jornal nossa luta julho.p65 - Sindicato dos Trabalhadores nas ...

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02Editorial200 AnosPara Quem?Uma cidade existe para servir ao povo. Nos seusaspectos físico, jurídico, legal, deve servir ao povo.Nesses duzentos anos, Pelotas serviu ao seu povo?Não. As estruturas da cidade sempre estiveram aserviço de sua elite.Já nos primórdios, o alicerce sobre o qual iriaassentar-se a cidade era o da desigualdade. Enquantoos barões acumulavam rapidamente sua riqueza,os trabalhadores, escravizados em sua maioria,esvaíam rapidamente sua energia vital, a pontode sua vida útil ficar em média de oito anos.A evolução dos tempos não proporcionou asupressão daquelas injustiças. A cidade continuaservindo preferencialmente à sua elite. As ruasmelhor calçadas, iluminadas e limpas são aquelasonde moram os ricos. A polícia só prende pobres.Não há trabalho para todos, e aqueles que os têmpadecem de sofrimentos como doenças do trabalho,assédio moral, além do salário insuficiente.Que o povo desta cidade seja capaz de superareste passado de sofrimento da maioria, e quenos próximos aniversários todos tenham o que comemorar.O Sindicato da Alimentação e o Instituto Mário Alves foram instituiçõesque estiveram a frente da organização que buscou mostrar, discutir epensar uma Pelotas mais real. Dentro das atividades programadas,sexta-feira, 16/03, ocorreu a Marcha dos 200 pelas ruas do centro,com saída do Altar da Pátria, no Parque Dom Antônio Zattera.O Sindicato promove cursode formação sindicalO sindicato realizou a primeira etapa do curso de matemática sindicalnível 1, tendo como tema os dados básicos sobre rescisões de contrato edireitos trabalhistas, com a participação de diretores de base e delegadossindicais. A segunda etapa será realizada no mês de agosto.Os textos contidos nesta publicação são de responsabilidade do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Cooperativas da Alimentação de Pelotase Região. Presidente: Lair de Mattos Secretário de Imprensa: Clóvis Rogério. Conselho Editorial: Clóvis Rogério, Elton Lima, Lair de Mattos. RuaAlmirante Barroso, 3124 - Fones (Fax)(053) 3225.3564 Pelotas-RS. Redação: Carlos Cogoy Jornalista: Paulo Otávio Pinho,r.p. 179\92\7461.Gráfica O Pioneriro Tiragem: 3.5.00 exemplares


03FIQUE DE OLHO NAS DENÚNCIASDenuncie Irregularidades ao Sindicato Ligações a cobrar: 90 90 3225 35 64www.sticap.org.br imprensa@sticap.org.brAcidentes emArroio GrandepreocupamDe 2011 para cá, duas mortes poracidentes de trabalho foramverificadas em engenhos de arroz emArroio Grande. Um terceiro acidente,em Pedro Osório, vitimou umtrabalhador de Arroio Grande. OSindicato denunciou essas mortes aoMinistério do Trabalho pois essasituação é inadmissível e mostram opouco caso que os patrões dão àsegurança de seus trabalhadores.PadariaEstrelaTrabalhadores denunciam aprática constante de maus tratospor parte do proprietário dapadaria e assédio moral.DENÚNCIASJurídicoPAGAMENTOPROCESSOJOSAPARNo mês de julho será paga a última parcela dasdiferenças salariais referentes a processo movidopelo Sindicato contra a empresa por desrespeitar afolga durante um determinado período. Ao total forampagos R$ 195.080,78 a 103 trabalhadores relacionados.BiscoitosZezéSão inúmeras as denúncias que chegam atéo Sindicato. Trabalhadores queixam se demaus tratos, xingamentos por parte do encarregadoe assédio moral. A empresa desrespeitaa legislação trabalhista e não reconhecea estabilidade para os membros da CIPA (ComissãoInterna de Prevenção de Acidente).PadariaFura BoloTrabalhadores reclamam uniforme inadequado.Apesar do frio, a empresa ofereceapenas um jaleco, pois não é permitido usaroutra roupa por baixo. Não oferecem sequerum moleton. O pagamento atrasa, mas noenvelope vem a data certa e ainda tem funcionáriossem carteira assinada.PROCESSOBONSULProcesso movido pelo Sindicato contra a empresacobrando diferenças do adicional de insalubridadecalculada sobre o piso da categoria começoua ser pago. Foi realizado acordo onde 47 trabalhadoresreceberão R$ 38.495,00 em 7 parcelas.Esses trabalhadores recebiam insalubridadecalculada sobre o salário mínimo entre 2003 e 2008.O Sindicato ganhou na Justiça pois a base de cálculodeveria ser o piso da categoria. Felizmente esseprocesso tinha transitado em julgado (sem maischances de recurso) quando em 2008 o SuperiorTribunal do Federal determinou que a insalubridadedeveria voltar a ser calculada sobre o saláriomínimo.Frigorífico SalsoTrabalhadores reivindicam a implementação de refeitórios e vestiários. O local utilizado como refeitóriooferecido pela empresa hoje é uma malha de bambu, na qual os trabalhadores ficam expostos asalterações climáticas.Veja o que diz a NR 24:O refeitório obedecerá aos seguintes requisitos:a) área de 1,00m² (um metro quadrado) por usuário, abrigando, de cada vez, 1/3 (um terço) do total de empregadospor turno de trabalho, sendo este turno o que tem maior número de empregados;b) a circulação principal deverá ter a largura mínima de 75 cm, e a circulação entre bancos e banco/parede deveráter a largura mínima de 55 cm.Água potável, em condições higiênicas, fornecida por meio de copos individuais, ou bebedouros de jato inclinadoe guarda protetora, proibindo-se sua instalação em pias e lavatórios, e o uso de copos coletivos. Mesas providasde tampo liso e de material impermeável, bancos ou cadeiras, mantidos permanentemente limpos.


04FrigoríficosPesquisa do Sindicato proações do Ministério do TraAs diversas denúnciasdo Sindicato daAlimentação de Pelotasem relação as péssimascondições dosfrigoríficos na regiãolevou a uma açãoconjunta de fiscalizaçãodo Ministério Público doTrabalho, Ministério doTrabalho, Cerest e INSS.As autoridades puderamverificar “ in loco” o queo Sindicato denunciavahavia vários anosA vistoria ocorreu no abatedourode aves da Cosulati Morro Redondoe no Frigorífico Famile.Asempresas receberam inúmeras autuaçõese multas. Alguns locais foraminterditados. Na Cosulati foiinterditada a nória e um elevadorpor risco de acidente. No Famileforam interditadas duas máquinaspelo mesmo motivo.Na contramão do crescimento dosetor avícola brasileiro, cuja produçãosaltou 104,5% e a exportação,317% na última década, trabalhadoresde frigoríficos destesegmento estão sendo abatidos poruma epidemia, que tem raízes naprópria atividade que lhes garanteo sustento.Estima-se que, atualmente, entre20% e 30% dos 500 mil empregadosque trabalham no setor em todoo país estejam com algum problemade saúde. O percentual só nãoé maior porque as notificações deacidentes e adoecimentos estão distantesda realidade.“SandroAs atuaisabsolutamsaúde físiSardPéssimlevam aFrio, ritmo intenso diumidade, falta de intervcontínua a níveis de ruídriores e, principalmentetores que desencadeiamaté mesmo depressão.petitivo (LER) ou DistúTrabalho (Dort) se justifseparação de coxa decoxa e sobrecoxa e 78 ncaça. Ao final do expedmil movimentos para ficuperação dos tendões,30 movimentos/min.


vocabalhoAutuaçõesresultam depesquisarealizada peloSindicatoPesquisa do Sindicato serviude embasamento para açõescondições de trabalho sãoente incompatíveis com aca e mental do trabalhador”á, procurador do Trabalhoas condiçõeslesões gravestado pelas máquinas, postura inadequada,alo adequado para descanso, exposiçãoo acima de 80 decibéis, pressão de supe-, repetitividade. Esses são alguns dos faosurgimento de doenças ocupacionais eorriqueiras, as Lesões por Esforço RerbiosOsteomusculares Relacionados aoicam: são 120 movimentos por minuto nasobrecoxa desossada, 80 na desossa dea retirada da cartilagem de peito na cariente,um trabalhador pode chegar a 63nalizar 14,4 mil peças. Para permitir a reporexemplo, pesquisas recomendam atéAs péssimas condições nos frigoríficos ficou evidenciadoem pesquisa realizada pelo Sindicato da Alimentação, em parceriacom a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs),que resultou em denúncia no Senado pelo vice-presidentedo Sindicato da Alimentação de Pelotas e coordenador sala deapoio da Região Sul da CNTA - Confederação Nacional dosTrabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins, DarciRocha. O Sindicato chegou a promover várias audiências públicas,inclusive em Morro Redondo.A pesquisa colaborou para intensificar as ações do MinistérioPúblico do Trabalho (MPT) que promete endurecer a fiscalizaçãoe as negociações junto às indústrias. Os objetivossão reduzir o tempo de exposição aos riscos e aumentar asescassas pausas na jornada. Contudo, a falta de pessoal nosórgãos fiscalizadores e o valor baixo das multas estimulam odescumprimento das leis.Condições de trabalho incompatíveislevam à “ legião de lesionados”“As atuais condições de trabalho são absolutamente incompatíveiscom a saúde física e mental do trabalhador”, avaliao procurador do Trabalho Sandro Sardá, gerente nacional doprojeto de Regularização das Condições de Trabalho em Frigoríficosdo MPT. Ele chama a atenção para o fato de hojehaver uma “verdadeira legião de lesionados”, sobretudo jovens,o que gera um elevado custo social. De acordo comSardá, as empresas preferem dispensar os que adoecem oucontratar novos empregados no lugar dos que são afastados,que passam a ser bancados pela Previdência Social. “O Brasilé a China do setor avícola, pois nenhum país consegueproduzir frango tão barato. O custo social é que é muito caro”,ressalta, destacando que também há precariedade no trabalhoenvolvendo o abate de gado e suínos, porém, neste caso, oproblema é mais grave devido ao ritmo excessivo de trabalho.A conduta médica de profissionais contratados por empresastambém é questionada. Conforme ele, diante das queixas dosoperários, muitos receitam medicamentos que só inibem a dor.Mais proteção para o trabalhadorAs empresas também devem treinar os funcionários quantoao uso de equipamentos e ferramentas de trabalho, além deadotar medidas de prevenção coletivas e individuais com constanteavaliação de riscos. Para isso, deverão ser criados programasespecíficos de prevenção com participação de um clínico-epidemiológicoque irá orientar as medidas a serem implementadaspelos programas no ambiente e nas condiçõesgerais de trabalho, considerando a realização de consultasmédicas aos trabalhadores, aplicação de questionários e análises,e ainda alertando os empregadores sobre situações quepossam gerar riscos, especialmente, quando houver nexo causalentre as queixas e agravos à saúde dos trabalhadores e àssituações de trabalho a que ficam expostos, ainda que semqualquer sintoma ou sinal clínico.A engenheira de Segurança do Trabalho, Maria Elídia Vicente,assessora dos trabalhadores no Grupo Técnico Tripartitede elaboração da Norma do Setor de Frigoríficos, explicaque a instituição de pausas durante a jornada de trabalho éessencial para diminuir o índice de lesões provocadas, principalmente,nos tendões e articulações como as Lesões porEsforço Repetitivo (LER) e os Distúrbios OsteomuscularesRelacionados ao Trabalho (DORT). “Os especialistas estimamque o líquido sinovial, responsável pela lubrificação dasarticulações, deixe de ser produzido em atividades repetitivasa partir de 50 minutos a 60 minutos e que uma pausa de 8 a10 minutos a partir deste momento é de vital importância paraque o líquido sinovial volte a ser produzido em quantidadesuficiente“, afirma.Acidentes de trabalho e impacto financeiroSegundo dados da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), fornecidos pelo pesquisador PauloRogério Oliveira, coordenador-geral de Politicas de Combate a Acidentes de Trabalho do Ministério da Previdência Social,dos 70 mil benefícios mantidos pelo INSS, entre 2000 e 2008, envolvendo transtornos dos tecidos moles (conjuntivo,epitelial e muscular), 1.017,38 foram destinados ao setor de abate de bovinos e 1.229,18 às avícolas. Esse número representa3,53% afastamentos a mais do que a população segurada em geral, e até 4,26% quando diz respeito ao abate de avese outros pequenos animais. Dados mais recentes do número total de acidentes de trabalho envolvendo o setor frigorífico emgeral no período de 2008 a 2010 registraram mais de 61 mil acidentes, sendo 22.654 no setor bovino e 38.520 em avícolas.


06ServiçosPrestadosSede PelotasRua Alm. Barroso 3.124Lista de serviços oferecidos pelo Sindicato ehorários à sua disposição:Atendimento médicoDiariamente a partir das 18h30min.Segunda a partir das 15 horasQuartas e quintas a partir das 16 horas.Atendimento odontológicoDiariamente a partir das 18 horas - para sóciosSegunda, terça e quarta das 16h às 17h30min,para sócios e dependentesNas quintas-feiras o atendimento é realizadono período da manhã das 9h às 11h eà tarde das 13h30min às 15h30min,para sócios e dependentesLigue 3225 3564 e agende sua consulta.Pisos 2012PadariaPadeiro (a), Masseiro (a), Confeiteiro (a),e Forneiro (a)R$ 770,00 (setecentos e setenta reais)Balconistas, Serviços Gerais e QuadristasR$ 732,36 (setecentos e trinta e dois reaiscom trinta e seis centavos)Arroz 2012Serviços Gerais - R$ 770,00Profissionais - R$ 870,00Auxilio escolar de R$ 320,00**Repasse em janeiro de 2013 do mesmo índice de reajuste dosalário minimo regional para os pisos (serviços gerais e profissionais)tendo como base os pisos de maio/2012.Manutenção das demais cláusulas do Acordo Anterior.PIS 2012O PIS é um benefício pago anualmenteao trabalhador que se adeque ao programano valor do salário mínimo atual no momentodo pagamento do abono salário como éconhecido também. Para receber o seuPIS o trabalhador precisa se encaixar noperfil estabelecido pelo programa.PRÉ-REQUISITOS- Ter mais de cinco anoscadastrados no PIS- Ter trabalhado pelo menos trintadias no ano e ter recebido em médioaté dois salários mínimos.- Mais informação sobre o PIS,acesse o site da Caixa.Atendimento jurídicoA orientação jurídica na sede do STICAP,segunda das 10h às 11h30min e de terça àsexta das 18h às 19h30min.Ginástica femininaAulas na segunda e quinta das 18h30min às19h30min.**Horário de atendimento na sede de segunda asexta, das 8h às 11h30min e a tarde das13h30min às 20hCapão do LeãoSub-sede - Rua 1º de Maio 497/Bairro Jardim AméricaAtendimento médicoTerça e quinta das 11h às 13hAtendimento jurídicoTodas as quartas a partir das 18hGinástica femininaAulas são realizadas terçase sextas das 18h às 19hHorário de Atendimentosegunda, quarta e sexta: das 14h às 18hTerça e quinta: das 8h30min às 19hMorro RedondoAtendimento odontológicoNo município de Morro Redondo, o atendimentodo dentista é feito na ala odontológicado hospital Dr. Ernesto Maurício Arndt. O setorque esteve desativado, voltou a funcionar devidoao convênio firmado com o Sindicato. Atendimentotodos os sábados a partir das 9h,consulta por ordem de chegada.CanguçuAtendimento odontológicoDentistas Aline de Souza e Camila LopesSchmalfuss. O agendamento deve ser feito das14h às 17h através do fone: (53) 3252.2808. Aclínica está localizada à rua Duque de Caxias,71, sala 04, centro de CanguçuDissídio Carne 2012 - JunhoReajuste: 9% (nove por cento)Piso Salarial: R$ 750,20Piso Profissional: R$ 830,00 (magarefe e desossador)Quinquênio de 2%Horas extras a 50% (duas primeiras) e 100% (para as demais)Auxílio Educação: R$ 771,54 pagos em 3 parcelas nos mesesde setembro/ 12, fevereiro/13 e maio/13.Todos os trabalhadores tem direito a esse auxílio, independentede ser estudante ou ter dependentes estudantes, exceto os jovensaprendizes, quem estiver no contrato por experiência quando dopagamento e quem recebe o adicional de faca ou Auxílio Magarefe.**Antecipação para todas as faixas salariais em janeiro2013: 5% (cinco por cento)Manutenção das demais cláusulas do acordo anterior.Comunicação com a CategoriaSindicato na TVAcompanhe o Sindicato na TV, na TVC,através do programa Nossa Luta, todasas terças das 19h30min às 20h pelo canal14 da Net Sul e 9 da Via Cabo.Assista as edições do programa digitando“nossaluta1” no Youtube.COMO CONSULTARO VALOR DO PISSe você consultar o valor do seu PIS poderáacessar o site da Caixa, no endereçoeletrônico da Caixa Econômica Federal vocêencontrará todas as informações necessáriaspara receber o seu PIS 2012, bem como tirarsuas dúvidas sobre o programa. Além disso,você poderá também consultar o calendárioPIS 2012-2013 diretamente no site.Se você é um trabalhador que se encaixanos requisitos citados acima, é preciso ficaratento no site do Caixa através do calendáriode pagamento do PIS e não perder o seu direitode cidadão.SaláriofamíliaDe R$ 608,81 a R$ 915,05 R$22,00 - por filho menor de 14 anosPiso Regional R$ 732,36 - (setecentose trinta e dois reais com trinta eseis centavos).Salário Mínimo R$ 622,00 - (seiscentose vinte dois reais)Sindicato no RádioOuça a programação da RádioCom 104.5 FMe pela Rádio América 87.9 FM, todas asquartas das 17h 30min as 18h.http://www.sticap.org.bré o nosso sítio de noticias.


Copa de Futsal do Sindicato 2012Mais de 300 trabalhadores em açãoTeve início no dia 04 de julho, a maior competição esportiva da categoria da Alimentação com 20 equipes inscritas, distribuídasem 4 grupos. Na fase de classificação serão realizados 40 jogos, com aproximadamente 300 trabalhadores participando do evento.Na primeira rodada os resultados foram os seguintes; Josapar Secagem 6 x 6 Cooplantio, Biscoitos ZEZÉ 6 x 6 Arrozeira Orlândia efinalizando a rodada, Cerealle B 6 x 2 Irgovel. Na segunda rodada realizada no dia 11/07, os resultados foram; pelo grupo c frigoríficoFamile 3 x 4 Arrozeira Pelotas B, Adib Peixoto 4 x 2 Arrozeira CDA, Grupo a Bonsul 4 x 1 Cosulati – Manutenção. Destaque para adisciplina das equipes, Orlândia, Cerealle B,CDA e Famile que não receberam nenhum cartão.Grupos e Jogos dafase de classificaçãoGRUPO A1. JOSAPAR SECAGEM2.COOPLANTIO3. BONSUL4. COSULATI MANUTENÇÃO5. SLC07JOGOS DO GRUPO AJOSAPAR/SECAGEM 6 X 6 COOPLANTIOBONSUL 4 X 1COSULATI/MANUTENÇÃO – 11/07SLC X JOSAPAR/SECAGEM 18/07COOPLANTIO X BONSULJOSAPAR/SECAGEM X COSULATI/MANUTENÇÃOBONSUL X SLCCOOPLANTIO X COSULATI/MANUTENÇÃOJOSAPAR/SECAGEM X BONSULCOOPLANTIO X SLCCOSULATI/MANUTENÇÃO X SLCCerealle B Irgovel ZezéGRUPO B1. ZEZÉ2. ORLANDIA3. JOSAPAR PACOTE4. CEREALLE A5. COSULATI PRODUÇÃOJOGOS DO GRUPO BZEZÉ 6 X 6 ORLANDIAJOSAPAR/PACOTE X CEREALLE A – 18/07ZEZÉ X COSULATI/PRODUÇÃO – 25/07ORLANDIA X JOSAPAR/PACOTECEREALLE A X COSULATI/PRODUÇÃOZEZÉ X JOSAPAR/PACOTEORLANDIA X CEREALLE AJOSAPAR/PACOTE X COSULATI/PRODUÇÃOZEZÉ X CEREALLE AORLANDIA X COSULATI/PRODUÇÃOCooplantioJosapar secagemOrlandiaGRUPO C1. ADIB PEIXOTO2. CDA3. OBELISCO4. FAMILE5. PELOTAS BPelotas B CDA Cosulati - ManutençãoJOGOS DO GRUPO CADIB PEIXOTO 4 X 2 CDA – 11/07FAMILE 3 X 4 PELOTAS B - 11/07ADIB PEIXOTO X OBELISCO – 25/07CDA X PELOTAS BCDA X FAMILECDA X OBELISCOADIB PEIXOTO X PELOTAS BOBELISCO X FAMILEADIB PEIXOTO X FAMILEOBELISCO X PELOTAS BGRUPO D1. CEREALLE B2. IRGOVEL3. FRUKY4. PELOTAS A5. CASTROJOGOS DO GRUPO DCEREALLE B 6 X 2 IRGOVEL – 04/07FRUKY X PELOTAS A – 18/07CEREALLE B X CASTRO – 25/07IRGOVEL X PELOTAS ACASTRO X FRUKYCEREALLE B X PELOTAS AIRGOVEL X CASTROCEREALLE B X FRUKYPELOTAS A X CASTROIRGOVEL X FRUKYFamile Bonsul Adib PeixotoRODADA DO MÊS DE JULHO/2012LOCAL: GINÁSIO DE ESPORTES ZECÃOAV. FERNANDO OSÓRIO, 5890, BAIRRO TRÊS VENDAS/PELOTASQUARTA-FEIRA - 04/07/2012(Primeira Rodada)20:00 – GRUPO A - JOSAPAR – SECAGEM 6 X 6COOPLANTIO20:40 GRUPO B - ZEZÉ 6 X 6 ORLANDIA21:20 GRUPO D - CEREALLE B 6 X 2 IRGOVELQUARTA-FEIRA - 11/07/2012( Segunda Rodada)20:00 – GRUPO C - FAMILE 3X 4 PELOTAS B20:40 – GRUPO C - ADIB PEIXOTO 4X2 CDA21:20 - GRUPO A - BONSUL 4X 1COSULATI –MANUTENÇÃOResultados dos jogos até o fechamento do jornal em 12/07/2012.QUARTA-FEIRA - 18/07/201220:00 – GRUPO D - FRUKY X PELOTAS A20:40 – GRUPO A - SLC X JOSAPAR SECAGEM21:20 - GRUPO B - JOSAPAR PACOTE X CEREALLE AQUARTA-FEIRA - 25/07/201220:00 – GRUPO B - ZEZE X COSULATI PRODUÇÃO20:40 – GRUPO C - ADIB PEIXOTO X OBELISCO21:20 - GRUPO D - CEREALLE B X CASTRO


Livros & IdeiasDiário de um cão erranteO romance “Minha fuga sem fim” apresentaprefácio à edição brasileira, e está divididoem duas partes: “Será assim que oshomens julgam?”; “Diário de um cão errante”.O posfácio é autoria da escritora FredVargas.Cláudia, Quem para está perdido, IgoufErnest, Karine, O talismã e Não aprendia adizer adeus, são capítulos que integram a segundaparte “Diário de um cão errante”. Recorrendoa terceira pessoa, Battisti mescla ficçãoe realidade para narrar sobre as situaçõesinusitadas durante a fuga. As viagens, o constantereceio de ser preso, a carola sensual, aprostituta nórdica, o sábio etíope. A chegadaao País das novelas, futebol e miséria.Resistindoao fascismo,stalinismoe liberaisPor Carlos CogoyNo último dia de 2010, o então presidente LuizInácio Lula da Silva decidiu não conceder extradiçãoao ex-ativista de esquerda italiano Cesare Battisti.De imediato, vozes conservadoras criticarama decisão. No tom reacionário, alegações de quese tratava de um “terrorista, assassino, monstrosanguinário”. Mas, a pretensa ameaça aos que sedão bem na injusta realidade brasileira, porém, nãose encaixa no perfil pacato do autor de quase duasdezenas de livros. A explicação é simples. Ofensivada grande mídia, transformou Battisti no inimigonecessário e estratégico, simbolizando a quedade uma era, os escombros da utopia. Essa imagemfoi tecida com base em sucessivas safadezasjurídicas. Num processo à revelia, sem provas, elefoi julgado à prisão perpétua na Itália. Como acusação,quatro assassinatos na ebulição políticados anos setenta. Denunciado por ex-companheirosde militância política que, com base nos estatutodos arrependidos, atenuavam pena ou até conquistavama liberdade, Battisti já exilado no México,foi o “bode expiatório” para satisfazer fascistase stalinistas – o PCI à época rejeitava a juventudeque renovava a esquerda, tirando a poeira dodogmatismo. Na França, anos noventa, mulher, filhas,atividades como zelador e escritor. Comoautor de romances policiais, juridicamente acolhidona era Mitterrand, Battisti encontrara equilíbriopara refazer planos. Como autor, estava conquistandomais leitores, consolidando-se na literatura.Porém, em 2004, no governo Chirac, o inesperado.O poder jurídico francês cedera à pressãopolítica. O judiciário curva-se a interesses dos governosfrancês e italiano. Battisti prestes a serextraditado, trata de fugir pelos subterrâneos deParis. Inicia-se caçada, numa série de aventuras,diferentes países, personagens, receios e solidão.Nos romances publicados no Brasil, ele reitera apergunta: “Por que eu?”. Para conhecer a trajetóriade Battisti que, em junho esteve em Pelotas –promoção do Instituto Mário Alves (IMA) - leituraessencial é o excelente romance autobiográfico“Minha fuga sem fim” (285 páginas) – publicadopela Martins Fontes em 2007.HISTÓRIABattisti nasceu em Sermoneta na Itáliaem 1954. Filho de pai comunista e mãe católica,desafiava o retrato de Stálin penduradona sala. “Eu não tinha ainda dez anose já berrava, no alto-falante do carro dele:‘Governo ladrão ou ratos fascistas, o lugarde vocês é no esgoto’”, escreve sobre ainfância.Livros publicados no Brasil:Minha fuga sem fim (2007); Ser Bambu(2010); Ao Pé do Muro (2011) – será lançadoem Pelotas. Obras do selo ‘Martins’da editora Martins Fontes.Cesare BattistiINOCENTE?O prefácio é do filósofo e humanistaBernard-Henri Lévy. Em “Por que o defendo”,Lévy que está longe de ser identificadocomo pensador de esquerda,evoca a necessidade de justiça. Trecho:“E a primeira dessas precauções não seriaouvir, apenas ouvir, primeiro atravésdeste livro, depois no recinto de um tribunalante o qual ele comparecesse empessoa, as palavras daquele que, diantedessas terríveis acusações, não cessa derepetir: ‘pois então, aí é que está... eu fuimembro de um grupo armado... recorri àviolência... mas acontece que, mat ar, matarmesmo com as minhas próprias mãos,isso não, isso eu nunca fiz...’?”.VIDA NEGOCIADAApós catorze anos na França, guinadajurídica em 2004. O governo Chirac,que já havia sido alvo de atentado em2002, endurecera com os refugiados. E a10 de fevereiro de 2004, Battisti é presono prédio que residia e trabalhava comozelador. Houve comoção nacional, gruposde apoio, manifestações públicas ea conquista da liberdade a 3 de março.Mas a 30 de junho ainda haveria o veredictoda Câmara de Instrução da Cortede Apelação de Paris. E o resultado foi aextradição. Em capítulos como “A captura”,“A prisão”, “O cerco” e “A evasão”,que integram “Será assim que os homensjulgam?” – primeira parte do livro -, o autorrevela seu talento literário. Ele narrasobre os vizinhos do prédio que vivia, asolidão, medo e personagens do cotidianona prisão, o poder da mídia, a solidariedadede amigos e anônimos, a posturados magistrados e promotores nos tribunais,a euforia com a liberdade, a perseguiçãoe fuga. Sua vida havia sido negociada.Alguns dias após o veredicto naFrança pela extradição, jornal italiano revelavao teor do acordo com a Itália. “Segundoo redator, em troca de uma opiniãofavorável da Corte, a Itália estavaassinando um acordo para a linha Lyon-Turim do trem-bala, prometia uma participaçãona compra dos Airbus e um ‘sim’ao novo Tratado Constitucional Europeu”,escreve Battisti.Contraponto de Battistiaos quatro assassinatosA 9 de maio de 1978 quando oprimeiro-ministro italiano Aldo Moro, foiassassinado pelas Brigadas Vermelhas,Cesare Battisti chocou-se e abdicou daluta armada como ação política. Aindaintegrante dos Proletários Armados parao Comunismo (PAC) – grupo idealizadopor Pietro Mutti em 1976 e dissolvidoem 1979 -, que se contrapunha a prática“centralista” e stalinista do Partido ComunistaItaliano (PCI), Battisti relata queo grupo havia deliberado “sim à defesaarmada, mas não aos atentados queacarretassem morte humana”. No romanceautobiográfico, conta que nem as armasque dispunham, estavam em condições:“Num primeiro momento, os membrosdos PAC foram os queridinhos dasmamães dos bairros mais carentes.Quanto às armas, permaneciam nos esconderijos.Só as pegávamos quandonos provocavam ao extremo. Duas emcada três não funcionavam, era uma sorteos tiras não desconfiarem”.PCIPara contextualizar o ambiente ideológicodos anos setenta, Battisti mencionao PCI como retrógrado, autoritário eem regozijo com as migalhas do poder –não muito diferente do que se observano Brasil. Ao invés do pragmático Stálin(1878/1953), a jovem esquerda italianaestava empolgada com as ideias deMarcuse, Sartre, Foucault, Deleuze, Gattari,Baudrillard e Horkheimer – “galera”que demorou a ser digerida por aqui.Os PAC, portanto, não obedeciam aoformato “partido” ou centralista. Aocontrário, espraiavam-se através de núcleos.Tal dinâmica, no futuro, turvariaa investigação acerca da autoria de quatrohomicídios.ACUSAÇÕESComo reação à morte de Aldo Moro,a Cia. participou diretamente da operaçãopara desmantelar os grupos de esquerda.Houve inúmeros interrogatórios,prisões, torturas e delações. Em junhode 78, é assassinado o guarda penitenciárioAntonio Santoro. Battisti deixaos PAC ao final daquele ano. Mesesapós, em 16 de fevereiro de 79 é morto ojoalheiro Pierluggi Torregiani em Milão.No mesmo dia, em Caltana Santa Mariade Sala no Vêneto, é morto o açougueiroLino Sabbadin – integrante do partidoneofascista MSI. O quarto homicídio,reivindicado pelos PAC, é do policialAndrea Campagna e ocorreu a 19 deabril de 1979 em Milão.DEFESAEm 1982 acontece a prisão de Muttie integrantes dos COLP. Interrogadossobre os assassinatos, atribuem a Battistia autoria. Consta que, antes de delação,tratava-se de estratégia para ganhartempo, já que Battisti estava foragidoe no exterior. Porém, diante da iminênciade prisão perpétua, Mutti joga aresponsabilidade para Battisti. Comisso, baseando-se em recursos como oestatuto dos arrependidos e “dissociados”,após nove anos ele consegue aliberdade. À revelia e sem provas, Battistié condenado à prisão perpétua naItália. Ele defende-se, alegando a “contumácia”– não estava ciente do processo.Além disso, indica inúmeras contradiçõesn as acusações. No caso Santoro,Mutti à época é que estava sendoacusado pelos departamentos de políciade Milão e carabineiros de Udine.Acusando Battisti, safou-se, tornandoseapenas “cúmplice”. Em relação àsmortes do joalheiro Torregiani e do açougueiroSabbadin, Battisti menciona quedesconhece a localização da aldeia desteno Vêneto. O autor confesso foi Giacomin– chefe da ala vêneta dos PAC. Jáa morte do joalheiro foi autoria do comandoque reunia Massala, Fatone, Grimaldie Memeo. Coube a Battisti, porconta de Mutti, uma acusação de cumplicidade.Já o policial Campagna em1979, que teria participado de torturasaos acusados do caso Torregiani, conformetestemunhas, foi morto por “louro”barbudo de 1,90m, perfil que destoado moreno Battisti de 1,70m. Além disso,familiares das vítimas foram coagidosa identificar Battisti como autor. Balísticasmostraram que não foram usadasas armas que estavam no apartamentode Battisti em Milã o. Ele, bemantes das três últimas mortes, já haviarecusado a luta armada e saído dos PAC.Em relação a cartas subscritas, assinadaspor Battisti, exames grafológicoscomprovaram a autenticidade da identificaçãomas não do conteúdo. O materialfoi forjado para mostrar que ele estariaciente da acusação. No livro, Battisticita que era praxe à época, deixar papéisassinados, visando posterior necessidadeda defesa. Mas os papéis, assinadosno mesmo dia, conforme a grafologia,estavam em branco. Como estratégia daacusação, foram sendo toscamente preenchidospara assegurar de que ele estariaciente dos processos.TelefonesúteisCentro de Referência em Saúdedo Trabalhador: 3225-5588SAMU: 192Conselho Municipal de Saúde:3227-6555Vigilância Sanitária:3284-7733Sine: 3225-7494Procon: 3284-4477Delegacia Regional doTrabalho: 3225-4405Conselho Tutelar:3227-5613(Plantão: 9118-1661)Conselho Municipal de MeioAmbiente: 3284-4445Disque Tortura:0800 707 55 51

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