, que parte da área

Esse gesto de interferir com ousadia e racionalidade, respeitando e

valorizando a fluidez dos espaços concebidos pelo arquiteto japonês,

mostra que diálogos inteligentes entre os projetos arquitetônicos e lu-

Novartis - Office Building Square 3

L+D

53

de acesso e se desenvolve pelas salas de conferência e treinamento. Em

minotécnicos podem ir muito além do atendimento às necessidades de

Basileia, Suíça

um outro gesto de valorização da arquitetura, as escadarias receberam

uma ocupação. No caso do edifício Maki, este casamento se apresenta

Projeto de Iluminação: Andreas Schulz, Martina Weiss, Thomas Möritz / Licht Kunst

um sistema de iluminação integrada, montada linearmente com difusor

como uma obra geradora de um ambiente de trabalho estimulante e

Licht AG, Bonn

em vidro opalino de forma a enfatizar as paredes do edifício.

integrador. (Por Ana Weiss)

Arquitetura: Maki and Associates (Tóquio) e Zwimpfer und Partner Architekten (Basel)

Além da sempre bem-vinda utilização de LEDs, a proposta luminotécnica

Fornecedores: Bene (sistema de backlighting nas salas privadas); Objektleuchten Berlin

apresentou um sistema de controle que permite o máximo aproveitamento

(luminárias lineares do térreo, luminárias das salas de reunião e das escadarias); Siteco

de luz natural. Nos dias ensolarados da Basileia, a iluminação artificial

(luminárias bidirecionais incorporadas às estações de trabalho)

é automaticamente desligada (nas áreas muito próximas às janelas) ou

Fotos: Lukas Roth


projetos

Jody Pritchard

À LUZ DE BACO

Quando os lighting designers do escritório

h.e.banks+associates assumiram o projeto da vinícola Silver Oak Cellars,

em Oakville, Califórnia, o desafio que tinham pela frente era grande.

Assim como ocorre com a produção de um bom vinho, o projeto deveria

harmonizar elementos que são muitas vezes opostos, compatibilizando

a atmosfera rural e aconchegante que se espera de um local destinado

à degustação de vinhos, ao caráter industrial que marca a vinicultura

praticada no século 21, especialmente no Novo Mundo. As soluções

deveriam, ainda, ressaltar os detalhes da arquitetura concebida por Tom

Taylor e Maurice Lombardo, que há duas décadas realizam projetos para

vinícolas norte-americanas.

Instalada há mais de 35 anos no coração do Vale do Napa, a Silver Oak

Cellars é conhecida por seus tintos estruturados feitos a partir da cepa

cabernet sauvignon. A vinícola sofreu um duro golpe em 2006, quando

um incêndio devastador destruiu grande parte de suas instalações. O

plano de recuperação teve como objetivo principal resgatar a conexão

com o patrimônio histórico da tradicional vinícola, mas agregando um

olhar renovado. Aproveitou-se, então, a oportunidade para realizar

algumas melhorias no espaço, como a eliminação de colunas que

serviam de obstáculo ao tráfego mais intenso e que, no futuro, poderiam

comprometer a flexibilidade do espaço para eventuais mudanças de layout.

Assim foram concebidas as novas instalações, que ocupam uma

área de pouco mais de 6.300m². Inaugurado em setembro de 2008,

o complexo reúne área para receber turistas interessados em conhecer

mais sobre o cultivo das uvas e experimentar a bebida produzida ali,

espaços administrativos, setor de produção e utilidades.

Com exceção da torre logo na entrada, única construção que não foi

afetada pelo incêndio de 2006 – e que por isso mesmo se transformou

em símbolo da vinícola –, tudo foi reconstruído. O projeto de iluminação

foi criado com a preocupação de manter-se coerente com a arquitetura,

cuja linguagem remete às rústicas e acolhedoras haciendas, com espaços

amplos, varandas generosas e uso extensivo de madeira e pedras.

Kristin Peck, lighting designer do h.e.banks, conta que a ideia foi reforçar

a abordagem atemporal e se adequar às diferentes demandas inerentes a

um programa tão complexo, proporcionando ao visitante uma experiência

completa e coesa. “Precisávamos atender as necessidades dos setores

de produção, hotelaria e administração, sem desrespeitar o orçamento

e as rigorosas limitações de consumo de energia californianas”, diz ela.

Luz para degustar

Partindo do uso de um arsenal de lâmpadas e luminárias bem diverso,

o resultado é um sistema de iluminação aconchegante, flexível e elegante,

desenhado para atender as necessidades da Silver Oak por muitos anos.

Ultrapassando as robustas portas de madeira, o visitante logo se depara

com grandes lustres ovais, cujas formas remetem aos bojudos barris de

carvalho. Em quase todos os ambientes, especialmente nas áreas de

L+D

54

L+D

55

Garrafas do vinho produzido pela Silver

Oak Cellars ganham ainda mais valor

armazenadas em prateleiras iluminadas

por LEDs e lâmpadas MR-16


Jody Pritchard

Jody Pritchard

Simon Peck

L+D

Jody Pritchard

56

uso mais social, como no lobby e no espaço-degustação, a iluminação

é discreta, compatível com o detalhamento de interiores. Os pontos

de luz estão quase sempre embutidos em elementos arquitetônicos,

visando realçar as formas e a textura dos materiais empregados no

revestimento. Assim ocorre nas paredes cobertas com limestone e na

estrutura do telhado em madeira aparente.

Nos setores de produção e escritórios, o projeto luminotécnico buscou

garantir uma luz prioritariamente funcional e econômica. Na sala de

conferências, um dos principais ambientes do núcleo administrativo,

a escolha recaiu sobre luminárias dotadas de lâmpadas fluorescentes

compactas (42W, 3.000K), além de um sistema com lâmpadas halógenas

(37W, 3.000K).

Entre as áreas industriais, o principal destaque fica por conta da sala

onde estão os tanques de fermentação. O local recebeu lâmpadas a

vapor metálico (26W, 3.000K) que garantem a luminância necessária

para a realização das atividades de forma econômica e com pouca

manutenção. O toque de dramaticidade foi assegurado pela instalação

de lâmpadas fluorescentes compactas (100W, 3.000K) com filtros azuis,

presos, a meia altura, em calhas fixadas atrás dos tanques de aço inox.

A solução foi especificada com o intuito de reforçar a frieza do metal e

é complementada por lâmpadas a vapor metálico com bulbo cerâmico

(CDM,150W, 3.000K) posicionadas à frente dos tanques, no teto, para

fornecer brilho, calor e reforçar o contraste com a camada de luz azul.

A iluminação teve de conciliar a eficiência industrial

à atmosfera tradicional que cerca a vinícola. No setor

administrativo (acima), por outro lado, a funcionalidade

foi o principal critério para a especificação das lâmpadas

L+D

57


Simon Peck

Jody Pritchard

Na página ao lado, no alto, lustre circular

marca o acesso à área de produção; embaixo, a

iluminação da área social ressalta os elementos

arquitetônicos rústicos. Nesta página, vistas da

sala onde os vinhos ficam armazenados antes

de serem engarrafados: mescla de lâmpadas

brancas e azuis adiciona dramaticidade a uma

área visualmente fria

Jody Pritchard Jody Pritchard

A atmosfera acolhedora é maximizada no espaço reservado para

degustação. Neste ambiente, LEDs brancos (3.000K) foram introduzidos

L+D

58

em torno do bar, criando uma aparência mais sofisticada. A iluminação

do bar recebe o complemento de delicados pendentes com lâmpadas

incandescentes (25W, 3.000K), que evidenciam a abordagem de iluminação

Silver Oak Cellars

Oakville, EUA

L+D

59

em camadas, escolhida pelos lighting designers para criar profundidade

Projeto de Iluminação: Hiram Banks, Cláudio Ramos, Jody

e despertar o interesse do visitante.

Pritchard e Kristin Peck / h.e.banks + associates

Bem próximo dali, fechadas em uma caixa de vidro, as prateleiras onde

Arquitetura: Taylor Lombardo Architects

ficam expostos os vinhos engarrafados foram iluminadas por fileiras de

Design de Interiores: Martha Angus

LEDs brancos (4.000K) que fazem as prateleiras parecerem estar suspensas

Fornecedores: Canlet (lâmpadas de vapor); Electric Mirror

no ar. Lâmpadas MR-16 (37W, 3.000K) reforçam a iluminação desse

(espelhos); iGuzzini, Holly Hunt e Peerless Lighting (luminárias);

espaço, atraindo ainda mais a atenção para os personagens principais

io Lighting (LEDs); Osram Sylvania e Philips Lighting (lâmpadas

de Silver Oak: os vinhos, obviamente. (Por Juliana Nakamura)

fluorescentes compactas e halógenas)


projetos

Durante o dia, as escadas são iluminadas

pela luz natural que penetra

pelas claraboias; à noite, a circulação

vertical é destacada pelo downlight

que atravessa o vão de 25m

Em 2009, o complexo de escritórios Rochaverá

Corporate Towers, em São Paulo, recebeu a certificação de Construção

Verde na categoria Ouro seguindo o sistema LEED (Leadership in

Energy and Environmental Design), concedida pelo U.S. Green Building

Council. Instalada em uma das torres do Rochaverá, a nova sede do

Banco Votorantim tinha na redução do consumo de energia uma das

Implantada em dois pavimentos da torre, a presidência era outro

departamento cujas soluções luminotécnicas deveriam se adequar aos

parâmetros do selo verde. “Assim como em outras áreas especiais da

empresa, lá as soluções precisavam ser diferenciadas”, diz o lighting

designer. Na recepção, por exemplo, divisórias luminosas de ônix

geram uma luz difusa, ao mesmo tempo que decoram o recinto. As

questão DE

EQUILÍBRIO

L+D

60

metas a serem cumpridas na busca de um selo verde para o projeto

de interiores. Foi a partir desta premissa que os lighting designers

Carlos Fortes e Gilberto Franco, sócios do escritório Franco + Fortes,

paredes de pedra translúcida que separam o balcão da recepção da

sala de espera são iluminadas em backlight por lâmpadas fluorescentes

tubulares T-5 (28W, 3.000K) fixadas verticalmente em uma estrutura

L+D

61

desenvolveram o projeto luminotécnico para o banco.

metálica removível para manutenção.

Fortes conta que grande parte do consumo teve de ser destinada

Revestida de madeira, a circulação da presidência é valorizada

aos escritórios do banco. “A paginação básica do Rochaverá não

por luminárias quadradas pendentes, que proporcionam luz direta e

Na recepção da presidência, paredes luminosas de

atendia aos parâmetros de iluminância mínima que queríamos para

indireta. Fixadas em nichos no forro de gesso, as peças fornecem ao

pedra ônix iluminadas em backlight emitem uma

as áreas de trabalho. Consequentemente, em áreas especiais como

ambiente luz direta por meio de quatro lâmpadas AR-70 (50W, 8º,

luz difusa e agradável, ao mesmo tempo em que

o auditório, restaurantes e o lobby, tivemos de adotar soluções que

2.900K) voltadas para o piso. Na parte superior das mesmas luminárias,

decoram o recinto. Além de iluminar, as paredes

se adequassem a esta limitação de carga, mas que também fossem

lâmpadas fluorescentes tubulares T-5 (14W, 3.000K) iluminam os nichos,

separam o ambiente da sala de espera

funcionais”, explica Fortes.

que refletem para o espaço uma luz suave e difusa.


No auditório, o forro metálico branco ondulado é enquadrado por

um elemento de gesso que percorre perifericamente todo o espaço.

Embutidas nas laterais desta “moldura”, arandelas retangulares com

uma lâmpada fluorescente compacta longa (36W, 2.900K) destacam

as placas curvas do forro. A iluminação central do auditório é garantida

por luminárias quadradas orientáveis para uma lâmpada dicroica

(50W, 38º, 2.900K), fixadas entre as placas do forro ou embutidas na

moldura de gesso. “A solução é conceitualmente parecida com a do

lobby”, afirma Fortes.

Acompanhando a parede curva de madeira do auditório, uma sanca

embute lâmpadas fluorescentes tubulares T-5 (28W, 3.000K) para

iluminação indireta. A mesma solução foi adotada para iluminar as

persianas no lado oposto. Sobre o palco, embutidas no forro de gesso,

luminárias retangulares orientáveis com duas lâmpadas halógenas

PAR-30 (75W, 30º) iluminam o ambiente. A iluminação cenográfica,

por sua vez, acontece por meio de projetores do tipo canhão presos

às barras do teto.

Escritórios, mesas de operações e seguradora foram instalados

nos salões panorâmicos dos pavimentos-tipo. Assegurar um nível de

iluminância médio de 500 LUX nestas áreas era um dos principais

objetivos do projeto luminotécnico, que adotou duas soluções básicas

para os postos de trabalho, “criando uma hierarquia entre as diversas

ocupações”, conforme explica o lighting designer.

Iluminadas pela escultórica luminária metálica

criada pelo designer inglês Ross Lovegrove, as salas

de espera dos pavimentos-tipo permitem a visão

das áreas de trabalho, como mesas de operações

e seguradora. Nesses espaços corporativos, a luz

provém de pendentes retangulares que proporcionam

iluminação indireta

L+D

62

Na sala de estar que dá acesso ao restaurante da presidência, o

mobiliário é evidenciado pelo downlight proveniente de luminárias com

lâmpadas dicroicas (50W, 38º, 2.900K) fixadas entre ripas do “pergolado”

de madeira. Embutidas no forro de gesso, ao longo da divisória

vazada que separa o lounge do refeitório, luminárias com lâmpadas

fluorescentes tubulares T-5 (28W, 3.000K) iluminam indiretamente o

ambiente. No restaurante, a luz difusa é proporcionada por luminárias

de 2,4m de altura – com lâmpadas fluorescentes tubulares T-5 (28W,

3.000K) – embutidas verticalmente em uma das paredes do espaço.

O pé-direito duplo do lobby que dá acesso ao auditório foi trabalhado

com um forro metálico curvilíneo. Especialmente dimensionadas

para o projeto, luminárias lineares suspensas por cordoalhas foram

instaladas entre as placas curvas, fornecendo ao ambiente luz direta

e difusa. Com 3m de comprimento, cada luminária dispõe de quatro

lâmpadas halógenas AR-111 (50W, 12V, 8º, 2.900K) e duas lâmpadas

fluorescentes compactas (36W, 2.900K). “Enquanto as fluorescentes

são responsáveis pela iluminação geral, as halógenas refletoras de

facho concentrado iluminam o piso e o mobiliário”, explica Fortes.

A área do café possui um forro de madeira suspenso que configura

um pé-direito inferior ao do lobby. Vedada com vidro translúcido,

parte dos nichos do forro foi convertida em luminárias, com lâmpadas

fluorescentes compactas triplas (26W, 2.700K) responsáveis pela

iluminação difusa do café. Embutidas no forro de gesso, no fundo

da cafeteria, a iluminação difusa é oriunda de luminárias de vidro

jateado – sem moldura – com lâmpadas fluorescentes compactas

duplas (26W, 2.700K).

L+D

63


Os escritórios-padrão, por exemplo, são iluminados por luminárias com

duas lâmpadas fluorescentes tubulares T-5 (28W, 3.000K) embutidas no

forro modulado. Refletores e aletas parabólicas em alumínio anodizado

impedem a reflexão nos planos horizontais e verticais de trabalho. Nas

mesas de operações e seguradora, por outro lado, foram empregadas

luminárias pendentes retangulares com quatro lâmpadas fluorescentes

tubulares (T-5, 28W, 3.000K), que, ao jogar a luz para cima, proporcionam

uma iluminação indireta. O mesmo equipamento dispõe de lâmpadas

fluorescentes tubulares T-5 (28W, 3.000K) para iluminação direta.

Nas recepções dos pavimentos-tipo, a divisória de vidro fosco branco

exibe o logotipo da empresa gravado numa placa de mármore. O

letreiro ganha destaque especial com a iluminação direta de quatro

luminárias para lâmpada dicroica (50W, 38º), embutidas no forro de

gesso linear. Uma sanca embutida no mesmo forro abriga lâmpadas

fluorescentes tubulares T-5 (28W, 3.000K), que iluminam a superfície

vítrea de maneira indireta.

Em ambientes especiais como lobby, circulação e salas

da presidência, as soluções deveriam ser diferenciadas

sem, no entanto, exceder a carga estipulada pelo

projeto luminotécnico em função da certificação. Nas

recepções dos pavimentos-tipo (abaixo), o logotipo

da empresa é evidenciado pelo downlight direto

L+D

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L+D

65


A luz geral da recepção é feita por lâmpadas fluorescentes tubulares

T-5 (28W, 3.000K) fixadas sobre os panos do forro descontínuo de

madeira. Embutidas na parte inferior do elemento, luminárias quadradas

orientáveis com uma lâmpada dicroica (50W, 38º, 3.000K) iluminam a

bancada de mármore. Fortes explica que em todo o banco, as fontes

pontuais de luz dispõem de grelhas antiofuscamento que diminuem a

percepção das luminárias nos espaços. “As superfícies são iluminadas,

mas os pontos parecem apagados”, destaca.

Cercadas por divisórias de vidro, as salas de espera dos pavimentos-

-tipo oferecem acesso visual aos escritórios e mesas de operações.

A iluminação do ambiente provém de uma escultórica luminária de

alumínio Droplet, criada pelo designer inglês Ross Lovegrove para a

Artemide. Na peça, elementos flutuantes de material termoplástico

direcionam a luz de três lâmpadas halógenas tipo palito (150W cada)

para um disco metálico frisado que reflete a luz para o ambiente.

Ao discorrer sobre o projeto, Carlos Fortes explica que o uso de lâmpadas

incandescentes e halógenas ficou restrita às áreas especiais como recepção

e café. “Para que isso fosse possível – e em função da limitação de carga

imposta pela certificação –, adotamos fluorescentes, fluorescentes compactas

ou LEDs nos demais ambientes”, afirma. Um jogo de equilíbrio em que

as escolhas se compensam. (Por Valentina Figuerola)

No auditório, o forro metálico ondulado é destacado pela luz das

arandelas embutidas na moldura do teto, enquanto a parede curva

de madeira e as janelas com persianas são valorizadas pelo downlight

de sancas periféricas. Já a iluminação central é proporcionada pelas

luminárias orientáveis instaladas entre as placas do forro

L+D

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Banco Votorantim

São Paulo, Brasil

Projeto de Iluminação: Carlos Fortes (autoria), Renata Amato (colaboração) /

Franco+Fortes Lighting Design

Arquitetura: Aflalo & Gasperini Arquitetos

Arquitetura de Interiores: Edo Rocha Espaços Corporativos

Fornecedores: La Lampe (pendente Droplet, na sala de espera dos pavimentos-

-tipo); Lumicenter (luminárias de alto rendimento com refletor em alumínio anodizado

embutidas no forro do escritório-padrão); Lumini (luminárias Float, No Frame 126, SE

4665 e linha Focus - 50A, 50B e 50A FTG); Osram (lâmpadas dicroicas e fluorescentes

tubulares); Philips (sensor Luxsense LRL 1220/05 e reator HF-R-214-35 – TL5

E11); Wall Lamps (luminárias Float e Raia 2241; luminárias lineares do lobby, feitas

especialmente para o projeto)

Fotos: Nelson Kon

L+D

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especial: light+building 2010

Messe Frankfurt Exhibition GmbH / Pietro Sutera

frankfurt 2010:

L+D

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A vida buscando

novas formas

Iniciar um texto dizendo que só o que se viu nos estandes

da Light & Building 2010 eram LEDs, LEDs e mais LEDs soa quase

monótono, tal tem sido a repetição deste mote em feiras anteriores.

Mas a percepção geral neste ano em Frankfurt é de que uma grande

mudança – dentro desta, de tão mencionada, já batida – entrou em

curso. Começamos a constatar aquilo que finalmente esperávamos: os

quase “desgastados” LEDs parecem finalmente ter mostrado a que vieram.

Muitas das antigas promessas começam a ser cumpridas e o caçula

L+D

69

das fontes de luz passa a adquirir gestos e modos de seus irmãos mais

velhos, muitas vezes ameaçando sua hegemonia. O LED, na iluminação

de arquitetura, está entrando na adolescência.

Quando surge uma nova tecnologia, são duas as maneiras de ela

se incorporar.


Na primeira delas, a nova tecnologia pode preservar – no todo ou em

parte – a estrutura onde irá se inserir. Há produtos em que simplesmente se

substitui uma determinada fonte por um equivalente em LED, preservando

ao máximo seu design original. É o caso, por exemplo, de uma TOLOMEO

equipada com LED, de Michele de Lucchi para a ARTEMIDE, apresentada

na Euroluce 2009.

Explora-se, desse modo, a possibilidade da nova fonte mimetizar a

antiga e os modelos são somente adaptados, tendo sua fonte de luz

convencional substituída por LEDs. Ainda que alguns resultados fossem

satisfatórios, evidente era uma certa timidez – ou “burocracia” – na

maneira como os produtos vinham sendo desenvolvidos, além da falta

de boas respostas, na maioria das aplicações, para problemas como

dissipação de calor, temperatura de cor, ofuscamento etc.

Mas há produtos que, ao contrário, surgem da exploração, a partir

do zero, das possibilidades técnicas e formais da nova tecnologia. São

como novas formas de vida que surgem, muitas vezes livres de limitações

inerentes às anteriores. A “seleção natural” (e parte dela somos nós

mesmos) se encarrega de selecionar quais destas formas irão progredir

– e de que maneira – e quais irão sucumbir.

1. Tolomeo Tavolo LED, da Artemide (Euroluce 2009)

2. Linha de LEDs Fortimo, da Philips

3. Sistema Quintessence, da Erco

Na Light+Building 2010, fabricantes de luminárias e lâmpadas

demonstraram uma forte evolução na maneira de absorver as características

dos Lighting Emitting Diodes como fontes próprias de emissão de luz.

Deixamos de ver somente as famigeradas “lâmpadas de LEDs” – aquelas

que imitavam a forma das lâmpadas dicroicas, por exemplo, com uma

“chuva” de LEDs –, e passamos a observar o grande desenvolvimento em

pesquisas que tiram o máximo proveito da fonte de luz e na maneira como

os LEDs se integram aos novos produtos desenvolvidos especificamente

para eles – e não adaptados de outros concebidos para fontes de luz

convencionais.

A Light+Building 2010 foi marcada pelo surgimento de bons resultados

em ambas as vertentes de aplicação da tecnologia LED: na sua incorporação

a formatos existentes e nas suas novas formas de vida.

Incorporação do LED em formatos existentes

Deixando de lado o exemplo da TOLOMEO, onde a substituição não

tem maiores implicações ou dificuldades, um segmento em que os LEDs

ocuparam muito espaço foi o de luminárias downlight. Reduto das

fluorescentes compactas, dos vapores metálicos e das halógenas, esta

tipologia incorporou, agora de forma realmente sedutora, a tecnologia LED.

O “pulo do gato” foi a separação física entre o diodo emissor de luz

– isto é, o LED – e a camada de trifósforo. Esta última passou a ser um

novo componente, de aspecto semelhante a um filtro translúcido (no

formato circular, com cerca de 5cm de diâmetro), que recebe a radiação

proveniente do LED – ou, como é mais comum, de um conjunto de LEDs

– e a transforma em luz visível. Em termos ópticos, esta superfície lisa e

homogênea passa a ser a fonte luminosa, ao contrário dos “chuveiros”

– conjuntos de vários pequenos LEDs, de aspecto estético duvidoso.

3

1 2

L+D

70

Empresas como a PHILIPS apostaram no fornecimento de módulos

compostos por um conjunto de LEDs + difusor trifósforo como se fosse

uma nova lâmpada, que pode ser integrada a produtos que terceiros

(os chamados O&Ms) desenvolvam. Ou eles próprios. Estes módulos

foram, por eles, chamados de FORTIMO.

Já a ERCO, ao mesmo tempo que reformulou e unificou toda a sua linha

de embutidos downlight em um sistema chamado QUINTESSENCE (com

várias combinações entre fontes de luz, potências, tipos de facho, filtros,

louvers, formatos de abertura e anéis de fixação – quadrada, redonda,

com ou sem moldura etc.) e incorporou o LED como uma das alternativas,

com resultados impressionantes. O princípio é o mesmo: a radiação

emitida por um conjunto de LEDs passa por um “cadinho”de reflexões

especulares até chegar o difusor trifósforo, cuja luz é então trabalhada

pelo refletor da luminária, de modo a produzir fachos de luz perfeitos –

abertos, médios, wallwashers – dentro da conhecida impecabilidade de

resultados desta empresa. A qualidade cromática também impressiona,

nada deixando a desejar às fluorescentes compactas. Há ainda a alternativa

de se usar as luminárias em diferentes temperaturas de cor, ou mesmo

em RGBW, opção que permite a variação de temperatura e/ou de cor.

E já que estamos falando de ERCO, vale citar que suas novas wallwashers

(inclusive as de LEDs), ao invés de terem um contrarrefletor interno,

como faziam outrora, têm agora um sistema de microestampas em

seus refletores, de forma a redirecionar o facho da forma que se deseja,

porém preservando um único corpo refletor; essa tendência à “nanoóptica”,

que já era relativamente comum em refratores, agora invade

também os refletores.

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4

O aumento da eficácia dos LEDs também teve consequências no design

4. Stile ID, da Philips

6

das peças. Hoje já é possível, com um conjunto de três LEDs totalizando

5. Copernico Sospenzione e Parete, da Artemide

aproximadamente 10W, conseguir-se um pacote consistente de luz

6. Led Net, da Artemide

(em torno de 400 lm) de qualidade cromática satisfatória (IRC > 80).

É fácil de entender que quanto maior a eficácia, menor é o problema

de dissipação, proporcionalmente ao pacote de lumens gerado, o

que tende a contribuir favoravelmente ao design das peças. Assim,

projetores para trilhos eletrificados com luminárias cilíndricas, como as

que estamos acostumados a ver, começam a ficar atraentes e eficazes. Um

bom exemplo disso é a linha STILE ID, também da PHILIPS, que definiu

um módulo cilíndrico de 10W com três LEDs, também explorado em

diferentes fixações: embutido fixo, orientável, semiembutido, projetor;

diferentes fachos, cores e louvers, garantindo, assim, a inserção do LED

como solução para accent light.

5

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Novas formas de vida para o LED

Esta analogia do desenvolvimento do LED com as formas de vida é

muito interessante, pois ao acompanhar as sucessivas feiras vemos como

algumas coisas vingam e proliferam, e outras sucumbem. Mas o mundo

inteiro está voltado para essa tecnologia e ainda não existem modelos a

serem seguidos, pois a variedade de soluções é muito vasta. O fato é que

há muitas possibilidades novas para os LEDs, principalmente agora que

se tornaram mais eficazes e proporcionam uma luz de melhor qualidade.

Dentre as empresas de design consagrado, podemos citar a ARTEMIDE

como uma das que investiu na procura de formas e tipologias específicas

com LED. Realizar, com LEDs, produtos que não seriam possíveis com

outras fontes luminosas – esta é a proposta. Um exemplo é a luminária

COPERNICO SOSPENZIONE, formada por uma série de elipses concêntricas,

presas e articuladas pelas extremidades, cada uma com uma série de

LEDs em uma das faces – pode-se arranjar a luminária na forma que se

deseja. A COPERNICO PARETE tem o mesmo conceito, porém é construída

com retângulos ao invés de elipses. A LED NET, também da ARTEMIDE,

faz uma paródia dessa capacidade “orgânica” do LED, dessa liberdade

de não ser mais simplesmente “lâmpada” ou “luminária” e sim uma

forma luminosa onde esses conceitos são diluídos.

L+D

73


Outra vertente interessante para os LEDs é a de pregar peças nas

pessoas, criando formas que de alguma maneira se parecem com

aquelas conhecidas, mas que na verdade não passam de “chistes”

daquelas. Ingo Maurer sempre foi muito hábil neste tipo de abordagem.

Com sua habitual irreverência, lançou WOONDERLUX: contrariando o

que expusemos acima, trata-se de um Bulbo A transparente, com um

LED de baixa voltagem; e HOI POLLOI – um sistema de LEDs de baixa

voltagem com os bulbos citados acima fixados em cabos de aço (em

parceria com Axel Schmid).

Outras luminárias apresentadas por Ingo Maurer – como DOUBLE

C. FUTURE OLED e DOUBLE T. FUTURE OLED – reverberam a nova

morfologia dos equipamentos para LEDs – assim como a luminária de

mesa LOOKSOFLAT (com Stefan Geisbauer), com perfil bidimensional.

A luminária CIELO, da LIRIO (atualmente também PHILIPS) é um

pendente no qual imaginamos encontrar uma lâmpada no meio, mas...

não possui lâmpada. Sua parede tronco-cônica é dupla, abrigando LEDs

em toda a volta, que emitem uma iluminação difusa.

7

10

A cadeia produtiva

Não é exagero dizer que o advento do LED na indústria de iluminação

está afetando não só a forma dos produtos e as possibilidades de desenho,

mas também a própria maneira dessa indústria (no sentido amplo da

palavra, ou seja, o conjunto de produtos e serviços relacionados ao tema)

se articular. Como já foi dito, aos poucos as fronteiras entre luminária e

lâmpada podem desaparecer, de forma a que não seja mais possível se

8

pensar na estrutura produtiva tal qual é hoje, por exemplo, no Brasil:

multinacionais produzindo lâmpadas, fabricantes locais produzindo

luminárias. É possível que essa estrutura mude. Ou que existam sistemas

produtivos paralelos e concorrentes, até que um deles desapareça. Não

se sabe ao certo qual será a “cara” que o mercado terá, e nem como

essas mudanças podem afetar a própria inserção do lighting designer

dentro desta estrutura. Minha impressão é que os profissionais devem

estar atentos a essas mudanças para conseguir acompanhá-las, sejam

quais elas forem.

Outros destaques da Light+Building 2010

A LUCEPLAN, recentemente adquirida pela Philips, apresentou uma

nova versão da HOPE (design Francisco Gomes Paz e Paolo Rizzatto), um

chandelier gigante com lentes Fresnel em policarbonato que criam múltiplas

reflexões nas finas lâminas translúcidas, com lâmpadas fluorescentes

compactas ou halógenas energy saver.

7. WoonderLux, de Ingo Maurer

8. Hoi Polloi, de Ingo Maurer

9. Cielo, da Lirio

10. Double C. Future e Double T. Future, de Ingo Maurer

11. Hope, da Luceplan

9

11

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12

A luminária AREA (Habits Studio) é um dos bons exemplos de produto

desenvolvido para LED. Trata-se de uma “tela” em plexiglass translúcido,

com um corpo de fina espessura em termoplástico. Os LEDs fixados

internamente iluminam o plexiglass em backlight, e proporcionam uma

luz difusa e homogênea ao longo da lente, como numa janela. Disponível

nas versões de mesa, pedestal ou pendente.

A luminária SPOCK, da dupla de designers Couvreur & Devos, para a

MODULAR , foi desenvolvida a partir de um fino disco com LEDs concebido

pela PHILIPS. Com 16 Cree LEDs, somando 22W e aproximadamente 1.000

lumens (45W / lumen), a luminária pode substituir spots convencionais

para lâmpadas halógenas de 50W a 75W, com fachos disponíveis de

32° ou 56° em 3.000K ou 4.000K. Seu desenho limpo e delgado (tem

12,5mm de espessura), a funcionalidade (apresenta um giro horizontal

de 359° e vertical de -10° a 45°), o absoluto controle do ofuscamento

e a possibilidade de fixação diretamente no teto, parede ou em trilhos

eletrificados, conferem ao produto alta versatilidade e estética.

14

13

12. Area, da Luceplan

13. Spock, da Modular

14. O’Leaf, da Modular

15. Aplis, da Kreon

16. Rokko, da Kreon

17. Eurubo, da Kreon

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15 16 17

A empresa também apresentou a família O’LEAF – teto, parede

ou piso. Concebida para OLEDs (Organic Lighting Emitting Diodes), a

luminária segue a tendência observada nos últimos anos de se buscar

formas orgânicas como inspiração. Pétalas de OLEDs – finas lâminas

difusas compostas de moléculas de carbono que emitem luz – criam

uma composição orgânica de elementos luminosos e difusos de forte

apelo decorativo.

A forma simples, quase minimalista das luminárias ERUBO; o purismo

da família de embutidos APLIS e o formalismo geométrico da família de

balizadores ROKKO (todas criadas por Kristof Pycke) refletem o conceito

da KREON de criar luminárias que se integrem e se mimetizem com os

projetos de arquitetura. Em seu estande, observamos a intenção de

demonstrar como a preocupação com sistemas e a integração desses aos

projetos – com sistemas de forros, luminárias wallwashers, evidenciando

a pureza das formas e dos efeitos sobre o design excessivo.

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19

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78

Esse conceito é muito bem representado no estande e nas luminárias

PLUS (design Xavier Claramunt & M. de Mas) apresentadas pela espanhola

VIBIA. Simulando claraboias (embutidas, sobrepostas ou semiembutidas),

com diâmetros variados, simétricas e assimétricas, integram-se perfeitamente

à arquitetura, cria um efeito arquitetônico e decorativo de iluminação.

A OLIGO é um bom exemplo de fabricante que explorou bem as

características do LED. Sua luminária TRINITY, de formato e funcionalidade

incomuns, consiste em três segmentos que podem ser movidos de forma

independente. Está disponível nas versões pendente e de chão.

Flexibilidade foi o partido da nova família LINK, apresentada pela

DELTA LIGHT. O jogo de formas circulares e lineares oferece inúmeras

composições, que partem de um único ponto de eletricidade e se

expandem em uma teia de soluções criativas.

Os LEDs também roubaram a cena nos estandes dos fabricantes de

equipamentos para iluminação urbana. Prova disso foram os mais de 20

lançamentos da SCHRÉDER: todos utilizavam tecnologia LED. As luminárias

SENSO, PIANO e CLARO são exemplos da aposta da líder mundial do

setor nos novos rumos da iluminação urbana. (Por Carlos Fortes, Gilberto

Franco e Thiago Gaya)

18

20

21

22

O Brasil na Light+Building

Na edição 2010 da Light+Building dois fabricantes

de luminárias representaram o Brasil: a LUMINI

e a BLUMENOX.

Em sua quarta participação seguida, a

LUMINI comemora o contínuo crescimento de

suas exportações e o aumento substancial no

estabelecimento de sua marca em países europeus.

Segundo o diretor da empresa na Europa, Armando

Gutfreund, essa foi a melhor edição da qual a

LUMINI participou. “Observamos um aumento

quantitativo e principalmente qualitativo dos

contatos realizados”, ressalta.

Outra brasileira a apresentar seus produtos

na Light+Building foi a BLUMENOX. A empresa

participou pela primeira vez da maior feira mundial

de iluminação e também comemorou os resultados.

“Foi uma experiência excelente”, afirma o diretor

da empresa Emilio Conradt.

18. Plus, da Vibia

19. Trinity, da Oligo

20. Link, da Delta Light

21. Claro, da Schréder

22. Piano, da Schréder

23. Senso, da Schréder

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NOVIDADES DO PORTAL OF LIGHT*

Guido Antonelli

De qualquer forma, a fotografia é uma viagem dentro de alguma

coisa – uma paisagem, uma pessoa, um objeto, uma situação histórica

ou social, assim como também é uma viagem dentro de si. Enquanto

a natureza inevitavelmente leva ao reconhecimento e à apreciação da

vida, acho incrível perceber quanto disto se encontra em um objeto

arquitetônico inanimado.

Guido Antonelli

Descobre-se, desta forma, que uma coisa qualquer que não possua

vida biológica é, na verdade, pulsante e respira a vida de quem o criou e

de quem o utiliza, revelando-se de forma diferente para cada pessoa. A

natureza é dotada de uma origem “superior” que existe apenas para ela

mesma, independente do homem. A arquitetura, por sua vez, é criada pelo

homem e para o homem e apenas vive graças à sua interação com ele.

É por causa desta dependência que a arte de fotografar uma estrutura

arquitetônica se transforma em uma viagem no interior do espaço e do

ser humano, e na descoberta que ambos precisam das sombras tanto

quanto precisam das luzes. (Por Guido Antonelli)

Nesta página, imagens da Universidade Bocconi, em

Milão; na página ao lado, criação pessoal do fotógrafo

Guido Antonelli, autor de todas as fotos aqui publicadas

A LUZ QUE ESCONDE

A convite do Portal of Light, o fotógrafo Guido Antonelli

fala sobre a importância da sombra na fotografia

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80

Seja a luz do sol ou aquela artificial, uma lâmpada para

ler um livro ou as luzes de um estádio inteiro, a luz ambiente em uma sala

de estar ou a fria luz fluorescente em um escritório, a luz tem o óbvio e

grande valor de destacar, mas também o fascinante talento de esconder.

Por mais que uma iluminação possa ser difusa, uniforme ou intensa,

há sempre uma ausência natural e fascinante que me atrai mais do que

aquilo que está sendo destacado. Na realidade, iluminar uma área ou

um objeto também significa não iluminar outro; atrair a atenção para

qualquer coisa também significa distrair de outra.

Há uma grande semelhança entre o trabalho de quem faz o projeto

de iluminação, o fotógrafo e o escultor: a atividade principal de todos

é tirar revelando. O escultor elimina a pedra e revela uma estátua que

nela estava incrustada; o fotógrafo remove o enquadramento e revela

uma lasca de percepção; o projetista, iluminando, tira a atenção de algo

e revela detalhes ou formas arquitetônicas.

O que atrai o nosso olho apenas existe porque há uma ausência

que o cerca, que molda aquela lâmina, aquele spot ou aquela chuva

de luz; portanto, o que está em torno também é parte do objeto que

está sendo revelado.

*Esta coluna é publicada em parceria com o portal www.lightingacademy.org

As ausências frequentemente revelam presenças e as presenças necessitam

da ausência para serem reveladas. Este é o tipo de abordagem usada

por um fotógrafo, que considera as sombras tanto quanto as luzes:

acender tudo significa não mostrar nada.

A fotografia de arquitetura possui um fascínio absolutamente único.

Quando estou imerso em um espaço artificial, sozinho em espaços

normalmente ocupados por muitas pessoas, em contato com muros,

escadas, pavimentos, paredes, superfícies refletoras ou opacas, lisas

ou rugosas, frequentemente no silêncio mais completo, um diálogo

se instaura entre mim e o objeto arquitetônico. É um diálogo próprio

porque explorar fisicamente o edifício nada mais é do que entrevistá-lo,

e as respostas são os espaços, volumes, estrutura e luzes da arquitetura.

É uma busca dentro de nós mesmos, dentro dos arquitetos que

projetaram o edifício e dentro dos lighting designers que o iluminaram.

O resultado é sempre (a menos que as fotos não sejam realizadas

com uma finalidade exclusivamente artística) uma tentativa de mediar

entre as próprias percepções, os desejos hipotéticos dos projetistas e a

finalidade das fotos.

Guido Antonelli

L+D

81


PARA SABER MAIS

Arup

www.arup.com

D-Vision

T: +972 (9) 962-6413

www.d-vision.co.il

Licht Kunst Licht – LKL

T: +49 (0) 228 914-220

www.lichtkunstlicht.de

Luz Ininterruptus

www.luzinterruptus.com

Franco + Fortes Lighting Design

T: (11) 3064-6861

info@francoefortes.com

Godoy Luminotecnia

T: (11) 5575-4540

www.godoyassociados.com.br

h.e.banks+associates

T: +1 (415) 618-0855

www.hebanks.com

Marcos Castilha Arquitetura de

Iluminação

T: (11) 3877-0343 / 8211-9927

marcos@castilhailuminacao.com.br

Tokujin Yoshioka Design

T: +81 (0) 3 5428-0830

www.tokujin.com

PATROCINADORES

Baxton

Interpam

Lutron

Siemens

T: (11) 2093 4344

T: (31) 3448 1200

www.lutron.com/latinamerica

www.siemens.com.br

www.baxton.com.br

www.interpam.com.br

página 31

página 29

página 33

páginas 8 e 9

Luxion

Steluti

Danese Milano

Itaim Iluminação

T: (54) 3021 0007

T: (11) 3079 7339

T. (41) 3244 3244

T: (11) 4785 1010

www.luxion.com.br

www.steluti.com.br

www.pamplonacoelho.com.br

www.itaim.ind.br

página 23

página 37

página 17

3ª capa

Philips Iluminação do Brasil

Stillux

Ever Light

Lemca LED Solutions

T: (11) 2125 0588

T: (11) 4616 7744

T: (31) 3393 1963

T: (11) 2827 0600

www.luz.philips.com

www.stillux.com.br

www.everlight.com.br

www.lemca.com.br

página 13

página 35

L+D

82

página 14 e 15

GE Iluminação

página 34

Light Design

Reka Iluminação

T: (11) 3812 8177

T: 0800 728 7843

T: (81) 3339 1654

www.reka.com.br

www.geiluminacao.com.br

www.lightdesign.com.br

4ª capa

página 19

páginas 11 e 25

Revoluz

Iluminar

Lumini

T: (11) 3474 1274

T: (31) 3284 0000

T: (11) 3437 5555

www.revoluz.com.br

www.iluminar.com.br

www.lumini.com.br

páginas 6 e 7

páginas 4 e 5

2ª capa e páginas 20 e 21


ESTUDIO NOZ

RUA FIDALGA 565 | VILA MADALENA | SÃO PAULO SP

55 11 3812 8177 | WWW.REKA.COM.BR

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