Fevereiro/2016 - Biomais 13

jota.2016

Visitantes - Grupo Jota Comunicação

COP21: Acordo do clima celebrado em Paris impulsiona economia verde

revista biomassa energia

CAVACO NA FLORESTA

PICADOR MÓVEL AGILIZA

LOGÍSTICA NO CAMPO

NELSON COLAFERRO JR.

ENERGIA SOLAR PARA

CONSUMIDOR FINAL

Chipping in the forest

Mobile chipper helps

logistics in the field

SORGO

OPÇÃO VERSÁTIL E ENERGÉTICA


Gerando energia para o mundo.

CALDEIRAS AQUATUBULARES

• Grelha rotativa ou fixa refrigerada a água

• Vapor saturado ou superaquecido

• Capacidade de 10 a 60 ton/h vapor

• Pressão de trabalho de 15 a 68 kgf/cm²

Gerando soluções

tecnológicas de energia

Rua Lilly Bremer, 322 • Bairro Navegantes • Rio do Sul • Santa Catarina

Tel.: (047) 3531-9000 • Fax: (047) 3525-1975

bremer@bremer.com.br • www.bremer.com.br


SUMÁRIO

04 | EDITORIAL

Fazemos a diferença

06 | CARTAS

08 | NOTAS

12 | ENTREVISTA

16 | PRINCIPAL

28| BIOMASSA

Mais energia verde

34 | PROCESSO

Energia que vem do mar

40 | CASE

Por uma internet

mais limpa

46 | ESPECIAL

54 | ARTIGO

60 | AGENDA

62| OPINIÃO

COP21: o papel estratégico do

setor sucroenergético

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 03


EDITORIAL

FAZEMOS A DIFERENÇA

Estampa a capa desta edição o Picador Móvel

Versatile, o mais novo modelo produzido pela

Planalto Picadores

JOTA COMUNICAÇÃO

EXPEDIENTE

Diretor Comercial / Commercial Director: Fábio

Alexandre Machado (fabiomachado@revistabiomais.

com.br) • Diretor Executivo / Executive Director: Pedro

Bartoski Jr (bartoski@revistabiomais.com.br) • Diretora

de Negócios / Business Director: Joseane Knop

(joseane@jotacomunicacao.com.br)

A busca por um planeta sustentável é inevitável e as energias renováveis

são parte fundamental neste processo. Por isso a Revista BIOMAIS

procura sempre refletir sobre novas alternativas e fomentar a discussão

para auxiliar neste processo. Dessa forma, nesta edição propusemos uma

reflexão sobre os resultados da última COP21, a cúpula do clima realizada

em Paris, na França, em dezembro de 2015. Além disto, mostramos a

revolução que o uso do sorgo pode proporcionar ao setor de biomassa

e biocombustíveis.Traçamos, ainda um panorama sobre o mercado de

energia solar em nosso país, além de constatar o espaço para crescimento

do uso deste tipo de energia no Brasil. Assim, como não poderia ser

diferente, a primeira edição do ano começa com energias renovadas.

Boa leitura!

JOTA EDITORA

Diretor Comercial / Commercial Director: Fábio

Alexandre Machado (fabiomachado@revistabiomais.

com.br) • Diretor Executivo / Executive Director:

Pedro Bartoski Jr (bartoski@revistabiomais.com.

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Murilo Basso, (jornalismo@revistabiomais.com.br) •

Dep. de Criação / Graphic Design: Fabiana Tokarski

- Supervisão, Fabiano Mendes, Bruce Cantarim,

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(assinatura@revistabiomais.com.br).

A REVISTA BIOMAIS é uma publicação da

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Cep: 80610-000 - Curitiba (PR) - Brasil

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WE MAKE THE DIFFERENCE

The quest for a sustainable planet is inevitable and renewable energy

is the key part in this process. So Revista BIOMAIS is always trying to reflect

on new alternatives and encourage discussion to assist in this process. Thus,

in this issue, we have reflected on the results of the last COP21, the climate

summit held in Paris in December 2015. Furthermore, we show the revolution

the use of sorghum can provide to the Biomass and Biofuel Sector and

also outline a panorama of the solar energy market in our Country. The solar

energy has great perspectives to grow in Brazil. Thus, the first issue of the

year begins with renewed energy.

Pleasant reading!

Veículo filiado a:

A REVISTA BIOMAIS - é uma publicação bimestral e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de energias limpas e alternativas,

produtores de resíduos para geração e cogeração de energia, instituições

de pesquisa, estudantes universitários, órgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento. A REVISTA BIOMAIS não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos, anúncios ou colunas assinadas,

por entender serem estes materiais de responsabilidade de seus autores.

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autorização escrita dos titulares dos direitos autorais, exceto para fins

didáticos.

REVISTA BIOMAIS is a bimonthly and independent publication, directed

at clean alternative energy producers and consumers, producers of residues

used for energy generation and cogeneration, research institutions, university

students, governmental agencies, NGO’s, class and other entities, directly and/

or indirectly linked to the Segment. REVISTA BIOMAIS does not hold itself responsible

for concepts contained in materials, articles, ads or columns signed

by others; these are the responsibility of their authors. The use, reproduction,

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other intellectual property of REVISTA BIOMAIS are strictly forbidden without

written authorization of the holder of the authorial rights, except for educational

purposes.

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CARTAS

SUSTENTABILIDADE

Excelente reportagem de capa. É preciso refletir diariamente e estar em busca constante por formas

sustentáveis para produção de carvão, um recurso natural de extrema importância histórica e cultural para

a humanidade.

Imagem: reprodução

Ana Paula Rossi - Campo Grande (MS)

INICIATIVA

Mais instituições deveriam seguir o exemplo do Hospital de Câncer de Barretos. Economizam-se recursos financeiros e

preserva-se o meio ambiente: se queremos um mundo melhor, precisamos apoiar e propagar iniciativas sustentáveis.

Jorge Gallas - Porto Alegre (RS)

OPORTUNIDADES

Eventos como o Bio.combrasil são fundamentais para a consolidação do setor. É preciso fomentar a troca de

experiência e conhecer novas iniciativas para fortalecermos a produção e consumo de biocombustíveis. Parabéns aos

organizadores.

Tadeu Colombo - Florianópolis (SC)

FUTURO

Em uma sociedade em que cada vez mais prezamos pela sustentabilidade, o mercado de

pellets e briquetes se mostra uma excelente alternativa tanto para geração de renda, quanto para

preservação dos recursos naturais. Ótima matéria!

Helena Bernardin - Manaus (AM)

Foto: divulgação

REVISTA

na

mídia

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informação

biomassa

energia

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Publicações Técnicas da JOTA EDITORA

06

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NOTAS

Foto: divulgação Foto: divulgação

PAPA DEFENDE O USO DE

ENERGIAS RENOVÁVEIS

No final de janeiro, o ator Leonardo DiCaprio encontrou

o Papa Francisco, no Vaticano. Durante a visita, o ator reafirmou

seu compromisso com a defesa do meio ambiente. Vale

lembrar que em meados de junho de 2015, o Papa havia divulgado

a encíclica “Laudato Si [Louvado seja] - Sobre o cuidado

da casa comum”, documento em que reforça sua luta pela

proteção do planeta. Criado em Los Angeles, nos EUA (Estados

Unidos da América), em uma família católica, o ator de 41

anos recebeu no final de janeiro o prêmio Crystal Award durante

o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, pelo

compromisso com o meio ambiente. Desde 1998, DiCaprio, à

frente de uma fundação que leva seu nome, trabalha para a

proteção da biodiversidade, conservação dos oceanos e áreas

naturais e uso de energias renováveis.

FUNDO CLIMA

O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima apresentou no

início de fevereiro o relatório sobre as atividades de 2015. A instituição,

que começou a operar em 2011, fechou o ano com 203

projetos em execução. Há ainda um montante de R$ 371,7 milhões

já aplicados, além de R$ 200 milhões que estão disponíveis

para geração de energia solar - outros R$ 83 milhões se encontram

em análise aguardando liberação para projetos já pré-aprovados.

“Entre os projetos já contratados, estão 13 propostos por

empresas que tomaram financiamento com o total de R$ 276,7

milhões reembolsáveis, e 190 projetos que foram apoiados com

R$ 95 milhões não reembolsáveis”, detalha Marcos Del Prette,

gerente do Fundo. As verbas são provenientes do orçamento do

MMA (Ministério do Meio Ambiente), em parceria com o Bndes

(Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

BONS VENTOS

A capacidade de geração de energia eólica no Brasil deverá

passar dos atuais 8,7 mil MW (megawatts) para 24 mil

MW nos próximos oito anos. O governo estima que em 2024 o

parque eólico brasileiro deverá responder por 11,5% de toda

energia gerada em território nacional. Para 2016, a capacidade

instalada deve chegar a 11 mil MW, segundo projeções da

Abeeolica (Associação Brasileira de Energia Eólica). Atualmente,

existem 349 usinas eólicas instaladas no Brasil, a maioria

na região Nordeste. No ano passado, foram inauguradas mais

de 100 usinas eólicas no país, com investimentos de R$ 19,2

bilhões.

Foto: divulgação

08

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KOMBI ELÉTRICA

Durante a CES 2016, maior feira tecnológica do mundo, a montadora alemã

Volkswagen expôs um projeto inovador para a famosa Kombinationsfahrzeug

– no Brasil conhecida popularmente como Kombi! O novo modelo promete significar

uma guinada verde para a Volks, já que o Budd-e (nome do protótipo) é

totalmente elétrico e deve chegar ao mercado em meados de 2019. O veículo

deve contar com um sistema batizado de Electric Toolkit (em tradução livre, kit de

ferramentas elétrico), além de dois motores elétricos, um para cada eixo, permitindo

uma velocidade máxima na casa dos 150 km/h (quilômetros por hora). Além

disso, a tecnologia torna possível uma autonomia de cerca de 600 km e a recarga

da bateria em apenas 15 minutos.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

QUATRO VEZES

MAIS

Em 2015, a geração energética distribuída

no Brasil registrou 1.307 novas adesões

de consumidores. Apenas entre novembro

e dezembro, houve crescimento de 73% nos

projetos, que registravam mil unidades em

outubro do ano passado. A fonte mais utilizada

pelos consumidores continua sendo a

solar, com 1.675 adesões, seguida da eólica,

com 33 instalações. Atualmente, o Estado

que possui mais micro e minigeradores é

Minas Gerais, com 333 conexões, seguido

pelo Rio de Janeiro, com 203, e Rio Grande

do Sul, com 186. A geração distribuída tem

registrado crescimento expressivo desde as

primeiras instalações em 2012; naquele ano,

eram apenas três projetos registrados, enquanto

que em 2013 foram verificados 75.

Se comparado com o ano de 2014, quando

registrado 424 conexões, o número de adesões

quadruplicou em 2015. Os dados são do

MME (Ministério de Minas e Energia).

NOVO LEILÃO

O MME (Ministério de Minas e Energia) divulgou no início de janeiro as diretrizes

para o leilão de compra de energia elétrica que será realizado no dia 31 de março.

Este será o primeiro leilão de energia nova que irá negociar simultaneamente

quatro produtos diferentes, com contratos nas modalidades por quantidade e

por disponibilidade, todos com início de suprimento em 2021. Serão contratadas

energia de hidrelétricas, termelétrica a biomassa e carvão, gás natural e usinas eólicas.

O leilão terá duas fases, a primeira para disputa pelo direito de participação

de cada usina hidrelétrica com potência superior a 50 MW (megawatts), e a segunda

para disputa dos demais empreendimentos, de diversas fontes.

Foto: divulgação

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 09


NOTAS

Foto: divulgação

O MOTORISTA SUMIU

A cidade holandesa de Wageningen presenciou no final de

janeiro um momento, no mínimo, curioso. Chamado de WePod,

um ônibus elétrico inovador, transportou seus passageiros por

cerca de 200 m (metros). O fato inusitado? O veículo não precisa

de um motorista. “É um marco”, comemorou o diretor-técnico

do projeto, Jan Willem. “Um veículo sem motorista nunca

circulou em rodovias públicas.” A velocidade do ônibus foi de

8 km/h (quilômetros por hora), mas será de 25 km/h quando

estiver funcionando plenamente, adiantou Willem. O projeto

piloto do ônibus será ampliado nos próximos meses e deve ser

usado como transporte público em uma rota de 6 km na cidade.

Em abril, a Holanda deve promover o primeiro teste com caminhões

sem motoristas no Porto de Roterdã, que já opera com

trens sem condutor.

TELHADOS VERDES

Melhoria da qualidade do ar e redução do consumo

energético são alguns dos efeitos positivos diretos para

aqueles que adotam os telhados verdes. Recentemente,

Copenhague, capital da Dinamarca, tornou-se a segunda

cidade do mundo a aprovar uma lei regulamentando esse

tipo de cobertura. A meta do município, mundialmente conhecido

como referência em mobilidade urbana, é cobrir

de vegetação os terraços da cidade para zerar as emissões

de CO 2

(Gás Carbônico) até 2016. Dentre os objetivos da iniciativa

destacam-se a redução das temperaturas urbanas e

absorção de até 80% da água da chuva, reduzindo assim problemas

relacionados a enchentes. A cidade possui hoje aproximadamente

20 mil m 2 (metros quadrados) com superfícies

verdes e apenas 30 edifícios com estas instalações - com a

nova legislação estima-se um aumento anual de 5 mil m 2 .

Foto: divulgação

BIOCOMBUSTÍVEL

PARA AVIÕES

A companhia aérea JAL (Japan Airlines) pretende viabilizar

a primeira fábrica de biocombustível para aeronaves. A

intenção é transformar resíduos em combustível para aviões

e o primeiro complexo do projeto está sendo construído

em Chiba, a leste de Tóquio, no Japão. A empresa pretende

que as aeronaves já estejam utilizando o biocombustível em

2020, ano em que o país sediará os Jogos Olímpicos. A JAL

estuda agora, com outras empresas e órgãos governamentais,

como a Agência de Jaxa Exploração Aeroespacial do Japão,

o modelo de produção ideal para a fábrica, cujo custo

inicial está estimado em 39 milhões de euros.

Foto: divulgação

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PRODUÇÃO DE BIODIESEL

CRESCE 15% NO BRASIL

A produção nacional de biodiesel alcançou 3,9 bilhões de litros em

2015, um crescimento de 15% em relação a 2014. Os dados são da ANP

(Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). O resultado

tende a manter o Brasil na segunda colocação no ranking mundial de produtores

de biodiesel, atrás apenas dos EUA (Estados Unidos da América).

Isso só foi possível, em grande parte, a mudança ocorrida na legislação há

pouco mais de um ano, que determina participação mandatória de 7% de

biodiesel no volume total de diesel comercializado em território nacional.

Foto: BIOMAIS

USINA DE

BIOMASSA

IMPULSIONA

PLANTAÇÃO DE

EUCALIPTO

Uma usina termelétrica movida a biomassa

de madeira que iniciará os trabalhos no próximo

semestre na região de Pimenta Bueno,

em Rondônia, impulsionará a plantação de floresta

de eucalipto e terá capacidade de fornecer

energia elétrica para uma cidade de aproximadamente

40 mil habitantes. “Precisamos

formar um cinturão verde em um raio de 100

quilômetros para converter a madeira em fonte

de combustão para a usina”, projeta Gefson

Melo, gerente operacional da usina hidrelétrica

Eletrogóes, proprietária da nova geradora.

O projeto está diretamente relacionada à produção

de eucalipto, afinal, são oito anos de

pesquisa em um viveiro-laboratório específico

para encontrar a melhor espécie do eucalipto

a ser destinada na utilização da usina.

SANTA CATARINA FORMALIZA

POLÍTICA PARA O BIOMETANO

O governo catarinense encaminhará em breve para a Assembleia Legislativa

o projeto de lei que formalizará a política estadual do biometano.

O biometano é o biogás purificado feito a partir de matéria orgânica

cujo descarte normalmente traz consigo diversos problemas ambientais.

Entre os objetivos do projeto está o incentivo para o uso de recursos renováveis

e a redução da produção dos gases de efeito estufa.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 011


ENTREVISTA

• NELSON

COLAFERRO JR. •

Foto: divulgação

ENCONTRANDO

ALTERNATIVAS

A

pesar do interesse pela energia solar ter surgido ainda na década de 1970, em função da crise do petróleo, sua popularização

é recente. E, embora o percentual atual de participação dela na matriz energética brasileira ser baixo,

o campo para crescimento é significativo. “O potencial de exploração da energia solar em micro e minigeração distribuída

é imenso”, garante Nelson Colaferro Jr., presidente do Conselho de Administração da Absolar (Associação

Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) e fundador da Blue Sol - Energia Solar. Em entrevista à BIOMAIS, Nelson fala sobre o

panorama atual para implantação de energia solar fotovoltaica no Brasil, medidas governamentais de apoio ao setor e o benefício

proporcionado pelo uso de fontes renováveis.

FINDING ALTERNATIVES

D

espite the interest in solar energy having emerged in the 1970’s, in function of the oil crisis, only recently has it become popular.

And while the current percentage of its share of the Brazilian energy matrix is low, the field for growth is significant. “The potential

for the exploitation of solar energy in micro and mini distributed generation is huge,” says Nelson Colaferro Jr., Chairman

of the Administrative Board of Absolar (Brazilian Association of Photovoltaic Solar Energy) and founder of Blue Sol - Energia Solar. In an

interview with Revista BIOMAIS, Nelson talks about the current landscape for implementation of photovoltaic solar energy in Brazil, Government

measures to support the Sector, and the benefits provided by the use of renewable sources.

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PERFIL:

Nome: Nelson Colaferro Jr.

Formação: Administração de

Empresas na FGV (Fundação Getúlio

Vargas) São Paulo

Cargo: presidente do Conselho de

Administração da Absolar (Associação

Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) e

fundador da Blue Sol - Energia Solar

PROFILE:

Name: Nelson Colaferro Jr.

Education: Business Administration,

FGV, São Paulo

Function: President, Administrative

Board, Absolar (Brazilian Association of

Photovoltaic Solar Energy) and Founder of

Blue Sol - Energia Solar

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ENTREVISTA

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“Hoje o Brasil tem

mais de 70 milhões de

consumidores de energia

elétrica e a grande

maioria desses

consumidores pode se

tornar consumidores

de energia solar

fotovoltaica”

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PRINCIPAL

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PAÍSES

ENTENDEM

O RECADO

ACORDO HISTÓRICO,

REALIZADO EM PARIS,

PREVÊ US$ 100 BILHÕES

POR ANO PARA NAÇÕES

MAIS POBRES

FOTOS DIVULGAÇÃO

COUNTRIES

UNDERSTAND THE

MESSAGE

AN HISTORIC AGREEMENT, MADE

IN PARIS, PROVIDES US$ 100 BILLION

PER YEAR FOR POORER NATIONS

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PRINCIPAL

R

ealizada em dezembro de 2015, em Paris, a

COP21 (21ª Conferência das Nações Unidas sobre

Mudança do Clima) uniu os esforços de 196

países para novas estratégias de diminuição do

aquecimento global e das emissões de gases do efeito

estufa. O objetivo motivador das mudanças é a limitação

do aquecimento global em 2 o C (Graus Celsius), em relação

aos níveis pré-industriais, até 2100.

O novo acordo tem como função substituir o Protocolo

do Kyoto, assinado em 1995 e expirado em 2012. A

assinatura do novo documento encerra 20 anos de negociações

mediadas pela ONU (Organização das Nações

Unidas), com unanimidade em todos os aspectos do

acordo firmado. A dificuldade das negociações, segundo

a Secretária Executiva da Convenção-Quadro, Christiana

Figueres, está presente nas negociações e concessões necessárias

para a unanimidade. O secretário-geral da ONU,

Ban Ki-moon, ressaltou a importância da convenção. “A

história lembrará esse dia. O acordo de Paris para mudança

climática é um sucesso monumental para o planeta e

para o povo”, declarou.

C

OP21 (21st United Nations Conference on

Climate Change) held in December 2015,

in Paris, brought together 196 countries to

unite in developing new strategies for decreasing global

warming and greenhouse gas emissions. The motivating

purpose of changes is to limit global warming to 2 o C in

relation to pre-industrial levels, by 2100.

The new agreement replaces the Kyoto Protocol, signed

in 1995, which expired in 2012. The signing of the

new document ends 20 years of negotiations mediated

by the United Nations, with unanimity in all aspects of

the agreement. According to Christiana Figueres, Executive

Secretary of the Framework Convention on Climate

Change, the difficulty was present in the negotiations

and concessions needed for unanimity. Ban Ki-moon,

UN Secretary General, stressed the importance of the

Convention. “History will remember this day. The Paris

Agreement for Climate Change is a monumental success

for the planet and for the people,” he stated.

In an unprecedented decision, the agreement signed

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PRINCIPAL

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PRINCIPAL

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PRINCIPAL

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ISRAEL

Um dos destaques da COP21 foi a apresentação, pela delegação de Israel, do projeto Eccopia, um

sistema robótico de limpeza de painéis fotovoltaicos. A tecnologia proporciona aumentos significativos

na performance dos painéis solares, mesmo em climas áridos e desérticos.

Segundo o CEO da companhia, Eran Meller, a inovação representa um próximo passo para a indústria

solar. “Estamos vendo a criação de valor significativo em todos os projetos que estamos atualmente

envolvidos, tanto aqui no Oriente Médio quanto na Índia. Para muitos dos grandes nomes da

indústria, uma solução que pode limpar os painéis todas as noites, pode responder instantaneamente

às mudanças do tempo e funciona sem água - acreditamos que soluções como a nossa têm potencial

para se tornar o novo padrão da indústria”, afirmou Meller.

A inovação do Eccopia está na redução dos custos de manutenção de painéis solares na região.

Localizada em uma região desértica próxima à fronteira com a Jordânia, Egito e Arábia Saudita, as

novas instalações solares pretendem aproveitar a alta incidência de raios solares, a maior vantagem

da instalação de painéis em desertos, ao mesmo tempo em que reduz os custos de manutenção e

limpeza dos painéis ao não utilizar água no processo. Com isso, o uso de energia solar se torna mais

barato e realizável em escala maior.

One of the highlights of the COP21 was the presentation

by the delegation from Israel on the Eccopia Project, a robotic

system for cleaning photovoltaic panels. The technology provides

significant increases of solar panel performance, even in

arid and desert climates.

According to Eran Meller, CEO of the Company, the innovation

represents a next step for the solar industry. “We are

seeing the creation of significant value in all projects in which

we are currently involved with, both here in the Middle East

and in India. For many of the big names in the industry, a solution

that can clean the panels every night, that can respond

instantly to changes in the weather, and that works without

water – solutions like ours, we believe, has the potential to become

the new industry standard,” states Meller.

The innovation provided by Eccopia is in the reduction

of solar panel maintenance costs in the region. Located in a

desert region near the borders with Jordan, Egypt and Saudi

Arabia, the new solar installations intend to take advantage

of the high incidence of solar rays, the biggest advantage of

installing panels in deserts, while at the same time reducing

panel maintenance and cleaning costs, without the use of water

in the process. With that, the use of solar energy becomes

cheaper and achievable on a large scale.

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PRINCIPAL

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RUANDA

O governo da Ruanda firmou uma parceria com a empresa britânica Ignite Power para fornecer

energia solar para o abastecimento de aproximadamente 250 mil residências até 2018. O número de

residências contempladas pelo projeto equivale a 70% do país - atualmente, apenas 24% das residências

têm acesso a energia elétrica.

A Ignite Power prevê a instalação de mais de um milhão de sistemas de distribuição de energia

solar, estimado em US$ 50 milhões. Os sistemas serão distribuídos entre 2016 e 2018, e poderão ser

adquiridos por meio de contratos mensais ou semanais.

Com a iniciativa, o governo de Ruanda estima um aumento da capacidade de geração de energia

no país de 200 MW para 560 MW até 2018. Com isso, o número de residências com acesso a energia

elétrica será triplicado, apoiando os planos de desenvolvimento do país para os próximos anos.

The Rwanda Government entered into a partnership with the British company Ignite Power to provide solar

energy to supply approximately 250 thousand homes by 2018. The number of households covered by the

project is equivalent to 70% of the Country – currently, only 24% of households have access to electricity.

Ignite Power forecasts the installation of more than one million solar power distribution systems, estimated

at US$ 50 million. The systems will be distributed between 2016 and 2018, and can be purchased through

individual weekly or monthly contracts.

With the initiative, the Rwanda Government estimates an increase of power generation capacity in the

Country of 200 MW to 560 MW by 2018. With this, the number of households with access to electricity will

be tripled, supporting the Country’s development plans for the next years.


BIOMASSA

MAIS

ENERGIA

VERDE

Foto: BIOMAIS

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FABRICANTE DE

EQUIPAMENTOS LANÇA

NOVIDADE PARA

ACOMPANHAR NECESSIDADES

DE GERADORAS DE CAVACO

FLORESTAL QUE ESPERAM

CRESCIMENTO PARA OS

PRÓXIMOS ANOS

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BIOMASSA

Foto: Planalto

O

s números são positivos e as expectativas

maiores ainda. Assim caminha o segmento

de biomassa para geração de energia. Dados

da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica)

mostram que o combustível sustentável representa

mais de 8% do total da matriz energética brasileira, o que

coloca a biomassa em terceiro lugar, atrás somente das

matrizes hidrelétricas e do gás natural. Para os próximos

anos a previsão é que a participação da fonte de energia

se amplie ainda mais, o que justifica o avanço em tecnologia

dos fabricantes de equipamentos para o processamento

de biomassa.

De acordo com o MME (Ministério de Minas e Energia)

a capacidade instalada de geração de energia por biomassa

no país é de 12,3 GW (gigawatts). Número que pode ser

ampliado em até oito vezes até 2024, segundo estimativa

da Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar).

Estão em operação no Brasil 493 UTEs (Usinas Termoelétricas)

que usam como combustível alguma forma de

biomassa. A potência instalada média das termoelétricas

à biomassa em funcionamento é de 26,1 mil KW (quilowatts).

“O crescimento da potência instalada desse tipo

de UTE no Brasil foi de incríveis 100% entre 2009 e 2015”,

aponta Marcio Funchal, diretor da Consufor.

Foto: BIOMAIS

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A fonte mais importante é de longe a cana-de-açúcar,

responsável pelo abastecimento de cerca de 80% das

usinas termoelétricas à biomassa. Logo em seguida está

a madeira, em maior parte utilizada na forma de cavaco

obtido pelo processamento de florestas energéticas. Para

conferir mais agilidade na geração desse combustível limpo,

a Planalto Picadores desenvolveu um equipamento de

porte médio que pode ser transportado facilmente por

áreas florestais.

O Picador Móvel Versatile é montado sobre o chassis

de um caminhão. “É uma máquina compacta, tem uma

calha de alimentação curta, e quando do transporte essa

calha é levantada hidraulicamente. Temos duas versões:

com motor diesel de 450 HP ou com 500 HP de potência”,

detalha Luis Carlos Mecabô, diretor comercial. A produtividade

de cavacos está estimada em 100 m³/h (metros

cúbicos por hora).

De acordo com Mecabô, a máquina aceita troncos de

relevantes diâmetros e também pode ser usada em pátios.

O desenvolvimento do novo modelo partiu da necessidade

da Granflor Gestão de Empreendimentos Florestais, especializada

na gestão de ativos e de operações voltadas

“COM A MELHORA DO

MERCADO NO MERCOSUL,

QUE ESTÁ ABRINDO AS

PORTAS NOVAMENTE

PARA A IMPORTAÇÃO

DE EQUIPAMENTOS, A

PLANALTO APOSTA ESTE

ANO NA EXPORTAÇÃO,

PRINCIPALMENTE PARA

ESSES PAÍSES”

LUIS CARLOS MECABÔ, DIRETOR

COMERCIAL DA PLANALTO

Foto: Planalto

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 31


BIOMASSA

ao agronegócio, sediada em Porto Alegre (RS).

“Eles precisavam de um picador mais versátil e aceitamos

o desafio em desenvolvê-lo”, lembra o diretor comercial

da Planalto. O tempo necessário desde a concepção

do projeto, execução até a fabricação foi de 14 meses. “A

tecnologia é 100% nacional”, orgulha-se.

OTIMISMO

Apesar do cenário de retração na venda de equipamentos

em 2015 e início de 2016, o diretor comercial da

fabricante de picadores está otimista com o mercado de

"O CRESCIMENTO DA

POTÊNCIA INSTALADA

DESSE TIPO DE

UTE NO BRASIL

FOI DE INCRÍVEIS 100%

ENTRE 2009 E 2015"

MARCIO FUNCHAL, DIRETOR

DA CONSUFOR

Foto: BIOMAIS

32

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iomassa. “Com a melhora do mercado no Mercosul, que

está abrindo as portas novamente para a importação de

equipamentos, a Planalto aposta este ano na exportação,

principalmente para esses países”, avalia Mecabô.

Enquanto isso o mercado doméstico mostra sinais de

aquecimento, pelo menos no setor de biomassa. No ano

passado, o governo promoveu três leilões de biomassa e

oferta total de 52 MW. Neste ano esse número deve ser

maior. Durante a COP21, reunião dos países interessados

em combater as mudanças climáticas, realizada em Paris

no fim do ano passado, o Brasil se comprometeu a elevar a

fatia de energias renováveis de 10% para 23% da sua matriz

até 2030. Isso significa aumento no incentivo na construção

de UTEs abastecidas com combustível verde.

Potencial o país tem de sobra para atingir a meta. O

Brasil é hoje o país com maior capacidade instalada de

geração de eletricidade a partir da biomassa, com 15,3%

do total mundial, de acordo com dados da International

Renewable Energy. Atrás estão EUA (Estados Unidos da

América) (13,6%), China (11,8%), Índia (6,2%) e Japão (5%).

Foto: BIOMAIS

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tecnologia. Os PICADORES FLORESTAIS PLANALTO

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serem Máquinas que trabalham em terrenos dobrados,

possuem rodados tandem, são rebocados por trator, pá

carregadeira ou escavadeiras, com isso facilita o manejo

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PROCESSO

34

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ENERGIA QUE

VEM DO MAR

CULTIVO DE ALGAS PARA OBTENÇÃO

DE BIOMASSA SE CONSOLIDA COMO

ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL

FOTOS REFERÊ NCIA

A

s algas são frequentemente utilizadas como

fertilizante agrícola ou como alimento, mas

agora podem passar a ser utilizadas como

fonte de energia renovável. Estudos desenvolvidos

na Noruega e Irlanda pretendem trazer inovações

no uso de algas marinhas, especialmente as do gênero

laminaria. Por apresentarem altos níveis de açúcar

em sua composição, essas algas podem se tornar uma

fonte de biocombustível, colocando fim ao problema

de superpopulação de algas em ecossistemas marinhos.

Apesar dos avanços em pesquisas, o processo de

cultivo de algas não é industrial. Originalmente cultivada

em regiões da Ásia, as tradições ligadas ao processo

de produção permanecem, em sua maioria, de caráter

artesanal. O processo se inicia com os embriões de algas,

cujo tamanho não ultrapassa alguns milímetros, que

são entrelaçados e fixados ao redor de cordas. Após

serem depositadas para crescerem na água, as algas são

colhidas manualmente e separadas para manufatura.

No entanto, o processo artesanal de cultivo de algas

representa uma das maiores barreiras para a expansão

de seu uso. Os custos ligados a esse processo ainda são

altos, apesar de diminuírem a cada ano. Uma das alternativas

sendo pesquisadas é a automação do processo,

que, em contrapartida, pode colocar fim a uma tradição

milenar. Outra saída é duplicar o uso da colheita,

extraindo suplementos utilizados tradicionalmente na

indústria alimentícia e cosmética, para então utilizar o

insumo restante como biomassa.

Na Austrália, a Aurora Algae é pioneira na instalação

de uma unidade de produção de energia a partir

de biomassa de algas comuns encontradas na costa

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 35


PROCESSO

australiana, geneticamente melhoradas. A organização

conta com seis áreas de 4 mil m² (metros quadrados),

localizadas na região oeste do país. A unidade é responsável

pela produção de até 15 t (toneladas) métricas de

biomassa por mês. Esse modelo atraiu a atenção do

governo australiano, que aprovou, por meio do órgão

Low Emissions Energy Development, subsídio de US$

196 milhões para expansão em escala comercial.

Em outros contextos ambientais e econômicos, o

cultivo de algas ainda encontra barreiras econômicas.

Em busca de saídas que tornem o processo mais viável

do ponto de vista econômico, pesquisadores na Noruega

chegaram a um método que aumenta a eficiência da

extração de biocombustível. O novo processo tem como

principal diferença o choque de temperatura provocado

nas algas do tipo Laminaria saccharina.

Desenvolvido por Khanh-Quang Tran, pesquisador

do Instituto Norueguês de Tecnologia, o teste foi realizado

em pequenos tubos reatores de quartzo, que

permitem aquecer a biomassa a uma taxa de 585° C por

minuto. Ao alcançar 350ºC (Graus Celsius), após poucos

segundos, a substância é resfriada.

A técnica, chamada de liquefação hidrotermal rápida,

converte até 79% da biomassa em biocombustível.

“A taxa média de aproveitamento da biomassa de algas

é de aproximadamente um terço do volume total; para

essa subespécie, as taxas chegavam a apenas 19% de

conversão em biocombustível”, explica o pesquisador.

36

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Alga

Madura

Entrada de

Corrente Baixa


CO 2

Tanque de

Extração

Purificador de

Gravidade

Campos Eletromagnéticos


Returno para Cultura


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(Retorno para o Bioreator)

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Água

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PROCESSO

A PESQUISA

FOI REALIZADA

EXPERIMENTALMENTE,

EM PEQUENA ESCALA,

AINDA NÃO APLICÁVEL

NA INDÚSTRIA. APESAR

DISSO, A DESCOBERTA

REPRESENTA UM AUMENTO

DA VIABILIDADE

ECONÔMICA DO USO

DESTE TIPO DE BIOMASSA”

38

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REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 39


CASE

40

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POR UMA

INTERNET

MAIS LIMPA

GIGANTE DA TECNOLOGIA,

APPLE REALIZA INVESTIMENTOS

PESADOS EM SUSTENTABILIDADE

E ENERGIAS RENOVÁVEIS

FOTOS DIVULGAÇÃO

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 41


CASE

A

filosofia sustentável da Apple está prestes a alcançar

níveis inéditos na área. A organização anunciou,

em novembro de 2015, uma parceria com o

Sunseap Group, a maior geradora de energia solar

em Singapura. A parceria pretende tornar sustentáveis todas as

operações da empresa na região.

O projeto prevê a utilização de painéis solares pertencentes

ao Sunseap, instalados no topo de prédios da cidade. As instalações

pretendem produzir 50 MW (megawatts) de energia, dos

42

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quais a Apple utilizará 33 MW. O restante da energia produzida

será direcionado para outros prédios e residências da região.

Até 2020, a estimativa é gerar um total de 2 GW (gigawatts)

de energia solar, suficiente para abastecer mais de duas mil residências

chinesas. De acordo com o CEO Tim Cook, esse volume

de energia renovável será suficiente para eliminar 20 milhões

de t (toneladas) métricas de emissão de gases do efeito estufa.

“Com essa iniciativa, a Apple passa a ocupar o posto de única

empresa em atividade em Singapura a retirar todo seu consumo

energético de fontes renováveis, além de avançar em seu

objetivo de tornar seu consumo energético global totalmente

sustentável”, afirma Tim.

Nos EUA (Estados Unidos da América), as operações da

Apple utilizam, desde 2013, apenas energia de fontes renováveis.

Entre as iniciativas desenvolvidas no país, destacam-se a

manutenção de mais de 14 mil ha (hectares) de floresta nos Estados

da Carolina do Norte e Maine destinados a produzir de

modo sustentável o papel utilizado em seus produtos finais,

além da construção de um novo campus e um centro de processamento

de dados.

Localizado no Arizona, o novo data center da Apple contará

com painéis solares para geração de 70 MW de energia,

suficiente para o abastecimento de todas as atividades de processamento

de dados da empresa. O projeto estimado em US$

2 bilhões, dá sucessão às iniciativas já implementadas nos centros

de processamento localizados na Europa, que são abastecidos

por energia 100% renovável.

Um dos objetivos centrais para a construção do novo cen-


CASE

tro é o abastecimento do novo campus da Apple, localizado na

Califórnia e idealizado para ser o prédio mais sustentável do

planeta. Para isso, a construção de 548 km² (quilômetros quadrados)

contará com estações de trabalho, centros de pesquisa

e prédios satélites abastecidos por energia 100% renovável,

além do uso de materiais recicláveis e plantio de pelo menos

7 mil árvores.

A essas iniciativas, somam-se os esforços da marca em produzir

gadgets cada vez mais econômicos no uso de materiais e

metais raros. Segundo dados divulgados pela Apple, o último

modelo do Mac Pro utiliza 74% menos aço e alumínio que seu

predecessor, enquanto o novo MacBook utiliza 32% menos alumínio

que o primeiro MacBook Air lançado.

A preocupação da marca com a sustentabilidade de seus

produtos finais não termina ao final da linha de produção. A

empresa é uma das pioneiras do setor a desenvolver ações

de coleta e reutilização de seu lixo eletrônico. “Buscamos desenvolver

métodos eficientes de reciclagem e reutilização dos

metais raros utilizados na produção de nossos gadgets, contribuindo

para frear a exploração acelerada desses recursos”,

pondera o CEO da empresa.

Com essas iniciativas, a Apple conta atualmente com energia

renovável para abastecer todos os seus centros de processamento

de dados, 100% de suas operações nos EUA e 87% de

44

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suas operações globais. A meta é tornar sustentáveis todas as

suas operações globais nos próximos anos.

A identidade sustentável da Apple, presente em todos os

níveis produtivos de suas atividades, garantiu o reconhecimento

da marca pelo Greenpeace. Em relatório publicado no último

ano, a organização elegeu a gigante da tecnologia a empresa

mais sustentável do setor.

Baseada em fatores como transparência no uso de fontes

de energia, uso de energia limpa e energia renovável, entre outros,

a iniciativa avalia as empresas de tecnologia com menor

impacto no ambiente e maiores níveis de iniciativas sustentáveis.

Com um índice de energia limpa de 100%, a empresa

ocupa o topo da lista composta por 300 empresas do setor, superando

concorrentes como facebook e google.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 45


ESPECIAL

46

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A REVOLUÇÃO

DO SORGO

FOTOS DIVULGAÇÃO

CEREAL DE ALTA

RESISTÊNCIA E

CRESCIMENTO

RÁPIDO PODE

SE TORNAR UMA

ALTERNATIVA

PARA A GERAÇÃO

DE ENERGIA E

COMBUSTÍVEL

SUSTENTÁVEL

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 47


ESPECIAL

48

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UM DOS DIFERENCIAIS DO SORGO

É A POSSIBILIDADE DE CULTIVO NA

ENTRESSAFRA, QUE O TORNA UM

COMPLEMENTO DE PESO À PRODUÇÃO

DE BIOMASSA

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 49


ESPECIAL

50

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A SEMENTE PALO ALTO TEM COMO

OBJETIVO OFERECER UM COMPLEMENTO

DE BAIXA UMIDADE, CARACTERÍSTICA

RESPONSÁVEL PELO FORNECIMENTO

DE ENERGIA

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 51


ESPECIAL

PARA O AMBIENTE, O SORGO TRAZ A

VANTAGEM DE NÃO INTERFERIR NA

SAFRA DE PRODUTOS UTILIZADOS NA

ALIMENTAÇÃO

52

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ARTIGO

USO DE BIOMASSA

RESIDUAL COMO

ALTERNATIVA PARA

A PRODUÇÃO DE

CARVÃO ATIVADO

54

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RICARDO VANDRÉ

TRÓTSKI OLIVEIRA SILVA

VANESSA

NATALIA DE LIMA

ARMINDA

SACONI MESSIAS

FOTOS DIVULGAÇÃO

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 55


ARTIGO

O

aumento das atividades tem elevado à

produção e utilização de resíduos agroindustriais,

como cascas e bagaços de frutas,

denominada biomassa residual, que é

uma importante fonte de matéria-orgânica renovável,

com diversas utilizações possíveis. Nesse contexto, o

uso de fibras, cascas e bagaços de frutas na preparação

de CA (Carvão Ativado) se apresenta como alternativa

econômica e ambiental, o que já é comprovado por diversos

estudos. Assim, este estudo teve como objetivo

avaliar a possibilidade de produção de CA a partir da

mistura de fibra de coco seco, semente de acerola e bagaço

de caju. Para tanto, foi realizado um delineamento

experimental de blocos ao acaso, em cinco repetições,

das relações percentuais coco/resíduo de 100/0

(somente a fibra de coco), 75/25, 50/50, 25/75 e 0/100

(somente resíduo). Na finalidade de determinar a melhor

mistura foi realizada uma etapa preliminar de análises,

nessa etapa foram determinados: teor de carbono

fixo, cinzas, umidade e material volátil, além da determinação

do poder calorífico das misturas de resíduos.

Na segunda etapa do estudo esta sendo realizado um

experimento (escala de bancada) de carbonização, seguida

de posterior ativação física (vapor d’água e CO 2

)

das melhores amostras utilizando o método oficial de

análise. Os dados preliminares sobre teor de carbono

orgânico na biomassa apontam que há viabilidade no

uso das misturas testadas e a segunda etapa do estudo

esta em execução.

INTRODUÇÃO

Ao longo dos anos, os problemas ambientais vêm

se agravando e tornando mais frequentes, principalmente

decorrentes do crescimento populacional e

elevadas atividades industriais. Esses fatores provocam

expressivamente o crescimento do volume de resíduos

industriais e de pós-consumos despejados no ambiente,

superando a sua capacidade de promover a autodepuração

e de prestar serviços ecossistêmicos essenciais

à vida no planeta (Kunz, Peralta-Zamura, 2002; Pinto,

2012).

No Brasil, a agricultura e a agroindústria movimentam

bilhões de reais na economia do país (Anuário,

2013) e, também, são responsáveis por muitos danos

ambientais, pois existe pouca preocupação do setor

em geral na geração, destinação e ou tratamento dos

resíduos sólidos; na alta geração em termos quantitativos

e na sua degradabilidade, que, em certos casos,

é muito lenta e gera inúmeros subprodutos tóxicos,

cumulativos ou de difícil degradação (Godecke; Chaves;

Naime, 2012).

Sendo um dos adsorventes mais eficazes para a

separação e remoção de impurezas nos efluentes, o

carvão ativadoencontra-se em diversas aplicações na

indústria de alimentos, produtos farmacêuticos, recuperação

de solventes, tratamento de água potável, as

células de combustível, químicas e outras indústrias de

processo (Demiral et al., 2011).

Para a produção do CA existem dois métodos distintos:

o térmico (físico) e ativação química. O processo

térmico envolve a carbonização primária da matéria-

-prima (abaixo de 700ºC) seguida por gaseificação controlada

a temperaturas mais elevadas em uma corrente

de um gás oxidante (vapor, CO 2

, de ar ou uma mistura).

A ativação química é realizada por impregnação do

precursor com uma substância química (H 2

SO 4

, H 3

PO 4

,

ZnCl 2

, hidróxidos de metais alcalinos), em seguida,

tratamento térmico a temperaturas moderadas (400-

600ºC) em um só processo (Demiral et al., 2011). Contudo,

segundo Florido (2004), a escolha do material mais

apropriado para a produção será determinante para

um controle das características finais do CA e o uso de

resíduos, com elevado teor de carbono em sua estrutura,

torna-se uma alternativa de bastante interesse.

Nesse contexto, estudos recentes têm apontado

à possibilidade de produção de CA a partir do uso de

casca de coco (Fernandes, 2010); no entanto não há estudos

sobre a mistura da fibra da casca do coco seco

com outros resíduos para essa finalidade.

Assim o objetivo desse trabalho é avaliar a viabilidade

do uso de resíduos (fibra/bagaço/sementes) de

coco, acerola e caju na produção de carvão ativado, a

fim de visar à minimização e mitigação dos poluentes,

estimular o uso de fontes alternativas para a produção

de carvão ativado, contribuir para a diminuição de custos

econômicos e preservação do meio ambiente.

MATERIAL E MÉTODOS

Esse trabalho foi conduzido em forma de experimento

sendo realizado em duas etapas: preparação e

56

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caracterização preliminar das misturas de resíduos; e

carbonização e ativação da melhor mistura de resíduos

na finalidade de produzir carvão ativado.

Na primeira etapa ocorreu a coleta da matéria-prima,

casca do coco seco e resíduos de caju e acerola (bagaço

e sementes). A casca de coco foi coletada nos próprios

locais de venda de água de coco, descartando-se

aquelas de coloração marrom, porque apresentam

maior dificuldade para serem processadas e os resíduos

de caju e acerola foram obtidos nas indústrias de

processamento de polpas e sucos local. Após a coleta

os resíduos foram triturados uma máquina desintegradora/trituradora

de forragem para obtenção de material

uniforme. Após o desfibramento, o material passou

pela secagem até atingir de 15 a 20% de umidade e

posteriormente o material foi passado em peneira de

60 mesh para obtenção de granulometria equivalente

de todos os resíduos. O delineamento experimental

utilizado foi o de blocos ao acaso, com cinco repetições,

com a relação percentual de coco/resíduo igual

a 100/0 (somente fibra de coco), 75/25, 50/50, 25/75 e

0/100 (somente resíduo). Para as análises preliminares,

que consta na primeira etapa do estudo, foi determinada

a umidade na base seca, teor de cinza (%), material

volátil (%) e carbono fixo (%), segundo a norma Astm

D-1762/64, e o poder calorífico, segundo a norma Abnt-NBR

8633/84, das diversas misturas.

Para a determinação da melhor mistura de resíduos

foi adotado o uso da técnica de PCA como alternativa

de melhor expressão dos resultados devido à quantidade

de parâmetros analisados. Para essa análise, os

valores das variáveis analisadas foram utilizados como

dado de entrada e o algoritmo adotado para o pré-processamento

da matriz de dados foi o auto-escalonamento.

Todos os cálculos foram realizados com o uso

do software Statistica 8.0 (2007). Posteriormente, foi

avaliada a variação das determinações (cinza, carbono

fixo, material volátil e poder calorífico) entre as mistu-

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 57


ARTIGO

ras de fibra de coco e os resíduos testados no estudo,

em termos da diferença fracional dos teores.

Na segunda etapa do estudo, de posse dos dados

preliminares das melhores mistura de resíduos, levando-se

em consideração, em primeiro lugar, o teor de

carbono orgânico das misturas, será realizada a carbonização

da matéria-prima selecionada dentre as preliminarmente

testadas em mufla com atmosfera inerte

de N 2

, seguida por ativação física (vapor d’água e CO 2

).

Para a observação do comportamento das misturas

de resíduos como alternativa para a produção de carvão,

foi utilizada a análise de componentes principais.

Para essa análise, as matrizes de dados formadas pelas

médias dos valores de umidade (%) na base seca, cinza

(%), material volátil (%), carbono fixo (%) e poder calorífico

(g/cal.K) foram colocadas como dado de entrada

em contraposição com as misturas de fibra de coco e

resíduos testadas; e o algoritmo adotado para o pré-

-processamento das matrizes de dados das misturas e

determinações foi o autoescalonamento. A variância

percentual acumulada (Sharaf et al., 1986) encontrada

na análise estatística das determinações realizadas

para as diferentes misturas de fibra de coco seco.

O cálculo da diferença fracional (DF) foi utilizado

para quantificar os resultados obtidos a partir da análise

de componentes principais. Consiste em determinar

quanto a amostra analisada (Ci) se assemelha à amostra

tida como padrão (Co), através da equação 1:

Os dados para os teores de cinza (%), material vo-

58

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látil (%), carbono fixo (%) e poder calorífico (g/cal.K)

obtidos para as misturas de fibra de coco com os diferentes

resíduos (resultados obtidos com uma média

de cinco repetições), observando-se a interação entre a

testemunha do coco (CT) e as misturas de fibra de coco

com o resíduo de caju e sua testemunha (CjT); e entre a

testemunha do coco (CT) e as misturas de fibra de coco

com o resíduo de acerola e sua testemunha (AT), a fim

de determinar o comportamento das misturas como

matéria-prima para a produção de carvão ativado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante do exposto, observa-se que para as misturas

de fibra de coco com os diversos resíduos as diferentes

misturas apresentaram resultados promissores, com

alto teor de carbono fixo e baixo teor de cinza, sendo

que para mistura de fibra de coco com resíduos de caju

o melhor resultado foi obtido na mistura CCj 3

(25% de

fibra de coco com 75% de bagaço de caju) e para mistura

de fibra de coco com resíduos de acerola o melhor

resultado foi obtido na mistura CA 2

(50% de fibra de

coco com 50% de semente de acerola), sendo considerado

o resultado mais promissor do experimento com

3,99% de cinza e 88,88% de carbono fixo na estrutura, o

que garantiria um carvão ativado de melhor qualidade.

E observa-se, ainda, que o resíduo de acerola apresentou

um baixo teor de cinza e material volátil, e um

excelente (alto) teor de carbono fixo, sendo superior a

testemunha do experimento, fibra de coco, indicando

que esse resíduo sozinho pode ser utilizado para produção

de carvão ativado, respeitando o volume de resíduos

demandado na produção.

Assim, na segunda fase do trabalho (carbonização

e ativação) seguem-se utilizando as misturas: CCj 3

, CA 2

e AT.

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O


AGENDA

MARÇO Março 2016 2016

MAIO Maio 2016 2016

Encontro Brasileiro de Energia da Madeira

Data: 10 e 11

Local: Curitiba (PR)

Informações: http://www.energiadamadeira.com.br/

Enersolar

Data: 10 a 12

Local: São Paulo (SP)

Informações: www.enersolarbrasil.com.br

Lignum Brasil

Data: 9 a 11

Local: Curitiba (PR)

Informações: http://lignumbrasil.com.br/

X Workshop Agroenergia: Matérias-Primas

Data: 25 a 26

Local: Ribeirão Preto (SP)

Informações: http://www.infobibos.com/agroenergia/index.html

ABRIL Abril 2016 2016

JUNHO Junho 2016 2016

Fiema Brasil

Data: 5 a 7

Local: Bento Gonçalves (RS)

Informações: www.fiema.com.br

TCS Brasil’16

Data: 1 a 3

Local: Foz do Iguaçu (PR)

Informações: http://www.tcs-brasil.com/index.html

Cbens (Congresso Brasileiro de Energia Solar)

Data: 4 a 7

Local: Belo Horizonte (MG)

Informações: http://www.abens.org.br/CBENS2016/index.php

Cibio 2016

Data: 15 e 16

Local: Curitiba (PR)

Informações: http://www.congressobiomassa.com/index.php

Brasil Solar Power

Data: 30 a 1/7

Local: Rio de Janeiro (RJ)

Informações: www.brasilsolarpower.com.br

Acesse:

www.portalreferencia.com.br


DESTAQUE

Destaque

TCS Brasil’16

Data: 1 a 3 de junho

Local: Foz do Iguaçu (PR)

Informações: http://www.tcs-brasil.com/index.html

O TCS Brasil’16 – Conferência Internacional de Soluções em Conversão

Térmica e Biogás, que também traz um espaço de feira comercial,

será realizado entre os dias 1 a 3 de junho de 2016 em Foz do

Iguaçu (PR). O evento surge da necessidade de se propor soluções

para os principais desafios enfrentados atualmente pela América Latina

na área de energia e passíveis ambientais.

Imagem: reprodução

√ Novidades

√ Máquinas

√ Equipamentos

√ Produtos

√ Insumos

√ Mercado

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√ Tecnologia

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OPINIÃO

Foto: divulgação

COP21: O PAPEL

ESTRATÉGICO DO

SETOR SUCROENERGÉTICO

PARA QUE O BRASIL

ATINJA SUAS METAS

R

ealizada no final de 2015, na França, a COP21 foi muito

importante ao firmar uma série de metas ambiciosas

e oportunidades para que todos os países se tornem

mais sustentáveis na busca de um planeta melhor.

O Brasil é uma das nações que tem papel importante dentro

do acordo assinado na COP21, uma vez que é um dos melhores

casos de produção e uso de energias renováveis, com uma matriz

energética 40% renovável, contra uma média mundial de

apenas 13%.

A proposta brasileira para sua pretendida Contribuição Nacionalmente

Determinada, também conhecida como Indc, foi

uma das mais arrojadas: a utilização de energia elétrica a partir

de fontes renováveis deverá ser ampliada e a participação dos

biocombustíveis na matriz energética do país deverá atingir

18% em 2030, colaborando para a redução de 43% nas emissões

dos GEE (Gases do Efeito Estufa) até 2030 (comparação às

emissões de 2005).

Neste cenário, o setor sucroenergético desempenhará um

papel ainda mais importante, considerando que, atualmente, o

uso do etanol e da biomassa da cana-de-açúcar são responsáveis

por 16% da matriz energética nacional, representando 40%

de toda a energia renovável ofertada internamente.

Mesmo com a elevada representatividade corrente, há ainda

um imenso potencial para ampliar a contribuição da cana

no combate às alterações climáticas. Hoje, o país utiliza apenas

0,5% do seu território para produzir etanol.

Em 2015, devido ao aumento do percentual de etanol anidro

misturado à gasolina C (até 27%) e de mudanças nos tributos

incidentes sobre o combustível fóssil - casos da elevação do

Icms (Imposto Sobre Circulacão de Mercadorias e Serviços) em

determinados Estados brasileiros e do retorno parcial da Cide

sobre a gasolina – o biocombustível canavieiro (tanto o anidro

como o hidratado) substituiu em mais de 37% o consumo nacional

de gasolina.

Além disso, a palha e o bagaço da cana, resíduos da produção

sucroenergética, geraram energia elétrica renovável e

limpa para o sistema nacional, evitando a emissão estimada de

aproximadamente 10 milhões de toneladas de CO 2

, (Gás Carbônico)

marca que só seria atingida com o cultivo de 70 milhões

de espécies nativas ao longo de 20 anos.

Imagine só o que mais seria possível com medidas de incentivo

abrangentes à cadeia sucroenergética? Na prática, o

caminho é longo e cheio de obstáculos. Para que o potencial de

redução de emissões venha a se concretizar é fundamental que

o governo brasileiro defina políticas públicas de longo prazo

que viabilizem a ambição brasileira depositada na ONU (Organização

das Nações Unidas). (Re)conquistar a confiança do investidor

no etanol e bioeletricidade depende de um ambiente

institucional estimulante.

Para contar com 50 bilhões de litros de etanol em 2030 e

explorar toda a potencialidade da biomassa, serão necessários

aproximadamente US$ 40 bilhões. Esse investimento geraria

um forte incentivo para a retomada do crescimento dos municípios

brasileiros onde o setor sucroenergético está presente,

recuperando empregos (mais de 250 mil novos postos diretos)

em um momento de crise econômica.

A grande pergunta que fica no ar é: quando o país irá, de

fato, abrir os olhos para esse enorme potencial? O tempo está

passando e para atingir as metas sustentáveis até 2030 temos

que começar a agir hoje.

Por Elizabeth Farina

Presidente da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar)

e membro da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura

Foto: divulgação

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www.REVISTABIOMAIS.com.br

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