Junho/2015 - Biomais 09

jota.2016

Visitantes - Grupo Jota Comunicação

Energia e inovação: trouxemos as novidades da Ligna 2015, na Alemanha

revista biomassa energia

FULL STEAM

AHEAD

EFFICIENCY IN BIOMASS

HANDLING ELIMINATES

BOTTLENECKS IN PRODUCTION

A TODO VAPOR

EFICIÊNCIA NO TRANSPORTE

DE BIOMASSA ELIMINA GARGALOS

NA PRODUÇÃO

RODRIGO LOPES SAUAIA

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FOTOVOLTAICA

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SUMÁRIO

04 | EDITORIAL

Gastar com sabedoria

05 | CARTAS

06 | NOTAS

14 | ENTREVISTA

24 | PRINCIPAL

30| PELO MUNDO

Carvão zero

32 | PROCESSO

Carona elétrica

36 | CASE

Sol em Pernambuco

42 | ESPECIAL

48 | ARTIGO

60 | AGENDA

62| OPINIÃO

Brasil: um potencial gigante para

produção de energia eólica

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 03


EDITORIAL

GASTAR COM SABEDORIA

A eficiência dos equipamentos durante o

processo produtivo tem atraído cada vez mais

a atenção do empresariado. Os sistemas de

transporte de biomassa são o tema principal

desta edição

JOTA COMUNICAÇÃO

Diretor Comercial / Commercial Director: Fábio

Alexandre Machado (fabiomachado@revistabiomais.

com.br) • Diretor Executivo / Executive Director: Pedro

Bartoski Jr (bartoski@revistabiomais.com.br) • Diretora

de Negócios / Business Director: Joseane Knop

(joseane@jotacomunicacao.com.br)

JOTA EDITORA

EXPEDIENTE

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Alexandre Machado (fabiomachado@revistabiomais.

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Bartoski Jr (bartoski@revistabiomais.com.br) • Redação

/ Writing: Rafael Macedo - Editor, Davi Etelvino,

Larissa Angeli (jornalismo@revistabiomais.com.br) •

Dep. de Criação / Graphic Design: Fabiana Tokarski

- Supervisão, Fabiano Mendes, Bruce Cantarim,

Fernanda Domingues, (criacao@revistabiomais.

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José Pinheiro (comercial@revistabiomais.com.br)

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Subscription: - Monica Kirchner - Coordenação, Elaine

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A REVISTA BIOMAIS é uma publicação da

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A REVISTA BIOMAIS - é uma publicação bimestral e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de energias limpas e alternativas,

produtores de resíduos para geração e cogeração de energia, instituições

de pesquisa, estudantes universitários, órgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento. A REVISTA BIOMAIS não se responsabiliza por

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REVISTA BIOMAIS is a bimonthly and independent publication, directed

at clean alternative energy producers and consumers, producers of residues

used for energy generation and cogeneration, research institutions, university

students, governmental agencies, NGO’s, class and other entities, directly and/

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written authorization of the holder of the authorial rights, except for educational

purposes.

O consumo de energia sempre foi indicativo para taxas de desenvolvimento de um

país ou de uma região. Em tempos de crise o consumo cai, seja por baixa na produção

ou por motivo de economia. É um mal do ser humano despertar para o uso racional e

para o consumo consciente apenas quando toca a sirene de alerta.

Nesta edição da BIOMAIS trazemos assuntos com ideias e projetos não só para

tempos de crise. Se colocadas em prática evitam desperdícios e melhoram o consumo

em nosso planeta.

Na entrevista principal o presidente da Absolar (Associação Brasileira de Energia

Solar Fotovoltaica), Rodrigo Lopes Sauaia, conta como este tipo de energia deve ganhar

mercado no país. Também explica as vantagens em ter o sistema, que pode ser

instalado tanto em uma grande empresa como em uma pequena residência.

A editoria Case mostra como um grupo italiano está mudando o cenário de uma

pequena cidade no interior de Pernambuco ao instalar a primeira usina de energia

solar em grande escala no Brasil.

Não poderíamos deixar de falar em biomassa. O tema foi debatido em Hannover

(Alemanha), durante a maior feira mundial do setor de base florestal. Na matéria especial

o Leitor confere as novidades. Dedicamos atenção também ao processo de transporte

de material e alimentação de caldeiras.

Você vai conhecer melhor a fantástica vocação nacional para produzir equipamentos

que atendem a indústria com alta produtividade. Melhor que economizar é gastar

de forma sustentável. Boa leitura!

SPEND WISELY

Energy consumption has always been an indicator for the development of a Country

or Region. In times of crisis, consumption falls, be it due to lower production or be it for

economic reasons. It’s a human weakness to be awakened to rational and conscious consumption

only when there is a warning siren.

In this issue of BIOMAIS, we provide several ideas and projects that are not only for

times of crisis. If put into practice, they will avoid waste and improve the consumption on

our planet.

In the main interview, Rodrigo Lopes Sauaia, President of Absolar (Brazilian Association

of Solar Photovoltaic Energy), tells us how this kind of energy should gain a bigger

share of the Brazilian market. And he also explains the advantages of using one of these

systems, which can be installed in a large company, as well as in a small home.

The Case Study Section shows how an Italian group is changing the scenario of a small

town in the interior of the State of Pernambuco, by installing the first large scale solar

power plant in Brazil.

We couldn´t leave out biomass. The subject was discussed in Hannover (Germany) at

Ligna 2015, the most important show for the forestry sector. We attend the event and you

may read everything about it in this issue. In top of that, we devote special attention to the

material transport and boiler system feed processes.

And you will get to better know the fantastic national vocation for producing equipment

that meets industry needs with high productivity. Better than saving is spending in a

sustainable way. Pleasant reading!

04

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CARTAS

INFORMAÇÃO

Assinei a Biomais porque gostei do conteúdo já na primeira vez que tive contato com a Revista.

Agora, tenho o conforto de receber as edições pelo correio.

Flavio Luchese - Sobradinho (RS)

PARABÉNS

Muito boa a Revista. Os assuntos são ótimos. Parabéns a toda a equipe que faz a Biomais!

Imagem: reprodução

Juan Lima - São Paulo (SP)

LEITURA OBRIGATÓRIA

A Biomais é leitura obrigatória para mim. As novidades são muito interessantes.

Junior Caetano - Uberlândia (MG)

APROVEITAMENTO

Tenho interesse em assuntos relacionados ao aproveitamento de materiais, às perspectivas de mercado,

além das matérias sobre a biomassa. A revista é muito proveitosa para mim.

Gabriel Ricardo - Taubaté (SP)

REVISTA

na

mídia

www.revistabiomais.com.br

www.facebook.com.br/revistabiomais

informação

biomassa

energia

www

Publicações Técnicas da JOTA EDITORA

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 05


NOTAS

SERVIÇO DIFERENCIADO

Um novo conceito de serviço. Essa é a proposta da Lenha Fácil, com

sede em Curitiba (PR), que chegou ao mercado no segundo semestre

deste ano. O primeiro segmento contemplado, como explica o sócio da

empresa, Marlos Schmidt, é o fornecimento contínuo de lenha durante

todos os meses do ano e não apenas no inverno. “Temos lenha para todos

os ramos: o comercial como churrascarias, pizzarias e supermercados;

o industrial, para as fábricas que necessitam de lenha para geração

de energia por meio da queima em caldeiras e fornalhas; e o doméstico”,

explica Marlos. Além da venda da lenha já pronta, ensacada ou a granel,

outro diferencial da empresa é a prestação de serviço na fabricação.

“O produtor florestal que não tem o maquinário próprio pode contratar

nosso serviço. Levamos em qualquer Estado uma máquina de alta produtividade

para lascar a lenha e uma equipe para fazer o trabalho”, revela

Marlos.

Foto: divulgação Foto: divulgação

TRITURADOR DE

MADEIRA

Um triturador de madeira para toras de até 150

mm (milímetros) de diâmetro foi a novidade apresentada

pela Rewood durante a Feira da Floresta de

Nova Prata (RS). O triturador RW T150 G alcança até

1,80 metro de altura e tem giro de 360 graus. É ideal

para cortar árvores e galhos em praças, parques e

jardins, com a vantagem de aproveitar o material

gerado como biomassa ou aproveitado em áreas

úmidas. De acordo com Sergio Freitas, consultor da

Rewood, a compra do equipamento é facilitada via

financiamento do Bndes (Banco Nacional de Desenvolvimento

Econômico e Social).

Marlos e Márcia Schmidt sócios da Lenha Fácil com a diretora de

negócios do GRUPO JOTA, Joseane Knop

BAIXO CARBONO

Ainda durante o encontro, o secretário-geral da ONU (Organização das

Nações Unidas), Ban Ki-moon, pediu mais investimento no setor de energia

sustentável. Ban pediu aos empresários que ampliem os investimentos em

tecnologias de baixo carbono para assim combater as mudanças climáticas.

Ele citou que os investimentos globais em energia e combustíveis renováveis

aumentaram mais de 15% em 2014. Nos países em desenvolvimento, a alta foi

o dobro desse índice. Apesar disso, Ban explicou que as fontes de energia renováveis

representam menos de 10% da eletricidade global. O secretário-geral

reforçou a Plataforma da ONU de Eficiência Energética, que tem o potencial de

dobrar a eficácia do setor até 2030.

Foto: Fabiano Mendes

06

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NOTAS

BIOMASSA

O consumo de pellets na geração de energia também foi assunto

no evento realizado em Nova Prata (RS). De acordo com

o italiano Francesco Stella existe uma grande oportunidade de

negócio com a Europa. “Com o carvão mineral e energia atômica

caindo em desuso, cresce a opção para a bioenergia”, explica.

Segundo Stella, o pellet aceito no mercado para uso residencial

é o de coníferas, caso do pinus, muito plantado no sul do Brasil.

Os resíduos de eucalipto e acácia podem servir para pellets, mas

são mais aceitos para fins industriais.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

BIODIGESTORES

A utilização de biodigestores no meio rural pode ser uma

boa opção para geração de energia. O método está sendo colocado

em prática com a construção de um biossistema para a

produção de biogás na Fazenda Experimental da Epamig Pitangui,

em Minas Gerais.

Trata-se de uma nova possibilidade para obtenção de energia

renovável por meio do reaproveitamento de fezes de suínos,

bovinos e aves. Os vinibiodigestores foram desenvolvidos pela

Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp (Universidade

Estadual Paulista) e são equipamentos instalados em escavações

que confinam os resíduos em ambiente sem oxigênio,

acoplados por mantas de plástico PVC.

ENZIMA COMBUSTÍVEL

Pesquisadores do Biotechmol (Grupo de Biotecnologia Molecular),

do Ifsc (Instituto de Física de São Carlos) da USP (Universidade

de São Paulo), têm realizado análises estruturais da

peroxidase, uma enzima extraída da folha da palmeira que pode

auxiliar no processo da quebra da biomassa para a obtenção de

biocombustível. Fonte de energia limpa e renovável está presente

na cana-de-açúcar, soja, resíduos agrícolas, semente de

girassol e outras. Embora a peroxidase também possa ser encontrada

em outros organismos – tais como fungos ou bactérias

-, a pesquisadora Amanda Bernardes Muniz, principal autora

desse estudo supervisionado pelo professor Igor Polikarpov,

ambos do Ifsc, diz que existem pesquisas que comprovam maior

eficiência dessa enzima quando retirada da folha da palmeira ou

de outras plantas.

Foto: divulgação

08

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NOTAS

USINA EM MINIATURA

Uma usina solar em miniatura pode ser vista no lago da UP (Universidade

Positivo), em Curitiba (PR). Lá está instalado um protótipo de geração

de energia fotovoltaica. O equipamento é composto por placas

solares ligadas a um motor que, quando ativado, vai oxigenar a água

da lagoa, beneficiando os seres vivos desse ecossistema. Fruto de uma

parceria entre a UP e a Abrapch (Associação Brasileira de Fomento às Pequenas

Centrais Hidroelétricas), a mini usina está em fase final de análise.

De acordo com o professor Luciano Carstens, coordenador do Núcleo

de Ciências Exatas e Tecnológicas da UP, a potência gerada equivale a

de um chuveiro elétrico, com inúmeras vantagens: “esse gerador é uma

fonte de energia limpa, sustentável e sem impactos à natureza”.

Foto: Jessica Zanon Baja

Foto: divulgação

CANA DE AÇÚCAR

De acordo com a Unica (União da Indústria de

Cana de Açúcar) a capacidade instalada de cogeração

de energia a partir do bagaço da cana atingiu a

marca histórica de 10 mil MW (Megawatt) de potência

instalada. Segundo a entidade a marca foi efetivamente

fiscalizada pela Aneel (Agência Nacional

de Energia Elétrica). Atrás apenas das fontes hídrica

e gás natural, a biomassa da cana representa 7% da

matriz energética brasileira, sendo quase 2,5 vezes

superior à capacidade instalada pelas termelétricas

à base de óleo combustível e de diesel, e três vezes

superior ao parque gerador à base do carvão mineral.

ENERGIA PARA TODOS

A geração de energia renovável e a melhoria na eficiência energética terão

que acelerar drasticamente se o mundo quiser alcançar o acesso universal à

energia sustentável até 2030. De acordo com um relatório apoiado pela ONU

(Organização das Nações Unidas), lançado durante o segundo Fórum anual sobre

Energia Sustentável para Todos em Nova Iorque, o mundo está caminhando

na direção certa para cumprir a iniciativa SE4All (Energia Sustentável para

Todos), porém deve aumentar a velocidade. De acordo com o relatório, cerca

de 1,1 bilhão de pessoas pelo mundo ainda vivem sem eletricidade e quase 3

bilhões ainda cozinham usando combustíveis poluentes, como o querosene,

madeira, carvão vegetal e esterco.

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NOTAS

Foto: divulgação

EMPREGOS SUSTENTÁVEIS

A indústria global de energia renovável empregou mais

de 7,7 milhões de pessoas. O número considera empregos

diretos e indiretos de 2014, e significa um aumento de 18%

sobre o ano anterior. As informações foram divulgadas pela

Irena (Agência Internacional de Energia Renovável). A marca

não inclui os 1,5 milhões de empregos diretos gerados por

empreendimentos hidrelétricos de larga escala. O setor de

energia fotovoltaica foi o responsável pelo maior número de

postos de trabalho, 2,5 milhões, ante 2,3 milhões na última

contagem. Os biocombustíveis líquidos vêm em seguida,

com 1,8 milhão de empregos, e por fim o setor eólico com

a marca de 1 milhão, um aumento significativo perante aos

834 mil passados.

SANTA CATARINA

+ ENERGIA

A secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável

de Santa Catarina lançou o SC+Energia - Programa Catarinense

de Energias Limpas. O governo estadual pretende impulsionar

a atividade econômica do setor, gerando riqueza e empregos

e ao mesmo tempo ampliar o desenvolvimento e a eficiência

energética de Santa Catarina. O SC+Energia reúne diversos órgãos

e entidades do governo estadual. O plano é fortalecer principalmente

as energias consideradas limpas e renováveis, como

Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), Centrais Geradoras Hidrelétricas

(CGHs), Eólica, Solar e Biomassa. “São atividades de

baixo impacto ambiental, menor que as fontes de energia com

origem nos combustíveis fósseis. Os projetos previstos podem

gerar mais de 1 GWh (gigawatt-hora), o que exigirá investimentos

bilionários”, explica o secretário Carlos Chiodini.

Foto: Rodrigo de Souza/SDS

NUCLEAR POR SOLAR

O Japão está se reinventando depois do desastre

nuclear de Fukushima. O governo do país instituiu

um programa de grande escala subsidiando a construção

de novas usinas de energia solar. No fim do

ano passado foi inaugurada, pela empresa de eletrônicos

Kyocera, a maior usina solar do país. A instalação

é capaz de abastecer 22 mil casas. Além disso, foi

dada a garantia de que a mega usina Kagoshima Nanatsujima

não coloca em risco os trabalhadores, não

espalha radioatividade e não corre o risco de derreter.

A construção foi feita no extremo sul do Japão,

em uma enseada protegida contra ameaças naturais.

Foto: divulgação

12

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FINALMENTE

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ENTREVISTA

• RODRIGO LOPES SAUAIA •

TEMPO

ABERTO

Foto: divulgação

A

IT’S TIME

W

14

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PERFIL:

Nome: Rodrigo Lopes Sauaia

Local de nascimento: São Paulo (SP)

Formação: Doutor em Engenharia

e Tecnologia de Materiais pela PUC

(RS) e Instituto Frauhofer (Alemanha),

mestre em energias renováveis, com

especialização em energia solar

fotovoltaica no Reino Unido

Cargo: Co-fundador e diretor executivo

da Absolar (Associação Brasileira de

Energia Solar Fotovoltaica)

PROFILE:

Name: Rodrigo Lopes Sauaia

Place of Birth: São Paulo (SP)

Education: PhD in Engineering and

Material Technology, PUC (RS), and

Frauhofer Institute (Germany), Masters in

Renewable Energy, specializing in Solar

Photovoltaic Energy, United Kingdom

Function: Co-founder and Executive

Director of Absolar (Brazilian Association

of Solar Photovoltaic Energy)

Como foi a participação da Absolar no Enase 2015?

O encontro é voltado para o setor elétrico então nossa apresentação

foi sobre as potencialidades e os desafios da energia

solar fotovoltaica, as oportunidades atuais que o mercado apresenta

e as propostas da Absolar para aprimorar as condições de

competitividade desse mercado no Brasil.

Quais foram os resultados?

O retorno foi muito positivo. Foi a primeira participação da

Absolar no Enase como palestrante, pois ano passado nossa

entidade ainda estava se estruturando, era jovem. Para nós foi

uma excelente oportunidade. Ficamos contentes com o alto nível

dos debates e comentários. Estamos otimistas em estarmos

cada vez mais próximos dos grandes tomadores de decisão e

das grandes empresas do setor elétrico na área de energia.

Como está o desenvolvimento da energia solar no Brasil?

Neste ano, teremos dois leilões de energia solar marcados

para o segundo semestre. O primeiro leilão de energia de reserva

está marcado para o dia 14 de agosto e o segundo para o dia

13 de novembro. Essas duas oportunidades, criadas pelo Ministério

de Minas e Energia, são um sinal de continuidade de contratação

de energia solar no Brasil, que começou com um leilão

de energia de reserva no ano passado, quando foram contratados

1048 Megawatts. Nossa expectativa é de que o volume de

contratação neste ano supere o do ano passado, confirmando

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 15


ENTREVISTA

hidrelétricas. Também percebemos o interesse do governo em

atrair e desenvolver uma cadeia produtiva do setor industrial

de energia solar, para fabricarmos esses equipamentos em território

nacional, agregando empregos à indústria fotovoltaica.

Acredita que a representatividade da energia solar fotovoltaica

irá aumentar na matriz energética

nacional, já que hoje esse valor é tão

pequeno?

Ela representa hoje aproximadamente

0,01% do suprimento

de energia através

do sistema interligado

nacional. Ainda é uma

fração bem pequena

da matriz brasileira,

algo em torno de 17

a 18 Megawatts conectados

na rede.

A gente entende

que com os leilões

do ano passado,

cujos projetos serão

instalados em

2017, e com os leilões

deste ano, que terão

os projetos instalados

em 2018, a parcela irá

crescer bastante dentro

da matriz nacional. Além

disso, temos o grande potencial

do mercado para geração

distribuída. A expectativa da Absolar

para geração distribuída, que atualmente

tem 534 sistemas conectados à rede,

dos quais 500 são fotovoltaicos e representam 95% do

mercado da micro e mini geração distribuída, é que o

número de sistemas ultrapasse as 1.000 unidades. Isso

representa um crescimento de 300%, do ano passado

para este ano.

Quais países são os maiores consumidores

deste tipo de energia?

A energia solar fotovoltaica é muito utilizada

em países da Europa, como Alemanha, Itália,

Espanha. Agora, o Reino Unido também está

aumentando bastante seus investimentos

em energia solar. Na Ásia, o Japão tem um

“Nossa expectativa é de que

o volume de contratação

neste ano supere o do ano

passado, confirmando o

interesse do governo federal

em desenvolver a energia

solar fotovoltaica na matriz

energética nacional”

in attracting and developing an industrial solar energy productive

chain for the manufacture of equipment for solar generation in Brazil,

adding jobs in the photovoltaic industry.

Do you believe that the share of solar photovoltaic energy

will increase in the national energy matrix, as, today, its share

is still very small?

Today, it represents approximately 0.01% of

the energy supply through the national interconnected

system. It’s still a very small

fraction of the Brazilian matrix; something

like 17 to 18 megawatts

is connected to the grid. We understand

that with last year’s

auctions, whose projects

will come online in 2017,

and with this year’s auctions,

whose projects will

come online in 2018, the

share will grow substantially

within the national

matrix. In addition,

we have a large market

potential for distributed

generation. Absolar

expects that number of

distributed generation

systems, which currently

has 534 systems connected

to the grid, of which 500 are

photovoltaic and represent

95% of the micro and mini distributed

generation market, will

exceed 1,000 units. This represents

a growth of 300% over last year.

Which Countries are the biggest

consumers of this type of energy?

Solar photovoltaic energy is widely used

in European countries such as Germany, Italy,

and Spain. Now, the United Kingdom is also significantly

increasing its investments in solar energy. In

Asia, Japan has a strong market and has been working

with this technology for decades. China and India are investing

significantly. Australia and the US, together with those

mentioned above, are in the lead in terms of installed capacity in

the world. Germany, for example, has about 40 GW of solar photovoltaic

energy installed in its matrix. Of this total, 27 GW is of distri-

16

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mercado bem aquecido e já trabalha com essa tecnologia há

décadas. A China e a Índia estão investindo bastante. A Austrália

e os EUA (Estados Unidos da América), juntos com os outros

citados, estão na liderança em termos de capacidade instalada

no mundo. A Alemanha, por exemplo, tem em sua matriz cerca

de 40 GW (Gigawatts) de energia solar fotovoltaica instalada.

Deste total 27 GW é de geração distribuída, a maior parte do

mercado. Na China é diferente, pois a geração centralizada tem

a maior fração.

buted generation, a major part of the market. China is different, as

centralized generation has the largest share.

Who has this technology?

Most of the equipment is produced in Asia. China, Taiwan, Japan,

South Korea and Malaysia are Countries with large industrial

parks for the manufacture of the equipment. Europe and the United

States also have the capability for the manufacture of the equipment.

Quem são os detentores da tecnologia?

A maioria dos equipamentos é produzida na Ásia. China,

Taiwan, Japão, Coreia do Sul e Malásia são países que têm parques

grandes para fabricação desses equipamentos. A Europa e

os EUA também tem boa capacidade de fabricação.

Quais as principais diferenças entre energia distribuída

e energia centralizada?

A energia centralizada é gerada por usinas de grande porte,

geralmente privadas, que têm contrato de longo prazo para

vender às distribuidoras de energia elétrica. Fazem parte do

mercado de geração distribuída os clientes residenciais,

comerciais ou industriais, que utilizam a

energia para consumo próprio, mas que

geram excedentes que são injetados

na rede e são disponibilizados às

distribuidoras.

Qual modelo vai se

desenvolver mais rápido

no Brasil, de energia

distribuída ou

centralizada?

Ainda não é

possível dizer com

clareza qual lado irá

desenvolver mais

rápido. A percepção

da Absolar é que os

dois mercados terão

um papel muito

importante, tanto o

de grande porte, ao

atrair em curto prazo a

cadeia produtiva e ajudar

no estabelecimento

de indústrias, quanto os

“A energia solar fotovoltaica

é muito utilizada em países

da Europa como Alemanha,

Itália, Espanha. Agora, o

Reino Unido também está

aumentando bastante seus

investimentos em

energia solar”

What are the main differences between distributed and

centralized energy?

Centralized energy is generated by large plants, usually private,

that have long-term contracts to sell to electrical energy distributors.

Distributed generation is energy generated by residential, commercial

or industrial customers, who consume the energy for their

own use, but also generate surpluses that are injected into the grid

and are made available to distributors.

Which energy model will develop faster in Brazil, distributed

or centralized?

It is not yet possible to say clearly which side will

develop faster. The Absolar perception is

that the two markets will play a very

important role, both large-sized

generation in attracting

short term supply and

helping in establishing

industrial activities,

and small-sized

generation in micro

generation,

which, over the

medium and

long term,

will play a

major role in

terms of contracted

energy

volumes.

How much

will Brazil invest

in the development

of this

technology?

With the results of

last year’s auctions, in-

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 17


ENTREVISTA

investimentos de pequeno porte, de micro geração, que terão

em médio e longo prazo um papel importante em termos de volume

de contratação.

O Brasil investe quanto no desenvolvimento dessa tecnologia?

Com os resultados dos leilões do ano passado começou a se

justificar os investimentos em cadeia produtiva. Antes, como a

demanda era pequena, não havia sentido econômico instalar

uma fábrica, pois os equipamentos teriam que ser exportados.

Como as contratações acontecendo a nossa expectativa é que

venham fabricantes de outros países e que surjam fabricantes

nacionais. Tivemos o anúncio de algumas empresas que estão se

comprometendo a trazer fábricas para o Brasil, mas atualmente

ainda é muito pequeno o número de fabricantes que

atuam no mercado brasileiro. Acreditamos que

até o final deste ano, diversos investimentos

sejam anunciados e eles devem

ocorrer ao longo dos próximos

dois anos.

E essas empresas são

brasileiras ou estrangeiras?

Pelo menos cinco ou

seis dos nossos associados

estão envolvidos

com a parte de fabricação.

Se considerarmos

a fabricação, não só do

módulo fotovoltaico,

mas também do inversor,

de estruturas de suporte

e de outros componentes

do sistema,

esse número aumenta

um pouco. É interessante

que não apenas o módulo

seja fabricado no Brasil, mas

outros componentes do sistema

fotovoltaico sejam produzidos

aqui também.

Qual a vantagem em ter o sistema

ligado à rede de distribuição?

O interessante do sistema fotovoltaico

conectado à rede é justamente não

precisar de bateria para armazenar a energia

vestments in the productive chain began to be justified. Beforehand,

as demand was small, there was no economic sense in installing a

manufacturing plant in Brazil, because the market was almost completely

international and production had to be exported. As more

solar energy is contracted, our expectation is that manufacturers

from other Countries will install manufacturing plants in Brazil, and

domestic companies will begin to manufacture such equipment,

as well. There have been announcements by several companies

making a commitment to install factories in Brazil, but the number

of manufacturers operating in the Brazilian market is still very small.

We believe that by the end of this year, various investments will be

announced and should come to fruit over the next two years.

“Acreditamos que até o

final deste ano diversos

investimentos sejam

anunciados e eles devem

ocorrer ao longo dos

próximos dois anos”

Are these companies foreign or Brazilian?

At least five or six of our members

are involved with the manufacture

of part of the necessary equipment.

If we consider the

manufacture of not just

the photovoltaic module,

but also of the

inverter, support

structures and

other components

of

the system,

this number

increases

a little. It

would be

interesting

if not just the

module is manufactured

in

Brazil, but also

that the other

photovoltaic system

components are

produced here, too.

What is the advantage

of having the system connected

to the distribution grid?

The photovoltaic system should be

connected to the grid so that a battery is not needed

to store the energy that will be used at night. With

the system being connected to the grid, in a situation

where there is no power generation, it is possible to

18

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__ .. _

r1:1:


ENTREVISTA

que será usada à noite. Com o sistema conectado à rede, em uma

situação que não há geração de energia, é possível utilizar a rede

de distribuição, que vai funcionar como um back up de energia

complementar ao sistema fotovoltaico. A vantagem é que não

é necessário investir em um sistema de baterias, trazendo economia

para o cliente. Esse sistema se tornou possível a partir de

2012, quando a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) estabeleceu

a resolução normativa 482. Isso permite que qualquer

cliente, de micro e mini geração, residencial, comercial ou industrial

pode gerar energia para consumo próprio. A energia gerada

que não é consumida pode ser injetada na rede de distribuição,

gerando crédito que será abatido do consumo do período da

noite, por exemplo. Esse mecanismo foi uma grande mudança de

paradigma a favor da energia solar e da geração distribuída em

geral. Permite que qualquer pessoa instale o sistema

e não tenha que se preocupar em armazenar

energia e que não tenha custos adicionais.

A própria rede de distribuição funciona

como um back up.

Como é feito o controle

de quanta energia foi gerada

e de quanto crédito

o proprietário do sistema

tem?

A única instalação

adicional é de um aparelho

capaz de medir

quanto de energia o

sistema injetou na

rede. Com base nessas

informações a distribuidora

fará o balanço

da diferença do que foi

injetado e do que foi

consumido do sistema

elétrico. Se o consumo

for maior que a quantidade

injetada o usuário paga

a diferença. Se for menor, ele

terá um crédito que poderá ser

abatido de contas futuras.

Há uma perspectiva da Aneel

para que 700 mil residências tenham

o sistema instalado até 2024,

isso se todos os Estados do Brasil aderirem

a desoneração de Icms sobre a micro

use the distribution network to act as a backup, as a complementary

energy source to the photovoltaic system. The advantage is that it

is not necessary to invest in a battery system, leading to savings for

the customer. Such a system became possible in 2012, when Aneel

(National Agency for Electric Energy) established Normative Resolution

482. This allowed any residential, commercial or industrial customer

with micro and mini generation to generate power for their

own use. As well, the energy generated that is not consumed can be

injected into the distribution network, generating credits that can

be used against consumption during the night, for example. This

mechanism was a major paradigm shift in favor of solar energy and

distributed generation, in general. This allows anyone to install a

system and not have to worry about storing energy, not adding additional

costs. The distribution system, itself, works

as a backup.

“Com o sistema conectado à

rede, em uma situação que

não há geração de energia,

é possível utilizar a rede de

distribuição, que vai funcionar

como um back up de energia

complementar ao sistema

fotovoltaico”

How is the control made

for how much energy is

generated and the

credits the system

owner has?

The installation

of an additional

device

is needed,

capable of

measuring

how much

energy the

system injected

into

the grid. Based

on this information,

the

distributor will

determine the

difference of what

was consumed from

the electricity grid and

what was injected into

it. If energy consumption is

greater than the energy injected,

the user pays the difference. If it

is less, the user will have a credit that can

be used against future charges.

There is a projection by Aneel that, by 2024,

700 thousand households will have installed

20

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ENTREVISTA

geração distribuída. Como está esse processo?

A desoneração do Icms é um passo fundamental e estrutural

para desenvolver o potencial do Brasil em energia solar

fotovoltaica. A correção da tributação de Icms é nossa primeira

recomendação aos Estados que tiverem interesse em apoiar o

desenvolvimento de energias renováveis distribuídas em suas

regiões. Os Estados de São Paulo, Pernambuco e Goiás já estão

autorizados pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária)

a realizar essa isenção. Ainda é necessário que cada estado

decrete essa isenção internamente, para colocar ela em

efeito. A Absolar já conversou com diversos outros Estados

que estão interessados em adotar essa mesma política. Nossa

expectativa é que diversos Estados façam isso, pois não existe

benefício em ficar de fora. Aquele que não incentivar a geração

distribuída através do convênio 16/2015 terá uma desvantagem

competitiva na hora de atrair investimentos em micro e

mini geração. Terá dificuldade em conseguir empresas e mão

de obra que atuem neste segmento.

Como funcionam os leilões para geração,

transmissão e distribuição?

São três setores diferentes: o de

geração de energia elétrica, de

transmissão de energia elétrica e

de distribuição de energia elétrica.

Os empreendimentos de

geração de energia elétrica

são leiloados em separado

dos empreendimentos de

transmissão de energia

elétrica. Significa que

são etapas separadas. Os

empreendedores são responsáveis

pela conexão

de seus parques às linhas

de transmissão. O empreendedor

deve contabilizar,

avaliar e acompanhar

a realização dos trabalhos

de conexão.

such a system; this is if all the States in Brazil join in the exemption

of ICMS (State Sales Tax) on micro distributed energy generation.

What is the position of this process?

The exemption of ICMS (State Sales Tax) is a critical step in developing

the structural potential for solar photovoltaic energy in

Brazil. Changes to ICMS is our first recommendation to the States

interested in supporting the development of distributed renewable

energies in their Region. The States of São Paulo, Pernambuco and

Goias have already been authorized by Confaz (National Council

of Financial Policy) to provide this exemption. It is still necessary for

each State to enact this exemption internally, to put it into effect.

Absolar has already discussed the topic with several other States

that are interested in adopting this same policy. Our expectation is

that several States will go ahead with the exemption, because there

is no benefit to staying out. The States that do not encourage distributed

generation through Covenant 16/2015 will be at a competitive

disadvantage at the time of attracting investments

in micro and mini generation. And will have

difficulties in getting businesses to act

in this segment, creating no new

jobs.

“A correção

da tributação de

Icms é nossa primeira

recomendação aos Estados

que tiverem interesse em

apoiar o desenvolvimento

de energias renováveis

distribuídas em suas

regiões”

How are the

auctions for generation,

transmission

and

distribution

run?

There are

three different

sectors:

electricity

generation,

electricity

transmission

and electricity

distribution.

The electricity

generating projects

are auctioned

separately from the

electricity transmission

projects. This means that there

are separate phases. Businesses

are responsible for connecting their industrial

parks to the transmission lines. Therefore,

businesses must capitalize, evaluate and monitor the carrying

out of the connection.

22


COMUNICAÇÃO

REVISTAS

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PRINCIPAL

24

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TRANSPORTE

EM

ALTA

VELOCIDADE

AUMENTO NO CONSUMO DE BIOMASSA

PARA GERAÇÃO DE ENERGIA EXIGE MAIS

EFICIÊNCIA DOS SISTEMAS DE MOVIMENTAÇÃO E

ALIMENTAÇÃO DO MATERIAL NAS CALDEIRAS

FOTOS DIVULGAÇÃO

HIGH SPEED

HANDLING

THE INCREASE IN THE CONSUMPTION

OF BIOMASS FOR POWER GENERATION

CALLS FOR MORE EFFICIENCY IN MATERIAL

HANDLING AND FEED SYSTEMS FOR BOILERS

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 25


PRINCIPAL

O

Brasil é o terceiro maior consumidor de madeira

de para geração de energia no mundo.

Entre as vantagens estão: a praticidade e o

menor impacto ao meio ambiente, além do

preço. Mas este último quesito está intimamente ligado à

eficiência, o que inclui a logística de transporte do combustível.

Grandes indústrias já entenderam o processo e

se prepararam para maximizar o uso da biomassa com o

menor custo possível.

Mario Sant´Anna Júnior, vice presidente de florestas

energéticas da Ibá (Industria Brasileira de Árvores) conta

que a biomassa, principalmente a madeira, é um forte

componente da matriz energética brasileira. “Setores

produtivos importantes, como a siderurgia e outros segmentos

industriais são altamente dependentes desse

insumo”, explica ele.

A forma mais avançada de utilização da biomassa

está nos pellets de madeira. O material produzido a partir

de serragem ou serradura de madeira refinada e seca,

posteriormente comprimida, é muito utilizado pelo setor

industrial. Países como Suécia, Dinamarca, Holanda,

Bélgica e Reino Unido são os principais consumidores na

área produtiva. Países como Alemanha, Itália e Áustria,

bem como os da América do Norte, têm suas demandas

focadas no aquecimento residencial. Segundo um estudo

divulgado pela Ibá, o mercado global de pellets pode

chegar a US$ 9 bilhões em 2020.

B

razil is the third largest consumer of wood for

energy generation in the world. Amongst the

advantages are: practicality, low impact on

the environment and price. But this last issue

is closely linked to efficiency, including logistics in

handling the fuel. Major companies already understand

the process and have prepared to maximize the use of

biomass at the lowest possible cost.

Mario Sant´Anna Júnior, Vice President of Energy

Forests for Ibá (Brazilian Industry of Trees) says that

biomass, particularly wood, is a strong component of

the Brazilian energy matrix. “Productive sectors such as

the steel and other industries are highly dependent on

this input,” he explains.

The most advanced form of biomass use, is as wood

pellets. The material, made from sawdust or refined

wood shavings, dried and later compressed, is widely

used in the industrial sector. Countries like Sweden,

Denmark, the Netherlands, Belgium and the United

Kingdom are the main consumers in the productive

area. In Countries, such as Germany, Italy and Austria,

as well as those of North America, demand is focused

on residential heating. According to a global market

study released by Ibá, pellets sales should reach US$ 9

billion in 2020.

26

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EM 2020, O MERCADO

GLOBAL DE PELLETS DEVE

CHEGAR A US$ 9 BILHÕES

O DESAGREGADOR E SECADOR

DA EMG AUMENTA O PODER

ENERGÉTICO DA BIOMASSA

EQUIPAMENTOS

Para viabilizar todo o processo o empresariado brasileiro

está investindo em equipamentos que atendam essas

necessidades. A alimentação das caldeiras que geram

energia, é feita por sistemas de transporte de biomassa

com esteiras. É algo tecnicamente simples, contudo o

desempenho e bom funcionamento desses sistemas vão

garantir a produtividade do processo.

A EMG do Brasil, de Araucária (PR), é uma empresa

que produz esta linha de equipamentos. De acordo com o

diretor comercial, Edson Risseto, a fabricante confecciona

todo tipo de transportadores para biomassa. “O modelo

vai depender da característica da biomassa. Estamos lançando

um equipamento que fraciona e seca ao mesmo

tempo qualquer tipo de biomassa”, conta Risseto. Segundo

ele, a grande vantagem em fazer essas duas operações

está em aumentar consideravelmente o poder energético

do material. Assim o volume do que será transportado

ou armazenado diminui ao mesmo tempo, o que é outro

fator positivo para o processo.

EQUIPMENT

To make the whole process viable, Brazilian businesses

are investing in equipment that meets those needs,

such as feeding systems for the boilers that generate

energy carried out using biomass handling systems

with conveyor belts. The systems are technically simple;

however, proper performance and functioning of

these systems will ensure the productivity of the process.

EMG do Brasil, in Araucária (PR), is a company that

produces this line of equipment. According to Edson

Risseto, Director of Sales, the Company manufactures

all kinds of conveyors for handling biomass. “The model

depends on the characteristics of the biomass. We are

launching a device that separates and dries any type of

biomass,” says Risseto. According to him, the big advantage

in performing these two operations is considerably

increasing the energetic power of the material. As well,

the volume of what will be transported or stored decreases

at the same time, which is another positive factor

for the process.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 27


PRINCIPAL

OPERAÇÃO

Operar os equipamentos para transporte de biomassa

é uma tarefa descomplicada. O diretor da EMG explica que

todos os equipamentos podem ser automatizados, além

de que há pouco gasto com manutenção. “É importante

que tenham manutenção periódica, mas o custo é muito

baixo”, garante ele.

Outra empresa que fabrica sistemas para transporte

de material é a Vantec, de Xanxerê (SC). O designer industrial,

Rudimar Pacheco, explica que a empresa faz máquinas

para produção, recepção, classificação, transporte e

armazenamento de biomassa. “As esteiras de correia com

estruturas de treliças, vigas, calhas, esteiras de redler e

esteiras com tripper são os equipamentos específicos para

transporte de biomassa que fabricamos.”

Entre as vantagens, ele destaca que são produtos

100% nacionais.

Em vista ao aumento da biomassa como fonte de

energia, a empresa está otimista em relação ao mercado.

“Temos uma perspectiva de 5,8% de crescimento para

este ano. Estamos otimistas com o mercado de geração

de energia proveniente de fontes renováveis, como a biomassa”,

conclui Pacheco.

OPERATION

Operating the biomass handling equipment is an

uncomplicated task. The EMG Director explains that all

equipment can be automated, as well as requiring little

expenditure on maintenance. “It is important to carry

out periodic maintenance, but the cost is very low,” he

guarantees.

Another company that makes material handling

systems is Vantec, in Xanxerê (SC). Rudimar Pacheco,

Industrial Designer, explains that the Company makes

machines for boiler ready biomass production, reception,

classification, handling and storage. “We manufacture

conveyor belts with truss, beam and gutter structures,

as well as redler and tripper belts, specifically for

biomass handling.”

Amongst the advantages, he highlights that the

products are 100% Brazilian.

In view of the increasing use of biomass as an energy

source, the Company is optimistic in relation to the

market. “We are forecasting a 5.8% growth for this year.

We are optimistic about the market for energy generation

from renewable sources, such as biomass,” Pacheco

concludes.

28

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VOCAÇÃO INDUSTRIAL

Seguindo a vocação industrial catarinense, a Planalto

Picadores, de Campos Novos (SC), elabora projetos e

fabrica equipamentos para termoelétricas que utilizam

biomassa. “O que levamos em conta na hora de fazer o

projeto é o tamanho e o peso do material que será transportado”,

explica Luis Carlos Mecabô, diretor da empresa.

A área disponível para a instalação determina como o

equipamento será montado. De acordo com o diretor,

um dos diferenciais da empresa é tratar todos os clientes

com exclusividade. “Entendemos que cada empresário

tem uma necessidade específica e por isso deve receber

atenção personalizada”, afirma Mecabô.

INDUSTRIAL VOCATION

Following the industrial vocation of State of Santa

Catarina, Planalto Picadores, in Campos Novos (SC),

designs and manufactures equipment for plants that

use biomass. “When we are designing a project, we take

into account the size and weight of the material that will

be transported,” explains Luis Carlos Mecabô, Director

of the Company. The area available for the installation

of the equipment determines how the equipment will

be assembled. According to the Director, one of the differences

of the Company is that it treats all customers

with exclusivity. “We understand that each business has

a specific need and, for this reason, should receive our

personal attention.”

A OPERAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS

É DESCOMPLICADA E A

MANUTENÇÃO TEM BAIXO CUSTO

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 29


PELO MUNDO

CARVÃO

ZERO

Portugal planeja acabar com

o consumo de carvão mineral

para geração de energia

FOTOS DIVULGAÇÃO

U

m relatório apresentado pela ONG

WWF listou os 30 países mais poluidores

da União Europeia. O estudo considerou

a emissão de gases gerada em

função da produção e queima de carvão mineral.

Alemanha e Reino Unido ocupam as duas primeiras

posições, respectivamente, e Portugal apareceu

na 27ª posição. Apesar de estar distante do

topo do ranking, a meta do país é audaciosa: acabar

com o consumo de carvão mineral até 2030.

De acordo com o novo Pnac 2020/2030 (Programa

Nacional para as Alterações Climáticas) de

Portugal, a utilização do minério como fonte de

energia para geração de eletricidade deve cair

drasticamente nos próximos anos até ser extinta

em no máximo 15 anos. A ação faz parte de uma

30

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série de medidas no país que pretendem diminuir

de 18% a 23% as emissões de gases que causam o

efeito estufa até 2020 e entre 30% e 40% até 2030.

O Pnac 2020/2030, é um dos documentos centrais

do Quadro Estratégico para a Política Climática.

O setor de geração de energia elétrica será o

principal responsável pelo resultado dessa conta.

Os gases tóxicos emitidos na geração de energia

precisam diminuir entre 70% e 86% da quantidade

gerada em 2005. A termoelétrica de Sines,

unidade industrial que mais lança CO 2

na atmosfera

do país, deve parar a produção até 2020. E

em 2030 não haverá mais nenhuma termoelétrica

movida a carvão operando em Portugal. As hidroelétricas,

parques eólicos e solares cobrirão cerca

de 70% da demanda energética do país.

TRANSPORTE EFICIENTE

Outro setor em que Portugal pretende investir

medidas consistentes para diminuir a emissão

de gases poluentes é o de transporte. Mesmo

com a comprovada queda nas emissões, devido à

crise econômica, há planos para otimizar os sistemas

de transporte e baixar ainda mais os índices

de poluição. Veículos movidos à tração elétrica

estão classificados como uma opção muito interessante,

pelo Pnac 2020/2030. O estímulo ao

uso dos transportes públicos, restrições ao uso

do transporte individual e melhorias nas cadeias

logísticas, aumentando o volume de transporte

hidroviário, estão entre as ações que vão receber

incentivos. O Pnac prevê também que todos

os municípios com mais de 50 mil habitantes, ou

que sejam capitais de distrito, tenham planos de

mobilidade e transportes.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 31


PROCESSO

PROJETO DE ÔNIBUS ALIMENTADO

POR ELETRICIDADE COMPLETA UM

ANO NA CAPITAL PARANAENSE

FOTOS DIVULGAÇÃO

32

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D

esenvolvido pela Itaipu Binacional, em

parceria com a Prefeitura de Curitiba, a

Aliança Renault-Nissan e o Ceiia (Centro

para a Excelência e Inovação na Indústria

Automóvel), de Portugal, o projeto Curitiba Ecoelétrico

acaba de completar um ano. Atualmente, 12 ônibus

movidos à tração elétrica e 10 eletropostos conectados

à um centro de monitoramento e controle fazem parte

do projeto. Para comemorar o Dia Mundial do Meio

Ambiente um novo integrante foi incorporado à frota.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 33


PROCESSO

MINIÔNIBUS

FUNCIONAMENTO

Fabricado na Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, o

miniônibus elétrico tem capacidade para 16 pessoas

sentadas. Com chassi Agralle, e carroceria Mascarello,

ele será usado pela Secretaria de Turismo de Curitiba.

Apesar de não fazer parte do sistema de transporte

coletivo da capital, a utilização do miniônibus na frota

do projeto Ecoelétrico trará insumos importantes para

o desenvolvimento tecnológico da plataforma, que

tem como uma das finalidades o compartilhamento

de veículos. Os ônibus do projeto Curitiba Ecoelétrico

são utilizados pela Guarda Municipal, Setran (Secretaria

Municipal de Trânsito), Departamento de Proteção

Animal da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e

pelos gabinetes do prefeito e da vice-prefeita.

Baterias fornecem energia gerada por reação

eletroquímica através de dois polos: um positivo

e um negativo. A energia gerada vem na forma de

corrente contínua (CC). Se o motor utilizado for um

motor CC, utiliza-se um chopper (conversor CC-

-CC) para controlar a tensão e corrente aplicada ao

motor. Dessa maneira é possível controlar torque

e velocidade necessária para o tipo de trabalho.

Se o motor utilizado for um motor CA (corrente

alternada), utiliza-se um “inversor de frequência”

(conversor CC-CA). O motor elétrico é um conversor

de energia elétrica em energia mecânica. O motor

também pode funcionar como gerador, porém o

rendimento é menor, já que o equipamento foi projetado

para motorizar. Qualquer veículo elétrico que

tenha um conversor eletrônico bidirecional pode

devolver energia para a bateria, fazendo o motor

frear o veículo (frenagem regenerativa). O princípio

é simples, porém a complexidade dos equipamentos

para garantir robustez, desempenho e segurança

ao usuário varia conforme tipo de aplicação (faixa

de potência e regime de trabalho). O miniônibus

elétrico de Itaipu utiliza motor elétrico trifásico e

foi projetado com baterias de sódio.

34

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MENOS DIÓXIDO DE

CARBONO

RECONHECIMENTO

INTERNACIONAL

Em um ano de funcionamento, a frota do Ecoelétrico

poupou a capital paranaense de quase seis

toneladas de dióxido de carbono, um dos principais

responsáveis pelo aquecimento global. Somados, os

trechos percorridos por todos os ônibus chegam a

47.226 quilômetros, mais que uma volta na Terra.

Uma frota convencional consumiria cerca de 29,5

barris de petróleo para alcançar essa marca.

O Curitiba Ecoelétrico foi selecionado pela Fundação

Konrad Adenauer e o Iclei (Governos Locais pela

Sustentabilidade), para integrar a publicação Sustentabilidade

Urbana: Experiências na América Latina. O

trabalho tem o objetivo de disseminar casos de sucesso

de cidades latino-americanas em temas que vão da

infraestrutura verde urbana à gestão sustentável de

recursos naturais. A experiência de Itaipu e parceiros

também foi apresentada em diversos fóruns no Brasil

e no mundo – como a COP 20 (Conferência das Nações

Unidas sobre Mudanças Climáticas), no Peru; no Smart

City Expo World Congress, na Espanha; e no XXVIII Salão

Internacional do Automóvel de São Paulo, a maior

feira automobilística da América Latina.

INDISCUTIVELMENTE LÍDER EM PICADORES

A PLANALTO lidera a fabricação de PICADORES FLORESTAIS

NO BRASIL. Possui a mais avançada tecnologia. Os

PICADORES FLORESTAIS PLANALTO são fabricados em

diversos tamanhos e modelos. Por serem Máquinas que

trabalham em terrenos dobrados, possuem rodados tandem,

são rebocados por trator, pá carregadeira ou escavadeiras,

com isso facilita o manejo dentro da floresta. São equipados

com rotores de facas segmentadas ou facas inteiras, vindo

ao encontro das necessidades do cliente.

www.planaltopicadores.com.br

Rod. BR 282 - Km 346 | Distrito de Macrozona de Expansão Urbana

Campos Novos - SC | CEP 89620-000 - Cx. Postal: 32

Tel/Fax: (49) 3541-7400 | comercial@planaltopicadores.com.br


CASE

36

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SOL

EM

PERNAMBUCO

USINA NO SERTÃO NORDESTINO É FRUTO

DO PRIMEIRO CONTRATO ASSINADO PELO

PODER PÚBLICO NO BRASIL PARA GERAÇÃO

DE ENERGIA SOLAR EM LARGA ESCALA

FOTOS DIVULGAÇÃO

E

nergia elétrica em larga escala, gerada pela

captação de radiação solar, começa a se tornar

realidade no Brasil. Tacaratu, no interior

de Pernambuco, distante 450 Km (quilômetros)

da capital Recife, vai abrigar uma usina de energia

solar da EGN (Enel Green Power). O grupo italiano

venceu o leilão feito pelo governo do Estado no

fim de 2013 e a previsão é que o fornecimento inicie

ainda em 2015. Este é o primeiro contrato assinado

no Brasil com o poder público para fornecimento comercial

de energia solar fotovoltaica.

A quantidade de irradiação solar que o local recebe

foi importante na escolha da área de instalação

da usina. Outro fator que pesou na decisão é que a

empresa já possui uma usina eólica em operação na

mesma cidade, o que vai reduzir os custos com as linhas

de transmissão.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 37


CASE

INVESTIMENTO

BILIONÁRIO

O empreendimento, avaliado em torno de US$

18 bilhões terá potência instalada de 11 MW (megawatts),

algo em torno de 0,3% da capacidade de

geração do Estado. Quando concluído, o empreendimento

será capaz de gerar 17 GWh (gigawatts) ao

ano, energia suficiente para abastecer 90 mil residências,

o que equivale a 0,15% do consumo anual

de Pernambuco. A energia que será produzida pelas

plantas fotovoltaicas será vendida à AD Diper (Agência

de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco),

que é a operadora da Comercializadora de Energia

Elétrica no Mercado Livre da administração pública

estadual. A energia abastecerá inicialmente prédios

públicos, entre eles o Centro de Convenções e os Portos

do Recife e Suape.

38

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ENTRADA: Matéria-prima

Bripell é um CSR (Combustível Sólido Renovável), um mini briquete.

Seu formato possibilita ser transportado a Granel ou em Bags,

podendo ser armazenado por longo período de tempo. Devido ao

seu tamanho o Bripell é ideal para alimentação automatizada em

caldeiras e secadores em geral

Matérias primas utilizáveis:

Sabugo e Palha

do Milho

Folha e Caule

do Milho

Casca do

Amendoim

Serragem

de Madeira

Pontas e Palha

de Cana de

Açúcar

Fibras em

Geral, Capim

e outros

SAÍDA: Bripel

A Bripell é fabricante de máquinas e equipamentos para

secagem e compactação de biomassa, nós construímos e

montamos plantas que produzem o Bripell

Rua Osvaldo Cachoni, 120

Distrito Industrial - Ipaussu/SP

(14) 3344.1334

bripell@bripell.com

www.bripell.com


CASE

PACOTE

PIONEIRO

A usina solar de Tacaratu faz parte do pacote para

fornecimento de 92 MW de energia solar, distribuídos

em cinco empreendimentos, leiloado em dezembro

de 2013 pelo governo pernambucano, ao preço médio

de R$ 228,63 por MW/h. O empreendimento tem

duas plantas, Fontes Solar I e II. Os outros três contratos

devem ser assinados ainda neste semestre, para

início do fornecimento previsto para 2016. “O governo

sabia dos desafios que seriam enfrentados e que

seria preciso ousadia em diversos momentos quando

foi realizado o Leilão Solar. A assinatura significa que

acertamos e que concluímos as etapas necessárias. E

mostra que é possível e viável apostar em projetos

maiores”, destaca Thiago Norões, secretário de Desenvolvimento

Econômico do governo de Pernambuco.

“A tendência é de que mais empresas eólicas

instalem plantas de geração solar, onde houver potencial

para esse tipo de empreendimento”, lembra

o secretário-executivo de Energia da Sdec (Secretaria

de Desenvolvimento Econômico), Eduardo Azevedo.

40

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OUTROS TRÊS

CONTRATOS

ESTÃO

PREVISTOS

PARA ESTE

SEMESTRE

CARROCERIAS BACHIEGA

DIVISÃO PISO MÓVEL

TRABALHAMOS COM LOCAÇÃO DE

SEMIRREBOQUES COM PISO MÓVEL

No mês de Junho de 2015 a empresa Carrocerias Bachiega completou 40 anos

de tradição no mercado de fabricação de implementos rodoviários.

Consolidou-se como uma das principais fabricantes de gaiola para o transporte

de biomassa com descarga automática através do piso móvel da marca Hyva,

adaptando ainda, esse sistema nos equipamentos usados dos seus clientes,

com a mesma qualidade e eficiência reconhecida pelos usuários de todo o Brasil.

Foi a pioneira e, atualmente, possui a maior frota de semirreboques com sistema

de descarga através de piso móvel para locação.

EQUIPE BACHIEGA

MARCA PRESENÇA NA

FEIRA TRÊS LAGOAS

FLORESTAL

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Fones: (19) 3496-1555 | (19) 3496-1381


ESPECIAL

ENERGIA E

INOVAÇÃO

FEIRA NA ALEMANHA MOSTRA NOVIDADES

NO PROCESSAMENTO E USO DE BIOMASSA

FOTOS DIVULGAÇÃO

42

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A

movimentação, processamento e geração

de energia a partir da biomassa foi um dos

focos da Ligna 2015, maior feira da cadeia

industrial da madeira, realizada nos dias 11

LIGNA EM

NÚMEROS

EXPOSITORES: 1.567

ÁREA OCUPADA: 120 mil m²

VISITANTES: 96 mil

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 43


ESPECIAL

Uma das atrações preparadas pela organização da

Ligna foi o estudo de caso que mostrou várias técnicas

de processamento para a transformação da madeira

sólida em combustível, incluindo toda a cadeia logística.

Outra etapa do processo que mereceu destaque foi

a preparação e secagem da biomassa. Foram apresentadas

técnicas desde o cubra e esqueça até sistemas

altamente avançados para retirada da umidade. O uso

de cavaco com diferentes granulometrias também foi

tema de debates.

Na etapa final do uso da biomassa para a produção

energética, o que se viu foi muita preocupação com

a emissão de gases para cumprir as rígidas normas

europeias. Assunto tratado pelos fabricantes de caldeiras,

filtros e de equipamentos para compactação da

madeira. “O tema central - Energia a partir da madeira

- ofereceu espaço para conceitos e soluções que fazem

jus ao melhor aproveitamento possível da madeira

enquanto fonte de energia”, ponderou Jochen Köckler,

do Conselho de Administração da Deutsche Messe.

A ÁREA ABERTA DO

CENTRO DE EXPOSIÇÕES

FOI RESERVADA PARA OS

MAQUINÁRIOS FLORESTAL

E DE BIOMASSA. A GAMA

DE EQUIPAMENTOS ERA

VASTA E O PÚBLICO

PÔDE ACOMPANHAR

DEMONSTRAÇÕES DE

PROCESSAMENTO DE

TORAS E GERAÇÃO

DE CAVACO

Foto: divulgação

Foto: divulgação

44

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Foto: divulgação

NA FEIRA FORAM

APRESENTADAS

MÁQUINAS PARA

A PRODUÇÃO

DE BIOMASSA

QUE DISPENSAM

ADITIVOS E COLA.

OS MODELOS

PRODUZEM DE 40 KG

(QUILOS) ATÉ 2.500

KG POR HORA

O campeão de peso pesado MAGNUM FORCE 6400

MAIS UM 6400T

VENDIDO PARA

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ESPECIAL

Foto: divulgação

“O TEMA CENTRAL

OFERECEU ESPAÇO

PARA CONCEITOS E

SOLUÇÕES QUE FAZEM

JUS AO MELHOR

APROVEITAMENTO

POSSÍVEL DA MADEIRA

ENQUANTO FONTE DE

ENERGIA”

JOCHEN KÖCKLER,

DO CONSELHO DE

ADMINISTRAÇÃO DA

DEUTSCHE MESSE

DESTAQUES

Os fabricantes de máquinas para produção de pellets

praticamente dominaram o pavilhão 13. A maioria

deles vinda da Europa. A alemã Münch-Edelstahl apresentou

equipamentos para pelletização e secagem.

A empresa vem acompanhando o crescimento dessa

indústria no país que tem taxa anual no aumento de

produção de biomassa acima de 60%, algo em torno

de 2,4 milhões de t (toneladas).

Outra fabricante máquinas para produção de biomassa

compactada foi a Nova Pellet, da Itália. Uma das

maiores preocupações da indústria é desenhar equipamentos

que consigam equilibrar eficiência e baixo

consumo elétrico. O processo de produção dispensa

aditivos e cola para a fabricação. Foram mostrados

cinco modelos que partem de uma produção de 40

Kg (quilos) até 2.500 Kg por hora.

46

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A empresa alemã, a Riela, com sedes na Polônia,

Ucrânia, Romênia e Rússia mostrou equipamentos

para secagem e armazenamento de grãos e biomassa.

Além de aquecedores de grande porte para hotéis,

empresas e outras aplicações. Uma das novidades foi

o secador de materiais móvel. Basta acoplar o equipamento

a um veículo que ele pode se transportado

para qualquer ponto da indústria.

A Imalpal, fabricante de equipamentos para biomassa,

apresentou o palete prensado. Trata-se de um

produto mais barato, ideal para o transporte único de

mercadorias, apesar de aguentar mais de uma viagem.

Diferente dos paletes tradicionalmente produzidos, é

feito a partir de madeira reconstituída. Para isso usa-se

uma prensa industrial com alta capacidade. É mais leve

e não utiliza pregos.

Foto: divulgação


ARTIGO

BIOMASSA

ENERGÉTICA

TORREFICADA:

CELSO OLIVEIRA

Diretor executivo da Brasil Biomassa e Energia Renovável e do Instituto Brasileiro de Pellets e Biomassa.

Presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biomassa e Energia Renovável

diretoriabrasilbiomassa@gmail.com

48

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FOTOS REFERÊNCIA E DIVULGAÇÃO

UMA SOLUÇÃO EFICIENTE

AO SETOR FLORESTAL E

INDUSTRIAL

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 49


ARTIGO

O

um

Brasil possui alto potencial de biomassa

florestal e industrial devido às suas grandes

extensões de terra que possibilitam

alto volume de produção de madeira.

ESTIMA-SE QUE A CADEIA FLORESTAL

NÃO UTILIZA (PASSIVO AMBIENTAL)

APROXIMADAMENTE 34.795.898,44 M³ DE

RESÍDUOS AO ANO

50

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ESSA QUANTIDADE PODE VARIAR DE 10 A

20% DA MADEIRA COMERCIAL COLHIDA EM

FLORESTAS PLANTADAS E DE 60 A 70% DE

FLORESTAS NATURAIS

do extrativismo vegetal superior aos outros Estados,

representando cerca de 40% da madeira produzida no

extrativismo. Como são gerados mais resíduos no extrativismo

que na silvicultura na etapa inicial, a região

Norte desponta com 29,3%, seguida das regiões sul

(25,6%) e sudeste (18,1%). Além do Pará temos os Estados

do Paraná, Bahia, Mato Grosso e São Paulo.

Resíduos de processamento mecânico

e industrial

São gerados resíduos de diferentes formatos e ca-

contaminados ou não por produtos químicos do tratamento

da madeira como cola, tinta e verniz.

Os diferentes usos de resíduos de madeira, de acordo

com o segmento industrial são apresentados a seguir:

Resíduos na Indústria Madeireira

Os principais resíduos da indústria madeireira são:

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 51


ARTIGO

e do norte (15,3%). Em relação aos Estados, o Paraná

possui a maior geração desses resíduos, com valor de

10.922.631,10 m³, seguido por São Paulo, Bahia, Santa

Catarina e Minas Gerais.

Resíduos na Indústria de Celulose e Papel

A indústria de papel e celulose é a principal consumidora

de biomassa como combustível e como matéria-prima,

gerando uma grande quantidade de resíduos

(casca, rejeitos de cavaco, dregs, grits, lama de cal,

cinza leve, cinza pesada, rejeitos do digestor, lodo de

ETE, rejeito de celulose) onde aproximadamente 48 t

de resíduos para cada 100 t de celulose produzida. A

produção de celulose gera vários tipos de resíduos orgânicos

e inorgânicos. O preparo de madeira dá origem

às cascas, enquanto o tratamento de águas residuárias

gera lodo com fibras, lodo biológico e uma fração

inorgânica removida na decantação primária. Parte

da fração orgânica, como cascas e demais resíduos da

madeira (finos) pode ser utilizada para recuperação de

energia por meio da queima em caldeiras. Em 2010 foram

produzidas no Brasil, 22.743.000 t de papel e celulose.

Desta forma, a geração de resíduo das indústrias de

papel e celulose foi estimada em 10.916.640 toneladas.

A produção de papel e celulose necessita de grandes

quantidades de energia, tanto mecânica quanto térmica,

que usualmente é produzida através da queima

de biomassa. Além dos resíduos gerados na própria

indústria, a cadeia de produção de papel e celulose

envolve uma importante atividade florestal, da qual é

aproveitada a madeira e geralmente deixando no campo

resíduos de biomassa, os quais representam entre

15 e 25% da massa seca da árvore. Resíduos sólidos

gerados no campo (folhas, cascas, galhos e pontas) e

na produção de papel e celulose (finos, cascas, cavacos

e lodo orgânico). Os resíduos florestais e os rejeitos de

madeira da indústria de papel e celulose têm algumas

desvantagens em relação a outras biomassas como a

madeira. Estas desvantagens são o teor de cinzas, principalmente

nas folhas e casca (entre 3 e 5% com base

seca), a elevada umidade (acima de 50% com base

úmida) e sua difícil manipulação. A combustão do lodo

pode ser energeticamente deficiente devido ao seu

elevado teor de umidade e baixo poder calorífico. Conclui-se

que sem considerar as questões de logística, os

resíduos de biomassas em questão têm grande potencial

energético ainda não aproveitado.

PARA PRODUÇÃO DE 100 TONELADAS DE

CELULOSE PRODUZIDAS SÃO GERADAS 48

TONELADAS DE RESÍDUOS

52

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A GERAÇÃO DE RESÍDUO DE MADEIRA

PROCESSADA MECANICAMENTE TEM

MÉDIA DE 50.778.566,33 M³/ANO

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 53


ARTIGO

Resíduos na Indústria de Movelaria

A madeira na indústria moveleira é usada através

das chapas, painéis e madeira maciça para a elaboração

de móveis, sendo o restante transformado em resíduos.

Entre os resíduos sólidos encontram-se os derivados

diretos da madeira, como pó, cepilhos e aparas.

O resíduo fino era formado por: cavacos - resíduos com

dimensões máximas de 50 X 20 mm; maravalha - resíduo

com mais de 2,5 mm; serragem - resíduo com

dimensões entre 0,5 e 2,5 mm; pó - partículas menores

que 0,5 mm. O resíduo grosso era formado por peças

de refugo, com defeito, com medidas inadequadas, etc.

Os resíduos finos, resíduos grossos e material de aproveitamento

nas fases de preparação da matéria-prima e

de transformação. Outros resíduos sólidos encontrados

foram aqueles que se originam das embalagens da matéria-prima,

assim como dos produtos. São eles: papel,

plástico, restos de metal, latas de tinta, grampos e algumas

fitas metálicas. Decorrentes do processo produtivo

são geradas lixas usadas, varrição de fábrica, derivada

da varredura da fábrica no final do expediente, sendo

que esta requer uma separação posterior, pois existem

muitos resíduos misturados. A sucata de madeira é um

material bastante fragmentado. O principal problema

é a complexa mescla de resíduos de madeira, de diferentes

dimensões, granulometria e distintos graus de

limpeza ou contaminação (solvente de tinta, borra de

tinta e água utilizada na cabine de pintura). Representa

obstáculo à gestão, reciclagem ou reúso e a adequada

disposição dos resíduos que causam impactos ambientais.

No processo de torrefação conseguimos modificar

a composição física e química dos resíduos (com elevada

temperatura) gerando uma biomassa residual

energética do setor de movelaria. Para a melhoria da

qualidade da biomassa para a geração de energia deve-se

realizar o tratamento da mesma, através da estocagem

e o uso da tecnologia de torrefação (densidade,

baixa umidade e poder calorífico líquido) objetivando

a adequação das propriedades para maior eficiência de

conversão da biomassa em energia.

Resíduos de Madeira da Construção Civil

De acordo com a Associação Brasileira de Empresas

de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, estima-se que,

no Brasil, os municípios coletaram mais de 45 milhões

de toneladas de Resíduos de Construção e Demolição,

o que representa cerca de 60% de todo o resíduo sólido

urbano coletado em média a cada ano. O empre-

ENTRE OS RESÍDUOS SÓLIDOS ESTÃO

DERIVADOS DIRETOS DA MADEIRA, COMO PÓ,

CEPILHOS E APARAS

54

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OS RESÍDUOS DE MADEIRA REPRESENTAM

CERCA DE 31% DE TODO O VOLUME DE

RESÍDUO DE CONSTRUÇÃO GERADO EM

UMA OBRA DE UM EDIFÍCIO RESIDENCIAL

go da madeira na construção civil, feito na forma de

elementos temporários como fôrmas, escoramentos e

andaimes, ou na forma de elementos definitivos como

estruturas de coberturas, forros, pisos, esquadrias e

acabamentos, gera grande quantidade de resíduos,

principalmente considerando que todos os elementos

temporários serão posteriormente descartados. Os resíduos

de madeira representam cerca de 31% de todo

o volume de resíduo de construção gerado numa obra

de um edifício residencial. Se considerada somente a

fase de execução estrutural, podem chegar a representar

42% dos resíduos gerados durante o processo. Trata-se

de uma grande quantidade de resíduos, descartada

sem tratamento adequado ou nenhum tratamento.

Resíduos de Arborização Urbana e Municipal

Os resíduos provenientes da poda de arborização

urbana e remoção de árvores públicas e de residentes

particulares em um município podem gerar sérios

problemas urbanos quando não são devidamente

aproveitados, sendo descartados em locais impróprios

como aterros sanitários e lixões clandestinos. Além dos

resíduos resultantes das podas em árvores de espaços

públicos (troncos, toras, galhos, tocos e raízes), os resíduos

vegetais de centros urbanos incluem ainda o material

orgânico resultante da manutenção de parques e

jardins (incluindo grama e materiais lenhosos diversos).

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 55


ARTIGO

15 milhões de toneladas de lenha comercializadas na

forma de água/umidade. Essa água representa mais de

cento e cinquenta milhões reais de despesas (transporte

e perda na venda da matéria-prima). Para adicionar

a esta perda, cerca de 15% de energia da madeira é

perdida no ponto de utilização, em caldeiras industriais

e em fogões industriais e residenciais de queima de lenha

(processo de combustão de energia).

Biomassa Torreficada como substituto

do carvão

A produção de carvão bruto no Brasil foi de 13,6

milhões de toneladas no ultimo ano. A produção nacional

de carvão vegetal foi de 1.006.554 toneladas.

Para produzir uma tonelada de carvão é necessário 3,5,

toneladas de madeira. O cenário futuro é de aumento

da demanda para o setor elétrico e industrial, que irão

consumir muito carvão pelos próximos anos.

O consumo por carvão nacional se distribui em tais

setores: elétrico (81,1%), papel e celulose (4,9%), petroquímicos

(3,3%), alimentos (2,9%), cerâmico (2,6%),

metalurgia e cimento (1,3%) e outros (2,7%). O principal

problema ambiental associado ao uso de carvão é

CADA METRO CÚBICO DE LENHA PESA

400 KG E TEM UMIDADE MÉDIA DE 45%

56

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A BIOMASSA TORREFEITA É MAIS HIDROFÓBICA,

TEM UM PODER CALORÍFICO MAIS ELEVADO, E

SOFRE UMA REDUÇÃO DE VOLUME DE 30 %

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 57


ARTIGO

CADA TONELADA DE BIOMASSA TORREFICADA

QUEIMADA NA CALDEIRA INDUSTRIAL REDUZ AS

EMISSÕES DE GÁS CARBÔNICO EM ATÉ 2,4 T

58

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RODUTO DE MADEIRA

DE REFLORESTAMENT

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qualidade e confiabilidade sendo

distribuído tanto para o mercado interno,

como para o mercado externo, seguindo

os mais rígidos padrões de qualidade

internacional -

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, sendo uma

das pioneiras neste setor no Brasil.

o uso da biomassa torreficada (processo industrial

de geração de energia) ou a diminuição no custo de

aquisição de matéria-prima. Considerando que a receita

obtida com a comercialização de um resíduo (alta

umidade, densidade e baixo poder calorífico) pode ser

revertida (custos adicionais de transporte e armazenagem)

para implantação de uma unidade de torrefação.

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O


AGENDA

JULHO

Julho

Enersolar + Brasil

Data: 15 a 17

Local: São Paulo (SP)

Informações: www.enersolarbrasil.com.br

Biotechfair

Data: 15 a 17

Local: São Paulo (SP)

Informações: wwwbiotechfair.com.br

SETEMBRO

Setembro

Intersolar South America

Data: 01 a 03

Local: São Paulo (SP)

Informações: www.intersolar.net.br

Eco Bahia Ambiental

Data: 09 a 12

Local: Salvador (BA)

AGOSTO

Agosto

Greenbulding Brasil 2015

Data: 11 a 13

Local: São Paulo (SP)

Informações: www.expogbcbrasil.org.br

Fenasucro & Agrocana

Data: 25 a 28

Local: Sertãozinho (SP)

Florestal&Biomassa

Data: 23 a 25

Local: Lages (SC)

Informações: www.florestalbiomassa.com.br

NOVEMBRO

Novembro

III Fórum Brasil África

Data: 19 e 20

Local: Recife (PE)

Informações: www.forumbrazilafrica.com

Acesse:

www.portalreferencia.com.br


DESTAQUE

Destaque

III Fórum Brasil África

Data: 19 e 20 de Novembro

Local: Recife (PE)

Informações: www.forumbrazilafrica.com

O III Fórum Brasil África - Desafios e Oportunidades

para o Fornecimento de Energia no Brasil e África

- tem como objetivo trazer para o Brasil representantes

de governos e do setor privado para discutir

alternativas para a falta de energia e oportunidades

de negócios para empresas de diferentes partes do

mundo. Nesta edição do III Fórum Brasil África, além de painéis em torno de diferentes temas (petróleo e gás, energia renovável,

financiamento, novas tecnologias, programas educacionais, investimentos em infraestrutura) as empresas dos mais diversos

segmentos da indústria de energia poderão expor produtos e aumentar as oportunidades de negócios.

Imagem: reprodução

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OPINIÃO

BRASIL: UM POTENCIAL

GIGANTE PARA PRODUÇÃO

DE ENERGIA EÓLICA

Foto: divulgação

Por Elbia Melo

Presidente da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica)

A

energia eólica é produzida através da força

dos ventos, que transforma energia cinética

em energia elétrica. Muito recente no Brasil,

esta fonte de energia já vem contribuindo

em grande grau para o desenvolvimento do país, abastecendo

nos dias de hoje cerca de 4 milhões de lares brasileiros,

ou 12 milhões de pessoas, o que corresponde a

uma cidade do tamanho de São Paulo.

A Europa, a partir da segunda grande crise do petróleo,

ocorrida no final dos anos 70, percebeu a sua forte

dependência energética na medida em que utilizava

para a produção de energia elétrica o carvão e os derivados

do petróleo, sendo esses insumos importados.

No início dos anos 90, com o objetivo de reduzir essa

dependência e ter mais autonomia na produção de um

insumo vital para qualquer economia, a energia elétrica,

os países europeus fizeram grandes investimentos na

produção de tecnologia das até então chamadas fontes

alternativas. Tais fontes trariam naturalmente por um

lado a independência desses países em termos energéticos

e, portanto, maior segurança nacional e, por outro,

a possibilidade de produção de energia a partir de fontes

limpas e renováveis contribuindo para a redução da

emissão de CO 2

e o consequente aquecimento global.

Por possuir um drive diferente e um tempo diferente,

o Brasil por sua vez iniciou fortes investimentos na fonte

eólica a partir do final da década de 2010, uma vez que

a produção de energia do país sempre obedeceu o quesito

de independência energética e de baixa emissão de

CO 2

, dada a grande fatia da produção de energia elétrica

do Brasil proveniente de uma fonte renovável, a hidroeletricidade.

Foram contratados desde 2009, a partir do primeiro

leilão competitivo com participação eólica, mais de 12

GW de capacidade eólica instalada, isto significa cerca de

10% do que o Brasil possui hoje somando todas as demais

fontes, como nuclear, hidrelétrica, carvão, biomassa

e outras. A energia eólica hoje já instalada representa

cerca de 4% do total de energia para o sistema e vai

crescer fortemente nos próximos anos, podendo chegar

a cerca de 10% em 2018.

Em termos de potencial, a possibilidade de produção

de energia eólica no Brasil é quase infinita, temos

potencias eólicos de altíssima qualidade no nordeste e

sul do país, e, mais recentemente, os estudos eólicos têm

apresentado potenciais em São Paulo, Minas Gerais, Espírito

Santo e outros Estados que estiveram fora da rota

da energia dos ventos no passado. Com essa velocidade

de crescimento, em breve, o país estará entre os líderes

mundiais na produção e no investimento em energia

eólica.

A energia eólica é uma fonte limpa e renovável, que

gera empregos e renda para o Brasil. Até hoje, considerando

a capacidade já instalada, foram criados mais de

70 mil empregos. Do ponto de vista socioeconômico, a

geração de empregos e renda em regiões carentes demonstram

um papel relevante das externalidades positivas

decorrentes da geração eólica.

Embora venha enfrentando grandes desafios, a indústria,

hoje em franco processo de consolidação, ainda

precisa superar alguns entraves, como os problemas de

logística para o transporte de equipamentos. Esses desafios

podem ser considerados como bons desafios, pois

estamos enfrentando-os a fim de avançar para cumprir

uma próxima etapa desta indústria virtuosa, alcançando

a sua sustentabilidade de longo prazo.

62

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