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MusicaEMercadoNov:Dez

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LANÇAMENTO

Rozini e sua nova linha de percussão PÁG. 32

WWW.MUSICAEMERCADO.ORG | NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 2016 | Nº 87 | ANO 15

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SOMECO NO BRASIL | NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 2016 | Nº 87 MÚSICA & MERCADO

INFORMAÇÃO DE NEGÓCIOS PARA O MERCADO DE ÁUDIO, ILUMINAÇÃO E INSTRUMENTOS MUSICAIS

Musical Express

& Shure Brasil

Juntas há um ano, as empresas trabalham

para oferecer o melhor ao mercado, incluindo a

comemoração dos 50 anos do SM58 da Shure. PÁG. 36

As iniciativas

da Roland

Sérgio Pais, CEO da empresa,

fala sobre o 909 Day e as expectativas

da Roland no País. PÁG. 28

Feiras

e eventos

Encontro de Negócios, TDT e Expomusic

movimentaram o mercado brasileiro. PÁG. 70

Marcelo Palacios,

diretor-geral da

Someco no Brasil

Someco no Brasil

A Someco, maior empresa latino-

-americana instalada no Brasil, se

encontra em processo de renovação

de seus serviços, melhorando a

disponibilidade de estoque, a assistência

técnica e os prazos de entrega. Nesta

entrevista, Marcelo Palacios, diretor-

-geral da Someco no Brasil, conta

seus planos para continuar

posicionando suas marcas no

mercado local. PÁG. 44

Conheça

algumas das

novidades da

Eagle para

2017 PÁG. 61

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挀 漀 洀 愀 昀 漀 爀 愀 搀 攀 甀 洀 愀 搀 椀 猀 琀 爀 椀 戀 甀 椀 搀 漀 爀 愀 攀 砀 挀 氀 甀 猀 椀 瘀 愀

䌀 伀 一 䔀 䌀 吀 䄀 䐀 䄀 䌀 伀 䴀 伀 儀 唀 䔀 䠀 섀 䐀 䔀 䴀 䔀 䰀 䠀 伀 刀 一 伀 䴀 䔀 刀 䌀 䄀 䐀 伀 ℀

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SUMÁRIO

14 EDITORIAL

16 ÚLTIMAS Celestion

tem novo distribuidor

20 SETUP Deftones

80 PRODUTOS Os lançamentos

e destaques das melhores

marcas do mercado

84 INOVAÇÃO

88 CONTATOS Os nossos

anunciantes você encontra aqui

90 CINCO PERGUNTAS Saiba

mais antes de empreender!

44 CAPA

SOMECO NO BRASIL

O Grupo Someco nasceu há mais de 70

anos e tem presença em vários países

da América Latina. O mercado brasileiro

vem sendo um dos que apresenta maior

crescimento e a empresa está melhorando

seus serviços para acompanhá-lo. Marcelo

Palacios, diretor-geral, explica mais aqui.

MATÉRIAS

22 MUNDO DIGITAL O uso das campanhas de e-mail (Parte 2)

24 EDUCAÇÃO Adesivos Note-Stickers para a prática musical

26 EMPRESA Alexandre Seabra fala sobre o Grupo Renaer

28 ENTREVISTA CEO da Roland Brasil opina sobre o 909 Day e o mercado

30 TECNOLOGIA Software Sino3D pode revolucionar a compra de produtos

COLUNAS

60 Relacionamento!

por Luiz Carlos Rigo Uhlik

62 Como comprar certo?

Planejar a compra de

produtos da sua loja

pode significar

o sucesso ou o fracasso

por Miguel de Laet

64 Empreendedorismo,

uma ótima opção

para vencer a crise

por Carlos Cruz

66 A última batalha do ano:

ganhar ou ganhar

por Joey Gross Brown

68 Posse versus acesso

por Alessandro Saade

32 MIX Rozini lança linha de percussão

34 FABRICAÇÃO SGT usa pickups argentinos

36 MERCADO Musical Express distribui Shure no Brasil

40 EMPRESA Lançamento da Hit Sound e seus cajons

42 DISTRIBUIÇÃO Bose apresenta novo distribuidor Seegma

50 ILUMINAÇÃO Osram e Clay Paky compram operações da ADB

52 LOJISTA Natal Groove focada na percussão e no bom atendimento

58 INTERNACIONAL Red Panda e os seus pedais

70 PÓS-FEIRA 10º ediçãão do evento TDT 2016

72 PÓS-FEIRA Análise: Expomusic 2016

76 PÓS-FEIRA Sucesso total para o Encontro de Negócios 2016

24 42 52

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EDITORIAL

STAFF

CEO & Publisher

Daniel A. Neves

Diretora de Redação

Paola Abregú

Diretor de Arte

Dawis Roos

Departamento Comercial (Brasil)

Denise Azevedo

comercial@musicaemercado.org

Tel.: (11) 3567-3022

Departamento Comercial (Internacional)

sales@musicaymercado.org

Administração e Finanças

Rosângela Ferreira

Revisão de Texto

Hebe Ester Lucas

Assinaturas

Beatriz Mendes Ferreira

assinaturas@musicaemercado.org

Colaboradores

Alessandro Saade, Ann Lévizon,

Carlos Cruz, Dora Ramos, Joey

Gross Brown, Luiz Carlos Rigo Uhlik

e Miguel De Laet

Impressão e Acabamento

Gráfica Grafilar

Música & Mercado®

Caixa Postal: 2162 - CEP: 04602-970

São Paulo / SP / Brasil

Tel.: +55 (11) 3567-3022

Autorizada a reprodução com a citação da

Música & Mercado, edição e autor. Música & Mercado

não é responsável pelo conteúdo e serviços prestados

nos anúncios publicados.

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Anuncie na Música & Mercado

comercial@musicaemercado.org

Parcerias

DANIEL A. NEVES

CEO & PUBLISHER

“Quando eu estava na escola, o computador

era uma coisa muito assustadora.

As pessoas falavam em desafiar essa

máquina do mal que estava sempre

fazendo contas que não pareciam corretas.

E ninguém pensou naquilo como uma ferramenta poderosa.”

Sempre um passo

novo para

fazer negócio

A tecnologia chegou para mudar e dificilmente sobrará um modelo

de negócio que ficará sem a interferência dela. Você reparou como lê as notícias

atualmente? Mesmo que você seja exceção, a maioria da leitura nos

dias de hoje é feita por celular ou ainda por links no Facebook. A compra da

nova geração vem sendo feita por meio de aplicativos; a venda, idem.

Qual será o modelo de negócio para a locação de equipamentos

de som e luz? Por mais que haja a conversão digital do modelo mais mecânico

do ato de fazer compras, o serviço continua sendo o ponto alto da

distinção das empresas.

Trocou rapidamente o produto com defeito? Ponto positivo! Deu

informação correta? Melhor ainda! O mundo das crenças está acabando,

a era é da informação.

Dessa forma, temos pensado na Música & Mercado como um

ponto de referência para informações relevantes dos setores de áudio, iluminação

e instrumentos musicais, sempre do ponto de vista do negócio

do entretenimento.

Nesta edição, você lerá interessantes matérias de empresas reconhecidas,

como Renaer, Rozini, Roland, Musical Express e Shure, sem

esquecer da Someco, destacada neste número, e das novas Note-Stickers e

Hit Sound, dentre outras. Vai perder? Boa leitura!

* Bill Gates. (1955-) Magnata, filantropo e autor norte-americano,

que ficou conhecido por fundar a Microsoft junto com Paul Allen.

— Bill Gates*

Associados

@musicaemercado

fb.com/musicaemercado

14 www.musicaemercado.org @musicaemercado fb.com/musicaemercado


As mais recentes

notícias do mercado

de áudio, iluminação

e instrumentos musicais

NEWS

Celestion

anuncia novo distribuidor

A empresa inglesa de alto-falantes Celestion Loudspeakers

anunciou recentemente seu acordo de distribuição exclusiva

para o Brasil com a ProShows. Sobre a parceria comercial,

Nigel, da Celestion, ressaltou: “Estamos muito felizes

em poder contar com a ProShows como nosso distribuidor

no Brasil, uma vez que se trata da empresa líder no Brasil

em seu segmento, e é respeitada e conhecida por todos os

importantes fabricantes de áudio do mundo”.

Master Áudio oferece preços

acessíveis

Durante 2016,

a Master Áudio

promoveu ainda

mais sua estratégia

de oferecer

bons planos

para os clientes

existentes e os

novos. Para conseguir

continuar

operando de

Diversos amplificadores

modo estável

neste ano, a empresa trabalhou em uma linha de organização

interna para oferecer benefícios aos clientes.

“Como 2016 é um ano mais difícil, procuramos fazer pequenas

mudanças notáveis. É um ano de sobrevivência,

mas buscamos alinhar tudo com uma proposta bacana

para o mercado, que seria qualidade e preço acessível”,

comentou Álvaro Junior, gerente comercial. Fique atento

aos planos para 2017!

SG Strings chegou à Argentina!

A SG Strings

— marca

de cordas da

Izzo — já tem

distribuidor na

Argentina.

Trata-se da empresa

Italmusic

de Buenos Aires,

Maikel Barroeiro (SG Strings, ao centro)

com Edgardo e Ignacio (Italmusic)

cujos representantes Edgardo e Ignacio Italiano visitaram a

feira Expomusic para combinar os últimos detalhes da primeira

importação realizada para o país vizinho.

Equipo estável e com loja virtual

Dando um fim aos

boatos, a Equipo

anunciou que todas as

marcas com as quais

trabalha atualmente

já fecharam contrato

mais uma vez com a

empresa e não haverá

mudanças a respeito.

“Houve boatos de que

perderíamos marcas,

isso não existe. Estaremos

reposicionando

todas as marcas para

Teste de venda on-line

dar uma solução

completa”, comentou Joey Gross Brown, gerente comercial

da empresa. Além disso, a empresa estará fazendo testes de

venda on-line direta ao consumidor durante todo o mês de

novembro. “É importante deixar claro que a Equipo não irá

concorrer com sua rede de distribuição. Nossa necessidade de

mover produtos de marcas descontinuadas que permanecem

em nosso estoque e que o mercado já vem absorvendo do novo

distribuidor foi um dos fatores motivadores para a criação

desta plataforma”, disse Everton Waldman, diretor da Equipo.

16 www.musicaemercado.org @musicaemercado fb.com/musicaemercado


Gemini e

Xvive na

Alltech Pro

A empresa da região

metropolitana

de Florianópolis

incluiu duas marcas

no seu catálogo de

representações, com

Gemini, uma das novas

a Gemini e a Xvive.

A americana Gemini traz produtos para DJs e áudio profissional,

enquanto a Xvive Pedals é uma marca de pedais

para guitarristas e baixistas criada também nos Estados

Unidos, mas com fabricação na China. Focada em atingir

os objetivos desse ano, a empresa vem conquistando marcas

e trabalhando duro para continuar com os bons resultados

que estão tendo. “No próximo ano vamos pensar em um planejamento

mais em longo prazo”, disse Alexandre Gracino,

sócio-proprietário da Alltech Pro.

Novas instalações da Music

Shenzhen Innovation na China

Giannini lança hotsite para sua linha

de craviolas

No mês de novembro,

em que

celebra 116 anos

de sua fundação,

a Giannini lançou

hotsite para a

linha de craviolas,

contando a história

do instrumento

que é querido

por muitos ao

redor do mundo. Também tem uma galeria de fotos com

grandes nomes da música que já utilizaram o instrumento,

além de criar uma outra galeria de fotos que será colaborativa,

feito com apoio dos admiradores do produto e da

marca. Em breve a empresa irá lançar a versão em inglês

do site. Para conhecer, acesse www.craviola.com.br.

Mac Cabos busca se internacionalizar

Mais espaço para a Music

A Music Group (Behringer, Midas, Klark Teknik e outras)

inaugurou um novo Centro de Inovação de Alta Tecnologia

em Shenzhen, China, localizado em Dream City. É considerado

a versão chinesa de Silicon Valley, tem mais de 4.500 m²

e conterá as operações da empresa nesse país.

Mais marcas na Decomac

A distribuidora brasileira encabeçada por

Guillermo Distefano anunciou a incorporação

de mais marcas entre as representadas.

Nomes como a espanhola Idea, que usa alto-

-falantes Beyma, TecShow de iluminação, com

diferentes movings e muitos aparelhos LED, e

as mesas Cadac se somam agora ao catálogo.

Renovação no portfólio

Linhas de cabos irão ao exterior

A jovem Mac Cabos vem expandindo sua linha de produtos e

a presença da marca. Lançou duas novas

séries e pretende internacionalizar

a marca, entrando em mercados que

demandam qualidade top, como os

Estados Unidos e a Europa. Na Europa

já estão em contato com alguns distribuidores,

mas querem começar na

América Latina, talvez com a Argentina

e o Chile. No próximo ano a Mac Cabos

terá mais novidades para lançar e,

além disso, estará trocando toda a sua

rede de representação no Brasil.

@musicayemercado fb.com/musicaemercado www.musicaemercado.org 17


ÚLTIMAS

PRODUTOS

Torelli mostra

ferragens

da Bauer

Desde a aquisição dos

Hardware para bateria

ferramentais e direitos para o uso da marca Bauer para ferragens

de bateria, a Torelli tem trabalhado constantemente

para apresentar a nova linha Bauer by Torelli para o mercado

e isso foi feito durante a Expomusic, em São Paulo. Além

das ferragens, a empresa trouxe outras novidades, como os

acessórios e instrumentos de percussão, incluindo tamborins

e pandeiros. “Estamos focando mais na área de percussão

e baterias mesmo. Para o próximo ano pensamos em

continuar com os lançamentos e projetar novas partes de

ferragem para baterias”, adiantou Osmar Ianicelli.

Solez tem cordas com DLP

A fabricante de

Minas Gerais destacou

sua linha

de cordas com a

exclusiva tecnologia

Dual Layer

Tecnologia protege cordas

Protection,

ou Dupla Camada de Proteção para guitarra, violão, baixo

e viola caipira. Além disso, a empresa lançou vários produtos

de limpeza de instrumentos musicais de corda e também

de madeira — tem até um polidor em seu catálogo.

Tiaflex lançará novidades

A Tiaflex participou

do Encontro

de Negócios para

trabalhar no relacionamento

direto

com os lojistas de

todos os Estados

Novos produtos no aguardo

que visitaram

o evento, além de mostrar sua variedade de cabos. Também

anunciaram novidades para 2017. “No próximo ano estaremos

fazendo alguns lançamentos voltados para o segmento

de instrumentos musicais, principalmente na parte de conexão”,

contou Mateus Andalecio, gerente de vendas.

Yamaha

promove

consórcio

para

compra de

instrumentos

O Consórcio Yamaha é uma opção que a empresa está

implementando para adquirir produtos da marca. Administrado

pela Unifisa, o cliente consegue fazer um

parcelamento sem juros e, dependendo do valor contratado,

pode ser de até 80 meses. Mais informações em

renato@consorciounifisa.com.br

Mister Mix

renova

embalagem do

fone Golden

O fone de ouvido Golden,

A nova cara do Golden

que é um monitor de palco,

teve sua embalagem alterada com o intuito de torná-la

mais profissional. Acostumados a vê-la na cor amarela, agora

os clientes a encontrarão no expositor na cor preta, como

amostra do amadurecimento estético do produto. A partir

de novembro, a empresa estará trazendo mais um produto

novo: o 58BTA, um microfone com cápsula beta.

Stay Music

traz nova

pintura para

seus suportes

A marca ajuda compradores

A pedido dos músicos,

Acabamento diferenciado e inovador

a Stay mudou alguns

detalhes nos produtos com melhorias também no ajuste. E

ainda lançou uma nova linha de pintura — trata-se de uma

pintura líquida automotiva que tem o mesmo tratamento

feito na superfície de um carro, fazendo que seja muito mais

resistente a riscos e, se riscar — dependendo do risco —,

você consegue polir e tirá-lo, além de contar com um brilho

perolizado que só existe nesse tipo de pintura. Para o Brasil,

a Stay está pensando em realizar no próximo ano algumas

modificações nas embalagens para os produtos, além de pequenas

melhorias que todos os anos busca fazer.

18 www.musicaemercado.org @musicaemercado fb.com/musicaemercado


ON-LINE

IBOX tem site em outros idiomas

Com o intuito de ampliar sua presença no exterior, a marca

brasileira está reforçando cada vez mais sua estratégia.

Como prova disso, apresentou seu site em inglês! O lançamento

faz parte do conjunto de ações para internacionalização

da marca. Com o apoio dos parceiros, a empresa lançará

em breve a versão em espanhol — que está em andamento

— e já está com parcerias sendo fechadas com músicos e

empresas fora do Brasil. www.iboxmusical.com

Zildjian anuncia ferramenta para Gen16

A Avedis Zildjian Company anunciou o lançamento de uma

renovada ferramenta on-line para acessar o sistema Gen16

Acoustic Electric Cymbal. A ferramenta de acesso para os pratos

digitais Gen16 melhora a experiência do usuário usando termos

mais simples e fáceis de controlar, tudo em duas telas. Essa

ferramenta on-line pode ser usada em Mac ou PC, sendo um

programa que permite aos bateristas criar sons personalizados

no Digital Cymbal Processor. Para fazer o download gratuitamente,

visite https://zildjian.com/campaign/gen16downloads.

CONTRATAÇÕES E RECOLOCAÇÕES

Oportunidades

na Sparflex

Atenção, representantes!

A Sparflex Fios e Cabos está contratando representante

comercial para a linha de sonorização nos Estados

do Pará, Maranhão, Piauí e Ceará. Os interessados podem

entrar em contato pelo e-mail vendas@sparflex.com.br

FEIRAS E EVENTOS

K-Array no

Amazonia

Live

O evento Amazonia

Live foi realizado

pelos organizadores

do Rock in Rio para

Palco flutuante

conscientizar as pessoas sobre o com promisso da sociedade

com os problemas ambientais. Foi apresentado em um

palco flutuante sobre o rio Negro e contou com atuações

da Orquestra Filarmônica do Amazonas, o Coral Amazonas,

o guitarrista Andreas Kisser, a cantora Ivete Sangalo

e o tenor Plácido Domingo. Para fornecer cobertura para a

audiência de 250 pessoas, a empresa de locação e produção

de áudio Gabisom usou dois sistemas KR202 portáteis da

K-Array para reduzir o impacto visual e o peso sobre o palco,

que tinha forma de folha.

Serenata

fez workshop

com Célio Balona

Como parte do Festival Internacional

de Acordeon 2016, a

loja Serenata organizou um

workshop com o músico Célio

Balona, em que conversaram

sobre registração para acordeom

e teclado. Célio falou também sobre sua experiência com os

instrumentos ao longo de 60 anos dedicados à música. Ainda

contou com a participação dos músicos Milton Ramos no

contrabaixo e Ramon Braga na bateria.

Indústria

comemora

aniversário

com Anna

Spina

A professora e

fundadora da

loja Intermezzo

Instrumentos

Musicais, Anna Spina Finotti, fez 90 anos com uma grande

carreira na indústria e na vida. Parabéns, dona Anna!

@musicayemercado fb.com/musicaemercado www.musicaemercado.org 19


SETUP

Os equipamentos

dos Deftones

Com o lançamento este ano do seu mais recente álbum, Gore, vamos dar

uma olhada nos instrumentos que os membros dos Deftones usam

A

banda californiana de metal

alternativo formada em

1988 é composta por Chino

Moreno, Stephen Carpenter, Abe

Cunningham, Frank Delgado e Sergio

Vega. Nesta edição veremos quais instrumentos

musicais eles tocam.

Camillo Wong Moreno (Chino Moreno) (voz e guitarra)

Conhecido por seus potentes gritos e voz tenor, Moreno se respalda com os microfones Shure,

usando o Beta 58A para apresentações ao vivo desde 2011.

Guitarras: Nessa área conta com uma Gibson 1961 SG; três da Fender — Mustang, Jaguar e

Stratocaster (personalizada com captadores EMG single active); uma ESP Viper 301 e outra

Ephiphone G-400 y da Knaggs Guitars, a Keya T2.

Amplificadores e caixas: A Orange Music Electronic Company acompanha o músico com seu

amplificador KT88 de 180 W e caixas 4x12. A Orange se une à Marshall com sua caixa 1960B

4X12 e o subwoofer para guitarra Vector SL de 600 W e 15” da ISP Technologies. Para os

efeitos, destacam-se os pedais da Boss CE5 Chorus e

DD6 Delay, junto com uma variedade de pedais da

mesma marca e pedais de efeitos MXR.

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Stephen “Stef” Carpenter (guitarra)

Desde sua entrada na banda, Stef começou tocando

a tradicional guitarra de seis cordas, avançando para

a guitarra de sete e escrevendo os últimos álbuns da

banda com uma guitarra de oito cordas.

Guitarra: Atualmente Carpenter é endorser

das marcas ESP Guitars, Marshall

Amplifiers, Engl Amplifiers, GuitarRig e os

captadores Fishman Fluence Signature.

Como endorser da ESP desde a metade de

1990, conta com seis modelos signature

(agora discontinuados), sete modelos de

oito cordas e um barítono em produção.

Carpenter usa as cordas para guitarra

da Dunlop, calibre .011-.069. Também

usa captadores de 1 mm Tortex

da mesma marca, com um logo

personalizado. Seu equipamento

atual é composto por um sistema

de áudio Fractal Audio Axe-FX II,

além de um pedal amplificador

de potência para seus

monitores Electro-Harmonix

22 Calibre.

Abe Cunningham (bateria)

Desde 2009 seu kit para turnês é

composto pela bateria Tama Starclassic

Bubinga e pratos Zildjian.

Bateria: Composta por Sky Blue Sparkle Finish

12”x8” Tom, 14”x9” Tom, 16”x16” Floor Tom, 18”x16”

Floor Tom, bumbo 22”20”, 14”x6” AC146 Signature

Brass (principal) e 13”x7” Tama Maple Starclassic Snare.

Pratos Zildjian: 15” A Custom Mastersound Hi-Hats,

22” A Custom Ride, 20” A Custom Rezo Crash, 19” A

Custom Rezo Crash, 20” Avedis MediumThin crash,

20” Oriental China Trash, 21” K Crashride, 8” A Custom

Splash e 10” A Custom Splash.

Pelo lado das peles, usa a marca Remo da

seguinte maneira — toms: (12”, 14”, 16”, 18”) Clear

Ambassadors para a parte superior e inferior; bumbos:

(22”) PowerStroke 4 (com Remo FalamSlam) parte

posterior, Standard Tama Head parte frontal; snare: (14”)

Coated Emperors — superior, Clear Ambassadors inferior.

As baquetas

que utiliza são

as da Pro-

Mark, com

seu modelo

autografado Abe

Cunningham

TX916W.

Sergio Vega (baixo)

Vega, que toca o baixo

com uma palheta, junto

aos Deftones tem tocado

exclusivamente os

baixos Jaguar da Fender,

acompanhado por um

amplificador Ampeg SVT

Classic Reissue.

Efeitos e outros:

Dentre seus efeitos

encontramos o

software Native

Instruments Guitar

Rig 3 e um SansAmp

Bass Driver Di da Tech

21. Vega também usa

um Fractal Axe-FX II,

um amplificador de

potência Matrix

GT1000FX e

duas caixas

para altofalante

Orange

8”x10” que

usa para

amplificação.

Frank Delgado

(Teclado, sintetizador e turntables)

Dentre do seu equipamento de teclados e sintetizadores, Frank tem

declarado ter um Clavia Nord Lead 2 e um Moog Minimoog Voyager.

Parte das suas ferramentas como DJ estão compostas por KAOSS

Pad 3 da Korg; da Pioneer o processador de efeitos EFX-500 e o CDJ

CD player, um mixer TTM 56 da Rane e a tornamesa SL 1200 MKII da

Technics. Frank também conta com seu Yamaha RS 7000

e usa um Novation ReMote SL

com Ableton Live.


MUNDO DIGITAL

Por Raphael Ferrari

Especialista em otimização de e-commerce e sócio-diretor

da Sanders Estratégia Digital

O uso das campanhas

de e-mail (parte 2)

Aprenda cinco passos para aplicar e ter em conta

no seu próximo envio de e-mails promocionais

Na edição anterior, explicamos

diversos conceitos que devem

ser considerados quando

falamos de campanhas de e-mail.

A seguir, você verá cinco ideias para

poder aplicar esses conceitos de forma

eficiente e ver os resultados que esta

técnica pode proporcionar.

1. Recuperação

de carrinho

abandonado

Sim, mandar e-mails de recuperação

de carrinho é uma técnica comportamental.

Por mais comum que hoje este

conceito possa parecer, ainda são poucas

as pessoas que dão o devido valor

ou o fazem de forma eficiente.

O Ibope e-commerce apontou entre

as principais categorias do setor uma

taxa média de abandono de 76%. Imagine

quantas oportunidades surgem

olhando para este número com mais

atenção. Se o lojista conseguir recuperar,

por exemplo, 20% do seu abandono

total, o incremento que o faturamento

pode ter é interessante. Para alcançar

bons resultados na recuperação dos carrinhos

é preciso ficar atento, primeiro,

ao timing do disparo, que não pode ser

nem muito rápido — pois o consumidor

pode ter apenas se afastado do computador

para resolver alguma outra coisa,

por exemplo, e já voltaria à compra —,

mas também não pode demorar muito

para não correr o risco de ele perder o interesse

ou já ter comprado em outro lu-

gar. Outra dica valiosa para fazer a recuperação

de carrinhos converter mais é

sempre oferecer algum benefício, como

um cupom de desconto para incentivar

o usuário a fechar a compra. Outra coisa

muito importante é passar confiança e

segurança no e-mail, mostrando uma

peça com um layout atrativo e direcionado

àquele usuário.

2.

Campanhas com

gatilhos mentais

Os gatilhos mentais são

ótimos recursos para aumentar o interesse

dos consumidores. Com eles surgem

condições de, inconscientemente,

influenciar os consumidores durante

uma campanha. Existem diversos gatilhos

mentais que podem ser utilizados

para incentivar o consumidor, por

exemplo: senso de urgência, escassez,

vantagem, oportunidade etc. Sabendo

usá-los da forma e no tempo certos, os

resultados da campanha poderão tomar

rumos surpreendentes, uma vez

que será possível controlar a dose de incentivo

no melhor momento para que

os clientes façam as compras.

3.

Descontos e ofertas

Que consumidor não gosta

de desconto, não é mesmo?

Eles são grandes motivadores para ajudar

a convencer seu consumidor a comprar.

Apesar de parecer um caminho

fácil, é preciso tomar muito cuidado

para não dar um tiro no próprio pé. Se

não houver margem para dar descontos,

a conta pode começar a não fechar. Por

esse motivo, o primeiro passo é saber

exatamente quais produtos podem ter

desconto e depois mapear quando conceder

esses descontos. A melhor opção

é aliar essa possibilidade a estratégias

mais amarradas. Utilizar as estratégias

de mapeamento de comportamento

torna possível levar um produto de interesse

do consumidor de volta até ele

com um desconto especial. Também é

possível tentar resgatar os usuários que

saíram da loja oferecendo um cupom de

desconto válido para o último produto

que ele visitou ou para a categoria que

ele mais visitou. As possibilidades são

muitas. Claro que muitas vezes não é

o tamanho do desconto que importa e

sim como essa informação é levada até

o usuário. Por esse motivo, é muito importante

testar todas as possibilidades

disponíveis e ver qual converte melhor.

4. E-mails

transacionais

Abordar o consumidor de

forma personalizada durante os e-mails

transacionais pode aumentar o engajamento

e a empatia com a loja, fazendo

com que o índice de recompra aumente

e, consequentemente, o LTV (Lifetime

Value). Depois que o cliente compra,

tudo o que ele quer é se sentir amparado

pela loja e ter certeza de que seu produto

está chegando. Claro, isso a maioria

22 www.musicaemercado.org @musicaemercado fb.com/musicaemercado


já sabe. Quando o lojista para de enviar

‘e-mails automáticos’ para o cliente e começa

a ‘conversar’ com ele, a experiência

vai para outro nível. É possível mandar

um e-mail customizado de agradecimento

referente a um determinado produto

adquirido. Essa pode ser uma ótima

oportunidade para, posteriormente,

fazer up-selling com aquele cliente de

forma natural e sem sair do contexto seguindo

um fluxo de comunicação.

5. Recomendações

e reminders

Quando o cliente efetua a primeira

compra, é natural que o lojista espere

que ele volte a comprar novamente.

O e-commerce hoje só é sustentável se o

cliente volta a comprar. Por isso, é importante

mantê-lo sempre vivo em sua base.

Essa pode ser a grande chave para o sucesso.

Chamamos isso de Lifetime Value

(LTV). Para isso, recomende produtos de

acordo com o comportamento e interesse,

mande e-mails em datas específicas,

lembre seu cliente que ele precisa repor

um determinado produto. Essas são algumas

das possibilidades que podem ser

utilizadas para engajar o cliente de forma

mais efetiva e aumentar a conversão

através dos e-mails.

Conclusão

É de extrema importância entender

como o usuário se comporta não apenas

para usar este conhecimento dentro

da loja, mas também em campanhas de

e-mail. Fica claro que conquistar a confiança

do cliente e mostrar que a loja não

é um spammer envolve estratégia, conhecimento,

trabalho duro e foco no consumidor,

não somente nas vendas.

Sabendo da importância de entender

o comportamento, os gatilhos de

ativação, um assunto bem estruturado,

o contexto, as técnicas e, com tudo isso,

usar a imaginação, é possível obter resultados

surpreendentes com as campanhas

de e-mail marketing.

Se a loja não tem ferramentas de

cloud marketing ou se a ferramenta de

e-commerce não contemplar funcionalidades

de mapeamento e disparo automático

para colocar essas ideias em

prática, basta começar com o básico

utilizando planilhas para um mapeamento

da base de clientes, segmentando-os

de acordo com as estratégias

pretendidas. Tenho certeza de que o

tempo investido será recompensado.

Alimente sempre a base e mantenha-a

em movimento. A loja só será sustentável

se os clientes voltarem a comprar.

Por fim, é importante ter em mente

que o foco está no cliente. Entender o que

ele precisa e levar uma experiência personalizada

é o que vai definir se ele abrirá

ou não as mensagens e, o principal, se

ele voltará ou não a comprar. •


EDUCAÇÃO

Adesivos Note-Stickers

para a prática musical

A Global Learning Editora e Desenvolvimento Musical está

apresentando um novo produto para o mercado de ensino

e aprendizagem de música: os adesivos Note-Stickers

Os Note-Stickers fazem

parte de uma

linha didática auxiliar

a qualquer método de

estudo e personalizada para

cada tipo de instrumento,

pois cada uma tem detalhes

exclusivos e contém dois conjuntos

de adesivos diferentes.

Para os instrumentos de

corda, os packs vão desde o

nível básico (os nomes das

notas) com a Linha Classic,

passando para as escalas

musicais (pentatônica, diatônica,

harmônica, melódica

e seus principais modos)

com a Linha Pró.

“A principal função do

nosso produto é fomentar a

memória visual. Você pode colocar o

adesivo por debaixo das cordas (não

precisa retirá-las para aplicar) e no momento

em que quiser tirá-lo, não deixa

cola no instrumento”, contou Ivan Giuriati,

diretor comercial da empresa.

A matéria-prima é importada da

Alemanha, mas a ideia, desenvolvimento

e produção são brasileiros.

O produto não se restringe só aos

adesivos, já que eles são acompanhados

por uma série de acessórios, como trilhas

para seguir depois de adesivar a sua

guitarra, por exemplo, e aprender brincando;

e manuais teóricos (de escala e

de acordes) que funcionam como Pocket

Guides para consultar a todo momento.

Rodrigo Sampaio e Ivan Giuriati apresentam Note-Stickers

Já para teclado há duas opções

disponíveis: a Linha Classic e a Linha

Kid’s para crianças, que inclui linhas

suplementares coloridas, notas no

pentagrama, indicações de acidentes,

cifra das notas, nome das notas e

desenhos didáticos.

Os Note-Stickers estão disponíveis

para guitarra, baixo (4 cordas), violão

e teclado. Apesar de estar no mercado

há apenas três meses, o produto já

relata boas vendas pela internet, tanto

entre alunos quanto entre professores.

Entretanto, os Note-Stickers foram

feitos para ser comercializados

em lojas, que é a ideia principal da

empresa. Como primeiro passo na

estratégia, o produto foi apresentado

na Expomusic para ter contato com

os lojistas. “No período em que estivemos

na feira, recebemos a visita de

muitos lojistas querendo o produto

até para outros países”, disse Ivan.

“É um produto de valor final muito

acessível (de R$ 42 a R$ 64) e achamos

que será um método muito didático

tanto para os músicos iniciantes

quanto para os mais avançados, que

sempre têm alguma coisa para aprender”,

concluiu. •

Mais informações

note-stickers.com.br

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EMPRESA

Alexandre Seabra fala

sobre o Grupo Renaer

O diretor do Grupo Renaer, formado por Eros Alto-Falantes,

Staner, Sonotec e Musimax, opina sobre a situação do mercado e

os lançamentos mais recentes das marcas com as quais trabalha

Como foi 2016 para as marcas da Renaer?

Há três anos nos decidimos por um modelo

diferente de trabalho, que foi fazer

e promover um evento próprio. Ele

acontece no segundo semestre do ano e

é um modelo que há três anos vem dando

certo. Nós o repetimos pelo terceiro

ano no mês de agosto, e foi um sucesso

até maior do que a gente esperava nesse

ano difícil. Tivemos bons resultados.

No primeiro semestre estivemos lutando

um pouco mais, buscando mais a

venda, lutando bastante para atingir

os níveis mínimos de venda para nos

manter dentro de um padrão aceitável.

Em agosto tivemos mais sucesso em

função do evento. Não que o número

tenha sido fácil de atingir; é que o conjunto

de ações trouxe benefícios e agregou

bons resultados para nós.

Vocês estão dando algum apoio

especial para as lojas neste momento?

Temos tratado caso a caso. Temos feito

promoções que motivem um pouco

mais o lojista a comprar e repor nosso

produto, mas quando se fala em pro-

moção, também vem a questão do dólar

na importação, que influencia demais.

O dólar acabou de baixar e as nossas

margens estão apertadas por conta disso,

porque temos estoque comprado em

valores mais altos e temos de fazer esse

estoque girar. Então, a promoção também

tem limites, senão você acaba colocando

toda a sua margem para fora e

aí não faz sentido fazer negócios. Temos

desenvolvido parcerias mais pontuais

com os clientes, oferecido uma condição

uniforme para o mercado e, em cada

caso, estudamos opções diferentes para

dar apoio, elaborar campanhas, incentivos

e promoções para vendedores.

O que acha que vai acontecer em 2017?

Acredito bastante que vamos ter um

bom ano, porque o cenário econômico

nacional tem demonstrado boas perspectivas

de mudança. A gente sabe que

não existe fórmula mágica. A mudança

de governo não vai resolver os problemas

econômicos, mas sim suas atitudes

(do governo). Acho que a população em

geral espera uma melhora e o governo

tem a obrigação de trabalhar para isso,

para que o dinheiro volte a girar no mercado,

para que a economia se fortaleça,

para o bem do próprio governo.

E os lançamentos das suas marcas?

Tivemos muitas novidades no nosso

evento próprio. Na parte de áudio,

caixas ativas com uma nova concepção

de custo-benefício que o mercado

aceitou muito bem. Em instrumentos,

temos modelos na linha Takamine que

representamos há 25 anos no Brasil e

que são produtos atrativos com preço

competitivo. A linha Strinberg, com a

qual trabalhamos há 20 anos no País,

vem crescendo de forma constante porque

é um produto de custo-benefício

melhor, que se encaixa mais no perfil

aquisitivo do brasileiro. Agora lançamos

uma terceira linha de violões com

a qual, justamente pela dificuldade do

poder aquisitivo, tentamos atingir um

nível abaixo da linha Strinberg. É a linha

Class de violões, um produto bom,

bem desenvolvido e com uma faixa de

preço muito boa. Lançamos a linha de

baterias D-One, para a qual fizemos

uma programação de produção razoável

para este ano e, felizmente, ela já

está comprometida. Temos também as

marcas Gretsch e Premium de baterias,

em dois níveis totalmente diferentes. •

Novos violões Class

Baterias D-One

MAIS INFORMAÇÕES

renaer.com.br

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One Pixel

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ENTREVISTA

CEO da Roland Brasil opina

sobre o 909 Day e o mercado

Sérgio Pais, CEO da Roland Brasil desde abril deste ano, conta sobre

a situação do mercado atual e a iniciativa on-line que a empresa

japonesa usou para apresentar produtos no mundo inteiro

Sérgio é novo no mercado,

mas sua experiência em outros

segmentos está trazendo

ideias frescas e renovadas à empresa.

Ainda em processo de adaptação, ele

se mostra seguro das ações a ser desenvolvidas

pela Roland Brasil, com

inteligência e antenado nas tendências

do mercado.

Um dos pontos a destacar é a iniciativa

909 Day “The Future Redefined”,

um evento diferente de tudo que

a Roland havia feito até o momento.

Foi realizado on-line no dia 9 de setembro

e foram lançados mais de 30 novos

produtos em 24 horas, com transmissão

via streaming a partir de diversas

cidades do mundo (Tóquio,

Paris, Bruxelas e Los Angeles,

além de outras). Entre os

lançamentos, ocorriam apresentações

de artistas, pronunciamentos

de engenheiros

da Roland/Boss, artistas da

marca e muito mais pelo site

http://tfr.roland.com/br.

“O 909 Day foi uma ação

totalmente inovadora, lançando

essa quantidade de produtos em um

evento desse porte. Não é à toa que

essa data foi escolhida, já que o 909

é um ícone para a empresa — 9/09 é

em alusão à TR-909, Drum Machine

icônica da Roland que no passado foi

responsável por dar origem a diversas

vertentes da música eletrônica e

mundial”, explicou Sérgio. Descubra

mais nesta entrevista.

Todo momento de crise

provoca a busca de

criatividade, de eficiência,

de mais produtividade

Como foi o último ano para a Roland?

Esse último ano para a Roland, falando

da metade do ano passado para a metade

deste, foi de muita transição, com

uma série de mudanças internas na empresa.

Tivemos mudanças de equipe, na

área de marketing, de produtos, comercial,

tivemos a saída de Takao Shirahata

(o executivo que esteve à frente da empresa

por dez anos), então foi uma mudança

muito grande nesse sentido.

É claro que a Roland não

perde sua essência, continua

sendo a mesma Roland. Acho

que, no Brasil, a nossa principal

mudança gira muito mais em

torno de organizar o mercado,

um mercado que está passando

por uma série de transformações,

não só em virtude

da crise, mas também em relação ao

próprio cenário do segmento: a chegada

do mercado on-line, a entrada mais

forte nesse tipo de comércio, inclusive

de diferentes varejistas especializados

migrando para o on-line, como também

a entrada de grandes varejistas

de eletroeletrônicos, por exemplo; a

metamorfose de algumas lojas que infelizmente

estão deixando o mercado,

outras pequenas ressurgindo. Então, é

28 www.musicaemercado.org @musicaemercado fb.com/musicaemercado


um mercado que está em transição e a

gente tem de tomar bastante cuidado

nesse momento, ser criativo para tomar

decisões importantes mas ao mesmo

tempo com cautela.

Globalmente a Roland também

está passando por algumas mudanças

bastante positivas. Um exemplo é a

ação realizada no último dia 9 de setembro,

que teve o maior lançamento

de produtos da história da Roland, com

aproximadamente 30 modelos novos.

Acredito que seja também a primeira

vez que a gente consegue trazer todos

esses produtos quase em prazo recorde

para o Brasil e apresentá-los na Expomusic.

Com a iniciativa 909 Day, os

produtos foram lançados paralelamente

no mundo inteiro de forma on-line

e já estão aqui. Isso é muito legal para

o consumidor. Existe a frustração às

vezes de ver o produto ser lançado no

exterior e ter de esperar uns seis meses

para vê-lo no País, e esse delay é desagradável.

Estamos tentando melhorar

a experiência do consumidor e seu timing

com os nossos produtos. Essa é

outra mudança bastante importante.

O que você achou da iniciativa de lançar

os produtos on-line no mundo todo?

Eu gostei muito! Acho que é algo inovador,

uma tentativa de fazer algo diferente.

No ambiente on-line a gente consegue

atingir um número muito maior

de pessoas, algo que fisicamente você

não consegue. Acho que essa foi a grande

vantagem e que faz parte da grande

preocupação que a gente tem: como podemos

incentivar mais a música? Como

levar a música para mais pessoas? Como

tornar a música mais acessível para

mais pessoas? Esse talvez seja o nosso

grande desafio, então a missão de lançar

on-line foi cumprida com sucesso.

Podemos dizer que existe essa preocupação

da Roland em buscar a inovação,

desenvolver novas tecnologias, lançar

novas linhas de produtos e oferecer

uma experiência cada vez melhor para

os usuários. Esses usuários, por sua vez,

estarão cada vez mais próximos da marca,

como agora puderam acompanhar

via streaming todos os lançamentos em

primeira mão, não importando onde

eles estivessem. Esse é o conceito do ‘The

Future Redefined’, é olhar para o futuro

de uma forma diferente, e isso faz parte

de um planejamento de longo prazo,

com tudo muito bem estruturado.

Nós, da Roland Brasil, estamos alinhados

com isso, então passaremos a estar

cada vez mais próximos dos lojistas,

músicos e consumidores, procurando

sempre ouvir, inovar, oferecer produtos

de alta qualidade e um serviço cada vez

melhor ao mercado musical.

Falando nisso, como você

está vendo o mercado atual?

Todo momento de crise provoca a busca

de criatividade, de eficiência, de mais

produtividade. Cheguei ao mercado em

abril, mas o que tenho sentido em todas

as empresas é a preocupação de olhar

melhor os seus custos, como também de

começar a organizar melhor o mercado

nesse momento específico, de tomar o

cuidado de não vender tudo para todos

ao mesmo tempo e em quantidade, senão

você acaba transferindo problemas

para o restante da cadeia. Sinto isso

principalmente de alguns fabricantes,

junto com um movimento de reorganização

no mercado e de readequação das

empresas e adaptação a um cenário que

é diferente. Não diria que é um cenário

melhor ou pior, é um cenário diferente

do que tínhamos. É claro que todos sentimos

a crise, mas temos de nos adaptar

ao cenário com vendas diferentes e com

consumidores diferentes.

Como serão os próximos

12 meses para a Roland?

Temos alguns planos importantes

em todas as áreas. Comercialmente

teremos algumas mudanças que começarão

a acontecer no final deste

ano. O foco é ter maior relaciona-

mento com o dealer, com os nossos

lojistas e também com o consumidor.

Por outro lado, falando em

produtos, nós os reorganizaremos,

melhoraremos a experiência do consumidor

com o produto e permitiremos

que ele tenha mais acesso à

informação, mais acesso a dados de

produto, seja on-line ou fisicamente.

Devemos investir também na experiência

do consumidor on-line, não

necessariamente para venda no varejo,

mas melhorar a percepção e a experiência

do consumidor com o nosso produto

por meio de uma interação diferente

do que a gente tem hoje. Precisamos

chegar a mais pessoas num prazo mais

curto e não dá para negar isso.

Mudando de tema, como você

está se adaptando a sua nova

posição na empresa?

Ainda não terminei meu processo de

adaptação. Aliás, não sei se vou terminar

esse processo de adaptação algum

dia! Mas está sendo uma experiência

muito rica. Há muito aprendizado, seja

com colegas de trabalho internamente,

seja com o mercado, com o varejo, com

os próprios distribuidores, concorrentes,

enfim, a gente acaba aprendendo muito.

Tenho investido muito tempo em estar

próximo ao mercado para poder entender

um pouco melhor a dinâmica e,

nesse sentido, tem sido uma troca muito

positiva. Poder trazer minha experiência

em outros setores pelos quais passei

e enxergar que existem muitas similaridades

também é bom. O pessoal às vezes

fala muito ‘do setor’, mas na verdade

as mesmas coisas acontecem em todos

os setores. Qualquer setor tem suas qualidades,

suas deficiências, então poder

trazer combinações diferentes de outros

segmentos acaba sendo muito bom.

Tem sido uma experiência fantástica! •

MAIS INFORMAÇÕES

www.roland.com.br

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TECNOLOGIA

Software Sino3D

pode revolucionar

a compra de produtos

A Sino3D apresentou uma nova forma para que as empresas, lojas e

fabricantes possam mostrar seus produtos e serviços no mundo on-line

A

Sino3D

nasceu

dentro do

grupo Abruzzo, empresa

com 25 anos de

tradição que iniciou

suas atividades por

meio da fotografia e

atraiu diversos setores

e clientes como

Renault, Boticário e

muitas companhias Fernando Bassani e Gustavo Abruzzo

do ramo moveleiro.

Logo inovou no

mercado com novas

técnicas de imagem

através do 3D. Seguiu

conquistando mais

mercados com essa

ferramenta, aumentou

expressivamente

os trabalhos e inovou

a forma de apresentação

dos produtos

com uma imensidão

de possibilidades

artísticas para os Demo 3D interativa

clientes já existentes.

Atuando com o 3D, desenvolveram transmitir um espaço em 360° com o

um software no qual entra na história qual o público-alvo poderá ter a experiência

de passear em todo o lugar, in-

o Sino3D, possibilitando a apresentação

de um produto em 3D com ângulos teragir com os produtos ou tudo aquilo

em 360° e interatividade, sobre tudo o que a empresa queira mostrar.

que o produto proporciona ou o que o Com a possibilidade de avançar

fabricante deseja apresentar.

para a realidade virtual, por meio de

Com isso chegaram os simuladores alguns modelos de óculos que permitem

essa experiência, o usuário dei-

de ambiente, pelos quais, usando fotos

ou vídeos, é possível apresentar ou xa de ver o ambiente e passa a ter a

sensação de que está

nele e a interagir, até

mesmo comprar.

“É um produto

incrível, moderno. É

como as principais

marcas mundiais estão

apresentando seus produtos”,

disse Fernando

Bassani, representante

comercial da Sino3D,

parte da Abruzzo Imagem

e Tecnologia.

No estande da empresa

no Encontro de

Negócios foi demonstrado

como a ferramenta

pode ser usada

com um computador

e óculos 3D tanto para

descrever um produto

como para visitar uma

loja de forma virtual.

“Como se trata de

um produto de tecnologia,

conseguimos conquistar

o objetivo, que

é apresentar essa modalidade

de demonstração para fabricantes

e importadores. Esperamos no

futuro próximo que muitas empresas

estejam mostrando seu produto dessa

forma!”, concluiu Fernando. •

MAIS INFORMAÇÕES

sino3d.info

abruzzo.com.br

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Percussão com alma de percussão!

a essência dos instrumentos está de volta, produzida com a mais alta tecnologia

o leque harmônico exerce a importante

tarefa de distribuir a vibração e as

frequências, promovendo o melhor

resultado em sonoridade.

as ferragens foram desenvolvidas

com base em um longo estudo,

visando conforto e alto desempenho

do instrumento.

os instrumentos de imbuia possuem um

reforço nas áreas mais críticas, garantindo

uma maior durabilidade e resistência em

todas as situações.

turma do pagode doce encontro pixote bom gosto art popular os de paula


MIX DE PRODUTOS

Rozini lança

linha de percussão

José Roberto Rozini, CEO da Rozini

Trabalhando no

desenvolvimento destes

produtos por três

anos, a Rozini entra no

mercado de percussão

com a apresentação

de uma nova linha de

instrumentos brasileiros

A

novidade mais importante

da Rozini este ano foi uma

nova linha de percussão. Depois

de três anos de desenvolvimento

e investimento, a linha ficou pronta

para ser lançada na Expomusic.

Trata-se de uma série que contém

instrumentos de percussão tipicamente

brasileiros, usados principalmente

no samba. Para sua criação, a

empresa investiu muito na contratação

de mais pessoas dedicadas a esse

segmento, na compra de maquinário

especializado e na realização de diferentes

mudanças internas para viabilizar

a nova produção.

“Sempre tive vontade de entrar no

segmento de percussão e quero fabricar

todos os instrumentos de percussão

nacionais. O primeiro instrumento que

produzi na Rozini foi um cavaquinho,

um produto tipicamente brasileiro. O

segundo foi a viola, outro instrumento

brasileiro. À medida que fomos crescendo,

sempre tive o sonho da percussão,

que vem para fechar o círculo no nosso

mix. Estamos fazendo percussão para

samba de primeira linha”, explicou José

Roberto Rozini, CEO da empresa.

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Percussão pronta!

Timbais em construção

Com o alto investimento feito, a

empresa está preocupada com a situação

do País. José Roberto disse: “Com

essa política que temos agora não sabemos

o que vai acontecer amanhã,

mas continuaremos tentando trabalhar

com o que já temos e melhorar

os produtos. Temos de esperar para

ver o que vai acontecer com o País e

decidir o próximo passo”.

Os modelos de percussão

disponíveis são:

• Rebolo Cônico 50”x10”

• Rebolo Cônico 50”x12”

• Rebolo 50”x10”

• Rebolo 50”x12”

• Repique de Mão 30”x10”

• Repique de Mão 30”x12”

• Repique de Anel 30”x10”

• Repique de Anel 30”x12”

• Tan Tan 70”x14”

• Pandeiro Pele Animal de 10”

• Pandeiro de 10” afinação simples

• Pandeiro de 10” afinação dupla

• Pandeiro de 11” afinação simples

• Pandeiro de 11” afinação dupla

• Pandeiro de 12” afinação simples

• Pandeiro de 12” afinação dupla

Nova linha de percussão tem grande variedade de instrumentos

• Pandeiro Pele Animal de 11”

• Pandeiro Nogueira de 10” afinação dupla

• Pandeiro Nogueira de 11” afinação dupla

• Pandeiro Nogueira de 12” afinação dupla

• Tamborim Aço Inox 5,5 cm

• Timbal 90”x14” 12 afinadores

• Timbal 90”x14” 16 afinadores

• Tamborim Madeira 5 cm

• Tamborim Madeira 5,5 cm

• E o já conhecido RPT01 - Tanajura •

MAIS INFORMAÇÕES

www.rozini.com.br

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FABRICAÇÃO

SGT usa captadores

argentinos

A marca SGT — ou Special Guitar Team — foi lançada este

ano e anunciaram agora que suas guitarras e baixos estão

equipados com os captadores argentinos da DS Pickups

A

SGT nasce da união

das experiências de

Seizi Tagima e Leandro

Walczak, trabalhando

juntos na criação, concepção e

fabricação de uma linha de instrumentos

de corda.

“Desde que a linha foi lançada,

os resultados nos impressionaram

porque a receptividade,

a aceitação e os comentários

foram além das nossas expectativas.

Nosso produto está

sendo muito bem comentado”,

disse Leandro Walczak.

Captadores argentinos

A SGT tem uma linha completa

de instrumentos com muita

variação de cor e modificações,

para mostrar ao cliente as muitas

opções de customização.

“Acho que essa palavra seja a

chave que está dando maior

credibilidade ao nosso produto.

Aliás, customização é a palavra que

está em alta, então muitas empresas

estão trabalhando com esse critério

para oferecer muita diversidade aos

clientes”, adicionou.

Como parte dessa customização,

a empresa está usando pickups de

uma empresa argentina jovem, mas

com produtos muito bons. Leandro

contou: “A parceria com os captadores

da empresa argentina DS Pickups

Seizi Tagima e Leandro Walczak

Alguns captadores da DS Pickups

Instrumentos da SGT

está funcionando! Eles fabricam bons

produtos e no mercado brasileiro há

carência desse tipo de produto de boa

qualidade. Além disso, Pablo Goldwaser,

que é um dos nossos sócios-proprietários,

é argentino, então acho que

já rolou essa simpatia até pela origem!”

Pela parte da DS, Dario Soich, seu

proprietário, disse: “É uma parceria

muito interessante. Eles estão equipando

seus instrumentos com os nossos

pickups a partir de um

contato inicial que o Pablo fez

com a gente, pois ele viaja regularmente

para a Argentina.

Testaram os nossos produtos,

gostaram e começamos uma

associação comercial. Eles

queriam buscar uma alternativa

diferente das tradicionais marcas

americanas. À medida que eles cresçam,

nós também cresceremos aqui

no Brasil! Para nós é muito importante,

porque cria uma referência entre o

público local e os profissionais, sejam

fabricantes, lojistas ou músicos”. •

MAIS INFORMAÇÕES

sgtguitars.com.br

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MERCADO

Musical Express

distribui Shure no Brasil

O destaque na Expomusic foi a presença da Shure no estande da

Musical Express, empresa que já está trabalhando com a marca

americana e adequando suas estratégias para continuar crescendo

As empresas estão trabalhando

juntas desde outubro de

2015, mas essa foi a primeira

vez que apresentaram os microfones

no estande durante a Expomusic.

Marcelo Jesuíno, do departamento

de marketing da Musical Express, contou

a respeito: “Tem sido uma parceria

muito boa. A Shure é uma marca amplamente

aceita no mercado e objeto

de desejo de muitos consumidores.

Estamos em um período de adaptação

com eles e vendo como funciona no

mercado, pois é uma marca que esteve

presente por muitos anos nas mãos de

outra distribuidora. Eles tinham um

formato de trabalho muito diferente

do nosso e estamos entendendo qual

é esse terreno, estudando a forma de

trabalhar, vendo o que precisamos

mudar e o que precisamos manter.

Ainda estamos nesse processo”.

“Os microfones têm um valor mais

alto do que os acessórios que estamos

acostumados a comercializar, então

precisamos entender qual é o mercado

para esses produtos e quais estratégias

aplicar”, continuou.

Pelo lado da Shure, José Rivas, diretor-geral

da Shure na América Latina,

adicionou: “Há uma grande sinergia

entre o que nós fazemos e no que acreditamos

como marca e o que a Musical

Express faz como distribuidor, e essa

foi uma das coisas boas deste ano, poder

trabalhar com eles. Uma empresa

com uma criatividade muito grande

José Rivas, da Shure

Marcelo Jesuíno, da Musical Express

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do ponto de vista de marketing, mas

também com uma agressividade bem

medida no aspecto de como veem o

mercado, como dão suporte ao mercado

com muita educação, com muitas

ferramentas. São um pilar dentro do

plano que a Shure tem para o Brasil

nos próximos anos”.

O SM58 está fazendo 50

anos com edição especial

Uma das novidades foi a edição comemorativa

do SM58, uma grande atração

do show. O microfone SM58 50

Anos é uma edição especial comemorativa,

a primeira desde que a empresa

lançou originalmente o reconhecido

SM58. Essa edição limitada de aniversário

vem na cor prata com acessórios

que refletem sua história, como a ficha

técnica original, uma carta assinada

pela presidente da empresa e “para

nós, é um orgulho porque é um produto

verdadeiramente icônico, que todos

respeitamos e continua sendo líder na

indústria”, diz José Rivas, diretor-geral

da Shure na América Latina, que conta

outros detalhes a seguir.

Como foi esse ano para

a Shure no Brasil?

Foi um ano bem movimentado. Acho

que essa palavra representa tudo em

muitos aspectos. Um ano de muitos

desafios no mercado brasileiro que,

como todo mundo sabe, está passando

por alguns altos e baixos, mas

também dentro da nossa empresa,

pois mudamos a forma de distribuir

produtos no mercado brasileiro. Estabelecemos

uma organização no Brasil

apostando no futuro em longo prazo,

mas com todos os desafios também

chegaram muitas oportunidades. Somos

fiéis crentes que dos grandes desafios

vêm as grandes oportunidades,

e este ano no Brasil não foi exceção.

Kit de aniversário do SM58

Montamos uma nova equipe

de trabalho dentro da Shure muito

forte, profissional e focada. Fomos

surpreendidos pelas pessoas que começaram

a trabalhar conosco, pois

souberam adaptar do modo correto

o nosso plano de trabalho. Foi um

ano de muito trabalho, mas também

de muitas satisfações.

Que mudanças trouxe a nova administração

da Christine Schyvinck?

Desde 1º de julho temos uma nova presidente.

Ela não é nova dentro da empresa,

pois há muitos anos trabalhava

na Shure em cargos de grande responsabilidade,

mais recentemente como

vice-presidente de vendas e marketing.

É engenheira por formação, então traz

um perfil muito interessante porque

conhece a empresa completamente,

desde a parte operacional, de engenharia

até vendas e marketing. Ela vem

para segmentar ainda mais as estratégias

que temos. É um curto período

desde que ela assumiu a liderança, mas

já podemos sentir a mudança de energia

dentro da empresa. Mas também

temos que agradecer a liderança de

Sandy Lamantia, que foi nosso presidente

por muitos anos e ajudou a nos

levar à posição que temos hoje.

Algum plano específico para o Brasil

para o resto deste ano e o próximo?

Nosso plano é continuar crescendo de

uma forma bem focada em cada um

dos mercados verticais nos quais atuamos.

Temos um foco forte na parte

de instrumentos musicais, no qual estamos

trabalhando com cada um dos

produtos que temos em disponibilidade,

pois a nossa linha é bem ampla. Podemos

cobrir os diferentes níveis, desde

a entrada até os avançados, e isso é

importante para poder ter uma visão

completa da marca dentro do mercado.

Ainda há muito trabalho para fazer,

mas sabemos que o mercado está

pedindo produtos especializados, que

adicionem valor e uma equipe por trás

desse produto para poder desenvolver

o mercado juntos. •

MAIS INFORMAÇÕES

shurebrasil.com

musical-express.com.br

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EMPRESA

Lançamento da

Hit Sound e seus cajons

A empresa nasceu recentemente, há quase 11 meses, pela

necessidade de criar um cajon com uma condição diferente de

recursos e tocabilidade. Conheça a Hit Sound aqui!

Os proprietários da

Hit Sound nunca

foram fabricantes

e jamais tiveram experiência

na fabricação de cajons até

começar este projeto. Atuavam

anteriormente em um

ramo de atividade totalmente

diferente, relacionado com jogos,

lazer e diversão. O cajon

apareceu na história porque

Rivaldo Junior, sócio-proprietário

da Hit Sound, toca desde

os 12 anos de idade, “então a gente tem

uma intimidade com a música”, disse.

O cajon nasceu de uma ideia própria

de Rivaldo, pois ele queria juntar o som

do cajon peruano com o som do cajon

flamenco — “e a gente conseguiu!”.

Um hobby que acabou virando

uma atividade comercial

Com sua fábrica em Caieiras, SP, em menos

de um ano a Hit Sound já realizou

sua primeira participação na Expomusic,

algo que poucas empresas conseguiram

na história. “Temos poucos clientes,

mas agora, com a presença aqui na feira,

vamos fazer essa captação de representantes

e de consumidores”, comentou.

Em uma breve entrevista realizada

durante o evento, Rivaldo Junior conta

mais sobre a nova empresa.

O que diferencia seus cajons?

A sonoridade e o sistema de esteira que

usamos. Na maioria dos cajons a esteira

é fixa na parte de cima, por isso você

Rivaldo Junior, sócio-proprietário da Hit Sound

não consegue alterar o som dela e nunca

vai conseguir o som do cajon peruano,

porque esse cajon não tem esteira; é um

som só de pele e caixa. Temos um sistema

de esteira móvel: você pode tirar ela

para ter o som do cajon peruano, mas se

quiser um som mais grave, vai pegar o

abafador e pressionar contra a esteira.

Se quiser um som flamenco, vai soltar

mais a esteira. Tudo é feito internamente

desde a parte de trás, não precisa retirar

a pele. No Brasil ninguém faz isso!

Vocês têm diferentes modelos ou todos

incorporam a mesma tecnologia?

Sim, todos incorporam o mesmo sistema

de esteira. Só que cada um tem sua

própria característica de profundidade

e sonoridade, mais graves, mais médios

ou mais agudos. Então, cada cajon que

estamos expondo tem um som diferente.

Que tipo de madeiras usam?

A chapa frontal, que é a pele do cajon,

nós pedimos para desenvolver especial-

mente. É uma chapa de compensado

desenvolvida só para

nós. A parte da caixa do cajon

é um MDS fornecido pela empresa

Arauco, do Chile. É um

material de alta densidade

que proporciona sonoridade,

pois quanto maior a densidade,

melhor a sonoridade.

Qual é o modelo mais recente

que estão apresentando?

O cajon eletrônico, modelo

Special Cajon Electronic, que tem 15

presets de som, cada um deles com quatro

tonalidades e quatro instrumentos

diferentes de som (apito, cuíca, pandeiro,

tamborim, bombo, prato, caixa, até

uma infinidade de 60 sons diferentes).

É o nosso principal lançamento aqui!

Desde que vocês começaram com

a empresa, aconteceram muitas

coisas no País. Como tudo isso

influenciou suas atividades?

Na verdade, estamos aqui devido à crise,

porque se não fosse por ela, não teríamos

tempo para ter desenvolvido tudo

isso, então aproveitamos e acabamos

agregando ao nosso ramo de atividades

uma coisa totalmente diferente. Inicialmente

foi por uma necessidade e acabamos

lançando essa linha de cajons.

Quando você tem tempo, você cria! •

MAIS INFORMAÇÕES

hitsounds.com.br

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DISTRIBUIÇÃO

Bose apresenta novo

distribuidor Seegma

A empresa americana de sistemas de áudio apresentou

seu mais recente distribuidor no País, além de numerosas

linhas de produto para os mercados de portáteis e instalações fixas

Reconhecendo o momento difícil

pelo qual está passando

o Brasil, a Bose anunciou

um novo distribuidor no País. Desde

julho, a empresa Seegma, sediada

em São Paulo, vem se encarregando

da marca.

“Acho que todo mundo se retraiu

para tentar sobreviver à crise, então

o mercado como um todo está

sofrendo. Nós, da Bose, agora com

nosso novo distribuidor, estamos

conseguindo ter um novo fôlego,

com uma participação maior no

País”, disse Alexandro de Azevedo,

gerente regional para a América do

Sul da Bose. “Estamos começando,

mas a nossa expectativa é ter

maior capilaridade em todo o País e

poder atender todos os lojistas que

sempre buscaram os nossos produtos.

Vejo que realmente é um ano

difícil, mas estamos muito otimistas

com as mudanças que fizemos e já começamos

a ver resultados”, adicionou.

Novidade em produtos

O destaque entre os novos produtos é

o line array ShowMatch, disponível no

País a partir de 1º de novembro. É um

line array que utiliza a tecnologia DeltaQ

da Bose, que a empresa vem desenvolvendo

nos últimos 15 anos. Iniciou

em 2011 com o RoomMatch, o primeiro

line array de grande porte da Bose, com

42 padrões de cobertura diferentes.

O ShowMatch chega para facilitar a

vida das empresas que trabalham com

locação e que às vezes precisam movimentar

esse equipamento de um lado a

outro. O ShowMatch é muito mais portátil

do que o RoomMatch. São oito padrões

de cobertura, oito tipos de caixas

diferentes, “então, é uma quantidade

muito menor de padrões de cobertura,

mas ao mesmo tempo você tem as

guias de onda que podem ser mudadas,

ou seja, você pode trocar as guias de

onda na caixa”, explicou Alexandro.

Além disso, com o ShowMatch,

Alexandro de Azevedo, gerente regional

para a América do Sul da Bose

você consegue fazer clusters de até 24

caixas. “Você consegue ter um line array

de grande porte e, atendendo também

a um pedido de nossos clientes,

um line array para shows, concertos

que fosse fácil de montar e desmontar.

É passivo, mas vem para atender a essa

solicitação do povo”, detalhou o gerente

para a América do Sul. •

MAIS INFORMAÇÕES

www.seegma.com.br

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CAPA

Maior participação

no mercado brasileiro

A Someco, maior empresa latino-americana instalada

no Brasil, avalia seus processos e planeja o ano de

2017 reforçando seu posicionamento e crescimento

Dizem que “por trás de um grande homem sempre tem uma grande

mulher” e poderíamos dizer que essa frase se relaciona muito

com a história da Someco. Tudo começou em meados da década

de 1940, quando Hugo Mendez Collado — engenheiro elétrico, nascido

em Tucumán, Estado do norte argentino — presenteou sua esposa Blanca

com um rádio valvulado que ele mesmo tinha construído. Dona Blanca

voltou uns dias depois com dinheiro na mão e falou para Hugo: “Vendi o

rádio, agora constrói outros!”. Esse foi o primeiro passo da Someco,

empresa que 70 anos depois tem presença em praticamente

todos os países da América, por meio de suas consagradas

marcas próprias de áudio profissional e automotivo e da

representação oficial de marcas de renome mundial nos

segmentos de áudio profissional e instrumentos musicais.

Para chegar até aqui, houve feitos marcantes na história

da empresa, desde a mudança dos filhos de Hugo

e Blanca para Buenos Aires, estabelecendo a sede no

principal polo comercial da Argentina, até a expansão

internacional do grupo durante a década de 1990 e

início dos anos 2000, inaugurando operações no Brasil

(1997), Chile, Uruguai e Estados Unidos.

A Someco é o tipo de empresa construído sobre

pilares muito sólidos, que lhe permitem subsistir

e se reinventar ao longo dos anos. De fato, é uma

companhia familiar — a terceira geração da família

participa ativamente da gestão dos negócios —

movida por paixão e busca pela excelência, o que a

tem motivado a profissionalizar sua equipe.

Nesta entrevista, Marcelo Palacios, diretor-

-geral da Someco no Brasil, conta sobre a evolução

da empresa e como estão melhorando os serviços e

o atendimento ao cliente.

Marcelo Palacios,

diretor-geral da

Someco no Brasil

A empresa vai fazer 20 anos no mercado

brasileiro. Como poderia explicar a evolução

que tiveram ao longo dessas duas décadas?

Em retrospectiva, olhamos com muito orgulho

para o que construímos no Brasil.

44 www.musicaemercado.org @musicaemercado fb.com/musicaemercado


Logicamente, passamos por fases diferentes,

na busca pela conquista de um

espaço num mercado tão competitivo

e complexo. Existiram as barreiras iniciais

que toda nova empresa atravessa e

que são maiores no caso de companhias

estrangeiras que desembarcam no País.

Logo, a Someco foi construindo sua própria

identidade e adequando seu portfólio

de produtos para atender a demandas

específicas do mercado local.

No Brasil, o empresário precisa ter

muita humildade para aprender a partir

de suas próprias experiências em cenários

tão complexos que seriam impossíveis

de acontecer em qualquer outro

lugar do mundo. Não temos receio em

reconhecer nossos erros, afinal, quem faz

pouco erra menos, mas pode ter certeza

de que trabalhamos para corrigi-los.

Falando em trabalhar para corrigir esses

erros, a disponibilidade de estoque

costumava ser um deles, certo? Por

que aconteceu a falta de produtos em

algumas linhas e o que estão fazendo

para acertar a situação com os lojistas?

Ao longo de todos esses anos, houve

etapas pontuais em que realmente não

conseguimos o pleno atendimento da

demanda de alguns produtos. Isso aconteceu

por vários fatores, mas pelo menos

um é positivo: a boa aceitação e o

giro dessas linhas no mercado nacional.

Dentre as causas principais, posso mencionar

que o ciclo de reposição junto aos

fornecedores era relativamente longo, o

que dava pouca margem de manobra em

caso de demandas que ultrapassassem

o planejado. Outro motivo foi que, desde

2005 e com exceção do período 2008-

2010, em que houve forte retração da economia

mundial em decorrência da crise

internacional, a capacidade instalada dos

fornecedores no Oriente geralmente esteve

abaixo da demanda mundial, o que

condicionou negativamente os prazos

para produção e entrega. Isso afetou não

só as marcas da Someco, mas também

a maioria dos marcas nacionais e inter-

Equipe da Someco no Brasil

nacionais que tem sua fonte principal de

produção na China. Entendemos muito

bem as consequências negativas que a

quebra de estoque de um produto-chave

causa para o lojista. Para diminuir esse

impacto, temos evoluído e atualmente a

Someco conta com um centro de distribuição

na República Popular da China

que funciona como buffer para atender

demandas excepcionais num prazo muito

curto. Por último, devido a sua presença

em mais de 30 países, a Someco detém

uma posição privilegiada na negociação

de termos e compromissos junto a seus

principais fornecedores. Vários fabricantes

destinam atualmente mais de 80% de

sua capacidade instalada para a fabricação

de linhas de produtos da Someco.

Casa matriz, em São Paulo

Estrutura da empresa

Outro ponto a destacar é o atendimen to

de assistência técnica hoje. Melhoraram

os tempos de atendimento?

Assistência técnica é sempre um assunto

delicado e raras vezes as empresas

dão toda a atenção necessária a ela. O

consumidor brasileiro está aumentando

cada vez mais seu grau de exigência e a

Lei de Defesa do Consumidor o ampara

até de forma desmedida. Isso, por sua

vez, tem incentivado o crescimento das

demandas ‘profissionais’ que tiram proveito

da desigualdade que caracteriza a

relação jurídica entre o consumidor e a

marca. Pois bem, falando em situações

genuínas, posso dizer que durante os últimos

oito anos temos focado no desenvolvimento

de uma ampla rede de postos

Depósito da empresa

Atualmente a Someco tem uma equipe com quase 50 pessoas, considerando

colaboradores diretos e representantes comerciais. A sede da empresa é na

cidade de São Paulo, onde se concentra a gestão comercial, administração,

finanças e assistência técnica. Para garantir um padrão adequado na gestão

logística, esta é encomendada para um operador especializado e a Someco

acompanha os KPIs e aspectos operacionais com uma equipe própria no lugar.

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CAPA

autorizados, o que facilitou enormemente

o cumprimento dos prazos legais de

atendimento. Contamos hoje com mais

de 200 postos homologados em nível

nacional para todas as marcas que a

Someco distribui, além de um Departamento

de Assistência Técnica que dá

suporte à rede. Inclusive incentivamos

os lojistas a indicarem centros técnicos

confiáveis na sua região e os submetemos

ao processo de certificação antes

de incorporá-los à rede autorizada.

Também orientamos as revendas para

colaborar na identificação e solução

de casos críticos que possam

apresentar riscos de evoluir no

âmbito judicial. Por último, estaremos

trabalhando na implementação

de uma nova ferramenta

de gerenciamento das ordens de

serviço que são processadas pelos

postos de assistência da rede

para otimizar a comunicação, o

que consideramos crítico para a

solução efetiva dos problemas.

Isto também é importante:

melhorar o processo de pedidos

e envios para os clientes. Por que

estavam demorando tanto?

Em pesquisa realizada no primeiro semestre

de 2015, 5% dos clientes mencionaram

a demora no processamento/

despacho de pedidos como um fator a ser

melhorado pela Someco. Consideramos

este um fator estratégico, pois, como

sabemos, em momentos de retração econômica

os lojistas procuram minimizar

o capital imobilizado em estoque, fazendo

reposições menores e sob encomenda.

Ou seja, os lojistas exigem do importador/fabricante

que ele assuma os custos

logísticos e financeiros associados à

manutenção do estoque, mas, por outro

lado, também precisam ser atendidos

com prazos de urgência. Nesse sentido,

temos trabalhado junto ao nosso operador

logístico, reduzindo o prazo médio

de atendimento em quase 30% no último

ano. Também implementamos recente-

mente uma nova plataforma para a equipe

externa de vendas integrada ao sistema

de gestão, que irá otimizar o fluxo de

processamento de pedidos de venda.

Que outras coisas estão mudando

para melhorar a presença da

empresa no mercado?

Uma situação que nos fortaleceu muito

nessa fase tão difícil para o mercado foi

a renovação profunda e o lançamento de

linhas de produtos da SKP Pro Audio e

da Novik Neo, que começou em 2015 e

A Someco foi construindo

sua própria identidade e

adequando seu portfólio

de produtos para atender

a demandas específicas

do mercado local

que completamos durante o primeiro

semestre de 2016. O fato de contar com

um portfólio tão diversificado de novos

produtos trouxe um ar novo para os lojistas

que revendem nossas linhas, justamente

quando nenhuma outra marca

concorrente estava investindo pesado

em pesquisa e desenvolvimento. Outro

aspecto importante é o altíssimo nível

de compromisso, profissionalismo e atitude

positiva que nossa equipe vem demonstrando

em todas as áreas. Quando

todos na organização trabalham por um

objetivo comum, explorando ao máximo

suas capacidades, isso acaba transparecendo

para o mercado que atendemos,

pois é um fator determinante da qualidade

do serviço oferecido.

O País hoje

Como você vê a situação do Brasil e

do mercado brasileiro atualmente?

Complicada, porém, em um ponto de

inflexão. Ou mudam os valores e objetivos

da classe política brasileira ou o

Brasil ainda irá conhecer crises muito

mais profundas. Existe uma oportunidade,

pois se surgir uma nova classe

política focada, de forma inédita, em

fazer algo de bom pelo País e seu povo,

o Brasil irá amadurecer e explorar todo

o seu potencial. Acredito que certa

transformação cultural esteja começando

a acontecer. A postura crítica da

população se manifestando nas ruas e

por meio do voto contra os atos de corrupção

envolvendo os setores público e

privado demonstra que o conformismo

característico das últimas décadas

está sendo abandonado.

Vejo o contexto muito mais

favorável para o surgimento de

líderes políticos capazes e honestos.

Porém, como disse Moises

Naim, escritor venezuelano e

consultor de líderes de governo

de países desenvolvidos, o mundo

está cada vez mais difícil de

ser governado. As maiorias parlamentares

sumiram, forçando a

criação de governos de coalizão em muitos

países. Isso limita muito a capacidade

dos líderes políticos para implementar

grandes mudanças de paradigmas.

E sobre o nosso segmento?

Em relação ao mercado de áudio e instrumentos,

o ‘monstro’ tributário brasileiro,

criado e alimentado durante as

últimas duas décadas, gerou todos os

incentivos necessários para que muitos

empresários optassem por trabalhar na

informalidade. Vejo o mercado regredindo

quase dez anos não só em termos

de volume por causa da crise econômica,

mas também em termos de imaturidade

no estilo de se fazer negócios.

Quantas das empresas que nasceram e

cresceram no País, baseando sua subsistência

na sonegação de tributos, teriam

razão de existir em um sistema econômico

menos precário e mais evoluído?

Acredito que nenhuma. O sistema de

tributos federais, estaduais e municipais

precisa ser absolutamente simplificado

46 www.musicaemercado.org @musicaemercado fb.com/musicaemercado


e sua carga diminuir drasticamente.

Assim, o mercado nem precisaria

depender da desoneração para evoluir

de forma saudável. Bastaria o músico

pagar impostos justos pelo instrumento

que está comprando. O problema

é que a redução da carga tributária

exigiria uma redução radical do gasto

público não produtivo e até agora não

houve interesse da classe política em

assumir essa empreitada. Contudo, o

mercado ainda tem um enorme potencial

de crescimento. Particularmente,

acredito que o caminho em longo prazo

seja trabalharmos juntos (marcas,

distribuidores, lojistas, escolas e os

próprios músicos) em prol da criação

de um movimento cultural sem precedentes

que gere maior nível de engajamento

das crianças com o ambiente

de produção de conteúdo musical.

A fabricação de produtos

Que oportunidades a Someco

está identificando e aproveitando

neste momento de crise?

Como comentei, somos uma empresa

estruturada para superar longos períodos

de crise. Essa visão de longo prazo

nos levou a manter com firmeza nosso

plano estratégico de lançamento de

produtos durante 2015 e 2016. O mercado,

em contrapartida, depois de uma

saturação normal pelo excesso de oferta

de produtos em determinados segmentos,

como caixas acústicas e microfones,

vive uma fase marcada pela

carência de opções comercialmente

viáveis. Acabamos capitalizando então

essa oportunidade de mercado, pois

continuamos a oferecer soluções com

alto giro e garantindo boas margens

para os revendedores oficiais.

Por outro lado, tenho conversado

muito com os lojistas e a maioria percebe

que o consumidor está indo até as

lojas, ainda mantém o desejo de compra

de um instrumento ou equipamento

de áudio. Porém, como o consumidor

O grupo Someco conta com uma unidade operacional no Oriente, onde

são fabricados os produtos. Essa unidade é responsável pela certificação

de fornecedores e coordenação do processo de controle de qualidade,

garantindo que as normas técnicas e padrões internacionais de fabricação

sejam respeitados. Esses testes são realizados com todos os lotes de

fabricação antes do embarque.

A Someco mantém acordos comerciais com certos fabricantes do

Oriente há mais de 20 anos. Trata-se de um diferencial que permite à SKP

Pro Audio e à Novik Neo chegarem até o consumidor de mais de 30 países

com um selo de garantia de qualidade e atendendo a todos os requerimentos

legais e técnicos exigidos em cada mercado.

Showrooms dentro da empresa apresentando todas as suas marcas

está endividado ou sem acesso a crédito

e com renda corroída pela inflação e

desemprego, existe muito consumo reprimido.

Com a volta parcial do crédito,

taxas de juros menores e recuperação

da confiança do consumidor, acredito

que haverá uma reação positiva da demanda

no médio prazo.

Desenvolveram alguma estratégia

para apoiar os lojistas neste momento?

Faz parte da filosofia da Someco atuar

com muita proximidade do canal de

distribuição. A equipe comercial tem

uma intensa rotina de viagens pelo

País, pois não queremos perder nenhuma

oportunidade. Devido à diferença

de comportamento do consumidor de

uma região para outra, esse contato direto

nos permitiu desenvolver algumas

estratégias comerciais específicas para

certas áreas. Existe também um princípio

básico que faz parte da visão da

Someco: a ética nos negócios. Ou, dito

de outra forma, a gente não aceita fazer

negócios a qualquer preço. Isso envolve

a responsabilidade de oferecer um mix

de produtos adequado para o perfil de

cada loja, evitando o desgaste que as

falsas expectativas geram.

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CAPA

Em quantas lojas a

Someco está presente hoje?

Atualmente a Someco está presente em

mais de 1.100 pontos físicos especializados

na venda de instrumentos musicais

e equipamentos de áudio profissional.

Temos revendas oficiais em todos os Estados.

Temos forte presença nos Estados

do Nordeste e as marcas que representamos

têm participação crescente nos

Estados do Centro, Sudeste e Sul do País.

Que outras estratégias

comerciais estão

aplicando dentro

da empresa?

Prezamos por manter

uma política comercial

clara e transparente com

os lojistas. Ela tem sofrido

alterações/ajustes menores

durante os últimos

dois anos, mas a essência

se mantém. Buscamos incentivar

a fidelização das lojas revendedoras

das marcas que a Someco oferece.

Também percebemos que os lojistas têm

apostado na identificação e aproveitamento

de oportunidades de mercado, incorporando

produtos fora de linha ou até

mudando o mix da loja, fazendo downsizing

e downgrading. Isso é uma adaptação

natural às condições adversas que

o mercado impõe. Nesse sentido, realizamos

adequações no mix de produtos,

incluindo algumas propostas de produto

de menor potência e recursos, e trabalhamos

na melhora da comunicação das

ofertas de oportunidade que realizamos.

Falando sobre comunicação, como

estão usando o marketing?

Marketing envolve o conjunto de estratégias

desenvolvidas para posicionar um

produto na mente do consumidor. Primeiro

defino como quero ser enxergado

pelo consumidor do meu produto e monto

uma estratégia de comunicação para

atingi-lo. Por isso, o marketing envolve a

definição do portfólio de produtos, a de-

As marcas da empresa

Conte sobre as marcas

próprias da Someco.

A SKP Pro Audio é uma marca que desde

1991 oferece múltiplas soluções em áudio

profissional seguindo o conceito de tecnologia

avançada e padrão de qualidade

de classe mundial por um preço justo.

Ela abrange toda a cadeia eletroacústica,

permitindo que o usuário resolva sua necessidade

de montagem de sistemas de

sonorização utilizando equipamentos de

apenas uma marca. A SKP Pro Audio ganhou

muita participação de mercado na

maioria dos segmentos em que atua. Os

principais motivos de sucesso da SKP Pro

Audio estão associados com sua qualidade,

com o giro rápido e a alta margem de

lucro que oferece para os revendedores.

A Novik é uma marca de enorme

tradição no mercado brasileiro. Nos

anos 90, a Novik se consolidou como

a empresa líder do mercado de altoterminação

de preço, a seleção dos canais

de distribuição, a promoção no ponto de

venda e a publicidade como ferramenta

de comunicação/incentivo da demanda.

Marketing não é apenas fazer publicidade.

Um representante de vendas que passa

bons argumentos sobre um produto para

o vendedor da loja está fazendo marketing.

Sobre o primeiro dos dois pontos, a

estratégia de produto, comentei antes

sobre os lançamentos realizados desde o

Em função do ritmo intenso de

lançamentos das linhas SKP

Pro Audio, Novik Neo e Peavey

desde o ano passado, tivemos de

revisar a metodologia empregada

para capacitar a força de vendas

ano passado. Referente à questão de preço,

em função da forte oscilação cambial,

tivemos de realizar diversos ajustes para

manter o posicionamento relativo de

preços de cada linha de produtos e assim

acompanhar as tendências de mercado.

Em relação à promoção, costumamos

ser bastante ativos por meio de

campanhas promocionais no ponto de

venda, geralmente com o objetivo de

obter uma exposição diferenciada de

nossos produtos, aumentando assim as

chances de venda. Existe um cuidado

especial com a comunicação da identidade

visual das nossas marcas por meio

do packaging dos produtos. O suporte ao

ponto de venda com capacitação técnica

também tem sido muito importante,

pois as lojas de referência têm um papel

fundamental na decisão de compra da

maioria dos produtos de áudio profissional.

Já no caso da Peavey, temos uma

equipe de endorsers nacionais com muita

relevância e atitude, e vários desses artistas

colaboram conosco na realização

de workshops regionais junto às lojas.

Estão treinando o seu staff

de um modo diferente?

Em função do ritmo intenso de lançamentos

das linhas SKP Pro Audio, Novik

Neo e Peavey desde o ano passado, tivemos

de revisar a metodologia empregada

para capacitar a força de vendas. Por

isso, além da realização das Convenções

Nacionais de Vendas, temos experimentado

ferramentas de treinamento on-line

com bastante sucesso. A equipe de representantes

comerciais está

absorvendo conhecimento

por meio de webinários

que são coordenados

pelo Departamento de

Produto. Posteriormente

são submetidos a testes e

finalmente são certificados.

O ganho de produtividade

e flexibilidade com

esse tipo de ferramenta foi

enorme, porém o contato

com nossa equipe para

alinhar políticas de trabalho e táticas

comerciais continua sendo fundamental.

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-falantes para uso profissional, instrumentos

musicais e som automotivo, e

a maior fabricante de alto-falantes do

Hemisfério Sul, fruto do permanente

foco em desenvolvimento e inovação.

Na sua fábrica de Salto, SP, chegou

a empregar mais de 1.200 funcionários.

A partir de 2005, a Someco assumiu

a gestão da marca e lançou a Novik Neo,

com um line-up completo de equipamentos

de áudio para uso profissional,

preservando os atributos de qualidade e

durabilidade que caracterizam a Novik

há mais de 50 anos. A Novik Neo não demorou

a conquistar seu espaço, suportada

pelo forte apelo que a marca tinha

em todas as regiões do Brasil.

Quais as marcas que a

Someco representa no Brasil?

A premissa fundamental é construir

um vínculo de longo prazo com as

marcas que representamos, com base

na confiança mútua e nas boas práticas,

procurando atingir as expectativas

acordadas. Por isso, só assumimos

o compromisso de representar uma

marca quando o seu line-up faz sentido

no nosso plano estratégico de negócios.

Particularmente, acho uma falta

de responsabilidade e bom senso uma

empresa importadora ‘acumular’ marcas

representadas no seu currículo sem

um plano que incorpore objetivos bem

definidos no médio e longo prazo.

A Someco atua como distribuidora

exclusiva das marcas do grupo Peavey

(Peavey, Crest Audio, Budda, MediaMatrix

e Arquitectural Acoustics)

desde 1994 em outros países e desde

2007 no Brasil. A Peavey continua a ser

um das líderes mundiais do mercado

de áudio profissional e instrumentos

musicais, e tem se transformado em

referência permanente para a indústria

musical com seus consagrados

amplificadores Classic, 6505, Bandit

112 etc. Também continua sendo uma

das marcas mais inovadoras.

Mantemos comunicação permanen-

Alguns novos

Marca: SKP Pro Audio

Modelo: MAX-D Force 7220

Amplificador profissional Classe D com exclusiva tecnologia I.D.E.A. (Intelligent Distortion

Eliminator Appliance), que oferece sinais de saída de alto ganho, sem distorção. Potência

RMS de saída — Estéreo (8 Ω): 1.800 W + 1.800 W, Potência RMS de saída — Estéreo (4

Ω): 3.600 W + W 3.600 e Potência RMS de saída — Bridge (8 Ω): 7.200 W.

Marca: SKP Pro Audio

Modelo: Digimod-II

Sistema digital profissional sem fio

UHF com transmissão de até 2,4 GHz,

padrão polar cardioide, filtro automático

de interferência de rádio, transmissão

livre de ruído. É um sistema com dois

microfones handheld com 16 canais disponíveis e mais.

Marca: Novik Neo

Modelo: NVK 20M USB

Mesa de som profissional com 20

canais Mono MIC com prés de microfone

e Phantom Power 48V e 20 entradas de

linha, insert em todos os canais, EQ de

três bandas, função PFL, chave Mute e

chave HPF 100 Hz em todos os canais, EQ gráfico estéreo de sete bandas, entre outros.

Marca: Peavey

Modelo: 6505 MH

Minicabeçote valvulado que contém

três válvulas 12AX7/ECC83 (pré)

e duas válvulas EL84 (power).

Além disso, traz, por exemplo, dois

canais com EQ de três bandas com

footswitch, seleção de Crunch no canal

Rhythm através do footswitch, saída XLR MSDI com chave de aterramento e saída USB.

te com a Peavey, que acompanha a execução

do plano de ação que elaboramos

em conjunto anualmente e reconhece os

esforços que temos realizado para levar a

marca ao lugar que ela merece no cenário

musical brasileiro. O foco prioritário

tem sido o reposicionamento da Peavey

no Brasil entre o público jovem. Junto à

Peavey, estamos considerando expectativas

realistas de curto e médio prazo em

virtude do impacto que a profunda crise

econômica teve sobre o mercado.

O que podemos esperar

da Someco para 2017?

Levando em consideração que trabalhamos

durante 2016 na revisão minuciosa

de processos internos e na adequação

da estrutura operacional, que

conseguimos executar o plano de lançamento

de produtos satisfatoriamente

e que estamos atravessando a crise

mantendo uma condição financeira

saudável, posso dizer que a Someco iniciará

2017 extremamente fortalecida e

com condições de continuar ganhando

participação de mercado. •

MAIS INFORMAÇÕES

www.someco.com.br

SKPAudio

Novikneo

PeaveyBrasil

@musicaemercado fb.com/musicaemercado www.musicaemercado.org 49


ILUMINAÇÃO

Osram e Clay

Paky compram

operações da ADB

A Osram está expandindo sua posição de líder de mercado

no setor de entretenimento. Recentemente adquiriu ações

da ADB TTV SAS e continuará suas operações comerciais

A

transação foi

completada no

dia 3 de agosto

de 2016 e o negócio

adquirido será parte integral

da Clay Paky, subsidiária

da Osram. “Com

a aquisição comercial da

ADB TTV SAS e a marca

ADB de alta reputação,

expandiremos nossa po -

sição no mercado de

iluminação para entretenimento

dirigido pela

inovação”, disse Hans-

-Joachim Schwabe, CEO

da unidade de negócios

de Iluminação Especial da Osram.

A ADB é uma empresa francesa

com sede em Saint Quentin, especializada

em iluminação para teatros e

estúdios de TV, mas foi fundada originalmente

na Bélgica, em 1920. A companhia

mantém uma sólida posição

por décadas como fornecedor principal

de soluções de iluminação para os segmentos

nomeados anteriormente e seu

catálogo de produtos inclui aparelhos

de iluminação, dimmers e mesas para

controle de iluminação. Seus produtos

são vendidos no mundo todo através

de uma rede de distribuidores independentes

qualificados. Algumas das

aplicações onde têm sido usados seus

equipamentos incluem vários teatros

de prestígio, tais como o Grande Teatro

Nacional em Pequim, a Ópera Garnier

em Paris e o Teatro alla Scala em Milão.

“A ADB traz uma riqueza de experiência

em iluminação para palcos e

estúdios e uma série de produtos que

complementam totalmente os nossos.

Ao unir forças, poderemos fundir esse

foco único de aplicação com nossa liderança

em tecnologia e inovação. Como

resultado, será possível criar a próxima

geração de produtos que dirigirão a

evolução do mercado teatral”, explica

Pio Nahum, CEO da Clay Paky.

“Estou orgulhoso de ter encontrado

um lar novo e seguro para as atividades

da ADB”, comentou Christian Léonard,

proprietário e CEO da ADB TTV

SAS desde 2002. “A Osram e a Clay Paky

injetarão recursos e conhecimento que

darão à marca ADB um futuro brilhante,

com produtos ótimos e inovadores,

continuidade de suporte e serviço para

nossos leais clientes e serenidade para

nossos funcionários e colegas.” •

MAIS INFORMAÇÕES

www.claypaky.it

www.adblighting.com

50 www.musicaymercado.org @musicaymercado fb.com/musicaymercado


LOJISTA

Natal Groove focada

na percussão e no

bom atendimento

A loja tem em seu mix todo tipo de produto, mas 70% das suas vendas

vêm da percussão. Com marcas nacionais e internacionais, oferece

atendimento especializado para todos os seus clientes

Visão geral da loja

Flávio Carvalho, proprietário da

Natal Groove, sempre teve paixão

por música. “Ouvia meu

avô tocar uma flauta de bambu que ele

mesmo tinha feito. Minha mãe começou

a estudar violão e, em seguida, passou

para o teclado. Me apaixonei pela bateria.

Como todo iniciante no instrumento,

comecei como ‘air drum’, passei para

as panelas e, com muita perseverança e

enchendo o saco de todos, cheguei à minha

primeira bateria”, contou.

Mesmo formado em engenharia,

Flávio continuava com o sonho de ter

um complexo musical em que a pessoa

pudesse aprender a tocar, adquirir seu

instrumento, conhecer novos músicos,

ter a oportunidade de montar sua

banda, ter onde ensaiar e, finalmente,

registrar seu trabalho gravando um

CD. Foi assim que decidiu tornar esse

sonho realidade e começou a reformar

um prédio da família na região central

do comércio de Natal (Petrópolis) em

dezembro de 2004. Inaugurou a loja

Natal Groove em abril de 2005, contando

hoje com a parte comercial e

estúdios de ensaio e gravação.

A proposta sempre foi a mesma:

oferecer ao cliente/músico qualidade

aliada a um custo condizente. “Esse

tem sido nosso diferencial no mercado

local. Temos produtos entry level,

mas sem abrir mão da qualidade, até

produtos mais top. Isso também se estende

aos estúdios, equipados com o

que existe de melhor em instrumentos

e tecnologia de áudio. Essa visão tem

ajudado a nos manter no mercado e,

consequentemente, a nos expandir,

pois já duplicamos o tamanho da loja”,

explicou o proprietário.

Flávio Carvalho, proprietário

Oferta em estoque

A Natal Groove comercializa instrumentos

musicais em geral, áudio e tecnologia

e iluminação, mas o foco está nos instrumentos

de percussão, respondendo por

70% das vendas. Algumas marcas com as

que trabalham — internacionais e locais

— são D’Addario, Evans, Remo, Aquarian,

52 www.musicaemercado.org @musicaemercado fb.com/musicaemercado


Tagima, Crafter, Korg, Casio, Stay, Odery,

Pearl, Gretsch, Nell, Behringer, M-audio,

Michael, Vogga, Edem, Vox, Superlux,

Shure, LP, Contemporânea, Aquarian, Powerclick,

Carvin, Randall, Fender, Ibanez,

Marshall, Solid Sound, FSA, Krest, Zildjian,

Gibraltar, Pro Mark, Vic Firth, Isoacustic,

Alltech, Ultimate, Meteoro, Basso,

Liverpool, Powerclick e Krest. “Não queremos

somente vender o instrumento,

mas também oferecer ao cliente todos os

acessórios que ele necessitar para agregar

valor ao seu instrumento e mantê-lo em

boas condições de uso”, disse Flávio.

Estúdios de ensaio e gravação

Os estúdios disponíveis funcionam por

meio de agendamento prévio. O estúdio

de ensaio, já equipado com bateria

(Pearl Session Studio), pratos Zildjian,

dois amplificadores de guitarra (Fender/

Randall), amplificador de contrabaixo

(Ampeg), além de mixer Behringer, caixas

ativas Mackie e microfones Shure e

Audio-Technica, funciona de segunda

a sexta, das 9h às 24h. Já no fim de semana

só funciona até as 13h do sábado.

Por outro lado, para o estúdio de gravação

o agendamento é bem mais flexível,

podendo funcionar todos os dias a qualquer

hora, mesmo nas madrugadas.

Mais isso não é tudo. A loja também

oferece um serviço adicional, como explica

Carvalho: “Até pela minha formação

em engenharia, gosto de me aventurar

em lutheria de baterias. De uma forma

despretensiosa, faço manutenção em

caixas e baterias em geral para alguns

clientes/amigos mais chegados”.

Isso é parte do atendimento especializado

que a loja oferece e que a torna

diferente de outras lojas. “Não tem

como vender sem conhecer o que se

oferece. Por outro lado, nunca me distanciei

do balcão. Conheço a maioria

dos meus clientes pelo nome.”

Fachada da Natal Groove

Estúdio de gravação

Comunicação e promoção

Para chegar ao público, a Natal Groove

utiliza ativamente o Facebook, o Instagram

e o Twitter. “As redes sociais,

quando bem utilizadas, são excelentes

ferramentas de divulgação e, por que

não dizer, de vendas. Já fiz boas vendas

pelas redes sociais”, detalhou.

Além disso, mesmo sem ter ainda

o e-commerce — área em que estão

trabalhando e na qual terão novidades

em breve —, tem o site no ar e,

graças às redes sociais, a visibilidade

da loja no âmbito nacional é real. Isso

abre oportunidades para vendas a outros

Estados, sim, mas as ‘vendas de

balcão’ são o que fomentam a comercialização

em sua quase totalidade.

“O País tem passado por um momento

bem complicado. O comércio tem

sofrido e conosco não tem sido diferente.

As vendas caíram bastante no primeiro

semestre, mas temos buscado, em parcerias

com as marcas, realizar promoções

e eventos visando uma reação no

volume de transações”, comentou Flávio.

Por meio dessas parcerias, a Natal

Groove realizou diferentes workshops

com músicos de expressão nacional,

como Carlos Bala, Claudinho Infante,

Ramon Montagner, China de Castro,

Alex Cunha e Walter Lopes, entre outros.

Existem boas expectativas para continuar

com essa iniciativa também para 2017.

Já falando sobre o comércio musical

Workshop com Carlos Bala

Estúdio de ensaio

no Estado do Rio Grande do Norte, o

proprietário da loja reconheceu: “Somos

um pouco prejudicados ainda pelas vendas

via e-commerce. Não tanto pelo valor

do produto em si, em que muitas vezes

conseguimos a duras custas ‘brigar’

no preço, mas sim pela praticidade do

processo de uma compra virtual. Cabe

a nós, lojistas, ‘vender’ a importância de

um pós-venda. Recentemente um cliente

comprou um prato e dois dias depois

voltou com o mesmo rachado. Entrei em

contato com a marca que, após alguns

dias, enviou outro, mesmo com o laudo

diagnosticando como quebra por mau

uso. Esse cuidado dificilmente aconteceria

em uma venda virtual”.

“O que seria bom fazer para criar

mais interesse? Seria um somatório de

coisas. Acho que tudo começa no incentivo

do ensino da própria música

nas escolas, passando por uma revisão

da altíssima carga tributária que temos.

Eventos em parceria com as marcas

continuam sendo uma boa ferramenta

para aumentar o nível de interesse e divulgação

do produto”, concluiu. •

MAIS INFORMAÇÕES

natalgroove.com.br

Natal-Groove

@musicaemercado fb.com/musicaemercado www.musicaemercado.org 53


INFORME PUBLICITÁRIO


GRUPO RENAER LEVA

CLIENTES PARA FOZ

DO IGUAÇU E REALIZA,

PELO TERCEIRO ANO

CONSECUTIVO, O ÁUDIO &

MÚSICA BRASIL.

AS EMPRESAS STANER, EROS, SONOTEC

E MUSIMAX, APRESENTARAM LANÇAMENTOS

DE NOVOS PRODUTOS E MARCAS DURANTE

O EVENTO QUE REUNIU MAIS DE 600 CONVIDADOS.

O

Grupo Renaer, constituído

pelas empresas Staner, Eros

Alto Falantes, Sonotec Music

& Sound e Musimax International,

que atuam no setor

de som automotivo, áudio profissional e

instrumentos musicais, realizou, durante

os dias 16 a 20 de agosto, o evento

Áudio & Música Brasil que reúne clientes

das quatro empresas para conhecerem

as novidades que estarão disponíveis

ao mercado e também participarem de

rodadas de negociação com condições

comerciais exclusivas. Foi o terceiro ano

consecutivo que o grupo desenvolveu

essa ação e, pela primeira vez, no Hotel

Golden Park Internacional Foz, na cidade

de Foz do Iguaçu, Paraná. Nos dois anos

anteriores o evento havia sido realizado

em Canela, Rio Grande do Sul.

A ocasião ideal, importante para aproveitar o momento favorável em um ambiente

refinado e descontraído, onde tudo está alinhado em um só ritmo e preparado

especialmente para estreitar laços comerciais e fortalecer negócios. ma ocasião

ideal, importante para aproveitar o momento favorável em um ambiente refinado e

descontraído, onde tudo está alinhado em um só ritmo e preparado especialmente

para estreitar laços comerciais e fortalecer negócios.


O Áudio & Música Brasil é um evento

particular realizado por algumas das principais

empresas que compõem o Grupo RENAER;

EROS Alto-falantes, STANER Audioamerica,

SONOTEC Music & Sound e MUSIMAX

International - com o objetivo de proporcionar

uma nova experiência e uma forma particular

de apresentar as novidades do grupo aos

parceiros. É uma oportunidade para conhecer

as novas tecnologias e os principais lançamentos

do universo de instrumentos musicais, áudio

e sistemas de som e música.

Divididos em duas turmas, durante

os quatro dias de Áudio

& Música Brasil, clientes

dos quatro cantos do país

tiveram a oportunidade de

negociar produtos com condições especiais

e, o mais importante, puderam

expor suas necessidades e particularidades

de cada região, além de participarem

de sessões de MasterClass

sobre lançamentos com os consultores

técnicos das empresas anfitriãs.

Em um ambiente sofisticado e totalmente

propício para a realização do business

to business, os clientes do A&MB e as

equipes de trabalho desfrutaram, nas

noites de encerramento, de um jantar repleto

de glamour onde foram surpreendidos

com a apresentação do grupo musical

Abbey Road, considerada, na Inglaterra, a

melhor banda Beatles do mundo e, logo

após o show, os clientes participaram dos

sorteios de cheques promocionais que

davam, ao premiado, o direito de retirar

uma quantia em dinheiro em produtos

das empresas do Grupo Renaer.

Ao final de mais um Áudio & Música Brasil,

pode-se garantir que o Grupo Renaer cumpriu

o seu dever de realizar com excelência

um evento que atraiu os olhos do mercado

nacional e, principalmente, beneficiou, em

um ano de crise, todos os clientes que fizeram

parte dessa grande ousadia das empresas

Staner, Eros, Sonotec & Musimax.


INTERNACIONAL

Red Panda e os seus pedais

Uma pequena empresa americana apresenta seus efeitos

para guitarra com o intuito de ingressar no mercado latino

A

Red Panda tem sua base em

Detroit, Estados Unidos,

onde as quatro pessoas do

seu staff se encarregam dos produtos,

relações com artistas, pesquisa e

desenvolvimento. Curt Malouin, proprietário

da empresa e engenheiro,

conta mais nesta entrevista.

Plaquetas de circuitos dentro dos Rasters

Curt Malouin, proprietário da empresa

Soldagem de componentes

be de um órgão tocando através de um

velho pedal de guitarra e tudo tomou

forma na minha mente. Conversamos

sobre algumas ideias e comecei a mover

meus algoritmos de DSP para o

hardware. A Red Panda cresceu a partir

disso, e em 2012 se tornou meu trabalho

de tempo integral. Agora somos

uma empresa de quatro pessoas com

músicos incríveis, dealers e distribuidores

que dão suporte a nossa equipe.

Por que você escolheu fazer pedais?

Curto a flexibilidade que você consegue

ao combinar diferentes pedais de

guitarra. Você pode começar com um

Como foi o início da Red Panda?

Comecei a Red Panda em 2009. Sou engenheiro

elétrico, mas passei a maior

parte da minha vida profissional escrevendo

softwares. Trabalhava em um

software matemático de simulação e

modelagem para uma companhia de

automóveis e escrevendo sintetizadores

de software ao mesmo tempo, mas

realmente sentia falta do hardware.

É difícil se sentir ligado ao software,

pois ele está sob constante mudança

devido às atualizações e novos sistemas

operativos. Em comparação, meu

teclado TR-909 tem mais de 30 anos

e é um instrumento verdadeiro. Um

amigo me enviou um vídeo do YouTusom

simples e depois deformá-lo, modificá-lo

e mixá-lo de diversos modos.

Ao mesmo tempo há limitações, em

termos de espaço em pedaleira e sua

habilidade de manipular os botões

enquanto toca. Isso faz com que você

tenha de tomar algumas decisões no

futuro que depois permitem a você

focar em como toca.

Um pedal de guitarra tem também

o tamanho correto para poder

manter todo o design na minha cabeça.

No começo eu criava, perfurava,

pintava, soldava e montava todos

os pedais por minha conta, fazendo

tudo, menos os gráficos.

58 www.musicaemercado.org @musicaemercado fb.com/musicaemercado


Você se encarregava de tudo sozinho?

No começo fazia toda a engenharia e

construção à mão. Tinha a ajuda de

um amigo que criava os gráficos para

os primeiros pedais, fornecia valioso

feedback e ocasionalmente ajudava na

fabricação. Foi uma época divertida.

Perfurava os gabinetes na minha garagem,

depois os levava para um espaço

de fabricação local para revesti-los a pó

e soldava todas as plaquetas de circuito

em um quarto vazio da minha casa. As

pessoas me encontravam por meio do

‘boca em boca’ e por vídeos no YouTube.

À medida que a empresa crescia,

cheguei a um ponto em que estava

constantemente ocupado construindo

os pedais e não tinha tempo para

pesquisa e desenvolvimento (nem

para dormir!). Nesse momento, aluguei

uma oficina pequena e contratei

meu primeiro funcionário para ajudar

na produção. Gradativamente,

fomos passando parte da produção

a fábricas locais para que pudéssemos

continuar sendo uma empresa

pequena enquanto aumentávamos as

quantidades de material produzido.

E quais são as tarefas dos

outros funcionários?

Um dos nossos funcionários se encarrega

das redes sociais e relações

com artistas, para que os músicos

tenham a uma pessoa dedicada com

a qual contatar-se e possa ajudá-los

e responder-lhes rapidamente. Além

disso, trabalho com um grande designer

gráfico que se encarrega do design

visual dos nossos produtos. Eu faço

toda a engenharia mecânica, elétrica

e de software. Criamos a publicidade

e também me encarrego de todo o

suporte técnico, de modo que existe

integridade e coesão de conceito do

começo ao fim. Grande parte das mudanças

agora está voltada a liberar-

-me de parte do trabalho de produção

diário para poder passar mais tempo

pensando em novos produtos.

Onde fica a fábrica agora?

Toda a nossa fabricação é realizada nos

Estados Unidos e no Canadá. Fazemos

a montagem final e os testes em nossas

oficinas em Detroit, em um edifício de

1920 que passou por uma renovação

‘verde’ em 2008. É um espaço pequeno,

mas tem janelas enormes que permitem

a entrada de muita luz natural.

Também trabalhamos com várias fábricas

nos Estados Unidos e no Canadá

que perfuram nossos gabinetes e montam

nossas plaquetas de circuitos.

Mas vocês contam com automatização

nos processos dentro da empresa?

Contamos. O nosso processo de fabricação

é altamente automatizado. A

maior parte da soldagem é feita usando

componentes de montagem em superfície

e equipamento automatizado, o

que melhora a consistência e a fiabilidade.

Nossos gabinetes são fresados em

CNC e revestidos a pó em uma linha de

pintura na fábrica para um acabamento

duradouro e consistente. Imprimimos

os gráficos na oficina usando uma

impressora LED UV, que é basicamente

uma grande impressora de jato de tinta

que pode imprimir diretamente sobre

as caixas. Soldamos à mão os controles,

conectores e outros poucos componentes

na nossa oficina, depois montamos

e testamos cada pedal. Funciona como

uma colaboração entre pessoa e máquina,

mas é melhor ter máquinas para

se encarregar do trabalho repetitivo.

Há algum distribuidor

na América Latina?

Temos poucos dealers na América

Latina, mas sei que há clientes que

compram por meio de nossos distribuidores

on-line baseados nos Estados

Unidos. Especificamente no

Equador, estamos trabalhando com a

AudioPro. Têm sido bons parceiros e

estamos felizes que nos representem.

Com certeza estamos procurando

novos dealers e distribuidores com

os quais trabalhar no resto dos países.

Não temos equipe de vendas e até

agora temos esperado que os distribuidores

e dealers nos encontrem.

O que você pode dizer sobre

os produtos mais recentes?

Posso destacar dois. O Raster é um que

todos provam e parecem adorar. É um

pedal de delay com um shifter de phase

e pitch integrado na linha de delay,

com vários modos de rotear o feedback,

incluindo reverse delay. Incrivelmente

musical e divertido. Mais recentemente

introduzimos um mixer pequeno e

amigável com as pedaleiras chamado

Bit Mixer. Usa amplificadores Burr-

-Brown e opera a 9-18 V, para não interferir

no tom. Três entradas e uma saída

em um gabinete de 4,4” x 2,4”. •

MAIS INFORMAÇÕES

redpandalab.com

RedPandaLab

@musicaemercado fb.com/musicaemercado www.musicaemercado.org 59


COMO É BOM VENDER

LUIZ CARLOS RIGO UHLIK

é um amante da música desde o dia da sua concepção, no ano de 1961. (uhlik@mandic.com.br)

Relacionamento!

Todo negócio precisa de bons relacionamentos e de uma boa estratégia

de marketing. Que tal pensar no marketing de relacionamento?

Abro esta matéria com a seguinte

conclusão ‘acadêmica’:

de que adianta tanta gente

estudando gestão de negócios se nada,

mas absolutamente nada, é aplicado no

seu empreendimento?

Pior, basicamente nada é utilizado

no nosso setor. Vamos discorrer um

pouco sobre o assunto marketing de

relacionamento!

O marketing não ocorre a não ser

que exista uma troca, a ação de comercializar

ou vender alguma coisa de valor.

Uma troca de marketing ocorre

apenas quando existem três elementos:

Duas ou mais pessoas ou organizações

possuem algo de valor

1.

para negociar.

As partes estão dispostas e

2. podem negociar aquilo que possuem

por outra coisa à qual dão valor.

As partes são capazes de se

3. comunicar uma com a outra no

que diz respeito à troca.

Mais do que dinheiro

Portanto, ficou bem claro que tanto o

vendedor quanto o cliente devem se beneficiar

com a ‘troca’.

Um produto é um bem, um serviço

ou uma ideia que o cliente adquire para

satisfazer uma necessidade ou desejo

por meio da troca de dinheiro. Maravilha!

Entrou o famoso dinheiro na jogada.

Isso já começa a ficar interessante.

Entretanto, o que acontece com o

nosso setor, o de instrumentos musicais,

é a técnica da ‘transação’, a mesma que

regia o armazém de secos & molhados:

Ênfase em conquistar novos

1. clientes.

Orientação para o curto prazo.

2.

3.

4.

5.

6.

7.

8.

Interesse em realizar uma única

venda.

Compromisso limitado com os

clientes.

Pesquisa sobre as necessidades

dos clientes utilizada para completar

uma transação, nada mais.

Sucesso significa realizar uma

venda.

Qualidade é uma preocupação de

quem produz aquilo que vendo.

Compromisso limitado com o

serviço.

Reparou no que

acontece conosco?

Na época do armazém, da ‘vendinha do

Seu Zé’, havia uma relação simples entre

o Seu Zé e o cliente. O Seu Zé se preocupava

em atender às necessidades dos seus

clientes na sua venda. Procurava ser bem-

-educado, ter o máximo de produtos que

atendiam às necessidades dos amigos,

ops, clientes, e mantinha sempre uma

placa de ‘Boas-vindas’ escrita com giz!

Nessa época a confiança durava muito

pouco, ou seja, durava até o momento

em que o Seu Zé era ‘gente boa’ e tinha

o que o cliente precisava. No momento

em que o Seu Zé aumentava os preços, o

pessoal partia para outra venda!

Então, qual é a atitude ideal para

melhorar o desempenho de uma moderna

e transparente loja de instrumentos

musicais?

Relacionamento

Ênfase em manter os clientes atuais,

1. bem como em conquistar novos.

Orientação para o longo prazo.

2.

3.

4.

5.

6.

Interesse em vendas múltiplas e

relacionamentos duradouros.

Alto nível de compromisso com

os clientes.

Pesquisa contínua a respeito das

necessidades dos clientes utilizada

para melhorar o relacionamento.

Sucesso significa lealdade do

freguês, compras repetidas, recomendações

dos consumidores e baixa

rotatividade de clientes (fidelização).

Qualidade é uma preocupação

de todos os empregados, da loja,

das pessoas envolvidas com a venda.

7.

8.

Alto grau de compromisso com

o serviço e, principalmente,

com a pós-venda.

Viu, que lindo?

Aliás, viu como é fácil fazer a diferença?

Atraia as pessoas para a sua loja por

meio do relacionamento. Treine os seus

colaboradores para o relacionamento.

Mais importante ainda: permita que

esse relacionamento seja duradouro.

Quando precisar de quórum para um

evento, para apreciar novidades, para as

‘liquidações’, você terá a certeza de que

os seus clientes e amigos vão comparecer,

espontaneamente. Simples assim! •

60 www.musicaemercado.com.br @musicaemercado fb.com/musicaemercado


APRENDA JÁ

MIGUEL DE LAET

Bacharel em música e especialista em publicidade pela Universidade de São Paulo (USP), é professor do curso de pós-graduação

em Negócios da Música da Universidade Anhembi Morumbi e diretor-executivo da Universo Acústico, prestando serviço de

consultoria em comunicação e marketing para empresas do setor musical. migueldelaet@universoacustico.com

Como comprar certo?

Planejar a compra de produtos da sua loja pode significar o sucesso ou o fracasso

Já estamos próximos de um novo

ano! Para muitos, a mudança de

ano não representa muita coisa.

Para outros, é o momento de fechar as

contas, avaliar o ciclo que se encerra e

projetar o seguinte. Na verdade, cada

organização segue um ciclo particular,

iniciando o seu ‘ano mercadológico’

quando convém. O planejamento também

segue de maneira aleatória.

Quem trabalha com edições sazonais

de produtos possui uma preocupação

maior, projetando na temporada anterior

(certas vezes até mesmo antes) as futuras

coleções/famílias de produtos. Para

quem vende, a programação de compras

serve para garantir os produtos de maior

procura. É verdade que nem sempre o

lojista se prepara e acaba comprando de

acordo com a ‘falta’ no estoque. Ainda

mais quando pensamos em nosso setor,

em que o espaço para estocar produtos,

via de regra, é muito limitado, e produto

bom é aquele que ‘não para na loja’.

Aliás, uma das grandes queixas de

fornecedores do setor de instrumentos

musicais é o hábito de o lojista vender

aquilo que não tem em estoque (em especial

nas vendas on-line) e indignar-se

quando recebe a informação de que o

produto vendido não tem a pronta entrega.

É um caso recorrente que acaba

apontando falhas em toda a cadeia, inclusive

a prática do uso de ‘estoque virtual’,

de ‘recursos virtuais’, que em tempos

prósperos parece funcionar muito bem

e, em períodos de crise, aponta todas as

falhas, quando tudo parece dar errado.

A falta de organização é um dos

principais problemas em uma empresa

— talvez seja por isso que chamamos

também de ‘organização’ um empreendimento

corporativo — e, por essa razão,

um dos principais aspectos que vem

à tona quando enfrentamos momentos

difíceis é a necessidade de organizarmos

as coisas, o nosso tempo, o nosso espaço,

as nossas contas. Empreendedores bem-

-sucedidos, nesse caso, serão aqueles

dispostos a repensar os ‘microambientes

caóticos’ de cada esfera da empresa.

Alguns dos principais elementos

que devemos nos preocupar em ‘organizar’

são nossos produtos e serviços,

nossos bens de consumo. Afinal, eles

são mais que meros objetos, pois o bom

produto é aquele capaz de dizer algo

bom sobre a organização a que pertence,

advogar a favor do nosso negócio.

Aliás, se você não sabe o que o produto

que fabrica ou comercializa diz sobre

você, é bom se interessar em descobrir!

Recursos, processos e sistemas

Antes de tudo, é fundamental saber que

um bom produto final é resultado de

esforços na aquisição de bons insumos

e retenção de bons fornecedores, como

também de processos de transformação

bem escolhidos e executados.

O professor Mitsuru Yanaze separa

de uma maneira bem didática estas

etapas importantes para a competitividade

de uma empresa, em que temos

os inputs (recursos necessários para o

negócio), throughputs (processos e sistemas

para organizar e transformar

os recursos no produto a ser oferecido

ao mercado) e outputs (aquilo oferecido

para o mercado, seja o produto em si ou

valores, contribuições para a sociedade

e o mundo, comunicação etc.).

Em suma, se você é fabricante, os

processos serão os mecanismos e a forma

eficiente em produzir os seus bens

62 www.musicaemercado.org @musicaemercado fb.com/musicaemercado


de consumo. No caso de uma importadora

ou de uma loja, os processos podem

ser definidos pela forma como os

produtos adquiridos para a venda são

recebidos, organizados e preparados,

ou até mesmo o estudo dos principais

diferenciais dos produtos que serão

vendidos. Afinal, o que se oferece em

uma loja não é o produto em si, pois a

concorrência também pode ter o mesmo

produto na prateleira, mas a prestação

de ‘bons serviços comerciais’

como bem de consumo. Em suma, a

‘boa venda’ é o seu output, e ter um bom

atendimento associado a um preço justo,

mesmo que seja mais caro que o da

concorrência, pode ser um diferencial.

Muitos podem discordar e acreditar

que “não é bem assim” e, após isso,

comprar em um hipermercado localizado

em um shopping center e adquirir

por centenas de reais a mais os produtos

da compra do mês pela ‘comodidade’

de ter um espaço melhor para estacionar

e, logo depois, comer ‘alguma

coisa na praça de alimentação’. Pode

discordar de que o preço é o que conta

e deixar de ir a um atacadista pelas

filas enormes e a falta de cuidado dos

funcionários, inclusive pode esbravejar

“prefiro mil vezes pagar mais caro naquele

hipermercado que voltar aqui”,

entre outras coisas. O atendimento faz

muita diferença, sim. O preço também,

especialmente em tempos de crise. De

qualquer modo, muitas vezes encontramos

nos processos as melhores soluções

para os nossos desafios.

Decisões de produto

Vamos imaginar que temos os melhores

recursos, a melhor relação com os fornecedores,

bem como nossos processos

possuem um alto nível de eficiência e

eficácia. No entanto, nossos resultados

não estão satisfatórios. Chegou a hora de

investigar os nossos produtos!

As decisões de produtos são as tarefas

mais delicadas de uma organização,

pois precisam ser bem amparadas

para que não haja equívocos. Afinal,

ninguém deseja ficar com um ‘elefante

branco’ na mão ou correr o risco de

‘queimar um produto’ — e, com isso,

manchar a marca — por uma ação equivocada.

Planejar é fundamental, não só

no que se refere ao relacionamento com

fornecedores, mas também à equipe engajada

para desempenhar os processos

na transformação/criação do produto/

serviço, ao público consumidor e ao

mercado como um todo (outputs).

Para seguir adiante nas decisões

do produto, devemos analisar o mix

de produtos (ou portfólio) em termos

de sua abrangência, consistência, extensão

e profundidade. Temos um portfólio

abrangente quando engloba diferentes

linhas de produtos oferecidas ao

mercado. Temos uma boa consistência

quando as diferentes linhas de produtos

dentro do portfólio se complementam,

seguem o mesmo conceito e pertencem

a uma mesma ‘família’. •


ESTRATÉGIA

CARLOS CRUZ

Diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas)

www.ibvendas.com.br

Empreendedorismo,

uma ótima opção

para

vencer

a crise

Em momentos

difíceis, abrir um

novo negócio pode

ser uma solução. Já

pensou nisso? Já

analisou se seu perfil

combina com o de

um empreendedor?

No segundo trimestre de 2016,

o Brasil registrou a marca de

11,6 milhões de desempregados,

de acordo com o IBGE. Por conta

do cenário de trabalho escasso, além

da instabilidade política e econômica

que estamos vivenciando, pode-se notar

que os brasileiros estão usando a

criatividade para dar a volta por cima.

A principal alternativa encontrada

por muitos é o empreendedorismo, que

está em plena expansão: segundo pesquisa

realizada pela consultoria Boa

Vista SCPC (Serviço Central de Proteção

ao Crédito), no primeiro semestre

deste ano houve aumento de 9,7% no

número de novos microempreendedores

individuais (MEIs), na comparação

com o mesmo período de 2015.

Mas será que esses profissionais,

de fato, têm perfil empreendedor? Sabem

vender suas ideias, projetos, produtos

ou serviços?

Independentemente da área em

que forem empreender, é preciso ter

conhecimento em vendas, afinal, saber

negociar com clientes, fornecedores

e parceiros é algo fundamental.

Assim, entender os pilares das

vendas (Indicadores de Resultados,

Processo de Vendas, Competências

em Vendas e Fatores Motivacionais)

ajuda a traçar as estratégias necessárias

para o seu negócio.

Talento em destaque

Além de entender os pontos principais

das vendas, o que mais é importante

saber para atuar no empreendedorismo?

Enxergar qual é o seu talento!

Após identificar as suas habilidades e

ter em mente por qual área pretende

seguir, pesquise o mercado, avalie se

ele está saturado, veja como se comportam

os possíveis consumidores,

faça uma análise da concorrência e

pergunte-se: o que você pode fazer de

diferente para se destacar?

Em paralelo a todas essas pesquisas,

estude! Invista em cursos e treinamentos.

O conhecimento teórico é o que vai

te ajudar a ter um negócio de sucesso na

prática, sem risco de naufragar.

Quando embarcar na nova empreitada,

tenha paciência e foco. Confie em

você, nos seus instintos e em sua capacidade

de vender. •

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PONTO DE VENDA

JOEY GROSS BROWN

Especialista no mercado de áudio e instrumentos musicais.

Pode ser contatado pelo e-mail: joey.grossbr@gmail.com

A última batalha do

ano: ganhar ou ganhar

Final do ano, momento de fazer um balanço. Tudo deu certo para você?

Tem certeza de que não precisa mudar? Veja aqui algumas dicas que podem ajudar

E

chegamos ao fim de 2016.

Que ano maluco para todos

no mundo em geral. Tivemos

o agravamento da crise na Síria, a histórica

eleição americana e suas consequências,

o segundo impeachment

de um presidente no mesmo país em

menos de meio século, as desastrosas

tentativas de salvar a economia em

países cujo governo de esquerda se

encontra perdido e ainda por cima a

economia global à beira de uma crise

de confiança e falta de solidez.

Novamente ninguém está a salvo

dos obstáculos da vida. E temos pouco

tempo para uma renovação. Em termos

comerciais, isso significa investir

no que temos e não naquilo que gostaríamos

de ter. Encarando a situação

como um gigantesco mapa ou um tabuleiro

de WAR (sendo os territórios

patamares que desejamos conquistar),

notamos que é hora de ir para o front.

O curioso de tempos incertos é a

capacidade incrível que líderes possuem

de ficar surdos. De não aceitar

novas ideias (ou ideias contrárias) e

acreditar que o comando longe do

front é o correto. Essa estratégia já

se provou tantas vezes errada na história

do mundo, mas em toda crise é

repetida. Explico: o que geralmente

acontece é que o líder supremo tem

uma relação diária com seus generais

e esta se desgasta em momentos de

maior tensão. Seja numa disputa com

um competidor ou na hora de coletar

inteligência e analisar riscos. Neste último,

em particular, a relação de anos

anteriores pesa muito, a amizade ou

qualquer outro sentimento pessoal se

sobrepõe às verdadeiras necessidades,

mas é a decisão do líder, e como tal,

deve ser obedecida e não questionada.

Todos à luta!

Na iminência das vendas de fim de

ano e, para muitos, da contabilização

fiscal de resultados, é necessário colocar

todos os generais no campo de batalha

e aparelhá-los de maneira a que

cada batalha seja vencida. Só assim

amenizaríamos a consequência da

guerra e, com muito afinco, poderíamos

chegar ao limiar do seu fim.

Mas, novamente, estamos ainda no

período de surdez. Então, como aplicar

estratégias e ações que venham a trazer

aquilo que buscamos em termos

de resultado? Para tentar ajudar, veja

abaixo o que devemos e não devemos

aplicar neste derradeiro mês.

Observe a concorrência: aqui você deseja

ser igual ou diferente? Considere

seu estoque atual e encontre-se no

meio da batalha. Não é possível lutar

de maneira diferente se as armas que

você possui não se adequam a esse

propósito. O seu estoque continua

sendo sua força e o principal motivador

de seus generais. Estude, decida e,

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se necessário, compre! (Não custa lembrar

que janeiro costuma ser um mês

bom, já que muitas promoções pós-

-Natal são estabelecidas no mercado.)

Conheça seus comandados: um líder

que não conhece seus generais, seus

tenentes e seus soldados NÃO possui o

menor conhecimento para guerrear. Se

este é seu caso e não deseja mudar, torne-se

um território neutro e simplesmente

espere as sobras. Já se a sua situação

é esta e você deseja mudar isso,

converse, escute e aplique aquilo que

lhe parecer interessante. O fundamental

aqui não é o treinamento de vendas

que deve sim ser executado em alguma

data a cada ano, mas o treinamento

EMOCIONAL, que pode proporcionar

maior inteligência competitiva e ME-

NOR ANSIEDADE a sua equipe. Nesta

época do ano, as emoções estão à flor

da pele: controle-as, faça delas uma importante

aliança. Treine seu time para

vencer e convencer.

Chame a atenção: normalmente, os

períodos de crise, ou pós-crise, automaticamente

significam o menor

investimento possível em marketing

(note que eu disse marketing e não

propaganda). Pois como deseja se destacar

dos outros? Você é tão importante

assim que nunca é esquecido

por seus clientes? Ninguém faz nada

melhor que você? Tente aplicar ações

que façam barulho e se propaguem

pelas vias de mídia atuais. Já pensou

em uma parceria com uma rádio ou

TV local? Ou ainda: já pensou em ter

uma escola de música como parceira

em uma espécie de cross-selling mútuo?

Ou ainda: que tal uma parceria

com o supermercado local de maior

movimento? Cupons de desconto? Em

revistas, sites, eventos sociais? Pense

em como multiplicar sua possibilidade

de servir. A venda é consequência.

Prepare-se para ganhar: perder é muito

fácil e acontece muito rápido. Costumo

dizer que o arrependimento existe

tão somente porque algo foi perdido.

Concentre-se em GANHAR. Saiba ganhar.

Ao estar na frente, não pare, não

fraqueje, não se desvie. Procure se destacar

em cada front, em cada setor. Em

cada espaço de sua loja algum “sniper”

deve estar preparado para ganhar a

venda e o cliente com uma promoção

imbatível. Promover o setor de teclados

quando seu estoque de guitarra é dez vezes

maior não é o que vai funcionar. E se

pretende fazer promoções, faça uma que

arrebente! Não uma espécie de “me engana

que eu gosto”. Perder aqui e ganhar

lá em termos financeiros não necessariamente

se traduz como perda. Pense

em quantos novos clientes você ganhou.

De novo: esteja pronto para GANHAR.

Desejo a todos e suas famílias um

novo ano de muita saúde e sucesso.

Que o sangue, suor e lágrimas sejam

combustíveis para um 2017 de muita

motivação e conquistas. Até 2017! •


MARKETING E NEGÓCIOS

ALESSANDRO SAADE

Baterista, administrador de empresas, pós-graduado em Marketing pela ESPM, mestre

em Comunicação e Mercados pela Cásper Líbero e especialista em Empreendedorismo

pela Babson School. Professor no Master de Empreendedorismo e Novos Negócios da BSP,

é autor e colaborador em diversos livros. Site: www.empreendedorescompulsivos.com.br

Posse versus acesso

Uma nova forma de experimentação também está no mercado da música:

o virtual contra o físico. Você já se adaptou?

Se você, que está lendo este

artigo, agora tem menos de

28 anos talvez não saiba que

a maior fonte de renda dos músicos

era a participação na

venda de seus discos.

A hegemonia das gravadoras

era, em parte,

consequência de um elevado

custo de produção,

exigindo equipamentos

e espaços caros nos estúdios

de gravação, e

parte resultado de uma

grande capacidade de

distribuição dos discos,

uma capilaridade que

lhes permitia falar grosso

com os artistas e reter um grande

pedaço da receita sobre a venda.

O consumo de música pela internet

— no início de forma ilegal — gerou

uma grande redução no volume de

vendas, diminuindo drasticamente a

receita de gravadoras e artistas.

Isso provocou uma onda de empreendedorismo

entre os artistas,

que começaram a criar suas próprias

gravadoras e trabalhar canais alternativos

de distribuição, como bancas de

jornais, por exemplo.

E, por fim, empresas como a Apple,

que nada tinham de vínculo com

a música, começaram a entrar pesado

nesse segmento, transformando a

forma pela qual consumimos música

e entretenimento. Este movimento

nos trouxe até as plataformas de

streaming, como Spotify e Deezer, e

até mesmo Netflix.

Isso tudo em 20 anos. É muito pouco

tempo para tanta transformação!

Hoje seus consumidores

— assim como você, leitor

com menos de 28 anos

— preferem investir seu

dinheiro em experiências,

em acesso em vez de posse

Música na sua

memória ou on-line?

A tecnologia hoje permite que você

grave um belo disco na sua casa, usando

somente um computador. Mesmo

que não queira vendê-lo ou somente

o ofereça de forma virtual, em que o

consumidor compra o direito de baixar

suas músicas. Ou, ainda, na forma

mais contemporânea, compra o direito

de ouvir sua música, não necessariamente

de baixá-la.

Posse versus acesso é o novo paradigma.

Hoje seus consumidores —

assim como você, leitor com menos

de 28 anos — preferem investir seu

dinheiro em experiências, em acesso

em vez de posse. Por exemplo, em vez

de ter o carro, preferem ter acesso à

locomoção, seja chamando um táxi

ou o Uber por aplicativo, seja utilizando

um site de carona.

Também preferem o direito de

ouvir a música em vez de comprar o

disco, seja ao vivo no show

ou pela plataforma de streaming.

Mas não aceitam

que o artista não tenha um

canal no Vimeo, YouTube,

Spotify ou Deezer para

divulgar seu trabalho. E

aqui tem mais uma prova

da mudança: essas plataformas

substituíram a

capilaridade física, grande

trunfo das gravadoras, pela

capilaridade digital.

E então a coisa fica mais

complexa: por ter acesso a isso tudo,

eles querem sempre mais novidade. E

se você não oferece, eles naturalmente,

sem nenhum peso na consciência,

saem em busca de coisa nova. Consumo

e relacionamento em ciclos curtos

e intensos. Essa é a receita.

A grande boa notícia é que você,

empresário do ramo da música e do entretenimento,

tendo uma loja, estúdio,

casa de espetáculos ou qualquer outro

tipo de negócio no meio dessa cadeia,

tem muito mais chance de impactar e

atrair esses novos consumidores.

E não adianta lutar contra a novidade.

Aprenda a se beneficiar do

novo cenário. Ele é cheio de grandes

oportunidades para quem conseguir

enxergar e tiver coragem para mudar.

De novo! •

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PÓS-FEIRA

10ª edição do evento TDT

O Tagima Dream Team foi realizado no dia 20 de setembro

no Novotel Center Norte, em São Paulo, com quase 2 mil visitantes

O

TDT iniciou em 2006 para

estreitar a relação entre

o público e os músicos de

seu casting de endorsers. Apresentando

sua 10ª edição, este ano não foi

exceção: o evento recebeu a visita de

1.977 pessoas que se reuniram para

ver o showroom de lançamentos e

novidades em instrumentos musicais

de cordas e acessórios.

O encontro permaneceu no mesmo

formato do último ano, com negócios

acontecendo até as 21h30 aproximadamente.

Após esse horário, foram

abertas as salas para uma grande festa

no estilo Las Vegas.

“O evento foi novamente um sucesso.

Superou as expectativas de todos os representantes

e também as expectativas

internas da empresa. Percebemos que

a crise não conseguiu alcançar o nosso

evento”, comentou Bruna Tandello, a

cargo do marketing para a Tagima.

Durante todo o dia diferentes músicos

endorsers estiveram tocando

para o público. Alguns nomes foram

Guto de Boer, Nelson da Hora, Gustavo

Di Pádua, Joel Moncorvo, Felipe

Eubank, Teo Dornellas, Mazin Silva,

Arthur Maia, Roger Franco, Cacau

Santos, Mello Jr., Andy Timmons, Edu

Ardanuy, Juninho Afram, Marcinho

Eiras, Folk na Kombi e Sandro Haick.

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Novidades em produtos

Desde o início deste ano, a Tagima

vem operando uma reformulação

geral em sua linha Brasil, da reestruturação

da fábrica à finalização dos

instrumentos. A empresa conta agora

com maquinários novos e funcionários

treinados para entregar um produto

de alta qualidade.

Os principais lançamentos de 2016

foram exatamente na linha Brasil. Com

um design exclusivo e moderno, são: na

linha de guitarras, Jet Blues (Jet Blues,

Standart e Deluxe) e Rocker, e o baixo

Fusion H² nas versões 4 e 5 cordas. Além

desses produtos, lançaram uma série refinada,

chamada Custom Z, composta por

instrumentos feitos pelas mãos do luthier

Márcio Zaganin, mas vendidos apenas

sob encomenda por meio das lojas.

Com base nos instrumentos utilizados

pelos endorsers da empresa,

lançaram também duas novas guitarras

de assinatura com um preço acessível:

JA-3 (Juninho Afram) e CS-3 (Cacau

Santos), e um baixo AM-3 (Arthur

Maia), além de dois violões, o Paraty

(violão estudante) e o AC-34 (primeiro

violão ¾ da linha Memphis). •

MAIS INFORMAÇÕES

tagima.com.br

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PÓS-FEIRA

Por Daniel Neves

Análise: Expomusic 2016

Expomusic trouxe as mudanças que deveriam existir desde sempre

Se, sob o ponto de vista econômico,

este ano trouxe um imenso

desafio para as empresas do setor,

imagine para a Expomusic, feira que

vinha demonstrando fadiga e inabilidade

para lidar com a crescente demanda

do mercado. E não era para pouco. Os

baixos investimentos em marketing e

na produção de ações que, apesar da boa

intenção, na prática não faziam grande

diferença para quem expunha ou visitava

a feira, trouxeram uma péssima reputação

sobre a gestão da Expomusic.

Confesso que não tenho compromisso

com a ineficiência, com a falta

de transparência e até com o desvio de

recursos. Dessa forma, me sinto livre

para comentar em artigo assinado,

aqui na Música & Mercado, os pontos

que considero importantes para o setor.

Sugiro também que leiam a crítica

que fizemos sobre as duas últimas

Musikmesse, feira global realizada na

Alemanha anualmente. A Musikmesse,

tal qual a Expomusic, foi prejudicada

por suas próprias ações. A diferença

é que na Alemanha eles encaram as

críticas de forma profissional e admitem

seus erros. Já no Brasil, fulanizam

a crítica e culpam o crítico.

Primeiras impressões

Fazia anos que não tinha esta sensação:

ao chegar à entrada da feira, vibrei

com a quantidade de gente e felicidade

estampada na face das pessoas

que estavam lá. Já nas redes sociais,

boa parte do público era nova, experimentando

o evento pela primeira vez.

O forte investimento em marketing,

impressos e mídia social da Expomusic

2016 teve melhor resultado

— trouxe, segundo a organização da

Rodrigo e Ivan (Note-Stickers)

Diego Ojeda Jijón (d&b audiotechnik)

feira, 42 mil visitantes.

Eventos internos da Expomusic

também chamaram a atenção. Acertadamente

a convocação de profissionais

como Marcelo Rossi, do Mrossi Show da

Miguel de Laet e Jorge Fuhrmann

Grupo Renaer e suas marcas

rádio 89 FM, e a gerente de marketing

da Habro Music, Renata Gomes, trouxe

o fôlego que faltava neste momento.

O Expomusic Talks contou com ótimos

participantes, que se alternaram

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Denise da Audiocenter de visita Equipe D.A.S do Brasil Gabriel Pinto (ProShows)

Decomac com novas marcas

Fabiano Rezende, Gilberto Morejón

(Powersoft) e Jorge Correa

Rivaldo Junior (Hit Sound)

Equipe da Musical Paganini Maikel Barroero (Izzo) Gustavo Bohn (B&C Speakers)

em palestras ou painéis de curta duração.

Na parte de fora do Anhembi, uma

tenda ao estilo do Tagima Dream Team

(TDT) trazia bandas dos mais variados

estilos. O Barkley Smooth Jazz Festival,

food trucks, tatuagem, autógrafos com

artistas, Rockshow Experience, moda

e outros componentes do life style dos

músicos, além do espaço Minha Primeira

Expo, compunham o evento.

A experimentação também pode ser

colocada como um ponto forte. Pela primeira

vez, o estande da Pride Music, responsável

pela Fender no Brasil, abriu as

portas para que o público pudesse pegar,

experimentar e tirar fotos com os equipamentos.

O resultado foi ótimo.

Não posso me esquecer de escrever

sobre a mudança do Expo Center Norte

para o Pavilhão do Anhembi. Este ponto,

que era uma incógnita para muitos, inclusive

para mim, se mostrou acertado.

Mesmo o pavilhão de exposição sendo

antigo, a área externa contou muito para

os eventos dirigidos ao público final.

Números estranhos

Muita coisa foi acertada nesta Expomusic,

mas boa parte dos números

apresentados soou irreal. Inicia-se pela

propaganda da Expomusic para atrair

expositores, que pecou ao dizer que

40% do faturamento das empresas é

feito na Expomusic. De onde vem esse

número? Provavelmente do mesmo lugar

em que os demais números mágicos

aparecem. Vamos ver os outros.

A chamada da feira: ‘A quarta feira

no mundo’. A Expomusic não é a quarta

feira de música no mundo há pelo

menos uma década. Digo isso com

muito conhecimento das feiras globais,

para as quais viajo anualmente

— ao menos para cinco delas. A classificação

seria por volta da 11ª no mundo,

atrás de feiras como a do México e

outras tantas na Ásia e na Índia.

Pouco críveis também foram os

números de compradores apresentados

ao mercado. A Expomusic

informou que 5.280 compradores

atenderam ao evento. Um expositor

comentou comigo: “Onde eles estavam?

Se atendesse somente 5% disso

já estaria ótimo”, ironizou. Pelos cálculos

que a Música & Mercado fez, a

frequência de lojas no período da Expomusic

não passou de 560.

Uma sucessão de números adicionados

obviamente faz duvidar também

do número final de presentes. Mas antes

de publicar esta análise, falei com

o presidente da Abemúsica, Synésio

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PÓS-FEIRA

Meteoro Amplificadores presente Sérgio Pais (Roland) Guilherme Lanna (Michael)

Octavio Matos e Rafael Dextre (Consorcio Musical Peru) Sensei Tagima e Leandro Walczack (SGT) Estande da loja X5 Music

João Torres (FSA Cajons) Pithy Cajons mostrando seus produtos William Anseloni (Giannini)

Batista da Costa. Ele me explicou que

o número dos compradores não era baseado

nas lojas, mas em um apanhado

geral que incluía igrejas, entre outros.

A guerra do volume

Logo nos primeiros dias de evento,

fechado para lojistas, já se viam músicos

em diversos estandes. A equipe da

Música & Mercado teve a oportunidade

de conversar com Anderson Martins,

um operador de caixa da rede

de supermercados Pão de Açúcar, que

estava no primeiro dia da feira com

sua família. Ele ganhou ingresso. Nas

feiras internacionais, como NAMM,

por exemplo, a entrada de músicos e

outros nos dias fechados ao comércio

é praticamente impossível.

O que ocorreu, entretanto, além

da distribuição de ingressos para os

primeiros dias de feira, foi o envio de

credenciais a todos os músicos com

OMB já cadastrados no evento em

anos anteriores — se não foi isso, pareceu.

Compreensivelmente, músicos

querem tocar e testar os equipamentos

expostos. Por outro lado, lojistas

querem comprar sem a necessidade

de aumentar o tom de sua voz.

Deu-se a guerra do volume. Expositores

que abriram para os músicos

tocarem criaram a contrapartida de

outros estandes. Cada qual com o

máximo de volume possível. A Maria

Amélia — aquela que era mulher de

verdade —, gerente de vendas da Francal,

não tinha condições de parar uma

situação dessa. Resultado: empresas

que mantiveram o compromisso com

a organização e não fizeram barulho

foram prejudicadas.

Chineses

Nas sombras, estandes chineses que

foram tão criticados pelos expositores

no ano passado continuavam presentes.

Um dos maiores fornecedores de

microfones OEM da Ásia, a Baomic,

estava no evento conversando com os

lojistas e trazendo novidades para a

venda direta. O maior problema disso

é a informação confusa. Alguns lojistas,

ao analisar a lista de preços de um

fornecedor chinês, não se atenta às

contas necessárias e começa a barganhar

com o distribuidor brasileiro em

face da grande diferença de valores.

Uma desnecessária confusão nesta

época difícil em que vivemos.

Negócios

Este ano a Expomusic trouxe a Rodada

de Negócios, uma alusão a outro even-

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Leandro Wagner (Yamaha) Osmar Iannicelli (Torelli) PHX Instrumentos com novidades!

Marcelo Jesuíno (Musical Express) José Rivas (Shure) José Roberto Rozini (Rozini)

Alexandro de Azevedo (Bose) Andrea e Paulo (Solid Sound) Alexandre Gracino (Alltech Pro)

to, o Encontro de Negócios, que ocorre

há oito anos em paralelo à Expomusic.

O nome Rodada de Negócios acabou

pegando mal para a Expomusic, que

tem criatividade para gerar uma marca

nova, no entanto preferiu aproximar o

nome de um evento bem menor, mas

que é sucesso. De acordo com a Abemúsica,

a Rodada rendeu em torno de R$ 3

milhões e atendeu 30 lojistas.

Conversando com expositores aqui

e ali, a feira, de modo geral, trouxe

bons resultados. Antes de tudo, pela

reconquista da confiança do púbico e

pela realização do desejo de todos no

setor para que tivéssemos um evento

que voltasse a dignificar o mercado.

Considerando o mérito que a organização

teve para realizar todos

os projetos, há de se contar o movimento

natural do mercado após a

estagnação econômica que assolou

o primeiro semestre. Lojistas desabastecidos

precisavam comprar e

voltar a sentir o mercado novamente,

com o apanhado de ações promovidas

pela Expomusic. Sim, foi muito

bom ver o mercado reagir.

Anteriores e paralelos

Uma pausa para pensar. Nos anos anteriores,

a baixa frequência das lojas e

do público na Expomusic foi real. Antes

de ocorrer, a feira em 2016 ainda

era uma incógnita. Muito dessa situação

se deu pela inabilidade e falta de

ações dos organizadores nos últimos

anos, além do momento econômico. O

movimento de recuperação foi tardio,

tornou a imagem da feira antiquada e

pesada. Feiras paralelas ganharam espaço

e credibilidade.

Já há anos o Tagima Dream Team

foi e ainda é um motor propulsor para

esta época do ano. Os demais eventos

ainda reforçavam a vinda das lojas

para São Paulo.

Vejo agora alguns colegas falando

como se soubessem do resultado do

evento, antes de a feira ocorrer. Imagine.

Estavam morrendo de medo do

fracasso, como qualquer humano tem.

A Expomusic foi um sucesso. O TDT,

o Encontro de Negócios, o evento da

Harman, o da Oneal, o da Sound Box

foram sucesso também! A somatória

das empresas trouxe o interesse das

lojas em vir para São Paulo.

Fazendo certo, a Expomusic tem

tudo para não ser engolida pelos eventos

circulares (e não será). Basta que

haja diálogo e humildade. Que venha a

Expomusic 2017! •

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PÓS-FEIRA

Sucesso total para o

Encontro de Negócios 2016

O evento organizado pela Música & Mercado foi realizado de 21 a 23 de setembro

em Sao Paulo, reunindo importantes distribuidoras com lojas de todo

o País en um ambiente dedicado só para fazer negócios

Equipe Someco Equipe Stay Music Álvaro Junior e Adenilson Vasques (Master Áudio)

Equipe Tiaflex

Equipe Arwel

Antonio Tavares (Prime Music)

e Sebastián Medina (Magma Strings)

Fernando Bassani e Gustavo Abruzzo (Sino3D) Equipe Musical Paganini Sander Agnello e Joey Gross Brown (Equipo)

Essa foi a 8º edição do Encontro

de Negócios do Mercado

da Música, contudo também

o 2º Fórum de Negócios, que apresentou

interessantes conferencias para

os lojistas que visitaram o evento.

Desde que as portas abriram o

evento contou com a participação

de uma grande quantidade de lojistas

de todo o Brasil que viajaram até

São Paulo para prestigiar o Encontro

de Negócios. No total foram 2300 visitantes

provenientes de 540 lojas

de todo o território brasileiro que se

reuniram no Espaço Immensità para

percorrer os estandes das 31 empresas

que apresentaram novidades

das marcas com as quais trabalham

junto com propostas e promoções especiales

para os interessados que se

acercaram ao encontro.

Lojistas e negócios ocorrendo

Distribuidores e fabricantes da América

Latina também estiveram presentes

no Encontro. “Tem tantas pessoas e

produtos que próximo ano vão ter que

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Equipe Contemporânea Equipe Hayamax Equipe Mister Mix

Equipe Cajon Percussion Equipe Novità Music Equipe IBOX

Equipe Renaer Equipe Orion Cymbals Equipe Mac Cabos

Talita da New Keepers Bags (meio) e colegas amigos Equipe Solez Baterias Odery

procurar um local maior!”, comentou o

visitante argentino Nicanor Aybar, da

fabricante de baterias db drums.

Mais uma vez, o espaço se apresentou

como o local ideal para ter

conversas chave entre os fabricantes,

distribuidoras e as lojas, podendo

explicar seus interesses e

propostas para fechar negócios e pedidos

para o resto do ano.

As empresas que participaram

nesta edição foram: Arwel, ASK, Borne

Amps, Contemporanea, Hayamax,

IBOX, Liverpool, Mac Cabos, Master

Áudio, Mister Mix, Cajon Percusión,

Grupo Renaer, Equipo, Newkeepers

Bags, Prime Music, Tokai, Odery, Musical

Paganini, Lyco, Tiaflex, Orion,

Novità Music, Onerr, RMV, Solez, Someco,

Spanking Woods, Stay Music,

Turbo Percussion e WMS.

Fórum e prêmios

Já o Fórum teve palestras muito interessantes

como aquela do CEO do Walmart,

Paulo Silva, e também da Presidente do

Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano.

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PÓS-FEIRA

Equipe WMS

Equipe da Tokai e Sati, com a Playtech

Rafael Prim (Liverpool)

Nathan Romano e Graciele de Souza (Turbo Music)

Gesner Souza (Onerr)

Hione Wavrzynczak (Spanking)

Thallison Santos (Solez) e Tony Arazi (Lyco)

Lojistas e representante da Borne

Filipe Fragnan (ASK)

Outro evento dentro do encontro foi

a entrega dos Prêmios Top Retailer 2016,

votados por 30 importantes fornecedores

do mercado da música e do áudio. Tal

qual ocorre nas premiações nos Estados

Unidos, a ideia é mostrar boas referências

no varejo do Brasil, para empurrar

Credenciamento agitado desde o primeiro dia

Anselmo Rampazzo e novos violões RMV

o setor para práticas corretas e uma

concorrência leal. Os prêmios destacaram

lojas nas categorias Loja Revelação,

Comércio Virtual, Modelo de Gestão e

Desenvolvedor de Mercado.

“Música & Mercado está encabeçando

um movimento de bons exemplos.

Mais do que nunca, vivemos uma

época de transformação. As boas práticas

têm que ser referenciadas e homenageadas”,

destacou Daniel Neves,

CEO da Música & Mercado. O evento

foi produzido pela empresa com o

apoio do SEBRAE SP e SPC Brasil. •

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PRODUTOS

ROZINI

Ukulele

A Rozini apresentou um ukulele

de fabricação 100% nacional, com

dois modelos: Soprano e Concerto.

Cada modelo terá duas séries,

sendo elas Estudante e Studio.

A linha Estudante é confeccionada

com lâmina de mogno,

tampo, caixa e braço de cedro. Já a linha Studio vem com

lâmina de mogno, tampo maciço e braço de cedro.

Contato: (11) 3931-3648 • rozini.com.br

MICHAEL

Folk - Linha Mahogany

A linha de violões folk, um dos maiores sucessos

da Michael, chega com grandes novidades. Agora,

você pode encontrar o Galaxy VM925DT e o

Taurus VM921DTC com tampo, laterais e fundo

em mahogany, madeira nobre que deixa o violão

com som robusto e visual arrebatador. O

Michael Galaxy Folk VM925DT MH – é um

violão modelo folk (elétrico), com tamanho

4/4 – 41” /104 cm, feito em mahogany, mas

com escala e cavalete em rosewood e

marcadores de escala em madrepérola.

Outro modelo na mesma linha é o

Michael Taurus Folk VM921DTC MH,

um violão modelo folk com cutaway

(elétrico), tamanho 4/4 – 41”/104 cm,

tampo, braço, laterais e fundo em mahogany.

Contato: (31) 2102-9270 • michael.com.br

PROMARK

Série Active Grip

Os bateristas agora podem tocar em qualquer situação com

maior confiança e nível de controle. A Active Grip possui um

revestimento que adere à mão do baterista conforme aumenta

sua temperatura. A baqueta não se desfaz, nem rasga nas

mãos dos bateristas, além de não restringir movimentos e

técnicas. O revestimento aplicado é fino como um verniz,

sem acrescentar qualquer diâmetro ou peso adicional para

as baquetas, e não sai nos pratos nem nas mãos do baterista.

Disponíveis nos modelos Select Balance (ataque e rebote),

7A, 5A e 5B (com a nova ponta Acorn) e nos novos modelos

signature: Mike Portnoy 420X e Rich Redmond 595.

Contato: (11) 3158-3105 • musical-express.com.br

PHX INSTRUMENTOS

Ukulele Frozen UKP-F1

A PHX apresentou mais modelos para sua linha

infantil licenciada, agora com violões e ukuleles

do filme Frozen, da Disney. O violões VIF-1

com Elsa e Olaf e VIF-2 com Elsa e Ana

tem tampo, lateral e fundo em basswood

com braço em nato. Já os ukuleles

UKP-F1 Blue Soprano 21” e UKP-F2 Pink

Soprano 21” têm tampo e corpo em

mahogany e escala em rosewood com

tarraxas pretas e 12 trastes.

Contato: (11) 3340-8888 • phxinstrumentos.com.br

D.A.S. AUDIO

Artec 300

Os novos sistemas Artec 300 da D.A.S. Audio foram criados

para uso em uma ampla variedade de aplicações fixas de

reforço sonoro. São oito caixas passivas de duas vias em

diferentes tamanhos: 6”, 2 x 6”, 8”, 10”, 12” e 15”, mais um

subgrave 2 x 12” e um modelo line array 2 x 10” para igrejas,

teatros e outras aplicações. São fabricados com madeira

multicamada e acabamento ISO-Flex na cor branca ou preta.

Contato: (11) 3333-0764 • dasdobrasil.com

ELECTRO-VOICE

Série ND

A Electro-Voice

e a Quick Easy

— uma das

distribuidoras

da marca

no Brasil — apresentaram a nova linha de microfones e

equipamentos para utilização ao vivo ou em estúdio da

série ND. Com um portfólio mais amplo, os produtos ND

chegam para substituir a série N/Dym. Cada modelo tem

recursos específicos para atender diferentes necessidades

e condições de investimento, com novo design, maior

diafragma e mais dinâmica, seguindo a tecnologia do

formato de cápsula da linha anterior N/Dym. Além disso,

os microfones possuem globos resistentes Memaflex,

proteção contra ruído EMF e proteções internas que

minimizam os ruídos de manuseio.

Contato: (19) 3802-4440 • quickeasy.com.br

80 www.musicaemercado.org @musicaemercado fb.com/musicaemercado


FUHRMANN

Reverb RV-1

Uma grande novidade da empresa é

o pedal Reverb, o primeiro fabricado

em série no Brasil com modo

Shimmer e processamento digital.

Além do Shimmer, que é o efeito reverb

hall com cauda oitavada, conta

também com o Spring, conhecido

como efeito “mola”, e o Modulated, que simula o reverb

hall com a opção de modulação da cauda. Também traz

tecnologia buffered bypass, capaz de permitir um efeito

prolongado até o final da cauda, mesmo em bypass, e

garantir melhor integridade do sinal do instrumento.

O pedal também possui processador de 24 bits com taxa de

amostragem de 32 kHz. De cara nova, o pedal segue uma linha

mais clean, com pintura metálica fosca cinza e novos knobs.

Contato: (18) 3653-1667 • fuhrmann.com.br

GIANNINI

Violão GN-17 Nylon

Um instrumento da linha intermediária

que está sendo apresentado em duas

versões, com tipos de madeira distintos

— uma com cedro (GN-17 CDR) e outra

com spruce (GN-17 SPC). Tirando essa

diferença, ambos têm faixas e fundo

em sapele e escala em rosewood,

tarraxas clássicas niqueladas 3+3

com botões plásticos “butterfly”,

braço Okoume com tensor

bidirecional e acabamento Natural

(N) ou Natural Satin (NS).

Contato: (11) 3065-1555

giannini.com.br

LUEN

Ioiô shaker

Sucesso de vendas no TDT 2016, o ioiô shaker é um ganzá

de mão que pode ser transportado até no bolso devido ao

seu tamanho reduzido. Está disponível em três opções de

timbre (thin, medium e hard) e três tamanhos de cada

modelo (duo, trio e quad). É um produto

extremamente versátil, indispensável

para qualquer percussionista e

muito útil para músicos em geral.

É comercializado em um pote

expositor com 18 unidades.

Contato: (11) 4448-7171

luenpercussion.com

FSA CAJONS

Tajon

Este ano a FSA veio com uma

surpresa, que é o instrumento

de percussão chamado tajon

— que só lembra o cajon pela

caixa de madeira, porém as

peças restantes são de bateria.

O tajon não é um instrumento

para substituir a bateria, nem um cajon, porque tem uma

característica diferente. O instrumento possui um bumbo

de 14”, um tom de 10” e uma caixa com esteira de 8”, para os

músicos usarem em gigs pequenas, tocarem em barzinhos,

casamentos e ensaios. Toca-se com baquetas, como se fosse

uma bateria, e é necessário um pedal. Basta encaixar o

pedal no instrumento — que já vem preparado para isso —,

montar a ferragem, os pratos e pronto. Pesa 11 kg e mede 67

cm (altura), 53 cm (largura) e 40 cm (profundidade).

Contato: (18) 3301-9053 • www.fsacajons.com.br

SONOTEC

Vokal E-50

A Sonotec traz

para o mercado

brasileiro o mais novo integrante da linha Vokal: o E50 PRO.

Um monitor in-ear com um avançado microdriver para

reproduzir melhor qualidade sonora. Superconfortável,

possui um encaixe para os ouvidos que evita passagem de

som externo em até 37 dB, proporcionando a qualidade e o

conforto de que o usuário necessita.

Contato: (18) 3941-2022 • sonotec.com.br/vokal

PLS

Propar Led

A PLS lançou seus novos

modelos de refletores: o Super

Propar Led 54 RGBW de 3 W e

o Super Propar Led 54 RGBWA

de 5 W. Ambos são feitos com

alumínio injetado, o que

os torna mais resistentes e

duráveis. O modelo RGBW de

3 W é composto por 54 LEDs, sendo

divididos em 12 vermelhos, 18 verdes, 18 azuis e 6 brancos.

Além disso, conta com oito canais DMX e funciona nos

modos automático e Master/Slave. O Super Propar Led 54

RGBWA segue a mesma linha, porém o modelo possui 5 W

de potência e seus 54 LEDs são divididos em 12 vermelhos,

12 verdes, 12 azuis, 12 brancos e 6 âmbar. Seis meses de

garantia e assistência técnica.

Contato: (11) 4083-2720 • proshows.com.br

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PRODUTOS

CRAFTER

Mais modelos

na linha Silver

Novos lançamentos

dentro da linha Silver,

composta pelos

modelos HDE (HDE200, HDE250, HTE200 e HTE250),

sendo o best-seller o HDE500. O HDE200 é um violão

folk com tampo laminado de spruce, lateral e fundo em

mogno, escala de rosewood e tarraxas novas desenvolvidas

pela Crafter. Os violões têm vindo com um novo préamplificador,

o CRTNV com afinador embutido. A marca

Crafter é distribuída pela Novità Music.

Contato: (11) 2614-8349 • crafterbrasil.com.br

ASK

Pedestais

A empresa tem

cinco lançamentos

diferentes, sendo

eles um tripé para

caixas de até 5 kg,

um porta-banner,

um minissuporte

para dois canhões de

iluminação, uma bandeja multiuso e um suporte

para parede com diversos desenhos de decoração. Essas

novidades já trouxeram um grande volume de negócios!

Contato: (11) 4508-5958 • ask.ind.br

HAYAMAX

Novos modelos Harmonics

Novidades na marca de violões Harmonics, da

própria empresa: modelos como o GNA-111,

um violão com tensor e acabamento de violão

top a um preço de R$ 130. Outro exemplo é o

violão acústico clássico de náilon GNA-111NT,

que vem na cor natural, com tampo, faixa

e fundo em linden e acabamento em verniz

brilhante. Tem 19 trastes de 52 mm em

cuproníquel e tarraxas 3+3 douradas. Inclui

uma chave de ajuste do tensor e garantia

de três meses. A Hayamax adiantou que

tem muita coisa nova chegando, com

marcas próprias e outras importantes.

A mudança de fornecedor também será

uma novidade para o futuro.

Contato: (43) 3377-6600

hayamax.com.br

LIVERPOOL

Linha de cajons

A Liverpool

incorporou uma

linha de cajons

com boa relação

custo-benefício. “O

cajon é um produto

já disponibilizado

por muitas fábricas

nacionais, mas ao adicioná-lo à nossa linha, facilitamos

o trabalho do cliente e fazemos com que ele não precise

comprar em outro lugar. Aqui ele tem a opção do cajon, a

baqueta, instrumentos de percussão, de pratos, então já pode

fechar um mix maior”, comentou Rafael Prim, gerente-geral

da Liverpool. Além disso, lançaram um pack estudantil e

também este ano criaram alguns produtos de musicalização

infantil que estão chamando bastante a atenção.

Contato: (47) 2107-3254 • baquetasliverpool.com.br

CAJON PERCUSSION

Linha de pandeiros

A nova série de pandeiros conta

com 21 modelos divididos em

três linhas: Start (entrada), Mezzo

(intermediária) e Royal (profissional).

“Mesmo os pandeiros da linha de

entrada estão tendo uma boa aceitação

em termos de qualidade, acabamento e som,

recebendo bom feedback dos lojistas e dos músicos que

experimentaram o produto. Além dos pandeiros, a Cajon

apresentou as linhas Elo+Cores e Elo Cores, e adiantaram

que no próximo ano lançarão mais produtos inovadores.

Contato: (62) 3549-6452 • cajon.com.br

ARWEL

Ruler

Master

Series

A Arwel lançou

uma nova palheta

dedicada ao mercado

evangélico, com

madeiras provenientes de Mendoza (Argentina) — que

esteve em promoção a 40% do preço original durante o

Encontro de Negócios —, para saxofone tenor, soprano,

alto e clarinete. O preço dos tamborins também contou

com valores especiais que estarão vigentes até o

Carnaval! Atenção, lojista!

Contato: (11) 3326-3815 • arwel.com.br

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ONERR

Caixas

de áudio

A Onerr

agora está

concentrada na

área de amplificadores

e sonorização em geral,

apresentando mais modelos que entram no catálogo para

diferentes usos. Nova é uma linha de caixas acústicas

amplificadas, além de um subwoofer e uma linha de

caixas estilo line array que “são apenas para dar um visual

mais bonito na instalação de sistemas de áudio”, segundo

declaração da empresa. Também está chegando a linha

Stage200, desenvolvida para monitoração de palcos, que

possui equalização ativa com controles de graves, médios

e agudos, assim como uma entrada P10 com nível de linha

ou microfone, para conexão e equalização de um violão ou

microfone, caso seja necessário.

Contato: (11) 3090-3159 • onerr.com.br

ORION CYMBALS

Special 20

A fabricante de pratos

tem seu primeiro modelo

china com furos que foi

desenvolvido no fim do ano

passado. É produzido em B20

e foi muito pedido pelos músicos

que usam Orion. O Celebrity Special 20 é

um china de 18” com seis furos equidistantes para os quais

foi desenvolvido todo um processo especial. “Muita gente

não imagina que na produção de um prato existe todo um

processo de engenharia envuelto. E, naturalmente, influencia

muito também a materia-prima que você vai

usar”, contou Paulinho Sorriso, da Orion.

Contato: (11) 4199-2600 • orioncymbals.com.br

TAYLOT

GS Mini

A WMS — distribuidora da Taylor —

apresentou o GS-Mini, que foi bem

recebido pelos lojistas. É ultraportátil,

com pescoço Taylor NT, top de spruce

ou mahogany, captador ES-Go e Taylor

V-Cable. Escala de 23 - 1/2”, tarraxas

cromadas e 20 trastes se encontram

entre suas características, para tocar

em casa ou no palco com conforto.

Contato: (11) 2832-7800 • wms-br.com

RMV

Route

Tradicionalmente conhecida por fabricar

instrumentos para percussão, a RMV apresentou

sua nova linha Route com o intuito de entrar

no mercado de violões. Anselmo Rampazzo,

sócio-proprietário e diretor da RMV, contou:

“Nós viemos até o momento, nos últimos 16

anos, fabricando baterias, peles, suportes,

percussão. Então, estava na hora de tentar

entrar no mercado de volumes maiores de

produção, e o violão ainda é um mercado

que está respondendo. É um mercado

maduro e tradicional, e estamos buscando

entrar nele também”. São vários modelos

com diferentes madeiras que já estão sendo

apresentados ao mercado, lojistas e músicos.

Contato: (11) 2404-8544 • rmv.com.br

MUSICAL PAGANINI

Linha PX

Nova linha PX Signature

do Celso Pixinga com bag e

correia assinados. O PBB 111

é um bag para baixo elétrico

em náilon 600 com espuma

e bolso, enquanto a MPX 650 é a

correia em couro signature. Também foram

apresentados um novo kit de limpeza para sax alto, novos

modelos de capo e outros acessórios.

Contato: (11) 4574-1191 • musicalpaganini.com.br

GEWA

Bags

A distribuidora Prime Music apresentou

novos modelos em bags da Gewa, uma linha

importada mais sofisticada, que vem nas

versões Economy e Premium para diferentes

tipos de violão, guitarra e baixo. A Economy

conta com um material resistente à água,

enchimento com espuma de borracha 12

mm, náilon de alta qualidade cordura 600,

proteção lateral extra no pescoço e área do

corpo, costura reforçada na área da ponte e

machine head. A Premium vem com náilon

de alta qualidade 600 Denier, preenchimento

de espuma de borracha 20 mm, todas as

peças de transporte reforçadas, sistema de proteção Gewa

NPS no pescoço, alças costuradas, acolchoadas e ajustáveis,

mais dois bolsos externos e amortecedor.

Contato: (43) 3324-4405 • primemusic.com.br

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DESIGN & INOVAÇÃO

Behringer lança a

primeira interface para

realidade aumentada

A novidade da Behringer se aplica ao sintetizador

DeepMind 12, misturando o real com o virtual

Já há anos a Behringer vem trabalhando

em tecnologias de ponta.

Vale dizer que a empresa revolucionou

o mercado de mesas digitais

com a X32 e tem investido em uma fábrica

de altíssima tecnologia na China.

No dia 4 de outubro, a empresa de

Uli Behringer lançou uma interface

para realidade aumentada para seu

polissintetizador DeepMind 12.

A ideia é muito parecida com a do

Google Glass, os famosos óculos do

Google, porém os óculos Behringer

permitem interagir com o sintetizador

de uma forma única, ativando

recursos e expandindo a forma de

fazer música com uma gestualidade

inexistente até então, fundindo elementos

virtuais com o real.

Importante mencionar que a realidade

aumentada não deve ser confundida

com a realidade virtual. A

realidade aumentada dá condições à

pessoa que utiliza os óculos de enxergar

e manusear elementos virtuais

do sintetizador.

Holografia, magia ou

ficção em tempo real?

É a primeira vez que a realidade virtual

se aproxima dessa forma dos instrumentos

musicais. Ao assistir ao vídeo

no link no final deste texto, você verá

que as notas, ondas sonoras e funções

MAIS INFORMAÇÕES

www.behringer.com • http://goo.gl/zZcyCj

do sintetizador

DeepMind 12

podem ter interação

como

nunca antes.

A impressão

mais aproximada

seria de

uma imagem holográfica

projetada

sobre a superfície

real. No caso, os óculos possibilitam

explorar partes do sintetizador

muito além dos botões.

Vale dizer que, se você não estiver

usando os óculos, a impressão

que terá ao observar um músico que

os utiliza é um pouco, digamos, estranha.

Mas isso é mero preconceito.

O que vale é a diversão.

O produto ainda não está disponível

no mercado e pouco se sabe quando

será lançado, mas com certeza dá

para perceber que a Behringer não

está para brincadeira. •

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PAINEL DE NEGÓCIOS

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PAINEL DE NEGÓCIOS

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PAINEL DE NEGÓCIOS

/iboxmusical

IBOXMUSICAL.COM

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CONTATOS

AS EMPRESAS LISTADAS ABAIXO SÃO OS ANUNCIANTES DESTA EDIÇÃO. USE ESTES CONTATOS PARA OBTER

INFORMAÇÕES SOBRE COMPRAS E PRODUTOS. MENCIONE MÚSICA & MERCADO COMO REFERÊNCIA.

Instrumentos

Arwel......................................................................11 3326-3809 arwel.com.br • 87

Eagle........................................................................11 2931-9130 eagle.com.br • 61

Hoyden................................................................11 2892-0870 hoyden.com.br • 7

Phoenix...........................................11 3340-8888 phxinstrumentos.com.br • 5

Rozini......................................................................11 3931-3648 rozini.com.br • 25

Amplificadores / Áudio Profissional

JBL..........................................................51 3479 4000 harmandobrasil.com.br • 13

Bose.................................................................... 11 5082-2302 seegma.com.br • 92

Tc electronic............................................11 3527-6900 proshows.com.br • 11

Celestion.........................................................................................celestion.com • 10

DAS Áudio........................................................11 3333-0764 dasaudio.com • 77

Eminence.......................................................11 2206-0008 cvaudio.com.br • 79

Frahm ..................................................................47 3531-8800 frahm.com.br • 15

Meteoro........................... 11 2443-0088 amplificadoresmeteoro.com.br • 51

Shure...............................................................................................shurebrasil.com • 41

Oneal .....................................................................43 3420-7800 oneal.com.br • 35

entos Musicais • Conselho Nacional do Varejo de Áudio e Instrumentos

udio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo de Áudio e

l do Varejo de Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo

Power Click ...........................................21 2722-7908 powerclick.com.br • 67

Vokal.................................................................. 18 3941-2022 sonotec.com.br • 65

Acessórios

D’Addarío.........................................11 3158-3105 musical-express.com.br • 3

Boquilhas Everton............ 34 3313-2696 boquilhaseverton.com.br • 21

Elixir.............................................................................11 3797-1000 izzo.com.br • 91

Ibox............................................................... 14 3012 9003 iboxmusical.com.br • 87

Musical Paganini....................11 4574-1191 musicalpaganini.com.br • 86

NIG...................................................................... 11 4441-8366 nigmusic.com.br • 27

Evans................................................ 11 3158-3105 musical-express.com.br • 63

Note-Stickers.................................11 2311-1265 note-stickers.com.br • 85

D’Addarío...................................... 11 3158-3105 musical-express.com.br • 23

SG Strings......................................................11 3797-1000 izzo.com.br • 38, 39

Stagg ...................................................................48 3374-7023 portone.com.br • 9

Tiaflex ................................................................... 11 2966-9095 tiaflex.com.br • 2

Bateria e Percussão

D-One............................................................... 18 3941-2022 sonotec.com.br • 43

Luen............................................................................11 4448-7171 luen.com.br • 31

Nell Music........................................................43 3037-1329 nellmusic.com • 86

Outros

Espaço Immensità............................11 5070-9000 immensita.com.br • 4

Vip Soft.................................................................11 3393-7100 vipsoft.com.br • 6

Feiras / Eventos

dio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo de Áudio e Instrumentos

o Varejo de Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo de Áudio e

lho Nacional do Varejo de Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo

arejo de Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo de Áudio e Instrumentos

Nacional do Varejo de Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo de Áudio e

icais • Conselho Nacional do Varejo de Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo

NAMM .........................................................+1 760 304 5834 namm.org/mym • 8

Prolight Sound......... +54 11 4514 1400 prolightsound-shangai.com • 89

Conselho Nacional do Varejo de

Áudio, Luz e Instrumentos Musicais

acional do Varejo de Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo de Áudio e Instrumentos

is • Conselho Nacional do Varejo de Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo de Áudio e

mentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo de Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo

Conselho Nacional do Varejo de Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo de Áudio e Instrumentos

Musicais • Conselho Nacional do Varejo de Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo de Áudio e

Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo de Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo

lho Nacional do Varejo de Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo de Áudio e Instrumentos

ais • Conselho Nacional do Varejo de Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo de Áudio e

tos Musicais • Conselho Nacional do Varejo de Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo

l do Varejo de Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo de Áudio e Instrumento

o Nacional do Varejo de Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo de Áudio

• Conselho Nacional do Varejo de Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do V

e Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Varejo de Áudio e

o Varejo de Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho Nacional do Var

Nacional do Varejo de Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho N

strumentos Musicais • Conselho Nacional do Varej

Áudio e Instrumentos Musicais • Conselho Nac

Varejo de Áudio e Instrumentos Musicais

Musicais • Conselho Nacio

rumentos Musicais • C

dio e Instrumen

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K


5 PERGUNTAS

Saiba mais antes

de empreender!

Veja aqui algumas sugestões úteis que todo empreendedor

deve considerar e pensar antes de abrir um negócio

Quais os segredos para se obter

sucesso no próprio negócio? O

que preciso saber para empreender

e por onde começar? Essas são as

principais dúvidas e anseios por parte

de quem está prestes a dar o primeiro

passo no desafiante e amplo mercado.

Para Luciano Lugli, sócio-fundador

do Grupo E-Lar, especializado em gestão

estratégica de negócios e gerenciamento

de projetos, “entender que não

existem segredos para o sucesso e selecionar

as pessoas certas no início do

Luciano Luigi

www.especialistadolar.com.br

negócio é um bom começo”.

A seguir, o consultor dá outras dicas

de como o empreendedor pode conseguir

sucesso com o negócio.

É importante ter um

planejamento estratégico

desde o começo?

O planejamento estratégico é imprescindível

para orientar os rumos do

seu negócio. Ter um plano completo

e detalhado com todas as diretrizes,

riscos, ganhos, previsão de cenários

ajuda a conduzir o trabalho. Sem um

planejamento inicial, qualquer caminho

servirá como opção. É importante

saber desenvolver um plano de negócio

estratégico com análise de riscos e

público-alvo, que indique os caminhos

por onde iniciar o trabalho.

Também é bom estudar o

mercado antes do início, né?

Com certeza! Estudar, pesquisar e

entender o mercado. Buscar informações

de pessoas que já atuam e atuaram

na área para obter conhecimento

sobre os vários aspectos do negócio.

Esse tipo de acervo fornecerá ferramentas

para explorar oportunidades,

além de subsídios para a tomada de

decisão acertada, não precipitada.

Quanto tempo devemos

dedicar ao nosso

empreendimento?

Dedicação em tempo integral! O primeiro

passo é saber que você é o res-

ponsável por qualquer problema ou

resultado, e que nem sempre as tarefas

executadas originarão reconhecimento

ou serão fáceis e prazerosas. É importante

frisar que faz parte das atribuições

do empreendedor a liderança e

isso implica reconhecer as qualidades

individuais da sua equipe e orientar

para que se desenvolva e cresça. Afinal,

os liderados não farão nada além do

que esperam que você mesmo faça.

Que outro fator devemos

identificar?

Sempre é bom identificar como funciona

o seu negócio na prática. É interessante

fazer alguns testes para compreender

melhor os riscos e oportunidades,

criando um modelo de negócio sólido

e, assim, iniciar um negócio com uma

estrutura enxuta, evitando problemas

financeiros logo de cara.

Mais algum conselho?

Sim, uma dica para quem vai abrir um

negócio pela primeira vez e tem pouco

investimento é procurar uma franquia

de confiança no mercado. O novo empreendedor

tem menor risco, pois o modelo

já foi testado por alguém, além de

contar com o apoio financeiro, operacional,

comercial e know-how do franqueador.

Mas, o mais importante de tudo,

o empreendedor precisa ser focado nos

objetivos e buscar motivação diária pelo

que faz. Agindo assim, tudo se tornará

mais natural e o sucesso virá com o tempo

de maturação do negócio. •

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padrões de cobertura. E uma vez definido, o sistema muda automaticamente

o EQ para manter o equilíbrio tonal ideal para cada padrão de

cobertura.

Straight (Controle Vertical Mais Rigoroso)

Cobertura vertical reta, concentrando o som sobre o público.

Posição J - (Ajuste vertical para baixo)

Direciona o som para baixo, mas não para cima.

Reverse J (Ajuste vertical para cima)

Direciona o som para cima, mas não para baixo.

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