Aviacao e Mercado - Revista - 5

A350.

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São agentes de segurança a bordo e por

isso estão preparados para qualquer tipo de

situação crítica ou emergencial.

Mas, pelo lado romântico da profissão, que

oportuniza aos comissários conhecerem

muitas cidades, estados e países diferentes,

fora de uma rotina de escritório e de uma

jornada tradicional de trabalho, muitos

jovens são atraídos às salas dos cursos voltados

à formação destes profissionais, muitas

vezes com uma expectativa limitada. A

rotina do trabalho, porém, é bem agitada e

de alta responsabilidade.

já operavam no país, contratando, inicialmente, apenas homens

para o exercício da função. Um decreto daquela época determinou:

“O aeromoço fará parte integrante da tripulação da aeronave,

devendo seu nome ser inscrito no livro de bordo”.

Voltando aos dias atuais, no campo da regulamentação também

existe uma definição do cargo e das responsabilidades inerentes a

ele. A Lei do Aeronauta vem nos dizer que “o comissário é o auxiliar

do comandante, encarregado do cumprimento das normas relativas

As companhias aéreas geralmente impõem

regras de etiqueta e de conduta pessoal. O

comissário não pode aparentar cansaço e o bom

humor é imprescindível. Afinal, é ele quem assegura

a imagem da qualidade do serviço das empresas

de aviação comercial ou taxis aéreos.

A profissão nasceu nos EUA, em 1930. Ellen

Church, piloto e enfermeira, que não tinha sido

aceita pela Boeing Air Transit (antecessora da

United Airlines) como Piloto, mas sugeriu aos

executivos da empresa que contratassem enfermeiras

para acalmarem os passageiros que

tinham receio de viajar de avião, bem como prestarem

assistência e primeiros-socorros àqueles

que passassem mal durante os voos. Ellen foi

então contratada em 1930 como Chefe das

Comissárias de Voo.

A profissão deu muito certo, conquistou o mundo

e chegou ao Brasil ainda na década de 30.

A legislação tupiniquim registrou a profissão em

1938, quando então, as empresas VARIG e a VASP

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à segurança e atendimento

dos passageiros a bordo e da

guarda de bagagens, documentos,

valores e malas

postais que lhe tenham sido

confiados pelo comandante”.

A partir do momento em que

o passageiro entra no avião,

sua segurança e conforto ao

longo de todo o voo são de

responsabilidade do

comissário de bordo. A

responsabilidade principal

sobre a segurança dos passageiros

é do comandante da

aeronave, mas sua preocupação

deve ser canalizada à

pilotagem. Quem efetivamente

atua e interage diretamente

com o cliente são os

comissários. Eles demons-

trarão os procedimentos de

emergência requeridos pela

autoridade aeronáutica e

adotados pela empresa, farão

o devido serviço de bordo e

cuidarão das necessidades

dos passageiros durante toda

a viagem. Após o completo

desembarque, ainda têm de

cumprir procedimentos de

segurança e de organização

da aeronave, com de entrega-la

à próxima tripulação ou

para assumirem um novo voo.

Situações imprevisíveis

podem ocorrer durante um

voo, como nascimento, casamento,

morte, brigas, mal

súbito, atitudes desagradáveis

de passageiros, incidentes ou

acidentes aeronáuticos, etc.

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