Desporto&Esport - ed 9

desportoeesport

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António Fidalgo Motivação &

Inteligência Emocional

Desporto&Esport

#ciclismo

Fadiga e dor na Alta Montanha - Mente vs Músculo

Alexandre

Monteiro

#Treinadores

#Ling. Corporal

#Liderança

#Dicas

101+2

Edição 9 • 2016

Perguntas

&

Repostas

Fitness, Corrida, Musculação,

Saúde, Nutrição, futebol...

Especial 35 pag.

Futebol – Lewandowski, Gareth Bale, jamei

Jardy, Luiz Suárez e... Alexis Sanchez

O Ciclo de Vida da

Formação no

Futebol

Por Júlio Coelho

Liderança em tempos

de crise

Por Alcino Rodrigues

Nuno Sabido

Ciclismo Português

“Nem tudo é o que parece.

Tudo é o que parece.”

Marketing & Futebol

Por Marcos Castro

Gestão no Futebol

Europeu

Por Marke Gueisy

Futsal - Coesão de

Grupo e Exito

Por Tiago Tavares

Antevisão Olimpiadas Rio 2016 - Quem pode trazer medalhas para Portugal e Brasil?

Nelson Évora, Marcus Vinícius, Rui Costa, Martine Grael, Telma Monteiro, Luana e Lohaynny

Vicente, João Rodriguês, Patrick Lourenço, Seleção Portuguesa de Futebol, e muito mais....


Pag.

42

António Fidalgo - Motivação e Inteligência emocional

De que forma a motivação pode influenciar o

êxito de um atleta? E como este pode mentalmente

ficar mais perto da vitória?

12

26 - Futebolistas

Todos os anos, muitos dos melhores

futebolistas do mundo, ficam esquecidos

na “award season” dos prémios da FIFA e

UEFA. Nesta edição, relembramos os

melhores futebolistas depois dos

melhores de 2015

Nuno Sabido – Ciclismo em Portugal

Qual é de facto a realidade do ciclismo português?

É aquela que todos nós desejamos? Ou

vivemos num “conto de fadas” ilusório, onde

nada é o que parece, e onde tudo é o que não

deveria de ser?

Índice

58

Júlio Coelho – futebol e formação

Um futebolista de qualidade e competitivo nunca

surge do nada, é preciso trabalho e dedicação,

e é preciso passar pelas várias fases de formação…

100

Andrea Marzano – Futebol em Angola e em Luanda

Descobrir o início histórico do desporto e do

futebol em determinado país é sempre uma

tarefa complicada para os historiadores.

Angola não foge à regra, mas saiba como

foram dados os primeiros toques na bola

neste belo país africano…

46

Alexandre Monteiro - Linguagem Corporal

Que diferentes estilos de liderança nos treinadores

podemos observar pela linguagem corporal?

E, de que forma o treinador pode potenciar

a sua liderança pela postura? E, ainda 3 dicas

de liderança!

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16

Desporto&Esport

www.desportoeesport.com

Edição 9 • 2016

94

O IMPACTO DO USO

DE CREATINA NO

TREINAMENTO DE

FORÇA

Daniel A. Corrêa

16 - 101 +2 Perguntas

e Respostas

Fitness, Corrida, Musculação, Saúde,

Nutrição, futebol, e muito mais....

66

68

82

82 - Olímpicos

Quais são os atletas portugueses e

brasileiros com mais hipóteses de

medalha nas Olimpíadas do Rio de

Janeiro

68 - Futebol & Gestão

Como é a gestão dos principais clubes

de futebol europeu?

04 - Ciclismo, Dor e Fadiga

Onde começa a dor e a fadiga extrema

nos ciclistas: no cérebro ou nos músculos?

66 - Futebol, Clubes e Plano

para o Marketing digital

O “mundo dos zeros e uns” mudou a

forma como interagimos, e o futebol e

os seus clubes só agora o começam a

entender. Saiba como…

04

Nelson Évora – Conheça melhor o

atleta português do triplo salto, que é uma

principais esperanças para as medalhas

no Rio16 para a lusofonia.

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#ciclismo

Fadiga e Dor Extrema nos Atletas :

Cérebro vs. Músculo

Diogo Sampaio, Director

Desporto&Esport

d_sampaio@desportoeesport.com

Cér

M

Ciclismo: Mente vs. Corpo

Perceba porque as mais

recentes pesquisas

indicam que a fadiga

reside no cérebro e não

nos músculos

4 • Desporto&Esport • www.desportoeesport.com


ebro

vs.

úsculo

A

ideia é dominante e afirma que o desempenho desportivo

é unicamente limitado pela energia resi-

sensação de fadiga, na qual se pode incluir a dor.

O primeiro é a diminuição da força muscular. O segundo é

dente nos músculos dos atletas. Esta noção dura É particularmente interessante como a sensação de

há quase cem anos, desde que o prêmio Nobel A.V. fadiga pode interferir negativamente com a performance

atlética quando não existem razões fisiológicas

Hill publicou em 1924 o artigo “Muscular Exercise,

Lactic Acid, and the Supply and Utilisation of Oxygen”.

para que tal aconteça. Isto contraria totalmente a

No entanto, desde os anos 90, existem suficientes dados para

refutar a premissa de Hill, que na sua teoria, descarta por teoria de Hill, que se baseava em dois princípios base:

completo o efeito que o cérebro tem na regulação do desempenho

durante os exercícios.

de anaeróbio muscular, e (b) que a fadiga muscular é

(a) o ácido láctico é produzido apenas sob condições

A teoria de Hill é incapaz de explicar a presença de fadiga e originada por o aumento das concentrações de lactato

dor extrema nos atletas mesmo quando ainda reside energia muscular.

suficiente nos músculos para continuar, no caso dos ciclistas, A grande questão hoje, é que a fadiga é definida

a pedalar. Nestes últimos vinte anos, e com o avanço da tecnologia,

nomeadamente na recolha e análise de informações

pelos especialistas como uma emoção, e não um principio

da fisiologia muscular onde o musculo, exausto

do cérebro, tornaram-se claras as intervenções do cérebro no

desempenho físico e na perceção subjetiva de esforço e da dor pelo esfoço, comunica que “chegou ao seu limite”.

que interferem decisivamente com a performance desportiva. É absolutamente claro, segundo as pesquisas mais

É preciso assinalar o esforço notável da comunidade científica recentes, que a fadiga é um mecanismo gerado no

e das universidades, para melhor compreender os fatores que cérebro, e acontece muito antes do músculo chegar

levam à fadiga dos atletas e que influência tem o cérebro na sequer perto dos seus limites energéticos.

quebra de rendimento durante os exercícios. Existem particularmente

dois fenómenos que têm merecido particular atenção.

Simplificando, é um mecanismo mental e não um

mecanismo fisiológico!

Desporto&Esport • www.desportoeesport.com • 5


E, para que serve então este “mecanismo” criado pelo

cérebro a que vulgarmente chamamos fadiga?

Novamente simplificando: é um mecanismo de preservação do corpo.

O cérebro “produz” dois tipos distintos de sintomas de fadiga para

garantir que a homeostase (propriedade do organismo que regulam

o ambiente interno) é mantida em níveis aceitáveis e saudáveis para

o corpo durante todas as formas de exercício. O primeiro conjunto é

a sensação física induzida pela execução e duração dos exercícios, e

vai crescendo de intensidade de forma linear com o tempo e com o

aumento do esforço fisiológico. O segundo grupo de sintomas advém

do esforço psíquico necessário para manter os exercícios físicos num

ritmo elevado.

Podemos então concluir que “... a sensação de fadiga é muitas vezes

um índice muito falacioso da capacidade de trabalho do corpo ... e não

há necessariamente nenhuma correspondência entre a sensações subjetivas

de fadiga e da capacidade dos músculos para executar o trabalho

... é um sentimento de proteção, o que tende (e pretende) conter um

Homem de continuar a realizar trabalho muscular quando este pode

ser prejudicial ao seu sistema”

“É particularmente interessante como a sensação de fadiga

pode interferir negativamente com a performance atlética

quando não existem razões fisiológicas para que tal

aconteça.”

“A fadiga é definida pelos especialistas como uma emoção,

e não um principio da fisiologia muscular onde o musculo,

exausto pelo esfoço, comunica que “chegou ao seu limite”.

É absolutamente claro, segundo as pesquisas mais recentes,

que a fadiga é um mecanismo gerado no cérebro, e

acontece muito antes do músculo chegar sequer perto dos

seus limites energéticos. Simplificando, é um mecanismo

mental e não um mecanismo fisiológico!”

Ciclismo: Mente vs. Corpo – Perceba porque as mais

recentes pesquisas indicam que a fadiga reside no cérebro

e não nos músculos .

A dor é intrínseca à prática do ciclismo profissional. Basta olharmos

o rosto dos ciclistas a subir as grandes montanhas do Giro em Itália

ou do Tour em França para isso ser claro como água. E, se isso não

bastasse, existem centenas de relatos de ciclistas que afirmaram ter

encontrado nessas mesmas subidas os seus limites humanos. Muitos

vão ainda mais longe, e descrevem ao detalhe como sentiam os seus

corpos quebrar. Ou como não julgavam ser possível que os seus músculos

(os seus corpos) sentissem tanta dor, e mais, como se sentiam

“perto da morte” - literalmente sentiam o corpo a morrer. Mas, ainda

assim, não desistiram. Não saíram das bicicletas e deram meia volta.

Ou saíram das bicicletas diretos para os carros de apoio. Sentiram a

6 • Desporto&Esport • www.desportoeesport.com


Muitos ciclistas afirmaram que já sentiram tantas dores que sentiam

os seus corpos a quebrar, ou que se sentiam perto da morte.

Mas, ainda assim, não desistiram. Não saíram das bicicletas e

deram meia volta. Ou saíram das bicicletas diretos para os carros

de apoio. Sentiram a dor, mas a determinação foi maior que o

sofrimento! A mente superou o corpo.

dor, mas a determinação foi maior que

o sofrimento! A mente superou o corpo.

Durante décadas, os fisiologistas têm procurado

uma única variável biológica que

explique as diferenças entre atletas e encontrar

nela a razão porque alguns vencem

mais que outros. Mas esta abordagem,

como referido acima, é errada ou pelo

menos incompleta. Os atletas são coração,

pulmões, músculos mas também são cérebro.

A sensação de fadiga, no entanto, é também

ela variável, e como já compreendemos, ela

é determinante para o rendimento dos atletas.

Mas, a sensação de fadiga é uma sensação

ilusória. O principal especialista nesta área,

Timothy Noakes, professor e pesquisador da

Universidade de Cape Town, afirma inclusive

nos seus estudos, “os atletas que melhor

iludem os sintomas [de fadiga] e menor esse

efeito tiver nas suas performances, será o

mais bem-sucedido, da mesma forma, que o

melhor golfista é aquele que dá a sua tacada

sem pensar nela conscientemente.”

Este modelo, proposto pelo próprio Noakes,

sugere que o cérebro tem um “interruptor”

de segurança que entra em ação para

impedir que o corpo fique muito perto dos

seus (perigosos) limites, o que normalmente

acontece no ciclismo, por exemplo,

nas etapas de alta montanha nos Alpes ou

Pireneus. Descomplicando, é um mecanismo

que nos defende de nós mesmos quando o

corpo ultrapassa os limites do razoável. A

questão chave na teoria de Noakes, é que as

dores, mesmo aquelas que deixam os ciclistas

perto da incapacidade, não são fruto de

incapacidade fisiológica mas apenas o cérebro

a dizer ao corpo que é necessário parar!

Esta teoria não é nova, e já no início do

século 20, o italiano e pesquisador Angelo

Mosso propôs esta mesma hipotese: “os

limites físicos podem ser controlados muito

menos pelo nosso corpo e muito mais pelo

nosso cérebro”. E, quase passados 100 anos,

Noakes e a sua equipa, levam esta teoria

mais além e tentam confirma-la usando as

mais recentes técnicas e equipamento de

pesquisa. Ainda assim, apesar de toda a

tecnologia atual, tem sido uma tarefa árdua,

uma vez que, o “interruptor de controlo da

dor” no cérebro não pode ser medido ou

localizado como acontece com outros sinais

fisiológicos.

Muitas das evidências, que apoiam a teoria

de Noakes advêm de análises e observações

indiretas.

Um exemplo, é o facto dos esforços extremamente

elevados não serem fatais, e raramente

produzem danos ao corpo humano - ao coração,

músculos, tendões, etc. Obviamente

que estamos a falar de atletas profissionais

e saudáveis. Verificou-se igualmente que

o cérebro tem a habilidade de “aprender” a

tolerar o calor, a falta de oxigénio nos músculos,

e superar a dor e apresentar melhores

“O CÉREBRO TEM A HABILIDADE DE “APRENDER” A TOLERAR O CALOR, A FALTA DE OXIGÉNIO

NOS MÚSCULOS, E SUPERAR A DOR E APRESENTAR MELHORES PERFORMANCES, QUANDO NÃO

EXISTIRAM RAZÕES BIOLÓGICAS PARA TAL ACONTECER.”

performances, quando não existiram razões

biológicas para tal acontecer. Em um recente

estudo, vários ciclistas foram literalmente

enganados, e foi-lhes dando um produto em

forma liquida que incluía hidrato de carbono

(energia), e foi-lhes igualmente pedido que

apenas lavassem a boca e depois cuspissem

esse produto, sugerindo-lhes no entanto, que

seria suficiente para que ganhassem energia.

Como eles não ingeriam o produto, nenhum

benefício biológico poderia daí resultar, mas,

mesmo assim, estes ciclistas melhoraram em

11% a sua performance.

Outro dado, que sugere como verdadeira a

teoria de Noakes, é a forma como o treino de

altas cadências de pedalada, parecem enganar

o cérebro e dar mais tempo aos ciclistas

sem dores durante as provas.

Esta foi a conclusão do estudo Universidade

de Basel, na Suíça. Estudos sobre o efeito

da temperatura, como por exemplo o estudo

conduzido pela Bangor University em

Wales, sugerem o mesmo: podemos treinar

o cérebro muito para lá dos ganhos fisiológicos.

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O “truque mental” para superar a dor

GregL

Uma das mais importantes habilidades nos

desportos de resistência é a capacidade de interpretar

as perceções que influenciam o ritmo

das decisões de uma forma que maximize o

desempenho físico. Maximizar a estimulação e

motivação interna. A melhor forma de o fazer, é

criar metas quantitativas reais e percetíveis pelo

sujeito como alcançáveis.

H

á uma simples verdade sobre o corpo humano que poucas pessoas conhecem:

30 (trinta) segundos é o tempo que os seres humanos conseguem manter o

exercício em máxima intensidade e em máximo esforço. Qualquer esforço que

ultrapasse esse período de tempo, mesmo que de forma inconsciente, os atletas

fazem a gestão de esforço. No ciclismo este facto é ainda mais notado, e está bem descrito

no artigo de Anna Wittekind, publicado no British Journal of Sports Medicine. Segundo

o estudo de Wittekind, mesmo em esforços de apenas de 45 (quarenta e cinco) segundos,

verificou-se que os ciclistas geriram os primeiros 15 segundos desse esforço, mesmo não

tendo consciência disso.

Nos desportos de longa duração, como o ciclismo, este dado não é, pelo menos a uma

primeira impressão, relevante. O ritmo nestas provas é diferente, elas duram horas e a

gestão do esforço nunca se baseia em curtos períodos de tempo; mesmo as etapas planas

dos sprinters tendem a exigir esforços superiores a 1 minuto. No entanto, este estudo

demonstra como a mente influência drasticamente o esforço dos atletas mesmo em tão

curtos períodos de tempo, e sem que eles tenham conhecimento disso. Temos então de nos

colocar uma pergunta:

Como podemos então treinar a mente para longas provas, quando mesmo em curtas distâncias,

isso parece tão complicado?

A resposta a esta pergunta faz-nos viajar até 1989 e o “truque mental” usado por Greg

LeMond para vencer o tour desse ano. Vamos re-visitar o dia 23 de julho de 1989, onde às

16 horas e 14 minutos, LeMond iria pedalar a mais importante etapa da sua carreira, um

contrarrelógio de 24,5km na última etapa da volta a França. LeMond era segundo classificado,

tinha 50 segundos de atraso para o líder, o francês Laurent Fignon. LeMond, como

haveria de confessar posteriormente, não estava nem perto da forma que tivera em 1986

quando dominou por completo a Tour. Aqueles 50 segundos eram simplesmente inultrapassáveis,

até porque, Fignon era um contrarrelogista excecional. A tarefa era virtualmente

impossível. O seu corpo, a sua fisiologia e a sua forma, não conseguiriam ultrapassar esses

50 segundos. Restava a mente, construir uma meta imaginaria que lhe permitisse transcender

a sua performance. Foi exatamente isso que LeMond fez. E, se pensar em ganhar

50 segundos em 25 km era uma meta demasiado ambiciosa para que a mente a absorvesse,

tirar 2 segundos por quilómetro não era! Esse, foi o seu grande truque.

Uma das mais importantes habilidades nos desportos de resistência é a capacidade de

interpretar as perceções que influenciam o ritmo decisões de uma forma que maximize o

desempenho físico. Maximizar a estimulação e motivação interna. A melhor forma de o

fazer, é criar metas quantitativas reais e percetíveis pelo sujeito como alcançáveis.

Um truque simples, mas com ganhos em termos

de potenciação de performance que quase parece

magia. E, os estudos demonstram, que isto é totalmente

independente do tipo de treino efetuado.

Manter o controlo visando a melhoria em corridas

específicas, com objetivos bem definidos, criam

fenômenos que tendem a fazer com que os atletas

sejam capazes de diminuir mesmos que por segundos

os seus tempos finais. O potencial de padrões

de tempo para se tornarem limitadores de desempenho

é ainda mais aparente no nível de elite de

desportos de resistência.

Voltando a LeMond, ele partiu no início com

uma única ideia “2 segundos por quilómetro… 2

segundos por quilómetro… 2 segundos por quilómetro…”

e de cabeça baixa, e olhos na estrada

e cadencia máxima. 5km depois LeMond tinha

ganho 6 segundos. Ainda estava abaixo do pretendido,

mas aos 11,5 km, LeMond já ganhava

21 segundos a Fignon. Aos 14 quilómetros a diferença

subiu para os 24 segundos. E, de dois a dois

segundos por quilómetros a sua vantagem crescia,

até que na meta final, Fignon fez mais 58 segundos

que LeMond, fazendo com que este último

vencesse o tour de france com a menor diferença

de tempo de sempre, apenas 8 segundos. E, só foi

possível porque LeMond treinou o cérebro!

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do vencedor do Tour de 1989

eMond

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#Hipnose

No ciclismo, como em qualquer outra modalidade de alta competição,

o número de especialistas que acompanham os atletas, tendo

em vista o aumento de performance, aumentou exponencialmente

nas últimas duas décadas. Hoje, os principais ciclistas do pelotão

mundial vivem rodeados de treinadores, preparadores físicos, massagistas,

fisioterapeutas e psicólogos. Entre estes, o psicólogo, apesar

de pouco reconhecido, é aquele que tem vindo a ganhar um maior

espaço de manobra e importância dentro destas vastas equipas.

Como já diziam os antigos gregos “Mente sã em corpo são”, nunca

foi tão verdadeiro como agora; as pressões da vitória, dos adeptos,

da comunicação social e a própria exigência individual de cada atleta

podem colocar barreiras mentais difíceis de serem ultrapassadas sem

a ajuda de pessoas especializadas. No caso particular do ciclismo, os

atletas têm ainda de lidar com a dor. Dor, que não raras vezes, é de

alta intensidade e pior, continuada no tempo e tem de ser superada

nos dias de prova. Dentro do grupo de técnicas mais utilizadas do

campo da psicologia que tentam lidar com a superação da dor, aquela

que tem ganho mais atenção é a hipnose.

A Associação Médica Britânica define a hipnose como um estado

temporário - “atenção modificado num sujeito e que pode às vezes

ser causada por outra pessoa, onde vários fenómenos podem ocorrer

espontaneamente ou um resposta a estímulos verbais ou outros”.

Adequar a aplicação de técnicas hipnóticas aos atletas de forma

geral e induzi-los a um estado alternado de consciência, pode dentro

da especificidade desportiva facilitar o aparecimento de melhores

resultados desportivos e aumentos de performance. Em modalidades

como a Canoagem, o Cricket, o Voleibol ou Basquetebol, a hipnose

e os seus efeitos já se encontram bem estudados, e bem de comentados

em diversos artigos académicos, como pode verificar nas referências

no final desta matéria. O mesmo acontece com o Ciclismo.

Os varios estudos que se debruçaram especificamente no ciclismo,

concluíram que existe um efeito positivo da hipnose em situações

de exigência física máxima em ciclistas. Por norma, e consistentemente,

os ciclistas sujeitos a estados de hipnose foram capazes de

resistir melhor e por mais tempo a situação de esforço máximo.

A componente emocional, como por exemplo, a resistência ao stress,

também revela consistentemente resultados positivos. Mostrando

inclusive, que quando maior for o número de sessões, maiores são os

ganhos. Neste ponto, a repetição do procedimento hipnótico favorece

os atletas mais predispostos a “tratamentos” mais prolongados.

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#ciclismo

Ciclismo, hipnose,

performance e

dores:

De que forma alterar o estado de consciência dos

ciclistas, pode levá-los à vitória e melhor lidar com

as dores?

É de notar, que pela hipnose se podem recorrer

à prática da sugestão pós-hipnótica. Em

vários testes, foi dada destaque à sensação de

fadiga apresentada pelos atletas após treinos

e provas. Este ponto destina-se às sensações,

ainda que subjetivas, de certos estados fisiológicos

como a tensão, a rigidez e principalmente

a dor. Devido à subjetividade na

perceção destes elementos, as várias pesquisas

muitas vezes encontram resultados que

não são totalmente conclusivos. Por exemplo,

muitos atletas, apresentam a melhoria

destas sensações durante os treinos e provas,

enquanto outros, afirmam que só sentiram

melhorias significativas nos períodos de

descanso ou nos períodos entre atividade

físicas extremas. Outros ainda houve que

não sentiram qualquer efeito. No entanto,

independentemente de alguma inconsciência

dos resultados, não há dúvida para os

especialistas que existe uma relação estreita

entre a psicofisiológica e limitar o grau de

sofrimento que um atleta é capaz de suportar,

especialmente em desportos aeróbios de

esforços de longa duração, como é o caso do

ciclismo.

Por fim, analisando a frequência cardíaca,

que aumenta quando o esforço aumenta,

em atletas pós-hipnose e comparando os

seus resultados antes das sessões, não se

verificam alterações estatisticamente significativas,

embora, se encontre uma ligeira

melhoria. De certa forma, não existem alterações

biológicas significativas pelo uso da

hipnose.

Concluído, de forma geral e independentemente

da modalidade, a hipnose mostrasse

como uma técnica que pode ajudar a melhorar

o desempenho atlético, o e os ciclistas,

não são exceção. Até pelo contrário, as

pesquisas mostram que a hipnose encontra

melhores resultados em modalidade de longa

duração aeróbica. Os atletas demonstram

claramente que a hipnose foi útil para melhorar

resistência em situações de esforço

máximo requisitos físicos e mentais. Ou seja,

é uma excelente técnica para trepadores, que

para além de serem aqueles a quem é exigido

maior esforço físico, também são aqueles

que têm de lidar com o stress causado não

só pelas vitórias, mas como das expetativas

internas e externas, onde podemos incluir

o público e a comunicação social. Temos

também apesar de ser um parâmetro subjetivo,

que os ciclistas apresentam uma maior

resistência à fadiga e à sensação de dor; no

entanto, muitos atletas afirmam que sentem

essas melhorias durante os treinos e competição,

enquanto outros, apenas sentem

esses ganhos nos períodos de descanso.

Referencias:

Landolt, A. & Milling, S (2011). The efficacy

of hypnosis as an intervention for

labor and delibery pain: A comprehensive

methodological review. Clinical Psychology

Review, DOI: 10.1016/j.cpr.2011.06.002.

Lindsay, P., Maynard, I. & Thomas, O.

(2005). Effects of hypnosis on flow states and

cycling performance. Sport Psychologist, 19,

164-177.

Ruben Fernandes, O., Felix, (2012), Effects

of hypnosis on Cyclists’ Resistance to stress,

Cultura, cicencia y desporte, issn: 1696-5043

Cracium, M. & Szatmari, C. (2006). Los

efectos de la hipnosis activo-viva sobre el

estado anímico de los deportistas de élite.

Revista Iberoamericana de Psicologia del

Ejercicio y el Deporte, 1(2), 45-52.

Grindstaff, J. S. & Fisher, L. A. (2006).

Sport psychology consultans experience of

usin hypnosis in their practice: An exploratory

investigation. Sport Psychologist, 20,

368-86

Anna Wittekind (2009) “ Teleoanticipation

in all-out Short duration cycling”British

Journal of Sports Medicine.

Revista Velo, Novembro de 2015

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Nuno Sabido,

Ex-ciclista profissional durante 16 anos, e conta no seu historial com cinco títulos nacionais. Atualmente

desempenha o cargo de comentador desportivo na área do ciclismo na TVI. Possui ainda uma

licenciatura em Educação Física, com especialização nas áreas de avaliação física e treino de alta

competição, para além de formação em Biomecânica, musculação, Ergometria com análise de gases

expirados, entre outras. No seu curriculum contam ainda o cargo de técnico nacional e formador

na UVP/FCC, entre outros.

nuno.odibas@gmail.com

Twitter: @nunoodibas Facebook: Nuno Sabido

CICLISMO EM PORTUGAL

“NEM TUDO É O QUE PARECE. TUDO É

O QUE PARECE.”

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“Porque os

Ciclistas

merecem tudo

e porque sem

Ciclistas, não há

ciclismo...”

P

ara a maioria dos Atletas, é no decorrer da Volta a Portugal que o futuro,

a continuidade na modalidade e no Escalão Elite (Profissional) fica assegurado

e com ele, os objetivos, mas também os “sonhos”.

Por esta altura, agosto é o mês de todas as motivações e ilusões, a exposição

e o mediatismo, proclamam e exaltam o melhor de cada atleta e de cada equipa.

Tudo é brilhante.

Independentemente dos resultados individuais, desde que cumpram com os objetivos

propostos pelos Diretores Desportivos das respetivas Equipas, “os Profissionais” são

reconhecidos e recompensados.

De que forma?

Com propostas e certezas de continuidade.

Toda esta “dinâmica” tem início muitos meses antes, “na partida” para mais uma

“época” velocipédica.

Atempadamente as equipas preparam toda a “logística” e nada é deixado ao acaso.

Tudo é meticulosamente pensado, previsto, preparado…

O primeiro contato com os atletas e restante Staff é estabelecido com “o ensaio” de toda a

orgânica e experimentação material (roupa, calçado, capacetes, bicicletas, viaturas, plataformas

de apoio digital, suportes de comunicação, suplementação alimentar…) e demais

acessórios que reunidos irão permitir a cada atleta, o menor dispêndio energético, com o

máximo débito de energia.

Por esta altura, todos os Atletas e elementos da Equipa Técnica (Preparador Físico,

Médico, Nutricionista, Psicólogo, Fisioterapeuta, Massagista, Mecânico,…) ficarão a conhecer

ao pormenor, as suas funções coletivas e os seus deveres individuais.

Nada é deixado ao acaso, cada “prega” ou “ruga” no vestuário, traduz-se por uma perda de

watts, os quais são preciosos e nunca demais.

Estes são fatores, alvo de extrema meditação por

parte de todo o Staff, que resultam por vezes, em

insónia.

O limiar da zona de conforto é vezes sem conta

violado, mas o objetivo requer também ele extrema

responsabilidade.

As reuniões individuais e coletivas são nesta fase,

constantes, determinantes e imprescindíveis para o

ótimo funcionamento do Grupo.

Cada indivíduo fica perfeitamente esclarecido do

seu “papel” neste “elenco” denominado Equipa,

preparada e concebida com um propósito.

O relógio não pára, a ansiedade, mas também a

motivação crescem a cada dia que passa. Muito em

breve todos testemunharão o início da Temporada.

Á hora marcada o despertar é radioso, mas tranquilo.

Todos reconhecem e estão cientes do seu trabalho

em prol da Equipa.

O pequeno-almoço, principal refeição do dia, é

meticulosamente preparado e servido.

Os atletas acercam-se da mesa, repleta de alimentos

e géneros alimentares.

Reconhecendo as suas necessidades calóricas/

energéticas individuais, estabelecidas pelo trabalho

coordenado entre o diretor desportivo, o preparador

físico e o nutricionista, cada Ciclista, tem

consciência do que pode e deve comer.

O dia será longo e exigente.

Enquanto isso, no exterior, as viaturas são preparadas

e ornamentadas. Os mecânicos estão já em

“modo competição”.

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#Portugal

Os últimos minutos no quarto servem para relaxar.

As Redes Sociais, ainda que silenciosas, projetam as vontades, os

sonhos, as tendências.

Os fãs adoram.

A viagem começa, os atletas mantêm a serenidade, poucos quilómetros

separam o Hotel do local de partida para a Corrida.

Confortavelmente instalados nos seus autocarros, os diálogos são

curtos e objetivos.

No percurso, enquanto uns cedem á pesadez das pálpebras, outros

produzem musicais pelo toque constante nos ecrãs dos telemóveis.

Os últimos instantes são aproveitados para os últimos sms´s á família,

namoradas e amigos confidentes.

Enquanto isso, o Diretor Desportivo revê as suas notas, previamente

e meticulosamente preparadas. Em breve, cada ciclista ficará a conhecer

o seu trabalho, a sua função para a jornada.

À chegada ao Parque das Equipas, o Grupo tem como anfitriões e

prontos para “servi-los” os elementos de apoio Técnico, mecânicos,

““MALVADA ECONOMIA CONTEMPORÂNEA”, NO ENTANTO A MESMA NUNCA FOI, NEM NUNCA

SERÁ FAVORÁVEL E NEM PARA TUDO É NECESSÁRIO DINHEIRO, APENAS RESPEITO, ESTABILI-

DADE, MOTIVAÇÃO, VONTADE, SENSIBILIDADE….”

massagistas, preparador físico, nutricionista…

As bicicletas (instrumentos de trabalho) perfilam já montadas nos

Rolos e aguardam as primeiras pedaladas, antes do início da competição.

Os “abastecimentos” são servidos nas tradicionais sacolas, é diversa

a escolha nutritiva, os bens alimentares servidos foram rigorosamente

calculados.

As primeiras dezenas de quilómetros estarão nutritivamente salvaguardadas.

Todo a Equipa está em sintonia, todos reconhecem a importância de

cada elemento, na concretização do objetivo “individual”, previamente

enunciado.

Desta vez a vitória não sorriu, algo que é repartido e sentido por

todas as Equipas no decurso de uma temporada.

No Ciclismo é normal, especialmente no Ciclismo moderno.

Os tempos da máxima “Vencer a todo o custo” há muito que passaram

de moda. Os valores presentes na modalidade são felizmente,

agora outros.

Individualmente cada elemento da

equipa (como é hábito) cumpriu rigorosamente

com o solicitado, como tal,

o espírito do Grupo mantêm-se inabalável.

Esta é regra.

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“Para a maioria dos Atletas, é no decorrer da Volta a Portugal

que o futuro, a continuidade na modalidade e no Escalão Elite

(Profissional) fica assegurado e com ele, os objetivos, mas também

os “sonhos”.

Por esta altura, agosto é o mês de todas as motivações e ilusões, a

exposição e o mediatismo, proclamam e exaltam o melhor de cada

atleta e de cada equipa. Tudo é brilhante.”

Mas será assim?

Após a competição;

O regresso a uma nova unidade hoteleira,

que servirá de casa por mais uma noite, é

realizado em bom ambiente.

O cansaço está presente e é visível, mas a

alegria, a motivação, incrementada por um

sentido de respeito, estabilidade e tranquilidade,

fazem com que cada um dos atletas

(sem exceção) se sinta exatamente assim,

tranquilo, confiante, motivado e respeitado,

porque sabe que o seu futuro, pelo menos

naquela equipa, estará assegurado.

Na chegada ao hotel (de referir que de acordo

com a preferência, cada atleta pode ficar

num quarto individual ou em quarto duplo)

ao entrarem nos seus quartos, sentem de imediato

o efeito do purificador de ar (previamente

colocado pelo elemento responsável

da equipa, para aquela função).

Encontram ainda, uma refeição (nutricionalmente

equilibrada) com a quantidade de

calorias necessárias e prevista por indivíduo

(3.000 a 6.000 calorias) e uma banheira

pronta para utilização, para um banho de

imersão (08’/15’ de duração, a uma temperatura

entre 11º/15º).

Nos quartos, as camas são também alvo de

um cuidado especial. Cada atleta dorme toda

a época, sobre um colchão colocado sobre

o colchão original (do quarto do hotel).

Também a almofada é sempre a mesma.

Com este procedimento, pretende-se que

cada atleta possa diariamente descansar e

recuperar num ambiente o mais “familiar” e

confortável possível.

Dormir é primordial e indispensável, pois

é o único momento do dia em que o corpo

humano recupera, regenerando energia, testosterona,

tecido muscular…

As Botas de Compressão são nesta fase do

dia utilizadas, até á hora (previamente definida)

em que cada atleta passará literalmente

pelas mãos dos massagistas (sessões de 45’

a 60’ diários) os quais podem ser escolhidos,

de acordo com a preferência de cada um dos

atletas.

O momento é celestial, num ambiente muito

tranquilo, relaxante, perfumado e com uma

intensidade de luz, á escolha do atleta.

Até ao final do dia, sempre que necessário,

os ciclistas solicitam os serviços do Staff de

apoio e estes, tudo fazem para corresponder

com a maior prontidão e profissionalismo.

O dia é longo para toda a Equipa Técnica,

mas aqui ninguém está contrariado, bem

pelo contrário.

Não há lugar para incompetentes, nem para

incompetências.

O dia dá lugar á noite, as horas de trabalho

não são contadas, nem registadas. Prevalece

a satisfação do dever cumprido.

O cansaço dissipa-se com a extrema motivação

de voltar a fazer tudo de novo no dia

seguinte.

Porquê?

Porque os Ciclistas merecem tudo e

porque sem Ciclistas, não há ciclismo.

Infelizmente para os Ciclistas Profissionais

portugueses, a realidade não é a anteriormente

apresentada, mas devia.

A desculpa mais utilizada, que vai servindo

de justificação, continua a ser a

“Malvada economia contemporânea”,

no entanto a mesma nunca foi, nem

nunca será favorável e nem para tudo

é necessário dinheiro, apenas respeito,

estabilidade, motivação, vontade, sensibilidade…

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#101+2

Perguntas e

Respostas

Fitness, Corrida, Musculação, Saúde,

Nutrição, futebol, e muito mais...

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#101+2

38%

Percentagens de homens que

gostariam de treinar com um

Personal Trainer

Porque devo apostar em “Super Agachamentos”

para o meu treino?

A principal razão é que a prática de agachamentos envolve um grande

grupo de músculos de forma continua e requerem uma tremenda quantidade

de energia, libertando em doses suplementares testosterona e a hormona

de crescimento na corrente sanguínea, o que o ajuda a desenvolver

a parte superior do corpo e a queimar muita gordura.

Os agachamentos com carga, ou “super agachamentos”, são a melhor

forma de desenvolver força pura e funcional, porque exercita os músculos

e estimula o sistema nervoso. Ou seja, tem todas as vantagens dos

agachamentos simples, mas potenciadas pelo esforço extra dos pesos.

Como posso ganhar mais velocidade e resistência

nas corridas de média distância?

O treino longo semanal não deve ultrapassar em mais 2 ou 3km a distância

em que te queres centrar, 7 a 8km para corridas de 5km, 12 ou 13km

para provas de 10km, e como máximo 20km se estiver a preparar uma

meia maratona.Reduz o teu volume de quilometragem semanal em relação

ao que faz quando preparas uma prova mais longa. O treino intenso

necessita de uma recuperação maior. Faz o mínimo de quilómetros para

conseguir os teus objetivos e não aumentes o volume pensando que com

isso vais melhorar. Fazer mais distância do que a necessária só contribuirá

para o sobretreino ou lesões. Começa com fartlecks e mudanças

de ritmo nos teus treinos com alguns arranques fortes, mantendo o ritmo

elevado 15 ou 20 metros, duas vezes por semana, durante 3 semanas.

Porque devo ingerir vitamina D?

Graças a um estudo realizado em 2009, o doutor Shalamar Sibley,

da Universidade Minnesota (EUA), provou que a vitamina D ativa o

metabolismo e que, por isso, as pessoas com um déficit dessa vitamina

têm mais dificuldade de perder peso. Para não sofrer com essa carência,

além de consumir alimentos como gema de ovo, salmão e sardinha, é

imprescindível a exposição ao Sol – não diretamente, mas saindo para

passear pela rua, na sombra, todos os dias.

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Alongamentos:

Mito

ou

Realidade?

A noção que os alongamentos são

benéficos para o corpo está amplamente

generalizada, e facilmente

se observa esta prática após sessões

de exercícios de maior ou

menor intensidade. O objetivo é

claro: diminuir as dores do exercício

que se manifestam nas 24 a 48

horas após o mesmo. No entanto,

os benefícios dos alongamentos

não passam de um mito!

Factualmente, quando realizamos

exercício físico está a provocar

uma ligeira agressão ao organismo,

especialmente ao aparelho

locomotor, isto é, os músculos os

tendões ou as fáscias, o que pela

consequência do aumento do stress

físico, é normal desenvolverem-se

pequenas roturas musculares que

podem desenvolver um processo

inflamatório. É essa a razão das

dores derivadas dos treinos. E, é

também por isso, que os alongamentos

– estender o músculo com

grande intensidade, é mais prejudicial

que benéfico, já que vai provocar

mais dano estrutural aos tecidos,

aumentando o tempo de recuperação

e a intensidade da dor. No

entanto, alguns estudos, mostram

que alongamentos moderados e

de baixa intensidade podem trazer

alguns benefícios, já que ajuda a

aumentar a eficiência da mecânica

da contração muscular.

Banhos quentes ou Banhos Frios?

Banhos frios! É um hábito muito saudável: por

um lado, a água fria estimula as terminações

nervosas e nos ajuda a começar o dia com mais

energia. Por outro, como dizíamos acima, o banho

frio também ativa a termogênese – a capacidade

do organismo de gerar calor, o que facilita a perda

de peso. Assim explica o escritor e conferencista

norte-americano Timothy Ferriss em seu livro

Trabalhe 4 Horas por Semana. Mas para que esse

sistema seja eficaz, Ferriss diz que o banho deve

durar pelo menos três minutos.

Quais os beneficios da corrida?

Incontáveis benefícios, ou veja:

Reduz a sua pressão arterial

O exercício aeróbico, como é o caso do running,

faz que com as suas pressões arteriais sistólica e

diastólica baixem.

Reforça o seu sistema imunitário

Se não é muito grande e não passa demasiado

tempo nas suas sessões de treino, verá como o seu

sistema imunitário agradece.

Comerá apenas o que precisa

Correr equilibra e normaliza o nível de insulina,

pelo que controlará muito melhor a sensação

de fome. O seu organismo apenas pedirá o que

precisa.

Menos gordura, mais músculo

À medida que vai seguindo uma rotina de treinos,

o seu corpo começa a modificar-se, desfazendo-se

da gordura e ganhando músculo. O metabolismo

basal mudará, pelo que se tornará mais difícil

ganhar peso de gordura.

Evita a celulite

Se corre em ritmo aeróbico, o cérebro recebe a

O cancro é um “azar genético” ou

é provocado por fatores

ambientais?

O tema é controverso e as conclusões

das diversas pesquisas são contraditórias.

No início do ano, um estudo

publicado na revista Sciece lançou o

debate ao concluir que dois terços dos

casos de cancro acontecem por azar

(ou seja, por mutuações aleatórias nos

genes). Agora, um novo estudo, diz

que não é bem assim, que entre

quantidade perfeita de oxigénio. Nos momentos

em que consegue manter uma conversação

enquando dá passadas, aumentará a produção de

neurónios, a chamada neurogénese.

Contra a Alzheimer

Se é um corredor habitual, está a reduzir a percentagem

de probabilidades de sofrer de Alzheimer

quando alcançar a terceira idade.

Melhor humor

Correr ajuda a ter um bom número a menos de

variações drásticas de humor já queproduz mais

dopamina, noradrenalina e serotonina.

Adeus stress

Ao libertar endorfinas, o seu volume de stress

ficará reduzido. Ao mesmo tempo, vai aumentar

a produção da hormona DHEA.

O seu sono agradece

Se não correr muito tarde, treinar vai melhorar o

seu sono, pelo que ganhará qualidade de vida ao

sentir-se mais descansado quando o despertador

toca pela manhã.

Ajuda o seu coração

Tal como melhora o sistema respiratório, o sistema

cardíaco também funciona do mesmo modo.

O coração bombeará mais sangue em cada batida,

pelo que em repouso precisará de muito menos do

que uma pessoa sedentária.

Colesterol

O running também melhora os níveis de colesterol,

aumetando o bom e reduzindo o mau.

Estimula o cartilagem

Existem estudos que demonstram que o impacto

do running pode chegar a subir a produção de

cartilagem, protegendo as suas articulações da

artrite. Correr não tem de ser prejudicial para os

seus joelhos.

70 a 90% dos cancros dependem de

questões ambientais e, por isso, podem

ser evitados. Desta vez, a investigação

foi publicada na Nature e refere que

nove em cada dez casos de cancro são

provocados por fatores ambientais e

externos, como o tabaco, o álcool, a

exposição ao sol ou a poluição. Assim,

a maioria dos cancros não é causada

por mutuações aleatórias nos genes,

pelo que pode ser evitada.

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#101+2

Sistema anaeróbico: O que é?

Como funciona?

O exercício anaeróbico trabalha diversos

grupos de músculos durante diversos

e constates a curtos períodos de

tempo. Mal o corpo inicia a actividade

física, o sistema anaeróbico

é activado. Ele é o sistema energético

predominante em actividades

que durem até cerca de 90 segundos,

como as séries de musculação, saltos

em altura ou sprints. Ao fim de 30

segundos de exercício físico de alta

intensidade, este sistema já contribuiu

com 60% da energia gasta. Após

dois minutos de exercício intenso, a

contribuição deste sistema caiu para

os 35%. Mecanicamente, “o metabolismo

anaeróbico utiliza os hidratos

de carbono sob a forma de glicogénio

muscular ou glicose. O glicogénio é

quebrada em glicose que, por sua vez,

é rapidamente quebrado na ausência

de oxigénio para formar ATP e ácido

láctico. Cada molécula de glicose é

capaz de produzir duas moléculas de

ATP, o que o torna num sistema algo

ineficiente. Ou seja, este sistema permite

produzir energia de forma rápida,

mas em pequenas quantidades.” Este

sistema melhora significativamente o

funcionamento do coração e dos pulmões.

Chorar faz bem à

saúde? E, pode

melhorar a

performance

desportiva?

A resposta é simples: sim! E, foi encontrada

por William Frey, bioquímico

da Universidade de Minnesota (EUA),

em um estudo que avaliou o sistema

imunológico, os níveis de stress e a

raiva. Frey descobriu que em cerca de

90% das pessoas estudadas que choraram

o seu corpo melhorou, não apenas

no humor, mas fortaleceu o próprio

organismo e reduziu os níveis de stress.

Uma das principais razões para isso, é

o facto de as lágrimas serem ricas em

magnésio, potássio e prolactina, e a

produção dessas substâncias, ajuda a

diminuir o “mau”colesterol, a controlar

a tensão arterial e a fortalecer o sistema

imunológico do corpo. Por estas razões,

o choro pode ajudar os atletas a melhorar

as suas marcas e performances.

24 horas

O tempo necessário

de descanso para os

músculos depois de um

intenso treino.

Sistema aeróbico: O que é?

Como funciona?

O exercício aeróbico é o tipo

de exercício que usa oxigénio

para gerar energia para os músculos.

Como este tipo de exercícios

trabalha um grande grupo

de músculos. É excelente para

perder peso. Mecanicamente, na

presença de oxigénio, o metabolismo

produz ATP (adenosina

trifosfato ou simplesmente energia)

a partir da quebra de glicogénio

e das gorduras (processos

conhecidos por glicogenólise e

lipólise, respetivamente). Apesar

do sistema aeróbico não conseguir

produzir ATP tão rápido

quanto o sistema anaeróbico, ele

consegue produzi-lo em maiores

quantidades.

5Número de maças que

devo comer por semana.

CusCuz

Um excelente substituto da

massa. Escolha a integral e

junte verduras.

Como diminuir em 3% o tempo final nos 1500km em provas

de ciclismo?

Segundo um estudo da jornal strength and conditioning research, se o

ciclista der 100% de si nos primeiros 15 segundos da prova, isso diminuirá

em 3% o tempo final da prova. Isto é fundamental, por exemplo, provas de

contra-relógio de curta distância.

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Qual a quantidade mínima de proteínas que devo consumir?

A ingestão adequada de proteína é fundamental para diminuir o catabolismo

muscular e favorecer a recuperação. Para um balanço proteico

positivo as necessidades de proteína deverão ser aumentadas, na ordem

dos 1,2 a 1,4 g por kg de peso por dia.

Caminhadas: existe diferença entre ambientes urbanos ou

paisagem natural?

Segundo um estudo da Universidade de Stanford (EUA) as caminhadas

em ambientes naturais e com paisagem verde e arvoredo trazem mais

vantagens ao praticantes que ambientes urbanos, que estão muitas vezes

associados a sentimentos negativos e depressivos.

O tamanho dos pés tem influência

no desempenho e performance do

corredor?

O estudo refere que o peso corporal pode ser um obstáculo

à boa prestação numa corrida, mas que, contudo,

o peso e tamanho dos pés interferem em apenas 1%

na qualidade da performance - um valor muito baixo e

quase insignificante.

Assim, as pessoas com pés grandes não correm nem

mais devagar nem mais depressa do que aquelas que

apresentam um tamanho normal (ou mais pequeno).

Estas foram, pelo menos, as conclusões de um estudo

da Universidade do Colorado (EUA).

Numa prova de corrida: o que nunca devo fazer?

A primeira e mais importante é não desistir, mas não

deve ainda:

Falta de aquecimento

Como acontece em qualquer treino, é bastante provável que não aqueça

o suficiente antes de correr e termine por fazê-lo nos quilómetros iniciais

da corrida. Se passar a velocidade, pode chegar a meio da corrida e

levar uma reprimenda do seu corpo ao mandá-lo parar com dores e uma

lesão que podia ter evitado.

Estrear material

Se existe uma coisa que nunca se deve fazer numa competição é estrear

material, seja uma t-shirt, uns calções ou umas sapatilhas. O seu corpo

não está habituado e pode ter dores muito más que não o deixarão

aproveitar o evento. O mesmo se passa com essas barras energéticas

que nunca experimentou antes e que quer ingerir na corrida.

Comer demasiado ou pouco

Com medo de ficar sem forças na prova em que se inscreveu, é normal

que na noite anterior não queira comer e que o seu pequeno-almoço seja

carregado. Por não respeitar as regras básicas de nutrição prévia à competição,

já várias pessoas se viram obrigadas a sair a meio da prova. Por

outro lado, os nervos não devem impedi-lo de se nutrir devidamente.

Deixar-se tomar pela emoção e deixar que a adrenalina lhe

diminua o raciocínio

Ouve o tiro de partido e a adrenalina fá-lo sentir-se o corredor mais

rápido do mundo por alguns minutos. Corra sempre com cabeça e não

corra mais do que pode durante os primeiros quilómetros, se não quiser

que a sua marca sofra as consequências.

Evitando estes erros, o sucesso está logo ali!

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#101+2

O que são termogénicos?

E para

que servem?

Qual a vantagem da massagem na Hipertrofia?

A massagem liberta a adesão dos tecidos, “descompactando”

o tecido muscular e melhorando a separação dos

vários compartimentos. A massagem promove um aumento

de flexibilidade nos músculos, reduz a rigidez e aumenta a

elasticidade dos tecidos envolventes permitindo ao treino

de hipertrofia ser mais produtivo e não sofrer a resistência

criada pela fáscia muscular.

12%

Melhoras na resistência do corpo, caso boceje regularmente

com elixires de menta

Os termogénicos, ou como também

são conhecidos “queimadores de gordura”,

são uma classe de produtos

que tem como principal finalidade

aumentar a temperatura do corpo, o

que por sua vez, aumenta o metabolismo

do corpo, o que por fim, faz

com que mais energias/calorias sejam

gastas nas atividades diárias, desde às

tarefas do dia-a-dia ao treino desportivo.

Muitos destes produtos, contêm

igualmente ingredientes que visam

reduzir o apetite e a eliminação de

líquidos. Normalmente esta classe de

produtos é utilizada para perder peso

mais rapidamente. Os mais conhecidos

e utilizados são a cafeína e

o chá verde. Mas existem muitos

mais exemplo, que inclusive usamos

diariamente, como: erva-mate, ginseng,

capsaicina, guaraná, L-tirosina,

L-carnitina, pimenta preta, gengibre,

sinefrina, coleus forskohlii, mucuna

pruriens, etc.

Qual é a forma mais rápida de ganhar músculo?

Segundo os investigadores do Lehman College, os

treinos consistem em 3 séries de 10 repetições que

podem ser mais eficazes no que respeita à formação

de músculo. Em estudos recentes, mostrou-se

que em 75% das vezes não existe diferenças entre

fazer essas 3 series ou aumentar o regime de treino

acima desse valor até 7 series. Aconselha-se igualmente

o consumo de 30 gramas de proteína em cada

refeição. Por fim, sempre que se aumento o peso e

intensidade das séries, deve aumentar-se o tempo

de descanso.

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#101+2

Devo Saltar um treino se

tiver engripado?

Depende de quão forte for a gripe, e

de à quanto tempo ela dura, e ainda

em que estado a doença se encontra.

No entanto, um treino ligeiro pode

trazer benefícios, nomeadamente, ao

aumento da circulação sanguínea e ao

aumento da temperatura do corpo, que

ajuda a matar o vírus da gripe. É aconselhável,

caso sinta dores nas articulações,

ou sinta os sintomas a piorar,

o melhor é mesmo parar o exercício,

e deitar-se na cama e recuperar totalmente.

Quais os benefícios dos

Pilates?

O Pilates promove a força e o desenvolvimento

muscular equilibrado e

por todo o corpo de forma uníssona.

Sendo extremamente efetivo nos

músculos do fundo das costas, no

abdómen e nos músculos pélvicos.

Com a prática regular, vai perder peso,

ganhar saúde, uma musculatura forte e

equilibrada e uma postura correta. Por

fim, o Pilates melhora a elasticidade

muscular, a mobilidade das articulações

e fortalece os ossos.

Quais são os benefícios das

bagas goji?

As bagas goji a cada novo dia ganha

mais adeptos, e isto porque são

consideradas um dos mais potentes

“super-alimentos”, graças às suas propriedades

nutricionais. Apesar dos elogios

algo exagerados, o facto é que as

bagas gojo são ricas em aminoácidos

(19, dos quais 8 são essenciais), ácidos

gordos ómega 3 e 6, ciperone, fisalina

e betaína, responsáveis pelo desenvolvimento

do tecido muscular, cruciais

na manutenção da pressão arterial

e da prevenção das doenças cardiovasculares,

da diabetes e de algumas formas

de cancro, combatem a hepatite,

protegem o fígado e as células. São

também ricas em vitaminas C e do

complexo B, antioxidantes e com propriedades

anti-inflamatórias, as bagas

goji, reforçam o sistema imunitário,

previnem o envelhecimento do organismo

e a impotência sexual. O Pilates

promove a força e o desenvolvim

Como ganhar velocidade

com um só exercício?

Faça quatro repetições de agachamentos

com carga. O grupo de nadadores

do estudo conseguiu percorrer a

mesma distância a maior velocidade,

uma vez que aumentou a potência nas

pernas. Para conseguir esse efeito,faça

saltos em split antes de qualquer actividade

que exija movimentos rápidos.

36%

Aumento da força

de rotação no

joelho quando esta

a correr a

velocidade

moderada.

Existiu alguma vez algum atleta que com literalmente

Super-Poderes?

Sim, e o seu nome Eero Mäntyranta era um esquiador olímpico que

tinha uma estranha condição: Ele podia acumular 50% a mais de

oxigênio no sangue do que resto de nós

O que é o treino Tabata? E, quais as vantagens?

Uma metodologia de treino criada no

japão pelo senhor Izumi Tabata (daí o

nome), cientista de um departamento de

fisiologia que conduziu testes em vários

grupos de atletas aplicando treinos de

intensidade moderada com treinos intervalados

de alta intensidade.

E, quais as vantagens?

Esta metodologia apresenta melhorias não

só das capacidades aeróbias mas também

anaeróbias, aumentando significativamente

a resistência dos atletas. O método

Tabata é ainda superior a outros tipos de

treino porque permite aumentar a velocidade

do metabolismo durante e após o

exercício: o que significa que após o treino,

o ainda está a queimar calorias por umas

horas, sendo uma grande ajuda para a

redução de gordura corporal.

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A música Viva La Vida da banda britânica Coldplay

é a ideal para se levantar de manhã, segundo

um estudo do aplicativo Spotify e do psicólogo

musical David M. Greenberg, da Universidade de

Cambridge (Reino Unido). As restantes músicas

são:

Quais as melhores músicas para

acordar?

1. Coldplay - Viva La Vida

2. St. Lucia - Elevate

3. Macklemore & Ryan Lewis - Downtown

4. Bill Withers - Lovely Day

5. Avicii - Wake Me Up

6. Pentatonix - Can’t Sleep Love

7. Demi Lovato - Confident

8. Arcade Fire - Wake Up

9. Hailee Steinfeld - Love Myself

10. Sam Smith - Money On My Mind

11. Esperanza Spalding - I Can’t Help It

12. John Newman - Come and Get It

O cão não é só o

melhor amigo do

homem, é também

o melhor

companheiro

para os momentos

de exercício.

Treinar com

o seu cão pode

ajuda-lo a queimar

muitas mais

calorias. Mais

precisamente

77%.

Como fortalecer o coração e o

sistema circulatório?

Um estudo publicado no

Annals of Internal Medicine

aponta que a forma mais rápida

de fortalecer o coração é reduzir

a ingestão de hidratos de

carbono, mas não necessariamente

de gorduras. O aumento

de colesterol HDL (aquele que

chamamos de “bom”), é quatro

vezes superior em pessoas que

optam por dietas deficitárias

de hidratos de carbono, o que

ajuda o corpo a queimar gorduras,

melhorando a saúde em

geral, incluindo o coração.

13. Felix Jaehn - Ain’t Nobody (Loves Me Better)

14. Mark Ronson - Feel Right

15. Clean Bandit - Rather Be

16. Katrina & The Waves - Walking on Sunshine

17. Imagine Dragons - On Top of the World

18. MisterWives - Reflections

19. Carly Rae Jepsen - Warm Blood

20. iLoveMemphis - Hit The Quan

Como devo respirar para retirar maior rendimento do

meu corpo?

No desporto é necessário aprender a usar o diafragma, de modo a expulsar todo o ar dos

pulmões com uma expiração prolongada e regular para terminar com um sopro forte que nos

permita atirar a máxima quantidade de ar possível. Na inspiração precisamos de absorver uma

profunda quantidade de ar. Deve realizar estes exercícios parado, para fortalecer o diafragma e

começar a dar-lhe importância inconscientemente, porque assim poderá utilizá-lo de forma mais

eficiente (quanto mais mecânico e natural, melhor) quando estiver a correr ou a fazer outros

exercícios semelhantes como o ciclismo ou mesmo o halterofilismo.

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#Futebol - Os melhores

futebolistas depois dos

melhores!

Alexis

Sanch

A dura história de

uma das maiores

estrelas mundiais

Diogo Sampaio, Colunista e Director Desporto&Esport d_sampaio@desportoeesport.com

26 • Desporto&Esport • www.desportoeesport.com


ez

Robert

Lewandowski,

Gareth Bale,

jamei Jardy e

Luiz Suárez

D

e Pep Guardiola a Arsene Wenger, passando por

Pasquale Marino e Marcelo Bielsa, todos eles com

diferentes conceções de jogo, a nenhum deles, o futebol

de Alexis Sanchez foi indiferente, e cada um deles à sua

maneira, o considerou absolutamente fundamental para

os esquemas táticos, e no onze inicial ou saído do banco,

Sanchez sempre fez a diferença.

O chileno, agora no Arsenal, é um jogador rápido, criativo

e trabalhador com um indiscutível faro para o golo.

Habilidoso e ambidestro, ele é capaz de ocupar qualquer

posição na linha da frente, e o seu rendimento não cai

por jogar nos flancos ou mesmo ao centro, como um falso

número 9. Sanchez é dotado de excelente capacidade técnica,

agilidade, elegância e aceleração, o que lhe permite driblar

os adversários com habilidade e facilidade. Para além disso,

o chileno é um “coelho com pilhas Duracell” em forma de

jogador. Ele nunca pára de se mover, nunca fica muitos

segundos na mesma posição, ele é um futebolista energético

que dá tudo o que tem em campo. A alta intensidade com

que joga é impossível de falsificar e é um exemplo para os

seus companheiros.

Para muitos, a sua única falha enquanto futebolista, é a sua

excessiva tendência para o individualismo, mas a sua capacidade

para criar oportunidades de golo do nada, ultrapassa

qualquer ceticismo e torna-o uma das maiores figuras do

futebol mundial. Afinal, ele tem uma média, de um golo a

cada dois jogos, nos dois anos que leva no Arsenal. O interessante,

é que fora das quatro linhas, Alexis é o oposto: geralmente

tímido e reservado, raramente fala com a imprensa e

quase nunca é notícia pelo que faz fora do relvado.

Quem o conhece pessoalmente, confirma a sua personalidade

fechada, e o seu foco no futebol vinte e quatro horas

por dia. Ele treina, joga e o resto do tempo passa-o em casa,

e rejeita com convicção qualquer evento noturno.

Isto é de tal forma verdadeiro, que o seu apelido é “El Nino

Maravilla” devido à sua forma espartana de viver a vida.

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#A (dura) infância

“MESMO TENDO APENAS 27 ANOS, E ESTAR NO SEU AUGE FUTEBOLÍSTICO,

ALEXIS SANCHEZ JÁ TEM PLANOS PARA DEPOIS DO FUTEBOL,

E… ELE QUER SER ATOR!”

Não é incomum, principalmente nos futebolistas sul-americanos,

vê-los jogar da mesma forma como viveram nas terras que os viram

nascer. Trazer para dentro de campo a agressividade e o instinto de

sobrevivência que os fez resistir à pobreza e às parcas condições das

suas infâncias. Muitas vezes, crescendo em ambientes dominados

pelo crime e pela violência. Alexis não é exceção. Ele nasceu em

Tocopilla, uma cidade a 1.600 quilômetros ao norte de Santiago,

presa entre as montanhas e o deserto. Tocopilla é uma cidade com

uma paisagem monótona, de penhascos afiados, estradas estreitas

e esburacadas, casas em ruínas, poluição, pobreza e sujidade; toda

aquela região é um dos lugares mais áridos do mundo. Não é de

admirar os moradores se refiram a ele como o “Canto do Diabo”.

Durante oito anos, este foi todo o mundo de Alexis; como ele

próprio já afirmou em entrevista, foi a jogador futebol descalço em

Tocopilla, que ele adquiriu o seu característico estilo de corrida aos

saltinhos, porque tinha que estar constantemente a desviar-se das

pedras que ia encontrando nas ruas onde começou a jogar à bola!

Foi também na sua cidade natal que ganhou o seu primeiro apelido,

o “Dilla”, uma versão curta do ardilla (esquilo), porque ela rápido e

ágil, não só em campo, mas para subir para os telhados de casas para

recuperar bolas perdidas durante os jogos de rua.

A infância do futebolista chileno foi tão humilde quanto podia ser.

O seu pai deixou Tocopilla pouco antes de ele nascer, e Sanchez

teve que crescer rápido, juntamente com o irmão Humberto e irmãs

Marjorie e Tamara, que juntos ajudavam a mãe, que vendia peixe

fresco nas cidades vizinhas. Em entrevista com Jornal espanhol El

País, em 2013, Alexis confessou que “não era fácil conseguir dinheiro”

e que, quando tinha apenas 8 anos de idade, que prometeu

à mãe, que ele iria ser “… jogador de futebol, e que tudo vai dar

certo, e ainda vamos ter dinheiro”. Ele falou estas palavras quando

se mudou do Rancagua, um clube da terra onde jogava desde os 6

anos, para o Universidad Catolica’s football school.

Apesar de continuar a preferir jogar na rua com os amigos, Alexis

começou logo ali a fazer a diferença. Uma vez marcou oito golos

num só jogo, contra crianças dois anos mais velhas que ele, e após

autorização da FA local, Sanchez competiu em, e ganhou, dois

torneios ao mesmo tempo. Ainda assim, dois anos depois, voltou

à cidade natal, isto porque ele tinha dificuldades em entender os

conceitos táticos do jogo. Voltou a ajudar a mãe, e a jogar futebol

de pés descalços nas terras áridas de Tocopilla. E assim foi, durante

os cinco anos seguintes, e foi com 15 anos, que ganhou as primeiras

chuteiras depois de finalmente um clube de dimensão reparar

nele, o Cobreloa. Pelas palavras do próprio Alexis “Eu estava tão

animado que eu usava-as (as chuteiras) no pavimento, embora tivessem

pregos e fossem feitas para a relva”. É incrível, mas durante

todos aqueles anos, ele nunca teve umas chuteiras suas e era a sua

mãe as arranjava, e apenas para os dias de jogos, pedindo chuteiras

emprestadas a quem podia. Para uma cidade com apenas 25.000 pessoas,

Tocopilla tem visto muitos futebolistas, mas poucos chegaram

a profissionais, sendo a grande exceção Ascanio Cortes, um dos

melhores médios centros do Chile de sempre, com carreira feita no

River Plate. Uma segunda estrala estava prestes a nascer, e aos 16

anos, estreava-se a jogar pelo Cobreloa, e poucos jogos depois marcou

o seu primeiro golo profissional e a chamada à seleção do Chile

não demorou muito tempo a acontecer.

E, aos 17 anos, marcava o seu primeiro

“hat-trick” contra o Caracas na Copa

Libertadores! Finalmente chegava às

luzes do futebol mundial!

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Pela rotação dos ponteiros do relógios: Alexis

ainda menino, na sua terra natal, Tocopilla.

O primeiro clube na Europa do chileno, a

Udinese. Alexis a comemorar um golo no

Barcelona, a equipa onde mesmo não tendo

sucesso total, deixou a sua marca. Por fim,

temos o chileno com a camisola do Arsenal, o

seu clube atual!

#Europa: Udinese, Barcelona e Finalmente Arsenal

Dos interessados europeus foi o Udinese da

Itália que o contratou em 2006 por cinco temporadas,

mas devido à sua juventude, emprestou-o

ao Colo-Colo, onde era extremamente

desejado pelo técnico da altura do clube,

Claudio Borghi, que chegou inclusive a

telefonar a Alexis para o convencer a ir para

o clube. Jogou bem e evoluiu, mas acabou

novamente emprestado na época seguinte,

desta vez, ao River Plate. No clube argentino

foi menos feliz, quando uma lesão grave

no tornozelo esquerdo, o tirou dos relvados

durantes muitos meses. Ainda assim, acabou

por se sagrar campeão argentino em 2008.

Apesar de contratado dois anos antes, foi só

em 22 de julho de 2008 que foi apresentando

como reforço efetivo da equipa italiana

Udinesse, e logo no seu primeiro jogo, ainda

uma partida amigável contra o Bossano,

ele foi considerado o homem do jogo, e em

pouco tempo, o preferido dos adeptos, que

iam à loucura, com os dribles e com a habilidade

do chileno, que quebrava a monotonia

tática de uma grande parte dos jogos da primeira

liga italiana.

Em 112 jogos pela camisola do Udinesse,

Alexis marcou 21 golos e assistiu por 20

vezes os seus companheiros; sendo que

nesse registo, fica marcado o dia 11 de

Fevereiro de 2011, quando a sua equipa venceu

o Palermo por uns expressivos 7-0, tendo

Sanchez marcado 4 desses golos, sendo o

primeiro chileno da história a marcar um

Hat-tick na Serie A.

As suas exibições, a que se soma a sua seleção

e o Mundial de 2010, deram nas vistas, e a

sua transferência para o Barcelona, por €26

milhões, não foi surpresa para ninguém. A

sua adaptação à equipa catalã, não foi tão

fácil como poderia parecer; um exemplo

disso, foi a adaptação à língua, o que pode

parecer estranho uma vez que em Espanha

ele poderia voltar a falar a sua língua materna,

a questão chave aqui, é que o espanhol

falado no Chile pode ser bastante complexo

e difícil de entender para os outros países da

hispanofonia. Ainda assim, ele conseguiu

ambientar-se e ser tido pelos seus companheiros

como um “miúdo divertido”, como

disse uma vez Gerard Pique sobre Alexis:

“… (Ele) é um garoto engraçado - nós ainda

não conseguimos entender muito do que ele

diz, mas ele é engraçado”. Admitindo igualmente

que o que mais gostava no chileno

era a forma de “ quando ele entrava no terreno

de jogo, ele se transformava novamente

em uma criança”. Mas, o maior problema

em Barcelona, foi tático. Alexis precisa

de liberdade para jogar o seu futebol, e a

filosofia de jogo de Guardiola não permitia

essa liberdade ao chilena. Mesmo assim, no

onze inicial ou saído do banco de suplentes,

tanto Pep Guardiola e depois Tito Vilanova

souberam retirar proveito do seu talento, mas

Jordi Roura e Tata Martino, não foram tão

competentes. Com chegada de Neymar, ele

perdeu ainda mais espaço no onze, mesmo

que tivesse terminado a época com melhores

números que o brasileiro, e todos entendiam

que o seu tempo em Espanha tinha terminado.

O Arsenal e a Premier league surgiram

como a solução perfeita, tanto para as suas

características futebolísticas quanto para a

necessidade do chileno assumir de novo o

protagonismo para si. Olhando aos resultados,

a opção não podia ter sido melhor.

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#Alexis – o menino que volta sempre às suas raízes

Tocopilla é famosa pelas suas minas e pelo seu peixe, e agora, por ter dado ao mundo, um dos

maiores talentos do futebol, e a sua presença é sentida em toda a parte: pósteres nas lojas, placares

de publicidade nas ruas, grafites nas paredes, uma rua com o seu nome… ele é uma lenda

viva! E, mais extraordinário ainda, é o respeito que ele reserva à cidade que o viu nascer. Ao

contrário de muitos futebolistas

de hoje, que passam as férias e

dias de folga em luxuosos hotéis

em lugares paradisíacos ou em

enormes iates de milhões de euros,

Alexis prefere regressar à terra que

o viu nascer. Participando regularmente

em inúmeras campanhas

de promoção da cidade e ações

de solidariedade que têm vindo

a dar uma nova cara a Tocopilla,

bem mais atraente e a afastar-se

progressivamente da imagem dura e ardida de ainda há poucos anos.

Mas, a sua fama não se fica unicamente pela pequena cidade de Tocopilla, e numa pesquisa

realizada pela empresa de marketing Havas Sports & Entertainment, Sanchez foi indigitado pelos

chilenos como o atleta mais marcante do seu país, com quase 66% dos votos, e é apenas uma

questão de tempo, para que ele se transforme, no futebolista mais internacional de sempre pelo

Chile, ocupando hoje já a terceira posição, e dois mundiais no curriculum, e com possibilidade

de jogar ainda mais dois a bom nível.

Mesmo tendo apenas 27 anos, e estar no seu auge futebolístico, Alexis Sanchez já tem planos para

depois do futebol, e… ele quer ser ator! Mesmo ainda dominando mal o inglês, esperemos que

a sua estadia em londres, que dê as ferramentas que ele precisa, para sobreviver em Hollywood.

“O ARSENAL E A PREMIER LEAGUE SURGIRAM COMO A SOLUÇÃO PERFEITA,

TANTO PARA AS SUAS CARACTERÍSTICAS FUTEBOLÍSTICAS QUANTO

PARA A NECESSIDADE DO CHILENO ASSUMIR DE NOVO

O PROTAGONISMO PARA SI. OLHANDO AOS RESULTADOS,

A OPÇÃO NÃO PODIA

TER SIDO MELHOR.”

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Gareth

Bale

O prodígio do País

de Gales

2015 não foi um grande ano para o Real Madrid, e o mesmo se pode

aplicar a Gareth Bale, que no seu clube esteve longe de ser decisvo,

como tinha sido, por exemplo no anterior, quando marcou o segundo

golo na final da Liga dos campeões, e deu inicio à conquista da “decima”

pela equipa maior da capital de Espanha. Bale foi inclusive

apupado pelos seus adeptos no início do ano, e a chegada de Rafael

Benitez também não ajudou, a que ainda se somam duas lesões

musculares com alguma gravidade. E, para terminar, alguns desentendimentos

com companheiros, nos

quais se inclui Cristiano Ronaldo, fizeram

do ano transato, um dos piores do

avançado blanco. O ex-Southampton e

Tottenham não tinha aliás um ano tão

mau quanto este. Espera-se que em

2016, seja um ano bem melhor, afinal, está a jogar numa posição

mais central no campo, quase como um número 10, e espera-se que o

seu rendimento no clube, e torne o BBC (Bale, Benzema e Cristiano)

uma maquina de bom futebol.

Então, como num ano tão desastrado,

Bale pode estar entre os

melhores?

A resposta é simples: 11 golos

na campanha de qualificação do

Euro 2016, uma percentagem

superior a qualquer outro jogador

entre as principais nações

e marcadores. E, ele fê-lo pela

seleção do País de Gales, conseguindo

quase que sozinho,

uma qualificação histórica para

este pequeno país. Bale guiou

o seu país para um de seus

maiores sucessos futebolísticos da sua história desportiva. E, isso

por si só. Para termos uma ideia dos números, os onze golos de Bale

representam 82% de todos os golos marcados na qualificação pelo

seu país.

“11 GOLOS NA CAMPANHA DE QUALIFICAÇÃO DO EURO 2016, UMA PERCENTAGEM

SUPERIOR A QUALQUER OUTRO JOGADOR

ENTRE AS PRINCIPAIS NAÇÕES...”

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Robert

Lewandowski

O número 9 “que nunca

tem dúvidas e raramente

se engana”

Lewandowski logrou um marco na sua carreira e no futebol com os cinco golos que marcou

pelo Bayern Munique contra o Wolfsburg em apenas 8 minutos e 59 segundos a 22

de setembro de 2015. Em menos de 10 minutos, o avançado polaco de 27 anos, obrigou

os jornalistas a percorrer uma infinidade de registos da Bundesliga à procura de um algo

que se comparasse, mas nada foi encontrado nas mais recentes bases de dados ou nos poeirentos

páginas dos jornais arrecadados

nos armazéns das mais antigas

publicações. Na Europa também não

se encontrou quem tivesse igualado

o registo do número 9 do Bayern.

Mas, surpresa, surpresa, só poderá

ser para os mais distraídos porque

já em 2013, quando ainda vestia as

cores do Borussia de Dortmund, em

menos de uma hora, ele rematou

para o fundo da baliza por nada

menos que quatro vezes, e contra…

o poderoso Real Madrid, na meia-final da Liga dos Campeões. Uma exibição que haveria

de ser crucial para deixar a então equipa comandada por Mourinho de fora da final. E,

nesse jogo, mais dois recordes: Lewandowski tornou-se o primeiro na história da principal

prova europeia de clubes a anotar quatro golos numa meia-final e também nenhum

outro jogador tinha obtido um póquer contra o Real Madrid nas competições europeias.

Finalmente, ao que recordes diz respeito, o avançado polaco foi também o mais rápido

futebolista da história do campeonato alemão a chegar aos 100 golos.

NUMA ALTURA EM QUE O FUTEBOL E OS SEUS

RECORDES SÃO QUASE DE EXCLUSIVA

RESPONSABILIDADE DE LIONEL MESSI E

CRISTIANO RONALDO, LEWANDOWSKI SURGE

COMO UMA BELA E NECESSÁRIA SURPRESA A ESTA

ALTERNÂNCIA ENTRE O PORTUGUÊS E

O ARGENTINO.

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#Futebolistas

Para os especialistas, e os que o acompanham de perto,

afirmam que a sua principal característica dentro das

quatro linhas é a capacidade de decidir, sem nunca ter

que pensar duas vezes se é melhor rematar ou passar.

A decisão surge-lhe por instinto e a sua (brilhante) técnica faz o resto!

Técnica que não pode ser dissociada da sua

infância. Lewandowski nasceu de uma família

de desportistas, o pai foi judoca e a mãe uma

jogadora profissional de voleibol. Até certo

ponto, o desporto como destino estava traçado

desde o dia que nasceu. Mas, o pai, sempre

insistiu que o seu filho, diversificasse ao máximo

as suas atividades físicas, e Lewandowski

acabou por praticar ainda jovem, Judo e Voleibol como

os pais, e ainda andebol e ginástica, e só passando para

o futebol mais tarde (só se dedicou exclusivamente ao

futebol aos 16 anos). E como uma excelente bagagem

atlética. É disso bom exemplo, a forma como ele controla

na perfeição a bola com a perna esticada ao limite no ar,

e com os pés quase à altura da cabeça; foi a ginástica

quem lhe deu esta elasticidade. E talvez ainda mais

importante, esta diversidade de modalidades na infância

e adolescência, permitiu-lhe criar uma morfologia atlética

muito pouco atreita a lesões. Nas quatro épocas que leva

no campeonato alemão, ele apenas perdeu por lesão, um

total de 7 jogos na liga e nunca teve parado mais que duas

semanas.

A carreira: do modesto Legia ao Bayern

Mas comecemos pelo princípio. Ainda na Polónia foi rejeitado pelo

Varsóvia, tendo ido parar ao Delta Varsóvia da quarta divisão antes de

chegar a Legia, aos 17 anos. Onde acabaria também dispensado ao fim

de uma época, onde contrariando os dados da sua carreira profissional ao

mais alto nível, teve uma lesão muscular grave na coxa que o impossibilitou

de jogar grande parte da temporada. Deu nas vistas pela primeira vez

no Znicz PruszKów onde marcou 15 golos em 30 partidas, terminando a

época como melhor marcador e ajudou a sua equipa a subir para a segunda

divisão. Na segunda temporada melhorou ainda o seu registo, com 21

golos marcados em 32 jogos, e terminou ainda com o prémio individual

revelação do ano na Polonia.

Estes números valeram-lhe a transferência, por 1,5 milhões de euros, para

o Lech Poznan da primeira divisão polaca, onde na primeira época, faturou

14 tentos, para além de ser dele o golo mais bonito desse ano. Novamente

a sua segunda temporada, os números melhoraram e marcou 21 golos,

terminando a época como melhor marcador da competição.

Nestas duas épocas ao serviço do Lech, também se estreou

na Europa, e as suas prestações não passaram despercebidas

aos grandes europeus, e não foi de estranhar que tenha

acabado por se transferir para o Borussia de Dortmund em

junho de 2010, onde durante três épocas, marcou golos atrás

de golos, incluindo os 4 tentos já falados ao Real Madrid, na

meia-final da Champions. O Borussia tornou-se demasiado

pequeno, e a sua transferência para o gigante Bayern de

Munich, para quem perdeu a final da Champions e campeonato,

surgiu com naturalidade.

Lewandowski o Avançado mais completo do

Mundo?

Segundo o próprio avançado

polaco, “sempre

que te vês como bom,

perdes-te a possibilidade

de melhorar… e não há

perfeição no futebol”.

Mas, o próprio concorda,

que no seu jogo, não

existe uma fraqueza evidente no seu

jogo. Klopp foi a peça chave para

o seu desenvolvimento, desde que

chegou à Alemanha aos 21 anos, e

ainda um jogador a precisar de crescer.

O chamado “diamante em bruto”. E de

tal forma, assim era, que na primeira

época no Dortmund, muitos adeptos e

imprensa se questionaram como poderia

Lewandowski ter sido o melhor

marcador na Polonia. Uma das razões

que levaram que ele demorasse tanto

tempo a afirmar-se na Alemanha foi

a inadaptabilidade natural a um novo

país e uma nova cultura. Piszczek e

Jakub Błaszczykowski, como afirma Lewandowski, foram

“… uma grande ajuda nos primeiros seis meses”. Aprender

a língua também não foi fácil e o pior de tudo, jogou muitas

vezes fora da sua posição natural, jogando muitas vezes a

“número 10” - o organizador da equipa. Por muito que isso

tenha custado boas exibições ao avançado, é o próprio que

diz que jogar no meio campo fez dele um melhor jogador e

muito mais completo. Por último, quando passou a ocupar

o lugar de avançado, o sistema 4-2-3-1 preferido de Klopp,

não é o seu preferido, como já divulgou em muitas entrevistas,

ele prefere ter sempre um companheiro no ataque.

Na segunda temporada, a sua performance melhorou drasticamente,

e isso fez com que o interesse de grandes clubes

mundiais procurassem contratar os seus serviços. Há cabeça,

apareceu o Man. United, que apresentou uma proposta de

compra, que foi prontamente recuada. Ninguém escondeu

que essa recursa, foi um duro golpe para o avançado, mas

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#Lewandowski

isso fala muito do seu caracter, já que essa época 2013-14, foi a sua

melhor com a camisola do Borussia de Dortmund, terminando a

temporada com 20 golos, e o primeiro futebolista polaco a vencer a

bota de ouro da Bundesliga.

Se Klopp, ao insistir com ele como

número 10, lhe deu as armas, ninguém

as aproveitou melhor que Guardiola,

com o seu sistema tático que privilegia

o “falso 9”. No entanto, a maior

Pela rotação dos ponteiros do relógios: Robert nos seus

primeiros clubes ainda na Polonia - Znicz PruszKów e Legia

(onde começou a sua carreira profissional aos 17 anos). O seu

primeiro clube na Alemanha o Borussia. Na seleção do seu

país onde se tornou uma peça chave e por fim no Bayern de

Munich.

conquista de Lewandowski ao longo do último ano tem sido a de

convencer Guardiola de que ele pode estar errado, e que o típico

avançado cen-

tro, pode ser o que melhor

se adequa as necessidades da

equipa da Baviera. Até porque

ao contrário do que acontecia

em Barcelona, o Bayern

apresenta uma abordagem de

jogo mais direta, abdicando

muitas vezes da posse de bola

pela simples posse, e assente

numa tática com maior verticalidade,

e uma referência

no ataque mais fixa, era o

mais indicado. Lewandowski

aproveitou ao máximo esta

oportunidade, e é hoje ao lado

de Suárez o melhor avançado

centro do mundo. As estatísticas

estão aí para o provar. E,

os vídeos dos seus golos para

nos deslumbrar.

“A SUA PRINCIPAL CARACTERÍSTICA DENTRO DAS QUATRO LINHAS É A CAPACIDADE

DE DECIDIR, SEM NUNCA TER QUE PENSAR DUAS

VEZES, SE É MELHOR REMATAR OU PASSAR.”

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Um génio com muito mau feitio

LUIZ SUAREZ

Suárez é como já alguém o descreveu “um cérebro

futebolístico de velocidade semelhante a um super

computador, capaz de calcular instantaneamente se a

melhor percentagem de golo está nele próprio ou em um

colega de equipa”.

Diz o ditado que de “génio e louco, todos temos

um pouco”. Suárez recebeu dos dois em dobro,

mas durante muito tempo, os seus problemas

disciplinares foram um entrave, principalmente

para os anos que jogou na Premier League no

Liverpool. O curioso, é que o uruguaio nunca

foi expulso dentro das quatro linhas, mas devido

a inúmeros “incidentes” capturados pelas

câmeras de televisão, que o levaram a vários

períodos de suspensão. E os seus (maus)

comportamentos variaram desde agressões a

adversários – as famosas dentadas, que ainda

antes do Mundial já lhe tinham valido dois castigos

prolongados, até a insultos a adeptos. A realidade

é que em Inglaterra o comportamento de

Suarez quase não tem procedentes, e a sua controvérsia,

acabou por fazer com que o seu talento

passasse para um segundo plano. E as suas

exibições no campo também saíram prejudicadas,

durante um período em Inglaterra, a sua

taxa de sucesso na concretização era de apenas

12,5% uma das piores entre os maiores avançados

da Europa, e a percentagem de dribles com

sucesso também não era muito melhor, ficando

abaixo dos 30%. A dentada de Suarez em Chiellini

marcou o mais grave, e felizmente o último,

caso de indisciplina do uruguaio, que lhe parece

ter servido de lição. O “mau feitio” de Suárez no

Barcelona desapareceu, e com esse desaparecimento,

surgiu apenas o génio do uruguaio, e

com o génio, as assistências e mais importante,

os golos!

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#Suarez

Em 2015, o Barcelona de Luiz Enrique esteve muito perto de

chegar ao recorde de seis triunfos em um ano civil do Barcelona

de Guardiola em 2011. Simplificando: vencer todas as competições

possíveis. Para o pleno ficou a faltar a supertaça espanhola, perdida

para o Athletic de Bilbao, numa final que é disputada a duas mãos,

e onde o primeiro jogo foi desastroso para equipa catalã, tendo

perdido por uns estrondosos 4-0. Recuperar deste resultado, era um

(quase) milagre, que não aconteceu. Mas, num ano em que se venceu

o Campeonato, a Liga dos Campeões, o Mundial de Clubes, a

Supertaça Europeia e a Taça do Rei, a supertaça espanhola só servia

para somar e pouco acrescentava ao valor e ao fantástico ano da

principal equipa da Catalunha.

Quem olha somente para estes resultados, há-de ser difícil de imaginar

quão perto esteve o técnico catalão de ser despedido, por maus

resultados e pobre futebol, no final do ano de 2014. E, no entanto,

a meio do mês de Novembro de 2014, a posição de Luiz Enrique,

estava tão tremida quanto um trapezista em cima de corda, em que

um pequeno passo em falso, seria a sua queda e o seu despedimento.

Entre os adeptos não havia qualquer empatia, as notícias de desentendimentos

do técnico com os principais jogadores fazia manchete

em todos os jornais desportivos do país vizinho. Messi parecia ser

um dos mais descontes, e estava longe do seu auge; Neymar não era

mais que uma promessa adiada, que parecia assim ficar eternamente.

O meu campo funcionava mal, e a pressão na recuperação de bola,

um dos pilares do êxito do Barcelona de Guardiola, era cada vez

mais ineficaz e acontecia cada vez mais perto do último terço defensivo.

Parecia haver pouco a fazer.

“SE O ENORME BARCELONA DE GUARDIOLA, VIVIA DO MEIO CAMPO COM XAVI E

INIESTA A FAZER DE MOTOR, O BARCELONA DE LUIZ ENRIQUE VIVE DO ATAQUE, E O

URUGUAIO É A ROLDANA QUE PÕE A MÁQUINA A FUNCIONAR. ”

Acontece, que exatamente nesse momento mais negro, chegava ao

fim o longo castigo da nova e maior contratação do plantel desse

ano: Luiz Suárez. Demorou poucas semanas para que o impacto do

uruguaio no jogo coletivo do Barça, se fizesse sentir, mudando radicalmente

a dinâmica de jogo, sempre para melhor. E, ele não só melhorou

o jogo de ataque, mas também ajudou a equipa a defender de

forma mais eficaz. A abnegação e esforço de Suárez a tentar ganhar

a bola às defesas contrárias é literalmente contagiante para os seus

companheiros de equipa, que com ele em campo, e motivados pelo

seu exemplo, pressionam também eles intransigentemente o portador

da bola, logo no seu último terço do campo ofensivo.

A utilização de Suárez no onze, teve também o efeito de revitalizar

Messi, que no momento da sua última renovação de contrato, pediu

de forma clara à direção para que esta renovasse a equipa catalã e

lhe desse os meios para voltar a ser competitiva em todos os capítulos.

Suárez foi essa contratação, que também fez crescer Neymar

para outro patamar! Neste momento, estra “tripla” de jogadores

é absolutamente arrasadora. Em 2015, o FC Barcelona bateu um

novo recorde no futebol espanhol, terminando o ano civil com 180

golos marcados. Os chamados “MSN marcaram 137 desses golos,

e Suárez ficou empatado com Messi, cada um deles com 48 tentos

certeiros. Neymar “ficou-se” pelos 41 golos. Se o enorme Barcelona

de Guardiola, vivia do meio campo com Xavi e Iniesta a fazer de

motor, o Barcelona de Luiz Enrique vive do ataque, e o uruguaio é a

roldana que põe a máquina a funcionar.

Suárez é como já alguém o descreveu “um cérebro futebolístico de

velocidade semelhante a um super computador, capaz de calcular

instantaneamente se a melhor percentagem

de golo está nele próprio ou um

colega de equipa”. As 23( vinte e três)

assistências entre 01 de dezembro de

2014 e 23 de novembro de 2015, são

disso prova.

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JAMIE

A Cinderela dos tempo modernos que ainda há 2 anos trabalhava numa

fabrica e depois calçou as chuteiras, desatou a marcar golos e é o melhor

jogador da Premier League

A surpresa do ano, veio

de Inglaterra!

V

ardy é a incrível história de um jogador que, até 2011, vivia sobretudo

do trabalho diário numa fábrica, e o futebol, era uma atividade amadora,

mas que hoje é o melhor marcador (e mesmo melhor jogador) da

Premier League. Uma história de dificuldade, falta de oportunidade mas acima de

tudo de superação, de um homem que nunca deixou de acreditar, e alcançou assim o

sucesso; tanto pessoalmente como o do Leicester, um clube que luta para não descer

de divisão, e que hoje ocupa os lugares cimeiros e pode inclusive pensar em chegar

à Champions.

Mas nada melhor que compreender o drama do inglês que pelas palavras do próprio

Jamie Vardy:

“Tive de trabalhar muito, para estar onde estou hoje. E vou continuar a trabalhar

para melhorar mais. Há não muito tempo, eu estava nem Sheffield, trabalhando

numa fábrica que faz fibra de carbono para ser utilizada em talas médicas. Aquilo

era muito duro... Tinhas de carregar os moldes para os fornos e estavas constantemente

a carregá-los para prateleiras. Algumas das prateleiras eram mais altas do que

eu. Agora, imagina o que é carregar numa hora mais de 30 moldes para prateleiras

altíssimas, suportando aquele peso todo! As minhas costas começaram a ceder e a

doer seriamente...Fiquei mesmo preocupado. Disse para mim mesmo: não podes

continuar a fazer isto!

Tive muita sorte. Tinha deixado a fábrica há quatro dias e apareceu o convite do

Halifax Town. Eu até estava disposto a

pagar para jogar e dei por mim a viver de

um salário ligado ao futebol e a jogar em

full-time. Como deves imaginar, o salário

não era grande coisa... Mas sempre era melhor

do que estar na fábrica, onde não me

dava bem com o meu chefe. Devido ao futebol,

só num ano, faltei 36 segundas-feiras ao trabalho na fábrica! Aos sábados jogava

no Stocksbridge e aos domingos jogava na equipa de um pub local, que se chamava,

The Anvil. Noventa minutos no sábado, noventa minutos no domingo, como é que eu

ia carregar moldes na segunda-feira?

Todos os dias acordo no país das maravilhas.

Devido a tudo o que tive de passar para chegar

a este ponto, acho que aprecio isto tudo, mais do

que os outros. Às vezes, escuto jogadores profissionais

dizerem que isto não passa de um trabalho

para eles, mas para mim não é assim. Eu

literalmente, não me importava de jogar futebol

todos os dias! Não é agradável trabalhar pesado

numa fábrica a tempo inteiro. Nunca teria previsto

tudo o que me aconteceu, mas penso que

sou um bom exemplo para muitos futebolistas

jovens. Para te ser honesto, vi jogadores muito

bons nas divisões amadoras. O problema é que

ABDIQUEI DA INDEMNIZAÇÃO, DECIDI TIRAR UM ANO

E DEDICAR-ME

EXCLUSIVAMENTE AO FUTEBOL.

V

A

R

D

Y

UMA HISTÓRIA DE DIFICULDADE,

FALTA DE OPORTUNIDADE MAS ACIMA

DE TUDO DE SUPERAÇÃO

os clubes profissionais não estão dispostos a

arriscar neles.

Felizmente para mim, o Leicester arriscou...”.

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Como ter êxito, em um

profissões mais comp

do mundo?

Especial

Treina

Como é possível ter-se êxito numa das profissões mais

competitivas do Mundo? Qual é a melhor forma de retirar o

máximo rendimento dos jogadores e de todo o grupo que o

rodeia? Qual a melhor aposta: a motivação pelas palavras

ou o domínio pela postura? O que fazer quando o fracasso

aparece a cada novo fim-de-semana? Desistir

ou Persistir? E, o grupo, de que forma a sua coesão

influencia o resultado final? Saiba resposta a todas estas

perguntas, no especial treinadores nas próximas páginas!

40 • Desporto&Esport • www.desportoeesport.com


a das

etitivas

dores

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Mot

e Inteligência E

António Fidalgo

Ex-Futebolista profissional em históricos portuguese (S.L. Benfica; S.C.

Braga; Sporting C .P); Ex-Técnico principal do Estoril Praia foi anda

Director desportivo no SC Campomaiorense CS Marítimo; exerce há vários

anos funções de jornalista e comentador/analista de futebol na RTP e RR e

é formador em Couching e PNL

antoniofidalgo.winow@gmail.com

www.facebook.com/antoniofidalgo.coaching

http://coachepnl.blogspot.pt/

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Costumo definir Motivação como uma força ou um conjunto de forças interiores

que orientam os comportamentos da pessoa no sentido de alcançar um determinado

objetivo.

A origem etimológica da palavra, do latim “movere”, que significa mover, sugere

que “motivação” pressupõe movimento. Logo, de uma forma mais simplista e

dividindo a palavra, podemos definir Motivação como - Motivo para a Ação.

Motivação é um dos fatores mais evocados no desporto, pela reconhecida importância

que a mesma tem na performance dos atletas

Podemos avançar em direção aquilo que queremos, ou pelo contrário avançar para

nos afastarmos do que não queremos. Motivamo-nos de forma a nos aproximar de

algo que nos dá prazer ou para fugir de algo que pode causar dor. Ex; “quero ganhar”

vs “não quero perder”.

Pela experiência que tenho tido, com inúmeros atletas com quem tenho trabalhado

como Coach, não me sobram dúvidas que quando os mesmos seguem a direção do

”prazer”, o foco na tarefa e o rendimento tendem a aumentar.

ivação

mocional

Alguns cuidados a ter em conta;

a) Na Motivação por Afastamento, pode acontecer que, quanto mais se afasta dos

problemas, menos graves lhe pareçam, baixando dessa forma os índices de motivação.

b) Na Motivação por Aproximação, o foco mais intenso na tarefa pode, eventualmente,

possibilitar uma menor atenção a problemas/obstáculos que possam surgir

Consoante o estímulo, podemos dividir a Motivação, em Extrínseca e Intrínseca.

Na Motivação Extrínseca o estímulo vem de fora, através de fatores externos, como

por exemplo um bom prémio financeiro, exemplos inspiradores, reconhecimento

público…etc. Este tipo de Motivação é importante por criar condições positivas e

um ambiente estimulante.

Mais importante, e que pode fazer a diferença por potenciar altos patamares de

Motivação, é a Intrínseca. A Motivação gerada por necessidades e motivos da

própria pessoa e que estimula certos comportamentos, potenciando ações que mais a

aproximam do resultado pretendido. A Motivação Intrínseca proporciona a energia

necessária a um esforço superior, potencia a superação de limites, eleva os níveis

de auto confiança e auto estima fortalecendo também a capacidade de persistência.

Existem também fatores de ordem emocional potenciadores de um certo tipo de

Motivação. São fatores internos ou externos que estimulam emocionalmente o

atleta, potenciando aquilo a que chamamos de Motivação Emocional. Um tipo de

Motivação extremamente forte e possibilitadora de elevado rendimento, particularmente

de ordem física ou neurofisiológica.

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São estímulos motivacionais usados de forma recorrente, nos momentos que antecedem

a competição.

O aspeto menos positivo da Motivação Emocional reside no facto de, perante uma

contrariedade, se poder desvanecer.

Por esse motivo se recomenda que a mesma seja acompanhada por estímulos de

ordem mais racional e lógica, potenciadores de outro tipo de motivação – Motivação

Cognitiva – que permite manter a atenção (foco) no que é realmente importante

numa dada situação ou num certo contexto.

Por tudo o que é dito antes, ter consciência de que a motivação é um processo

interno e pessoal é tão necessário quanto fundamental, pois coloca a pessoa como

responsável pelo que lhe acontece, desviando-a de qualquer processo reativo, que

normalmente tende a colocar a responsabilidade nos outros ou fora de si mesmo.

“10% do teu sucesso depende dos teus conhecimentos (já que os

que competem contigo têm mais ou menos os mesmos conhecimentos)

e 90% dependem da tua Inteligência Emocional”

Daniel Goleman, psicólogo, escritor, jornalista, investigador científico, membro

da direção do “Mind and Life Institute” e da “American Association for the

Advencement of Science”, no seu “Best-Seller” – Inteligência Emocional – enumera

algumas características da mesma, nomeadamente;

- “ A capacidade da pessoa se motivar e persistir a despeito das frustrações”

- “ A capacidade de controlar os impulsos e adiar a recompensa”

- “ A capacidade de regular o seu próprio estado de espírito e impedir que o

desânimo subjugue a faculdade de pensar”

“ A capacidade de sentir empatia e ter esperança”

Refere ainda Goleman, que todas estas capacidades, podem ser desenvolvidas desde

que percecionadas e apreendidas, sendo que a aptidão emocional constitui, desse

logo, uma meta habilidade determinante no modo, como melhor ou pior, seremos

capazes de usar outras capacidades que possamos ter, incluindo o intelecto puro.

“A impossibilidade de se separar a racionalidade das emoções, pois a ausência

destas altera as decisões supostamente racionais”, ficou claramente demonstrado

com êxito pelo “nosso” António Damásio - escritor, professor de Neurociência

na University of Southern California e que trabalha no estudo do cérebro e das

emoções humanas (Wikipédia) - no seu livro “ O Erro de Descartes- Emoções,

Razão e Cérebro Humano”.

Mobilizar as emoções na persecução de um objetivo é essencial para concentrar a

atenção (foco) na tarefa, para desenvolver e apurar competências, para a criatividade

e para a Auto-Motivação.

O auto controle emocional - adiar a recompensa e dominar a impulsividade – está

subjacente a altas performances nas mais variadas áreas.

Ser capaz de entrar em estado de fluidez (a consciência do atleta está totalmente

absorvida pela ação) permite desempenhos de grande qualidade e elevados índices

de eficácia.

Para um amigo meu, treinador de…. ”10% do teu sucesso depende dos teus conhecimentos

(já que os que competem contigo têm mais ou menos os mesmos conhecimentos)

e 90% dependem da tua Inteligência Emocional”

No DESPORTO e na VIDA !

“Pela experiência que tenho

tido, com inúmeros atletas

com quem tenho trabalhado

como Coach, não me sobram

dúvidas que quando os

mesmos seguem a direção

do ”prazer”, o foco na tarefa

e o rendimento tendem a

aumentar.”

“Mais importante, e que

pode fazer a diferença

por potenciar altos

patamares de Motivação, é

a Intrínseca. A Motivação

gerada por necessidades

e motivos da própria

pessoa e que estimula

certos comportamentos,

potenciando ações que mais

a aproximam do resultado

pretendido. A Motivação

Intrínseca proporciona a

energia necessária a um

esforço superior, potencia a

superação de limites, eleva

os níveis de auto confiança

e auto estima fortalecendo

também a capacidade de

persistência.”

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As

ações

falam mais

alto que as

palavras. A

linguagem

corporal é

demasiado

importante

para a

deixarmos

ao acaso, na verdade, os melhores

treinadores tem uma capacidade

acima da média no decifrar dos

sinais não-verbais.

Um treinador tem de colocar as

expressões faciais, movimentos

e gestos a trabalhar para criar

uma imagem melhor de liderança,

domínio, confiança, ligação e

controle emocional. Treinadores

que trabalhem bem o não-verbal

tem uma maior probabilidade de

sucesso.

Um treinador tem de ser um “especialista”

em inteligência nãoverbal,

isto é, tem de dominar a

capacidade de interpretar e otimizar

os sinais não-verbais como

expressões faciais, movimentos e

gestos, para antecipar e influenciar

os comportamentos dos atletas,

de forma a preparar ou modificar

a estratégia mediante os sinais

não-verbais observados, tanto em

contexto profissional, social ou

até familiar e assim alcançar melhores

resultados na comunicação

e no campo.

A inteligência Não-verbal, não é

ver mais que os outros é apenas

saber interpretar aquilo que vê e

antecipar aquilo que poderá acontecer,

para adotar uma melhor

estratégia e ter a capacidade de

antecipação e não o da reação,

antecipar dá-lhe poder e a reação

atrasa-o.

Antes de melhorar a comunicação

não-verbal, deve ter em conta qual

o seu comportamento normal e

o que este já transmite, no fundo

como os outros já o percebem,

se é líder, dominante, submisso,

amigo, inseguro, …

“Comunicar não é aquilo que diz

ou faz, mas sim o que os outros

percebem daquilo que diz ou faz.”

e ter a perceção consciente do que

a sua linguagem Corporal transmite,

vai ajudá-lo a perceber o

qual o seu tipo de liderança.

Mediante a linguagem Corporal

que usa normalmente, vai agora

identificar o seu estilo de liderança

e a quais as caraterísticas

associadas.

L

I

N

G

U

AGE

M

Linguagem Corporal para Treinadores

46 • Desporto&Esport • www.desportoeesport.com


C

O

RP

O

R

A

L

Alexandre Monteiro, Especialista em Decifrar Pessoas | sou@pessoab.pt linguagemcorporal.blogs.sapo.pt

“Comunicar não é aquilo que diz ou

faz, mas sim o que os outros

percebem daquilo que diz ou faz.”

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#Autoritário

Os Treinadores autoritários são muito

rigorosos e controladores. Forte sentimento

de justiça e uma necessidade

enorme de obediência por parte dos atletas.

Estabelecem regras rígidas e quando

quebradas pelos atletas tem tendência

a punir de imediato de forma rígida. São

exigentes, Inflexíveis e não sensíveis.

Não valorizam o diálogo bilateral e restringem

a autonomia dos atletas. Exigem

submissão e obediência.

Linguagem Corporal Estilo Autoritário:

• Não sorri

• Gestos retos e rápidos

• Tom de voz elevado ou grita

• Aponta com o dedo regularmente

• Queixo levantado

• Vira costas enquanto o atleta/a fala

• Discurso rápido

• Avança com a cabeça quando confrontado

• Mãos atrás das costas

• Mãos na cintura

• Expressão facial de Raiva

• Inclina-se para a frente e invade espaço pessoal

do atleta/a

• Interrompe frequentemente

• Ao falar tem tendência a falar com a mão na

vertical com movimentos, como fosse cortar o ar

• Contato ocular 100% e intimidador

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#Permissivo

#Linguagem Corporal

São interessados, criam bastante ligação,

aceitam e cumprem as exigências

dos atletas mesmo que discordem, evitando

assim confrontos. São mais preocupados

e sensíveis que exigentes. Tendem

a dar aos atletas o que eles pedem e

esperam que eles façam o mesmo pelos

treinadores (o que pode não acontecer).

Querem compensar o que eles mesmos

não tiveram como atletas (oportunidades,

compreensão ou treinadores rígidos).

Não colocam limites, deixam-nos

fazer o que querem para ficarem contentes.

Pedem aos atletas que mudem ou

acreditam que iram mudar com o tempo.

Linguagem Corporal Estilo Permissivo:

• Descontraído,

• Postura abertas

• Calmo

• Pausado

• Sem variação vocal

• Poucos gestos e condicionados

• Fala com as palmas das mãos para cima

mesmo quando dá diretivas

• Inclina-se para trás

• Ponderado ao falar,

• Tom de voz baixo,

• Poucas interrupções

• Toca muito nas pessoas

• Muitos gestos cruzados • Senta- se mais do que fica em pé

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#Orientador

Linguagem Corporal do Estilo Orientador:

• Sorri, mas não ri com regularidade

• Gestos controlados e curvos

• Dinâmico

• Partilha e manifesta expressões faciais

(Felicidade, tristeza, zangado,…)

• Coloca-se à mesma “altura” que os atletas

ao falar

• Tom de voz variado e emotivo e firme

• Ilustra bem com as mãos o que está a dizer

• Postura Corporal aberta

• Coloca palmas das mãos para diretivas e

repreender

• Coloca palmas das mãos para cima para criar

ligação

Apesar de manter a autoridade e controle,

tem uma maior capacidade de

comunicação, ligação, consistência e

flexibilidade, respeitando o desejo de

independência dos atletas e a capacidade

de se fazer ouvir. São exigentes e

assertivos mas não intrusivos e/ou restritivos.

Treinadores com grandes expectativas,

incentivam a liberdade mas não a

libertinagem. Estabelecem menos regras,

mas são melhores na sua aplicação.

• Bom contato ocular durante 70% do tempo e

não intimida

• Usa o toque para criar ligação e domínio

• Ouve

50 • Desporto&Esport • www.desportoeesport.com


#Negligente/Desinteressado

Frios, distantes, imprevisíveis, duros

e abusivos quando a situação sai fora

de controlo, não exigem nada e não

dão quase nada em troca. Desligados

da responsabilidade de treinadores

exceto quando a situação sai fora de

controlo.

.

Linguagem Corporal Estilo Negligente/

Desinteressado:

• Poucos Movimentos ou quase nulos

• Distante e pouco expressivo

• Tom de voz não varia

• Partilha e exibe poucas expressões faciais

• Fala com as palmas das mãos viradas para

baixo,

• Poucos movimentos

• Só usa o contacto ocular quando defende a

sua opinião

• Usa mais gestos de reprovação e desprezo

• Emoções negativas extremas quando

• Não corrigem até estarem no limite

• Não ouve e fala

• Tronco direcionado em direção contrária

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#Ling. Corporal

Agora que identificou o seu estilo, pode melhorá-lo e otimizá-lo,

aproximando-o mais do estilo orientador, para obter uma linguagem

mais eficaz e eficiente, para conseguir transmitir a toda a usa competência

com menos resistência por parte dos atletas, melhorando o

rendimento.

Vou revelar uma técnica simples para melhorar o grau de confiança

dos treinadores e jogadores, adotada por Cristiano Ronaldo e que até

à data lhe pode ter passado despercebida.

Cristiano Ronaldo antes de marcar os livres, afasta muitos os pés,

coloca as mãos na cintura, é o que chamamos de posições de poder,

que feitas antes de um evento vão ajudar a melhorar o desempenho

dos atletas. Amy Cudy, professora de Harvard, revela numa investigação,

de que as posições que adotamos podem mudar a forma como

nos sentimos ou pensamos. A este respeito, um treinador ou atleta que

adote uma linguagem corporal dominante, irá afetar os seus pensamentos

e sentimentos de forma positiva e como consequência o seu

desempenho de líder e confinaça.

Isto é possível, porque a linguagem corporal ou não-verbal afeta os

“A LINGUAGEM CORPORAL OU NÃO-VERBAL AFETA OS NÍVEIS

HORMONAIS NO ORGANISMO. A MUDANÇA PARA UMA LINGUAGEM NÃO-VERBAL

MAIS PODEROSA, IRÁ FAZER COM QUE AUMENTE A TESTOSTERONA

E DIMINUA O CORTISOL DO ATLETA OU TREINADOR”

níveis hormonais no organismo. A mudança para uma linguagem

não-verbal mais poderosa, irá fazer com que aumente a testosterona e

diminua o cortisol do atleta ou treinador, estas duas hormonas estão

inter-relacionadas, quando uma aumenta a outra diminui.

As poses de Poder, aumentam o nível de testosterona, a hormona

atribuída a posição dominante e confiança, e fazem diminuir os níveis

de cortisol, ligados ao stress e tensão, este é um motivos porque um

treinador deve recorrer a esta técnica antes e durante os jogos, porque

irá ter um efeito significativo sobre como lida com os atletas e como

analisa e executa as estratégias e como lida com a tensão.

Posturas de poder:

• Mãos atrás da cabeça.

• Mãos na cintura

• Levantar o queixo

• Afastar os pés

Interpretar e otimizar a Linguagem Corporal, é fundamental para a

interação treinador-atleta, porque o treinador é o verdadeiro agente

de mudança e orientação. Ao longo da história os maiores líderes do

mundo têm sido bons oradores porque

usam a linguagem corporal para que as

suas competências e ideias sejam ouvidas

e percebidas, da mesma forma, os treinadores

precisam exibir não verbalmente

liderança, ligação, esforço, entusiasmo e

paixão para motivar e ter a confiança dos

seus atletas.

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#Dicas Ling. Corporal

3 Dicas simples para otimizar desde já, a imagem de treinador

de líder:

1.º Contato ocular

Tal como as palavras os nossos olhos transmitem muitas mensagens.

O forma como faz o contato ocular pode ajudá-lo ou prejudicá-lo.

Se tem dificuldade no contato ocular vai enviar os sinais errados e

ser visto ansioso, inseguro ou até como mentiroso, devido ao mito “

Quem não olha olhos nos olhos, está a mentir!”. Também não é pela

quantidade de tempo ou intensidade que o faz que vai transmitir mais

liderança, ao fazê-lo está a demonstrar insegurança.

Para um bom contato ocultar deve olhar olhos nos olhos na proporção

de 7 para 1, olhar durante 7 segundos e desviar 1 segundo.

Tal como os músculos, o contato ocular também pode e deve ser treinado,

através de técnicas específicas.

2.º Aperto de mão

90% das interações entre duas pessoas começam com um aperto de

mão. Saber fazer um bom aperto de mão e saber “ler” um aperto de

mão dá-lhe uma vantagem competitiva, pode transmitir mais confiança,

ligação, credibilidade e ainda pode ler quais as boas ou más

intenções da outra pessoa em relação a si.

Um bom aperto de mão deve ser firme, colocar a mão na vertical e

exercer a mesma força que outra pessoa.

Saber como fazer um aperto de mão corretamente é uma habilidade

que requer o conhecimento de técnicas que o ajudam a parecer mais

Líder, seguro, credível, carismático e também como contrariar o

domínio subconscientes exercido por outras pessoas.

3.º Postura

Um líder “não tem medo” e deve saber demonstrá-lo através da postura.

Um líder não tem medo de que as pessoas venham falar com ele

e por este motivo tem de adotar posturas abertas e acolhedoras. Braços

abertos com as mãos visíveis, os pés à distância de ombro um do

outro, gestos com as mãos amplos, ombros para trás e costas direitas.

Braços cruzados, pernas cruzadas, mãos à frente dos genitais, mãos

nos bolsos, olhar para baixo são vistos como gestos de submissão,

medo ou insegurança.

A linguagem corporal é uma parte fundamental na sua imagem de

Liderança, mas esquecemo-nos demasiadas vezes da sua importância

e não lhe damos a devida importância, é imperativo que a interação

treinador-atleta se faça o mais fluida possível e para isso o treinador

tem de ter consciência dos gestos do corpo, sinais não-intencionais,

postura corporal, indicadores físicos e emocionais, para identificar

as mensagens mais verdadeiras e tornar a comunicação mais eficaz.

Um Abraço Amigo,

Alexandre Monteiro!

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A LIDERANÇA EM

MOMENTOS DE

CRISE

O PODER DO FRACASSO

Alcino Rodrigues, Docente em Técnicas de Comunicação (Ensino Superior), Coach e Formador em Soft-skills,

Orador e Dinamizador de Equipas, Treinador de Futsal e autor do livro “Como Ser Um Treinador de Excelência”

Facebook - www.facebook.com/alcinorodrigues.coaching/

SSer um líder em tempo de derrotas é, à primeira vista, ter uma tarefa inevitavelmente

dura e recheada de decisões de um enorme grau de dificuldade e complexidade. A capacidade

para tomar decisões de qualidade sobre pressão é inversamente proporcional à

capacidade para os liderados aceitarem essas decisões de bom agrado. A credibilidade

do líder (neste contexto consideremos o papel de treinador ou director) que está sobre

pressão dos resultados está beliscada nesta altura e tudo aquilo que fez de bom até agora, na

nossa particular mentalidade fatalista e vitimista (portuguesa), vai “por água abaixo”. Este

“mindset” peculiar, do qual sou bastante crítico, tem ainda maior repercussão quando falamos

de futebol e da sua importância e

tradição no desporto nacional. Aprender

a entender o que fazer em tempo de

derrotas é a chave da reviravolta e a

oportunidade para reescrever o plano

de acção com ideias diferentes. Na

nossa História, em várias dimensões

da nossa cronologia, tivemos grandes

reviravoltas, lideradas por pessoas que

conseguiram clarificar os objectivos,

influenciar positivamente os liderados, fazê-los acreditar nas suas ideias, ser inspiradores e

carismáticos, coisa que pouco tempo antes se julgaria possível. Eles lideraram a mudança

mas fizeram-no em equipa. Somos acostumados, desde pequenos, a jogar para ganhar sempre,

esquecendo um pouco que também existe a possibilidade de derrota. A lutar para sermos

sempre bem-sucedidos, aprender e estudar para tirar boas notas. Não gostamos obviamente de

perder, uma “batalha” ou a razão numa qualquer discussão. É sempre bom ganhar, é inegável.

Faz-nos sentir bem, realizados, confiantes e aumenta a nossa auto-estima. Mas falhar tem

uma verdadeira importância escondida. Falhar significa que houve um “tentar”. Significa que

estivemos presentes na luta e que simplesmente não conseguimos ser superiores ao adversário.

Importa ao líder reflectir sobre os motivos. Às vezes falhar ou fracassar é o melhor que pode

acontecer.

EINSTEIN DIZIA “INSANIDADE É CONTINUAR A

FAZER A MESMA COISA E ESPERAR

RESULTADOS DIFERENTES!”

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A uma equipa, a uma organização, a uma pessoa. Não quero dizer

com isto que defendo que falhemos de propósito um objectivo qualquer

mas sim que retiremos aprendizagem das falhas e o verdadeiro

valor que daí advém.

No seu discurso na cerimónia de entrega de diplomas em Harvard, J.

K. Rowling, famosa autora dos livros de Harry Potter, falou sobre o

valor do fracasso:

“Falhar significa eliminar o acessório. (…) Libertei-me porque o

meu grande medo já se tinha concretizado e eu ainda estava viva

e ainda tinha uma filha que adorava e tinha uma velha máquina de

escrever e uma grande ideia. E então o fundo do poço tornou-se a

sólida fundação sobre a qual construí a minha vida. (…) Falhar deume

uma segurança interior que nunca tivera ao passar os exames.

Falhar ensinou-me coisas sobre mim própria que nunca poderia ter

aprendido de outra forma. Descobri que tinha uma vontade forte e

“MAS FALHAR TEM UMA VERDADEIRA IMPORTÂNCIA ESCONDIDA. FALHAR SIGNIFICA QUE

HOUVE UM “TENTAR”. SIGNIFICA QUE ESTIVEMOS PRESENTES NA LUTA E QUE

SIMPLESMENTE NÃO CONSEGUIMOS SER SUPERIORES AO ADVERSÁRIO. IMPORTA

AO LÍDER REFLECTIR SOBRE OS MOTIVOS. ÀS VEZES FALHAR OU FRACASSAR

É O MELHOR QUE PODE ACONTECER. ”

mais disciplina que alguma vez suspeitara; descobri igualmente que

tinha amigos cujo valor estava verdadeiramente acima de qualquer

rubi. (…) O conhecimento de que emergimos mais sábios e fortes dos

contratempos significa que estamos, para todo o sempre, confiantes na

nossa capacidade de sobreviver. Nunca nos conhecemos verdadeiramente,

ou à força das nossas relações, até que ambos sejam testados

pela adversidade.”

Na verdade muito do que descobrimos sobre nós surge no fracasso,

na adversidade. A nossa riqueza interior, que depois transparece para

quem nos rodeia e quem contactamos, vem ao de cima. O fracasso ou

a derrota e o consequente ressurgimento (“a volta por cima” como se

costuma dizer) trazem à tona o nosso verdadeiro Ser e revela-nos tudo

acerca de nós. Lidar e recuperar do fracasso faz parte constituinte da

natureza humana enquanto Ser que aprende, evolui, melhora, avança,

pois isso é o que cria a dinâmica do mundo e da vida.

Um Mundo só com sucessos seria um

mundo desequilibrado. Não havendo nada

para reconstruir o Ser Humano iria sentirse

desmotivado da sua própria vida. E a

vida (e o desporto) naturalmente é feita de

altos e baixos, sucessos e fracassos, dia e

noite, luz e escuridão. A própria vida tem

a morte para equilibrar.

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Talvez a facilidade de sentir e contactar com o

sucesso, e a forma como no nosso dia-a-dia o conseguimos

observar, leve a uma falsa percepção de

facilidade na sua obtenção. Talvez não tenhamos

a noção de que o sucesso é um caminho, mais do

que apenas um resultado e isso condiciona-nos a

desejar muito obtê-lo. Uma das características que

o fracasso carrega é o medo que nós temos dele.

O medo de falhar quase sempre nos leva a fracassar.

Tendo mais medo de falhar do que vontade de

vencer leva-nos a uma inércia, a um bloqueio mental

e a partir daí só vemos barreiras à nossa frente.

Um treinador que arrisca mais mostra que tem

mais vontade de ganhar do que medo de perder.

Numa última referência à substituição do líder

fracassado, que muitas vezes é vítima da única e

mais simples forma de resolução dos problemas

que é ser afastado porque já não serve ou afastar-se

porque não tem motivação para sustentar a situação,

deixo algumas questões. Será que a pressão

colocada no treinador que é substituído é maior ou

menor que a pressão colocada no que o substitui?

Será que a mudança é aceite por todos os liderados?

O que será preciso para o novo líder sobrepor

as suas ideias às rotinas implementadas até aqui?

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“FALHAR ENSINOU-ME COISAS SOBRE

MIM PRÓPRIA QUE NUNCA PODERIA

TER APRENDIDO DE OUTRA FORMA.”

JK ROWLING

Quer seja numa equipa, numa organização ou

individualmente, o fracasso traz uma verdadeira

oportunidade para reganhar uma energia que foi

sendo desperdiçada ao longo do tempo de derrota.

É importante para o líder sentir que existe uma

oportunidade para refazer a orgânica do grupo, em

todos os sentidos, e reformular as metas propostas,

e mesmo até restituir uma mística e uma identidade,

algo que considero valioso.

Sendo assim existe algo bastante importante a

aprender no fracasso e em tempos de crise:

“Fomos capazes do pior mas a certeza de que

também já fomos capazes do melhor dá-nos a

energia necessária para ter esperança, lutar de

novo e crescer até não poder mais!”

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Futebol

O CICLO DE VIDA

DA FORMAÇÃO

Júlio Coelho

Um jogador ou

treinador com

performances elevadas,

não surge

por “geração

expontânea”, mas

antes resulta de

um processo

moroso, duro,

humilde e muito

paciente.

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omo é do conhecimento dos leitores, nos últimos tempos,

muito se tem falado em formação no futebol, nas suas

virtudes e na sua central importância e necessidade, para

a sobrevivência dos clubes em geral, e dos grandes clubes

em particular. Seja como fonte de receita, seja como

garantia de obtenção de jogadores com qualidades acima

da média, de forma a permitir a constituição de equipas

com elevada capacidade competitiva. Esta matéria tem

sido tratada de várias formas, desde a determinação de

metodologias de treino, até à forma de acolhimento dos

jovens atletas, passando pelas abordagens comportamentais.

Contudo, entendemos que sem se perceber como

evolui essa mesma formação, nos seus diferentes estágios,

será muito mais difícil, perceber e escolher os melhores

métodos e comportamentos, quer por parte de treinadores,

quer, muito especialmente, por parte dos próprios

praticantes.

Júlio Coelho , Professor do Ensino Superior na área da

Gestão, ex-atleta, ex-treinador e ex-presidente de clube de

futebol

jcoelho@ipleiria.pt

No fundo, estamos em presença de um processo de aprendizagem

evolutivo, que como tal, está associado a um ciclo evolutivo, ou

se quisermos, a “um ciclo de vida”.

O futebol é claramente um produto – espetáculo, composto por 3

componentes: a sua conceção (a construção mental da sua apresentação);

a sua criação (o treino e a prática); e a sua venda (o

espetáculo propriamente dito). Em todas estas componentes deve

existir um envolvimento de todos os seus agentes (dirigentes,

técnicos e jogadores), até porque, a sua venda faz-se para os seus

sócios e simpatizantes, e até para os “amantes” desta modalidade

60 • Desporto&Esport • www.desportoeesport.com


em geral, através de diferentes meios (o jogo –

espetáculo; e todo o merchandising associado

ao clube e/ou equipa). Assim, como produto

que é, o futebol possui um ciclo de vida, o

qual é importante determinar (não sendo contudo,

o propósito deste artigo). Nesta linha,

julgamos ser facilmente entendível que a

própria Formação em Futebol, possua o seu

próprio ciclo de vida, em particular, na ótica

do praticante. Ora, um treinador ficará com

o seu trabalho mais facilitado, na medida do

conhecimento que tiver sobre o perfil do seu

atleta em termos da sua predisposição para a

formação.

De acordo com as teorias da aprendizagem,

suportadas em Piaget (1896 - 1980), sugerindo

que os jovens consolidam as aprendizagens

por volta dos 16 anos, e recorrendo

também à curva da aprendizagem (Hermann

Ebbinghaus: f. 1885), onde a repetição e a

experiência se traduzem em ganhos de tempo

e competências, associada à teoria do ciclo

de vida de um produto (Theodore Levitt,

1966), podemos determinar um ciclo de vida

para a formação, no futebol. Assim, parecenos

possível determinar 6 fases evolutivas

desse processo: pré-iniciação (características

naturais); iniciação (começo da formação

propriamente dita); desenvolvimento (físico e

técnico); crescimento (técnico-tático); maturidade

(interação treino/competição); declínio

(negação da aprendizagem). Ora, a primeira

fase caracteriza-se pelas habilidades, ou “jeito

natural”, que os jovens possuem para a prática

do futebol, que se prende com a coordenação

motora e o equilíbrio, que se observa nas primeiras

brincadeiras da criança com uma bola.

A segunda fase materializa-se no deixar ao

livre arbítrio da criança o desenvolvimento

de práticas e técnicas, em jogos de pequenos

grupos ou no desenvolvimento de habilidades

individuais técnicas de controlo e passe (não

esquecer que há uns anos atrás isto se fazia

nas ruas, coisa que hoje não acontece, mas

que deve ser encorajado, nesta fase inicial da

formação). Na terceira fase, deve-se começar

a introduzir e a desenvolver métodos de

treino controlado de cargas e especificidades

físicas e dos aspetos técnicos. Na quarta fase

devem ser introduzidas as questões técnicotáticas,

que carecem de grande predisposição

por parte dos atletas (diríamos que é nesta

fase que se perdem algumas das “promessas”,

precisamente porque nem todos os

jovens possuem essa predisposição e disciplina

para o treino). Na quinta fase, são então

desenvolvidos métodos de correção/melhoria,

através da interpolação entre o treino e a

competição (também aqui, a falta de predisposição

e a negação do erro, podem inibir

a progressão do atleta). Finalmente, a sexta

fase, o declínio, consiste e materializa-se, na

ótica da formação, na assunção de que “tudo

está aprendido” ou então, de que de ver, tanto

, de que “nada mais há para aprender”. Este

sentimento, como é fácil de ver, tanto pode

surgir nas fases iniciais do processo, como

na fase mais avançada, depois de um longo

caminho percorrido como atleta. Daqui,

podemos observar que há os que depois acabam

por seguir uma carreira de treinador com

mais ou menos êxitos (os que entendem que

ainda estão em condições de aprender mais),

mas também há aqueles que seguindo essa

carreira de treinador, entendem que “já sabem

tudo” e, nestes casos, normalmente os êxitos

não surgem, ou tardam em surgir.

Objetivamente, perceber e fazer perceber isto

aos jovens jogadores, pode contribuir para

uma melhor gestão dos grupos de trabalho,

porque permitirá adotar medidas adequadas

para cada fase do processo formativo. A cada

uma das fases descritas podemos atribuir um

nome, que facilite a natureza e as características

do praticante. Podemos também associar

uma escala etária que pode servir de orientação

aos visados:

Em síntese, este raciocínio permite-nos compreender

melhor qual ou quais as fases mais

críticas na formação e algumas das razões

da entrada permatura em algumas dessas

fases, em particular, na fase do declínio.

Ou seja, permite-nos observar que é na fase

da maturidade (“o atleta”) que se confirmam

as “promessas”, e que o declínio pode

surgir, prematuramente, em qualquer altura.

Permite-nos também relevar a importância

do “jogo da rua” que foi “escola” para muitos

dos antigos e atuais “craques”.

Um jogador ou treinador com performances

elevadas, não surge por “geração expontânea”,

mas antes resulta de um processo

moroso, duro, humilde e muito paciente.

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INFLUÊNCIA

DO CLIMA

MOTIVACIONAL

E COESÃO DE

GRUPO PARA O

SUCESSO NO

FUTSAL

Tiago Tavares

Especialista em Psicologia do Desporto

e Coaching desportivo, com

pesquisa e artigos científicos publicados

na área do tema abordado no

texto

tiagoastavares@gmail.com

A

motivação é um dos

construtos mais discutidos

na Psicologia, tanto

em estudos científicos

como em interpretações

do senso comum. Deci

e Ryan (1985) ¹ resumem de forma suscinta

que a motivação refere-se ao “porquê” da

questão do comportamento. Este propôs uma

definição simplista mas mostra realmente o

motivo que nos leva a fazer alguma coisa:

“Por que fazemos o que fazemos”..

De acordo com Carron, Brawley, e Widmeyer

(1998) ², a coesão é “um processo dinâmico

que se reflete na tendência de um grupo para

ficar junto e permanecerem unidos na busca

dos seus objetivos instrumentais e / ou

para a satisfação das necessidades afectivas.

Com esta definição Carron, Brawley e

Widmeyer (1985) avançaram para um modelo

conceitual para a coesão que distinguiu

dois tipos predominantes de cognições: a

primeira refere-se à perceção de um indivíduo

para a atração no grupo, que assume

a designação de Integração do Grupo (IG)

e a segunda diz respeito à perceção de um

indivíduo no grupo como um todo, com a

designação de Atrações Individuais em relação

ao Grupo (AIG).

A IG representa a proximidade, semelhança

e ligação dentro do grupo como um todo.

As AIG representam a interação dos vários

motivos que levam o indivíduo a permanecer

no grupo. O questionário é baseado neste

modelo de 4 dimensões: Atração Individual

para o Grupo em relação aos Aspetos Sociais

(AIG-S), indicam os sentimentos dos membros

da equipa sobre a atração que sentem

para o grupo quando este é visto como uma

unidade social com as respetivas interações

sociais; a Atração Individual para o Grupo

em relação à Tarefa (AIG-T), refletem os

sentimentos dos atletas do grupo em relação

à produtividade do mesmo e aos objetivos e

“Os treinadores devem tentar esclarecer os principais objetivos da temporada, tanto

pessoal e coletiva, para os jogadores, a fim de criar expectativas que correspondem

às possibilidades da equipa. ”

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pretensões do grupo; a Integração do Grupo em

relação aos aspetos Sociais (IG-S), transmite a

perceção individual do membro da equipa sobre

aspetos sociais existentes no grupo, que podem

originar semelhança ou aproximação e por último,

a Integração no Grupo em relação à Tarefa (IG-T),

reflete a perceção individual que cada membro

tem em relação ao grupo como um todo, tendo

em conta as tarefas que implicam semelhança e/

ou aproximação.

No que diz respeito em relação à coesão e o desempenho/performance,

os primeiros resultados foram

bastante inconclusivos e não muito constante uma

vez que vários estudos confirmaram a existência

de relações negativas e também relações positivas

(Carron 1977, Williams e Hacker, 1982)³.

Em relação ao clima motivacional no desporto,

existem várias teorias sociais que influenciam a

motivação dos atletas no desporto. A Teoria dos

Objetivos de Realização tem sido um dos contextos

mais utilizados nas realizações conceituais,

como a escola e os quadros para estudar a motivação

no desporto. É um desenho a partir de uma

visão sócio-cognitiva da motivação, a realização

dos objetivo teóricos argumentam que as variações

Referências Bibliográficas

¹ Deci, E.L., & Ryan, R.M. (1985). Intrinsic motivation and self-determination in human behavior.

New York: Plenum.

² Carron, A. V., Brawley, L. R., & Widmeyer, W. N. (1998). The measurement of cohesiveness

in sportgroups. In J. L. Duda (Ed.), Advances in sport and exercise psychology measurement

(pp. 213–226). Morgantown, WV: Fitness Information Technology.

³ Carron, A. V. Ball, J. R. (1977). Cause-effect characteristics of cohesiveness and participation

motivation in intercollegiate hockey. International Review of Sport Sociology, 12, 49–60.

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compreensão do investimento comportamental,

desempenho, bem-estar psicológico, e as respostas

afetivas em contextos de realização requer estudar

os critérios que os indivíduos utilizam para julgar a

competência e sucesso. A Teoria dos Objetivos de

Realização incide sobre os dois objetivos de realização

individual e do contexto ou objetivo estruturas

sociais que formam esses objetivos individuais.

Fundamentada na AGT, dois climas principais

foram identificados que refletem o trabalho de

Ames. Um clima maestria (orientado para a tarefa)

é percebido quando os membros da equipa são

direcionados para o auto-aperfeiçoamento, o treinador

ou o pai enfatiza o aprendizado e progresso

pessoal, o esforço é recompensado, os erros são

vistos como parte da aprendizagem. Em contraste,

um clima ego é aquele que incentiva a comparação

inter-individual e onde os erros são punidos e alta

capacidade normativa é recompensado.

Conclusões

Relativamente ao estudo que se realizou nesta

modalidade desportiva, podemos demonstrar que

existem diferenças entre algumas variáveis entre as

quais o Clima motivacional orientado para a tarefa

e o IG-T (Integração Individual para o Grupo-

Tarefa), o que vem realçar que um grupo onde haja

um clima orientado para a tarefa será mais fácil

para existir uma boa integração do atleta no seio do

grupo, mostrando quando uma equipa se encontra

unida/coesa, definiu bem os objetivos que queriam

atingir no final da época e sendo assim existirá

uma maior eficácia coletiva.

Podemos também constatar que um clima orientado

para o ego vem comprovar que leva a resultados

menos satisfatórios, pois o otimismo vai diminuindo

ao longo da temporada e a Integração de o

atleta no seio de um grupo é mais difícil e mais

demorada num clima que está orientado para o

ego e não para a tarefa. Este clima orientado para o

ego não só tem uma correlação significativamente

negativa com esta variável mas também com todas

as outras, o otimismo e a coesão de grupo.

Existe uma correlação significativamente positiva

entre as variáveis Clima Motivacional orientado

para a Tarefa e a coesão de grupo expecto na

dimensão Atração Individual para o Grupo-Tarefa

(AIG-T), indo ao encontro de outras investigações

em que os níveis de coesão são mais baixos no

final da temporada do que no início, porque, neste

momento, os jogadores percebem que os objetivos

a serem alcançados, quer a curto prazo como a

longo prazo, e as variáveis que unem o grupo para

atingir um melhor desempenho já não parecem tão

importantes. Resultados idênticos foram encontrados

por outros autores no desporto como no andebol

e basquetebol observando que todos os níveis

dos fatores de coesão diminuíram com o desenrolar

da época e com a chegada do final da mesma.

Por último uma das grandes conclusões a retirar

é que os treinadores devem tentar esclarecer os

principais objetivos da temporada, tanto pessoal e

coletiva, para os jogadores, a fim de criar expectativas

que correspondem às possibilidades da equipa.

Se as expectativas dos jogadores excederem

as possibilidades da equipa, em seguida, os seus

níveis de coesão e motivação podem diminuir e,

portanto, o seu desempenho também deve reduzir.

Se as metas a serem alcançadas são claramente

definidas, as expectativas de cada jogador irão

coincidir com as do grupo, e, desta forma, os

níveis de coesão e de motivação devem ser mais

constantes e o desempenho final da equipa poderá

ser melhor.

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Qualquer organização, desportiva ou não, já percebeu que o digital

Novas

será, ou já é, um importante touch-point com o seu target. Nesse

sentido, integrar o digital dentro da organização e da sua estratégia

de forma transversal a todos os departamentos é fundamental

para o seu sucesso. O digital não deve ser visto como o canal

estratégias

privilegiado (cada caso é um caso e, naturalmente, os objetivos definidos

poderão determinar a sua maior ou menor preponderância), mas sim

como a base a partir da qual a estratégia de marketing e comunicação

de marketing

de um clube, independentemente da sua dimensão, deve ser construída.

Existem muitos fatores que justificam uma visão mais blended da estratégia,

devendo o seu denominador comum ser o aumento do volume de

negócios/faturação da marca em causa, uma vez que o digital é relevante

para os clubes

apenas se se traduzir em negócio. Neste artigo enumero quatro razões

que me parecem fundamentais para uma maior aposta neste canal:

1. O digital como um canal privilegiado para a distribuição da marca

de futebol

e respetivos outputs de comunicação, vulgo conteúdos, do clube. O

alcance e interação conseguidos neste meio não tem paralelo nos media

tradicionais, na medida em

que a audiência disponível

FUTEBOL,

para consumo destes outputs

é enorme (mesmo que tenha

de se investir em paid media

para aumentar o reach);

2.O digital como um canal

para acesso a conteúdo

MARKETING

exclusivo. Casos como a

app do FC Porto para os

detentores de lugar anual

(https://app.fcporto.pt) ou o

recente lançamento do novo

site do Sporting, que na fase

E O DIGITAL

beta apenas permitiu o acesso

a sócios, são exemplos

de que determinado tipo de

conteúdos apenas está disponível,

pelo menos numa

fase inicial, para os fãs mais

Marcos Castro

Gestor da categoria Futebol na Prozis, a maior

loja online de nutrição desportiva da europa. Foi

gestor de projetos e membro do Comité de Comunicação

da Federação Europeia de Hóquei

entre 2012 e 2015. Tem ainda especialização

em Marketing e Comunicação Digital no Sports

Business Institute de Barcelona, uma pósgraduação

em Marketing Digital no IPAM e um

mestrado em Gestão Desportiva na FADEUP

www.marcostfcastro.net

marcos@marcostfcastro.net

leais do clube;

3.O digital como um canal relevante para a co-criação de campanhas

conjuntas entre marcas patrocinadoras do futebol e os clubes, de que são

exemplos a Prozis e a Sagres, que continuamente, e de forma conjunta

com os clubes, criam campanhas que respeitam os valores e posicionamento

dos clubes que patrocinam, criando uma maior identificação da

massa adepta destes com a respetiva marca;

4.O digital como forma de medir mais eficientemente o ROI. Seja

através de plataformas terceiras (redes sociais, por exemplo) ou próprias,

o digital permite-nos analisar de forma mais assertiva que o offline o

retorno que os diversos players (marcas e clubes) intervenientes estão

a ter, permitindo-lhes tomar decisões mais equilibradas e corretivas no

decorrer das ativações conjuntas. Pensar de forma integrada e de acordo

com o contexto da marca que represento e quero alavancar é fundamental

para se atingir o sucesso. E este contexto é marcada, de uma forma

crescente, pelo maior consumo de conteúdos e tempo despendido no

digital. Diria por isso: “embrace digital or die”.

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GESTÃO NO

O que é uma boa gestão

68 • Desporto&Esport • www.desportoeesport.com


FUTEBOL

para um clube de futebol?

Marke Geisy da Silva Dantas

Professor do Departamento de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Rio Grande

do Norte, Brasil markegeisy@hotmail.com

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GESTÃO

NO FUTEBOL

O que é uma boa gestão para um clube de futebol? Esta pergunta pode ter diversas respostas

dados por diversos respondentes. Talvez, a maioria afirmasse que a conquista esportiva

(títulos, participação em competições internacionais, acesso a divisões superiores de campeonatos

nacionais, etc.) seja o parâmetro para determinar um modelo de gestão adequado.

Ademais, porque a missão de uma entidade esportiva é esta, ou seja, a finalidade pela qual é

constituída. Entretanto, ganhar títulos não deveria ser apenas o único objetivo. Manter uma

organização financeira nos clubes deveria ser prioridade também, até como uma forma de

assegurar os recursos necessários para investir em temporadas vindouras e manter a qualidade

da equipe para a conquista de títulos, ou uma maior probabilidade disto acontecer.

Entretanto, definir um modelo de gestão apropriado para o futebol se torna complicado (e ao

mesmo tempo, interessante), pois a história nos mostra que diversas formas de gestão tornaram

as equipes campeãs em algum campeonato importante, ou mantiveram a hegemonia

durante certo período. Mesmo que as gestões fossem como governos populistas, com gastos

desenfreados para atingir um objetivo pontual, sem a devida preocupação com situação

financeira futura.

Primeiramente, deveríamos definir o que é modelo de gestão. Na verdade, o modelo adotado

é totalmente dependente das pessoas que formam a instituição. Lembrando sempre que as

instituições são formadas por pessoas, o que acaba levando suas crenças para o ambiente

empresarial. Assim, o modelo de gestão pode ser definido como um conjunto de conceitos e

princípios construídos na própria entidade que orientam a administração das firmas em sua

gestão, para que a mesma cumpra a missão que foi definida para seu propósito. Se as pessoas

responsáveis pela gestão do clube apenas se preocupam em ganhar títulos, um objetivo

pontual, sem o devido planejamento estratégico tendo em vista o futuro da entidade, sem a

devida preocupação financeira, assim será.

Considerando que realmente a finalidade de uma organização esportiva são os títulos, não

se pode negar que os clubes realmente o buscam. Mas, não com a eficiência financeira

necessária para se manter estável durante a continuidade da empresa. Se estivermos falando

de crenças das pessoas que formam a administração do empreendimento, o problema é mais

acentuado devido ao fato de que os administradores dos clubes são em sua grande maioria

torcedores apaixonados pela instituição. E, em alguns casos, são despreparados para tal

função.

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“Talvez o modelo de gestão

mais enraizado em um

clube e bastante característico,

além de servir de

exemplo nos dias atuais,

seja o do Barcelona. Investir

em talentos próprios

(e) comprar jogadores que

se adéquam ao modelo de

jogo....”

Definição de Modelo de Gestão

O modelo de gestão pode ser definido como um conjunto de conceitos e

princípios construídos na própria entidade que orientam a administração

das firmas em sua gestão, para que a mesma cumpra a missão que

foi definida para seu propósito. Se as pessoas responsáveis pela gestão

do clube apenas se preocupam em ganhar títulos, um objetivo pontual,

sem o devido planejamento estratégico tendo em vista o futuro da entidade,

sem a devida preocupação financeira, assim será.

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“Os modelos de gestão farão nascer novos Barcelonas e Bayerns. Mas, os demais se

tornarão mais fortes, aumentando a competição e o balanço competitivo.

E o futebol será bem melhor.”

Estes responsáveis pela direção dos clubes

somente observam o resultado do campeonato,

um objetivo pequeno e de curto prazo, sem uma

visão de longo prazo, apenas para atender as

necessidades momentâneas e a pressão imposta

pelos torcedores. “Contratarei os melhores

jogadores e formaremos um time campeão”,

é a resposta dada pelo dirigente ao torcedor.

Mas, de onde sairá o recurso? Como o time se

sustentará com as dívidas surgidas? “Fica para

o próximo que assumir o cargo. Estou fazendo

minha parte dando alegria ao torcedor”. Talvez

esta seja a resposta.

Neste caso, é comum que alguns clubes

busquem os melhores jogadores possíveis, o

que, é claro, acarreta em um investimento alto,

e que a maioria dos clubes não consegue arcar

depois. O Real Madrid é o principal clube deste

tipo de metodologia. Entretanto, é a vários

anos considerado o maior clube do mundo,

portanto, possuindo uma estrutura financeira

sólida para manter tais investimentos. Além

disso, é uma prática comum ao clube em diversas

gestões de diferentes presidentes, manterem

o clube dos “galácticos”. Praticamente é um

objetivo enraizado na cultura da equipe e dos

torcedores, do ambiente que o cerca, contratar

os melhores jogadores de outros clubes por

valores absurdos.

Ainda neste meandro, dos gastos desenfreados, podemos encaixar os novos ricos do

futebol, como Chelsea, PSG e Manchester City, com seus donos magnatas, pois se tornaram

marcas do futebol contemporâneo. Hoje, é comum a compra de times tradicionais

(alguns deles tradicionais, mas pouco vitoriosos) por bilionários de países com pouca

expressão no futebol. Citando o Chelsea, Roman Abramovich, o seu dono, no início de

sua empreitada utilizou-se de recursos desmedidos para montar suas equipes, só conseguindo

seu principal objetivo, que era a conquista da Liga dos Campeões, em 2012.

Hoje, por causa do Financial Fair Play da UEFA, não é mais possível gastar tanto como

em temporadas passadas. Entretanto, estes times agora subjugam times outrora tradicionais,

como o Milan, por exemplo, que agora também é comandado por um dono oriundo

de um país sem expressão no futebol (Bee Taechaubol, tailandês que comprou 48%

das ações do clube), mas com recursos suficientes para contratar jogadores. Na prática:

quanto maior o recurso, melhores são os jogadores, e há uma maior probabilidade de

ganhar campeonatos. É um modelo de gestão? Talvez, se os recursos não forem usados

apenas para contratar jogadores, e sim investidos também em pagamento de dívidas,

categorias de base, instalações, dentre outros investimentos. Entretanto, está mais para

“Lei da Selva”. O mais forte vence.

Outra questão que norteia a gestão dos clubes de futebol são empresas de outros ramos

que atuam como parceiras dos clubes ou são donas de um. O Bayern de Munique é um

clube que tem suas ações divididas entre 3 grandes empresas: Adidas (a patrocinadora

dos uniformes), Audi e Allianz (que tem o naming right da arena do clube). O que já

demonstra uma preocupação com questões de Governança Corporativa e prestação de

contas para os acionistas, como é feito em empresas “normais” e que deveria ser feito

sempre em clubes de futebol (que deveriam ser empresas “normais”). Outra característica

importante do clube alemão são os diversos cargos administrativos do clube compostos

e exercidos por ex-jogadores (obviamente, capazes para exercer os cargos), o que

se torna um diferencial para a instituição, por trazer pessoas com conhecimento dentro

e fora de campo para um melhor desempenho gerencial.

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“O Internacional é talvez o melhor exemplo de gestão de um clube no país

(Brasil), por apresentar diretrizes estratégicas para o público, além de se

manter em um nível financeiro aceitável já a alguns anos”

Não é a toa que o clube é o mais forte da

Alemanha, sem praticamente adversários a

altura, seguidamente campeão nacional e candidato

a conquistar a Liga dos Campeões em

todos os anos, pelo menos a sete ou oito temporadas.

Um adendo a gestão do time alemão,

o clube é famoso por contratar os melhores

jogadores dos adversários, enfraquecendo-os.

A ligação entre clube e outros tipos de

empresa é uma forma de gestão bastante

utilizada no futebol. No caso de empresas

que são donas de clubes, podem ser citados

como exemplo o Bayer Leverkusen (Bayer),

Wolfsburg (Volkswagem) e PSV (Phillips).

Outros exemplos desta ligação são as chamadas

“co-gestão”, onde no Brasil existem dois

exemplos bem práticos. Um caso clássico do

país é a famosa parceria entre a Sociedade

Esportiva Palmeiras e a empresa de laticínios

Parmalat, parceria esta que durou entre os

anos de 1992 e 2001. Durante tal pacto, o

clube conquistou dois campeonatos nacionais,

uma Copa do Brasil, além da Taça

Libertadores da América de 1999. Jogaram

durante este período no clube alviverde jogadores

como Marcos, Cafu, Roberto Carlos,

Edilson e Rivaldo, estes campeões mundiais

com o Brasil em 2002, e outros jogadores

de técnica aprimorada, como Edmundo,

Evair, Cesar Sampaio, Antônio Carlos, Júnior

Baiano e Djalminha, dentre outros, todos eles

com participações em Copas ou convocações

constantes pela seleção brasileira. O outro

caso, o Fluminense Football Club, entre 1995

e 2015, foi patrocinado por empresa de saúde

suplementar chamada Unimed, que também

trouxe títulos e montou bons times para o

clube.

Mas, não podemos chamar esses exemplos

de modelos de gestão. São apenas formas de

manter altos investimentos, que nem sempre

podem dar certo dentro de campo, e se não

houver uma gestão financeira adequada no

que tange a arrecadação de receitas, o clube

pode sofrer dificuldades. O Palmeiras, por

exemplo, acabou rebaixado para a segunda

divisão do campeonato brasileiro justamente

no ano que a parceira se desfez, já que não

houve uma preparação do clube para a extinção

dos recursos oriundos da empresa. Já no

Fluminense, o clube conseguiu títulos importantes,

como dois nacionais, apenas nos anos

finais da parceria.

Ainda no Brasil, os exemplos citados

acima não são os únicos no país do futebol.

Entretanto, a maioria dos exemplos não se

tornou tão notórios quanto estes. Mas, o

Corinthians talvez tenha sido o time com

mais parcerias de co-gestão, de bancos a

investidores estrangeiros, todas elas obtendo

sucesso esportivo para o clube, mas depois

de suas saídas, deixando-o em dificuldades.

Somente, em 2008, após o rebaixamento, o

clube paulista buscou novas fontes de receitas

e a valorização da marca (com Ronaldo como

garoto propaganda, por exemplo), atraindo

patrocinadores mais fortes e não dependendo

de tal modelo de gestão. Porém, após a

conquista da Libertadores e do Mundial de

2012 (o clube vinha em uma sequência de

títulos desde 2008), os relatórios financeiros

de 2013 e 2014 evidenciaram reduções nos

lucros operacionais nos dois anos, corroborando

assim com o fato de que o desempenho

esportivo impacta no resultado financeiro.

Outros clubes brasileiros possuem singularidades

em suas gestões. São Paulo e Santos

são exemplos de clubes que investem bem

em suas categorias de base, sempre lançando

algum jogador nas temporadas. Em referência

ao Santos, conhecido por formar grandes

jogadores (por acaso, Pelé), o último grande

astro, Neymar, ajudou o clube a aumentar

suas receitas nos períodos em que o mesmo

se tornou o grande jogador da equipe, aliado

também a conquista de títulos, como a

Libertadores da América de 2011. Entretanto,

o após a sua saída para o Barcelona, o Santos

não conseguiu manter os resultados financeiros

anteriores.

O Internacional é talvez o melhor exemplo

de gestão de um clube no país, por apresentar

diretrizes estratégicas para o público, além

de se manter em um nível financeiro aceitável

já a alguns anos. Por fim, o Flamengo,

maior clube do país em torcida, mas conhecido

por suas gestões temerárias, agora vem

se adequando a questões financeiras, tendo

como prioridade a redução de suas dívidas e

o alcance do equilíbrio financeiro. Entretanto,

no futebol brasileiro, falar de boas gestões

é falar de casos esporádicos, pelo menos

em tempos não muito distantes. Agora, os

clubes visualizaram que poderá haver uma

tragédia no principal esporte do país se não

se adequarem a certas práticas de governança

e de gestão, principalmente a partir

da promulgação da Lei nº 13.155/15, que

traz em seu escopo “princípios e práticas de

responsabilidade fiscal e financeira de gestão

transparente e democrática para as entidades

desportivas profissionais de futebol”. Mas,

o esporte ainda se encontra muito aquém do

que realmente deveria ser.

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Talvez o modelo de gestão mais enraizado

em um clube e bastante característico, além

de servir de exemplo nos dias atuais, seja o

do Barcelona. Investir em talentos próprios,

comprar jogadores que se adéquam ao modelo

de jogo e a quantidade de sócios existentes

são marcas características do clube catalão.

Ademais, o livro “A bola não entra por acaso”,

do próprio Ferran Soriano, um dos responsáveis

pelo acesso do Barcelona ao patamar que

se encontra hoje, relata como o mesmo transformou

o clube com planejamento estratégico,

com objetivos de longo prazo, valorização da

marca, tratando a instituição como uma grande

corporação. Principalmente na contratação do

capital humano. Treinadores que comandavam

ao estilo de jogo histórico da equipe (como

fizeram Frank Rijkaard e Josep Guardiola),

jogadores que se encaixavam neste modelo e

estrategistas com a mesma visão de futuro que

ele tinha. O clube catalão na conseguiu chegar

ao patamar de hoje, com dois

dos melhores jogadores do mundo (Messi e Neymar) e ser considerado um time temido

por acaso.

Foi um planejamento estratégico realizado com princípios e objetivos claros em três

esferas: social (identificação dos torcedores com o clube), esportiva e financeira. Além

disso, com a paciência necessária para atingi-los. E é claro: uma dose de Ronaldinho

Gaúcho e uma de Lionel Messi ajudaram nesta caminhada.

Não existe um modelo de gestão padrão a ser utilizado em clubes de futebol. Por diversas

questões: tamanho do clube, quantidade de torcedores, se os torcedores são mais

pobres ou mais ricos, região em que se encontra, o país, a forma de jogo, os jogadores

pertencentes ao clube. Inúmeras outras variáveis poderiam ser citadas aqui que impactariam

a gestão de alguma forma. Além dos objetivos de cada clube. Alguns querem

ser o melhor do mundo. Outros, só querem subir de divisão. E ainda há aqueles que

somente desejam ganhar do rival naquela temporada. Assim, determinar um modelo é

uma tarefa extremamente complicada. Até porque, no esporte, para alguém ganhar, outro

tem que perder. Então, mesmo com um bom planejamento, o clube pode não atingir

seu objetivo por causa de um campeonato, de uma partida, de uma derrota, de um gol.

Todavia, se os clubes apenas fizessem o básico, determinar objetivos de curto e longo

prazo (financeiros e não financeiros), analisar pontos fortes e fracos, oportunidades e

ameaças, além de buscar a eficiência financeira, acredito que muitos não se encontrariam

na situação em que estão. Praticamente, algo simples para a atividade empresarial, mas

que Barcelona e Bayern fizeram e fazem com maestria. Os modelos de gestão farão

nascer novos Barcelonas e Bayerns. Mas, os demais se tornarão mais fortes, aumentando

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#101+2

Se quero emagrecer porque devo

dormer cedo?

É o que aconselha um grupo de especialistas da

Universidade Northwestern de Medicina (Chicago,

EUA). Em 2011, eles descobriram que as pessoas

que dormem tarde ingerem ao redor de 250 calorias

a mais que as que dormem cedo. O motivo, segundo

suas observações, é que essas pessoas recorrem a

comidas tipo fast food e tomam mais bebidas açucaradas.

No fim das contas, essas calorias adicionais

podem nos fazer engordar... 900 gramas por mês!

Quais são as 4 máquinas que queimam mais

Passadeira:

Bem usado é um dos meios que consome mais calorias. O

principal inconveniente é o impacto das passadas nas pessoas

com excesso de peso, mas pode-se sempre aumentar

a intensidade através do aumento da inclinação e sem correr.

A posição em pé não favorece especialmente o retorno

venoso por isso não se recomenda em pessoas com má circulação.

Ideal para desportistas avançados. Mas, é preciso

ter cuidado com os níveis de intensidade

Elítica:

A máquina mais equilibrada entre consumo calórico,

eficiência e possibilidade de utilização por todos os públicos.

Permite trabalhar trem superior e inferior e isso possibilita

um alto consumo calórico e um exercício mais

completo.

Bicicleta ergonómica:

Ideal para todos os níveis físicos, a intensidade regula-se

facilmente. Fácil de utilizar, sem técnica específica, sendo

apenas importante colocar a altura certa do selim e aprender

a manter uma cadência elevada de pedalada.

Remo:

Não é muito popular mas é um dos meios mais interessantes.

Equilibra a musculatura física das costas, aquela que

habitualmente não trabalhamos e isso favorece uma boa

posição corporal. Por estarmos sentados o retorno venoso

é facilitado e as pulsações não sobem tanto como quando

corremos. O principal inconveniente é que requer uma boa

técnica de execução.

E porque devo dormir por mais horas?

Segundo uma pesquisa liderada em 2014 pelo médico

Hengyi Rao, da Universidade Pensilvânia (EUA), a

falta de sonho produz alterações na parte do cérebro

que nos ajuda a decidir [a chamada salience network,

uma rede neural relacionada aos estímulos emocionalmente

importantes]. E essas modificações nos incitam

a consumir mais gordura e menos carboidrato,

algo que, com o tempo, acarreta aumento de peso.

Posso ou devo deixar o meu cão ou gato

dormir comigo na cama?

A resposta é sim, você pode deixar o seu melhor

amigo dormir na sua cama. A companhia dos cães

traz tranquilidade, sossego e auxiliam a diminuir a

ansiedade que é gerada no cotidiano. Além disso,

algumas pesquisas já demonstraram que os cães

podem diminuir a ansiedade nas pessoas de forma

geral. Paralelamente, vários estudos apontam para

que existam fortes indícios que partilhar a cama com

um animal de estimação ajuda a regular o sono.

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#101+2

40%

Percentagem máxima de

magnésio absorvida pelo corpo

através dos alimentos

O sexo altera a performance desportiva?

Quase desde sempre que os treinadores das mais diversas modalidades

defendem a ideia de que a atividade sexual antes de um evento desportivo

é prejudicial ao desempenho físico do atleta .

Esta teoria, teve origem nos técnicos de boxe, que afirmavam que o

sexo na véspera da luta enfraqueceria as pernas dos lutadores. Inclusive,

Muhammad Ali era conhecido por se abster de actividade sexual por

várias semanas antes de uma luta.

As razões para esta cresça são diversas, por um lado, afirma-se que,

após a relação sexual, os níveis de testosterona diminuem, prejudicando

o desempenho. O argumento é que níveis mais elevados de testosterona

contribuem para um maior nível de agressividade e vitalidade que, por

sua vez, podem melhorar o desempenho desportivo. Acredita-se também

que o sexo causa demasiado dispêndio energético, podendo causar fatiga

antes de um jogo e afetando a capacidade fisiológica ou o desempenho

desportivo de forma negativa.

Desmistificando os mitos

Hoje sabe-se que sexo antes das competições não é prejudicial, mas é

inclusive benéfico. O desgaste energético que a atividade sexual produz

não é tão preponderante quanto se possa pensar (especialmente se houver

uma noite de bom descanso). O sexo antes de competir pode inclusivamente

é benéfico porque relaxa, baixa a ansiedade e aumenta a sensação

de conforto e a segurança para a prova desportiva. No caso das mulheres,

além disso aumenta os níveis de testosterona, o que pode contribuir para

melhorar o rendimento.

O desgaste energético?

O dispêndio energético (calórico), em média, de uma relação sexual

(sexo com penetração), em uma relação sexual contínua, sem intervalos,

até ao orgasmo pode custar cerca de 250 calorias por hora, ou seja, cerca

de 4 calorias por minuto.

Mas isso pressupõe uma taxa constante de consumo, ou perda, de calorias,

durante um período fixo de uma hora. É pouco provável que meros

mortais tenham a habilidade de proceder de tal forma, continuamente,

sem intervalos, durante todo esse tempo. Para se ter uma ideia, numa

relação sexual um homem leva, em média, entre cinco a dez minutos para

atingir o orgasmo.

Nesse caso gastaria entre 20 a 40 calorias, o que seria equivalente a subir

e descer alguns lances de escadas. É muito improvável que tais dispêndio

energéticos, que são insignificantes, possam diminuir o desempenho de

um atleta no dia da competição.

Sexo, Mulheres e Performance!

Relativamente às mulheres, segundo um estudo feito por Barry

Komisaruk, de “Rutgers University” em New Jersey, o orgasmo pode

ajudar a combater a dor muscular até 24h após o mesmo, ou seja, nas 24h

seguintes à mulher ter um orgasmo, tem uma maior resistência à dor, o

que é óptimo para fazer mais repetições de musculação, treinar com mais

intensidade, logo, ter melhores resultados.

Sexo, Homens e Performance!

Relativamente aos homens, o sexo promove um aumento de testosterona

que está relacionado com aumentos de força e tamanho muscular.

Emmanuele A. Jannini professor de endocrinologia na Universidade de

L’Aquila em Italia., refere mesmo, que “ depois de 3 meses sem sexo,

o que não é muito comum entre atletas, os níveis de testosterona de um

atleta descem a níveis muito próximos de uma criança”, o que não é nada

benéfico para qualquer atleta. Em diferentes estudos, foi comparada a

performance de atletas que se abstiveram de sexo, com outros que se

mantiveram activos sexualmente. Os objectos de estudo foram: força,

resistência aeróbia e VO2 máximo e nem um grupo nem outro tiveram

vantagem, sugerindo que o sexo não influência em nada a performance.

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Porque usar o

cromo para

melhorar o

desempenho

desportivo?

A resistência à insulina é um efeito

negativo do cortisol, altos níveis de

cortisol fazem com que os músculos

fiquem menos sensitivos à insulina (tal

como acontece com a testosterona). A

insulina é importante para permitir a

entrada de carboidratos, aminoácidos

e outros nutrientes importantes(como

a creatina), dentro da célula muscular.

Esta hormona também tem um papel

chave no processo da síntese protéica.

Resumindo: a ação do cortisol limita

o crescimento muscular e estimula a

quebra de massa muscular. Como se

não fosse suficiente, o cortisol ainda

faz o corpo produzir uma quantidade

maior(e desnecessária) de insulina, o

que pode levar ao acúmulo de gordura.

O cromo é um mineralque é mais

conhecido pela sua habilidade de

encorajar a perda de gordura e ajudar

os tecidos do corpo a extrair os

nutrientes da corrente sanguínea com

mais facilidade, ajudando os efeitos

da insulina. Existe evidências de que

o cromo pode diminuir os níveis de

cortisol.Aumentar a sensibilidade à

insulina é outra função importante do

cromo. Ele interage diretamente com

os receptores de insulina nos músculos,

permitindo-os responderem

melhor, o que resulta em um maior

ganho de massa muscular, devido ao

aumento de nutrientes importantes

como proteína, carboidratos entrando

nos músculos com maior facilidade.

Quais os melhores suplementos

para emagrecer?

ALCACHOFRA

Pode ser consumida em cápsulas, chá ou cozida.

Pelas vitaminas A, do complexo, B e os sais minerais

incentiva o fluxo da bílis, fundamental para

desintoxicar o organismo. É antioxidante, regula

o fígado, ajuda a reduzir o índice glicémico e o

colesterol.

CLA – ÁCIDO LINOLEICO CONJUGADO

É recomendado como suplemento a deitas de

emagrecimento ou para melhorar o desempenho

desportivo, contudo, não reúne consensos e deve

ser tomado com precaução. Tem propriedades

antinflamatórias, antioxidantes, reduz a gordura e

aumenta o metabolismo da massa muscular.

EXTRATO DE CHÁ VERDE

As suas folhas estimulam a lipólise, responsável

por queimar gorduras, e termogénese, que ajuda

a libertar o calor da transformação de calorias

em energia. Isto ajuda a elimnar a gordura e

limita o armazenamento de glícidos e lípidos no

organismo. Fortes propriedades antioxidantes e

diuréticas.

L-CARNITINA

É importante no metabolismo das gorduras, especialmente

porque trabsforme os ácidos gordos em

energia. Aumenta o colesterol bom, reduz os triglicerídeos

e previne as doenças cardiovasculares.

Ajuda a emagrecer, diminui gorduras e tonifica os

músculos.

Porque bocejamos quando estamos

a praticar exercício físico?

O bocejo não é mais que um mecanismo

do corpo para lidar com o esforço

e o sobreaquecimento do corpo e do

cérebro!

Como durante os treinos o esforço é

considerável alto e vai aumentando a

temperatura do corpo, o cérebro vai

tentando adaptar-se a esta realidade, e

usa todos os mecanismo para refrescar

e baixar a temperatura do corpo, e

CRÓMIO

Este mineral reforça a função da insulina ajudando

a manter estáveis os níveis de glicose no

sangue. Quando ligado a um aminoácido, mantém

o metabolismo estável o que ajuda a queimar

gorduras, a perder peso e a aumentar a massa

muscular.

artrite. Correr não tem de ser prejudicial para os

seus joelhos.

Quais os benefícios do iogurte?

É benéfico se se estiver a tomar antibióticos

devido ao seu conteúdo em bactérias saudáveis

que contribuem para repor a flora bacteriana que é

prejudicada pelo consumo destes medicamentos.

É um alimento equilibrado quanto ao seu conteúdo

de proteínas e hidratos de carbono, pelo só

engorda se tomado misturado com condimentos

pouco saudáveis. Deve-se optar por iogurtes naturais

e sem açúcar.

Facilita a digestão devido ao seu conteúdo em

bactérias benéficas.

É bom para a pele. Proporciona as proteínas

necessárias para manter a pele firme, mas também

é uma excelente máscara, quando aplicado diretamente

sobre a pele.

Porque não deve comer barras de

cereais se quer emagrecer?

As barras de cereais, apesar de saborosas e apelativas,

estão impregnadas de açúcares e gorduras,

que além de não fazerem bem à sua saúde, ainda

dificultam a perda de peso.

O melhor é mesmo evita-las o mais possível!

acontece o bocejo; a isto, temos ainda

que a sobrecarrega dos músculos,

aumenta a necessidade de oxigénio,

assim como o cérebro, que precisa de

maiores quantidades de “ar” funcionar

de forma eficiente.

Ao bocejar está a receber oxigénio

extra, o que aumenta o fluxo sanguíneo

para o cérebro e reduz a temperatura

corporal e, em específico, do seu cérebro.

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#101+2

Quais os melhores exercícios para os

ciclistas fora das bicicletas?

Para teres o máximo rendimento na bicicleta não podes só pedalar e

potenciar a musculatura no ginásio…

Há zonas musculares com tendência para o encurtamento, devido à

postura em cima da bicicleta e porque o próprio exercício as tonifica

mais, pelo que perdemos a mobilidade de que precisamos para uma boa

técnica a pedalar. Para ganhar amplitude de movimento, evitar problemas

musculares e afugentar o fantasma das lesões, faz estes 10 exercícios de

flexibilidade sempre que possível.

ALONGAMENTO ISQUIOTIBIAIS

Para começar apoie-se numa perna com o seu joelho ligeiramente dobrado,

coloque a sua outra perna à frente cerca de 30 cm, com o joelho

fixo no local, levante a ponta dos pés em direção à tíbia (dorsiflexão).

Depois coloque uma mão em cada um dos quadris, com os cotovelos

ligeiramente dobrados, a sua zona lombar ligeiramente arqueada para a

frente, continue de forma lenta a inclinar a parte superior do seu corpo

(torso) para a frente, focando-se em sentir os seus isquiotibiais.

Não dê impulsos, mas continue a inclinar o seu torso para a frente de

forma lenta até que não consiga ir ainda mais para a frente, mantenhase

nessa posição durante 10 a 20 segundos antes de regressar à posição

inicial. Repita com a perna oposta.

ALONGAMENTO ADUTORES

Para alongar os músculos adutores, comece por colocar-se em pé, com

os pés aproximadamente à largura dos ombros e com o pé esquerdo a

apontar para fora.

Abaixe o corpo (quadris) até atingir uma posição de meio agachamento,

dobrando o joelho direito ao mesmo tempo que vai deslizando o pé

esquerdo para fora, para a esquerda de forma a manter o joelho esquerdo

reto.

Ao descer para baixo, coloque as mãos em cima do joelho direito como

forma de apoio e equilíbrio (ou agarre-se a um objeto fixo para se equilibrar).

A seguir repita o mesmo procedimento com a perna oposta.

ALONGAMENTO DOS GÉMEOS

Existem várias formas de exercitar os gémeos:

De pé diante de uma parede, árvore ou coluna. Coloque um pé contra a

parede de maneira que a ponta esteja o mais elevada possível, o calcanhar

permanece no chão. Incline para frente o tronco, você deveria sentir o

alongamento em toda a parte posterior e inferior da perna. Permaneça no

mínimo 30 segundos e no máximo tudo o que puder.Repita do outro lado.

Sentada no chão. Uma perna esticada, a outra pode estar flexionada.

Pegue uma toalha e coloque-a na ponta do pé da perna que está estendida.

Puxe com a toalha em direção ao seu corpo. Mantenha por pelo menos 30

segundos e repita do outro lado.

De costas para o chão. Uma perna flexionada com o pé contra o chão, a

outra esticada apontando para o teto com a sola. Pegue a toalha e passe-a

pela planta do pé. Puxe a ponta deste para baixo, de maneira que se dirija

ao joelho. Não se esqueça de repetir do outro lado.

ALONGAMENTO QUADRÍCEPS

Comece por colocar-se em pé com a cabeça levantada, depois de forma

lenta, vá levantando uma perna para cima atrás de si. Quando conseguir,

agarre o seu tornozelo e puxe-o para cima, tentando tocar com o calcanhar

na sua nádega.

Se não tem experiência em alongar os quadríceps, então use a mão oposta

para se equilibrar segurando-se com força numa barra ou peça de equipamento

de musculação fixa.

ALONGAMENTOS ROTADORES EXTERNOS DA COXA

Pode fazer este exercício de várias formas:

Sente-se com uma perna estendida em sua frente. Traga o tornozelo da

outra perna na direção do peito, mantendo o joelho voltado para longe

de seu corpo.

Deite-se de bruços. Traga o tornozelo de uma perna para cima em direção

a seu estômago, permitindo que o joelho se estenda para fora e deixando

a outra perna atrás de você. Incline-se para baixo em sua perna dobrada.

Deite-se de costas com os pés no chão, em sua frente, com os joelhos

dobrados. Traga o tornozelo de uma perna e coloque-o sobre o joelho da

outra perna, permitindo que o joelho da primeira perna se estenda para

fora. Suavemente, levante o pé da perna para fora do chão, mantendo o

tornozelo da primeira perna ligado ao joelho da perna estendida.

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Treinos em Jejum ajuda a emagrecer?

Treinar em jejum não tem qualquer efeito na perda de peso; foi essa a

conclusão que um estudo publicado pela journal of international sports,

que dividindo dois grupos de participantes em sessões de cardio, estando

desses grupos em jejum e o outro não, não se verificaram diferenças na

perda de peso, entre esses dois grupos. Treinar em jejum pode inclusive

ser bastante prejudicial à saúde.

Porque devo incluir óleo de coco na minha alimentação?

O óleo de coco é um excelente alimento complementar principalmente

para queimar gorduras, já que apresenta na sua composição altos índices

de acido laurico, acido miristico e acido caprilico, entre outros. Tem ainda

inúmeras substâncias benéficas para a saúde e para o fortalecimento do

sistema imunológico, como são os casos dos ácidos graxos e o glicerol.

Quero perder peso, devo pesar-me diariamente?

Ao contrário do que era esperado, a resposta é sim, pelo

menos contando com os resultados de um estudo de uma

equipa da Universidade de Cornell (EUA) publicado na

revista científica Journal of Obesity, que afirma que

este hábito é eficaz na perda de peso e especialmente na

manutenção dos resultados alcançados entre os homens.

Assim, deve subir à balança, registar o peso por escrito e

comparar os pesos obtidos. Uma obsessão saudável portanto!

Qual a quantidade de água que devemos ingerir diariamente?

As recomendações de ingestão de água diária estabelecidas

pela Autoridade Europeia da Segurança Alimentar

(AESA) são, de forma geral, de 2 a 2,5 litros por dia para

as mulheres e homens adultos respetivamente (dependendo

também do seu estado físico, da atividade física e

das condições ambientais de cada momento).

O que é considerado desidratação?

Correspondente a uma perda de líquidos na ordem dos

2% da massa corporal.

Qual o impacto da desidratação no corpo?

Perdas de líquidos acima dos 2% da massa corporal têm

um tremendo impacto sobre o desempenho físico, e pode

afetar o humor e as habilidades cognitivas, tais como a

coordenação visual-motora, atenção e a memória a curto

prazo. Para além disso, a desidratação pode alterar a

atividade cerebral e função de certos sistemas de neurotransmissores

envolvidos no processo cognitivo, assim

como dificultar a permeabilidade da barreira cerebral.

Quem deve aumentar a ingestão de líquidos diária?

Em primeiro lugar, todas as pessoas (atletas ou não) cuja

a ingestão está abaixo do recomendável. Num segundo

grupo, pessoas que seja especialmente propensas a enxaquecas

ou a dores de cabeça devem igualmente aumentar

a ingestão de água, já que pode ajudar a reduzir a

intensidade e o número de episódios.

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#101+2

ALL BLACKS: COMO UM PAÍS TÃO PEQUENO TEM TAXAS DE

VITÓRIA ACIMA DOS 90%?

A equipa da Oceânia é uma máquina de jogar râguebi. Ganhou 53

dos 58 jogos que disputou nos últimos quatro anos, o que lhe vale

uma taxa de sucesso equivalente aos 91%, permanecendo em 87%

se falarmos dos últimos 10 anos e em 84% se retrocedermos duas

décadas. Domina completamente o Rugby Mundial.

Os All Blacks têm a sua origem num pequeno território ocupado por

apenas 4,5 milhões de habitantes, mas a sua garra parece imbatível.

“Somos poucos, mas o râguebi é tudo: é a nossa cultura, o modo

como nos apresentamos ao mundo; (…) nós nascemos com uma

bola oval debaixo do braço e jogamos desde o jardim de infância”,

explica o internacional dos anos oitenta, Bruce Hemara.

O primeiro jogo de râguebi na Nova Zelândia realizou-se em 1870,

sendo que em 1892 foi fundada a primeira liga com dez equipas.

Apenas uma década passou até se formar a seleção, em 1903. A

primeira vez que a seleção neozelandesa

viajou até à Europa e

aos Estados Unidos jogou 31

jogos e ganhou 30, marcando

976 pontos e sofrendo apenas 59.

Um terço da equipa de Steve Hansen é indígena, sendo alguns jogadores

originários das Fiji, Tonga ou Samoa. “A génetica ajuda-os

muito, pois têm uma forte envergadura que também influencia o

seu caráter. Têm um combinação perfeita. A faísca, o improviso, a

imaginação e a disciplina. Eles são um exército que joga bonito. No

final, eles jogam um râguebi moderno, que prevalece e que todos

tentam imitar”, acrescenta Albert Malo.

Os All Blaks são uma exelente mistura de versatilidade, técnica e

entendimento do jogo, tudo características do jogadores neozelandeses,

que desde pequenos são ensinados a jogar em qualquer posição.

Tudo isto assente na tradição e na identidade nacional que se reve

num desporto viril como é o Rugby.

Como calcular o teu VO2 máximo (simples e sem maquinas)?

VO2 max é a capacidade máxima do corpo de um indivíduo em transportar e metabolizar oxigênio durante um exercício físico incremental;

é a variável fisiológica que mais reflete a capacidade aeróbica de um indivíduo. A sigla é derivada de “Volume de Oxigênio (O2) máximo”,

no entanto essa variável expressa FLUXO, ou seja, volume por unidade de tempo, geralmente por 1 min. É uma grandeza expressa em litros

de oxigênio por minuto (l/m) de forma absoluta, e em mililitros de oxigênio por quilograma por minuto (ml/kg/min) de forma relativa ao

peso do indivíduo. A forma relativa geralmente é usada para comparação entre diferentes atletas.

Como calcular então?

Primeiro é necessário um aquecimento inicial de 4 ou 5 minutos a trote e fazer de seguida 1,6km de corrida a um ritmo alto e constante

até ao final.

Regista o tempo (T) que demoraste (em forma decimal, ou seja 6´30” é 6,5) e controla as tuas pulsações/minuto mal termines (PM) com um

cardiofrequencímetro (ao parar baixam rápido e desvirtuam-se se as contares no pescoço ou pulso).

É ainda preciso saber o peso em kg (P). E, por fim basta aplicar a fórmula para obteres o teu VO2 máximo em ml/kg/min, que está em baixo.

VO2 máximo = 108, 884 – P (0,1636) – T (1,438) – PM (0,1928)

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Olímpi

Rio16

Onde estão as

Medalhas?

Diogo Sampaio,

Colunista e Director Desporto&Esport d_sampaio@desportoeesport.com

A

5 de Agosto deste ano, a

cidade do Rio de Janeiro,

tornar-se-á na capital mundial

do desporto, onde todos os

maiores campeões do mundo,

competirão pelo pódio e pela

honra de regressarem a casa com

uma medalha ao peito. Desde o

momento da sua génese, há cerca

de 2.700 a.C. e na nova era no início

do sec. xx, os jogos Olímpicos

assumiram um papel fundamental

na vida contemporânea. Não

só desportivamente, mas também

uma proeminência social e política,

e a globalidade e mediatismo

atual, aumentaram ainda mais a

sua importância. Pela primeira

vez, os grandes jogos serão realizados

num país de língua oficial

portuguesa, o que acarreta maior

responsabilidade e expetativa para

toda a lusofonia. Neste primeiro

especial dedicado ao tema, evidenciamos

onde podem estar as maiores

probabilidades de medalha

para Portugal e Brasil. De Nelson

Évora a Marcus Vinícius, passando

por Telma Monteiro ou a

gémeas Vicente, traçamos o perfil

dos principais candidatos aos

pódios.

Os Olímpicos de Portugal e Brasil

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cos

#João Rodriguês (PT)

O velejador, João Rodriguês, assegurou uma vez mais a presença num jogos Olímpicos, desta vez na modalidade de RS:X (prancha à

vela). Esta será a sétima participação olímpica consecutiva do madeirense, que era desde Londres2012 o mais português com mais presenças

em Jogos. No seu currículo, João Rodrigues tem títulos mundiais e europeus, a ainda o sexto posto em Atenas2004, o seu melhor

resultado nos grandes jogos. Com 44 anos, a sua experiencia pode ser a sua mais-valia, fazendo dele uma das maiores figuras lusas e uma

das que cria mais expetativa.

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#Marcus Vinícius (BR)

Com apenas 17 anos (já terá 18 durante a competição), Marcus

Vinícius, é uma das principais esperanças brasileiras para o ouro

olímpico. O carioca revelou-se um talento precoce, e com apenas 14

anos, foi descoberto em uma seletiva tradicional de altelas em 2012,

chamando a atenção de um dos maiores especialistas do tiro com

arco, o sul-coreano Heesik Lim, então técnico da seleção brasileira.

Segundo o antigo selecionador brasileiro da

modalidade, Marcus tem um talento raro para

a modalidade, e alia-a ainda um poder de concentração

invulgar e invejável!

Apesar da tenra idade e de apenas praticar

tiro com arco há dois anos, ele acabou por

ser o escolhido, e dois anos depois, a aposta

mostrou-se logo acertada, com a medalha de

prata na Olimpíada da Juventude e o segundo

lugar no mundial em 2014 e, atualmente, aos

17 anos, já é o sexto melhor arqueiro do mundo no ranking. E, ajudou

ainda o Brasil a quebrar um

jejum de 32 anos na modalidade com o bronze por equipes no Pan

de Toronto, no ano passado.

Um forte indício da expetativa que recai sobre o jovem, é a sua

popularidade na cidade do Rio, basta dizer que já se esgotaram todos

os bilhetes para as duas sessões da primeira fase do tiro com arco.

Sendo que a modalidade de tiro, nunca teve grande tradição em terras

de vera cruz, e uma medalha olímpica seria inédito; ser um filho

da casa a consegui-lo seria histórico.

Marcus é alheio aos temas comuns dos jovens da sua idade, como as

festas ou as saídas com amigos, ou a faculdade e no caso do brasil,

qual a nota no seu “vestibular”. O carioca dedicou a sua adolescência

“NO TIRO COM ARCO, VOCÊ NÃO PODE BOTAR A CULPA NO JUIZ,

NO GOLEIRO, NO TREINADOR, NEM NO ADVERSÁRIO. A RESPONSABILIDADE,

NO SUCESSO OU NA DERROTA, É TODA MINHA”

MARCUS VINÍCIUS

ao desporto e às flexas, com pelo menos 6 horas de treino diário, e

um mínimo de 400 tiros. O esforço tem valido a pena, Marcus já com

um lugar assegurado, sonha com o dia que poderá competir com a

“torcida” brasileira do seu lado, serão 70 mil pessoas na arena, “Fico

tentando imaginar como vai ser, penso tanto nisso que às vezes acordo

no meu quarto achando que estou atirando lá no Sambódromo”.

O futuro é dele!

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#Telma monteiro (PT)

“A partir do momento a minha cabeça já está nos Jogos Olímpicos”, esta é a determinação na número 3 do ranking e

vencedora do ultimo grand slam de paris. A judoca de 29 anos, é a principal esperança portuguesa para a medalha de

ouro nos próximos jogos, e ao contrário do habitual, ela puxa para si essa pressão. Excelente pronuncio para a sua terceira

participação nas olimpíadas, daquela que já foi campeã da europa e do mundo.

#Nelson Évora (PT)

“Ainda estou vivo”, foi assim que o português comentou o último lugar do pódio, com um último salto de 17,52 metros, nos campeonatos

do mundo. Como o próprio sublinhou, “é super importante esta medalha, depois de tudo o que passei, depois de tantas lesões, de tanta gente

sem acreditar. Agora, tenho de agradecer a todos os que me ajudaram, os médicos, os meus patrocinadores, a minha família, graças a eles me

mantive vivo”. Évora olha agora apenas para os Jogos Olímpicos de 2016, onde assume que vai “dar o melhor” para “trazer uma medalha”,

uma segunda medalha, relembrando que o luso já tem do seu palmarés uma medalha de ouro em Pequim, tendo falhado Londres, por lesão.

Um campeão que renasceu de novo após as dificuldades!

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#Patrick Lourenço (BR)

O jovem de 21 anos, quando era criança,

sonhava como quase todos os meninos em

ser jogador de futebol, mas tudo mudou

quando conheceu uma academia de boxe, e

sentiu uma imediatamente paixão por este

desporto. Os seus objetivos mudaram, e ele

hoje, é um dos atletas brasileiros que suporta

diariamente as cargas mais duras de treino

para aperfeiçoar os movimentos e melhorar

o rendimento, e é um dos principais favoritos

às medalhas no Rio16. O campeão Pan-Americano de 2013 e quinto

colocado no ranking Mundial nasceu na cidade base dos jogos olímpicos

mas mudou-se à quase 6 anos para São Paulo onde tem vindo

a aperfeiçoar a sua técnica. Admirador de Roy Jones Jr de quem diz:

“Mesmo tendo sido campeão mundial em categorias de peso muito

acima da minha, acho que a forma dele de lutar encheu os olhos de

86 • Desporto&Esport • www.desportoeesport.com

“É CLARO QUE CRIA UMA CERTA PRESSÃO E EXPECTATIVA DE SEMPRE

DAR BONS RESULTADOS, MAS AÍ LEMBRO QUE TEM MUITAS PESSOAS ACREDITANDO

E TORCENDO POR MIM. OS GRANDES CAMPEÕES SEMPRE ESTÃO SOB PRESSÃO

E SE EU QUISER SER UM GRANDE CAMPEÃO UM DIA, TENHO QUE

CONVIVER COM ISSO.”

PATRICK LOURENÇO

todos os amantes do boxe nas últimas décadas.” Lourenço começou

aos 13 anos com um vizinho chamado Gabriel, que já treinava boxe

a alguns anos, uma paixão que foi em cresceu e que teve um salto

técnico com Raff Giglio, o seu treinador e também um figura paterna

que soube dar ao “carioca” não só as bases do boxe mas como da

vida. Com apenas 21 anos é mais que provável que ele siga o profissionalismo

após os jogos.

#THIAGO BRAZ (Br)

“Centímetro a centímetro, conquistados em um centro de treinamento na cidade de Formia, na costa mediterrânea da Itália,

onde Petrov ensina, Thiago não para de subir no ranking mundial. Desde 2013 ele é detentor do título sul-¬americano”.

Em 2015 chegou à sua melhor marca, 5,86 metros — a terceira do mundo desse ano, que o deixa com enormes expetativas

para as medalhas na cidade do Rio. O recorde mundial no ano, 6,05 metros, é do francês Renaud Lavillenie. São dezenove

centímetros que parecem quilômetros, mas a ambição do brasileiro não é bater recordes. Com os 5,86 metros que alcançou,

ele estaria a 5 centímetros do pódio nos Jogos de 2012. As hipóteses de Thiago no salto com vara são reais e para

isso basta ver que é o seu treinador - o ucraniano Vitaly Petrov, cuja excelência pode ser traduzida pelo nome de antigos

pupilos vencedores: Sergei Bubka, o Pelé da modalidade.


#Irmãs Vicente (Br)

As brasileiras Luana e Lohaynny

Vicente conquistaram a medalha

de prata nas duplas dos Jogos Pan-

Americanos, melhor resultado do badminton

na história do país. As irmãs

Vicente são comparadas às irmãs

Williams do tênis, Serena e Venus.

Pela infância carente, por alguns preconceitos

que sofreram na vida e, claro,

por serem especialistas em um desporto

em que se usa uma raquete. Mas as

suas vidas foram bem mais dificies que

a das americas: “Meu pai era dono do

Chapadão. Os policiais viviam atrás

dele, e tínhamos que nos mudar muito.

Eu não lembro muito da minha infância

em relação à escola, essas coisas,

eu não tinha muito medo porque não

entendia muita coisa. A gente chegou a

morar em 15 lugares em um ano. Tinha

casa que a gente dormia uma noite...

Eu acho que o badminton foi a porta,

a nossa única chance, eu não sei o que

seria da gente se não fosse o badminton.”

Uma felicidade que pode trazer

melhadas em poucos meses!

#Rui Costa (PT)

Rui Costa confessou já por diversas vezes a sua atração pela participação nos Jogos Olímpicos Rio2016, “Seja o Tour ou outra prova grande

é sempre um objetivo. E depois temos os Jogos Olímpicos, que é sempre um objetivo muito bonito e aquela prova que todos querem ganhar

e, podendo estar lá pelo meu país, irei dar o meu melhor”, prometeu o ciclista. E, olhando para as características do ciclista da Lampre, e

campeão do Mundo de ciclismo de estrada em 2013, não podiam ser mais perfeitas para provas de um dia, como será aquela que acontecerá

no Rio de Janeiro. Rápido, resistente e adaptável, o português parte como um dos principais favoritos ao pódio. Talvez consiga fazer ainda

melhor que Sergio Paulinho, que em Atenas conquistou a prata.

Desporto&Esport • www.desportoeesport.com • 87


#Futebol Seleção (PT)

88 • Desporto&Esport • www.desportoeesport.com

#Martine Grael (Br)

“E ESTA NOVA GERAÇÃO TEM PROVADO QUE OS FRACOS E OS

TEMEROSOS DIFICILMENTE TÊM LUGAR... NA EQUIPA. POR ISSO

LHE CHAMEI “GERAÇÃO VALENTE”.”

NUNO DIAS, NA 8 EDIÇÃO DA DESPORTO&ESPORT

Após ter garantido um lugar nas meias-finais do

Europeu de futebol de sub-21, que se disputou

na República Checa, e que acabaria por chegar à

final, a seleção portuguesa conquistou um lugar

nos jogos olímpicos, algo que lhe tem escapado

nos últimos anos. Dificilmente poderá contar-se

que os melhores futebolistas seniores (podem

ser utilizados 3) estejam presentes no Rio de

Janeiro, mas mesmo que assim seja, existe um

real e palpável expetativa na conquista de medalhas, e os futebolistas

lusos e Rui Jorge, deverão mesmo apontar para o ouro. O ressurgimento

das equipas B em Portugal tornou uma vez mais possível o

surgimento e potenciamento dos jovens portugueses, e em pouquíssimos

anos, os resultados estão à vista, Portugal tem a melhor equipa

de futebol de sub-23 do Mundo – afinal goleou a Alemanha no

Europeu. Falta-lhe dar o salto mental para a vitória que falhou no

Europeu. Os portugueses esperam que aconteça no Brasil. Tendo o

mesmo Brasil (e Neymar) como principal entrave a essas aspirações.

“Não tenho dúvidas de que será a maior festa de todas. Representar o Brasil vai ser a realização de um sonho, uma conquista”.

É desta forma que a brasileira aduz a sua participação nos jogos olimpicos. A atual campeã mundial de Iatismo

na classe 49er FX – junto com a parceira e proeira Kahena Kunze – eleita pela Federação Internacional de Vela a melhor

velejadora do mundo em 2014. É a principal favorita à medalha de ouro e uma das atletas, juntamente com a sua companheira,

que mais expetativa gera. Filha do bicampeão olímpico Torben Grael, começou a velejar aos quatro anos de idade

pelo Rio Yacht Club.. É caso para dizer que filha de peixe sabe nadar


#101+2

Se comer espinafres fico forte como o Popeye

Não tão forte, nem será tão fácil conquistar a sua “Olivia Palito” mas

os espinafres são um dos melhores alimentos que pode escolher para

a sua dieta diaira; os espinafres além de fontes importantes de sais

minerais, contêm ferro, potássio, enxofre, arsénico, cobre e iodo, que

atuam na formação e constituição do sangue. Como se não bastasse,

apresentam ainda magnésio, cálcio e fósforo, imprescindíveis ara

fortalecer a massa óssea. A sua composição, e qualidade nutritiva,

reduz o risco de diversas doenças: obesidade, diabetes, cancro, pato

logias cardiovasculares e outras deficiências vitamínicas ou minerais.

A Organização Mundial da Saúde sugere um consumo mínimo

de 400 gramas de espinafres por dia para poder usufruir plenamente

dos seus efeitos terapêuticos

22% de menor espaço que o 1kg de

musculo ocupa em comparação com

1 kg de gordura

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#101+2

Porque correr dá (literalmente) mais anos

de vida?

Quais os erros mais comuns na

musculação

Existem 3 erros básicos muito comuns e perfeitamente identificados que não só prejudicam

o treino como a sua execução pode trazer lesões mais ou menos graves:

DISTRIBUIÇÃO DA CARGA

Nos ginásios, as pessoas realizam exercícios bilaterais com bastante frequente de forma

inadequada (exercícios bilaterais são aqueles em que os dois lados do corpo realizam o

movimento ao mesmo tempo). E isso é um problema importante. Acontece basicamente por

conta de duas questões.

– Posicionamento inadequado: o posicionamento para executar o exercício é essencial para a

eficiência do treino e para a saúde. Quando se realiza um movimento com barra, por exemplo,

as mãos precisam posicionar-se no objeto de forma a distribuir igualmente a carga

entre os braços. Se isso não acontece o movimento será prejudicado em algum dos lados.

– Desequilíbrio do próprio corpo: quando a pessoa possui algum tipo de desequilíbrio lateral

no próprio organismo a distribuição da carga também pode ser afetada. Isso acontece, por

exemplo, em quem tem as musculaturas desequilíbradas – ou seja, é muito mais forte de um

lado do que de outro. Se essa pessoa não prestar atenção, carregará mais carga do lado

mais forte e mesmo a amplitude do movimento será influenciada (o que nos leva ao nosso

próximo item).

Para corrigir esse problema é preciso analisar em qual exercício isso acontece e identificar

qual é o fator limitante.

AMPLITUDE

Esse é o erro mais comum de todos. Qual a real amplitude necessária em cada movimento?

A resposta correta é: o máximo dentro dos limites saudáveis do exercício.

Isso significa que se deve procurar enfatizar o movimento completo, mas sem ultrapassar

a amplitude natural do exercício. Há quem exagere nessa questão, realizando o movimento

para além do que é necessário, por achar que está aumentando o estímulo. Mas, na verdade,

isso acaba transferindo o stress para outras musculaturas, forçando mais as articulações .

EXECUÇÃO

Um movimento, idealmente, tem ambas as fases (inicial e final) ocorrendo de maneira

“igual”: na mesma direção, mas em sentidos opostos.

Isso, apesar de parecer básico, é ignorado por muitos ou realizado de maneira incorreta por

descuido. É possível quebrar essa regra para levantar mais carga – mas, ao fazer isso, tirase

o estímulo do músculo alvo. Ou seja, pensando em hipertrofia temos

um péssimo custo x benefício.

Outro fator que pode prejudicar a execução dos exercícios é o cansaço. Com movimentos

que têm característica isoladora, a fadiga pode modificar o padrão do exercício, às vezes

até configurando um movimento diferente dependendo das mudanças realizadas.

Peças de compressão trazem alguma vantagem?

Os desportistas afirmam que sim, e que são um excelente auxilio para manter os músculos em

um estado perfeito. Os cientistas pensam o contrário, ainda assim, investigadores espanhóis

concluíram que as mangas e meias reduzem a dor muscular em 27%, mas só nos músculos

que estão a cobrir. Na musculação o efeito é ronda apenas o 1%, o que é o mesmo que dizer

que não têm qualquer efeito.

90 • Desporto&Esport • www.desportoeesport.com

A corrida mitiga os efeitos do envelhecimento,

assim como rejuvenesce, literalmente

o corpo. Note-se que estes resultados

não são os mesmos quando se refere

à simples caminhada. Os pesquisadores

especulam que esta diferença reside no

fundo de células musculares. Exercício

aeróbico intenso ou prolongado, como correr,

é conhecido por aumentar o número de

mitocôndrias nas células musculares. As

mitocôndrias ajudam a fornecer energia

para estas células. Então, mais mitocôndrias

permite que as pessoas se movam

por longos períodos de tempo com menos

esforço. Os corredores também podem ter

uma melhor coordenação entre os músculos

do que os caminhantes fazer, o que

significa melhores resultando em termos

energéticos. Um novo estudo realizado na

Clínica Cooper em Dallas, com 55.137 pessoas,

revela que as pessoas que fazem pelo

menos 10 minutos de exercício intenso por

dia diminuem o risco de morte prematura.

Correr diariamente, além disso, diminui o

risco de morte por qualquer causa em pelo

menos cerca de 30%. Também reduz 45%

o risco de sofrer problemas cardiovasculares,

inclusivamente em pessoas com

excesso de peso ou fumadores.


Quanto é o melhor

tempo de descanso

entre series?

Entre 2 a 5 minutos, de preferência

sentado e em total relaxe.

Anabolizantes naturais: aumentam a testosterona

e a performance desportiva?

Os Anabolizantes naturais, que são

uma via natural e legal os esteróides

anabólicos, são constituídos por

ingredientes cujos efeitos na estimulação

dos níveis das hormonas relacionadas

com o desenvolvimento

muscular estão cientificamente comprovados,

e ajudam o corpo a naturalmente

maximizar a produção de

hormonas essenciais ao desenvolvimento

muscular como a testosterona

e hormonas de crescimento. Alguns

dos anabolizantes naturais mais eficazes

são: ZMA, Tribulus Terrestris,

ácido D-aspártico, Macuna Pruriens

e Macuna Pruriens.

Suplementos HMB – Como eles podem beneficiar

a performance desportiva?

Suplementos HMB ou (o quase impronunciável) Ácido beta-hidroxibeta-metilbutírico,

apesar de ser um dos suplementos menos conhecidos

e usados, é aquele que os mais recentes estudos apontam

como tendo maior impacto no aumento da performance desportiva,

principalmente no aumento do crescimento muscular, para iniciantes

da pratica desportiva e para o alivio das dores após treino.

O HMB deriva um dos aminoácidos mais populares no mundo da

musculação: a leucina. O HMB é um metabólito da leucina, ou seja,

é produzido durante o metabolismo da leucina. Aproximadamente

5% da leucina consumida através da alimentação é convertida no

HMB no organismo.O HMB é principalmente comercializado como

sendo um anti-catabólico, isto é, um suplemento que pode ajudar

a reduzir a taxa de degradação das proteínas musculares. A literatura

científica sugere que o HMB tem propriedades que atenuam a

degradação proteica, especialmente em condições em que a pessoa

está mais sujeita a perder massa muscular (dietas restritas, períodos

de jejum ou doenças que aceleram a atrofia muscular).

Desporto&Esport • www.desportoeesport.com • 91


#101+2

O que devo consumir antes das provas?

A realização de uma refeição 1 a 3 horas antes da prova devem ser

garantidos 1-4,5 g de hidratos de carbono por kg de peso. Se a refeição

for realizada 3-4 horas antes da prova, um consumo de 200-300 g de

hidratos de carbono será fundamental para melhorar o desempenho. Pão

de centeio ou mistura, flocos de aveia, batata doce ou algumas receitas

de bolo energético poderão ser boas opções.

O que devo consumir durante as provas?

A ingestão de 30-60 g de hidratos de carbono/hora pode atrasar o aparecimento

da fadiga, melhorando a capacidade de resistência. Estas necessidades

podem aumentar até 90 g/hora em corridas de ultraresistência,

normalmente superiores a 2,5-3 horas. As bebidas desportivas, os géis,

as barras energéticas, suplementos de reposição de eletrólitos, em conjunto

com água, são boas alternativas. Os líquidos que forem consumidos

durante uma corrida com duração superior a 1,5-2 horas devem incluir

sódio (cerca de 3 a 4 g de sódio).

O que devo consumir 1 hora após as provas?

Na primeira hora, é necessário no mínimo beber 250-500 ml de bebida

desportiva à qual se deverá adicionar água. Se possível, procura uma

fórmula que inclua aminoácidos de cadeia ramificada para acelerar a

reparação do tecido muscular (2-5 g).

11% - Salmão

Percentagem de gordura presente no

peixe salmão. Sendo a sua grande maioria

benéfica – entrando na designação de

“gorduras boas”.

O que devo consumir depois das provas?

Nas primeiras 4 horas após o final da corrida, deverá ser consumido entre

1-1,2 g de hidratos de carbono por kg de peso por hora, iniciando a sua

ingestão logo nos primeiros 30 minutos após terminar a prova. Além de

um aporte adequado de hidratos de carbono, é fundamental a ingestão

de quantidades adequadas de proteínas (20 a 25 g), de modo a fornecer

aminoácidos para a recuperação muscular.

Como posso perder 1% do meu peso corporal

em duas semanas?

Simples, basta diminuir o consumo diário em 150 calorias.

Qual a quantidade mínima de hidratos de carbono

que devo consumir?

Para a generalidade das modalidades a recomendação dos especialistas

fixa uma valor entre os os 3-5 g por kg de peso, dependendo da estrutura

do atleta e do esforço diário. Para maratonas, Ultra Trail ou outras provas

de longa duração, recomendação uma ingestão, que varie, entre os 5-10 g

de hidratos por kg de peso por dia.

92 • Desporto&Esport • www.desportoeesport.com


Como posso neutralizar os efeitos pro-inflamatório

de refeições hipercalóricas?

A laranja, mais especificamente, o sumo de laranja é a melhor opção. Esta

é a conclusão de um estudo publicado pela American Journal of Clinical

Nutrition, que parteda premissa de que este tipo de refeições aumenta

a inflamação e o stress oxidativo nas células de indivíduos comum peso

normal.

O cinto traz benefícios para os treinos de musculação?

O cinto é acima de tudo uma ajuda psicológica que faz o praticante sentirse

mais seguro, pelo menos estas são as conclusões dos mais recentes

estudos. No entanto, o cinto pode trazer alguma proteção, principalmente

às costas, para atletas que já sofreram lesões nessa zona do corpo.

Também se pode mostrar benéfico caso se levante cargas extremamente

pesadas. Em caso contrario, não vale a pena o seu uso.

Bebidas energéticas para

desportistas: o melhor e o pior?

A água sempre foi a bebida natural mais adequada para

repor as perdas hídricas, mas muitas pessoas ou porque

simplesmente não gostam muito de beber água simples

ou acham não ser o suficiente para os seus objetivos,

optam por outras formulações mais apetecíveis, ou com

vantagens prometidas (reparar as fibras musculares,

prevenir lesões, perder peso, etc.). Mas existem prós e

contras nestas bebidas, entenda quais:

O pior:

Algumas destas bebidas são demasiado ricas em calorias,

açúcares simples, proteína, edulcorantes, sal, minerais,

vitaminas, ou até mesmo outras substâncias,

como diuréticos ou estimulantes. Um excesso no uso

destas bebidas pode ser prejudicial à saúde, engordar ou

simplesmente prejudicar o treino.

O melhor:

Algumas bebidas facilitam a vida do desportista por

estarem formuladas segundo determinadas necessidades

específicas, e podem ser levadas de forma prática

durante o exercício ou tomadas imediatamente após

para recuperação.

Quais são as 10 musicas que mais

aumentam a performance desportiva?

Uma equipa de cientistas passou três meses a investigar que músicas seriam as

mais adequadas para ajudar um atleta a vencer. Baseando-se em experiências

com o nadador britânico Ben Hooper (que pretende percorrer mais de 3000 km

no final do ano),os investigadores chegaram a dez músicas essenciais:

1. Lose Yourself - Eminem

2. Not Afraid - Eminem

3. Don’t You Worry Child - Swedish House Mafia

4. Hall of Fame - The Script

5. Remember the Name - Fort Minor

6. Stay - Sash

7. We Come 1 - Faithless

8. The Day Is My Enemy - The Prodigy

9. Without Me - Eminem

10. Back in the U.K. – Scooter

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#101+2

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O IMPACTO DO USO DE

CREATINA NO

TREINAMENTO DE FORÇA

Daniel A. Corrêa,

Mestre em Educação Física (UNIMEP) Especialista em Fisiologia

do Exercício-Prescrição do Exercício daniel_corves@hotmail.com

R

ecursos ergogênicos nutricionais são utilizados para melhorar o desempenho

no exercício físico e no esporte. O uso do suplemento alimentar

vem sendo utilizado com intuito de aprimorar o sistema muscular no

ganho de condicionamento físico em respostas ao treinamento (1). A creatina

é um composto encontrados em alimentos de origem animal (carnes, aves

e peixes), que é comercializada em forma de suplementos como monoidrato de

creatina (CrH2O), no qual é fornecida em forma de pó, comprimido, capsula e

liquido estabilizado (2).

A creatina descoberta em 1832 pelo cientista Frances Michel Eugene Crevreaul,

que extraiu da carne um novo composto e assim o nomeou, em 1847 Justus Voin

Lerbig confirmou a presença da creatina na carne animal com maiores concentrações

em animais selvagens em relação a animais de cativeiros e menos ativos.

Em 1927, a creatina fosfata é descoberta no gasto de energia no exercício. Em

1968 a creatina quinase, enzima responsável de catabolizar a fosforização da

creatina (3).

A suplementação de creatina teve suas primeiras aparições no ambiente esportivo

no final dos anos 80 e início dos anos 90, nas Olimpíadas de Barcelona de

1992, vistos nos vencedores das provas de alta velocidade (100 metros), por

Lindford Christie, e 400 metros por barreiras, Slly Gunell (3). A creatina exerce

os seguintes efeitos: melhora a performance das atividades de força e potência

musculares, aprimora as curtas explosões de endurance muscular e proporciona

melhora no aumento na sobrecarga durante o treino (2,4).

Creatina no sistema energético

A creatina é uma fonte de energia presente na contração muscular, aproximadamente

120 gramas de creatina é encontrado em um indivíduo com 70 kg

peso corporal. Seu conteúdo total de creatina é aproximado de 95% que ficam

depositados no musculo esquelético, dos quais 60% a 70% ligados à molécula de

fosfato (P), formando a creatinafosfato ou fosfocreatina (PCr) (5).

Em exercícios que necessitam de alta intensidade e curto período de tempo,

as vias de energias precisam ser rápidas, assim, a necessidade da produção de

trifosfato de adenosina (ATP), responsável de produzir energia no músculo é

acentuada, precisando das reservas de fosfocreatina na ressíntese imediata de

ATP, que são de predomínios em corrida de 30 metros, treinamento de força

máxima, saltos verticais e lutas (6). Neste contexto, o amento da PCr através da

suplementação oral da creatina é um mecanismo para o reabastecimento rápido

ergogênico da PCr, no qual leva a questões de estudos analisar a eficiência da

creatina ao aumento da PCr, podendo melhorar o desempenho em exercício de

alta intensidade e curta duração (5).

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#Creatina

+A PCr é fundamental no processo

da regeneração do ATP, no

qual a enzima creatina quinase

é capaz de catalisar a reação em

dois sentidos, para gerar energia

através da quebra do PCr fornecendo

ATP ao músculo, e/ou

utilizando o ATP mais creatina

para poupar novamente a reserva,

assim, produzindo PCr. No qual

funciona quando as concentrações

de ATP estão baixas, a enzima

entende que é hora de degradar a

PCr para produzir ATP, situação

que ocorre no momento do exercício.

Já no repouso, ou durante

as pausas do exercício intermitente, as concentrações de ATP são

maiores fazendo com que a enzima não precise de ATP e as reservas

de PCr podem ser estocadas (figura 1) (6).

Creatina e o Treinamento de Força

Os protocolos para o uso da suplementação de creatina a praticante

de treinamento de força, são utilizados tanto o método de saturação

(sobrecarga) 20 gramas divididas em quatro dose no período de 5-7

dias, como o método de manutenção que são de 2-5 gramas diárias

até o período do programa de treinamento (7).

Esses protocolos do uso da creatina associado ao treinamento de

Figura 1 - Mostra os dois sentidos da ação da enzima creatina quinase, que pode ocorrer

durante o exercício e/ou no repouso do exercício (6).

força periodizado podem melhorar o desempenho da força muscular

e aumento da massa magra (8). Praticantes de musculação ou atletas

utilizam suplementos ergogênicos para melhorar o desempenho

durante os exercícios e ganho na força muscular.

Estudo de Souza Junior (4) observaram que a combinação do suplemento

de creatina no treinamento de força durante 8 semanas, resultou

no aumento da força muscular, pico de torque isocinético e área

de secção transversa muscular em intervalos de descanso entre as

séries de 2 minutos até o final do período e outro grupo com 2 minutos

nas duas primeiras semanas, diminuído 15 segundos por semana.

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“... a creatina associado ao programa de treinamento de

força, pode otimizar no desempenho da foça muscular e

manter o exercício por um maior período de tempo e maior

carga, no qual pode favorecer na hipertrofia muscular ao

número de exercícios e métodos escolhidos na ingestão

da creatina. Mas, a ingestão do suplemento deve existir um

controle em todos nutrientes, pois somente do suplemento

não vai requerer todas necessidades básicas funcionais ao

organismo.”

O uso o suplemento de creatina antes ou

após os exercícios de força foi investigado

entre quais desses momentos há uma melhor

resposta ao treinamento, a dosagem de 5

gramas verificada em indivíduos fisiculturista,

aumentou a massa magra e força após

o treinamento (9). Em idosos saudáveis o

ganho de força e massa magra também foi

observado no treinamento de força mais

creatina comparado a placebo, os resultados

da suplementação de creatina foram maiores

comparado ao placebo (10).

Assim, a creatina associado ao programa de

treinamento de força, pode otimizar no desempenho

da foça muscular e manter o exercício

por um maior período de tempo e maior

carga, no qual pode favorecer na hipertrofia

muscular ao número de exercícios e métodos

escolhidos na ingestão da creatina. Mas,

a ingestão do suplemento deve existir um

controle em todos nutrientes, pois somente

do suplemento não vai requerer todas necessidades

básicas funcionais ao organismo.

Referências Bibliográficas

1. Oliveira, R. I. D., Lopes, C. R., Feltrin,

M. B., Dechechi, C. J., da Mota, G. R.,

Evangelista, A. L., Navarro, A. C. Os efeitos

da suplementação de creatina na performance

de corredores velocistas (100 e 200

metros). Revista Brasileira de Prescrição e

Fisiologia do Exercício, 2013. 7(42): p.540-

547.

2. McARDLE, W.D.; KATCH F.I.; KATCH

V.L. Fisiologia do Exercício. Energia,

Nutrição e Desempenho. Humano. Rido de

Janeiro Guanabara Koogan, 6a ed, 2008.

3. WILLIAMS, M. H.; KREIDER, R. B.;

BRANCH, J. D. Creatina, Manole. 2000.

4. Souza-Junior, T. P., Willardson, J. M.,

Bloomer, R., Leite, R. D., Fleck, S. J.,

Oliveira, P. R., & Simão, R. Strength and

hypertrophy responses to constant and

decreasing rest intervals in trained men using

creatine supplementation. J Int Soc Sports

Nutr, 2011. 8(1): p. 17.

5. Williams, M.H., Branch, J.D. Creatine

supplementation and exercise performance:

an update. Journal of the American College

of Nutrition, 2013. 17(3): p. 216-234.

6. IDE, B. N.; LOPES, C. R.; SARRAIPA,

M. F. Fisiologia do treinamento esportivo.

Phorte editora, 2010.

7. Becque, M. D.; Lochmann, J.D.; Melrose,

D.R. Effects of oral creatine supplementation

on muscular strength and body composition.

Medicine and Science in Sports and

Exercise. Madison, 2000. 32 (3): p.654-658.

8. Corrêa, D. A., Lopes, C. R. Efeitos da

suplementação de creatina no treinamento de

força. RBNE-Revista Brasileira de Nutrição

Esportiva, 2014. 8(45): p.180-186.

9. Antonio, J.; Ciccone, V.; The effects of

pre versus post workout supplementation of

creatine monohydrate on body composition

and strength. Journal on the International

Society of Sports Nutrition, 2013. 36(10):

p.1-8.

10. Candow, D. G., Vogt, E., Johannsmeyer,

S., Forbes, S. C., Farthing, J. P. Strategic creatine

supplementation and resistance training

in healthy older adults. Applied Physiology,

Nutrition, and Metabolism, 2015. 40(999):

p.1-6.

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#101+2

GUIA DE NUTRIÇÃO

PARA OS INICIANTES

DE MUSCULAÇÃO

“Se deres um peixe a um Homem faminto, vais alimentá-lo por um dia. Se o ensinares

a pescar, vais alimentá-lo toda a vida”

Neide Rangel

Licenciada em ciências da nutrição e em nutrição

e engenharia alimentar , com a cédula

2255N. Fundadora da INN-Inside Nutrition, e

com funções a Casa do Pessoal da RTP , CLinica

CLINISDUO e Clinica Livewell.

www.inn.com.pt

info@inn.com.pt

É fundamental que algo seja retido .... Os músculos

constroem-se principalmente na cozinha. Ou seja, o

que normalmente acontece, erradamente, é focaremse

apenas no tempo despendido no ginásio e em

suplementos de ganho de massa muscular ... um

erro, podemos dizer que 60% é alimentação , 30%

ginásio e 10% suplementação.

Quer um corpo definido siga estes conselhos de “5

Erros a evitar” e da “Lista de compras”, obrigatória

para nunca lhe faltar nada na sua despensa.

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“Lista de Compras”

Abuse em Saladas e legumes (dê cor ao seu prato)

Boas fontes de Proteina:

Ovos

Clara de Ovo pasteurizada

Carnes magras (frango, peru, coelho): em bife,

lombo ou picada

Peixes (bacalhau, salmão, cavala, sardinha,

garoupa, solha, dourada, pescada)

Atum em lata ao natural (ou água)

Fiambre de aves

Queijo Cottage

Camarão

Bacon de peru

Lombo de vitela

Filé mignon

“5 ERROS A EVITAR”

1º Hidratação incorreta: não deve hidratar apenas durante o treino , mas sim antes

(mínimo desde 2 horas antes do treino), durante e depois. A fadiga muscular muitas

das vezes é falta de água no seu organismo, e ai vai sentir uma diminuição na sua

performance e até pode desencadear em lesão.

2º Auto-prescrição de Suplementação: nos dias que correm o acesso à internet vemnos

trazer um excesso de informação e muitas vezes errada. Perguntar o um amigo

que pratica a mesma atividade o que toma ou ir a sites ver o “pacote para musculação”

pode ser um erro para si. Procure uma nutricionista onde recolha a sua história clinica

e avalie, através de bio-impedândia e perímetros corporais, o seu corpo, ai será orientado

não só em termos de alimentação, bem como de suplementação.

3º “Hora do lobo”: um dos maiores erros é passar o dia todo com regra na alimentação

e quando chegam a casa ou restaurante descompensam com tudo o que apareça. Dai

a importância de fazer várias refeições durante o dia e controlar o seu frigorifico e

despensa.

4º Contar calorias: é essencial que entenda que Calorias não nos quer dizer muito (ou

nada), temos que olhar para a qualidade do alimento que estamos a consumir, isto

porque comer 100kcal de uma baba de camelo ou 100 kcal de um Bife , as calorias

são as mesmas , e agora ?!?!? A industria aproveitou-se da palavra “Calorias” para

um Marketing sensacional, seja um pouco mais inteligente e verifique sempre os

ingredientes e rótulos.

5º Falta de Organização: antes de tornar o que quer que seja num hábito ou numa

rotina primeiro teremos que considerar uma regra. Assim ser metódico e organizado

na sua cozinha e refeições vai lhe salvaguardar momentos de ansiedade quando, por

exemplo, chega a casa tarde e não sabe o que comer.

Boas Fontes de Hidratos de Carbono:

Flocos de Aveia

Quinoa

Batata doce

Leguminosas

Fruta (optar pelos de baixa carga glicémica: perâ,

maçã, ananás/abacaxi, morangos, frutas silvestres,

kiwi, papaia, pêssego)

Inhame

Arroz integral

Millet

Trigo sarraceno

Mandioca

Boas fontes de gordura:

Azeite extra-virgem

Óleo de coco de 1º pressão

Manteiga de amendoim / caju (sem aditivos =

pura)

Abacate

Frutos secos sem sal e sem ser torrado (Noz peca,

Castanha do Brasil, Noz, Avelã, Caju)

Hidratação:

Água de Monchique (água alcalina)

Água de coco (sem aditivos)

Chás (sem adição de açúcar)

Ervas aromáticas e especiarias:

use e abuse de todos os temperos

Canela

Gengibre

Curcuma

Malagueta

Limão e Lima

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#Angola

L

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Com a bola nos pés

uanda

Os primeiros passos

do futebol em

Andrea Marzano, Professora do Departamento de História da Universidade

Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO marzano.andrea@gmail.com

Em 1926, o Sporting Club de Luanda enfrentou o

Atlético no campo do Ferrovia, diante de uma ruidosa

claque de torcedores. A partida era importante, pois

opunha as equipes vencedoras dos dois campeonatos do

ano anterior: o da Associação de Football de Luanda,

que reunia o Atlético, o Sport, o Ferrovia e o Império,

e o da Liga de Football de Luanda, que agrupava o

Sporting, o Nun’Álvares, a Associação dos Empregados

do Comércio e o Club Naval. Comentando a partida, o

jornal Província de Angola lastimou a maneira como os

times entraram em campo, dispensando a troca de ramos

e o abraço de capitães e limitando-se a um apagado

“hurrah”, recebido com aplausos pelo animado público.

A displicência dos atletas tinha um motivo. A Associação

de Football de Luanda fora fundada no ano anterior

(1925), após a saída do Ferrovia, do Sport e do Atlético

da Liga. Tal dissidência, aparentemente motivada por

frequentes episódios de violência nos campos, revelava

conflitos ligados à intensificação da presença colonial.

Para entender este processo, vale a pena acompanhar os

primeiros passos do futebol na cidade e, sobretudo, as

tensões evidenciadas na década de 1920.

O futebol chegou a Luanda em 1897, com os funcionários

da Companhia (inglesa) do Cabo Submarino.

Naqueles anos, tripulantes de navios ingleses atracados

no porto aproveitavam a terra firme para organizar partidas,

que logo começaram a atrair jogadores da cidade,

fossem de origem europeia, fossem negros e mestiços

nascidos na colônia que dominavam a língua portuguesa

e outros códigos culturais europeus.

No início da década de 1910, a Associação dos

Empregados do Comércio formou uma equipe. Na

mesma época, funcionários da Alfândega e da Fazenda

se juntaram a empregados de escritório e fundaram o

Grupo Nacional de Football. A primeira partida entre os

dois times, em julho de 1912, mobilizou uma fervorosa

assistência de jovens brancos e mestiços que trabalhavam

no comércio.

O futebol despertou grande interesse, o que tornou

os desafios cada vez mais frequentes. As partidas

realizadas aos domingos no improvisado Campo dos

Coqueiros, na Baixa, contavam com a animação da

filarmônica de educandos do Semínário. Em um curto

espaço de tempo, outras equipes se formaram, como

a dos empregados do Caminho de Ferro de Ambaca e

a Militar. Difundindo as regras do jogo e apitando as

partidas destacava-se a figura de Mr. Allen, superintendente

do Cabo Submarino.

No elegante Club Naval, frequentado por colonos europeus

e por uma restrita elite de negros e mestiços que

viviam do comércio e dos cargos públicos, foi fundada,

em 1914, a Liga de Football de Luanda, que deveria

organizar, a partir de então, os campeonatos.No início

da década de 1920, os principais clubes desportivos de

Luanda eram o Naval, o Invicta, o Sporting, o Sport

Lisboa e Luanda, a Associação dos Empregados do

Comércio e o Grupo Nacional. Naqueles tempos, em

que crescia a olhos vistos o interesse pelo futebol,

aumentava também a população europeia da cidade.

Desporto&Esport • www.desportoeesport.com • 101


#Luanda

O crescimento econômico de Angola, baseado

na produção de açúcar e café, atraía

imigrantes que buscavam, na colônia, alternativas

de vida inexistentes na metrópole. Se

em 1900 viviam em Angola 9.198 brancos,

este número subiria para 20.700 em 1920.

O crescimento da população de origem metropolitana

multiplicaria os espaços de sociabilidade

em moldes europeus. Cafés, cervejarias,

restaurantes, teatros e cinematógrafos

revelariam o dinamismo da vida em Luanda

e reforçariam o discurso, então vigente,

de que os europeus cumpriam a missão

histórica de civilizar a África. Ao mesmo

tempo, se intensificaria a exploração dos

indígenas e os conflitos entre os brancos e

as famílias negras e mestiças que, durante

séculos de fragilidade da presença europeia,

se dedicaram ao comércio e ocuparam cargos

na administração colonial, no Exército

e no clero, conquistando espaço na restrita

elite luandense.

Os colonos recém-chegados ansiavam não

apenas pelos melhores cargos ou, quando

se estabeleciam fora da cidade, pelas terras

mais férteis e melhor localizadas. Queriam,

também, espaços exclusivos de lazer. As tensões

que se expressavam na tomada de cargos

públicos antes ocupados pela elite negra

e mestiça da terra, ou na expropriação de

terras de agricultores negros, manifestavamse,

exemplarmente, nos recintos sociais e

no esporte. A administração do Club Naval,

antes frequentado sobretudo por europeus,

mas também por elementos da miscigenada

elite local, aumentou os valores das mensalidades

cobradas aos sócios e passou a excluir

os negros e mestiços dos eventos sociais,

limitando sua participação, não sem tensões,

às práticas e competições esportivas. O

aumento dos conflitos motivou a fundação,

em 1924, do Club Atlético de Luanda, por

antigos sócios do Club Naval descontentes

com tal discriminação.

As tensões se manifestaram, também, no

futebol. Os jogos e campeonatos de meados

da década de 1920 foram marcados pela violência

de alguns jogadores e pela falta de firmeza

dos árbitros. Tal situação provocaria a

já referida dissidência na Liga de Football de

Luanda, com a saída do Ferrovia, do Sport

e do Atlético, clubes com forte presença de

atletas negros que fundariam, em 1925, a

Associação de Football de Luanda.

Assim, aquele jogo de 1926, mencionado

no início deste artigo, opunha o Sporting,

campeão do torneio da Liga, que agrupava

equipes formadas sobretudo por europeus,

ao Atlético, que era não apenas o vencedor

do campeonato da Associação, mas também

um clube fundado por famílias negras

e mestiças até então pertencentes à elite

de Luanda, que no entanto perdiam sua

posição social em decorrência do aumento

do número de colonos europeus. Naquele

contexto de intensificação das tensões raciais

e sociais, os capitães das duas equipes não se

abraçaram.

Apesar do desconforto dos atletas, tal jogo

resultava dos esforços pela reunificação das

duas organizações que, dissolvidas naquele

ano, foram substituídas pela Federação

Desportiva de Luanda. No entanto, não apenas

a violência em campo continuava, como

a popularização do futebol dava margem à

manifestação de preconceitos na imprensa.

Ainda em 1926, um jornalista de A Pátria

lamentou que a equipe do Operário contasse

102 • Desporto&Esport • www.desportoeesport.com


#futebol

com indígenas que trabalhavam como criados de servir e contínuos,

que além de pertencerem a uma camada social cujos membros eram

frequentemente levados à polícia por pequenos delitos, se apresentavam

mal equipados em campo. Referindo-se a desordens ocorridas

em uma partida entre o Ferrovia e o Atlético, realizada em 1928, um

jornalista d’A Província de Angola sugeriu que fosse proibida a realização

de jogos oficiais no campo do Ferrovia, localizado no Bungo,

próximo à estação dos Caminhos de Ferro, numa área limítrofe da

Cidade Baixa onde viviam sobretudo negros e mestiços de baixo

poder aquisitivo.

Em campo e fora dele, manifestavam-se discriminações e revoltas.

Através do esporte bretão, símbolo da modernidade que os agentes

do colonialismo afirmavam levar para o continente africano, europeus

ostentavam sua suposta superioridade. Enquanto isso, com a

bola nos pés ou na torcida, em partidas oficiais ou brincadeiras de

rua, negros e mestiços nascidos na colônia se divertiam, afirmavam

sua dignidade e reforçavam suas próprias hierarquias, mostrando que

futebol era muito mais que um jogo.

Referências Bibliográficas:

MARZANO, Andrea. “Práticas esportivas e expansão colonial em

Luanda”. In: MELO, Victor Andrade de; BITTENCOURT, Marcelo

e NASCIMENTO, Augusto (orgs.). Mais do que um jogo: o esporte

e o continente africano. Rio de Janeiro: Apicuri, 2010, p.71-99.

MOTA, Henrique (coord.). História do Club Atlético de Loanda.

Primeiro volume – 1924-1953. Subsídios para a história do desporto

angolano. Luanda: Clube Atlético de Luanda e Saudade, 2008.

Desporto&Esport • www.desportoeesport.com • 103


#101+2

104 • Desporto&Esport • www.desportoeesport.com


Michal B. Jordan

Como foi o seu treino para o

filme Creed – a continuação

da saga Rocky?

Rodolfo Resende Pires, estudante de desporto, culturista e colunista da Desporto&Esport

O

treino de boxe, mesmo para o cinema, não é uma tarefa fácil,

que o diga, Michal B. Jordan, que teve de se submeter a um

rigoroso para o ressurgimento da saga de Rocky, no filme

Creed. O norte americano é Adonis Creed, filho (fora do casamento)

do lutador Apollo que aparece em vários filmes do Rocky.

Para o papel, Jordan teve sujeito a um treino específico que o Men’s

Journal descreveu em detalhe na sua última edição. Aqui ficam os

principais pontos:

# CARDIO

45 a 60 minutos todos os dias: intervalo de treino, sprints, exercícios

pliométricos e corda.

# SÉRIES DE ABDOMINAIS

Dia sim, dia não, 3 sets de 25 repetições de cada um dos seguintes

movimentos:

Crunche

Levantamento de pernas

Crunche reverso

Tocar no dedos dos pés

Sit-ups tradicional

# SÉRIES PARA A PARTE DE CIMA DO CORPO

Aquecimento de 1.5 km na esteira:

Superset de supino com halter e flexão: Alternar o supino com halter

e flexão num total de 5 rounds. Fazer o esquema de repetição para

o supino com halter: 10 repetições, depois 9 repetições, depois 8, 7

e finalmente 6. 15 flexões imediatamente após cada série de supino.

Descansear por 15 a 30 segundos entre um round e outro (um round

é composto por uma série de supino + uma série de flexão).

Superset de cross over com halter e flexão: Alternar o cross over

com haleter e flexão num total de 5 rounds. Façer esse esquema

de repetição para o cross over com halter: 10 repetições, depois 9

repetições, depois 8, 7 e finalmente 6. 1o flexões imediatamente após

cada série de cross over.

Bíceps com halter: 4 séries de 15 repetições, descansando por 30

segundos entre as séries.

Bíceps martelo: 3 séries de 12 repetições, descansando por 30

segundos entre as séries.

Superset de tríceps com halter no banco e tríceps no banco:

Alternear tríceps com halter no banco e tríceps no banco num total

de 4 rounds.nFaça 15 tríceps com halter no banco seguido imediatamente

de 20 tríceps no banco.

#SÉRIES PLIOMÉTRICA

Completar um circuito em 3 rounds. Descansar por 2 minutos entre

um round e outro e não descanse entre os exercícios.

Subida no banco: 20 cada perna

Saltar no banco: 20 repetições

Subida lateral no banco: 20 cada perna

Agachamento com Salto: 20 repetições

Burpees: 15 repetições

Flexão com banco: 25 repetições

Um round é composto pela sequência de todos os exercícios.

#TREINO DE BOXE

Todo dia de treino termina com 3 horas de boxe.

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#101+2

Porque os futebolistas estão

sempre a cuspir?

Quando praticamos exercícios físicos

ide alta intensidade ocorre uma alta

produção de saliva devido à necessidade

de respirarmos de forma mais vigorosa, e

ainda potenciada, se a respiração for feita

preferencialmente pela boca, o que provoca

uma sensação de secura e estimula

as glândulas salivares.

A saliva é um dos mais complexos,

versáteis e importantes fluidos do nosso

corpo. Esse fluido cuida de uma grande

lista de necessidades fisiológicas. As

suas propriedades são essenciais para a

proteção da cavidade bucal e do epitélio

gastrointestinal. Além de umedecer os

tecidos moles e duros da cavidade bucal,

tem ainda a uma função essencial no

controle da quantidade de água do organismo.

Quando o corpo está com falta de

água, a boca fica seca, manifestando a

sede.

Como os jogadores não bebem água

frequentemente (só excecionalmente em

algumas paragens um pouco mais longas),

o corpo dá uma resposta rápida

enchendo a boca dos futebolistas de

saliva que deveria ser engolida para amenizar

os sintomas de desidratação, mas

por costume eles acabam por a cuspir

no relvado, o que aumenta ainda mais a

desidratação corporal, criando aqui um

ciclo vicioso.

Um funcionário

com o salário

mínimo (505

euros por mês),

teria que trabalhar

2.724

anos para receber

um cheque

igual ao do

craque madeirense

recebe

durante um ano

de trabalho no

Real Madrid e

em Publicidade.

Qual a probabilidade de vitória

da melhor equipa num Mundial?

Gerald Skinner e Guy

Freeman, da Universidade

de Maryland, publicaram um

estudo no Journal of Applied

Statistics, que usou uma abordagem

bayesiana para analisar

os jogos de futebol em vários

tipos de competições, incluindo

o Mundial de 2006. Nesta pesquisa

o que mais surpreende,

é a conclusão que existe uma

grande probabilidade da melhor

equipa pode não vencer,

contrariando o senso comum

do adepto e analista de futebol.

Dos resultados do Mundial de

2006, verificou-se que a melhor

equipa teve apenas uma

probabilidade de vitória de

28%.

15 Minutos

Tempo mínimo de exercício

diário para o corpo se manter

em forma.

106 • Desporto&Esport • www.desportoeesport.com

Quanto CR7 ganha por Twitter?

Cristiano Ronaldo por cada publicação no Twitter, promovendo uma

marca, recebe cerca de 230 mil euros, e isto por apenas 140 caracteres e 30

segundos de trabalho a escreve-los. O valor foi avançado à alguns dias pelo

jornal espanhol “Ás” e demonstra quanto dinheiro o craque ganha virtualmente,

sem sequer ter que sair de casa. Esse valor é apenas justificável por

Ronaldo contar com 37 milhões de seguidores no Twitter.


Quem eram os ídolos dos ídolos da atualidade?

Quais foram os

futebolistas que renderam

mais dinheiro que Zidane?

1 - Angel Di Maria (Benfica, Real Madrid, Man

United e PSG) - 185, 6 milhões de euros

2 - zlatan ibrahimovic (ajaz, juventus, inter, barcelona,

milan, PSG) - 173,6 milhões de euros

3 - James Rodriguez (Banfield, FC Porto, Monaco,

Real Madrid) - 138,036 milhões de euros

4 - Anelka (PSG, Arsenal, real madrid, liverpool,

Man City, juventos, etc) - 131,955 milhões de

euros

5 - Hernan crespo (River Plate, Parma, Lazio,

Inter, Cheasea, Milan,, etc) - 123,610 milhões de

euros

6 - Juan Sebatian Veron (Parma, Lazio, Man

United, Inter, etc) - 120,216 milhões de euros

7 - Luiz Suarez (Ajaz, Liverpool e Barcelona) -

120,0 milhões de euros

8 - R. Falcão (FC Porto, Atletico Madrid, Monaco,

Man United, Chealsea) - 115,973 milhões de euros

9 - Cristiano Ronaldo (Sporting, Man United, Real

Madrid) - 115,0 milhões de euros

10 - Gareth Bale (Spurs, Real Madrid) - 114, 0

milhões de euros

e ainda:

11 - Kevin de Bruyne - 108,194 milhões de euros

12 - Robbie Keane - 108,0 milhões de euros

13 - Ronaldo (o fenómeno) - 104,659 milhões de

euros

14 - Fernando Torres - 103,103 milhões de euros

15 - C. Vieri - 90,6571 milhões de euros

16 - Carlos tevez - 90 milhões de euros

17 - E. Cavani - 89,7 milhões de euros

18 - Robinho - 88,1113 milhões de euros

19 - William - 87,5456 milhões de euros

20 - Zinedine Zidane - 87,1213 milhões de euros

Todos nós tivemos os nossos ídolos futebolísticos quando éramos meninos; e o

mesmo acontece com as maiores figuras do futebol atual

- Lionel Andrés Messi: Pablo Aimar.

- Cristiano Ronaldo: Luís Figo e Diego Armando Maradona.

- Gianluigi Buffon: Thomas N’kono.

- Manuel Neuer: Jens Lehmann.

- Marco Reus: Thomas Rosicky.

- Zlatan Ibrahimovic: Ronaldo Nazário de Lima.

- Juan Mata: Diego Armando Maradona.

- Luis Suárez: Enzo Francescoli e Gabriel Batistuta.

- Gareth Bale: Ryan Giggs.

-Thiago Siva: Carlos Gamarra.

- Daniel Sturridge: Thierry Henry e Ronaldo Nazário de Lima.

- De Gea: Gianluigi Buffon e Edwin van der Sar.

- Álvaro Morata: Raúl González Blanco.

- Raheem Sterling: Ronaldinho Gaúcho.

- Robert Lewandowski: Thierry Henry.

- Joe Hart: David Seaman.

- Adnan Januzaj: Zinedine Zidane e Juan Román Riquelme.

- Mario Balotelli: Ronaldo Nazário de Lima.

- Luka Modric: Francesco Totti.

- Xavi Hernández: Bernd Schuster.

- Neymar Júnior: Robinho.

- Danny Welbeck: Thierry Henry.

- Luciano Vietto: Lionel Andrés Messi.

- Gianluigi Donnarumma: Gianluigi Buffon.

-Thiago Alcántara: Mazinho.

- Lucas Moura: Lionel Andrés Messi.

- Koke: Fernando Torres.

- Rafinha: Xavi Hernández.

- Mario Gómez: Ronaldo Nazário de Lima.

- Kevin De Bruyne: Michael Owen.

- Iker Casillas: Peter Schemeichel.

- Mesut Ozil: Zinedine Zidane.

- Raúl González: Hugo Sánchez.

- Carlos Bacca: Ronaldo Nazário de Lima.

- Fernando Torres: Kiko Narváez.

- Mateo Kovacic: Luka Modric.

- Eden Hazard: Zinedine Zidane.

- Paulo Dybala: Ronaldinho Gaúcho.

Vários estudos finlandeses apuraram que os homens mais ativos tinham menos

probabilidadesde falecer por cancro. Quanto mais exercício, melhor.

Desporto&Esport • www.desportoeesport.com • 107


#101+2

Qual é o peso ideal que tem de carregar para

obter o máximo rendimento?

O peso ideal é o que proporciona um estímulo suficiente para a musculatura

sem aumentar o risco de sofrer uma lesão. O ideal é uma média

entre 20 a 30% menos do peso que pode levantar numa repetição máxima

(1RM). Se não conhece o seu máximo para um determinado exercício,

convém que teste antes pelo método de tentativa.

Como saber se estou a fazer corretamente

um exercício?

A melhor forma de o fazer, é fazer-se a si mesmo certas questões.

Primeiro, nota a tensão no lugar certo? O exercício incide sobre o grupo

muscular pretendido ou a força vem de outro sítio? Segundo, consegue

controlar o peso? E por fim, está a aproveitar todo o arco do movimento?

De nada vale aumentar o peso se não retira o máximo do exercício por

má execução.

Devo saltar o café da manhã?

Saltar o café da manhã é um dos erros mais comuns entre as pessoas

que desejam emagrecer, já que produz justo o efeito contrário. “Por dois

motivos: porque estamos com fome e comemos mais quando chega a

refeição seguinte, e porque o jejum prolongado coloca o metabolismo em

modo econômico, ou seja, reverte o metabolismo de insulina e aumenta o

armazenamento de gordura”, afirma a especialista em nutrição.

Porque deve mascar chiclete?

Vários estudos realizados em 2011 pelo Instituto de Ciências Psicológicas

da Universidade de Leeds (Reino Unido) concluem que os efeitos do

chiclete na regulação do apetite são muito positivos. Por um lado, esse

hábito evita que comamos por tédio; por outro, produz uma sensação

de saciedade e reduz a vontade de beliscar algo entre as comidas. Mas

atenção: para que o truque funcione, é preciso mastigar o mesmo chiclete

durante pelo menos 45 minutos.

Porque levantar pesos fortalece os ossos?

Ao levantar pesos exercitasse os músculos, que por sua vez puxam os

tendões ativando as células responsáveis pela criação de novas células

ósseas, tornando assim os ossos mais fortes e densos.

108 • Desporto&Esport • www.desportoeesport.com


O que é a

Creatina?

A creatina é um aminoácido processado

de forma natural pelos rins

e fígado. Encontra-se na carne e

em produtos animais ou pode ser

tomada como suplemento. A creatina

melhora a velocidade, aumenta

os níveis de energia e força, a

velocidade e, se combinada com

treino regular, aumenta a massa

magra.

Quando se deve tomar Creatina:

antes ou depois do treino?

Alguns estudos têm-se debruçado

sobre esta questão, e com alguns

resultados algo contraditórios, no

entanto, se for praticante de culturismo,

os resultados são mais

claros, e verificaram que os atletas

que consumiram creatina após

o treino, aumentaram a massa

muscular e a resistência, mas em

pequenos valores. Assim, a opção

deve pertencer ao atleta e à sua

experiência.

Como atleta devo

consumir bebidas

açucaradas?

Não, nem sequer o deve fazer

mesmo não sendo atleta ou praticante

de desporto. Os números

são assustadores: as bebidas açucaradas

causam 133.000 mortes

por diabetes, 45.000 por doenças

cardiovasculares e 6.450 por cancro.

Estes dados foram publicados

na revista científica Circulation

que revelou ainda que só nos

Estados Unidos da América por

ano, as bebidas açucaradas

causam 25.000 mortes.

O que é o Crossfit?

O Crossfit é um programa de treino intenso,

criado por Greg Glassman, que trabalha o corpo

inteiro e combina exercícios de cardio, musculação

e ginástica. Este treino de alta intensidade

é muito variado para tirar o máximo partido do

treino, desenvolver e melhorar a agilidade, coordenação,

equilíbrio, flexibilidade, força, potência,

precisão, resistência muscular e cardiovascular e

velocidade.

Quem pode praticar Crossfit, dadas

as suas exigências?

Ao contrário do que, à partida, possa pensar, o

crossfit é uma modalidade que se adapta a qualquer

pessoa, incluindo crianças, idosos e grávidas,

independentemente da condição física, desde que

acompanhados por profissionais especializados

que vão ajustar o treino às capacidades de cada

um para o deixar mais forte, saudável e em forma.

Treinos em excesso ou provas

longas de esforço prejudicam a

“qualidade” do sangue?

Um estudo do International Journal of Sports

Medicine analisou amostras de sangue de 17 corredores

antes e depois de uma ultramaratona de

24h. Assim que o estômago ficou sem a adequada

passagem de sangue nos intestinos, as bactérias

infiltraram-se e libertaram toxinas perigosas para

o organismo, tornando o sangue desses atletas, à

falta de melhor palavra, toxico.

O que é a proteína Whey? E para

que serve?

Whey, a proteína de soro de leite, é

a parte líquida que se consegue obter

depois da separação da caseína.

Contém proteínas solúveis de alta

qualidade como a lactoglobulina,

lactoalbumina e albumina, que são

uma grande fonte de aminoácidos

essenciais e que podem ser adquiri

Quem mais beneficia com exercícios

na modalidade de cardio:

Homens ou mulheres?

Seria de esperar que os exercícios de cardio beneficiassem

de forma igual homens ou mulheres,

mas um artigo publicados no Journal of the

American Heart Association, revela que são os

homens quem mais tira partido dos exercícios de

cardio, sendo que a idade e estilos de vida, podem

interferir imensamente com os resultados.

O exercício físico ajuda a aumentar

o rendimento mental?

A resposta é clara, estudantes com melhor aptidão

cardiorrespiratóriae peso normal têm uma probabilidade

5,5 vezes superior de terem um rendimento

escolar mais elevado - estudo desenvolvido

pela Faculdade de MotricidadeHumana

da Universidade de Lisboa.

Porque sinto o coração “palpitante”

ou arritmias quando regresso aos

treinos após períodos de média ou

longa paragem?

Após médias ou longas paragens, que são inclusive

aconselhadas, sem pratica desporto, o coração

bombeia menos sangue a cada contração, mas

os músculos continuam a necessitam do mesmo

volume de sangue. Para resolver este dilema

coração aumenta o número de batimentos por

minuto (ritmo cardíaco) para o sangue chegar

com a rapidez necessária aos lugares em que faz

falta, o que provoca ou pode provocar a sensação

de arritmias.

Alimentos que cuidam dos teus dentes:

> Chocolate preto: atua como agente antibacteriano e

contémteobromina, que fortalece o esmalte.

> Chá verde sem açúcar: rico em flúor e compostosantioxidantes

que protegem o esmalte.

> Queijo curado: contribui para combater a ação dos ácidosproduzidos

pelos alimentos ricos em hidratos de carbono.

dos através da alimentação. Esta proteína

já demonstrou ter um enorme

potencial para a hipertrofia muscular,

até mais que outros suplementos,

mais conhecidos e consumidos,

como a caseína. É de rápida digestão

e absorção, tornando-se ideal para a

recuperação após o treino.

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#101+2

O CHÁ PRETO MELHORA

A PERFORMANCE DAS

FUNÇÕES COGNITIVAS

“No decorrer da última década têm sido

feitos estudos com foco no fator “atenção”

- elemento fundamental na nossa vida diária,

pois influencia a memória, a execução de

tarefas complexas e o raciocínio.

Para comprovar cientificamente os efeitos

do chá preto, os especialistas estudaram os

efeitos de duas componentes fundamentais:

a cafeína e a teanina.

Um estudo publicado na revista científica

Nutritional Neuroscience, intitulado “A

combinação de L-Teanina e Cafeína melhora

a performance cognitiva e aumenta

o estado de alerta”, investigou o efeito em

jovens adultos de uma combinação de 97

miligramas de teanina e 40 miligramas de

cafeína (equivale a entre duas a três chávenas

de chá preto – tendo em conta uma

chávena de chá de 200 mg), na performance

cognitiva, no estado de alerta, na pressão

arterial e batimentos cardíacos, comparando

com os efeitos de um tratamento placebo.

Estes efeitos foram analisados antes e após

a administração da cafeína e da teanina. A

combinação de níveis moderados de teanina

e cafeína melhorou significativamente a precisão

na execução de tarefas e aumento

do estado de alerta, bem como redução do

cansaço. Ficou também provado que a combinação

entre os dois elementos presentes no

chá preto aumenta os níveis de atenção em

tarefas cognitivas exigentes, sendo por isso

a bebida ideal para começar o dia.

Um outro estudo, intitulado “A relação

entre o chá e o consumo de outras bebidas

na performance laboral e no humor”,

veio reforçar as conclusões no que respeita

ao estado de alerta e redução do cansaço.

Demonstrou ainda que o consumo de chá

tem a capacidade de melhorar o estado de

humor, otimizando a performance no trabalho,

bem como a resolução de problemas

de forma criativa.

De acordo com a OMS – Organização

Mundial de Saúde, um consumo de cafeína

moderado não é prejudicial para a saúde,

recomendando-se não ultrapassar os 300

mg de cafeína por dia, sendo que o chá preto

contém, em média, 45 mg por chávena,

cerca de metade de um café expresso.”

Fonte SportLife

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Como posso diminuir as

dores e/ou melhorar as

minhas articulações?

As dores nas articulações são cada vez mais

comuns por diversas razões e são infelizmente

partilhadas por milhões de pessoas;

e, por essa razão, e do outro lado da moeda,

muitas pesquisas têm sido feitas no sentido de

minimizar este problema, e os resultados têm

aparecido. E, a solução foi encontrada em em

dois extratos naturais chamados glucosamina

e condroitina. Para além de diminuir as dores,

estas substâncias atuam inclusive na reparação

das articulações, atacando o problema na

sua origem.

Porque os desportistas

têm mais tendência a

ter caries?

Para quem não sabe a preposição da pergunta

é verdadeira e a resposta é bem simples, primeiro

porque os desportistas respiram frequentemente

pela boca o que provoca secura,

e segundo porque as bebidas isotónicas corroem

o esmalte. Para prevenir, o melhor é ter

uma higiene oral diária bem cuidada, beber

água quente durante os exercícios e limpezas

periódicas mais profundas, e visitas regulares

a profissionais de saúde dentária.

Glutamina, o que é?

A glutamina é o aminoácido mais abundante

no corpo. É considerado um aminoácido

“semi-essencial”, uma vez que é sintetizada

pelo organismo a partir de outros aminoácidos

como o ácido glutâmico, a valina e a

isoleucina. Para além do reforço do sistema

imunitário, desempenha um papel crucial

para o aumento da massa muscular, ajuda na

cicatrização das feridas.

Autores:

Pedro M. Silva, Vitor E. Santos,

Diogo Sampaio, Ricardo

Reis, Tiago Dinis e Rodolfo

Resende Pires

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#101+2

Quem é o menino com a “camisola” de Messi?

Após diversas falas pistas a BBC conseguiu confirmar a identidade do menino e chegar à fala com o pai da

criança, Arif Ahmadi, que afirmou “Este miúdo gosta mesmo do Messi e de futebol. Nós não conseguimos

comprar uma camisola para ele porque eu sou apenas um simples agricultor. Portanto os miúdos decidiram

fazer uma de plástico”. O desporto no seu estado mais puro!

112 • Desporto&Esport • www.desportoeesport.com


Imagens:

Capa: szwejzi.deviantart.com, sportv.globo.com, globoesporte.globo.com, publico.pt, gtaforums.com;

Índice: prorendersfutbol.blogspot.com; Especial ciclismo – Dor: Músculos vs. Cérebro: decaironmantraining.com,.scott-sports.com,

desporto.sapo.pt, hazler.wordpress.com, cycling-passion.com, hcpress.

com, theredlist.com; Nuno Sabido - Ciclismo em Portugal: observador.pt, cm-sjm.pt, jornaldeoleiros.

com, desporto.sapo.pt; #101+2 Perguntas e respostas: casacariri.com.br, sites.uai.com.br, cyberphonic4d.

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