Agosto/2016 - Referência Industrial 177

grupojota

Visitantes - Grupo Jota Comunicação

ENTREVISTA - Presidente da Abesco vê 2016 como um bom ano para repensar a eficiência energética

I N D U S T R I A L

Na palma

da mão

Com bom custo benefício, autoclaves se

adaptam ao século XXI e oferecem integração

com dispositivos móveis

In the Palm

of the Hand

With a good cost benefit ratio, autoclaves

are adapted to the 21st century and offer

integration with mobile devices

Especial – Destaques da Formóbile, uma das mais importantes feiras do setor realizada em SP


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

SUMÁRIO

SUMÁRIO

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

32

Baukus 09

Cerumaq 15

Congresso Moveleiro 73

Contraco 53

DRV Ferramentas 13

Engecass 17

Gaidzinski 65

H. Bremer 11

42

04 Editorial

06 Cartas

08 Bastidores

50

Homag 07

Indumec 75

IWF Atlanta 49

Máquinas Dallabona 71

Marrari 41

Mill Indústrias 76

Montana Química 02

MSM Química 31

Planeta Industrial 71

Razi Máquinas 59

Salvador 45

Siempelkamp 05

Tecnovapor 69

Vantec 29

10 Coluna Flavio C. Geraldo

12 Notas

18 Aplicação

19 Alta e Baixa

20 Frases

21 Affemaq

26 Entrevista

30 Coluna Abimci Paulo Pupo

32 Principal Autoclaves conectadas

38 Empresa e negócios

42 Construção Civil

46 Informe

50 Especial Formóbile

62 Química na Madeira

66 Artigo

72 Agenda

74 Espaço Aberto

AGOSTO | 03


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

EDITORIAL

Ano XVIII - Edição n.º 177 - Agosto 2016

Year XVIII - Edition n.º 177 - August 2016

Nesta edição o destaque

fica por conta da integração a

dispositivos móveis, realizadas

pelas autoclaves da Fhaizer

UM FUTURO

VISIONÁRIO

Há milhares de anos, o pensador chinês Confúcio fez

uma reflexão que se propagou até os dias de hoje: “se quiser

prever o futuro, estude o passado”. Tal frase cai como uma

luva nesta edição de REFERÊNCIA INDUSTRIAL, que trata

sobre as perspectivas para os próximos anos em diversas das

suas editorias. Na nossa matéria principal, falamos sobre a

evolução e modernização das autoclaves, que hoje podem

ser operadas e diagnosticadas usando o touch screen de um

smartphone; visitamos a feira ForMóbile, uma das mais importantes

do setor, e trouxemos em primeira mão as tendências

do mercado nacional; em Construção Civil, o maior prédio de

madeira da Europa se ergue na Itália, mostrando que o futuro

do setor procura cada vez mais a sustentabilidade encontrada

na madeira. Desejamos a todos assinantes e leitores uma

leitura visionária, assim como os retratados nestas páginas.

A VISIONARY FUTURE

Thousands of years ago, Chinese philosopher Confucius

reflected on something that is valid even today: “If you want

to predict the future, study the past.” This fits this issue of RE-

FERÊNCIA Industrial like a glove, as to the outlook for the next

few years in several of this month’s articles. In our lead story,

we talk about the evolution and modernization of autoclaves,

which today can be operated and diagnosed using a touch on

the screen of a smartphone; we visit ForMóbile, one of the most

important trade fairs in the industry, noting the national market

trends firsthand; and in the Building Construction Section, the

largest building in Europe using wood is being constructed in

Italy, demonstrating that the Sector's future increasingly looks

at the sustainability found in wood. We wish all subscribers

and readers a visionary reading, such as the vision depicted in

these pages.

EXPEDIENTE

JOTA COMUNICAÇÃO

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Diretora de Negócios / Business Director

Joseane Knop

joseane@jotacomunicacao.com.br

ASSINATURAS

0800 600 2038

Veículo filiado a:

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Bruno Raphael Müller

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Colunista / Columnist

Flavio C. Geraldo

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Colaboradores / Colaborators

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fone: +55 (41) 3333-1023

Tradução / Translation

John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

Monica Kirchner - Coordenação

Alessandra Reich

assinatura@revistareferencia.com.br

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida

aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de

pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais, ONG’s, entidades de

classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao segmento madeireiro.

A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos

emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes

materiais de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e

outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são terminantemente proibidos

sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the

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institutions, university students, governmental agencies, NGO’s, class and other entities

directly and/or indirectly linked to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does

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signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The

use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of

the texts, photographs and other intellectual property in each publication of Revista

REFERÊNCIA is expressly prohibited without the written authorization of the holders

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

CARTAS

Capa da Edição 176 da

Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL,

mês de julho de 2016

Capacidade

Mercado

Por

Jefferson Silva -

Campinas (SP)

A China como

potência econômica

pode até

ter desacelerado

nos últimos anos,

mas sua capacidade

industrial só é aprimorada a cada ano que passa. Prova

disso é a capa da última revista, que mostra a investida dos

asiáticos no setor de máquinas.

Foto: Mauricio de Paula

Por Antônio

Gazizi -

Santos (SP)

A REFERÊNCIA

INDUSTRIAL

tem melhorado

a cada edição.

Dou meus parabéns

à toda

equipe pela matéria sobre exportação de madeira. Sem

dúvidas, um mercado que só tem a crescer nos próximos

anos.

Foto: divulgação

Segmento

Por Marcos Frota -

Rio de Janeiro (RJ)

Acredito que a comissão

de estudos sobre

o wood frame venha

fortalecer ainda mais

este segmento da

construção civil. Já é

passada a hora de uma

normatização.

Foto: divulgação

Inovação

Por Carlos Aguilar -

Rio Branco (AC)

Muito pertinente a

última coluna do Flávio

Geraldo. Ninguém

pode se dar ao luxo de

acomodar-se, principalmente em um ano de grandes

transformações como tem sido 2016. Que os industriais

trabalhem sempre em prol de inovações!

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião

é fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

revistareferencia@revistareferencia.com.br

Foto: divulgação

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E-mails, críticas e sugestões podem ser

enviados para redação ou siga:


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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

BASTIDORES

AUTOCLAVES

MODERNAS

Para a principal

matéria desta edição,

visitamos a fábrica da

Fhaizer em Joinville

(SC), especialista na

produção de autoclaves,

conduzidos pelos

diretores Victor Aguiar e

André Clemente.

Da esquerda para a

direita: Bruno Raphael

Müller (jornalista do

GRUPO JOTA); Fábio

Machado (diretor

comercial do GRUPO

JOTA); Mauro Speck,

da Fhaizer, Dr. Victor

Aguiar, da Fhaizer,

Guilherme Muhlhausen e

André Clemente, diretor

comercial da Fhaizer

Foto: Mauricio de Paula

Da esquerda para

a direita: Roberto

Floriani (diretor

da Esquadribrás);

Joseane Knop

(diretora de negócios

do GRUPO JOTA);

Eduardo Rechenberg

(diretor da Alca

Máquinas); e Bruno

Raphael Müller

(jornalista do GRUPO

JOTA)

Foto: Mauricio de Paula

FÁBRICA DE

PORTAS

A REFERÊNCIA

INDUSTRIAL visitou a

fábrica da Esquadribrás

(SC) para ver de perto o

trabalho das máquinas

Razi

VERSATILIDADE

MADEIREIRA

Acompanhando a

produção das máquinas

chinesas, a REFERÊNCIA

INDUSTRIAL visitou

também a Beatriz

Madeiras (SC)

Foto: Mauricio de Paula

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

COLUNA

MOMENTOS

Lentamente, o setor produtivo começa a respirar novos ares

Flavio C. Geraldo

Arch Proteção de Madeiras - Grupo Lonza

Contato: flavio.geraldo@lonza.com

Foto: divulgação

N

ão se trata de título de uma música romântica,

mas é inegável que depois de um período

de muita turbulência em nossa economia

- afetando frontalmente o setor produtivo - parece

que começamos a respirar outros momentos. Não vai

ter jeito, os ajustes virão: sabe-se lá o que vai ser das

cotações da nossa moeda em relação às moedas fortes;

ajustes fiscais; necessidade de modernização das

relações de trabalho; reforma da previdência; enfim,

pelo menos existem indicações de mudanças no médio

prazo que poderão ser benéficas. Para o setor industrial

madeireiro, é o momento de reflexões, buscando decifrar

algumas oportunidades que o momento parece

desvendar.

Todos sabem que no mercado interno o setor da

construção é ávido por madeiras. As indicações são

de que o setor consome cerca de 25% do volume total

de madeira serrada no Brasil, anualmente. Só em

estruturas de coberturas, a projeção é de um volume

médio anual da ordem de 2,5 a 3,0 milhões de m³ (metros

cúbicos). Por outro lado, a CEF (Caixa Econômica

Federal) acaba de informar a respeito de uma nova

linha de crédito que visa ampliar o financiamento de

imóveis com preços entre R$ 225 mil e R$ 500 mil. A

entidade informa que tem R$ 3,8 bilhões para financiar

a compra da casa própria pela linha pró-cotista, que é

voltada para trabalhadores com pelo menos 36 meses

de vínculo com o Fgts (Fundo de garantia do tempo de

serviço) com saldo na conta de pelo menos 10% do valor

do imóvel ou trabalhando. A taxa de juros é de 8,66%

ao ano. São medidas que podem dinamizar o mercado

industrial madeireiro, sem dúvidas; afinal, sendo repetitivo,

há capacidade ociosa e matéria-prima disponível,

assim como Normas Técnicas que credenciam o setor

ao devido suprimento desse fantástico mercado.

Saindo de casa e indo para o campo, o ministro da

Agricultura do Brasil foi aos EUA (Estados Unidos da

América) para fechar um acordo sobre o comércio de

carne bovina in natura entre os dois países. Tal acordo

vem sendo costurado há alguns anos e poderá incrementar

as exportações brasileiras em R$ 900 milhões

por ano, estima o Ministério da Agricultura do Brasil.

Vale lembrar que já somos exportadores de carnes

bovinas industrializadas para os EUA. O objetivo do

novo acordo é viabilizar também a exportação de carne

fresca e congelada.

Boi no pasto lembra cercas e cercas lembram mourões

de madeira tratada, produtos de pleno domínio e

atual vocação do setor no Brasil, ainda que de baixos

valores agregados e de ambiente de alta competitividade.

Ao lado das pastagens limitadas por cercas com

mourões tratados, em muitas áreas estão as ferrovias

que, pelas indicações de decisões relacionadas a novas

parcerias governamentais, poderão se estendidas com

novos troncos e ramais, afinal, o escoamento de safras

de grão através das ferrovias, comprovadamente são

vantajosos em termos logísticos. Mercado para os

dormentes ferroviários, produzidos com madeiras

cultivadas e tratadas. Há que se mencionar uma nova

disposição dos principais órgãos reguladores do Brasil

em relação a uma gradativa desburocratização no processo

de registros de novas formulações preservativas

para madeiras.

Claro que o alto nível de exigência permanece, mas

a forma como esses órgãos estão vendo os andamentos

de processos, poderá trazer maior dinamismo às

analises e eventuais aprovações de formulações mais

inovadoras, cujo principal mercado alvo será o setor

da construção, em consonância com o que ocorre em

países de maior desenvolvimento. Os exemplos aqui

mencionados permitem o sentimento de que novos

e esperançosos momentos de melhorias começam a

surgir, vale, no entanto, bater três vezes na madeira.

A conferir.

O sentimento é que novos e esperançosos momentos de

melhorias começam a surgir. Vale, no entanto, bater três vezes

na madeira

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

NOTAS

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Tecnologia de ponta

A produção conectada e inteligente é a evolução proporcionada

pela Indústria 4.0, também conhecida como a quarta

Revolução Industrial. Este conceito, que já é aplicado em

diferentes áreas produtivas, foi o tema da palestra Indústria

4.0 na Produção de Móveis realizando pela Homag durante

a VII ForMóbile. O evento foi um sucesso e reuniu centenas

de fabricantes de móveis interessados em saber mais sobre

a tecnologia da empresa alemã. Quem falou sobre o assunto

foi o engenheiro e diretor de métodos, ferramentas

e sistemas da Homag, Ernst Esslinger, que está há 30 anos

na empresa. Esslinger explicou que fornecer linhas em Lote

1 personalizadas é uma realidade no Grupo Homag.“Nós

entregamos várias linhas altamente integradas, flexíveis e

produtivas no mundo todo, principalmente para o mercado

europeu, americano e chinês. ”Como exemplo de produção

conectada de alto nível, o engenheiro apresentou a empresa

Hali, uma fabricante de móveis de escritório da Áustria, que

consegue produzir 48 milhões de variações em apenas 15

dias de trabalho, o que gerou um aumentou na sua produção

de 30% após ter investido em uma linha altamente flexível e

produtiva. O Grupo Homag já domina todos os processos,

softwares, máquinas e serviços que envolvem a produção

conectada e agora está focando em pesquisas e desenvolvimentos

para alcançar o conceito Indústria 4.0 por completo.

Canteiro para

madeira

O canteiro experimental de Arquitetura da Ufpr (Universidade

Federal do Paraná) está prestes a sair do papel.

O espaço terá um grande enfoque em madeira. A expectativa

é de que o departamento possa começar a trabalhar

no projeto ainda no segundo semestre deste ano.

Um dos grandes diferenciais é o diálogo da universidade

com o setor industrial e escritórios de arquitetura,

para envolvê-los nos debates, escutando suas demandas

e contribuições. O departamento de Arquitetura e Urbanismo

da Ufpr também vem trabalhando para popularizar

a madeira como material construtivo.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Móveis a partir

de resíduos

O doutor em Biotecnologia pela Ufam (Universidade Federal do Amazonas),

Leonardo Brandão, transforma resíduos de madeiras, que antes

eram descartados no lixo, em artigos de luxo. O material retirado das ruas

de Manaus é usado na montagem de mesas, baús, adegas, molduras, prateleiras,

sofás e estantes. O trabalho conta com apoio do Governo do Amazonas,

por meio da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do

Amazonas).

O projeto começou como um hobby e se tornou, posteriormente, um empreendimento. Os produtos possuem uma estética

inovadora, aliada ao conceito de sustentabilidade. A produção de móveis com resíduos de madeira é um dos 40 projetos aprovados

no Programa Sinapse da Inovação.

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

NOTAS

Demissões

aumentam no

Polo de Ubá

O Polo Moveleiro de Ubá (MG) sofre os efeitos

da crise econômica nacional. O momento ruim da

economia resultou na demissão de mais de 2.600

funcionários, além do fechamento de dez fábricas

do setor. E as empresas que ainda estão abertas

passaram a ter medidas de contenção de custos

para não agravar ainda mais a situação atual.

O presidente do Intersind (Sindicato das Indústrias

de Móveis de Ubá e região), Áureo Barbosa,

contou que um dos recursos adotados por algumas

empresas é dar férias coletivas para driblar

as máquinas paradas. Ele acredita que haja uma

recuperação até o final deste ano.

Foto: divulgação

Madeira é Legal

Em busca da promoção do uso sustentável da madeira na

construção civil, o programa Madeira é Legal realiza uma série

de cinco palestras para o segundo semestre deste ano, em Brasília

(DF). O objetivo do evento é mostrar as possibilidades de uso

sustentável da madeira para arquitetos, engenheiros e urbanistas.

As palestras, que são gratuitas e abertas ao público, terão

início em agosto e serão realizadas no CasaPark Shopping. O

calendário e os oradores convidados ainda serão divulgados. Assinado

por 23 instituições em 2009, o programa é um protocolo

de cooperação que busca incentivar o uso da madeira certificada

na construção civil brasileira.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Governo do Acre

entrega R$ 500 mil

em móveis

O governador do Acre, Tião Viana, realizou a entrega de quase

R$ 500 mil em mobiliário que serão destinados aos escritórios da

Seaprof (Secretaria de Estado de Extensão Agroflorestal e Produção

Familiar) na capital, Rio Branco, e interior do Estado.

A entrega foi feita no Polo Moveleiro de Rio Branco e faz parte

do Programa de Fortalecimento do Setor Moveleiro do Acre, que

permitiu a aquisição de 525 mobiliários, entre mesas, gaveteiros, armários, estantes, poltronas e portas para computadores desktop.

Para o governador, a entrega representa o fortalecimento do potencial econômico do estado. O programa foi criado em 2011, para

incentivar o setor moveleiro do Acre.

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2

A N O S

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processo. O equipamento classifica as tábuas automaticamente em relação as suas dimensões.

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NOTAS

Foto: divulgação

Polo moveleiro

de Linhares

Em maio, a CNI (Confederação Nacional da Indústria)

divulgou o perfil da indústria nos Estados, que apontou a

relevância do setor produtivo em cada região. A pesquisa

apontou Espírito Santo como o primeiro colocado do

ranking nacional: 40,5% das riquezas produzidas vêm da

indústria. O setor moveleiro é um dos mais tradicionais do

Estado e conta com 800 indústrias, que geram hoje cerca

de 11 mil empregos.

O destaque é o polo moveleiro de Linhares, que abrange

diversos municípios do norte capixaba e onde estão instaladas

140 empresas de móveis seriados e marcenarias,

que atendem às demandas dos grandes centros urbanos do

país. De acordo com o Ibge (Instituto Brasileiro de Geografia

e Estatística), o Espírito Santo foi um dos únicos Estados

que apresentou variações positivas no volume de vendas de

móveis de 2008 a 2014. Em 2008, foi o Estado com o maior

crescimento em vendas de móveis.

Mais empregos

no Alagoas

No Polo José Aprígio Vilela, está localizada a Atacadista

Paletes de Madeira. Apesar de a inauguração estar

prevista para outubro, a indústria já está operando. Ela

fornece paletes para a Portobello e gera 50 empregos diretos,

além de 150 empregos indiretos.

Para o diretor-presidente da Atacadista, André Toledo,

o Prodesin (Programa de Desenvolvimento Integrado)

foi fundamental para a instalação da indústria.

Para os empresários que queiram investir em Alagoas, a

Sedetur (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico

e Turismo) oferece vantagens. Entre elas, estão

o apoio para encontrar uma localização estratégica e o

deferimento de Icms (Imposto sobre Circulação de Mercadorias

e Serviços).

Foto: divulgacão

Expobois é adiada

para 2018

O Symop (Sindicato dos Maquinários e Tecnologias Francesas de

Produção) anunciou o adiamento da feira Expobois, prevista para ocorrer

em 2017. Agora, o evento deverá acontecer em março de 2018, em Paris.

A decisão da mudança da data foi tomada levando em conta a instabilidade

econômica do mercado interno da França.

Segundo o comunicado oficial, os organizadores agora trabalharão

para fazer da feira um evento ainda maior do que o previsto, devido ao

prazo maior para a elaboração dos estandes. A Expobois 2018 será focada

em novos meios de processamento de madeira e máquinas do setor,

assim como métodos de otimizar a produção.

Foto: divulgacão

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

APLICAÇÃO

JARDIM DENTRO

DE CASA

Foto:divulgação

O

s jardins verticais têm se tornado uma das decorações

preferidas dos últimos anos para os amantes da natureza.

Na falta de espaços como varandas ou quintais,

muitos donos de imóveis optaram por pendurar suas plantas na

parede, otimizando o espaço disponível em apartamentos.

Pensando nisso, a Elo7, em parceria com o site MadeiraMadeira,

criou tipos de jardins verticais, feitos com paletes de MDF

e voltados especialmente para locais aconchegantes. Disponível

em diversas versões, os jardins verticais podem vir em diversos

formatos para vasos pequenos e médios. Além dos verticais, também

há opções de jardins tradicionais, também feitos de pallet.

LUXO E

SUSTENTABILIDADE

A

decoradora Walkiria Nossol lançou este mês

uma linha de mobiliário, a convite da catarinense

Móveis Serraltense, empresa moveleira

de São Bento do Sul (SC). No total, serão 14 peças produzidas

com a proposta de compor uma sala de jantar. A

primeira peça a ser lançada é uma cadeira, desenvolvida

em madeira 100% sustentável, com detalhe em algodão

natural e tecidos de fibra igualmente natural.

"Para a cadeira a minha inspiração foi a busca por

produtos sustentáveis que atendessem à proporção ideal

entre largura e altura, e ainda tivessem linhas simples

e detalhes inovadores, de preferência manufaturados",

explica Walkiria Nossol. De acordo com a profissional, a

linha tem como objetivo trazer o luxo aliado à sustentabilidade.

Fotos: divulgação

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ALTA E BAIXA

ALTA

MAIS MADEIRA EM MT

O ramo de produtos de madeira no Mato Grosso teve aumento na produção, por causa de maior

fabricação de madeira serrada, aplainada ou polida. Isso contribuiu para alta na produção industrial

mato-grossense, que voltou a se destacar em maio. De acordo com dados mais recentes

do Ibge (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), houve um crescimento de 14,6% em

comparação com o mesmo período, no ano passado. Essa foi a quarta taxa positiva consecutiva

para o Estado nas comparações interanuais.

CONSULTORIA PARA NR-12

O Instituto Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) de Tecnologia em Meio Ambiente e Química, em Curitiba

(PR), criou uma equipe de consultores para avaliação de máquinas e equipamentos dentro da NR-12, que permite às

empresas adequarem seu maquinário de acordo com essas instruções. Por ser uma norma de complexo entendimento e

aplicação, o Senai deu início a este serviço, que já conta com a adesão de diversas empresas do Paraná.

QUEDA NO NORDESTE

O setor moveleiro baiano está à deriva. As vendas registraram em maio deste ano uma redução de 20,8% em relação

ao mesmo mês de 2015, segundo o estudo do Ibge (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgado em julho.

Para a gerente de serviços e comércio do instituto, Isabella Nunes, o resultado negativo foi influenciado principalmente

pela evolução dos preços acima do índice geral da inflação, mercado de trabalho enfraquecido, número menor de

trabalhadores com carteira assinada no setor privado e de salários.

BAIXA

PORTAS FECHANDO EM ARAPONGAS

O Sima (Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas) confirmou que mais uma empresa

moveleira do município, a Fiasini Indústria e Comércio de Móveis, encerrou as atividades durante

a última semana. Com mais de 20 anos de atividades, a empresa acabou dispensando

um total de 117 funcionários que ainda atuavam no setor de produção. De janeiro a julho deste

ano, pelo menos quatro empresas do ramo fecharam as portas, extinguindo 2,3 mil vagas de

emprego em Arapongas. Cenário mais que preocupante.

AGOSTO | 19


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

FRASES

Estamos ansiosos de ver medidas

muito duras, modernas, mas difíceis de

serem apresentadas como a [reforma

da] Previdência Social, para um futuro

promissor e questões trabalhistas

Foto: Agência Brasil

Robson Andrade, Presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), ao

se manifestar a favor de reformas trabalhistas e da aposentadoria no Brasil

após encontro com o presidente interino Michel Temer

O retorno da confiança aos níveis médios históricos dependerá, de

agora em diante, de uma efetiva recuperação da demanda interna e da

redução das incertezas originadas no ambiente político

Aloisio Campelo Jr., superintendente Adjunto para Ciclos Econômicos da FGV (Fundação Getúlio Vargas), sobre a

retomada da confiança do setor industrial ao melhor nível desde 2014

O desempenho ruim da indústria foi o epicentro de nossa crise, e

a retomada do crescimento do país passa por sua recuperação. A

exportação é o principal motor desse movimento, e a substituição das

importações também ajudará

Rafael Cagnin, economista do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial)

Nós enfatizamos ao Presidente da

República e a todos os ministros presentes

que, ao lado do câmbio favorecido, nós

precisamos de mais crédito e política de

estímulo à exportação

Foto: Agência Brasil

Elizabeth de Carvalhaes, Presidente-executiva da Ibá (Indústria

Brasileira de Árvores), após encontro em Brasília com ministros

do governo federal

20 |

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

AFFEMAQ

TUDO

EM CASA

Fotos: Affemaq

MOSTRA AFFEMAQ

SERRA GAÚCHA ANIMA

POLO MOVELEIRO DE

BENTO GONÇALVES

E DESTACA A

NECESSIDADE DE

APROVEITAR AS

OPORTUNIDADES DO

MERCADO

F

undada em 2004, na cidade de Bento Gonçalves

(RS), a Affemaq (Associação dos Fornecedores

para as Indústrias de Madeira e Móveis) sempre

teve em seu DNA o espírito empreendedor, inspirado na

trajetória das empresas associadas e especializadas em

diferentes soluções para o segmento moveleiro. No fim

de junho, ocorreu no município a 19ª edição da Mostra

Affemaq. O evento foi promovido no Estado com apoio

e incentivo de importantes entidades da cadeia madeira

e móveis, como Sindmóveis (Sindicato das Indústrias do

Mobiliário de Bento Gonçalves) e Movergs (Associação

das indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul),

além de outros sindicatos regionais e entidades ligadas

ao setor, como Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem

Industrial) e Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro

e Pequenas Empresas).

A Mostra Affemaq Serra Gaúcha reuniu mais de 40

expositores, além de fornecedores e prestadores de

serviço para o setor. Durante os três dias de evento, mais

de 500 empresas tiveram acesso às melhores soluções

24 |

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apresentadas pelo mercado, atualmente. Os contatos

contabilizaram uma previsão de 11,9 milhões em negócios,

para fechamentos até o final deste ano.

Com a interação de cerca de 1.200 profissionais, o

evento cumpriu com o seu papel de promover a aproximação

entre os elos da cadeia moveleira, sempre com

o intuito de levar tecnologia e inovação, com condições

diferenciadas para viabilizar negócios. “Sem dúvidas, realizar

o evento na nossa casa, após 18 consolidadas edições,

nos trouxe muita alegria. Tínhamos esta responsabilidade

de apresentar a Affemaq aos nossos moveleiros gaúchos e

comprovar a competência de nossos associados e parceiros

nas soluções para o setor”, destacou Fabrício Zanetti,

presidente da Affemaq. “Nos últimos anos, a tecnologia

nacional do setor ganhou força e evoluiu, melhorando

substancialmente o desempenho dos fabricantes de

móveis de todo o Brasil. Ainda temos um caminho até

desmistificar a ideia de que é necessário importar tecnologia,

mas nosso empenho em apresentar novas soluções

contribui para este novo momento da indústria nacional.”

Henrique Tecchio, presidente do Sindmóveis, também

se manifestou durante a ocasião. “O Sindmóveis é uma

entidade que construiu reputação fortalecendo a cadeia

moveleira integralmente. A fórmula de sucesso utilizada

pela Affemaq em suas feiras itinerantes mostra que o

associativismo e, principalmente, a parceria entre as entidades

do setor, são fundamentais para enfrentarmos os

obstáculos e dificuldades impostos pelo governo.”

Na visão do presidente da Movergs, Volnei Benini, a

Mostra Affemaq é um evento que orgulha não só o Rio

Grande do Sul, mas as empresas do setor moveleiro do

Brasil como um todo. “Trabalhamos em prol dos mesmos

objetivos e da mesma cadeia produtiva. A força do setor

moveleiro pode ser mensurada pelos números da indústria

gaúcha, que representa 18,4% do total de móveis fabricados

no Brasil, com posição de liderança como maior

produtor de móveis do país. Juntos, somos muito mais

fortes”, assegura Benini.

O evento deste ano buscou mostrar os diferenciais da

entidade, que prima pela fidelização dos clientes, com parcerias

duradouras, que deem segurança aos investimentos

e resultados ao processo produtivo. “Quando planejamos

as edições e selecionamos os locais, cada expositor já pensa

os produtos a serem expostos de modo que atendam as

necessidades específicas daquele perfil de produção”, destaca

Fabrício Zanetti. “São particularidades que também

fomos reconhecendo ao longo dos anos e esta experiência

nos faz conhecer melhor e nos aproximar dos clientes”.

Uma das pioneiras no

segmento, a Affemaq realiza

a mostra para aproximar

fabricantes de móveis de seus

fornecedores

O evento foi promovido

com apoio e incentivo

de importantes

entidades da cadeia

madeira e móveis, como

Sindmóveis, Movergs,

Senai e Sebrae

O evento deste ano buscou

mostrar os diferenciais da

entidade, que prima pela

fidelização dos clientes

AGOSTO | 25


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ENTREVISTA

ALEXANDRE

SEDLACECK MOANA

FORMAÇÃO PROFISSIONAL

EDUCATION:

Bacharel em Ciências Aeronáuticas pela Academia da

Força Aérea e bacharel em direito

Bachelor in Aeronautical Sciences, Brazilian Air Force Academy, and

Bachelor in Law

Foto: divulgação

CARGO

PROFESSION:

Presidente da Abesco (Associação Brasileira das Empresas

Brasileiras de Conservação de Energia)

President of the Brazilian Association of Energy Conservation Service

Companies (Abesco)

Repensando a eficiência

energética da indústria brasileira

Rethinking energy efficiency in the brazilian

industrial sector

E

m um momento de contenção de gastos e de

repensar despesas, a energia deve estar entre os

primeiros itens da lista. Para se ter ideia, estudos

recentes da Abesco (Associação Brasileira das Empresas

Brasileiras de Conservação de Energia) apontam que 39%

da energia elétrica produzia no Brasil é consumida pelo setor

industrial. Porém, em uma pesquisa realizada pela iniciativa

norte-americana denominada Conselho para uma Economia

Energeticamente Eficiente, ficou constatado que o Brasil

está em último lugar entre as 16 potências mundiais, quando

o assunto é eficiência no uso de energia. Para conversar a

respeito de soluções em curto e longo prazo, REFERÊNCIA

INDUSTRIAL conversou com o presidente da Abesco, Alexandre

Moana.

A

t a time of spending restraint and rethinking expenditures,

energy should be amongst the first

items on the list. To get an idea, recent Brazilian

Association of Energy Conservation Service Companies

(Abesco) studies indicate that 39% of the electric energy

produced in Brazil is consumed by the Industrial Sector. However,

in a survey conducted by the American Council for an

Energy Efficient Economy, it was found that Brazil is in last

place amongst the 16 world powers when it comes to Energy

Efficiency. To talk about short-term and long-term solutions,

REFERÊNCIA Industrial spoke with Alexandre Moana, President

of Abesco.

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Um estudo colocou o Brasil como o pior entre as 16 potências

do mundo na questão da eficiência energética. Por

que o Brasil desperdiça tanta energia?

Alguns pontos diferenciam o Brasil da realidade da Europa

ou dos EUA (Estados Unidos da América). Um deles é a

idade do nosso sistema produtivo, que é três a quatro vezes

mais antigo do que desses outros países. Ou seja, os nossos

equipamentos, por serem mais antigos, não vão ter a mesma

eficiência dos mais modernos, que já equipam outras realidades

dos países desenvolvidos. Um outro item talvez seja a falta de

acompanhamento contínuo. Hoje, nós da Abesco defendemos

constantemente a adoção de processos de acompanhamento

de utilização de energia. Talvez esse seja outro item que pode

nos tornar mais eficientes.

Mesmo com a desaceleração da economia nos últimos

anos, o desperdício de energia nas indústrias aumentou em

3%. Isso quer dizer que produção e gasto de energia não

andam necessariamente juntos?

Exatamente. Quando diminuo a minha produção, muitas

vezes aumento o desperdício. Ou seja, não diminuo a produção

na mesma proporção em que diminuo a utilização de energia

elétrica, porque tenho itens dentro da minha planta que não

são moduláveis com a redução da distribuição, por exemplo.

Diminuindo a produção, nem sempre vou eliminar luzes do

meu galpão. Nem sempre reduzindo a produção diminuirei

a circulação de pessoas em determinados horários em locais

da minha planta produtiva. Nem sempre paramos esteiras de

produção na linha de montagem, mesmo que tenha menos

produtos sobre ela. Reduzindo em 10% a produção não significa

reduzir a energia em 10% também. Isso gera um histórico cada

vez mais ineficiente.

Um projeto da Aneel (Agência Nacional de Energia

Elétrica) incentiva a troca de motores elétricos nos meios

industriais para otimizar justamente esse gasto. Você vê

isso como uma forma de melhorar o cenário da eficiência

energética no país?

Sim, principalmente no setor industrial. Desse total de

39% da energia consumida em nível nacional, praticamente

mais de 40% são de motores. Então, se trocar um motor de

baixa eficiência por um de alta eficiência, tem um ganho significativo,

no decorrer do tempo, da energia economizada pelo

sistema. Infelizmente, isso é só a ponta do iceberg. Às vezes,

utilizar melhor os motores que já possui pode ser uma forma

de reduzir em uma porcentagem muito maior o desperdício de

energia. Melhor dizendo: tenho motores que, pela dimensão

de um acoplamento em bombas e outros itens de força motriz,

só o ajuste pode trazer uma redução de desperdício maior

ainda que a própria troca de motor. Talvez existam formas de

otimização ainda mais grandiosas e com necessidade menor

de investimento.

Em um estudo aproximado, ficou constatado que o desperdício

de energia dos últimos cinco anos chegou na faixa

dos R$ 12 bilhões – ou, em kw/h (quilowatts hora) o equivalente

a 60% da produção anual de Itaipu. Como acha que

esse dinheiro, caso transformado em algo a fim de otimizar

A recent study placed Brazil as the worst among 16

world powers as to the issue of Energy Efficiency. Why does

Brazil waste so much energy?

Several points separate Brazilian reality from European or

American reality. One of them is the age of our productive system,

which is three to four times older than that of these other

countries. In other words, our equipment, because it is older,

isn’t going to have the same efficiency as the most modern equipment

that is already a reality in developed countries. Another

item that might be missing is ongoing monitoring. Today, we at

Abesco are constantly advocating the adoption of the energy

use monitoring process. Maybe, this is another item that can

lead us to become more efficient.

Even with the slowdown of the economy in recent years,

industrial energy waste has increased by 3%. Does this mean

that production and energy expenditures do not necessarily

go hand in hand?

Exactly. When I reduce my production, I often increase the

waste. That is, I don't lower electric energy use in the same proportion

in which I lower production, because I have items in my

plant that are not scalable with reduced sales. For example,

decreasing production does not always eliminate lighting in the

plant. Reducing production will not always diminish the movement

of people at certain times in the locations of productive

plants. Belts on the production line are not always stopped,

even though there are fewer products on it. Reducing production

10% does not mean reducing energy 10% too. This generates an

increasingly inefficient story.

A project from the National Electric Energy Agency (Aneel)

encourages the exchange of electric motors in industrial

processes as a way to optimize energy expenditures. Do you

see this as a way to improve Energy Efficiency in the Country?

Yes, especially in the Industrial Sector. The Sector represents

39% of the energy consumed at the national level, and almost

40% by motors. So, if you exchange a low efficiency motor for a

high efficiency one, there is a significant gain in the energy saved

by the system over the course of time. Unfortunately, this is

just the tip of the iceberg. Sometimes, making better use of the

motors already in use can be a much better form of achieving a

much larger percentage reduction in energy waste. Better yet:

by having pump couplings sized to motors and other motive power

items can result in larger waste reduction than exchanging

the motor itself. Maybe, there are other ways of optimization

that lead to large energy waste reduction and need less investment.

In a recent study, it was found that the energy waste

over the last five years was in the range of R$ 12 billion, or,

in kw/h, the equivalent of 60% of the annual production of

the Itaipu Power Station. How do you think this money could

be invested in something that could transform the Sector,

optimizing Energy Efficiency?

Today, what I have argued is that the energy inefficiency is

only a small percentage of inefficiencies in Brazilian companies

that require much more research and development, and more

competitiveness in a market that continuously reinvents itself,

AGOSTO | 27


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ENTREVISTA

o setor, poderia ser investido?

O que tenho defendido hoje é que a ineficiência da energia é

uma pequena porcentagem da ineficiência das indústrias brasileiras,

que carecem de mais pesquisa, desenvolvimento e maior

competitividade no mercado que se reinventa a todo momento,

principalmente na questão do custo de trabalho no Brasil. Ou

seja, para que nós sejamos competitivos, esse dinheiro poderia

ter sido gasto na melhoria dessas outras variáveis que podem

fazer com que o Brasil cresça novamente. A nossa situação

hoje é grave, não só por conta da deficiência energética que é

uma parte menor da ineficiência geral. Esse dinheiro deveria

ter sido usado para aumentar a nossa competitividade global.

A Abesco mesmo já apontou algumas iniciativas em favor

da política sustentável esse ano, como o guia sobre consumo

eficiente feito em parceria com o Sebrae...

Essa é uma das iniciativas da Abesco. Agora, a iniciativa que

nós estamos divulgando, que foi uma das metas do nosso plano

diretor para 2016 e 2017, é que seja criada uma política nacional

de melhoria contínua da utilização de energia. Para isso, nós

desenhamos um sistema que pode ser utilizado por todas as

indústrias brasileiras. Acompanhando, nós vamos identificar

as melhores ações da indústria energética, sem apenas auditar

em um curto período de tempo para saber as possibilidades de

utilização. Nós entendemos hoje que o processo é um projeto

de melhoria contínua do uso da energia.

Hoje, as usinas hidrelétricas respondem por mais de

70% da geração total de energia no país. O Brasil é um dos

países mais abundantes em questão de energia renovável

do mundo. Apesar disso, ainda falta um pouco de incentivo.

Consegue-se a curto e médio prazo outro tipo de energia

renovável, que possa abocanhar uma parcela do mercado

tão grande como essa?

Se nós crescemos em produção, a participação da renovável

é cada vez menor, porque temos que acionar as termoelétricas.

Por isso, existem as bandeiras amarela e vermelha nas faturas

de energia. Essa participação torna-se menor quanto mais

produzimos. Agora, com esse projeto prioritário de geração de

renováveis, o Brasil tende realmente a continuar nessa posição

confortável de ser um país com muitas fontes de energia. Esse

nosso futuro continua brilhante no contexto mundial. Mas não

adianta nada ser um país com a melhor condição renovável se o

seu produto é pouco competitivo e muito pouco rentável. Isso

que precisa ser melhorado.

Acredita que o momento de recessão econômica pode

ser um revés benéfico, do ponto de vista que as indústrias

comecem a dar mais atenção a esse tipo de gasto com desperdício

de energia?

Sem dúvida. É um momento onde as empresas ficam mais

concentradas. E nós acreditamos que o motivo disso seja essa

busca de competitividade. A energia é só um dos itens para que

essa reflexão aconteça, some-se o fato que muitas tiveram a

oportunidade de parar com o seu processo produtivo pela redução

de comercialização. Com essas linhas paradas, talvez haja

uma pausa para redobrar a atenção na melhor utilização delas.

especially on the Brazilian labor cost issue. That is, for us to be

more competitive, this money could have been spent on the improvement

of these other variables that would make Brazil grow

again. Today, our situation is serious, not just because of energy

inefficiency, which is only a small part of our overall inefficiency.

That money should have been used to increase our global competitiveness.

This year, in partnership with Sebrae, Abesco has already

pointed out some initiatives in favor of a sustainable policy

as a guide for efficient consumption...

This is one of the Abesco initiatives. Now, the initiative that

we are promoting, which was one of the goals of our 2016-17

strategic plan, is the creation of a national policy for the continuous

improvement of energy usage. For this, we have designed

a system that can be used by all Brazilian companies. Through

monitoring, not just auditing over a short period of time, we will

find out the possibilities for use and identify the best actions for

energy industry. Today, we understand that the process is a project

for continuous improvement in energy use.

Today, hydroelectric plants account for over 70% of the

total energy generated in the Country. Brazil is a country

with the most abundant sources of renewable energy in the

world. Nevertheless, there is still little incentive as to its use.

Over the short and medium term, do you see another type of

renewable energy that could obtain a market share as large

as this?

As production increases, the renewable share is becoming

smaller because we have to bring on the thermal plants. As a

result, there are the yellow and red flags (tariff zones) on our

electric bills. This participation becomes less the more we produce.

Now, with a priority project for renewable generation, Brazil

really tends to continue in this comfortable position of being a

country with many energy sources, and with this our future is

still bright in the world context. But there's no point to being a

country with the best renewable conditions if your product is uncompetitive

and unprofitable. This is what needs attention.

Do you believe that the timing of the economic recession

could turn out to be beneficial from the point of view that

industries need to begin to pay more attention to this kind of

expenditure, such as that on wasted energy?

Without a doubt. It is the time when businesses become the

most concentrated. And we believe that the reason for this is the

search for competitiveness. Energy is just one of the items where

this occurs, plus the fact that many had the opportunity to bring

their production process to a halt due to reduced sales. With these

lines halted, there may be a pause to redouble attention to

the better use of resources.

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

COLUNA ABIMCI

Paulo Pupo

Superintendente da Associação Brasileira da Indústria de

Madeira Processada Mecanicamente

Contato: abimci@abimci.com.br

Foto: divulgação

DESEMPENHO DO PRIMEIRO SEMESTRE

A indústria da madeira não ficou imune aos desafios do primeiro semestre deste ano

A

ssim como prevíamos no começo deste ano, o

primeiro semestre foi dos mais desafiadores para

o setor produtivo. A paralisia que tomou conta do

país, em virtude do momento político, infelizmente influenciou

diretamente na economia, no consumo e no humor do

mercado interno. E a indústria da madeira não ficou imune

a esse cenário, procurando assim um certo alívio para o seu

faturamento nas exportações. E muitos olhando apenas a

valorização do dólar, que sabemos não é a única variável a

ser avaliada na hora de se fechar contratos internacionais.

Uma estratégia preocupante, pois o mercado externo não

absorve de forma natural uma oferta maior de produtos,

sem que isso reflita em queda do preço internacional – fato

que acabou por se concretizar.

Com isso, tivemos no período um aumento no volume

físico de embarques de alguns produtos, mas em cima de

uma base de preços distante da realidade que as empresas

necessitam para se tornarem competitivas. Como exemplo,

o compensado de pinus, que no acumulado do ano, cresceu

21%, seu volume exportado, e o compensado tropical, com

um crescimento de 35% nos embarques de janeiro a junho.

Números positivos, mas que precisam ser analisados dentro

desse contexto de esfacelamento do mercado interno, oferta

alta de produtos para o exterior e crescente aumento de

custos operacionais.

O dever de casa parece que toda indústria está fazendo:

procurar reduzir seus custos, encontrar novas estratégias

de vendas, apostar e reforçar ações associativas, como as

realizadas pela Abimci, para o melhor posicionamento setorial

no mercado.

O que se espera a partir de agora é que o governo federal,

mesmo que interinamente, coloque em prática as mudanças

anunciadas: novas possibilidades de acordos internacionais,

reformas estruturantes, que resultem em investimentos

e na retomada do crescimento da economia, e, acima de

tudo, na reforma política, essencial para manter a ordem,

a democracia e reestabelecer a confiança dos brasileiros no

sistema político.

Se os desafios foram grandes até aqui, o segundo semestre

pedirá ainda mais cautela e trabalho. Passaremos por

meses de novas mudanças e fatos importantes aos quais a

economia e os negócios são vulneráveis: eleições municipais,

o desfecho do processo de impeachment da presidente da

República e as eleições presidenciais norte-americanas.

Dessa forma, cabe aos industriais permanecerem firmes

e focados em suas estratégias de negócios, avaliando todo

esse contexto, fortalecendo seus departamentos de vendas.

À Abimci fica o desafio de fortalecer sua representatividade,

levar adiante as demandas do segmento, a defesa de interesses

do setor e participar ativamente de iniciativas como as

que pretendem estimular o aumento do consumo per capita

de madeira no Brasil.

Na esfera política, uma das ações que cabe à sociedade

civil e a entidades como a Abimci, é a de mobilizar os seus

segmentos na busca pelo debate de ideias e, cada vez mais,

se engajar em movimentos que cobrem e fiscalizem uma

atuação exemplar dos políticos eleitos.

A associação aderiu, por exemplo, ao movimento Vote

Bem, iniciativa apartidária, liderada pela Fiep (Federação

das Indústrias do Paraná), com o apoio de mais de 100

instituições, que pretende estimular a reflexão sobre o voto

responsável e mobilizar a sociedade sobre a importância de

votar com informação e fiscalizar os representantes públicos.

Passaremos nos próximos meses por um período de

eleições municipais que muito precisará de nossa atenção.

Cada empresário, profissional, acadêmico, tem o deve de se

comprometer com a política de seus municípios. O ministro

Gilmar Mendes, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral),

defendeu, durante palestra de lançamento do Vote

Bem, o engajamento dos cidadãos, para que nós também

assumamos as nossas responsabilidades como agentes

políticos. Precisamos, como parte indispensável para o

desenvolvimento do país, apoiar a reforma política, medida

defendida também pelo presidente do TSE.

Disseminar informações, promover o debate de ideias e

o voto consciente deverá estar na nossa lista de atividades

prioritárias. Porque somente assim, com representantes

e governos cientes de suas responsabilidades para com a

sociedade, será possível avançarmos no desenvolvimento

de nossos negócios, com uma economia crescente e pujante.

O momento é de extrema atenção e exigirá da iniciativa

privada equilíbrio para fazer as exigências necessárias para

que as mudanças ocorram dentro da legalidade. É chegada

a hora de seguirmos o conselho do ministro: “Já enfrentamos

muitos obstáculos. O Estado de direito tem sido preservado e

isso deve ser levado em conta. Mas é preciso que tenhamos

coragem. Conseguimos avançar em muitos pontos e agora

precisamos encerrar esse ciclo que nos enche de vergonha.”

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

AUTOCLAVES

CONECTADAS

Fotos: Mauricio de Paula

CONNECTED

AUTOCLAVING

THE AUTOCLAVING PROCESS IS

UPDATED BY ENGINEERS AND

PROGRAMMERS, ALLOWING FOR

INTEGRATION WITH MOBILE DEVICES

PROCESSO DE

AUTOCLAVAGEM É

ATUALIZADO POR

ENGENHEIROS E

PROGRAMADORES,

PERMITINDO A

PRODUTIVIDADE INTEGRADA

A DISPOSITIVOS MÓVEIS DO

CLIENTE

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A

primeira autoclave foi criada há cerca de 150 anos,

pelos cientistas franceses Louis Pasteur e Charles

Chamberland. A princípio, a ideia dos dois era eliminar

quaisquer vestígios de microrganismos atrapalhando as experiências

de Pasteur, que no fim do século XIX se dedicava a uma

pesquisa histórica: a invenção da vacina contra a raiva. Desde

então, mais de um século se passou e, assim como a ciência, o

processo das autoclaves passou por atualizações e invenções,

uma delas tema desta reportagem.

Não seria contraditório dizer que o futuro da área é escrito

por empresas como a Fhaizer, especializada no desenvolvimento

e fabricação de autoclaves por mais de uma década.

Incorporada no seu DNA, inovações tecnológicas e a aplicação

rigorosa das normas de segurança de fabricação de vaso de

pressão NR 13 e ASME VIII divisão 1. Em 2015, a marca oriunda

de Joinville (SC) anunciou a modernização dos seus produtos,

com o lançamento de autoclaves cujo funcionamento e diagnóstico

pode ser realizado por meio de smartphones e tablets.

Isso representa uma quebra de paradígmas no tratamento de

madeira, permitindo o controle remoto de processos que outrora

limitavam logisticamente o proprietário de um equipamento

“Esse tipo de ação não é feita por acaso, temos especialistas

trabalhando diariamente, pensando em como gerar economia

de energia, produtos químicos e otimizar o tempo dos processos”,

explica o professor doutor Victor Aguiar, especialista e

consultor da empresa.

Focada na necessidade de cada cliente, a Fhaizer desenvolveu

três configurações básicas de autoclaves para tratamento

de madeira, permitindo que o empresário do setor possa decidir

pelo melhor custo beneficio de aquisição. Nas configurações

básicas, o cliente tem a liberdade de escolher o tamanho ideal

da autoclave para o seu negócio e adicionar acessórios e periféricos

que possam otimizar o processo de produção, objetivando

o menor custo de produção por m³ (metros cúbicos) de madeira

tratada. Com a orientação de um consultor técnico de vendas,

a Fhaizer auxilia o cliente fazer a melhor escolha. As autoclaves

automatizadas e semi-automatizadas, disponíveis para os sistemas

Android e iOS, permitem obter informações sobre o tempo

he first autoclave was created about 150 years ago by

French scientists Louis Pasteur and Charles Chamberland.

At first, the idea of the two was to eliminate any

T

traces of microorganisms hindering Pasteur’s experiments,

which at the end of the 19th century were dedicated to the

historical research: the invention of the vaccine against rabies.

Since then, more than a century has passed and, science has

progressed, the autoclave processes have been updated and

gone through inventive modifications, one of which is the

subject of this story.

It wouldn’t be contradictory to say that the future of the

area is written by companies such as Fhaizer, a company that

has specialized in autoclave development and manufacture of

over a decade. It has incorporated into its DNA the strict application

of the pressure vessel manufacture safety standards,

NR 13 and Asme VIII Division 1. In 2015, the Company from

Joinville (SC) announced the upgrading of its products with

the launch of autoclaves whose operation and diagnosis can be

accomplished using smartphones and tablets. This represents

breaking down of the notorious barriers in wood treatment,

allowing remote control of processes that were once logistically

limited to the equipment

“This digital interaction was not taken by chance: we have

experts working on a daily basis, thinking about how to generate

energy and chemical products savings while optimizing

the process times,” explains Professor Victor Aguiar, specialist

and consultant for the Company.

Focused on the needs of each client, Fhaizer has developed

three basic autoclave configurations for wood treatment, so

that the industry entrepreneur can decide which purchase provides

the best purchase cost benefit ratio. The three basic settings

allow the customer to be free to choose the ideal autoclave size

for his business and add accessories and peripherals that can

optimize his production process, aiming at the lowest treated

wood production cost per m³. With the guidance of a technical

sales advisor, Fhaizer helps the customer make the best choice.

The automated and semiautomatic autoclaves, available

for the Android and iOS systems provide information on the

O sistema de portas em

forma de alavanca aumenta

a segurança e praticidade

a longo prazo: apresenta

apenas necessidade de

lubrificação por meio de

engraxadeiras facilitando a

operação

AGOSTO | 33


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

A fábrica da Fhaizer,

em Joinville (SC): solda

automatizada, com arco

submerso, garante melhor

fusão do aço na criação das

autoclaves, aumentando a

segurança e confiabilidade

de ciclo, válvulas em operação e o consumo de energia e água,

entre outros detalhes. “Quando a autoclave atingir o número

de horas de desgaste da borracha ou dos filtros, previsto no

manual técnico, o próprio aplicativo irá notificar o momento

recomendado da manutenção”, conta André Luiz, consultor

técnico de vendas da Fhaizer. Se o cliente desejar, poderá obter

em tempo real o custo do tratamento por batelada. “Sem

dúvida, isso ajuda significativamente no gerenciamento dos

custos operacionais. As correções poderão ser efetuadas nas

próximas bateladas. Além disso, as informações auxiliam na

formação do preço de venda e lucratividade.”

Mais do que gerenciar, é possível realizar a operação

completa da autoclave através da conexão 4G ou wi-fi. As autoclaves

podem ser controladas de qualquer lugar fora da sede

do cliente: é possível efetuar todas as manobras de operação

da autoclave ou saber se ela está trabalhando, quantas horas

já trabalhou ou se está parada, entre outras informações. Uma

poderosa ferramenta de gestão e controle em tempo real.

Há 12 anos trabalhando no desenvolvimento e fabricação de

cycle time, valves in operation and energy and water consumption,

amongst other details. “By knowing the number

of hours the autoclave has been in use, the application itself

can calculate rubber and filter wear and, as provided in the

technical manual, advise as to recommended maintenance,”

advises André Luiz, Technical Sales Advisor for Fhaizer. If the

customer wants, he can receive in real time the direct treatment

cost per load. “No doubt, this helps significantly in managing

operating costs. Any corrections can be made at the time of the

next batch. In addition, the information helps in the formation

of the sales price and profitability,” details Technical Sales

Advisor André Luiz.

More than manage, you can carry out the complete operation

of autoclave using a 4G or Wi-Fi connection. The autoclaves

can be controlled from anywhere outside of the customer head

office: you can perform all the autoclave operation maneuvers

or see how it is operating, how many hours it has been in operation

or if standing idle, amongst other information. A powerful

real time management and control tool. The Company has been

Pelo celular e

por tablets, é

possível saber

o diagnóstico

e tempo de

saturação da

madeira, além de

operar a máquina

automatizada

“ESSE TIPO DE INTEGRAÇÃO

COM O DIGITAL NÃO É

PENSADA POR ACASO: TEMOS

ESPECIALISTAS TRABALHANDO

DIARIAMENTE, PENSANDO EM

COMO GERAR ECONOMIA DE

ENERGIA, PRODUTOS QUÍMICOS

E OTIMIZAR O TEMPO DOS

PROCESSOS”

PROF. DR. VICTOR AGUIAR,

CONSULTOR DA FHAIZER

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autoclaves, a empresa está sempre em busca de atualizações

e novidades do setor. “Por sermos uma empresa especializada,

quando buscamos inovação é só nesse segmento”, diz André

Luiz. “Vejo isso, inclusive, como um diferencial de mercado: o

potencial cliente que vem à nossa fábrica e constata que vivenciamos

o mundo da autoclave 24 horas por dia.”

Sobre os clientes, existem dois tipos que procuram os

equipamentos da empresa. O primeiro, oriundo da internet,

muitas vezes é um empreendedor que não conhece a Fhaizer

e não domina o processo do tratamento de madeira. “Quando

o cliente tem esse perfil, ele praticamente nem cota outras

marcas e, basicamente, acaba fechando com a empresa em

função de toda a orientação e suporte que oferecemos”, relata

André Luiz. O segundo tipo de comprador, este já inserido no

mercado, conhece a empresa e sabe do know-how em engenharia

que carrega o nome Fhaizer. “Podemos dizer que, em

nível técnico, buscamos ofertar um produto que maximize o

lucro para os nossos clientes”, enfatiza Victor Aguiar.

ALÉM DO DIGITAL

“O diferencial da integração com a internet é apenas mais

uma aposta certeira, que se junta a um conjunto de inovações

que a empresa sustenta. O sistema de travamento de portas,

a preocupação com o vazamento, o anel de vedação desenvolvido

exclusivamente para autoclaves, a performance do

equipamento, a segurança do operador, a facilidade de IHM

(integração entre o homem e máquina) e a programação de

operação lógica desenvolvida pela Fhaizer, são identidades

marcantes que justificam a aquisição de uma autoclave da

marca Fhaizer”, garante André Luiz.

A Fhaizer, comprometida com a continuidade dos negócios

dos clientes de forma sustentável economicamente, estará

implantando em Joinville até o final do ano, um centro de

treinamento e formação de operadores de autoclaves. Isso se

dá por dois motivos: ofertar para os clientes cursos de capacitação

e reciclagem de operadores de autoclaves, com foco na

segurança e resultados. Além de suprir a carência de mão de

obra especializada para esse setor. Considerando o atual cenário

de escassez de financiamento para máquinas e equipamentos,

a Fhaizer tem ajudado seus clientes na obtenção de recursos

por meio de consultorias especializadas e de bancos parceiros.

working 12 years on the development and manufacture of autoclaves

and is always looking for modernization and novelties

in the Sector. “Because we are a specialized Company, when we

seek innovation it is just in that segment,” says Technical Sales

Advisor André Luiz. “Inclusively, I see it as a market differentiator:

the prospective customer that visits our factory notes that

we live in the autoclave world 24 hours a day.”

About customers, there are two types that look for the

equipment that the Company manufactures, precisely due to

the Company's online activities, investing in Search Engine

Optimization services, increasingly a trend in the business world

as being a reference in Google Searches. The first type, from

the internet, who very often is an entrepreneur, who doesn't

know about Fhaizer and doesn't understand wood treatment

very well. “When the customer has this type of profile, he often

has not gotten quotes from other brands, and basically, is just

closing with the first company,” says Technical Sales Advisor

André Luiz. The second type of buyer, is already inserted into

the market, knows about the Company and its know-how in

engineering of the products that bear the name Fhaizer. “We

can say that, on a technical level, we offer a product that maximizes

profit for our customer,” emphasizes Company Specialist

and Consultant Victor Aguiar.

IN ADDITION TO DIGITAL

“Integration with the internet is just one more correct

bet, which joins a set of innovations that the Company has

made: the door locking system, the concern over leakage, a

sealing ring developed exclusively for autoclaves, equipment

performance, operator safety, the ease of integration between

man and machine, and programmable software operation

developed by Fhaizer are striking characteristics that justify

the purchase of a Fhaizer brand autoclave,” states Technical

Sales Advisor André Luiz.

By the end of the year, Fhaizer, committed to the continuity

of its customer businesses in a sustainable way economically,

will be implementing a Training Center in Joinville, for autoclave

operator training. This is for two reasons: the first, to offer

customers: training courses and autoclave operator retraining,

with a focus on safety and results. The second, due to the lack

of skilled labor for this Sector.

Nas autoclaves,

existem sensores de

segurança dentro

do equipamento

que impedem que

problemas causados

por medições

incorretas façam

a qualidade do

produto diminuir

A fim de otimizar

a questão de

manutenção e

processos, as

autoclaves da Fhaizer

apresentam de

seis a oito válvulas

operacionais,

enquanto as

tradicionais possuem

em torno de 16 a 20

AGOSTO | 35


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

Para ter o

equipamento

digital

funcionando

perfeitamente, o

cliente da Fhaizer

precisa ter uma

rede wi-fi ou

conexão 4G em

sua planta

“POR SERMOS UMA EMPRESA

ESPECIALIZADA, QUANDO

BUSCAMOS INOVAÇÃO É SÓ

NESSE SEGMENTO. O POSSÍVEL

CLIENTE QUE VEM À NOSSA

FÁBRICA CONSTATA QUE

VIVENCIAMOS O MUNDO DA

AUTOCLAVE 24 HORAS POR DIA”

ANDRÉ LUIZ, CONSULTOR TÉCNICO DE

VENDAS DA FHAIZER

“Com um bom pacote tecnológico e qualidade atrelada

ao nome, a Fhaizer desenvolveu uma autoclave compacta

com preço de entrada a partir de R$ 97 mil, praticamente o

valor de um carro novo”, compara André Luiz. Vale ressaltar

que, mesmo dentro da linha convencional, toda a qualidade

atrelada ao nome é mantida, com exceção da integração à internet.

Com dimensão de 0,95m x 6,0m (metros), double deck,

o equipamento é ideal para serrarias e madeireiras de pequeno

e médio porte que desejam agregar valor aos produtos, colocar

novos produtos no mercado ou que queiram "experimentar"

o mercado de madeira tratada como prestador de serviços,

além de ocupar um espaço consideravelmente pequeno em

comparação com outras autoclaves. Pensando em espaço,

a Fhaizer desenvolveu tanques reservatórios que podem ser

instalados no subsolo em substituição ao fosso. O sistema das

autoclaves automatizadas e semi-automatizadas também é

customizável, com a possibilidade de utilizar o processo de

impregnação tradicional parametrizado por tabelas de tempo

ou por processo gerenciável através de sistema. Nesse caso,

a Fhaizer desenvolveu um programa batizado internamente

de Slim (Sistema de Leitura de Impregnação). Ressalta Andre

Luiz, que o sistema poderá ser implantado, também, em equipamentos

já em operação no mercado.

Em 2016, a Fhaizer chegou à marca de 200 autoclaves

vendidas em toda a América Latina, mas com mercado majoritariamente

brasileiro. Os clientes trabalham prioritariamente

com o tratamento de eucalipto e pinus, porém teca e até bambu

são matérias-primas utilizadas nas autoclaves.

Considering the current scenario leading to a scarcity of

machinery and equipment financing, Fhaizer has been helping

its customers in obtaining resources through specialized consulting

services and partner banks.

“With a good quality and technological package tied to its

name, Fhaizer has developed a compact autoclave at R$ 97

thousand entry price, roughly the value of a new car,” compares

André Clemente. It is worth noting that, as with the conventional

line, all the quality linked to the name is maintained,

with the exception of internet integration. With dimensions of

0.5 m x 6 m, double deck, the equipment is ideal for treating

wood for those beginning treatment operations, in addition to

occupying a pretty small space compared to other autoclaves.

Thinking about space, Fhaizer, developed reservoir tanks that

can be installed under the equipment replacing the catch tank.

The automated and semi-automatic autoclave systems are also

customizable, with the possibility of using a timed or saturation

impregnation process.

In 2016, Fhaizer reached the 200 mark in autoclaves sold

throughout Latin America, mostly in the Brazilian market.

Customers primarily use the equipment for eucalyptus and pine

treatment, but teak and even bamboo are also being treated

in the autoclaves.

SIDE BY SIDE WITH THE COSTUMER

A Fhaizer customer for over a year, Presto Florestal from

Showroom a céu aberto

da Presto Florestal, em

Gaspar (SC), com produtos

tratados quimicamente

pela máquina

semiautomatizada Fhaizer;

produção mensal da

empresa é de 200 m³

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LADO A LADO COM O CLIENTE

Cliente da Fhaizer há mais de um ano, a Presto Florestal, de

Gaspar (SC), tem uma produção mensal de 200 m³ de madeira

e cerca de 10 funcionários, com especialidade na fabricação

de mourões para os fazendeiros da região. “Os procuramos

primeiro após ler sobre a marca na própria REFERÊNCIA IN-

DUSTRIAL e já ter visto em feiras”, comenta João Vitor Hess

de Souza, diretor da empresa, que recebeu a sua máquina

semi-automatizada em menos de sessenta dias, uma política

da Fhaizer que tem alcance em todo o território nacional. “Para

nós, que estávamos ingressando no mercado de tratamento de

madeira, o interessante era uma tecnologia automatizada e

uma máquina que agregasse valor à madeira. Mais que isso, a

Fhaizer tem um pós-venda muito atencioso e uma assistência

técnica de prontidão.”

Localizada no Vale do Jequitinhonha (MG), a Utramad recém

completou dois anos trabalhando em parceria com a Fhaizer.

Por meio de pesquisas pela internet, o diretor da empresa,

Anderson Pires, constatou que a máquina semi-automatizada

com dimensões de 1,60 x 15 m seria o equipamento ideal para

a sua produção focada em postes de luz e mourões. “Aqui no

Vale, trabalhamos com uma espécie específica de eucalipto,

cujo tratamento ideal só se deu com essa máquina”, explica

Anderson. “Atualmente, realizamos de seis a sete ciclos diários,

com uma produção mensal orbitando em volta de 360 m³.

Nesse tempo todo, só tivemos uma pequena ocorrência com

o carrinho da máquina, que a Fhaizer resolveu prontamente.”

Para os próximos anos, a intenção da Fhaizer é tornar o

contato com seus clientes mais próximos e a resolução de ocorrências

e dúvidas mais rápida. “Com esse sistema de controle

por celular e tablet, com a permissão do cliente, nós da Fhaizer

também temos acesso às máquinas”, revela André Luiz. “Portanto,

conseguimos diagnosticar muito rapidamente eventuais

dificuldades, antes mesmo de comparecer pessoalmente ao

local de ocorrência. Todas as válvulas, componentes e motores

da autoclave possuem algum tipo de sensor. Se acontecer alguma

situação, o pós-venda ou a própria engenharia conseguem

acessar a máquina remotamente. É difícil o cliente ficar sem

conseguir se comunicar conosco.” Nossa prioridade é o cliente

não ficar sem suporte técnico", afirma Guilherme Mühlhausen,

consultor técnico de pós-vendas da Fhaizer.

Gaspar (SC), has a monthly production of 200 m³ of wood and

about 10 employees, producing fence posts for the farmers in

the region. “We sought them out first, after reading about the

brand in REFERÊNCIA Industrial and have seen their in trade

fairs,” says João Vitor Hess de Souza, Director of the Company,

which had its semi-automated machine delivered in less than

60 days after purchase, a Fhaizer policy throughout the whole

of Brazil. “For us, we were entering the treated wood market,

and we were interested in an automated technology and a

machine that added value to the wood. More than this, Fhaizer

has a very attentive after-sale service and an on-call technical

assistance.”

Located in the Jequitinhonha Valley in Minas Gerais, Utramad

recently completed two years of operation, all of them

working in partnership with Fhaizer. Through researching on

the internet, Anderson Pires, Company Director, found that

the semi-automated 1.60 x 15.0 m machine would be the ideal

equipment for its production that is focused on telephone

poles and fence posts. “Here in the Valley, we work with a

specific eucalyptus species, whose ideal treatment could only

be performed with this machine,” explains Company Director

Anderson. “Currently, we operate in six to seven daily cycles,

with a monthly production orbiting around 360 m³. In all that

time, we only have had one small problem and that with the

autoclave trolley that Fhaizer resolved promptly.”

Over the next few years, Fhaizer's intention is to make closer

contact with its customers and resolving any problems more

quickly. “With the mobile and tablet control system, we, at Fhaizer,

also have access to the machines,” reveals André Clemente.

“So we can diagnose any problem very quickly, before even

appearing in person at the place of occurrence. All autoclave

valves, components and motors are equipped with some kind of

sensor. If a problem occurs, our after sales or engineering team

can access the customer’s machine. It’s hard for the client not

to be able to communicate any problems to us.”

Em 2016, a Fhaizer

chegou à marca de 200

máquinas vendidas em

toda a América Latina

AGOSTO | 37


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

EMPRESAS E NEGÓCIOS

BODAS DE

DIAMANTE

Fotos: divulgação

MANOEL MARCHETTI

CELEBRA 60 ANOS DE

EXISTÊNCIA COM A

PRESENÇA DE DIRETORES,

FUNCIONÁRIOS, CLIENTES E

FORNECEDORES QUE

FAZEM PARTE DE TODA

SUA HISTÓRIA

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Bruna Isadora, Ayres

e Fábio Marchetti

entregaram homenagens

aos amigos que ajudaram

a construir a história da

Manoel Marchetti

C

ompletar mais de meio século é mérito de

poucas empresas no Brasil. No Vale do Itajaí,

interior de Santa Catarina, a Manoel

Marchetti Indústria e Comércio Ltda bateu esta meta

e celebrou seis décadas de existência na cidade de Ibirama,

sua terra natal. Em uma festa para cerca de 700

convidados, o município de pouco mais de 17 mil habitantes

se movimentou para homenagear e ser homenageado

no centro de eventos, uma vez que os diretores

da empresa fizeram questão de convidar a todos que

ajudaram a moldar sua história, que começou em 1956.

Ser abraçada pela cidade que ajudou a construir

é um privilégio que talvez apenas a Marchetti tenha

no país. Prefeito de Ibirama por dois mandatos consecutivos

(2001 a 2008), o diretor da empresa, Ayres

Marchetti, é referência de sucesso na região, além de

ser um conselheiro cobiçado pelos cerca de 800 colaboradores

da empresa, que sempre pedem a opinião

dele nos mais diversos temas. Hoje suplente do

senador catarinense Dário Berger, “seu Ayres”, como

é carinhosamente chamado, foi o grande homenageado

do dia em vídeos, depoimentos e declarações.

“Nosso começo foi simples, apenas com madeira

serrada e alguns poucos colaboradores, mas desafiador

desde o início”, lembra Fábio Marchetti, Diretor Executivo

da Marchetti e filho de Ayres, quando subiu ao palco.

Ao fim de seu discurso, que enalteceu o crescimento da

empresa ao longo das décadas, já com a voz embargada,

ele se emocionou e agradeceu ao pai, sua esposa e

filhos. “Passou um filme na minha cabeça em cima do

palco, que me trouxe muita emoção, muita lembrança

de conquistas e desafios. O discurso foi longo, porque

essa lembrança também foi. Eu acredito que o legado

mais importante que nós passaremos para as próximas

décadas é o da sustentabilidade, ou seja, como vamos

nos manter sustentáveis em um mercado competitivo,

com muita disputa, muita inovação. Sustentabilidade

para nós é reduzir riscos, ter bastante solidez financeira,

muita inovação e produtos homologados. É aí que a

gente vai se perpetuando. E o tamanho da Marchetti é o

tamanho dos braços dos gestores, todos unidos. Esse é

o nosso tamanho.”

Para Bruna Isadora Marchetti, filha de Ayres e responsável

pelo setor de custos e controladoria da empresa,

a lição principal que a história da Manoel Marchetti

deixa para seus colaboradores é a de nunca desistir dos

seus sonhos. “O pensamento cria, o desejo atrai e a fé

realiza”, afirmou, durante o seu discurso, arrancando di-

“SE UMA PORTA

APRESENTAR FALHAS COM

5 ANOS DE USO, NÓS

VAMOS LÁ E TROCAMOS.

NÃO TENHA DÚVIDA DE

QUE NÓS FAZEMOS ISSO”

AYRES MARCHETTI, DIRETOR

DA MANOEL MARCHETTI

AGOSTO | 39


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

EMPRESAS E NEGÓCIOS

versos aplausos dos presentes.

Talvez a presença mais esperada do evento, Ayres

Marchetti foi breve, mas sucinto em suas palavras. “São

60 anos, não seis dias”, brincou, relembrando o passeio a

cavalo com seu pai que deu origem à empresa. “Fui com

meu pai buscar gado para abater no açougue que tínhamos.

Aí sentamos na beira da estrada, os cavalos foram

tomar água e meu pai disse: ‘você viu quanta madeira

sendo queimada?’ Naquele momento ele se decidiu:

‘vou montar uma serraria, só que não em Dona Emma.

Vou me transferir para Ibirama’. Eu era guri, mas já sabia

o que era sair de um lugar para outro. Perguntei por que

não em Dona Emma. Ele disse que lá não tinha estrada,

não tinha ligação com o porto, não tem comunicação e

em Ibirama tinha tudo isso.”

Vice-presidente Regional para o Alto Vale da Fiesc

(Federação das Indústrias de Santa Catarina), Lino

Rohden falou à reportagem sobre a influência da Manoel

Marchetti no cenário nacional. “O [Ayres] Marchetti sempre

foi um grande líder, que ajudou a desenvolver o setor

madeireiro e o mercado de madeira em geral no Brasil”,

destacou. “Isso é uma inspiração também para os concorrentes,

porque eles sempre se destacaram com bons

produtos e um grande profissionalismo no mercado.”

A história de muitas empresas, em alguns casos,

se confundem. É o caso da Construtora Copas, de Navegantes

(SC), cujo proprietário, Ivo Vargas, começou

a carreira como tratorista e motorista de transporte na

Marchetti. “Até hoje me emociono de ter trabalhado

aqui e, atualmente, ser um empresário que participa da

história da empresa”, revelou. “Disse para o seu Ayres

que aprendi muito com ele. Esse tipo de vivência faz com

que a gente se posicione em uma direção na vida. Aprendi

muito com ele.”

Ayres Marchetti discursa

durante o evento; para o diretor

da empresa, sinônimo de

qualidade foi o que manteve

a empresa no caminho do

sucesso

“Acredito que o legado

mais importante que

nós passaremos para as

próximas décadas é o da

sustentabilidade”, disse

Fábio Marchetti

40 |

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Gerenciamento de

Secagem da Madeira 14, 15 e 16

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

CONSTRUÇÃO CIVIL

ARRANHANDO

O CÉU

Fotos: divulgação

ARQUITETOS

ITALIANOS

PROJETAM O

MAIOR HOTEL

DE MADEIRA DA

EUROPA, COM 28

METROS DE ALTURA

E SETE ANDARES

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Foram utilizados mais

de 240 mil pregos e

4.600 conexões de

aço para realizar a

união dos painéis que

compõem a estrutura

No total, foram

utilizados 788 m³ (metros

cúbicos) de madeira de

reflorestamento para criar

o edifício quatro estrelas

F

oi inaugurado em junho deste ano na cidade de

Pésaro, na Itália, o maior hotel feito de madeira

do continente europeu até os dias de hoje. O

Nautilus, desde a abertura, já se tornou um ponto turístico

para os admiradores de arquitetura: são 28 m (metros)

de altura, divididos em sete andares. No total, foram dois

meses de trabalho e 788 m³ (metros cúbicos) de madeira

de reflorestamento para criar o edifício quatro estrelas,

destinado a se tornar um dos mais populares hotéis

para o turismo da região banhada pelo Mar Adriático,

ao leste do país.

À parte da madeira, foram utilizados mais de 240

mil pregos e 4.600 conexões de aço para realizar a união

dos painéis que compõem a estrutura, idealizada pelo

arquiteto Marco Gaudenzi, especialista na construção

de edifícios sustentáveis. A atenção com o uso de energia

renovável também se destaca pela instalação de

duas placas de energia solar na cobertura do hotel, que

segundo os administradores, atendem 60% das necessidades

energéticas do complexo. O Nautilus conta com

111 quartos no seu hotel, todos assinados pelo designer

Roberto Garbugli.

Além do prédio, também foi utilizada madeira da

própria província para os balcões da recepção, mesas,

cabeceiras de cama e portas do local. Contrariando a

crença popular de que estruturas de madeira são menos

resistentes que as de concreto, o Nautilus é capaz

de resistir a um terremoto de magnitude 8, capaz de

atingir áreas até 55 km (quilômetros) de distância do seu

epicentro. As propriedades naturais de isolamento da

madeira minimizam o uso de ar condicionado no verão

e de aquecimento no inverno, reduzindo as emissões de

CO2 (Gás Carbônico) e o consumo de energia exacerbado

nestas estações do ano.

No que tange à questão estética, o Nautilus se inspira

nas principais tendências da arquitetura: as curvas

do edifício remetem às ondas do mar, e as cores pálidas

nas áreas comuns têm como inspiração as praias que

cortam o Mar Adriático, de grande importância histórica

no comércio europeu, primeiro na época romana e depois

na Idade Média, por constituir o caminho marítimo mais

curto para o intercâmbio de mercadorias com o Oriente.

A partir do século XVII, sua função econômica se reduziu

ao âmbito regional. Na segunda metade do século XX,

o turismo revitalizou a economia nas costas adriáticas,

onde é o carro-chefe até os dias atuais.

AGOSTO |

43


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

CONSTRUÇÃO CIVIL

3 MAIORES PRÉDIOS FEITOS

DE MADEIRA DO MUNDO

Não há dúvida que a madeira é a matéria-prima do

momento na construção civil. Separamos abaixo três

edifícios que foram inaugurados recentemente ou estão

em processo de construção.

HOHO VIENNA

(VIENA, ÁUSTRIA)

Inauguração: 2017

Altura: 84 metros

Com um custo final de US$ 68 milhões (cerca de R$ 197

milhões de reais na cotação de julho de 2016), o Hoho

Vienna foi um projeto pensado pela Rüdiger Lainer,

composto por duas torres gêmeas. Ambicioso, o projeto

deve se tornar, após o lançamento, o maior prédio de

madeira da história.

TREET

(BERGA, NORUEGA)

Inauguração: 2016

Altura: 50 metros

Com um custo final de US$ 68 milhões (cerca de R$

197 milhões de reais na cotação de julho de 2016), o

Hoho Vienna foi um projeto pensado pela Rüdiger

Lainer, composto por duas torres gêmeas. Ambicioso,

o projeto deve se tornar, após o lançamento, o

maior prédio de madeira da história.

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BANYAN WHARF

(LONDRES, REINO UNIDO)

Inauguração: 2015

Altura: 27 metros

Construído no bairro de Hackney, o Banyan Wharf é um

empreendimento residencial, arquitetado pelo britânico

Hawkins Brown. A estrutura do edifício é feita de aço e

painéis de madeira laminada, com um custo total de US$

15 milhões (cerca de R$ 45 milhões).


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

INFORME

SERRARIA DE

TRADIÇÃOFotos: divulgação

HÁ 30 ANOS NO

MERCADO, WOOD-MIZER

CHEGA A MAIS DE 120

PAÍSES E SE CONSOLIDA

COMO LÍDER MUNDIAL

EM PROCESSAMENTO

ECONÔMICO DE

MADEIRA

C

om uma bem-sucedida e reconhecida linha de

equipamentos no Brasil, a Wood-Mizer oferece

soluções para serrarias rentáveis e fabricadas

com qualidade, prontas para seguir os padrões do mercado

brasileiro. Dispõe de uma filial autorizada no país,

com estrutura comercial e de suporte técnico, capaz de

auxiliar os clientes de maneira dinâmica e eficaz. A Wood-

-Mizer está há quatro anos no Brasil, com a filial localizada

no Rio Grande do Sul, reunindo mais de 100 clientes

neste período. “A nossa marca acredita fortemente no

mercado brasileiro”, revela Rafaela Laurentino, gerente

local da filial brasileira. “Vislumbramos um futuro muito

otimista para quem trabalha com madeira, em curto e

longo prazo.”

A empresa teve início em 1982, quando surgiu a

ideia de tornar a transformação de toras em madeira

serrada um trabalho seguro e eficiente, feito por uma

única pessoa. Com a inovação das serrarias portáteis e a

tecnologia das serras-fitas, os produtos da marca permitem

ao indsutrial processar madeira de forma econômica,

característica que marcou o início de uma revolução para

produtores de madeira em todo o mundo. Nestes mais

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Os produtos da Wood-Mizer permitem ao operador

ser capaz de processar madeira de forma econômica,

com um setup avançado e controle computadorizado

de 30 anos, ganhou a reputação de líder mundial na produção

de serrarias portáteis e estacionárias, com mais de

60 mil serrarias vendidas em 120 países.

No Brasil, a Wood-Mizer oferece uma linha completa

de serrarias portáteis e industriais, desdobramento

de madeiras, refiladores, estufas, rachadores de tora,

equipamentos para manuseio de materiais, serras-fita e

equipamentos para manutenção de serras destinados a

profissionais dos ramos florestal e madeireiro ao redor

do mundo. A linha de processadores, industriais ou portáteis,

oferecem uma vasta gama de oportunidades para

pequenos negócios e indivíduos. As serrarias industriais

são capazes de produção em nível comercial com custos

operacionais mais baixos e melhor aproveitamento de

cada tora serrada.

Além do equipamento voltado para indústrias, a

Wood-Mizer também fabrica uma vasta linha de serras-fita,

que cortam qualquer espécie de madeira em qualquer

lugar do mundo. Esta linha inclui serras econômicas em

aço carbono para produção contínua e as serras de alta

durabilidade Widea e Bi-metais. A promessa adicional

de redução garantida na quantidade de madeira que é

perdida com a utilização da tecnologia das serras-fita é

também sinônimo de custo benefício. Visando atender

às diversas necessidades decorrentes do uso de seus

produtos, a empresa oferece também a manutenção de

lâminas, com travadores e afiadores que tornam menos

custosas as manutenções.

Visando atender necessidades decorrentes do uso de seus

produtos, a empresa oferece também a manutenção de

lâminas

No Brasil, a empresa oferece uma linha completa de serrarias

portáteis e industriais, desdobramento de madeiras e

refiladores, entre outros

AGOSTO | 47


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

INFORME

As serras-fita da

Wood-Mizer em

ação: linha inclui

serras econômicas

em aço carbono para

produção contínua e

de alta durabilidade

SERRAS-FITA, O CARRO-CHEFE DA WOOD-MIZER

Listamos abaixo algumas das serras-fita produzidas pela Wood-Mizer, com

suas especificações:

Serras-fita Silvertip de Carbono: ideais para beneficiamento

primário e secundário, assim como para serrarias com grande volume de

produção;

Serra-Fita DoubleHard de alta-liga: lâminas duráveis para todas

as finalidades, capazes de serrar madeiras macias, duras, nodosas e também

madeiras congeladas;

Serra-Fita MaxFlex Premium: de alta qualidade, podem ser

utilizadas tanto na serragem como no desdobramento, onde a máxima

durabilidade é desejada;

Serra-Fita BiMetal Industrial: oferece maior durabilidade de

afiação do que a maioria das serras de carbono e alta-liga, projetadas para

produção em nível industrial;

Serra-fita RazorTip Stellite: mantém a performance mesmo em

longos períodos de utilização;

Serra-Fita RazorTip Carbide: resistentes e permanecem afiadas

por mais tempo em condições mais complexas, como madeiras tropicais

duras, madeira serrada seca em estufa, derivados da madeira e materiais

mais abrasivos.

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

VOLTA

POR

CIMA

APESAR DA CRISE QUE SE ENCONTRA O

SEGMENTO MADEIRA MÓVEIS, FORMÓBILE

ENTUSIASMA OS EXPOSITORES EM QUATRO DIAS

DE EVENTO E DÁ FÔLEGO PARA O SETOR

POR LARISSA ANGELI, DE SÃO PAULO (SP)

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AGOSTO | 51

Fotos: REFERÊNCIA


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

A

redução no tamanho da feira chocou à primeira

vista, reflexo do momento difícil pelo qual passa

o segmento, mas quem pôde marcar presença

na 7ª ForMóbile (Feira Internacional de Fornecedores

da Indústria Madeira e Móveis) não se arrependeu. Os

corredores permaneceram lotados nos quatro dias de

eventos – até mesmo no primeiro e no último, considerados

os mais mornos pelos industriais.

A visitação, segundo os expositores consultados pela

REFERÊNCIA INDUSTRIAL, estava bastante qualificada e

com muita participação de marceneiros, o que fez com

que as grandes empresas, conhecidas pelas linhas industriais,

direcionassem os maquinários para esse público.

No total, a feira, que aconteceu de 26 a 29 de julho no

Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo (SP),

reuniu 650 marcas expositoras de mais de 30 países, 58

mil visitantes e muitos lançamentos em ferragens, acessórios,

maquinários e matérias-primas.

“É a sétima edição que participamos e acreditamos

muito nessa feira, viemos em uma crescente de espaço e

investindo, porque o retorno é eficaz. Cada vez mais vemos

a necessidade de trazer não só inovação, mas também

produtos de alta qualidade”, frisa Camila Bartalena,

responsável pelo marketing da Rehau.

Um dos pontos fortes do evento foi o público altamente

qualificado e otimista com a expectativa de retomada

do setor já nos próximos meses. O volume de

negócios gerados durante a feira revela que o mercado

moveleiro não só vive uma fase de recuperação, como de

ampliação das vendas.

"A abrangência da ForMóbile é indiscutível.

Ela consegue, além de trazer

empresas do Brasil, unificar toda a

América Latina"

Fabrício Zanetti, presidente da Affemaq

Pela logística favorável, a ForMóbile é responsável

por unir visitantes de diferentes Estados brasileiros e

também de vários países da América do Sul. Justamente

por essa alta visibilidade muitas empresas aproveitam a

oportunidade para levar inovações não apenas em produtos,

mas também para divulgar as estratégias. Foi o

caso da Bosch, que além de levar o portfólio completo

das linhas Bosch e Skil, já conhecidas pelos marceneiros,

separou em seu estande um espaço para outras marcas

que fazem parte do grupo como a Freud e a Sia Abrasivos.

“Este ano estamos aproximando as operações e a Sia

está passando por uma integração de sistema e comercial

pela Bosch, por isso começamos a vir em conjunto

para as feiras”, destaca Glauco Vecchia, gerente da linha

de abrasivos flexíveis.

Foto: REFERÊNCIA

“Imaginamos que em 2017 o Brasil

comece a dar uma decolada.

Os empresários estão muito

entusiasmados com a ForMóbile e isso

faz com que as pessoas se empolguem

para ir à Fimma”

Rogério Francio, presidente da Fimma

Foto: REFERÊNCIA

REPRESENTATIVIDADE

As entidades do setor marcaram presença no evento

para reforçar as ações e divulgar novos projetos. É o

caso da Movergs (Associação das Indústrias de Móveis do

Estado do Rio Grande do Sul) que aproveitou a oportunidade

para comercializar espaços da Fimma (Feira Internacional

de Máquinas, Matérias-primas e acessórios para

a Indústria Moveleira) da qual é detentora dos direitos. A

feira gaúcha será realizada de 28 a 31 de março de 2017,

em Bento Gonçalves e já está com 70% dos espaços comercializados.

“Há um mês tínhamos 65%. Vários contatos foram

feitos na ForMóbile. A maioria dos expositores aqui também

estão da Fimma, mas alguns que não eram se entusiasmaram.

Temos confirmados no Projeto Comprador

52 |

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mais de 50 empresários dos quatro cantos do mundo. Já

organizamos várias caravanas de microempresários e

marceneiros. Além disso, tomamos atitudes em relação à

infraestrutura da cidade como hotéis e serviços”, pontua

Rogério Francio, presidente da Fimma.

A Affemaq (Associação dos Fornecedores para as

Indústrias de Madeiras e Móveis) que realiza feiras itinerantes

de máquinas, ferramentas, acessórios, insumos e

serviços nos principais polos moveleiros do Brasil, levou à

ForMóbile 11 das 15 empresas associadas. “Viemos juntos

para reduzir custos de fretes e montagem. Nossos

estandes estão todos próximos e queremos futuramente

reunir os associados em um ponto só”, avalia Fabrício

Zanetti, presidente da associação. “Estamos procurando

novos apoiadores, as feiras são as oportunidades para encontrar

novas empresas para participar da mostra Affemaq”,

completa.

CASA NOVA

Durante a feira foram anunciadas algumas

mudanças para a próxima edição que ocorre

de 10 a 13 de julho de 2018. A principal delas

é a troca de endereço. Essa foi a despedida

do Anhembi. O São Paulo Expo passa a

ser a nova casa da ForMóbile. Segundo a

organização do evento, a troca foi feita pelo

novo espaço ser maior e mais moderno.

Inaugurado em maio deste ano, o São

Paulo Expo contempla 90 mil m² (metros

quadrados) de área de exposição, mais de

5 mil vagas de estacionamento (4,5 mil

cobertas) e localização estratégica – a 850 m

(metros) do metrô Jabaquara, 10 minutos do

aeroporto de Congonhas e fora do perímetro

de restrição municipal (rodízio) de veículos

de passeios e de carga.


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

NOVIDADES

Confira os principais lançamentos que a equipe da REFERÊNCIA INDUSTRIAL observou

durante os quatro dias de ForMóbile 2016:

Razi

O lançamento da Razi na linha industrial foi a

plaina moldureira modelo Worker de 6 eixos com

largura máxima de 210 mm (milímetros), máquina

projetada especialmente para batente de portas,

pisos, decks e assoalhos. O grande diferencial do

produto, segundo o diretor da Alca Máquinas e

representante da Razi, Eduardo Rechenberg, é o

custo benefício em relação a outro equipamento

da própria empresa. “Tínhamos apenas uma linha,

e agora trouxemos esse outro modelo que chega a

ter o valor até 20% abaixo. A máquina tem a mesma

robustez, qualidade de usinagem e precisão”,

compara. A Worker conta ainda com um sistema de

tração mais vantajoso do mercado com nove rolos

fracionados superiores e quatro inferiores. A Razi

ainda levou as máquinas para marceneiros e hobistas

e também a linha de ferramentas.

Foto: REFERÊNCIA

Salvador

Foto: divulgação

A fabricante italiana de otimizadoras

Salvador colocou a Supercut

500 para funcionar na feira. Segundo

Cristian Salvador, CEO da empresa, é

uma máquina extremamente rápida,

com velocidade de avanço de 2.000

a 2.500 metros por hora. “É um equipamento

muito interessante para

tempos de crise, porque é altamente

produtivo, reduz a necessidade de

mão de obra e consequentemente, a

ocorrência de acidentes de trabalho”,

pontua Cristian.

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Gaidzinski

A Gaidzinski, de Braço Forte (SC), levou

para a feira evoluções das máquinas

que já são carro-chefe da empresa como

a laminadora de portas e painéis. O equipamento,

como explica Ewaldo Quint,

do departamento comercial, atende tanto

os fabricantes de portas como os moveleiros.

A grande vantagem, segundo

ele, é que com esta máquina o moveleiro

consegue ter um leque de revestimentos

maior do que quando compra a chapa

já revestida. Além disso, a laminadora é

prática de ser operada e aceita adesivos

PVA e hotmelt EVA e PUR.

Foto: REFERÊNCIA

Bottene

Foto: divulgação

No Brasil há 2 anos, por meio da Simas

Soluções Industriais, a italiana Bottene

já é referência em otimizadoras

com scanner. "Nossa linha de scanner

controla com câmeras os quatro lados

da madeira e otimiza conforme a necessidade

de cada cliente, eliminando

os defeitos através de uma ou mais otimizadoras",

explica Joao Carlos Simas. A

empresa oferece linhas completas para

fábricas de móveis, molduras e painéis,

com scanner, otimizadora, finger jointer

vertical e horizontal, serras múltiplas e

toda parte de automação.

Montana Química

A Montana Química levou à For-

Móbile 11 lançamentos, todos baseados

nas tendências internacionais

para o setor moveleiro. O gerente

comercial da divisão vernici, Leonardo

Miyake, destacou o Lacksteel

Oxidado, que mistura tons de cobre e

ferro resultando em um acabamento

com aparência enferrujada e o Lackfrozen

Acqua que reproduz os cristais

de gelo nas superfícies que são aplicadas.

“É ideal para o arquiteto que

quer fazer um efeito diferente na decoração”,

ressalta.

Foto: divulgação

AGOSTO | 55


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

Dallabona

A destopadeira automática da

Dallabona Máquinas pode ser utilizada

em diferentes tipos de aplicação

como cama box, estofados, paletes,

caixas de madeira. “A grande vantagem

é o avanço automático. O operador

programa as bitolas em um CLP

(Controle Lógico Programável) e ela

faz o corte desejado”, detalha Jussara

Dallabona. A máquina está dentro

das novas normas de segurança. “Tenho

um cliente que substituiu quatro

destopadeiras pneumáticas por uma

dessa”, revela.

Foto: REFERÊNCIA

Marrari

Foto: REFERÊNCIA

A Marrari Automação aproveitou a feira

para divulgar o III Curso de Gerenciamento

de Secagem de Madeira, que será realizado

entre 14 e 16 de setembro na Ufpr (Universidade

Federal do Paraná) em Curitiba.

“Um dos maiores gargalos nas empresas é

o processo de secagem de madeira, o que

consequentemente acaba tendo alto custo.

O curso é bem avançado com informações

técnicas e práticas. Ótimo também para as

empresas realizarem networking”, avalia

Joaquim Almeida, gerente comercial. O produto

que vendeu bastante durante a feira foram

os medidores portáteis de umidade de

madeira M51 e M52, que são mais robustos,

à prova de impactos e resistentes à água.

Wirutex

A serra de performance Atack,

que corta até 150 mil chapas sem a

necessidade de afiação foi um dos

destaques da Wirutex, fabricante de

ferramentas de diamante com produção

100% nacional. “Trouxemos ferramentas

de alto desempenho. Entre

elas as fresas com ângulos de avanço

de 60º, o que oferece qualidade e

acabamento”, garante Neri Basso, diretor

administrativo da empresa.

Foto: REFERÊNCIA

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Laserflex

Os cilindros para fabricantes de

móveis que têm a linha de impressão

própria são os destaques da Laserflex.

“Nossos clientes estão atrás de

inovação em padrões e com as variedades

da Laserflex eles conseguem

isso”, assegura Otavio Ronconi supervisor

do departamento moveleiro da

empresa. A fabricante trabalha com

cilindros Rotolaser para impressão

direta de alta qualidade e Decorlaser,

impressão em alto relevo. Segundo

Otávio entre as tendências estão os

padrões que imitam couro e pedra.

Foto: REFERÊNCIA

Mill

Foto: REFERÊNCIA

No estande da Mill o foco foi a

afiadeira de serra automática com

refrigeração. “O cliente ganha bastante

na vida útil podendo economizar

até 30% de lâmina de serra”,

calcula José Carlos Ledra, gerente

de vendas da Mill. A linha de serras

para marcenaria também teve destaque

no espaço da empresa.

Unesa

A nova logo da empresa, com

um visual mais clean foi lançada pela

Unesa durante a ForMóbile. Dentre

as máquinas o destaque ficou com

a recobridora de portas para 1850

mm, ou seja, para uma chapa inteira.

“Esse relançamento foi pensado para

atingir o setor moveleiro. Ela tem um

sistema inédito com um setup ultra

rápido”, realça Eti Galvani Uliano,

presidente da empresa.

Foto: REFERÊNCIA

AGOSTO | 57


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

Homag

Foto: divulgação

A Homag levou à feira um grande portfólio

de seus maquinários com destaque

para a produção nacional que se destina a

clientes de pequeno e médio porte. Alessandro

Agnoletti, gerente geral de vendas para

América Latina, destacou a coladeira DKR

100, uma máquina pequena com ótimo custo

benefício. Outra novidade foi a renovação

da linha de coladeira DKR 250, que vem completamente

eletrônica. “Lançamos também

o centro de usinagem CNC PTP 160 primeiro

montado 100% no Brasil. Conseguiu reduzir

quase 50% do valor da máquina importada,

mas com a mesma qualidade, durabilidade

e produtividade do equipamento alemão."

A Homag sorteou uma Saveiro Robust. A Zippe

Marcenaria, de São Paulo, ganhou.

Jowat

A alemã Jowat, referência em adesivos,

lançou o Jowatherm 281.48, um

hotmelt isento de carga, para aplicação

por rolo ou bico. “O diferencial é que ele

é translúcido. Esse produto já é muito

utilizado na Europa e América do Norte

e agora finalmente trouxemos ao Brasil”,

relata o gerente comercial da marca

Rubens de Castro. O Jowatherm-Reaktant

608.00 também teve destaque

no estande da empresa. “É um hotmelt

PUR para fitas de borda com alta resistência

ao calor, água, umidade, solventes

e limpadores”, frisa.

Foto: REFERÊNCIA

Contraco

Foto: divulgação

A Contraco retornou à ForMóbile

com o tratamento fitossanitário UMA

(Unidade Móvel de Aquecimento). Como

o próprio nome revela, a versatilidade

do produto é o ponto forte já que por ser

móvel ele é adaptável às mais variadas

frentes como furgão, containers e salas

em alvenarias ou metálicas. “O tratamento

pode ser feito na propriedade

ou indústria do fabricante. Ele pode ser

transportado em cima de uma caminhonete”,

enaltece Natalino Bonin, diretor

da Contraco.

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Siempelkamp

A Siempelkamp aproveitou a

ForMóbile para encontrar os grandes

clientes que tem aqui no Brasil, como

Berneck, Arauco, Duratex e Guararapes.

A empresa, junto com outras

fabricantes parceiras, é responsável

por toda a planta industrial. “Executamos

as plantas completas, desde

a engenharia até a automação. O

coração dessas empresas é a prensa

que dita o que vem antes e depois”,

define Martin Kemmsies, gerente

executivo da empresa no Brasil. Aqui

a Siempelkamp atua em duas frentes,

de novos projetos e de pós-vendas,

que compreende a manutenção das

indústrias.

Foto: REFERÊNCIA


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

CLICKS – FORMÓBILE 2016

CONFIRA QUEM CIRCULOU PELOS CORREDORES DA

FORMÓBILE

Tim Lopes, diretor da Mapaf e Joseane Knop,

diretora de negócios do GRUPO JOTA

Xu Hongqing, presidente do Grupo Yangzi,

Joseane Knop, diretora de negócios do GRUPO

JOTA, Sérgio Amorim, gerente da Razi e Eduardo

Rechenberg, diretor da Alca

Natalia Gonçalves, responsável de marketing pela

linha de acessórios da Bosch Brasil e Glauco Vecchia,

gerente da linha de abrasivos flexíveis da Bosch

Equipe da Referência Industrial

Gilmar Fávero, representante comercial e

Cristian Salvador, da Salvador

Eti Galvani Uliano, presidente da Unesa

Visita ao estande da REFERÊNCIA INDUSTRIAL:

Fernando Bongiovanni, Joseane Knop, Norberto

Schultz e Ronaldo Coelho

Joseane Knop e Daniela Safatle, da Teca

Carajás

Affemaq: Suelen Salvati, Euclides Rizzi e

Fabiane Spiça

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João Carlos Simas, da Simas Soluções

Industriais e Matteo Battistella, da Bottene

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Leonardo Miyake, gerente comercial da Montana

Química e Michel Sentinelo, coordenador de

marketing e comunicação da Montana Química

Joseane Knop, diretora de negócios do

GRUPO JOTA e Eduardo Rechenberg, diretor

da Alca Máquinas


Jussara e Everton Dallabona, da Dallabona

Máquinas

Equipe Marrari: Joaquim Almeida, Cassio Sales,

Joyce de Albuquerque e Renato Popovicz

Rafael Ferreira, da Montana Química e Joseane

Knop, diretora de negócios do GRUPO JOTA

Rubens de Castro, gerente comercial da Jowat

e Bernardino Damiani, gerente técnico da

Jowat

Otavio Ronconi, supervisor do departamento

moveleiro da Laserflex

Eduardo Bonin, engenheiro da Contraco e

Natalino Bonin, diretor da Contraco

José Carlos Ledra, gerente de vendas da Mill

Indústrias

Joseane Knop, diretora de negócios do

GRUPO JOTA e Alessandro Agnoletti,

gerente geral de vendas da Homag para

América Latina

Neri Basso, gerente geral da Wirutex, Francisco

Scortecci, do departamento de vendas da SCM

Tecmatic e Marcio Zaffari, gerente de vendas

da Wirutex

Siempelkamp: Bend Haures, Michael Behrla, Maria Cristina

Moosmayer, Rodrigo Suchomel e Martin Kemmsies

Estande da Gaidzinski: Carlos Arevalo, Gilberto Gaidzinski,

Robson de Carvalho, Marcio Selhorst, Rodrigo Ávila e

Ewaldo Quint

AGOSTO | 61


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

QUÍMICA NA MADEIRA

TRATAMENTO

QUÍMICO E

USO DO

BAMBU

Fotos: divulgação

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SAIBA MAIS SOBRE A

MATÉRIA-PRIMA CUJA

MAIOR RESERVA

NATURAL É

ENCONTRADA

NO BRASIL

O

bambu é um dos mais valiosos recursos

naturais e, certamente, dos que apresenta

maior velocidade de crescimento. Algumas

de suas características são semelhantes às da madeira,

porém com diferenças em relação à velocidade superior

de crescimento e à microestrutura dos seus elementos

anatômicos.

Com exceção da Europa, quase todos os continentes

possuem espécies nativas de bambus. Paradoxalmente,

o Brasil que possui a maior reserva natural de

bambu do mundo, ocupando uma área de 90 mil km²

(quilômetros quadrados) é um dos países que menos

utiliza esse recurso, enquanto na Ásia os negócios que

envolvem esse material movimentam diretamente cerca

de 10 milhões de pessoas.

O TRATAMENTO DO BAMBU

Tomando como base as premissas anteriores sobre

a baixa durabilidade natural do bambu frente aos agentes

xilófagos, juntamente com a baixa permeabilidade,

seu tratamento só é possível por difusão, no caso de

colmos verdes, ou por pressão em se tratando de colmos

abaixo do ponto de saturação das fibras.

AGOSTO | 63


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

QUÍMICA NA MADEIRA

Alguns autores

recomendam que antes

do tratamento de bambus

roliços sejam feitos furos de

10 mm entre os septos dos

colmos e em lados opostos

Embora haja relatos de êxito no tratamento de colmos/taliscas

sem pressão, esses métodos, de forma

geral, são realizados por pessoal sem preparo técnico

e sem uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual)

necessários. Muitos deles são itinerantes, deixando

ao seu término volumes de solução preservativa, cujo

acondicionamento final correto é duvidoso. Nestas

condições, pode ter um impacto ambiental negativo e

prejudicial para a indústria como um todo.

Acresça-se a isso que os preservativos comerciais

para madeira têm de ser registrados no Ibama (Instituto

Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais

Renováveis) cuja legislação impede a fabricação e comercialização

por empresas que também não possuam

registro em tal órgão para executar o tratamento. Os

tratamentos, até então efetuados por métodos sem

pressão, em sua maioria, fizeram parte de estudos acadêmicos

e a cessão de preservativo para esses fins deu-

-se em pequenas quantidades e exclusivamente para

esse tipo de finalidade.

Por isso e pelo fato do Brasil possuir um parque

industrial com mais de 400 unidades com capacidade

ociosa, é que podemos afirmar que os processos sob

pressão, além de serem confiáveis do ponto de vista

ambiental, estão aptos à produção de um produto final

mais uniforme e passível de ter a sua qualidade controlada.

Há, por exemplo, no município paulista de Cunha,

uma usina que tem tratado quantidades apreciáveis de

bambu, para várias aplicações, sobretudo para fins artesanais.

Entretanto, deve ser lembrado sempre que o bambu

tem diferenças em relação à madeira, de forma que

Tomando como base

premissas anteriores

sobre a baixa durabilidade

natural do bambu frente

aos agentes xilófagos, seu

tratamento só é possível

por difusão ou por pressão

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seus colmos são sujeitos ao colapso. Na forma de taliscas,

o bambu não apresenta esse tipo de problema.

Como exposto em outro trabalho apresentado, alguns

autores recomendam que antes do tratamento de

bambus roliços sejam feitos furos de 10 mm (milímetros)

entre os septos dos colmos e em lados opostos.

Essa técnica equilibra a pressão dos dois lados do bambu,

evitando a possível ocorrência de colapso das peças,

além de melhorar a uniformidade da penetração.

Outra forma de minimizar a ocorrência de colapso

é baixar a pressão de trabalho dos usuais 12,0 kgf/

cm² (quilograma força por centímetro quadrado) para

algo em torno de 7,0kgf/cm², por um período de uma a

duas horas. Para compensar a diminuição da pressão,

trabalha-se com concentrações mais elevadas de preservativo.

Quanto aos preservativos recomendados, há unanimidade

na literatura consultada e específica sobre o

tratamento de bambu, quanto à excelência dos resultados

obtidos com CCA e o CCB-O. Se por um lado o CCA

proporciona fixação mais rápida e maior resistência

à lixiviação, por seu turno, o CCB, por força da grande

mobilidade iônica do boro, é mais recomendável para

espécies de bambu, mais refratárias ao tratamento preservativo,

sendo opção única para aqueles que desejem

competir no mercado externo, principalmente o europeu.

O BRASIL POSSUI A MAIOR

RESERVA NATURAL DE

BAMBU DO MUNDO,

OCUPANDO UMA ÁREA DE

90 MIL KM²


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

A COMPETITIVIDADE

DA INDÚSTRIA

DE MÓVEIS

DO BRASIL

RANGEL GALINARI, JOB RODRIGUES TEIXEIRA JUNIOR,

RICARDO RODRIGUES MORGADO

Departamento de Bens de Consumo, Comércio e Serviços da Área Industrial do

Bndes (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)

Fotos: divulgação

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INTRODUÇÃO

A

indústria moveleira mundial vem experimentando

importantes transformações nas últimas décadas.

Inovações no âmbito do transporte transoceânico

e a maior abertura das economias modernas ao comércio e

aos investimentos produtivos intensificaram o processo de

internacionalização dessa indústria. Na esteira desses acontecimentos,

grandes redes varejistas vêm mudando o padrão

de competitividade do setor à medida que estruturam

redes globais de fornecedores, sobre as quais exercem grande

influência. Pouco inserida nas redes internacionais de fornecedores,

a indústria moveleira do Brasil assiste nos anos

2000 a um rápido ganho de participação de produtos asiáticos,

em especial chineses, em seus principais mercados. A

partir da segunda metade daquela década, as exportações

brasileiras entraram em uma rota declinante, assim como o

saldo comercial do setor. Apesar de as exportações brasileiras

de móveis serem tradicionalmente modestas, tanto em

escala global, como em relação à produção doméstica, a redução

no valor exportado sugere que o setor vem perdendo

competitividade no front externo. Por outro lado, apesar do

crescimento das importações observado nos últimos anos,

o mercado brasileiro continua abastecido majoritariamente

pela produção interna. Os artigos do mobiliário que vêm ganhando

espaço nos mercados mundiais não têm o mesmo

desempenho no mercado brasileiro, sugerindo que a produção

doméstica é competitiva no front interno.

O objetivo do presente trabalho é entender a natureza

da aparente perda de competitividade dos móveis brasileiros

no mercado internacional, assim como sua resistência

no mercado interno. Vale destacar que a análise do setor

foi enriquecida por visitas dos autores a empresas dos polos

moveleiros de Ubá (MG), São Bento do Sul (SC) e Bento Gonçalves

(RS), bem como pela aplicação de um questionário a

340 empresas dessas regiões, das quais 34 responderam.

CARACTERIZAÇÃO DO SETOR

A fabricação de móveis, em especial os de madeira,

pode ser considerada uma das mais tradicionais atividades

da indústria de transformação. O setor reúne características

como elevada utilização de insumos de origem natural, emprego

relativamente intensivo de mão de obra, reduzido dinamismo

tecnológico e alto grau de informalidade. Algumas

particularidades do setor redundam no estabelecimento de

baixas barreiras à entrada: o investimento inicial em ativos

físicos para certos tipos de produção não é demasiado vultoso,

a maior parte das inovações tecnológicas do setor é

gerada por fornecedores de insumos e de bens de capital, as

condições de apropriabilidade de uma das principais fontes

de diferenciação de produtos, o design, são extremamente

baixas. Além disso, a existência de etapas do processo produtivo

cuja automação é difícil, como montagem e estofamento,

não favorece o surgimento de empresas grandes o

suficiente para ter alto poder de mercado.

É grande a heterogeneidade do setor no tocante ao uso

de tecnologias. Alguns tipos de produto admitem processos

de fabricação com elevada automação, como os móveis retilíneos

elaborados com madeiras reconstituídas, como MDF,

enquanto outros demandam grande quantidade de trabalhos

manuais, como os móveis artesanais de madeira maciça.

Coexistem no setor empresas de porte médio ou grande

que produzem em massa, empregando máquinas e equipamentos

de elevado conteúdo tecnológico, empresas parcialmente

automatizadas, além de micro e pequenas empresas

intensivas em trabalho. O setor é marcado também pela

existência de muitos nichos que advêm de uma complexa

segmentação que combina elementos como: o tipo de uso

– móveis residenciais, de escritório e institucionais –, o material

predominante em sua confecção, a classe de consumo

para a qual é projetado (A, B, C, D ou E) e até mesmo a faixa

etária dos prováveis usuários.

Esses atributos determinam uma estrutura de mercado

pulverizada, heterogênea, dotada de variados nichos e com

presença marcante de micro e pequenas empresas. A diversidade

do setor também é grande no que tange ao padrão de

concorrência, já que a competição é pautada basicamente

por preços, nos segmentos mais populares, e por atributos

como qualidade, design e marca, nos superiores.

A INDÚSTRIA MUNDIAL DE MÓVEIS

Segundo Projeto PIB (Perspectiva de Investimento no

Brasil) (2009), até meados da década de 1990 os países desenvolvidos

eram os principais produtores e consumidores

de móveis. Desde então, a progressiva redução de barreiras

ao comércio e aos investimentos internacionais, inovações

no âmbito do transporte marítimo, da embalagem de produtos

frágeis e das tecnologias da informação e comunicação

aprofundaram o processo de globalização da indústria

moveleira. Nesse contexto, empresas varejistas e fabricantes

de móveis dos países centrais passaram a desenvolver

fornecedores ou a instalar plantas produtivas em países em

desenvolvimento (notadamente na Ásia) com vistas a se

beneficiar de menores custos de mão de obra e de insumos

e, ainda, a explorar os mercados locais. Ora em curso, tal

processo vem gradativamente estruturando cadeias globais

de produção, governadas por grandes redes varejistas, nas

quais as competências de maior agregação de valor, como

o design, o marketing, a criação e o fortalecimento de marcas,

tendem a ficar concentradas nos países desenvolvidos,

enquanto a manufatura se estabelece nos países em desenvolvimento.

Apesar do menor dinamismo econômico verificado nos

países centrais em anos recentes e do processo de relocalização

descrito, o mundo desenvolvido ainda responde pela

maior parte da produção global de móveis (52% do total).

Por outro lado, a China, que pertence ao grupo de países de

renda média ou baixa, é o maior produtor mundial, respon-

AGOSTO | 67


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

dendo por 31% do total. Em seguida estão os EUA (Estados

Unidos da América) (14% do total global), a Itália (7%) e a

Alemanha (6%). Os maiores produtores mundiais também

figuram como grandes players do mercado internacional.

Atualmente, o ranking dos cinco maiores exportadores, em

ordem decrescente de valor, é formado por China, Alemanha,

Itália, Polônia e EUA, segundo dados de 2011 da Unctad

(United Nations Conference on Trade and Development).

Os países desenvolvidos apresentam elevado consumo

per capita de móveis. Segundo Iemi (Inteligência de Mercado)

(2009), no ano de 2008 a União Europeia registrou

consumo de US$ 252 por habitante, os EUA de US$ 293, o

Canadá de US$ 368 e o Japão de US$ 122. O elevado consumo

e a escassez relativa de matérias-primas nesses países

os impedem de ser autossuficientes. Embora sejam grandes

produtores, os países desenvolvidos figuram como os maiores

importadores do planeta.

A INDÚSTRIA BRASILEIRA DE MÓVEIS

A indústria moveleira do Brasil tem histórica especialização

na produção de artigos confeccionados com madeira, já

que fatores geográficos e climáticos favorecem a oferta em

abundância de insumos de origem florestal no país. De acordo

com informações da Movergs (Associação das Indústrias

de Móveis do Rio Grande do Sul) referentes ao ano de 2011,

a fabricação de móveis de madeira maciça ou reconstituída

representa cerca de 84% do total produzido nacionalmente.

Segundo dados da Abipa (Associação Brasileira da Indústria

de Painéis de Madeira), do total de madeiras consumidas na

produção de móveis no Brasil no ano de 2008, apenas 7%

corresponderam a madeiras maciças, 36% a madeiras reflorestadas

(pinus e eucalipto) e 57% a painéis de madeira. A

maior parte desses insumos é adquirida de fornecedores nacionais.

Apenas as matérias-primas mais elaboradas, como

laminados de alta resistência (fórmica), MDF e MDP revestidos,

têm participação relevante de importados. Estimativas

de Iemi (2011) sugerem que aproximadamente 76% das

empresas moveleiras do Brasil fabricam produtos de forma

seriada, isto é, móveis padronizados, cujas características físicas

não podem ser alteradas pelos consumidores.

Para os próximos anos, espera-se um crescimento na

produção de móveis modulados, planejados e sob desenho.

Mudanças recentes no mercado imobiliário vêm implicando

reduções das áreas úteis dos imóveis, o que valoriza as

soluções que maximizam o aproveitamento de espaço.

Ademais, caso o país continue a combinar crescimento com

distribuição de renda, é razoável supor que o consumo de

móveis se sofistique, aumentando a demanda por projetos

de decoração que contam com planejamento de mobiliário.

A importância do setor moveleiro para a economia brasileira

é claramente percebida por meio de sua capacidade

de geração de empregos, por sua disseminação pelo território

nacional e pela grande quantidade de encadeamentos

a montante e a jusante de sua cadeia produtiva. Em 2011, o

setor foi responsável por mais de 269 mil empregos diretos,

quantidade que correspondeu a 3,5% do emprego formal

da indústria de transformação brasileira, segundo dados

da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério

do Trabalho e Emprego. A atividade é bastante difundida

pelo território brasileiro. Com a grande presença de

pequenos empreendimentos, sobretudo marcenarias que

executam trabalhos customizados, a atividade é registrada

em praticamente todo o território nacional. Não obstante,

adensa-se nas regiões sudeste (que detém 43% do empre-

Alguns tipos de produto admitem

processos de fabricação com

elevada automação, como os móveis

retilíneos elaborados com madeiras

reconstituídas, como MDF

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A progressiva redução de barreiras

ao comércio e aos investimentos

internacionais aprofundaram o processo

de globalização da indústria moveleira

go setorial) e sul (40%) do país, onde estão localizados os

principais polos produtores: Bento Gonçalves (RS), Arapongas

(PR), Ubá (MG), São Bento do Sul (SC), Linhares (ES),

Mirassol (SP), Votuporanga (SP) e região metropolitana de

São Paulo.

Dados da Rais também evidenciam que, no conjunto de

empresas formalmente constituídas do setor, predomina o

emprego em estabelecimentos de portes micro, pequeno e

médio. Em 2011, apenas 9% dos empregados da indústria

de móveis trabalhavam em grandes empresas. Do ponto de

vista social, o porte médio das empresas e a difusão territorial

da atividade são importantes, porque favorecem a

concretização do empreendedorismo individual e oferecem

oportunidades de emprego nos mais diversos subsistemas

regionais de produção, até mesmo nos economicamente

menos dinâmicos. Por outro lado, tornam evidente que parte

substantiva da produção não se beneficia de economias

de escala internas ou externas às firmas.

O desempenho das exportações brasileiras de móveis é

ditado pela dinâmica do segmento de móveis de madeira.

No período analisado, as exportações de móveis desse material

vêm se mantendo em torno de 80% do total. Embora

o Brasil exporte móveis para mais de uma centena de países,

existe uma clara concentração em alguns mercados. No

início da década passada, 82% do valor exportado estavam

concentrados em apenas sete nações, a saber: EUA (32%),

França (14%), Argentina (13%), Reino Unido (8%), Holanda

(5%), Alemanha (5%) e Uruguai (5%).

O declínio das exportações brasileiras é explicado, sobretudo,

pela redução das compras de países desenvolvidos,

especialmente dos EUA, cujas aquisições de móveis do

Brasil caíram 40% entre 2001 e 2012. O resultado da balança

do setor só não foi pior em função da diversificação de parceiros

comerciais. Em 2012, o Brasil exportou móveis para

152 países. Entre estes, Angola, destino de 9% do valor to-


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

Bento Gonçalves (RS) é um dos

principais polos produtores de móveis

do Brasil

tal, tornou-se o terceiro maior parceiro, atrás apenas de EUA

(13%) e Reino Unido (12%). Países como Chile (5%), Bolívia

(5%), Peru (5%) e Paraguai (5%) ampliaram suas compras e

também se tornaram importantes destinos.

A composição da pauta importadora de móveis do Brasil

é sobremaneira distinta da exportadora. No início da década

passada, o valor das importações de móveis de madeira representava

17% do total. Embora em termos absolutos seu

valor tenha crescido a uma média de 16% entre 2001 e 2012,

representa atualmente apenas 9% do total. A tendência de

crescimento de importações do setor foi determinada por

segmentos em que o Brasil é pouco competitivo, como o de

móveis produzidos com materiais plásticos e metais, sobretudo

assentos giratórios. As importações provenientes de

países asiáticos, principalmente da China, destacam-se das

demais. No início da década, as importações originadas da

Ásia respondiam por 16% do total. Crescendo a uma taxa

média anual de 36%, chegaram a 67% em 2012.

Apesar das importações de artigos do mobiliário seguirem

uma rota ascendente nos últimos anos, a indústria de

móveis do Brasil é bastante sólida no mercado interno. O

consumo de móveis no país vem aumentando, e a indústria

No início da década passada, 82% do

valor exportado pelo Brasil estava

concentrado em apenas sete nações

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nacional, em especial nos segmentos de madeira, mostra-se

capaz de responder a essa demanda ampliada. Importante

frisar que as importações desse setor se aceleraram menos

que as de outros ramos da indústria tradicional nos anos

2000. Por outro lado, as exportações brasileiras de artigos

do mobiliário não estão conseguindo acompanhar o aquecimento

do comércio internacional e entraram em uma rota

decrescente. Depreende-se desses fatos que a competitividade

da indústria moveleira do Brasil tem diferentes facetas

nos mercados interno e externo. Considerando isso, as próximas

seções abordarão conceitos, medidas e fatores que influenciam

(negativa ou positivamente) a competitividade do

setor. Espera-se, com isso, responder a três questões: Que

fatores determinam a dualidade competitiva nos mercados

interno e externo? Na conjuntura atual, a perda de competitividade

no mercado externo é preocupante? Quais as fontes

da aparente competitividade no mercado interno e em que

medida são sustentáveis?

INDICADORES DE COMPETITIVIDADE DA

INDÚSTRIA BRASILEIRA DE MÓVEIS

Um dos tipos mais simples de medidas de competitividade

é a participação em agregados. No caso de uma análise

setorial, o principal exemplo é o market share detido pelo país

no comércio internacional. Outros indicadores ainda podem

ser obtidos por meio de dados do comércio exterior, como

taxa de cobertura, taxa de autossuprimento, coeficiente de

penetração das importações, entre outros. A aritmética do

market share é elementar: trata-se do percentual que as

vendas de determinado produtor, no caso o setor moveleiro

do Brasil, representam sobre o agregado de interesse,

como as exportações mundiais do produto em questão. As

informações analisadas sugerem que, entre 2001 e 2004, as

exportações brasileiras cresceram a taxas superiores às das

exportações mundiais, levando o país a ganhar participação

no comércio internacional de móveis. Desde então, o Brasil

deixa de acompanhar o ritmo de crescimento desse mercado

e perde participação de maneira contínua. A perda ou

não de competitividade do setor moveleiro também pode

ser sugerida por outros indicadores, como o coeficiente de

exportação e o coeficiente de penetração das importações.

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

AGENDA

AGOSTO 2016

OUTUBRO 2016

House & Gift Fair

6 a 9

São Paulo (SP)

www.grafitefeiras.com.br

Casa Brasil

10 a 14

São Paulo (SP)

www.casabrasil.com.br

SETEMBRO 2016

Expoanicer

16 a 19

Porto Alegre (RS)

www.anicer.com.br/

Fesqua

21 a 24

São Paulo (SP)

www.fesqua.com.br

ForMar

14 a 16

São Paulo (SP)

www.feiraformar.com.br

Habitacon

19 a 22

Curitiba (PR)

www.feirahabitacon.com.br

DESTAQUE

CASA BRASIL

10 a 14 de agosto

São Paulo (SP)

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A Casa Brasil, feira sediada em Bento Gonçalves desde 2007,

com o objetivo expor grandes nomes dos segmentos de

móveis, iluminação, decoração e complementos de alto padrão,

acontece em São Paulo em 2016. A parceria entre três

empresas: a Sindmóveis, que organiza a Casa Brasil; o grupo

inglês Informa Group; e a Summit Promo. A Casa Brasil foi

criada e desenvolvida em Bento Gonçalves pela força do polo moveleiro da região.

Imagem: reprodução

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Reserve

esta data:

14 E 15

DE SETEMBRO

DE 2016

Veja o que está programado.

_PALESTRAS

_PAINÉIS

_APRESENTAÇÃO DE CASES

_FOMENTO E DESENVOLVIMENTO DO SETOR MOVELEIRO

_ENCONTROS DE NEGÓCIOS NACIONAL E INTERNACIONAL

_ESPAÇO DO DESIGN

_MOSTRA DE PRODUTOS

_Prêmio Top Móbile

Você

não

pode

perder.

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Realização

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPAÇO ABERTO

O QUE OS PROTOCOLOS DE M&V

TÊM A NOS ENSINAR?

O

M&V (protocolo de medição e verificação) é peça

fundamental para o desenvolvimento e avaliações

adequadas de projetos de ações de eficiência

energética que se pretendam implantar; aliás, como qualquer

projeto sério, com avaliação do status inicial é que realmente

se chega ao final.

Não há como avaliar o resultado alcançado de um projeto

sem o claro conhecimento da situação inicial e premissas

aplicáveis.

Especificamente o Pimvp (Protocolo Internacional de

Medição e Verificação de Performance) da EVO (Efficiency

Valuation Organization), voltado para projetos de eficiência

energética, tem por objetivo apresentar uma estrutura com

definição da terminologia utilizada em M&V e como abordar

os tópicos importantes em um projeto de eficiência energética

para elaboração de um correto plano de M&V, já que os planos

devem ser específicos para cada projeto.

Como parte integrante destas premissas, estabelece a linha

de base dos padrões de consumo de energia da instalação

(ou do equipamento ou sistema em que se pretende implantar

um projeto de eficiência energética) para que seja comparada

com os resultados obtidos ao final da implantação do projeto

ou das ações de eficiência energética.

O Pimvp tem aderências importantes com contratos de

desempenho, adoção de padrões, aplicação da ISO (Organização

Internacional de Padronização) 50001 e ainda documentação

consistente de projetos, expectativas e resultados.

Trata-se de entender as variáveis envolvidas no consumo de

energia de forma ampla, definindo as regras que nortearão

os caminhos do projeto e fundamentalmente as conclusões

para as novas medições e verificações ao final evidenciando

as economias atingidas.

Nosso bom e velho mestre Agenor Garcia trouxe à luz,

no treinamento ministrado, alguns conceitos importantes

abaixo resumidos:

LINHA DE BASE

Elaboração do perfil de consumo de energia antes das

ações de eficiência energética, definindo o comportamento

da energia em função das variáveis que a influenciam, a fim de

que ao final da implantação se possa definir com boa precisão

o impacto do projeto.

FRONTEIRA DE MEDIÇÃO

Define os pontos que serão considerados no levantamento

inicial e verificação posterior da economia, delimitados pela

colocação dos medidores. Esta fronteira pode ser um circuito

ou mesmo um interruptor alimentando algumas luminárias,

ou um medidor da concessionária de uma indústria, dependendo

do desenvolvimento do projeto.

OPÇÕES DE MEDIÇÃO

Se a opção de medição for isolada, como no caso do

circuito de iluminação acima, a opção será tipo A (com medição

dos parâmetros chave) ou B (com a medição de todos os

parâmetros), e se for escolhido o medidor da concessionária,

será a opção tipo C. Há ainda a opção D, que é aplicada em

simulações de modelos normalmente em instalações novas,

ainda em fase de projeto e planejamento.

O Pimvp torna-se uma ferramenta atrativa para a execução

de projetos de qualquer complexidade, incluindo aqueles

que de fato trazem resultados práticos em projetos industriais

e grandes complexos comerciais, servindo como documento

de aferição e prova de conclusão adequada de projetos.

Foto: divulgação

Por José Starosta

Diretor da Ação Engenharia, da Abesco (Associação Brasileira das Empresas

de Serviços de Conservação de Energia) e do Deinfra (Departamento de

Infraestrutura) da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo)

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