Novembro/2016 - Referência Florestal 180

grupojota

Visitantes

52

PRÊMIO

REFERÊNCIA

Conheça os vencedores de 2016

INTERNACIONAL

Finnmetko fecha

calendário florestal

54 ENTREVISTA

Elizabeth Carvalhaes, da

Coalizão Brasil Clima

Energia da

floresta

Brasil e o mundo voltam os

olhos para biomassa florestal


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SUMÁRIO

ANUNCIANTES

DA EDIÇÃO

Agroceres ................................................................... 68

Bruno Industrial ......................................................... 57

36

Carrocerias Bachiega .............................................. 61

D’Antonio Equipamentos ..................................... 63

Denis Cimaf ................................................................... 04

46

Dinagro ........................................................................... 02

Exte ................................................................................... 17

FMC Florestas .............................................................. 09

H Fort ................................................................................ 13

54

Himev .............................................................................. 63

J de Souza ........................................................................ 51

John Deere .................................................................... 11

Editorial

Cartas

Bastidores

Coluna Ivan Tomaselli

Notas

Alta e Baixa

Biomassa

Aplicação

Frases

Entrevista

Principal

Silvicultura

Confraternização

Colheita

Evento

Prêmio REFERÊNCIA

Internacional

Artigo

Agenda

Espaço Aberto

08

10

12

14

16

22

24

26

28

30

36

42

44

46

48

52

54

58

64

66

Komatsu ......................................................................... 15

Mill Indústrias .............................................................. 27

Minusa Forest .............................................................. 07

Morbark ........................................................................ 29

Oregon ............................................................................ 67

Planalto Picadores .................................................... 41

Rotobec .......................................................................... 21

Timber Forest .............................................................. 19

TMO ................................................................................. 25

Unicentro ...................................................................... 45

Wood Mizer .................................................................. 23

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EDITORIAL

Ano XVIII - Edição n.º 180 - Novembro 2016

Year XVIII - Edition n.º 180 - November 2016

08 www.referenciaflorestal.com.br

O picador Morbark sendo

alimentado por um forwarder

Komatsu Forest ilustra a capa

desta edição, que trata do

crescimento da biomassa florestal

COMBUSTÍVEL DO FUTURO

O mundo já projeta para o futuro próximo uma matriz energética limpa. A resolução

vem da simples constatação que as fontes fósseis são finitas e altamente

poluentes. O conceito ganhou força nos últimos anos com o aumento da temperatura

no planeta, fenômeno com reflexos catastróficos para a população global. Não

é de hoje que a biomassa florestal - material renovável - vem sendo utilizada para

a geração de energia, porém é recente a força que ela adquiriu como uma das mais

importantes fontes de combustível limpo. Atualmente, no Brasil, o bagaço da cana-

-de-açúcar é a biomassa mais usada para gerar energia, o produto vindo das florestas

está em segundo lugar. Como mostra a reportagem de capa da edição, em menos de

25 anos as posições irão se inverter e a florestal será o principal combustível entre

as biomassas. Isso é muito positivo para o segmento que tem a oportunidade de

diversificar a produção, fazer o multiuso da floresta e ocupar um espaço de destaque

para que o Brasil atinja as metas estabelecidas na CPO21 (Conferência do Clima), em

Paris, para limitar o aquecimento global. Assunto que também é tratado na entrevista

com Elizabeth Carvalhaes, presidente executiva da Ibá (Indústria Brasileira de

Árvores) e também porta-voz da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura. Tenha

um excelente leitura e nos conte o que achou da edição!

FUEL OF THE FUTURE

The world already designs a clean energy matrix for the near future. The resolution comes

from the simple observation that fossil sources are finite and highly polluting. The concept has

gained momentum in recent years with rising global temperatures, a phenomenon with catastrophic

effects on the global population. It is not new that forest biomass - renewable material

- has been used for the generation of energy, but the strength it has acquired as one of the most

important sources of clean fuel is recent. Currently, in Brazil, sugarcane is the biomass most

used to generate energy, the product coming from the forests is in second place. As the cover

story of the issue shows that in less than 25 years the positions will reverse and the forest will be

the main fuel among the biomass. This is very positive for the sector that has the opportunity to

diversify production, take advantage of several products generated from the forest and occupy

a prominent space in Brazil to achieve the goals set at the CPO21 (Climate Conference), in Paris,

to limit global warming. This issue is also dealt with in the interview with Elizabeth Carvalhaes,

executive president of Ibá (Brazilian Tree Industry) and also a spokeswoman for Coalizão Brasil

Clima, Florestas e Agricultura. Have a great reading and tell us what you think about the issue!

EXPEDIENTE

JOTA COMUNICAÇÃO

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Diretora de Negócios / Business Director

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Redação / Writing

Rafael Macedo - Editor

editor@revistareferencia.com.br

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Colunista

Ivan Tomaselli

Depto. de Criação / Graphic Design

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Tradução / Translation

John Wood Moore

Cartunista / Cartunist

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Colaboreadores / Colaborators

Fotógrafos: Mauricio de Paula e Valterci Santos

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dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

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signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

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property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited

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Proteção contra

Percevejo-bronzeado e Vespa-da-galha


CARTAS

PRAGAS À VISTA

Capa da Edição 179 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

mês de outubro de 2016

Por Jorge Cardoso de Almeida - Palmas (TO)

Muito legal a reportagem sobre pragas florestais da

edição de outubro. Precisamos de muita informação sobre

este tema para conseguir combater e não ter prejuízo.

NÚMEROS

Por Jorge Fragoso de Mello -

Marília (SP)

Gosto de acompanhar a

coluna de Ivan Tomaselli

pelas tendências e estudos

de mercado que ele aborda.

Esta é a primeira seção da

revista que leio. Abraço a

todos.

FICA A DICA

Por Fábio Martins - Arapoti (PR)

Gostaria de sugerir uma reportagem sobre manutenção

de máquinas florestais. É um assunto que tratamos

diariamente e surgem muitas dúvidas.

Imagem: reprodução

MANEJO FLORESTAL

Por Carla Bianchini de Paula - Belém (PA)

Quero parabenizar a REVISTA REFERÊNCIA pelas

reportagens sobre manejo florestal sustentável. É uma

atividade difícil e cercada de muito preconceito ainda,

mesmo sendo o melhor jeito de preservar a floresta

nativa.

Foto: divulgação Foto: divulgação

CONTEÚDO

Por Natanael de Lima Kaikovsk - Lages (SC)

Parabéns a toda equipe da REFERÊNCIA FLORESTAL pelas

matérias sobre de genética e plantio de eucalipto. Sou

engenheiro florestal e sempre é bom ficar por dentro das

novidades.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é fundamental para a Revista REFERÊNCIA FLORESTAL.

E-mails, críticas e

sugestões podem ser

enviados para redação

revistareferencia@revistareferencia.com.br

Mande sua opinião sobre a Revista do

Setor Florestal ou a respeito de reportagem

produzida pelo veículo.

10

www.referenciaflorestal.com.br


JOHN DEERE FLORESTAL

COM UM PÉ NA FLORESTA

E OUTRO, NO FUTURO.

Nosso caminho foi longo e temos muito orgulho de cada

passo dado. Principalmente por contarmos com clientes

tão importantes ao nosso lado, em toda essa trajetória.

Hoje, os resultados falam por nós: somos uma grande

rede florestal, com especialistas capacitados em todo

o país. Ou seja, estamos preparados para continuar com

a sua parceria, nessa caminhada, por muitos e muitos anos.


BASTIDORES

CHARGE

Charge: Francis Ortolan

REVISTA

LANÇAMENTO OFICIAL

A equipe da REFERÊNCIA FLORESTAL

foi a Indaiatuba (SP) para acompanhar o

lançamento do Capture 400 EC, defensivo

florestal para eucalipto produzido pela FMC

Agricultural Solutions, no dia 5 de outubro.

DIA DE CAMPO

Participamos do evento organizado pela

Denis Cimaf para conhecer uma operação

de trituração de resíduos florestais no póscolheita,

em Arapoti (PR).

CODORNADA

Viajamos a Ponte Alta do Norte (SC) para

conversar com o idealizador do evento,

Fabio Calomeno, que reúne na cidade a nata

do setor florestal em dezembro.

Foto: REFERÊNCIA

Foto: REFERÊNCIA

Foto: REFERÊNCIA

Rafael Macedo e Joseane Knop do

GRUPO JOTA ao lado de Paulo César

Oliveira,Venilton Faraco Rossetto, Fábio

Marques, Paulo César e Bianca Franco

Schrepel, da equipe FMC no Brasil

Grupo de profissionais

da área de silvicultura de

instituições de pesquisa e

empresas que participou do

dia de campo

Fabio Calomeno, diretor da NP

Transportes e Biomassa, Joseane Knop,

diretora de Negócios da GRUPO JOTA, e

Pedro Bartoski Jr., diretor executivo do

GRUPO JOTA

12

www.referenciaflorestal.com.br


COLUNA

Foto: divulgação

Ivan Tomaselli

Diretor-presidente da Stcp

Engenharia de Projetos Ltda

Contato: itomaselli@stcp.com.br

PREÇOS GLOBAIS DE MADEIRA:

SOMOS COMPETITIVOS?

Brasil está entre os países com valores de toras mais baixos do mundo

É

interessante notar que o preço médio global de madeira

em tora teve pouca variação nos últimos 25 anos. Informações

publicadas no Wood Resource Quarterly, e

que considera a média de preços de madeira para processo de

regiões responsáveis pelo fornecimento de 85 a 90% do volume

global, indicam que os preços atuais são basicamente os mesmos

praticados no início dos anos 90. Isto se aplica tanto para toras

de coníferas como de folhosas.

Existe, no entanto, uma grande diferença em preços de toras

entre as regiões. Para ilustrar, apresenta-se nas figuras abaixo

os preços de madeiras para processo, de coníferas e folhosas,

praticados em países selecionados.

PREÇOS DE MADEIRA EM TORAS PARA

PROCESSO EM PAÍSES SELECIONADOS

Fonte: Wood Resources (Julho 2016)

140

120

100

80

60

40

20

0

RÚSSIA

BRASIL

CONÍFERAS

US$/t seca

CHILE

AUSTRÁLIA

CANADÁ

NOVA ZELÂNDIA

EUA - SUL

ALEMANHA

FINLÂNDIA

Os menores preços de madeira em tora para processo de

coníferas são os praticados na Rússia, Brasil e Chile. Por outro

lado, os preços mais altos são os da Alemanha e da Finlândia. As

diferenças são muito significantes, por exemplo o preço de toras

na Finlândia é cerca de três vezes maior que os preços russos.

A diferença de preços de toras de folhosas para processo

entre os países também é acentuada. Rússia, Brasil e Indonésia

praticam os menores valores, enquanto os preços de países da

Europa (França, Espanha e Alemanha) são muito mais altos.

Os preços de tora no Brasil reduziram-se nos últimos anos

e isto tem colaborado para melhorar a competitividade do país

no mercado internacional de produtos florestais, especialmente

no caso da celulose. O resultado tem sido um crescimento

expressivo da indústria de celulose brasileira, e atualmente o

Brasil é o terceiro maior produtor mundial.

No caso de madeira para serrados e compensados, quando

as toras de maior diâmetro são necessárias, a diferença de

preços entre os países também existe, mas é menos acentuada.

Como resultado, o crescimento destes segmentos industriais

no Brasil tem sido menos vigoroso e são menos capitalizados.

O reduzido preço da madeira em toras no Brasil é basicamente

resultado da alta produtividade das plantações florestais. O

menor custo da madeira tem compensado o alto custo de logística,

elevados juros, instabilidade cambial e outras ineficiências.

Novos ganhos em produtividade das florestas serão mais difíceis

e, para manter a competitividade no mercado internacional,

serão necessárias ações para atuar sobre os outros fatores que

criam custos adicionais na cadeia de produção.

120

100

80

60

40

20

0

RÚSSIA

BRASIL

FOLHOSAS

US$/t seca

INDONÉSIA

CANADÁ

USA - SUL

AUSTRÁLIA

FRANÇA

ESPANHA

ALEMANHA

Novos ganhos em produtividade

das florestas serão mais difíceis e, para

manter a competitividade no mercado

internacional, serão necessárias ações para

atuar sobre os outros fatores que criam

custos adicionais na cadeia de produção

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LANÇAMENTO MUNDIAL DO HARVESTER KOMATSU 931XC

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NOTAS

SUZANO

COMPRA 75 MIL

HECTARES NO

MARANHÃO

Foto: divulgação

A Suzano Papel e Celulose anunciou a aquisição

de 75 mil ha (hectares) de terras nos Estados do Maranhão

e de Tocantins. A área possui aproximadamente

40 mil ha agricultáveis, além de florestas plantadas.

Com a aquisição, a Suzano garante que o abastecimento

da Unidade de Imperatriz (MA) seja feito integralmente

a partir de madeira própria (85%) e parceiros

em fomento (15%), a partir do próximo ciclo. A transação,

avaliada em US$ 245 milhões, tem como objetivos

aumentar o abastecimento de madeira da fábrica de

Imperatriz para fazer frente à expansão da produção de celulose no local, reduzir o raio médio das florestas que abastecem

a unidade e assegurar maior competitividade no custo de madeira local. Anunciada no ano passado, a expansão da

Unidade Imperatriz, desta forma, será sustentada em um melhor mix de abastecimento florestal, com redução de custos

de fornecimento e capex florestal.

SETOR FLORESTAL É O 2° NO

PIB DE SANTA CATARINA

Hoje o setor florestal catarinense representa o 2° lugar

no PIB (Produto Interno Bruto) do Estado. Em muitos

municípios, o segmento é responsável por boa parta da

geração de empregos e renda. Um exemplo é a cidade de

Caçador (SC), no meio oeste. De acordo com o Anuário

Estatístico de Base Florestal para o Estado de Santa Catarina

2016, publicado pela ACR (Associação Catarinense

de Empresas Florestais), Caçador é a cidade que mais

emprega mão de obra através do setor florestal, entre

os municípios catarinenses. São cerca de 7 mil pessoas

trabalhando diretamente neste ramo. A grande maioria

atua na indústria madeireira; depois vem os segmentos

de celulose e papel, móveis de madeira e silvicultura.

Foto: divulgação

16

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NOTAS

MANEJO CAI E

PLANTIO SOBE

Foto:divulgação

O valor da produção da extração vegetal e

da silvicultura no país em 2015 atingiu R$ 18,4

bilhões, total inferior aos R$ 19,2 bilhões de 2014.

A informação consta da pesquisa Pevs (Produção

da Extração Vegetal e Silvicultura) 2015, que o

Ibge (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

divulgou no dia 27 de outubro com os números

relativos às atividades ligadas ao setor florestal.

A silvicultura respondeu por 74,3% da produção

total, o equivalente a R$ 13,7 bilhões; enquanto os

que estão ligados diretamente à extração vegetal

(coleta de produtos em matas e florestas nativas)

participaram com 25,7% (R$ 4,7 bilhões). Apesar de registrar uma ligeira queda no faturamento em relação a 2015, quando

os produtos florestais acusaram valor da produção de R$ 19,2 bilhões, o setor florestal, em especial a produção obtida em

florestas plantadas, vem, segundo o instituto, assumindo, nos últimos anos, posição de destaque no cenário nacional.

SUCESSO DA

TECA EM

RONDÔNIA

Nos primeiros nove meses deste ano – janeiro

a setembro – foram movimentados na economia de

Rondônia US$ 14,125 milhões, o que equivale a R$

44 milhões, com a comercialização de pouco mais de

27 mil m³ (metros cúbicos) de teca, madeira preferida

de diversos produtores das regiões Central e Sul

do Estado, que estão se dedicando ao plantio florestal.

De acordo com a Sedam (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental), o valor poderia ser bem maior, não

fosse a forte estiagem do rio Madeira. “Isso fez com que fosse reduzido o número de barcaças e, consequentemente, a

quantidade de toneladas destinadas à exportação”, disse o coordenador estadual do projeto Floresta Plantada, engenheiro

florestal Edgar Menezes Cardoso.

Foto: divulgação

18

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NOTAS

CURSO DE

MANEJO

FLORESTAL

Foto:divulgação

O município de Sinop (MT) foi sede do

8º curso de Manejo Florestal Sustentável de

Florestas Nativas. As atividades incluíram

apresentação da gestão Florestal do Estado de

Mato Grosso, debate sobre o Plano Operacional

Anual – Inventário Floresta, vistorias em manejo

florestal, parcelas permanentes e relatórios do

manejo de florestas nativas, além dos debates

referentes às equações de volume para segunda

Unidade de Produção Anual. A capacitação encerrou com a apresentação do panorama nacional do manejo florestal, do Sinaflor

(Sistema Nacional de Controle da Origem de Produtos Florestais), pesquisas e inovações na área. O evento foi realizado

pela Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente) em parceria com o Sindusmad (Sindicato das Indústrias Madeireiras do

Norte do Estado de Mato Grosso) e Cipem (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso).

O total de 80 pessoas entre engenheiros, estudantes da área, empreendedores florestais, gestores municipais e instituições

parceiras participaram da capacitação.

SOBE PARA 14% IMPOSTO DE

IMPORTAÇÃO DA BORRACHA NATURAL

A alíquota de importação de borracha natural foi elevada

de 4% para 14%, com vigência de um ano, conforme decisão

tomada pela Camex (Câmara de Comércio Exterior). A mudança

atende reivindicação da CNA (Confederação da Agricultura

e Pecuária do Brasil), encaminhada ao governo, em junho do

ano passado. Uma das justificativas da CNA para a alteração é

o alto custo dos encargos trabalhistas enfrentados pela heveicultura

brasileira em relação aos competidores internacionais,

casos da Malásia, Tailândia, Vietnã, Índia e China. No entender

da CNA, a elevação do imposto de importação para borracha

natural poderá trazer duas consequências relevantes: reorganização

da cadeia produtiva da borracha natural no Brasil e o

reinício das discussões técnicas capazes de levar à elaboração

de um novo Plano de Desenvolvimento da Heveicultura, no decorrer

dos próximos 12 meses.

Foto: divulgação

20

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A Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente) recebeu R$ 46 mil em equipamentos com o software de

última geração do setor da base florestal. A doação foi de dois equipamentos de GPS Juno Geração 5 que

irão contribuir com os trabalhos das Coordenadorias de Reflorestamento e de Recursos Florestais. Os

equipamentos foram doados pela Arefloresta (Associação de Reflorestadores de Mato Grosso) e o

Cipem (Centro de Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso). O objetivo

da parceria das entidades com a pasta do Governo de Mato Grosso é buscar uma maior

agilidade e eficiência na prestação de serviços nos setores de reflorestamento e recursos

florestais.

ALTA

BALANÇA COMERCIAL FLORESTAL TEM SUPERÁVIT DE 5,4%

O saldo da balança comercial do setor brasileiro de árvores plantadas atingiu US$ 4,9 bilhões de janeiro

a setembro de 2016, alta de 5,4% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 4,6 bilhões),

mostra levantamento da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores). No acumulado de 2016 o setor manteve o

valor exportado estável em relação ao mesmo período de 2015 (US$ 5,7 bilhões); a celulose contribuiu

positivamente com US$ 4,1 bilhões (+1,3%), os painéis de madeira com US$ 177 milhões (+24,6%) e o

papel com US$ 1,4 milhão (-6,4%). Já o volume exportado foi superior em relação ao mesmo período de

2015: celulose com 9,6 milhões t (toneladas) (+13,5%), papel com 1,6 milhão t (+4,7%) e os painéis de

madeira com 734 mil m³ (metros cúbicos) (+66,8%).

VALOR DA PRODUÇÃO FLORESTAL CAI EM 2015

Se o segmento vendeu mais do que importou de uma lado, de outro o valor da produção da extração vegetal

e da silvicultura no país em 2015 atingiu R$ 18,4 bilhões, total inferior aos R$ 19,2 bilhões de 2014.

A informação consta da pesquisa Pevs (Produção da Extração Vegetal e Silvicultura) 2015, realizada pelo

o Ibge (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os números indicam que, dos R$ 18,4 bilhões, a

silvicultura, atividade diretamente ligada à regeneração e plantio de florestas, respondeu por 74,3% da

produção, o equivalente a R$ 13,7 bilhões; enquanto os que estão ligados diretamente à extração vegetal

participaram com 25,7% (R$ 4,7 bilhões).

BAIXA

FUMAÇA NO AR

As emissões brutas de gases do efeito estufa no Brasil cresceram 3,5% em 2015 em relação

a 2014, segundo o mais recente balanço feito pelo Observatório do Clima – rede que reúne

40 organizações da sociedade civil. De acordo com o Seeg (Sistema de Estimativa de Emissão de

Gases de Efeito Estufa), o país emitiu 1,927 bilhão de t (tonelada) de CO2 no ano passado, contra

1,861 bilhão de t em 2014. O desmatamento foi, segundo o estudo, o principal responsável pelo aumento,

o que contrariou a tendência de queda no lançamento de poluentes, esperada em um ano de

recessão, com retração de 3,8% do PIB (Produto Interno Bruto).

22

www.referenciaflorestal.com.br


BIOMASSA

AUSTRÁLIA INVESTE

NO PELLET NEGRO

Foto: divulgação

U

m estudo de viabilidade desenvolvido pela empresa de

capital privado New Forests, na Austrália, busca transformar

restos de madeira em combustível renovável através

de uma usina de pelletização negra. A ideia é construir a usina no

município de Tamar Valley, na Tasmânia. Calculado em cinco milhões

de dólares, o investimento feito para a realização do estudo

busca encontrar uma oportunidade de utilizar os pellets de biomassa

na alimentação das caldeiras das indústrias, podendo assim

substituir o uso do carvão, combustível fóssil. Os pellets produzidos

na cor preta serão capazes de entrar nas usinas de energia

existentes sem precisar fazer qualquer modificação. A ideia inicial

dos empresários é importar o produto para o Japão, onde existem

várias usinas de energia. Se o estudo for aprovado, a News Forest

irá fornecer o plantio florestal 100% certificado de fibra longa para

abastecer a usina de pellet.

CONSUMO DE PELLETS DA UE

AUMENTA 7,8%

A

UE (União Europeia) consumiu 7,8% a

mais de pellets de madeira em 2015 do

que em 2014, totalizando 20,3 milhões

t (toneladas) do produto, segundo o relatório

anual da Aebiom (Associação Europeia de Biomassa).

O aumento vai contra a tendência global

de estagnação ou queda de demanda, embora

os pellets de madeira ainda representem apenas

6% da biomassa sólida utilizada na UE. Os

países consumidores conseguiram suprir 70% do

consumo de pellets aumentando a produção. O

déficit de suprimento é principalmente proveniente

da América do Norte. A Aebiom divulgou

que a Comissão Europeia pretende introduzir

critérios de sustentabilidade para a biomassa

após 2020, que terão impacto crítico em todo o

setor e na capacidade da Europa para se tonar líder mundial em energias renováveis. A entidade lembrou que tanto as

áreas florestais como os volumes produzidos pelos países da UE estão crescendo.

Foto: divulgação

24

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mercado florestal sua nova linha

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maior durabilidade e resistência

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experiência para oferecer ao

mercado o conjunto Traçador

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APLICAÇÃO

QUANTO É?

O

Instituto Escolhas disponibilizou

a plataforma digital

Quantoé? plantar floresta

que ajuda estimar o valor necessário

para recuperar a área de floresta nas

propriedades rurais brasileiras e o retorno

econômico que essa floresta poderia

gerar. Nela, a pessoa seleciona no mapa

a macrorregião onde está a área a ser recuperada, insere o tamanho em hectares e a plataforma propõe oito modelos de

recuperação de floresta para que o interessado escolha, dependendo do grau de degradação da área e sua finalidade (área

de preservação permanente, reserva legal ou somente florestamento), com ou sem intenção de retorno financeiro. A plataforma,

que pode ser acessada pelo site www.quantoefloresta.escolhas.org, permite que o proprietário calcule o valor do

que precisa investir combinando diferentes modelos de recuperação de florestas, com porções variadas de cada um desses

modelos, estimando o valor para cada uma dessas combinações.

Imagem: repprodução

CONSULTA

PÚBLICA

SOBRE A

PERMETRINA

Foto: arquivo

U

ma das normas a serem

seguidas para obtenção

da certificação no sistema

FSC (Conselho de Manejo Florestal)

é sua política de químicos, que restringe

o uso de determinados produtos

em plantações, entre eles a

permetrina. Apesar desta restrição,

o produto é devidamente registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ibama e Anvisa. De acordo

com o Ipef (Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais), há que se considerar que a permetrina é imóvel nos solos e

é aplicada de forma localizada, dentro dos ninhos de saúvas. A impossibilidade de uso deste inseticida causará prejuízos

incalculáveis ao setor, acarretando inclusive na perda da certificação FSC. Frente a este cenário, o Pccf (Programa

Cooperativo sobre Certificação Florestal) do Ipef lançou a consulta pública que tem por objetivo identificar as impressões

que os vários segmentos da sociedade têm com relação ao uso do inseticida em áreas florestais certificadas pelo

FSC. A consulta está disponível até o dia 7 de dezembro no endereço www.ipef.br/pccf/consulta_fsc2016.asp

26

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FRASES

Todos temos

um futuro

preferido, em

que minimizamos

ameaças e

valorizamos as

oportunidades,

contudo, temos

que buscar na

realidade, um

futuro plausível

Ganhamos escala para ganhar produtividade, mas

hoje para mantermos essa escala o custo desse

investimento em equipamentos não corresponde

da mesma forma. Por isso, não temos receio em

adiar o projeto, mas queremos garantir os melhores

contratos, com as melhores condições possíveis

José Carlos Grubisich, CEO da Eldorado Brasil

Infelizmente são dois absurdos (crise hídrica e a

desertificação) que vêm surgindo e ganhando força

até mesmo em esferas judiciais. Sem dúvida este tipo

de ação impacta a produção de madeira em florestas

plantadas. Há casos em que os juízes liberam o

licenciamento ambiental, mas proíbem o plantio

O advogado Igor Saulo Assunção, especialista em Direito Ambiental, alerta

que municípios, principalmente no Espírito Santo e Bahia, são bombardeados

com informações falsas sobre os impactos de plantios florestais

Marcelo Castelli, CEO da

Fibria Celulose

Realizou-se um trabalho intenso para a área,

que decrescia por falta de legislação. Projeto de

lei foi elaborado e aguarda votação na Assembleia.

Ele será o marco legal das florestas plantadas,

trazendo no conteúdo a simplificação de

procedimentos para licenciamentos e a adequação

da legislação estadual à federal

Secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul,

Ernani Polo, sobre o esforço do governo para criar um ambiente favorável à

retomada do crescimento do segmento no Estado

Foto: divulgação

Não quero a tranca que foi colocada em 2010,

nem porta escancarada. O que defendo é o

olho mágico, para que possamos ver quem está

querendo comprar terras no Brasil e avaliar se o

projeto atende ao interesse do nosso país

Walter Lídio Nunes, presidente da Celulose Riograndense, avaliando a

retomada da liberação de compra de terras por estrangeiros

28

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de lotes urbanos, resíduos de áreas de loteamento, picagem de

poda de árvores, picagem de resíduos florestais ou picagem

de florestas energética. Possui alta capacidade e alta

produtividade. Tem características técnicas superiores,

oferece como standard o que é opcional nos equipamentos

similares. Oferece ainda uma grande variedade de

configurações com incrível versatilidade. Equipado com o

potente sistema TorqMax Plus, que força a roda de

alimentação para baixo comprimindo o material a ser picado

com uma força de tração sobre o material superior a 13,5

kilo-Newton metro, agilizando a entrada do material para

picagem no tambor de facas.

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parede dupla cria uma câmara de ar que expele o cavaco

em alta velocidade e ajuda na exaustão de cavacos de

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ENTREVISTA

Foto: divulgação

Elizabeth de Carvalhaes

LOCAL DE NASCIMENTO

Rio de Janeiro (RJ)

Rio de Janeiro (RJ)

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Presidente-executiva da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), organização integrante da Coalizão, e do Icfpa (International Council of

Forest & Paper Associations)

Executive President of the Brazilian Tree Industry (Ibá), organization representative for the Brazilian Coalition on Climate, Forests

and Agriculture (Coalizão Brasil) and the International Council of Forest & Paper Associations (Icfpa)

FORMAÇÃO/ ACTIVITY:

Bacharelado em Letras pela USP (Universidade de São Paulo) e Phd em Língua e Literatura Alemã pela Universidade

de Viena - Áustria - (Ph.D.)

BA (Letters), University of São Paulo (USP); PhD in German Language and Literature, University of Vienna, Austria

O

segmento florestal tem chance de tomar a frente na corrida

pela manutenção da temperatura global. A intenção

é evitar que a média mundial aumente mais que 2°C

(Graus Celsius) e se possível fique abaixo de 1,5°C. Esta é uma das

resoluções da COP21 (Conferência do Clima), realizada em Paris

no ano passado, e que, a partir deste mês, entra oficialmente em

vigor. O Brasil se comprometeu com uma série de medidas, entre

elas obter a participação de 18% de biocombustíveis na matriz

energética até 2030 e alcançar 23% de participação de energias

renováveis (além da hídrica) na bioeletricidade. Este cenário abre

portas e oportunidades para o segmento florestal. Conversamos

com Elizabeth de Carvalhaes, presidente-executiva da Ibá e uma

das porta-vozes da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura,

um movimento multisetorial que trata de questões relacionadas

às mudanças climáticas com vistas à economia verde. Acompanhe

as perspectivas da dirigente sobre as oportunidades que se abrem

ao setor florestal diante a este imenso desafio.

O refresco da floresta

The refreshment of the forest

T

he forest segment has a chance to take the lead in the race

for maintaining the global temperature. The intention is to

prevent the world average increasing more than 2°C and

if possible staying below 1.5°C. This is one of the resolutions of

the COP21 (Climate Conference), held in Paris last year, and that,

starting this month, officially enters into force. Brazil committed

itself to a series of measures, amongst them, biofuels obtaining

an 18% share of the energy matrix by 2030 and reach a 23% share

of renewable energies (apart from water) of bioelectricity. This

scenario opens doors and opportunities for the forest segment.

We spoke with Elizabeth de Carvalhaes, Executive President of the

Brazilian Tree Industry (Ibá), and representative for the Brazilian

Coalition on Climate, Forests and Agriculture (Coalizão Brasil), a

multisector movement that deals with issues related to climate

change with a view to the green economy. Accompany the

Executive’s perspective on the opportunities in the Forestry Sector

on this immense challenge.

30

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Como foi formada a Coalizão e o que motivou o surgimento da

entidade?

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura foi formada pela

união multissetorial de associações empresariais, empresas, organizações

da sociedade civil, entidades que lideram o agronegócio,

representantes do meio acadêmico, organizações civis da área

de meio ambiente e clima e indivíduos para promover e propor

políticas públicas, ações, mecanismos e incentivos financeiros e

econômicos para o estímulo à agricultura, pecuária e economia de

base florestal que impulsionem o Brasil para o protagonismo global

da economia sustentável de baixo caborno, gerando prosperidade

para todos com inclusão social, geração de emprego e renda. Até o

final de 2014, todas essas forças, pouco dialogavam. Neste sentido,

a Coalizão veio unir os setores para tratar das questões decorrentes

das mudanças climáticas sob a ótica de uma nova economia,

baseada na baixa emissão de gases do GEE (efeito estufa). Hoje,

a Coalizão possui mais de 150 membros. A Coalizão se propõe a

contribuir com o governo brasileiro, promover o diálogo aberto

com diferentes entidades e empresas, articular e facilitar ações,

identificar os entraves e busca soluções para a implementação,

estabelecer alianças de cooperação internacional, de forma a

viabilizar a economia de baixo carbono, acompanhar a evolução

dos processos, além de comunicar ideias e resultados à sociedade.

Acredita na consolidação da economia de baixo carbono no

Brasil? Quanto tempo deve levar?

A economia de baixo carbono já é uma realidade no Brasil. O país

tem grande relevância no cenário global, por suas características

naturais e seu potencial econômico, mas que precisa ser potencializada,

principalmente, após a definição das metas assumidas

pelo país no Acordo do Clima. Este é um compromisso inadiável e

o Brasil tem um cenário positivo para liderar esta nova economia

que preconiza a mitigação e a adaptação aos crescentes desafios

do clima, com competitividade, produtividade, inclusão social,

geração de renda e empregos, conservação de florestas e preservação

da biodiversidade. Os compromissos determinados pelo país

no Acordo do Clima possuem diversas metas como a redução das

emissões dos GEE em 37% até 2025, e em 43% até 2030, em relação

a 2005; recuperação de 15 milhões de ha (hectares) de pastagem

degradada; a restauração e reflorestamento de 12 milhões de ha

de florestas até 2030, para fins múltiplos; incentivar a integração

de culturas, florestas e pecuária em 5 milhões de hectares, reforçar

e fazer cumprir a implementação do Código Florestal; desmatamento

ilegal zero na Amazônia em 2030; aumentar a quota de

biocombustíveis sustentáveis no cabaz energético brasileiro para

cerca de 18% até 2030; setor de energia: alcançar 45% de energias

renováveis no cabaz energético até 2030.

Qual o modelo econômico almejado pela Coalizão, em especial

para o setor florestal?

Os desafios para o clima apontam para um novo modelo de desenvolvimento,

baseado na economia de baixo carbono. A Coalizão

trabalha em propostas e objetivos concretos para viabilizar tais

How was the Brazilian Coalition on Climate, Forests and Agriculture

(Coalizão Brasil) formed and what motivated the emergence

of the entity?

The Brazilian Coalition on Climate, Forests and Agriculture (Coalizão

Brasil) was formed through a multisector union of business

class associations, companies, civil society organizations, leading

agribusiness entities, representatives of academia, public

environmental and climatic organizations, and individuals to

promote and propose public policies, actions, financial and economic

mechanisms, and incentives to stimulate the agriculture,

livestock and forest-based economies to stimulate an increased

global role of Brazil within a sustainable low carbon economy,

generating prosperity for everyone with social inclusion, employment

and income generation. By the end of 2014, with all these

forces, there had been little dialogue. In this sense, the Coalizão

Brasil was formed to bring together the Sectors to address the

issues arising from climate change from the perspective of a new

economy, based on the low Greenhouse Gas emissions (greenhouse

effect). Today, the coalition has more than 150 members.

The Coalizão Brasil aims to contribute, along with the Brazilian

Government, to promote open dialogue with different entities

and companies, articulate and facilitate actions, identify obstacles

and solutions to the implementation and establishment of

international cooperation alliances, in order to stimulate creating

a low-carbon economy, to monitor the evolution of the processes,

in addition to communicate ideas and results to society.

Do you believe in the consolidation of a low carbon economy in

Brazil? How long should it take?

A low-carbon economy is already a reality in Brazil. The Country

already plays a relevant role on the global scenario, due to

its natural features and its economic potential, but its performance

needs to be improved, especially after the definition of

the goals undertaken by the Country in the Climate Agreement.

This commitment cannot be put off and Brazil has a positive

role in dealing with this new economy that calls for mitigating

and adapting to the increasing challenges of the climate, with

competitiveness, productivity, social inclusion, income and employment

generation, forest conservation, and biodiversity preservation.

The commitments made by the Country through the

Climate Agreement include many goals, such as the reduction

of Greenhouse Gas emission levels by 37% by 2025, and 43% by

2030, when compared to 2005 levels; recuperation of 15 million

hectares of degraded pasture; the recuperation and reforestation

of 12 million hectares of forest by 2030, for multiple purpose

management; stimulate the integration of 5 million hectares of

crops, forests and livestock, strengthening and enforcing the implementation

of the Forest Code; elimination of illegal deforestation

in the Amazon by 2030; increase the share of sustainable

biofuels in the Brazilian energy mix to about 18% by 2030; and

the Energy Sector to reach a 45% level of renewable energies in

the energy mix to 2030.

Novembro de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

31


ENTREVISTA

mudanças, reais e positivas para o país. Separadas em três frentes

elementares - agropecuária, florestas e energia – estas propostas

abrangem ações como o incremento ao uso de biocombustíveis, a

criação de mecanismos de valoração do carbono, o cumprimento

do Código Florestal, o fomento à economia da floresta tropical,

o impulso a programas de restauração e reflorestamento em

larga escala, adoção às práticas de baixa emissão de carbono na

agricultura em larga escala e cooperação internacional. Para que

o Brasil siga na direção de um futuro sustentável para todos, é

fundamental, no curto e médio prazo, atuar em algumas frentes

como: o incremento dos produtos florestais, por meio de manejo

florestal sustentável, evitando as pressões por desmatamento e

degradação florestal; a retomada e a expansão da produção em

escala de biocombustíveis e bioeletricidade que permitirá maior

participação da energia renovável na matriz energética; a criação e

ampliação de mecanismos de valoração do carbono e pagamentos

por serviços ecossistêmicos, contribuindo para preservar florestas

e promover benefícios sociais e econômicos para comunidades que

vivem em seu entorno; o impulso em programas de restauração

e reflorestamento em larga escala, por meio da criação de uma

plataforma para monitorar fatores críticos, da formatação de um

programa de desenvolvimento tecnológico de silvicultura tropical

e do incentivo à qualificação de agentes da cadeia da restauração

e, finalmente, colocar em prática o Código Florestal que, aliado a

um processo contínuo de inovação tecnológica do setor agrícola,

permitirá que o Brasil se torne um grande produtor mundial sustentável

e competitivo de alimentos.

Existem exemplos no Brasil ou fora do país que apontem a viabilidade

da economia de baixo carbono?

O Brasil já pode ser considerado uma referência na economia de

baixo carbono. Neste sentido, o setor de árvores plantadas, importante

elo para garantir o suprimento de matéria-prima associada

à economia de baixo carbono, é um exemplo a ser seguido. Com

uma área total de 7,8 milhões de ha e responsável por 91% de

toda a madeira produzida para fins industriais no País; a indústria

de árvores plantadas é o setor que apresenta o maior potencial

de contribuição para a construção de uma economia verde, especialmente

por sua capacidade de absorção de carbono. Em 2015,

o setor foi responsável pelo estoque de 1,7 bilhão de t (toneladas)

de CO2. Por meio da expansão das florestas plantadas e restauração

de áreas degradadas previamente pela ação do homem, o Brasil

tem a oportunidade de eliminar o desmatamento ilegal ao mesmo

tempo em que aumenta os estoques de carbono. Além disso, as

atividades produtivas de base florestal, apoiadas em manejo e

plantio sustentáveis, tem potencial para fabricar mais de cinco

mil produtos e subprodutos, inclusive a biomassa para geração de

energia mais limpa do que aquela proveniente de fontes fósseis.

E quando o assunto é proteção, o Brasil é um exemplo mundial.

O setor de árvores plantadas protege 5,43 milhões de ha de áreas

naturais na forma de Áreas de Preservação Permanente, Reserva

Legal e Reservas Particulares de Patrimônio Natural.

What is the economic model sought by the Coalizão Brasil, in

particular as to the Forestry Sector?

The challenges for climate point to a new development model,

based on a low-carbon economy. The Coalizão Brasil is working

on concrete proposals and objectives to make such changes real

and positive for the Country. Separated into three basic frontsagriculture,

forestry and energy – these proposals cover actions

such as increasing the use of biofuels, creation of mechanisms

for carbon valuation, compliance with the Forest Code, stimulation

of the tropical forest economy, impulses to recuperation

and reforestation programs on a large scale, adoption of lowcarbon

practices in large-scale agriculture, and international cooperation.

For Brazil to follow in the direction of a sustainable

future for all, it is crucial, in the short and medium term, to act

on several fronts, such as: the development of forest products,

through sustainable forest management, avoiding the pressures

for deforestation and forest degradation; the resumption and

expansion of large scale biofuels and bioelectricity production

that will lead to greater participation of renewable energy in the

energy matrix; the creation and expansion of mechanisms for

carbon valuation and payments for ecosystem services, helping

to preserve forests and promote social and economic benefits

for communities living in these environments; impulses for recuperation

and reforestation programs on a large scale, through

the creation of a platform to monitor critical factors, formatting

of a program of technological development of tropical forestry

and encouraging qualified agents within the recuperation chain

and, finally, put the Forest Code into practice, combined with a

continuous process of technological innovation within the Agricultural

Sector, leading Brazil to become a major world producer

of sustainable and competitive foods.

Are there examples in Brazil or abroad that point out the viability

of a low carbon economy?

Brazil can already be considered a reference for a low-carbon

economy. In this sense, the Planted Forest Sector, a vital link to

ensure the supply of raw material associated with a low-carbon

economy, is an example to be followed. With a total area of 7.8

million hectares and responsible for 91% of all timber produced

for industrial purposes in the Country; the Planted Forest Sector

is the sector that presents the greatest potential for contribution

to the building of a green economy, especially for its ability

to absorb carbon. In 2015, the Sector was responsible for storing

1.7 billion tons of CO2. Through the expansion of the planted

forests and recuperation of the areas previously degraded by

the action of man, Brazil has the opportunity to eliminate illegal

deforestation while increasing carbon stocks. In addition, forestbased

production activities, supported by sustainable management

and cultivation, have the potential to produce more than

5 thousand products and by-products, including biomass for the

generation of a cleaner energy than that from fossil sources. And

when it comes to protection, Brazil is an example. The Planted

32

www.referenciaflorestal.com.br


Como o governo brasileiro está tratando a questão? A Coalizão

observa apoio real, além do Programa ABC?

O governo brasileiro tem feito seu papel de protagonista na

economia de baixo carbono. O Brasil foi um dos primeiros países

a ratificar o acordo do clima, transformando suas intenções em

compromissos legais. Mas este foi apenas o primeiro passo. Até

2019, o governo terá que trabalhar na regulamentação destas metas,

para, a partir de 2020, iniciar a década onde os compromissos

deverão ser cumpridos.

Acredita que as Indc (Contribuições Nacionalmente Determinadas

Pretendidas) apresentada pelo Brasil seja viável? O que está

sendo feito para que seja alcançada?

A Colizão junto com agentes econômicos, líderes mundiais e

representantes da sociedade civil contribuiu para a definição

e aprovação das propostas que definiram os compromissos do

Brasil, considerando a sua viabilidade. A partir daí, a Coalizão

tem como objetivo criar as condições favoráveis para que estes

compromissos sejam de fato implementados. No setor de bioenergia,

o Brasil se comprometeu, até 2030, a ter a participação de

18% de biocombustíveis na matriz energética e alcançar 23% de

participação de energias renováveis (além da hídrica) na bioeletricidade.

Para atingir esta meta é fundamental criar uma política

pública de incentivo de longo prazo, diferenciar a carga tributária

em níveis adequados para valorizar o biocombustível, elaborar

um plano de ação para cooperação internacional e desenvolver

uma estratégia para a padronização global de biocombustíveis. Já

na área de bioeletricidade, é necessário instituir um programa de

contratação de leilões diferenciados por fonte e por regiões, sanar

os obstáculos de conexão da bioeletricidade à rede distribuidora,

entre outros fatores que podem alavancar a energia renovável.

Quando o tema é restauração e reflorestamento, é preciso atuar

com programas em larga escala, por meio da criação de uma

plataforma para monitorar fatores críticos, da formatação de um

programa de desenvolvimento tecnológico de silvicultura tropical

e do incentivo à qualificação de agentes da cadeia da restauração.

O Brasil tem 170 milhões de ha de pastagens degradadas e, neste

sentido, as florestas de árvores plantadas tem grande potencial

para reflorestar estas áreas. Recentemente, a Coalizão encomendou

estudos que analisam vantagens competitivas para o Brasil na

economia de baixa emissão de carbono, a partir de oportunidades

na recuperação de florestas e na agropecuária. Em um destes

estudos, o Instituto Escolhas analisou o cálculo de custos para a

recuperação de 12 milhões de ha de florestas. De acordo com o

Forest Sector protects 5.43 million hectares of natural areas in

the form of Permanent Preservation Areas, Legal Reserves and

Private Natural Heritage Reserves.

How is the Brazilian Government dealing with the issue? Is the

Coalizão Brasil seeing any real support, over and above the

ABC Program?

The Brazilian Government has taken on the role of leading the

low-carbon economy. Brazil was one of the first countries to

ratify the Climate Agreement, turning their intentions into legal

commitments. But, this was only the first step. By 2019, the Government

will have to work on regulating these goals, so that,

starting in 2020, the decade can begin ready to fulfil all commitments.

Do you believe that the Intended Nationally Determined Contributions

(Indc) submitted by Brazil to be viable? What is being

done that they are achieved?

The Coalizão Brasil, along with economic agents, world leaders

and civil society representatives contributed to the definition and

approval of the proposals that have defined the Brazilian commitments,

considering their feasibility. From there, the Coalizão

Brasil aims to create favorable conditions so that these commitments

are indeed implemented. In the Bioenergy Sector, Brazil

undertook that by 2030, biofuels will have an 18% share in the

energy matrix and reach a 23% share of renewable energies

(apart from hydro) of bioelectricity. To achieve this goal, it is essential

to create a long-term incentive public policy, differentiate

the tax burden at adequate levels to stimulate biofuel production,

devise a plan of action for international cooperation, and

develop a strategy for the global standardization of biofuels.

In the area of bioelectricity, it is necessary to establish a program

of carrying out differentiated auctions by source and by

region, and to address obstacles of bioelectricity connection to

the distributor network, amongst other factors that can leverage

renewable energy. When the theme is recuperation and reforestation,

we must act with large-scale programs by creating a

platform to monitor critical factors, by formatting of a program

of technological development of tropical forestry and by providing

incentives to qualified agents in the recuperation chain.

Brazil has 170 million hectares of degraded pastures and, in

this sense, planted forests have a large potential for reforesting

these areas. Recently, the Coalizão Brasil commissioned studies

to analyze the competitive advantages for Brazil in a low- carbon

"A economia de baixo carbono

já é uma realidade no Brasil"

Novembro de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

33


ENTREVISTA

Instituto Escolhas, esta recuperação pode acontecer conforme

a combinação dos modelos, com ênfase na regeneração natural

ou na implantação de sistemas florestais, com plantio parcial ou

total de mudas e sementes. Outros fatores influenciadores são a

escolha e a biodiversidade das espécies, as técnicas agroflorestais

e os arranjos produtivos empregados.

O movimento possui algumas análises sobre a viabilidade de

se multiplicar por dez a área de manejo florestal rastreada no

Brasil, entre outras. Qual é o número atual e de que maneira

isso seria possível?

A Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura encomendou três

estudos de impacto econômico, que delineiam cenários para implementação

da economia de baixo carbono do Brasil. Um deles trata

em decuplicação (tornar dez vezes maior) a área de manejo florestal

sustentável, análise encomendada junto ao Gvces (Centro de

Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas). Como

resultado final do estudo, a decuplicação pretendida renderia ao

país, em 2030, a produção de 21 milhões m³ (metros cúbicos) de

tora, obtidos por Manejo Florestal Sustentável. Significa gerar, R$

6,3 bilhões de receita para o setor (em valores de 2015); 170 mil

empregos diretos e indiretos; aumento de 5% para 20% do recorte

produzido para exportação; R$ 4,8 bilhões de impostos e mitigação

de 435 milhões de toneladas de CO2.

Quanto às florestas energéticas, elas são um caminho para o

suprimento sustentável de energia? O país está dando condições

para que sejam viáveis economicamente, por meio dos leilões

e outras ações?

A FAO projeta que a demanda por madeira para uso industrial e

geração de energia terá um acréscimo de 40% nos próximos 35

anos. É das árvores plantadas para fins industriais que podemos

fabricar a biomassa para geração de energia mais limpa e renovável

do que aquela proveniente de fontes fósseis. Graças às florestas

plantadas de pinus e eucalipto, a indústria siderúrgica brasileira é

a única no mundo a produzir aço verde a partir do carvão vegetal;

o setor de papel e celulose é praticamente 100% autossuficiente

em energia, utilizando o resíduo do processo produtivo para a

emission economy, starting with the opportunities from forest

recuperation and agriculture. In one of these studies, Instituto

Escolhas reviewed the cost calculation for the recuperation of 12

million hectares of forests. According to Instituto Escolhas, this

recovery could be carried out through a combination of models,

with emphasis on natural regeneration or the implantation

of forest systems, with partial or complete planting of seedlings

and seeds. Other influencing factors include the choice and the

biodiversity of species, agroforestry techniques and productive

employee arrangements.

The movement has made several analyses on the feasibility of

multiplying by ten the forest management area covered in Brazil,

amongst others. What are the numbers and how would this

be possible?

Coalizão Brasil has had three economic impact studies carried

out, that outline scenarios for implementation of a low-carbon

economy for Brazil. One of them is for a ten times larger area

under sustainable forest management, analysis commissioned

from Center for Studies on Sustainability at the Fundação Getulio

Vargas (Gvces). As a final result of the study, the desired ten

times effect, by 2030, would yield the Country with the production

of 21 million m³ of timber logs obtained from Sustainable

Forest Management. This signifies generating R$ 6.3 billion of

revenue for the Sector (in 2015 values); 170,000 direct and indirect

jobs; an increase of 5% to 20% in harvest produced for

export; R$ 4.8 billion of taxes and mitigation of 435 million tons

of CO2.

As for energy forests, are they a way for the sustainable supply

of energy? Is the Country providing sufficient conditions in order

that this is economically viable, through auctions and other

actions?

FAO projects that the demand for timber for industrial and power

generation will increase by 40% over the next 35 years. This by

trees planted for industrial purposes that can be used as biomass

for clean and renewable energy generation rather than using

fossil sources. Thanks to pine and eucalyptus planted forests, the

"Por meio da expansão das florestas plantadas e

restauração de áreas degradadas previamente pela ação

do homem, o Brasil tem a oportunidade de eliminar o

desmatamento ilegal ao mesmo tempo em que aumenta

os estoques de carbono"

34

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"Um dos grandes desafios para mitigar os efeitos

das mudanças climáticas é como remunerar projetos

sustentáveis que ajudem a cumprir esses objetivos. Uma

das alternativas são os Green Bonds"

geração de energia e, em muitas unidades, exporta energia para

o grid; e as empresas de painéis de madeira também utilizam a

biomassa como fonte de energia para seus processos produtivos. A

Empresa de Pesquisa Energética estima que até 2020, a produção

de energia a partir de biomassa florestal deve chegar a 22 TWh

(terrawatts-hora), o equivalente a quase 25% de toda a produção

de Itaipu em 2015, e, até 2050, pode atingir 70 TWh. A demanda de

madeira para bioleletricidade projetada para os próximos quatro

anos está amparada, basicamente, nos empreendimentos que

já comercializaram energia de biomassa florestal nos leilões do

setor elétrico. No total, estão previstos 70 milhões de m3 (metros

cúbicos), aproximadamente todo o volume que é destinado hoje

no país para a fabricação de papel e celulose, madeira e carvão

vegetal. Pela projeção da EPE, o Brasil tem potencial para dobrar

seus plantios florestais nas próximas décadas, alcançando 15 milhões

de hectares, dos quais 3,8 milhões de ha seriam destinados

à produção de energia.

Como as empresas de base florestal podem se beneficiar dos

green bonds?

Um dos grandes desafios para mitigar os efeitos das mudanças

climáticas é como remunerar projetos sustentáveis que ajudem a

cumprir esses objetivos. Uma das alternativas são os Green Bonds,

títulos de dívida que determinam que os recursos captados sejam

aplicados em projetos ambientalmente sustentáveis. Ao realizar

operações com os Green Bonds, além de contribuir para a construção

da economia verde, entregando à sociedade benefícios

socioambientais, as empresas habilitadas ganham potencial para

ampliar a base de potenciais investidores e gestores de ativos,

aumentar o seu raiting, além de ganho de imagem e reputação

corporativa. Os Green Bonds possuem spread reduzido e uma alta

demanda no mercado, porém é necessário ainda estabelecer o

mercado de Green Bonds no Brasil, criando mecanismos para que

os títulos corporativos ganhem competitividade perante os títulos

públicos, tanto em incentivos fiscais como em taxas competitivas.

Apenas como ilustração, uma estimativa realizada pela organização

inglesa Climate Bonds Initiative, prevê que esses papéis movimentem

Us$ 100 trilhões.

Brazilian steel industry is the only one in the world to produce

green steel from charcoal; the Pulp and Paper Sector is practically

100% self-sufficient in energy, using the residue from the

manufacturing process for power generation and, in many units,

exports energy to the grid; and wood panel manufacturing companies

also use biomass as an energy source for their production

processes. The Empresa de Pesquisa Energética estimates that

by 2020, the production of energy from forest biomass should

reach 22 TWh, the equivalent of almost 25% of all Itaipu production

in 2015, and by 2050, could reach 70 TWh. The demand

for timber for bioelectricity projected for the next four years is

based, basically, on enterprises that have sold energy from forest

biomass in Electricity Sector auctions. In total, 70 million cubic

meters are foreseen, where, today, almost all the volume produced

in the Country, is destined for the manufacture of pulp

and paper, lumber and charcoal. According to EPE projections,

Brazil has the potential to double its forest plantation area in the

next decades, reaching 15 million hectares, of which 3.8 million

hectares would be intended for energy production.

Can forest-based companies benefit from Green Bonds?

One of the greatest challenges to mitigate the effects of climate

change is how to compensate sustainable projects that help

meet these goals. One of the alternatives is the Green Bond, a

debt security that determines that the funds raised will be invested

in environmentally sustainable projects. To perform operations

with Green Bonds, in addition to contributing to the construction

of a green economy, delivering environmental benefits

to society, issuing companies gain the potential to broaden the

base of potential investors and asset managers, an increase in

their ratings, plus benefits as to image and corporate reputation.

Green Bonds have a lower spread and high market demand, but

it is still necessary to establish a market for Green Bonds in Brazil,

creating mechanisms for corporate bonds to gain competitiveness

in the face of government bonds, both in tax incentives as

to competitive rates. Just as an illustration, the English organization

Climate Bonds Initiative estimates this market to be $100

trillion.

Novembro de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

35


PRINCIPAL

ENERGIA VERDE

E LIMPA

Fotos: divulgação

36

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BIOMASSA FLORESTAL VAI

SUPERAR BAGAÇO DE CANA NA

CORRIDA POR COMBUSTÍVEIS

SUSTENTÁVEIS

Bagaço da cana ainda é a

biomassa mais utilizada

para geração de energia

A

estimativa da EPE (Empresa de Pesquisa Energética)

é que a demanda por energia no Brasil vai triplicar

até 2050. A tendência mundial mostra que

as fontes menos poluentes vão dominar neste cenário, com

supremacia da biomassa florestal frente a outros materiais

como o bagaço de cana-de-açúcar, atualmente a principal

matéria-prima para geração de energia da categoria. Especialistas

do setor mostram que o Brasil tem tudo para ser

o líder mundial. É importante, no entanto, planejamento

quanto à logística, diversificar espécies, modelos de aproveitamento

e regiões.

O consumo de energia elétrica no país crescerá 4,3%,

em média, nos próximos dez anos, segundo estudo da

EPE, até atingir a impressionante demanda prevista para

2050 - 1.624 Twh (terawatt-hora). Outro estudo, este em

nível mundial, reforça que as fontes renováveis vão superar

os combustíveis fósseis na demanda e também em

investimentos recebidos. A edição 2016 do estudo Energy

Outlook, feito pela Bnef (Bloomberg New Energy Finance),

prevê investimento de US$ 7,8 trilhões em fontes como eólica,

solar e biomassa até 2040, superior ao montante destinado

às energias fósseis.

No Brasil, a biomassa é responsável por abastecer 10%

de toda matriz energética. Porém, o bagaço da cana-de-

Novembro de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

37


PRINCIPAL

-açúcar, com 10.961.941 Kw (quilowatts), ou seja 80%, é o

principal insumo, enquanto a floresta, com 2.779.647 Kw,

ocupa um distante segundo lugar, abocanhando 20% do

total gerado por biomassa, segundo dados da Aneel (Agência

Nacional de Energia Elétrica). Mas agora a boa notícia:

o combustível vindo das florestas vai ultrapassar o rejeito

da cana até 2040, segundo projeções da da EPE, quando

as florestas energéticas serão a principal fonte de biomassa

energética.

De acordo com o levantamento da Abib (Associação

Brasileira das Indústrias de Biomassa e Energia Renovável),

o Brasil tem potencial total de geração de biomassa

florestal e industrial (transformação madeireira) superior a

85 milhões de m³ (metros cúbicos). “Somando com lenha e

carvão, esse número sobe para mais de 157 milhões de m³”,

completa Celso Oliveira, diretor da entidade.

Os valores pagos pelo mercado e estimados nos leilões

do governo também começaram a ficar mais atrativos. Recentemente

a Ccee (Câmara de Comercialização de Energia

Elétrica ) estipulou o valor do PLD (Preço de Liquidação das

Diferenças), que serve de indicador para comercialização

da energia elétrica no mercado spot, em R$ 213,29 o MWh

(megawatt hora). Trata-se de um número que flutua bastante,

mas este valor apresentado em outubro é bastante

animador.

TOMADA LIGADA À FLORESTA

Segundo o levantamento mais recente da Ibá (Indústria

Brasileira de Árvores), o Brasil alcançou a marca de 7,8 milhões

de ha (hectares) em florestas plantadas. Deste total,

em torno 14% destinou-se à produção energética. O Balanço

Energético Nacional 2016 – com ano base 2015 - mostra

que 42% da energia consumida no Brasil vem de fontes renováveis.

Neste universo, a lenha e o carvão vegetal contribuíram

com 8,2%, ocupando a terceira colocação, atrás da

cana (17%) e da hidráulica (11,3%).

Victor Hugo Pereira Moutinho, mestre em Ciência e Tecnologia

da Madeira e doutor em Recursos Florestais, acredita

ser importante potencializar o que temos nas mãos e

mostra caminhos. “Primeiramente, é preciso de políticas

públicas direcionadas ao setor florestal de uma forma geral,

não somente em termos de investimentos, mas também

Madeira processada será

o principal combustível

renovável em menos de 30

anos no Brasil

38

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Principal cultura

plantada no Brasil,

eucalipto é a

espécie mais usada

para geração de

energia

de tecnologia e desenvolvimento de informações”, indica.

Atualmente o setor de plantadas está em franca expansão

para os Estados da região norte e nordeste, devido ao menor

custo da terra. “Esta é a maior vantagem destas novas

fronteiras florestais, mas é preciso ter atenção, pois as espécies

já consolidadas nas regiões sul e sudeste podem não

ter o mesmo comportamento nestes novos sítios,”, alerta

Victor. Ele recomenda novos estudos para caracterizar os

materiais e verificar a resposta às mudanças edafoclimáticas

da região.

NATIVAS SÃO OPÇÃO

As principais espécies plantadas no Brasil são o eucalipto

(72%) e o pinus (22%). Para geração de energia, o eucalipto

mantém essa supremacia, apesar de outras variedades

também mostrarem aptidão para o mesmo uso. Entre elas

estão a acácia-negra (Acacia mearnsii), restrita ao no Rio

Grande do Sul, Acacia mangium, na região norte e a própria

seringueira (Hevea brasiliensis) no centro-oeste e outras.

Por isso, a diversificação de espécies florestais também

tem que ser melhor estudada. “Diversas espécies amazônicas

possuem alto crescimento e densidade condizente para

fins energéticos em um ambiente de alta competitividade,

que é a floresta nativa. Imagine então se as adaptarmos a

ambiente favorável, como seria o crescimento.” Para delimitar

as espécies mais apropriadas seria preciso estruturar

um programa de melhoramento das espécies nativas com

potencial energético, o que levaria algumas décadas para

gerar resultados palpáveis para indústria, porém ainda dentro

do panorama até 2050. “Como atalho, temos a Estação

Experimental de Curuá-Una, um projeto desenvolvido no

Pará na década de 70/80, onde hoje temos plantios em

diferentes tratamentos de mais de 30 espécies nativas da

Amazônia com aproximadamente 32 anos de plantio”, ressalta

o especialista. Entretanto, o projeto está abandonado

há mais de 15 anos. “A Ufop (Universidade Federal do Oeste

do Pará) poderia assumir a estação junto com diversas

parceiras para realizar tais estudos e gerar resultados mais

rápidos, mas falta recursos”, sugere.

Ele também aponta vantagens em aproveitar toda a

árvore, incluindo raiz e toco. “O aproveitamento é sempre

bem vindo para maximizar a utilização de quaisquer

matéria-prima, principalmente a madeira, onde há um histórico

de baixo rendimento.” Para exemplificar, ele afirma

que para cada m3 de madeira retirada em plano de manejo

florestal na Amazônia, por exemplo, fica na floresta algo

em torno de 0,5 m³, tocos acima de 20 cm (centímetros)

de diâmetro que podem ser utilizado tanto para energia e

outros fins.

Somente no Estado do Pará foram colhidos legalmente

em 2015 cerca de 400 milhões m³ de madeira das florestas

nativas. Adotando média da densidade dessas madeiras

para 500 kg/m³, temos um potencial de 100 milhões t (toneladas)

de resíduos para serem utilizados em diferentes

fins energéticos. Porém, nem todo esse montante pode ser

viável do ponto de vista econômico. É importante avaliar

custo operacional e logística.

AÇO VERDE

A madeira por si só é um combustível de boa qualidade,

porém quando é transformada em produto bioenergético

ganha em poder calorífico e rendimento. “A madeira pode

ser utilizada na forma in natura como lenha, cavacos de

madeira ou serragem, todos com 4.500 Kcal.Kg-1 (quilocaloria

por quilograma), como material densificado: briquetes

(4.537 Kg/cal) ou pellets (acima de 4.648 Kcal) ou na

forma de carvão vegetal (7.500 Kcal.Kg-1)”, detalha Victor.

Isto depende muito da tecnologia de conversão empregada.

“A madeira quando usada na forma natural converte

muito pouco do potencial energético (5%)”, avalia. Quando

o material passa por processos mais elaborados, pode-se

chegar a 35% de rendimento. “Já o carvão vegetal tem uma

eficiência energética entre 40 a 80%, assim como os pellets

e briquetes.”

Por isso a indústria siderúrgica utiliza o carvão como

principal combustível. Cada vez mais o material vegetal

Novembro de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

39


PRINCIPAL

vem ocupando espaço em detrimento ao mineral. É o caso

da Aperam BioEnergia que fornece carvão à siderúrgica do

mesmo grupo. Instalada no Vale do Jequitinhonha, em Minas

Gerais, a empresa produz e comercializa carvão vegetal,

madeira, mudas e sementes a partir de florestas renováveis

de eucalipto. Os plantios são realizados em chapadas nos

municípios mineiros de Itamarandiba, Capelinha, Veredinha,

Turmalina e Minas Novas.

A empresa administra um patrimônio florestal que

produz cerca de 9 milhões de mudas ao ano. “A colheita, a

carga e descarga do forno, o transporte, entre outras fases

da carbonização da madeira são totalmente mecanizadas,

utilizando os mais avançados equipamentos do segmento

florestal”, garante Edimar de Melo Cardoso, diretor de operações.

Ele explica que para alcançar a eficiência energética

adequada, o carvão vegetal deve possuir alta resistência

mecânica, obtida por meio da carbonização controlada sob

baixa temperatura, garantindo a síntese máxima de carbono

sem degradação do carvão, com excelentes resultados

de rendimento gravimétrico. “Para chegar esse padrão, a

Aperam BioEnergia vem investindo em novas tecnologias,

como as plantas de produção automatizadas com curvas

padrões de carbonização e, processo de secagem forçada

da madeira. Essas tecnologias garantem a qualidade do produto

e estabilidade no processo”, assegura.

A produção na floresta alcança a colheita anual de 2,2

milhões m³ de madeira, o que gera 430 mil t de carvão vegetal

também ao ano. A produção é destinada à Aperam

South America, produtora de aço inox e aços elétricos especiais,

cuja planta industrial está sediada em Timóteo (MG).

“Pelo fato de todo o ciclo energético da empresa ser sustentável,

dizemos que no fim da linha de produção temos

um aço verde, que é destinado à indústria do transporte, da

construção, de linha branca, de utilidades domésticas, do

agronegócio, do setor energético, à decoração entre diversas

outras aplicações.”

O solo dessa região se caracteriza por ser de baixa qualidade.

Com técnicas de conservação e manejo, como por

exemplo o cultivo mínimo e ciclagem dos nutrientes, houve

aumento na matéria orgânica do solo após anos consecutivos

de plantio. A empresa trabalha com um ciclo de floresta

de 14 anos, dividido em dois cortes. Portanto, a cada

sete anos é colhida a madeira e transformada em carvão.

Uma vez completado o ciclo, a floresta é substituída por um

novo plantio sempre por meio de mudas clonais e com utilização

de novos cultivares. “Temos represas próprias, com

todos os licenciamentos necessários, para acumular água

de chuva. São elas que fornecem 100% da água necessária

ao plantio e manutenção de nossas florestas renováveis. A

empresa mantém um programa arrojado de melhoramento

florestal”, detalha Edimar.

Biomassa produzida na

floresta pode diminuir

custos com logística

40

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PELLETS PELO MUNDO

Embora atualmente (outubro/2016), esse preço esteja em US$ 117,94

por t, nível mínimo da série histórica iniciada em maio de 2009, a expectativa

é de aumento significativo nos próximos anos. O preço máximo de

US$185,00/t foi alcançado em outubro de 2011 e novamente em julho de

2014. Dependendo das políticas relativas a mudanças climáticas dos vários

países importadores, em outubro de 2018 os preços poderão oscilar entre

US$151/t (pior cenário), US$165/t (médio) e US$179/t (melhor cenário).

Hoje os principais importadores são os países da União Europeia, mas espera-se

que, por volta de 2021, esse mercado irá se estabilizar. Após essa

data acredita-se que o crescimento da demanda venha dos Estados Unidos,

Canadá e de países asiáticos, especialmente Japão e Coreia do Sul. O

relatório estima que o crescimento anual entre 2010 e 2025 será de 3,16

milhões de t ao ano, atingindo um consumo de cerca de 52 milhões de t no

final desse período.

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são fabricados em diversos tamanhos e modelos. Por

serem Máquinas que trabalham em terrenos dobrados,

possuem rodados tandem, são rebocados por trator, pá

carregadeira ou escavadeiras, com isso facilita o manejo

dentro da floresta. São equipados com rotores de facas

segmentadas ou facas inteiras, vindo ao encontro das

necessidades do cliente.

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SILVICULTURA

MAIS ÁREA

PARA PLANTAR

TRITURADOR FLORESTAL POSSIBILITA USAR 100%

DO TALHÃO PARA O REPLANTIO

Fotos: REFERÊNCIA

N

ão perder nada da área para o replantio. Essa foi

a principal razão para uma grande empresa do

setor florestal iniciar o processo de trituração de

resíduos. Além de livrar-se das pilhas de galhos que se acumulavam,

o procedimento pós-colheita também permite

mecanizar processos de silvicultura, aumentar a segurança

e eficiência dos trabalhos manuais. Acompanhamos o dia

de campo na área localizada em Arapoti (PR), em que participaram

representantes de diversas empresas florestais

com áreas na região para aprender mais sobre a intervenção.

Partindo de Curitiba (PR) o percurso não demora três

horas. O talhão visitado era de fácil acesso, às margens da

PR-239, não foi preciso nem enfrentar estrada de chão.

A área era plana e foi ocupada com plantio de pinus. De

acordo com o coordenador de silvicultura, o procedimento

padrão adotado anteriormente era o enleiramento dos resíduos

da colheita. Eles eram arrastados por skidder e depositados

nas entrelinhas. Apesar da escolha do lugar, a mistura

de galhos e folhas inviabilizava o plantio de parte da área.

Para resolver este problema, há três meses, a empresa

passou a utilizar o conjunto composto por um feller buncher

John Deere 643L como máquina base e cabeçote Denis

Cimaf DAF 225e para triturar as sobras da coolheita. O uso

do triturador permitiu aproveitar 100% da área. Além disso,

ampliou o uso de tratores agrícolas para a aplicação de

herbicidas e preparo do solo e ainda melhorou as condições

de trabalho dos funcionários que fazem as operações ma-

42

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Área totalmente limpa após a trituração dos resíduos

A trituração de resíduo libera 100% da área para o

replantio e permite mecanização da silvicultura

nuais, que encontram um terreno bem mais amigável para

caminharem.

A máquina trabalha em dois turnos, em breve será implementado

o terceiro. O consumo de combustível do triturador

é de 23l/h (litros por hora). As 31 facas do cabeçote

são trocadas a cada 158 horas, procedimento que leva em

torno de uma hora. Essas ferramentas são afiadas a cada

troca de turno, algo que ocorre a cada seis horas. A afiação

é uma intervenção rápida, não toma mais do que 15 minutos.

Quando a equipe da Denis Cimaf fez a entrega técnica

do equipamento também forneceu um gabarito que serve

como base do ângulo que as facas devem ser afiadas. Segundo

o encarregado da operação, a disponibilidade mecânica

do equipamento, contando todas as paradas, é de

80%. Já os custos totais, levando em conta salário dos operadores,

gasto com óleo diesel e manutenções ficou em R$

780/ha (hectare).

“É interessante perceber, como as empresas florestais

estão olhando as operações de preparação de solo para

plantio não mais como uma atividade isolada, e sim como

um processo que irá trazer ganhos a todas as etapas da formação

de uma floresta de alto rendimento”, avalia Everson

Della Giustina, supervisor de silvicultura da Klabin, participante

do evento.

Para ele, a solução apresentada pela Denis Cimaf, acoplando

o implemento a um feller de pneus, proporciona

agilidade na trituração do resíduo pós-colheita. “O rendimento

médio atingido pela empresa que obervamos de 2,6

ha/hora é bastante satisfatório, considerando a operação

em 100% do talhão nos resíduos da colheita do sistema CTL

(Cut to Length)”, frisa.

Everson pondera que o modelo operacional observado

durante o dia de campo também pode ser aplicado nas

áreas cultivadas pela Klabin. “Porém, hoje a nossa intenção

principal é a trituração do resíduo da colheita do sistema

Full Tree (árvores inteiras), que fica depositado na bordadura

do talhão.” De acordo com o supervisor de silvicultura, a

unidade da Klabin de Santa Catarina inciará, ainda este ano,

a operação com o triturador da Denis Cimaf acoplado a uma

escavadeira hidráulica de 20 t (toneladas).

Afiação das 31 facas do cabeçote leva somente 15 minutos

Novembro de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

43


CONFRATERNIZAÇÃO

PROFISSIONAIS

FLORESTAIS

TÊM

ENCONTRO

MARCADO

NO DIA 8 DE DEZEMBRO, EM

PONTE ALTA DO NORTE, ACONTECE

O JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO

QUE REÚNE GRANDE PÚBLICO

LIGADO AO PLANTIO, COLHEITA E

PRODUÇÃO DE MÁQUINAS PARA

FLORESTA

Foto: MJA Fotografias/Jaison Lopes

T

udo pronto para a festa que fecha o calendário de

eventos do setor florestal de 2016. A tradicional codornada,

promovida pela NP Transportes e Biomassa,

acontece nos dia 8 de dezembro em Ponte Alta do Norte

(SC), cidade próxima a Lages (SC). A confraternização é a mais

democrática possível porque proporciona o encontro de operadores

e mecânicos de equipamentos florestais, diretores

de grandes fabricantes de máquinas e equipamentos, além

de profissionais, empresários e diretores de companhias do

ramo florestal. Outro ponto importante da festa é o cunho social.

Os participantes são incentivados a doar brinquedos, que

são distribuídos pelo Papai Noel a crianças carentes da região.

Está é a 11ª edição do jantar que proporciona espaço

para uma pequena exposição de equipamentos para colheita,

transporte florestal e biomassa. Ano passado a confraternização

atraiu 500 participantes e trouxe visitantes de diversas regiões

do país. Muitas empresas aproveitam o momento para

consolidar o relacionamento com clientes em um ambiente

descontraído e focar nos produtos que são carro-chefe. Em

2015, o pátio do local do evento abrigou harvesters, forwarders,

feller-buncher, cabeçotes de diversos portes e implementos

para o transporte de biomassa.

A motivação central da festa é mesmo a ação social, algo

que o evento carrega desde as primeiras edições. “A ideia surgiu

para proporcionamos um pouco de felicidade para crianças

que precisam de atenção, principalmente na época de Natal

e o evento foi crescendo”, aponta Fabio Calomeno, diretor

da NP Transportes e Biomassa. Em 2015, mais de mil crianças

foram presenteadas.

Já o prato servido é a estrela da festa. As codornas são

preparadas por uma equipe profissional que tempera e assa

as aves na brasa. Serão preparadas em torno de 2.200 refeições

para saciar o apetite dos convidados. Acompanhe tudo o

que vai acontecer durante o evento deste ano na reportagem

de cobertura que a REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL vai preparar

e que será publicada na primeira edição de 2017.

44

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COLHEITA

MADEIRA

MORRO

ACIMA

EQUIPAMENTOS COM MANUTENÇÃO EM DIA E

OPERADORES CAPACITADOS ALCANÇAM GRANDE

PRODUTIVIDADE MESMO NA COLHEITA FLORESTAL EM

TERRENOS ÍNGRIMES

Fotos: Vanessa Wolff Santana Dos Santos

O treinamento realizado pela Oregon foi direcionado

para uso, manutenção e limpeza do conjunto de corte da

motosserra e da máquina processadora. Foram treinadas

14 pessoas entre operadores de motosserra e de slasher,

responsáveis pela manutenção (afiação, rebitagem das correntes)

e o supervisor de colheita. Pela manhã os profissionais

da Berneck receberam orientações na oficina. À tarde

todos foram a campo para observar como a colheita era

realizada e fazer os ajustes necessários para melhorar ainda

mais o trato com os equipamentos.

"Uma boa manutenção gera economia, por isso é importante

esse trabalho técnico", avaliou Aurio Pinto de Oliveira,

supervisor florestal da operação. “As principais orientações

para os operadores de motosserra foram as usuais,

porém muito importantes”, apontou Fabiano Ribeiro, especialista

técnico de treinamento da Oregon. Entre elas estão:

girar o sabre para evitar o desgaste em somente um dos

lados, realizar a troca de corrente a cada três horas e a rebitagem

correta para que essa parte não se rompa precoce-

A

cidade de Cerro Azul (PR) fica no coração do Vale

do Ribeira - região que compreende o sul de São

Paulo e leste do Paraná - recheada de vales e morros.

Mesmo com este tipo de relevo, a atividade florestal

se desenvolveu muito bem naquele local com equipes de

colheita que adquiriram sistemas apurados para alcançar

árvores de difícil acesso. Em outubro, uma equipe com

técnicos da Oregon e da distribuídora da marca Nordtech

promoveram um curso de atualização para profissionais da

Berneck, que trabalham na extração de árvores de pinus

plantadas há 12 anos.

A Fazenda Tarumã tem 3 mil ha (hectares) plantados

com pinus. A operação Full Tree (árvores inteiras) funciona

em um turno de oito horas. Para realizar a colheita, o

operador de motosserra derruba as árvores com 12 anos e

outro realiza a desgalha. A árvore é presa ao cabo puxado

por uma torre que sobe os troncos até o topo do morro. Os

feixes de madeira são puxados por um skidder até o slasher

que processa as toras.

46

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mente. “O indicado é utilizar para uma coroa dois sabres e

quatro correntes”, completa Fabiano. Além dessas dicas, os

operadores foram instruídos na melhoria da afiação da corrente,

por meio de uso de acessórios e da fixação do afiador

na altura correta para melhorar a ergonomia.

O experiente afiador José Maria Schefer aprendeu novas

técnicas e aprovou o curso que serviu de reciclagem

para o profissional. “Estou aqui há 15 anos e esse treinamento

me trouxe novos conhecimentos”, afirmou. Ele absorveu

que o ângulo correto na afiação faz a diferença para

a durabilidade e produtividade da motosserra, como explicou

Clair Meneguelli, gerente técnico da Nordtech.

Outro ponto destacado durante o curso foi a importância

de rebaixar a guia após a afiação. “Toda corrente tem

um número estampado na guia de profundidade de cada

cortador, esse número significa a altura da ponta de ataque

da placa superior do cortador com a guia de profundidade,

sempre que for feita afiação tem que controlar essa altura

com um acessório chamado calibrador de guia. Se a ponta

da guia de profundidade aparecer entre o canal do calibrador,

deve-se rebaixá-la com uma lima plana.”

Terreno íngrime exige operação ajustada com cabo

aéreo, skidder, motosserra e slasher

O transporte dos feixes de madeira é realizado por

skidder

MADEIRA QUE SOBE

A colheita em áreas declivosas traz algumas dificuldades.

Por isso o treinamento focou em manter o conjunto de

corte das motosserras e do slasher tinindo, o que aumenta

produtividade e segurança da operação. Os trabalhos contam

com operadores acostumados com o serviço. Aristeu

da Cruz, que maneja uma motosserra, desgalha até 600 árvores

por dia.

Para manter, e quem sabe ampliar esse número, a indicação

de Fabiano foi quanto à afiação da corrente. Quando

o operador diz que está saindo fubá da motosserra, porque

a serragem sai em forma de pó, quer dizer que a corrente

está mal afiada. “Quando o equipamento está bem afiado,

os resíduos do corte são grossos, por isso aquelas dicas que

passamos ao afiador são essenciais quando à máquina vai

para o campo”, detalha Fabiano, da Oregon.

Quando as toras chegam ao slasher, mesmo com os

elogios dos profissionais à corrente Oregon, os técnicos

insistiram na troca da corrente a cada três horas. Assim, a

máquina produz mais, tem menor consumo de combustível

e o motor é menos exigido. A lubrificação também é um

componente importante para o sucesso de todo o processo.

“Indicamos a troca do óleo lubrificante utilizado por

um com maior viscosidade, com no mínimo 90 cst (centistokes).”

Este foi o 10º treinamento realizado pela Oregon

em florestas manejadas pela Berneck, fechando o ciclo de

ações para esse ano.

Fotos: REFERÊNCIA

Técnico orienta afiador (ao centro) a maneira correta de

realizar a manutenção da corrente da motosserra

Madeira previamente desgalhada, é processada pelo slasher

Novembro de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

47


EVENTO

CAPTURE 400 EC

REFORÇA LINHA

DE DEFENSIVOS FMC

Fotos: REFERÊNCIA

48

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EVENTO QUE MARCOU O

LANÇAMENTO OFICIAL

DO INSETICIDA MOSTROU

SOLUÇÕES INTEGRADAS

PARA COMBATE A

PRAGAS DO EUCALIPTO

O

evento organizado pela FMC Agricultural Solutions,

realizado nos dias 5 e 6 de outubro, em

Indaiatuba (SP), para o lançamento oficial do

inseticida-acaricida para eucalipto Capture 400 EC, reuniu

especialistas nos segmentos de pragas florestais e profissionais

do segmento. Nos últimos dez anos o ataque das

ameaças exóticas cresceu no Brasil assim como os prejuízos

que causam às florestas plantadas. Estima-se que ao

todo 600 mil ha (hectares) de plantios com eucalipto sejam

atacados todos os anos por insetos.

A intenção do encontro, que contou com a participação

de 50 profissionais, era ser mais do que um palco para

o lançamento do novo produto, mas, principalmente, um

fórum de debate sobre o assunto pragas florestais. Foram

apresentados números e ocorrências das principais ameaças,

detalhes da biologia dos insetos, perfil dos ataques,

modelos de prevenção, aplicação dos produtos e ainda

houve espaço para os convidados interagirem com a equipe

da FMC no Brasil.

“A FMC é uma das maiores empresas de defensivos

agrícolas do Brasil. No ramo de floresta, particularmente,

entramos há quatro anos e já temos um terço dos mercados

em que atuamos”, comemora Paulo César Oliveira,

diretor de novos negócios da FMC. Em relação à rápida

aprovação do Capture pelo Ministério da Agricultura,

Pecuária e Abastecimento, que levou somente um ano e

meio quando o usual são pelo menos quatro, Paulo credita

parte do sucesso ao próprio setor florestal. “Foi um

anseio do segmento e tivemos muito apoio da Ibá (Indústria

Brasileira de Árvores) e de entidades como o Ipef

(Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais) por meio do

Protef (Programa Cooperativo em Proteção Florestal), que

mostraram aos órgãos competentes a importância de contar

com um defensivo para pragas que estavam causando

enormes impactos econômicos negativos”, avalia.

SOLUÇÃO INTEGRADA

O novo produto tem registro para a vespa-da-galha,

percevejo-bronzeado e será homologado para outras pragas

importantes nos próximos anos. O diretor de novos

negócios da FMC ressalta que o Capture 400 EC faz parte

de um conjunto de soluções que a empresa leva ao se-

Novembro de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

49


EVENTO

Fábio Marques detalhou todas as soluções desenvolvidas pela

FMC para a proteção de plantios com eucalipto

tor. Paulo César lembra que a empresa possui mais quatro

produtos, entre eles uma formulação biológica para

combater a lagarta. “O biológico e o químicos são complementares.”

Ainda dentro do conceito de solução integrada, um

grande destaque é o Centro de Inovação, em Campinas

(SP). O Brasil foi escolhido para abrigar uma das quatro

estruturas implementadas pela FMC ao redor do mundo

para desenvolver e aprimorar produtos e tecnologias com

a participação dos clientes. “Os consumidores podem

acessar o centro, propor ideias novas e nos comunicar de

demandas que verificamos a viabilidade de desenvolvê-

-las”, aponta Paulo César.

O responsável pelo evento, Fábio Marques, gestor de

Contas e Desenvolvimento Florestal, ficou satisfeito com

o sucesso da iniciativa. “O número de pessoas foi representativo,

as principais empresas de plantio do Brasil marcaram

presença”, informou. Ele comenta que o objetivo

era que os participantes saíssem bem informados. “Não

queríamos que fosse um evento para ficar falando das

especificações do Capture. Observamos que há interesse

de realizarmos reuniões técnicas com assuntos propostos

pelos profissionais da floresta. Temos a intenção de

realizar esse tipo de encontro futuramente”, apontou. Ele

também ressaltou o desempenho da FMC no segmento

florestal.

percebemos um ataque muito grande de diversas pragas

em diferentes localidades em que a Suzano possui áreas

plantadas”, reconheceu Fabian Bruzon, gerente executivo

de Operações Florestais da Suzano Papel e Celulose em

São Paulo. O Estado em que o profissional atua sofreu

com o gonipterus, em especial na região de Itararé. “Passamos

a monitorar as áreas, fazer o controle biológico,

criamos procedimentos internos e parcerias com universidades”,

aponta.

A empresa registrou também ocorrências de percevejo

e vespa-da-galha em algumas regiões e na Bahia sofreu

com a lagarta desfolhadora. “Dentro da Suzano o nível

de infestação está de 5 a 8% de toda a base plantada.”

Para minimizar e prevenir os estragos, o gerente executivo

de tecnologia florestal da empresa, José Luiz Stape, está

estruturando uma área nova com padrões para identificação,

monitoramento, ações preventivas e de combate

às pragas. Os resultados já apareceram. Somente com o

controle biológico liberado ao longo do ano a empresa diminuiu

40% o nível de infestação.

Fabian aprovou o lançamento do Capture 400 EC.

“Tendo um produto aprovado é muito bom para o setor

porque é uma alternativa para o controle imediato, tudo

que nós tínhamos até agora demorava para agir. Assim ganhamos

dias, e dias, pelo que vimos nas apresentações,

fazem muita diferença”, avalia.

ELAS ESTÃO AQUI

Entre as palestras que mais chamaram atenção esteve

a feita pelo professor doutor em Entomologia Carlos

CONTRA-ATAQUE

As empresas florestais notaram que as pragas estão

causando sérios prejuízos. “No histórico de cinco anos

O economista Felippe Serigati apontou recuperação

econômica do Brasil

50

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Wilcken, um alerta ao mostrar a dimensão do problema.

O palestrante elencou as principais pragas do eucalipto.

Além das formigas cortadeiras, que atacam diversas culturas,

estão incluídas o besouro-amarelo, lagartas desfolhadoras,

psilídeo-de-concha, percevejo-bronzeado (a mais

importante desde 2008) e a vespa-da-galha. De acordo

com os cálculos do professor, perdem-se 10% dos plantios

de eucalipto no Brasil por taque de pragas.

A velocidade com que alguns insetos se reproduzem

é assustadora, o que dificulta o trabalho de diagnóstico.

A lagarta desfolhadora, com ocorrência em diversos Estados,

é um exemplo. “Assim que deixa o estágio de pupa,

a lagarta já copula e na mesma noite deposita os ovos”,

descreve Wilcken. Essa praga infestou 110 mil ha na Bahia,

ano passado.

Em seguida, três colaboradores da FMC abordaram

diferentes temas. Adriano Roland, gerente de Inseticidas

e Nematicidas detalhou as propriedades do Capture 400

EC. o conceito de solução integrada empregada pela empresa

no controle e proteção a pragas. Em seguida, Fábio

Marques, gestor de Contas e Desenvolvimento Florestal,

expôs o portfólio da empresa para proteção da eucaliptocultura.

“O Capture vem reforçar nosso time que já

continha o Spotlight, Solara 500, Savana, Warrent e DiPel.

Além desses, em breve vamos lançar mais quatro moléculas

para o eucalipto que estão em fase de registro junto ao

Ministério da Agricultura e Abastecimento.” O gerente de

Desenvolvimento de Formulação para América do Sul, Rodrigo

Marques, mostrou atividades executadas no Centro

de Inovação da FMC no Brasil. “A estrutura, com 1.300 m²

(metros quadrados), foi inaugurada em 2014 para auxiliar

produtores de toda a América Latina.”

Para finalizar o evento, Rudolf Woch, diretor técnico

do Grupo Apoiotec abordou os modelos e sistemas de dispersão

dos defensivos. Apontou critérios para a escolha

da tecnologia a ser utilizada na aplicação e produtos que

podem auxiliar a maximizar a ação dos agrotóxicos. A última

palestra, proferida pelo economista Felippe Serigati,

abordou a macroeconomia brasileira. Ele mostrou porque

chegamos ao fundo do poço e quanto tempo iremos levar

para nos recuperarmos. “Sou um economista otimista, a

aprovação do teto para os gastos públicos foi um grande

passo, no próximo ano vamos sentir as melhoras que vão

se consolidar em 2020.”

Equipamentos Florestais


PRÊMIO REFERÊNCIA

GRUPO JOTA

PREMIA OS

DESTAQUES

DO ANO

NA 14ª EDIÇÃO, PRÊMIO

REFERÊNCIA RECONHECE 10

NOMES QUE CONTRIBUÍRAM PARA

O DESENVOLVIMENTO DO SETOR

DE BASE FLORESTAL EM 2016

É

inegável que 2016 foi um ano de mudanças, da

mesma forma que está cada vez mais claro que a

história é feita, sobretudo, por pessoas. Sendo assim,

destacam-se aquelas que buscam fazer o melhor e são

elas que recebem o PRÊMIO REFERÊNCIA, realizado pelo

GRUPO JOTA. Neste ano, o evento de entrega dos troféus

ocorre no dia 21 de novembro, em Curitiba (PR).

O PRÊMIO REFERÊNCIA chega a 14ª edição homenageando

pessoas e iniciativas que contribuíram para o avanço

dos setores florestal, industrial madeireiro, produtos acabados,

biomassa e celulose e papel. Reconhecer aqueles que

se sobressaem em setores tão competitivos é fundamental

para continuar avançando. Premiar práticas inovadoras

gera um combustível para que a cadeia produtiva continue

inovando e crescendo e, por tudo isso, o Prêmio Referência

se consolida como um momento especial, uma oportunidade

única para incentivar aqueles que fazem a diferença no

Brasil seguirem contribuindo para nosso desenvolvimento.

No geral, o setor florestal esteve entre as atividades

que menos sentiram os sintomas da crise, mesmo quando

a situação estava na fase mais aguda. Este ano, o cenário

mostrou melhoras e o otimismo passou a ser um sentimento

mais comum entre os empresários. Podemos considerar

que 2016 foi um ano de preparação para a retomada, mas

que já mostrou resultados positivos.

Nesse ambiente mais favorável, a avaliação fria dos

números fica em segundo plano. De acordo com o estudo

da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), o segmento obteve

leve crescimento em relação ao ano passado, com destaque

para celulose. Porém, o que realmente conta é o comprometimento

do setor com o avanço sustentável, meio

ambiente e sociedade. Esses são, exatamente, os valores

levados em conta na escolha dos 10 destaques do ano pelo

PRÊMIO REFERÊNCIA.

BRASIL É EXEMPLO

Com uma área de 7,8 milhões de ha (hectares) de árvores

plantadas, o setor de base florestal é responsável por

91% de toda a madeira produzida para fins industriais no

país e um dos que apresenta maior potencial de contribuição

para a construção da economia verde. Tema que ganhou

ainda mais força depois da COP21 (21ª Conferência

do Clima), realizada em dezembro do ano passado em Paris

(França).

Para cada ha plantado com árvores para fins industriais,

outro 0.7 ha é destinado à preservação. Quase 14% dos 50

milhões de ha de habitat naturais preservados no Brasil fora

de unidades de conservação são de responsabilidade da indústria

de árvores plantadas.

No Brasil, 5,5 milhões de ha com plantios de árvores

são certificados na modalidade manejo florestal. Essas certificações

são atribuídas por organizações independentes,

52

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: Fabio Ortolan

O PRÊMIO REFERÊNCIA

é concedido pelo

GRUPO JOTA aos 10

destaques do ano

Manejo florestal

sustentável é o caminho

que eleva a relação do

homem com a floresta

como o FSC (Forest Stewardship Council) e Pefc (Programme

for the Endorsement of Forest Certification Schemes),

representado no Brasil pelo Cerflor (Programa Nacional de

Certificação Florestal).

Como complemento à geração de matéria-prima florestal

está o manejo sustentável. A atividade respeita preceitos

rígidos de controle ambiental para levar ao consumidor

madeiras de alto valor agregado oriundas da floresta Amazônica.

Os padrões são ainda mais elevados em florestas

públicas geridas em sistema de concessão. Somente pessoas

e empresas compromissadas com as boas práticas e

conhecedoras do ramo reúnem condições de trabalhar

com tamanha rigidez nos processos de inventario, extração,

transporte e beneficiamento dessa valiosa matéria-prima.

Para completar a relação da atividade florestal não podemos

esquecer do envolvimento com a sociedade. São

ações que elevam a escolaridade, profissionalização, oferecem

oportunidades, debatem melhorias e ações conjuntas

com comunidades próximas às empresas florestais o que

aproxima pessoas de quem realiza a atividade.

Por isso, a REFERÊNCIA FLORESTAL sente orgulho em

ser o grande canal de comunicação do setor e acredita que

exaltar pessoas e empresas que trabalham em prol do segmento

de base florestal é uma responsabilidade que a publicação

carrega com muito orgulho. Não perca a cobertura

completa do evento na edição de dezembro!

Setor florestal representa

a atividade industrial mais

comprometida com o meio

ambiente e sociedade

CONFIRA A LISTA COM OS 10 PREMIADOS:

Abpm (Associação Brasileira de Preservadores de Madeira)

Divisão Florestal da WestRock

Famossul - Portas e Componentes

Guararapes Painéis S/A

Madeflona Industrial Madeireira Ltda

Manoel Marchetti Ind. e Com. Ltda

Moldurarte

Mundo Vermeer

NP Transportes e Biomassa

Projeto Puma - Klabin

Novembro de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

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INTERNACIONAL

FINLÂNDIA

MOSTRA PORQUE

É REFERÊNCIA EM

Foto: REFERÊNCIA

FLORESTA

Fotos: Niina Fu e REFERÊNCIA

54

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FINNMETKO ATRAIU 35 MIL VISITANTES

QUE ACOMPANHARAM O QUE HÁ DE MAIS

MODERNO EM COLHEITA, TRANSPORTE E

PROCESSAMENTO DE MADEIRA

Novembro de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

55


INTERNACIONAL

U

ma das feiras mais importantes do mundo para

o setor florestal trouxe apresentações de máquinas

e equipamentos para as diversas etapas

da produção na floresta. A Finnmetko ocupou 250 ha

(hectares), localizados na região finlandesa de Jyväskylä,

a capital madeireira do país no início de setembro.

O grande mote do evento foi a redução no consumo

de combustível e o aumento da disponibilidade mecânica

das máquinas florestais. A tendência mundial é

reflexo das crises que se abateram na Europa em todos

os setores, mas em especial ao florestal que apresentou

queda. Participaram desta 16ª edição do evento finlandês,

400 expositores e 35 mil visitantes.

"Nosso objetivo é crescer e nos transformarmos na

principal feira de maquinário florestal da Escandinávia",

disse o diretor da Finnmetko, Erkki Eilavaara. O responsável

pela feira assegurou que está muito contente com

os resultados obtidos nesta edição do evento, "já que,

além de gerar muitos negócios, aumentou significativamente

a quantidade de visitantes estrangeiros, provenientes

da América Latina, EUA (Estados Unidos da

América), China e dos demais países da Europa."

O executivo considera que a Finlândia é um mercado

muito atrativo para a realização de uma feira de máquinas

de porte internacional porque o país é um dos

principais players mundiais da indústria florestal. Segundo

ele, além de existir muita tradição, foi consolidado

um cluster com produtores e fornecedores de equipamentos,

tecnologia e maquinários. "O setor florestal é

também uma das principais atividades econômicas da

Finlândia, representando aproximadamente 20% das receitas

das exportações anuais", comentou.

DA FINLÂNDIA PARA AMÉRICA LATINA

Sem dúvidas a estrela do evento foi a finlandesa

Ponsse, que transformou a feira em uma grande festa.

A “anfitriã” convidou clientes de diferentes continentes

não apenas para conhecer as últimas inovações, mas

também para desfrutar do momento. "Depois de trabalhar

duro, tem que relaxar", disse Jussi Hentunen, diretor

da área de produtos. O executivo revelou que a América

Latina se converteu em um dos principais mercados

da companhia, "já que nossos harvesters trabalham

muito bem tanto nos declives dos Andes, graças as oito

rodas que dispõem, como nas plantações de eucaliptos

no Uruguai ou Brasil", explicou. Hentunen destacou que

a empresa desenvolveu o cabeçote H77 especialmente

desenhado para a colheita de eucaliptos. Também revelou

que Ponsse vai abrir um novo centro de serviço técnico

no Uruguai, em fevereiro de 2017. A sede brasileira

da Ponsse no Brasil fica em em Mogi das Cruzes (SP),

e a empresa tem presença no sul do país por meio da

Timber Forest.

Já a Logset, fabricante de harvesters, forwarders e

cabeçotes com sede na cidade de Koivulahti, marcou

presença com diversos equipamentos. Entre eles um

harvester híbrido, nos modelos 10H e 12H GTE Hybrid.

De acordo com a empresa, como também utiliza energia

O espaço Ponsse foi um dos mais concorridos

e repletos de atração

56

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elétrica ele é muito mais econômico e menos poluente

que os equipamentos tradicionais. Além disso, o sistema

hibrido tem capacidade de, em apenas um microsegundo,

entregar até 510 hp (cavalos de potência) e

desenvolver um torque de 2.000 Nm (Newton-metro). A

marca é representada no Brasil pela Minusa Forest, localizada

em Lages (SC).

A produtora de máquinas e implementos Nisula

Forest, representada pela TMO Forest de Caçador (SC),

fez bonito durante o evento realizado na terra natal da

marca. A empresa colocou em operação toda a gama de

cabeçotes harvesters. Quem compareceu à Finnmetko

pôde ver em ação os modelos para desbaste 325H e

425H e os multiuso 425C, 500H e 500C. Outro destaque

foi a combinação de forwarder e harvester. A mesma

máquina abate a árvore, processa as toras e tem caixa

de carga para levar o material até a beira do talhão.

A companhia finlandesa Heinola Sawmill Machinery

foi uma das representantes do segmento de biomassa

florestal. Durante os três dias de evento triturou e picou

toras de todos os tamanhos em seus picadores. Com

mais de 100 anos de experiência no processamento e

transformação da madeira, os representantes da companhia

têm a certeza que bioenergia é o futuro. Neste

sentido, Juha Ropilo, diretor de vendas, explicou que a

Finlândia é pioneira na utilização de biomassa florestal

com fins energéticos. "Aproximadamente 20% de toda

a energia em nosso país provém da bioenergia. Por isto,

onde mais além da Finlândia pode-se fabricar picadores

de madeira tão competitivos?", questiona.

Heinola Sawmill Machinery desenvolve ainda linhas

completas de serrarias. "Nossa tecnologia para serrarias

foi comprada por Arauco, no Chile, razão pela qual tanto

esse país, como a América Latina, em geral, se converteram

em mercados-chave para nossas vendas, seja de

serrarias como de picadores", aponta.

Equipamentos

para pequenos

silvicultores

também foram

destaque

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ARTIGO

CHOQUE TÉRMICO

NA SUPERAÇÃO

DA DORMÊNCIA DE

DIÁSPOROS DE TECTONA

GRANDIS L. F.

Fotos: arquivo

RÔMULLO QUIRINO DE SOUZA FERREIRA; MARÍLIA OLIVEIRA

CAMARGO; MANOEL RIBEIRO DE SOUZA JÚNIOR; PRISCILA BEZERRA

DE SOUZA; LUCICLEIA MOREIRA OLIVEIRA

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS FLORESTAIS E AMBIENTAIS DA UFT

(UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS)

O

objetivo deste trabalho foi testar tratamentos pré-

-germinativos para superar dormência de diásporos

de Tectona grandis L. f. O experimento foi conduzido

no Laboratório de Sementes e no viveiro da UFT - Campus

de Gurupi. A coleta dos diásporos foi realizada em seis árvores

matrizes presentes no sistema agroflorestal. Os tratamentos

testados foram: (T1) diásporos intactos; (T2) aquecimento dos

diásporos em estufa a 80°C (Graus Celsius) por 12 h (horas),

sem imersão em água; (T3) aquecimento dos diásporos em

estufa a 80°C por 12 h, seguido de imersão em água por 6

h; (T4) aquecimento dos diásporos em estufa a 80°C por 12

h, seguido de imersão em água por 8 h; (T5) aquecimento

dos diásporos em estufa a 80°C por 12 h, seguido de imersão

em água por 10 h; (T6) embebição por 16 h dos diásporos à

noite e aquecimento ao sol por 8h durante o dia, seguido de

embebição no final por 24 h; (T7) embebição por 16 h dos

diásporos à noite e aquecimento ao sol por 8 h, por três dias,

e embebição no final por 24h. Foi avaliada a emergência de

plântulas, índice de velocidade de emergência, comprimento

e biomassa. As médias foram submetidas à análise de variância

e comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.

Conclui-se que o tratamento (T2) proporcionou os melhores

resultados de porcentagem e índice de velocidade de emergência,

mas ainda proporcionou baixos valores, necessitando

novos estudos com essa espécie.

INTRODUÇÃO

Dentre os mais variados sistemas de produção o setor

florestal sempre teve recursos para a confecção de objetos e

materiais de consumo, importantes para o ser humano, como:

material para construção civil, indústria moveleira, indústria

naval, siderurgia, papel e celulose e produtos não madeireiros,

tais como óleos essenciais, frutos, taninos dentre outros

[1].

O setor florestal sempre busca novas alternativas de renda

como a domesticação de novas espécies que tendem a ter

alto valor econômico agregado. Mesmo tendo como característica

ciclos de cultivo longos, tornando esta atividade um

investimento a longo prazo, podem gerar grandes lucros aos

investidores, e para isto necessita-se de espécies que apresentem

madeira de qualidade. Neste contexto os produtores

de madeiras vêm pesquisando e observando diversas espécies

de alto valor comercial para desenvolver seus plantios,

Tectona grandis L. f é uma das espécies que vem se destacan-

58

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do em diversas regiões do mundo.

Tectona grandis L. f., popularmente conhecida por teca,

é uma espécie florestal originária das florestas tropicais de

monção do sudeste da Ásia (Índia, Myanmar, Tailândia e Laos)

que foi introduzida na região norte do Brasil em 1994 para

cumprir a reposição florestal obrigatória em atendimento à

legislação ambiental [2].

É uma das espécies mais utilizadas na composição de projetos

de reflorestamento devido ao baixo rendimento que é

observado pelos produtores quando se utiliza espécies nativas.

Essa espécie se comporta de forma rústica em plantios

puros, consorciados e em sistemas produtivos integrados com

a presença de animais de médio e pequeno porte. Tolera vários

climas, porém se desenvolve melhor em condições tropicais

moderadamente úmidas e quentes, apresentando um

maior rendimento e incremento volumétrico em regiões onde

a precipitação anual fica entre 1250 mm e 3750 mm ano, temperatura

mínima de 13°C e máxima de 43°C, e uma estação

biologicamente seca de três meses[3].

Os plantios dessa espécie estão concentrados nas regiões

Norte e Centro – Oeste do Brasil, com destaque para os Estados

de Roraima, Pará e Mato Grosso, e tem como finalidade

a produção de madeira em tora já que traz maiores retornos

econômicos. Devido as consideráveis propriedades tecnológicas

e o ciclo de cultivo longo a mesma é caracterizada como

espécie de uso nobre, sendo atualmente responsável por

0,4% da produção total de madeira em tora do Brasil, e seus

plantios ocupam uma área de 67,329 ha em todo o território

nacional [4].

Uma das principais limitações para a produção de mudas

de Tectona grandis L. f. é a sua germinação lenta e irregular

devido à dormência mecânica imposta pelas partes do fruto,

pois as sementes estão inseridas dentro de frutos com endocarpo

e mesocarpo com alta resistência à entrada de água.

Devido a este fator apresenta germinação desuniforme com

período variando de 10 a 90 dias, e baixas porcentagens de

germinação são verificadas em campo com valores variando

de 25 a 35%. Sendo assim, percebe-se a necessidade de pesquisas

relacionadas à produção de mudas, visando maior eficiência

e economia na produção das mudas propiciando atender

de forma adequada o mercado crescente e promissor [5].

A dormência é um fenômeno intrínseco da semente,

funcionando como um mecanismo natural de resistência a

fatores adversos do ambiente, podendo manifestar-se de

três formas: dormência imposta pelo tegumento, dormência

embrionária e dormência devido ao desequilíbrio entre as

substâncias promotoras e inibidoras de germinação [6]. Já o

processo germinativo compreende uma sequência de eventos

fisiológicos, influenciado por fatores internos e externos, podendo

estes atuar por si ou em interação. Os fatores internos

são os reguladores e substâncias inibidoras não hormonais,

enquanto que os externos são: umidade, temperatura, luz e

oxigênio, tais fatores limitam a germinação das sementes, especialmente

para os viveiristas que precisam produzir mudas

em larga escala e com tamanho uniforme [7].

Resultados de pesquisas têm apontado que altas temperaturas,

escarificação dos frutos, imersão em ácido sulfúrico,

mantê-las por 24 horas sob água corrente ou imersão em

Novembro de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

59


ARTIGO

água seguido de secagem natural são fatores decisivos para

a superação de dormência dos diásporos de Tectona grandis

L. f. [8, 9,10, 11, 12]. No entanto, os atuais procedimentos de

superação de dormência dos diásporos da Tectona grandis L.f.

se caracterizam pelo baixo rendimento operacional e menor

praticidade, encontrando-se, atualmente, grande dificuldade

quanto à metodologia mais adequada para a superação da

dormência das unidades de dispersão dessa espécie [13].

Dessa forma, o presente trabalho teve como objetivo testar

tratamentos pré-germinativos para superar a dormência

de diásporos de Tectona grandis L. f. a fim de verificar a viabilidade

dos mesmos e identificar o mais efetivo na promoção da

germinação tendo em vista a produção de mudas uniformes

e de qualidade.

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi conduzido no Laboratório de Sementes

e no viveiro de mudas da Universidade Federal do Tocantins

- Campus de Gurupi. A coleta dos diásporos foi realizada manualmente

com auxílio de podão no mês de agosto de 2014

em seis árvores matrizes de Tectona grandis L. f. presentes no

sistema agroflorestal da Universidade Federal do Tocantins –

Campus Gurupi, sob as respectivas coordenadas geográficas

UTM 0712591 e 8701124. Posteriormente os diásporos foram

acondicionados em sacos de papel e levados para o Laboratório

de Análise de Sementes, onde foram beneficiados e submetidos

a tratamentos pré-germinativos para a superação da

dormência (Tabela 1).

Após a realização dos tratamentos pré-germinativos os diásporos

foram levados para o viveiro de mudas do Campus de

Gurupi-UFT para a instalação do experimento. A semeadura

foi realizada a uma profundidade de 2 cm (centímetros) em

bandejas plásticas, perfuradas no fundo, contendo o substrato

areia, previamente peneirando, lavado e esterilizado em

autoclave a 120°C por uma hora, para manter o substrato

úmido foram realizadas regas diárias. Para a semeadura foram

utilizados 100 diásporos por tratamento, sendo subdividido

em quatro repetições de 25 diásporos cada.

Para avaliar a qualidade fisiológica das sementes utilizaram-se

os seguintes testes: emergência de plântulas, IVE (índice

de velocidade de emergência), comprimento e biomassa

seca de plântulas como descritos a seguir:

Emergência de plântulas - o critério adotado para efetuar

a contagem de emergência de plântulas foi quando os cotilédones

apresentavam-se acima do substrato até os 63 dias

quando houve a estabilização, sendo os resultados expressos

em porcentagem. O IVE foi realizado juntamente com o teste

de emergência, onde foram feitas contagens diárias tomando

como critério os cotilédones que se apresentavam acima do

substrato.

O IVE foi realizado juntamente com o teste de emergência,

onde foram feitas contagens diárias tomando como critério os

cotilédones que se apresentavam acima do substrato, sendo

os resultados calculados pela fórmula proposta por [14].IVE

= (G1/N1) + (G2/N2) +... + (Gn/Nn); em que G1, G2 ... Gn representam

os números de plântulas emergidas na primeira,

segunda, até a última contagem; e N1, N2... N os números de

semanas desde a primeira, a segunda, até a última contagem.

Tabela 1 - Descrição dos tratamentos

T1

T2

T3

T4

T5

T6

T7

Diásporos intactos (testemunha).

Aquecimento dos diásporos em estufa a 80°C por 12 h, sem imersão

em água.

Aquecimento dos diásporos em estufa a 80°C por 12 h, seguido de

imersão em água por 6 h.

Aquecimento dos diásporos em estufa a 80°C por 12 h, seguido de

imersão em água por 8 h.

Aquecimento dos diásporos em estufa a 80°C por 12 h, seguido de

imersão em água por 10 h.

Embebição por 16 h dos diásporos durante a noite e aquecimento ao sol por

8h durante dia, por um dia, seguido de embebição no final por 24 h.

Embebição por 16 h dos diásporos durante a noite e aquecimento ao sol

por 8 h durante o dia, por três dias, seguido de embebição no final por 24h.

60

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Finalizado o teste de emergência, as plântulas foram retiradas

das bandejas, sendo o material separado por repetição

de acordo com cada tratamento,em seguida foram levadas

para o laboratório de sementes para determinação do comprimento

total com auxílio de réguamilimétrica [15].

Biomassa seca das plântulas – após a medição das plântulas

de cada tratamento as mesmas foram colocadas em sacos

de papel para posterior secagem em estufa com circulação

forçada de ar regulada, a 65°C onde permaneceram até atingir

peso constante. Após este período, as amostras foram resfriadas

e pesadas em balança de precisão de 0,001 g [15].

Para as avaliações de todos os testes de vigor foi considerada

uma plântula por unidade de dispersão devido a cada

fruto conter de uma a quatro sementes viáveis, portanto para

cada diásporo foi considerado apenas um indivíduo.

O delineamento experimental foi inteiramente casualizado

perfazendo sete tratamentos compostos de quatro repetições

cada. Os dados expressos em percentagens foram previamente

transformados em arscen (raiz x/100). As médias

foram submetidas à análise de variância e posteriormente

comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.

Tratamento pré-germinativo baseado no aquecimento

em estufa a 80°C por 12 horas sem imersão em água

proporcionou a maior porcentagem de emergência

de plântulas

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Pode-se notar que o tratamento pré-germinativo (T2) baseado

no aquecimento em estufa a 80°C por 12 horas sem

imersão em água proporcionou a maior porcentagem de

emergência de plântulas (35%) quando comparado aos demais

tratamentos, proporcionando também o maior índice de

velocidade de emergência (0,281). Por outro lado, os tratamentos

pré-germinativos (T3, T4 e T5) em que os diásporos

foram aquecidos a 80°C por 12 horas e seguidos por embebição

em água com alternância de tempo (6, 8, e 10 horas,

respectivamente) proporcionaram redução na expressão do

vigor.

Mas esses valores ainda são considerados baixos quando


ARTIGO

a finalidade é a produção de mudas em larga escala, o que demanda

o uso de maior quantidade de fruto-semente gerando,

assim, um custo adicional para o produtor, por isso é esperado

que o tratamento pré-germinativo proporcione maior porcentagem

e velocidade de emergência das plântulas com vistas à

obtenção de mudas uniformes.

Comparando os resultados deste estudo com o realizado

por [11] observa-se que há controvérsias, pois ao utilizar o

mesmo tratamento pré-germinativo (aquecimento do diásporo

em estufa a 80°C por 12 horas, seguido de imersão em água

corrente por seis horas) os referidos autores constataram a

melhor expressão do índice de velocidade de germinação

(1,58) e porcentagem de germinação (78%), enquanto nessa

pesquisa a porcentagem de plântulas emersas após a germinação

foi apenas 27%.

Por outro lado, [16] ao avaliar o potencial de germinação

de teca pós - colheita e aos 120 dias após o armazenamento

constatou que a viabilidade dos diásporos, não tratados, reduziu

de 58 para 28% com o período de estocagem, cujos resultados

também diferem do presente estudo quando se trata da

capacidade de germinação após a colheita. Evidenciando com

isso a divergência de resultados entres os autores citados. A

provável explicação para a variabilidade de resultados entre

os diferentes autores se justifica pela desuniformidade quanto

ao tamanho dos frutos, quantidade de sementes por fruto

e, ainda, a viabilidade dos mesmos. Podendo ser confirmado

A quebra da dormência da semente de teca ainda

precisa ser melhor estuda para alcançar resultados

mais significativos

pelo estudo realizado em Mato grosso por [23] com três lotes

de Tectona grandis L. f onde se constatou variabilidade quanto

às características físicas dos frutos, exemplificados pelo

peso de mil 0,681±0,032kg; número de frutos por quilograma

1.471±72; e dos frutos que não apresentaram emergência

em que 69,6% não continha qualquer semente enquanto as

demais apresentaram uma, duas ou três sementes por fruto.

Tais resultados indicam que a baixa emergência verificada no

presente estudo esteja relacionada tanto com a presença de

dormência quanto a possibilidade de ocorrência de diásporos

sem sementes e,ainda, sementes inviáveis.

Nos ensaios realizados por [13] foi verificado que o calor

de 80°C, temperatura obtida em um solarizador que simulava

a estufa, proporcionou a germinação de 66% dos diásporos,

cujo tratamento é similar ao testado neste estudo, porém o

resultado foi inferior (35%), novamente mostrando a discordância

de resultados entre os autores.

Resultados de pesquisa de [17] têm mostrado que o uso

de estufa a 80°C tem proporcionado resultado satisfatório,

obtendo-se porcentagem de germinação de 78%, pois os

autores argumentam que a alternância de temperatura tem

efeito benéfico na resposta fisiológica das sementes que estão

inseridas dentro do fruto, sendo essa técnica importante para

o enfraquecimento do mesocarpo e endocarpo, cujas estruturas

são barreiras mecânicas que limitam a germinação. No

presente trabalho foi utilizada a mesma técnica, no entanto,

o resultado foi inferior. Provavelmente fatores como a qualidade

dos frutos coletados possa ter interferido nos valores

verificados, uma vez que na amostra de diásporos podem

apresentar unidades com diferentes épocas de maturação

fisiológica, no entanto não foi encontrado relatos na literatura

quanto à influência da maturação sobre a germinação de

frutos-sementes de teca.

Ainda segundo [11]o fator limitante para a produção de

mudas de teca é a presença de endocarpo e mesocarpo duro

de alta resistência revestindo a semente, por isso, a germinação

se dá naturalmente de forma lenta e irregular, o que

caracteriza um tipo de dormência. Portanto, o melhor procedimento

para superar a dormência é aquele que promova a

redução da resistência mecânica sem afetar a viabilidade das

sementes [18]. E adicionalmente, segundo [23] outro fator

que contribui para a baixa porcentagem de emergência em

sementes dessa espécie é a ausência de sementes no fruto.

Os tratamentos T6 e T7 consistiram de embebição, aquecimento

e nova embebição com a finalidade de causar o choque

térmico para promover aceleração da germinação, mas

os resultados mostram que não surtiram efeito já que os valores

foram estatisticamente semelhantes aos diásporos não

tratados (T1). Apesar de não ter proporcionado o resultado

esperado, a embebição em água e posterior secagem ao ar

livre constituem a opção mais prática e segura para peque-

62

www.referenciaflorestal.com.br


Disco de corte para Feller

nos produtores florestais, além de ser um método simples, de

baixo custo e eficaz para promover uma germinação rápida e

uniforme [19]. O Tratamento 7 (embebição por 16 h dos diásporos

durante a noite e aquecimento ao sol por 8 h durante

o dia, por três dias, seguido de embebição no final por 24h),

técnica recomendada por [20] também foi testada neste estudo

mas os resultados mostram que não houve efeito devido

aos baixos valores obtidos para a velocidade e porcentagem

de emergência de plântulas. Ainda segundo o autor, quando

o fruto-semente é de qualidade essa técnica possibilita o

início da germinação em poucos dias, mas algumas unidades

podem demorar meses para germinar. Isso sugere que, provavelmente,

os diásporos utilizados tenham baixa viabilidade,

apesar de não ter sido feito teste que pudesse confirmar essa

suposição.

Com relação às variáveis comprimento e biomassa seca

de plântulas observou-se que o melhor e pior resultado foram

observados em T1 e T7, respectivamente, ressaltando que em

T1 os diásporos não foram submetidos a nenhum tratamento,

enquanto para os demais tratamentos (T2, T3, T4, T5 e

T6) não houve diferença estatística. Nota-se que as plântulas

oriundas do tratamento T1 apresentaram em média o maior

o comprimento e consequentemente a maior quantidade de

biomassa acumulada, o qual pode ser explicado provavelmente

pela maior quantidade de material de reserva presente nas

sementes. No entanto, o tratamento T2 foi o que proporcionou

maior porcentagem e índice de velocidade de emergência,

assim, supõem-se que embora tenha germinado mais sementes,

estas originaram em média plântulas menores e com

menos biomassa.

Os testes de vigor comprimento e massa seca de plântulas

são comumente utilizados na avaliação das plântulas, sendo

assim, sementes mais vigorosas possuem maior taxa de crescimento

em função da maior capacidade de transformação e

suprimento das reservas dos tecidos de armazenamento pelo

eixo embrionário, enquanto a determinação da biomassa seca

é outra forma de avaliar o crescimento das plântulas através

da matéria seca acumulada nos tecidos [21, 22]. Tais resultados

sugerem que a germinação natural possibilita o desenvolvimento

de plântulas mais vigorosas, mas em contrapartida o

número de plântulas emersas é reduzido.

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CONCLUSÃO

O tratamento que proporcionou os melhores resultados

de porcentagem e índice de velocidade de emergência foi

aquele baseado no aquecimento dos diásporos em estufa a

80°C por 12 h, sem imersão em água (T2), mas ainda proporcionou

baixos valores, necessitando novos estudos com essa

espécie. Os testes de comprimento e biomassa seca de plântulas

indicam que as plântulas mais vigorosas são obtidas sem

o tratamento dos diásporos.

Indústria e Comércio de Máquinas


AGENDA

NOVEMBRO 2016

NOVEMBER 2016

ABRIL 2017

APRIL 2017

Fórum Nacional de Carvão Vegetal e do Fórum de

Energia da Biomassa Florestal

8 e 9

Belo Horizonte (MG)

I Seminário Regional Sobre o Mercado Florestal

Paranaense

11

Arapoti (PR)

http://offers.forest2market.com/brasil-seminario-1-

landing

Agroecol 2016

16 a 19

Dourados (MS)

www.cpao.embrapa.br/agroecol2016

MARÇO 2017

MARCH 2017

Três Lagoas Florestal

28 a 30

Três Lagoas (MS)

www.treslagoasflorestal.com.br

DESTAQUE

XI Feira da Floresta

4 a 6

Gramado (RS)

www.feiradafloresta.com.br

II Seminário sobre Sanidade Florestal

18 e 19

Belo Horizonte (MG)

www.sif.org.br

MAIO 2017

MAY 2017

Ligna

22 a 26

Hanover - Alemanha

www.ligna.de

JUNHO 2017

JUNE 2017

Elmia Wood

7 a 10

Jönköping – Suécia

www.elmia.se

II Seminário sobre Prevenção e Controle de Incêndios

Florestais

I SEMINÁRIO REGIONAL SOBRE O MERCADO

FLORESTAL PARANAENSE

11 de novembro

Arapoti (PR)

http://offers.forest2market.com/brasil-seminario-1-landing

No dia 11 de novembro, acontece o primeiro evento de uma

série programada pelos Seminários Regionais sobre o Mercado

Florestal Paranaense. O encontro inaugural será realizado em

Arapoti (PR) e trará informações sobre o mercado na região

nordeste do Paraná, abrangendo os municípios de Jaguariaíva, Arapoti,

Telêmaco Borba, entre outros, incluindo também cidades

da região sul de São Paulo que compõem esse mercado.

Imagem: reprodução

64

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ESPAÇO ABERTO

METROLOGIA E AS

FÁBRICAS DO FUTURO

Foto: divulgação

Por Juliano Moraes

Mestre em Engenharia de Produção pela Unesp (Universidade Estadual Paulista)

A

tualmente a metrologia, definida como ciência da medição,

é uma das áreas do conhecimento científico com

maior aplicabilidade nos meios industriais, presente em

inúmeros processos de tomada de decisão. Por representar um

dos mais importantes instrumentos de desenvolvimento tecnológico,

oferece grande contribuição para o aumento da competitividade

na indústria.

Com a chegada da chamada Internet das Coisas e o crescimento

da automatização, um novo cenário se desenha dentro

das fábricas em todo o mundo. A indústria 4.0 promete revolucionar

as linhas de montagem e gerar produtos inovadores e

customizados já em um futuro próximo, com robôs cada vez mais

colaborativos no processo.

Diante deste cenário, novas tecnologias de medição surgem

com a missão de reduzir os tempos de análise e aumentar a precisão

dos resultados. Exemplo de inovação são os sistemas de

medição integrados a linhas de produção (medição in line), que

geram vantagens operacionais como a oportunidade de realizar o

diagnóstico dimensional da peça logo após a fabricação.

Para a adoção desta e outras tecnologias, a tendência é que

aumente a demanda por pessoas com alta qualificação no mercado

porque logo o metrologista passará a ter uma função muito

mais analítica do que operacional, o que certamente impulsionará

a produtividade, de modo a minimizar erros e aumentar a

qualidade.

Quem quiser garantir espaço nas fábricas do futuro deverá

buscar o aperfeiçoamento de suas competências para desenvolver

mais habilidades. Este profissional mais do que nunca precisará

estar aberto a mudanças, ter flexibilidade para se adaptar a

novas funções e se habituar a uma aprendizagem multidisciplinar

e contínua.

Embora ainda um pouco distante do Brasil, esta nova aprendizagem

ainda será ditada por uma maior cooperação entre as

autopeças e montadoras, organizações que já possuem uma expressiva

interdependência e devem desenvolver um relacionamento

mais próximo do que somente relações comerciais, em

razão da necessidade do desenvolvimento em conjunto das tecnologias.

Esses e outros assuntos serão debatidos por especialistas durante

o Simpósio SAE Brasil de Metrologia 2016, que será realizado

na Meritor, em Resende (RJ), dia 30 de novembro. Este é um

convite para deixar um pouco de lado a rotina pesada, olhar para

frente e se preparar para a competitividade da nossa indústria,

que demanda rapidez com qualidade.

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