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WÊk. '

«

CATALOGO

EXPOSIÇÃO PERMANENTE

CIMELIOS

BIBLIOTHECA IA0I0ML

Publicado sob a direcção do Bibliotecario

-JOÃO DE SALDANHA DA GAMA

m Mb, \

jil DE ií AN El KO

S LKUKINOEIÍ fc FILHOS, Rl't UO OU


PREFACIO

REORGANIZADA por Decreto de 4 de Março

de 1876, e dotada de pessoal idóneo, tem agora

podido a Bibliotheca Nacional desenvolver rapi-,

damente.as suas forças. Certo, si também outros

recursos obtivera, mais arrojados vôos hôitvera já

desferido. Ainda assim, nos sempiternos fastos da

historia ¿patria, lá ficam, vigorosamente cinzeladas,

as finas; e graciosas: fôrmas da EXPOSIÇÃÒ CAMO-

«NEANA de 1880,' e o vulto mais senhoril e altivo

da EXPOSJÇÃO• DE HISTORIA de iSSr. como documentos

incontrastaveis de; sua fecundá actividade.

Hoje, por esforço não menos ingente, rasga a

Bibliotheca novas fontes e- novos horizontes á

grande anciã dé ¿saber dg espirito humano,- dfes-

,vendando-lhe os primores do seu ^opulento feio.

Edições raras; exemplarei/ talvez unicòs ; •

Outros esplendidamente trabalhados*por mãos dos

mais afamados mestres; alguns, encerrando os..

thesouros do pensamento das mais vástas>e po-


pfe'hte.v intelligencias d.qsftmpos idos ; esses offertaiido

nps* asi primicias da sciencia, colhidas pela

obserVação e pelo raciocínio; aquellesjpatenteando-nos

í>s setíraos da arte, surprehendidffl pela

inspiração ,e Mq*sen^imentO; áíi, a antigüidade

cogi.Sua -rudeza, más com s»a -grandezít; aqi|i,

actualidad'® com todos fi^seúSapuros;^ ?toda;s *aá 'y,

Huas t alas . Ü (: '' menft ' descripto, con-

; frontadô *è commentado, dará, .ÇorquSo. não dí- :V

rátaOf? mais M 'aos pontos'controvertid« mâK 1 ,

firmeza »ajf t' on il üis ^^S tas ' Estudo »P ac ente e

».

critica conÔ^iosa, hçi de recrudescer a febre cLó^

movimentq, de qifíe fatal feptantFWrogrfsso,

•"^aperfeiçoamento geral,

Ao estude®®! analj sj&jprtxedeii a selecção |

Nosjlicos archivoÉfda Bibliothecâ Nacional,

'^separar e grupar, setèçte ê^onscieotenrente, alguns

potocos exejnplafe de valor mais_subido;

não ' é" tarefa de Sáfenos Jmportançià. O espaço

de qüe dispunhamêsllim "ÍÉftremo diminuto, náo 1

Ripermittia a exhiUlçao 'completa (Modas as no'ssas

i ciqtfeis Era prett^.éseolhei Jgcolhcr sempu^

examinar, comparar, ^tornar B ^bmparaV; até que

í. as jóias,' ijror feu2¡¿queno numero, ^"por mais

preciosas, se " pudififem accommodar nâfc/ caixá^

*que Ihípi ^stjvam destinallasC Não obstantèv of "

ívápoijçBo esg^ço, qui;, -nos obrigou em um ou

iòutro ponto ¿ alterar a*¿i8|m chronoV>gicà, iotl-

• seguimos 'fossem .representadas todas aá ' cidades


VII

e todos os artistast »que se distinguiram na grande

arte de (;¡itenber¿." Xa Allemanha, os l-'usts, os

Schoeffers, os Zells, os Deckers, e os Gieseckes e

Devrients; ria'Italia, os' (Salís, Esteväos Plancks,

osf Spiras, os Coloftíás, os ]untàs"é os Aldps ; em

•Basiiéa, os Frobens, os tartanders e os" Herrágios;

na-Françaj os: Gerings, õs Ascensios. os Esteväos,

os Mames, os Didots e os Claves: em Antuerpia,

os Plantihos ns ;

ém Philadelphia, os Collms: em Buenos-Aires, os

Kralis; no Rio de Janeiro, a Imprensa Nacional,

os Maximinos, os Lombaerts, os Laommeris eos

I.euzingers ;. emfim, nô; Maranhão, os Mentos e os

Frias. .

Na SèçÇáo "de Manuscriptos, alinha-se. im-

•j pqndo o respeito i: ä admirágãô,' a brilhante pleite

de sabios illustres : Alexan.dre Rodrigues Féfreffa,

Arruda Camara,. Lacerda, Velloso e Freire Allemfto,

ali estão, como a convidar-nOfj a penetrar no coração

de nossas virgens é seculares florestas e a

abrir pelas amplidões d'está portentosa c inexhauriyel

natureza a rota que: a sciencia inda procura.


VU! • • ' ( . ! B ' p f

. I jf, _ -Si".'. •• H

Mirrriles,. com


m 1 •

;A ¿SEoIa álLemâ por, Atb.erto Dürer, Erederíco

Wagner,. r MerU : : ,:

A escola hullanduza, por Lucas, ci«. lloiianda.

Henriqmç Goltzio, (jiiilherpiSHondiOy.Hergiano

Swanewclt, ,0 Reinbrandt;

y; A escola tlamctiga polos Salderérs. Van Dyck.

l'aqjo l'oncio, é Pedro, Van Schuppen :.. '

A ¡escola iiiglSçsit.p.or Hogafth ;

A escola francez*^- ¡xír Xoel. Garnier. Jacob

Caljótí- Roberto /Hanteuil, *G|íari|í> Audran, Gerardo

F.delinck, os Drâvets, Debuçourt, Henriquèl

Dupont, .e. Galllard ;

, "escola hespanhola pelo Hes|ianholeto,- è

FernandqvSelma;

- A escola psrtuguez^Jpor Vieira Lusitano, João

Caetano Kiva.ra. e João Vicente.' Priax :

Todas captivaiii a nossa ^ttenç^o., ,

D^sdfeiys. primèirpsMSnsaiòs da gravura, pti o

até as magnificencias dós Audt-ans e dos;

;Edelincks, lud


Zeferino' de Menezes Brum, Dr. José Alexandre*

Teixeira de Mello," Alfredo do Valle . Çabral, ?e;

. Bp Antonio Jansen do Paço, pela intelligeneia.. iüustraçfio

e zèlo qti§ còristemiram na confecção d'este

: Catalog®. Cáda um, em sua respectiva Secção, não.

cumpriu iò o sfeu d : èver, trabalhou com dedicação»: .

"insolutos todoà, não recuaram anté¡,:^i sacrificio,

corajosamente p transpu|Jra : m, com os olhS^tps

* ña patria e na sciencia.

Dos Offici^fjs, os Srs, Antônio José Fernandes

de Oliveira e João Ribeiro Fernandes, e do Auxilia|§

o Sr,¡Antonio Luiz-winto' Montenfegro, nào .

' deixaremos de fazer honrosa menção peio valioso

i conducente com que nos auxiliarâm.

Ao cavalheirismo e extrema obsequiosidad«,

do iiiustrado Sr. Dr. Ladislaií Netfo, Director

Geral do , Museu Nacional, devemos


•' • i

'•'.XI •

vir, sacrifiquesiBió^sWahtO é precisai® nome com

as suas grandezas, a ¿u;


.SECÇÃO DE IMPRESSOS >

E-

CARTAS GEOGRAPHICAS


ESBOÇO IIISTORICO

Tantas vezes se tem /eçentèniettte tFátado4e|

assumptoJjespeéialijíentfclos J^nm da própria

Bibliotheca, que a p||sepfé noticia «ã


¡ SoI>, ti-tí®H5ms!g|ía jR'-a! Bibliothecá da Ajudâf,

-que seu avô;:: l.-'.l-Rei Ú. Jos)'- I, orgamsára para

¡substituir a'qtí^-O terremoto R Lisboa em 1755.

dispersara ¡¡ o consecutiva incendio sçopsumíi^; •

; Collocada no. extenso e escuro consistorio da

igreja da "O 3 * de: N penhora do Carmo, rua

Si^ggfi'rmn. foi ¿Ha, não déjtodo 1 indistinctaih-éòte :;

j fei^Sdavao publico, ^ma* aproveitada, dü ;8.¿|

¡É¡ diante," peloV,estudiosos que para esse fim

..obtinhamlplSfi, ejicil cflfentimento regio. Temos

•presente unia ordem nçsse sefitido passada 1ÍÍQ *

..Condi, "depois Marquez de Aguiar,«m nome. do;

Principe Regente,' em de Dezembro de ^ ^

dirigida ao .W s paqüim ©amaso,^

•1 * % principio acCommodou>se'*arBibliptii ¡ ^ nos

andar superior do hospital; tnais tarde, tendo.ella

í leguramentç crAcifesooi dà livros quiseram'


17

;i»Juz necessaria. nem offerec-e os commodos' indispensáveis

em hum gstabeí&imento desta natureza,

e que no lugar que- havia servido de : catacumba

; aos Religiosos do Carmo se podia.fa^ei* huma mais

própria ;e decente aceomodaçíto para a dita livraria:

hei por liem, revogando o mencionado Real Decreto

ide 27 de junho,r determinar quê. nas ditas catar

cymbàsS'£êrija e açcomode a minha Real bibliothéca

y. írtstnimentós de physica e mathematicá,fazendo-s«

á custa da Kcal Fazenda toda a despeza condu -

cente ao arranjamento e manutenção do referido

Restabelecimento:' O Conde


18

ViegäsVe Padre Joaquim Damas«} da*CoftgÂgaçà»

do SfatorfÉFá clU.-.s confiou .jaç Principe''äVtiianu-

* tençãp öSarranjamento intefner;da:siäa bibliotheca,

cdö éfl^rítt^s^ÂtKtBpenbarami^de modo sai is •

•'. Gregorio até 1821, em que törnou paia? £

áti'o reino, ¿buí' aíkiôrte, ¡|| õ P. Damas® até Jüa'i, ertt

qjie. krgltou também para Portugâíi ¡näö Hnd'o qué-'

rido ãdhèrir ä emancipação da colonia. •

• :Nâo^au porem fcómsiffô oíegitóbibliothècaíio *

para o reino òVímpriSpos, eóiftô fiiera.á gràMÂarte

> çfÉs, ínanuscripto« :da Rcítl Bjblíotheeá, os quacs ,

fôram |)or eile de novo refrôlhidôáí á ?Üa Ajuda,

Desde qujfea ®bliothec&; detinuK amento-se ,

r ~ estabifllllßii no Ria de Janeiro foram-H-lhè ^gíe» "

fSarändo,. por -daidtvas

máiS de utn tifijcf, grandes e impôrtáH®I§ol|f^^%

; lSjéí lívrôs, que hojfcem dia .á .constituem o què é. .

' .N.o dominio colonial continuou a fâiér-se de LisboJlM

remefeij dè;: livros âli impresaOss-Âjué, a tituligde :

propinas^ jíecsbia,; aj^çasa reàl.

Anteã pörenf.'de passarmos a fazer menção

. d'ellas é Mb noíslô. rigoroßö dever registrar a do

douiS ibbade* íp Santo Adrião de Sftver, Diogo

"Barb^sí- MaÈhácfo, Aos incansaTeisi esforços d'este f

distinctfssimo colKtor de preciosidades bibliogrà.-

. phiüa|^dev|gl a herdeira'd a BibliotbçÂiÈ';da. -

• Ajuda, a mais,que rara, pois é única 110 seu gvfu.To.

' collecção di* opusculos valiosíssimos conccrncfites

á historia de.'Poitug$j|e; do Brazil e que, pelo pa-

, cxentB bibliophile reduzida com admiravef peíâe* ;.

yerança a um só formato, ^consta de 85 voluriieswl

de folio, pelo diligente rtlibade doados, V-co-n toiiii

a sua rica divrarijt.e outÄi .coltecçafc febtia&S, at> .-

Ref 1). José \ depois do terremoto. Es|lfe tlxísouros

ficaram constituindo o núcleo d® actual Bibliotheca

Publica do Rio de Janeiro ::\não podia ter.;:


19

Entram na mestria linha,.de tonta as tollecções

tjuèosabioabbadeorganisára sermões^ villancico^

é retratos, que são outras tanta®, gemmas dê. subido

quilate que a enriquecem díí preciosidades,' zeladas

pelos recentes bibliotheckrios com o sumirlo cuidado

*e; o amor de .entendidos, pois quem não entende da

arte nãa a estima,, como já pensava o laureado

cantor dos Lusíadas.. Alguns dos opusculos que

Compõem esta collecção singular, mereceram e já

repfoducção ^outros têem sido citados por Iliteratos

e biblitóíãphos: são documentos interessantes

muitos d'ellss, que nãcf fôram convenientemente-,

explorados, e está aindà hoje por tonhècér-se toda

a magnitude do seu merecimento, intrínseco: , t

Nos ,Á¡ñi


20 «

vidage Christo

* i i n i santas e .principes "'eçclesiasticoft se-

I B llIustl * es < em militares -Í

elogios d|,pontifee^rincipesJiyar*5es insi|né¿

em santidade, láttra^e arma^ftftliotlœlïioP

gá&Traphos i

orthographts»pmmaífco¿ ; rhetorieôs e oradorel*

discursos oftieionatorio.s ; poetas iatinos portu-

.gueze|,«stelhanoSife¿ttaios, symbole«, emblema?

' emptezag-; %c¡onari^gntiquario| j lóly^Mi^''»

WBBmsm d ? ^SBfflBS pÄ®|m'

, jgSí so • p° m pa?*tnumphais tp fun árias;* politicé«

r kw»« miscelánea; livrai de"

» « . ^ o  ^ ^ è s t a li#airïa, vê«dadeirsi-»

^«^t^^naá^riènoalquf ejcemplares das« 1 .*.

d»s Lusíadas Lisboa, 15*2 , H 1597 ; í^fegS

If59 , cßmmentarios do p«,ema pdr Fana, Madridr

• «fcpas rimas ÄCamö^'porgiria, Lisboa\

\ M dos L^giadaá por CorgáB - ¿2 -

i^fíor fifoct^ *mmSk ry3i , nd kd "em fran«pfer

• ¡ n n 15RÎ; Lusíadas em italiano por

V Pagi, Ltsbga, ,1,65^ ^d. em inglez, LondíÊ, i


2Jí

de Barbosa;^ Machado¡?SérSf ; preciso transcrever

^grande:-parte .'do respectivo catalogo ; basta ponj. ás organisar-.e dó mérito d'clhts falle -mais uma

vez o. Sñr.. Dr. Ramiz Galvão'ño artigo que con-

Iságrou ¡Ilustre collsáor, inventariando a/sua

'Jf 1 -' « Sabem Uvro^^créve;;

Í |11QÍ; o que. são folhetos,, como e.spqcie bibliographica.

Publiçaçõfis ;

gtonserva-laâí .enquaáérnadas em volumes, paru os;

qua«s mandou imprimir folhas de rosto «speçiá^Í:íM

Mas não, parou ahi' .a paixão litteraria de Barbosa..

-Seu grande mérito de icolleccionador èxtendeu-Se

á chartográphia e ás artes, e .posto que em menqr,;

escala no quilfcèspèijij: ao numero, cÇ^uêx.iieisÉeJ'

genero hos^nsfirvou é:'de suínmo valor..

ao. todo i J.5 volumes, dos quaés g 'in-fi>ãpitT

imperial, 86 mfol. 47 m 4'te in S' repletos

de : obras raríssimas, e, por mais de um titul%scrií>

doras da maior ;sstima, &quezas r,que certamente


22 *.

entraram para esta BibliòfliSea quando se ella.

constituiu.

gPF.*.Efitretail to, pondera o-digno ^tebibliothe»

.cario, causa magoÎT din«-lo, já lioje não existem

•em sua perfeita integridade,, ou porque mão. criminosa

ousiiú tocar-lhes, ou porque a exljíssiva

. confiança de passados, administradores permittiu

que &j^s>volume£if^emS^nraKadós_ fóra do»

estabelecimento. » Com elfeito. faltavam o gigvvol.

(todo relativo; íjAmeritapIf. Historia 4qs 'Uwifos;

que depois, ; appareceu, 6 o 4. 0 ^VÒl.dos.

WÍMneb%e£ MaÈEcclesiasticdí PortdgnMesf« Em compensação

,porení ; ®.ssue-'â^Bibliotheça très volumes

intitulados Noticia, das Embaxadas qne as Re%í tie

Portugal mandarão aos S&fyivátiõs da. Jinropa, de

què nlo faz menção o catalogo, e .volumes,


23

mineurs, ainda então inédita, hoje publicada desdexgíS.i^xéeptu^dá;

uma parte dp te^to, próximaf

é píentÇ ! ;impressa rfos Archi^Sdo Máiàt Nacional

>tlo I\ÍJ de Janeiro, na sua totalidade.

J-idSm ifls foi "para elíá comprada a livraria

do l'r. ' Manuel Ignacio dá Silva Alvarenga;,

f"-;.' compra-ísSsctuada em íSip* dà cóUeeçâo

áe defenhos 'feitos á mao, estampas, camáfeSs,

moldes,.ít., pertencente ao.architecto José da Costa

e Silva, incluiam-se" também livros impressos. -

Em« 1822 comprou "o Governo do Principe

Regente do liraiúl para a Real BibKotheca a

; Valiosa livraria dp çpnde da Barca, coijlpçjsta de

muitas "óbras e raraíj -.que o douto estadista

pudera./colligir,. verdadeiro amador que

era, nas suas viagens e estada por dhfërsaï eôrtes

da 'Europa. D'essa. livraria, da csua adjudicação á

Biblioihcca: -\acional e da vida do seu behêmerito

colleçtor eigrëveu o Sur. I >r. J. '/.. de Menezes

lírum. cliofè ila secção de estampa*, minuciosa e

conscienciosa" memoria, de forçosa leitura paira os

quelle interessam «pôr estas cousas. Na aüudida

memoria dá-se larga, noticia* das espeties biblio-

"•sp&phieas de quis se compunha aquella copiosa

• ijvraria, quê. • montava * a 2.365 obras .em 6.32«

. volumes, e nãô a 70 pu 74.000 volumes, como

a?severaváifS; representante " de João Piombino,

éêèsionario dos herdeiros do Conde, quando tratava

de haver do Governo Imperial, annos depois

11871), o importe da compra d'aquella na verdade

preciosa'¡CoUecção de livros, pela qual se pagou a

avultada somma 'Sé maisïïjjî: 76x00^00. de 1 réis, :

moeda ] brazileira.

Km 7 de janeiro dej^i824 ¡adquiriu a Biblio?'

: tReca, por compra, que fez. ; o Governo pela quàntia.

¡,;4e i;Sap$úQ0 réis, a livraria do Dr. Francisco de

, Mello - Franco, composta, segundo, accusa o res-


24

bfp¡-s allé-

¡/ííj3efe : sbbre inuitiSs rainos dasi^sciericias nat.unu;'si;;

; reeûmmend^s*,i^ de i-typKrfephos ¡de'

nomeada H"br


• • I 9 I 25

cjesdé a pa^ irtaejjendçftqfe. até E—• Obras

' sobré o' Jtfitad^ïOrieil^àï; dp. l.'nu;ujiy degèp dk,'

sua^separação das Provincias Afeminas •—Periódicos

public»«» tío Çs,tàdô

dò Cruguay, pór ordém chrbnolpgíca L-ejgfslacäej

direito*puMiCo e economia. Rfitiçà,— Poiy•

¿raphasí philpsQphiaj e bellas Seuràs. .Estivam ne!la

ctiffipíêíjen.dídM ¡ruiito§ mappas;,V|ilanc^s,iie; plantïs

dçi diversas ;p»rçõç


26

dag eollecçõ.(:s ultimamente reunidas â Bibliothecá,

ra: riiajis importante fõí decerto . a. de'ij^ifi) de

Angelis, mas essa mesma custou sonima, è não

pequena. aos cofres


H 27

@ • ' - -il—- — ^-V" 1 ;

"registrados em Março d>: 18R2 nos livros da casa.

Àlém d'essa dadiva na verdade principeseâ, pre-

"senteou-mm S. Es." com um magnifico e nitido

(Ivcmplar do suberbo Mafa Qeografict» de Ame-

•fiiki MeWidfynàî; levantado por D. Juan -de la Cru/

Cano y Olmtóffla: documento preeiosissiflio,

por irrecusável, em favor do Brazil 11a pendiftâê

questão de fronteiras do Império eojii_

Confederação Argentina, nmppu composto niait"

antes e impresso doín annosr antes do celebre

Trajado IVflnmnar du limites entre Portugal «

Hespanha. .

Ao Sfir. José' C.urgol do Amaral Valente, Encarregado

d« Negocios do Império nos Kstadospftidos,

deve dgualmenté; a, Bibliothecá Nacional a

offerta, tio generosa quão valiosa, de 68 obras em

7 Mjumes, relativSs todás ao Canadá, éf-plguns

map,|a«pstatisticos ,-e cartas geographicas, íôm o

que des^ppar^M a sensível falta quf "-® lhe notava

do noticias especules .d'aquelle paia.; . ,

O Síir. commendador José/; Pedro Werneck

Ribeiro de Aguilar, Encarregado do Negocios _do ,

Brazil em Santiago, prese.nteou-a. no primeiro

quartil do corrente anno, com .71 volumes dos

Anfiabsje la UÎmerstdad df Chie de 1^0-82 e

Sòm varias obras def ©scripttées distinctes d'aquella

Republica,"sommando aquelles «gestas 84 volumes;

d'enti>#íástas ultimas notam-se .as obras de_ Amuv

nátugui : La cuestion -de limites entré Chile 1 la

Republica Argentina — Ki terremoto dei • dej;

Maycc de - 1645 — Vida dí D. Andres Be lp —

La encyclica fcl Papa L«on XII contra la independência

Kspa.íola. — e a de José Toribio Medina

Los aò


as

outro membro..>lo corpo diplomático brazlèiro;**o

•Siír. Jose Augusto de Saldfaiha da Gama, ao deixar 1

a cidade de Lima, onde-servia na Legação Impe-jí

rial.como'addidS || x..f classe, trouxe-nos em ^brii'*

. de 1884 , uma rica e variada messe de documentos

e. «jibras antigas.


: 29

o peculio historié;da»Bibiiòthééá. oSñr Dr Salvador

dé' / Mendônça;§%iíml;< dé ürazil em Noval

York fez-lhe presente de' Üma'importante «ollâçâo


30

Via e littératura do Chile, ramettidas dé"Santiago-,

por intertóedio do S'nr. eommendador Ribeiro dé |

Aguilar, Encarregado, de Negócios »ra na '

q il elle Estado, e presente inéstjmavel do Snr. Romão.

Brisefio dõilto conservador da Bibhothéca do Chile.

D'essa opulenta 'òfferta, e do generoso movei que

a determinou, dá detida noticia, no Jornal da Çomm-crao

de fe d'aquélle mez, o actual Snr. bibliot^ecario.

,. ,, .,

' Da escolhida livraria que orgamsara o faliecido

professor do I: Collégio de Pedro II, Dr. Manuel

losé Garcia, mandou Jó Snr. Cons. Filfppe^Franco

de áá, então ministri. dos Negocies, do Império,

incorporar á Bibliòthlea Nacional 656. obras distn-

Stbüidas por 999 Tolütes, d'entre as quacs sobresahern

muitas relativas á educação e linguistica.

Este magnifico contingente, que ficará, conhecido

. na .Bibliotheca pelo nome de Colkcçao Frmtode.

Sá,'que a'gratidão n&ó só-apontava como ímpunta,

foi recolhido ao estabelecimento a 24 de Abril do

corrente anno. \ , , ., H

AtijSïi/em'iïrtudë dâ, falta .de pessoal ídonéo

ç indispensável, não se havia feito das riquezas j

dÍ Bibliotheca mais do quKum inventario summa- |

rissimo S incompleto, sinão desordenado;f^quasi 1

imprestável. Em, 1874 porem começou^o trabalho I

í «regular do-cataloguerai K B H I

- hoie apenaá para còmpletál-o a | f f i » H |

obras de theologia: nestaafcpéeialidade,. no artigo ,1

sana, WmËmSMmmSffiÈSÈÊm p«« 081 - 1

Mades. Km iSS por força, do 4eçréSo MjgHhj J

de 4 de Março, que reformou a BlbUotheca, dando-

' lhe novo Regulamento e organisaçaí. conveniente,

tiveram -esses trabalhos -vigoros^ e desusado impulso

I deu ella agigantados passos pani se altfir

ao nivel das suãs cOn^nereS; do -velho mundo Ao ;

Sflr. Cons. José Bento da Cunha Figueiredo, então


31

sinistro dos ííegoçioâ do ImpériojcdeV-é a Bibliothecá

es^ igeftéralg melhoramento, ¿ qué a provada

competencia do Sñr¡ Dr. Ramiz GalySp,;que

k* tevé"„,cómo bibliothécario^e'o lexar*&-|ffeito, soube

* dar :a maiSproveitosà ^ r i2éuhda execução.

: .-A publicação dos Antuus da SMiothefa Na- «

WjÉ^áf,- .com^^la peíasdito.ãfir. Dr. ®.amiz GalvS

í em ift^ó q* cbntfñuada pelo seu sucCé^SOr ná^administração,

tem por tini a divulgação de documento*

preciosS¡4' qudfHfe- então ""j&zefam gsçonhecidoV,

ainda de nós mismos; drtndo noticia, assim dos

• livros raras §8 altamente estimáveis que- povoam

aá ««"tantes^JI BibliotheC^jcomo dal peças matój

I ^curieças que compllm o steu gabjnet«leiestampas,

í" estudosf bto-bibliographicos sobre os mais-g:elebres

• éscriptorel nafionaes,' emfirn tudo o qu®mporte

nio s¿»il'bibl¡ógíapl% ; ,;ém geral, mas aind% ^wazileira

em particular. Com :essá. ; "publM^o; :||»;

3«stá no X wlum&obedecgu.o erudito biblicp.,

théçarioBÍmais; judiciosa ins|»í&|^fé^n$ultoú os

BB cultores difô boas lettras 'Os Atomos*

•i da Bibi. Nae.-ttrão a tòdo tempo um''registro de

: preçip^; dolimentos fj¡ informações sérias, apre-

: cia.io do- bibliopliilo é do litterato, do amador r.

"dé. sabio. '

O catalogo geral, em que se 'cuida cpm afinqo,.

a seu tempo fcstá igtádo preparado conve-^

'"^úeofemente, dispondo-se dois catalo||s, um syst||?

matico, outro alphabetíco, cuja mor parte se tem

" " passado para, cartões volantes. qijg_ melhor se.

prestan^ á procurâi; vencefldo-se a não pequen*

ídificuldade qim ofjerece a organização de tr'abalho.s

/. d'essa, natu,re2a nqs_paiz,es mais adeantadfe.

Já ficeu dito ..fué' 1 por.0|creto de 4 de. Março

de...i8^é fõW ã BibEojheca Publica-do Rio de Janeiro:

reformada, áándó-se-lhe novó Regulamento.

DividÍMe' : o : pessoal em tres se^óeS, ficando


32

PtiS com — um bibliothecario, um secretario, trgg

chefes de secção, o dé" estampas, m dirmanuscriptos

'


verdade é que esse homem é a imponente personificação

do que de'mais .elevado existe" na litte-

»ratura de dois,povos, irmãos peía origem, e pela'

lingua. A Exposição Cãmonearia da Bibliotheca

Nacional do Rio de Janeiro foi uma verdadeira

apotheose. O discurso pronunciado pelo bibliothècafiOj.

o Sñftr'i Dr. Ramiz Galvão, na sua abertura,

é uAa obra-prima. D'essa#xposição singular subsiste'

um catalogo especial {Rio Me yantírp, Typ. Na-

:cim


34

* geographia|^éSq o


35

¡¡tal« 4 mais uma vez."'tomou O .Snr„:.Cbns.' Filíppelv

'¿íFrainço de Sá na> sua passagem pela. publica admip§|

S*:fliSíráção. :

" Tal é em pãllidaf;re'se'nha ; ò histórico da fun- '

dação,, desenvolvimento^é. estado; actual da secção

de impressos da Bibliotheca N.âcioípj|é Publica do

-• Rig de Janeiro. - - ,

«é Bibliotheca Nacional, 27 de Maio de 1885.

DE.. J.JSÉ ALEXANDRE TEIXEIRA CFC MELLO,

'•Chefe dá, Secçílo. .


MOGUNCIA: MAINZ.

- - (Mogõntiacwn.). •

.Mn 1 _ (A Bíblia de 1462). 2 vols. irirfol.; ífâgjM

'' . - ' . np" 4. 5,,SB-

^Sierevàido este preciosíssimo meffliabülo 4ios Annaes da

, BibUotheca Nacional, assim se exprime -o Snr JentadW;.?* .

Oliveira (*) : ''. ' ' ' Cp-f 4 ^

, A Biblia foi sem duvida alguma o primeiro livro pro- _

« A edição de 1450-55 (Gutenberg fust e

< S&idelda cómo. a primeira: Ü M Ü Ü M f f i

- metal De Bure diz-nos que, estudando na. B.bliotheca Maza-

I rina, foi agradavelmente- súrpréhendido achando esta primei^,

• guinte titulo : «- Biblià sacra latma vulgata: Editio pnm®,

•• f^etustatis peneis caracteribus ataque

» typis: : Moguntmis IohKSi5,,-«nst4yulg»: Opus ^

I I staum Éfi Fmsjr adseryatur, í, Bibliothe^

1 « Ma7arina. ' -2 vòíâ. in-folí*» ,, |Ip

g WÊÊm.' ¿'este descobrimento a Bibha que ate então

era sonhecida í® Bíblia de 4* g$N receWp home mo g Bíblia M ^ M H M

M m i W i geralmente • —

M Vâo aqui corrigidos m ! ° W M S M I H B Í

pabul àptAnwés da BiWiótheca maotial, vol. I, |||j 33S-


40

a dizer algumás palavras sobre a edição de 1462, que aqui

; temos representada em duplo exemplar na Bibliotheca Nacional

do Rio de Janeiro, e que é sfem duvida o mais bello

incünabulo dá , nossa 'coíleéção.

f « A Bíblia dé Moguiícia é à primeira que traz data, lugar.

I de * impressão e nome de impressor . Não tem folha de rosto

! nem título algum, havendo exemplares impressos em papel e

Vem pergaminhoJsenda^aqueíles mais raros, porem estes de

mais apreço e subido valor. Formosa e nitida impressão ain^a \

l*>je apontada ^mo umDnpofí^ograghico ! x

« ô"~exempiar~qW^c^crêv^^^está^impresso em perga-

. minho, dividido* 1 em dõis, volumes, .contendo cada pagina

'2 còlumnas com 48 linhas cada úma.j

« Dibdin, na sua Bibliotheca Spencèriana, diz que Wurdtwein

encontrou no livro de Hoseas só 47 linhas. Buscando verificar

' este ponto, vimos que, na pagina onde começa o dito livro,

a. i." còl;.' tem so 47 linhas, mas a 2. a tèm 48 è assim por

diante.

« O I o volume começa pelas seguintes palavras, escriptas

com tinta vermelha':^ « Incip epl'a scï iheroními ad paulinû

« psbite-/rü: deómíbs díuíne historie libris. ca. pmu. / »

« As lettras iniciaes doá- livros e dos capitulo^ São feitas á

mão com tinta ãzul e encarnada, não devendo passar sem

reparo o que se dá no livro dos Psalmos, onde também as

< lettras maiúsculas, que dão principio aos' períodos, são feitas

á mão, cOm as' côres já acima mencionadas, o que não acontece

em qualquer dos outros livros, onde estas lettras são

impressas. Contem o i." volume os livros dá' Èscriptura Santa ,

desde o. Genesis até os Psalmos, e termina com as seguintes

palavras escriptas com tinta vermelha : Explicit psalteríuz

Antí% AV* 1 \ Iccc'c*ij$

« Tem 242 ff. inn.

« O 2 o volume começa : « Epistola sanctí íeronímí presbíterí

ad chro/matiü et eliodorü epos de líbris : salomonís. / » com

tinta vermelha. Consta de 239 ff. inn. e encerra os. ljvros da

Biblia desde os Proverbiòs até o Apocalypse de S. João, terminando

com o seguinte colóphão e escudo, tudo impresso

cõm tinta vermelha; •

1 .VíW.^t-


41

« Explicit "liber apocalyps' beati íohãnis apl'i: J ». e mait'

abaixo:

| « Pfís hofr r •

opusculuz finítü .aír Cõpletü et- ad

? « eusebiaz dei industrie íri ciuitate Maguntij

•>'« per Johannê fust ciuê. et Petrü -schoiffher de

»' « geras' heyra clericu. diotès' eiusdez est corisü-

. « matü. Anno incárnàeõís dníce. M. cccc. lxij.

« « In vigílía assümpcõis gl'Ose vírginis iriârie. » 9

« No fim do segundo volume existem cinco folhas em branco

e sobre a ultima está collado um autographo eòricebido nos

* seguintes termos:

« Ego hmãnç de almania ínstitor honestj ac díscretj vírj ' • • *

« iohariís guymier, • alme . vníuersítátis parisien librarij publicj

« ac íurátj fáteor vendidissé preclaro ac scientifico viro ma-

« gistro guillermo tourneuille archípresbitero et canoníco an-

« degauensí digníssimo dominoqz, meo suj gratia ac preçpptori

« .eólendissimo, vnã bibliam magütí... ...essam in pergameno

« ín duobus voluminibus Et hoc pretío et sü... qüadraginta

« scutprü a me iriánúalíter ac realiter receptora Cuíus quidem

< biblie. venditionev iprofiteor per ptit.es- rata et grata habere '

« .nec contça venire ac domínü meü colendissimü dicte biblie

« emptorem indempnem contra omnes releuare et de euíctione

« eiusdem .biblie mè tenerj et antedictü dnm meü defendere

« polliceor Teste signo meo manualí hic apposito hacdie quita

«.mensis aprilis Anno dominj m°. cccfc 0 . lxx° ».

Í! « Eu Herman d'AUemanha, agente do honrado e distincto

João Guymier, livreiro juramentado da Universidade de Paris,'

confesso ter vendido ao illustre e sábio Guilherme de Tourne-


ville, arcipreste e cónego de Angers, meu senhor gp rèspeitabilissimo'amO,

uma Bíblia impressa em Moguncia sobre pergaminho,

em dois volumes, pelo preço e somma de quarenta

escudos, que realmente recebi, venda que ratifico por este

presente,, promettendo não contradizer-me e defender o mesmo

ksenhor comprador da dita Bíblia contra qualquer que pretenda

hàvel-a por menòs do que custou ou queira relvindical-à comÕ

coisa sua. Em fé do que, aqui deixo a minha firma escripta

de meu proprio punho, no quinto dia do mez de Abril ¿o

anno do Senhor 1470. »

' HERMAN. • / •

« Este Herman é mui provavelmente o mesmo Herman de

Stathoen, . natural de Münster, a quem se referem Lambinèt e

outroíT tratando da venda dos livros de Schoeffer em Paris.

S « Alguns escriptores pretendem que diversos exemplares

d'esta edição foram vencidos em Paps como manuscriptos, ao

principio por preço excéssivo,, poreni que, augmèntando-se o

numero dos exemplares e descendo o valor .exigido por Fust,.

os primeiros compradores, desconfiando da rapidez com que

sê, reproduzia tão longo quanto-f difficile trabalho, julgaram-se

illüdidos e intentaram contra aqtielle qué o¡=>¿ enganára acção

judicial ; que Fust, a'medrontacio., , fugira para Strasburgo e

d'ahi para Moguncia,. Onde ensinára ; a süa arte a João Menteltn.

O qué é porem cèrto, segundo as opiniões a que me

reporto, é que o. Parlamento tomou conta da questão,' não

proseguindo o processo pela intervenção de Luiz XI, que

mandou alliviar da culpa aquelle que julgava innocente. Quiz

sem duvida mostrar


• I 43

tomgíaAgjçs pertenc^sehiijá^iaáèe msçienteja famqia .-¿e*certo

nitígujem em;:bbá'-é^odêrá aoièaitari,

|j|ò:M:ó'..»dltiittír 'qie os homens de'.Iettras %PtuXta capital dã

'Ffahça, pudessem •desconhecer em 1462. a ejaaéemfcia da imprensa,,

á. já deviapi ter tiotioiía do.P-mhnalum aflfix de 1457,do

Hastíale Dtmnomim Offimorum de 1459«,rdas Clemenítnás

J^ft.jífõó, álfm de^-mais dois oji tres liír®5if rodi#id®s «pela;

arte tt®ographioa? Poder-s^aíjSirppor- «¡jipust e Schreffer

n^o houvessem envliafí® Paris exemplares d?estas obras ? « Eti

g-^fldúéféfi'imímfi/ d|S;-:®F


44

de menos valoï.ninguem; suppoz àinda : que a respeito d'essaobra

tivesse havido fraude.

« João Andre, bispo de Aleria, em uma dedicatoria a

Paulo II.;-que oerorre á frente de sua - edição das obras de

S. Jeronvmo,' nos informa que livros, communs cuàtavam então

20 escudos,;,":® que os respectivos manuscriptos^ vendiam

antes do descobrimento da imprensa por 100 escudos e mais.

« Maittaire assegura que^existem exemplares-em cujo eoloplião

se .vi a palavra opus. em h^ar 'pé opusculum. Se^a

sem duvida álgumí mais cabida* aque%'Impressão, desde: qüe:

se tratava de umà . qbra de vultqÇ, porem ;Vati Praet nèga

similhante alteração, e Lambinet affirma que. Srhœffer só usou

-d'aquella palavra na reimpressão de 1472, nunca jmi exemplar,

algum anterior a esta data.

* « O mesmo Van Práet menciona um exemplar da Biblia,

de 1462, contendo o aufographí^que transcrevemos. Meerman

também o aponta, e Lambinet, apresentando a lista dos possuidores

de exemplares d'esta edição, impresso^ 5 sobre pergaminho, nãosabe

¿onde param oito ou dez,, entro os qiiars um havia, diz

elle, que continha um acto de vencl^, muito curioso, escrirtg:

•em latim e que pertenceu a Coustard, Conseffiçrr do Parlamentó

de Paris.- , . * ^ :. -*

« Á vista do que deixamos .dito. podemos ««segurar que

o exemplar que pertenceu a Constarei é hoje propriedade da

liibliotheca 'Nacional dó Rio de Janeiro. Achacille, como

se, vê, eta perfeito'estado de „conservação, parecendo que .õsséculos

.. desviaram, respeitos!»; ' sua acção destruidora d'esté

prifcóroso representante cias glorias typograyhiras. d'aquellas

eras- remotas, para mostral-o á geração presentí;" com todo o

brilho de seus., primeiros dias. .

« O exemplar da liiblia, que. aqui descrevemos. veiii tiosda

RealBibliothgfa;»i-eertamente & parte-dí.collecção délivres.,

que par:! o Rio de Janeiro trouxe ICi-Rci 1).. João VI enriSoS.

-w « 0. .que ë certo e que o-que.cstS'ériposk^ob este numero

é o famosa' exemplar Ceustard, cujo .destino ignorava Van

Praet, e o que tárubem é mdubitavel é que este precioso

livro, si- não é dos mais raros, põis que d'elle se amhecem

JK'IO mènos uns 30 a' 40 exemplares, 6 todavia o jirmcipe de*

i^^S^náiBíbül^S,: ó. testemunho eloqüente da perícia de I-'ust

c » SchutflVr .'e :mu das mais bel las obras qae gor yentura Jfl

siliiram da caixa do compositor e do prelo


« 45

« Graças á imprensa, disse o poeta francez^ do Jocelyn

na sua Vie des grands komme s, soriiös iodos çóntepporaneos.,

Converso com Homero e Cicero; os Homeros e Ciceros dos

séculos porvir conversarão comnosco, de sorte que a gentê

hesita em decidir si a imprensa não é tanto um verdadeiro

sentido intellectual, revelado aó homem por Gutenbérg, como

é uma machina material. Sae, é verdade, do papel, da tinta,

dos typos, dos algarismos, das lettras,., que caem debaixo dos

selitidos y mas sae ao mesmo passo do "pensamento, do senti*

mento, da moral, da religião, isto é, uma porção da alma

do genero human o. »

: A Mogtmtiacum', Mfyguntia ou- Moguntia dos latinos,

Mainz dós naturaés, Mayence dos francezesy Moguncia já

agora para nós outros, tornou-se para sempre celebre, graças

ä esta admirayel revolução da mecanica,a quepestão eternamente

ligados Ö nome da cidade que lhe serviuVde berço e os

de Gútenberg, Fust e Schoeífer, que o ideiaram e realisaràm.

Ali'nasceu nos últimos annos do XIV século Háns (João)

Gensfleisch de Sulgelock, mais conhecido por Gutenberg,

nöme que lhe provinha do appellido da familia de sua mãe.

Para a breve biographia que a natureza do presente trabalho

rios fórça a dar do afortunado, moguntino, uma das

mais puras glorias da velha Allemanha, a quem só• tardikmente,'

já ¡ nos nossos dias, levantaram os seus conterrâneos .a devida

estatua, não nos faltavam de certo largas fontes de consulta;

j)aréceu-nôs porem preferivel aproveitarmos apenas, posto que em

resumo, o qué á seu respeito consubstanciou Pedro Deschamps

rio seu interessante Dictionnaire de géographie ancienne et

moderne à Tusagé du libraire, pondo de parte tudo quanto

havia de hypothetico e nebuloso na vidado pae, dos typographos

e utilisando-se tão somente dos factos que, por incontróversos,

haviam entrado para o dominio da historia.

O sobrenome de Guten-Berg vinha de uma propriedade

patrimonial, uma casa em Moguncia, que era o apanagio de.

um dos ramos de sua famíliaó outro ramo chamava-sQ,

Gensfleisch de Sulgelock ou" Sörgenloch.

João Gensfleisch era o segundo filho de Frieló "'{Fritz,

Frederico) Gensfleisch \ o mais velho, que tinha ó' sobrenome

do pae, foi eonego do cabido dé Moguncia e morreu cêrca

de 1460. Suá mãe, Elze (Elisa) de Gutenberg, era filha dè

Claus (Nicolau) zum Gutenberg, tio-avô de Frielo e portanto

parenta do marido em 3. 0 grau.

Nada se sabe da mocidade dos dois filhós de Frielo.:

Em 1420, por óccasião da revolta das corporações moguntinas,

çmigrou a quasi totalidade das familias nobres da cidade;


46

nessè numero > conta-se* a de Gutenberg,A. cujo noíne vem

especificado no decreto de amnistia que lhes. concedeu em 1430

•o Ârcebispo-Eleitor Gonràdo III. O nosso Gutenberg tinha-se •

então, segundo grandes probabilidades, estabelecido em Stras-^

burgo, 1 como se verídica- de actos officiáes seus o ccorridos

de 1434 a 1443, aos quaes Deschamps se refere detidamente, jL

Nas 'peças relativas "aò anno dé 1439 destaca-se uma concernente;

a um pròçésso que gánhára, no qual. o ourives Hans

«Dünne, depõe como testemunha que « havia tres ánnos po'ffco

maiSft ou menos lhe'pagara Gutenberg perto de cem florins

por cousas que concernem A imprensa (Drilcken.). » -

D'este facto decorre que já então Gutenberg se occupava

em segrèdo na manipulação de metaes apròpxiadds á realisação •

da ideia que concebêra e deu depois em resultado o portentoso

invento| que- immortalisou o seu nome. Para mais a

gosto entregar-se ás suas experiencias se re.tirára para o convento

de Saiiio Arbogasto, perto de . Strasburgo. Deschamps, •

citando Aug. Bernard ^.eonclue que fôra ali que elíe preparára

os seus typos' de chumbo, fundidos' em matrizes do . mesmo

metal, achara a liga .conveniehte para lhes dar a consistência

e malleabil-idade, ^ue a principio não tinham,

< Cheio de .habilidade pratica,- diz Déschamps e de dextresa

manual, fa'z-se desenhista, moldador, gravador


• • m:; . 47

para le val-a ao/ cabo ? ,0 que ,é certo é, que se associou, por

um contracto' iegalisado por cinco annos,-. com João Fust,

opulento, banqueiro de Moguncia, que lhe adianta 800 florins- v

mediante clausula de que ;todo ó material da imprensa que

estabelecesse;,. Gutenberg lhe'v ficaria pertencendo até ao reembolso

to'táí do. capitaL: Uma clausula verbal obrigava Fust

á pagar a este 3,00 florins para cobrir os gastos que trazia

Qomsigol a exploração ãe |Uma imprensa. Dois annos. se cònsqjpem

inutilmente antes que a empresa pudesse encaminhar-se^

novos auxilios pecuniarios sã^o fornecidos pelo sócio papitalisfa,,

que lhe impõe-iim; terceiro socio, hábil calligraphp vindo fie

Paris, que Fust fizera .seu .genro, encarregado de inspeccionar

o trabalho • (¿o mé,stre; Pedro Sclioeffer de Gernsheim entra \

assim para a. associação e... para.a immortalidade do nome.

« Gutenberg' • dizríDeschamps, est lié> il lui faut passer sous

lest fourches caudi^ies de 1'usure, parce qu'il veut. publier sa

•BIBLE. » ^

V A eiirpre^â era na verdade superior ás forcas de uni. só

homem. Añalysando>materialmente o seu primeiro livro,';istò

é,- o primeiro-, livro impresso que viu. o mundo,' früctó da

admiravel pertinacia que" zombou de todos òs : ; obstáculos,

conclue Aug - . Bernard, citado por Deschamps: «... pode-se

por ahi julgar dos gastos imriiensos d'esta primeira e colossal

empresa ] »'

Teria sem duvida feito experiencias preliminares, ;.?cóm

impireÉões de folhetos' e avulsos sem; importancia, O illustre

e nobre martyr. Nem a consagração do martyrio lhe faltou!

Não podendo pagar a Fust a somma, enorme para as.^suas

posses, que tudo isto lhevacarretára,'"tomaram-lhe o material

que-àccumulára 'ê viu-se .Gutenberg despojado da .sua parte na

associação... leonina e na dos' lucros que proviriam da venda

da Biblia. Viu-se obrigados 'a dar a Fust e Schpeffer tudo

.0 que servira para á impressão:Aa'aquella obra-monumento

e a ir lèstabelecer-.sé modestamente na casa' patrimonial da

familia, emquanto, aquelles se : installavam triumphalmente em.

estabeleciménto cbnsidéravel, em yastá propriedade do*opulento

banqueiro,, com quem ò velho mestre não podia por certo

competir vantajosamente.

A • historia registra os nomes dê: alguns' dos operarios que

se ^conservaram fiéis na hora dá desgraça ao glõrioso mestre,'

auxiliando-o nos-embaraços em que devia teKo dèixa4o^a_

dispersão .do ,seu material typographico; são Numrheister é

Beçhtold de Hailau, e Henrique Keffer òu Keppfer, natural

de Moguncia. Este acompanhou-o até á morte, segundo, as mais

bem. deduzidas hypotheses.


I

E

48

Posto que õ tivessepi elies acompanhado ^è tivesse o velho

mestre continuado sem ruido a suá tarefa, publicando ainda

muitas obras? entre outras a sua Biblia de j?


49

^-gatearemos mais uma dúzia de linhar para recordar aós .

leitores os primeiros passos da vida da arte prodigiosa que

:^ ábriu horizontes illimitados ao pensamento, h.umano.

« Para nós Gutenberg deu a lume a Biblia de 42 linhas,

'^ a de linhas e o Catholicon de-1460, e não vemos motivo

nenhum sério para deixar de lhe attribuir racionalmente a

impressão de . alguns dos Donats, Cartas d? indulgencia, &.,

não xylographicas, que precederam a Biblia, assim como não

hejjtámos em crer que é d'elle a mór parte dos livros posteriores

a 1455, executados com o- typo da Biblia de 42 linhas

ouícom o que serviu para a impressão do Catholicon de Janua

de 1460, posto qué a demanda de 1455 com oë seus Socios

o tivesse despojado da melhor parte do seu material e séja

impossivél determinar com exactidão o que lhe tomaram e o*

que lhe deixaram.

« Não nos demoraremos com a imprensa rival e triumphante

de Schœffer ; ; são geralmente conhecidos os seus

admiraveis productos : deve-se-lhe . a impressão do primeiro

clássico ; a sua bella edição das Epistola Familiares, de

Cicero, que dá além d'isso a primeira ode de Horacio que

teve as honras da imprensa, e tantos outros primores da arte,

servirão para que se lhe perdôem ou, pelo menos, se lhe

jatténûem as injustiças que commetfèu associando-se ao deshumano

ardor com que o velho Fust,*seu sogro, perseguiu

até ã morte o infeliz Gutenberg.

« Não nos esqueçamos de dizer que também teve a' honra.

? .'de gravar os primeiros caracteres gregos, que empregoji pela

primeira vez nessa mesma edição da obra-prima de Cicejro, e

que é esse livro ao mesmo tempo o primeiro para o qual se

• serviram de entrelinhas.

« Do velho Fust não se falia mais depois do saque de

Moguneia rfalleceu em 1467, na idade pelo menos de 72 annos.

Seu filho Conrado, denominado Hanoquin, associou-se a seu

cunhado e morreu por volta de 1480. »

ultima obra de Sçhceífer tem a data de 1502, isto é,

a 4. a ou talvez 5.* edição da sua obra-prima, o Psalterium de

1457. Não quiz nunca deixar de üsàr nas suas impressões, no

meio século que consagrou aos trabalhos da imprensa, dos

velhos caracteres gothjcos de que se servira no comêço da*sua

carreirapentretanto, já tinha começado a generalisar-se o uso

• dos caracteres romanos. Deve ter morrido no principio de

1 *5°3> porque seu 'filho João Schœffer publicou, com a data

. de 8 4e Abril d'esse annó, um volume, o Mercurio Trismëgisto,

em cujo colophão. declara que é a primeira obra que

imprimia.


50

Pela extensa e escrupulosa .noticia que ao immortal inventor

da imprensa consagra D.eschamps e pela interessante

cartavque a tal -proposito lhe dirigiu A. F. Didot,. fica fóra

de contestaçâo que os trabalhos começados por Gutenberg em

Strasburgo com-os, seus primeiros associados, e continuados'

em Moguncia, justifie am pela, sua, importancia a gloria que se

j liga. äa ;:-seu fióme*


5*

' • No Catalogo 4® Bernard Guaritch, Abril, um

exemplar da. Biblia de Moguneia está avaliada em i,&o.o libras

ou, i.S;09Q,Q0C! da nossa moeda ! S^ndo q nqsso o exemplar

Çoustard, unieo queçontém o curioso- autográpho, muito mais

'deve valer.

A- Bibliotheea Nacional possue, qomo, já dissemos,'outro

ejemplar d'esta Biblia, com algumas variantes e em cujoççlophão

§e lê,em as palavras « Artificiosa adinventione imprimendi seu

earacterizandi-»

STRASBURGO: STRASSBURG.

N. D 2. — Terantí' cú Directorio Voçabulorúi Senten

tiarü, artis Comiee< Glosa iterlinâaü Cometarijs

Ponato Gviàõne Ascensio,

Mol- ÉssfiÇ1..NXVL.I"- «W I«-' 1 -» fccalP 5 Hl 1 -

inn, contendo j VTérentíj dirççtoriü yocabularum ». as quatro p P j/yv

pameiras» Terentii epitafihmm no v. e fim da 4..® e Therçntii

i|f| cxeerptck > e fjpf Brunet, .

É; muito estimada esta edição por,causa das numerosas

grav. em madeira que contém, singulares e bellas, represen-

•'Xxt

H

* 3

"W


52

tando personagens é scenas das comedias do afamado Platiío

carthaginez. Em 1499 Grüninger deu outra edição d'este

poetaj in-fol.,' com as mesmas gravuras xylographicas... As

mesmas estampas figuram ainda numa edição de Strasburgo,

Grüninger, 1503, in-fol. ,

São raros os exemplares d'esta edição.

A impressão é digna de nota, porque, sendo vários os

tamanhos dos typos empregados em todo o volume, na mesma

pagina, o impressor soube conservar-lhe a ordem e a nitidez

•indispensáveis. o

5

Strasburgo disputou com Moguncia e Harlem a prioridade

no estabelecimento da imprensa.

Na epocha de Gutenberg era cidade imperial «desde 1205 ;

em i68í foi ànnexada á França por Luiz XIV; em 1871 foi

recuperada pela Allemánha.

Segundo a Chronique Contemporaine de Philippe de Lignamine

(Roma, 1474), João Mentelin ou Mentelius ahi imprimia

desde 1458. Isto se não ppde assegurar. Segundo todos

os bibliogfaphos, a Biblia Sacra Germanica, in-fol. de 405 ff,

a 2 cols., 61 linhas na col. completa, s. d., parece haver

sido impressa em 1466.

Henricus Eggesteyn, entretanto, fundou quasi simultaneamente

um estabelecimento rival do de Mentelius; a sua Biblia

allemã, in-fol. dè 404 ff., a 2 cols., de 60 linhas, ¿ provavelmente

também de 1466. O i.° livro de Strasburgo com

data é d'esté imprésâor: Graüani de cretum..., 1471, in-fol.,.

â 2 cols., 459 ff, No mesmo anno publicou com os menores

caracteres que pôssuia o Liber de remediis utriusque fortuna,

de Adriano o Cartuxo, in-4. 0

Depois d'estes, diz-nos Deschamps, os mais notáveis são:

Adolpho Rusch de Inguilati, que passou a dirigir o estabelecimento

de Mentelius; Martinus Flach e João Grüninger.

Segundo La Serna Santander seguem-se aos dois primeiros

impressores d'esta cidade : Georgius Husner (Jeorius nas edições

e Leorius segundo alguns), que produziu poucas impressões de

1473-1498; Johannes Bekenhub, socio do precedente, era 1473 >

o seu nome só figura no Dürandi Speculum. — C. IV. (Conradus

Wolfach?),^: impressor do Reductorium biblia, 1474; Martinus

Flachi de Basiléa, e outros.

Johànnei\ Gruningerus, um dos mais notáveis, cujo nome

de familia era Reinhatt, trabalhou com muita actividade desde

1483, e é o impressor do exemplar que a Bibliótheca Nacional

expõe sob o n.° 2.


53

COLONIA: KOELN.

(Colonid Agrippina.)

3. — Incipit sermo beati Augustini episcopi i 2 I f\2>

super orationem dominicam ; s. 1. e s. d. (Co- S > > ^;

loni&y Ulr. Zell. c. 1470?) in-4. 0 peq. de 8 ff.,

27 11., caract. goth.

%

• . ®

Começa: « Voniam domino gubernante iam estis in via

regia constitüii. »

Na palavra—- Voniam ^ falta a capital— Q-

Na fl. °3: « Explicit sermo beati Augustini, de orõne dominica.

Incipit exposicõ eiusdê sup Sybolü. »

No v. da fl. 6 : « Explicit exposicõ super symbolum. - Incipit

sermo beati Augustini epêscòpi de Ebrietate cauenda. »

Termina no v. da fl. 8 : « per omnia secula seculorum

Amen. »

Basta a simples inspecção para reconhecer-se que temos á

vista um incunabulo do XV século. A falta de fl. de rosto, a falta

das lettras capitaes, que se não imprimiam para serem feitas á

mão, a falta de indicação dé lugar, de impressor % de data,

0" typo, tudo nos Convence, que temos diante dos olhos um

precioso producto dos primitivos tempos da arte typographica.

p O typo com que foi impresso este opusculo é conhecido

e um dos mais estimados dos bibliographos; é o typo com

que o famoso Ulrich Zell imprimiu suas primeiras obras.

A tomada e o saque de Moguncia pelos soldados de

Adolpho de Nassàu em 1462 trouxe como. consequência a

dispersão dos typographos que ahi trabalhavam na officina de \

Pedro Schçeffér e de João Fust, provavelmente sob a direcção

de Gutenbèrg. Uns acolheram-se ás cidades próximas; outros,

porém, foram mais longe levar' á Italia o grande descobrimento.

Entre os primeiros nota-se Ulrich Zell ou Zel, de

Hanauk que foi estabelecer-se em . Colonia; sua officina dê

typographia já devia estar funccionando em 1464. Zell imitou

sempre os: caracteres e os. processos typographicos da officina

de Schoeffer, e a tal pontò levou a imitação que, si não figurasse

o seu nome em algumas edições, passariam como obra

da officina de Moguncia. _

Maittaire, Panzer, Hain e outros bibliographos mencionam

muitas obras executadas com òs caracteres de Ulrich Zell,

-mas impressas sem designação de lugar, nem de impressor,

nem data, algumas das quaes mui provavelmente anteriores a


54

1466. Deschamps refere à êsté ànhò dê o primeiro livro

impresso por Zell com data certa: «Johannis Chrysostomi super,

psalmo quinquagesimo libet primus; I (Iil finè): « Deo et deifere

refero gras infinitas de fine primi libri johaniscrisostomi sàncti

do.ctoris & • episcopi sup psalmo quíquagesimo, per me Ulricü

zèi dê hanau clericu diocesis Mogutinefí, Àhno dni millesímo

qüadtígeteáimò" Sexto. )5 Iri-4. b de i'o ff. inn., S'etíi rètlãikós nem

registro, èoiíi íiâhás íbhgâs ria pagiftá ceiripleta. Fói reim-•

presso erh 1467 pelo mesmo typogfapho, in-4. 0 de 29 linh^g

ppr pagina, com o accrescimo do livro segundo.

 bttiissáó da palávíà Sêxdgè&M!) rib 'Cblb^Mo dá edição

suscitou commentarios»' La Serna Santander dit q'úê 'Sê pódê

ler do mesmo rnodb 1466, Oü qüàítjiieí" d'éstaè ôytías datas:

1476, Í4S6 ê aiiidà 1430,; víátò quê Zell tfàbálhbu àtê 1499.

Deschamps poretn stfetêiltá cofti foõná furidatnêhtbs quê déVè

pteválecéf à priiriêítâ datã. Éritffe as ítòpressões séíá data d'este

typògrapho devêttibS citar : £>è offitiiS, dê Ciêêrò, ifi-4. é dé

6ó ff. com 34 linhas, íiripresfca cêrfca de Í466 éêgüttdO Brunet,

mas, segundo Panzêr, anterior á de 1465 de âçhoefferj ê « fij

ppé secüdi: Bulla retfáctátioníL.. », iri-4.® gòth., de it ff. inn.,

§em tecitMvs riem fegistío, cõm 27 lottgás littháS riâ pagina

intêifá.' Esta bulia, nà opiriiáó tlê Lá Serna* foi íniprêssá etti 146^

DesChàtnpfe, jíoreín, de accôrdo córii de Büre e Bêríláfd, feuppôê

que o fOssê arités dá inbfte dePíó II, a ípiai succedéü eiti 1464.

Ulrich Zêll foi impressor de Philippe o Bom, Duque dê

Borgonha, çelêbre collèccioriador de ; maiiuscriptos preciosos

do seçúlo XV. Por Ordem doeste duque imprimiu a obra de

Raul Lefebvre : « ítêcueil des líiátoires de Troces'. Compose pár

venerable homnie raoul le feüre prestre chappellan de món tres

redoubte seigneur Monseigneur lê Duc PhiLippe de bourgoingne

En Ian de grace. mil CGCG. LXIIII. » In-foL peq. dê 283 ff,

inn., sem Vedamos liem registro > 31 linhas longas, caracL

goth. Para este livró, que foi o primeiro impfesso «ta fraiicez.*

fundiram-se caracteres espêciaes* imitando perfeitamente a

bella calligráphia d'aqüelle século. Segundo Bernard as lettras

grupadas e as ligações dão a este volüme o aspecto da xylbgraphia»

Quanto á data^ deve ser anterior á morte dê Philippè

o Bom, que oécorreu em 15 de Junho de 1467.

Com os mesmos caracteres da obra precedente Zêll iraprimiu

outro rofiiancê d© mesínô autor-, JasoH^ iri-fol. pe


55

a 19 de setembro de 1471, foi mui : provavelmente impressa por

eile ahi mesmo/ sob as vistas é com o auxilio do mestre. Èsta

'traducção, qüe offerecé a particularidade de ter sido o primeiro

livro impresso em inglez, tambeih foi executada com aquelles

caractéres especiaes,- que estavam em deposito nessa cidade,

Em 1470 apparecem em Colonia outros impressores:

|| Arnold Ther Hoernen, cuja primeira impressão é: « Sermo

ad populum. predicâbilís in festo psentátioiiiã Bteatissime riiarie

•Semper virginis noviter... per impressiona multiplicatus, sub àoc

currentfi anno Domini M.° GCCC. 0 LXX. 0 »,' in-4. 0 peq. de 12

ff. numi coôi algarismos árabes; 27 linhas. Das duas edições,, ou

antes, duas tiragens que sé fizeram d'este livro com a mesma

data, uma" tráz no v. dp frontispício um prefacio, no qual se lê :

« In ciuitate Colõiêsi per discretü vi^ Arnoldü Therhoernê » ;

na outra falta este prefacio. "Este livro passou por ser o- primeiro

em que se empregaram os algarismos árabes | Deschamps,

porem, affirma que estes algarismos foram empregados typográphicamenté

pela primeira vez no Mamotrectus de João Marchesini,

publicado na mesma datarem Betona por Elias de

Lauffen. Em Vi 471 Hoernen imprimiu o Líber •Quodlibetorum

de S. Thomaz, in-fol. peq. goth., que, na opinião de Firmin

Didot, I o primeiro livro em que apparecem os titulos

no alto: das paginas, joão Koelhoff, de Lübeck, também imprimia

em Colonia desde 1470.^' Em 1472 publicou este typographo o

« Joh. Nyder prseceptorium divinse legis, — Explicit prascepto-

. irium... impressu Colonie per magistrum Jobannem Koelhoff

de Lubick (sie) anno Dfii M. CCCC/LXXIJ», in-foL gothv,

de 307 ff., a 2 cols. de 39 linhas, primeiro livro, com data

certa, impresso com registro. Koelhoff foi o impressor da ceie- ,

bre Chronica de Colonia de 1499.

... Ainda em 147Ö começaram a imprimir ém Colonia Petrus

de Olpe e João Veldener. Finalmente, no século XV, ainda

ahi imprimiram : Henricus Quentel, com os caracteres de

Ulrich Zejll; J. Quldenschaaf, de Moguncia; e Conradus

Winter, de Homburgp.

" Âssignámos ao opusculo que ficou acima descripto ..a^ dato

-provável, de 1470, porque,. pode-se dizer, foi só depois „ á- Bibliothecá Nacional motivos para es-r

timar e zelar o. exemplar qüe expõe sob o n.° 3.

Este opusculo anda juntamente com outros no mesmo volume.

Pertenceu a &eàl Bibliothecá.


56

N." 4. —*Mí ' Fabil.^ílntííi^f oratoriarvm insti-..

' fvtipnus^i líB-iCII. una cum; Déclamationibus

. ciu.síiem argutissimis. ad" Kotrendae uetustatis

eiéijíplarã^pQsit%, diligenterqz iinpressis Apvd

.Saneiam Coloniam. MDXX1J1I. I:i-1'ol. peq. de

CI.IX pp.. num. só pela frep.té.

r\ Frontispício állWpj||®:grávada em madeira é as "palavras

titulo ,a duas tintas, imprfsí@ em caractágs *comattpsi»

' No de rot-to .traz: « Go>ta'rid:is Jtittorpius, 1*1-:tfippp

I&W#i*htoni S«\-M. Sabij Qumtiham ínta —Errsjtulà,

(ÇiijlHBt5

'As.í®l§Maç5e^p|meç|Índo na fl.LÇXIII,'"'terminam no

v. de fl. 'CLÍXJ,ondf- sé lê:. ? J^.j^biJ^iiiiit^

tionu-mf Finis. Çolonise 'in "tedibus r .Eúcftarij Cerüicorni,

Herônft Anno uirginei partus. M. D. XXI. méOs,éi

A^Jdiías.¡primeiras edições d'esta unportanjg; obra são de

' -RaWia, 1470. • : :: ;

A i'mpress2$ dd ncfeíS eíemplar ® mtidaT uma ^as

lhorfSjdo XVI século. Tem nas' margéns annotações manuscriptaí,

-polutettia, segundo-'erei^ljfá^uelt©. ¿ei^l^K

NORIMBERGA: NÜRNBERG.

( Xonmberga ).

Jn,* 5. — Jncipit pròlog-us. in legendas sanetoram

quas collw.it in vnurn frater Jacobus ianuenlis

1 de' o|jin^predicatorum;. •',

Prerode. a primeira íl Cqtulogus Sam-toram, de que fahüm

no no'^p exemplar a£ primeiras madVeríen do

éacaéeiliador quando, aparou as foltó* doftjivrb." A ff. CLXV:

« HisWia lpardici^pliciiivquã iaeotis d'voragie... » Scgucm-so


57

addições--,; ate ff. CLXXXIII, ultima da vol., na .qual se lê:

(( Firiit loiribardica hystoria p mandata Anthonij kòburger Nurenberge

impressa Anno salutis. Mcccclxxxij. kl.' oetob.' »

In-foí. á 2 colum., ^contendo 183 ff. num. pela frente, caract.

,gpth.;:as ff. inteiras,,de 54 com. todas., as jfel%al • capitães:

de côr vermelha e.a lettrà inicial illuminada a vermelho'e azul.

Sem registro nem chamadas {reclamos).'

O nosso exemplai;, idêntico ao descripto por Panzer vol.

«II, pag. 192, n. 113, e mencionado -sub n. Jdcobus de Vorag^ne

iio Bibi. Casanatensis Catalogus, foi restaurado em tempo e

está em bom estado.

A Legendas. dos Santos, appellidada pelo enthusiasmo dos

seus contemporâneos LEGENDA AUREA, teve numerosíssimas edições,

tanto em latim como em francez, desde a latina de cêrca

de 1470, impressa, • segundo Gráesse, com os caracteres

Berthold em Basiléa e da qual Panzer, t. IV, pag. 24.0, n. 268 e,

não declara a data, e a edição franceza de 1475, in-4.", Panzer,

t. IV, pag. ij, até a latina feita por D. Th. Grasse, bibliothecario

do rei de Saxpnia, Dresda e Leipzig,, Arnold, 1846, in-8.° gr.:,

mencionada por Brunei, vol. V, col. 1367.

..De muitas das mais afamadas d'essas edições, incluídas

algumas em italiano, hollandez, allemão, inglez e francez, dão

minuciosa relação Graesse e Brunet, que omittem entretanto

esta de 1482. Farémos especial referencia á de Strasburgo,

Argentine^ ^486., in-fol. goth., a qual contém a lenda de

S. Gangolpho, em que se acha, diz Brunet e repete Graesse,

este conto digno, de Rabelais, que ambos reproduzem.

O autor, que falleceu, segundo o Cat. da Bibi. Casanatense

e P. Laroússe, em 1298, nasceu em Varaggio, a • alguns

kilometros de Gênova, cêrca do anno de 1230. Tomou o habito

/.de S. Domingos aos 14 annos de idade, professou as lettras

sacras e, em 1292, foi eleito arcebispo de Gênova. Deve a

celebridade de que gosou á presente obra, que naturalmente

passou de mão em mão durante mais de um século,. até ser

impressa a primeira vez. Compoz, além d'esta, a intitulada

Sermones de tempore de Sanctis per totum annum, que também

mereceu successivas reimpressões. A Historia de Gênova até

I2Q2, Ae que falia o autor .do Grand Dict. du .X7X. me siècle, não

é sinão a Legendas dos Santos, a. quê tambçm se dava esta

denominação, despida porem da parte puramente legendaria.

« Poucas obras, diz 1 ; este autor, tem gozado de tão estrondoso

favor; foi reimpressa mais de cincoenta vezes no XV e

XVI. seculos ; mas cahiu ha muito no mais justo, esquecimento

e as fabulas incríveis que relata foram depois repudiadas pela

mór parte dos autores ecclesiasticos. »


58

; Norimberga também se aproveitou do saque de Moguttcia

em 1462, e certamente foi das primeiras cidades da Allemanha

a receber imprensa. Quem fosse o introductor d'esta | ainda

uma .questão a resolver. Segundo Deschamps foi Henrique

Keffer 011 Keppfer, natural de Moguncia, um dos poucos' discípulos

de" Gutenberg que se lhe conservaram fieis até â morte.

Para este . bibliographo, Keffer contmuou a trabalhar em Moguncia

com Gutenberg ainda, depois do celebre processo intentaéo

contra o. descobridor da imprensa; deixou esta cidade

depois da morte do mestre, e foi fixar-se em Norimberga, onde

se associou com João Sénsenschmidt, Bohemío, natural de Egra

e artista habituado aos trabalhos metallurgicos. Foi este Sensens'chmidt

quem fábricou os prélos, gravou é fundiu os« caracteres,

puneções e mâtrizes para o estabelecimento commum, seguindo

em tudo os modelos da oficina de Gutenberg; A partir de

•1470 produziu ! esta associação muitos volumes em que não

figuram os nomes dos impressores. O primeiro livro que ap-,

parece com o nome de Sensensçhmidt é a Margarita Poética

de Albertus de Eyb, de 1472,-cujos caracteres se aproximam

^extraordinariamente dos da Bíblia de 36 linhas > e o único

volume em que figura o nome de Keffer associado ao de Sen- í

seíischmidt é a Pantheologia de Régnier de Pisa, 1473, in-fol.,

descripta por Panzer, tom. II., pag. 170, e por Hain sob o

•n.° 13015..

A obra mais antiga dé Norimberga, cortt data certa, %

na opinião



Ô Jiilúmê Si ais jinô®, tíb prfMeiro d'estes t iinprêsSbfés ê

ialvc/ -ipa, J'sn/trr;e>} m ibl. jiot 1 !. dê È. :fH.. 2$*lklias, sírút

ffifihmoi heifi registr^í ri em iéttras - iníííiá^s oü capitães, éxe-.

cutacío .com qsl'mesmos caracteres 1 de outro em qne

figura plMfi nóitf C. EstM);volumçs«©í?V:orrcríl c-itaiiuá tytitlo&ii

jleâhít, n w zS e 46 Variijs oufclM Psaltériág imprCfcSbScoTrto <

|"éu ríoiné ou friiri õs m^árfeg 'cafariíêreÇ iridlcam que essa era a

.Jfeuberaer. terrível' Vivai de SensênscWidt e de. Kreussner,

imprimlü eftí 1473 o Jffieffltf; reímprljniu em 1474 a, Paythr.Q-

HHK de Régriifer de: " 11 «Btç 3 Bíblias

cm í.j;5,* 1477 4;7Ík Exorçeu a "arte : víypograpliica desde

I4F 3 iatè o-éomeço dò-sécuiQ-X^I. E sEyn contrarjicçãevo IFFLJS

êé§bre im#àsoede Nõriihbergaj ^Hi^ÁsfensOTíJ&fbridaBfe

competente, foi Ihfr Aú Uma» epiSMa W sèjfuHfte"eltígí«: «'Si- i

qriSm cumlsiá líhrariorum facilè eWihter fidaMM

aíqâã Iwmãíos mifeaíbi$&; nbn .inferiori l^no pojtíts -2- Lif~

tejâjtwontaák et cojjsjiet fofS» , pervigjkiflifue curam a


I | 8 M

60

as CidadeS,.da Allemanha na impressão da musica em caracteres

moireis;. de 1340-1600. Neuber, J. Montanns. Th.

Gerlatz, á viuva GêrlaCh ;e outros fizeram grande numero de

publicações. , .

Lackmann menciona juipa '?j®prènsi particular do sábio

Elias Hutter, nesta cidade, a*qual publicou em 1599 uma Míblia

poiyglaila, Ebrake, Chaldake., Grcçic, /.atine, Germanke et

Slavoflicè. .

O exemplar sob n.° 5, pertenceu á Real Bibliothec». "

6. — Registrum huius operi.s líbri cronicanam

cü figuris et ymagibus ab inieio mfidi:

Titulo que se lê na 1." fl, em lettras goth. de níissal,

gravadas em madeira, ••

Xr,-tbl. gr., caract, goth,, eo|»» mais de 2500, gray.., das ;

quaes algumas, muitas vez®, repetidas,, fbems 'em madeira por

Michael Wolgèmuth e Wilhelmus 1'luydenw.irfl'.

©feol^começá^ depois do Registrum acima transcripto,

por uma «"¡Tabula, operis huí dé temporibus mundi» em

fig ff. não num. Segue-se : « Epitoma operü sex.ilierO de

müdi fabricm Prologes », lio alto da i." fl. iium.

I No fim. da fl. CCXKVI lê-se : « Completo in famosíssima

IJurembêrgensi vrbe ; Operi,, de hystoriis etaíum mundi.;, ac :

d&eriptione Vrbium. fqláx jmpíniiair finis. Collectum breiii

tjmpore Auxilio doctoris hartmãni.; Schedel. quá fieri,,'potoit •

. ^diligentia. Anno - x|i Milíèsimo qúadrjngentesimo nonagesimotercio.

die quarto mensis Junij. Deo igitur optimo. sint ;

laudes infinite. >,

No fim do texto, lio.v. da fl. que corresponde á CCC e

ultima, f lê-se a subscripção seguinte;:, Adest nunc studios«.,

«lector fiinis libri Cronicarum per viam epithomatis & breuiarij

compilati'yopus qdem preclarum. & a doctissiino quoqa comparand^m.

Oontmet effl gèsta. qHMÍnjfedignibra sunt notatu«

ab initio müdi . ad . hanc 5sqí, têporis nostri calamitatem." :

Castigatüqz a viris doeílssünis vt magis elaboratum in lucem

prodiret..'Ad intuitu auteià & preces prouidorü cíuiji Sebaldi

Sohreyer & Sebastian; kamermáister Kunc librar» dominus

Ánthonius koböger Nureínberge impressit. Adhibitis tamê

viris mathématlcis pmgendiqz arte pèrijissimis. Michaele.

Wolgemut et »-¡lheinio Pleydenwurff.. quarii solerti açuratissi- :

ääaqz animaduersíone . tum ciuitátum tüm illustrium virorum


61

fígiite iasèrte siint.''Consiiminatu • autem duodécima mensís

. Juli;*. Atino salütis nre. 14^5:' »

^iSegtipnse 2 ff ipteirámeiite**em br e sem num: e nrai^..À

5 igu. ; Lnn;ntç inn.: -¿Dè ^atmacia rcglané Jiurop'â; estas

7 £., collocadas, cStii© se v^ r.o fim da obra e dêpwis da •

I l i M j l andam, ho dizer de Brutfèt^ém alguàá exémpíáres

" a.lWfiútas,. oni nv° dí 6, das qíiffis s"ó uma em brumnl. eirtre

as t:'. .CCl.XVI e£#

» E»te livroj» conhecido" pelo nome dé 'Êkrt>nic:â íieNupouc^

vulgar, e, sobretudo, notarei pelas, béllàs .

gravuras ctn madeira, de


58

nome sob o .ji;H! lambem.


63

gauorgnanum.,. ex "Hyspano Idiomate in latínum Conuèrsá.

Impressa in Celebri Ciuitate Norimberga. Cõuentui Imperiali

presidente Sereníssimo Ferdinando Hispaniarü Infãte,

& Archiduce Austriae... Anng. Dni. M. D. XXIIII: Quart.

jío. Mar. Per Fridericúm Peypus. » Embaixo d'uma vinheta

contendo as lettras -F.'-;e P. a palavra Arthimesius.

. Segue-se a 3- a parte com o retrato xylographado do im^

perador Carlos V e o titulo ¿i

r;ttvlatio

Iohannis Êochlei Gérmáni, supeü'-eiüs

facta, nupèrqa"j|>romüIgataÍ£

. / M, XXXV". /« fine: I.ipsice. i&vijßä&äl

••'-f'Micfygl' BlMßfiyl¡t^JJi In^-Bto?/13';4ff. inn,,.

çótnprehendido: ô: tit., i íl. cm branco. •


64

A imprensa foi introduzida nesta cidade no fim do

XV século. O primeiro livro ahi impresso com data é o

Joannis Annii Viterbiensis Glosa sup. Apocalipsim d- statu

ecclie.... Lipczk, . 1481, in-4. 0 de 48 ff., opusculo raríssimo,

executado; com os caracteres de Marco Brandis, segundo a

opinião de Deschamps. Em 1484 appareceu um tratado philosophico

do Arcebispo de Praga com o nome d'este impressor.

: •— Sig-, Albicus, de rcgiinincIhominis.... Impressum in

' Lipczk per Marcum Brand, in-4. 0 " "

Conrado Kacheloven, que segundo Panzer é o ifesmo

Conradus Gállicus, editou muitas obras de 1485 a 1516, e.

parece ter sido o segundo impressor d'esta cipade; a elle

segiiiram-se Mauricio Brandis ou Brandt, Jacob Thanner, Melchior

Lótter ou Lotther, impressor de Donats, talvez mais

antigos do que se pensa, mas que não trazem data; e muitos

outros.

No século XVI a imprensa d'esta cidàdte attingiu a grande

desenvolvimento, é sua importancia tem-se conservado até. à

época actual.

Convém ainda citar: J. D. Emmanuel Breitkopf (1719-

1794), o inventor da impressão musical em typos moveis,

que se occupou durante toda a vida com a gravura dos

caracteres; Tauchnitz, celebre pelas edições dös clássicos

gregos e latinos ;> e, modernamente, Teubner, Brockhaus,

R. Weigel, nomes que, na phrase de Deschamps, são a honra

da typographia, não só de Leipzig, mas da Allemanha inteira.

Leipzig I hoje, como todos sabem, um dos mais opulentos

emporios do commercio de livros.

O incunabulo exposto sob o n. 0 9 é um specimen -interessante

da arte typographica no XVI século. Costuma andar

juntamente. com outros ópusculos, impressos em annos e

lugares diversos.

N.° 10. Os Luziadas de Luiz de Camões Edição

critica-commemorativa dp terceiro centenario

da morte do grande poeta Publicada no

Porto por Emilio Biel Typographia Giesecke

& Devrieni estabelecimento graphico Leipzig.

MDCCCLXXX. In-fol. gr.

Precede o titulo o retrato de Luiz de Camões, em busto

a tres quartos para á esquerda, dentro de ura. oval, com


65

muitos.., brn^fòs gravnilorcs Noisier, Wagenn-.tum.

Lindner- GoHberg. :Bem»ger^#chultlleiss, Martln,JL A obrà

cor.téta o ¡rot-.ti^-ic.k). gravado -em- aço, dez pàgiiias, titulo,

uma pàfa cadá oaRío, ent chromò-grávúra, • >rigir.a


66

da edição do Morgado de Matheus, executadas pela casa Fritz

fiO Porto. A publicação é toda . subordinada a um estylo

rigorosamente,; uniforme* »

Esta edição dos Lusíadas do Sr. Emilio Biel é, incontestavelmente,

itma das mais bellas homenagens prestadas pela

geração áctual ao grande epicò portuguez, no terceiro centenário

da sua morte.

fe / .j i A N. 0 11.*-— Deutsche Litteraturgeschichte von Ro-

I ' $ ? bert Koenig.... Fünfzehnte, mit der zwölften

.¿jbis vierzehnten übereinstimmende Auflage.

Bielefeld und Leipzig\ Verlag von Velhagen

df Jvlasing CDruck von Fischer âf Wittig

in LeipzigJy 1883, in*8.° de 1 fl. inn.VIII,-

840 pp. num., com 43 peças separadas color,

e '¿54 gr. íntercal. ho texto, caract. goth.

A primeira edição deve ser de 1878, como\;se deduz da

data da dedicatória, que vem reproduzida neste exemplar.

Na 15 8 edição, que acabamos de descrever, a dissertação

segue a ordem chronologica, sendo dividida em três grandes

períodos que eomprehendem o estudo da poesia no alto-allemão

antigo* médio e moderno. 1

0 texto % nitidamente impresso, geralmente no typo

•'• allemao moderno, è, traz illustraçoes magnificas de toda a espécie,

Coxáo seiam i .fac-similès de manuscriptos e frontispibios.

dê diversas obras, retratos dé» éscriptores em diversas épocas

% da yidá, reproducçôeS dé desênhps é de illustrações que

•adornam outras obras, &,

Èfttrè Os frontispícios reproduzidos citaremos 0 do Novo.

• Tèsíâfftento de Martim Luthêrq, éd< de Augsburg, - Hans

Schönberger, 1523, in-fófè; f£tre os retratos sao dignos de

riõtã Os dé Goethe e"x>S de Schilíe.r; Goethe- ahi vem repre-

-sêntado nada menos de. cinco vezes • aos 2Ô annos, aos .30,

áõS ãoS' $3, e. ¿ainda. .depois de morto. >

Ás pgças em separado" são lithographadas e quasi tod4as

coloridas,' ai intercaladas no texto são gravadas, em madeira,

umas e outrçsí-feitas cç-m grande esmero e perfeição,


I . 67

~ A encadernação do volume é de panno com ferros

¡¿Spèciaes, • |É

v O exemplar exposto foi comprado pelo Dr. João de Saldanha

da Gama, actual Bibliothecario,

BERLIM: BERLIN.

I f Kerolinum J¡ , . jaBBaBMiBK S ^jálS^B

•^V^ A J-Jl;

N.° 12. Œuvres de Frédéric la Grand. Berlin, jq ' j -J{J[-

Imprimerie Royale, R. Decker, 1.846-57, 30 jq u j - $ 1

toms. do texto em 3.2 vols. in-4° gr. ; 1 vol.

'í itt'£° gr.Sdé Tablé genérale, e Min-fol. de

"" atlas.

AQ todo 34'Wols. " _ ' . r^ÉUsH

Esta magnifica edição, dividida em ciricó partes, consta

do seguinte :

— (Tinires hishmqucs. toms. T-Vií. 1846-47.

— Œuvre* fhih&tiphhlut-s. toms. VHITI'X*. 4 ;

— (Jiuvrcs podiques, toms. i84y~5Q.

'Correspondance, toms. XY.I-.N.X VI!,

— Œuvres militairès,

1850-56.

toms. XXVIII-XXX, 1856.

— Plans relatifs aux œuvres militaires dt. Frédéric le Grand .

réimprimés sur lès planchés originales, 1856, in-foL ¡ » ••.""4

s- Table chronologique générale des ouvrages de Frédéric Je

. • 1857. Grand et catalogue raisonné des écrits qui lui sont attribués,

A i. a edição das obras de Frederico II da Prússia foi

impressa em Liège, em 1790, com a rubrica Amsterdam, e

comprehende 24 vois. in-8.°, assim distribuidos : Œuvres

primitives, 4 vols. ;—"Œuvres fcosthym'es, 19 vols.; —— Vie de

Frédéric par Venina, 1 vol. Segundo Graesse, a edição de

Potsdam, 1805, também em 24 vols., é esta mesma com o

frontispicio mudado, '

Esta i. a edição, segundo Preuss, é extremamente incorrecta

" no texto e seu plano falto de lógica ¿ além 4'ÍPSO,

muitas composições do aytor não figuram na coUecção,


68

."Attendendo a f®Bs deífeftoá^ o rei da Prussia 1 i .1

Gtailferme IV enEkrr^^^Ç^cidèífc Real das Scjehciáfe', da 1

publfaftS daágfpbías cbmptetaBeWtJienttcas do leu lllustie

aiitepílvaflU e poz á sua •• . ' J'i £*«tj|

rio exempláftSlii-4 ° H'v ém papel velino, ornada d^\mhe.tasJ

e -enriquecida de-.'^etratovígraya^s^ ^por entalho docfr v O n&jso'j

ei^emplar pertenci 4 es'ta tríjftdfyi especial, qS n jifconcèito do

Sfir. DMRataiz Galvão * I " JjL, ii-"* . X

fflk JaneiroWj&7J¿), é ínSmitavélpefttSem^iiáateria de typo* (

graphia -tun-slas trabalhos mats perfeitos ^que a impre

tem produzido O ,papel |||j|cellente, o typo de uma slJB

-gancia. extrema, tip tira¿erti~feita coi grand^uidadogpqr

/Sida A^eíjcadernaçSflf em ehagrm 1 Kpm feraggsspeciaeâ^é rica, '

-trazendo na éífe anterior as armas da ®asa real da Pru-Aiâ, ^

posterior M monogramma de Frederico Guilherme IV, ;

encimado com a corôa real- .°iÍ|f9HBHHHHHH

• No primeiro vol váy|S» f retrato de Frederico®!, prijni||j

rosame¿íéygráya|¡|


69

drucker*, o direito de imprimir e vendír livros na cidade de

Berlim. Neste^mesmo século ahi existiram vários livreiros que

imprimiram grande numero de obras! ' Sobre estas vide Vogt

e os catalógós de Heinsius e dos Elzevires.

Nesta cidade existiu também uma ofíicina, fundada em

um convento de franciscanos* cujos productos trazem ora esta

declaração: In -Graven Kloster /ora est'outra: In monasterio

Leucophceo.

ROMA.

13. — Rodericus (Sancius de Arevalo), Episcopus

Zamorensis. "Speculum vitae 'humanàe^

f cum epistola ad Paulum II, in qua auctoris.

hujus libri vita et ejusque studia recoluntur.

; Titulo factício, dado, com pequenas modificações, por.

Máittaire,- I, pag. 280 fPanzer, II,J>ag. 4.08., «.• 8. ; Hain, Ily

f. II, «.* -1393$; Dibdin, III, n.'f ój ÈÜèrf, II, n.° IQ2Z4;

Brunet, sub nornine Rodericus; Graes.sr, idem; c outros.

Som fl. de rosto, in .¡.\ não obstante lhe daíem.âs bibíio-

-•graphos o formato dè fòl. peq.; de 150 ti', sem numeração, com 33

linhas iada pagina, ias duas lettra ímciaes ¡Iluminadas é as

Eicapitaes e os títulos* dos capítulos coloridos ;ds azul Q vermelho.

A impressão; de nitidez admirável, é feita em papei de

linho consistente e forte.

Kdiçà» pririceps, provavelmente, como pondeirã Dibdin, 1 -

/. cit.. :un dos. três primeiros 1 livros impressos em Roma, em

cujo numero colloca as Epistolas de Cicero tio 1467 e o

l.uctantius, de 1468.

A obra compõe-se de duas partes, das quaes a 1.", dividida

XI.111 capir.tlos, trata da vida civil e. a 2,.", em XXX,

*o^pa-ie. da vida espiritual, Começa pe!:i dedicatória do autor,

¡à.íajilò II: « (S) Anctissimo ac clemêtissimo m christo,» patri

domino^í» A dedicatória, o I Prefatio jitilis m qua auctoris;

• liuiu^ libri vita... *• e a,cstibuh capuuloium eius flJcBpam^ji

primeiras f. e o r. da io.'.;No v. d'e$fà corneçá propriamente

va.nobra: iJnçipittSapitulü primã primi libri: uídelicèti

primo & subUmiori statu temporali... » Em cada uma, d.'essas


70

partes têem os capitulóla sua numeração privativa, e a 2. a novo

prefacio.

'' iTodos os bibliographos citados e De Bure, vol. I do

Suplement e.pgg.¿ 196 do vol. de Jurisprudence; eo catalogo

da Bibliotheca Borbonica, tom. III, descrevem uma ed. da

obra do bispo de Zamora, idéntica á exposta, feita em Roma

em 1468 pelos afamados typogr. Conrado Swe^nheym e Arnoldo

Pannartz, importadores da maravilhosa arte áquella

cidade. Infelizmente, falta no nosso exemplar a fl. final? na

qual se dévem 1er os versos citados por todos aquelles bibliogr.

e .çjtie, começam': «;Edidit hoc pingue claríssima norma latine »,

seguidos dos em que se declaram os nqtties dos impressores e

o lugar e data da impressão;

« Hoc Conradus opus suueynheym ordine miro

Arnoldusqz simul pannarts una edé colendi

Gente theotonica : roma expediere, sodales.

In domo Petri de Máximo. M. CÇCC. LXVIII. »

• Ha toda a probabilidade, sináo certeza, que o nosso exemplar

pertença a esta.'.f dição descripta pelos! bibliographos.

Diz da presente edição o autor do catalogo da Bibl;

'Borbonica ;

« Editio princeps, et raríssima; splendidissima etiam, ita

ut nulla |n eadem desideretur elegantia. Typi Romani majuscúli

nitidij et conspicui in lineas 33. trábuti, .satis latum marginibus»..

Initiales adjectae sunt .ab Illuminatope, nam spatia

tantum iliis Typographus destinaverat, e primam voluminis

paginam insignetn reddidit colore rubro, et ooeruleo, et auro. »

E acerescenta que no Cadalogus Mièl. Till£riancea pag. 356,

.se dá esta edição como feita no anno de 1467.

O -exemplar descripto por De Bure, Bibliographie instructive9

vol. de Jurisprudence, começa exactamente como o nosso

.pelas 4 Jf. da taboa alphabetica das materias. A sua extrema

raridade é também attestada por elle.

Do autor e d'esta e das outras suas obras se occupa com

individuação Nicolau Antonio na sua Bibliothecct Hispana

véñiSj t. H.

Conrad© Sweynheym


71

porem, em suas primeiras tentativas, não poude disputar a prioridade

aos seus j-ivaes, que o excederam na rapidez da execução

dos primeiros trabalhos que. emprehenderam. O caso

paçsou^se do seguinte modo: .

Com á noticia do lispngeiro acQlhimentQ que tiveram £Stg§

trçs artistas, os impressores de SubiaçQ ¿er^nj-se |i|f||

vir para a cidade, onde foram igualmente mui |J||| acolhidos

e festejados.,

No anno de 1467 estes impressores, que pouçp trabalho

tiveram no transporte do seu material, publicaram 0 volui^g

M. Tvllii Çiceronis Epistolarum àd familiares JLibri XVI.

In-4. 9 de 246 ff., .sem reclamos nem registro.

Este é o primeiro, trabalho dos proto-typographos de Roma,

que vieram revelar á 7 cidade eternq os jnyiteríòs da maravilhosa

arte de" imprimir. • \

Sweynkeym e Pannartz, que j'á não çrajn ricos, exhauriram,

com a publicação das Cartas de Cícero e com as despezjas do

estabelecimento de sua residencia em Roma, todos os seus recursos

e çahirâm em extrema pobreza. Comtudo, ç> impulsp

que haviam dado ás lettras era enorme, e, ajudados de outros

companheiros, ainda imprimiram um grande numero de volumes.

Alquebrado pelas fadigas e pelas privações, Sweynheyrji abandonou

a imprensa e dedícou-se exclusivamente á gravura, eity

que era perito, yíndo a fallecer em .1478.

Pannartz continuou sempre" a trabalhar comq typographo,

e veiu a fallecer pelos fins de' 1486.

; Ulrico Hahn estréa com uma obra mystica de Torquemadã

\ •MèditaHones, 1467, ín-fol.

, Illustraram-se ainda como impressores .d'esta cidade: çm

1470, o àllémão George Lo ver; em 147? Leornaríjo Pflug \

em 1474 George Laschel de Jteichenhal. Seguem-se Estevão

Planck, Martim de Amsterdão, Eucharias Frànck ou Silber, a

qtiem se deve o primeiro livro impresso em caracteres ethiopes,

em 15*3,

| Eis, em poucas palavras, ou em extracto o que encontramos

de mais notável nos modernos escriptores acêjrca da

historia da imprensa em Roma nç XY e principio 4o XVI

século. Os melhoramentos que a arte tem abi adquiri4o> de

então para cá, ¿são consideráveis, e o seu estado actual pôde

ser apreciado nos exemplares que- expomos sob os n. os 18 e 19.

de n.° 13, agora descripto e convenientemente restaurado,

pertenceu á Real Bibliotheca, tendo feito parte da livraria

denominada do Infantado.


72

> J 14. -is Rodef/ci Sanei! (df' Arevalo),' Incipit

? i compendiosa historia hispânica.

' • ' fc< « È & ^ t 1 h f- ~ ^

f„Sem fl. de rós,to' nem data.- In-4. 0 gr. de 185 ff., incluídas-

13 finais, contendo*- a' tabula materiarum; em 'caracteres

romanqs,,; sem règistro, nem numeração. O ; n..°-~dè ff. do

nosso" exemplar! confere ; 4com o dado pela Bibil. \GrènvilL,

citada ;por Graesse, : e com o dado por Dibdin -quanto ás, dá

tabula]: nao são pois. 185 ff." com 16 de tabula, como dk,

BPunet' e repete Graessé.,

, ; A i. a fl., illuminada a ouro e ancores,, bem comó-á lettra

•inicial, contêm Qv Summario :. impresso em, vermelho, do qual

Brunet é outros extrahiram o titula.; cpntèm mais .uma dedi-,

catoria a, Henrique, IV de Cantella, que" vai da,i. a A á metade

do r. (la 3. a .O resto d':esta* e todo o 'seu v.i é preenchido

pelo indicç dos capítulos da i. a parte. : '

A obra está dividida em. 4 partes, das quaes a i. a * conta

XVII cajfituloà; a 2..% com pirologó especial, não tem divisão,,

de capítulos ; a 3.,% com um 1 Prepkatio ¿(sie) intròductiv e

índice de ' ^ápitulos, contèhi XL capítulos, e a 4;*, também

com o ^seu índice.e Prologus' in ^Quarta parte, xxxx capítulos,

jNo.fim d'este, fl. 17 2. v.: « De .mandato. ,R. P. D.

Rodêrici Episcopi Palèntini auctoris Huius libri. Ego Vdalricus'

Gallus sine calanioaut pennis eundêm librum impressi. > O v.

d'esta fl. está em branco. As iniciaes dos; cap. são coloridas

de vermelho uma§, de azul outras. ' •

Pelo colophão acima reproduzido se verifi'ca que a. obra

sahiu . das mãos do famoso ; impressor de Roma Udalrichus -

Gall ou Ulric Hahn, chegado áquella ,cidade em 1467, »provindo

de Vienna d'Austria. Quanto á data da impressão, no

fim do texto do nosso exemplar," em seguida ao colòphão,

lê-se a seguinte nota msc., de lettra antiga: .

« Líber iste Romas impressus per Vdálricum gaílum anno

1470. Ita sentit Michael Maittaire, Annal. TypograpH. tom. i.°

pág-i* 292.,. ubi v.? »

: Recorrendo-se porem ao. autor e lugar citados," apenas sé"

depara com o seguinte :.

M Roderici Santii compendiosa Historia Hispanica: per

Udalric. Gall. 4. 0 Romse../ (sic*) »

Ebert dá cerca do anno de 1470 para a sua impréssão.

Também Graesse a diz impressa em 1469-70, segundo

Maittaire, ou, em 1470, segundo o Cat. bibl. Harlei, 11,

pag? 489,


73

• Audifredi . no ,seu, Cdtalogus historié,o-èriticus*. das eçliçôes

romanas, diz a esje respeitp â pag. ; : ;

. , « In rärissimae hüjps editionis, exemplo infra indicando,

praeeunt-, tredecim -foHa indicis, -seu ^.Tabiiïlae... postquam,

interjecto folio albo, sequitur prologus Auctoris... ».E-.quanto

â data, apcrescenta :

'. V « SuBscriptio àd calcem opposita non plâne demoristrat,

uti existïmat J?. L. (Pater: Lœerius)) opus ante exitum anni.

14Ç0. (quo AuctOr obiit)' excusùm fuisse » ej ç'ontinuando ^

suà argumentaçâo, inclina-se a^preferir para a impressäö da

bbra do), entäo bispo rde Plàcencia o anno de 1469, firmado

no que diz; o autbr, quod viddy, no fini do ultimo capitulö da

parte -iv da sua Histöria.

: Panzer diz ; a este proposito : j Q » «

« ;Sine nota , anni, -Verisimiler tarnen circa- annum 1470. »

Hain,. vol. II, p:' : 11, n.° 13955,' diz tambem :

« Praecèd. 13 ff. tabb. hoc pràefixo tit.: Infcipit tabula

materiarum et rererum »(siej... » Depois de o declarar sem

data, dä-lhe comffudo, a de cêrca de ï'470.

• 0 exemplar» exppsto pertenceu ao Dr. Nicôlau Francisco

Xavier da Silva, de quem: parece ser-a nota msc. citada.

*N. 0 15. — Enee Siluii Piccol'ominei Qui et Pius

Secûdus fuit Epistole in Cardinalatu edite.

Lege feliciter.

Sem fl. de rosto, de 75 ff., com 38 linhas cada pag.,

,.'" caracteres rom., sem numeração nem registro, lettras -capitaes

Villuminadas a ouro e as' iniciaes coloridas de vermelho e azul.

impresso em papel forte de linho, com amplas margéns;;dé

ambos os lados, apresentando todos ds caracteres das impressões'

de Roma expostas sob os n. os 1-3 e 14.

' ^t&jfme:- « Presens Liber Epistolarum famiíiarium Enee?

'Siluii Piccolominei qui et pius secundus fuit: in Cardinalatu.

éditarum impressus est Rome per Magistif Iohannem, Schurener

. de Bopardia. Anno Iubilei ét ,2, Natiuitate dni. MÇCCCLXXV.

: :'Spié. XIIII. Mensis Iulifc?Sedente Clemêtissimo Sixto- Papa

Quarto Anno eius feliçi Quarto. »


74

Contém 139 cartas, das quaes a i.» datada 'Vrbe.

XXII. Decebris. MCCÇCLVÍ, ' dirigida ao Imperador Frederico

Aygpsto, e a ultima, escripia Ex Roma. IX. Marcii.

MCCCCkVIII, ao cardeal Ursino,

Descre vendo-a dá Brunet á obra 76 ff. e o mez de Junho

para a sua impressão, o que não é exacto. Panzer, II, pag. 453,

nj 178, dá-lhe inadvertidamente ¡j formato de folio pequeno.

O mesmo formato lhe attribue Maittaire, Annales, I, pag; 353,

que entretanto apenas a menciona; provavelmente nenhum

cPelles viu a obra;

Dibdin, Bibl. Spencer., III, ii. 9 602, a dá como edição

princeps e a classifica também de folio. De Bure 'entretanto,

na süa Bibl. instructive, Be lies-legres, n.° 4134 e seguintes,

descreve uma edição das Cartas: familiares, de Colonice, per Joannçm

Koelhojf dç Ly.beçk, do anno de 1458, in-fo¡\

« Edição raríssima, ajunta ellè., e que deu causa a muitas

contestações na Republica; das J^ettras, motivadas pela indicação

íio anno da impressão, designado na subscripçãp 4o fim

do vol. como sendo de 1458. Está hoje reconhecido que a

indicação é falsa e que ha erro na subscripção que a designa;

não se de^ r WÓOu porem ainda em que anno foi ella feita,

baseando-se todos em conjecturas; comtudo, embora os juízos

dói sabios estejam divididos a este respeito, parecem inclinados

a dar-lhe a data de 1468. Existem em Paris dous exemplares, &. »

Em um d'esses exemplares ha uma nota msc. muito antiga,

refere. De Bure, que serve para demonstrar que o autor desapprovou

uma parte dos seus escriptõs quando foi elevado a

posto mai_s. eminente e que mudou de modo de pensar, e

transcreve essa nota.

Cita ainda JDe Bure a seguinte ed, , que é também anterior

á exposta : ¡J

«.JEjusíJem JEne«e Sylvjj íÇpistolçe. Meãiqlmi,. Zarotus,

I 473i w-foí- »

Depois d'estas descreve a nossa, da qual diz':; « Edição

muito estimada, posto que • só contenha a parte das Carras

escripias pelo autor quando Cardeal. Essa parte foi depois' reimpressa

em 3?aris em 1476 e é também procurada. »

Assím^ ainda què não seja, como o acreditou Dibdin, da

i.* edição o exemplar exposto, que pertenceu á Reàl Bibliotheca,

tem bastante valor para merecer este logar de honra.


75

^N. 0 l e . — B i Perotti Rudimènta' Gramma^ >

tices; I

num.,:ïbiuprehendida 4d®refae«i3'; I

í p | afisDãto feia 1 as lettras «Rstaes Sfiloridas de "ter

uu-lbo c 4 «ar«.. ,

uj. ÍMttv * Régule granjtojtiq^líj- Reiíéretidissiiui,: patjis

•BwK dominó; J||pGÍai -Perptti Archiepiscqpi Sypontini, virí

iSptraimi atqifcjci}uerftistími absolute sunt féliciter Rom%

quoqj, impresáé;,pír .'rae Vuei)dellinü dè "Egílla p 4rft% magffitrü'.

jjuodeçimorl&lendas OctobHaâ. Amio s3[:ii:s Miiléhifiw- -

qráãcb^èentesimóseptuagesiraoqKiiníõ.

No v.: da i.*"fl. vémj||_fV,5tó» %n Regotys GtaMmafââfcssi''

i\ o livro cfMisei?* na .¿'¿suinte í 1 . :

« ©lejáisPerótti ad. Pirrym Perdttvra nípotenj és

svâ^simym Rydiœtjita GramWa{j(^ mcipivpt. »

MpííKserípta. pelos autóêsrçíe biblixwr^pKia. ora «ó >© título

de o de HHHHQHS^^ SSSiMKpB Sbra '

IUir n&ses jieíertaxwm vol.- U, ¡«.^H-.'i«." la&j^'; j?anze§;3to

Mm Annales Typogrâflttd, XI, pag." 461, n ° 2 2 2; ' Dibdíli Soén 4

^stíSf-Mfmwt to the /- ' * . * j * > > .¿.^.'••R,.''. I ÍOÍÍ^V

'qiic a qualifica do modo seguinte : « This is a, rare 1 anãíésti- "

^»léíiijipressioii »; e Sranet/'qiie noiítà^j^amâfjie

Í0p|tt. 504, diz;

Nêstf mesmo a-nno s dcjKáfrs ajmarcíreram da-isftoutrA

¡pfeàAfe-fiemos ^HHBHHQ

¿1? Stpiïâaha . .êiel'xvu ., wk'Sw Am. f'an/ittrfr,


76

Anda juntamente/ho mesrnot ¡volume: n-Matidtvitff?:'. fíe

Vita Beati Ifieronyml... edite in alma urbe neajx/k. i

O nosso exemplar-proveiu da Real Bibliotheca.

N.° 17.— De Varia Constructione Thesaurus:

p Ant. Mancinellum Veliternura. In-_|.°'de 38

ff. inn., sem ti. de rosto.

; • ••'

No v. da i.* fl. a dedicatoria datada de Éáme'Nptiis Sextilibus

Anno Christi Mccccxc. *; .

In-fine': « Impressum, est opus in Vrbe Summa diligentia'

.per magistrum StSpbanum Hannçk... Anno Christi: M.coccxc. »

Ruuer c Hain não "dosr.revi-ih esta obra.

Antonio Mánçinelli, phílologo italiano, nascido em V«lletri

em 1452 e tallecido, cm Ràma cêrca^de 1506, diz Larousse

no seu Graft,/ DUthnnaire que ensinam as ieítras

anilas em differehf^;eidadés da Italia.:

As obras ite Mancinelji grangèãramílhé uma extensa reputação:.

hoje 'estão esquecidas. Vide lliographie Universelle,

tomo xxvi.

Expomos o incunabulo sol» o n.° 17. menus pela Mía*rartdade,.

do que por sèr iim.„producto , sabido, das oíticinas de

Esteväio Planck, um dos ; inais distinrtbs 'typographos, dos

que floresceram em Roma no XV século.*

O nosso exemplár pertenceu á Real Bibliotheca.

N.° 18. — Lyrica — Sonetos è; 1 Rima? de": Luiz

Guimarães J. r Roma, Typographia lilzcviriana,

MDCCCLXXX. In-12". de 246 pp.

Elegante e nítida impVessão em caracteres elzevirianos

modernos, similhantes em muitos pontos ao primitivo typo dos

^afamados impressores que lhe deram o nome, o presente volume

é impresso a duas côres, vermelho e preto, contendo

vinhetas, cabeções de pagina e culs de lampe, de variadas fôrmas

e lettras capitaes ornadas e igualmente coloridas, estas e uma

das'vinhetas de côr de rosa, assim como a lettra inicial, e

duas vinhetas de verde esmaecido.

Divide-se o livro, dedicado á esposa; do poeta, em três


77

partes: à primeira, sem titulo especial, composta na mór parté

de sonetos : a segunlíà, tendo por titulo Os poetas mortos, contendo

sonetos em variado metro dedicados á memoria de

Gonçalves Dias, Càzimiro de Abreu, Junqueira Freire, Alvares

de. Azevedo/ Castro Alves, Varella, Agrario de Menezes, Franco

de Sá, 'Laurindo Rabello, Bruno'Seabra, Aureliano Lessa, José

dé Alencar e Pòrto Alegre :- e a terceira-, contendo composições

poéticas de difieren tes medidas 6 assumptos.

Encérra o .volume 15.0 trechos de poesia admiraveis pela

belleza irreprehensivel da fôrma e delicadeza ,-da idéa e que

hão dé permanecer eternamente na litteratura não Isó patria®

mas das duas nações que faliam a mesmà lingua,' í'como um

ríiodelõ .no generó» isto é, uma das mais puras e suaves manifestações

do lyrismo moderno/ brotado, felizmente pára o

orgulho nacional, na terra de Gonçalves Dias, que parecia,

entretanto ter lévado comsigo, para o seio da. morte, o segredo

da melodia, alma da poesia lyrica.

Nas poesias qúe,, em bôa hora, consagrou á memoria dos

illustrès mortos seus predecessores e contemporâneos, teve o

lyrico,^ fluminense a gentileza de dar por, epigraphes, e por

fechos das • respectivas ^Peças 'tersos dos" proprios poetas commemorados,

applicand^-os. a cada üm d'elles com a mais» én?

cantadora originalidade?

. O Sñr. Dr. Luiz Caetano Pereira Guimarães Júnior nascetf'í

nesta cidade do Rio de Janeíro^a 17 de Fevereiro de 1845.

Recebeu o grau de bacharel em- sciencias sociaes e jurídicas -

da Faculdade do Recife no annó'de fí86¿ havend.o começado

o curso em S. Paulo. Entrou em' 1872 para"© corpo diplomático

como addido á Legação brazíjeira no Çhil§, tendo ántériòrmente

sido nomeado para a Bolívia, onde nãoíchegou a ir. Em 1873

foi'transferido no mesmo caracter jjara 4 Legação Imperial enr

^Londres. D'ahi p.assÔu-sé^para-ã Italia/ onde permaneceu 5

annos, como addido a Èmbaixada do Brazil junto á Santa Sé,,

servindo sob as ,ordens do eminente poeta, chefe da* escola

romantica nacional, Domingos J de. Magalhães, Visconde de

Araguaya; A este proposito r'epetirémos com um dos seus críticos:

« Sem offensa á seriedade do" officio, podemos dizer, e

com desvanecimento, que fomos representados no Capitolio

pelo Parnaso. » Promovido em 1878 á Secretario de Legáção

pára Lisboa, onde serve actualmente4de Encarregado de Negocios,

serviu ao mesmo tempo de delegado do Imperio no Congresso

Postal Internacional, reunindo, naquella cidade.

«.Carreira rápida e honrosa/..,


78

brazileira, a Secretario da legação imperial em Lisboa (G.

Lobato). »

Do Chile nos mandára" o poeta por meiado ... do anno. de

1873 um punhado de estrophé^s peregrinas què , se publicaram

aqui na Republica oü na Reforma ou. em ambas. Não sabemos

porque as engeitoü elle, pois não as vemos nas collecções com

que brindou depois' ás lettras patrias.

Na sua residencia em Santiago publicou na Revista Sud-

America d'aquella capital noticias biographicas dos Snrs. Joa_<

«fluim-Sierra, Máchado de Assis e D. Narcisa Amalia, a inspirada

poetisa das Nebulosas. A sua pena pois tem, sido infatigavel,

Coração generoso, aberto a todos os sentimentos bons, alma

inaccessivel á inveja, tem sempre tido uma palavra de applauso

para o merecimento alheio. Por isso o seu proprio merecimento

tem sido applaudido dos seus e de extrahhos.

Ém Lisboa, onde desempenha actualmente o nosso illustre

compatriota aquelle importante cargo, | elle o fqcp de todas

as attenções dos homens de lettras | jornalistas do paiz, que

lhe apreciam devidamente o mérito litterario e qs dotes do

coração. Ali passou elle pela dolorosíssima provação de perder

a esposa que idolatrava e que lhe enchia de doçura" o lar

trariquillo.

Muitas revistas portuguezas se têem occupado com o no^

tavel diplomata e poeta, dando traços da sua biographia, juízos"

das suas obras e o seu retrato. Ultimamente ainda o distincto

escriptor portuguez Gervásio tLobato consagrou-lhe bellissimo

artigo no Occidente 224.

Referindq-se a essa publicação, diz. O Paiz de 6 e 7 de

Abril do corrente anno:

(c Sentimos verdadeiro prazer vendo o modo por que é

considerado em Portugal o. distincto . brazileiro, que ali occupa

o lugar de secretario da nossà legação.

« Se o. diplomata é acolhido com todas as provas de

apreço, o litterato é constantemente victoriado pelos seus confrades

nas. lettras, e mais de uma revista portugueza; tem-se

• occúpado de Luiz Guimarães estudando., suas obras e trasladando

paginas dos livros e manüscriptos do primoroso poeta e prosador.

I

• Depois de apreciar-lhe a carreira como diplomata e apontar

os dados pri^cipaes da sua biographia, diz o escriptor do

Occidente,v

« Emquanto ao poeta a sua vida é tão cheia de glorias,

cada um dos seus passos Jitterarios aecentuou~se na litteratura


79

brazileira por uma obra prima de tal valor, qúe nesta rapida

noticia biographica escripta a correr, com pouco, tempo e

.menos espaço ainda, apenas podemos citar essas .¿ obras que

marcam a sua ascensão áo; Jógar eminente que hoje occupa

nas letras brazileiras. »

É o que por nossa vez faremos.

Q; Sñr. L. Guimarães fez as, suas primeiras armas como

. •folhetinista no Diario do Rio de Janeiro, para, o qual elcreveu

durante tres arinos chronicas hebdomádarias, que logo attrahiram

aparai o sèii nçnie a àttenção publica. Y

Alem do Diario do Rio de Janeiro collaborou o, Sñr. Guimarães

júnior em outros jornaes, designadamente no Correio

Paulistano e Imprensa Académica de S, Paulo, assignando as

elegantes chronicas que lhes consagrou com os pseudonymos

• Victor '^Murillo e Luciano de Athayde. Lembra-se todo o : Rio

de Janeiro aindá da serie de folhetins, scintillantes no estylo

. e conceituosOs rio variado assumpto,, que sob o titulo de Cartas

romanas, assignadas Osear d'Alva, publicou a Gazeta de Noticias.

• Publicou em avulso, ,por ordem chrpnologicá r" Uma sceria

contemporánea, comedia; Historias para gente alegrç, Ria dei

Janeiro, 1870, 2 vols.; — Carlos Gomes, perfil biògraphico

ibif 1870 S9 Corymbos, poesias, ibi, 1870, primicias do s.eu<

talento poético e, âs quaes chamou um critico córitempórari;eó¿

Rime d? amorè dplce e leggiadrej Galeria brazileira : Pe.dro

Américo, ibi, 1871; Filagranas, ibi, Garnier, 1872; Curvas

e Zig-zágs, ibi, id., 1872-; Nocturnos, ibiy 18*12; Contos sem

• pretenção, ibi, Garnier (1872); e, finalmente, o seu magnifico

volume Sonetos e Rimas, que a Bibliotheca Nacional expõe,

tpúblicadp', como se vê, . em Roma 1880, e cuja edição de

1500 exemplares se exgotou rapidamente.

Mencionaremos ainda O lyHo'branco, tentativa de romance,

e os seus ensaios no genero dramático Uma scena contemporánea,

comedia em 2 actos ;* O caminho mais curtây ^m.

i acto, e o drama em 5 actos As quedas fatae's¡.

Tem o poeta entre içãos um livro sobre a Italia intitulado

A Patria do Ideal ê mais de uma comedia e de um, drama,

entre os quaes citam os seus Íntimos, o drama hi$%Qx¿zo, A-iídré

Vidal; a comedia de saja As joias indiscreta.^ ; l/m' demonio,

comedia em 2 actos; .gallinha e flsipirii'ó's e Monstros da

Historia, pequenos, poemas modernos; em que figuram Cállígula,

Nero, Messalina, Cleópatra; Lucrécia Borgia, Aretino, ||c.

Promettém-nos os jornaes de Lisboa para breve mais um

livro 1 de poesias, a que o autor intitulou Lyra final,, vasta colle.ç£ãó

de preciosidades, esperada com anciedade péíos cultores

das bôas lettras rios dous p'aizes.


80

« O trabalho de Luiz Guiiharães, . ajunta o eScriptor portuguez,

não se pôde apreciar, em uma rapida nota biographícà,

escripta sobre o joelho; tem direito a um estudo serio e demorado-,

^porque é a manifestação de; . um dos talentos mais

robustos- e. originaes do nosso tempo, e porque esse trabalho

representa uma pagina das mais gloriosas- da moderna, litteratura

braziieira. »

Referindo-se ao laureado poeta, diz outro escriptor

tuguez, o 'Snr. Alberto Rocha, no Correio da Europa de 6

de ^Dezembro de 1881:

« Eu já tinha ouvido: dizer que o melhor soneto, de Luiz

Guimarães é a Visita â casa paterna. Segundo a minha opinião

o melhor soneto do poetai é sempre o ultimo que* acabamos

de ler, quando percorremos o seu livro...

« Cada uma das suas outras poesias tem um cunho particular

e um valor inestimável. »

Para accentuarmos os traços d'este rápido perfil biographico

do festejado poeta-diplomata só com as glorificações

transatlanticas, evitando assim que nos acoimem de suspeição,

diremos ainda, com a eximia escriptora portugueza D. Guiomàr

Torresão (Ribaltas e Gambiarras), acêrca dos Sonetos e Rimas :

« Os sonetos, „de Luiz Guimarães Júnior parecem fundidos

de um jacto, cõmo um fitão. de ouro derretido tomando de

súbito, nps rendilhados do molde, o feitio de uma joia primorosa.

Espelham-sé nelles as imagens,, nitidamente. recortadas,

como em crystal diaphano, e. a fôrma de curvas opulentas e

maciesas flexiveis, de linhas puras e contornos suaves, lembra

uma madona arrancada aò mármore de Carrara pelo cinzel de

João Goujon. » *

Entre os seus títulos honorificos e litterarios, e são muitos,|

contam-se o de membro da Areadia de Roma sob a designação

de: Admeto Priamideu e cavalleiro do Santo Sepulchro de

Jerusalem.

Expondo um exemplar dos. Sonetos e Rimas preenche a

Bibliotheca Nacional dois fins: fecha brilhantemente o cyclo

das. impressões typographicas da. cidade eterna com um primor

da arte, é* rende a homenagem devida ao Benevenuto Cellinido

lyrismo nacional. O impressor romano, pondo no frontispicio

dos Sonetos e Rimas o lemma horaciano: cere perennius,

mostrou que tinha a intuição do futuro, pois a obra inimitável do

peregrino pôeta sérà seguramente mais duradoura que o bronze.

O presente exemplar é dadiva generosa do Snr. Dr., J. Z.

de Menezes,. Brum.


H

81

N." 19. — lVila vita e dclk: opere (li Albertino

Mussato — Saggio critico di Miehek Minoia

- Ronux, FffrW^i"' e C;z 'iifa^i&i del "Scua/o,

1884. ' 1 jgr

i* Reçôntar a vida e commemorasíos siertosi e fôbrâsf#es®

negoèiaijpr, poeta latina» historiador\®íinSí®, notabilísimo

ju^ofisulto, mal ^cáj impgrfçitájnenté apreciada pelo* i;kc

d'elle at(f hoje "se ,.^qjniajám^iãtal.''^,» ttefa güfiõ autor

çhampu a- si, \ Os .es^fiptií de Mussató que tão importable

pípèl. fa|inpeuhou_»es*commi|»OM tifilo S fèstatriá^br.íSas l#tlïa#latinasï-.

.Devia haver ¡11,¡is uma cm br.ir.co, a i. K , falia no nosso,

exemplar Nestfi ponto a dêscnpçào do exemplar exposto apre- '


senta essa. differènça/'que nfp é capital.. Contam-sè em cada

pagina completa^ 4^linhas çaract. romanos; nitidamente, impresso;

|¡¡¡ lettras illuminadas'a ouro e côres e as

iníciaes de cada capitulo -coloridas de azul.

. Xem duas subscripçõe's,'' t a 1.% «pollocada na fl. 236 r.

(do nossos exemplar e 237 -"dos bíbliographos) : «Volumen

prisciani... de numeris & põderibç & mèsuris expliçitú' est.

,Annp domini M.CCCC.LXXV. » A 2. a fecha o volume e é

¿coifcMñda do nrodo seguinte, depois da palavra Finis :


83

rt'iPu-parsc a Állemanha^e,; foi tira ^ que toais imprimiram

I D »01: tempo ; Yont¡:ii:;ii!a por seu :rti:.'io Vimk-l:no dé'Spira

etpor teolati;jjsalon, vindo de'Ftanjia. 6 M) .menos femâgS;.

auxiliádo r4ste alguBias^yétés pelo-leu. eájSpatriota tpaS Rubèis;

segufda, por, outros, dt: incunr uorécada c '


84

N.° (Biblia sacra)

Sem^'fl. de' rosto. In-4. 0 de 458 1 ff. sem numeta^áo, registradas,

a 2 columnas, cáract. 'góth., capit. e iniciaes illuminadas

e ^coloridas. '

Gomera por: Prologus in bibliam, no alto da folha e,

ácima da léttra capital, illuminada a puro e, azul; que occupa

todá a largura da columna : ^« Incipit "epla sancti .Hieronymi

ad paulinum presbyterum. de ómnibus diuine Kistorie libris

©apitulum-, primum. »

¿íp. fine: « Biblia impssa" Uenetijs p Octauianü Scotñ Modoetiensem

explicit feliciter. Anno salutis. 1480. pridie kalédas

iunij. » 42'p fl. Seguem-se interpretares. dos'nómes hebraicos:,

« Irícipiüt interpretatioes hebraicorum nominuz 6m ordinem

alphabeti. » 37 ff. a. 3 "Columnas.. '

Diz d'esta edi^áo, Panzer, Annales typ.,^III, pag. 158,

n.° 461: « Est prima ex ;hac ofíicína Biblior. latinor. editio. »

Maittaire apenas faz d'élla a seguinté • men^ád nos séus

Ahndlés typ., I, pagí' 404:

« Eadem (Biblia Latina)-', impens. Octaviani Scoti. 4to.

Venet. 1.480.,)). A p


85

Panzer, ÏII, n.°-, 2379 ; Hain, II, p. 11* n.° 1328; Dibdin,

Bibi. Spencer., III, n.° 756^ e Brunet e Graêsse, sub nomine,

deve ler-se :

« Venetiis in gedibus Aldi Romani mense Iulio M.IÍD.

Impetrauimus -ab Illustrissimo Senatu Veneto in hoc libro

idem, quod in aliis nostris. » ,

Edição princeps das obras completas do auto.r, em lar- •

gas linhas,,'de. 38 cada pagina cheia, dev amplaè margens,

lettras capitaes ilíuminàdas a ouro e cores- i as iniciaes dos

cap. Hçoloridas umas de azul, outras de vermelho e outras de

ambas as côres ; "Caract. romanos. yC^«^

- O titulo vem no meio dò r. da i. a fl., em ty.po ^peqúèno .

commum, e no v. da mesma fl. a dedicatória do impressor:

« Aldus Manutius Romanus. Marino Sannuto Leonardi filio

patritio Veneto. S^ P. D. »

" Segue-se na fl. immediata, "completa," o ;Index èorum, quœ

hoc zblumine coniinentur. ; ' ' ; - '

Depois d'estas 2 ff. prel^,. começa propriamente : a obra

pelo : Angeíi Politiani epjsiolarvpi lib. primvs...

, No nosso exemplar, que termina á fl. 231 pela palavra Finis,

faltam, além das mais, as duas ff. separadas, de que falia Renquard,

em que devem achar-se o registro dos. reclamos« e assinaturas

e uma peça de versos acêrca da morte de Lourenço

de Medicis. « A ultima fl., diz elle, do quaderno K está em

branco e pôde faltar sem que por isso fique a - obra imper-•

feita. » É éxactamente o que acontece com o exemplar exposto.

Diz Renouard a respeito d'esta edição. :

««Esta rara edição, uma das mais bellas que tenham sa- *

hido dos prelos *Aldinos, é mais, ampla que. \a de Florença,

1499, ifi-folio, porem" menos completa que a de Basiléa, apit d.

Episcopip.ni, 155-3, in-fol-, a- uniça em que se acha a historia

da conjuração dos Pazzi, omittida, sem duvida de proposito,por

Aldo, qüe era bastante instruído pára não conhecer essa,

edição, pois já desde 1478 tinha èlla sido impressa (in-4.*, •

sem nome de lugar nem de. impressor) : receiou-se seguramente

de incorrer no desagrado da côrte de Roma, reimprimindò

uma narráção histórica que envolvia um soberano

Pontífice na cumplicidade de um assassinato premeditado. »

, 0 autòr da Bibliotheca Pinellianá, pag. 525, n.° 12711,

menciona-a nos seguintes termos :

« Politiani Angeli Ópera omnia, edente Aldo Manutio.

Venet. Aldus. MCCCCXC VIII,. foi. — Exemplar nitidissimum ,

atque mine pulchrítudinis, cum litteris initialibus elegantissime

depictis & auro exornatis. »

Graesse denomina-a bella> e rara edição.


86

I D'gntfe as epistolas de qye'jlsjepmpae está parte da obra,:

nota-«, á ñ. §4, uma .'"AjA*-'' W«tóMB-:*p v #tor; datada

t Cwml Q w i á o anliàt^

'"Ojff^ôv-èxgijpisir ^ w S af "ÇarfSs de' Psliofá^'

e^äs^suasi-Misçelianêás^, rêüjo ¡

« Aiígeli Politiani Mfecáfian&irvro ^ntvri^âpBsiáe ti LavrSftívjn

Medican ¿íaefátia»i .fefwjna 'pela 1 palavra

t^jmo ja * .. , ,,,

jSngéíf Pol^fefíQ. ^SíSiTO i ¡mmmlo li^ar do¡3feu nisatiieijto

{Montdwjtyjeiami jia T o a l l a ) , nasceu pelo am:o tS Amn$

I • m m u M

1 Kiis tom. em i v.;l. c;a'ar!. iín!. Kdií.-àa compléta¿:

rA l.- a cd. é de Lig.nf., Sã A Grißla, parte i, -«532 ; parte a,

' diz unia ediçaer da 1 i*ei!:í


87

r delli' Kjredi di M. Lucántqnio f.innt|p primo di LuglioÃ&i'

I. anno.^ M. I ).Xl.il. | . ,, .',/. '' t'! ' f'

O 2 ' tomo ifentém, dfjpoís de nova dedicatória att

-.mestop r,:i. ^ majs.ãsa^ü fàfeg.®. sjivaej ím tr.és

^Mi^imSmiilBSOWf^T^T IiffigfâiS sBtfflWp

hymnos, , estancas-em, oitafetrimâ « ainda Wn«;.». 'íeçía

, | tomo r| |ͧgf|Éc® a pegl'^^^ÈàilôSaï » data da

;. im,prSRãí(f^ v'i^a' ultima fl. a- mardij. typòfffanWéa-effl

.ponto-, «rande, quai«©:, nas, eM

/XedU2ida.

» I S volume ^ w l j n." përteiKi®â '' iji : '

Barbosa .Machado.

W.° 24. — Viaggi fattí da Vinetia, alia Tanaji ¡n

'Persíá, in "índia, ét in Constantínoptíí £j "cott

la desçrittioãe particolare di Cittá, Luoghi,-

^ Siti, Costumi, & delia Porta delv oran Tvfcdjr

'.'•;. & di tutte l.t int.rate, spescv' tt modo--3«

|J gouerno • suo,. & delia ultima Imprtóícontra

/Portoghesi. MttXLV. ; ;

'Éâty 'ffjlwBff A- dé ièarç4jtyjpog^phisflfeiíí

.0 nome Aldus, por èlla partido nas duíslljrllabas;. 163

WNSf ima'em branco not% com a mesma marca tjju

*M, Francisi;.. llaym, méí®i®nai}dttíâ'na sui^á^^fcv

Ita&étià, ..!, pafíjjSi, ||gfs|o n. | | . iSsjísSb.fo" Sàl'.'

ífáffeSpI dé:'íiagens jptóo^brá. di -m^afãt Màf : iânÈM-'

' !• id Mtn, ta Iti ia Antonin MtMzjiaím,

impressa em ^eiéA^-fi^/k^Jlm^em 154a # em'

''1545 no mesmo formato (fiu^ %.

Brunet el^sfâSa J(eafe&f jbéy. %içfmjimti «j actre^senta® 4

!p jontém •^ua^ob«i;feíje .fosaih!- B-.uk-irV), urna '-'Sé' Ambrogio.

SSonUimi Sdií-is^ de Alu^PK Puls|seni rioaje~de*Süfpr.;.. ,Mí

j ^sftíK -iféi, fj^jSÍ.. T ¿63 ~t?& 'mâifíí

gbeya da que a edição original Is

p à i í p i f f n i e jtâedfótitme hk - '

ttaiiantf Milão, 1854 Sa, fob o titulo JLtbri tn dett* axt 1

ÍTurcM,. intÇâ^Sps bio-bjblié^aphidivvsjuè podem parecer

i:un


88

pag 31J» níaatfa^Vir a-ecfi^feo de Xjglj ,®a quaUa tfoSfc) ie

uSb tópia, mâs dte, muito melhor ímgífsslo, em' cjuja ultiftia"

fl , itoáxo So jresefite" exemplar, se le A

XiífifÉÍM:

tyfjõgt em uma fl •ferrl 1 *b rgn \ " i 1

Reíofrâí^^^totlS indioa^a, d4rf543> dçparlyg, depois •

df reprodução, completa dPseu titulo, ó sggfunte', que fiareoé

5o deixará de ser lido com wtagfyíi

» (( EstÉ' f, Sítejã(f^K« ff.), recolhida ÇO», AntJ^I

Man*»«, pe»*elle l|^Bafe*7Woáio.Barbarig®»ii.tém

rini, fjòi^s (teÍAluinâ^jf-duas staynomè* de>-autqr, uma jb»

quaes ttnhaífèSfSt imprelsa^pettíf^tdc^ çm 1539 E|tafM>i

de 1I5I3 ? é Stt, 1 »da eollecçào completa, ainda

Ç^ennarftó^^^pií umtf âi?"'! 541 • • Estivo!, d^

r.mí", e, H

; mejijl,, j).ons'

qu% todavia rlaoS de mod çiposto «ob ¡jj,® a* pertenc&i

Marli. ! d


89

« Posto „que traga' só 'o- homefc.de 'Federico'/Turrisan,

foi sem devida impre§so por „Paulo Maniy 10,, como o» foram, •

em 1^50 e annos,-seguintes, o Arisfoteies in-8^ é muitós "outros

livros- gregos, executados com os mesmos caraêteres, Apud

Aldi' filiou,~ expensis vejo Federici. Jwrri-sani. , Parece, t[ue.- F.ederieoldésejára

continuar as edições gregas',' então" quasi abandonadas

ria 'Imprensa Aldina," cuja reputação Jiaviam outr'ora,

(eito,.. ¿k

„ « Este vol. é raro e mais amplo' do que a preciosa ediçãp

-de -Calliefrgi, 1499.. in-fol. .gr. A i. a pag. do texto está ornacía

de uraá grande vinheta em >njadeira, impressa em vermelho:,

no IgQ^to da^ que andam naquella edição. As^ palavras manus-

Índex est afipqsita, que ^se.-fêem- no titulo, 'signifiea.mwq.ue" toab^S"'

•os kccrèscimos são designados por'íia rfão ^signal de impressão),

¿precaução utilíssima e sem .motivo "despresada na edição

dê ,Yeneza, 1710, infol., ,que, sem esse,, defeito,!"seria de-todas *

à : '^melhor,/ exceptuada... todavia. a ultima, de LeijpsiC, 1816, 2

vol. in-4. 0 .

«"Np prefacio annuncia "Federico o intento dé^se. occupar

¿^enamente^d.e^Siçiões^gregas, é cumpriu.a palavra:.. »:

Brunet) $üb nominé. Etymologicüm, diz d "esta 'edição:

« Bella édição, assaz rara e mais ampla dp qiue a 'prece-;

dente (¡Veneza-, 1499); é impressa por Paulo IVIanucio, com a

üneora áldina no titulo e»no fim do volume.?.. »'

Estas descripções - adaptam-se perfeitamente 'aoi> nosso^

exemplar ^ qiieconserva. r oi?x-lib%is,da. Rèal •Bibliotheca, de.ònde

provêm.

N,° 26. — P, Ouidij Nasonis Metaniorphoseon Libri

XV. Raphaelis Regii Voíaterrani lucu-

Jentissima explanatio, cum nouis Iacòbi Micylli,..

additionibus. Laetantij Pláciti in singulas

fabulas argumenta.;. Coelii Rhodigini Ioan.

Baptistae í Egnatii, Henrici Glàreani, Giberti

Longolij, & Iacobi Fanensis,... annotafeiones..J

Venetijs, apud Ioan. Gryfhhtm, 1574, ' in-fol.

dè 8 ff. inn., 337-pp., com xylographias inter-

. . cal. no textos | 5 . * :V -. 1.'..

-Precedem o texto as seguintes, epistolas : —. Iacobo Spie-'

geaio... lacobvs Mycillivs; — Raphael Regivs Philippo Cyv-


90

/,/«...: d:ü;«tas a primeira 'dè Franctott,.. 1543 |eaífegíioda

âfe "W-ik za. Hf ;S§gíifçJ:: ¿lH$i0-$Uojfem íepítr® | |dg|j

.JJfjiS^Ç aui^® 5 : M^W'- contrai-qtòslam

mvfflate^éií- ^M^^i^'-- nothinâ jjl finalmente íaccéi My- •

cítBi^n tifylljtíi lifrfl Mrhmofp}i'S$is annotatio.

' Á pag u-conn-râ o íoNftu d;ts metnhH-rpríoses-. .¡uc Ãtv.iqjy -

a parte&ntfáí de;e«â dâs iBptdijfss explicações

® Rapjà«! RfgB ifo^^Sawdfr ^gu^f?. -referencias'

nss ffliligCTSTátéfaes.


91

ctionum Solutiones, prop-rgs l titulo a marca, em' tinta verínejha;

do "gglÉjtór Lpc||| Antonio Junta, esfa marca* que insiste

'•em uma flor de lis comi as iiiiciaes • L. er epetidá a tinta

|||j|í|eih; cada:-tó i^^HtuBl^jiijIja®::: -

p A iojpiessáó, muito riitida e elegante, é geralmente feita

«doas Blumnas em typo^ romanos de diversos UUMIIÍW»,,

çjm--âgumas 1 capitáes ornadas ; exceptua-se, porem, Bcotnj^Bf

HWSW 8k parte II go yol I,«que, 9Í& r , H feita a

^Sr JB 0 ®ta u£lnd y. depois a a çols desde o verso d'essa

/folia at,4;g fim do vol. '

A família Junta, Giuríti oü ''Ztttift, mui notável noi arvjães

da impiènsa, ê originaria de Florença, oAde, c^fcfe da

toüía^PKilijipe Junta, exerceu a typógraphia de -1497 ã 1517;

stfc^éderam a e^fcgffi filhos eih Ijciedasde, ê rf^fe»^ Bériiardb

Junta, que ijcsde . 15,51 passou a drirgii i officina

ÉerBa ® tthe 03 ^J,!* de Florença nota-;»aind¿i||>uíro

Philipçe, qiie falloreú ém 1604 : Um membro- ¿'esta familia, tf

falíecidff em 1561, e$abâfeei>Mfe em LyãofjSm

u ®í 'tj^Sraphiâ,--'#'é:em 159.2 ainda

nffl^e. da» família 'Eueas Antonio Junta, ;èstabeleçeii-se em Venesa

4p fim da 15 °|||jA;¿$Uas tídiçlj%-me datam dfefjlb,, '

sfe anteriores,aá íe l'!i¡l : ppiyi/:::i¡o no:a¿-íoilavSPí mais esti- , :' , 1


92

mado. BBWÈ$ÊÈÈÊÈÈÈÍ 'ThomasHIHBHi l SSO»I

Bèrnardo. è -Modesto,. filho -^8jg|gjmdo

Philipp® ; Jui|ía, que íserceu ' m pelo menos-.âte 1642...

"ÓescK&ifips ain(^-:al%díiís trietaliras díièsta familia?. -esístv

tíèçBjií -énx .'Salatoanc»Wq^si Re«fti«rd »80 MjgfflM

São i UBI jutija, ique ali I trakjítouarte yv-pogranhi.-.t

dé H H H seu filho"'LucaS^^Jujita, ¡ seguinte distSf .

gravado a ; -buril: II JSm^Sffi^V-

• "¿ÍO" y$ttmé"tân og&gmn'«» trabálhosKdê gfavura —um

frpfttSp^í--¿ep!résentan4pj#i :á|iò®eOse de íÇagPsí

(••.ijo busto e levado ao parnaso pela Fama e por outra mu.her

aládavUrccillo^d$^.etitr¿ o |¡ tituló um. retrato


J

93

J. Felix I^alanzani jglgundo .desenho dB»ão Baptista Pia&4ta?,*ï )

entre Tjgtituld ária d®Aatona forai J||teljg|K

das quaes 20 no principio dos 20 cantos do poema, represen- 1

^tanA^^^umpto d^^pectiv^^ffio, q 1 't^y 1 . - ,, h HÉ

|^ent;êSípa3dn|Aâ''da


94

Tosti Antichi & alia sua vera lezione ridotto

dá'Députatí di loro Alt. Ser. Nvovapetite

stampato... Ii^ Fiafeééa^ nella Stampcria de i

' Giunti (Filippo ^ Jacopo^ÍMinti ¿ fratelliJ,

: MDLXXIII. L11-4. dc: 16 tf. prátínn., 578 pp.,

2 ff. inn.

* * A nri-neira é^ão do Decameron c dc Yenyza, por ChrisjS

'jbfal Vkldarfer, 147® in-fol.,,. e d'slk, segundo Brunet |

(¿aíteéticowEfetetfiiísIàé ápenàs um único exemplar.

òííí^dsto pet|«ncí á ediÇlo conlxaida. peio noim: (1.6

MÉMpp%J%ei Degutati, ijiié'"foi redigida pflir alguns membros^

da Acidemia;ilella Çrusoa,. 'e'é procurada, pela| correcção do -

texto 1 é uma edição mutilada | nella faltam qf-^jçchos dema.

". siado .licenciosos 9 , ^

'i Segundo Çtjesse ;ha uns ^éxempJaje^^M o retrato de

Boccaccio e Outros emu uma flor de lis na' folha

de lis aliais« destitulo e

oStetratb de Bocifitgiio ,ifo'yísso s da fl. iS.' inn.,-i»fctá!Íõ 3e

doutra retrato de mulher,.^teiiííá a'Siíbeç%ornadauma coróa., :

0 roestlio volRontân ainda, emssegiiida-^êDecurn^n^p^

J J' > • 5 i""^.'AnüotsiípM'ítl0itconi sopra alcvni lvoghi del Decameron,

HP*"*»- '**• di Jí. áiovanníi Boccifli. jfatti dallÁnolto^'Mignifici. Sig •

Deputati -da loro Altezze Sçrenisíúmè,. sopra la ^orrettiiné di

«aso. B«(j¡t£cÍQ stampfe|'iftn(#MDLXXin.;:Çon l&ntia^etf

: I privilegio. x In l : iore'ma, .nrl/a Mimfirria


95

menor noção typographiea, e unicamente auxiliado por seus

dote filhos Domingos e Pedro, dedicou-se por tal forma ao

trabalho que conseguiu descobrir os processos até então empregado!

e pôl-os em pratica-; Õ p>imeir


96

íde;-266 ff., 34 linhas »ongas^'Está, palavra scripsSt encontra* "

também em úrna . edição sem«-data


97

Riccardiaha, oriunda da antiga collècção do Marquez Riccardi,

é: em; cujo edifício celebra suas sèssõeís'> ! a notável Academia;

delia iCrusca ; e finalmente' a Márucelliana.

O exemplar exposío pertenceu á Real Bibliotheca.

N.° 30Sl!|Rime e lettère di Michdágnolo Buonarroti

precedute dalla vita dell'autore scrifcta

da Ascanio Condivi. Firenze, G. Barbera, editore,

'^i 86o, in-3 2de xvn-459 pp., 1 fl. inn; .

de índice, com o retr.., de . Buonarroti gravado

a buril.

" Traz urü&:;jfrefazÍ0?ie_assigna.ãa. por G. E. Saltini.

E^te editor, abastante coríhecido, imprimiu neste formato

¿svmeltíores obras dosvèlasSicós italianos; o 'exemplar exposto

pertence a essa collècção, da qual a Bibliotheca Nacional

possue 49 >vpls; todos elles trazem o ex-libris Biblioteca

' Conte di Áquila.

A imprêssão-^.nitid%,, e o typo minusculo e elegante. ' .

, , Esta obra figur^ spb o n.° 30,'çopip umélo necessário

de transição entre as antigas edições florentinas e a moderníssima,.

que a Bibliotheca expõe sob o n.° 31.

N.° 31. — Domênico Milelli Canzoniere 1.° Mi- 9; >1,

gliaio. Roma,. Casa editriçe A. Sòmmaru-ga e G.

' (Firenzet\ Tip. deli'Arte delia Stampa), 1884,

in-8.° de 196 pp.

' Este' exemplar é um verdadeiro primor de 'arte typogra-i

phica^e- dá perfeita idéa! do estado, actual da imprensa na

cidade de Florença: . com este fim O expomos. O rosto,-o

ante-rosto e as 3 íf. seguintes; bem como a. primeira folha

do livro segundo, são impressos a çôres com clichês especiaes

e bem executados; a impressão, muito nitida, e perfeitamente

igual em ,todo o volume, , e o typo é o chamado elzevir- mo».


deynpi a gQmppsiçl© § prnaáa if vinhetas- np epmeçü e fira

de e p papel g excellente. Jpi.eomprado pelo

Dr. jpfo- dé Saldanha, actuel ÍJiblipthicarie,

TREVISO.

•ffi , f T(irvis;WW J>

32. Dé^ipyblieae venetsé administratione : :

S> î\ ííi-4. 0 ;-de 14 ff, inn. '

, Consta .do Jeguinté :

' fl. 1, t. — o- 'titulo acima transcripto,,

fl. i,:v. •-S « Bartholomsevs Vranivs Iacobo Pvrliliarvm Comiti : :

;. : S. P. D. ».

• H 2 — « Sebastiano. Patricio Veñetó Referendario et Séçretario

Apostólico : : Iacobvs Comes Pvrliliarvm..S. D : : »

• no y. da qual se lê, in finei « Iaéobi Çomitis Pvrliliarvm

de Repvb. Venetae administratipne : : Domi et foris liber. »

Segue-se o texto de ff. 3-14 f€4n fine' ^occorre ; « loannis

Eaptistae Vranii Carmen i : », no v. da-14. a fi.

. Esta obra de Purliliarum foi impressa em Tar&isium

(Treviso), por Gerardus de Flandria, e ! vem descçipta; por.

Hain -sob o. 13604, e por Panzer, Annales., vol: III.,

, pag. 42? n.° 63.

H A impressão é feita em caracteres latinos, (t e as lettras

IÊÉ ' -papitaes, para as quaes se deixou sufficiente espaço em "branco,

foram L substituida^-'--por lettras minusculas do.*,mesmo typo do

IAlém d' esta çomppz, PurHliarum as seguintes óbras ; •

—- "Qpvs Iàcobi Comiti's Pvrliliarvm epistolarvm familiarivm

' ÇAâs


99

Gerardo de Flandres foi o primeiro impressor de Treviso;

vindo provavelmente de Moguncia, estabelecesse em Veneza,

e segundo Van der Meersch, na officina do francez Nicolap

Jenson; em 1471 passourse para Treviso, onde publicou nesse

mesmo ànno iim tratado de S. Agostinho, De salute sive de

aspiraíioMe qnime ad JXevm libjzr, in-4. 0 , de 20 ff. y em 147.6,

estabelecendo-se na mesma cidade Manzolo e Hassia, transa

portou-se Gerardo .para Vicencia, Frúili, Udina, &; voltando

depois, ali permaneça até 1494 \ em 149$ reappareçeu ainda

çn} Tr-evisç*, morrendo pçpvavelinènte np annp jegui^tf.

Seguro De^ehamps, que np§ fornece gstes dgdQS? Gerarda

dç Flandres 4 tira jíos piores nçmesâa suaepçça; é, talvez,

çgsfa geu çnestçe Niç^lau Je^spUj o imprç^or W

§eçiijp XV que levou arte typographiça aç mais ajto grau

de perfei


100

coincide com do "nossos até á palavra letrados, depois da

qual continúa assim, segundo Clément e Salvá: « con yndustria

y diligencia de Abrahã Usque Português : Estampada en Ferrara

a costa y, despesa de. Yonna Tbb Atias hijo de Levi Atias.

espanol en 14 d ! e Adar de 5313. » (1553-)'; '

' Segundo David., Clément, Brunet, Graesse, etc, estes

exemplares não são de duas. edições diversas, antes pertencem,

posto que com variantes, á mesma edição..

As 8 ff., prel. inn.do nosso exemplar contêem ; §§ i.°, a

fl. de rosto gravada em madeira, onde se vê representada a

arca da alliança ; — 2. 0 , a dedicatória: « Al... Senor Don Hercole

da Este él Segundô.:?.'», assignada por Jeronimo de Vargas y

Duarte Pinel, no verso do frontispício^—'3.um prologo

Al leior, occupando a 2. a fl., r. e v.',; — segue-se depois a

Tabla, a 3 cols., desde a fl. 3.® até o anverso da 7. 11 ; é,

finalmente, o"'« Catalogo delos. juezes y reyes que reynaron en

Israel y prophetas y sacerdotes mayores de sus tiempos; y

sumario délos anos desde Adam fasta ano de. 4280. dei mundo

sacado de Sedar Holam. »/ a 2 cols., óccupando o v. da fl.

7." e a 8. a .

' O texto, a 2 cols., oçcupa as 400 ff. num.

„ In fine: Tabla delas Haphtaroth de todo el ano : i comprehendendo

2 ff. inn.; qué faltam em muitos exemplares. Segue-sf

mais i fl: innJ. -contendo o Registro e-:6;Colophão/\

•: Segundo observa Creverina, Catalogue raisonné^ 1, pag. 25,

ha alguns exemplares da Bíblia dos christãos em que falta>.,uma

passagem, nò Lçvitico, entre o versic. 35, í cap. .^yíi," e a ultima

palavra do v. 7, cap. viu., a qual devia açhar-se no Verso

-da fl. 48, 2. a col..; em' outros exemplares, porem, suppriu-se

esta lacuna pela reimpressão da mencionada folha. Crevenna

põssuia um exemplar vcom a-lacuna e outro completo.

Comparando v a nossa Biblia com o texto da Biblia Sagrada,

Rio de Janeiro, Garnier, 1864, notamos que o nosso

exemplar contém o cap. vn do Levitico até o v. .35 inclusive,

com o qual termina a 2. a col. da fl. 48 v., e que a'fl. 49

começa com o 8.° do cap. viu do mesmo livro; assim

pois, faltam ,os v. 36-38 do cap. VIL, e os v. 1-7 do

cap. viu. Temos pois 3 especiès differentes de exemplares

da Biblia de Ferrara,-, ¿..¿saber: i. a , exemplares para uso dos

Judeus ;r

exemplares para uso dos christãos com a lacuna

nos. caps; 'vn. e VIII. do Levitico-, — 3.% exemplares para uso

dos christãos sem esta lafcuna.

Segundo a melhor, opinião a imprensa começou nesta

çidade no século XV, e foi introduzida pelo. francez André


101

Beaufort,* que se assignava Andreas Galliens, Andreas Belforti,

ou Andreas de Francia.

0 primeiro livro impresso por Beaufort foi, segundo

Ámati, uma edição dos Commentarios de Servius Honoratus

sobre .Virgilio, que foi publicada em Roma por UdalricUs

Gallus em 1471.

»l(Deschamps, no seu artigo sobre esta. cidade, diz que

Ferrara é um lugar estimado^ dos. bibliophilos, porque as

edições princeps* as. raridades e curiosidades bibliographicas

nella'abundam.

Em verdade, assim. é. A Biblia que fica acima descripta

e que expomos sob o n.° 33, é uma edição princéps, é;édição

muito rara, é, emfim, a famosa .e estimada Biblia de Ferrara.

O exemplar veiu-nos da Real Bibliotheca.

PARMA.

'N.° 34. — (Plinius Seniôi||| Opera ,'AnA Am'-, 7


iôâ

iHâü 4, a iilHítá das í|üà^ tertóíüà tssitii : « VilítiréS fconéiântlvS

ref|Ép;lmánt: i 1 * ' ~ ^

I HHS^B^BE Bè w áS varando o numero de !?• |:

seguinte Modot.ti âiHprêheiide p S, a primeira das qúâes é

marcada ú rnnícni 6 íf. ; de •efyu ha i8 cadernos, cada

ti" têm fi/ff cada um 8 ff; ÍBegueiiMa

çaderh(HmareadH&i o de 4 ff ^ft^um Depois_continfia

ãi^^S&yâe A a í, &fei|>rejieii(léndó íLçaflémõs de

H ii'. i"ui:! um. (I nosso exemplar :liiitli¡ t¿Íñ 4 ff. Sp cãdêHÍB;

Jif, Sibdm, porém, ^Hgúrà '.^^'jGril^tètíi í>ff,;&V


99

DéschámjDS, urna collecgao dé 3 ojjuséulos intitulados : —

PlktarcM TrcictatiLS de liberis educándis-, Gitarino Veronensi

interprete.—Hierohymi PreSbitéH fie dfficñs UberofUm erga

párenles. — Básilii Magni dé iegendisgentiliitm libris oratio ad

adolescentes,¿Leonardo Aretino interprete-.^ Os tres trillados

fbrmám um yol. in-4. 0 de 4b fFi> a á6 liñhas¿ sendo a ultima

fl. em foráneo. Ña fl. 39, r., se le :

ft Eiá qüib'us rést'at pueri spes única patrüm •

. « Discite.: na facilis nüc tiiá mfcínstrát iter.

t< Hó'c ftá ípíessit dpüs nóbís^ Fortiliá Páriílae

te .Andfeas: mülttís cui dátür artis hdños.

« Nono calendas detobres. M. CCCG. LXXII. i

Erñ , esté íiiesmÓ impfessor publicou a celebre editad

(Tés Trionfi di Péirárca, coití os conuiientarioS dé Fr&iicesco

FiMfó, áx&bádá j&tidtr ñoñas marñi Í4f¿.

Encontrón Portilia um rival formidavel, eih Ésteváo Gorállis,

natural >de LyáOj oorigiderád^ d "ñiais Célebre impréisdf

de Parma 110 secülo XV; trabálhou este de 1473 a I 477>

aeáénvolvendo na profissad á maior aCtividadé. A Achilleida

de .Stacio, primeira obra que sahiu -dos séus prélos, teni &

•data Parmae, M. C'CCt. LXXÜL X. Cal Apriíis, in-4. 0

Dos frades cartuchos, impressorés dé Parma, só se menciona

urna impressáo, com. a data M. CCC& LXXVII.

Décembrvs, iñ-4, 0 ,. citada por Deschampé como bem execütada

pelos' proprios cartuchos.

: Cdnlo imjííessores dé, seculó XV nestá' cidade/ aiftda citáremos.:

G^iiéxitfsdél Gérro, qüé' püblicoü um bello Tereticiv

em 1481; D'eiphoebus de Olivefiis, que imprinliu em 1483 uñí

ÍMc&ño-, e Atigelus Ugoiet'fcus-, dé qüem subsistem inuitas imfifessdes

dé 14S7 a 1499,S é que é considerado o fneihor

impressoí d'éss'é seculo dépdis dé Poí tilia ;e: Coíallis. G.

Brunet, no seu Dict. de -Éibliologie Cathoiiqilé, dá á éste ultiiiidinlpressdr

d n'oüié dé jWáHcisCv.

¡ Í -.Qúasi tres seculos depois appareceu o celebre Joao

Bautista, fíodoni, que tao' conheciaa tornou 11a Europa a imprénsa

grán : ducal de Parma. Ü'elle tratar-se-ha no n.° 35.

, Nossd exempiar pe'ítehceu á Real Biblidtheca.. '


104

»I D ty 3 N.° 35.— Q. Horatii Fhcci opera. —Parmac,

.' "?'m aèdibus Palatini^ typis:. BodoHianis:,

CID IJCCLXXXXI, in-fol.

Contém xiv pp., das q'.ia«s as x primeiras (trçupadas pciti

prefacio do editor (if Azam e as restantes pela Q.

Hoiatii Plata vita e Svcttmi jmetis, e 371 pp num. :,d,4'Jffilli

A de*Vripçào" dada por Graesse d'e^tá soberbal.i edição

quadril perfeitamente ,í.-pm Mndicaçòes qne;:q>reM:i)ta m 4- 0 "

Tiraram- s|i£d'esta magnifica edição. 300 exemplares, d^l

quaes 5S: em. papel fino, 50 cni pape' vellino de An:;on,ay e

3 %õlçourò aperganii-.ihaíío.

Ha d'eflfiuma reimprèssão incorrecta Parmae,

Bad&éanis, 1793, m-4' gr, em 150 exempíáfflj|.

outra, ibi, 1793, 200 exemplar®, *d|p quaes' muitfe

em papei ".vcllino. . - '-

Diz a .^eii^jçèq^MHntniitf; Manuel du libraire, tantas'

vezes citado: j

' « Edição de - .execução ¡.perfeita; é mai^ procKmuUi que a

mór ":partc das demais producções do mesntjb impressor, fej

- J gundo os dado's que 'ffe' subministra o catalog!!.' de iBddóhi,

por J. dê Lama, tnalra|tifã|sí .alem dos' exemplares ordinários em

pEqiètifgtóg .50 .emr papel superfmo ou -irrijAeíialj^Sp, ; ;fení||>ípel

velliS, 25 em vellino Annonajr e 3 ou 4$em pefjjammho »

Por j^â'na|ây.fíè Dibdm, Bibi. Spencer,, VlHpag 13%

V sf verifica qüe um d'est'es'"ultimfsj exemplares foi comprado;

para a Bibliòtheíá do conde^de Spenejglaoprtprio Bófini

pelaquantla de quarenta e oito lutpjêf "de ouro


105

O exemplar exposto prima não só pelas suas bellezas primitivas,

de nitidez de impressão, feita em vistosos .caracteres

romanos,, excellente papel de linho, com largas linhas e espaçosas

margens ; como pela sua solida encadernação e perfeito

estado de conservação em que se: acha. É pois uma impressão

que faz honra ao impressor è á cidade em que foi , feita.

João Baptista Bòdoni^fallecido em Pádua em 1813, na

edade de 73 annos, naScêra em Saluzzo no Piemonte de pae

typographo. As impressões que fizera, de 1781 a 1813, vêem

mencionadas no 2. 0 vol. da Vita dei Cavaliere Giambattista

Bodoni, obra de-•-en thusiasmo escripta por um amigo do famoso

impressor, José dé Lama, publicada em Parma em 1816,

segundo o Dict. de Bibliologie Catholique de G. Brunet.

« A não serem as guerras, diz ,este autor, é as revoluções

que assolavam a Italia e paralysavam ém Europa o gosto pelo

estudo, os trabalhos de Bodoni teriam gòzádp de importância

muito superior á que tiveram. » . Passa depois à uma analyse

das suas edições, com referencia ás principaes, para a qüal

remettemos o leitor curioso!

Renouard, no Catalogué' d'un amateitr, I, dá indicações

bibliographicas aproveitavèis para quem quizer conhecer a

fundo a vida e o caracter do notável typographo parmezão.

Como complemento a estas ! fon tes de consulta bio-bibliographica,

apontam-se ainda as Memorie* p,necdc>tti per servire

alia vita di J. Bodoni por Passer.oni, Parma,. 1814, in-8.°, e

a Biographie des trois illustres Piemontais, Lagrange, Denina,

Bodoni,. fallecidos ém 1813, por Gregori, Verceil, 1814, in-8.£

Concluiremos com o trecho de Deschamps, Dict. de

Géographie ancienne, et moderne... par un bibliophile : « Pelo

meiado do ultimo século appareceu em Parma um grande impressor,

cuja fama foi collossal e excessiva, João Baptista

Bodoni, nascido em Saluzzo em 1740. Sob a sua direcção a"

imprensa gran-ducal adquiriu reputação, européa. É certo que

o luxo typographico das- suas grandiosas edições, luxo a que

tudo sacrificou o impressor, até mesmo a correcção, pôde

justificar, até certo ponto, o preço elevado a que chegavam,

ha cincoenta ¿nnos, estes in-folios de margens despropositadas.

Graças a Dèus, porém, ninguém hoje os compra mais por

taes . preços e as edições de Bodoni têem baixado a preços relativamente

medíocres, mas perfeitamente justificados. »

0 exemplar exposto pertenceu á' livraria do Infantado e

conserva o carimbo da Real Bibliotheca.


íôé

VICÊNClA: VICÈN2A.

( Vivvntia J.

N.° Jpo. (Virgílio, Í'Erieidè fidòtta ineõmpeíídio

dà Ataiíágio H travolta in vulgâfê.)

Título dà'do pelo autor do Dizionario ~cti ofièrè artoniine ~e

¡pseuãonime de scritúri iialiani e repetem> com leves alterações,

todos os .üiblióf rapndsj

No íim do vol. aévé Iêí-|èi

« Tia qual e stata impressa ne la famosa cittáde de Vigência.

per Hermaíího Leuilapidé da Còloüiá grade ne lano dil

Signõr» M:GCCC.LXXVI. adi Marti. xi. Márcio. »

. Se-guem^se dois versos latinos e as iniciaès. P. B. G. O.

no r. da ultima fl.j e no v.- : « Püblii Ma-ronis Yirgilii Epitaphia.,'»

*

Éfepl pèq. de 91 ff. séfri num;, dè 23 liúhas cadá pagina

cheia; largas linhas) caract, romanos, em pápel encorpado,

com fegistro j foram deixados em branco os lugâres

para á& léttras capitaes.

Sem fl. dè tosto.

O livro êomeça :

\ . Maronié Vitgilii Libeí EheidóS felréitér Incipit.. í^olofVS;

J>

íáhzer) Illj pág. 50$, n.° i5, citando Mâittàire, Crévenna'

é òütrbs-, diz étii reíâçab áquelle bibliographó: | Quis sit isíe

AMhágiuS tjíaéttis Se hêsfcire ditit Mâitt. 1. t. liot. 3. h

Ê corfr effeito 370, Olrde

sl tiiàèúte toda a matéria^ que dêü thenia a mais dè üriia

contrüVfersia. A esté propósito diz Bíuítet que a obía hão e

úlha tradücçãô itáíiânâ da Ettêidà iiitéirá, máS apenas Um ter

áirho eíli ||f||# db poema, distribuído }3of cápitulOS à gíiisâ dê

/ rbmMte, òfigiíiariámeíite, coíriposto ifi fángàtó tyuigâre\ |

véih xiecláí-ado íió prólogo, p'ôr ürtt céitô Áthánãsio, grego,

párá tíso de Gbhsíaiièio, filho do Imperador Gonstahtino: eih

fíèhtfé d'ò vol. acham-se dous pfóíogos, Uifi do truãucio* itãliano

a-itonyfho,. outro do 'grego Athanasio'. Lé-se com effeitó,

e o nota Brunet; no fim do vol. : « ...opera gia in verso componuda..!

è't ^á puoi de iierso in lingua uylgare reductà .per

lo íitteratissimo greco Athanagio p consõlationè de Gonstantio

figluolo de Constantino Imperatore... »

Graesse observa a' este respeito: « Não é uma versão, mas

&


1Ó7

uffi ÍSMctb ñk fiaciaa étíic pHiSã fetò 'pkià {Msfíthttò; fflte

SSBffll Nastagíá bü

Jóitátói»» fraile laiiasfl®* .Sgasids uíis gfSgo da iia^oy flsíÉSB

tinoí sè§unac: aafefcMeSià sbta/';fei puWcèâi, p# Antí«»

' lííSííi.::;». imtarib i'!ll Kíí»n:in,:,1. •>

•--;• « MiBguáli; pèndém pey »fi tez. g" aaKfcf de &Ü »

Crevenna, III,HÉpHo^ KBj^^^^^^BBH^ÍIWWSSÍÍmIBI

este Atanagw g««, que m ãa poí autor ti'eím.

eitt.ted« os lògftreí âs vafcnjgii, qt»} SMíetáfl®, lao- é . ;^

nhettóo aeftl enftrer os pdétai ftaliSfio^ ntbi alftuíes» SMilfi

céfto não ia itieio de.« descobrir fiãda de posam* a

rsipmõ. s Fãíá o~ta«í esta »«dllÉçeOj síftlilhántó ini ifluii»

pontes t ama tvàd, Msegífedã fi© VoéêòeMfifmia

tshi spguís gtaade mt:Htsr ¡xl¡t -i®iaí maems, fferfiaií» fato.

antiçiiíadé da.asa, ífíipteSsaoi

O >UI9f do ffiçgfcrArtâ #ãg'áMbflyíttM'fepSíMoftJífflc«

ítâiiM-ús, eitadó>'¡i¡Ki.

•BS9-, pfã.ál&ttisíif'* ê véfdâpífíí tr&áaStgr feütopís ântesí

rteatrSf â Wri|f;.èè0í


108

desenvolvimentos, e assim Haym na sua- Biblioteca italiana, ;

o qual, I, pag. 202, n.° 4, apenas diz;:

« P. Maronis Virgilii Liber EneidoS feliciter incipit (in.

prosa tràdotto per litteratissimo Greco Atanagio). . Vicerizâii

1476 per Hermanno Levilapide in-4. 0 E Bologna per Ugone

de' Rpgerii 1481 in-4 e Yenezia per Zoppino 1528 in-8

eonafigure, »"

Pelo que diz Brunet se conclue que o poema teve um

traductor italiano anonymo, além do grego Athanasio, é- citando

o que. SéjJê no fim do v|É r.'da fl.' 101 è' ultima,

supprime, depois da phrase gia in uerso componuda, o - seguinte

: « p lo famosissimo Poeta laureato. P. Marone Virgilio

Mantuano ad honpre .et laude de Octauiano Augusto secundo

-Imperatore de Romani..»' 1 A phiase. pois in uerso• componuda

applica-se ao proprio Virgilio e a nenhum outro. Na verdade;

os dois prologos postos no principio do vól. parecem indicar

que- dois indivíduos tomaram parte no trabalho, especialmente'

o segundo, redigido dó mòdo seguinte: «.Questd e il prologo

(li! grecp athanagio_. » Nenhum dos outros bibliographos; nem

mesmo Crevenna, Catalogy-e, raisonné, III, pag. 202, se occupa ;

d'este, assumpto. •.

A respeito dà sua impressão e valor como raridade biblio-

• graphica diz este bibliographo :

« Esta rara. edição é. executada em bellissimos caracteres

rédondos 1 sans chifres, & sans reclames, mas unicamente com

registros de cadernos, que. começam por «... » O exemplar

que descrevia Crevenna estava mutilado em mais de um lugar.

O registro do nosso começa por a 2.

Ebert, no seu Allgemeines biMiographischen Lexikon, , II,

apenas se occupa com o nome do traductor, Âtanagio ou

Nastagio. , : -

Este resumo ejn prosa da Eneida foi reimpresso em Veneza

per 'Nic. Zoppino di Aristotile da Ferrara, 1528, in-8

No mesmo anno em que se fazia na -mesma cidade de

Vicenza a edição • expos,ta; fazia-se, a das obras do poeta., na.

lingua original, per Joannem de Vienna, em nitidissimos

- caract. romanos e in-fòl. .

Dá-nos, conhecimento da serie de impressores _ J que no

XV século se estabeleceram naquella cidade e suas visinhanças

o Dictionnaire de Bibliologie Catholique publicado pelo abbade;

Migne: Basta consignar-se nesta noticia que o primeiro que

fundou imprensa em Vicenza ; foi Leonardo Achates; de Basiléa,

què déii ao prelo grande numero de obras desde 1475

até 1491, tendo.-se a • principio estabelecido em Sant'Orso,


109

1474 ^rabalhára pn:i.ieir:mienrt£t;m

VénezaTe tm; Kaduaí^,,

I B '•pBBStvpographo ífe-.ifurdou officina nesta cidaíc$

foi JTenuann Lic'hte'^tein HWmmiiiits.

.náttiral ^^plol^^^qi^ali trafo^Mo * e em 1475.! e

annoíI|gumte Foi de^© para Tréivisá», em 1-Í477 ; d'a]Pfé|:^

ncm,a Vi(;cnza;^ncii^í|I|Hinuou a ímpriroii^MM" 1480 Deixou a

mais tarde e- Í/ pig^soj.

O 3 ° na ordem ohronotigica dos primeiS typogfap^H

dágVifeçnzl é johann1:&^ie Renctóu .111 Rhe^^^^^ali trabalhe^

de 1475 ati i


HQ

tionem, emeridationem & interpretationem,

praecipue, OrigenisP Çhrjpfostomi, Cyrilli, Vulg^rij

, Hie^nynii,* Cypríaní 4 A'Pbrosij, Ht

f-irij, Aiigiwtini. una çü Annotationilniij, quae

ioRtorrin doceunt quid qua rations mutatum

sit. Ouisquin igitur amas ucratu Theologiam,

' B 9 cogposce; ac deindg if4ípa. Nfiqz. st^im

qilBnilcrc.. siqúid mutatum pfforKloris,

pen%, num jp melius, mutatum git Apud

fmdyíâm Qà^memiAê Brasilaeam. Cym

MpxifptMf? ètteyvris ne^avís gtiys w

H M H fionytip, m H ^ ^ ^ B Miw

exsvdat, mt Kntiigiiííodis omnibys symnui,

« Íasilífei Antío restitutae sajvtis ¥ JD XV» Calends Pe

brvarlis »; —« Erasmi Rotérodmii ^íriçlesis ad Içptprejji pivm»:

It«; Erfiftíi llfarodíimi HBBjBroKBjH ErfelfiRQteTÇdaml

Apoffmi» ;®iflnaimepte"r « BÍOI TQSTÊSSAPQH EVArpEAISTÍípí'

»•life "TÓÍ MPOftEOV SfAPtl-pOE KAÍ MPISN EIJBIÍOIIOÍ

LCNOTKUI. » da 11 Inn , epístob a'Lei.o- X, o texto

vemlffi ntro tílft^,;?||j|ilj

inferior d'esgs tarja ha um escute eta brancifeprov^lmente.

SAnaddía^Eber o nome do typograph(f ,

ijíifeuem se^24 gp |ii:-yr'ii')r.fHe|h.:i»lí-n os quatro

B B - dos apè|o"los. Na primewe|;não num., ba

iè& .tágá impressa á tinta pétá, ei® •çiija paftMníenS|

se 1®, "dentro dê án «cv4a í 8 JbotuS tJP»'

excvdebat» A ímpr^pip^-feita f ! Bgg

3«j|jp latina ge'Erasmo' e ija da |««Sr(®m:e3áo Ççgo-

Depcni dos AKTdosíapostcflçfctraz na ffl SgE MHBffl

TIII KIIIRROAIIS ;N.R AIÍIOR nAMor ireos TO ri; FIÍMAIOH.

gua ;ie refere \ á." pa(|f. : •-. ;>- --->>? '•. •' :... ; j

: È6ta : 2-" PftltÇ «oratj PR W®i 3 WI1,

meta 224 encerram as Epistolas SSHfl&M

Ma primeira,- não num., ha um ea^Ççâo de paglnaleerqando

a titulo par tos lados, a em cujos ramos lateraes ,|e . 16:;


Ill

IQANNHS. ®P08Ef4I, c^eçjó. e dussSi|ttras çapitae§ qui

^tj'iniam 3 pa^ir.a , >.tu ¡itiprt.£->svvs ' ¿i imt:! encarnada. N'y

gag 224, m fiw, lé sE em linhas longas ; ' < Finis Te.s tarnen! i

tqtiiis ad graicà iieritatê. uetüstissimorãqz Çôdicum latino'^:

ad sjÂfissiwqÇ? àHlljqrû^^Étitflië jç- intsrpr®^

tfauei^Ilbcurate ïpçogriiti, WCB mn A


112

« Première éd du

ppll quoique ampninSMhlsrfme

cplle- d'Al

îut

i'JSI

M H B très grand méiifff ciitiBBBarvjSTOijlu^ l-.rasme

ciçi, '.?WS Jcte'sur plusieurs ntes.-,:' ceùycï ÇJêtaient pis

àotlld'uhe Î^^Ri^qmtefâS^^W 1 "''PV' V tray; 4''

H H r,înfEq,t Œcolampadius s#|pnt pàrmïs ti , I 3®

plátiOB^ arbitralr^Mlon

ifayeùr deÀîwulgate.

leurã^onjMurts hasard® èt S i

ln fo1 •

td, i '»¿ra^ AtíLjc 1 ¡ 1 - ? , 1 J P a f*

o texto grego, a . I j-jj- da

direita pira « vülgSl» 5 * i 1 1 !!» 0 »«'—^

H|Hffy6 de Erasmo a 2 cols , ggMp na

9 B B B dllá Igtpclo da 4 * edsfepente.ep UUjU

(vEsta '5 • edição foi 1 empressa §«g -ffj.,.

I HHHR ' D • T 5t i B"/ ? "' i s a 4B 111 r ° l -'á|

der^âaa B W B Erasmo , — nas ^ H Erastw!, por' Beatuj

Rhenanufeaí ijgb, Tòm -VI,— Erasrtftíf or

H H H T7o5«iUol, Tom. .VI. E?ta ultima

fin. ã Tfem íroi&reccu'. còtn unjj'i.itulo^%ni Mg^dfjBfeg

• P B H B H W B H W W W M B mer. , HA.I "Or fi-ratesse •

Bas -F Perna,. if, BaSh Chr WUst |

iô74> iPÇÊp ^î 0 ®» lr H I

p-íÉítas 20 edições ImfSpaço de menos de 2

para âtÇeíJar 9 naçre^írçVto da grs^o ^e ErasgiO, '


113

I^^Äsinr^prMgte edtBgaK Erasmo, imGretóS, todJi

por I^g^Äs durante, a iïtfaïsjf) tiaductor, a I I flfflM

Nacional põssue a .primeira,' q¡ue expõe como 1 mais valiosa, e

i (finrta qùè tém o mérito de facilitar o coiifj

de a (M ^vul-gpfa

uma tffidade muito_ii^tfl-Kel pel^^^E. îmfires-

C l ¿j h, ahi imônç%ov que sahiu eriadamenteV

gjfe « data MpccÊ^LfíifsaSlÊStk^. cccc.xcini,

päifece mffljtàgirova | , ^ | „ ,

^S»' 1 '®* a ilp* introduziâ% nj||pcidSdte por

K ® ^ - I B '"B „• 1 H B

,g't»çîa ] it pass, se ] i- Str. rgo, onde residi« pOEaJgum

tempo e l all paÄ" H , 'itfflt^^"'''? 1 B 8

1ÍMÍ4 . imprimido granjfc minliro flè livrât

mas4 cám®, o seu illustre e màf^gtb anafre. el le os publicou

« i i ® ' ' fl S m meÄ>^|L s data Um único

f»lumë®o qual^figura E|noîB(S||§l5 iiiipiïgfeor, sérviu paiï

recoi ÎJJr ffL'T i f * para attn i i ** * |

œalidCTîuinm^de^valiimes em quBj|fc J fi¡ffi|m

||P»Este \olunj£¡íe intitulado - (.Kapertor

^ ^ H B B Âtèîiarum cum fideh narraS... I

Jfditum a dgfeigsimo Irarutii arttqSfe JUgftro ^nradlHp

Mffi§|g| LXX nij&'Ä d , m fol goth if. inn.,

Hl reclamai nem registro, 6 a 3? 1 ^ ^ ^ H H

^•BI Î^Rvolumë' lêlp ggg, unsí

D P LESSERA ' BasiltJ. . »

|^glfechamp\rt^pÂm,'s%uimoS*cl^^^^BítcIusád que

IHHfl Rot Im P nm ia*ï® mejäfeam, ufl| Pelo anno

l j U | | Ri*dme^KA împrê^JBgle uma BiÊja latina em

« s . m-fbl. ; mas provavelmente a morte Rolheu antes de

terrniaaT este grande trabalho, pois só o r ° yol. • é ímp&pP

Hl 111 Eût-''¡2-O^i

• S m Rich^l, bujguei de ÇasiJéáÂd^próvâvelmente

H U | a H m primaros fun^BaraÇstab^» -9. offi

«a, appatece logojVjV.L no typographo, foi eile quem

?f "M|ft u I dt, lmpriMndo o 2 "gel em 1475

com caïac^Sprop5^»(iU nome jgjjíde figoMd^S4^6,

". fe-V dois pnmeiros-J^Bi i, 'i^Tim data em í " í

sao de. 14745 o primeiro. Der ^^jySglfflWíM.,, foi pu-.

P| lca do por Bernafio q'säggjl dabjdBp 13 de

¡ K W ® Refe?tohmn\pi%> jQimVeuMefmi, tambemÄfol.,

'•-S'-" 4 ?!®Í3


114

appáreíMi sém né'fte iífipt'esííif, rtVâs sêiis cafàrteres %eo y>s -

ukmwh de i^liei-s^'s'efyiïï M-tyuel Wfáislfcr ou Weirsel ha 'èdiça'o

das» ÈpHloitts^m OapíriM , Estés d'oís typógráphosi, ímpii-

IftiîfeïA JûntêÉf*ê1h í R o b ' e r H - U e í ^ a ü . . .

r 3 r | Bafflea Éëniafiïus Ruhéí,

( f¿ jmfrrtMKïre ínaii notareis de BAsiléa depfciS*" d'e^âj;

saplf fjljjl fp;Âïto»bïeh.i Jjsf FrObëfi ou Eïobenius's - o itti-

^tessó'í dá*íJJía fexp8ttaBjt>â3 Hef»ag.èfc Oïl Hervagiu% qrïê

pùèfiÉôu uita Pdlyfho êtn tï; ih, e ía®a||| hbs rttetenTOetítitanté,

'«H«.* 19 hittite ttfti èin..

•¿re'go' etn fgji ; Andïeas tàftM^S de tluem > ex|î>mos-ilK>li'

jJÍ." jïW tStóiíi ÎMÎmXfX, |p |5t9, :

JÍ» 0{)(îrin(®Herl>sfftcU)» biagraphilï dÉCm^S J^Mé to

lis 4 ,;' 'e filialmente iiomàz Guarnió; p iaprêssor. fla Brblfa

do Utso Sobfê dtèi§ pnmSiWs tJeàcHâmpS ®T§Ptl l ' l,t e&;

Côfi d^tâmpïp

« Îâttni les grah^^mprlmêuts bâloiâ, que Zwinfeer akpelle

ft^M^ilte -ffi&Jpl ïftiap áewSpciter jftft tlé Amerïîaçh,

chef d'uftê &ta lie llluétrêBqUi)jftfee

a & P^SSiPî 1

l'&üsíífcla P/®iiîêï* iiyîéÎp|iS|; J48'j,

-1« PriièeepWfiitM J. af' Nyder, dès frètes PrÈ^

iBÍÉqÍS®9? ff. â 44 '!> ,|g|pÉi.$tóí AMWmiiiX'iJifyi;

.est reste eëïèbié.î ïfeê trois fils SuitS&îfetit à son imprimerie et

soubiAïieftt digntffiem.'1'héríMgt %atgtftel.

• '• ts L'ùïi âH' * r[eçtêtfi% fût Je^.n FfotfeH, d% BMMieç.'

í§rttek'|í46o'= I I5¿7), qnt âéviôt i'son tour PriilÙfs

il fut ïé'pibtectiùï et trois;grandSi

; hommes 1 • È'râsiilte, ËÊçélampàdé' ,et Holbêiri, qtii .pendant dé

longues aimées lui prêtèrent-., leur rnmouh. Erîsmë plelire lamort

dè Frsobén d'une façon totfchantei Niiiiqùafn aûtêhai

'ïïxfiertià»feft '"¡'dit'lK- 1 qúnnfam -víiñ ''• frí • t

máñíus riMmoruM : ní'liHvfn iMeratasmt

Me, Frtôtntl ilesiilërmm ferre lion ^dssain.

V


115

nicum, que cUston a Joftó. Buxtprf trinta áiiuos de trabalfós,

é é serásempre a gloria cf^ irpprensa Kcénig. Este enorme

voliwe fói impresso por Lúiz ICoenig em 1639, spb as vistas

de Joäö Buxtorf filKp.

Péirtenceü á Real Biblióthéca.

N.° 38. — Ávli Geliií noetívm atticarvm ybn XlX 3

Ex inclyta Basifaa. — In fine 4 Basileae, a>pvd

Afidream Cártdüdi'VM. Mense Septeinbri. Anho

ff Syfflptv Lädctvici Hörnken Bibliopplae.

In-fól. peq. de 14 ff. prel. inn., comprehendido ó tit'.,

106 ff. num. de textój 22 ff. inn.

Citado, por Panzer, tom. VL» pag. 016, ii>° 31p, .;

.. O titulo, impresso á tinta vermélha á excepQäo da. indicágao

da cidade, vem dentro de urna tarj^ xylographada em

urna só pe?a; em diversos lugares d ? esta tarja acham-se cinco

taboletas cöm dizejres tambem impréssos a tinta vermelha¿ ,e

no ángulo inferior da direita se léem a data 1519 e as lettras

H e F entrelazadas em mónogramma. No v. da fl. de rosto,

na parte superior, urti prologo : .« Andreas Cartander bPnarvm

literarvm stvdioso salvtem», datado « Basiliae, Calen. Sept.

Anno M.D.XIX. », no qual o impressor dá noticia do como

foi feita a edigáo, e na parte inferior ußia errata. As 8 ff. inn. .

seguintes cpntém um Índice alphabetico; a este segue-se um

índice analytíco,comprehendendo 5 ff. tambem inn.

O, texto .occupa 106 ff. nüm¿ s& pela. frfente> e ná A. 1

veril dentrp de urna tarja grayada em madejra, comppsta de

quatro pecas.

Äs fölhäs iiitj; do ñidl encerräiii:-— «Iii Ayli tJblii ríoctivm

átticarvm bbMEöentäH^Si-' .bátíitvili Index », 8 ff.;— 2." « Dictionvm

grsecarvm mterpretátid », 13 ff. Següö-se llmá ultima

fl. com o colophäo dividido em duas partes, como já foi

indicado; abajxo da ultima está;a marca do editor Lodovic\

Womken, e nb vi a d,0 imprésSor. £114, Crir., qpm austro

iñscrip^oes. lateraes | ésta ultima, é gráyad^ em niádeira e traz

a mesml aatá e roonogisióroa ,1iq^fröntispifcip.

r • primeíra edigäo das ^bites,attieas de ,Aulo'p-elliq,

^PT^SSa fiomáh, íft. WMm Maximi^ 1469, in-fbi.> p

inüito rara ; á segunda edigäo, que áppaféc'eii em 1472, na


116

«lesma cldaáé è meios meSipos impressores, é ainda mais rara

do que á primeira, fffijo texto! reproduz linha por linhà Entre

mintas outras: 'ediçüestóo-Mi revisão do text@«otr simplgl reimpressões,

é 'digna 1 me nota a^dé Kin. WCáèdifyys A^rn^tA.

socen, mèn^iUímiri 1515, in-8.°, nâ qual,ç fexto foi revisto,

por Joâ ;. -

A iinpresá'co Jf feita cm '.ypo r. 1111:1110 coro capitais or::udas;

nas margens 'do lextó oct:orrum numejôsas chamadas também

em ptes romanó,%ror:ém menor'J' as citações são ímprefsas:

em caracteres gregos.

•í No • exemplar descriptoppor Graesse a disposiçãS -das

íbihas É dtviersa da 'qií^rfiste apresenta; naquslh 1 I

Índices foram colloeadosjiiiW fim t®o çolume, quqÉptontèm

ff:

Cartander, ; fl. 2

* f.u fl. 3 r., « Kxeeilçntr viro Georgio Collimiiio Danstettçro..,


117

Simon. Grynaevs S. »; fl". 3, v.-fl. 18 v., «Index »:; ff. 19-24,

« Typi cosmographici et declaratio ét usus per Sebastianum

Munsterum. »

O texto qccupa 584 pp.

Segue-se uma fl. inn. com o registro e o colophão, trazendo

no v. a marca do impressor.

O mappa, que em muitos -exemplares falta, é gravado em

madeira e vem immediatamente depois da descripção de

Sebastião Munstero. Na Bibi. Amèr. Vetustissima acham-se

descriptos o original do mappa, designado pela lettra A, e

mais quatro copias, differentes entre- si e também diversas do

original; o do exemplar exposto> coincide com o original A

em todos os pontbs, á excepção do titulo do alto da pagina,

que é: TYPYS COSMOGRAPHICVS VNIVERSALIS,em vez

de: COSMOGRAPHICVS VNIVERSALIS, que se lê naquelle; 1

cumpre ainda mencionar a circumstancia de ser o mappa

impresso em duas fqlhas, que reunidas medem o m j36pj-K'o m ,552.

A • obra é uma collecção de noticias sobre viagens de .

differentes navegadorese, com quanto seja pela maior parte

uma simples reproducção, é de grande importancia para a

historia da geographia. A .-compilação foi feita por João

Huttich, mas ,.a sua publicação deve-se a Simão Grynseus, que

escreveu e ass'ignou' o prefacio dirigido a Çollimitius,

Esta collecção' é geralmente conhecida pelo nome de

Qollecção de Gryneu, ou pelo de Gryneit-Hervagiana, segundo

Ternaux, Bibi. Atnêr., ou ainda pelo "de Hitttickio- Gryneu

;

'tíervagianat

tissima.

• segundó Meusel, citado na Bibi. Amer. Vetus-

Trõmel, Bibi. ' Américaine^ diz que o começo d'esta obra

até a relação das viagens do indio José é uma simples reproducção

do Itinerarium Portugallensium do monge Madrignano,

Mediolani, 1508, in-foL, citado por Ternaux sob o n.° 13- e

'açcrescenta qué, ella apresenta ainda uma parte das imperfeições

do, Itinerarium e do II Mondo Nuovo, de H. Vicentino-,..

Vicencia, 1507, in-4. 0 Segundo Ternaux, qué descreve o

Mondo Nuovo sob o n.V 9, este ultimo livro é a primeira

collecção de viagens que foi impressa.

O Novus Orbis. foi impresso varias vezes: Parisiis, apua

Afitonium Augdlerumy impensüs, Ioannis Parui & Galéoti á

Prato, 1532, in-fol.; 'Basileae, apird^lo. •lierwgivmi : .i$$(>-$'ii

in-fol., reproducção fiel da 1. a edição augmentada da carta

de Maximilianus Transylvanus, secretrio de Carlos V, ao ;

Cardeal de Salzburg; 'ésta • carta ^datada de Vallisoleti,

24 de Outubro de 1522, e contém a primeira relação da

viagém de Magalhães. A edição Basilea,e, apud Jo. Hervagium,


118

1555» in-fjol. é a, mais cpmpleta,, e por isso são mais • prç^ura&ps

sejjs é^empj^rõs/ Uernaux cita, sob o n.° 44, ujna

de Basileaji^iât, in-foi., com a nota de 2." edlç,ãó.j convpr^.

mencionar que nenhum outro catalogó,.aponta esta edição, e

talvèz sçj^ a mesma de 1536-37, qúe Térjiaux não descreve.

' Kstà còllCcção foi traduzida pairá b allctnào pot - Michel

•Iíerr, e imprçssá em StrazbúVg\ duYkH Georgen Zffrtfehvr] t)t?h

in-fpl.

"Ô exemplar, èxppsto, é impresso çm typo iromanô, com,

capitáés ornaaas, e has margens oceorrem algumas referencias*

ém ítali'cô'j. ha nellé um érró'de paginação j as pp. 579^5.80

e 58,1%S.á sãó nüméradas' ássim : 581-582,5 83-5841 esté erfòj

;';poretà, córrigiú-sfe' nás duas. ultimas paginas dó texto, onde'

f vênr "repetidps os ri. 08 583-5845 na fL dç. rpstò, sobre á

marcá' dó impresSPÇ,. gcha-se çollada umÁ( ê^Yúr.a, repreSen-

. tándo úhi escudo dê ouro fcòrii írès cabeças de pavão em

róquéte, timbrado por uma éòrôa de conde, terçdo aos lados

1 dois cãês.

1 fisla obra pertençeu á Reàl BibiiotheCa da Ajuda, e.

figurou iia Exposição de Historia do Brazil sob ós n. 08 798 e

i|8i ; ò' hiâppa vem ' desçripto no, Ensdfo âf Chariògrãphià

Èftizüeirà sòbò n.° 16.

João.I H-efwagen, ou Hervagius desposou a viuva dó impressor

âuíssó Fròben, e, ligando-se com Erasmo, dedicou-se

aõ' aperfeiçoamento' da fundição do's, caracteres e da tirageto;

« è uni' dos mais afamados impressores de Basiléà; fe.lle.eeu

nesta cidade 'em 1564.

\ • ^Ojá.iv -

ç, , lj • 40. ^fellvm.Christianorvm Principvm, prae»

cipiré" ÇállprVín, còptra,, Saraceíros, afino saj\fti§

M.LXX^VljI pro terra saneta gestum: autore

Roberto Momuolio. (KÍÇ) Carylvs Verardus de

Wjfexpngn3tid||®regni Granatae: quae çontigit

ali liimi. qu.-ulragesimo secundo anno, per ( i,

ih.oFcíi rç^c.m r érdinandum Hispâniarurn. Crwtõphorus:

Çolorn d« prima insularam, in ijiari

: ífidico jsitarum, lustration^' quae sub rti;_>


9

ficem VII. ac.Rqgê iVtagalfe: item «fe mmo

boffl.çibus, ^|.monbuS ¿usdfem poputó, anissune

babes hiç opus- quarundam historian;

(juas ram ynipií typis nostris ex antiquo'®

ícopto ^Implari w fuulgani«ui

H ; , '. '..'K^fc^ g u I ;

| m j/Ukt atme- D. M. X X X I I I »féV ; 1

0 P ec l 3 ff prel mn , i49 pp Vrrç

B ^ ^ f l - • • r H

A 'fl. iI inii. contém ô titulo 1 '- m ff , - HH

ifliSif

H H W È È È Ê « 1 H H

^.,PE?cedido5.d? um H H ^ H H H H H ^ H

m h n i r a n

H M » e< %i°' erl « mal O H l « de Rom

• • 11 | S H 8 B —

• H H H H Ra f h ffiem Sanxu m • ^ H H M M H H H

e na fim M a ffi^^^H R S « ••

Sffl e a I — M i ^ Hip, I t l g f -

pagv • HWMHHHHkBB Innoíeií(ii;íBton>o II,

n, 4S6, ..Egfe,' paft^cotóép : uma relação daiepibai'


120

H i 4f) "impw§flt>rg^waíi>®avjd ao Papa Clemente VII,

H n n 1KÀ aY^most I nies. .naqáfetlí

Joâa IIJ a Cfemente ¥11,gatada d|||j|deg

laflro -inHE:., e qáíííítí^Dawlllííl^ ¡WÍMSlf

SD »Manuel, a duas ultimes a

MHneilfc ,VII. Ne i JSKf'Kiiji ' e '"' s

*Aettó|¡S,frtMn Lusitanam indéqz I atmain lmguam

feadutá


121

Erasmo I V

.queggltóhaiii no fim ^ ^ H liVro,

H rnp&âft ftffaracteyMIi* B H H H

Si !lvro de Séneca Ludus ih mortem Ciàüdij fitc&uE, em que

UyUHCBji n ®»tro IMMWH em tyio ma® do •

no resto da o$ra M B j g de Beatus Rhenanfis nas mâr-'

*gens cm tjpo tam^hf romaniHjggL

impressão t fflt» a^munuCgi-flMtedígení d® volume

notapi-a^ nuiíierosjA^apit,^»^ leítras .jomanas,, e!

). vaijanfeif Wgajçctutas ®fita x 1

A T^èdjB^dapfe d&Xseneáé dài'®f|S Mafth

H H H E E H H B B rar!ss a, pon

,em 1478 afeiTgegp; ,uma reii | ® , 5 |y , HM

¡¡Hl » • • • ^ • H i

sem lugar nem data,» nas* provaVelment^feita'' tamfe W

v|n^-por Giov Tacuini?;* ífcgundo G ^ j »

pecialmente as de Basilea anteriores á edição exposta A pri

meira que ahi ãppareceu é de . 1515, M g jMMSÈlhtum

Apois freimpreása'

H H B B n m • exStR

gffoh; dcpijtt vem a edição de i®, occu pando o v. n^jlag ff «Kg,


122

A epístola nuncupatoria, ogtjlogo dos autores e o índice

si« ¡ h u s ¡ s e l » i l f ® ¡ wmlmm

da epístola 40S leitores ofeao em typ® aláia®« H » M M

ttndo porem,Sue II ?? gÉgÉÊS tÉf|¡§

se%»i¿ 'dá • iy-p


im

njelho e as i&ißiaes dos capítulos coloridas umas de vermelho,

outras de azul.

Começa pelo « Prohemiü » : u r ger- Reinava, então, em França Luiz XI.

•:-p||í três impressores estabejeceram-se depois na rua

St, jßcqju,es e tomarap) ppr divisa um j/?/ de ourç, como se yé

no í)pi dos Sermões de Utino, 1,477, 'e ali imprimiram muitas

obras, já então com data, cuja relação summaria se pôde 1er

nâ Histoire de Vimprimerie (Paris, 1 ^89), entre asquaes uma

Biblíá in-fol., de 1475, que foi a primeira obra d'esse genérò

editada em França. ' *

Alguns annos depois mudaram-se para a rua da Sprbona,

junto ás Escolas, de Theologia, onde se associaram a Guilherme

.Maynial e mais tarde a Berthault de JLembolt, natural de

Strasburgp, e ali imprimiram, entre outras, á x. a edição feita

em Paris das obras de Virgilio/ cum notis 'per Marteolum,

in-fol., 14925$ Psalterium ad usum Parisiensem, 2 vols. in-4.

impressos em preto ; e vermelho, dos quae» fez Ulríb Gering


124

presente .aos senhores da Sorbona de um exemplar tiradôv

em velino, para lhes servir quando cantassem na respectiva

igreja"; e a i. a edição da Venerabilis Bedoe opera, 1499.

Era Seu nome'sóf imprimiu Gering, 'e foram as suas ultimas

impressões,. -/^««. Franc, 'de Pavinis ¡Visitantium ô° Visitatorum,

in-8.°, em 1508 ; ; .e Petri- Sùbefti lib: : de cultu vineçe

Domini, &., taníbenvem 8.°, no mesmo anno.; ;

. Gering empregou no principio caracteres redondos e poderse

dizer' que as j suits impressões, depois que dissolveu a sociedade

.que tinha com os outros, em_ 1478^ 'são de notável belleza:

mais tarde, levado pela mo'da do tempo, fez uso de caracteres

jjothieos-. •(Histoire de: V imprimerie¿ citada), ou talvez para

differençar as suas edições das que, na Sorbona, faziam seus

discipulòs, então seus rivães.-declarados.' É * esta. a opinião de

Brunet.

Gering: não se fez recommendavel .somente pelo exercicio

da sua arte era-o também pela scieneia e pela probidade, que

lhe angariaram a estima e amizade dos senhores da Sorbona,

como -ainda o demonstrou por disposições testamentarias em

favor do "eollegio mantido por elles. Foi sempre muito esmoler

e por sua morte, legou metade 1 dos „ seus bens aos alumnos

-póbres -do^ Gollegio de Montaigu, onde se guardou por muitos

váhnos o ^èu retrato.

| Por " sua -morte Berthauld de Rembolt continuou com a

suà. officinã; é tomou-lhe a divisa ou marca typographical .

Para I a§ , reimpressõès que. depois se fizeram em outros

lugares do. Preceptorium de Niger veja-se Graesse, mais minucioso

a esse^espeito do que, Brunet.

São es,tes xoä primeiros impressores que tevea cidade de

»Paris. Póde-sè' 'ver a relação . chronologica dos que depois ali

se estabeleceram na citada Histoire de V imprimerie et de la librairie,

où V ón vóit sow origine


125

N.° 44. — Hystoria ecclesiasticaí

HHBK> titulo dadcSper'p'ànzer

" M ^ H Historia, latine, ínterprefe RuffiS

ffif gjjpffredun K^SardlfcMprrecta »

vêjfa fl. * ti. "V tetuH-rfev

vinheta da macâ do impWÈsor, mífiS

reprçsentadjà em 6 ° lugar, no iS®/de L C Silvestre, i ' H H

La menciona Peâro Levetí como um

dos imprëssOi||f,de Pans íégsde 1486 dffiJ^Bl

B | açtêffl'da'* H M ^ B n H o vol

WHBB P MMHi

« goittr* boi|,airéü < * ernSfeta dib^entá petn leWçt pansu

« impressa expensis Johãnis de cõbelès et prefati leuet ! Anno

* IScJÀ. pridie Irijfiyijjlfflt^iipp^^l

B B duvid í^ a dffta d'eirff impSSj «¿piada

||lmt&|e, |aMseria decerto para o algarismo» 9I ' Entretantol

Parizír, Hain, Orasse x.,i^longarp-.®t5ti; 'h0s: ! :

• í 1:«Pjiicqs gg Mïch. '-pt^itt, t. I,: pg, 52«;..Jí-

»JS^EW íWí^ffl^^^^pStAí f,' Ai, E B

igMônttaife'citada, dá todavia a list% de* muitas outras

®P»da Hisfêria. Ecp^^ui^bjc^quêlMirato tg lúiz no

N E 1 V* H ' >*•!..' I

^ O M 1 ^^^ 1 '* 0 Î01 m a Bibl Na'c, MjOip.Êή

^Prlap fíS cuja^aséign àitogj®onse/fSr * „y


126

N.° 45. — Gommétaríóirú WBànòi RaphaéliÈ Voíaturnini

: octo et triginta libri cü dupljci éorüdem

Índice secuiuiuni Tomos cíolíeclo. Iu:r àrc.onomi


127

* deçórt.eni Bruteliasy d« onde foi ¡pata Feriará 'é ahi Si

.gráafes- progressos nas linguas grtega e latina D'ãii ésteve

ípi fcyao, onde ; explicou publicamente os antigos poetas te

;J.èf®ôz e imprimiu grande copia de bons livros na officiBaSfÈ

Joaó TretHsel,,m cuja fiUiíf^^Ritl. í>ot moMe dô fegro

f.)i r»;.í:,- «m ttms. «ai 1.(99 ou. isfeMãolfâonvò fimí-âl

ensinar a lmgua gregâ; más também pára restabelecer á arte

typographica, que começava a declinar naquèílà cidàdêj tehàl

eahido no ^othlcg Eestaurôu,á. 4ótn êffeitò, impmíiuSém

bèUdS caractérés redondos, e perfeitos obras importantes; ¡eiija

relação nos ministra a Btstoire Si PlmpriWerté citadá f*'

primiu àlgümás de' sua 'composição própriãí elJèeíaltrtl^Rahmtotánta^fefiêífca

de •quâta ííBêi es autores látihos Um filhos:

Conrado BadiUs;: ,M. tááibem impreitotgjliv^çfc"''

^ I * » «JifeJ^iéqnanto um tanfa.damrçííjKidoj do

tempo, dáy bâír prova; do modo de imprimir d^sií»^..:

IVíMircj ã R>a! liibi-o-Ji

N.° 46. — Opera Vergiliana ddçfe, ét fatiiiliariter ZO A, JO-jí

í -IxjiíjsííâIScfi quífléíBjifõiica &. :Êeòrgica a

; Seruib. Donato. Mancinello: & Probo nuper

.' . addítQK ou adnotatiónib' Beltiàldinis'.'.: ab Áiii' '

güstíno' datho in feü principio. Opusculorfi,

pfêfeï^à 4'uedam a$¡;¡ Doniitio Calcierino. Fa-

; luiliariu^. vero oía Iam opera q opusçula ah

Iodàcà' 'Badio Asoéncio...

^aiíStta^tiltur a Francisco Rëgnault...

No$lm • »Mijuœ omniá mrsus ejufepress^ sût jh wdibus

Imanáis barWr,'vt(in calce totius dicetur qodicis »

ïitjyi peq , numerado per folhas, a 2 columnas na mór.

d'ellas, contendo em ama, em caracteresRomanos, o

poetas fe em óütra, em çaract. goth.,^^M5mmentario

tí aln ^a aotasr ou «Jamadas a margêmpSItiíis I capitaes I

ornamentada® njwcolori^as.

j O tit; esta .contido- em uma tarja xylographada e impresso:

fe preto, e vermelho ' vinheta com a marca do impressor, de r

fe ÍP em principio e q.ue te pode ver ila obra dè L C.

Marques Íj$0rã0htfttft, sob o fi •


128

No numero 'das repetidas edições das obrais do Mántuano

mencionadas por Brunet não se depara com esta, indicada

porém por Panzer e Graesse. Brunet,. citando entretanto a

ed. impressa ad kalendas hovemb-. M. D. XV. in Parrhisiorum.

academia, sem ,declarar ;^-nome do impressor, in-8.°, remètté

o leitor para Panzer, VIII, . pag. 22, onde este bibliographo

apenas menciona % ed. de Regnault, qúe a Bibi. Nac. expõe.

Em seguida dá Brunet noticia da edição das Opera Vergiliçma,

docte et familiariter exposita a Sérvio > Donato, Mancinello et

Probo, cum adnot. Beroaldi, Aug. Dathi,' Calderini, • Jo doei

Badii Asçensii, mas expolitissimis figuris et imaginibus illus trata,

sahida da officina de Jacobus Saccon em 1517, em 2 tom. em

1. $!ol. infol. Do confronto resalta a differença das duas edições

§¡¡1 1515, ainda maior em relação com esta ultima, apesar da

identidade do formato. Graesse refère a de Paris, Regnault,

* i5I5,Sfifol., que é a nossa, e a da Pàrrhisiorum academia, 1515

também/ mas in-8.% citada, diz elle, por Maittaire, Index, t. 11,

pag.,/ 3 27, 'CÍta,çãQ:. que ,jfá também havia feito Brunet.

Á.mda no mçsmp.aimo: se fez em Veneza, dn cedibus Aléx-

'fiágmftâ^ò^ra.' .edição "das | obras . virgilianaS,: dos mesmas

commentadores, in-fol.

^jàííenhuili •4'^stes.;bil3lÍógr. í ,]p'orém. se refere a João Barbier,

impressor donosso exemplar. Barbier, entretanto, foi um dos

máís' habêís impféÉpfès : 'parisienses do seu -tempo, cpmo.se

-pôde ver da Hisfoire de rjmprpkerie et de JaJibrqiHe, citada ;;

foi livreiro-jurado e imprimiu"obras para Dioriysio Rossç, 'para;

Pedro .Bacquelier • e para Jôãq Petit. Tinha por divisa, typo-

"'graphica umá espada com o motto.: tout par konneur.

François Regnault, cujo nome .se. lê na fl. de rosto do

presente exemplar, livreiro-impress91.de Paris, floresceu de, 1 1512

a 1551. Punha em baixo 4os livros, .que imprimia Parisiis; ex

officina. horiesti ^viri Francj,sci Regnault,' è por àivisa, em Volta

da sua marca, que era um-elephante-: En-Dieu est mon esperance.

Distinguiu-se pela gtemde, quantidade de obras que imprimiu.

Tinha dous irmãos, Jacqües e "Roberto, também livreiros.

A i. á ed. das obras de Virgiíi^,,'segundo La'Serna, h;

n. 9 1355, é de Roma, Conradus Suueynheym et Arnoldus

Pannartz (1469), ;in-fol Audifredi, Editiones romance, pag. .23,

discute a sua prioridade; a proposito da controvérsia que a

esse respeito se suscitou entre Fabricius, De Bure e Crevenna,

que suppunham ser a ¡¡j ed. das obras do vate.de Man tua a

de Veneza, 1470, por Vindelino de Spira.

O exemplar exposto consta de 2 tomos em 1 vol., circumstancia

que. parece ter escapado aos bibliographos qué trataram

da obra. Fez parte da Real Bibliotheca. ;


129

Publiiis Virgilius; Maio, príncipe. dos, poetas latinos, háscení

na aldeia de Andei, perto de Mantua,. no amo ;o' antes

Chrísto j "seu-§aè era'oleiro, segundo; alguns dos seus biographos,,

HMHi poesias angariaram-lhe a amizade de-^ Augusto, de

Meeáas, • de Horácio. Morreu em Brindes, na' Calabria, de

WH de uma viagem qtíef fizera á Grécia, à 25 de : Setembro

dó- anno 19 M M na idade de 51 annos. Seu corpò, transportado

para Nápoles, foi sepultado no caminho de* Pozzuoli:

no - séú tumulo se gravaram estes versos, que elle propti|

íorapuzera e o mundo inteiro sabe dé^í; , ';;,

Mantua me, genúit,: Calabri rapuere, ume: numl'art':ienope;

çecini pascua, rura, Iducej. ;

jS}>1 &

lí o £ Avgvstini Ric^de motu octavje Sphaer;e,

' ' • Opus Mathematica, atqz Philosophia plenum.

Vbi tam antiquorü, q iuniorü errores, ' luce

clariys demõstran%„., Eíusdem de Astronomise

autoribus Epistola.

Imprimebat Lvtetia: Simon Colinajus, 1521.

Perlege prius ;q iu.dices.

¡ H y em fl. separada,. sem num.: I Parisiis, éx edibus;.

Silhoms Colinei, e regiõe,4chpli£,ÍDecrétorum sitis. Anno. 1521.

Beçimo Calen. Maias. »

; ¡ B B 51 ff. numeradas pela frente,: earaet. romanos,

WH cap. ^ornamentadas, em preto, com chamadas tias margens. I

Branet não faz mençji d'esta: obrà,. dada entretanto «m

* bastante individuação por.Panzer, VIII, pag. ¡92, n.° 1264,_ e

, por Maittaire, 2/ parte, pag. 61,o, , e, este com mais extensão

dlfique -costuma, O.Cát,; H I H Museu Bntannico: a

menciona,-è assim Hain,: posto que ^tivesse incompleto o.

exemplar que tinha á vista jTáo que pareêe edição1 diversa,,de,30.

linhas cada pagina çheia, quando 9 mosso -conta 28 11. cadima.

I Agostinho Rilf litteràtoffl medico italiano, .pascidS no

cômico do 'XVEXeèulelH medico- do «Jr-

; diizni- alguns tratados,, ! dé GallenfS A obra


130

IXUmh^SS Wfflm H H H H

, . pormenores ¡.Miaoraes ;|ue enewa,. - !

• B H ou dç Colmes, M ainda dç Colime* im

« • • H l eJíp0Sta ' S B S i 1 vmva de H

ifflefflffll

H B H H i H H H i ^ B H f f i H H

^ ^ B B B i W — W M M

hBnShBI a M M em H H oíde I — l i

D B U • HHHÜ HHHH

HUH1HW livreiros; mas jJ§m iJjÉmpnmíra em Paris-

I h h H h S H B I • H n H I ^ H ^ H

H- e muitd B entendido B H n^'sua i " "arte M I — H H typoA I ..."lí o 1

m ^ B w t t m m HHI | M, l

ç&enm, H Hwiiam '^ilgi alhuür.A. M »eu H H

SÊÊÊB «? B 9 B (na g H r a M B H

I H I54? - BiHHttaHi H lhe m a — w

titulada &ri*inmaí


131

lii Ruremundensis. Aidditis àd. calcem I. Iohannis

Scoppae in eüdem adnotationibg.

Venundantur in edibus Iodqci Bãdii Ascensii

cü priuilégiis p'rimarke; àuthoritatis...

. Sem 1. de impressão. A data vem no fim, na. referenciai

ao privilegio concedido a Badius paraa reimpreçsâbY^.iâm

pnmü m Rranciâ imçréssis; süb Èaschá. Mf Í3SXXII1. Vt

patet in diplomafé âic- signato. — L. Ruzéus. »

In>-fiV de 16 ff. preliminares sem Oumeraç&o e ei-xim,

; nljmerâdas, de texto; largas linhas de imilressâo por caract.

romanos, lettras "eap.;e initiaes 'ornamentadas, "não';fiblõfidas;

chamadas nas margens ; registro.

.. •*» 16 A pi" e l- eontêem: no v. da a. de rosto uma dedicatória

de Iodocus Baditls; nas,$ seguintes, ., r. e metade do

v. da 6.', em 4 í8lümnâs,''à TaíuíãHn Pérsil c/mtnentâríoi;

no resto da 6.' fl. uma advertência de Philippus Beroaldus,

&. ¡-nas 3 ff, seguintes ê.*. 'da 4.«, eni toda aláfgufa das paginas,

o Preàmbttta Auli Persij fflaáí; a Vita Persit dit 'Joà


132

>19 J & N.° 49. — D. Erasmi Roterodami Divae Geiiouefae

prsesidio à quartana febre liberati Carmen

| uotiuum, nunquam antehac excusum.

Parisiisy excüdebat Christianus Wechelus...

i-J" Anno M. D. X X X I I .

In-8.° peq. de 4 fF. inn.

A fl. i contém o titulo ; entre este e as indicações da

edição acha-se a marca do impressor. O texto começa na fl. 2

e vae até a ff. 4, r. ; no v. d'esta occorre novamente a marca

do impressor.

A impressão do texto é feita em typo aldino ou itálico,

excepto as palavras Genovefa, que vem repetida seis vezes, e

Francis ci, que figura uma só vez, as quaes são impressas em

typo romano maiusculo. As iniçiaes de cada verso e todas as

lettras maiusculas são também romanas, sendo ornada a capital

— D —, pela qual começa a poesia.

Esta primeira edição não está descripta nos catalogos que

a Bibi. Nac. possûe. Panzer nos seus Ann. Typ., e ó Cat.

Bibi. Mus. Brit. citam outra edição do. mesmo annò, Friburgi,

1532, in-4. 0 ; além d'esta nenhuma outra vem mencionada.

Christiano Wechel, natural da Allemanha, estabeleceu-se

ern Paris com uma typographia em 1527; é afamado pela

belleza e correcção das suas edições dos autores gregos e

latinos. Falleceu cêrca de 1554. "O catalogo das suas impressões

appareceu em Paris, 1554, in-8.° As marcas typographicas de

que usou vêem reproduzidas em Silvestre, sob os n. 0B 464,*

596, 820, 921, 922, 923, 924 e 1178. O nosso exemplar traz

no titulo a marca n.° 921, e no v. da fl. 4 a de n.° 596.

O volume exposto traz na guarda o ex-libris de Barbosa

Machado, com o n.° 2891, e pertenceu depois á Real Bibliotheca.

¿0 3 Û® N.° 50. — M. Fabii Qvintiliani, Oratoris eloqventissimi,

Instifc^tionum Oratoriarum Libri XII,

singulari cu m studio tum iudicio doctissimorum

virorum ad fidem vetustissimorum codicum

recogniti ac restituti. Eiusdem Declamationum

Liber. Additae sunt Petri Mosellani viri eru-


133

diti Annotationes in septem libros priores,

& íoachimi Camejarii in Primü & SecundüJ

Quibiis & acqéssit doctissimus, iCõraentarius

Antonii ."PinBPôríodettiôei in Tertium, nune

ipecèns editus. Cum Priuilegio.

I (Jfsfe/á Vascosani....

' M. D. XX*XVIJÍ.

16 ff. inn. .

A fl. X inn:; "contém o titulo, ingresso em Wfcterft TO'- .

mánòs,_deAtro de utná moldura gravada^em madeira

IJa fl- 2 BB I ima epístola J5>&íp* Mirins .. Muhaeí Va&osanus

..S°. /.>., jiatad.i !'dt '•< . ¡rf. Iunms rejM ttá-r-'ffi'

D 3 mng.oeçorre M Fab'a Qvintihmi\vita., no V d'eáa tiltrma

e no anversq da seguinte, acha-se a^Tikmlcfccafitvm InstituhôMm

Oraloriarum..., impressa a 2 ¡Sbi.,- ^ifjjfe-^ifc

E B » fl. inn. HBH^BB^fln^^^^^fl^^HB^H

Vola S, impjeift. toda em typo romano maiusculo

• tAs Institut. 'orêfh, con» capitães ornadas e annotaçqés mar-

I s : E H fim d'esía iíSmÊí 1:1111

Kí^ophao. Na fl 187 vem reproduzida a moldura do frontispicio,,

trazendo nífí centro M içarca typogiaphica usada .

Badei n *JBA de^ilvestre&cinla da marca typo^phica : fsé¡ '

•I® 0 titulo : M Fabit QvmtilmMmràtoris'eloguèhhssimi De-

Wmmationes mStiW^fái; Hg abaixo t acham-^Bepfetidas^ as indM

fós®* do frontispicii^»guese o texto dás declamações, de

ff também com capifsujsj ornadas, mas sem anno^

taçõg^marginaes-As 34 ff. segmntsá| contêeift" SânnoMâes

de Pedro Mqsellano e de Joaquim Cameradgga 2cols. JSggl

Miem se 33 ffMjfc nota numeraçao ;cpm os ctoimentamns de '

primeira SEsSus folgas vêem ainda Vepro-

|B£3B| moldura {¡d marra tvpofjtfehMBab indi

edição ja mencioftaHa® ,*a impressão díeStÃfcommentarioá^é

»ta a 2 pois As ,i6 JK mn do fim égiàtêem um indi^ alphabeticodos

12®^ ãas.Inshtut Orat, a «ols No v daí

ultima fl gljgorréíamda a marca trâ&HPhica

A impiSs®® feita em t^^&jifemanqs de divâáp&tâ>- :

manhos,. sendo prinçipalmehteidigna de nota a do tako da < '1

Sficjamações, que+e um verdadeíno'primor de mti&eS^ o tjpÈJ

¿pequeno, é mujto elêganfe e perfeitamentgj,igual

Miguel gycqymo era. :giniid':dé Jodocus Badi^a^S»cunhado

de Robeftp Estevão La^ÇailIe, na sua Htst áe


134

l !mpr, ft ,le la nór-, diz. q® elle era livreira jurado, imprfJfpi:,órdinarÍQ

(io ^rei é um. do^ mais; celebres e mais no-"

faveis livreiros e írfiWessoarçs de Paris, tanto ítótó saber, como

péla 'íMé^^LV â maxima per

feição.

traz na guarda o Sm~li}'rís 'de Barbosa

Maeh.-uío, cr.-n o n."-^^;. e tó "frqiífspcíõi abaixo dà'

data,* 1 occorre a s'çguint^áta matíüíòriptà : £x %iil. 'VÊM

CarJonth-l tf 1645» %

N.° MijSjf M.^yfJ; Cieuronis Opeía. Éx 'fetri

Kctorii eodieibus máxima ex parte dèscriptà...

EiVsdett Vfctorii explicàtiòneS snarum in

Cieeronr.m, castiVatronum. Index re'rvm 'et

verbòrym,

Paxisns. vffiemeu Roberti Stepham,

M.I>. XXXVIir. - M.I). XXXIX.. 5 tems. em

2 vols. in-fol.

• S m . l ,traz, no principio 8 ff. mn. A primeira fl

H O | fituló. géraj


135

Os ¿«ufes das j :partes trázem táinbem a luesma m&ra

typtigràj)àirai quâ^ yêsjia fl, de rosto da ï&jsc^ïo.

préSeàte f jdiçaQi iiïiptessa -em 'ty^psSfe romanos «Ai

eapitaes -ornadas, e m>;avei pela «-xet-tn*.«» typographicii..

-ap texto, é reimpressâo ¿o da Sedí^So 'âgS; Jant^-,

píforr/ffs. in rffic-. f.iti&fr/IM. JunM\ 1534-37. 4 vols, in-foi.,

que 'inira siiio e*pi:rgad.o-fefeo-rrec t


136

.«, Un goût sévère Isè fait remarquer dans toutes les éditions

de Robert Estienne. Ses, caractères, • avant même

l'emploi des types de Garamond, gravés d'après les belles

formes romaines, sont, bien fondus. Les seuls ornements qu'il

se permette, sont ces belles; lettres fleuronnées dites grises ou

criblées et quelque vignette en tête des livres ou des cha-pitres,

reproduisant avec le goût de la renaissance ce que les

manuscrits de Rome et de li Grèce offrent de plus beau eh

cè genre. »

O exemplar que expomos, e que pertenceu â Real Bibliotheca,

confirma estes elogios.

î n^ 52.— 0hsaïpos the íeaàhnikhs taí2sshs, Thesavrvs

graecae lingvae, ab Henrico Stephano,

_ Cf constructus, in qvo, praeter alia plvrima, quae

primiis praestitit, (paternae in Thesauro Latino

diligentiaè semulus) vocabula in certas

classes distribuit, multiplici deriuatorum série

ad primigenia, tanquam ad radices vnde pullulant,

reuocata...

Henr. Stephani Oliva. ' Cvm. privilegio

CaeS. Maiestatis, et \ C'hristianiss. Galliarvm

Régis. S. /., s. d.y ; 5 toms. em 4 vols, in-fol.

: A il. de rosto tràz a marca typographica do primeiro

Roberto Estevão descripta em Silvestre, Marques Tyfiogr.,-sob

o n.° 508 ; no versd d'esta fl, : « Henrici Stephani Admonitio

, de Thesavri svi Epitome, quae titulum :Lexici Grsecol. noui

prasefert », impressa em itálico. Seguem-se depois : de pp. 3-6,

a dedicatória do autor ao Imperador d'Allemanha Maximiliano

II, a Carlos IX rei de Françá, a Izabel rainha de

Inglaterra, a Frederico Conde Palatino, a Augusto duque de

Saxe, a João Jorge marquez de Brandeburgo a varias academias

d'esses estados, e majis duas peças em verso; de pp.

7-8, « Aytorvm gr£ecorvm Cifealogvs », e. très poesias. assigna-

. das Th. B. V. dicâuit; de |pp. 9-20, « Henrici Stephani ad

lectorem epistola, sev prsefatio... » ; de pp. 1 - ix, « Scipionis

Carteromachi Pistoriensis oratio de laudibus litterarum Grsecarium.»

; de x - xi, « M. Antonii Antimachi de literarum

Grsecarum : laudibus oratio, in Ferrariénsi gymnàsio publicè

habita »,; de .pp.. xnxx, « Ex - Conradi Heresbachii ora-


137

tione in «jcommendationeíii,-Graecarum literarum, ,e4cerpta ».

D fMÍRümte traz '° 'it^c 1 do tomoJ^^S-cQmprehendBs,*-'*'

•BI^'iAVií^Jaft li abrangájjs hftl-fl, ma fl et'm'\

¿jiinte -'aitóitulo p-ccorré. uma; advertencia « Lectori hyivB-

lll'í Acharo sel encadernldps. em um ísó

Volume^. o mwMénilas- lettras n->£i o jy, fcomprehende \

as*tettras 4> - Q É^g quaÇro< tomosgíoímam b dicctonnano

.propriamente dít®'^

I O desftgnaçao, traz «Ititúli «Appendix

TÜ® 11 ^ 111 !- ¡í: S'Sgíié-' : V

SHsS^BI Inde* prhesavrran lin^ft gfécae, alfcHeiiric|ÍJj

gèphano ^âjistructum », que intern todas as palavras gregas

pi^Wi&poRrdem^aJjhabetláa^rigorSsa 1 »^ 1

jHgfa «ltima fojha, i^Baixo das cois 211 e 212, acha-se o

jRjgKtrd .Compilo cfaSt 5 'tome®, ,

. p„ A disposição das palavras no diccionario não segue ¿ip

ordem ;jpphájteti¡jy rigorosa. J^Rutor julgoüj mais acertado

ISWCãrJag-^ãltyj^Mimiteí^Sou derivadas logo em sfeguida

H|uas respectivas rSjfllBu Sjb4Mpnmitr^S|¿|tár mnof

ÍSSBP* de utilidade para oífettido^rofulido da lragíiaMgfega,

tpraáffipjum íncBvenieuá^ para B pnncipianl3|Bexigm o

||Í&çnno .do in¡4|M em ord,em r .. ' . ^j&qual 3 (pnmejra

vista parece descabido em juni 'diccionario; Q prbprio iíntor

jjtjífebu èssê acarescimo uma^advertenRi^qu^Slê no

coitíeço da prima», parte do irrâiçm# J

Çopiq&rtáe^ifento d'erfobrj^Sptuma juntar áoutrlE..

fío nttVmo ultóbr :

•1 I HH /. ¿l0 3 Q

— « (jloasaria dub, é- situ vetustatis ertftaBBad utriusque J*

Imguas pdgEitionem loMplejtífionem 'páijjtilia Stem de

Atticjpimgu® seu dialecti idiomafis'éommemt. Hem Stepliani

Utraque, nunc primtai in puHicum prodéunt —"lB5¿Ssl¿bat

Mem^sWfrnanus Jtfr D> L%XIII » In-tól *

rrv®. /¿rçj«« appareceu pela primeira veÉ *

em' 1572, nos exemplares que trazem esta data se lê,np|itulo,

dej. 1 .yTOSS?.-. x> seguinte « Thesaurüs tótôri Nunc ahfck

mtreM^vestigia nostía ^gsquantur: :Me dut^;' plana ;v«Sa

quae 'salebrosá '„ffiit.,

Márs tarde ''ápijarecerarir outros e.\e!iiplÇsfeppn

data, differináfe, xiíHrormmfcs, e d\z-,se qíte também

exiátem. oatPfe com aí data MD LXXX

i»o|s£%p6mplai nfclgíii®» data, e differed Jp|§|>rimei(-bs


1S8

idem "eompeníilium àffert dispêndio agitar in ea qn:t: proximé

sequitnr epistola. — 2.\ 'embaixo da oliveira, Ao higur oecupadb

•pela daí'a, •;tt?barst- u Ilenr. Stephani Gliva»., e hão tí Excadebat

Jfer.r. jStephàmis como se lê nos.de

DeterminGmiínpppEa- adata.do- exemrilarfexbòáto. Br.mét.

&poÍ0.1)df%£ el?sgrv®ç®gg de Maitíuin-, é de op'ViAo que

-hyuve diífts uliç.jo* differQiite*, iiir.4 dê- 137?, t a|£$r.tr:i r*:m

data i e jiíiga que c?ta, última é ípôsterK>r a qpoca ena

que ^sMula publmou o -seu V7 * .mo do The-smtrus de

H,epr. ÊMcvào. Kin íilmno ílUisia opinião vC-em as segciinttV

paia^a^ que s« U:eui na jlrftwnitic do verso da fí. dt* roBtõ

tio 110S-0 esenipliir « ííÉfe , er.jm ^orvc(tâQnes?et ttui-menhtliottfS",

non hi:iiésteifass, e Firmin Did@t "pSí, antes úVlle, "Ms

Obwwatque

occorrem no fim de um volume de «aa» Paris,

1834, m-gl, Jiènsam qae fesm» Junra Sí> edição "Si sffunda

mentos -dVnta opinião 'são os soguin-tos':

x ° A pubíicacão d6 ^hesitUihs %efr9q|í|liò®do tfc"

«•tfríás do "ifrijjréSSdr, é'ò

RveriS HenriqjR L'JI'BgMlillo'tinha meios nem necessidade

ds fazer nova- edição; 2."H folhas reimpressas «ta 'distribuidás

eqm desigualdade «m todos ijxemplarsi em fiMbram int

tmiju/.ififlí. na limitado, e em taijos osfaemplares

; exist^%ten(fi partes qte ¡pertirfgáíh a edição de 15 7 2 J ' e3fB:

IOÍ"|ílÉÍilÍO?"ÍtÍBiM / oneres» ,-d« muitas falhasv eín numèr®

çUfóiguaia,. 1'oi -fe-ita-ífiaira «ompktar cwniplaris, repárçíidtpse

modo '«^os de 'efflita nai %i?agem ou\pèrdas»«»das

por q(uvlf|tu>r acciciinte; 3." ei ho-.ivusK- .soguirtia edi^j;^:

uutor l-nria «i t:t;s^iriim>ente Ibilo as (¡írret.(,'õfs t: eiiunáus in-

«)ispi'Hsavois. que ,promettto.jptiiMiear.-á. partemas -estassel®

recções não eB60Wfram tid|i:esenaplpiras .«sem tdataj 4,'as

paJayras ¿0 autor, 4ue parecem indicar edição f estertor a. Í1572,

"• ÍÉÍs)Íg$W i' Henriq'Vie , Estevão-, -tendo . feito uma

dáspeti -eíínsideraTOl « infruotifewiffjpa» ®nípletar bs

extapiar.es, justou náo offender a verdudc •qualifiiaiu-io-a de

sígHni ediçsaj com e que procurava çobrir o iefetit.


189

Não obstaritè todo p peso d'estes argumentos, pãrèèe mâis

acertado admittir a existencia de' segunda edição, á qual pertence

ó n^oVexemplar, *s"éguirido assim a opinião dê Brunet

e de Maittaire è aèçèítandò o testemunho- doproprio autor.

Esta edição é posterior a 1.5 8o.

Em relação aos exemplares datados ; dè 1580, Renouard e

Didot pae julgam què, si de facto existem, é uma simples

fraude 4e livreiros muito frequente no commercio; reproduziram

o titulo com uma data mais moderna para fazér acreditar

em nova edição.

Aã duas edições não trazem lugar dè impressão ; mas Ô

autor dõs .Aíriíiales- de V linpr. dês Èstíeniíe - suppõe ~


140

N.° 53. •— Isaaci CasaÁ|ljoni ad Polybii históriarvm

Librüm Primum|f;ommentarii. Ad Iacobvm I.

Magnas Britaniae Regem Sereni^simum.

Parisiis, apud Antònwm Stephanvm...

M. DC. XVII... ,

deSfiS 212 pp. mrn.

:;N§: fl. -fié 9>sto|*S)tie a^marca^^^feàpffiiHdos Èsté-

A l f e m legenda « H altvm sapeje x „^leguem-se de

PP- Í. m » uma epistol^W^M) frimtil| 1. de Gráyèlle, Dy'

Pin, Iflfe», e, no verso da -pàg. iij-ísídÃfltítoremi monitvnj

» O jjfx.to,'sob nova numeiação; v|lÇkt?a pag. 212, na

Ü ^ H f f l i um extracto do privifegíMoncedido, em 22,

dè ©êzeihlro de 1616, a(,Çlorencia EstiennSvrava de Isaac

'Casaubon.

A mapf|S||P|è 'feita em ty)pò ^romano ,com algumas capitaes

ornadas, as citaçffes do texto, ide Polybio impré&as'

em cara ctètcíte^^ffim-^ireviatums.!'.

. ..Antonio EsMag, filho de Paulo em Gê 2 }

nebra étn 159^ e falleceu no lái^ital id^^^^em' 1(174. -EÍ"

^fcerecendo-se^n^a ultima cidadã *'§fi^typ^aphi|8

durante mais doflímcoeM annoJaBu-upando^utccssivamente

^^teírg^s dp ii$imá^@i«|i rei dês^Sióis, adjunto da eommunldade

dof impressores *éra'' 1626, e syndicahém 1649

Em 1664 deixou de imprimir, tendei' 'passado «por grandes;

emíaraço^ícioínm&mes : seu filho Henrique, tque olatrfera a

seíbrevivencia rígj$Sa£go de imA^br do Têi, auxiliou-o na;

desgraça, fall|»ndj||Breiii estall® 1661, Antoijfl^EÍstevão,

•111) Jia v «iSria/peideu a vista e VeiuKmorrer no hospital;

na^idailB. de ^a annos *

Entre as sjíá? ediç^gtisitâm-se* como melhorei : as^f^âr

' ! publiêítdàs.'- pbr Frimtnn


141

No V. ;da fl. dei rosto traz o ex-libris do Abbade Barbosa

Machado, com o n.° 2,753 ? pertenceu depois á Real Bibliotheca.

N.° 54. — Histoire des plvs illvstres favoris anciens

et modernes, recueillie par feu Monsieur

P. D. P. Auec vn Iournal de ce qui s'est passé

à la mort du Mareschal d'Ancre, sur l'imprimé

a Ley de, chez Iean Elsevier Imprimeur de V Académie.

c IoIocL XI.

In-12 de 8 ff. prel. inn., 514 -121 pp. num.

0 titulo occupa a fl. 1 inn. ; seguem-se 6 íf. inn. com

uma epistola


138

Bíüiiet considera a m->%a--'ed!çft.o e outra de í êóo/ que não

enôpfeírámos desertpta, lts reimpíjlsâes" da & • 659,

in7i 2, gue para BjBijR mais procurai® 11 M a miSBaffiR de

ej^ântrar-Selfi Outra edição deWMi 677PIFV«|ÉSri-T 2,mB

||||1£ por Lciii\í'ê4-"teiji j óúe© va&r^-,

Barbfi dá a eâ"iç&© de 166 ijKBSjSmpressa à M^wÊÊm

f.imprífr *',. Jean --Aissini. |||^imido esta,

-opiniâa-é a indicação de Bruoef, TOvemo^ cepsidôrar a edição

exposta 1 èórto. uma çoritraíkeçla da -de in-4. 0 , fèita. em

Paris pyr u::', Ii.vct-iro (.ini 1 ^'(:lo. aimki apptirç-i-ea

«.-siiui»;;! com o. titulSi;' ífe&feÁitó^

M. /). /'. Ami/0-ãam,. An/. Af/aiitfr (/ 660; ¡11 1 H

Faz parte da, coUecção Manuel F-prr.eir^ Ls)gds, adquirida

WJa» Bi^ptli'eca^^^Sal em Março" de- iSrefrí

N. ? 55•• Cornelius Ncpos De Vita exeellenr

tium Imperatorum. Ex reiognittone Sstegh. Ãnd.

Philipp^.,

Lutetiae Parisioruw, Typis Josephi B.arbou,

M.DCC.LIV.

In-12 de 24-342 pp. num. e mais i inn., com i est.

gravada a buril.

No começo do yolume, de pp. 6-24, acha-se uma epístola

« Dionysius Lambinus.v. Errico-' Valesio », datada « Lütétiae,"

â. d. XIÍ. Kal, Êecemb. Anno à Salute hominum genéri data,

M.D.LXVIII. » Seguem-se depois, sob novà numeração: «Bè

Cornelii* Nepotis vita et scriptis" ex j&erárdi Jöannis Vossii,

dê Historieis Latinis, Lib. I. Cap. XIV », de pp. 1-9; « Auctorum

aliquot testimónia et judicia, qui Gornèlii Nepotis meminerunt)),

de pp.' 10^24 j « Séries excellentium viíòrum,

quorum vita a Çórneliò Nèpo£e scripta» estpp. 25-2,6. Äs

vidas dos varões illustres oçcorrem, dé pp. 17-263,''e nó fim

encontram-se : « Gornèlii Nepotis iragmenta, quae fèpèriri pptuerunt,

omnia: olim summq Andrése Schofti" studio ? collectâ,.

nunc récensita, emendáta, & álicubi aueta », de pp. 265-288 }

« Ghronologia Impp. Graecias apud Cornelium Nepotem, oíini

• ab Andrseá Schofto concinnata; nunc passim correcta, aueta,

& interpoláta. Accesserunt Series annorum Catonis per éumdem

Schottum: & V. €. Henrici Êrnstii Ghronologia Historias

T. Pomponii Attici », de pp. 289-324; « Index rerum singu-


143

rií ví^JNf Iwlot editienum; Comelii Nepotis

de Vita. «xcellentium ímpetatorum u, pp. 34o-,42. A se

lute 6 ' H B eensoris * Regií approbatio, datum

Soucha^ Prll 'l 74 ? § H H pot jotó. H H

• A estampa, gravada por Et. Eçssard segundo e N Cocfcm,

representa yma apotbep^, aa autor, çujo husto, dentro

de um escudo, se, aqha sabre ijçn^ columns, sustentado por

jffljos. A composição, elegantç e . piuito nitida, è girabiiente

ieita em typo, efreyir, cop capitães orladas; no copieço das

£5 piographias ¡qecqrrem vinditas gravadas a buril com os

" ,,t , os dos. íçirões biographadcK, o nesta partp dâ'Wito' ha

também algumas ymhètaS li mus.

J03é>Cíerard Barbou perteíce a uma familia de imprestóes ,

notáveis- pela correeSab 'e elegáaefe: de suas edições.' O primeird-d-elles,

João Barbou, estabeleeera-sè em Lyãó: Hugo

Barbou, filho do precedente, teve sua officíaá em Mmogts

Uutros membros da • familia , estabeleceram-se ett Paris no

começo do seeulo XVIII, como impressores i livreiros; mas Èâo

pouco notáveis.

I J^U , Barbóu §«ccedetj-lhes em 1746 e ligou seu nome

a uma bella collçççãq, dè clássicos latinos,í.iionstante de 76 vols.

m-i 2, da qual faz parte ô gxemplar exposto.' Diz-se que foi

o atteade Lenglet-Dufresnoyquem projeètSu reimprimir em 1743

as Relias edições elzevirianas dos clássicos latinos Jíriíciada a

publleaçaô p0r uma sôciedade de typographõs,' foi mais tarde

eontinuada por Barbou, qué comprou , as edições já publicadas.

U nosso exemplar traz nã fl, de rosto .a márca typographrea

aos Elzenres coitt a legenda Nm sotus.

A José Gerard súceedeu seu sobrinho Hugo Barbou

em 1,789, e por morte (1'este a officina foi adquirida por.

Augusto Delálain em i.808. . *

0 exemplar pertenceu á Real Bibliothéca: ^

N,° 56. — Puhlius Virgilius Maro. Bucólica,

Georgica, et Aeneis.

j Parisiis, in aedibus Palatinis, exeudebam

. Petrus Didot, mtu major. M.D.tC.XCVIII

Reip. vi. .

In-fol. gr., de xt^gjr pp. num., com 23 magnificas 1

gravuras abertas a buril segundo Gérard umas, e segundo


144

GifodeWratçjs Bella^edição de luxo, imp*d|a f c |P rl 4|fV de

irrèprehei*ivel nitidez, em. M U M M , redondoa^optra%,

papel, largas maarg(S)5.H I HB^BHI

Só nc|p| exefitolar »xr^pp^prel. gontêemáama, adverteheia

d,o editor" {'Qfia^-M^ Sp?" S. D

A respéífo fláp ediÇão Bru^eflH|

« fdiçao lao&commeiMajH pela iuígxtrema JSbrrecção

¡¡t>mo í&a'' -iBí^l^^iiâ^^pS.^t^^^po^íiíS^^I

H gravuras,


145

* Paris, uma "das&idáaes 'do velho mundo éiii que primeiro^

®f*eieieeu a marávnhdsa arte de impressão e onde ellâ.

pfcHfegou~# mais alto grau ikfifeerfocQamentiS 'esplendor,

muitlf* deveu a família Didgi'umà dressas afamâ^as familias

de typographe®, cujos îloiHes^'se perpëtuahi na historia e se

succ|lift por longa sgrie' de l)iac#g como $s dos Ëstevaos,

•doS Plantin»_d|||iElzevi^St^®« Juntas, dos AlfiKgd®

GíyjM? mm fc


146

Barbou, ^ Coustelier, Lottin, Anisson Düperron, guilhotinado*

como aristócrata ; Momoro, guilhotinado como demagogo ;; e

fecharemos ésta longa nomenclatura por um dos nomes mais

gloriosos da typographia fránceza, o' dos Didots, cujo estabelecimento

como livreiros era Paris remonta ao reinado de

Luiz XIV; o peso d'essa nomeada européa è nobremente

sustentado hoje (Deschamps publicou o seu Dicc. em 1870

na casa Didof) pelo nòssô respeitável e douto editor, o

Sñr. Ambrosio Firmin Didob, nascido em 1790 (a 20 de Dezembro),

tão excellente bibliographó, como hellenista erudito

e ardente colleccionador de livros'e estampas. »

O artigo que consagra a ésta familia ou, antes, dynastia

de impressores, o Diccionario universal de historia y de geografia

(México: 1853) é tão compendioso e succulento que não nos

furtamos á tentação de o transcrever na integra:

« Didot: familia de impressores-livreiros, francezes, que

muito contribuiu para os progresssos da imprensa em França:

o primeiro d'esta familia que se distinguiu foi Francisco

Ambrosio Didot, nascido " em Paris em , 1730- (Janeiro) e

fkllecido em 1804 {a 10 de Jtilho). Estabeleceu em sua .casa

uma fundição, de onde sahiram os mais formosos typos que

até então se tinham visto; inventou um instrumento proprio

para dar ao corpo dos caracteres uma justa proporção' e publicou

edições admiraveis pela correcção do texto, entre

outras a colleeção chamada D'Arto.is,' em 64 tomôs in-i8.°,

e uma Colleeção de clássicos francezes, impressa por ordem de

Luiz XVI {para educação do Delphini) em tres formatos,

in-4. 0 , in-8.° e in-i8.°

« Firmin Didot, filho do precedente, nasceu em Paris

em 1764 e' morreu em 1836 ; trabalhou de accordo com seu

irmão mais velho, Pedro, no aperfeiçoamento da sua arte e foi

o primeiro que fez edições stereotypadas, em 1797: entre as

suas edições estimam-se sobre 'todas Virgilio, - 1798,' in-fol.;.

Horacio, 1799, no m esmo formato; os Lusíadas, 1817 (edição

do morgado de Matheusy, a Henriada, 1819. Firmin Didot

cultivava também /.às lettras; devem-se-lhe expelientes traducções

em verso das Bucólicas de Virgilio, i8o6; àos ldylios;

de Theocrito, • 1838, e uma tragedia, Annibal: foi eleito deputado

em 1829 [aliás 1827

Completando estas indicações biographicás. áccrescentaremos

que Francisco Ambrosio era filho de Francisco Didot,

primeiro do nome, livreiro, amigo do abbade Prévost, de

querii publicou todas as obras. Nas ¡oficinas de F. Ambrósio

é que se fizeram, em 1780, os priméiros 'ensaios em França

de impressão em papel vellino.


147

Deixou dois filhH Pedro FrauçiS Didot m$is velhcM a

¡fluem cedêia a sua impren® em 1,7®, e Firmin Didot, seu

IfltaÇptei: na fiindição^de typosJ^p6sfe já distingis na arte

em vida me^mo do pae

Pedro, nátayél, al^S'dp niáfij pél•795! fixando Jres filhos. Pedso Nicolau Firmino Didot

èdiç8«s d^^S^íifíMy^P ¿«¡^||SR'i¥ot B H

inventor .díipÍRel Mn fim, e Henrique Didot, hábil gravadsj'

.e fundidor de ifypo^ inventor de uma fôrma especial ( "fôrma

meio da qual^Mundem d'wna assentada

¡¡¡gfa I5j*caiacteresj ousignaes typogiaphiclê, pára as edições

cliatnadasMiíicrosçQjiiças.

¿t*' FWibSéWrê 1 outras tejàsvq;u8|iiiprimiu, dffu'das Tailés:

de logarithmes dèXallet uma èdiçãò sem o meii® erroSJ

DaSja de 1.7tá;&átá,bãíecime4 i tó. d'esta tamiiiu cm 1'aris-.

: jegUndo 0 Dtciton -uníi&rs des ContemfiorUfns de Vapereau

Gregoire todavia, 1 1 1 . ' ¿ ' • B " t, de fyifrgríififyk, & ,

tf-remoBr a nomeada da familiaMKannoS de i^ffl-1757,

•desde F

raiic isco Didot, da. co)inmlmdade -dos '~li~jreiros

Ambrósio FirmingultiiíSi representante da familia, filho

do deputàd®'irminà D i d o t , m e m b r o

rioeas tradições


148

díffiàrtèS^ imprimir ní cafifel díi lrançi, CQlrto-||k\oiita9.|

'Sais elevado grui de aperfeiçoamento de qu%rá isu$«eptivel

'ÎîïSï'il&if^Bïtdtf €1- P-

H » ' ' 1 B ' ""ríe l ' • lu ado'q3tftí|

Lottll *» , » í" 'í 1 , ' "r ' ' ""

qfcdeven® "a bella edição de Vmgilií), Nle flue a -Bibi 'Mac

MB^m-jatenfelâ^B- '" ! i ' ..ftcjfía edtóo,'J||uma

dí 1 olpfcprimas, para empi'egariSj^lî á%gpi@ 1 teb'- |e Larousse !

qie subsistirão no mundo rio num®ro£lp' m is bello: ' motiuhonrajg

. nossa, pátria. Este homem tão

de 1853. »

N.° 57. — L'Imitation de Jçsus-Chri||jj

Paris, L. Curmer, 2 vols. ¡11-8.". gr.

« i

¿ Edição de luxo,"'ornifl¡^®> vinhetas'e molífi

efetas e diversamen|¡|||>taidás, ^®Hvariado^H'dí^nhos

para cada pagin^,^ %. , t»

: : fecedem aíopKírol. 5„ff.;inií., qifg»^«« 11 - !>

H titulo VImitahin,%e Jesus Christ, em um oval, dentro de

ulna vr.iliçta^ — i! 1, v , as m^njKões Chro

çfat— P a n s - e m gira

vinh#â "encimada jior um chapeo, epi|fppal jpitenfcado por

düas figuras lateraes, que representam'a fe e 0 *'un nPr.

— fl i $#3itaa :'k i flãaÉá ; ;iaaWB®' r^®ítro;-um^iaço

completamente em brinco o-v Weüfli 11 g o r ^ ^ H H

acham sé em branif. - 1 fl 3» v É|? m P ortlc0 |¡B£Si 0 "5 a

mentadoMsfcm varias figura*, fflhp qualité em um raH

¡ — M

fl 4 1 outro pflrti« também ornan¡te1Bd8 ¡tid/pial {gcprrc

o'titulo "Ida oval, —fl. 5, 9 | B

moldura, a'sefíiinte dffl\c*orW H Aux amis UjHMHi| PM

leur concouis bienveillant ont encouragé Bacompl#iêMnt de

uma almofada, sofríe frçktH» azul, a date'MDCCCLVl,

O fWffHmWHmBBWW 'está êm

As XII pp. iium. ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ • • H H W H H I

I pelo editor, á%ôfintpÔ»çSo, em caraçte^romano^)®

m M W I B P — — d¡gf pa,'in i-,, dentro «P nolduias

I coloiidas^repre^itarfdWSsumptS^alTusivQS «o» dísfê meies


149

do anno,' cujos nómes vêm impressos a diversas côres, em

typo gothico, na margem superior. Segue-se uma fl. inn., na

qual oçcorre, dentro de uma moldura, em fundo pardo, o

titulo da edição de 1626, que é o seguinte :

« IV Livres de l'Imitation de Iesvs^Christ qu'aucuns attribuent

à Iessen d'autres à Gerson, & d'autres à Thomas, à

Kempis, fidellément traduits. Nouuellement mis en François

par M. R. G. A. Et reueu par-le niesme Autheur en ceste

derniere Edition. — A Paris chez Nicolas Gasse, au Mont

.St. Hilaire près la Court f Albrét M. DC. XXVI. — Avec

. approbation.

0 texto occupa 399 pp. num. ; no v. da ultima existe a

seguinte insçripção, impressa em lettras douradas sobre fundo

roxo : « Ce livre a été commencé le XV Août MDCCCLV et

fini le XV Août MDCCCLVII. » Intercaladas no texto ha 8 ff.

inn.,- das qüaès quatro' são titulos e as outras quatro são estampas

representando assumptos religiosos; estas folhas precedem,

diias a duas, os quatro livros da Imitação. A Table

des matières,- que completa o volume, occupa i fl. inn. dé

.tit. e 14 pp. num.

-.0 téxto. e o indice tambem. se acham approximadamente

no centro das paginas,, dentro de molduras de côres variadissimas

e de todos, os estylos. A impressão, ém typo romano'maior

que ò do Prefacio, é geralmente feita á tinta

preta sobre fundo branco ; exceptuam-se apenas as pp. 266^267,

270-271, que são complétamente douradas com a moldura e

O texto impressos á tinta preta, e as pp. 276-277, que o são

á tinta prateada. Sobre fundo vermelho.

O 2. 0 vol. traz o seguinte titulo :

.« — Appendiçe a l'Imitation de Jésus-Christ.,— Auteurs

présumés " de l'Imitation par M. l'abbé Delaunay Chanoine.de

Méaux, Cuje du Diocèse de Paris —• Histoire de l'ornementation

des. manuscrits par M. Ferdinand Denis Conservateur

de la Bibliothèque de Sainte-Genevîèvélp Catalogue Bibliographique

indiquant .les manuscrits reproduits dans l'Imitation

et les Imprimés cités dans l'Histoire de l'ornementation des

•manuscrits— Index des manuscrits avec l'indication des noms

(lès dessinateurs et des çhromographes — Grande danse raa-

,cabre. _L. Curmer— Paris, 47, Rue de Richelieu, au premier

•r- MDCCpLVUI — Tous droits réservés. »

Neste titulo occorre uma pequena vinheta com as iniciaes

dó'editor L C ; no v. do ante-rosto, dentro de uma vinheta

assignada ^Bisson > - Coitar d ..sr.,,'..lê-se : L. Curmer Éditeur —-

Lemercitr Imprimeur-lithographe — J. Claye et L. Perrin

Imprimeurs- Typographes,


150

A primeira peça d'este vol. , Les auteurs présumés de PImitation

de Jésus-Christ, occupa 28 pp. num., incluídos nesse

numero o titulo geral e o ante-rosto mencionados. É ornada

de 7 cabeções de pagina è 2 vinhetas finaes, e acompanhada

de 4 retratos fóra do texto, executados em photographia segundo

gravuras antigas. São elles : Ioannes Gersen de Cana-

Baco ; Jean Gerson ; Thomas de Kempis ; e Michel de Marillac.

Esta peça é assignàda in fine : « L'abbé H. Delaunay,

Chanoine de Mëaux, Curé du diocèse de Paris. »

A 2. a peça, Histoire de V Ornementation des Manuscrits

par Mr. Ferdinand Denis Conservateur à la Bibliothèque

S te : Geneviève. Paris L. Curmer MD CCCL VII., occupa

143 pp. de nova numeração, e contém os seguintes trabalhos

de gravura: no verso do ante-rosto, uma vinheta, dentro da

qual se lê : Louis 1 Perrin, impr. à Lyòn ; um frontispício

Gom o titulo e as indicações transcriptas ; um florão ou cabeção

de pagina; 120'lettrás capitaes ornadas, tiradas dos mais preciosos

maiiuscriptos, incluidas nò texto ; 4 estampas occupando

a pagina inteira, , a segunda das quaes representa a rosa de

Jessé] e aS| outras très são capitaes ornadas ; e ( finalmente

15 vinhetas finaes. Ao todo 142 ornatos, numero muito inferior

ao de 200, que Brunet dá só para as iniciaes ornadas.

A 3.* peça, Catalogue des Manuscrits et Imprimés reproduits

ou cités dans VImitation et la notice. Paris L. Curmer.

MD CCCL VIL, consta de 51pp. de nova numeração e

eôntèm : uma vinheta no v. do ante-rostô com as indicações :

Paris WÈ Imprimerie J. Claye Rue Saint-Benoit, 7; um frontispício

Com o titulo; um cabeção de página e 2 vinhetas lateraes

formando tarja para o prefacio ; 90 vinhetas illustrando

as margens lateraes do catalogo e 2 vinhetas finaes. Ao todo:

97 ornatos. No v. da ultima pagina do catalogo occorre uma

erráta. • .

A 4." e ultima peça, Index des Manuscrits Imprimés

reproduits ou cités avec V indication des noms des dessinateurs,

graveurs* et chromographes accompagne des figures de Iollat, de

Hans Sebald Beham et de Hcms Holbein — MDCCCL VIII,

consta de 8 ff. inn. Traz um frontispicio com o titulo, 4 vinhetas

representando assumptos pastoris, 15 cabeções de pagina,

é 132 estampas pequenas que completam as tarjas d'essas

-8 ff. São ao todó 152 ornatos, .e não mais de. duzentas gravuras,

como diz BrunetífiSeguem-se a este indice 16 pp. num.

com o titulo : La grande danse macabre.

Nenhuriï dos ¡ornatos d'este 2.° volume é executado em

chromo-lithographia e a impressão de todos é feita á tinta

preta.


151

O i.* volume exigiu longo trabalho preliminar por parte

do editor; Curmer teve dé:examinar cuidadosamente os manr.seriptos

mais jirein'o^ÏH' das principaes bibliothecaà -da Europáj

tâes,. èomo : a Bibliqtkèque Impériale, o Musie des Som:,

veratns, a& dojL^mwhí) de Sainíe- Genevieve,jde V Arsenal, é'

Motteley, um Paris ;/a.s de Rouen, Strasbourg, e Saint-Diè,

nos departamentos ,§|e, nolilxtrangeiro, b Bntisb Muséum, as

de Oxford e jjruxellas, o a.- da AUemar.ha. Os dcsenlnidore^,

sob ' sua direcção, •reproduziram as îarj.ÎK"c ilhimihurâs'1 origi-'

nat4 dos manuscriptos sem a'.teriirào alguma,, a não - ser o

aughlènlb ',pti rediicção do "formato para obter unia medida

uniforme; e assim reuniram 400 pp. para o ti-x-to, j6 para' 6

indice, 12 pára o prefácio, 8 pura os títulos parciacs. o 6 de

grelimmàrës} ao todo:"-*442 mòldurâs ou vinhetas difierindo

todas entre si.

A impressãoldoS ornatos ípi feita com o maior jj|idád;®

Bjbre uma pedra typo*estabeleceram as divisões Mcessarias ;

p ShromograplyTéproduzru sbbre ¿ta,bas«ijraço do^^gnho

Prigih,al, fmMïïur^e trabalho de|^íl©ração, que consiste em

fixar Ipbreián tas pedras quantaÊf^LcJ as cofeV a parte consagrada*

a cada uma d'filîjs ;3ç> reunião d'estas- impressões deu •

conjtfiiéjís que a~ pedrl negra depositaria-do texto véiu ,-compétàr.

1 Quarftb 'ao^têxto, seguiu-se a traducção de Marillaç;edição

de 1626, q.ic dá eni toda i'jsua pureza uma exicéllénte

interpretação d


152

sable .pour éviter la confusion des tdés, aux combinaisons

artísfas que W|||^i|iliiiiin desenhadores, chrom'ogAphtbS,

gravadores, photographosS &

. Muito Sé tem fliStidô |||!||S1 da ^autoria d'esta ©"bra,

ella tem SÇdò attribuida a Ç. BernardeOfa S (-Boaventura, H

Thomaz dé -Kem|HÍM|j Gerseng/JiKLudofpho o Chartuxdffia


153

Henrique de Kálkár; â^UbertinO de Casai, e a Joio Gerson :

®!ffllí*aí>pareceu uma T opin|sà je&lettiea, que aitrilnic cada

livro a um autor differerftg. Parece |5rèm marf provável que

foi Thomá: de Kempis quem cotapazfSsti livf^ admiravel,

de iiricçí|®BigiqSa^^^aaprecíado .por

povos,

N.° 58. — Püblii Vinjpli'i Maronis Carmina omnia

perpetuo commentarió ad moáum Joanna!

Bondrfxplieuit Fr. DuSer.

Pariszis,\vx Typographia Firminoi'im Didot,

MDCCCLVIII.;

In ié de 2 ff mn dé^tit ¡\-xvj-4jo pp num", i fl ípn.

As 16 ff jReiffeontèem P Virgtlu Marotm QUa et Wf

úimm áãumiràtiff. O textc^Hcupando 470 pp., comprehende:

Bua0bq, pp. 1^-49; 5 1-12 9./' "Aitietdos,

jjfa) 131-425, Morítumt J)®' 427-4SfíL ^ 43 I_ 4:j?;


154

jf/Q I 1-À N.° 59. — Livre H prières' par Ch. Mathieu.

OV, 4 -, 1 ^ Mris,MDCCCLViïm

în-8i 8 ;àé: 5 ff. inn., I4sf pÛ. num., Hff. inn.Sjm

gara do texto.

Bella^ edição de luxo com ornatos de chromolithographie,

;:-,-gfgundò ;«s , manuseriptás,. da. .média idade, do VIII dKXVI

] século.

rAs S £f. inn. |yitèem : fl. r, r., dentro de uma tarjfi o

falso titulo Ornlmlnfsjiites manuscrits, em caracteres gèthicos,

fl- 'dentroÔe» uma' vinhetJ||i8palavra Prteres, fl. 2,

v., um porMgdourado, dentro do, qual um altai, ejlfsobre

t/feStá; um quadra epu branco j^d©i| anjdsSaos ladoá, fl 3,

tA3ÉL® 'mesmo portico e o* mesmoWltait''com yananlp nas

cefel: dentro do Quadro o titulo da*obra, em lettrSídouradas,

||H|f6re fundlípolfeímo > fl. • 4, r.® seguinte Òtutf^lgpOrnements

d|s baniBcrlts du VÛP, au XVf-Siècle Reproduits en

. coúléufe par B. Charles Mathieu. Tome I Prières illu»trées.'V

Pans A More!^ JHite^r 13, Rue Bonaparte, imprtsst) â-fqtiatro

^|j|toj|ijdentro de uhïa tarja, fl 5, ré®ti, em mi» quadro cèr

¿ado por uma»i|dura, a dédkãtorià : «"Dédié a í&ÍIíminè|pÈ

leffiàrdinal Mprlot Archevêque de Paris », em lettras douradas,

st lU ~'. 'fundo solrerino.

A Tablé des matières>, nitidamente impucssa a-J,quatro côres,

dentro de tarjas igualmente gjflbtidas, occupa^ pp S 4, segue

H B L f ^ na pag. c6 a Approbqtitjféû^o Cardeal Morlot, datadaSKaó

de Junho dSS858, ém um quadro, impiessa em lettras douradáii

O texto,é dividido em 7*partes, precedendo apèadVuma

!"•", um front ispieio : 2'.'', tuna e>tampa representando a-ss-miptôreligiosoo

respectivo titulo: todas estas peças são'primbiosament


155

« Livre de prières, illustré à l'aide des ornements 'des

manuscrits du moyen âge, publié' par B.- Charles Mathieu;

suivi d'une notice historique et texte explicatif par F. Denis

et B. Charles Mathieu. Chez Pàutèiir, rue de Four-Saint-

Germain, 15. 1863 »,/2 vols; in-16.

Esta segunda ediçâo foi publicada èm 23 fasciculos de

1860-63.

B. Ch. Mathieu , desenhador ' e lithographo de Paris ,

nasceu em Aix-la-Chapelle em 18x0, e falleceu em Bellevùe

em 1869.

N.° 60. — Arthur Mangin. Les Jardins. Histoire

et description. Dessins par Anastasi, Daubigny,

V. Foulquier, Français, W. Freeman,

H. Giacomelli, Lancelot. .

Tours. Alfred Mame et Fils, êditeurs,

M DCCC LXVII. In-4. 0 gr. com est.

Nas pp. in - vii o prefacio, datado de Paris,• Fevereiro,

1867, e assignado por Arthur Mangin. Seguem-se 444 pp.

contendo o texto, a taboa dos capítulos e a taboa dos desenhos.

No ;verso da ultima fl., em baixo," a seguinte indicação: Tours

— Imprimerie Mame. As estampas são em grande numero, umas

fóra do texto, outras intercaladas nelle, tendo também cotno

cabeções de pagina pequenas estampas e vinhetas, todas gra-'

vadas em madeira por diversos artistas.

A casa, Mame foi fundada em Tours nos primeiros annos

d'este século. Como bem observa juiz muito competente, não

se deve avaliar 9. merecimento de: uma casa 'industrial por

alguns trabalhos feitos ad kaç para as exposiçõès, e que éstão

muito lpnge da producção ordinaria que ella fornece aos mercados;

Mame, porém, reurie o duplo mérito de uma producção

enorme, nitida ,e barata e de trabalhos, do mais apurado gosto

e da mais irreprehensivel perfeição. Seus exemplares únicos em

pergaminho são admiraveis, ;e constituem um therouro bem

digno de ser transmjttido aos filhos de uma familia, que promette

seguir ps passos dos Estevãos e dos Didots.

O estabelecimento Mame, ^èontinúa o mesmo juiz, é, segundo

cremos, o primeiro de França, e a julgar pelos seus

trabalhos e estatistica, um dos primeiros do mundd^jNãò co-


156

rher.emos sinào Brockhaus,'de l.eij>z:g. que a algun§|r£8peiíai

lhe leva superioridade e vantagem. Dividido em dvfferêntes"

'^s^^el|^|lle||}ompreliende todãs.asoffici B 'Ív, juTÍã

SíiÃàs-á prépãí.à-ção dê um livrò, pro;priaii^uí|

dita, oílié|na de en - • , t ; jM&pfyjÃ

Wfâlíte madeira fallar n i ' ;

è^jutraS'pequenas tndu^trias particulares^ne^.

para assim dizér, pãü trablpiam srnãp..para o grandjfprod uctofÉ

e que a|clle secacpaili ligadak fcomo si W^W^K pai p|mÊegrante

d#8eu'.estabeleciinent;0 -eoios||^i:'

O exemplar que a Bibluimèca expije-vc um dos mais a@3§p

bados produetos f d||||p acredita^Mestabeleciment ¡¡^

máià^ui preheiidt? J . f^àptiva Wibliophií|i|gi| q||í||| inrpressábjí

l 4'êsta eílíraj|| Mai%iu.não foi .feita para nenhuma^qléninidade,

, ò)i^certamen industrial,' masiBcomo muitas outras, atirada ío.

mercado, -cáttiareirclb ; entretailfo,nitidez

qtie elegahdíí? e que ^üaKTáde dÉfeyp^pe de tmt^p^

Incontes'tavel|nente, ".esta- 'edição é Uma-íd^S mais bel las q.ud

j;a sáhiram dos^íélos do impressa ..

Ï /(. N.° 61v— ^'Ornement Polychrome ".Cent plancfès

/ / e»-couleurs or -üt •argenl contenant environ

, 2.000 motifs de tous%s^ styles-Art aniien et

asiatique moyen agç renaissance 'XVIMBH

XVIII sièiles Reclieil MstprwàHfet pratique

publié sous la direction det,.M. À: Racin. :

A^êfeUi d'esta moderntssima ed®o da muilo conhewdara

afamada èiSa Didot diz'cÉSnr Bri Ramiz Galyârn" I


157

; « Colleeção, histórica e pratica, ¿publicada sob a direcção

de Mr. A. Raçinet, com ioo estampas coloridas, representando

cêrca de 2,000 objectos;, da qual se distribuiu um. prospectus,

donde não. duvidamos extrahir algumas notas mais importantes:

Sabe-se que' a vulgarização das bellas formas ha sido em nosso

século objecto de trabalhos dos governos, de associações e de

amadores particulares,- imbuidos todos do pensamento salutar

de diffundir o gosto elegante e acurado, que caracterisa as

sociedades adiantadas. Muitás obras pois têem ultimamente

apparecidÓ 'sobre este assumpto, mas, umas demasiado especiaes,

outras muito elementares, quasi todas sem o emprego da côr,

que de alguma sorte é á vida do ornato • das superficies, e

muitas; emfirn publicadas por . preços extremamente elevados.

São d'este genero os trabalhos de HittoríF, Zahn, Westwood,

de Bastárd, Willemin, e dé Owen-Jones, o illustre e incansavel.

autor da Grammair'e de V ornement:

« A nova publicação de Didot differe d'ellas a muitos respeitos

: i.° pelo emprego feliz da lithochromia, que hoje ha

chegado em Europa a um subido grau' de perfeição; 2. 0 pela

attenção particular e maior desenvolvimento dado ás -épocas

da idade média, do„ renascimento, do XVII e XVIII séculos,

qüe nas obras precedentes haviam sido um pouco, sacrificadas

ás artes da Grecia, Roma e do. ; Oriente; 3. 0 pelo ,systema

adoptado de apresentar o ornato sò, sem adaptal-o.- a esta ou

aquella fôrma architectural, a este ou áquelle emprego industrial,

e deixando. pôr conseguinte a cada qual a liberdade de

fazer d'elle o: uzo que quizer, de'repecil-o, enlaçal-o, combinal-o

emfim ao bel prazer da phantasia e das exigencias do

trabalho..

« Collio se vê, pois, L\Oriienient Polychrome, obra importante.;sob

o ponto de vista artistiço e industrial, é um vasto

repositório, onde poderão ir .buscáí modelos* archjtectos, esculptóres,.

pintores, decóradorés, fabricantes de móveis, tecidos

e papeis pintados,. tapeceiros,. joalheiros, e um sem numero de

profissões liberaes. .,

' « A' execução'jdo livrõ foi confiada a Mr. Â; Racinet, que

sem duvida alguma íéscolheu éom felicidade os objectos,

grupou-os com. engenho, desenhou-os' correctamente, e com

•fidelidade os coloriu: Sob o ponto de vista typo e chromolithographico

a obra' é exc.ellente, è faz de certo honra ás casas

Didot e- Lemercier, aquella encarregada da primeira parte, e

esta da segunda. »j •

O exemplar foi* comprado pelo Dr. João de Saldanha,

actual Biblióthécarío. ,


158

N.° 62. BíSfes Saints ..Éyangi^-^ràáuc^on de

1 Bóssuet.

Librai&e HõehettíÊÊtC" M. DCC.C

LXXIII. '2' vols, in-lo!. com o rosto impresso

a duas tintas, «

' Eis aha/flafatíílb dhf^évfyieii d ido implessC: geralmente í^mliec'i||!¡

hoje :. pcí" nome

D'*ta obra-firima dar typograph¡||K c .das art||i suas ïonf

gener^^fem França, transeiÉ vt remuai aqui o i que dicë o Dr.;

Ramiz Galvão em seu Relatqrig sübre as artes giaphicas rte?

e.xposição imivçrsu! de Viemri cm 1S73 :

« Tendo resolvido Wwtà' Hachette |||-'Comp,:-J^i

cmprciiender uma' publicação, qu^à^ïeSfrnrn

i860,

teros. c . n t a ti d u que _S£iiam obje,ç.to TÏVUa (#flivros saj|ra-

P>s,|llmeçOu por escolher uma traducíalo' ñanbeza; que , £

mais de um respeito se fize9® digna dejBtençãoÇ Q nome de

Bossuet' sç/ : apresentai em primeira Inftfll . mas' 'comog|^|

celebre thëqfôgo.ë,orad Or nunca fizeia tradlicçao compléta dos

Evangelhç&1?(ísto l í •;•* Wallon^ dû^ íi|stitutt|^

:seCretario'çerpetü®Ía Academic I nr¡n * i 1

lettras,'sáWcârregfeS delrencel-.i, ®oiftegiíí®jífazt' i¿

d'estes^pf^ciosos fragmentos de încôn^estavel^rthoaixi^H^

primorosa |ingiiagem,

« Mas, a quem confiait >fílifficiUffla mferpretaçaq, plaât®

dessemelhante texto ^Segunda .diffiçuldade A P&fílha do ar :

Sflla recahiu, em Mr Bria, desenhista qujitooi sé\i raro mérito

e •É¡jf® ; elevado já conseguiu ganhar a reputação dos grand®:

pintores,, que. ¿lias pareiïl^jfiparadp paia uta comme»

mento de tal. gcnerqjgra^as a. sm^stada pt>r vçzes .no Oriente^

e ao exacto cpnj¡|c¿mentó. ¿¡Je ..tinha dos lugaie* evfeostumts-j

efe paiz. „Çjftretan.to ¿\Jr. 1S


159

MfaUie o que mais lou-ia* *

comedida originalidade, «¿fiel reprodycflâo doá costumes ainda

eín sguá pormenoj-ejgMpãrentemente in|igmficanB, ou emfim

a nobreza do majestade dst compôsiçJ||||Com|j

mui© bem dièéi Mr du Câmp, âpezar defuma ,certa familiai

ridade qi® ' é sirçao a realidade bem prdduzidHe- difficil

eitcanttar eomposiçõés históricas maBbem ordeçadai do jipe:

a fferodiashÁ&Jlesurrelição da merlina,- d 1 - • , g

Sb:«, aiCasa tíeç vettugÊ B


160

iJistancfesffií&BeíSíirio rnnm, quaiiâ£>-j < lírWsfeijüc

viam dificuldade diante -Ojío aiJfiJ^Tifram pfeclíos

ISÍMr fiaucheiel idantes-paia immnart|||B

«jivuias, que antes de serem Sníregues ap ímpressoríBai^ ainda ;

íevi^" t Segundo • ^tírrec^oes índi *

-¡Síf:-. , .Hédôuâit; ,; ' \ ' :. ;

- *

ap„csuitú 1


161

:.:. ff A reunião; d'estas 3 impressões, vermelha, preta e rpòr entalhe,

4oee,' não podia- ser /feita satisfatoriamente; sinão por

artista mui£p hábil; foi; esta a razão da escolha de Mr. Claye,

de cuja perícia estão de ha muito dando: provas os excellentes

trabalhos que de: sua cása. têem sahido.

« A impressão typógraphiça; começou pois em suas officinas

ém Janeiro de 1869^ sob a , dirécçãó especial de Mr. Viel

Çazal. Uma das grandes/: dificuldades que houve certamente

a. vencer foi o registro dos filetes e das paginas,: porque, si a

perfeita concordância, do verso e do rosto é difficil quando o

papefcê -só molhado uma vez e ,só se faz uma tiragem, muito'

mais deveria sêl-o neste caso, em que as folhas tiveram de ser

molhadas repetidas vezes e passar pela • prensa não menos de

4 vezesj,'s.o no que diz respeito á typographia.

« A isto, aceresee que a grandeza do formato e a reunião;

das duas paginas entre si pelos filetes que atravessam a margem

superior complicavam ainda mais o trabalho., offerecendo um

noyo : Obstáculo a superar; mas a dificuldade venceu-se após

numerosos ensaios* e muito provavelmente após numerosas

decepções. O resultado ahi está para ser comparado aos mais;

bellos trabalhos typographieos do mundo ;> não ha uma vfalha

•no' typo, um desaccordo de registro, um engrossamento ha

tinta.

« A impressão,: tanto das aguas-fortes dè Bida Como das

gravuras dos ornatos de Rossigneux exigia' ainda mais tempo

do que a primeira, e não era de Certo mais façil do que ella,

particularmente quanto á impressão, dos. ornatos, visto que

convinha imprimil-os no lugar, que/ lhes era reservado, pela

impressão typógraphiça, e cumpria que não falhasse nem um

millimetro.

«:. « Foram estés. Os trabalhos reclamados pela edição in-folio

dos, Santos Evangelhos, que á casa ,; Hachette apresentou em

Vienna d'Austria, .é que Sem duvida alguma fizeram, fazem e

ferão/sempre, a ; honra da typogrãphia franceza.

« Só resta dizer qué; o papel velino foi 'fornecido pelas fato

ricas 1 ãu Mar ais e de Sainte. Marie; o ¿papel de Hollanda

pelos; Srs., C. e. S. Honig Breet de Zaandyle; o que protege

a? gravuras pela casa Tonnelier Comp.; e as. tintas pela de

Lorilleux filho ; tudo,, por conseguinte, dás fabricas mais afa^

madas da Europa. ,

« Não será inútil emfim enumerar as operações, por que

passou cada folha d'este livro precioso. Segundo referem os

editores cada folha passou pelo$ seguintes tramites: foi transportada

da fabrica âo deposito de papel> do deposito á typo-

11


graphia, humedecida ütna piiíiieifà ¥e& pafá a iííipjrèsáàó dos

filetes em tinta rermfelhâ) g sfêStk na niá%hina â vajpblr, éüjaã

rodak üntádaê dé bleb e rolbS êmbêbitibs em tíntâ fêfclámâiíi

âiiida mais cuidados.; foi tirâdã d'âlii, envolvida éift cbbértü^

ras húmidas para evitar a retracção db papel; f>ósta éín òiitfb

prélo para a impressão do tixtó ; tirada dê ndvb, sêcça,.

tranãpbftada pára as officinas do impressor das gravütàã} malhada

para a imptesSãb dbà Ornaibá dô fêeto) Sêcfeâ è emfiiii

itiolhadâ segunda vez pata a írttj3jres§áb ilÔS bifnatoS dó Véfsb.

Gadà folha ddS Evangelhos* pbr gbfâségüihtê* foi . tóblhadá três

vêzes, oito passou pela pfénSá, è 31 pèlâá mãos dbs b^éírariõá:

Imagine-se agbra que cuidados nãb foMili pfecisoS, qüfe zêlb$

- que delicadé-za, "e que pêriciã líão hbüvê iüistêiy. parâ 'êfitàí

que uma só mancha viesse dêsfirttiãr eáta prbdübçãb typógraphica

digna dé admiração pbr tbdbs dá titülbS-.

« Seu custos sobe açíiiiã. dê tirh rdilhãb dê fráhcoã* qtté

podetA calculâr-se èin dê nbssa ttibéda* é b fè 1

súltado financeiro 'da eiá^fezâ dàtâ àôé editores uift ãjnfcil dé/

3ob,íD0@ fr. òü ãindâ que se véhdâ a èdiçãb

inteira.

t< O que resta a coiicluif-sê é tjüé á feSââ Hkchétfe tfâbálhbü

pela gloria* é íiada ffiáisj êstã gloria óbtêVe-a* jâ {>elb i/lzrédictum

do jury internacional, que lhe conc.edeu em Yienrtâ ó

gránde Ehrèn^DtyloM) já peló fcbhséiisb unaüiiiié dê Quantos

tivérarti oceasiâb de examinar éStá Vefdadêífã ôbrá-J)rihia de

typbgraphia. >)

Tàl é a bpiníàó dé' úitt jtdíi^cçiâpetêtilê áoBré.ó magiiifieô

éiettiplaf qüé eipbnlbs sob 'o h. b 62.

 éstâttipá e^bsta. è ümá dâl niais tjêlM f rèprêsêiltã

Jesus Christo na Synâgoga* 'entre dois doutores, cüràndo õ

homérii da mão sêcóa Ou résicadá.

Estampa. gravada á aguá forte por Celestino Nanteüil segundo.

desenho dè Alexàndrê Bida;. sem dátá f Sêm lettrâ.

O fcabeção da pagina segundo GarlbS Rossígtieúx, gfávãdò

a buril por Leão GaucReréL No meio uma vide com folhai e

uifi caehb dê uvas; abs lados ramos de figüêifa cbm folhas e

| íseiú data e sem letfe.

• Á lettrâ capital I> êeguhdò RbsSignèux, gravada- â bütíl

pór Gaucherêl, enfeitada com um ramo de .flguêirá cbm fblháS

í e fructos;. . • ;

O exemplar ifoi comprado em 1873 feíò t)r. Rãhiiz

Gálvâó, eíc-BibliõtlieóâTib.


ll33

LYÀO: LYGN.

fí.° é3.'r4r (tôiréér liistorial.j. •

C IjigSúmtm). ^ A

Sem m dê rosto hehti tiíü-ib: -(trLfAr tftckfr- J-.

fíi-fol. de 14 ff. pitiiiii. e 2.17 inn.. a dtias Lòldnihas I'ii- '*

sãmente separadas; de i8 11. c.ltl.i pag. chtS®-Wáfct; • B C'/


I

164

muitos livreis ¡¡¡»lie- pubhcfdfg porq x „ » U H |

da trad démZ Testamento j?or jSpf Macho e F. /Parget:

Irnh-imeiM^lto dictãm&te ^ H H ^ ^ ^ i ^ ^ m S H

• A « Í? »• i. P° uc0 mais; ou

mencte*JÉp(rti2Íf nqjJ^TW *ée H e m -

j " ffl no cçfl®.»ao d®,

* v (mdan íe tãMrafMeni'êhru>W, de • • Barth. Buyer

vem qlialiíí ' St l • .w* . B |

da 0©r o, titulo CpMC°

'"•Fim^Rulum finalls i^nbutiontó'MMitum::per .. mf-

v fflijHS^fi^^^^^^^^flS J l


165

inn .


m

PiSlUi notável typ&wpi» jrêm jffl^H^HH

Nicolau "y^iii^e.'ae: BëgsShçim \ Marcos,l&piiihart, de Stt^sburgltei^

jjBj^SljjuS Hœs e

fîlbri, ; sãl^^^^K^^^S; Hslià; 1 . tiffî W - também'

ailetiS^Kpeírp ' ' '

BatUndk%, d? fíafô, {M> -^^SSK^ 1 ^® 0 ^

Treschei, aiienjão, impressor daSÍN i^B'WSï'.SS

«WBflafcilsSÊfeS^a^

]a àquî s£ tratou Sas filhps Melchior eSastar foram também

impressores nS mesma cidade* " 1 t '^

Estes e "outros mestres insignes da arte em L^ãb,

ram n*a aQ içais alto grau a que po'di||Pla chegar rfqs XV

e XVI séculos J " ^ «

a jtò XY século, diz Montfalcon, a impreifsa, hoife^

.•Slimenttwa' um* parte da" Europaygin^g^^»'disS^ã?

fçiraí, as fiabulas dai que gosavam, SjseguraYam as e

à que foi depois FráÍRkíbrt e 'é hoje. Leipzig,* is|o égcfàmporió-do'*oûmpeifcio

de livros do mnnddf leltridô, très séculos

dépdis 'vSáB reduzida 'a* trinta"" tj^ographtas." que' não

lhavam muitafe-TÊzeS por falta cflMfeu f hpjí embaía pos

suira dia trinta p^fiffilIl^^TOls}- "

.'. Q exemplar que a fiibl. noteyçï pela Micatieza;

do. ty,po e nitideï 'aã", mão de obpa, pprtençem« * Real Bi

l>Uotíi


leí

parq a sastPj. preliminares, 141 num; com lettràs: romàna^dè

texjq-é uma - inii. ne fim. .Nesta vem uma Spàf/pfe áe Jòâpl&el

Regãis zMpauto CornôlMÊ &

fíó Vi e ütii da i.\u tl.Jt.n$dmu'in idlüi/ia f&jmms^Grkêi

fim e^pensis fatmçsji vird^ Guilielmi B^qnl^e.

NV. í. de. \(>st(>, . a marca da editos,

(/cutt im; m^0gw«yna ^J^^snpffie't ¿íà®,

ifprèa .¿fti^jiem 9 n.° 4S9 na obra de SSiyãfire, com o acíresV

çji^o jli de ffeç^ dg fo monograinma.

íçvs reimpres»® inmediata, da qual diz Sr^esse>

¿-./.ir A ed. de 152-8 /'« e i»-fof., saliida dos mçsmçSrelqç,annunciada-?po»

igffcitftafrf, 111, coincide

:v¿k£ent-c com'a mkçsa,

¡jj. H*jv 1 s de Ovidiç'tiradas isoladamente, imprimiam se:

1 primeiro as Mèicigtlum Epistola ; | ÍJas

»lídatá prova-wlmente de i4fa\(PÍbl\^emerWa, pag. 204).

Das suas abras'Smpfotas têem a prioridade *a de SaÉiesqr

Azàguídtus, [Eçmptensh... « primus m sua ciuitaie artis impressorie

mentor », 1471, ¡»-foi-, 5gt a deteRoma, do qieçâl

anno, de Swgynhfynt et Pannartz, 2 vol cuja descnpção

inVie. vej-se gnp, Bçu^eJj çwrçw.uq ijãft fe»- mg%çãó jfei

WSÇMí-, Rigíi-fSft 4? « ed- í«' Azoguidius to 1.*'

livro que.pl ihaprimiu'em liwlonlta.

d^ç, primeiras ^npjej^ej fete. êm tyâo e do

«ftç de imprimir,'

4 ed. éas Metainorpho^tífcjilê^a iíiblhitj^cjV. Nacional

apre^çhta BBi, ffimo se Vjê, ímpfçgsa po® Joãq On^pim, cujaáj

mdicaçoej tnographicas faltam nas obras espe&aJSFISnao* lhe

3S5W as do .ÍBipijessOTj jurisconsulto e titteráto; do

ujcsinp voi;\e, v-íU.'jral de Ásn,,-,


168

Silvestre reproduz com effeitò, sob Os ri. 08 794, 795, 796,

891 e 1004, ésta marca ' com modificações de umas para as

outras, e diz :

« Crespin (Jean), libr. et imprim. à Genève. 1550-1571. »

A Biographiè UniversèMe ancienne d moderriè, t. x., que

o dá fallecido naquella cidade em 1572, tendo-se' nella' refugiado

em "1548 sahindo dé Paris, não faz menção das Metamorphoses

como impressão. sua.

O mesmo se lê, posto que mais resumidamente, na Nouvelle

biographiè -générale, publ. por Firmin Didot Frères.

Tanto em uns como em outros 'as edições de João Crispim

vão de 1554 até á. época cia sua morte, indo mesmo além

d'esta o diccionario de Larousse e as obras de biographia

citadas.

Em resumo: . não saó muito claras e seguras, as noticias

dadas pelos, especialistas ¿ sobre este typographo.

O exemplar que se expõe pertenceu á Real Bibliotheca.

el/0 ob *** R at i° na l e diuinorum officiorum: qui-

. buscürti'qz sacerdotibus: ac singulis sacramentorum:

et eorum que in ecclesiasticis aguntur

officijs rationes scire cupientibus perutile: editum

per reuerendum patrem dominum Guilelmum

Durandum quondam episcopum Mimaten...

(Lugduni) 1536.

In-r4. 0 gr. de clxvij ff. num. pelo; r. e .9 preliminares. sein;

numera^äo; a duas>eolumnas;; caracteres gothicösi; lettr. ca-:

pitaes orriamentadas; • annotates marginaes;; registro.

A fl. de rosto e impressa em verinelho e preto; o titulo

estä contido em uma tarja xylographada.

No fim: « Finit -Rationale diuino'ru officiorä... öbnixa elucubratiöe

magistri Boneti' de locatellis bergomensis ; correctö.

Lugduni in edibus Nicolai Petit et Hectoris Penet consortia.

Impesisqz eorund© Impressum Anno yt supra. » \

No v. da fl. de rosto öceorre uma carta, de Johannes Aloisius

Tuseanus,. auditpr da Camara Apostolica, a Petro cardinali

Tirasonensi, encarecendo o merito da obra. As 9 if. inn. cönteem

a Täbula generalis et summaria 'tptius öperis. Cönv^in nOtar

que a i. a fl. do texto tem a numera^äo deFo. Ip^.com o tit,

Prdemium. Este come^a: « Incipit Rationale diuinoruz officiorü


169

éditõ. per... dium Güillelmuz Düfandi... qui çõposuit speculum

iuris etpatrum pontifieale. »

Como se vê, neste final se contém uma referencia a outra

Obra do mesmo autor.

No. y. da ultima fl. occorre a marca typ,. do impressor

.•conjuntamente.'com- a do livreiro : marca que se pôde ver sob

0 n.° 336 ná obra de Silvestre. Nicolau Petit e Heitor Pénet,

impressor e livreiro, floresceram em Lyão de 1534 a. 1545.

A edição que a Bibi. Nac. expõe do Manual dos officios"

divinos não se encontra mencionada em nenhum dos autores

de bibliographia; mas, como se verifica de iodos elles, meíeceu

ã obra de Durand numerosas reimpressões e foi das primeiras

divulgadas pela imprensa logo depois do seu invento. A i. a

edição dó Rationale divinorum officiorum, referida por Dibdin,

Panzer., Hain e outros, é de . 1459, in-fol.,,« per Johannê fuSt

ciuê Magütinuz. Et petrü Gernszheym.'» Esta é a : única*ed.

de que . trata David Clement na sua Bibliothèque Curieuse,

vil, que a classifica de .extremamente rara. É a proposito d'esta

edição discute era nota si seria ella o i.° Ou o 2.® livro impresso

em Moguncia, e conclue que é o 3. 0 Pinelli também a

collpca na categoria de edição , prineeps: Est" vero, diz elle,

' liber ob insignem raritàtem celeberrimus.

Em Lyão foi elle impresso pelà i. a vez em 1481, per Martinum

Huz de Botvar, in-fol., caract. goth. Teve naqüella cidade,

para,só fallarmos d'essás, mais as seguintes reimpressões: —

Magistri Boneti de Locatellis. Bergafnensis' correctum... 1499,

Ín-4. 0 ; — 1500, sem nome de impressor, também in-4*; —

elucubratione magistri boneti de locatellis:,.. correctum... et Impressum...

per-..\Stephanum Balaud, 1508,, in-fol.; — impressum

per Jacobum. Sàcon, correctum ainda obriixa elucubratione

magistri Boneti de locatellis, 1.51 o, foi. ; — id., id., 1512, in-fol^

mènor; impressum.-.. per Jacobum Myt, corregida por Bonet,

1515, foi.; — impressum... pelo mesmo Jàcob Myt, 151 Z, fol.

O Catalogo^do Musèu Britanniço menciona ainda uma edição

de Lyão de 1565 em 8.°, sem declarar ov nome do impressor,

e Graesse, depois da numeração 'das diversas reimpressões dà

;o'b'ra, 'cççhcbie-: •'

. « A ultima- edição do Rationalei,divinorum officiorum gpj,

paieceu': Lugd., 1.672, ín-8.° »

Hain, ; còmo observa Brunet,' descreve no seu Repertorium

43 edições do Rationale de Durand feitas no XY seçülo,. das

quaes. 10 sem home de logar nem de impresso||jnem data.

Referindo-se á ultima edição/a. de 1672, diz ainda Brunet:

« Ultima ed. do texto .'latino d'esta grande obra... »

' Segundo Panzer, citado pelo autor do Dict. de bibliologie


17Ó

catholvqm-, só nó século XV; teve ella 38 edições^ e mai,s $

de 150Ò a 1536, além de uma em francéz.

Acerca dós' principaes typógrá|>hos. de Lyão é daç intrpducção

e desenvolvimento da impréns^ em seus muros, ^a aqui

se tratou sob o n.° 64.

P • que % Bibi. Hac- apresenta dó Manual de

Durarei pertenceu á &çal Bibliolheca-

67. rrr Vita Jesu Christi... ex feeundissimis

, euangeliorum sententijs... per Ludolphum

de Saxonia... çum ma^ginalíbus àJBpferfe^rt

t^i^... aç ^anct^ An^ie yita^ s.umrr\is(qz (ii^i

joaefyim laudihus... 1537.

lM-4.. 0 , com régistro de 8e.°, a 2 çolurn., caracteres gothiços,

em vermelho ' e, preto o. ti'tük>t e a i. a fl. dò texto, numera$p

por folhas, com duas estampas xylographadas, lettras Capitães

é miçiaes, allegoriças, notas maírginaes (como, no tit. Sé dççlara)

>: >15' ff. ihnumeradas, preliminares,^ contendo, à ThÒitki

'àlphabetica das matérias. Nó v. da fl. de rosto : « Epistola.

Jódocús Badius Ascènsius dnp Petro Rostano. »

No fim: « Uita' dni nostri Jesu Gbristi graphiçe p retígiosum

virum Ludolphum cie Saxçmía... cum ... tãbúHs. Lugduní

coimpressa Sumptihus honorat. vir. Jacobi. q. Francrscr


171

que; jím (Telles, Silifipf, íali njsçido eiíi ^oJfrSjjfÉl a píó-?

6saa da ;497 a 1517 Seus stósoíes e lerdarços imprimi

nní dos biographos da família

Ádírrádetrij. (afira impressa pejbs que IP seguiram o a colite ?

çtç de Mau,-de IfiT Iiiflhf iflijIjB«lil»). D'ali passaram-se

outros para YYtre»i. QutrS;ramp 'da fàniilia viveu em

Hespanhá .(Burgos e Madrid)|||nde deu á ,«taíuS"nÇ""corrér

gm XV4 jue.ilo; diversá* obra.s, hoje raras'. *'•

A derradeira impressão Sfenhejída áés Juntas de "Venijza

MKflS-:-gkia-.iaW flt*de febribus, dotafiioMe "1657 :"

I B O jfljQi B H ^ H

rslaçfo ^ O&H MS quatro sedej da femilia.

^ n Q B ^ ^ ^ E O ÃVte B ReMuard, H ^ S I m W

edição dg que »vSMlV „ prçiet.iie (•.-ç.-én.iplar nã" wai

•nrang da ífjM

5474 (aliiét& lm>y,

' ''

S | %{a ed.içãp, diç Çruçstj ^mpre^ çgjn 0« carãet, de

l^ge^eyn, m %njpburgG>,» j, tfcojisj(}ee3,da fiftmo; a

pBCMMmja HHR S»ra-gtJom data. I A< glwãck. d$ ftdçwia^

.'qPBWBW«>-SwHfc- menos "rara..¥ffi-1í 4

Foi traduzHa-em frandjgj||m catalão, em-íesranhol, em

jtetiigúez: D.'esta ultima traddeção, que" Br.unèt àa como feita 1

¡«r- ir. Iii.-a:ard„ de Alcobaça, diz Intajgjncio *F dá Silva '

' Aflribuè-séJIie a versão da mui celebrada :

QW pe dá^ emprehendera, ou'j||||hiira em 1445,"fe gue"sá,

TOO & Ira cincosnta anrips d®siS^B'de 149$ . rif 1

A dtesfa traduc^ãp serve de "prova rncpncussa

e peçmanente dei que Portugal possuírem ijg|| em toda a

pes^içâp possível, este -invento maravilh|||f$jije' dèviãSn- 1

1114?; píanteàdá 1 fiibHo^raptóSpor-

- j, ' .. ' . . ••• •

O ^mplar^®|i^g.pertençêü ávReal Kbli^thiâBÍí!

ít- 6.8. — M. Actii Blavti eomoediae"\5Ígínti. A, M.

.yWffd ' .Mryphivni EtfÉdvmí*íiáft

posto quJfoi.tegglhe afrmâljWwiMÉi l i^V^*"

I de f. M^H^RSa por 1

fta^-Vertáucia, (íonsid^ra se êsta obra como dividida em


172

O jeàetàplar ^^Sa Bibi \ . expõe é m um só rol, ¡

Ó3ra-:'í¿78: pp. num dej||guida, incluidas |||de fl de .íostó J

* ' SgPfl r«,' -entóS'tií,M»i|^p de; n.

./dJffimpr.® datá.. a'^n^^i Wp.', rpl^aoitMMIvJOr •fíilvesfcf^j

W „ » K i M> G^phiH, lwreffirimi H H H

ílV 1 5 :2 Íll j i55^|.Bh¡íH:í. nái' luiilHH-.e'.i'^^^ditáo. feita emijcjj|

"sáoteres itálicos» jj¡g$¡t a qaaHMft, como® sabe, chamanátl

grvphos, ào que-»pijmcir^^g em S

4» fygBkifaiftäBbfjwK florescimento da arte" ;em jgjlb te

seu tcmpofld! i / A ' .j,'.TlI^S

« IJfebastiào jGtarnK famo " *" M S

AllemanM ftêrra H'elttßä, fallecidÄ 7 d^Ä:embrf® 155®

imprimiu .algufis livios^liebnJMK grande numer$Jlîclassic||

i^Slîs, q&lsí i^^R^I'í! mos, .^rem livroj

Ii;; 1.1 s, exact f'TOnie." S i * m ^is proWawSpïà.riî

'v^ggÉ&teta jfljie ¡pyiSKp} Maittaíre "riojRíeti /" " « M

iijsft^ ^ÄÄS^pmoteta, poisnào meHcjona cpräs

anteriores a 152g,Stretanto .Gr'ypho ímprim 1 - M

iinba elle poi empre?fiuiii;%npho em cima d|Mm cuWllgäOT

•^r'íffliaSbklií^^ à divisa -. — Virtuü^

» I

Quanto a I.y^^^

Gryphos, dos Dplet, Ss João de B B do$; Réfille;;

^ H ^ ^ H ^ n H j j multidão de operatítel

ëmprelàvam-sHbia 'da arle a sua ^gjffl||SSH

• p duvida prospera, páfç^ESvé^Mrarem n 1 S3

é¿lemnÍ*¿f HenriMgfflem 15 JÉ qmaígctaitos jgggggg 1«

pressbres, marc hando em corporação, banden* a f®I . «• nao

rfflRHHBBt^^P^W ijijS .. setim de mangas goip<

• la

AÖE&medias ÄPlaiJ^»j»toela 1 1 1 *i % ' j

lume cpi V e n e z i , » * » " 1

Vindelmidt Spra, ¡H| ¡«jÄfieimpnmlram se «DIS m«j

• - n, »cidadlHem Trifisb em Ffàgça, em A11tueÂa/ân.Parl^

em Amsterdão« «n Padua;

finali», em Ejjão,~onde tiveMI

àiKce*ss«iv^^B,-s>àhsîl|ydas mesmaV affiun:S||||

em||S35> M B 1 1 w g nossa), 1549 e { B B ^ l

todas ..^^^Âùndo-a perfunctoirf not» que d ellas m-,

H M Â de tetr0

Posteriormente foram amda reu Berli m, Londrfd

LeiSf GlasgbV, Zwêybrucken g Baviera?, Goettmgue,«


173

lonia, Basiléa, Parma, Genebra, Viénna, Turim e. Quedlinburg

e Bonn (na Prússia), &.

Pedro Antonio Çrevenna, Catalogue raisonné, v\, pp. 162-165,

dá a relação chronologica das edições dos Gryphos descriptas

na stia collecção, e referindo-se a Sebastião,. diz : .

« Distinguiu-se principalmente pelas suas bellas edições dos.

autores clássicos e. outros dos mais estimados, em lettras italiòas,:

.e em pequeno formato, de * 8." e - de 12.. Dolet, Julio

Scaligero è Conrado, 'Gemer cumularam-n'ó. de elogios.

«Antonio Grypho, filho'de Sebastião, continuou-honrosamente,

em 1558, na imprensa paterna sob o nome de Herdeiros

de Sebastião e . cessou era 1567 de pôr em suas

producçõès esta designação, substituindo-a pelo seu nome, com

qúe continuou a imprimir até 1587, data depois da qual não

encontramos nenhuma menção d'élle.

« Notar-se-ha na nossa lista um João Grypho, que exerceu

a arte de imprimir em Veneza em 1552,^ 1556 e 1576. Sopios

de parecer, que pertence á familia dos Gryphos de Lyão: As

suas producçõès são estimadas e louvadas, sobretudo pela sua

exactidão na pontuação. »

iv;. Em Paris estabelecera-se também um dos Gryphos, Francisco,

irmão de . Sebastião, e.ali trabalhou pela. arte dé .1532

á 1540, segundó o mesmo Crevenna, distinguindo-se pelas bellas

edições, que deu das obras, de Cicero em caráct. romanos.

As primeiras obras que Sebastião Grypho. imprimiu em

Lyão foram Sallustius; Terentius; De Re vestiarid, todas

em 1529 e in-8.°

O exemplar exposto das Comedias de Plauto pertenceu á

Real Bibliotheca.

N.° 69. —^ Vray discovrs et tres espovventable dv

Rosne desbovrdé a Lyon, le II.de Décembre

M. D. LXX. Avec déclaration; av Peuple de

Lyon sur le desbordement dudict Rosne : &

exhortation à faire penitence. Le tout en vers

Heróiques par Leonard de la ville> Charolais :

Maistre d'Escolë & escriuain audict Lyon.

A Lyon, par Iaqves, Rovssin. M. D.

LXX. A-Uec permission.

In-4.* de 24 pp. num., - incluidas as da fl. de rosto ; em


174

cafcuä: italifcbs; nötas margiöles;. iihpr&säS grii typé réâoHâb:

Logo depois do titulo oocorre a iriarcfedp inigïëssIW;; c8ftäitüida

pfelä'flgura de ijiië dâ ëneëtra.

i, i Gifiista de très pättesj cditlo iio tittild S6 deelfttaj ëffi tgrätl

tddasi * Discbvür dv Rasnë desbbrdë.,;; Ôeclaràtibli faiëtf

av pevple de Lyoïi dv desbordement:,; dil ROâtië j ExhöttätigH

av pevple de l:vtm à faire Péaitencë; » Cidâ iittia d-'éltâg peças

eomeça por uma gtandé lëttfe éapital bnlffla,' tëhdB tëûaé iiäi

diStieb em latittl: A 'tercëira 6 ultitnà tëtthinâ : i Antëh; Pin:

La, ronde dë là Ville;'))

. Rarissime. Nenhtimä daî mâis niiüiMosto ttilfübgraphias

eonhêcidas faz d'éllê tfençâds M«8 de Sëlâ àiifori' iftpënêi é

Catalogue de P'jBjfyfo., de.-ifäföcty t. vm, p8|i J8Ô, Coi. il,

43|ï) ;o désigna do seguinu; modo : ; :

H M i sur Ilesponvantable ët merveilleux deSÜijfäfaÄht

du Rosne d;ms ,et à l'entour !;i ville dol.yon, et sur les misères

et cal.imitoz qui y sont advenues:—l.yon, par : V-'t.

A: — 1.5 70: i/é-, Hulpeaw, in^f 'Pûçèir

. J- MontrSi-Hilcâre^,$ lKénstîgne du

Peltûàn, ïn-8

6: — ig7i. —• kMt%A, Riikâï'ti L'illilfaakâ, in^S.' Pièce, » ,

Gomb isè vê, àli n&9 iô, nâo Sè fîëéiarâ

Aintd sC tmiittc a prêisëfife éàiçâd; frlta nfj Hièsnib liigar do*

sufiflst», qiië nafràj fâltaiqile se; näb pdde attribiäir â pouca'

important, da ob'ra, pois teve duas ediçôM Snc«êss'i>"iis e:n '.

Paris ,1' àindà; diitfâ em Ruâd., .

N^ prdpÄäi pärcis iliâicaçÔÔ iiib^râphioaâ


171

tanto a preserit'ë fedlçãd 'edhio al §É áciihâ Sé falia, dando

entretanto noticia de outras composições do autor.

Diz a respeito d'este.a obra citada:

— La Ville (Léonard de), íitterato francez, nascido em Charplles

no XVI secul©;Foi. mestre-escçla 1 de ésçripta em Lyão

e, jDtibiicòu àâ dbtàs SegtiinVeâ L Complcâftte ei Quérimvnie ãe

l Êgtû'e â'sdn epóüèè J.-C. kóHtrè les Mrêti'çû'es et Tércs ; Lyon,

1567,'Ín-8< 0 ;; — ThtiÇé de îa Prédestination, contre Calvin;

ibidi ; —- Lettres "envoyées des IndeS Orientales^ contenant la conversion'.de

cinquàfite mille protestants à la Religion chrétienne ès

isles dç 'Sodor et de Eude (sic) ; ibid., 15 71,. i'n-8^, tfad. do

latim: de. Fernando, de Santa Maria, jacobino.; — Dacrigélasie

•.sfïHttièllè dû fài ÍChàHfrs 1X Sur les/còmbatÈ et flïctdirèb òbtènues

córàh l'éystãitiefox ît febdîéstiéféÏÏfyùeS: ibid*, 1572, 'in-8. , ëtfc.

Â'çêrba dò irlijjrëssOï nenhûrîiâ iiidíéàçáo inais ila à àfc'crëà-

. cëiïtàr.

O exëmplàr que a Bibl. Nac. âprësenta, péla súa extirema

raridade; do poemà de Leornardo de la Ville pertenceu á

Real Bibliothëëài , I

N.° 70. — Les viëilx pápifers . d'un impirirhëûi-

Recueil poétique pâr Aimé Vingtrinier

Lyon, ¡¡g Scheùrïng, M DGGC DÛCÎt

y ïn-8. 6 de '219 pp. num.,- comprehendidas as da T&blè deS

Matières; em papel amareííado, contidas tpdas as páginas em

uma moldura' feita por um fiíete impresso enj. vermelho* tèndo v

a pags de subtítulo moldura de arabescos, '.em typo elzeviï,

lettras capitaès fldîretëadas á maneira antiga.

No v. da i. a fl., antes do titulo :

Tiré par Gillot. — Entre de la maison Prudon\

• No fim : Typogr'àphiê d' Aimê Vingtrinier.

, 0 exemplar que a Bibi. Naç.i, expõe servira de termo de

comparação entré as imprëssoës feitas ëm Lyão ná infancia dg,

artë, na época -dd seti líiáitíí expiendor, è ilòá noâisóS tempos.

Foi cdiíiptádò jJelõ Dr: Jtíão dé Saldànhá, áçtíiâl Bibíiò- »

theèarití.


176

ANTUERPIA : ANVERS.

' (iAntuerpi&J* "" •

N.° 71. — BibUa JSaôgfc. H eb raie e, C haldaice, '.Gtxce-, ;

!Vv',S. :Latiae' Philippi Il. ^iëgs '..Cathi|j||Mtate

;>,stvdio • adOsâcrosanctae'JEccles^ae VSvm

I > ' /' " .< / // ' ' * 'i

8 vols, in-fol.. Cotejando a desçripçâo minuciosa que de ,

cada urn d'elles fazem os àiitores dos 'Annales Plantiniennes

pp. 128-135, sob a data 1573, n.° 1, verifica-se que aquella

"desçripçâo se adapta ao nosso exemplar ; para ella podèrâ re-

Correr o leitor curioso.

Quanto a data : o Bibliothélce Casanatensis Catalogus, cuja

desçripçâo da obra, com ser. mais succmta nâo é merios

exacta? di^: ; V. T. 1569. - 70.,' N. T. 1571., Ajiparatum 15.72^

O Cat.- Bibl. Musei Britannici, na summaria noticia que

d'ella dâ, diz entretajito :

« BIBLIA REGIA, sivé, Antverpiana, Hebraice, Chaldaice,

Graece,- fet Latine,;-cum Prsefat. Benedict! Arise Montani et

Apparatu. Ant'.' apud Plant. 1569, Fol. »

O Catalogues dà, Bibl. Burbonica, 1, nâo . sô lhé. recûa a

data, coriio lhe dâ mais um volume. Diz elle :

« BIBLIA REGIA ANTUERPIENSIA, Pétttaglotta, i. e. Hebraice,

Ghaldaiçe, Syriace, Graece, ac Latine,.. Philippi II piçtate,

iussu, ac sumptibus édita ; curante Bened. Aria Montanô.

Accedunt Apparatus, cum Lexiçis, aliisque ôpusculis- Biblicis.

Antuerpiae, per Christôphorum Plcintinùm, 1568-72 ; .vol. ix.

in-fol. »

"É em nota : « Novum Testamentum Graece tantum,

Syriace, ac Latine • inipressum extat. »

Com effeito .0 vol. v consta do N. Testamento Jfiterpretatione

Syriaca.

•„'• Glementy Bibliothèque Curieuse, 111 -

« Biblia Sacra Hebraice,. Chaldaice, Graece- .& Latine,

Philippi II... studio..'. Christoph. Plantinus éxcudebat Antverpiae.

(1569.—1572.) ih Fol. Vol. vin. Edition très - rare. »

• A suâ^ desçripçâo, feita vol. por vol. , cuidadosa è exacta

si bem que sobria, muito aproveitavel se torna aos bibliophiloâ.

Referindo-se ao tomo v, diz Clement :. « Depois de uma bella


177

estampa e diversas peçâs preliminares, vem o Novo Testamento

impresso èm iv çolumnas, que .occupam cada vez duas

paginas, fronteiras uma da' ©utra. A priméira columna apresenta

a versão sy-riaca corn 'o seu cáíacter fjroprio; a segunda

uma traducção. latina do syriac.o feita por Guido le Fevre'dg

lá Boderie; á terceira Vulgata e a quarta - o texto grego.

Deixou-se em. baixo das" paginas espaço^ sufficiente para .a

versão syriacá, errí caracteres hebraicos, com os pontos, para

facilidade sdos qu.é não sabeiii ler. o syriacò. »

Como a edição da Biblia Antuerpiana anda truncada em

algumas bibliotheeas> .ac.cresèenta Clement: « .. ...esta obra deve

ter oito partes para ser. completa : cinco para á grande Biblia

e Ifés pára-;o Apparatus;. . »|

Dibdin, no sèü supplement© 1 á Bibi. Spenceriana, diz:

« BÍBLIA POLYGLOTTA. Antv. 1569, &c. Folio, 8 vols. »

.. E,. posto qtiei só lhe consagre cinco linhas, depois de se

ter eximido do ¡trabalho de verificar a data extrema, classifica-a

verdadeira piagnificencia e edição talvez única.

Brunet, Manuel du libraire, acha-a muito bella e mais

completa que á Còmplutensey 1514-17,em 6 vol. in-foi. «Elie

doit ipòurtant, açcrescentá, trouvér une place dans toutes les

grandes bibliothèques, » E quanto âo numero de vols, e data

^da impressão: « Antuerp., Plantin., 1569-73, 8 vol. in-fol. »

A esta data extrema, 1573, é que queremos chegar.

Na interessante e completa monographia que acêrca das

edições do famoso impressor flamengo, honra da patria e da

arte, escreveram C.- Ruelens & A. de Backer, Annales Plantinienne,s;"de

1555 a k pag. .128, data 1573, n.° 1, dão

elles este anno para a impressão final da obra monumental de

Plantinó. A descripção, extensa e circumstanciada, que d'ella

fazem, põe de accôrdo o exemplar que, descreviam com o que

a'Bi^liotheca Nacional ora* expõe. Consultaram todos os dor

cumentõs, tiveram á sua disposição todas as informações: do

seu ássêrtó, pois,- se deduz que a sua impressão, começada em

1569, só se concluiu era 1573, embora no vol. ultimo da

obra, na fl. de rosto, se Teia a data de 1572, .que se repete

ho fim d'elle.

As datas de impressão de cada voli / observadas no exemplar

presente, são as seguintes: » '

O i não* traz indicação alguma a este respeito nem na fl.

• de rostQ,,nem no fim;' no 2. 0 prefacio, porém, de'Montano,

lê-se.: Datum Antuérpia. X. cal. sextilési cloIoL XXI. Em

üm dos' âç.tós don rei cathoíico acêrca da obra vem a data de

*569' e na 'Censvra dòictorvm Parisiensivm a de 1572.


178

H W .¡Rimerá*:,. B H [ em língua •iáste-

•lfljna, que sê J'e Iqgo adeánte, vem com effeito o seguinte \

: •< Fecha en la nuestra villa de Madrid, a veyntg y fios,

Mfpgj; mes. Sê- Hebrero dei : aûo-'del .nascimiento de nuestrò

S^lúaáqr jpP; Çlífisto, dfe mil! y iquimieiitos 'y setenta ytres: »

• Do que naturalmente se ' conclue que estas peças foram'

íjnpressas depqis.de terminada a imprgss^|irà|»;^S

¡1 nãò téiii ija^t' tambsiti:

NBii Saò se vê nenhuma declaração de .^líitttí&í

jhEI^^^EK^S •çffmmmií''. piantims •Mrmfr0^

M. 0,

O v.tpaz no faq éfã fl separa jf/itaîrpïœ excvdeÇat. .

(a marca do compasso) Anna çló, le. LSXT Ivql Betrvaríi

O VI, Nròvm Testanjentym,, dá ,ã de îfl. D, t-XXII "

O' yn 1 t ' • ' Ú ifnk Tdio ni,

a mesma data Este vol .contêm ¿¿¿tas gravuras juntas 1

: vi© v.u, ¡¡naliníiitf, J-mmn ••&v0tv>ê, • tantq ji§ fl. de

tpsíQ çsfflo. ns fira, íwi-B fsfà dp í57í isindi."

¿Pxjp, rgsjj^ítg, d'este gMndSeijqtecinieqítiíJIQS domínios dá

, ílilprçnsft,: paraphraseando Clement, diremos : « AW, fef.O

SfíWTo,, basta 'garaS^^nliBr a disposição d'e^'fj, "obra impeUfijte,

ju?(0 ^ pfçnj mçsmo passo notipia

dos eme nejlatqmâram pai te, ã t? \ c ir

(me Ífy/Çfj ^çvidçi.

%V honra da idea tx - 1 jBi J irisf|8|| ÍPlanlSiõ. A glorfl

da sua reahsação catje: aõ rei de Hespanha Philippe II Ao

eardpî fSpinèsa toça pão* peqUjéwparcsUa, ,por ter induzido,

ggjfei a «oncorrer para «Í|p$aí da imjftfeSsao, auxiliando de

ma^Q eficaz ao famò$p -typographo Mão 1 mencionareniôs' ps

nomçs dos qjie ; se '..encafregaraiB 'de organisât, traduzir, harmonlsar

todas as partes de que' se' compõe a obra, rara nãq

Ali|f|af : d£ma0iádò' j^píJOifiá;'.'.; 1 ,

.¿ííSPP.^&iHtpre? dqjjAqnífs Plantirrfapos direipoiiHS

I G • . #áj(?jt ^oqteciHiçnt? 4s

d ti Clirisí. Plfiníi;^-^ çoiqq o Thesaurus gzfeçff liqgç® q ÍPÍ

da vida de "HppriqJj^ EstevãP- Bastariam.esVej diçíis Bipsu-

0 nome dos .t.pe tif r;n-

$epi-• OÍ-^stfttelseiiïifntfï dé cris e Antuéípia

teíiam SeiH riuvidS&dcançadp JWtneaija, Bias pm que

cpn^jstjpia a. spa gloria ? " " '

« UStijns il'ef!.:! 'gglfbrn publjeaçãQ constitue, umapagiq%.

isiporfante, dí vida sJe PÍantiriq


179

KA examplo. de Van Pfaet, dQSíífeitóferes do eaíaléHO

• da gfcllothfega J3ê Amsterdãí eiOutroXfflNgfWphQ&.legnSlB

ao afane áíMfsfi a çlata final da i B ^ M H H W i

nhuma • de partes:-tragi data pqlteríar i lija,

motiw-; to^q o CQjpí dá¡::»Kra ñ'épu canBluidai.entteSjíhnás

de 1360 s j'572; ití ultimas indiéaijões ¡si». de diviií^- meaes

d'este ultimo anoo; ás preliminares, pbrem, que fonriaiji uma

volumosa intrPduSçãb, sfi^íãhiram PlantíüQ no

.{ftjmeçâ da de. tjnj. , Qqrfa effeita, dqis. das- actos nella raeneiqnados,

os pjrivslsgias de Philippe II para Ca^ttlla e Aragão,

são da 22 de^ Fevereiro de 1573 ; privilegias oanéédidos depóis

do mo.tu pràpirta Gregaria XIII, datado de r.'de Setembro

philippá II, datada de sa de

J|¡$ip?l®f|> .Trienio gnno, »

Rsfenn4b se a importancia db ^tabe&iipftittk de Plan

nipnDgrgphfft -fif

, f f ri:ti, Para néSi porem, a gw:ije fiüií in:i ¿e An:¡ii.-rp¡,i

H B m « H * ¡r é fP n hffiimép|^:;inteiramentf'MrticHlàres;

TO&íkrr» prestou maig- serviços! sfWncia, na Beígíçfc nwlíHmà

iBBjsQffÇfa.í^pme. rila favoreset: q desenitoÍYimenW&s

flirt 1 ®»?- Pode diserte au.ej.ejji' torno ^nomedwlantifaf : |g -

É|rupam


lièijlfeó

IÇO

BgleJ livrofflJjRtfemamfente raro s

M ^ n m n m dos autovavel que

"«JEMPlantm»mptim/dÒ a MS|ll§ Ijísí* 13 *^ 361111 duvid:!,

,ccip3§|sem importa.ní^ 1 , almanak||gabeefedaTic|J| & - , fôi esta

t&imha


181

^de Antuerpia ura museu,. gç>:; na, sua especie,,composto dl

edificio, do material, hvrana, quadros^ e %chWos da famosa

§|Oflicina, «conservada até aos nossos dias por seus desmientes

•HBhuDMoretus. » V. a este H H H H i 7, do

• ll^élíte; Catalogo. ..

I Christovâo; Hantino^çím em 15Í4 ém uma aldeia peVto

BHUBSE era filho de...um creado de servir. Aprendeu: o

^officiq^edm um impressor,©m CaeiFê ali |psÉou. Em M

d ' 0is PÍ|i de P ô . ls , do' mis. in.cnto do primeiro .filho,TSlí

morreu cnança-^beftA-se êm Antuerpia, que era então a

cidade .mais ílnrcscenti: e mais opulenta dSnorte'da Europa

.„Exerceu . a;; principio a arte Ce •cncaderimuor e preparador de

marroquins. Em. 1555..,¡abriu Uma femená typography e em

poucos annos, apesar das perturba|§ls. feligiosas' do tempo»:,'

. .tornoú^ío.primeiro miprtssor dos 1'aizes Baixfil alcançando':'

de Philippe II o titulo de .impressor do rei, Protoh-foiraphus

Ke&us, tnniirsc lfc em varias das suas prmcipaes edíçSéé Ao

mesmq, passo & ^sua livraria ' era das mais Kmáffleraveis da

i etjpíía. JMgannos' em que o partido do príncipe de OrartdU

.'esteve de'cima, foi elle o imprêssofí official dés ; EstadosfflgB

transferindo-ia :d;ép0is para : teyd®, íimpfessor dá

SWmversidade calvihiftap dóS ; Estados? dá' Holíahda. - Wpòis*

da tomada de. Antuérpia põr Alexandre' Farnesio, voltou a

gjpumir a direcção das suas ófficinas|i que deixáWab cuidado

• ir seu genro Míjretus: A partir de rçíi; teve Kantino uma

j|®.-sucCursal èm Paris. Tève taffiÊem' agêntéfcm Hespájlfia,

:;deppisi.isása filial em Salamanca, 'e ^tflfeonou abrir Outra em

. «ondres. Uma .parte: da Diluía em hebraic® ; (is6éf«"lespalhad|vpâr

um agente 'espéêialjgeü em Barbaria. Todos As

^Síjj í a á « lel.re feira deTrancoibrtc o:¡ lá mandava uln de

Seus genros. Poz cm pratica toda a sua vida a fjSibi!á¡ divisar,

que adoptara Lahore et tonstantia Nao obstante a&Ialamidades

da época,'apesar de»'embaraços financeiros,|fbralgui¿

>.||mpo insoluveis|f| sdeMfficuldades fiieessá»teS, ¡.deiB^^iria.

«tuna que p Sfir. Roosés, autor da mohpgrápíiia mrafomeníã •

de que;>e tratará no 11. 0 73, r.ào receia avaliar cm mais de 4m

milhão de francos.

« . Passa depois o Sñr Rooses/que úoè ministra estes dad'ps,"

em revista as pessqas, dar família e%stranhaSi que' es^Stm

cm contacto com o fábiòfe typográpho. Kentre esfatc|>nvem :

;®g¡áéar «Hirçetòr da afamada Bíblia mTiMMj'íSiJ».

ífaihicq . Arias de Philippe II,liJuSto

Tipsio, illüstre. e devotado amigo de Plantino atj>"á morte

8Çj|ste^v,-:

i «lEsta biographia de l'lantáio é ao mesmo tempo uma


182

galeria át»á sabiò§s ártlMte,; impféSòrés 8 livíêiros flô Xvl século

iiëë Páiíes-BiíítS ffié & sflr Paul Firêdêrfa}, ná Revue

A sualeitura levaria ao con .''¡'••Íílfpvsife 1 parfisu-

.fepdaàe eoiiteúiporaiieá curiosa, relativa não só á arte 'Oe' iíi»primir

e kòs; que nfíia ise'empregavam, como »03 prSpriôs

autioreji «lãs, obras qui fnt% se estamparam; \

A pèrtê Jhêmetià ëëM'êëhîSâte ã Bíbtiá Mtgiti, qtíè

à flifcb Nâc: BkpSè, ê itttià ffiolfegíaplíiá 36 stibidë VaMIJj na

,pial se ênfeótitiaíè píêfeWaS ' fiafftiéhãíésáéêrêá dbS .átàqMéS

apaixêfiádbS que j solevântdu «le gíaiidg emphfeëndlmëfiib

séîefltiïiëâ ,ë inaústtialí sem eiabàígó dá protectora :tpjih«',4i;:to

dS FapS fe do Rei.

' C. Rr.eÍeiis M Á, dl Eiçfe, Jitt® Piœ^tmmf^ dão

.

3g tal modo poiêm que maíPpatfSiíiuma phantasia de artista

sffi^^^R é^cfâfcípfiginal jfflj» m^niïcâ^c^gjapliia

çkiî^^jii Fí$p,èh, do Sft^ mòp^Ss®* EDffl|

'MireSfi^ 'Rolfll®^

antigas miãròas da imprensâ pfe^tini^na

O ^ftmplar qué fa JfiMï^ëÉifc Naewmal expÔe da BtíSa

^ ^ • • S E M S-èái biblbtiêfiïl' pr^vinÇo• livraria

pu©«á de S fe«K}ïte, §hi Lisboa, por doaçUa d|$x>po Soaras,

a ( N. fa 92. Deteriptiõ pvbÍícSj gr&tvlaiwnis, sp«c»

Í taéviorvm et ivdervm, in adventv Sereniss.

r'Principis Ernesti ArcfeiScis Aystriae..-. leígicisi

Ptwirieiis a Régia MàSWGathoL Pfciïfecti,

Ari. M.D.XClíII:.. Atifterpís ëditofvm.

G vi est praeflxa, Dé Belgij Principatu ...

- ftarratíd ...

Cnm carmine Paregyrico in eiusdem Prineipis

... in c.-asikm Prouincias aduetitura...


183

Othnia a foamíe Borfrio ... tíonãeripíá.

ti ** Ôfficina Planitínanà. ' M.

D. Xl V.

ijfíto fim da. píinleirâ p/ffté lêisé/'

^ H • otea mittihma, ttfa/i mvdM a-jÍÀliéik

Afóntvni. M.£>:XFC. > •!":ir.


184

,' O.títulò,. emi|(;rrnél%> i'in:noul>:mdo»i:m um

frontispicrôjí desenhado porâSüofredo Ballain pairai próprio

Plantmo, 61^1564, e qiie«mnca fora empregado, utilisou-o

agora oiiáfelligente impiessor tonlBporaneíMeptQduzindo-o

.J>or phototypia ee'dandoS paja 'p&%lil©"do "magnífico p .expies-'

did® monumento ejguid^á memoria do apho régio •

VErêcMe ao titulo o retrato dej?lantino, em Bto, gravado ;

a âguf-forte por J. B. Michiels cm M y com bjfaif simile^..

'j£j%atuia d


185

Plantmo, &é MagdajjÉ|, sua mulher, de Crispim 1 ] i f|

* antaerpenM, de ^ía%de 'glije;iamdo%!ravura de i M S

I B H h arcbiduqu'e 3' Vustria, ¡fnernad •

' BápÉiia; HiSglrt;, autor,d^M^&gMMSS

íy MleMMflmteeáe&tM , . te, de CarlBdel'ffi'lifee de '

^ ?lSü 0f ÍÍ 10 ' flBMi^Pno» d lespectivob '

ímmovèiáf ffiflUantia' áWi^2Q


186

séü ápparecínÂft, édttóájpa >il§ sfir. Pätil Fífeáerlcí} nâ Rivúe

HisUrfqíát julgámos sätisfäzer a jasta c&iosidadedó lèittjf

de bibliophile qtií hão tiverem á mfto a bbra möhutttehtäl.

Tüäo ö'frtie esta flbticia e a bbra Sfhgüíar de RotlséS pddfcm

conter 'dr-MWKSSe relátivafiente' à Christbvãô Plkntjtiõ, ja :

fldàl pbr íiós apíaVeitado mb h ' 71 do fresâttê Atâlogô, a

prbpositó da sha Bíblia Pènta 1 > tá.' .¿¿^

G'sflt. ü-ööses, etíéarjrégadô de otgatiisaf o -museué dfe

ápíovèiiárièe, parà a gl&rificaÇãô do liômê db mestre, dé tudb

qéaãto se gäaräaVa nas . suas áfátnadás. afflcinãs^ tem apresentado

muitos e eruditos: ti-ábatiibs acérca'' dâ ítnptenáâ plantihiana, *

eHfcâ«»»^ Plàtâtn é^ttia profegbaf ||||rt,12ete Ädifljjéfôíiciá.

: " " ' ,,

Ja a ßMue'vSifttäir '« France Pêfrdjtgt?H tfb

sèú a.' ij, dt»'fci.tfe futubro dfc iS"?6, pp 404 é 405, titíná'

chainádd á atteneão da Êttfápa e d® mntidö páta a. ftmdaçãb

dSilöle mtäilt'iíiatirpfeçâtfi -'.ebinò "uma : vi'r;!:ideifa

riaiavilha ¡quê .síria' 'li l.rtvf jnttfvj:«« i'i..:UÍ!iii-ai,«.i Sfe

toddá ^tSli-KisÖs de mjhaMax, täS attMhente pelä stia espefcial

tfelltíâ^ê espeèiat valor Ö"1ari;jgb da ReÈtgiSaimque föl trátfifóido

paf| ."VorttigueÄ e püttieattÖ intêgralnjeflte no Gaio de

14 dé Abril áèJBIí'.

iRefeimdVte a ofcc inâ e seus|aposentos,r que ipela phototypia

tèiitds ¡âeséites e füé 0'âú'tftr do alludMb artigo teve a*

ferttifta'Slägride

gráVes J àeôntetimentolÂqA &Aira, relémbraÊdo'|;m persfr :

nãgê&S Htótorítos da ep§je; v® 1 á. lembrança H

merisagéirós


187

ií Compíehenàeí-rsa-ia que contentajtieilt® J&fatti Senti!

oís /-eus .«lis quar.dn viram èm Sstedo dS eflWntfaí «¡té pâ-'

qàâ; o 'cuitó do Jlãs^ãa loíjtâo 'féiU

giósáüiéntegpárdadõ, sem que um SÓ documentó) um único

opjfiC.U d»; arttfc t>è dic ést Tabaei, tJêu Jfi- XJ

Gotiatia -ifscriptio Medieo-CheiriírgicQ-PHârmaceutifca

vél ejus pni parado et tisú!; itl dirtnibus

fêrfriè cotpóris Hiírriafti irttiõrrttitfiâ. Per .Iohaflrlfeín

fífearidrum BÈènjéníetn, Philosóphuin et

iMediçum,

Luffluni Batavomm, ex: Qffipihà' ;tsu$ci-

El'zñtífí {nrati ArailcHiiie Tipiígyaphi, Anníi

1 ' • !

In-i}.- 0 ; de aa ff; jrfel. inn.j 357 pp; iiutti., 2 ^'íiíifí'XJ,

as/EO ff: iiin. cdntêero: na r.' fl. o frotitlspi.e||galtegorice

1TO. ÍSitulop*.'WBKÍjarfeacQ • lio vi'rsr, dá 2.* fl. , ó retraiu

at? u-itur ^rt.'- 3Í1 de Le Í!!:!::^^'.'rifólo. Hirpo. í-leftlro do uni

Oval .insèripto ein Um p.iralleiogronimo. grávado ã buril pof

W> • Delff, segundo D. Bãilly, trazeiido no' òval • o seguinte • •

dizer í « iOHJsWNES nEAÍÍhéR bEEMErSIS, pHILOSOPHUS ÉT mE- •

VWWÇ- JÍNATFO AN;" XXVJ, »H^HNT : '

rnarg|m ntj^olr, quatro disticos latinos, subscriptos por P. S.,

tómbem gratados j r Epistòlà dédièatbfk jllMWibts »¡: datada "

' Lugdípi apud Bátate» 7. Kâl; Máij Stjfl. Gíegoganhò Do-


188

miniMesJlghjisti ÏBrrçatoris Ven »^^Esignada' « Johannes'j

l^ean d£r - iSpigûéngl^® Pra|^

H iï.||J@ H 4a RH^^^fl^^^^HB ^^E&SoGES

«§ji|S| Dvran^fc^éMramma^), B« • • H TdsthiyftMi-

WËK » fl.pl S

•j dê ia ' doï» epig amn^yfín v f i V.* - laœ »,: ! ^îgnàdos;

'üifÉítvs Ravpten® M fflLe," no v JlTatiaci aliqtîjit diffeién- :

tiae » , na 20 o titulo »II a Palavra^cbmMoX e em

t A numyra«ao< *atiÉ5gi tia pagfflïgsegumte, que é jygjceira

AKEITORSE^ tnSt^- 7, lAdrfvíndo notar q» pot ertO'dein

*1 pag. 2® païaUjflnB, ïji,

:

>.'~ïijBfim gtcorrem 2 ff. inn ' %mt.endo verios. flamencos

en, -ZàtfP'VgjS^P Taa -^i, es N^ndir,

3 ï ' b "*," , VSjíffl

O froiiítÀpicio, gravado

broück, vem descripto 110 Catalogo dé ^ ^ l i d h i d ) )

no Dl&onnaric^e Biijlra AoidïœJljjjBj doftitulo ja jran -

e Diana,'^e/n pé sobre iMçlç^ 0 ®-?»'

duas mulheres-ieprejjrita •• • • 4 1'. •

mic|^B'Wamca ^ H B j ^ ^ ^ ^ ^ B

e sobre elles a data: ANNO 1626. Sem«gistîo.

* Irf 1 h 1 i < I J :xto afcliam- SSL 1 -

^¿^^^.S^primei^^g^ada? a buril|j|ei]p> afegnaturajfepre

KSÎai^fÎSiÉ^^^ de jcada! urna

«¡•Slii^^

d & r ' me Íl|

assigna I * N 1 I 1 •Kg-'" r . ¿, nas 7, r9jj£M ï^'iip

H 27 • ^ ^ ^ H J ^ ^ ^ Œ B H H ^ F F L

•vaa t%.tént>rouck, .representando a maiielra de--eõll • . IE £

• ¡ ¡ M ^ H ^ n tjgBgteenr I |iM| M H h K ; '

M m m m n

WÇ'^-vem dí,criptas

m g h

|

HD

não trazŒMpattS (¿1 1 , I -1 '"1 ' lligmaicalîi-n'as

L I I M W I M I P " ® 3 FLLTIIBASR-I^-P S RA :

Ïvïtd^" a,i6uâfl| remSptam diverses utenstlag para fumar 0

tabjbo î só aftiltima vem àssignada ElXÊgit, mas ;êvidente|

sâiiltï^s ^pSSjillf

ItiWffliiPBi

VB

: ^V-fi^-Bs*•*

•Élem d^fcjbís^í. S.

U

16« "'-4° de 20 ff prel mnj

^»npreheiMi&î njà® num||l|s| falso titulõ,s


189

frontispice gravé, .précédant le faux-titre, et le titre imprimé

V ® slble B mais je perffeî.âu'ali^Kst W fhmBfeiel

ajoute pWfeîoup, pafflk qu'il n'a ¡îas Me,feuilliat


190

estabeJéeer-sAcamo impressor da A.« .idemla, e publieôít' ®o

Barlandi.

camitum. historia et íeméi, iM^ Matap&gs^^fic. Chr. />/,«•

tini, ii&A, ínrfol.', illustiada iètn bellos íetrMoi gravados sobre

^bw :.. Peja retirada 4a Plantipo estaJ oficisít pâSsõtiípir| seu

gemo ÍRaphelinge Data ainda do

isento (ios RJaWirw nerta- a 1712 quatowè .

membros ¿'aâta notável tamill.i iwww.im ií arte. typr.graphiin

i) r a-,H¿ÍWnda!;s;%n%j& d« l.«yd


íei

- — .* Ioanoís Boten de Kegno Gallice íe.latio », de pp. 56^5^ :.

— (Í Règvm et reginarvm eoronatia »•, de pp 5 fg-6p6

p| t Series èt chrímologia hrevis regvm Galli» % de pp. 606

-kúif-

A-> 5. ff. inn. coptêem : •

Vtíi «Tifpai:. in Rem^llícaráv' Galli® iy que vag do veiso Ha

- S*íf8f3 ate a 4 » fl. jmçi, r. I

— « Svirima Privilágt^Ê ;; 'íiattío -Ma-ij, 1626 x, i^ asl'

I •'.'sigttádp «. G, V. Hertevelt -yj » e i I vau Góòhii>{ aua

>'i}6G#a,a v. da 4J fj. mn. a'* r. da s^uinte.

exempla^ exposto, nitidamente impresso e em peiteito

esfcdp df consefyáção, faz parte de uma bella ca. n 1 ' / ¿V »

pequenos .tratados.' estatísticos, de differentes estados editada

por Boaventura a Ãbráhão Elzevir; ¡, éstes tratados, impressos

tadps np formata • ifi 24, são conhecidos; pela denominação

"'-'geijíl'Séfiif/iças, e 'o numeru 4 ella sobe a 33, segundo o

^f»Mit^rum^ffifna ElseVirtaUtté:,,, 1644, m-4° de 4 ff; ,

jt MMse catalogp Jao eiradas na seguinte ordem — « Angtee/V,

• YeneàJÍ:$auno®, Romana^^Wli®Pc|L.'

lonia, WjWjíÇ. Helvptoe; Da frincipatibus Itallfe, Hispanue,

Dâujee, Belgn conffijerati, Rus^A v sive Moasovise, Tursi®,

SIÍBGÍEÇ, Impèrii ipág. : Mog. sive Tndiae, Hebrseorum Cunaai,

Grascprum Emmii, Tópographia Gonst. GyMii, Idem de Bos- ;

fltoo Thracia. Africse Leònis AfricanC "liriiEe, Busbequii

Tuteica, ValasiáS ét Alpium desçr , Rhetias, Mare lib. Grotii -- -- íf^ o

£ O Privilegio concedido a Boaventura e Abfahão Elzevir, í

em. 15 dá Maio de 1620, para a publicação díestes tratadas a J

\.%JJ . ura efeito retroactivo. E, com effeito, na Svmma Pn \ Jí >

l

!fMpf-- que se e:ncontra no fim do, exemplar descripto lè-se: 1

« Me quis pratar iilorum áiit hauredum voluntateip atque com- \

^ -¡«tesim:. mui il.e»i!!»iiia proN;i|io,- ';ais in - regionibus ulla ratione )

' eicudatj aut alibi filtra proviriciajr-- fexcuSés ipfurat vendalve, - - -

: Ifhrcisj I, hunç pr®Sentem, cui titul-us, Respublica, sive Status

Mgni Gallife 1 •' - ri, edítos; ante huno súb istis ferp titulis, Respublica

Angli», Venetiaraim, & Romana; in, pauloqiie post ,

tractatus de : Republica & .administratibiie Septte,

Polonjas, Hispânia, Dâiiise,' Norwegie, Sueeise, Grffipiffi, Turcise,

. Vogar»', Qennaniaê, *Bohemis, Helyffis.

1

. •' AsyPepi/ó/icas foram -tão -proGii-radas .a principio que qiíasi

todas ^^ítonmiram^ari^vezesSl^ffiando^flgiMtes,^ ter tres

edições diferentes no meáao anttoísiiíerdido, porém, o meritqkg2

da opportumidade é esgotado o iprazo do privilegio, os editores -

Hão eòijiplitaparo a cpllecção. Actualments não são pjacuradas;


192,

entretanto," quanto á execução typographiça, áinda devem

merecer particular estima dos bibliophilos.

A Bibliotheca Nacional possue duas, collecções das Republicas;

uma que lhe foi offerecida pelo Ex.?° Snr. Barão de

Vasconcellos (Rodolphd); e outra : que pertencéu.'á Real Bibliotheca.

A primeira está completa e os exemplares perfei->

tamente conservados e encadernados em marroquim vermelho;

á segunda, menos bem conservada, faltam apenas 2 volumes,a

saber : Bugbequii Turcicà, e Mare lib\ Grotii.

Em ambas ha mâis de uma edição de algumas das obras.

O volume exposto pertence á primeira collecção. .

'/.•. A familia "Elzevier (Helschevier, Elschevier ou ;Elsevier),

é originaria da- Bélgica. D'entre os,seus membros quatorze exerceram

a profissão de livreiro ou a de typographo e' prestaram

ás lettras importantes serviços durante cenío e .trinta annós

consecutivos, de 1583 a 1712, tendo-sê estabelecido todos na

Hollanda,.. em Leyden, Amsterdão, Haya e Utrecht.

Luiz Elzevir, primeiro do nome e chefe da familia,

nasceu em Louvain em 1540 e falleceu, a 4 de Fevereiro

de 1617. Passando-se para Leyden em 1580, desde 15% foi

conhecido como livreiro. O primeiro livro impresso com o seu

nome v foi: J. Drusii Ebraícorum qucestionum, sive qutzstionum

ac responsionum libri duo, videlicet. secundus ac ter-.

xtius.. In Academia Lugdunerisi, 1583. (In fine:) « Veneunt

Lugduni Batauorum. apud Ludouicum Elseuirium, è regiotne

scholse novse. » In-8.° peq. de 126 pp.^ç? A- inn. Tendo-se

expatriado pôr prestar adhesão ás idéas da Reforma, voltou

depois a Lèyden, publicando então, de 1592-1617, 150 edições.

Convém declarar , que Luiz I nunca fòi impressor, mas somente

livreiro. Déixõu cinco filhos : Matheüs,, Luiz II, Gilles, Joost,

e Boaventura.

Matheus, qualificado de livreiro em Leyden desde 1591?'

o foi até Setembro de 1622 ; -por morte do pae associou-se.

com Boaventura. Morreu em Leyden com mais de 75 annos

de idade aos 6 de Dezembro de 1640. Deixou 3 filhos :

Abrahâo, de quem trataremos depois; Isaac e Jacob. Isaac

foi impressor' em. Leyden de 16.16 a 1625, vindo ..a fállecèr

a 8 de Outubro de 1651. Era elle quem imprimia para;á sociedade

do páe e do tio, A officina de Isaac foi a primeira

typographia elzeviriana. Jacob Elzevir, o terceiro filho de

Matheus, foi livreiro em líaya de 1621 a 1636, e morreu

depois de 1652.

Luiz- II foi livreiro em Haya antes do precedente, pouco

mais,, ou fmènos desde 1600 até 1621, epòca da. sua morte.

Publicou apenas 4 arestos e umà carta acompanhando um d'elles.


193,

i — m Ê K Ê m m

> M W M M

HBBBHI M — h h b b

• • B H U B H R M H B m I e

II;me#e- em ^ ^ ^ B H H M H ^ H I U H i #í-oiinnada-i

I ^ e é W o prie^forwí, B B H H

B tmprensa HBHHg^^UBEB " fUndar

, Bowntur I m I(8, m ,,

•nB^H^flRlHlMHBlM B J a íe «fcpavá -

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H H ^ ^ ^ ^ B H B B H IgíMflFfM

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< i ^ i n j — i


194,

KM fleiMiido fílhSS meftorêã, entrt


195,

rtffittâB vôçifc repetida, cômquanto também kppartça a indivAviC'

f,uJv'H'-Í/trl t\hr?iri7/m ¡ititolHi-rmrílíe lisnda. Trâbalhandp

só, Lui2 III desenvolveu muita actividàflâéfágando

Bpubl^Kde ljS-1654 iia|ípmi^^de 1 ediçdós, «Witte

: áas jqiiàes de grandí merecimento, a 6uã eäifeheWUndHB

porém, fel o desçuidar-se da impressão de muitas feutrâí

A associação com seu primo Daniel, filho fl&MKfeiitüta.

4X cMvtotíioiiâda 16^4 '{¡ÒTTT eftêi&y..,ht5,fim d'este SMIÓ'

o séu nome déixá, de figurar isolado embaixo das ediçââ;,ÂIÍ

â pâítif de 1655, tfáiem ordinariamente* ístas índifcâçèés

Afètt Ám&ÍMAftf tf Daniels»- I : ,y í"'>:'-'|, -óti

dhd E-ktfjírianã. dez ahrids, dt! .j6^§?

~4fé"-|R>4-JÍ5, e foi umÂnefidiÇ parará'.imprensa çíeViriana de

Amsterdão. 'Foi lambem a epôca de Maior esplèüdór. fubliíaiàm

88141 äj|||Bjttdistmguihdo® entre Was ítofla serie de

cktssictjs/ hlrticf^étítit hòttíi %à'ríòriUn. in-S.d;; um

^. fítymvitígtMn • LinvUce Lãtthce\ H ff»mert>, trti 2 vois. in-^.";

Wfe, revistopór HeinSius, í ÖgSi .3 ; o Novo TtsttíMiíHpi

de 16J8, mtuto aptèfciadSí ô t^tíbie^^puS^^^k^tSs,

iífõjj'2 Wls lBfál,, ijufi 56 ftíjsôe sob 11° Jt), rónsidttâtló

pôr A F Didot úinã verdadeira obra prima typographiça.

, Luiz III desde 1664 resolvera relifãr-se dos' negoeios; em

Bfd&dtem rtãj sft abpârWenl 4 {diç


196,

' Reunindo a todas- as edições já mencionadas as . 171 anonymas

; e pseudonymas impressas pelos Elzevirês de Amsterdão,,

se citadas por Pieters, teremos 668 edições elzevirianas da

mesma' cidade.

Resta-nos ainda fallar de Pedro Elzevir, filho de outro

de igual nome e neto de Joost Elzevir. Pedro Elzevir nasceu

em Roterdão em 1643 B E foi "çom seus paes para Amsterdão.

Estudou direito na universidade de Utrecht e depois ahi

exerceu a profissão'de livreiro de 1667-1675. Nesta data

vendeu a livraria -e abandonou o commercio. Foi sepultado

em Utrecht a .22 de Setembro de 1696. Publicou apenas

10 edições com ò;seu nome. Segundo Pieters, Pedro era somente

livreiro-editor.

G. Brunet, em um artigo, sobre esta familia, inserto na

Nouv., Biogr. Générale por Firmin Didot Frères, vol. 15. 0 ,

cóí. 911, apresenta o, seguinte resumo, que convém transcrever:

« D'après le releve que nous avons fait avec soin sur les

Annales de V Imprimerie Elzeviriemie, publiées par M. Charles

Pieters, de Gand, nombre total des ouvrages de 'tous genres

portant le nom des Elzevier s'élève à 1213 ; 968 sont en latin,

44 en grec, 126' en français, 32 en flamand, 22 en langues

orientales, 11 en allemand, 10 en italien. » Recorrendo á

mesma fonte ;(.2. a ed., Gand, 1858, in-4. 0 ), chegámos a um

total de 1214, excluindo da - contagem as' 136 edições anoîiymas

é pseudonymas de Leyden ,e as 171 de Amsterdão.

.Para maiores esclarecimentos vïde a obra de Charles

Pieters e o artigo citado, da Nouv. ; Biogr. Générale. ;

N.° 76. — L. Annaei Senecae Philosophi Opera

omnia ; ' ex ult: I. Lipsii emendatione ; et M.

Annsei Senecae Rhetoris quae exstant ;,ex And.

Schotti recens.

Lugd. Balav. ApucL Elzevirios, 1640..

3 vols, in-12.

O vol. i consta de 12 ff. prelim. inn., 552 pp. de textoí

Aqueílas comprehendem : o frontispicio gravado á buril com o

titulo e as indicações acima transcriptas igualmeilte gravadas ;

« Epistola dedicatória D. Petro Segviero », datada Lugdurd

Batavorum, ipsis Kal. Decemb. cio Io c xxxix, e assignada

« Bonaventura' & Abrahamus Elzevirii » : o busto de L. Annœvs


197,

gravado a burilI « Vita C.

A ' L í S t t ' 1 ¡menta çt)BbrS,S|jie(j^ quj lijiercide-J

runtâr; uma gravura! a buril ribresenraiido uni homem quasi "riu^

p-em pé | * ; u i bac i 1

•B^o-nti^M) gravado vêem-se ®s ^lacM d^ titulSB

ifgüras ( ^¿g^ém^corpo,,. mteiro; erii P§ua, no

• méjíBima Jígi


198,

mato in-12. No anno anterior^ tinham publicado em separado

as Notas de (j-ronovius, i vokin-12, quo costuma acompanhar

a edição de 1659.

Das edições mencionadas se feç' tiragem em separado das

Epistolas, as quaes trazém respectivamente as datas, 3:639, 1649,

¿16.58,

A imprensa çlzeyiriana de Amsterdão ainda publicgu Qijtrg

edição das ot>ras dos


199,

describuntur et Iconibus supra quingénias

illustrantun

Lygdvft; fiatyyory?nA -apyd Jpraneiscu^i IfackiuM,

et Amsielodami,


200,

Os très exemplares são completamente, idênticos, ponto

por poiito.; ' entretanto, Pieters,' nos Annales de VImpr. des

El&eviers, descrevendo esta obra, diz, ,á pag. 257, n.° 94, que

ellä*' consta de '12 ff. compr. o frontispicio gravado, 327 pp.

è 2 ff. inn. no fim, o que está em completo dèsaccordo com os

exemplares .presentes. Procurando elucidar este ponto, verificámos

que Pieters confundiu a Historia naturalis Brasilien,

quanto á numeração das paginas,, com est'outra obra : Gulielmi

Pisonis' Mediei Amstelazdamensis de índice utriusqüe re

naturali et medica libri qvatvordecim ... Amstelœdami, apud

Ludòvieum et Danielem Elzevirios. A.° c Io Io c Iviii. In-fol.

D'esta obra,?: cujo frontispicio gravado é um 2. 0 estado do da

precedente, . a Bibliotheca Nacional possue dois exemplares,

ambos com 12 ff. inn., compr. -o tit. gr., 327 pp. num., 2

ff. inn. de indice, a que se seguem 39-226 pp. num., 1 fl.

inn., que complétam os exemplares. Este engano se torna

patente recorrendo á descripção d'esta ultima obra, dada por

Pieters á pag. 283, n.° 255 da "obra citada.

AMSTERDÃO : AMSTERDAM.

" \ (^mstelodamumJÊk||

N.° 78. — Mémoires Bs .satóá' et royalles œocl

riomifé d'Estat, doméBtiqves, ^4>litiqvé^!Œi

. militaires de Hfenry^laiprand...

Et c^l; sorvitvdtes. vtiles obeissances cçra

uenables' & administrations, loya||s de Maximilian

St Bethvnej..

A Amstelredav, ' 4leïifipsgraphe de.

Çlearetimelee,^& GÊwfifie&echon de I,istari$lm

A Venset^nRcm trois Vertus couronnées

d'Amœrani&A^i

4 tarn .Hrf.,1 vol r in fyl.^ •

®Gral|se, depcHs de Öesctever as duas ediçô?;, de Lotidre^

1747, e i ï i . J

sej£a ph te 'edição dizÄ;:^


201,

« À primeira H e suas^teimpr dlpm ser «Sservadas,

s. porque contêcmj||>bra tal^uï|a dilou o autor

Êethvrf* tiufue ^^^^Kemquanto qie ms iupramcnuonada?i

tit. da referida primeira ed.flHHHHHËSR

L,'. no ofiffello de Sully em 163^por ta impressor;


202,

muito f.ira. ¡ÍVni aindàM^^pmixDn^d^ por conterem «¿obra*** 1

.taif|ual sMiu 'da draáipõa. »••

Jylaximi)iâpp 4fi -Bethime comp-se IS em ¿ãrõjisse, mmprára"

ielit 1602' e restaurara çi casteílo íié ' ßially, sede de -uma

baroniá desde o. XI século, berço da- famiíia I iqi lie me,

cujo mais illustre representante foi õ autor das presentes' Mer

monas Na tope chamada de Béthune. estabélecêra; ellè máls

•tarde uma- imprensa clandestina, bride se' fèz esta afamada im-

SSSB-®!^^ 5 1 1 tt*v

viços- do Seu ministro erigindo em c »I iá ...

iPara eile se retirou 'Suíly depois da morte do soberano; eeraali

qiäe; rpdeado dos seus- secretários, i sas

obras (Grand £>icL. umv- du XT'X sièçle). » Sobreviveu aò rei

mais de 30 ,ö.ünos

obra citacja^ft da nadado f% 13 1 '.'Sil 1 '. ro de

e-falíecidp, nó séti casfellO' ¿é Vjlle-bpn, a fã

de 1641.

„ „ Pierig Ppsçhãmgs, no seu Di de : i iÄömpl^.

xa.en.Xo ao Manuel du Iii ' '"L 1 S 9 ^* 3a

férmdoíse ás Memoires 1 es sagcs ãan. nniei g i si á imi!rd^|»|

no Castello d'aquelle nome, ajjfflilW

« Edíçã|Sisinal' |g

se acham essas três capii 1 :s (çifi 1 da çasã d,e BéthunljHga

Ipridág^de vepjc, » .-

K Biographie citada poi Queiaid, qualifica a

obra nós seguintes termos':

I P


203,

N.° 79, — CorpuS. Juris Civilis, Pandectil- ad 4 0 H b - jl

F%f«Htinum archelypum expressis. InstituJ

tioiiibui, Codic'aAt Növäjiisi, addito Vt|stu

Grajeö, ut &ailr.Digestis &' ¿Codice, Legibus

y & Cofstitutionibus/Qrae'^s, cum gjptlmis

quibpsque Jiditifgibqs collatis. Cum nqfe

integris, repetitae quintum . prslöctionis, Dionysii

Göthqfredi, JC, Preetar Jqstiniani Kiliula,

; \Jigon|| ¿t aliorum Impcnuprum Novcllas. ,ac

CIIJKMISS Apuswli.innn, & L»tii)4'

Feudorum LibroÄ|Leg«8 XII- Tabul. & alias

ag jus :;>|!«rtinentes Traetatus, Fastös- .Cpnsulard^;

Indicesqae Titulorjim zd Legum ; &

^pecu^Hl in ultimjs Parisierjsi vel Lugduijensi*

editionibiil^antinentur, hyic 'jeditiflni ngyfc

; a»sferunt Pauli recept» Sententiae cum

notis J. Cüj§MB$t unt

¿^ versumAorpus Antomi Anselms, A- F- Ä,, .

N; ]C, ÄntWerp. Ob^J"vatioae^|sipgHiargg,

Remissiones & Mota Juri? Civilis, Canonici,

& Novfesimi ac in Praxi rfecepti ilil'ferenti.im

kontinent»; dei}{qi},f! 1,e(.'li(>ni'.!? yuflii: & 1

:.;. Natsg ggleete Äugustipi, ^ellonii, Geve.ani,

f. /CujpBi, Duareni, Ktl0a_rdi, Hottomanni, Gontii,

Roberti, Rsevardi, Charondae,('Grotii, 'Salmasii

' i & ' aliprijrn. C^ÄÄ: Ssi* Studio; : Simonis van

Leewen, JC, tugd, P'3-t

Hyglmsteledami, a.p-ü.^ yeetfiti^p, Bldett,. . Lty-

' > dgvicum, & Dqnieletn El&qvMföÄ. Lugd. Baftyvo-

- ^wn-, qpudPratiQfäcum HucfriuM, M DQ LKIH,

Cnm \ S, Q.

- ? yols 111'fol , SßO^lspiClÖ giÄ^

K 0 jviiüv i dö'io ff. prelirn. ton., 796 pp num.

A primeira i%}fölli.as inn.ijiim frontispicio gravado a buril, . "

^sigiiado emlii^lx^ « C. van Dalen seulp » ii uma espletn

didj. Mtampa. N® eentro v^-sPunn pedgst^l


204,

titulo gravado : « Corpus Júris Civilis cvm D. Gothofredi et

aliorum notis Postremá editio omnibus priõribus auctior &

émendatior. Sumptibus Sociatis ». Sobre o pedestal está o

busto de Justiniano, - dentro de um. redondo sustentado por

duas crianças; sobre este; a figúra da Justiça, sentada, com

seus attributos. Aos: lados do pedestal duas figuras de mulher ;

a da direita, apoia o pé direito sobre uma èsphinge ; com a

mão esquerda segura um livro aberto, qüé descansa sobrè a

coxa, e com a direita, uma penna ; esta representa a historia ;

a da esquerda; representando a lavoura, segura cóm a mão

direita uma canga apoiada sobre o , chão, e com a esquerda

sustém uma brida. Entré esta figura e o pedestal nota-se um

cão, Em baixo, á direita, os emblemas da navegação e do

commercio; no centro, um busto sobre um pedestal;, e, á

esquerda, a cornucopia da abundancia, vários fructos e saccos

com dinheiro.

Estampa não 4eàcripta.

Na segunda fl. inn. occorrè o titulo fielmente transcripto,

e, no versoj a « Surnma Privilegii, Peractum Kalend. Sèptemb.

cio Ioc LXiii ». As duas ff. immediatás coritêem : « Epistola

dedicatória Illustrissimis ac Praspotentibus D. D. flollandise,

Westfriâiasque Qrdinibus Simon van Leeuwen,.J. C. », è '« Typographi

ad lectorem ». Seguem-se nas 6 ff. restantes : « Notitia

júris ante et post Justinianum reliquiarum, partim à

Jacobo Gothofredo, D. F. partim à Josepho- Maria Suaresio

Vasionensi. Episcopo conscripta »^é^ « Index omniurn titulorum

in hoc universo júris corpore comprehensorum ».

O texto d'.este vol. abrange 796 pp.

In fine a subsçripção Amsteîodamï, Typis Ludoviei Danielis

Eízéviriorum £ cio lie LXIII.

O vol. Lii com suas peças subordinadas, tem numeração

v a r i a . . y • /.. 1 :' " :

No fim do vol. occorrem 20 ff. inn. contendo : « Index

omnium legum Pandectarum, seu Digestòrum, ordine alphabetico

digestus » ; e « Index omnium legum totius .Codiçis,

ordine alphabetico codicis.. »

Nos, Annales de VImpr. , des Elsevier... par Charles

Pieteh, Gand, 1858, in-8.°, pôde vêr-se a seguinte nota:


205,

ont iB8 habilement va %f n'était Ss pne' cÎûliaisée

que dé gjmbiner, sans «infusion dés--âfÎctères romanis à®

plusieurs dimensions,^HitaliquSdeSapitales, de

jffife,. etyfl'en cgjvrir f»pa^Bmprim»IPux;i^ai|

et ÇfatOTpes poUi ainsi dire de notoâ marg .15 •

H tes cei iifficulteS|dbt été • M | ,

' la justi^Sn#Si|îi

1 abondante des, matièf»/jgftiivre se lit a « une grandi

H BHUUI éSinbarras m fatigu|tt)ur ljgyeuxlptty édition

«Mn est Restée la plus belleiWime elle esf la meilleure d'e'

cet oiîvfeage impéat®S.et«isouvent iseimpnméfe»»

t&^Mpet ; pn fait ]p plaide cas. »

I, d'esta ftfenosa ediçao dos

|llM*';:pêrtenceu- a Real Bif&rthecâ.

N.° 80. — ... Hobat; Âlebabot Obrigaçam dós ¿A J 4,

Coraçoens Livro moral de grande erudição &

• P lá iloctrina. Composto na Língua Arabica

pello devoto' Rabbenu üahie O Daian, Filho

I )e Rabbi Iosseph, dos famosos Sábios de

'¿.;;EspanfiajÍ& traduzido, na lingtia Santa ¡ pelo

Insigne Rabi Jeuda Aben Tibon. E agora novamente

tirado d,à'Hebraica,''! Língua 1'ortuig«Sza,

para util d


206,

Pescfcipto, por In|||eêjfeo da ¡lilva mo seu Dtctyl? por An

fômo RxbetrB das Santqs nas Metntirimgtfg Litt. Pvrtí^jia

Açad R das ünEnif pag. 353, Ní^WnsiojiadMtâr BÍ

Míuinuiti.

st)9'r(>t|-?|ifS< Ba fl dgJ^Sjàntes do trttíB tmúscrip||||

pôr tres palavras em caract. t B l i M H t.-.ifc;».'

jjW^BHBSHW tnesnía fl. JH| num., é «taãA^feMv^ptO M mesma •

ktlgfua 1 tegtí^Se Orttfãsfflgj» DetiSgm toto a wMfiaitmà Msià

;obt'a..., que oefcupa o festo da fl e toda a seguinte, que' tem

o n ° 3 No v d esta jjfe ProBèo A a 0V§ê füe. ^

^ H da fl. H numera®j|56 ttâ fferfffi, -^n^SrtV: A

Aip-àvafam ddi eminentes e doíásítitws, SS HahcMtífi do K.

ffe dada .jfistá cldÉiê é às 26 i» 4é NiSãn

^ W j í - S *> sem nuni »(¡¿j,-."

tMfiil^Hdo tampem innúií; ¿¿Z?

H H H | •' ff' ' ' B B / " f n n

em língua Sll§lÉSp>, SMm d'est.1 6." fl. contêm Ij .

estampa, que se devem correger. A fl. seguinte, c A v H j

p^iil^i 7, tenferjutiiSrãyãfedfisBSiffijy^jjrttiS 'primeiro

tràdirctor... quê •traduzio este Livro,, . do Arabicõ- Ho

irebraufjjSÊjmknche ff, numifadas 5, -6, 7

tSg, £ terminq, fim IStq direy »« «t j»

' ' ' * í ' '' *' ' ' ' 3h ^SHE» 1 I

em deanté a numefaçâò I pfipaguias, começlès^pbr 9 slté^i'':

De 17 a 2 3 passlt de novo »numerar-áe p®á ff Estas pp e ff

Ç>

Segundo, declara os requisitos da Obrigação de Contemplai mos

nas < 1 ituras, à nos muitos Ibeneticios que dê Deus recebem —

õ Têrcêtoo,.- declara õs requisitos da obrigação de receber aí cir

klumstanciás, & dependTOifs — O OutwS, declara oí ra}uisiH0#

»da «Írigação» Coptí^S homê :^^®>taar a siià. âlma

e a


207,

por amor de Deus —O Noveno, déclata os requisitos dã pbri-

Blsí 0 H & 9> ua * ^^H diremos profesar. — O

Decimo, declara os : requisitos da obriga< ío do Amoi d M

* i * M

í.'. 11 teîitô começa ha pag: 24, continuando" a numeração até

á pag. , 31; d'esta passa á pag. 33, sem que falte nenhuma

pelo: seguimento do texto ; d'ahi continúa sem ^ K o H S H n

|||'pag PpK um^P do hvro

1 Esta longa descripção seria excusada a não ser a necessidade

de ãuthenticar a identidade do exémplar que se expõe, á

vista do que a seu respeito diz Innocencio da Si H

Htliogi ...i , ra, pp. 22S-.9, que teve ensejo de examinar

um exemplar muito "bem tratado da ptta, cuja,ÍS|t||ripçãa

com o ' ríêfiio, 1

« Barbosa, diz elle, ignorou totalmente a existenci; d

livro,-e a do seu traductor, por isso que d'elles não faz menção

alguma na Bibi. Ribeiro dos Santos aponta na verdade esta 1

sbraj mas parede quB^rejgife unicamánfe ao teste;munho §8

menção^que»WÜla encontrou em Wolfio i ,D. J^^Miíriguè^

de Castro, .pois não nos diz que tivesse visto exemplar algum,

ou noticia d'elle em Portugal, e o modo porque nc

tado indica os summarios dos tratados, me confi 11 VfoV?

n jpmiao. I

O exemplar visto por Innoçencio é no seu conceito o uniam,

tjttti kâj^jctste eni LiW0%e áteem Poffiigw' tendo apenas achadiP

noticia de oütro, mencionado com a nota de r,H ; aeçir-conia

BeA"Cí


208,

J d U SO 81. —Livro da Gramatica hebrayca & chaldayca

Estilo breve & fácil.-.

Dedicado a os Ss. Parnasim de Talmud

Torà, & Thezoureyro de Hes-Haym. Por Selomoh

de Oliveyra.

Em casa de David Tartas Por Semiiel

Teyxeyra 5449.

A data corresponde ao anno de 1689 da era de Christo.

ln-8.°, com o registro de 4. 0

O titulo e mais indicações da fl. de rosto se contêem em

uma portada xylographada, em cujo alto se vê uma inscripção

hebraica. A data, aqui fielmente transcripta, não tem entre

parenthesis a sua ^correspondente na era vulgar ( 1688, aliás

1689), como dá erradamente Innocencio da Silva, Dicc. Bibi,

portuguez, vu, pag. 226.

Compõe-se 0 livro de uma parte em portuguez, com 71

pp. num. ; de outra parte nas duas linguas orientaes de que

falla o titulo, e de uma como que terceira parte, com o' seu

titulo especial, nas,tres linguas. Esta parte intitula-se :

1 « ... Hes-Haym Arvore de Vidas, Thezouro da Lingua

Sancta ... Dedicado ... ppr Selomòh de Oliveyra... »

Depois do titulo da fl. de ros,tO- vem a Dedicatoria, em

4 PP- preliminares inn. ; ; a esta segue-se em fl. inn. a relação

das materias comprehendidas no vol., que é a seguinte :

« Gramatica Hebraica... — Gramática Chaldaica... — As

Rayzesda Escritura..JB O Chaldaico da ,,S. S... — Alpha-

Beta Hebraico... — Vocabulario Portuguez... — Rethorica

Hebraica.,. — Poezia Hebraica... — Lógica Rabinica...— Yndex

dos Preceytqs...;, » ' ;

Vem este livro, segundo affirma Innocèncio da Silva, mencionado

no Catalogo âé Isaac da Costa, com a nota, de raríssimo.',

-

Nas Memorias da Littérature Sagrada dos Judèos Portuguezes

de Antonio Ribeiro dos Santos, publicadas nas Me7

morías da Acad. R. das .Sciencias' de Lisboa, se depara cóm

o pouco que em nossa lingua se escreveu ac.êrca dos judeus

portuguezes e da sualitteraturaextremtida das preoccupaçoes

; da. sua crença. . • , ' • . ' .

Expellidos .'de Portugal, foram procurar asylo na Haya,

f em Amsterdão, em Hamburgo, em Londres, onde viveram desassombrados

1 de perseguições por motivos de religião e ali

deixaram copia de si nas muitas obras que fizeram imprimir.


209,

Íí Com a qu«| Bibi Ñadí aptefenta de^ Schelomâo de Olí- ^

ní 8a, publicada^ em Amsterdão,

dá-se uma amliátra do Sfneripi não só ppiito* aos autores,

Smcl'quantc^p)' luéasr 'de ímjJraMa, J*"'

llS§f§Undo Ribeírá'jjjs''S^ InnBjjpj. da

g1lva^®emoh*®'Salom^fedp OJrvelra era filho de David

naturt.1' fc* Lisboa, e mestre do? judeus portugijé^Wffi Ams?

teídáS, fall&eu por 1708. HJ01 GrammatipOTque alcançou

¡ilustre nome peias - • iifeí..v)f" _ _ ;'

SESarfeosa: Machadofeioíi o nome SchèlSno ie Ovaeíra, diz,

PEro ie féra mestre dJISyttagòga em Amstefdâo, onde jx-

•ctHBBp S rande erudição Talmud, eSeferindo'-se -¿s^suas

obras accrescf I .. f , I *

Nellasfs§,\Jidmira a, vasta litteratura'que tinha assim da

íntelligencia da Iing|j|;£tebraica¡-19 ChaldaipfcOmo da Astro-

''"Si 1 - 1 ' ' * ' B

O ÍBIS exemplar pertenceu, á Real Bibliotheca.

VALENÇA: VALENCIA.

f ValentiaJ.

N.° 82. — Epistolas de|¿ant Hierpnimò. :

T,ífulo impressoSgm vermelho , con tido ém ' utíte,. 4apga "

I Coitada aberta em madeira Abaixo do titütòcomprehendido'.

na.própria^pfíítaday fem um^stylinha:

«^p^tínimi epLsS pistrmi rubiginis pio »

I H ^ ^ H , goth, numerado pôr

folhas,, lettras capltaeâ e miaaês^çjm^as peq^ê&tòstampas

xylogfaph. intercaladas no „tçxto e duas maiájjl uma nq, v.

da fl _d®jstq e out imaMdas ff, preliminares. '

Jíf/Íip"; fim, S^llllftl?"' S 0 ^.:

¡jífi A gloria \y loor dela sEitissima Sfíndad padre hijo" -

m espíritu sanetp^ y dela sacratíssima reyna délos ágeles Maria

llbví¡gen madré Je dto¡§|ll>g¿da y^efipra nía Fue imprimida

plL V ^^ÉntSbta êla feigne 3J coronada. Sdad de Valêoia |

|át%.,jr Jorge costóte' acâH| .xxx, de 'tón® año de nfa repa-

%£,iun dh'-Mil. H js'x^yj. » • . . ..

g A'kFaJlandq de uma edição posterior;SemMa MRfl diz Salva

H H l b da sua bibliotheijipig, n'.° 3918 ;' 14

V \


2id

l^íifioO traductor aestgi ÊpfsWas fôj, o bâcliaMl fu!m dj

'SBjííSl Ói^ençaiipWn.en'fós,ãi, ^édicãtória a-Di. ítarià

Enriquez de Boq1| dugBad^ Gaffila^ do & -qbffle dc | 'j

H 518 a B t s de ^dfpjtenq^ ¡Hj, lifwrj oúê ifcí3«íyífra' ffi?

§m Ao volume ¡Wo^çolihecEii Bcfflíu Antonio Ji fiíêçntcs

W W « ® ® qi^SsiíSm; Lai^MíiS

•êni \-ileft ia py Juiti Jofit M B B I Jetti H

. , Çõrn effeito no ei da. presente ¿d j não Mencionada por

Salva nem; praesse ,-jieni Brunei, Íè'-sè á dédiéatória de que

.»lia,j o, ..pmWjwjBropr^a vermelí,,!• cq;. i . IL

ettt uliia,-tarja a^êrtgèm madeira, dedKatofia que corocçSíj

< Spistolã pfiériria (ptotmial) dei. Bachiller Jua . dè !Ãffinà

•ffijjre lj |J J^. òbiati. H E i)o ,íjm dq

que elle• se"reierei.postai áritès


211,

Fray Francisco Mendez/ na sua Tipografià ~Espuk&lay segunda

edici^n corrigida por DonJDionisio Hidalgo, ppí 50 e

.sèguintès, confirma este asserto, - baseando-se no seguinte impresso,

primeiro que com fundamento se assegura feito em

Hespanha: Certamen poètich, eu lohor de la Concedo, collecção

de versos de trinta e seis poetas- contemporâneos, pela mór

parte naturaes de Valença, retinida por D. Bernardo Fenollar,

distincto cidadãb váíenciancr, parâum-torneiõ qüe ali se "'celebrou

no dia da Encarnação, 25 de Março' de 1474. Imprimiu-se

en Valencia, iffiQy iii-4-° Falià nombre de impresor.

« Todas estas circunstancias, conclue o autor, deciden á favor

de la. edicion de este libro én este ano.:- y se corroboran con

el final dei siguientê:.. »

Kv Refere-se a outra obra sem titulo fiem portada, eomo su-

£ede en muchos de los antiguos,' de cujo prologo se infere qüe

'•.sé.» intitula.. Comprehensorium,: . e-,por autor,.•:Juan, ,e\ termina :.

.« trèsèhs' hüiüS Comprèherisorii préçlárüm bpus Válèntie v impssüm.

Anho; M. Mcce. LXxV... finiff fèliciter. Tutfõl. t> Este'

livro sèfve igualmente - Esses incünabulos da vproto-typographia valenciana, de ha

longo tèmpò rarissimos, 'são verdadeiras e inestimáveis preciosidades.


212,

De Jorge de Costilla, impressor d'estas Epistolas de Sant

Hieronimo, nenhuma noticia encontrámos nas obras especiaes.

O exemplar exposto pertenceu á Real Bibliotheca. -

SARAGOÇA: ZARAGOZA.

( Ccesaraugustct);

N.°" 83. — Las quatorze- décadas de Tito Liuio

hystoriador délos Romanos: trasladadas agora

. nueuamente del latin en nuestra legua castellana.

La primera: tercera y quarta enteras

según en latin se halla: y las otras onze

segu la abreuiaciõ de Lucio floro. In-fol.

0 Sñr. Antonio José Fernandes de *Oliveira faz d'este

livro a seguinte descripção nos Annaes da Bibliotheca Nacional

: ..

« O titulo está impresso em quatro linhas, com lettras,

vermelhas, por baixo de üm , escudo • das armas impefiaes,

illuminado a cores ámarella, preta, verde , e encarnada. -No

verso vê-se uma grande, estampa, gravada sobre madeira, representando

um-rei sentado no throno cercado pelos grandes

da corte, e destacando-se do grupo uma figura que parece

representar o autor, offerecendo o seu livro ao soberano. Nas

duas folhas immediatas se acham: a dedicatoria a Carlos V

pelo traductor, e advertencias.

« Impresso em typo gothico, contem o volume 533 fF¿ num.

de um só lado, e mais 9 inn. com o; colophâo, que em seguida

Copiamos, é. a Tabla ou indice :

« Aqui se da fin & conclusiõ alas decadas dei clarissimo

« orador Tito liuiò: hystoriador délos hechos délos Romanos:

« según la translación q delias hizo, (agora nueuamente en ñra

,,« lengua castellana) el reueredo padre fray Pedro de la vega

. « de la orden délos frayles de sánt Hieronymo.; .Imprimidas, en

«la noble y Cesarea ciudad de çarogoça: por industria y

«espezas del experto varón George Qoci Alemã dé nación: y

« morador en la dicha ciudad. Acábarõse a veynte y quatro dias

.


213,

& Este coiopbão estiini^^SScom £nta.. encarnada e preta

e sobreposto a um escudo tom as armaS^de Cocij tendo as

H 1 fSiÎESfeka* ' • *' I ' M H l

«.< Dç tí^^^^^^^^Uâ^^ra^^^^t^^^^p^^ultái^os^feenhúm Como

SalVa' • I H ra mais tmnKòosidadef^ exarçãtr^a edição

ér rara ,e de grande valor bibliQ^pbicBSŒlàu

Antohiá fé eerto' a 'nãck. conhéceu, pois e de modo duvidoso :

que falia em fr Pedro de la Viga como traductor aas T>eca

das degHTiéo Lmo, sem animar|j| a 'traiíscrev^í çiquer o

titulo dressa excellente versão 1

I ^ffia provar quej nãp è exaggerada a apregjagiüi que fa-.

zemJffíquantq "ao meritín d'este ^¿aleotypcF' bast^feitar as

Jiajavraf efeptas por Salva sobre es» J^mpta. «

•i Ésfeimag'nini^^ralûme^^Hsin disputa el más perneta ;

«qiùë'.igjiè de-H prensas dqFdistmguido Joigffl.ci, y con


214,

« Eleito vigário, foi Sb sápida feyá8bu.O priorato, sendfcN

•depois nomeMwápaa 8#Éfc'c*j;».»i


215,

y dels Cõtes de Barcelona: e Reys d,ç Arago ;

ab moltes coses dignes de perpetua memória.

Compilada per Jo honorable y discret mossen

Pere : Miquel Carbonell: Escriua y Archíuer

dei Rey nostre senyor. ç Notari puiblíçh

de Barcelona. Nouament imprirqída enlany.

M.D.xlvij. " " ' f :

Em dialeçto catalão.

Titulo impresso cm vermelho e preto contido em uma

tarja xylographàda;' al^ãi^o do qual è dentro da mesma tarja

lima' vinheta diversa de outra que vem no fim dp vol. e é a

marca dp impressor. Bella amostra das impressões do tempo,

apesar- da sua .-pouca'-'nitidez; em -' cãract. gotli., 'a 11,

n.* 2855, na descripção que faz da obra, que confere com a

do exemplar que a Biblrotheca Nacional, expõe, salvo uma

visível falha na transcripção do colophão.

Eis o que' a respeito da presente edição diz o erudito

bibliographo h^spanhò^H

«,Ni.ç. Antonio mencioíia uma edição de Barcelona 1536,

% qual si existe, dp que duvido, deve ser summamente rara,,

pois nunca a. vi. Da de 1546 passaram-me pelas maps pelo,

menos doze exemplares .e talvez entre tpdos não havia dois

completos e em bom estado : geralmente carecem da ultima

fl.; qüé é â que- contém os signaés da impressão e a sua >


216,

é 'seiii duvida ra^^g circumstancia quMfâM deve o terA'

í^gúns bibliögtäphos'suppfesto 'ijiÂSêJdSÂtetcêira edição, de

1547,' datà; do iruntispiJ-ijá. » .

Nicolâu Antoni^ effectivamentefâbp nome Petrus Vifhaet

(vujlf Pere-MiqvWk resumidaihèflte

o titulo da oKra, a, du gm Tàrmlim.

opus dê Epndemia **'et Peste, traduzido em datelão. por Juan

Villar, é de 1475.-V{

\a op&iaó de: Desdhariips K * ' 4 ' ^

uuthenticfâ-áde Baree/ona^dC^^^^Mrãr _ 0 \ 1 c.öllti' Spm:

delêr, allemãõ, JlvPedro Bru ou Bruno,''sífj|byan


217,

v ' Não vemos menbionado por nenhum dos citados bibliographos

o nome do nosso impressor, Carles Amoros, d'entre

òs que exerceram a arte naquella cidade. G. Brunet, porem,

no seu Dict. de bibliologie catholique, columha 932, escreve :

« Indicam ,os bibliographos 1473 ou I 475 como o ànno-em

que a typographia se estabeleceu em Barcelona; fallou-se até

do anno de 1468, mas o asserto, parece duvidoso; Pedro

Bruno e Nicolau Spindeler imprimiram naquella cidade desde-

1478; o primeiro associou-se a um padre, Pedro Posa; o

segundo trabalhou até 1506. Assignalam-se também Pedro

Miguel, 1481-98; Matheus Vendrell, 1484 ; João. Baro, 1493;

João Rosenbach, de Heidelberg, 1493 a 1526; Jacques de

Gumiel, 1494-97; e Charles x Mor os (sem data). Pode-se,

accrescentar o allemão. João Luchner que, de 1495. a 1503,

, imprimiu ora em Barcelona, orá no convento de Montferrato.

» '

O nosso exemplar, completo e em excellentes condições

de conservação, graças á restauração por que passou, pertenceu

á Real Bibliotheca.

SEVILHA: SEVILLA.

( Hispalis).

N.° 85. — Quinto Curcio Historia de Alexandre ^ l

magno.

No fim, á ff. ciiij^ffs-

« Enèl nombre de dios todo poderoso ariiê. fenesçe el

dozeno libro d'la ys.toria de Allexãdre magno fijo de Felipo

rey de. macedónia: escripia de Quinto Curcio ruffo muy enseñado

: & muy abundoso en todo. & sacada en vulgar: al

muy séreno principe Felipo maria tercio duque de Milán &

de Pauia & conde de .agüera : & señor de Genoua : por Pedro

candido dezimbre su sieruo. El qual fue impresso enla muy

noble & muy léal; civdad de Seuilla. por Medardo vngud

alemán : & Lançalao polono compañeros, acabóse a. xvj. de

mayo, año de mili y quátrocientos y nOuenta y seys. »

In-fol. peq., a duas columnas, em caracteres goth., lettras

iniciaes e capitaes Ornadas, numeração romana, com registro,

sem reclamos.

Na fl. de rosto uma gravura em madeira, representando


218,

A^ïftHdre, divide j» titulo paf¡jna,9 partes Esíe'é impress© enr

grandes çaract goth , chamados de missal

-AÒ;éálqphão-aéi«ia liaâscriptojségtië^e a,marca dos jmpressoijês-èôpa

II iniciaes dó? séus' n.omês .)/. i: .V. Ésta marca

M«1U reproduz^ em i^jgdfíz, îljfewfe® p?g iciF

Silvestre nã/j a traz.

Meniez, dando nóçtauj da obra,

* « Candid® Decimbfé tradüzm a lio latim part j

Ü împrlmiu'sêJÇem Floreliça i478Í|Mízí Fenole* traduziu SÍ

pi ra " è hmdSim Sfiublieoa sè em -Barcfelonà 148® esta ttttj

ducçãp {¡aSsou para o castelhano| èm 1496. »

OJnA?>. exemplar' contem, do verso fl debito até

M. 4, .^^Sm^aB^Sf^íe.-. a¡^~"'•' , JíX•> , Bréljhiinaj®,* iffl|

fwém

H B fl. < Aqiia»*¿nii«rt9q UjUBii.^'

xandre magno sacada en vulgar fielmente de Pedí a: " *

ffiiíia^^uSr SZ IÍM|WM|Í|I iijli Jilil|ii ..Bt'WLLWBB

eí primero &®Eíffiundo qug* en Id auestfa édadf non IB

hallan. » ' ' * .

O livro fecha com a « :0ue.ha quem.syppo.nba

que í^p.^rç -Çaiidído tr a duziu' a'|o|M d¿'£Ciirc,ió' parava^ língua

tosfjátlâ, ma^ >ígrior^^^]uem a p_.asso.il d' esta para a ojcelhana

e q!:e dt. esta ' . ; ' .. uric^ è^íiçiõn^M

A !ra(i:irç.\ij\cíísu;r::an:i impr^s&a .pm

idtl$


219,

lendana trfttferitfa, o que já nos havia ,diÇo Mendez no lugar

acima citado^ . _ :

. Com efiei|o, no Bitilioibecaz Regi®, Catalogue (Londini,

1824)7 vemos mencionadas mais de uma edição d'essa traducção

e era primeiro, lugar:

a Istoria di Alessandro Magno, tradotta in volgarç da

Pietro Candido Decembrio,( incominciandp dal terzo I^i'bro..,

aptid $anctym Jdcohum de fiipçli, Florentia, 1478,

cqrwt-, .sigr/,.- -Edizione prima. »

A obra quê a Biblíotheeâ Nacional expõe é pois trabalho

dos primitivos imprèssores de Sevilha; - o que lhe dá o mais

alto valor bibliographieoi -

A arte de imprimir estabeleçeu-se 1 pela primeira. vez naquelas

cidade, segundo Melchor de Cabrera citado por Mendez,

importada em 147.6 por João de Leão; eminentisifno en el arte

tipográfico, -O que todavia não parece incontestável. E fora

porém ,de duvida para Deschamps, Diet, de Géographie, que

data de 147.7 á importaçãp da imprensa em Sevilha, a Hfspalis

dos latinos, .que foi a .quarta cidade de Hespanha a gosar

dg maravilhoso. inventoainda mais, foram hespanhoes os

sçus primeiros impressores. O primeiro livro com data certa,

sahido: dos prelos sevilhanos,.. é, o de Alfonsa Diaz de Mprb

talvo., impresso naquelle anno de 1477, injol., a 2 çolum.,

caract. goth. peq., descripto por Desehamps. Iroprimiram-n'o

Antonio Martines, Barthplomeu Segura e Affonso do Porto,

cuyos apeltídòs parece no dpjan duda de que son espanoles, assim

como a obra intitulada Sácrarftental, de Clemente Sanchez de

Vercial/ no; mesmo árino, in-4. 0

Enumerando' Os -mais ; afamados typographos sevilhanos

Deschámps dá ps nomes de Meynardo Ungut e Slam'slau (Lanzalao.)

-PoIoná, impressores da presente edição de Quinto Curcio

e aos'quâes se deve a impressão das Cienfo Novèíàs de Juan.

Boccacio, do mesmo anno de 1496, in-foL, goth. O polaco

Stanislau passou-se depois para Alcalá, de onde existe uma

impressão èua de 1503; O nome d'este impressor vem em uma

de suas edições Ladislaus-, o que' nos parece mais conforme

com o que lhe dão os hespanhoes, apesar de que a inicial

usada na sua marca typographica social é um" S, como vimos.

Da presente edição diz Brunet:

< Uma trad, hespanhola de Q. Curcio, impressa em Sevilha

em 1496, in-foi.y é citada por Caballero. . É talvêz a

mesma que a de Gabr. d,e Castanheda, que appareceu em

• Seyilha, em casa de Crombèrg.er, 1534,'in-foh goth. »

. Dps prelos sevilhanos possue a Bibliótheca Nacional um


220,

raro e precioso exemplar dos Tratados del doctor alonso ortiz...

imprimido por três, Allemanes. cõpaneros. Enel ano dei senor.

M. CCCC. xciij, in-fol. goth., que também' lhes faz honra. Por

se referir a tão notáveis mestres da, arte de imprimir julgamos

opportuno transcrever o que d'elles diz Sàlvá no sèu Catálogo.

« Os tres aílemães companheiros que realisaram esta bellà.

impressão foram João Pegnizer de Nuremberga, Magno e

Thomaz, cujo escudo se encontra no fim do volume, Comparando-©

com o que vem nas Siete Partidas de 1491, verificarse-ha

que é bastante parecido com aquelle, consistindo a diíferença

mais notável em haver-se supprimido no presente as

iniciaes de Paulo de Colonia, quje já havia sem duvida deixado;,

a sociedade. »

Ainda a proposito dos primeiros impressores de Sevilha

diz Don Rafael Floranes nos seus Apuntamièntòs sobre la imprenta,

publicados na 2." edição da citada Tipografia Espanola

de Mendez, "que quasi que .se estabeleceram em Sevilha quatro

typographias ao mesmo tempo, a de Tallada, a de Paulo de

•Colonia e, companheiros, a de Ungut e socios e a de Pedro

Brun e Juan Gentil. « Prova, ajunta elle, da grandeza, riqueza,

fama e muito çorrimercio d'aquella insigne cidade. Em outro

tempo pretendiam os barbaros germanos entrar em Hespanha

com exercitos armados para destruil-a; agora apparecem nelía

em companhias pacificas, para instruil-a com. as doçuras de

uma arte exquisita, que- torna immortaes as prodúcções do seu

engenho, como tinha a arvore do paraiso a virtude de preservar

da morte os'que provavam do seu fructo. »

Flo.ranes referia-se. ao anno de 1493.

« Dois annos depois, continúa elle^ em 1495, deram estes

mesmos allemães, na mesma cidade de Sevilha, os Provérbios

de Séneca, que -foram reimpressos em 1500, ainda ali, por industria

y arte. de Jhoannes pegnizer de Nuremberga y Magno

herbst de fils. »

Para fechar o cyclo dos afamados ; propagadores da arte

civilisadora por excellencia naquella parte da peninsula, diremos

ainda com Floránes que a sociedade typographica dos

allemães Ungut e ^companheiros permanecia em Sevilha em

1498; nesse anno conçluiram elles a impressão da notabilissima

obra ã Peregrina, do bispó de Segovia D. Gonzalo

Gonzales de Bustamante, com a douta e extensa glàssa denominada

Bonifacianà, do nome de seu autor o dr. Bonifacio

Peres Lisboà, jurisconsulto portuguezí que acompanhou á Càstella

a rainha D. Joanna, mulher de Henrique IV e filha d'el-rei

D. Duarte. No anno seguinte, 1499, imprimiram elles na mesma

cidade Las trescientas de Juan de Mena. Lanzalao Polono, um


221,

ItóS: da .referida sociedade, passonJMeÇÓis- »ira Alcalá de

Hgiares, como Age disse.

'O nosso exemplar do Qupiio ÇW^i,I

(jlpsenta dignamente o pfotcfiiéío da imprensa naqueila importante

cidade' de Hespanha na infância da arte._ Está em

ijítn estàdo de donservação. Pertenceu» Real EibhotheSa

ff.® 86. — Suma de geographia q trata de todas

las partidas S prouinéias del mundo: en especial

delas inclias. & trata largamêté del

arte'del marear: juntamête con la espera en

romãce : con el regimêto del sol .& del norte ;.

nuevamente hccha.

Con prèuilegio real.

K%fo, fim « FenSde la suma de, Jflígraphia Vue impressa

enla nobilíssima H muy leap ciudad de Seuillft-^por |||g)ao

BõbfegerHema ôel afio ,(Tla enqam|çi® de Äiiestro senor.

de milTfe*'gumientos & diez & naeVe »

%%?>3iÈ£ pe«J., sém numeração, 'carapterè^


222,

ip siíb-titulo um tanto ¿Jivdrao do que ¡¡«abamos^e daiyiegundo

^ -Biblioth. heber. ... e indica ^mte'&tíoiíai Jdí^l, 4e! ¡i|3

*Jo.,taesma^irp^ess{>r, i^m d?, jg g. assj»,¡como, urna te¡3

' A|U#reS: de Bur^JS^, do:,iffi^o;foxmatq¿ : »,

• .Srrt^j^B.-^.v^fl^ijTO^Í'jlj^^Jai^^ irfclúida g

pripe'ira^^fcmo Bvé, rarísima •

"g|^|autor t. I

lljol i m ii' - '7 , ' , lyor á'e

QwBh d iM¿ tül ° V®!« n " B BBMMll

«i fcBstelbatio .fflodsrno) .e; as seguintes indicares: jKr/tó'

iifn¿U\ Andr^am .de Rur&qs i/i-ü.U.

íj* Suppoz se ier havidd um# éí anteíbr ,com efl'éB^HH

Mefltf ez, na stá. íipdgrtifiU efytUtWld, -i 4 definió; $4, d»

« Simia di: (ictisraphb/ por Martin: ^inaBdfezf Denci'sól-j

. .En-Sevilla -1482,. '

« Dudo niego'; ííjut hay i tal: .pdjcicjn, "¿ijíes Wyslg¡l

D- Nit^M Antonig^|fg ^ ¡ l i y r a H d M¡ ••• Sfi.'ffjl

tíerfipo... ,

, Aó';.:®; '#6fÉStféirtá b. Tt'q^i inuádor:

« Esta bien dudaos), „y mucho unejor^pisgado» porte

efectirannientf Ja primera .^^^j^'jK^tóll^l^ffljhl^;

B.«sa, i!c jticii;(o Crpmbeijer,aleman, ano cfcí.igi^^ssiI :

prÍY}i|^¡) ,que para ella le di¿ ei rey y emperádor.'E". Carlos

(á quien. ía. deciica¿...t;»'

n.* éaicáoiM^Bto. de Joáo Cromber-"

ggr, feita na ^ejpuu'adad^, dfe&viyiaj.

Leclerc ha ; feúa BiWjttlhecci Americana, pag 57, n 6 192.;

diz:.. ,

V«. Encisp (M Fernande¿ de\ "SuijiaMe geographia qpfl

trata,;d®.g^te14as.jjaít¡id|S .y,pro:|i^eia^,^ > n Ti

de las índiasffii la fin ) SeuiUa, Jua«t&mfeerg^r, 1530, m fol,

go:hiq:¡c, ,yel^' ¿

,. -E accrescenta *« Volume mui raro e infinitamente 'j^í^'.

©bj;t. ft»i im-.

p^s^" jftláüinmeiia vez eiji 1519 ¡ Renaprinüu-séf¿fli 1J30 e

jif461-.it E. cite um tíeBarris®É^:Ju|jiyen»s nír breie

ii¡j!.ii.-:a que é:i r Siipia ,

di.^eo^ra^riifi ¡U) N'íívo .Muniio eiflai Ríjt¡ri*go .(ic l!:t*tidaSy

hmi m planejador da exped||¡MJcfe í ' ¡


223,

Balboa, ê 'acompanhou a Ójeda ém süa-víagéñi ào íònfínèrité';'

Enciso_.se estabe.lecêra a •principio em. S. Domingos. »

« The account of America is principally fro,m his own

observations (Riçh.)s » ¡ ;

¿ « E obra raríssima. »

sTernaux, pag< 4, n.°, .20* classifica-a : « C'est le premier

livre, $&pagnól> qui traite dé l'Amérique. » Ë cita exactamente

a nqssaediçáo.

'•/ O exemplar que a Bibliotheca Nacional expõe pertenceu á

Real Bibliotheca: •

N.° 87. — Epístolas dei glorioso dotor sant Hieí

ronyrno. Agora nuevamente impresso y emendado'.

153?,

- Còn priüilégio Ymperial.

• . In-fol., cáract< goth., em vermelho e pretõ* lettraâ capitães

è iniciaeS Ornamentadas, com registro, sem reclamos,

frontispicio' .xylógraphâdo,'" um retábulo jom a imagem de

Sv Jeronymo; ambos coloridos. A declararão do priuilègio no

altó' dá A.- de rosto. •

As primeiras ' 9 íf.y- com ade titulo, numeradas, contêem :

No V. da fl. de rosto uma gravura em madeira, colorida

á mao que toma toda a pagina. A fl. 11, r. e v., « Epistola

{jtòhemiai del Bachiller Juan de Molina... Dirigida ala Illustre

y muy. R. Señora Doîfe Maria Enrriquez de Borja: Primero

Duquesa - dé Gandia. Y .agora.Abadessa dignissima de sarícta

Ciará... » As ff. ni usqice Viu r.^« Tabla déla presente obra. »•

No v. a'ésta ultima fl. reprodûz-se 1 a éstámpa do v. da. de

rosto-.. '

Da fl. ix em deaüte o. texto, que òomeça pelo seguinte

titulo impresso em tinta vermelha ¿

íffflp. .Çõmieçan'. las epístolas ..del glorioso santo, y , muy~§s-

^áreciab^' doctor... el bien.auenturado señor san. Jeronymo.

partidas, en ; Libros.«;'por el bachiller Juan de Molina : natural

de ciyd'ad Real... »

A obra divide-se em sete livros e consta o vol. de cciv ff.

•numeradas á romana. No v. da ultima occorre a dedicatoria

do..,traductor,, cujo nome se perpetuou addicioriado dò• seu

tituló de. bacharel. ;

Ñá • il. que 1 se segue, sem ttumeráção, vem a subscrípção


224,

em grandes çaract. goth., em tarja floreada, com que termina

o volume,:

_ « A glória y loor .dela santíssima Trinidad padre hijo y

'espiritu santos.. Fúe impmida la^psente obra enla isigne &

muy leal ciudad d'Seuilla. En casa. d'1 Jurado Juã Varela de

Salamãcá cõ puilegio real y Jmperial dõde largamêté se .con-tiené

las penas por diez Anos puestas: al q la imprimiere én

- toda castilla o de otra parte ípressa la vediere. Acabose

a. xxv. de Junio. Enél ano de nro Reparacioii de mill y

quiniêtos y Treyhta,:y dos anos; »

É reimpressão, como se vê, da obra precedentemente

desçripta. sob o. n.° 82, ,e tão rara como ella. Saívá, como já

se viu, menciona apenas-a ed. de 1548, da mesma cidade; de

Sevilha, e refere-se á uma ed. de Valença, 1520, por Juan Jofre,

da qual possuiu um exemplar em Londres. No fim do nosso,

lê-se a seguinte nota msc:: « A prim. ra impresãão em Valença

em eaza de Ioão Iofre anno 1520 folio. »'

' Salvá pois não cônheceu a presente edição. Brunet não

cita nenhuma dás edições da tradücção castelhana. d 'estas

Epistolas. Graesse, como se viu no alludido artigo, menciona

a de Valença., 1520, e refere-se á de Jorge de, Castilla; (aliás

Costilla)., Salamanca (aliás Valencia),. 1526, injól. y á da

mesmá cidade d.e Salamanca (aliás. Sevilla), .1532, in-fol.; e

Burgos, 1554, injól. também. Graesse dá assim a nossa como

feita, èm Salamanca, pois como tal sé deve tomar a expressão

ib de : que úsáj do que se segue que não a viu, è de onde se

conclue a sua. raridade.

A respeito dá intrdducção da imprensa em Sevilha nenhuma

noticia deve merecer-mais^confiança do que â que nos sübministram

Mendez , e o seu continuador na obra citada, Tipografia.

Espanola, no trabalho especial de Don Rafael Floranes—

'Apuntamient.os sobre la imprenta em Hespanh

tigações se verifica que em' 1485 foi què se generalisou na

peninsula o maravilhoso invento que faz de Gutenberg um

semi-deus. « No citad.o anno 1485, diz ò douto investigador,

a achamos (a arte ,de imprimir) também introduzida em

Sevilha e, o que é mais digno de apreço, servida por ! um

Mestre natural do paiz. Tal é o impressor Antonio Martinez

de la Talla, -em cuja officina sahiu ali impresso, aquellè .anno

o Espejo, de la Cruz, livro dé autor anonymo italiano,, traduzido

em romance pelo chro.nista Affonso de; Palencia... »

Dos outros typographos primitivos dé ,Sevilha, Paulo de Colonia,

João Pegniczer de Nuremberg, Magnus de Herbst,

Thomaz Glockner, allemães, trata particularmente o autor, a

quem recorrerá com vantagem o que desejar maiores in-


225,

formações. La Caille, na sua Histoire de i imprimerier dá

cpmo primeiros impressores de Sevilha os allemães supracitados,

que imprimiram de parceria Flòrètum Sancti Matth&i.,. in-fol.,

ë Alphonsi Tostati opera, igualmente in-fol., ambos em 1491.

Çita depois Maynardo Ungut allemão e Ladislau polaco, de

mieni já aqui se tratou no n.° 85, ë a sua edição'da Crónica

Mel Rey Don Pedro... 1495? in-fol.

.O que parece póis mais certo é que a imprensa fôrá introduzida

em Sevilha por João de Leão em 1476, mas só mais

tarde ' se generalisou 1 e tomou mais largo desenvolvimento..

Deschamps, no seu excellente diccionario de geographia,

menciona, d'entre- os typographos de mais nomeada de Sevilha,'

á Juan de Varela, impressor da presente edição das

Epistolas do senhor são Jeronymo. No Dictionnaire de biblîùlogie

catholique de Gustavo Brunet publicado pelo abbade

Migne, figura o nosso impressor Juan de Vorela (seguramente

Varela), no trecho seguinte, : còl. 933:

« Meynard Ungut e Joãoí Pegniszer de Nuremberg imprimiram

em 1496 em Granada a Vita Christi. Depara-se

depois d'elles em 1505 com Juan de Vòrela, qíie trabalhou

em Sevilha de 1511 a 1534. »

O exemplar exposto é um bello specimen das impressões

sevilhanas, valioso por si mesmo e pela sua raridade : pertenceu

á Real Bibliotheca.

SALAMANCA.

f Salmantica).

*N.° 88. — (Lvcii Marinei De Hispaniae lavdibvs mm

libri VII.)

n. offic. n- in-JoL de LXXV ff. num. só peloí. ^

S^l^rso... .

' '"..Obra «Kma,

on

minuciœjuti&nfe ffggíripta por Salv|||||J

0 3021.

SpÉlè a djesciapção d'e]^* '

Pl. Ï, r |'%jmplctamfente em branffi^EBg

Wl' 1, y . « Ad magpannmm S illvstjeSac virtVtis, cvltorem 5

l$fi|tc.vm PementellvífeiBena^mti «©omitem 4 fifehssimvm

Lvc»Mãr,inei ''Sid^.jjBk. 9 Lql| qué; vae até flí^n, r.


226,

Fi-in, y.: Verseis latinos de « Rodeiicus Äätirictts Arias

bärbpsa ^HE Petrus ihartyr ».

ü HIT, ^H Cöiiic%-a a, obra; « Ad fi-fMöricvni , Perfleñtellvrn

.'Comitem Behaventanvm

L-Vtn Matmei 'Sicvli »®IispañJsb4 lavdibus

intipit ». '

Fl. ffiHi, r. ¡a I bri

Idem, Vi- « Lufím marmetts sk-nlus.. U •. 1 ¿gSS

benauenli.>&omitib lihuí uito

' dicityeP' 2

n Lxxinij r. : termina a epistola precedente, e segue-se:

| Lutius niarinéus siculus Rodorico Marico sálmantini

gymnasir rectori clarissimo salutem ». "•

FL LXXIV, y. — LXXV, r. : Versos latinos do autor, sob o

titulo : « Siculús alloquitur librum suum V í.

O. verso da FL. LXXV eátá em branco:

Na descrip^áo de Sálvá seguem-se 2 ff. inm de indiéfe

que faltátti ao nosso exemplar.

Iiripresso ém l'ettra redonda com éapitaes ornadas é réelamos

ou chamadas para b texto cóllócádas ñas margehs.

Diz, a respeito d'esta obra, o doutó bibliographo cästélhano

:

« He descrito este volumen con tanta escrupulosidad por

sú : estremada rareza; 'efectivamente;, solo Nie; "Antonio lo

menciona entre todos los bibliógraphos.—El papel es magnifica

y de («hermosa: letra redonda la impresión, que demuestra

ser del siglo XV. y de Salamanca. Aun cuando los tipos y

demás circunstancias no fueran bastantes ¡ para justificar mi

opinion, no me deja lugár '.á dtídáS que es del año 1496 o

principios del 97, el hallarse entre Jos .elogios de los varones

ilustres contenidos en ella el del principe D. Juan, hijo de los

reyes Católicos, á quien supone entonces de diez y seis años,

y ensalza la instrucción que le habia dado Fr. Diego Deza ;

y al hacer eí panegírico < de este prelado hácia el fin del. toiiio,

dice que era obispo de Salamanca y anteriormente maestro de

aquel principe. Fr. Diego Deza fué agraciado con el obispado

en 1496: en 7 de Octubre de 1497 murió en aquella ciudad

el. principe D. Juan, de diez y nueve años de edad, y su

preceptor pidió en seguida sé le trasladasse ä otro punto, lo

cual se verificó en 1498, pasando á la silla de Palencia. De

consiguiente, si .la impresión, hecha' ségun dice al fingían de

prisa que no habia dado tiempo á. su autor para releerla, fuera

posterior á eiste año,. ñi hablaría del principe D. Juan- como

ä vivo en su élogi^;' ni hubiera dejado de mencionar su

muerte en el de Fr. Diego Deza, ni supondría á este obispó,¡


d0.ígalamirtói, SiátideloSíe Paleiéia ó Jágii. dol® estuvo

ddàptiss DB tjuk es aítsriar al ^504 no hai cuÔion, pues

¡"Jtt^ne «finante á Isabel I. ^ÇÍ.,,- murció 'en dicjiq año>. ¡>

Passa ja analysarB eonteâdtS da obra e á rjzâo

d4°sM¡-WfS$sgz, tH-mmámdti • «Y«fno he visto otro ejemplar

fli' coáózcQ' la existencia de ninguno en lãs varias "(jiblioteeas

Visitadas por mi ó dágut hai jatalogos tomados »

'¡s 1 V itn¿ fbis/^ exémplar qft expomos sob o n 0 88 é Veí-

S,Máíá tilfci9sidáde biBJiographS, de altcjlvajar por fetiâ

tÉftmá raridade. ;

iíHj fres prmienos li^íStbntfiem a descri jf|aq das c'idaáes

Je Hespanhafou antej,notícias resutnidáS de suas Bfeffis mais:

ít^JMSLos tòáif-b ultimo^Vomprèhendeift bio*¿¿.;jhiás H

relações dos.' mais importantes feitós de alguns homens dra

''«¡BI» ° m l SIÍl ^ pa;z "ffitâs noticias, com sup¿ít%§®,>fle

í afi' ^llP ilI Í9ÍB p3 ' "^HS® additameiMé de ñlüitas hovpi,'

||||ph mcluiBaá ña o"brá cío mestno átitor, Si rtbiii Hiif'm^

m (?H&aik!gBÊ(In < " 'k*' *"* MiJm\

Mm, Afense filio An M t) XXX In fbl d| t¿ ff prfelim ,

•Hffii ¡F Em 1^33, 'pot- ordeiji do rei, 6up¡)rimitam se il^tâ'

ultitta dpra as ff. 12^75,, rálatiVas a biographias >tlfe varOêS

fizeram ndvas folhás 'de préhtniháreS® ®ifi litera^ ¿hpbíelsão

e. fèctiâeáçàõ do Índice, retoprimindo-se também a ñ iíá,¡

-tía .qual se poz. .t |f Jv||2^1cT;plião : Invpr'éMiini ^õfáplkíí-p^y-: Mi-

Eguia, AbsoI)thVfí isi niatsé Mcaf Atotv ai

reãeitift* M D XXXIII AgBibliotheca Nacional possue um

Bjfeiiplar d'rttá segunda .BSJiefcié, ^oih.S ff. pr&lim., vXscvüj k

tlllMÍ. , ,1

1."Osfeetíiplareà sqmplefb^ -de 1530 üe^eifli ter soffiido per-

SBgiÜçao, Segundo observà Salva, pois slo icimtadb^ os que Ifc

mije^eñi sem que «Bejarii tnutlMein drffpreii^s lámares de "|flSpti.i !i

ífiám ; Pa'mllpna^ Alcalá de ^f¿laréf,,Ággrqño, BurJ^s^ jTojeqo,

Q ,roais %n.tigo impregno que >s£ q .íntitu-

U ' - £ ' h \ ; í " jffl

x^'tí 1 Ñeáfissénsts grdwâfíéí •

expheliik Salmuniicié úütiíl nattíli chri$4i¿ino' M. • • '


228,

• L r . / A • Deo gmñas, obrai r»i|âma, m-fol. ígoth.,

IS 2 BÊ^®»«"'' íóomgfflt|3a'.í)uÈUcarJsS no anno anipriór

i.- ,'QÍputros kVÀH iníprèsfqB em Salamanca nesta época sao,¡|

"pela mator Hfrtv gtammaüsopb 11 JiijS

tórja» & (* * stm g um d(^^BUire ® últimos o Can

>. i D - j&C BfflRe

aHa4td0sm496, m fpl rqcíá5|¡n obras vêmjinfeBtialmente t

Fr. F.-vMjggJzí,' ^' ega

«orr e augm « por D Dionisio Hidãlgp, Madrid, TSÕI I - . \

«pp. njy 2 97®359 * H T ^1181

Imprimiram nesta qdadW, jinda no •Bfc'XV: Leonardo"

Alenífm, y Lupo gan? fe *^rra,||iompaM o. Magi

MendSsuppO&'^erem^KpnmeirosJHunící 1 1 1 J

Salamanca-no scculaj, Juan de Hans Jj|g||| Ale . fI f|l

âífSilgenstal (Seligenstadt* Juan PfcePou de P ^ ^ ^

ChristofoTO fle Alerifahiilptado por W. Síncho Ray


229,

de Lucena embaxador y del cõsejo délos

reyes nuestros señores studiãdo enel preclarissimo

studio dela muy. noble cibdad de

Salamanca. v

S. I. n. òffic. n. d., in-4. 0 dé 87 ff. inn.

Impresso em caracteres gothicos, sem reclamos, e ornado

de lettras capitaes, que faltam em alguns lugares.

Ensina o modo de jogar o xadrez, indicando como se

pode dar scaque mate em cento e cineoenta diversas posições;

os differentes jogos vêm representados em 164 figuras gravadas

~em madeira. "

As. 87 ff.- são distribuidas por 12 cadernos do seguinte

modo: A contém 8 ff.; aa, bb e cc, 8 ff. cada um; dd e ee,

6 ff.; B, C, D, Ê, F, cada um 8 ff. ; e G, ,3 ff.

. , Es,ta é a segunda parte do volume.

A primeira intitula-se:

« Repetición de amores compuesta por Lucena hijo del

muy sapientissimo doctor y Reuerendo Prothonóthario don

Juan Ramirez de lucena embaxador y del consejo délos reyes

nuestros señores en seruició de la linda dama su amiga estudiando

enel preclarissimo , studio dela muy noble ciudad de

; Saiàmãca. »

As duas partes estão subordinadas a um titulo geral,

impresso em grandes lettras capitães gothicas e concebido

nos seguintes termos:

« Repetición : de amores : e arte, de axedres con. CL.

juegos, de partido! » ,

. Este titulo* óccorre na i. a j fl., r., onde também se nota

um jogo de xadrez gravado em madeira.- No v. d'esta fl.

está um epigramma latino de Francisco Quiros, In laudem

operis, em 9 disticos, e em seguida, sob o titulo Lücena in

suo opere, 18 disticos também latinos, que terminam na.

2. a fl., r. No V. da 2. a fl. occorrem : o titulo, já mencionado,

•da primeira parte: «Repetición de amores compuesta por

Lucena, etc. »; ; logo abaixo' o Preambulo, e em seguida a

esté o Exordio.

Esta primeira parte contém cinco cadernos, marcados

a ) b, c, d, e. Os quatro primeiros, Constam cada um de 8 ff. ;

o ultimo tem somente 4 ff., sendo á do fim em branco. São

aò todo 36 ff. inh.

:'Panzer, no vol. iv, pag. 417, n.° 21 ? menciona'esta

•obra nos seguintes termos: « Repetición de Amores, y Arte


230,

d® Ajedrez «otea 150 íuegds de partida,; auetar»; aáonyroq. de*

-filio JoMpiiíi^ ij #

Ham, no ÉSfâfi . IQJJ4V®

ímetamc £ nome s ~ Tn determinar o

1 ligai nem o ,anno da 11 ''5313

PfttjllfefaaSan^ . XV.' siècle,

@|||g m,f Jlsli 122, H 874, fã/ min-uUosa desíirip^ão, dizendo'!

que psusiá]» MvrosHiiífáa tão. {afps homo este SffstaBH[

BstíSkM dei Mendez,- 2." ed. corr. e augni- fat Hiíaffl

fete itaX se 'declara que'»'a' a|iSa. «foi imprensa cêtra d®,

anr.o 1495.

Brunet é Gra&|l§ também lhe (^ig-ííitoj® esta ultiiraã

época. /

^fljflIilP» um exepiplar, que descreveu sob o ti."

® qualKantmha siS&jení^.a segunda«j>arte d'e§ta obr^,,*

Éxpjididas todas esta^ opiniões, Sççndusao mais pro

Va\el t que.esÇe livro rarissimC tenha siüo inipfrcssg em

•&,l£fiji|Bc^^B>po dia^^Rr; no nm ddsljlillo XV

Pertenceu a Real Bibliotheca. ...

'zá;*'Dirigi(la aç> fcticruiailLssimo sn/ir o snãr dõ

¡juo d€"saüsa;Â.reebpo "& Sõr da Cidadápde

guâ primas das spanhas ré. nouamête feita pe^isto

figüefcá;/ i||eharel§|gi çanonep residente' em o

s tudo de .Salamanca. E por màdado tfc' sua Soria

iiwpressa.

... / 'Este titulo #ém Çléhtro.'¡íe fma tarja, grosseira,' que mede

de latg.


ââi,

O Dr. Ramiz Galvão, nos Annaes da Bibi. WÈm.rv-câ. T.

pag. 370, ,faz 'd'este exemplar a seguinte descripção í

• « É um vol. in-4. 0 de 4 ff. inn. e 58, numer. pelo anverso,

de char. goth., contendo: '

Fo]L i. a (inn.) r. : titulo ;

Idem v. : Começa o prologo (que


232,

porque não vem citado- nas mais importantes obras de bibliographia

que a Bibi. Nac. possue.

Lourenço de Leão, mercador e; impressor.'de Salamanca,

foi um dos melhores do século XVI. .Segundo, Deschamps,

trabalhava, -em 1519, e, segundo G. Brunet, de 1512-1516.

É porem certa.que imprimiu pelo menos, até 1521, anno em

que publicou a Arte d'rezar de Xisto Figueira, que a BiblÍQ-,

theca expõe.

G. ^Brunet dá a este impressor o nome de Laurent de

Léoh de ' Rey; não é exacto 'j>, no nosso? exemplar se lê:

Lorenço. de leõ d' dei.

N.° 91. — Coronica delas Jndias. La hystoria general

de las Jndias agora nueuamente impressa

corregida y emendada. 1547

Y con la conquista dei Peru.

In-fol., caract. go.th;v a duas' columnas, lettras capitães e

iniciaes ornadas, registro, com estampas no texto grosseiramente

abertas em madeira. O titulo principal, impresso em

vermelho, contido em orla xylographada, e fóra d'esta, em

prètò, a 2. a parte do titulo; ésçudo das armas impériaes sepa-

/rando em .2 partes ó tit. principal.

A Chroniça divide-se em duas partes, a primeira das quaes

com cxcij ff., comprehendidas ;J6,, de Tabula e uma Epistola

do autor; a segunda, dè que se tratará em seguida, com

lxiiij ff.; contendõ o- vol., no fim, a. -Coitquista dei Peru, com

xxij ff. num.- e -uma sem numeração.

No fim da primeira parte lè-sê-:

« Fin dela primera parte dela general y natural hystoria

delas Jndias' yslas y tierra firme dei mar oceano'; que son

dela corona Real de Castilla. La'qual- esçriuio por mandado

dela .Cesarea y Cathplicas magestades èl cápitan GonÇalp;. Fer^

nandez de Ouiedo & vald,es.:. La qual se acabo & Jmprimio

'enla muy noble Çiudad de Salamanca e'n casa de Juan de

Junta a dos dias dei Mes de Mayo Ano de mil y quinhentos

& quarenta & siete Anos. »v

impressa antes em Toledo por industria de maestre Remò

de Peiras, 1526, in-fol. goth. ; depois £m Sevilha (J.° Crowberger),

1535, no mesmo formato, só a primeira. parte; diz

da obra Brunet no seu Manuel du libraire, iv : « Obra pre-


233,

idiosa, porque o autor residiu por muito' tempo na America.

Foram compostos 50 livros, mas ésta edição (0 de-1535) e a

seguinte (a nossa, de 1347) só contéem os 21 primeiros. »

Da nossa diz élle: « Segunda edição,, augmentada da

Conquista do Peru por Fr. de Xerez, que constitue uma segunda

parte... Este volume raro fói vendido por 37 fr. Santander...

e com o 2o,° livro . da. 2. a parte por 4 libras e 6 sh. »

Continúa Brunet: s

« Libro xx de la segunda parte de la general historia

de las Indias... que trata del estrecho de Magellanes. Valladolid,

por Fr. Fernández de Cordova, 1557, in-fol. de LXIIII ff.

numeradas. .Unico livro publicado d'esta segunda parte, cuja

impressão não se continuou pela morte do autor: é um fragmento

raro, que se acha algumas vezes reunido ao volume

precedente, , o qual, assim completado, poude ser annunçiado

eomo impresso' em' 1 Valhadolid em 1557. '»

Reimprimiu-se modernamente em Madrid-, 1851 - 55, 3 t.

em 4 vol. in-j..* gr., na lingua castelhana. Imprimíra-se uma

traducção franceza,' (dos 10 primeiros livros) em Paris, 1556,

in-fol., e uma italiana em Veneza, 1534.

Salvá, mencionando com individuação, sub nomine Fernández

de Oviedo y Valdes, as edições de Toledo e de Sevilha,

diz a proposito da nossa :

, « Brunet,cita uma edição em cujo frontispicio se adverte

que - é nuevamente impressa, corregida y emendada y con la

conquista del Peru. Salamanca, por ••• Juan de Junta, 1547.

Folio, let. goth., a duas columnas, figuras' de madeira. Apesar

dos melhoramentos- que anñuncia o frontispicio é de trazer

no fim a Verdadera relación de la conquista del Peru, por

Francisco de Jerez, p sñr. D. José Amador de los Rios, na

advertencia que precede à. edição de Oviedo publicada pela

Academia, disse ser prgferiyel a primeira, de 1535, por havel-a

cuidado e corrigido d autor. »

; A segunda parte da obra, com folha de rosto e numeração

especiáes, traz no frontispicio, apenas circumscripto por um

filete, encimado pelo mesmo brazão d'armas; o titulo:

Libro. XX. Dela segunda ..parte de la general historia

delas. Jndids. Escripia porel Capitán Gonçalo Fernandez de

Ouiedo,. y Valdes... Que trata deLestrecho de Magallans.

En Valladolid. Por Francisco Fernandez de Cordoua...

Año de M. D. L. vij. In-fol:, caract. goth. duas columnas,

notas marginaes, lettras capitaes e iniciaes ornadas, 64 ff. numeradas

á romana, com registro e. estampas xylogr. no texto.

No v. da fl. de rosto começa o Prohemio^ que occupa as ff. 11

e IH e metade, do r. da iv; séguindo-se- lhe um segundo


234,

¿^MHtt^ Introducion d' l libro veynte: essas, ff. sâo„ rmprès»a's

de lado a lado e. não por colam,, como o resto do livro Este ,;

Z^FFL XX dmde^^gi xxxv v jSfktulos, ficando o ultimo'

incompleto: no fiiii d'este e r. da fl lxiiij, lê-se: « No- se

imprimió mas desta .¡fea, pnrqui: murió ei autbr; ÉpBeee^l.

libró. x\ S i l P art ?-.. | i •«» en H gg§f I

raK Fernandez de Corpus En este ano de. M. D. H 9H

Segue-se ainda, com fl dSjstffispebai', orla aproveitada/'

Q^affuma mo^PpaÇfoí


ââs,

Tres rare Jp Brunet comp yimps¡,í|3¡aB5ificara ¿e raras tanto

a i. Ju ' parte reunidas, como o fragmento que trata do

. estreito de Magalhãtís^. ¡J

wf K^nndom, edição moderiïa'"'dt|'Madrid, lía imprensai

^to»adfeniia gis torta, çm fHvol» diz SalVa

« Prejtpu a -tíjfflqjnja um ^pnalafjo íjejviça ás lettrasíji

a historia publicando ogAflj as addições dos ti fiíS'iífi'

prtpf qtié • O-sgêdo deixte^pianliiscript^^Kná'oi'-íp que

haviam fi||do inédit« Do pjerito eldo íátMgiá que *dSí ;

Fpeíta a ^bra dç pvledo pode fazer^egídeia pelo juiz© qupK!

»|eu respeito ftinftë Sf sBr D Jose 'Amador de los Ríos na

ffldaíy que ultima'í(Siçáp #í"W

Maéí^^ » . . '.. . H H '¡ygH

Este magistral julgamento, «ue Salva transciW por tKí

o maior jslogip qup JÉ pdssa teaer

, :¡ K Las.àienciâs;, filos^fi^ y naturales; ponplue JJ. Ama^pj

H H 9 la medicina, la oosmogpSa, la nautiBy aup la

mïbaa


236,

BURGOS.

I I I /.urgi).

iff rt »

N.° 92. — Doctrina & instreTciordela arte ¿tó cauaUcria:

*

Itipft.Cdgácisjxviií. .ff. iram. 96 pela frente, fflp. inrní

A flMgEião nmajMponÇem «jHItulo transcripto» aberto

èi^.l^^in^HvfV.V. l^ I ctMn^^th^SK^ipp^B.a tintai

pretiif AlifiS*o «ulo Jia uma ¡¡¡¡tampa, tatónjni afoerta eni.

«mad&a¿ Vepjèseatand® um Svallerfo aRlhj


237,

• O texto : começa ria fl: mi. Na' fl. cxxvm.. v., vem uma

' Conclusion, que termina no r. da fl.- 'seguintey ínn., onde se

lê: Fue imprenso este libro . en


238,

àbrèviadà \. Por Mòsspn Diego de Valèfxt ... 1487/ iri-fol. ;

ô Libro de los Santps Angeles, 1490, in-fol., raro; a Suma de\

cdfèssiõ llamada defecerut... 1499^ e a primeira edição

do Cid, Crônica dei famoso cauàllero Cid Ruydiez Campeador $'

1512, in-fol.

Següe-.sé' João de Burgos, cujas edições sào bâstante raras.-

Trabalhou este typographo desde- i 491, imprimindo suççesèrvamente:

6s< Commentarios de, Cesar, 1491, in-fol; •go.tíkj'.'

de linhas longas, sem num. ; o livro chamado Compendio de

la humana salud, 1495'$ in-fol. ; ã Art.è de Gràmatica de Frjiy

•Andres de Cerezo, 1497, in-fol.; a obra exposta de Alonso d§

Cartagena, . no mesiho armo, in-fol. : Ml Baladro dei Sabio

Merlin co sus profecias, 10 de Fevereiro de 1498,/in-fol. gõthv ;

Los doce trabajosfo ercules eopilad&s por dpn "erriq de vilkm*

j499, in-fol.'; De ta yid Centòn.

epistolariò dei Bachiller Fern&n Gomez dè- Cida- Real .,. Fue

vestampado .


239,

GRANADA.

/ Grúnatà);. ;

N.° 93. — Habes in hoc yolvmine amice lector. ^^>

MY\x Antonii Nebrissensis iRetvm a Fernando ¿tùfr à

& Elisabe Hispaniarú fœÎicissimisv Regibus

gestad Decades duas; Necnõ belli, Nauariensis

v 71ibros duos. Annexa insuper Archiepi Roderiçi

Chronica, alijs(|z historijs antehac non

excussis. _ Cvm imperiali privilegio. Ne quis

alius excudat aut.Vendat. Anno M. D. XLV..

Tres partes em i vol. in-fol. \

Este titulo precede >a primeira parte, que tem 8 ff. prelim.

inn., LXXXVI. ff.•".-num.tsó pela 'frente..

A i. a fl. inn. contém o titulo mencionado precedido de ,

um grande-escudo das armas impe'riaes- ë^dentro de uma tarja

grávadà em madeira, em cuja parte stfperior se vê ,a inicial Y,

Na 2. a fl. inh.., r., acha-se a dedicatoria « Philipp© Avgvsto

Hispani^rvmJ; ' Principi Caroli Csesáris,: l^uinti filio ^ Xanthus

Nebrissensis ST. », datada,. « Ex officina" nostrà literaria apud

inclytam Granatâm. Ann'ô. millesimo quingentésimo' quadra-

'gesimo quinto, calendis...Decembris » ; fej "&o?y.¡ da'-mesaia fl.,

« Ad PhiKppvm Hispaniarum Principém carmen », e « In Ne- •*.•

brissensis Lavdem » ; nâ 3. a fl,, « ^Elii Antonii Nebrissensis...

ad..,. Ferdinandum diuinatio in scribenda historia incipitur »¿

datada no fim « Ex município ' Cõplutènsi. ãd' idus;' Aprilis, *

Anno salutis ' Christiáne. M. D. IX. » As .5 ff. restantes


240,

Na FL. LXXIII, r. / onde¿4termina, H oécprre est'oütra dé- !

claragäo; « Hactenus in Nebrissensis ! árchétypis' & protocollis 1

inuentüm est, eseteja -incuria quOrundam, -& fucorum rapacitate 1

nihil; aliud riman tium, quam quomodo autorum lucubrationibuSv j

insidien tur, -perierunt. »

Segue-s'e, no v. da ñ. LXXIII, ¿«S JElii Antonii Nebris-,

»•sen'sis...- de bello Nauariensi...-» em 2 .-lwros,;


241,

A fl. dé rosto dà terceira parte tem uína. tarja gravada

em madeira,, cpm a inicial Y em três 1 ugarês : • differentés:

Dentro da tarja nota-se uma vinheta circular xylographada,

representando. - as armas imperiaes, e com a seguinte legenda

aio redor dás armas : « Çarolvs. Ro. Imp. Semper Ávg. Hispän.

Vtr. Sicil. Hier.. Etc. Rex. » Abaixo da vinheta oècòrre ò

titulo:

.•'H Episcopi Gervndesis Paralipomenon Hispanicè Libri- decern

aniehac- nonéxcvssi, —.Cum imperiali privilegio.

Fora-da tarja, na "'inárgem inferior \ Apvd ine^cm J Gr4natam.

Anno M. D. XLV. Mense Octobru '

Compreliende esta ultima parte 2 ff. prel. inn., ^xxvir.V;

ff. num;;'-só pela frente. A, primeira d'aquellas traz

no A d* lector em Parenesis, que termina : « Vale^^j^cína

nostra literária. Anno. M. D. XLV. » O Index; pccupa 'a. 2. a fl.

inn. Na fl. 1., r., acha-se,: « Avtòris Proemivm, InVqvo ^Fèrnando

. et Elisabse Castellse & Aragoniae. Regibus (pr^sens •

ôpúsconsecrat. » No verso : « De Historiogràphis ÍTispanise^», que

termina no r. da fl. seguinte. O texto';, começa propriamentè

no v. da mesma fl. 11 e vae ;até ; p 'v. .da fl. LXXVII; ..onde,

acaba o decimo livro.

Salvá descreve minuciosamente 'esta obra sob .o 3078..

Segundo essa desçripçãó falta/^ao .nòssp" exemplar, na.. 3..*

parte, uma folha fipaFcom o escudo do impressor. Esse .escudo?,

que vem reprodüzidq\"em"ôálvá, num.; cit., tambepi. app^reeev

no fim da . primeira parte do' nçfséo/e^èmplàr,-,^^^

Primeira" "fedição, esplendidamente impressa em caracteres,

romanos'com todásaâ cápitaes ornadas.' A,exceííencia do. papel

junta-se a nitide-z da impressão.' O^exemplares completos encontram-se

, com diffiçuldade por terem sido T vendidas em separado

as; diff?rentes,apartes de r que ,consta.-â,iobra;1 ;•.-

O bibliogr aphobcaStelhano'', jáí ! citado faz sobrei esta édição'

e. vsobreik} impressor: as; seguintes' considerações :í 52

l ! ?No ^cuerdo habere visto': libyov^áígukó,^- imprésp . en,

aquella épbca, más magnifico que fel, presente':',' el papel es

hermò&o, y lá edicion béllissima . y* mui parecida á las : de .

Badio'Asensio ¡ ' lástima quê èl impresor. .de ella, 'quienJo, fuév

dejyotráí» obras", t las°èuales tambien/pueden prèsentarse comp,

modélds 'Trowram^^

nòmbre y sòlo usará de la -inicial"Y, qué hallâmos .ya enlazada,

e'n las elegantes orlas' dè-stís portadas^ ya en el escudo que

Hisaba- com.o dis.tintiyo— »

• .li Àkteriores! iáP conquista de Granada í existem alguns livrÔsj ;

datádosvda Campanha: \de Granada^ os quaes Deschampsi' réjjütá !

ü I . '„ 'i6


343

¡Smessospo aQampamento idos hésgarthées, ou antes na eidade

ÍBáStÉBaÁy ^aqiiellà em virtude da permanência do

'

l^ilifí rMl^oíèiJtegíWQ c#Í#anK'!nfistas .vçondrfjfá;

quctãàmo. "miem' de Ipi

HlcMgUff tfranfimàSi Fecha enfia rnga de

./Çr&mfó» «ísift foi de impressão, mas que começa assim:« Afio -jM

HUiuMl ¿ej foragra H i n B ¡BM8«fiffllB8| m;n « qua.

^0ci|nJ6®e nojenta anos.ífrel Rey. YoR^K'f'WI»

m Q I ^ ^ ^ B B ^ n ^ ^ n ¡11 ti,:. • — 1

• aptes ".da tomada, da ^idadp.^fjjò' Se deduz. dai,.fgdár!jsão s

H ^ ^ n ^ H H H H 11

•j HHaÍÈS?» ¿ W ^f 3 - J?lM am B§ diz gKpnqlas ¡STâq

®íl JtfffwfSífe^ ¡ff W prjncipiq da frWSffl?çao^H

i Í S I q r S QSgSÜ de tod® pf {ifbHpgrwhps 9

BHHSBHMDM^^^^BI çi'4afje, ffiplfipja^^

atcJícíu ¿ÉEÉtSjMtjMÊÈ? I B B B B Xypaemf

mmW^iÃÀfiffimmmM^fÉPÉÍÍP8 D

I 1

' * a tãdpy empressn

(gpprlmervjlumeii de vitrclBh de fray frpjBaJI ^jmçjjeg!, gn la

^^^¿"íHfa^fltfrfffítififftfistíSi Sff^lWTOI 1 8 âel

• v^EmBlfH^® .«S^tojSwyK.si• .madadij; y •

ÍÍHBIHIB [MB|[^MB FFIGSSBSRAEHH

ffl^^^^BBO

-áâ_ ¿KEe)fBiad09'lJ|(^at *jèhajafl Pigtíffiibete twatBiuaaffip

haviam estabelècido em Sevilha desde 1ilevados provavelmente.

Fernando de Taiavera. A •

Foram 'êllfs ii^MiAtod^toaeáH^ai: ráa^í^ipii feanM&.s

A

H B Í M 4 S I F ¡ML»®-

11® • l í i l B ^BH


239,

rtiwète sa$ef la Lingua A-mtdga, -e VôeabMista Arauigo en

ktr& Gasteiiana.

Neste mesmo século apípaireoe © impressor éa ofeía exposta,

tão distiêcto -»a ¡ópiàião 4e fealvá, jaaas dujo nome eé «hégou á

posteriâaée sob & forma 4a incógnita ¥, qtae elle mesraii©

adof^ára.

Pertenceu ã Rêal Bibliothecà.

VALHAD0I4D:' VALLADOLID.

U, 0 94. — Chronica dei muy;^d&reçido

ifr y r«y 4óA Alonso: «1 qual fue par de Emperador,

& hizo, el libro delafi siSte ' partidas.

(Vinheta.) Y ansí misnidSfin deste lifertí

; ya eticorporada la- Çhronica del rey Doti Sacho'

iirC èí Bi"aUõ,Mo d€


244,

;•$»>•* A mn , r , lê-se « Aqui oomrénca la tabla

^íayítul^jgj la ' W*' fl*'talflSMKonde se lê: « I I djyJgi I içá- J

muy noble rey don^andgfc el %i " se lãtfSSla deste

m ^ ^ H D da mesm^ fl e

termina no recto dajsepMgte l»n., onde se ^cha •"> - " il &

« Aqui «encaban las^Scion ¡mmcteidel ftcla /

rcuèHj príncipe vg|||5 don Alonso clighio que'i i i í

^geradbnf^toífaal ÜuSel libr®Jelas S'etfe pa

dõ l^anehíCíl^^rfflo. R MH

Fueron" impressas en ®1Mq1i4 a costa y en casa de Sebastian

Martini" Mfturâ&ffi Henero de mil vjt

Ix)gcM||Sjcb 'do jjjlophío a' sfcuinte!,decfe-ação

• l ^ r a ^ ^ m Q don EernJjMhijo dei r#j

gfcifon AlqV iò: y

tómete dei rèy dõ ^PernandSfel Wi®to qoe> ganó a Seuilla' y

padrejdel rçjR ddh ÁlojBBsl

,çuya|-m-onica esta tambien impressa »

E,SSDm efiSeittj, no®esmo voIpiAsegwpsei,-afiebra mencionadá:|ffTie

passamo$|| d4scí|ver < -


245,

— Crónica -del mujfvalerqso.t-rêy., dòn Fernando, Visnieto dei

¡Tv, sarMp v '^%i doh Femado íjíic- ,t;;ui'Kf a ÍH'-uiila. Nieto dei

/.rey dõ Alon^que fue ''par d'cmperaptó/ & hiz|l|ll libro.

HBJieKj parád¡|||l¡fue hijo del rey daSanclfcj el Igra-uo ;

BP ;,Qni|l||||ê;stan imp||sia,s y fue padre del rey

BKSÜ Aloso onzeno qRiio las Algeziras. y

don Pedro. • Guyas crónicas tatñbié están impressas .Este

H^^l^l rey^di>n Femado qué diz'en que^mu'rio emplazado

W.de loMfeâruajales. Imf rúso en Vullmuihd. Año 1554' Con

Priu \ / "-i en

In-fol.

Este titulo vem cercado da mesma tarja qué figura . nos

frontispicios das outras chronicas. Acima d'ellé está uma

:¿inh4%fx> . .

II^Çíí^^^KmeçMna fl JÍJ, r , e termina no «Bfl lxXvij *¡

Er '233ÍÍ' ¿aTÍ 1 ""' |)onto, ate o v da fl lx*Sviij,|Éndè se

é-m||ntra. llrojophão :

•-•A 4, Agria y alabança da^^ghristgnu|:sj^ y , dfai

la'p^^E¿'Cr|í|ica?d'elinuy itõ|leVB»fí

dá'-lfí^V • [uarto Mlfeiõbie, • d'ljis, íe^ej que reyn^ron en

Cástilla y en' león. Fue impressa en la muy noble villa d' Ualladolid,

a costa y en casa d' Sebastiá Martínez Año d' M.

D. L111J F ^

BfeontáráSjjB chronica 70 "ff. ñí§n. emS^feí^Kes^omas.osi;

a numere "i ». porcurÇ» ajfresenta as'/eguiritfcs irregularidades:

1 fl xl ê penadamente numerada lx. ; 2." depois

da fl lxinj à numeração -contmuajlfeim lxxnj, 'Ixxmj .

Ixxvil^/riy^IzM^ lxv, lxvjI.. lxx.

cliro.aitlfe 'sobfl^fen. 0 * 2B&5 WsSpfSó,

^P^stentando na ultima aMéguiiiío nota :

Cronisa v® de 1). Alonff el Sabio";y D. Sancho

son mu/ raras,; por fncJ§Í§f&íi de elÜB; mlsí|p¡||on queja de

1554. .Fernán ilIípV^Sj l.ivanô de Val&Mid fue, ¡según

autorde 'estas^p^Crónica^lque fornfan

lã coutinuacion de la general. »

' O» Stxemplares que po§suimí||sd'estas edi$fe preciosaf¿

I 1 ;e em bnn^pstado de |||n|e|MçaQI I

.. Aí.impressão é feita em ê i.i 1 -V^Sjfcitf ""','

.ornadas 5 ; exceptuam'se^ap^í-ti," I» tafki da chroní(&5¡


246,

de IX» AfiíOnso. X é. os éois' privilégios que o» são em* cáraeteres'-

latinosi; estes em' li&hasj lo®«gas,. e aqniella a ¡a cols.

A antigá cidade d'e. Pintiá,, em Tarragpna, depois chamada

Valdoletum,, Vallis Qíetum, e, hójè conhecida pelo nome

de Yalhadolid 1 , também tevê a sua imprensa ainda nos- fins do

século ,s,en(Jó, ' o primeiro impressòr Juan de Froncoür,

qfiè.. M^^jJez,- 'aHemão- (Jjuan;-,dfe írancour^ ^e Desçh^mps.

julga sér de nacionalidade franceza (Jean Francòeur).

No Ensayo dè üna Üibl. esfáhofa de Zarco- dei Valle e

D. vSancho Rayon vem uma relação de livros impressos nesta

cidade a partir de 1492: O primeiro d'elles é o Tractado breue

de, cQnfe$si:. Per -mestras; de Dona*tionih

Os< impressòr es;: da; miesma cidade no século. XVI são : o.

a-famado. Arnai©' Oiailítem d^: Brocar,. qp^j também.! imprimiu ena

ôütKos lugares?- de. Hespanha; Lazaro' Salvag.Oj .de; Gênova* que

em 1527 trabalhava no citado convento de ,N.< Si do Prado,r,;

ííieola& Thierry ;> Ju' ani Villaquiran Diego- Hesnandez de

CordOva-,:, etc.

1 •


iil

ALCALÁ DE HENARES.

f Compíúíüiñ).

N.° 98.- — Vétífs tésíarftentu riiuki^íié? tín^tíá- níré

primo im'presáüñi, Et ftttpffmfé Pentatéuchus

Héfeíáíco? Greéo" átqz ChaMafco fdiów^té'.

Adiüctá unicuiqz stia latina interpr etátióne.

' 6 vols. in-fol., dos quaes os 'primeiros 4 con'téñáo' ó

Antigó Testamentó 1 p ío 5;. 0 o ¡ Novo- Testáménto & ó r 6.° um

vocabulario hebraico e chalda'ico d'aquella i. a parte.

: .No,. fim do .4. 0 xpl..; .« Explicit quarta^et yltima pars totius

veteris festanctétí Hebraico* .^reeoqz et latino idiomate- nunc

primü impnessa 111 hac preclarissima Complutensi vniup-rsitate.

.De mandato ac sumptibus Reuerendissami m christo patris &

dqñiini:" (domin i.. F. . Francisci; Ximenez de Gisneros>>. ,Car-

(íinalis. Hispanie Árcíiiepiscopi ; Toletani &, hispan-jarum. primatis...

.Industria & solertia honorabilis viri, Arnaldi Guille.lmi

dV -Brocalrío artis impressorié Magistri. Ánno Domini Mil-le-ssimo

qngetesimo décimo, séptimo, mé^is Iulii die décimo. »

v Errí icád'á votóme' está ó tituló" déntró de Urna tarja

^lográphada /; aícitóa d'ó' tituló'" ó tíasáb' d^ár¿ías do'cardéal 1

Ximénes"' irápréékb' efe Véi^méllíó, e aóiiiia d''éll^iqifá;trp v 'ff#^metiós

l'ati'nos que tiffi-jtiéfttatyMt?... Précedem o

texto no r.°, volume o JPróíbgús dó cardéál áb papa. Léáp X e

óüt'ro aé létióreñi é? otóos ¿trólógós é pé^as ])íeliminar^.

Stem nume^ao todós' .-felíes; c'oAi' recláMos; óofai registró,

riótá's^ fhargiñáeS, íétítráis cápitaeS ornadas. ;;.

0 2. 0 ' contení : « Secfrda pars' Veteris testamentí' Hebraico'

(jíé'cóqz idiomatp® núhó prímüm impressá: s adiunCtá, vtriqz ! sua

latina inferpretatiohe.. »' ' . .'.. , ..r. í •

O 3. 0 : « Tertia pars Veteris testamentí... adiuncta vtriqz

sua latina interpretatióñé. # •.:;•'

O 4. 0 : « Quarta pars, &. »

Todos ¿ estes títuloscom a mesma taijá, armas' e versos

latinos. Nésta 4/' parte, depbiS do cblVpháoj que •. ficóu

'transcripto', "ségue-sé na mesma pagina a marca do impressor

' com a seguinte, divisa: ¡ In. hoc • signo vine es. Convem advertir

que; esta marca é" müitissimo diversa da que reproduzem

M'etódeZj p'ág. íóf da süa :: Tipógrajiá Éspatiola, 2. a eidl^ao,

Hidalgo> seu continuador, á págt' da ; m'd^riá" ó^ráv


248,

A dá I';tnzqr, vsoiag'. .J42. 11. 0 7, da

.famosa Biblia^^f vae SHii d ¡8% 4 primeir® Wlumel|jifc''

, Mattarre* AfMMpfTfye^MflfSSmih pag. zgs,, gt£k-a nS;

«termos seguirftêsJ;J|£

!i Bibha per Arnoídíim .GlpSlmum de Bro-

1517., » ^HBj^RHgng^M

QÍpôs Bff^BraRBBStMBBÍBHfll »

E 4»a||||evel c^ffiídiitdualmeffi, a começar peffl

vdi®N. T. fpi ||gjj|ffiem l|i4;, . 0 e m ,

já vimolj

em 1517.

TJrunet, qae^^nSba nq, mSnò titulo ggiíeri

da obra, diz-jaJ^eii.,respeito

« Estifc|Wlí •1J1 |'| "a J i I pdjHfaiem e HScusta dó

cardeal XiifíengMfegEiusi^Miii^erfiwii nome, e

«ie tenha 'sidor pubíicMíV que as

demais po:v} 111 ,» ' % vj < > ' x , ^ >

ié; 1 1 ,0 (jue^é tadaíiWBâstante {Jafa lhe consetvar'

Í&ns|ieravel valpr no comm ""V,'' (- , e 3 exem ;

plareg d'é|íf||ivro impr§|||| em pergaminho, & » fila relação

que dá de cadfe volum|s d^pbi^fijui 1

" ^Sm^< ífe do8^®| Ydim Clarke ao ducme de Susscx,

•femXdata de^g^ Fe^CTffio" W|'®4,'^Srta ná?'i2.

ptí^^mgl^^ffana jEgrtifica qife o titiilí> e as SB ff

-pjel.à»^B dpíta^^^^ftj-JáÇrn^^^Há .fido

1 $ 3 H k M B > 5 0 vol.) que contém o fim da Epistola

I Hebreu s e «ífT» c ^ S \ i v £ . * JL' • I ®am

iraprefe^ra duafe^wize* e'com dit^geiiciífei typographic^l Pará

2^^®{arjfciui.,da fl. , 1 , " vohtmIB

differe em dois exemplares não só "^^j>orda|^Hde madfeiÁ';

qufr aj^ga, acS> pela (M)0^ç®ty|"oááphic®Ho'HuflH

qual IjjSfem seis linhas em umKi> quantaf qije êtnrí>litro tein

uItTmas,.Wfsim

"Il^S mteípretatioilt

I O^B

_


249,

O nosso exemplar é dos que têem as armas impressas em

vermelho e sete linhas no titulo.

Clement na sua Biblioteque curieuse, m, descreve largamente

a Biblia de Ximenes e accrescenta em nota indicações

históricas que resumiremos.

« Posto que, diz elle, tenham muitos sabios fallado d'esta

importante obra, creio que a maior parte dos leitores, que

não dispõem de tempo e commodidade para os consultar,

estimarão ' achar aqui uma descripção circunstanciada d'ella.

Sabem todos que Francisco Ximenes de Cisneros foi o grande

autor d'esté emprehendimento. Lançou-lhe os primeiros fundamentos

em 1502 : mandou vir òs mais hábeis personagens

dó seu tempo, Demetrius de Creta, grego de nação, e Antonio

de Nebrissa, Lopes Astuniga, Fernando. Pintian, professores

das linguas grega e latina ; Affonso, medico de Alcalá, Paulo

Coronel, Affonso Zamora e João Vergara, eruditos nas lettras

hebraicas. Puzeram elles ' desde logo mãos á obra e durante

cêrca dè quinze annos ininterrompidos, gastando nisso o

cardeal mais de cincoenta mil escudos de ouro, não cessaram

de trabalhar. »

Quanto á sua raridade diz o mesmo Clement :

« Antes de encerrar este artigo tenho algumas particularidades

a observar : a primeira relativa á raridade &' esta

edição, que provém em parte do mediocre numero de exemplares

que d'ella sé tiraram. O papá Leão X acompanhou-a

de uma bulia, datada de 22 de Março de 1520, pela qual

permittiu a .sua venda- depois do fallecimento de Ximenes :

nella marcava 0 numero de copias, usque ad sexcenta volumina

vel amplius impensa ejusdem Francisci Cardinalis impressa.

Ora, o que eram 600 exemplares, ou pouco mais,

para uma obra procurada? Nem. chegavam para as bibliothecas

publicas, de onde não sahem mais. Eis o. que fez com

que fosse esta edição já muito, rara antes do fim do XVI século,

como o declara Arias Montanus no primeiro Prefacio

que poz em frente da famosa Polyglotta impressa em Antuerpia

por Plantino em 1569-72... O que ha de mais

lamentavel a respeito d'.esta pbra é que existem exemplares

incompletos e privados de um volume inteiro, como já o

havia notado Alvares Gomesius na Vida do cardeal Ximenes,

pag. -47, n.° 10. »

É a nossa Pçlyglotta a primeira das dè qüe faz menção o

Cat. da Bibliotheca Casanatense : ,

« Biblia Sacra (1517. Ximeneana, Oomplutensia, & Tetraglotta,

seu IV. ling. nuncupata) seu Vetus Testamentum mui-


filiei lírígfftá tóún'é f)riÉiütti iteí|breâ34ufti. Et iíffpíiín'fe Pèntateuchus

Hebraico Grsecoque aíquè- Çhíaldáied idfõWáté.; »

No- Gdttií&guè des livres de BOÍoñgár o-G ré vennáy r, Thèo-

¿¿gtày Vem ela d'ésérípt'a fárñbérfr erá' ptiiáéirO 1 fegat édrrf á

ndta-:

; « Três bel, & três , eomptet ExémpMre de la píemière

Polygloète^ d@n$ onr eonnoit la rareté & le prixL »

' < itfcàiá- dé líenles;',, lugar ,de inrpYcs^âo' d'esta afamada

Mblia, patria _ 4é tóig.uef. de Cervantes, éH'amada Cómplutum

pelos latinos,..possuiu o'utr'ora urna Üniversidádé, fundada ém

i ! 4£9 pelo m'esmd . cardeal Ximenes, , .á friáis celebre do réirio

no XV s'tolp¿ depois" da de Salamanca, te^e provavelmente

imprénsá,' |©gÓ' dépóis dá' fundação úniyérsTfaria é cbmpleméritó

i'ñdispénsáVél dVsta,- ; como diz P. DescHamps. Ño d'izér dé

MétçMor dé ^alDrera,, por elle citado,, o priñiéird que. áli

esfábélecéu. officina typográphicaVserí.a o licenciado Varez de

Castro, á quem cardeal,. na sua qualidade* 'de gobernador de

Espana, çcíncedêra notáveis privilegios.

Âó polaco S'tánislaúV porém, ó Láñzátao Polono ,d'os

bibliographos nacionaes, impressor de Sevilha, é qué párecé

averiguado ¡ á 1 Déseftaíii'^s deVer AlcáM ! a' inWod^c^áío 1 '2; e. 15;*$., é accréscerita-:

« O- mais. belof titulo'", de gloria/ de ArnáldO' Guilhérme dé

Brocar é ter; .s-ido- o iMpressof da mui justameiite celebré

Polyglotta de Ximenes, impressa em Alcalá


251,

é; Logroño ; Juan aé Étocur, fíílíó dé Arfrald'ó', i

Ándxé • $.é Atiplo, 1563 i ¡Sébdéftáii ÉtdriínezJumt

Iiiigitez de Leqüericd, 1572-87 > fúriñ Gractdn, 1574-8*8, e

sük yiuya, a paítií de 158*9.

A pfiméírá cidWjé dé Hes£añfia étit. cpré! tra^áífi-óu $éíá

árté ó iíflp^áfdir' fóf PáiMploná,- segundo' ííidafgío 1 , ó

qual, descreve mais de urna impressáó sua d'aquella cidá'dfe,

iré i40[:, á-149"9- •

O, exempíár ex-posto, q,ue ve¿tá ,em boim est'ácífr. de consetaaiga©,

perténceu 4 &eal\ Bibliotlaeéa,. tendo an^es íeito

parte daji. livraiiiia dcr Cqílegk) da, Gompaniiia. de Jésus. ¿ni

Coimbra.

9-6pK Libro de la invención liberal y arte

del juego del Axe'd'rezi, muy vfil y proiate-ckosa':

assi' para los- que' efe ñueúo qúisiérerí dépfen de r

á'jugarlo^ como para íosque saben jugjár.

Compuesta aora nueuamente por Ruylopez

de Siguraí eleTig'O, veziiÉO d?ela« vidla. Ca?fe..;'.

Ew Alcedo, eti casa dé Andrés dé Aftgmd.

1561. Con privilegio.

In-4. 0 dé 15b ff. nu'm. ;'e 8 innum. preíim.., contando

com. a, da titulo.. ,

; C^ntém/o livrii, ms,.8,íx./píeíim..:./|i titulo;,no y. d',este

o decreto real¡ epixcedendo, ad: autor privilegio paxa. imprimir

a; obra;., urna-.«Epístola nvncvpátoiria de. Ryy López d,e p^ura

....}a][ .... señor don. García, de Toledo», que vae db( v. da

2. a fl., ao - r.- da 41 a , cujó^ yersó estáem branco'« e^c.Aduertimiéto

de.las~ enmenctas qué en estepresente irBrb se con tienen »;

, nas restantes folhas. Segue-se o texto.

O livro é impresso era largas., linhas', de 27 11. cada pag.

inteira, era caráct. rom., numerado por ff. em caract. arábicos,

CÓm lettras iniciaes ornadas^ v&^^Lo^^rectámos-,. tendo no alto

das paginas o tit. principal* cía óíirá, metade em uma e o resto

na outra, e pequeñas notas á margem.

'/'Termina no r. da Á ¿jo'pelá-ségudnte declara^áó: Fve

impresso En Aléala de Henares, en casa de Andrés de Angulo.

Aña ;de M.,1). LXI. G v.. d'ésta; fl.. está ensu franco./

Brunét • e, •Graess.e^ naf breye- descripsáo, que fazém .da obra

dé J&iif Lop^á, dáb a itMiéagad db lugar d^ iáipressafr é nóme


252,

do impressor como si só viessem no fim do volume, quando

estão não só nf^principio , mas também no fim, xbmo se vê.

O i.° ajuntS.': Obra rara: vende-se por 4 libras, &. É.um

tratado do jogo de xadrez, do qual existe uma traducção italiana

por G. Domênico Tarsia, Veneza, presso Cornélio Arrivabene,

1584, in-4E também uma traducção franceza com o

títu|g|v¿|?

• Le Jeu des êchecs, avec son invention, science et pratique,

trad. d" espagnol en françois. Paris, 1609, in-4..* Reimpresso,

com ó titulo Royai jeu des é che cs: Paris, Robinotf 1-615 > ou

Paris, Gourault, 1636, in-8.°, e também sob o titulo Royai et

nouveau jeu deis êchecs. Paris, Aht. de Roffé, 1674, in-12.

Graesse repete estas indicações.,

Pedro Antonio Crevenna, no seu Catalogue raisonnê, 11,

pag. 236, menciona do modo seguinte a obra de Ruy Lopes:

Libro de lq invención liberal y arte del juego del Axedrez,

composta, por Ruylopez de Sigúra. Èn Alcala, en Casa de Andres

de Angulo, 1561., ifi-4. 0 , e ajunta:

« Este livro é muito raro, e difficil de achar completo e

em' bom estado, o que é commum a quasi todos os livros.

' hespanhoes. O nosso exemplar está o mais perfeito que se possa

desejar..'» A

Nicolau Antonio, B. Hispana Nova, sob o nome Rodericus

Lopes de Segura, faz menção da nossa edição, e depois'

de se referir ás traducções já acima mencionadas, accrescenta

que, segundo Um improviso em Verso,de Affonso Ciaconius, ó

autor falleeêra no anno de 1570 ou pouco depois.

Sal vá não o- menciona.

Dando noticia no n.° 95, da introducção da imprensa em

Alcalá de Henares'^:ficou consignado o nome de André de

Angulo como um dos seus impressores mais afamados.

O exemplar que a Bibliothecà Nacional, expõe, em excellentes

condições de conservação, pertenceu á Real Bibliothèca,

provindo da livraria de Barbosa Machado, de quem conserva

o ex-libris.

MADRID.

(Madritum).

N.° 97. — Tésoro de la Lengva Gvarani. Gompvcsto

por cl 1'ailre Antonio Ru® de: la


253,

. Compania dé lés^sfiDediftado a la Soberana

Virgen Maria...

[ Con priuilegio. F.n Madrid par luak San-

Vu.c/íÍKAW iójç. In- J.-

• g s indi|||ljife'-do lugar, nomeio imprggssor- e data, 'vêm

lMpetidas.no fim.

[^fcrem 8 ff prel nãtf>|íum., 407 num pela ^fnjK^a duas

mais r:;fl. inn. • : " •

1 fí®tÍspicio^^Hirre uma gravara.a buril rpptêWiftando

Vifgçm ^Ma,ria, ê \ lados o : sin —

MáncnÁdf — petàd/c[^n$iial,:


250,

EK e$tas ipanprtess#es ;%jlla Leclerp na «aia &$lÍQtfyfeia Americana,'

n. 0 "' 2246 e 2.247; mas não viu .e$ji$ãò p^mjkiva.

;Sofe o ,d\ es $£vs 7 £fv 1 ft. inn. — Ç&fáci$ma> t¿tu|o

facsímile sda edição de 1,^40 ... »

. 'E aocresce-nfa aoêrca do. autor;

« O P. Ruiz de Montoya, celebre m-issionario do Paraguay,

nasceu em Lima em 1583. Entrou para -a Compantiia de Jesus

em 1606 e foi enviado' ás missõ^]- onde Ooriverteu mais de

cem mil indigenas. Este sabio religião morreu em Lima

ein' 1652. '\ 'v • v ; ; *f"'" '', • "-; '

-A- 'Bibi. Nacional possue a reimpressão do "benemerito

Visconde dè Porto' Sèguro é a de Platzmann.

A edição de Porto Seguro inscreve-se:

(c Grammatiça y diccionarios (Arte, Vocabulario y Tesoro)

de la lengua Tupi ó Guarani por éí P. António' Ruiz de

Montoya, Natural de Lima, Misionario en la antigua reducción

de Lo reto, junto al rio Paranápanema del Brasil, Superior en

ofras, y Rector del Colegio de Asumpcion, etc. Mueva edición;

mas correcta y; esmerada que la primera, y con las voces indias

¡¡H typo diferente. Vienta, J?$ç$i y Wti^'É ü H'

$el g,stçt$0l; Èq>rfs, Jrfqifatffifuçe y 1876, ÍJITS.?,

jjjjíji., a dya§ coJ$n}. » .(^q fim ;) final, assign&ia.

pglq dgjuíp e4,ití?f-

S^Jvá n|'Q yiij ex,en?pjar alg|im dp "Jespra j mencionando

porém, sOb o n.° 339.1 do seu Catalogo, a Conquiistq, ç$pirify$l

íffijt9f> MÇfdwdi ittÜ ;

i< Libro rarp. Del mismo autor existe, según Nic. Anr

tonio, el' Tesoro de la lengua Guarani, Madrid, fMm y ^


255,

Arte, y Vpcabplario de la lengua, Guarini (sic). Ibidem, 1640.

También publicó un Catecismo de la lengua Guarani. Madrid,

ifyö, 8.° '' \ 1 ' k \ • / . I

« Por una ' aprobación puesta al principio de la Conquista

espiritual, y por la firma de la dedicatoria, se saca el segundo

apellido Montoya. »

Nicolau Antonio, còm effeito, na enumeração que faz das

supracitadas obràs do incansavel missionário, diz antes :

í? '« António Ruiz de Montoya, Limerais, Jesuita,strerçuus

in Paraguajana provincia ' operarius, ár non unius collegii

rector . » E depois :

« Superstiti etiam tunc hos tribuit libros Bibliothecd Sòçietatis

auctòr.' Sed tandem obiit magna sanctitatis fama Limas,,

duin ex Hispania ad Paraquarenses suos remearet. XI. Aprilis

MDCLii. » ;

Brunet e Qraesse dão o titulo da obra de Montoya ÇLO?

termps ' seguintes

Tesoro de la lengua Guarani, que §£>usa en el Pe/rù., Paraguay,

y Rio de la Plq,ta. Madrid, J. Sanchez, 1Q39, in-4.

XtivxQ. que \e fçz, exclue Brunet-

Q titubo sup^a vem repetido de. ftioçlo ideçitiço pelos pp.. de

Çacker na " s,ua Jßiblio^Mqw Ulf 4 e W C^pagni? |¡¡

Jé$u$% tomo I, que dá rejaç^o das outras qbras impressas dó

. Carayon, Bibliographie historique dë lu Compagnie de Jésus-,

apenas, menciona a Çoxtquisfa espiritual^

Da edição primitiva possue a Bibliotheca Nacional dous

exemplares : um, o que Sé, expõe, quç. pertenceu a,o pranteada

americanista nacional, Dr. Baptista Caetano de Almeida No-,

gueira, cóm a dedicatoria, éo vòlumie ao Sñr. ßr, Ramiz, Galvão

escripta de sua lettra ; e outro, bastante damnificado, que

pertenceu ao Sñr. conego João Pedro Gay, vigário de Uruguayana.

-

,/Da edição fac-simüar de Platzmánn possue a Bibliotheca

ainda outro exemplar quej posto que cóm falta das ultimas

folhas, se conserva pela qualidade do papel em quefoitirad;av

Obscura e cheia de duvidas e incertezas epi seu comêço

a historia da imprensa de " Mádríd, como. pondera Deschamps

e confessà ó proprio Mendez ná sua Typografia Española,

grande numero de autores comtudo fazem remontar ao anno

de . 1499 a, inxportajçãjo da arte de irapriiwr 4qieUa cidade.

Reflectindo-sfe porém qvté Madrid Só ^dqyjriu cert,a importancia

depois que recebeu em seu seio a afamada Universidade de

Alcala 'd'e Henares cora ó seu' admiravel ' museu, rica biblio,-


256,

theca e mais' estabelecimentos litterarios, e que só em 1560

nella sè assentou a capital da Hespanha, transferida de Toledo,

fácil é ó. suppor-se que só mais tarde é que gosou dos bene-

' ficios do invento de Gutenberg, propagado de ha muito pelas

outras cidades da Europa e mesmo algumas do reino.

Como seus primeiros impressores citam-se òs nomes de

Pedro Cosin, Alonso Gomez, fallecido em 1586, Francisco

Sanchez, chefe de uma dynastia que imprimiu até ao fim do

XVII século;. Pedro Madrigal, Guilhermo Dr,uy, Querino Gerardo,;

o. liceíiçiado Varez de Castro, &.

' r« Entre òs impressores subsequentes, que nos parécem

dignos desmemoria, continúa Deschamps, citaremos Juan de la

Cuesta, qüe, estabelecido a principio em Baeza, deixa a seu irmão

Pedro a direcção d'essa typographia e se domicilia em Madrid,

-onde'lhe coube a honra de publicar, em 1605, a primeira

parte da immortal historia de Dom Quichote ... Citemos ainda

Thomas Junti, impressor del Rey, em 1621, um dos últimos

representantes do ramo hespanhol dos celebres Juntas de

Florença. » ,¡í '

_ Conclije o autor à sua resenha acêrca da typographia madrilena

por « uma lembrança e.:- testemunho de veneração á

admiravel imprensa de Joachin Ibarra, nascido em Saragoça

em 1725, que foi nomeado impressor da camara d'el rei em

Madrid e levantou a typographia hespanhola a um grau de

perfeição inteiramente desconheci/io até então na peninsula. »

Nenhuma indicação porém nos offerecem os bibliographôs

especiaés relativamente a Juan Sanchez, impressor do Tesoro

de Montoya,' trabalho ouriçado de dificuldades pelo peregrinismo

de uma das linguas em que tinha ¡de ser impresso e que

não - seria - seguramente confiado, a quem o não pudesse desempenhar

cabalmente.

X JS-Âk j N. 98. — Ara poru aguíyey haba : conico, quatia

poromb.oe ha marângâtu. Pay Joseph Insaurralde

amygrl rembiquatiacue eunümbuçu reta

upe guarâma; Ang rarríò mbía reta mêmêíi^

gatu Parana hae Uruguai ígua ,upe yquabeê

mbi Yyepía môngeta aguíyey haguâ, teco bay

tetirô hegui ynepíhyrô haguâma rehe, hae teco


257,

marângâtu rupiti haguâma rehe, ymbopïcopïbô

Tûpâ gracia reromânô hapebe.

Tabuçu Madrid é hape Joachin Ibarra

quatià apo Uca kara rope. Roí 7759. pn.pe-60.

Dois tomos in-8.° peq., de 12 .ff. inn., , 464 pp.' num., e

7 ff. inn.,, 368 pp. num.

Ch. Leclere na sua Bibliothèque Américaine descreve-a. sob

o n. 0 759 é ajunta-:

« A traducção abreviada do titulo é indicada d'esté modo

nas" licenças : « Buen uso dei tiempo. »

. « Obra. muito râra e importante para a litteratura Guarani ;

é o livro mais volumoso que se haja impresso inteiramente

n'esta lingua. Foi publicada don forme o msc. do autor pelo

p. Luiz de Luque, da Companhia de Jesus. Demais, parece

ter-se conservado desconhecida dos bibliographos. Todavia

d'ella falia Adelung no vol. ni, 2, pag. 432, do seu Mithridaies,

onde vem indicada sob a data 1759; talvez não tivessè.

Adelunf conhecimento do tomo 11.

. ~ « O p. Insaurralde era superior das missões do Paraná e

do. Uruguay.

« Os pp. de Backer, vol. vi, pag. 228, apenas indicam o

segundo volume. »

Com effeito os autores da Bibliothèque des écrivains de la

Compagnie de Jésus'jÈjL c., transcrevem toda a fl. de rosto do

tomo segundo, in-8.de jé$ pp- > precedendo-a do seguinte :

« Insaurralde, Joseph, est -auteur d'un ouvrage en langue

guaranie, intitulé : Le bon emploi du temps.'..»

Brunet, Graesse e Sal vá não conheceram a obra, o que

comprova a sua raridadé.

• No que ficou dito no n.° 97 acêrca -da tardia introducção

da imprensa na capital das Hespanhas, rendemos

homenagem de consideração pela memoria de Joaquim Ibarra,

a quem a arte deveü ò maior esplendor a que attingiu no

século passado na península, transcrevendo textualmente 0 que

a seu respeito disse P. Deschamps no seu Dictionnaire de

Géographie^ Accrescèntaremos agora, com mais propriedade de

lugar, ò que do mesmo notável impressor diz J.-Fr: Née de

la Rochelle nò ¡seu opusculo Recherches historiques et critiques

sy,r l'établissement de V art typographique en Espagne et en

*Portugal^ pp. 65 e 66:

.« Quando os reis christianissimós fixaram mais tarde residência

em Madrid, attrahiram. para, èsta cidade impressores,

aos qüaes deram o titulo de Impressores Reaes. Estabeleceram


254,

também umi;.ímpretóa Rea); â imitação da de Fiança. No I

ultimo 'selnlò^^Sé^liíe Jpaekim fiarra, mWldo etn SaragqfIM

; em J 7fS> f°i ""^B^fíttt camará, WSÍWet en^Ê

Maititt e leMtó»perfeÍÇ&o da SUa arte à um gijtu até então 9

"dafeonhecido fiã Europa, a êmúíáção qllfe íhspitoU aõsíl§|M|

Hfl 1 'WÊS3bM&* BEHM^po^raphiiSS x^vESSnH

vinte anifos_ mais Jrq^Sosipo qup haviã feito .nds dois se-

•••••« Ibarra .ijlüstrou-se poríediçoes magnificas, em qu^hjjS^H

dg« gravuras sè^ajt&atg^Híypo^^^ffi. Extrema jgaSIcÇãdi- I

e á superioridade »pBíir&èelmt'-:pistihgugm^^ '*«B

bellas .ediçõesã.. tradaCçãO ftesgánhàla de Sallustiá gélo-infanté Jj

E>, Gabriely:publibáda em Madrid em 1772, in foi (iJteAíJ

iftna Dissêrtaça».: erudita aeêrca.y.d© alphabêto.;;-® lingí$41os*Í

Phenictds por Fr, Perez Bayfer, 177,:,. m foi. : uma ilibiia

latina, também in-tfol um Don Quix%^ípStbçfc'ilè « -'¡,3

vàntesMj^So, em 4 belíps .íolâgie 4.^-cõiti: fig.; riiesijiB •".1

ãnhô Uma bôá edição/da Historia de HespanhajJor Manatiííâ,>,l

em2 vols. in-íol.:, éj " tantos, outros bons e bellos livros que I

iPlf lon S° Çnu^rarMjiití Tivemos que lamentat-lfc morte

ijo. anno.0^788; mas sua viuva justenta a';àia iglOrto, pçr

algumas ¡publ^^^B importantes, notavelmente ípela dti um

Diraonar%o. de la Lengaa ÇasteliUHa, ew!M6tdnd, rSòiWBÊjk

¿M»

H B

nòss6iV.ii(n e nonr.a de

que ficaram acima ttanscrip®^^

;£>^ÍS^$mprado'.em Paris em 1.S7K pí.!:t quan n 1

fran^^feAcha^se,' perfeitamente Conservado, ;

j^tsy M 3 H» 99» •— La conjuracioft^S ÇatiliíifcJ lâ ¿üéífáj

: dé. Jtiinlrla por . Cayo Saluslio Crispó,

-^(No fim:) Eu Máérid:Púr ijétithiii Ibctrra,

Impresor de GdMara. del^Iiei'NtiBtn S

J / J ) C C I X X / / .

Ó; titulo'«« contido em umã: .bella .lafjâiallegbííHgMivada

a 'IjLirilMj.íór E. Mqnfor.i.

• Iii0Í.. "éõlai UM reOâWidè Sãliistiõ, éátaní|>ás, iiin ttíapjp

da Xumidni -jjttiititu e nutnerovis vinhetas, todas ptimofbsamèftíè

abittas f 'gtavadâsj|íettrás' eajutàes « UJíCíaés oíu&das.


859,

Cotóa de ff pi-él ínn , ^nj eSlnlát a ai tít, t 3^5 ff!Í

rifàIA-. í\4 tf:iwiijdb trâ04títo^fc( Ôê'

a vida f prihcipáles 1 K M dé Sãltótigiár fcã'écçâ®

jÃstêlháfâ; jSfgrèm Enfftó^tfe.typB' ítàÍi^KÍâ6Ô«ipáálftdà,

àa pirVé iníeríbt dá* pàginà, dS" texto latíftè,

Kt^iftssbreín carácteres fedondtí® â difiS tollntifltó

Brufjêt diz ! qa librai

Íií* « ||||||ffiça®»da tía4®ao dwSáUuS, íeitaiielBnfahíe.

D Gabriel, sob ^a diríteçSo de Fr. Rbfez Bay^j. seu ^ree^itoj-,.

è .éousrãeradã côm'- fâMo eoiftg .ibrr-prilnti typographicai •

.Àeiaplafeá'; fotâttt pelâ nftJr parte distriBuidbsÉlíintíilpresehteí

más nãb sfto .áiuito ftroísi'.-. Os exemplares impressos em papel

parte bráncp parit aBiiíadbi


260,

« Este é sim duvida, o livro melhor impresso. em Hespanha

ños dois últimos séculos poucos porém são os exemplares

que se encontram de papel branco é uniforme, como o -:que

possuo. — Attribue-sé a traducção.. ao infante D. Gabriel, si

bem que a reviu e . corrigiu Pérez Bayér. -—Fez-se outra

edição em Madrid, Imprenta real, 1804, 2 vols, in-8." e d'ella

Sé, tiraram , alguns exemplares em papel grande.— Ambas as

impressões levam junto o texto latino. »

Da imprensa de Madrid desde o seu começo já aqui

se deu noticia no n.-° 97, e do afamado Joaquim Ibarra já

também aqui se. fez honrosa menção no mesmo n.° e no 98.

O .magnifico exemplar, que a Bibliotheca Nacional expõe

da Conjuração^ de Catilina y la Guerra de Jugurta, dá a mais

alta idéa do grau de perfeição a que chegou à arte de imprimir

ña capital da Hespanha e o que nesse, sentido deve a patria

a Joaquim Ibarra.

N.° 100. f 2 - El ingenioso hidalgo Don Quixote

de la Mancha compuesto por Miguel de Cervantes

Saavedra.

Nueva, edición ' corrigida denuevo, con

nuevas notas, çom nuevas estampas, con, nuevo

análisis, y con la vida de el Autor nuevamente

aumentada por D. Juan Antonio Peí-.

liçer bibliotecario de S. M. y Académico de .

numero de la Real Academia de la Historia. I

En Madrid, por D. Gabriel de Sancha,

' 1797~9 8 -

Cinco tom. em 7 vols. in-8.°, em pergaminhó, com o retrato

. do autor, gravado a buril por D. Duflos, estampas e vinhetas

t, fac-simile^ dá assignatura de Cervantes.

Nosso exemplar consta, como se. vê, de 7 volumes, distribuidas

por elles as duas partes de que se compõe a obra

do modo seguinte: — No i.° Notas- al tituto de la historia,

< dedicatoria de Pellicer, Discurso preliminar, Vida de Miguel

de Cervantes, Prologo, \ e. outras peças accessorias que, occupam

as primeiras ccxliv pp. do vol., a que se seguem 13 capítulos

da parte primeira do téxto.

•V — No vol. 11, continuação da paite, primeira, çap: ;Xiv


261,

•fi' M* Hf BpBWlfl. m se;ÇOTtinôaf^ïiHdaKu; priiBeirai.¡saít|v

cap . xxxi'v24 -LU.,— No iv, que é*o i4 da segurada parte,

Hptrr I-rWBMpfi AdjfeÛ^mAa -conteem se ÎÛ 'primeiros

xxv cap. da segunda. parte.— No v vol. os cap

'•¿¿vi a^^ÉÂÂd'isïa, WS?— No vi, os> cap xjpÉ; yx

íii^iíatt^uÜB txxiv, um Blndicg-deùas

mas;:notabÂy:


£02

preliminar trata-se e|&s primeiça% edições, das variante^ 1||

gitimicfôçle dq seu tex|o4 de ^lgunpaé t.raducções; ;è" do prirftei.ro Ê

\\YXo de cavajlaria, impreso em Hespanjha^. cuiq freroe se

arremeda em Dom Quichote,..

i (< No, ficft d ' elle ajunta o, commettador ym^ d-esçripçãQ

iorh^ge&gmphica §§§ -viagens de D, Quichote, em que se relatam

Varias antiguicj^íies Mancha é de Aragão.

Ambas. as edições, bôas,.. Qs desenfoca feitos com

propriedade por Camarón, ?aret, Isfayarro e Jimeno, HRm

gravados por Moreno Tejada e, em Paris, por DuSos : o ç\i\e

tudo junto faz digna ésta, edição do apreço distincto que tem

entre as, melhores que se hão, feito do Quichofe.

Referindo-se depois» go]?, ò. n. 9 1577, á edição, feita w

Mexico em 1842 pòr Ignacio Complido, 2 vols, in-3:.° fçancez,

diz judiciosamente Salva:

. « Qyasi ^Qd^s as nações dp ^ntigo continente haviam pago

uni jusfóp tributo, ,aq ^relevante mérito d¡' este livro, reproduzindò-a

em magnificas edições já fia língua original, jjá,. efti

traducções nos varios idiomas europeus: ò Novo Mundo, sobretudo

a parte d'eUe em. que s,e falia a lingua de Cervantes,

não. podia deixar de as^ociaç-sè áquellas levantando também

um monumentq typogr^phico. ao autor clássico da su^,. lingua

nativa. «

Cérvantes, só an$os depois de publicada g, primeira parte

da sua portentosa narrativa, compos e deu ao. prelo Q segundaparte.

Antes d'elle,.porém,, um certo Alonzo. Fernandez de.

Avellaneda (pseudqftymo que, n,oY djzèr de Gr^esse,; nunca se

desvendou) publicç^ um segundo volume de î),on Quixote,

que se tornou raríssimo por tel-o supprimido o proprio Cervantes..

« Sem a existencia, ^çcresçenta Qraesse, da verdadeira

•continuação por parte d'esté, teria certamente a ojara 4 e

Avellaneda adquirido a nomeada 4 e uma das melhores produççõès

da litteratura hespanhója. »

Na m.Qiiographia, porém,, de Don Adolfo d.e Castro,, intitulada

Varias ofyfas inéditas, çle Cervantes 1 ..:, ÇOtnw-evM iikfs- .

traciones. s,obte la VÍd de notoria reputação, D. Juan Ruiz çle J

Alarcon y Méjidoza, fundado em razões que o autor ^dép 1

e discute. - . •

« De lodo resulta mayor gloria para el principe de los

novelistas, conclue ó auctór« No se trata ya de que tuyo un adversario

vulgar, siii^r' un .escritor admirable en ajgupas de siis ; -í

qbras, de excelente -erudición,., de elegancia en el decir, y '

agrada y delicadeza en 1Q$ pensamiento^, por mis que en el


263,

ybra',^1 .gue pretendió competir con el autor «Jfel

Yoiicicjo.

• I De todas "maneias, I^^fsm^s puéíje 9»® Avel,

lffietja f\ié,.jin j}tgno aval» de^Ç^ryantef t

mm

primeira parte da historia dó in>gen,ioso bidalgo fora

impressa em Madrid, Juan de la Cuesta,, 1605,. m-4. 0 peq.

e logo fez outra edição o mesmo impressor, no $neSmo

anno 1 na mesma cidade* tal foi o enthusiasmo que despertou

a maravilhosa composição de Cervantes, já quando esta primeira

parte corria mundo, impressa em Valença, em Lisboa,

em BruxeUas, f^ais de uma vez, do mesmo modo em Madrid,

. uma -vez em Milão, foi. que Juan de la Cuesta deu na capital

da Hespanha,. em 16,15, a Segunda parte no formato da

-primeira,

Avellaneda publicara a. sua continuação do dom Quichote

,ena Tarragona, 1614.

A obra monumental cie Cervantes, que Brunet qualifica

de admirável romance, mereceu as honras de passar para todas

¡.as linguas e litteraturas do mundo, como já o disse Salva, e

na própria Hespanha Joaquim Ibarra imprimiu-a nas suas offi-

,ç\nas em 1780. e. 178.2, em 4 vqls., com tal apuro, e gosto, que

fez: da: sua edição uma obra-prima typographica, illustrando-a

COm'gravuras da mão dos melhores artistas naçionaes, edição

que, em * yiuva. de .Xbaxra repetiu em 6 v-ols.

,As duas partes reunidas foram pela primeira vez impressas

por Sebastian Mathevad em Barcelona, en casa de Bautista

Sortia» 1617, in-8.. 0 ,'' ,

JSm Lisboa foi a primeira parte dada á estampa no mesmo

anno. em que se fazia em Madrid a primeira impressão do

. original,.'

Ultimamente Se imprimiu no Porto, por uma associação

para esse fim organisada, uma primorosa edição da famosa satyra

dê Cervantes, com as seguintes indicações : .

.,,. « O engenhoso. • fidalgo Dom Quichote de_.la Mancha por .

Miguel Cervantes de Saavedra. • Traductõres Viscondes de Castilho

e de Azevedo (e M- Pinheiro Chagas.) com desenhos de

Gustavo Doré gravados por H. Pisan. r'»

. Porto, Imprensa da Companhia. Litteraria, 1876—78. 2 vols..

. intfol. max.

Esta impressão é conhecida em Portugal pela denominação

ide adição dos -typographos. ,

Ness,e infervallo de tempo, em 1877, o, visconde de Benalcamfor,

laureado, çommensal das boas lettras portuguezas,

auxiliado por D. Luiz Breton y Vedra, transportou de novo

para a. nossa lingua as grotescas aventuras do engenhoso fidalgo, .


264,

dàíido • • 2 vol itn$P>'! coffljS|desenho' ' ' .'CJStI «J

• / 2 ( * j

Ãlt^®CTiipanha>Sifcͧiia sua €ttribul^láv peregrnfoção

peia v i a J w Ô ® ' ^

i m m o r

talisoü 'fílVínjMiieJ^^Buy&tria. • -r" _lr22gHH

d'a


265,

que o Don Qui/oteyjàbra, cheia de úma alegria tão franca, foi

ëscripto no fundo de uma prisão, onde os alcaides de uma

aldeia da Mancha haviam lançado Cervantes em seguida a

uma d'essas embrulhadas judiciariam tão communs na Hespanha.

? -.«Cervantes, diz Larousse no seu grande diccionario> foi

um heroe antes de ser um grande escriptor e realisou grandes

acções antes de ter escripto uma obra prima. A sua vida offerece

:o raro modelo das mais altas virtudes que honram a humanidade

:. coragem intrépida nos perigos, paciência e abnegação

na desgraça, probidade e resignação na pobreza, extrema

indulgência casada a profundo conhecimento do coração

humano, amor pela familia, reconhecimento peloS benefícios,

tranquillidade deante da morte, taes são os exemplos que este

grande homem legou á posteridade. »

Na capital do Chile commemoraram em 1878 os admiradores

do preregrino noyellista çomplutense o CCLXII anniyersario

dâ sua morte e publicaram uma bella memoria sob. o

titulo Aniversario CCLXII de la muerte de Miguel de Cervantes

Saavedra, livro'curioso é merecedor de consulta pelas noticias

importantes' que encerra.

Da edição que a Bibliotheca Nacional expõe do Don

•Quixote', só se tiraram, como dissemos, 6 exemplares em pergaminho.

Além do. nosso, e do exemplar de Salvá, Brunet diz

que-outro se conserva na Bibliotheca Nacional de Paris ; outro,

que tinha sido pago por 3,000 francos, ainda em 1838 alcançou

400 francos.

Ligando o- seu - nome a uma publicação de tanto mérito,

D. Gabriel de Sancha entrou para o numero dos., mais afamados

impressores da Hespanha.

N.° 101. -7—: Epísodios ^Nationales por B. Perez

C.a'.dôs. '. Iüustrado por I). Enrique y I). Arturo

Mélida.

'Á Madrm ( /m^mmé lit. de la Çuirnalda,

glP^oni grandílljumerò'; mot partërîi|eîv j

nu iuxto^^'HTa^i'/ip::aos ornada»; -¡19 pp. d(ï mune- I

lição.mmtéï|pmpîf3^B

E O:: |0mo u davobra geral do mèsmo titulo^^|agrado

BD àli^óriS'S-H^QnHfl^MMH^MRflM

jB'dl/é'ù. if

j°ii

yis;


266,

• • ¡ ^ ^ C g H ^ H S S dít^-c^Ss; coro a marca . junio. '••" Âof^çêrunt

Libri jgúl Vulgo diçuntur Apççr^pht... quJbus

etiam adjunximus Novi Testamenti libra#

, "exisermone Syfö áb «odemíTe^mellio, & ex'

iGrseco.à Theódoro Beza in Latinum .Versos..'ív

• A .6lÍ>unda cura Fràmcisci Jtinii.

! i ^ini, An. Dm.

TiínV) in-.prc^y.im carac:. tvpi^. dentro tio. u;n porMgní

aberto em madeira e ltei;H|q„ a data 157

ql.;,. á duas e^umnas,Ättras ilfpiaes

o: rçr/.iwlj's. minier.içiu .i^bicy.,.- uqta* tnuruinaes.

rasíssimas, emtàtvendo. muítai.

l)i\ ide se este cm 4 partes,, cada unia, cotn

titii 1 q^speÇ 1 í na quarta, que.se inscreve

quqrta, PtQ.f^^e^ji^f^nÁes,, vem a d^U. M.D.XC/l.

e a marca, typographica coilítituida pelo caducêu nö ceiUtq §


267,

¿tuaâ cornucopias lateraes.. A estas partes seguem-se os Libri

Ap,Q£ryphi> com fl. de. rqsto especial, a mesma data e marca

de impressor; e, finalmente, o .Testamewtum Novum, também

ipmt a sua fl. de rosto, na qual se declara:

= ÈoMini, MxmdebqnA Reg. Typograpk. Anne salutis

humana- 1592. -

Mencionada apenas na sua primeira edição, Frcincofurtí

aâ.Moenum, 1575-79, no Catalogo do Museu Britannieo;

esta e : a segunda, Londini exc- Menr. Middletonus impensis

Cv B., fffiç-80, no Bibi. Casanatensis Catai. ; omittida por

Brunet, Graesse, Dibdin, pelo Bibi. Regia- 'Catalogas e por

Clement, que só menciona a edição primitiva, que qualifica

de. raríssima; só achámos descripta a presente edição no

'•Gàtalogus- Ubrorum qui in... Bibi. Borbonica adservantur. Na

designação da localidade da impressão e nome do impressor,

di'z . 0 autor do; referido catalogo; Londini, per- Guil. B. R.

N. et R. B., 1593, in-fok e accrescenta:

«Hanc Tremellio-Iuniaiiam interpretationem, secundis

l^cet vcüris recognitam, ne Ánglis quidem Theologis usque-

Çuaque probatarçi fuisse, ex. çénsura Londinensi, quae opeçi

praefígitur, apparet: Multa sane admixta continet, quae

humánum ingènium sapere eadem liondinensis facultas iíidi^

cavit, et adpionuit. »,

. Na noticia que eyn nota dá Çlenxent, #iklwthèquç çtqrietíse,

í v > .MS- 111 primejra ediç|ç> da pyesent£ Bifrlia algumas

in^iç^ções §e. ^è^afam applicaveis' a esta.

« Ainda que, diz elle, n^da ha de mais eommuip, do que

a Bibüa de Tremellius & de Junius., da qual se fizeram cêrca

de trinta edições dá versas, não deixa esta primeira edição de

ser muito, rara, porque está dividida em cinco partes, que

foram impressas separadamente e em diversos tempos. Ella

parece, além d'isso; incompleta aos que não a conhecem

exactamente, porque não tem Novo Testamento. Encontram-se

todas as edições-seguintes acompanhadas do Novo Testamento

de Theodoro. de Beza. E quem não acreditaria que elle falta

nesta primeira edição?.,. Gamtudo. os/conhecedores devem

procurai^, por ser a única edição verdadeira de Tremellius,

que começára esta traducção em 15 71 e que 4 tinha consideravelmente

adeantado antes que Francisco JDu Jou lhe fosse

associado pelo Eleitor Palatino. Frederico III, o que só se

deu em 1,573... >

« Trerpellio falleceu no anno seguinte (Emmanuel Tremellio

n.. em Ferrara em 1510'e m. em 1380)• Junio, vendo-se

senhor d'esta Bíblia, fez-lhe a principio mudanças na segunda

, edição, que publicou em Londres em 15S1, in-8.°, adicionada


268,

do N|vo TestanWto 1 8®? » ContmuAno me^moipe sxJWL

1602, anno* em q ítífíf S f j tfi. I 'e gr'tè tflfejgp ¿¿11

nossa ediçãoI ê H - H * 11 * àKvè^Sdi

ffteflBlio . » Clement refere-se, como se disse, á i." edição. 1

este autor, nem o

ES«' 1 1 ''' 1 ' ^ ^ liurhonit^i neitffU

cRc£(|rt Watt na sua BimSteda BrifannuU^dmSSi 1824),

¿ftgsendairi (o ndrtfe do impresdiiî ou d|ipj| ediçMsjM

ment& esfpMfeiaft biblipgrapl^, que^M^Sndè ¿Mnoticias

das obras de ' TremeHiJsBl J'm'MBr^^Kr^V^M^m^M

tifipMlB a propbsifp d'Hte,, te exemplar das nnpre^^S^B

Si. I* hipanhia de

Jwl^em Paris, doado por AcKiÄf*"de S^tâ^íHnleí dè

. Londres, metropole Mgíeino «UnidjO da GiaSMnKa,':.; 'J|

capital da Ing^terra, (ÄfeuXGuilhermä'Caxton M&ortaçáb


269,

«Caxton, diz um dos seus biographos,, dirigiu durante

perto de quinze annos o seu estabelecimento e deu ao prelo

obras, que os bibliògraphos disputam hoje. a preços excessivos...

Este laborioso artista era o proprio que traduzia os seus livros^

imprimia-os, coloria-os, encadernava-os e, como não se usavam

ainda as erratas, corrigia á mão e á tinta vermelha Os erros'

que continham. »

Na abbadiã de Westminster, onde fundara a sua ofiicina,

porque as terríveis cofnmoções que sublevaram naquella época

fatal a velha Inglaterra o arredaram da cidade , propriamente

dita, acabou a sua laboriosa velhice o proto-typographo inglez,

em 1491.

O primeiro livro, porém, verdadeira e rigorosamente

impresso em Londres é o de. Antonii Andrea — Questiones

super XII. Ltbros Metaphisicm... per... Johannem Lettou,

1480, in-fol.j que não declara entretanto o lugar de impressão.

No anno seguinte imprimiu o mesmo João Lettou as Expositiones

super psalterium. By Jacobus de Valencia, in-fol., com

aquèlía declaração.

Associou-sé depois este impressor a Wilhelm de Malines

ou Macklyn, como lhe chama Dibdin, que cita duas obras

impressas por êlles. .

Depois d'estes merece especial , menção Wynkyn, Winken

ou Winandus de Worde, estrangeiro, que, como Lettou., era

provavelmente um dos operários allemães recruta-dos por

Caxton em Colonia oii em Flandres quando levou para ã

Inglaterra á arte de imprimir. Este herdou do mestre^ o material,

os typos e mesmo a officina, e,continuou em Westminster

até 1501 òu 1502, estabelecendo-se depois em Londres.

Ahi, o primeiro liyro que imprimiu, Manipulus Curatorum,

in-8." peq., traz em cima do titulo o monogramma de Caxton

e no fim a data de 1502. O ultimo livro que parece ter

imprimido é úma edição dos Colloquios de Erasmo, de 1535,

citada por Maittaire e Panzer. Foi incontestavelmente Wynken

de Worde um dos maiores impressores de Inglaterra; aperfeiçoou

òs velhos e rudes typos de seu mestre, como diz

Deschamps, regularisou-os, variou- lhes os tamanhos, e as suas

edições, que attingem, segundo Didot, o numero de 408,

têem hoje um valor exorbitante.

Na impossibilidade 'de . darmos o historico de todos os

typographos da metfopole inglêza que fizeram honra á gloriosa

arte, citaremos apenas. os que mais se distinguiram no.

XVI século.

Ricardo Pinon ou Pynson, natural de Ruão, a quem déve

a Inglaterra a adopção do caracter romano, imprimiu em


âvo

Lbttdrfts «te t -BmnVy\

Wf Bwímer e Gh Wiittngkam, qufcj^beram «U»ai tiu*Wlíe

o .Tjoinc inglez univbual da civilisàçãd" peld

imprensa, b eonclue •

«A bBa láeeUçãá typegfajjhiBã, aitHl« da$ lüirai' ®8}HfflHfit|í

ê cbtoa 'aãaí^^õçíHSgar^êm Inglffteríâ, èllã p*>fêBS

no 'HH^naii^ Bffl^H ^ ^ ^ ^ ^ H H H H B tós;

tfflflè' da íis^ieíáçás' jífi iasjíâssèfegs

e ãabwie àlfi" » líBHíaaâg dt J ÍHl^i)Sa:ê lililflitidai


271,

e que cada qual tem « 'direito de estabelecer umá imprèns»

ou .uma livraria, ' sem que nisso hajam de intervir as àütórie

dades dò, páiz; entretanto, está também nas'-tradições 'e nos

velhoshábitos exigir rigorosamente 7' anhos completos dé

aprer.di/ageíu a • iõi.ò õ artista' typographo, que£|i!: .destina a

impressão õu ácQtnpósição.

; > 111! inanuiciiçao fiel d'èâte preceito resulta dueiaSfroge,;

ratios das officinas sâo ein gerál homens-hábeis êm sua especialidade,

áfflãdóres .flèlla, porquê com. -0tempo • lhe gatinatain

estima, ^ conheced.or.es^de ¡todos esses pormenores - mamiaes

e mecânicos,Sgfuê fazein olx,m typograplio... Quanto .nóSr

a Inglaterra nãó de%è a outra causa o.beni acabado d


272,

at> his shop in: Pauls Church-yard at the signe, of the Rose. 1625.

' , 0 5. 0 vol, tern titulo différente, assjm. concèbido : :

k— « Pvrchas his Pilgrimage or Relations of the world and the

religions obserued in all Agës and places discouered, from

/ the* Cfëàtion vnto this Present. Contayning a Theologicall

and Geographicall Historié of Asia, Africa, and America,

with the Hands adiacent... The fourth Edition, much enlarged

with Additions, and illustrated with Mappés through

the whole Workè:; And three whole Treatises annexed,

One«of .Russia and other Northeastern^ Regions by S. r

Ierome Horsey ; The -second of the Gulfe of Bengala. by

Master William IVfethold ; The third of the Saracenicall

Empire, TranslateaXout of Arabiké by T. Erpenivs. By

,Sarrivel Purchas... »

Neste vol. as indicaçôes sâo as mesinas, differindo apenas

na data, que é 1626. Os très tratados mencionados no titulo

estâo collocados no fim do volume : ôs dois, primeiros, ; sob

urhâ so fl. de rosto, occprrem â pag. 969 ; o tercëiro, com

outra fl. de rosto,; a^pagî 1009.

' COllecçâô. de viagens muito procurada, citada por Ternaux

Gompans sob'o ,n.° 479. Os exemplares completos e -bem Conservadqs

iencontram-se com muita difficuldade. Lowndes fez

uma descripçao d'esta obra, especificando, para cada volume, 0.

numéro de fdlhas das peças açcessoriàs e. do texto, as cartas

geographi'cas fora d'elle,- é os ërros dépàgjnaçâo. Esta descripçâo

foi reproduzida em primeiro lugar por Brunet, e depois com

menos, exactidâo" por Graesse. O nosso exemplar^ perfeitamente

conservado, conféré com o de Lowndes em todos- os pontos

menos' um : faltà-lhe uma folha de lista das cartas gëographicas,

que deve.ria achar-se no -começo ' do .»vol. 1, logo depois das

11 fF. inn. de indice; Assim, além do mereciniento scientific©

que lhe attribuem,; tambem tem grande valor bibliographico.

• A fl. de rosto dp; 5. 0 vol. declara-o impresso -em 4. a ediçâo.

SegundO" Paul Trômel, BÎbl. Américaine, este 5. 0 vol. pôde

ser • considerado como precursor e.. resumo ; da grande ; obra de

Purchas. Elle appareceu pela primeira yez em 1613, e. foi reimprèsso

" em 1614; a 3." ediçâo, London, printed, by . William

Stansby for. Henry Fetherstone, 1617, itt-fol., vèm longamente

descripta naquelle catalogo sob o n.° 69.

A imprèssâo de toda a, obra é ..feita r em papel amarellado

com '' caractères .romanos e italicos;, /capitaes ornadas, vinhetas

iniciaes e finaes.' Nas margens occorrem notas explicatives. As

cartas gëographicas^ intercaladas no texto on. fora d'elle,; sâo

todas gravadasem metal. As : figuras, porém, sâo umas gravadas


273,

ira üietal é^íBÍtras em madeira;, A paginação de todòís *os vò-

RpicS foi muito dcst uidada pclu impressor.

0 jfeniplàr ex]||fto, êiickdernaclo em couro da Russia, foi

adquitido para a BiHiotlieca Niícioiral em 1:881, seiiitp-com-

WmÚ'^ na Kiiropa por 1.900 francos.

N.° 104. — Bíblia .^Sacra Polyglotta, Complec- l ® , 5 }

Rfencia .Textus Originates* Hebraicum cum

Pentáteucho Samaritano,. Chaldaicum, Grseeum.

Versionumque antiquaram... Ou Squid coinparari.

.poterat...' Cum Àjjparatu, Appendigfíçibus,

Tabulis, Varus. Léctionibus... Opus

5'; atum in sex Tomos' tributam,-• Edidit Brianus -' ;

Waltonus...

- Lonãini, Imprimcbat Thomas Roy croft,

%;MBCL VII, k vols, in-MÍ>.

Estampas á agua forte grav. por Wenceslau Hollar j- ó

vol. com. o titulo impresso a duas cores,, frontispício do

mesmo gravador precedido do retr. de Walton esculp. por

Pedro Lonibart; pp. numeradas, registro e reclamos, O 2.°, 3. 0

e 4. 0 vols, sem front., que. falta lambem no 6.°; este porém

-com íl. tie rosto especial.

. A descripção que faz Brunet com toda a minuciosidade

da presente polyglotta confere com a do nosso exemplar,

menos no addicionaraento do Castelli Lexicon, que De Buie

descreve aparte, publicado annos depois.

Diz a seu respeito o Manuel ãu Libraire« Esta polyglotta,

á qual cumpre , ajuntar: Lexicon heptoglotion 11 dm.

Castelli, Loud., 1669 seu. ró86, 2 vols, in.-foi., é a que mais

procura, por mais completa e correcta do que as outras.

Os sábios que, depois de Walton e Castell, mais contribuíram

para a sua publicação, quer traduzindo os textos ou revendo-os,

1 lier fornecendo importantes subsídios,. quer em fim ajudando

.o autor com os seus conselhos, são o arcebispo Usher, Herbert

Thovndike, Edw'. Pococke, Th. Greaves, Abrah. Whee-

.. ¡ock, Sam. Clarke, Dudley Loftus, Th. Hyde, Alex. Huisli,

ih- Pierce, etc. » Dá em seguida os preços por que tem ellu -

sido vendida, e accrescentá :

[


274,

« Os exemplares a que nfto andajunto o I.exicon.le Castell ^ ^

Iperdem um terço do valor.;., » :

« Ha" exemplar» d'est» W H » M IPmHíIWIHH

' mato atlantico, que, segundo se pretende, i,no |^am efe-

• doze; mesmo una patte dos que se conhecem nao lêem «

I Lexktm em : pápèt grande... » , : : «CsÀ*. i : .. , ,.

tífe- Antes da publicação d'esté M f f l Bryan Woltôn ptibjf-

^ • eára dòis optisculos para bestado das lmguas^wtaes«^ :..

• • H B ü M M W M I «« Ü M a i l l

! presso 'em Londres, 3655, « P impressor da, polyglotta, se g

declara que já estava esta a imprtmu-se, jam sub freto

g r . As seguintes indicações m-m ainda forn^áa^, pelo

j^P^BS^I^iËËÉ^a f

I MBiMIBHBHHBË O protectorado, M trqmwell. Walton

I ''fizera menção, do protector em um

H 10 do prefácio, ímmedraâamente an^es da lista WgOgm

^concorreram para a obra; depoU da restauraçarggggg

• B M 1 trecho e subst.tum .as duas H H _

seu prefacio por très outras, nas, quaes fez mudanças § H H g

— W M Ü M consideráveis,, «mo ,.«, j j j j j f f l W Í M

tando as duas versões. Coao m exemplares com o P®

BLfácto são raros em França, ^ H H K

em Inglaterra ha alguns annos pelo; cuidados de Adam U. kc, |

Pteproduz Brunet a -passagem stfppniuiáa e I lnff-ITWBWWS I •

• Zqua*a pito» • •

!i ' com a trecho qúe llie 1 « I B Í Í Í H M Í M Í >

I M S 3 £ & i g B D. carola m o E ^ s f f l m m

tertee ao numero, dos que passa.am tx>r ftta f^rôlfëffiHa H

- dedicado B ^ B M W M W I 1 —

• rolo H l excusa declarar-se que no lugar md.cadodo^o»

nao se allude de

U ^^Cesar de M.ssy, segundo affi-m, Brgfet, quem\pnmeiro,

em uma-carta in£rta°na obra de ¡ E M

I The brigin eftnntins;, torwu ÍOThçiydas as duasSip » ' - .

rentes do prefeío de Walton. &BH j i M Ê M M H ;

E m E M Ü 1, e mais tarde H. J. j H ^ H H ,

sobre o mesmo issumpto novos esclarecimentqs que nada

deixam a desejar. r -i i

« Temos, diz Brunet, ainda duas observações a fazer sobre f

o primeiro vol. d'esta polyglotta e «m.a.*er: qM««^contm

em alguns exemplares uma epistola ded,cataria a VfâS» U, cm

quatro paginas, que debalde se, procuraria nos outros, e que


â75

em grande parte dos exemplares do mesmo volume se nota>

ha 2." columna da pag. 48 dos Prolegomena, um cartão que

cobre a passagem que começa: Quarto, Extraditioiie, »

Quanto a esta ultima circumstancia, que se não observa

no nosso exemplar, Bolongaro-Crevenna a notara na noticia

que consagra á Polyglotta londrina no seu catalogo, reproduzindo

os trechos assim supprimidos.

Brunet dá-nos a relação das obras de Walton e outros

que podem servir de complemento á polyglotta e as edições

que se fizenyn em separado do seu Apparatus e Prolegomena,

e das peças que lhe são relativas e é bom rcunir-se-lhes.

Thomas F. Dibdi li, no seu Supplément to the Bibliotheca

Spctlccriana, diz da Biblia de Walton :

« Uma das collecções de volumes mais notáveis do mundo;

em papel grande. Esta : condição torna extrema a raridade do

livro. Possuímos em nosso paiz cinco exemplares,similhantes,

dos doze que foram impressos. » É enumera .em ríòfà os respectivos

possuidores ; notando-se que todos elles são acompanhados

do Lexicon Heptaglotton, também ém papel- grande,

O exemplar que elle descreve pertencêra ao Sur. Payne,

que o comprara em Paris pelos começos da revolução franceza.

« Em geral, diz ainda Dibdin, existem exemplares d'esta espécie

( em papel grande) divididos em doze volumes, para evitar a

divisão em seis, de que resultavam vols, excessivamente grossos.

Nâo é, porém, pequeno sacrilégio biblipgraphic.o uma pratica'

que, além. de diniinuir-lhe as dimensões, perturba a ordem

original de uma colleçção de livros quasi sem igual, O exemplar

é uma copia real, como o são, segundo creio, todas as

que foram tiradas em papel grande; porém S. S. (Lord

Spencer) possue outro exemplar encadernado em bezerro liso,

papel pequeno* trazendo o Lexicon de Castell, e que é conhecido

pelo nome de copia republicana.4. »

£)iz Robert Watt na sua Bibliotheca Britannica que a

polyglotta de Walton foi o primeiro livro qile se publicou por

subscripção na Inglaterra. Modelada pela edição de Paris de

Le Jay, é-lhe superior no cuidado da revisão, na qualidade

do papel e em outros melhoramentos introduzidos, si bem que

inferior na execução typographica.

O exemplar que a Bibliotheca Nacional expõe d'esta famosa

Biblia pertenceu á Real Bibliotheca e acha-se em bom

estado de conservação.

Com esta fecha a Bibliotheca Nacional a exposição que

foz das suas biblias mais afamadas, sentindo não dispor de

mais espaço para apresentar outras merecedoras das honras

d'esta exposição, como é sem duvida a Biblia, interprete Se-


276,

bastiano Castálionc ... impressa em Basiíéa, per• Ioannenr Oporinum,

Anno Salutishimànce M. D. LPI.II, iit-jfe/., a duas

\:leplum. O exemplar qúe^i Bibi. Nác. póSfié da Biblia de Oporiiio

Sem o ex-libris da Real B:b'.:otheca, para onde passou do' Colíjégio

dà |oèiédaÍe- de Jesus em Paris, á q-.ui o doára o Conde

de Beaumont. É realmente um íorsnçfsn* livro, impresso com a

maior nitidez e elegantes caracteres. J

N.° 105. — Espejo fiel de vidas Qué Contiene !, ^r^

los Psalmos de David Rn Verso Obra Devota, ;

Vtil, y Deleytable ; Compupsta por Daniel

Israel Lopez Laguna. Dedicada al muy. Bé-

. ¡lio-no y Generoso Señor. Mordejay Nunes

Almeida.

En Londres con Licencia délos -Señores del

Mahamad, y aprovacien del Señor liaham.

. A-fio 5480.

!i!-.;. 0 de fis. fírdun. inn.. im-hida ni:.-.-* n::iiK-r a* ¡i.

ásrosto, ¡M pp, nvim. de texto, 1 íl. inn., com 2 est.'*ftra

tío texto»

Impresso no íinno 1720 tía t ra ehristü,

Na (1. de t¡t|f|. 'ha imia vinheta grayaífii íi Sferil, repre-

»|RÍndo,|6ávid sentado no ttirono a tocar llarpív. NoAlapau

inferior do throno iO-sc: « AbJ^I,opes de 01ivei% Fecit, »

As 13 ff. inn. seguimos rontOeü'.: di^iás petiçOe.s em verso

hespanhol;— •< Aprobación de' Excelentíssimo Sr. H. H. lv. David

Nieto, RaJj, del k. k de Londres », datada de Lmnlres JR. IT.

Sivan JíÍW^ 1719); — uní trecho cr.i hebraico : — 7 peçitSr cm

verso, sendo a primeira 1 cm ingloz e as outra.s em Hcspanhol j

— -.nn elogio cm pro>a, assignado .1/. A*'. — « ¡'Ve de ertT.ia.-,» ; •

—«Apiaebaciori (o sea Cenztii-a)'de jr.h,:.•';>. i !eiiri i'í¡i:e> rimenttíl,. ,

; (gifll Don Manuel de Humanes; a pedimento :dal Meíéiias,

y lo mas cierto al merecimiento digno del Autor»; 1 —•« Prefacio

de Abraham de Jahàcob Henriquez Pimentel. Al l.cc'.or » ;

—«Eccos del Autor », em versos hespanhoes; — e finalmente o

Prologo em Desimas também na lingos hespatihola. As ultimas

11 fl. inn. encerram 24 poesias divei-sas, escripias por diferentes

autores. Duas são inglezas; . duas outras latinast e as

restantes hespanholas.


277,

V As duas estampas são abertas a buril pelo mesmo artista

Abraham Lopes de Oliveira, e representam enigmas. A i. a

occorre antes da fl. de rosto; a 2. a entre as ÍT. prelim. 19 e 20.

As 286 ff. num. de 'texto contêem a traducção dos 150

Psalmos de David. Cada Psalmo traz uma especie de argumento

ou explicação do assumpto respectivo, feita em verso

rimado. A traducção é mui variada quanto á versificação; é

feita successivamente em madrigaes, endechas, lyras, .decimas,

oitavas, redondilhas,. quartetos, quintilhas, canções, romances,

tercetos, esdruxulos, e versos heroicos.

A fl. inn. do . fim tem no r. uma decima, e no v. uma

glosa eçi. decimas: « Da gracias al Criador el Autor de que ei

fin deseado gosa en esta gloza. »

Salvá descreve esta obra sob o n.° 944, e accrescènta em

nota a noticia deí mais quatro versões castelhanas dos Psalmos

de David; a saber: —a do Dr. Juan Perez, conforme á la

verdad de la lengua Sanefa. En Venecia en casa de Pedro

Daniel. M. D. LV/I., in-8.°; — a de Dauid ABenatar melo,

conforme ala uerdaderã Tracduccion ferraresqua... En Franqua

Forte Anho. De 5386 (1626")., in-4. 0 ; pja de Yahacol Yehuda,

Leon Hebreo. Amsterdam, 5431 (1671), in-8. Q , acompanhada

do texto hebraico ;-~e á do Dr. Tomás Gonzalez Caniajàl.

I'iflc//(i(i, /). luiiito Monfort,. 181 y, 5 vols. Ksla ullima s

versão foi reimpressa por- Salvá pae, em Londres, 1829, ¡11-32,

c mais tarde em Paris, 1848,- in-32 e in-18.

Pertenceu á Real Bibliotheca. Figura na exposição x:omu

specimen das impressões rabbinicas de Londres feitas na lingua

bespanhola.

N.° 106. — Sermam fúnebrepera as exequias

dos trinta Dias, cio Insigne, Eminente, e Pio

Haham e Doutor, R. David Netto. Composto

pelo Dr. Jshac de Sequeyra Samuda, Medico

do Real Collegio cie Londres, e Socio cia

Real Sociedade.

Em Londres, 548$. Com licença dos Senhores

do Mahamad.

In-8.° com registro de 4. 0 ; armo 1728 da éra christã.

O titulo vem dentro de uma tarja preta, e è dividido em

tres partes por dois filetes horisohtaes. Em seguida á fl. de


278,

rosto "ha viii pp. ponteiro \ a ¿3 Dedicatória, A os Senhores

Patn||sim e Gabay do K. K. de Sahar Hassamaym de Londres ii,

assignada « íshac dc Sequeyia Samtida »,jS loâ® depbiv mais ;

H pp. com uiffadverteácia « Ao Leito?. V ,3 5?*

• Na tpag. i, não nurfier., "í-oitjeía. ojíS&imam fun«bre »,

cujo tirana, « Conheceo o Sol seu Ooc$w twfclo do'B>aI 104,

v. -í9, abi vem reproduzido em cift»o*eres hebraicos.

-exemplar »está inc.cmipieto; ..contém 118 pp., terminando

a ultima por estas palavras: « Morreremos, como

toáo|-oa-terra; míS- com mays privilegifes:que a Pheáix, renascerémos;.

cóino e^colhidos^ nu -» 1

Antonio Ribeiro ^gáíiantosij nas Mé%wrias im,Litteruiura

«te Século (Mem. iv.j,

inserta «Ssí tomo. íÃaS». Jrt^^pW^^-wlft^iii^^^^B

.fsla A,-ml. A'. £i%ãmtc

nag. 337, do seguinte modo: HH H ^HHHH .

rf J« Sermão funebrjglpara Js exepjãs. 4$$ :

David Neto be» Pinhas. C 1728)^8.° »

E atoeseenta Tjue este sermão to que tinto. cm irtmUiW"-

l Jf->" u >

illlÖlSf 0 ¿¿ilipi. isfe^ÄJ fe^ -^^^^S'^sif i*

lnnoctndS~i»pM littenlmente'cste titulo menos exaclo,

e meteibna sduiente ä cxistSRcül dL^dois exempTiweä: um de

RWeirö*doS' 1 Santos, e outto que pertencera a kyisria de Mofc-r;

senhor Hasse e devw tei p-issado paut a liibkotheca da Uin-

:

vfistdade*" e& Coi.tiibia. Assim, 0 r9Bfp"e.xemplar t o terccusej

RfaiiiheeÄlo S'ejle l.tio opigfiulo

l odo 0 volfme e impiesva cm cartUeics latinos» cvte

i;tuando-se apenas a advertencia Ao Uifor, "e'-e " e eir. typo.

I italM-.Su gryphO; No texto ipäcofrein varias eita^s ;hebraicasy:

;uidas das respectivas interpretações em notas na »argem

H fériòr. :ior.

O autor compoz ainda outra, obra, que se conserva medita,

citada por InftoeeneiÓ,/coiro 6 titi®J í

— Viriadas daiAefà-Màe é Sequem, Saimida, Meàar

lusitano, e Serie da £. Sociedade de Londres. Obra fosthvma,

digesta e tónclmda pelò doctor Jdcoi de Castro Sarmento, medita

lusitano, etc., que offerece ao maior frotftior 4as leiras, p.<

muito alie e poderoso senhor P- João V, re> de iortugal.

Foi,


275,

E. um poema em oitavo rima, contendo 13 cantos com

1465 oitavas, escripto segundo o gosto da escola hespanhola.

Pertenceu á Real Bibliot.heca, Figura na exposição por

sua raridade e também como specimen das impressões 'rabbíriicas

de Londres feitas em portuguez.

í A. mm

N.° 107. — Qvinti Horatii Flacci Opera. — ^' ^

Londini aaiieis tabvlis incidii Johannes Pine

MD CC XXXIII.— MD CCXXX VII.

^líq^-^plV gi..

«Èàfe^fiu-íV.. pre!i:n. i:.ü. No iverííQ iída- fl.

0£kqi;i Cfiwia giavura l epre-sentalièlo a musa Ctato, aa|;2 11 fl. o

tvt^jfc ras :—- Dedioato-ík Frederico,

Pnnafi IValliae, .asHgnada Johannes Pine, —Prefacio

S , —• Seis listas de subscriplores; — Dedicatória da Vida de

H H 9 P o p q I ^ ^ H H Vita, e Ve- j

tuftyvExem&ni íaatpg^, No i. da ulgma flt/iun «acha-se o

^tíataül 1-Io.t acio,r em bmt^^juo v. a dedicatória do pu-

EwnriU^ ivrij -áa^^llys a Roberto \V:il|)ti.](.',

.tcxjt!, âtíipar L'iJ- numLjjJfaíapiiijentle i." Os

.4« I'JE&a-'" Qdcis H H Ro&rlo Walpole, a Riçaitáo

Conde de Burlington, a João Duque de Rotland, e a Ricardo

TCllys. — i'O livro dos li/m/os, deduado a Arthur Onslow,

—. 3 0 O Seeuíáre .


280,

feiimí dedicatória a Jörge DodiiigtlÄs. No fim'hái 7. ff. iiájv de"*

Figvrarvm expücatia.. Entre as pp. ,48 e 49. 94 c gg->;. Jjj? S.

153, 172 e 173. existem 4 ff. ii'.n., .ene. separam c

livros. Cada uma d'estas. ffí.*fe»tèm nír f. uma estamÄ eis«

v. a deidiçatoria da°'peça ségiãote.

S'Esta ediçào c toda •¡gaavada» njtíjjril, sendo cada pagina

Stóta em um tiò ctaja, p. texto seguido foi o da edição de

Jacob Tai^ct, Ciifftbhítze, 1701, i^.2.

Os 2 vais contêeiti assíeguirít#> peças de ornamentação

As duas estampa* do..começo dos' vols , representando

Evata e a Historia, já cf^scriptas. y.íjj 04busto de Hsyacio

na fl 16 ma. do x 0 vol — 3." Sete estempas OQcypandcfl

precedentes, a pag ¡sätfeira^Sj^ias, nas ff flSglB

citadas, ü a lúnaia %% — A,'¡Gragl^j ir.i•

meio de ^.teç^e» de pagingi. e vinhetas finsses j4ejwesentand|>.:

mais. vauados ada?,. f2> começo c ;

"çada poesia. ^ 5,.VLettras capitacs 1 ,,ornadas

E para aprecia&se nestajobra,! nitidez e igualdade cd«í

ca-raefees gravados^guer itálicos, qtier latijojL assnn.como -fe

elegancu de todos os oinatos e a excellencia do papel Vide

-â este respeüp no fim do vc!..- ü /'¡¿f-rar: w ICxptüath..

Ha «templms de duffic$lBuic'*, qu» sç distfi\giiem _por

^MkhiiJí^ v.iii uik na (fiflfe 1 • Au„u,io ji

-cuboçao díi pig 60% do íoL MaB^MJ"^» uu

exemplaras,


281,

N.° 108. — Ensaio sobre o homem dè Alexandra

Pope, traduiido verso por verso por Francisco'

Benlõ Maria Tàrgini, Barão de São Lou-

SKÉOTÍSV- Dado a luz por h.inia sociedade üte-

KSoria da Grão-Bretanha.

0. (»¡¿.»udreA na offitina tj/fstívòhia íe C.

Wlnttmgkcm, CoMegs HouSe, Chislvick. /S/ç.

Tres vols. in-4. 0 gr. com est. e aquarellas.

O vol. 1. consta de xxiv-380 pp. num., e contém:

— «Dedicatória. Ao... Senhor Rei Dom João o Sexto.;. Promotor

das artes, sciencias, e commercio », datada «Em.28 de

Maio de 1818 », até a pag. xxiv ; — « Prologo do traductor »,

seguido da tradueção de «Ò Messias^ écloga sagrada», com o

original inglez ao lado. Esta trádueção, feita verso por verso

pelo proprio Targini, está sob o mesmo titulo de « Prologo

do traductor» è termina na pàg. 31.. Segue-se depois « The

design = Prologo do autor », até a pag. 39. Este volume encerra

o original e a tradueção das duas primeiras epistolas :

1 « Da natureztt e estado do homem a respeito do universo »,

11. « Da naliifoza o estado dó-homem a rcspèrto' de^-incsitto,"

como individuo » Cada uma é seguida de extensas e eruditas

notas do traductor feitas sobre quasi todos os versos.

O vol. n consta de 2 ff, de tit., 232 pp, num., e contém

o texto e a tradueção dá epístola iu, « Da natureza é estado

do homem, a respeito da sociedade », seguidos das notas do

traductor.

O vol. IH contém 2 ff- de tit., 331 pp. num., é eh cerra

o texto e a tradueção d a epistola iV, «Da natureza e estado

do homem, a respeito, da felicidade», também seguidos das

respectivas notas.

Ornam a obra 6 estampas gravadas a buril:

I. 0 retrato do traductor, em busto, em um oval dentro de

um portico. Em baixo, á esquerda: //. J. da Silva

inv. et dei.; e á direita: G. F. de Queiroz sçulp. em

1815, No pedestal lê-se: FKAWCIS^Ò BENTO MARIA TAR-

GINI VISCONDE DE SÃO LOURENÇO. J8IÇ. D'esta inscripção

deduz-se que a estampa foi primitivamente gravada em

1815 e depois retocada em .1819. É, pois, 2. 0 estado.

II. O retrato do autor, em corpo inteiro, sentado. Embaixo»

á esquerda: Jeryas p inxit; e à direita: J. II. Robinson

sculp. Mais abaixo, no centro : « Alexandre Pope

tó"T

(3JZ


282,

de liiim retrato original, íjífêr seu atíug^^Jer^s;- sk t

acha prescniememe 'em poder do senhor • a:é is-v-

VI. Assumpto allusivo á epistola iv. No primeiro plano, á

.direita t «m rapas e am» moça, de mios. dadas, coroados


283,

EfÜe flores :i esquerda: duas cliãiBças brincando no chão,

í perto. 2JS As ^tampas |S,oitberta> » buril

com correcção e elegancia, c as aquarellas c «.rutadas lom

ilcfcuk-za e IBffliBI O exemplar tém gfàndWiiarggB«, Çs

"3 B E estio Ricamente'

SmfÉigas eantotieil^s e fechóle piafa dpuiada e lavradi,

"era i^basBi&es^sla encadein^çfç P»i\

,(«¡31, mui bera dofrída e mtidam^aftjgíanipada^ie^Oj

fc 'ájüb'Ésffií niereciiiiento .gMipúbuç^j^f® 1 LOjiclrg'

; .:»1 fciw&igam sitúalo E&raçtp,íS P Ammo¡ ,1" •

gr Sfcpp , Sm leiturg,lMisqeiik^ ^lf5¡Iri

O templar exposto perteirclí á Real Hiulictl-.eca, s¿ndo

.«¡fenecido a D. Jilo VI pelo proprio traductor. .E a,to$g|

.os respeite^ um sxçtaplar especial.


284,

A Bibliotheca Nacional tanibem expõe na respectiva secção

o maniiscripto original d' esta obra, em 4 vols., igualmente

offerecido ao rei pelo traductor. O manuscripto também é

ornado d,e estampas ; estas, porém, differem das que figuram

ná obra impressa, '

N.° 109. — Correio Braziliense ou Armazém Literário.

. Londres; Impresso] por W. Leivis. Pa-

¿crnos ler - Row, 1808-1822.-28 vols. in-8."

O Correio Braziliense durou 15 ànnos e publicava-se em

fascículos mensaes de numero incerto de paginas.

Cada numero trazia a divisa:

. « Na quarta parte nova os campos ara,

E se mais mundo houvéra! la chegara. »

Camoens* C. vii. e. 14.

^ :í|nnocencio da Silva não leve ra/ito quando, pretendendo

corrigir a asserçíio de Varnhagen, clH que o Correio conieçou

em 1807. A verdade é que o primeiro numero sahiu em Junho

de 1808; e esta. affirinação já consta do Diccionario fiibliographica,

na parte supplcmenlar (vol. x), trabalho do sfir. Brito

Aranha.

Foi redactor do Correio: Braziliense Hypolito José da

•Costa Pereira. Furtado de Mendonça, natural da Colonia do

Sacramento, onde nasceu em 13 de Agosto de 1774. Segundo os

seus biographos, Hypolito era formado em Direito e philosophia

pela Universidade de Coimbra. Depois do desempenho

de uma commissão scientifica nos Estados-Unidos que o Governo

portuguez lhe confiara, voltou a Lisbôa em 1802, onde

foi preso e processado pelo Tribunal da Inquisição como

franc-maçon. Conseguindo evaclir-se, Hypolito asylou-se era

Londres, onde passou o resto da vida, consagrando-se á

defesa e propaganda das idéas livres e constitucionáes. Nesta

cidade fundou o Correio Braziliense/ orgiío dedicado a interesses

políticos e litterarios e que devia exercer uma grande

influencia sobre ò espirito dos seus compatriotas. 0 Correto

Braziliense, pela liberdade de opiniões em que era escripto,

chamou desde logo a attenção da Corte, e a Regencia de

Portugal determinou primeiro fazêl-a combater por escripto, e


285,

a este intento, diz Innocencio, se publicaram em Portugal

algumas' refutações ; porém depois tomou outro partido mais

expedito, que foi o de prohibir a introducção e leitura, da

obra em Portugal, debaixo de penas severas, repetindo-se a

prohibição não menos de très vezes, das quaes a ultima foi

em 25 de Junho de 1817, sem que, contudo, se tornasse

effectiva a efficacia de taes prohibições. A attitude patriótica

do eminente jornalista, que puzera os seus serviços á causa da

independência do Brazil, grangeou-lhe a affeição de D. Pedro I

e de todos os que desejavam a separação entre a colonia e a

métropole. Hypolito falleceu perto de Londres, em Kesington,

a 11 de Setembro de 1823, um anno depois da realisação

das idéas pelas quaes combatera, isto é, um anno depois da

emancipação politica do Brazil.

iïoi elle o. primeiro: que, na imprensa, advogou a causa

abolicionista em relação ao Brazil, julgando a escravatura lima

instituição incompatível com a civilisação das sociedades modernas.

A vida intelleçtual d'.este homem foi notavelmente fecunda,

attendendo-se ás circumstancias agitadas e á curta duração.

(49 annos) de sua existencia. Hypolito escreveu diversos

livros sobre politica, economia, industrias, historia, grã m malien,

memorias aiito-lMOgraphiras, além de outros escriptos esparsos

110 Correio Brasiliense. Attribue-lhe Michaud, na sua

Jliogr: Univ. (Vide Innocencio da Silva—Uicc. t. v), ; um

Tratado sobre a Origem ' da Architeciura, de que não lia

noticia em confirmação« No Correio Brazi/iense, xvit. 1816,

dá-se a noticia de que Hypolito.se occupava então cm escrever

uma Historia do Brazil o descobrimento até a immigração

da familia real portugueza. Semelhante empreza parece

que não foi levada a effeito 011, pelo menos, os seus resultados

perderam-s.e ou descaminharam-se.

O Correio Brazilieuse existe na Bibliotheca Nacional quasi

completo; dos vinte e nove volumes (1808-1822) dé. que

consta a publicação,, falta-nos o 29®. e ultimo volume que comprehende

os números de Julho a Dezembro de 1822.

A collecção completa é muito rara.

N. 0 110. — Transactions and proceedings of the conference

of librarians held in London October,

1877. Edited by the secretaries of the confe-


286,

rcnee, Edward 1!. Nicholson, Librarian ot the

London Institution, and Henry R. Tedck-r,

Librarian of the /\tr.emrmr>. Club.

Z&tujfan .- printed sit the Cfasr&ki Press by

C Charles Wlntkwglumi, 1878.

; In-4. e gr. cie xi - 276 srp." num.

Tr.iz'uYna i;r.roi!'.ic(;ao. i^ignfla: por Henry K.. Tedder.

• F.nirc-'os variUdosMtiffips queiisbmpOem/ a^aj^ra, ii'iiiitos

ha bibliographieos, referindo se mais ou menos e-specialmenLe

a impresKO*. Nn arligu do Henry Stevens, i:i •

tulado: ; '


287,

emendatumqz: fausto sydere est explicitum. Tmpressum florèti

in ç iu i ta te CJlixbonensi. Ann o salutis christiane. Millesimo

quadrigentesimo nonagesimoqz octano, xij. Kalendas iulij. Et

officina Nicholai de Saxonia. »

Edição muito rara.

Magnifico specimen da imprensa era Portugal no XV' século.

Por entré os vestigios dos annós que perpassaram, ainda

se divisam em nosso exemplar algumas das exeellentes quali-^

dacles': das edições d'aquelle século. « Certo que se vêem nellas,

diz Ribeiro dos Santos, alguns donaires e gentilezas, que

ainda hoje não tôem envelhecido, porque podem emparelhar

com as edições modernas mais perfeitas e acabadas. O papel

pelo. comrnum é muito liso, igual, corpulento, e bem batido;

0 que o faz ser de uma forte consistencia; em algumas' obras ó

assaz branco, noutras uni pouco trigueiro e basso... A tinta é

sempre muito-preta e luzidia, e còrre por toda a parte igual

e solida. Usavam em algumas obras de imprimir de encarnado

OS titulo» e stimmarios, as lettras iniciaes das orações, e outras

partes... Em todas as edições que vimos, a forma do caracter,

é sempre de um mechanismo' regular, e a lineação igual e

recta, mostrando suas linhas bem assentadas, sem pequenas

desigualdades.;. Os ijossus impressores, á iinilaçao dos e.\lranhos,

usaram em algumas edições de pôr enfeites e ornatos

de portadas,. 1 -¡tarjas e' divisas, e também estamparia de figuras,

que eram como as galas da typographia, com qué se ella enfeitava

em suas obras, »

Segundo se vê da descripção que $cirna fizemok? Ribeiro

dos »Santos equivocou-se'quando assignalou* para a i.", edição

do Missal a data de 1496.

«I)'este Missal, diz elle, se fez depois uma nbv'a èdiçào em

Salamanca era 1502 in-4.® na off. de Joãç dêviPorreg, por

ordem cie 1). Diogo de Sauzã; outra em 1538 por. ordem çle

1 Jorge de Almeida, Bispo de Coimbra, eleito Atcebispo de

Braga; outra em Leão. de França em 1558, foi., enf-pergaminhoj

por mandado de D. Bakh?zar Limpo, na off. de João

de Borgonha, que se intitula Livreiro iVEl-Rei de Pprlugol,

da qual ainda hoje usa a Igreja Bracarense. »

Não são accordes as opiniões sobre o anno em que se

estabeleceu.em Lisboa a arte typographica. Si consultarmos

Ribeiro dos Santos, Lisboa foi, depois de Leiria, a cidacle de

Portugal que apresentou ém utilidade das artes e das sciencias

bem providas officinas typographicas, acreditando elle que o

livro Sepher Orach Chàim R. Jacob Ben Âscer foi ali impresso

em 1481. Michel Denis, o continuador de Maittaire,


288,

tem este livro conio impresso em 1485. Pánzer e outros bibliographos

contestam que a impressão seja de Lisboa, affirmando

que o volume é da officina d'Iscar Soria, em Hespanha.

Deschamps é de opinião que a obra õ de Lisboa, mas estampada'no

anno de 1489, da qual existe um exemplar na Bibliotheca

Nacional de Paris. s

No fim (laquelle século um typographo allemão, natural

de Saxe, veiu estabelecer-se em Lisboa, • sendo ahi mui bem

acolhido por todos os homens de lettras. Este typographo é

Nicolau de Saxonia, que se immortalisou, deixando-nos na

impressão do Breviário Eborense 1490, na Vita Christi 1495,

no Breviaiio Bracarense 1496, e no Missal Bracarense 1498,

provas incontestáveis de seu grande merecimento como artista

-impressor..

Pertenceu á Real Bibliotheca o exemplar que expomos.

112. —r (Thesaurus Pauperum sive speculum

puerorum). In-fol. goth. -

r.'Impresso a duas tintas. Consta de 41 ff. sem numera^ao.

Nosso exemplar 'tern apenas 40, faltando-UTe a fl. de. frontispicioi

ond§,j?segundo RilSeiro dos Santos, traz- estampadas a

aireita as iiraias reaes de Portugal, e a esquerda em propor^ao

igual uma esphera, epor baixo em lettra gothica maiuscula.

Grawmatiea JPdstrance. .

A 2. a fl.; come9a com estas palavras impressas com tinta

Vermel ba

-Irtcipit compendium breue vtile sine tractatus jntitulatus:

Thesaurus pauperum sine speculum puerorum editum a magistro

Johime .de' pastrana. »

f•Em seguida a.este Tratado vein :

« Antonij martini [Trimi quonda huius. art is pastrane in

alma vniuersitate Ulixbonerisi preeeptoris : mateneriim edilio

a baciilo ceconim breiiiier col lee ta incipit. »

No fim a declara^ao :

« Explicit maveriaruz editio a Petro rijbo ex baculo cecorfi

breuiler colleta. Impressa yero Ulixbone. Anno domini

millesimo qngentesimo xiij. sydere. »

A grammatica, que se chamava. Thesmro de fob res e Es-

Jiclho de mcnittosy foi impressa pela primeira 'vez, segundo Ribeiro

dos Santos,. em 1501 pelo afamado impressor Joao Pedro


289,

Bonhomini. Edição raríssima. O exemplar que a Bibliotheca^

expõe é da segunda, 1513, do mesmo typographo, quasi' tão

• rara como.a^ primeira.' -* -

« Lisboa, escreve aquelle douto investigador, -ytotítinuou

nò século XVI^ os séus trabalhos typographicos, fazendo gran-*^

• dicteos- jff^jjressos -nesta' ar.te,'. -|>ela .quantidade' de officirias que

• erigiq.. Foi uma d'ellas a de'S. Vicente de Fóra, que já houve

naquelle século, e foram 'das. mais famoèas, ê de mais trato, ás

de Valentim Fernandes, de Jacob Combreger, de Herman de

^Campos, de João de Kempis, de João Blavi©| todos'állemães:

de João Pedro Bonhomini, italiano de Cremona e de Germão £|

Galharde, francez; e as dos/nacionáes Luiz Rodriguez, te Luiz

Corrêa. D'estas officinas publicaram-se naquella idade innu- ¿j.r 1 J

meraveis obras, que ainda hoje formam a preciosidade das/'

livrarias mais distinctás. ' 1 ' ül'

' H H • .

o J M

; . '«.Johan Pedro de Boõs homens, ou Bonhomini, ou Bom Ja ¿j jn

homyni, ou Bognonino', em/latim de bonis- homÍnÍbusT(que * ,_, .

assim diversamente se acha escripto) foi milanez,de Cremona: • "— ^

parece ique já. tinha officina typographica em Lisboa no fim

do século XV. No seguinte estampou" elle- varias obras, e al- ó V'

gumas de parceria, comi Valentim Fernandes. » "¿«At-*

O exemplar tem o carimbo da Real Bibliotheca. ••'

. 4 0,í> H

N.° 113. — Tratado ('da sphera. com a Théorisa

¡¿;:,eJo So! ;St da Lua. E liùro da

:; Geographia de ClaudioíglPtolomeó' Alexãdrino. ) tf:

Bffirados nouamelfc'/de Latim em lingba^ém \jJ V ¿t> f % HK§§

pello Doutor I'j;rd Ximcs Cosmoyraplio. Ucl

Rey dõ João h,o tercèyro deíf^Somê rtBgg®

' Senhc® E âcrecfcdos de mü|^B,a'nnôÍÍÍ0éS

, ; ¡8^ .figuras ger que mays facilmente se podem

entender.

Item d

sobre a . carta de nraáar. Km òá quaes;

se decrarãt) todas as princip'aegli'piiidas da nauegacão.;'

Cõ as tauoa-è , do mòuímento d^osol :

& ;sj|i declinação, E O; Rcginiêlo da afiara


290,

assi , ao meyo dia: como nos Outros tempos.

Com previlegiò real.

(ISfo fim:) Acabousç de èmprimir a presente

obra na niuyto nobrg


291,

ceram na Europa », nasceu Pedro Nunes na villa de Alcacer

• do Sal, salaciensis, como elle proprio o declara na traducção

latina que se publicou em Coimbra em 1546 dos, : sèus Tratados

das cartas dè marear. Não se sabe ao certo' em. que

anno nasçêra nem a data da sua morte; estando porém averiguado

que ainda vivia, em Lisboa, a 6 de Setembro de 1574.

Segundo, os seus bipgraphos, e são elles muitos, especialmente

Ribeiro dos Santos na sua citada memoria, Pedro Nunes

cursára humanidades, philosophia e medicina na Universidade

de Lisboa, muito antes da sua transferencia para Coimbra, e

nella recébêra o grau de doutor na ultima d' aquéllas faculdades.

Cultivava-se, por esse tempo com decidido zèlo â mathematica

na Universidade de Salamanca ; para ali se passou elle depois,

como parece provável, afim de se dedicar ao. estudo d'aquella

disciplina, tão de sua particular predilecção. « D'alli foi elle

chamado para o Reino pelo Senhor Rei D. João III. para vir

honrar-nos, diz Ribeiro dos Santos, com seu illustre magisterio

». Professou então pm Lisboa um curso de artes nos annos

de 1530 a 1532; mudada para Çoimbra a Universidade, regeu

ali a cadeira dé mathematica do anno de 1544 ao de 1562,

em que foi, pprcarta de - 4 de Fevereiro, jubilado; formando

com as suas sabias lições aproveitados discipuios que muito

Honraram o nome do mestre e deram novo lustre 4 patria

pela mathematica. A D. Sebastião, de quem recébêra Varias

mercês em remuneração dos seus serviços, diz-se que, ensinara

philosophia e sjciencias mathematicag; foram ao certo seus discípulos

o infante P-huiz, o cardeal, depois rei, D, Henrique?

e o afamado vice-rei da índia p, João de Castro. D, João IIÍ

nomeara cosmokrapho, mais tarde elevado, a çosmographo

mor, do reino. SuppOe-se que depois da jubilação continuara

a viver em Coimbra, de onde foi chamado á cêrte por P.'§ç.'

bastião em 1572.

f ' Os que pretenderem, ifÉe iíwpcencio d a Silva, noticiasmais

cirçumstanciadas acerca d'este varão verdadeiramente

iJJustre, e que tamanha honra dá á nossa patria, consultem a

Memoria, da wa vida e escrjptos por Antonio Ribeiro dos

•Santos... e Q Ensciio histórico sobre a origem e progressos d^

Math. epi Fçrtugal por §tQçkJ.êrt,, Dos trabalhos d'este? dous

académicos compilou e abreviou o> sr, M, J. M- Torres umf

nofipia que inseriu no PanQrctmax -yol Y (1841)... »

Varnhagen, Visconde de Porto Seguro, de saudosa mer

mo ria para. as lettras nacionaes, na sua Historia Geral do

Brazil, ppí'467 e 468 (nota 83) da i> edição, adduz argu-r

mentos, a; que se referiu com reserva Innocencia da Silva,

tendentes a prayaç que o Dr. Pedro Nunes, mathematico e


292,

lente, é„ o mesmo Dr. Pedro Nunes, védor da Fazenda na

India em 1520, do qual se tem féito dois . personagens distinctos*

Indica também a Bibliòtheca Hispanica de: Nicolau

Antonio, t. m ; Bailly, Historia da Astronomia moderna,.

liv. ix ; Lalande, Tratado de astronomia, liv. 11 ;. Bayle, Diccionario

; Weidler, Historia da Astronomia, pag. 361; os autores

do Dictiopano..:Mstoricor '"critiço: bibliographico, Paris 1822,

t. xx, que reproduz quasi pelas mesmas palavras o 1 artigo respectivo

do Diccionario de Chaudon.

• No grande diccionario de Larousse vêm enumeradas as

obras do abalisado mathematico portuguez.

Na Biographie universelle: ancienne et moderne, t. xxxi,

acha-se, entre outras noticias açêrca do nosso autor :

« Tinha o uso da bússola mudado as praticas da navegação

e dado origem a. novos problemas • que;' pareciam insolúveis.

Nunes foi dos primeiros que com isso sé occuparam

e, si não teve o mérito de inventar methodos exactos, teve o

de chamar para estas tjuestões a attenção dos geómetras ».

Referindo-se á refutação de Oroncio :

« Este Oroncio, professor no Collegio Real de França,

imaginava haver descuberto a quadradura do circulo, a duplicação

do cubo, a triseçção do angulo e a resolução do

problema das longitudes... Emfim... vê-se (nas suas obras')

um tratado de algebra {Libro de Algebra, en Arithmetica y

Geometria), que esçrêvêra em hespanhol e appareceu em Antuerpia,

em 1567, in-8Diz-se que elle prezava muito esta

Obra, que dedicara ao seu antigo discípulo 0 principe D. Henrique.

Em uma edição de Sacrobosco lê-se uma nota de Nunes

acêrca dos climas, na qual prova, um tanto prolixamente,

como soia escrever, que a largura dos climas diminue á medida

quê Se se apprOxima do polo... É principalmente conhecido

pela ideia de um instrumento, em demasia gabado, que devia

dar os ângulos com grande exactidão... Primeiro d'entre os

geómetras modernos, applicou-se ás questões de maximis et minimis,

isto é, dos valores maiores e menores que pôde adquirir

a vari&yel de um problema. No meio de muitas investigações

d'este genero citaremos. a solução elegante e. completa que

dêu do problema do niais .curto crepúsculo... Os maiores-geómetras

do século passado, Bernouilli, D'Alembert, etc., nunca

puderam achar a formula principal de Nunes, a da duração,

e todos elles estacaram em uma formula accessoria, também,

achada por Nunes, que não é mais que um fio para se chegar

à resolução do. problema verdadeiro ».

D'entre os escriptos do dr. Pedro Nunes mencionados

por Larousse, acha-se um sobre os cometas, que não vemos ci-


293,

tado poflnriòcencio. Do Libro de Algebra falla o Diccionario

de biographia citado. « É, diz Stockler, o compendio mais

. methodicO, é'éscripto com mais clareza, que até áquelle tempo

se' publicqú ». J

Deis outros escriptos seus, de que dá testemuho o proprio

autOr .em ^composições suas impressas,.deu Innocencio da Silva

a: seguinte relação: — Tratado da geometria dos triângulos

spheraes. -WÊTratado sobre o astrolabio. — Tratado do planisferio

geométrico.— Tratado da proporção ao livro V de Euclides:—

Tratado da maneira de delinear o globo para o uso

da Arte de navegar, —Roteiro do Brasil. — Os livros, de Architectura

de Vitruvio, traduzidos e illustrados em linguagem.

Do Roteiro do Brasil, cuja existencia muitos põem »em duvida

e que provavelmente nunca se chegou a imprimir, diz o

Sñr. Valle Cabral em uma das suas Cartas bibliographicas,

publicada no tomo i da Revista Brazileira, pp. 595 - 606, a

proposito do, cosmographo mór Manuel de Figueiredo, suc-

• çessor de Pedro Nunes no cargo :

« Segundo o testemunho de Simão de Yasconsellos escrevêra

Pedro Nunes um Roteiro do Brazil, mencionando-o no

livro i, n. os 14, 17 e 66 das Noticias antecedentes, curiosas e

necessarias das cousas do Brazil, que precedem a sua Chronica

da Companhia de Jesus. Esta noticia dahi passou para a Bibliotheca.

Lusitana de Barbosa Machado e deste autor, para

Ribeiro dos Santos, e provavelmente de ambos ou ¡de um

delles foi que Stockler teve conhecimento do Roteiro do Brazil

de, Pedro Nunes ».

: Simão de Vasconcellos parece ter visto a obra, pelo menos

em manuscripto, pois d'ella cita no n.° 17 das suas Noticias

um trecho relativo á provinda do Brazil.'

\; Pelo modo por que o mencionou Innocencio, o proprio

Pedro Nunes se refere a esse seu roteiro em outras das suas

obràs : não nos parece, pois, que só o fizesse o distincto bibliographo

por vêl-o indicado pelo • chronista da: Companhia de

Jesus. Nãò se sabe porém onde pára hoje esse roteiro, a que

também' allude Gabriel Soares, no seu Tratado descriptivo do.

Brazil.

Ribeiro dos Santos conclue a monographia que escrevèra

acêrca do grande geómetra portuguez com a enumeração dos

eseriptores, tanto nacioriaes como extranhos, que d'elle fizeram

honrada memoria; o que nos dispensaremos de repetir aqui.

No Manual bibliographico portuguez coordenado pelo Sñn

Ricardo, Pinto de Mattos (Borto, 1878), depois de uma breve

noticia acêrca do afamado cosmographo mór do reino, lê-se

uma completa descripção da sua obra, déscripção que confere.


294,

com a do nosso exemplarj menciona-se a traducção hespanhola

com o titulo La Sphera de Juan de Sacrobosto. Nueva y

fielmente traduzida de Latín en Romance, por "Rodrigo .Saem

de Santayana y Spinosa... Valladolid, 1568, in-4?, e outro

exemplar em latim. E accrescenta-se, a proposito ; da que a

Bibliotheca Nacional expõe:

« O Tratado da Esphera é hoje livro ráfo e estimado, dô

qual foi mandado ufn exemplar á Exposição de Paris, de 1867.

tf Deste precioso livro sabemos onde foi avaliado um

exemplar pôr 50^000 réis que comptára em Pariz o, visconde

de Moncorvo, O mesmo pelo qual depois o conde de Azevedo

' deu livros em trOca no valor de 2ÒÒ$OOO réis. >)

O Sfir. Luciano Cordeiro, no artigo que estampou no

Boletim dá Sociedade de Geographia de Lisboa, 4." serie, n.° 4

á que deü pôr tituló. De como havegàvam os portuguêzes no

começo do século XVI, por investigações bibliographicas escrupulosas

a que se entregára, chegou á conclusão, acêrca da

prioridade de Pedro Nunes em publicações concernentes á

cosmographia, de que;


â95

guaâ, coiímientáda, ampliada e discutida pelos mais notàvëis

astrónomos e mathematicos do tempo ».

É termina a sua extensa nota bibliographica pelo seguinte

GorOl'lario ;

« -Pedro Nunes teve antecessores, vê-se ».

O tratadd da esphera do cosniographo inglez fôra traduzido

em portuguez por Gaspar Nicolau, mathematico, natural

dé Guimarâes, e publicada, antes dé Pedro Nunes.

É tódavia de advertir. qué ir n'o titulo da obra declara Pedro

Nunes -. Tirados ñoñamente. de Latim em lingoagem, ficando

assim subentendido que já outro ou outroso haviarh feito antes

d'elle.

Do tratado da esphera conheceu Innocencio da Silva tres

exemplares, um dos quaès fôra avaliado no inventario do.possuidor

por i:ooo$ooo réis ! Um dos outros pertence á bibliótheca

particular d'el íei D. Luiz I de Portugal. O douto bibliographo

classificou-ô como obra rara e preciosa.' .

Do Tratado do sabio mathematico de Alcacer do Sal

possüe a Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro dois exemplares

: um, o que se expóe, pertenceu á Real Bibliotheca^

tendo para ella passado da livraria de Barbosa Machado ; o

outro fez parte da do Conde da Barca, sob -0 11. 0 1415 do

respectivo catálogo. Tem este - exémplar no alto da fl. de rosto

a seguinte nota escripia á máo :

' « Ëx Libris Car. Fr. 01 Garnier, et Amicórum a e embaixo :

« Cet exemplaire est accompagné de Notes marginales manuscrites,

utiles et curieuses. (1537) »

E no Vv dé urna fl. era brartco que precede a do titulo :

« Traduction. — Traité de ja Sphère avec la Théorie du

Soleil et de la Lune Et Je premier livre de la Geôgraphie de

Claude Ptolomée d'Alexandrie, nouvellement traduit du latin

en portugais par le Docteur Pierre Nunez Géographe du Rôi

don jean III. avec des remarques et figures qui en facilitent

l'intelligence.

« Ce livre renferme deux traités du même autéur sur la

Carte marine où Ton éclairCit les principales difficultés de

. la Navigation avec les tables' du mouvemént du Soleil et sa

déclination, le règlement de sa hauteur tant a Midi-qu'aux

autres heures. 1537 ».


296,

25 {> J3 114; -4-gPanãiyrka' oratio elegantíssima plurinia

rerum & historiarum copia refertà Ioanni

huius nommis tertia inuiéfesimo Lusitaniarum

rfegj" nuncupata Antoneo Lodouicó '^lyssfporsi

medico awcTtoré.

Ulysbonae. Apud £.pgãoitw» Rotorigik Ty-

: pographu. M. D. X X X I X . In-l9|

Pnrn'effa obra, segundo' erêmos, sahida da sfficma do

afamado impressor LuiztBAttM§|||efta impressa'^» fcarac^eres ;

H H n n s i g a i ij^v^oí

v^'^vJrt^^ctimqJll^Xpressa Ribeií^te'San - ^, tratando d/este

' typogíapho ' , . . . •

•« Kite iU'Htri: iiiu^ííor. qiife residiu em Li^íp/. tem nas,.

íC eíbrâS Sqiuj * * (WtituloRn^í^ftontestaTéis para ser

quallfi^do^entÀ os tófts' ti pBgragfcos do tieu tempj ainda

i " ''HM^Bnefeuub as suas edições, eMre^Ji®hàÃJ*distM3guem:

muito as seguintes:... »

. Sa primeira (pefÉi^é a P^nagpitcu. Oratio, quê temos

presente n , f*

MB útufjiá&WtíMié umafbfclla portada gravada em

madeira^ ~, *

No v. Ha fl.iBs^i^i'^^ms&ad lectt>r£frt~

aíérn dé. I." fl. inn., (kg xLiiíj

íf. mmí. R^H N^^^^^^^fima ^ ida. .a

• div " ,f ^ a^gi^'ii^i^^^^de Ligf||íi| que usava de pôr

no fim dd'suaf li ^ 1 i^I^.expirime Ribeiro i • ^ .i ^ l.

& ' o u drag.à||;om ^ai^ ,exten


297,

Nosso exemplar faz parte do tomo i.° dos Elogios oratorios,

é poéticos dos reis, rainhas e infantes de Portugal, collegidos

por Diogo Barbosa Machado,.

Esta preciosa collecção, como já temos dito, foi offerecida

por Barbosa, á Real Bibliótheca d'Ajuda, d'onde nos veiu,

trazida por El-Rei D. João VI.

N.° 115. — Statutos & constituyções dos virtuosos

& reuerendos padres Conegos azuys do especial

amado discípulo de xpo & seu singular

secretario sam Joã apostolo & euãgelista, & ho

fundamento de sua apostólica & muy louuada

congregaçã da clerizia secular reformatiua

em a obseruãcia de siia vida.

In-fol. goth.

O titulo, em uma portada xylographica, é impresso com

tinta preta e vermelha.

Fl. 2. a r. — Prologo.

Fl. 2." v. á 4." r. Tauoada.

Fl. 4. a v. — Uma estampa gravada em madeira, téndo

no . centro uma allegoria á Igreja e em volta os doze Apostolos.,

O texto consta de 52 ff. numeradas de um só lado.

No v. de fl. 52. a a subscripção:

« Forã impressas estas cõstituições por mandado do muyto

virtuoso & Reuerendo padre ho padre Frãcisco de sancta Maria

sendo Rector geral com consentimento & lugar do capitulo

& padres que pera as mandar imprimir lhe dera primeyro. As

quaes foram impressas ê casa de Germã Galharde imprimidor.

Acabarõ-se aos xxv. dias .do mes Dagosto. Anno de. M. D. XL. »

E edição muito rara. v

Ribeiro dos Santos, no tomo vin das Mem. da Litt. Port.

dá- a esta edição, sem duvida por inadvertencia, a data dé 1543.

« Foram reimpressos, diz Innocencio, os referidos estatutos,

em Lisboa, no anno de 1804, de mandado da respectivá congregação,.

sendo reitor geral o P. Antonio José de Faria. Os

exemplares d'esta segunda edição são no mercado tão raros

como os da de 1540. Deu-se nella uma equivocação' assaz

galante. O compositor typographico, ao ter de reproduzir o

nome do impressor da primeira edição, confundiu de. tal modo


298,

O G com o B, tomaiido este por aquelle, que compoz Berna

Balharde em vez de Gerínã Galharde, e tal qual se imprimiu,

porque o revisor, que não estava mais adiantado que o compositor,

dçixou passar o engano, em que só veiu a attentar-se

muito deppis da obra estampada. »

De Germão Galharde, escfevé Ribeiro dós Santos o seguinte

:

« Germãp Galharde (que diversamente se acha escripto

Gailharde, Galharde, Galhard, e Gaillardo) foi francez de

nação, e veiu a ser impressor régio desde o anno de 1536, ou

talvez antes > a sua oflicina se acreditou por uma das mais

illustres do s£u tempo. »

ÜÈm ségüidâ enumera os sèuá pfiíicípáçs trabalhos.

A darmos credito á Bárbosá, foi autor d'estes Siafutos,,

ou D. João Vicente, ou então Pedro de S. Jorge. Elie attribue

a obra a ambos.

O exemplar da t. â edição, que expoítios, pertenceu á

Real Bibliotheca. .

35 0 J¡A . N.° 116.É&- A paixã de Jesu xpo fiossò deos &

sñor assi como a escreuê Os quatro euangelistas

; & como a decrarã os sanctos: & doctores

catholicos.

In-4. 0 de 62 ff. num.

O titulo, que acabamos de escrever, vem dentro de uma

portada e embaixo dê' uma vinhetâ 'mui bem gravadas êm

madeira.

Nâ versó d'esta fl., a licença para a impressão, de Frei

Hieronimo dazambuja, datada de 15 de Fevereiro de 1551.

A Tauoada do que contem esiè- tratado occupa a fl. seguinte.

.No r. da 3.* fl., ó titulo dos tres tratados dê que se

.. compõe o livro. No v., uma excellente estampa com a imag'em

do Senhor Crucificado. -

Nas fi". 4. a , 5. a e 6. a : «Proemio pera veremos como he

verdade que déos morreo por nos & quanto lhe deuemos por

esta obra. »

A parte ou tratado termina no v. da fl. 45.

Fl. 46 inn. r. : « Elegia a Madanela» (sic)Y}.

Fl. 47 inn. r.: « Outra elegia a madanela de outro autor.»


299,

Fl. 49 f. : « Tratàdo dôS ptoveitos qUë verri ads homes

de Serem mertibros dé Iesu xfto nosso sefior, & quàrn nécéâsaria

cousa he comesaremos nossas côntemplaçôes polia sua

I gâcfàtissima humanidade. »

- De fl. 58 v. a 62 V. : « Breve aparelho pera receber 0

saiictissîmô sâcraméilto tifado dasdoctas &' ftiuit'ô deudtas

meditiiçôes do padre frey Luis de Granada- »

Intlocèncio daSilvâ, dêpois dé descrevef 0 priitteito titulo,

diz : « Tal é a descripçâo que d'esté rarissittlo livfo nos

dâ Pedro José da Fonseca â pag. 165 do seu Caictlogo dos

autofes, collocado por elle â. frente do tomo e unico do

Diccionario da lingua portuguê2a. »

Sobre esta tarissima èdiçâo, e probabilidades de âégùridâ

é terceifa, vidé o iftesïno Innocencio, Dicc. vol. 6.° pag. 333.

.. Nossb exemplar estâ em muito regular estado de conservaçâo,

$ pértencëu â Real Bibliothecâ.

N.° 117. —-• Este libro he do coineço da historia

de nossa redençam, que se fez para consolaçarn

dos que nam sabë latim. Pede a Au tor

delle aos lèctôres que com charidade lhe digam

por amor de Deos hu Pater noster polla aima.

M. D. LXX.

In-fol. de 2 if. imi.-içi pp.

, Este titulo estâ dentro de uma portada gravada em

madeira, e no centro vê-se uma vinheta representando N. Senhora,

tendo ao collo o menino Jésus.

No da fl., de rosto, a licença para a impressâo concedida

por « Frey Hieronymo da Azâbuja, Mestre na sancta

Theologia & deputado polio Senhor Cardeal Iffante & Inquisidor

geral nestes Reynos de Portugal... A. 9. de Iulho.

De 1551. », ' • • _ •

Na fl. 2. a : « A Muyto e Excellente Princesa, .& serenissima

Senhora Iffante Dona Maria filha do muy alto & inuenciuel

Rey dom Manoel da gloriosa memoria. loam de Barreira

Imprimidor. S. »

1 Nesta dedicatoria Joâo de Barreira déclara que a obra é

de « dona Lianor de Noronha filha de dô Fernando Marquesde

Villa Real tam affeiçoada ao seruiço de V. A... »

Segue-se -.o/ftexto, e no fim a subscripçâo/. « Em Lisboa.

Por Joam de Barreira. Impressor del Rey. M. D. LXX. »


300,

A i. a edição d'esta obra é dé Lisboa, Germão Gálharde,

1552. Ha uma segunda parte'cóm titulo especial, impressa em

em Coimbra, por João da Barreira, 1554-

Innòcencio dà Silva, em seu Diccionario, discute com

muita lucidez e precisão o valor bibliographico d'esta obra.

Referindo-se á 2. a edição, que é a que expomos e foi acima

descripta, escreve ; .

« A edição de 1570 era não ha muito tempo tida para

alguns em conta de falsa, ou duvidosa... Falla d'ella o erudito

Cenáculo nas suas Memorias Históricas, pag. 270, dizendo que

este raríssimo livro fôra impresso ém Lisboa em 1552 e 1570,

havendo-se dado a licença para se imprimir em 1551. E adiante

diz:,que pela edição do anno de 1570 sabe-se que é autor

d ? aquella excellente obra D. Leonor de Noronha. Donde bem

claramente se infere que, tendo elle visto a edição de 1552,

não achava nesta fundamento bastante para deduzir quem

fosse o seu autor. - '

« Ultimamente Ò Sr. Figaniere acabou de verificar o ponto,

no que diz respeito á existencia da edição de 1570, de que

muitos, duvidavam. Existia, segundo me afíirma, um exemplar

na livraria das Necessidades, já depois removida para o palacio

d'Ajuda...

« Lembro-me de' ter visto, ha talvez doze ou mais annos,

um exemplar d'esta obra (não direi cómtüdo de qual dás

edições apontadas) em poder do finado livreiro Manuel Lourenço

da Costa Sanches ; e o mesmo me disse aò fim de algum

tempo havel-o vendido, se me não engano, pór 6$ooo. »

O que se deve concluir é que ha noticia apenas de mais

um exemplar em Portugal d'êsta raríssima edição, havendo

pertencido o que expomos 1 á Real Bibliotheca.

gZ N.° 118.—Os Lvsiadas de Luis de Camões.

Com privilegio real.

Impressos em Lisboa, com licença da sancta

Inquisição âf do Ordinário: em casa de Antonio

' Gõcaluez Impressor 15 72. In-4. 0

Consta de 2 ff. inn. com o titulo, o privilegio, e informação

do qualificador Fr. Bertholaméu Ferreira, e de 186 íf,

numeradas pela frente, com o poema; caracteres itálicos.

Apraz-nos transcrever as seguintes palavras do Snr. Tito

de Noronha acêrca de Camões e dos seus Lusíadas; •


301,

• « Em 1572 publicou-se em Lisboa um poema, que estava

destinado a ter mais tarde uma reputação universal, resumir

uma litteratura, e representar uma nacionalidade.

. « Apezar dos seus defeitos, de todos os defeitos que accintòsamenté

lhe têem descoberto, òs Lusíadas, são ainda uma das

mais bellas, sinão a mais bella, das epOpeas modernas.

« Todos, nacionaes e extrangeiros, continuam a reverenciar

0 inspirado cantor dos nossos fastos épicos, o soldado audaz,

quê legou á posteridade este famoso padrão litterario, este repositorio

da lingua, este copioso estendal das nossas passadas

façanhas., onde a par do mais grandioso patriotismo resalta a

vasta erudição de um homem que foi grande no seu século, e

que o continua a ser tres séculos depois.

« Camões é uma gloria nacional, e si foram audaciosas as

emprézas qué elle cantou, elle cantou-as com sublimidade condigna.

« Pagou-lhe mal a patria, mas a posteridade tem saldado

fartamente a divida, fazendo justiça inteira ao talento peregrino

d'éste grandioso vulto,, creador d'este poema sublime, o

mais grandioso, o mais grave, o mais novo dé quantos a Europa

moderna tem produzido.

' « Por uma coincidencia fatal, o cantor da patria morreu

no anno em que esta era subjugada pelas hostes de Philippe II;

mas si o paiz deixava de ter existência politica, si o seu cantor

escondia a sua miseria n'uma sepultura iríais que modesta, á

posteridade legava um monumento que o tornou bem conhecido

è ã patria, os Lusíadas. »

O Sfir. Dr. João de Saldanha, no seu Catalogo da Colíecção

Cantonearía, presta também a este grande vulto da litteratura

portugueza uma justa homenagem, péla fôrma que se segue:

« Si as artes, as industrias, é as gloriás militares elevam

o poder das nações, e sobre ellas esparzem o vivo brilho de

üma civilisação aprimorada, as lettras, éloquente manifestação

da intelligencia e da razão, sobre tudo as engrandecem, e lhes

erigem para o porvir monumentos inda mais duradouros que

a pedra e o bronze.

«Os agricultores com os seus braços; os commerciantes

com as suas ousadas viagens, enriqueceram Portugal; os artistas

com a sua palheta ou o seu buril lhe aperfeiçoaram as formas

elegantes e o romano perfil; os guerreiros com a sua espada

lhe centuplicaram o poder, e rasgaram á sua ambição horizontes

infindos; mas o Camões, o cultor das lettras, o grande

épico, salvou do esquecimento todas estas glorias, talhando nos

Lusíadas para o portico da immortalidade, o vulto athletico

de Portugal. »


3Q3

Nesta edição o titulo está mettido em portada de madeira,

composta de plintho, duas çolumnas canelladas na metade inferior,

e na superior um entablamento com


303,

II. A edição de 1584, mutilada no texto, é a segunda.

III. Posteriormente a esta ultima edição, e antes de 1585,

se fez outra, subrepticiamente, similhante em tudo á primeira,

com a mesma data, mas com algumas variantes e diversa orthògraphia.

Os princípios em que o aütor assenta estas conclusões são,

em resumo, os seguintes:

Os primeiros editores e commentadorês? como Pedro de

Mariz, Manuel Corrêa, Manuel Severim de Faria, e Faria e

Souza, referém-se a uma edição única;

•Foria.e Souza, só mais tarde, em 1685, é que distingue

duás edições; .

• Depois de Faria e Souza- assentou-se que houve duas

edições. dos Lusíadas em 1572 ;•

O impressor Antonio Gonçalves era pouco diligente; no

mesmo anno de 72 publicava. ainda outra obra, a Primeira

parte 'do Compedio da chroniça do Carmo, folio, de 242 pp.,

e não é de presumir que se affoitasse á reproducção de um

livro que, parece, nãp foi/grandemente considerado;

A producção do livro foi neste anno pvuito restricta ;

A guerra feita ao poema pelos Caminhas, Bernardes, e

outros litteratos do tçmpo, havia de naturalmente influir sobre

a açceitação dos Lusíadas;

A epocà era pouco asada para çmprehendimentos litterarios,

pelas causas de mais-conhecidasj

As variantes entre as duas edições ditas de 1572 não são

tão notayeis que se possam attribuir ao autor j

A pretendida segunda edição é tida como a mais correcta,

e também feita sob a vista do autor, não só a temos por isso,

mas, o que é mais, como a primeira, e a única pelo autor

vif ta; .

A chamada primeira edição éuma falsificação feita em 1585,

para a curiosidade dos amadores que estavam indignados pelas

mutilações que havia soffrido o poema na edição de 1584;

A orthographia das duas edições não é idêntica; isto

prova que a§ edições sahíram de prelos diferentes, visto não -

ser plausível admittir que um impréssór,. no mesmo anno,

tivesse duas fôrmas de orthographâr a mesma obra, e além

d'isso se esquecesse de dizer que a 2. a era uma nova edição,

que a podia fazer, visto para isso ter privilegio poi* 10 annos;

A põrtada e os typòs .de que se serviu A. Gonçalves para

os Lusíadas são os mesmos que foram de Germão Galharde e

que serviram para a impressão do Summario de Lisboa e

outras obras, e nestas o pelicano está com o rosto voltado para

a esquerda.


304,

São -estes os principaes argumentos do Sfír.' Tito de Noronha.

Expostos assim em esqueleto, despidos das galas da

erudição e da linguagem, crêmos que basta apresentai-os para

reconhecer-se que a sua força é maisapparente que real ; que

repousam tão somente em presumpções;" que lhes falta a evidencia,-

que impõe a^convicção, a certeza.

A algumas das razões o proprio Snr. Noronha se encarrega

de responder. Diz elle que não é provável que no mesmo

anno de 1572 se fizessem duas edições dos Lusihdas, porque

não havia necessidade d'isso, visto que o poema não' era procurado.

Entretanto na pag. 78 diz: «Publicou-se a i. a edição,

çòm privilegio por dez annos: a edição esgotou-se,\: .ou, por

ser pequena a tiragem, ou por terem ido exemplares para a

índia ...,» • -

A principal razão em qué se funda o Snr. Noronha para

affirmar que a chamada segunda edição é que é a primeira,

está em ser ella mais correcta que a chamada primeira.

O capitulo viu de seu excellente trabalho começa com

estas palavras: « Temos ppr certo que em 1572 não se fez mais

do .que uma edição dos Lusíadas, e também nos quer parecer

que o autor não viu provas ... »

Si o autor não viu provas,, como quer o Sfír. Noronha

tirar argumento da maior correcção da chamada segunda para

affirmar que ella é que é a primeira, por isso que, foi corrigida:

por Camões? Além de que, o argumento é contraproducente.

Pòr asso mesmo que a segunda é mais correcta é que não tem

probabilidade de ser a primeira. Em regra, são âs primeiras

edições ás.-menos correctas.

Da sua própria obra extrahimos ainda as seguintes palavras

do douto acadêmico Trigoso: « Nada ha mais ordinário do

que emendarem-se em uma segunda edição os erros em que

setemcahido na primeira ; aproveitarem-se' os autores das criticas

qué se fizeram, e melhorarem por meio d'estas a sua obra:

assim quando são ellés os que fazem uma e outra edição, quasi

que pôde haver certeza de que a ultima é preferível. Guiados

por estres princípios é que sobretudo nos persuadimos de que

a edição a que Manuel de Faria, o Padre Thomás, e i>

Sr. D. José Maria de Souza chamaram primeira, realmente

o é, porque a achamos bastante inferior á outra. »

As asserções — que se não deve presumir, que um impressor

orthographe a mesma obra. por dois modos diferentes no mesmo

anno, e -^ qpe se esquecesse de dizer que a 2* era uma nova

ediçãoy visto que pard isso tinka privilegio por 10 annos, não

são também procedentes.

Porque um impressor, no mesmo anno, não pôde ortho-


305,

gfàphar a mesma obra por duas fôrmas différentes? Qual o

obstáculo? Nas edições' antigas, e ainda nas modernas, não se

vêêm as-mesmas palavra^ orthographadas de modos différentes

até na mesma linha? ;.J

O privilegio concedido por ïo ãnnos para a impressão da

Obra, não isentava o autor e o impressor das difficuldades e

delongas de no.yo exame ou censura,: ca^o quizessem reimprimir

a obrá. Está, como* pensam muitos, pôde ter sido a causa

de haver, ©'impressor omittido a declaração de 2. a á nova

"edição.

" ^, Não' nos parece provável que 'Gamões tivesse corrigido e

dirigido pessoalmente a impressão da chamada segunda edição ;

mas,' a semelhança que existe entre as duas faz-nos crêr que

sahiram' ambas das òfficinas ' de Antonio Gonçalves no arino

de 1572. A hypothese aventada pelo Snrt Noronha de haver

sido reimpressa a obra "em 1585, com os mesmos typos'comprados

a Antonio Gonçalves, não tem a menor probabilidade.

No ilargo espaço de tempo de; treze annos, (estes typos, oü ;esT

tariam completamente inútilisados, ou já muito gastos ;; ë,

quando não estivessem, não é de presumir que, em mãos de

outra, pessoa, tivessem produzido uma obra tão semelhante á

^primeira.

Por ultimo,: a razão de • estar no Summariò de Lisboa o

pelicano cOm o: collo voltado para a esquerda, e dever estar

assim na i. a edição dos Lusíadas, não é valiosa. Não ha

duvida que se fizeram duas portadas : uma tem o pelicano

com o rosto voltado pata à esquerda, "outra o tem-com o rosto

voltado para. a direita.. : E certo também, como diz.;©' Snr. Noronha,

que a que foi empregada no Summario é a que traz o

pelicano comisgr collo voltado para a esquerda:; Qual d'ëllâs,

porém, foi empregada na i. a "edição e qual ná 2, a ? É este

• exactamente o ponto da duvida, que o Snr. Noronha não reçoive.

A razão que dá - não é 1 bastante para affirmar-se.: qüe a

¡ chamada segunda edição. ,é. qüe é á primeira, por isso que

tem. o pelicano- com o rosto vOltãdo para.a esquerda.

f Em um ponto- estamos de perfeito accôrdo com o Sfír. Tito

de Noronha.: é quando S. S. a combate a opinião do CoiiselheiróKJqsé

Feliciano de Castilho; que entende que,'com a

data de 1572, houve talvez quatro, e pelo'menos très edições.

Em verdade, a explicação que dá o Snr. Noronha das variantes

encontradas pele?' Conselheiro Castilho é muito plausivèl : «As

differenças.qüe por ventura se popsam encontrarem exemplares

semelhantes' provém de se terem Baralhado cadernos ou mesmo

folhas dos dois exemplarps, Ou mesmo de se haver entresachado

em exemplares incompletos quaesquer folhas de edições pos-


306,

ísriores fe- parecidas. Por 'esta »©rmi; -duas ^di^ñes podem

.parecer tres oui : -qmã?r©.j,-e mãis até,,-por-;nã^;cpnférirém exactis*

iiui.mitm'1- 1:111 íèâ^ 1 Sí^à^'^ um

M Com OrSenitf^s^íTSÇ.P mesmocaso

ternos vistor exemplares cõW livros de edições diversas,

mas 'formando uin todo corai'tíl^fo,/»

Os exemplarei da H^ünda ediç