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Revista Criticartes 5 Ed

Revista Criticartes - Ano II, nº. 5 - 2016

Homenagem

Homenagem Revista Criticartes | 4º Trimestre de 2016 / Ano II - nº. 05 Desde os treze anos de idade Já demonstrava afinidade Admirava a poesia Só aos dezenove anos escreveu O primeiro poema seu Para o nosso prazer e alegria. O primeiro livro publicado “Poemas concebidos sem pecados” Foi feito artesanalmente Esse foi o ponto de partida De tantos outros em sua vida Que viriam naturalmente. “Não assumir reponsabilidade Com a prática da verdade No meio da literatura” Com seu rico material sensitivo Usando o seu arbítrio criativo Fez da poesia a sua arte pura. Do comunismo se desligou Quando prestes o decepcionou Após dez anos de prisão “Quando o seu discurso escutei Sentei na calçada e chorei” Foi grande a decepção. Saiu sem rumo desconsolado Largou tudo de lado E voltou para o pantanal Dali foi pra Bolívia e Peru Depois saiu da América do Sul Em Nova York fez uma pausa afinal. Passou um ano estudando Cinema e pintura cursando Reforçou seu sentido de liberdade Ao voltar par o seu país O destino deus assim quis Conheceu o motivo da sua felicidade. Stella o seu grande amor Após três meses com ela casou Viveram sempre apaixonados Pedro, Marta e João. São frutos dessa união Filhos por deus abençoados. Com muitos prêmios conquistados Sempre viveu no anonimato Por sua culpa e opção Depois que Millôr o descobriu Sua fama logo emergiu Popularidade em toda a nação. Carlos Drummond com bom motivo Recusou o epíteto de maior poeta vivo Que existia nessa nação Em prol do poeta Manoel Pra quem ele tirou o chapéu Com autoridade e razão. Foi um poeta renomado Seu nome é considerado Em qualquer parte, que for Conhecido nacionalmente Suas obras estão presentes No Brasil e no exterior. Entre muitas homenagens Enriqueceram a sua bagagem Com prêmios que colecionou São tantos para falar Os maiores eu tenho que citar Dois prêmios jabuti ele ganhou. Estabeleceu-se como fazendeiro Da propriedade que foi herdeiro Do seu velho genitor Continuou poetisando Suas obras sempre editando Encantado o seu leitor. O homem parte a obra permanece E assim ele enriquece De uma forma genial O grande poeta partiu Seu legado ao povo serviu Será sempre um imortal. No ano do seu centenário É justo, é extraordinário. Esse grande reconhecimento Com meu modo simples de falar Estou a lhe homenagear Com honraria no meu pensamento. “O tempo não morre, o tempo nasce, então não devemos ter esse sentimento melancólico pelo tempo que passa”. Manoel de Barros (1916-2014) - 18 - Poeta Manoel de Barros Odila Lange Dourados, MS @: odilalange@yahoo.com.br Manoel de Barros, Poeta? Escritor? Pensador? Pregador ou Escultor? Escultor, sim, pois Esculpe com as palavras! Pregador de sentimentos. Poeta, Em qualquer momento É um monumento! Poesia é esquecer: O frio, a fome, O salário. É não explicar nada, Nem o imaginário. Poesia não se come, Nem se veste, Mas se investe, Na mente inteligente De muita gente! Poetar é não dizer nada. É jogar com as palavras. É confeccionar ilusões. Iluminar corações. É esquecer o útil. É trabalhar com o inútil! Manoel de Barros, Fala por metáforas, Busca incorporação Em sua criação! Manoel de Barros, Exige transcendência E um certo grau De inteligência! Seus poemas Fogem do banal, São para serem lidos Mas não entendidos, Por qualquer mortal! www.revistacriticartes.blogspot.com.br

Homenagem Revista Criticartes | 4º Trimestre de 2016 / Ano II - nº. 05 www.noticias.ms.gov.br Ao poeta pantaneiro Lindita Belo Horizonte, MG @: etsimoes@gmail.com O Poeta já cantou Toda a sua incompletude Sua vida renovou No caminho da virtude. Eu tenho em mim também Um atraso de nascença Nunca vou muito além Apesar da benquerença. Eu também sou aparelhada Pra gostar da natureza Ela é a minha amada Por sua imensa beleza. Borboletas sei amar Pela luta que empenharam Meu quintal é o meu lar Meus sonhos nele ficaram. Já morei em meu abismo Mas guardei no peito o amor. Com as fraquezas nunca cismo A vida me dá vigor. Eu não sei fotografar O silêncio que adoro Mas quero fotografar A existência em que moro. O fazedor de amanhecer poema de Manoel de Barros Sou leso em tratagens com máquina. Tenho desapetite para inventar coisas prestáveis. Em toda a minha vida só engenhei 3 máquinas Como sejam: Uma pequena manivela para pegar no sono. Um fazedor de amanhecer para usamentos de poetas E um platinado de mandioca para o fordeco de meu irmão. Cheguei de ganhar um prêmio das indústrias automobilísticas pelo Platinado de Mandioca. Fui aclamado de idiota pela maioria das autoridades na entrega do prêmio. Pelo que fiquei um tanto soberbo. E a glória entronizou-se para sempre em minha existência. Nos pensamentos meus, A vida é sempre assim Vejo o perfume de Deus Nas flores do meu jardim. - 19 - Alguns dos livros de Manoel de Barros www.revistacriticartes.blogspot.com.br

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