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8 months ago

Aviacao e Mercado - Revista - 3

Mas, ainda há muitos

Mas, ainda há muitos Aero Boeros voando na Argentina e no Brasil, com a reposição de peças pela empresa argentina. No Brasil alguns aeroclubes ainda têm algum exemplar AB entre a sua frota: alguns estão voando; outros encontram-se em restauração; outros estão a caminho da baixa, pela ANAC. De acordo com o presidente do Aeroclube de Resende, Ricardo Vieira, o clube mantém a manutenção de todas as aeronaves de forma rígida e respeitando todos os regulamentos e diretrizes da ANAC. “Em 2015 revitalizamos o Aero Boero 115 PPGEM, que estava parado desde 2001, passando por uma reforma geral, com gastos de R$120.000. O motor é um Lycoming de 115HP, tradicional na aviação geral e de fácil manutenção”. Entre as principais atividades do aero clube, há a escola de pilotagem e o aerodesporto, com a prática do paraquedismo, que é coordenada pelo Clube Sky Dive Resende. Recentemente o clube homologou os cursos teóricos de Piloto Privado e Piloto Comercial, totalizando seis cursos disponíveis, além de um simulador de voo. Hangares foram revitalizados em parceria com a Star Craft. No Brasil, há um representante oficial, a RC Brandão Assessoria Aeronáutica, da Aero Boero, que ainda permanece em atividade, somente com a Aeroclube de Resende produção de peças para reposição das aeronaves existentes. Mas essas aeronaves podem usar peças comuns a algumas aeronaves mais antigas, e um dos fornecedores de peças é JP Martins, representante oficial da Piper. De acordo com Maurício Melo da JP Martins, as peças que são usadas atualmente nos Aero Boeros são de motor utilizadas em outras aeronaves mais antigas, que servem perfeitamente em várias aeronaves semelhantes. No aeroclube de Resende-RJ, dois AB 115 são usados para instrução. Um dos instrutores do aeroclube de Resende é Raony S. MilHomem, piloto há dois anos e meio no curso de Piloto Privado do Aeroclube de Resende. “O AB 115 tem manche em bastão, posicionado entre as pernas do comandante; com isso, assim a aeronave e a pilotagem se assimilam à maioria ou quase todos os aviões acrobáticos e agrícolas, o que permite ao candidato escolher outras modalidades de aviação, além da comercial. Particularmente, acho mais emocionante o aprendizado nessa aeronave, uma vez que ela poderia ser comparada ao fusca da aviação – o terror e o amor de muitos pilotos: terror, para os que não conseguiram êxito na pilotagem dessa aeronave; e amor, para os que hoje, já profissionais no ramo da aviação, lembram com saudosismo suas aventuras ao aprender a pilotagem dessa aeronave. As partes negativas são a velocidade baixa, principalmente no modelo 115, que não desenvolve muito mais que 80 mph em cruzeiro; o trem de pouso principal, que tem o a formação acima da fixação das rodas, parecendo-se com duas asas extras, que, em opinião compartilhada, só servem de arrasto para o voo. Poderia ter mais instrumentação e fazer pelo menos voo noturno visual. Realmente é uma aeronave mais difícil para se manter em reta, tanto na corrida de decolagem quanto no pouso. Faz-se a corrida de decolagem picando o avião, levando o manche todo à frente, erguendo a bequilha e aguardando o que ele atinja a velocidade de rotação (retirada da aeronave do solo); nessa ocasião e no pouso acontecem as perdas de reta se o piloto acionar mais os pedais que o necessário. Ricardo Manso, Presidente do ACR Aeronaves Denilson do Abreu, Aeroclube Diretor de Itapolis de instrução e examinador credenciado ANAC Aero Boero PP-GEM Aero Boero PP-GEM Vale lembrar que, há aeronaves que apresentam grau de dificuldade de controle igual ou maior do que o Aero Boero. Um exemplo é o Cessna 170, que, segundo relatos, “é mais arisco na reta”. 14 Aviação & Mercado Aviação & Mercado 15

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