Maio/2016 - Referência Industrial 174

grupojota

Visitantes - Grupo Jota Comunicação

ENTREVISTA - Diretor de mercado da empresa, João Saccaro, comemora os 70 anos da marca

I N D U S T R I A L

Nova casa

Fabricante de preservativos para

madeira inaugura fábrica no Brasil

New home

Wood preservative manufacturer

inaugurates a factory in Brazil

Construção civil – Madeira é destaque em grandes obras pelo mundo com design de vanguarda


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

SUMÁRIO

SUMÁRIO

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Arch Química/Lonza 75

30

Bruno Industrial 49

Dinâmica 21

DRV Ferramentas 15

50

58

Engecass 13

Fenasucro 27

Fhaizer 65

Formóbile 23

H. Bremer 09

Homag 07

04 Editorial

06 Cartas

08 Bastidores

10 Notas

18 Aplicação

20 Alta e Baixa

22 Frases

24 Entrevista

Linck 11

Mill Indústrias 76

Montana Química 02

MSM Química 17

Planeta Industrial 71

Siempelkamp 05

Vantec 19

28 Coluna Abimci Paulo Pupo

30 Principal Confiamos no Brasil

40 Construção Civil

44 Marcenaria

50 Especial Tendências do Salão de Milão

58 Madeira Tratada

62 Química na Madeira

66 Artigo

72 Agenda

74 Espaço Aberto

MAIO | 03


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

EDITORIAL

Ano XVIII - Edição n.º 174 - Maio 2016

Year XVIII - Edition n.º 174 - May 2016

Ilustra a capa desta edição

a recém-inaugurada fábrica da

Arch Proteção de Madeiras,

empresa do Grupo Lonza, e

suas modernas instalações na

cidade de Salto (SP)

CRESCER EM

TEMPOS DE CRISE

Mesmo em meio a situação instável da economia brasileira

nos últimos tempos, algumas empresas vêm desafiando

a crise. Exemplo é a da Arch Proteção de Madeiras, empresa

do Grupo Lonza, que com o compromisso de disponibilizar

produtos para o tratamento da madeira instalou a primeira

fábrica em solo brasileiro. A motivação ou palavra-chave que

inspirou o estabelecimento da marca no país é a confiança,

principalmente no setor industrial madeireiro.

Outro caso de sucesso é o da indústria de móveis Squadro.

A empresa investiu em maquinário de última geração e abriu

um leque de opções atuando, além do ramo coorporativo,

também no residencial. Os 70 anos da Saccaro são destaque

na seção Entrevista, com o diretor de mercado João Saccaro,

além da cobertura de um dos mais importantes eventos do setor

referência no mundo, o iSaloni (Salão do Móvel de Milão).

Imperdível!

GROWING IN TIMES OF CRISIS

Even amid the unstable situation that today pervades the

Brazilian economy, some companies are succeeding in defying

the crisis. An example is the Arch Proteção de Madeiras, a

Lonza Group company, which with the commitment to provide

products for the treatment of wood, installed its first factory

on Brazilian soil. The motivation or keyword that inspired the

establishment of the brand in Brazil is “confidence”, especially

in the industrial timber sector.

Another success story is that of furniture maker Saccaro,

which invested in state-of-the-art machinery, which allowed the

Company to broaden its range of operations to include residential

furniture, in addition to corporate fixtures. Saccaro’s 70 years

in operation are featured in the Interview with João Saccaro,

Director of Marketing for Saccaro. In this issue, we also provide

you with the latest trends from iSaloni (Milan Furniture Show).

Very pleasant reading!

EXPEDIENTE

JOTA COMUNICAÇÃO

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Diretora de Negócios / Business Director

Joseane Knop

joseane@jotacomunicacao.com.br

ASSINATURAS

0800 600 2038

Veículo filiado a:

JOTA EDITORA

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Rafael Macedo - Editor

editor@revistareferencia.com.br

jornalismo@referenciaindustrial.com.br

Colunista / Columnist

Flavio C. Geraldo

Paulo Pupo

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Fabiano Mendes

Bruce Cantarim

Fernanda Domingues

criacao@revistareferencia.com.br

Colaboradores / Colaborators

Fotógrafos: Mauricio de Paula e Valterci Santos

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Tradução / Translation

John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

Monica Kirchner - Coordenação

Alessandra Reich

assinatura@revistareferencia.com.br

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida

aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de

pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais, ONG’s, entidades de

classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao segmento madeireiro.

A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos

emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes

materiais de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e

outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são terminantemente proibidos

sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the

producers and consumers of the good and services of the lumberz industry, research

institutions, university students, governmental agencies, NGO’s, class and other entities

directly and/or indirectly linked to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does

not hold itself responsible for the concepts contained in the material, articles or columns

signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The

use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of

the texts, photographs and other intellectual property in each publication of Revista

REFERÊNCIA is expressly prohibited without the written authorization of the holders

of the authorial rights.

04 |

www.referenciaindustrial.com.br


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

CARTAS

Capa da Edição 173 da

Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL,

mês de abril de 2016

Exportação

Por Juarez Taborda Neto,

Campinas (SP)

Gostaria de ler mais notícias focadas em mercado, principalmente

exportação. A propósito, achei interessante a

matéria sobre a serra fita da edição de março.

Sucesso

Por Walter de Almeida,

Telêmaco Borba (PR)

Parabéns pela Revista!

A REFERÊNCIA IN-

DUSTRIAL do mês está

demais, ótimo trabalho

como sempre. Sucesso

para toda a equipe.

Imagem: reprodução

Imagem: reprodução

Polos

Informações

Por Lucas de Alcântara Matos,

Mato Grosso (MT)

Tenho gostado muito das informações trazidas sobre a

redução do coeficiente volumétrico, tanto nas edições 172

e 173 da Revista. Parabéns pela abordagem!

Por Paulo

Roberto

dos Santos,

Natal (RN)

A REFERÊNCIA poderia fazer uma

matéria especial sobre os polos

moveleiros nordestinos. Seria um

prazer sermos prestigiados

pela publicação.

Imagem: reprodução

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião

é fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

06 |

www.referenciaindustrial.com.br

Imagem: reprodução

revistareferencia@revistareferencia.com.br

E-mails, críticas e sugestões podem ser

enviados para redação ou siga:


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

BASTIDORES

Na foto, Gilmar Paulo

Favero (gerente de filial da

Salvador), Christian Salvador

(diretor da empresa),

Joseane Knop (diretora de

negócios GRUPO JOTA)

e Eduardo Rechenberg

(diretor da Alca)

Foto: REFERÊNCIA

VISITAS ILUSTRES

O mês de abril foi marcado por visitas importantes

nas dependências do GRUPO JOTA.

Na foto, Germano

Basko (gerente de

vendas Homag),

Marina de Capistrano

(jornalista no GRUPO

JOTA) e Helderson C.

Rodrigues (diretor da

Squadro Móveis)

NA PRÁTICA

Visitamos as dependências da Squadro Móveis, em Pinhais

(PR), para ver o funcionamento do moderno maquinário da

empresa.

Foto: REFERÊNCIA

08 |

www.referenciaindustrial.com.br


AQUECEDORES

DE FLUIDO

TÉRMICO

Gerando energia para o mundo.

ALTO RENDIMENTO

TÉRMICO

• Capacidade: 1 a

10 Gkal/h

• ΔT 20ºC até ΔT 40ºC

Gerando soluções

tecnológicas de energia

Rua Lilly Bremer, 322 • Bairro Navegantes • Rio do Sul • Santa Catarina | Tel.: (047) 3531-9000

Fax: (047) 3525-1975 | bremer@bremer.com.br • www.bremer.com.br


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

NOTAS

Foto: divulgação

Resultados

positivos na

Mostra Affemaq

A Mostra Affemaq Paraná (Feira Itinerante de Máquinas,

Ferramentas, Acessórios, Insumos e Serviços para as Indústrias

de Madeira e Móveis) provou novamente que os eventos

realizados dentro dos polos moveleiros têm grande potencial

de diferenciação para as indústrias, fornecedores e fabricantes

de móveis. A XVIII edição, realizada em Arapongas (PR),

recebeu visitantes de 38 cidades, dos Estados do Paraná, Rio

Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Segundo dados

fornecidos por cerca de 60% dos expositores, foram concretizados

negócios na casa dos R$ 3,5 milhões e estima-se uma

venda superior a R$ 13 milhões para os meses subsequentes

em negociações encaminhadas. A próxima edição do evento

já está confirmada e será realizada de 28 a 30 de junho de

2016, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves (RS).

Defesa do

compensado

brasileiro

A Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente) preparou nova defesa que foi

protocolada no início do mês de abril, junto ao governo dos

EUA (Estados Unidos da América) justificando e solicitando

a re-designação do compensado de pinus dentro do SGP

(Sistema Geral de Preferências). Atualmente, o produto é

taxado em 8% para o mercado americano, tirando a competitividade

das empresas brasileiras frente aos demais países

produtores como Chile, Uruguai, entre outros. A defesa da

Abimci conta com apoios importantes como o da BIC (Brazil

Industries Coalition), entidade situada em Washington, da

CNI (Confederação Nacional das Indústrias), da Fiep (Federação

das Indústrias do Paraná), e, principalmente, o apoio

de várias empresas americanas que importam o compensado

do Brasil.

Foto: Fabio Ortolan

Foto: Mauricio de Paula

Unesc oferece capacitação

É denominado mobiliário digital todo o móvel criado no ambiente virtual.

Esse novo modo de pensar em móveis é desenvolvido por as máquinas CNC (Comando

Numérico Computadorizado), que fazem a leitura e executam a fabricação

das peças físicas. O processo tem ganho cada vez mais espaço na indústria

moveleira, visto que a máquina realiza todo o trabalho e a única mão de obra

utilizada fica para a fase de montagem e acabamento do móvel. Dentro deste

quadro, a Unesc (Universidade do Extremo Sul Catarinense) traz o curso de extensão

em mobiliário digital. O principal objetivo do curso é capacitar estudantes e

profissionais das áreas de design, arquitetura e do setor mobiliário em geral, para

o desenvolvimento de móveis e objetos para fabricação em máquinas CNC. As

atividades são desenvolvidas em um laboratório, onde o estudante fabrica e testa

os protótipos durante o desenvolvimento de seus projetos. Informações adicionais

podem ser obtidas pelo e-mail: sce@unesc.net.

10 |

www.referenciaindustrial.com.br


T E CNOL OGI A D E P ONT A P A R A SER R ARIAS

F e l i c i t a s K e m m s i e s

C uritiba – P R - Br asil

( : +55 4 1 8812 4624

@ : felicitas@birka.com.br

www.linck.com

mais de 140 linhas de perfilagem em uso ao redor do mundo

serrarias com otimização de tábuas laterais e aumento de rendimento desde 1983

serrarias com corte em curva desde 1989

serrarias para corte de toras classificadas por dimensão e não classificadas

MADE IN GERMANY


Foto: divulgação

REFERÊNCIA INDUSTRIAL

NOTAS

Plano Nacional da

Cultura Exportadora

O Mdic (Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio

Exterior) lança o Pnce (Plano Nacional da Cultura Exportadora)

em Curitiba (PR). A ação é o braço regional do Plano Nacional

de Exportações, que tem o objetivo de aumentar o número de

empresas que operam no comércio exterior e, consequentemente,

aumentar as exportações dos Estados. O Mdic e a Apex-

-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos)

mapearam que mais de 14 mil empresas paranaenses

de diversos setores econômicos, que vão do setor de confecções

ao ramo moveleiro, poderão se beneficiar. As iniciativas serão

desenvolvidas até 2018. Entre as principais atividades previstas

estão o Peiex (Projeto Extensão Industrial Exportadora) e as

rodadas de negócios Brasil Trade da Apex-Brasil; pesquisa de

mercado e videoconferência com os setores de promoções comerciais,

em parceria com o Ministério das Relações Exteriores;

curso de exportação para empresário de pequeno porte e adaptação

de produtos para exportação, em parceria com o Sebrae

(Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

Estandes

Movelpar 2017

As indústrias moveleiras expositoras da Movelpar

2017 poderão conhecer e interagir com

modelos diferentes de estantes. Estão montados

no Expoara em Arapongas (PR) três modelos com

100 m (metros) de área e mais sete modelos que

vão de 25 m² a 50 m² (metros quadrados), indo da

montagem básica à mista completa que inclui fechamento,

climatização e salas vips para atendimento

dos clientes.

“O nosso objetivo foi oferecer espaços já formatados

para que o expositor possa contar com

opções que atendam a sua necessidade com custos

menores. A aplicação da logomarca da empresa

e customizações com decoração e cores, vão

diferenciar os modelos e garantir bons espaços

para a realização de negócios”, afirma Wanderley

Vaz de Lima, presidente do Expoara.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Marcenaria high-tech

A B.Krick criou um projeto de marcenaria moderna, indicando

as máquinas, o software, bem como o ciclo de produção.

Além das máquinas, é fundamental ter o programa

de computador que fale a linguagem do equipamento e da

produção. O Cabinet Control funciona em conjunto com

a seccionadora e o centro de usinagem, além de executar

todo projeto do móvel. Isso significa, segundo a marca,

que o marceneiro consegue desenhar o móvel, ver como

construí-lo, saber o custo do total da produção e gerar o orçamento

completo para o cliente. Tudo na hora e 100% otimizado.

O Cabinet Control tem a versão de escritório como

a versão da máquina também, fazendo tudo se interligar.

12 |

www.referenciaindustrial.com.br


Caldeira

Flamotubular

GRELHA MÓVEL

A EXPERIÊNCIA conquistada

proporcionou o aperfeiçoamento

TECNOLÓGICO

em toda linha

ENGECASS

SOLICITE NOSSA VISITA

para conhecer a linha completa

CALDEIRA

AQUATUBULAR

CALDEIRA

FLAMOTUBULAR

GRELHA FIXA

GERADOR

GÁS QUENTE

SECADOR DE

MADEIRA

facebook.com/Engecass-Caldeiras


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

NOTAS

Capital da

indústria moveleira

Foto: divulgação

O setor moveleiro de Arapongas (PR) foi reconhecido

pelo Estado como a Capital da Indústria Moveleira

do Paraná. A entrega do título foi uma cerimônia realizada

na sede campestre do Sima (Sindicado das Indústrias

de Móveis de Arapongas).

O título, além do reconhecimento público que valoriza

a importância econômica da região para o país,

traz benefícios fiscais às indústrias como a garantia do

retorno do crédito do Icms (Imposto sobre Circulação

de Mercadorias e Serviços) para aquisição de lixas e

abrasivos. Para o presidente do Sima, Irineu Munhoz,

o título traz relevância ao município de Arapongas e ao

setor moveleiro. “Além da maior visibilidade, os incentivos

fiscais darão fôlego às indústrias que geram milhares

de empregos e promovem o desenvolvimento

regional”, elanca.

O prefeito de Arapongas, Padre Beffa, também

ressaltou a importância do reconhecimento público e

do alcance de maior representatividade do município,

junto ao governo do Estado.

Impactos no polo

moveleiro do Rio

Grande Sul

O setor moveleiro continua enfrentando grandes dificuldades,

reflexo da grave crise econômica do país. Em relação

a Bento Gonçalves (RS), dados do primeiro trimestre

de 2016 indicam uma queda de 20,8% no faturamento em

termos nominais, o que intensifica a queda de 13,4% ocorrida

no ano de 2015. No Rio Grande do Sul, a queda nominal é

de 13,5% no trimestre.

As exportações de Bento Gonçalves, por sua vez, caíram

24,6% em dólares no primeiro trimestre, agravando ainda

mais a situação das empresas, que já haviam tido desempenho

negativo de 27% no ano passado. O desempenho

negativo generalizado afeta de forma aguda os empregos

no setor. Após o fechamento de mais de 1.100 postos de

trabalho em 2015, o primeiro trimestre de 2016 registrou

uma queda de 96 empregos diretos na indústria de móveis

de Bento Gonçalves, o que evidencia o grave momento enfrentado

pelo setor. No Brasil, foram quase duas mil vagas

de empregos na indústria moveleira fechadas no período.

Foto: divulgacão

Berço para máquinas

O Porto de Paranaguá (PR) conta com mais um berço para atracação

de navios que operam na exportação e importação de veículos,

máquinas, equipamentos e cargas que possam ser movimentadas

direto do navio para o cais. O berço é resultado do investimento

de R$ 60 milhões na implantação de novos dolfins. As estruturas

de concreto são fincadas no fundo do mar e servem para atracar e

amarrar navios, que carregam e descarregam cargas especiais. Esse

conjunto de dolfins forma o novo berço de atracação. O investimento

permitiu implantar três estruturas de atracação e uma de amarração

de navios, que serão utilizadas, exclusivamente, para receber embarcações

destinadas à operação com veículos e cargas gerais.

Foto: divulgacão

14 |

www.referenciaindustrial.com.br


INOVAÇÃO

SOLUÇÕES para

CORTES industriais

TECNOLOGIA

S O L D A

F U S Ã O

NOVIDADE

BAS 360

SOLDA FUSÃO EM

SERRAS DE FITA.

A MAIS MODERNA

DO BRASIL!

Nossos produtos e serviços

• Serra Fita

• Serra Circular

• Faca de picador

• Faca de Plaina

• Corrente de motosserra

• Lima

• Serviço de retífica

• Acessórios para laminação

• Rebolos

• Repastilhamento de serra circular

• Preparação de serra fita

• Rolo guia

www.drvferramentas.com.br

Rua Pedro Dorigo 154, Curitiba, PR 81810500, BR | 41 3278-8141


Foto: divulgação

REFERÊNCIA INDUSTRIAL

NOTAS

Diretor-geral

do Senai toma

possa no CNE

Receita líquida

da Abimaq sobe

A receita líquida total do setor industrial de

máquinas e equipamentos fechou o mês de março

em R$ 6,245 bilhões. Os dados são da Abimaq

(Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos)

e foram divulgados na Feimec (Feira Internacional

de Máquinas e Equipamentos). O valor é

12,3% maior que a receita líquida total apurada

no mês de fevereiro. Na comparação com março

do ano passado, houve uma queda de 32,6%. E

no acumulado do ano até março, a receita líquida

total do setor caiu 30,9% na comparação com o

mesmo período do ano passado. O consumo aparente

em março atingiu R$ 8,549 bilhões. Esse valor

é 5,7% maior que o apurado em fevereiro. Na

comparação com março do ano passado, o consumo

aparente recuou 36,2% e no acumulado do

ano recuou 30%.

O Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial)

passou a ter um novo representante no CNE (Conselho Nacional

de Educação) em maio. Rafael Lucchesi, diretor-geral,

tomou posse no Conselho de Educação Superior, assim

como o Pleno do Conselho pelo biênio 2016/2017. Em parceria

com outros 23 integrantes do MEC (Ministério da Educação),

Lucchesi irá assessorar no diagnóstico de problemas e

definição de medidas voltadas para o ensino, em diferentes

níveis e modalidades. “É uma grande honra e uma enorme

responsabilidade fazer parte do conselho”, disse Lucchesi,

que reforçou seus compromissos voltados para a política

pública. “A educação é o pilar fundamental para o desenvolvimento

econômico, social e de constituição da cidadania.”

Foto: REFERÊNCIA

Foto: divulgação

Nova linha de

produção de MDF

A Guararapes Painéis iniciou o funcionamento da sua nova linha

de produção de MDF em Caçador (SC). O investimento foi de mais de

R$320 milhões e irá triplicar a capacidade de produção, passando dos

atuais 200 mil m³/ano (metro cúbico) para 600mil m³/ano. Com isso, a

Guararapes passa a ser um dos maiores produtores de MDF do país. A

companhia espera conquistar novas fronteiras, principalmente no mercado

externo. Na ForMóbile (Feira Internacional de Fornecedores da Indústria Madeira e Móveis), que acontece entre 26 e 29 de

julho em São Paulo, a Guararapes pretende apresentar vários lançamentos. Ao longo de seus 32 anos de existência, a empresa

tem investido em melhoria da qualidade e da produtividade dos produtos por meio da modernização do parque industrial com

novas tecnologias e qualificação de suas equipes. Atualmente, a empresa possui 1,8 mil colaboradores. Seus produtos certificados

com o selo FSC® (Forest Stewardship Council® - Conselho de Manejo Florestal) são exportados para mais de 50 países.

16 |

www.referenciaindustrial.com.br


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

APLICAÇÃO

BRASILIDADE

Foto:divulgação

A

Butzke, empresa especializada

em móveis de madeira

certificada voltados para o

lazer, áreas externas e internas, ressalta

o melhor do design nacional. Por meio

do projeto Brazilian Furniture, convênio

entre Abimóvel (Associação Brasileira

das Indústrias de Mobiliário), e a Apex-

-Brasil (Agência Brasileira de Promoção

de Exportações e Investimentos), apresenta

lançamentos durante o iSaloni (Salão Internacional

do Móvel de Milão). Os produtos são todos desenvolvidos

em madeira nativa, entre eles o sofá Mucuri, de

três lugares, do designer Zanini de Zanine, em madeira

Cumaru 100% certificada FSC (Forest Stewardship

Council).

MOBILIÁRIO

ECOLÓGICO

Foto: Ciclovivo

A

prefeitura de São Paulo (SP) lançou

o programa municipal Mobiliário

Ecológico. Através da

iniciativa, as árvores caídas pela cidade são

transformadas em grandes bancos, a serem

instalados em espaços públicos. A primeira

unidade já foi entregue e está localizada no

Largo da Batata, no bairro de Pinheiros. O

projeto é fruto de uma parceria entre a Secretaria

Municipal do Verde e Meio Ambiente,

Secretarias de Desenvolvimento Urbano

e das subprefeituras. Além disso, o designer

Hugo França, especialista em esculturas e

mobílias em madeira, é quem assina a obra.

O objetivo da iniciativa é reaproveitar os

resíduos derivados de árvores que caíram

ou foram removidas na capital, evitando o

desperdício de madeira e transformando o

material lenhoso em bancos para áreas públicas,

parques e praças.

18 |

www.referenciaindustrial.com.br


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ALTA E BAIXA

BAIXA

ALTA

20 |

www.referenciaindustrial.com.br


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

FRASES

No setor de exportação tivemos uma

valorização do câmbio, porém ao mesmo

tempo houve um aumento expressivo

do custo das matérias-primas, causando

um desequilíbrio nas planilhas de custo

desfavorável aos industriais

Foto: divulgação

Osni Carlos Verona, presidente do Simovale (Sindicato da Indústria

Madeireira e Moveleira do Vale do Uruguai), ressaltando que 2015 foi um

ano complicado para o segmento de móveis

Além das exportações, estão em curso iniciativas de reduções de

custos e investimentos, visando preservar a Companhia nesse período

que se mantém desafiador

José Antonio Goulart de Carvalho, diretor vice-presidente executivo e de relações com investidores da Eucatex, a

respeito do registro de crescimento de 81% na receita com exportações da marca em 2015

A transformação de madeira curta em piso pode ser uma

oportunidade de negócios para o setor madeireiro mato-grossense e

assim driblar a crise

Claudinei Melo Freitas, presidente do Sindinorte (Sindicato das Indústrias Madeireiras do Médio-Norte de Mato

Grosso), sobre como a transformação da madeira curta em piso pode ganhar o mercado nacional e internacional

É essencial para empresas, nesse

período de retração do mercado

doméstico, tornarem-se mais competitivas,

reduzirem custos e aumentarem a

produtividade. Esses empreendedores

estarão à frente quando a economia

retomar o curso normal de crescimento

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Armando Monteiro Neto, ministro do Desenvolvimento, Indústria e

Comércio Exterior, sobre o programa Brasil Mais Produtivo, que atuará

diretamente junto às empresas para alavancar os níveis de eficiência de

pequenas e médias indústrias

22 |

www.referenciaindustrial.com.br


Tendência • Inovação • Tecnologia

Faça seu credencimento em

www.feiraformobile.com.br

CÓDIGO DO CONVITE RR0016

/feiraformobile

/canalformobile

Promoção

e Organização:

Filiada à:

Mídia Oficial:

Agência Oficial de Viagem:

Transportadora

aérea oficial:


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ENTREVISTA

JOÃO

SACCARO

LOCAL DE NASCIMENTO

PLACE OF BIRTH:

06/10/1964, em Caxias do Sul (RS)

October 6, 1964, in Caxias do Sul (RS)

FORMAÇÃO PROFISSIONAL

EDUCATION:

Administração de empresas

Business Administration

Foto: divulgação

CARGO

PROFESSION:

Diretor de mercado da Saccaro

Director of marketing for Saccaro

De cestas de vime a

peças assinadas

From wicker to designer pieces

24 |

www.referenciaindustrial.com.br


Valorizar as

características

naturais da madeira

é o desafio dos

nossos designers

MAIO | 25


O produto é

pensado não somente

como forma, mas como

funcionalidade,

criatividade e inovação

26 |

www.referenciaindustrial.com.br


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

COLUNA ABIMCI

Paulo Pupo

Superintendente da Associação Brasileira da Indústria de

Madeira Processada Mecanicamente

Contato: abimci@abimci.com.br

Foto: divulgação

DE COSTAS PARA O MAR!

Quando avaliamos alguns cenários e políticas de comércio exterior promovidas pelo governo brasileiro, temos a

sensação que estamos na contramão dos acontecimentos mundiais

28 |

www.referenciaindustrial.com.br


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

CONFIAMOS

NO BRASIL

ARCH PROTEÇÃO DE MADEIRAS,

EMPRESA DO GRUPO LONZA,

INAUGURA MODERNA FÁBRICA PARA

PRODUÇÃO DO PRESERVATIVO DE

MADEIRA CCA NO BRASIL

30 |

www.referenciaindustrial.com.br


Foto: Mauricio de Paula

Foto: Mauricio de Paula

WE CONFIDE

IN BRAZIL

ARCH PROTEÇÃO DE

MADEIRAS, A COMPANY

THAT IS PART OF THE LONZA

GROUP, INAUGURATES A

MODERN FACTORY FOR THE

PRODUCTION OF CCA WOOD

PRESERVATIVES IN BRAZIL

MAIO | 31


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

Foto: Mauricio de Paula

32 |

www.referenciaindustrial.com.br


Foto: Mauricio de Paula

MAIO | 33


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

“A INSTALAÇÃO DESSA

FÁBRICA, ANTES DE MAIS

NADA, DEMONSTRA A

CONFIANÇA QUE SEMPRE

DEPOSITAMOS NO NOSSO PAÍS,

ALÉM DE DEMONSTRARMOS QUE

ACREDITAMOS MUITO NO MERCADO

DE MADEIRA TRATADA PARA O

FUTURO, EM ESPECIAL A MADEIRA

INDUSTRIALIZADA DESTINADA A

SISTEMAS CONSTRUTIVOS”

FLÁVIO C. GERALDO,

GERENTE DE MERCADO PARA A

AMÉRICA LATINA DA ARCH

Foto: Mauricio de Paula

34 |

www.referenciaindustrial.com.br


Foto: divulgação

MAIO | 35


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

Foto: divulgação

36 |

www.referenciaindustrial.com.br


ALÉM DA LOCALIZAÇÃO ESTRATÉGICA

NO BRASIL, AS INSTALAÇÕES ESTÃO

CAPACITADAS AO ATENDIMENTO DE

QUALQUER DEMANDA DAS USINAS

DE TRATAMENTO HOJE EXISTENTES NA

AMÉRICA DO SUL

Foto: Mauricio de Paula

MAIO | 37


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

UM ASPECTO QUE PRECISAMOS

OBSERVAR NESSES MOMENTOS DA

ECONOMIA SÃO AS OPORTUNIDADES

QUE FOGEM AO TRADICIONAL:

PENSAR DIFERENTE DAS MESMAS

COISAS QUE TODOS ESTÃO

FAZENDO”

TOM KYZER,

DIRETOR DE VENDAS INTERNACIONAIS

DA LONZA NA AMÉRICA LATINA

Foto: divulgação

38 |

www.referenciaindustrial.com.br


Foto: divulgação

MAIO | 39


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

CONSTRUÇÃO CIVIL

MUITO ALÉM

DOS POSTES DE

MADEIRA

USO DO MATERIAL EM EDIFICAÇÕES DE LUXO NO

CANADÁ E NA NORUEGA MOSTRAM COMO A

MATÉRIA-PRIMA PODE SER MAIS VALORIZADA POR

AQUI TAMBÉM

40 |

www.referenciaindustrial.com.br


Foto: Herzog & de Meuron

Foto: Herzog & de Meuron

MAIO | 41


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

CONSTRUÇÃO CIVIL

WOOD INNOVATION

DESIGN CENTRE

Foto: divulgação

TREET

Foto: Arctec As

42 |

www.referenciaindustrial.com.br


HUSØY ARENA

Foto: Maciej Krawczyk

MAIO | 43


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MARCENARIA

44 |

www.referenciaindustrial.com.br


ABRAÇANDO

OPORTUNIDADES

CASO DE SUCESSO DE INDÚSTRIA DE MÓVEIS PARANAENSE É EXEMPLO

DE COMO A ESCOLHA ACERTADA DO MAQUINÁRIO É SINÔNIMO DE

EFICIÊNCIA E AUMENTO DA PRODUTIVIDADE

Fotos: Maurício de Paula

MAIO | 45


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MARCENARIA

H

elderson Carlos Rodrigues é um visionário. Há

20 anos, quando trabalhava como representante

comercial no Paraná para uma grande

indústria de mobiliário corporativo mineira, enxergou

uma oportunidade de mudança de vida e a abraçou sem

medo. Naquela época, em 1996, o mercado era restrito,

com poucas indústrias de porte. Empresas pequenas

tinham dificuldade em chegar aos equipamentos e à

matéria-prima. A mudança surge quando o MDF, que até

então não existia no país, passou a ser comercializado e as

pequenas empresas começaram a desenvolver produtos

melhores, pois tinham acesso à base para produção.

Com esta abertura, o produto evoluiu e ficou muito

difícil vender um móvel para escritório fabricado em

Belo Horizonte (MG) a clientes no Paraná, por exemplo,

pelos custos com frete, montagem, representante, etc.;

inviabilizando, assim, a competitividade. “Estávamos

perdendo mercado aqui, principalmente com a vinda de

grandes indústrias como Audi e Renault, pois começaram

a comprar mobiliário corporativo das indústrias locais”,

lembra Helderson.

De tanto a indústria que ele representava perder

negócios, Helderson percebeu, em uma situação pontual

de troca de tampo de uma mesa, que era hora de abrir o

próprio negócio. Nesta trajetória ele inaugura a Squadro

Móveis, localizada hoje em Pinhais (PR), com foco em mobiliário

corporativo. O primeiro pedido veio do Rio Grande

do Sul. “Era relativamente pequeno e nós demoramos 30

dias para realizar este serviço”, relembra o diretor. Foi

aí que Helderson pensou que com o barracão alugado,

réguas compradas e funcionários contratados, precisaria

também de máquinas mais modernas que otimizassem

a produção, até então manual.

Ele começou comprando equipamentos usados que

46 |

www.referenciaindustrial.com.br


serviram durante um espaço de tempo e deram mais

visibilidade ao produto final. “O mercado consumidor

foi ficando cada vez mais exigente e não queríamos

ficar engessados aos móveis seriados. Sempre levantei

a bandeira de que precisamos atender as necessidades

dos clientes”, conta.

MÚSICA PARA OS OUVIDOS

Nas andanças pelas feiras internacionais, como o

iSaloni (Salão do Móvel de Milão), Helderson sempre

ficou maravilhado e atento aos sons do maquinário em

funcionamento. “Cresci com minha irmã tocando piano

e eu sempre tive um ouvido muito bom para música o

que, posteriormente em feiras como a de Milão, me chamava

atenção para o barulho que as máquinas faziam”,

compara.

Em 2010, a marca sentiu a necessidade de modernizar

suas instalações e acreditou que aquele era o momento.

“O Brasil tinha (e tem) tudo para crescer e acreditei

que aquela era a hora de investir”, conta o diretor. Na

ocasião, viajou com a Homag para Europa e percebeu

uma necessidade de mercado. “Eles nos mostraram que

as empresas que possuíam parque industrial engessado

estavam precisando se modernizar e trocar tudo, senão

ficariam para trás”, salienta. Na volta, ele investiu em um

novo maquinário. E a escolha foi pelo da Homag.

VERSATILIDADE

“Entramos em um financiamento na ocasião, mas

toda a venda que estávamos esperando produzir não veio.

Como estávamos com todo o maquinário necessário, decidimos

investir também no segmento de móveis residenciais”,

revela Helderson. O diferencial da empresa seria

a liberdade de criação, mas produzindo desta maneira

MAIO | 47


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MARCENARIA

(com liberdade de criação) surgiu outro problema, apesar

de termos equipamentos de última geração (Homag),

estávamos com dificuldades na transição do projeto

(escritório) para fábrica, foi aí que tivemos que investir

em um software e, depois de muitas pesquisas, recorremos

novamente a Homag, com a compra do software

Wood CAD CAN. “Neste momento posso dizer que tudo

começou a andar a contento, pois estamos produzindo

como uma grande indústria, mas com a flexibilidade de

uma marcenaria”, ressalta.

Depois do funcionamento pleno, e da escolha acertada

na aquisição do software, a fábrica foi modernizada.

“Ficamos mais rápidos, reduzimos custos e tudo isso nos

fortaleceu. Começamos 2016 muito bem e já estamos

com cinco anos de experiência no ramo residencial. Nossa

linha de produção não deixa nada a desejar a nenhuma

outra”, garante o diretor. Neste contexto deixa-se de

existir o marceneiro propriamente dito e passam a existir

os programadores e máquinas. “Temos até vantagem em

relação aos grandes, pois como não temos um volume

absurdo de vendas, possuímos um maquinário que vai

fazer única e exclusivamente o ambiente que o cliente

quer, do jeito que ele quer”, compara Helderson. O

processo, assim, acaba sendo mais rápido e com maior

qualidade, pois há um tempo hábil maior para regular as

máquinas, cuidar e controlar peças, o que reafirma que

o investimento em um parque fabril moderno dá uma

enorme vantagem competitiva para quem o faz.

Vantagens no uso do software:

• Soluções completas para integrar a máquina no processo de produção

• Investimento seguro graças ao desenvolvimento compatível descendente

• Módulos coordenados

• Moderna arquitetura do software

xx

48 |

www.referenciaindustrial.com.br


Soluções Completas para Alimentação de Caldeiras

Sistemas para Recepção de Toras e Cavacos

Sistemas para Picagem

Sistemas para Peneiramento e Transporte

Sistemas para Armazenagem.

Rodovia BR 282, km 340 - Campos Novos/SC

(49) 3541.3100 - bruno@bruno.com.br

www.bruno.com.br


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

TENDÊNCIAS DO

SALÃO DE MILÃO

MOBILIÁRIOS QUE

ALIAM CRIATIVIDADE,

INOVAÇÃO E

TECNOLOGIA FORAM

AS ATRAÇÕES

PRINCIPAIS DA EDIÇÃO

2016 DO ISALONI

Foto: divulgação

50 |

www.referenciaindustrial.com.br


V

iver o lar por meio de uma decoração intimista

com móveis que convidem ao convívio

familiar. Esse foi um dos conceitos mostrados

durante o iSaloni (Salão do Móvel de Milão)

que finalizou a XLV edição com público superior a 30

mil pessoas. Muitas empresas brasileiras marcaram

presença na feira, que ocorreu no mês de abril, na

Itália, para trazer para cá um pouco do que foi visto

por lá. Referência internacional para o mobiliário e

design, o iSaloni reuniu 2.400 expositores.

Em 2016, o iSaloni contou com vários eventos

paralelos como o Salão do Complemento e Decoração

(Decoração, EuroCucina, Salone Del Bagno,

Salão Satélite), exposição Jovens Designer, Fuori

Saloni, Brera, Zona Tortona, Zona Lambrate, além

do Euroluce (iluminação) e Salone del Ufficio (escritórios).

A programação foi voltada para arquitetos,

designers de interiores, de produto, empresários do

setor de móveis, profissionais de marcenaria, varejo

e também decoração.

O presidente do Salão, Roberto Snaidero, exaltou

a qualificação dos visitantes deste ano. "Com

67% dos participantes do exterior, a maioria deles

com elevado poder de compra, de acordo com comentários

dos expositores, afirmou a forte vocação

internacional da feira como fundamental para o

setor hoje", disse.

AS EMPRESAS DE MOBILIÁRIO

ITALIANO FECHARAM

2015 COM RECEITAS DE 24

MILHÕES DE EUROS, 3,4%

SUPERIOR EM RELAÇÃO A

2014, UM CRESCIMENTO QUE

BENEFICIA, PELA PRIMEIRA VEZ

NOS ÚLTIMOS SETE ANOS, O

MERCADO INTERNO

Foto: SLV

MAIO | 51


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

BRASIL

EM MILÃO

52 |

www.referenciaindustrial.com.br


TENDÊNCIAS

Foto: divulgação

SERIADOS

Foto: SLV

MAIO | 53


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

VANGUARDA

TECNOLÓGICA

Foto: divulgação

Os recentes avanços da tecnologia também

estavam presentes. Nos pavilhões, as peças Milan

Fairgrounds se sobressaíram. É o caso dos painéis

Bemolle Caimi Brevetti, uma espécie de cortina

destinada a aliviar a reverberação acústica em

ambientes.

OLHAR

NOSTALGICO

Foto: AR

A nostalgia dos anos 1950 e 1960 marcou o

design de temporadas anteriores e irá continuar

durante 2016 e 2017. “Na feira, vimos reedições de

obras como a cadeira CH22, desenhada por Hans

J. Wegner em 1950, e a cadeira Domus, um dos

primeiros produtos finlandeses que conquistaram a

América na década de 50”, comenta Margot.

54 |

www.referenciaindustrial.com.br


Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

MAIO | 55


Foto: divulgação

Foto: divulgação Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

56 |

www.referenciaindustrial.com.br


CASA VERDE

Nos espaços urbanos, onde o verde é cada vez

mais escasso, qualquer planta é valorizada. O grande

destaque apresentado está relacionado à filosofia de

trazer de fora para dentro. Isso quer dizer que, nas

próximas estações, jardins verticais, vasos empilháveis,

quadros verdes e o clima tropical serão apostas

para recriar uma atmosfera natural dentro de casa.

No que diz respeito a texturas, o salão trouxe

uma predominância de veludo, algodão e materiais

naturais. A combinação de tons terrosos com acentos

fortes e pontuais, como mostarda, tijolo e esmeralda

também foi muito usada pelos expositores.

CORES E

TEXTURAS

Foto: SLV

Foto: AR

MAIO | 57


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MADEIRA TRATADA

EXPANDINDO

FRONTEIRAS

Fotos: divulgação

USINA DE PRESERVAÇÃO

DE MADEIRA BRASILEIRA

CONQUISTA PRÊMIO

INTERNACIONAL DE

QUALIDADE INÉDITO

PARA O PAÍS

58 |

www.referenciaindustrial.com.br


A

Lua Madeira Imunizada, de Nova

União (MG), é a primeira UPM

(Usina de Preservação de Madeira)

do Brasil a receber premiação da Laqi (Latin

American Quality Institute). “Trata-se do

prêmio Latin American Quality Awards, que

concentra-se na excelência da gestão empresarial

e promoção da cultura de qualidade. O

encontro empresarial foi realizado durante o

mês de novembro de 2015, em Santiago no

Chile e contou com a participação de mais de

400 lideres empresariais de diversos países”,

comenta o diretor da Lua Madeira, Thulio Marques

Linhares.

Para Thulio, esta premiação é um reconhecimento

ao trabalho e foco em qualidade

nos produtos e serviços oferecidos aos clientes.

“É uma grande conquista e, mais ainda,

uma satisfação compartilhar este prêmio com

os colaboradores, parceiros e clientes. Fazemos

parte de uma corrente onde cada elo

representa a força para continuar, juntos, em

busca de um futuro com crescentes responsabilidades

e oportunidades.”

LATIN AMERICAN QUALITY AWARDS

É o evento central da Laqi, realizado anualmente

a partir da segunda quinta-feira do

mês de novembro, durante as comemorações

pelo Dia Mundial da Qualidade, data criada

pela ONU (Organização das Nações Unidas)

em 1992. O evento reúne um distinto grupo de

empresas e empresários de sucesso da América

Latina.

“É uma grande conquista e, mais

ainda, uma satisfação compartilhar

este prêmio com os colaboradores,

parceiros e clientes. Fazemos parte

de uma corrente onde cada elo

representa a força para continuar,

juntos, em busca de um futuro com

crescentes responsabilidades e

oportunidades”

Thulio Marques Linhares,

Diretor da Lua Madeira

MAIO | 59


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MADEIRA TRATADA

FAZENDO A

DIFERENÇA

A Lua Madeira, que no final de 2015 comemorou 21

anos de mercado, oferece padrão de qualidade em produtos,

serviços e atendimento aos clientes, fornecedores

e colaboradores. “Acreditamos que este é o ponto certo

para ancorar nossa missão e visão. Pautamos nossa atuação

pela honestidade, responsabilidade e transparência,

valorizando os colaboradores e trabalhando efetivamente

juntos. O objetivo é atender as necessidades dos clientes

quanto à qualidade e durabilidade dos nossos produtos”,

orgulha-se Thulio.

Fundada pelo empreendedor Sebastião Linhares, com

uma carreira de mais de 50 anos de experiência no segmento

da preservação de madeira, a empresa construiu

um perfil criterioso de qualidade. “Nossos critérios começam

pela seleção das espécies que utilizamos. Trabalha-

mos somente com duas espécies de eucalipto para o tratamento

de madeira roliça, cloeziana e citriodora, de grande

aceitação neste segmento. Utilizamos no tratamento em

autoclave o preservativo CCA-C. Além do alto padrão do

imunizante fornecido, também contamos com um valioso

apoio técnico.”

Para Thulio, boas parcerias resultam diretamente no

crescimento da cultura de qualidade em uma empresa.

“Para isso devemos ter sempre bem definidos nossos valores

para que o caminho da nossa organização seja sempre

saudável. É de grande valia caminhar junto de outras empresas

que almejam chegar a um ponto comum de excelência

e qualidade.”

Em um mercado bastante competitivo, como é hoje

em dia, o diretor afirma que precisamos trabalhar firme os

conceitos de boas práticas e bom atendimento, oferecendo

o que há de melhor. “Também enfrentamos um desafio

importante no mercado, que é a falta de conhecimento dos

clientes em relação ao eucalipto imunizado. Por isso procuramos

sempre fornecer o máximo de conceitos e explicações

técnicas úteis e de fácil entendimento, para auxiliar

nossos clientes − ou futuros clientes − a ter uma visão mais

crítica ao adquirir produtos de madeira tratada”, finaliza

Thulio.

60 |

www.referenciaindustrial.com.br


“Também enfrentamos um desafio

importante no mercado, que é a

falta de conhecimento dos clientes

em relação ao eucalipto imunizado.

Por isso procuramos sempre

fornecer o máximo de conceitos e

explicações técnicas úteis e de fácil

entendimento, para auxiliar nossos

clientes - ou futuros clientes - a ter

uma visão mais crítica ao adquirir

produtos de madeira tratada”

Thulio Marques Linhares,

Diretor da Lua Madeira

MAIO | 61


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

QUÍMICA NA MADEIRA

FIXADORES

METÁLICOS PARA

MADEIRA TRATADA

QUANDO O ASSUNTO É O USO DE PREGOS E PARAFUSOS

METÁLICOS, MUITOS PROFISSIONAIS SE SURPREENDEM COM

A FALTA DE INFORMAÇÃO CONFIÁVEL PARA ORIENTAR A

ESCOLHA DOS MATERIAIS MAIS ADEQUADOS

Fotos: divulgação

62 |

www.referenciaindustrial.com.br


Q

uem é do ramo sabe que existem normas

técnicas para estruturas de telhados de madeira,

tratamento preservativo com base

em categorias de uso, entre outras, que orientam tecnicamente

os responsáveis pelas obras civis quanto

a processos e produtos químicos mais adequados ao

tratamento da madeira em função dos usos previstos.

Para o emprego da madeira, material construtivo de

alto desempenho e ecologicamente correto, os calculistas

estruturais dispõem de métodos avançados para dar

confiabilidade aos seus projetos. Levam em conta itens

vitais de desempenho, como o tratamento adequado

para evitar ataques de insetos e fungos, para aumentar

a vida útil do conjunto.

Persiste, porém, o risco inerente aos detalhes. A

exemplo daqueles que atendem pelo nome de fixadores

metálicos, capazes de comprometer o conjunto da

obra. Ainda não existem critérios práticos que definam

claramente os materiais de que são feitos os fixadores,

para junção das peças de madeira tratada, como pregos,

parafusos e porcas de ferro ou aço. Por isso engenheiros,

arquitetos, designers, paisagistas e construtores

em geral contam muitas vezes com a sorte na hora

de fazer suas escolhas. É imprescindível que passem a

contar com um balizamento técnico seguro, para validar

suas decisões também neste detalhe da obra.

PROCESSO CORROSIVO

Basicamente, o problema a ser enfrentado na escolha

de fixadores vem da química conceitual e envolve a

corrosão metálica. Trata-se de um processo eletroquímico

que induz ganhos e perdas de elétrons em reações

tecnicamente denominadas óxido redução. Em uma

ponta deste processo está o ânodo, onde ocorre a oxidação

que corresponde à perda de elétrons; na outra o

cátodo, onde ocorre a redução ou ganho de elétrons. O

que provoca esta reação é a diferença de potencial elétrico

entre os dois.

Como isto funciona na prática? Os metais contidos

pelos fixadores podem perder sua capacidade de carga

quando instalados mesmo em madeiras sem tratamento

ou em contato com elementos corrosivos. Ficam expostos

a condições que favorecem as trocas elétricas que

se traduzem, a olho nu, na pura e simples oxidação, a

popular ferrugem. Exemplo clássico de ambiente corrosivo

é a maresia. Os níveis de corrosão podem variar dos

mais leves, incapazes de comprometer o desempenho

dos fixadores, até os altamente críticos que demandam

substituição das peças. Por isso é importante que se faça

inspeções regulares, especialmente em instalações nos

ambientes externos, com exposição ao intemperismo.

De maneira geral, existem fatores externos que aumentam

a probabilidade da corrosão se desenvolver.

Basicamente, o problema a

ser enfrentado na escolha

de fixadores vem da química

conceitual e envolve a

corrosão metálica

MAIO | 63


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

QUÍMICA NA MADEIRA

Há exemplos como a água de chuva e sua condensação

superficial, ciclos curtos de umidificação e secagem,

expansão e retração que produzem microfissuras nas

madeiras, facilitando a entrada de água na área dos

fixadores. Os subprodutos da corrosão de elementos

metálicos podem comprometer a madeira, tanto pela

liberação de nutrientes quanto pela alteração do pH da

superfície. Criam assim um ambiente propício aos organismos

xilófagos, especialmente fungos.

ADEQUAÇÃO DO MATERIAL

Recomenda-se o uso de fixadores metálicos galvanizados

a quente, para conectar peças de madeira tratada,

por oferecerem a melhor relação custo/benefício.

A galvanização é um processo de proteção anticorrosiva

para materiais metálicos, como o aço ou ferro fundido,

mediante a imersão em banhos de zinco. Esses banhos

são classificados por imersão a quente, que proporciona

uma camada mais resistente na zincagem, ou por eletrodeposição,

com uma camada de menor resistência e,

portanto, menos adequada às conexões para peças de

madeira tratada. Este conceito vale especialmente nos

casos de instalações em ambientes externos, de unidades

estruturais a móveis de jardim. Outra opção para

a indústria da madeira tratada é o uso de fixadores de

aço inoxidável, porém, a um custo mais elevado e com

desempenho muitas vezes similar ao dos conectores de

aço galvanizado a quente.

Nos EUA (Estados Unidos da América) também há

estudos que recomendam fixadores de aço galvanizado

a quente. Outro estudo interessante na comprovação

da corrosividade a partir de extrativos da madeira é a

dissertação de mestrado de Manuela M.L. Nappi, defendida

na Faculdade de Engenharia Civil da Universidade

Federal de Santa Catarina, sob o título: Elementos Metálicos

Embutidos em Diferentes Espécies de Madeiras.

No seu estudo, Manuela empregou corpos de prova de

pinus e eucalipto sem tratamento preservativo vindo a

comprovar o alto poder corrosivo dos extrativos mesmo

em madeiras in natura.

É importante que

se faça inspeções

regulares,

especialmente em

instalações nos

ambientes externos,

com exposição ao

intemperismo

64 |

www.referenciaindustrial.com.br


A galvanização é um

processo de proteção

anticorrosiva para

materiais metálicos,

como o aço ou ferro

fundido, mediante a

imersão em banhos de

zinco

Jackson Vidal, pesquisador químico da

Montana Química S.A.


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

EFEITO DA

ADIÇÃO DE

RESÍDUOS DE

PODA DA ERVA-

MATE EM PAINÉIS

AGLOMERADOS

Fotos: divulgação

AMELIA GUIMARÃES CARVALHO

BRUNO GEIKE DE ANDRADE

Programa de Pós-graduação em Ciência Florestal pela UFV (Universidade Federal

de Viçosa), departamento de engenharia florestal

CARLA PRISCILLA TÁVORA CABRAL

Ueap (Universidade Estadual do Amapá), Macapá (AP)

BENEDITO ROCHA VITAL

UFV (Universidade Federal de Viçosa), Centro de Ciências

Agrárias), departamento de engenharia florestal

66 |

www.referenciaindustrial.com.br


INTRODUÇÃO

O

mercado de painéis de madeira industrializada

encontra-se em expansão no Brasil. Segundo

dados da FAO (2013), entre os anos 2002 e 2012

a produção anual de painéis de madeira industrializada no

país aumentou de 6,6 milhões de m³ (metros cúbicos) para

10,1 milhões, um crescimento de aproximadamente 53%.

Destacam-se, nesse setor, os painéis de aglomerado, cuja

produção, no mesmo período, passou de 1,9 milhão de m³

para 3,2 milhões, atingindo um crescimento em torno de

68%.

A produção desses painéis é feita, sobretudo, com madeiras

provenientes de florestas plantadas, principalmente

dos gêneros pinus e eucalipto. Contudo, o aproveitamento

dos resíduos gerados pela agroindústria brasileira pode ser

alternativa para atender à demanda do setor de painéis

aglomerados. De acordo com Mendes et al. (2009), entre

os resíduos com potencial para produção de aglomerados,

destacam-se o sabugo de milho, as cascas de arroz, café,

amendoim, mamona, coco, o pseudocaule de bananeira, o

caule da mandioca e o bagaço de cana.

Nesse contexto também se insere a cultura da erva-

-mate ou mate (Ilex paraguariensis, A. St. Hil.). De acordo

com o Ibge (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),

o mate é uma das principais espécies exploradas dentro

do setor de extrativismo vegetal não madeireiro no Brasil,

correspondendo a 229.681 t (toneladas) no ano 2011.

Na etapa de beneficiamento da matéria-prima, grande

quantidade de resíduo lignocelulósico é produzida e

descartada no campo, correspondendo a cerca de 5 t/ha

(hectare) de ramos com espessura superior a 10 mm (milímetros)

(Pagliosa, 2009). Com base no exposto, o objetivo

deste trabalho foi avaliar a utilização dos resíduos da poda

de erva-mate na produção de painéis aglomerados.

MATERIAL E MÉTODOS

Densidade básica da madeira

Para determinação da massa específica básica da

madeira de pinus e de erva-mate, as amostras foram co-

MAIO | 67


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

letadas aleatoriamente e, então, saturadas com água em

dessecador, com aplicação de vácuo intermitente até que

os seus teores de umidade fossem elevados para um ponto

acima da saturação das fibras. Determinou-se o volume

saturado pelo método de deslocamento em água (Vital,

1984), e as amostras foram secas em estufa, mantidas a

103 ± 2°C (Graus Celsius) até atingirem massas constantes,

sendo a densidade básica das madeiras obtida pelo método

descrito por Vital (1984).

Composição química

Amostras dos ramos de erva-mate com e sem casca,

assim como da madeira de pinus, foram coletadas aleatoriamente.

A composição química das partículas de

pinus e de erva-mate, com e sem casca, foi determinada

utilizando-se os procedimentos da Norma Tappi T 264

cm-97 (adaptado) para cálculo de extrativos totais e Tappi

T222om-98 para teor de lignina insolúvel em ácido. O teor

de lignina solúvel foi calculado com base na metodologia

descrita por Goldschimid (1971).

Produção dos painéis aglomerados

Painéis aglomerados foram produzidos variando-se a

composição da matéria-prima em um total de cinco tratamentos,

conforme descrito na Tabela 1. Em cada tratamento

foram realizadas três repetições.

Para a produção de partículas de erva-mate com casca,

utilizaram-se ramos com diâmetros entre 10 e 30 mm (milímetros),

provenientes de um plantio com quatro anos de

idade. As partículas foram produzidas em um moinho de

martelo, ao qual foram inseridos ramos previamente seccionados

manualmente, com o auxílio de um facão. As partículas

selecionadas foram aquelas que passaram pela peneira

de quatro mm e retidas na peneira de dois mm. Para

a produção das partículas sem casca, foi utilizado o mesmo

procedimento das partículas com cascas, contudo foi realizado

o descascamento dos ramos antes da produção das

partículas no moinho de martelo. Após o descascamento,

foi determinada a porcentagem de casca dos ramos.

A madeira de Pinus caribaea var. hondurensis foi adquirida

na forma de tábuas, sendo seccionadas em serra

circular, produzindo baguetas com 20 mm de espessura

e 90 mm de largura na direção da grã. As baguetas foram

submersas em água até a completa saturação e, em seguida,

processadas em um moinho de facas, obtendo, assim,

flocos com dimensões de 20 x 90 x 0,20 mm (largura x comprimento

x espessura, respectivamente).

Os flocos de pinus foram processados em moinho de

martelo para obtenção das partículas. Tanto as partículas

de pinus quanto as de erva-mate foram secas em estufa

com circulação de ar forçada até a umidade de 3% (base

massa seca das partículas).

Foram selecionadas aleatoriamente 100 partículas.

Com o auxílio de um paquímetro, foram mensurados a espessura

e comprimento das partículas de pinus e de erva-

-mate, para estimar a relação entre essas medidas.

Para cada tratamento foram produzidos três painéis,

com densidade preestabelecida de 0,65 g/cm³ (grama por

centímetro cúbico). O adesivo foi aplicado por aspersão no

teor de 8% (base massa seca das partículas), utilizando-se

uma pistola de ar comprimido acoplada a um tambor rotatório.

Foi aplicada uma emulsão parafínica na quantidade

de 0,5% (base massa seca de partículas).

Após a aplicação do adesivo e da parafina, as partículas

foram transferidas para uma caixa formadora, para a

montagem do colchão, com dimensões de 40 x 40 x 1 cm

(centímetros) e prensadas durante 8 minutos, a 170ºC, com

a pressão de 30 kgf.cm -2 .

Tabela 1: Distribuição dos tratamentos para produção dos painéis

68 |

www.referenciaindustrial.com.br


Avaliação das propriedades físico-mecânicas

Os corpos de prova foram retirados com a utilização de

uma serra esquadrejadeira e climatizados na temperatura

de 22 ± 2°C e umidade relativa de 65 ± 5% e, em seguida,

realizados os testes físicos e mecânicos.

A resistência à tração perpendicular, à flexão estática,

ao arranque de parafuso, à dureza Janka e à compressão,

assim como a densidade, teor de umidade, inchamento e

absorção de água após 2 e 24h de imersão em água, foi

determinada segundo as especificações da Norma NBR

14810 -3 (Abnt, 2002).

Análise estatística

Foi considerado um DIC (Delineamento Inteiramente

Casualizado). Para a diferenciação entre os tratamentos,

foi realizada a análise de variância a 5% de significância.

Para a diferenciação entre médias, foi utilizado o teste de

média de Tukey a 5% de significância. De forma preliminar

às análises de variância, foram realizados os testes de homogeneidade

de variâncias (teste de Bartlett a 5% de significância)

e de normalidade (teste Shapiro-Wilk a 5% de

significância).

RESULTADOS

Composição Química

Na Tabela 2 são apresentados os resultados da análise

química da madeira de pinus e de erva-mate, com e sem

casca. As amostras de erva-mate com casca apresentaram

maior quantidade de extrativos que a amostra sem casca.

A madeira de pinus apresentou a menor quantidade de extrativos

que as amostras de erva-mate. Como esperado, a

amostra de pinus apresentou maior quantidade de lignina

insolúvel e menor quantidade de lignina solúvel. A quantidade

de lignina insolúvel e solúvel das amostras de erva-

-mate com e sem casca foram estatisticamente iguais.

DISCUSSÃO

Propriedades físicas

Segundo a Norma Ansi/A1-280/93, os painéis foram

classificados como de densidade média, o que corresponde

à faixa de 0,64 a 0,80 g/cm³.

A UEH (Umidade de Equilíbrio Higroscópico) dos painéis

produzidos apenas com partículas de pinus foi superior

à UEH dos painéis produzidos apenas com resíduos de

erva-mate, com e sem casca. Os painéis produzidos apenas

com madeira de pinus apresentaram maior absorção

de água em relação aos painéis produzidos com resíduos

de erva-mate, com e sem casca.

Nenhum dos tratamentos atendeu ao requisito de inchamento

em espessura (IE) após 24h de imersão em água,

estipulado em no máximo 35% pela Norma CS 236 (Commercial

Standard, 1968), e de no máximo 8% pela Norma

NBR 14810-2 (Abnt, 2002). Fato esse também ocorreu com

Melo et al. (2009), que adicionaram diferentes porcentagens

de casca de arroz à madeira de eucalipto para a produção

dos painéis e encontraram valores entre 45% e 49%

para IE de 24 h.

Propriedades mecânicas

A produção de painéis com resíduos de erva-mate com

e sem casca, assim como a adição de 50% de resíduo, ao

painel produzido com pinus, não alterou as propriedades

de compressão, de ligação interna, de arrancamento de

parafuso e dureza Janka. Contudo, o MOE (Módulo de

Elasticidade) dos painéis produzidos apenas com partículas

de Pinus foi superior ao MOE dos painéis produzidos

apenas com resíduos de erva-mate, com casca. E o MOR

(Módulo de Ruptura) foi superior ao MOR dos painéis produzidos

apenas com resíduos de erva-mate, tanto com e

quanto sem casca.

Rachtanapun et al. (2012) produziram painéis, com

A produção de painéis com resíduos de ervamate

com e sem casca, assim como a adição de

50% de resíduo, ao painel produzido com pinus,

não alterou as propriedades de compressão, de

ligação interna, de arrancamento de parafuso e

dureza Janka.

MAIO | 69


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

densidade de 0,775 g/cm³, a partir de resíduos de café, utilizando

11% de ureia formaldeído, quando encontraram

valores de 8,54 e 1116 MPa para MOR e MOE, respectivamente.

Bianche et al. (2012) produziram painéis, com densidade

de 0,71 g/cm³, a partir de partículas de vassoura (Sida

sp.), utilizando 8% de ureia formaldeído, e encontraram

valores de 13,13 e 1154,1 MPA para MOR e MOE, respectivamente.

Em comparação com os dados da literatura, que usaram

outros tipos de resíduos, apenas o tratamento com

100% de resíduo de erva-mate com casca se mostrou com

valores médios de MOR e MOE inferiores.

Para a propriedade de módulo de ruptura, apenas o

tratamento-testemunha, produzido com partículas de pinus,

atendeu ao mínimo estipulado pela Norma Brasileira

NBR 14810-2 (Abnt, 2002), a qual estipula o mínimo de 18

MPA para essa propriedade.

Os valores da ligação interna e arrancamento de parafuso,

obtidos por Bianche et al. (2012) para painéis produzidos

com partículas de vassoura (Sida sp.), foram da ordem

de 0,49 MPA e 1137,7 Newtons, respectivamente. Colli et

al. (2009) determinaram as propriedades de chapas fabricadas

com partículas de madeira de paricá (Schyzolobium

amazonicum Huber ex. Ducke), às quais foram adicionadas

proporções de 10, 20 e 30% de fibras de coco (Cocos nucifera

L.). Para a substituição de 30% com a fibra de coco,

os valores de ligação interna e arrancamento de parafuso

foram de 0,18 MPa e 295 N, respectivamente. Em ambos

os trabalhos, essas propriedades foram inferiores às obtidas

neste trabalho com partículas de resíduo de poda de

erva-mate.

De acordo com a Norma NBR 14810-2 (Abnt, 2002),

é estipulado que o painel tem que atingir um mínimo de

1.020 N para o arranchamento de parafuso da face e, segundo

a Norma Ansia208.1-93, o mínimo de 1098,4 N para

painéis de média densidade da categoria mais exigente

(M-3). Todos os painéis superaram o mínimo exigido por

essas duas normas. Para a Norma Ansi A208.1-93, o mínimo

estipulado para a Dureza Janka é de 2182 N, e todos

os painéis atenderam ao requerimento. Em relação à compressão

dos painéis, não foram encontrados, nas normas

consultadas, valores mínimos exigidos para essa propriedade.

CONCLUSÃO

As propriedades físicas de absorção de água, após 2

h de imersão, o inchamento em espessura, após 24 h de

imersão, e as propriedades mecânicas de compressão, de

ligação interna, de arrancamento de parafuso e dureza

Janka, não diferiram estatisticamente entre todos os tratamentos.

Tabela 2: teores médios de extrativos, lignina solúvel e lignina insolúvel da madeira de Pinus e de erva-mate com e sem casca

Médias seguidas por letras minúsculas nas colunas não apresentam diferenças significativas entre si,

pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade

Todos os painéis superaram o mínimo

exigido pelas duas normas que estipulam o

valor mínimo para o arranchamento de

parafuso da face

70 |

www.referenciaindustrial.com.br


Os painéis produzidos com os resíduos de erva-mate

apresentaram menor umidade de equilíbrio higroscópico e

menor absorção de água, após 24h de imersão.

A remoção da casca não interferiu nas propriedades

dos painéis em relação aos sem casca, sendo, assim, desnecessário

o descascamento.

Os painéis produzidos com resíduos de erva-mate,

assim como as misturas desses com partículas de pinus,

apresentaram valores de módulo de ruptura na flexão estática

inferiores ao estipulado pela Norma Brasileira NBR

14810-2 (Abnt, 2002). Como não atendeu a um dos requisitos

mínimos, painéis produzidos com resíduos de erva-mate

não devem ser utilizados em substituição aos painéis de

madeira aglomerada.

ATUALIZE SUAS INFORMAÇÕES

ASSINANDO AS PRINCIPAIS

REVISTAS DO SETOR

LIGUE AGORA PARA NOSSA

CENTRAL DE ATENDIMENTO

0800 600 2038

Pagamento nos Cartões de Crédito em até 3X sem juros

“Deus cuida de nós”

PLANETA INDUSTRIAL

DE MADEIRAS LTDA.

Madeira serrada de Eucalyptus Grandis

seco em estufa, madeira estabilizada,

própria para indústrias de móveis, portas

e batentes. Com três tipos de

classificações para atender um mercado

exigente. Apta para exportar!

PROCURE PRODUTOS CERTIFICADOS

Rua Projetada B, lote 65, Cx.P. 182

Distrito Industrial | Telêmaco Borba - PR

E-mail: andrejock@hotmail.com | Tel: (42) 3273-2868

Whatsapp: (42) 9127-9192


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

AGENDA

MAIO 2016

JUNHO 2016

Feimec

3 a 7

São Paulo (SP)

www.abimaq.org.br

Salão de Gramado

7 a 10

Gramado (RS)

www.salaodegramado.com.br

ForMar

26 a 29

São Paulo (SP)

www.feiraformar.com.br

Femur (Feira de Móveis de

Minas Gerais)

9 a 13

Ubá (MG)

www.femur.com.br

Xylexpo

24 a 28

Milão (Itália)

www.xylexpo.com

Affemaq

28 a 30

Bento Gonçalves (RS)

www.affemaq.com.br

JULHO 2016

ForMóbile

26 a 29

São Paulo (SP)

www.feiraformobile.com.br

AGOSTO 2016

High Design Expo

9 a 11

São Paulo (SP)

www.highdesignexpo.com

Casa Brasil

10 a 14

São Paulo (SP)

www.casabrasil.com.br

DESTAQUE

FEMUR

9 a 13 de maio

Ubá (MG)

www.femur.com.br

Algumas das maiores e mais representativas empresas

do setor moveleiro nacional estarão reunidas, entre 9

e 13 de maio, em Ubá (MG) para a XII edição da Femur

2016 (Feira de Móveis de Minas Gerais). O evento, promovido

pelo Intersind (Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Mobiliário de Ubá), projeta movimentar cerca de R$ 300

milhões em negócios. A feira estima receber clientes de todo o Brasil e, até mesmo, de outros países.

Imagem: reprodução

72 |

www.referenciaindustrial.com.br


COMUNICAÇÃO

REVISTAS

VÍDEO

WEBSITES

MARKETING

TV

PRODUÇÕES

INTERNET

EVENTOS

PUBLICIDADE

www.jotacom.com.br

contato@jotacom.com.br

+55 (41) 3333-1023


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPAÇO ABERTO

OS INGREDIENTES PARA UMA

TRANSFORMAÇÃO ESTRATÉGICA

O

rápido lançamento do primeiro carro bicombustível

do Brasil, em 2003, pela VW (Volkswagen), representou

uma excepcional resposta à mudança do mercado

automobilístico brasileiro. A tecnologia do motor bicombustível,

capaz de funcionar tanto com gasolina como com álcool, foi

desenvolvida no Brasil por algumas empresas que investiram

tempo e dinheiro em pesquisas. Foi a Magneti Marelli, fabricante

de sistemas eletrônicos para controle de motor e fornecedora das

grandes montadoras que atuam no país, que fechou a primeira

parceria com a VW, para introduzir o motor flexível EA 827 1.6 l,

que equipou o modelo VW Gol 1.6 Total Flex, lançado em março

de 2003.

Analise a velocidade com que as coisas aconteceram: dois

anos depois do lançamento do Gol, praticamente todas as

outras montadoras que atuam no Brasil já tinham lançado ou

planejavam lançar modelos bicombustíveis. Hoje, vivemos um

momento em que os limites entre os setores estão cada vez mais

indefinidos. Essa obscuridade, além de dificultar os passos das

empresas em relação a suas áreas de atuação, permite aos que

estão de fora e antenados com o que há de novo nos setores de

tecnologia e estratégias de mercado a criação de novos produtos

e serviços, que irão atingir um público-alvo cada vez mais interessado

em praticidade e transparência. É preciso se perguntar:

será que o que estou fazendo hoje permitirá que me atualize no

futuro? Esse raciocínio requer drásticas mudanças no comportamento

geral das empresas, o que, muitas vezes, é difícil de se

conseguir. Comumente, no universo administrativo, é mais difícil

(e incômodo) esquecer os métodos antigos do que criar novos.

Para o professor C. K. Prahalad, reconhecido internacionalmente

como um dos maiores especialistas em estratégia

empresarial e negócios da atualidade, os ingredientes para os

empreendedores que desejam desenvolver um processo de

transformação estratégica em suas organizações são: imaginação,

paixão, coragem, humanidade, humildade, intelecto e um

pouco de sorte. Para Prahalad, é importante que a empresa se

conscientize, antes de tudo, de sua colocação no mercado e de

quais são as probabilidades reais de liderar esse setor. Para ele,

muitos não tomam atitudes inovadoras justamente porque desconhecem

seu papel no mercado e acreditam que simplesmente

atuam em um nicho imutável de comércio.

As mudanças, hoje, ocorrem de modo muito mais rápido do

que alguns anos atrás. Esse ritmo pode ser útil para países em

desenvolvimento como o Brasil, uma vez que eles podem saltar

algumas etapas, ou seja, as economias em desenvolvimento têm

a opção de escolher os métodos já criados pelos países desenvolvidos.

Isso lhes permitiria uma maior agilidade no processo de

atualização. Contudo, isso não os impede de lançar e exportar,

com sucesso, seus próprios projetos.

Inicialmente, o produto Kleenex, da empresa Kimberly-Clark,

estava dirigido ao mercado de cosméticos: era uma toalha para

retirar a maquilagem, que se comercializava por um preço elevado.

Com esse formato, os Kleenex não deram resultado, mas a

empresa reconheceu rapidamente seu erro e relançou o produto

sob a forma de lenços descartáveis.

E qual é a lição dessa história? Deixe que a sua intenção seja

mais rápida que os fatos!

Foto: divulgação

Por Alessandra Assad

Especialista em gestão de pessoas e negócios

Acesse:

www.portalreferencia.com.br


PRODUTOS INOVADORES

Soluções para projetos construtivos

PROTEÇÃO DE MADEIRAS

Uma empresa do Grupo Lonza

Sistemas analíticos

na usina.

Automação.

O inovador CA-B. Acabamento base óleo

para madeiras

Aditivo repelente à água.

Uso em autoclave com

CCA e CA-B.

Novos rumos

Aditivo colorante.

Uso em autoclave

com CCA e CA-B

CCA

A marca do CCA.

Controles Laboratoriais na Usina

Controles de Operação

Novos Produtos

Novos Aditivos

Capacitação Técnica

INTERNATIONAL

RESEARCH GROUP

ON WOOD

PROTECTION

Arch Proteção de Madeiras

Av. Brasília, 1500 - Salto (SP) - Brasil

elcio.lana@lonza.com - (11) 4501-1211

flavio.geraldo@lonza.com - (11) 4501-1209

denise.castilho@lonza.com - (11) 4028-8086

www.lonza.com

More magazines by this user
Similar magazines