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Revista Penha | julho 2016

O que acontece, quem são as pessoas que marcam a Freguesia e ainda algumas curiosidades sobre a Penha de França. Uma revista editada pela Junta de Freguesia da Penha de França.

entrevista Sofia

entrevista Sofia Oliveira Dias Presidente da Junta de Freguesia da Penha de França “Trabalhamos todos os dias para que as pessoas sintam que temos a porta aberta” No seu gabinete, onde recebe os cidadãos nos atendimentos, Sofia Oliveira Dias falou dos principais temas em destaque na Penha de França. Estar à frente desta autarquia “é um serviço à comunidade”, resume. Conheça melhor a Presidente da Junta de Freguesia da Penha de França. Comecemos pelas novidades. Uma delas prende-se com a imagem e com a comunicação da autarquia, sendo a Penha um claro exemplo disso. Qual é a importância destas realidades? A importância é muito grande, por vários motivos. Em primeiro lugar porque a Junta de Freguesia está ao serviço das pessoas. Se não informar sobre o que faz e o que está disponível para fazer, as pessoas não adivinham. Até agora, o feedback tem sido enorme. As pessoas contactam-nos a dizer que viram o que fizemos, leram o que vamos fazer e apresentam as suas sugestões. A ideia é abrir a Junta às pessoas e comunicar mais próximo delas. Uma outra vertente que me preocupa é a divulgação institucional da Freguesia: pôr a Freguesia no mapa, as suas instituições, os seus comerciantes. Esta nova comunicação envolveu a elaboração de um novo logotipo e a adoção do slogan ‘Do rio à colina’. Decidimos elaborar uma nova identidade, através de um novo logotipo. Ainda não temos um brasão aprovado oficialmente e não queríamos ficar á margem das dinâmicas das freguesias e da cidade. O processo de criação de um brasão, que terá necessariamente elementos gráficos que digam respeito às anteriores freguesias de São João e da Penha de França, passa por várias fases e organismos, incluindo a Comissão de Heráldica e a Assembleia de Freguesia. É um processo demorado. A criação “A quantidade de jovens que participaram nas assembleias, que deram ideias, tomaram posição, espantou-me e deixou-nos muito satisfeitos.” 4 AF_JFPF REVISTA JULHO.indd 4 01/07/16 18:54

de um logotipo é mais rápida. Chegámos a um conceito feliz, que diz respeito à freguesia. Conciliámos a história com a modernidade e juntámos duas realidades distintas: o rio e a colina mais alta de Lisboa. Daí o slogan: ‘do rio à colina’. A ordem é propositada: implica uma subida, é um conceito ascendente, positivo, de procurar melhores horizontes. A reforma administrativa veio multiplicar os serviços prestados pela Junta. Em que medida importa divulgar o trabalho desenvolvido pelos serviços da Junta? É muito importante. Estamos aqui para servir as pessoas, mas precisamos que todos conheçam as novas competências da Junta de Freguesia. As pessoas ainda não distinguem bem as competências da Câmara das responsabilidades da Junta. Por vezes, pedem-nos coisas que cabem à Câmara e acredito que peçam à Câmara coisas que cabem à Junta. Por outro lado, os programas e atividades, que oferecemos não funcionam se as pessoas não souberem que se podem inscrever. Digamos que a circulação da informação é a base de todo o trabalho que desenvolvemos. Estamos no ‘ano zero’ dos programas POP Penha e POP Escolas. Considera fundamental colocar os fregueses no centro do processo de decisão? Sim. A democracia participativa baseia-se na ideia de que a participação política dos cidadãos não se pode resumir ao ato eleitoral ‘de x em x anos’. As pessoas devem estar presentes e tomar decisões em relação ao que lhes diz respeito. Já tínhamos experiências de orçamentos participativos, sobretudo na antiga freguesia de São João. Decidimos continuar com essa experiência e inovar com a criação de um orçamento participativo escolar, colocando a comunidade educativa a pensar sobre as necessidades da escola. Ficou surpreendida com a adesão dos jovens? Fiquei. A quantidade de jovens que participaram nas assembleias, que deram ideias, tomaram posição, espantou-me e deixou-nos muito satisfeitos. Espero que continue a correr bem, é muito interessante verificar a democracia participativa a funcionar na gestão de recursos públicos: proposta, votação, concretização. Dessa forma, temos a certeza de que estamos a fazer o que a maioria das pessoas que participaram querem. É inspirador e bom prenúncio para o futuro esta participação dos jovens. Também o espaço público tem merecido especial atenção. Numa Freguesia com uma fatia significativa de população envelhecida, os problemas de mobilidade devem ser tidos em conta. 5 AF_JFPF REVISTA JULHO.indd 5 01/07/16 18:54

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