Revista ed.98 - Crea-RS

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Revista ed.98 - Crea-RS

ANO X - SETEMBRO E OUTUBRO 2013 #98Gramado recebe osdois maiores eventos doSistema Confea/Crea eMútua: 70ª Soea e 8º CNPEncarte especial dos70 anos da SoeaO controversogás de folhelho


INDICADORESSUMÁRIOAs informações abaixo foram fornecidas pelo Sinduscon-RS (www.sinduscon-rs.com.br)CUB/RS do mês de agosto/2013 - NBR 12.721- Versão 2006PROJETOSPADRÃO DEACABAMENTOTAXAS DO CREA-RS - 20131 - Registro/Inscrição ou Registro de Pessoa FísicaA) Registro Definitivo R$ 95,38B) Visto em Registro de outro CreaR$ 36,89(Registro com N o Nacional é Isento)2 - Registro de Pessoa JurídicaA) Principal R$ 179,69B) Restabelecimento de Registro R$ 179,693 - Expedição de Carteira com Cédula de IdentidadeA) Carteira Definitiva R$ 36,89B) Substituição ou 2 ª via R$ 36,89C) Taxa de Reativação de Cancelado pelo Art. 64 R$ 95,384 - CertidõesA) Emitida pela internet (Profissional e Empresa) IsentaB) Certidão de Registro e Quitação Profissional R$ 36,89C) Certidão de Registro e Quitação de Firma R$ 36,89D) Certidão Especial R$ 36,895 - Direito AutoralA) Registro de Direito sobre Obras Intelectuais R$ 224,486 - FormulárioA) Bloco de Receituário Agronômico e Florestal R$ 36,897 - Formalização de Processo de Incorporação de Atividade Executada noR$ 224,48Exterior ao Acervo Técnico, nos Termos da Resolução N o 1.025 de 2009ART – TABELA A – OBRA OU SERVIÇO | 2013faixa CONTRATO (R$) R$1 Até 8.000,00 60,002 de 8.000,01 até 15.000,00 105,003 acima de 15.000,01 158,08ART – TABELA B – OBRA OU SERVIÇO DE ROTINA – VALORES DA ART MÚLTIPLA MENSAL | 2013faixa CONTRATO (R$) R$1 Até 200,00 1,162 de 200,01 até 300,00 2,373 de 300,01 até 500,00 3,534 de 500,01 até 1.000,00 5,905 de 1.000,01 até 2.000,00 9,496 de 2.000,01 até 3.000,00 14,237 de 3.000,01 até 4.000,00 19,088 acima de 4.000,00 TABELA AART DE RECEITUÁRIO AGRONÔMICO/INSPEÇÃO VEICULARValor de cada receita agronômica. Na ART incluirmúltiplos de 25 receitas limitadas a 500 receitas.Valor de cada inspeção veicular. Na ART incluirmúltiplos de 25 inspeções limitadas a 100 inspeções.PROJETOS-PADRÃOR$/m 2RESIDENCIAISBaixo R 1-B 1.060,82R - 1 (Residência Unifamiliar)Normal R 1-N 1.302,67Alto R 1-A 1.626,61PP - 4 (Prédio Popular)Baixo PP 4-B 968,84Normal PP 4-N 1.252,84Baixo R 8-B 920,53R - 8 (Residência Multifamiliar)Normal R 8-N 1.081,62Alto R 8-A 1.329,65R - 16 (Residência Multifamiliar)Normal R 16-N 1.050,33Alto R 16-A 1.370,22PIS (Projeto de interesse social) – PIS 734,13RP1Q (Residência Popular) – RP1Q 1.062,00COMERCIAISCAL - 8 (Comercial Andares Livres)Normal CAL 8-N 1.277,73Alto CAL 8-A 1.400,15CSL - 8 (Comercial Salas e Lojas)Normal CSL 8-N 1.075,46Alto CSL 8-A 1.227,91CSL - 16 (Comercial Salas e Lojas)Normal CSL 16-N 1.437,12Alto CSL 16-A 1.636,49GI (Galpão Industrial) – GI 574,54Estes valores devem ser utilizados após 01/03/2007, inclusive para contratos a serem firmados após esta data.Atualize os valores do CUB em www. sinduscon-rs.com.broutubro/2013 novembro/2013TIPOVALORES A PAGARcapital socialNÍVEL MÉDIO R$ 212,55 R$ 214,50NÍVEL SUPERIOR R$ 425,10 R$ 429,00De R$ 0,00 até R$ 50.000,00 FAIXA 1 R$ 402,07 R$ 405,76De R$ 50.000,01 até R$ 200.000,00 FAIXA 2 R$ 804,13 R$ 811,50De R$ 200.000,01 até R$500.000,00 FAIXA 3 R$ 1.206,19 R$ 1.217,26De R$ 500.000,01 até R$ 1.000.000,00 FAIXA 4 R$ 1.608,25 R$ 1.623,01De R$ 1.000.000,01 até R$ 2.000.000,00 FAIXA 5 R$ 2.010,32 R$ 2.028,76De R$ 2.000.000,01 até R$ 10.000.000,00 FAIXA 6 R$ 2.412,38 R$ 2.434,51Acima de R$ 10.000.000,01 FAIXA 7 R$ 3.216,50 R$ 3.246,01Obs.: Valores conforme Resolução nº 1.043, 28 de setembro de 2012, do ConfeaR$ 1,16R$ 1,16SERVIÇOS DA Gerência DE ART E ACERVORegistro de Atestado Técnico (Visto em Atestado) por profissional R$ 60,60IN ELIGENDO(Quem nomeia é responsável)Engenharias: qualidade doensino e formação docenteESPAÇO DO LEITORnotícias do crea-rsinspetoriasartigosPrincípio da Precaução Ambiental:Efeito ReversoPerfil de atuação dos Engenheiros Florestaisno Estado do Rio Grande do SulVisita Técnica aoParque Eólico de Cerro Chatocursos&eventosentidadesnovidades técnicaslivros&sitespalavra do presidentehomenagem41516/171920/2131/39A Ciclovia e a Linha de Transmissão de 230 kVda Avenida Ipiranga – Final56/710/1322/23CREA, Senge e Sargs defendem exigência deprojeto técnico para obtenção de crédito ruralaté 20 ARTs acima de 20 ARTSCertidão de Acervo Técnico (CAT)R$ 36,89 R$ 74,83Certidão de Inexistência de obra/serviço, Certidão de ART, Certidões diversas R$ 36,89mercado de trabalho46


ENTREVISTA8/9Eng. Civil Henrique Luduvice, ex-presidente doConselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea)LEGISLAÇÃO em debate14Entenda a Resolução 1.048, aprovadaem agosto pelo Plenário do ConfeaCAPA26/30Gás de FolhelhoCom potencial para alterar ageopolítica energética mundial,alçando países antes importadoresde petróleo e gás natural àindependência em geração deenergia, como é o caso dos EUA, oseu uso causa polêmica, angariandodefensores e críticos ferrenhosMEMÓRIAraio x da fiscalização18Mudanças na Fiscalização do CREA-RS40/45Engenheiro Militar Luiz Carlos Prestes, umdos homenageados In Memoriam na 70ª SoeaConselho em revista • SET/OUT’133


ESPAÇO DO LEITORO homem enquanto ser integrante da naturezaO homem é o ser vivo que mais interfere no ambiente em geral. Entre os componentesdo mundo animal, presume-se seja o homo sapiens aquele que é dotadode maior capacidade de análise e compreensão da sua realidade envolvente.O desenvolvimento do cérebro humano permitiu tal grau de evoluçãoà espécie que a dotou de instrumentos que naturalmente não tinha, para exercer,de forma profunda, a intervenção no seu ambiente, dominando-o e adequando-oàs suas necessidades e aspirações. Por outro lado, o homem é aúnica espécie viva, acredita-se, que tem noção da sua individualidade comoser e da existência de todo um universo de outros seres vivos que com ele coabitam,sendo capaz de interagir com estes, até de uma forma invasiva e dominante.Tem, notadamente, capacidade e necessidade de conviver com osseus semelhantes, formando uma “rede” que se expande muito além do indivíduoe que, em seu conjunto, forma a “teia” de relações que denominamossociedade. A “linha do tempo” da humanidade, que é desprezível em termosde duração, comparada à presumível idade do Universo, é testemunho da notáveltrajetória de uma espécie que evoluiu de uma condição intelectual quasenula à de quem é capaz de especular sobre o surgimento do universo e a origemda vida. Essa extraordinária “aventura intelectual humana” deu suporteao desenvolvimento da atual sociedade. Complexa e plural, a comunidade humanabusca, de forma às vezes errática e desordenada, a própria perpetuação,a conquista do futuro. Nesse contexto, entre milhares de outras fórmulas, aADCE-Uniapac oferece, nos princípios da Doutrina Social da Igreja, um modelode desenvolvimento em que a “dignidade da pessoa humana” é o centro doalvo. A sustentabilidade, avaliada sob a ótica ambiental, social, política, econômicae tecnológica, gera um modelo sinérgico em que o homem é chamadoa ser sustentável em si, a prover-se de condições psicológicas, intelectuais, físicase materiais que o habilitem como ator principal da maravilhosa e infinitajornada da vida. Ao comporem parcerias para a realização do Fórum ADCEpara a sustentabilidade, a ADCE-Uniapac oferece a oportunidade de participaçãoem um ciclo de conferências e debates sobre a sustentabilidade e sobreexemplos de iniciativas empresariais e institucionais bem- sucedidas nesse sentido.É a oportunidade de comungar de um longo momento de reflexão sobreaspectos dessa proposta de um novo comportamento que vem galvanizandoa atenção das pessoas em geral e da academia em especial, dada a crescentecompreensão da sua importância para o futuro da humanidade.Ubiratan Oro | Engenheiro Civil | Presidente da ADCE Regional Planalto MédioSPDAs: quem está, de fato, habilitado?Há 24 anos, como Técnico em Eletrotécnica, elaboroprojetos em várias áreas, dentre elas Projetosde SPDA (Sistemas de Proteção para DescargasAtmosféricas). Por um período muito curto,os profissionais da área de Engenharia Civil, poralgum motivo óbvio, foram impedidos de elaboraremtais projetos. Mas, logo em seguida, elespassaram a elaborar este tipo de projeto. Tenhopor convicção que, apesar de possuir em minhagrade escolar conteúdo de resistência de materiaise afins, não possuo habilitação para elaborarprojetos que são de competência exclusiva dosEngenheiros Civis. Assim sendo, entendo que essesnão estão capacitados para elaborarem projetosde SPDAs, já que não possuem conhecimentode causa suficiente e também não estão capacitadospara tal, para não dizer que jamais anexamem seus projetos os referidos laudos e certificaçõesdos aterramentos. Não obstante, continuamatuando, com a anuência do Conselho, sem o menorrespeito aos profissionais específicos dessaárea. Gostaria de saber até quando, por esse ououtro, nós, Técnicos, continuaremos debaixo destetapete de poeira, que ninguém se atreve a levantare varrer? Pois, afinal, contribuímos em muitocom este Conselho. Ou teremos que criar umConselho para nós como os Arquitetos o fizeram?Adolfo Ricardo Oliveira | Téc. em EletrotécnicaRespostaOs profissionais habilitados para trabalhar comSPDA estão definidos pela DN-070/2001 do Confea.Segue o link: http://normativos.confea.org.br/ementas/visualiza.asp?idEmenta=624&idTiposEmentas=1&Numero=70&AnoIni=&AnoFim=&PalavraChave=&buscarem=conteudoEscreva para a Conselho em RevistaRua São Luís, 77 | Porto Alegre/RS | CEP 90620-170 | e-mail: revista@crea-rs.org.brPor limitação de espaço, os textos poderão ser resumidos.Acompanhe o CREA-RS nas redes sociaiscrea-rs.org.br twitter.com/creagaucho facebook.com/creagaucho4crea-rs.org.brtwitter.com/creagauchofacebook.com/creagaucho


LIVROS&SITESCatálise HeterogêneaO livro apresenta importantes fundamentospara a fabricação de combustíveise produtos químicos utilizadosem larga escala e em processos deabatimento da poluição. Na primeiraparte da obra, são apresentadas as basesdo processo de catálise com abordagemque contempla os padrões deatividade, os fenômenos de absorçãodessorçãoe as teorias avançadas sobreo tema. Na segunda parte do livro,fala- se dos catalisadores, com ênfasenos principais métodos de preparaçãocom pré e pós-tratamentos e as maisimportantes caracterizações.Autor: Engenheiro Químico Martin SchmalEditora: Synergia EditoraContato: synergia@synergiaeditora.com.brhttp://cetesb.sp.gov.br/prozonesp/eventos-ozonio/324-15%C2%BAseminario-de-comemoracao-do-diainternacional-de-protecao-da-camada-deozonioO 15º Seminário de Comemoração do Dia Internacionalde Proteção da Camada de Ozônio aconteceuno ano passado, na sede da Companhia Ambientaldo Estado de São Paulo, em homenagem aos 25anos do Protocolo de Montreal. Em seu site, é possívelfazer downloads de áudios das palestras realizadasno evento e dos papers utilizados. Entre osassuntos abordados, estão o processo de eliminaçãodo consumo de HCFs até 2040 e a importância dareciclagem dessas substâncias.www.youtube.com/engenhariaufrgsDesde o final de 2012, o Centro de Estudantes Universitáriosde Engenharia (Ceue) da UFRGS possuium canal no You Tube. O Engenharia Tube é utilizadopara a postagem de vídeos em comunicação coma coluna de mesmo nome presente no informativoimpresso da Escola de Engenharia. Recentemente,o canal publicou o Especial Santa Maria, uma videomatériarelatando uma série de eventos realizadosem março de 2013 sobre incêndios, que promoveramreflexão e troca de experiências a respeito das questõesde segurança, conhecimento técnico, atendimentoa desastres e auxílio da psicologia de traumaspós-desastres. Na videomatéria, há entrevistas como psicólogo norte-americano Gilbert Reyes, com oEng. Civil português Carlos Alberto Pina dos Santos,e com o tenente-coronel George Cajaty Barbosa Braga,do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.Máquinas SíncronasA obra é um clássico entre os livrosna área de Engenharia Elétrica em línguaportuguesa. Vencedor do PrêmioJabuti de 1981 na categoria de Tecnologia,o livro é resultado da vasta experiênciado Eng. Eletricista e MecânicoRubens Guedes Jordão. Neste ano,uma nova edição do livro foi lançadacom uma revisão minuciosa e uma novaapresentação gráfica. A reedição,coordenada pelo Eng. Eletricista LucasBlattner Martinho, apresenta tambémuma ferramenta útil para o tratamentode uma questão didática contemporânea:a necessidade de se preenchereventuais lacunas resultantes dotempo exíguo normalmente disponívelem sala de aula.Autor: Eng. Eletricista e Mecânico Rubens Guedes JordãoEditora: LTC (Grupo GEN) | Contato: www.grupogen.com.brGeoquímica ambientale estudos de impactoDe caráter técnico-didático, o livro, queestá em sua quarta edição, discutequestões como legislação ambiental,estudos cartográficos, climáticos, geomorfológicos,geológicos e hidrológicos,tornando-se fundamental paratodos aqueles que atuam na área ambiental,incluindo prestação de serviçosde consultoria, órgãos ambientais,estudantes e responsáveis pela áreade meio ambiente em empresas.Autor: Geólogo Geraldo Mario RohdeEditora: Signus em parceria com Oficina de TextosContato: site@ofitexto.com.brwww.agrofloresta.net/O Agrofloresta.net é um site voltado para a divulgaçãode informações sobre sistemas agroflorestais.O portal dispõe de uma Biblioteca On-line, com materiaispublicados na internet, em livros, revistas eartigos, e também em teses e monografias. O canalpossui álbuns de fotos, vídeos e trechos de áudios,integrando diversas mídias. Ainda há abas com conteúdossobre educação florestal, legislações, instituiçõese cursos da área. Frequentemente atualizado,o canal constitui uma ampla e interessante fontede pesquisa.Sistemas FotovoltaicosConectados àRede ElétricaNeste primeiro livro da coleção Aplicaçõesda Energia Solar Fotovoltaica,é apresentada uma visão global dasprincipais características técnicas eoperacionais dos SFCR, configuraçõesde cálculos para o seu dimensionamento,e exemplos de sistemas instaladosno País, bem como seus resultadosoperacionais. A obra também traz diagramasque indicam a porcentagemde captação anual de irradiação solardas principais cidades sul-americanas,incluindo todas as capitais brasileiras.Autores: Eng. Eletricista Marcos André Barros Galhardo,Eng. Eletricista Wilson Negrão Macêdo, Físico Sérgio HenriqueFerreira de Oliveira e Físico Roberto ZillesEditora: Oficina de Textos | Contato: site@ofitexto.com.brConselho em revista • SET/OUT’135


PALAVRA DO PRESIDENTEEncontros de profissionais, homenagens,propostas, discussões democráticas,eleições, sonhos e conquistas nomaior evento daEngenharia do BrasilEngenheiro CivilLuiz Alcides CapoaniGestão 2009/2011 e 2012/2014A 70ª Semana Oficial da Engenhariae Agronomia (Soea) e o 8º CongressoNacional de Profissionais (CNP) estãoacontecendo de 9 a 14 de setembro emGramado, no Rio Grande do Sul, e seráum marco histórico para o nosso SistemaConfea/Crea. Colegiado representativoe deliberativo, o CNP está investidodo poder de votar as propostas queservirão de base para a elaboração doanteprojeto de lei que é o conjunto deregras normativas primárias e fundamentaisdo ordenamento jurídico das nossasprofissões.Estamos recepcionando e acolhendotodas as delegações dos 26 Estadose do Distrito Federal. Somos honradospela presença de profissionais capazes,competentes, participativos e proativos,que trazem consigo propostas e ideiasque foram debatidas nos Encontros Regionaise nos Congressos Estaduais detodo o País. Essas discussões irão nortearas mudanças e atualizações tão necessáriasà legislação que irá reger nossomarco legal do universo de profissionaispara os próximos anos e para o futurodas novas gerações de profissionais.Está acontecendo também em Gramado,de 8 a 10 de setembro, o XIII EncontroEstadual de Entidades de Classe(Eesec), cujos temas a serem discutidose debatidos serão as propostas do 8ºCNP, a Resolução 1.032, que engessa elimita os valores repassados às entidadesde classe. A promessa de campanhada atual gestão do Confea era de queacabaria com esta Resolução, mas nãofoi cumprida. Apesar das insistentes cobrançasde nossa parte, esta Resoluçãocontinua a prejudicar as entidades noque se refere à transferência de recursosdos Creas, tendo como objetivo repassespara o aperfeiçoamento técnico ecultural dos profissionais por meio decursos, encontros e palestras, proporcionandoqualificação e resultando emfiscalização preventiva e o fortalecimentode toda a nossa categoria profissionalpara a proteção e melhoria da qualidadede vida da sociedade.Nós, do CREA-RS, estaremos elegendoo primeiro presidente do Colégio deEntidades de Classe, em um processo– amplamente participativo e democrático– que se iniciou com a eleição dosSão Luís, 77 | Porto Alegre | RS |CEP 90620-170 | www.crea-rs.org.brFALE COM O PRESIDENTEwww.crea-rs.org.br/falecomopresidentetwitter.com/creagauchoDISQUE-SEGURANÇA 0800.510.2563OUVIDORIA 0800.644.2100PROVEDOR CREA-RS 0800.510.2770SUPORTE ART 0800.510.2100PresidenteEng. Civil Luiz Alcides Capoani1º vice-presidenteEng. Mec. e Seg. Trabalho Paulo Deni Farias2º vice-presidenteEng. Civil e Mec. Alberto Stochero1º diretor financeiroEng. Op.-Eletrônica Sérgio Boniatti2º diretor financeiroEng. Químico Norberto Holz1º diretor administrativoEng. Agrônomo José Luiz Tragnago2º diretor administrativoEng. Florestal Ivone da Silva RodriguesCoordenador das InspetoriasEng. Agrônomo Bernardo PalmaCoordenador Adjunto das InspetoriasEng. Industrial Mec. e Seg. Trab. Roi Rogers Almeida6crea-rs.org.brtwitter.com/creagauchofacebook.com/creagaucho


coordenadores regionais, nos dias 22 e 23 de agosto em todoo Estado. Para isso, o CREA-RS incentivou e permitiu queo voto fosse via internet, para evitar que os profissionais precisassemse deslocar, em dois dias de votação, tornando oprocesso mais ágil, acessível, transparente e com alcance maiorde participação.O homem tem a ilusão de dominar os ambientes em quese insere, mas, na realidade, o que fazemos diariamente é resolverproblemas e ajustar processos. Temos, na verdade, oprivilégio de ser dominado por uma entidade da grandeza doCREA-RS, que faz parte do sistema.Tivemos a honra de ser colocados à frente desta honrosaentidade nos últimos cinco anos, compartilhamos emoções,ideias, convicções, projetos, buscamos os melhores caminhos edi vidimos tudo isso por meio da Conselho em Revista, que nestemês entra em seu Ano X e ganha um novo projeto gráfico.Aqui, dividimos opiniões, nos demos a conhecer e percebemoso poder da palavra na sua amplitude e só temos aelogiar a todos que fazem muito para que esta Revista sejaeditada.Na condição de presidente, agradeço à Comissão Editoriale a toda a equipe da Conselho em Revista que transmitemas ideias e os sonhos que estão na alma de todos e divulgamas críticas e conquistas do CREA-RS.Queremos render homenagens a todos vocês, sem distinção,nossos sinceros agradecimentos a todos aqueles que,durante estes dez anos, compartilharam seus conhecimentosatravés de suas entrevistas, colunas e artigos aos leitores.Também nossas homenagens aos laureados e homenageadospelos relevantes serviços prestados à Engenharia e aoBrasil desta nossa Soea.Acreditamos que há homens que nascem como se em sihouvesse a obrigação de lutar pelos direitos de todos, possuemuma série de atributos que, afinal, complementam suapersonalidade e acreditam que, com seus atos, podem alteraro rumo das coisas, lutam para que sua profissão seja valorizadae, ainda, acreditam que vale a pena trabalhar efetivamentepor seus colegas e seu País.Estes são os profissionais que estão presentes na Soea eno CNP.Um afetuoso abraço a todosIn MemoriamNo dia 13 de agosto, São Pedro encontrou na porta do céuo nosso querido amigo e conselheiro Eng. Industrial- MecânicaOdir Francisco Dill Ruckhaber. Também gostaria de deixarminha homenagem à família do Eng. Agrônomo Ciro RodriguesBrum, que faleceu no dia 8 de maio. Com certeza,deixam muitas saudades em todos nós que tivemos a honrade conhecê-los e desfrutar de suas companhias. MasDeus deve ter ficado feliz de reencontrar esses homens quepôs junto a nós para nos servir de exemplo. O Paraíso seráum lugar muito mais interessante com as suas presenças.TELEFONES CREA-RS | PABX 513320.2100 | Câmara Agronomia 51 3320.2245 | CâmaraEng. Civil 51 3320.2249 | Câmara Eng. Elétrica 51 3320.2251 | Câmara Eng. Florestal51 3320.2277 | Câmara Eng. industrial 51 3320.2255 Câmara Eng. Química 51 3320.2258| Câmara Eng. Geominas 51 3320.2253 | câmara de eng. seg. do trabalho 51 3320.2243| Comissão de Ética 51 3320.2256 | Ger. da Coordenadoria das Inspetorias 51 3320.2210| Ger. Administrativa 51 3320.2108 | Ger. de Com. e Marketing 51 3320.2274 | Ger. deContabilidade 51 3320.2170 | Ger. Financeira 51 3320.2120 | Ger. de Fiscalização 513320.2130 | Ger. de Registro 51 3320.2140 | Ger. Exec. das Câmaras 51 3320.2250 | Presidência51 3320.2260 | Protocolo 51 3320.2150 | Recepção 51 3320.2101 | Secretaria 51 3320.2270INSPETORIASALEGRETE 55 3422.2080 | BAGÉ 53 3241.1789 | BENTO GONÇALVES 54 3451.4446 | CACHOEIRADO SUL 51 3723.3839 | CACHOEIRINHA/GRAVATAÍ 51 3484.2080 | CAMAQUÃ 51 3671.1238 | CANOAS51 3476.2375 | CAPÃO DA CANOA 51 3665.4161 | CARAZiNHO 54 3331.1966 | CAXIAS DO SUL 543214.2133 | CRUZ ALTA 55 3322.6221 | ERECHIM 54 3321.3117 | ESTEIO 51 3459.8928 | FREDERICOWESTPHALEN 55 3744.3060 | GUAÍBA 51 3491.3337 | IBIRUBÁ 54 3324.1727 | IJUÍ 55 3332.9402| LAJEADO 51 3748.1033 | MONTENEGRO 51 3632.4455 | NOVO HAMBURGO 51 3594.5922 | PALMEIRADAS MISSÕES 55 3742-2888 | PANAMBI 55 3375.4741 | PASSO FUNDO 54 3313.5807 | PELOTAS53 3222.6828 | PORTO ALEGRE 51 3361.4558 | RIO GRANDE 53 3231.2190 | SANTA CRUZ DO SUL51 3711.3108 | SANTA MARIA 55 3222.7366 | SANTA ROSA 55 3512.6093 | SANTANA DO LIVRAMENTO55 3242.4410 | SANTIAGO 55 3251.4025 | SANTO ÂNGELO 55 3312.2684 | SÃO BORJA 55 3431.5627| SÃO GABRIEL 55 3232.5910 | SÃO LEOPOLDO 51 3592.6532 | SÃO LUiZ GONZAGA 55 3352.1822| TAQUARA 51 3542.1183 | TORRES 51 3626.1031 | TRAMANDAÍ 51 3361.2277 | TRÊS PASSOS 553522.2516 | URUGUAIANA 55 3412.4266 | VACARIA 54 3232.8444 | VIAMÃO 51 3444.1781Inspetorias EspeciaisCANELA/GRAMADO 54 3282.1130 | CHARQUEADAS 51 3658.5296 | DOM PEDRITO 53 3243.1735| getúlio vargas 54 3341.3134 | SMOV 51 3320.2290Gerência de Comunicação e MarketingGerente: Relações Públicas Denise Lima Friedrich (Conrep 1.333) - 51 3320.2274Supervisora, Editora e Jornalista Responsável: Jô Santucci (Reg. 18.204) - 51 3320.2273Colaboradora: jornalista Luciana Patella (Reg. 12.807) - 51 3320.2264Estagiária: Julia Rodrigues EndressCOMISSÃO EDITORIALConselheiros TitularesCoord.: Eng. Agr. Sandra Beatriz Vicenci Fernandes (Câmara de Agronomia)Coordenador-Adjunto: Eng. Oper.-Mec. e Seg. Trab. Helécio Dutra de Almeida(Câmara de Eng. Seg. Trabalho)Eng. Eletric. Antônio Carlos Graziadei de Oliveira (Câmara de Engenharia Elétrica)Eng. Civ. Carlos Giovani Fontana (Câmara de Engenharia Civil)Eng. Ftal. Ivone da Silva Rodrigues (Câmara de Engenharia Florestal)Eng. Oper.-Mec. João Erotides de Quadros (Câmara de Engenharia Industrial)Geólogo Jorge Luiz Barbosa da Silva (Câmara de Geologia e Minas)Eng. Quím. Rubens Zolar da Cunha Gehlen (Câmara de Engenharia Química)Conselheiros SuplentesEng. Civil e Ind.-Mec. Alberto Stochero (Câmara de Engenharia Civil)Eng. Eletric. Cézar Augusto Antunes Pedrazani (Câmara de Engenharia Elétrica)Eng. Mec. e Seg. Trab. Irani Rodrigues da Silva (Câmara Eng. Segurança do Trabalho)Eng. Ftal. Jorge Silvano Silveira (Câmara de Engenharia Florestal)Eng. Agr. José Luiz Tragnago (Câmara de Agronomia)Eng. Quím. Júlio Cesar Trois Endres (Câmara de Engenharia Química)Eng. Mec. Júlio Surreaux Chagas (Câmara de Engenharia Industrial)Ano X | Nº 98setembro e outubro de 2013A Conselho em Revista é umapublicação bimestral do CREA-RSmarketing@crea-rs.org.brrevista@crea-rs.org.brTiragem: 63.000 exemplaresO CREA-RS e aConselho em Revista, assimcomo as Câmaras Especializadasnão se responsabilizam porconceitos emitidos nos artigosassinados neste veículo.Edição e Produção GráficaMoove Comunicação Transmídiaatendimento@agenciamoove.com.br51 3330.2200Conselho em revista • SET/OUT’137


ENTREVISTAConhecedor do Sistema Confea/Creae Mútua e entidades nacionais,o ex-presidente do Confea em duasgestões – 1994/1996 e 1998/1999 –,Engenheiro Civil Henrique Luduvice,defende nos eventos em que participa anecessidade de o Sistema confea/Creae Mútua entender as novas demandasda população, visando inserir-se nasdiscussões das grandes questõesnacionais. Dessa forma, segundo ele,a sociedade saberá reconhecer aimportância estratégica de profissionaisque, por meio de suas atuações,interferem diretamente na elevação daqualidade de vida do povo brasileiro.O Engenheiro acredita que o Sistemadeve ampliar sua visão e intervençãocom o objetivo de propiciar que asociedade reconheça as atividades dosprofissionais do Sistema Confea/Creanão apenas nos momentos de tragédia,como deslizamentos, quedas de pontes,barragens, mas no dia a dia do seuexercício. Em agosto, o Engenheiroparticipou do lançamento da FrenteParlamentar em Defesa da Engenharia eAgronomia, na Câmara dos Deputados,em Brasília (DF). “É um importantefórum, que, certamente, viabilizaráoportunidades para que o Sistema sejaouvido no Parlamento e também pelosdemais poderes constituídos sobreeventuais projetos que envolvam aárea tecnológica e o desenvolvimentodo Brasil”, ressaltou na ocasião.Nesta edição da Conselho em Revista,o ex-presidente do Confea aproveitapara enviar uma mensagem aosparticipantes da 70ª Soea, em Gramadofotos: Eng. LuduviceEngenheiro CivilHenrique Luduvice,ex-presidente doConselho Federalde Engenharia eAgronomia (Confea)Por Jô Santucci | JornalistaConselho em Revista – Qual é a análise do senhor com relaçãoà estrutura e à organização do Sistema Sistema Confea/Crea eMútua, que conta hoje com mais de um milhão de profissionais?Eng. Henrique Luduvice – O Sistema Confea/Crea e Mútua e as entidadesnacionais precisam, inquestionavelmente, evoluir e apresentar-secomo uma estrutura moderna e dinâmica, contemporânea doséculo 21, e que disponha de inequívoca capacidade de responderàs atuais demandas da área tecnológica e da sociedade brasileira,em um planeta em permanente transformação.CR – A principal legislação do Sistema é de 1966. O que é precisofazer para que o Sistema esteja mais próximo dos profissionaisque estão no mercado e enfrentam a realidade do País?Eng. Luduvice – Necessário se faz reconhecer que a legislação vigente,bem como sua concepção originária, reflita, em determinadoperíodo, parâmetros considerados inclusive visionários e que honram,ainda hoje, as gerações responsáveis pela implantação desse Sistema.Verifica-se, no entanto, que o processo evolutivo está a exigir doSistema mudanças, adequações e ajustes consentâneos com a novarealidade política, econômica e social da nação em que está inserido.CR – Cada vez mais cursos estão sendo aprovados pelo Ministérioda Educação. O senhor não acha que, dessa forma, aumentaa dicotomia entre o Sistema Confea/Confea e as universidades,levando em conta que o MEC não consulta o Sistemaquando aprova esses cursos?Eng. Luduvice – É preciso interagir continuamente com o Ministérioda Educação, as universidades, as escolas técnicas e demais áreasde formação, buscando atingir a excelência da simbiose entre o ensinoe as necessidades do exercício das profissões, levando em consideraçãoa pluralidade de um mercado em constantes mutações.Temos de evoluir na discussão da concessão de atribuições, reconhecendoa formação continuada e o aprendizado profissional.CR – O senhor gostaria de deixar alguma mensagem para osprofissionais que irão participar da 70ª Soea e do 8º CNP emGramado (RS)?Eng. Luduvice – Permita-me colocar alguns itens, além dos citadosanteriormente, com a pretensão de contribuir para um debate profícuo,não encerrando em absoluto a quantidade de temas sobre os8crea-rs.org.brtwitter.com/creagauchofacebook.com/creagaucho


No dia 13 de agosto, houve o lançamento oficial da Frente Parlamentar em Defesa da Engenharia e Agronomia, na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).Cerca de 100 representantes de lideranças do Sistema Confea/Crea e Mútua estiveram presentes nesse evento histórico para as profissões tecnológicas.Na ocasião, o ex-presidente do Confea, Eng. Henrique Luduvice, enfatizou a importância da Frente. “Ao defender a área tecnológica, defende-se umprojeto de desenvolvimento que assegure a soberania brasileira. Quando aqui no Congresso Nacional defendemos enfaticamente a Engenharia e aAgronomia, não se trata de viés meramente corporativo. Está se defendendo a perspectiva de progresso tecnológico, o desenvolvimento econômico esocial, a implantação de parâmetros competitivos no cenário internacional, entre outras circunstâncias tão significativas a uma nação que tem acidadania como um valor. Essas profissões têm um compromisso com o Brasil. São 80 anos impactando a história do País.”quais o Sistema deverá se debruçar em um Congresso quetem por objetivo repensar a organização da área tecnológicabrasileira, dotando-a da capacidade de equacionar as situaçõese diferenças internas e, cada vez mais, intervir nas grandesquestões de abrangência nacional. Entendo que um Sistemaque se pretenda atualizado, em sintonia com as novasexigências dos profissionais e da população brasileira e plenamenteinserido nesse novo contexto de cidadania plena,que ora se estabelece em um mundo globalizado, deve seestruturar, visando: Representar todas as unidades da Federaçãoe as suas diversidades culturais. Investir na eliminação das diferenças entreregiões e Estados, assegurando umdesenvolvimento nacional equânime. Atuar para que todas as profissões neleinseridas tenham asseguradas as suasrepresentações, assim como a plenitude dosseus exercícios. Fortalecer a Mútua e sua regionalização. Debater em parceria com entidades tambémfortalecidas temas técnicos que envolvamprocessos produtivos, visões gerenciais, ética,redes de comunicação, formação empresarial,energia, saneamento, planejamento urbano,novos materiais, liderança, sustentabilidade,pesquisa, desenvolvimento tecnológico etantos outros que permitam a disseminação,nas áreas profissionais que constituem oSistema, da capacitação continuada etambém de conceitos de cidadania. Trabalhar pelo reconhecimento das áreastecnológicas como absolutamenteestratégicas para o País, alcançando ainda aimplantação, nos setores públicos e privados,de planos de carreira que, além de remuneraradequadamente, sejam capazes de atrairnovos e grandes quadros das futurasgerações. Participar das discussões sobre políticasnacionais e regionais de desenvolvimento,colocando sempre o conhecimento da áreatecnológica a serviço do desenvolvimentoeconômico e social, ambientalmentesustentável, do Brasil. Integrar de forma relevante as instituiçõesinternacionais da área tecnológicarepresentando dignamente o País.“Registre-se que o Sistema e as profissões que o compõem atravessaram longos 80 anos irmanadosna perspectiva de construção de um país que represente os anseios da totalidade do povo brasileiro.Temos consciência do muito que foi realizado. Mas não nos falta a convicção dos enormes desafios aserem transpostos. Entendemos que o Sistema que deverá emergir deste Congresso refletirá tambémos clamores que se ouve em avenidas, praças e logradouros públicos. Acreditamos em umSistema permanentemente sintonizado com o Brasil”, ressalta o Eng. Luduvice.Conselho em revista • SET/OUT’139


NOTÍCIAS DO CREA-RSArquivo CREA-SPPresidentes de Creas em apoio à instalação da FrenteOficializada a Frente Parlamentarda Engenharia e da AgronomiaFoi lançada oficialmente a Frente Parlamentarem Defesa da Engenharia eAgronomia, na Câmara dos Deputados,em Brasília (DF), no dia 13 de agosto.Cerca de 100 representantes de liderançasdo Sistema Confea/Crea e Mútua estiverampresentes nesse evento históricopara as profissões tecnológicas, entreeles o presidente do CREA-RS, Eng. Civ.Luiz Alcides Capoani. O apoio dos deputadossuperou o número mínimo paracriação da Frente, que era de 198 con-Arquivo CREA-RSgressistas. Ao todo, 270 parlamentaresassinaram o requerimento para funcionamentoda Frente.O presidente do Regional gaúchoacredita que “essa representação políticairá alavancar com diversos projetosessenciais não só para valorização dascategorias profissionais da área tecnológica,mas também para o desenvolvimentosocial e econômico do País”.O presidente da Frente, deputadoAugusto Coutinho (DEM-PE), comemo-rou o quórum de parlamentares presentes,mesmo com as reuniões que aconteciamparalelamente na Câmara dosDeputados. Coutinho ainda lembrou quea instalação da bancada é resultado deuma articulação de entidades profissionaispara que se sintam representadasno Legislativo. “Parte da minha atuaçãolegislativa já era em prol da Engenharia.Por meio da Frente Parlamentar, fortalecemosas profissões tecnológicas noparlamento”, disse o deputado.Fonte: Comunicação ConfeaEscola de Síndicos eCREA-RS firmam parceriaAdm. VanderleiAragão Rocha eEng. Civ. LuizAlcides CapoaniCom o objetivo de divulgar a importância da contratação de profissionaishabilitados para as reformas e demais serviços em condomínios,o CREA-RS e a Escola de Síndicos firmaram, no final do mês de agosto,o Termo de Cooperação Técnica, com validade até dezembro de 2014.Para o diretor da entidade, Adm. Vanderlei Aragão Rocha, apesar de asobras nas edificações serem frequentes, poucos síndicos estão bem informadossobre a necessidade de recorrer a um profissional com competênciatécnica para efetuar os serviços com garantia, a fim de que não hajafuturos problemas estruturais. “Considerando a falta de informação, é importantea Escola de Síndicos contar com o apoio do CREA-RS, para credibilizara divulgação sobre a necessidade da Anotação de Responsabilidade Técnica e, sobretudo,da Lei da Inspeção Predial. Por isso, estes temas já fazem parte do livro, de nossaedição, Síndico – Administrador, e dos cursos que a Escola de Síndicos ministra aos síndicos moradorese profissionais”, destacou. O presidente do CREA-RS, Eng. Luiz Alcides Capoani, também enalteceua iniciativa e reafirmou a relevância em contar com o apoio na divulgação da habilitação técnica para osserviços de Engenharia. Estão previstos ainda no acordo descontos de 20% aos profissionais registrados noConselho sobre o valor da taxa de inscrição nos cursos ministrados pela escola. Também participou do encontroo assessor da Presidência Eng. Civil Daniel Weindorfer.10crea-rs.org.brtwitter.com/creagauchofacebook.com/creagaucho


Sergsempossasua novadiretoriaArquivo CREA-RSNovo presidente da Sergs, Eng. Hilário Pires (4º, a partir da esq.), ao lado dopres. Eng. Capoani e da nova diretoria da entidadeSócios, conselheiros, representantesde entidades de classe, autoridades estaduaise municipais e vários outros profissionaislotaram as dependências dasede da Sociedade de Engenharia doRio Grande do Sul (Sergs), no dia 29 dejulho, para prestigiar a posse da novadiretoria da entidade, tendo à frente osEngenheiros Civis Hilário Pires, presidente,Emídio Marques Ferreira e Nélson KalilMoussalle, vice-presidentes, todos tambémconselheiros do Conselho Regionalde Engenharia e Agronomia (CREA-RS).Na entrada, o público foi recepcionadocom a exposição de fotos que contaa história da Engenharia, alusiva aos83 anos da Sergs. Mostra a trajetória ea participação efetiva da entidade e deseus representantes em várias discussõessobre obras, infraestrutura e na criaçãode órgãos importantes para a sociedadegaúcha.Ao deixar o cargo, o ex-presidente,Arquiteto Sérgio Zimmermann, discursouem prol do conhecimento e da evolução.“E quantos dons e experiência estãoreunidos nesta sala, responsáveis porobras e projetos, como missões para ahumanidade”, afirmou, ressaltando aindaa necessidade de não se acreditar emcaminhos trilhados.Bastante aplaudido antes de seu pronunciamento,o novo presidente, Eng.Hilário Pires, falou sobre a sua expectativaquando estudante em se filiar à Sergs,pois a entidade estava presente nas principaisdiscussões do Estado e de ondesaíram Crea e Daer. “Somos uma pontemantenedora do conhecimento tecnológico.Apesar disso, é com pesar quereconheço a perda dos espaços da Engenharia,pois não conseguimos nem garantirque os cargos técnicos no governosejam exercidos por profissionais oua garantia do salário mínimo”, lamentou.Ele pretende recolocar a Sergs nasprincipais discussões da política tecnológica,resgatando o papel da históriada Engenharia na linha do desenvolvimento.“A política classista precisa estarà frente da política partidária. Mas ninguémfaz nada sozinho. E neste processo,pretendo somar forças na revitalizaçãoda entidade”, salientou.Em seu discurso, o presidente doCREA-RS, Eng. Civil Luiz Alcides Capoani,ex-conselheiro pela Sergs e eleito Engenheirodo Ano pela entidade no anopassado, concordou com o Eng. Hilárioao defender políticas de Estado e nãopolíticas de governo para que mudançassejam realmente implantadas. Reconheceuainda que a aproximação dos profissionaisdo Conselho com a sociedade somenteocorrerá se as entidades representativasda Engenharia e Agronomia edemais que compõem o Sistema Confea/Crea forem cada vez mais fortalecidas.“Prova disso é a criação do Fórumdas Entidades – uma instância de discussãoe planejamento que busca estimularações conjuntas das entidades públicas,privadas e da sociedade civil. Visaainda encontrar soluções para supriras necessidades imediatas de recursospara o desenvolvimento dos modais ferroviário,hidroviário, aeroviário, rodoviárioe equacionar os problemas de mobilidadeurbana na Região Metropolitanae demais acessos importantes no Estado”,ressaltou, parabenizando a novagestão, que, além de serem conselheirosdo CREA, conta com o coordenador daCâmara Especializada de Engenharia Civil,Eng. Nélson Kalil Moussalle.Também estavam presentes o 1º vicepresidentedo CREA-RS, Eng. Mec. e Seg.Trab. Paulo Deni Farias; o coordenadorda Câmara de Eng. Industrial do CREA- RS,Eng. Ind. Mec. Ivo Germano Hoffmann;o coordenador e o coordenador-adjuntoda Câmara de Eng. de Seg. do Trab.,Alfredo Reinick Somorovsky e NelsonAgostinho Burille, respectivamente; oconselheiro federal, Eng. Civ. Melvis BarriosJunior; o deputado esta dual AdãoVillaverde; o secretário estadual de ObrasPúblicas, Irrigação e DesenvolvimentoUrbano, arquiteto Luis Carlos Busatto; opresidente do Tribunal de Justiça, desemb.Marcelo Bandeira; o vereador Eng.Comasseto; o presidente do ConselhoDeliberativo da Sergs, Eng. Civ. FranciscoBragança, entre diversos convidadose dirigentes de entidades de classe.Votação para a nova identidade visualdo Código de Ética está encerradaO Sistema Confea/Crea agradece a participação dos internautas na enquete emque foram contabilizados 4,5 mil votos. A aplicabilidade da nova identidade visual,bem como possíveis alterações e atualização do conteúdo do Código de Ética emvigor seguem a partir de agora os trâmites previstos em normativos do Sistema.Com 53% dos votos (2.342), a logo ao lado foi a vencedora da enquete.(Equipe de Comunicação do Confea)Conselho em revista • SET/OUT’1311


NOTÍCIAS DO CREA-RSModernização na legislação deelevadores é discutida pela Abemec/RSCREA-RS no lançamento da pedra fundamentalda ampliação da Celulose RiograndenseFoi lançada, no início de agosto, apedra fundamental da ampliação da CeluloseRiograndense, em Guaíba. O projetorepresenta o maior investimento privadodo Estado, de cerca de R$ 5 bilhões.Além disso, tornará essa cidade responsávelpor cerca de 10% da produção brasileirade celulose.Com a ampliação, a produção passarádas atuais 450 mil para cerca de 1,8milhão de toneladas de celulose por ano.Quando estiver concluída, em junho de2015, a fábrica deve gerar 4,1 mil empregosdiretos e aproximadamente 17 milempregos indiretos.Durante o período de ampliação daempresa, serão empregadas mais de 7mil pessoas para tocar a obra, e estimasea criação de 21 mil empregos indiretos.A Celulose Riograndense irá, ainda, ampliaro uso do transporte hidroviário naregião, com barcos de maior capacidade,que levarão celulose para ser exportadavia Porto de Rio Grande. Entre as compensaçõespara a comunidade de Guaíba,estão a duplicação de ruas e avenidas,investimentos em iluminação pública, acessibilidadeuniversal, redes de água e esgotoe 7 quilômetros de ciclovias.Cerca de 40 profissionais participaram do encontroRepresentantes do CREA-RS junto ao diretor-presidente da Celulose Riograndense, Walter Lídio NunesCREA-RSEsteve presente o 1º vice-presidente doCREA-RS, Eng. Mec. e de Seg. Trab. PauloDeni Farias, acompanhado do inspetor-chefeem Guaíba, Eng. Agr. Luiz ClaudioZiulkoski, e do coordenador da Comissãode Engenharia Industrial da inspetoria,Eng. Mec. Nei Rubens Lima, edo conselheiro da Câmara de Agronomia,Eng. Agr. Ivo Lessa. Na ocasião, Ziulkoskiinformou que estão sendo realizadas reuniõesperiódicas com a empresa CeluloseRiograndense no que concerne àfiscalização das obras de ampliação. Deacordo com ele, a intenção é realizar du-A abertura da segunda edição doSeminário Técnico “Elevadores e EscadasRolantes – Normas e Legislação”,promovido pelo CREA-RS e pela Abemec-RS,em 7 de agosto, contou com apresença do secretário de Obras e Viaçãode Porto Alegre, Mauro Zacher; do1º vice-presidente do CREA-RS, Eng. Mec.e Seg. Trab. Paulo Deni Farias; do presidenteda Abemec, Eng. Mec. LucianoGrando; do coordenador nacional dasCâmaras Especializadas de EngenhariaIndustrial, Eng. Mec. Alberto Belchior; edo coordenador da Especializada doCREA-RS, Eng. Mec. Ivo Hoffmann.O Eng. Grando ressaltou a prementenecessidade de aprimoramento da legislaçãomunicipal. “É inadmissível a incidênciade mortes em transportes verticaisdecorrentes de falhas legais”, disseGrando. Em seu discurso, o secretárioZacher fez questão de reforçar a preocupaçãodo município de Porto Alegrepara essa questão. “Vamos unir esforçoscom os técnicos e entidades em buscade melhorias e soluções da legislação, afim de impedir que novas tragédias venhama ocorrer”, ressaltou o secretário.O Eng. Farias, em sua manifestação,destacou o papel do Conselho, principalmenteem apoio às ações das entidadesde classe, que primam pelo exercíciolegal das profissões. “Mas queremosmais do que isso, queremos que as legislaçõessejam modernas e que atendamaos critérios de segurança ao cidadão”,enfatizou.Ao final, foi entregue aos representantesdo executivo de Porto Alegre umAnteprojeto de Lei sobre o tema.as visitas semanais ao canteiro de obraspara recolhimento de ARTs durante todoo período de construção, estimadoem dois anos. “A demanda é que vai nosdizer o número e a frequência de fiscalizaçãoque serão realizadas, mas temosessa previsão”, explicou. Também destacoua importância das obras da empresapara o município. “Vai ser uma novaGuaíba surgindo, com uma grandecontribuição social e econômica à população.Eles valorizam muito a comunidade”,relatou.Com informações do Governo do EstadoFOTOS ARQUIVO CREA-RS12crea-rs.org.brtwitter.com/creagauchofacebook.com/creagaucho


Treinamentos orientam sobreregistro de atestado no CREA-RSUm dos expedientes mais requisitados por profissionaisno CREA- RS, o Registro de Atestado – no qualo requerente protocoliza no Conselho o atestado técnicode uma obra ou serviço de Engenharia, Agronomia,Geologia, Geografia ou Meteorologia, fornecidopelo seu contratante, atestando a realização total ouparcial da obra ou serviço – está previsto no artigo 30da Lei de Licitações (8.666/93). O principal objetivoé qualificar tecnicamente uma empresa, sendo fundamentalpara habilitação em procedimentos licitatórios.Visto a natureza do documento, normalmente oprofissional tem urgência na análise da sua documentaçãopor ter a abertura de uma licitação em curtoespaço de tempo. O Conselho gaúcho possui o menorprazo entre os Creas para análise deste expediente –dois dias úteis. O citado prazo é garantido para processosque ingressam na sede ou nas Inspetorias graçasao envio da documentação por imagem via sistemacorporativo. O número de processos que dão entradaem todas as Inspetorias é praticamente o mesmoque é protocolado na sede do Conselho. Em 2012,deram entrada nas Inspetorias 1.479 processos de Registrode Atestado. Na sede em Porto Alegre, foram1.667 processos.“Apesar de termos o menor prazo entre todos osCreas, atualmente o índice de processos com inconformidadeé de 91%. Ou seja, menos de 10% de todosos processos de Registro de Atestado que ingressamno CREA-RS são registrados com a documentaçãooriginal protocolizada”, afirma o gerente do Departamentode ART e Acervo Técnico, Eng. de Minas SandroSchneider.Visando esclarecer os profissionais e as empresassobre a correta maneira de preencher a ART, e de seapresentar o atestado e a documentação exigida, estãosendo realizados treinamentos nas 22 inspetoriasdo Conselho que mais registraram atestados no anopassado, além de três treinamentos em Porto Alegre.Nos encontros, serão abordados os principais cuidadosque se deve ter ao ingressar com um pedido deRegistro de Atestado no CREA-RS.Profissionais em treinamentoTemas abordados1) Por que é necessário registrar os atestados de obras eserviços técnicos no Crea?2) Quais são os itens mínimos que devem estar presentesno atestado?3) Documentos necessários para encaminhar o pedido deregistro do atestado no Crea.4) Casos especiais (subcontratação, obra própria,cargo ou função).5) Preenchimento de ART (Principal, Equipe, Complementar).Próximos encontros Novo Hamburgo, 24 de setembro, 19h.Inscrição: novo.hamburgo@crea-rs.org.br São Leopoldo, 03 de outubro, 18h30.Inscrição: sao.leopoldo@crea-rs.org.br Tramandaí, 16 de outubro, 18h.Inscrições: tramandai@crea-rs.org.brArquivo CREA-RSCatálogo Empresarialdo CREA-RSdisponibilizado parao mercado gaúchoJá está disponibilizado nas Inspetorias e na sede do Conselho o Catálogo Empresarialdo CREA-RS edição 2013/2014. Este guia é um produto voltado exclusivamentepara os setores de Engenharia e Agronomia do Estado, dispondo a listagem dasempresas registradas e atualizadas junto ao Conselho. Oferece ainda uma granderelação de fornecedores e prestadores de serviços da área, servindo como uma ricaferramenta de busca para novos negócios, além de valorizar os profissionais da áreatecnológica. Este material está disponível nas versões impressa, CD-ROM e on-line.Conselho em revista • SET/OUT’1313


LEGISLAÇÃO em debateResolução nº 1.048 doConfea consolida áreasde atuação, atribuiçõese atividades profissionaisO Plenário do Confea aprovou, no dia 14de agosto, a Resolução nº 1.048, que consolidaas áreas de atuação, as atribuições e asatividades profissionais relacionadas nas leis,nos decretos-leis e nos decretos que regulamentamas profissões de nível superiorabrangidas pelo Sistema Confea/Crea e Mútua.A decisão de apresentar ao Plenário doConfea em Sessão Extraordinária a compilaçãode todos os instrumentos que constituema base legal de atribuições das profissõesdo Sistema, como ponto de partida paraa elaboração de uma Resolução do Confea,diante da Resolução nº 51 do CAU, foidefinida durante a 4ª Reunião Ordinária doColégio de Presidentes em Vitória (ES), porsolicitação do presidente do CREA-RS, EngenheiroCivil Luiz Alcides Capoani.Para o conselheiro federal pelo Rio Grandedo Sul, Eng. Civil Melvis Barrios Jr., a notado CAU é totalmente ineficaz, “pois nãosão eles que dizem o que podemos fazer, enão são eles que interpretam o que a nossalegislação define como atribuições e áreasde trabalho. Essa nota não possui nenhumaconsistência jurídica, entretanto, alguns colegasficam assustados e espalham pânicode forma indevida. Não temos nenhum temorde levarmos essas questões aos tribunais”,esclarece, lamentando, no entanto, ademora de um posicionamento do Confea,o que tranquilizaria os profissionais. “Infelizmente,temos uma gestão ineficiente institucionalmente.Como o CAU divulgou umanota sobre a 1.048, também podemos redigiruma nota dizendo que os EngenheirosCivis possuem atribuições para projetos arquitetônicos,mas isso é redundância e óbvioululante, pois as Leis 23.569/1933 e5.194/1966, anteriores à Lei 12.378/2010 doCAU, garantem essa prerrogativa aos Engenheiros”,destaca. O conselheiro federal sugereainda a leitura dos artigos 5º IncisoXXXVI da Constituição Federal e 5º da Resolução1.048 do Confea para um melhorentendimento dessas questões.DESTAQUESConselheiro federal pelo RS, Eng. Civil MelvisBarrios JuniorLeia aResolução nº 1.048 na íntegra emwww.confea.org.br/media/Resolucao1048.pdf Constituição Federal artigo 5º, inciso XXXVI “a lei não prejudicará odireito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”. Artigo 5º da Resolução 1.048: “Compete exclusivamente ao SistemaConfea/Crea definir as áreas de atuação, as atribuições e as atividades dosprofissionais a ele vinculados, não possuindo qualquer efeito prático elegal, resoluções ou normativos editados e divulgados por outrosconselhos de fiscalização profissional tendentes a restringir ou suprimiráreas de atuação, atribuições e atividades dos profissionais vinculados aoSistema Confea/Crea”.A iniciativa também foi aprovada pelo Colégio de Entidades Nacionais (CDEN)e por representantes de todos os fóruns consultivos do Sistema. Coube à Comissãode Organização, Normas e Procedimentos (Conp) do Confea a sistematizaçãodos marcos legais analisada pelo Plenário. A Resolução foi publicadano dia 19 de agosto no Diário Oficial da União (DOU).14crea-rs.org.brtwitter.com/creagauchofacebook.com/creagaucho


homenagemHomenagem aoConselheiro OdirEsta edição da Conselho em Revista homenageia o Eng. Industrial-Mecânica Odir Francisco Dill Ruckhaber, que faleceu no dia 13 de agosto.Segundo o coordenador das Inspetorias, Eng. Agr. Bernardo Palma, oEng. Odir participou de todas as discussões dos Regimentos dasInspetorias, nas eleições das Inspetorias, na formatação e formação daComissão Multimodal. “Foi um defensor da descentralização e dofortalecimento das Inspetorias e da elaboração dos textos sobre aseleições dos representantes das Comissões. Por várias vezes, foi oConselheiro representante da Câmara Especializada de Eng. Industrialna Coordenadoria das Inspetorias”, ressalta.Foi atuante no Sistema Confea/Crea e Mútua por aproximadamente 18anos. Foram mais de seis gestões, no desempenho das funções dediretor e conselheiro. Estava na coordenação da Comissão de Éticanesta gestão. Estava à frente da Comissão Eleitoral e integrava o GTdo Regimento Interno das Inspetorias. Também foi diretor da MútuaCaixa de Assistência dos Profissionais do RS por duas gestões, de2003/2008. Professor da Universidade Regional Integrada (URI), deSanto Ângelo, era representante da Universidade no Conselho. Atuouno Sinpro/RS, integrando a diretoria colegiada do sindicato. Foi militantedo Sinpro/RS desde a década de 1980 e passou a integrar a direçãocolegiada em 1995. Deixa significativas lembranças no Conselho, poiso Eng. Odir tinha um grande conhecimento do Sistema Confea/Crea.O CREA-RS se solidariza com seus familiares.Conselho em revista • SET/OUT’1315


INSPETORIASParticipedeste processoA Comissão Eleitoral das InspetoriasELEIÇÕESINSPETORIASCREA-RSDe 25 a 26 desetembro, vote,via internet, noscandidatos a cargosnas Comissõesdas Inspetorias doCREA-RS. Acesse osite do Conselho econheça os candidatosdo Conselho Regional de Engenharia eAgronomia do RS, usando das atribuiçõesque lhe confere o art. 15° do RegulamentoEleitoral para Eleição de Renovaçãodos Inspetores Membros das ComissõesEspecializadas das Inspetoriasdo CREA-RS, convoca os profissionaisjurisdicionados ao CREA-RS, e em diacom suas obrigações junto ao Conselho,a participar da eleição. Com o sistemade votação exclusivamente realizado viainternet, os profissionais poderão votara partir das 9 horas do dia 25/09/2013,até às 18 horas do dia 26/09/2013, acessandoo site do CREA-RS (www.crea-rs.org.br), onde também podem conheceros candidatos.A Comissão Eleitoral lembra aindaque se for detectada alguma inacessibilidadeao sistema de votação, como problemafísico na sede do Conselho – comofalta de energia elétrica, falta de redelógica ou pane em equipamento servidor–, impossibilitando a votação por um período maior de 24 horas, o prazo detérmino da votação será prorrogado pelo mesmo período (24 horas). No site doCREA-RS (www.crea-rs.org.br), será mantida a informação de horário de início etérmino do período de votação.Cargo em disputa para mandato de 1º/01/2014 a 31/12/2015Inspetores Membros de Comissão das Inspetorias de: Alegrete, Bagé, Bento Gonçalves,Cachoeira do Sul, Cachoeirinha/Gravataí, Camaquã, Canoas, Capão da Canoa,Carazinho, Caxias do Sul, Cruz Alta, Erechim, Esteio, Frederico Westphalen,Guaíba, Ibirubá, Ijuí, Lajeado, Montenegro, Novo Hamburgo, Palmeira das Missões,Panambi, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Rio Grande, Santa Cruz do Sul, SantaMaria, Santa Rosa, Santana do Livramento, Santiago, Santo Ângelo, São Borja,São Gabriel, São Leo poldo, São Luiz Gonzaga, Taquara, Torres, Tramandaí, Três Passos,Uruguaiana, Vacaria e Viamão.Comissão Especializada da InspetoriaÓrgão da estrutura básica da Inspetoria que tem por finalidadeapreciar os assuntos relacionados à fiscalizaçãodo exercício profissional e sugerir medidas de aperfeiçoamentopara as atividades do Sistema, a Comissão Especializadada Inspetoria é constituída pela mesma modalidadeda Câmara Especializada.Cabe também propor à Diretoria da Inspetoria o planode atuação e o plano de fiscalização, promovendo e supervisionandoa sua aplicação. Cada Comissão Especializadatem um coordenador que, atendendo ao Regimento dasInspetorias (arts. 2º e 10º), faz parte da diretoria da Inspetoria,juntamente com os outros três Inspetores.De acordo com o coordenador da Coordenadoria dasInspetorias, Eng. Agrônomo Bernardo Palma, este órgãotem grande papel no início e na instrução dos processos aserem encaminhados para as Câmaras para julgamento.“Na Carta de São Gabriel, documento elaborado e aprovadona plenária final do XXI Seminário das Inspetorias, realizadoem São Gabriel, em setembro de 2005, foi deliberadoque fosse otimizado a ‘implantação da regionalização dasações administrativas e políticas do CREA-RS junto às InspetoriasRegionais, de forma autônoma’”, esclarece Palma.Conforme o coordenador, em agosto de 2009, por solicitaçãoda Coordenadoria das Inspetorias, foi criado o GTde Descentralização do CREA-RS, que, em 2010, apresentouna Reunião da Coordenadoria das Inspetorias e no Plenáriodo CREA-RS seu relatório final, no qual recomendava a criaçãode uma única Comissão Multimodal, composta por profissionaisde cada modalidade inscritos na jurisdição da Inspetoriaem acordo com o número de Câmaras Especializadasexistentes no Conselho.“A sugestão da Criação da Comissão Multimodal desseGT de Descentralização atende à deliberação do Semináriodas Inspetorias realizado em Pelotas, em outubro de 2010.Nesse evento, foi aprovada a nova redação do Regimento Internodas Inspetorias, que cria a Comissão Multimodal e quetem, entre outras atribuições, analisar e instruir os processosprotocolados nas Inspetorias, com pré-relato através de adreferendum das Câmaras Especializadas, objetivando agilizare definir o ato administrativo”, explica. O engenheiro salientaainda que isso tem como objetivo atender rapidamente aoprofissional e suas empresas, fazendo com que muitas solicitaçõessejam definidas na própria Inspetoria, sem a necessidadedo envio do processo à sede do CREA em Porto Alegre,e as demandas e gasto de tempo que isso acarreta.“Assim, vamos formar as Comissões Especializadas nasInspetorias, por meio do voto direto dos profissionais e vamos,também, implantar, mesmo que seja de forma piloto, algumas Comissões Multimodais, em especial, naquelas Inspetoriasque, por alguma razão, não conseguiram formar as comissõespor modalidade profissional, para agilizarmos e descentralizarmoso CREA-RS”, finaliza o coordenador das Inspetorias.16crea-rs.org.brtwitter.com/creagauchofacebook.com/creagaucho


CREA-RS e Prefeitura de Arroio do Salassinam Termo de Cooperação TécnicaFique por dentrodo convênioArquivo CREA-RSAo CREA-RS:Compete comunicar à Secretaria deObras (Setor de Fiscalização) a ocorrênciade obra (edificação nova, reformaou demolição) sem licença daSecretaria, quando detectada pelasua fiscalização.À Secretaria de Obras:1) Comunicar ao CREA-RS a ocorrênciade obra – edificação nova, reformaou demolição – sem a presençade profissional responsáveltécnico, quando detectada pela suafiscalização.2) Exigir que o profissional anote suaresponsabilidade técnica pelos projetose execuções de obras licenciadaspela Secretaria através doregistro da competente Anotaçãode Responsabilidade Técnica (ART).3) Exigir nos editais que a prestaçãode serviços na área da Engenharia(Ambiental, Civil, Minas, Agronômica,Elétrica, Química, Florestal,Industrial, etc.), Geologia, Geografia,Meteorologia seja executadapor empresas registradas no Conselhoe, quando vencedoras, a devidaART já na liberação da Ordemde Serviço.4) Na organização de grandes eventoscomo: Réveillon, Carnaval, Festado Pescador, Festa de São Joãona Praia, Feira do Livro, Rodeio,Show e outros, solicitar as ARTs econtratos relativos à montagem deestruturas metálicas, instalaçõeselétricas, sonorização, iluminação,PPCI, ou outros serviços que estejamsendo executados, ficandoestes documentos à disposição doCREA-RS para averiguação.5) Exigir nas obras públicas placa deobra com identificação do nomee número de registro no CREA-RSdo profissional responsável peloprojeto, bem como da construtorae do profissional responsávelpela execução da obra.O prefeito de Arroio do Sal, Luciano Pinto da Silva (centro), recebe o Termo das mãos do Eng. PauloDeniCom o objetivo de troca de informaçõesrecíprocas sobre as obras executadasno município de Arroio do Sal, afim de permitir a identificação mais céleredas que estejam sem licença da SecretariaMunicipal de Obras (Setor deFiscalização), e/ou sem profissional responsáveltécnico, o 1º vice-presidente doCREA-RS, Eng. Mecânico e de Segurançado Trabalho Paulo Deni Farias, e oprefeito de Arroio do Sal, Luciano Pintoda Silva, assinaram um Termo de CooperaçãoTécnica no dia 14 de agosto,com prazo estipulado até 31 de dezembrode 2014.O prefeito de Arroio do Sal destacouque o gestor municipal tem de atenderao todo, contemplando todas as áreas,e que dialogar com o CREA vai ao encontrodos desejos da comunidade. “Estamosno mesmo barco, e a parceria nosdará mais tranquilidade na execução dosprojetos e na proteção da sociedade”,disse Luciano Pinto, salientando, ainda,que a iniciativa pode aprimorar, além doacompanhamento dos empreendimentos,a melhor organização de grandeseventos turísticos em que envolvam amontagem de grandes estruturas.Já o vice-presidente do CREA-RS,Eng. Paulo Deni, além de colocar a entidadetotalmente à disposição do município,informou que este convênio estásendo firmado com outras prefeituras.“O nosso trabalho é para a sociedade etem os mesmos objetivos das gestõesmunicipais. Com a garantia de que asobras e os serviços tenham à frente profissionaishabilitados, estamos possibilitandoa segurança da população”, ressaltouo Eng. Paulo Farias.O assessor da Presidência, Técnicoem Agropecuária Jeferson Ferreira daRosa, esclareceu que a prefeitura poderáacompanhar todas as obras fiscalizadaspelo CREA-RS, sempre atualizadas.“A ideia é melhorar o sistema, acrescentandoas legislações vigentes e os nomesdos agentes fiscais”, informou.Também presente, o inspetor-chefeda Inspetoria de Torres, Eng. Civil MarcoAntonio Saraiva Collares Machado, propôsao prefeito, que aceitou, que representantesda Inspetoria pudessem ficarum dia por mês na prefeitura de Arroiodo Sal, fazendo atendimento aos profissionaisdo município, evitando seu deslocamentoaté Torres. O inspetor distribuiuainda uma “Cartilha de Orientaçãopara Licenciamento de Edificação juntoà Prefeitura Municipal de Arroio do Sal”.“Nesta cartilha estão informações de comoproceder para encaminhar corretamentea documentação para aprovaçãode Projeto e Liberação para Construção,facilitando ainda mais as atividades dosprofissionais”, explicou.O convênio também foi celebradopelo agente fiscal de Torres Jucimar Godinho.“O fácil acesso favorece o trabalhoda fiscalização”, afirmou. Participaramtambém do encontro o secretáriode Administração de Arroio do Sal, JucileiPereira da Silva, e o Chefe da EngenhariaMunicipal, o Engenheiro Civil EvandroPiccolo.Conselho em revista • SET/OUT’1317


aio x da fiscalizaçãoFiscalizaçãodo CREA-RSem novoformatoArquivo CREA-RSSupervisores da Fiscalização junto ao gestor da área, Eng. Químico e de Seg. do Trabalho MarinoGreco (4º, da dir. p/esq.), e do novo gerente, José Eduardo Macedo (2º)Com a finalidade de oferecer melhorsuporte à equipe, acompanhando as atividades,visando à produtividade e qualidade,além da interiorização com maioraproximação dos níveis hierárquicos, aFiscalização do CREA-RS, desde julho,ampliou suas supervisões de três paracinco: dois supervisores lotados na sedee outros três no interior do Estado,nas cidades de Três Passos, Pelotas ePasso Fundo.Segundo o gestor da área, Eng. Químicoe de Segurança do Trabalho MarinoGreco, a motivação das alterações se deupara atender a um novo modelo de gestãoproposto no Planejamento Estratégico,realizado por todas as áreas do Conselho,incluindo a Fiscalização. Além disso,o agente fiscal José Eduardo Macedo,que era supervisor de Fiscalização, assumiua Gerência da área, atuando juntamentecom o gestor, para quem os resultadosdas mudanças já são perceptíveis.Frederico Sehn“Nós já conseguimos avaliar isso melhor,tendo como efeito principalmenteuma grande motivação em toda a equipe,o que se traduz no aumento da produtividadee da qualidade das açõesfiscalizatórias”, relata. Conforme ele, ameta prevista no planejamento, de aumentarem 25% o número de empreendimentosfiscalizados, está a caminhode ser alcançada. “Já estamos com emtorno de 13%, e, nos últimos 60 dias,estamos conseguindo que esses númerosvenham se elevando cada vez mais”,afirma Eng. Marino.Outra vantagem destacada por elesão as menores distâncias percorridas,permitindo maior aproximação do supervisorcom os agentes fiscais, comparandocomo era anteriormente, quandotodos os supervisores eram lotados nasede, em Porto Alegre. “Em alguns Creas,o supervisor nem é chamado de supervisor,é chamado de facilitador. Então,o que tínhamos anteriormente – o RSdividido em três grandes áreas com apenastrês supervisores para atender a cadaum em torno de três ou quatro inspetorias,somando cada um entre 25 e30 agentes fiscais –, hoje cada supervisorficou responsável por 15 a 20 agentesfiscais”, explica Marino.Para o novo gerente, José EduardoMacedo, o grande desafio da Fiscalizaçãosempre foi atender com eficiênciae eficácia a todas as demandas, sejamelas oriundas de Câmaras e áreas internas,assim como das inspetorias e dasociedade em geral. “Para atingir nossasmetas, alguns tópicos são fundamentaise, entre eles, a valorização daequipe de fiscalização e a aproximaçãoentre sede e inspetorias, que já estáocorrendo.” Ele cita, ainda, as ações comoos Programas Intensivos de Fiscalizaçãoregionalizados, as blitze de fiscalizaçãoem nível estadual, a capacitaçãode agentes fiscais, o monitoramentoe o controle de metas, com objetivosplanejados, como outras açõesque estão promovendo a qualificaçãoda Fiscalização do CREA- RS. Macedoressalta que, por meio da capacitaçãoe valorização da equipe, “planejando eexecutando ações em conjunto com inspetorese Câmaras Especializadas visandoproteger a sociedade através dafiscalização do exercício profissionalcom ética e transparência, estaremospor cumprir o nosso papel”.Blitz do CREA-RSfiscaliza mais de2 mil obras civisem dois diasVoltada exclusivamente para a áreada construção civil em andamentono Estado, uma blitz de fiscalizaçãodo CREA-RS, entre os dias 1ºe 2 de agosto, totalizou 2.052 locaisvisitados. A ação, que abrangeuedificações novas, reformas,demolições e obras de infraestruturaurbana, mobilizou todos os75 agentes fiscais do Conselho egerou 513 notificações. O exercícioilegal da profissão, quando nãohá responsável técnico pelo serviçoexecutado, foi a irregularidademais encontrada, com a geraçãode 337 notificações. Em segundolugar, ficou a ausência deplaca, com 85 notificações, seguidopela falta de Anotação de ResponsabilidadeTécnica, com 83. Deacordo com o gestor da Fiscalização,Eng. Químico e de Segurançado Trabalho Marino Greco, a maiorparte das irregularidades foi encontradaem obras particulares. Nosite do CREA-RS, é possível acessaras informações por município.18crea-rs.org.brtwitter.com/creagauchofacebook.com/creagaucho


CURSOS&EVENTOSInspeção e Manutenção PredialNos dias 27 e 28 de setembro, um curso de Inspeção e ManutençãoPredial, em Torres, será realizado pela Associação dos Engenheiros,Arquitetos e Agrônomos do Litoral (Asenart) e pelaAssociação Brasileira de Patologia das Construções AlconpatBrasil. Com palestra do Engenheiro Civil Edydio Hervé Neto, serãoabordados conteúdos como normas técnicas da área, garantiasda edificação, tipos, planos e custos de manutenção. Informaçõespelo e-mail asenart@net.crea-rs.org.br ou pelos telefones(51) 3626.1757 / 3664.2489.Workshop da ISEENo dia 24 de outubro, acontecerá o primeiro workshop da InternationalSociety of Explosives Engineering (ISEE) – Brazilian Chapter,certificada neste ano. O evento irá ocorrer nas dependênciasda Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em PortoAlegre. O evento objetiva a explanação de experiências práticase a abordagem sobre as necessidades que envolvem o uso de explosivosno Brasil, como forma de regulamentar, formar e capacitarprofissionais. Informações e inscrições: www.fle.org.br/isee ou(51) 3286.4333 / 3286.4343.XXIII Congresso Brasileirode PaleontologiaDe 13 a 18 de outubro, em Gramado, acontecerá o Congresso Brasileirode Paleontologia. Neste ano, o tema central do evento seráFósseis Brasileiros: Testemunhos da Deriva Continental, HomenageandoWegener. Além da apresentação de trabalhos científicos,serão realizados diversos minicursos. Simultaneamente ao congresso,ocorrerá o 1º Simpósio de Paleontologia Brasil-Portugal,como parte das comemorações do Ano de Portugal no Brasil. Informações:www.cbpbrasil.org/XIII ConemiA 13ª edição do Congresso Nacional de Engenharia Mecânica, Metalúrgicae Industrial acontecerá entre os dias 02 e 04 de outubro,na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), em Fortaleza.O objetivo do evento é congregar profissionais e instituiçõescomprometidos com o avanço da Engenharia Mecânica e Industrial.A programação conta com palestras, sessões técnicas,sessões pôsteres e visitas técnicas a indústrias existentes e emimplantação no Ceará. Informações: www.conemi2013.com.brAméricas: Conferência Internacionalsobre Utilização de SojaO evento irá acontecer entre os dias 22 e 24 de outubro, em BentoGonçalves. Promovida pela Embrapa Trigo, Embrapa Agroindústriade Alimentos e Embrapa Soja, a conferência contará com palestrase painéis que reunirão os cientistas e especialistas de universidadese institutos de pesquisa do Brasil, dos Estados Unidos,da Argentina e do Japão. A programação ainda abrange sessõespôsteres em que os pesquisadores, profissionais e estudantes poderãocompartilhar pesquisa. Informações: www.icsu2013.com.br/Curso Inspeção Periódicade Vasos de PressãoO objetivo é apresentar, aos Engenheiros Mecânicos, formandosdos cursos de Engenharia Mecânica e especialistas da área, deforma prática e direta uma atualização sobre os principais aspectosenvolvendo operação, inspeção e um amplo programa de verificaçãotécnica dos vasos de pressão, detalhes estabelecidos noprocesso de revisão da norma NR-13, competência do PH x NR13.O curso, que qualificará o profissional no dimensionamento mecânico,determinação das condições de solicitações em vasos depressão, pela norma ASME CODE SECTION VIII, acontecerá de 21a 25 de outubro, das 8h às 17h30, no auditório da Aeiergs (RuaJoão Abott, 461/302), em Porto Alegre. Mais informações podemser obtidas pelo e-mail aeiergs@aeiergs.com.br ou pelo telefone(51) 3333-2699, das 13h às 17h30.Mestrado emIndústria Criativa na FeevaleA Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior(Capes) aprovou o Mestrado Profissional em Indústria Criativa naUniversidade Feevale, um projeto pioneiro no Brasil. O curso seráinterdisciplinar, destinado a dois grandes grupos: os chamados“criativos”, como comunicadores, arquitetos, profissionais da computação,educação e outros; e os “gestores”, profissionais queprojetam, gerem e executam negócios, advindos da Administração,do Direito, e de outros cursos. O objetivo geral do mestradoserá investigar e analisar processos subjacentes à concepção, constituição,organização e operação das indústrias criativas. As inscriçõespodem ser feitas entre outubro e novembro de 2013. Maisinformações: mestrados@feevale.br ou pelo site www.feevale.br/ensino/pos-graduacao55º Congresso Brasileiro do ConcretoDe 29 de outubro a 1º de novembro, Gramado receberá este evento,que é promovido pelo Instituto Brasileiro do Concreto (Ibracon).Serão realizados debates sobre tecnologia do concreto e seus sistemasconstrutivos. O congresso visa divulgar as pesquisas científicase tecnológicas sobre o concreto e suas estruturas, em termosde novidades de produtos e processos, práticas construtivas, normalizaçãotécnica, análise e projeto estrutural e sustentabilidade.Paralelamente, ocorrerá o III Simpósio de Infraestrutura Metroviária,Ferroviária e Rodoviária. Informações: www.ibracon.org.brVIII Jornada NesproNa sua oitava edição, que ocorrerá entre os dias 24 e 26 de setembro,na UFRGS, a Jornada Nespro ganha dimensão internacional.Neste ano, o evento abrigará o I Simpósio Internacional sobreSistemas de Produção de Bovinos de Corte. O objetivo é apresentare discutir perspectivas para a pecuária brasileira, com ênfaseespecial às inovações necessárias para retomar a competitividadedo negócio. Serão analisados os impactos produtivos, econômicose comerciais da introdução de novas tecnologias dentro dossistemas de produção a partir de visões nacionais e internacionais.Informações: nespro2013@ufrgs.brRenex South AméricaA Feira Internacional de Energias Renováveis acontecerá de 27 a29 de novembro, no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre.O evento, que atinge os segmentos de energia eólica, fotovoltaica,solar térmica, biocombustíveis e biomassa, tem a finalidadede apresentar as novidades da indústria, buscar ideias e atrairinvestimentos para o mercado brasileiro e latino. A programaçãoconta com uma sessão plenária com autoridades e especialistase palestras sobre plano de negócios, consumo e autoprodução.Informações: http://renex-southamerica.com.br/3ª Missão Técnica Internacionalda UnisinosDe 28 de setembro a 5 de outubro, ocorrerá a 3ª Missão TécnicaInternacional Unisinos, que proporciona uma experiência internacionalpara os alunos de especialização dos cursos de Patologianas Obras Civis e Construção Civil. A viagem, sempreacompanhada por professores, conta com visitas a obras, congressose cursos. Os alunos da especialização em Patologia dasObras Civis ganham dupla certificação, da Alconpat Brasil e daUnisinos, e muitos irão apresentar trabalhos desenvolvidos aolongo do curso. Desta vez, a Missão será para Cartagena de Índias,na Colômbia, com 70 pessoas no grupo, entre graduaçãoe especialização. Neste programa, os estudantes terão um cursointernacional de oito horas com professores da Colômbia, daVenezuela e do Brasil e participação em um congresso internacional,que é referência na área. Considerada uma das maioresmissões técnicas oficiais da área de engenharia nos últimosanos, o grupo convidou a Conselho em Revista para acompanharoficialmente a Missão Técnica.Conselho em revista • SET/OUT’1319


ENTIDADESXIII EESECacontece emGramadoOs 98 representantes dasentidades registradas einscritas no CREA-RS elegerãono XIII Encontro Estadual deEntidades de Classe deste ano,em Gramado, o primeiropresidente da CoordenaçãoEstadual do Colégio deEntidades de Classe,finalizando um processo quese iniciou com a eleição doscoordenadores regionais, nosdias 22 e 23 de agosto emtodo o Estado.Colégio de Entidadesde Classe elegecoordenadoresregionaisProposição da Presidência do Conselho gaúcho aprovada noXII EESEC, realizado no ano passado em Santo Ângelo, a implantaçãodo Colégio de Entidades já cumpriu sua primeira etapa, com aeleição dos coordenadores regionais, através de pleito ocorridoentre os dias 22 e 23 de agosto. Conheça abaixo os eleitos.Zonal SulChapa 01Eng. Civil Suzel Magali Vancelotti LeiteEng. Civil Gisela Aguiar dos Anjos DuarteZonal SerraChapa 01Eng. Agrônomo Mauro Miguel dos Santos CirneEng. Civil e Seg. Trab. Mario Cesar Michelon RechZonal PlanaltoChapa 01Eng. Civil Ubiratan OroEng. Eletricista Braulio Andrioli SteffenonZonal NoroesteChapa 01Eng. Mec. e Seg. Trab. Norberto Otmar IlgnerEng. Civil e Seg. Trab. Ruy KnorrZonal MetropolitanaChapa 02Eng. Civil e Seg. Trab. Odilon Carpes de MoraesEng. Civil Amélia Antunes ForteZonal Fronteira SudoesteChapa 01Eng. Civil Mário Cesar Macedo MunróEng. Agrícola Carlos Aurélio Dilli GonçalvesZonal Fronteira OesteChapa 01Eng. Florestal João Eduardo Mayer LaraEng. Agrônomo Eri Giacomelli dos SantosZonal CentralChapa 01Eng. Civil Zeferino Ario Hostyn SabbiEng. Agrônomo Geraldo Orlando SchwingelZonal Alto-UruguaiChapa 01Eng. Civil e Seg. Trab. Cláudio Akila OtaniEng. Agrônomo Braulio Otomar CaronZonal Sinos/LitoralChapa 02Eng. Agrônomo Carlos Henrique LangeEng. Civil Evandro Piccolo Fernandes20crea-rs.org.brtwitter.com/creagauchofacebook.com/creagaucho


Sinduscon e AEAP encaminham criaçãoda Lei de Inspeção Predial em PelotasO prefeito Eduardo Leite recebeu emjulho, em seu gabinete, representantesdo Sindicato da Indústria da Construçãoe Mobiliário de Pelotas (Sinduscon) e daAssociação de Engenheiros e Arquitetosde Pelotas (AEAP). O grupo está encaminhandoum pré-projeto que prevê acriação da Lei de Inspeção Predial.A lei deverá tornar obrigatória a realizaçãode vistoria técnica periódica naestrutura das edificações de prédios públicose particulares de uso residencial,comercial e industrial. Desta forma, oproprietário ou usuário da edificaçãoapresentará à Secretaria de Gestão daCidade e Mobilidade (SGMU) o LaudoTécnico de Inspeção Predial (LTIP), quedeve ser elaborado por profissional habilitadojunto ao Conselho Regional deEngenharia e Agronomia (CREA-RS) oupelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo(CAU/RS), atestando as condiçõesde segurança das edificações, indicandopatologias ou risco de acidentese recomendações a serem adotadas.Somente depois dessa etapa concluídaé que será obtido o Certificado de InspeçãoPredial (CIP).Participou da reunião o vereadorAntônio Peres (PSB), além de profissionaisdo setor da construção civil dePelotas.Fonte: Prefeitura de PelotasPrefeitura de PelotasAEAP e prefeitura de PelotasPropostas sistematizadas já estão disponíveisno site do CNPNo início de agosto, foi realizada aSistematização Nacional das PropostasEstaduais do 8º Congresso Nacional deProfissionais (CNP), em Pirenópolis (GO).Durante o evento, as 440 propostas vindasdos Regionais foram sistematizadasem 61 propostas nacionais (PNS).As PNS foram organizadas a partir doseixos temáticos do Sistema Profissional.O eixo 1 trata da “formação profissional”;o segundo eixo é sobre “exercício profissional”;o terceiro, sobre “organização doSistema”; o quarto, sobre “integração profissional”,e o quinto eixo trata da “inserçãointernacional”.Ao acessar o site do CNP, é possívelconsultar as 440 propostas estaduais sistematizadasencaminhadas pelos 27 CongressosEstaduais de Profissionais (CEPs).Além disso, é possível saber mais sobrea minuta do Regimento Interno do 8º CNP,a qual será discutida e aprovada na sessãode abertura do Congresso, marcadapara o dia 11 de setembro.Fonte: Comunicação ConfeaConselho em revista • SET/OUT’1321


NOVIDADES TÉCNICASBanho maiseconômicoA preocupação com a sustentabilidadee a busca por economiasmotivaram o EngenheiroEletricista Cláudio Orlandi Lassoa desenvolver um controladorde temperatura parachuveiro elétrico. Chamadode Eco Shower Slim, oequipamento é capaz depromover economias demais de 40% de água e energiaelétrica. “Quando eu eracriança, meu pai pedia para economizarmosesses recursos porquecustavam caro e, um dia, poderiam vira faltar”, lembra o Engenheiro.Criado em 2008, o equipamento possuiuma haste plástica isolada do controladorpara o ajuste de temperatura epode ser instalado em chuveiros que tenhamseletor de três ou quatro temperaturas,de qualquer marca ou modelo.“A chave seletora do chuveiro permanecesempre na posição quente, e atemperatura do banho passa a serregulada por esta haste, o que tambémevita choques elétricos”, explica.O Eco Shower Slim possuimodelos para tensão de 127 VAC ede 220 VAC e pode controlar chuveiroscom até 7.500 W de potência.O equipamento deve ser instaladosobre o cano de metal do chuveiro elétricopara promover a troca de calor coma água fria que passa pelo cano, reaproveitando,assim, a energia que seria per-Criado por preocupações comrecursos naturais, o Eco ShowerSlim promove mais de 40% deeconomia de água e energia elétricaFotos: divulgaçãoO controlador regula a temperatura por meiode uma haste plástica e pode ser instalado emchuveiros com seletor de três ou quatrotemperaturasdida com o aquecimentodo driver depotência, dispositivoeletrônico que controlaa potência do chuveiro.Quando o cano do chuveirofor de plástico ou aducha do tipo fixada na parede,deve-se usar um pequenocano de metal comoadaptador para a correta instalação.De acordo com o Eng. Cláudio,o Eco Shower Slim permite aousuário o controle gradual e fino da temperaturade conforto do seu banho, semque seja necessário alterar o fluxo de águapara isso. Um teste realizado pela UniversidadeFederal de Itajubá (Unifei), emMinas Gerais, comprovou que o equipamentopromove economias de 44,1% deágua tratada e de 41,6% de energia elétrica.“Basicamente, foram realizados trêsensaios: corrente de fuga, resistência deisolamento e comprovação das economiasde água e energia elétrica. Os doisprimeiros atestaram as condições de segurançacontra choques elétricos do usuáriodurante o banho, e o terceiro comprovoua economia de água tratada eenergia elétrica”, conta o Eng. Cláudio.No site destinado ao produto, o internautapode fazer um teste de economia,que considera o número diário de banhose o seu tempo médio de duração, o valordo kWh e do metro cúbico de água.A ferramenta informa o número de horasque o chuveiro fica ligado por mês consumindoágua e energia, e calcula as economiasque o Eco Shower promoveria.Mais informações: www.ecoshower.com.br/Troca de dadosvia sinais de TVno ambienteUm novo sistema de comunicação sem fios permite que aparelhos troquem dados sem depender debaterias ou cabos de energia. Elaborada por Engenheiros da Universidade de Washington, a técnicabatizada de “retroespalhamento ambiental” aproveita as transmissões de TV presentes no ambiente.Assim, em vez de gerar as próprias ondas, os aparelhos comunicam-se uns aos outros inserindosuas próprias informações nas ondas já existentes. Em testes, os pesquisadores construíram protótiposdo seu sistema de comunicação sem baterias com pequenas antenas que foram capazes dedetectar, alterar e refletir um sinal de televisão, que, em seguida, foi captado por outros dispositivossemelhantes. As conexões foram feitas a até 80 cm de distância entre os dois aparelhos, e a técnicafuncionou bem até uma distância de 6,5 km de uma rede retransmissora de TV – com a melhoria dosequipamentos, essas distâncias poderão aumentar. O conceito aproveita as ondas eletromagnéticasque inundam as cidades e podem ser utilizadas como fonte de potência e meio de comunicação. Atecnologia poderá ser útil para redes de sensores, em que um equipamento vai transmitindo para ooutro e formando uma rede que leva dados a pontos mais distantes. A largura de banda dos equipamentosainda é pequena para viabilizar trocas de informações mais intensas, como e-mails, mas podeser usada em associação às técnicas atuais, como forma de economizar a bateria de celulares ecomputadores. Para isso, os aparelhos devem ser configurados de modo a enviar mensagens de texto,aproveitando a energia do sinal ambiente de TV.Fonte: Universidade de Washington http://abc.cs.washington.edu/22crea-rs.org.brtwitter.com/creagauchofacebook.com/creagaucho


Um cimentoque aquecePesquisadores do Departamento de EngenhariaCivil da Universidade de Alicante,na Espanha, desenvolveram umcimento condutor de eletricidade. Pormeio da passagem de uma corrente elétrica,o material permite, além da tradicionalfunção estrutural, aquecer edifíciosou evitar a formação de gelo eminfraestruturas como ruas, estradas e pistasde pouso. Para obtê-lo, foram adicionadosà composição do cimento tradicionalnanotubos de carbono, que estãoentre os melhores condutores de eletricidadeque se tem conhecimento. Ostestes revelaram que a adição das nanopartículasde carbono não altera as propriedadesestruturais do concreto nemcompromete a durabilidade das estruturasconstruídas com ele. Por outro lado,mostraram que o produto apresentagrande versatilidade, visto que pode revestirqualquer estrutura, sejam construçõesnovas ou superfícies já existentes.O controle térmico é obtido mediante aaplicação da corrente sobre concreto.Fonte: Universidad de Alicante (http://web.ua.es/en/actualidad-universitaria/2013/julio2013/julio2013-22-28/ua-researchers-convert-cementinto-an-electrical-conductor.html)Pipa geradorade eletricidadeUm grupo de engenheiros de quatroinstituições de pesquisas suíças está desenvolvendouma técnica para a geraçãode energia eólica a grandes altitudes.A ideia já é conhecida: utilizar pipas.No lugar de pipas que são comoturbinas eólicas que voam, no entanto,os pesquisadores pretendem simplificartudo o máximo possível e construir pipasque possam atingir até 300 m dealtura, aproveitando ventos mais fortesdo que os das maiores turbinas eólicasdo mundo – as quais estão se aproximandodos 100 m de altura.Presa por linhas ligadas a um carretelna estação no solo, a chamada pipahigh-tech sobe a grandes altitudes, fazendocom que os ventos fortes criemuma tensão na linha, colocando o carretelem movimento. Este movimento éconvertido em energia elétrica por meiode indução eletromagnética. Assim queatinge sua altura máxima, o carretel, quepossui um software de controle, puxa apipa de volta para baixo para que elapossa subir novamente e reiniciar o ciclode geração de energia.Com o sucesso dos primeiros testes,o objetivo da equipe agora é tornar aestrutura mais eficiente. Para isso, as pipasestão sendo construídas com vigasTensairity, uma estrutura inflável ultraleveque usa materiais plásticos pneumáticospara obter grande resistênciacom baixo peso.Fonte: Inovação TecnológicaFotos: divulgaçãoAs mensagens são gravadas com um laser no cotilédone da planta e permanecem por 30 diasPara deixar uma marcana naturezaPessoas e empresas contribuem diariamentepara o fenômeno do aquecimentoglobal, seja pela energia consumidaem casas ou escritórios, seja pelas opçõesde transporte escolhidas. Buscandoaumentar o vínculo do ser humano coma natureza, a Associação Campobonensede Conservação do Ambiente Natural(ACCAN), de Campo Bom (RS), em parceriacom a Eccos Recyclle, desenvolveuuma estratégia para alertar a importânciade cooperar também com a redução deproblemas ambientais. Trata-se de umalinha de sementes personalizadas, pelaqual se espera disseminar a produçãosustentável. “A nossa intenção é chamara atenção das pessoas e empresas desua responsabilidade socioambiental, ondecada um pode fazer a sua parte. Pensamosque a responsabilidade é de cadaum para o aquecimento global, por issocriamos algumas fórmulas que possamfazer com que todos contribuam para amelhoria desse quadro”, conta o Eng.Agrônomo Roberto Silva, presidente daACCAN e responsável pelo projeto.As sementes podem ser personalizadascom um nome ou símbolos, emdois tipos de sementes: feijões e nativas.O primeiro tipo é a semente branca, caracterizadapor feijões gravados commensagens. “Através do laser que desenvolvemos,podemos escrever palavras,imagens ou logotipos e estes codificame germinam nos cotilédones daplanta, ou seja, na parte do grão de ondeas primeiras folhas irão surgir”, explicao Eng. Roberto. Quando plantado, oO plantio de sementes nativas contribuiu com aredução dos gases do efeito estufafeijão nasce com a mensagem no brotoe a gravação permanece por 30 dias,período em que as folhas começam asurgir. “Para uma empresa, podemos gravaro nome ou a marca, por exemplo.Também podemos escrever palavras deincentivo e nomes próprios”, diz.O segundo tipo são as sementes “escuras”,que são representadas por espéciesnativas da flora brasileira, cujo plantiocontribui para a diminuição dos gasesdo efeito estufa no planeta. “Estas plantasdevem ficar nas embalagens por,aproximadamente, dois meses. Após esseperíodo, devem ser transferidas paraum recipiente maior, dado o seu crescimentonatural. Se forem regadas e adubadascorretamente, podem dar florese frutos e durar por mais de 30 anos”,esclarece o Eng. Roberto. A propostaoperacionaliza a correta neutralizaçãode carbono em eventos, escritórios e atividadesempresariais.Mais informações: www.eccosrecyclle.com.brConselho em revista • SET/OUT’1323


CAPAO gás de folhelho (shale gas) –erroneamente chamado de “gás dexisto” – está causando uma revoluçãoenergética nos Estados Unidos, que,detentor da segunda maior reserva nomundo, hoje é o seu principalexplorador. Atualmente, o gásproveniente dos folhelhos já totaliza30% de todo o gás natural utilizadonaquele país. De acordo cominformações da Agência Internacionalde Energia, a expectativa é de quedentro de alguns anos os EstadosUnidos poderão suprir toda suademanda interna de energia apenascom o gás de folhelho. Aqui, ao nossolado, a Argentina também investenessa alternativa, tendo 5% do gásnatural para demanda internaprovinda do folhelho. Nova febre naárea da energia, a exploraçãocomercial dos folhelhos oleígenos nãoé novidade: no final do século 18, osEUA já obtinham óleo dessas rochas.Mas sua exploração foi “abandonada”durante quase um século quando osnorte-americanos perfuraram oprimeiro poço de petróleo, deextração mais simples e econômica.Com a crise do “ouro negro”, nadécada de 1970, os folhelhos voltarama ser vistos como alternativa e, aindana primeira metade deste século 21,podem – graças à tecnologia dofraturamento hidráulico – levar osEUA à independência energética, comefeitos políticos e econômicos emescala mundial. Ainda assim, suautilização é polêmica, angariandodefensores e críticos. Com aexploração em nível comercial aindarecente nos EUA, no Brasil o caminhoé longo, dependendo deinvestimentos governamentais empesquisas e avaliações ambientais eeconômicas, além de um marcoregulatório para o setorGás de folhelho:herói ou vilão?Por Luciana Patella | jornalistaEm solo brasileiro, as pesquisas de folhelhos economicamente viáveis estãopraticamente estagnadas desde meados dos anos 1980, à exceçãoda exploração pela Petrobras na Bacia do Paraná, onde, em 1972, inauguroua planta de São Mateus do Sul, com a utilização do processo Petrosix – patenteadopela própria empresa e exportado para Jordânia, Marrocos, EstadosUnidos e China – na produção de óleo betuminoso (veja Box). “Temosapenas essa usina no Paraná e mais nada. Não evoluiu. Parou porque nuncahouve um interesse maior”, afirma o Geólogo Doutor em Ciências AmbientaisGeraldo Rohde, há décadas entusiasta desta fonte de energia. Ele relembraum relatório realizado em 1979 pela Comissão Especial do Xisto daAssembleia Legislativa do RS, coordenada pelo então deputado estadualErasmo Chiappetta, em que era defendida a instalação no Estado de umausina de processamento do folhelho betuminoso, visto já serem conhecidasas potenciais reservas do material em municípios gaúchos. “De lá para cásão 30 anos que esse assunto ficou esquecido, ainda aguardando algumbalizamento legal e normativo. Nós paramos no tempo. Basta observar ocaso dos Estados Unidos: é uma verdadeira revolução energética. Além disso,deve-se levar em conta também que a jazida do Brasil é uma das maioresdo mundo”, destaca.A ausência de interesse na exploração do folhelho não foi apenas no Sul,se deu em todo o território nacional. A retomada está ocorrendo agora,também com a participação da Petrobras, que criou o programa PRON-GAS, voltado para a produção de gás em terra no Brasil, tanto convencionalquanto não convencional e – fato que é criticado por alguns especialistas– com empresas estrangeiras interessadas nas jazidas. Também está marcadapara novembro deste ano a 12ª Rodada de Licitações de Blocos paraExploração e Produção de Petróleo e Gás Natural, na qual está prevista aoferta de áreas com potencial para gás natural em terra, não excluindo ogás não convencional, ou gás de folhelho. Conforme informações da AgênciaNacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), serão 240blocos exploratórios distribuídos em sete bacias sedimentares.Apesar de já confirmada pela ANP, muitos especialistas pedem mais estudossobre a exploração do gás não convencional e, em carta encaminhadaà presidenta Dilma Rousseff, as diretorias da Sociedade Brasileira para oProgresso da Ciência e da Academia Brasileira de Ciências solicitam que“face ao exposto, e tendo em vista os resultados das discussões realizadasdurante a 65ª Reunião da SBPC no Recife, Pernambuco, de 22 a 27 de julhode 2013, que seja sustada a licitação de áreas para explotação de Gás deXisto, na 12ª Rodada, por um período suficiente para aprofundar os estudos,realizados por ICTs públicas, sobre a real potencialidade da utilização dafratura hidráulica e os possíveis prejuízos ambientais.”Espalhado pelo mundoCom reservas distribuídas de forma mais equalizada pelo globo terrestre emcomparação ao petróleo, com ocorrências em todos os continentes, a exploraçãodos folhelhos gasógenos tem mesmo potencial para ocasionar grandesalterações na matriz energética mundial. Reservas do gás de folhelhosão encontradas em dezenas de países, com as maiores na China (36,1 trilhõesde metros cúbicos), seguida pelos Estados Unidos (24,4 trilhões) eMéxico (19,3 trilhões), conforme os dados da Agência Internacional de Ener-26crea-rs.org.brtwitter.com/creagauchofacebook.com/creagaucho


Imagens representativas de amostra de folhelho orgânico portador de óleo/gás. (A) Amostramacroscópica. Sem escala. (B) Fotomicrografia ótica obtida a partir de lâmina petrográficamostrando a mineralogia da rocha: Qtz (Quartzo), Mc (micas) e Am (argilominerais). (C) Detalhe daimagem B obtida em microscopia eletrônica de varredura com emissão de campo da porosidade(pontos pretos) em matéria orgânica. (Imagem A: http://www.mineropar.pr.gov.br; Imagem B:Arquivo CEPAC; Imagem C: Loucks et al. 2012. AAPG Bulletin, 96(6): 1071–1098)gia (AIE). O Brasil, pelo mesmo ranking, ocupa a 10ª posição, com a expectativa de6,4 trilhões de metros cúbicos em seus reservatórios. Também estão na lista Argentina,Canadá, Austrália, Colômbia, Polônia, Grã-Bretanha, França e Bulgária.“Em junho, a produção diária de gás natural no País a partir de reservatóriosconvencionais foi de 80 milhões de metros cúbicos. Comparando a reserva de 6,4trilhões de gás de folhelho, seria um pulo significativo, tanto em termos de produçãoquanto de reservas”, afirma o Dr. Anderson José Maraschin, que atua comoGeólogo Pesquisador no Centro de Excelência em Pesquisa e Inovação em Petróleo,Recursos Minerais e Armazenamento de Carbono (Cepac) da PUCRS, o qualmantém projeto de pesquisa no estudo de viabilidade de exploração e explotaçãodas reservas existentes no Brasil. Para ele, a exploração do folhelho gasógeno (gasshale) é uma grande possibilidade para o País, tendo em vista as grandes reservasexistentes e as tecnologias já desenvolvidas em outros países para sua extração.“O gás de folhelho poderá significar a independência da importação de gás naturalPetrosixA SIX, uma unidade de operações do Abastecimento da Petrobras, processaaproximadamente 5,5 mil toneladas de xisto pirobetuminoso por dia, atravésdo processo de conversão termoquímica (Petrosix ® ), criado e patenteado pelaPetrobras. Entre os principais produtos extraídos do folhelho pela SIX, estãoo óleo combustível (indicado para o consumo industrial em centros urbanos)e o gás combustível, que alimenta os fornos da indústria produtora derevestimentos cerâmicos vizinha à Unidade. A partir desta rocha, a SIX geratambém nafta e enxofre, além de uma série de produtos que podem ser aproveitadospelos mais diversos segmentos industriais, tais como cerâmica, indústriacimenteira e agricultura. O Petrosix ® consiste em extrair o folhelho damina, reduzir esse material em fragmentos menores e encaminhá-los para umaunidade de processamento, onde é aquecido a temperaturas elevadas. Os produtossão então resfriados e coletados. Após passar pela extração do querogênio,o folhelho é resfriado e encaminhado de volta para a mina a fim de recompora área minerada.Fonte: PetrobrasConselho em revista • SET/OUT’1327


CAPAem alguns países, atendendo às necessidadesinternas de energia, ou seja, deimportador poderá se tornar produtor.Em alguns casos, como na Rússia, podesignificar uma revitalização da economia”,destaca.Também chamado de gás não convencional,o gás de folhelho encontra-seaprisionado dentro do folhelho. “Os folhelhossão rochas que, em princípio, sãogeradoras de hidrocarbonetos e não umarocha-reservatório propriamente dita,devido à sua baixíssima permeabilidade.Além disso, os poros onde está esse gássão da ordem de micrômetros de diâmetro,então é um tipo de reservatórionão convencional, não obedecendo aoscritérios do reservatório convencional –que é aquela rocha porosa de onde éextraído o gás natural das bacias sedimentares”,explica Maraschin.A utilização da nomenclatura “gásde xisto”, apesar de muito disseminadapela mídia, está geologicamente incorreta,conforme o pesquisador, pois o xistoé uma rocha metamórfica que nãosuporta gás na sua estrutura. “Isso seespalhou porque folhelho em Portugalé xisto. Então, há uma confusão nessetermo que aos poucos me parece queestá sendo resolvida”, relata.Fraturamento hidráulicoPor ter sido pioneiro em sua exploração,foram os Estados Unidos que desenvolveramuma tecnologia eficaz para extraçãodo gás aprisionado no subsolo, aqual é também a principal fonte de críticasa essa fonte energética. Chamadade fraturamento hidráulico (fracking),como o nome anuncia, a técnica consisteem fraturar artificialmente a rocha, ativandofraturas preexistentes ou ocasionandonovas fraturas, através da injeção,em alta pressão, de uma mistura de água,solventes químicos (géis tensoativos) eareia, liberando assim o gás contido narocha, que pode então ser recolhido. Segundoo Geólogo Anderson Maraschin,a técnica já vem sendo utilizada no Brasilem reservatórios compostos por arenitosfriáveis da Bacia de Campos, quesão arenitos com baixa permeabilidade.“Para gás de folhelho, ainda não existenada em andamento, estamos ainda numestágio prematuro, mas há interesse ementrar nesse mercado competitivo”, afirmao profissional, citando, no entanto,que estudos do Instituto de PesquisasTecnológicas (IPT), encomendados pelaSecretaria Estadual de Energia de SãoPaulo, viabilizam algumas áreas das baciasde Taubaté (SP) e do Paraná, noestado de São Paulo. “Além disso, as baciasdo Vale do Parnaíba (MG), dos Parecis(MT) e Recôncavo (BA) mostramgrandes potencialidades para a comercializaçãodo gás”, complementa.Impactos ambientaisComemorada pelo governo norte-americano,devido principalmente à sua viabilidadeeconômica, diversos países europeus,como França e Bulgária, proibiramo uso da técnica. Em outros, comoIrlanda, Romênia, Alemanha e Espanha,foi declarada moratória até que se tenhammais estudos sobre os possíveisimpactos da exploração. Mesmo nos EstadosUnidos há uma forte campanha,envolvendo inclusive celebridades, paraalertar sobre os prejuízos ambientais resultantesdo fraturamento, principalmentepara as comunidades das regiões deexploração. Rodaram o mundo as imagensdo documentário Gasland, de 2011,onde um morador da área do estado daPensilvânia, onde ocorre a extração dogás de folhelho, “incendeia” a água quesai da torneira com um fósforo.Entre as críticas ao método, estão osgrandes volumes de água empregados– os quais podem chegar a 20 milhõesde litros por poço –, riscos de explosãocom a liberação de gás metano e a possibilidadede contaminação das águassubterrâneas pelos resíduos químicosempregados. É por esses motivos queum grupo de geólogos encaminhou àpresidenta Dilma Rousseff carta solicitando,a exemplo da Europa, uma moratóriade cinco anos até que se tomeuma decisão estratégica sobre a conveniênciade explorar gás de folhelho noBrasil. Entre os signatários do documento,– enviado também à SBPC e ABC –,está o Geólogo, professor da UniversidadeFederal de Santa Catarina e coordenadordo Projeto Rede Guarani/SerraGeral, Luiz Fernando Scheibe. “Enquantoo gás natural e o petróleo ocorremem estruturas geológicas e nichos próprios,o gás de xisto impregna toda arocha ou formação geológica. Nesta condição,a tecnologia de extração de gásestá embasada em processos invasivosda camada geológica portadora do gás,com a injeção de água e substâncias químicas,podendo ocasionar vazamentose contaminação de aquíferos de águadoce que ocorrem acima do xisto. Estaé uma grande preocupação dos técnicose gestores da área de recursos hídricose meio ambiente”, alertam os autores.Para ele, “os milhões de litros de águaque resultam poluídos em cada poço, porhidrocarbonetos e por outros compostose metais presentes na rocha, nos explosivose nos próprios aditivos químicosrequeridos pela complexa atividade demineração do gás, exigindo dispendiosastécnicas de purificação e de descarte dosresíduos finais, que podem vir a poluirtanto a água de superfície como os própriosaquíferos”, também são questõesmuito importantes. Scheibe e os demaisautores da carta demonstram preocupaçãocom os diversos aquíferos brasileiros,destacando que o risco potencial de contaminaçãopor perfurações pelo frackingseria maior do que com os métodos convencionaisde perfuração de poços deextração de petróleo ou gás. “É, por exemplo,a situação do Aquífero Guarani, naBacia Geológica do Paraná, a principalreserva de água subterrânea do ConeSul, a qual, segundo as primeiras estimativasda ANP, concentraria mais de 50%das reservas do ‘gás de xisto’ no Brasil,e que seria atravessado pelas perfuraçõese processos de injeção na camadainferior”, justifica. Outra situação argumentadaé de que as técnicas usadasainda são pouco conhecidas. “É uma tecnologiaque começou a ser massiva hámenos de 10 anos e sempre nos perguntamosse a longo prazo as consequênciasnão serão danosas demais.” Ele citaum exemplo norte-americano, que reforçaa atenção ao tema. “Veja que enquantoo Estado da Pensilvânia liberou a exploração,o de Nova York a proibiu, poisé desses aquíferos que vem a água deabastecimento da grande cidade.”Já o pesquisador do Cepac, Geól. Maraschin,acredita não haver motivo paratantos receios. “Na verdade, isso tudo émuito especulativo ainda. Claro, semprehá essa preocupação de que a partir domomento que se tiver uma pré-viabilidadeeconômica e tecnológica para aextração, é importante também ter o controleambiental, pois um poço mal perfuradopode ocasionar eventualmentealgum prejuízo ambiental”, declara. Deacordo com ele, não existem ainda estudoscientíficos comprovando as afirmaçõessobre a possível poluição dos lençóisfreáticos pelos produtos químicosutilizados no processo, nem mesmo depequenos abalos sísmicos ocasionais pelofraturamento. “Por enquanto, não existenada científico. Então, é claro, há essa28crea-rs.org.brtwitter.com/creagauchofacebook.com/creagaucho


Figura indica atécnica defraturamentohidráulico (fracking)para extração degás de folhelhopreocupação ambiental, isso é importante.Mas nada, hoje, alarmante.” Sobre ouso da água, afirma que há várias empresas,entre elas gigantes do setor energético,como a Halliburton Corp. e aSchlumberger Ltd., na corrida de encontrarmaneiras de reciclar e reutilizar a águaempregada no fraturamento hidráulico.O Geólogo Rohde parte da mesmapremissa para defender uma aceleraçãono processo de exploração em terrasbrasileiras. “As críticas existentes devemser confrontadas com os resultados nospaíses em que essas tecnologias foramdesenvolvidas e aplicadas extensivamente,no caso os Estados Unidos e o Canadá.Deve-se levar em conta, além domais, que a Agência de Proteção Ambientaldos Estados Unidos tem um quadrotécnico excepcional e uma independênciadecisória que jamais deixaria umatecnologia que pudesse prejudicar a águasubterrânea ser utilizada. Para finalizar,as condicionantes subterrâneas nos EUAe no Canadá são muito mais adversasdo que as do Brasil, tendo em vista inclusivea possibilidade de ocorrência desolos congelados, o famoso permafrost”,sustenta.Outro ponto de questionamento levantadopelos contrários ao fracking é ofato de o Brasil investir na exploração decombustíveis fósseis, em vez de apostarem fontes renováveis e a possibilidadeque a exploração do folhelho venha a inibirtais pesquisas. “Nos Estados Unidos,havia debate até sobre o uso de etanol,porque o petróleo estava caro e difícil deconseguir, mas com o gás convencional,as opções foram esquecidas. O mesmoestá acontecendo no Brasil, por causa dopetróleo do pré-sal”, argumenta Scheibe.Conselho em revista • SET/OUT’1329


CAPAA alegação é rebatida pelos defensoresdo gás, que afirmam a necessidadede pensar no futuro e ter garantiasde reservas de fontes de energia. “Acreditoque as demais fontes de energia –que hoje são a eólica, a solar, a geotérmicae de biomassa –, juntas, elas nãosuprem a demanda de energia internade nenhum país. Se a projeção da AgênciaInternacional de Energia, de que até2030 a demanda por energia será deaté 40% em relação ao ano de 2007,com uma população de aproximadamentenove bilhões de pessoas, só essas energiasalternativas não serão suficientes”,enfatiza Mascharin.O Cepac dispõe de um local específico onde as amostras derochas são guardadas. Dentre os diversos laboratórios analíticos,no Laboratório de Petrologia são realizadas as análisesmineralógicas em microscópios ópticos esalas para o processamento de dadosEstudos de folhelhosgasógenos no CepacNo RS, o Centro de Excelência em Pesquisae Inovação em Petróleo, RecursosMinerais e Armazenamento de Carbono(Cepac), situado no Parque Tecnológicoda PUCRS sob a coordenação do GeólogoProf. João Marcelo Ketzer, está atuandono estudo das unidades-alvo nasbacias sedimentares terrestres com prováveisocorrências de folhelhos gasógenos,visando a uma futura comercializaçãodo gás. De acordo com o GeólogoAnderson Maraschin, uma vez identificadasas unidades-alvo nas bacias ondeocorre o folhelho gasógeno, é feita umacaracterização geoquímica, geofísica,Formação Irati: folhelhos emsuperfície em solo gaúchoCom as áreas de folhelho gasógeno ainda em prospecção, e sua explotaçãoem debate, em solo gaúcho há pelo menos uma grande reserva de folhelho,na Formação Irati, a qual, iniciando em São Paulo, atravessa o Paraná, SantaCatarina e chega ao nosso Estado, sendo as maiores reservas encontradasnos municípios de Dom Pedrito e São Gabriel, na Fronteira Oeste. “Essa formaçãodata do período Permiano, que começou 270 milhões de anos atrás edurou 50 milhões de anos”, explica o Geólogo Geraldo Roh de. Conforme ele,seus afloramentos mais notáveis se encontram expostos na margem direita doRio Santa Maria. “No Passo de São Borja, por exemplo, que fica em São Gabriel,os folhelhos são milimetricamente bem laminados e com estratificação planaparalela bem desenvolvida. O teor de óleo encontrado varia de 5,34 a 13,2%.”Já na década de 1980, tanto o Governo do Estado, por meio da ComissãoEstadual de Energia, quanto a Assembleia Legislativa, com a Comissão Especialdo Xisto, citam a importância econômica das jazidas. De lá para cá, muitopouco foi feito em termos governamentais, e hoje parte dos depósitos da regiãopertence à Irati Energia, empresa do grupo canadense Forbes&Manhattan,que, de acordo com informações de sua assessoria de imprensa, tem comoobjetivo no local “uma mineração a céu aberto para aproveitamento do folhelhobetuminoso em uma retorta e produção de óleo de xisto”.Para Geraldo Rohde, os Estados e municípios deveriam estar há muito tempose organizando para aproveitar essa fonte de energia, sem que haja, necessariamente,interferência de capital estrangeiro na exploração. Em artigodatado do ano de 2006, o Geólogo já defendia o ponto de vista dizendo que“está na mão do povo de São Gabriel e de seus representantes o resgate destatentativa de aproveitamento desta riqueza que está em seu subsolo”.petrofísica e geomecânica da rocha. “Apartir daí, o passo seguinte é fazer umestudo sobre a pré- viabilidade de exploraçãotécnica, monitoramento ambiental,além dos desafios e riscos envolvidosno projeto”, esclarece, dizendo que sóapós todas essas análises é que se tema viabilidade econômica da operação.De acordo com ele, é difícil prever otempo que isso levará, por envolver desafiosmuito grandes. “Veja os EUA, quecomeçaram os estudos sobre a viabilidadeeconômica dos folhelhos gasógenosna década de 1920 e só em 2005 seteve uma produção efetiva. Então, achoque isso terá um prazo longo, porque,depois que diagnosticado o gás presentena rocha, será necessário ter um suporteregulatório, licenças e autorizaçõesdas agências competentes e subsídio dogoverno”, relata. Por motivos de confidencialidadede projeto, ele não poderevelar em quais locais estão ocorrendoos estudos iniciais.Outro desafio referido por ele, quetambém influencia na decisão final dacomercialização, é a oscilação do preçode mercado do gás natural. “A partir daí,pode-se ver se vale a pena todo o investimento,pois são dezenas de milhões dedólares envolvidos, desde a pesquisa, atése a produção vai cobrir todos os gastosem pesquisas e investimentos”, explica,incluindo na verba o suporte logísticonecessário à produção: como os poços,gasodutos, refinarias e transporte. Mesmocom a necessidade de um montantealto de investimentos para haver umaviabilidade econômica na produção dogás, o pesquisador acredita que esta éuma possibilidade real para o Brasil. “Asreservas que estão aí comprovam. Issonão só injeta muito na economia de umpaís como a revitaliza”, conclui.Para o Geólogo Scheibe, no entanto,todas as dificuldades e incertezas elencadasanteriormente reforçam a necessidadede maiores estudos e a conveniênciada retirada, recomendada pelaSBPC e pela ABC, da explotação dessegás do leilão de áreas onshore para gásconvencional, previsto para novembropela ANP.30crea-rs.org.brtwitter.com/creagauchofacebook.com/creagaucho


ARTIGOSIN ELIGENDO(Quem nomeia é responsável)Quando alguém empresta um automóvel para uma pessoa sem habilitação(parente, amigo, apadrinhado político, etc.) para dirigir, este alguém é responsávelpor um eventual acidente. O Judiciário considera quem emprestouo carro culpado pelo que vier a acontecer (in eligendo). Caso o proprietáriodo veículo alegue que não sabia que a pessoa a quem emprestou o carro nãopossuía carteira de habilitação, ele é culpado também por não fazer esta verificação(in vigilando).Esse conceito de responsabilização deveria ser aplicado também para asnomeações de CCs, FGs, DAS na administração pública. Quando um chefe doExecutivo nomeia para cargos técnicos pessoas sem habilitação legal, semconhecimento técnico, me parece que está incorrendo no mesmo ato ilícito.Existem na administração pública várias posições que deveriam ser preenchidaspor profissionais qualificados.São exemplos disso as autarquias, as fundações e as empresas públicasque tratam de saneamento, água, meio ambiente, transportes, energia, telecomunicações,obras públicas, planejamento, arquitetura e urbanismo, segurança,educação, medicina, direito, infraestrutura, etc.É fácil observar que as áreas de direito e medicina, felizmente, têm sido dirigidaspor profissionais habilitados. O mesmo não ocorre com as engenharias.A Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul (Sergs), o Conselho Regionalde Engenharia e Agronomia (CREA), o Conselho de Arquitetura e Urbanismo(CAU), o Sindicato dos Engenheiros (Senge) e as demais associaçõestécnicas, inclusive federais, como o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia(Confea), repetidas vezes têm tentado sensibilizar os governantes paraa importância da qualificação profissional nas direções de empresas públicas.Por deficiências de suas legislações, essas entidades têm que apostar emseu poder de sensibilização, que, na maioria das vezes, se mostra ineficaz.As tragédias recentes no Estado e no País, os problemas no Conduto ÁlvaroChaves, o caos no trânsito de Porto Alegre, o congestionamento na Freeway,a queda de pontes, a poluição do Rio Gravataí, dentre outros tantos, nãoseriam evitados se as repartições públicas responsáveis pelas respectivas fiscalizaçõese execuções fossem dirigidas por pessoas habilitadas e qualificadas?Caso essas empresas públicas não estarem sendo dirigidas por profissionaishabilitados, assim como o empréstimo do carro para alguém sem carteirade motorista, quem nomeou é culpado (in eligendo) por danos futuros.O loteamento de cargos nos governos precisa seguir princípios mínimosde segurança e qualificação.Embora a Constituição Federal considere os cargos comissionados de “livrenomeação”, isso não implica dizer que seja para “qualquer um”. Segundo opreceito constitucional, eu, sendo proprietário de um automóvel, sou livre paraemprestá-lo para quem eu quiser (livre empréstimo), porém com habilitação.Os princípios constitucionais (artigo 37) que norteiam a função pública sãoa legalidade, a impessoalidade, a moralidade, a publicidade e a eficiência. Pode--se dizer, de forma indireta, que a legalidade, a impessoalidade e a moralidadeestão sendo feridas com nomeações para cargos técnicos de pessoas não habilitadas.Isso talvez seja discutível. Entretanto, quanto ao princípio da eficiência,certamente não há discussão, pois atos executivos tomados por pessoas sema competência técnica levam à perda de eficiência dos serviços a quem o povodelegou. Ressalta-se que, na alínea II do mesmo artigo da Constituição Federal,dispensa claramente o ocupante de cargo em confiança do concurso público,mas em nenhum momento ela aceita a violação do princípio da eficiência.A norma constitucional será desrespeitada não só em casos extremos detragédias ou por atos ilícitos promovidos por pessoas inadequadas nos locaisinadequados, mas sim no dia a dia da gestão. Uma escolha malfeita motivadanão por dolo resulta necessariamente no mau uso do dinheiro público, e mesmoo gestor sendo probo e honesto, mas ignorante do que está fazendo, levaráa danos irreversíveis ao patrimônio público e à sociedade.A Sergs, o CREA, o CAU, o Senge, o Confea e demais entidades talvez devessemcomeçar a apelar ao Poder Judiciário para que os princípios de in eligendoe in vigilando sejam aplicados na gestão da coisa pública.engenharia civilFrancisco BragançaEngenheiro CivilConselho em revista • SET/OUT’1331


ARTIGOSengenharia elétricaA Ciclovia e a Linha de Transmissão de 230 kVda Avenida Ipiranga – Final5 Avaliação numéricaPara realizar a avaliação numérica do campo elétrico produzidopela Linha de Transmissão de 230 kV da Av. Ipiranga,é necessário o conhecimento da geometria da estrutura,o que se encontra na Figura 3, a tensão nominal(mais frequente), que é de 230 Kv, e a sequência de fases,que é A, B e C de cima para baixo.Resolvido o sistema de equações anterior, pode-sedeterminar o campo elétrico tridimensional em qualquerposição desejada.6 Resultado obtidoA avaliação do campo elétrico foi determinada através deum perfil de campo elétrico (transversal à linha de transmissão)na altura de 1,5 m sobre a superfície do solo e nomeio de um vão da Linha de Transmissão de 230 kV da Av.Ipiranga, obtendo-se o resultado apresentado na Figura 4.Figura 4 - Perfil decampo elétrico naaltura de 1,5 m sobrea superfície do soloObserve-se na Figura 4 que, para x = 50 m (centro geométricoda LT), o máximo valor de campo elétrico é de 2,102kV/m, inferior ao valor de exposição ambiental (populações24 horas por dia) de campo elétrico E = 4,166 kV/m.Com base nessa constatação, pode-se dizer que a cicloviaé segura para as pessoas não portadoras de marcapassosou assemelhados.Independentemente desta constatação, é importanteque tais resultados sejam comprovados por medições decampo elétrico e campo magnético que meçam simultaneamenteos campos em três dimensões (mais precisosque os unidimensionais).Figura 3 – Estrutura da Linha de Transmissão de 230 kV da Av. IpirangaCom base nessas informações, utiliza-se o método desimulação de cargas (desenvolvido computacionalmente),conforme descrito a seguir:[U] = [P] [Q]onde:[U] vetor das tensões nos condutores em módulo eângulo (V)[Q] vetor das cargas associadas aos condutores (C)[P] matriz dos coeficientes de potencial de Maxwell (F -1 )BibliografiaTransmission Line Reference Book, 345kV and above - 2nd.edition – EPRI, 1982.Dias, G. A. D. Haffner, S. L. , Telló, M., Campo Elétrico Produzidopor Condutores Energizados. Congresso Brasileiro deEletromagnetismo CBmag 95, Florianópolis, SC, de 14 a 17 demaio de 1995.DIAS, G. A. D., Natorf, Mário L., ENSAIO DE VEÍCULO DELAVAGEM DE EQUIPAMENTOS ENERGIZADOS. In: III JornadasLatinoamericanas en Alta Tensión y Aislamiento Eléctrico -ALTAE’97, Venezuela, Caracas, 1997.Vasco Soares da Costa, Fernando Cezar Maia e José EduardoTelles Villas, CÁLCULO DO CAMPO ELÉTRICO PELO MÉTODODE SIMULAÇÃO DE CARGAS - SUA APLICAÇÃO ASUBESTAÇÕES E LINHAS DE TRANSMISSÃO EM EAT, VIIISNPTEE GSE, Brasília 1984.Artur Kruse | Daniel Filippon | Darcy Casa | Ernani Maglia | Fernando R. da CunhaGuilherme A. D. Dias | Marcos Splett | Paulo Dalosto | Vitor FetterGrupo de Estudos em Tecnologia e Qualidade (GETEQ)32crea-rs.org.brtwitter.com/creagauchofacebook.com/creagaucho


Princípio da Precaução Ambiental: Efeito ReversoA construção civil gaúcha está vivendo uma crise semprecedentes pela escassez de um de seus principais insumosbásicos: a areia. Essa situação está diretamente relacionadaa uma decisão judicial que paralisou por mais de90 dias a atividade das três mais importantes mineradorasdo Estado, que extraem areia no Rio Jacuí.A paralisação judicial foi feita por meio de liminar alicerçadano princípio da precaução ambiental, isto é, paraprevenir possíveis danos ambientais irreparáveis. A liminarfoi concedida com visão específica na atividade de mineraçãodas três empresas, não havendo uma indispensávelanálise sistêmica dos reflexos ambientais globais decorrentesda ação tomada.O rápido e violento rompimento do equilíbrio vigenteno setor produtivo resultou em uma corrida desenfreadae desordenada, sem um mínimo de planejamento, rumo aoutras frentes de lavra e à clandestinidade, provocandograndes impactos em outras áreas do Estado.Assim, a suspensão judicial, inicialmente proposta soba égide do princípio da precaução, teve efeito reverso. Emuma visão sistêmica – o meio ambiente como um todo –,não houve redução de impactos ambientais, eles apenasforam transferidos para outros locais de menor resiliênciaambiental. A produção de areia a partir dessas outras fontesacabou por gerar impactos ambientais bem maioresdo que aqueles que se quis prevenir e ainda com um altocusto social – desempregos, aumento no custo das obrasQuadro comparativo do consumo mensal de óleo diesel - diversos modelospara uma produção mensal de 650.000 t/mêsLocal deExtraçãoNúmeroViagensDistânciaMédia(Ida e volta)QuilômetrosPercorridose até mesmo inviabilização de algumas delas.Poderíamos enumerar vários pontos com efeitos ambientaismaiores, no entanto, para não nos alongarmos,vamos ficar apenas no principal deles: mudança no modalde transporte.A areia extraída no Rio Jacuí é totalmente transportadapelo modal aquaviário até portos encravados junto aosprincipais centros consumidores, enquanto a areia extraídanas fontes alternativas é transportada exclusivamentepelo modal rodoviário.No modal aquaviário, basta um motor de 220 HP parapropulsionar uma embarcação que transporta de 350 a 450toneladas de areia. Esse mesmo motor, no modal rodoviário,é utilizado para propulsionar apenas um caminhão, queconsegue transportar, no máximo, 10/12 toneladas de areia.Com a mineração deslocada para outras fontes, paratransportar o equivalente à produção atual de areia do RioJacuí (cerca de 650.000 toneladas/mês), seriam necessáriasentre 21.500 e 92.000 viagens de caminhão (carreta/toco),o que, além de congestionar e desgastar as nossasjá combalidas rodovias, irá consumir milhares de litrosde óleo diesel, ocasionando um incremento desnecessáriode milhares de toneladas de CO 2na atmosfera, contribuindopara o aquecimento global. Sob nosso ponto de vista,é, no mínimo, um contrassenso ambiental abdicar de umsistema calcado no modal aquaviário para investir no modalrodoviário.ConsumoDiesel (litros)CO 2EmitidoJacuí (atual) 810 (1) 100 81.000 251.700 (2) 672 t (3) 1RelaçãoCO 2 (6)Guaíba (*) 810 (1) 50 40.500 128.385 (2) 342 t (3) 0,5Viamão 21.500 (4) 110 2.400.000 1.200.000 (5) 3.204 t (3) 4,8Cristal 21.500 (4) 320 6.880.000 3.440.000 (5) 9.184 t (3) 13,7geologia e engenharia de minasRio Pardo 21.500 (4) 300 6.450.000 3.440.000 (5) 9.184 t (3) 13,7Cachoeira 21.500 (4) 400 8.600.000 4.300.000 (5) 11.481 t (3) 17,1Formigueiro 21.500 (4) 560 12.040.000 6.020.000 (5) 16.073 t (3) 24Cacequi 21.500 (4) 800 17.200.000 8.600.000 (5) 22.962 t (3) 34,2(1) – Média de 800 t/areia por barco; (2) – Consumo médio de 3,17 litros/km; (3) – Produção média de 2,67 kg de CO 2por litro de diesel (IPCC);(4) – 30 t/areia por caminhão; (5) – Consumo médio de 0,5 litro/km, (6) – Relação entre a quantidade total de CO 2produzido nomodelo previsto em relação ao modelo atual; (*) – Modelo em estudo (ainda não produzindo)Ivam Luís ZanetteGeólogo | Coordenador da Câmara Especializada de Geologia e Engenharia de Minas do CREA-RS,representante da Associação Profissional Sul-brasileira de Geólogos (APSG)Conselho em revista • SET/OUT’1333


ARTIGOSagronomiaCREA, Senge e Sargs defendem exigência de projetotécnico para obtenção de crédito ruralEm julho, o presidente do Conselho, Eng. Civ. Luiz AlcidesCapoani, e o coordenador-adjunto da Câmara Especializadade Agronomia, Eng. Agr. Luiz Pedro Trevisan, entregaramao vice-presidente de Negócios Emergentes daCaixa Econômica Federal, Fábio Lenza, uma carta de reivindicação,elaborada em conjunto com a Sargs e o Senge,manifestando a inconformidade em relação à intençãode liberar a concessão de crédito rural de custeio agrícolaaté o teto de R$ 300 mil sem Projeto Técnico. A intençãoé a revogação desta decisão pela instituição financeira.Segundo o Eng. Trevisan, “a absoluta maioria dos contratosde custeio agrícola no País situa-se abaixo desselimite, o que significa que esta esmagadora parcela demutuários estará isenta de apresentação de Projeto Técnicopara liberação de financiamento, podendo usar osrecursos a seu bel-prazer, e o que é pior, sem contar coma orientação técnica correspondente por parte de profissionalhabilitado”, enfatiza. Por isso, complementa, “deveser concedido e utilizado de maneira criteriosa, responsávele com direcionamento e acompanhamento técnico deprofissional legalmente habilitado”.Tanto Fábio Lenza como o superintendente nacionalda SN Agronegócio, Humberto Magalhães, que tambémparticipou do encontro, foram bastante receptivos e falaramque a CEF está se estruturando e cadastrando Escritóriosde Planejamento e Crédito Rural de Eng. Agrônomospara atuar com projetos, assistência técnica e fiscalizaçãono Crédito Rural. Abaixo, documento entregue aovice-presidente de Negócios Emergentes da Caixa EconômicaFederal, Fábio Lenza:Senhor Vice-Presidente:Ao cumprimentar Vossa Senhoria, e considerando o solicitadopela Câmara Especializada de Agronomia deste Conselhode Fiscalização, vimos, respeitosamente, apresentaralgumas considerações sobre a intenção dessa instituiçãoem ampliar sua atuação na área de Crédito Rural, assuntodivulgado por meio de matéria no Jornal da Cidade, da cidadede Torres (RS), edição de 13 de julho de 2013.1. Inicialmente queremos manifestar nossa discordância deque financiamentos de crédito rural venham a ser concedidosapenas com apresentação, por parte do proponente, demero orçamento, conforme manifestação atribuída a VossaSenhoria na matéria jornalística em anexo, onde é destacadoque “Operações de custeio de até trezentos mil reais,por exemplo, podem ser contratadas na agência por meiode orçamento simplificado”.2. A absoluta maioria dos contratos de custeio agrícola nopaís situa-se abaixo desse limite, o que significa que estaesmagadora parcela de mutuários estará isenta de apresentaçãode Projeto Técnico para liberação de financiamento,podendo usar os recursos a seu bel-prazer, e o que é pior,sem contar com a orientação técnica correspondente porparte de profissional habilitado.3. O Crédito Rural em nosso país tem origem em recursospúblicos altamente subsidiados, em que toda sociedade éonerada, e como tal, deve ser concedido e utilizado de maneiracriteriosa, responsável e com direcionamento e acompanhamentotécnico de profissional legalmente habilitado,para que possa ser aplicado corretamente, na finalidadepara a qual foi concedido, e alcance os objetivos propostos,buscando, além do incremento na produtividade, produçãoe renda, o devido cuidado com o meio ambiente, atravésdo uso ambientalmente correto dos recursos naturais, praticando-seuma agricultura ambientalmente sustentável eecologicamente correta.4. O Crédito Rural, uma das políticas para a agricultura maisantiga no Brasil, deve ser encarado como um mecanismoindutor de incremento de renda, produção e produtividadee não reduzir-se apenas em mero instrumento de liberaçãode recursos. Nesse contexto torna-se indispensável a participaçãodo profissional Engenheiro Agrônomo no planejamentoe acompanhamento da execução da atividade financiada.Isso é viabilizado através do condicionamento da concessãodo crédito à apresentação, por parte do proponente,de Projeto Técnico elaborado por profissional legalmentehabilitado, conforme prevê a Lei Federal nº 5.194, de 1966,que regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquitetoe Engenheiro Agrônomo, e dá outras providências.5. Ao elaborar o Projeto Técnico e condicioná-lo à assistênciatécnica, o profissional que o faz assume o compromissode orientar e assistir tecnicamente o tomador doempréstimo, potencializando em muito as possibilidadesde sucesso financeiro da atividade financiada. Ao realizarno mínimo 3 (três) visitas de orientação técnica “in loco”no empreendimento financiado e emitir “Laudos de Vistoriae Assistência Técnica” dessas visitas, garante tambémo correto e adequado uso dos recursos financeiros e suaaplicação na atividade para a qual o empréstimo foi concedido.Além disso, esses laudos servem de subsídio parao processo de fiscalização da operação exigida pelo BancoCentral, bem como no caso de julgamento de possíveis indenizaçõesde seguros, garantindo, por fim, o fortalecimentodas políticas.6. O aumento dos ganhos financeiros por parte do tomadorcobre folgadamente os custos do projeto e assistênciatéc nica. Estudos comparativos de produtividade realizadosna região de Santa Rosa (RS), entre lavouras de sojae trigo conduzidas com Projeto Técnico de crédito ruralcom assistência técnica, comparados com a média de produtividadedas demais lavouras, demonstram que as primeirasalcançam de 15 a 20% de incremento na produtividadecom relação às segundas. Assim, tomando-se uma lavourade 100 ha de soja, com produtividade de 40 sc/ha, apuraseum ganho de 6,00 sc/ha nas lavouras com projeto e assistênciatécnica. Considerando R$ 60,00/sc de soja, nos100 ha teremos: 6,00 sc/ha x 100 ha x R$ 60,00/sc =R$ 36.000,00 de ganho financeiro. Se a produ ti vidade for34crea-rs.org.brtwitter.com/creagauchofacebook.com/creagaucho


Arquivo Luiz TrevisanDa esq. para dir.: Magalhães, Lenza,Eng. Capoani e Eng. Trevisande 50 sc/ha, o incremento financeiro seráde R$ 45.000,00. Esta lavoura financiadaa um custo de produção de R$ 1.000,00/hateria um custo financiado de R$ 100.000,00.A elaboração do Projeto Técnico, comassistência técnica em todas as fases doempreendimento, teria um “custo” deR$ 2.000,00 (2 % do valor financiado).7. Para concessão de crédito de investimentotambém se torna imprescindível apresença do projeto técnico, pois é sóatravés dele que o agente financeiro podeestar seguro que os investimentos afinanciar, tais como máquinas e implementos,benfeitorias e construções rurais, sistemasde irrigação e drenagem, entre outros,são compatíveis, estão dimensionados,quantificados e orçados de acordocom a vocação agrícola, o tamanho dapropriedade e sua real necessidade. Oprofissional que elabora o projeto tambémacompanha e orienta o mutuário nouso/implantação/construção dos itens financiados,garantindo a correta e adequadautilização dos recursos.8. Além disso, o Projeto Técnico contémuma detalhada descrição da estruturaçãoda propriedade onde serão aplicados osrecursos, como o parque de máquinas eimplementos, construções, semoventes,produções agrícolas e pecuárias passadase projeções futuras, cálculo da capacidadede pagamento e, principalmente,informação da viabilidade técnica e econômicada atividade a ser financiada e dapropriedade como um todo. Dessa forma,o Projeto Técnico, ao contrário de ser umamedida burocratizante, torna-se um instrumentovalioso ao agente financeiro parauma análise criteriosa do proponentee do empreendimento, reduzindo a tramitaçãointerna, o tempo de permanênciado proponente no balcão. Ou seja, é tambémuma ferramenta mitigadora de riscoe inadimplência.9. Nunca é demais recordar que na década70, o governo federal, também sobo pretexto de “liberalizar” o crédito rural,vivenciou catastrófica experiênciaquando passou a conceder financiamentopara custeio e investimento sem a apresentaçãode projeto técnico e a respectivaorientação. O resultado foi o surgimentodo escândalo do “Adubo Papel”e “Calcário Papel”, onde os cofres públicosforam lesados em milhões. Os recursoscomo agora, altamente subsidiados,ao invés de serem aplicados nas lavouras,foram usados na aquisição de sítiosde lazer, imóveis urbanos e rurais, carrosde luxo, turismo internacional, contas noexterior, etc.10. Por derradeiro, temos a certeza queessa conceituada instituição creditíciacontará com suficiente, adequado e capacitadoquadro de profissionais técnicosda área agronômica em suas agências parafazer frente à demanda que pretendeter na área de crédito rural, garantindo,assim, os princípios técnicos na análise econcessão dos financiamentos agrícolas,bem como, atendendo ao preceito legaldisposto no artigo 12 da Lei Federal nº5.194, de 1966, conforme segue:“Art. 12 - Na União, nos Estados e nosMunicípios, nas entidades autárquicas,paraestatais e de economia mista, oscargos e funções que exijam conhecimentosde Engenharia, Arquitetura eAgronomia, relacionados conforme odisposto na alínea ‘g’ do Art. 27, somentepoderão ser exercidos por profissionaishabilitados de acordo comesta Lei.”Diante do exposto, manifestamos nossainconformidade em relação à intençãode liberar a concessão de crédito rural decusteio agrícola até o teto de R$ 300.000,00(trezentos mil reais) sem Projeto Técnico,solicitando a revogação desta decisão.Permanecendo à disposição de VossaSenhoria e na certeza de que nossas consideraçõesserão levadas em conta, subscrevemo-nosatenciosamente.Esta iniciativa junto à Caixa EconômicaFederal soma-se à manifestaçãojunto ao Ministério da Agricultura,Pecuáriae Abastecimento, que anunciou CréditoRural Rotativo, ocasião em que o presidenteEng. Capoani e o conselheiro Eng.Trevisan também estiveram em Brasíliae, junto ao Mapa, entregaram documento,formularam ponderações contra a iniciativae solicitaram revogação da medida,propugnando pela necessidade deProjeto Técnico com assistência técnicaem todas as operações de Crédito Rural.Conselho em revista • SET/OUT’1335


ARTIGOSEngenharias: qualidade do ensino e formação docenteengenharia industrialA busca da melhoria nos níveis de qualidade em váriosaspectos no ensino superior do Brasil, de maneira efetivaa partir da implementação do Sistema Nacional de Avaliaçãoda Educação Superior (Sinaes), tem obrigado asInstituições de Ensino Superior a rever suas posturas eadotar políticas para melhoria das dez dimensões avaliadaspelo Inep 1 . O tempo de convivência com o ensino superior,especialmente na formação de Engenheiros, nosfez refletir sobre um aspecto que é fundamental para agarantia da qualidade de ensino. Parece redundante, masnão se faz educação de boa qualidade sem professor preparadopara tanto. Convém salientar que a qualificaçãodo corpo docente em uma Instituição de Ensino Superior(IES) é uma das dez dimensões-foco da avaliação promovidapelo MEC nas Instituições de Ensino Superior (IES)e, diga-se de passagem, com pontuação diferenciada.A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional –LDB/9.394/96 2 – definiu no Art. 66 que “A preparaçãopara o exercício do magistério superior far-se-à em nívelde pós-graduação, prioritariamente em programas de mestradoe doutorado”. Destarte nos cursos de pós-graduaçãoexistirem disciplinas de formação pedagógica, constantesdo programa de cada curso, essas disciplinas não dãoconta do preparo específico para a docência, uma vez queesses cursos estão muito mais focados no desenvolvimentodo conhecimento e do preparo de pesquisadores.Importante citar que a Lei de Diretrizes e Bases (LDB)– em seu artigo 65 – prevê que “a formação docente, excetopara a Educação Superior, incluirá prática de ensinode, no mínimo, 300 horas”. Um número de horas de efetivadocência para a educação superior não melhoraria eprepararia melhor nossos professores? Diante dessa realidade,acaba-se transferindo para as Instituições de EnsinoSuperior a tarefa da formação dos professores, sobforma de educação continuada em serviço. Em decorrênciadisso, observa-se, na atualidade, uma lacuna importantena formação didático-pedagógica, pois os professoresque atuam nas Instituições de Ensino Superior, principalmentenas áreas tecnológicas, não têm recebido aformação adequada e sofrem por essa falta, com prejuízospara si e para os estudantes.Referindo-se às estruturas curriculares dos cursos degraduação em Engenharia, observa-se que estas tambémnão apresentam componentes curriculares que preparemos futuros engenheiros em questões pedagógicas, qualificandodessa forma para a docência. Para ser professorno Ensino Superior, basta ter, além do curso de graduação,um curso de Pós-graduação (Especialização, Mestradoou Doutorado) em qualquer área.Conforme Masetto 3 (2001), principalmente no ensinoda Engenharia, existe pouca ou nenhuma preocupaçãocom a formação pedagógica do professor, que leva o docentea continuar repetindo velhos modelos, assim sendomero transmissor de informações, não preparando os alunosa pensarem por si próprios, enfrentar desafios ou resolverproblemas com criticidade. Elementos esses necessáriosao profissional das Engenharias que são exigidospelo mundo moderno. Segundo o pensador, no contextoda aprendizagem, o foco está no aluno e não no professor.Em recente consulta realizada nos cursos de EngenhariaMecânica de algumas Instituições de Ensino Superiordo Rio Grande do Sul, constatou-se que a grande maioriade seus docentes (cerca de 95%) não possui formaçãopedagógico-didática, ou seja, se receberam alguma espéciede formação, ela aconteceu por meio de programasde formação continuada. A partir desses dados, pode-seassumir que praticamente a formação pedagógica nãoexiste nas áreas das Engenharias, merecendo um tratamentogeneralizado, ou seja, para todo o universo dosProfessores Engenheiros que atuam na Docência.Esse fato apontado nos leva a indagar: o contingentede professores que tem ingressado nas Instituições de EnsinoSuperior a cada ano, formados por profissionais queapresentam uma limitação muito séria quanto à parte pedagógica,pode afetar o desempenho em sala de aula?Apesar de ter o conhecimento técnico, eles conhecemcomo se dá o processo de aprendizagem? São perguntasinstigantes que rondam o imaginário de quem está preocupadocom a qualidade na Educação Superior.Pode-se afirmar que essa limitação, decorrente emgrande parte de preparação para a prática docente emquestões pedagógicas (didática, metodologia de ensino,psicologia do desenvolvimento humano), faz com que oProfessor Engenheiro fique aquém do que poderia apresentare, certamente, a qualidade do ensino e aprendizagempoderia ter resultados muito acima do esperado edas realidades que se apresentam.Essa realidade, e essa temática de formação de professorese pedagogia universitária, além de atual, vai aoencontro da necessidade de reforçar o pensamento da-Notas1 Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira – Órgão vinculado ao MEC responsável pela implementação daAvaliação da Educação Superior no Brasil.2 BRASIL, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da Educação.3 MASETTO, M. T. . Atividades Pedagógicas no Cotidiano da sala de aula Universitária: reflexões e sugestões práticas. In: SérgioCastanho; Maria Eugênia Castanho. (Org.). Temas e textos em metodologia do ensino superior. 1ª ed. Campinas/SP: Papirus, 2001.4 RAMALHO, B.L. Reflexões sobre o ensino e o exercício da docência no ensino superior. ForGRAD em revista. Vitória, nº. 1, p.26-32, 2006.5 PIMENTA, S.G.; ANASTASIOU, L.G.C. Docência no Ensino Superior. São Paulo: Cortez, 2002.36crea-rs.org.brtwitter.com/creagauchofacebook.com/creagaucho


queles que acreditam em uma melhor preparação de professores para atuarem noEnsino Superior, principalmente na área das Engenharias. A partir de dados preliminares,constata-se que parte significativa dos Professores Engenheiros, quandotem algum tipo de formação pedagógica, ela acontece em nível de formação emserviço, o que, para resultados eficientes, se faz muito pouco.A relação entre quem ensina e quem aprende e os inúmeros fatores que envolvemessa complexa relação parece ainda estar obscura ou mesmo pouco revelada,uma vez que há pouco investimento nesta discussão e na formação didático-pedagógicados docentes iniciantes ou veteranos (RAMALHO 4 , 2006).Segundo os autores, Pimenta & Anastasiou 5 (2002), que nos alertam com relaçãoaos processos de formação de professores, onde é preciso considerar a importânciados saberes das áreas de conhecimento (ninguém ensina o que não sabe),dos saberes pedagógicos (o ensinar é uma prática educativa diretamente ligada àformação do ser humano), dos saberes didáticos (teoria da educação e do ensino)e dos saberes da experiência professor como sujeito.Entende-se que a problemática que envolve o tema está presente em todas asInstituições de Ensino Superior, que ofertam os Cursos de Engenharia e até mesmonos bacharelados, e não pode ser resolvida sem uma ampla discussão sobre as PolíticasPúblicas que orientam essas instituições. Sem a pretensão de esgotar o assunto,queremos aqui instigar profissionais da área das Engenharias e, por conseguinte,o Sistema Confea/Crea sobre a necessidade de se voltar os olhos para este tema.Cesar Antônio MantovaniEng. Mecânico | Mestre em Eng. deProdução | Conselheiro daCâmara de engenharia industrialdo CREA-RS | caeser_10@msn.comProfessora Isabel Cristinade Almeida MantovaniGraduação em História | Especialista em Educação |Mestranda em Educação – Universidade RegionalIntegrada do Alto Uruguai e das Missões (URI)Conselho em revista • SET/OUT’1337


ARTIGOSengenharia florestalPerfil de atuação dos Engenheiros Florestaisno Estado do Rio Grande do SulA Engenharia Florestal foi regulamentada no Brasil pormeio da Lei nº 4.643, de 31 de maio de 1965, sendo inseridadentre as profissões fiscalizadas pelo Conselho Federalde Engenharia e Arquitetura e, posteriormente, pelaLei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966.O Curso de Engenharia Florestal da Universidade Federalde Santa Maria teve sua criação em 11 de dezembrode 1970, na 137ª Reunião do Egrégio Conselho Universitárioe iniciou suas atividades em 1971, sendo reconhecidopelo Decreto nº 75.995/75 do Conselho Federal de Educação(CFE). No Brasil, o curso foi criado em 1960.Atualmente, em função da demanda, foram criadosoutros dois cursos no Estado do Rio Grande do Sul, UFSM– Campus de Frederico Westphalen e Universidade Federaldo Pampa – Campus São Gabriel, totalizando 176 vagaspor ano.Nos últimos cinco anos (jan./2008 – jan./2013), formaram-se360 Engenheiros Florestais: 219 egressos da UFSM– Campus Santa Maria; 110 egressos da UFSM – CampusFrederico Westphalen; e 31 egressos da Unipampa – CampusSão Gabriel.O campo de trabalho dos Engenheiros Florestais estádiretamente ligado às suas atribuições profissionais, quesão regulamentadas pela Resolução nº 218, de 29 de junhode 1973, do Confea, que elenca em seu art. 10 que competeao Engenheiro Florestal:“I – o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo1º desta Resolução, referentes à engenharia rural;construções para fins florestais e suas instalaçõescomplementares, silvimetria e inventário florestal;melhoramento florestal; recursos naturais renováveis;ecologia, climatologia, defesa sanitária florestal;produtos florestais, sua tecnologia e sua industrialização;edafologia; processos de utilização desolo e de floresta; ordenamento e manejo florestal;mecanização na floresta; implementos florestais;economia e crédito rural para fins florestais; seusserviços afins e correlatos”.Todos os profissionais vinculados ao Sistema Confea/Crea, quando exercerem atividade técnica, deverão registrarjunto ao Conselho a competente Anotação da ResponsabilidadeTécnica (ART) pelo serviço efetuado. A ARTfoi instituída pela Lei Federal nº 6.496, de dezembro de1977, a qual descreve em seus arts. 1º e 2º que “todo contrato,escrito ou verbal, para a execução de obras ou prestaçãode serviços profissionais referentes à Engenharia, (...)e à Agronomia fica sujeito à ART que define para os efeitoslegais os responsáveis técnicos pelo empreendimento”.Objetivando traçar o perfil e a área de atuação dosEngenheiros Florestais do Rio Grande do Sul na atualidade,foram efetuados a análise e o levantamento de todasas ARTs registradas pelos Engenheiros Florestais nos últimoscinco anos (período de jan./2008 a jul./2013).Devido ao elevado número de atividades específicasexecutadas, optou-se pela criação de grandes grupos, denominadosáreas de atuação, para englobar todas as atividadesespecíficas realizadas pelos profissionais, sendo elas:Licenciamento Ambiental, Inventário Florestal, Silvicultura,Manejo Florestal, Produtos Florestais, Segurança do Trabalho,Plano de Recuperação de Áreas Degradadas, Topografiae Geodésia, Solos, Tratos Silviculturais, Hidrologia no âmbitoflorestal e Gestão de Resíduos Sólidos na área florestal.Na Figura 1, são apresentados os percentuais das áreasde atuação encontradas:LICENCIAMENTO AMBIENTAL 54,47%TOPOGRAFIA E GEODÉSIA 11,08%OUTRAS 8,75%MANEJO FLORESTAL 6,20%SILVICULTURA 5,63%SOLOS 4,74%PRAD 2,87%INVENTÁRIO FLORESTAL 2,05%HIDROLOGIA 1,29%SEG. TRABALHO 1,21%PRODUTOS FLORESTAIS 0,63%GRSF 0,55%TRATOS SILVICULTURAIS 0,53%Figura 1 – Total das atividadesespecíficas das ARTs registradaspor Engenheiros Florestais(2008-2013). Em que G R S F:Gerenciamento de resíduossólidos na área florestal, ePRAD: Plano de recuperação deáreas degradadasConstata-se que, atualmente, a grande área de atuaçãodos Engenheiros Florestais é o Licenciamento Ambiental,com 54,47%, seguido pela área de Topografia eGeodésia, que possui 11,08% das ARTs.Acreditamos que tais resultados sejam decorrentes domaior rigor da aplicação e fiscalização da Legislação Ambiental,especialmente no que se refere à vegetação, alémda conscientização da população em agir corretamentecom o “bem” natureza.Para o desenvolvimento da atividade de LicenciamentoAmbiental, na grande maioria dos casos, é necessária aaplicação de grande parte dos conhecimentos formativosadquiridos ao longo da graduação em Engenharia Florestal,tais como: Silvicultura, Biometria Florestal, Manejo eConservação do Solo, Dendrologia, Fitossociologia, EcologiaFlorestal, Política e Legislação Florestal, Manejo Florestal,Manejo de Áreas Silvestres, Fauna Silvestre, entre outras.Dessa forma, constata-se que a sólida formação profissionaldos Engenheiros Florestais, baseada nos quatro elementoscomponentes da natureza, relações solo, água, plantae atmosfera, possibilitou a conquista da área ambiental.Roberta Klafke PetermannEngenheira Florestal, analistade Processos da CâmaraEspecializada de engenhariaflorestal (CEEF)Luiz Ernesto Grillo ElesbãoEngenheiro Florestal, conselheiro da CEEFe coordenador do Curso de EngenhariaFlorestal da Universidade Federal deSanta Maria (UFSM) – Campus Santa MariaDaniele Barbosa da CostaEngenheira Florestal, estagiáriada CEEF de abril a agosto de 201338crea-rs.org.brtwitter.com/creagauchofacebook.com/creagaucho


Visita Técnica ao Parque Eólico de Cerro ChatoA Ceest, criada no início de 2013, esteve reunida em Santana do Livramento(RS), nos dias 11, 12 e 13 de julho, em reunião ampliada, visando julgar os processosadministrativos acumulados e deliberar sobre assuntos pendentes naCâmara, tais como: relatório de fiscalização e relação de atividades na ART,entre outros. A Ceest é composta por quatro conselheiros titulares, que se fizerampresentes: os Engenheiros de Segurança do Trabalho Alfredo R. Somorovsky(coordenador), Nelson A. Burille (coordenador adjunto), Helécio DutraAlmeida e Irani Rodrigues da Silva, conselheiros representantes da AssociaçãoSul Rio-grandense de Engenharia de Segurança do Trabalho (Ares).A reunião contou ainda com a presença da Eng. Seg. Trab. Denise Rocha,conselheira da Ares, e com a visita do Eng. Agrônomo Leonardo Antonio PerezRissotto, inspetor-chefe da Inspetoria de Santana do Livramento, o qualretribuiu a visita institucional feita pelos conselheiros à Inspetoria do município.O local para a realização da reunião ampliada da Ceest foi escolhido devidoà proximidade do Parque Eólico da Eletrosul, que integra o Sistema Eletrobrase trabalha nos segmentos de geração e transmissão de energia elétrica,situado na cidade de Santana do Livramento (RS). Assim, os integrantes daCeest realizaram visita técnica junto ao Escritório da Eletrosul e ao Parque EólicoCerro Chato.O Parque Eólico compreende as Usinas Eólicas Cerro Chato I, II e III, cadauma composta por 15 aerogeradores, com capacidade nominal de geração de2MW (megawatts), totalizando 30MW por usina. Essas usinas abrangem umaárea de 80 km 2 e têm concessão para geração por período de 35 anos, sendoque a energia total gerada no parque tem capacidade para abastecer três cidadesdo porte de Santana do Livramento. No local, foram construídos 57 kmde estradas para acesso aos aerogeradores (estruturas compostas por torrede 108 metros, nacele, gerador e pás, totalizando a altura de 150 m).O empreendimento foi construído em um prazo de um ano e meio, tendoiniciado em junho de 2010 e sendo concluído em janeiro de 2012.A conclusão da construção da Usina Eólica era para ocorrer em julho de2012, mas a parceria com os fornecedores, a proatividade dos técnicos da Eletrosule o aprimoramento dos processos de construção permitiram antecipara entrega da obra.Alguns trabalhos, uma vez iniciados, não podiam ser interrompidos. É o casoda base de cada torre, que devia ser concretada de forma contínua até ficarpronta. A montagem dos aerogeradores também é um processo delicado peladimensão e pelo peso dos segmentos que compõem as torres e os componentesdo aerogerador.Mesmo com toda a velocidade imprimida às obras, e a singularidade dasatividades desenvolvidas durante o período de construção do empreendimento,não foram verificados acidentes durante a obra.Trabalharam diretamente na obra aproximadamente 600 pessoas, nas maisdiferentes tarefas, de 13 empresas contratadas para tal. Cada uma dessas empresaspossuía em sua equipe um Técnico em Segurança do Trabalho, fiscalizandoe orientando sempre para que não houvesse acidente de trabalho. Aolongo da realização da obra, com todos esses cuidados, não houve registro deacidentes. Toda a proteção foi importante para que este número zero fossepossível. A Eletrosul também possuía em sua equipe dois Técnicos em Segurançado Trabalho, que faziama supervisão geral.E, vale frisar, o surgimentoda usina não acarreta prejuízopara as atividades docampo, como a pecuária.Atualmente, o Parque Eólicoestá em obras, com ampliaçãoe instalação de novosaerogeradores previstos paraa segunda fase.engenharia de segurança do trabalhoCâmara Especializada de Engenharia de Segurança do Trabalho (Ceest)Conselho em revista • SET/OUT’1339


MEMÓRIAFotos: Arquivo CREA-RSDetalhe da ponte ferroviária sobre o Rio Comandaífotos: Roberto Arrais, de Pernambuco. Cedidas por Anita Leocádia PrestesOutro detalhe da ponte sobre o Rio ComandaíPrestes: oEngenheiroda EsperançaOs trilhos que foram parte da estrada ferroviária construídapor Prestes e seu batalhão ferroviárioPor Jô Santucci | Jornalista | Júlia Rodrigues Endress | Estagiária de JornalismoGaúcho de Porto Alegre e Engenheiro Militar, Luiz CarlosPrestes, principal articulador da Coluna Prestes, viveucerado durante nove anos, enquan-patente de capitão e ficou encar-em Santo Ângelo durante dois anos, onde foi responsávelto Olga Benário, grávida, era deportadae morreu no campo depor algumas obras, inclusive uma ponte. Formado em Engenhariapela Escola Militar do Rio de Janeiro (1919), serviucomo tenente-engenheiro na Companhia Ferroviáriabrück. Com a anistia e o fim do Es-concentração nazista de Ravens-de Deodoro até ser transferido para o Rio Grande do Sul.tado Novo (1945), elegeu-se senadore assumiu a secretaria-geral doSua luta armada estendeu-se por Santo Ângelo (RS) eFoz do Iguaçu (PR), quando se juntou aos paulistas e criouPartido Comunista Brasileiro (PCB),o contingente rebelde conhecido como Coluna Prestes,mas como o partido foi cassadoque reuniu, inicialmente, cerca de 1.500 homens. Durante(1947), perdeu o mandato e, para29 meses, percorreu 25 mil km pelo interior do Brasil, tentandoderrubar o governo pela força. Apelidado de o “Ca-clandestinidade. Com sua prisãonão ser preso novamente, caiu navaleiro da Esperança”, radicou-se na Argentina e começoupreventiva suspensa (1958), voltoua estudar o marxismo. Partiu para a União Soviética (1931), Ponte ferroviária sobre o Rio a ser perseguido e teve seus direitospolíticos suspensos por dezComandaíonde foi eleito membro da comissão executiva da InternacionalComunista e voltou ao Brasil clandestinamente (1935), já casado anos com o movimento militar (1964). Novamentecom a comunista alemã Olga Benário, para comandar outro movimento na ilegalidade, exilou-se na União Soviética, só regressandoao Brasil após a anistia revolucionário, a Aliança Nacional Libertadora. Preso em 1935, perdeu a(1979).40crea-rs.org.brtwitter.com/creagauchofacebook.com/creagaucho


Luiz Carlos Prestes: sua atividade comoEngenheiroO texto a seguir é um resumo do artigo de Anita Leocádia, filha de Luiz CarlosPrestes e Olga Benário, que foi publicado no site do Instituto Luiz Carlos Prestes,www.ilcp.org.br. Além de ceder o texto para publicação na Conselho em Revistadesta edição, dona Anita sugere a leitura de seu livro e tese de doutorado, A ColunaPrestes, resultado de uma longa pesquisa em fontes primárias e que contou com acolaboração de seu pai. “Há muito desconhecimento da história desta Coluna”,destacou a historiadora por e-mail.Em janeiro de 1921, Prestes, já promovido a 1º-tenente,a convite do coronel Monteiro de Barros, comandante daEscola Militar, assumia o posto de auxiliar de instrutor deEngenharia. Cada arma tinha um instrutor e um auxiliar.Anos mais tarde, ele recordaria que “a instrução de Engenhariaera a coisa mais complicada que havia”, porque eranecessário dar vários tipos de instrução:desde abrir trincheiras (...), construir pontes (....)telegrafia (...), radiotelegrafia, telefonia, fotografia (....)tudo isso cabia na instrução de Engenharia. Para dois...[o instrutor e o auxiliar]... tinham que serenciclopédicos (...) E não havia material nenhum! Demaneira que a primeira coisa que eu fiz foi pedirmaterial. (1)O 1º-tenente Luiz Carlos havia solicitado material parapoder dar aula. Mas o material não chegava. Apenas lhepassaram algum material de fotografia. “Tinha lá uma estaçãode radiotelegrafia, tinha algum material velho de telefoniade campanha, assim, muito pouca coisa, mas comesse material eu fui andando. Mas nada de receber o material.”Finalmente, após cerca de seis meses, recebeu umaterça ou quarta parte do que havia pedido. “Fiquei tão indignadoque resolvi pedir demissão. Porque, como instrutorde Engenharia, eu tinha direito a uma diária de mil milréis,além do soldo de 1º-tenente.” (2) Mas todos os alunosde Engenharia lhe pediram insistentemente que não saí s-se. Nesse ínterim, Prestes já havia sido promovido a diretorde instrução da arma de Engenharia, mas não lhe destinaramnenhum auxiliar. Ele dava aula também às outrasarmas, de Infantaria e de Cavalaria. Atendendo ao pedidodos alunos, Prestes permaneceu na Escola Militar até ofinal de 1921, quando, sem receber o material solicitado,fez um requerimento pedindo demissão.MEMORIAL COLUNA PRESTESRecebidos pela professora de História Neiva Soardi, o presidente do CREA-RS,Eng. Civil Luiz Alcides Capoani, e representantes do Conselho gaúcho realizaram,no dia 27 de setembro de 2012, uma visita a um dos pontos históricos da cidadede Santo Ângelo: o Memorial da Coluna Prestes, local onde este fato histórico começoue ganhou dimensão nacional. Instalado no prédio da antiga Estação Ferroviária,construído em 1921 e tombado pela importância histórica, o Memorial éo primeiro do Brasil a homenagear a Coluna Revolucionária. No local, é possívelacompanhar vários momentos da história desse movimento, com depoimentos devárias pessoas que conheceram Prestes e peças que restaram de sua antiga casae vestimentas, como os famosos lenços vermelhos que identificavam os integrantesda Coluna. Em 1969, essa estação foi desativada. O Memorial Coluna Prestesfoi inaugurado em 1996 e é composto de dois museus e dois monumentos: umprojetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, na entrada da cidade, e outro junto aoMemorial, “Coluna Invicta”, do artista carioca Maurício Benites, que mostra o caminhorealizado pela Coluna.Conselho em revista • SET/OUT’1341


MEMÓRIAAntes disso, tanto o comandante daEscola Militar quanto o capitão BentesMonteiro, oficial de gabinete do presidenteda República, haviam insistido comPrestes para que não se demitisse. O jovem1º-tenente respondia:Eu não posso dar instrução. Eu estouenganando a Nação, fingindo queestamos formando oficiais deEngenharia, mas não estamos, e euestou recebendo uma diária a maispor isso. Não posso ficar nessaposição, tenho que sair daqui, desdeque não me dão material. (2)Rio Grande do SulPrestes permaneceu 1º-tenente apenasdurante um ano, tendo sido promovidoa capitão de engenheiros do Exércitoainda em outubro de 1922, quando foidesignado para servir no Estado do RioGrande do Sul. A missão delegada aojovem capitão Luiz Carlos Prestes pelachefia da Comissão Fiscalizadora daConstrução de Quartéis, com sede nacapital da República, consistia em assumira fiscalização da construção de quartéisnas cidades de Santo Ângelo, Santiagodo Boqueirão e São Nicolau, nonoroeste do Rio Grande do Sul. (...) Antesde partir para o Sul, Prestes procurousaber junto ao tenente-coronel quechefiava a Comissão Fiscalizadora emque consistiria sua função fiscalizadora,obtendo a resposta de que a documentaçãose encontrava toda no local, nocanteiro de obras. Ao chegar a SantoÂngelo, constatouque não haviadocumentaçãoalguma. (2)Prestes aindaviajou a Santa Maria(RS), onde estavainstalado o escritóriocentral daCompanhia Construtorade Santos, dirigidapelo coronel reformadoBarcelos, daarma de Engenharia,nada tendo conseguidoesclarecer a respeito dareferida documentação.Terno de PrestesEntão, resolvi tomar um trem e voltei(...) ao Rio. (...) Informei ao chefe queeu não podia fiscalizar. O que é queeu ia fiscalizar se (...) não tinha, nãosabia quais eram as especificações?Ele disse que era isso mesmo. Demaneira que eu fiz um pedido dedemissão por (...) não poder fiscalizara obra, não poder (...) cumprir atarefa de que estava encarregado.Mas, como militar, a única soluçãoque eu tinha era voltar para SantoÂngelo e aguardar (...) a minhademissão. (2)Ao chegar a Santo Ângelo, Prestesrelata que encontrou uma grande quantidadede contas da Companhia Construtorade Santos. (...) Mais tarde, o jovemcapitão verificou que não havia sequerum plano de esgotos para o quartel:Era uma rede de esgotos complicada,porque havia edifícios em altura –havia uma série de coxilhas –, demaneira que eram 54 pavilhões, eraum regimento de Cavalaria, combaias e (...) para cavalos ealojamentos para os soldados eadministração. De maneira que, paranão dizer também que eu estavasabotando, eu mesmo comecei atomar os pontos das cotas, dasalturas, e iniciei um projeto deesgotos, de rede de esgotos, porque(...) senão (...) era possível que,descarregando num edifício, selevantasse noutro... (risos)... porqueos vasos comunicantes são... (risos)....levam a isso. Comecei a fazer (...) aestudar e a fazer esse projeto. Masdemorava, era um projeto demorado.Eu estava lá sozinho.(...) Chega,então, uma turma de uns vinteoperários, especialistas (...) emesgotos, em (...) rede de esgotos,chegou de São Paulo. Todos eles comdiária, tinham uma diária para hotéis– eles foram todos morar em hotel –,com uma determinada diária. Demaneira que, quando eles chegaram,quando a primeira picareta levantoupara abrir um local para iniciar asvaletas, a construção dos esgotos, eutambém embarguei, não permiti. (...)Sem plano. Iam fazer simplesmente(...) os locais, colocar lá a rede deesgotos sem nenhum plano. Nãohavia nenhum plano. De maneira que(...) também embarguei. Embargadoisso, dentro de pouco tempo, entãome deram a minha demissão “pornecessidade de serviço”... (risos)...Fui transferido, por necessidade deserviço, para o Batalhão Ferroviário(...) em Santo Ângelo. (...) De maneiraque essa foi a minha vida com aCompanhia Construtora de Santos. (2)Prestes foi transferido para o 1º BatalhãoFerroviário (1º BF) de Santo Ângelono segundo semestre de 1923. (...)Ele entrou em entendimento com o EngenheiroAlexandre Rosa, que trabalharaantes para a Companhia Construtora deSantos e havia criado uma empresa parainstalar a luz elétrica em Santo Ângelo.(...) Prestes conta como enfrentou onovo desafio:Eu disse: – Eu tomo conta disso aí, eufaço essa linha aí. Em três meses eufaço isso funcionar. – Ele .... [oAlexandre Rosa]... ficou muitoadmirado de eu aceitar (...) porque omês de junho, julho, no Rio Grande éde vento (...) são meses de muito frio,muita chuva nessa época. Mas, boteilá uma barraca, acampei e comecei aconstruir a linha de transmissão (...) eaproveitei o alemão, que era técnicoe conhecia mais do que eu ... (risos)...na questão da transmissão, daconstrução da linha. Era uma linha detrês fases (...) três fios que tinha-seque colocar, levantar os postes, etc.Eu botei a coisa em ordem (...) e umdesastre terrível, porque, logo noprimeiro dia de trabalho, caiu umposte em cima do joelho...(risos)...Passei uma semana de pernaestendida (...) felizmente nãoLenço vermelho42crea-rs.org.brtwitter.com/creagauchofacebook.com/creagaucho


Casa ondemorava Prestesquebrou nada. (...) No fim de umasemana, eu já estava bom e fui para aminha barraca. E houve dias em quenão se podia acender um fogo paraaquecer um chá, um café. E um frioterrível. Mas trabalhamos aí e,realmente (...) isso foi, mais oumenos, em julho, agosto, setembro(...) Dia 28 de setembro, ou 29,inauguramos a luz elétrica em SantoÂngelo.(...) Inauguramos, ainda eume lembro da linha (...) construímoslá duas estações transformadoras. (2)BolíviaCom o exílio da Coluna Prestes na Bolívia(fevereiro/1927), a preocupação dePrestes foi procurar trabalho para assegurara sobrevivência dos combatentesda Coluna, cuja situação era de total penúria,e, pouco a pouco, garantir seu regressoà pátria. A companhia inglesa decolonização de terras, Bolivian’s ConcessionLimited, sediada na vila de Gaiba,que até aquele momento vinha explorandobrutalmente os indígenas locais,propôs a Prestes realizar, com seus homens,a abertura de uma estrada no meioda mata e a construção de pontilhões,para depois plantar café e outras culturas,assim como construir depósitos paraarmazenamento dos produtos. (...) Entretanto,quando a direção da empresapercebeu que se tratava de um númeroconsiderável de trabalhadores – cercade 400 ex-combatentes da Coluna –, mudoude ideia, fazendo a Prestes a propostade um contrato por empreitada,em que lhe seriam pagos 200 mil réispor quilômetro de estrada. A propostaera ridícula, pois significaria um grandeprejuízo, uma vez que assim não seriapossível pagar cinco mil réis a cada trabalhador.Prestes recusou-se a aceitá-la,propondo que os próprios ingleses tomassema direção, enquanto ele se comprometeriaa ajudar, mantendo a disciplinados empregados. Diante disso, aempresa aceitou a contraproposta de umconto de réis (mil mil réis) por dia, feitapor Prestes. Mesmo assim não cobria ototal das despesas, uma vez que estascresciam com o aumento do número deenfermos entre os ex-combatentes daColuna, todos mantidos com esses recursos.O déficit seria grande, mas eracoberto em parte com o dinheiro dassubscrições feitas no Brasil por váriosórgãos da imprensa do País. Prestes permaneceuna Bolívia até abril de 1928.ArgentinaEm novembro de 1928, Prestes, já emBuenos Aires, foi procurado por um empresáriobrasileiro, Dr. Otávio Botelho,que trabalhava com pavimentação deestradas e lhe ofereceu trabalho em SantaFé (Argentina). (...) Prestes permaneceuna Argentina até outubro de 1930,quando foi expulso do país e transferiusepara Montevidéu.UruguaiPrestes estava desempregado, em plenacrise mundial do capitalismo, com a famíliapassando dificuldades em BuenosAires. Em Montevidéu, arrumou um trabalhode capataz numa empresa que faziacanalizações para águas pluviais. (...)Em Montevidéu, a situação financeirade Prestes era muito difícil (...). AoBrasil, não era possível voltar, pois sehavia intensificado a perseguição aoscomunistas. Nessa situação, os companheirosdo Partido Comunista do Uruguailhe propuseram que fosse para aUnião Soviética, onde poderia trabalharcomo engenheiro 2 , teria a possibilidadede conhecer a experiência soviética elhe ofereceriam maiores oportunidadespara estudar o marxismo-leninismo.União SoviéticaEm Moscou (novembro/1931), ficou acertadoque Prestes seria designado paraum “truste” de construção ligado ao Ministérioda Indústria Pesada. (...) Em 1933,conseguiu transferência do “truste” deengenharia para o Instituto Agrário, umainstituição anexa à Internacional Comunista.Com isso, estava encerrada a carreirade engenheiro de Luiz Carlos Prestes.Fontes: 1. LCP (Entrevistas concedidas por LuizCarlos Prestes a Anita Leocádia Prestes e Marly deAlmeida Gomes Vianna, gravadas em fitamagnética e transcritas para o papel; RJ, 1981-83).LCP, fita nº 1. 2. LCP, fita nº 2.Conselho em revista • SET/OUT’1343


MEMÓRIAMemorial Luiz Carlos Prestes– Porto AlegreHá 23 anos, Porto Alegre se preparapara receber um monumento que celebrea vida e o trabalho de Luiz CarlosPrestes, pois ainda na década de 1980 oarquiteto Oscar Niemeyer concebeu oprojeto como uma forma de homena gearo amigo e camarada comunista. “DenominadoMemorial Luiz Carlos Prestes, oespaço servirá como fonte de inspiraçãoe de respeito da vida heroica de um homemque dedicou a vida à luta pela transformaçãosocial”, conta o Eng. AgrônomoLuiz Carlos Pinheiro Machado, militantedo Polo Comunista Luiz Carlos Prestes(PCLCP) e professor aposentado da UniversidadeFederal do Rio Grande do Sule da Universidade de Santa Catarina. Omonumento abrigará uma área de exposição,uma biblioteca e um miniauditório,podendo ser utilizado para diversos eventosde caráter político-cultural compatíveisaos objetivos do espaçoEm construção desde abril de 2012,é uma das últimas obras importantesprojetadas por Niemeyer, que faleceu oitomeses após o início da edificação. Cominauguração prevista para outubro desteano, o prédio, circundado por um espelhod’água, é marcado por um volumevermelho em alusão a uma foice estilizada.O monumento começou a se tornarrealidade no dia 29 de julho de 1990,data em que a Câmara de Vereadoresde Porto Alegre aprovou uma propostado atual deputado federal Carlos EduardoVieira da Cunha, autorizando o executivomunicipal a construí-lo. A partirdisso, a prefeitura reservou um terrenode 11,25 m 2 situado na Av. Edvaldo PereiraPaiva, esquina com a Av. Ipiranga.As dificuldades de execução em umaárea tão grande fizeram com que o projetodemorasse a sair do papel. A soluçãoveio em 2008, quando a FederaçãoGaúcha de Futebol (FGF) buscava construiruma nova sede. Com o intermédiodo prefeito de Porto Alegre à época, JoséFogaça, metade do terreno foi cedidapara a construção do prédio da instituição,que se encarregou de financiar aexecução da obra e, depois de finaliza-da, manter o Memorial. “Existe, então,um acordo com a FGF, segundo o qualo projeto do Oscar Niemeyer está sendoexecutado rigorosamente dentro da planta.Além disso, o Memorial deve ser concluídoantes do prédio da Federação”,esclarece o Eng. Pinheiro Machado.A execução do projeto arquitetônicode Oscar Niemeyer é acompanhada peloarquiteto Paulo Niemeyer, representantedo escritório Niemeyer Arquitetos Associadose bisneto do consagrado arquiteto.“Pela parte do Memorial, eu e o historiadorJonaz Barcelos estamos acompanhando.Quando temos alguma dificuldade,fazemos uma reunião envolvendoa construtora, o arq. Paulo e o arq. HermesTeixeira da Rosa, responsável pela execuçãoda obra do Memorial e do prédio daFederação”, justifica o professor PinheiroMachado. Conforme ele, Anita LeocádiaPrestes, filha de Luiz Carlos Prestes e OlgaBenário, também é sempre consultadae informada sobre o andamento.A data provável de inauguração, 27de outubro, coincide com a saída da ColunaPrestes de Santo Ângelo. “Caso atrase,planejamos inaugurar em 3 de janeiro,dia do aniversário do Prestes”, explicao engenheiro.Depois de ativo, o prédio continuarásendo mantido pela FGF. Por outro lado,44crea-rs.org.brtwitter.com/creagauchofacebook.com/creagauchoProjeto de Niemeyer, Memorial Luiz CarlosPrestes está sendo construído em Porto Alegre


A execução do projeto arquitetônico de Niemeyer éacompanhada por seu bisneto, o arquiteto Paulo Niemeyera organização e a administração do Memorial, incluindoprogramação e os materiais expostos, caberão aum grupo de membros do Polo Comunista Luiz CarlosPrestes. “Além de nós, os nossos amigos e os dePrestes ajudarão nessa difícil tarefa, mas que a própriaimportância de realizá-lo justifica o esforço que vamosfazer”, considera o professor Pinheiro Machado.Ele ressalta que Anita Leocádia dará todo o suporteao grupo. “A Anita é historiadora e, há um bom tempo,se dedica a estudos sobre a vida de seu pai. Ela éuma autoridade quando se trata da história do Prestes,e sempre iremos consultá-la para fazer tudo corretamente”,comenta o historiador Jonaz Gil Barcelos.De camaradapara camaradaO imponente monumento planejado por Oscar Niemeyerao amigo busca promover a importância datrajetória de vida de Luiz Carlos Prestes, desde a Colunaaté sua morte. Para o Engenheiro Pinheiro Machado,o Memorial é uma homenagem de um ícone brasileiropara outro. “O Prestes foi um gigante da política,do patriotismo e da luta revolucionária. Já o Niemeyerfoi o grande arquiteto brasileiro do século 20. Então,essa é uma homenagem de amigos, mas também degrandes personalidades do nosso país”, acredita.Em suas paredes, a vida do engenheiro, revolucionário,político e senador Luiz Carlos Prestes serácontada por meio de um painel. Em uma sala pintadade preto, contrastando com o vermelho das demaispeças, será mostrado exclusivamente o período emque o comunista ficou preso. Diversos materiais referentesà vida dele também farão parte do acervo.“Recentemente, a Anita Leocádia passou algumas fotografiaspara o arquiteto Paulo para iniciarmos ostrabalhos relativos ao conteúdo ofertado pelo Memorial”,revela. No entanto, o grupo espera reunir aindatextos, artigos e outras obras que dizem respeito àbiografia de Prestes. “Nós gostaríamos de até ter umfardamento da Coluna, se ainda existir. Tudo que estárelacionado à história dele nos ajudará a dar aoMemorial a grandeza que ele merece”, finaliza o historiadorJonaz Barcelos.SistemaConfea/CreahomenageiaLuiz Carlos PrestesO Engenheiro Militar Luiz CarlosPrestes será homenageado in memorian,com inscrição no livro deMérito do Sistema Confea/Crea e Mútua,durante as comemorações daPlenária do CREA-PE aprovahomenagem a Luiz Carlos Prestes70ª Soea, em Gramado (RS), sendo representado por sua filha,Anita Leocádia Prestes. A solicitação para indicação do homenageadofoi feita conjuntamente pelos Creas de Pernambuco edo Rio de Janeiro.De acordo com o presidente do CREA-PE, José Mário Cavalcanti,“esta justa homenagem que o nosso Sistema Profissionalpresta ao Engenheiro Militar Luiz Carlos Prestes busca ressaltarna pessoa do homenageado não somente as qualidades de suashabilidades profissionais, de exemplar caráter e retidão, comotambém de abnegado compromisso com a sociedade brasileira.Tudo isto, bem demonstrado durante o exercício das suas atividades,enquanto lhe foi confiado as missões de projetar e construirpontes, ferrovias, estradas, habitações e sistemas urbanos,como militar prestando serviços no Exército Brasileiro, ou logodepois, como civil e exilado político em outras nações. Mas queremosdestacar, principalmente, o espírito revolucionário, a liderançainconteste, a sua coragem, o seu destemor, o seu elevadosenso de justiça e a sua capacidade de comandar homens, máquinas,armas e munições, planejando e executando, com perfeiçãoe responsabilidade, as tarefas de engenharia de construçãoe de combate, como requisitos indispensáveis para o seusucesso. Nesse sentido, destacamos o seu amplo conhecimentoe domínio nas ações de estratégia militar e de logística, nas cidadese nos campos, no comando da épica e invicta Coluna Prestes.Uma campanha rebelde de luta armada contra o poder dominante,saindo de Santo Ângelo, atravessando cerca de 11 Estadosda Federação Brasileira, combatendo injustiças, a falta dedemocracia, as fraudes eleitorais, a concentração de poder políticonas mãos da elite agrária, a exploração das camadas maispobres pelos coronéis (líderes políticos locais) e levando esperançasaos menos favorecidos, naquele Brasil injusto de então.Esse movimento militar revolucionário, embora não tenha conseguidoderrubar o governo de Artur Bernardes, enfraqueceupoliticamente a República Velha, abrindo caminho para a Revoluçãode 1930 que levou Getúlio Vargas ao poder. Mas, mesmoassim, é considerado invicto. Venceu mais de dez generais comandantesdas tropas legalistas. Foi invencível porque teve aliderança de um engenheiro, que pensava objetiva e taticamentecomo engenheiro, que construía suas próprias trilhas, passagense rotas de fugas, rompendo o cerco das tropas oponentes,porque era engenheiro e dominava os conhecimentos de topografiados locais e das regiões por onde fizeram as suas incursões.Pôde também manter as condições de logística, bem-estare o moral dos seus comandados durante os seus deslocamentos,porque era um autêntico líder de grupo, facilitado por sua sólidaformação de Engenheiro Militar. Esta foi, no nosso entendimento,a maior obra de Prestes”.Segundo José Mario, Prestes liderou militar e politicamenteum agrupamento de pessoas, com respeito, dignidade e determinação,pensou e agiu com coerência, responsabilidade e fraternidade,empreendeu um épico movimento de tropas como umverdadeiro engenheiro militar. Por onde passou, enfrentou poderosose semeou a esperança de paz, por uma pátria melhor emais justa e que, depois, os seus feitos ajudaram a mudar umpouco para melhor o nosso País com a Revolução de 1930.Conselho em revista • SET/OUT’1345


MERCADO DE TRABALHOConcurso de MonografiasO Serviço Florestal Brasileiro (SFB) do Ministério do Meio Ambiente e a Escolade Administração Fazendária (Esaf) lançaram a primeira edição do Concursode Monografias Prêmio Serviço Florestal em Estudos de Economia e MercadoFlorestal, que visa estimular estudos de Economia e Mercado Florestal, focandoa produção sustentável no Brasil e os seus desafios e perspectivas socioeconômicase ambientais. Também tem a finalidade de criar um portfóliode matérias que contribuam para o avanço da capacidade do SFB. Podem concorrertrabalhos individuais ou em grupo de candidatos de qualquer nacionalidade,idade ou formação acadêmica. O tema deve ser Economia e MercadoFlorestal, abrangendo os subtemas concessões florestais, mercado florestal,Produto Interno Bruto (PIB Verde), sistema tributário do setor florestal, comérciointernacional e inserção do setor florestal brasileiro, quadro atual do setorde florestas plantadas no Brasil, tendências de médio e longo prazo para o setorde florestas plantadas, quadro atual e propostas para o setor de florestasnativas, novo Código Florestal brasileiro. O Prêmio será concedido em duascategorias: graduandos e profissionais. As inscrições vão até o dia 17 de janeirode 2014. Mais informações no site www.esaf.fazenda.gov.br/premios, ou peloe-mail premiosfb-mma@fazenda.gov.brIncubadora Raiar seleciona projetospara pré-incubaçãoEm agosto, a Incubadora Multissetorial de Empresas de Base Tecnológica e InovaçãoRaiar, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS),lançou chamada para seleção de projetos de base tecnológica ou inovação parapré- incubação. As inscrições estão abertas por tempo indeterminado e disponibilizam20 vagas nos turnos da manhã e tarde destinadas a alunos, ex-alunos,professores e funcionários da PUCRS. O objetivo da pré-incubação é acolherprojetos e ideias de negócios de base tecnológica e inovação, orientandoo desenvolvimento de um Plano de Negócios com foco no mercado e possívelincubação na Raiar. Os projetos selecionados permanecerão vinculados à Raiarpor até seis meses e terão espaço físico e serviços de uso compartilhados pelaIncubadora. Informações sobre as inscrições no site www.pucrs.br/raiarQuanta energia você tem?O programa ¿Cuanta energía tienes? recruta engenheiros recém-formados, oucursando o último semestre do curso, interessados em experiências nas áreasde operações, construção e desenvolvimento de negócios da InternacionalPower – GDF SUEZ América Latina. Os talentos selecionados irão aprender edesenvolver as habilidades requeridas pela empresa, que é líder mundial emgeração e distribuição de energia, em nível local, regional e global. O programatem duração de 24 meses e será realizado em diferentes países. O processoseletivo acontecerá até o dia 28 de outubro. A inscrição está dividida emcinco etapas, que incluem envio de CV e participações que valem pontos naseleção. Todas as informações sobre as etapas de inscrições e sobre o programapodem ser consultadas no site http://cuantaenergiatienes.com/Sistema de Meio Ambiente de Minas GeraisO Sistema Estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais (Siema) lançou um editalde concurso público para 392 vagas em cargos de nível superior de gestore analista ambiental. Estão disponíveis cargos de gestor em ciência em tecnologiapara áreas da Engenharia como Elétrica, Florestal, Minas, Civil, Mecânica,Metalúrgica e Química, além de Agronomia, Geografia, Geologia e Meteorologia.As inscrições podem ser feitas de 16 de setembro a 16 de outubro,no site www.funcab.org. Para conferir o edital, acesse http://ww4.funcab.org/arquivos/SISEMA2013/Edital%20SISEMA%20-%20Atualizado%20conforme%20retifica%C3%A7%C3%A3o.pdf46crea-rs.org.brtwitter.com/creagauchofacebook.com/creagaucho

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