Abril/2016 - Referência Florestal 173

jota.2016

Visitantes - Grupo Jota Comunicação

BIOMASSA

FLORESTAL

Estamos perdendo tempo64

MAPA DO

EUCALIPTO

Pesquisa detalha a espécie70 ENTREVISTA

Fabricio Amaral Poloni,

da ArcelorMittal BioFlorestas

Profit right from

the first cut

Operation adjusted for thinning

leads to a return even from

thin timber logs

Lucro no desbaste

Operação ajustada desde o primeiro corte

traz retorno mesmo com madeira fina


SUMÁRIO

ANUNCIANTES

DA EDIÇÃO

Agroceres ................................................................... 88

Bruno Industrial ......................................................... 63

32

Carrocerias Bachiega .............................................. 57

CBI do Brasil ................................................................... 11

D’Antonio Equipamentos ..................................... 83

52

Denis Cimaf ................................................................... 09

Dinagro ........................................................................... 02

Exte ................................................................................... 21

H Fort ................................................................................ 17

70

Himev .............................................................................. 51

J de Souza ........................................................................ 49

John Deere .................................................................... 07

Editorial

Cartas

Bastidores

Coluna Ivan Tomaselli

Notas

Alta e Baixa

Biomassa

Aplicação

Frases

Entrevista

Principal

Silvicultura

Negócios

Feira

Energia

Especial

Artigo

Agenda

Espaço Aberto

06

08

10

12

14

18

20

22

24

26

32

46

52

58

64

70

76

84

86

Liebherr Brasil ............................................................. 13

Lubeco ............................................................................ 83

Mill Indústrias .............................................................. 29

Minusa Forest .............................................................. 05

Oregon ............................................................................ 87

PenzSaur ....................................................................... 75

Planflora ........................................................................ 69

Sergomel ....................................................................... 25

Timber Forest .............................................................. 19

TMO ................................................................................. 31

Waratah ......................................................................... 23

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EDITORIAL

Ano XVIII - Edição n.º 173 - Abril 2016

Year XVIII - Edition n.º 173 - April 2016

O conjunto harvester montado

sob medida para realizar

desbastes, com cabeçote Nisula

comercializado pela TMO Forest,

estampa a capa desta edição

NA MEDIDA CERTA

Quem já escutou aquele ditado: “está dando tiro de canhão pra matar barata”,

ou seja, a escolha da arma ou ferramenta é desproporcional ao porte do serviço. O

resultado é a seguinte equação: investimento inicial maior + custo operacional alto =

prejuízo. Essa é a mensagem da reportagem principal desta edição. Fomos a campo

observar equipamentos idealizados especificamente para a operação de desbaste. A

logística desenhada para a colheita ficou sob medida, com isso é possível obter retorno

desde a primeira intervenção na floresta.

Para quem se interessa em biomassa para energia fica a dica para acompanhar

duas matérias que tratam de tendência e mercado. Estamos subaproveitando um

potencial enorme das nossas florestas energéticas, mas podemos mudar esse jogo. Já

a reportagem especial mostra os avanços na pesquisa que está mapeando clones de

eucalipto, regiões no país mais indicadas para o plantio de cada um deles e o grau de

influência de aspectos como temperatura e índices hídricos na produtividade. É um

avanço que vai ampliar significativamente o índice de acerto dos investimentos em

plantios, principalmente nas novas fronteiras. Excelente leitura!

EXPEDIENTE

JOTA COMUNICAÇÃO

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

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Colunista

Ivan Tomaselli

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Monica Kirchner - Coordenação

Alessandra Reich

assinatura@revistareferencia.com.br

THE RIGHT SIZE

Who has never heard the old saying: “it is like using an atomic bomb to kill an ant”, i.e. the

choice of weapon or tool is disproportionate to the size of the service. The result is the following

equation: high initial investment + high operating costs = losses. That is the message of the

principle story in this issue. We went into the field to observe equipment specifically designed

for the thinning operation. With the harvest logistics having been properly sized, it is possible to

obtain a positive return right from the first intervention in the forest.

For those interested in biomass for energy, a tip is to accompany two stories that deal with

trends and the market. We are underusing the huge potential offered by our forests, but we

can change that. A special report shows just how, the advances in research that are mapping

eucalyptus clones, the regions in the Country most suitable for planting each of them, and the

degree of influence of aspects such as temperature and water content on productivity. This is a

breakthrough that will significantly expand the attractiveness of investments in replanted forests,

mainly new frontiers. Very pleasant reading!

06 www.referenciaflorestal.com.br

ASSINATURAS

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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

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without the written authorization of the holders of the authorial rights.


O JOGO MUDOU.

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Projetados a partir de sugestões de nossos clientes,

a John Deere desenvolveu os mais resistentes e mais

produtivos equipamentos que já oferecemos ao mercado:

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de esteira e a nova Série L de Skidders e Feller Bunchers

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CARTAS

VISÃO GERAL

Por João Ausher - São Carlos (SP)

Capa da Edição 172 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

mês de março de 2016

Costumo ler a Revista REFERÊNCIA FLORESTAL

principalmente pela boa abrangência no mercado.

Continuem publicando matérias com esse tema.

SOLO E BIOMASSA

Por Agnaldo Mendes - Caçador (SC)

Gosto das matérias sobre conservação do solo e energia.

São dois temas pelos quais me interesso muito e fazem

parte do meu dia a dia.

Foto: divulgação

Foto: REFERÊNCIA

MEU RS

Por Samuel Rocha -

Taquari (RS)

A Revista REFERÊNCIA

FLORESTAL é muito boa, mas

me sinto deslocado porque não

tem matérias sobre o Rio Grande

do Sul, poucos artigos, e área

comercial também.

Resposta: Prezado Samuel agradecemos o contato e seus

apontamentos são interessantes. Procuramos atender a

diversas regiões do Brasil, o que é uma missão difícil, mas

na medida do possível publicamos reportagens ou artigos,

que nos são enviados, para contemplar todos os Estados

e o Rio Grande do Sul sempre está em pauta. Boa parte

dos nossos anunciantes são do sul. Vamos melhorar ainda

mais, obrigado pela sugestão.

TECNOLOGIA

Por Rodrigo Cintra - Eunápolis (BA)

As notícias são atualizadas e gosto muito das tecnologias

envolvendo as máquinas. A evolução na mecanização

florestal é constante por isso é importante estar bem

atualizado.

CASAL 20

Por Davi Vicente -

Santarém (PA)

Parabéns GRUPO

JOTA. Sempre recebo

a Revista em dia,

ela me mantém

atualizado sobre o

mercado, tecnologia e tendências do setor florestal. Além

da REFERÊNCIA FLORESTAL gosto da Revista PRODUTOS

DE MADEIRA, que traz o produto final.

Imagem: divulgação Imagem: divulgação

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é fundamental para a Revista REFERÊNCIA FLORESTAL.

E-mails, críticas e

sugestões podem ser

enviados para redação

revistareferencia@revistareferencia.com.br

Mande sua opinião sobre a Revista do

Setor Florestal ou a respeito de reportagem

produzida pelo veículo.

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BASTIDORES

CHARGE

Charge: Francis Ortolan

REVISTA

PÉ NA ESTRADA

A diretora de negócios do

GRUPO JOTA, Joseane Knop

realizou diversas visitas a

clientes no mês de março.

Durante as reuniões foi possível

colocar o papo em dia e definir

estratégias de comunicação

para 2016.

Foto: divulgação

Na foto - Joseane Knop ao

lado do gerente e da analista

comercial e de marketing da

Atta-Kill, Augusto Tarozzo e

Berenice Ribeiro

Na imagem - Joseane Knop

e Dyme Anderson Roder,

diretor comercial da Roder

Foto: divulgação

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CBI - Simplesmente o Melhor.

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COLUNA

Foto: divulgação

Ivan Tomaselli

Diretor-presidente da Stcp

Engenharia de Projetos Ltda

Contato: itomaselli@stcp.com.br

PLANO DE DESENVOLVIMENTO

FLORESTAL: O EXEMPLO DO MATO

GROSSO DO SUL

Caso de sucesso em um Estado que vai atingir um milhão de hectares de

florestas plantadas 14 anos antes do prazo proposto

E

m 2008 a Stcp foi contratada pelo governo de Mato

Grosso do Sul para preparar o Plano Estadual para o

Desenvolvimento Sustentável de Florestas Plantadas.

Naquele ano o Mato Grosso do Sul possuía 280 mil ha (hectares)

de florestas plantadas.

O Plano de Desenvolvimento foi apresentado no início de

2009. A estratégia considerava basicamente a existência de empresas

âncoras (celulose), e a necessidade do fortalecimento

da PME (Pequena e Média Empresa) e de PMS (Produtos de

Madeira Sólida). As ações previstas para implementação do

Plano previam a atuação do governo na melhoria do clima de

negócios e na atração de investimentos, e uma promoção da

integração entre empresas âncoras, as PME/PMS e os proprietários

de terras e florestas.

Entre as metas definidas no plano estavam basicamente

atingir 1 milhão de ha de florestas plantadas até o ano de

2030; a ampliação da capacidade de produção das empresas

âncoras; o estabelecimento da indústria de painéis de madeira

reconstituída; e fortalecimento da indústria de madeira sólida

(serrados, compensados e produtos de valor agregado).

A meta de plantio deverá ser atingida já em 2016 (atualmente

existem mais de 900 ha plantados) e o Mato Grosso

do Sul é atualmente o segundo Estado em área plantada com

Eucalyptus spp. no Brasil. A indústria de painéis reconstituídos

já está instalada. Uma segunda indústria de celulose foi implantada,

e ambas as empresas estão em fase de duplicação da

produção. Existem ainda diversos projetos de termoelétricas

baseadas em biomassa florestal em implantação. Mesmo

que o desenvolvimento da indústria de produtos de madeira

sólida ainda não tenha sido significante, o Mato Grosso do Sul

é um exemplo de sucesso na promoção do desenvolvimento

florestal.

A razão do sucesso está associada, em grande parte, à

existência de um plano de desenvolvimento setorial e o empenho

na implementação das ações nele definidas, dentro

de um clima de cooperação entre o setor público e o privado.

Existem vários exemplos que podem ser mencionados. A

Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico

tem participado de eventos nacionais e internacionais para

promoção dos investimentos. O Instituto do Meio Ambiente

de Mato Grosso do Sul, em conjunto com a Federação da

Agricultura e Pecuária do Estado tem promovido cursos de capacitação.

Os procedimentos para licenciamento dos plantios

e para o estabelecimento de indústrias foram simplificados,

reduzindo a burocracia e os custos de transação.

A Reflore (Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e

Consumidores de Florestas Plantadas) tem papel fundamental

na organização do setor privado. A associação tem atuado

ativamente na promoção do desenvolvimento, com atividades

que incluem a geração de informação, a promoção de cursos

de capacitação, e no fortalecimento da cooperação com o setor

público para o desenvolvimento de ações buscando melhorias

no clima de negócios.

O Mato Grosso do Sul pode ser considerado um exemplo

na definição de uma estratégia e na implementação de ações

coordenadas para a promoção do desenvolvimento sustentado

do setor florestal. Certamente além da consolidação

das empresas âncoras, até 2030 como previsto no Plano de

Desenvolvimento, o Mato Grosso do Sul terá estabelecido um

cluster de base florestal sólido, como a implantação de uma

nova estrutura integrada, envolvendo as empresas âncoras, os

proprietários de florestas e a indústria de produtos de madeira

sólida com agregação de valor. Esta integração promoverá o

desenvolvimento econômico e social sustentável do Estado.

A razão do sucesso está associada, em grande parte, à existência de

um plano de desenvolvimento setorial e o empenho na implementação

das ações nele definidas, dentro de um clima de cooperação entre o setor

público e o privado

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NOTAS

PLANTANDO

O FUTURO

Foto: divulgação

O governo de Minas Gerais lançou o Projeto

Plantando o Futuro para o plantio e recuperação

de nascentes e áreas degradadas. A iniciativa

visa o plantio de 30 milhões de árvores,

compreendendo a recuperação de 40 mil nascentes,

6 mil ha (hectares) de mata ciliar e 2 mil

ha de áreas degradadas, em todos os 17 territórios

de desenvolvimento do Estado, até 2018. A

ação priorizará regiões com danos ambientais,

nascentes de rios e seus afluentes e matas ciliares,

além da arborização urbana. Entre os objetivos

específicos do programa, estão: plantio

em APPs (Áreas de Preservação Permanente),

unidades de conservação, área de reserva legal de agricultores familiares, locais de recarga hídrica e escolas urbanas e

rurais, por exemplo; formação de sistemas agroflorestais e silvipastoris, bem como, de pomares e quintais agroflorestais;

reflorestamentos; arborização urbana, rural e de estradas.

BIG BROTHER

A Reflore/MS (Associação Sul-Mato-Grossense

de Produtores e Consumidores de Florestas

Plantadas) e seus associados vêm estudando o

monitoramento das florestas por meio de câmeras,

para auxiliar as empresas na identificação

de possíveis focos de incêndios e promover a

vigilância patrimonial das áreas plantadas. Em

reunião realizada no início de março, em Três

Lagoas (MS) ficou acordado que as associadas

que desejarem monitorar as florestas utilizando

o meio eletrônico, deverão procurar a Fibria ou

a Eldorado Brasil ou, ambas (caso a área esteja

próxima às duas), para ajustarem consolidar uma

ação conjunta.

Foto: divulgação

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CAR NÃO

SERÁ 100%

Foto: divulgação

O prazo final para o cadastramento de propriedades no CAR

(Cadastro Ambiental Rural) termina no dia 5 de maio e até o momento

somente 67% da área total cadastrável se encontra regularizada.

De acordo com o diretor geral do SFB (Serviço Florestal

Brasileiro), Raimundo Deusdará, até lá a perspectiva é que apenas

aproximadamente 80% da área seja cadastrada. Até a última

atualização do órgão, foram cadastrados 2,4 milhões de imóveis

rurais, totalizando uma área superior a 268 milhões de ha (hectares)

inseridos na base de dados do sistema. Para José Zeferino

Pedrozo, vice-presidente de secretaria da CNA (Confederação da

Agricultura e Pecuária do Brasil), não haverá nova prorrogação

no prazo porque esse recurso só é possível por meio de lei. “Nesse

estágio da crise política brasileira, não há espaço na pauta do

congresso para a discussão dessa matéria, portanto, está fora de

cogitação a dilatação do prazo final”, avalia.

PLANO

DE AÇÃO

Três Lagoas (MS) será o primeiro município, excluindo as

capitais, a receber um plano voltado para aumentar a qualidade

de vida dos seus habitantes e preparar a cidade para o

desenvolvimento sustentável. Foi lançada pela Fibria a iniciativa

conjunta do Bndes (Banco Nacional de Desenvolvimento

Econômico e Social), do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento),

e do Instituto Votorantim. Juntas irão financiar

a elaboração do Plano de Ação Três Lagoas Sustentável e a

revisão do Plano Diretor Participativo para o desenvolvimento

do município em longo prazo, construído de forma conjunta

com gestores públicos e sociedade. A partir de agora, o BID,

por meio da Ices (Iniciativa Cidades Emergentes e Sustentáveis),

fará um diagnóstico para o município e desenvolverá o

Plano de Ação Três Lagoas Sustentável, voltado para aumentar

a qualidade de vida dos seus habitantes e preparar a cidade

para o desenvolvimento sustentável.

Imagem: divulgação

Abril de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

15


NOTAS

SUCESSO

APARENTE

Foto:divulgação

A conjuntura econômica do CI Florestas

(Centro de Inteligência em Florestas) de

março de 2016 acompanha as evoluções

dos negócios florestais. De acordo com o

último estudo da entidade, o Brasil experimenta

um estágio de latência e pausa.

Segundo o relatório, as inquietações políticas

que sucederam o período do carnaval

continuam mantendo a sensação de que,

em termos econômicos e produtivos, o ano

de 2016 ainda está por iniciar. “A demora

do governo em atacar veementemente a

crise impede a sinalização ao mercado dos

esforços necessários para superá-la.” Enquanto tudo isso não acontece, o câmbio favorável para alguns segmentos florestais

exportadores está sustentando os negócios. Confira a análise conjuntural pelo site www.ciflorestas.com.br

ONU PEDE

INVESTIMENTO

EM FLORESTAS

O secretário geral da ONU (Organização das

Nações Unidas), Ban Ki-moon, pediu que governos,

empresas, sociedade civil e outros parceiros adotem

políticas para proteger, recuperar e sustentar florestas

saudáveis, por ocasião do Dia Internacional das

Florestas, lembrado em 21 de março. “Investir nas

florestas é uma política para assegurar o planeta”,

discursou Ban em mensagem sobre a data lembrada

mundialmente. Apesar da importância crítica, muitas

florestas continuam sendo destruídas ilegalmente, sem planos de manejo sustentável. A ONU estima que a cada ano 7

milhões de ha (hectares) de florestas naturais sejam perdidos e 50 milhões de ha queimados. “As florestas do mundo são

centrais para nossa prosperidade futura e para a estabilidade do clima global”, disse o secretário geral. “É por isso que os

objetivos do desenvolvimento sustentável pedem uma ação transformativa para salvá-las”, completou.

Foto: divulgação

16

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ALTA E BAIXA

ALTA

BAIXA

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BIOMASSA

11 MIL

MEGAWATTS

A

s usinas térmicas movidas à biomassa alcançaram

11 mil MW (megawatts) de capacidade instalada em

2015, alta de 6% em relação a 2014. Os dados são

do boletim da Ccee (Câmara de Comercialização de Energia

Elétrica). Em dezembro passado, a geração de biomassa alcançou

1.892 MW médios, sendo o bagaço de cana-de-açúcar

a principal fonte utilizada. O licor negro, subproduto gerado

pelo cozimento da madeira na indústria de celulose, foi a segunda

principal fonte utilizada na geração via biomassa, ao

longo de 2015. Em seguida, aparece a geração oriunda da

queima de resíduos florestais, biogás (resíduos sólidos urbanos),

capim-elefante, casca de arroz, gás de alto forno (carvão

mineral), calor de processo (carvão mineral), carvão vegetal,

gás de alto forno (biomassa) e biogás (agroindustriais).

Foto: divulgação

CAVACO TIPO

EXPORTAÇÃO

M

ercado interno retraído e

dólar alto colocam a exportação

de cavaco como uma

saída para muitas empresas equilibrarem

as contas. De acordo com o gerente

de Planejamento e Gestão Florestal

da Duratex, Anderson Lins, o Japão é

um mercado atrativo. A média de preço

da biomassa de cavaco de madeira,

em função dos custos logísticos que

se tem no Brasil, precisa ser acima de

US$ 140 por t (tonelada) carregado no

navio. "Mesmo assim, a partir de São

Paulo e Minas Gerais, fica bem difícil se for biomassa de floresta. Já de resíduo de madeira é diferente, o valor é outro",

resume. A viabilidade em exportar biomassa em forma de cavaco de madeira esbarra em vários fatores, lembra o representante

da Duratex. "Alguns procedimentos burocráticos têm que ser cumpridos, mas a grande questão é quanto ao

volume que pode ser carregado. Isso passa pela compactação do cavaco e por quantas toneladas é possível carregar em

um navio. Além de que a logística de carregamento precisa ser eficiente."

Foto: REFERÊNCIA

20

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APLICAÇÃO

MADEIRA

TRANSPARENTE

I

magine o vidro sendo substituído

pela madeira. Isso já é possível

segundo pesquisa desenvolvida

pelo Real Instituto de Tecnologia sueco,

que acaba de anunciar a criação da

madeira transparente. Essa é somente

um das aplicações, de acordo com os

inventores, dentro de alguns anos será

possível até transformar as próprias janelas

e paredes de casas e edifícios em

painéis solares. Para criar a madeira transparente, os pesquisadores desenvolveram um processo químico de remoção da

lignina, um componente natural da parede celular da madeira. Quando a substância é removida, a madeira se torna branca.

Essa superfície é revestida com um polímero transparente com propriedades óticas. O resultado é uma lâmina de madeira

natural, mas visualmente transparente. A descoberta sueca foi publicada na revista científica da Sociedade Americana de

Química (American Chemical Society), a Biomacromolecules.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

NOVAS

REGRAS

O

Conama (Conselho

Nacional do Meio

Ambiente) aprovou

por unanimidade a resolução

que altera regras para

o transporte e a industrialização

de madeira extraída

legalmente na Amazônia.

Entre outras medidas, será

reduzido de 45% para 35%

o percentual de aproveitamento

de toras nas serrarias, medido pelo CRV (Coeficiente de Rendimento Volumétrico). O prazo para a adoção do

novo índice de aproveitamento é de um ano. Serrarias que obtêm rendimentos acima de 35% devem apresentar estudo

técnico aos órgãos ambientais, no prazo de 180 dias, para comprovar essa capacidade. Os mesmos órgãos, após recebidos

os estudos, terão mais 180 dias para analisá-los. As serrarias que já possuíam rendimentos comprovadamente

superiores antes da publicação da nova resolução manterão os CRVs já aprovados.

22

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FRASES

Uma das

principais ações à

frente da Câmara é

buscar uma solução

mais imediata

para o setor, a

fim de fomentar o

mercado, criando

um elo entre todos

os segmentos da

cadeia econômica,

desde o produtor

até a indústria

Estamos há muito tempo buscando condições

para trabalhar, todas essas propostas são anseios

antigos do nosso setor, o problema é que quando

troca o governo, temos que voltar à estaca zero

Presidente do Cipem, José Eduardo Pinto, sobre o acordo com o governo estadual

que visa ampliar a área florestal para manejo sustentável e agregar mais valor ao

produto madeireiro

No futuro praticamente todas as empresas do

agronegócio afirmaram que vão solicitar o CAR. Só

não pedem ainda porque preferem passar a exigir

após o fim do prazo legal

Garante Isabella Freire Vitali, diretora Brasil da Proforest América Latina,

empresa que realizou um estudo sobre o cumprimento do Código Florestal

com grandes empresas do agronegócio

Walter Rezende durante a cerimônia

de posse na qual assumiu o

cargo de presidente da Câmara

Setorial de Florestas Plantadas do

Ministério da Agricultura, Pecuária e

Abastecimento

A floresta só se mantém com essa exuberância

porque tem a mesma dinâmica do ser vivo:

nasce, cresce e morre, ou seja, sofre alterações

naturalmente. Nós precisamos do recurso e com

o manejo temos a chance de usá-lo de maneira

racional, com menor impacto

O mestre em Ciências em Florestas Tropicais do Inpa (Instituto Nacional de

Pesquisas da Amazônia), Marco Antônio Amaro, falando sobre a ampliação do

manejo florestal sustentável na Floresta Estadual do Antimary, no Estado do Acre

As instituições privadas - pecuaristas, agricultores

e Ongs - e as instituições públicas precisam

combater com mais eficiência os incêndios tanto no

cerrado como na floresta mato-grossense

Foto: divulgação

Argumentou o deputado estadual do Mato Grosso, Dilmar Dal' Bosco (DEM),

sobre as dificuldades do combate ao incêndio no Estado

24

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ENTREVISTA

Foto: divulgação

LOCAL DE NASCIMENTO

3/8/1975, Cachoeira do Itapemirim (ES)

August 3,1975, Cachoeira do Itapemirim (ES)

Fabricio Amaral Poloni

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Gerente Operacional da ArcelorMittal BioFlorestas

Manager of Operations ArcelorMittal BioFlorestas

FORMAÇÃO/ ACTIVITY:

Engenheiro Florestal, Mestrado em Ciência Aplicada pela UFV (Universidade Federal de Viçosa)

Forestry Engineering and Masters in Applied Sciences, Federal University of Viçosa (UFV)

Custo Brasil

“Custo Brasil”

D

e um lado a imensa evolução no incremento florestal

conquistado com anos de pesquisa no país, do outro o

custo Brasil. Esse é um dilema abordado por Fabricio

Amaral Poloni, gerente operacional da ArcelorMittal BioFlorestas.

Em entrevista exclusiva, o engenheiro florestal aponta desafios a

serem superados e as oportunidades que a geração de energia por

fontes alternativas podem ser aproveitadas pelo setor florestal. Ele

acredita que o aproveitamento do pellet pela indústria é um nicho

de mercado que vem crescendo no Brasil e deve ser observado

com atenção pelos empresários florestais.

O

n the one hand, there are the immense developments in

the forest increment that has been achieved over the years

of research, and on the other, there is the Custo Brasil

(the added costs of doing business in Brazil). This is a dilemma

being looked at by Fabricio Amaral Poloni, Manager of Operations

for ArcelorMittal BioFlorestas. In an exclusive interview, the Forest

Engineer points out the challenges to be overcome and the opportunities

to be had from energy generation using alternative sources

that the forest industry should take advantage of. He believes

that the use of pellets by industry is a market niche in Brazil that is

growing and should be observed carefully by forest entrepreneurs.

26

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Abril de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

27


28

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O custo Brasil é um fator que tem impactado à atratividade e

retorno dos negócios aqui, mas não chega a afetar a nossa

vantagem competitiva

30

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ESPECIFICAMENTE PARA

DESBASTES GARANTEM

VIABILIDADE DA OPERAÇÃO

DESDE A PRIMEIRA INTERVENÇÃO

NA FLORESTA

MADE TO

MEASURE

EQUIPMENT DESIGNED

SPECIFICALLY FOR THE

THINNING OPERATION

ENSURES FEASIBILITY

STARTING WITH

THE FIRST FOREST

INTERVENTION

Fotos: divulgação

32

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Abril de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

33


PRINCIPAL

S

e é complicado aumentar o preço final do

produto a saída é reduzir o custo. Essa é a

filosofia de empreendedores florestais que

conseguem lucro desde o primeiro desbaste no caso

do pinus e viabilidade para abastecer a indústria com

árvores de eucalipto abaixo dos 15 cm (centímetros)

de DAP (Diâmetro na Altura do Peito). Qual é o segredo?

Simples, por meio de uma operação enxuta,

de preferência próxima ao cliente final, e executada

com equipamentos de baixo custo operacional. Esqueça

a colheita manual, ela já não faz mais parte do

negócio florestal moderno que tem intenção de trazer

retorno independente do porte das árvores. Não

adianta também apostar em máquinas enormes,

desproporcionais ao porte da floresta para extrair

“gravetos”.

A região sul, em especial no Paraná e Santa Catarina,

concentra a maior parte das florestas comerciais

de pinus. Nesta área também estão instaladas

grandes empresas de papel e celulose, que consomem

muita madeira fina. Elas são o destino de boa

parte da matéria-prima colhida no primeiro desbas-

“É UMA QUESTÃO DE

SOBREVIVÊNCIA AS

EMPRESAS PARTIREM

PARA A MECANIZAÇÃO,

O TRABALHO MANUAL

NESSAS SITUAÇÕES VAI

ACABAR EM CURTO

PRAZO”

MARCELO TEDESCO,

SÓCIO-PROPRIETÁRIO

DA MALDA

I

f it is too complicated to increase the final price

of the product, the way out is to reduce the

cost. This is the philosophy of forest entrepreneurs

who, in the case of pine, make money from

the first thinning, and in the case of Eucalyptus,

supply industry with trees with less than a 15 cm

diameter at breast height (dbh). What is the secret?

Simple, by means of a tight operation, preferably

located near the final customer, and using equipment

with a low operating cost. Forget manual harvesting,

it is no longer part of any modern forest

business that intends to be profitable independent

of tree size. Also it's no use betting on huge machines,

disproportionate to the size of the forest to

extract just “sticks”.

The Southern Region of Brazil, especially in the

States of Paraná and Santa Catarina, is where most

of the commercial pine forests are concentrated. In

this area, large pulp and paper producers are also

found that consume a good part of the thin timber

logs. They are the target of much of the raw material

harvested in the first thinning of forests that

have an 18 to 20-year rotation cycle. For independent

producers, it is important to obtain income

from the first intervention in the forest.

According to Marcelo Tedesco, the mechaniza-

34

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Abril de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

35


PRINCIPAL

36

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“O MERCADO

OFERECIA SOMENTE

EQUIPAMENTOS DE

GRANDE PORTE QUE

NÃO ATENDIAM A ESSE

PÚBLICO”,

HEURO TORTATO,

DIRETOR COMERCIAL DA

TMO FOREST

Abril de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

37


PRINCIPAL

“SAÍMOS A CAMPO

VISITANDO VÁRIOS

REFLORESTAMENTOS

PARA OBSERVAR AS

MÁQUINAS OPERANDO,

MAS AS ESCAVADEIRAS

DE GRANDE PORTE

ESTRAGAVAM MUITO

AS FLORESTAS NO

PRIMEIRO DESBASTE”

SÉRGIO GUGELMIN,

EMPRESÁRIO FLORESTAL

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Abril de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

39


PRINCIPAL

40

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“PROPUSEMOS AO

HEURO CONFIGURAR

UMA MÁQUINA DE

PRIMEIRO DESBASTE,

CASO ELE CONSEGUISSE

SERÍAMOS SEUS

PRIMEIROS CLIENTES.

ELE ACEITOU O DESAFIO

E CONSEGUIU”

ELSON PAESE

MINIESCAVADEIRA - 8 toneladas

Abril de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

41


PRINCIPAL

“A OPERAÇÃO É

LUCRATIVA NO

PRIMEIRO, SEGUNDO

E TERCEIRO DESBASTES”

PEDRO AUGUSTO SCHERER,

GERENTE FLORESTAL DA

AGRO FLORESTAL ALIANÇA

42

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Abril de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

43


PRINCIPAL

44

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“DECIDIMOS

MECANIZAR PARA

REDUZIR O NÚMERO

DE FUNCIONÁRIOS

NA OPERAÇÃO

E MELHORAR A

SEGURANÇA DOS

TRABALHADORES”

RODRIGO ROSSONI,

DIRETOR DA BRASFIBRA

Abril de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

45


SILVICULTURA

SC

RESPIRA

FLORESTA

Foto: divulgação

46

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ESTADO DETÉM 660

MIL HECTARES DE

ÁREA COM FLORESTAS

PLANTADAS FORMADAS

PRATICAMENTE POR

PINUS E EUCALIPTO, QUE

BATEM RECORDES DE

PRODUTIVIDADE

O

Estado de Santa Catarina segue compilando

os dados da indústria de base florestal

para fortalecer a atividade e situá-la diante

do poder público e iniciativa privada. O trabalho

é realizado pela ACR (Associação Catarinense de

Empresas Florestais), com sede em Lages (SC). A

entidade lançou, em março, o segundo volume

do Anuário Estatístico de Base Florestal 2016.

Destacamos com exclusividade as principais

informações sobre área plantada, mercado

e silvicultura.

Abril de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

47


SILVICULTURA

Segundo o presidente da ACR, José Valmir Calori, a intenção

é trazer para a sociedade um material que consolida

as principais informações do setor florestal em um só

documento. “É característico do nosso setor trabalharmos

sempre dentro de uma agenda positiva, como identificar

oportunidades nas crises. Vamos continuar acreditando

no Brasil, independente do que aconteça no meio político

e de algumas instituições. Este anuário mostra que existem

números positivos, reflexo da dedicação de pessoas

que acreditam na silvicultura como elemento transformador,

que traz mais qualidade de vida para as pessoas e

para o planeta”, afirmou Calori.

Santa Catarina possui 660,7 mil ha (hectares) com florestas

plantadas. Diferente da maioria das regiões no país,

82% deste total (541,2 mil ha) são formados por pinus, outros

17% (112,9 mil ha) por eucalipto e o restante, apenas

1%, por outras espécies. No que se refere ao pinus, Santa

Catarina possui o segundo maior plantio, sendo superado

somente pelo Paraná. No geral, é o 6º Estado com maior

área plantada no Brasil. Porém, a supremacia do pinus

sobre o eucalipto pode não durar por longo período. O

levantamento mostra que a taxa de crescimento anual da

conífera entre 2004 a 2014 foi de apenas 1,9% ao ano,

enquanto o eucalipto bateu os 10% no mesmo período.

Grande parte da base florestal plantada de Santa Catarina

está concentrada em empresas integradas verticalmente

e boa parte do plantios estão fixados na região serrana

do Estado, com destaque para os municípios de Otacílio

Costa, Lages e Santa Cecília. A região oeste (Caçador) e o

norte (Rio Negrinho e Mafra) completam os locais mais

povoados por árvores plantadas.

O IMA (Incremento Médio Anual) aponta alto índice

de produtividade das florestas em Santa Catarina. Enquanto

a média nacional do pinus fica em 30-42m³/ha.ano

(metros cúbicos por hectare ao ano) e o eucalipto está em

25-35 m³/ha.ano, empresas de grande porte localizadas

no Estado catarinense podem atingir até 44 m³/ha.ano

e 40 m³/ha.ano respectivamente. O regime mais comum

adotado pelos produtores de Santa Catarina adota ciclos

de 20 a 25 anos para o pinus, com realização de desbastes.

Algumas empresas optam por ciclos um pouco mais curtos

(16 a 18 anos) dependendo do uso da madeira. Para o

eucalipto o regime adotado é de corte raso, feito ente sete

e oito anos. A exceção são os empresários que utilizam a

matéria-prima para o uso múltiplo, que adotam ciclo de

12 a 14 anos.

ECONOMIA

A publicação tem como referência o ano base 2015,

período em que as exportações brasileiras totalizaram

O PINUS É

TRADICIONALMENTE

CULTIVADO

NO ESTADO,

ISTO EXPLICA O

PREDOMÍNIO DE

82% DA ESPÉCIE NA

ÁREA DE FLORESTAS

PLANTADAS

Foto: Valterci Santos

48

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US$ 191,1 bilhões. Santa Catarina exportou US$ 7,6 bilhões

respondendo por 4% do total nacional. Somente no

setor florestal-madeireiro, a participação de Santa Catarina

atingiu cerca de 10%, com US$ 1 bilhão do total nacional

de US$ 10,3 bilhões.

Em 2014 o setor florestal e madeireiro de Santa Catarina

criou 92.616 empregos diretos. “Do total, 43% são da

indústria madeireira e 29% são da fabricação de móveis.

Caçador, São Bento do Sul, Lages, Rio Negrinho e Três Barras

são, respectivamente, os municípios que mais empregam

no setor. O último ano apontou leve queda geral para

Santa Catarina, com estimativa de 91 mil vagas. Mesmo

assim é um número muito significativo”, conclui o diretor

executivo da ACR, o engenheiro florestal Mauro Murara

Junior.

Para Ivan Tomaselli, diretor presidente da Stcp Engenharia

de Projetos, empresa que elaborou o conteúdo do

material, trata-se de um importante documento, não só

para Santa Catarina mas também para o Brasil. “É uma

base fundamental para geração de conhecimento. Contém

informações importantes para definições estratégicas

de investimento e do dia a dia de qualquer empresa”,

garante ele.

Foto: REFERÊNCIA

PRESIDENTE DA ACR, JOSÉ VALMIR

CALORI EXALTA A IMPORTÂNCIA

DAS INFORMAÇÕES SOBRE

O SETOR FLORESTAL EM

CERIMÔNIA DO LANÇAMENTO

OFICIAL DO ANUÁRIO


SILVICULTURA

Foto: REFERÊNCIA

CONDIÇÕES DE

CLIMA E SOLO

SÃO FAVORÁVEIS

PARA O PLANTIO

DE EUCALIPTO

NA REGIÃO, MAS

OS PRODUTORES

DEVEM FICAR

ATENTOS ÀS BAIXAS

TEMPERATURAS

PALAVRA DOS ASSOCIADOS

Para Erivon Cascaes, gerente da empresa Minusa,

uma das associadas à ACR, o documento têm um grande

peso intelectual. “Vai transmitir muito conhecimento,

não só para nós, que já atuamos no cunho madeireiro e

florestal, mas para todos que tem interesse em participar,

direta ou indiretamente deste segmento. É uma grande

ferramenta disponível para todas as empresas de Santa

Catarina e do Brasil”.

Carlos de França, coordenador de marketing da ArborGen,

empresa voltada para tecnologia de melhoria

gética, diz que o anuário estatístico revela oportunidades

que podem ser aproveitadas com a vantagem de serem

embasadas tecnicamente. “Pretendemos, juntos com os

outros associados e com as empresas do setor florestal,

incrementar as florestas e fazer com que haja maior retorno

financeiro dentro da silvicultura.”

O gerente geral da Timber Forest, Jober Cardoso

Fonseca, acredita que as informações servirão para um

planejamento estratégico. “Para nós, como fornecedores

de equipamento, é um documento importante pela

qualidade e credibilidade das informações. Nos permite

um balizamento de investimentos para como atender o

setor florestal e vislumbrar um horizonte em médio e longo

prazo.”

50

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EVENTO DE

LANÇAMENTO DO

ANUÁRIO REUNIU

REPRESENTANTES

DO GOVERNO,

EMPRESÁRIOS E

PROFISSIONAIS DA

ÁREA FLORESTAL

Foto: REFERÊNCIA

Trituradores

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objetivo de atender necessidades

de trituração de grandes áreas,

principalmente regiões de

cerrado e outras, permitindo a

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NEGÓCIOS

Foto: REFERÊNCIA

MÁQUINAS E

NETWORKING

52

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EVENTO REALIZADO NA SEDE

DA VERMEER MOSTROU EQUIPAMENTOS

PARA BIOMASSA FLORESTAL E FOI PALCO

DE DEBATES SOBRE TENDÊNCIAS DO SETOR

Abril de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

53


NEGÓCIOS

P

articipar de grandes feiras é uma ótima experiência.

Mas não há nada melhor do que receber

clientes em casa. Essa foi a proposta do Mundo

Vermeer, evento realizado em Valinhos (SP) nos dias 10 e

11 de março. O workshop tratou dos principais assuntos

nas áreas em que a empresa atua no Brasil entre elas

o processamento de material florestal para geração de

cavaco. Também foi possível observar alguns equipamentos

e aproveitar o encontro com profissionais do

segmento para ampliar a rede de contatos.

Para discutir sobre os temas e apresentar novas

possibilidades de mercado a Vermeer Brasil chamou

dezenas de especialistas para apresentar a mais de 200

participantes casos de sucesso. “Tivemos uma agenda

um pouco diferente do normal. Nossa intenção foi juntar

pessoas do mercado, prestadores de serviço, professores,

engenheiros, para termos um bate-papo sobre a

conjuntura atual, onde todos participamos”, afirma Steve

Heap, vice-presidente da Vermeer.

“Por mais que o mercado esteja retraído existem

empresas pensando em médio prazo. Por isso acreditamos

que o cavaco seja uma ótima fonte para geração

de energia. A retração da demanda energética é algo

pontual. Em algum momento o Brasil irá voltar a crescer

e a demanda por energia vai aumentar. Justamente por

isso vamos focar nessa questão da produção de cavaco

como alternativa energética, para que seja algo rentável”,

aposta Hebert Waldhuetter, diretor da Vermeer

América Latina.

O segmento florestal ganhou grande atenção. Entre

os palestrantes do evento que durou dois dias esteve

Albino de Sousa, gerente de operações da FL Florestal.

Ele explica que a biomassa florestal é muito utilizada por

usinas de álcool, que misturam o cavaco com o bagaço

da cana justamente para enriquecer o combustível, já

que o cavaco de eucalipto tem quase o dobro do poder

calorífico do bagaço. “Empresas de alimento também

são grandes consumidoras, isso porque precisam fazer

a secagem e cozimento dos produtos. As indústrias de

cimento estão substituindo o coque, que é de origem

mineral e altamente poluente, pela biomassa de cavaco,

que é de fonte renovável”, lembra Albino.

Foto: divulgação

54

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Foto: REFERÊNCIA

A principal árvore utilizada para a produção de biomassa

é o eucalipto.

Mas o especialista conta que o processo é viável

também com a Hevea brasiliensis, mais conhecida como

seringueira. “Começamos a utilizar a seringueira no

Mato Grosso, há um ano e ela tem se mostrado bastante

viável. A performance é melhor ou igual a do eucalipto,

com a vantagem de se tornar mais barata no final do

processo.”

A expectativa para o mercado de biomassa florestal

é de que melhore em dois ou três anos. “Apesar da

crise econômica as indústrias estão buscando novas alternativas.

Cadeiras movidas com óleo combustível ou

gás estão fazendo a substituição por biomassa florestal”,

garante Albino, da FL Florestal.

Com o evento, a fabricante de máquinas proporcionou

a oportunidade a todos de debater temas específicos

e como algumas companhias estão tendo sucesso,

mesmo com o atual momento da economia.

“A ideia foi apresentar quais as práticas implantadas

que deram certo. De forma geral, o intuito do evento

não foi proporcionarmos palestras sobre nossos equipamentos,

mas sim promover o encontro de pessoas que

estão envolvidas no mercado com conhecimento sobre

o que vai acontecer nos próximos dois anos”, explica Hebert

Waldhuetter, diretor da Vermeer América Latina.

Abril de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

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NEGÓCIOS

Foto: REFERÊNCIA

“POR MAIS QUE O MERCADO ESTEJA RETRAÍDO

EXISTEM EMPRESAS PENSANDO EM MÉDIO PRAZO.

POR ISSO ACREDITAMOS QUE O CAVACO SEJA UMA

ÓTIMA FONTE PARA GERAÇÃO DE ENERGIA”

HEBERT WALDHUETTER, DIRETOR DA VERMEER AMÉRICA LATINA

56

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VERMEER

A empresa é conhecida por desenvolver equipamentos

que tornam fáceis, tarefas que são aparentemente

complexas. Essa filosofia foi instituída pelo fundador da

empresa, Gary Vermeer: “Encontre uma necessidade.

Satisfaça essa necessidade com um produto construído

para durar. E simplesmente construa da melhor forma”.

Foi assim que em 1971 ele inventou a primeira enfardadeira

de grandes fardos redondos. O equipamento revolucionou

a maneira com que o feno era empacotado

e ainda hoje a invenção é reverenciada como uma das

mais importantes do segmento agrícola.

“A Vermeer é fornecedora de máquinas, mas na verdade

a gente se considera uma fornecedora de soluções.

Então, acreditamos que esse bate-papo sobre os próximos

meses, com especialistas, é mais uma solução que

a Vermeer oferece”, completa Steve, vice-presidente da

empresa. Mais de 20 profissionais divididos por áreas,

experts nos temas em que atuam, contaram sobre suas

experiências e deram exemplos criativos de como vencer

adversidades.

Foto: REFERÊNCIA

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FEIRA

Foto: REFERÊNCIA

FORA

CRISE!

EVENTO

REALIZADO

EM CURITIBA ATRAI REPRESENTANTES

DO SETOR FLORESTAL E MOSTRA ÂNIMO DOS

EMPRESÁRIOS PARA SUPERAR O MOMENTO

ECONÔMICO COMPLICADO

58

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Foto: REFERÊNCIA

A

primeira edição da Lignum Brasil agradou expositores

e visitantes. O evento, realizado de 9 a 11

de março, em Curitiba (PR), foi direcionado às indústrias

de máquinas e equipamentos para processamento

da madeira, porém os representantes do segmento florestal

também marcaram presença. A REFERÊNCIA FLORESTAL

acompanhou os três dias de feira para mostrar os destaques

das empresas do setor. Ao todo estiveram presentes 5.169

visitantes, de 22 Estados e 11 países. De acordo com a organização,

a próxima edição do evento está agendada para 2018.

Foi consenso geral que o segmento da madeira, principalmente

ligado ao primeiro beneficiamento, estava carente

de um evento para movimentar o setor. Mais do que focar

exclusivamente em máquinas industriais, a Lignum também

abriu espaço para a silvicultura, colheita e movimentação da

matéria-prima, em menor volume.

De acordo com o gerente da Timber Forest, Jober Fonseca,

a feira surpreendeu. “O mercado não está favorável,

mas resolvemos prestigiar o evento. Estamos surpresos pelos

clientes que vieram visitar a feira, apesar de ser direcionada

para a indústria”, destaca.

Opinião compartilhada pelo diretor da Tajfun, Marlos

César Schmidt. “Como a feira está direcionada para a transformação

da madeira e somos uma empresa voltada para a

colheita, não imaginávamos que teríamos um público florestal

tão grande”, avalia. “Foi além da expectativa”, completa

Marlos.

“Depois de um longo período sem feira específica para o

nosso ramo e como a situação tem que melhorar, ela veio na

hora certa”, observou Luis Carlos Mecabô, diretor comercial

da Planalto Picadores. Com a economia em baixa no Brasil a

Planalto direciona atualmente 70% da produção para exportação.

“Isso nos mantém fora da crise”, comemora.

O supervisor de vendas da J de Souza, Julio Cesar Cabral,

aprovou o desempenho da primeira edição. Passaram

pelo estande da empresa clientes vindos do Pará, Maranhão,

Mato Grosso do Sul e Goiás, entre outros. “O público da feira

foi bem qualificado”, destaca.

Foto: REFERÊNCIA

Abril de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

59


FEIRA

DESTAQUES

J DE SOUZA

Foto: divulgacão

Foto: REFERÊNCIA

Como o evento foi mais direcionado para serrarias, os destaques

da empresa foram os equipamentos voltados para movimentação de

madeira em pátio como o carregador frontal, garfo frontal e garra para

autocarregavel, que também fazem a movimentação de madeira em toras.

De acordo com consultor de vendas, Julio Cesar, quando a necessidade

é produtividade o implemento indicado é o carregador frontal. O garfo

confere mais agilidade ao processo de carga, descarga e movimentação.

TAJFUN

A ideia da marca é atender

pequenos e médios produtores.

Por isso com apenas uma máquina

base - um trator - é possível trabalhar

com vários implementos, seja um

guincho ou uma grua. Tudo pode ser

acoplado e desacoplado em qualquer

momento. “Esse é o conceito da

intercambiabilidade”, exalta Marlos,

diretor da empresa. Por isso os

equipamentos vêm equipados para

serem conectados facilmente com o uso

do terceiro ponto.

Foto: REFERÊNCIA

60

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PLANALTO

A empresa, que possui uma vasta

gama de produtos, deu destaque ao

Picador Florestal Versatile modelo

500x800. “O nosso negócio hoje

está direcionado à alimentação de

caldeira para geração de energia por

biomassa”, esclarece o diretor Luis

Carlos Mecabô. A máquina florestal

em destaque é montada sobre

caminhão para ser movimentada pela

floresta, indicada para operações que

exigem alta produtividade. O picador

produz 2 mil m³ (metros cúbicos) de cavaco em apenas um turno de oito horas.

PALFINGER

A fabricante de gruas para diversos

segmentos destacou o modelo C80LB,

voltado exclusivamente à atividade

florestal. “Ele tem o DNA da Palfinger

austríaca, agora produzida no Brasil,

o que permite uma vasta gama de

financiamentos”, comenta Evaldo

Oliveira, gerente unidade de negócios

Epsilon. Segundo o representante

da marca no evento, o diferencial do equipamento está na velocidade de operação, precisão de

movimentos e que a grua é preparada para o meio florestal, com mangueiras internas e protegidas.

Abril de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

61


FEIRA

TIMBER FOREST

O Forwarder BuffaloKing 6x6 da

Ponsse chamou atenção no estande

da Timber Forest, representante da

fabricante de equipamentos finlandesa.

A máquina com 18 t (toneladas) é

direcionada para operar em topografia

mais plana e possui motor Mercedes,

com baixo consumo de combustível.

“Tanto na versão 6x6 como na 8x8 o

forwarder é versátil, pode ser aplicado

em desbaste e corte raso”, explica

Jober, diretor. A empresa também

destacou os cabeçotes harvester da

linha Logmax 5.000, indicado para

primeiro e segundo desbaste. Enquanto

o modelo 6.000 vai do primeiro desbaste ao corte raso. Além deles, o modelo Ponsse H6 mereceu atenção.

Indicado para máquina de pneu, realiza desde a primeira intervenção na floresta até o último corte.

BRUNO

INDUSTRIAL

O picador

florestal móvel

Forest King foi a

atração da Bruno

Industrial. Foi

possível observar

apresentações

do equipamento,

que ficou na parte

externa do local da feira. “A máquina possui motor eletrônico de 508 CV da Scania, controles de velocidade e de alimentação,

gerenciamento de combustível e painel elétrico de grau militar, bastante protegido para enfrentar o ambiente florestal. A

produtividade está em 50 t/h (toneladas/hora) em madeiras inteiras”, cita Mark Andrey da Silva, gerente da área florestal. O

picador conta ainda com um transportador de saída que gira 90° (graus) para facilitar o carregamento. Além disso, a operação

pode ser feita por rádio controle em uma distância de até 50 m (metros) de raio. A máquina obedece a norma de segurança NR-

12, com os censores e portão de segurança que desliga o picador automaticamente.

62

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ARBORGEN

A empresa apresentou novidades em clones

de pinus. A Arborgen está trazendo para o Brasil

duas famílias que foram identificadas na sua rede

experimental. “São materiais vindos dos EUA

(Estados Unidos da América), comercializados

pela Arborgen norte-americana, que têm

qualidades superiores aos materiais encontrados

no Brasil”, garante Ana Gabriela Bassa, diretora

da filial brasileira. De acordo com a executiva, são

famílias que alcançam maior produtividade de

madeira por hectare. Ela adiantou que em 2016 a

empresa vai introduzir novos clones no mercado.

Além do pinus, a Arborgen também comercializa

clones de eucalipto.

Imagem: REFERÊNCIA

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DEMANDA

REPRIMIDA

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POTENCIAL DA ENERGIA GERADA

A PARTIR DE BIOMASSA FLORESTAL

PARA DISPONIBILIZAÇÃO NA REDE

ELÉTRICA AINDA É DESPERDIÇADO

POR FALTA DE INCENTIVOS

Fotos: REFERÊNCIA

Abril de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

65


ENERGIA

F

ontes alternativas de energia, menos poluição, livrar-

-se da dependência do petróleo e assim por diante.

Usar a floresta plantada como fonte de energia ganhou

força nos últimos anos e realmente houve iniciativas de

sucesso. Mas diante do potencial que o país tem nas mãos o

resultado é decepcionante. Somente 0,25% da energia total

gerada no Brasil vem de termoelétricas abastecidas por biomassa

florestal. Um dos entraves é o baixo preço dos leilões

e o lobby de outras matrizes energéticas. Especialistas apontam

que há como avançar, mas o esforço tem que ser feito

em diversas frentes.

As empresas que produzem equipamentos para a conversão

de biomassa para a produção de energia, principalmente

em forma de vapor, avançaram muito nos últimos anos. A

capacidade produtiva das florestas brasileiras é incomparável.

Então devemos estar muito bem abastecidos por energia

elétrica oriunda de cavaco de madeira, certo? Errado. Se na

cogeração as indústrias florestais obtêm vantagens no uso do

material, quando o assunto é disponibilizar energia na rede

elétrica a história muda completamente.

Atualmente, apenas nove empreendimentos termoelétricos

de biomassa florestal estão contratados para geração

elétrica, após vencerem seus respectivos leilões. Destes, três

estão em operação e o restante em construção ou aguardando

que os contratos se iniciem. Ao todo, existem cerca

de 50 usinas termoelétricas movidas a biomassa florestal

em operação no país, conforme dados de março de 2016 da

Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), representando

apenas 0,25% da oferta elétrica nacional e cerca de 3% de

biomassa em geral, amplamente dominada pelo bagaço de

cana-de-açúcar. “A grande maioria é de cogeração que, quando

há sobra, é vendida para o mercado livre em contratos

de curto prazo (atualmente com preços em viés de baixa)”,

aponta o estudo realizado por Gabriel Browne, economista e

mestrando em Ciência Florestal na UFV (Universidade Federal

de Viçosa), e Sebastião Renato Valverde, diretor geral da

SIF (Sociedade de Investigações Florestais) e chefe do Laboratório

de Hidrologia Florestal da UFV.

66

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Abril de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

67


ENERGIA

68

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CLONE PARA

MADEIRA E

ENERGIA

A Planflora Mudas Florestais selecionou o clone de Eucalyptus grandis

Planflora GPC23 para usos na indústria moveleira, madeireira, usinas

de preservação da madeira e geração de energia.

Esta cultivar destacou-se entre 38 matrizes com idade entre 17 e 19

anos, selecionadas em florestas implantadas no meio-oeste

catarinense, com genética originária da Austrália e África do Sul.

Todas as avaliações tecnológicas das propriedades físicas e

mecânicas da madeira foram realizadas rigorosamente dentro das

Normas da ABNT.

Os clientes da Planflora, única produtora de mudas desta cultivar,

estão impressionados com a qualidade da madeira serrada dos

primeiros desbastes.

O principal objetivo deste projeto de

inovação tecnológica é fornecer

mudas com genética específica para

a implantação de florestas de alto

rendimento na industrialização da

madeira.

A Planflora está à disposição para

fornecer informações

complementares também sobre

poder calorífico e desempenho do

clone GPC23 em projetos

Silvipastoris.

www.planflora.com.br

BR 153 - Km 96 | Concórdia SC

(49) 3442.5433


ESPECIAL

MAPA DO

EUCALIPTO

PESQUISA EM ANDAMENTO

VAI APONTAR ONDE E

QUAL CLONE PLANTAR NAS

REGIÕES DO PAÍS

Fotos: Ipef

70

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Abril de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

71


ESPECIAL

Pesquisadores do Techs se

reúnem periodicamente para

trocar informações e avaliarem

os avanços das pesquisas

72

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A imagem evidencia a

diferença em área foliar

entre dois clones distintos

Abril de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

73


ESPECIAL

Pesquisa mostra de

forma regionalizada o

desempenho de diversos

clones no Brasil e Uruguai

74

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Temperatura e quantidade

de água estão entre os

itens de maior influência no

desempenho da árvore


ARTIGO

Foto: arquivo

AVALIAÇÃO TÉCNICA E

ECONÔMICA DA COLHEITA

FLORESTAL COM FELLER-BUNCHER

76

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AMANDA COIMBRA NASCIMENTO

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL DA

UFVJM (UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI)

ÂNGELO MÁRCIO PINTO LEITE

PROFESSOR DR. EM CIÊNCIA FLORESTAL – DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA

FLORESTAL DA UFVJM

THELMA SHIRLEN SOARES

PROFESSORA DRA. EM CIÊNCIA FLORESTAL

UFG (UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS)

LUIS CARLOS DE FREITAS

PROFESSOR DR. EM CIÊNCIA FLORESTAL – DEPARTAMENTO DE FITOTECNIA E

ZOOTECNIA DA UESB (UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA)

TRABALHO REALIZADO EM 2009, QUE SERVE COMO REFERÊNCIA SE

AJUSTADO PARA OS VALORES ATUAIS

Abril de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

77


ARTIGO

Tabela 1 – Características técnicas do feller-buncher

avaliado

Marca

Modelo

Máquina base

Caterpillar

320 CL

Fabricação 2006

Potência Nominal

Modelo

Capacidade de corte

Peso

Cabeça de corte

103 KW

Cat

450 mm

19,5 KN

Número de bits 16

Tanque de combustível

Sistema Hidráulico

Capacidade de abastecimento

Reservatório do Hidráulico

Carter do motor

Ruído

74 dB(A)

400 L

200 L

120 L

30 L

78

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Feixe de madeira

derrubada

Feixe de madeira

derrubado

Cepa

Cepa

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Sentido de

deslocamento

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Sentido de

deslocamento

ESTRADA

ESTRADA

Abril de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

79


ARTIGO

Fonte de variação G.L QM F P(%)

Blocos 8 8,4395

Subsistemas 1 30,212 1,1355 0,3176

Resíduo 8 26,605

Total 17

POSIÇÃO 1

Deslocamento/Descarga 15%

Interrupções 10%

Deslocamento/Vazio 9%

Corte 66%

POSIÇÃO 2

Deslocamento/Descarga 14%

Interrupções 12%

80

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Deslocamento/Vazio 8%

Corte 66%


Deslocamento/Vazio 9%

Corte 66%

POSIÇÃO 2

Deslocamento/Descarga 14%

Interrupções 12%

Deslocamento/Vazio 8%

Corte 66%

Operações

Tempos (segundos)

Corte

26,77 a

Deslocamento para descarga

5,98 b

Interrupções

4,13 c

Deslocamento Vazio

3,78 c

Tempo Total Médio 40,66

Operações

Tempos (segundos)

Corte

26,38 a

Deslocamento para descarga

5,90 b

Interrupções

5,00 c

Deslocamento Vazio

3,78 c

Tempo Total Médio 41,06

Abril de 2016 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

81


ARTIGO

Imagem do skidder meramente

ilustrativa, não se refere ao

modelo e marca do equipamento

descrito no artigo

Foto: divulgação

82

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Disco de corte para Feller

• Discos de corte com encaixe para

utilização de até 18 ferramentas

• Diâmetro externo e encaixe central

de acordo com o padrão da máquina

Detalhe de encaixe para

ferramentas de 4 lados

• Discos de corte para Feller

conforme modelo ou amostra

• Discos especiais

• Pistões hidráulicos

(fabricação e reforma)

• Usinagem de médio e grande porte

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2001

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PARA CORTE DE MADEIRA

HARVESTER SLASHERS MOTOSSERRAS

Foto: REFERÊNCIA

Desenvolvido para lubrificação de conjuntos

de corte de máquinas Harvester, slashers e

motosserras. Obtido a partir do

reprocessamento de óleos

vegetais, o óleo Lubeco 2001

torna-se ideal para uso no

manejo florestal

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BIODEGRADÁVEL

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Telefone: (41) 3643-3525

E-mail: lubeco@lubeco.com.br

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AGENDA

ABRIL 2016

APRIL 2016

JUNHO 2016

JUNE 2016

Fiema Brasil 2016

5 a 8

Bento Gonçalves (RS)

www.fiema.com.br

Eucalipto 2016

12 a 14

Uberlândia (MG)

www.sif.org.br

III Seminário sobre controle de plantas daninhas na

cultura do eucalipto

19 e 20

Piracicaba (SP)

www.ipef.br/eventos/

MAIO 2016

MAY 2016

DroneShow Latin America

10 a 12

São Paulo (SP)

www.droneshowla.com

KWF-Expo 2016

5 a 12

Roding (Alemanha)

Cibio 2016

15 e 16

Curitiba (PR)

www.congressobiomassa.com

JULHO 2016

JULY 2016

Mercoflora 2016

14 a 16

Chapecó (SC)

www.mercoflora.com.br/sobre-a-feira

AGOSTO 2016

AUGUST 2016

Dia de Campo Florestal

17

Botucatu (SP)

www.diadecampoflorestal.com.br

DESTAQUE

EUCALIPTO 2016

12 a 14 de abril

Uberlândia (MG)

www.sif.org.br

A SIF (Sociedade de Investigações Florestais) promove o

encontro para silvicultores e profissionais que trabalham

com o plantio de eucalipto. O evento fornece informações

para empresários de todos os portes interessados em

ampliar a produtividade, diminuir custos, conhecer

oportunidades de negócios e entender aspectos técnicos

da cultura. O Eucalipto 2016 acontece em Uberlândia

(MG), nos dias 12 a 14 de abril.

Imagem: reprodução

84

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COMUNICAÇÃO

REVISTAS

VÍDEO

WEBSITES

MARKETING

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ESPAÇO ABERTO

QUER

CASAR COMIGO?

Foto: divulgação

Por Alessandra Assad

Especialista em gestão de pessoas e professora do

Isae/FGV (Instituto Superior de Administração e Economia)

"S

e uma empresa demonstrar que tem os valores

iguais aos meus, eu caso com ela”. A declaração publicada

em uma revista de negócios brasileira veio

de uma jovem trainee de multinacional. E o que parece complicado,

a grosso modo, se faz parecer assim tão simples. Será mesmo

que um casamento envolve só os mesmos valores? O que mais

importa na hora de você selecionar alguém para passar o resto

da vida junto com você?

Com as empresas não é diferente. O que mudou com o tempo

foram os movimentos das gerações. Da mesma forma que antigamente

casamento era para vida toda, em meados da década

de 80, já se valorizava bastante o profissional que tivesse passado

por muitas empresas diferentes. Na época, acreditava-se que

isso era sinônimo de experiência. E não por coincidência, foi uma

década na qual registrou uma geração infeliz no casamento também.

Veja que coincidência esquisita. Hoje sabemos que esta troca

constante pode ser considerada algo negativo, dependendo

da empresa em que trabalha, do cargo exercido, e da estratégia

da sua carreira. Passar mais de 10 anos em uma única empresa

já pode novamente significar sabedoria e experiência. Por que

não, realização? A natureza do ser humano nos faz querer mais

e buscar mais. E isso não é de todo ruim. Obviamente que este

cenário ainda é muito melhor do que ficar estagnado na zona de

conforto, mas existe algo que é muito precioso e que temos de

levar em conta cada vez que pensamos em mudar de empresa:

qual é o DNA da empresa em questão? Qual é o meu DNA? Será

que a genética vai produzir um filho perfeito neste casamento, ou

você vai querer passar o resto da sua vida achando que está carregando

algo imperfeito nas costas, quando este algo é a sua própria

capacidade ou incapacidade de tomar decisões assertivas?

Quando falo de DNA corporativo, estou me referindo a um

conjunto de valores, crenças, atributos, premissas e comportamentos,

que acabam conferindo uma identidade própria para determinada

empresa. Trata-se de um conjunto de coisas naturais,

feitas sem pensar, que acabam virando um conjunto de valores

que se transformam na herança da empresa. Algumas vezes este

código genético é o mesmo do dono da empresa, o que significa

que esta fica com cara, corpo e coração do dono. É o código genético

que faz uma empresa ser única sob o ponto de vista corporativo

e competitivo. E este código é formado pelo que chamamos

de missão, visão e valores. Talvez você esteja se perguntando: e

como é que a gente faz para reconhecer este DNA? Eu diria que

ele é muito mais sentido que tocado. Mas, ele pode ser tocado

sim, desde que tenha uma força surpreendente em sua missão.

É interessante como aqui no Brasil damos tão pouco valor para

a missão das empresas. Às vezes até achamos que este negócio

de missão, visão e valores são protocolos chatos dos cursos de

administração de empresas. Ledo engano.

Ainda é fato que muitos dos funcionários que conhecem a

missão de suas empresas, decoraram o que leram em algum manual

de boas-vindas. Mas na prática, é a missão que vai conduzir

as decisões mais importantes que você vai tomar todos os dias, e

é ela que vai dizer quanto de longevidade a sua empresa vai ter

no mercado. Você certamente já ouviu alguém dizer, se for para

criar uma empresa, crie uma causa que as pessoas abracem e

transforme isso num negócio. É exatamente este o caminho. As

pessoas dificilmente vão abraçar o seu sonho como missão delas,

mas a sua causa é diferente, principalmente se ela for forte o

bastante para tocar os corações dos seus colaboradores. É como

se casar com alguém que você nem mesmo sabe o nome direito.

E, aqui entre nós, você saberia dizer agora, com as suas próprias

palavras, qual a missão da sua empresa?

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