Dezembro/2015 - Biomais 12

jota.2016

Visitantes - Grupo Jota Comunicação

Verde: resíduos compactados ganham terreno no uso industrial e residencial

revista biomassa energia

HIGH YIELD

CHARCOAL IS MORE

PRODUCTIVE AND CLEANER

ALTO RENDIMENTO

CARVÃO VEGETAL ESTÁ

MAIS PRODUTIVO E LIMPO

ANGÉLICA DE CÁSSIA

PESQUISAS EM BIOMASSA

FLORESTAL AVANÇAM

BIO.COMBRASIL

SIMPÓSIO APONTA TENDÊNCIAS


SUMÁRIO

04 | EDITORIAL

Mais limpo e eficiente

06 | CARTAS

08 | NOTAS

12 | ENTREVISTA

16 | PRINCIPAL

28| PELO MUNDO

Áustria é vanguarda no uso

de energias renováveis

30 | PROCESSO

Da floresta para o forno

34 | CASE

Energia gerada com

bagaço de cana

40 | ESPECIAL

48 | BIOMASSA

50 | ARTIGO

60 | AGENDA

62| OPINIÃO

Energia solar no

Brasil

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 03


EDITORIAL

MAIS LIMPO E EFICIENTE

Nesta edição a imagem estilizada de um

carvão no momento da queima demonstra

a evolução da eficiência energética do

combustível

JOTA COMUNICAÇÃO

Diretor Comercial / Commercial Director: Fábio

Alexandre Machado (fabiomachado@revistabiomais.

com.br) • Diretor Executivo / Executive Director: Pedro

Bartoski Jr (bartoski@revistabiomais.com.br) • Diretora

de Negócios / Business Director: Joseane Knop

(joseane@jotacomunicacao.com.br)

JOTA EDITORA

EXPEDIENTE

Diretor Comercial / Commercial Director: Fábio

Alexandre Machado (fabiomachado@revistabiomais.

com.br) • Diretor Executivo / Executive Director: Pedro

Bartoski Jr (bartoski@revistabiomais.com.br) • Redação

/ Writing: Rafael Macedo - Editor, Davi Etelvino,

Larissa Angeli (jornalismo@revistabiomais.com.br) •

Dep. de Criação / Graphic Design: Fabiana Tokarski

- Supervisão, Fabiano Mendes, Bruce Cantarim,

Fernanda Domingues, (criacao@revistabiomais.

com.br) • Tradução / Translation: John Wood Moore •

Dep. Comercial / Sales Departament: Gerson Penkal,

José Pinheiro (comercial@revistabiomais.com.br)

• Fone: +55 (41) 3333-1023 • Dep. de Assinaturas /

Subscription: - Monica Kirchner - Coordenação, Elaine

Cristina, (assinatura@revistabiomais.com.br).

A REVISTA BIOMAIS é uma publicação da

JOTA Editora - Rua Maranhão, 502 - Água Verde -

Cep: 80610-000 - Curitiba (PR) - Brasil

Fone/Fax: +55 (41) 3333-1023

www.jotaeditora.com.br

Veículo filiado a:

A REVISTA BIOMAIS - é uma publicação bimestral e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de energias limpas e alternativas,

produtores de resíduos para geração e cogeração de energia, instituições

de pesquisa, estudantes universitários, órgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento. A REVISTA BIOMAIS não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos, anúncios ou colunas assinadas,

por entender serem estes materiais de responsabilidade de seus autores.

A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco de

dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações

intelectuais da REVISTA BIOMAIS são terminantemente proibídas sem

autorização escrita dos titulares dos direitos autorais, exceto para fins

didáticos.

Não basta vir de fonte renovável, tem que ser limpo. Essa é uma diferenciação

que poucas pessoas fazem. O exemplo é o carvão vegetal,

que apesar de usar matéria-prima de florestas plantadas ainda caminha

para evoluir no processo de produção, baseado em sistemas antigos em

sua grande maioria. A busca pela sustentabilidade é o que um grupo de

empresas, com o apoio da academia, vem realizando. Quem aborda o

assunto em entrevista exclusiva é a especialista em Recursos Florestais,

Engenharia Florestal e Produção de Carvão Vegetal, Angélica de Cássia

Oliveira Carneiro. Para ela, geração de energia e meio ambiente caminham

de mãos dadas e precisam estar em harmonia.

Além disto, para esta edição da Revista BIOMAIS preparamos diversas

reportagens para que o Leitor possa compreender melhor o momento

atual da produção de carvão no Brasil e no mundo – sempre visando

iniciativas sustentáveis. Há, ainda, o exemplo de hospitais que estão buscando

alternativas para redução do consumo energético e a consolidação

de alternativas para o aproveitamento dos resíduos deixados pela

madeira.

Excelente leitura e Boas Festas!

CLEANER AND MORE EFFICIENT

It is not just enough to come from a renewable source, it has to be clean.

This is a distinction that few people pay attention to. An example is charcoal,

which despite using a raw material from planted forests, still has to go through

a productive process, which, in a vast majority of cases, is still based on older

systems. The search for sustainability is what a group of companies, with

the support of the academic world has been conducting. Who addresses this

subject, in an exclusive interview, is Angélica de Cássia Oliveira Carneiro,

Specialist in Forest Resources, Forest Engineering and Charcoal Production.

For her, energy generation and environment go hand in hand, and need to

be in harmony.

In addition, for this issue of Revista BIOMAIS, we have prepared several

stories so that you can better understand the current situation of charcoal

production in Brazil and in the world – always aiming at sustainable initiatives.

There is also the example of hospitals who are seeking alternatives to

reduce energy consumption, and the consolidation of alternatives for the

use of wastes left by timber operations.

Pleasant reading!

REVISTA BIOMAIS is a bimonthly and independent publication, directed

at clean alternative energy producers and consumers, producers of residues

used for energy generation and cogeneration, research institutions, university

students, governmental agencies, NGO’s, class and other entities, directly and/

or indirectly linked to the Segment. REVISTA BIOMAIS does not hold itself responsible

for concepts contained in materials, articles, ads or columns signed

by others; these are the responsibility of their authors. The use, reproduction,

appropriation, databank storage, in any form or means, of the text, photos and

other intellectual property of REVISTA BIOMAIS are strictly forbidden without

written authorization of the holder of the authorial rights, except for educational

purposes.

04

www.REVISTABIOMAIS.com.br


Projetos

dimensionados

de acordo com as

necessidades do

cliente

Tecnologia

para queima de

combustíveis

com até 60%

de umidade

Assistência:

24 horas

para você

Há mais de 60 anos

no mercado.

Modelos de Caldeiras:

Aquatubulares

Capacidade de 15.000 a 60.000 Kgv/h

Flamotubulares

Capacidade de 300 a 40.000 Kgv/h

BENECKE IRMÃOS & CIA LTDA.

Rua Fritz Lorenz, 2170

89120-000 • Timbó • Santa Catarina • Brasil

Fone: +55 47 3382 2222 • Fax: +55 47 3382 2290

Cel.: +55 47 8872 9641 / 47 8873 0364

E-mail: vendas@benecke.com.br

www.benecke.com.br


CARTAS

ATUALIDADES

A Revista traz reportagens sobre empresas que trabalham no setor e atualidades deste mercado, o que

me mantém sempre atualizado. A parte dedicada aos anunciantes também é muito forte, o que é essencial

para quem trabalha no setor. A reportagem: Tecnologia de Transporte; da edição anterior ficou ótima.

Marcelo Acioly – Rondonópolis (MT)

INFORMAÇÃO E CLAREZA

Excelente Revista, materiais de qualidade, com enorme esclarecimento para diversas áreas, que vão desde o projeto,

passando por planejamento, consultorias e equipamentos, proporcionando grandes resultados para quem trabalha no setor.

Eder Mendes – Campos Novos (SC)

CIDADES SUSTENTÁVEIS

A iniciativa da cidade de Malmo, na Suécia, é louvável. Impressionante como uma cidade com mais de 200 mil

habitantes preza por iniciativas ecológicas. Esperamos ver iniciativas semelhantes em nosso país o mais rápido possível.

Heloísa Zarath – Curitiba (PR)

CRESCIMENTO

O setor de biomassa está em constante crescimento. Para quem quer expandir ou até mesmo

se manter neste setor, é preciso informação de qualidade e a Revista atende este quesito. Inclusive,

como sugestão, a Revista deveria ser mensal, tendo em vista o amplo campo de assuntos a serem

tratados.

Guilherme Farias – São Paulo (SP)

Foto: BIOMAIS Foto: divulgação

REVISTA

na

mídia

www.revistabiomais.com.br

www.facebook.com.br/revistabiomais

informação

biomassa

energia

www

Publicações Técnicas da JOTA EDITORA

06

www.REVISTABIOMAIS.com.br


Gerando energia para o mundo.

CALDEIRAS AQUATUBULARES

• Grelha rotativa ou fixa refrigerada a água

• Vapor saturado ou superaquecido

• Capacidade de 10 a 60 ton/h vapor

• Pressão de trabalho de 15 a 68 kgf/cm²

Gerando soluções

tecnológicas de energia

Rua Lilly Bremer, 322 • Bairro Navegantes • Rio do Sul • Santa Catarina

Tel.: (047) 3531-9000 • Fax: (047) 3525-1975

bremer@bremer.com.br • www.bremer.com.br


NOTAS

Foto: divulgação Foto: divulgação

RECORDE DE MOAGEM

NO CENTRO-SUL

Estimativas da Canaplan apontam um crescimento de 5%

no processamento de cana para a safra 2015/16 - a inédita

marca de 600 milhões de t (toneladas) será superada; a safra

2014/15 havia atingido 571,3 milhões de t. O ponto negativo

será uma sensível perda na qualidade final do produto, devido

ao maior volume de chuvas, já que o ATR/t (Açúcar Total Recuperável

por Tonelada de Cana Processada) deve ficar em 131,7

kg (quilogramas) em 2015/16, pouco mais de 13 kg inferior ao

resultado obtido na safra anterior. Por outro lado, a produtividade

das lavouras, atualmente marcando 85 t de cana por ha

(hectare), deve encerrar a safra em 82 t por ha. Um número

bastante expressivo.

COOPERATIVAS

AGROPECUÁRIAS

Se historicamente as cooperativas agropecuárias focavam

seus esforços na produção de grãos e carnes, agora elas também

observam atentamente ativos florestais; o intuito é ampliar a eficácia

energética, sobretudo no processo de secagem de grãos

e nas caldeiras, através do aproveitamento da madeira. O movimento

é estratégico, já que o investimento em florestas evita a

falta de matéria-prima e afasta as cooperativas da grande oscilação

de preços do produto no mercado. Segundo dados da Ocepar

(Organização das Cooperativas do Paraná), as cooperativas

paranaenses já possuem aproximadamente 16 mil ha (hectares)

de florestas plantadas no Estado – para se tornarem autossuficientes

em energia seria preciso ampliar esta área para 35 mil ha

nos próximos anos.

ALEMANHA REDUZ USO

DE CARVÃO

Poucos países se dedicam mais do que a Alemanha na

adoção de soluções sustentáveis para geração de energia. Seguindo

a filosofia do país, empresas de energia elétrica como

a RWE, Vatenfall e Mibrag cortarão sua eletricidade a partir

do carvão – condicionando a capacidade de geração através

desse recurso apenas para casos de emergência. A medida faz

parte de iniciativas governamentais que visam a redução da

emissão de carbono em até 12,5 milhões de t (toneladas) nos

próximos cinco anos.

Foto: divulgação

08

www.REVISTABIOMAIS.com.br


NÃO ÀS USINAS NUCLEARES

Durante o seminário Internacional Usinas Nucleares – Lições da Experiência

Mundial, parlamentares foram contrários a novos investimentos em

usinas nucleares e defenderam o uso de energias renováveis. “Precisamos

de mais usinas, apesar de todos os riscos, ou precisamos de mais pesquisas

para fazer usinas sem riscos?”, indagou o senador Cristovam Buarque

(PDT-DF), presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação

e Informática do Senado, promotora do seminário. Integrantes da

comissão avaliaram ainda que o Brasil é capaz de atender à demanda de

energia futura sem a necessidade de novas usinas nucleares. “Preferiria colocar

investimentos em energia solar, biomassa e eólica do que na nuclear

que, apesar do MW (Megawatt) mais barato, apresenta diversos problemas

nas questões de segurança”, argumentou o senador Hélio José (PSD-DF),

vice-presidente da CCT.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

R$ 400 MILHÕES

PARA PARQUE

EÓLICO NA BAHIA

O Bndes (Banco Nacional de Desenvolvimento

Econômico e Social) aprovou a concessão

de R$ 494,2 milhões para a implantação de

seis parques eólicos do Complexo Morrinhos

Energias Renováveis, localizado em Campo

Formoso, no centro-norte baiano. O projeto

inclui o sistema de transmissão da energia gerada

e a realização de investimentos sociais na

região. O aporte ao projeto acontecerá através

de uma operação mista: 70% dos investimentos

virão direto do Bndes, enquanto o restante

ficará a cargo dos bancos Itaú BBA, BTG Pactual,

Bradesco e Santander. Estima-se que no período

de construção das centrais eólicas serão

gerados aproximadamente 2 mil empregos

diretos e 3 mil indiretos.

ENERGIAS RENOVÁVEIS

A Apple sempre investiu em iniciativas ecológicas. Agora, ao desembarcar

em Singapura, a empresa norte-americana estabeleceu uma parceria com

o maior produtor de energias renováveis do país, o Sunseap Group, para que

seja produzida energia suficiente para alimentar toda a estrutura da empresa

no país. A energia será obtida através de painéis solares instalados no teto de

800 prédios e permitirá produzir cerca de 50 MW (Megawatts). Lisa Jackson,

vice-presidente da empresa, afirmou que a Apple pretende ser pioneira no

país, ao incentivar o uso de energia solar. “Cada vez mais nos aproximamos

de nosso objetivo: ter todos os nossos edifícios no mundo funcionando com

energia 100% renovável”, disse a executiva.

Foto: divulgação

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 09


NOTAS

Foto: divulgação

ESTÍMULO À GERAÇÃO DE

ENERGIA

O Brasil deu início aos procedimentos para a criação do FEN

(Fundo de Energia do Nordeste), com 49% de participação da

Chesf (Companhia Hidroelétrica do São Francisco) e o Fesc (Fundo

de Energia do Sudeste e do Centro-Oeste), com participação

principal de Furnas Centrais Elétricas. O objetivo é assegurar a

continuidade do fornecimento de eletricidade para o nordeste,

sudeste e centro-oeste. Ambos os fundos também poderão captar

recursos para novos investimentos no setor elétrico. “Dessa

maneira, tanto Furnas quanto a Chesf passam a ter possibilidade

da construção de um fundo robusto, com capacidade de investimento

e também se equaciona um volume de energia bastante

expressivo para os eletrointensivos, com um preço adequado

para o insumo industrial”, avaliou o ministro de Minas e Energia,

Eduardo Braga.

IMPOSTO ZERO PARA CARROS

ELÉTRICOS IMPORTADOS

A Camex (Câmara de Comércio Exterior) reduziu de 35% para zero

a alíquota do Imposto de Importação para carros elétricos e movidos

a células de combustível. A alteração, que já foi publicada no Diário

Oficial da União, estimula a produção para ampliar a disponibilidade

ao consumidor de veículos com alta eficiência energética, baixo consumo

de combustíveis e emissão de poluentes reduzida. “Tais medidas

estão alinhadas à política de fomento para novas tecnologias de

propulsão e atração de novos investimentos para produção nacional

desses veículos”, argumenta a Camex por meio de nota.

CORPORAÇÕES CRIAM

FUNDO PARA INVESTIR EM

ENERGIAS RENOVÁVEIS

Bill Gates anunciou um projeto de investigação e desenvolvimento

baseado em energias limpas. O projeto Cleantech

conta com o apoio de investidores privados e de governos

de 20 países. O objetivo é duplicar o investimento em energias

renováveis até 2020. O cofundador da Microssoft também

se comprometeu a dobrar seu próprio investimento em

investigação de energias nos próximos cinco anos, para um

total de dois milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros).

Além de Bill Gates, outros 27 mega empresários como Mark

Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, Jeff Bezos, fundador

e CEO da Amazon e dono do jornal The Washington Post,

Jack Ma, fundador e presidente do grupo Alibaba, e Mukesh

Ambani, presidente, CEO e maior acionista da Reliance Industries

Limited, também fazem parte do projeto.

Foto: divulgação Foto: divulgação

10

www.REVISTABIOMAIS.com.br


ENTREVISTA

• ANGÉLICA DE CÁSSIA

OLIVEIRA CARNEIRO •

Foto: divulgação

DESAFIOS NA

BUSCA PELA

PRODUÇÃO

SUSTENTÁVEL

C

riada em 1974 através de uma parceria entre a UFV (Universidade Federal de Viçosa) e as principais empresas florestais

do Brasil, a SIF (Sociedade de Investigações Florestais) procura dar suporte ao desenvolvimento das pesquisas

e da qualificação profissional a partir de projetos científicos, econômicos e socioambientais. Por meio dela, criou-se

o grupo G6, que reúne as seis maiores empresas produtoras de carvão de Minas Gerais. A professora Angélica de

Cássia Oliveira Carneiro é coordenadora técnica do Grupo G6/SIF e reitera que o setor precisa contribuir para o desenvolvimento

técnico, social e ambiental da cadeia produtiva de carvão vegetal buscando a sustentabilidade do negócio. Para ela,

já é possível mensurar os avanços e mudanças proporcionados por esse projeto, mas a busca pela inovação e promoção da

sustentabilidade no setor deve permanecer constante.

CHALLENGES IN THE QUEST FOR

SUSTAINABLE PRODUCTION

C

reated in 1974 through a partnership between the Federal University of Viçosa (UFV) and major companies in the Brazilian

Forest-based Sector, Forest Research Society (SIF) seeks to support the development of research and professional qualification

through scientific, economic, and environmental projects. Through it, the G6 Group, which brings together the six major charcoal

producing companies in the State of Minas Gerais, was created. Professor Angélica de Cássia Okusanya is the Technical Coordinator of

the G6 Group/SIF project, and reiterates that the Sector needs to contribute to the technical, social and environmental development of the

charcoal production chain, aiming for the sustainability of the business. For her, it is already possible to measure the progress and changes

provided by this project, but the search for innovation and sustainability promotion in the sector must continue on a constant level.

12

www.REVISTABIOMAIS.com.br


PERFIL:

Nome: Angélica de Cássia Oliveira

Carneiro

Formação: Graduação em Engenharia

Florestal pela UFV (Universidade Federal

de Viçosa), mestrado em Ciências Florestal

pela UFV e doutorado em Ciências. Tem

experiência na área de Recursos Florestais

e Engenharia Florestal, com ênfase em

Tecnologia de Chapas e Adesivos e

Produção de carvão vegetal

Cargo: Professora adjunta da UFV e

coordenadora do Grupo Temático

de Carvão Vegetal

PROFILE:

Name: Angélica de Cássia Oliveira

Carneiro

Education: Graduated in Forest

Engineering, University of Viçosa (UFV),

Masters in Forestry, UFV, and Doctorate

in Sciences with experience in the Forest

Resources and Forest Engineering Areas,

with emphasis on Panel and Adhesive

Technology and Charcoal Production

Function: Associate Professor at UFV

and Coordinator of the Charcoal

Thematic Group

Quais são as maiores dificuldades na produção do carvão?

O controle de processo de carbonização da madeira que, de

modo geral, é realizado de forma subjetiva, sendo que isso se aplica

principalmente aos pequenos e médios produtores de carvão

vegetal, visto que as grandes empresas fazem o monitoramento

do processo via pirometria ou sistemas supervisórios. Além disso,

há resfriamento dos fornos, uma vez que os fornos industriais

retangulares geralmente gastam mais de dez dias para atingirem

a temperatura ótima para sua abertura e descarga. Também é preciso

considerar o desenvolvimento de queimadores de gases viáveis

técnica e economicamente, para geração de energia elétrica,

térmica, entre outras.

What are the major difficulties found in charcoal production?

Generally, the control of the wood carbonization process is

accomplished in a subjective way, and this applies especially to

small and medium-sized charcoal producers, since large companies

carry out process monitoring using pyrometry or supervisory

systems. In addition, there is furnace cooling, as rectangular

kilns often spend more than ten days to achieve the optimum

temperature to be opened and unloaded. You also need to consider

the development of gas burners, now technically and economically

feasible, for electric and thermal power generation,

amongst others.

Quais inovações acredita que foram as mais importantes

para as empresas que aderiram ao G6?

O Grupo G6 vem contribuindo, e muito, para a modernização

da produção de carvão vegetal no Brasil e dentre as inovações

podemos citar alguns projetos: fornos mecanizáveis, queima de

gases, resfriamento artificial de fornos retangulares, secagem artificial

utilizando os gases combustos do queimador de gases, controle

de processo via pirometria e supervisório.

Elas já estão funcionando em escala industrial ou ainda

são iniciativas piloto?

Algumas tecnologias sim, como os fornos retangulares mecanizáveis,

sobretudo no que tange ao controle de processo via

pirometria ou supervisório. Tendo os fornos, na sua maioria, monitoramento

da temperatura, bem como os projetos de queima

de gases e resfriamento. Outros projetos, a exemplo da cogeração

de energia, seja pela utilização dos gases para secagem da madeira

ou pela geração de energia elétrica, ainda são apenas projetos

piloto.

Which innovations do you believe are the most important

as a result of the eforts by the companies who joined

the G6?

The G6 Group has contributed, and much, to the modernization

of charcoal production in Brazil, and amongst the innovations,

we can cite several projects: mechanized furnaces,

gas-burning furnaces, artificial rectangular furnaces, artificial

drying using the combustible gas from the gas burner, and process

control via pyrometry and supervisory systems.

Are they already working on an industrial scale or still

pilot initiatives?

Some technologies yes, like the mechanized rectangular furnaces,

especially in regard to process control via pyrometry or

supervisory systems. Most furnaces have, temperature monitoring,

as well as gas burning and cooling designs. Other designs,

such as energy cogeneration, either by the use of gases for wood

drying or for electric power generation, are still just pilot projects.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 13


ENTREVISTA

Quais benefícios elas trouxeram? Houve ganho em qualidade,

escala e ambiental?

São vários os benefícios, como o aumento do rendimento gravimétrico,

a qualidade do carvão vegetal, produtividade, além da

redução dos gases de efeito estufa.

Como se encontra atualmente o sistema de produção dessas

empresas? Totalmente movido pelo modelo novo ou parte

ainda é produzido pelo sistema antigo?

As empresas do Grupo G6 utilizam parte destas tecnologias

desenvolvidas, principalmente em seus fornos retangulares como

uso de materiais construtivos (tijolos duplos, de encaixe, refratários

e outros) e no controle de processo, com o uso de controles

de temperatura online, através de supervisórios. Em relação aos

periféricos, alguns estão em escala piloto, sendo que alguns demandam

mais algumas atividades de pesquisa e desenvolvimento

com o objetivo de se buscar a melhor relação custo/benefício.

Quais são as maiores dificuldades para implementar os

novos processos?

A maior dificuldade é a falta de recursos financeiros, pois não

há nenhum incentivo para a pesquisa e desenvolvimento dos processos

de carbonização da madeira no Brasil, mesmo sendo um

grande produtor de carvão vegetal. A pouca pesquisa e desenvolvimento

do setor é sempre realizada por empresas produtoras

com poucos recursos financeiros e de pessoal. Falta apoio institucional

do governo, mesmo sendo uma cadeia de grandes volumes

de negócios, tanto no mercado interno como no externo.

Até agora abordamos a realidade de grandes empresas,

com condições técnicas e financeiras para investir em novas

tecnologias. Mas em relação aos pequenos produtores, quais

suas principais dificuldades?

Falta de capacitação para construção e operação destes fornos

com queimadores de gases; falta conhecimento do sensor de

temperatura pelos produtores. E também pela falta de informação,

quanto a forma de operação e manuseio, há desconhecimento

de custos.

Com relação a estas dificuldades, como elas poderiam ser

solucionadas no curto prazo?

Deve-se buscar incentivos para atendimento a financiamento

e capacitação. E também procurar as instituições públicas que

estão trabalhando com essas tecnologias para buscar o conhecimento

e até mesmo treinamento de forma mais imediata.

What benefits do these have? Is there a gain in scale and

environmental quality?

There are several benefits, such as increased gravimetric

yield, charcoal quality, productivity, and the reduction of greenhouse

gases.

What is the current productive system being used by

these companies? Totally using the new model, or just partially,

still producing using the old system?

Companies in the G6 Group use these technologies, especially

in their rectangular furnaces for construction materials

(double, encasing, refractory and other bricks) and in process

control, with the use of online temperature controls, through

monitoring systems. In relation to the peripherals, some are

being used on a pilot scale, and some require further research

and development with the objective to get a better cost/benefit

ratio.

What are the greatest difficulties in implementing the

new processes?

The greatest difficulty is the lack of financial resources, as

there are no incentives for research and development of the

timber carbonization processes in Brazil, even though Brazil is

a major producer of charcoal. The little research and development

being performed in the Sector is always being carried out

by companies with little financial resources and few staff. There

is a lack institutional support from the Government, even though

it is a chain with large business volumes, both internally and

abroad.

Up until now we covered the reality of large companies,

with the technical and financial resources for investing in

new technologies. But in relation to small producers, what

are their major difficulties?

Lack of training in the construction and operation of these

furnaces with gas burners; lack of knowledge of temperature

sensors in production. And also the lack of information, as to

operation and handling, and ignorance as to costs.

With respect to these difficulties, what can they do to

solve these in the short term?

They must seek out incentives as to funding and training.

And also immediately begin to seek out public institutions that

are working with these technologies to obtain the necessary

knowledge and, even more important, training.

14

www.REVISTABIOMAIS.com.br


PRINCIPAL

16

www.REVISTABIOMAIS.com.br


CARVÃO EM

HARMONIA COM

O MEIO AMBIENTE

NOVO MODELO DE

PRODUÇÃO BUSCA

CONCILIAR SUSTENTABILIDADE

E PRESERVAÇÃO

FOTOS DIVULGAÇÃO

COAL IN SYNC

WITH THE

ENVIROMENT

A NEW PRODUCTION MODEL

THAT SEEKS TO RECONCILE

SUSTAINABILITY AND

PRESERVATION

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 17


PRINCIPAL

18

www.REVISTABIOMAIS.com.br


REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 19


PRINCIPAL

20

www.REVISTABIOMAIS.com.br


DURANTE DÉCADAS, A PRODUÇÃO DE CARVÃO

VEGETAL FOI ASSOCIADA AO DESMATAMENTO E

À DEGRADAÇÃO AMBIENTAL, MAS NOS ÚLTIMOS

ANOS UM NOVO MODELO BUSCA CONCILIAR

PRODUÇÃO E PRESERVAÇÃO

Seu fornecedor mundial para tecnologias

de processamento de biomassa

ANDRITZ é um dos principais

fornecedores de tecnologias,

sistemas e serviços relativos

a equipamentos industriais

para peletização de biomassa.

Nós oferecemos máquinas

para produção de combustíveis

líquidos, sólidos e pellets de

resíduos agrícolas, industriais

ou domésticos (lixo). Fabricamos

e fornecemos máquinas

para cada processo dentro da

linha de procução de pellets.

ANDRITZ Feed & Biofuel Technologies

Rua Progresso, 450, Pomerode – SC – 89107-000 – Brazil

Telefone: +55 (47) 3387 9146, andritz-fb.br@andritz.com

www.andritz.com/ft


PRINCIPAL

AGENDA

SUSTENTÁVEL

Foto: Francesco Rovero

22

www.REVISTABIOMAIS.com.br


PRINCIPAL

24

www.REVISTABIOMAIS.com.br


PRINCIPAL

PROJETO PILOTO PARA

PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL

DE CARVÃO VEGETAL TENTA

SALVAR FLORESTAS DA

TANZÂNIA

26

www.REVISTABIOMAIS.com.br


PELO MUNDO

ÁUSTRIA

É VANGUARDA NO USO

DE ENERGIAS RENOVÁVEIS

CERCA DE 85% DE TODA A FONTE ENERGÉTICA

CONSUMIDA PELO PAÍS VEM DE COMBUSTÍVEIS LIMPOS

FOTO DIVULGAÇÃO

M

useus tradicionais, vinícolas, montanhas,

restaurantes e castelos. Tudo isso

pode ser encontrado na Baixa Áustria,

província austríaca. Mas o maior Estado

da Áustria, com mais de 1,5 milhão de habitantes e

cortado pelo famoso Danúbio – segundo maior rio

europeu - também é a primeira região do país a ter

toda sua demanda por eletricidade suprida exclusivamente

com energias renováveis.

A região que faz fronteira com a República Tcheca

contou com a mobilização de mais de 300 mil pessoas

no projeto de transição energético, com instalações

de painéis solares e isolamento das casas. De acordo

com o governador Erwin Pröll, desde 2002 foram gastos

cerca de € 2,8 bilhões no projeto. Da energia gerada,

63% provêm de hidroelétricas, 26% da energia

eólica, 9% de biomassa e 2% de energia solar.

A Áustria, que renunciou completamente o uso

da energia nuclear em 1978, consome apenas 25% de

energia fóssil. O país também possui 36 mil empregos

verdes – postos de trabalho que reduzem o impacto

das empresas no meio ambiente e dos setores econô-

28

www.REVISTABIOMAIS.com.br


micos a níveis que sejam considerados sustentáveis.

A intenção é aumentar este número para 50 mil até

2030.

Para Stephan Pernkopf, conselheiro do governo

austríaco, o país é um exemplo a ser seguido. “Este é

um sinal claro contra a energia nuclear na Europa. Somos

um modelo para o continente. Em Paris, apenas

5% da eletricidade é composta por energias renováveis.”

A Áustria, aliás, sempre foi vanguarda em iniciativas

que priorizam a relação saudável entre geração

de energia e meio ambiente. Güssing, no Estado de

Burgenland, leste do país, mudou radicalmente desde

o início da década de 90.

Naquela época, o pequeno povoado, de apenas 4

mil habitantes, atravessava uma grave crise financeira.

Peter Vadasz, então prefeito da cidade, concluiu que

o município não possuía estrutura para arcar com os

gastos relativos a combustíveis fósseis. Vadasz então

decretou que todas as repartições públicas deixassem

de utilizar combustíveis derivados de petróleo.

A atitude surpreendente foi o impulso necessário

para que uma indústria de energia renovável se estabelecesse

em Güssing, gerando empregos, enxugando

a máquina pública e gerando energia através do

milho, estrume, serragem, resíduos agrícolas e através

do sol.

Alguns anos depois, a Universidade Técnica de

Viena, capital do país, auxiliou Güssing no desenvolvimento

de uma tecnologia inovadora que transforma

biomassa em gás de calefação e biocombustível

– duas décadas depois já existem 24 centros de geração

de energias renováveis na cidade.

Dessa forma, Güssing reduziu em 95% suas emissões

de carbono e passou a gerar energia renovável

em quantidade superior a sua demanda, comercializando

o excedente e tornando o custo energético

30% mais baixo para cidadão e empresas – o que

atraiu mais empresas e, consequentemente, criou

novos postos de trabalho. Depois de 20 anos, o então

pequeno povoado austríaco é exemplo para o

mundo; um caso concreto que nos mostra como iniciativas

sustentáveis podem ser, além de benéficas ao

meio ambiente, lucrativas.


PROCESSO

30

www.REVISTABIOMAIS.com.br


DA FLORESTA

PARA O FORNO

BAIXO CUSTO, ALTO DESEMPENHO E A QUEIMA

LIMPA SÃO ALGUNS DOS BENEFÍCIOS DA

ENERGIA OBTIDA POR MEIO DO CAVACO DE

MADEIRA

FOTOS REFERÊ NCIA

O

s cavacos ou estilhas de madeira ganham

espaço como uma alternativa de energia

limpa por tornar produtivos resíduos até

então pouco explorados. O baixo custo

de obtenção, o alto desempenho e a queima limpa

são alguns dos benefícios deste tipo de combustível.

Com um comprimento variável entre 5 mm e 50

mm (milímetros), o cavaco é originado de resíduos de

madeira de serraria, reflorestamentos e reciclagem,

entre outros. Os pequenos pedaços de madeira são

obtidos no corte de toras e utilizados para a geração

de energia térmica e elétrica.

O processo de obtenção do cavaco baseia-se no

uso de picadores e trituradores de pátio ou florestais,

utilizados no corte de madeira em indústrias, serrarias

ou reciclagem. Os resíduos que dão origem ao cavaco

de madeira podem ser obtidos por meio de estilhaçamento

da madeira na direção da fibra, no caso dos

picadores a disco, ou por corte reto, quando utilizados

picadores a tambor.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 31


PROCESSO

COM UM COMPRIMENTO VARIÁVEL ENTRE

5 MM E 50 MM (MILÍMETROS), O CAVACO É

ORIGINADO DE RESÍDUOS DE MADEIRA DE

SERRARIA, REFLORESTAMENTOS E RECICLAGEM,

ENTRE OUTROS. OS PEQUENOS PEDAÇOS DE

MADEIRA SÃO OBTIDOS NO CORTE DE TORAS

E UTILIZADOS PARA A GERAÇÃO DE ENERGIA

TÉRMICA E ELÉTRICA

32

www.REVISTABIOMAIS.com.br


Compacto e ainda muito produtivo

Confiável e de fácil manutenção

Cavacos de alta qualidade

CBI

®

www.cbidobrasil.com

CBI do Brasil

www.cbidobrasil.com

CBI - A Terex Brand


CASE

HOSPITAL

RECEBE

ENERGIA

GERADA

COM

BAGAÇO

DE CANA

FOTOS DIVULGAÇÃO

34

www.REVISTABIOMAIS.com.br


UNIDADE VOLTADA AO CUIDADO DE

PACIENTES COM CÂNCER TEM METADE

DO CONSUMO ENERGÉTICO DOADO

POR USINA DE AÇÚCAR

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 35


CASE

O

Hospital de Câncer de Barretos, localizado

no interior de São Paulo, renovou, em outubro,

uma parceria de doação de energia

gerada a partir de bagaço de cana. O convênio

prevê a doação de energia pela Guarani, uma das

maiores produtoras de açúcar do país, e dá continuidade

a uma iniciativa que coloca a instituição na vanguarda do

setor.

Desde o convênio, assinado em 2012, a parceria possibilitou

ao hospital a economia de R$ 6,3 milhões, equivalente

ao consumo de energia por sete meses de cada

ano. Com o novo convênio, a empresa fornecerá 1.200

MW/h (megawatts por hora) ao longo de um ano, energia

destinada para o abastecimento de todo o pavilhão

de internação infantil durante o período.

“Temos sete usinas que fazem doações. No período

que elas trabalham, elas geram uma sobra de energia

e compartilham com a gente”, afirma o diretor-geral do

hospital, Henrique Prata. “Essas sete usinas conseguem

trazer para nós, em sete meses do ano, uma economia de

50% do que gastamos com energia nesse período. Gastamos,

em média, R$ 600 mil por mês com energia elétrica

e essa contribuição significa 50% de economia, ou seja,

pouco mais de R$ 2 milhões por ano”, completa.

O processo de abastecimento do hospital com a

energia gerada pela Guarani se inicia com a incineração

do bagaço de cana-de-açúcar, ainda na usina produtora,

seguido da alimentação do gerador que envia a energia

à rede nacional de eletricidade. Depois de recebido, o

montante equivalente àquele produzido pela usina é redirecionado

ao hospital, sem custos. Com isso, a instituição

é capaz de reduzir seus custos com energia elétrica

em até 50% ao mês.

Os benefícios do uso de energia renovável não se

limitam ao âmbito financeiro de curto prazo. Um dos

benefícios atrelados à iniciativa é o uso mais eficiente

de equipamentos, o que aumenta sua vida útil e reduz

custos de renovação no longo prazo. O novo convênio

consolida a posição do hospital na vanguarda do setor

no uso de energia renovável.

36

www.REVISTABIOMAIS.com.br


Da TECNOLOGIA à produção,

pioneira e LÍDER em MARAVALHAS

LANÇAMENTO

PMF 4/2400

TTF 1500

Fone: (54) 3242 2640

www.fortex.ind.br

Secador para Maravalhas Prensa Enfardadeira Plainas para Maravalhas


CASE

Desde o convênio, assinado em 2012,

a parceria possibilitou ao hospital a

economia de R$ 6,3 milhões.

INICIATIVAS PELO MUNDO

No Brasil, o perfil sustentável é partilhado por instituições

como o Hospital Israelita Albert Einstein, em São

Paulo, que conta com um sistema de 70 m 2 (metros quadrados)

de placas coletoras de radiação solar, responsável

pela redução de até 30% do consumo de gás natural.

Seguindo o mesmo exemplo, o Hospital das Clínicas

da USP pretende renovar seu sistema de abastecimento

para tornar-se autossuficiente em energia. O projeto contempla

a instalação de sistema de gás natural e energia

solar fotovoltaica capazes de abastecer todo complexo

hospitalar, o maior da América Latina.

A instituição, que atualmente utiliza 82 geradores a

diesel, pretende adotar gás natural para a refrigeração da

água utilizada no sistema de ar-condicionado dos hospitais

do complexo.

Como medida complementar, será instalado um sistema

de 5 mil m² de painéis solares, além de novos sistemas

de iluminação e ar-condicionado mais eficientes. O

investimento é estimado em R$ 85 milhões.

Na Bahia, o Hospital Geral de Camaçari estabeleceu

uma parceria com a Sesab (Secretaria de Saúde do Estado

da Bahia) e a Companhia de Gás da Bahia para o fornecimento

de gás natural. O abastecimento contempla os

setores de nutrição, lactário e lavanderia, que até então

funcionavam à base de combustíveis fósseis.

Além da redução de impacto ambiental, a mudança

possibilita a redução de custos com manutenção de

equipamentos, que sofrem menor corrosão, e melhores

condições de segurança para os trabalhadores e pacientes,

uma vez que o gás natural traz menores riscos de

acidentes.

Nos EUA (Estados Unidos da América), o Partners HealthCare

reduziu o uso de energia gerada por combustíveis

fósseis em 25% nos últimos 5 anos. A mudança foi

possível graças a uma combinação de medidas de redução

de consumo e uso de energia limpa. O hospital segue

a mesma tendência de instituições como Providence

Newberg Medical Center e Gundersen Health System,

que já são totalmente autossustentáveis no uso de energia

renovável.

38

www.REVISTABIOMAIS.com.br


O NOVO CONVÊNIO CONSOLIDA A POSIÇÃO

DO HOSPITAL NA VANGUARDA DO SETOR NO

USO DE ENERGIA RENOVÁVEL

>> www.carroceriasbachiega.com.br

SUPORTE TÉCNICO

ESPECIALIZADO

PROJETOS

PERSONALIZADOS

QUALIDADE

COMPROVADA

DIVISÃO

PISO MÓVEL

IDEAL PARA O TRANSPORTE DE:

Cavaco de madeira| Pó de serra | Bagaço de cana-de-açúcar | Casca de arroz

Carvão vegetal |Moinha de carvão | Casca de amendoim | Pellets | Grãos | Lixo e resíduos

Trabalhamos com venda e locação

de semirreboques com piso móvel

MADE BY CARGO FLOOR

40

CARROCERIAS BACHIEGA

ANOS

TRADIÇÃO

Rua João Souilassi, 332, Distrito Industrial - Rafard/SP

Fones: (19) 3496-1555 | (19) 3496-1381


ESPECIAL

FUTURO

ANIMADOR

PARA BIOMASSA

COMPACTADA

40

www.REVISTABIOMAIS.com.br


PROJEÇÕES NO CONSUMO DO

COMBUSTÍVEL SUSTENTÁVEL,

PRINCIPALMENTE NO MERCADO

EXTERNO, ANIMAM PRODUTORES

DE PELLETS E BRIQUETES

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 41


ESPECIAL

42

www.REVISTABIOMAIS.com.br


INDISCUTIVELMENTE LÍDER EM PICADORES

A PLANALTO lidera a fabricação de PICADORES FLORESTAIS

NO BRASIL. Possui a mais avançada tecnologia. Os

PICADORES FLORESTAIS PLANALTO são fabricados em

diversos tamanhos e modelos. Por serem Máquinas que

trabalham em terrenos dobrados, possuem rodados tandem,

são rebocados por trator, pá carregadeira ou escavadeiras,

com isso facilita o manejo dentro da floresta. São equipados

com rotores de facas segmentadas ou facas inteiras, vindo

ao encontro das necessidades do cliente.

www.planaltopicadores.com.br

Rod. BR 282 - Km 346 | Distrito de Macrozona de Expansão Urbana

Campos Novos - SC | CEP 89620-000 - Cx. Postal: 32

Tel/Fax: (49) 3541-7400 | comercial@planaltopicadores.com.br


ESPECIAL

44

www.REVISTABIOMAIS.com.br


RESÍDUOS AGROFLORESTAIS COMO

FONTE DE ENERGIA

Para otimizar o potencial de resíduos que seriam

descartados, é necessário visualizá-los como fonte de energia,

seja para indústrias ou pequenas comunidades rurais.

Estudos desenvolvidos pela UnB (Universidade de Brasília)

viabilizam a casca do café, assim como outras biomassas,

como elemento gerador de eletricidade em termoelétricas;

partindo da combustão de fornalhas, gera-se energia em

forma de calor. Este será utilizado para a produção de

vapor, que irá auxiliar na geração de energia elétrica.

O fato é que, quando usada como combustível, a casca do

café, assim como outros resíduos agroflorestais, tem inúmeras

vantagens em relação aos combustíveis fósseis; já que se trata de

uma fonte renovável e os compostos liberados na sua combustão

são sequestrados pelos novos plantios, fechando o ciclo do

carbono, e, portanto, não contribuindo com o efeito estufa

ENTRADA: Matéria-prima

Bripell é um CSR (Combustível Sólido Renovável), um mini briquete.

Seu formato possibilita ser transportado a Granel ou em Bags,

podendo ser armazenado por longo período de tempo. Devido ao

seu tamanho o Bripell é ideal para alimentação automatizada em

caldeiras e secadores em geral

Matérias primas utilizáveis:

Sabugo e Palha

do Milho

Folha e Caule

do Milho

Casca do

Amendoim

Serragem

de Madeira

Pontas e Palha de

Cana-de-Açúcar

Fibras em

Geral, Capim

e outros

SAÍDA: Bripell

A Bripell é fabricante de máquinas e equipamentos para

secagem e compactação de biomassa, nós construímos e

montamos plantas que produzem o Bripell

Rua Osvaldo Cachoni, 120

Distrito Industrial - Ipaussu/SP

(14) 3344.1334 | (14) 3344-2068

bripell@bripell.com

www.bripell.com


ESPECIAL

46

www.REVISTABIOMAIS.com.br


MADEIRA GERA MADEIRA

De certa forma, chapas de madeira

aglomerada são fabricadas a partir de partículas

de madeira ou outros materiais, aglutinados

por meio do uso de resina e, logo em seguida,

prensados; durante esse processo são

adicionados componentes químicos para tornar

a nova madeira mais resistente as situações

em que estará exposta em determinada região

(umidade, resistência ao fogo e a insetos, etc).

As principais fontes de matéria-prima para a

madeira aglomerada são resíduos provenientes

da industrialização, da exploração florestal ou até

mesmo madeiras de qualidade inferior que serão

descartas. A destinação vai desde a fabricação

de móveis até a indústria da construção civil.


BIOMASSA

NEGÓCIOS E

BIOMASSA

EVENTO MOSTRA

OPORTUNIDADES

GERADAS POR

INVESTIMENTOS EM

ENERGIA LIMPA E

RENOVÁVEL

FOTOS BIOMAIS

F

lorianópolis recebeu nos dias 12 e 13 de novembro

o simpósio internacional Bio.Combrasil

(Biomassa Sólida, Tecnologias e Negócios),

organizado pelo Ibiom (Instituto da Biomassa

Energética). Durante os dois dias, diversos tópicos foram

abordados: iniciativas e estratégias nos países Ibéricos

quanto à produção, comercialização e utilização

da biomassa sólida; estímulos para uma relação mais

efetiva entre empresas, universidades e poder público

e integração setor privado em termos de agenda estratégica

para aumentar as oportunidades tecnológicas e

comerciais pautaram as discussões.

Os destaques foram os cases bem sucedidos de

empresas do setor apresentados ao público. A Tree

Florestal, empresa do FIP (Fundo de Investimento em

Participações) Ático Florestal, dedicada ao desenvolvimento

de plantações de pinus e eucalipto, falou sobre

o projeto de florestas que abastecerão a UTE (usina termoelétrica)

Campo Grande, na Bahia.

“Até janeiro de 2018, quando a usina deve entrar em

operação, a meta é alcançar 35 mil ha (hectares) plantados,

em uma área total de 45 mil a 50 mil ha”, explicou o

diretor da da Tree Florestal, Marco Tuoto.

As vantagens e formas de mensurar a qualidade da

biomassa combustível para uso térmico foram apresentadas

pela Marrari Automação, que expôs o case do

48

www.REVISTABIOMAIS.com.br


medidor de umidade para materiais granulados como

biomassa, cavacos de madeira e serragem desenvolvido

pela empresa. “É um equipamento portátil, com leitura

instantânea e armazenamento dos dados. Permite

a avaliação imediata do poder calorífico do produto

sem a necessidade de ensaios de laboratório”, diz Joaquim

Teixeira. “Utilizando uma ferramenta de cálculo

pode-se avaliar o valor da biomassa em função do teor

de umidade, indicando o seu poder calorífico e o valor

real do produto.”

Ao final do encontro, a consolidação de parcerias

interinstitucionais privadas e públicas, por meio da

definição de políticas e dimensionamento dos investimentos

necessários para implementar ações facilitadoras

do desenvolvimento do setor, foi exaltada por

organizadores e participantes.

“A sinergia, mesmo entre empresas concorrentes,

deve ser louvada. Foram mais de 40 pessoas, de grandes

empresas, auxiliando na formulação de um documento

conjunto em prol do setor”, avalia Marli Luisa

Juarez y Sales, organizadora do evento.

“A troca de experiências bem-sucedidas, essa integração

entre o setor buscando o fortalecimento conjunto

é fundamental para a consolidação da biomassa

na matriz energética brasileira”, conclui Tuoto.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 49


ARTIGO

PRODUÇÃO DE

CARVÃO ATIVADO

A PARTIR DA

CASCA DE CAFÉ

FOTOS DIVULGAÇÃO

50

www.REVISTABIOMAIS.com.br


G. B. SANTOS, L. D. TEDESCO, R. T. RAVANI, T. R. A. FRAGA, M. R. T. HALASZ

Curso de Engenharia Química da Faacz (Faculdades Integradas de Aracruz)

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 51


ARTIGO

RESUMO

INTRODUÇÃO

O

presente estudo tem por objetivo a produção

de carvão ativado a partir da casca

de café, visando sua aplicação para a remoção

do corante azul de metileno em

soluções aquosas. Foram preparados carvões ativados

utilizando como agente ativante o ácido fosfórico, em

diferentes temperaturas 450ºC, 600ºC e 750ºC (Graus

Celsius) e tempos de ativação 1,5 h, 2,5 h, e 3,5 h (horas).

A partir dos ensaios de adsorção, verificou-se que

o melhor material foi aquele preparado a temperatura

de 750ºC e tempo de 3,5 h, apresentando uma capacidade

de remoção do corante correspondente a 417,87

mg.g-1 (miligramas por grama), enquanto que o carvão

ativado comercial (Cromoline Química Fina) apresentou

uma capacidade de remoção de 156,71 mg.g-1.

A partir da análise MEV realizada para a casca de café e

para os carvões ativados (comercial e o carvão ativado

produzido promissor), observou-se que o carvão ativado

produzido apresentou uma estrutura mais porosa,

quando comparado ao material precursor e ao carvão

ativado comercial.

A casca de café é um dos principais resíduos agrícolas

gerados no Brasil, que apesar de possuir algumas

aplicações, grande parte da mesma ainda é desprezada.

Uma forma de reaproveitar a casca de café é utilizando-a

como matéria-prima para a produção de carvão

ativado, o qual por sua vez, é um material de maior

valor agregado (Pereira, 2010; Oliveira et al., 2008).

De acordo com Claudino (2003), carvão ativado é

definido como um material carbonáceo que sofreu um

processamento com a finalidade de aumentar sua porosidade

interna, conferindo a capacidade de adsorver

moléculas ou impurezas no interior de seus poros (os

quais são classificados como sendo macro, meso ou

microporos). Em sua produção, o carvão ativado pode

ser obtido pelo processo de ativação química ou física.

A ativação química consiste na impregnação de agentes

ativantes, sobre o material ainda não pirolisado,

com subseqüente carbonização e pirólise. (Khalili et al.,

2000). A ativação física consiste na gaseificação do material

carbonizado através de sua oxidação com gases

(vapor d’água, CO 2 (Gás Carbônico), ar ou junção destes

gases) a temperaturas entre 800°C a 1000°C (Rodríguez;

Molina, 1998). Quanto a sua aplicação, o carvão

ativado é um adsorvente muito utilizado na indústria,

como por exemplo, para a remoção de corantes presentes

em efluentes industriais. Diversos corantes podem

ser utilizados em testes de adsorção, entretanto,

o corante orgânico azul de metileno é o mais utilizado,

devido ao fato de apresentar uma forte adsorção em

suportes sólidos (Fungaro; Izidoro; Bruno, 2009).

Tendo em vista a grande quantidade de casca de

café desprezada, e a possibilidade de reaproveitar esta

biomassa para a produção de material de maior valor

agregado, o presente trabalho objetiva a produção de

carvão ativado a partir da casca de café, visando a sua

aplicação para a remoção do corante azul de metileno.

52

www.REVISTABIOMAIS.com.br


MATERIAIS E

MÉTODOS

A casca de café utilizada no trabalho foi coletada

na Cafeeira Cuzzuol Pimentel, localizada no município

de Aracruz (ES), sendo a mesma obtida por processamento

via seca.

PREPARAÇÃO DA BIOMASSA

O procedimento foi realizado com base no trabalho

de Bianchi et al. (2008), onde a casca de café foi triturada

e peneirada, resultando em uma granulometria

entre 250 a 297 µm (48 a 60 mesh).

PRODUÇÃO DE CARVÃO ATIVADO

Para a produção do carvão ativado, optou-se pelo

processo de ativação química, onde foi utilizado o ácido

fosfórico (H 3

PO 4

) como agente ativante, adotando-

-se três temperaturas (450, 600, 750°C) e três tempos

de ativação (1,5; 2,5 e 3,5 h).

Inicialmente, a casca de café triturada foi impregnada

com o agente ativante na proporção 1:1 em massa

(agente ativante: casca) e colocados em uma estufa

a 110°C, onde permaneceu por um período de 24h.

Posteriormente, o material foi pirolisado em um forno

mufla (Sppencer Scientific), sob atmosfera inerte, com

fluxo de 100 ml min-1 de argônio (Ramos et al., 2009),

onde o material foi submetido a variações de temperatura

e tempo. Após a ativação, o carvão ativado foi

lavado com água destilada, até pH neutro, para a remoção

do agente ativante e desobstrução dos poros

formados.

FINALMENTE

A LENHA FÁCIL

Com apenas um clique ou uma

ligação você tem a comodidade

de ter a lenha na sua indústria,

comércio ou residência

INDUSTRIAL COMERCIAL DOMÉSTICA

NOVIDADE

GANHE TEMPO E DINHEIRO:

Alugamos máquinas

para processamento

da lenha

CONFIRA!

www.lenhafacil.com.br

contato@lenhafacil.com.br

WhatsApp: (41) 9211 9337

FÁCIL


ARTIGO

TESTE DE ADSORÇÃO

Os estudos de adsorção foram realizados em duplicata,

tanto para os carvões ativados produzidos,

quanto para o carvão ativado comercial do fabricante

Cromoline Química Fina Ltda.

Para a obtenção das isotermas de Langmuir, 30 mg

dos materiais adsorventes foram colocados em contato

com 30 mL das soluções aquosas de azul de metileno

nas concentrações de 25, 50, 100, 250 e 500 mg.L-1,

permanecendo em agitação por um período de 24

horas, à temperatura ambiente (Pereira, 2010). Em seguida,

as suspensões foram centrifugadas e os sobrenadantes

foram analisados por espectrofotometria

UV-visível (Spectrum, SP-2000UV), no comprimento de

onda de 645 nm (Oliveira et al., 2009).

De acordo com Chowdhury (2012), pode-se calcular

a capacidade de adsorção do adsorvente em

qualquer concentração de uma fase líquida, através da

Equação 1:

Qeq=(C0−Ceq)×V/m (1)

Sendo Qeq a quantidade de corante adsorvida pelos

adsorventes (mg.g-1); C 0 a concentração inicial da

solução de corante (mg.L-1); Ceq a concentração de corante

no equilíbrio (mg.L-1); V o volume da solução de

corante (L) e m a massa de adsorvente (g).

RESULTADOS E

DISCUSSÕES

TESTE DE ADSORÇÃO

A partir dos dados experimentais dos testes de adsorção,

foi possível obter as isotermas de adsorção do

corante azul de metileno. As mesmas foram determinadas

plotando-se o gráfico da quantidade adsorvida

(Qeq) em função da concentração de equilíbrio da espécie

em solução (Ceq).

A partir da Figura 1, pode-se observar os valores

máximos de Qeq das isotermas. Na Figura 1.A, o maior

valor de Qeq encontrado foi de 321,03 ± 2,00 mg.g-1,

que correspondeu ao carvão ativado produzido a 450ºC

e 1,5h. Na Figura 1.B, o maior valor de Qeq encontrado

foi de 344,33 ± 28,13 mg.g-1, que correspondeu ao carvão

ativado produzido a 600ºC e 1,5h. Na Figura 1.C,

o maior valor de Qeq encontrado foi de 417,87 ± 6,04

mg.g-1, que correspondeu ao carvão ativado produzido

a 750ºC e 3,5h.

MEV (MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE

VARREDURA)

A morfologia da casca de café, da amostra mais

promissora de carvão ativado produzido e do carvão

ativado comercial, foi determinada por microscopia

eletrônica de varredura, em um equipamento Zeiss Evo

MA10, empregando uma tensão de 20 kV. Os materiais

estudados foram colados em um suporte de alumínio,

utilizando-se fita dupla-face de carbono e, em seguida,

foram cobertos com uma fina camada de ouro em um

evaporador (modelo Quorum, Q15ORES).

54

www.REVISTABIOMAIS.com.br


300

A

q eq

(mg/g)

200

100

0

0

100

200

300 400

Figura 1 - Isotermas de adsorção adequadas

ao modelo de Langmuir, para os carvões

ativados preparados a temperatura

de (A) 450°C, (B) 600°C e (C) 750°C, nos

tempos de (●) 1,5 h, (■) 2,5 h, (▲) 3,5 h.

C eq

(mg/L)

400

B

400

C

q eq

(mg/g)

300

200

q eq

(mg/g)

300

200

100

100

0

0

50 100 150 200 250

0

0

100 200 300 400 500

C eq

(mg/L)

C eq

(mg/L)


ARTIGO

q eq

(mg/g)

Sendo assim, para o conjunto de carvões ativados

produzidos, o que apresentou a maior capacidade de

adsorção foi o produzido a temperatura de 750°C e

tempo de ativação de 3,5h, sendo este comparado ao

carvão ativado comercial, conforme observado pela

Figura 2.

400

300

200

100

0

0

100 200 300 400 500 600

C eq

(mg/L)

Figura 2 – Isotermas de adsorção do (▲)

carvão ativado produzido à temperatura

de 750°C e tempo de 3,5h e do (♦) carvão

ativado comercial.

Na Figura 2, é possível observar que o carvão ativado

produzido apresentou maior capacidade de adsorção

(417,87 mg.g-1), quando comparado ao carvão

ativado comercial (156,71 mg.g-1). A alta capacidade

de adsorção obtida para o carvão ativado produzido

a partir da casca de café pode estar associada à morfologia

deste material, uma vez que materiais com estruturas

altamente porosas apresentam capacidades

elevadas de adsorção.

D

MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE VARREDURA

A Figura 3.a apresenta a micrografia da casca de

café antes do processo de carbonização, a Figura 3.b

apresenta o carvão ativado produzido a partir da casca

de café e na Figura 3.c pode-se observar o carvão ativado

comercial do fabricante Cromoline.

Nas Figuras 3.a e 3.b, nota-se um aumento na porosidade

promovido pelo processo de ativação, da casca

de café para o carvão ativado produzido a partir deste

precursor. O aumento do número de poros pode fornecer

uma maior área de deposição ao material, explicando

assim, a elevada capacidade de adsorção apresentada

pelo carvão ativado produzido a partir da casca

de café.

A partir das Figuras 3.b e 3.c, observa-se que ambos

os carvões ativados apresentam uma estrutura

porosa, bem definida e irregular. No entanto, o carvão

ativado produzido a partir da casca de café aparenta

possuir poros maiores quando comparado ao carvão

ativado comercial. Comparativamente ao carvão ativado

comercial, os poros apresentados pelo carvão ativado

produzido a partir da casca de café se mostraram

mais favoráveis para a adsorção de moléculas grandes,

como a do corante azul de metileno. Este fato pode

ser confirmado pelos resultados do teste de adsorção

apresentados, anteriormente, para ambos os carvões

ativados.

56

www.REVISTABIOMAIS.com.br


RODUTO DE MADEIRA

DE REFLORESTAMENT

SOLUÇÕES INDUSTRIAIS

Projetos e sistemas completos para indústria

de biomassa, reciclagem, celulose e papel

Soluções em equipamentos

Montagem

Reformas

COMPROMISSO E

CONSCIÊNCIA AMBIENTAL

!

MELHORE A PRODUÇÃO DA SUA INDÚSTRIA

COM NOSSOS SEVIÇOS DE CONSULTORIA

• Peças de reposição

• Facas

• Contra-faca

• Reforma de máquina

• Recuperação de peças

• Equipamento especifico

• Dispositivos

49 3541.2544 | 49 9200.3488

contato@emtec.ind.br

www.emtec.ind.br

O Pellet da Koala Energy é sinônimo de

qualidade e confiabilidade sendo

distribuído tanto para o mercado interno,

como para o mercado externo, seguindo

os mais rígidos padrões de qualidade

internacional -

EnPlus – A1

, sendo uma

das pioneiras neste setor no Brasil.

Figura 3 - Micrografias do (a) casca de

café (b) carvão ativado produzido (c)

carvão ativado comercial a 1000x.

KOALA ENERGY LTDA. EPP

Rua Capitão Osmar Romão da Silva, 303

Centro - Rio Negrinho - SC - 89.295-000

Fone: (47) 3644-2028

www.koalaenergy.com.br / exportacao@koalaenergy.com.br

P

O


ARTIGO

CONCLUSÃO

O estudo revelou que, dentre os carvões ativados

obtidos a partir do ácido fosfórico, a amostra

mais promissora foi àquela preparada à temperatura

de 750ºC e tempo de ativação de 3,5h. Nestas

condições, o material apresentou uma capacidade

de remoção de azul de metileno correspondente

a 417,87 mg.g-1, que se mostrou muito superior à

capacidade do carvão ativado comercial, que foi de

apenas 156,71 mg.g-1.

A partir da análise morfológica dos materiais,

observou-se que a alta capacidade de adsorção

do corante azul de metileno para o carvão ativado

produzido a partir da casca de café está associada à

estrutura altamente porosa que o mesmo adquiriu

após a biomassa ter sido submetida a um processo

de ativação química.

Diante dos resultados favoráveis obtidos, conclui-se

que a casca de café pode ser utilizada para

a produção de carvão ativado, contribuindo assim

para a redução dos custos no processo de obtenção

deste carvão e minimização dos impactos

ambientais causados pelo despejo incorreto de resíduos

provenientes da produção agrícola do café.

58

www.REVISTABIOMAIS.com.br


ATUALIZE SUAS INFORMAÇÕES

ASSINANDO AS PRINCIPAIS

REVISTAS DO SETOR

LIGUE AGORA PARA NOSSA

CENTRAL DE ATENDIMENTO

0800 600 2038

Pagamento nos Cartões de Crédito em até 3X sem juros


AGENDA

FEVEREIRO Fevereiro 2016 2016

ABRIL Abril 2016 2016

Show Rural Coopavel

Data: 1 a 5

Local: Cascavel (PR)

Informações: http://www.showrural.com.br/

MARÇO Março 2016 2016

Encontro Brasileiro de Energia da Madeira

Data: 10 e 11

Local: Curitiba (PR)

Informações: http://www.energiadamadeira.com.br/

Lignum Brasil

Data: 9 a 11

Local: Curitiba (PR)

Informações: http://lignumbrasil.com.br/

Fiema Brasil

Data: 05 a 07

Local: Bento Gonçalves (RS)

Informações: www.fiema.com.br

MAIO Maio 2016 2016

Enersolar

Data: 10 a 12

Local: São Paulo (SP)

Informações: www.enersolarbrasil.com.br

JUNHO Junho 2016 2016

Cibio 2016

Data: 15 e 16

Local: Curitiba (PR)

Informações: http://www.congressobiomassa.com/index.php

Brasil Solar Power

Data: 30 a 01/07

Local: Rio de Janeiro (RJ)

Informações: www.brasilsolarpower.com.br

Acesse:

www.portalreferencia.com.br


DESTAQUE

Destaque

Cibio 2016

Data: 15 e 16

Local: Curitiba (PR)

Informações: www.congressobiomassa.com/index.php

O Cibio (Congresso Internacional de Biomassa) vai debater os

novos rumos e tendências do setor, além de apresentar novas tecnologias,

pesquisas realizadas pelos setores acadêmico e produtivo. O

evento acontece entre 15 e 16 de junho de 2016 na Fiep (Federação

das Indústrias do Paraná), em Curitiba (PR).

Imagem: reprodução

√ Novidades

√ Máquinas

√ Equipamentos

√ Produtos

√ Insumos

√ Mercado

√ Cases

√ Tecnologia

A Revista Celulose & Papel

é um canal de comunicação

exclusivo ao mercado e por isso

muito mais eficaz e direcionado

Atualize suas informações

assinando a

CELULOSE & PAPEL !

Central de atendimento

0800 600 2038

pagamentos nos cartões em até 3x sem juros

www.celulosepapel.com.br


OPINIÃO

ENERGIA SOLAR NO

BRASIL: A ORDEM

AGORA É A

CAPACITAÇÃO

Foto: divulgação

É

possível afirmar que no ano de 2015 o Brasil entrou

definitivamente no mapa mundial da energia

solar fotovoltaica. A tecnologia é muito promissora

em todo o mundo e o Brasil apresenta altos

índices de irradiação, elevadas tarifas de energia, além de sinalizar

crescimento com incentivos e investimentos na área.

A energia fotovoltaica está em um momento ainda inicial

no Brasil, com expectativa de uma explosão de mercado para

breve. Vemos fornecedores, instaladores, consumidores e governos

(federal e estadual) empenhados em remover obstáculos

e burocracias ao desenvolvimento do setor, com expectativa

de um crescimento exponencial em sua participação

na matriz elétrica brasileira.

Nos sistemas conectados, a Aneel (Agência Nacional de

Energia Elétrica) contabilizou em 2014 aproximadamente 15

MW (megawatts) instalados, representando 0,01 % da matriz

elétrica brasileira, enquanto a Alemanha contabilizou em

2014 impressionantes 38 GW (gigawatts) instalados em sua

matriz. Porém, considerando os três leilões de reserva já realizados

para energia fotovoltaica, sendo um em 2014 e dois

neste ano, foram contratados mais de 3 GW em mais de 100

empreendimentos de geração centralizada, com início de

operação das usinas previsto para o final de 2017. Na geração

distribuída, a Aneel contabilizou no final de outubro a marca

de 1.125 sistemas instalados.

Dentro deste cenário e de um mercado em franca expansão,

torna-se urgente a capacitação de mão de obra especializada

para atender as necessidades e oportunidades que

começam a surgir, e as empresas do setor já se mobilizam no

sentido de desenvolver cursos e treinamentos para capacitação

desta mão de obra.

Nesta linha, a Neosolar Energia é uma das pioneiras e vem

atuando na área de treinamentos desde 2012, inicialmente

com foco para sistemas Isolados, com cursos teóricos e práticos

para instaladores, engenheiros e integradores, geralmente

com 40 horas de duração.

Visando a ampliação da área de treinamentos, estruturamos

o Centro de Treinamento Neosolar, com uma estrutura

física diferenciada que permite o contato prático dos alunos

com diferentes sistemas e tecnologias. Além disso, contratou

uma equipe técnica altamente capacitada com expertise em

energia solar, alguns com mais de 15 anos de experiência no

setor.

O Centro de Treinamento já está em operação e treinando

novos alunos. Temos como principal objetivo nos tornar

um centro de excelência em treinamentos práticos e teóricos,

ajudando na capacitação técnica e disseminação do bom uso

da energia solar fotovoltaica em todo o Brasil.

Por Paulo Frugis

Gerente de Treinamento na Neosolar Energia. Engenheiro Eletricista com MBA em

Administração de Empresas, com 30 anos de experiência no setor elétrico nacional,

sendo 15 anos na área de energia solar fotovoltaica

Foto: divulgação

62

www.REVISTABIOMAIS.com.br


ESTAMOS PRONTOS

PARA 2016

Nosso papel é informar, compartilhar conhecimento. Foi isso que fizemos ao longo

de 2015, com o suporte indispensável dos nossos parceiros. Em 2016 não será

diferente. Para isso contamos mais uma vez com a experiência e know how das

maiores empresas e instituições do setor de biomassa e energia.

Nos vemos em 2016.

M Á Q U I N A S

Lenha

FÁCIL

Gratidão

revista biomassa energia


A FORÇA DESTE PISO

GARANTE A AGILIDADE DAS

MINHAS CARGAS E DESCARGAS,

COM SEGURANÇA.

Ideal para realizar carregamentos e descarregamentos horizontais,

o sistema de Piso Móvel da Hyva é amplamente utilizado em aplicações

veiculares e estacionárias, garantindo a segurança

e a agilidade no transporte de materiais, como: cereais, silagem, lixo

municipal, pneus, cavaco de madeira, carvão vegetal, mercadorias

paletizadas, bagaços e biomassa em geral.

A eficiência hidráulica do sistema possibilita alta produtividade,

sendo capaz de compactar em até 30% as cargas, além de permitir

o transporte de quantidades de até 120m 3 , em um único semirreboque.

Tenha a força da tecnologia Hyva ao seu lado, com

atendimento especializado e qualidade de excelência.

SISTEMA PISO MÓVEL

Central de Atendimento

(54) 3209.3437

CILINDROS

E KITS HIDRÁULICOS

GUINDASTES

ARTICULADOS

PISO

MÓVEL

FORÇA QUE MOVE O MUNDO

www.hyva.com.br

More magazines by this user