22.07.2015 Views

L+D 28

Edição 28: Maio/Junho- 2009

Edição 28: Maio/Junho- 2009

SHOW MORE
SHOW LESS

You also want an ePaper? Increase the reach of your titles

YUMPU automatically turns print PDFs into web optimized ePapers that Google loves.

l+d<br />

luz + design + arquitetura<br />

KURILPA BRIDGE, AUSTRALIA<br />

BANCO VOTORANTIM, SÃO PAULO<br />

SILVER OAK CELLARS VINEYARD, USA<br />

SPECIAL: THE BEST FROM LIGHT + BUILDING


optic<br />

luminária pendente para<br />

iluminação direta e indireta<br />

sistema zeelux® de difusão<br />

de luz, composto por<br />

micro-prismas em polímero<br />

de alta tecnologia<br />

proporciona uma perfeita<br />

e uniforme difusão de luz,<br />

com eficiente controle de<br />

ofuscamento<br />

lâmpadas fluorescentes T5


www.iluminar.com.br<br />

MaMbo – PrêMio abilux 2010<br />

Designer: Francisco Terroba<br />

A Iluminar conquista o seu terceiro prêmio de 2010.<br />

Foto | C. Mafra<br />

BRASIL • SP: SÃo Paulo Wall lamps (11) 3064-8395 | CaMPiNaS Vertz (19) 3251-0501 | MarÍlia lumiarte (14) 3413-3776 | SaNToS<br />

lumen (13) 3223-5543 | SÃo JoSÈ DoS CaMPoS iluminare (12) 3923-6<strong>28</strong>8 • RJ: rio DE JaNEiro Pro-light (21) 2511-1740 • MG: bElo<br />

HoriZoNTE iluminar (31) 3<strong>28</strong>4-0000 | ubErlÂNDia Ícaro Design (34) 3222-3500 • DF: braSÍlia Dessine (61) 3445-2018 • RS: bENTo<br />

GoNÇalVES Center luz (54) 3454-6500 | CaxiaS Do Sul luz & Formmas (54) 3223-1952 | NoVo HaMburGo luz & luz (51) 3593-1236<br />

| PorTo alEGrE Vértice (51) 33<strong>28</strong>-6263 • SC: bluMENau lights on (47) 3329-2049 | CriCiÚMa luz + (48) 3437-4915 | FloriaNÓPoliS<br />

ouse (48) 3222-0834 • PR: CaSCaVEl Space light (45) 3038-1703 | CuriTiba e iluminação (41) 3244-2066 MariNGá Kelvin (44) 3025-6086<br />

• SE: araCaJu lúmina (79) 3214-1533 • PA: bElÉM Design da luz (91) 3230-4234 • MS: CaMPo GraNDE Cena (67) 3029-0401<br />

• MT: Cuiabá Todimo Design (65) 3615-5050 • CE: ForTalEZa Paroma (85) 3267-1030 • GO: GoiÂNia illuminato (62) 3216-3700<br />

• PB: JoÃo PESSoa Stiluz (83) 3244-4951 • AL: MaCEiÓ lúmina (82) 3327-7200 • AM: MaNauS Primaluce (92) 3211-0600 • RN: NaTal Quanta (84) 3201-1373<br />

• PE: rECiFE Daluz (81) 3465-9433 • ES: ViTÓria Studio Design (27) 3227-6822 ARGENTINA • BUENOS AIRES Concepto & luz + 54 (11) 4777-0023


C: 15 M:20 Y:0 K:2<br />

C: 75 M:100 Y:0 K:10<br />

Revolucionar é mudar conceitos, quebrar paradigmas.<br />

Conheça Washa! Uma excepcional linha de luminárias assimétricas para projetos de alto nível.<br />

www.revoluz.com.br


l+d #<strong>28</strong><br />

40<br />

44<br />

Ponte Kurilpa, Austrália<br />

Foto: Christopher Frederick Jones<br />

BLOSSOM Hella Jongerius<br />

48<br />

54<br />

20<br />

48<br />

¿QuÉ Pasa?<br />

PROJETOS<br />

40. Kurilpa Bridge, Australia<br />

44. Joalheria Noia Carolina, São Paulo<br />

48. Novartis Offices, Switzerland<br />

54. Silver Oak Cellars Vineyard, Usa<br />

60. Banco Votorantim, São Paulo<br />

78<br />

Special<br />

The Best From Light + Building<br />

86<br />

PORTAL OF LIGHT<br />

A luz que esconde<br />

<strong>L+D</strong><br />

10<br />

60<br />

Representante exclusivo<br />

www.lightdesign.com.br<br />

BARUERÍ Del Luce 11 41956263 BELÉM Light Design 91 32241175 BELO HORIZONTE Light Design 31 32253733 BRASÍLIA Light Design 61 32224422<br />

CAMPINAS Interluz 19 32951146 CAMPO GRANDE Light Design 67 33047000 GOIÂNIA Illuminato 62 32163700 JOÃO PESSOA Light Design 83 32262622<br />

MANAUS Primaluce 92 32010601 NATAL Light Design 84 32019499 RECIFE Light Design 81 33270845 RIO DE JANEIRO Via Manzoni 21 22677050<br />

SALVADOR Arqluz 71 33586351 SANTOS Light Design 13 32216218 SÃO JOSÉ DOS CAMPOS Light Design 12 394<strong>28</strong>125 SÃO LUÍS Light Design 98 32279270<br />

VITÓRIA Iluminação Ideal 27 33250505 LISBOA Light Design 351 211914676


EDITORIAL<br />

PUBLICADA POR<br />

The importance of the functional aspects of light has been<br />

widely known. The correct solution of technical questions is, we know, the<br />

foundation for a good lighting project. However, lighting design only achieves<br />

excellence when technical questions are subordinated to other aspects tied<br />

in to the specific architectural characteristics of each architectural design. It<br />

is projects of such a nature that we review in this edition.<br />

In the lighting design of the administrative headquarters of the Banco<br />

Votorantim in São Paulo, as too in the Novartis office building in Switzerland,<br />

the functional aspects are strongly bound up with the symbolic aspects.<br />

Both projects transmit values associated with the corporate image of the<br />

respective companies: in the case of the bank, solidity and seriousness; in<br />

the case of the pharmaceutical company, avant-gardism and modernity.<br />

In another two projects selected for this edition, the lighting was designed<br />

to stimulate contemplation, though with divergent approaches and on different<br />

scales. In the case of the Silver Oak Cellars vineyard in the USA, it is a<br />

question of the vision of the architectural space and of the wine production<br />

process, whilst, in the Noia Carolina jewellery store in São Paulo the visitor’s<br />

attention is drawn, by means of the light, essentially to the jewellery itself.<br />

Moreover, speaking of attention, when it is a matter of public spaces,<br />

the lighting project holds the power to make them far more appealing. It is<br />

precisely this that occurs in the case of the Kurilpa Bridge in Australia. Apart<br />

from being inviting to its users, the bridge’s lighting has largely contributed<br />

to its becoming a new landmark in the city.<br />

This edition also brings a special review of Light + Building, held in April<br />

in Germany. The new product launches to be seen at this most important<br />

of trade fairs clearly demonstrate that we are experiencing a turning point<br />

in LED technology. Diodes have now become a completely viable light<br />

source, and their applications, which, until quite recently, have been more<br />

or less limited to retrofit modifications, have today mushroomed, with a<br />

daily growing number of products that really take advantage of this technology,<br />

completely integrating the LED with the light. Take a look at the<br />

new products in our coverage and see for yourself.<br />

Editora Lumière Ltda.<br />

Rua Catalunha, 350<br />

05329-030 São Paulo SP<br />

t:11 <strong>28</strong>27.0660<br />

ld@portallumiere.com.br<br />

www.portallumiere.com.br<br />

PUBLISHER<br />

>Thiago Gaya<br />

EDITORES<br />

>Thiago Gaya<br />

>Winnie Bastian<br />

COLABORAÇÃO<br />

>Ana Weiss<br />

>Carlos Fortes<br />

>Gilberto Franco<br />

>Heloisa Righetto<br />

>Juliana Nakamura<br />

>Michael Lutley Jordan<br />

>Renata Amato<br />

>Valentina Figuerola<br />

REVISÃO<br />

>Deborah Peleias<br />

ARTE<br />

>Pedro Saito<br />

C<br />

M<br />

Y<br />

CM<br />

MY<br />

CY<br />

CMY<br />

K<br />

Enjoy your reading!<br />

CONSELHO EDITORIAL<br />

>Dante Della Manna<br />

>Esther Stiller<br />

>Fernando Prado<br />

PUBLICIDADE<br />

comercial@portallumiere.com.br<br />

t: 11 <strong>28</strong>27.0660<br />

<strong>L+D</strong><br />

12<br />

ASSINATURAS<br />

assinaturas@portallumiere.com.br<br />

t: 11 <strong>28</strong>27.0660<br />

IMPRESSA POR<br />

EDITORES<br />

Thiago Gaya<br />

Winnie Bastian


A luz em todo lugar<br />

PENDENTE SPHERE<br />

31 3393.1963<br />

everlight@everlight.com.br<br />

Nova geração de pendentes com LEDs de alta performance.<br />

Acesse e surpreenda-se: www.everlight.com.br/led


¿QuÉ Pasa?<br />

©2010 Messe Frankfurt (HK) Ltd.<br />

pamplonacoelho<br />

Belém/PA<br />

Design da Luz<br />

91 3230-4234<br />

www.designdaluz.com.br<br />

Curitiba/PR<br />

é Iluminação<br />

41 3244-2066<br />

www.eiluminacao.com.br<br />

Florianópolis/SC<br />

Ouse Iluminação<br />

48 3222-0834<br />

www.ouse.com.br<br />

CURSO “LUZ E PERCEPÇÃO”<br />

Ministrado por Marta Biavaschi Felizardo, lighting designer brasileira<br />

radicada em Berlim, o curso é voltado para profissionais e estudantes<br />

de arquitetura e interiores. Em 60 horas de aula, serão abordados<br />

conhecimentos fundamentais teóricos e práticos de sua aplicação em<br />

diversos tipos de projeto. “O conhecimento da luz, suas aplicações<br />

e seu comportamento em relação aos diferentes materiais e texturas<br />

pode ser a chave para a criação de espacos que traduzam seu conceito<br />

de forma mais completa e profunda”, pontua Marta.<br />

Onde: Centro Universitário Metodista (IPA), Porto Alegre (RS)<br />

Quando: de 5 a 23 de julho<br />

www.metodistadosul.edu.br<br />

GUANGZHOU INTERNATIONAL<br />

LIGHTING EXHIBITION<br />

Segunda maior feira de iluminação do mundo, fica atrás apenas da<br />

Light+Building (realizada a cada dois anos em Frankfurt). A edição<br />

de 2010 será a maior até agora, com 13 pavilhões e 130 mil m 2 , um<br />

crescimento de 18% em relação ao ano passado. “Temos mais de 1.500<br />

expositores confirmados. Esta expansão reflete o rápido desenvolvimento<br />

do setor LED, de modo que temos pavilhões dedicados aos produtos<br />

com LED para atender às necessidades da indústria”.<br />

Onde: China Import and Export Fair Pazhou Complex,<br />

Guangzhou, China<br />

Quando: de 9 a 12 de junho<br />

www.light.messefrankfurt.com.cn<br />

Manaus/AM<br />

Primaluce<br />

92 3211-0601<br />

www.primaluce.com.br<br />

Recife/PE<br />

Daluz Iluminação<br />

81 3465-9433<br />

www.daluziluminacao.com.br<br />

Santos/SP<br />

Lumen Iluminação<br />

13 3223-5543<br />

roberto.capella@uol.com.br<br />

São Luis/MA<br />

Light Design<br />

98 3227 9270<br />

Ld.ma@globo.com<br />

São Paulo/SP<br />

Wall Lamps<br />

11 3064-8395<br />

www.wallamps.com.br<br />

<strong>L+D</strong><br />

16<br />

41 3244-3244 - www.pamplonacoelho.com.br


¿QuÉ Pasa?<br />

ENERGIA NATURAL<br />

LUZES TROPICAIS<br />

Desde o início de abril, quem passa pela esquina das ruas Armando<br />

Álvares Penteado e Avaré, na capital paulista, tem sua atenção captada pela<br />

profusão de cores do mural “Brasil”, que circunda a sede administrativa<br />

da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).<br />

Produzido em 1983 pelo artista inglês Walter Kershaw e 26 estudantes<br />

da FAAP, o mural retrata as percepções do artista sobre o Brasil,<br />

mesclando imagens de montanhas, índios, onças, borboletas, flores,<br />

frutas, pássaros e edifícios.<br />

O processo de restauro do mural foi iniciado em 2009 e, após<br />

sua conclusão, chegou a vez de destacar o resultado com uma nova<br />

iluminação. A tarefa ficou a cargo do lighting designer Plínio Godoy, que<br />

propôs a colocação de 16 projetores com lâmpadas a vapor metálico<br />

(70W/830) embutidos na calçada. O resultado é uma luz homogênea<br />

que “acende” as cores do mural.<br />

Os benefícios do tomate para a saúde são bem conhecidos, mas<br />

ninguém nunca tinha pensando que o fruto pudesse servir para iluminar<br />

um quarto. Esta é a proposta do trabalho experimental Steel Light,<br />

de Cygalle Shapiro, que integrou a mostra On/Off, realizada em abril,<br />

paralelamente ao Salão do Móvel, em Milão. A exposição apresentava<br />

os trabalhos dos integrantes do programa D-Vision para jovens talentos<br />

do design israelense.<br />

Na peça criada por Shapiro, um minúsculo abajur equipado com um<br />

LED é alimentado por uma dúzia de tomates. O processo é simples: os<br />

tomates recebem a inserção de zinco e cobre, que geram uma reação<br />

química proporcionada pela acidez dos frutos.<br />

A proposta evidencia como é preciso pouca energia para alimentar<br />

os LEDs, conforme destaca Ezri Tarazi, diretor de design do D-Vision:<br />

“Não se trata de alta tecnologia; nos baseamos nos testes que todo<br />

o aluno do ensino médio realiza no laboratório de física do colégio e<br />

que consiste em transformar uma fruta em bateria”, afirmou, antes de<br />

explicar que limões ou batatas também poder ser utilizados.<br />

“A metáfora de todo o projeto é o fato de que atualmente a tecnologia<br />

LED se tornou suficientemente boa para substituir as luzes anteriores,<br />

pois consome um décimo da energia e tem maior vida útil”, disse<br />

Tarazi. “Teremos que achar novas formas limpas de produzir energia<br />

no futuro. Reduzir o consumo é uma forma importante e bonita de<br />

encararmos este desafio”, enfatizou.<br />

www.d-vision.co.il<br />

<strong>L+D</strong><br />

18<br />

Pedro Vertulli / FAAP


show room lumini<br />

www.lumini.com.br<br />

são paulo<br />

al gabriel monteiro<br />

da silva 1441<br />

01441 000 são paulo sp<br />

t +11 3898 0222<br />

rio de janeiro<br />

av ayrton senna 2150<br />

1º piso - bloco F - loja A<br />

22775 900 rio de janeiro rj<br />

t +21 3325 4959


¿QuÉ Pasa?<br />

DE NORTE A SUL<br />

Para atender a demanda de mercado em todas as regiões do País,<br />

a Light Design inaugurou recentemente mais duas lojas da marca. Em<br />

fevereiro foi a vez da unidade de Belém do Pará, a primeira na região<br />

Norte do Brasil. Com projeto assinado pela arquiteta Larissa Chady,<br />

a loja tem 145m² e conta com laboratório demonstrativo e tela LCD<br />

para apresentação dos projetos elaborados pela empresa.<br />

Em abril aconteceu a inauguração do showroom de Caxias do Sul,<br />

que também marca a expansão para uma nova região – é o primeiro<br />

no Sul do País. Com 400m² divididos em dois pavimentos, o showroom<br />

tem projeto do empresário e arquiteto Lucas Marcon e atenderá às<br />

cidades da Serra Gaúcha.<br />

Dessa forma, a empresa passa a contar com 12 lojas da marca em<br />

todo o território nacional, além de 25 representantes exclusivos.<br />

www.lightdesign.com.br<br />

FLUORESCENTES<br />

COMPACTAS MAIS SEGURAS<br />

<strong>L+D</strong><br />

22<br />

As lâmpadas fluorescentes compactas ganham cada vez mais mercado<br />

por serem altamente econômicas, e a tendência é que esta expansão se<br />

intensifique de forma crescente. Na Europa, o bulbo incandescente já foi<br />

banido – iniciativa discutível, e criticada com vigor por diversos lighting<br />

designers – e não é impossível que algo parecido aconteça por aqui.<br />

Se, por um lado, as fluorescentes compactas são altamente eficientes,<br />

por outro há um problema que até agora não havia sido contornado:<br />

este tipo de lâmpada possui mercúrio líquido em sua composição, de<br />

modo que quando a lâmpada é quebrada são liberados gases tóxicos.<br />

Esta questão foi o ponto de partida para a criação da ArmorLite,<br />

uma lâmpada fluorescente compacta que, além de não conter mercúrio<br />

líquido (utiliza amálgama, uma liga de mercúrio com outros metais<br />

em forma sólida), possui uma camada externa em silicone, que, se a<br />

lâmpada for quebrada, funciona como um “casulo”, mantendo em<br />

seu interior os cacos de vidro e todo o conteúdo da lâmpada.<br />

Fabricada pela ClearLite, a ArmorLite já está sendo comercializada<br />

nos Estados Unidos. Segundo informações da empresa, existem planos<br />

de expandir a comercialização para outros países – e possivelmente<br />

para o Brasil –, no próximo ano.<br />

www.clearlite.com


¿QuÉ Pasa?<br />

UM JARDIM “EMPACOTADO”<br />

A crítica sarcástica à falta de espaços verdes nas grandes cidades<br />

contemporâneas dá o tom da instalação “Packaged Vertical Garden”,<br />

criada pelo coletivo espanhol Luzininterruptus em Madri.<br />

Folhas e galhos encontrados próximos às árvores da região foram<br />

colocados em 110 embalagens de comida, juntamente com LEDs. As<br />

embalagens foram instaladas “na parede de uma praça feia no centro<br />

de Madri” e se transformou em um jardim vertical decorativo bastante<br />

peculiar, como explicam os autores.<br />

“Nós quisemos promover a preservação do verde urbano, pois se<br />

continuarmos a erradicá-lo dos espaços públicos ou reduzi-lo a planos<br />

verticais inacessíveis, a única forma de contato com a natureza será<br />

nos refrigeradores de supermercados – embalada e com data de<br />

vencimento”, provocam.<br />

www.luzinterruptus.com<br />

<strong>L+D</strong><br />

24<br />

SIMPLE / projeto arquitetônico Sérgio Parada fotografia Chico Aragão<br />

www.lightdesign.com.br<br />

Gustavo Sanabria<br />

BARUERÍ Del Luce 11 41956263 BELÉM Light Design 91 32241175 BRASÍLIA Light Design 61 32224422 CAMPINAS Interluz 19 32951146 CAMPO GRANDE<br />

Light Design 67 33047000 CAXIAS DO SUL Light Design 54 32264373 GOIÂNIA Illuminato 62 32163700 JOÃO PESSOA Light Design 83 32262622<br />

MANAUS Primaluce 92 32010601 NATAL Light Design 84 32019499 RECIFE Light Design 81 33270845 RIO DE JANEIRO Via Manzoni 21 22677050 SALVADOR<br />

Arqluz 71 33586351 SANTOS Light Design 13 32216218 SÃO JOSÉ DOS CAMPOS Light Design 12 394<strong>28</strong>125 SÃO LUÍS Light Design 98 32279270 VITÓRIA<br />

Iluminação Ideal 27 33250505 LISBOA Light Design 351 211914676


¿QuÉ Pasa?<br />

PONTO FOCAL<br />

<strong>L+D</strong><br />

26<br />

Dave Stewart<br />

Um dos prédios do campus Kedeston Road, da University of Derby,<br />

Inglaterra, ganhou nova percepção com a instalação realizada pelos<br />

designers da Tilney Shane, de Londres, em parceria com a Martin<br />

Professional.<br />

A ideia inicial era iluminar o bloco envidraçado da escada para que<br />

ela se tornasse visível a partir do entorno, transformando-se, assim,<br />

em uma referência para o campus. A opção, no entanto, deveria ser<br />

por um sistema que economizasse energia – demanda ligada tanto<br />

ao aspecto econômico quanto ao ambiental.<br />

A escolha, então, foram as luminárias Cyclo 04 DMX, que utilizam<br />

lâmpadas RGBW T-5 e podem gerar luz de praticamente todas as<br />

cores – ou luz branca em qualquer temperatura de cor. O resultado é<br />

mais um exemplo de como a correta iluminação tem o potencial de<br />

valorizar a arquitetura.<br />

www.martin.com<br />

<strong>L+D</strong><br />

27


¿QuÉ Pasa?<br />

DELTA mondo LX<br />

Simplesmente magnífico<br />

RECRIAR UMA ESTRELA<br />

<strong>L+D</strong><br />

<strong>28</strong><br />

Foi esta a intenção do designer japonês Tokujin Yoshioka ao conceber<br />

a luminária-instalação Stellar, exibida na exposição “Swarovski Crystal<br />

Palace”, durante a Semana do Design de Milão, realizada em abril.<br />

Exposta em uma sala ampla e vazia, Stellar reinava soberana, emanando<br />

uma luz fantástica, muito mais intensa do que as fotos podem fazer ver.<br />

“Eu queria que as pessoas tivessem uma nova experiência, vivenciassem<br />

um momento emotivo”, diz o designer. O objetivo se cumpriu, pois<br />

os visitantes realmente foram tocados.<br />

O globo de 1m de diâmetro foi encrustado com 10 mil cristais<br />

Swarovski, que, transmitiam de forma radiosa a luz que emanava dos<br />

600 LEDs abrigados em seu interior.<br />

No mesmo ambiente, o público podia admirar outro globo, suspenso<br />

em um aquário, que representa o estágio inicial de Stellar. Neste, o<br />

cristal cresce imerso na água, como na cadeira Venus (criada pelo<br />

designer em 2008). “Com o cristal Swarovski, tentei expressar a beleza,<br />

a casualidade e a figura de tirar o fôlego que resulta do processo de<br />

crescimento do cristal natural”, explica Yoshioka. “Sou cativado pela<br />

beleza, transparência e poesia dos cristais; ao mesmo tempo que é<br />

transparente, o cristal captura a luz e o brilho”, conclui.<br />

www.tokujin.com<br />

Do simples ao magnífico.<br />

DELTA mondo LX foi criada para mostrar que bom gosto e sofisticação combinam com<br />

simplicidade. Linhas leves e requintadas desenvolvidas com materiais nobres (vidro, metal e três<br />

padrões de madeira) para ressaltar ambientes com elegância, reinventar e valorizar espaços com<br />

funcionalidade, versatilidade e criatividade. DELTA mondo LX inaugura uma nova tendência,<br />

com inédito processo de fabricação, unindo-se ao padrão de qualidade mundial da Siemens.<br />

Design inovador, funcionalidade e uma exclusiva variedade de mecanismos para compor ambientes<br />

da forma como você desejar, e com inúmeras possibilidades de montagem, incluindo uma série<br />

especial de placas com legítimos cristais aplicados.<br />

Todas as placas DELTA mondo LX podem ser usadas com qualquer mecanismo da linha<br />

DELTA mondo.<br />

www.siemens.com.br/deltamondo


Controla a luz. Controla as cortinas.<br />

Reduz sensivelmente o consumo de energia.<br />

Controle de cortinas Controle de luz Economia de energia<br />

Controle de cenas<br />

A Lutron apresenta a primeira solução que simplifi<br />

ca tanto o controle da luz como das cortinas,<br />

proporcionando aos seus clientes conforto e<br />

fl exibilidade e complementando o seu projeto. E,<br />

como todas as soluções Lutron, ainda possibilita<br />

uma economia de 60% ou mais no consumo de<br />

energia com iluminação.<br />

Dimensões: 23,82 x 11,9 cm<br />

Encontre o seu distribuidor Lutron no<br />

site www.lutron.com/latinamerica<br />

Produto apresentado em três das centenas de possibilidades<br />

de combinações de cores. Confi gure seu próprio<br />

GRAFIK Eye QS: www.lutron.com/qsvisualizer<br />

© 2008 Lutron Electronics Co., Inc.<br />

Background courtesy of 3form®, Inc. Used by permission.


100<br />

95<br />

75<br />

25<br />

5<br />

Iluminando suas Ideias<br />

Aliando tecnologia,<br />

qualidade e design<br />

arrojado.<br />

.com.br<br />

0<br />

Sempre inovando, a Baxton acaba de<br />

lançar a sua<br />

nova linha de plafon. Tendo<br />

como premissa o emprego das soluções<br />

tecnológicas mais avançadas do setor de<br />

iluminação. O know-how e a qualidade de<br />

ponta que o seu projeto merece. Tudo<br />

muito diferente do que você já viu. Entre<br />

em contato e conheça melhor os nossos<br />

produtos.<br />

Plafon<br />

Dabih<br />

REFRATOR EM<br />

POLICARBONATO<br />

100<br />

95<br />

75<br />

Lançamento<br />

2x 23W Eletrônica<br />

não utilizar lâmpada<br />

incandescente<br />

ledforum<br />

25<br />

5<br />

0<br />

Contatos<br />

(11) 2093-4344<br />

vendas@baxton.com.br<br />

www.<br />

baxton<br />

.com.br


¿QuÉ Pasa?<br />

Alan Toft<br />

James Newton<br />

27º IALD AWARDS<br />

PREMIA A EXCELÊNCIA<br />

EM LIGHTING DESIGN<br />

Promovido pela International Association of Lighting Designers<br />

(IALD) desde 1983, o International Lighting Design Awards é um dos<br />

prêmios mais importantes no cenário do lighting design mundial. A<br />

cerimônia de premiação da 27ª edição foi realizada em Las Vegas<br />

2<br />

(Estados Unidos), em 13 de maio. Na ocasião, foram reconhecidos 23<br />

projetos, dos quais oito receberam Awards of Excellence, 12 receberam<br />

1<br />

Awards of Merit e três receberam Special Citations.<br />

Dentre os Award of Excellence, destacamos o projeto da Infinity<br />

Bridge, em Stockton On Tees, no Reino Unido, cuja iluminação foi<br />

1. Mesquita Sheikh Zayed Bin Sultan Al Nahyan<br />

3<br />

desenvolvida pelo escritório Speirs and Major Associates. O objetivo<br />

2. Infinity Bridge<br />

era criar uma estrutura simbólica que encorajasse o público a acessar<br />

3. First National Bank Metro Crossing<br />

a margem oposta do rio, incentivando investidores a desenvolver os<br />

terrenos disponíveis. “Se eu só tivesse visto imagens diurnas dessa ponte,<br />

teria dito que não havia nada que pudesse ser feito para melhorar<br />

o que já era simples, elegante e belo – e eu teria estado errado!”,<br />

comentou um dos jurados. A forma sinuosa da estrutura exigiu um<br />

estudo cuidadoso para garantir que a ponte fosse iluminada de forma<br />

adequada e sensível. A camuflagem dos equipamentos, a minimização<br />

2010, este privilégio coube novamente ao escritório Speirs and Major<br />

do ofuscamento e a facilidade de manutenção foram questões-chave<br />

Associates, que recebeu a honraria pelo terceiro ano consecutivo, desta<br />

para o projeto. Aqui, o resultado estético apurado só pôde ser obtido<br />

vez pela iluminação da Mesquita Sheikh Zayed Bin Sultan Al Nahyan,<br />

graças à expertise técnica – e esta é uma característica comum a todos<br />

nos Emirados Árabes.<br />

os laureados no IALD Awards.<br />

O briefing para o projeto do exterior da mesquita era contar uma<br />

Outro projeto interessante é a parede envidraçada do First National<br />

história utilizando a luz, e assim criar um ícone luminoso simbólico. Os<br />

Bank Metro Crossing, em Council Bluffs, nos Estados Unidos, cujo<br />

juízes elogiaram o projeto por seu conceito audacioso e bem-sucedido.<br />

<strong>L+D</strong><br />

36<br />

lighting design esteve a cargo de David Raver e do escritório RDG<br />

Planning & Design. O briefing deste projeto era a criação de um<br />

elemento que ajudasse a destacar o edifício em relação às estruturas<br />

“Tiramos o chapéu para os designers por terem tido a ousadia de<br />

propor, e para o cliente por ter tido a coragem de dizer sim”, disse<br />

um dos integrantes do júri.<br />

<strong>L+D</strong><br />

37<br />

arquitetônicas adjacentes, criando um marco visual. Optou-se, então,<br />

A inspiração para o projeto foi a Lua, com tufos de nuvens se<br />

pelo desenvolvimento de uma parede envidraçada que conta com<br />

deslocando pelas faces do edifício. O calendário religioso islâmico é<br />

iluminação dinâmica e perpassa todo o edifício. “Instalar uma escultura<br />

baseado no calendário lunar e nas fases da Lua. O edifício se modifica<br />

de luz assim gloriosa em um local aberto, para o prazer de todos, é<br />

sutilmente ao longo do ciclo lunar, sendo banhado em uma luz branca<br />

um crédito aos proprietários e aos designers”, citou um dos jurados.<br />

fria na época da Lua cheia. Há sete mudanças sutis de cor a cada duas<br />

No IALD Awards, o projeto com maior pontuação em todas as<br />

categorias, além de receber o Award of Excellence em sua categoria, é<br />

premiado com o Radiance Award for Excellence in Lighting Design. Em<br />

noites, do branco ao azul profundo, que significa a ausência da Lua.<br />

Para conhecer todos os projetos premiados no 27º IALD Awards,<br />

acesse http://www.iald.org/about/awards/award.asp?year=2010<br />

Tom Kessler


¿QuÉ Pasa?<br />

ARTE NA CIDADE<br />

3<br />

4<br />

A Luminale é um festival internacional de cultura da iluminação,<br />

que acontece a cada dois anos em Frankfurt paralelamente à Light +<br />

2<br />

6<br />

5<br />

Building, desde 2002. O programa do evento é dirigido aos profissionais<br />

de iluminação que visitam a feira e também aberto ao público em geral.<br />

Neste grande “laboratório de iluminação”, que transforma<br />

temporariamente a cidade e a percepção que se tem dela, a inovação<br />

e a experimentação ocupam lugar central, como nas instalações que<br />

mostramos aqui.<br />

Para mais informações sobre a Luminale, visite www.luminapolis.com<br />

1<br />

<strong>L+D</strong><br />

38<br />

1. Heavy-Medium-Light (por: Kehres & Hungerer)<br />

2. “LICHTUNG” / Banhof Zoo (por: Andreas Conrad,<br />

Daniel Mauthe e Jan Ramrodt)<br />

3. Deutsche Börse: Blaue Nacht im Handelssaal<br />

(por: Atelier Brückner)<br />

4. Projections meet Shakuhashi (por: James Turrel)<br />

5. Hauptwache: Licht.Anamorphose Frankfurt<br />

(por: Prof. Wolfgang Rang)<br />

6. Lampyris IV (por: Fried Rosenstock e LUMINEX)


projetos<br />

Pete Dillon<br />

<strong>L+D</strong><br />

40<br />

BELEZA<br />

SUSTENTÁVEL<br />

A cidade de Brisbane – capital do estado de<br />

Queensland, na Austrália – ganhou em outubro de 2009 mais um cartão-<br />

-postal: a icônica ponte Kurilpa, com 470m de extensão e 6,5m de largura,<br />

exclusiva para uso de pedestres e ciclistas. Ligando o Kurilpa Park<br />

(no lado sul do rio Brisbane) à rua Tank (centro econômico e finaceiro<br />

da cidade), o projeto – que custou aproximadamente 63 milhões de<br />

grandiosos e ao seu projeto arquitetônico baseado nos princípios da<br />

tensegridade (o que permite a construção de algo extremamente pesado<br />

obtendo um efeito visual completamente oposto, ou seja, leve, delicado e<br />

elegante – é sua iluminação - inteiramente realizada com um sofisticado<br />

sistema de LEDs que pode ser programado para produzir uma extensa<br />

variedade de efeitos e combinação de cores - que potencializa o impacto<br />

<strong>L+D</strong><br />

41<br />

dólares, empregou 1.050 funcionários e deve receber semanalmente o<br />

visual, tornando a construção uma monumental e impressionante obra<br />

A ponte Kurilpa à noite: um novo<br />

trânsito de 36.500 pessoas – é resultado de mais uma colaboração de<br />

de arte. Quando o sol se põe, nas primeiras horas da noite, a ponte é<br />

cartão-postal para Brisbane. O projeto<br />

sucesso entre os arquitetos e engenheiros dos escritórios Cox Rayner e<br />

destacada por uma luz branca, mas é mais tarde, já na escuridão, que<br />

de iluminação contou com um sistema<br />

Arup, que já haviam trabalhado juntos em 2000, no projeto de outra<br />

o projeto de iluminação revela todo o seu potencial.<br />

informatizado que permite diversas<br />

ponte sobre o mesmo rio, a Goodwill.<br />

Segundo declaração dos arquitetos, um dos principais aspectos levados<br />

configurações de cores<br />

Apesar da ponte Kurilpa ter ficado conhecida graças aos seus números<br />

em consideração foi realçar a estrutura da ponte, revelando os mastros


Christopher Frederick Jones<br />

e os elementos suspensos, mas ao mesmo tempo evitando que a luz<br />

vazasse para os prédios do entorno.<br />

Eficiente e ecologicamente correto, o sistema de iluminação é autossustentável<br />

e conta com 84 painéis para captação de energia solar,<br />

que geram em média 100KW por dia (cerca de 38MKW por ano). A<br />

energia gerada pelos painéis é suficiente para atender à maioria das<br />

configurações estabelecidas pelo projeto luminotécnico e, caso todos<br />

os pontos de luz sejam ligados ao mesmo tempo, ainda fornece 75%<br />

da energia necessária. O projeto é tão inteligente que até mesmo “sobras”<br />

de energia eventualmente geradas não são desperdiçadas, pois<br />

são redirecionadas à rede principal. O resultado, além de belo, único<br />

e inovador, também representa uma tremenda economia em relação<br />

à emissão de carbono, pois aproximadamente 37,8 toneladas de gás<br />

carbônico deixarão de ser jogadas na atmosfera.<br />

É preciso enfatizar novamente a outra grande vantagem nesse sistema,<br />

que vem a ser uma das maiores instalações deste tipo em todo o mundo:<br />

a dinâmica da mudança de cores, uma atração à parte que não só deve<br />

trazer mais turistas para a cidade, mas também ganhou a aprovação dos<br />

moradores. Todas as luminárias possuem LEDs brancos, azuis, verdes e<br />

vermelhos, possibilitando a seleção de mais de 16 milhões de matizes.<br />

Além disso, o sistema é totalmente dimerizável e as cores podem ser<br />

programadas especialmente para ocasiões específicas, como eventos<br />

ou datas comemorativas. Assim, a ponte – que já serve a comunidade<br />

no dia a dia – pode ser palco para festivais, acontecimentos especiais e<br />

até mesmo eventos esportivos. (Por Heloisa Righetto)<br />

Exclusiva para pedestres e ciclistas, a ponte é<br />

inteiramente coberta e conta com luminárias<br />

embutidas no piso e na cobertura. O sistema<br />

inteligente funciona de forma autosuficiente,<br />

utilizando energia solar<br />

RayCash<br />

Christopher Frederick Jones<br />

<strong>L+D</strong><br />

42<br />

Ponte Kurilpa<br />

Brisbane, Austrália<br />

Projeto de Iluminação:<br />

Tristram Carfrae / Arup<br />

Arquitetura: Michael Rayner / Cox Rayner;<br />

Tristam Carfrae / Arup<br />

Fornecedores: Space Cannon (projetores<br />

LED: Zeus, Helyos e Nike 9), Bega<br />

(luminárias de teto), iGuzzini (luminárias de<br />

embutir da linha Light Up Walk Professional)<br />

<strong>L+D</strong><br />

43


projetos<br />

EFICIÊNCIA E<br />

SOFISTICAÇÃO<br />

<strong>L+D</strong><br />

44<br />

Inaugurada juntamente com a nova ala do Shopping<br />

Anália Franco, no final de 2009, a segunda loja da joalheria paulistana<br />

Noia Carolina mantém determinados conceitos arquitetônicos e visuais<br />

adotados em sua primeira unidade, no Shopping Cidade Jardim, e que<br />

se tornaram parte da identidade visual da marca.<br />

Neste contexto, o projeto de iluminação desenvolvido pelo lighting<br />

designer Marcos Castilha incorporou algumas soluções desenvolvidas<br />

para a unidade Cidade Jardim, como aplicação de pontos de fibra óptica<br />

na fachada em marcenaria laqueada com desenho bisotado – uma<br />

referência ao brilho intenso das pedras preciosas lapidadas.<br />

À direita da vitrine frontal, uma porta em madeira rústica dá acesso<br />

ao interior da loja, e o piso de madeira conduz o visitante em um<br />

percurso que margeia a vitrine lateral interna e, em seguida, o conduz<br />

ao fundo da loja, onde uma parede totalmente espelhada ostenta 15<br />

cubos expositores incrustados, dispostos em uma malha geométrica.<br />

Também iluminados por fibra óptica, estes cubos constituem outro<br />

elemento característico da marca, já presente em sua primeira unidade.<br />

Na nova loja, no entanto, era desejada maior iluminância no interior<br />

dos cubos – o nível estipulado foi de 1.000 LUX. Para tanto, foi necessária<br />

a implantação de dois iluminadores para o sistema de fibra óptica,<br />

equipados com lâmpadas de vapor metálico de 150W. “A tonalidade<br />

em branco 5.000K contrasta provocativamente com a temperatura de<br />

3.000K, adotada para a loja como um todo”, explica Marcos Castilha.<br />

“Nas vitrines (frontal e lateral), o alto índice de iluminância desejado,<br />

aliado ao formato linear e à pouca profundidade de embutimento<br />

na marcenaria, levou à adoção dos LEDs como melhor solução para a<br />

iluminação. Sua irradiação luminosa livre de calor e UV também veio<br />

a calhar para a vitrine de pouca altura, que se presta à exposição de<br />

<strong>L+D</strong><br />

45<br />

A dramaticidade da iluminação dá o tom na<br />

segunda unidade da Joalheria Noia Carolina; nos<br />

expositores centrais da loja, por exemplo, lâmpadas<br />

a vapor metálico destacam individualmente cada<br />

tótem expositivo


Na fachada, a marcenaria laqueada com<br />

desenho bisotado recebeu pontos de fibra<br />

óptica, remetendo ao brilho das joias. Na<br />

parede espelhada, a fibra óptica ilumina<br />

os 15 cubos expositores incrustados.<br />

Na área de atendimento (no alto da página<br />

ao lado), a área de trabalho tem luz<br />

uniforme, enquanto a parede ripada ao<br />

fundo recebe luz diagonal para destacar<br />

sua textura; a vitrine lateral emprega fitas<br />

LEDs tanto para iluminar as joias quanto as<br />

fotografias expostas junto ao piso<br />

produtos delicados e de alto valor agregado”, explica o lighting designer.<br />

Para tanto, foram empregadas barras LED normalmente utilizadas<br />

em sancas, cada uma com seis diodos brancos 3.000K equipados com<br />

lentes de facho 10x60 graus, “o que permitiu uma incidência de luz<br />

verdadeiramente longitudinal, sem sobras para o corredor ou para o<br />

interior da loja”, complementa Castilha.<br />

A iluminância média obtida nas vitrines com este sistema é de 800<br />

LUX. Para o abrigo das barras e seus drivers, foi necessário o projeto de<br />

um nicho e acabamento especial na marcenaria. Abaixo de cada uma<br />

das vitrines, outro rebaixo recebe uma fita LED convencional, que banha<br />

suavemente os quadros dispostos sob o volume que se destaca da parede.<br />

Na área central da loja, expositores prismáticos em madeira e vidro se<br />

alternam com caixas que recebem arvoretas, também dispostos em uma<br />

malha geométrica. “Para destacar individualmente cada elemento no<br />

ambiente e também propiciar uma certa sensação de dramaticidade, toda<br />

a iluminação proveniente do teto foi feita de forma bastante recortada e<br />

fechada”, conta o lighting designer. No teto, 12 embutidos orientáveis<br />

recebem lâmpadas de vapor metálico R-111 (10°, 35W) que destacam<br />

individualmente cada tótem, com o devido controle das sobras de luz<br />

e evitando brilhos indesejados no rosto do observador.<br />

Uma longa mesa de atendimento ao cliente corre paralela à parede<br />

esquerda da loja, a qual é revestida por um ripado vertical em madeira.<br />

Dois embutidos equipados com lâmpadas de vapor metálico R-111<br />

(24°, 35W), instalados próximo à parede tiveram seus fachos orientados<br />

em fluxo rasante, de modo a destacar a textura do ripado e criar<br />

“diagonais de força” que contrastam com a distribuição grid ortogonal<br />

predominante no espaço.<br />

Para a área de atendimento, Castilha especificou um pendente linear<br />

produzido sob medida, de modo que mesa e luminária compõem um<br />

só conjunto e não perturbam a leitura da parede ripada logo atrás. Equipado<br />

com fluorescentes (T-5, 54W, 3.000K) e aletas duplo-parabólicas,<br />

este pendente proporciona uma iluminância de 600 LUX ao plano de<br />

atendimento, com sombras suaves e sem deixar vazar muita luz para<br />

a área de exposições.<br />

As áreas de apoio, como escritório e copa, também recebem a luz<br />

de luminárias com lâmpadas flurescentes (T-5 e compactas). A preocupação<br />

com a eficiência energética permeou o projeto desde sua<br />

concepção, como revela Marcos Castilha: “foram empregados somente<br />

LEDs e lâmpadas eficientes, além de reatores eletrônicos de alto fator,<br />

o que proporcionou altos níveis de iluminância com baixas densidades<br />

de potência, aliviando a carga térmica e reduzindo o consumo energético”.<br />

(Por Winnie Bastian)<br />

<strong>L+D</strong><br />

46<br />

Joalheria Noia Carolina Shopping Anália Franco<br />

São Paulo, Brasil<br />

Arquitetura de Interiores: Leticia Nobell<br />

Projeto de Iluminação: Marcos Castilha Arquitetura de Iluminação<br />

Fornecedores: Fasa (fibra óptica); Lemca (barras LED e fitas<br />

LED); Lumini (luminárias Focus, pendente Fit customizado e<br />

luminária das áreas de apoio); Osram (lâmpadas e reatores<br />

eletrônicos para fluorescente e HID)<br />

Fotos: Marcos Antonio<br />

<strong>L+D</strong><br />

47


projetos<br />

A imagem de “uma caixa transparente e luminescente”<br />

norteou o projeto de iluminação para<br />

o escritório da Novartis na Basiléia, projeto do<br />

arquiteto japonês Fumihiko Maki<br />

JOGO<br />

DUPLO<br />

<strong>L+D</strong><br />

48<br />

O escritório da empresa farmacêutica Novartis, na<br />

Basileia (Suíça), é uma afirmação do entendimento do grupo sobre o<br />

poder da arquitetura como ferramenta de relacionamento e comunicação<br />

com seus colaboradores e com a sociedade. O edifício constitui<br />

um exemplo vivo e maduro da arquitetura de Fumihiko Maki, um dos<br />

mais expressivos representantes da corrente metabólica, que até hoje<br />

influencia parte importante da produção arquitetônica japonesa.<br />

Iluminar este edifício concebido de maneira sistêmica e fluida foi um<br />

desafio assumido pelo escritório Licht Kunst Licht, que ganhou pelo<br />

projeto o Award of Excellence, na edição de 2009 do GE Edison Awards.<br />

A primeira grande questão a ser respondida pela proposta do escritório<br />

alemão dizia respeito justamente ao partido do projeto arquitetônico.<br />

O prédio é um conjunto aberto de espaços individuais e coletivos, concebidos<br />

de forma integrada e sistêmica – uma das marcas do arquiteto,<br />

vencedor do Pritzker em 1993. Uma iluminação que atendesse a estas<br />

funções distintas e concomitantes precisaria, também, interferir minimamente<br />

no layout sistêmico, evidenciado pela transparência do edifício.<br />

Uma das estratégias foi lançar mão de equipamentos que iluminam<br />

uniformemente as áreas abertas de trabalho e, ao mesmo tempo, criam<br />

uma luz difusa para esses espaços, que também servem à circulação,<br />

por meio de uma iluminação indireta. A iluminação indireta é feita por<br />

lâmpadas fluorescentes, instaladas em luminárias que contam com<br />

tampas superiores de vidro prismático que potencializam a difusão<br />

da luz. Dentro das mesmas luminárias, LEDs dispostos em posições e<br />

ângulos ligeiramente diferentes garantem distribuição ótima da luz no<br />

plano de trabalho.<br />

<strong>L+D</strong><br />

49


Perfil extrudado Microprisma ELDACON<br />

LED com refletor<br />

Perfil extrudado<br />

Tubo fluorescente Perfil de travamento<br />

Suporte em alumínio<br />

Fita de PMMA translucido<br />

Acima, as salas de reunião receberam<br />

uma luz organizadora, com lâmpadas<br />

embutidas no teto e ordenadas<br />

linearmente; à esquerda, detalhe<br />

construtivo das luminárias de mesa.<br />

Na página ao lado, espaços abertos<br />

de trabalho convivem com células fechadas;<br />

o forro metálico multifacetado<br />

foi valorizado pela iluminação<br />

“A ideia era fazer da cobertura das salas privadas uma luminária cujo<br />

cípio nosso principal objetivo foi realçar o forro inclinado por meio de<br />

<strong>L+D</strong><br />

50<br />

brilho flutuasse no ar, entre os escritórios abertos, de forma a sublinhar<br />

a ideia arquitetônica de ‘caixa transparente e luminescente’”, explica<br />

Martina Weiss, do Licht Kunst Licht. Aqui também a cobertura das sa-<br />

iluminação indireta, mantendo o teto intocado”, destaca a lighting<br />

designer. Coberto por painéis brancos de metal perfurado, o teto era,<br />

sob uma primeira análise, um problema para o projeto. A iluminação<br />

<strong>L+D</strong><br />

51<br />

las recebeu lâmpadas fluorescentes (<strong>28</strong>W e 21W, 4.000K) apontadas<br />

direcionada para cima não só valorizou o forro irregular como ampliou<br />

em duas direções: para baixo (cuja luz é filtrada por lona translúcida<br />

a leveza do ambiente nas áreas abertas, tomando o obstáculo como<br />

tensionada) e para cima (tampas superiores de vidro laminado com pe-<br />

aliado na proposta de fluidez do projeto.<br />

lícula translúcida potencializam a difusão da luz). Essa solução destaca<br />

Todas as luminárias utilizadas foram desenhadas especialmente pela<br />

as faces dos tetos multiangulares dos andares superiores, onde estão<br />

equipe do Licht Kunst Licht para o projeto. As salas de reunião recebe-<br />

distribuídos espaços coletivos e individuais de trabalho, mantendo um<br />

ram uma grande luminária em aço niquelado, que pende do alto do<br />

ambiente confortável ao olhar.<br />

teto servindo como contraponto à noção de amplitude muito marcan-<br />

“Dentro do conceito de transparência e fluxo espacial, desde o prin-<br />

te nas salas em que o pé-direito é duplo. Tais luminárias também são


Corpo da luminária em<br />

aço niquelado escovado<br />

Acrílico translúcido<br />

Perfil estrutural<br />

Tubo fluorescente T5<br />

Refletor anodizado (mate)<br />

Transformador +<br />

balasto eletrônico<br />

Perfil “U” branco<br />

Lâmpada base GY 6,35<br />

Lâmpada QT12ax<br />

Refletor<br />

Perfil estrutural<br />

Vidro prismático<br />

À esquerda, o sistema de iluminação<br />

integrada valorizou as escadarias retas<br />

do edifício. Na página ao lado, a grande<br />

luminária suspensa da sala de reunião<br />

faz um contraponto ao pé-direito amplo<br />

(veja detalhe construtivo acima, nesta<br />

página). Todas as luminárias foram<br />

projetadas especialmente pelo Licht<br />

Kunst Licht para este projeto<br />

equipadas com dois tipos diferentes de lâmpadas: fluorescentes (54W e<br />

diminuída (nos espaços mais centrais). Um sensor instalado nas estações<br />

24W, 4.000K), responsáveis pela iluminação indireta, e halógenas (12V<br />

fechadas de trabalho controla a quantidade de luz artificial em relação<br />

20W), para a luz direta.<br />

à luminosidade do dia por meio de persianas opacas e translúcidas.<br />

<strong>L+D</strong><br />

52<br />

Para o térreo do edifício, os lighting designers propuseram uma luz<br />

organizadora, embutida no teto e distribuída de forma linear. A ordenação<br />

dos pontos de luz obedece a uma cadência harmônica, que parte da área<br />

Esse gesto de interferir com ousadia e racionalidade, respeitando e<br />

valorizando a fluidez dos espaços concebidos pelo arquiteto japonês,<br />

mostra que diálogos inteligentes entre os projetos arquitetônicos e lu-<br />

Novartis - Office Building Square 3<br />

<strong>L+D</strong><br />

53<br />

de acesso e se desenvolve pelas salas de conferência e treinamento. Em<br />

minotécnicos podem ir muito além do atendimento às necessidades de<br />

Basileia, Suíça<br />

um outro gesto de valorização da arquitetura, as escadarias receberam<br />

uma ocupação. No caso do edifício Maki, este casamento se apresenta<br />

Projeto de Iluminação: Andreas Schulz, Martina Weiss, Thomas Möritz / Licht Kunst<br />

um sistema de iluminação integrada, montada linearmente com difusor<br />

como uma obra geradora de um ambiente de trabalho estimulante e<br />

Licht AG, Bonn<br />

em vidro opalino de forma a enfatizar as paredes do edifício.<br />

integrador. (Por Ana Weiss)<br />

Arquitetura: Maki and Associates (Tóquio) e Zwimpfer und Partner Architekten (Basel)<br />

Além da sempre bem-vinda utilização de LEDs, a proposta luminotécnica<br />

Fornecedores: Bene (sistema de backlighting nas salas privadas); Objektleuchten Berlin<br />

apresentou um sistema de controle que permite o máximo aproveitamento<br />

(luminárias lineares do térreo, luminárias das salas de reunião e das escadarias); Siteco<br />

de luz natural. Nos dias ensolarados da Basileia, a iluminação artificial<br />

(luminárias bidirecionais incorporadas às estações de trabalho)<br />

é automaticamente desligada (nas áreas muito próximas às janelas) ou<br />

Fotos: Lukas Roth


projetos<br />

Jody Pritchard<br />

À LUZ DE BACO<br />

Quando os lighting designers do escritório<br />

h.e.banks+associates assumiram o projeto da vinícola Silver Oak Cellars,<br />

em Oakville, Califórnia, o desafio que tinham pela frente era grande.<br />

Assim como ocorre com a produção de um bom vinho, o projeto deveria<br />

harmonizar elementos que são muitas vezes opostos, compatibilizando<br />

a atmosfera rural e aconchegante que se espera de um local destinado<br />

à degustação de vinhos, ao caráter industrial que marca a vinicultura<br />

praticada no século 21, especialmente no Novo Mundo. As soluções<br />

deveriam, ainda, ressaltar os detalhes da arquitetura concebida por Tom<br />

Taylor e Maurice Lombardo, que há duas décadas realizam projetos para<br />

vinícolas norte-americanas.<br />

Instalada há mais de 35 anos no coração do Vale do Napa, a Silver Oak<br />

Cellars é conhecida por seus tintos estruturados feitos a partir da cepa<br />

cabernet sauvignon. A vinícola sofreu um duro golpe em 2006, quando<br />

um incêndio devastador destruiu grande parte de suas instalações. O<br />

plano de recuperação teve como objetivo principal resgatar a conexão<br />

com o patrimônio histórico da tradicional vinícola, mas agregando um<br />

olhar renovado. Aproveitou-se, então, a oportunidade para realizar<br />

algumas melhorias no espaço, como a eliminação de colunas que<br />

serviam de obstáculo ao tráfego mais intenso e que, no futuro, poderiam<br />

comprometer a flexibilidade do espaço para eventuais mudanças de layout.<br />

Assim foram concebidas as novas instalações, que ocupam uma<br />

área de pouco mais de 6.300m². Inaugurado em setembro de 2008,<br />

o complexo reúne área para receber turistas interessados em conhecer<br />

mais sobre o cultivo das uvas e experimentar a bebida produzida ali,<br />

espaços administrativos, setor de produção e utilidades.<br />

Com exceção da torre logo na entrada, única construção que não foi<br />

afetada pelo incêndio de 2006 – e que por isso mesmo se transformou<br />

em símbolo da vinícola –, tudo foi reconstruído. O projeto de iluminação<br />

foi criado com a preocupação de manter-se coerente com a arquitetura,<br />

cuja linguagem remete às rústicas e acolhedoras haciendas, com espaços<br />

amplos, varandas generosas e uso extensivo de madeira e pedras.<br />

Kristin Peck, lighting designer do h.e.banks, conta que a ideia foi reforçar<br />

a abordagem atemporal e se adequar às diferentes demandas inerentes a<br />

um programa tão complexo, proporcionando ao visitante uma experiência<br />

completa e coesa. “Precisávamos atender as necessidades dos setores<br />

de produção, hotelaria e administração, sem desrespeitar o orçamento<br />

e as rigorosas limitações de consumo de energia californianas”, diz ela.<br />

Luz para degustar<br />

Partindo do uso de um arsenal de lâmpadas e luminárias bem diverso,<br />

o resultado é um sistema de iluminação aconchegante, flexível e elegante,<br />

desenhado para atender as necessidades da Silver Oak por muitos anos.<br />

Ultrapassando as robustas portas de madeira, o visitante logo se depara<br />

com grandes lustres ovais, cujas formas remetem aos bojudos barris de<br />

carvalho. Em quase todos os ambientes, especialmente nas áreas de<br />

<strong>L+D</strong><br />

54<br />

<strong>L+D</strong><br />

55<br />

Garrafas do vinho produzido pela Silver<br />

Oak Cellars ganham ainda mais valor<br />

armazenadas em prateleiras iluminadas<br />

por LEDs e lâmpadas MR-16


Jody Pritchard<br />

Jody Pritchard<br />

Simon Peck<br />

<strong>L+D</strong><br />

Jody Pritchard<br />

56<br />

uso mais social, como no lobby e no espaço-degustação, a iluminação<br />

é discreta, compatível com o detalhamento de interiores. Os pontos<br />

de luz estão quase sempre embutidos em elementos arquitetônicos,<br />

visando realçar as formas e a textura dos materiais empregados no<br />

revestimento. Assim ocorre nas paredes cobertas com limestone e na<br />

estrutura do telhado em madeira aparente.<br />

Nos setores de produção e escritórios, o projeto luminotécnico buscou<br />

garantir uma luz prioritariamente funcional e econômica. Na sala de<br />

conferências, um dos principais ambientes do núcleo administrativo,<br />

a escolha recaiu sobre luminárias dotadas de lâmpadas fluorescentes<br />

compactas (42W, 3.000K), além de um sistema com lâmpadas halógenas<br />

(37W, 3.000K).<br />

Entre as áreas industriais, o principal destaque fica por conta da sala<br />

onde estão os tanques de fermentação. O local recebeu lâmpadas a<br />

vapor metálico (26W, 3.000K) que garantem a luminância necessária<br />

para a realização das atividades de forma econômica e com pouca<br />

manutenção. O toque de dramaticidade foi assegurado pela instalação<br />

de lâmpadas fluorescentes compactas (100W, 3.000K) com filtros azuis,<br />

presos, a meia altura, em calhas fixadas atrás dos tanques de aço inox.<br />

A solução foi especificada com o intuito de reforçar a frieza do metal e<br />

é complementada por lâmpadas a vapor metálico com bulbo cerâmico<br />

(CDM,150W, 3.000K) posicionadas à frente dos tanques, no teto, para<br />

fornecer brilho, calor e reforçar o contraste com a camada de luz azul.<br />

A iluminação teve de conciliar a eficiência industrial<br />

à atmosfera tradicional que cerca a vinícola. No setor<br />

administrativo (acima), por outro lado, a funcionalidade<br />

foi o principal critério para a especificação das lâmpadas<br />

<strong>L+D</strong><br />

57


Simon Peck<br />

Jody Pritchard<br />

Na página ao lado, no alto, lustre circular<br />

marca o acesso à área de produção; embaixo, a<br />

iluminação da área social ressalta os elementos<br />

arquitetônicos rústicos. Nesta página, vistas da<br />

sala onde os vinhos ficam armazenados antes<br />

de serem engarrafados: mescla de lâmpadas<br />

brancas e azuis adiciona dramaticidade a uma<br />

área visualmente fria<br />

Jody Pritchard Jody Pritchard<br />

A atmosfera acolhedora é maximizada no espaço reservado para<br />

degustação. Neste ambiente, LEDs brancos (3.000K) foram introduzidos<br />

<strong>L+D</strong><br />

58<br />

em torno do bar, criando uma aparência mais sofisticada. A iluminação<br />

do bar recebe o complemento de delicados pendentes com lâmpadas<br />

incandescentes (25W, 3.000K), que evidenciam a abordagem de iluminação<br />

Silver Oak Cellars<br />

Oakville, EUA<br />

<strong>L+D</strong><br />

59<br />

em camadas, escolhida pelos lighting designers para criar profundidade<br />

Projeto de Iluminação: Hiram Banks, Cláudio Ramos, Jody<br />

e despertar o interesse do visitante.<br />

Pritchard e Kristin Peck / h.e.banks + associates<br />

Bem próximo dali, fechadas em uma caixa de vidro, as prateleiras onde<br />

Arquitetura: Taylor Lombardo Architects<br />

ficam expostos os vinhos engarrafados foram iluminadas por fileiras de<br />

Design de Interiores: Martha Angus<br />

LEDs brancos (4.000K) que fazem as prateleiras parecerem estar suspensas<br />

Fornecedores: Canlet (lâmpadas de vapor); Electric Mirror<br />

no ar. Lâmpadas MR-16 (37W, 3.000K) reforçam a iluminação desse<br />

(espelhos); iGuzzini, Holly Hunt e Peerless Lighting (luminárias);<br />

espaço, atraindo ainda mais a atenção para os personagens principais<br />

io Lighting (LEDs); Osram Sylvania e Philips Lighting (lâmpadas<br />

de Silver Oak: os vinhos, obviamente. (Por Juliana Nakamura)<br />

fluorescentes compactas e halógenas)


projetos<br />

Durante o dia, as escadas são iluminadas<br />

pela luz natural que penetra<br />

pelas claraboias; à noite, a circulação<br />

vertical é destacada pelo downlight<br />

que atravessa o vão de 25m<br />

Em 2009, o complexo de escritórios Rochaverá<br />

Corporate Towers, em São Paulo, recebeu a certificação de Construção<br />

Verde na categoria Ouro seguindo o sistema LEED (Leadership in<br />

Energy and Environmental Design), concedida pelo U.S. Green Building<br />

Council. Instalada em uma das torres do Rochaverá, a nova sede do<br />

Banco Votorantim tinha na redução do consumo de energia uma das<br />

Implantada em dois pavimentos da torre, a presidência era outro<br />

departamento cujas soluções luminotécnicas deveriam se adequar aos<br />

parâmetros do selo verde. “Assim como em outras áreas especiais da<br />

empresa, lá as soluções precisavam ser diferenciadas”, diz o lighting<br />

designer. Na recepção, por exemplo, divisórias luminosas de ônix<br />

geram uma luz difusa, ao mesmo tempo que decoram o recinto. As<br />

questão DE<br />

EQUILÍBRIO<br />

<strong>L+D</strong><br />

60<br />

metas a serem cumpridas na busca de um selo verde para o projeto<br />

de interiores. Foi a partir desta premissa que os lighting designers<br />

Carlos Fortes e Gilberto Franco, sócios do escritório Franco + Fortes,<br />

paredes de pedra translúcida que separam o balcão da recepção da<br />

sala de espera são iluminadas em backlight por lâmpadas fluorescentes<br />

tubulares T-5 (<strong>28</strong>W, 3.000K) fixadas verticalmente em uma estrutura<br />

<strong>L+D</strong><br />

61<br />

desenvolveram o projeto luminotécnico para o banco.<br />

metálica removível para manutenção.<br />

Fortes conta que grande parte do consumo teve de ser destinada<br />

Revestida de madeira, a circulação da presidência é valorizada<br />

aos escritórios do banco. “A paginação básica do Rochaverá não<br />

por luminárias quadradas pendentes, que proporcionam luz direta e<br />

Na recepção da presidência, paredes luminosas de<br />

atendia aos parâmetros de iluminância mínima que queríamos para<br />

indireta. Fixadas em nichos no forro de gesso, as peças fornecem ao<br />

pedra ônix iluminadas em backlight emitem uma<br />

as áreas de trabalho. Consequentemente, em áreas especiais como<br />

ambiente luz direta por meio de quatro lâmpadas AR-70 (50W, 8º,<br />

luz difusa e agradável, ao mesmo tempo em que<br />

o auditório, restaurantes e o lobby, tivemos de adotar soluções que<br />

2.900K) voltadas para o piso. Na parte superior das mesmas luminárias,<br />

decoram o recinto. Além de iluminar, as paredes<br />

se adequassem a esta limitação de carga, mas que também fossem<br />

lâmpadas fluorescentes tubulares T-5 (14W, 3.000K) iluminam os nichos,<br />

separam o ambiente da sala de espera<br />

funcionais”, explica Fortes.<br />

que refletem para o espaço uma luz suave e difusa.


No auditório, o forro metálico branco ondulado é enquadrado por<br />

um elemento de gesso que percorre perifericamente todo o espaço.<br />

Embutidas nas laterais desta “moldura”, arandelas retangulares com<br />

uma lâmpada fluorescente compacta longa (36W, 2.900K) destacam<br />

as placas curvas do forro. A iluminação central do auditório é garantida<br />

por luminárias quadradas orientáveis para uma lâmpada dicroica<br />

(50W, 38º, 2.900K), fixadas entre as placas do forro ou embutidas na<br />

moldura de gesso. “A solução é conceitualmente parecida com a do<br />

lobby”, afirma Fortes.<br />

Acompanhando a parede curva de madeira do auditório, uma sanca<br />

embute lâmpadas fluorescentes tubulares T-5 (<strong>28</strong>W, 3.000K) para<br />

iluminação indireta. A mesma solução foi adotada para iluminar as<br />

persianas no lado oposto. Sobre o palco, embutidas no forro de gesso,<br />

luminárias retangulares orientáveis com duas lâmpadas halógenas<br />

PAR-30 (75W, 30º) iluminam o ambiente. A iluminação cenográfica,<br />

por sua vez, acontece por meio de projetores do tipo canhão presos<br />

às barras do teto.<br />

Escritórios, mesas de operações e seguradora foram instalados<br />

nos salões panorâmicos dos pavimentos-tipo. Assegurar um nível de<br />

iluminância médio de 500 LUX nestas áreas era um dos principais<br />

objetivos do projeto luminotécnico, que adotou duas soluções básicas<br />

para os postos de trabalho, “criando uma hierarquia entre as diversas<br />

ocupações”, conforme explica o lighting designer.<br />

Iluminadas pela escultórica luminária metálica<br />

criada pelo designer inglês Ross Lovegrove, as salas<br />

de espera dos pavimentos-tipo permitem a visão<br />

das áreas de trabalho, como mesas de operações<br />

e seguradora. Nesses espaços corporativos, a luz<br />

provém de pendentes retangulares que proporcionam<br />

iluminação indireta<br />

<strong>L+D</strong><br />

62<br />

Na sala de estar que dá acesso ao restaurante da presidência, o<br />

mobiliário é evidenciado pelo downlight proveniente de luminárias com<br />

lâmpadas dicroicas (50W, 38º, 2.900K) fixadas entre ripas do “pergolado”<br />

de madeira. Embutidas no forro de gesso, ao longo da divisória<br />

vazada que separa o lounge do refeitório, luminárias com lâmpadas<br />

fluorescentes tubulares T-5 (<strong>28</strong>W, 3.000K) iluminam indiretamente o<br />

ambiente. No restaurante, a luz difusa é proporcionada por luminárias<br />

de 2,4m de altura – com lâmpadas fluorescentes tubulares T-5 (<strong>28</strong>W,<br />

3.000K) – embutidas verticalmente em uma das paredes do espaço.<br />

O pé-direito duplo do lobby que dá acesso ao auditório foi trabalhado<br />

com um forro metálico curvilíneo. Especialmente dimensionadas<br />

para o projeto, luminárias lineares suspensas por cordoalhas foram<br />

instaladas entre as placas curvas, fornecendo ao ambiente luz direta<br />

e difusa. Com 3m de comprimento, cada luminária dispõe de quatro<br />

lâmpadas halógenas AR-111 (50W, 12V, 8º, 2.900K) e duas lâmpadas<br />

fluorescentes compactas (36W, 2.900K). “Enquanto as fluorescentes<br />

são responsáveis pela iluminação geral, as halógenas refletoras de<br />

facho concentrado iluminam o piso e o mobiliário”, explica Fortes.<br />

A área do café possui um forro de madeira suspenso que configura<br />

um pé-direito inferior ao do lobby. Vedada com vidro translúcido,<br />

parte dos nichos do forro foi convertida em luminárias, com lâmpadas<br />

fluorescentes compactas triplas (26W, 2.700K) responsáveis pela<br />

iluminação difusa do café. Embutidas no forro de gesso, no fundo<br />

da cafeteria, a iluminação difusa é oriunda de luminárias de vidro<br />

jateado – sem moldura – com lâmpadas fluorescentes compactas<br />

duplas (26W, 2.700K).<br />

<strong>L+D</strong><br />

63


Os escritórios-padrão, por exemplo, são iluminados por luminárias com<br />

duas lâmpadas fluorescentes tubulares T-5 (<strong>28</strong>W, 3.000K) embutidas no<br />

forro modulado. Refletores e aletas parabólicas em alumínio anodizado<br />

impedem a reflexão nos planos horizontais e verticais de trabalho. Nas<br />

mesas de operações e seguradora, por outro lado, foram empregadas<br />

luminárias pendentes retangulares com quatro lâmpadas fluorescentes<br />

tubulares (T-5, <strong>28</strong>W, 3.000K), que, ao jogar a luz para cima, proporcionam<br />

uma iluminação indireta. O mesmo equipamento dispõe de lâmpadas<br />

fluorescentes tubulares T-5 (<strong>28</strong>W, 3.000K) para iluminação direta.<br />

Nas recepções dos pavimentos-tipo, a divisória de vidro fosco branco<br />

exibe o logotipo da empresa gravado numa placa de mármore. O<br />

letreiro ganha destaque especial com a iluminação direta de quatro<br />

luminárias para lâmpada dicroica (50W, 38º), embutidas no forro de<br />

gesso linear. Uma sanca embutida no mesmo forro abriga lâmpadas<br />

fluorescentes tubulares T-5 (<strong>28</strong>W, 3.000K), que iluminam a superfície<br />

vítrea de maneira indireta.<br />

Em ambientes especiais como lobby, circulação e salas<br />

da presidência, as soluções deveriam ser diferenciadas<br />

sem, no entanto, exceder a carga estipulada pelo<br />

projeto luminotécnico em função da certificação. Nas<br />

recepções dos pavimentos-tipo (abaixo), o logotipo<br />

da empresa é evidenciado pelo downlight direto<br />

<strong>L+D</strong><br />

64<br />

<strong>L+D</strong><br />

65


A luz geral da recepção é feita por lâmpadas fluorescentes tubulares<br />

T-5 (<strong>28</strong>W, 3.000K) fixadas sobre os panos do forro descontínuo de<br />

madeira. Embutidas na parte inferior do elemento, luminárias quadradas<br />

orientáveis com uma lâmpada dicroica (50W, 38º, 3.000K) iluminam a<br />

bancada de mármore. Fortes explica que em todo o banco, as fontes<br />

pontuais de luz dispõem de grelhas antiofuscamento que diminuem a<br />

percepção das luminárias nos espaços. “As superfícies são iluminadas,<br />

mas os pontos parecem apagados”, destaca.<br />

Cercadas por divisórias de vidro, as salas de espera dos pavimentos-<br />

-tipo oferecem acesso visual aos escritórios e mesas de operações.<br />

A iluminação do ambiente provém de uma escultórica luminária de<br />

alumínio Droplet, criada pelo designer inglês Ross Lovegrove para a<br />

Artemide. Na peça, elementos flutuantes de material termoplástico<br />

direcionam a luz de três lâmpadas halógenas tipo palito (150W cada)<br />

para um disco metálico frisado que reflete a luz para o ambiente.<br />

Ao discorrer sobre o projeto, Carlos Fortes explica que o uso de lâmpadas<br />

incandescentes e halógenas ficou restrita às áreas especiais como recepção<br />

e café. “Para que isso fosse possível – e em função da limitação de carga<br />

imposta pela certificação –, adotamos fluorescentes, fluorescentes compactas<br />

ou LEDs nos demais ambientes”, afirma. Um jogo de equilíbrio em que<br />

as escolhas se compensam. (Por Valentina Figuerola)<br />

No auditório, o forro metálico ondulado é destacado pela luz das<br />

arandelas embutidas na moldura do teto, enquanto a parede curva<br />

de madeira e as janelas com persianas são valorizadas pelo downlight<br />

de sancas periféricas. Já a iluminação central é proporcionada pelas<br />

luminárias orientáveis instaladas entre as placas do forro<br />

<strong>L+D</strong><br />

66<br />

Banco Votorantim<br />

São Paulo, Brasil<br />

Projeto de Iluminação: Carlos Fortes (autoria), Renata Amato (colaboração) /<br />

Franco+Fortes Lighting Design<br />

Arquitetura: Aflalo & Gasperini Arquitetos<br />

Arquitetura de Interiores: Edo Rocha Espaços Corporativos<br />

Fornecedores: La Lampe (pendente Droplet, na sala de espera dos pavimentos-<br />

-tipo); Lumicenter (luminárias de alto rendimento com refletor em alumínio anodizado<br />

embutidas no forro do escritório-padrão); Lumini (luminárias Float, No Frame 126, SE<br />

4665 e linha Focus - 50A, 50B e 50A FTG); Osram (lâmpadas dicroicas e fluorescentes<br />

tubulares); Philips (sensor Luxsense LRL 1220/05 e reator HF-R-214-35 – TL5<br />

E11); Wall Lamps (luminárias Float e Raia 2241; luminárias lineares do lobby, feitas<br />

especialmente para o projeto)<br />

Fotos: Nelson Kon<br />

<strong>L+D</strong><br />

67


especial: light+building 2010<br />

Messe Frankfurt Exhibition GmbH / Pietro Sutera<br />

frankfurt 2010:<br />

<strong>L+D</strong><br />

68<br />

A vida buscando<br />

novas formas<br />

Iniciar um texto dizendo que só o que se viu nos estandes<br />

da Light & Building 2010 eram LEDs, LEDs e mais LEDs soa quase<br />

monótono, tal tem sido a repetição deste mote em feiras anteriores.<br />

Mas a percepção geral neste ano em Frankfurt é de que uma grande<br />

mudança – dentro desta, de tão mencionada, já batida – entrou em<br />

curso. Começamos a constatar aquilo que finalmente esperávamos: os<br />

quase “desgastados” LEDs parecem finalmente ter mostrado a que vieram.<br />

Muitas das antigas promessas começam a ser cumpridas e o caçula<br />

<strong>L+D</strong><br />

69<br />

das fontes de luz passa a adquirir gestos e modos de seus irmãos mais<br />

velhos, muitas vezes ameaçando sua hegemonia. O LED, na iluminação<br />

de arquitetura, está entrando na adolescência.<br />

Quando surge uma nova tecnologia, são duas as maneiras de ela<br />

se incorporar.


Na primeira delas, a nova tecnologia pode preservar – no todo ou em<br />

parte – a estrutura onde irá se inserir. Há produtos em que simplesmente se<br />

substitui uma determinada fonte por um equivalente em LED, preservando<br />

ao máximo seu design original. É o caso, por exemplo, de uma TOLOMEO<br />

equipada com LED, de Michele de Lucchi para a ARTEMIDE, apresentada<br />

na Euroluce 2009.<br />

Explora-se, desse modo, a possibilidade da nova fonte mimetizar a<br />

antiga e os modelos são somente adaptados, tendo sua fonte de luz<br />

convencional substituída por LEDs. Ainda que alguns resultados fossem<br />

satisfatórios, evidente era uma certa timidez – ou “burocracia” – na<br />

maneira como os produtos vinham sendo desenvolvidos, além da falta<br />

de boas respostas, na maioria das aplicações, para problemas como<br />

dissipação de calor, temperatura de cor, ofuscamento etc.<br />

Mas há produtos que, ao contrário, surgem da exploração, a partir<br />

do zero, das possibilidades técnicas e formais da nova tecnologia. São<br />

como novas formas de vida que surgem, muitas vezes livres de limitações<br />

inerentes às anteriores. A “seleção natural” (e parte dela somos nós<br />

mesmos) se encarrega de selecionar quais destas formas irão progredir<br />

– e de que maneira – e quais irão sucumbir.<br />

1. Tolomeo Tavolo LED, da Artemide (Euroluce 2009)<br />

2. Linha de LEDs Fortimo, da Philips<br />

3. Sistema Quintessence, da Erco<br />

Na Light+Building 2010, fabricantes de luminárias e lâmpadas<br />

demonstraram uma forte evolução na maneira de absorver as características<br />

dos Lighting Emitting Diodes como fontes próprias de emissão de luz.<br />

Deixamos de ver somente as famigeradas “lâmpadas de LEDs” – aquelas<br />

que imitavam a forma das lâmpadas dicroicas, por exemplo, com uma<br />

“chuva” de LEDs –, e passamos a observar o grande desenvolvimento em<br />

pesquisas que tiram o máximo proveito da fonte de luz e na maneira como<br />

os LEDs se integram aos novos produtos desenvolvidos especificamente<br />

para eles – e não adaptados de outros concebidos para fontes de luz<br />

convencionais.<br />

A Light+Building 2010 foi marcada pelo surgimento de bons resultados<br />

em ambas as vertentes de aplicação da tecnologia LED: na sua incorporação<br />

a formatos existentes e nas suas novas formas de vida.<br />

Incorporação do LED em formatos existentes<br />

Deixando de lado o exemplo da TOLOMEO, onde a substituição não<br />

tem maiores implicações ou dificuldades, um segmento em que os LEDs<br />

ocuparam muito espaço foi o de luminárias downlight. Reduto das<br />

fluorescentes compactas, dos vapores metálicos e das halógenas, esta<br />

tipologia incorporou, agora de forma realmente sedutora, a tecnologia LED.<br />

O “pulo do gato” foi a separação física entre o diodo emissor de luz<br />

– isto é, o LED – e a camada de trifósforo. Esta última passou a ser um<br />

novo componente, de aspecto semelhante a um filtro translúcido (no<br />

formato circular, com cerca de 5cm de diâmetro), que recebe a radiação<br />

proveniente do LED – ou, como é mais comum, de um conjunto de LEDs<br />

– e a transforma em luz visível. Em termos ópticos, esta superfície lisa e<br />

homogênea passa a ser a fonte luminosa, ao contrário dos “chuveiros”<br />

– conjuntos de vários pequenos LEDs, de aspecto estético duvidoso.<br />

3<br />

1 2<br />

<strong>L+D</strong><br />

70<br />

Empresas como a PHILIPS apostaram no fornecimento de módulos<br />

compostos por um conjunto de LEDs + difusor trifósforo como se fosse<br />

uma nova lâmpada, que pode ser integrada a produtos que terceiros<br />

(os chamados O&Ms) desenvolvam. Ou eles próprios. Estes módulos<br />

foram, por eles, chamados de FORTIMO.<br />

Já a ERCO, ao mesmo tempo que reformulou e unificou toda a sua linha<br />

de embutidos downlight em um sistema chamado QUINTESSENCE (com<br />

várias combinações entre fontes de luz, potências, tipos de facho, filtros,<br />

louvers, formatos de abertura e anéis de fixação – quadrada, redonda,<br />

com ou sem moldura etc.) e incorporou o LED como uma das alternativas,<br />

com resultados impressionantes. O princípio é o mesmo: a radiação<br />

emitida por um conjunto de LEDs passa por um “cadinho”de reflexões<br />

especulares até chegar o difusor trifósforo, cuja luz é então trabalhada<br />

pelo refletor da luminária, de modo a produzir fachos de luz perfeitos –<br />

abertos, médios, wallwashers – dentro da conhecida impecabilidade de<br />

resultados desta empresa. A qualidade cromática também impressiona,<br />

nada deixando a desejar às fluorescentes compactas. Há ainda a alternativa<br />

de se usar as luminárias em diferentes temperaturas de cor, ou mesmo<br />

em RGBW, opção que permite a variação de temperatura e/ou de cor.<br />

E já que estamos falando de ERCO, vale citar que suas novas wallwashers<br />

(inclusive as de LEDs), ao invés de terem um contrarrefletor interno,<br />

como faziam outrora, têm agora um sistema de microestampas em<br />

seus refletores, de forma a redirecionar o facho da forma que se deseja,<br />

porém preservando um único corpo refletor; essa tendência à “nanoóptica”,<br />

que já era relativamente comum em refratores, agora invade<br />

também os refletores.<br />

<strong>L+D</strong><br />

71


4<br />

O aumento da eficácia dos LEDs também teve consequências no design<br />

4. Stile ID, da Philips<br />

6<br />

das peças. Hoje já é possível, com um conjunto de três LEDs totalizando<br />

5. Copernico Sospenzione e Parete, da Artemide<br />

aproximadamente 10W, conseguir-se um pacote consistente de luz<br />

6. Led Net, da Artemide<br />

(em torno de 400 lm) de qualidade cromática satisfatória (IRC > 80).<br />

É fácil de entender que quanto maior a eficácia, menor é o problema<br />

de dissipação, proporcionalmente ao pacote de lumens gerado, o<br />

que tende a contribuir favoravelmente ao design das peças. Assim,<br />

projetores para trilhos eletrificados com luminárias cilíndricas, como as<br />

que estamos acostumados a ver, começam a ficar atraentes e eficazes. Um<br />

bom exemplo disso é a linha STILE ID, também da PHILIPS, que definiu<br />

um módulo cilíndrico de 10W com três LEDs, também explorado em<br />

diferentes fixações: embutido fixo, orientável, semiembutido, projetor;<br />

diferentes fachos, cores e louvers, garantindo, assim, a inserção do LED<br />

como solução para accent light.<br />

5<br />

<strong>L+D</strong><br />

72<br />

Novas formas de vida para o LED<br />

Esta analogia do desenvolvimento do LED com as formas de vida é<br />

muito interessante, pois ao acompanhar as sucessivas feiras vemos como<br />

algumas coisas vingam e proliferam, e outras sucumbem. Mas o mundo<br />

inteiro está voltado para essa tecnologia e ainda não existem modelos a<br />

serem seguidos, pois a variedade de soluções é muito vasta. O fato é que<br />

há muitas possibilidades novas para os LEDs, principalmente agora que<br />

se tornaram mais eficazes e proporcionam uma luz de melhor qualidade.<br />

Dentre as empresas de design consagrado, podemos citar a ARTEMIDE<br />

como uma das que investiu na procura de formas e tipologias específicas<br />

com LED. Realizar, com LEDs, produtos que não seriam possíveis com<br />

outras fontes luminosas – esta é a proposta. Um exemplo é a luminária<br />

COPERNICO SOSPENZIONE, formada por uma série de elipses concêntricas,<br />

presas e articuladas pelas extremidades, cada uma com uma série de<br />

LEDs em uma das faces – pode-se arranjar a luminária na forma que se<br />

deseja. A COPERNICO PARETE tem o mesmo conceito, porém é construída<br />

com retângulos ao invés de elipses. A LED NET, também da ARTEMIDE,<br />

faz uma paródia dessa capacidade “orgânica” do LED, dessa liberdade<br />

de não ser mais simplesmente “lâmpada” ou “luminária” e sim uma<br />

forma luminosa onde esses conceitos são diluídos.<br />

<strong>L+D</strong><br />

73


Outra vertente interessante para os LEDs é a de pregar peças nas<br />

pessoas, criando formas que de alguma maneira se parecem com<br />

aquelas conhecidas, mas que na verdade não passam de “chistes”<br />

daquelas. Ingo Maurer sempre foi muito hábil neste tipo de abordagem.<br />

Com sua habitual irreverência, lançou WOONDERLUX: contrariando o<br />

que expusemos acima, trata-se de um Bulbo A transparente, com um<br />

LED de baixa voltagem; e HOI POLLOI – um sistema de LEDs de baixa<br />

voltagem com os bulbos citados acima fixados em cabos de aço (em<br />

parceria com Axel Schmid).<br />

Outras luminárias apresentadas por Ingo Maurer – como DOUBLE<br />

C. FUTURE OLED e DOUBLE T. FUTURE OLED – reverberam a nova<br />

morfologia dos equipamentos para LEDs – assim como a luminária de<br />

mesa LOOKSOFLAT (com Stefan Geisbauer), com perfil bidimensional.<br />

A luminária CIELO, da LIRIO (atualmente também PHILIPS) é um<br />

pendente no qual imaginamos encontrar uma lâmpada no meio, mas...<br />

não possui lâmpada. Sua parede tronco-cônica é dupla, abrigando LEDs<br />

em toda a volta, que emitem uma iluminação difusa.<br />

7<br />

10<br />

A cadeia produtiva<br />

Não é exagero dizer que o advento do LED na indústria de iluminação<br />

está afetando não só a forma dos produtos e as possibilidades de desenho,<br />

mas também a própria maneira dessa indústria (no sentido amplo da<br />

palavra, ou seja, o conjunto de produtos e serviços relacionados ao tema)<br />

se articular. Como já foi dito, aos poucos as fronteiras entre luminária e<br />

lâmpada podem desaparecer, de forma a que não seja mais possível se<br />

8<br />

pensar na estrutura produtiva tal qual é hoje, por exemplo, no Brasil:<br />

multinacionais produzindo lâmpadas, fabricantes locais produzindo<br />

luminárias. É possível que essa estrutura mude. Ou que existam sistemas<br />

produtivos paralelos e concorrentes, até que um deles desapareça. Não<br />

se sabe ao certo qual será a “cara” que o mercado terá, e nem como<br />

essas mudanças podem afetar a própria inserção do lighting designer<br />

dentro desta estrutura. Minha impressão é que os profissionais devem<br />

estar atentos a essas mudanças para conseguir acompanhá-las, sejam<br />

quais elas forem.<br />

Outros destaques da Light+Building 2010<br />

A LUCEPLAN, recentemente adquirida pela Philips, apresentou uma<br />

nova versão da HOPE (design Francisco Gomes Paz e Paolo Rizzatto), um<br />

chandelier gigante com lentes Fresnel em policarbonato que criam múltiplas<br />

reflexões nas finas lâminas translúcidas, com lâmpadas fluorescentes<br />

compactas ou halógenas energy saver.<br />

7. WoonderLux, de Ingo Maurer<br />

8. Hoi Polloi, de Ingo Maurer<br />

9. Cielo, da Lirio<br />

10. Double C. Future e Double T. Future, de Ingo Maurer<br />

11. Hope, da Luceplan<br />

9<br />

11<br />

<strong>L+D</strong><br />

74<br />

<strong>L+D</strong><br />

75


12<br />

A luminária AREA (Habits Studio) é um dos bons exemplos de produto<br />

desenvolvido para LED. Trata-se de uma “tela” em plexiglass translúcido,<br />

com um corpo de fina espessura em termoplástico. Os LEDs fixados<br />

internamente iluminam o plexiglass em backlight, e proporcionam uma<br />

luz difusa e homogênea ao longo da lente, como numa janela. Disponível<br />

nas versões de mesa, pedestal ou pendente.<br />

A luminária SPOCK, da dupla de designers Couvreur & Devos, para a<br />

MODULAR , foi desenvolvida a partir de um fino disco com LEDs concebido<br />

pela PHILIPS. Com 16 Cree LEDs, somando 22W e aproximadamente 1.000<br />

lumens (45W / lumen), a luminária pode substituir spots convencionais<br />

para lâmpadas halógenas de 50W a 75W, com fachos disponíveis de<br />

32° ou 56° em 3.000K ou 4.000K. Seu desenho limpo e delgado (tem<br />

12,5mm de espessura), a funcionalidade (apresenta um giro horizontal<br />

de 359° e vertical de -10° a 45°), o absoluto controle do ofuscamento<br />

e a possibilidade de fixação diretamente no teto, parede ou em trilhos<br />

eletrificados, conferem ao produto alta versatilidade e estética.<br />

14<br />

13<br />

12. Area, da Luceplan<br />

13. Spock, da Modular<br />

14. O’Leaf, da Modular<br />

15. Aplis, da Kreon<br />

16. Rokko, da Kreon<br />

17. Eurubo, da Kreon<br />

<strong>L+D</strong><br />

76<br />

15 16 17<br />

A empresa também apresentou a família O’LEAF – teto, parede<br />

ou piso. Concebida para OLEDs (Organic Lighting Emitting Diodes), a<br />

luminária segue a tendência observada nos últimos anos de se buscar<br />

formas orgânicas como inspiração. Pétalas de OLEDs – finas lâminas<br />

difusas compostas de moléculas de carbono que emitem luz – criam<br />

uma composição orgânica de elementos luminosos e difusos de forte<br />

apelo decorativo.<br />

A forma simples, quase minimalista das luminárias ERUBO; o purismo<br />

da família de embutidos APLIS e o formalismo geométrico da família de<br />

balizadores ROKKO (todas criadas por Kristof Pycke) refletem o conceito<br />

da KREON de criar luminárias que se integrem e se mimetizem com os<br />

projetos de arquitetura. Em seu estande, observamos a intenção de<br />

demonstrar como a preocupação com sistemas e a integração desses aos<br />

projetos – com sistemas de forros, luminárias wallwashers, evidenciando<br />

a pureza das formas e dos efeitos sobre o design excessivo.<br />

<strong>L+D</strong><br />

77


19<br />

<strong>L+D</strong><br />

78<br />

Esse conceito é muito bem representado no estande e nas luminárias<br />

PLUS (design Xavier Claramunt & M. de Mas) apresentadas pela espanhola<br />

VIBIA. Simulando claraboias (embutidas, sobrepostas ou semiembutidas),<br />

com diâmetros variados, simétricas e assimétricas, integram-se perfeitamente<br />

à arquitetura, cria um efeito arquitetônico e decorativo de iluminação.<br />

A OLIGO é um bom exemplo de fabricante que explorou bem as<br />

características do LED. Sua luminária TRINITY, de formato e funcionalidade<br />

incomuns, consiste em três segmentos que podem ser movidos de forma<br />

independente. Está disponível nas versões pendente e de chão.<br />

Flexibilidade foi o partido da nova família LINK, apresentada pela<br />

DELTA LIGHT. O jogo de formas circulares e lineares oferece inúmeras<br />

composições, que partem de um único ponto de eletricidade e se<br />

expandem em uma teia de soluções criativas.<br />

Os LEDs também roubaram a cena nos estandes dos fabricantes de<br />

equipamentos para iluminação urbana. Prova disso foram os mais de 20<br />

lançamentos da SCHRÉDER: todos utilizavam tecnologia LED. As luminárias<br />

SENSO, PIANO e CLARO são exemplos da aposta da líder mundial do<br />

setor nos novos rumos da iluminação urbana. (Por Carlos Fortes, Gilberto<br />

Franco e Thiago Gaya)<br />

18<br />

20<br />

21<br />

22<br />

O Brasil na Light+Building<br />

Na edição 2010 da Light+Building dois fabricantes<br />

de luminárias representaram o Brasil: a LUMINI<br />

e a BLUMENOX.<br />

Em sua quarta participação seguida, a<br />

LUMINI comemora o contínuo crescimento de<br />

suas exportações e o aumento substancial no<br />

estabelecimento de sua marca em países europeus.<br />

Segundo o diretor da empresa na Europa, Armando<br />

Gutfreund, essa foi a melhor edição da qual a<br />

LUMINI participou. “Observamos um aumento<br />

quantitativo e principalmente qualitativo dos<br />

contatos realizados”, ressalta.<br />

Outra brasileira a apresentar seus produtos<br />

na Light+Building foi a BLUMENOX. A empresa<br />

participou pela primeira vez da maior feira mundial<br />

de iluminação e também comemorou os resultados.<br />

“Foi uma experiência excelente”, afirma o diretor<br />

da empresa Emilio Conradt.<br />

18. Plus, da Vibia<br />

19. Trinity, da Oligo<br />

20. Link, da Delta Light<br />

21. Claro, da Schréder<br />

22. Piano, da Schréder<br />

23. Senso, da Schréder<br />

<strong>L+D</strong><br />

79<br />

23


NOVIDADES DO PORTAL OF LIGHT*<br />

Guido Antonelli<br />

De qualquer forma, a fotografia é uma viagem dentro de alguma<br />

coisa – uma paisagem, uma pessoa, um objeto, uma situação histórica<br />

ou social, assim como também é uma viagem dentro de si. Enquanto<br />

a natureza inevitavelmente leva ao reconhecimento e à apreciação da<br />

vida, acho incrível perceber quanto disto se encontra em um objeto<br />

arquitetônico inanimado.<br />

Guido Antonelli<br />

Descobre-se, desta forma, que uma coisa qualquer que não possua<br />

vida biológica é, na verdade, pulsante e respira a vida de quem o criou e<br />

de quem o utiliza, revelando-se de forma diferente para cada pessoa. A<br />

natureza é dotada de uma origem “superior” que existe apenas para ela<br />

mesma, independente do homem. A arquitetura, por sua vez, é criada pelo<br />

homem e para o homem e apenas vive graças à sua interação com ele.<br />

É por causa desta dependência que a arte de fotografar uma estrutura<br />

arquitetônica se transforma em uma viagem no interior do espaço e do<br />

ser humano, e na descoberta que ambos precisam das sombras tanto<br />

quanto precisam das luzes. (Por Guido Antonelli)<br />

Nesta página, imagens da Universidade Bocconi, em<br />

Milão; na página ao lado, criação pessoal do fotógrafo<br />

Guido Antonelli, autor de todas as fotos aqui publicadas<br />

A LUZ QUE ESCONDE<br />

A convite do Portal of Light, o fotógrafo Guido Antonelli<br />

fala sobre a importância da sombra na fotografia<br />

<strong>L+D</strong><br />

80<br />

Seja a luz do sol ou aquela artificial, uma lâmpada para<br />

ler um livro ou as luzes de um estádio inteiro, a luz ambiente em uma sala<br />

de estar ou a fria luz fluorescente em um escritório, a luz tem o óbvio e<br />

grande valor de destacar, mas também o fascinante talento de esconder.<br />

Por mais que uma iluminação possa ser difusa, uniforme ou intensa,<br />

há sempre uma ausência natural e fascinante que me atrai mais do que<br />

aquilo que está sendo destacado. Na realidade, iluminar uma área ou<br />

um objeto também significa não iluminar outro; atrair a atenção para<br />

qualquer coisa também significa distrair de outra.<br />

Há uma grande semelhança entre o trabalho de quem faz o projeto<br />

de iluminação, o fotógrafo e o escultor: a atividade principal de todos<br />

é tirar revelando. O escultor elimina a pedra e revela uma estátua que<br />

nela estava incrustada; o fotógrafo remove o enquadramento e revela<br />

uma lasca de percepção; o projetista, iluminando, tira a atenção de algo<br />

e revela detalhes ou formas arquitetônicas.<br />

O que atrai o nosso olho apenas existe porque há uma ausência<br />

que o cerca, que molda aquela lâmina, aquele spot ou aquela chuva<br />

de luz; portanto, o que está em torno também é parte do objeto que<br />

está sendo revelado.<br />

*Esta coluna é publicada em parceria com o portal www.lightingacademy.org<br />

As ausências frequentemente revelam presenças e as presenças necessitam<br />

da ausência para serem reveladas. Este é o tipo de abordagem usada<br />

por um fotógrafo, que considera as sombras tanto quanto as luzes:<br />

acender tudo significa não mostrar nada.<br />

A fotografia de arquitetura possui um fascínio absolutamente único.<br />

Quando estou imerso em um espaço artificial, sozinho em espaços<br />

normalmente ocupados por muitas pessoas, em contato com muros,<br />

escadas, pavimentos, paredes, superfícies refletoras ou opacas, lisas<br />

ou rugosas, frequentemente no silêncio mais completo, um diálogo<br />

se instaura entre mim e o objeto arquitetônico. É um diálogo próprio<br />

porque explorar fisicamente o edifício nada mais é do que entrevistá-lo,<br />

e as respostas são os espaços, volumes, estrutura e luzes da arquitetura.<br />

É uma busca dentro de nós mesmos, dentro dos arquitetos que<br />

projetaram o edifício e dentro dos lighting designers que o iluminaram.<br />

O resultado é sempre (a menos que as fotos não sejam realizadas<br />

com uma finalidade exclusivamente artística) uma tentativa de mediar<br />

entre as próprias percepções, os desejos hipotéticos dos projetistas e a<br />

finalidade das fotos.<br />

Guido Antonelli<br />

<strong>L+D</strong><br />

81


PARA SABER MAIS<br />

Arup<br />

www.arup.com<br />

D-Vision<br />

T: +972 (9) 962-6413<br />

www.d-vision.co.il<br />

Licht Kunst Licht – LKL<br />

T: +49 (0) 2<strong>28</strong> 914-220<br />

www.lichtkunstlicht.de<br />

Luz Ininterruptus<br />

www.luzinterruptus.com<br />

Franco + Fortes Lighting Design<br />

T: (11) 3064-6861<br />

info@francoefortes.com<br />

Godoy Luminotecnia<br />

T: (11) 5575-4540<br />

www.godoyassociados.com.br<br />

h.e.banks+associates<br />

T: +1 (415) 618-0855<br />

www.hebanks.com<br />

Marcos Castilha Arquitetura de<br />

Iluminação<br />

T: (11) 3877-0343 / 8211-9927<br />

marcos@castilhailuminacao.com.br<br />

Tokujin Yoshioka Design<br />

T: +81 (0) 3 54<strong>28</strong>-0830<br />

www.tokujin.com<br />

PATROCINADORES<br />

Baxton<br />

Interpam<br />

Lutron<br />

Siemens<br />

T: (11) 2093 4344<br />

T: (31) 3448 1200<br />

www.lutron.com/latinamerica<br />

www.siemens.com.br<br />

www.baxton.com.br<br />

www.interpam.com.br<br />

página 31<br />

página 29<br />

página 33<br />

páginas 8 e 9<br />

Luxion<br />

Steluti<br />

Danese Milano<br />

Itaim Iluminação<br />

T: (54) 3021 0007<br />

T: (11) 3079 7339<br />

T. (41) 3244 3244<br />

T: (11) 4785 1010<br />

www.luxion.com.br<br />

www.steluti.com.br<br />

www.pamplonacoelho.com.br<br />

www.itaim.ind.br<br />

página 23<br />

página 37<br />

página 17<br />

3ª capa<br />

Philips Iluminação do Brasil<br />

Stillux<br />

Ever Light<br />

Lemca LED Solutions<br />

T: (11) 2125 0588<br />

T: (11) 4616 7744<br />

T: (31) 3393 1963<br />

T: (11) <strong>28</strong>27 0600<br />

www.luz.philips.com<br />

www.stillux.com.br<br />

www.everlight.com.br<br />

www.lemca.com.br<br />

página 13<br />

página 35<br />

<strong>L+D</strong><br />

82<br />

página 14 e 15<br />

GE Iluminação<br />

página 34<br />

Light Design<br />

Reka Iluminação<br />

T: (11) 3812 8177<br />

T: 0800 7<strong>28</strong> 7843<br />

T: (81) 3339 1654<br />

www.reka.com.br<br />

www.geiluminacao.com.br<br />

www.lightdesign.com.br<br />

4ª capa<br />

página 19<br />

páginas 11 e 25<br />

Revoluz<br />

Iluminar<br />

Lumini<br />

T: (11) 3474 1274<br />

T: (31) 3<strong>28</strong>4 0000<br />

T: (11) 3437 5555<br />

www.revoluz.com.br<br />

www.iluminar.com.br<br />

www.lumini.com.br<br />

páginas 6 e 7<br />

páginas 4 e 5<br />

2ª capa e páginas 20 e 21


ESTUDIO NOZ<br />

RUA FIDALGA 565 | VILA MADALENA | SÃO PAULO SP<br />

55 11 3812 8177 | WWW.REKA.COM.BR

Hooray! Your file is uploaded and ready to be published.

Saved successfully!

Ooh no, something went wrong!