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Revista Criticartes 5 Ed

Revista Criticartes - Ano II, nº. 5 - 2016

Artigo

Artigo Revista Criticartes | 4º Trimestre de 2016 / Ano II - nº. 05 Por uma política cultural pública C Dinovaldo Gilioli Florianópolis, SC @: dinogilioli@yahoo.com.br ultura não é só literatura, música, cinema, teatro, dança, artes plásticas. É também o conjunto das chamadas “culturas populares”, o artesanato, as festas e o folclore. Além disso, é a forma de comer, de vestir, de enterrar nossos mortos, de viver. Enfim, é um processo de construção permanente no qual homens e mulheres são sujeitos criadores. Mais do que entretenimento, é o modo pelo qual uma sociedade dá sentido à sua própria existência. Compartilhando da ideia de que nenhuma cultura é superior a outra, uma política cultural de caráter público, democrático, pluralista não deve reforçar as diferenças entre o que se conhece geralmente como “cultura erudita” (música clássica, balé, literatura, ópera, etc.) e “cultura popular”. Pelo contrário, para que não haja uma sobreposição de valores, deve-se estimular a diversidade de práticas culturais e provocar o encontro das várias maneiras do fazer cultural. Sem esquecer que certas atividades são simplesmente invenções da indústria cultural que recorrem à padronização/massificação, visando apenas ao lucro. Ou ainda servem a interesses populistas e dominantes. Neste sentido, uma política cultural pública deve incentivar e provocar a autoorganização dos setores culturais, a fim de que a produção cultural não fique sujeita aos interesses do Estado e/ou iniciativa privada, contribuindo para que a pluralidade cultural que compõe o município assuma o destino de suas práticas, não abdicando de sua herança ancestral, nem do direito à invenção. Essa política deve ainda resgatar a memória cultural do povo, preservar a sua identidade e estimular o intercâmbio dentro e fora do país. É preciso romper com a lógica privatista, em que o poder público procura se desvencilhar de sua função social. Afinal de contas, por que pagamos impostos, a serviço de que, e de quem, deve estar o Estado? É fundamental e urgente cobrar dos gestores da coisa pública a responsabilidade perante as necessidades culturais da cidade, que leve em consideração os artistas, os produtores culturais e a população. Por fim, uma política cultural pública deve estimular a produção e possibilitar o acesso aos bens culturais sem privilégio de qualquer espécie e contribuir para a efetiva construção da cidadania, em que sujeitos críticos – verdadeiros fazedores da história, tomem em suas mãos o controle das práticas culturais. Em tempos neoliberais, de endeusamento do mercado, de exacerbado culto ao individualismo, de selvagem competição e egoísmo, nunca foi tão importante valorizar a cultura, como identidade genuína de um povo e da nação, pois a ação cultural pode propiciar espaços que resgatem, preservem e criem novos vínculos de solidariedade, em que o ser humano sobreponha todas as coisas. - 20 - www.revistacriticartes.blogspot.com.br

Artigo Políticos e População: Quem leva à Corrupção? Antônio Marcos da Silva Santos Estudante da 3ª série do Ensino Médio Monte Alegre de Sergipe, SE M onte Alegre de Sergipe, esta pequena cidade do sertão sergipano possui cerca de quinze mil habitantes. Apesar da sua pequena extensão territorial, bem como a sua quantidade populacional, a mesma sofre constantemente do mal denominado corrupção. Vivo nesta cidade há nove anos, e ao longo desse tempo percebi várias irregularidades nos sistemas políticos vigentes. Estas, de certa forma, são notórias, entretanto, parece que a população se recusa enxergar tamanhas putrefações. Já que desregrados são eleitos continuamente. Avaliando essas falcatruas, notei primeiramente a situação social e econômica do município. Este está estagnado, não há produtividade e muito menos sinais de desenvolvimento. Obras, somente construções particulares; apoio hospitalar, encontra-se na cidade vizinha; entretenimento, apenas a feira municipal. Nessas perspectivas, anos se passam e não consigo visualizar nenhuma diferença na cidade, a não ser os bancos da praça pintados com as cores do partido em épocas de eleições municipais. De acordo com o que já foi dito, surge uma dúvida: Para onde vai o dinheiro público? Isso é notório, uma pequena parcela será aplicada para persuadir a população com distintas formas de propina, e o restante será utilizado para o bem próprio. Ações corruptas como essa, acontecem frequentemente por todo Brasil. A exemplo disso, de acordo com o site cidadeverde.com, atualmente um prefeito e mais quinze pessoas foram presas suspeitas de corrupção na cidade de Redenção do Gurgueia, município do Piauí. De acordo com a fonte, ocorreu um rombo de R$ 17 milhões nos cofres públicos nos últimos três anos. Com essa Revista Criticartes | 4º Trimestre de 2016 / Ano II - nº. 05 - 21 - informação, é perceptível afirmar que a corrupção se alastra por todo território nacional, infectando o país incessantemente. Nesse contexto, lembro-me das ideias do célebre pensador Montesquieu, responsável pela sistematização e ampliação da divisão dos poderes, os quais consistiam na concretização de uma democracia plena. Consequentemente, percebo que aqui em Monte Alegre de Sergipe esses poderes, executivo, legislativo e até o judiciário, estão repletos de políticos corruptos. À vista disso, ideias elaboradas por filósofos iluministas e regidas por várias nações, estão comprometidas pelo mal da corrupção nos dias atuais. À medida que essa ilegalidade aumenta, o ambiente politicamente democrático decresce, causando assim o lento desenvolvimento do espaço atingido. Monte Alegre de Sergipe engloba-se nesse espaço, visto que o município sofre com um constante decréscimo socioeconômico, acarretado pela má administração dos políticos eleitos pela maioria da sua população. Esta, geralmente leiga, persuadida com bastante facilidade por políticos desregrados durante as eleições, contribui indiretamente com o retrocesso da cidade. Dessa forma, é válido ressaltar que a população a mercê da escassez de conhecimento político, é convencida pelos corruptores através de “suportes” fajutos, como o botijão de gás por exemplo, um dos principais objetos de propina utilizado pelos imorais. Situações como essa ocorrem constantemente durantes as eleições municipais. E com isso, noto que a maioria populacional se satisfaz com míseras ações fraudulentas dos políticos. Estes, quando eleitos, dissipam-se das ruas e somente ressurgem na próxima caça aos ignorantes, enquanto a massa convive com a escassez de políticas públicas dignas para o seu bem-estar. Portanto, concluo que, inescrupulosos são eleitos repetidamente. E, com isso, a cidade não floresce. Monte Alegre de Sergipe, de fato, mergulha em um oceano profundo de corrupção. Mas, e a população? Espera ansiosamente pelo próximo botijão de gás? www.revistacriticartes.blogspot.com.br

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