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Julho/2015 - Revista VOi 121

Grupo Jota Comunicação

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• PRINCIPAL Foto: divulgação Producao artesanal A mudança de ramo veio em 2003 quando trocou Caxias do Sul (RS) por Curitiba, mas a vivência com o vinho o acompanhou desde muito novo. “Minha família sempre fez vinho. Tinha na lembrança o gosto e a recordação do meu nono (avô) produzindo a bebida. Isso me estimulou ainda mais. Só que meus familiares não faziam um vinho muito qualificado, era um vinho comum. Queria achar uma receita melhor”, conta Jair Mattielo. Para alcançá-la, o empresário foi atrás do conhecimento e não poupou esforços. Fez cursos, viajou para as principais cidades produtoras e trocou muitas ideias com os enólogos que conheceu ao longo da vida. “Quando comecei a produzir, ainda em pequena escala só para família, pensei: não quero fazer mil garrafas de vinho a um real, mas sim uma garrafa a mil reais. Queria algo realmente qualificado”, valoriza. Primeiro Jair fez 400 litros que, pelos cálculos, dariam para um ano de consumo próprio. Mas o que ele não esperava é que os amigos curtiriam tanto a invenção, o que fez com que a quantidade se esgotasse em seis meses. “No começo não cobrava. Dava para os meus amigos. Até que um dia um deles sugeriu para investir nisso. Adicionei um salame, comecei a vender os vinhos, mas ainda não era um comércio. Mas as pessoas iam ficando, ouvindo minhas histórias. Um bom vinho é o alimento para um bom papo e de sugestão em sugestão abri um restaurante anexo à adega”, lembra Jair que nomeou o espaço de Adega Mattiello. Hoje, o sonho que começou pequeno já ocupa grande parte da casa onde mora em Araucária e ele conta com 15 funcionários. “Não priorizo a quantidade, mas sim a qualidade. Consigo cuidar de tudo de perto. Tive 400 garrafas de vinhos que ficaram oito anos enterradas e quando desenterrei não sobrou nenhuma para guardar de lembrança de tão bom que ficou”, orgulha-se. Jair Mattielo 36