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Rio de Janeiro, novembro de 2016

do deficit são tipicamente seguidos de reversões, não raro levando o saldo para terreno

positivo; e períodos de saldos positivos são seguidos por novos deficit. De especial

interesse são os períodos em que o saldo fica bem abaixo da média histórica, como,

aliás, é o caso do momento atual. É possível identificar ao menos três períodos em que

se registraram deficit historicamente elevados por alguns anos sequenciais, seguidos por

rápidas reversões: de 1958 a 1965; de 1971 a 1984; e de 1995 a 2003.

GRÁFICO 1

Saldo em TCs (1947-2015)

(Em % do PIB)

2,0

1,5

1,0

0,5

0,0

-0,5

-1,0

-1,5

-2,0

-2,5

-3,0

-3,5

-4,0

-4,5

-5,0

-5,5

-6,0

-6,5

-7,0

1958-1965

1971-1984

1995-2003

Média 1947-2015: - 1,8% do PIB

1947

1949

1951

1953

1955

1957

1959

1961

1963

1965

1967

1969

1971

1973

1975

1977

1979

1981

1983

1985

1987

1989

1991

1993

1995

1997

1999

2001

2003

2005

2007

2009

2011

2013

2015

Fonte: BCB.

Obs.: Pela ausência de série histórica longa com base na nova metodologia de 2015, os dados foram calculados segundo a antiga metodologia do balanço de pagamentos

(BPM5). Como só havia números da nova metodologia para 2015, o dado apresentado no gráfico foi ajustado para ser comparável ao da antiga.

O padrão deficitário das TCs no Brasil é compatível com uma economia em

desenvolvimento que possui taxa de poupança doméstica relativamente baixa e com

necessidade de expansão dos investimentos em capital fixo, requisito necessário para

alcançar uma taxa de crescimento do produto razoavelmente elevada. Em termos

dos grandes agregados macroeconômicos, o saldo em TCs equivale à diferença

entre o investimento (no conceito de formação bruta de capital, que inclui variação

de estoques) e a poupança (no conceito de poupança nacional bruta), embora não

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