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*Outubro/2014 - Biomais 04

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Força do vento: Brasil é o quinto país que mais investe em energia eólica<br />

revista biomassa energia<br />

FLORESTAS<br />

ENERGÉTICAS<br />

MATRIZ VERDE<br />

DE MÚLTIPLO USO<br />

Ano I • N°<strong>04</strong><br />

Setembro <strong>2014</strong><br />

ENERGY<br />

FORESTS<br />

MULTIPLE USE<br />

GREEN MATRIX<br />

SUANI TEIXEIRA COELHO<br />

BIOMASSA MERECE<br />

MAIS ATENÇÃO<br />

BRIQUETE<br />

ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL


50 ANOS DE EXPERIÊNCIA<br />

NA INDÚSTRIA MADEIREIRA<br />

www.indumec.com.br<br />

Sistemas Especiais<br />

de Manuseio<br />

• Mesas elevadoras<br />

• Manipulação<br />

• Soluções customizadas<br />

Linhas de Acabamento<br />

para Painéis de Madeira<br />

• Resfriamento de chapas<br />

• Manipulação<br />

• Lixamento<br />

• Armazenamento<br />

Preparação de<br />

Partículas & Reciclagem<br />

• Pátios de toras<br />

• Sistemas de alimentação<br />

• Linhas de picagem<br />

Tecnologia de Secagem<br />

• Secadores de lâminas de madeira<br />

• Secadores Industriais<br />

Tecnologia de Prensagem<br />

• Prensas para linha de revestimento<br />

• Prensas para linha de portas<br />

• Prensas para indústria de madeira<br />

• Prensas de ciclo curto<br />

• Prensas industriais<br />

Madeira Sólida<br />

• Indústria de Serrarias<br />

• Linhas de Remanufatura<br />

Rua General Potiguara, 1115 | CIC | Curitiba | PR | Brasil | CEP 81050-500<br />

Fone +55 41 3347 2412 | +55 41 3347 4545 | indumec@indumec.com.br


sumário<br />

<strong>04</strong> | Editorial<br />

Potencial de sobra<br />

ENTREVISTA<br />

05 | CArtas<br />

• SUANI TEIXEIRA COELHO •<br />

06 | notas<br />

12 | entrevista<br />

18 | PRIncipal<br />

Foto: divulgação<br />

FORTE POTENCIAL<br />

N<br />

os últimos anos mostrou-se necessário olhar com mais atenção para as chamadas fontes<br />

renováveis de energia. Neste cenário, a nossa matriz enérgica, que é predominantemente<br />

hidroelétrica, ganhou novos parceiros para geração de energia, como a PCH (Pequena<br />

Central Hidroelétrica), eólica, solar e biomassa. A última, presente em diferentes tipos no país, se faz<br />

mais expressiva e abundante no bagaço e na palha da cana-de-açúcar, que juntas teriam potencial<br />

equivalente a uma usina do nível de Itaipu. Em entrevista exclusiva para a BIOMAIS a coordenadora<br />

do Cenbio (Centro Nacional de Referência em Biomassa) Suani Teixeira Coelho fala dos entraves,<br />

desafios e futuro para a produção e cogeração de energia proveniente da biomassa no Brasil.<br />

30| pelo mundo<br />

Gols & energia<br />

34 | empresa<br />

Vento a beira-mar<br />

Foto: divulgação<br />

PRINCIPAL<br />

12<br />

A STRONG POTENTIAL<br />

I<br />

n recent years, it has proved necessary to look more closely at the so-called renewable energy sources. In this<br />

scenario, our energetic matrix, which is predominantly hydroelectric, has gained new partners for the generation<br />

of energy, such as SHPS (Small Hydroelectric Power Stations), wind, solar and biomass. The latter is<br />

present in different types throughout the Country, and has become more expressive and abundant when considering<br />

sugarcane bagasse and straw, which together have a power potential equivalent to the output of the Itaipu<br />

Generating Station. In an exclusive interview with BIOMAIS, Suani Teixeira Coelho, the coordinator of Cenbio<br />

(National Reference Center on Biomass), speaks of the obstacles, challenges and future for energy production and<br />

cogeneration from biomass in Brazil.<br />

FLORESTA PARA<br />

www.REVISTABIOMAIS.com.br<br />

ENERGIA<br />

BIOMASSA FLORESTAL TEM POTENCIAL<br />

PARA SE TORNAR PROTAGONISTA NA<br />

MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA<br />

FOREST FOR ENERGY<br />

Forest biomass has the potential<br />

to become the protagonist in the<br />

Brazilian energy matrix<br />

38 | processo<br />

Solução compactada<br />

42 | ESPECIAL<br />

18<br />

www.REVISTABIOMAIS.com.br<br />

ESPECIAL<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 19<br />

48 | ARTIGO<br />

56 | AGENDA<br />

BONS VENTOS<br />

Mesmo com produção recente, a energia eólica já se<br />

tornou a segunda fonte mais competitiva a integrar a<br />

matriz energética nacional. Avanço tecnológico, qualidade<br />

do vento brasileiro e a crise energética de 2001 foram os<br />

principais fatores que fizeram o governo olhar com mais<br />

atenção para o poder dos ventos<br />

FOTOS DIVULGAÇÃO<br />

58| OPINIÃO<br />

Biomassa na matriz elétrica brasileira?<br />

42 www.REVISTABIOMAIS.com.br<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 43<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA<br />

03


editorial<br />

Potencial de sobra<br />

Uma composição com plantio de eucalipto<br />

ao fundo, principal espécie utilizada para<br />

produção de biomassa florestal, ilustra a<br />

capa desta edição.<br />

Diretor Comercial / Commercial<br />

Director: Fábio Alexandre Machado<br />

(fabiomachado@revistabiomais.com.br) •<br />

Diretor Executivo / Executive Director: Pedro<br />

Bartoski Jr (bartoski@revistabiomais.com.<br />

br) • Redação / Writing: Rafael Macedo<br />

- Editor, Amanda Scandelari, Bianca<br />

Santos, Flávia Santos, Larissa Angeli<br />

(jornalismo@revistabiomais.com.br) • Dep.<br />

de Criação / Graphic Design: Fabiana<br />

Tokarski - Supervisão, Fabiano Mendes -<br />

Webmaster, Fernanda Domingues, Helton<br />

Winter (criacao@revistabiomais.com.br) •<br />

Tradução / Translation: John Wood Moore<br />

• Dep. Comercial / Sales Departament: José<br />

Pinheiro (comercial@revistabiomais.com.<br />

br) • Fone: +55 (41) 3333-1023 • Dep.<br />

Financeiro / Accounting: Daniela Etelvino •<br />

Dep. de Assinaturas / Subscription: - Gabrieli<br />

de Campos, Izadora Saiss • Assinatura<br />

em eventos: Wagner Ribeiro (assinatura@<br />

revistabiomais.com.br).<br />

Veículo filiado a:<br />

A Revista BIOMAIS é uma publicação da<br />

JOTA Editora - Rua Maranhão, 502 - Água Verde -<br />

Cep: 80610-000 - Curitiba (PR) - Brasil<br />

Fone/Fax: +55 (41) 3333-1023<br />

www.jotaeditora.com.br<br />

A Revista <strong>Biomais</strong> - é uma publicação bimestral e independente,<br />

dirigida aos produtores e consumidores de energias limpas<br />

e alternativas, produtores de resíduos para geração e cogeração de<br />

energia, instituições de pesquisa, estudantes universitários, órgãos<br />

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta<br />

e/ou indiretamente ligados ao segmento. A Revista <strong>Biomais</strong> não se<br />

responsabiliza por conceitos emitidos em matérias, artigos, anúncios<br />

ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de responsabilidade<br />

de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento<br />

de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos<br />

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista <strong>Biomais</strong> são<br />

terminantemente proibídas sem autorização escrita dos titulares dos<br />

direitos autorais, exceto para fins didáticos.<br />

A energia é uma das principais preocupações mundiais, em especial no Brasil.<br />

De tempos em tempos ficamos à beira de racionamentos, aumentos nas contas de<br />

luz quando o governo recorre a sistemas auxiliares e por aí vai. O lado positivo de<br />

tudo isso é que vivemos em um país que reúne condições para o uso de praticamente<br />

todo o tipo de fonte de energia. Em duas reportagens especiais abordamos<br />

esse tema. Uma delas trata das florestas energéticas. Termo mais atual quando se<br />

utiliza a biomassa florestal para esse fim. Em outra traçamos o panorama atual da<br />

geração de energia eólica no país que cresce em ritmo acelerado. Em entrevista exclusiva<br />

para a BIOMAIS a doutora em Energia pela USP (Universidade de São Paulo),<br />

Suani Teixeira Coelho, expõe de forma muito convincente os motivos de se investir<br />

em biomassa para energia. De acordo com ela, o bagaço e a palha da cana-de-açúcar<br />

disponíveis no Brasil teriam potencial equivalente a uma usina do nível de Itaipu.<br />

Confira essas e outras informações nesta edição que está imperdível.<br />

Potential to spare<br />

Energy is a major worldwide concern, particularly in Brazil. From time to time, we<br />

are on the verge of rationing, having increases in electricity bills, when the government<br />

uses auxiliary systems in times of drought, and so on. The positive side of all this is that<br />

we live in a Country that brings together all the conditions for the use of virtually every<br />

type of energy source. In two special stories, we address this issue. One deals with energy<br />

forests - the term currently in use when the forest biomass is used for this purpose.<br />

In another, we outline the current panorama of wind power generation in the Country<br />

that has grown by leaps and bounds. In an exclusive interview with Revista BIOMAIS,<br />

Suani Teixeira Coelho, PhD in Energy from USP (University of São Paulo), very convincingly<br />

exposes the reasons to invest in biomass for energy. According to her, cane sugar<br />

bagasse and straw available in Brazil has the energy potential equivalent to the Itaipu<br />

generating station. Checking this out and the other information in this issue is a must.<br />

Revista <strong>Biomais</strong> is a bimonthly and independent publication, directed<br />

at clean alternative energy producers and consumers, producers of<br />

residues used for energy generation and cogeneration, research institutions,<br />

university students, governmental agencies, NGO’s, class and other entities,<br />

directly and/or indirectly linked to the Segment. Revista <strong>Biomais</strong> does not<br />

hold itself responsible for concepts contained in materials, articles, ads or columns<br />

signed by others; these are the responsibility of their authors. The use,<br />

reproduction, appropriation, databank storage, in any form or means, of the<br />

text, photos and other intellectual property of Revista <strong>Biomais</strong> are strictly<br />

forbidden without written authorization of the holder of the authorial rights,<br />

except for educational purposes.<br />

<strong>04</strong><br />

www.revistabiomais.com.br


cartas<br />

Surpresa positiva<br />

Tive contato recentemente com a segunda edição<br />

da Revista BIOMAIS e confesso que fiquei surpreso, pois<br />

procurei durante algum tempo por uma revista do setor sem<br />

sucesso.<br />

Sou engenheiro mecânico e entre outras coisas trabalho<br />

com projetos relacionados com combustão, secagem e<br />

energia no setor papeleiro. Tenho recentemente um artigo<br />

independente sobre recuperação de resíduos sólidos para<br />

fins energéticos, especificamente o controverso resíduo<br />

de papel higiênico, o qual gostaria que fosse publicado na<br />

Revista BIOMAIS.<br />

Agradeço!<br />

Geraldo Rizanti – Marília (SP)<br />

Olá Geraldo,<br />

Nosso objetivo é exatamente esse, contribuir para o<br />

setor energético com informações de qualidade e relevância.<br />

Quanto ao artigo, sempre estamos abertos a receber materiais<br />

relacionados à energia. Os profissionais e acadêmicos que têm<br />

interesse em publicar seus trabalhos na BIOMAIS podem nos<br />

enviar por e-mail. Eles passarão por uma avaliação editorial e<br />

se estiverem de acordo com nossos padrões serão publicados,<br />

como no seu caso, veiculado na página 48 desta edição.<br />

Solução para o setor<br />

A BIOMAIS esta de parabéns! As matérias são claras e de<br />

grande importância para todos deste setor que procuram<br />

soluções e máquinas.<br />

As plantações voltadas para produção de cavaco e<br />

pellets de biomassa estão aumentando muito e isso não tem<br />

volta. Os mercados interno e externo estão em constante<br />

crescimento há alguns anos e têm duas forças importantes<br />

contribuindo para isso: a atividade econômica e renovável.<br />

Mara de Nadai - Curitiba (PR)<br />

CBI do Brasil<br />

REVISTA<br />

na<br />

mídia<br />

www.revistabiomais.com.br<br />

www.facebook.com.br/revistabiomais<br />

informação<br />

biomassa<br />

energia<br />

www<br />

Publicações Técnicas da Jota Editora<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 05


NOTAS<br />

Biomassa do<br />

bambu<br />

A biomassa gerada pelo bambu é a fonte<br />

de energia para uma indústria cerâmica<br />

no município de Panorama, localizado a<br />

680 km (quilômetros) da capital São Paulo.<br />

Segundo dono do empreendimento, José<br />

Gonçalves, a partir do momento em que<br />

passou a usar o bambu como matéria-prima<br />

o negócio ficou mais rentável. Ele garante<br />

que o uso da espécie traz mais economia<br />

em comparação com outras formas de biomassa.<br />

O empresário vai ampliar o plantio,<br />

principalmente depois que soube que há<br />

linhas de financiamento para estes projetos.<br />

Foto: divulgação<br />

EUA investem em<br />

etanol 2G<br />

Ao longo do ano quatro usinas dedicadas<br />

à produção de etanol celulósico, também chamado<br />

de 2G (segunda geração) deverão entrar<br />

em operação em escala comercial nos EUA (Estados<br />

Unidos da América). As novas estruturas<br />

pertencem à americana DuPont, à espanhola<br />

Abengoa, à parceria entre a americana Poet e a<br />

holandesa DSM, e a Quad County Corn Processors.<br />

Três delas entraram em funcionamento<br />

no mês de junho.<br />

A usina da DuPont tem potencial estimado<br />

em 113 milhões de L (litros) por ano. Já a fábrica<br />

da Abengoa Bioenergy terá capacidade<br />

para produzir em torno de 95 milhões de L de<br />

etanol por ano e 21 MW (megawatts) de bioeletricidade.<br />

A terceira usina, que leva o nome<br />

de Projeto Liberdade, da Poet-DSM também<br />

tem capacidade para produzir 95 milhões de L<br />

de etanol 2G por ano e deverá utilizar cerca de<br />

770 t (toneladas) de palha seca de milho por<br />

dia. Ainda em construção, a quarta usina, Quad<br />

County Corn Processors, converte fibra de<br />

grãos em etanol celulósico, óleo de milho, que<br />

pode ser utilizado na produção de biodiesel.<br />

Foto: divulgação<br />

Google premia inovações<br />

O Google está oferecendo prêmio de US$ 1 milhão para uma inovação que<br />

torne o uso da energia solar e eólica mais prática para uso cotidiano. A premiação<br />

será concedida para quem apresentar um aparelho maior que um laptop que<br />

transforme de maneira eficiente a corrente elétrica em alternada. Em associação<br />

com o Ieee (Instituto de Engenheiros em Eletricidade e Eletrônica), o Google apoia<br />

o Littlebox Challenge (Desafio da Caixinha, na tradução em português).<br />

O desafio principal é miniaturizar os transformadores de energia à décima parte<br />

de seu tamanho atual. “Existem muitos desafios a serem superados, mas quem<br />

o fizer poderá ajudar a mudar o futuro da eletricidade. Um inversor menor poderia<br />

ajudar a criar microrredes de baixo custo em partes remotas do mundo. Ou permitir<br />

a manutenção das luzes de uma residência acesa durante um apagão por<br />

meio da bateria do carro elétrico. Pode ainda permitir outros avanços que nós nem<br />

sequer temos pensado ainda”, diz Google, em seu blog oficial.<br />

Foto: divulgação<br />

06<br />

www.revistabiomais.com.br


Água e vento<br />

predominantes<br />

A maior parte da eletricidade consumida em Portugal é retirada<br />

da água e do vento. É o que aponta os dados da Apren<br />

(Associação Portuguesa de Energias Renováveis). Segundo a<br />

análise, entre janeiro e julho de <strong>2014</strong>, as energias renováveis representaram<br />

70% do consumo. Apesar de ser uma diminuição<br />

de 76% em relação ao valor até junho, de acordo com a Apren, é<br />

ainda o mais elevado desde que há registros para este período<br />

do ano.<br />

Mesmo com a predominância de um clima mais seco nos<br />

meses de junho e julho, e por isso um período em que as centrais<br />

a carvão funcionam mais, as renováveis apresentaram um bom<br />

desempenho, especialmente as eólicas que foram a segunda<br />

fonte de energia a abastecer o consumo nacional.<br />

As eólicas e as barragens são as energias renováveis<br />

mais significativas na produção elétrica de Portugal,<br />

mais precisamente 60,9%, sendo que as barragens<br />

foram responsáveis por 35,6% do<br />

consumo e as eólicas por 25,3%. Em<br />

seguida a biomassa, cuja produção<br />

representa 5,3% do consumo e<br />

as pequenas centrais hídricas<br />

são responsáveis por<br />

3,5%.<br />

Foto: divulgação<br />

Leilão favorece<br />

biomassa<br />

O MME (Ministério de Minas e Energia) definiu em<br />

R$ 197 por MWh (Megawatts hora) o custo marginal do<br />

próximo leilão A-5, marcado para 30 de setembro. O preço-teto<br />

para o produto por quantidade foi fixado em R$<br />

158 por MWh, enquanto o produto por disponibilidade<br />

termelétrica (gás, biomassa e carvão) ficou em R$197 por<br />

MWh, valores mais competitivos em comparação aos que<br />

vêm sendo praticados. Já para o produto por disponibilidade<br />

solar e eólica, o preço inicial será de R$137 por MWh.<br />

Os valores de partida do certame foram divulgados pela<br />

diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).<br />

Os projetos habilitados ainda não foram oficialmente<br />

divulgados pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética),<br />

contudo já se sabe que as usinas Apertadinho, Ercilândia,<br />

Foz do Piquiri, Comissário, no Paraná, e Divinópolis, em<br />

Goiás, não conseguiram a licença ambiental a tempo de<br />

participar do certame.<br />

Foto: Alcides Okubo Filho\ Embrapa<br />

Europa vai consumir mais pellets<br />

Um relatório técnico de energia desenvolvido pela Aebiom (Associação Europeia<br />

de Biomassa) constatou aumento na demanda por pellets e biomassa para produção<br />

de eletricidade até 2020, quando o consumo deve chegar a 29 milhões de t (toneladas).<br />

Segundo o estudo, boa parte desse montante seja importada da América do Norte e do<br />

Brasil. Outro dado divulgado pela Aebiom mostra o crescimento da importância da biocombustível<br />

em escala global. De acordo com o relatório, a quantidade de eletricidade<br />

produzida a partir de biomassa no mundo vai subir em torno de 9% por ano até 2020.<br />

Foto: divulgação<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 07


NOTAS<br />

Cerradinho<br />

Bioenergia terá<br />

mais 90 MW<br />

A TGM acaba de consolidar o fornecimento de mais 90<br />

MW (megawatts) para a Cerradinho Bioenergia, localizada<br />

em Chapadão do Céu (GO). O equipamento é preparado<br />

para atender os processos de produção de açúcar, etanol de<br />

primeira e segunda geração, etanol de milho e energia elétrica<br />

com ciclo regenerativo, complementando os 80 MW já<br />

instalados.<br />

O desenvolvimento do projeto permitiu atender os<br />

diversos processos industriais, maximizando a geração de<br />

energia elétrica e proporcionando um incremento da energia<br />

disponível para exportação. “O ciclo regenerativo, além de aumentar a eficiência da planta, gera<br />

mais vapor com o mesmo combustível, utilizando parte do mesmo para aquecer o condensado que<br />

retroalimenta a caldeira”, disse José Paulo Figueiredo, diretor de engenharia da TGM.<br />

Foto: divulgação TGM<br />

Nota de<br />

falecimento<br />

A Revista BIOMAIS presta uma homenagem ao<br />

engenheiro indiano Gurmukh Sarkaria, 89 anos, coordenador<br />

geral do projeto de construção da Itaipu,<br />

falecido no dia 29 de julho, em Santa Rosa, no Estado<br />

norte-americano da Califórnia. O engenheiro<br />

foi vítima de complicações de um infarto, e deixou<br />

esposa e duas filhas.<br />

Considerado um dos maiores especialistas em<br />

construção de hidrelétricas do mundo, Gurmukh foi<br />

quem criou o layout e escolheu o local ideal para<br />

a implantação da Itaipu. Também foram dele algumas<br />

das principais decisões sobre a obra, como o<br />

formato da barragem e do vertedouro.<br />

Foto: Caio Coronel/Itaipu Binacional<br />

Mais atraentes<br />

Pela primeira vez o Brasil está em décimo lugar em atratividade para<br />

investimentos em energia renovável, segundo índice da EY (Ernst & Young).<br />

Atualizado trimestralmente, a pesquisa analisa o mercado de fontes<br />

limpas em 40 países e o Brasil subiu duas posições no ranking em relação<br />

ao último levantamento.<br />

De acordo com a análise da EY, a expectativa é que a energia eólica<br />

lidere novamente os investimentos no Brasil, no entanto, o interesse por<br />

energia solar está crescendo rapidamente com as novas previsões de capacidade<br />

de geração. O obstáculo em energia solar no Brasil é a exigência<br />

de elevado CL (Conteúdo Local), que trata da política do governo federal<br />

para a concessão de financiamentos do Bndes (Banco Nacional de Desenvolvimento<br />

Econômico e Social). Além disso, 60% dos equipamentos<br />

devem ser fabricados no país. O primeiro lugar na lista é ocupado por<br />

EUA (Estados Unidos da América), seguido por China, Alemanha, Japão,<br />

Canadá, Reino Unido, Índia, França e Austrália.<br />

Foto: divulgação<br />

08<br />

www.revistabiomais.com.br


NOTAS<br />

Aproveitamento energético<br />

A Usina de Tratamento de Biogás do Aterro Dois Arcos, inaugurada em agosto, no<br />

município de São Pedro da Aldeia (RJ) , vai transformar em gás natural cerca de 600<br />

t (toneladas) de lixo recolhidos nos municípios cariocas São Pedro da Aldeia, Búzios,<br />

Iguaba Grande, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Casimiro de Abreu, Silva Jardim e Araruama.<br />

O investimento de R$ 18 milhões é de uma parceria entre as empresas Osafi, proprietária<br />

do Aterro Dois Arcos, e a Ecometano, do grupo MDCPar, voltada para produção de<br />

gás natural de fontes renováveis.<br />

A princípio o combustível produzido será entregue no gasoduto da CEG-Rio a partir<br />

de abril de 2015. Enquanto isso, o gás será comprimido e chegará aos consumidores<br />

por meio de galões. “O combustível será misturado com o gás natural já fornecido pela<br />

CEG-Rio, de metano puro, e distribuído aos clientes sem custos adicionais”, afirma a coordenadora<br />

do Programa Rio Capital da Energia, Maria Paula Martins.<br />

O empreendimento inicia com a produção diária de 6 mil m³ (metros cúbicos) de gás<br />

e, em oito anos, esse volume deverá subir para 20 mil m³. A estimativa de produção da<br />

usina é de 5 milhões de m³ de biogás purificado por ano.<br />

Foto: divulgação<br />

Normas para uso<br />

de biogás<br />

Um projeto de lei em tramitação na Câmara<br />

dos Deputados estabelece normas para geração,<br />

transporte, filtragem, estocagem e geração<br />

de energia elétrica, térmica e automotiva com<br />

biogás. As regras constam do Projeto de Lei<br />

6559/13, do deputado Pedro Uczai (PT-SC) e se<br />

referem especificamente à exploração das atividades<br />

econômicas de geração de energias com<br />

biogás originado do tratamento sanitário de resíduos<br />

e efluentes orgânicos, em especial os gerados<br />

em atividades de produção agropecuária<br />

e agroindustrial de que tratam a Lei 12.187/09.<br />

De acordo com a proposta, as energias geradas<br />

com biogás, ou qualquer outra aplicação com seus gases componentes, serão isentas de tributação e não poderão receber<br />

qualquer tipo de subsídio sobre os preços da energia. Em relação à fiscalização, as atividades de produção de biogás<br />

estão sujeitas também às normas técnicas, aos marcos legais, aos regulamentos do setor de energia e à legislação ambiental<br />

aplicável.<br />

As atividades geradoras de biogás poderão ser exercidas por produtores rurais, cooperativas agroindustriais, indústrias,<br />

empresa ou consórcio de empresas constituídas sob as leis brasileiras, com sede e administração no país. Elas serão reguladas<br />

e fiscalizadas pela União.<br />

Foto: divulgação<br />

10<br />

www.revistabiomais.com.br


Da TECNOLOGIA<br />

à produção,<br />

pioneira e LÍDER<br />

em MARAVALHAS<br />

LANÇAMENTO<br />

PMF 4/2400<br />

• A PMF 4/2400 É CAPAZ DE PRODUZIR ATÉ 30m 3 /h<br />

DE MARAVALHAS<br />

• MARAVALHAS QUALIFICADAS COM A ESPESSURA<br />

DESEJADA<br />

• REDUZ O RISCO DE DOENÇAS AOS ANIMAIS E<br />

ATÉ POSSÍVEIS FERIMENTOS CAUSADOS PELA<br />

CAMA DESQUALIFICADA<br />

• MAIOR PRODUTIVIDADE COM MENOR CUSTO<br />

OPERACIONAL<br />

• SISTEMA AUTOMATIZADO DE ALTA TECNOLOGIA<br />

• MELHOR APROVEITAMENTO DO ESPAÇO FÍSICO<br />

TTF 1500<br />

TRANSPORTADOR DE TORAS<br />

Equipamento para abastecimento<br />

automático de toras de madeira.<br />

Secador para Maravalhas<br />

Prensa Enfardadeira<br />

Plainas para Maravalhas<br />

Fone: (54) 3242 2640<br />

www.fortex.ind.br


entrevista<br />

• Suani teixeira Coelho •<br />

Foto: divulgação<br />

Forte potencial<br />

N<br />

os últimos anos mostrou-se necessário olhar com mais atenção para as chamadas fontes<br />

renováveis de energia. Neste cenário, a matriz enérgica brasileira, que é predominantemente<br />

hidroelétrica, conta com parceiros para geração de energia, como a PCH (Pequena<br />

Central Hidroelétrica), eólica, solar e biomassa. A última, presente em diferentes tipos no país, se faz<br />

mais expressiva e abundante no bagaço e na palha da cana-de-açúcar, que juntas teriam potencial<br />

equivalente a uma usina do nível de Itaipu. Em entrevista exclusiva para a BIOMAIS a coordenadora<br />

do Cenbio (Centro Nacional de Referência em Biomassa) Suani Teixeira Coelho fala dos entraves,<br />

desafios e futuro para a produção e cogeração de energia proveniente da biomassa no Brasil.<br />

A Strong Potential<br />

I<br />

n recent years, it has proved necessary to look more closely at the so-called renewable energy sources. In this<br />

scenario, our energetic matrix, which is predominantly hydroelectric, has gained new partners for the generation<br />

of energy, such as SHPS (Small Hydroelectric Power Stations), wind, solar and biomass. The latter is<br />

present in different types throughout the Country, and has become more expressive and abundant when considering<br />

sugarcane bagasse and straw, which together have a power potential equivalent to the output of the Itaipu<br />

Generating Station. In an exclusive interview with BIOMAIS, Suani Teixeira Coelho, the coordinator of Cenbio<br />

(National Reference Center on Biomass), speaks of the obstacles, challenges and future for energy production and<br />

cogeneration from biomass in Brazil.<br />

12<br />

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Perfil:<br />

Nome: Suani Teixeira Coelho<br />

Local de nascimento:<br />

Rio de Janeiro (RJ)<br />

Data: 13 de junho de 1948<br />

Formação: Doutora<br />

em Energia pela USP<br />

(Universidade de São Paulo)<br />

Profile:<br />

Name: Suani Teixeira Coelho<br />

Place of Birth:<br />

Rio de Janeiro (RJ)<br />

Date of Birth:<br />

June 13, 1948<br />

Education: PhD in Energy USP<br />

(University of São Paulo)<br />

Para ter acesso a este conteúdo, assine a Revis-<br />

Qual é demanda energética no Brasil hoje?<br />

A demanda enérgica ta BIOMAIS.<br />

nacional é dividida em diferentes áreas.<br />

Temos que pensar no setor elétrico e no setor de transportes.<br />

No elétrico HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

a demanda é crescente e, ultimamente, para complementar<br />

a energia elétrica gerada pelas hidroelétricas foram ativadas<br />

várias térmicas a fósseis que são poluentes e mais caras,<br />

ao invés de utilizar energias renováveis. No setor de transporte<br />

também temos<br />

Fone:<br />

um aumento<br />

0800.600.2038<br />

cada vez maior no consumo de<br />

combustíveis líquidos, até porque houve recentemente a redução<br />

do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados), o que gera<br />

o aumento da frota e consequentemente forte pressão sobre a<br />

demanda no consumo. Por outro lado, a gasolina tem preços indiretamente<br />

controlados pelo governo e esse controle indireto,<br />

que faz com que a Petrobrás não possa aumentar o preço nas<br />

distribuidoras, gera automaticamente o controle de<br />

preço sobre o etanol que precisa competir com<br />

a gasolina no mesmo mercado.<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.com.br<br />

As fontes alternativas têm participação<br />

expressiva nesse cenário a<br />

ponto de ajudar a suprir boa parte<br />

da demanda ou ainda há muito a<br />

se fazer?<br />

A participação da energia eólica<br />

tem crescido bastante até porque<br />

desde 2000 o Proinfa (Programa<br />

de Incentivo às Fontes Alternativas<br />

de Energia Elétrica) vem tendo uma<br />

série de incentivos do governo. A biomassa<br />

não tem incentivo nenhum e<br />

ainda assim tem que competir nos leilões<br />

“ Não adianta a energia<br />

eólica produzida no<br />

nordeste ser mais<br />

barata que a biomassa,<br />

o gasto final dela vai ser<br />

maior porque tem que<br />

adicionar o custo de<br />

transmissão no sistema<br />

interligado”<br />

Para ter acesso a este conteúdo, assine a Revis-<br />

What is demand for energy in Brazil, today?<br />

National demand for ta energy BIOMAIS. is divided into different areas. We<br />

have to think of the electricity sector and the transportation sector.<br />

In the electricity HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

sector, the demand growing and, lately, to complement<br />

the electricity generated by hydroelectric, various thermal<br />

e-mail: generating assinatura@revistareferencia.com.br<br />

stations have been activated using fossil fuels that are<br />

polluting and more expensive, instead of using renewable energy.<br />

In the transport sector,<br />

Fone:<br />

we<br />

0800.600.2038<br />

also have a growing increase in the consumption<br />

of liquid fuels, because recently there was a reduction of<br />

the IPI (Tax on Industrialized Products), which led to the increase in<br />

the vehicle fleet, and consequently, increased pressure on consuming<br />

demand for energy. On the other hand, gasoline prices are indirectly<br />

controlled by the Government and this indirect control, such<br />

that Petrobras cannot increase the price to the distributors, automatically<br />

generates price controls on ethanol that has<br />

to compete with gasoline in the same market.<br />

Do alternative sources play a significant<br />

role in the scenario to the<br />

point of helping to supply much of<br />

the demand or is there still much<br />

to do?<br />

The share of wind energy has<br />

grown considerably since 2000<br />

because Proinfa (Program of Incentives<br />

for Alternative Electricity<br />

Sources) brought with it a number<br />

of government incentives.<br />

However, biomass was not included<br />

and has no incentives and still<br />

has to compete in auctions with<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 13


entrevista<br />

com a eólica. Apesar disso, 7% da nossa capacidade instalada<br />

para a geração de energia elétrica vêm de bagaço de cana. Certamente<br />

que isso poderia ser muito maior se tivéssemos leilões<br />

feitos de forma mais inteligente.<br />

Atualmente qual é a fonte de energia que se mostra mais<br />

promissora para investir?<br />

Com certeza a biomassa. No caso da eólica existem parques<br />

no nordeste que foram construídos, mas não estão em operação<br />

porque não têm a linha de transmissão para ser interligado com<br />

a rede. Existe uma diferença entre a capacidade instalada nominal<br />

e a capacidade que efetivamente está sendo gerada. No caso<br />

da biomassa, as usinas de cana estão na região sudeste, já interligadas<br />

na rede. Não há a necessidade de construção de novas<br />

redes de transmissão e, além disso, tem-se a vantagem adicional<br />

de estar gerando energia próximo ao centro de consumo que é a<br />

própria região sudeste.<br />

Há muitos problemas de logística em relação a energia<br />

eólica gerada no nordeste?<br />

Além de precisar construir a linha de transmissão que está<br />

faltando, ainda necessita entrar no sistema interligado e trazer<br />

para o sudeste que é onde está o centro de carga principal. Temos<br />

o problema de logística que precisa ser levado em conta<br />

e os investidores têm que olhar para isso para fazer um investimento<br />

que de fato tenha futuro e possa operar e não ficar<br />

parado como aqueles que estão lá em cima.<br />

wind. Nevertheless, 7% of our installed capacity for electricity generation<br />

comes from sugarcane bagasse. Surely that could be much<br />

higher if we had more intelligently carried out auctions.<br />

Currently, what is the energy source that shows itself to be<br />

more promising as to investment?<br />

Surely, it is biomass. In the case of wind farms, they already exist<br />

in the Northeast. They have been built, but are not in operation because<br />

they do not have the necessary transmission lines to be connected<br />

to the national grid. There is a difference between the nominal<br />

installed capacity and the actually being generated capacity. In<br />

the case of biomass, the sugarcane mills are in the Southeast, and<br />

are already interconnected to the national grid. There is no need to<br />

build new transmission lines and, moreover, this type of generation<br />

has the added advantage of being close to cities, therefore, generating<br />

energy near the major consumption centers, which are in the<br />

Southeast Region, itself.<br />

Are there many logistical problems in relation to wind<br />

power being generated in the Northeast?<br />

Besides having to build transmission lines that are missing, it is<br />

necessary for the energy to be introduced into a system interconnected<br />

with the Southeast, the main energy consuming center. We have<br />

logistics problems that need to be taken into account and investors<br />

have to look at this before making any investment that actually has<br />

a future, and is able to be put into operation, not remain<br />

isolated like those up there.<br />

A geração de energia por vias alternativas<br />

tais como eólica, solar e biomassa,<br />

está recebendo a atenção das empresas?<br />

Como está a proporção dessas<br />

fontes no âmbito geral de geração<br />

no país?<br />

Primeiramente temos que dividir<br />

a biomassa em categorias, porque<br />

diferentemente da eólica, da PCH<br />

(Pequena Central Hidroelétrica) e da<br />

solar, na biomassa existe uma variedade<br />

de fontes muito grande, então<br />

tem o bagaço de cana que é o maior<br />

componente e tem a maior participação,<br />

o biogás, a casca de arroz, no Rio<br />

Grande do Sul. A situação da biomassa é<br />

diferente das outras energias renováveis<br />

porque tem diferentes tipos e para cada<br />

tipo é um empreendimento diferente, tem<br />

“Precisa ter os<br />

mesmos incentivos do<br />

governo para todas<br />

as fontes de energia<br />

renováveis, e a eólica fica<br />

com todos eles,<br />

a biomassa e a PCH<br />

não têm incentivo<br />

nenhum”<br />

Power generation through alternative<br />

means, such as using<br />

wind, solar and biomass, is<br />

gaining the attention of<br />

companies? What is the<br />

proportion of these sources<br />

within the general<br />

framework of generation<br />

in the Country?<br />

First, we have to divide<br />

the biomass into categories,<br />

because unlike wind,<br />

SHPS’s (Small Hydroelectric<br />

Power Station) and solar, for<br />

biomass there is a large variety<br />

of sources, there is sugarcane bagasse,<br />

the largest component, and<br />

has the largest participation, and there is<br />

biogas and rice husks in Rio Grande do Sul. The<br />

14<br />

www.revistabiomais.com.br


que levar tudo isso em consideração. Mas hoje temos<br />

tecnologia para todos. As caldeiras para casca<br />

de arroz, por exemplo, foram desenvolvidas<br />

especificamente para esse tipo de biomassa<br />

por causa do conteúdo de sílica. Já temos<br />

tecnologia suficiente para ser usada inclusive<br />

em condições de exportar para outros<br />

países em desenvolvimento. Recentemente<br />

fui a Moçambique onde discutimos o acesso<br />

à energia que na África é dramático. Em<br />

Moçambique apenas 20% da população tem<br />

acesso à energia elétrica e lá tem usinas de<br />

açúcar, que certamente, se fossem usadas tecnologias<br />

mais eficientes de cogeração com bagaço<br />

de cana, poderiam ter um excedente de energia<br />

que seria distribuído na zona rural, ajudando a diminuir<br />

este déficit de energia. Mas alguns países da África<br />

já estão fazendo isso como Quênia e Sudão.<br />

O que falta para melhorar esse cenário no Brasil, ou seja,<br />

aumentar a participação da biomassa na matriz energética<br />

nacional?<br />

O sistema de leilões não favorece muito a biomassa. Muitos<br />

defendem os leilões regionalizados para levar em conta a questão<br />

de logística e localização. Hoje a biomassa gerada aqui em<br />

São Paulo, que já está próxima ao centro de carga, compete com<br />

a eólica que está lá em cima e que ainda tem todo o custo de<br />

transmissão para trazer para o sudeste. Não adianta a energia<br />

eólica produzida no nordeste ser mais barata que a biomassa,<br />

o gasto final dela vai ser maior porque tem que adicionar o<br />

custo de transmissão no sistema interligado. Precisa ter os<br />

mesmos incentivos do governo para todas as fontes de energia<br />

renováveis, e a eólica fica com todos eles, a biomassa e a PCH<br />

não têm incentivo nenhum. A energia solar ainda não é competitiva<br />

porque é muito cara, então só é viável em pequenos projetos<br />

pilotos na região amazônica onde não tem fonte nenhuma para<br />

competir. No caso das outras tem que ter o mesmo tratamento.<br />

São todas renováveis, se não tem equilíbrio acaba acontecendo<br />

uma distorção de mercado. Uma solução seria fazer os leilões exclusivos.<br />

Para ter acesso a este conteúdo, assine a Revis-<br />

Quais são as perspectivas<br />

ta BIOMAIS.<br />

de demanda energética para<br />

os próximos anos no país?<br />

As HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

perspectivas dos planos do governo são de aumentar e os<br />

investimentos são sempre feitos nas hidroelétricas, tem as novas<br />

e-mail: hidroelétricas assinatura@revistareferencia.com.br<br />

Amazônia que estão sendo construídas, que o<br />

governo vê como complementação às térmicas a combustíveis<br />

Fone: 0800.600.2038<br />

situation of biomass is different<br />

from other renewable<br />

energy sources because<br />

there are different types<br />

and each type involves<br />

a different industrial<br />

process, which needs<br />

to be taken into consideration.<br />

But today,<br />

we have the technology<br />

for all. Boilers using<br />

rice husks, for example,<br />

have been developed<br />

specifically for the type<br />

of biomass because of the<br />

silica content. We have sufficient<br />

technology to be used<br />

so as to be in a position to<br />

export this technology to other<br />

developing countries. I recently<br />

visited Mozambique where we discussed<br />

the access to energy, which in<br />

Africa is a dramatic problem. In Mozambique,<br />

only 20% of the population has access<br />

to electricity and there are plenty of sugar<br />

mills, which, if they used sugarcane bagasse cogeneration<br />

technologies more effectively, could produce<br />

a surplus of energy that could be distributed in the rural<br />

areas, helping to reduce this energy deficit. Some African countries<br />

are already doing this, such as Kenya and Sudan.<br />

“Acho que pode não<br />

ocorrer um apagão<br />

energético, mas precisamos<br />

das políticas adequadas. Se<br />

continuarmos aumentando<br />

o consumo fica complicado<br />

e essas questões são muito<br />

políticas também”<br />

Para ter acesso a este conteúdo, assine a Revis-<br />

What is missing to improve this scenario in Brazil, i.e., increasing<br />

the share of biomass in the national energy matrix?<br />

The auction system does not favor biomass. Many argue regionalized<br />

auctions take into account the issue of logistics and location.<br />

Today, biomass generated here in São Paulo, which is close to<br />

the consuming centers, already competes with wind power being<br />

generated in the Northeast even before taking in all the transmission<br />

costs incurred to transmit the power to the Southeast. It doesn’t<br />

matter that energy produced from wind in Northeast is cheaper<br />

than that produced from biomass, if the final expense is higher because<br />

you have to add the<br />

ta<br />

cost<br />

BIOMAIS.<br />

of the interconnected transmission<br />

system. There must be the same government incentives for all renewable<br />

HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

energy sources, right now wind has all of them, while, biomass<br />

and SHPS’s have none. Solar energy is not competitive because<br />

it e-mail: is still very assinatura@revistareferencia.com.br<br />

expensive, so it is only feasible small pilot projects<br />

in the Amazon Region where there are no other competing power<br />

Fone: 0800.600.2038<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 15


entrevista<br />

Para ter acesso a este conteúdo, assine a Revis-<br />

fósseis, o que acaba não sendo algo interessante. Mesmo nos<br />

planos do governo que preveem o aumento importante nas renováveis,<br />

na biomassa, por exemplo, a previsão é de multiplicar<br />

ta BIOMAIS.<br />

por 15 a potência instalada, mas se não tiverem as políticas para<br />

HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

caminhar desta forma não adianta.<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.com.br<br />

Como está o mercado de cogeração de energia no Brasil?<br />

O problema é Fone: todo de 0800.600.2038<br />

economicidade e de políticas. Poderíamos<br />

atingir patamares muito maiores usando as políticas adequadas.<br />

E como já temos a introdução da colheita de cana crua,<br />

passamos a ter um adicional de biomassa que é a palha da cana.<br />

Apenas 40% a 50% precisam ficar no campo, o resto pode ser<br />

levado para usina aumentando o potencial de energia elétrica<br />

excedente. E para isso também temos tecnologia.<br />

Aprendemos algo com a crise de energia de 2001 e 2002?<br />

Acho que ainda não aprendemos muito<br />

a fazer eficiência enérgica e reduzir o<br />

consumo de energia. Melhoramos<br />

de forma geral, não só as empresas<br />

como a população<br />

também. Aprendemos bastante,<br />

mas ainda se pode<br />

ir mais longe. Inclusive<br />

em situações de maior<br />

dificuldade.<br />

Apesar das negativas<br />

do governo,<br />

existe o risco de apagão<br />

energético no<br />

Brasil?<br />

Essa é uma pergunta<br />

muito difícil porque<br />

depende de uma série de<br />

fatores. Existem respostas<br />

de todos os tipos. Têm especialistas<br />

que acham que pode<br />

existir, mas é uma questão de<br />

racionalizar. Acho que pode não<br />

ocorrer um apagão energético, mas<br />

precisamos das políticas adequadas. Se<br />

continuarmos aumentando o consumo<br />

fica complicado e essas questões são muito<br />

políticas também.<br />

“O sistema<br />

de leilões não favorece<br />

a biomassa. Muitos<br />

defendem os leilões<br />

regionalizados para levar<br />

em conta a questão de<br />

logística e localização”<br />

Para ter acesso a este conteúdo, assine a Revis-<br />

sources. All others have to have the same treatment. All are renewable,<br />

if there is no balance, there ends up being market distortions.<br />

ta BIOMAIS.<br />

One solution would be having exclusive auctions.<br />

HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

What are the prospects for the demand for energy over the<br />

coming<br />

e-mail:<br />

years<br />

assinatura@revistareferencia.com.br<br />

the Country?<br />

The perspectives of Government plans are for continuous increases,<br />

and investments Fone: are continuing 0800.600.2038<br />

to be made in hydroelectric<br />

power generation, such as the new hydroelectric plants in the Amazon<br />

currently being built, while the government sees thermal generation<br />

from fossil fuels as a complement, which ends up not being<br />

something very interesting. Government plans provide for the significant<br />

increase in the use of renewable sources, such as biomass,<br />

for example, forecast to multiply by 15 times the already installed<br />

capacity, but if policies are not created in this direction, this will not<br />

happen.<br />

How is the market for energy cogeneration in Brazil?<br />

The problem is all in the economic and political feasibility.<br />

Much higher levels could be achieved with the appropriate<br />

policies. With the introduction of raw cane harvesting,<br />

we now have an additional biomass, straw.<br />

Only 40% to 50% needs to remain in the field, the<br />

rest can be transported to a cogeneration plant<br />

increasing the potential for surplus electricity.<br />

And for this, we also have all the necessary technology.<br />

Did we learn anything from the<br />

2001\2002 energy crisis?<br />

I don’t think we have yet learnt to generate<br />

energy efficiently or to reduce energy consumption.<br />

Overall, there has been an improvement, not<br />

just by companies but by the population also. We have<br />

learnt a lot but there is still more to learn. Especially in<br />

more difficult situations.<br />

Despite government denials, do we run the risk of an electric<br />

energy blackout?<br />

This is a very difficult question because it depends on a number<br />

of factors. There are all types of responses. There are experts who<br />

think that it exists, but it will be only a matter of rationing. I don’t<br />

think an energy blackout will occur, but we need more suitable policies.<br />

If we continue increasing consumption, things become complicated.<br />

As well, these issues are also very political.<br />

16<br />

www.revistabiomais.com.br


Quem merece receber o Prêmio Referência <strong>2014</strong>?<br />

Envie sua indicação, com os critérios de sua escolha, para<br />

jornalismo@revistareferencia.com.br<br />

As ações das empresas ou de personalidades que se destacaram durante<br />

o ano serão premiadas!<br />

10 de novembro de <strong>2014</strong><br />

Espaço Torres - Curitiba (PR)


PRINCIPAL<br />

Floresta para<br />

energia<br />

Foto: divulgação<br />

Biomassa florestal tem potencial<br />

para se tornar protagonista na<br />

matriz energética brasileira<br />

18<br />

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Forest for energy<br />

Forest biomass has the potential<br />

to become the protagonist in the<br />

Brazilian energy matrix<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 19


PRINCIPAL<br />

Foto: divulgação<br />

“É possível produzir energia utilizandose<br />

da lignina que é extraída da madeira no<br />

processo de cozimento e da parte sólida<br />

(cascas e lascas) que são geradas durante o<br />

descascamento e picagem das toras”<br />

20<br />

www.revistabiomais.com.br


A<br />

biomassa florestal como fonte de<br />

energia sempre esteve presente na<br />

realidade brasileira e mundial. O uso<br />

pode ser doméstico com fogões à lenha ou comercial<br />

alimentando enormes caldeiras. No Brasil<br />

por volta dos anos 70 o uso dessa fonte se intensificou<br />

e ganhou espaço na matriz energética nacional,<br />

no entanto logo perdeu força. Passados 20<br />

anos, na década de 90, ela apareceu novamente<br />

como uma promissora fonte de energia alternativa.<br />

Com o destaque recebido uma nova expressão<br />

passou a ser usada para denominar a origem<br />

dessa madeira:<br />

a Revista<br />

florestas<br />

BIOMAIS.<br />

energéticas.<br />

De acordo com Mario Sant’Anna Júnior, vice<br />

HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

-presidente de florestas energéticas da Ibá (Indústria<br />

Brasileira de Árvores), esse termo está voltado<br />

ao plantio de florestas que destinam os produtos<br />

a uma ou mais rotas com.br de conversão da madeira ou<br />

biomassa para a produção de energia. Ou seja, se<br />

uma floresta Fone: tem uma 0800.600.2038<br />

parte do plantio que resulta<br />

em geração de energia ela pode ser chamada<br />

de floresta energética.<br />

“Atualmente a madeira é um forte componente<br />

na matriz energética brasileira. Setores produtivos<br />

importantes, como a siderurgia e outros segmentos<br />

industriais são altamente dependentes<br />

desse insumo”, analisa Mario.<br />

Muito dessa força da biomassa florestal se<br />

deve às indústrias de celulose. A maioria já tem<br />

como fonte de energia a madeira que não é aproveitada<br />

durante o processo produtivo. “É possível<br />

produzir energia utilizando-se da lignina que é<br />

Para ter acesso a este conteúdo, assine<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.<br />

F<br />

orest biomass as an energy source has<br />

always been present in Brazilian and global<br />

reality. Its use can be at home in wood<br />

stoves, or commercially, providing fuel for huge<br />

boilers. In Brazil, sometime in the 70’s, the use of this<br />

source intensified and gained ground in the Brazilian<br />

energy matrix; however, it soon lost some of this<br />

ground. After 20 years, in the 90s, it appeared again<br />

as a promising alternative energy source. With the<br />

notice it received, a new expression came to be used<br />

to denote the origin of this wood: energy forests.<br />

According to Mario Sant’Anna Júnior, Vice President<br />

of Energy<br />

a Revista<br />

Forests for<br />

BIOMAIS.<br />

Ibá (Brazilian Industry of<br />

Trees), this term is geared to planted forests that are<br />

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designed to produce products where one or more<br />

uses involves the conversion of the timber or biomass<br />

into energy. That is, if a forest has a part of the<br />

plantation resulting com.br<br />

in power generation, it can be<br />

called an energy forest.<br />

“Currently Fone: timber 0800.600.2038<br />

is a strong component in the<br />

Brazilian energy matrix. Important productive sectors<br />

such as steel making and other industries are<br />

highly dependent on this input,” says Mario.<br />

Much of the strength of forest biomass is due to<br />

pulp manufacturers. Most already use it has as an<br />

energy source by using the timber which is not used<br />

during the manufacturing process. “It is possible to<br />

generate energy using the lignin that is extracted<br />

from the timber during the cooking process, as well<br />

as any solid pieces (bark and slivers) that are generated<br />

during the debarking and chipping.” Power is<br />

generated by combustion in boilers for steam gene-<br />

Para ter acesso a este conteúdo, assine<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 21


PRINCIPAL<br />

extraída da madeira no processo de cozimento e<br />

da parte sólida (cascas e lascas) que são geradas<br />

durante o descascamento e picagem das toras.” A<br />

energia é gerada por meio de queima em caldeiras<br />

para a geração de vapor, passando por conjuntos<br />

de turbinas e geradores que transformam<br />

o calor em energia elétrica.<br />

Aproveitando esse mercado promissor estão<br />

surgindo empresas que têm a atividade voltada<br />

para o plantio de florestas e venda de cavaco exclusivamente<br />

para a geração de energia.<br />

No Brasil e no Mundo<br />

De acordo com Mario, a biomassa representa<br />

a quarta ter acesso fonte de energia a este em conteúdo,<br />

nível global. “O<br />

Para<br />

Brasil é o terceiro maior usuário de madeira para<br />

assine a Revista BIOMAIS.<br />

energia no mundo. Em primeiro lugar estão Índia<br />

e China respectivamente.”<br />

Ele acredita que o Brasil tem vocação natural<br />

para a produção de florestas energéticas. Características<br />

como abundante disponibilidade de terra,<br />

grande incidência com.br solar, regime de chuvas ideal e,<br />

principalmente, mão de obra qualificada. “Nosso<br />

país tem Fone: buscado 0800.600.2038<br />

inserir tecnologias mais limpas<br />

e sustentáveis na matriz energética. Várias linhas<br />

em desenvolvimento em diferentes instituições<br />

de pesquisa e empresas do setor têm buscado<br />

viabilizar e tornar mais competitiva a transformação<br />

de florestas em energia, com linhas que visam<br />

a compactação de biomassa florestal, a produção<br />

de bio-óleo, celulignina, álcool e outros derivados<br />

de alto valor agregado, que devem promover o<br />

aumento da densidade energética da biomassa.”<br />

O relatório da FAO (Food and Agriculture Organization)<br />

chamado “O Estado das Florestas do<br />

Mundo”, mostra que, ainda em <strong>2014</strong>, uma em<br />

cada três famílias de países em desenvolvimento<br />

utiliza a madeira como principal fonte de combustível<br />

para cozinhar. A mesma publicação tam-<br />

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e-mail: assinatura@revistareferencia.<br />

Foto: divulgação<br />

22<br />

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ation, through a series of turbines and generators<br />

that convert heat into electricity.<br />

Taking advantage of a promising market, companies<br />

are emerging that have started planting<br />

forests and selling the chips exclusively for power<br />

generation.<br />

In Brazil and in the World<br />

According to Mario, biomass is the fourth largest<br />

source of energy on a global level. “Brazil is the<br />

third largest user of timber for energy in the world.<br />

The first and second are India and China, respectively.”<br />

He believes that Brazil has for a natural potential<br />

Para for the ter production acesso of energy a este forests, conteúdo,<br />

with features<br />

such as abundant availability of land, abundant<br />

assine a Revista BIOMAIS.<br />

sunlight, an ideal rainfall regime, and especially, a<br />

skilled labor force. “Our country has sought to use<br />

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cleaner and more sustainable technologies in the<br />

energy matrix. Several lines are being developed by<br />

different research institutions and companies in the<br />

industry searching for com.br ways to become more competitive<br />

and enable the transformation of forests<br />

into energy, Fone: especially 0800.600.2038<br />

as to compaction of forest<br />

biomass, the production of bio-oil, cellulignin, alcohol<br />

and other high added value derivatives, which<br />

could increase the energy density of biomass.”<br />

The report of the FAO (Food and Agriculture Organization)<br />

called “The State of the World’s Forests”,<br />

showed that even in <strong>2014</strong>, one in three households<br />

in developing countries use wood as the main source<br />

of cooking fuel. The same publication also cites<br />

that energy from wood provides more than half of<br />

the total available energy in 29 countries worldwide.<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.<br />

Foto: divulgação<br />

Compensating<br />

Mario Sant’Anna insists and ensures us that<br />

this energy matrix is compensating. He even cites<br />

an article by Ederson Augusto Zanetti, Embrapa Fo-<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 23


PRINCIPAL<br />

Hidrólise<br />

Reação de quebra de ligação química de uma molécula<br />

com a adição de uma molécula água. Nessa reação ocorre<br />

a quebra da molécula de água em íons de hidrogênio (H+)<br />

e hidroxila (oH–) que se ligam às duas moléculas<br />

resultantes da quebra.<br />

Processo que transforma combustíveis sólidos ou líquidos<br />

em uma mistura de gases, chamada gás de síntese. este<br />

gás pode ser queimado diretamente e até transformado<br />

em combustíveis líquidos. Utiliza-se como matéria-prima<br />

materiais geralmente ricos em carbono.<br />

Pirólise<br />

Reação de análise ou decomposição que ocorre pela ação<br />

de altas temperaturas. Acontece uma ruptura da estrutura<br />

molecular original de um determinado composto pela<br />

ação do calor em um ambiente com pouco ou nenhum<br />

oxigênio. Por exemplo: carbonização.<br />

Combustão<br />

Geração de energia por meio da queima da<br />

madeira. seja ela em toras, cavaco, pellets, etc.<br />

Dessa reação é liberado calor e luz<br />

24<br />

www.revistabiomais.com.br


ém cita que a energia proveniente da madeira<br />

proporciona mais da metade da disponibilidade<br />

total de energia em 29 países no mundo.<br />

Compensa<br />

Mario Sant’Anna é taxativo e garante que essa<br />

matriz energética compensa. Ele inclusive cita um<br />

artigo feito por Ederson Augusto Zanetti, da Embrapa<br />

Florestas, no qual foi feita uma comparação<br />

entre o balanço energético do milho cultivado<br />

nos EUA (Estados Unidos da América), da beterraba<br />

da Alemanha, da cana de açúcar brasileira<br />

e do eucalipto bentamii plantado no Brasil. Esse<br />

último superou todos os demais em capacidade<br />

de gerar energia por meio da queima, inclusive a<br />

cana-de-açúcar. Para ter acesso a este conteúdo,<br />

Pesquisas divulgadas pelo Instituto de Economia<br />

Agrícola assine do a Estado Revista de São BIOMAIS.<br />

Paulo mostraram<br />

que o custo de produção de uma unidade energética<br />

da madeira é de R$ 7,05 enquanto o da<br />

HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

cana é de R$ 13,33, quando se consideram as produtividades<br />

de 80 t/ha/ano (toneladas por hectare<br />

ao ano) de cana e 24 t/ha/ano de eucalipto.<br />

com.br<br />

Paulo Moraes, diretor da FL Florestal, acrescenta<br />

que Fone: além do 0800.600.2038<br />

eucalipto o pinus também é<br />

bastante utilizado. “Até mesmo árvores nativas de<br />

florestas plantadas podem ser matéria-prima.”<br />

Já falando em regiões do Brasil que têm mais<br />

incidência de florestas energéticas Paulo e Mario<br />

concordam que é Minas Gerais. “O Estado possui<br />

a maior área de florestas plantadas do Brasil, com<br />

pouco mais de 22% da área brasileira”, esclarece o<br />

vice-presidente.<br />

O que dificulta o processo, segundo o vice<br />

-presidente, é o campo econômico no que diz respeito<br />

ao custo de colheita e transporte de madeira.<br />

“Nos EUA a distância máxima entre a biomassa<br />

e a planta de produção de energia que a consome<br />

não pode ser superior a 80 km (quilômetros) para<br />

que a operação seja economicamente viável.” Ele<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.<br />

rests, in which a comparison was made between the<br />

energy balance of corn grown in the USA, beets in<br />

Germany, sugarcane in Brazil and eucalyptus bentamii<br />

planted in Brazil. The latter exceeded all others<br />

in ability to generate power by burning, including<br />

sugarcane.<br />

Research published by the State of São Paulo<br />

Institute of Agricultural Economics showed that the<br />

cost of producing one unit of energy from timber<br />

is R$ 7.05 while from cane, it is R$ 13.33, when you<br />

consider the productivity of 80 mt/ha/year for sugarcane<br />

and 24 mt/ha/year for eucalyptus.<br />

Paulo Moraes, director of FL Florestal, adds that<br />

as well as eucalyptus, pine is also widely used. “Even<br />

planted native forests can be used for raw material.”<br />

Para When ter talking acesso about which a este region conteúdo,<br />

in Brazil has<br />

the highest incidence of energy forests, both Paulo<br />

and Mario assine agree a that Revista it the State BIOMAIS.<br />

of Minas Gerais.<br />

“The State has the largest area of planted forests in<br />

HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

Brazil, with just over 22% of the total planted area,”<br />

says the vice president.<br />

What complicates the process, according to the<br />

Ibá Vice President, is the economics with respect<br />

com.br<br />

to timber harvesting and transportation costs. “In<br />

the United Fone: States, the 0800.600.2038<br />

maximum distance between<br />

the biomass and the energy generation plant that<br />

consumes the biomass cannot exceed 80 km for the<br />

operation to remain economically viable.” He explains<br />

that in Brazil this does not occur.<br />

Another problem pointed out by Mario is the<br />

lack of Government investment. “Despite its proven<br />

potential, forest biomass does not receive the necessary<br />

attention from the Government in the design of<br />

the Brazilian energy matrix.” He believes that given<br />

the current energy crisis, the low production costs of<br />

forest biomass, as a result of high productivity, show<br />

that is necessary to rethink the use of timber as an<br />

energy source. Even with the Government’s efforts<br />

to diversify sources, priority is given to hydropower<br />

and wind power at the expense of thermal energy<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 25


PRINCIPAL<br />

PROJETO FLORESTAS<br />

ENERGÉTICAS<br />

A Embrapa Florestas criou o<br />

projeto Florestas Energéticas, com<br />

o pensamento de que o uso de<br />

biomassa para energia pode ser<br />

melhorado e potencializado e é<br />

preciso investir em pesquisa<br />

científica.<br />

Seu objetivo é desenvolver,<br />

otimizar e viabilizar alternativas ao<br />

uso de fontes energéticas<br />

tradicionais não-renováveis por<br />

meio da biomassa de plantações<br />

florestais de forma sustentável.<br />

Estruturar, nas diversas regiões do país,<br />

populações de espécies florestais para<br />

oferta de germoplasma com tecnologias<br />

silviculturais apropriadas e necessárias<br />

à expansão de plantios de florestas<br />

para a produção de biomassa<br />

em quantidade e qualidade apropriadas<br />

para uso energético;<br />

Desenvolver, otimizar e viabilizar<br />

alternativas de uso da biomassa florestal,<br />

como fonte renovável, para diversificar<br />

a matriz energética nacional<br />

de forma sustentável;<br />

Obter produtos de alto valor agregado<br />

da biomassa florestal, destinados à geração<br />

de energia, por meio do aprimoramento de<br />

tecnologias ou ajustes de processos para<br />

a obtenção de um extrato enzimático rico de<br />

atividade celulólitica e seu efeito na hidrólise<br />

de uma matriz lignocelulosica pré-tratada,<br />

pirólise, acidólise e oxidação parcial<br />

utilizando a mesma matriz;<br />

Efetuar estudos sobre a viabilidade,<br />

competitividade e sustentabilidade das cadeias<br />

produtivas de plantios florestais energéticos,<br />

bem como dos coprodutos resultantes<br />

na obtenção de biocombustíveis.<br />

O projeto "Florestas Energéticas" é multi-institucional<br />

e conta com a participação de cerca de 70 empresas<br />

públicas e privadas de todo país lideradas pela<br />

Embrapa Florestas, Esalq/USP (Escola Superior de<br />

Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São<br />

Paulo), Embrapa Meio Ambiente e Embrapa<br />

Agroindústria de Alimentos.<br />

26<br />

www.revistabiomais.com.br


explica que no Brasil isso não acontece.<br />

Outro problema apontado por Mario é a falta<br />

de investimento do governo. “Apesar do seu<br />

comprovado potencial, a biomassa florestal não<br />

recebe do governo a atenção necessária na concepção<br />

da matriz energética brasileira.” Ele acredita<br />

que diante da atual crise de energia os baixos<br />

custos de produção da biomassa florestal, decorrentes<br />

da alta produtividade, mostram que é<br />

necessário repensar o uso da madeira como fonte<br />

de energia. Mesmo com as iniciativas do governo<br />

de diversificação da matriz energética, existe uma<br />

priorização para a energia hidroelétrica e eólica<br />

em detrimento da termoelétrica a biomassa.<br />

O setor de florestas energéticas, apesar de<br />

seus atributos positivos, enfrenta diversos entraves<br />

para seu crescimento, tais como altos impostos<br />

e taxas, falta de incentivos de curto, médio e<br />

longo prazos, processos de licenciamento ambiental<br />

Para excessivamente ter acesso a morosos este conteúdo,<br />

e burocráticos,<br />

resultando em custos com significativa tendência<br />

de aumento.<br />

assine a Revista BIOMAIS.<br />

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e-mail: assinatura@revistareferencia.<br />

Espécies<br />

De acordo com Mario, uma característica essencial<br />

da biomassa utilizada como fonte de energia<br />

é o poder calorífico. com.br Esse parâmetro define a<br />

quantidade de energia térmica que se libera durante<br />

a combustão Fone: 0800.600.2038<br />

completa de uma unidade de<br />

massa ou de volume de combustível. São vários<br />

os fatores que podem influenciar a produção de<br />

biomassa para bioenergia, como a escolha da espécie,<br />

manejo, adubação, espaçamento e o ciclo<br />

de corte da cultura.<br />

Diferentes espécies e seus híbridos podem ser<br />

utilizados para formação de florestas energéticas.<br />

O setor siderúrgico, por exemplo, trabalha com<br />

plantios do gênero eucalipto em que predominam<br />

as espécies Eucalyptus urophylla, Eucalyptus<br />

grandis e seus híbridos. “Espécies como o Eucalyptus<br />

camaldulensis, Eucalyptus tereticornis, Eucalyptus<br />

pellita, entre outros, podem agregar qualidade<br />

à madeira como crescimento, densidade, resistência<br />

a pragas e doenças e tolerância ao déficit<br />

hídrico”, aponta vice-presidente de florestas energéticas<br />

da Ibá. Novos esforços com intuito de utilização<br />

em nível comercial do gênero Eucalyptus<br />

corimbia têm sido empreendidos devido às caracfrom<br />

biomass.<br />

The energy forest sector, despite, its positive<br />

attributes, faces several barriers to growth, such as<br />

high taxes, lack of short, medium and long-term<br />

incentives, and lengthy and bureaucratic environmental<br />

licensing processes, resulting in significantly<br />

upward trending costs.<br />

Species<br />

According to Mario, an essential feature of the<br />

biomass used as an energy source is the calorific<br />

value. This parameter defines the amount of thermal<br />

energy that is released during the complete<br />

combustion of a unit mass or volume of fuel. There<br />

are several factors that can influence the production<br />

of biomass for bioenergy, such as the choice<br />

of species, management, fertilization, spacing and<br />

harvesting cycle.<br />

Different species, and hybrids thereof, may be<br />

used Para for the ter formation acesso of a energy este forests. conteúdo, The steel<br />

industry, for example, works with Eucalyptus genus<br />

plantations assine a where Revista the predominate BIOMAIS. species are<br />

E. urophylla, E. grandis and their hybrids. “Species<br />

HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

such as E. camaldulensis, E. tereticornis, and E. pellita,<br />

amongst others, can add quality to the timber as<br />

to growth, density, resistance to pests and diseases,<br />

and tolerance to drought,” com.br says the Ibá Vice President<br />

of Energy Forests. New efforts aimed at using<br />

the genus Fone: E. corimbia 0800.600.2038<br />

at a commercial level have<br />

been undertaken due to the characteristics of productivity<br />

and density, with good tolerance to drought<br />

and emerging pests.<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.<br />

Energy<br />

Uses for energy generated by forest biomass<br />

are diverse: from firewood to supply homes, farms<br />

and small industries to the production of bio-oil,<br />

briquettes and charcoal. “There are different routes<br />

for converting forest products into energy, such as<br />

combustion, gasification, pyrolysis or hydrolysis,”<br />

explains Mario.<br />

He states that combustion is very much used<br />

predominately over other methods of conversion of<br />

timber into energy. “You can get a range of products<br />

that generate different types of energy, e.g. steam,<br />

heat, electricity, gas, fuel, methane, coal, fuel oil and<br />

ethanol.”<br />

The charcoal, also known as a bio-reducer, is the<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 27


PRINCIPAL<br />

terísticas de produtividade e densidade, com uma<br />

boa tolerância à seca e às pragas emergentes.<br />

Energia<br />

Os usos da energia gerada pela biomassa florestal<br />

são diversos: desde lenha para abastecimento<br />

de residências, propriedades rurais e pequenas<br />

indústrias até produção de bio-óleo, briquetes e<br />

carvão vegetal. “Existem diferentes rotas que permitem<br />

converter produtos florestais em energia,<br />

como combustão, gaseificação, pirólise ou hidrólise”,<br />

explica Mario.<br />

Ele afirma que a combustão apresenta-se com<br />

absoluto predomínio sobre as demais rotas de conversão<br />

da madeira em energia. “É possível obter<br />

uma gama de produtos que geram energia nessas<br />

diferentes Para ter rotas, acesso como por a este exemplo, conteúdo,<br />

vapor, calor,<br />

eletricidade, gás combustível, metano, carvão, óleo<br />

combustível assine e etanol.” a Revista BIOMAIS.<br />

O carvão vegetal, conhecido também como<br />

HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

biorredutor, é o principal uso da energia florestal.<br />

“O Brasil é hoje o maior produtor mundial de biorredutor,<br />

com sua produção destinada principalmente<br />

às indústrias de ferro<br />

com.br<br />

gusa, aço e ferroligas”, exalta<br />

Mario. Ele entende que esse é um diferencial brasileiro,<br />

que tem Fone: uma alternativa 0800.600.2038<br />

genuína à siderurgia.<br />

O reflorestamento e as florestas voltadas para fins<br />

energéticos cumprem um papel importante que<br />

reduz a pressão sobre as florestas nativas.<br />

Para a geração elétrica Paulo explica que o<br />

meio de produção é exatamente igual ao da canade-açúcar.<br />

A madeira é queimada em uma caldeira<br />

e o vapor proveniente dessa queima movimenta a<br />

turbina geradora de energia.<br />

Em números o diretor da FL Florestal estima<br />

que as florestas de Minas Gerais têm capacidade<br />

energética de 7 mil MW (megawatts). “É claro que<br />

as florestas ali plantadas são destinadas para os<br />

mais diversos fins, e estes números somente ilustram<br />

o potencial, mas outros fatores limitariam esta<br />

estimativa, como logística de transporte, local de<br />

instalação de termelétricas, uso do eucalipto para<br />

carvão, por exemplo.”<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.<br />

“Atualmente a madeira<br />

é um forte componente<br />

na matriz energética<br />

brasileira. Setores<br />

produtivos importantes,<br />

como a siderurgia e outros<br />

segmentos industriais são<br />

altamente dependentes<br />

desse insumo”<br />

main use of forest energy. “Brazil is now the world’s<br />

largest producer of bio-reducers, with its production<br />

destined mainly to the pig iron, steel and ferroalloy<br />

industries,” exalts Mario. He understands that this is<br />

a difference in Brazil, which provides a genuine alternative<br />

for steel making. Reforestation and planted<br />

forests Para geared ter acesso for energy play a este an important conteúdo, role in reducing<br />

pressure on native forests.<br />

As assine to electrical a Revista power generation, BIOMAIS. FL Floresta Director<br />

Paulo explains that the means of production<br />

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exactly the same as that for cane sugar. The wood<br />

is burned in a boiler and the resulting steam coming<br />

from this boiler drives a combustion turbine, generating<br />

energy.<br />

com.br<br />

In numbers, the FL Florestal director estimates<br />

that the forests Fone: in the 0800.600.2038<br />

State of Minas Gerais have a<br />

power generation capacity of 7,000 MW. “It is clear<br />

that the planted forests in the State are intended for<br />

other purposes, and these numbers only illustrate the<br />

potential, but other factors also limit this estimate,<br />

such as transport logistics, location of thermal plants,<br />

use of eucalyptus for charcoal, for example.”<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.<br />

28<br />

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pelo mundo<br />

30<br />

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&<br />

Gols<br />

energia<br />

Inspirados em cases<br />

europeus estádio<br />

brasileiro, além de<br />

apresentar espetáculos,<br />

também gera energia<br />

Fotos: Portal da Copa<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 31


pelo mundo<br />

32<br />

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A<br />

Copa do Mundo <strong>2014</strong> já acabou e o que fica para<br />

nós brasileiros são as lembranças do mundial e<br />

os tão comentados legados. Em Belo Horizonte<br />

não foram só as obras de mobilidade urbana que chamaram<br />

atenção dos moradores. Com capacidade para mais de<br />

62 mil pessoas o estádio Governador Magalhães Pinto, ou<br />

Mineirão como é popularmente conhecido, se destaca pela<br />

capacidade de gerar energia.<br />

Com a instalação de seis mil módulos fotovoltaicos a<br />

usina do Mineirão tem uma potência instalada de 1,42 MWp<br />

(Megawatts-pico). Toda a energia produzida é injetada na<br />

rede de distribuição da Cemig (Companhia Energética de<br />

Minas Gerais) e consegue abastecer aproximadamente 900<br />

residências de médio porte.<br />

Para que a eletricidade chegue à rede de transmissão foi<br />

construída uma subestação de alimentação situada dentro<br />

do estádio. De toda a energia produzida, 10% serão utilizados<br />

pela Cemig e o restante abastecerá o próprio complexo.<br />

Modelo alemão<br />

Para A iniciativa ter acesso de instalar a este uma central conteúdo, geradora assine de energia a<br />

a partir dos raios do sol no Mineirão foi inspirada nos estádios<br />

de Freiburg, Revista considerada BIOMAIS.<br />

a capital solar da Alemanha,<br />

e de Berna, na Suíça, além de outros estádios solares construídos<br />

para a Eurocopa 2008.<br />

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No Mineirão, a usina começou a ser montada em dezembro<br />

de 2012, com os trabalhos de preparação e impermeabilização<br />

Fone:<br />

da cobertura<br />

0800.600.2038<br />

para a montagem das estruturas<br />

metálicas de suporte das placas fotovoltaicas. A usina<br />

contribuirá para que o estádio seja reconhecido como uma<br />

edificação sustentável e obtenha a certificação de Green<br />

Building.<br />

“A instalação da usina solar do Mineirão honra um calendário<br />

de ações sustentáveis implementadas na obra de<br />

modernização do estádio desde as primeiras demolições<br />

até os dias de hoje. É um privilégio ter em funcionamento a<br />

primeira usina solar dos estádios da Copa de <strong>2014</strong>”, destaca<br />

Tiago Lacerda, secretário da Secopa (Secretaria Municipal<br />

Extraordinária da Copa do Mundo <strong>2014</strong>).<br />

O projeto de solarização do Mineirão foi elaborado pelo<br />

Ideal (Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas<br />

na América Latina) e pela Ufsc (Universidade Federal<br />

de Santa Catarina), com execução da Cemig e autorização<br />

da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).<br />

A Cemig planeja implementar ainda um sistema fotovoltaico<br />

no Mineirinho, ginásio anexo ao estádio, que terá<br />

potência de gerar 1,1 MWp. O processo está em fase de elaboração<br />

de edital.<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.com.br<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 33


empresa<br />

A pequena usina de geração aproveita<br />

a localização da Câmara: o prédio está<br />

situado à beira-mar<br />

34<br />

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Vento a<br />

beira-mar<br />

Turbina eólica fornece parte da energia consumida<br />

pela Câmara Municipal de cidade catarinense<br />

Fotos Divulgação<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 35


empresa<br />

D<br />

urante uma reforma na Câmara Municipal de São José (SC), em<br />

2009, os vereadores tiveram a iniciativa de tornar o prédio sustentável.<br />

Além de ações como recuperar água da chuva e fazer<br />

o uso de claraboias para aumentar a luminosidade natural, o ponto alto<br />

do projeto foi a instalação de uma turbina para geração de energia eólica.<br />

Além da economia o enorme cata-vento mostra a todos que passam em<br />

frente à Casa de Leis que é viável fazer uso de fontes sustentáveis.<br />

O vereador Amauri Valdemar da Silva, que era presidente do Legislativo<br />

na época da reforma, conta que a pequena usina de geração aproveita<br />

a localização da Câmara: o prédio está situado à beira-mar, no centro histórico<br />

de São José, local alvo de constantes ventos. “Ao pesquisar encontramos<br />

um fornecedor aqui da grande Florianópolis (SC) mesmo. Então<br />

conseguimos encaixar no orçamento”, ressalta o vereador. Ele estima que<br />

na Para época ter foram acesso gastos R$ a 28 este mil com conteúdo, a compra dos assine materiais a necessários Revista<br />

e a instalação.<br />

O equipamento pode produzir BIOMAIS. mais de 500 kWh (quilowatts por hora)<br />

de energia limpa por mês mesmo com rajadas de vento consideradas fracas<br />

para a região,<br />

HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

de 6,5 m/s (metros por segundo). Amauri explica que a<br />

turbina eólica não supre toda a necessidade do edifício. “A empresa nos<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.com.br<br />

prometeu abastecer 20% do total, mas estimamos que a realidade seja de<br />

15%”. O aerogerador instalado ao lado do prédio catarinense é similar ao<br />

Fone: 0800.600.2038<br />

que funciona na Casa Branca, sede do governo dos EUA (Estados Unidos<br />

da América), em Washington.<br />

Por ser uma projeto inovador ele foi fonte de estudos da Ufsc (Universidade<br />

Federal de Santa Catarina). A intenção era avaliar a produtividade<br />

e viabilidade da fonte de energia. De acordo com o vereador, uma equipe<br />

composta por professores e alunos fez um levantamento de dados junto<br />

ao Ministério da Agricultura para colher informações sobre os ventos da<br />

região. A pesquisa concluiu que seria mais interessante trocar a turbina de<br />

lugar e instalá-la no telhado do prédio, assim ela receberia rajadas maiores<br />

e teria a capacidade produtiva aumentada.<br />

Entretanto Amauri ressalta que a iniciativa teve como maior objetivo<br />

apresentar outra fonte de energia para a cidade. “Uma semente foi plantada<br />

na época e o mais importante foi criar uma questão educacional. Nossa<br />

intenção foi fazer com que as pessoas se preocupassem com outras fontes<br />

de energia. Essa tarefa foi cumprida.”<br />

36<br />

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“Uma semente foi<br />

plantada na época e o<br />

mais importante foi criar<br />

uma questão educacional.<br />

Nossa intenção foi fazer<br />

com que as pessoas se<br />

preocupassem com outras<br />

fontes de energia. Essa<br />

tarefa foi cumprida”<br />

Para realizar um processamento apropriado da Biomassa o mais importante é o<br />

equipamento correto, a Nicoletti Picadores localizada na cidade de Itapetininga/SP<br />

tem os melhores equipamentos para desenvolver o serviço. Picadores a<br />

tambor ideal para produção de biomassa a partir de cascas de pinus, eucaliptos,<br />

resíduos florestais, resíduos de construção civil e restos de serraria.<br />

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processo<br />

Solução<br />

compactada<br />

Resultado do processo de secagem e prensagem<br />

de serragem, os briquetes garantem alto poder<br />

calorífico para produção de energia<br />

Fotos Divulgação<br />

38<br />

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U<br />

m dos quesitos mais importantes para que<br />

o uso de determinada biomassa seja viável<br />

é a logística e o poder calorífico que ela<br />

reúne, ponto forte do resíduo madeireiro compactado.<br />

O briquete é um dos preferidos por diversas<br />

indústrias. Nesta reportagem detalhamos como é a<br />

produção de combustível e mostramos porque ele é<br />

tão requisitado. Revista BIOMAIS.<br />

O nome vem de um processo chamado briquetagem<br />

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no qual os restos de madeira, pó de madeira,<br />

serragem, são compactados em uma pressão muito<br />

elevadas até a formação de toras de tamanho padronizado<br />

dando origem aos briquetes.<br />

Considerado Fone: lenha 0800.600.2038<br />

de qualidade, os briquetes são<br />

produzidos a partir da compactação de resíduos lignocelulósicos<br />

utilizando pressão e temperatura. Por<br />

meio da briquetagem consegue-se um combustível<br />

com maior homogeneidade granulométrica, maior<br />

densidade e resistência à geração de finos.<br />

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e-mail: assinatura@revistareferencia.com.br<br />

Com formato cilíndricos ou poligonais, com volumes<br />

geralmente variáveis entre 0,8 cm³ (centímetro<br />

cúbico) e 30 cm³ cada, os briquetes podem substituir<br />

a lenha em instalações que utilizam esta como fonte<br />

energética, principalmente para uso industrial.<br />

De acordo com o presidente da AbibBrasil (Associação<br />

Brasileira das Indústrias de Biomassa e Energia<br />

Renovável), Celso Revista Oliveira, BIOMAIS.<br />

este produto possui diversas<br />

vantagens. “O briquete é o combustível sólido<br />

HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

limpo que existe no mercado, sua combustão libera<br />

pouco CO 2<br />

, além de que os preços dos briquetes<br />

têm um custo menor do que no preço de outros tipos<br />

de combustíveis”, garante.<br />

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Fone: 0800.600.2038<br />

Produção<br />

Na fabricação de briquete, as matérias-primas<br />

podem variar de serragem, maravalha, bagaço de<br />

cana-de-açúcar, entre outros. O diâmetro do briquete<br />

quando feito a partir de madeira para queima em<br />

“O briquete é o<br />

combustível sólido mais<br />

limpo que existe no<br />

mercado, sua combustão<br />

libera pouco CO2,<br />

além de que os preços<br />

dos briquetes têm um<br />

custo menor do que no<br />

preço de outros tipos de<br />

combustíveis”<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 39


processo<br />

VANTAGENS DOS BRIQUETES<br />

• O briquete é o combustível sólido mais limpo que existe no mercado;<br />

• Possui uma umidade extremamente reduzida, permitindo que a<br />

combustão seja mais eficiente e libere menos CO 2<br />

;<br />

• Não há necessidade de cortar árvores para a produção de briquete,<br />

pois a matéria-primeira utilizada é o resíduo florestal;<br />

• O preço dos briquetes tem um custo menor do que os preços de outros<br />

tipos de combustíveis;<br />

• O armazenamento do briquete é seguro, porque não possuem os riscos<br />

associados ao gás e o petróleo e não há fugas nem perigo de explosão.<br />

caldeiras, fornos e lareiras é de 70 mm (milímetro) a<br />

100 mm e com comprimento de 250 mm a 400 mm.<br />

Existem também os briquetes de 28 a 65 mm que são<br />

usadas em estufas, fogões com alimentação automática,<br />

grelhas e a churrasqueiras, Revista BIOMAIS.<br />

etc.<br />

A produção do briquete é realizada por um equipamento<br />

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mecânico denominado prensa briquetadeira<br />

de pistão, geralmente movido a motor elétrico e<br />

pesando e-mail: de assinatura@revistareferencia.<br />

6 a 10 t (toneladas). O equipamento possui<br />

uma bica superior por onde entra a serragem seca,<br />

uma câmara intermediária<br />

com.br<br />

para onde a serragem é<br />

conduzida por um motorredutor de eixo vertical em<br />

Fone: 0800.600.2038<br />

hélice. Na câmara de briquetagem a serragem é comprimida<br />

a elevadas pressões e passa por um guia de<br />

resfriamento horizontal externa.<br />

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No trajeto entre a serragem vinda do pátio e o briquete<br />

já entregue na fornalha do consumidor, existe<br />

o fluxo do produto em sua cadeia, que pode ser caracterizado<br />

em 11 etapas. Entre elas estão: o transporte<br />

e serragem a Revista para o peneiramento; BIOMAIS. transporte dos<br />

retalhos para cominuição; transporte da serragem<br />

fragmentada HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

para o peneiramento; peneiramento da<br />

serragem. O material é então conduzido ao secador<br />

e-mail: rotativo, onde assinatura@revistareferencia.<br />

entra com umidade entre 20% e 55% e<br />

sai entre 8% a 15%. É realizada a secagem e separação<br />

das partículas por meio<br />

com.br<br />

de um ciclone, o descarregamento<br />

da serragem seca e peneirada no depósito<br />

Fone: 0800.600.2038<br />

situado entre a exaustão e a briquetadeira. Após o<br />

resfriamento os briquetes são embalados e armazenados<br />

na sala de expedição.<br />

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40<br />

www.revistabiomais.com.br


No<br />

Brasil<br />

uma das primeiras iniciativas de utilização industrial do processo de<br />

briquetagem ocorreu no início da década de 60 na Csbm (Companhia<br />

Siderúrgica Belgo Mineira), na usina de João Monlevade, em Minas<br />

Gerais, com a instalação de um equipamento da empresa alemã<br />

Humboldt, para briquetagem de finos de carvão vegetal.<br />

CURIOSIDADES<br />

a Companhia Brasileira de Briquetes, situada em Mateus Lemes (MG),<br />

iniciou as atividades de prestação de serviços de briquetagem, principalmente<br />

de finos de carvão vegetal, com uma máquina de fabricação<br />

japonesa, para uso doméstico e na siderurgia, em fornos Cubilot.<br />

Em<br />

1965<br />

CBI<br />

®<br />

Magnum Force 5400<br />

“DURO DE MATAR 2”<br />

“DURO DE MATAR 2”<br />

CBI Magnum Force 5400 na MTL Reciclagem de Madeira em São Paulo<br />

www.cbidobrasil.com<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 41


ESPECIAL<br />

Bons Ventos<br />

42<br />

www.revistabiomais.com.br


Mesmo com produção recente, a energia eólica já se<br />

tornou a segunda fonte mais competitiva a integrar a<br />

matriz energética nacional. Avanço tecnológico, qualidade<br />

do vento brasileiro e a crise energética de 2001 foram os<br />

principais fatores que fizeram o governo olhar com mais<br />

atenção para o poder dos ventos<br />

Fotos Divulgação<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 43


ESPECIAL<br />

N<br />

ão é de hoje que a força do vento é usada<br />

para produzir energia. Um dos exemplos<br />

mais antigos são os moinhos, ícones dos<br />

Países Baixos, mas utilizados desde a Antiguidade.<br />

A energia eólica era transformada em mecânica e<br />

destinada à moagem de grãos e bombeamento de<br />

água. No mundo moderno, o uso desse tipo de fonte<br />

natural passou ser comercialmente viável a partir de<br />

meados da década de 1990, principalmente nos países<br />

da Europa. Apesar do custo extremamente alto<br />

na época, o continente não tinha muitas opções. Já<br />

o Brasil vive a um Revista cenário diferente. BIOMAIS. Possui grande disponibilidade<br />

de recursos para geração de energia e<br />

HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

a eólica vem crescendo a índices impressionantes<br />

não por imposição, mas por ser competitiva.<br />

Na última década a energia eólica ganhou atenção<br />

especial do governo brasileiro por ser renovável,<br />

com.br<br />

limpa e apresentar um custo cada vez mais atrativo.<br />

O princípio<br />

Fone:<br />

da energia<br />

0800.600.2038<br />

eólica no país começou devagar,<br />

primeiro engatinhou, depois, com a considerável<br />

ajuda do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes<br />

Alternativas), deu os primeiros passos. Por mais<br />

contraditório que possa parecer outro belo empurrão<br />

ao setor veio por causa de crises. A energética<br />

de 2001, que mostrou ser necessário ampliar as fontes<br />

da matriz nacional, e a econômica que atingiu<br />

a Europa em 2009, e fez com que os fabricantes de<br />

aerogeradores enxergassem no Brasil um mercado<br />

Para ter acesso a este conteúdo, assine<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.<br />

em potencial. Assim a energia eólica se tornou a segunda<br />

fonte mais competitiva.<br />

“O Brasil sempre produziu energia a partir de<br />

fontes hidroelétricas, que já são renováveis. No final<br />

dos anos 90, tivemos alguns investimentos em<br />

termoelétricas que eram utilizadas apenas para a<br />

segurança do sistema. As primeiras tentativas com<br />

eólica aqui não deram certo primeiro pela questão<br />

da competitividade e segundo pelo fato de não<br />

precisarmos muito dessa hipótese. O Brasil nunca<br />

enfrentou o a problema Revista de dependência BIOMAIS. enérgica, diferente<br />

da Europa que tinha uma produção de energia<br />

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dependente dos combustíveis fósseis e consequentemente<br />

dos países exportadores de petróleo”,<br />

e-mail:<br />

contextualiza<br />

assinatura@revistareferencia.<br />

a presidente executiva da Abeeólica<br />

(Associação Brasileira de Energia Eólica), Elbia Melo.<br />

com.br<br />

Desde os anos 2000, a Europa segue fazendo os<br />

investimentos em fontes renováveis, mesma época<br />

Fone: 0800.600.2038<br />

na qual o Brasil passou por uma crise de suprimento<br />

de energia, em 2001 e 2002, quando ocorreu inclusive<br />

o programa de redução de consumo, mas sem<br />

cortes à população. Nessa experiência percebeu-se<br />

que o país precisava começar a olhar para outras<br />

fontes de geração de energia para aumentar a segurança,<br />

uma vez que os reservatórios hidroelétricos<br />

estavam se tornando mais escassos para atender<br />

ao crescimento da demanda. “Foi nesse momento<br />

que nasceu o primeiro programa de subsídio que<br />

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Energia eólica: Vantagens e oportunidades<br />

Demanda nacional de energia<br />

Capacidade instalada<br />

Potencial de geração<br />

Custo médio<br />

126 GW<br />

4.8 GW<br />

350 GW<br />

r$ 130 MW/h<br />

44<br />

www.revistabiomais.com.br


contemplava também a fonte eólica, o Proinfa. Na<br />

ocasião se contratou a energia eólica a um custo de<br />

R$ 320 por MW/h (megawatt/hora), enquanto eram<br />

pagos 60 MW/h para hidroelétrica”, compara Elbia.<br />

Do Proinfa foi criado o primeiro parque para<br />

a geração de energia eólica localizado em Osório<br />

(RS,) que entrou em operação em 2006, com a contratação<br />

de 1300 MW. Em 2009, tendo em vista os<br />

fortes investimentos que aconteceram na Europa<br />

destinados a esta tecnologia, a fonte tornou-se mais<br />

competitiva e o custo de investimento mais baixo.<br />

As torres que eram de 50 m (metros) passaram a ter<br />

100 m e as máquinas que eram de menos de 1 MW<br />

de potência atingiram 1.6 MW, o que aumentou a<br />

produtividade do parque eólico tornando o custo<br />

de produção menor.<br />

“Em 2009 teve início o que chamamos de fase<br />

competitiva da fonte eólica no Brasil, quando foi realizado<br />

o primeiro leilão no qual foram contratados<br />

1.8 GW (gigawatt) a um preço de mais ou menos<br />

R$ 180, muito a Revista menor do BIOMAIS.<br />

que os primeiros R$ 320<br />

pagos no Proinfa. Depois disso vários leilões foram<br />

realizados. HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

Em 2010 tivemos dois leilões, que foram<br />

contratados 2 GW, já ao preço de R$ 150. O limite<br />

e-mail: de preço ocorreu assinatura@revistareferencia.<br />

em 2011 com a contratação de 2,7<br />

GW, recorde de contratação até o momento, ao preço<br />

de R$ 100 por MW/h.<br />

com.br<br />

Esse cenário fez com que a<br />

fonte eólica se tornasse a segunda mais competitiva.<br />

Hoje é vendida em média por R$ 130 o MW/h”,<br />

Fone: 0800.600.2038<br />

calcula Elbia.<br />

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Competitividade<br />

A Ccee (Câmara de Comercialização de Energia<br />

Elétrica) é responsável pela comercialização de<br />

energia elétrica no mercado brasileiro. A energia<br />

proveniente de fonte eólica pode ser vendida por<br />

meio do Proinfa e dos leilões do ACR (Ambiente<br />

de Contratação Regulada) e do ACL (Ambiente de<br />

Contratação Livre). Esse modelo de leilões é um dos<br />

fatores que faz com que a fonte eólica no Brasil seja<br />

muito mais competitiva do que na Europa, onde o<br />

modelo de contratação se dá por meio de subsídios.<br />

Até o momento, a energia eólica foi contratada<br />

em 11 leilões, sendo quatro deles LER (Leilão de<br />

Energia de Reserva) - cujo o objetivo é elevar o patamar<br />

de segurança no fornecimento de energia elétrica<br />

ao SIN (Sistema Interligado Nacional) - , um LFA<br />

Matriz Elétrica Brasileira (GW)<br />

7,7 (6%)<br />

DERIVADOS<br />

DE PETRÓLEO<br />

12,9 (10%)<br />

GÁS NATURAL<br />

4,8 (4%)<br />

EÓLICA<br />

Fonte: Abeeólica/Aneel<br />

12 (9%)<br />

BIOMASSA<br />

3 (3%)<br />

CARVÃO<br />

87,4 (66%)<br />

HIDRELÉTRICA<br />

2 (1%)<br />

TERMELÉTRICA NUCLEAR<br />

1,5 (1%)<br />

TERMELÉTRICA OUTRAS<br />

*A fonte fotovoltaica<br />

possui 11,3 MW<br />

de capacidade<br />

instalada<br />

Hoje o Brasil tem 4.8 GW de capacidade<br />

instalada para geração de energia eólica,<br />

isso significa que com esse maquinário disponível<br />

o país está apto a gerar 2.4 GW de produção,<br />

que corresponde a 4% da matriz nacional. A fonte<br />

hidroelétrica, a mais abundante, tem 66% de capacidade<br />

instalada, seguido pelo gás natural com<br />

10% e biomassa com 9%. “De produção efetiva<br />

2% é de energia eólica, mas somando tudo que já<br />

foi vendido e contratado o Brasil terminará 2018<br />

com 14 GW, cerca de 8% da matriz”, avalia Elbia<br />

Melo, da Abeeólica.<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 45


ESPECIAL<br />

Ranking Mundial – Capacidade Instalada - 2013<br />

1 China 91,42<br />

2 EUA 61,09<br />

3 Alemanha 34,25<br />

4 Espanha 22,96<br />

5 Índia 20,15<br />

13 Brasil 3,46<br />

2012<br />

15º Colocado<br />

2,5 GW<br />

2013<br />

13º Colocado<br />

3,4 GW<br />

<strong>2014</strong><br />

10º Colocado<br />

Perspectiva<br />

Fonte: GWEC (Global Wind Energy Council)<br />

(Leilão de Fontes Alternativas), três em Leilão A-3,<br />

processo licitatório para a contratação de energia<br />

elétrica proveniente de empreendimentos de geração<br />

novos realizado com três anos de antecedência<br />

do início do suprimento, e três em Leilão A-5, realizados<br />

com cinco anos de antecedência.<br />

O último Boletim das Usinas Eólicas, elaborado<br />

pela Ccee, referente ao mês de maio de <strong>2014</strong>, mostra<br />

que a capacidade instalada das usinas eólicas<br />

associada à energia comercializada nos leilões do<br />

ACR correspondeu a 52% do total de 3.331 MW, enquanto<br />

os montantes associados à energia comercializada<br />

no Proinfa e no ACL representaram 29% e<br />

19%, respectivamente. O mês de maio de <strong>2014</strong> foi<br />

encerrado com 131 usinas eólicas em operação comercial<br />

no Brasil.<br />

Além do modelo de contratação, de acordo com<br />

a presidente executiva da Abeeólica, outro fator<br />

que faz com que a energia brasileira seja mais barata<br />

que a produzida na Europa, por exemplo, é a<br />

natureza do vento nacional. “A produção do vento<br />

no Brasil é muito maior. Hoje a Europa produz energia<br />

eólica subsidiada a preço de R$ 300 MW/h usando<br />

a mesma tecnologia empregada aqui. Por que a<br />

dela custa R$ 300 e a minha R$ 130? Pela questão<br />

do vento do Brasil e pelo modelo de contratação”,<br />

justifica a presidente. “Por essa razão a energia eólica<br />

tem tido uma trajetória crescente de investimento.<br />

Com a tecnologia vigente hoje temos no Brasil<br />

o potencial eólico de 350 GW. A nossa necessidade,<br />

se somar todas as fontes que existem, é de 126 GW.<br />

Isso significa que o potencial eólico brasileiro é três<br />

vezes maior que a necessidade de energia elétrica.<br />

Do ponto de vista da oferta, podemos dizer que a<br />

energia eólica é infinita no Brasil”, garante Elbia.<br />

Tendo em vista toda a conjuntura nacional, a<br />

presidente executiva é positiva em relação ao futuro<br />

da fonte renovável no país: “o Brasil terminou<br />

2013 na 15° posição de capacidade instalada e vai<br />

encerrar <strong>2014</strong> em 9°. Sucessivamente estamos entre<br />

os cinco primeiros países que mais investem e<br />

aumentam a capacidade instalada. Dizer que vamos<br />

46<br />

www.revistabiomais.com.br


alcançar a China, que aumenta ao ano 18 GW só de<br />

eólica, é impossível. Dificilmente vamos alcançar os<br />

EUA (Estados Unidos da América), mas podemos,<br />

certamente, nos aproximar da Espanha e Alemanha”,<br />

almeja.<br />

Atlas Eólico<br />

Hoje as usinas eólicas estão concentradas no Rio<br />

Grande do Sul e nos Estados do nordeste brasileiro.<br />

Isso porque são nessas regiões que estão os melhores<br />

ventos. O primeiro Atlas do Potencial Eólico Brasileiro,<br />

desenvolvido<br />

a Revista<br />

em<br />

BIOMAIS.<br />

2001, mapeou com riqueza<br />

de detalhes quais eram os locais mais propícios para<br />

implementação de parques eólicos. Naquela época,<br />

a tecnologia vigente era ainda cara se comparada a<br />

empregada na atualidade, mas o resultado já acusou<br />

que o Brasil tinha potencial para produzir 143<br />

GW. com.br<br />

“Com os equipamentos de 2001 os ventos melhores<br />

estavam<br />

Fone:<br />

no<br />

0800.600.2038<br />

nordeste e no sul. Quando a tecnologia<br />

evolui, a torre vai ficando mais alta e a máquina<br />

mais potente, começa a traçar outras regiões<br />

potenciais que antes não eram economicamente<br />

viáveis, como Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.<br />

Esses Estados têm vento, mas não é um vento<br />

competitivo. No nordeste o vento é a constante e<br />

unidirecional, enquanto no Rio Grande do Sul tem<br />

certa constância e velocidade muito alta”, explica<br />

Elbia.<br />

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e-mail: assinatura@revistareferencia.<br />

Mercado potencial<br />

Com o crescente interesse do governo e o aumento<br />

da contratação de energia eólica nos leilões, as multinacionais<br />

fabricantes de aerogeradores, disputam<br />

uma acirrada concorrência em solo nacional. Entre as<br />

principais destacam-se Wind Power, subsidiária da argentina<br />

Impsa - que teve falência decretada pelo Tribunal<br />

de Justiça de Pernambuco em agosto deste ano<br />

- a americana General Electric, a dinamarquesa Vestas,<br />

a indiana Suzlon, a francesa Alston e a espanhola Gamesa,<br />

que fechou em julho último dois contratos para<br />

fornecimento de 214 MW de energia.<br />

Os acordos incluem a instalação de 166 MW para a<br />

CER (Companhia de Energias Renováveis) nos parques<br />

eólicos da Bahia e 48 MW para Eletrosul, subsidiária da<br />

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Eletrobrás, no Rio Grande do Sul. Em nota a empresa<br />

divulgou que se Revista responsabilizará BIOMAIS. com o fornecimento,<br />

transporte e instalação de 83 turbinas eólicas nos<br />

parques HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

Assuruá I, Assuruá VI, Capoeiras I, Capoeiras II,<br />

Curral de Pedras II, Curral de Pedras IV, localizados no<br />

e-mail: parque eólico assinatura@revistareferencia.com.br<br />

Xique-Xique, Bahia. Para a Eletrosul<br />

serão fornecidas 24 turbinas nos parques eólicos Coxilha<br />

Seca, Capão Fone: do 0800.600.2038<br />

Inglês e Galpões, no complexo<br />

eólico Cerro Chato, em Santana do Livramento. Esta é<br />

a segunda vez que a Gamesa fecha contrato com a CER<br />

e primeira com a Eletrosul.<br />

A empresa afirmou ainda que o Brasil é um dos<br />

mercados prioritários para a Gamesa, que já havia realizado<br />

outro acordo em maio de <strong>2014</strong> com a Ventos do<br />

Sul. “Este contrato nos consolida como um dos principais<br />

fabricantes no Brasil, uma posição que se baseia<br />

em nossa liderança em tecnologia e nosso conhecimento<br />

local, combinado com o compromisso com o<br />

desenvolvimento das comunidades como criadores<br />

de emprego e geradores de riqueza através desenvolvimento<br />

de uma cadeia de abastecimento local”, acredita<br />

Edgard Corrochano, CEO da Gamesa no Cone Sul.<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 47


ARTIGO<br />

Considerações sobre<br />

a recuperação de<br />

papel higiênico para<br />

fins energéticos<br />

Fotos ARQUIVO PESSOAL<br />

Geraldo Rizanti<br />

Engenheiro<br />

S<br />

e rompermos tabus e preconceitos, assim como<br />

algumas determinações regidas pelas normas<br />

de higiene, poderemos aproveitar o grande<br />

potencial energético existente no volume de papel higiênico<br />

utilizado e simplesmente jogado fora (e, por conseguinte<br />

os demais papéis sanitários). Estaríamos assim,<br />

dando utilidade ao dejeto humano.<br />

De maneira<br />

Revista<br />

geral, não queremos<br />

BIOMAIS.<br />

assumir a responsabilidade<br />

do que fazer com ele após utilizarmos, mas queremos<br />

nos livrar dele. Se olharmos o problema com uma<br />

HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

ótica adequada, questionando sobre o que podemos<br />

fazer de útil com o grande volume de papéis sanitários<br />

produzidos anualmente e br descartados como rejeito, em<br />

maior parte, inadequadamente, com certeza vamos encontrar<br />

utilizações Fone: interessantes 0800.600.2038<br />

para eles. Temos equipamentos<br />

e processos tecnológicos suficientes para serem<br />

aplicados, e deixarmos de agir como se estivéssemos vivendo<br />

nos séculos passados, jogando-os para a natureza<br />

dar conta deles.<br />

Hoje já estamos na casa dos milhões de toneladas de<br />

Para ter acesso a este conteúdo, assine a<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.com.<br />

papéis sanitários produzidos por ano e simplesmente<br />

descartados sem aproveitamento desse recurso disponível.<br />

Somente de papel higiênico, ou seja, exclusivo<br />

para uso em banheiros, vamos fechar 2013 com uma<br />

produção em torno de 800 mil t (toneladas), o equivalente<br />

a 445,5 MW (megawatts) de energia que podem<br />

ser utilizadas para Revista gerar eletricidade BIOMAIS. ou vapor para diversos<br />

processos industriais.<br />

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Esse é o tema desse trabalho, uma breve consideração<br />

sobre a recuperação, tratamento e geração de vapor<br />

a partir do papel higiênico até então rejeitado. Não<br />

se trata de um estudo de viabilidade<br />

br<br />

técnico-econômica,<br />

e sim de um chamado à prospecção de soluções técnicas<br />

que produzam Fone: benefícios. 0800.600.2038<br />

Esse estudo foi elaborado para um ambiente de indústria<br />

de papel sanitário (tissue), recuperando o papel<br />

higiênico através de logística reversa, e gerando vapor<br />

para o processo de secagem de um novo volume de papel<br />

produzido.<br />

Para ter acesso a este conteúdo, assine a<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.com.<br />

48<br />

www.revistabiomais.com.br


1. PRODUÇÃO E CONSUMO DE PAPEL SANITÁRIO NO<br />

BRASIL<br />

O quadro que segue mostra o crescimento da produção<br />

industrial, e o consumo doméstico:<br />

Na denominação de Papel Sanitário estão incluídos os<br />

seguintes produtos:<br />

• Papel higiênico;<br />

Para • Guardanapos; ter acesso a este conteúdo, assine a<br />

• Lenços;<br />

Revista BIOMAIS.<br />

• Toalha de cozinha;<br />

• Toalha de mão.<br />

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e-mail:<br />

Dentro<br />

assinatura@revistareferencia.com.<br />

deste mix, o produto de maior representatividade<br />

de produção e consumo é o papel higiênico, conforme mostra<br />

o quadro abaixo: br<br />

O balanço importação e exportação de papel sanitário<br />

não será considerado Fone: por 0800.600.2038<br />

não ser representativo, conforme<br />

sugerido pelos dados Bracelpa abaixo:<br />

• Exportação 2011 e 2012: 17.000 toneladas = 0,85 % da<br />

produção;<br />

• Importação 2011 e 2012: 20.000 toneladas = 1,0 % da<br />

produção.<br />

Para o presente trabalho consideraremos apenas a produção<br />

e consumo doméstico do papel higiênico, devido aos<br />

seguintes fatores:<br />

• Maior quantidade em volume e massa;<br />

• Por conseguinte, maior quantidade em potencial energético;<br />

• Hábito popular de acondicionar separadamente dos outros<br />

resíduos.<br />

Para ter acesso a este conteúdo, assine a<br />

2. CLASSIFICAÇÃO E DESCARTE DO PAPEL HIGIÊNICO<br />

É interessante entendermos onde está situado o papel<br />

Revista BIOMAIS.<br />

higiênico atualmente, dentro da classificação de resíduos<br />

sólidos. A NBR100<strong>04</strong>/20<strong>04</strong> classifica os resíduos relação<br />

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ao potencial de risco ao meio ambiente e à saúde, conforme<br />

abaixo.<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.com.<br />

CLASSE I: São os resíduos perigosos, de acordo com suas<br />

propriedades físicas, químicas br ou biológicas, apresentam riscos<br />

à saúde e ao meio ambiente. Possuem inflamabilidade,<br />

corrosividade, reatividade, Fone: 0800.600.2038<br />

toxidade e patogenicidade.<br />

CLASSE II: São os resíduos não perigosos, subdivididos<br />

em:<br />

CLASSE IIA: Resíduos não inertes. Apresentam biodegradabilidade,<br />

solubilidade em água e combustibilidade. Enquadram-se<br />

aqui os restos de alimentos e o papel higiênico.<br />

CLASSE IIB: Resíduos inertes; não são decompostos facilmente.<br />

Enquadram-se aqui o plástico e a borracha.<br />

Em relação à origem e natureza, a classificação dos resí-<br />

Fonte: Bracelpa<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 49


ARTIGO<br />

Fonte: Bracelpa<br />

duos sólidos é:<br />

• Domiciliar;<br />

• Comercial;<br />

• Varrição e feiras livres;<br />

• Serviços de Saúde;<br />

• Portos, Aeroportos e Terminais rodoviários e ferroviários;<br />

• Industriais;<br />

• Agrícolas;<br />

• Construção Civil.<br />

Na origem domiciliar, ou seja, provenientes de residências,<br />

Para os resíduos ter acesso contêm: a restos este de conteúdo, alimentos, produtos assine deteriorados,<br />

embalagens, retalhos, jornais, revistas, papéis higiê-<br />

a<br />

Revista BIOMAIS.<br />

nicos, toalhas e lenços de papel, fraldas, etc.<br />

A maior parte do descarte de papel higiênico e demais<br />

HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

papéis sanitários, vêm das residências. Estabelecimentos<br />

públicos, ou de concentração de pessoas, são isoladamente,<br />

grande geradores de descarte de papel higiênico, como: portos,<br />

aeroportos, Fone: terminais 0800.600.2038<br />

rodoviários e ferroviários, indústrias,<br />

escolas, hotéis, hospitais, escolas, etc. Aqui podem ser<br />

incluídos os condomínios residenciais.<br />

O papel higiênico usado oriundo de hospitais pode ser<br />

tomado como pertencentes à Classe I, devido à sua patogenicidade.<br />

Em relação à responsabilidade pelo gerenciamento dos<br />

resíduos sólidos temos dois grupos.<br />

O primeiro grupo refere-se aos RSU (Resíduos Sólidos Urbanos):<br />

• Resíduos domésticos ou residenciais;<br />

• Resíduos comerciais;<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.com.br<br />

• Resíduos públicos.<br />

O segundo grupo, dos Resíduos de Fontes Especiais:<br />

• Resíduos industriais;<br />

• Resíduos da construção civil;<br />

• Rejeitos radiativos;<br />

• Resíduos de portos, aeroportos e terminais rodoferroviários;<br />

• Resíduos agrícolas;<br />

• Resíduos de serviços de saúde.<br />

Para ter acesso a este conteúdo, assine a<br />

A presença do papel higiênico acontece significativamente<br />

no Primeiro Grupo.<br />

Revista BIOMAIS.<br />

É interessante entendermos os conceitos usuais de resíduos<br />

e rejeitos.<br />

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Resíduo é o que sobra de um processo natural ou atividade<br />

humana e que ainda pode ser aproveitado. Pode ser dividido<br />

em duas categorias:<br />

• Recicláveis: Fone: podem 0800.600.2038<br />

ser aproveitados como matéria-prima<br />

em algum processo produtivo, como por exemplo, o metal,<br />

o plástico, o vidro, o papel, óleo comestível, etc...<br />

• Orgânicos: resultantes da alimentação, jardinagem e<br />

agrícola, que podem ser aproveitados nos processos de compostagem,<br />

produzindo compostos orgânicos.<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.com.br<br />

Rejeito é o resíduo que por seu estado de subdivisão,<br />

deterioração ou de higiene, não se obtém qualquer aproveitamento;<br />

seu potencial de utilização foi esgotado. Onde se<br />

encontra o papel higiênico.<br />

Usualmente o descarte do papel higiênico acontece com<br />

50<br />

www.revistabiomais.com.br


o acondicionamento em sacos plásticos, inseridos nos cestos<br />

de coleta em banheiros. Estes sacos são geralmente misturados<br />

com outros contendo resíduos orgânicos, para serem<br />

coletados e destinados a aterros sanitários, ou lixões a céu<br />

aberto.<br />

Além de inserir na natureza grandes quantidades de sacos<br />

plásticos (inertes, praticamente não degradáveis), facilitam<br />

Para a proliferação ter acesso de vetores a este de conteúdo, doenças, como, assine ratos, baratas,<br />

moscas, micróbios, aves e répteis, e contribuem para a<br />

a<br />

Revista BIOMAIS.<br />

contaminação do lençol subterrâneo do solo pela liberação<br />

de chorume, altamente tóxico, formado pela decomposição<br />

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dos resíduos orgânicos.<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.com.br<br />

3. POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS<br />

Conforme Lei Fone: Federal 0800.600.2038<br />

número 12305, de 02/08/2010,<br />

e Decreto Federal número 74<strong>04</strong>, de 23/12/2010, que regulamenta<br />

a Lei, devemos alterar a visão dos resíduos sólidos<br />

para:<br />

Foco<br />

Gestão compartilhada em toda a sociedade;<br />

Princípio<br />

O reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e reciclável<br />

como um bem econômico e de valor social, gerador de<br />

trabalho e renda, e promotor de cidadania.<br />

Objetivo<br />

Não gerar, reduzir, reutilizar, reciclar, tratar, e por fim, dispor<br />

adequadamente na natureza.<br />

Para Mudança ter acesso na Aplicação a este conteúdo, assine a<br />

Buscar a diferença entre resíduos sólidos e rejeitos:<br />

Revista BIOMAIS.<br />

Resíduos sólidos são materiais, substâncias, objetos ou<br />

bens descartados, resultantes de atividades humanas em sociedade,<br />

que possam ser reaproveitados, e tenham valor eco-<br />

HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

nômico. Envolve a reutilização, reciclagem, compostagem,<br />

recuperação e aproveitamento energético, entre outros.<br />

Rejeitos são Fone: resíduos 0800.600.2038<br />

sólidos que depois de esgotadas<br />

todas as possibilidades de tratamento e recuperação dos processos<br />

tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis,<br />

não apresentem outra alternativa que não a disposição final<br />

ambientalmente adequada.<br />

Mudança Técnica na Aplicação<br />

Resíduos: destinação final ambientalmente adequada.<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.com.br<br />

“Hoje já estamos na casa<br />

dos milhões de toneladas<br />

de papéis sanitários<br />

produzidos por ano e<br />

simplesmente descartados<br />

sem aproveitamento desse<br />

recurso disponível”<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 51


ARTIGO<br />

Exemplo de cestos de papel higiênico em banheiros:<br />

Envolve a reutilização, reciclagem, compostagem, recuperação<br />

e aproveitamento energético, ou outras.<br />

Rejeitos: disposição final ambientalmente adequada, a<br />

ser implantada até agosto de <strong>2014</strong>.<br />

Para Sistema ter acesso de Logística a este Reversa conteúdo, assine a<br />

Sistema de retorno dos produtos ao fabricante, após o<br />

uso pelo consumidor.<br />

Revista BIOMAIS.<br />

HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

4. POTENCIAL ENERGÉTICO DO PAPEL HIGIÊNICO<br />

REJEITADO<br />

Mantendo as proporções de crescimento verificadas nos<br />

quadros do capítulo Fone: 2, podemos 0800.600.2038<br />

fechar o ano de <strong>2014</strong> alcançando<br />

um volume de descarte de papel higiênico usado em<br />

torno de 800 mil t, que fatalmente serão lançados para os lixões<br />

e aterros.<br />

Considerando o poder calorífico inferior dos papéis, de<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.com.br<br />

4200 Kcal/Kg (quilocalorias por quilograma), esta quantidade<br />

produzida e jogada fora, contém um potencial energético de<br />

3.360.000 tcal/ano (toneladas de caloria por ano), ou o equivalente<br />

a 445,5 MW.<br />

Para Este ter potencial acesso energético a este pode conteúdo, ser utilizado assine em vários a<br />

segmentos indústrias para gerar vapor de processo, ou até<br />

mesmo, gerar energia<br />

Revista<br />

elétrica<br />

BIOMAIS.<br />

em usinas termoelétricas. Contudo,<br />

neste trabalho estamos considerando sua utilização<br />

HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

nas próprias indústrias de papel sanitário (tissue), devido à<br />

maior sinergia para uma implantação de processos com a<br />

finalidade de recuperação e reutilização do papel higiênico<br />

para fins energéticos, Fone: indo 0800.600.2038<br />

de encontro à Política Nacional de<br />

Resíduos Sólidos.<br />

Vamos considerar uma indústria tissue hipotética, que<br />

utiliza além do vapor, gás para a secagem do papel produzido<br />

em capotas de alto rendimento, as seguintes variáveis<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.com.br<br />

52<br />

www.revistabiomais.com.br


de processo:<br />

• Pressão de geração de vapor nas indústrias de papel:<br />

15,0 kgf/cm² (quilograma de força por centímetro quadrado)<br />

manométrico;<br />

• Retorno de condensado para a caldeira: 60 ºC (graus Celsius);<br />

• Calor total para geração de vapor nesta pressão: 607,1<br />

Kcal/Kg de vapor;<br />

• Rendimento de combustão para combustíveis sólidos:<br />

50%.<br />

Nestas condições, temos que 1 kg de papel higiênico<br />

recuperado, produz 3,5 kg de vapor. Uma comparação interessante<br />

que podemos fazer, considerando indústrias tissue<br />

que utilizam na secagem também o gás natural ou liquefeito<br />

de petróleo, o consumo específico de vapor pode chegar até<br />

1 kg de vapor/kg de papel produzido, nestes casos, 1 kg de<br />

papel Para higiênico ter acesso recuperado a este pode conteúdo, gerar vapor para assine produzir a<br />

3,5 kg de papel novo.<br />

Equivale dizer Revista que se uma BIOMAIS.<br />

indústria produtora, que se<br />

enquadra nestas condições, recuperar toda a quantidade de<br />

papel HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

produzido, irá reutilizar para gerar vapor de aproximadamente<br />

30% desse volume recuperado. O excedente poderá<br />

ser comercializado para outros consumidores.<br />

Com este ponto de vista, um sistema de logística reversa<br />

Fone: 0800.600.2038<br />

aplicado na indústria tissue, pode ser economicamente viável<br />

e traria vantagens como:<br />

Redução do custo direto da produção de vapor;<br />

• Redução da queima de lenha in natura, e consequente<br />

redução de desmatamento;<br />

• Destinação específica ao resíduo de papel higiênico;<br />

• Redução significativa do descarte de papel higiênico e<br />

saco plástico;<br />

• Geração de atividade rentável e mão de obra.<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.com.br<br />

Assim, o ciclo do papel higiênico, com a introdução de<br />

mais uma escala, se torna de maior eficiência, pois seu descarte<br />

estaria gerando energia para produzir novo produto.<br />

Outras indústrias, que não a de papel tissue, poderiam<br />

também ser beneficiadas, com a queima de resíduos de papel<br />

sanitário em caldeiras para geração de vapor para seus<br />

processos. O balanço de carbono na atmosfera não sofreria<br />

alteração, pois já haveria a queima de outros combustíveis<br />

para esta finalidade. De qualquer maneira, há que se estudar<br />

adequações dos filtros para contenção dos particulados no<br />

escape das chaminés das caldeiras.<br />

5. DESCARTE E COLETA SELETIVA DO PAPEL<br />

HIGIÊNICO<br />

O consumo de papel higiênico no Brasil pode ser diferenciado<br />

em dois segmentos:<br />

• Doméstico: consumo pontual em residências, onde o<br />

rejeito de papel higiênico é feito primeiramente, depositando-o<br />

em um cesto no próprio banheiro, em saco plástico para<br />

lixo ou oriundo de supermercado; depois de cheio este saco<br />

é lacrado (amarrado) e descartado como lixo comum em lixeira,<br />

junto com o lixo orgânico, à espera do coletor de lixo.<br />

• Coletivo: consumo em locais específicos, como, indústrias,<br />

clubes, hotéis, restaurantes, shopping centers, aeroportos,<br />

Para estações ter acesso rodoviárias, a este etc... Aqui conteúdo, pode-se incluir assine alguns a<br />

condomínios residenciais. O rejeito também é feito no próprio<br />

banheiro em Revista cesto com BIOMAIS.<br />

sacos plásticos. Nestes locais,<br />

há uma pré-armazenagem em recintos destinados para essa<br />

finalidade, HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

também junto o lixo orgânico, à espera do<br />

coletor de lixo.<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.com.br<br />

Coleta Seletiva<br />

Fone: 0800.600.2038<br />

Uma vez que o rejeito do papel higiênico desde a conclusão<br />

de seu uso é feito separadamente dos demais, sua inclusão<br />

em um sistema de coleta seletiva tende a ser mais simples.<br />

Tanto no consumo doméstico como no coletivo se faz<br />

necessário um modo de descarte em que o papel higiênico fique<br />

isolado do lixo orgânico para o início de sua recuperação.<br />

Por sua vez, a logística do sistema de coleta atual, com os<br />

tradicionais caminhões coletores, que misturam todo o tipo<br />

de lixo que neles são depositados, necessita de revisões, para<br />

atender o volume de descarte de papel higiênico canalizando-o<br />

para ser tratado em uma estação de recuperação, antes<br />

de ser utilizado na geração de energia.<br />

O fluxograma à seguir mostra o ciclo do papel higiênico<br />

com a adição da seleção pelos usuários e o transbordo no<br />

canteiro de recebimento de lixo.<br />

O fluxograma mostra o ciclo do papel higiênico desde a<br />

produção até o retorno e utilização na caldeira, para a geração<br />

do vapor utilizado para a produção. Uma melhoria seria<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 53


ARTIGO<br />

abolir o saco plástico para conter o papel higiênico usado. O<br />

fabricante poderia criar embalagem de papel, retornável contendo<br />

o produto após o uso, levando aos usuários instruções<br />

e incentivos para a coleta seletiva. Essa ação contribuiria para<br />

a redução do descarte de sacos plásticos na natureza, e aumentaria<br />

a eficiência do processo, reduzindo a separação de<br />

materiais não destinados à queima. A embalagem também<br />

seria recuperada juntamente com o papel higiênico para a<br />

geração de vapor.<br />

Para ter acesso a este conteúdo, assine a<br />

Revista BIOMAIS.<br />

HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

6. ESTAÇÃO DE RECUPERAÇÃO PARA O PAPEL<br />

HIGIÊNICO<br />

Nas indústrias tissue, na própria planta industrial, existe<br />

uma sinergia para a instalação de uma estação de recuperação,<br />

devido a alguns fatores como: o uso corrente de mão de<br />

Fone: 0800.600.2038<br />

obra qualificada, utilidades industriais, energia disponível e<br />

tratamento de efluentes. Uma estação de recuperação básica<br />

para papel higiênico usado pode ser composta dos seguintes<br />

processos:<br />

• Separação;<br />

• Lavagem;<br />

• Prensagem;<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.com.br<br />

• Secagem;<br />

• Briquetagem;<br />

• Embalagem (em caso de comercialização de excedentes).<br />

Separação<br />

Pode ser um processo mecânico ou manual, com as devidas<br />

proteções e padrões de higiene individuais. Tem a finalidade<br />

de separar o papel Revista higiênico BIOMAIS. do saco de plástico que o<br />

contém, e algum outro corpo estranho, sendo este o rejeito<br />

desse processo, HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

que pode ser direcionado para outra finalidade<br />

específica, e não ser descartado na natureza.<br />

Lavagem<br />

Destinado à remoção dos dejetos orgânicos agregados<br />

Fone: 0800.600.2038<br />

no papel higiênico usado. Neste processo pode ser utilizada a<br />

agitação mecânica por rotores, tambor rotativo ou rosca sem<br />

fim. A água recuperada na indústria pode ser utilizada, e após<br />

o processo de lavagem destinada para a ETE (Estação de Tratamento<br />

de Efluentes).<br />

Prensagem<br />

Tem o objetivo de retirar a maior parte da água presente<br />

no papel higiênico lavado. À priori a prensa ideal seria do tipo<br />

Para ter acesso a este conteúdo, assine a<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.com.br<br />

54<br />

www.revistabiomais.com.br


de rosca contínua. A água separada deve ser canalizada para<br />

a Para ETE. ter acesso a este conteúdo, assine a<br />

Secagem<br />

A finalidade é complementar Revista BIOMAIS.<br />

a retirada de água do papel,<br />

para atingir níveis de umidade compatíveis para a compactação.<br />

HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

O secador pode ser do tipo túnel contínuo, ou do tipo<br />

rotativo. O calor necessário para a secagem do papel pode ser<br />

obtido pela recuperação do calor residual contido nos gases<br />

de escape das caldeiras.<br />

Fone: 0800.600.2038<br />

Briquetagem<br />

Para o processo de briquetagem o papel precisa estar<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.com.br<br />

próximo de 16% de umidade. Aqui a massa de papel é aglomerada<br />

Para ter em pequenos acesso blocos. a este O ideal conteúdo, é que a compactação assine a<br />

seja em briquetes pequenos, na forma de discos, para aumentar<br />

o rendimento Revista da combustão BIOMAIS. em fornalhas. A máquina<br />

necessária é uma briquetadeira de êmbolo.<br />

Após HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

a briquetagem o papel já estará nas dimensões e<br />

características apropriadas para a combustão na fornalha da<br />

caldeira. Em caso de excedente de briquetes de papel, este<br />

pode ser embalado e comercializado para outras indústrias.<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.com.br<br />

Fone: 0800.600.2038<br />

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 55


AGENDA<br />

AGOSTO<br />

Agosto<br />

Seminário Cadeia do Valor Elétrico<br />

Data: 25<br />

Local: São Paulo (SP)<br />

Informações: viex-americas.com<br />

Conferência Biogás e Bioeletricidade<br />

Data: 26 e 27<br />

Local: São Paulo (SP)<br />

Informações: www.paginasustentavel.com.br<br />

Brasil Windpower<br />

Data: 26 a 28<br />

Local: Rio de Janeiro (RJ)<br />

Informações: www.brazilwindpower.org/pt/<br />

SETEMBRO<br />

Setembro<br />

Congresso Internacional de Biomassa<br />

Data: 01 a 03<br />

Local: Campo Grande (MS)<br />

Informações: www.congressobiomassa.com<br />

Smart Grid Fórum <strong>2014</strong><br />

Data: 09 a 11<br />

Local: São Paulo (SP)<br />

Informações: www.smartgrid.com.br<br />

Ecce – Congresso e Exposição de Conversão<br />

de Energia<br />

Data: 14 a 18<br />

Local: Pittsburgh (EUA)<br />

Informações: <strong>2014</strong>.ecceconferences.org<br />

OUTUBRO<br />

Outubro<br />

Congresso Internacional de Bioenergia<br />

Data: 01 a 03<br />

Local: São Paulo (SP)<br />

Informações: www.bioenergia.net.br<br />

Biotech Fair - VII Feira Internacional de<br />

Tecnologia em Bioenergia e Biocombustíveis<br />

Data: 01 a 03<br />

Local: São Paulo (SP)<br />

Informações: www.eventobioenergia.com.br<br />

VI Supre<br />

Data: 21 a 23<br />

Local: São Paulo (SP)<br />

Informações: www.supre.funcoge.org.br<br />

Power-Gen Brasil<br />

Data: 21 a 23<br />

Local: São Paulo (SP)<br />

Informações: www.powerbrasilevents.com<br />

Expobiomasa - Feria de los Profesionales de la<br />

Biomasa <strong>2014</strong><br />

Data: 21 a 23<br />

Local: Valladolid (Espanha)<br />

Informações: www.expobiomasa.com<br />

NOVEMBRO<br />

Novembro<br />

World Biomass Power Markets Brasil<br />

Data: 03 a 05<br />

Loca: São Paulo (SP)<br />

Informações: www.greenpowerconferences.com<br />

Feiplar Composites & Feipur <strong>2014</strong><br />

Data: 11 a 13<br />

Local: São Paulo (SP)<br />

Informações: www.feiplar.com.br<br />

XII STPC<br />

Data: 16 a 19<br />

Local: Rio de Janeiro (RJ)<br />

Informações: stpccigre.com.br<br />

Renex South America<br />

Data: 26 a 28<br />

Local: Porto Alegre (RS)<br />

Informações: renex-southamerica.com.br/<br />

56<br />

www.revistabiomais.com.br


DEZEMBRO<br />

Dezembro<br />

Power-Gen International<br />

Data: 09 a 11<br />

Local: Orlando (EUA)<br />

Informações: www.power-gen.com<br />

Destaque<br />

Destaque<br />

Smart Grid Fórum <strong>2014</strong><br />

Data: 09 a 11 de setembro<br />

Local: São Paulo (SP)<br />

Informações: www.smartgrid.com.br<br />

Feira internacional dirigida ao mercado de energia da América Latina. No evento<br />

é possível encontrar o tipo de financiamento ideal para cada empreendimento e soluções<br />

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OPINIÃO<br />

Biomassa na Matriz<br />

Elétrica Brasileira?<br />

Por Suani T. Coelho<br />

Doutora em Energia, Prof.a da Universidade de São Paulo, Coordenadora do Centro Nacional de<br />

Referência em Biomassa – Cenbio/IEE/USP – suani@iee.usp.br<br />

Foto: divulgação<br />

Javier F. Escobar<br />

Pesquisador do Centro Nacional de Referência em Biomassa – Cenbio/IEE/USP, Doutorando em<br />

Energia (IEE/Poli/FEA/IF), Universidade de São Paulo – escobar@usp.br<br />

ENERGIA MENSAL / ENERGIA ANUAL<br />

1,8<br />

1,6<br />

1,4<br />

1,2<br />

1,0<br />

0,8<br />

0,6<br />

0,4<br />

0,2<br />

0,0<br />

Para ter acesso a este conteúdo, assine a<br />

e-mail: assinatura@revistareferencia.com.br<br />

Figura 1. Complementaridade da biomassa com relação<br />

à energia hidroelétrica<br />

PERÍODO DA SAFRA DA BIOMASSA: ABRIL A OUTUBRO<br />

HIDROELÉTRICA UTE BIOMASSA EÓLICA<br />

jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez<br />

Fonte: ONS<br />

O<br />

tema das energias renováveis na matriz elétrica<br />

brasileira vem sendo discutido há muito tempo,<br />

em particular nos períodos de seca e baixa hidraulicidade<br />

como novamente enfrentamos agora.<br />

Como já vem sendo discutido em várias publicações<br />

(Goldemberg e Coelho, 2013), desde a década de 80, a cada<br />

período seco na região sudeste, os órgãos oficiais solicitavam<br />

às universidades o milagre. Como complementar a geração<br />

Revista BIOMAIS.<br />

hidroelétrica com seus reservatórios baixos pela falta de chuva?<br />

Da HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

parte dos órgãos governamentais o desconhecimento<br />

ainda existente com relação à geração descentralizada,<br />

cujos benefícios ainda não eram reconhecidos; da parte dos<br />

setores envolvidos, a falta de interesse por uma nova forma<br />

de energia cuja Fone: produção 0800.600.2038<br />

era considerada arriscada...<br />

A figura 1 abaixo ilustra a complementaridade da biomassa<br />

(bagaço de cana) em relação à hidroeletricidade.<br />

A biomassa é uma estratégia fundamental, pois o período<br />

de geração de eletricidade nas usinas da região (SE) e (CO)<br />

correspondem ao período da safra de cana (entre abril e novembro),<br />

o que por sua vez é justamente a época de chuvas<br />

mais reduzidas, onde as barragens das hidroelétricas apresentam<br />

níveis mais baixos e, portanto, uma menor oferta.<br />

Esse cenário poderia ainda, ser mais favorável se pensarmos<br />

em produção de madeira para geração de energia de base<br />

com termoelétricas a cavaco e/ou pellets de madeira.<br />

Com a lei do Proinfa, em 2000, novas esperanças apareceram,<br />

mas de curta duração. Após a aprovação da lei, as<br />

simulações de tarifas feitas pela academia não foram aceitas<br />

pelo governo, considerando que eram muito elevadas<br />

para biomassa. A conseqüência foi ainda pior para as contas<br />

públicas, pois, cumprindo a lei, a diferença de potencia<br />

foi direcionada na sua maior parte para energia eólica, com<br />

tarifas muito superiores às da biomassa, acarretando gastos<br />

adicionais por parte da Eletrobras. Em seqüência, políticas<br />

Para especiais ter para acesso a energia a eólica este foram conteúdo, consideradas assine indispensáveis<br />

e incentivos fiscais foram então destinados à mesma,<br />

a<br />

visando à incorporação Revista das BIOMAIS.<br />

energias renováveis na matriz<br />

energética brasileira, e a energia eólica (mesmo sendo intermitente)<br />

HTTP://www.revistabiomais.com.br<br />

passou a ser extremamente competitiva economicamente,<br />

de forma que atualmente corresponde à maioria<br />

da energia contratada nos leilões.<br />

Quanto aos empreendimentos de biomassa, principalmente<br />

a geração<br />

Fone:<br />

de excedentes<br />

0800.600.2038<br />

com resíduos de cana e de<br />

madeira apesar das vantagens ambientais e estratégicas e<br />

do enorme potencial (mais de 10 000 MW), os mesmos continuam<br />

na sua maioria sem se viabilizar, sem incentivos e<br />

tendo que competir com a energia eólica subsidiada e com<br />

combustíveis fosseis.<br />

Na presente dificuldade de reservatórios das hidroelétricas<br />

novamente com baixos níveis, o planejamento do setor<br />

aciona termoelétricas a combustíveis fósseis (poluentes e<br />

mais caras) e a biomassa nem sequer é considerada como<br />

uma opção. O Brasil está passando, assim, de uma matriz<br />

energética limpa com predominância de renováveis para<br />

uma matriz energética com maior participação de fósseis,<br />

elevando suas emissões de carbono cada vez mais.<br />

De fato, parece que o país está na contramão da sustentabilidade<br />

ambiental energética.<br />

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58<br />

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A PLANALTO lidera a fabricação de Picadores Florestais no Brasil. Possui<br />

a mais avançada Tecnologia. Os Picadores Florestais Planalto são<br />

fabricados em diversos tamanhos e modelos. Por serem Máquinas que<br />

trabalham em Terrenos dobrados são rebocados por Trator, Pá<br />

carregadeira ou Escavadeiras, com isso facilita o manejo dentro da<br />

Floresta. São equipados com Rotores de facas segmentadas ou facas<br />

inteiras, vindo ao encontro das necessidades do Cliente.<br />

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Rod. BR 282 - Km 346 | Distrito de Macrozona de Expansão Urbana<br />

Campos Novos - SC | CEP 89620-000 - Cx. Postal: 32<br />

Tel/Fax: (49) 3541-7400 | comercial@planaltopicadores.com.br

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