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Revista Penha | dezembro 2016

O que acontece, quem são as pessoas que marcam a Freguesia e ainda algumas curiosidades sobre a Penha de França. Uma revista editada pela Junta de Freguesia da Penha de França.

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destaque Debatido, votado, feito! O primeiro Programa de Orçamento Participativo Escolar da Penha de França - POP Escolas, promovido pela Junta de Freguesia, envolveu cerca de 600 crianças, de 26 turmas do 4.º ao 10.º ano, que debateram propostas e depois as votaram, escolhendo vencedores. Neste momento, todos os projetos já estão concretizados. Conheça-os mais a fundo. 1.º ciclo Rita Reis Parque Infantil na Escola Ator Vale Rita Reis representa o 1.º ciclo de ensino: frequentou no passado ano letivo o 4.º ano na Escola Actor Vale e lutou por um novo parque infantil na sua escola. Baloiços na escola Ator Vale A Rita conta que apresentou uma proposta que até só recebeu um voto. Propunha melhorar as casas-de- -banho, que na sua opinião precisavam de um jeitinho… Depois transferiu o seu voto para uma outra ideia, que pretendia “fazer uma ligação com luz para a Biblioteca da Escola”. Mas havia um problema: “Passava dos mil euros, portanto foi rejeitada”. Entretanto estes problemas já foram resolvidos pela Junta. Com muita simplicidade, dá uma lição de saber perder em democracia: “É uma pena, mas as regras são mesmo assim, senão não tínhamos possibilidade de participar em nada. A proposta com mais votos a seguir a essa foi a de um novo parque infantil, que não era a minha, mas eu achei muito boa ideia”. Foi deste modo que foi eleita como a melhor pessoa para defender a proposta vencedora, porque tem muita facilidade em explicar o que pensa. E as coisas correram bem, porque a verdade é que levou a sua avante! “Fiquei muito contente com a proposta vencedora, porque o parque infantil vai ser muito importante. Nós achamos que esta escola tem poucas coisas para os alunos brincarem no recreio. Um escorrega, baloiços, aqueles brinquedos que não sabemos o nome mas que dá para balançar, podiam ficar giros… Depois há uma coisa engraçada: quando os mais velhos estão nas aulas, os meninos da pré podem aproveitar”, conta Rita, entusiasmada. E os alunos vão ter cuidado com o novo parque infantil? Responde que “é preciso regras para não estragar as coisas logo à primeira”, sugerindo que talvez seja melhor não irem “para lá todos ao mesmo tempo”. Quanto ao POP Escolas, acha que “foi uma ideia fixe da Junta de Freguesia porque assim podemos escolher as coisas que fazem muita falta à nossa escola”. Apesar de Rita já estar noutra escola, no 2.º ciclo, diz que acha “bem na mesma porque fazia falta”. 4 AF JFPF REVISTA DEZEMBRO.indd 4 30/11/2016 16:53

Margarida Xavier e Inês SImões propuseram Robôs 2.º ciclo Margarida Xavier e Inês Simões Robots para a Escola Nuno Gonçalves Margarida Xavier e Inês Simões representam um pequeno grupo de alunas com uma proposta tecnológica para a Escola Nuno Gonçalves: a aquisição de pequenos robôs escolares que vão ajudar na Matemática e não só. A história começou na Biblioteca da Penha de França, onde as alunas – que no ano letivo passado andavam no 6.º ano – participaram numa atividade com os tais robôs. O sucesso foi tanto que a turma se entusiasmou com a possibilidade de adquirir esses aparelhos para a sua escola e, apesar de ter sido dada a oportunidade a outras ideias de irem a votos, foi mesmo aprovada por unanimidade. Margarida explica-nos que “são uns robôs pequeninos, azuis, com rodas, que fazem diversas coisas, como produzir e gravar sons, desenhar formas geométricas, ajudar-nos na Matemática ou noutras disciplinas, dependendo da programação. Se as professoras quiserem podem utilizálos para dar as aulas!”. Inês acrescenta que a programação é feita através de um tablet, com uma aplicação específica. Na sua opinião, “é bom para os alunos terem contacto com a tecnologia e entusiasmarem-se de outra maneira dentro da sala de aula”. As duas amigas não têm dúvidas de que a novidade da sua proposta e a qualidade da apresentação aos colegas fizeram a diferença: “A nossa apresentação foi a mais diferente, mais atrativa. Isso acabou por conquistar os nossos colegas”, conta Margarida. “Até demos um exemplo do que os robôs sabiam fazer, que foram as formas geométricas e os sons. As pessoas nunca os tinham visto e isso ganhou às propostas que foram só lidas”, esclarece Inês. Além de contentes por terem conseguido o financiamento da Junta de Freguesia para os robôs, as jovens conseguiram também que a própria Escola se empenhasse na aquisição dos tablets necessários para os pôr a funcionar. Sentem-se orgulhosas “porque é uma mais- -valia para todos os alunos e a ideia é que os robôs possam ser requisitados por todas as escolas do Agrupamento”. 5 AF JFPF REVISTA DEZEMBRO.indd 5 30/11/2016 16:53

Revista Penha | abril 2017
São Mamede em Revista nº 11 - Junta de Freguesia de São Mamede
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