Junho/2016 - Referência Industrial 175

jota.2016

Visitantes - Grupo Jota Comunicação

ENTREVISTA - Presidente do Sindmadeira-ES vê 2016 como um ano de transição para o setor

I N D U S T R I A L

O valor do

eucalipto

Tecnologia beneficia espécie mais

plantada no Brasil com alto rendimento

The Value of

Eucalyptus

Equipment processes the most

planted species in Brazil at a high yield

Governo interino – Diretores falam sobre expectativas do setor industrial com Michel Temer


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

SUMÁRIO

SUMÁRIO

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Affemaq 27

30

Cerumaq 11

Congresso Moveleiro 29

Contraco 67

DRV Ferramentas 17

48

68

Engecass 13

Fezer 53

Formóbile 21

Gaidzinski 45

H. Bremer 09

Homag 07

IWF Atlanta 25

04 Editorial

06 Cartas

08 Bastidores

10 Notas

16 Aplicação

18 Alta e Baixa

20 Frases

22 Entrevista

Mill Indústrias 88

Montana Química 02

MSM Química 15

Planeta Industrial 83

Razi Máquinas 41

Salvador 47

Siempelkamp 05

Tecnovapor 73

Vantec 19

28 Coluna Abimci Paulo Pupo

30 Principal Eucalipto sem segredos

40 Construção Civil

42 Marcenaria

48 Especial E agora, Temer?

54 Internacional

60 Madeira Tratada

68 Química na Madeira

74 Artigo

84 Agenda

86 Espaço Aberto

JUNHO | 03


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

EDITORIAL

Ano XVIII - Edição n.º 175 - Junho 2016

Year XVIII - Edition n.º 175 - June 2016

Na capa desta edição,

a serraria para desdobro de

eucalipto da Mill Indústrias

é o destaque, por sua

qualidade e corte fino

UMA ÉPOCA DE

OPORTUNIDADES

Na edição deste mês da REFERÊNCIA INDUSTRIAL, mostramos

que o cenário que se desenha para o segundo semestre

é de crescente otimismo e oportunidades no horizonte. Na

reportagem de capa, o investimento da Mill Serras na produção

de máquinas para o beneficiamento do eucalipto. Há

algum tempo algumas empresas já agregam valor ao negócio

com a confecção de produtos mais elaborados utilizando a

espécie. Aqui vai a dica para quem deseja entrar neste mercado:

é indispensável o uso de equipamentos desenhados

para trabalhar especificamente com esta madeira que possui

suas particularidades, as adaptações costumam apresentar

problemas na qualidade e produtividade.

Como não poderíamos ficar de fora do assunto que movimenta

o país, realizamos uma reportagem especial para avaliar

as perspectivas da indústria das primeira medidas tomadas

pelo Presidente Michel Temer. Importante protagonista de

uma esperada guinada na economia, as ações do governo

interino estão focadas nas expectativas do meio industrial e

nas possibilidades de investimentos no setor.

Ótima leitura!

A TIME OF OPPORTUNITY

In this month's issue of REFERÊNCIA INDUSTRIAL, we

present hat the scenario that is unfolding for the second half

of the year is of growing optimism and the promise of opportunities

on the horizon. The cover story describes the Mill Serras

investment in the production of machines for the processing of

eucalyptus. Some time ago, several companies added value to

their businesses, with the production of more elaborate products

using this species. Here's a tip for those who want to enter this

market: it is essential to use equipment specifically designed to

work with this wood as it has its own peculiarities, as any adaptations

usually present problems in quality and productivity.

How can we not cover the subject that moves the Country,

we present a special report made to assess Sector prospects as

a result of the first measures taken by President Michel Temer.

As an important protagonist in an expected upturn in the economy,

the actions of the interim Government are focused on the

expectations of the industrial environment and the possibilities

of investments in the Sector.

Pleasant reading!

EXPEDIENTE

JOTA COMUNICAÇÃO

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

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Bruno Raphael Müller

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Tradução / Translation

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Monica Kirchner - Coordenação

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assinatura@revistareferencia.com.br

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida

aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de

pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais, ONG’s, entidades de

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A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos

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materiais de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

CARTAS

Capa da Edição 174 da

Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL,

mês de maio de 2016

Pinus e eucalipto

Parada

Por Jones Stankiewicz - Maringá (PR)

Parabéns à equipe da REFERÊNCIA INDUSTRIAL pela

excelente reportagem sobre a utilização da madeira nos

mais diversos setores da construção civil. Recursos como

pinus e o eucalipto ainda podem prover muito a nosso país.

Por Angela Kenner - Londrina (PR)

Quem dera os governantes de outros municípios fossem

como os de Garopaba (SC), onde pontos de ônibus são

feitos de madeira tratada e ecológica. Um exemplo a ser

seguido em todo país.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Tapando sol com a peneira

Hobby e companhia

Por Fransuel Amorim - Governador Valadares (MG)

Esses novos cursos de marcenaria divulgados em Santa

Catarina são ótimas sugestões de hobby e também para

quem quer acrescentar novas aptidões ao currículo. Bacana

a matéria.

Por José Flávio Júnior - Recife (PE)

Uma pena que a solução encontrada pelo Conama

(Conselho Nacional do Meio Ambiente) para combater a

ilegalidade na produção de toras de madeira tenha sido

justamente a redução do aproveitamento das mesmas.

De nada adianta tapar o sol com a peneira.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião

é fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

revistareferencia@revistareferencia.com.br

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E-mails, críticas e sugestões podem ser

enviados para redação ou siga:


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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

BASTIDORES

APRENDIZADO

MADEIREIRO

A REFERÊNCIA

INDUSTRIAL conferiu

de perto a VI Semana

Acadêmica de Engenharia

Industrial Madeireira, no

campus politécnico da

Ufpr

Da esquerda para a

direita: Antônio Portes,

CEO da Cisco Skate

Shop; Dayane Potulski,

Engenheira da Abimci;

e Emanuel Sakowicz,

estudante da Ufpr

Foto: Bruno Raphael Müller

Da esquerda para a

direita: Joseane Knop

(diretora de negócios

do GRUPO JOTA);

Bruno Raphael

Müller (jornalista

do GRUPO JOTA);

e Tommy Kizer

(Diretor de Vendas

Internacionais da

Lonza na América

Latina)

Foto: REFERÊNCIA

PARCERIA

INTERNACIONAL

Acompanhamos a

inauguração da fábrica,

fruto da parceria Arch-

Lonza, em Salto (SP)

ENTRANDO

EM FORMA

A equipe do GRUPO

JOTA recebeu uma

professora do Sesi

(Serviço Social da

Indústria) para praticar

exercícios laborais

Foto: Fabiano Mendes

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70 anos

de sucesso

H. Bremer, fabricante de

caldeiras e aquecedores

de fluído térmico

A origem da H.Bremer & Filhos Ltda. remonta à

década de 40, quando em 1943 Hermann e Lilly

Bremer decidiram trabalhar em Rio do Sul (SC),

em uma pequena oficina de reparos de caldeiras

a vapor. Depois de muitos anos de trabalho e

dedicação, o casal e família constroem o que é

atualmente uma das referências na fabricação de

caldeiras. Hoje, os Equipamentos Bremer possuem

alto índice tecnológico em função da origem dos

seus projetos que resultam da experiência do

mercado europeu com parceiros alemães. Com

muito orgulho, a empresa chega aos seus 70 anos

marcando presença no desenvolvimento de

empresas nacionais e internacionais.

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Gerando energia para o mundo.


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

NOTAS

Foto:REFERÊNCIA

ForMóbile espera

receber 60 mil

pessoas

De 26 a 29 de julho, acontece a VII edição da ForMóbile

(Feira Internacional de Fornecedores da Indústria Madeira

e Móveis), no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São

Paulo. Mesmo com o cenário de recessão, a organização

espera receber cerca 60 mil visitantes, entre empresários

e interessados pelos setores de máquinas e equipamentos,

matérias-primas e insumos, ferragens e acessórios e marcenaria.

Dentro da ForMóbile, ocorrerá também a ForMar

(Feira da Revenda e da Marcenaria). Para participar e obter

mais informações acesse o site www.feiraformobile.com.br.

Preço de móveis

tem queda

A análise da inflação aponta dificuldades do varejo de

móveis. Em abril, enquanto o Ipca (Índice Nacional de Preços

ao Consumidor Amplo) geral teve alta de 0,61%, o mobiliário

registrou deflação de 0,35%. No acumulado de 12

meses, os preços do mobiliário no varejo registraram alta

de apenas 1,59% ante uma inflação geral medida pelo Ipca

de 9,28%. Na análise por segmentos, nem mesmo o setor

de colchões, que vinha tendo resultados significativos, escapou

da pressão de preços. Nos últimos 12 meses acumulou

alta de 0,98%. Isso significa menos do que a média geral do

setor. Se for medido o desempenho por Estado, em abril

a maior queda no preço de mobiliário ocorreu no Paraná,

com -1,20%. No acumulado dos primeiros quatro meses do

ano, a maior deflação foi verificada no Rio de Janeiro, com

-2,53%. E no acumulado de 12 meses, Bahia registra a maior

deflação com -4,01%.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Impacto da

crise econômica

O setor moveleiro continua enfrentando grandes dificuldades. Isto é reflexo

da grave crise econômica do país. Em relação a Bento Gonçalves (RS), dados do

primeiro trimestre de 2016 indicam uma queda de 20,8% no faturamento em termos

nominais. No Rio Grande do Sul, a queda nominal é de 13,5% no trimestre. As

exportações de Bento Gonçalves caíram 24,6% em dólares no primeiro trimestre.

Essa queda agrava ainda mais a situação das empresas, que já haviam tido desempenho

negativo no ano passado: 27%. Os empregos do setor são afetados de forma

aguda pelo desempenho negativo generalizado. Depois do fechamento de mais

de 1.100 postos de trabalho em 2015, o primeiro trimestre de 2016 registrou uma

queda de 96 empregos diretos na indústria moveleira de Bento Gonçalves.

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NOTAS

Foto: divulgação

Construções com

madeira reduz

emissão de CO²

Industrial da

madeira

Aconteceu em maio, na Ufpr (Universidade

Federal do Paraná), a VI edição da Semana

Acadêmica Industrial Madeireira. Além de

contar com palestras de profissionais da área,

como a engenheira Dayane Potulski, da Abimci

(Associação Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente), o evento

jogou luz também sobre o trabalho de outros

profissionais que aplicam a madeira tratada ou

nativa em seus produtos. “A Semana Acadêmica

é um evento que agrega o estudante ao

mercado de trabalho”, disse Emanuel Sakowicz,

estudante e organizador do evento. “Para

nós, é uma forma de reforçar as opções dentro

dessa graduação, razoavelmente recente na

grade da Universidade”.

O uso da madeira plantada na construção civil pode ser uma ótima

estratégia para mitigar a emissão de CO² (gás carbônico). A informação

está na tese de doutorado desenvolvida pela pesquisadora

e arquiteta brasileira Kátia Punhagui. A pesquisa foi desenvolvida

por ela entre a Universitat Politecnica de Catalunya, de Barcelona, e

a USP (Universidade de São Paulo). De acordo com o estudo, se duplicasse

a quantidade do que é construído hoje utilizando a madeira

de floresta plantada, seria possível diminuir entre 13% e 22% a emissão

do CO². Kátia chegou nesse resultado analisando trabalho diário

feito com o material, olhando para a habitação e levando em conta

o número de casas construídas com madeira na Alemanha, França e

Rússia. Ela lembra que o Brasil tem a segunda maior superfície florestal

do mundo. Desse total, 70% tem potencial produtivo, entre

floresta nativa e floresta plantada.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Fábrica

no Nordeste

A indústria Herval vai inaugurar uma

nova fábrica na região nordeste do país. A

empresa fez grandes investimentos para a

instalação de uma unidade fabril na cidade

de Bezerros (PE). A tradicional indústria

gaúcha de móveis quer ampliar o alcance

e melhorar a oferta de produtos e o

relacionamento com os clientes. A empresa

tem sede no município de Dois Irmãos,

que fica a 52 km de Porto Alegre. A Herval

já atua, há muitos anos, nos mercados das regiões Norte e Nordeste do Brasil. A nova unidade da Herval foi ser inaugurada no dia

2 de junho. Na programação, esteve uma visita às instalações da novas fábrica e um almoço comemorativos.

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

NOTAS

Foto: divulgação

R$ 7,45 milhões em

nova indústria de

paletes

Pensando no forte incremento da demanda do mercado

brasileiro de paletes de madeira, a empresa Hass

Madeiras, de Venâncio Aires (RS), informou que projeta

realizar um investimento de R$ 7,45 milhões na instalação

de uma segunda unidade de produção. A unidade

será instalada no Distrito Industrial de Montenegro, no

Vale do Caí. Os diretores da empresa, José Hass e Júnior

Hass, tiveram uma reunião com membros da Sdect (Secretaria

do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia)

para falar sobre o projeto. Segundo eles, serão

gerados 16 novos empregos e produzidos 116 mil paletes

ao mês. Atualmente, a fábrica de Venâncio Aires gera

130 postos de trabalho, ocupando uma área de 33 mil m²

(metros quadrados) com pavilhões industriais de 10 mil

m² de área construída. nesta unidade, a empresa fabrica

105 mil paletes/mês.

Bento Gonçalves

recebe a Mostra

Affemaq

A XIX edição da Mostra Affemaq será realizada de 28 a

30 de junho, em Bento Gonçalves (RS). O evento acontece

no Parque de Eventos, das 15 às 20 horas. A Feira contará

com a parceria das mais importantes entidades ligadas

ao setor no Estado. O Sebrae-RS (Serviço de Apoio às Micro

e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul) também

confirmou presença ativa no evento e realizará rodadas

de negócios e caravanas, além de clínicas tecnológicas

gratuitas em parceria com o Senai (Serviço Nacional de

Aprendizagem Industrial). A entrada e estacionamento

são gratuitos. O evento é para maiores de 16 anos e

não requer cadastro antecipado. As clínicas tecnológicas

acontecem nos dias 29 e 30, quarta e quinta-feira, às 14h.

A rodada de negócios é realizada na quarta-feira, 29, às

17h.

Foto: divulgacão

Visita em Arapongas

Os empresários moveleiros de Arapongas (PR) que vão

expor seus produtos na XI edição da Movelpar (Feira de Móveis

do Paraná) começaram a receber a visita de promotores

do evento. O objetivo do projeto, que tem o nome de “Presença

Garantida”, é ampliar a divulgação das empresas participantes.

Considerada uma referência para o setor no país, a

feira será realizada em Arapongas, dos dias 13 a 16 de março

de 2017. Na edição de 2015, a Movelpar registrou fluxo superior

a 40 mil visitantes. Representantes de 27 países e lojistas

de todos os Estados brasileiros compareceram ao evento. As empresas visitadas irão receber banners, cartazes e camisetas da feira.

As empresas expositoras que são de outros estados também irão receber os materiais promocionais do evento ao longo do ano.

Foto: divulgacão

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

APLICAÇÃO

MADEIRAS

RADICAIS

Foto:divulgação

A

Cisco Skate Shop nasceu no início da

década passada, com a proposta de

buscar tecnologias e materiais que melhorassem

o skate em todo o Brasil. Hoje, o CEO

Antônio Portes possui uma vasta área de desenvolvimento

de seus produtos, a maior fábrica do

gênero da América Latina, e uma linha de shapes

toda desenvolvida com araucária reflorestada,

bambu e madeira maple. Além de fornecer o material,

a marca também possui atletas patrocinados

e uma pista própria, instalada junto à fábrica,

em Campo Largo (PR).

SONHOS

RÚSTICOS

A

designer Monica Cintra

desenvolveu modelos

de cabeceira de

cama para um projeto da Diptico

Design de Interiores, em um

estilo rústico que procura definir

a personalidade dos moradores

de diversos ambientes. Além

disso, Monica oferece diversas

opções de produtos que podem

ser combinados na decoração e

inseridas ao lado das cabeceiras,

feitas de madeira maciça

cumaru.

Foto: divulgação

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ALTA E BAIXA

ALTA

CONFIANÇA DA INDÚSTRIA AUMENTA

O ICI (Índice de Confiança da Indústria) subiu em maio. A prévia deste mês indica alta de 1,3 ponto,

elevando o ICI para 78,8 pontos. Esse é o terceiro avanço consecutivo. Segundo o superintendente

adjunto de Ciclos Econômicos da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Aloisio Campelo, a alta

se deve à combinação da percepção de melhora na demanda com a perspectiva de redução de

incertezas em meio à mudança de governo.

MADEIRA NATIVA NO ESPÍRITO SANTO

Um estudo realizado pelo Cedagro (Centro de Desenvolvimento do Agronegócio), em 2015, aponta um grande potencial

para o desenvolvimento do setor de produção de madeira nativa no Espírito Santo. Os dados positivos são motivados pela

forte demanda do mercado consumidor, associado ao elevado custo do frete da madeira proveniente de outros Estados.

O estudo verificou que não há um mercado estadual de fornecimento de madeira nativa oriunda do Estado, além de

haver espaço para implementação de serrarias para o desdobramento da madeira em toras. A carência desse mercado

gera oportunidades.

CRISE AFETA POLO MOVELEIRO

O setor moveleiro do noroeste paulista demitiu só neste ano cerca de mil funcionários. O polo industrial inclui fábricas

de Rio Preto, Mirassol, Jaci, Tanabi, Neves Paulista, entre outras. Em Neves Paulista, 30% dos funcionários já foram

dispensados e a produção nos últimos três meses caiu pela metade. Uma fábrica de São José do Rio Preto demitiu 30

de 180 funcionários. Os outros 150 ganharam folga durante um dia útil, porque como os estoques estavam cheios não

havia motivos para produzir mais.

BAIXA

MENOS 845 MIL EMPREGOS DESDE 2014

Com produção e faturamento em queda, a indústria foi o setor que mais demitiu no país desde

2014, segundo números do Ministério do Trabalho. Só nos últimos doze meses, foram cortados

700 mil postos de trabalho com carteira assinada. O setor industrial opera hoje em seu nível

mais baixo desde 2003, apontam dados do Ibge (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística):

a queda acumulada no primeiro trimestre de 2016 é de 11,7%.

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

FRASES

No fundo, nós metemos pressão.

Falamos: você (Michel Temer) tem uma

janela, na nossa opinião, de 90 dias. Em

90 dias, se as coisas não acontecerem, a

janela se fecha e o bicho pega

Foto: divulgação

Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq (Associação Brasileira de

Máquinas e Equipamentos), após encontro com o então vice-presidente

da República, Michel Temer, no Palácio do Jaburu

A economia brasileira está começando a retomar; a indústria

começando a recuperar; as exportações aumentaram substancialmente;

e tudo isso vai por água abaixo outra vez. Por quê? Porque eles acham

que o único problema do Brasil é fiscal

Luiz Carlos Bresser Pereira, economista e ex-Ministro da Fazenda, criticando os rumores acerca da possível política

econômica do governo de Michel Temer

Nestes momentos difíceis do mercado devemos nos unir ainda mais,

viabilizando negócios e aprimorando parcerias

Fabrício Zanetti, Presidente da Affemaq (Associação dos Fornecedores para as Indústrias de Madeira e

Móveis), sobre a parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) para a

divulgação da XIX edição da Mostra Affemaq

A indústria não é um caso isolado.

Nesse momento o Brasil está com

problema, então a prioridade não é a

indústria pontualmente. Não é o setor

A, B ou C, não é um setor comercial,

a prioridade do país é reestabelecer

a confiança, é reestabelecer a

credibilidade

Foto: divulgação

Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado

de São Paulo), ressaltando a necessidade de o Brasil resolver a crise

política e econômica pós-Impeachment

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ENTREVISTA

LUIZ

TONIATO

LOCAL DE NASCIMENTO

PLACE OF BIRTH:

28/07/1954, em Vitória (ES)

July 28, 1954, in Vitória (ES)

FORMAÇÃO PROFISSIONAL

EDUCATION:

Executivo pela Fundação Dom Cabral

Administration from Fundação Dom Cabral

Foto: divulgação

CARGO

PROFESSION:

Presidente do Sindmadeira / Vice-Presidente da Câmara Moveleira

/ Vice-Presidente da ConpTec / Membro do Conselho Superior da

Findes / Diretor Executivo de Empresas

President of Sindmadeira; Vice-President of Furniture Maker

Chamber; Vice-President of ConpTec, Member of Findes Superior

Council; Executive Director of various companies

Preparados para crescer

Ready to grow

U

m ano de transição. É assim que Luiz Toniato,

Presidente do Sindmadeira-ES (Sindicato de

Madeireiros do Espírito Santo), vê 2016, tão atribulado

por questões econômicas e políticas. Para ele, será

o momento de investir em adequações trabalhistas nas 900

empresas parceiras do sindicato e na capacitação de jovens

e profissionais que já estão dentro do mercado de trabalho.

Na entrevista a seguir, ele detalha os projetos que prevê para

o segundo semestre do ano e os planos para 2017, quando

termina o mandato.

A

year of transition. That's how Luiz Toniato, President

of Sindmadeira-ES (State of Espírito Santo

Syndicate of Timber Producers), sees 2016, so disturbed

by economic and political issues. For him, it is the time

for the 900 Syndicate members to invest in manpower and

the training of young people and professionals who are already

in the labor market. In the following interview, he details

the projects which are foreseen for the second half of the

year and the plans for 2017, when his mandate ends.

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Como começou a história do Sindmadeira (ES)?

O sindicato foi fundado em 1957, com o objetivo de

representar as demandas do setor madeireiro e apoiar o

desenvolvimento industrial do Espírito Santo. Contava,

inicialmente, com base de atuação estadual, cedendo

posteriormente parte de sua base representativa para o

surgimento de outros dois sindicatos, o Sindmóveis, em

Colatina, e o Sindimol, em Linhares. É o terceiro mais

antigo membro da Findes (Federação das Indústrias do

Espírito Santo) e representa cerca de dois terços dos municípios

capixabas, principalmente na região centro sul.

Possui aproximadamente 900 empresas em sua base de

representação, com diversos segmentos como marcenarias,

serrarias, esquadrias, embalagens em madeira, fabricação

de paletes, artesanato em madeira e colchões, entre outros.

O que lhe motivou a assumir a função da presidência?

Por ter uma trajetória profissional sempre muito ligada

ao setor, senti a necessidade de devolver um pouco do meu

conhecimento e habilidades desenvolvidos no decorrer de

minha carreira em prol de uma gestão profissional, moderna

e principalmente focada nas principais demandas

das indústrias e seus segmentos. As gestões anteriores

foram muito importantes na consolidação do que hoje é

o Sindmadeira e a nossa contribuição vem no sentido de

adequar as nossas empresas ao que há de mais moderno

em termos de desenvolvimento de produtos e processos de

gestão, respondendo não apenas aos anseios do mercado,

mas oportunizando maior produtividade, competitividade

e entrega de resultados aos nossos empreendedores, com

formação de mão-de-obra qualificada, que será o diferencial

necessário para as empresas que almejam não somente desenvolvimento,

mas manter-se atuantes no meio industrial

em um futuro breve.

Qual a importância da indústria madeireira para o

crescimento do Estado do Espírito Santo?

O setor, em nossa base, emprega diretamente mais de 8

mil colaboradores no Espírito Santo, em diversas funções e

segmentos, além de gerar um grande número de empregos

indiretos, através de uma cadeia de consumo em inúmeros

outros setores produtivos, com destaque para construção

civil, seu principal parceiro na indústria, e os segmentos de

hotelaria e imobiliário, no âmbito comercial.

A crise econômica afetou de alguma forma a produção?

Já sente um reaquecimento da economia?

Com o desarranjo da economia, recessão e a interrupção

das perspectivas de crescimento, o setor, assim como toda a

indústria, sofreu severas dificuldades e está buscando, com

base em alternativas criativas e geração de oportunidades,

encontrar um horizonte melhor e retomar a sua trajetória

de crescimento. Ainda é difícil apurar quaisquer mudanças

no contexto, por estarmos no início de uma saída do olho

de um furacão político-econômico, mas a expectativa tende

a ser positiva a partir do momento em que o mercado perceber

maior transparência e responsabilidade na condução

Tell us a little of the history of Sindmadeira-ES?

The Syndicate was founded in 1957, with the aim of representing

the demands of the Forest Product Sector and

supporting the industrial development of the State of Espírito

Santo. Initially it based its actions statewide, later ceding

part of its representative base as to the emergence of two

other syndicates, Sindmóveis, in Colatina, and Sindimol, in

Linhares. It is the third oldest member of Findes (State of

Espírito Santo Federation of Industry) and represents about

two-thirds of the State's municipalities, mainly in the South

Central Region. It has approximately 900 companies as

members, representing several segments, such as woodworking,

sawmills, wood framers, wood packaging, pallet

manufacturing, wood handicrafts and mattresses, amongst

others.

What motivated you to become the President of the

Syndicate?

By having a professional trajectory closely linked to the

Sector, I felt the need to contribute a little of my knowledge

and skills, developed over the course of my career, to the

development of professional and modern management,

mainly focused on the key demands of the industry and its

segments. The previous managements have been very important

in consolidating of what Sindmadeira is today, and

our contribution comes in the sense of helping our member

companies to adapt to the most modern in terms of product

development and management processes, responding not

only to the concerns of the market, but also creating opportunities

for improved productivity and competitiveness, and

delivering results to our entrepreneurs through the training

of skilled labor, which is the necessary differential for companies

that aim to not only develop, but remain active in the

industrial environment in a near future.

What is the importance of the forest product industry

to the growth of the State of Espírito Santo?

Our members in the Sector employ directly more than

8 thousand workers in Espírito Santo, in various functions

and segments, in addition to generating a large number of

indirect jobs, through a chain of consumption in a number

of other productive sectors, especially building construction,

its main partner within the industrial environment, and the

hotel and real estate segments, within the commercial environment.

Has the economic crisis affected production in

anyway? Do you feel that the economy is already beginning

to rebound?

With the economic chaos and subsequent recession and

disruption of growth prospects, all industries have suffered

severe difficulties and are seeking, on the basis of creative

alternatives and opportunities, to find a better horizon and

resume their growth trajectory. It is still difficult to determine

any changes in this context, because we are at the beginning

of a way out of the eye of a political/economic hurricane, but

the expectation tends to be positive starting at the moment

JUNHO | 23


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ENTREVISTA

da coisa pública. Teremos, a partir daí, a retomada dos

investimentos e o reaquecimento gradual da economia,

com bons reflexos no nosso setor.

Com o novo governo assumindo, como vê as perspectivas

para o setor?

Com a reorganização do cenário político e a reestruturação

da desordem econômica que havia antes, tudo indica

que haverá um período de retomada do crescimento. Teremos

que enfrentar ainda dificuldades, mas as expectativas

são positivas, principalmente a partir do próximo ano, com

a retomada da confiança e dos investimentos.

Como viu a revisão da NR-12? É a favor ou contra?

Entendemos a importância de quaisquer legislações que

tenham por fundamento a garantia de condições adequadas

de trabalho e segurança dos colaboradores, que é também

uma de nossas principais preocupações. No caso específico

da NR-12, defendemos que haja uma revisão fundamental

em algumas de suas cláusulas, que impõem um rigor excessivo,

que atrapalha o pleno desempenho da potencialidade

do equipamento e comprometem toda a produção.

Maquinários que são usados em condições idênticas em

países de Primeiro Mundo e não encontram as resistências

impostas pela legislação brasileira, que deixa a desejar com

uma leitura extravagante e contraproducente neste caso.

Somos favoráveis à plena segurança operacional, assim

como a um ambiente de trabalho produtivo e que acompanhe

as exigências de um mercado moderno.

Quais as expectativas para o segundo semestre?

Como dito, temos em 2016 um ano considerado de transição,

dadas as atuais conjunturas políticas e econômicas

É um momento

que devemos

entender como

necessário para nosso

aprimoramento de

nossas instituições,

e também para o

aperfeiçoamento de novos

meios de produção

that the market perceives a greater transparency and accountability

in the conduct of public matters. From this, we

will have a resumption of investment and a gradual rebound

in the economy, with a positive reflex on our Sector.

With the new Government taking over, how do you

see the outlook for the Sector?

With the reorganization of the political scene and the

restructuring of the economic disorder left by the previous

government, everything indicates that there will be a rebound

in growth. We will still have to face difficulties, yet the

expectations are positive, especially starting next year, with

the resumption of confidence and investment.

How do you see the revision of NR-12 on the Sector?

In favor or against?

We understand the importance of any legislation that

has its foundation the guaranteeing of suitable work and

safety conditions for workers, which is also one of our main

concerns. In the specific case of NR-12, we argue that in the

revision there have been some fundamental changes in its

provisions, which impose an excessive rigor, which hinders

the full out performance of equipment capabilities and compromises

total production.

Machines that are used in identical conditions in first-

-world countries do not suffer from the same elements as

imposed by the Brazilian legislation that leaves something

to be desired in its extensive and, in this case, counterproductive

compliance. We fully support worker safety that accompanies

the requirements of a modern market, as well as

a productive work environment.

What are the expectations for the second half of the

year?

As mentioned above, 2016 is a year of transition, given

the current political and economic situation in the Country.

We are at a point where we must understand that it is necessary

to improve our institutions as well as developing new

production means, which are more focused on current demands

and new consumer trends and, with this, we can provide

positive responses to what the market expects from us.

It is an ideal time to reinvent oneself and deliver increasingly

more attractive results. At the State level, we have developed

actions with our base, offering more and more new and

diversified content, enabling this growth and accompanying

these new demands.

Today, how do you see the importance of the Syndicate

as to timber production conforming to the law and

sustainability in the State of Espírito Santo?

As part of our policy actions, we frequently advise all as

to the proper use of machinery, equipment and inputs. Inclusively,

in Sindmadeira, we have carried out studies of our

industry, which include reverse logistics and solid waste disposal,

in full compliance with existing environmental legislation

and important sustainability and conservation policies.

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ENTREVISTA

para o País. É um momento que devemos entender como

necessário para nosso aprimoramento de nossas instituições,

e também para o aperfeiçoamento de novos meios

de produção, que estejam focados nas atuais demandas,

nas novas tendências de consumo e, com isto, possamos

dar respostas positivas para aquilo que o mercado espera

de nós. Um momento ideal para se reinventar e entregar

resultados cada vez mais atraentes. A nível estadual, temos

desenvolvido ações junto à nossa base, oferecendo cada vez

mais conteúdos novos, diversificados, que permitam esse

crescimento e o acompanhamento dessas novas demandas.

Como vê a importância do sindicato, hoje, para a

produção de madeira conforme a lei e a sustentabilidade

no Espírito Santo?

Como parte de nossa política de atuação, orientamos

frequentemente todos para o uso adequado de máquinas,

equipamentos e insumos. Inclusive, desenvolvemos no

Sindmadeira estudos em nosso setor, abrangendo logística

reversa e descarte de resíduos sólidos, em plena consonância

com a legislação ambiental e as importantes políticas de

sustentabilidade e preservação existentes. É uma pauta primordial

do Sindmadeira e temos buscado sempre apoio de

parceiros como Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro

e Pequenas Empresas), Sesi (Serviço Social da Indústria) e

Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), tanto

para a oferta de conteúdos quanto na prestação de orientações

e adequação de nossas empresas sobre esse tema.

Quais as principais ações do Sindmadeira-ES em

2016?

Dentre as ações desenvolvidas no decorrer deste ano,

destacam-se principalmente o projeto para adequação das

empresas associadas às exigências mais recentes na área

SST (Segurança e Saúde no Trabalho), em parceria com o

Sesi, através do seu programa: Indústria Segura; que visa

orientar e promover intervenções necessárias desde a planta

fabril até a adequação de maquinários dentro das normas

regulamentadoras e das boas práticas recomendadas pelas

legislações vigentes.

Além disso, temos a ampliação das ofertas de vagas

para o Curso Técnico de Madeira e Móveis, assim como

um projeto junto ao Senai, que dispõe de laboratórios de

madeira e mobiliário em algumas de suas unidades. Temos

também uma unidade móvel, oferecendo o que há de mais

moderno em termos de maquinário e sistemas de produção,

com foco no desenvolvimento tanto de processos quanto de

produto, visando um aprimoramento das atuais equipes de

trabalho, com cursos de especialização e aperfeiçoamento,

além da formação daquela que será mão-de-obra que ditará

os rumos da indústria moveleira capixaba nos próximos

anos. Diversas outras ações estão sendo desenvolvidas e

serão oferecidas em breve aos nossos associados.

Dentre as ações

desenvolvidas no decorrer

deste ano, destacam-se

principalmente o projeto

para adequação das

empresas associadas às

exigências mais

recentes na área SST

(Segurança e Saúde

no Trabalho)”

This is one of the primary jobs of Sindmadeira and we continuously

seek out assistance from Industry Social Services

(Sesi), Support for Micro and Small Enterprises (Sebrae) and

National Industrial Training Service (Senai), both for content

supply as well as for the provision of guidelines and appropriateness

of our member companies as to this subject.

What are the main actions to be taken by Sindmadeira-ES

in 2016?

One of the major actions to be carried out throughout the

course of this year is a project mainly designed to aid member

companies complying as to the latest Worker Health and Safety

(SST) requirements, in partnership with Sesi, through its

program “Safe Industry”, which aims to orient and promote

the needed interventions, from the manufacturing plant to

the appropriateness of machinery being used as to compliance

with the Regulatory Standards and good practices recommended

by the laws in force.

In addition, we have expanded the number of places

offered in the Timber and Furniture Technical Course, as well

as a project together with Senai, which features wood and

furniture laboratories in some of its units. We also have a

mobile unit, offering the ultimate in terms of machinery and

productive systems, with a focus on the development of both

processes and products, aiming at an improvement of current

work teams, with specialization and improvement courses,

as well as the creation of what will be the labor force

that will dictate the direction of the State's furniture industry

over the coming years. Several other actions are being developed

and will be offered soon to our members.

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

COLUNA ABIMCI

Paulo Pupo

Superintendente da Associação Brasileira da Indústria de

Madeira Processada Mecanicamente

Contato: abimci@abimci.com.br

Foto: divulgação

UM FIO DE ESPERANÇA

Precisamos, mais do que nunca, de políticas públicas que superem os desejos particulares de um grupo político

ou de outro

E

stamos diante de um novo momento e de uma

nova possibilidade para o país. Um governo

interino que tem a chance de fazer as mudanças

necessárias e urgentes que o Brasil precisa. Mudanças

essas que podem representar o renascimento da nação,

se aqueles que assumiram o governo federal tiverem

o compromisso com o desenvolvimento econômico e,

principalmente, com o futuro.

Somos sabedores do Estado de penúria que nossa

economia se encontra. Some-se isso ao gigantesco déficit

das contas públicas apresentadas à época da troca do

governo federal, e fica claro, de forma cristalina, que o

caminho será longo e amargo para que país tome o rumo

e volte aos trilhos. Infelizmente, o setor produtivo não

está imune a esse cenário.

Ninguém mais suporta políticas partidárias. Ainda

mais o setor produtivo! É praticamente desumano termos

regras produtivas, econômicas, de sustentabilidade e

competividade interna e externa definidas, articuladas

e aprovadas por quem (na maioria dos casos de nosso

legislativo e executivo) não produz absolutamente nada

nesse país. E, como sabemos, praticamente não somos

ouvidos para nenhum tipo de decisão estratégica, a

não ser na hora de pagar a conta, como agora, quando

estamos diante da real possibilidade de serem criados

novos impostos para diminuir o tamanho do buraco

apresentado a todos nós brasileiros.

Precisamos, mais do que nunca, de políticas públicas

que superem os desejos particulares de um grupo político

ou de outro. É passada a hora de o poder público

arregaçar as mangas e trabalhar efetivamente. Porque

é isso que o setor privado tem feito, apesar de todos os

governos que por lá passaram.

As expectativas sob esta atual gestão é alta, e a

vigilância acerca da conduta também. Se antes fomos

protagonistas como setor produtivo ao nos posicionar a

favor do impeachment, agora permanecemos em alerta

quanto aos desvios de conduta e mau uso do dinheiro

público.

A Abimci, como entidade representativa de um

importante setor que gera riqueza econômica e social

para o país, viu ao longo dos últimos anos, diante de uma

paralisia preocupante do governo federal, suas ações e

pleitos ficarem praticamente estacionados. Agora, esperamos

ter a oportunidade de retomar o diálogo e renovar

os protocolos, que tratam de defesas justas e reais para

a indústria nacional, junto aos diferentes ministérios e

órgãos federais.

O momento é, sim, de mais trabalho, dedicação e

comprometimento com tudo aquilo que possa resultar

em desenvolvimento econômico e social, em consumo

consciente e oportunidades de negócios nos mercados,

interno e externo. É hora, acima de tudo, de mantermo-

-nos alinhados e fortes para cobrar esses resultados.

Não podemos perder esse momento da história

sendo passivos, acreditando que tudo irá se resolver facilmente

daqui para frente. Precisaremos atuar em todas

as frentes possíveis. Estamos presenciando absurdos

diários, em todas as mídias disponíveis, que nos mostram

uma crise ética e de princípios sem precedentes, que

minam as forças do país. Se a maioria dos leitores desta

coluna já não se sente forte ou motivado o suficiente para

continuar a lutar e testemunhar as mudanças positivas

que estão por vir, que façamos isso por nossos filhos e

futuras gerações. Eles irão nos agradecer por termos

mais esse fio de esperança.

O momento é, sim, de mais trabalho, dedicação e comprometimento

com tudo aquilo que possa resultar em desenvolvimento econômico

e social, em consumo consciente e oportunidades de negócios nos

mercados, interno e externo

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

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EUCALIPTO

SEM

SEGREDOS

SERRARIA DESENVOLVIDA PELA MILL

INDÚSTRIAS VIABILIZA O BENEFICIAMENTO

DE TORAS DE EUCALIPTO COM PRECISÃO E

EFICIÊNCIA

Fotos: divulgação

EUCALYPTUS

WITHOUT

SECRETS

A SAWMILL DEVELOPED BY

MILL INDUSTRIES MAKES

IT POSSIBLE TO PROCESS

EUCALYPTUS LOGS WITH

PRECISION AND EFFICIENCY

JUNHO | 31


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

A

área plantada de eucalipto vem crescendo exponencialmente.

Atualmente é a espécie mais cultivada

no país, ocupa 5,56 milhões de ha (hectares)

da área de árvores plantadas no Brasil, o que representa

71,9% do total, de acordo com os dados da Ibá (Indústria

Brasileira de Árvores). Por isso era natural que as serrarias

optassem por beneficiar toras dessa espécie. O problema

era que não se obtinha rendimento e qualidade ideais. As

máquinas e serras não eram projetadas para trabalhar com

essa madeira até então. Há alguns anos a tecnologia avançou

e alguns fabricantes saíram na frente. Para os industrias que

confeccionam produtos de eucalipto, esse é o futuro da madeira

serrada com matéria-prima vinda de plantio florestal.

Referência quando o assunto é serraria de toras finas e

médias no Brasil, a Mill Indústrias tem 20 anos de história.

A partir da última década, a empresa entrou, de maneira

pioneira, em uma nova investida. Em 2010, começou um

definidor capítulo em sua história: o desenvolvimento de

equipamentos para serrar madeiras como teca, acácia e

principalmente o eucalipto, entre outras espécies.

Passados cerca de seis anos, a ideia já teve a adesão

de dezenas de indústrias. Hoje, a maioria das empresas

que procura a Mill pensa em trabalhar com as serras de

eucalipto. E boa parte das que já trabalham com a madeira

afirma categoricamente: quem já deu início à produção no

início desta década estará à frente do restante do mercado

nos próximos anos.

“A ideia de serrar eucalipto surgiu com a demanda de

serrarias mais produtivas e com melhor rendimento para

este tipo de madeira”, explica Lucas De Zorzi, diretor da

empresa. “A partir disso, estudamos durante muito tempo

a melhor forma de trabalhar este material, onde fosse aos

poucos eliminando a tensão da madeira, para ter ao final do

processo uma tábua muito bem serrada e que atendesse aos

padrões de qualidade do mercado”.

T

he account is simple: the eucalyptus planted area has

been growing. Currently, eucalyptus is the most cultivated

species in the Country, and occupies 5.56 million

ha (hectares) of the planted tree area in Brazil, representing

71.9% of the total, according to Brazilian Tree Industry (Ibá).

So it was natural that sawmills chose to process logs from

this species. The problem was not being able to obtain a good

yield and the quality was not ideal. At the time, machines

and saws had not been designed to work with the wood. Over

time, the technology has advanced and some manufacturers

are out in front. For companies that make products from

eucalyptus, this is the future for eucalyptus sawn wood using

raw material coming from planted forests.

A reference when it comes to sawmills in Brazil that

process thin and medium timber logs, Mill Indústrias has 20

years of experience linked to large sawmills in the Country.

Starting in the last decade, as a pioneer, the Company took

on a new investment project. In 2010, it started to define a

new chapter in its history: the development of equipment

for sawing woods like teak, acacia and eucalyptus, amongst

other species.

After about six years, dozens of companies had begun

to adopt the idea. Today, most companies seeking out Mill

Indústrias are thinking about working with saws specifically

for eucalyptus. And most of those that already work with the

wood categorically state: those who had begun production

earlier in this decade will be in front of the rest of the market

over the next few years.

“The idea of sawing eucalyptus began with the demand

for more productive and higher yielding sawmills for this type

of wood,” explains Lucas De Zorzi, Director of the Company.

“From this, we devoted much time to finding the best way to

work this material, where gradually the tension in the timber

was eliminated, so that at the end of the process a very well

cut board was produced that met the quality standards of

the market.”

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“A linha da Mill foi um

divisor na questão de

produção e qualidade”

– Celso Pachalki,

diretor da Pachalki Madeiras

JUNHO | 33


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

"A Mill é muito

importante para o nosso

processo de fabricação,

pois os equipamentos

têm eficiência e

qualidade no corte, com

bom aproveitamento de

resíduo”

– Franck Fontana,

diretor da WF Paletes

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Fotos: REFERÊNCIA

O EUCALIPTO NO TERRITÓRIO NACIONAL

A história do eucalipto no Brasil remete ao sul do país. De

origem australiana, foi plantado inicialmente no Rio Grande

do Sul, no longínquo ano de 1848. Em 1904, foi utilizado

pela primeira vez de forma comercial: para a produção de

lenha e combustível da Companhia Paulista de Estradas de

Ferro, conhecida no início do século XX como sinônimo de

pontualidade e preocupação com a qualidade do produto

final. Esse conceito se confunde com os valores da Mill: uma

produção que tire o máximo da matéria-prima, mantendo

padrão de alto nível.

Os principais polos de produção do eucalipto se localizam

no centro-norte do Brasil, com um número crescente

de reflorestadores de eucalipto em Goiás. Em Minas Gerais

(que possui 2% do seu território ocupado pela espécie), São

Paulo e Mato Grosso do Sul, entre outros, a tendência é de

expansão das indústrias voltadas para a matéria-prima, pois

é o local onde se concentram as maiores florestas do país,

estabelecidas durante um grande processo durante a década

de 1970. O mercado de paletes feitos de eucalipto tem sido

um destaque à parte. É um produto de fonte renovável e

que possui longa durabilidade, gerando assim uma alta

demanda mensal.

A repercussão da qualidade das máquinas da Mill é

notória entre quem as utiliza. “A linha da Mill foi um divisor

na questão de produção e qualidade”, define Celso Pachalki,

diretor da Pachalki Madeiras, de Reserva (PR), cuja produção

de produtos confeccionados com madeira da espécie

responde por 90% do total da madeireira, e utiliza a serraria

completa da Mill há três anos. “Ela vai melhor devido ao

diâmetro de serra no eucalipto com idade entre seis e oito

anos. A Mill alterou também nosso conceito de produção,

pois passamos a trabalhar em linha”.

EUCALYPTUS ON THE DOMESTIC SCENE

The history of eucalyptus in Brazil goes back to the South

of the Country. Originating in Australia, the species was

initially planted in the State of Rio Grande do Sul, as long

ago as 1848. In 1904, it was first used commercially: for the

production of firewood and fuel for the Companhia Paulista

de Estradas de Ferro, known in the early 20th century as a

synonym of punctuality and concern with the quality of the

final product. This concept is intertwined with the values of

Mill: a production that makes the best use of the raw material,

but maintains a high level standard.

The major eucalyptus producing centers are located in

North-Central Brazil, with an increasing number of eucalyptus

planted forests in Goiás. In Minas Gerais (where 2 % of

its territory is occupied by the species), São Paulo and Mato

Grosso do Sul, amongst others, the trend is for an industrial

expansion focused on processing the raw material, because

that's where the largest forests are concentrated within the

Country, which were established during the major monoculture

process that took place during the 70’s. The market for

wood pallets made from eucalyptus has been a standout. It

is a product of from a renewable source and has a long life,

thus creating a high monthly demand.

The impact of the quality of Mill machines is notorious

amongst users. “The Mill line was a watershed moment in

terms of production and quality,” defines Celso Pachalki, Director

of Pachalki Madeiras, in Reserva (PR), whose products

made using wood from this species account for 90% of the

total sawmill production, and has been using a Mill supplied

sawmill for three years. “It’s better due to saw diameter for

eucalyptus timber aged between six and eight years. Mill has

changed our concept of production, because we were able

to begin to work in line.”

JUNHO | 35


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

LINHA DE MÁQUINAS GFORCE

Hoje, a Mill possui uma linha de equipamentos para toras

finas a partir de 13 cm (centímetros) de diâmetro. Além

disso, oferece também sua linha de máquinas GForce, que

podem trabalhar com toras de até 60 cm de diâmetro. Todas

as serras utilizadas nestes equipamentos têm perfil estreito,

com dentes retificados e temperados, com a finalidade de

proporcionar alta precisão de corte, abaixo de 2 mm (milímetros)

de espessura. Acompanhamos de perto o trabalho

da serraria completa instalada na Pachalki Madeiras. Dentro

do galpão, cerca de 22 funcionários se revezam diariamente,

no controle da linha de produção e no manuseio das toras.

Comprova-se, na prática, o diferencial da máquina GForce

e das lâminas: grande parte dos cortes é feito de maneira

mais fina, aproveitando a especialidade da Mill no assunto.

“Hoje, vendemos pinus apenas no varejo, por meio de uma

loja própria. Nossa produção é voltada para o eucalipto, em

uma média de 15.600 m³ (metros cúbicos) por ano”, revela

Celso Pachalki.

Para o diretor da WF Paletes, Franck Fontana, a necessidade

crescente de paletes de eucalipto no mercado foi o

que o motivou a trabalhar a matéria-prima em Urussanga

(SC). “A oferta de matéria-prima na região e o prazo médio

para desenvolvimento das árvores, entre o plantio e colheita,

foram os principais motivos que nos fizeram tomar

a decisão”, relata. “A Mill é muito importante para o nosso

processo de fabricação, pois os equipamentos têm eficiência

e qualidade no corte, com bom aproveitamento de resíduo.

Como toda empresa que produz tecnologia para indústria

da madeira, é de extrema importância para a economia de

Santa Catarina, afinal o setor madeireiro e a cadeia produtiva

responde por aproximadamente 5% do PIB (Produto Interno

Bruto). Estamos muito otimistas para negócios futuros, investindo

forte em reflorestamentos e novos equipamentos

de beneficiamento”.

GFORCE LINE OF MACHINES

Today, Mill has an equipment line for thin logs that start

with a 13 cm diameter. In addition, it also offers its GForce

line of machines, which can work with up to 60 cm diameter

logs. All the blades used on this equipment are narrow profile

saws, with specially ground and hardened teeth to provide

a high cut accuracy, below 2 mm thick.

We were able to see, up close, the complete Mill sawmill

installed in Pachalki Madeiras in operation. Inside the plant,

about 22 employees work in shifts to control the production

line and in log handling. This proved, in practice, the differential

for the GForce machines and blades: a large portion

of the cuts are made in the thinnest possible way, taking

advantage of Mill expertise on the subject. “Today, we only

sell pine retail, through our own store. Our production is

geared towards eucalyptus, with an average production of

15,600 m³ per year,” says Pachalki Director Celso Pachalki.

For Franck Fontana, Director of WF Paletes , the growing

market need for eucalyptus pallets was what motivated us

to work the raw material in our unit in Urussanga (SC). “Raw

material supply in the Region and the average growth cycle

of the tree, between planting and harvest, were the main

reasons that made us take the decision,” he says. “The Mill

is very important in our manufacturing process, because

the equipment is efficient and produces a quality cut, and

makes good use of residues. Every company that produces

technology for forest product industry is extremely important

to the economy of the State of Santa Catarina, because the

Forest Sector and associated productive chain account for

approximately 5% of GDP. We are very optimistic for future

business, with the heavy investment in reforestation and

new processing equipment.”

The saws have a thin cut, which provides better sawn

wood conversion, with no need to be processed after planing.

“Mill changed the concept of sawing eucalyptus,” says Ro-

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“Damos aos nossos

clientes uma enorme

vantagem financeira.

Muitos compradores,

hoje, só aceitam

madeira serrada de

eucalipto se for de uma

de nossas máquinas”

– Lucas de Zorzi,

diretor da Mill Indústrias

As serras possuem o corte fino, o que proporciona melhor

conversão de madeira serrada, sem necessidade de

serem feitas sob medida para depois serem aplainadas. “A

Mill mudou o conceito do que era serrar eucalipto”, garante

Roberto Hornung Filho, assistente na produção da Pachalki.

“Há poucos anos, ninguém da indústria acreditaria que uma

lâmina tão fina seria capaz de cortar eucalipto.”

“Estamos hoje com 45 funcionários produzindo, 65 mil

paletes por mês, considerando uma média de 0,0400 dm³

(decímetros cúbicos) de um palete, consumimos 2.600

m³ ao mês. Já a fabricante de palletes a WF consome uma

média de 31.200 m³ de madeira serrada ao ano, sendo 70 %

produzido pela própria e 30 % por fornecedores da região”,

conta Franck Fontana.

“Nossa linha de produção anda, em média de 15 a 20 m/

min (metros por minuto), gerando produção mensal entre

800 m³ (metros cúbicos), nos menores projetos, e de até 2

mil m³ mensais em um turno de oito horas, nos maiores projetos”,

explica Lucas de Zorzi. “Damos aos nossos clientes

uma enorme vantagem financeira. Muitos compradores,

hoje, só aceitam madeira serrada de eucalipto se for de uma

de nossas máquinas.”

berto Hornung Filho, Production Assistant for Pachalki. “A

few years ago, no one in the industry believed that a blade

so thin would be able to cut eucalyptus.”

“Today, we have 45 employees, producing 65 thousand

pallets per month, with an average of 0.04 dm³ (cubic decimeters)

per pallet, consuming 2,600 m³ per month. WF

consumes an average of 31,200 m³ of sawn wood per year,

70% being produced by the Company itself and 30% by

suppliers in the Region,” says WF Director Franck Fontana.

“Our production line moves, on average, 15 to 20 m/min,

generating equipment for smaller projects with a monthly

production of around 800 m³, and for larger projects with a

monthly production of up to 2 thousand m³, on one 8 hour

shift,” states Mill Director Zorzi. “We provide our customers

with a huge financial advantage. Many buyers today, only

accept eucalyptus sawn wood if from one of our machines.”

JUNHO | 37


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

Em 2015, a Mill instalou

10 novas serrarias

completas no Brasil e no

exterior, oito delas feitas

exclusivamente para

trabalhar eucalipto

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DIFERENÇAS ENTRE PINUS E EUCALIPTO

Para as empresas interessadas na produção de eucalipto,

é necessário ressaltar alguns aspectos e diferenças

do manuseio em relação ao pinus. O eucalipto é um pouco

mais complexo, porém não necessariamente mais difícil.

A forma de corte é a grande diferença: a priori, o eucalipto

deve ser serrado com cortes simultâneos nas laterais de

cada tora, sempre eliminando de fora para dentro as tensões

dela e do bloco.

“O tempo de estoque precisa ser controlado para não

rachar, e o alto número de espécies diferentes dificulta o

controle na qualidade do recebimento”, conta Celso Pachalki

sobre as particularidades da matéria-prima. “Além

de apresentar uma tensão maior, precisa de uma atenção

redobrada para não apresentar variação de bitolas. Suas

cascas também vêm mais soltas, o que dificulta no momento

de mexer as toras para abastecer a linha.”

Para Franck Fontana, uma grande dificuldade encontrada

é no plantio e colheita. “Esta espécie requer um trato

especial devido às fibras reversas, que causam tensões de

crescimento e contrações durante a colheita, desdobro e

secagem. Para amenizar este problema, é de suma importância

que o desdobro seja realizado com a utilização de

serras múltiplas, além da uma secagem adequada.”

As vantagens em relação ao pinus, conforme enumera

Lucas de Zorzi, são notáveis. “É mais forte e resistente que

o pinus, além de ter alto crescimento e gerar retorno mais

rápido para o reflorestador. É uma madeira que somente

exige que se respeite sua forma ideal de corte no início do

processo, para não empenar e torcer seu bloco central.”

Em 2015, a Mill instalou 10 novas serrarias completas no

Brasil e no exterior, oito delas feitas exclusivamente para

trabalhar eucalipto. Com mais de 20 anos de experiência,

Lucas de Zorzi vislumbra que as máquinas da empresa ainda

terão um longo e próspero tempo de estrada, assim como

o crescimento da produção no país. “Não vemos, hoje, um

mercado mais promissor que o do eucalipto”, define.

DIFFERENCES BETWEEN PINE AND EUCALYPTUS

For companies that are interested in the production of

eucalyptus, it is necessary to emphasize some of the aspects

and handling differences in relation to pine. It is a bit more

complex, but not necessarily more difficult. The way of cutting

is the big difference here: a priori, eucalyptus should be

sawn with simultaneous cuts on each side of the log, always

eliminating the tensions from the outside to the inside of it

and the block.

“The storage time needs to be controlled so that there is

no cracking, and the large number of different species makes

it difficult to control the quality at the time of receiving the

timber,” says Pachalki Director Celso Pachalki about the particularities

of the raw material. “In addition to presenting a

larger tension, attention is needed not to introduce variation

in gauge. The bark is also looser, causing difficulties at the

time of moving the logs to the production feed line.”

For WF Paletes Director Franck Fontana, a major difficulty

is in planting and harvesting. “This species requires

a special treatment, due to the reverse fibers that cause

tensions during growth and contractions during the harvest,

sawing and drying. To alleviate this problem, it is of the

utmost importance that sawing is performed with the use

of multiple saws, as well as a proper drying.

The advantages compared to pine, conforming to Mill

Director Zorzi, are notable. “The wood is stronger and more

resistant than pine, besides having a faster growth cycle and

return for the forest company. It is a wood that only requires

respect for the ideal way to cut it at the beginning of the

process, not to cause warping or twisting in the center block.”

In 2015, Mill installed 10 new complete sawmills in Brazil

and abroad, eight of them made to exclusively work with

eucalyptus. With over 20 years of experience, Mill Director

Zorzi foresees that the Company’s machines will have a long

and prosperous life ahead, accompanying production growth

in the Country. “Today, we don't see a more promising market

than that for eucalyptus,” he states.

JUNHO | 39


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

CONSTRUÇÃO CIVIL

CLASSE

AEROPORTO

INTERNACIONAL DE

GUARULHOS, EM

SÃO PAULO, ABRIGA

AMBIENTE INSPIRADO

NA HOSPITALIDADE

BRASILEIRA E FEITO DE

PISOS CUMARU

Foto: divulgação

A

hospitalidade do brasileiro é mundialmente

conhecida, como bem sabemos.

Pensando nisso e no potencial de uma das

mais rentáveis matérias-primas do país, a madeira,

foi criado um espaço no aeroporto mais movimentado

do Brasil que sintetiza toda essa história. Criado

em parceria com a uma empresa de pisos brasileira,

o Lounge Star Alliance, no Aeroporto Internacional

de Guarulhos, se tornou rapidamente sinônimo

de conforto, comida típica e despedidas, uma vez

que o terminal atende majoritariamente a voos

internacionais.

Segundo o último levantamento da Spturis

(São Paulo Turismo), são mais de mil viagens que

passam pelo lounge, a cada semana. Inaugurado

há cerca de um ano, oferece uma área de 1.350 m²

(metros quadrados) totalmente coberta por piso

cumaru, madeira tratada originária da Amazônia e

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outros países da América Latina, como Venezuela

e Guiana Francesa. Com capacidade de até 295

pessoas, é voltado para os passageiros da primeira

classe e executiva, com restaurantes, mesas de

escritório (com acesso a wi-fi gratuito) e espaços de

descompressão e descanso. Para uma sensação de

plenitude em Guarulhos,

Além do cumaru, que é protagonista completo

no local, compõem o ambiente cordas, fibras naturais

e acabamentos em cerâmica, cujo conceito foi

desenvolvido pelo designer Guto Índio da Costa, do

escritório que leva o seu sobrenome, junto a Rafaela

Macedo, diretora da empresa. Em alguns espaços de

descompressão, há móveis feitos de madeira maciça,

que fazem analogia à fauna e ao povo indígena.

Este, aliás, é um dos detalhes que mais chamam a

atenção no lounge: cada área possui seu próprio

conceito, inspirado em materiais nativos.

A visão do local, aliás, é um espetáculo à parte.

Totalmente plano, cortesia do piso cumaru que

cobre o salão, o espaço é todo revestido por vidros,

cujas laterais oferecem uma visão parcial da pista

de Guarulhos e do átrio do aeroporto, aliando o

aspecto nativo à modernidade. A sala VIP conta

com televisores, bar, café, wi-fi gratuito, centro de

negócios, saídas para cabo USB e quatro suítes de

banho totalmente equipadas. Para quem pensa

em tirar férias ou voar a trabalho sem um pingo de

stress, o lounge é a experiência ideal, pensado para

atender a qualquer necessidade de última hora de

seus passageiros.

Como maior aliança aérea do mundo, a Star

Alliance criou o lounge no maior Aeroporto do Brasil

pensando justamente em ressaltar a polivalência da

madeira como matéria-prima na construção civil

nacional. Não só como coadjuvante, mas como

protagonista da arquitetura. Com uma média de 44

voos internacionais diários em 2016, que conectam

22 destinos em 16 países, o espaço promete ser

ponto de visita de estrangeiros por muitos anos.


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MARCENARIA

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LAPIDANDO

O SABER

CURSO DE MARCENARIA MODERNA, CRIADO POR PROFISSIONAIS

SUÍÇOS DA ESCOLA PAU-BRASIL, OFERECE NOVA FORMAÇÃO A JOVENS E

ADULTOS EM BAIRRO DA PERIFERIA DE CAMPO GRANDE (MS)

Fotos: divulgação

JUNHO | 43


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MARCENARIA

O

crescimento do mercado de construção civil

em Mato Grosso do Sul, no final da última

década, foi o estopim para o início de uma

empreitada solidária, aliada à profissionalização dos

adolescentes e adultos de Campo Grande. O curso de

marcenaria moderna, elaborado pelo Gira Solidário e

executado na Escola Pau-Brasil, uma ONG (Organização

Não-Governamental) que existe há cerca de 15 anos, surgiu

pensando na falta de oportunidades de formação profissional

para jovens oriundos de famílias de baixa renda.

Com a visita de um mestre marceneiro de origem

suíça, há dez anos, a ideia se tornou realidade no bairro

de Pioneiros, periferia da capital mato-grossense. Com

recursos captados na Suíça e no Brasil, o marceneiro e

designer de móveis Stephen Hoffman assumiu a capitania

do projeto.

“Minha formação de verdade aconteceu durante dez

anos de atividade em diversos países da Europa e mundo

afora”, conta Hoffmann, que também é presidente da

Gira. “Mas minha aprendizagem continua aqui, no Brasil,

com novos desafios que trazem esse trabalho inspirador.

Fazer jovens apostarem em um futuro melhor para eles,

suas famílias e a comunidade é gratificante”.

O ramo da marcenaria, milenar e permanente, continua

com boa perspectiva de trabalho, conforme análise

dos diretores da Escola Pau-Brasil. Mas, como diz o nome

do curso, a modernidade trouxe inovações que são o grande

diferencial para o currículo dos jovens. “A construção

civil, hoje, produz ambientes cada vez menores, que exigem

novas demandas técnicas e soluções inteligentes”,

reflete Hoffmann, que olha para o futuro sem deixar de

valorizar a experiência anterior dos marceneiros mais

Os alunos do marceneiro suíço aprendem

a trabalhar com materiais como MDF, MDP

e HDF, entre outros; acima, um dos móveis

construído pela Escola Pau-Brasil

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Além da formação

profissional gratuita, após

a formatura os jovens

estudantes do curso de

marcenaria também

recebem equipamentos

Fone: +55 (48) 3658-2635 | vendas@gaidzinski.com.br | www.gaidzinski.com.br


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MARCENARIA

experientes. “É inevitável que a marcenaria moderna se

adapte às tendências internacionais de design, tecnologia

e sustentabilidade. Agora, o profissional que domine

também as técnicas antigas da marcenaria possuirá um

instrumento valioso nas mãos: competência, flexibilidade

e diversidade. A falta de mão de obra qualificada aumenta

as chances dos jovens com formação completa, que dominam

o novo e o velho.”

A formação completa, como conta o marceneiro, se

dá por meio de aulas de design, matéria-prima, interpretação

de projetos, cálculo de material e até mesmo

reforço em pontos da grade escolar, como português,

matemática e geometria. “Transmitimos o conhecimento

teórico e prático sobre as várias matérias-primas utilizadas

no setor madeireiro. Isso inclui MDF - o material mais

aplicado em projetos planejados - mas também, MDP,

HDF, compensado laminado ou sarrafeado e aglomerados,

entre outros”, destrincha.

Materiais como alumínio, vidro, acrílico, PVC, PET e

outros metais também são trabalhados. Mas o conceito

de sustentabilidade ainda está na madeira. “Existe uma

tendência na marcenaria suíça e europeia, na qual a madeira

maciça ganhou novamente sua presença no design

moderno, como elemento parcial de contraste e toque

da natureza, em combinação com cores e texturas mais

discretas em MDF ou HDF”.

Os adultos da primeira turma da Escola Pau-Brasil

podem ser considerados o primeiro case bem-sucedido

da iniciativa. Para Flávio Yamazaki, publicitário que buscou

reposicionamento na carreira, o curso foi de suma

Trabalhamos há 14 anos com projetos

de integração social, que é o assunto

central e essencial de tudo isso”

explica o marceneiro Stephan Hoffmann

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importância. “Foi excelente, pois aprendi desde coisas

como encaixe, a até mesmo criar móveis. O mais legal

é que a gente aprenda na prática, o ambiente é muito

agradável e as técnicas são inéditas no Brasil”.

No seu nono ano de existência, o curso de marcenaria

moderna prega justamente motivação entre aqueles que

têm menos oportunidades. Para Hoffmann, a formação

não é só de profissionais, mas também de cidadãos

responsáveis. “Trabalhamos há 14 anos com projetos de

integração social, que é o assunto central e essencial de

tudo isso”, explica. “O resgate e fortalecimento dessas

pessoas é o foco. Por isso, oferecemos o curso de forma

gratuita, com um material didático e acessível, fornecendo

também vale-transporte e lanche. Queremos a

inserção completa deles na sociedade”.


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

Michel Temer no dia 12 de maio assumiu

interinamente a Presidência da República

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E AGORA,

TEMER?

PRESIDENTE DILMA AFASTADA, AGORA

A INDÚSTRIA COBRA DO INTERINO UM

PLANO DE AÇÃO QUE REESTABELEÇA A

CONFIANÇA PARA QUE O PAÍS SAI DA

INÉRCIA

Fotos: divulgação

JUNHO | 49


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

P

assada a euforia do: Eu voto Sim; é hora do Presidente

interino, Michel Temer, lançar mão das

medidas que o país tanto aguarda para entrar

em movimento novamente. Conversamos com representantes

de grandes entidades das classes empresariais.

Eles foram unânimes em dizer que é preciso olhar

para o segmento industrial com mais atenção porque é

o motor da economia. Além disso, é preciso transmitir

segurança para reestabelecer a confiança, indispensável

para a retomada.

Temer começou o mandato batendo e apanhando.

A primeira vitória se deu poucos dias após a posse. Em

votação simbólica, o Congresso Nacional aprovou no

dia 25 de maio a alteração da meta fiscal para 2016. Ao

contrário dos meses que sucederam o início do segundo

governo de Dilma Rousseff, desta vez o Congresso

atuou junto à Presidência da República: o projeto aprovado

permite um déficit de mais de R$ 170 bilhões e R$

56,6 bilhões de riscos fiscais, passivos e despesas já contratadas,

além de um descontigenciamento de R$ 21,2

bilhões, visando a continuidade do funcionamento da

máquina pública.

Na outra ponta, Temer mostrou um dedo podre para

escolher seus ministros. O primeiro a cair foi o senador

Romero Jucá, agora ex-ministro do Planejamento. A segunda

baixa foi o ministro da Transparência, Fiscalização

e Controle, Fabiano Silveira. Ambos abatidos pelas

conversas gravadas ocultamente pelo ex-presidente da

Transpetro, Sérgio Machado. Nas duas ocasiões os interlocutores

criticam a Operação Lava Jato.

OTIMISMO CONTIDO

Apesar dos altos e baixos do governo a indústria

mostra entusiasmo com a mudança de ares no Palácio

do Planalto e pelas novas medidas do presidente interino.

Com alta de 1,3 ponto, o ICI (Índice de Confiança da

Indústria) apontou em maio o seu terceiro avanço consecutivo,

saltando para 78,8 pontos.

Para o presidente do Sinduscon-BA (Sindicato da

Indústria da Construção Civil da Bahia), Carlos Henrique

Passos, o otimismo do setor pode continuar, contanto

que o novo governo acene de forma positiva para eles.

“É preciso que se crie condições de investimentos, que

virão na medida em que o empresariado for adquirindo

confiança”, acredita. “O ambiente político contaminou

o econômico e, assim que o primeiro for reestabelecido,

reestabelece-se a confiança dos investidores.”

Superintendente da Abimci (Associação Brasileira

da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente),

Paulo Roberto Pupo, acredita que Michel Temer precisa

Tchau, querida? Presidente afastada, Dilma Rousseff

deve saber seu destino nos próximos 180 dias

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entender que a indústria é um dos protagonistas da economia

brasileira, e não pode ser deixada em segundo

plano. “Precisamos de um governo que se posicione a

favor do setor produtivo e que direcione suas ações de

forma estratégica”, propõe. “Todo o setor produtivo nacional,

incluindo o da indústria da madeira, precisa de

um conjunto de ações e melhorias para ganhar competitividade.

Para as atividades em nosso mercado interno,

o governo precisa reencontrar e proporcionar o ambiente

adequado e propício para os negócios, com inventivos

e novos investimentos que facilitem o acesso ao crédito

para as empresas, resgatando a segurança jurídica

de contratos de longo prazo e propiciando o aumento

de consumo de forma responsável.”

As palavras do superintendente da Abimci vão de

encontro às expectativas do presidente da Fiesp (Federação

das Indústrias de São Paulo), Paulo Skaf, que disse

esperar que o novo governo ajude com incentivos, mas

não especificamente para a indústria. “O Brasil precisa

ser resolvido de uma forma horizontal. A prioridade não

é a indústria, pontualmente, mas a confiança e a credibilidade”,

defendeu em discurso recente Skaf.

Para o líder da maior federação industrial do país, “é

necessário e nós esperamos que o ajuste fiscal seja feito

sem o aumento de impostos”. De acordo com ele, o governo

precisa acertar as suas contas. A sociedade está

sobrecarregada de impostos. A indústria e o comércio

vivem um péssimo momento. “Com a retomada da confiança,

a economia retomará o crescimento, e não demora

muito. É necessário que se dê um crédito para o

presidente que assume.”

As exportações devem voltar a ter atenção privilegiada

com José Serra como Ministro das Relações Exteriores.

Já em seu primeiro mês, Serra foi incumbido por

Temer de fazer pactos com outros países um dos motores

de recuperação da economia, a curto prazo, algo

que foi deixado de lado pela gestão anterior. O ministro,

em suas primeiras declarações, afirmou que só fará

acordos ou concessões que sejam benéficos imediatamente

ao país. “Não gosto de concessões unilaterais.”

Paulo Pupo também vê o aumento das exportações

como fator crucial para a retomada empresarial do setor

madeireiro.

“Será necessário que o governo reveja a burocracia

brasileira, que emperra e atrapalha a performance

das empresas, além de políticas claras de incentivo de

longo prazo para a internacionalização dos negócios”,

sugere. “Além disso, o alto custo-Brasil, atrelado a questões

como energia elétrica, logística, tributos e corte de

incentivos fiscais, reduz a competitividade da indústria

Aliados Paulo Skaf, presidente da Fiesp, se reúne

com Renan Calheiros, presidente do Senado Federal;

empresário foi atuante em prol do afastamento de

Dilma Rousseff

JUNHO | 51


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

nacional frente aos competidores internacionais. É necessário

um conjunto de ações de todos os envolvidos

no processo, mas certamente está nas mãos do governo

a tarefa principal de resolver as questões básicas, pois

cabe a ele assumir o papel de protagonista dos rumos da

economia. A indústria de madeira conta com produtos

de qualidade e competitivos tecnicamente no mercado

internacional, mas precisa ter como base um país que

inspire confiança e não pena”.

Na visão de Eduardo Moreira Garcia, presidente do

Corecon-PR (Conselho Regional de Economia do Paraná),

Serra desenvolverá papel fundamental para a visão

que os países têm do Brasil pós-impeachment, assim

como a estabilização do câmbio brasileiro e do dólar.

“Quando você está lá fora [do Brasil], não consegue entender

o que se passa aqui dentro”, acredita Eduardo

Garcia, que vê a economia brasileira com características

diferentes da norte-americana. “Acho que a confiança,

nesse caso, vem muito pelo Itamaraty. Há um convencimento

no exterior que o país pegou o rumo certo e agora

irá crescer e se desenvolver. Isso só vem com o tempo,

e conquistar essa realidade é difícil.”

FUTURO

Entre os especialistas, o clima ainda é de expectativa

com os dias que virão. “A Abimci espera que a partir de

agora o país saia da paralisia”, almeja Pupo. “Estamos

preparados, alinhados à CNI (Confederação Nacional da

Indústria), bem como com demais entidades e atores

envolvidos no setor de base florestal e madeireiro, para

que possamos voltar e crescer nossa competitividade.”

Para o Corecon (PR), a primeira medida que de

fato será uma mudança de mesa é o corte na taxa Selic

(Sistema Especial de Liquidação e de Custódia). “Acredito

que vai acontecer no momento em que a inflação

apresentar essa tendência, que já está apresentando,

de queda”, explica Eduardo Garcia. “Com a crise econômica

que a gente está, de recessão, tem que abaixar a

Selic porque o impacto financeiro que ela causa dentro

da indústria e da empresa é muito grande. De repente,

começa a quebrar muito a indústria, que é a galinha dos

ovos de ouro, por conta da taxa de juros muito elevados.

Então se reduz a taxa de juros, dá um alívio na parte financeira

das empresas e começa a vislumbrar um pouco

mais de investimentos.”

Empresários brasileiros esperam uma guinada na

economia no segundo semestre de 2016

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“Com a retomada

da confiança, a

economia retomará

o crescimento, e

não demora muito.

É necessário que se

dê um crédito para

o presidente que

assume”

Paulo Skaf, Presidente da Fiesp


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

INTERNACIONAL

MÓVEIS À

MILANESA

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EM SUA XXV EDIÇÃO, XYLEXPO

ATRAI MAIS DE 15 MIL

VISITANTES E A PARTICIPAÇÃO

DE EMPRESÁRIOS BRASILEIROS

DA INDÚSTRIA MOVELEIRA

Fotos: divulgação

JUNHO | 55


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

INTERNACIONAL

FORAM 433

EMPRESAS

PARTICIPANTES,

COM ESTANDES

ESPALHADOS POR 30

MIL M², NO

FIERA MILANO-RHO

EXPO CENTER

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O

s organizadores da Xylexpo 2016 estão satisfeitos.

“Sentimos que esta edição será essencial

para a continuidade de uma história de

sucesso”, destaca Lorenzo Primultini, presidente da feira

de exposição, em comunicado à imprensa, às vésperas do

evento que ocorreu entre 24 e 28 de maio em Milão, na

Itália, e contou com a participação de mais de 15 mil visitantes.

Afinal, o legado da Xylexpo não é pouca coisa: o

evento - que este ano chegou à XXV edição - existe desde

1968 e é considerado referência em componentes, máquinas

e matéria-prima para a indústria moveleira. Mas

estava sendo cada vez menos prestigiado.

Quando se pensa no segmento, a feira é uma das cinco

maiores do mundo, ao lado da Ligna e Interzum, na

Alemanha; The International Woodworking Fair, nos EUA

(Estados Unidos da América); e a Fimma (Feira Internacional

de Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a

Indústria Moveleira), no Brasil. “A Xylexpo é um evento

histórico, uma referência para a indústria madeireira”,

crava o presidente.

Neste ano, foram 433 empresas participantes, com

estandes espalhados por 30 mil m² (metros quadrados),

no Fiera Milano-Rho Expo Center. A intenção dos organizadores

é refletir um mercado que a cada dia torna-se

mais prático e voltado para os negócios das pequenas e

médias empresas, segundo o próprio Primultini.

Desde os primeiros dias do anúncio da feira, a demanda

para expor no local foi grande. Já no fim de 2015,

os principais salões estavam com os espaços completamente

ocupados por empresas como Salvador Machines,

Homag, SCM Group, Ima-Schelling, Bottene e Cefla, entre

outras. Afinal de contas, a feira sempre desfrutou de

uma reputação internacional de respeito, consequência

da maioria das suas edições contar com a participação de

todas as grandes fabricantes italianas, assim como pelo

menos 30 internacionais, em todos os anos que ocorreu.

Em 2016, inclusive, o Ministério de Desenvolvimento

Econômico do governo italiano incluiu a Xylexpo entre as

30 maiores exposições do país, tamanha a relevância do

evento.

JUNHO | 57


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

INTERNACIONAL

VERDE E AMARELO

O mercado brasileiro marcou presença em peso. “Feiras

são sempre uma excelente oportunidade de conhecer

pessoalmente os potenciais clientes novos”, explica

João Carlos Simas, diretor comercial da Simas Soluções

Industriais, representante da italiana Bottene no Brasil.

“Em nosso estande, expusemos uma linha de scanner Optiscan

4, com a otimizadora de corte Opti599 em funcionamento.

Lá mesmo, o cliente já podia testar a máquina.

Além destes dois produtos, também incluímos novidades

como a multiserra com serra móvel interligada ao scanner,

e também a tecnologia de raio-X, que permite total

visão das características da madeira.”

Simas vê a Xylexpo como uma oportunidade de

networking e também de atrair clientes de todos os tamanhos.

“Variamos entre pequenas, médias e grandes

empresas, uma vez que nossa equipe técnica é capaz de

atender a qualquer necessidade”, justifica, enaltecendo

o reaquecimento da economia mundial após anos de recessão.

“O mercado tem fome de tecnologia. Estava estagnado

há alguns anos e agora todos querem recomeçar

com maior produção, qualidade e segurança.”

Em contato constante com a filial brasileira, o italiano

Christian Salvador, da Salvador Machines, acredita que

este ano a feira superou todas as expectativas. “A pré-

-inscrição registrou um aumento de 50% na demanda,

e o espaço principal esgotou rapidamente”, relata. “Nós

acreditamos muito na Xylexpo. Prova disso é que em

2016 dobramos o tamanho do nosso estande, em relação

à última edição.”

A novidade da Salvador será a otimizadora Super Cut

500 (foto abaixo). De acordo com a empresa, trata-se de

uma máquina muito rápida com velocidade de avanço

2.000 a 2.500 metros por hora. “É um equipamento muito

interessante para tempos de crise, porque é altamente

produtivo, diminui a necessidade de mão de obra e da

ocorrência de acidentes de trabalho”, ressalta. Mais do

que fechar negócio, a intenção da Salvador com a feira

é sentir o evento. “Este é o momento de olhar todos os

nossos parceiros nos olhos, e compreender a importância

de uma empresa construída por pessoas!”, resume

animado, detalhando também os maquinários que foram

expostos pela empresa. “Este ano apresentamos um

novo software, desenvolvido especialmente para um dos

nossos modelos mais vendidos de serras transversais, a

série Superpush. Com ele, se tornou ainda mais versátil

cortar estruturas de madeira de diferentes ângulos, assim

como perfurá-las, pensando justamente na produção

moveleira.”

Além dos novos modelos, alguns mais tradicionais

também darão as caras no estande da Salvador, porém

remodelados. É o caso da Superpush 200, uma serra empurradora

de grande sucesso na produção de bordas de

janelas e portas. Outras soluções mais simples e de operação

manual, como as Classic 50 e 60, também estiveram

disponíveis para teste. “Esses dois modelos são completamente

eficientes também, e pensados sempre na

segurança de quem operar a máquina”, explica Christian.

O timing também foi uma questão crucial para aumentar

o investimento na feira seiada na capital italiana.

Com o reaquecimento da economia no país europeu e

incentivos macroeconômicos criados pelo presidente da

Itália, Sergio Mattarella, Christian aposta que o segundo

semestre será de grandes investimentos na área de móveis.

“Depois de três anos, os maiores do mundo estão

todos reunidos aqui em Milão”, justifica, empolgado.

“Todos aguardavam que a Xylexpo retomasse o posto de

maior expositora do que é criado na Itália.” O evento foi

movimentado e deu ânimo aos fabricantes. Naturalmente

que longe de ser o centro das atenções para o setor

como foi no passado. Isso mostra uma tendência mundial

de feiras pouco menos movimentadas, mas que ainda

sim atraem público específico e com poder de decisão.

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“O MERCADO TEM FOME

DE TECNOLOGIA. ESTAVA

ESTAGNADO HÁ ALGUNS

ANOS E AGORA TODOS

QUEREM RECOMEÇAR

COM MAIOR PRODUÇÃO,

QUALIDADE E SEGURANÇA”

JOÃO CARLOS SIMAS,

DIRETOR COMERCIAL DA

SIMAS SOLUÇÕES INDUSTRIAIS

JUNHO | 59


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MADEIRA TRATADA

COLHENDO

RESULTADOS

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EMPRESA DE

PRODUTOS DE

JARDINAGEM UTILIZA

APENAS MATERIAIS

FABRICADOS A

PARTIR DE MADEIRA

REFLORESTADA

Fotos: divulgação

JUNHO | 61


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MADEIRA TRATADA

C

riada há pouco mais de três anos, a empresa

Plantei surgiu do sonho de dois profissionais: um

biólogo e um empresário. Por mais inusitada que

pareça a empreitada, ela deu certo. Hoje, Daniel Barreto

e Bruno Vieira trabalham com a produção de produtos de

jardinagem feitos de madeira reflorestada tratada e certificadas

pelo FSC (Forestry Stewardship Council), como pinus,

eucalipto e teca.

A empresa funciona como e-commerce e trabalha com

uma centena de produtos, entre eles cavacos, cercas,

portões, decks, estacas, treliças e vasos, todos feitos de

madeira tratada. “Toda semana novos produtos são acrescentados

no site”, explica Leonardo Bernardi, da TWBrazil,

empresa que assessora e fornece o material para a Plantei.

“Buscamos proporcionar comodidade a quem vive em cidades

com poucas opções de lojas do ramo”.

Essa matéria-prima passa por um tratamento preservativo

de vácuo-pressão, em autoclave. Então, é utilizado

o agente CCA, que dá o tratamento adequado à madeira.

Além do tratamento preservativo, a pré-secagem da ma-

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“POR TRÁS DA MARCA: GREEN WOOD

PAISAGISMO; QUE CRIA OS PRODUTOS DE

MADEIRA TRATADA, EXISTE UMA EQUIPE DE

PESSOAS APAIXONADAS POR TECNOLOGIA DA

MADEIRA, ENGENHARIA CIVIL E CARPINTARIA”

JUNHO | 63


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MADEIRA TRATADA

“A IDEIA DE TRABALHAR COM MADEIRA

TRATADA SURGIU DA BUSCA POR UM MATERIAL

SUSTENTÁVEL, E QUE SUPORTASSE AS

INTEMPÉRIES EM ARTIGOS DE JARDINAGEM”

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deira em estufa é fundamental para que a matéria-prima

esteja apta a ser submetida ao processo de criação dos

produtos da Plantei.

O conceito da Plantei, aliás, vai muito além da produção

renovável de madeira e aliada à sustentabilidade. A

ideia também é disseminar a jardinagem doméstica e incentivar

as pessoas a produzir seus próprios alimentos de

forma orgânica, com a conscientização das pessoas da importância

de tratar bem os recursos do planeta.

“A ideia de trabalhar com madeira tratada surgiu da

busca por um material sustentável, e que suportasse as

intempéries em artigos de jardinagem”, explica Bernardi.

“Além da madeira reflorestada possuir uma pegada de

carbono imbatível, é facilmente encontrada em usinas de

JUNHO | 65


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MADEIRA TRATADA

“A ESPÉCIE UTILIZADA É O PINUS TAEDA, QUE

POSSUI ÓTIMA CONDIÇÃO PARA IMPREGNAÇÃO

DE PRESERVATIVOS, E RESISTÊNCIA MECÂNICA

MUITO SIMILAR À MADEIRA NATIVA DE PINHEIRO”

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preservação de madeiras. A espécie utilizada é o Pinus taeda,

que possui ótima condição para impregnação de preservativos,

e resistência mecânica muito similar à madeira

nativa de Pinheiro. Nosso fornecedor da madeira tratada é

a TWBrazil, que garante a durabilidade da madeira de acordo

com a NBR 16.143:2013”.

Embora não haja um designer profissional desenvolvendo

os produtos, todos são feitos pensando em um design

moderno e minimalista que atraia consumidores de

todos os tipos. “Por trás da marca: Green Wood Paisagismo;

que cria os produtos de madeira tratada, existe uma

equipe de pessoas apaixonadas por tecnologia da madeira,

engenharia civil e carpintaria”, conta Bernardi, ele mesmo

um entusiasta da madeira. E essa equipe respira madeira:

todos os dias pensa em novas possibilidades de aplicação e

uso do material, aliado ao tratamento com CCA, que faz o

produto durar por muito mais tempo. “É um assunto apaixonante

e desperta curiosidade em jovens, pessoas maduras

e até nos aposentados, que voltam a aplicar madeira

em suas hortas caseiras”, define.


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

QUÍMICA NA MADEIRA

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PROTEÇÃO DA

MADEIRA NO

AGRONEGÓCIO

AO LONGO DOS ANOS, A MADEIRA TEM

SIDO UM MATERIAL ÚTIL PARA EMPRESAS DO

AGRONEGÓCIO. COM PROPRIEDADES FAVORÁVEIS

AO SEU AMPLO USO NA ÁREA RURAL, DEVE SER

USADA DE MODO INTELIGENTE E PROTEGIDA DOS

SEUS INIMIGOS NATURAIS

Fotos: divulgação

JUNHO | 69


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

QUÍMICA NA MADEIRA

E

mbora a madeira procedente de algumas espécies

possua resistência natural ao ataque de

fungos e insetos xilófagos, grande parte necessita

de tratamento adequado para resistir a eles. Em

muitas aplicações rurais - como nos casos de mourões

para cerca, postes, pontes, estruturas de irrigação, silos,

galpões, estábulos, entre outros - a madeira estará

em contato com a umidade e, portanto, demandará

proteção, como qualquer outro material construtivo.

Um mourão de cerca, oriundo de madeira de reflorestamento

e sem tratamento, pode durar de dois a três

anos, dependendo das condições edafoclimáticas do

local onde for implantado. Com tratamento industrial

apropriado, sua vida útil pode se estender por décadas.

Ensaios de campo da Montana Química S.A., localizados

no Estado de São Paulo, comprovam que a

madeira de pinus tratada adequadamente com CCA

(Arseniato de Cobre Cromatado) ou com CCB-O apresenta

uma durabilidade mínima de 30 anos. Em termos

econômicos, é vantajosa em relação a materiais alternativos.

Esses dois produtos são destinados apenas para uso

industrial, em que há um controle completo das condições

operacionais, tornando mínimos os riscos de contaminação

ambiental.

Atualmente, o parque industrial brasileiro conta

com mais de 400 unidades de preservação de madeiras,

com registro no Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente

e dos Recursos Naturais Renováveis) e que contam

com pessoal treinado e equipamentos apropriados

para prevenir qualquer tipo de agressão ao meio ambiente

ou à saúde dos operadores.

TRATAMENTO DE MADEIRA E

CONTROLE DE QUALIDADE

Toda a madeira para construção rural deve ser tratada

em autoclave pelo processo de célula cheia, ajusta-

TIPO DE PEÇA

Mourão - Estaca

Postes - Mourão*

Madeira serrada**

RETENÇÃO (kg i.a./m³)

(*) - em região de confinamento animal

(**) - fora de contacto com o solo e em peças não críticas do ponto de vista estrutural

6,5

9,6

4,0

UM MOURÃO DE

CERCA, ORIUNDO

DE MADEIRA DE

REFLORESTAMENTO

E SEM TRATAMENTO,

PODE DURAR DE

DOIS A TRÊS ANOS,

DEPENDENDO

DAS CONDIÇÕES

EDAFOCLIMÁTICAS

DO LOCAL ONDE FOR

IMPLANTADO

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NO CASO

DE ESTUFAS,

PRATICAMENTE

TODAS AS

ESTRUTURAS DE

MADEIRA PODEM

SER TRATADAS

COM CCA OU COM

CCB-O

do para que sejam atingidos os seguintes valores mínimos

de retenção em termos de ingredientes ativos por

metro cúbico de material tratável (alburno).

A penetração de preservativo nas peças tratadas,

determinada por meio de ensaio colorimétrico, deve ser

total e uniforme em toda a região tratável da madeira

(alburno).

USO DA MADEIRA TRATADA NO MEIO RURAL

Desde que obedecidas as especificações técnicas

pertinentes, não há maiores problemas. Após o período

de fixação dos ingredientes ativos, a madeira tratada

tanto com o preservativo CCA, quanto com o CCB-O,

não apresenta fito-toxicidade. Pode mesmo ser usada

como apoio para vários tipos de cultura agrícola sem

qualquer risco de contaminação.

Entretanto, duas regras gerais dever ser estabelecidas

e valem para qualquer situação:

• Madeira preservada não deve ser utilizada para

acondicionamento de produtos destinados à alimentação

de seres humanos e animais.

• Madeira tratada ou restos dela nunca devem ser

incinerados em instalações domésticas pois há risco de

intoxicação grave. O descarte desse material deve respeitar

a legislação ambiental vigente nos âmbitos estadual

e federal. O departamento técnico do fornecedor

de madeira tratada deve estar apto a fornecer as informações

necessárias para esse procedimento.

MOURÕES DE CERCA EM AMBIENTE DE

CONFINAMENTO ANIMAL

Pisos de estábulos e solos adjacentes às cercas recebem

frequentemente urina e fezes animais, contendo

os íons agressivos Cl - , SO4 2- , Mg 2+ e NH4 + . Além disso,

há resíduos de forragem animal que, no processo de

silagem, liberam ácidos lático e acético que elevam a

acidez do solo. Também são muito usados nesses ambientes

produtos desinfetantes de elevada alcalinidade.

Isto significa que os mourões de cerca preservados

- não importando o tipo de preservativo usado - além

de terem de resistir aos agentes normais na flora microbiana

local e aos insetos xilófagos no entorno de uma

cerca que delimita a propriedade, em regime de confinamento

ainda receberão forte agressão química em

seus componentes poliméricos. A causa é a alternância

das condições de hidrólise ácido/alcalina, conforme

as condições vigentes caso a caso. Além disto, cátions

como Ca 2+ e Mg 2+ poderão inativar parcelas dos sais de

cobre, componente universal dos preservativos industriais

existentes. Mourões de ferro ou de concreto também

não resistem a essas condições. A norma brasileira

NBR-9480 - Mourões para cerca - estabelece para o CCA

e o CCB-O, numa retenção de 6,5 kg/m³ de ingredientes

ativos, comprovadamente garante ao longo do tempo

uma durabilidade média de 15 a 20 anos. Entretanto,

este valor é insuficiente para mourões de cercas que

delimitam áreas de criação em condições de confinamento,

devido a um risco mais elevado proporcionado

pela sinergia química/biológica. O ataque químico dos

açúcares da parede celular da madeira facilitará sobremaneira

o metabolismo enzimático dos agentes biológicos,

encurtando a vida útil do mourão.

Sob estas condições recomendamos a adoção de

algumas medidas específicas:

JUNHO | 71


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

QUÍMICA NA MADEIRA

ABELHAS SÃO

MUITO SENSÍVEIS

A ELEMENTOS

METÁLICOS, POR

ISSO O USO NÃO

É RECOMENDADO

NO TRATAMENTO

DE MADEIRAS QUE

ESTARÃO EM CONTATO

COM AS COLMEIAS

• Aumento do nível de retenção para 9.6 kg/m³ de

ingredientes ativos dos seus preservativos para uso industrial,

que é o mesmo valor adotado para postes de

eletrificação;

• A zona de afloramento do mourão, aquela região

situada 30 cm abaixo e 30 cm (centímetros) acima da linha

de engastamento, deve ser isolada do contato com

os agentes químicos anteriormente mencionados, por

meio da aplicação de uma manta asfáltica, ou então,

com emprego de uma lona de plástico termo-encolhível

revestindo essa área da peça tratada.

• Devem ser selecionados para tratamento mourões

de maior diâmetro, para suportar os esforços mecânicos

produzidos pelos animais. Também devem ter

uma espessura de alburno igual ou superior a 2,0 centímetros

para garantia de uma proteção química suficiente

contra os organismos xilófagos.

CERCAS E MADEIRA ESTRUTURAL DE

BAIAS DE CAVALOS

Alguns animais, especialmente cavalos, têm o hábito

de mastigar a madeira dos mourões e tábuas de currais

podendo destruí-los em pouco tempo. Os cavalos

que apresentam esse hábito no seu grau mais elevado

e considerados incuráveis são designados, entre os criadores

de língua inglesa, como horse cribbers. Revistas

especializadas recomendam, em nome da ética, que

esse tipo de animal não seja vendido sem que o comprador

seja informado do problema. As soluções apontadas

na literatura recomendam basicamente:

• Passar na região da madeira que fica acessível à

cabeça do animal uma mistura de valeriana e assa-foetida,

encontradas nas farmácias homeopáticas. Além

do sabor desagradável, se ingerida a tintura apresentará

um efeito calmante;

• Colocar na baia uma companhia animal para o

cavalo, carneiro ou galo são indicados pelos criadores

para ajudar a minimizar esses hábitos arraigados.

MADEIRAS PARA COLMEIAS

Abelhas são muito sensíveis aos elementos metálicos

que entram na composição dos preservativos hidrossolúveis

formulados para uso industrial. Por isso o

seu uso não é recomendado no tratamento de madeiras

que estarão em contato com as colmeias.

SUPORTE DE MADEIRA PARA PLANTAÇÕES

Suportes de madeira para viticultura ou para vitivinicultura

podem ser tratados com CCA ou com CCB-O,

sem qualquer risco de contaminação das uvas ou outro

tipo de cultura. O tratamento aumenta de maneira significativa

a durabilidade dos suportes, cuja quebra poderia

trazer problemas ao crescimento das plantas, com

redução da produção e depreciação do investimento.

Pesquisa conduzida por Levi, M.P. e colaboradores

(1975) demonstrou que não foram observadas captações

dos elementos que compõem o preservativo usado

na madeira, tanto pelas folhas como pelo tecido do

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caule de plantadas adjacentes a mourões tratados com

CCA. O experimento foi realizado com frutos de videiras

(Vitis rotundifolia) e suas conclusões podem ser extrapoladas

para outras frutíferas, a exemplo dasmacieiras, e

para outras culturas como as pimenteiras.

SILOS E ARMAZÉNS

As estruturas de silos e armazéns podem ser tratadas

com os dois preservativos multi-salinos, objetos

deste estudo, sem qualquer problema. Apenas silagens

de alimentos não devem ter contato com a madeira tratada.

Se o tratamento, em caso de contato direto com

alimentos for realmente necessário, recomenda-se o

uso do produto quinolinolato de cobre-8 (Oxina de Cobre)

que é o único produto com ação fungicida aprovado

pela FDA (Food and Drugs Administration) dos EUA

(Estados Unidos da América) para essas condições.

Para armazéns destinados à estocagem de fertilizantes,

a agressividade do solo é comparável à observada

nos locais de confinamento animal. Por isso os

cuidados a serem tomados com a madeira devem ser os

mesmos apontados no item referente ao confinamento

animal.

ESTUFAS, VIVEIROS E CULTIVO

DE COGUMELOS

Neste caso, praticamente todas as estruturas de

madeira podem ser tratadas com CCA ou com CCB-O.

Ressalvas pontuais apenas para as bandejas de crescimento

usadas um cultivo de cogumelos para as quais

haja recomendação expressa de que não recebam tratamento

preservativo.

ENNIO LEPAGE

PESQUISADOR E CONSULTOR TÉCNICO DA

MONTANA QUÍMICA - DIVISÃO OSMOSE


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

ESTUDO DO ADESIVO

POLIURETANO À BASE DE

MAMONA EM MADEIRA

LAMINADA COLADA (MLC)

Fotos: divulgação

JOSÉ MANOEL

HENRIQUES DE JESUS

CARLITO CALIL JR.

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E

ste trabalho tem por finalidade, o estudo

do comportamento do adesivo

poliuretano à base de mamona para o

emprego em MLC (Madeira Laminada Colada).

A eficiência do adesivo foi avaliada através da

resistência dos seguintes ensaios mecânicos:

cisalhamento, tração normal e tração paralela

às fibras. Os ensaios seguiram as recomendações

da NBR (norma brasileira) 7190/97 “Projeto

de estruturas de madeiras” e por meio de

seus resultados foram determinados os parâmetros

de colagem como: V (Viscosidade), TP

(Tempo de Pressão de Colagem), P (Pressão

de Colagem) e TC (Tempo de Cura) e avaliadas

as influências dessas variáveis e de suas iterações

sobre as resistências. Duas espécies de

madeira foram empregadas: o Pinus caribea

hondurensis e o Eucaliptus grandis, geralmente

empregadas em reflorestamento nas regiões

sul e sudeste do Brasil, onde estão localizadas

as indústrias de MLC. O adesivo estudado

é do tipo bicomponente, o poliol B1640 e o

prepolímero A249, oriundo de recurso natural

e renovável, de cura a frio, não agressivo ao

ser humano e nem ao meio ambiente e é uma

tecnologia nacional. Os resultados mostraram

que o adesivo à base de mamona é uma boa

alternativa para a utilização tecnológica da

madeira laminada colada em estruturas com

espécies de reflorestamento.

JUNHO | 75


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

INTRODUÇÃO

A MLC é uma forma racional de emprego

da madeira na construção de estruturas, obtida

pela associação de peças, de pequenas

dimensões, coladas entre si, de forma que

suas fibras fiquem dispostas paralelamente

ao comprimento da peça a ser produzida. Esta

técnica facilita a construção de grandes estruturas

de madeira, com dimensões e formas

quaisquer, limitadas, apenas, ao local onde

serão fabricadas e ao meio de transporte utilizado.

Permite a redução dos defeitos observados

em peças de madeira maciça com grandes

dimensões como, por exemplo, nós e rachaduras.

Para que haja sucesso, o adesivo deve

ter resistência mecânica e ao intemperismo

compatível com a estrutura a ser produzida.

As indústrias de MLC brasileiras têm a sua disposição

apenas um tipo de adesivo com essas

características, um resorcinol-formaldeído,

produzido por uma empresa multinacional.

A pesquisa de novos adesivos como o adesivo

poliuretano à base de mamona, se coloca

como alternativa. Obtido de recurso natural

e renovável, não é agressivo ao homem a ao

meio ambiente, tem cura a frio e é aplicado

sob as condições ambientais. Seu desenvolvimento

vem sendo conduzido pelo Gqatp

(Grupo de Química Analítica e Tecnologia de

Polímeros), do Instituto de Química de São

Carlos e pelo Lamem (Laboratório de Madeiras

e de Estruturas de Madeiras), da Escola de

Engenharia de São Carlos, ambos da USP (Universidade

de São Paulo) por meio de pesquisa

em nível de doutorado.

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MATERIAIS E MÉTODOS

A determinação dos parâmetros de colagem

do adesivo poliuretano à base de mamona

foi obtida através de avaliação da resistência

ao cisalhamento (fgv,0),tração normal

e tração paralela, em corpos-de-prova de madeira

colados. Os ensaios foram conduzidos

de acordo com a norma brasileira NBR 7190/97

“Projeto de Estruturas de Madeiras”. Os parâmetros

que influenciam o processo de adesão

como a pressão de colagem - “P”, medida em

MPA (Tempo de Pressão) - “TP”, medido em

horas, a viscosidade - “V” (tempo transcorrido

entre a mistura dos componentes do adesivo

e de seu espalhamento sobre a superfície

a serem coladas), medida em minutos e o

tempo de cura “TC”, medido em dias, foram

determinadas procurando-se os valores mais

adequados para que desenvolvessem a maior

resistência mecânica.

Para a condução da parte experimental foi

realizado um planejamento estatístico do tipo

fatorial 33 onde o expoente representa o número

de variáveis independentes (P, TP e V) e

a base o número de níveis. Todas as variáveis e

seus níveis foram combinados três a três e todas

as combinações ensaiadas com três repetições,

além dos ensaios de corpos-de-prova

maciços que auxiliaram como controle.

Os valores adotados para os níveis de

cada variável foram: P= 0.4; 0.6 e 0.8 MPA,

TP= 4; 6 e 8 horas e V= 0; 3 e 6 minutos. Os

valores medianos dos níveis correspondem

àqueles recomendados na literatura para outros

adesivos (Mantilla Carrasco, 1984, 1989;

Neiva & Hellmeister, 1988; Strickler, 1967).

Para a condução dos ensaios o TC foi fixado

inicialmente em oito dias. Após a obtenção da

melhor combinação dos parâmetros e sues níveis

que otimizou a resistência ao cisalhamento,

por espécie de madeira, foi determinado o

TC final. Para isso foram ensaiados corpos-de-

-prova colados com os parâmetros anteriormente

determinados, fazendo-se variar o TC

em 4, 8, 12, 16 e 20 dias. O TC que apresentou

a maior resistência foi considerado com o mais

adequado.

O consumo do adesivo foi de 350g/m²

(gramas por metros quadrados) e a proporção

utilizada para o seu preparo foi de uma parte

em peso de poliol B1640 para uma parte em

peso de prepolímero A249. Para o espalhamento

foi empregada a técnica do pincelamento.

As espécies de madeira empregadas,

Pinus caribea hondurensis e Eucaliptus grandis,

foram doadas pelo Instituto Florestal,

Horto Florestal de Itirapina do Estado de São

Paulo. Estas espécies foram escolhidas por

serem largamente empregada em reflorestamento,

e abundante nas regiões sul e sudeste

do Brasil, onde está localizada a maioria das

indústrias de MLC.

Os corpos-de-prova foram retirados de

forma que fossem os mais idênticos possíveis

(longitudinalmente) na arvore possuindo

os mesmos anéis de crescimento. Os ensaios

foram conduzidos nas condições ambientais

com a madeira apresentando umidade de

equilíbrio de ± 12%. Foram empregados o programa

estatístico Minitab e a sub-rotina Algorítmo

de Yates na análise estatística dos resultados

(Box & Draper, 1987; Minitab, 1991), o

que permitiu identificar os efeitos individuais

lineares e de segunda ordem das variáveis independentes

e de suas iterações, sobre a variável

resposta resistência.

OS RESULTADOS

MOSTRARAM QUE

O ADESIVO É UMA

BOA ALTERNATIVA

PARA A UTILIZAÇÃO

TECNOLÓGICA

DA MADEIRA

LAMINADA COLADA

EM ESTRUTURAS

COM ESPÉCIES DE

REFLORESTAMENTO

JUNHO | 77


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Pinus caribea hondurensis

A madeira empregada apresentava densidade

aparente ρ=0,503 g/cm³, umidade

U=12,71% e foi classificada na classe C30 coníferas

(NBR 7190/97), segundo sua resistência à

compressão paralela às fibras.

Resistência ao cisalhamento na lâmina

de cola paralela às fibras da madeira

(fgv,0)

Na sequência são apresentados os resultados

dos ensaios de cisalhamento por combinação

de parâmetros e níveis. Também estão

plotados os valores médios dos resultados das

combinações e o valor médio dos corpos-de-

-prova maciços utilizados como controle.

Tabela 1- Resistência ao cisalhamento -

Pinus caribea hondurensis

Ensaios

Variáveis independentes

Viscosidade

(min.)

Tempo de

pressão (h.)

Pressão

(MPa)

Variável Resposta (MPa)

Y 1

Y 2

Y 3

Y

1 0 4 0,4 10,05 10,77 9,51 10,11

2 3 4 0,4 10,50 11,02 11,31 10,94

3 6 4 0,4 9,86 10,45 9,26 9,86

4 0 6 0,4 11,42 10,51 10,15 10,69

5 3 6 0,4 10,52 9,98 10,58 10,36

6 6 6 0,4 10,09 10,02 10,03 10,05

7 0 8 0,4 9,77 11,16 10,52 10,48

8 3 8 0,4 8,80 10,64 9,80 9,75

9 6 8 0,4 8,82 11,29 10,25 10,12

10 0 4 0,6 9,15 9,89 8,35 9,13

11 3 4 0,6 10,16 9,68 9,98 9,94

12 6 4 0,6 10,09 10,75 10,53 10,46

13 0 6 0,6 10,26 9,21 10,13 9,87

14 3 6 0,6 9,83 9,83 10,63 10,10

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Ensaios

Variáveis independentes

Viscosidade

(min.)

Tempo de

pressão (h.)

Pressão

(MPa)

Variável Resposta (MPa)

Y 1

Y 2

Y 3

Y

15 6 6 0,6 8,58 8,23 8,12 8,31

16 0 8 0,6 9,84 8,01 8,09 8,65

17 3 8 0,6 6,46 7,56 8,43 7,48

18 6 8 0,6 6,82 7,48 8,46 7,59

19 0 4 0,8 10,62 9,94 9,14 9,90

20 3 4 0,8 10,54 7,50 8,13 8,72

21 6 4 0,8 8,02 8,52 10,33 8,96

22 0 6 0,8 7,13 10,17 8,77 8,69

23 3 6 0,8 9,39 9,93 9,30 9,54

24 6 6 0,8 9,31 9,91 8,86 9,36

25 0 8 0,8 8,45 9,34 8,88 8,89

26 3 8 0,8 8,78 7,38 8,14 8,10

27 6 8 0,8 8,00 8,09 8,05 8,05

Obs: Y1, Y2, Y3 e Y são as réplicas e a média da variável resposta, respectivamente.

JUNHO | 79


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

Pode-se observar, em destaque, que o

melhor resultado da combinação entre a viscosidade

V (minutos), o tempo de pressão TP

(horas) e a pressão P (MPA) ocorreu para V=3,

Tp=4 e P=0,4 quando foi registrada a tensão

média fgv,0= 10,94 MPa.

FIGURA 1 – Cisalhamento - Valores médios

dos resultados das combinações e dos

corpos-de-prova maciços de controle- Pinus

caribea hondurensis

f g

. (MPa)

V=0; P=0,4

V=0; P=0,6

V=0; P=0,8

V=3; P=0,4

V=3; P=0,6

V=3; P=0,8

V=6; P=0,4

V=6; P=0,6

V=6; P=0,8

Tempo de Pressão (horas)

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Forma de ruptura

Os corpos-de-prova foram avaliados

quanto a forma de ruptura e as respectivas

porcentagens de cada intervalo de ruptura

apresentadas na figura.

FIGURA 2- Forma de ruptura - Cisalhamento-

Pinus caribea hondurensis.

% de ruptura

na madeira

1,20%

5,00%

12,3%

30,8%

50,7%

Intervalos

0 - < 20

> 20 - < 40

> 40 - < 60

> 60 - < 80

> 80 - 100

JUNHO | 81


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

Row Resposta (1) (2) (3) Divisor Ortogona Nomeefe MS

1 30.33 92.73 277.08 762.25 81 9.41049 0 7173.15

2 32.83 93.30 244.55 -11.01 54 -0.20389 V 2.24

3 29.57 91.05 240.62 -2.15 162 -0.01327 V 2 0.03

4 32.08 88.58 -3.79 -26.74 54 -0.49519 Tp 13.24

5 31.08 84.82 -3.87 -7.19 36 -0.19972 VTp 1.44

6 30.14 71.15 -3.35 11.75 108 0.10880 V 2 Tp 1.28

7 31.45 82.74 -2.37 -20.42 162 -0.12605 Tp 2 2.57

8 29.24 82.77 -3.13 2.79 108 0.02583 VTp 2 0.07

9 30.36 75.11 3.35 25.09 324 0.07744 V 2 Tp 2 1.94

10 27.39 -0.76 -1.68 -36.46 54 -0.67519 P 24.62

11 29.82 -1.94 -17.43 0.44 36 0.01222 VP 0.01

12 31.37 -1.09 -7.63 5.72 108 0.05296 V 2 P 0.30

13 29.60 3.98 -0.33 -5.95 36 -0.16528 TpP 0.98

14 30.29 -4.67 -7.16 0.63 24 0.02625 VTpP 0.02

15 24.93 -3.18 0.30 -11.11 72 -0.15431 V 2 TpP 1.71

16 25.94 -2.83 9.09 -4.87 108 -0.04509 Tp 2 P 0.22

17 22.45 2.01 4.68 -11.41 72 -0.15847 VTp 2 P 1.81

18 22.76 -2.53 -2.02 15.17 216 0.07023 V 2 Tp 2 P 1.07

19 29.70 -5.76 -2.82 28.60 162 0.17654 P 2 5.05

20 26.17 0.06 -9.91 0.60 108 0.00556 VP 2 0.00

21 26.87 3.33 -7.69 7.24 324 0.02235 V 2 P 2 0.16

22 26.07 -0.88 2.03 25.55 108 0.23657 TpP 2 6.04

23 28.62 -6.05 10.14 14.29 72 0.19847 VTpP 2 2.84

24 28.08 3.80 -9.38 -2.29 216 -0.01060 V 2 TpP 2 0.02

25 26.67 4.23 -2.55 9.31 324 0.02873 Tp 2 P 2 0.27

26 24.30 -3.09 15.02 -27.63 216 -0.12792 VTp 2 p 2 3.53

27 24.14 2.21 12.62 -19.97 648 -0.03082 V 2 Tp 2 P 2 0.62

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Análise dos resultados

As análises dos valores encontrados permitiram

definir os efeitos mais significativos

das variáveis e suas iterações apresentados

em destaque a seguir:

ATUALIZE SUAS INFORMAÇÕES

ASSINANDO AS PRINCIPAIS

REVISTAS DO SETOR

TP- Efeito linear da variável “tempo de

pressão”.

P- Efeito linear da variável “pressão”.

TPP2- Iteração entre o efeito linear da variável

“tempo de pressão” com o efeito de 2a

ordem da variável “pressão”.

TABELA 2 - Efeitos significativos das variáveis

e suas iterações- Cisalhamento- Pinus

caribea hondurensis.

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

AGENDA

JUNHO 2016

AGOSTO 2016

Salão de Gramado

7 a 10

Gramado (RS)

www.salaodegramado.com.br

Construction Expo

15 e 16

São Paulo (SP)

www.constructionexpo.com.br

Affemaq

28 a 30

Bento Gonçalves (RS)

www.affemaq.com.br

Abimad

12 a 15

São Paulo (SP)

www.abimad.com.br

JULHO 2016

ForMóbile

26 a 29

São Paulo (SP)

www.feiraformobile.com.br

ForMar

26 a 29

São Paulo (SP)

www.feiraformar.com.br

High Design Expo

9 a 11

São Paulo (SP)

www.highdesignexpo.com

Casa Brasil

10 a 14

São Paulo (SP)

www.casabrasil.com.br

SETEMBRO 2016

Fesqua

21 a 24

São Paulo (SP)

www.fesqua.com.br

DESTAQUE

AFFEMAQ

28 a 30 de junho

Bento Gonçalves (RS)

www.affemaq.com.br

Imagem: reprodução

A XIX edição da Mostra Affemaq (Feira Itinerante de máquinas, ferramentas, acessórios, insumos e serviços para as

indústrias de madeira e móveis) será realizada em Bento Gonçalves (RS), na Serra Gaúcha. O evento contará com a

parceria das mais importantes entidades ligadas ao setor no Estado, entre elas Movergs (Associação das Indústrias de

Móveis do Estado do Rio Grande do Sul) e Sindmóveis (Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves). O

Sebrae (RS) também confirmou presença ativa no evento e realizará rodadas de negócios e caravanas, além de contribuir

com as clínicas tecnológicas gratuitas que serão realizadas em parceria com o Senai.

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ESPAÇO ABERTO

TIPOS DE LIDERANÇA E SEUS REFLEXOS NO

COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL

Q

ue tipo de líder você é? Sabe conduzir pessoas de

forma eficaz? Você sabia que os comportamentos

de seus colaboradores são reflexos de suas atitudes

enquanto líder? Qual é o seu estilo de liderança?

Administrar, gerir e conduzir pessoas, profissionais e organizações

não é uma tarefa fácil, exige disciplina, desenvolvimento

de algumas habilidades fundamentais, foco e comprometimento.

A busca por líderes qualificados é cada vez maior, porém, encontrar

profissionais capacitados para suprir esta necessidade tem

sido cada vez mais difícil. Toda empresa precisa de uma pessoa

que tenha a habilidade de acompanhar, motivar e gerir equipes

de uma maneira eficaz. O líder dentro do ambiente corporativo

é o responsável por administrar os demais colaboradores, garantindo

assim que os processos de trabalho estejam sendo feitos

de maneira assertiva e dentro dos prazos estabelecidos. Além

disso, é importante que o líder seja uma pessoa que ajude seu

pessoal a evoluir cada vez mais através da motivação, que terá.

Como consequência, melhores resultados serão alcançados e

tanto a corporação quanto os funcionários se sentirão satisfeitos

e felizes. Apesar de existir um ideal do que um líder deveria ser,

nem sempre essa expectativa acaba sendo alcançada. Hoje nas

empresas, podemos encontrar vários perfis de líderes.

LÍDER AUTORITÁRIO

É aquele líder focado apenas na execução de demandas e

tarefas. Segue rigorosamente todas as leis e regras estabelecidas

pela empresa. Sua liderança é autocrática porque só leva em conta

sua própria opinião não dando abertura para contribuições de

outros colaboradores ou subordinados. Ele é quem define o que,

como, quando e em quanto tempo deverá ser feito determinada

tarefa. Este tipo de liderança influencia negativamente a equipe,

pois gera desmotivação e, consequentemente, improdutividade.

LÍDER DEMOCRÁTICO

Este é um tipo que ouve a opinião e contribuição de toda

a equipe. O líder democrático acredita que a opinião de todos

é importante para o resultado final. Sabe se comportar e tem

um bom relacionamento interpessoal com seus colegas e subordinados.

O reflexo de suas atitudes está no comportamento

e contribuições positivas da equipe nos processos de trabalho.

Profissionais reconhecidos e, principalmente, ouvidos, se sentem

muito mais abertos, receptivos e motivados a dar o seu melhor.

LÍDER LIBERAL

Este tipo de líder, como o próprio nome diz, é um profissional

mais liberal que não supervisiona seus subordinados o tempo

todo, pelo contrário, deixa seus colaboradores à vontade para

exercerem suas atividades. Esta influência é positiva quando

a equipe é madura o suficiente para caminhar com as próprias

pernas e sabe bem os resultados que necessitam produzir. Neste

sentido, esta liderança é benéfica pois estimula a criatividade

da equipe.

LÍDER COACH

O líder coach é o líder que exerce sua liderança baseado nos

princípios do coaching. Este profissional é aquele que conquista

pelo exemplo, que inspira seus colaboradores a seguirem suas

próprias ações. O leader coach, em sua gestão, consegue estimular

o desenvolvimento de novas habilidades e o aprimoramento

de competências latentes como liderança, comunicação, feedbacks,

negociação, delegação, foco, planejamento estratégico

e criatividade, entre outras.

Foto: divulgação

Por José Roberto Marques

Coach e motivador

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