Abril/2016 - Biomais 14

jota.2016

Visitantes - Grupo Jota Comunicação

Energia limpa: Evento mostra oportunidades de mercado para biomassa

revista biomassa energia

QUEIMA EFICIENTE

EQUIPAMENTO AUTOMATIZA A

SECAGEM DE GRÃOS

POR CAVACO

AN EFFICIENT

BURN

EQUIPMENT AUTOMATES

GRAIN DRYING USING

WOOD CHIPS

CARLOS EVANGELISTA

BRASIL AMPLIA

GERAÇÃO DISTRIBUÍDA

100% SUSTENTÁVEL

CIDADE MOSTRA COMO SE FAZ


SUMÁRIO

04 | EDITORIAL

Inovar e crescer

06 | CARTAS

08 | NOTAS

12 | ENTREVISTA

16 | PRINCIPAL

30| PELO MUNDO

Consciência ecológica

34| BIOMASSA

Novos rumos para biomassa

florestal

38 | PROCESSO

Casca de arroz surge como

alternativa para biomassa

42 | CASE

46 | ESPECIAL

Luz do conhecimento

54 | ARTIGO

60 | AGENDA

62| OPINIÃO

Veto ao solar? Depende do ponto de vista

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 03


EDITORIAL

INOVAR E CRESCER

Estampa a capa desta edição da Biomais

o Automatizador Comber, produto recém

lançado pela empresa que promete

revolucionar o mercado de secagem de grãos

JOTA COMUNICAÇÃO

EXPEDIENTE

Diretor Comercial / Commercial Director: Fábio

Alexandre Machado (fabiomachado@revistabiomais.

com.br) • Diretor Executivo / Executive Director: Pedro

Bartoski Jr (bartoski@revistabiomais.com.br) • Diretora

de Negócios / Business Director: Joseane Knop

(joseane@jotacomunicacao.com.br)

Inovar é um dos principais desafios em qualquer área do conhecimento.

A Revista BIOMAIS apoia iniciativas que busquem alternativas e,

por isso, trazemos em nossa reportagem de capa desta edição a história

do Automatizador Comber, produto recém lançado que promete revolucionar

o mercado de secagem de grãos, tanto na qualidade final do

produto, quanto no processo de geração de calor. Além disto, mostramos

tudo o que aconteceu no Mundo Vermeer, evento que apontou as

novas tendências, oportunidades e soluções para o mercado de biomassa.

Acompanhe também a iniciativa dos moradores de Thisted, cidade

dinamarquesa próxima a suprir 100% do consumo energético com fontes

renováveis. Parabéns às iniciativas de empresas e da sociedade no

caminho para um mundo cada vez mais sustentável do ponto de vista

energético.

JOTA EDITORA

Diretor Comercial / Commercial Director: Fábio

Alexandre Machado (fabiomachado@revistabiomais.

com.br) • Diretor Executivo / Executive Director:

Pedro Bartoski Jr (bartoski@revistabiomais.com.

br) • Redação / Writing: Rafael Macedo - Editor,

Murilo Basso, (jornalismo@revistabiomais.com.br) •

Dep. de Criação / Graphic Design: Fabiana Tokarski

- Supervisão, Fabiano Mendes, Bruce Cantarim,

Fernanda Domingues, (criacao@revistabiomais.

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Monica Kirchner - Coordenação, Alessandra Reich,

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A REVISTA BIOMAIS é uma publicação da

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www.jotaeditora.com.br

Veículo filiado a:

A REVISTA BIOMAIS - é uma publicação bimestral e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de energias limpas e alternativas,

produtores de resíduos para geração e cogeração de energia, instituições

de pesquisa, estudantes universitários, órgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento. A REVISTA BIOMAIS não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos, anúncios ou colunas assinadas,

por entender serem estes materiais de responsabilidade de seus autores.

A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco de

dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações

intelectuais da REVISTA BIOMAIS são terminantemente proibídas sem

autorização escrita dos titulares dos direitos autorais, exceto para fins

didáticos.

INNOVATE AND GROW

Innovation is one of the main challenges in any area of knowledge. Revista

BIOMAIS supports initiatives that seek alternatives and, for this reason,

our cover story in this issue is about the history of the Comber automatic

motorized feed system, a newly introduced product that promises to revolutionize

the market of grain drying, both in product quality as the production

of heat generation process. As well as this, we describe everything that took

place at Mundo Vermeer, an event that pointed out new trends, opportunities

and solutions for the biomass market. Also accompany the initiative

of residents of Thisted, a Danish city, close to meeting 100% of energy consumption

from renewable sources. Congratulations to the initiatives of enterprises

and society on the path to becoming increasingly more sustainable

from an energy point of view.

REVISTA BIOMAIS is a bimonthly and independent publication, directed

at clean alternative energy producers and consumers, producers of residues

used for energy generation and cogeneration, research institutions, university

students, governmental agencies, NGO’s, class and other entities, directly and/

or indirectly linked to the Segment. REVISTA BIOMAIS does not hold itself responsible

for concepts contained in materials, articles, ads or columns signed

by others; these are the responsibility of their authors. The use, reproduction,

appropriation, databank storage, in any form or means, of the text, photos and

other intellectual property of REVISTA BIOMAIS are strictly forbidden without

written authorization of the holder of the authorial rights, except for educational

purposes.

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CALDEIRAS

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Gerando energia para o mundo.

LANÇAMENTO

• Caldeira Mista;

• Grelha móvel tipo rotativa refrigerada;

• Capacidade: 10 a 40 ton vapor/h;

• Pressão: 10 a 23 kgf/cm 2 ;

• Baixa emissão de CO;

• Cinzas com baixo teor de carbono;

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• Maior eficiência / menor consumo

de combustível.

Gerando soluções

tecnológicas de energia

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CARTAS

FUTURO

Excelente reportagem sobre os desdobramentos da COP-21, realizada em Paris. Agora é

aguardar e torcer para que as medidas celebradas sejam colocadas em prática, para que possamos

nos desenvolver de forma sustentável, sem prejudicar o planeta.

Camila Dantas - Porto Alegre (RS)

Foto: divulgação

CRIATIVIDADE

Ótima solução proposta pela Planalto com seu novo picador. Em épocas de crise, é preciso ter criatividade para propor

soluções e continuar empreendendo. Parabéns.

Antônio Tavares - Ribeirão Preto (SP)

POSSIBILIDADES

Esclarecedora entrevista com Nelson Colaferro Jr. É importante refletir sobre o panorama atual para implantação de

energia solar fotovoltaica em nosso país para que ela possa se expandir adequadamente.

David Alves - Goiânia (GO)

ALTERNATIVA

O Sorgo oferece uma ótima alternativa para o uso de energias renováveis, já que é possível

cultivá-lo na entressafra, complementando a produção de biomassa. Ótima reportagem!

Daniela Sato - Recife (PE)

Foto: divulgação

REVISTA

na

mídia

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www.facebook.com.br/revistabiomais

informação

biomassa

energia

www

Publicações Técnicas da JOTA EDITORA

06

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NOTAS

Foto: divulgação

GERANDO ENERGIA

Segundo estimativas da Aneel (Agência Nacional de Energia

Elétrica), até 2024 cerca de 1,2 milhão de residências no Brasil

vão contar com energia produzida pelo sistema de geração

distribuída, que permite que o consumidor instale pequenos

geradores de fontes renováveis, como painéis solares e microturbinas

eólicas, e troque energia com a distribuidora local, com

objetivo de reduzir o valor da conta de luz. Uma das novidades

recentemente aprovadas pela agência é a possibilidade de geração

compartilhada, ou seja, um grupo de pessoas pode se unir

em um consórcio ou em cooperativa, instalar uma mini geração

distribuída e utilizar a energia gerada para reduzir as faturas dos

consorciados ou cooperados. Segundo Correia, essa mudança

vai possibilitar que mais pessoas adotem a geração compartilhada.

FUNDO PARA BAIXO

CARBONO

A Ministra Adjunta de Energia e Mudanças

Climáticas do Reino Unido, Andrea Leadsom,

anunciou que em abril estará disponível um

novo fundo de 1,5 bilhão de libras (quase R$ 8

bilhões) para investimentos em tecnologias de

baixo carbono. Segundo ela, o Brasil já foi identificado

como um país prioritário, com projetos

que podem vir a receber os recursos. O Reino

Unido está comprometido com a descarbonização

da economia: a meta é reduzir em 80% as

emissões até 2050. “Isso representa um projeto

de descarbonização com as metas mais altas em

todo o mundo", apontou a ministra.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

CRESCIMENTO

Em 2015, as empresas que utilizam biomassa como fonte

de geração de energia elétrica produziram 22.572 GWh (gigawatts)

para o SIN (Sistema Interligado Nacional), de acordo

com a Ccee (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

Palha e bagaço de cana-de-açúcar foram responsáveis

por 89,4% deste montante. A produção de bioeletricidade,

que representou 4,2% do total produzido pelo setor elétrico

brasileiro, só não foi superior ao volume gerado pelas usinas

hidrelétricas e térmicas a gás, que entregaram 351.927 GWh e

61.843 GWh ao SIN, respectivamente.

08

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LEI FORTALECE O BIODIESEL

Uma lei publicada no final de março no "Diário Oficial" da União aumenta

a mistura do biodiesel no óleo diesel vendido no país. De acordo com o texto,

que já havia tramitado na Câmara e no Senado, o índice de biodiesel no diesel

passará dos atuais 7% para 8% até 2017; 9%, até 2018; e 10%, até 2019. O percentual

também poderá alcançar 15% nos anos seguintes, desde que sejam

feitos testes em motores e haja aprovação do Conselho Nacional de Política

Energética. O governo diz que com as novas misturas, espera que o preço do

combustível fique mais barato para o consumidor.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

ENERGIA LIMPA

O Piauí está na vanguarda da mini e microprodução

de energia no país. O Estado

já conta com mais de 300 piauienses participando

do modelo, onde além de cada cidadão

gerar a energia que vai consumir, há

também a possibilidade de comercializar o

excedente com o Executivo. “Já temos aproximadamente

300 micro e miniprodutores

de energia e 800 inscritos para próximas etapas

do projeto”, diz Luís Coelho, secretário de

Mineração, Petróleo e Energias Renováveis

do Piauí. De acordo com o gestor, a Eletrobras

tem trabalhado na liberação de novos

pontos de micro e miniprodução, assim há

um avanço substancial tanto na economia

quanto na preservação ambiental.

INCENTIVOS

Empreendimentos de geração de energia renovável devem seguir liderando

a captação de recursos por meio de financiamento no Brasil em 2016. "Os números

mais recentes de captações refletem o volume de estruturação de projetos licitados

em 2013 e 2014, que foram anos muito bons", disse Diogo Berger, chefe

da área no Santander Brasil. O grupo liderou a captação nas Américas em 2015,

com US$ 6,77 bilhões em 142 transações. Embora financiamentos em geral devam

encontrar resistência, sobretudo devido a crise, projetos envolvendo energias

renováveis tendem a crescer em nosso país – contrapondo a grande dificuldade

nacional em licitar hidrelétricas de grande porte nos últimos anos.

Foto: divulgação

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 09


NOTAS

PRODUÇÃO RECORDE

Os investimentos em energia renovável em 2015 foram

maiores nos países em desenvolvimento do que em países

desenvolvidos; é o que mostra um relatório da ONU (Organização

das Nações Unidas) divulgado no final de março.

"Pela primeira vez em 2015, os investimentos em energias

renováveis têm sido maiores nos países em desenvolvimento

do que nos países desenvolvidos e todo o investimento

em energias renováveis ascenderam a 286 mil milhões de

dólares (256 bilhões) em 2015, 3% acima do recorde anterior,

estabelecido em 2011", apontou o Pnuma (Programa

das Nações Unidas para o Meio Ambiente), em comunicado.

Em 2015, os países em desenvolvimento e emergentes investiram

156 bilhões de dólares (19% a mais em relação a

2014); a China representa dois terços deste montante, com

102 bilhões de dólares, ou seja, um acréscimo de 65 %. Os

valores aplicados também apresentaram aumento nos Estados

Unidos (crescimento de 19%, 44 bilhões de dólares) e se

mantiveram estáveis no Japão (36 bilhões de dólares).

Foto: divulgação

Foto: divulgação

USINA FLUTUANTE

A primeira usina fotovoltaica do Brasil a

utilizar a tecnologia de placas flexíveis e sistemas

flutuantes, que está sendo construída na

cidade de Rosana (SP), deve entrar em operação

em maio deste ano. O sistema de placas

flutuantes produzirá energia por meio de painéis

fixados em flutuadores específicos no reservatório

da usina de Porto Primavera. "Nosso

objetivo é testar essas tecnologias inovadoras

para poder fornecer esse conhecimento para

as empresas do setor e popularizar o uso das

energias renováveis. A instalação de usinas

solares em meio aquático representam um

grande potencial para o Brasil e podem ajudar

comunidades ribeirinhas e isoladas a terem

energia", explica o secretário de Energia e Mineração

do Estado, João Carlos Meirelles.

100% RENOVÁVEL

Durante o evento da apple: Let Us Loop You In; a vice-presidente do

meio ambiente da companhia, Lisa Jackson, afirmou que 93% das instalações

da empresa já estão sendo abastecidas com energia renovável. Lisa

ressaltou que a apple tem direcionado a operação de todas suas instalações

para atingir a meta de 100% de energia renovável. Em 2014, a empresa

havia revelado que toda a energia elétrica utilizada pelas operações nos

EUA (Estados Unidos da América) era proveniente de fontes renováveis.

Foto: divulgação

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Rod. Br 060, Km 396 - Fazenda São Tomaz

Zona Rural - Rio Verde – GO.

Telefone: +55 (64) 3612-6104

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Automatizador Comber

PARA SECAGEM EFICIENTE

DE GRÃOS

LUCRO

ECONOMIA

VELOCIDADE

GERENCIAMENTO

REDUÇÃO EM ATÉ

60% 15% 40%

do custo de mão

de obra

ECONOMIA DE

no tempo de secagem

de grãos

MENOS

de consumo de

biomassa

Um sistema automatizado que

revolucionou o mercado de secagem de

grãos: é o Automatizador Comber. A

máquina abastece e gerencia a distribuição

de cavaco para a fornalha a partir da

programação de temperatura que o usuário

deseja para a secagem do grão.

Distante da temperatura, o processo

será acelerado. Ao atingir a temperatura

programada, ele apenas manterá o

fornecimento visando

a uniformidade do processo.

O aparelho abastece-se com cavaco e gerencia

automaticamente a dose de biomassa que será gasta.

Próximo da temperatura programada,

ele diminuirá a velocidade.


ENTREVISTA

• CARLOS

EVANGELISTA •

Foto: divulgação

ENERGIA

QUE SE

RENOVA

D

e acordo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), até 2024 devem ser realizadas 1,2 milhão de conexões

pautadas na geração distribuída, sistema que permite ao consumidor produzir a própria energia por meio de fontes

renováveis. Diante desta demanda, surgiu a Abgd (Associação Brasileira de Geração Distribuída), associação que

reúne empresas do setor com o intuito de discutir os desafios e perspectivas do mercado de energia sustentável no

Brasil. Em entrevista à BIOMAIS, Carlos Evangelista, presidente da entidade, fala sobre o papel da Agbd, seus próximos passos e

traça um panorama sobre o momento do setor em nosso país.

ENERGY WHICH RENEWS ITSELF

A

ccording to the National Electric Energy Agency (Aneel) by 2024, 1.2 million connections should be made based on distributed

generation, a system that allows consumers to produce their own energy through renewable sources. Due to this demand, the

Brazilian Association of Distributed Generation (Abgd) was created as an association that brings together companies in the

Sector in order to discuss the challenges and prospects for the sustainable energy market in Brazil. In an interview with BIO-

MAIS, Carlos Evangelista, President of the entity, talks about the role of Agbd, its next steps, and traces out a panorama on the moment of

the Sector in our Country.

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PERFIL:

Nome: Carlos Evangelista

Formação: Graduado em Engenharia

Elétrica e Direito, pós-graduado em

Comunicação e Marketing e MBA em

Marketing pela FEA/USP (Faculdade de

Economia, Administração e Contabilidade

da Universidade de São Paulo)

Cargo: Presidente da Abgd (Associação

Brasileira de Geração), atua no setor de

Energia há mais de 15 anos onde trabalhou

na direção de empresas globais como

Ericsson Energia, Emerson Energia, Avaya

e como diretor geral da Leuze Electronic

do Brasil e VIS Technology

PROFILE:

Name: Carlos Evangelista

Education: Degree in Electrical Engineering

and Laws graduate degree in Communication

and Marketing and an MBA in Marketing

at FEA/USP (Faculdade de Economia,

Administração e Contabilidade da

Universidade de São Paulo)

Function: President of Abgd (Brazilian

Association of Generation), operates in the

energy industry for over 15 years. Worked

in the management of global companies

Ericsson Energia, Emerson Energia, Avaya

and general director of Leuze Electronic

do Brasil e VIS Technology

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 13


ENTREVISTA

O objetivo principal é

chamado de eficiência

energética: não ter

perdas na distribuição,

nem na transmissão de

energia

14

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Nós temos buscado muito

facilidades regulatórias

para não serem criados

empecilhos em demasia ou

regulamentação em excesso

que dificultem o usuário

comum ou a pequena

empresa de trabalhar

com a tecnologia

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 15


PRINCIPAL

16

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AUTOMATIZADOR AMPLIA

EFICIÊNCIA DA QUEIMA

DA BIOMASSA, HUMANIZA

PROCESSO DE SECAGEM,

REDUZ CUSTOS, DIMINUI

DRASTICAMENTE ACIDENTES

DE TRABALHO E RISCOS DE

INCÊNDIO

FOTOS VALTERCI SANTOS

CHIP REVOLUTION

AN AUTOMATIC MOTORIZED

FEED SYSTEM EXTENDS BIOMASS

BURNING EFFICIENCY, HUMANIZES

THE GRAIN DRYING PROCESS,

DRASTICALLY DECREASES

OCCUPATIONAL ACCIDENTS AND

ELIMINATES THE RISK OF FIRE

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 17


PRINCIPAL

A

queima de combustíveis vem sendo utilizada há

centenas de anos para produzir energia térmica.

Em algumas áreas pouco se evoluiu e ainda utilizam

sistemas insalubres, pouco eficientes e com

risco de acidentes. Algumas empresas sentiam que estavam

paradas no tempo e resolveram inovar. Elas passaram a adotar

um modelo que privilegia o uso do cavaco como biomassa,

muito mais seguro e eficiente.

Atualmente, o sistema tradicional para secagem de

grãos em fornalhas e secadores utiliza a lenha em metro,

1,10 m (metros) sendo mais exato, para queima. Um processo

primitivo que consiste no corte da madeira em florestas

ou fazendas, carregamento, transporte e desdobramento da

lenha empilhada nos armazéns até as fornalhas. O fato é que

toda esta cadeia produtiva apresenta inúmeros riscos de incêndios

e acidentes, além de tornar o pátio um refúgio para

cobras, ratos e resíduos da própria lenha.

Agora, porém, a implantação de um sistema moderno

começou a revolucionar o mercado. É o automatizador para

fornalhas de secagem de grãos Comber: a máquina abas-

T

he burning of fuel has been used for hundreds of

years to produce thermal energy. In several locations,

it has evolved little and still uses unhealthy,

inefficient systems, with the risk of accidents. Some

companies felt they were frozen in time and decided to

innovate. They began to adapt to a model that emphasizes

the use of chips as biomass that is safer and more efficient.

Currently, the traditional system for drying grain using

burners and dryers uses meter firewood, 1.10 m more

exactly, for the burning process. A primitive process consisting

of cutting the timber in the forest or on the farm,

loading, transporting, preparing, stacking and yarding the

firewood until it is used in the burners. The fact is that this

whole production chain presents numerous fire and accident

risks, as well as making the yard a haven for snakes,

rats and wastes from the firewood itself.

Now, however, the implementation of a new modern

system started to revolutionize the market. Automator for

grain druying burners the machine supplies and manages

the distribution of chips to the burner, whereby the tempe-

18

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tece e gerencia a distribuição de cavaco para a fornalha a

partir da programação de temperatura para secagem do

grão determinada pelo usuário. Por exemplo, se a intenção é

manter o secador a 100°C (Graus Celsius), é necessário aproximadamente

600°C na fornalha. O aparelho é programado

para trabalhar o número exato, abastece-se com cavaco e

ele gerencia automaticamente a dose de biomassa que será

gasta. Próximo da temperatura programada, ele diminuirá a

velocidade. Distante da quantidade de graus programada, o

processo será acelerado. Ao atingir a temperatura desejada,

a máquina apenas manterá o fornecimento visando a uniformidade

no processo de secagem.

EVOLUÇÃO

A ideia pode parecer simples, mas as vantagens são

imensas. Se o sistema convencional, baseado no metrinho,

apresenta elevado custo de mão de obra na movimentação

e abastecimento, variações indesejáveis de temperatura no

processo de secagem, e consequentemente menor eficiência,

exposição a riscos ergonômicos, custos elevados com

rature program for drying the grain is determined by the

user. For example, if the intention is to keep the dryer at

100° C, approximately 600° C is needed in the burner. The

device is programmed to work with exact figures, automatically

feeds the chips and manages the biomass dosage

that should be used. As the temperature approaches the

set value, it will decrease the speed of the feed. When the

temperature is below a set value, the feed process will be

accelerated. Upon reaching the desired temperature, the

machine just keeps feeding aiming at uniformity in the

drying process.

EVOLUTION

The idea may sound simple, but the advantages are

immense. The conventional system, based on the “metro”,

features a high cost of labor in handling and feeding,

unwanted variations in temperature in the drying process,

resulting lower efficiency, exposure to ergonomic risks,

high costs with burner cleaning and maintenance, as well

as risks of shortages. The process proposed by Comber is

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 19


PRINCIPAL

limpeza e manutenção da fornalha, além de riscos de desabastecimento,

o processo proposto pela Comber é uma

evolução desse modelo. De acordo com a empresa, há redução

em até 60% do custo de mão de obra, 15% no tempo

de secagem dos grãos, 40% do consumo de biomassa, além

de permitir uma secagem uniforme dos grãos, auxiliando na

armazenagem, reduzindo cinzas e ainda na diminuição significativa

de afastamentos e acidentes de trabalho.

NASCIMENTO

A Comber, empresa integrante do Grupo Comelli, nasceu

da união entre as empresas Comelli e Bernardini, através da

necessidade de oferecer ao mercado de secagem de grãos

uma alternativa viável economicamente e que estivesse ao

alcance de todos.

“A empresa surgiu a partir da escassez de mão de obra.

Em 2010, faltou lenha em um armazém, a culpa recaiu sobre

o prestador de serviço. Como já não concordava com a

forma que se trabalhava a cadeia produtiva da lenha, decidi

buscar uma solução”, conta o empresário Ivan Comelli, um

an evolution in this model. According to the Company,

there is up to a 60% reduction in the cost of labor, a 15%

reduction in grain drying time, and a 40% reduction in the

biomass consumption, while providing a uniform drying of

the grain, aiding in storage, reducing ash and significantly

decreasing the risk of accidents and worker time off.

BIRTH

Comber, company that integrates the Comelli Group,

was born of the union between Comelli and Bernadini,

through the necessity of offering to the market of grain

drying an economically viable alternative, one that was

in reach of everyone.

"The company appeared from the lack of labor. In 2010,

there was a log shortage in a warehouse, the blame fell into

the service provider. As I already disagreed with the way in

which the log productive chain worked, I decided to find

one solution", tells the entrepeneur Ivan Comelli, one of the

founders of the company. "In 2013 I visited some pottery

factories, they alredy worked with wood chips, the system

20

www.REVISTABIOMAIS.com.br


dos fundadores da empresa. “Em 2013 visitei algumas fábricas

que já trabalhavam com cavaco, o sistema era parecido

com o que tinha em mente. Mas ainda muito simples e extremamente

manual, dali foi só questão de ir testando e melhorando

continuamente o projeto”, lembra.

NOVOS TEMPOS

É possível adequar o secador a diferentes situações. “Tem

cliente que compra secador para 60 t/h (toneladas por hora),

há clientes com secadores para 40, 150, 200 t/h. O nosso

equipamento é adaptável e o projeto é realizado de acordo

com cada fornalha. Vamos in loco para montar o melhor

layout e facilitar ainda mais a movimentação no pátio”, garante

Fábio Pierazo, gerente administrativo da Comber.

O equipamento é projetado objetivando menor custo

de operação para o cliente. “Um projeto pode atender

a demanda de duas fornalhas, neste caso é um sistema de

amazenagem, transporte e painel de controle, atendendo às

necessidades de dois equipamentos.” Por isso não existe um

equipamento padrão, porque cada caso é um caso. “Vamos

was simillar to what I had in mind. But it yet was very simple

and extremelly manual, from there it was only a question

of trial and continually improving the project", completes.

NEW TIMES

It is possible adjust the dryer to different situations.

“There are customers who buy the dryer for 60 mt/h, and

customers who buy a dryer for 40, 150, 200 mt/h; our equipment

is adaptable and the project is custom built for each

burner. We go to the location to plan the best layout and

ease, and make all measurements and produce equipment

specifically for that burner,” says Fabio Pierazo, administrative

manager at Comber.

The equipment is designed aiming at the least cost of

operation to the customer. “A project can attend to the demand

of two furnaces, in this case it's a system of storage,

transportation and control panel, attending to the need of

two equipments.” Thus, there is no standard equipment,

because each case is different. “We will create a design according

to customer needs,” states Vinicius Vitale, bussines

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 21


PRINCIPAL

MT

GO MG

PR

ESTADOS

QUE POSSUEM

EQUIPAMENTOS

INSTALADOS

criar um projeto de acordo com as necessidades do cliente”,

completa Vinicius Vitale, gerente de negócios da Comber.

Dessa forma, em empresas com maiores exigências

quanto ao sistema de trabalho, a montagem leva entre 15

a 30 dias; já em empresas com exigências menores o prazo

para instalação é de cerca de uma semana. A partir do pedido

e do estudo de viabilidade, a fabricação do Automatizador

Comber ocorre entre 45 e 60 dias.

manager at Comber.

Thus, in companies with larger requirements as to their

work system, assembly takes between 15 to 30 days; for

companies with smaller requirements. the installation

period is about a week. Starting with the request and feasibility

study, the manufacture of the Comber automatic

motorized feed system takes between 45 and 60 days.

CHIP

The average of the chip humidity is at 35 % after the

harvest and transport operation. Customers that already

operate with the new system have reported that they obtained

efficiency with a moisture content exceeding these

values. Another factor that affects the cost-benefit analysis

of the operation is the amount of biomass used versus its

value; this can be the determinant in the feasibility of the

business. In this regard, the superiority of chips is clear.

22

CAVACO

O cavaco, em média, possui 35% de umidade após a

operação de colheita e transporte. Clientes que já operam

com o novo sistema relataram que obtiveram eficiência com

umidade superior a esse valor. Outro fator que interfere no

custo-benefício da operação é a quantidade de biomassa

utilizada versus o seu valor, isso pode determinar a viabilidade

do negócio. Nesse quesito fica evidente a superioriwww.REVISTABIOMAIS.com.br


dade do cavaco. A conta é simples: se antes eram consumidos

1000 m³ de lenha, com o Automatizador Comber serão

consumidos 1000 m³ de cavaco que custam, em média 30%

abaixo da lenha.

“Além de fornecermos o equipamento, temos know-how

suficiente para entregar o cavaco pronto ou ajudar o cliente

a comprá-lo. Não é preciso construir um barracão: o cavaco

pode ser armazenado no pátio, em local aberto. Pode armazenar

até seis meses no campo, ele vai ficar escuro, mas não

vai perder poder calorífico, não irá apodrecer e o empresário

não vai ter problema com pragas”, explica Vitale.

GANHANDO O BRASIL

Apesar da invenção ser relativamente nova, já são 27

equipamentos instalados em todo país. Presente nos Estados

de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Paraná, grandes

empresas como a ACL Batavo, BRF, Cargill, Grupo Bom Futuro,

Ouro Verde Armazéns Gerais, Grupo Cereal, além de

produtores e armazéns independentes, já adotaram o Automatizador

Comber em suas linhas de produção.

The accounting is simple: if 1 thousand m³ of firewood

was previously consumed, with an approximate cost of R$

80, with the Comber automatic motorized feed system 1

thousand m³ of chips, 30% lower than firewood.

“In addition to providing equipment, we have enough

know-how to deliver a ready-to-use chip or help the customer

find out who can deliver it. You don't have to build

a storage shed: the chip can be stored almost entirely in

the yard, including in the open. It can be stored for up to

six months in the field, it is going to become black, but

won't lose its calorific value, will not rot, and the business

will have no problems with pests,” explains Partner Vitale

WINNING OVER BRAZIL

Despite being a relatively new invention, 21 systems

are already installed throughout the Country. Present in

the States of Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais and Paraná,

and large companies like ACL Batavo, BRF, Cargill, Grupo

Bom Futuro, Ouro Verde Armazéns Gerais, Grupo Cereal,

rural producers and warehouses in general have already

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 23


PRINCIPAL

Foto: divulgação

O equipamento tem chamado a atenção de produtores

independentes e entre os pontos favoráveis destaca-se a segurança.

Ele praticamente elimina as ocorrências de incêndio

na torre de secagem e como, durante o processo, não

é necessário jogar a lenha dentro da fornalha, reduz-se a

quase zero a manutenção. “Toda máquina precisa de manutenção.

O diferencial é que temos pontos de apoio próximo

aos clientes, que nos relatam a ocorrência, pedem uma visita

para a avaliação do problema e em seguida substituímos

as peças do equipamento. Mas quanto a fornalha, podemos

garantir que praticamente serão zeradas as ocorrências de

manutenção”, explica Pierazo, que adianta que o pay back do

equipamento pode girar entre nove a dezoito meses.

NA PRÁTICA

Diversos clientes são unânimes em elogiar os benefícios

proporcionados pelo Automatizador Comber. “Estamos muito

satisfeitos e validamos que o produto atende o que pretendemos,

seja no aspecto da economia como o da produtividade,

e também com relação à mão de obra e à facilidade

adapted their production lines to use the Comber automatic

motorized feed system.

Amongst the points in favor of equipment is safety:

it virtually eliminates the occurrence of fire in the drying

silo, after all, the chip does not catch fire, and during the

process, it is not necessary to throw firewood into the burner,

as well as maintenance being reduced to almost zero.

“Every machine needs maintenance. The difference is that

we have support points close to customers, so that they

can report any problems and request a visit to evaluate

the problem, replacing any damaged equipment parts. But

as to the burner, we can ensure that maintenance will be

practically zeroed,” says Partner Pierazo, who added that

the equipment payback period is between nine to eighteen

months.

IN PRACTICE

Many customers are unanimous in praising the benefits

of the Comber automatic motorized feed system. “We are

very pleased with it and we validated that the product

24

www.REVISTABIOMAIS.com.br


de operar o sistema como um todo”, avalia Josiel Nascimento,

supervisor de armazém do Grupo Cereal. “Certa vez um

cliente afirmou que o trabalho com lenha era desumano.

Pagávamos certinho e tentávamos proporcionar as melhores

condições de trabalho, mesmo assim elas estavam longe

das ideais.”

Outro ponto elogiado é a limpeza de todo o processo,

já que reduz-se a perda de biomassa, proporcionando, também,

economia de combustíveis. “Hoje temos números que

indicam uma redução de 40% no uso combustível. Nosso

pensamento é trabalhar em etapas, já que até então não tínhamos

muito controle do que consumíamos”, explica Josiel.

“O que melhora com o cavaco é sua fluidez. Além de conseguir

manter uma temperatura constante no secador, terá

uma qualidade de secagem superior”, revela.

A redução de mão de obra também é um ponto significativo.

Alguns usuários do Automatizador Comber apontam

mais de 60% de redução com pessoal. “Antigamente trabalhávamos

com 24 pessoas, em três turnos. Ou seja, oito

por período. Hoje trabalho com duas: uma para abastecer a

meets what we wanted, whether in the aspect of savings

or in productivity, in relation to manpower and ease of

operating the system as a whole,” said Josiel Nascimento,

Manager of the Cereal Group. “One time, a customer stated

that working with firewood was inhumane. We paid extra

and tried to provide the better working conditions but even

so they were far from ideal.”

Another laudable point is in the cleanup of the entire

process, as biomass losses are reduced, thus providing uniformity,

fuel economy, as well. “Today, we have numbers

that indicate a 40% reduction in fuel use. Our thinking is to

work in stages, up to now, we had little control of what was

consumed,” explains Cereal Group Manager Josiel. “What

improves with using chips is fluidity. In addition to being

able to maintain a constant temperature in the dryer, there

will be superior drying quality,” he says.

Manpower reduction is also a significant point. Some

users of the Comber automatic motorized feed system point

to a more than 60% reduction in personnel. “Previously,

we worked with 24 people, in three shifts, i.e. eight per

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 25


PRINCIPAL

máquina e outra para operar o secador”, conta Juliano Pomer,

administrador da agropecuária ACL que utiliza o equipamento

há dois anos. “Antes secávamos em torno de 400 a

500 t brutas diariamente. Hoje estamos secando em média

de 800 t, dependendo do dia, e com um nível de 30% de

umidade. Começamos a colher mais cedo. O normal é os armazéns

receberem o produto com 18%, ou no máximo 20%

de umidade, para secar. Com o automatizador nos já começamos

a secar com 30%, podemos antecipar esse processo

sem problemas”, complementa.

Em geral, os dados de eficiência energética são favoráveis:

a queima do cavaco parece dar mais caloria, seca mais

o grão com o mesmo volume de lenha. Em termos de custo,

há o preço mais baixo do cavaco em relação à lenha. “Chegamos

a gastar R$160 mil em um novo secador há cerca de

dois anos porque houve incêndio. O secador quando pega

fogo, vira uma brasa única. O bombeiro chega, joga água, ele

retorce e fica perdido. Tivemos essa vantagem, de zerar as

ocorrências de incêndio”, conta o diretor de uma multinacional

que, por razões profissionais, preferiu não se identificar.

26

shift. Currently, we work with two: one to feed the machine

and the other to operate the dryer,” says Juliano Pomer,

a farm administrator, who has used the equipament for

two years. “Previously, we used to dry about 400 to 500

gross mt per day. Today, we're drying an average of 800

mt, depending on the day, and with a 30% moisture level.

We started harvesting early. Normally, storage silos receive

the product with 18% moisture, or at most 20%, to be dried.

With the automatic motorized feed system we started to

dry with 30%, we can anticipate the drying process without

problems,” he adds.

In general, energy efficiency data is favorable: the burning

of the chip appears to provide more calories, better

drying the grain with the same volume of wood. In terms of

cost, the price of wood chips is lower than that of firewood.

“We spent R$ 160 thousand on the dryer about two years

ago because the previous one burned. The dryer, when it

catches fire, becomes one big fire. Firemen come, spray

it with water, and the equipment becomes so damaged

that it leads to a complete loss. We now have had the adwww.REVISTABIOMAIS.com.br


PRINCIPAL

“O Automatizador ajudou nossa empresa com indicadores

de incêndio. A preocupação era a seguinte: de madrugada,

por exemplo, os funcionários terceirizados enchem a fornalha

de lenha, fecham as entradas e muitas vezes acabam

dormindo. Acontecia da oscilação de temperatura ser muito

elevada. O secador que deveria funcionar a 100 °C, chegava

a 150 °C em alguns momentos – é o instante em que ele

pega fogo. Com esse sistema automatizado, regulamos a

temperatura, ela segue uniforme e não há incêndios”, detalha.

“Dentro da empresa, todo mundo acatou o Automatizador

Comber. Já fizemos levantamentos de quanto gastamos

com lenha e comparamos com o cavaco. O resultado é positivo

de todas as formas possíveis”, conclui.

vantage of zero occurrences of fire,” says the Director of

a multinational company, who, for professional reasons,

chooses not to identify himself. “The automatic motorized

feed system has helped our Company as to fires. The

concern was as follows: for example, in the early morning,

outsourced workers fill the burner with firewood, closed the

doors and often fell asleep. At times, temperature oscillation

was very high. The dryer should work at 100°C, and at

times, it would reach 150°C very quickly, the temperature

where it can catch fire. With this automated system, we can

regulate the temperature, and it remains uniform with no

fires,” he explains. “Within the Company, everyone praises

the Comber automatic motorized feed system. We've carried

out surveys of how much we spent on firewood and

compared this with chips. The result was positive in every

possible way,” he concludes.

28

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PELO MUNDO

CONSCIÊNCIA

ECOLÓGICA

MORADORES DE CIDADE NA DINAMARCA

REVOLUCIONAM USO DE ENERGIAS RENOVÁVEIS

FOTO DIVULGAÇÃO

30 www.REVISTABIOMAIS.com.br


REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 31


PELO MUNDO

32

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BIOMASSA

NOVOS

RUMOS PARA

BIOMASSA

FLORESTAL

ENCONTRO BRASILEIRO

DE ENERGIA DA MADEIRA

ABORDA QUESTÕES

SOBRE LEGISLAÇÃO,

PRODUÇÃO, DISTRIBUIÇÃO

E COMERCIALIZAÇÃO DE

ENERGIA

FOTOS DIVULGAÇÃO

34

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REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 35


BIOMASSA

F

ticiparam

oi realizado em Curitiba (PR), nos dias 10 e 11 de

março, o Encontro Brasileiro de Energia da Madeira;

o evento contou com mais de 300 pessoas, que parde

discussões sobre legislação, produção,

36

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PROCESSO

38

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QUEIMA É FACILITADA PELA REDUZIDA

UMIDADE DA CASCA, O QUE RESULTA EM

MAIOR RETORNO ENERGÉTICO PELA BAIXA

UTILIZAÇÃO DE ENERGIA NO PROCESSO

FOTOS DIVULGAÇÃO

O

aproveitamento de resíduos agroindustriais,

com rápida combustão, alto poder

calorífico e redução da emissão de gás

metano são algumas das vantagens que

fazem da casca de arroz uma alternativa na produção

de biomassa. Com o aumento no uso deste tipo de biomassa

nos últimos anos e o alto volume de produção

de arroz no mercado agrícola brasileiro, a biomassa de

arroz representa uma alternativa promissora na produção

de energia renovável.

Um subproduto da produção agroindustrial de arroz,

as cascas representavam, até as últimas décadas,

uma parcela de produção de resíduo sem aproveitamento

e sem valor comercial. Acumulado em aterros,

o resíduo é responsável pela emissão de gás metano,

um dos gases do efeito estufa.

O processo de aproveitamento das cascas de arroz

começa com seu armazenamento e secagem em

galpões específicos. Em seguida, ocorre a separação e

queima do resíduo em caldeira ou leito fluidizado, que

representa maior aproveitamento de seu potencial de

combustão.

A queima é facilitada pela reduzida umidade da casca,

o que resulta em maior retorno energético pela baixa

utilização de energia no processo. Do mesmo modo, a

superfície de contato da casca, que é maior em caso

de grãos, garantindo o poder calorífico desse tipo de

biomassa.

O resultado do processo de queima dessa biomassa

é convertido em energia térmica, que alimenta a própria

produção e a rede pública. A estimativa é que cerca

de 10% da energia produzida seja utilizada na própria

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 39


PROCESSO

usina, enquanto os outros 90% ajudam a suplementar

a rede de energia elétrica. Isso resulta em cerca de 32

MW (megawatt), equivalente a aproximadamente 37%

da energia gerada por biomassa no Brasil. Esse volume

é produzido nas oito usinas que operam no território

nacional com aproveitamento da biomassa de casca

de arroz.

No Brasil o volume total de produção de arroz representa

cerca de 10 milhões de t (toneladas) por ano.

Com um peso equivalente a 20% do grão, as cascas geradas

pela matéria-prima podem chegar a 2 milhões

de t anuais. O aproveitamento desse subproduto na

geração de energia reduz de modo significativo o volume

de resíduos agroindustriais, especialmente nas

principais regiões produtoras, como Mato Grosso, Rio

Grande do Sul, Santa Catarina, Maranhão, Tocantins e

Pará. No Rio Grande do Sul, o potencial da biomassa

de casca de arroz vem sendo explorado por iniciativas

como a Usina Termoelétrica de São Borja, inaugurada

em 2012. Mantida por investimentos alemães e franceses,

a usina é responsável pela geração de energia a

partir dos resíduos orgânicos resultantes das colheitas

de arroz na região.

Operando em capacidade plena, ela gera até 85

mil MWh (megawatt/hora), dos quais cerca de 90% são

destinados para a rede pública local. A energia gerada

é responsável pelo abastecimento das outras indústrias

que compõem a economia local, como borracha,

cimento e fertilizantes.

A iniciativa dá um destino para as quase 100 mil t

anuais de cascas, geradas pelas safras anuais de cerca

de 10 milhões de sacos de arroz. Com essa produção

de energia, as flutuações no preço do arroz, maior matéria-prima

produzida na região, são suplementadas

pela renda obtida com a venda da energia para a rede

elétrica pública e aquecem a economia local.

40

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O PROCESSO DE

APROVEITAMENTO DAS

CASCAS DE ARROZ COMEÇA

COM SEU ARMAZENAMENTO

E SECAGEM EM GALPÕES

ESPECÍFICOS. EM SEGUIDA,

OCORRE A SEPARAÇÃO

E QUEIMA DO RESÍDUO

EM CALDEIRA OU LEITO

FLUIDIZADO, QUE REPRESENTA

MAIOR APROVEITAMENTO

DE SEU POTENCIAL DE

COMBUSTÃO


CASE

Foto: divulgação

42

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LUZ DO

CONHECIMENTO

UNIVERSIDADE DE LAJEADO (RS)

BUSCA SUSTENTABILIDADE POR MEIO

DA ENERGIA SOLAR E JÁ SE TORNOU A

TERCEIRA MAIOR USINA SOLAR DO BRASIL

A

Univates (Unidade Integrada Vale do Taquari

de Ensino Superior) assumiu há alguns anos

duas grandes áreas de concentração de esforços

na pesquisa, desenvolvimento e transferência

tecnológica: ambiente e alimentos. Com ações inovadoras

e pioneiras no Brasil, dirigiu esforços e iniciativas

que contribuam para um futuro mais sustentável. Uma das

principais ações nesse sentido foi a construção da Usina

Solar no Tecnovates (Parque Científico e Tecnológico do

Vale do Taquari). “Hoje, somos a terceira maior usina solar

do Brasil e a maior entre universidades. Em breve, seremos

a primeira instituição do Brasil a utilizar sistema híbrido de

geração de energia: durante o dia captando energia solar e

à noite gerando energia a partir de biometano”, conta Oto

Roberto Moerschbaecher, mestre em Ambiente e Desenvolvimento,

especialista em Gestão Pública e Pró-Reitor

Administrativo da Univates.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 43


CASE

O projeto iniciou em 2012 com estudo das possibilidades

para gerar energia. O objetivo, além de gerar energia

limpa e renovável, era buscar fontes alternativas à energia

elétrica, que onerava a estrutura do campus universitário.

A opção mais viável na época foi a energia fotovoltaica,

que já era aplicada na Univates, mas em pequena escala.

Dez painéis fotovoltaicos instalados no campus já atendiam

à geração de energia e também à área de pesquisa

da Instituição. Com isso, a Univates já possuía cadastro na

Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) como gestora

de energia.

Em 2015, foram instaladas, no telhado do Tecnovates,

912 placas fotovoltaicas, resultando em capacidade total

de geração de energia de 25 mil Kw (kilowatts) ao mês – o

que representa, em média, a geração de energia necessária

para cerca de 100 famílias compostas por quatro pessoas.

“A economia em gastos com energia elétrica para a Univates

desde a instalação das placas gira em torno de R$14

mil mensais”, conta Otto. Essa energia supre todo o consumo

do Tecnovates e do prédio onde estão localizados os

laboratórios dos cursos de engenharia, que possuem hoje

8.700 m² de área construída. “Poderíamos ter rendimento

ainda maior se a arquitetura do prédio (que é anterior à

construção da Usina) tivesse sido pensada para as placas.

Com melhor angulação, teríamos entre 5 a 10% a mais de

geração de energia”, completa.

A expectativa é que o retorno do capital investido

aconteça dentro de 10 anos, para uma vida útil da usina de

40 anos, tempo considerado curto para um projeto que,

além de diminuir o custo com energia elétrica, não polui,

não desperdiça recursos e é totalmente renovável. Foram

investidos na usina cerca de R$ 1,7 milhão.

Hoje, a energia renovável é prioridade para a Univates.

Este é o compromisso de uma universidade: fazer com que

as tecnologias e os serviços sejam pesquisados e experimentados

para que depois sejam utilizados pela socieda-

Foto: Univates

44

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de. “Nosso próximo passo é a utilização de energia gerada

a partir do biometano. O projeto está pronto, só aguardando

o fornecimento de um gerador, que deve ser entregue

ainda em 2016. Com o gerador, será possível, no turno da

noite, quando o abastecimento com a energia solar acaba,

utilizar o gás gerado a partir de dejetos orgânicos para

suprir a necessidade energética de todo o Tecnovates”, explica

o pró-reitor.

Entretanto a ideia vai além: o subproduto dessa energia

gerada será utilizado para aquecer as piscinas do Complexo

Esportivo da Univates, que atende alunos com aulas

de natação e a comunidade em geral com tratamentos de

hidroterapia.

“São anos de pesquisas, estudo de mercado, negociação

com fornecedores, investimentos de recursos humanos

e financeiros para sermos fonte de energia renovável.

O retorno financeiro pode ser em médio prazo, mas a certeza

de abrir caminhos para um país mais sustentável e

enraizando nos jovens a cultura da sustentabilidade traz

retorno imediato e inestimável”, resume o professor.

Foto: Univates Foto: Univates

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A PLANALTO lidera a fabricação de PICADORES

FLORESTAIS NO BRASIL. Possui a mais avançada

tecnologia. Os PICADORES FLORESTAIS PLANALTO

são fabricados em diversos tamanhos e modelos. Por

serem Máquinas que trabalham em terrenos dobrados,

possuem rodados tandem, são rebocados por trator, pá

carregadeira ou escavadeiras, com isso facilita o manejo

dentro da floresta. São equipados com rotores de facas

segmentadas ou facas inteiras, vindo ao encontro das

necessidades do cliente.

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ESPECIAL

46

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MUNDO DA

BIOMASSA

FOTOS BIOMAIS

EVENTO REALIZADO EM VALINHOS

(SP) MOSTRA TECNOLOGIA PARA

O PROCESSAMENTO DE CAVACO

E ESPECIALISTAS APRESENTARAM

CASES DE SUCESSO

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 47


ESPECIAL

V

alinhos (SP) recebeu nos dias 10 e 11 de

março o Mundo Vermeer. Um workshop

que tratou das principais áreas nas quais

a fabricante de máquinas e equipamentos

atua no Brasil. O destaque ficou para os trituradores

florestais de alta capacidade. As palestras, com especialistas

do setor mostraram alternativas interessantes

e também alguns gargalos do segmento de energia.

Para discutir sobre os temas e apresentar novas

possibilidades de mercado a Vermeer Brasil chamou

dezenas de especialistas para apresentar cases de sucesso.

“Nós tivemos uma agenda um pouco diferente

do normal. Nossa intenção foi juntar pessoas do mercado,

prestadores de serviço, professores, engenheiros,

para termos um bate-papo sobre a conjuntura

atual, onde todos participamos”, afirma Steve Heap,

vice-presidente da Vermeer.

BIOMASSA FLORESTAL

As incertezas da economia nacional estão fazendo

com que as empresas revejam seus métodos e processos

de trabalho. Um deles, diz respeito ao consumo

de energia, que é responsável por boa parte das

despesas. O especialista em biomassa, Anderson Lins

Machado, um dos palestrantes do Mundo Vermeer,

afirmou que o atual cenário desencadeia uma série

de situações. Uma recente queda no preço da energia

elétrica pode desestimular os empresários a investir

em outras fontes de energia. “A queda na atividade

industrial também acaba reduzindo o consumo de

biomassa. Em compensação, o câmbio está favorável

para as exportações. China e Japão são importantes

compradores do cavaco produzido no Brasil”, explica

o gerente de Planejamento e Gestão Florestal da

Duratex Florestal. “Minha intenção foi mostrar o lado

negativo e o lado das oportunidades. Em dezembro,

o gás natural perdeu os subsídios do governo federal.

Isso abre outra oportunidade para a biomassa”, analisa.

Para ele, entre as vantagens desta fonte (biomassa

florestal) está o rápido ciclo das árvores de eucalipto, a

48

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“A QUEDA NA ATIVIDADE

INDUSTRIAL TAMBÉM

ACABA REDUZINDO O

CONSUMO DE BIOMASSA.

EM COMPENSAÇÃO, O

CÂMBIO ESTÁ FAVORÁVEL

PARA AS EXPORTAÇÕES"

Foto: divulgação

ANDERSON LINS MACHADO,

GERENTE DE PLANEJAMENTO E GESTÃO

FLORESTAL DA DURATEX FLORESTAL

principal matéria-prima para biomassa. “Seis anos é o

tempo médio para fazer o corte e produzir o cavaco.”

Segundo Anderson, o maior desafio agora é vencer

a logística para escoar a produção. “Temos a oportunidade,

mas temos também uma demanda logística,

principalmente em portos”, afirma o especialista.

Já o diretor da Eldorado Brasil, Germano Vieira,

acredita que o Brasil explora pouco o potencial para

desenvolver energia a partir de biomassa. Há mais de

32 anos no mercado florestal Germano também foi

palestrante no Mundo Vermeer. Segundo ele a Eldorado

planta diariamente cerca de 250 mil árvores por

dia. “Temos hoje perto de 225 mil ha (hectares) de

florestas plantadas e vamos chegar a 350 mil ha para

atender as nossas duas unidades. Isso gera um volume

de biomassa muito grande”, revela.

Germano conta que a participação da biomassa na

matriz energética mundial é de 10%. “Segundo pesquisas

de agências especializadas feitas no mundo todo,

daqui a 25 anos a participação será de os mesmos 10%.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 49


ESPECIAL

"A IDEIA FOI

APRESENTAR

QUAIS AS PRÁTICAS

IMPLANTADAS QUE

DERAM CERTO. DE

FORMA GERAL, O

INTUITO DO EVENTO

FOI PROMOVER

O ENCONTRO DE

PESSOAS QUE ESTÃO

ENVOLVIDAS COM O

MERCADO”

INSTALADOR DE ESTACAS PD10,

PARA USINAS SOLARES

HERBERT

WALDHUETTER,

DIRETOR DA VERMEER

AMÉRICA LATINA

50

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Estamos indo na contra mão do que a gente espera.”

Quando se trata da matriz energética brasileira ele

explica que a situação é ainda mais surpreendente.

“Nosso país gera apenas 3,2% da energia da matriz

energética nacional por meio de biomassa. Para o Brasil,

que é o maior produtor mundial de biomassa por

hectare, vemos que está muito aquém do que podemos

fazer. Temos oportunidades bem interessantes.

A energia que provém da biomassa é a mais estável

do sistema”, defende ele.

Albino de Sousa, gerente de operações da FL

Florestal, explicou que a biomassa florestal é muito

utilizada por usinas de álcool, que misturam o cavaco

com o bagaço da cana justamente para enriquecer o

combustível, já que o cavaco de eucalipto tem quase

o dobro do poder calorífico do bagaço. “Empresas de

alimento também são grandes consumidoras, isso

porque precisam fazer a secagem e cozimento dos

produtos. As indústrias de cimento estão substituindo

o coque, que é de origem mineral e altamente poluente,

pela biomassa de cavaco, que é de fonte renovável”,

lembra.

A principal árvore utilizada para a produção de

biomassa é o eucalipto. Mas o especialista conta que

o processo é viável também com a Hevea brasiliensis,

mais conhecida como seringueira. “Começamos a utilizar

a seringueira no Mato Grosso há um ano e ela tem

se mostrado bastante viável. A performance é melhor

ou igual a do eucalipto, com a vantagem de se tornar

mais barata no final do processo”, explica Albino.

De acordo com ele a expectativa para o mercado

de biomassa florestal é que melhore em dois ou três

anos. “Apesar da crise econômica as indústrias estão

buscando novas alternativas. Cadeiras movidas com

óleo combustível ou gás estão sendo substituídas por

biomassa florestal”, afirma.

ENERGIA SOLAR

O instalador de estacas PD10, desenvolvido para

atuar em usinas solares fotovoltaicas, foi lançado du-


ESPECIAL

rante o Mundo Vermeer. O equipamento é o único da

categoria no qual o operador tem a opção de trabalhar

sentado ou com o auxílio de um controle remoto.

Ele tem diversas inovações tecnológicas, entre elas o

sistema de autoprumo, que garante o ângulo exato

para instalação vertical das estacas. Possui também

um receptor a laser integrado, o que torna as instalações

mais precisas e aumentam a produtividade da

operação.

Trata-se de um equipamento exclusivo para a instalação

das placas solares em usinas de energia fotovoltaica.

A mais recente solução em equipamentos da

empresa Vermeer foi projetada para atuar com baixo

custo operacional na instalação de painéis solares.

A máquina conta com o sistema de monitoramento

remoto. Ele possibilita um alto nível de gerenciamento

de informação quanto ao desempenho.

A versatilidade é uma das principais características

do PD10. Ele é capaz de instalar estacas de diferentes

tamanhos, 3 m (metros), 4,6 m ou 6,1 m de altura. A alta

performance da máquina deve-se em parte ao martelo

hidráulico, com potência de 1.500 joules, que a torna a

mais rápida do mercado na categoria de instaladoras

de estacas.

52

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“NOSSO PAÍS GERA APENAS

3,2% DA ENERGIA DA MATRIZ

ENERGÉTICA NACIONAL POR

MEIO DE BIOMASSA. PARA

O BRASIL, QUE É O MAIOR

PRODUTOR MUNDIAL DE

BIOMASSA POR HECTARE,

VEMOS QUE ESTÁ MUITO

AQUÉM DO QUE PODEMOS

FAZER”

GERMANO VIEIRA,

DIRETOR DA ELDORADO BRASIL

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ARTIGO

SIMULAÇÃO E

ANÁLISE TÉCNICO-

ECONÔMICA DE

UMA

UNIDADE DE

PRODUÇÃO DE

METANOL A PARTIR

DA GASEIFICAÇÃO

DE BIOMASSA

FOTOS DIVULGAÇÃO

54

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KIN YURI OGURA ALTO E FÁBIO RODRIGUES,

DO DEPARTAMENTO DE QUÍMICA DA UFV

(UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA)

N

este trabalho foram avaliadas as etapas do

ciclo de vida de uma planta de produção

de metanol a partir da gaseificação do bagaço

de cana. A síntese de rotas químicas,

desenvolvimento de processos (modelagem termodinâmica

e cinética) e engenharia de processos (definição

dos equipamentos básicos para a avaliação econômica)

foram investigados. Metanol foi escolhido devido

às suas inúmeras utilizações. Assim, a gaseificação do

bagaço de cana foi um estudo de caso simulado no software

livre de processos químicos Coco. Considerando-

-se um consumo diário de 100 t (toneladas) de bagaço

de cana e um preço de venda de metanol U$$ 2.00/kg

(quilogramas), os resultados obtidos foram: produção

anual de metanol de 13.600 t, capital total investido de

U$$ 39,269 milhões; saldo líquido de venda U$$ 27,21

milhões/ano, tempo de retorno de 2,9 anos; retorno

de investimento de 20,6% ao ano. Para essa condição

a planta é viável economicamente, como referência o

mercado com um retorno de investimento de 15% ao

ano e tempo de retorno de 3,6 anos.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 55


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AGENDA

ABRIL Abril 2016 2016

JUNHO Junho 2016 2016

Fiema Brasil

Data: 5 a 7

Local: Bento Gonçalves (RS)

Informações: www.fiema.com.br

TCS Brasil’16

Data: 1 a 3

Local: Foz do Iguaçu (PR)

Informações: http://www.tcs-brasil.com/index.html

Cbens (Congresso Brasileiro de Energia Solar)

Data: 4 a 7

Local: Belo Horizonte (MG)

Informações: http://www.abens.org.br/CBENS2016/index.php

Bio Brazil Fair 2016

Data: 8 a 11

Local: São Paulo (SP)

Informações: http://www.biobrazilfair.com.br/2016/index.asp

Tecnoshow Comigo

Data: 11 a 15

Local: Rio Verde (GO)

Informações: http://www.tecnoshowcomigo.com.br/

Cibio 2016

Data: 15 e 16

Local: Curitiba (PR)

Informações: http://www.congressobiomassa.com/index.php

MAIO Maio 2016 2016

Enersolar

Data: 10 a 12

Local: São Paulo (SP)

Informações: www.enersolarbrasil.com.br

Brasil Solar Power

Data: 30 a 1/7

Local: Rio de Janeiro (RJ)

Informações: www.brasilsolarpower.com.br

JULHO Julho 2016 2016

X Workshop Agroenergia: Matérias-Primas

Data: 25 a 26

Local: Ribeirão Preto (SP)

Informações: http://www.infobibos.com/agroenergia/index.html

Global Agribusiness Forum 2016

Data: 4 e 5

Local: São Paulo

Informações: http://www.globalagribusinessforum.com/pt-br/

Acesse:

www.portalreferencia.com.br


DESTAQUE

Destaque

Cibio 2016

Data: 15 e 16 de julho

Local: Curitiba (PR)

Informações: www.congressobiomassa.com/index.php

Em 2016, o Cibio (Congresso Internacional de Biomassa) será realizado

nos dias 15 e 16 de junho. O evento acontecerá nas dependências

do Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), em Curitiba

(PR) e conta com o apoio das principais associações e entidades

ligadas ao setor da Biomassa no Brasil e exterior. O Congresso terá

papel fundamental nesta nova fase da matriz energética brasileira,

em que a busca por tecnologias limpas para geração de energia, se

faz urgente para garantir o futuro e o crescimento do país.

Imagem: reprodução

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OPINIÃO

Foto: divulgação

VETO AO SOLAR?

DEPENDE DO

PONTO DE VISTA

V

ocê deve ter acompanhado notícias recentes de

que a presidente Dilma Rousseff vetou diversos

pontos do PPA (Plano Plurianual) para o período

de 2016-2019. No Programa 2033, com foco nos

objetivos, metas e iniciativas para o setor de energia elétrica,

todos os vetos dizem respeito às energias renováveis

não hidráulicas e às energias alternativas. Os trechos no PPA

que tratam de hidroelétricas e termoelétricas (nenhum deles

vetado pela presidente) superam em muito aqueles que

se referem a energias alternativas e renováveis.

O Objetivo 1169 do programa diz: Promover o uso de

sistemas e tecnologias visando a inserção de geração de

energias renováveis na matriz elétrica brasileira. Ele foi vetado

junto com suas respectivas metas e iniciativas, que incluem

a adição de 13.100 MW (megawatts) de capacidade

instalada de geração de energia a partir de fontes renováveis;

o incentivo ao uso de fontes renováveis por meio da

geração distribuída; o uso de fonte solar fotovoltaica; e a

implantação de projetos de desenvolvimento de fontes renováveis.

O fato é que essa decisão é totalmente contrária aos

compromissos assumidos pelo país no acordo de Paris e

também não condiz com os últimos leilões de energia, que

já estão priorizando energias renováveis no Brasil.

Já existe, hoje, um número significativo de pessoas no

país buscando informações para tomar a decisão de produzir

a própria energia e, inclusive, trabalhar nesse setor. Vemos,

seja entre aqueles que simpatizam com o tema ou que

desejam um melhor desenvolvimento do país nas questões

sustentáveis, uma grande preocupação com a questão política

e os poucos incentivos para energia solar no Brasil.

A grande verdade é que o setor de energia solar fotovoltaica

é embasado por duas amplas partes de decisão política:

uma frente relacionada ao planejamento versus uma

frente técnica para geração, distribuição e transmissão de

energia solar fotovoltaica. Pensar no tema com essa divisão

facilita o entendimento das decisões e da evolução do setor,

consequentemente, também fica mais fácil discutir e entender

o veto da presidente.

Apesar do veto deixar em aberto o futuro da energia solar,

há uma série de outras questões políticas relacionadas

à adesão técnica que viabilizam esse mercado. As recentes

decisões da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica),

por exemplo, melhoraram a regulamentação que oferecem

todo o embasamento para instalação e implantação dos

sistemas solares em residências, empresas, etc. Trata-se da

Resolução Normativa 482/2012. Assim, temos uma ampla

evidência de que há uma grande vontade de levar o potencial

desse mercado para milhões de consumidores que vão

gerar sua própria energia, aumentando as estimativas de

uso até 2024. Quando separamos as frentes dessa maneira,

vemos as contradições que realmente existem na parte de

política pública governamental, mas também enxergamos

que existe um grande avanço para a energia solar fotovoltaica

na frente técnica.

Por Luis Otávio Colaferro

Sócio e diretor de treinamentos da Blue Sol - Energia Solar.

É formado pela Grand Valley State University dos EUA (Estados Unidos da América)

Foto: divulgação

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