UMA SAÍDA PARA A ECONOMIA

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nº 186

Revista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

ABRIL 2016 | ANO XVI | www.cnc.org.br

UMA SAÍDA PARA

A ECONOMIA

Comércio exterior

reúne condições

para ajudar o País

a sair da crise, mas

ainda tem muitos

desafios para vencer

CNC participa do

lançamento do

Pronatec 2016

pág. 17

Conselho Nacional de

Imigração é destaque em

fórum da OIT

pág. 30


Renovação e mudança

Alguns leitores já terão percebido.

Esta edição da CNC Notícias marca a estreia do novo padrão gráfico e

editorial da revista. Um esforço para tornar a leitura mais agradável, com a

adoção de recursos visuais e de diagramação mais modernos. Além do novo

projeto gráfico, há também mudanças na distribuição das informações e nos

nomes das editorias.

É a evolução de um projeto que procura estar sempre alinhado com as

diretrizes e necessidades da entidade que é sua razão de ser. O que não muda

é o compromisso de levar sempre, da melhor forma, conteúdo relevante para

os leitores dos diversos segmentos alcançados pela revista.

Essa modernização da CNC Notícias se materializa exatamente no

momento em que o País também passa por importantes mudanças. Os

cenários político e econômico, que vieram se deteriorando nos últimos dois

ou três anos, chegaram a um ponto em que forçam o Brasil a se reencontrar

consigo mesmo.

As instituições precisam funcionar, decisões precisam ser tomadas, reformas

precisam avançar para que o País possa vencer a grave crise que paralisou

sua economia e tantos prejuízos vem trazendo para os empresários e para

a população.

A matéria de capa desta edição aponta para um caminho possível de

retomada do crescimento. É o comércio exterior, que, com o potencial de uma

nação rica em recursos naturais e uma indústria diversificada, pode ser um

dos pilares sobre os quais o Brasil irá se reerguer.

Nem os empresários do comércio de bens, serviços e turismo, nem as

entidades do Sistema CNC são espectadores passivos deste momento difícil

da vida nacional. As novas páginas da Revista CNC Notícias traduzem

a renovação diária da disposição desses empresários e também dos líderes

sindicais do comércio e profissionais de todos os níveis que emprestam seu

talento para construir a grandeza e a relevância do nosso Sistema.

Boa leitura!


CNC NOTÍCIAS

Ano XVI, n° 186, Abril, 2016

Presidente: Antonio Oliveira Santos

Vice-presidentes: 1º - Josias Silva de Albuquerque, 2º - José Evaristo

dos Santos, 3º - Laércio José de Oliveira. Abram Szajman, Adelmir Araújo

Santana, Carlos de Souza Andrade, José Marconi Medeiros de Souza,

José Roberto Tadros, Lázaro Luiz Gonzaga, Luiz Carlos Bohn e Luiz

Gastão Bittencourt da Silva.

Vice-presidente Administrativo: Darci Piana

Vice-presidente Financeiro: Luiz Gil Siuffo Pereira

Diretores: Aldo Carlos de Moura Gonçalves, Alexandre Sampaio de Abreu,

Antonio Airton Oliveira Dias, Bruno Breithaupt, Carlos Fernando Amaral, Daniel

Mansano, Edison Ferreira de Araújo, Eliezir Viterbino da Silva, Euclydes Carli,

Francisco Valdeci de Sousa Cavalcante, Itelvino Pisoni, José Arteiro da Silva,

José Lino Sepulcri, Leandro Domingos Teixeira Pinto, Marcelo Fernandes de

Queiroz, Marco Aurélio Sprovieri Rodrigues, Paulo Sérgio Ribeiro, Pedro José

Maria Fernandes Wähmann, Raniery Araújo Coelho, Sebastião de Oliveira

Campos e Wilton Malta de Almeida.

Conselho Fiscal: Domingos Tavares de Souza, José Aparecido da Costa Freire

e Valdemir Alves do Nascimento.

GABINETE DA PRESIDÊNCIA

Lenoura Schmidt (Chefe)

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO - CNC

REDAÇÃO

Editora-chefe: Cristina Calmon

Editor Executivo: Celso Chagas (Mtb 30683)

Reportagem: Celso Chagas, Edson Chaves, Geraldo Roque, Joanna Marini,

Luciana Neto e Marcos Nascimento

Projeto gráfico: Programação Visual/Ascom

Diagramação e ilustração: Carolina Braga

Revisão: Luciene Gonçalves

Impressão: WalPrint Gráfica e Editora

CNC - RIO DE JANEIRO

Av. General Justo, 307 CEP: 20021-130

PABX: (21) 3804-9200

CNC - BRASÍLIA

SBN Quadra 1 Bl. B - n° 14 CEP: 70041-902

PABX: (61) 3329-9500/3329-9501

Contatos Assessoria de Comunicação CNC

Telefone: (21) 3804-0374

E-mail: ascom@cnc.org.br

www.cnc.org.br

COMÉRCIO EXTERIOR

Especialistas e empresários falam sobre o potencial do

comércio exterior para auxiliar o País na saída da crise

econômica, que ainda aguarda uma decisão do momento

político. Investimento em exportação de manufaturados,

aumento da competitividade e persistência no mercado

externo são alguns dos fatores a serem observados pelos

empresários que atuam no setor.

08

ENTENDENDO NOSSOS ÍCONES

Análise conjuntural / sociedade / mundo empresarial

Conteúdos socioeconômicos que gerem resultados positivos e

desenvolvam a sociedade.


CÂMARAS DO COMÉRCIO

Realizadas em março, as reuniões das câmaras setoriais

da CNC que abordam comércio exterior, serviços

imobiliários e serviços terceirizáveis puderam expor e

debater os principais desafios dos setores e ideias que

podem ampliar e fortalecer a representatividade.

18

TRABALHO DA CNIG RECONHECIDO PELA OIT

Apresentado pela chefe da Assessoria junto ao Poder

Executivo da CNC, Marjolaine Canto, o trabalho do

Conselho Nacional de Imigração (CNIg) foi destaque em

fórum da Organização Internacional do Trabalho (OIT)

realizado em março, em Brasília.

30

RENALEGIS

Em reunião, secretário do MDIC destacou a

importância da Rede Nacional de Assessorias

Legislativas como parceira do governo na construção de

políticas públicas.

21

TURISMO

Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da

CNC propôs união da hotelaria no combate ao Aedes

aegypti, com assinatura de um convênio entre entidades.

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Fecomércio-RN reúne diretoria e colaboradores para

a elaboração do novo planejamento estratégico da

entidade, no âmbito do Segs, com auxílio da CNC.

38

42

VITRINE ......................................................................... 4

INTERESSE DO COMÉRCIO.......................................... 6

CAPA............................................................................. 8

REUNIÃO DA DIRETORIA ............................................14

INSTITUCIONAL ..........................................................16

NO RADAR ..................................................................30

ECONOMIA..................................................................32

TURISMO.....................................................................38

GESTÃO SINDICAL......................................................42

NOTAS E FATOS..........................................................44

COMÉRCIO EM AÇÃO.................................................46

Trabalhos técnicos

Pesquisas, avaliações, posicionamentos.

Representação, defesa e desenvolvimento do sistema

Temas político-econômicos que influenciem a comunidade empresarial do comércio de

bens, serviços e turismo para o desenvolvimento do país.


VITRINE

Licença-paternidade aumenta

para 20 dias para funcionários do

Empresa Cidadã

Promulgada em março, a lei que implementa o

Marco da Primeira Infância concede a ampliação da

licença-paternidade para 20 dias. A regra se aplica

apenas a funcionários de empresas que participam

do programa Empresa Cidadã, criado pelo governo

federal em 2009. Para ter o benefício, os empregados

devem também estar inscritos em programa de

orientação sobre paternidade responsável. A lei prevê

que a pessoa jurídica tributada com base no lucro

real poderá deduzir do imposto devido o total da

remuneração integral do empregado pago nos dias

de prorrogação de sua licença-paternidade, vedada a

dedução como despesa operacional.

LIVRO

Os advogados Joandre

Antonio Ferraz, Christiane

Ferraz Tambellini, Josebel

Tambellini e Patrícia Leal

publicam, pela Editora

Baraúna, o Manual

Jurídico para Agências de

Turismo. Organizado em

perguntas e respostas, o

Manual tem o objetivo de ser uma referência prática

dos principais aspectos jurídicos que permeiam as

atividades das agências de turismo. O livro trata

da regulamentação das atividades das agências

e das relações jurídicas compreendidas por sua

intermediação remunerada entre fornecedores e

consumidores de serviços turísticos. Os autores

integram a Joandre Ferraz Advogados Associados,

que atua na assessoria de entidades representativas

das agências de turismo, como o Sindicato das

Empresas de Turismo do Estado de São Paulo

(Sindetur-SP), parceiro na publicação da obra.

O Manual pode ser adquirido pelo site www.

editorabarauna.com.br

Brasileiros já usam mais

smartphones do que computadores

para acessar a internet

Os smartphones ultrapassaram os computadores

e se tornaram os aparelhos preferidos do brasileiro

para se conectar à internet em 2014, segundo a

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios

(Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de

Geografia e Estatística (IBGE). Os dados referentes

a 2014 indicam ainda,

pela primeira vez, que

a internet chegou a

mais da metade das

Casas brasileiras:

casas brasileiras.

29,6 milhões das

36,8 milhões

de casas

80,4%

conectadas

dispõem de

2014

um telefone

com internet

móvel para

sem internet

se conectar, o

que representa

80,4% do total.

Fonte: Pnad/IBGE

4

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


VITRINE

LIVRO

Um dos maiores pensadores, filósofos e comunicólogos da era

contemporânea, Umberto Eco deixou um legado de estudos e teorias

sobre o comportamento humano, além de contribuir para a literatura

com romances como O Nome da Rosa. Falecido em fevereiro, Eco já

havia publicado seu último livro, Número Zero, que traz pitadas do

realismo que sempre permeou suas obras. O livro traz as descobertas

de um jornalista que trabalha em um periódico cuja intenção é criar

doze “edições zero”, jornais de teste que talvez nunca sejam lançados.

Além de retratar as nuances do jornalismo atual, com críticas às mídias

digitais, Eco aborda a formação da sociedade italiana, revirando

impérios, grupos mafiosos, religiosos, empresários e políticos. Publicado

pela Objetiva, Número Zero é o primeiro romance do autor a tratar de

uma época tão recente da história e é best-seller em vários países.

Bom atendimento ainda é o principal para clientes

Uma pesquisa do Centro de Estudos e Tendências da Atento,

multinacional de contact center, constatou que, no que se refere às

expectativas dos clientes, eles ainda esperam o básico das empresas.

Dentre os entrevistados, 80% disseram que o atendimento ruim

é a razão principal que faz com que deixem de ser clientes de uma

determinada companhia. Outros 35% responderam que perceber

que estão pagando mais caro por um serviço do que um cliente novo

também tira os consumidores do sério. Por outro lado, 72% das pessoas

apontaram a qualidade dos produtos/serviços como o item essencial

capaz de garantir sua fidelização. Na sequência, aparecem tratamento

especial (39%) e aviso antecipado de promoções e novidades (10%).

CSJT promove a Semana Nacional da Conciliação Trabalhista

O Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT)

promoverá, de 13 a 17 de junho, em todas as regiões

da Justiça do Trabalho, a Semana Nacional da

Conciliação Trabalhista. Realizada anualmente no

âmbito dos órgãos da Justiça do Trabalho de 1º e

2º graus, o evento tem o objetivo de implementar

medidas que proporcionem mais rapidez aos

processos trabalhistas e favorecer o diálogo entre as

partes na conciliação de processos. A iniciativa busca

também ressaltar a importância da conciliação, um

dos pilares do processo do trabalho, e contribuir

para a cultura da solução consensual dos litígios. A

proposta foi vista com bons olhos pelo presidente

da CNC, Antonio Oliveira Santos. “Parabenizo o

Conselho Superior da Justiça do Trabalho por esta

importante iniciativa”, afirmou o

presidente da Confederação.

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

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INTERESSE DO COMÉRCIO

Formação das

expectativas

Em artigo, presidente da CNC elenca informações que traçam um

cenário segundo o qual a atual recessão deve perdurar para além das

projeções mais pessimistas. O reflexo disso? A incerteza que atinge

todo o País

No campo econômico, as expectativas dos

agentes em relação ao futuro têm o condão de se

transformar no mundo real. Tendo como pano

de fundo a queda do PIB da ordem de 3,8%, em

2015, e de uma nova queda da mesma proporção já

estaria “contratada” para 2016. O pessimismo em

relação ao comportamento futuro da economia está

aprofundando a recessão, cuja face mais perversa é o

crescente nível do desemprego.

Esse clima de desalento está configurado em

indicadores antecedentes, assim chamados porque

buscam prever a marcha da economia. Entre tais

indicadores destacam-se o Índice de Confiança do

Consumidor calculado pela FGV e os Índices de

Confiança do Empresariado na área do Comércio e

da Indústria, calculados respectivamente pela CNC

e CNI. Os últimos valores divulgados (janeiro

de 2013) apontam para o índice 67,9 no caso do

consumidor, 80,9 e 38,5 para o empresariado do

comércio e da indústria, respectivamente. Os dois

primeiros índices têm como linha de corte, que

separa o otimismo do pessimismo, o índice 100

para o comércio e o índice 50 para a indústria.

Qualquer que seja o índice predomina o pessimismo

em relação ao futuro.

Quais seriam os fundamentos e as razões desse

pessimismo, agora cristalizado num quadro de

recessão? Antes de tudo, o descumprimento da meta

de inflação e a revisão para menos do superávit

primário, no âmbito fiscal.

Nos últimos anos, o centro da meta de inflação de

4,5% ao ano não foi alcançado e, sim, substituído,

dada a margem de tolerância de dois pontos

percentuais, pelo seu limite superior de 6,5%.

No momento atual, a taxa de inflação rompeu a

fronteira psíquica dos 10% ao ano, como síntese da

alta dos preços.

Quanto ao superávit primário, instrumento para

manter a dívida pública sob controle, em anos recentes

oscilou entre 2 e 3% do PIB, mas, depois de estimar

1,2% para este ano de 2016, a proposta governamental

é de reduzi-lo para 0,5% do PIB. Redução imposta no

quadro recessivo pela queda de receita via impostos

diante de despesas incompressíveis, por compulsórias.

Que pode ainda levar à transformação do superávit em

déficit primário.

Mas há mais. Os principais vetores do que se

convencionou chamar de “nova matriz econômica”

estão identificados nos juros mais baixos, expansão

fiscal com ênfase em gastos sociais e crédito

6

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


INTERESSE DO COMÉRCIO

Quais seriam os fundamentos e as razões

desse pessimismo, agora cristalizado num

quadro de recessão? Antes de tudo, o

descumprimento da meta de inflação e a

revisão para menos do superávit primário,

no âmbito fiscal.”

Imagem: Cristina Bocayuva

ANTONIO OLIVEIRA SANTOS

Presidente da Confederação Nacional

do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

abundante, este último para inflar a demanda

global, o todo constituindo bizarra abordagem

keynesiana. É bem verdade que os Programas de

Aceleração do Crescimento (sic) contêm em sua

pauta investimentos na infraestrutura econômica.

Mas tais investimentos como obras complexas,

desdobradas em segmentos do projeto global,

apresentaram claros problemas de gestão, a começar

pelo atraso na emissão da licença ambiental e

deficiências do projeto básico, terminando no

estouro dos cronogramas.

Um caso extremo é o da Ferrovia Norte-Sul, cuja

construção, iniciada durante a Presidência Sarney,

até hoje está inconclusa e com problemas de

traçado. Outros projetos são a transposição do Rio

São Francisco e a Ferrovia de Integração Oeste-

Leste. No primeiro caso, os trabalhos começaram

em 2005, o eixo Leste deveria estar concluído em

2010 e o eixo Norte em 2012. A conclusão dos

dois eixos foi, primeiro, adiada para 2015 e, agora,

mais uma vez adiada para 2017. No segundo caso,

o da Ferrovia da Integração, os trabalhos tiveram

início em fins de 2010, com previsão de término em

meados de 2013, já adiado para 2018 pelo atraso

cumulativo. Tais atrasos decorrem, provavelmente,

da deficiência do planejamento, comprometido por

motivações políticas.

Seja como for, tais atrasos, que parecem ser a regra

nos investimentos de infraestrutura, têm custos

diretos e custos de oportunidade, nada desprezíveis.

O assalto de que foi alvo a Petrobras, no qual

o cartel das grandes empreiteiras operou como

fonte dos subornos, ainda não terminou, em

seus desdobramentos. Pela dimensão da empresa

e sua posição na cadeia produtiva, com toda

sorte de interações sobre a malha industrial, os

estragos decorrentes do aparelhamento político

ainda não estão totalmente estimados. O certo

é que o drama da petroleira atinge severamente

a economia dos Estados produtores e é uma das

causas importantes do nível de desemprego. Se

a tudo isso se somar a cotação internacional do

barril de petróleo, o Eldorado do pré–sal pode

transformar-se em miragem.

Mas há mais. A intercessão da crise econômica

com a crise política tem como ingrediente a difícil

relação entre Executivo e Legislativo, e a resultante

de tudo isso é que um véu de incerteza cobre o

País e repercute sobre a sociedade, moldando as

expectativas do pessimismo. A única certeza é de

que a reversão vai estar ainda muito longe.

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

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CAPA

Comércio exterior

pode ajudar a

levantar a economia

Mesmo com queda nas exportações

e importações, o comércio exterior

mostra um grande potencial para ser o

motor que o País precisa para driblar a

atual crise econômica. Empresários e

especialistas do setor falam sobre os

principais desafios e o que precisa ser

realizado para que o Brasil

possa zarpar e navegar em águas

mais tranquilas.

8

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


CAPA

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

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CAPA

Brasil: mais competitividade

para fazer frente ao

mercado externo

O ano de 2015 ficará na memória do empresariado

brasileiro como o ápice da crise econômica recente

do País. Após uma onda de crescimento, o Produto

Interno Bruto (PIB) terminou o ano passado

com uma queda de 3,8% em relação a 2014, a

maior retração desde 1990. Com isso, somado ao

agravamento da crise política enfrentada pelo País,

2016 já contava com previsões pessimistas para

a economia desde o seu início. Pela CNC, por

exemplo, a expectativa é de queda de 3,4%

no PIB e uma retração de 8,8% nas vendas

do varejo ampliado.

Em meio a esse cenário, agora ainda mais incerto

com o processo de impeachment da presidente

Dilma Rousseff em curso, o empresário precisa

detectar oportunidades para conseguir sobreviver. A

solução para a saída da crise, no entanto, talvez possa

estar fora do alcance das vistas: é preciso olhar para

o exterior.

A importância do comércio exterior

Apesar de também sofrer com os impactos da crise

econômica, a atividade de comércio exterior pode ser

um dos pilares de salvação da economia brasileira.

Em março, a balança comercial fechou com saldo

positivo de US$ 4,435 bilhões, o melhor resultado

para o mês em 28 anos, resultado de um aumento

na procura por commodities gerado pela queda nos

preços (embora o resultado tenha sido de queda de

5,8% nas exportações e de 30% nas importações em

relação a março de 2015).

Ao olhar para o primeiro trimestre de 2016, as

exportações tiveram queda de 5,1% em relação ao

mesmo período do ano passado. A retração também

se deu nas importações (-33,4%), resultando em

um saldo de US$ 8,401 bilhões. “Isoladamente, o

resultado é um bom número, mas temos que avaliar

que esse superávit foi obtido com a forte queda nas

importações e também nas exportações. Ou seja,

são dois fatores negativos que acionam reservas, mas

não acrescentam nada”, afirmou o presidente da

Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB),

José Augusto de Castro.

Para empresários e especialistas que atuam no

comércio exterior, aumentar as exportações

brasileiras parece ser a saída para que o setor possa

decolar e auxiliar o País na retomada da economia.

No entanto, o Brasil precisa vencer muitos desafios

antes de fazer o barco zarpar e tomar o rumo certo.

‘Custo Brasil’ e a baixa competitividade

dos produtos nacionais

O primeiro grande desafio é a baixa competitividade

dos produtos nacionais em relação aos produtos

estrangeiros. Apesar de as commodities ocuparem

posição de liderança no mercado, por conta da

extensão territorial e da riqueza do Brasil, os

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CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


CAPA

Dentro do quadro recessivo que atravessamos,

a exportação apresenta-se como uma

solução para tentarmos minorar esses efeitos,

proporcionando a manutenção de empregos e

criação de renda. Para isto é necessário uma

política comercial ativa que garanta mercado

externo para os produtos brasileiros.”

Imagem: Carolina Braga/CNC

Rubens Medrano, coordenador da CBCex

produtos manufaturados sofrem com o baixo

potencial competitivo do País frente aos demais

concorrentes. Vários problemas estruturais incidem

sobre a indústria nacional, como altos custos de

produção, carga tributária elevada, infraestrutura

deficiente e cara, obsolescência de maquinário

e equipamentos de produção, entre outros. É o

chamado Custo Brasil. “Estes são fatores impeditivos

e que nos tiram as chances de competir no mercado

internacional de uma maneira sustentável”, afirmou

Rubens Medrano, empresário e coordenador da

Câmara Brasileira de Comércio Exterior (CBCex)

da CNC.

O excesso de burocracia e a falta de investimentos

em logística também impedem um bom

desempenho frente aos competidores estrangeiros.

“A precária infraestrutura, como estradas, ferrovias

e portos, leva a perdas de parte da produção, o que

limita o potencial das exportações. Além disso, a

burocracia causa demasiada demora no escoamento

de produtos. Assim há necessidade de criar

estruturas de armazenagem. Esses aspectos, mesmo

contrapostos aos incentivos, ainda restringem

as exportações”, afirmou o vice-presidente

Administrativo da CNC e presidente da Fecomércio-

PR, Darci Piana.

Para reduzir o Custo Brasil, são necessários

investimentos por parte dos empresários brasileiros,

mas também do governo federal. “O Brasil precisa

fazer o dever de casa. Fazer reformas estruturais,

especialmente nas áreas tributária, previdenciária e

trabalhista. Reduzindo o nosso Custo Brasil, vamos

aumentar a nossa competitividade no mercado

internacional e passaremos a exportar mais produtos

manufaturados do que o volume atual”, disse José

Augusto de Castro.

Uma luz no fim do porto

Mesmo diante de tantos desafios, a esperança no

comércio exterior ainda é grande. Na última reunião

da CBCex, realizada no dia 18 de março (veja mais

na página 18), o consultor Econômico da CNC,

Ernane Galvêas, afirmou: “O comércio exterior

pode ser a esperança de que a economia tenha

alguma recuperação”.

A opinião é compartilhada por outros empresários e

representantes do setor. “Dentro do quadro recessivo

que atravessamos, a exportação apresenta-se como

uma solução para tentarmos minorar esses efeitos,

proporcionando a manutenção de empregos e

criação de renda. Para isto é necessária uma política

comercial ativa que garanta mercado externo para os

produtos brasileiros”, afirmou Rubens Medrano.

O presidente da Feaduaneiros, Daniel Mansano,

também corrobora esta opinião: “O comércio exterior

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

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CAPA

As empresas exportadoras devem focar

no mercado externo, tentando aproveitar

o real mais competitivo. O aumento da

produtividade e a redução de custos

também são aspectos importantes,

através da capacitação da mão de obra e

modernização do processo produtivo.”

Imagem: Carolina Braga/CNC

Darci Piana, vice-presidente

Administrativo da CNC

amplia o nível de produção e diversifica o parque

industrial nacional, além de estimular o comércio em

todos os setores, com a criação de milhares de postos

de trabalho e o aumento da arrecadação, além de

gerar divisas, no caso das exportações”.

O Banco Central prevê que, em 2016, o Brasil

deve receber US$ 60 bilhões em investimentos

estrangeiros. Só em janeiro entraram no País US$ 5,5

bilhões, US$ 1 bilhão acima do previsto. Apesar de

ser um valor menor do que o recebido em 2015 (US$

75 bilhões), a quantia significa que o Brasil ainda tem

um grande potencial no mercado estrangeiro. “Existe

uma disponibilidade muito grande de dinheiro a

custo barato no mercado internacional, que, aliado

ao momento adverso por que passa a economia

mundial, encontra em mercados emergentes como o

Brasil oportunidades de bons investimentos, apesar

dos riscos que possam eventualmente apresentar essas

economias”, enfatiza Medrano.

É preciso lembrar que o Brasil perdeu recentemente

o grau de investimento positivo dado por agências

de classificação de risco, tornando-se um local de

investimento arriscado, sem selo de bom pagador.

“Há uma redução natural por conta dessas perdas,

mas qualquer investimento é bem-vindo”, afirmou

José Augusto de Castro, presidente da AEB. Já Darci

Piana lembra que investidores internacionais ainda

aguardam o desenrolar das questões políticas do País.

Como os empresários podem

aproveitar o cenário?

Na crise, surgem oportunidades, e são para elas que

os empresários do setor devem olhar. “O empresário

brasileiro é arrojado e tem a necessária criatividade para

crescer e encontrar as oportunidades nos momentos de

crise. Estes são os momentos para efetuar as mudanças

necessárias e aprimorar os nossos modelos de gestão”,

comentou Rubens Medrano.

Romper as amarras tradicionais e descobrir nichos

no mercado externo que se adaptem melhor ao

produto também são questões a serem observadas.

“As empresas exportadoras devem focar no mercado

externo, tentando aproveitar o Real mais competitivo

no mercado. O aumento da produtividade e a redução

de custos também são aspectos importantes, através

da capacitação da mão de obra e modernização do

processo produtivo”, afirmou o vice-presidente da

CNC Darci Piana.

Também é preciso atentar para a qualidade dos

produtos e serviços oferecidos. “É imperioso que as

empresas do setor procurem se adequar sem prejuízo

da qualidade dos serviços prestados. O que importa

para o tomador de serviços é a qualidade destes, e por

isso essas organizações têm de manter um alto padrão

técnico no exercício de suas atividades, pois este é e

sempre será o diferencial que será notado pelo usuário

12

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


CAPA

no item competitividade”, afirmou Daniel Mansano,

da Feaduaneiros.

Representatividade

A atuação da CNC na defesa do comércio exterior

ganhou mais peso com a criação da Câmara Brasileira

de Comércio Exterior (CBCex). No entanto, a

representatividade da Confederação se consolida com

diversas ações, seja por parcerias com a AEB e com a

Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE),

seja pela atuação na representação em diversos órgãos,

como o Ministério do Desenvolvimento, Indústria

e Comércio Exterior (MDIC) e o Mercosul. “Para

a AEB, é fundamental essa parceria com a CNC,

pois ela abrange outros horizontes do comércio de

bens, serviços e turismo e amplia o debate. Muitas

entidades ligadas à CNC vão poder discutir mais

o comércio exterior através da CBCex. Da mesma

forma, as empresas que antes não exportavam

passarão a ter a oportunidade de exportar, seja através

de obtenção de informações ou por meio de apoio

técnico da AEB para a realização da exportação. É

uma parceria que é positiva para a AEB, para a CNC

e principalmente para o comércio exterior”, disse José

Augusto de Castro. “Tenho a plena convicção de que

o empresariado brasileiro do comércio, apoiado pelo

prestígio e atuação da CNC nos mais diversos fóruns,

sejam governamentais ou privados, estará contribuindo

de forma efetiva para o desenvolvimento e crescimento

da economia brasileira”, complementou Rubens

Medrano, coordenador da CBCex.

Comércio eletrônico: ferramenta para importações

Na contramão da crise, o comércio eletrônico registrou um crescimento de 15,3%

em 2015. Isso se reflete ainda nas compras internacionais. Segundo a E-bit/Buscapé,

os brasileiros gastaram US$ 2,02 bilhões em sites internacionais de compras, o valor

é maior do que o registrado em 2014 mesmo com a alta do dólar. “Essa prática de

compra em sites internacionais ganhou tração nos últimos cinco anos, principalmente

com o real valorizado entre 2011 e 2014”, afirmou Pedro Guasti, presidente do

Conselho de Comércio Eletrônico da Fecomércio-SP, cofundador da E-bit e diretor de

Relações Institucionais do Buscapé Company. Ao que tudo indica, esta atividade veio

para ficar. “O e-commerce é um fator de estímulo importantíssimo não somente ao

comércio doméstico como ao comércio internacional, seja do lado da importação ou da

exportação”, afirmou Rubens Medrano, coordenador da CBCex.

Apesar desse estímulo nas importações por meio do comércio eletrônico, as exportações

ainda têm pouco a se beneficiar, devido à falta de estrutura do País e outros fatores

importantes, como barreiras alfandegárias e tarifárias. “Os empresários que queiram

exportar precisam entender como posicionar os produtos que serão comercializados,

havendo mais espaço para mercadorias nacionais que não são encontradas facilmente

em outros países. Um exemplo seriam os produtos artesanais, alimentícios, produzidos

com matéria-prima genuinamente brasileira, e artigos de decoração com materiais

encontrados somente no Brasil”, disse Pedro Guasti.

Veja entrevista completa com Pedro Guasti no site da CNC, através do link

http://bit.ly/PGuasti_CNC

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

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REUNIÃO DE DIRETORIA

Ações hoje

para garantir

o amanhã

Diretores da CNC

avaliam como lidar com

questões como o déficit

da Previdência Social

Problema já enfrentado por diversos países, a

situação da Previdência Social brasileira foi um

dos pontos discutidos na reunião de Diretoria

da Confederação Nacional do Comércio de

Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizada pela

entidade dia 10 de março, no Rio de Janeiro.

“Somos todos empresários e sabemos que há que

modificar a Previdência Social porque, senão, ela

quebra. Nessas modificações, estamos colocando,

ao menos, três itens principais: a idade mínima

de aposentadoria, o tempo de contribuição, e

homens e mulheres na mesma categoria”, afirmou

o presidente da entidade, Antonio Oliveira Santos,

resumindo a preocupação comum a presidentes de

federações de comércio de todo o País.

Os gastos previdenciários vêm crescendo muito nas

últimas décadas - as despesas com os benefícios do

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sobem

cada vez mais, abocanhando fatia importante do

PIB. E projeções apontam para o envelhecimento

rápido da população brasileira, o que pode

impactar mais ainda, e de forma negativa, as

contas públicas. O assunto é pauta permanente dos

diretores e técnicos da Confederação.

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CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


REUNIÃO DE DIRETORIA

Imagem: Christina Bocayuva

Entidades do comércio se mobilizam no

combate ao mosquito Aedes aegypti

Outro tema abordado na reunião foi o combate

ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue,

zika e chikungunya. “Fomos demandados pelo

governador do Estado da Bahia no sentido de

nos engajar na campanha. Constituímos uma

comissão com a Fecomércio-BA, o Sesc e o Senac,

e, aqui chegando, conheci o trabalho do diretor do

Departamento Nacional do Sesc, Carlos Artexes,

sobre o tema, que me deixou muito satisfeito”, disse

Carlos Andrade, vice-presidente da Confederação

e presidente da Federação baiana de Comércio.

“O Sesc já se engajou e, na nossa estrutura, é o

organismo que deve participar de iniciativas ligadas

ao tema”, apontou Oliveira Santos.

O Sistema CNC-Sesc-Senac é parceiro do

Ministério da Saúde no combate à dengue,

divulgando as campanhas governamentais. No

dia 28 de janeiro, por exemplo, o Departamento

Nacional do Sesc realizou uma ação de capacitação,

o Sesc Alerta - Combate ao Aedes aegypti, Dengue,

Zika e Chikungunya. O evento teve a participação

de Denise Valle, bióloga e pesquisadora da

Fundação Oswaldo Cruz, e de Renata Beranger,

médica infectologista do Hospital Samaritano.

O Departamento Nacional do Senac também

está realizando ação de prevenção para os

colaboradores, assim como a CNC.

Alexandre Sampaio, presidente do Conselho

Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur)

da Confederação e presidente da Federação

Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e

Similares (FNHRBS), falou da assinatura de um

convênio para o combate ao Aedes aegypti com

as principais entidades da hotelaria brasileira. “É

o primeiro convênio concreto com engajamento

de funcionários de hotéis do Brasil inteiro para

o combate a essas doenças e ao mosquito, dentro

das empresas e extensivo aos hóspedes. É também

o primeiro evento que envolve o turismo nacional

patrocinado a partir da campanha desenvolvida

pelo Sesc”, disse.

Outro tema abordado pelo presidente da Cetur foi a

sugestão de um trabalho conjunto entre FNHRBS e

as Câmaras Empresariais de Turismo das Federações

de Comércio com foco no turismo religioso. “É uma

grande vertente. Na possível dificuldade que teremos

pós-Olimpíada e com todos os problemas que o

Brasil está enfrentando, o turismo religioso, mais

engajado e de melhor nível, pode ser uma grande

saída para o desenvolvimento do setor.”

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

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INSTITUCIONAL

Ministro da Educação elogia diversidade e

inovação da Escola Sesc de Ensino Médio

Imagem: Divulgação/Sesc

Da esq. p/ dir.: Antonio Oliveira

Santos, Claudia Fadel, Laércio

Oliveira, Aloízio Mercadante, Josias

Albuquerque, Sidney Cunha e Carlos

Artexes Simões.

Uma escola inovadora. Foi assim que o ministro

da Educação, Aloízio Mercadante, se referiu

à Escola Sesc de Ensino Médio, no Rio de

Janeiro, onde esteve em visita, ao lado do

presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos,

no dia 10 de março.

“Eu queria dizer três coisas para vocês. Primeiro,

estudem. Segundo, estudem. E terceiro, podem

jogar bola, passear, mas estudem também porque o

Brasil precisa de vocês e, estudando, vocês podem

escolher o que vão fazer”, aconselhou o ministro

durante o encontro com os estudantes no auditório

da Escola. “Vocês estão com todas as chances da

vida em uma escola tão linda, tão bonita e tão

inovadora como esta”, completou.

Mercadante conheceu o local após convite do

presidente Antonio Oliveira Santos. O ministro

lembrou a importância dessa diversidade cultural

presente na Escola e pediu que eles não esquecessem

de onde vieram. “O que nós queremos é que,

quando forem pra universidade por cota ou como

bolsistas, voltem à sua antiga escola pública para

fazer uma palestra e contar qual é o caminho para

chegar aonde vocês chegaram”, disse.

Estiveram presentes os vice-presidentes da CNC,

Josias Albuquerque e Laércio Oliveira; a chefe de

Gabinete da Presidência da Confederação, Lenoura

Schmidt; o diretor-geral do Sesc, Carlos Artexes;

o diretor-geral do Senac, Sidney Cunha; a diretora

da Escola Sesc de Ensino Médio, Claudia Fadel; e a

diretora de Educação Profissional do Senac, Anna

Beatriz Waehneldt.

Parlamentares conhecem o Sesc

No dia seguinte, 11 de março, deputados federais da

bancada do Rio de Janeiro visitaram as instalações

da Escola Sesc e também as dependências onde

funciona o Departamento Nacional do Sesc.

Estiveram presentes os deputados Alessandro Molon

(Rede), Clarissa Garotinho (PR), Simão Sessim (PP)

e Wilson Bezerra (PMDB).

Após a visita, os parlamentares almoçaram com os

alunos, na presença do deputado Laércio Oliveira;

do diretor-geral do Sesc, professor Carlos Artexes;

do chefe da Assessoria Legislativa da CNC, Roberto

Velloso; do ex-ministro do Tribunal de Contas da

União, Marco Antonio Vilaça; e da diretora da

Escola Sesc, Cláudia Fadel.

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CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


INSTITUCIONAL

CNC participa de cerimônia de

lançamento do Pronatec 2016

Conduzido em parceria com

entidades do Sistema S, o

Programa Nacional de Acesso

ao Ensino Técnico e Emprego

(Pronatec) já registrou 9,4

milhões de matrículas entre

2011 e 2015. A edição 2016

do programa foi lançada em

9 de março e teve a presença

do vice-presidente da CNC,

Laércio Oliveira, representando a

entidade na cerimônia realizada

no Palácio do Planalto.

“Esse programa é fundamental

para o País superar a crise

porque ele tem a condição de

elevar a capacidade produtiva

dos brasileiros e do Brasil,

especialmente nas áreas de

tecnologia e inovação”, disse

Laércio, acrescentando que

começou sua vida profissional

fazendo um curso do Senac.

Durante o evento, discursaram

dois jovens que ficaram em

primeiro lugar no quadro geral

de medalhas da WorldSkills,

principal competição de

educação profissional do

mundo, realizada em agosto do

ano passado, em São Paulo. Foi

a melhor colocação brasileira na

história do evento, superando

até o vice-campeonato

conquistado na Inglaterra, em

2011. Dos 56 participantes

nacionais mais competitivos,

47 haviam feito o Pronatec.

Em seu discurso, Laércio Oliveira

destacou ainda que o Senac e o

Sesc sempre estiveram atentos

ao interesse público, colocandose

como parceiros de primeiro

momento em programas e

políticas governamentais que têm

na educação de qualidade seu

ponto focal de sustentação, como

o Pronatec.

De acordo com o vice-presidente

da CNC, anualmente centenas

de milhares de brasileiros

encontram, nas unidades do

Senac espalhadas por todo o

País, oportunidade de iniciar

ou evoluir em uma carreira

profissional no comércio de

bens, serviços e turismo. “Junto

com as ações do Programa

Senac Gratuidade (PSG), que

beneficiou, em 2015, outras 638

mil pessoas, o Senac no Pronatec

irradia o poder transformador da

educação, mudando o destino e o

futuro de milhões de brasileiros”,

disse Laércio, que destacou ainda

a atuação do Sesc na educação

regular e na Educação de Jovens

e Adultos, que tem transformado

a vida de milhões de pessoas.

Novidades no Pronatec

Além da meta de ter 2 milhões

de inscritos em 2016, a nova

fase do Pronatec terá 372 mil

vagas para estudantes da EJA,

pessoas com mais de 18 anos

que não terminaram o ensino

fundamental ou o médio.

Também será associada a

qualificação profissional

às aulas do fundamental e

médio. Pelo menos 25% das

matrículas de jovens e adultos,

nos ensinos fundamental e

médio, serão vinculadas à

educação profissional.

Ao microfone, Laércio Oliveira, da CNC, destaca importância do programa para o País

Imagem: Carla Passos

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

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INSTITUCIONAL

Missões comerciais e potencial do

comércio exterior são temas da CBCex

Imagem: Guarim de Lorena

A Câmara Brasileira de Comércio Exterior (CBCex)

da CNC realizou a sua primeira reunião de 2016 em

18 de março, no Rio de Janeiro. O vice-presidente

Administrativo da CNC, Darci Piana, destacou, na

abertura do encontro, que o comércio é o principal

importador de produtos com valor agregado e que

é o catalisador da dinâmica de compra e venda

com outros países. Piana também ressaltou que

é preciso estreitar o relacionamento com outros

setores produtivos para que o comércio exterior seja

fortalecido. “Temos que pensar no suporte à indústria,

à agricultura, pois, quando esses setores vão bem, o

comércio invariavelmente vai bem”, afirmou Piana.

De acordo com o coordenador da CBCex, Rubens

Medrano, a Câmara é um ponto de convergência

das ações das Federações e dos Sindicatos, dando

voz aos anseios dos empresários e subsidiando a

CNC no relacionamento com os principais órgãos

governamentais competentes.

Integração entre estados

Um dos assuntos abordados na reunião foi a

organização e recepção de missões comerciais

internacionais. Darci Piana sugeriu que as Federações

do Comércio que realizarem missões internacionais

convidem, por meio da Câmara, Federações de outros

Ernane Galvêas, Darci Piana e Rubens Medrano durante a

reunião da Câmara Brasileira de Comércio Exterior

estados a enviarem seus representantes nas viagens,

disseminando as oportunidades de negócios entre o

Brasil e outros países. “Esta ação beneficiaria todos os

estados e fortaleceria ainda mais o Sistema Comércio”,

afirmou Henry Uliano, da Fecomércio-SC, presente

à reunião.

Sugestões ao MDIC

O consultor Econômico da CNC, Ernane Galvêas,

fez um breve resumo do cenário econômico

atual. Galvêas afirmou que “a queda das taxas

de importação e de exportação é um sinal de

recrudescimento da atual situação do País”, mas

aposta que o comércio exterior ainda pode encontrar

algum fôlego no atual cenário de crise.

O ex-ministro da Fazenda lembrou ainda do

relacionamento da CNC com o Ministério do

Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

(MDIC). “Pode-se levantar um conjunto de

sugestões para se levar ao governo por meio do

MDIC para facilitar as importações e exportações,

de forma que o empresário tenha as condições

necessárias para se desenvolver”, disse ele.

Capacitação profissional

A gerente de Implementação e Integração

Educacional do Senac, Rejane Leite, afirmou que

a entidade disponibiliza diversos cursos para o

segmento do comércio exterior, como cursos técnicos

de logística e idiomas. Segundo o coordenador

Rubens Medrano, capacitar os profissionais em

portos e aeroportos é fundamental para a fluidez da

atividade econômica de comércio exterior. Rejane

colocou o Senac à disposição e afirmou que, por

meio de sugestões da CBCex, pode ser possível a

criação de novos cursos que atendam às necessidades

dos empresários.

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CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


Câmara de Serviços Imobiliários

discute expectativas de mercado

INSTITUCIONAL

Imagem: Marzul Estumano

De pé, o economista da CNC Fabio Bentes apresenta dados para análise estratégica dos empresários

A Câmara Brasileira de Comércio e Serviços

Imobiliários (CBCSI) da Confederação Nacional

do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

reuniu-se em Brasília, em 2 de março, para a

retomada dos trabalhos em prol do empresariado

do setor de imóveis. Liderada pelo coordenador da

Câmara, Pedro Wähmann, os tópicos da reunião

giraram em torno dos índices nacionais de preço de

locação e de compra e venda; de questões que dizem

respeito aos condomínios; e considerações sobre o

cenário político no Brasil.

Diante do atual quadro de crise econômica

enfrentado pelo País e que tem atingido diretamente

o setor de comércio e serviços, a pauta em destaque

foi abordada pelo economista da Confederação, Fabio

Bentes, que apresentou um trabalho com enfoque no

que se pode esperar do mercado econômico para o

comércio em 2016, lembrando as heranças da crise do

ano passado. “Pretendi traçar o impacto da crise de

2015 no comércio. E esse impacto no setor produtivo

naturalmente deixa heranças negativas para 2016,

dentre as quais: a inflação, a crise de confiança e a

crise no mercado de trabalho”, afirmou.

Segundo Bentes, um ano tão negativo causa impacto

adverso no mercado de trabalho, e do ponto de vista do

comércio não há qualquer possibilidade de estabilidade

do setor sem que haja recuperação nesse mercado. E

explicou que, ao contrário de outros países em que as

pessoas têm ativos como a poupança, por exemplo,

para enfrentar crises como esta, no Brasil o consumo

é todo lastreado na renda do mercado de trabalho.

“Se a expectativa para 2016 é de queda de 3,3%,

naturalmente projetamos queda, no mercado de

trabalho, de 2,5%. Cenário de retração significativo

para 2016”, destacou o economista.

Expectativas

Bentes explicou dados do IBGE que levam a acreditar

que o varejo caminha para o terceiro ano de queda

de atividade do comércio em suas vendas. Em 2015,

um alto número de estabelecimentos comerciais foi

fechado, “Foram registrados 95 mil estabelecimentos

com vínculos empregatícios a menos. São -13,4% em

2015 (de 2005 a 2015)”, detalhou.

Concluiu as expectativas para 2016 em torno de

elevado corte nos empregos do varejo (-245.491) e

pequena melhora no faturamento real (fechando

em -7,8%), comparando a 2015 (-8,6%). “Em

suma, os fatores condicionantes do consumo e dos

investimentos permanecerão elevados, assim como a

inflação de custos. O ajuste virá da deterioração do

mercado e da queda da atividade”, finalizou Bentes.

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

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INSTITUCIONAL

Câmara de Serviços Terceirizáveis

recebe secretário do MDIC

A Câmara Brasileira de Serviços Terceirizáveis (CBST)

da Confederação Nacional do Comércio de Bens,

Serviços e Turismo (CNC) reuniu-se, em 8 de março,

em Brasília. Liderada por seu coordenador, Jerfferson

Simões, a reunião contou com a participação do

secretário de Comércio e Serviços do Ministério do

Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

(MDIC), Marcelo Maia Tavares de Araújo, que ouviu

os apelos dos empresários e explicou as propostas do

governo, por meio da Secretaria.

Hoje, o ministério conta com dois fóruns: o

Fórum de Alavancagem do Comércio Exterior de

Serviços; e o Fórum de Competitividade do Varejo.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens,

Serviços e Turismo (CNC) tem participação ativa

no Fórum de Varejo, em que questões de interesse

macro do setor de comércio varejista já foram

expostas e administradas pelo governo em comum

acordo com a iniciativa privada.

Para dar continuidade à construção de uma agenda

comum entre governo e empresários, Marcelo Maia

expôs a intenção da Secretaria de Comércio e Serviços

de criar um novo fórum de discussões, dessa vez

voltado para o setor de serviços: “O motivo de estar

aqui hoje é que tenho sentido necessidade de formar

um terceiro fórum - no setor de serviços - com

foco no mercado doméstico, geração de trabalho

e emprego. E que tenha reuniões permanentes e

dinâmicas, unificando pautas”, disse.

A criação do terceiro fórum garantiria o espaço

do setor nas principais pautas de discussão do

ministério. “Também sou empresário e sei quais

os desafios que os senhores enfrentam. Para os

superarmos, precisamos de unicidade. Será um

desafio para todos, e aprenderemos com ele como

melhor trabalhar os interesses do setor, para o bem

de todo o País”, afirmou Maia.

Ampliação do foco

Ainda no encontro, foram analisados temas de

interesse dos empresários do setor de serviços

terceirizáveis, como a pesquisa de Mapeamento

Estrutural das Atividades de Serviços Terceirizáveis,

desenvolvida pela Confederação, e a Lei Brasileira

de Inclusão, além de outras matérias legislativas.

O grupo foi informado também de que a Câmara

terá a ampliação de seu foco, quando passará a

englobar outros tipos de serviços. A novidade foi

declarada pelo deputado Laércio Oliveira, vicepresidente

da CNC: “Esta, em breve, será uma

Câmara Brasileira de Serviços – abrangendo todos

eles, e não somente os terceirizáveis. Avalio como um

ganho a esse setor”.

Imagem: Paulo Negreiros

Membros da Câmara com o secretário

Marcelo Maia: ações para reverter

cenário negativo do mercado

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CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


Comércio participa cada vez mais

da elaboração de políticas públicas

INSTITUCIONAL

Imagem: Paulo Negreiros

Ao microfone, o secretário de Comércio e Serviços do MDIC, Marcelo Maia, fala da Rede de Assessorias Legislativas da CNC

A Rede Nacional de Assessorias Legislativas

(Renalegis) da Confederação Nacional do Comércio

de Bens, Serviços e Turismo (CNC) tem sido

importante parceira do governo na construção de

políticas públicas, oferecendo contribuições positivas

para o desenvolvimento econômico do País. A

afirmação é do secretário de Comércio e Serviços

do Ministério do Desenvolvimento, Indústria

e Comércio Exterior (MDIC), Marcelo Maia

Tavares de Araújo. Ele fez palestra sobre a “Agenda

Legislativa no Âmbito do Varejo”, em reunião da

Renalegis, em 15 de março, em Brasília.

Maia falou sobre ações dos fóruns, no âmbito

da Secretaria, que cuidam de um setor que

representa 72% da riqueza nacional (12% referentes

a comércio). Detalhou ainda o trabalho de

acompanhamento legislativo da Secretaria.

De acordo com Marcelo Maia, ao longo de 2015, a

Secretaria se manifestou tecnicamente sobre mais de

150 projetos de lei em tramitação no Congresso. “É

importante que estejamos próximos da Renalegis

para um trabalho convergente do Executivo com a

CNC e as Federações do Comércio”, declarou.

Proximidade

O chefe da Assessoria Legislativa da Confederação,

Roberto Velloso, destacou a proximidade de ação

da Rede com o Ministério e os efeitos positivos

dessa iniciativa para os interesses do comércio.

Já o vice-presidente da CNC, deputado federal

Laércio Oliveira, que coordenou a reunião, lembrou

a importância da mobilização permanente dos

integrantes da Renalegis.

O assessor técnico Felipe Oliveira apresentou as

inovações introduzidas no Sistema Renalegis.

Na última etapa da reunião, foram debatidas

proposições de interesse em tramitação no

Congresso Nacional. Entre elas estão o Projeto de

Lei da Câmara (PLC) nº 30/2015 (PL 4.330/2004),

que dispõe sobre os contratos de terceirização; o

Projeto de Lei (PL) nº 6.411/2013, que altera a

Consolidação das Leis do Trabalho para dispor

sobre a vigência de convenções e acordos coletivos;

e o Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 550/2015,

sobre o término da cobrança de contribuição social

devida pelos empregadores em caso de demissão de

empregado, sem justa causa.

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

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INSTITUCIONAL

Espaço Saúde, uma nova fonte de

informação sobre prevenção e bem-estar

Imagem: Reprodução/TV CNC

A informação de qualidade

e a educação constituem-se

em primeiro passo para o

autocuidado e a promoção da

saúde. Pensando nisso, uma

nova fonte de informação sobre

saúde e cuidados com o corpo

foi criada pela Divisão de Saúde

do Sistema CNC-Sesc-Senac.

Trata-se do Espaço Saúde, uma

série de programas veiculados na

TV CNC que trazem assuntos

relacionados à saúde e seus

reflexos no ambiente

de trabalho.

Apresentados pela jornalista

Simone Braga, os programas

têm o formato de talk show, com

duração média de 10 minutos,

em que profissionais da Divisão

de Saúde abordam temas e

assuntos de maior incidência,

prevalência ou interesse da

população. Sua periodicidade

é mensal, e todos os programas

já realizados encontram-se

disponíveis no portal da CNC.

Para o chefe da Divisão de

Saúde do Sistema CNC-Sesc-

Senac, Alexandre de Marca, a

educação e atenção com a saúde

é uma responsabilidade que deve

ser compartilhada por todos

os segmentos da sociedade. “O

adoecimento a par de causar

sofrimento ao indivíduo e à sua

família gera importante impacto

social e econômico no âmbito

individual e no País, decorrente

do absenteísmo, queda da

produtividade, aumentos

dos custos médicos públicos,

privados e na saúde suplementar

e aumento dos custos da

previdência social, agravando

ainda mais o desequilíbrio

financeiro. Com isso em mente,

o Sistema CNC, ao longo dos

seus 70 anos, vem atuando de

forma decisiva na melhoria e

promoção da saúde não só do

trabalhador do comércio, mas

também de toda a sociedade

brasileira”, afirmou Alexandre

de Marca.

Para assistir ao Espaço Saúde, é

preciso acessar a TV CNC, no

site da CNC ou diretamente no

YouTube, através do link www.

youtube.com/tvcnconline.

Cenas dos programas que já foram veiculados no Espaço Saúde - em sentido horário: os médicos da Divisão de Saúde da CNC Ricardo

Peixoto (Hipertensão), Luiz Alípio Caminha (Hepatites Virais), Myrna Hanke (Cuidados com a Pele), Cristiane Murad e Paula Araújo

(Adolescência) e Iriane Buckart (Coluna Vertebral).

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CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


INSTITUCIONAL

Crise e ações conjuntas marcam encontro

de comunicadores do Sistema Comércio

Imagens: Carolina Braga/CNC

A Confederação Nacional do Comércio de Bens,

Serviços e Turismo (CNC), com o apoio da

Fecomércio-AL, realizou, em 31 de março e 1º de

abril, o IX Encontro de Assessores de Comunicação

do Sistema Comércio, iniciativa que reuniu

profissionais de Comunicação das Federações de

Comércio e das unidades do Sesc e do Senac de todo

o País, para alinhamento e debate de projetos, ações

e ideias de interesse do setor e da sociedade.

Wilton Malta, presidente da Federação anfitriã,

destacou a preocupação com o atual cenário

sociopolítico brasileiro e a importância do comércio

em meio aos acontecimentos recentes. “É oportuno

que vocês, profissionais de imprensa, saibam e

divulguem nossa preocupação”, disse. Para o

presidente da Fecomércio-AL, a Comunicação é

estratégica para que o público geral e os representados

pelas entidades do Sistema possam tomar

conhecimento real das ações e preocupações do setor.

Cristina Calmon, chefe da Assessoria de

Comunicação da CNC, destaca pontos importantes

do encontro, que contou com dois dias de atividades.

“A gestão da marca é um desafio para as entidades

do Sistema”, exemplifica.

No alto, comunicadores do Sistema Comércio durante palestra

da advogada Maria Elizabeth Ribeiro. Acima, Cristina Calmon

(Ascom-CNC) e Wilton Malta, presidente da Fecomércio-AL

Programação variada e atual

Entre os destaques da programação, no dia 31,

Maria Elizabeth Ribeiro, advogada da Divisão

Jurídica da CNC, apresentou a palestra Uso da

Marca Conjunta pelas Entidades Fecomércio-Sesc-

Senac. Já no dia 1º de abril, foi detalhado o case

Repercussão dos Trabalhos Fecomércio-PR na

Mídia, por Cesar Gonçalves, da Fecomércio-PR.

No mesmo dia, foi apresentada a palestra sobre a

implantação do Programa Ecos nas Federações, com

Mário Saladini, do Núcleo de Sustentabilidade do

Sesc/DN, e Leonardo Fonseca, do Departamento

de Planejamento da Confederação.

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

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INSTITUCIONAL

CNC se manifesta sobre crise política

O atual cenário político e seus desdobramentos na

realidade brasileira ganharam mais atenção na pauta

de debates e análises da Confederação Nacional do

Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Em comunicado enviado dia 18 de abril à

imprensa e às Federações de Comércio, a

Confederação destacou que houve um importante

avanço com a decisão da Câmara dos Deputados,

em 17 de abril, de aprovar o impeachment da

Presidente Dilma Rousseff.

Na avaliação da entidade, a conjuntura de recessão

poderá ter vida longa e só terá alento após um

amplo e profundo ajuste fiscal, capaz de equilibrar

o déficit orçamentário e estancar o percurso

explosivo da dívida pública, incluindo forte queda

na taxa Selic.

Ainda em abril, no dia 18, o presidente da CNC,

Antonio Oliveira Santos, estimulou os presidentes

das Federações filiadas a alertarem os senadores

de seus Estados para que, no próximo passo

do processo de impedimento, com seu voto,

“concretizem a esperança que o comércio tem

de o País poder sair do fosso desastroso da falta

de ética, do caos político, financeiro e moral,

recuperando a confiança que sempre desfrutou

entre as nações”. Oliveira Santos entende que

é “profundamente lamentável reconhecer que

o País necessita, urgentemente, ‘respirar novos

ares’. E esta participação, com consciência e

responsabilidade, será, um dia, reconhecida por

ter contribuído para o reencontro do caminho da

dignidade brasileira”.

Já no dia 15 de abril, foi encaminhada mensagem

para as Federações de Comércio, na qual o presidente

da CNC conclamou os presidentes das Federações

do Sistema Comércio a não se omitirem no

momento em que o Congresso Nacional decidia pelo

afastamento ou não da Presidente da República.

Conselho Técnico debate

momento do País

Em 5 de abril, o Conselho

Técnico da Confederação

promoveu debate sobre a crise,

com mediação do consultor

Econômico da Presidência da

Confederação, o ex-ministro

da Fazenda Ernane Galvêas, e

participação dos conselheiros

Célio Borja, Sergio Quintella e

Bernardo Cabral. “O objetivo

do debate foi refletir sobre as

informações que temos

recebido diariamente e formular

nosso próprio julgamento”,

afirma Galvêas.

Imagem: Carolina Braga/CNC

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CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


INSTITUCIONAL

Confederação apoia substitutivo do

projeto do novo Código Comercial

Imagem: Paulo Negreiros

Juristas e assessores legislativos que integram o Grupo de Trabalho da CNC vão propor ajustes

O Grupo de Trabalho do Código Comercial da

Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços

e Turismo (CNC) dará novas contribuições para o

substitutivo ao Projeto de Lei (PL) nº 1.572/2011,

apresentado pelo relator-geral na Comissão Especial

da Câmara, deputado Paes Landim. “Nós apoiamos

o substitutivo, saudamos os avanços que traz, sem

prejuízo de futuros ajustes ou críticas pontuais”, disse

o consultor Jurídico da entidade, Marcelo Barreto, que

coordena o GT.

O substitutivo foi analisado em uma reunião, em

5 de abril, na sede da CNC em Brasília. Em novo

encontro, nos dias 18 e 19 de abril, foram discutidos

temas específicos do relatório.

Presidente da Comissão, o deputado Laércio

Oliveira, vice-presidente da CNC, confirmou que

será internacional o último evento da programação

do Grupo de Trabalho antes da votação do PL,

prevista para 10 de maio: visita de missão integrada

por parlamentares e assessores jurídidos à Colômbia.

“Trata-se de uma nação que cresceu muito

comercialmente, sendo hoje um dos expoentes da

América do Sul em termos de comércio. Vamos

conhecer o que foi feito por governo e pelo setor

privado para tornar a economia daquele país mais

organizada e eficiente”, justificou Laércio.

Membro da Comissão, o advogado paulista

Fernando Passos, que está organizando a

agenda da viagem, explicou que a Colômbia tem

conseguido um desenvolvimento econômico

significativo nos últimos anos. “Eles fizeram

reformas econômicas paralelamente a alterações

na legislação. E essas mudanças na legislação

permitiram a criação de um ambiente de negócios

favorável, que fez melhorar o ambiente

econômico”, disse.

Segurança jurídica

“Nesse momento de crise econômica é fundamental

que o Brasil passe a ter mais segurança jurídica no

ambiente de negócios. Existe um ranking mundial

de países onde os investidores encontram um

ambiente jurídico confortável. O Brasil está em

178º lugar porque não tem um Código Comercial”,

explicou Laércio Oliveira, à tarde, durante a reunião

da Comissão Especial.

Os dados foram aferidos pelos indicadores

Doing Business (mede as regulamentações que

estimulam ou restringem as atividades empresariais

no mundo) e Índice de Liberdade Econômica,

da Fundação Heritage, dos Estados Unidos

(178 países avaliados).

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

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INSTITUCIONAL

Consenso para garantir saúde

de trabalhadores e empresas

O Grupo de Trabalho em Saúde Ocupacional

(GTSO) da Confederação Nacional do Comércio

de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realizou, em 14

de abril, no Rio de Janeiro, sua 50ª reunião. Entre

outros pontos, o encontro foi marcado por um

levantamento das ações já realizadas e também por

uma homenagem a Daphnis Ferreira Souto, médico

do Trabalho e membro da Associação Brasileira de

Medicina do Trabalho (ABMT).

“Muita coisa boa acontece no Brasil e, depois,

é esquecida”, afirmou Daphnis, para fazer uma

retrospectiva histórica da evolução da segurança no

trabalho no Brasil. O médico é considerado uma

referência no setor pela contribuição abrangente

a áreas conexas à saúde no trabalho. Em um de

seus livros mais conhecidos, Saúde no trabalho:

uma revolução em andamento, o especialista

aborda a evolução do conhecimento médico e

analisa situações médico-sanitárias vividas pelos

trabalhadores brasileiros.

Daphnis foi homenageado pelo GTSO com uma

placa comemorativa pelo trabalho desenvolvido

ao longo de sua trajetória profissional. O assessor

especial da Divisão de Saúde da Confederação e

médico do Trabalho, Luís Sérgio Soares Mamari,

fez a entrega da placa. “Não existe trabalho

individual. Buscamos a construção coletiva do

pensamento do comércio para as questões de saúde

e segurança, para que isso chegue às Federações de

Comércio”, explicou.

Nesse sentido, o chefe da Divisão de Saúde da

Confederação e coordenador do Grupo, Alexandre de

Marca, destacou, na reunião, as iniciativas da entidade

na área da saúde e segurança do trabalho, com ênfase

na implantação dos Núcleos de Saúde Ocupacional

(Nusoc) nas Federações de Comércio. O Nusoc

terá estrutura própria para elaboração do Programa

de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e do

Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional

(PCMSO), bem como para realizar exames médicos

admissionais, demissionais, periódicos, por mudança

de função e de retorno ao trabalho.

“É um programa de saúde ocupacional, com foco

na prevenção de doenças e acidentes de trabalho

Imagens: Rebeca Souza/CNC

Ao centro, Alexandre de Marca conduz a reunião do GTSO ao lado de Lenoura Schmidt e Marcos Arzua

26

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


INSTITUCIONAL

Luís Mamari (de pé), médico da Divisão de Saúde da CNC, presta homenagem

a Daphnis Ferreira Souto por sua trajetória profissional

e na promoção de bem-estar e qualidade de

vida. Hoje temos em funcionamento um Núcleo

em João Pessoa, na Paraíba, cuja demanda

por atendimento duplicou desde que foi

instalado, além de estarmos desenvolvendo o

projeto também nos Estados de Pernambuco e

Tocantins”, afirmou Alexandre de Marca.

Tripartismo: solução equilibrada para

trabalhadores e empregadores

segurança e saúde no ambiente

de trabalho, o GTSO presta

um serviço indispensável tanto

para os segmentos produtivos do

comércio quanto para a classe

de trabalhadores brasileiros”,

complementou o secretário-geral da

CNC, Marcos Arzua.

A palavra foi aberta para que os

participantes pudessem abordar

temas ligados a atividades do

GTSO. Em comum, a percepção

de que o funcionamento da lógica tripartite

para a tomada de decisões no âmbito da saúde

e segurança no trabalho deve ser defendido por

todos os participantes – governo, empresários e

trabalhadores. “A atuação sistemática da CNC

é importante para que se amplie o debate nas

entidades empresariais, bem como naquelas de

trabalhadores”, pontuou Renan Feghali, vicepresidente

do Conselho de Política Social e

Trabalhista do Sistema Firjan.

A chefe de Gabinete da Presidência da CNC,

Lenoura Schmidt, fez a abertura do evento e

saudou os participantes em nome do presidente da

entidade, Antonio Oliveira Santos. “O trabalho

realizado pelo GTSO nos dá muito orgulho,

com ações bem conduzidas e eficientes nos

resultados. Desde 1998, vem demostrando sua

competência na defesa de temas afetos à segurança

do trabalhador”, disse. Lenoura falou também

da pertinência de se homenagear Daphnis, pela

sua contribuição à área da saúde e segurança do

trabalho. “Somos prestigiados pela Presidência

da Confederação nos temas saúde e segurança do

trabalho. É tema transversal em todas as entidades

do Sistema CNC-Sesc-Senac”, disse Alexandre de

Marca. “Ao divulgar e estudar boas práticas de

“A melhor ferramenta para se trabalhar é o

tripartismo, porque o objetivo de todos é só um:

a segurança e a saúde dos trabalhadores”, disse

Washington Aparecido dos Santos, coordenador da

bancada dos trabalhadores na Comissão Tripartite

Paritária Permanente (CTPP), criada pela Portaria

11 de 17 de maio de 2002, do Ministério do

Trabalho e Previdência Social. “Acreditamos no

debate com a participação de todos os atores”,

complementou. Para Magnus Ribas Apostólico,

coordenador da bancada patronal na comissão, o

incentivo à negociação é o caminho para a resolução

de problemas ligados à saúde e à segurança dos

trabalhadores. “Devemos buscar sempre o consenso

para garantir a saúde dos trabalhadores e também

das empresas”, apontou.

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

27


INSTITUCIONAL

Grupo de Trabalho sobre Meio Ambiente

mapeia oportunidades para empresas

A Assessoria de Gestão das Representações (AGR)

da Confederação Nacional do Comércio de Bens,

Serviços e Turismo (CNC) realizou em 15 de

abril, no Rio de Janeiro, a 13ª Reunião do Grupo

Técnico de Trabalho sobre Meio Ambiente

(GTT-MA). As linhas de crédito disponíveis para

as empresas implementarem projetos de eficiência

energética, alterações no licenciamento ambiental

que afetam o setor e as dificuldades impostas

pelo Cadastro Técnico Federal de Atividades

Potencialmente Poluidoras e/ou Utilizadoras de

Recursos Ambientais (CTF/APP) do Instituto

Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos

Naturais Renováveis (Ibama), principalmente às

empresas de combustíveis e supermercados, foram

os principais temas do encontro.

O tema é estratégico: a implementação de

projetos de eficiência energética nas empresas,

principalmente nas que têm um consumo

intensivo de energia - como hotéis, restaurantes,

bares, lavanderias, salões de beleza, açougues e

supermercados -, pode gerar até 30% de economia.

O GTT-MA resolveu levantar as possibilidades

e soluções disponíveis no mercado e convidou o

Banco do Brasil (BB), que já possui parceria com

muitas Federações do Sistema, para apresentar as

Walter Febraio Junior apresentou linhas de crédito do

Banco do Brasil para projetos de eficiência energética

linhas de financiamento disponíveis para este fim.

Segundo Walter Febraio Junior, gerente da Diretoria

de Micro e Pequenas Empresas, o banco trabalha

com o conceito de que o investimento em eficiência

pode e deve gerar economia para o empreendimento.

“Há um desconhecimento por parte do micro e

pequeno empresário sobre os gastos com energia, há

um potencial de redução de até 30% no consumo

se houver a priorização da energia fotovoltaica. E,

ainda, uma simples troca de iluminação por sistema

de LED e a troca por aparelhos mais eficientes já

podem gerar diferença”, afirmou Walter.

Entre as linhas de crédito disponibilizadas pelo

banco para a implementação de negócios e

produtos sustentáveis estão: o Cartão BNDES, com

recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento

Econômico e Social; o Proger, Programa de Geração

de Emprego e Renda, com recursos do Fundo

de Amparo ao Trabalhador (FAT); e o Crédito

Empresa, uma linha de financiamento do próprio

banco. Saiba mais sobre as formas de crédito no link

http://bit.ly/CreditoEE.

Empresas criticam maior participação dos

municípios no licenciamento ambiental

Atualmente, a competência sobre o licenciamento

ambiental de qualquer empreendimento é uma

responsabilidade compartilhada entre União,

estados, Distrito Federal e municípios. Nos casos

de grandes empreendimentos com maior potencial

poluidor e que podem afetar mais de um estado,

o licenciamento é feito pela União, por meio do

Ibama. Mas, em sua grande maioria, a licença

é concedida pelos órgãos ambientais estaduais.

Ocorre que a Associação Brasileira de Entidades de

Meio Ambiente (Abema), que representa 49 órgãos

estaduais, apresentou uma proposta que altera

resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente

28

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


INSTITUCIONAL

(Conama - Resoluções 01/86 e 237/97) e que vai

impactar empresas do comércio de bens, serviços e

turismo, ao transferir maior responsabilidade dos

estados para os municípios.

Para Bernardo Souto, representante da

Fecombustíveis, a lei federal estabelece que os

municípios podem licenciar atividades de baixo

potencial poluidor, mas o que está ocorrendo é que

todos os empreendimentos estão entrando nesse

rol. “Existe falta de discernimento daquilo que deve

ser licenciado. A Licença Ambiental foi criada para

licenciar usina nuclear, e tem município licenciando

drogaria e ótica, isso não pode acontecer”, afirma.

Bernardo identifica que o licenciamento está sendo

usado como uma forma de ampliar a arrecadação

dos municípios, e isso está recaindo principalmente

sobre o comércio de bens, serviços e turismo,

atividades com baixo potencial poluidor. “Entendese

que a competência dos municípios já está

estabelecida pela Lei Complementar nº 140/2011

e que os empreendimentos já licenciados pelo

estado não devem ser também licenciados pelos

municípios, gerando um duplo licenciamento. A

CNC está atuando no Grupo Técnico de Trabalho

de Licenciamento Ambiental, instituído pela

Câmara de Controle Ambiental do Conama”,

explica Cristiane Soares, assessora especial da AGR.

Segmentos de combustíveis e

supermercados são mais afetados

por inconsistências

Entre outros temas, Bernardo Souto, da Fecombustíveis,

falou sobre licenciamento ambiental

empresas um pagamento anual que pode ser de

R$ 8 mil, para aquelas com menor potencial

poluidor, chegando a R$ 25 mil para empresas

enquadradas como de alto poder poluidor.

Na verdade, além do pagamento da taxa, existe

uma série de inconsistências no preenchimento online

do CTF, no site do Ibama. E o que Bernardo

destaca é que, mesmo que o “erro” nas informações

requeridas seja do Ibama, isso pode gerar multas

diversas aos empreendimentos. “A dificuldade

de preenchimento gera um relatório incompleto

que gera multas cada vez que o relatório precisa

ser atualizado”, explica. Um exemplo é a relação

de produtos comercializados ou produzidos que

são identificados como poluidores na listagem

disponibilizada pelo Ibama e que, na verdade, não

são. Segundo informou Cristiane, a CNC está

trabalhando junto ao Ibama para que o relatório online

seja mais transparente e fácil de ser preenchido.

Imagens: Christina Bocayuva

Outro ponto de atenção apresentado pelo

representante da Fecombustíveis, Bernardo Souto, é

a falta de conhecimento e dificuldade das empresas

quanto ao preenchimento do Cadastro Técnico

Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras

e/ou Utilizadoras de Recursos Ambientais (CTF/

APP), que é um instrumento de controle do Ibama.

O CTF precisa ser renovado a cada três meses e tem

um custo, que é pago a cada renovação. Ocorre que

este valor foi reajustado em 158% na última revisão

da legislação em 2015. O reajuste gera para as

O representante da Fecombustíveis explica

que as empresas costumavam deixar para os

escritórios de contabilidade a responsabilidade pelo

preenchimento do CTF/APP, mas que eles não

possuem conhecimento técnico para isso. “Hoje, no

Estado de Minas Gerais, a Minaspetro disponibiliza

esse serviço para as empresas do setor de

combustíveis. O CTF pode ser uma oportunidade

para as Federações oferecerem um serviço essencial

que traz diversos prejuízos para as empresas”,

conclui Bernardo.

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

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NO RADAR

Trabalho do Conselho Nacional de Imigração

ganha destaque em seminário da OIT

O trabalho realizado pelo

Conselho Nacional de Imigração

(CNIg), considerado pela

Organização Internacional do

Trabalho (OIT) como um “fórum

de boas práticas”, foi destaque

no Seminário de Cooperação

Sul-Sul sobre a Proteção dos

Direitos dos Trabalhadores e

Trabalhadoras Migrantes na

América Latina e no Caribe,

realizado de 8 a 10 de março, em

Brasília. A apresentação coube à

chefe da Assessoria junto ao Poder

Executivo da CNC, Marjolaine

Julliard Canto, que representa a

entidade no Conselho.

Em sua palestra na abertura

do seminário, Marjolaine

destacou a evolução do Conselho

e a sua importância para a

atividade privada no Brasil,

nos últimos anos, na medida

em que viabiliza, de forma

célere, a entrada de estrangeiros

necessários para o preenchimento

de vagas que não possam

ser ocupadas por brasileiros.

Vinculado ao Ministério do

Trabalho, foi criado em 1979

para coordenar e fiscalizar as

atividades de migração.

O CNIg, relatou, é uma

instituição colegiada tripartite,

reunindo representantes do

governo federal, dos empresários

e dos trabalhadores, além

de observadores de vários

segmentos da sociedade, como

o Ministério Público Federal e

a Defensoria Pública da União.

“É considerado exemplo de boas

práticas por permitir que os

diferentes atores sejam ouvidos

e tomem decisões conjuntas”,

concluiu a representante da CNC

no CNIG.

O seminário foi realizado no

âmbito do Projeto de Cooperação

Sul-Sul sobre a Proteção dos

Direitos dos Trabalhadores

Migrantes, executado por parceria

entre o Ministério do Trabalho e

Previdência Social e o Escritório

da OIT no Brasil.

Imagem: Rodrigo Ribeiro

Segundo o diretor regional da

Organização para a América

Latina e Caribe, José Manuel

Salazar Xirinachs, o objetivo

foi promover o intercâmbio de

informações sobre tendências

atuais da migração na região.

Visou ainda colher dados

estatísticos e as lições

absorvidas a partir de boas

práticas na região em termos de

migração laboral.

Marjolaine Canto, ao lado do presidente do CNIG, Paulo Sérgio de Almeida, destacou a

evolução do Conselho e a sua importância, nos últimos anos, para a atividade privada

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CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


NO RADAR

Câmara dos Deputados homenageia

70 anos de criação do Senac

Os 70 anos de criação do Serviço Nacional de

Aprendizagem Comercial (Senac) foram lembrados

em sessão solene da Câmara dos Deputados, em

4 de abril, por iniciativa do deputado Izalci Lucas

(PSDB/DF). Parlamentares, convidados, dirigentes

e cerca de 400 alunos da instituição lotaram o

Plenário Ulysses Guimarães e suas galerias.

Representante do presidente da Confederação

Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

(CNC), Antonio Oliveira Santos, o vice-presidente

da entidade, Adelmir Santana, disse que, ao

completar sete décadas de bons serviços prestados

ao Brasil, o Senac tem muito do que se orgulhar.

“Poucas instituições perduram por tantos anos com

atendimento de qualidade à população, especialmente

se ligadas ao setor privado”, destacou ele.

Santana, que também preside a Federação

do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do

Distrito Federal (Fecomércio-DF), enfatizou que

o Senac vem prestando um trabalho fundamental

na formação e na qualificação profissional de

trabalhadores. O dirigente informou que mais de

63 milhões de estudantes passaram por suas salas

de aula em cerca de 3 mil municípios espalhados

pelo País. A instituição oferece mais de 850 opções

de cursos nos níveis básico, técnico, tecnológico, de

pós-graduação e MBA.

Adelmir lembrou ainda trajetória do Senac, abordando

um episódio ocorrido durante os trabalhos da

Constituinte de 1988, quando a existência das

entidades do chamado Sistema S estava ameaçada

pela perda da contribuição compulsória que mantém

as instituições. “Foi apresentada emenda popular, a

maior da Constituinte, com cerca de 1,5 milhão de

assinaturas, recebida pelo relator, o então deputado

Bernardo Cabral, e acatada pelo presidente Ulysses

Guimarães, tornando-se o Artigo 240 da atual

Constituição”, detalhou Santana.

O autor do pedido de homenagem, deputado Izalci

Lucas, ressaltou as iniciativas do Senac em prol da

educação, os avanços tecnológicos que introduziu

na sua grade curricular e, principalmente, a

qualidade dos profissionais que colocou no mercado

de trabalho. O parlamentar destacou ainda a

parceria do Senac com o governo federal para o

desenvolvimento do Programa Nacional de Acesso

ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que

viabiliza cursos técnicos e de formação profissional

gratuitos para jovens e trabalhadores de baixa

renda. A previsão é de que, neste ano, o Pronatec

ofereça mais de três milhões de vagas.

Também falaram os deputados Hildo Rocha

(PMDB/MA) e Rôney Nemer (PP/DF). Da Mesa

da sessão participaram o representante da CNC,

Roberto Veloso; o representante do Senac Nacional,

Antônio Henrique Borges; os representantes dos

servidores do Senac-DF, Anna Beatriz de Almeida e

João Batista Santana Neto; e a assessora de Gestão

de Gastronomia do Senac, Marilene Siqueira.

Vice-presidente da CNC Adelmir Santana (E) e deputado Izalci

Lucas cercados por alunos no final da cerimônia

Imagem: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

31


ECONOMIA

Década

perdida

Onde achar a saída para

o cenário de descontrole

que o Brasil atravessa?

Financeiramente, o Governo quebrou. Os gastos sociais

foram elevados a tal ponto, na União, nos Estados e

Municípios, que não há recursos para financiá-los.

Como a situação tende a piorar, com a queda da

arrecadação, e também porque os políticos não

aceitam cortar os gastos que prejudicariam suas

eleições, o País encaminha-se para uma crise sem

precedentes. A julgar pelo tamanho do problema,

vão ser precisos mais de 10 anos para digeri-lo e

superar o desequilíbrio. Quem viver, verá.

A confusão e falta de ordem são generalizadas. A

Administração Pública virou bagunça: o Ministério

da Fazenda não concilia a desastrada política fiscal

com a insensata política monetária do Banco

Central; o TCU não aprova as contas do Executivo;

o Legislativo não se entende com o Judiciário; e o

STF não se entende com o Legislativo.

Já o drama fiscal consiste, hoje, em conseguir

economias orçamentárias para pagar os juros e reduzir

a dívida pública (70% do PIB). Em 2015, a carga dos

juros chegou a R$ 501,8 bilhões, produzindo um

aumento da dívida de R$ 675,1 bilhões.

A situação chegou a um ponto inadministrável: tem

um déficit incontrolável, que leva a um crescente

32

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


ECONOMIA

Imagem: Cristina Bocayuva

“A conjuntura de recessão tem vida longa

e, possivelmente, só terá algum alento se

houver um amplo e profundo ajuste fiscal”

ERNANE GALVÊAS é Consultor Econômico da CNC

endividamento. Não tem condições para pagar

nem dez centavos dos juros de R$ 600 bilhões.

As soluções apresentadas até agora são simples

paliativos, que levariam 100 anos para produzir

efeito. Cortes irrisórios de gastos não levam a nada e

aumentar tributos é um suicídio.

Para 2016, o Governo está fazendo a maior ginástica

para pagar um mínimo dos juros. Até agora, nada. Pelo

contrário, projeta-se um déficit próximo ao de 2015. O

Governo perdeu o controle das contas públicas.

Em reunião na forma de mesa-redonda no

Conselho Técnico da CNC (5/4/16), chegou-se à

seguinte previsão:

• Se não houver o impeachment da Presidente

Dilma e ela permanecer no poder até 2018,

não haverá solução de continuidade e a crise na

economia brasileira vai tender ao agravamento;

• Se houver impeachment, o ambiente político vai

sofrer alguma mudança favorável, melhorando

o clima de confiança, mas a economia vai

continuar em crise.

Ou seja, a conjuntura de recessão tem vida longa e,

possivelmente, só terá algum alento se houver um

amplo e profundo ajuste fiscal, capaz de equilibrar o

déficit orçamentário e estancar o percurso explosivo

da dívida pública. A começar por forte queda

na taxa Selic, que está arrasando as contas do

Tesouro Nacional.

Um grupo de 12 economistas da CNC e da FGV,

em reunião no dia 21 de março, concluiu que, se

não houver mudança no Governo, nada muda, e a

crise político-econômica vai continuar. Ou seja, vão

continuar as incertezas, a queda dos investimentos,

o recuo das atividades produtivas, o desemprego, a

inflação e a perspectiva de insolvência do setor público.

As soluções políticas caminham na direção do STF,

cuja responsabilidade aumenta significativamente

com a palavra final sobre o julgamento do

ex-Presidente Lula e da Presidente Dilma.

A grande preocupação no momento é a

radicalização e a possibilidade de haver um violento

confronto entre os militantes do PT/CUT/MST e

as forças de oposição ao Governo.

Visivelmente, o mercado, como expressão dos

investidores e dos empresários privados, se manifesta

e se coloca em favor da mudança do Governo.

A mudança do Governo seria o primeiro passo para

a saída da crise.

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

33


ECONOMIA

Passos lentos

rumo a uma

possível melhora

Em fevereiro, o volume de vendas do

comércio varejista brasileiro avançou 1,2%

no conceito restrito ante o primeiro mês de

2016 na série com ajuste sazonal, segundo

a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC),

do IBGE. Para a CNC, esse resultado, no

entanto, foi insuficiente para repor as perdas

do setor verificadas nos últimos meses de

dezembro (-2,3%) e janeiro (-1,9%).

Apesar do resultado positivo da PMC, a

Confederação revisou de -4,2% para -4,5%

sua previsão para o volume de vendas no

conceito restrito (aquele que não registra

as vendas de automóveis e materiais de

construção). Para o varejo ampliado, a

projeção passou de -8,3% para -8,8%.

Confira, a seguir, as pesquisas da entidade

que mostram ser cedo ainda para

comemorar, mesmo com uma perspectiva

de melhoria no segundo semestre do ano.

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CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


ECONOMIA

Em março, intenção de consumir

teve primeira queda do ano

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela CNC,

registrou queda de 1,6% em março, na comparação com fevereiro,

ficando em 77,5 pontos, numa escala de 0 a 200 – abaixo do nível de

indiferença. Na comparação anual, o recuo foi de 29,9%. Todos os

componentes do índice registraram queda em ambas as comparações,

com destaque para o indicador Nível de Consumo Atual, que atingiu a

mínima histórica de 53,3 pontos.

Na base de comparação mensal, os dados regionais revelaram que a maior

retração ocorreu na região Sul (-4,2%). Já a região Nordeste foi a que

apresentou a avaliação menos desfavorável, com queda de 0,6%.

O componente Nível de Consumo Atual registrou o menor valor da

série, iniciada em 2010: 53,3 pontos. Em relação a fevereiro, a queda foi

de 4,4%, enquanto, na comparação anual, foi de 38,4%. A maior parte

das famílias, 59,2%, declarou estar com o nível de consumo menor que o

do ano passado.

Outro item que também apresentou o menor nível da série foi o

de Compras a Prazo, com 73,2 pontos – uma retração de 2,1% na

comparação mensal e de 35,5% em relação a março de 2015. Impactado

pela alta taxa de juros, o item Momento para Duráveis apresentou queda

de 2,2% na comparação mensal. Em relação ao mesmo período de 2015,

o componente recuou 46,2%. E mais: a maior parte das famílias, 72,1%,

considera o momento atual desfavorável para a aquisição de duráveis.

Empregos

Os únicos dois componentes

do índice que ficaram acima

da zona de indiferença, de

100 pontos, foram os relativos

ao emprego. Ainda assim, o

Emprego Atual, com 105,7

pontos, registrou queda de

0,6% em relação ao mês

anterior. Na comparação anual,

a retração foi de 16,3%. O

percentual de famílias que se

sentem mais seguras em relação

ao emprego é de 30,7%, ante

31,1% em fevereiro de 2016.

Já a Perspectiva Profissional,

com 103 pontos, caiu 0,2%,

em relação ao mês passado,

e 15,7% na comparação com

março de 2015.

Síntese dos resultados (% em relação ao total de famílias)

59,6%

60,8%

60,3%

Março de 2015

Fevereiro de 2016

Março de 2016

17,9%

23,3%

23,5%

6,2%

8,6%

8,3%

Total de endividados Dívidas ou contas em atraso Não terão condições de pagar

Fonte: CNC

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

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ECONOMIA

Estoques cheios,

confiança em baixa

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) atingiu

80,9 pontos em março, uma queda de 13,9% em relação a março de 2015.

Apesar do aumento de 1,1% na passagem de fevereiro para março, na

série com ajuste sazonal, o resultado ainda reflete a contínua retração do

varejo, provocada especialmente pela deterioração do mercado de trabalho.

“Seguem ausentes indicativos de reversão no médio prazo, especialmente

em função do desemprego e da queda na renda real dos consumidores, que

influenciam as vendas”, avalia a economista da Confederação, Izis Ferreira.

O aumento no comparativo mensal foi puxado, sobretudo, pelo

subíndice que mede as condições correntes, que chegou a 44,1 pontos,

subindo 9% em relação a fevereiro. A avaliação positiva da percepção

dos comerciantes em relação ao setor, que subiu 34,2% na comparação

mensal, teve papel relevante no crescimento do indicador. Na

comparação anual, no entanto, há uma retração de 28,1%. Para 92,9%

dos varejistas, a economia piorou em março de 2016.

Expectativas

O subíndice ligado às expectativas em relação aos próximos meses

alcançou 122,7 pontos. Apesar de estar acima do nível de indiferença,

de 100 pontos, o resultado é apenas 0,2% acima do registrado em

fevereiro. Na comparação anual, a queda é de 4,8% com perspectivas

piores para a economia (-1,7%), para o setor (-5,4%) e para o próprio

negócio (-6,4%).

Evolução do Índice de Confiança

do Empresário do Comércio

Menos investimento

O subíndice do Icec que mede

as condições de investimentos

caiu 1,6% em relação a fevereiro

e 17,3% na comparação anual,

alcançando 75,7 pontos. O

resultado foi influenciado por

reduções em todos os itens:

intenção de contratação de

funcionários (-0,2%), intenção

de investimento na empresa

(-2,9%) e avaliação do nível

dos estoques (-0,5%). O estudo

aponta que 74% dos entrevistados

reduziram a intenção de fazer

aportes ao capital nas empresas

devido à trajetória de alta dos

juros e à elevação do custo de

financiamento. A avaliação do

nível dos estoques diante da

programação de vendas caiu 0,5%

em fevereiro, o que indica alta no

nível dos estoques. Para 32,1%

dos empresários, os estoques estão

acima do adequado.

Índice (0-200)

140

130

120

110

100

90

80

70

60

ICEC

ICEC com ajuste sazonal

Fonte: CNC

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CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


ECONOMIA

Menos famílias endividadas

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic)

registrou a segunda queda consecutiva em março, mostrando que

60,3% das famílias estão endividadas com cheque pré-datado, cartão

de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação

de carro e seguro. Embora o total seja menor do que o registrado em

fevereiro, de 60,8%, ele é maior do que o percentual em março de 2015,

59,6%.

“Esse resultado é o menor patamar desde março do ano passado e

evidencia a retração do consumo, observada nos últimos meses, aliada

a uma cautela maior do consumidor, que está atento às taxas de juros

mais elevadas e ao cenário menos favorável do mercado de trabalho”,

avalia a economista da CNC Marianne Hanson.

Mais contas em atraso

Apesar do recuo do percentual de famílias endividadas, o total das que

possuem dívidas ou contas em atraso aumentou na comparação mensal,

de 23,3% para 23,5%. Na comparação anual, essa diferença é ainda

maior, já que, em março de 2015, esse total era de 17,9%. O percentual

de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou

dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes teve

uma redução apenas na comparação mensal, atingindo 8,3% em março,

ante 8,6% em fevereiro de 2016 e 6,2% em março de 2015.

Percentual de Famílias Endividadas (% do total)

(entre cheque pré-datado, cartão de crédito, carnê de loja,

empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro)

177

59,6% 61,6% 62,4% 62,0% 61,9% 62,7% 63,5% 62,1% 61,0% 61,1% 61,6% 60,8% 60,3%

mar./15 maio./15 jul./15 set./15 nov./15 jan./16 mar./16

Fonte: CNC

Análise do envididamento

A comparação mensal também

mostra um aumento das que se

declararam muito endividadas

– 14,3% em março, ante 13,8%

em fevereiro. Em relação a

março de 2015, houve alta de 3,7

pontos percentuais. Os cartões

de crédito continuam no topo

da lista dos tipos de dívida, com

77,3% das famílias endividadas.

Em seguida, estão os carnês, com

16,7%, e os financiamentos de

carro, com 12%.

O tempo médio de atraso nas

dívidas foi de 62,6 dias em

março de 2016 – acima dos 59,9

dias de março de 2015. O tempo

médio de comprometimento com

dívidas foi de 7,1 meses, sendo

que 33,5%, por mais de um ano.

Do total das famílias que têm

dívidas, 24,1% destinam mais

da metade de sua renda mensal

para o pagamento destas. Entre

as famílias com contas ou dívidas

em atraso, o tempo médio de

atraso foi de 62,6 dias em março

de 2016 – acima dos 59,9 dias

de março de 2015. O tempo

médio de comprometimento

com dívidas entre as famílias

endividadas foi de 7,1 meses,

sendo que 25,5% estão

comprometidas com dívidas até

três meses, e 33,5%, por mais de

um ano.

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

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TURISMO

Cetur propõe

união da

hotelaria

contra a zika

Conselho tratou ainda

da criação de Áreas

Especiais de Interesse

Turístico e da legalização

dos jogos

Entidades hoteleiras assinam convênio para

combater o mosquito Aedes aegypti - vetor de

doenças como dengue, chikungunya e zika - durante

reunião do Conselho Empresarial de Turismo e

Hospitalidade (Cetur), da Confederação Nacional

do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC),

em 22 de março, na sede da CNC, em Brasília.

“Esse convênio vai incentivar o engajamento do setor

hoteleiro nas práticas de contenção do Aedes aegypti.

A campanha nasceu de uma iniciativa de sucesso do

Departamento Nacional do Sesc, já implementada

em mais de mil unidades do Sesc e do Senac,

em todo o País”, afirmou o presidente do Cetur,

Alexandre Sampaio.

Sob o mote Não deixe o mosquito bater ponto aqui, a

campanha será promovida pela Associação Brasileira

da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional), pelo

Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB),

pela Associação Brasileira de Resorts (ABR) e pela

Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares

e Similares (FNHRBS). Mobilizar os funcionários

dos estabelecimentos, realizar rotinas de inspeção

e promover a formação de agentes multiplicadores

são ações da campanha, segundo afirmou Janaina

Pochapski, diretora de Saúde, Assistência e Lazer do

Sesc Nacional.

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CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


TURISMO

Imagem: Paulo Negreiros

Ao microfone, Alexandre Sampaio

coordena a reunião do Conselho Empresarial

de Turismo e Hospitalidade

Áreas Especiais de Interesse Turístico

Na reunião do Cetur, o ex-presidente da Embratur,

Vinicius Lummertz, falou da importância de gerar

possibilidades de crescimento para o turismo após

os grandes eventos e defendeu a criação de Áreas

Especiais de Interesse Turístico (AEIT). A proposta

visa estabelecer uma legislação específica para locais

com vocação para o turismo, com flexibilização de

incentivos fiscais e licenciamento ambiental. “Temos

que abrir os parques nacionais, as cidades históricas

e o turismo cultural; viabilizar nossas orlas com

marinas e portos turísticos; e desenvolver o setor de

eventos e os parques temáticos”, afirmou Lummertz.

A entrega do Projeto de Lei para a criação das Áreas

Especiais de Interesse Turístico foi encaminhada pelo

Ministério do Turismo à Presidência da República em

28 de março, semana seguinte à reunião do Cetur.

Legalização dos jogos

Entre os 193 países-membros da Organização das

Nações Unidas (ONU), 75% têm o jogo legalizado e o

Brasil está entre os 25% que o proíbem. Mesmo com a

proibição, em 2015, as apostas legais movimentaram R$

14,2 bilhões contra R$ 19,9 bilhões do jogo ilegal. “Para

cada 3 reais apostados no Brasil, 2 vão para o jogo ilegal

e 1 para o legal”, afirmou Magno José Santos de Sousa,

presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal.

A regulamentação dos jogos está em discussão no

Congresso Nacional e tem apoio do segmento de

turismo. Para Magno, o Brasil tem uma das legislações

mais antigas e inadequadas na área. “O longo período

de proibição transformou o jogo em um tabu. Estimase

que o mercado potencial do jogo seja o equivalente a

1% do PIB de um país, o que traria R$ 55 bilhões em

receita ao Brasil”, afirmou.

Trabalho intermitente

Para o vice-presidente da CNC e deputado federal,

Laércio de Oliveira, é preciso avançar em leis que

permitam o crescimento do segmento. “Esse é um

setor capaz de mudar a realidade do nosso país”,

afirmou. Laércio é autor do Projeto de Lei nº 3.785

de 2012, que permite o trabalho intermitente,

uma demanda que ajudaria o turismo a lidar

com a sazonalidade.

Estiveram presentes à reunião o atual ministro do

Turismo (na ocasião secretário executivo), Alberto

Alves; o presidente da Comissão de Turismo da

Câmara dos Deputados, Alex Manente; o presidente

da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo,

Herculano Passos; o deputado federal Raimundo

Gomes de Matos; o secretário de Vigilância em

Saúde do Ministério da Saúde, Antonio Nardi; e o

presidente da Fecomércio-TO, Itelvino Pisoni.

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

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TURISMO

Conselho e Câmaras apontam demandas

regionais e nacionais do turismo

Os Conselhos e as Câmaras Empresariais de

Turismo das Federações do Comércio dos estados

brasileiros se reuniram no primeiro encontro

do ano do Conselho Empresarial de Turismo e

Hospitalidade (Cetur), da Confederação Nacional

do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC),

em 22 de março, em Brasília. Durante a reunião

foram apresentados os trabalhos que vêm sendo

desenvolvidos e os avanços obtidos para o segmento

de turismo no País.

Estiveram presentes representantes das Câmaras

e Conselhos de Turismo das Federações do Acre,

Amapá, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito

Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso

do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais,

Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte,

Rondônia e Rio Grande do Sul e representantes

das Federações de Manaus, Tocantins, Roraima,

Maranhão e Goiás.

Para o presidente do Cetur/CNC, Alexandre

Sampaio, a criação das Câmaras e Conselhos nas

Fecomércios fortalece a atividade turística nos

estados e nacionalmente. “Ao reunir as Câmaras e

Conselhos Empresarias de Turismo das Fecomércios,

promovemos um espaço de diálogo, de troca e

um momento de alinhar expectativas e demandas

importantes para o desenvolvimento da atividade no

País”, afirmou Sampaio.

Por meio do depoimento de representantes de 23

das 27 Federações do Comércio, é possível entender

a extensão e as diferenças de demandas e problemas

enfrentados pelo segmento em diferentes partes do

País. Algumas questões, no entanto, são recorrentes,

como: a necessidade de produção de pesquisas e

dados sobre os impactos econômicos da atividade;

o foco na realização e captação de eventos como

alternativa à sazonalidade e ainda o desenvolvimento

de programas de capacitação de profissionais com

foco nas necessidades do mercado.

Pesquisa e eventos

Em São Paulo, Vivianne Martins, do Conselho

Executivo de Viagens e Eventos Corporativos,

destaca pesquisa realizada sobre empregos no

Circe Jane da Ponte, presidente do Sindieventos e vice-presidente da Fecomércio-CE, e George Gosson, coordenador da Câmara Empresarial de

Turismo da Fecomércio-RN

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CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


TURISMO

Imagens: Paulo Negreiros

José Porfiro do Carmo, do Núcleo de Turismo da Fecomércio-MG, e Nilde Brun, coordenadora da Câmara Empresarial de

Turismo da Fecomércio-MS

segmento e ainda um levantamento sobre o cenário

de compras e planejamento de viagens pela

internet (e-commerce). “A visão é nos tornarmos

referência em inovação e geração de conteúdo

estratégico”, explica.

A opinião é compartilhada pelo Cetur da

Fecomércio-CE. “Nós consideramos fundamental

a pesquisa sobre o impacto econômico do turismo

dentro do Estado. Sem dados, a gente não consegue

chegar às esferas públicas e solicitar aquilo que é de

direito”, defende Circe Jane da Ponte, presidente do

Sindieventos e vice-presidente da Fecomércio-CE.

Em Minas Gerais, já foram realizadas 14 pesquisas e

estudos empresariais com foco no Turismo. “Nosso

objetivo é criar conteúdo e indicadores que auxiliem

os empresários na tomada de decisões estratégicas

em seus negócios”, avalia José Porfiro do Carmo.

A necessidade de trabalhar o turismo de negócios

e eventos foi apontada por vários estados como

alternativa para os períodos de baixa temporada e

pouca ocupação dos turistas de lazer. “Começamos

a desenvolver a captação de eventos, porque

acreditamos que é um fator importante para o

Mato Grosso do Sul, para diminuir a sazonalidade

e trabalhar no período das baixas temporadas”,

afirmou Nilde Brun, coordenadora do Conselho

Empresarial de Turismo e Hospitalidade da

Fecomércio-MS. Para Francisco Farias, da

Fecomércio-DF, o futuro Conselho Empresarial

de Turismo de Brasília, que será instalado este

semestre, terá foco nos eventos. “Chegou a hora dos

empresários cuidarem dessa questão. Nós temos

espaço e necessidade de trazer eventos para a cidade,

a fim de gerar emprego e recursos”, defendeu.

Aviação doméstica

George Gosson, coordenador da Câmara

Empresarial de Turismo e Hospitalidade da

Fecomércio-RN lembrou uma questão que aflige

principalmente os estados do Norte e do Nordeste,

que é a oferta de voos. Os Conselhos de Turismo

batalharam pela redução do ICMS no combustível

da aviação, que em alguns estados baixou de 25%

para 12%, mas ainda é pouco para competir com as

empresas internacionais que têm alíquota zero. “O

incentivo à aviação doméstica passa pela redução

dos custos das empresas, dentre eles destaca-se o

querosene de aviação que é responsável por 40%

dos custos operacionais do setor aéreo”, defende.

Os estados do Norte foram uníssonos ao afirmar a

necessária ampliação da malha aérea na região para

que o turismo possa se desenvolver. “No Acre, nós

tínhamos quatro voos de três companhias aéreas.

Hoje, estamos com dois voos”, disse Marta Bonini,

da Fecomércio-AC.

Para o presidente do Cetur, o trabalho nos estados

agrega valor ao Sistema. “A CNC, com certeza, é a

representante maior do Turismo brasileiro porque

realiza, em conjunto com vocês, um trabalho

diferenciado”, concluiu Sampaio.

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

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GESTÃO SINDICAL

Fecomércio-RN constrói plano estratégico

Nos dias 3 e 4 de março, a Diretoria e colaboradores

da Fecomércio-RN participaram de uma reunião para

elaboração do Planejamento Estratégico da entidade,

com projeção até 2020. Os assessores do Departamento

de Planejamento (Deplan) da Confederação Nacional

do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC),

Alexandre Marcelo e Leonardo Fonseca, auxiliaram os

participantes, realizando uma análise do cenário atual

para a construção de um plano moldado à realidade da

Federação, com projetos adequados ao Rio Grande

do Norte.

Com o método A Busca do Futuro, os assessores

da Confederação reuniram insumos junto aos

participantes para a elaboração de ações que ajudem

na montagem do Plano Estratégico.

A Fecomércio-RN foi a primeira a experimentar

uma nova abordagem do modelo de Planejamento

Estratégico aplicado pela CNC no auxílio às

entidades nessa elaboração. “O Deplan vai

acompanhar de perto as lições aprendidas para

aplicarmos em outras federações”, afirmou Leonardo

Fonseca. “O Plano Estratégico inicia um novo ciclo

de gestão na Fecomércio, aliado ao Segs”, completou.

Para o presidente da Federação, Marcelo Queiroz,

que participou diretamente do processo de

elaboração do Plano Estratégico, essa atitude é

fundamental para atingir os objetivos da Federação.

“Dar andamento de forma plena e efetiva ao nosso

Planejamento Estratégico era algo que posso dizer

que nós devíamos a nós mesmos. Felizmente, com

o apoio da equipe da CNC e com o envolvimento

de toda a Casa, estamos caminhando a passos

largos com o processo que, não tenho dúvidas, irá

ter impactos profundos e positivos no nosso dia a

dia e, sobretudo, nos nossos resultados”, afirmou.

“Agradeço, primeiro ao presidente Antonio Oliveira

Santos, por ter colocado a estrutura da CNC à

nossa disposição desde o primeiro momento, e

também, claro, a todos os que se envolveram e estão

se envolvendo, direta ou indiretamente, no nosso

projeto”, completou Marcelo Queiroz.

Já para o diretor executivo da Fecomércio-RN e

multiplicador do Segs na entidade, Jaime Mariz,

o planejamento será um instrumento de gestão

integrador, que norteará as ações da entidade para que

ela cumpra bem sua missão. “Ao decidir implantar

um planejamento estratégico na Fecomércio-RN,

o presidente Marcelo Queiroz demonstra sua visão

moderna de empresário que quer dar nova dimensão

a essa Casa tão importante para a economia do nosso

estado e também para o empresário do comércio de

bens, serviços e turismo”, disse Mariz.

Imagens: Divulgação/Fecomércio-RN

Diretoria e colaboradores da Fecomércio-RN, entre eles o presidente Marcelo Queiroz

(primeiro na foto à direita), se reuniram para a discussão do Planejamento Estratégico da entidade

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CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


Ações do Segs para 2016 em Sergipe

GESTÃO SINDICAL

Imagem: Divulgação/Fecomércio-SE

Crys Moura, multiplicadora do Segs

na Fecomércio-SE, durante a reunião

do dia 17 de fevereiro: planejamento

estratégico em foco

Sindicatos filiados à Fecomércio-SE participaram

de treinamentos no âmbito do Ciclo 2016 do

Sistema de Excelência em Gestão Sindical

(Segs). Em 17 de fevereiro, o foco do trabalho

foi desenvolver ações com base nos seis eixos de

atuação sugeridos pela CNC: Comunicação,

Produtos e Serviços, Atuação Gerencial,

Representação, Relações Sindicais e Atuação

Legislativa. Foram criados planos de ação que

servirão como base de trabalho para as entidades

durante o ciclo. “O resultado foi muito positivo

com o feedback de todos os colaboradores

motivados na construção do trabalho e

cumprimento das ações planejadas”, afirmou Crys

Moura, multiplicadora do Segs em Sergipe.

Já em 16 de março, foi realizado um treinamento,

alinhando as estratégias entre os colaboradores

da Federação e os representantes dos sindicatos.

Responsáveis pelos setores técnicos da Fecomércio-

SE apresentaram sugestões para aplicação

conjunta, para melhorar o atendimento aos

associados e estimular a troca de informações e

experiências entre as entidades. Saiba mais sobre

a atuação da Fecomércio-SE no Segs no site da

CNC, através do link http://bit.ly/Segs-SE2016

Integração no Mato Grosso do Sul

A Fecomércio-MS também realizou a abertura

do Ciclo 2016 do Segs, em encontro no dia 31 de

março. O evento foi coordenado pelo diretor do

Núcleo de Gestão Estratégica da Fecomércio-MS,

Reginaldo Lima. “O encontro é importante para

integrar os sindicatos e discutir a melhoria

na prestação de serviços. Essa troca de

experiências é fundamental para a busca da gestão

de excelência, trabalhar de forma integrada as

práticas de gestão e conhecer a realidade de cada

região”, concluiu Reginaldo.

O presidente da Fecomércio-MS, Edison Araújo,

falou da importância da união entre a Federação,

os sindicatos e seus representados. “Essa união

que nós temos hoje é fruto de um trabalho que a

Fecomércio vem desenvolvendo com a participação

de vocês. Só assim, vamos conseguir resolver parte

dos nossos problemas e a participação no Segs é

fundamental para isso, principalmente em um

momento como o qual passamos no País”, afirmou.

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

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NOTAS & FATOS

Imagens: Divulgação/Fecomércio-RN

Incentivo às compras

“O momento é de buscar alternativas

e convidar o consumidor a comprar,

apresentando preços atrativos e facilitando as

condições de pagamento.”

Wilton Malta, presidente da Fecomércio-AL,

sobre a parceria da entidade com a CDL do Estado

na campanha Liquida Geral, de fomento ao

consumo por meio de promoções e sorteios.

Crédito internacional

“Na situação difícil, existem oportunidades

e crescimento. Temos que trabalhar mais

para que o Estado crie novas oportunidades

de desenvolvimento.”

Hugo França, vice-presidente da

Fecomércio-SE, durante encontro com

representantes do Banco Mundial, que visitaram

Sergipe para conhecer melhor a economia do

Estado e negociar novas operações de crédito

com o governo.

Compromisso reafirmado

“Reafirmamos o compromisso com

investimentos em ampliação e reforma de

várias unidades nossas, mesmo diante de todo

o cenário de dificuldades econômicas que

estamos atravessando.”

Marcelo Queiroz, presidente da

Fecomércio-RN, durante encontro com

representantes da entidade, sindicatos, Sesc,

Senac, além de autoridades e artistas locais, sobre

projetos para este ano no Estado.

Imagem: Divulgação/Fecomércio-SE Imagem: Divulgação/Fecomércio-AL

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CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


NOTAS & FATOS

Imagem: Christina Bocayuva

Imagem: Divulgação/Fecomércio-AP

Combate ao mosquito

Reivindicar para crescer

“De forma geral, todos os setores estão

passando por dificuldades, e sabemos que cada

um possui demandas gerais e específicas. O

objetivo aqui foi apontar uma diretriz para

alavancar o comércio varejista.”

Edison Araújo, presidente da Fecomércio-MS,

durante encontro com o governador do Estado,

Reinaldo Azambuja, no qual empresários

entregaram documento com reivindicações e

sugestões para a retomada do crescimento.

“O comércio é o setor da economia local

que mais gera emprego, e, com isso, o fluxo

de pessoal, seja ele de comerciários ou

consumidores, é constante. Se todos colocarem

em prática as informações que as equipes estão

repassando, conseguiremos

vencer o mosquito.”

Eliezir Viterbino, presidente da

Fecomércio-AP, sobre a campanha Comércio contra

o Aedes, que visa levar informação e conscientizar

a população a respeito da identificação, formas de

prevenção e sintomas das doenças transmitidas pelo

Aedes aegypti.

Semana de Gastronomia Regional

“A gastronomia pernambucana é única em sabor, e o Recife é

hoje o terceiro polo gastronômico do Brasil. Para nós do Senac

Pernambuco é um prazer levar a riqueza da nossa culinária para

ser apreciada por outras culturas.”

Imagem: Divulgação/Fecomércio-PE

Josias Albuquerque, presidente da Fecomércio-PE, sobre a

Semana de Gastronomia Regional, edição Pernambuco, realizada no

Restaurante Escola Senac Downtown, nos dias 13 e 14 de abril, no

Rio de Janeiro.

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

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COMÉRCIO EM AÇÃO

Setor de tecnologia da informação ganha

espaço de discussão na Fecomércio-DF

A Fecomércio-DF, em parceria

com o Sindicato das Empresas de

Serviços de Informática do Distrito

Federal (Sindesei-DF), implantou

a Câmara Temática de Tecnologia

da Informação e Comunicação.

O objetivo é fortalecer o setor de

tecnologia da informação de

Brasília, tornando-o, assim, mais

competitivo. “O nosso anseio

é o de que Brasília encontre

um caminho e gere cada vez

mais riquezas. O setor de TI

é um segmento que envolve

muitas empresas e negócios e

que, certamente, quando bem

estimulado, pode nos dar bons

resultados”, afirmou o

presidente da Fecomércio-DF,

Adelmir Santana.

A câmara vai discutir as

dificuldades encontradas

pelo setor e propor soluções

principalmente nas áreas

de tributação, crédito,

financiamento, comercialização,

formação de recursos humanos e

estímulos à inovação.

Para conduzir os trabalhos

da câmara, foi eleito como

presidente o empresário Marco

Túlio Chaparro, segundo

diretor Financeiro do Sindesei.

“Atualmente, o nosso setor tem

mais de cinco mil empresas.

Hoje, o segmento de TI é

responsável pela criação e

inovação de vários outros

setores. Nosso segmento

permeia todos os outros

e por isso precisa ter uma

transversalidade, com foco na

geração de trabalho e riquezas”,

disse Marco Túlio.

O presidente da câmara

salientou ainda a importância

da criação de cursos que supram

as lacunas de profissionais da

área. Segundo Marco Túlio,

é necessário que se crie um

modelo de negócio em que a

academia e o setor produtivo

andem juntos. “Nos Estados

Unidos já existe isso, um

modelo que supre as demandas

do mercado, com a intenção

de gerar emprego e fomentar

o mercado de trabalho. Essa

câmara pode ser um ponto

de partida para desenvolver

trabalhos que vão nesse sentido”,

concluiu Chaparro.

Participaram do encontro

parlamentares, empresários,

diretores da Fecomércio-DF e

representantes do Senac.

Da esq. p/ dir.: Wasny de Roure,

deputado distrital; Marco

Tulio Chaparro, coordenador

da Câmara Temática; Homero

Mateus, representante do

Sindesei-DF; Adelmir Santana,

presidente da Fecomércio-DF; e

Christian Tadeu, vice-presidente

de Marketing da Assespro-DF

Imagem: Joel Rodrigues/Fecomércio-DF

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CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


COMÉRCIO EM AÇÃO

Fecomércio-SP lança novo formato de

entrevistas na plataforma UM BRASIL

A Federação do Comércio do

Estado de São Paulo (Fecomércio-

SP) lançou, em 8 de abril, em

Chicago, nos Estados Unidos, um

novo formato para a plataforma

UM BRASIL. Trata-se do UM

BRASIL Talks, parceria com a

Brazilian Student Association

(Brasa), grupo interdisciplinar

de estudantes brasileiros no

exterior que discute com

especialistas soluções para um

País mais equilibrado.

Foram distribuídas 12 mil publicações com os documentários e entrevistas

produzidos pelo UM BRASIL

Imagem: Edson Chaves Filho

No programa de estreia, o consultor em gestão

Vicente Falconi, único latino-americano eleito pela

American Society for Quality como “Uma das 21

vozes do século XXI” e referência em planejamento

estratégico, foi entrevistado pela jornalista Cristina

Poli e três estudantes. Para ele, o Brasil carece

de gerenciamento para definir metas e colocálas

em prática. Apesar disso, apontou que a área

de Educação é a única que dá aos governantes

parâmetros para melhorar a gestão e é um exemplo

para os demais setores.

Falconi afirmou que é preciso que cada área do

governo dialogue com a população para constatar a

sua satisfação e, a partir das respostas, propor metas

para realizar melhorias. “Planejamento estratégico

não é uma coisa que se faz uma vez e é fixo, tem

que ser refeito todo ano. Por isso, proponho uma

organização de Estado com recursos próprios

para contratar consultorias e mostrar quais são os

caminhos futuros para o País”, afirmou.

A plataforma UM BRASIL, criada em 2014, reúne

o pensamento de grandes nomes em busca de

respostas para as transformações que regem nossa

história, segundo o superintendente da Fecomércio-

SP, Antônio Carlos Borges. “Estamos falando de

um material que pode ser considerado um divisor de

águas na comunicação com a sociedade, pautada na

reorganização de crenças e conceitos”, ressaltou.

Segundo o executivo, acadêmicos das áreas

social, econômica e política das mais prestigiadas

universidades e instituições do País e do exterior

“abrem um polêmico debate sobre os entraves

que emperram o crescimento do Brasil e quais as

possíveis soluções para a retomada de um progresso

consciente e justo”. A iniciativa, concluiu, faz parte

da missão que a Fecomércio-SP assumiu de estar

sempre presente nos ambientes de discussão, levando

informação de qualidade e propostas para um País

melhor e mais igualitário.

Os principais documentários e entrevistas

produzidos pelo UM BRASIL estão reunidos em

publicações especiais, sendo que 12 mil livros foram

impressos e distribuídos. O material é cedido sem

custos a escolas, universidades e centros de estudos

brasileiros dentro e fora do País e está disponível

para download no endereço www.umbrasil.com.

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI

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COMÉRCIO EM AÇÃO

Fecomércio-RS lança

Agenda Legislativa para 2016

Imagem: Paulo Negreiros

Em encontro com a bancada gaúcha no Congresso,

a Federação do Comércio de Bens e de Serviços

do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS)

promoveu, em 6 de abril, o lançamento da Agenda

Legislativa 2016, com a posição da entidade sobre 55

projetos, sendo 31 deles federais.

Em seu discurso, o presidente da Fecomércio, Luiz

Carlos Bohn, afirmou que é preciso “virar a página

da crise política para trazer confiança ao mercado”.

Segundo ele, somente com estabilidade serão

retomados o crescimento econômico, o controle da

inflação, os investimentos e o que considera mais

importante: a geração de emprego e renda. “Nosso

país não pode continuar parado”, destacou.

Também vice-presidente da Confederação

Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

(CNC), Bohn disse que a economia depende do

funcionamento produtivo de suas instituições.

“Precisamos que o Poder Legislativo tenha foco em

O presidente da Federação gaúcha, Luiz Carlos Bohn: pauta propositiva

para incentivo ao empreendedorismo

uma pauta propositiva que elabore, discuta e aprove

reformas que melhorem o ambiente para empreender.

Reformas que simplifiquem o sistema tributário, que

modernizem a legislação trabalhista e que afastem

dos governantes a tentativa de promover o ajuste

fiscal somente pelo aumento da receita, e nunca

pela diminuição das despesas, assim como insiste o

governo federal, com a recriação da CPMF”, explicou.

Ele se referiu ao Projeto de Lei Complementar

(PLP) nº 257/2016, que estabelece critérios para

renegociação da dívida dos Estados. O projeto, que

tem origem no Poder Executivo, traz uma confissão

por parte do governo, na avaliação de Bohn. “Ao

propor metas para o crescimento do setor público e

suas despesas, admite algo que a sociedade já sabe há

muito tempo: que o Estado já não cabe no bolso dos

brasileiros”, complementou.

O dirigente criticou ainda o Projeto de Lei (PL) nº

559/2015, do deputado Jorge Solla (PT-BA), que

prevê a criação dos S da saúde, impedindo Sesc e

Senac de continuar atendendo funcionários das

empresas ligadas à saúde.

Bancada

Vários deputados se revezaram em breves discursos.

O primeiro foi o coordenador da bancada, deputado

Giovani Cherini (PDT), que falou sobre as

prioridades na atuação dos parlamentares. Falaram

ainda os deputados Jerônimo Goergen (PP), Luiz

Carlos Busato (PTB), Carlos Gomes (PRB), Covatti

Filho (PP), Darcísio Perondi (PMDB), Alceu

Moreira (PMDB), Afonso Motta (PDT), Mauro

Pereira (PMDB) e Onyx Lorenzoni (DEM).

Além de Bohn, a CNC esteve representada pelo vicepresidente,

deputado Laércio Oliveira, e pelo chefe

da Assessoria Legislativa, Roberto Velloso.

48

CNC NOTÍCIAS | ABRIL 2016 | ANO XVI


HISTÓRIA EM IMAGEM

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A batalha do impeachment

Foram seis horas de votação, 367 votos a favor e

137 contra. Ausências e abstenções somaram nove

votos. Ao final da noite de 17 de abril, a Câmara

dos Deputados aprovou a abertura do processo de

impeachment da presidente Dilma Rousseff. Para

os empresários do comércio, o afastamento da

presidente deverá ajudar o País a sair da crise e dos

impasses que estão prejudicando a economia em

níveis históricos.


COMÉRCIO E TURISMO

JUNTOS DESENVOLVENDO

A ECONOMIA E O PAÍS.

O turismo movimenta a economia e cria novas oportunidades de negócios. O comércio também.

Por isso, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

atua na defesa dos interesses do setor e na elaboração de projetos que fortalecem o turismo.

E mais: por meio do Sesc, promove turismo social e sustentável, saúde, educação, cultura e esporte para milhões de brasileiros.

Com o Senac, oferece qualificação e atualização profissional, gerando mão de obra para um mercado cada vez mais exigente.

É assim que o Sistema CNC-Sesc-Senac trabalha pelo setor com tanto orgulho.

Afinal, em qualquer lugar do País, comércio e turismo sempre viajam juntos.

cnc.org.br/turismo

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