Fevereiro 2017

araujomota

Edição nº 216 - Fevereiro 2017

Janeiro 2017

1

Directora: Sandra Ferreira | Sub-director: Armindo Alves | Ano: XXIII | Número 226 | Fevereiro 2017 | Preço: Grátis | Periodicidade: Mensal

ACTUALIDADE

Sessão

17

Informativa

Cidadania

Acordo

Ortográfico

Actualidade

24

Concurso

28

Gastronomia

José Paulo Costa foi

ordenado diácono

pelo Arcebispo de Braga

D. Jorge Ortiga

Páginas 6 e 7

foto: GL


2 Lusitano

Centro Lusitano de Zurique

Birmensdorferstr, 48

8004 Zürich

www.cldz.ch - info@cldz.ch

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044 241 52 60 / info@cldz.ch

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079 222 09 14 / alves.armindo@kronschnabl.ch

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Vamos contar uma história 079 647 01 46

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Tel. Geral: 044 200 30 40

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Abertura de segunda a sexta-feira das

08:30 às 14:30 horas

Embaixada de Portugal

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Secção consular: 031 351 17 73

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Serviços de ensino: 031 352 73 49

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imigrantes - Zurique (Welcome Desk)

Stadthausquai 17 - Postfach 8022 Zurique

Tel.: 044 412 37 37

Polícia 117

Bombeiros 118

Ambulância 144

Intoxicações 145

Rega 1414

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Edição anterior

COMUNIDADE

Natália

Couto

Entrevista

Actualidade

Acordos

informações CH-UE 17

Solidariedade

Cabo Verde

Campanaha

Janeiro 2017

| Directora: Sandra Ferreira | Sub-director: Armindo Alves | Ano: XXIII | Número 225 | Janeiro 2017 | Preço: Grátis | Periodicidade: Mensal |

4

15

António Guterres

primeiro português

Secretário-Geral da

ONU. Páginas 20 e 21

1

Foto: Xavier Cedeno Farm

Missão Católica de Língua Portuguesa – ZH

Katholische Mission der Portugiesischsprechenden

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EQUIPA EDITORIAL

Directora

Sandra Ferreira - CC nº28

lusitanozurique@gmail.com

Sub-director

Armindo Alves - CC nº31

alves.armindo@kronschnabl.ch

EDITORIAL

Fevereiro 2017

Sandra Ferreira

Directora

Cartão C.C. nº 28 - CCPJ

3

Colaboração

4 Cristina Fernandes Alves CC nº32

4 Maria José Bernardo CC nº29

4 Pedro Nabais CC nº 30

4 Joana Araújo CC nº27

4 Jorge Rodrigues CC nº33

4 Jorge Macieira CC nº 66

4 Maria dos Santos CC nº 65

4 Daniel Bohren

4 Zuila Messmer

4 Domingos Pereira

4 Carmindo de Carvalho

4 Euclides Cavaco

4 Carlos Ademar

4 Carlos Matos Gomes

4 Amílcar Malhó

Editorial

existem algumas organizações que estão a

organizar sessões de esclarecimento no mês

de Fevereiro. Uma delas terá mesmo lugar

no Centro Lusitano de Zurique.

Nota: Os artigos assinados re fle ctem tão-somente

a opinião dos seus autores e não vinculam

necessariamente a Direcção desta Revista

Publicidade:

alves.armindo@kronschnabl.ch

Tel.: 079 222 09 14

Edição, composição

e paginação

Manuel Araújo -Jornalista 4365

Braga – Portugal

araujo@manuelaraujo.org

Tel.:(+351) 912 410 333

Impressão: DM Braga

Tiragem: 2000 exemplares

Periodicidade: Mensal

Distribuição gratuita

Esta publicação não

adopta nem respeita o

(des)Acordo Ortográfico

Propriedade

& administração:

Centro Lusitano de Zurique

Birmensdorferstrasse 48

8004 Zürich

Tel.: 044 241 52 60

Fax: 044 241 53 59

Web: www.cldz.ch

E-mail: info@cldz.ch

O que nos traz 2017?

inda há pouco terminamos um ano que nos deixou a transpirar, com

as várias decisões políticas que foram tomadas na Suíça em relação

aos emigrantes, e já batem à porta novas votações e medidas políticas

que nos farão voltar a estar de olhos abertos este ano.

Para começar bem o ano, entrou em vigor desde o início do ano o acordo que

permite a troca de informação financeira entre países, acordo esse que a Suíça

tinha feito com vários países membros da UE, incluindo Portugal. Assim sendo,

desde Janeiro que, quer a Suíça, quer Portugal podem saber os bens que cada

emigrante tem, podendo assim evitar a fraude fiscal. No entanto esta medida

veio causar muitas dúvidas aos emigrantes que se vêem agora obrigados a declarar

todos os bens e propriedades que tem em Portugal, coisa que muitos até

agora não faziam.

Para esclarecer várias questões que os emigrantes possam ter em relação a

este assunto, existem algumas organizações que estão a organizar sessões de

esclarecimento no mês de Fevereiro. Uma delas terá mesmo lugar no Centro

Lusitano de Zurique.

Também é no mês de Fevereiro que se inicia a ida às urnas na Suíça para a

aprovação ou rejeição de medidas populares. E neste caso irão a votos duas

medidas que dizem respeito a muitos emigrantes. A primeira medida diz respeito

aos netos de imigrantes (a chamada terceira geração), onde se pretende que

se facilite a nacionalização destes mesmos. São 25 mil, os jovens que poderiam

se nacionalizar mais facilmente, caso esta proposta seja aprovada.

Outra das propostas que de momento possa parecer menos importante, mas

que no futuro pode fazer a diferença é a Revisão do Imposto para Empresas III.

Esta medida propõem que não apenas as empresas estrangeiras que se instalem

na Suíça sejam favorecidas pelos benefícios fiscais, mas que também as próprias

empresas Suíças possam beneficiar da redução de impostos. E como todos sabemos,

se alguém não paga o que deve para o “saco comunitário”, um dia esse

dinheiro vai faltar. E como é habitual nestes casos, quem acaba por pagar essa

falha são os mais pobres, neste caso o povo.

Esperemos que, apesar de 2017 ter começado já a “turbilhar“, ele nos possa

também trazer muitas alegrias e criar oportunidades para todos nós.


4 Lusitano

DESPORTO

De regresso à competição

JORGE MACIEIRA

O Centro Lusitano de Zurique voltou ao trabalho depois

da pausa do inverno com o objectivo de preparar

o recomeço do campeonato no início de Abril.

Os treinadores também reuniram com os elementos

do departamento desportivo e com o presidente Armindo

Alves depois do jantar do início de ano, com

objectivo de conversar sobre a primeira metade da

época e sobre o início da segunda metade da época.

O Centro vai apresentar dez equipas em competição:

Veteranos, Seniores, Juniores A e B Masculino,

Juniores A e B Feminino, Juniores C, duas equipas

Juniores D e Juniores E e duas equipas em modo torneio

Juniores F e Juniores G.

Em relação à primeira metade do campeonato há a

desistência de uma equipa de Juniores A masculina e

a criação de uma equipa dos Juniores D.

Assim aguarda-se com ansiedade o regresso à competição

das equipas que orgulhosamente usam o símbolo

do Centro Lusitano.

Veteranos – Jorge Rodrigues

Seniores - Hugo Barreiros

Juniores A – Flávio

Feminina – Félix

Feminina – Davide

Juniores B – Zé Ricardo

Juniores B – Victor Fonseca Juniores C- Victor Carneiro

Juniores D1 – Luís e Felipe

Juniores D2 – António

Juniores E –Kalo

Juniores F – Paulo


COMUNIDADE

Fevereiro 2017

5

Comunidade Portuguesa com

cheiro a… Perfume

No passado dia onze de Novembro 2016 a

porta abriu-se e a inauguração ficou marcada,

com a boa gastronomia portuguesa,

onde o pastel de nata, bolo de carne e a

broa entre outros produtos, nomeadamente

o vinho de dominação “Carinho” fizeram

toda a diferença.

MARIA DOS SANTOS

Wohlen é uma cidade do Cantão de Aargau

e que pertence ao distrito de Bremgarten,

cidades sobejamente conhecida e

com uma Comunidade Portuguesas destacada.

Justamente em Wohlen que vamos encontrar

a primeira Perfumaria pública situada

num pequeno centro comercial e onde se

fala português.

Ydentik é já um nome popular entre nós

e que tem como “capitão” o Sr. Vitor Figo

que abraçou este projecto, de um simples

palratório com o amigo Sérgio Rego.

O Sr. Vitor Figo é um pioneiro desta cadeia

situada em Braga e que agora chegou à

Suíça

Um convívio cordial onde não só os portugueses

marcaram presença, mas também

estiveram outras comunidades e

onde puderam conviver, através das fragrâncias

e aromas preferidos.

A gama de todos os produtos desta marca,

está ao alcance de qualquer bolso.

Uma das curiosidade, é que podemos compor

o nosso perfume consoante o grau de

olência desejado e torná-lo personalizado.

Visitado por muitos portugueses que assim

responde ao Ydentik, chefiada pela família

Figo na maioria feminina, realiza assim

um sonho de dar a conhecer à nossa comunidade

a importância que devemos dar à

nossa presença, com uma imagem cuidada

e claro bem perfumada!

Uma das outras curiosidade que me despertou

a atenção é o facto de apenas por

dois francos, poder passar, perfumar-se e

seguir viagem… para o emprego, um passeio

ou tomar um café com alguém que

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6 Lusitano

COMUNIDADE

JOSÉ PAULO

ORDENADO DIÁCONO

José Paulo Costa

foi ordenado

diácono pelo

Arcebispo de

Braga D. Jorge

Ortiga

texto: Luís Varandas - padre

fotos: GL

O

Domingo dia 22 de Janeiro de

2017 vai ficar em boa recordação

na memória da Missão

católica de língua portuguesa

em Zurique.

Durante a missa dominical o assistente

Pastoral José Paulo Costa foi ordenado

diácono pelo Arcebispo de Braga Dom

Jorge Ortiga, que se deslocou a Zurique

prepositivamente para esta liturgia.

Nesta celebração festiva concelebraram

10 Sacerdotes, entre os quais também esteve

presente o coordenador das Missões

linguísticas portuguesas na Suíça, Pe. Aloísio

Araújo, e os responsáveis pelas missões

linguísticas no cantão de Zurique, Msgr.

Luis Capilla e Artur Czastkiewicz. Entre

os muitos fiéis estiveram presente vários

representantes da igreja local de Zurique,

assim como também de varias paróquias.

Depois da proclamação do evangelho o

candidato ao Diaconato foi apresentado ao

senhor Bispo, conforme indica o ritual para

estas celebrações. Durante a sua homilia

Dom Jorge convidou todos os presentes

a fazer um breve exame de consciência. O

Ministério específico do diácono é servir,

um serviço em caridade. A Caridade não

está somente reservada ao diácono, neste

ponto todos somos chamados a ser diáconos

e servir ao próximo com caridade.

Logo depois da homilia seguiu o questionário

ao Candidato, durante o qual ele se

propôs a servir a Cristo e a sua Igreja conforme

o Ministério para o qual foi chamado.

Depois da promessa de obediência ao

Bispo seu superior foi cantada a ladainha,

durante a qual os Santos são implorados

para auxílio do candidato e da Igreja. Durante

a ladainha o candidato postou-se no

chão como sinal de entrega total. A ladainha

foi seguida pela imposição de mãos,

Dom Jorge impôs as mãos sobre o candidato

e implorou sobre ele o poder do espírito

santo. Depois da oração consecratória

o neo diácono recebeu as vestes litúrgicas

diaconais, a estola e a dalmática. Já vestido

com as vestes litúrgicas recebeu das

mãos do Bispo o livro dos Evangelhos, com

a missão de proclamar a palavra de Deus.

O ritual da ordenação foi concluído com o

abraço da Paz e acolhimento de Dom Jorge

e acompanhado por uma forte salva de

palmas.

Depois da liturgia foi oferecido um aperitivo

riquíssimo, que a comunidade tinha preparado

para festejar o seu novo diácono.


ENTREVISTA

Fevereiro 2017

“O papa Francisco foi uma lufada de ar

fresco na Igreja. Ele é a prova de que a

idade não é sinónimo de conservadorismo”

7

Entrevista: Armindo Alves

Lusitano de Zurique — Paulo diz-nos

algo sobre ti: origem e percurso

até chegar a Zurique.

Paulo Costa — O Paulo nasceu

numa pequena freguesia do concelho

de Amares, distrito de Braga,

com o nome de Sequeiros.

Decorria o ano de 1979, um ano

de boa colheita.

Tive uma infância normal, tal

como todos nós possivelmente.

Aos 13 anos decidi entrar para

o seminário, em Braga, onde estive

até aos 21 anos. Foi nessa

altura que decidi que não queria

continuar mais no seminário pois

achava que não tinha a vocação

que seria imprescindível ter. Ou

seria um padre com princípios ou

então não seria. E decidi pela segunda

possibilidade.

Depois de sair do seminário conclui

a minha licenciatura e dediquei-me

ao ensino.

Em 2012 surgiu a possibilidade

de vir trabalhar para a Suíça,

mais concretamente na Missão

Católica Portuguesa do cantão

de Zurique. E ainda aqui estou.

Lusitano de Zurique — O que é

ou quem é o diácono? Quais são

as suas funções?

viço da caridade, da proclamação

da Palavra de Deus e da liturgia.

Ele pode presidir a algumas celebrações

religiosas como por

exemplo baptismos e casamentos,

além de poder fazer homilias,

pregações, bênçãos, etc..

Lusitano de Zurique — A tua ordenação

é para ter a missão de

diácono transitório ou permanente?

PC — No meu caso, enquanto

casado, eu sou diácono permanente.

Lusitano de Zurique — Acabas

de ser ordenado diácono pelo

Arcebispo de Braga Dom Jorge

Ortiga. O que te motivou a alcançar

esta etapa na tua vida?

PC — Enquanto cristão todos nós

temos a obrigação de colocar os

nossos talentos a render. Foi

com base neste pensamento, patente

na parábola dos talentos,

que decidi aceitar este comprometimento.

Se podemos dar mais à Igreja e

ao povo de Deus, porque não o

fazer? Além disso, sabia que seria,

também, uma preciosa ajuda

para a Missão Católica Portuguesa.

Lusitano de Zurique —. E o que

significa para ti?

José Paulo Costa

PC — O termo “diácono” vem do

grego e significa “servo”. Então,

podemos dizer que o diácono é

aquele que está ao serviço da

comunidade/ do povo de Deus.

Há dois tipos de diáconos: os

transitórios e os permanentes.

Os transitórios são aqueles que

aspiram ao sacerdócio e têm que

fazer o voto de celibato; os permanentes,

como é o meu caso,

são leigos e não precisam de fazer

esse voto. O diaconado é o

primeiro grau do sacramento da

Ordem. O segundo é o presbiterado

e o último é o episcopado.

Na Igreja o diácono está ao ser-

PC — Significa que me foi dada

uma grande responsabilidade.

Ser diácono não é um título, ou

uma recompensa e muito menos

deve ser visto como uma questão

de prestígio. Como dizia o

Dom Jorge na homilia da minha

ordenação, todos nós somos diáconos,

todos devemos estar ao

serviço do próximo.

Claro que agora tenho responsabilidades

acrescidas. O rito da ordenação

terminou com a entrega

do livro dos Evangelhos onde o

Bispo me disse: “Recebe o Evangelho

de Cristo, que tens missão

de proclamar. Crê o que lês, ensi-

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8 Lusitano

ENTREVISTA

continuação da página anterior

na o que crês e vive o que ensinas.”

Esta é a verdadeira missão

do diácono. É nisto que ele tem

que se concentrar e esforçar

por viver. É esta a responsabilidade

de que falo.

Lusitano de Zurique — A tua ordenação

na Suíça foi algo novo

no seio das comunidades. Esta

prática uma cultura religiosa

especifica. Também vais manter

esta cultura religiosa ou

vais abraçar outras ideias?

PC — Enquanto diácono estou

incardinado na diocese de Braga.

No dia da minha ordenação

prometi ao meu Bispo e aos

seus sucessores reverência e

obediência. Isto significa que

eu estarei onde ele precisar e

onde ele me pedir para estar.

Neste momento sinto-me bem

com a comunidade portuguesa

e espero ficar por cá muitos

mais anos, dando continuidade

ao trabalho que temos feito nos

últimos anos. Mas o futuro a

Deus pertence.

Lusitano de Zurique — O teu

trabalho enquanto diácono

será só direccionado para a comunidade

portuguesa ou para

os católicos em geral?

PC — Na ordenação o diácono

assume um compromisso:

de estar ao serviço do povo de

Deus. Isto quer dizer que ele

não está ao serviço de quem ele

quer, mas de quem dele precisa.

Claro que todos os membros do

clero têm ao seu cuidado uma

ou várias comunidades nas dioceses

onde estão incardinados

ou não. No meu caso, o Dom

Jorge nomeou-me para a comunidade

portuguesa de Zurique.

Lusitano de Zurique — Quais as

suas expectativas e preocupações

como diácono?

PC — Em relação à minha nova

missão eu espero ser capaz de a

cumprir fazendo o meu melhor,

dando às pessoas tudo aquilo

que precisarem.

Enquanto diácono preocupa-

-me aquilo que já antes me

preocupava. Estamos numa

sociedade muito diferente daquela

que existia há 30 ou 40

anos atrás. Seria bom que a

Igreja acompanhasse mais esta

mudança. E para isso basta

uma coisa muito simples: que

seja misericordiosa. Vivemos

no ano 2016 o ano da Misericórdia.

O papa Francisco, nos

seus gestos, tem relevado esta

misericórdia. Ao sermos misericordiosos

estamos a seguir o

exemplo de Jesus Cristo. Ninguém

é dono ou senhor da verdade.

A Igreja estará no bom

caminho quando for um local

onde as pessoas se sintam acolhidas

sem julgamentos apesar

dos erros que cometam. Não

estou a dizer que não o seja.

Tem que ser mais.

NUNCA ABDIQUEM NEM SE

Lusitano de Zurique — Tu vives

em Zurique há já alguns anos

tendo por isso um conhecimento

dos valores da nossa comunidade.

O que gostarias de desenvolver

para melhorar a vida

sociocultural da comunidade?

PC — Este é um tema que não

está directamente relacionado

com o meu trabalho cá. Mas

em todo o caso tenho, como é

óbvio, uma opinião. As várias

associações que por cá existem

têm feito um excelente trabalho

na transmissão e vivência

da nossa cultura. Infelizmente

há ainda sectores culturais que

são pouco queridos e apreciados

por nós. Para ultrapassar

estas dificuldades seria bom

que as várias associações trabalhassem

em conjunto de forma

a promover a nossa cultura

no seu todo. Não pode haver

rivalidades. Já se diz em bom

português não se pode “dividir

para reinar”.

Da minha parte e da parte da

Missão Católica estamos sempre

disponíveis para promover

projectos de integração bem

como projetos de promoção da

nossa cultura, seja de que âmbito

for.

ENVERGONHEM DE SER AQUILO

QUE SÃO. SOMOS E SEREMOS

SEMPRE PORTUGUESES. LUTEM

PELOS SEUS SONHOS… E SEJAM

FELIZES!

Lusitano de Zurique —. Tendo

tu tomado a decisão de abraçar

a diaconia, és certamente

da opinião que a Igreja deveria

acabar com o celibato?

PC — Não necessariamente.

São coisas diferentes. O celibato

é um dos temas fracturantes

dentro da Igreja. Um sacerdote

que faz o voto de celibato, fá-lo

porque entende que tem que

estar ao serviço do povo de

Deus a 100%. Enquanto casado,

um sacerdote nunca poderia estar

a 100% ao serviço da comunidade

e ao mesmo tempo disponível

para a família. Ora, para

Igreja a família é muito importante,

daí entender que não se

consegue estar comprometido

com as duas partes ao mesmo

tempo.

Aqueles que defendem a abolição

deste voto, que existiu

sem limitações na Igreja até

ao século XIII, entendem que é

possível conciliar a vida familiar

com a vocação de sacerdote.

E dão como exemplo os pastores

das igrejas Reformadas e

Orientais.

Se algum dia for abolido este

voto, a mim não me escandalizará.

Mas antes disso há ainda

um grande caminho pela frente.

Lusitano de Zurique — O Papa

Francisco tem tido um pontificado

tido por alguns como

exemplar e corajoso mostrando,

por exemplo, uma abertura

aos divorciados e recasados e

afirmando, entre outras coisas,

que nos padrões actuais o natal

é uma “falsidade”. Pessoalmente

e globalmente que leitura

fazes do seu pontificado?

PC — O papa Francisco foi uma

lufada de ar fresco na Igreja. Ele

é a prova de que a idade não é

sinónimo de conservadorismo.

Mas o que mais me marcou e

marca é a sua simplicidade. O

papa Francisco não é um homem

de muitas e/ou sábias palavras.

É um homem de gestos,

de ação. Ele tem posto o dedo

na ferida. E nós sabemos que há

verdades que doem mais que

determinadas mentiras… É isso

que o torna muito diferente dos

seus antecessores e o seu nome

ficará para sempre nas nossas

memórias. Se tivesse que lhe

dar um cognome seria “Francisco,

o misericordioso”.

Espero que Deus lhe dê forças

para levar avante a sua missão

que não é fácil. Mas eu acredito

que ele vai ainda ser capaz

de fazer grandes mudanças, ou

pelo menos iniciar essas mudanças.

Lusitano de Zurique — Qual a

mensagem que gostarias de

deixar à nossa comunidade?

PC — Que nunca abdiquem

nem se envergonhem de ser

aquilo que são. Somos e seremos

sempre portugueses. Lutem

pelos seus sonhos… e sejam

felizes

n


11

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COMUNIDADE

Fevereiro 2017

Fim das propinas no ensino do português no

estrangeiro proposto por BE e PCP rejeitado na AR

11

Lusa

O parlamento rejeitou

hoje, com os votos contra

do PSD, CDS-PP e

PS, as propostas do BE

e do PCP nas quais se

defendia a revogação

da propina do Ensino do

Português no Estrangeiro

(EPE).

Estas duas propostas fizeram

parte de um conjunto

de projectos de lei

sobre o ensino na diáspora

apresentados por

vários partidos que estiveram

hoje em discussão

e votação no plenário da

Assembleia da República.

Assim, as bancadas do

PSD, CDS-PP e PS aliaram-se

no voto contra à

proposta dos bloquistas

para revogar "a propina

do ensino de português

no estrangeiro e estabelecer

a gratuitidade

dos manuais escolares"

nestes cursos, tendo votado

da mesma forma

no diploma do PCP que

também pedia o fim da

propina para estes casos.

A rede do EPE inclui

cursos integrados de

português nos sistemas

de ensino locais e ainda

cursos associativos e paralelos,

assegurados pelo

Estado português, em

países como a Alemanha,

Espanha, Andorra, Bélgica,

Holanda, Luxemburgo,

França, Reino Unido,

Suíça, África do Sul, Namíbia,

Suazilândia e Zimbabué.

Segundo o BE, a introdução

da propina levou à

perda de cerca de 9.000

alunos e à dispensa de

cerca de 30 professores,

num contexto em que o

número de emigrantes

aumentou muito, segundo

o Bloco de Esquerda.

Com a mesma votação

contra de socialistas,

sociais-democratas e

centristas, o BE viu igualmente

rejeitado o projecto

de lei que defendia

a redução de alunos por

turma nos cursos de ensino

de português no estrangeiro.

Entre as outras propostas

apresentadas sobre

este tema, o projecto de

resolução do PSD para

o desenvolvimento da

rede do EPE viu rejeitado

o seu ponto 4 - tendo votado

a favor apenas PSD,

CDS-PP e PAN - no qual

defendiam que "para o

desenvolvimento da rede

de escolas portuguesas

no estrangeiro, o Estado

poderá apoiar iniciativas

de grupos de cidadãos

ou de pessoas colectivas

que decidam investir na

criação de estabelecimentos

de ensino que

cumpram os requisitos

de qualidade pedagógica

e científica considerados

adequados para os

objectivos deste tipo de

ensino".

Já o projecto de resolução

do PS para promover

"a melhoria do acesso

aos cursos do EPE e promover

a sua qualidade

pedagógica" foi aprovado,

tendo contado apenas

com a abstenção das

bancadas do BE e do PCP

e os votos favoráveis das

restantes.

Um crédito superior a CHF 10 000,– com uma taxa anual efetiva entre 7.9 % e 9.9 % (intervalo da

taxa de juro) resulta, em 12 meses, num encargo total com juros entre CHF 417,80 a CHF 521,00.

Taxa de juro dependente da qualidade do crédito do cliente. Observação de acordo com a lei:

A concessão de crédito é proibida caso conduza a um endividamento excessivo (artigo 3.º UWG).

CREDIT-now é uma marca de produto do BANK-now AG, Horgen.

Desemprego súbito: posso proteger o meu crédito contra esta situação?

Sim, com a nossa proteção de crédito.

ü Em caso de incapacidade ou desemprego,

cobertura das prestações mensais

ü Para informações contacte o seu departamento português

e fale na sua lingua materna 0800 40 40 12

Há sempre uma solução


12 Lusitano

R E C A N T O S

HELVÉTICOS

Zermatt e a sua grandiosidade

MARIA DOS SANTOS

Não queiram deixar

de ouvir esse “grito”

dentro do nosso

ego. Vivam a vida e

sobretudo os sonhos.

No sul da Suíça, Wallis, encontramos a

montanha mais fotografada deste país dos

Alpes! O tão belo Cervin ou Matterhorn

com 4478 metros de altitude. Um dos mais

elevados.

Finalizar 2016 no meio da natureza mãe,

foi para mim o melhor dos presentes . Senti-me

sortuda, pelo simples facto de ter podido

desfrutar da mais bela montanha com

alguma neve e um céu azul radiante.

Deixar o corpo e a alma relaxar perante a

impotência e a potência da força do universo,

que me é tão familiar e ao mesmo

tempo tão estranha, porque tudo deixou de

ter o seu ritmo normal, foi a prenda que me

emocionou! Mesmo assim o ar puro o branco

da neve e as águas cristalinas dos glaciares,

repuseram em mim as energias perdidas,

depois de 12 meses de luta profissional

e pessoal!

A montanha do Cervin conhecida pela sua

dimensão diferenciada, faz-nos sonhar. Majestosa

quando a olhamos, mágica quando

o sol nasce, romântica na despedida do

rei astro, desafiante quando as nuvens a

atravessam e inspiratória durante os dias

plenos de luz, Matterhorn tem todos estes

atributos.

Acreditem ou não dou valor á saúde mental,

emocional e física. É no meio destas

paisagens e a esta altitude que os dois pilares

que comandam a minha vida e a que

chamo de Paz e amor, se acrescentam ás

minhas melhores energias. É este equilíbrio

que faz de mim uma autêntica guerreira.

No início deste 2017 convido-vos a deixar

esse “vazio” que por vezes se instá-la em

dias menos bons e explorem este belo país

que apesar de ser alvo das constantes alterações

climatéricas de que o mundo sofre,

nas suas cores, paisagens e que o torna

frágil e ao mesmo tempo brutalmente

catastrófico, mas que tanto tem para nos

dar. Os seus fragmentos são sólidos, tocam-nos

a alma se estivermos atentos. O

seu silêncio vale ouro, o seu ar platina e

sem a mãe natureza nada somos.

Não queiram deixar de ouvir esse “grito”

dentro do nosso ego. Vivam a vida e sobretudo

os sonhos.


OPINIÃO

Fevereiro 2017

13

Parcerias

DOMINGOS PEREIRA

DOMINGOS PEREIRA

Conselheiro

das Comunidades Portuguesas

Na Suíça não existe parceria de comunicação

entre as repartições públicas e as associações,

mas existe parcerias entre consulados,

bancos, AICEP, para negócios de jóias de

arte-sacra.

Em Portugal mudam as leis como as estações

do ano. Mas nada muda em quatro estações, nem

em vários anos, pelo menos no que se refere ao

comportamento das nossas repartições públicas

e instituições bancárias.

Sabe-se que estes estão dependentes das teorias

que os governantes produzem. Mas, como

as coisas são postas em prática, deixa muito a

desejar, com principais responsabilidades para

aqueles que têm as competências nesta área,

principalmente nos locais operacionais, sendo

a dedicação, responsabilidade, dever, honestidade,

respeito inexistente, sendo o comodismo,

estatutário-profissional a maior virtude.

Nós portugueses a trabalhar e residir no estrangeiro

estamos muito dependentes destes

dois pilares socioeconómico da sociedade, sendo

que uns prestam serviços aos utentes e outros

aos clientes. Uns utilizam burocracia, hierarquia,

títulos honoríficos, cortesias e cerimónias para

fazem prevalecer o seu estatuto profissional acima

do dever profissional. Os outros usam critérios

suavizadores, lisonjeiros, místicos, para atingirem

os seus objectivos profissionais, deixando

para traz, a coerência humana e social.

Tanto uns como outros usam e abusam da nossa

carolice, do nosso indefinido patriotismo, da

nossa necessidade, responsabilidade familiar e

social, da distância física das nossas raízes.

Dia da defesa nacional

O Sentimento pela pátria é uniforme nas mulheres

e nos homens, mas o dever em servir a

pátria sempre foi pratica obrigatória para os

homens que se iniciava com o recenseamento

militar. Ao contrário do se diz e pensa, o recenseamento

militar existe. É automático e universal

para todos jovens (homens e mulheres) assim

como o dever militar de comparência ao Dia da

Defesa Nacional.

Esta é uma realidade que muito cidadão desconhece,

por uma falta de acesso á informação

e por total falta de incumprimento do dever

profissional de funcionários públicos, que quando

confrontados com a pergunta sobre o tema,

respondem: “existe imensa informação na internet

e para mais é dever do cidadão de estar informado.”

É verdade, o cidadão tem o dever de estar informado,

tem o direito de requerer a informação

aos órgãos competentes. É verdade que em todas

as repartições públicas existe um local para afixar

informações de interesse para os utentes, assim

como em outros locais (oficialmente reconhecidos)

muito frequentado por cidadãos, porquê não

existe, porquê não o fazem,? Porquê, não se envia

uma circular para as associações? Qual é o dever do

funcionário público e de todo o seu colectivo nessa

mesma repartição do estado?

O negócio

No dia um de Janeiro entrou em vigor o acordo

(troca de informação automática para questões

fiscais entre a Suíça e a mais de cem países, incluindo

Portugal). Este acordo não foi feito ontem,

ainda foi negociado pelo anterior governo.

Portanto tivemos tempo suficiente para informar

o cidadão, o contribuinte. Mas na Suíça as

repartições do estado português não divulgaram

esse acordo nem mesmo agora tem informação

á disposição do cidadão, nem a Secretaria de

Estado para a Comunidades não deliberou esta

tarefa, por exemplo, ao Gabinete de Apoio ao

Emigrante (GAE)!?

Por parte das Instituições Bancárias o mesmo

procedimento. Estas, que estão sempre presentes,

atentas, quando existe uma oportunidade

de negócio, quando necessário em clarificar

as obrigações do cliente. Mas neste caso nada

aconteceu, não se fazem ouvir, preferem o silêncio

para demonstrar a sua mística Querência

profissional…

O paradoxo em tudo isto, é que tanto o Estado

Português como Instituições Bancárias

são grandes impulsionadores ao investimento e

envio de remessas para Portugal, pondo muitas

vezes em prática cortesias e cerimónias lisonjeiras,

discursos místicos. Até mesmo, realizam

parcerias - entre consulados, bancos, AICEP -,

para negócios de jóias de arte-sacra. Porque não

se faz este tipo de parcerias destinado á informação

do cidadão, do cliente, sobre o acordo informação

automática de assuntos fiscais?

Agora fica claro, certas coisas só são importantes

para atingirem os seus objectivos pessoais

e profissionais.


14 Lusitano

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DIREITO

Fevereiro 2017

15

Diversas questões de direito

da minha consulta jurídica

DANIEL BOHREN

1.— Caixa de pensões e desemprego

Quem é despedido perde o

seu seguro (não o capital) junta

da Caixa de pensões (Pensionskasse)

um mês após o

final da relação laboral. Quem

no entanto receber subsídio

de desemprego encontra-se

durante esse tempo obrigatoriamente

segurado na caixa de

pensão “Stiftung Auffangeinrichtung

BVG” contra os riscos

de invalidez e morte, quer dizer,

obtém no caso de invalidez

uma pensão de invalidez ou, no

caso da sua morte, os sobreviventes

obtêm os subsídios

correspondentes legais, pensão

de órfãos ou em determinadas

condições uma pensão

de viuvez da Stiftung Auffangeinrichtung

BVG adicional ás

prestações da segurança social

(AHV/IV). Os prémios para o

seguro são deduzidos do subsídio

de desemprego. Trata-se

aí de um seguro contra riscos,

quer dizer, o capital da Caixa de

pensão não é aumentado durante

o desemprego. Portanto

- quem não encontra mais um

emprego antes de ser reformado

não se qualifica de receber

uma rerforma da caixa de pensão

(por falta de seguro para o

risco idade). Só recebe o capital

que tinha na caixa de pensão

quando perdeu o trabalho mais

juros.

Este seguro contra riscos de

invalidez ou morte junto á Stiftung

Auffangeinrichtung BVG

termina, se não houver mais

direito a subsídio de desemprego.

Quem então continua

desempregado, pode voluntariamente

continuar o seguro

para invalidez ou morte junto

da Stiftung Auffangeinrichtung

BVG. O pedido para tal tem de

ser feito o mais tardar dentro

de 90 dias após terminar o direito

ao subsídio de desemprego.

Segurável é o último vencimento

antes do desemprego.

Em caso de desemprego pode-

-se também continuar voluntariamente

a caixa de pensão

para o risco idade e continuar

a aumentar o capital e portanto

também qualificar-se para

receber uma reforma quando

chegar a idade de reforma. Tal

pedido tem de ser entregue

dentro de 1 mês após o fim da

relação laboral junto á Stiftung

Auffangeinrichtung BVG.

O pagamento voluntário da

caixa de pensões também pode

ser continuado noutros casos,

por exemplo, quando se começa

a trabalhar por conta própria

ou quando devido a um salário

pequeno não exista uma caixa

de pensão junto ao empregador.

2. — Reformados que regressam

ao país de origem

e Caixa de assistência

médica

(Krankenkasse)

obrigatória

Quem é reformado,

tem uma pensão de reforma

da Suíça e regressa a Portugal,

tem de continuar a pagar a Caixa

de assistência médica obrigatória

na Suíça. O seguro de

assistência médica daí paga os

tratamentos médicos em Portugal

e na Suíça.

É no entanto possível

entregar um requerimento de

isenção da obrigação de continuação

da Caixa de assistência

médica obrigatória. Para tal é

necessário um comprovativo

de que os tratamentos médicos

em Portugal e em caso de urgência

em outros países da Comunidade

Europeia e na Suíça

se encontrem cobertos por um

outro seguro. O requerimento

de isenção tem de ser entregue

num prazo de 3 meses

após o regresso a Portugal.

3. — Regime de bens dos

cônjuges e dívidas

Quem divorciar-se na

Suíça e não fechou uma convenção

antenupcial encontra-

-se (segunda a lei suíça) vinculado

ao regime de bens suíço

da comunhão de bens adquiridos.

Tal também se verifica

quando o casamento foi feito

no estrangeiro.

Segundo a lei suíça

cada cônjuge administra sozinho

os seus bens/valores próprios

e adquiridos. O outro não

tem nenhum direito de representação

sobre eles. Pertence

aos bens adquiridos de cada

cônjuge o que foi adquirido

depois do casamento, se se encontra

em nome próprio (por

exemplo, a conta bancária) ou

o que foi adquirido como propriedade

própria (por exemplo,

a compra de um automóvel

em nome próprio). Se um dos

cônjuges afirmar que um objecto

ou um valor é de pertença

própria, tem de comprovar,

em como é o único titular. Se

não consegue comprovar parte-se

do princípio de que é um

bem comum. O bem comum

faz parte da administração comum.

No caso de um divórcio

cada um toma posse dos bens/

valores da propriedade própria.

Valores em seu nome e bens

em propriedade própria constituem

os seus bens adquiridos.

Os bens em propriedade

comum recebe o cônjuge que

os pede. Se ambos os cônjuges

pedirem para receber o bem

comum cabe comprovar quem

tem um interesse maior para

recebê-lo. Se nenhum dos cônjuges

pode comprovar um interesse

maior ou se o cônjuge

que receber não poder no final

compensar o outro, vende-se

o bem comum e cada um dos

cônjuges recebe para o seus

bens adquiridos metade do valor

recebido. No final calcula-se

o valor dos bens adquiridos de

cada um dos cônjuges. Quem

tiver um valor maior, tem de

dar uma compensação ao outro

cônjuge, para que no final

ambos possuam o mesmo valor

de bens adquiridos.

O mesmo é válido

para as dívidas. Ninguém é responsável

pelas dívidas do seu

cônjuge, se estas não foram

assumidas conjuntamente. Tal

não é válido, se for comprovado,

que um cônjuge assumiu

as dívidas em representação

do outro. Isso encontra-se regra

geral comprovado, quando

as dívidas foram contraídas

para aquisição de bens, que

são utilizados pela família (por

exemplo para a compra de móveis).

No caso de um divórcio

as dívidas reduzem o valor dos

bens adquiridos do cônjuge

que assumiu as dívidas. Dívidas

comuns reduzem os bens adquiridos

dos dois cônjuges em

partes iguais. Se um dos cônjuges

tiver mais dívidas que bens

adquiridos o valor dos seus

bens adquiridos será negativo.

O outro cônjuge não tem de

compensar o saldo negativo.

Tem no entanto de efectuar um

pagamento no montante correspondente

a metade do valor

dos seus bens adquiridos. Quer

dizer: se os bens adquiridos

dum cônjuge tem um valor negativo

de € 100’000 e os bens

adquiridos do outro cônjuge

um valor positivo de € 8’000 o

cônjuge com os adquiridos de

€ 8’000 tem de pagar ao outro

a metade quer dizer € 4’000.

No entanto não tem de ajudar

a pagar o saldo negativo de €

100’000.

Tem perguntas que digam respeito

ao direito?

Envie a sua pergunta com a indicação

“Lusitano” a:

Bohren Rechtsanwalt, Postfach

229, 8024 Zürich

ou para mail@dbohren.ch


16 Lusitano


INFORMAÇÃO

Fevereiro 2017

17

12 Março

Torneio

Centro Lusitano

de Zurique

Troca automática de

informações fiscais entre

Portugal e Suíça

Venha conhecer questões importantes como:





Quem tem que cumprir o novo acordo?

O que muda na declaração de impostos?

Deve-se declarar as contas bancarias no estrangeiro?

E os bens imobiliários em Portugal?

Compareça!

Centro Lusitano de Zurique

Birmensdorferstrasse 48,

8004 Zurique

Sábado 4 de Fevereiro 15:30 horas

Associação Portuguesa de Zurique

Birchstrasse 80

8050 Zuique

Sexta-feira 10 de Fevereiro 19.30 horas

Organização: Domingos Pereira, Sandra Ferreira, Concelheiros das Comunidades Portuguesas

Marilia Mendes, Responsável pela Mão-de-obra Portuguesa no sindicato Unia

Esclarecimento

Na página 8 da última edição da nossa revista, no primeiro parágrafo

do texto, refere que a festa foi a “festa de Natal para os

sócios” o que pode ser confundido com a real “Festa dos Sócios”

que é anual e realiza-se habitualmente no mês de Março.

A referida festa citada no texto da edição anterior é designada

de “Festa de Natal das actividades do Centro lusitano de Zurique”.

Fica o devido esclarecimento.

A Direcção


18 Lusitano

DESPORTO

JORGE MACIEIRA

António Leitão

CLZ — Qual foi a importância

desta iniciativa

de convívio entre o Centro

Lusitano de Zurique

e o Serzedelo?

António Leitão — Foi

uma iniciativa bastante

importante que deu

a oportunidade que os

jovens de cá convivam

com jovens emigrantes.

Quero dar os parabéns

a quem tornou este dia

possível e agradecer

ao Centro Lusitano de

Zurique por nos terem

convidado.

CLZ — Qual a avaliação

geral deste iniciativa?

AL — Para mim avaliação

é extremamente positiva,

unir todos os emigrantes

aqui na nossa terra, pois

sabemos o quanto os

emigrantes gostam destes

convívios.

CLZ — Como está a evoluir

a equipa dos juvenis

do Serzedelo?

AL — Esta é apenas a

primeira época da equipa

juvenil, ainda está a

formar-se. Os resultados

ainda não têm sido os

melhores, mas o mais importante

para nós é a alegria

deles em competir.

CLZ — Serzedelo é uma

terra com bastante emigrantes.

A equipa sénior

já teve alguma saída por

causa da emigração?

AL — Sim é uma freguesia

que tem bastantes

emigrantes e já tivemos

algumas perdas de jogadores

dos seniores que

emigraram.

CLZ — Se surgir outro

tipo de iniciativa deste

género mesmo em Zurique

aceitam?

AL — Sim claro, ainda há

pouco fomos ao Luxemburgo

a convite de um

sócio emigrante lá. Claro

que se a oportunidade

surgir teremos todo o

gosto. Tanto cá como em

Zurique.

Arminda Macedo

CLZ — Qual a sua função na

equipa dos Juniores B do Centro

Lusitano?

Arminda Macedo — Sou a responsável

administrativa dos

juniores B.

CLZ — Para si o que conta

mais, o convívio ou o próprio

resultado?

AM — Sem dúvida que é o

convívio. Foi importante ver

alegria dos jovens nestas férias

e terem um jogo para poderem

mostrar o que fazem lá [Suíça]

durante o ano inteiro.

CLZ — Há aqui um jogador de

Vila Real. A participação do

pais é imortante?

AM — Certo, o apoio e o interesse

dos pais é bastante

importante, pois sem eles os

jogadores podem perder o interesse

pelo futebol, eu acompanho

esta equipa há sete ou

oito anos e vejo o efeito dos

pais na Suíça durante todo o

ano e agora aqui [Portugal]

também.

CLZ — Este ano a iniciativa [do

jogo] foi com o Serzedelo, mas

poderá vir a realizar-se com

outras equipas do conselho da

Póvoa?

AM — Sim sem qualquer dúvida

pois lá na nossa zona existe

muita gente do concelho da

Póvoa de Lanhoso e será possível

unir mais as pessoas através

do desporto.

CLZ — Que balanço traça desta

iniciativa?

AM — O balanço foi 100% positivo

e aproveito para agradecer

a toda a gente que tornou

possível esta tarde tão bem

passada, independentemente

do resultado.

CLZ — Qual acha que foi o sentimento

dos jovens jogadores

ao virem cá à Póvoa mostrar o

futebol que praticam na Suíça?

AM — Penso que foi um sentimento

de gosto e bastante

ansiedade por terem pela primeira

vez vários familiares a

vê-los jogar pela primeira vez.

Anteriormente, alguns nunca

tiveram a oportunidade de os

verem jogar.


OPINIÃO

Fevereiro 2017

19

À GUERRA

ANTÓNIO M. RIBEIRO

Escritor, vocalista e fundador do mais

antigo grupo de Rock português - UHF

CRESCI A OUVIR QUE

HAVIA HOMENS QUE

BATIAM NAS MULHERES

QUANDO O SEU CLUBE

PERDIA, TRISTE SINA

PORTUGUESA.

Se o futebol

serve para nos

dividir, então não

serve para nada.

Desde ontem que o tecto cinzento baixo,

húmido, e o nevoeiro remetem a paisagem

para os dias sem Sol da Guerra dos Tronos,

uma das poucas séries de TV que me entusiasma

– já quase nada me agrada em televisão,

algum futebol, um confronto político

sério, algumas entrevistas, o Canal História,

o National Geographic e pouco mais.

O futebol.

A imprensa acordou hoje com parangonas

sobre a polémica – a guerra? – que envolve a

classe dos homens que já vestiram de preto,

o negro da autoridade que não se coloca em

causa – juízes, padres, políticos e chefes de

família assim se vestiam e vestem para serem

levados a sério. Os seguranças da noite

também.

Os nossos homens do apito vivem dias difíceis

– e façam-me o favor de não indicar

histórias do passado que o passado assim

medido é tão triste que esconde os falhanços

dos jogadores em campo, os falhanços

das contratações pífias e os falhanços dos

dirigentes que não serviriam para dirigir

uma tasca de bairro. Se os homens do apito,

e suas famílias, vivem sob ameaças de

morte e por isso vão ter de ser protegidos

por dezenas de polícias, batemos no fundo.

Questiono-me se o efeito pretendido por

dirigentes, claques e adeptos exaltados vai

ter sucesso – os homens do apito, sob um

clima de guerra, vão acobardar-se no momento

de uma decisão justa, vão falhar mais

porque têm medo, vão fingir que têm olho

de falcão quando deviam ter o olho multifacetado

da mosca, ou das vinte câmaras de

TV que mostram e repetem até ao vómito o

lance que não é concludente para ninguém

– acontece.

Este país, sem Alepo, sem Bagdad, sem

ameaça nuclear, sem terroristas-bomba, encontrou

um motivo de guerra, o seu motivo

de guerra, essa corja de homens que já

foram de preto, com apito na boca e lata de

spray para graffitis sem génio artístico na

relva.

Num momento em que dois filhos de um

embaixador iraquiano fugiram do país, sob

imunidade diplomática; no momento em

que um adolescente é agredido e filmado

na minha cidade – Playstation de carne e

osso dá muito mais gozo e faz heróis para

ingresso no gangue; num tempo em que

os juros da nossa dívida pública a 10 anos

passaram a barreira dos 4%; num momento

em que os aumentos de pensões são absorvidos

e os nossos velhos se calam porque a

velhice é silêncio; num momento em que o

barco navega alegremente à vista, um perigo

latente se a carta de marear não assinalar

todos os baixios; num momento assim encontrámos

o inimigo dentro do rectângulo

português, esse bando de homens que já

foram de preto, culpados dos penalties falhados,

dos livres directos que dariam pontos

no râguebi, das substituições erradas, de

em cada paragem de jogo, e logo na primeira

parte, a malta vir dessedentar-se – como se

sabe o frio dá muita sede –, enfim, culpados

do estado da relva e das cadeiras vazias, de

haver futebol todos os dias sem certeza de

haver vitórias para os mais crentes (a fé no

futebol é redonda), merecem esses homens

engolir o apito e ser colocados a ferros numa

galera à deriva – lançar a jangada de pedra,

como Saramago anteviu, é muito mais difícil.

Um dia, para acalmar aqueles que viram um

sacrilégio em ter escrito uma canção que

se tornou um hino para o clube que herdei

do meu pai (no seu último ano de vida foi

a prenda final que lhe dei), proclamei com a

frontalidade que viverá comigo até aos últimos

dias: Se o futebol serve para nos dividir,

então não serve para nada.

E desta máxima não abdico, mesmo se toca

os da minha cor. A vida é muito mais que futebol,

e se este nos estupidifica, então vale

mesmo muito pouco.

Cresci a ouvir que havia homens que batiam

nas mulheres quando o seu clube perdia,

triste sina portuguesa. O futebol é espectáculo,

arte e competência, não é uma conta

de somar em folha Excel. E revela à saciedade

a mesquinhez de uns quantos que pelo

voto se assumem dirigentes e instigam as

hostes.

Quando oiço alguém dizer que o seu clube

vale mais que a família ou a vida, desisto,

como há tempos ouvi um presidente dizer

que dava a vida pelo seu clube. Eu não dou

pelo meu. Porque não é isso o futebol, é cegueira

e esta leva à guerra.

Um disco: “The Fillmore East – Last 3 Nites”,

uma caixa com quatro CD que reúne as actuações

de Albert King, J. Geils Band, Edgar

Winter, Beach Boys (um desastre), Allman

Brothers Band, Country Joe McDonal e, sobretudo,

Mountain, uma das minhas bandas

de eleição. O clube nova-iorquino, irmão

gémeo do Fillmore West de San Francisco,

encerrou as portas em 1970. Durante três

noites, os artistas citados prestaram homenagem

ao mentor, Bill Graham, um visionário

da música. A gravação foi retirada de uma

emissão rádio e é um documento histórico.


20 Lusitano

OPINÃO

A Verdade sobre

Mário Soares

CARLOS ADEMAR

e a Descolonização

É escritor e exerceu a actividade de

investigador criminal na Secção de

Homicídios. Actualmente é Professor

na Escola de Polícia Judiciária.

Em@il: cademar@gmail.com

NA PROCLAMAÇÃO DA

JUNTA DE SALVAÇÃO

NACIONAL, FEITA NO

INÍCIO DA MADRUGADA

DE 26, SPÍNOLA NÃO

PODIA SER MAIS CLARO

SOBRE O QUE PENSAVA

EM RELAÇÃO AO

ULTRAMAR

Por ocasião da doença e morte de Mário

Soares, muito dele se falou como o

pai da democracia, mas também como o

responsável pelos males que resultaram

da descolonização. Num caso e noutro,

porém, a paixão falou mais alto do que a

razão. Foquemo-nos na descolonização e

deixemos o lutador pela democracia para

outra oportunidade. Ainda assim, sempre

adiantamos que a luta contra a ditadura se

desenvolveu enquanto esta durou, e neste

combate muitos milhares de portugueses

participaram, muitos morreram, muitos

sofreram atrocidades nas prisões políticas.

São factos: Soares teve um papel de destaque

na resistência a partir de finais dos

anos quarenta, primeiro como militante comunista,

depois como membro de uma corrente

política herdeira do republicanismo,

que se batia pela democracia parlamentar.

Há que reconhecer que também durante o

chamado PREC, a acção de Mário Soares

na luta contra as forças mais extremistas,

que pugnavam por outras soluções, foi importante

para a instauração do regime que

vigora constitucionalmente desde 1976.

Na verdade, o Estado Novo caiu em 25

de Abril de 1974 porque os militares se

cansaram da guerra de África e o regime

não apresentava outra solução que não

passasse pela continuidade do conflito,

contra os desejos de grande parte dos portugueses,

contra as realidades económicas

e o desenvolvimento do país, contra os

ventos da História e assim, de uma forma

geral, contra o mundo.

Quando os oficiais das Forças Armadas

se reuniram com o objectivo de colocar um

ponto final na guerra, sabiam que só havia

um caminho: derrubar o regime. Sabiam

também que o fim da guerra exigia como

contrapartida a independências das colónias.

Naquela altura, depois de treze anos

de guerra, com Portugal a manter-se como

a única potência europeia colonizadora em

África, não havia espaço para a criação da

comunidade lusófona, preconizada por Spínola,

que, no fundo, era anacrónica e uma

forma encapotada de colonialismo. Não

havia sequer espaço para a consulta eleitoral

referendária, também defendida pelo

general, porque só resolveria a questão se

os independentistas saíssem vencedores, o

que não era espectável, daí a pressão dos

mais conservadora para que fosse avante.

A guerra em África continuaria e não foi

para isso que se fizera o 25 de Abril. Acabar

com a guerra era um imperativo de quem

o organizou e de quem elaborou o Programa

do MFA, como se pode ler no seu Nº 8

das «Medidas a Curto Prazo», que de forma

clara estabelecia negociações com os

movimentos de libertação, tendo em vista

o fim da guerra e a autodeterminação das

províncias ultramarinas. No entanto, esta

ambição do MFA esbarrou com Spínola na

noite de 25 para 26 de Abril, na Pontinha,

quando este impôs aos oficiais vencedores

alterações no Programa. A alínea que

referia «Claro reconhecimento do direito

à autodeterminação…» foi substituída por

«Lançamento dos fundamentos de uma

política ultramarina que conduza à paz». A

confusão instalou-se.

Na Proclamação da Junta de Salvação

Nacional, feita no início da madrugada de

26, Spínola não podia ser mais claro sobre

o que pensava em relação ao Ultramar, ao

garantir: «(…) a sobrevivência da Nação soberana

no seu todo pluricontinental», uma

linguagem que o MFA queria que fosse

do passado. A não inclusão do termo «independência»

ou «autodeterminação das

províncias ultramarinas» gerou nos movimentos

de libertação alguma suspeição,

envenenando as relações com o novo poder

político português, quando se pretendia

desde logo ganhar a sua confiança e

abrir as negociações. Com efeito, a guerra

não só não abrandou como recrudesceu

em Moçambique e em Angola, não obstante

o derrube do Estado Novo. O número de

baixas do lado português foi consideravelmente

mais elevado nos meses seguintes


OPINIÃO

Fevereiro 2017

21

do que o verificado até aí. É de Almeida

Santos a expressão: «As indefinições geradas

por essa decisão foram o combustível

para a fogueira que foi a descolonização».

Ou seja, as condições estavam criadas, mas

a nebulosa introduzida por Spínola deu-

-lhes força.

A pressão, porém, continuava a chegar

de África, mas não apenas dos movimentos

de libertação, também as tropas portuguesas

iam dando conta da necessidade

urgente de se iniciarem conversações tendo

em vista o estabelecimento da paz. O

impasse que se verificava na então Metrópole

levou a tensões, que geraram ultimatos,

como o que de seguida se expõe: «Ou

vocês (MFA) fazem o cessar-fogo imediatamente,

ou somos nós a fazê-lo com eles,

independentemente de vocês», terá ameaçado

Pires Veloso, delegado do MFA em

Moçambique.

Também de outras partes do mundo

chegavam sinais de pressão. «O apoio ao

novo regime português continuava condicionado

a uma clara posição descolonizadora

dos novos governantes». Vítor Alves,

em entrevista concedida a O Século, de 16

de Junho de 1974, não deixou dúvidas sobre

o pensamento que perpassava o MFA

relativamente às províncias ultramarinas,

ignorando o «Portugal pluricontinental»,

tão ao gosto de Spínola, afirmou que tudo

se devia fazer para: «… evitar que o caminho

da paz, da descolonização e da autodeterminação

em África seja obstruído…». O

Diário de Lisboa, de 2 de Julho, dava conta

de uma conferência da OUA, de onde saiu

um apelo a todos os países para que não

estabelecessem relações diplomáticas com

Portugal, enquanto «os portugueses não

reconhecerem o direito à independência

das suas colónias».

Só com a Lei nº 7/74, que foi aprovada a

26 de Julho, na vigência do II Governo Provisório,

que reconhecia o direito dos povos

à autodeterminação, ficavam criadas as

condições para que fosse possível a assinatura

dos acordos de paz e o cessar-fogo nas

várias frentes de guerra. A reconciliação de

Portugal com a ONU também só se verificou

após a aprovação desta Lei. No entanto,

no que às relações com o continente

africano respeita, só a assinatura dos acordos

de Alvor, a 15 de Janeiro de 1975, foi

o primeiro passo para a aceitação do novo

regime português por parte dos países de

África. Só então foi decretado o fim do isolamento

diplomático de Portugal naquele

continente. A Lei 7/74 representou o fim

de uma das mais renhidas e prolongadas

batalhas entre Spínola e a Coordenadora

do MFA, que se iniciara na noite de 25 de

Abril, na Pontinha.

E os civis?

E Mário Soares?

Mário Soares sempre foi contra a guerra

e pela independência das províncias ultramarinas.

Após o 25 de Abril foi ministro

dos Negócios Estrangeiros nos primeiros

três governos provisórios, tendo naturalmente

responsabilidades nas negociações

preliminares com os movimentos de libertação.

Mas é preciso que se diga, acima

dos governos e até dos presidentes da República,

a capacidade de decisão passava

pelos militares que haviam feito o 25 de

Abril e prepararam o caminho da sociedade

portuguesa, quando no seu Programa

defenderam com vigor os três D`s -Descolonização,

Democracia e Desenvolvimento.

Em entrevista concedida a Maria João

Avillez, Mário Soares defendeu: «O Governo

dependia da vontade do MFA». As

autoridades norte-americanas são ainda

mais específicas, já que, numa interessante

análise política enviada pelo Departamento

de Estado para Oslo, a 24 de Outubro

de 1974, refere-se que «… o essencial do

poder político está nas mãos da Comissão

Coordenadora do MFA, cuja liderança pública

é protagonizada por homens como

Vasco Gonçalves, Melo Antunes e Vítor Alves».

Mário Soares esteve no MNE menos

de um ano, porquanto, a partir do IV Governo

provisório, que entrou em funções

na sequência do 11 de Março de 1975, foi

substituído por Melo Antunes, como já se

viu um dos homens fortes da estrutura do

MFA, considerado mesmo o seu principal

ideólogo.

Particularmente Angola e Moçambique,

foram dossiês reservados para Melo Antunes.

Foi este quem o afirmou a Maria João

Avillez: «(…) como o essencial do poder estava

no MFA e a questão da descolonização

transcendia o Ministério dos Negócios

Estrangeiros, foi entendido que alguém do

MFA devia ocupar-se prioritariamente da

descolonização. Por exemplo: as conversações

com os movimentos da Guiné, São

Tomé e Cabo Verde, começaram e acabaram

por ser levadas a termo por ele (Mário

Soares), com uma reduzida participação

minha, ao passo que Angola e Moçambique

foi ao contrário».

Para uma análise isenta das decisões relativas

à descolonização, aos erros eventualmente

cometidos por uma camada dirigente

acabada de chegar à ribalta política, terá

de ter em linha de conta as chagas abertas

por uma guerra tão prolongada, atentos às

relações de Portugal com os movimentos

de libertação; a divisão e conflitualidade

que se vivia, «uma certa embriaguez», nas

palavras de Vítor Alves, que marcaram o

período em que a descolonização se deu;

por fim, uma conjuntura internacional desfavorável,

de que a guerra fria é um óptimo

exemplo. Lopo do Nascimento, consciente

das dificuldades, mas com a distância que

lhe confere o facto de ter sido um alto dirigente

do MPLA, pretende ser pacificador:

«Portugal fez a descolonização possível».

Compreendemos que os militantes e

simpatizantes comunistas tivessem alguns

anticorpos relativamente a Mário Soares,

afinal, juntamente com os principais militares

de Abril, ele dificultou a vida ao PCP,

quando este partido parecia dominar o

país. Compreendemos que os fascistas ou

saudosistas da ditadura caída a 25 de Abril

de 1974, não gostassem de Mário Soares,

porquanto ele lutou abertamente contra

a ditadura, aliás com elevados custos pessoais.

Sobre a descolonização, por tudo

quando atrás consta, não só não teve as

responsabilidades que lhe são imputadas

como não encontramos decisões lesivas

do interesse nacional que lhe possam ser

apontadas.

Se houve prejudicados com a descolonização?

Houve, com certeza! Alguns mesmo

muito prejudicados. Existia, contudo, um

guião da História do Ocidente para cumprir

que os governantes do Estado Novo ignoraram,

assim como, é preciso dizê-lo, as

centenas de milhares de portugueses que

por terras africanas faziam a sua vida. O

guião devia cumprir-se, era imperioso, assim

ditavam os ventos que fazem a História

e, apesar do atraso e dos custos inerentes,

cumpriu-se.

SE HOUVE

PREJUDICADOS COM

A DESCOLONIZAÇÃO?

HOUVE, COM CERTEZA!

ALGUNS MESMO MUITO

PREJUDICADOS.


22 Lusitano

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SAÚDE

Fevereiro 2017

23

Alguns alimentos e seus efeitos

no organismo

ZUILA MESSMER

Sabemos que os alimentos são

de suma importância para a

vida e a saúde. Na oportunidade,

segue algumas informações

de alguns alimentos que

fazem parte do nosso dia a dia.

Alho e Cebola: Juntos trazem

muitos benefícios à saúde . Os

dois são conhecidos no mundo

todo e utilizados na medicina

popular como meio preventivo

e curativos de muitas doenças

por possuírem propriedades

antibacteriana, antifúngica,

antiviral, anticancerígena, anti-

-hipertensiva, antioxidante, antiplaquetária

e antitrombótica.

Também previnem e reduzem

o colesterol e a taxa de glicose

alta no sangue. Outra acção

do alho em pesquisa é a sua

possibilidade de inibir o desenvolvimento

de doenças neurodegenerativas

tais como o Alzheimer.

Abacaxi: Tem acção antiviral

e antibacteriano. Ajuda a disseminar

coágulos sanguíneos,

reduz inflamações, acelera o

processo de cicatrização e de

digestão. Previne a osteoporose

e as farturas ósseas por conter

alto teor de manganés.

Abacate: Fonte de vitamina A,

B 1, B 2, E, proteínas, ferro, gorduras

monoinsaturadas, vitaminas,

sais minerais e glutationa —

um poderoso antioxidante. Seu

valor energético está em aumentar

o bom colesterol – HDL

– ou seja, protege as artérias ao

invés de destruí-las.

Dentre os minerais encontrados

nessa fruta estão - o magnésio

que é essencial à vida

pois ajuda no metabolismo,

na nutrição dos nervos e do

cérebro. O cálcio combate a

osteoporose. O ferro combate

a anemia e ajuda a formar as

hemácias. O fósforo, que junto

ao cálcio ajuda na mineralização

dos ossos e nos neurónios,

melhorando o raciocínio.

Alface: É um excelente calmante

e ajuda a combater a insónia.

Ajuda a prevenir osteoporose e

anemia. Rico em vitamina A, C,

cálcio, fósforo, ferro e niacina,

substâncias importante para a

visão e a saúde da pele.

Banana: Rica em substâncias

antidepressiva. Aumenta os

níveis de serotonina do organismo,

melhorando o humor.

Ajuda a evitar a hipertensão,

regula a pressão e tranquiliza

o sono.

Cenoura: É um excelente antioxidante

e anticancerígeno.

Fonte de betacaroteno, um poderoso

antioxidante e anticancerígeno.

Protege as artérias,

favorece a imunidade e combate

as infecções. Importante para

a pele e visão. Previne gripes e

ajuda a baixar o colesterol.

Laranja: Ajuda a proteger o organismo

contra infecções, dá

vitalidade às gengivas e ao corpo

em geral. Auxilia o organismo

a absorver o ferro e combater

alergias e o stresse. Ajuda a

diminuir a taxa de colesterol e o

risco de alguns tipos de cancro.

Limão. Rico em vitamina C.

Eficaz contra alergia, stresse,

fadiga, gripe, dor de cabeça,

congestão, cancro e processos

lentos de cicatrização

Tomate: Tem propriedades antioxidantes,

é laxativo e ajuda a

combater às infecções.

Informação para os homens: uma

xícara de molho de tomate no almoço

e no jantar aumenta as defesas

do organismo contra o cancro

de próstata.

Limão: Rico em vitamina C.

Eficaz contra alergia, stresse,

fadiga , gripe, dor de cabeça,

congestão, cancro e processos

lentos de cicatrização.

Maçã: Os benefícios são inúmeros.

São fonte de vitaminas

B1, B2, B3. A fruta auxilia no

controle do crescimento, evitar

problemas de pele, queda de

cabelo. Melhorar a capacidade

respiratória e protegem os pulmões.

Protege a mucosa gastrointestinal

e auxilia em seu

funcionamento. Reduz problemas

de azia, gastrite, úlceras.

Auxilia no processo de cicatrização,

equimoses e sangramentos.

Ajuda na prevenção

do envelhecimento precoce,

das doenças cardiovasculares,

câncer de cólon, próstata e de

mama.

Brócolos: Este vegetal possui

grande variedade de benefícios

nutricionais e medicinais,

incluindo a capacidade de

prevenir muitos tipos de câncer.

Melhorar o nosso sistema

digestivo, reduz o colesterol,

desintoxica o corpo e maximizar

a absorção de vitaminas e

de minerais, evitar reacções

alérgicas, estimular o sistema

imunológico, proteger a pele,

preveni defeitos congénitos,

regula a pressão arterial, elimina

a inflamação e melhorar a

visão e a saúde ocular

O brócolos é muito recomendado

para dietas com objectivo

de perder peso, isto porque

possui pouquíssimas calorias,

mata a fome e pode ser preparado

de inúmeras maneiras.

As oleaginosas, nos quais estão

inclusos os nozes, amêndoas, castanhas

do Pará, castanha de cajú,

avelã e outros do género, além de

serem excelentes no paladar, são

muito nutritivos, ricos em vitaminas,

minerais e gorduras de

boa qualidade para o organismo.

Combatem os radicais livres responsáveis

pelo envelhecimento

e favorecem também as actividades

cardíacas.

Batata inglesa: é um dos tubérculo

mais consumidos do mundo.

Na América já vem sendo

cultivada há cerca de 7000

anos. A China é o maior produtor

de batatas do mundo.

Rica em carboidratos, possui

baixa quantidade de gordura,

contém vitaminas do complexo

B e C, ferro, potássio, cálcio,

fósforo e amido. Ao natural,

100 gramas de batata possuem

cerca de 70 calorias, esse número

cresce muito se elas forem

fritas.

Seu alto teor em vitamina B6

auxilia o sistema nervoso, pois

as células neurológicas possuem

muitas afinidades com

essa vitamina, que é necessária

na criação de amina para

os neurotransmissores, substância

que o sistema nervoso

utiliza para transmitir mensagens

de um nervo a outro. A

vitamina B6 também aumenta

a performance atlética por ser

utilizada na transformação do

glicogénio, o que influencia na

resistência e no desempenho

atlético.

O consumo da batata reduz o

risco de contágio de inúmeras

doenças. Cura problemas de

úlceras no estômago, reduz a

pressão arterial e o colesterol,

previne contra o cancro de

colo e a constipação (prisão de

ventre), por conter fibras que

aumentam o volume das fezes.

Ajuda a manter o açúcar dentro

dos padrões normais, isso porque

as fibras da batata influenciam

no retardo da absorção do

amido no intestino, mantendo

os níveis de açúcar no sangue

nos limites adequados.


24 Lusitano

CIDADANIA

PETIÇÃO - Cidadãos contra o

“Acordo Ortográfico” de 1990

Para: Senhor Presidente da República; Senhor Presidente da Assembleia da República, Senhores

Deputados; Senhor Primeiro-Ministro, Senhores membros do Governo; Meritíssimos

Senhores Juízes dos Tribunais. Aos Portugueses; Funcionários públicos; Escolas públicas,

particulares e cooperativas, e respectivos Professores e Alunos; Universidades; Editoras.

Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Academia das Ciências de Lisboa; Instituto

de Linguística Teórica e Computacional; Instituto Camões; Imprensa Nacional – Casa da

Moeda, S.A.. A todas as restantes entidades públicas e privadas.

“O ACORDO É

INÚTIL, INEFICAZ,

SECRETISTA,

PREPOTENTE,

IRREALISTA,

INFUNDAMENTADO,

DESNECESSÁRIO,

IRRESPONSÁVEL,

PREJUDICIAL,

GERADOR DE

INSTABILIDADE E

INOPORTUNO.

.../...

COMO SE PODERÃO

“ENSINAR” AS

CRIANÇAS

A ESCREVER

PORTUGUÊS?

A Língua é um património

valioso e um instrumento

determinante para a afirmação

dos povos e das suas culturas,

porque é através dela

que exprimem a sua identidade

e as suas diferenças.

Tal como a espontaneidade

da vida e dos costumes de

cada povo, a Língua é um elemento

vivo, e não pode, por

isso, ser prisioneira de imposições

do poder político, que

limitam a sua criatividade

natural.

O “Acordo Ortográfico” de 1990

(AO90) nasceu de uma ideia

imprevidente do então Primeiro-Ministro,

Cavaco Silva, a pretexto

de “unificar” “as duas ortografias

oficiais” do Português

(sic) - alegadamente para evitar

que o Português de Portugal se

tornasse uma “língua residual”(!)

-, e de “simplificar” a escrita. Na

realidade, o que fez foi abrir

uma caixa de Pandora e criar um

monstro. O AO90 — a que os

sucessivos Governos, com uma

alegre inconsciência, foram dando

execução —, é um fiasco político,

linguístico, social, cultural,

jurídico e económico.

O processo de entrada em vigor

do AO90 nos Estados lusófonos

começou por ser um golpe político:

o AO90 teria de ser ratificado

por todos os Estados. Mas

Angola e Moçambique, os dois

maiores Países de língua portuguesa

a seguir ao Brasil, nunca

o ratificaram. E, dos restantes

países, só três o mandaram “aplicar”

obrigatoriamente: Portugal,

a partir de 2011-2012; Cabo

Verde, a partir de 2014-2015; e

o Brasil, a partir de 2016.

“O que nasce torto, tarde ou

nunca se endireita”. Foi o que

aconteceu com o AO90: os efeitos

que produziu foram exactamente

o contrário do que se

pretendeu.

Senão vejamos: o princípio que

presidiu ao AO90 foi o de que

a ortografia deveria ser determinada

pelo alegado “critério

da pronúncia” (?!), o que gerou

aberrações da maior gravidade,

de que damos apenas alguns

exemplos:

• Ao pretender eliminar as

consoantes “mudas”, o AO90

criou arbitrariamente centenas

de lemas (entradas de

Dicionário), até aí inexistentes

em qualquer das ortografias

(portuguesa ou brasileira):

“conceção”, por “concepção”;

“receção”, por “recepção”, “espetador”

por “espectador” — o

que criou confusões semânticas,

como, por exemplo, “conceção

de crédito”, “receção

económica” ou “espetador de

cinema”.

• No entanto, pela mesma lógica,

o AO90 deveria começar

por cortar a mais “muda” de

todas as consoantes: o “h” inicial.

O que não fez.

• Estabeleceu 17 normas que

instituem duplas grafias ou

facultatividades, assentando

num critério que se pretende

de acordo com as “pronúncias”

(?!): “corrupto” e “corruto”,

“ruptura” e “rutura”; “peremptório”

e “perentório”.

• “Óptico” (relativo aos olhos),

com a supressão da consoante

“muda” “p”, passou a “ótico”

(relativo aos ouvidos), o que

cria a confusão total entre os

Especialistas e o público, que

deixam de saber a que órgão

do corpo humano nos estamos

a referir!

• Em Portugal, a eliminação

sem critério das consoantes

“c” e “p”, ditas “mudas”, afasta

as ortografias do Português

europeu e do Brasil (quando

o que se pretendia era aproximá-las),

criou desagregações

nas famílias de algumas

palavras e provoca insólitas

incoerências: passou a escrever-se

“Egito”, mas “egípcios”;

produtos “lácteos”, mas “laticínios”;

os “epiléticos” sofrem

de “epilepsia”; um “convector”

opera de modo “convetivo”; o

“interrutor” produz uma “interrupção”.

• O facto de as facultatividades

serem ilimitadas territorialmente

(por exemplo, “contacto”

e “contato”; “aritmética”

e “arimética”) conduz a uma

multiplicação gráfica caótica:

por exemplo, o Curso universitário

de “Electrónica e Electrotecnia”

pode ser grafado

com 32 combinações diferentes;

o que é manifestamente

absurdo.

• A confusão maior surgiu

entre a população que se viu

obrigada a ter de “aplicar” o

AO90, e passou a cortar “cês”

e “pês” a eito, o que levou ao

aparecimento de erros, tais

como: “batérias”, “impatos”,

“ténicas”, “fição”; “adatação”,

“atidão”, “abruto”, “adeto”;

“exeto” (por “excepto”); para

além de cortarem outras consoantes,

como, por exemplo, o


ACTUALIDADE

Fevereiro 2017

25

“b” em “ojeção”, ou o “g” em

“dianóstico”.

• No uso de maiúsculas e

minúsculas, o caos abunda;

“Rua de Santo António” pode

escrever-se de quatro formas:

também “rua de Santo António”,

“rua de santo António”

ou “Rua de santo António” (se

acrescentarmos as 4 do Brasil,

com “Antônio”, dá um total

de 8 formas possíveis (!)).

• O AO90 prescreve ou elimina

o uso do hífen de forma

totalmente caótica. Vejamos

alguns exemplos: “guarda-

-chuva”, mas “mandachuva”;

“cor-de-rosa”, mas “cor de

laranja”; zona “infantojuvenil”,

mas “materno-infantil”;

e aberrações como “cocolateral”,

“cocomandante”, “-vegante”,

“corréu”, “coutente”,

“semirreta”.

• Entre outras arbitrariedades,

a supressão do acento

agudo cria situações caricatas.

A expressão popular:

“Alto e pára o baile”, na grafia

do AO90 (“Alto e para o

baile”) dá origem a leituras

contraditórias. A frase “Não

me pélo pelo pêlo de quem

pára para resistir” fica, com

o AO90, escrita deste modo:

“Não me pelo pelo pelo de

quem para para resistir” — o

que é incompreensível, seja

qual for o contexto.

• Em contrapartida, para

“compensar” o desaparecimento

da consoante “muda”

e evitar o “fechamento” da

vogal anterior, imposto pelo

AO90, na escrita corrente,

surgem aberrações espontâneas

como a colocação de

acentos fora da sílaba tónica:

“correção” escrito “corréção”;

“espetaculo” corrigido para

“espétaculo” ou mesmo “letivo”

que passa a “létivo”!

Em suma, com este caos (orto)

gráfico, como se poderão “ensinar”

as crianças a escrever Português?

Mas há mais: o AO90 não incide

sobre os factores de divergência

da linguagem escrita entre

Portugal e o Brasil, nas quais

existem diferenças lexicais (fato

– terno; autocarro – ônibus;

comboio - trem), sintácticas (tu

– você) e semânticas (palavras

com sentidos diferentes: camisola,

por exemplo, que, no Brasil,

significa “camisa de dormir”).

Estamos perante diferenças

atávicas que caracterizam as

duas variantes do Português e

que não se alteram por decreto.

O caos na grafia grassa nos

vários dicionários, correctores

e conversores. Com estas ferramentas

discrepantes, os utilizadores

da Língua Portuguesa,

que já têm dificuldade em

“aplicar” o “Acordo”, ficam ainda

mais confusos e instáveis. Hoje,

ninguém sabe escrever Português

com o “Acordo”.

Sejamos claros: a diversidade

ortográfica — entre apenas

duas variantes do Português: o

de Portugal e o do Brasil — nunca

foi obstáculo à comunicação

entre os diversos povos de Língua

portuguesa; como nunca foi

razão de empobrecimento, mas,

pelo contrário, uma afirmação

da pujança da nossa Língua; o

que, aliás, faz dela uma das mais

escritas e utilizadas do Mundo.

O Inglês tem 18 variantes, e não

deixa por isso de ser a principal

língua internacional; o Francês

tem 15 e o Castelhano, 21.

Por outro lado, as “aplicações”

do AO90 afastam o Português

padrão das principais Línguas

internacionais, o que só traz

desvantagens em termos etimológicos,

de globalização e

de aprendizagem dessas línguas

estrangeiras, em relação

às quais não temos qualquer

vantagem em nos afastar. Por

exemplo, a palavra “actor”: em

todas as línguas, como a nossa,

em que a palavra é de raiz

latina, escreve-se “actor” com c

ou k (excepto em Italiano, mas

em que se escreve com duplo

tt, que tem idêntica função de

abrir a vogal “a”).

É caso para dizer que “foi pior a

emenda que o soneto”.

Mas o AO90 é também um lamentável

exemplo da forma

como o Estado abusou do seu

poder. A “Nota Explicativa”

contém erros crassos, falácias

e falsidades. Mais grave, nunca

foi promovida qualquer discussão

pública sobre o AO90.

Em 2005, foram emitidos 25

Pareceres negativos por parte

de Especialistas e de entidades

consultadas. Porém, esses

documentos foram ocultados.

Todo o processo do AO90,

culminando com a Resolução

do Conselho de Ministros n.º

8/2011, é um péssimo exemplo

de falta de transparência, inadmissível

num Estado de Direito

democrático (artigos 2.º e 48.º,

n.º 2, da Constituição da República

Portuguesa).

Por sua vez, o AO90 dividiu a

sociedade e as gerações, ao impor

uma forma de escrita nas

escolas, Universidades, instituições

do Estado e da sociedade

civil — enquanto a esmagadora

maioria dos Portugueses continua

a escrever com o Português

pré-AO90.

A maioria dos escritores lusófonos,

muitos dos professores,

dos tradutores e da Comunidade

científica têm manifestado

a sua repugnância em acatar o

“Acordo”. Mesmo o grande número

dos que acatam o AO90,

por convicção, pragmatismo,

inércia, subserviência, ou porque

são obrigados a obedecer-

-lhe, na realidade, escrevem em

Português normal, e limitam-se

a deixar que os textos sejam depois

adaptados pelos correctores

ou revisores.

Finalmente, no domínio jurídico,

há vários atropelos que devem

ser denunciados. Desde logo, o

“Acordo Ortográfico da Língua

Portuguesa”, para entrar em vigor,

deveria ter sido ratificado

por unanimidade, e não apenas

por 3 Estados, como sucedeu.

Por outro lado, o AO90 é inconstitucional,

porque o Estado

não pode programar a cultura e

a educação segundo quaisquer

directrizes estéticas, políticas

ou ideológicas (artigo 43.º, n. 2,

da Constituição). E viola também

o dever de defesa e de preservação

do nosso património

cultural (artigo 78.º, n.º 1).

Em suma, o AO90 teve os efeitos

exactamente opostos aos

que se propunha: não uniu, não

unificou, não simplificou. É um

fracasso político, linguístico, social,

cultural e jurídico. E é também

um fracasso económico,

pois, ao contrário do que apregoou,

não fez vender mais nem

facilitou a circulação de livros.

Pelo contrário: as vendas caíram.

O Português pré-AO90 continua

a ser a ortografia utilizada

nos dois Países luso-escreventes

mais populosos (logo a seguir ao

Brasil): Angola e Moçambique;

o que obriga a duas edições de

livros e de manuais escolares

por parte das Editoras: uma com

e outra sem o AO90.

A Língua é o instrumento decisivo

da formação das crianças

e dos jovens. Não podemos

permitir que o arbítrio de decisões

erradas seja transmitido

às gerações futuras, de que

somos cuidadores, separando

filhos e pais, muitos dos quais

escrevem hoje com ortografias

diferentes.

Em 18 de Maio de 1991, durante

a discussão no Parlamento sobre

o “Acordo Ortográfico”, o Deputado

Jorge Lemos declarou, profeticamente:

“O acordo é inútil,

ineficaz, secretista, prepotente,

irrealista, infundamentado, desnecessário,

irresponsável, prejudicial,

gerador de instabilidade e

inoportuno. (…) Por isso, Sr. Presidente

e Srs. Deputados, este

texto que nos foi distribuído,

como sendo o texto do Acordo,

só pode ter uma solução: ser rasgado.”

E, perante a Assembleia,

passou das palavras aos actos —

e rasgou-o.

25 anos depois, é mais do que

tempo de lhe seguirmos o

exemplo.

Em suma, peticionamos a desvinculação

da República Portuguesa

do Tratado do “Acordo

Ortográfico da Língua Portuguesa”

de 1990, bem como do

1.º e do 2.º Protocolos Modificativos

ao AO90 (ou, subsidiariamente,

no mínimo, a suspensão

do Tratado e Protocolos

Modificativos por tempo indeterminado).

Requeremos também a revogação

imediata da Resolução

do Conselho de Ministros n.º

8/2011, de 25 de Janeiro, com

efeitos retroactivos, apagando

os efeitos inconstitucionais e,

por isso, nulos, que produziu

iniquamente.

Nota: Adira ao Grupo do Facebook

«Cidadãos contra o “Acordo

Ortográfico” de 1990», em

https://www.facebook.com/

groups/acordoortograficocidadaoscontraao90/

Lisboa, 23 de Janeiro de 2017

Assine aqui: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=acordoortografico90


26 Lusitano

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28 Lusitano

CIDADANIA

1º Concurso de Gastronomia

Portuguesa na Suíça

A Embaixada de Portugal, em associação com algumas das mais prestigiadas marcas portuguesas, decidiu lançar o

1o Concurso de Gastronomia Portuguesa na Suíça a decorrer ao longo de 2017, cujo regulamento se encontra desde já

disponível na página de Facebook oficial da Embaixada de Portugal em Berna.

É um concurso aberto, sem qualquer custo de participação, que contribui para a promoção de Portugal e das centenas

de estabelecimentos que servem gastronomia portuguesa na Suíça. É um concurso pelo qual os nossos restaurantes

abrem portas a novos públicos, demonstrando aos inúmeros turistas suíços que descobrem o nosso país, que a primeira

etapa se pode fazer na Suíça, em qualidade, simpatia, e modernidade.

E será esse mesmo público a decidir quais os melhores restaurantes, pelos comentários deixados ao longo do ano na

plataforma Tripadvisor. Os resultados imparcialmente obtidos, permitirão no final do ano apurar os melhores em três

categorias de preço distintas.

Estão desde já abertas as inscrições para o concurso, promovido pela Embaixada de Portugal em Berna, com o apoio

do escritório na Suíça da aicep Portugal Global - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal e das

seguintes marcas e empresas: Delta, Sogrape, Super Bock, Crédito Agrícola, Caixa Geral de Depósitos, TAP Portugal,

Saraiva & Associados.

Os interessados deverão inscrever-se até 31 de julho de 2017, enviando um e-mail para o correio eletrónico:

portugalsuicagastronomia@gmail.com.

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OPINIÃO

Fevereiro 2017

29

O subsídio do penálti

CARLOS MATOS GOMES

ESTADO, VAI

SUBSIDIAR OS

DIABOS

VERMELHOS,

OS MALUCOS DOS DRAGÕES,

OS RUGIDOS DOS LEÕES, PARA

QUE ELES POSSAM BERRAR,

AMEAÇAR, MANIFESTAREM

O QUE LHES VAI NA ALMA

E “APERTAREM O PAPO” AOS

RESPONSÁVEIS PELAS DERROTAS

DOS SEUS ÍDOLOS

PARA QUEM VERDADEIRAMENTE

AMA O SEU CARRO, SO A MELHOR

COBERTURA CONTA.

SEGUROS DA ZURICH.

PARA TODOS QUE AMAM VERDADEIRAMENTE.

O Estado Português já subsidiou

a fundo perdido os bancos num

valor que deve andar à volta de 12

mil milhões de euros.

O Estado subsidiou com milhões

de euros a fundo perdido alguns

amigos e empresas amigas dos

amigos com quem estabeleceu

parcerias publico privadas, as PPP,

que redundaram sempre em prejuízo

para o Estado.

Subsidiar quem nos delapida o

património, de quem entrega por

tuta e meia as empresas essenciais

à nossa vida, da electricidade aos

transportes, das pontes aos aeroportos,

da saúde à água, dos cimentos

aos monumentos é a filosofia

política estabelecida, ensinada e

incensada nas grandes escolas do

pensamento. Nós, os eleitores em

geral, votámos o “sacanço”!

Sendo esta a ideologia em que foram

formatados os novos bárbaros

Zurich,

Generalagentur

Marcel Strangis

Manessestrasse 87

8045 Zürich

Tiago Costa

044 405 54 90

078 719 64 81

tiago.costa@zurich.ch

que tomaram o poder, e tendo os

portugueses votado nela, parece-

-me muito coerente a notícia de

ontem de que o Estado vai, com os

nossos impostos (havia de ser com

os de quem?) subsidiar penáltis mal

marcados, foras de jogo mal assinalados!

O Estado vai pagar a polícias

e outros agentes de segurança para

protegerem os árbitros dos jogos

de futebol, ameaçados por gangues

coma designação de claques,

que por sua vez são subsidiados

por clubes, os quais são instituições

consideradas de utilidade publica,

subsidiados por desempenharem

um papel de relevo na formação

física, intelectual, cultural e até moral

dos cidadãos! Isto é, o Estado,

vai subsidiar os Diabos Vermelhos,

os Malucos dos Dragões, os Rugidos

dos Leões, para que eles possam

berrar, ameaçar, manifestarem

o que lhes vai na alma e “apertarem

o papo” aos responsáveis pelas derrotas

dos seus ídolos, aos tipos que

não viram uma falta descarada na

grande área! Parece que quanto a

subsidiar estes grupos – dos banqueiros,

dos privatizadores, das

claques – não há nenhum problema

orçamental, nem cultural, nem político.

A comunicação social, sempre no

seu papel de água benta, deu a

notícia do subsídio aos gangues da

bola como uma digna operação de

apoio à comunidade: Os senhores

árbitros têm de ser protegidos.

A actividade futebolística é essencial

à Pátria. O problema é o

subsídio a um grupo de teatro, a

um produtor de filme que diga aos

portugueses que vivem numa terra

que já não é deles, ou é já a dos

gangues como o dos adolescentes

que as televisões exploraram até ao

nojo a agredirem um colega... num

treino para futuros claquistas que o

orçamento irá subsidiar...


30 Lusitano

CULINÁRIA

Trouxas de Ovos

Ingredientes

Para as trouxas: 10 gemas; 1

ovo inteiro. Para a calda: 1 kg

de açúcar; 3,5 dl de água

Preparação

15-1Prepare a calda, levando

ao lume o açúcar com a água

e deixe ferver durante 30 segundos.

Deite a calda numa

caçarola de fundo côncavo

e coloque-a sobre um lume

pequeno e fino, de modo a

só ferver ligeiramente no

meio. Passe as gemas com o

ovo por um passador de rede

três vezes, sem pressionar

e sem bater. Deite na calda

0,5 dl das gemas e dei¬xe-as

alastrar. Com uma colher vá

espalhando com muito cuidado

para que elas formem um

círculo, o mais fino possível,

mas sem rasgar. Deixe solidificar

e, depois, num golpe

rápido mas cuidadoso, com

o auxílio de uma escumadeira,

vire a folhinha das gemas

completamente, sempre com

o cuidado de não a rasgar.

Espere que acabe de cozer,

retire-a da caçarola, sempre

com o auxílio da escumadeira,

e coloque-a num prato inclinado

para escorrer. Repita

a operação até usar todas as

gemas. A feitura das trouxas

exige muita paciência e tempo.

À medida que for fazendo

as folhas, disponha-as sucessiva¬mente

umas sobre as

outras. Enrole-as depois, com

a parte brilhante virada para

baixo, formando as trouxas,

com feitio de tronco de cone.

Coloque-as num prato de

serviço e, no fim, regue-as

com a calda restante, passada

por um passador.

Acompanhe com um vinho

generoso de Carcavelos.

O texto e a receita aqui apresentados

estão publicadas no

Livro «Os Sabores da Nossa Terra»

pela Associação para o Desenvolvimento

e Promoção Rural

do Oeste (LEADER OESTE).

A foto que acompanha este

texto resulta do empratamento

feito pela Escola de Hotelaria

e Turismo de Caldas da Rainha

após confeção de acordo com a

receita tradicional.

A cidade das Caldas da Rainha possui uma

forte tradição na confecção de Trouxas-

-de-Ovos, embora não esteja ligada a nenhum

convento local, o que habitualmente

acontece com este tipo de doces. A receita

poderá ter tido origem no Convento de

Cós, perto de Alcobaça, cujo Mosteiro era

abastecido graças à actividade doceira das

freiras daquele instituição, algumas delas

oriundas de conventos alentejanos, nos

quais a tradição doceira estava, há muito,

bem implantada. Ignora-se, no entanto,

qual o caminho percorrido até a sua receita

ter chegado às Caldas da Rainha. Mas

qualquer que ele tenha sido, no século

XIX, Gertrudes Fausta, considerada grande

conserveira e pasteleira, contribuiu com a

sua actividade para a divulgação das Trouxas-de-Ovos

a partir da loja que possuía na

vila termal, localizada em frente ao Parque,

na antiga rua do Olival, hoje rua Camões, a

Casa Fausta, fundada ainda no século XVIII.

Com sua irmã, ambas exerceram grande influência

nas gerações seguintes de pasteleiros

das Caldas da Rainha. Tendo já passado

pelas mãos de sucessivos donos a partir

de meados do século XX, a Casa Fausta,

agora com outra designação, mantém-se

no mesmo local, continuando a honrar a

herança doceira dos seus fundadores. É aí

que os visitantes das Caldas da Rainha se

dirigem para adquirir essas pequenas maravilhas

que são as Trouxas-de-Ovos, cujo

amarelo vivo atrai primeiro o olhar, seduzindo

depois pelo seu sabor delicioso e requintado,

tão doce!

Peixinhos da horta

Não se sabe a origem do nome nem da confecção, mas afirma-se que

é uma das receitas que deu origem à especialidade japonesa «tempura».

Para os peixinhos da horta o feijão verde é cozido (não demasiado)

com água e sal. Depois de escorridas, as vagens passam por polme,

cuja base é constituída por farinha e ovos e vão a fritar em azeite

bem quente.

Embora na verdade não se saiba ao certo a origem do nome e

até do próprio «petisco», os peixinhos da horta são muitas vezes

associados à cozinha lisboeta. A verdade é que os encontramos

um pou- co por todo o país, nomeadamente

em zonas de interior onde se preparam

também outros legumes como cherovias ou

beringelas, igualmente envoltas em polme de

farinha e ovo. É o caso das que mostramos

aqui e que resultam de um trabalho de

recolha na zona sul da Serra da Estrela.

Os peixinhos da horta podem ser

servida como petisco, entrada ou

acompanhamento de pratos de carne

ou peixe.

Diz-se que esta foi uma das receitas

que deu origem à especialidade

japonesa “tempura”, levada pelos

missionários portugueses.

A tempura

Tempura é um prato clássico da culinária japonesa

e consiste em pedaços fritos de vegetais

ou mariscos envoltos num polme fino. A fritura é

realizada em óleo muito quente, durante apenas

cerca de dois ou três minutos.

A receita do tempura foi introduzida no Japão

por missionários portugueses activos particularmente

na cidade de Nagasaki fundada igualmente

por portugueses, durante o século XVI.

O prato apresentado foi confeccionado

no Restaurante «A Mila» em

S. Vicente da Beira, no concelho

de Castelo Branco e integra a

‘Carta Gastronómica Estrela

Sul’ editada pela ADERES –

Associação de Desenvolvimento

Rural Estrela-Sul.

Colaboração:

Amílcar Malhó


SAÚDE

Fevereiro 2017

31

JASMIM

(espécie do gênero

Jasminum L., da família

Oleaceae)

COOORDENAÇÃO E RECOLHA: JOANA ARAÚJO

PLANTAS MEDICINAIS

INHAME (Colacasia esculenta): É um

dos alimentos medicinais mais valiosos que

se conhece, pois favorece a limpeza das

impurezas do sangue, dos rins e intestinos,

ajudando a fortalecer o sistema imunológico.

Acredita-se que aumenta a fertilidade

das mulheres, sendo um alimento regulador.

O inhame cru é conhecido por ser um

fabuloso anti-anêmico.

JABORANDI (Pilocarpus jaborandi):

Tem como princípio ativo o alcalóide Pilocarpina,

que age nas glândulas salivares

e sudoríferas. Estimula as secreções gástricas,

por isso é um ótimo digestivo. Seu

princípio ativo já é largamente usado pela

indústria de medicamentos no tratamento

do glaucoma. Era utilizado no passado para

aguçar o faro de cães de caça. Também indicado

no tratamento de doenças do aparelho

respiratório. Vários xampus trazem o

jaborandi em sua fórmula, tido como um

poderoso aliado na luta contra a queda de

cabelo. Há anos, a planta vem sendo extraída

em grandes quantidades para uso

de laboratórios estrangeiros. Suas folhas

são usadas nas afecções ruemáticas, artrite,

gota, hipertensão arterial e no tratamento

de desordens respiratórias.

JAMBOLÃO (Syzygium jambolanium):

As folhas são consideradas adstringentes

e auxiliar nos casos de diabetes. Os frutos

do jambolão também apresentam alta atividade

antioxidante e também, ação hipoglicemiante.

JASMIM (Jasminum officinalis): O famoso

chá preparado com as flores de

jasmim é muito consumido no Extremo

Oriente. Na época da China Imperial, era

bebida exclusiva dos nobres da corte. Suas

propriedades medicinais são muito conhecidas

por aliviar o estresse; diminuir a

ansiedade, a tensão e a exaustão nervosa.

Ajuda a combater os sintomas da depressão,

é excelente calmante e favorece um

sono tranqüilo. Em compressas, auxilia no

tratamento da conjuntivite e problemas da

pele. Na medicina popular é usado para aliviar

dores de cabeça e enxaqueca.

JATOBÁ (Hymenaea courbaril): A casca

e a resina são usadas em afecções das vias

respiratórias, vias urinárias e do aparelho

digestivo. São indicadas também em casos

de bronquite, asma, tosse, coqueluche,

laringite, inflamação da bexiga e próstata,

cistite e flatulência. Famoso no tratamento

contra hemorróidas, fraqueza geral e contra

vermes.

JURUBEBA (Solanum paniculatum):

Estimulante das funções digestivas, do

fígado e baço. Indicado em casos de insuficiência

hepática e prisão de ventre. O

seu suco é diurético e tônico, usado contra

problemas da bexiga, inflamações do baço

e icterícia. Também é indicado popularmente

contra erisipelas e abcessos. O chá

tem uma indicação muito antiga para combater

o amarelão e a hepatite.

LINHAÇA (Linum usitatissimum): Estudos

indicam que a linhaça ajuda a evitar os

sintomas da menopausa e prevenir contra

os tumores de mama e de ovário. A lignana,

presente na linhaça, tem se mostrado

útil ao ajudar a restabelecer o equilíbrio

hormonal durante a menopausa. O óleo

de linhaça é conhecido por ser a principal

fonte de ômega 3, ômega 6, ômega 9

e vitamina E. A carência destes nutrientes

no organismo pode enfraquecer o sistema

imunológico, aumentar o risco de doenças

cardíacas, além de agravar processos inflamatórios.

O óleo de linhaça é conhecido

como um antiinflamatório natural do organismo.

Pesquisadores também acreditam

que o óleo de linhaça pode acelerar a taxa

de metabolismo do corpo e ajudar a queimar

gorduras mais rapidamente.

ATENÇÃO:

Estas informações são meramente informativas

e não devem ser usadas para diagnosticar, tratar,

curar ou prevenir qualquer doença e muito menos

substituir cuidados médicos adequados.

COOORDENAÇÃO: JOANA ARAÚJO


32 Lusitano

TECNOLOGIA

TECNOLOGIA

JOANA ARAÚJO

com Agências

Air Pods anti-perda

Os auscultadores sem fios que a Apple lançou, os famosos Air Pods,

ganham finalmente no novo iOS 10.3 uma funcionalidade que evita

perdê-los. Uma novidade que permite o rastreio através de Bluetooth.

O nome escolhido pela Apple foi de “find my Air Pods”.

O funcionamento utiliza a última ligação Bluetooth para fazer cálculos

de onde possam estar os auriculares sem fios perdidos. No

iPhone do utilizador é de imediato mostrado um mapa com a localização

dos Air Pods.

Robots considerados

“pessoas

electrónicas”

O Parlamento Europeu quer que os robots

passem a ter personalidade jurídica

e sejam considerados “pessoas electrónicas”.

Com o avanço célere da tecnologia e

sendo a robótica uma realidade cada vez

mais presente, os deputados europeus

pretendem garantir que os actos e possíveis

omissões dos robots estejam sob

a responsabilidade legal dos seus donos.

A proposta terá ainda que ser votada em

plenário, o que deverá acontecer neste

mês de Fevereiro. Caso seja aprovada

segue como recomendação para a Comissão

Europeia.

Instagram e WhatsApp juntos

a compartilhar fotos e vídeos

Instagram e WhatsApp passarão a trabalhar juntos no compartilhamento

de fotos e vídeos. Os aplicativos, ambos pertencentes ao Facebook,

ganharam uma integração na última semana de Janeiro. Segundo

a rede social, fotos e vídeos publicados no feed, sem restrição de público,

poderão ser compartilhadas usando o mensageiro. Qualquer foto

ou vídeo público no Instagram pode ser compartilhada no WhatsApp.

O recurso chega aos utilizadores “muito em breve”.


HORÓSCOPO

Carneiro

Este mês tem uma energia distinta

na primeira e na segunda

quinzena para o signo Carneiro.

Inicialmente há uma energia

mais lenta, com desafios e dificuldades.

Você deve reflectir

e repensar, especialmente em

questões profissionais. Não

deverá esquecer os aspectos

afectivos, ligados à expressão

de seus sentimentos e também

as questões que envolvem as

suas relações.

Relacionamento, aliás, é um dos

temas mais marcantes de 2017

para o signo Carneiro, com tendência

a mudanças e à necessidade

de você harmonizar a

individualidade e as demandas

da relação.

Neste mês você tende a estar

mais sonhador e fantasioso, o

que pode levar a problemas,

por um excesso de idealização.

O seu grande aprendizado é o

afecto incondicional.

Touro

Crenças, ideais, sonhos e espiritualidade

são temas presentes

intensamente na vida do

signo Touro neste mês. É um

momento interessante para

você reflectir sobre o que acredita

e o que quer conquistar no

novo ano. Aspectos ligados a

viagens, à educação e cultura

também são temas importantes

do período. É uma fase de

reflexões e de reavaliações.

As amizades e a vida social do

signo Touro ganham uma nova

cor neste mês, período em que

você busca pessoas e parceiros

com quem há uma maior sintonia

e identidade.

É um momento também interessante

para começar a pensar

em novas parcerias que serão a

garantia de realização profissional

em 2017.

Gémeos

Este mês inicia com o seu planeta

regente, Mercúrio, em

movimento retrógrado. Isso

traz uma série de repercussões,

onde a ênfase está em reavaliar,

reconsiderar e rever, o que

pode testar a sua paciência.

É um momento importante

para transformações emocionais

e para uma nova atitude

em relação ao dinheiro e aos

sentimentos. A boa nova para

o signo Gémeos no novo ano é

que haverá muito amor e uma

expressão mais intensa da criatividade.

E se você tem filhos,

eles podem lhe proporcionar

muitas alegrias.

Este mês pede que você repense

a expressão do seu trabalho,

colocando nele mais sensibilidade,

arte, inspiração e criatividade.

É um mês em que você

estará mais imaginativo, mas

deve ter cuidado com as ilusões

e o excesso de idealizações.

Caranguejo

O segundo mês de 2017 traz

ao signo Caranguejo a necessidade

de rever suas atitudes

nos relacionamentos e parcerias.

Inclusive, podem retornar

antigas situações que você

imaginava ter resolvido. Isso é

necessário para que repense

as questões emocionais e os

vínculos que você tem com as

pessoas. É um mês interessantíssimo

para firmar contactos

profissionais, especialmente na

segunda quinzena.

Fevereiro é também um mês

importante para o contacto

com pessoas que podem estar

distantes geograficamente,

mas próximas do seu coração.

É um momento que enfatiza

viagens, reflexões, leituras e

cursos com o propósito de autoconhecimento.

Uma das belas

notícias de Fevereiro, é que

será um momento de grandes

inovações na carreira do signo

Caranguejo.

Leão

Fevereiro propõe um interessante

questionamento ao signo

Leão: qual a qualidade de

sua vida profissional; se você

expressa os seus talentos criativos

por meio do trabalho e se

sente que está se aprimorando

e evoluindo. É também um

mês importante para a saúde,

a qualidade de vida e para que

repense os seus hábitos e atitudes.

Cuidado com a rigidez de pensamentos

e emoções. Emocionalmente,

o mês propõe que

haja uma harmonização maior

entre a ternura e o desejo, o

amor e o sexo, a fim de que

você tenha uma maior plenitude

emocional.

Fevereiro também traz uma das

perspectivas mais interessantes

de 2017 ao signo Leão, que

é a aceitação de novos ambientes,

pessoas e pontos de vista.

Esta abertura de mentalidade

poderá lhe trazer novas oportunidades

ao longo do ano.

Virgem

Amor e relacionamento são os

temas enfatizados neste mês

para o signo Virgem. É necessário

que você reflicta sobre

as suas atitudes emocionais

Fevereiro 2017

33

e que repense a sua postura

nas relações. Inclusive, podem

retornar antigos sentimentos

ou situações mal resolvidas do

passado, que cabe agora a você

resolver, curar e perdoar.

Balança

No segundo mês do novo ano

é preciso que você reflicta sobre

os padrões emocionais que

insistem em se repetir na sua

vida. E é também um momento

importante para reflectir sobre

família, lar e bases emocionais

e estruturais.

Fevereiro também traz uma das

grandes questões presentes

em 2017 para o signo Balança,

que é a mudança nos padrões

de relacionamento. Muitas surpresas

e situações inusitadas

tendem a ocorrer em suas relações,

e é necessário que você

expanda os seus horizontes de

relação.

Escorpião

Fevereiro mexerá com o coração

do signo Escorpião, pois

teremos os movimentos dos

planetas Vénus e Marte no sector

amoroso. É um período interessante

para você estar mais

ciente dos seus sentimentos e

da maneira como conduz a relação

amorosa. Cuidado com

o excesso de idealização e de

expectativas, achando que o

amor irá lhe “salvar”.

É hora de aprender que amor

é uma energia, um estado de

espírito e não simplesmente

um sentimento direccionado à

alguém.

Fevereiro também propõe que

você aprimore conhecimentos,

reflicta sobre as suas relações

e que esteja mais atento aos

seus projectos profissionais. É

na segunda quinzena de Fevereiro

que as ideias e projectos

ganharão força.

Sagitário

Há um ensinamento de maturidade

emocional, material e profissional

para o signo Sagitário.

É também um mês importante

para estar com a família, comungar

sentimentos, mas também

saber dizer não, quando

você se sentir muito vulnerabilizado

e solicitado emocionalmente.

O ano de 2017 trará grandes

novidades amorosas para o

signo Sagitário e isso já poderá

ser percebido nesse segundo

mês. É o momento de abrir

o coração e a mente a novos

sentimentos e pessoas. Amor e

amizade passarão a ter um significado

completamente distinto

para você no novo ano.

Capricórnio

Fevereiro inicia com o movimento

retrógrado de Mercúrio

no seu signo, o que é um claro

sinal de que você deverá reflectir,

repensar e reavaliar várias

questões de sua vida. É um

momento em que as iniciativas

não estão favorecidas, mas sim

a contemplação, a preparação e

a interiorização.

O seu grande desafio, que está

também colocado neste segundo

mês do novo ano, é que haja

um equilíbrio entre as demandas

pessoais e profissionais.

Na segunda quinzena você

perceberá uma mudança nessa

energia, com uma tendência

mais favorável para empreender

e realizar. Uma das grandes

características de 2017 será a

oportunidade de crescimento

na carreira, que poderá vir de

parcerias, viagens e conhecimentos.

Aquário

Os primeiros dias deste mês

caracterizam um período de reflexão

e de interiorização para

o signo Aquário. Por esse motivo,

é uma fase mais delicada

e isso pode, inclusive, se manifestar

na saúde. É hora de resguardar

as suas energias e de

ter um equilíbrio maior entre

trabalho e descanso.

É o momento em que o Sol está

transitando o signo anterior ao

seu e que revela a consequência

de seus actos e pensamentos

anteriores.

Peixes

Você deve ter cuidado com a

tendência a idealizar em demasia

e a esperar demais do afecto.

É o momento de ter também

os pés no chão e isso, principalmente,

em termos das metas e

projectos que quer realizar no

novo ano.

Fevereiro é um mês muito interessante

para a vida afectiva

do signo Peixes, já que teremos

a movimentação dos planetas

Vénus e Marte em seu signo, o

que traz uma maior sensibilidade

e emotividade.

Profissionalmente, 2017 trará

uma renovação na forma como

você expressa os seus talentos

e habilidades. Será um período

muito interessante para você

se abrir a uma nova mentalidade

sobre o significado de trabalhar

e evoluir.

COOORDENAÇÃO E RECOLHA:

JOANA ARAÚJO


34 Lusitano

”Bacoradas”

“A vítima

foi

estrangulada

a golpes de

facão”. - Ângelo

Bálsamo, Jornal

do Incrível

“Os sete artistas compõem

um trio de talento”. -

Manuela Moura Guedes (TVI)

“Esta nova terapia traz esperanças

a todos aqueles que morrem

de cancro em cada ano”. - Dr. Alves

Macedo, oncologista

“Querem fazer do Boavista o

bode respiratório”. - Jaime Pacheco,

treinador do Boavista

“Se entra na chuva é para se queimar.”

– Denilson, jogador da Selecção

do Brasil

“Haja o que hajar, o Porto vai ser

campeão”. - Deco, ex-jogador brasileiro

do FC Porto

“O difícil, como vocês sabem, não

é fácil”. - Jardel

“Um jogador tem que ser completo

como o pato, que é um bicho

aquático gramático”. - César Prates,

ex-jogador do Sporting

“No Porto é todo mundo muito

simpático. É um povo muito hospitalar”.

-Deco, ex-Jogador brasileiro

do FC Porto, a comentar a

hospitalidade da população

“Tenho o maior orgulho de jogar

na terra onde Cristo nasceu”. -

Djair, jogador do Belenenses ao

chegar a Belém (zona do Restelo

– Mosteiro dos Jerónimos) no

dia que assinou contrato com este

clube

“Finalmente, a água corrente foi

instalada no cemitério, para alegria

da população”. - repórter do

Fundão

HUMOR

Bêbado

Entra um bêbado no autocarro e quando

vai a sentar-se quase que se senta em cima

do colo de uma senhora. A senhora muito

chateada diz-lhe:

- O senhor vá para o Inferno !!!!!

Levanta-se o bêbado e chega-se ao pé do

motorista e diz-lhe

- Olhe podia deixar-me sair? É que eu enganei-me

no autocarro.

Datas Comemorativas de 2017

FEVEREIRO

TERÇA DIA 14

03 SEX Dia de São Brás

04 SÁB Dia Mundial de Luta Contra o Cancro

06 SEG Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina

07 TER Dia Internacional da Internet Segura

11 SÁB Dia Mundial do Doente

12 DOM Dia de Darwin

12 DOM Dia Internacional de Oração pelo Autismo e Síndrome de Asperger

12 DOM Dia Mundial do Casamento

13 SEG Dia Mundial da Rádio

13 SEG Dia de Limpar o Computador

14 TER Dia dos Namorados (Dia de São Valentim)

14 TER Dia do Amor

14 TER Dia Nacional do Doente Coronário

15 QUA Dia Internacional da Criança com Cancro

20 SEG Dia Mundial da Justiça Social

21 TER Dia Internacional da Língua Materna

22 QUA Dia Europeu da Vítima de Crime

22 QUA Dia do Pensamento

27 SEG Dia Internacional do Urso Polar

28 TER Carnaval

28 TER Dia do Engolidor de Espadas


JÚNIOR

Fevereiro 2017

35

Carnaval

PROPOSTA DE LEITURA

Viagens na

Minha Terra

O narrador faz uma viagem até

Santarém, depois que deixa Lisboa.

Durante a viagem, vai observando

a paisagem e tipos humanos,

neles analisando o que há de pitoresco

enquanto reflecte sobre as coisas e

seres humanos. Chegando ao Vale de

Santarém, conta a história da Joaninha

dos Olhos Verdes, tipicamente romântica:

a moça se apaixonara por seu primo

Carlos que ,não sabendo escolher entre

o amor de várias mulheres, tinha voltado

para a Inglaterra, donde viera. Joaninha ,

caracterizada como “menina dos rouxinóis”,

morreu de desgosto. Desde a sua morte, o

vale perdeu sua exuberância, tornando-se

triste. Acabada a viagem, o narrador retorna

a Lisboa.

COOORDENAÇÃO: JOANA ARAÚJO


36 Lusitano

POESIA

CARMINDO

DE CARVALHO

https://www.facebook.com/carmindo.

carvalho

Amor occisivo

Amor, ódio, sentimentos arrogantes

Em mim flutuantes

Segredos de uma vidaPara nós perdida...

Abjurar o amor

É como um filme de terror.

Subsistem os fantasmas

E as almas penadas.

Assombrando, atormentando

Na distanásia porfiando.

Não posso lutar com o destino

Sei que é confronto perdido.

Não consigo enfrentar esse poder misterioso

Contumaz e poderoso!

Nem nas trevas ou no paraíso

Há cura para o amor que occisa.

Que porfende queimando

Como ácido sulfúrico e me torna atónico!

Bolota poliglota

Perguntas-me para que serve o que eu escrevo.

Serve para te dizer por palavras escritas

O que não ouvirias

Por palavras ditas.

Para veres que a língua que em pequeno aprendeste

Com a qual até homem cresceste

Por pouco ou nada leres ou escreveres

Já quase a esqueceste sem te aperceberes.

Misturas o que sabes

E o que não sabes

Andas na corda bamba

E não sais da cepa torta.

Numa inércia

Prenhe de preguiceira aguda

Estás a transformar-te num poliglota

Mais especialista que o Papa.

E como inerte e verde bolota

Entalada num molho de azinho

Para escreveres decentemente uma carta

Qualquer dia tens que pedir ajuda a um vizinho.

Novembro de 2002 -

In , Entre Ondas de Ar e Amar - 2010

Preferia não mais acordar

Até a devastidão terminar.

Prossigo todavia nesta estrada

De sonhos prostrados onde nunca ninguém ganha!

Só me resta a memória

Enlevada nas asas mágicas da recordação

Que me restitui sem condição

Aos nossos momentos de glória!

Quando precisares de silêncio

Para pensares em alguém

Lembra-te que há alguém

Que em ti pensa em silêncio!

In, Entre Ondas de Ar e Amar _ 2010


POESIA

Fevereiro 2017

37

EUCLIDES CAVACO

https://www.facebook.com/euclides.

cavaco

Rimas do Meu País

As rimas do meu País

Cantá-las faz-me feliz

E inspira em mim nostalgia

Numa linguagem doce

Cada verso é como fosse

Uma perfeita poesia .

Sábias são as de Camões

Feitas de heróicas lições

Que o tornaram imortal

Ilustrando a Epopeia

Cujas rimas patenteia

A História de Portugal.

Os portugueses ausentes

No mundo em lugares diferentes

Em qualquer localidade

Entre eles há sempre alguém

Que exalta a Pátria Mãe

Num poema de saudade.

Se uma voz rimas desgarra

E o trinar duma guitarra

Se encontram lado a lado

As rimas desse poema

Fazem nascer nobre tema

Que a cantar se chama fado !…

Autor: Euclides Cavaco

C A R N A V A L

São no mundo festejadas

Folias de Carnaval

Mas sempre mais celebradas

No Brasil e Portugal.

É quadra de euforia

Liberdade e extravagância

Num misto de idolatria

São festas de relevância.

Aldeias, vilas, cidades

Destes nossos dois países

Fazem das festividades

Momentos assaz felizes.

Fantasiam-se partidas

Forjadas no Carnaval

Ousadas e atrevidas

Mas ninguém as leva a mal.

A crítica mascarada

De máscara fica nua

Pois só assim disfarçada

Tem liberdade de rua.

Do frenético ambiente

Após a festa acabada

Permanece muita gente

Sem máscara...Mascarada!...

Autor: Euclides Cavaco


POESIA

38 Lusitano

CHICO BENTO

Dällikon - Suiça

AS MINHAS

CANTIGAS

No adro daquela igreja

desde que te fui beijar

eu já não posso parar

de cantar minhas cantigas

porque estas raparigas

têm olhos de matreiras

para não fazer asneiras

o homem tem que cantar

para seus erros tapar

de qualquer destas maneiras

Nos olhos de qualquer menina

que são velas de estearina

de pele branca a brilhar

eu vejo provocações

que em certas ocasiões

nem para elas posso olhar

mas quando as vou beijar

fico louco de desejo

e para esconder um beijo

vou as cantigas cantar

As mães já me avisaram

para eu cuidado ter

mas que posso eu fazer

se só sei cantar cantigas

se eu iludo as raparigas

isso não é culpa minha

até a minha vizinha

á minha mãe se foi queixar

que a filha ia falar

com inveja das amigas

A cantar não aprendi

foi um dom que DEUS me deu

canto ás estrelas do Céu

e canto para ti tambem

nada prometo porem

pois pode sair errado vou

dar isto por terminado

porque fui longe de mais

em igrejas e pinhais

eu tenho muitas beijado.

Este poema foi escrito em 1996.

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