Dezembro/2015 - Referência Industrial 170

jota.2016

Visitantes - Grupo Jota Comunicação

MARCENARIA - Série ferramentas manuais chega ao fim com instrumentos de medição e acessórios

I N D U S T R I A L

Impressão

direta

Tecnologia permite criar perfis

e texturas incomparáveis

Direct printing

Technology allows for the creation

of unparalleled profiles and textures

Especial – Prêmio REFERÊNCIA homenageia quem se destacou durante o ano de 2015


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

SUMÁRIO

SUMÁRIO

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

28

Affemaq 25

Baukus 09

Engecass 73

Feicon 21

Fhaizer Industrial 71

58

04 Editorial

06 Cartas

68

Formóbile 19

H. Bremer 07

Icavi 11

08 Bastidores

10 Coluna Flavio C. Geraldo

12 Notas

16 Aplicação

18 Alta e Baixa

20 Frases

Laserflex 27

Mill Indústrias 88

Montana Química 02

Planeta Industrial 83

Rossin 57

22 Entrevista

26 Coluna Abimci Paulo Pupo

28 Principal Encanto aos olhos e ao tato

40 Construção Civil

48 Marcenaria

54 Mercado

58 Prêmio REFERÊNCIA

68 Madeira Tratada

72 Química na Madeira

Siempelkamp 05

Vantec 17

74 Artigo

84 Agenda

86 Espaço Aberto

DEZEMBRO | 03


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

EDITORIAL

Ano XVII - Edição n.º 170 - Dezembro 2015

Year XVII - Edition n.º 170 - December 2015

Estampa a capa desta

edição a Laserflex com sua

técnica de impressão direta em

alta definição

SOBREVIVENTES

SURVIVORS

Chegamos ao final de 2015 com o sentimento de dever

cumprido, mesmo em meio há tantas turbulências e incertezas,

o que fica claro, e também dito por tantos especialistas, é

que em momentos como este é que as grandes oportunidades

surgem. É o caso da nossa reportagem de capa, sobre impressão

direta, que representa uma grande oportunidade para o

moveleiro se reinventar e investir em sua linha de produção.

A tecnologia consiste na gravação técnica de imagens com

reprodução fiel, sincronizando cores, padrões e texturas.

Outro exemplo de empresas que fizeram a diferença

em 2015 está na matéria especial de cobertura do Prêmio

REFERÊNCIA, que congratulou os 10 destaques dos setores

florestal, industrial madeireiro, produtos acabados, papel e celulose,

biomassa e energias alternativas. Acompanhe ainda o

final da série ferramentas manuais para o marceneiro, que traz

os principais instrumentos de medição e acessórios de corte.

Que venha 2016 e que ele nos surpreenda de forma positiva.

Boas festas e boa leitura!

We have arrived at the end of 2015 with the feeling of accomplishment,

even in the middle of so much uncertainty and

turbulence. What is clear, and also according to many experts,

is that in times like these, great opportunities arise. In the case

of our cover story, about direct printing, which represents a

good opportunity for the furniture maker to reinvent himself

and invest in his production line. The technology consists in an

image engraving technique providing a faithful reproduction,

synchronizing colors, patterns and textures.

Other examples of companies that made a difference in 2015

is in the special story covering the 2015 REFERÊNCIA Awards,

which honors 10 outstanding companies in the Forest-based

sector, including the timber, industrial finished products, pulp

and paper, biomass, and alternative energies segments, as well

as publications aimed at a specific and general public. Follow the

final story in the series about hand tools for woodworkers, which

covers the main measuring instruments and cutting accessories.

For that which may come in 2016 may it surprise us positively.

Happy holidays and pleasant reading!

EXPEDIENTE

JOTA COMUNICAÇÃO

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Diretora de Negócios / Business Director

Joseane Knop

joseane@jotacomunicacao.com.br

ASSINATURAS

0800 600 2038

Veículo filiado a:

JOTA EDITORA

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Redação / Writing

Rafael Macedo - Editor

editor@revistareferencia.com.br

Marina de Capistrano

jornalismo@referenciaindustrial.com.br

Colunista / Columnist

Flavio C. Geraldo

Paulo Pupo

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Fabiano Mendes

Bruce Cantarim

Fernanda Domingues

criacao@revistareferencia.com.br

Colaboradores / Colaborators

Fotógrafos: Fabio Ortolan, Valterci Santos

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal, Viviane Kraft

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Tradução / Translation

John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

Monica Kirchner - Coordenação

Elaine Cristina

assinatura@revistareferencia.com.br

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida

aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de

pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais, ONG’s, entidades de

classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao segmento madeireiro.

A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos

emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes

materiais de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e

outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são terminantemente proibidos

sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the

producers and consumers of the good and services of the lumberz industry, research

institutions, university students, governmental agencies, NGO’s, class and other entities

directly and/or indirectly linked to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does

not hold itself responsible for the concepts contained in the material, articles or columns

signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The

use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of

the texts, photographs and other intellectual property in each publication of Revista

REFERÊNCIA is expressly prohibited without the written authorization of the holders

of the authorial rights.

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

CARTAS

Capa da Edição 169 da

Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL,

mês de novembro de 2015

Satisfação

Apoio ao setor

Por Lauro Chaves,

Santo Antônio da

Platina (PR)

Gostaria de parabenizar

a equipe da

Revista REFERÊN-

CIA INDUSTRIAL,

que traz assuntos de

grande relevância

para nós. Estamos

muito satisfeitos

com a publicação.

Parabéns pelo trabalho!

Foto: divulgação

Por Anderson de Lima,

Curitiba (PR)

Quero agradecer à RE-

FERÊNCIA INDUSTRIAL

pela atenção e comprometimento

com o setor

industrial madeireiro, trazendo

temas imprescindíveis,

como tendências

de mercado, marcenaria

e tecnologia. Continuem

apoiando nosso setor.

Foto: divulgação

Errata

Mais agilidade

Foto: divulgação

Por Marcelo

Andrade e Silva,

Joinville (SC)

A REFERÊNCIA

INDUSTRIAL tem

me ajudado muito

no dia a dia da fábrica.

Gostei muito

da matéria sobre

tecnologia de gestão, publicada na edição anterior, pois

quero aplicar e conseguir mais agilidade nos processos e

na produção. Obrigado!

Imagem: reprodução

Na página 13, em Notas, da REFERÊNCIA INDUSTRIAL

169, edição de novembro, erramos ao colocar o Estado

da cidade de Cacoal. A cidade se encontra em Rondônia

e não Rio Grande do Norte como mencionado.

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião

é fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

revistareferencia@revistareferencia.com.br

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E-mails, críticas e sugestões podem ser

enviados para redação ou siga:


Gerando energia para o mundo.

CALDEIRAS AQUATUBULARES

• Grelha rotativa ou fixa refrigerada a água

• Vapor saturado ou superaquecido

• Capacidade de 10 a 60 ton/h vapor

• Pressão de trabalho de 15 a 68 kgf/cm²

Gerando soluções

tecnológicas de energia

Rua Lilly Bremer, 322 • Bairro Navegantes • Rio do Sul • Santa Catarina

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

BASTIDORES

Na foto, os integrantes da

equipe Laserflex: Mariane

Bastos e John Welber

Lourençone (técnicos

em artes gráficas), Alana

Ronconi (coordenadora de

desenvolvimento e projetos)

e Otávio Ronconi (diretor)

Na foto, Viviane Kraft

Trinkaus (departamento

comercial GRUPO JOTA),

John Welber Lourençone

(técnico em artes gráficas

da Laserflex), Alana

Ronconi (coordenadora de

desenvolvimento e projetos

Laserflex) e Rodrigo A. van

Erven (gerente comercial

Rochesa)

TECNOLOGIA APLICADA

Durante visita nas dependências da Laserflex Cilindros de

Impressão, em Pinhais (PR), nos atualizamos sobre as inovações e

qualidade de impressão direta em alta definição para o mercado

moveleiro.

Foto: REFERÊNCIA Foto: REFERÊNCIA

PARCERIA DE SUCESSO

Visitamos a Rochesa - Tintas e Vernizes, parceira da

Laserflex, para entender o processo e assistir na prática

a impressão de uma chapa no laboratório da empresa.

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

COLUNA

Flavio C. Geraldo

Arch Proteção de Madeiras - Grupo Lonza

Contato: flavio.geraldo@lonza.com

ORA, A LEI…

Anvisa ainda não conseguiu distinguir a diferença de agrotóxico e preservativo de madeira

Foto: divulgação

Q

uando Getúlio Vargas pronunciou a famosa

expressão: Lei! Ora, a Lei; certamente não

imaginava o alcance das consequências por

trás das limitações da aplicabilidade de certas leis.

Em outubro passado, a Anvisa (Agência Nacional de

Vigilância Sanitária), submeteu à consulta pública

proposta de resolução dispondo sobre os critérios e

exigências para avaliação toxicológica de agrotóxicos,

componentes e afins. Desta vez, em várias menções,

o documento não deixou dúvidas, os preservativos de

madeiras estavam no mesmo pacote. O setor de preservação

de madeiras já se posicionou oficialmente junto

à Anvisa, argumentando que os produtos preservativos

de madeiras têm tratamento legal distinto aos produtos

agrotóxicos e afins, solicitando a exclusão dos mesmos

do texto proposto. As formas de aplicação, assim como

o substrato aos quais esses produtos são destinados

e a sua permanência nesses substratos, foram, entre

outros, importantes argumentos de suporte à proposta

do setor. Além disso, valeu como reforço o fato de que

o setor é regulado pela Portaria Interministerial 292,

de 28 de abril de 1989, que até o presente momento

não foi revogada, onde os procedimentos e critérios a

serem observados para determinação da classificação

toxicológica dos preservativos de madeira são contemplados.

Esta é uma discussão setorial, que certamente

vai merecer a atenção da Anvisa e desencadear discussões

de todas as partes envolvidas. No entanto, mesmo

considerando a necessidade de se ter regulamentações

através de leis, decretos, portarias ou qualquer outro

instrumento legal que possa contribuir para um melhor

disciplinamento de comercialização e uso de produtos,

assim como estimular a inovação em busca de produtos

mais amigáveis e seguros ao ser humano e ao ambiente,

isto não é suficiente. Primeiramente, há a necessidade

de uma reflexão no sentido de se buscar uma flexibilização

da forte burocracia que dificulta o registro de

novos produtos. Isto é interessante e paradoxal, pois,

o mercado usuário de produtos fica preso a moléculas

ou formulações ultrapassadas, uma vez que os prazos,

custos e até mesmo algumas exigências dispensáveis,

inviabilizam novos registros. Não se discute aqui a importância

e a necessidade da modernização das regras

aplicáveis aos registros de produtos, busca-se sim a

necessidade de uma melhor adequação, para que novos

registros ou renovações dos existentes sejam alinhadas

à realidade da indústria e dos setores usuários. Porém,

mais importante do que se ter regulamentações evoluídas,

detalhadas e com nível de exigências muitas vezes

dispensável, é a adequação dos órgãos reguladores

para que se tenha a devida capacidade de controle e

fiscalização em perfeita sintonia e alinhamento com as

exigências de utilização de produtos, sejam estes destinados

como agrotóxicos, seus componentes, afins e

preservativos de madeira. Não se trata de uma exceção,

mas no setor de preservação de madeiras tem ocorrido

a prática de certas irregularidades, cujos adeptos se

apoiam na certeza de falta do controle e da fiscalização.

A necessidade de complementações dentro dos órgãos

reguladores, entre os setores que fazem as regras e os

que controlam e fiscalizam a sua aplicação é flagrante.

A indústria não se vê tão estimulada na busca ou adoção

de produtos inovadores e o ambiente e saúde humana

podem estar sujeitos a riscos desnecessários e evitáveis.

Enquanto isso fica valendo as palavras do Getúlio sobre

o alcance das leis.

Mais importante do que se ter regulamentações

evoluídas, detalhadas e com nível de exigências

muitas vezes dispensável, é a adequação dos

órgãos reguladores para que se tenha a devida

capacidade de controle e fiscalização

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Foto: divulgação

REFERÊNCIA INDUSTRIAL

NOTAS

Estruturas de

madeira

Curitiba (PR) será palco do XV Ebramem (Encontro

Brasileiro em Madeiras e em Estruturas de Madeiras) entre

os dias 9 e 11 de março de 2016. Discussões, atualizações

e informações técnico-científicas ligadas ao assunto serão

apresentadas na ocasião. Participarão do encontro pesquisadores

brasileiros e estrangeiros, professores, estudantes

de graduação e pós-graduação, profissionais do setor construtivo

e empresários. O tema central será Madeira para a

construção civil - tecnologia para minimizar impacto ambiental.

Para o professor Carlito Calil Junior, vice-presidente do

Ibramem (Instituto Brasileiro da Madeira e Estruturas de

Madeira) e um dos idealizadores do congresso, o encontro é

importante para divulgar e aumentar a utilização da madeira

no país. Ele lembra que em países desenvolvidos, como

Canadá e EUA (Estados Unidos da América), por exemplo,

90% das casas têm estrutura de madeira. No Brasil, esse

material construtivo ainda enfrenta muito preconceito.

Affemaq confirma

edições para 2016

A Affemaq (Associação dos Fornecedores para as Indústrias

de Madeira e Móveis) comemorou o sucesso dos eventos

realizados em 2015 e confirmou o calendário de ações para o

próximo ano. A Mostra Affemaq (Feira Itinerante de Máquinas,

Ferramentas, Acessórios, Insumos e Serviços para as Indústrias

de Madeira e Móveis), organizada pela entidade, foi

realizada em duas regiões com particularidades muito distintas:

Goiás e Norte Catarinense. Somados, os eventos representaram

uma previsão de 18 milhões em negócios, contando

com cerca de 50 empresas expositoras, entre associados e

parceiros. O presidente da entidade, Fabrício Zanetti, confirma

que as ações para o ano de 2016 já estão sendo alinhadas,

incluindo a realização de duas edições das Mostras Affemaq,

feiras itinerantes realizadas dentro dos polos moveleiros, uma

missão internacional e, em análise um evento técnico no exterior,

que visa levar a rede de associados e parceiros para outros

mercados na América do Sul. “Realizaremos a 18ª e 19ª

edições da Mostra Affemaq. Os dois polos escolhidos para os

eventos de 2016 estão entre os mais expressivos do país em

volume de empresas. A primeira edição será realizada de 5 a

7 de abril no polo de Arapongas (PR) e a segunda de 28 a 30

de junho, em Bento Gonçalves (RS). Além disso, teremos as

missões internacionais e a participação dos associados na feira

Formóbile, no final de julho”, projeta o presidente.

Foto: divulgação

Foto: André Maiolli

Todeschini conquista

Top de Marketing

A fabricante de móveis planejados Todeschini conquistou

dois troféus na edição 2015 do Top de Marketing Advb/

RS. Na categoria Indústria, venceu com o case: Coleção Ser;

que conta sobre o trabalho de reposicionamento realizado,

mostrando o profundo processo de mudança de posicionamento

iniciado em 2003, pela revisão de todos os pilares até

chegar ao momento atual.

Já na categoria Top Inovação em Produto, a marca foi agraciada com o case Cozinha Lomo, que associa o visual retrô a elementos

modernos e opcionais de última geração, que agregam tecnologia a um ícone do passado. Em sua 33ª edição, o Top de Marketing Advb/

RS, que teve como tema: É nos piores momentos que os melhores aparecem; destacou as empresas e projetos que conseguiram superar

o momento de crise mantendo a competitividade e o resultado dos seus negócios.

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Projeto Comprador

Feimec 2016

Somos Móveis

Para as comemorações de 20 edições da Movelsul Brasil,

foram criadas ações que envolvem a comunidade local e reforçam

a mensagem de que em Bento Gonçalves (RS), está o principal

polo moveleiro do país. Com o projeto: Somos Móveis; o

Sindmóveis (Sindicato das Indústrias do Mobiliário) desenvolverá

três grandes ações que são um convite à reflexão sobre a

importância que a indústria moveleira tem para o município e

como os frutos desse setor romperam fronteiras e chegaram

a todo o mundo. Além de um portal de memórias da feira na

internet e de um evento itinerante de janeiro a março, período

que antecede a feira, a Movelsul Brasil quer deixar um legado

para comunidade sob a perspectiva do design. Esse legado é a

revitalização dos brinquedos da praça Achyles Mincarone, no

bairro São Bento.

Na web, a história da Movelsul Brasil será contada em formato

de linha do tempo com todo o material captado nos bancos

de imagens do Sindmóveis. A comunidade será convidada

a compartilhar todas as ações com a hashtag #SomosMóveis.

Foto: divulgação

Empresários brasileiros já podem se inscrever para

participar do Projeto Comprador que vai acontecer na

Feimec 2016 (Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos),

por meio do programa Brazil Machinery

Solutions, com apoio da Apex-Brasil (Agência Brasileira

de Promoção de Exportações e Investimentos). A

iniciativa tem o objetivo de aproximar o empresariado

do mercado internacional para comprovar os diferenciais

das máquinas e equipamentos do Brasil, que chamam

a atenção não somente por sua qualidade, mas

também pela capacidade inventiva que possuem, a

feira é uma iniciativa da Abimaq (Associação Brasileira

da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e acontecerá

no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center,

em São Paulo (SP), entre os dias 3 a 7 de maio de 2016.

O Projeto Comprador promove a vinda de compradores

de países-alvo ao Brasil e realiza reuniões

pré-agendadas com fabricantes brasileiros, para que

assim possam conhecer a diversidade de produtos e

serviços oferecidos pelo setor nacional, bem como

suas especificidades técnicas. As inscrições podem ser

feitas no site www.abimaq.org.br

Imagem: divulgação

Foto: divulgação

Demandas

da indústria

A CNI (Confederação Nacional da Indústria)

reuniu 94 propostas em uma agenda

abrangente, focada na redução da burocracia,

qualidade regulatória e estímulo aos investimentos

em infraestrutura e inovação, além

da reforma da Previdência Social. Foram apresentadas a representantes do governo uma série de medidas possíveis de serem

adotadas pelo Executivo como forma de enfrentar a crise atravessada pelo país. Entre elas, a suspensão imediata da Norma Regulamentadora

nº 12, que vem tirando de operação máquinas e equipamentos de muitas indústrias. Esse conjunto de ações está no

documento Regulação e Desburocratização: propostas para a melhoria do ambiente de negócios, entregue no dia 18 de novembro

pelo presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, aos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando

Monteiro Neto, e do Planejamento, Nelson Barbosa. As medidas foram construídas para serem implementadas concomitantemente

ao processo de ajuste das contas públicas e têm baixo impacto fiscal, mas exigem que diversas esferas de governo atuem pelo

objetivo comum de recuperar a confiança do setor produtivo e da população na economia.

DEZEMBRO | 13


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

NOTAS

Fusão Promob e

SisModular

Foi anunciada recentemente a fusão das empresas gaúchas de software das

marcas Promob e SisModular voltadas a soluções de software para projetos de

ambientação e para gestão de lojas de móveis. Como observa Vanderlei Buffon,

presidente do Conselho de Administração do Grupo Promob, trata-se de uma

excelente notícia para o mercado. A fusão resultará em uma gama de produtos

mais aderentes às necessidades do mercado, um estreitamento na relação

cliente-empresa. Para 2016, a projeção é de um crescimento de 15% na venda

de software neste segmento, o que representa cerca de 1.500 lojas atendidas

com a operação conjunta. Para 2016, a projeção é de um faturamento de R$ 67

milhões, considerando os diversos segmentos. Confira a matéria especial sobre

softwares e como eles otimizam e melhoram o controle dentro da indústria moveleira

na edição 169 (novembro 2015) da REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Casa da

indústria

Alguns sindicatos do setor produtivo também adotaram o

conceito de coworking e estão compartilhando espaço e recursos

de escritório em cinco cidades do Paraná, com o apoio da

Fiep (Federação das Indústrias do Paraná). A cidade de Guarapuava

(PR) recebeu a quinta unidade da Casa da Indústria.

O espaço abriga a sede do Sindusmadeira (Sindicato das Indústrias

de Madeiras, Serrarias, Beneficiamentos, Carpintaria

e Marcenaria, Tanoaria, Compensados e Laminados, Aglomerados

e Embalagens).

O objetivo é promover a sustentabilidade, a troca de boas

experiências entre os sindicatos e, com isso, o fortalecimento

das indústrias da região onde atuam. “Servirá como referência

não só para os sindicatos e industriais da região, mas também

para os demais sindicatos de base estadual, que poderão utilizar

as instalações”, afirmou o presidente da Fiep Edson Campagnolo,

na inauguração da Casa da Indústria de Guarapuava,

no dia 19 de novembro. As Casas da Indústria também estão

em funcionamento em Apucarana, Cascavel, Ponta Grossa e

Londrina.

Foto: divulgação

Simm adquire

impressoras 3D

Empresas do noroeste paulista já são adeptas à tecnologia

das impressoras 3D, que transformam com precisão

projetos desenvolvidos virtualmente em objetos reproduzidos

de acordo com o formato, tamanho ou modelo

desejado. O Simm (Sindicato da Indústria do Mobiliário

de Mirassol), em São Paulo, possui em seu laboratório impressoras

que auxiliam no desenvolvimento de projetos.

Para o presidente do Simm, Pedro Bemvindo Rodrigues,

a impressora 3D contribui para o desenvolvimento

do mercado. “Esta tecnologia é uma ferramenta técnica

que proporciona soluções criativas e inovadoras que auxiliam

a expansão dos negócios nos segmentos e a criação

de novos produtos”, comenta Pedro.

Além de colaborar com a confecção mais próxima

e real de um futuro móvel, as máquinas também são a

sustentação para diversos segmentos. O aparelho que o

sindicato adquiriu imprime produtos com superfícies suaves

e componentes flexíveis e está apto para o desenvolvimento

do design de móveis e peças de outras áreas.

Foto: divulgação

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Foto: REFERÊNCIA

Nova diretoria

Abimóvel

A Abimóvel (Associação Brasileira da Indústria do

Mobiliário) realizou, no dia 18 de novembro, a eleição

para a escolha da diretoria que assumirá a entidade no

triênio 2016-2018. O catarinense Daniel Lutz foi reeleito

e destacou que sua plataforma de atuação é dar sequência

à defesa dos interesses do setor, buscando desenvolver,

consolidar e projetar ainda mais a indústria do mobiliário,

dando visibilidade aos programas em andamento.

Vale lembrar que a associação representa a indústria e o

setor moveleiro do país e no exterior.

Decisão libera

máquinas

A Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) e o

Sindimadeira (Sindicato da Indústria da Madeira de Caçador)

obtiveram a primeira decisão judicial coletiva que libera máquinas

antigas de seguir a NR-12 (Norma Regulamentadora).

O despacho do juiz Etelvino Baron, da Vara do Trabalho de Caçador,

libera da aplicação da NR-12 equipamentos produzidos

antes de 2010, quando entrou em vigor a revisão da norma,

que agregou 300 novas exigências às 40 que já estavam vigentes.

A decisão beneficia as empresas associadas ao Sindimadeira.

Na sentença, o juiz afirma “reconhecer o direito líquido

e certo de não sofrer autuação, decorrente de fiscalização indireta,

no tocante às máquinas adquiridas até a edição da Portaria

197, de 24/12/2010, que estavam em conformidade com

os termos da NR-12 vigentes até aquela data.”

Foto: Plínio Bordin

Foto: Silvia Tonon

Sindimóveis

prorroga gestão

Os associados do Sindmóveis (Sindicato das Indústrias do Mobiliário) de Bento Gonçalves

(RS) aprovaram durante a assembleia extraordinária realizada no dia 19 de novembro

a prorrogação do mandato da atual diretoria pelo período de um ano. Com isso, o

empresário Henrique Tecchio, da Bentec Móveis Planejados, permanece presidindo a entidade

até o fim do próximo ano, apoiado pelo vice-presidente e diretor jurídico Alexandre

Michelin e as diretorias de comunicação, infraestrutura, internacional, operacional, serviços

e do Salão Design.

A ampliação dá continuidade aos projetos iniciados em 2015, como a mudança da

Casa Brasil para São Paulo como evento da feira High Design – Home and Office Expo

e a construção da nova sede do sindicato, em parceria com CIC/BG (Centro da Indústria,

Comércio e Serviços de Bento Gonçalves) e Movergs (Associação das Indústrias de Móveis

do Estado do Rio Grande do Sul). Além disso, a atual diretoria pode dar seguimento aos

preparativos para a XX edição da Movelsul Brasil 2016, a ser realizada de 14 a 18 de março.

“Nesse próximo ano, teremos o mesmo empenho e dedicação destinados nesses dois anos e trabalharemos continuamente para

tornar o polo moveleiro de Bento Gonçalves ainda mais referência nacional”, ressaltou o presidente reeleito.

DEZEMBRO | 15


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

APLICAÇÃO

BESOURO

GIGANTE

Foto:divulgação

O

gabinete Besouro, do artista

e designer lituano Janis Straupe

levou três meses para ser

esculpido, com mais de 11 funcionários

envolvidos na produção. O armário possui

11 gavetas, espaço para artigos de

papelaria e compartimentos secretos. O

projeto é todo personalizável, e o cliente

pode incluir ou tirar itens.

Cada um de seus trabalhos tem algum

detalhe especial, um segredo que

os distingue de simples objetos do cotidiano.

Em cada milímetro pode-se ver e

sentir o toque pessoal de designer. Reunificar

as habilidades de trabalho antigo

com a tecnologia moderna. As peças são

reproduzidas apenas em uma ou poucas

cópias, tornando-as únicas.

MOBILIÁRIOS

ECOFRIENDLY

O

design ecofriendly já é uma realidade

na decoração contemporânea.

A designer Monica

Cintra trabalha social e ecologicamente

com o reaproveitamento de madeiras de

árvores tombadas e de raízes resgatadas

de queimadas. Com desenhos esculpidos

pela própria natureza, suas criações e mobiliários

se valorizam pela exclusividade.

Como exemplo, a mesinha Moreré

é feita de madeira de reaproveitamento

cedro arana, com base em ferro pintado

na cor aço corten. Além disso, a designer

trabalha a cor da madeira fazendo a despigmentação,

que é o complemento ideal

para deixar o móvel mais bonito.

Foto: divulgação

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ALTA E BAIXA

BAIXA

ALTA

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

FRASES

Sabemos que as adversidades pelas quais

estamos passando são inúmeras, e muitas

vezes chegam a ser desanimadoras para o

setor produtivo. Mas precisamos trabalhar para

superar esse momento difícil, e o caminho para

isso passa por uma estrada de muito trabalho.

De muita dedicação

Foto: divulgação

Ivo Cansan, presidente da Movergs (Associação das Indústrias de Móveis do Estado

do Rio Grande do Sul), durante discurso de abertura do encontro Indústria moveleira

do Rio Grande do Sul: a força dos grandes alavancando os pequenos negócios

Sou discípulo do foco. Enquanto se tem um negócio pequeno, é

importante encontrar nichos, otimizar o tempo e fazê-lo render

Rudimar Borelli, presidente da Marelli, ressaltando a importância da estratégia bem definida para

geração de resultados

A padronização dos produtos madeireiros, especialmente do

compensado, dentro dos requisitos e padrões exigidos pelas

normas europeias, é fundamental para a consolidação do produto

brasileiro no Reino Unido e nos demais países da Europa

Mark Sheriton, presidente da divisão de compensados e painéis da TTF (Timber Trade

Federation), durante assinatura do acordo de cooperação com a Abimci (Associação Brasileira

da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente)

Trilhamos um caminho de

valorização, onde o patrimônio

não são as nossas máquinas nem

nossos prédios, mas as pessoas que

trabalham conosco

Foto: divulgação

José Agnelo Seger, presidente do Grupo Herval, sobre a

pluralidade da empresa que conta com 18 marcas atualmente

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ENTREVISTA

SILVIA GRILLI

LOCAL DE NASCIMENTO

PLACE OF BIRTH:

18/03/1964 - São Paulo, SP

March 18, 1964 - São Paulo, SP

FORMAÇÃO PROFISSIONAL

EDUCATION:

Graduada em Desenho Industrial, com especialização em design de

interiores na Scuola Lorenzo de Médici (Florença)

Industrial Design specializing in Interior Design, Scuola Lorenzo de

Médici (Florence, Italy)

CARGO

PROFESSION:

Sócia-diretora do portal TrendMóvel

Managing Partner of TrendMóvel Portal

Foto: divulgação

Design aliado à indústria

Design allied to Industry

C

om livro recém saído do forno, o nome da design

de móveis Silvia Grilli está em voga dentro da

indústria moveleira. Palestrante do último Congresso

Nacional Moveleiro, a profissional ressalta a importância

da brasilidade e originalidade dentro dos processos

de criação e fabricação do móveis feitos por aqui, pontos

estes fundamentais para quem deseja se firmar no mercado

brasileiro e exportar sua identidade para os quatro cantos

do mundo. Ela ressalta ainda a importância da madeira, e

de como o mercado está revivendo os valores dos anos 1950

e 1960, período áureo do design brasileiro.

W

ith a recently release book, Silvia Grilli designed

furniture has come into vogue within the furniture

industry. Speaking at the last National Furniture

Congress, the professional emphasizes the importance

of Brazilianness and originality in the creation and production

of furniture made in the Country, fundamental points for

those who want to settle themselves into the Brazilian market

and export their identity to the four corners of the world.

She emphasizes the importance of wood and how the market

is reviving the values of the 1950’s and 1960’s, the golden period

of Brazilian design.

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Hoje

vemos uma

revalorização

da madeira

como símbolo

da nossa

biodiversidade

DEZEMBRO | 23


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ENTREVISTA

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

COLUNA ABIMCI

Paulo Pupo

Superintendente da Associação Brasileira da Indústria de

Madeira Processada Mecanicamente

Contato: abimci@abimci.com.br

Foto: divulgação

MOMENTO SURREAL!

Instabilidade política pela disputa do poder traz ainda mais insegurança ao empresariado brasileiro

T

enho tentado e, certamente, o mesmo acontece

com a grande maioria dos brasileiros, em achar

o termo correto para toda essa guerra política e

jurídica pelo poder, aliada a esse preocupante ambiente

tenebroso e negativo pelo qual passa o Brasil, provocando

a paralisia da economia e causando um impacto muito

negativo no setor produtivo. Acredito que o termo mais

apropriado seja: surreal!

Muitas coisas surreais estão acontecendo no país e

o setor madeireiro e de base florestal é constantemente

ameaçado por esse tipo de situação. Alguns exemplos

recentes valem a pena ser citados.

Funcionários de uma empresa no Paraná acamparam

recentemente em frente ao Palácio do Governo desse

Estado para pedir que o poder público atuasse contra as

invasões que a empresa está sofrendo por movimentos

organizados. Um cenário que traz insegurança jurídica e

balança os conceitos do direito à propriedade, condições

básicas para qualquer país democrático caminhar na direção

correta de atração de investimentos, gerando desenvolvimento

e garantindo assim a sustentabilidade de seu setor

produtivo. E isso me parece surreal, porque dessa vez os

próprios funcionários foram às ruas se manifestar pedindo

ajuda oficial para poder voltar aos seus postos de trabalho

e assim ajudar a empresa a prosseguir com suas atividades.

Outro caso no mínimo estranho foi a recente proposta

do Ibama destinada ao setor madeireiro que propõe uma

redução de percentual de CRV (Coeficiente de Rendimento

Volumétrico), dos atuais 45% para 35%. Todos sabemos que

o rendimento é maior do que este sugerido pelo Ibama e

agora as entidades precisam defender o tema, pois a referida

proposta não leva em consideração diversas características

da tora que influenciam o coeficiente de rendimento

volumétrico tais como: espessura da casca, espessura do

alburno, diferentes níveis de conicidade das toras, maior

ou menor ocorrência de ocos e diferentes densidades da

madeira. Sem considerar também outras características

como o menor ou maior valor financeiro da madeira obtido

na sua comercialização, o nível tecnológico das indústrias e

o nível de treinamento da mão de obra utilizada nas indústrias,

fatores que influenciam diretamente no coeficiente

de rendimento volumétrico das toras.

Antes da Resolução Conama 411/2009, o rendimento

considerado pelo Ibama era o coeficiente de rendimento

volumétrico de 55% de madeira serrada (incluso o aproveitamento),

ou seja, o fator de conversão de 1,8. Com

a resolução, o coeficiente de rendimento volumétrico foi

reduzido para 45%; fator de conversão de 2,2. A manutenção

do coeficiente de rendimento volumétrico de 45%

é importante, pois o mesmo se encontra dentro da média

auferida pela indústria, considerando as características

que influenciam o coeficiente de rendimento volumétrico,

enumerados acima.

Outra situação surreal é a do mercado de exportações

de uma grande maioria de produtos madeireiros. Apesar do

câmbio teoricamente favorável, o que se confere na prática

é uma das piores crises de rentabilidade e achatamento da

atividade madeireira destinada à exportação. Vivemos em

um cenário de quedas preocupantes do preço dos produtos

brasileiros em moeda internacional, situação essa que

ajudada e corroída pelo famigerado custo Brasil, nos tira

toda e qualquer competitividade.

E para finalizar, quando olhamos para o governo confortavelmente

locado no planalto central, vemos um verdadeiro

circo de horrores, cuja única e principal pauta é achar

mecanismos para se manter no poder, a qualquer preço,

nem que isso custe a estabilidade duramente conquistada

pelo Brasil. Enquanto o que se espera de um país sério e de

um governo interessado no desenvolvimento da nação é o

diálogo para parcerias, discussão de saídas conjuntas para

a crise e, principalmente, a segurança jurídica necessária

para que as empresas possam cumprir com seus contratos

e obrigações.

Dessa forma, diante de tantos fatos extraordinários,

necessariamente precisamos passar por cima de tudo

isso, tentando descolar a rotina de nossas empresas do

marasmo e do lamaçal político nacional. Até porque, todo

mês a fatura exorbitante da sua energia elétrica vence, a

sua folha de pagamento e encargos não aceita atrasos, o

seu fornecedor de insumos e matéria-prima depende de

você muitas vezes, e o seu banco, que poderia ser outro

parceiro nessa hora, pois seguidamente nos mostram

balanços com lucros fantásticos, certamente também está

lhe abandonando aos poucos.

Tomara que ao final dessa crise sobrevivamos para

contar a história. E que venha 2016!

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

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ENCANTO AOS

OLHOS E AO

TATO

PROCESSO ROTOGRÁFICO TOMA CADA VEZ MAIS

ESPAÇO DENTRO DA INDÚSTRIA MOVELEIRA E

POSSIBILITA UMA INFINITA GAMA DE OPÇÕES DE

PADRÕES COM CUSTO REDUZIDO

Fotos: divulgação

CHARMING TO THE

EYE AND TO THE

TOUCH

MORE AND MORE, THE ROTOGRAPH

PROCESS IS GAINING SPACE WITHIN THE

FURNITURE INDUSTRY LEADING TO AN

INFINITE RANGE OF OPTIONS FOR PATTERNS

AT A REDUCED COST

DEZEMBRO | 29


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

HÁ UMA GAMA INFINITA DE PADRÕES. NA

FOTO, TESTES FEITOS COM TECIDO JEANS

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NO LABORATÓRIO DE TESTES

DA ROCHESA, AS MÁQUINAS

SÃO SEPARADAS, DIFERENTE

DE UMA LINHA DE PRODUÇÃO

EM QUE A PEÇA SAI PRONTA

NO FINAL DA OPERAÇÃO.

NAS PRÓXIMAS PÁGINAS

ACOMPANHE CADA ETAPA

DEZEMBRO | 31


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

CILÍNDRO OU CAMISA PARA IMPRESSÃO

DIRETA É COLOCADO NA MÁQUINA

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ETAPA DE LIXAMENTO DA CHAPA

DEZEMBRO | 33


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

APLICAÇÃO DE MASSA

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APLICAÇÃO DO FUNDO OU PRIMER

DEZEMBRO | 35


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

APLICAÇÃO DO PADRÃO ESCOLHIDO

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PADRÃO IMPRESSO

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

CHAPA FINALIZADA

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IMPRESSÃO DE

PADRONAGEM

EM PAINÉIS

PERMITE:

• RIQUEZA DE DETALHES

• ALTA QUALIDADE DE IMPRESSÃO

• FÁCIL LIMPEZA

• SINCRONISMO DE DUAS OU MAIS

CORES

• MAIOR DURABILIDADE

• GRAVADO EM BORRACHA EPDM,

IMUNE À GRANDE MAIORIA DE

TINTAS E SOLVENTES

• IMPRESSÃO DIRETA, MAIOR

ECONOMIA NO PROCESSO COM

MAIOR DEFINIÇÃO

DEZEMBRO | 39


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

CONSTRUÇÃO CIVIL

PARICÁ:

QUANDO AS

OPORTUNIDADES

NASCEM DA CRISE

Fotos: divulgação

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FABRICANTES DE

COMPENSADO DA

REGIÃO NORTE DO

PAÍS SE REINVENTAM

AO PRODUZIR A

PARTIR DE ESPÉCIE

NATIVA PLANTADA

DEZEMBRO | 41


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

CONSTRUÇÃO CIVIL

H

á quem diga que das crises nascem as maiores

oportunidades no mundo dos negócios. E os

fabricantes de compensado da região norte

do Brasil estão aí para provar essa máxima. Depois de

verem o setor de madeira processada do Estado do Pará

quase que desaparecer por conta de questões ambientais

ligadas ao uso da floresta tropical, os industriais se

reinventaram ao apostar no plantio florestal de uma

espécie nativa, inclusive recuperando áreas até então

degradadas. O Paricá começou a ser plantado em 2004

e, de lá para cá, ganhou reconhecimento pela qualidade

e pelas características sustentáveis.

Com as crises de identidade e ambiental superadas,

agora os fabricantes partem para uma nova batalha: posicionar

o compensado de Paricá nos mercados nacional

e internacional. E essa missão ganhou um importante

aliado em novembro. O Catálogo Promocional do Compensado

de Paricá, desenvolvido pela Abimci (Associação

Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente)

em conjunto com os principais fabricantes desse

segmento, promete conferir ao produto um novo posicionamento.

O principal objetivo é vender e não apenas

ser comprado, afirmam os fabricantes.

Para o presidente do Simarp (Sindicato das Indústrias

Madeireiras do Município de Rondon do Pará), Ernesto

Carlos Ganassoli, o setor vive uma nova fase a partir de

um cenário ambiental favorável, com a expectativa de

ampliar mercado, inclusive com possibilidade de exportação.

“Temos um produto sustentável da Amazônia, com

diferenciais competitivos como leveza, homogeneidade

e de altíssimo nível técnico”, afirma. Atualmente, 95%

da produção – cerca de 16 mil m³/mês (metros cúbicos/

mês) –, destina-se ao mercado interno, em especial para

as regiões norte, nordeste, centro-oeste e parte para o

sudeste.

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OPORTUNIDADES

A partir de dados levantados pela Anamaco (Associação

Nacional das Revendas de Material da Construção),

é possível enxergar um cenário bastante favorável para

os produtores de compensado, incluídos aí o de Paricá.

De acordo com pesquisa realizada pela Anamaco, o

Brasil possui 133 mil lojas e revendas. Nesses pontos de

venda, a madeira em geral representa apenas 36% da

participação nos produtos. Desse universo, a estimativa

é de que compensados e chapas estejam presentes em

apenas 2% das lojas.

Outro dado importante é que 1.100 revendas de

grande porte compram diretamente dos fabricantes,

uma oportunidade para que seja realizada uma negociação

sem intermediários. Já no relacionamento com

as construtoras, é preciso apresentar o compensado de

Paricá para pelos menos 114 mil empresas.

RAIO-X DO COMPENSADO

DE PARICÁ

CARACTERÍSTICAS:

• leveza

• madeira macia

• ampla aplicabilidade

• uniformidade de cores

USOS:

• indústria moveleira

• construção civil

• embalagens

DEZEMBRO | 43


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

CONSTRUÇÃO CIVIL

NOVO POSICIONAMENTO DO SETOR

O Catálogo Promocional do Compensado do Paricá

foi lançado durante uma cerimônia realizada em Rondon

do Pará (PA), no dia 25 de novembro. Autoridades locais,

representantes da REVISTA REFERÊNCIA e os empresários

do setor conheceram o documento, que padroniza

e define categorias, leva informação ao consumidor,

pré-qualifica o produto, agrega valor às marcas, orienta

quanto ao uso e aplicações, além de reforçar o espírito

associativo.

Durante o evento, os convidados tiveram acesso

ainda ao plano de ação para divulgação. Entre as ações

planejadas está a distribuição para clientes que já usam

o compensado de Paricá com o objetivo de reforçar o

uso e padronizar as informações; uma maior atuação

junto às revendas de madeira e materiais de construção,

e uma ação mais ampla para também atender empresas

do segmento da construção civil.

Uma segunda etapa inclui a participação em eventos

e feiras em 2016, com o desafio de levar para todas as regiões

do país as potencialidades do produto. Em paralelo

a todas essas iniciativas, o plano prevê a promoção do

compensado de Paricá por meio da imprensa nacional

e especializada.

Na avaliação do presidente da Abimci, José Carlos

Januário, o trabalho que vem sendo realizado pelos

industriais que trabalham com madeira tropical merece

aplausos. “A mudança de conceito empresarial, com

atitudes positivas, união de esforços, posicionamento

no mercado, foco no futuro e na perenidade de seus

negócios mostra que é possível se reinventar”, afirma.

Ernesto Carlos Ganassoli, sócio-proprietário da Compensados

Confiança, comenta que a lâmina de Paricá tem

como mercado principal as indústrias do sul do país. A

respeito das vantagens deste tipo de compensado, ele

cita a inexistência de nós, sua homogeneidade de cor e

peso, aliada a boa resistência e uma enorme facilidade

de colagem e acabamento.

Para o empresário Moacir Alberto Raiman, o momento

para o lançamento deste catálogo não poderia ser mais

NATIVA, SIM. SUSTENTÁVEL TAMBÉM

A espécie tropical proveniente de floresta plantada tem forte apelo ambiental. Por ser uma árvore

de ciclo rápido pode ser processada com idade entre cinco e sete anos, oferecendo entre várias

vantagens, leveza e maleabilidade. O metro cúbico do compensado de Paricá pesa em média 450

kg (quilogramas), bem mais leve se comparado ao peso que teria espécies nativas, que chegam a

ultrapassar 700 kg, o que impacta de forma positiva no custo do frete, por exemplo, sem perda de

qualidade, garantem os produtores.

As florestas plantadas com Paricá ocupam aproximadamente 90 mil ha (hectares), distribuídos entre

os Estados do Pará, Maranhão e Tocantins. A principal região de plantio e de produção se concentra

no Pará e Maranhão, sendo os principais municípios produtores Paragominas, Dom Eliseu, Ulianópolis,

Rondon do Pará e Abel Figueiredo. Já no sul do país, as empresas que recebem lâminas de Paricá e

também produzem compensados ficam, principalmente, nas regiões paranaenses de Imbituva, União

da Vitória e Bituruna. “Como uma nova solução de suprimento de compensado de madeira tropical para

o mercado, proveniente de floresta plantada, o compensado de Paricá é uma alternativa inovadora

para vários usos e aplicações”, afirma o presidente da Abimci, José Carlos Januário.

Para o empresário Silvano D´Agnoluzzo, um dos proprietários do Grupo Concrem, a perspectiva a

partir de agora é de crescimento e de melhores resultados para o setor. “O mercado moveleiro, por

exemplo, precisa de um produto como o nosso, mais leve que outros painéis”, garante.

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INDÚSTRIAS PARTICIPANTES DO CATÁLOGO

PROMOCIONAL DO PARICÁ

Adeco Indústria e Comércio de Compensados - Dom Eliseu (PA)

Agro Florestal Confiança Ltda - Rondon do Pará (PA)

Centerplac Compensados Ltda - Rondon do Pará (PA)

Compensados Laselva Ltda - Imbituva (PR)

Compensados Novo Milênio Ltda - Rondon do Pará (PA)

Compensados Pinhal Ltda - Pinhalzinho (SC)

Compensados Uliana Ltda - Ulianópolis (PA)

Concrem Wood Agroindustrial Ltda - Dom Eliseu (PA)

Dalcomad Dalgallo Comércio de Madeiras - Bituruna (PR)

Ecoplac Laminados Ltda - Ulianópolis (PA)

Guama Comércio e Representação Ltda - Dom Eliseu (PA)

Hidil Plac Indústria e Comércio - Abel Figueiredo (PA)

Lano da Amazônia Ltda - Rolim de Moura (RO)

Madeireira Belo Horizonte Ltda - Imbituva (PR)

Madeireira 5 irmãos Ltda - Clevelândia (PR)

Rosa Compensados Ltda - Paragominas (PA)

Somapar Sociedade Madeireira Paranaense Ltda - União da Vitória (PR)

Tecnoplac Tecnologia em Placas Ltda - Rondon do Pará (PA)

oportuno: “a crise nos deu um empurrão para que agíssemos”.

Para ele, o setor agora tem o desafio de se vender

e não apenas ser comprado. “Apesar dos problemas no

mercado interno, temos agora um cenário favorável para

a exportação e essa união das empresas pode gerar bons

resultados para todos, porque amadurecemos enquanto

grupo”, presume. A indústria de Raiman, a Centerplac, já

planeja investir em automação para obter maior eficiência

e com isso aumentar a produção.

A estratégia do empresário para o mercado interno

é distribuir a produção de maneira mais pulverizada com

foco em pequenas revendas e distribuidores. Atualmente,

a empresa comercializa em todos os Estados do nordeste,

além do Amazonas, Amapá, Goiás, Rio de Janeiro e São

Paulo. Além disso, a intenção é destinar parte do produto

para a exportação.

Quem também compartilha da mesma perspectiva

positiva é o empresário Renato Uliana, proprietário da

Compensados Uliana: “com o catálogo vamos buscar algo

a mais. Temos um novo desafio pela frente”.

DEZEMBRO | 45


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

CONSTRUÇÃO CIVIL

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“A MUDANÇA

DE CONCEITO

EMPRESARIAL,

COM ATITUDES

POSITIVAS, UNIÃO

DE ESFORÇOS,

POSICIONAMENTO

NO MERCADO,

FOCO NO

FUTURO E NA

PERENIDADE DE

SEUS NEGÓCIOS

MOSTRA QUE

É POSSÍVEL SE

REINVENTAR”

JOSÉ CARLOS JANUÁRIO,

PRESIDENTE ABIMCI

DEZEMBRO | 47


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MARCENARIA

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MARCENARIA

COMPLETA

ACESSÓRIOS E EQUIPAMENTOS DE MEDIÇÃO SÃO A CEREJA DO

BOLO PARA O MARCENEIRO DESEMPENHAR SUA FUNÇÃO COM

MAESTRIA E ENTREGAR UM MÓVEL DE QUALIDADE

Fotos: divulgação

DEZEMBRO | 49


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MARCENARIA

V

ocê leitor da REFERÊNCIA INDUSTRIAL pôde

acompanhar ao longo das edições do ano de

2015 as principais ferramentas manuais voltadas

para o marceneiro, sua aplicabilidade e forma correta de

uso. Para fechar a série de matérias separamos alguns

dos acessórios de corte e equipamentos de medição

indispensáveis para o profissional realizar um trabalho

meticuloso e preciso.

Segundo o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às

Micro e Pequenas Empresas), o trabalho realizado em

uma marcenaria é o de transformar madeira em móveis

ou outros produtos. Trabalhar a madeira requer arte e

delicadeza para que ela ganhe forma e se torne útil ao

homem, mesmo que como obra de arte. Essa é a função

do marceneiro e a ferramenta certa em suas mãos faz

parte do processo como um todo. Confira a seguir nossa

entrevistas com três players do mercado, que fizeram

uma seleção do que julgam de suma importância para

você, profissional.

Luciano Fabrício, treinador de produtos da divisão de

RETROSPECTIVA 2015

Edição 162 – Lixadeiras

Edição 163 – Tupia

Edição 164 – Serra Tico-tico

Edição 165 – Serra Circular

Edição 166 – Furadeira

Edição 167 – Refilador manual

Edição 168 – Plaina de mesa

Edição 169 – Especial ferramentas e máquinas ForMar 2015

Discos

de Serra

Circular

Freud

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Disco de

Serra

Mármore

especial

para

madeira

Multi

Cortadora

Bosch

GOP

ferramentas elétricas da Robert Bosch Brasil, destaca três

acessórios para uso em madeira. O primeiro é o disco para

serra circular, que é utilizado para corte em madeira e seus

derivados, MDF, MDP, entre outros. “Com especialidade

de cortes em MDF, oferece alta qualidade e acabamento

além de excelente rendimento”, salienta Luciano. Sua

forma correta de utilização baseia-se em realizar cortes

em velocidade adequada ao produto, respeitando o

tamanho do acessório ou disco da ferramenta que está

sendo utilizada, atentando para as condições gerais do

equipamento e do acessório.

“O uso incorreto pode gerar acidentes ao operador,

além de danos à ferramenta, ao acessório ou ao trabalho

que está sendo executado”, explica. Para que isto não

aconteça, alguns equipamentos de segurança devem

ser utilizados, e que servem para as demais ferramentas.

“Para o manuseio de serras circulares, tantos estacionárias

como portáteis, é sempre indicado a utilização de

óculos de proteção, protetor auricular e máscara de pó,

pois alguns tipos de materiais quando cortados podem

gerar poeira prejudicial à saúde”, alerta o treinador.

Ele lembra que antes de utilizar a serra circular é

importante sempre fazer uma verificação e análise do

equipamento. “Verifique as condições do cabo elétrico e

dos discos como um todo. Cheque se estão faltando dentes,

se está empenado ou desgastado. Caso não esteja em

perfeitas condições para a utilização, faça a substituição

do disco para evitar acidentes e perda do serviço e/ou

material que está sendo utilizado.”

A segunda escolha de Luciano foi o disco de serra

mármore especial para madeira. Sua finalidade é direcionada

para cortes em que o usuário tenha que realizar

o trabalho com extrema rapidez e segurança. “É muito

utilizado na construção civil para corte de caixarias e

similares, pois na borda do disco existe uma camada de

Carbeto de Tungstênio – soldada à laser – que é resistente

ao cortar madeiras com restos de construção civil, como

argamassa, reboco e até cimento, além de cortar pregos

que possam estar no meio da madeira”, aponta. Por causa

do formato e geometria especial de sua borda, evita que

aconteça contragolpes ao operador do equipamento.

Mas, como utilizá-lo? É preciso, sempre, realizar cortes

em velocidade adequada ao produto. “O corte deve

ser realizado empurrando a ferramenta para longe do

corpo e nunca puxando-o para próximo ao lado em que

operador está posicionado”, alerta Luciano. Vale lembrar

que o uso inadequado pode gerar acidentes ao operador,

além de danos à ferramenta, ao acessório ou ao trabalho

que está sendo executado.

O terceiro acessório escolhido pelo treinador são os

utilizados na multicortadora COP da marca, ideais para

serviços de encaixes, cortes rentes (batentes), cortes por

imersão (instalação de tomadas), cortes de piso laminado

ou até para a remoção de revestimentos cerâmicos. Além

de realizar lixamentos e remoção de argamassa, cola de

carpetes, entre outras aplicações.

Instrumentos de medição são fundamentais em diversas

atividades profissionais que exigem precisão quanto

DEZEMBRO | 51


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MARCENARIA

ao tamanho e forma dos produtos. Tanto a Dewalt como

a Stanley Black&Decker possuem equipamentos para

nivelamento e medição, contemplando os segmentos

industriais e profissionais, respectivamente.

“Entre os produtos de nivelamento, temos os níveis

de bolha e os niveladores a laser. As funções principais

dessas ferramentas são proporcionar ao profissional a

possibilidade de executar ações de nivelamento de forma

rápida e precisa, sem a ajuda de uma segunda pessoa, o

que ocorria nos métodos arcaicos de nivelamento, com

a utilização de mangueiras com água”, explica o instrutor

de treinamentos técnicos da Stanley Black&Decker,

Rodrigo Oliveira.

As novas tecnologias servem para dar agilidade,

precisão, versatilidade ao trabalho dos profissionais. Para

executar medições, aferições e cálculos de forma rápida e

precisa, o marceneiro pode se valer de trenas, esquadros

e medidores de distância a laser. Rodrigo explica a seguir

a forma correta de utilização de cada um deles, para que

o profissional acerte na hora do uso e manuseio.

Trenas: Sua utilização é muito simples e fácil, bastando

que operador estique a ponta e faça com que a parte

retrátil seja exposta. Assim, ele poderá fazer a leitura e

a marcação na escala escolhida, seja em milímetros ou

em polegadas.

Esquadros: De fácil utilização, o equipamento permite

que o profissional verifique ângulos de esquadrejamento

com precisão, sendo os mais comuns os ângulos

de 90˚ e 45˚ (graus).

Medidores de distância a laser: É a versão evoluída

das trenas tradicionais. Apenas apontando e clicando, é

possível se fazer leituras de distâncias, sem a necessidade

de se deslocar ou de que outra pessoa tenha de ajudar na

operação. É extremamente precisa, principalmente na

escala milimétrica, dispensa uso de fórmulas e calculadoras,

pois as funções mais usuais como cálculos de área

e volume são feitas de forma automática.

Fique atento, pois o uso incorreto de instrumentos de

Disco para

serra circular

LU3A0300,

utilizado

para corte

em madeira

e seus

derivados

Escalas

métricas de

madeira são

indicadas

para

medições e

traçados em

geral

O esquadro

metálico é

indicado para

marcações

de peças em

ângulos de

90° (graus) e

medições em

geral

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Laser de

ponto e linha

com nível

automático

Medidor de

distância a

laser

Laser

autonivelador

de linhas 12m

Trenas com

sistema

autotrava,

que mantém

a fita travada

quando

esticada

medição podem promover prejuízo ao profissional, como

a perda de materiais e erros de dimensionamentos. “No

uso de trenas, não é necessário nenhum equipamento

de proteção. No uso dos medidores de distâncias e dos

níveis a laser, é necessário evitar que o feixe laser incida

diretamente aos olhos”, lembra Rodrigo.

As medições corretas e precisas são fundamentais

nos trabalhos de marcenaria, uma vez que há particularidades

e exigências quanto ao tamanho, profundidade

e características do produto que, se não respeitadas,

comprometem a qualidade final do item e o trabalho

do profissional que a executa. A Vonder conta com uma

das linhas de medição mais completas do mercado, com

produtos que vão desde as tradicionais trenas curtas e

longas, até os modernos medidores de distância a laser.

As trenas da marca possuem sistema autotrava, que

mantém a fita travada quando esticada. “Para a atividade

de marcenaria, destacamos as trenas curtas em aço

com graduação em milímetro, que facilita a marcação

diretamente na peça, disponíveis em modelos com 3

m (metros), 5 m e 7 m, ideais para medições em geral”,

comenta o diretor comercial do Grupo OVD/Vonder,

Valter Lima Santos.

O modelo possui estojo anatômico em ABS de alta

resistência, fita em aço com pintura fosca antirreflexo,

numeração contínua e graduação em milímetros, facilitando

a leitura e proporcionando maior precisão. “Possui

também trava da fita que facilita a leitura, alça em nylon e

presilha para cinto, auxiliando no transporte e segurança

durante o uso. Conta ainda com botão para travamento

rápido que confere maior praticidade e gancho ajustável

na ponta da fita, permitindo medições internas e externas

mais precisas”, ressalta Valter sobre as qualidades

do produto.

Outro item imprescindível para marceneiros são as

escalas métricas de madeira, disponíveis em modelos

com 1 m e 2 m, indicadas para medições e traçados em

geral. Entre os diferenciais do produto está a facilidade

de ser dobrável, proporcionando maior praticidade no

manuseio e armazenamento. Valter também destaca o

esquadro metálico, que é indicado para marcações de

peças em ângulos de 90° e medições em geral. “Com

medida de 24” (610 mm), possui lâmina de aço inox que

proporciona longa vida útil e graduações gravadas em

baixo relevo, de um lado milímetro e do outro polegada,

que facilitam a leitura. Conta ainda com furo, que facilita

a armazenagem em painéis de ferramentas.”

Apesar de parecer muito básico, a atenção e a utilização

das ferramentas corretas na hora da medição são

fundamentais, facilitando o trabalho e conferindo mais

qualidade e precisão nas atividades. Bom trabalho!

DEZEMBRO | 53


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MERCADO

MADEIRA

MACIÇA

O USO DE LÂMINAS NOBRES NATURAIS

NA CONFECÇÃO DE MÓVEIS DE ALTO

PADRÃO ESTÁ CRESCENDO RAPIDAMENTE E

IMPULSIONA REGIÃO SUL DO BRASIL

Fotos: divulgação

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U

ma das tendências citadas pelo Fórum Econômico

Mundial é a intensificação do nacionalismo,

com o desenvolvimento de produtos

com forte identidade brasileira. “Num mundo cada vez

mais sem fronteiras, ter a sensação de pertencer a algum

lugar é reconfortante. Ao perceber esta tendência

de resgate cultural, o setor mobiliário aposta no desenvolvimento

de artigos únicos, exclusivos e que tenham

a ver com a memória afetiva de cada um”, apresentou o

Sebrae em seu relatório de inteligência do SIS (Sistema

de Informação Setorial).

Em um destes nichos está a madeira maciça, que

tem a demanda voltada para a fabricação de móveis,

puxada pelo crescimento nos setores das indústrias moveleira

e construção civil. No sul do país, os imigrantes

alemães e italianos que colonizaram a região construíam

seus próprios móveis com a madeira maciça retirada

da localidade. O clima frio também impacta na preferência

por madeira, já que é um material que reflete

mais aconchego e calor.

No Brasil, o mercado de móveis para interiores em

madeira maciça está cada vez mais restrito a salas de

jantar (cadeiras, mesas, aparadores, balcões e estantes)

e predominantemente na parte estrutural. Nas partes

planas são usadas chapas laminadas com lâminas naturais,

isto ocorre porque o estilo de móveis no Brasil é

principalmente o contemporâneo, que usa muito pouco

a madeira maciça, pois seu design é mais retilíneo.

Deve-se salientar, no entanto, que o uso de lâminas

nobres naturais na confecção de móveis de alto padrão

está crescendo rapidamente.

DEZEMBRO | 55


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MERCADO

Depois do tombo de 2011, as fábricas de Santa Catarina,

por exemplo, investiram em qualidade para não

falir. “Na Europa e na América do Norte, principalmente

nos mercados de médio e baixo preço, os móveis

de madeira maciça de pinus e seringueira são predominantes

e mantêm certa constância, assim como as

linhas clássicas que usa a madeira nobre, mas não é um

mercado em expansão”, explica Álvaro Masotti, um

dos sócios e idealizadores do Salão de Gramado.

Uma vantagem da madeira frente a outros tipos

de materiais ressaltada por Álvaro é que apesar de

muitos concorrentes possuírem durabilidade semelhante

à matéria-prima natural, em termos de design e

aconchego a madeira ainda leva uma vantagem muito

grande, além da versatilidade que proporciona na arte

de decorar. “Nas áreas externas, a madeira maciça vem

ganhando espaço considerável sobre os móveis de fibras,

tanto as naturais quanto sintéticas, basta acompanhar

a quantidade de oferta neste sentido”, diz.

56 |

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CONCORRENTES POSSUÍREM DURABILIDADE

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL PRÊMIO REFERÊNCIA

OS

VENCEDORES

DE

2015

GRUPO JOTA HOMENAGEIA EMPRESAS, ENTIDADES E

PERSONALIDADES QUE FORAM DESTAQUE DURANTE O

ANO POR MEIO DO PRÊMIO REFERÊNCIA

Fotos: Fabio Ortolan

A

cerimônia de entrega do Prêmio REFERÊN-

CIA homenageou os 10 destaques de 2015

e marcou a XIII edição do mais importante

reconhecimento do setor de base florestal e da cadeia

madeira-móveis. O evento, realizado na noite de 23

de novembro, em Curitiba (PR), reuniu convidados

para prestigiar empresas, entidades e personalidades

do segmento que trabalharam para o crescimento da

atividade florestal, papel e celulose, biomassa e industrial.

O ano foi particularmente desafiador o que tornou

a homenagem ainda mais representativa.

No discurso de abertura da entrega das placas, o

diretor comercial do GRUPO JOTA, Fábio Machado,

ressaltou que a intenção do Prêmio REFERÊNCIA é,

justamente, multiplicar estes exemplos de conduta,

por meio da divulgação destas ações. “Promovemos,

assim, a economia desse país. Sinto muito orgulho do

mercado com o qual trabalhamos há 18 anos”, disse.

“A primeira Revista lançamos no final de 1998, era

somente Revista REFERÊNCIA. Hoje o GRUPO JOTA

possui sete Revistas próprias que fornecem informação

aos setores florestal, industrial madeireiro, produtos

acabados, papel e celulose, biomassa e energias

alternativas, além das publicações dirigidas a um público

generalizado”, completou Fábio.

58 | www.referenciaindustrial.com.br


Nesta edição de cobertura, o Leitor confere os discursos

dos vencedores durante a cerimônia de entrega,

que retrataram as dificuldades de 2015, a falta de

apoio do governo e a vontade das empresas em empreender.

Prestigiado por personalidades dos setores

atendidos pelas publicações do GRUPO JOTA, o evento

destacou ações que mereceram reconhecimento

pelo cuidado socioambiental, investimentos, novos

produtos, disseminação de boas práticas, defesa de

valores e inovação.

Diretor comercial do GRUPO JOTA,

Fábio Machado, abriu a cerimônia

DEZEMBRO | 59


REFERÊNCIA INDUSTRIAL PRÊMIO REFERÊNCIA

PREMIADOS

DE

2015

ABIPEL

A Abipel (Associação Brasileira das Indústrias

de Pellets) surgiu de um projeto de doutorado

do curso de engenharia da Faculdade

de Engenharia de Guaratinguetá da Unesp

(Universidade Estadual Paulista), que previa o

levantamento de todos os produtores de pellets

do Brasil. Hoje as informações coletadas são

atualizadas periodicamente e ajudam produtores

a encontrar consumidores e desenvolvedores

de equipamentos em todo o país. Os dados

também são fonte para artigos científicos, matérias

jornalísticas e têm por objetivo divulgar

e incentivar o uso do combustível renovável. A

premiação concedida à Abipel deve-se aos trabalhos

realizados em 2015 pela associação na

valorização do mercado nacional de pellets e

também pela divulgação das vantagens do uso

da biomassa. Letycia Poulmann recebeu o prêmio

em nome da entidade. “Em nome do grupo

Abipel, agradeço a todos, em especial o Grupo

EcoEnergia, nosso parceiro.”

Letycia Poulmann recebe a placa das

mãos do jornalista Davi Etelvino

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ACR

A ACR (Associação Catarinense de Empresas Florestais) foi fundada

em 3 de novembro de 1975. Na época, gestores à frente de seu

tempo perceberam que o associativismo poderia tornar as empresas

mais fortes. Em 2015, além das comemorações pelos 40 anos, a ACR

destacou-se por participar diretamente do combate à vespa-da-madeira,

do cadastramento ambiental rural e por lutar pela revogação da

lei que caracteriza a silvicultura como uma atividade potencialmente

poluidora.

Hoje 33 empresas comprometidas com causas sociais e ambientais

fazem parte da ACR. Juntas, somam cerca de 60% do estoque da madeira

catarinense. O engenheiro florestal e diretor executivo da ACR,

Mauro Murara Junior, ao receber a homenagem salientou: “é com muito

orgulho que venho aqui hoje representar o setor de base florestal de

Santa Catarina. Enalteço a Revista REFERÊNCIA FLORESTAL, por ter

nos corroborado e participado na divulgação de nossas ações, participando

de nossos eventos. O grande objetivo do associativismo é fortalecer

e fazer com que todos juntos sejam mais fortes do que sozinhos.”

Diretor executivo da ACR, Mauro Murara

Junior ao lado de Fabiano Mendes,

responsável pelo Departamento de

Criação do GRUPO JOTA

ACIMDERJ

Presidente da Acimderj, Wadson Luiz

Werly Correa e Fábio Machado, diretor

comercial do GRUPO JOTA

A Acimderj (Associação do Comércio e Indústrias de Madeiras e

Derivados do Estado do Rio de Janeiro) foi criada em setembro de 2009

para incentivar e promover a integração entre empresários do ramo

de madeiras. Logo tornou-se um canal de comunicação permanente,

que aproximou os associados para troca de experiências e para busca

de ideais comuns. Aos poucos a entidade estreitou relações com órgãos

governamentais e com o mercado de madeiras em geral. Hoje,

com mais de 120 associados, a associação tem espaço e voz quando

o setor é colocado em pauta. O ano de 2015 foi especial para a entidade,

particularmente no suporte e orientação dos associados. Procedimentos

informatizados, novas tecnologias, assessorias e orientações

administrativas foram alguns serviços oferecidos. O presidente da

Acimderj, Wadson Luiz Werly Correa, recebeu o prêmio e em seu discurso

ressaltou a importância do associativismo. “A Acimderj apesar

de muito jovem é uma entidade do ramo madeireiro que possui uma

representatividade muito expressiva dentro do Estado do Rio de Janeiro.

Suas bases são consolidadas no espírito de parceria existente entre

os associados, mas sobretudo é um espaço onde se cultiva o respeito, a

ética, a solidariedade, o companheirismo e a amizade. Na verdade este

prêmio consolida o trabalho de uma equipe integrada e envolvida com

as principais questões ambientais, que permeiam o momento atual do

nosso país e por isso ele é tão significativo para todos nós, membros da

Acimderj. Muito obrigado a todos.”

DEZEMBRO | 61


REFERÊNCIA INDUSTRIAL PRÊMIO REFERÊNCIA

ARAUPEL

Tarso Giacomet, diretor administrativo da

Araupel e Rafael Macedo, editor do GRUPO

JOTA

A fabricante verticalizada de produtos madeireiros Araupel,

sediada em Quedas do Iguaçu (PR), traz orgulho aos paranaenses

pelo comprometimento social e sustentável que servem como

pilar para todos os seus negócios. Apesar dessa visão enraizada

na empresa, a Araupel sofreu cinco invasões em terras e florestas

produtivas ao longo dos anos, fato que se repetiu em 2015. Em

atos criminosos matas nativas e plantadas foram derrubadas,

trabalhadores impedidos de exercer suas funções e instalações

depredadas. Mas com a confiança nos valores sólidos que sua diretoria

e colaboradores mantém vivos, independente das adversidades,

a empresa seguiu ampliando fronteiras comerciais, trabalhando

para o bem estar dos colaboradores e pelo uso racional dos

recursos naturais. “Somos acostumados a trabalhar, aprendi com

meu avô a ser assim. Há 20 anos estamos sendo agredidos por

pessoas que não trabalham”, desabafou o diretor administrativo

Tarso Giacomet, que recebeu o prêmio pela Araupel. Ele afirmou

ainda que as terras são posteriormente arrendadas, que se formou

um latifúndio improdutivo e a comunidade de Quedas do Iguaçu

vive em clima de terror. “Apesar disso, além de termos modernizado

a unidade de Quedas do Iguaçu nos últimos anos, com um investimento

de R$ 150 milhões, estamos investindo em uma nova

unidade que vai dobrar a produção. Nosso produto é certificado

pelo FSC, temos a preocupação com o meio ambiente e com nossos

colaboradores. Em um período que se fala em desemprego,

estamos gerando, somente em 2015, mais 400 novos empregos.”

CONSELHO SETORIAL DA MADEIRA DA FIEP

Esperar atitudes do governo nunca foi a conduta do Conselho

Setorial da Madeira da Fiep (Federação das Indústrias do Estado

do Paraná). O braço da entidade empresarial voltado a defender

os interesses do setor de máquinas e produtos madeireiros sempre

se manteve ativo para ampliar a competitividade do segmento.

Durante 2015 a entidade conquistou realizações no campo

econômico, como a central de compras compartilhada por sindicatos

empresariais e soluções para a logística reversa. Mas o destaque

foi o debate da NR-12, que estabelece regras de segurança,

às quais os fabricantes de máquinas devem incorporar, o que não

é uma questão simples porque altera a configuração desses equipamentos.

“O setor produtivo está sendo altamente prejudicado

pelo mau governo. E é um momento de coalizão porque são as

entidades que fazem o trabalho silencioso em nome do setor produtivo,

sejam entidades regionais como a ACR, nacionais como a

Abimci, ou a CNI (Confederação Nacional das Indústrias)”, destacou

Paulo Roberto Pupo, vice-presidente e coordenador do conselho

temático, ao receber o troféu.

Marcele Coelho, responsável pelo RH do GRUPO JOTA e Paulo Pupo, vicepresidente

e coordenador do Conselho Setorial da Madeira da Fiep

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GRUPO ARBORIS

O Grupo Arboris ao longo dos anos alcança realizações de

vanguarda para a valorização da economia sustentável na Amazônia,

seja por meio de platos florestais ou pelo manejo florestal

sustentável. Especialmente em 2015 o Grupo consolidou práticas

inovadores no manejo de espécies nativas, que permitem perpetuar

o valor da floresta. Outra conquista, realizada neste ano e que

mostra a disposição do Grupo com os avanços no trato com a floresta,

foi o acordo de cooperação científica com a Universidade

do Estado do Pará para o aprofundamento do conhecimento técnico-científico,

no âmbito das ciências florestais e meio ambiente.

“Em 2004 fizemos um acordo de cooperação científica assinada

com a Embrapa. Ao longo de vários anos mudamos uma série de

critérios para o manejo florestal sustentável, porque hoje o que se

faz é colher o filé mignon e deixar o resto para traz, mas possuímos

320 espécies comerciais. É possível também manejar floresta

nativa no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.”, destacou o

diretor-presidente do Grupo Arboris, Marco Antônio Sivieiro.

Joseane Knop, diretora de negócios do GRUPO JOTA ao lado

de Marco Antônio Sivieiro, diretor-presidente do Grupo Arboris

PLANTAR

Pelo desenvolvimento contínuo do sistema construtivo amaru

perfilado, a Plantar foi vencedora este ano do Prêmio REFERÊN-

CIA. Amaru é madeira de eucalipto tratada, desenvolvida após

longas pesquisas de melhoramento genético de diversas variedades

de Eucalyptus. O sistema construtivo baseia-se em peças

de madeira com seções, diâmetros e comprimentos padronizados

que permitem soluções flexíveis para diversos usos na construção

civil. Este ano foi destaque durante a Casa Cor Alagoas 2015,

presente em sete ambientes da mostra. Durante o discurso de

agradecimento o gerente de planejamento florestal da Plantar,

Rogério de Araújo Chaves, destacou a importância do Prêmio.

“Inicialmente gostaria de parabenizar e agradecer o GRUPO JOTA

por esta iniciativa de premiar as empresas, as instituições e os profissionais

que destacam-se na área florestal. Isso nos deixa realmente

muito honrados e motivados a continuar trabalhando no

desenvolvimento dos nossos produtos. Muito obrigado.”

Pedro Bartoski Júnior, diretor executivo do GRUPO JOTA e

Rogério de Araújo Chaves, gerente de planejamento florestal

da Plantar

DEZEMBRO | 63


REFERÊNCIA INDUSTRIAL PRÊMIO REFERÊNCIA

RANDA INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE

PORTAS E COMPENSADOS

Gerson Penkal, do departamento comercial

do GRUPO JOTA e Guilherme Damiani

Ranssolin, diretor da Randa Indústria e

Comércio de Portas e Compensados

Qualidade e excelência são competências que muitas

companhias buscam, porém poucas alcançam. Neste ano a

Randa Indústria e Comércio de Portas e Compensados provou

que o comprometimento com a qualificação dos seus produtos

traz resultados. A empresa, situada em Bituruna (PR), obteve

a certificação CE 2+ para uso estrutural de compensado

de pinus com colagem WBP, na espessura 18 mm (milímetros).

O selo, que garante a entrada do produto no mercado

europeu, foi conseguido com a implantação e certificação

pelo Pnqm (Programa Nacional da Qualidade da Madeira) da

Abimci, por meio do acordo de cooperação da entidade com

o órgão certificador inglês BM Trada. “É uma honra para nós

da empresa Randa estar aqui hoje, neste grupo seleto de pessoas,

recebendo este prêmio tão importante que é o Prêmio

REFERÊNCIA 2015. Agradeço ao GRUPO JOTA por nos conceder

este título. Hoje estamos exportando para vários lugares

do mundo, para os EUA (Estados Unidos da América), por

meio de uma certificação norte-americana e graças ao apoio

da Abimci, uma instituição que vem nos ajudando muito, conseguimos

conquistar o selo CE 2+, que será muito importante

pela abertura do mercado europeu”, discursou Guilherme Damiani

Ranssolin, diretor da empresa.

SCHATTDECOR

A Schattdecor, fabricante de papéis decorativos, em parceria

com a Prefeitura Municipal de São José dos Pinhais (PR),

destacou-se em 2015 com o programa Jovem Empreendedor.

O projeto ajuda, anualmente, uma turma de 25 jovens que se

encontram em situação de vulnerabilidade social, fornecendo

material escolar, lanche, bolsa de estudos e aulas extracurriculares.

Além de irem à escola, os jovens participam do

centro de treinamento da empresa duas vezes por semana,

assistindo a palestras e se preparando para o mercado de

trabalho. Recebeu o troféu a gerente executiva de RH, Carla

Mendes. “Gostaria de agradecer em nome do Grupo Schattdecor

da Alemanha e da Schattdecor do Brasil. Além de contribuirmos

com a comunidade em que atuamos, recebemos

muito em troca. Seria maravilhoso que outras empresas desenvolvessem

projetos sociais como nós. Obrigada.”

Carla Mendes, gerente executiva de RH da Schattdecor do Brasil e Viviane

Kraft, do departamento comercial do GRUPO JOTA

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TERRA SOL MADEIRAS ECOLÓGICAS

Localizada no litoral de Santa Catarina, entre os municípios de

Imbituba e Garopaba, a Terra Sol Madeiras Ecológicas levanta a

bandeira do uso racional e sustentável da madeira. Na usina própria

de preservação de madeira, a associada a Abpm (Associação

Brasileira de Preservadores de Madeira) realiza o tratamento com

responsabilidade ambiental de acordo com as normas legais vigentes.

Pelas inúmeras construções feitas com madeira tratada da

Terra Sol no decorrer do ano e pelo trabalho importante na divulgação

do uso da matéria-prima vinda de plantios florestais, Marcos

Jachimek Flores, diretor geral da empresa, recebeu o Prêmio

REFERÊNCIA 2015. “Gratidão é o melhor sentimento de todos. É

hora de reconhecer todas as pessoas envolvidas no processo para

alcançar a qualidade em primeiro lugar, reconhecer também todo

o envolvimento que os nossos colaboradores e os nossos parceiros.

Gostaria também de agradecer ao GRUPO JOTA, que foi sempre

uma referência para todos nós.”

Marcos Jachimek Flores, diretor geral da Terra Sol Madeiras

Ecológicas e Fabiana Tokarski, supervisora do departamento de

criação

DEZEMBRO | 65


REFERÊNCIA INDUSTRIAL PRÊMIO REFERÊNCIA

Click

CONFIRA

QUEM MARCOU

PRESENÇA NO PRÊMIO

REFERÊNCIA 2015

Fotos: Fabio Ortolan

Fernando Strobel

Marcelo Júnior Cesca , Viviane Kraft Trinkaus e

Bernardino Damiani

Guilherme Ranssolin, Manuella Ranssolin,

Ivanira Ranssolin e Remi Ranssolin

Joaquim Almeida e Luciane Evangelista

Eric de Almeida Melo, Letícia de Almeida Sendino

e Maria Valentina de Almeida Melo

Fábio Bachiega e Sheila Bachiega

Edson de Oliveira e Viviane Kraft Trinkaus Carla Mendes Fábio Machado e Waldemar Vieira Lopes

Olavo Rodrigues e Rogério Chaves

Reinaldo Tockus, Joseane Knop, Paulo Pupo e

Pedro Bartoski Jr.

Pedro Bartoski Jr, Waldemir Kürten

e Fábio Machado

66 | www.referenciaindustrial.com.br


Gian Paulo Nardi Ademar Morgan e Joseane Knop Gustavo Feliciano e Silvio Lopes

Tarso Giacomet e Adriane Vilela

Thiago Peres, Charline Marques, Marcos Flores e

Ane Carvalho

Luciane Richter e John Fuentes

Bruna Leal, Fernanda Vloet, Adriane Baccaro e

Arnaldo Neto

Brian Siviero, Talita Siviero, Marco Siviero e

Enos Siviero

Eduardo Rechenberg, Viviane Kraft e

Sérgio Amorim

Eduardo Simas e João Carlos Simas Ângelo Arnas e Tácito Resende Alves Jr. Wadson Werly, Tim Lopes, Davi Donini e

Fabio Silva

Letycia Poulmann Rui Gerson Brandt Andreia e Renato Popovicz

DEZEMBRO | 67


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MADEIRA TRATADA

A

VERSATILIDADE

DA MADEIRA

TRATADA

MADEIRA

CULTIVADA TRATADA

DESTACA-SE PELA

SUSTENTABILIDADE EM

RELAÇÃO ÀS NATIVAS

E TEM GANHADO

DESTAQUE NO SETOR

DA CONSTRUÇÃO

CIVIL

A

utilização de madeiras tratadas no mercado

da construção civil continua aumentando

em ritmo acelerado, independentemente

de estarem cumprindo funções estruturais, revestimentos,

fechamentos ou vedações, paisagismo e até

mesmo decorativas.

Neste contexto, toda a linha estrutural representa

aqueles elementos que resultam na sustentação, estabilidade

e segurança das obras, como os pilares ou

colunas, vigas, barrotes para pisos, montantes para

paredes e painéis, caibros e ripas para coberturas,

guarda-corpos, escadas e outros tantos.

De menor responsabilidade quanto ao seu desempenho

mecânico, entram as madeiras de revestimentos

e vedações, como os decks, assoalhos, paredes,

forros e seus acabamentos gerais, como rodapés,

espelhos laterais de decks ou telhados e até mesmo

esquadrias. “Sem falar ainda nas madeiras tratadas

que fomentam o mercado das linhas decorativas de

mobiliários, luminárias e outros itens para jardinagem

e paisagismo”, ressalta, Thiago Streck Peres, gerente

técnico comercial da Terra Sol Madeiras Ecológicas.

O gerente destaca ainda que é claramente visível

68 |

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Foto: divulgação

que essa demanda crescente pelas madeiras tratadas

começa na necessidade ambiental do estancamento

na extração das florestas nativas, entretanto, para

que as madeiras reflorestadas consigam ser eficientes

nessa substituição, para uso na construção civil,

independente da função na qual estarão submetidas,

é de fundamental importância a correta especificação

técnica para a também correta utilização do material

na prática.

Thiago costuma salientar aos aos clientes, parceiros

e especificadores da marca, que as madeiras autoclavadas,

de eucalipto roliço e pinus serrado elliottii,

podem ser empregadas na construção civil como

substitutas das madeiras nativas, desde que haja a

conscientização no uso do material. “É necessário

que exista ênfase relacionada aos aspectos técnicos

de utilização que devem ser observados desde o momento

da escolha e quantificação das madeiras tratadas

de eucalipto roliço e pinus serrado, até o emprego

de cada uma das peças no momento da execução”,

alerta. É relevante o entendimento de que são madeiras

que apresentam características próprias quanto

à densidade, disposição de fibras, fendilhamentos e

rachaduras, além da provável presença dos nós, cujo

conjunto de peculiaridades resulta em níveis de resistência

mecânica e comportamentos em geral diferentes

das madeiras ditas duras.

“Esse tipo de informação é vital para que as madeiras

tratadas continuem ganhando espaço de forma

eficiente, mesmo sabendo que muitos consumidores

- incluindo arquitetos, engenheiros, paisagistas, carpinteiros

e marceneiros - não têm acesso a tais informações

técnicas para que realizem as corretas definições

da qualidade, quantidade e forma de aplicação

do material”, desabafa Thiago.

Vale lembrar que, quando utilizada de maneira

eficiente, as madeiras tratadas apresentam ótimos resultados

em todos os aspectos solicitados pelos projetos,

tanto estética, como estruturalmente, sem falar

da fácil trabalhabilidade.

Como um case de sucesso neste sentido, a Terra

Sol teve a oportunidade de empregar suas madeiras

em diversas obras, entre elas a do Solar Mirador Exclusive

Resort & SPA, que atende um público de alta

exigência quanto a todos os aspectos mencionados

anteriormente.

DEZEMBRO | 69


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MADEIRA TRATADA

Foto: Elneison Muniz

SOLAR MIRADOR EXCLUSIVE

RESORT & SPA

O resort esta localizado no litoral catarinense,

mais precisamente na cidade de Imbituba, em uma

área privilegiada na Praia do Rosa, debruçado sobre a

charmosa Lagoa do Meio e com vista panorâmica de

180º (graus) para a orla da praia, que é a única baía

brasileira a fazer parte do seleto clube das 30 baías

mais belas do mundo. Possui apenas 11 suítes e um

bangalô.

“Solar Mirador possui o selo verde do Guia Quatro

Rodas, o que significa que somos e trabalhamos cada

vez mais para nos tornarmos um resort sustentável.

Desde o início tivemos cuidados focados nesse sentido,

como ocupar apenas 5% da área total disponível

no lote de 1,8 hectares, sendo o restante Mata Atlântica,

deixando nossos bangalôs construídos sobre pilotis

para que as águas das chuvas seguissem seu fluxo

natural sob eles, além dos seus rebocos que foram

produzidos a base de barro natural para que atuem

como um melhor isolante térmico”, descreve a proprietária

Suzana Stocker Deutrich.

Uma das últimas implementações do resort foi a

construção da piscina semiolímpica térmica e coberta,

com destaque ao recanto do SPA com cromoterapia,

construído sobre estrutura e deck de pinus elliottii autoclavado,

assim como degraus de acesso em prancha

maciça, toda a estrutura de pilares, cobertura e forro

de madeiras de mesma procedência. “A utilização das

madeiras tratadas, somado a outros pontos, garantiu

que a obra final fosse satisfatória, como a utilização

do telhado verde sobre o SPA, captação das águas

da chuva para manutenção do jardim, utilização de

lâmpadas de LED e tratamento da piscina com ozônio

contribuíram para que o resultado fosse, além de bonito,

harmônico e sustentável”, salienta Suzana.

O resort conta com uma trilha em direção a Lagoa

do Meio, cercada pela mata nativa, bromélias e

bambuzais, que dão acesso ao deck sobre as águas.

Suas estruturas principais de pilares, vigas, barrotes

e madeiramento de cobertura são de eucalipto roliço

autoclavado, que apoiam as réguas de deck em pinus

elliottii também tratado em autoclave.

“O Solar Mirador Exclusive Resort & SPA, está sintonizado

com o a preservação do planeta, por isso utiliza

há vários anos o material de excelente qualidade

e procedência da Terra Sol Madeiras Ecológicas, com

a tranquilidade de que está fazendo sua parte e assim

colaborando quanto a diminuição da pressão sobre as

nossa florestas”, orgulha-se a proprietária.

70 |

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Foto: divulgação

Usina de Preservação de Madeira (UPM)

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

QUÍMICA NA MADEIRA

TECNOLOGIA

PARA

AUTOCLAVES

MODERNAS

IMPLANTAÇÃO E

MANUTENÇÃO

DE INSTALAÇÕES

INDUSTRIAIS NAS

UPMS (USINAS DE

PRESERVAÇÃO DE

MADEIRAS)

E

xistem dois tipos de atendimento para as

UPMs. De um lado, a implementação de novos

e modernos projetos industriais; de outro, a

adequação e manutenção de plantas já existentes.

Quando o empresário opta pela aquisição de uma

autoclave com projeto nosso, tem a garantia de atendimento

às normas técnicas nacionais e internacionais.

Atende ainda as legislações ambientais estaduais

e federais. O cliente recebe um projeto completo. O

equipamento é executado por empresa especializada e

parceira obedecendo integralmente as especificações.

Um responsável acompanha as novas instalações e o

treinamento do pessoal.

Caso o cliente tenha adquirido equipamento industrial

de outro fornecedor para sua UPM, ou tenha uma

instalação mais antiga, também pode contar com a assessoria

técnica e treinamento nosso para solucionar

eventuais problemas e adequar seus equipamentos às

normas técnicas e legais. A empresa oferece assistência

técnica com treinamentos necessários para que o cliente

opere dentro dos requisitos técnicos que observam

às boas práticas de segurança.

Fotos: divulgação

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DIFERENCIAL NO MERCADO

O projeto de uma usina de preservação de madeiras

é desenvolvido em conformidade com o Código Asme

(American Society of Mechanical Engineers), para cálculos

e materiais exigidos na construção de uma unidade

industrial de preservação de madeira. Elaboramos o

projeto com descritivo técnico assinado pelo engenheiro

responsável. Estes procedimentos atendem também

as exigências da NR-13 (Ministério do Trabalho e Emprego).

Em linhas gerais o equipamento industrial para tratamento

de madeiras é robusto e, normalmente, sua

manutenção é de baixo custo. Qualidade tem preço,

mas também traz tranquilidade. A falta dela pode custar

muito mais caro à UPM, pois incluirá não só valores

monetários, mas também técnicos, ambientais e legais.

PEDRO PAZIN

Engenheiro de Segurança do

Trabalho Montana Química S.A.


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

AVALIAÇÃO DAS

PROPRIEDADES DE PAINÉIS

COMPENSADOS DE MELIA

AZEDARACH L. PRODUZIDOS

COM DIFERENTES

GRAMATURAS E TEMPOS DE

PRENSAGEM

ROSILANI TRIANOSKI

SETSUO IWAKIRI

JORGE LUIS MONTEIRO DE MATOS

Ufpr (Universidade Federal do Paraná), Departamento de Engenharia e Tecnologia Florestal, Curitiba (PR) - Brasil.

rosilani@ufpr.br, setsuo@ufpr.br e jmatos@ufpr.br

ANTONIO RIOYEI HIGA

UFP, Departamento de Ciências Florestais, Curitiba (PR) – Brasil. higa@ufpr.br

RAFAEL LEITE BRAZ

Ufrp (Universidade Federal Rural de Pernambuco), Recife (PE) - Brasil. rafaellbraz@yahoo.com.br

74 |

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Introdução

O

Brasil é um grande produtor de painéis compensados,

destacando-se não somente na América do Sul, mas em

nível mundial. De acordo com a Abraf (Associação Brasileira

dos Produtores de Formol e Derivados) 2012, no período de

2000-2011 a produção de painéis compensados evoluiu de 1,4 para

1,8 milhão de m 3 (metros cúbicos) anuais, representando um crescimento

médio de 2,3% ao ano, em que, segundo a Abimci (Associação

Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente)

2009, grande parte dessa produção era direcionada para o mercado

externo, principalmente o americano. De acordo com essa associação,

a crise imobiliária e o desaquecimento da economia americana

promoveram redução nas exportações, e as empresas, estrategicamente,

redirecionaram suas exportações para a UE (União Europeia),

bem como para o mercado interno.

Atualmente, as florestas de Pinus sp são as mais utilizadas

para essa finalidade, no entanto muitas espécies

de rápido crescimento têm sido objeto de estudos para

aumentar a diversidade e quantidade de matéria-prima,

assim como melhorar a qualidade do produto final. Entre

as inúmeras espécies que têm sido introduzidas no país,

destaca-se a Melia azedarach, popularmente conhecida

como cinamomo.

Pertencente à família Meliaceae, é nativa da Ásia (Cabel,

2006) e encontra-se distribuída na Índia, Paquistão, Sri

Lanka, Tailândia, Laos, Vietnã, Camboja, sendo extensamente

cultivada na Ásia e na parte sul da América Latina

(Bobadilla, 2004). Segundo Venson (2003), é uma espécie

que apresentou boa adaptação em toda a América, desde

o sudeste dos EUA (Estados Unidos da América), México,

América Central até a América do Sul.

No Brasil, o cinamomo teve alto grau de adaptação

climática na região sul, além da ótima qualidade da sua

madeira, justificando, dessa forma, a realização de investimentos

com o objetivo de produzir matéria-prima tanto

para a indústria moveleira quanto para o consumo doméstico

de famílias rurais e de pequenos marceneiros (Vivian

et al., 2005).

Uma das formas de utilizar a madeira de cinamomo

para a produção de móveis é a partir de painéis reconstituídos,

a exemplo de painéis compensados, em que as características

dessa espécie podem gerar produtos de elevado

valor agregado devido à qualidade de sua madeira e ao seu

belo aspecto estético e decorativo.

Na produção de painéis compensados, muitas variáveis

devem ser consideradas e controladas rigorosamente,

entre elas as propriedades físicas e químicas da madeira,

o tipo e quantidade do adesivo e os parâmetros de prensagem,

obtendo-se, assim, produtos com características

DEZEMBRO | 75


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

desejáveis ou que atendam aos valores mínimos impostos

pelas normas de referência sob a qual um produto

é avaliado.

Em relação à espécie, as características que exercem

influência e indicam a sua viabilidade para a produção

de painéis compensados são, principalmente,

a densidade da madeira e as propriedades químicas.

Segundo Marra (1992), madeiras de alta densidade,

por apresentarem menor porosidade, paredes celulares

mais espessas e lumes reduzidos, tendem a limitar

a mobilidade do adesivo na estrutura lenhosa. Quanto

mais densa for a madeira, menor será sua permeabilidade

ao adesivo, proporcionando ligação adesiva

mais superficial e, provavelmente, mais fraca. No entanto,

em madeiras de baixa densidade a penetração

do adesivo é maior, podendo resultar em uma linha de

cola faminta, o que também afeta negativamente a

qualidade de colagem (Iwakiri, 2005). Assim, são sugeridas

diferentes composições de adesivos para cada

densidade, objetivando a uma penetração ideal em

cada tipo de madeira (Marra, 1992).

Já a influência dos componentes químicos da

madeira no desempenho da ligação adesiva está relacionada

com a variabilidade na quantidade e distribuição

dos extrativos, que se diferenciam entre cerne

e alburno e lenho inicial e tardio e podem resultar em

áreas de delaminação dentro da mesma linha de cola.

Além disso, dependendo da espécie e condições de

secagem das lâminas, podem ocorrer a migração e

concentração excessiva desses componentes na superfície,

formando a chamada superfície inativa ou

contaminada, a qual bloqueia o contato adesivo-madeira

(Iwakiri, 2005). O pH dos extrativos pode inibir

as reações químicas de endurecimento do adesivo,

impedindo a fluidez, a molhabilidade e a absorção,

prejudicando, assim, o desenvolvimento de resistência

e coesão adequada da linha de cola (Marra, 1992).

O adesivo mais utilizado na indústria de painéis

de madeira é a UF devido ao seu baixo custo quando

comparado com os demais adesivos, sua fácil trabalhabilidade,

coloração e velocidade de polimerização

(Forss; Fuhrmann, 1979). Segundo Iwakiri (2005), é

utilizado em mais de 90% dos painéis de madeira, e

Dias e Lahr (2004) relataram que painéis colados com

esse tipo de adesivo são empregados basicamente na

indústria moveleira. A quantidade do adesivo aplicado

varia com a classificação do painel, tipo de adesivo,

espécie de madeira e, em particular, qualidade de

superfície da lâmina, em que lâminas que apresentam

superfícies lisas requerem menor gramatura (Thoemen

et al., 2010).

Além da espécie, tipo e quantidade de adesivo,

muitas outras variáveis estão envolvidas no processo

de produção de painéis, especialmente no momento

da prensagem (Matos, 1998). Segundo esse autor, a

prensagem é uma das etapas mais importantes, pois

regula o fluxo de produção. Cai et al. (2009) complementaram

ainda que é a etapa mais crítica para a determinação

do desempenho global do painel.

Durante a prensagem, diversos fatores interagem,

entre eles o tempo, a temperatura e a pressão, atuando

diretamente sobre as propriedades físicas e mecânicas

do produto final (Matos, 1988; Maloney, 1993;

Iwakiri, 2005). Esses fatores têm sido extensivamente

estudados por diversos pesquisadores, a fim de melhorar

o processo e os produtos.

A principal função da temperatura durante o processo

de prensagem é acelerar a polimerização do

adesivo, sendo definida, principalmente, em função

do tipo de adesivo, e a pressão atua como elemento

gerador do contato superficial entre as lâminas, facilitando

a transferência do adesivo e da temperatura

(Matos, 1988; Marra, 1992; Maloney, 1993; Iwakiri,

2005). Já o tempo de prensagem diz respeito ao tempo

de permanência do painel na prensa, o qual deve

ser suficiente para que o interior do painel alcance a

temperatura necessária para a polimerização do adesivo

(Marra, 1992). Segundo Iwakiri (2005), o tempo

de prensagem depende, sobretudo, da eficiência da

transferência de calor, da espessura do painel e da

temperatura e tipo do adesivo. Já Matos (1988) afirmou

que a redução no tempo de consolidação do painel

é economicamente desejável, pois implica maior

produtividade e redução no consumo de energia, no

entanto o decréscimo do tempo de prensagem resulta

também no decréscimo das propriedades de resistência

mecânica.

Dessa forma, com o objetivo de aumentar a diversidade

e disponibilidade de matéria para a indústria

moveleira, este trabalho objetivou avaliar a viabilidade

de utilização da espécie Melia azedarach para a produção

de painéis compensados e o efeito da gramatura

e do tempo de prensagem sobre as propriedades

dos painéis.

Material e métodos

Para o desenvolvimento desta pesquisa, foram

utilizadas árvores de Melia azedarach provenientes

de plantios experimentais com idade de 18,5 anos,

localizados na região de Corupá (SC) (26º23’19,32’’O,

49º16’50,74’’S), com altitude de 68 m, clima mesotérmico,

temperatura média anual de 22ºC (Graus Celsius)

e precipitação de 2.200 mm (milímetros) (Garmin,

2004).

As árvores foram selecionadas a partir da amostragem

sugerida pela Norma Copant e, posteriormente,

abatidas e seccionadas de acordo com a altura

comercial, obtendo-se amostras (discos) nas posições

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elativas a 0%, 25%, 50%, 75% e 100% do fuste, para avaliação

das propriedades físicas e químicas, e toras.

A densidade básica foi determinada de acordo com

os procedimentos da Norma Copant 461/1972. As propriedades

químicas foram avaliadas segundo as Normas

Tappi, sendo quantificados os extrativos solúveis em

água fria e água quente (Tappi 207, 1999), em hidróxido

de sódio – (Tappi 212, 2002), em etanoltolueno (Tappi

280, 1999), os extrativos totais (Tappi 204, 1988) e o pH

da madeira (Tappi 252, 2002).

As toras foram submetidas ao processo de laminação

em torno desfolhador, obtendo-se lâminas com

espessura nominal de 2 mm, as quais foram posteriormente

secas até atingirem teor de umidade de 6%-8% e

seccionadas com dimensões finais de 500 mm x 500 mm.

Os painéis foram produzidos com espessura nominal

de 10 mm (cinco lâminas), três repetições por tratamento

e em arranjo fatorial (3x2, sendo três níveis

de gramatura e dois tempos), conforme delineamento

apresentado na Tabela 1. Mantiveram-se a pressão de 1

MPa (mega pascal) e a temperatura de 110°C em todos

os tratamentos. Na produção dos painéis, foi utilizada

a resina UF com teor de sólidos de 61,8%, viscosidade

Brookfield de 867,8 cP (Centipoise) e pH de 7,8. O adesivo

foi formulado a partir de 100 partes por peso de resina

UF, 20 partes de farinha de trigo, 20 partes de água e 1,5

parte de catalisador, cujos percentuais foram de 70,6%,

14,1%, 14,1% e 1,2%, respectivamente.

Após a prensagem e climatização (20; ± 2°C e 65;

±5%), os painéis foram seccionados, obtendo-se corpos

Tabela 1 Delineamento experimental

Tratamento Gramatura (g/m 2 ) Tempo de prensagem (min)

1 160 8

2 180 8

3 200 8

4 160 10

5 180 10

6 200 10

Uma das formas de utilizar a madeira de

cinamomo para a produção de móveis é a

partir de painéis reconstituídos

DEZEMBRO | 77


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

de prova para a avaliação das propriedades mecânicas

de flexão estática, conforme a Norma EN:310:2002

e a resistência da linha de cola ao cisalhamento, EN

3141:2004 e EN 314-2:2002.

Os resultados foram submetidos à análise estatística

por meio dos testes de Grubbs, Shapiro Wilks,

Bartlett e Anova, em arranjo fatorial 3x2. Rejeitada a

hipótese de nulidade, foi aplicada a comparação de

médias por meio do teste de Tukey. Todos os testes

foram efetuados no Programa Statgraphics Centurion

XVI a 95% de probabilidade.

RESULTADOS

Densidade básica e propriedades

químicas da madeira

Os resultados apresentados na Tabela 2 indicaram

que a espécie apresenta densidade básica de 0,488

g/cm3 (gramas por metro cúbico), sendo classificada

como espécie de densidade média baixa, conforme

Melo et al. (1990). Já as análises químicas demonstraram

que a espécie apresenta teor de extrativos totais

de acordo com os valores apresentados por Fengel e

Wegener (1989), que mencionaram que em folhosas

esse componente varia de 1% a 5%.

Tabela 2 Resultados médios das propriedades físicas e químicas

da madeira de Melia azedarach

Propriedade Valor médio Coeficiente de variação (%)

Densidade básica (g/cm 3 ) 0,488 4,05

Extrativos em água fria (%) 2,93 3,83

Extrativos em água quente (%) 3,85 3,61

Extrativos em NaOH (%) 12,26 1,25

Extrativos em etanol-tolueno (%) 2,95 2,85

Extrativos totais (%) 4,41 0,87

pH 5,46 1,03

Na produção de painéis

compensados, muitas

variáveis devem ser

consideradas e controladas

rigorosamente, entre elas

as propriedades físicas e

químicas da madeira

Propriedades mecânicas dos painéis

compensados

Flexão estática

Na Tabela 3 são apresentados os valores de F e da

probabilidade (p) em arranjo fatorial para os módulos

de ruptura e elasticidade à flexão estática nos sentidos

paralelo e perpendicular, bem como os valores médios

obtidos nas respectivas propriedades.

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Tabela 3

Flexão estática Sentido paralelo Sentido perpendicular

Fonte de variação

MOR MOE MOR MOE

F p F p F p F p

Gramatura 0,52 0,5803ns 1,48 0,2441ns 4,99 0,0144* 13,17 0,0001*

Tempo 0,84 0,3459ns 0,04 0,8470ns 2,29 0,1422ns 8,60 0,0064*

Gramatura x Tempo 0,20 0,8198ns 0,01 0,9885ns 1,34 0,2776ns 1,02 0,3739ns

Variável Sentido paralelo Sentido perpendicular

MOR(MPa) MOE(MPa) MOR(MPa) MOE(MPa)

A: Gramatura

A1 - 160 71,35(11,41) 7.638,48(8,18) 32,80 b(10,89) 2.376,07 b(6,57)

A2 - 180 74,98(12,38) 7.921,47(6,34) 36,00 ab(8,05) 2.508,43 ab(7,21)

A3 - 200 75,37(11,46) 8.059,48(6,54) 37,14 a(10,15) 2.707,55 a(7,06)

B: Tempo

B1 - 8 72,40(11,16) 7.853,80(7,16) 34,43 (13,81) 2.452,83 b(8,07)

B1 - 10 75,39(12,06) 7.892,49(7,24) 36,20 (7,10) 2.608,54 a(8,39)

A x B: Gramatura x Tempo

1 - (160-8) 71,08(13,07) 7.632,46(9,01) 30,61 (12,60) 2.266,94(5,65)

2 - (180-8) 71,62(13,70) 7.881,17(4,40) 35,81(11,10) 2.483,82(5,40)

3 - (200-8) 72,09(8,31) 8.047,76(8,08) 36,86(12,37) 2.607,72(6,34)

4 - (160-10) 71,63(10,92) 7.644,51(8,33) 34,99(3,76) 2.485,21(3,74)

5 - (180-10) 76,10(10,57) 7.961,77(8,33) 36,20(4,44) 2.533,03(9,06)

6 - (200-10) 76,70(14,40) 8.071,20(5,36) 37,42(10,15) 2.807,37(6,09)

MOR: Módulo de ruptura; MOE: Módulo de elasticidade; ns: não significativo; e *significativo a 95% de probabilidade. Médias

seguidas de uma mesma letra em uma mesma coluna são estatisticamente iguais, pelo teste de Tukey a 95% de probabilidade.

Valores entre parênteses referem-se ao coeficiente de variação.

Os resultados obtidos a partir da análise de variância

em arranjo fatorial demonstraram que o efeito

principal gramatura exerceu influência estatística

significativa somente sobre os módulos de ruptura e

elasticidade no sentido perpendicular, em que se verificou

também que há diferença estatística significativa

somente entre as gramaturas de 160 g/m 2 e 200

g/m 2 .

DEZEMBRO | 79


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

O efeito principal tempo não exerceu influência

sobre a maioria das propriedades, sendo constatada

diferença estatística significativa somente entre os

valores médios do módulo de elasticidade perpendicular.

A interação das variáveis tempo e gramatura indicou

a inexistência de diferença estatística significativa

a partir das diferentes combinações, a ponto de destacar

um melhor tratamento.

De maneira geral, tanto o aumento da gramatura

quanto do tempo de prensagem favoreceu as propriedades

de resistência e rigidez, observando-se valores

de 71,08 MPa a 76,70 MPa e de 30,61 MPa a 37,47 MPa,

no módulo de ruptura nos sentidos paralelo e perpendicular,

bem como valores de 7.632,46 MPa a 8.071,20

MPa e de 2.266,94 MPa a 2.807,37 MPa, no módulo

de elasticidade, também nos sentidos paralelo e perpendicular.

Resistência da linha de cola ao

cisalhamento

A Tabela 4 apresenta os valores de F calculado e da

probabilidade (p) em arranjo fatorial para a resistência

ao cisalhamento, juntamente com os respectivos valores

médios e percentuais de falha na madeira.

Para a propriedade de resistência da linha de cola

Tabela 4

Resistência ao cisalhamento Seco 24 horas de imersão em água

Fonte de variação F p F p

Gramatura 1,58 0,2107ns 2,48 0,0756ns

Tempo 0,24 0,6223ns 0,64 0,4258ns

Gramatura x Tempo 2,73 0,0695ns 0,32 0,7286ns

Variável RLC (MPa) Falha(%) RLC (MPa) Falha(%)

A: Gramatura

A1 - 160 2,34(14,26) 25 2,03(15,39) 10

A2 - 180 2,35(14,88) 30 2,04(16,18) 18

A3 - 200 2,46(11,46) 56 2,21(18,02) 31

B: Tempo

B1 - 8 2,37(10,65) 40 2,07(15,58) 21

B1 - 10 2,40(16,06) 34 2,12(18,27) 18

A x B: Gramatura x Tempo

1 - (160-8) 2,23(13,46) 30 2,03(17,37) 11

2 - (180-8) 2,25(14,67) 20 2,02(13,61) 9

3 - (200-8) 2,44(7,79) 21 2,21(12,41) 10

4 - (160-10) 2,28(18,54) 39 2,04(18,36) 25

5 - (180-10) 2,43(8,00) 68 2,10(14,63) 43

6 - (200-10) 2,49(14,07) 43 2,23(21,22) 19

RLC: Resistência da linha de cola; Valores entre parênteses referem-se ao coeficiente de variação.

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Características que exercem

influência e indicam viabilidade para

a produção de painéis compensados

são, principalmente, a densidade da

madeira e as propriedades químicas

aos esforços de cisalhamento, pode-se verificar que

a análise de variância em arranjo fatorial indicou a

inexistência de diferenças estatísticas significativas,

tanto para os efeitos principais gramatura e tempo de

prensagem quanto para a interação dessas duas variáveis

de resposta.

Nota-se ainda que a resistência ao cisalhamento

na condição seca apresentou valores entre 2,23 MPa e

2,49 MPa, e, após o pré-tratamento de 24 h de imersão

em água fria, os valores situaram-se no intervalo

de 2,02 MPa a 2,23 MPa, em que ambas as condições

de ensaio atendem aos requisitos mínimos prescritos

pela Norma EN 314-2:2002, de 1 MPa.

Discussão

Densidade básica e propriedades

químicas da madeira

A partir dos valores da densidade básica, pode-se

afirmar que, muito possivelmente, não haverá problemas

durante a formação da linha de cola, gerando

linha excessivamente faminta ou, então, pouco permeável.

Esse fato pode ser corroborado segundo Marra

(1992), que relatou que espécies de alta densidade,

por apresentarem paredes celulares mais espessas

e lumes menores, tendem a limitar a mobilidade do

adesivo, gerando uma linha de cola mais frágil. Entretanto,

espécies de baixa densidade promovem a absorção

excessiva, gerando também uma linha de cola

de baixo desempenho.

Os valores médios do teor de extrativos e do pH

indicam também que, provavelmente, não haverá

problemas de interação entre adesivo-madeira. De

acordo com Marra (1992), esses componentes podem

inibir as reações químicas de polimerização do

adesivo, impedindo a fluidez, a molhabilidade e a absorção,

prejudicando, assim, o desenvolvimento de

resistência e coesão adequada da linha de cola. Além

disso, quando uma espécie apresenta elevado teor

de extrativos, cuidados devem ser adotados, principalmente,

durante a secagem das lâminas, em que

segundo Iwakiri (2005), dependendo das condições

de secagem, podem ocorrer a migração e concentração

excessiva de extrativos na superfície, formando

a chamada superfície inativa ou contaminada, a qual

bloqueia o contato adesivo-madeira.

Propriedades mecânicas dos painéis

compensados

Flexão estática

Embora seja observada ocorrência de diferença

estatística significativa somente nos módulos de ruptura

e elasticidade no sentido perpendicular, verifica-

-se, de maneira geral, que o aumento da gramatura

contribuiu para a melhoria das propriedades de flexão

estática. Efeito similar foi igualmente observado a

partir do fator tempo, em que o aumento do tempo de

prensagem promoveu ligeiro aumento também nos

módulos de ruptura e elasticidade, os quais são justificados,

possivelmente, pela melhor polimerização e

cura do adesivo.

Considerando a interação dessas duas variáveis

de resposta, embora seja notado incremento das propriedades

em função do aumento da gramatura e do

tempo, verifica-se a inexistência de diferença estatística

significativa, destacando-se um melhor tratamento.

Esse resultado pode ser considerado bastante

interessante do ponto de vista industrial, pois permite

maximizar a produtividade e minimizar os custos do

produto, tornando o produto de Melia mais competitivo.

Segundo Marra (1992), a quantidade de adesivo

deve estar condicionada ao custo, uso e resistência

mínima exigida. Lehmann (1965) afirmou que a quantidade

de resina utilizada apresenta efeito considerável

sobre o custo do produto final, e Silva et al. (2006)

complementaram também tratar-se de um componente

de elevado custo na produção, portanto a quantidade

a ser aplicada deve ser otimizada conforme as

propriedades requeridas.

Como a norma europeia não estabelece valores

mínimos para os módulos de ruptura e elasticidade,

DEZEMBRO | 81


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

a flexão estática e os valores de resistência e rigidez

obtidos a partir dos painéis compensados de Melia

azedarach são comparados com dados disponíveis

de painéis compensados de pinus colados com resina

ureica e, posteriormente, com os valores apresentados

pela Abimci para painéis compensados fenólicos;

neste último caso, para obtenção geral da qualidade

dos painéis produzidos.

Iwakiri et al. (2012), avaliando espécies de pinus

tropicais e Pinus taeda para a produção de painéis

compensados colados com resina UF (Ureia Formaldeído)

(180 g/m 2 – linha simples), pressão de 1 MPa,

110°C e tempo de 7 min, obtiveram valores de 72,96

MPa e 32,44 MPa e 8.541 MPa e 2.655 MPa para módulos

de ruptura e elasticidade, respectivamente nos

sentidos paralelo e perpendicular, a partir dos painéis

de Pinus taeda. Já Cabral (2011), em estudo da qualidade

de painéis compensados de Pinus taeda produzidos

por indústrias da região de Irati (PR) obteve valores do

módulo de ruptura nos sentidos paralelo e perpendicular

de 28,95 MPa a 65,84 MPa e de 18,09 MPa a

19,03 MPa, respectivamente, enquanto no módulo

de elasticidade os valores variaram de 4078,99 MPa

a 7451,62 MPa no sentido paralelo e de 702,35 MPa a

1213,03 MPa no sentido perpendicular. Em relação a

esses dois estudos, observou-se que Melia azedarach

apresentou valores muito similares aos do estudo de

Iwakiri et al. (2012), apresentando viabilidade técnica

para essa finalidade, além da possibilidade de utilização

da menor gramatura e menor tempo para reduzir

os custos de produção, bem como valores consideravelmente

superiores aos encontrados por Cabral

(2011) a partir de painéis industriais, contribuindo, assim,

para o aumento da diversidade de matéria-prima.

A Tabela 5 apresenta os valores de resistência à

flexão estática e da linha de cola a partir do compensado

de pinus brasileiro, fornecido pela Abimci (2002)

Em comparação com os dados apresentados pela

Abimci (2002), verificou-se que os valores obtidos no

ensaio de flexão estática a partir dos painéis compensados

de Melia azedarach atendem aos requisitos

mínimos de Mor e Moe, em ambos os sentidos do ensaio.

Observou-se ainda que, para o Mor, os resultados

obtidos a partir dessa espécie, mesmo com colagem

ureica, ultrapassaram os valores máximos mencionados,

indicando um produto de elevada resistência.

Já para o Moe foram verificados valores mais modestos,

os quais, além de atenderem ao valor mínimo no

sentido paralelo, são similares aos valores médios do

compensado de pinus brasileiro e, no sentido perpendicular,

superam a média e muito se aproximam

do valor máximo. Em razão desse resultado, pode-se

afirmar que é uma espécie de elevado potencial para a

produção de painéis compensados.

Resistência da linha de cola ao

cisalhamento

A partir dos valores da resistência da linha de cola

ao cisalhamento, notou-se também ligeiro aumento

na propriedade com o aumento da gramatura e do

tempo de prensagem, o qual, como mencionado anteriormente,

é justificado pela maior umectação e melhor

polimerização do adesivo.

Considerando os requisitos normativos apresentados

pela EN-314-2:2002, pode-se perceber que todos

os tratamentos atingiram o valores mínimos es-

Tabela 5

Flexão estática Sentido paralelo Sentido perpendicular

Valores MOR MOE MOR MOE Seco Úmido

Mínimo 30,69 11573,42 13,93 1476,10 2,06 1,08

Médio 48,84 8382,43 21,97 2229,44 2,84 1,67

Máximo 66,98 5191,54 30,11 2956,41 3,73 2,16

Valores adaptados de kgf/cm 2 para MPa.

Fonte: Abimci, 2002.

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pecificados de 1 MPa, tanto no ensaio seco quanto no

úmido, descartando as exigências de falha na madeira.

Dessa forma, a partir desses resultados é possível,

também, indicar a maximização da produtividade e

redução dos custos produtivos do painel por meio da

redução da gramatura ou de outras formulações que

reduzam o teor de sólidos, bem como pela redução do

tempo de permanência do painel na prensa.

A partir dos dados disponíveis na literatura, verifica-se

que os valores médios de todos os tratamentos

foram superiores aos encontrados por Iwakiri et

al. (2012), que obtiveram para painéis de Pinus taeda

resistência da linha de cola ao cisalhamento de 1,95

MPa no ensaio seco e 1,17 MPa no ensaio úmido e aos

determinados por Cabral (2011), que verificou baixa

qualidade de colagem, sendo de 0,55 a 0,69 MPa no

ensaio seco e de 0,07 a 0,33 MPa no ensaio úmido.

Em comparação com os resultados obtidos a partir

do compensado fenólico de pinus brasileiro (Tabela

5), notou-se que Melia azedarach apresentou valores

similares ao valor médio do ensaio seco e superiores

quando os corpos de prova foram avaliados na condição

úmida.

Conclusões

Com base nas comparações com o Pinus taeda,

espécie mais empregada comercialmente, segundo

dados da literatura e requisitos da Norma EN para a

resistência da linha de cola, a espécie Melia azedarach

apresenta alta viabilidade técnica para a produção de

painéis compensados ureicos, aumentando a diversidade

de matéria-prima para a indústria moveleira.

Os efeitos principais gramatura e tempo de prensagem

não influenciaram acentuadamente as propriedades

mecânicas dos painéis compensados.

Não foi evidenciada diferença estatística significativa

a partir das interações entre gramatura e tempo

de prensagem, indicando a maximização da produtividade

e minimização dos custos de produção, por meio

da utilização da menor gramatura e do menor tempo

de prensagem.

A espécie apresenta resultados satisfatórios e promissores

em comparação com os valores mencionados

pela Abimci para painéis compensados fenólicos

de pinus.

Em razão dos resultados, é possível afirmar que

Melia azedarachapresenta boa qualidade de colagem,

sendo bastante recomendada para a produção de

compensados.

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exigente.

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

AGENDA

JANEIRO 2016

Magna Expomueblera

20 a 23

Cidade do México (México)

www.magnaexpomueblera.

mx

MARÇO 2016

FEVEREIRO 2016

ZOW

16 a 19

Bad Salzuflen (Alemanha)

www.zow.de

Movelsul

14 a 18

Bento Gonçalves (RS)

www.movelsul.com.br

MAIO 2016

Femur (Feira de Móveis de

Minas Gerais)

9 a 13

Ubá (MG)

www.femur.com.br

IndiaWood

25 a 29

Bangalore (India)

www.indiawood.com

Xylexpo

24 a 28

Milão (Itália)

www.xylexpo.com

DESTAQUE

INDIAWOOD

25 a 29

Bangalore (India)

www.indiawood.com

Um dos maiores eventos para a indústria de madeira do mundo, a IndiaWood

reúne líderes de mercado na produção de móveis, máquinas para trabalhar

madeira, ferramentas, ferragens, acessórios, matérias-primas e produtos de carpintaria. A feira acontece de 25 a 29 de

fevereiro de 2016, no Centro de Exposições Internacional de Bangalore (Índia). Em 2016, mais de 650 empresas, vindas de

40 países, irão participar do evento.

Imagem: divulgação

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPAÇO ABERTO

CONSTRUÇÃO

DE MARCA

A

marca de uma empresa a representa mais que o seu

produto. Entre o público, as grandes marcas têm um

destaque especial, tornando-se até status dependendo

do produto. Por exemplo a Coca Cola, que expandiu para o ramo

de roupas e calçados, já despontando como um ícone também

neste segmento. Mas o Leitor pode pensar: Ele está falando de uma

gigante que tem muito dinheiro para investir.

Independentemente do tamanho da empresa, o conceito de

uma marca é a base para se começar um grande empreendimento.

Para se colocar uma marca em evidência no mercado, é necessário

ter um planejamento que preveja todos os aspectos de construção

e posicionamento. Desenvolver um trabalho efetivo de branding,

atrelado aos valores que a marca representa.

Por isso, o logotipo da sua empresa, bem como a chamada, precisam

estar alinhados ao planejamento da organização. Não se pode

trocar eles apenas por achar bonito, mas há sim, uma transformação

por completo no alvo e desafio que a empresa terá. O redesign de

logos se mostra importante quando as marcas precisam se mostrar

mais alinhadas às tendências atuais. Na verdade, são símbolos de

transformações maiores pelas quais as empresas passam.

Por mais que sejam feitas essas mudanças, a identidade da

empresa deve ser mantida, para que não se perca sua essência.

Uma simples mudança, pode confundir o público, passando a ser

questionado sobre a continuidade da mesma e até mesmo de seus

produtos. Neste momento, é realizado um estudo em que vários elementos

são apontados para certificar que a mudança está correta.

Reposicionar uma marca significa uma mudança estratégica

da empresa, englobando as mais diversas áreas, inclusive clientes

e fornecedores. O processo só é possível quando todas as áreas

estão alinhadas e focadas no mesmo objetivo, que é representado

pelos valores e propósitos da marca.

O processo de criação deve ser realizado por especialistas, que

saberão que caminhos tomar. Por isso, a concepção da marca deve

ser levada a sério desde o início, para que não haja imprevistos e

não tenha que refazer em pouco tempo. A continuidade de uma

marca traz credibilidade e confiança do cliente, o que facilita o

crescimento da empresa.

Foto: divulgação

Por Ney Queiroz Azevedo

Professor do Isae (Instituto Superior de Administração e Economia)

Acesse:

www.portalreferencia.com.br


ESTAMOS PRONTOS

PARA 2016

Nosso papel é informar, compartilhar conhecimento. Foi isso que fizemos ao longo

de 2015, com o suporte indispensável dos nossos parceiros. Em 2016 não será

diferente. Para isso, contamos mais uma vez com a experiência e know how das

maiores empresas e instituições para levar a melhor informação do setor industrial.

Nos vemos em 2016.

Gratidão!

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